Algum tempo depois...

Em um quarto da cidade do México o amor estava presente em todas as ações da família, agora sim posso dizer que eram a família perfeita, apesar das briguinhas por uma coisa ou outra não conseguiu ficar um minuto “de mal” com o outro, desde os pequeno filho que balbuciava poucas palavras até os pais, e como já disse Família não é algo que ocorre do dia para noite, não é uma decisão que tomamos é algo que se uniu através da compreensão e amor. Dulce abriu os olhos e Christopher já estava se arrumando [Dulce] Bom dia amor! [Christopher] Bom dia! (se aproximou dela e deu um selinho demorado) como dormiu? [Dulce] Muito bem! (a falta de roupa no corpo dela entregava o casal, ele sorriu e a beijou) [Christopher] Te amo! (ela deu um beijo demorado no pescoço dele e sorriu) [Dulce] Também te amo! [Christopher] Conseguiu transferir seu plantão? [Dulce] Sim, ficou para amanhã. [Christopher] Vai direto do consultório pro Teatro? [Dulce] Sim, acho que não vai dar tempo de voltar pra casa, você leva ela? [Christopher] Levo. Não demora porque Sofia vai se atrasar. [Dulce] Ta, você me leva ao laboratório? [Christopher] Sim quero estar junto! (Ele deu um selinho e saiu do quarto, ela entrou no closet)

Não muito longe dali, o pequeno de olhos e cabelos castanhos começava aprontar logo de manhã cedo, levantou o colchão e saiu por baixo do berço foi até o quarto dos pais, caminha sorrindo do que havia feito, chegou ao pé da cama e bateu nos braços da mãe. [Leonardo] Mama... (Maite saltou da cama e olhou com os olhos arregalados para o filho, olhou para o lado, Christian ainda dormia calmamente) [Maite] (desesperada) Christian! Christian acorda! (Ele abriu os olhos assustado) [Christian] Que foi Mai? [Maite] Você que tirou Leonardo do berço? [Christian] (sonolento) Não, por quê? [Leonardo] Papa... (Maite continuava olhando para o filho sem entender como ele conseguira sair do berço, pegou o filho e deitou entre ela e Christian) [Maite] Você anda muito safado, como foi que saiu de lá heim? (o pequeno deu um tapa em Maite na intenção de fazer um carinho) {sabe criança como é ahahah} [Maite] Meu deus quanta força... (passou a mão pelo rosto) [Christian] Assim não Leonardo, machuca tua mãe... (beijou as pequenas mãos do filho e consultou o relógio) São sete horas.;. (Maite deu um selinho nele e um beijo no filho, se levantou, espreguiçou-se e foi até o closet procurar uma roupa, e de lá saiu incrivelmente linda, havia mudado o corte de cabelo não fazia muito tempo, Christian observou a mulher mexer na bolsa sobre a pequena cômoda branca e tabaco. Cada dia seu sentimento por ela era mais forte e Maite conseguia retribuí-los com mesma intensidade, ela olhou em direção a cama e sorriu ao ver o pequeno Leonardo já havia dormindo novamente, nos braços do pai. [Maite] É uma cena que nunca vai se apagar da minha mente. (Christian sorriu e pegou o filho no colo para levar até o quarto, o deixou no berço e foi até a sala onde a esposa comia qualquer coisa.) [Sofia] Eduardo, para! (O menino insistia em puxar em puxar a irmã pelo braço) [Eduardo] Binca mana, vem binca. (fazia gestos para que Sofia fosse até os carrinhos) [Sofia] Du, agora não posso to indo pra aula. (arrumava os materiais dentro da mochila) [Eduardo] Manaaaaa, vem... Queio binca... [Sofia] Mãe, MANHEEEEEEEE! [Amanda] Tua mãe esta dormindo... (Amanda se aproximou e ajudou a menina arrumar os cabelos) Pronta para apresentação de hoje à noite? [Sofia] Aham, um pouco nervosa. [Amanda] Você é a bailarina perfeita, dança bem! Acho lindo, chego a ficar emocionada! [Sofia] Menos Doka, bem menos (as duas sorriram) Você vai me ver hoje? [Amanda] Claro que vou! (no mesmo instante Christopher entrou no quarto) [Christopher] Estava gritando por quê? [Sofia] Ahh pai, desculpa é que o Eduardo não para de me incomodar.

[Christopher] Vem com o pai, vem Du. (Eduardo colocou o dedo na boca e olhou para cima, em direção ao pai) [Eduardo] Paie, binca... (Christopher caminhou com o filho até os carrinhos e sentou-se no chão com o filho sentado em suas pernas) [Christopher] Já esta pronta? (Christopher pegou um dos carrinhos para brincar com o filho) [Eduardo] Vrummm, vruuum [Sofia] Sim, você vai me levar? [Christopher] Vou, espera sua mãe acabar de se trocar. Já tomou café? [Sofia] Siim pai! (Christopher levantou com Eduardo nos braços e saiu do quarto atrás de Sofia, Dulce parecia mais nervosa que o normal, esta toda atrapalhada mexendo na bolsa) [Maite] Vai vestir uma roupa daqui a pouco Ângela chega e você seminu. [Christian] Ta com ciúmes da empregada, meu amor? (indagou irônico) [Maite] Se você estiver tendo um caso com ela vou precisar de varias plásticas e meu marido lindo que vai patrocinar! (Christian sorriu e sentou a mesa e Maite se levantou) [Christian] Minha companhia te agrada tanto assim? (Maite sorriu e deu um beijo demorado no marido) [Maite] Te amo. [Christian] Eu também! (Maite deu um selinho rápido no marido e saiu de casa, ainda pode escutar o “Bom trabalho antes de fechar a porta”, já estava entrando no elevador quando se lembrou de algo, e como pudera esquecer?! Entrou em casa as pressas, Christian fez uma cara de surpresa e viu a mulher entrando no quarto do filho. [Maite] Como pude esquecer de você meu bebe? (deu delicado na testa do filho que dormia alheio a tudo no berço, observou por alguns minutos só então saiu do quarto, Christian sorriu apara ela) Angelique e Derrick haviam se casado há alguns meses, não era aquele casal perfeito, brigavam por qualquer coisa, mas se davam bem. [Angelique] Derrick James vai guardar esses sapatos, faz desde segunda que eles estão aqui no banheiro. [Derrick] Eita, bateu a TPM hoje? [Angelique] Não Derrick, só que você não se toca que se VOCÊ não recolhe quem tem que recolher sou EU! [Derrick] Porque antes do casamento você não era assim? [Angelique] Porque VOCE não era assim, só porque casei contigo significa que vou ser tua escrava? [Derrick] Depende o contexto. (sorriu maliciosamente, a segurou pela cintura e roçou os lábios pelo pescoço dela) [Angelique] O que eu faço com esse homem? (os dois trocaram sorrisos e ele a beijou apaixonadamente) [Derrick] Não disse nada. [Angelique] Derrick estou atrasada... [Derrick] Já te deixo em paz. (a beijou com ternura e amor, um beijo quente e molhado, os dois apartaram os lábios sorrindo) Aonde vai agora? [Angelique] Vou ver a obra e mais tarde quero sair com arquiteta pra ver decoração dos leitos. E você vai se encontrar com a Advogada? [Derrick] É, ela quer saber como anda o Centro Oncológico, tenho que repassar as notas fiscais também. [Angelique] Porque a mulher que ajuda nessa ala do hospital não aparece? [Derrick] Não sei, Fernanda não disse o motivo. [Christian] Você esta atrasada! [Maite] E com a mínima vontade de ir trabalhar. (Christian a abraçou pelo pescoço) [Christian] A gente pode almoçar juntos, o que acha? [Maite] Não vai te atrapalhar? [Christian] Claro que não, faz tempo que não saímos. [Maite] Boa idéia! Ahh não esquece que hoje é apresentação da Sofia! [Christian] Não esqueci não, até comprei um presente pra ela. [Maite] Mais tarde me mostra. [Christian] Você passar pegar o Léo ou eu passo? [Maite] Eu passo, pode deixar. Onde nos encontramos? [Christian] Não sei, escolhe um e me liga.

[Maite] Agora me deixa ir. Te amo! (deu um beijo apaixonado no marido e saiu do apartamento, Christian terminou de se arrumar, despediu-se do filho e foi trabalhar também) [Sofia] Bom dia mãe. [Dulce] Bom dia, anjinha. Como passou a noite? [Sofia] Bem! Não vão esquecer da minha apresentação hoje. [Dulce] Não vamos meu amor, já transferi meu plantão e vou poder ir, esta certo? [Sofia] Ta bom. [Dulce] Vamos chris? (Christopher assentiu e deu um beijo no filho) [Christopher] Se cuida guri! (Dulce se aproximou e passou a mão pelos cabelos cacheados do filho) [Eduardo] Mama (esticou os braços em direção a Dulce que o pegou nos braços) [Dulce] Fica com deus anjinho, mamãe não demora ta?(Deu um beijo no rosto do filho e o colocou no chão). [Eduardo] (chorando) Mama [Dulce] Amanda, cuida dele... Estamos atrasados... [Amanda] Tudo bem dona Dulce, pode ir tranqüila. [Dulce] Tchau meu bebe. (Acenou para o filho que agora chorava demasiadamente, Christopher e Dulce deixaram a filha na escola e seguiram para o laboratório mais próximo. Dulce entrou e fez o exame, esperaram um tempo até que o exame ficasse pronto, Dulce não parava de mexer as mãos e Christopher caminhava de um lado para o outro, estavam ansiosos com a possibilidade de ter mais um filho. Ele sentou em uma das cadeiras e segurou as mãos dela. ) [Christopher] Fica calma... [Dulce] Não consigo. (sorrindo) Só de imaginar que posso estar grávida fico uma pilha de nervos. [Christopher] Não tem porque ficar assim, esta tudo planejado, pensamos nisso há meses, não sei por que esta assim... Parece o primeiro! (Uma moça de branco vinha com um envelope na mão e acenou para Dulce, Christopher se levantou e foi até o balcão pegar o exame, Dulce o seguiu nervosa) Vamos abrir no carro? [Angelique] E essa Fernanda é bonita? [Derrick] É bonita sim, um pouco baixa, mas atra... (olhou para Angelique que o olhava com uma sobrancelha arqueada, sorriu sem graça) é um pouco nervosa demais também. [Angelique] Uhum. (cruzou os braços e saiu do quarto, Derrick levantou as mãos para cima pedindo uma ‘trégua’) [Derrick] Deixa de ciúmes Angel, só converso com ela, quer ir junto? [Angelique] Não, eu preciso ir me encontrar com a arquiteta, quero terminar o projeto da ala pediátrica hoje, falando nisso tenho que ligar pro Christopher, ele disse que ia me ajudar com isso. [Derrick] (surpreso) Não ta braba? [Angelique] Não, só acho que não precisa ficar falando que ela é atraente pra mim. [Derrick] Mas foi você que começou (angelique terminou de lavar os pratos e voltou para o quarto, derrick a seguiu.) [Angelique] Christian vai junto? [Derrick] Ele ta ocupado com um paciente e não vai poder, então chamei Jack pra ir junto... [Angelique] Tudo bem, você me deixa na ‘Chuvisco’? [Derrick] Sim é caminho para onde vou... (Terminaram de se trocar e saíram de casa) Jack estava em frente ao condomínio onde morava a espera de um táxi quando uma moça de cabelos cacheados parou ao seu lado. [xxx] Como foi a noite Duarte? [Jack] Ótima, já a sua não sei! [xxx] Não parece. A “Domingo” não te agradou? (sorriu sarcasticamente) ta com uma cara péssima! (Os dois acenaram para o táxi que se aproximava) [Jack] Não enche! [xxx] Não acredito que você brochou! (Ela ria sarcasticamente e Jack a olhou com os olhos arregalados) [Jack] Você me chamou do que eu penso que me chamou? (O táxi parou em frente a eles, Ela abriu a porta do carro) Esse táxi é meu! [xxx] Ta escrito seu nome por acaso? [Jack] Eu cheguei antes! (Ela entrou no carro e Jack a impediu de fechar a porta) [xxx] Bom dia Jack! (tentando fechar a porta)

[Jack] Sai desse táxi, to atrasado! [xxx] Também estou. (Jack cerrou os dentes e entrou no carro) Ahh não... Pode sair [Taxista] Pra onde, por favor? [Jack] Sai você! [Taxista] Pra onde gostariam de ir? [xxx] Deixa de ser mal educado e me deixa ficar com o táxi. [Jack] Eu sou o mal educado agora! [Taxista] Eu não tenho o dia todo, para onde querem ir? [Jack, xxx] Rua 16 de setembro, “Tango Coffee Bistro” (os dois se olharam se olharam tentando não manifestar qualquer expressão de surpresa, mas foi impossível) Sofia chegou à sala sorrindo, deixou o a mochila no chão e sentou na carteira onde a prima esta sentada. [Sofia] Oi Mi. [Milena] Oi Sofia, (sorrindo) adivinha quem tava te procurando?? [Sofia] Victor? [Milena] Não, Gabriel. [Sofia] Ahh... O que ele queria? [Milena] Não disse. [Sofia] No recreio falo com ele. (Nos mesmo instante as duas olharam para porta e trocaram risos debochados) [Milena] A chata chegou. [Sofia] É uma oferecida mesmo. Desde o Jardim que venho agüenta essa idiota. [Milena] E pelo jeito vamos ter que agüentar até o fim da escola. ‘Vitinho, vamos comprar lanche comigo?’ (Milena imitou a colega e Sofia caiu na gargalhada, ela desceu da carteira quando a professora entrou na sala, sentou em seu lugar e Victor entrou sonolento, quase arrastando a mochila) [Victor] Oi Sofia, oi Mi! (passou entre as filhas das duas primas e sentou na carteira atrás de Sofia) Qual primeira aula? [Sofia] Matemática. [Victor] Que saco, não queria vir pra aula. [Professora] Sofia, Victor não é hora de conversar. [Sofia,Victor] Desculpa (Sofia virou para frente e prestou atenção no que a professora passava no quadro, as três aulas se passaram e bateu para o intervalo) [Fernanda, Jack] O que vai fazer lá? [Fernanda, Jack] Não te interessa! (cada um se acomodou em um lado do carro, o local não era muito longe então não demoraram a chegar, o taxista estacionou em frente ao Bistrô, Ela saiu do carro rapidamente) [Taxista] São 20 pesos {não sei cotação de peso mexicano, mas aqui vale igual ao real euheuheuhe} [Jack] Mas é uma... Abusada, pra não dizer outra coisa! (Jack pagou pela corrida e saiu do táxi discando para Derrick) Onde você esta? [Derrick] Estou estacionando o carro, já chegou? [Jack] Sim, te espero aqui na frente. (Encerrou a ligação e guardou o celular no bolso, alguns minutos depois Derrick já estava ali também.) [Derrick] Que cara é essa? [Jack] Uma louca resolveu estragar meu dia! [Derrick] Que mau humor heim! [Jack] Vamos falar com o advogado ou não? [Derrick] É pelo jeito estragou mesmo (Derrick riu e os dois entraram no local, Jack andava atrás do primo e observava a decoração do local, chegaram a uma mesa) [Derrick] Bom dia! (Ela levantou e estendeu a mão em direção a ele, Jack deixou de prestar atenção na decoração e olhou para a mulher que o olhava também) [Fernanda, Jack] VOCÊ? [Derrick] Já se conhecem? [Jack] É a louca que te falei. [Fernanda] Não sou louca! [Jack] Me deve dez pesos... (Derrick riu) Vou embora com essa louca não fico nem um segundo. [Fernanda] Eu sou louca? Você é um safado. Como vai o harém que você cultiva? [Derrick] Harém? (sorrindo) Jack achei que fosse viado!

[Jack] Cala boca! [Fernanda] De viado ele não tem nada! (Jack a olhou surpreso) É um safado isso sim! (tentou concertar) [Jack] Sabe qual seu problema Fernanda? Falta de homem. [Derrick] Hey Jack, vai com calma! [Fernanda] Seu... Seu... (Fernanda respirou fundo e sentou-se a mesa com calma, Jack puxou a cadeira e sentou em frente a ela) [Derrick]Vamos resolver isso logo porque não tenho muito tempo(sentaram e por alguns momentos Jack e Fernanda discutiam como seria melhor forma de empregar o dinheiro. Derrick repassou todos os gastos a Advogada ela conferiu tudo e sorriu) [Fernanda] Por que Christian não veio? [Derrick] Teve uns problemas no hospital, pediu desculpas, na próxima estará presente. [Fernanda] Tudo bem, mande um abraço a ele. (Jack revirou os olhos) Vou indo... [Derrick] Quer uma carona? [Fernanda] Não obrigada, me viro. (Os três saíram do Bistrô juntos e cada um seguiu seu rumo) [Sofia] Vamos comprar lanche comigo? [Milena] Sim, só deixa pegar dinheiro (as duas saíram felizes da sala e foram até a cantina compraram o que queriam e sentaram em um banco em baixo de uma arvore, próximo a alguns meninos que aparentavam ser mais velhos Sofia olhou para o menino loiro de olhos azuis e acenou e foi prontamente retribuindo com um sorriso. [Milena] Humm, ta namorandooo! Ta namorando (batia as palmas e sorria para a prima) [Sofia] Cala boca Milena! [Milena] Ele ta vindo (indicando com a cabeça para a direção em que o menino vinha) [Gabriel] Oi Sofia, oi Mi! [Milena, Sofia] Oi Gabi! [Sofia] Vai ao teatro hoje? [Gabriel] Sim, minha prima também dança, a paulinha... [Sofia] Uhu, sei quem é. Era sobre isso que queria conversar? [Gabriel] É sim, queria saber se ia dançar também. [Sofia] Sim, eu vou... (Os dois trocaram sorriso e Milena fez uma careta) [Gabriel] Eu já vou indo então, tchau. (Gabriel saiu e as duas ficaram olhando para ele) [Milena] É lindo! [Sofia] Prefiro Victor. (o sinal tocou e Sofia se levantou) [Sofia] Tem português agora, que saco! (as duas foram para a sala e aula continuou) [Dulce] Sim, pode ser. (Dulce tirou o papel das mãos dele, caminharam até o carro, ela não parou em um momento de abrir o envelope, abria e voltava a fechar, entraram no carro, Dulce finalmente tirou um papel branco do envelope e o sorriso de antes foi se apagando, leu o exame e uma lagrima escorreu. [Dulce] Eu... Não to grávida. (Christopher a olhou e fingiu não se importar com o fato, segurou a mão dela e beijou) [Christopher] Vamos continuar tentando, temos tempo. E se não der não vamos poder fazer nada, mas sou muito feliz com os dois filhos que me deu. (Dulce se esforçou para que um sorriso tomasse conta de sua expressão, mas de nada adiantou, continuou seria e pensativa)Não fica assim, não há com o que se preocupar... Vai ver não fizemos as contas direito da sua semana fértil. [Dulce] É, pode ser. [Christopher] Dul, tudo bem, tentamos novamente esse mês! (Christopher sorriu e passou a mão pelos cabelos dela) se você não quiser tudo bem, vou entender. (Quem o visse falando e apoiando a esposa diria que ele não se importava com o falso alarme, mas por dentro estava tão decepcionado quanto ela. Christopher deixou Dulce no consultório e seguiu para o Café onde encontraria Angelique) Christopher avistou Angelique conversando com uma mulher de cabelos castanhos claros, se aproximou e amiga se levantou sorrindo, [Angelique] Chris, que bom que veio, (cumprimentou o amigo com um abraço) essa é Melissa, arquiteta que te falei (cumprimentou a mulher com um aperto de mão, sentou-se ao lado de Angelique, em frente a arquiteta) [Christopher] Então, já decidiram algo? [Angelique] Melissa estava me mostrando o projeto da ala pediátrica, (Indicando para ele o papel sobre a mesa, Christopher analisou os detalhes da planta e sorriu)

[Christopher] Era isso mesmo que desejava, [Melissa] Estávamos te esperando para ver se concorda com a decoração.. [Christopher] Não entendo disso, (sorrindo) mas o que decidirem por mim esta ótimo. [Melissa] Pensamos em algo colorido pra não ficar aquele clima de hospital. [Christopher] E que cor pensam? [Melissa] Verde bebe nos quartos e desenhos pelo corredor, o que acha? [Christopher] Gostei da idéia. Por mim pode fazer. Tem algum espaço que não será ocupado? [Melissa] Dependendo pra que precisa... [Christopher] Pensei em uma sala só com brinquedos, TV e áudio, biblioteca... [Melissa] (sorrindo) uma brinquedoteca! Podemos transformar uns dos leitos, sem problemas. Posso cuidar refazer o projeto. [Christopher] Acho que seria o ideal. [Angelique] Até semana que vem da tempo? [Melissa] Sem problemas, não é algo que precise me dedicar muito. [Christopher] Eu preciso ir, estou atrasado. [Angelique] Me da uma carona chris? [Christopher] Claro... (Despediram-se de Melissa. Christopher deixou angelique no local desejado e seguiu para o consultório) Dulce chegou ao Teatro São Pedro já era noite, andava rapidamente com medo que apresentação da filha tivesse iniciado, entrou no ambiente a procura da família, nas primeiras cadeiras avistou Amanda brincando com Eduardo, caminhou até lá com calma. [Dulce] Oi meu anjo! (pegou o filho nos braços e o encheu de beijos) Algum problema durante o dia? [Amanda] Não, tudo certo. (Olhou para os amigos e acenou, seu olhar encontrou com o do marido e tentou sorrir, ele também não parecia estar muito alegre. Sentou ao lado dele e acomodou os filhos nos braços) [Christopher] Como foi seu dia? [Dulce] Foi... Difícil. [Christopher] O meu também. [Dulce] Olha Chris... Eu não tenho culpa... [Christopher] Ninguém disse que tem Dul, sei como essas coisas são não estou te obrigando a ficar grávida, quando chegar a hora vai acontecer (Dulce olhou ternamente para ele e acariciou a face dele) [Dulce] Te amo. (Dulce sentiu alguém puxar os cabelos e sorriu) E você, também te amo! (sorriu para o filho e acariciou as mãozinhas dele) [Eduardo] Aba, mama. (Dulce olhou para Amanda que lhe oferecia a mamadeira) [Dulce] Aqui meu amor (entregou a mamadeira a ele que segurava com as duas mãos, as luzes do teatro se apagaram e apresentação começou) Dulce e Christopher não desviavam os olhares da menina nem um minuto. Nem sombra da pequena que há alguns anos atrás quase perdeu a vida, Sofia estava forte e linda, destacava-se entre as outras bailarinas sem qualquer esforço, deixava a simpática transparecer em sua fisionomia, o casal olhava atento a cada passo dela, sorriram orgulhosos ao final da apresentação. A luz se acendeu e finalmente Sofia se juntou aos pais. [Dulce] Você estava linda! Parabéns bebê! (deu vários beijos no rosto da filha) [Sofia] Mãe, para... Ta todo mundo olhando (Dulce sorriu) [Christopher] Parabéns minha linda! Era a bailarina mais linda! (sorriu orgulhoso e abraçou a filha) [Sofia] Menos doutor Christopher! [Christopher] Quando era menor era mais convencida (os demais amigos se aproximaram, Sofia cumprimentou Angelique, Derrick, Jack, Anahí e Alfonso com altivez a cada elogio que os adultos faziam, parou em frente a Christian que segurava Leonardo e sorriu, ele se abaixou um pouco e deu um abraço na afilhada, Sofia deu um beijo sutil na bochecha da criança. Maite a abraçou um pouco emocionada.) [Maite] Parabéns, já disse que dança muito bem? (falando baixinho) [Sofia] Já disse dinda, obrigada. (sorriu convencida. Maite entregou uma pequena caixa, sem pensar a menina desfez o pacote que envolvia o presente que deu lugar a uma pequena caixinha de musica, Sofia sorriu ao abrir e ver a caixinha de musica sorriu e abraçou os padrinhos) [Sofia] Obrigada!! [Alfonso] Eu e any vamos jantar fora, alguém quer ir? [Dulce] Vou deixar para outro dia Poncho, Quer ir Chris? [Christopher] Não, vou pra casa contigo.

