UMA TEORIA BÁSICA DA LINGUAGEM

Ricardo Vigna1
Vale advertir, de antemão, que, para uma introdução ao estudo da linguagem, como
aqui estamos a realizar, é suficiente a apresentação de uma teoria que dê conta da principal
função da linguagem: a comunicação, e que explique o funcionamento dos signos.
Passaremos então a expor as principais idéias da Linguística Saussureana ou Linguística
Estrutural, que é uma teoria básica da linguagem e têm servido como ponto de partida
para o estudo da linguagem nos meios acadêmicos. Ao final deste artigo, indicaremos
livros de outras teorias que aprofundam e transcendem esta teoria básica.
Os fundamentos do que hoje se entende por Lingüística foram lançados pelo
pensador suíço Ferdinand de Saussure no livro Curso de Linguística Geral, na verdade,
uma compilação de anotações feitas por alguns alunos seus a partir de aulas proferidas na
Universidade de Genebra entre os anos de 1907 e 1911. Estas palestras, depois de
divulgadas, promoveram uma revolução no estudo da linguagem. Até então o estudo da
expressão era, sobretudo, o da gramática, em que se propõe regrar o uso da linguagem e o
da filologia, em que se busca a origem das palavras ao se relacionar línguas atuais com as
antigas. Saussure, tendo uma visão mais ampla do fenômeno da comunicação, cria um
novo paradigma para o estudo do mesmo. Ora, se muitas pessoas sequer conhecem as
regras gramaticais e se expressam bem, se há povos que sobreviveram por séculos sem
desenvolver a escrita , é sinal que a linguagem é algo mais complexo que a mera
organização gramatical e a busca do étimo das palavras. A gramática serve apenas para
prescrever o que é a norma culta e a filologia investiga a origem das palavras no
desenvolvimento histórico das línguas; as pessoas, todavia, se comunicam no mais das
vezes sem prestar atenção em tais conhecimentos. Daí que a função primordial da
linguagem é a comunicação e o uso da norma culta nem sempre é adequado para a
diversidade de situações sociais que vivemos. Por exemplo: se estamos em um ambiente
descontraído, simplesmente conversando com os amigos, provavelmente soaria mal um
linguajar formal, técnico, porquanto pareceria uma tentativa de ostentação ou algo
semelhante.
O pensador suíço, por conta disto, propõe uma mudança de paradigma no estudo
da linguagem: além de estudarmos a história e a normatividade das línguas, devemos
abordá-las sincronicamente, ou seja, observá-las num dado momento de sua história e
Formado em Letras pela Universidade de Brasília e Doutor em Teoria Literária pela UFRJ. Professor
universitário, faz pesquisas em estudos de linguagem (Semiologia, Literatura e Filsosofia da Linguagem) e
também em formação de leitores. Associado à Cátedra de Leitura da Unesco/ Puc-RJ, faz pós-doutorado
sobre o o tema: Formação de Leitores e Ideologia.
