O 3° PRINCÍPIO DA TERMODINÂMICA

Entropias absolutas
Ao contrário da energia interna ou da entalpia, em relação às quais
somente é possível determinar variações, mas nunca valores absolutos, com a
entropia é possível definir e calcular o valor das entropias absolutas. Duas
considerações permitem fazer esse cálculo: a terceira lei da termodinâmica e o
cálculo das variações de entropia que acompanham o aquecimento de uma
substância, que foi visto anteriormente.
De acordo com o terceiro princípio da termodinâmica, “ cada substância
possui uma entropia finita e positiva, que se anula na temperatura do zero
absoluto, sempre que a substância, rigorosamente pura, assumir a estrutura de
um cristal perfeito”. Como um cristal perfeito é rigorosamente ordenado, a sua
entropia (desordem) deve ser zero. Este estado de entropia zero pode ser
tomado, então, como ponto de referência e a entropia em outros estados pode
ser calculada como a variação de entropia necessária para transformar o
sistema desde este estado de referência até o estado a ser estudado.
A entropia absoluta de uma substância a uma dada temperatura,
portanto, é a soma da sua entropia absoluta à temperatura de K ( que é zero)
com a variação de entropia associada ao processo de aquecimento de K à
temperatura em questão. Esta variação é composta das parcelas de entropia
ligada ao calor sensível somada às parcelas de entropia ligada ao calor latente.

ENERGIA LIVRE
Definições
A determinação e o uso de ∆G como critério de espontaneidade é pouco
prática. A introdução de duas novas grandezas permite expressar o critério de
espontaneidade oriundo do segundo princípio em função de propriedades
termodinâmicas do sistema, de forma bastante simples. Estas duas novas
grandezas, que desempenham um papel essencial, sobretudo na relação entre

as variações dessas funções são relacionadas às variações de entropia.  ∆H (variação da entalpia): Entalpia (H) é o conteúdo de energia de uma substância. mas não da natureza da transformação. Em processos a temperatura constante. dada abaixo: ∆G = ∆H – T. ∆H = variação da entalpia. depende apenas dos estado inicial e final do sistema. T = temperatura em Kelvin (sempre positiva). isto é.T∆S Critérios de espontaneidade e equilíbrio A espontaneidade de uma reação pode ser medida por meio da equação de Gibbs-Helmholtz. .temodinâmica e o equilíbrio químico. em um determinado processo. ∆S = variação da entropia. sua variação. Consegue-se medir a variação da entalpia (∆H) de um processo. ∆S ∆G = variação da energia livre. definidas por: F= U – TS G= H – TS A energia livre de Helmholtz tem maior aplicação em processos a volume e temperaturas constantes.T∆S ∆G = ∆H . Ambas são propriedades extensivas e representam funções de estado. entalpia e energia interna: ∆F= ∆U . ao passo que a energia livre de Gibbs é mais aplicável a processos a pressão e temperatura constantes. são a energia livre de Helmholtz (F) e a energia livre de Gibbs (G).

Um potencial termodinâmico de interesse é a variação de energia livre de Gibbs (∆G) que pode ser utilizado para transformações que ocorrem a pressão e temperatura constantes. o sistema procura atingir a menor entalpia e a maior entropia. trata-se de um processo irreversível e espontâneo. Quando um processo é exotérmico. ele libera calor para a vizinhança. Numa transformação espontânea.  ∆S (variação da entropia): A entropia (S) é a grandeza termodinâmica que mede o grau de desordem de um sistema. aumentando a entropia da vizinhança. então quando é endotérmico. Um sistema possui uma energia global.utilizando-se calorímetros. significa que os estados inicial e final. ∆G > 0 significa que a transformação no sentido inverso é a transformação reversível e ∆G = 0. estão em equilíbrio. reversível ou em condição de equilíbrio. essa é a chamada energia livre de Gibbs. O potencial termodinâmico de um sistema determina a possibilidade deste sistema sofrer transformação.  ∆G (Energia livre): A energia livre ou energia livre de Gibbs é a energia útil do sistema que é usada para realizar trabalho. . O estado de equilíbrio de um sistema pode ser estudado através da função entropia em condições adiabáticas ou através dos potenciais termodinâmicos. Quando uma transformação apresenta ∆G < 0 e o processo utilizado é isobárico e isotérmico. o potencial termodinâmico revela se uma transformação é irreversível. Essa variação é a quantidade de energia que foi liberada ou absorvida no processo. mas apenas uma fração dessa energia será usada para realizar trabalho. diminuindo a entropia da vizinhança. Tais sistemas de maior entropia requerem menos energia que sistemas ordenados. ele retira calor da vizinhança. simbolizada por G.

ed. 1v. 296 p. PAULA. ORTEGA. Físico-Química. 2008. Fundamentos de Físico-Química: Uma abordagem conceitual para as ciências farmacêuticas.. 9. George G. ATKINS. . Peter. Rio de Janeiro: Ltc. 2012.REFERÊNCIAS NETZ. Julio de.. Porto Alegre: Artmed. Paulo A.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA SETOR DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE CURSO DE FARMÁCIA TERCEIRA LEI DA TERMODINÂMICA .

do curso de Farmácia. como atividade avaliativa complementar à nota semestral da disciplina de Físico-Química.PONTA GROSSA 2015 MILLENA LUIZA PALHANO RAPHAEL VIEIRA LOPES TERCEIRA LEI DA TERMODINÂMICA Trabalho apresentado pelos alunos supracitados. . Profª Ivelise Dimbarre Lao Guimarães.

PONTA GROSSA 2015 .