[Anahí] Vamos junto Chris... [Dulce] Vai com eles, faz tempo que não sai. [Christopher] Vou deixar para outro dia. [Alfonso] E vocês (perguntando para os outros amigos) [Maite] Léo acabou dormindo, sem chance... [Derrick] Também não vamos, tenho algumas coisas pra resolver ainda... [Alfonso] Nem você vai Jack? [Jack] Eu? Tenho cara de castiçal? (Anahí sorriu) claro que não né ‘Bem’! [Anahí] Então vamos sozinhos, fazer o que. [Christian] Olha o dia que escolheram... Segunda-feira. [Angelique] Sábado a gente sai então. [Christian] Conversamos durante a semana pra marcar alguma coisa. (saíram do teatro conversando sobre qualquer assunto, despediram-se e cada um seguiu para sua casa, exceto Anahí e Alfonso que pararam em um Barzinho) Era um ambiente típico do México, vermelho, verde e branco decoravam o local. Logo de cara Alfonso notou uma mulher de cabelos vermelhos, a olhou por um momento sorria animada enquanto conversava com outra mulher de cabelos de cabelos loiros, elas estavam sentadas próximas ao palco onde uma banda tocava a musica de uma banda mexicana. O casal sentou em uma mesa onde pediram as bebidas, não demorou para que o garçom trouxesse os pedidos. Anahí e Alfonso conversavam animados, riam de algumas historias que relembraram, mas ele não deixou de olhar para a mesa do outro lado do bar, sabia que conhecia aquela mulher. Quando ela se levantou para ir embora ele tentou reconhecer quando ouviu Anahí falando. [Anahí] Poncho, estou falando com você.. [Alfonso] Ah? Oi Any... [Anahí] Vamos? Estou cansada. [Alfonso] Sim. (passou a mão pelo rosto dela. Ele foi até o caixa e parou atrás da mulher que observava, quando ela falou alguma coisa para a amiga ai que a reconheceu) [Alfonso] (surpreso) Fran? (a moça se virou e olhou para ele com a mesma pergunta que ele fazia antes, sorriu de uma hora para outra) [Francele] Poncho! Quanto tempo!! (sem pensar ela o abraçou ainda sorrindo) Como esta? [Alfonso] Estou bem... E você, por onde andou? Depois da formatura não te vi mais. (sorrindo) Por ai, passei alguns anos no Brasil, voltei faz uns três anos. E você? [Alfonso] Voltei da Suíça, lembra da Dulce não é? (ela assentiu sorrindo) a gente morou um tempo por lá e voltamos faz algum tempo... [Francele] Ainda namora ela? (Alfonso passou a mão pelos cabelos e se lembrou que a namorada estava esperando na mesa e olhava com uma expressão nada agradável.) [Alfonso] Não, (sorrindo) estou namorando Anahí, lembra? [Francele] Sim, a loira que viva com a Dulce, não é? [Alfonso] Essa mesma! [Francele] Finalmente sossegou! [Alfonso] É, acho que estava na hora. (Francele sorriu, da mesa Anahí se controlava para não ir até lá, estava a ponto de ter um crise de ciúmes da frente da ex-“namorada” de Alfonso, respirou fundo quando viu os dois trancando números do celular, apenas os músculos da face e das mãos se movimentaram, nem um impulso tomou conta, continuou sentada enquanto observava os dois conversando) [Francele] Nos encontramos qualquer dia.. [Alfonso] Se cuida! [Francele] Você também! (Despediu-se de Alfonso com um abraço e saiu do bar, Anahí não deixou que ele voltasse a mesa saiu logo em seguida sem manifestar qualquer reação, Alfonso olhou preocupado, pagou a conta e saiu atrás dela que caminhava sem pressa até o carro. ele a alcançou e pos as mãos sobre os ombros dela) [Alfonso] Hey... Tudo bem? [Anahí] (séria) Sim, Poncho. Vamos?(chegaram ao carro e Alfonso desacionou o alarme, suas mãos se tocaram quando ele foi abrir a porta para ela) Não precisa. (ele respirou fundo e deu a volta no carro, os dois entraram e ele deu a partida.) [Alfonso] Você vai lá pra casa? [Anahí] Não, melhor dormir na minha mesmo. (Alfonso olhou para ela um instante e voltou o olhar para frente, fez o contorno e mudou totalmente a direção do caminho.) [Anahí] Onde esta indo? [Alfonso] Pra minha casa.

[Anahí] Poncho, já disse que ia dormir em casa hoje. [Alfonso] Se você não ficasse tão emburrada, talvez te levaria para casa (ele sorriu timidamente e Anahí suspirou cansada. Ele estacionou o carro na garagem e juntos subiram as escadas, Alfonso foi desabotoando camisa e Anahí sentou no sofá emburrada) Vai ficar assim a noite inteira? [Anahí] Não é fácil de ver com suas antigas namoradas, não é nem um pouco fácil, ainda mais se a considera especial não é? (Alfonso sentou no braço do sofá e passou a mão pela nuca) [Alfonso] Tenho certeza que também considera seus casinhos especiais, (enciumado) Derrick é um deles não é? Alfonso, Derrick não vem ao caso, agora. [Alfonso] Any, não vou negar que a Fran (Anahí revirou os olhos e ele sorriu) foi especial, mas não te mais nada a ver, é passado. Não fica assim vai... (sentou ao lado dela), por favor... (ele brincou com os lábios dela, apenas roçando os seus nos dela, mas vendo que aquilo não estava fazendo efeito nenhum ele a encarou irritado) porque não pode por um segundo acreditar que eu te amo? [Anahí] Não disse o contrario. [Alfonso] Mas esta parecendo, odeio quando me olha com essa expressão de duvida. [Anahí] Poncho, você já... Já me... Me traiu alguma vez? [Alfonso] Que? Claro que não, de onde tirou isso? [Anahí] Eu... Só queria sabe. (ele passou a mão pela testa) [Alfonso] Você não acredita que eu posso ser fiel a você não é? (Anahí não negou, sentia ainda uma insegurança, embora ela não demonstrasse qualquer indicio de que algum dia a tenha traído de qualquer forma) Você quer terminar tudo? [Anahí] Não, claro que não. [Alfonso] Então confia em mim, é tão difícil? Eu te fiz uma promessa quando começamos a namorar e ainda lembro de tudo que me disse, e em momento algum eu pensei em quebrar juramento que fiz, mas não posso fazer mais nada se você não acredita em mim. [Anahí] Então é isso? (Alfonso não soube o que responder, então calou-se) acho que não tenho mais nada pra fazer aqui. (Anahí se levantou quase sem forças, escutar aqui dele foi tão difícil ou pior do que há alguns anos ter escutado que ele não gostava dela) A gente se vê por ai. (Alfonso a olhou sério, não podia deixar a única mulher que o fez sentir vivo ir embora, assim, sem mais nem menos, segurou a mão dela e a fez sentar ao seu lado, ela fez tudo sem objeção) [Alfonso] Calma, também não é assim, não vou deixar que uma relação de três anos acabe assim. Eu te amo e demorei tempo demais pra perceber a mulher que era, não quero que deixe minha vida por causa de uma insegurança, eu fui um idiota também, não devia ter falado essas coisas, sei que não faz por mal, afinal fui o galinha minha vida inteira! (os dois trocaram alguns risos e Alfonso pegou na mão dela) Então quando a gente vai se casar? [Anahí] (sem graça) Ai Poncho que idiota, não brinca com isso. [Alfonso] Então não quer se casar? [Anahí] Eu quero! Quer dizer... Não sei... (sorriu sem graça) Talvez. (ele riu e a abraçou) [Alfonso] Se decida senão não posso comprar as alianças. (Anahí riu da brincadeira) [Anahí] (brincando) Quero sim, você pode comprar umas alianças da ‘Vivara’, mas aquela mais grossa que tiver, ouro 24 quilates heim, não esquece! (Alfonso riu do jeito dela e tirou uma caixinha do bolso.) [Alfonso] Acho que adivinhei o que você queria, não? (Anahí olhou para a pequena caixa de veludo vermelho nas mãos dele de olhos arregalado, as palavras estavam presas em sua garganta, tentava, mas não conseguia pronunciar qualquer palavra clara. Alfonso sorria ao vê-la naquele estado) E então, casa comigo? [Anahí] Poncho... Eu... Meu Deus! Não quero te forçar a nada... Eu disse brincando... E dos 24 quilates também, podia ser bijuteria, digo, não precisa casar se não quiser. [Alfonso] Vamos Anahí, você nunca foi idiota, não vai começar agora né! (ele pegou a delicada mão dela e colocou a aliança no dedo anelar esquerdo dela em seguida beijou a mão dela, Anahí ficou perdida com aquele gesto.) [Anahí] Você ter certeza do que esta fazendo? [Alfonso] Anahí você precisa aprender a não me subestimar, venho falando isso desde Aquele domingo, (sorrindo) não aprender mesmo não é? [Anahí] Você me pegou totalmente desprevenida, eu não esperava... Na verdade nunca achei que fosse casar algum dia! [Alfonso] Esta me “subestimando” outra vez. (ela sorriu e pegou a outra aliança beijou e colocou no dedo anelar esquerdo dele.) [Anahí] (sorrindo) Agora não tem mais volta!

[Alfonso] Nem quero que tenha, quero construir uma família ao teu lado e tenho certeza que a única que me fará feliz. Te amo Any, muito. (Anahí deixou uma lagrima escorrer e secou ligeiramente o rosto, envergonhada) [Anahí] Você não sabe por quanto tempo eu sonhei com isso. Não pode imaginar o quanto me faz feliz. Te quero muito, pra sempre Poncho, pra sempre! (ele a abraçou e sorriu)

Anos depois... Já eram quase oito horas da noite quando Dulce encerrou as consultas, lia alguns artigos sobre neurotecnologia no consultório quando alguém bateu a sua porta. [Dulce] Entra. (a porta se abriu e ela sorriu) Ainda aqui? (sorrindo) Seu expediente já acabou. [Eddy] Tive alguns problemas, precisei ficar mais tempo. E você o que faz aqui? [Dulce] Tava lendo uma revista, mas já estou indo para casa. [Eddy] Não quer tomar um café comigo? [Dulce] Agora? [Eddy] É, na cantina. [Dulce] Sim, vamos lá. (Dulce pegou sua bolsa e saiu com ele, entram na cantina e pediram o café e sentaram em uma mesa) [Eddy] Muito trabalho? [Dulce] Essa semana nem tanto, mas a passada mal dormi. [Eddy] Christopher esta em casa? [Dulce] Sim, foi buscar as crianças na escola, daqui a pouco deve estar voltando. [Eddy] Hum... E vocês como estão? [Dulce] Como assim? [Eddy] O casamento eu digo... [Dulce] Esta bem? (tentou ser natural) Porque não estaria? [Eddy] Não sei, vocês sempre brigam, achei que estivesse com problemas. [Dulce] Sempre brigamos muito, e isso não quer dizer que esteja com problemas. [Eddy] Tem certeza? (Dulce sorriu desconcertada) [Dulce] Claro que sim! Não podia estar em melhor momento. (Ela se incomodou com a duvida dele, sabia que as coisas entre eles não eram aquelas coisas, ultimamente brigavam por qualquer coisa, mas que casal não brigava? Se negava a acreditar que estava vivendo uma 'crise', entre ela e Christopher não tinha espaço para isso, nunca! Sera mesmo?) [Dulce] Eddy, eu preciso ir. Tenho que ir para casa. (Dulce se levantou, ele a segurou pela mão) [Eddy] Fica, eu preciso conversar com você! (Dulce consultou o relógio) [Dulce] Eu ... Eu não... [Christopher] (irritado) Dulce? (olhou para a porta e seu estomago deu voltas, soltou a mão de Eddy, que olhava para Christopher) Seus filhos estão sozinhos em casa. (Dulce engoliu em seco e Christopher saiu da porta sem mais demonstrações de que havia odiado a cena) Dulce saiu sem trocar qualquer palavra o outro médico, encontrou o primo no corredor.) [Dulce] Viu o Chris por ai? [Eleazar] Vi, quer um conselho? (Dulce sorriu) melhor não falar com ele agora não, tava bem brabo. Brigaram? [Dulce] Ainda não. (Eleazar sorriu e continuou caminhando pelo corredor, ela ficou um tempo parada e se encostou na parede. Antes de tudo se acalmou para não brigar mais uma vez com o marido, seguiu caminhando atrás dele) Thays, Christopher apareceu por aqui? [Thays] Esta no consultório [Dulce] Esta atendendo? [Thays] Não. (Dulce hesitou antes de bater a porta, deu duas batidas e não obteve resposta, bateu mais uma vez e entrou. Christopher brincava com uma caneta) [Christopher] Conversa não tava boa Dulce? [Dulce] De novo isso chris? Só estava conversando... [Christopher] De mãos dadas? [Dulce] Ele só queria conversar, nada demais. [Christopher] Podia ter procurado outra pessoa e não a MINHA mulher! [Dulce] Eu odeio esse ciúmes desmedido, e tão... [Christopher] Tão...? [Dulce] Irritante!

[Christopher] Ele fica cercando você o tempo todo, não sei como não percebe! Ninguém é tão ingênua! [Dulce] (irritada) Esta dizendo que eu gosto disso? [Christopher] É o que ta parecendo! [Dulce] Tchau, Christopher. Bom trabalho! (Dulce saiu da sala com raiva, saiu do hospital e foi para casa) [Dulce] Alguém em casa? (veio gritando da garagem, ouvi os gritos dos filhos que corriam na direção dela) Oi meus pequenos, como passaram o dia? (enquanto beijava Sofia e Eduardo) [Sofia] Tudo bem mãe, Victor veio aqui fazer trabalho, ta? [Dulce] Ta, como ele esta? [Sofia] Bem! [Dulce] Milena também veio? [Sofia] Não, era trabalho em dupla, mas não acabamos amanha ele vem almoçar aqui, tudo bem? [Dulce] Claro, só pedir para a Tereza fazer o que ele gosta. [Sofia] Ta bom! Vou dormir, tive treino a tarde inteira. [Dulce] E como foi? [Sofia] Normal, to com dor no pé. [Dulce] Ainda? Não quer desistir do balé não? [Sofia] Porque você não gosta que eu dance? [Dulce] Eu gosto, só acho que você leva isso a sério demais! (Sofia saiu sem falar nada e foi para o quarto) [Eduardo] Mãe? [Dulce] Fala anjo.. [Eduardo] Eu quero leite. [Dulce] Não acha que ta muuuuito grande? (Eduardo pensou um pouco e sorriu) [Eduardo] Não mãe, sou pequeno ainda. (Dulce pegou o filho nos braços e foi preparar a mamadeira para o filho) [Dulce] Agora vamos dormir. (entregando a ele a mamadeira, subiram as escadas e foram para o quarto do menino ele deitou e Dulce o cobriu) Boa noite, durma bem (Eduardo apenas assentiu com a cabeça deixar a mamadeira de lado, ela sorriu e beijo a testa dele, desligou a luz e foi para o quarto da filha, bateu antes de entrar) Não vai dormir? [Sofia] Sim, só vou terminar de falar com o Gabi. [Dulce] Aquele loirinho? (Sofia sorriu timidamente) [Sofia] É! [Dulce] Não tem nada pra me contar? [Sofia] Eu? (naturalmente) Claro que não mãe. [Dulce] (sorrindo) Boa noite, (deu um beijo na cabeça da filha) não demora ai. Durma bem (saiu do quarto e fechou a porta, tomou uma ducha e se jogou na cama, pegou uma revista ao lado da cama e iniciou a leitura, acabou pegando no sono de luz acesa e a revista sobre o corpo) O dia amanheceu nublado, Christopher tivera uma noite de trabalho calma, sem qualquer tragédia. Deixou o hospital e seguiu para casa só de imaginar que teria que encarar dulce pela manhã tinha vontade de voltar ao trabalho, estacionou o carro em frente a residência, acionou o alarme e entrou em casa, a família tomava café, riam de qualquer coisa, mas o riso de Dulce se desfez ao ver ele entrando na sala. [Dulce] Estamos atrasados. (Dulce se levantou e foi para o quarto) [Christopher] Bom dia! Como passaram a noite? [Eduardo] Bem papai, onde você foi? [Christopher] Fui trabalhar, (sorrindo) não lembra? [Eduardo] Ah é! Tinha me esquecido! [Christopher] Se comportou direito? (Eduardo assentiu e saiu correndo até a sala de TV pra assistir os últimos minutos do desenho antes de ir para a escolha) Dormiu bem? [Sofia] Sim, como foi a noite? [Christopher] Calma. Que horas sua mãe chegou ontem? [Sofia] Era umas nove. Por quê? [Christopher] Pra saber. (Christopher subiu para o quarto, Dulce se arrumava no banheiro, ele a observou até ela se irritar) [Dulce] O que foi? [Christopher] Só estava te observando, esta muito bonita! (Dulce ignorou o comentário e continuou a passar o rímel pelos cílios) Dormiu bem? (ela apenas assentiu, passou o batom e

foi até a cama e pegou o celular) Você vem almoçar? [Dulce] Não sei. Talvez eu saia com o Eddy, vou tirar proveito da situação já que esta me acusando. [Christopher] Não te acusei de nada [Dulce] (sarcástica) Apenas disse que eu gostava da situação. [Christopher] Eu disse, mas estava nervoso. Fiquei com ciúmes vendo vocês de mãos dadas. [Dulce] Pois da próxima guarde ciúmes pra você. (Dulce colocou o celular na bolsa, ele a segurou pelos ombros) [Christopher] Desculpa, por favor, sei que as vezes perco o controle, mas é impossível não ver que ele te deseja. [Dulce] Preciso ir trabalhar. [Christopher] Dul, (olhando-a nos olhos) você não me respondeu. [Dulce] Quando eu chegar a gente conversa.(Saiu do quarto, chamou os filhos e entraram no carro, os deixou no colégio A manhã não demorou a passar Dulce atendeu alguns pacientes, nada de grave, resolveu que voltaria para casa na hora do almoço, passou buscar os filhos e Victor na escola e foi para casa. [Dulce] Onde Christopher esta? [Amanda] Ainda dormindo, disse que quando a senhora chegasse para acordá-lo. [Dulce] Pode mandar Tereza servir o almoço, eu e Christopher almoçamos mais tarde [Amanda] Sim senhora. (Dulce foi para o quarto, as luzes estavam apagadas e a cortina ainda fechada, fechou a porta e se aproximou da cama, antes de acordá-lo acariciou a face dele. Sem duvidas ele era o homem de sua vida, sentia-se completa apenas trocando os olhares) [Dulce] Se fosse calmo desse jeito brigaríamos bem menos, por que faz isso? (sentiu as mãos dele em sua cintura, trazendo-a por perto) [Christopher] Faço porque te amo! (a puxou para um beijo que foi retribuindo na mesma intensidade, ela apartou os lábios e ligou o abajur) [Dulce] Porque não confia em mim? Algum dia te dei motivos para isso? [Christopher] Já falei não confio NELE. Não consegue perceber que faz de tudo pra ficar ao seu lado? [Dulce] Chris, ele é neurologista, nada mais natural. [Christopher] (irônico) Que casal lindo! [Dulce] Christopher chega! Eu não agüento mais brigar! [Christopher] Você que esta brigando. [Dulce] A culpa é minha agora. (Christopher a deitou na cama e mudou de assunto, sabia que se continuasse a falar sobre aquele assunto brigariam mais ainda) [Christopher] E sua menstruação? [Dulce] Esta atrasada, duas semanas! (Christopher sorriu) [Christopher] Vamos fazer exame depois do almoço? [Dulce] Tenho medo! [Christopher] Dulce eu sei que não é fácil, que a cada mês você fica com aquela mesma sensação de impotência, se você quiser a gente pode parar com isso, já disse que sou muito feliz com Sofia e Eduardo. [Dulce] Eu quero outro filho. [Christopher] A gente pode fazer inseminação artificial... [Dulce] Já disse que eu não quero! [Christopher] Dul, você sabe como funciona, faz quase três anos que estamos nessa mesma situação, deixa de ser teimosa! Se tiver vergonha a gente não conta pra ninguém. [Dulce] Eu já disse que não quero! [Christopher] E o que a gente faz? [Dulce] Não sei... [Christopher] Eu desisto. É sempre a mesma coisa, a gente vive em pé de guerra por causa disso! Cansei Dulce, cansei! [Dulce] Então não quer mais ter outro filho? (Christopher passou a mão pelo rosto cansado) [Christopher] É claro que eu quero, mas não da. Isso ta acabando com a gente! [Dulce] Vamos tentar mais duas vezes e se não der eu faço o que você quiser. (Christopher sorriu e acariciou as mãos dela) [Christopher] E alem do mais você pode mesmo estar grávida, (sorrindo) já pensou nisso? [Christopher] Nessas ultimas semanas todos os dias! Estou ansiosa (ele sorriu e deitou ao dela com as mãos sobre a cintura dela e entrelaçou os dedos) [Christopher] Desculpa por ontem, eu vou tentar me controlar.

[Dulce] Ta desculpado, antes de me acusar de qualquer coisa vamos conversar, certo? (Christopher deu um beijo calmo nela) [Christopher] As crianças já estão almoçando? [Dulce] Sim. Victor esta ai, veio fazer um trabalho com a Sofia. [Christopher] Vai ficar em casa a tarde? [Dulce] Não, vou trabalhar. Porque? [Christopher] E eles vão ficar sozinhos em casa? [Dulce] Você implica com o garoto desde que eles tinham cinco anos! Não exagera, eles só tem doze anos! [Christopher] Quando ela estiver um dezoito você vai continuar falando isso? [Dulce] Não tem motivo pra ficar com ciúmes, Sofia é tão inocente, e depois Amanda e Tereza ficam em casa, seriam incapazes de fazer qualquer coisa. [Christopher] Humm, não sei. Ainda acho que um de nós dois deveria ficar em casa... (Dulce riu e apoiou o queixo sobre o peito dele) [Dulce] Gosto dos seus cuidados com a nossa filha, mas esta exagerando. Vai se acostumando daqui pra frente ela vai querer sair debaixo das suas asinhas Christopher! Deixa a menina em paz! [Christopher] Com quantos anos você deu o primeiro beijo Dulce? [Dulce] Quatorze se não me falha a memória. [Christopher] E a virgindade? [Dulce] Ahh essa foi mais tarde, um pouco antes de terminar o ultimo ano, por quê? [Christopher] Hum, nada não. [Dulce] Quem merece um pai tão ciumento assim, chris. Se duvidar ela até já beijou... [Christopher] Que? Não Sofia, não. (Dulce riu e entrou no closet) [Dulce] Talvez! (o casal se arrumou e desceu para almoçar, os filhos e Victor já haviam acabado e estavam na sala assistindo TV) [Christopher] Boa tarde [Victor] (tímido) Oi. (Dulce balançou a cabeça sorrindo) [Christopher] Estamos indo trabalhar, se comportem! [Sofia] Pode deixar pai, bom trabalho (Christopher saiu sendo puxado pela mulher, entraram no carro e Dulce respirou fundo) [Christopher] Pronta? (Dulce assentiu e sorriu nervosa, ele ligou o carro e foram até o laboratório. Entraram no ambiente, ela tirou sangue e logo voltou para a recepção, depois de pouco mais de meia hora, uma mulher entregou o exame a ela, voltaram para o carro, Christopher abriu o envelope e correu o olhar pelo papel, olhou para Dulce sem saber como lhe daria a noticia) [Christopher] Dul... [Dulce] Não precisa acabar. (as lagrimas já brotavam nos olhos de Dulce, olhou para Christopher e deixou que elas escorressem por seu rosto) [Christopher] Não fica assim, sei que não podemos fazer nada, pra falar a verdade nem sei o que falar sobre tudo isso. Estou tão decepcionado quanto você, mas não vamos ficar assim, certo? Sabemos que estamos em perfeitas condições de ter filhos, só estamos um pouco ansiosos com isso (ele riu) nunca achei que fosse ficar assim esperando o terceiro vir... (Dulce deixou a cabeça pender pro lado e encostou-se ao vidro sob os olhares de Christopher.) [Dulce] O que foi? (olhou séria para ele) [Christopher] Se acalma Dul, se não der não deu... (Dulce voltou a olhar para frente, ele respirou fundo e ligou o carro e dirigiu em direção ao hospital, ela saiu do carro antes dele desligar) [Christopher] O que eu faço? (Saiu do carro sem animo algum, fechou a porta do carro e acionou o alarme, foi até sua sala vestiu o ‘jaleco’ branco e foi até a secretaria) [Christopher] Thays, a Dulce já esta atendendo? [Thays] Não, doutora Dulce não apareceu por aqui... [Christopher] Não? (Thays negou) se ela aparecer por aqui diga que estou procurando, tenho algum paciente agora? [Thays] Não, só à tarde. [Christopher] Ta, estou na pediatria! (Caminhou pelo longo corredor e entrou no elevador) [Alfonso] Bom dia Dul [Dulce] (sorriu sem vontade) Oi. (Os dois ficaram em silencio observando a chuva fina que começara a cair) [Alfonso] Dia ruim? [Dulce] Péssimo na verdade. [Alfonso] Quer conversar?