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essencial dela. a linguagem é multiforme e heteróclita […] ao mesmo tempo física. Deste modo. roupas. aliás) de o homem manifestar aquela capacidade. É. Tomada em seu todo. indubitavelmente. independente da evolução histórica da mesma). cortes de cabelo e quaisquer elementos que possam ser usados como signos. mas também por gestos. Vejamos então alguns conceitos desenvolvidos por Saussure. é tido por muitos como o fundador da Linguística Moderna. adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa faculdade nos indivíduos. ela pertence além disso ao domínio individual e ao domínio social: não se deixa classificar em nenhuma categoria de fatos humanos. assim.verificar como as pessoas realizam a comunicação. ao promover esta nova abordagem no estudo das línguas. Linguagem. ou dito em outras palavras: em vez de abordarmos a diacronia das línguas (descrição de uma língua ou de uma parte dela ao longo de sua história. Para tanto. a citação acima revela uma dificuldade em definir a linguagem e . ela não se confunde com a linguagem. pois não se sabe como inferir sua unidade. o linguísta suíço dirige seu foco principalmente para o modo como funciona a comunicação em um certo momento da existência de um idioma ( a atualidade. ele propõe que a Linguística seja incorporada futuramente por uma ciência mais ampla: a Semiologia. por entender que a comunicação não se dá tão somente pelo uso das palavras. é um todo por si e um princípio de classificação. fisiológica e psíquica. é somente uma parte determinada. Saussure. um dos modos (o principal. um produto social da faculdade de linguagem e um conjunto de convenções necessárias. definir o objeto da ciência à qual se propôs desenvolver. devemos abordá-las em sua sincronia (estado de língua considerado num momento dado. a maneira que o homem tem de se expressar através de signos. A língua. Assim. ao mesmo tempo. Além disso. com as mudanças que sofre. o autor trava inicialmente uma diferenciação entre língua e linguagem: “Mas o que é a língua? Para nós. olhares. aproximando assim o estudo da linguagem da prática da mesma. ao contrário. também denominada Semiótica . a língua (o idioma) é parte “essencial” da mesma. Língua e Fala A primeira questão tratada por Saussure foi a de delimitar o seu campo de estudo e. ou seja. que se propõe a ser a ciência da língua. por exemplo). que estuda o funcionamento dos signos e da linguagem em geral.).” Vemos então que a linguagem é uma das “faculdades” do ser humano.

em maior ou menor grau. se o mesmo quer se comunicar de maneira satisfatória. O autor justifica tal negação com três argumentos: a) “a linguagem é multiforme”. o fisiológico. Nas línguas. com base nisto. têm por base “um modo adequado de se expressar”. a torre se move de maneira diferente do cavalo e este de maneira diferente do bispo. sabe que não pode inventar palavras à revelia dos demais usuários e nem deve construir caoticamente as frases. em maior ou menor grau. eles sempre. uma vez que pertence a diferentes domínios: “o físico. ora menos levado em conta pelos usuários. cada uma adquire valor no âmbito daquele jogo. Portanto. até mesmo o usuário que não frequentou o ensino formal segue um parâmetro ao usar a língua. c)ela não pode ser estudada exclusivamente por uma única ciência. algo semelhante ocorre: quando digo “ os meninos” não estou . há uma certa padronização no uso dos idiomas.. um modo de organização dos signos que possibilita a comunicação e evita que ela se disperse. A Língua. um modo de organizar frases e de atribuir regularmente determinadas significações à certas palavras. impedindo a dispersão. na totalidade do sistema. Dito em outras palavras: embora os usuários de uma língua possam criar diferentes combinações de palavras em frases e até mesmo criar novos significados para os signos linguísticos. uma espécie de gramática espontânea criada pelos usuários. pois se manifesta através de diferentes tipos de signo. algo estável. ao apreender uma língua. isto permite que consideremos a língua como “um todo”. por não ser facilmente delimitada pelo pensamento. Assim. é “dominável” e pode ser considerada um “todo”. etc. mas ao mesmo tempo funcionam umas em relação às outras. O pensador genebrês. a complexidade da linguagem e sua “instabilidade” são obstáculos para torná-la o objeto central de uma ciência da comunicação. o psíquico”. uma vez que possui um código de normas que a rege e a preserva coesa. Para Saussure. por sua vez. as peças têm uma função diferente. toda língua possui um regulamento ora mais. algo semelhante a um jogo de xadrez. Assim. Neste. Em suma. pois está sempre sendo recriada conforme os homens necessitem criar novas realidades (a linguagem dos computadores é exemplo disto).usá-la como base para formar uma “ciência da comunicação”. explica a língua como um “sistema” ou “estrutura”. e nenhuma peça tem valor por si só. Deste modo. com certa uniformidade e constância e é por conta desta perenidade que ela pode ser tomada como objeto central da ciência da comunicação. Ao longo dos séculos a regra gramatical criada pela espontaneidade e pelo costume foi acolhida pelas gramáticas oficiais. b) ela é “heteróclita”. pois todo falante. não permite que a classifiquemos em regras definidas.