[Dulce] Quanto mais deseja algo, mais difícil de acontecer. Eu não sei mais o que fazer. Eu... Me sinto uma invalida, tenho medo que ele me deixe. [Alfonso] Esta falando da gravidez? (Ela assentiu) Vocês têm dois filhos, se amam demais. Não vejo que isso seja um empecilho no seu casamento. Ele não seria tão burro a tal ponto. [Dulce] Sabe o que mais dói? É ver como ele fica decepcionado a cada exame, eu to cansada disso. Eu quero tanto ter outro filho. [Alfonso] Ele vai ter que ter paciência, talvez esteja se cobrando demais desliga disso, não sei... Tira umas férias... Vai viajar com a sua família. [Dulce] Eu não consigo mais dormir, só penso nessa bendita gravidez que não acontece, isso ta me deixando ser forças. [Alfonso] Não pode se entregar desse jeito, tenho certeza que quando menos esperar vai estar grávida. Ta deixando isso interferir muito na sua vida, quanto mais ansiosa pior fica! [Dulce] Assim seja. Vou trabalhar pra tentar esquecer. (Dulce segurou a mão dele apertou, saiu sem dizer mais uma palavra, chegou até a recepção) [Dulce] Primeiro paciente já chegou? [Thays] Não, faltam trinta minutos. [Dulce] Quando chegar pode mandar entrar. (Dulce entrou na sala e pegou um livro para matar o tempo) [Victor] Vamos terminar o trabalho? [Sofia] Vem... (Subiram para o quarto dela, Sofia ligou o computador e imprimiu algumas folhas) [Victor] Trouxe o que te pedi? (Victor tirou alguns pincéis atômicos da mochila e entregou a ela, pegou a cartolina branca e o pincel vermelho) De azul fica melhor [Sofia] Não vermelho. [Victor] Azul chama mais atenção. [Sofia] Desde quando? (O celular dele tocou) Julinha-nha! (Victor riu antes de atender) [Victor] Fala! ... hum, agora não dá. ... Também estou fazendo trabalho. ... Com a Sofia. ... Ta Julia, ta. [Sofia] (imitou a voz da colega) ‘Vitinho, pega meu lápis ali no chão?’ Fala serio, como você agüenta? [Victor] Não exagera, ela é legal. [Sofia] Você é doente, ela é horrível! (Ele olhou para o cartaz no chão) [Victor] Sofia, era pra ser azul! [Sofia] (sarcástica) Você tava tão ocupado, não quis atrapalhar ai fiz de vermelho. (ele pintou a mão dela com o pincel azul e sorriu) [Sofia] Para de me sujar! (passando o vermelho na mão dele) o que ela queria? [Victor] Ajudasse ela e a Milena com o trabalho! [Sofia] Que? As duas fazendo trabalho juntas? [Victor] Sim, faltaram aula quando a professora deu o trabalho. [Sofia] Isso não vai dar certo, as duas juntas por mais de meio minuto é morte na certa (Victor riu) [Victor] Não sei por que não gostam dela... [Sofia] Para né Victor! A escola inteira não gosta dela, vai dizer que morre de amores por ela?(Victor não respondeu e continuou a colar as imagens no papel) Você gosta dela? [Victor] Sim (sem olhá-la) [Sofia] Desculpa não quis falar mal da sua namoradinha! [Victor] O seu MSN ta piscando [Sofia] Ah! (ela sentou na cadeira em frente ao computador e sorriu) [Victor] Quem é? (observando a expressão dela um pouco irritado) [Sofia] Gabriel. Oii linda! Em casa? É, to fazendo trabalho de ciências. Com a tua prima? Não o Victor... Ahm... Se comporta heim! ;) Ahahahaha que bobo! Tem ensaio amanhã? Sim, da 1 até as 5. porque? Porque não tenho natação, professor ta doente ... [i/] E ta mal por isso? ahahaha Claro que não, assim posso ir te ver. (ela abriu um sorriso e Victor pode perceber) Para Gabi! x)

[Victor] Você vai ficar conversando com ele ou vai vir me ajudar a terminar? [Sofia] Já Victor! Preciso sair, falo contigo amanhã! No intervalo? Pode ser, beijo! Sofia fechou a ‘janela’ e sentou ao lado de Victor para acabar o trabalho, conversaram pouco durante, mas não sabiam o porquê daquela situação, sempre conversavam demais, ERAM duas crianças até então, não sabiam o que se passava pela mente ainda inexperiente. Será que algum sentimento começava a tomar outro rumo? Amanda apareceu na porta quebrando o silencio. [Amanda] Querem comer algo? [Victor] Não obrigada, a gente já acabou o trabalho e eu preciso ir. [Amanda] E você Sofia? [Sofia] Nada, obrigada Doka (A baba saiu e Sofia olhou para ele) Já? Eu achei que ia ficar pra terminar de assistir o filme. [Victor] Preciso comprar o presente da Julia. Vai a festa dela? [Sofia] Não sei, vou falar com meus pais... (finalizando o trabalho) [Victor] Já decorou sua parte? [Sofia] Sim e você? [Victor] Quase, falta só o final. [Sofia] Pode deixar que eu levo o trabalho (Victor colocou a mochila nas costas, saíram do quarto e Sofia o acompanhou até a porta) [Victor] Tchau! (Ele deu um beijo no rosto dela e foi embora, ela fechou a porta e foi para sala, pegou o controle e mudou de canal sem se importar com o irmão) [Eduardo] Sooofia! Eu tava assistindo, deixa la! [Sofia] Também quero assistir.. [Eduardo] Eu cheguei antes. [Sofia] Os incomodados que se retirem. [Eduardo] ÃH? [Sofia] Nada! [Eduardo] Chata, porque você manda em tudo? [Sofia] Porque sou mais velha [Eduardo] Eu te... [Christopher] Nem pense em acabar a frase Eduardo! [Eduardo] (emburrado) Desculpa! [Christopher] Sofia, vai pro seu quarto, pediu que eu instalasse TV a cabo no teu quarto por capricho? (Ela não respondeu, subiu para o quarto e Christopher pode ouvir a porta bater, subiu irritado e abriu a porta sem bater) [Christopher] Já disse pra não bater essa porta, será possível que não entenda? [Sofia] Que saco! ME DEIXA EM PAZ DOUTOR! [Christopher] Olha como fala mocinha, ainda sou seu pai! [Sofia] Ta, já entendi agora da um fora! [Christopher] Não repito duas vezes Sofia, da próxima fica de castigo! (deu as costas e saiu do quarto, pode ouvir a porta se fechar atrás de suas costas, abriu a porta) E isso fica aberto! (Sofia bufou e sentou na cadeira da escrivaninha, ele saiu do quarto, Dulce subia as escadas rindo) O que foi? [Dulce] São iguais, um mais nervoso que o outro. [Christopher] Ela foi mal educada com o irmão e comigo... [Dulce] É isso ou é por causa do trabalho com Victor? [Christopher] Claro que não, confio nela, sei que não faria nada de errado... [Dulce] (nada convencida) Sei (Dulce sorriu e foi até o quarto seguida por ele) [Christopher] Esta melhor? [Dulce] Sim, me desculpe não queria agir daquela maneira.. Eu fui muito... [Christopher] (interrompendo-a) Tudo bem, vamos esquecer isso! (ela sorriu e o abraçou) [Dulce] Te amo, muito, muito, muitooo! (Ele segurou o queixo dela e roubou um beijo apaixonado) [Christopher] Também te amo, demais Dulce! (Ela deu um selinho nele e foi para o closet, ele trancou a porta num ato involuntário e foi para o closet, Dulce estava seminua na ponta dos pés tentando pegar uma tolha em uma das prateleiras do armário. Christopher se aproximou e pegou a toalha para ela) [Christopher] (surrando) Tem espaço pra mim nesse banho? (Beijou os ombros dela, Dulce suspirou profundamente e se virou para ele, se encostou ao armário) [Dulce] Estou com saudades! (Acariciou o rosto dela e Dulce apoiou as mãos no tórax dele) [Christopher] Essa semana não ficamos juntos. (trocaram olhares cúmplices, ela começou a

desabotoar a camisa verde água com um sorriso malicioso nos lábios, ele desceu as mãos do rosto pra o colo e depois pela cintura, acariciando cada parte que suas mãos tocavam. Suas bocas se tocaram com calma que logo desapareceu, num movimento agitado suas línguas acariciavam-se num beijo quente e molhado, suas mãos percorriam cada canto do corpo alheio tocando em lugares que causavam ainda mais excitação, Christopher passou a mãos pelas costas dela trazendo-a para mais perto, Dulce gemeu entre o beijou abraçando-o, desceu os beijos até o pescoço dela mantendo-a próxima ao seu corpo, ela deixou a cabeça pender para trás para ele melhor beijá-la. A cada toque dos lábios do marido em sua pele se arrepiava a mão dele percorria a cintura e coxas dela, chegou aos seios dela e mordiscou o mamilo o corpo de Dulce estava arqueado e totalmente entregue a ele. Aproveitou o momento e a pegou nos braços e a deitou na cama, tirou a calça e deitou ao lado dela, Dulce deitou por cima dele encaixando seus quadris, Christopher suspirou ao sentir os seios e a intimidade dela tocando em seu corpo. Mordeu a orelha ele e entrelaçou os dedos com os dele) [Dulce] Te amo Chris, te amo! (o beijou com volúpia não suportava estar tão perto e não ter os lábios dele tocando nos seus, Dulce só deixou os lábios para tirar o único pedaço de pano que envolvia o corpo dele, seus lábios se encontraram novamente, beijavam-se com amor, estavam ajoelhados um em frente ao outro tocando o corpo alheio, ele tirou a calcinha dela que deitou na cama, percorreu o corpo inteiro com as mãos segurou o pescoço dele e a beijou com intensidade num movimento sutil seus corpos se uniram, seus corpos roçam num movimento harmônico, os beijos e leves mordidas nos lábios afogavam os gemidos, seus corpos suados deslizavam com mais intensidade levando-os ao ápice do prazer, os movimentos cessaram e ele deitou ao lado da cama, ela deitou por cima dele beijando-o com amor. Estavam prestes a adormeceram quando ouviram as batidas na porta. [Dulce] Trancou a porta? [Christopher] Acho que sim... (Dulce caiu para o lado sorrindo) [Sofia] Mããe? Você ta ai? [Dulce] Sim, tava no banho, já estou descendo. (Christopher abraçou sorrindo) [Sofia] A janta já ta pronta, não demora. [Dulce] Ta, já vou! (Dulce se levantou o puxando-o para o banheiro, apesar de serem casados há anos, não perderam a malicia dos adolescentes, continuavam se tratando com tais, com muito carinho e amor, entraram no box e Christopher ligou a ducha) [Christopher] Onde vamos passar o natal esse ano? [Dulce] Hum, não sei... Podíamos viajar nós quatro, quem sabe cinco (os dois sorriram ao mesmo tempo) ou juntar nossas famílias na casa da minha ou sua mãe. Pensa em algo? [Christopher] Tinha pensado em passar aqui em casa mesmo, convidar todo mundo... [Dulce] Todo mundo que se refere é Mai, Any e companhia? [Christopher] É, chamamos minha sogra linda (Dulce riu) e minha mãe, Karen... [Dulce] Acha que vai ter espaço aqui em casa? [Christopher] Também não é tanta gente assim! [Dulce] Vamos conversar com Blanca e Alexandra pra ver o que pensam... (terminaram o banho, se trocaram e foram para a sala de jantar, já não havia mais ninguém e a mesa estava arrumada com um vaso de flores) [Dulce] Que lindo, não deixaram nada pra mim e seu pai! (gritou para que os filhos escutassem, Sofia apareceu na porta da sala) [Sofia] Vocês demoraram demais! [Christopher] Sobrou alguma coisa? [Sofia] Ta no microondas. [Dulce] Como foi seu dia? [Sofia] Bem, eu e Victor começamos assistir um filme e depois fizemos um trabalho.. [Christopher] Que filme? [Sofia] Um lá pai... [Christopher] Qual? [Sofia] Não lembro, faz tanta diferença o nome? [Christopher] Clar.. [Dulce] Christopheeer!! [Christopher] Claro que não faz, só queria saber se você tinha achado bom pra eu assistir depois (Dulce sorriu) [Sofia] Pai, você não vai gostar, é desenho (Dulce riu sem que a filha percebesse) [Christopher] Ahh, ta! Onde fizeram o trabalho? [Sofia] Em casa, oras! [Christopher] Sim, eu pergunto em que parte da casa!

[Sofia] No meu quarto, [Christopher] No SEU quarto? (dando ênfase ao ‘seu’, Dulce encarou reprovando-o) [Sofia] É pai, a gente precisava do computador. [Christopher] Hum. [Sofia] Semana que vem tem festa da Julia, posso ir? [Christopher/Dulce] Não/Sim. [Christopher] Não, não pode. Onde já se viu você é uma criança ainda, não pode ficar saindo assim (Dulce ignorou o comentário feito pelo marido e sorriu para filha) [Dulce] Sábado vamos comprar uma roupa pra ti. Esta bem assim? [Sofia] (sorrindo) Posso ir mesmo? [Dulce] Claro! [Sofia] Obrigada mãe (abraçou Dulce com um sorriso indescritível nos lábios, Christopher reprovou atitude da mulher) [Sofia] Eu vou terminar de fazer o dever e depois vou dormir... Boa noite (abraçou os pais e saiu da sala) [Dulce] Me poupe dos seus comentários Christopher (ao ver que ele começava a se pronunciar) [Christopher] Eu acho que sou o pai dela, ou você a criou sozinha? [Dulce] Chris, quando vai entender que sua filha não é mais criança. [Christopher] Dulce ela SÓ tem doze anos [Dulce] Ela JÁ tem doze anos. [Christopher] Ontem você disse você disse só. [Dulce] Você entendeu muito bem o que quis dizer, deixa ela crescer. Porque não queria deixar ela na festa da colega? [Christopher] Eu acho que é muito cedo. [Dulce] Mentira, você não acha cedo coisa nenhuma, (sorrindo) tem medo que algum lobo mal tire a menina de você, acredite cedo ou tarde isso vai acontecer. [Christopher] (irritado) Dulce! [Dulce] O que foi? Estou falando alguma mentira? Daqui a alguns anos vai trazer um cara pra te apresentar como namorado, então vai se preparando! [Christopher] Mas ela parece tão novinha... (Dulce sorriu) [Dulce] Ela só parece chris, só parece. (Deixou ele na sala e foi para cozinha) Dulce sorriu ao ver ele entrar na cozinha um pouco pensativo. [Dulce] Que foi? [Christopher] Só não vai comprar roupas muito curtas pra ela. [Dulce] Vou comprar o que ela quiser e claro que sei impor limites. Quer comer alguma coisa? [Christopher] Não sei (abriu a geladeira e percorreu as prateleiras com os olhos) Dul, cadê aquele bolo de chocolate? [Dulce] Acabou. Você queria? [Christopher] É... Faz outro? [Dulce] Agora? (ele assentiu sorrindo) ta muito tarde... Final de semana, pode ser? [Christopher] Tudo bem, ta comendo o que? [Dulce] Biscoito de manteiga. (oferecendo o pacote para ele que negou) [Eduardo] Paie, to com sono. (o casal sorriu e olhou para filho, Christopher olhou para o relógio e pegou o filho nos braços) [Dulce] Já passou da hora né senhor Eduardo. Porque não tava na cama ainda? [Eduardo] Ah, mas tava passando filme do X-men... [Christopher] Porque não pediu, eu gravava pra você... [Eduardo] Mas eu falei pro Léo que ia assistir e amanha a gente conversava sobre o filme. [Christopher] Humm, tudo bem, vamos dormir então! (olhando para Dulce) Tranca as portas e aciona o alarme? [Dulce] Pode deixar! (Christopher subiu para o quarto do filho e o colocou na cama) [Christopher] Como foi a aula hoje? [Eduardo] Foi chata, não quero mais ir. [Christopher] Como não? [Eduardo] Quero ficar em casa, é mais legal. [Christopher] Ahh como é mais legal. Também queria ficar. [Eduardo] E porque não fica? [Christopher] Porque preciso ganhar dinheiro pra comprar presentes pra você. [Eduardo] Ahh se é assim pode trabalhar! (Christopher riu e deu um beijo na testa do filho) [Christopher] (sorrindo) Dorme bem! [Eduardo] Boa noite pai! (cobriu Eduardo, desligou a luz e saiu o quarto e foi até o seu)

Dulce trancou as portas e acionou o alarme da casa, foi para o quarto e as luzes já estavam apagas sem acendê-las vestiu a camisola e deitou ao lado dele antes de dar um rápido e leve selinho. Acomodou-se em baixo das cobertas e sentiu as mãos do marido passando por sua cintura a puxando para mais perto. [Dulce] (sorrindo) Achei que estivesse dormindo. [Christopher] E estava. [Dulce] Desculpa, não vis te acordar. (entrelaçando as mãos com as dele) [Christopher] Não esquece que eu te amo Dul! [Dulce] Um minuto sequer! (Beijou a mão dele e se acomodou na cama) também te amo(Christopher sorriu e deu um beijo na nuca dela) boa noite! [Christopher] Boa noite (adormeceram um nos braços do outro. Por mais que a vida insistisse em colocar barreiras entre eles, sempre acabavam se unindo novamente. Destino? Eu chamo de outra coisa: Amor. Mesmo passando anos separados e remoendo mágoas não deixaram que o fogo se apagasse) A mudança climática foi extrema, o sol não clareava o dia muito menos irradiava calor, as nuvens obstruíam qualquer passagem de luz. O casal dormia abraçado embaixo das cobertas, a manhã amanhecera gelada, Dulce abriu os olhos e encarou o marido que já a observava. [Christopher] Como dormiu? [Dulce] (sorrindo) Já tive noite melhores (Christopher sorriu e a puxou para mais perto e roçou os lábios pelo pescoço dela, fazendo-a se encolher) Chris, não provoca. (Ele riu e deu um selinho rápido, olhou para o relógio no braço dele com uma expressão de desanimo) acho que esta na hora. [Christopher] Tem certeza que temos que ir trabalhar? [Dulce] Também esta com vontade de ficar aqui? [Christopher] Muita! (distribuiu mordidas pelo ombro dela que fechou os olhos imediatamente, ele sorriu ao mira-la tão entregue, abriu os olhos e o encarou) [Dulce] É bom acordar e ter você ao meu lado! (acariciou a face dele por alguns instantes, deu um selinho rápido e levantou) Acorda as crianças? (Ele saiu da cama e foi para o quarto de Sofia, se ajoelhou em frente a casa e acariciou os cabelos da menina) Sofia arrumava a bolsa quando Dulce entrou no quarto. [Dulce] Pronta? [Sofia] Quase, falta minha sapatilha (Dulce sentou na cama enquanto a menina colocava a sapatilha na bolsa) [Dulce] Sofia? [Sofia] Oi mãe.. [Dulce] Esta tudo bem? [Sofia] Sim, (sorrindo) por quê? [Dulce] Pra saber... Hum .. [Sofia] (impaciente) Fala logo mãe! [Dulce] Você já... Ficou... Digo beijou alguém? [Sofia] Não mãe, por quê? [Dulce] Quando acontecer... Você vai me contar? [Sofia] Acho que sim (Dulce abraçou a filha sorrindo) [Dulce] Minha menina ta crescendo.. [Sofia] (reprovando-a) Maaaae! (As duas riram e Dulce segurou o rosto da filha) [Dulce] Quero que se cuide e faça somente o que quiser, não se deixe levar pela situação ou opinião dos outros, esta bem? (Sofia sorriu e pegou a bolsa, deram as mãos e desceram. Christopher já olhava impaciente para a porta, mãe e filha saíram rindo e entraram no carro) [Christopher] Demoraram... [Dulce] Sofia não estava achando a sapatilha... (Sofia sorriu sozinha no banco de trás) [Christopher] Hum. (Christopher ligou o carro e saiu do condomínio, percorreu o mesmo caminho de todos os dias, estacionou em frente ao colégio dos filhos) Amanda vem te buscar Eduardo, espera ela dentro do colégio. [Eduardo] Ta, mãe! [Christopher] Vai a pé pra academia, Sofia? [Sofia] Sim, não é longe. Vocês vêm me buscar as cinco? [Christopher] Hoje não vai dar, tenho consulta o dia inteiro... Mando Amanda vir, ta? [Sofia] Tudo bem. Bom trabalho! [Eduardo] Até depois. [Christopher, Dulce] Boa aula! (Sofia e Eduardo saíram do carro, esperou os filhos entrarem na escolar, ligou o carro e foi para o hospital)

Sofia deixou o irmão na sala em seguida foi para sua, sentou ao lado de Milena que estava com cara de poucos amigos. [Sofia] Que foi? [Milena] Não adivinha? [Sofia] Suspeito. Julinhaaaaaaa (Sofia disse rindo, Milena fez uma careta e jogou o corpo na cadeira) [Milena] O que eu fiz pra merecer? [Sofia] Ela de boca fechada e longe de qualquer menino é legal. [Milena] Você quis dizer que morta ela é legal [Sofia] Credo, também não exagera, ta certo que ela é insuportável quando esta perto do .. [Milena] (completou) Victor. Como minha prima é ciumenta! [Sofia] Cala boca! [Milena] Ta desculpa, priminha. Como foi o trabalho ontem? [Sofia] Normal. [Milena] Quando você diz normal é porque não foi bom! O que aconteceu? [Sofia] Ele disse que gosta dela. [Milena] Hum, casal do ano! [Sofia] Ta, mas como foi o trabalho? Foi na casa dela? [Milena] Sim, a família é toda errada. Ela é a menos pior. (Sofia riu, e o sorriso se desfez ao ver Victor e Julia rindo ao entrar na sala) É... [Sofia] É o que? [Milena] Amanhã ele corre contar pra melhor amiga como foi o dia com a Julinhaaa. (Sofia sentou na cadeira não muito feliz o que havia visto, Milena sentou ao lado da prima rindo, Julia sentou na primeira carteira e Victor se aproximou da amiga) [Victor] Trouxe trabalho? [Sofia] Não sou irresponsável. (ao ver o mau-humor dela sentou-se na carteira detrás sem mencionar qualquer palavra, a professora entrou na sala e aula iniciou) Durante as três primeiras aulas, os alunos da sétima série apresentaram os trabalhos, Milena fazia algumas caras e bocas enquanto a “colega” apresentava o trabalho, claro que sem a professora perceber, os alunos soltavam alguns risos discretos, Sofia quase gargalhava e Victor sorria as vezes. Sofia e Victor apresentaram o trabalho com responsabilidade, tiveram alguns minutos de aula e o sinal tocou para o intervalo. Sofia e Milena sentaram no muro próximo a quadra onde alguns meninos conversavam, entre eles Gabriel que acenou sorrindo para as duas meninas, falou alguma coisa para os amigos e se aproximou delas. Deu um beijo no rosto delas e sentou ao lado de Sofia) [Gabriel] Apresentou o trabalho? (Sofia assentiu) e como foi? [Sofia] Ahh chato, não gosto de falar pra muita gente. [Gabriel] Você e Victor só fizeram trabalho? [Sofia] Assistimos um filme antes.. [Gabriel] Hum... (Milena riu e se levantou) [Milena] Vou voltar pra sala... Tchau gabi! [Gabriel] Tchau Mi (Milena saiu e Sofia abaixou a cabeça) Posso mesmo ir ao seu ensaio?(ela o olhou sorrindo) [Sofia] Claro, mas não vou poder ficar te dando atenção.. [Gabriel] Você vai almoçar em casa? [Sofia] Não, almoço todo dia num restaurante perto daqui, minha casa fica longe daqui e não da tempo de ir e voltar... [Gabriel] Hum, posso almoçar contigo? [Sofia] Co... Comigo? Sim, sim... (O sinal tocou e Gabriel resmungou) [Gabriel] Eu passo na sua sala então? [Sofia] Sim, claro! (Sofia deu um beijo no rosto dele e voltou para sala, Milena ria de alguma coisa, se aproximou) Que foi? [Milena] A Julinha (rindo) levou um tombo... [Sofia] (sorrindo) Como assim? [Milena] O chão tava liso e ela caiu.. Acho que quebrou a perna! [Sofia] Serio? [Milena] (rindo) foi muito engraçado! [Sofia] Nem quero ver o que ela vai aprontar com essa perna, capaz de pedir pro Vi levar ela no colo. [Milena] Com certeza (Victor entrou e logo depois a professora iniciando a aula) (Sofia viu um bilhete ‘voar’ sobre sua mesa, abriu e leu) Você vai almoçar comigo hoje? É dia de eu ficar no colégio... (respondeu e passou o bilhete

para trás) Hoje não vai dar... Porque? Vou almoçar com Gabi! ;) (Victor fez uma careta, o bilhete não foi passado novamente pra frente, Sofia escutou alguns sussurros entre a prima e o melhor amigo e concentrou-se na aula. Victor escreveu um bilhete e jogou na carteira de Milena) Ela vai almoçar com o Gabriel? Não sei, não conversei com ela depois que voltou da quadra. Como ta a Julinha? Sei lá! Ow, dá um jeito de ir almoçar com os dois! Eu? Eu não Sofia vai me matar. Vai nada! faz isso por mim! Porque não vai você? Óbvio que ela vai perceber alguma coisa! (Milena sorriu) Que coisa Victor? Nada! Faz isso por mim, por favor! Ta com ciúmes? Eu, claro que não. Só não gosto do Gabriel Você gosta dela, gosta dela! (Milena riu ao ver a expressão dele) [Victor] Ta louca? [Professora] Victor? Ta com algum problema? [Victor] Não, é que a Milena me explicou uma coisa aqui e não concordo... (sorriu sem graça) [Professora] Sei, resolvido problema? [Victor] Sim. (A professora voltou a explicar a matéria e Milena riu baixinho, as aulas se passaram e o sinal tocou sinalizando o final de turno matutino) [Milena] A gente conversa amanhã [Victor] Milena, você não ia almoçar comigo? [Milena] Eu? Não... [Victor] Ia sim! Lembra? (Sofia riu enquanto guardava os materiais. Victor viu Gabriel entrando na sala, Milena riu ao ver a expressão do amigo) [Milena] Vi, hoje não vai dar... Tenho que terminar aquela redação que a professora deu no dia que faltei aula. [Victor] (falou apenas para Milena escutar) Faço pra você, mas vem comigo! (Ela riu e pegou a mochila) [Milena] Tchau gente! [Gabriel, Sofia] Tchau Mi! [Gabriel] Pronta? (Sofia assentiu e pegou a mochila) deixa que eu levo. [Sofia] Não, precisa... [Gabriel] Deixa de ser chata. (Sofia sorriu, ele pegou a mochila dela) [Sofia] Tchau Vi! Até amanha! [Victor] (desanimado) Tchau. (Sofia e Gabriel saíram do colégio conversando, almoçaram no restaurante que ela indicara e foram para academia, Sofia se trocou e sentou ao lado dele até que o ensaio começasse.) [Gabriel] Você não enjoa disso todo dia? [Sofia] Enjoar não, adoro ballet! Mas às vezes chego cansada em casa, dor nos pés, tenho alguns incômodos. Minha mãe não gosta muito. [Gabriel] Por quê? [Sofia] Ela acha que eu me dedico demais a isso. [Gabriel] Hum... Você vai a festa da Julia? [Sofia] Também foi convidado? [Gabriel] Sim, o Matheus também! [Sofia] Quem é esse? [Gabriel] Aluno novo. [Sofia] Mas e ela convidou ele?? [Gabriel] É, eles ficaram logo que ele chegou. [Sofia] E faz tempo isso? [Gabriel] Semana passada? [Sofia] Ela conheceu ele e já saiu beijando? [Gabriel] É o que parece. [Sofia] Rápida Julinha heim! Pensei que ela gostasse do Victor. [Gabriel] Julinha gostando de alguém? [Sofia] Não sei pensei que... Como ela vive atrás dele desde o jardim... Mas a vida é dela né! [Professora] Sofia, aquecimento... (Ela fez sinal para que a professora esperasse e olhou

para Gabriel) [Sofia] Não precisa ficar até o final, (sorrindo) se enjoar eu te deixo ir. [Gabriel] Vai lá, eu te espero. (Sofia saiu acenando e sorrindo, se reuniu as outras meninas que olhavam às vezes para Gabriel. Finalmente a professora ficou na frente esperando que as meninas se organizassem nos seus respectivos lugares, Sofia sorriu pelo vidro e concentrou-se, a mulher ligou o radio, uma musica clássica tocava, Für Elise de Beethoven. Gabriel observava os passos e sorrisos de Sofia, as vezes a professora pedia Postura em um tom não tão amigável, ele ria da expressão da amiga, finalmente a professora parou com as musicas e deu algumas instruções as alunas, Sofia se aproximou dele sorrindo) [Sofia] Ainda ai? (sorrindo) Não cansou não?! [Gabriel] Gostei de ter ver dançar, desde que a Paula saiu do ballet nunca mais vi uma apresentação... [Sofia] Daqui alguns meses vamos nos apresentar naquele teatro, comemoração do Natal sabe? (Gabriel sorriu) se quiser pode ir, te dou a entrada. [Gabriel] Vou querer sim. Você dança bem! (Sofia sorriu e tirou uma toalha de dentro na mochila para secar o rosto e as mãos) [Sofia] Obrigada! [Gabriel] Professora braba a sua! [Sofia] Nem viu nada, precisa ver quando pega ela realmente estressada, eu mesma já sai chorando varias vezes do ensaio! As vezes exige demais! [Gabriel] Sei como é, mas nunca sai chorando da natação! (Sofia sorriu e pegou a mochila) cansada? [Sofia] Um pouco, hoje ensaio foi levinho, ela passou uns passos novos, nada muito difícil!Vamos? (Gabriel pegou a mochila e se levantou, saíram da academia e Sofia avistou o Amanda parada do outro lado da rua.) Quer carona? [Gabriel] Não, combinei com minha mãe de vir me buscar. [Sofia] Certeza? [Gabriel] Sim! Amanhã a gente conversa? [Sofia] Sim... Claro! (ficaram em silencio sem saber o que fazer) então... Vou indo! [Gabriel] Ta, até amanha (despediram-se com um desajeitado beijo no rosto e sorriram, Sofia atravessou a rua e entrou no carro e Gabriel continuou andando pela calçada e olhando algumas vezes para trás.) [Amanda] Ta lindo ele, não? (Sofia se fez de desentendida) não achei que fosse ficar tão... Lindo, ta uma graçinha! (Sofia riu e ligou o som) ele foi te ver? [Sofia] Foi, Doka! Agora para de me encher o saco! Liga esse carro e vamos (As duas sorriram, Amanda deu a partida e foi para casa, Sofia subiu para o quarto tomou banho e foi fazer os deveres) Christopher agradeceu pelo fato de não ter mais pacientes a atender, o dia foi estressante, mal teve tempo pra almoçar, um parto de emergência, acabou interrompendo o pouco tempo que havia dedicado a alimentação. Mas sorriu ao ver a crianças em seus braços. Durante a tarde visitou algumas crianças na UTI e atendeu outras em seu consultório. Pegou o telefone e discou para secretaria [Christopher] Thays, tenho mais alguém pra atender? [Thays] Não. Seu filho ligou mais cedo. [Christopher] Tudo bem, já estou indo para casa. E a Dulce? [Thays] Esta no consultório, pediu pra não ser incomodada. [Christopher] Algum paciente especial? [Thays] Não, doutor Eddy teve um problema e estão resolvendo. (ao escutar o nome do homem ele cerrou os punhos e resmungou qualquer palavrão, mas dessa vez não deixaria Dulce perceber) [Christopher] Obrigada. (Christopher respirou fundo varias vezes antes de sair da sala, pegou o celular e foi para a sala de Dulce, entrou sem bater. Seus olhos transbordavam fúria e angustia, fechou os olhos e voltou a abrir tentando livrar a cena de sua cabeça, Dulce Maria parecia tão entregue aos beijos de Eddy Villar que não conseguiu falar absolutamente nada, apenas uma lagrima escorreu por sua face, não era possível que a mulher a quem dedicou anos a vida pudesse fazer isso, a cena era insuportável, fechou a porta e já não importava se Dulce tivesse ou não percebido que ele estava ali, o único desejo era não ter visto a cena. Foi até o estacionamento entrou e ligou o carro, sentiu vontade de jogar o carro contra o primeiro poste que aparecesse, pensou nos filhos e sorriu tristemente, chegou em casa e deixou o carro na garagem, subiu sem falar com ninguém, tomou banho e deitou na cama.

Ao perceber o que estava acontecendo Dulce o afastou rapidamente [Dulce] Você ta louco? [Eddy] Dul, me desculpa, não consegui evitar! [Dulce] Não conseguiu evitar? Sou cada Eddy, muito bem casada e amo meu marido!Quando te passou a idéia de que eu pudesse querer algo com você?! [Eddy] Dulce eu gosto de.. [Dulce] Não termina isso, pelo amor de Deus! Sai daqui, sai daqui! (Eddy saiu sem falar qualquer palavra, Dulce tremia, só de imaginar que o marido pudesse ter visto sentia seu corpo sem forças) [Dulce] Não, isso não! Chris nunca me perdoaria, nunca! (Caiu aos prantos, só conseguia pensar no seu amor por Christopher, secou as lagrimas, pegou o telefone.) [Dulce] Thays, Christopher já foi embora? [Thays] Sim, faz uns 10 minutos que saiu, talvez o pegue no estacionamento. [Dulce] Ta, obrigada! (Dulce saiu do consultório e foi até estacionamento, procurou pelo carro do marido, mas não encontrou, foi até a rua e pegou um táxi, no caminho pensava se contaria ou não sobre o que havia acontecido, era provável que não tivesse visto, sentiu-se mal, odiava ter que mentir para ele, mas não comentaria nada, chegou em frente a residência e pagou a corrida, desceu e entrou em casa. O filho correu até a porta para recebê-la) [Eduardo] Mãããe! (Dulce sorriu e abraçou o filho) você demorou! [Dulce] Tive um problema no hospital, me desculpa? [Eduardo] Só se você assistir filme comigo. [Dulce] Vai indo pra sala que só vou trocar de roupa. (Eduardo foi para sala e Dulce subiu para o quarto, observou Christopher deitado, as luzes estavam acesas, se aproximou com o coração disparado) [Dulce] Porque não me esperou? (deitou ao lado dele um pouco séria) [Christopher] (indiferente) Você tava muito ocupada e não quis atrapalhar [Dulce] Imagina chris, você não atrapalha. [Christopher] Sei muito bem disso. [Dulce] Chris? [Christopher] Fala. [Dulce] (receosa) Aconteceu alguma coisa? [Christopher] Não. [Dulce] Hum. Quer jantar o que? [Christopher] Não precisa dar uma de BOA esposa, não combina contigo. (Os olhos de Dulce se encheram de lagrimas, Christopher pegou o travesseiro e uma coberta no closet, parecia bem nervoso, Dulce observava a cena angustiada. Saiu atrás dele quando saiu do quarto, ele se trancou no quarto de hospedes e ela bateu na porta) [Dulce] Chris, por favor, vamos conversar... Eu preciso te contar o que aconteceu hoje!(insistiu mais algumas vezes e desistiu, voltou para o quarto, tomou uma ducha e foi para cozinha, preparou a janta para os filhos) Sofia, Du! Venham comer!! (Eduardo apareceu na porta da cozinha) [Eduardo] Mas e o Filme? [Dulce] Hoje não meu anjo, mamãe não esta bem! [Eduardo] Mas você prometeu! [Dulce] Esse final de semana prometo que vou ficar o tempo todo com você! [Eduardo] Mesmo? (Dulce sorriu ternamente e ficou na altura de Eduardo) [Dulce] Sim meu anjo! (ele abraçou a mãe e sentou a mesa, Sofia desceu instantes após) [Sofia] Cadê meu pai? [Dulce] Ele não esta bem. [Sofia] O que aconteceu? [Dulce] Gripe! [Sofia] Vou falar com ele. [Dulce] Amanha, deixa-o descansar! [Sofia] Mas... [Dulce] (irritada) Senta Sofia. (a menina sentou contrariada, Dulce serviu os filhos e os observou comendo, não estava com a mínima fome. O único pensamento que passava por sua mente era como se explicaria para Christopher, se ele tivesse visto não havia palavras que provasse sua inocência. Balançou a cabeça e voltou a prestar atenção em seus dois filhos) [Dulce] Como foi o dia hoje? [Eduardo] A aula foi muito chata, não quero mais ir! [Dulce] (surpresa) Porque não?

[Eduardo] Professora é uma burra [Dulce] Eduardo! Isso é coisa que se diga? Mais respeito! [Sofia] É verdade mãe, é uma ‘monga’, meio lerda (Sofia olhou com a sobrancelha arqueada pra Sofia, reprovando a atitude da filha) [Dulce] E seu dia como foi? Apresentou o trabalho? [Sofia] Foi legal, Gabi ficou comigo no ensaio. [Dulce] COMO FICOU? [Sofia] Calma mãe, ele foi no ensaio só me ver... (Dulce respirou aliviada e sorriu para filha) [Dulce] Gosta dele? [Sofia] Hum... não sei. Acho que sim! Ta namorando, ta namorando! [Sofia] Cala boca pirralho! [Dulce] Nada de brigas!! (A janta transcorreu sem mais conversas, Dulce recolheu os pratos, colocou os filhos pra dormir e foi até o quarto de hospedes, bateu mais forte que das outras vezes) [Dulce] Chris! Abre, por favor!! (Ele abriu a porta com raiva) O que faz aqui? Por quê? [Christopher] Cínica! [Dulce] Eu não sei o que viu, mas... [Christopher] (interrompendo-a) Eu sei muito bem o que vi! [Dulce] Chris, não tenho culpa, ele me beijou! [Christopher] E você estava gostando! (irritado) Se não estava satisfeita com os serviços do teu marido tivesse falado! (Sem pensar Dulce virou a mão no rosto dele, imediatamente se arrependeu) [Christopher] (irritado) Dulce Maria, só não vai levar o troco porque é mãe dos meus filhos! [Dulce] Chris eu não... (Ele entrou no quarto e bateu a porta na cara dela) Chris, me perdoa, não queria fazer isso! (bateu mais algumas vezes e ele não atendeu. Se alguns dias antes ela tinha duvidas sobre o fim do casamento agora tudo estava tudo muito claro, as lagrimas não cessavam e já soluçava sentada em frente a porta, levantou para que os filhos não vissem o estado em que se encontrava. Se jogou na cama que tantas vezes parecia tão acolhedora, agora o quarto inteiro parecia grande demais para ela, adormeceu ainda chorando) Depois da briga Christopher não conseguiu mais dormir, eram seis horas quando levantou, verificou se os filhos estavam bem e foi para o quarto, não deixou de sorrir ao ver a esposa dormindo encolhida no lado em que ele dormia e abraçada ao travesseiro dele, se aproximou da cama e a observou por alguns instantes, o rosto inchado e a expressão inquieta denunciavam a péssima noite que havia passado. O rosto de Christopher transmitia incerteza, não sabia como agir, mesmo ela não tendo culpa não a perdoaria tão fácil, [Christopher] Porque Dul? (entrou no banheiro e ligou a ducha, deixou que a água se encarregasse de levar toda frustração que estava sentindo, para ele não foi simplesmente um beijo, observando toda a situação e as investidas de Eddy, tudo acabava em um único caminho: ela o traída. Dulce entrou no banheiro e não conseguiu tirar os olhos do marido. [Dulce] Desculpa por ontem eu não... [Christopher] Sim, você não queria. [Dulce] Pensa isso do beijo também? (ele não respondeu e terminou o banho, enrolou a toalha da cintura e entrou no closet) Chris, por favor, deixa eu me explicar! [Christopher] Fala ai então... (sem olhá-la, enquanto procurava o que vestir) [Dulce] Eu... Eu .. A gente tava conversando .. Ele tava com .. Problemas com uma paciente veio me pedir ajuda e... [Christopher] Aconteceu? (Dulce baixou a cabeça) [Dulce] Acredita em mim, nunca desejei outra pessoa a não ser você, foi coisa de... [Christopher] Momento? (ele riu), por favor, Dulce, tenho certeza que consegue uma desculpa melhor. (ele a olhou sério, estava com raiva) Há quanto tempo você esta me traindo? [Dulce] Chris, eu nunca te trai, nunca pensei em outro homem que não fosse você! (chorando) Eu te amo! [Christopher] Ótimo! Fique com todo esse amor pra você! (Dulce o encarou suplicante com o rosto molhado e vermelho) porque você não me contou? Me fez passar por idiota e ainda me sentir CULPADO pelo ciúmes excessivo! O que você tem? (Christopher estava vermelho de raiva, Dulce se assustou com os gritos dele) VOCE NÃO PRESTA DULCE! (Dulce sentiu o coração apertar) [Sofia] Mãe? Pai? (Christopher olhou para filha que olhava para os dois assustada, fechou os olhos e apontou para porta do quarto)

[Christopher] Sofia, vai tomar café! [Sofia] Porque vocês estavam... [Christopher] EU MANDEI VOCE TOMAR CAFÉ! (Sofia olhou para a mãe que não conseguia segurar as lagrimas, saiu sem vontade) [Christopher] Droga! Jurei pra mim mesmo que nenhum dos meus filhos iam presenciar uma cena dessas! [Dulce] Você vai me deixar? (Christopher a olhou no mesmo instante, a vida longe dela seria impossível, as palavras não saiam, queria dizer que a amava e não importava o que acontecesse eles sempre estariam juntos, mas nada disso foi pronunciado, dulce só podia escutar a respiração pesada dele, dulce soluçava e tinha medo do silencio do marido) Me perdoa! Foi só um beijo eu juro! Não vai mais acontecer! (Christopher fechou os olhos e se encostou ao armário) [Christopher] Eu não consigo, Dulce. Não consigo. (Christopher terminou de se trocar e saiu do quarto. Chamou os filhos e os levou para o colégio) Alfonso e Anahí haviam se casado em uma cerimônia simples em Cozumel, apenas para a família e os amigos, há quase dois anos. Anahí deixou o carro no estacionamento do hospital, passou pela recepção e a secretaria sorrriu. [Thays] Doutor Alfonso esta na cantina... [Anahí] Obrigada Thays, se ele aparecer por aqui não comente nada. [Thays] Como quiser. (Anahí andou pelo corredor até encontrar uma porta automática entrou e procurou pelo marido, o encontrou tomando um café ele uma revista, caminhou até lá sem pressa) [Anahí] Posso fazer companhia? (Alfonso deu um pulo ao escutar o voz dela) [Alfonso] Anahí? O que ta fazendo aqui? [Anahí] Achei que fica feliz! (Alfonso sorriu e deu um rápido selinho nela) [Alfonso] Claro que fiquei, mas não te esperava. [Anahí] Estava cansada de ficar em casa, hoje é dia de folga da Guadalupe e não tinha ninguém pra conversar, ai vim te visitar, fiz mal? [Alfonso] Lógico que não fez mal. (sorrindo) Gostei da sua surpresa!(puxou uma cadeira e fez ela se sentar) [Anahí] Obrigada. (sentando-se) [Alfonso] Guadalupe te trouxe antes de sair? [Anahí] Não, vim dirigindo. [Alfonso] Você o que Anahí? (ela sorriu e se encolheu) diz que você não veio dirigindo de casa até aqui! [Anahí] Poncho, não queria ficar em casa. [Alfonso] Tivesse vindo de táxi, parece uma adolescente! [Anahí] Eu sei que você não gosta, mas to cansada de não fazer nada, não me deixa trabalhar porque pode fazer mal, não me deixa sair porque o bebe pode nascer e você não esta presente. [Alfonso] Any, você esta oito meses e meio, imagina se você tivesse entrado em trabalho de parto?(sério) O que ia fazer? [Anahí] Ok Alfonso! Da próxima vez eu fico em casa! (Anahí se levantou e andou em direção a porta, ele sorriu ao ver o modo como ela caminhava, ele se levantou e a alcançou) [Alfonso] Desculpa (segurou a mão dela) eu tenho meia hora de folga, vamos pro meu consultório (Anahí sorriu e deu um selinho rápido no marido, entraram na sala e Alfonso ajudou a esposa sentar. Depois sentou no chão, em frente a ela.) Depois de ter deixado o irmão na sala Sofia foi para a sua, a expressão não era das melhores, sentou na cadeira sem falar com a prima e o melhor amigo. [Victor] O que aconteceu? [Sofia] Me deixa Victor! [Victor] Estressadinha, não precisa ser tão grossa! (Ela se virou) [Sofia] Desculpa. Só não estou bem. [Victor] Posso te ajudar? [Sofia] Meu pai tava brigando com a minha mãe, não quero eles separados! Já tive que ficar sem ele e não quero que isso aconteça outra vez. [Victor] Não pensa assim. [Sofia] Mas eles estavam gritando um com outro, meu pai tava com muita raiva! [Milena] Sofia, briga de marido e mulher não se mete a colher, meu pai e minha mãe sempre

brigam. [Sofia] Mas dessa vez é diferente, ele ofendeu ela! Não gostei! (a professora entrou na sala interrompendo o assunto. Sofia virou para frente prestando atenção nas palavras da professora, recebeu um bilhete vindo do lado, abriu, não conteve o sorriso e ficou envergonhada) Ficou com o Gabi ontem? Não! O que aconteceu? Conta! A gente almoçou juntos, depois ele foi na academia comigo e só! xD E não aconteceu nada? NADINHA? Claro que não! Quando tu vai ficar com ele? Não vou ficar com ele, tenho só DOZE anos Milena! E depois não quero que falem de mim como falam da Julinha. Falando nela... Tu não sabe da ultima! Sofia, voce vai ser beatificada! Vai morrer virgem! Ahahahahah mas conta da Julinha, o que tu descobriu? Ahh... chegou um menino novo na sala do Gabi, e ai que ... não faz uma semana que o guri chegou e a Julinha já atacou, até convidado pra festa dela ele ta! OMG, que vagaba! E qual o nome do menino? É bonito? você já viu ele? Interessada? Vou pedir pro Gabi te apresentar ele!! Aahahah sei que o nome é Matheus e nunca vi! Mas pra julinha ter atacado deve ser de boa qualidade! Ahahahah Eu imagino que seja feio, mas nao custa nada conhecer! hhahaha (Victor tocou no ombro de sofia e passou um pequeno papel) Esta melhor? Sim, obrigada. Almoçou com quem ontem? Com a minha mãe. Como foi o seu almoço com o Gabriel? Foi legal, depois ele foi comigo na academia. O que fez ontem Nada, alguem me deu o bolo. Vi, eu achei que voce não ia se importar! A gente pode almoçar amanha, o que acha? Tem compromisso amanha? Não, porque? Almoça la em casa! xD Vou falar com a mãe! Esta melhor mesmo? Não sei, tenho medo que ele vá embora. Se ele ama vocês não vai fazer isso. foi só uma briga!! Te adoro! x) Te amo menina ;* (Sofia sorriu e guardou o bilhete no estojo e continuou prestando atenção na aula) Como nossa menina esta? [Anahí] Bem, acordou agorinha! (anahi levantou a blusa e colocou as mãos do marido sobre a barriga) [Alfonso] Também, te incomodou a noite inteira (alisando a barriga da esposa) Quero ter ela nos meus braços, antes de dormir sempre penso como ela vai ser... [Anahí] Também penso. Mai disse que ela já esta com quase três quilos! Acho que vai ser parecida com você. [Alfonso] Será? [Anahí] Quero que tenha seus olhos! Ela vai ser linda. [Alfonso] Sem duvidas! Esta se sentindo bem? [Anahí] Muito! (Anahí colocou a mão sobre as mãos do marido e juntos alisavam o barrigão dela,) esta sentindo? [Alfonso] Ela esta agitada! (Anahí sorriu, o telefone tocou, ele se levantou e atendeu.) [Thays] Doutor, estão precisando de você na psiquiatria. É urgente. [Alfonso] Tudo bem, me de dois minutos. 9colocou o telefone no gancho e olhou para a esposa) [Anahí] Precisa ir? (Alfonso assentiu tristemente) tudo bem, volto para casa. [Alfonso] Dirige com cuidado, se acontecer qualquer coisa me liga? [Anahí] Fica tranqüilo, (sorrindo) Vamos nos cuidar direitinho. [Alfonso] Amei a visita, já estava com saudades! [Anahí] Também estava, te amo!