os “jogadores” compõem diferentes frases e textos. Tal teoria. ou seja. o jogo e a língua são pactos sociais. O pensador suiço. etc. as organizações sintáticas. regido por um código de funcionamento que lhe garante certa unidade e que surge em certas condições histórico-políticas. faz com que percebamos o significado. duas partes: uma. essencial. portanto. Além do mais. umas em relação às outras. vale dizer. mas o nome e as funções das peças se mantêm estáveis. ou classe social). esse estudo é unicamente psíquico. Assim. pois a normatividade deve ser aceita por quem queira participar do jogo e da comunidade linguística. podemos perceber no uso dela as crenças das pessoas (ou de um grupo. isto é. todavia o significado das palavras. pois é no seu uso que revelamos nossa identidade perante a coletividade. todavia. A fala é um uso individual de algo social que é a língua. cada partida é diferente das demais. a fala.” A fala alia o pensamento com o mecanismo físico que produz a voz. no uso das palavras escolho alguma em detrimento de outras. tem por objeto a parte individual da linguagem. Língua. credita alguma importância também ao estudo da fala: “O estudo da linguagem comporta. a gramática e o léxico). nos faz notar.. É ela o principal objeto da Linguística saussureana. paralelamente. o jogo varia a cada momento. por conta disto.dizendo “o menino” nem “as meninas” … “foram à praia”. outra. se conservam. o modo ao qual elas entendem a vida. de certa forma. Por fim. em ambos os casos existe uma espécie de acordo de que as peças e as palavras funcionarão para todos de uma determinada forma. assim a diferença das palavras. portanto. que é social em suja essência e independente do indivíduo. além disso que “língua e fala são “…dois objetos que estão estreitamente ligados e se implicam mutuamente. a língua é necessária para que a fala seja inteligível e produza todos os seus efeitos. mas essa é necessária para que a língua se estabeleça” . pois ao falarmos invocamos em nosso pensamento o nosso modo de ver realidade. a fala se define pelo fato de ela ser o elemento a caracterizar a individualidade do ser humano. Em decorrência disto. é o sistema abstrato convencionado por um grupo social. Nesta. seguindo uma certa norma (as regras do jogo de xadrez. inclusive a fonação e é psico-física. uma vez que ali as pessoas vão reinventando novos modos de expressão e abandonando outros. a ideologia de uma pessoa ou de certos grupos de pessoas que pensam de maneira semelhante. nas línguas. mas este último aspecto importa secundariamente à ciência da comunicação. . que tem por objeto a língua. no xadrez. sendo que a evolução dos idiomas se dá através da fala. A fala revela. a sociedade e os seres humanos em geral. uma convenção entre as pessoas de que no sistema as palavras e as peças funcionarão de uma maneira compactuada. portanto.