[Alfonso] Eu também te amo! E você também pequena! (Alfonso beijou a barriga da mulher, ela sorriu, ajudou Anahí a levantar a acompanhou até a porta, despediu-se dela com um beijo rápido e carinho, ela saiu do hospital e ele correu pelo corredor) Dulce ligou para o hospital, disse que se atrasaria, terminou de se arrumar, tomou café e seguiu para o trabalho. [Thays] Doutora Dulce, as primeiras consultas foram canceladas! [Dulce] Tudo bem, eu vou atender até mais tarde hoje, liga para esses pacientes e oferece o horário depois das seis, eu tenho plantão hoje. [Thays] Eu vou ligar (Dulce passou pelo consultório do marido e parou, voltou até a mesa da secretaria) [Dulce] Christopher esta com paciente? [Thays] Não, mas não sei se esta na sala. (Dulce foi até a sala e bateu, quando ouviu a permissão abriu a porta e entrou timidamente) [Christopher]Algum problema? [Dulce] Não, eu vim ver se estava bem. [Christopher] Já teve a prova? Agora pode ir. [Dulce] Chris para de me tratar assim! [Christopher] Quer que eu te trate de que modo? [Dulce] Acredita em mim, por favooor! [Christopher] No meu lugar faria o que, se fosse eu e a Fuzz, o que faria? Ia me perdoar? Fingir que nada aconteceu? (Dulce ficou em silencio apenas mirando o teto) Me responde, Dulce! [Dulce] Não, claro que não perdoaria na hora, talvez com o tempo... [Christopher] Ótimo, também preciso do meu tempo. [Dulce] Mas não me trata desse jeito. [Christopher] Você quer que eu fique indiferente ao fato de te ver nos braços de outro, Dulce? Ele tava quase deitado por cima de você, que inferno! [Dulce] Chris, me escuta. [Christopher] Independente se foi por boa ou não vontade estou magoado, não achei que algum dia fosse presenciar tal cena, agora me deixa! (Dulce deu as costas e saiu totalmente sem animo do consultório entrou na sala e pediu a secretaria que mandasse o paciente entrar) Já eram quase sete horas quando dulce terminou de atender todos os pacientes, sua vontade durante a tarde intera era de chorar, mas permaneceu forte durante todo o tempo. Respirou aliviada quando o ultimo paciente saiu pela porta e deixou o corpo desancar na cadeira, teria dormido ali mesmo se não fosse pelo barulho do telefone. [Dulce] Fala... [Sofia] Mãe, sou eu! [Dulce] Oi meu amor, como esta? [Sofia] Bem! Preciso te pedir uma coisa, mãe! [Dulce] Fala! [Sofia] O Vi me convidou pra almoçar na casa dele amanha, posso? [Dulce] Claro que pode! [Sofia] Obrigada mãeee! (Dulce sentiu a empolgação na voz da filha e sorriu) [Dulce] Como foi seu dia. [Sofia] Normal, [Dulce] Tem alguma coisa te incomodando? [Sofia] Não. [Dulce] Sooofia, te conheço a quase treze anos, o que foi? [Sofia] Sabe o que é mãe...? [Dulce] Hum? [Sofia] É que não gostei de ver você e o papai brigando! [Dulce] Brigas acontecem meu anjo, vamos tentar não brigar mais, esta bem? [Sofia] Ta bom! Vou desligar mãe. [Dulce] Ta bom, se cuida ta? E cuida do seu irmão! Amo vocês [Sofia] Também te amo! (Dulce colocou o telefone no gancho e as lagrimas voltaram a escorrer pela face, toda a força havia ido embora.) Dulce consultou o relógio, tinha uma hora de folga antes de o plantão começar, pegou o celular e foi até cantina, pediu um café e sentou-se a mesa. Sentiu alguém tocar seu ombro, virou-se e encarou Eddy com raiva. [Dulce] (irritada) O que faz aqui? [Eddy] A gente precisa conversar.

[Dulce] Não tenho nada pra falar com você. (Tomando um gole de café) [Eddy] Dul, me deixa explicar. [Dulce] Ok Eddy, é a ultima vez que falo contigo, depois finja que não me conhece. [Eddy] Podemos ir a um lugar mais reservado? (Dulce hesitou, mas achou melhor acompanha-lo, caminharam até um quarto reservados para os médicos do plantão, Dulce sentou em uma das cadeiras e Eddy sentou em frente a ela) [Eddy] Sobre ontem eu não queria te prejudicar, gosto muito de você e... desculpa, mas eu percebia você triste demais, achei que talvez... [Dulce] (nervosa) Pensou errado! Sou muito feliz com o meu marido, a gente briga e admito que muito, mas não é por isso que não sou feliz. Você conseguiu terminar com o meu casamento! (chorando) Christopher não acredita mais em mim e não sei o que fazer!! (Eddy se aproximou e limpou as lagrimas) [Eddy] Dul, eu nem sei o que falar, se você quiser eu posso falar com ele, explicar como tudo aconteceu! [Dulce] Não! Acho que se ele não acredita em mim é porque não me ama tanto quanto diz! (Chorando novamente) [Eddy] Se acalma, eu converso com ele sem problemas. (Dulce limpou as lagrimas e num impulso abraçou Eddy) Desculpa mesmo, não queria te causar problemas. [Christopher] Dul... ce. (Ela se soltou rapidamente do abraço e encarou Christopher, agiu com maior naturalidade, mas não foi isso que o marido entendeu.) [Christopher] Você é uma descarada mesmo! Não perde tempo! [Eddy] Christopher a culpa foi... [Christopher] Cala boca que não to falando contigo! [Dulce] Chris, se acalma a gente ta no hospital! (Christopher saiu do quarto e bateu a porta, Dulce voltou a chorar) [Eddy] Dul.. [Dulce] Me deixa sozinha por favor... [Eddy] Não, vai pra casa que ficou no seu lugar hoje. [Dulce] Eddy, melhor... [Eddy] Faz o que eu to te mandando... (Dulce pegou a bolsa e saiu do hospital, entrou no carro e seguiu para casa o mais rápido que pode, estacionou o carro em frente a residência e entrou em casa. [Eduardo] (sorrindo) Maaae!!! [Dulce] Du, agora não... Amanda AMANDAAAAAA [Amanda] Desculpa dona Dulce... [Dulce] Sai com as crianças por favor, só volta quando eu ligar, (entregou o dinheiro a baba e subiu para o quarto tentou abrir a porta mas estava trancada, esperou que ninguém mais estivesse em casa a bateu novamente na porta) [Dulce] Chris, abre isso daqui! (ouviu a chave girar e abriu a porta, observou Christopher colocar uma mala sobre a cama) O que esta fazendo? [Christopher] Difícil perceber? [Dulce] Só pode estar brincando! [Christopher] Dulce, não da mais, não suporto mais brigar com você! Eu odeio ter que dizer isso, mas eu to indo embora, talvez seja bom a gente ficar longe por um tempo! [Dulce] Chris, não... isso não! Por favor fica .. (Dulce se agarrava ao corpo dele) você não pode me deixar.. [Christopher] a gente vive brigando, não da mais! E você ainda da um jeito das coisas piorarem! [Dulce] Se parasse pra me escutar quem sabe isso não teria chegado aqui! [Christopher] Dulce, já disse que não me importa se quis ou não, estou magoado com o que vi! Da pra entender? [Dulce] Eu não quero que você vá! O que vou dizer para Sofia e Eduardo? (Christopher parou de colocar as roupas na mala e passou as mãos pelo rosto) [Christopher] Droga Dulce! Porque você permitiu? [[Dulce] Chris eu não permiti! [Christopher] Não foi o que eu vi! (Dulce respirou fundo) [Dulce] (chorando) Diz que vai ficar... [Christopher] Não por você! [Dulce] É assim que você quer? (Christopher a encarou) pois bem Christopher, cansei de implorar seu perdão, é desde ontem que estou tentando colocar nessa sua cabeça que eu te amo e não importa se eu beijei ele ou não, é você que eu quero, é com você que escolhi passar o resto dos meus dias, (chorando) porque eu ia querer outra pessoa? [Christopher] Que droga! Porque a gente ta passando por isso? Me diz!

[Dulce] Chris eu faço o que quiser mas não vai embora. [Christopher] Que inferno! O que eu to fazendo? (passou a mão pelo rosto irritado, dulce o abraçou num impulso ele envolveu o corpo dela com os braços fortes, encararam-se por uns instantes) [Dulce] Eu te amo chris! Te amo! (as lagrimas entre os dois se confundiam, ele a beijou com saudades, dulce soltou um gemido, no fundo o casal sabia que pertenciam um ao outro e que depois de tanto sofrimento a historia entre eles não acabaria assim, Christopher a puxou pela nuca enquanto a outra mão deslizava pelas costas dela, trazendo-a para mais perto, se é que era possível.) A respiração dois era pesada, o ritmo do beijo aumentava cada vez mais, Christopher deslizou a mão para baixo, apertando levemente as nádegas dela, dulce suspirou ao sentir a ereção dele pulsando contra seu corpo, num rápido movimento ele se afastou, deixando-a sem entender nada. [Christopher] Não posso! [Dulce] Chris... (Dulce ficou atônita vende ele sair do quarto, ficou sem saber o que fazer. E havia algo há se fazer? Ligou para Amanda pedindo para que voltasse para casa, tomou banho e vestiu uma camisola, deitou na cama e adormeceu. Por mais que Christopher tentasse não dar importância a pequena traição da esposa, a tal cena não parava de rondar seus pensamentos, deitou não cama querendo estar ao lado de dulce, e o que impedia? Talvez no fundo soubesse que dulce não faria nada para machuca-lo, mas qual a garantia de que isso era verdade? Na realidade estava cego de ciúmes e raiva.) Os dias passaram, dulce e Christopher quase não se falavam, evitavam ao máximo ficarem perto ou no mesmo ambiente, ele dormia no quarto de hospedes pra evitar cair em tentação. Já era noite, um sábado agradável se não fosse o clima entre o casal. Dulce estava no quarto da filha, olhava as fotografias de quando era menor, uma lagrima escorreu ao ver pai e filha dormindo próximos a lareira, foi ela mesma que tirou a foto, na época a menina não sabia quem era o pai, [Sofia] Mãe? Ta chorando? [Dulce] Tava olhando algumas fotos suas, fiquei emocionada! [Sofia] Ahh, vai me ajuda a escolher a roupa... [Dulce] Eu fico com o vestido lilás, o que acha? Ta combinando tanto com você! [Sofia] Será? [Dulce] Eu acho! [Sofia] Então vou com ele! Arruma meus cabelos mãe? (Dulce sorriu, secou os cabelos da filha e logo após passou a chapinha, maquiou a filha levemente, apenas um rímel e uma sombra quase imperceptível, por fim deixou que a filha passasse gloss nos lábios, Sofia colocou o vestido e sandália e se olhou no espelho) E ai? [Dulce] Maravilhosa! (Christopher entrou no quarto com a expressão na muito feliz) [Christopher] Onde você vai? [Sofia] Vou a festa da Julia, lembra? [Christopher] Sim! [Sofia] Como estou? [Christopher] Você é linda! (sorrindo) A menina mais linda que já vi! [Sofia] Depois da mamãe é claro! (Dulce sorriu e abraçou a filha) você me leva, mãe? Dulce] Sim! [Christopher] Eu vou junto. (Dulce o olhou por um instante e voltou a olhar para a filha que pegava uma pequena bolsa sobre a cama, desceram as escadas e entraram no carro de Christopher) [Dulce] Esta levando celuar? [Sofia] Sim! [Christopher] Que horas pretende voltar? [Sofia] Ahh,, não sei pai, meia noite? [Christopher] O que? [Dulce] Calma. Pode ser as dez e meia? [Sofia] Sim, tudo bem mãe [Christopher] Porque precisa ficar tanto tempo [Dulce] Depois conversamos sobre isso. (estacionaram em frente a uma grande casa salmão, a musica alta era sinal de que a festa já havia começado) [Dulce] Dez e meia estarei aqui na frente ta? Boa festa! [Sofia] Obrigada! Tchau mãe, tchau pai! (Deu um beijo no rosto dos pais e saiu do carro, passou pelo portão da casa e foi até o salão de festas. Dulce e Christopher voltaram em silencio para casa, entraram na residência e foram para sala) [Christopher] Porque deixou ela voltar tão tarde?

[Dulce] Confio nela, acho que é uma festa inocente, conheço a mãe da menina, é toda preocupada, mima ao extremo a filha, mas é defensora dos bons constumes se era isso que queria saber! [Christopher] Não, não era isso, apenas perguntei o porque das dez e meia. Por mim ela voltava antes! [Dulce] Por você ela não saiba de casa! (Christopher fez uma careta e chamou pelo filho) [Christopher] Eduuuardo! (o menino veio correndo com uma “balde” vermelho) [Eduardo] Onde vocês foram? [Dulce] Levar sua irmã a uma festa. [Eduardo] Hum. Quero brinca com vocês (Dulce sorriu e sentou no chão ao lado do filho, Christopher a observou por um momento, estava ainda mais linda nos últimos dias, era impressionante como os anos passavam e ele a amava ainda mais, sorriu sozinho e sentou em frente a ela) Eduardo derrubou todas as peças do ‘Lego’ no chão, entregou ao pai o manual do brinquedo. [http://www.lego.com/eng/harrypotter/productPage.aspx?family=&productNumber=4757] [Christopher] Não quer um mais fácil, vamos ficar montando esse a noite inteira (observando o manual) [Dulce] Deixa chris, vai ser diver... (Parou de falar no instante que ele a olhava, baixou a cabeça e pegou algumas peças não mão) [Eduardo] Ta, então vou pegar outro pai. [Christopher] Não, vamos montar esse mesmo, eu e sua mãe não temos nada pra fazer, vai ser bom. [Eduardo] Mas eu nunca montei esse. [Dulce] Melhor ainda, eu e você fazemos juntos. (sorrindo para o filho, Christopher sentiu que foi deixado de lado e sorriu tristemente) alem do mais te prometi que ficaríamos os finais de semana juntos, lembra? [Eduardo] Então ta! (Eduardo sorriu e pediu que o pai mostrasse o manual, juntos eles montavam o brinquedo enquanto sorriam e analisavam se aquilo realmente estava certo, dulce consultou o relógio e olhou para o filho) [Dulce] O que quer comer? [Eduardo] Cachorro quente! [Dulce] Então ta! Chris, você vai comprar pão pra mim? [Christopher] Vai você! (Dulce olhou irritada para ele) [Dulce] (irônica) Quer comer alguma coisa? [Christopher] Pode deixar que eu mesmo faço se sentir fome. (Foi para a cozinha, começou a fazer o que o filho havia pedido enquanto os outros dois brincavam na sala, desligou o fogão e foi comprar pão, ao ver Alfonso escolhendo uma torta sorriu) Sofia entrou no salão tímida, em um canto avistou a prima, Gabriel e mais um menino que deduziu ser Matheus. ”Julinha se deu bem heim, o cara é lindo!!” Se aproximou envergonhada [Sofia] Oii (Milena deu um beijo no rosto da prima em seguida abraçou) [Gabriel] Estava demorando (Sofia sorriu e o cumprimentou com um beijo e indicou o menino ao lado) Esse é o Matheus [Sofia] Oi!! (o menino sorriu e a cumprimentou com um beijo no rosto) [Milena] Porque demorou? [Sofia] Estava me arrumando. E a Julinha? (Milena riu debochada) [Milena] Onde você acha que esta? (Sofia sorriu e percorreu o olhar pelo local, Julia conversava com Victor) [Sofia] Imagina, tinha que estar pendurada no idiota!! Ele não enxerga um palmo na frente! (Milena riu da indignação da prima) vou cumprimentar ela. (Caminhou até os dois) [Sofia] Oi Ju! Parabéns!! [Julia] Oii Sofia! Que bom que veio, estava te esperando (sorrindo falsamente. Sofia entregou o presente a Julia que foi até uma mesa, Sofia olhou para o amigo) [Victor] Achei que não viesse! (sorrindo) só tava faltando você! [Sofia] Me atrasei um pouco, só isso! Não podia deixar de vir [Victor] (sorrindo) Concordo. [Sofia] Então... Faz tempo que chegou? [Victor] Faz um tempo já. Eu vou buscar refrigerante, você quer? [Sofia] Não... Eu vou voltar lá com ... a Milena. [Victor] Depois quero falar contigo [Sofia] Ta! Tudo bem? (Sofia sorriu envergonhada e foi até os amigos) [Milena] O que O Grande Cérebro Pensante estava conversando com Victor? (os três riram do

novo apelido de Julia) [Sofia] Nem sei, só entreguei o presente e voltei. (Gabriel e Matheus se afastaram um pouco e conversavam sobre qualquer assunto, Milena olhou para Sofia) [Milena] Meu deus, Julia é uma coleção de Meninos lindos... Victor, Matheus, fora os caras do primeiro ano que são fofos demais! Que inveja! [Sofia] Você com inveja dela? [Milena] E você não?! Só falta o Gabriel pra lista dela ficar completa. (Sofia olhou para prima com uma ponta de ciúmes) [Sofia] É só falta ele mesmo. (olhando-o) [Milena] Se você não for rápida ela vai acabar te roubando ele também? [Sofia] Do que esta falando? [Milena] Ahhh, sabe... você sempre gostou do Victor e ... Sei lá! [Sofia] Eu nunca gostei dele! [Milena] (irônica) Ah é Honey? [Sofia] Ta, eu até gostei dele, mas não gosto mais. É só meu amigo! [Milena] Concordo que o Gabriel seja mais interessante, olha como os olhinhos dele brilham! [Sofia] Mi, ta escuro aqui, não da pra ver! (Milena riu) [Milena] (suspirando) Você nunca reparou como os olhos azuis? São lindos! [Sofia] Claro que são lindos! E como são! (As duas sorriram) e o novo amigo dele! É lindo!Só no chega muito perto porque a Julinha ta olhando com uma cara nada boa pra cá! [Milena] Pode olhar, ela já teve a chance dela, chegou a minha, Baby (Sofia sorriu e balançou a cabeça, os meninos se aproximaram um pouco mais, uma musica mais calma e romântica tocava, Sofia olhou para o lado e Julia e Victor já dançavam bem próximos, olhou para baixo e sentiu alguém pegando em sua mãe, olhou para o lado e derreteu-se ao ver o sorriso de Gabriel) [Dulce] Oooi (Alfonso se virou e sorriu, abraçou Dulce) como esta? [Alfonso] Bem e você? [Dulce] Indo! (Ele a olhou preocupado) [Alfonso] Problemas ainda? [Dulce] Esta melhorando. só uma fase! [Alfonso] Sabe que estou aqui né? Pra tudo que precisar! (Dulce sorriu e não deixou que a lágrima que se formava cair) [Dulce] Obrigada! [Alfonso] Acho que não é assunto pra se discutir numa... Padaria! (os dois sorriram) quer ir lá pra casa? [Dulce] Não, preciso dar de comer pra minha cria, veio fazer vontades da Any? [Alfonso] Sim, esta com vontade de torta alemã! [Dulce] Bateu a vontade aqui também! Vou levar um pedaço também, melhor, uma inteira! (Alfonso sorriu, a atendente se aproximou) [Alfonso] Pode pedir Dul! [Dulce] Eu quero essa torta aqui! E me da um pedaço daquela outra de brigadeiro [Alfonso] (sorrindo) Dulce, você esta grávida? [Dulce] Deixa de gracinhas! Não é só grávida que tem vontades não! (Dulce voltou a olhar para a moça) Me da dez pães! (a atendente fez a nota e entregou tudo a Dulce que se dirigiu ao caixa, pagou e esperou por Alfonso, ele pagou e parou em frente a ela) Como Any esta? [Alfonso] Bem demais, só pensa em comer e eu tenho que correr atrás, esses dias tinha vontade de jabuticaba, me diz! Onde eu ia arrumar essa fruta às onze da noite? (Dulce riu) [Dulce] E o nome da menina? [Alfonso] Anahí é uma grande indecisão! (os dois riram) [Dulce] Manda um beijo, diz pra ela se cuidar! [Alfonso] Eu mando sim, e um abraço pro Chris e pras crianças. (Despediram-se com um beijo no rosto, cada um entrou em seu carro e seguiram para casa. Dulce entrou em casa e ouviu as risadas do marido e do filho, sorriu e arrumou a mesa enquanto os dois se divertiam, depois de ter acabado de cozinhar foi até a sala) [Dulce] Du, vem jantar? [Eduardo] Ta pronto mãe? (Dulce assentiu) já vou! [Dulce] Não demora!! (Dulce sentou a mesa da e poucos minutos depois pai e filho apareceram na cozinha, Christopher sentou em frente a dulce e Eduardo na ponta da mesa, Dulce serviu o filho e olhou para o marido) [Dulce] (irônica) quer que eu te sirva também? (Christopher ignorou o comentário e se

serviu, Dulce pegou a colher para se servir e sentiu o estomago revirar, olhou para o refratário com asco, descansou o talher, sentiu-se ainda mais enjoada ao aspirar o cheiro da comida, saiu da mesa com um pouco de pressa e foi ao primeiro banheiro que encontrou, depois de ter expelido tudo que havia em seu estomago lavou a boca e passou a mão pelo rosto, foi até a sala e pegou o telefone, subiu para o quarto chorando, discou um numero e esperou até que alguém atendesse) [Dulce] Jack? [Fernanda] Não, é Fernanda. (irritada) Quem é? (Dulce sorriu) [Dulce] Calma Fê, é a Dulce. Você pode chamar o Jack pra mim? [Fernanda] Desculpa Dul, não reconheci sua voz, espera um pouco. (Dulce pode ouvir Fernanda gritando, poucos segundos Jack atendeu) [Jack] Oi Dul, algum problema? [Dulce] Eu preciso de um exame pra amanha cedo. [Jack] Tão urgente assim? [Dulce] É! [Jack] Se quiser pode ser agora... [Dulce] Não, eu posso esperar até amanha. [Jack] A gente se encontra no hospital ai pelas dez, pode ser? [Dulce] Ta ótimo. Obrigada! [Jack] Que isso! Quando precisar... [Dulce] Beijo! (Dulce encerrou a ligação escovou os dentes, tomou banho e vestiu as roupas intimas e um robe de seda preta, desceu para tomar água Christopher e Eduardo não estavam mais no andar de baixo, deixou tudo sobre a mesa, só de pensar em comida seu estomago embrulhava, foi para a sala e resmungou qualquer coisa ao ver a bagunça, se abaixou para recolher as peças) Dulce estava tão perdida em pensamentos que nem notocou que o marido sentara no sofá em frente e não deixava de observavar a abertura do robe) [Christopher] Porque demorou? [Dulce] Demorei onde? (sem olhá-lo) [Christopher] Na padaria. (continuava a olhar os seios da esposa que o tecido deixava mostrar) [Dulce] Encontrei poncho, estava comprando uma torta pra Any. (sorrindo) A menina nasce daqui alguns dias. (Dulce terminou de arrumar a sala, sentou ao lado dele) Eduardo esta dormindo? [Christopher] Sim, mandou dizer que gostou da janta. (Dulce sorriu e mudou de canal) [Dulce] Ele viu o bolo que trouxe pra ele? [Christopher] Queria comer tudo! (os dois riram, tudo voltou a ficar em silencio, Dulce olhou para o relógio já eram quase dez horas) [Dulce] Eu vou me trocar. [Christopher] Vai buscar a Sofia? (ela apenas assentiu) eu vou junto. (Dulce subiu para o quarto, colocou um vestido com decote em V um pouco acima do joelho, sandália de salto anabela, passou um batom e saiu do quarto, Christopher a esperava no pé da escada, seus olhares se cruzaram e não deixaram de se olhar um único instante, era visível a saudades que sentiam um do outro, não apenas carnal, mas sentiam saudades das conversar e risadas que marcavam a vida conjugal, nos últimos degraus Dulce virou o pé e Christopher se apressou em socorrê-la, a segurou pela cintura, deixando seus corpos e suas bocas perigosamente próximos. Procuravam palavras, talvez desculpas pela proximidade, Dulce fechou os olhos por um instante e tornou a abri-los, os lábios dele tocavam nos seus, o olhar estava preso, a respiração dos dois era nervosa. Dulce tentou agradecer, mas ele já havia roubado um beijo, ela se entregou totalmente aquele momento, ele a puxou para mais perto, ela passou a mão pelas costas largas e soltou um suspiro ao sentir os lábios dele percorrer sua pele até chegar ao fim do decote. Inconscientemente ele a deitou na escada, ela apoiou os cotovelos no degrau de cima enquanto ele subia o vestido para acariciar as coxas dela, uniram novamente os lábios, a cada segundo intensificavam mais o beijo e o tornavam cada vez mais quente e molhado. Dulce desabotoou e tirou a camisa preta que o marido vestia, passou as mãos pelo corpo dele, apertando os braços dele a cada sensação de prazer, ele acariciava as coxas dela com desejo. Estavam totalmente entregues a situação, ele procurou o zíper do vestido, mas não o encontro Dulce mesmo desceu abriu o vestido na parte lateral, ele desceu as alças do vestido e o tirou por completo. Em qualquer momento apartaram os lábios, estavam sedentos pelo corpo e alheio e não descansariam enquanto o prazer não fosse alcançado, enquanto Christopher acariciava o seio dela, Dulce tirou toda a roupa que ainda restava no corpo dele, deixando-o totalmente nu.

Num rápido movimento ele tirou a calcinha dela, acariciando sutilmente a intimidade dela, quando a sentiu pronta sentou ao lado e a puxou para cima, fazendo a ficar sentada sobre ele, a penetrou, entre uma caricia e outra e Dulce soltou um gemido que foi abafado pelas mordidas delicadas nos lábios dele. Era uma sensação inexplicável, a cada ato de amor era como se fosse o primeiro, Christopher passou a mão pelos quadris dela ajudando a movimentar-se, a cada segundo os movimentos eram mais rápidos, já estavam totalmente suados, os seios dela roçavam no peito dele, Dulce o abraçava trazendo-o para mais perto, enquanto ele guiava os movimentos dela, os beijos eram difíceis e faltava fôlego, mas mesmo assim seus lábios continuavam unidos. Ele acariciava a cintura dela com pressão devido ao prazer que tudo aquilo causava, no mesmo instante soltaram um gemido mais alto, os dois haviam chegado ao Maximo do prazer, ele continuou movimentando-a por mais alguns segundos enquanto Dulce continuava beijando-o com desejo. Nada mais agora de movia, os dois corpos estavam desfalecidos no ultimo degrau, recuperando a CONSCIENCIA! Foi tudo tão rápido que o casal não pensou nas conseqüências que aquele ato de amor intenso podia causar. Dulce sentou ao lado dele após ter normalizado a respiração, Christopher passou a mão pela testa com uma expressão de inquietação. [Christopher] Isso não devia ter acontecido! Dulce tentou falar qualquer coisa, mas parecia tudo preso em sua garganta, viu o marido se levantar e vestir a roupa, ele não ousava olhar para ela, para Dulce tudo aquilo apenas comprovava que o casamento já estava perdido e não havia mais como recomeçar, viu Christopher bater a porta da casa. Aquilo definitivamente era o fim. Não havia mais espaço para amor, não havia mais compreensão muito menos confiança, sentiu nojo do marido, não podia mais conter as lagrimas, o pouco de dignidade que ainda lhe restava o marido havia destruído poucos minutos atrás, passou os dias tentando agradá-lo, fazer com que tudo voltasse ao normal e era isso que recebia em troca? Vestiu as roupas e pegou o telefone e discou para filha. [Sofia] Mãe, você ta atrasada, eu to esperando. [Dulce] Milena já foi para casa? [Sofia] Vai mais tarde. [Dulce] Então vai com ela, eu e seu pai tivéssemos um problema e não vamos poder te buscar. Voce dorme na casa da sua tia e amanha passo pra te buscar [Sofia] Ta, tudo bem. Beijo! (Dulce subiu para o quarto e arrumou todas as coisas do marido e colocou na sala, sentou e esperou que ele voltasse.) Quase três horas depois Dulce ouviu o barulho da chave na porta, respirou fundo e esperou que o marido entrasse. Christopher entrou de cabeça baixa. Não atreveu a olhar para ela, se aproximou um pouco mais. [Christopher] Desculpa? (a voz dele saiu quase inaudível, passava a mão pelo rosto na tentativa de secar as lagrimas que não paravam de cair) [Dulce] (indignada) Desculpa Christopher? (ele olhou as malas próximos ao sofá, depois para Dulce) [Christopher] (desesperado) Onde você vai? [Dulce] Eu não vou a lugar nenhum! VOCE é quem vai! Não estava louco pra me deixar, ta ai melhor oportunidade impossível, boa viagem viva a tua vida e esqueça que você tem família. [Christopher] Ta louca eu não vou sair de casa, muito menos esquecer que tenho filhos e mulher!! [Dulce] Agora sou sua mulher! Minutos atrás eu era a prostituta que te servida! (Christopher sem pensar (Christopher se irritou ao ouvir aquilo e deu um tapa no rosto dela, Dulce colocou a mão no local e voltou a olhar pra ele, nunca tinha visto com tanta raiva, ele tentou abraçá-la mas ela o empurrou) deu pra bater em mulher agora, é isso! Bate mais Christopher! [Christopher] Dulce me escuta! [Dulce] Não foi assim que me tratou minutos atrás? (chorando) não foi? Teve o que precisa e depois me largou sem ao menos olhar pra mim! [Christopher] Sei que errei, (chorando) mas to disposto a fazer de tudo pra que me perdoe. [Dulce] Fácil falar em perdão. Quando eu pedi que me perdoasse por algo que eu não tinha feito, o que fez? Começou a me ignorar, fingir que eu não existia. Agora quer que eu te perdoe? O que achou, Christopher? Que ia sair e quando voltasse eu estaria na cama te esperando como se fosse uma vadia que você pega a hora que quer? (Christopher baixou a cabeça) não consigo acreditar que o homem que eu amo tenha feito isso comigo, esperava de todos, Christopher, menos de você! Acabou de me provar que você foi um erro na minha vida, o tempo todo. [Christopher] (chorando) Dul, me escuta... [Dulce] Quem vai escutar é você! Não admito que me trate desse jeito! Eu não sou um

objeto seu que usa quando tem vontade! Me magoou (chorando) e muito, nunca pensei que eu fosse passar por isso! Sinto nojo de você, não sei como um dia pude ficar ao seu lado! Pode pegar suas coisas, não tem mais nada que te pertença aqui! (Dulce ia saindo da sala quando ele segurou o braço dela) Me solta! (Christopher a virou para olhá-la) [Christopher] Me escuta... [Dulce] O que vai dizer? EU TE AMO DULCE, não queria fazer isso, fui um idiota, me perdoa? Não perca seu tempo! Seus filhos pode ver a hora que quiser desde que eu não esteja em casa. [Christopher] Dul, me desculpa, por favor! [Dulce] Não sei como tem coragem pra voltar! Isso que fez não tem perdão. Acha que depois disso tudo vai ficar igual, a família linda que a gente tinha? (Dulce riu entre as lagrimas) primeiro me acusa de estar te traindo, finge que existo depois me trata dessa maneira? Eu não sei como pude ficar tanto tempo com alguém como você. E agora eu dou graças a Deus por não ter engravidado mais uma vez. [Christopher] Eu ... Eu não queria ter te tratado daquele jeito, mas meio hora atrás a gente tava quase brigando e de uma hora pra outra... A gente tava fazendo amor. [Dulce] Amor, Christopher? Chama aquilo de amor? Eu chamo de outra coisa! Fraqueza, não resistiu, não foi? [Christopher] Não foi fraqueza, eu queria aquilo tanto quanto você! Fala como se tivesse feito alguma coisa pra impedir e [Dulce] (indignada) E porque eu impediria? Você é meu marido e eu amo estar ao seu lado.Achei que depois disso a gente ia se acertar que ia ficar tudo bem! [Christopher] E ia! [Dulce] Se você não tivesse sido TÃO estúpido, nos estaríamos bem, sim! [Christopher] Eu já disse que fiquei confuso. [Dulce] Não importa. Não se preocupe com Sofia, vai dormir na Karen. (Dulce saiu da sala, Christopher descansou a cabeça no sofá pensando o que faria. Pegou as malas e levou-as de volta para o quarto) [Dulce] O que pensa que esta fazendo? (ao ver ele colocando as roupas de volta no closet) [Christopher Eu não vou embora, não quero ir. [Dulce] Ok, Christopher, então eu e meus filhos saímos. (Dulce levantou da cama e pegou uma mala grande) [Christopher Dul, tudo bem, eu vou embora. Posso passar pelo menos essa noite aqui. [Dulce] Ótima noite Christopher! (empurrando contra o peito dele um travesseiro) [Christopher Boa noite, dul! Dorme bem. (Dulce viu ele sair do quarto de cabeça baixa, sentiu o coração apertar, voltou a chorar, desesperadamente dessa vez, a quase certeza da gravidez deixava tudo ainda mais complicado, tomou um banho para se acalmar deitou na cama e adormeceu) Algumas horas antes... Os meninos se aproximaram um pouco mais, uma musica mais calma [Switchfoot - You. http://www.youtube.com/watch?v=U2TONfeb7cc] e romântica tocava, Sofia olhou para o lado e Julia e Victor já dançavam bem próximos, olhou para baixo e sentiu alguém pegando em sua mão, olhou para o lado e derreteu-se ao ver o sorriso de Gabriel. [Gabriel] Quer dançar? [Sofia] Dan... Dançar? (Ele sorriu e a levou até o meio do salão, ao lado de Julia e Victor, Sofia ignorou a presença dos dois e olhou para Gabriel, não sabia muito bem como agir, era a primeira vez que dançava como um menino, ele colocou as mãos na cintura dela, ela colocou as mãos em volta do pescoço dele um pouco tímida, trocaram sorrisos e se aproximaram um pouco mais, ficando a um palmo de distancia um do outro) [Gabriel] Ta gostando da festa? [Sofia] Uhum, achei que iria ter todas aquelas coisas espalhafatosas que a Julia gosta, mas gostei de tudo! E você ta gostando? [Gabriel] É, se não fosse pela dona tudo estaria perfeito. [Sofia] Estou vendo que não sou a única que acho isso. Não sei como victor agüenta. [Gabriel] Quem sabe por que sejam iguais (Sofia riu) [Sofia] Para! Ele é meu amigo. [Gabriel] Ainda bem que é SÓ amigo! (Sofia o encarou como se quisesse ouvir aquilo novamente, ele sorriu e deu um beijo na bochecha dela. A musica continuava tocando, estavam um pouco mais próximos, tudo aquilo deixava Sofia ainda mais nervosa, o olhar dele, apesar da pouca idade, era penetrante e por vezes a deixava envergonhada. Era nítida

a paixão que nutria pela bela menina, Sofia sempre foi e sempre será o único amor de Gabriel e ele sabia muito bem disso. Sonhava com ela todos os dias, cada manhã ansiava por ver a morena andando com os cabelos soltos pelos pátios do colégio. Exagero Meu? Acho que não! A musica finalmente terminou e Gabriel segurou a mão dela um pouco nervoso. [Gabriel] Vem comigo? (Sofia olhou em volta Matheus e Milena estavam quase se beijando e Victor e Julia brigavam por algum motivo, olhou para ele e sorriu, sairam do salão, não muito longe dali, ainda se escutava a musica [Mandy Moore – First Kiss. http://www.youtube.com/watch?v=NXgwKo9ThfE] havia uma arvore e um banco, sentaram e observaram o local até ele quebrar o silencio que existia entre os dois.) [Gabriel] É bonito aqui. [Sofia] Também gostei. É calmo. (os dois se olharam envergonhados. Gabriel se aproximou lentamente, inclinaram a cabeça para lados contrários, sutilmente seus lábios se encontraram, iniciaram um beijo calmo e meio desajeitado, aos poucos foram se acostumando e suas línguas buscando harmonia. No momento os dois esqueceram de tudo, era como se nada mais importasse naquele momento, estavam visivelmente envolvidos um com o outro. Apartaram os lábios e trocaram sorrisos envergonhados. Gabriel segurou as duas mãos dela. As bochechas dela queimavam, ela baixou a cabeça e ficou calada) [Gabriel] Não gostou? [Sofia] Não. Não!! (sorrindo) Eu gostei! [Gabriel] Então o que foi? [Sofia] É que... Hum... Eu nunca... Ah! Você sabe! (Gabriel sorriu e abraçou pelos ombros) [Gabriel] Você quer voltar? [Sofia] Acho melhor, pode ser. (Gabriel se levantou e deu a mão para ela, os dois voltaram ao salão, Milena e Matheus continuavam dançando, dessa vez uma musica mais agitada, Sofia riu ao ver a expressão de inveja de Julia mirando a prima, pegou o celular para olhar as horas.) [Sofia] Eu preciso ir. [Gabriel] (decepcionado) Já? [Sofia] É sabe como é... (sorriu sem graça) [Gabriel] Tudo bem, vai esperar lá na frente? (ela assentiu) vou contigo então. (Ainda de mãos dadas eles foram para frente da casa. Gabriel roubou um selinho demorado dela que riu) [Sofia] Você é doido, imagina se meu pai vê uma cena dessas. [Gabriel] Ele não gosta? [Sofia] Lógico que não! Não queria nem deixar vir a festa! (os dois riram, esperaram mais algum tempo até o celular de Dulce tocar, olhou no visor e atendeu irritada) [Sofia] Mãe, você ta atrasada, eu to esperando. [Dulce] Milena já foi para casa? [Sofia] Vai mais tarde. [Dulce] Então vai com ela, eu e seu pai tivemos um problema e não vamos poder te buscar. Você dorme na casa da sua tia e amanha passo pra te buscar [Sofia] Ta, tudo bem. Beijo! [Gabriel] E ai? (Sofia sorriu) [Sofia] Minha mãe não pode vir me buscar, vou ter que dormir na Mi! (Os dois voltaram para a festa e sentaram um em frente ao outro nas cadeiras próximas a Milena e Matheus que não se desgrudavam.) [Sofia] Minha prima não perde tempo! [Gabriel] Ele também não, ta de olho nela desde que chegou.. [Sofia] Sério? (ele assentiu) ficou a semana inteira “ô vamo lá fala com elas!” (Sofia riu, seu olhar de encontrou o de Victor que não parecia nada feliz do outro lado, ela virou o rosto para Gabriel) [Gabriel] Vou buscar refrigerante, você quer? [Sofia] Se tiver Coca, pode ser! (Gabriel deu um selinho nela e saiu, Victor tomou coragem e foi até ela) [Victor] Eu não gosto dele. [Sofia] Não entendo porque vocês não se dão bem, Gabi é muito legal, você também. Mal se cumprimentam quando estão perto. [Victor] Não gosto dele porque não é uma boa pessoa! [Sofia] Tem algum motivo pra achar isso? [Victor] Não! Sim (Sofia riu) ele... Sei lá! [Sofia] Vocês complicam demaaais, é pedir demais você ser um pouco mais amigável? [Victor] É! (Um longe silencio pairou por ali, Victor a olhava com curiosidade) você... Você ficou com ele?

[Sofia] (sorrindo) Sim! [Victor] Humm. [Julia] Vii (Sofia revirou os olhos ao ouvir a voz) vem dançar! [Victor] Queria ficar com ele? [Julia] Viiii, vem logo!! [Sofia] Se não quisesse não tinha ficado! [Victor] Gosta dele? [Julia] Victoooor!!! [Sofia] Sua namoradinha ta te chamando! (Julia pegou na mão de Victor e o afastou de Sofia, ela olhou para os dois com raiva, alguém tocou em seu ombro e ela se virou rapidamente) [Gabriel] Desculpa a demora, fiquei conversando com o Paulo... [Sofia] Tudo bem! [Gabriel] O que o Victor queria? [Sofia] Só veio... Conversar (sorriu sem graça, ele entregou o copo para ele e sentou em frente a ela. Milena e Matheus caminharam até os dois de mãos dadas) [Milena] Finalmente (Sofia balançou a cabeça, Gabriel sorriu e abraçou) [Sofia] Mi, posso dormir na sua casa? [Milena] Claro, ia te pedir isso, mas minha mãe falou... “Teu tio NUNCA vai deixar” [Sofia] Meu pai atrasa minha vida! (os quatro riram) [Milena] Minha mãe acabou de ligar, ela pediu pra esperar ali na frente. (os quatro foram para frente na casa, Gabriel abraçou Sofia e deu um beijo no rosto dela) [Gabriel] Posso te ligar amanha? [Sofia] Pode sim! (Deram um beijo calmo e demorado ele abraçou pelos braços) [Gabriel] Te adoro (ela sorriu e deu um beijo na bochecha dele) [Sofia] Eu também!! (Milena estava encostada no muro e Matheus em sua frente) [Matheus] Adorei te conhecer... (ela sorriu e deu um selinho nele) [Milena] Eu também! [Matheus] Você pode me dar seu... Numero de celular? (Ela sorriu e assentiu, ele tirou o celular do bolso) [Milena] É xxxx-xxxx. [Matheus] A gente conversa amanha? [Milena] Eu vou esperar! (Se encararam por um instante e seus lábios se encontraram, um beijo um pouco mais intenso do que os outros, Matheus segurou o rosto e acariciou as maças do rosto dela, apartaram os lábios sorrindo. conversaram até Karen chegar, as meninas se despediram dos garotos com um beijo na bochecha, entraram no carro e seguiram para casa. Durante o trajeto as duas sorriam sem que Karen percebesse, chegaram em casa, Sofia e Milena entraram no quarto, arrumaram as camas e adormeceram.) Entrou no quarto de hospedes e não encontrou Christopher, a primeira coisa que lhe ocorreu foi que ele havia partido, as lagrimas vieram automaticamente, todos os momentos felizes ficariam na lembrança, bom, os ruins ela teria que esquecer, por mais que fosse difícil. Saiu do quarto e desceu as escadas e sentiu um alivio ao vê-lo dormindo no sofá, por mais que tentasse era impossível ficar com ódio dele, apesar de tudo que fizeram ainda amava-o e isso não podia negar nem esconder, tentou não se aproximar dele, mas ele parecia ter um imã que a atraia, e quanto mais perto, mas atração sentia, Dulce se abaixou e deu um selinho sutil para que ele não percebesse, tentativa frustrada, ele abriu os olhos e a encarou sério, dulce sentiu o corpo congelar, não conseguia se mover, Christopher desviou os olhos para a boca dela, não resistiu e a beijou com amor, ele a envolvia com os braços como se tivesse medo que ela o deixasse. Novamente, sem pensar ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade que ele que a sentou em suas pernas, Dulce acordou do transe e se afastou rapidamente. Christopher não havia dormido durante a noite, o dia estava clareando, passou pelo quarto onde a esposa dormia, a observou por um tempo, seu peito doía, voltou a chorar. Ele nunca, em nenhum momento, quis magoá-la, porque a vida tinha que ser tão dura e confusa? Saiu do quarto e foi até a sala, ligou a TV procurou alguma coisa interessante, mas aquela hora não encontraria nada, desligou o aparelho e observou o porta-retratos sobre o balcão branco e sorriu. Dulce segurava o filho meio desajeitada, sorria e Eduardo parecia não gostar muito da posição em que se encontrava. [Foto.http://img221.imageshack.us/my.php?image=duleduwg4.jpg] Queria voltar o tempo e fazer tudo de outro modo, não machucar a pessoa que mais amava, queria ter ela em seus braços novamente. Encostou a cabeça no sofá e acabou adormecendo. Dulce acordou assustada, teve um pesadelo, no sonho ela acabava perdendo o bebe ainda no inicio da gravidez. Já eram oito horas os raios de sol entravam pela porta da varanda e

batiam no rosto de Dulce, ela abriu os olhos e colocou a mão na frente do rosto, pestanejou e levantou sem vontade. Olhou para o relógio e se arrastou até o banheiro, escovou os dentes, tomou uma ducha e tentou apagar as marcas de uma noite mal dormida com uma maquiagem alegre, colocou um vestido florido e um casaquinho rosa, vestiu a mesma sandália da noite anterior, foi até o quarto do filho e o beijou, acariciou o rosto do pequeno e saiu do quarto. Entrou no quarto de hospedes e não encontrou Christopher, a primeira coisa que lhe ocorreu foi que ele havia partido, as lágrimas vieram automaticamente. Todos os momentos felizes ficariam na lembrança, bom, os ruins ela teria que esquecer, por mais que fosse difícil. Saiu do quarto e desceu as escadas e sentiu um alivio ao vê-lo dormindo no sofá, por mais que tentasse era impossível adiá-lo, apesar de tudo que fizera ainda amava-o e isso não podia negar nem esconder. Tentou não se aproximar dele, mas ele parecia ter um imã que a atraia, e quanto mais perto, mas atração sentia, se abaixou e deu um selinho sutil para que ele não percebesse, tentativa frustrada, ele abriu os olhos e a encarou sério, Dulce sentiu o corpo congelar, não conseguia se mover. Christopher desviou os olhos para a boca dela, não resistiu e a beijou com amor, ele a envolvia com os braços como se tivesse medo que ela o deixasse. Novamente, sem pensar ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade que ele que a sentou em suas pernas, Dulce acordou do transe e se afastou rapidamente. [Dulce] (nervosa) Nunca! (gritando) Nunca mais encoste em mim!(Christopher suspirou decepcionado) [Christopher] Então não me tente, Dulce Maria! (ela o fuzilou com o olhar por saber que ele tinha razão)Eu gostaria te entender o que se passa na sua mente perturbada! Uma hora me manda embora e na outra vem me acordar com um beijo.... [Dulce] (interrompendo-o) Foi você quem me beijou! [Christopher] Ta Dulce, não se faça! Nos dois sabemos quem provocou. Se não quer se queimar não brinque comigo. [Dulce] Porque ainda esta aqui? [Christopher] Você me ama? [Dulce] Você não respondeu minha pergunta. [Christopher] Responda a minha primeiro. (Dulce olhou para o lado, ele se aproximou e virou o rosto para mirá-la) [Christopher] Você me quer? (Dulce olhou para o chão) [Dulce] Não, não quero. (ele sorriu e levantou o queixo dela com os dedos) [Christopher] Não minta pra mim. [Dulce] (irritada) Quem disse que estou mentindo? (abaixando as mãos dele) [Christopher] Diz olhando nos meus olhos que não me quer mais, que tudo acabou. [Dulce] E se isso for verdade? [Christopher] Eu vou embora e deixo viver sua vida, não vai se preocupar em me encontrar por ai, não quero que tenha esse desgosto. [Dulce] Esta me irritando! Não em venha com inseguranças bobas que isso não combina com você, (olhou nos olhos dele) eu te amo, mas não te quero mais, Christopher. Me humilhou e EU não vou voltar a me rebaixar e tentar ficar com você, não mesmo! Foi tudo lindo e maravilhoso até semana passada, mas não sobrevivemos só de amor. O sentimento que tenho por você é mais que suficiente para nós dois se você não me amasse e tratasse com respeito, mas o que fez ontem foi demais, me tratou como uma qualquer me deixando sozinha e depois me batendo, isso pra mim foi o fim.(chorando) E se você não entendeu, quando os papéis do divórcio chegarem as suas mãos vai ter certeza que não tem mais espaço na minha vida!! (Christopher não desviou o olhar em nenhum momento, as palavras dela estavam machucando, seu rosto estava vermelho e molhado devido as lágrimas, segurou rosto dela com carinho) [Christopher] Eu não vou embora, quero ficar e fazer com que me perdoe por tudo que fiz! Te amo Dulce! Eu te amo. [Dulce] Não perca seu tempo, você é novo, tenho certeza que vai encontrar varias mulheres ainda, quem sabe a uma delas você dê o valor merecido! [Christopher] Não quero outra! Quero você! [Dulce] (chorando) Pensasse nisso antes de fazer o que fez! (Ele se ajoelhou desesperado, abraçou-a e olhou para cima, Dulce o encarava séria, tentando não chorar e dizer que tudo ficaria bem.) [Christopher] Me perdoa? Eu faço o que quiser, mas não me deixa. Eu te amo, sempre te amei e embora eu tenha feito você sofrer em nenhum momento quis o seu mal, sempre cuidei de ti como se fosse uma parte de mim. (Os olhos de Dulce se enchiam de água a cada palavra, queria abraçá-lo e dizer que o queria por perto sempre.) Dul... Eu te imploro!(pensou em tudo que estava em jogo e finalmente tomou uma decisão)