Saussure fez uma abordagem intrínseca do fenômeno linguístico. Não há. ovo e galinha. por isto carrega consigo a ideologia . ela não pode ser moldada pela cientificidade de Saussure . em comum acordo. entre chuva e nuvem. Se os homens quisessem. um grupo social deve convencionar que haverá uma relação entre a palavra e a idéia de um objeto.Em resumo. com o qual os membros de uma comunidade se comunicam e serve de campo para a investigação saussureana. O Signo para a Semiótica e para a Linguística Ao definir a língua como um sistema. é possível criar uma conceituação estável para definir o fenômeno da comunicação . ou sentimento. contudo. Por conta de tal constatação. outros tipos de signo. em sua época. assim o combinaram. foram abordados pela Semiótica ou Semiologia. isto sim. um vínculo cultural. no âmbito da frase. por exemplo. porém. o significante “p-a-t-o” só se relaciona com o seu significado porque um grupo social. etc. mas devido a sua complexidade e instabilidade. portanto. que outro grupo de letras formassem a palavra para remeter à ideia de tal . isto é. ou seja. A Linguística saussuriana explica a origem do signo linguístico da seguinte forma: para a palavra existir e realizar sua tarefa de comunicar. Por conta disso. isto é. de certa forma. apenas quando vinculado ao sistema da língua. assim o querem e continuam querendo ao longo das gerações. um vínculo natural e obrigatório entre uma palavra e o seu significado. pois. ganha importância para a Linguística. resolveu que tal seqüência de letras indicaria tal idéia de um tal animal. investigou o funcionamento do principal instrumento que usamos para nos comunicar: o signo linguístico. sugeriu que englobasse a Linguística. a língua é produto da coletividade. o modo como ele entende o mundo. ou ser. que. já a língua é o sistema abstrato de signos inter-relacionados. antes deve haver uma certa convenção social. uma vez que ela só se consolida como meio de comunicação quando um grupo de seres humanos aceita que as palavras tenham tais e tais significados. As palavras são ligadas a ideias porque os homens. suas crenças. há. a fala ou discurso é o uso individual da língua. valores e concepções de mundo e o seu estudo. ou seja. Expliquemos: uma palavra só se relaciona a uma determinada idéia em virtude da convenção feita pelos falantes de determinado idioma. ciência a qual o pensador suiço. a linguagem é a faculdade humana que possibilita a expressão. tal qual existe. Para ficar mais claro. ele pressupõe um “primeiro princípio” para a existência do signo linguístico: a arbitrariedade. exemplifiquemos: a idéia que se tem de um “pato” não está ligada necessariamente com a seqüência de letras p-a-t-o. de natureza social e psíquica.

com isto. Assim. Cabe. Conforme o autor. com o passar do tempo. pois não há um fundamento lógico e obrigatório que estabeleça a correspondência entre palavras e idéias. rosa.) nada impediria que uma diferente denominação fosse consagrada. como dissemos. permanecem ou são esquecidos. bastando a comunidade linguística estar de acordo. Isto se dá porque não podemos confundir significação com referencialidade. por vezes perduram na comunicação de uma comunidade linguística e são adotadas por escritores e jornalistas. As gírias são exemplos deste último caso. A concepção da língua feita por Saussure. ele ”distingue o referente de uma expressão. Durante o processo da comunicação ao ouvirmos. o som que cria a idéia. Vejamos. e seu sentido. etc. no mais das vezes. A princípio. ou melhor. um ser concreto. dois aspectos que se entrelaçam: o significante e o significado. faz com que os signos sejam entidades que funcionam basicamente em um nível acima da realidade. O filósofo Frege foi quem notou tal diferença. aos seres. como veremos adiante.ave(“duck”. ou qualquer outra palavra: elefante. as palavras não nos remetem diretamente às coisas.a saber. O vínculo entre signo e idéia ou melhor entre o significado e o significante. um som unido a uma figura. um conceito correspondente ao objeto ou ser no universo da língua que estamos usando. pensarmos uma palavra. o objeto que ela designa. Daí a arbitrariedade do signo. os dicionaristas. é assim que funcionam os signos na comunicação. em virtude disto. as recolhem e as tornam parte do léxico. mas uma convenção cultural. ou seja. deste modo. a palavra é composta de duas partes. Como funciona um signo linguístico na visão saussureana? Como ele produz significação? Após usar o princípio da arbitrariedade como explicação para a origem dos signos. “pesce”. tudo poderia ser de uma forma diferente. é de cunho mentalista. Assim. lermos. além disso. ressaltar que as letras unidas “pato” estabelecem relação com uma idéia e não com um objeto. a maneira pela qual ela designa esse objeto”. denominada de significante. xyz. Isto. quando estamos a usar a língua fazemos referência a idéias e não a seres e objetos. mas quase sempre elas duram um curto espaço de tempo. não é algo natural. a esta imagem acústica corresponde um significado. com a ave. Saussure busca explicar o seu funcionamento. aos . o processo da comunicação se dá pela constante relação que mentalmente é estabelecida entre significantes e significados. enfim. naturalmente surge uma “imagem acústica” em nossa mente. pois. Tanto isto é verdade que palavras novas vão surgindo no bojo das línguas e outras ganham novos significados que. algo que os homens criaram e combinaram que assim seria. a saber.