[Dulce] Você pode ficar (Christopher se levantou e enxugou o rosto) que fique claro que faço isso pelos nossos filhos! (ele sorriu tristemente) [Christopher] Como você quiser. (Dulce mantinha um a expressão de ‘Ótimo’, ele a olhou de cima a baixo)Onde vai? [Dulce] Não te interessa. [Christopher] Pelo que me consta ainda sou seu marido e tenho direito de saber. (Dulce baixou os óculos de sol que estavam sobre a cabeça e sorriu sarcasticamente foi para a garagem, entrou no carro e ligou o som [Nickelback – Someday. http://www.youtube.com/watch?v=My4dDsgy5ig] , saiu do condomínio e dirigiu em direção ao hospital, arriscava algumas estrofes da musica enquanto dirigia sem pressa, pensava como seria a vida daqui pra frente, se realmente estivesse grávida não saberia o que fazer, a culpa de poder ter feito tudo diferente tomava conta dela. Deixou o carro no estacionamento da clinica e foi até o laboratório, Jack sorriu e a abraçou) [Jack] O que foi? [Dulce] Problemas, (indiferente) nada de mais! [Jack] Que tipo de exame quer fazer? (Dulce sentou na cadeira que Jack indicava e esticou o braço, colocando-o sobre o apoio) [Dulce] De sangue, Beta-HCG. [Jack] Qual porcentagem de dar positivo? (amarrou a borrachinha no braço dela, procurou uma veia e introduziu a agulha no braço dela) [Dulce] Quase cem por cento. (Jack sorriu e tirou sangue e saiu por alguns minutos, voltou e sentou ao lado dela) [Jack] (sorrindo) Meia horinha e vamos saber se vai ser mamãe outra vez. Dulce e Jack conversaram sobre o hospital até uma moça de cabelos longos e castanhos se aproximarem [Karol] Jack? [Jack] Oi... (virou-se para ela) [Karol] O exame ta pronto (Jack entrou em uma sala e instantes após voltou, estendeu o envelope em direção a Dulce) [Dulce] E ai? [Jack] Abre Dul! [Dulce] (nervosa) Ai Jack ta me deixando nervosa! [Jack] Abre logo, não vi o resultado, só assinei. (Dulce praticamente arrancou o envelope da mão dele, tremia e sorria ao mesmo tempo, percorreu os olhos pelo papel e derramou algumas lagrimas.) Chris vai gostar de saber (O sorriso dela se desfez no mesmo instante, rasgou o exame, Jack olhou indignado) o que foi Dul? [Dulce] Esse bebe ta sendo... (não ousou terminar a frase) Não era pra ter acontecido! [Jack] Dul, não estou entendo, sofreram tanto pra conseguir engravidar novamente e ta dizendo que é um erro? [Dulce] Problemas Jack! Muitos! (tentando não chorar) [Jack] Calma, vai passar, tenho certeza! [Dulce] Dessa vez não quero que passe. Acabou. [Jack] Já conversaram... Sei lá, tentar se entender. [Dulce] Não quero que tenha volta, to cansada das burradas do Christopher, cada vez parece que ele fica mais infantil. [Jack] Bom, para estar falando desse jeito, deve ter sido grave. Faz o que for melhor pra vocês dois e seus filhos! Não esqueça deles (Dulce assentiu entre algumas lagrimas, secou o rosto com as mãos) [Dulce] Não conta pra ninguém [Jack] Pode confiar (Jack abraçou passando confiança) se cuida! [Dulce] Preciso ir! (Despediram-se com um abraço, Dulce ligou para Sofia e seguiu para casa de Karen) Sofia acordou com os gritos da prima, abriu os olhos e Milena pulava sobre a cama. [Milena] Ta namorando, priminha não é mais bv (Sofia revirou os olhos e colocou a cabeça em baixo do travesseiro) acorda logo, quero saber detalhes! [Sofia] Você não tem jeito!! [Milena] Conta, conta!! [Sofia] Contar o que? (com um sorriso no canto da boca) [Milena] (com as mãos na cintura) COMO O QUE? Você fica com o Gabi (indignada) e não tem nada pra me contar? [Sofia] Não. (dando de ombros) [Milena] Como aconteceu? [Sofia] A gente tava conversando e ai... Rolou.

[Milena] Como rolou? Beija bem? Como é ficar com ele? [Sofia] Mi, como vou falar se nunca beijei outro garoto? [Milena] Ah é! (empolgada) Gostoou? [Sofia] (sorrindo) Lóóogico que sim! ele é super fofo! [Milena] Ta apaixonadaaaaaaaaa!! [Sofia] (sorrindo) Para! E o Matheus? Gabi me contou que ele queria te conhecer desde que chegou! [Milena] Sério? (dando pulinhos. Sofia abraçou o travesseiro ainda deitada e assentiu) ele é muito lindo!! O beijo dele é tão... (sonhadora) Bom. [Sofia] A Julia te comia com os olhos, tava se mordendo de inveja! [Milena] Credo! Inveja do que? (convencida) só porque ele preferiu a mim? (Sofia riu e sentou ao lado de Milena) [Sofia] Viu se o Victor ficou com alguém? [Milena] Que eu vi não, mas parecia meio... Irritado. [Sofia] Com o que? [Milena] Não se faça de desentendida. É LOGICO que ele estava com ciúmes! [Sofia] De mim? (Milena assentiu) eu e o Victor somos só amigos!. Nada demais! [Milena] Ta bom, eu acredito. (Sofia ignorou) [Sofia] Ele disse que queria falar comigo [Milena] E tu perguntou sobre o que? [Sofia] Não. [Milena] Mas é lerda né, priminha!! [Sofia] Eu esqueci, mas não deve ser nada importante, ele não tocou no assunto depois. [Milena] É, talvez não seja! [Sofia] Como a Julia é irritando quando ta perto dele (imitando a voz da Julia) “Vi, vem dançar” “Vi, vem aqui”. Vi pra lá, vi pra cá! Só falta uma coleira no pescoço dele. (Milena riu e pulou sobre a prima) [Milena] Priminha, sempre tive vontade de fazer essa pergunta... Com quem voce vai ficar? [Sofia] Cala boca!!! (as duas sorriram e o celular de sofia tocou, atendeu.) [Sofia] Oi mãe. [Dulce] Bom dia! Como passou a noite? [Sofia] (sorrindo) Beeeem!! [Dulce] Vou querer saber detalhes quando chegarmos em casa! Estou passando ai pra te pegar, estou como pressa. [Sofia] Ta! (Sofia encerrou a ligação e procurou as roupas) mamãe ta vindo. [Milena] Por que não pediu pra almoçar aqui? [Sofia] Nem lembrei Mi, depois já to abusando da boa vontade... já vim sem avisar e ainda ficar pro almoço. [Milena] Sempre MUITO educada! (Sofia balançou a cabeça rindo e vestiu as roupas, sairam do quarto, Karen assistia TV) [Karen] Bom dia meninas!! Como foi a festa? [Sofia] Bom dia tia, foi bem legal. [Milena] Eu que o diga! (Karen riu) [Karen] Fica pra almoçar, Sofia? [Sofia] Não, mamãe ligou e ta passando pra me pegar. [Karen] Ontem nem falei com ela, devia ter aproveitado pra convidar seus pais pra vir almoçar aqui. Diga pra sua mãe vim passar uma tarde aqui, estou com saudades. [Sofia] Pode deixar que aviso, tia. (Despediu-se com um abraço na prima e na tia, saiu do condomínio e Dulce já esperava, entrou no carro e as duas seguiram para casa) Christian abriu os olhos e sorriu ao ver o filho aninhado nos braços da esposa, deu um beijo na testa dos dois e saiu da cama sem fazer barulho, se arrumou e foi até a padaria, comprou tudo que Leonardo e Maite gostavam, voltou para casa e arrumou tudo em uma bandeja, foi para o quarto e deixou tudo sobre a cama, acordou os dois com carinhos e beijos, os dois olharam sonolentos, Christian sorriu) [Christian] Bom dia! [Leonardo] Oi pai. (Maite se esticou e deu um beijo no rosto do marido) [Maite] Bom dia, meu amor. (sorriu ao ver o café da manha pronto sobre a cama) faz tempo que acordou? [Christian] Uma meia hora... [Maite] Obrigada pelo café... Não acredito que comprou bomba de leite condensado! (encheu Christian de beijos e começou a comer) [Leonardo] Pai, me da suco! (Christian serviu o suco num copo e entregou ao filho)

[Maite] Ficou com medo durante a noite? [Leonardo] Não. [Christian] O que foi então? [Leonardo] Saudades. Queria dormir junto com vocês. (os pais trocaram sorrisos e deram um abraço no filho) O Du pode dormir aqui hoje? [Maite] Pode sim, pega o telefone que vou ligar pra tia Dul... (Leonardo pulou na cama, correu até a sala e voltou com o telefone) [Leonardo] Toma! [Christian] Toma não, olha os modos guri! (o menino sorriu maroto {gírias idosas} e pulou sobre o pai que começou a fazer cócegas na barriga do filhos, os dois brincavam enquanto Maite discava o numero da casa de Dulce.) [Christopher] Alo? [Maite] Chris, é Mai. [Christopher] Oi. [Maite] Chris? Tudo bem? [Christopher] Sim, sim. e vocês? [Maite] Bem. Hum... A Dul ta por ai? [Christopher] Não, saiu. [Maite] Quando ela voltar pede pra me ligar? [Christopher] Sim. [Maite] Ahh.. e o Du vem dormir aqui hoje ta? [Christopher] Sim... [Maite] A gente passa pra pegar ele ai pelas seis. [Christopher] Ok. [Maite] Chris? Você ta bem? [Christopher] Sim, ta tudo certo. [Maite] Se cuida! Abraço. [Christopher] Tchau. (Maite desligou o telefone pensativa, Christian e Leonardo pararam com as brincadeiras) [Christian] O que foi? [Maite] O Chris... Não parecia nada bem. [Christian] Ultimamente nem ele, nem ela estão muito bem. Só falta os dois se matarem. Mal se falam, só o necessário, e mesmo assim brigam. [Maite] Estranho, a dul não me falou nada. [Christian] Nem ele! [Leonardo] Mãe? [Maite] Fala meu anjo... (alisando os cabelos dele) [Leonardo] O Du vem aqui? [Maite] Vem sim, depois vamos buscá-lo. (Leonardo abraçou a mãe distribuindo beijos pelo rosto dela) [Leonardo] Te amo mãe! [Maite] Eu também pequeno! (Christian cruzou os braços) [Christian] E eu? (mãe e filho riram e o abraçaram) [Leonardo. Maite] Também te amamos!! Christopher estava na cozinha e preparava o almoço, por acaso ou não, escutava a mesma musica que Dulce escutou quando ligou o som do carro. [Nickelback – Someday. http://www.youtube.com/watch?v=My4dDsgy5ig] [Christopher] Someday, somehow [Algum dia, de alguma forma] gonna make it alright but not right now [Vou fazer com que tudo fique bem mas não agora] I know you're wondering when [Eu sei que você está pensando quando] You're the only one who knows that[Você é a única que sabe disso] Someday, somehow [Algum dia, de alguma forma] gonna make it alright but not right now [Vou fazer com que tudo fique bem mas não agora] I know you're wondering when [Eu sei que você está pensando quando] O observou por algum tempo sem ser notada, sorri ao vê-lo provocar da comida que estava sobre o fogão, sentiu vontade de abraçá-lo. A filha entrou na cozinha quebrando o momento. [Sofia] Bom dia pai! [Christopher] Oi filha! Tudo bem? (Christopher abraçou a menina e deu um beijo na bochecha) [Sofia] Tudo e você? [Christopher] (tentando sorrir) Bem! Como sua tia esta? [Sofia] Bem. Vou subir tomar um banho

[Christopher] Não demora, almoço ta quase pronto! (Sofia saiu da cozinha, ele olhou para Dulce) demorou tudo isso apenas pra buscar ela? [Dulce] Sai de casa pra não ter que te aturar. [Christopher] Vai Dulce, em da uma chance! [Dulce] Pra que? [Christopher] Pra provar que te amo! [Dulce] Nunca duvidei disso. (Dulce saiu da cozinha rapidamente, o cheiro estava deixando ela enjoada. Subiu para o quarto da filha, sentou na cama e esperou que a menina tomasse banho) Sofia saiu do banheiro e sorriu para a mãe. [Dulce] Vim saber como foi sua festa! [Sofia] (envergonhada) Ahh fooi legal, mãe! [Dulce] Legal como? O que fizeram? Tinha algo pra comer? [Sofia] Ahh... Tinha bolo, docinho, mas nem comi. A gente dançou... E ... Ah você sabe... (ficou vermelha e Dulce deduziu pela vergonha o que havia acontecido) [Dulce] (sorrindo) Humm.. Acho que entendi!! Minha bebe ta crescendo! [Sofia] Mãããe! Menos, bem menos! [Dulce] Que lindoo (com lagrimas nos olhos) Como foi? [Sofia] Ahh foi legal! [Dulce] Como é nome dele? [Sofia] O Gabi, mãe! [Dulce] O loirinho? [Sofia] É!! [Dulce] Gosta dele? [Sofia] Não sei, acho que sim! (Dulce sorriu e abraçou a filha) [Dulce] Te amo! [Sofia] Eu também mãe. [Dulce] Outro dia quero conhecer meu genro! (Sofia riu e balançou a cabeça, Dulce saiu do quarto. Sentiu um mal estar, e desmaiou ao entrar no quarto. Christopher fez tudo que Dulce gostava, a comida preferida e o vinho preferido, arrumou a mesa da maneira que ela gostava, chamou os filhos que estavam na sala e subiu para o quarto. Ao ver Dulce desacordada no chão a colocou preocupado na cama, tirou as sandálias, o casaco e abriu o vestido, o passou uma toalha umedecida pelo colo dela, chamou por ela varias vezes, aos poucos dulce despertou [Christopher] Não precisa se assustar, você só desmaiou. (Dulce fechou os olhos) Dul? Você ta bem? Sente dor? [Dulce] Ta tudo bem Christopher, só queda de pressão. (ele foi até o closet e voltou com esfingomanometro e o estetoscópio, mediu a pressão, olhou para ela e apoiou as mãos na cama de modo que o corpo dela ficasse no meio) [Christopher] Desde quando não come? [Dulce] Desde ontem a noite. Meu braço... Dói (Christopher observou o braço preocupado, a cada toque no pulso, Dulce gemia de dor) [Christopher] Vou te levar ao hospital... [Dulce] Chris.... [Christopher] Já sei o que vai dizer. Mas tem que ver esse braço, ta inchado! (os dois foram até a sala, Sofia e Eduardo terminavam de almoçar) Que lindo heim! Nem me esperaram... [Eduardo] Vocês demoraram muito, a gente tava com fomeee! [Christopher] A gente vai pro hospital, não demoramos... [Sofia] Algum problema? [Christopher] Sua mãe caiu... [Sofia] Como? [Dulce] Foi nada meu anjo, foi exagero do seu pai, apenas bati o braço e ta um pouco inchado! (saíram de casa, Christopher ajudou ela a entrar no carro e seguiu para o hospital, Foi examinada e medicada com todo cuidado, recebeu as orientações do ortopedista, a expressão de Dulce não era das mais felizes, estava com o braço imobilizado e teria que ficar dois meses em casa. Voltou para o carro a passos largos e resmungando, abriu a porta com a mão esquerda e Christopher ajudou a entrar na ‘Sorento’, fechou a porta, deu meia volta entrou no carro e colocou o cinto de segurança nela. Dulce] Eu vou enlouquecer! (indignada) Dois meses em casa? [Christopher] Calma dul, aconteceu... a gente da um jeito. Eu posso ... trabalhar só a tarde e ficar no plantão. E de manha fico com você, pra não se sentir tão sozinha e entediada. [Dulce] Você acha mesmo que eu vou querer ficar ao seu lado? [Christopher] Calma, só dei uma idéia. Mas de qualquer jeito você precisa de alguém pra te

ajudar, como vai se virar com esse braço? [Dulce] Christopher, prefiro mil vezes pagar alguém pagar alguém pra fazer isso, será que não entende que não quero nada que venha de você? (Dulce pode ver o rastro que as lagrimas deixavam pelo rosto dele, sentiu um aperto no coração. Não queria mais brigar, viver em harmonia com ele bastava, mas parece que o orgulho não deixaria. Seguiram para casa em silencio, Christopher estacionou o carro na garagem ajudou ela a sair do carro, Ela subiu para o quarto, ele arrumou o almoço para ela e foi até o quarto. [Christopher] Dul? (ela o olhou e voltou os olhos para a revista) trouxe seu almoço. (sentou ao lado dela)É... eu fiz pra gente almoçar hoje... espero que tenha ficado como gosta. [Dulce] O que te deu? [Christopher] Só quero que se alimente. [Dulce] Depois eu faço alguma coisa. (Christopher riu impaciente) [Christopher] Vai Dul, deixa de ser infantil e come! [Dulce] Deixa ai, quem sabe se depois não tiver nada pra comer eu experimente. (Christopher deixou a bandeja sobre a cama, próxima a ela) [Christopher] Ta tudo cortado pra você... (tentando sorrir) Espero que goste. [Dulce] Se importa se me deixar ler agora? (Christopher saiu do quarto sem falar nada, fechou a porta, Dulce olhou para o prato e sorriu, puxou a bandeja para mais perto e com dificuldade comeu tudo) Dulce] Eu vou enlouquecer! (indignada) Dois meses em casa? [Christopher] Calma dul, aconteceu... a gente da um jeito. Eu posso ... trabalhar só a tarde e ficar no plantão. E de manha fico com você, pra não se sentir tão sozinha e entediada. [Dulce] Você acha mesmo que eu vou querer ficar ao seu lado? [Christopher] Calma, só dei uma idéia. Mas de qualquer jeito você precisa de alguém pra te ajudar, como vai se virar com esse braço? [Dulce] Christopher, prefiro mil vezes pagar alguém pra fazer isso, será que não entende que não quero nada que venha de você? (Dulce pode ver o rastro que as lagrimas deixavam pelo rosto dele, sentiu um aperto no coração. Não queria mais brigar, viver em harmonia com ele bastava, mas parece que o orgulho não deixaria. Seguiram para casa em silencio, Christopher estacionou o carro na garagem ajudou ela a sair do carro, Ela subiu para o quarto, ele arrumou o almoço para ela e foi até o quarto. [Christopher] Dul? (ela o olhou e voltou os olhos para a revista) trouxe seu almoço. (sentou ao lado dela)É... eu fiz pra gente almoçar hoje... espero que tenha ficado como gosta. [Dulce] O que te deu? [Christopher] Só quero que se alimente. [Dulce] Depois eu faço alguma coisa. (Christopher riu impaciente) [Christopher] Vai Dul, deixa de ser infantil e come! [Dulce] Deixa ai, quem sabe se depois não tiver nada pra comer eu experimente. (Christopher deixou a bandeja sobre a cama, próxima a ela) [Christopher] Ta tudo cortado pra você... (tentando sorrir) Espero que goste. [Dulce] Se importa se me deixar ler agora? (Christopher saiu do quarto sem falar nada, fechou a porta, Dulce olhou para o prato e sorriu, puxou a bandeja para mais perto e com dificuldade comeu tudo) Maite e Christian passaram a tarde com o filho, assistiram um bom desenho com o menino e depois foram para o parque de diversões, Leonardo aprontou tudo que podia, era um verdadeiro tornado, ria a toda hora e adorava mexer com as pessoas que la estavam, Maite como mãe sempre repreendia-o quando necessário, e Christian como bom pai, incentivava o menino a olhar as meninas que lá haviam. Dulce terminou de ler a revista, pegou a bandeja meio desajeitada e desceu para o andar de baixo, Christopher brincava com os filhos, sorriu perceber, estava estática observando eles se divertirem, as risadas cessaram, só percebeu que estava parada ainda perdida em pensamentos. [Christopher] Que bom que comeu Dul! (Ela soltou um sorriso amarelo, ele se levantou e pegou a bandeja que estava na mão dela) A Mai vem aqui. [Dulce] Hoje? [Christopher] É, daqui a pouco ela ta aqui. [Dulce] Porque não me avisou antes? Preciso tomar banho! [Christopher] Não quis te incomodar, pedi a Amanda que preparasse tudo. [Dulce] Eles jantam aqui? [Christopher] Não sei... faz dias que não nos encontramos. (Dulce deu as costas e subiu para o quarto, Christopher entrou logo atrás.)