até porque. no âmbito da semiótica. simbolizando o nazismo. quando interpretamos as palavras ditas por alguém. lanço algum conceito que faço do mesmo: “é um bicho peludo que mia”. forma ou fenômeno que remete para algo diferente de si mesmo e que é usado no lugar deste numa série de situações (a balança. também criamos objetos. fazemos gestos com as mãos para nos referirmos não a elas próprias. pois boa parte das relações humanas ( o trabalho. a virtualidade ocupa grande parte do que hoje entendemos por realidade e.etc. o da semiótica. em tal entendimento. num plano mais amplo que o da língua. alguns pensadores tendem a definir o momento histórico atual como “a era da informação”. são palavras que dão uma ideia de tal animal. Além disso. . significando a justiça. simbolizando o cristianismo. portanto. mas a idéias que temos deles. signo é “ a designação comum a qualquer objeto. um conjunto de sons [palavras] designando coisas do mundo físico ou psíquico etc. mas para dizer tchau. inclusive. funcionam basicamente como sistemas metafísicos. pois comunica algo a respeito do mundo ou do pensamento. roupas para simbolizar certos estados de espírito e crenças. Vale dizer que. ou escritas. paz e amor. adeus. tudo isto é também signo. mas a idéias que temos deles. “era da comunicação” ou em termos afins. Dito de maneira mais simples: signo é uma coisa que faz referência a outra coisa que não ela mesma.sentimentos. Tais conceituações não são um gato. uma faixa oblíqua. mas na mente humana e entre mentes humanas. é mentalmente que fazemos o discernimento entre uma palavra e outra: quando penso em “pato” não penso em “mato” ou “gato” e também não o faço em termos de “gata” ou “gatos”. se realiza não tanto na relação do homem com objetos reais. esculturas.etc. Por exemplo: para explicar o que é um gato quando algum espécime não está presente. A língua. ou seja. a cruz. dado que não fazem referência direta aos objetos. As línguas. mas a uma raça específica. os pensadores pós-saussureanos que se dedicaram a estudar os signos no contexto da linguagem .)” . o fazemos a partir de outras palavras que temos em mente. Assim. estão para além dos objetos e seres da realidade concreta. Em decorrência disto. pelo modo como os signos realizam o processo de simbolização. é no plano mental igualmente que notamos a relação entre palavras de uma mesma frase ou texto o que influencia no sentido delas: “o gato de botas” (desta relação tem-se uma entidade fictícia. Ora.. por exemplo) acontecem através do processo simbólico proporcionado pela linguagem. “um gato siamês” se refere a um tipo de gato não fictício. as aplicações financeiras. significando proibido [sinal de trânsito]. conceituaram-no a partir de seu funcionamento. a suástica. “é um animal irracional da família dos felinos”.

os grupos de letras que as formam não dizem respeito a elas mesmas. mas a idéias de objetos. 1983. sentimentos. F. Trad M. Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Cultrix. pois como notamos. Curso de Linguística Geral. etc. a palavra. ed. REFERÊNCIAS Bakhtin. . São Paulo. 22.Evidentemente. seres. 1992. Lahud e Y Viera. Tradução de Antônio Chelini et al. SAUSSURE. 6ª ed. tal definição inclui o tipo de signo definido por Saussure.