Precisa de ajuda? [Dulce] Não. (tentou abriu o zíper do vestido, ele sorriu e se aproximou) [Christopher] Você não consegue abrir nem com a mão boa, imagina quebrada. Deixa que te ajudo! (Dulce não fez objeções, ele tinha razão, ele abriu o zíper e ajudou ela a tirar a peça, colocou as mãos sobre o feche do sutiã e Dulce se afastou) [Dulce] Eu consigo fazer sozinha. [Christopher] Não precisa ter vergonha! [Dulce] Não é vergonha. É ... [Christopher] (sorrindo) Não consegue resistir né! [Dulce] Deixa de ser convencido. Não acho que seja uma situação confortável. [Christopher] Não vou olhar. (Tirava a roupa sob os olhares de ela, que não conseguia desviar para outra coisa, quando ele estava só de cueca e a encarava irritou-se) [Dulce] Aonde vai? [Christopher] Vou te dar banho! [Dulce] De cueca? [Christopher] Dulce, (rindo) água molha, sabia? [Dulce] Engraçadinho! Não precisa, consigo sozinha. [Christopher] Como pretende lavar o cabelo? (não deu espaço para ela negar, a empurrou para o banheiro, fez ela sentar em um banco que lá havia e ligou a ducha. Colocou um pouco de shampoo nas mãos e passou pelo cabelo dela [Dulce] Chris, o que esta fazendo? [Christopher] Lavando seu cabelo. [Dulce] Que sampoo pegou? [Christopher] o seu! [Dulce] E você lá entende de shampoo... (Christopher pegou o shampoo que havia usado e entregou a ela) [Christopher] é esse madame? [Dulce] (contrariada) É! (Ele sorriu e continuou lavando os cabelos dela, massageava a cabeça e as vezes os ombros, dulce tentava não se entregar aos carinhos deles, mas já estava totalmente relaxada e suas costas estavam apoiadas no abdômen dele, christopher sorria e não deixava de acariciar o pescoço dela, parecia outra mulher, a outra Dulce, aquela que ele sempre amou. Christopher terminou de lavar os cabelos dele se ajoelhou em frente a ela de cabeça baixa, Dulce ainda parecia estar em transe. Ele passou o sabonete pelos pés dela que riu. [Dulce] Para, que tenho cócegas. [Christopher] (sorrindo) Eu sei! (Dulce percebeu que aquela conversa e aquelas caricias levariam a um unico caminho, irritou-se em pensamento, o que ele tinha que nao conseguia resistir?) [Dulce] Christopher, pode deixar que eu acabo. [Christopher] Deixa eu acabar já que comecei. [Dulce] Não to me sentindo confortável. [Christopher] Porque tem que ser tão orgulhosa? [Dulce] Não é orgulho, só acho que não tem espaço pra tanta intimidade, se você não se importar eu quero terminar meu banho sozinha. [Christopher] (indignado) Quer que eu saia? (Dulce apenas assentiu e tirou o sabonete das mãos dele, ele ignorou o pedido dela e colocou o corpo em baixo do chuveiro, lavou o cabelo e nem ao menos olhou para ela, Dulce passava o sabonete pelo corpo de cabeça baixa para não cair em tentação) [Dulce] Chris, licença. (Christopher deu espaço para ela que entrou em baixo do chuveiro, depois de ter tirado a espuma do corpo se enrolou com dificuldade na toalha já que rejeito a ajuda de Christopher quando ele se ofereceu, saiu do banheiro e escolheu uma roupa pra vestir com dificuldade colocou as roupas intimas e depois um vestido de meia manga azul, Christopher saiu com a tolha enrolada na cintura) [Christopher] Custava ter me esperado pra te ajudar? [Dulce] Já disse que não preciso de ajuda! [Christopher] De qualquer modo, não vou mais trabalhar de manha. [Dulce] Já disse que não precisa. [Christopher] Eu decido o que é bom ou não pra você. [Dulce] Não pensou isso quando me deixou jogada na escada! [Christopher] De novo isso Dulce? [Dulce] (irritada) Claro, pra você é tudo simples e pratico. (gritando) Não se importa se suas atitudes vão ou não ferir alguém e quais as conseqüências!!!

[Christopher] Desculpa. (a voz dele saiu quase inaudível, baixou a cabeça, encostou-se ao móvel, novamente estava chorando) [Dulce] Eu odeio o modo como encara os problemas. Quando é a vitima dramatiza até demais e quando me machuca faz pouco caso. [Christopher] Não faço pouco caso, só não me incomodo com as suas palavras. (Dulce arqueou uma sobrancellha e se irritou, Christopher mentia descaradamente, cada palavra de Dulce parecia uma apunhalada no peito) [Dulce] Lágrimas de crocodilo, Christopher ? [Christopher] Não choro pelo que diz, sim por arrependimento. Pode falar o que quiser, mas seus olhos e seu coração não mentem, sei que ainda me ama e não me quer longe, quer que eu fique e cuide de você como sempre fiz. Eu te amo e vou fazer de tudo pra que volte a ser como antes. Só quero salvar nosso casamento. (Christopher tinha razão, estava fazendo tudo por orgulho, queria estar ao lado dele sempre, mas antes queria vê-lo rastejando por perdão. Vingança? Nada mais junto. A campainha tocou, Dulce saiu do quarto com os olhos marejados, secou os olhos e abriu a porta. Aquela sim era a família que sempre sonhara ter, os três exibiam um sorriso sincero e feliz, sentiu inveja de Maite por um momento, queria que tudo voltasse a ser como era antes, tentou sorrir e sorriu, porem totalmente forçado, a morena percebeu na hora que Dulce não estava bem, mas foi discreta. [Dulce] Oiii! (Abraçou Maite como se buscasse forças para não chorar, olhou para Christian e sorriu) Como esta? excluir [Christian] (sorrindo) Não bem quanto você! (indicando o braço sorrindo, cumprimentaram-se com um beijo no rosto, Dulce deu espaço para eles entrarem e acariciou a cabeça de Leonardo) [Dulce] O Du ta no quarto, sobe lá (o menino sorriu e subiu para o quarto do amigo, os três caminharam juntos até a sala, Maite e Christian sentaram em um sofá, e Dulce no oposto cruzando as pernas) [Christian] E o Chris? [Dulce] Já desce... Jantam aqui? [Christian] Não sei, tenho uns pacientes pra visitar. [Dulce] Não seja por isso, adiantamos a janta. Em uma hora ta tudo pronto, prometo. (Maite e Christian se olharam querendo saber a opinião alheia) [Christian, Maite] (sorrindo) Ficamos. (Christopher entrou na sala, cumprimentou Christian com um abraço {aquels de macho} e Maite com um beijo, sentou ao lado de Dulce e passou o braço pelo sofá.) [Christian] O que foi no braço? [Dulce] Cai, nada de grave. [Christian] Vai ter que ficar em casa? [Dulce] Sim, dois meses. [Christian] Não imagino você quieta. [Dulce] E nem vou ficar, quero fazer de tudo... [Maite] Acho que a família vai aumentar! (Dulce e Christopher se encararam sérios e sorriram sem graça, Christian e Maite ficaram quietos) [Dulce] Mai, me ajuda na cozinha?? [Maite] Claro! (as duas caminharam até a cozinha em silencio) [Dulce] O que vamos fazer? [Maite] O que você tem? (Dulce começou a chorar, maite olhou assustada, fez ela sentar na cadeira) [Maite] O que aconteceu? [Dulce] Eu to grávida (Maite sorriu, ficou séria ao perceber a angustia nos olhos da amiga) [Maite] Esta achando isso ruim? [Dulce] Não devia ter acontecido. [Maite] Mas vocês queriam tanto isso, brigaram muitas vezes e agora simplesmente não querem mais. Tem algum motivo. [Dulce] Ontem nos brigamos, mas não foi uma briga qualquer, estou muito magoada com ele. [Maite] Quer conversar sobre isso? (Dulce olhou para ela e começou a contar tudo que havia acontecido nos últimos dias) Dul, sei que ele não fez pra te machucar, homem tem disso as vezes. É meio grosso, mas ele te ama. [Dulce] Não admito que meu homem seja assim. [Maite] Chris sempre foi tão carinhoso, tenho certeza que nunca te viu como uma prostituta, e nem quis te bater, estava nervoso e as vezes não temos controle sobre nossos atos. Sei que ele não esta bem, mal conversava comigo pelo telefone. Mas conta.... o que ele achou da gravidez? (sorrindo) Deve ter ficado muito feliz!

[Dulce] Ele não sabe. [Maite] Quando vai contar? [Dulce] Pretendia não contar nunca, mas não conseguiria esconder isso. Quer tanto esse filho. Mas o quanto der pra esconder, eu vou levar. Ele vai achar que a gravidez é um motivo pra reconciliação. [Maite] Não concordo com o que o Chris fez, foi um covarde, mas pensa bem antes de tomar suas decisões, tem Sofia e Eduardo (sorrindo) e mais um daqui uns nove meses. Tenta não brigar, isso vai fazer mal pra todos vocês... [Dulce] Eu quero ficar bem com ele, mas não agora, vou deixar as coisas se acalmarem, preciso, aliás, precisamos de um tempo pra decidir se é isso mesmo que a gente quer... [Maite] Quebrou o braço numa queda mesmo? [Dulce] Sim, meu pequeno chegou incomodando. A cada gravidez fica pior, não seria o contrario? [Maite] É pra ser! A noite foi, na medida do possível, agradável. Dulce e Christopher conversavam apenas o necessário, sem brigas, mas não mantinham muita intimidade. As crianças jantavam na cozinha em meio a muitas bagunças, enquanto os adultos relembraram algumas histórias engraçadas dos filhos e da juventude durante a refeição. O dia seguinte amanheceu ensolarado, Sofia chegou a escola e como sempre conversou com Milena antes da aula começar, Victor mal olhara para a melhor amiga, apenas trocava bilhetes com Milena. Ela gosta dele? Se quiser saber, peça você! ;] Mi, me ajuda!! Ela não pode ficar com ele. E o que impede? Já disse que não gosto dele. Daí problema seu, porque ela gosta. GOSTA?? Acho que sim, senão não teria ficado, sabe como é a Santa Sofia... Ta com ciúmes Vitinho? Para Milena, te peço ajuda e fica brincando! Não estou brincando! o que quer? Eu gosto dela!! Será que da pra entender? Não! Não da Vitinho!!! Você é meio lesado. Faz tudo ao contrario, ao invés de ficar com a Sofia, rasteja pelo Julinha. A primeira coisa que tem que fazer é mandar a MOCRÉIA pastar! Entendeu? Sofia tem ciúmes se não percebeu, TONTO!!! Eu sei... Então ta esperando o que, meu filho? Manda a Julia pro espaço! Você acha? Cala boca Victor!!! Meio sequelado você né! Não é a toa que a Julia te ama! Ahahhahahahaha Há há há há Sofia pegou lápis e papel, escreveu um bilhete e passou para Victor. O que voce queria conversar sábado? Eu? Nada de importante. Gostou da festa? Sim, tava bem legal. E você? Normal.. Três meses passaram, Dulce impediu que Christopher deixasse de trabalhar durante o tempo que ficaria em casa, quanto mais tempo longe dele menos brigas ocorreriam. Tentava esconder de todas as formas os sintomas da gravidez, mas estava casa vez mais difícil. Chegou em casa cansada, passou a noite inteira atendendo feridos na emergência, comeu qualquer coisa antes de subir correndo para o quarto enjoada, colocou tudo para fora e quando virou-se deu de cara com Christopher, ele a olhava furioso [Christopher] O que pensa que esta fazendo? [Dulce] Nada Christopher, nada! (Dulce temeu que ele pudesse desconfiar de alguma coisa, escovou os dentes sobre o olhar dele e passou para o quarto) [Christopher] (preocupado) Porque você faz isso, Dulce? [Dulce] Faço o que? [Christopher] Eu sei que alguns anos atrás fazia tratamento por causa da sua doença. [Dulce] Qu.. que? (Dulce olhava com os olhos arregalados, nunca mencionara o real motivo dos medicamentos e visitas ao psiquiatra) como você sabe disso? [Christopher] Não te interessa. [Dulce] É claro que me interessa! Porque não confiou em mim? [Christopher] Só queria saber o que estava acontecendo com você.

[Dulce] Não acredito que foi falar com Poncho. [Christopher] Se fui porque tive motivos pra isso, sei que nunca me contaria, estava preocupado contigo, precisava saber... [Dulce] Você não tinha o direito de invadir minha vida desse jeito! NÃO TINHA! [Christopher] Se fiz isso foi pra impedir um mal maior, voce sabe o quanto isso é grave não sabe? [Dulce] Eu te odeio Christopher, cada dia voce prova que não merece todo meu amor. [Christopher] Argumentos apelativos, antes de tudo fiz tudo isso porque te amo e não quero te ver mal e não vou admitir que faça isso com você mesma!! (Christopher olhava transtornado para ela, queria entender o que passava pela mente dela, segurou os braços dela com carinho) porque estava fazendo isso? (Christopher viu Dulce ficar pálida, ela já não tinha mais forças para se manter em pé, olhou preocupado e sentir ela desfalecer em seus braços) Dulce!! Dulce, acorda... (A pegou nos braços com dificuldade, estava muito inquieto, não fazia idéia o que podia estar acontecendo com ela, a colocou no carro com pressa e seguiu para o hospital, foi atendida por Eleazar que já sabia do estado dela, achou melhor ela passar um dia no hospital, por segurança. Aproveitou para fazer os exames rotineiros. Christopher esperava noticias apreensivo, caminhava de um lado para o outro, sentava, caminhava, mas não saia da frente do quarto da esposa, quando Eleazar saiu do quarto deu um pulo querendo saber noticias) [Christopher] Ela esta acordada? [Eleazar] Não, esta descançando, esta um pouco estressada e isso não é bom no estado dela. [Christopher] (preocupado) O que ela tem? (Eleazar saiu, Christopher olhou interrogativo hesitou antes de abrir a porta, entrou em silencio e observou Dulce respirar calmamente, observou os aparelhos que monitorando os batimentos cardíacos da esposa e do pequeno ser, agora entendia o porquê dos desmaios e cena de minutos atrás, uma lagrima escorreu, sentou ao lado dela e não pode conter as lagrimas, estava tão feliz, mal podia esperar para dar a noticia a ela. Deu um leve selinho nela, pegou a cadeira e sentou próximo a ela, acariciando a mão que recebia soro, Dulce abriu os olhos e ele sorriu) [Christopher] Como esta se sentindo? [Dulce] O que faço aqui? [Christopher] A gente tava, discutindo.. e acabou desmaiando. [Dulce] Christopher... [Christopher] Deixa eu falar. Sei que devia ter confiado em você, tinha que ter esperado você me contar pelos problemas que estava passando, mas fiquei muito preocupado. E fiquei ainda mais preocupado quando vi voce vomitando, mas eu sei porque esta assim e estou muito feliz.(sorrindo) Dul... você ta grávida. [Dulce] Chris... [Christopher] Você ta grávida, Dul! A gente vai ter outro filho. [Dulce] Eu já sabia (Christopher parou e a encarou serio) [Christopher] (surpreso) Como já sabia? [Dulce] Estou de três meses. [Christopher] (nervoso) TRES MESES??? Desde quando você sabe disso? [Dulce] Chris, se acalma. [Christopher] Me acalmar? Mais uma vez você me esconde que esta esperando um filho meu e tenho que compreender? [Dulce] Não quero que compreenda o que fiz, não tem direito nenhum de me julgar, não sabe porque fiz isso e não tire conclusões precipitadas. [Christopher] (irritado) E você tem explicação pra ter escondido a gravidez? [Dulce] Não queria que pensasse que era um motivo pra gente voltar. [Christopher] E resolveu esconder isso de mim? [Dulce] Olha, não to afim de discutir. Se quiser ... me deixar a vontade, porque também não sinto mais vontade de ter você por perto. [Christopher] Me liga quando precisar voltar pra casa. (Christopher saiu do quarto deixando Dulce pensativa. Por mais que tentasse ficar longe dela sempre acabava por perto, zelando pelo bem estar dela, não saiu da frente do quarto em nenhum momento, apesar de tudo estava preocupado com ela e o bebe, mesmo não sendo nada grave, o dia demorou a passar para os dois, já era dez horas quando Eleazar voltou) [Eleazar] O que faz aqui fora? [Christopher] Sai pra não brigar. [Eleazar] Ta feia a coisa heim. [Christopher] Não diz que estou aqui, diga que já estou a caminho. [Eleazar] Pode deixar (Eleazar entrou com a enfermeira, demorou alguns minutos e saiu com

Dulce, Christopher se levantou e segurou a mão dela) [Christopher] Alguma recomendação? [Eleazar] Dulce esta com anemia, precisa se alimentar melhor e descansar um pouco mais. [Christopher] Eu vou cuidar. [Eleazar] Vou indo, preciso atender outros pacientes. [Dulce] Obrigada. (Eleazar acenou e saiu pelo corredor, Christopher caminhou em silencio até o carro sempre amparando ela, ajudou-a entrar no carro, entrou e seguiu para casa, a deixou no quarto quando ela o chamou) [Dulce] Esta brabo? [Christopher] Não Dulce, estou magoado. Era isso que queria? Me ver ainda mais triste? Conseguiu! (ele saiu e bateu a porta. Dulce sentiu o coração apertar, estava disposta a se reconciliar com ele, mas sempre que estava nervosa acabava falando o que não queria e devia, sentiu-se mal por ter escondido por tanto tempo a gravidez, tomou banho, deitou na cama e adormeceu.) Christopher estava na cozinha fazendo a janta para os filhos, correu até a sala quando ouviu o telefone. [Christopher] Alo? [xxx] Oi, a Sofia esta? [Christopher] É quem? [xxx] Um amigo... [Christopher] Que amigo? [Sofia] DOUTOR CHRISTOPHER!!! [Christopher] Eu... [Sofia] Passa o telefone. [Christopher] Mas eu quero saber quem é! [Sofia] Depois te conto paizinho, agora me da o telefone (Christopher entregou o telefone enciumado e voltou para a cozinha. Sofia subiu para o quarto) Gabi? [Gabriel] Euu! [Sofia] Oi, ta bem? [Gabriel] Melhor agora e voce? [Sofia] Ótima! [Gabriel] Estava fazendo o que?? [Sofia] Tava estudando e voce? [Gabriel] Pensando em voce. [Sofia] Gabriel, para! [Gabriel] O que posso fazer se é verdade? [Sofia] Só fala isso porque sabe que tenho vergonha. [Gabriel] Não estou mentindo. [Sofia] (sorrindo) Se diz... [Gabriel] Vou deixar voce estudar, amanha a gente se encontra no intervalo? [Sofia] Claro, no mesmo lugar? [Gabriel] Te espero la! Te adoro [Sofia] Tambem te adoro, beeijo [Gabriel] Outro. (Sofia encerrou a ligação com um sorriso apaixonado, sentou na escrivaninha,terminou as tarefas, entrou no msn, logo a janelinha piscou, ela sorriu) Oi x) Vi!!! To com saudadeees Também estou, não vejo a hora de voltar, isso aqui é tudo muito chato! Não tem nada pra fazer e faz muito frio. Gostou da cidade? Sei lá, normal. Quando volta? Até final da semana to ai. Já sabe quando vai embora? Meu pai não sabe, mas se tudo der certo no inicio do ano que vem.... É um saco issso, não queria que voce fosse! Eu preciso sair.. Fica mais, agente não conversou essa semana... Meu pai ta chamando, amanha a gente conversa? Pode ser, te espero Te amo minina Também te amo Vi! Beijo Se cuida ;* (Sofia suspirou decepcionada e lembrou de alguns dias antes

“Victor e Sofia faziam trabalho na casa dele, Ana, mãe de Victor, entrou no quarto trazendo alguns biscoitos [Ana] Faz tempo que não aparece, como esta sua mãe? [Sofia] Ta bem, tia! [Ana] Manda um beijo pra ela (Sofia assentiu e pegou um biscoito que lhe era oferecido) Victor já contou a novidade? [Sofia] Novidade? Não ainda não. [Ana] A gente vai se mudar.. [Sofia] Sério, porque não me contou Vi? [Victor] (desanimado) Porque a gente vai pro Canadá.” Seus pensamentos foram interrompidos pela voz do pai. [Christopher] Não vai dormir, pequena? (sentando ao lado dela, Sofia tentou sorrir e falar, mas nenhuma expressão tomou conta de sua face) o que foi? Ta triste? [Sofia] (tentando sorrir) Não pai, to bem! [Christopher] Tem certeza? [Sofia] Sim! (levantou, entrou no banheiro e escovou os dentes, Christopher observou a filha por um instante, relembrou algumas travessuras dela e sorriu, levantou e entrou no quarto, Dulce já dormia, trocou de roupa e foi deitar no quarto de hóspedes) Os últimos meses estavam sendo cansativos principalmente para Anahí, Bianca era manhosa e não queria saber de ficar no berço, dormia pouco e queria o tempo todo ficar no colo dos pais. Tinha os olhos do pai e o nariz da mãe, o casal estava muito feliz, e apesar de cansados não conseguiam tirar os olhos dela, qualquer movimento era motivos para fotografias e sorrisos orgulhosos, era quase seis horas Bianca já resmungava, Anahí acordou sonolenta e pegou a filha no berço aninhou em seus braços e amamentou a menina, Alfonso abriu os olhos e sorriu ao ver a cena. Anahí olhou na direção dele e retribuiu o sorriso. [Anahí] Faz tempo que acordou? [Alfonso] Agora. Ela já ta com fome? [Anahí] Tava demorando... (Anahí acariciou os cabelos da filha que já eram suficientes para leva-la a um salão de beleza) hoje tenho consulta com o Chris. Voce me espera? [Alfonso] Que horas é? [Anahí] Ás nove.. [Alfonso] Não vai dar pra te esperar, tenho consulta logo cedo. [Anahí] Não queria dirigir... [Alfonso] Eu te espero (Anahí sorriu, terminou de amamentar a filha, a trocou e colocou um vestido vermelho e branco quentinho, a enrolou na manta branca e colocou nos braços de Alfonso que já estava pronto.) [Anahí] Dois minutos! [Alfonso] (sem convicção) Uhum sei... (passaram-se quase meia hora, Alfonso ninava a filha) espero que não seja como a mamãe. [Anahí] Nem demorei tanto!! [Alfonso] Imagina se tivesse demorado. [Anahí] Deixa de implicância. Me de ela!! (Alfonso deu um leve beijo na testa da filha e passou para os braços da mãe, a menina fez uma careta e os pais riram, Anahí protegeu-a com mais uma manta, saíram de casa e seguiram para o hospital) Sofia saiu da sala sorrindo, acabava de bater para o intervalo, os últimos meses o seu pensamento estava em uma única pessoa: Gabriel. Estava apaixonada e tudo era novo para ela. Os mais lindo entre os dois eram o carinho e respeito com que se tratavam. Observou o pátio do colégio com atenção, desceu a escada que levava a quadra de areia e encontrou Gabriel sentado nas arquibancadas, caminhou sempre pressa até ele. Estava ainda mais lindo, sorriu timidamente e parou em frente e roubou um selinho rápido. [Gabriel] Achei que merecia mais que isso, isso que ganho por ter passado final de semana longe? (Sofia o abraçou e beijou o rosto dele) [Sofia] Estava com saudades. [Gabriel] Eu também, almoça comigo? [Sofia] Pode ser. (Sofia se aproximou e deu um beijo calmo e inocente, sentou entre as pernas dele que apoiou o queixo no ombro dela) [Gabriel] Parece triste, que foi? [Sofia] Nada, estou bem. [Gabriel] Ta mentindo!

[Sofia] Não vai ficar brabo se eu falar? [Gabriel] Acho que não. [Sofia] (hesitante) é que o Victor vai embora... não queria, é meu amigo desde o jardim, vou sentir falta dele. [Gabriel] Não posso dizer que fiquei feliz com a declaração, mas vou tentar não sentir ciúmes do seu amiguinho (Sofia riu) [Sofia] Deixa de ser bobo! Ele é meu melhor amigo, quase um irmão... [Gabriel] (sorrindo) Se esta dizendo, vou acreditar. [Sofia] Pode confiar. (sorrindo) Te adoro!!! [Gabriel] Eu também, minha linda. (gritando) MUITO!! (ela riu e a campainha tocou) passo na sua sala? [Sofia] Te espero!! (Deu um selinho rápido e saiu correndo em direcao as escadas, antes de desaparecer se virou para ele que mandou um beijo com as mãos, ela acenou sorrindo e foi para a sala) Mais alguns dias passaram Dulce e Christopher não se falavam, mas resolveram dar uma trégua pelo menos no dia do aniversario da filha, entraram juntos no quarto da menina, a observaram dormir, tinha a expressão calma, sentara na cama a acordaram a menina [Sofia] Pelo amor de deus!! Pelo menos hoje mais cinco minutos [Christopher] Você ia ganhar o presente logo cedo, mas já que quer mais cinco minutos, vamos embora. [Sofia] QUE? ONDE? (pulando da cama) [Dulce] Lindo dona Sofia, continua a mesma interesseira de sempre!! (abraçou a filha emocionada) parabéns meu anjo, te desejo todas as coisas boas que a vida pode te oferecer e que as ruins possa superar sem sofrimento e dificuldade (Christopher abraçou as duas num ato impensado, Dulce se soltou e ele sentou as filha sobre as pernas) [Christopher] Muitas felicidades, pequena. Muitos anos de vida, que tenha uma vida linda e cheia de alegrias. (Sofia sorriu e abraçou os pais, Christopher entregou a pequena caixa a ela) [Dulce] Acho que escolhemos o presente certo!! (Sofia pegou a caixa e desfez o pacote sorriu alegre e pulou em cima dos pais, dulce gemeu de dor e Christopher a olhou preocupado) [Christopher] (nervoso) Sofia olha os modos, machucou sua mãe!! (a menina saiu de cima dos pais e Christopher ajudou Dulce a levantar) O que foi? [Dulce] Nada, estou bem. (olhou para filha) E então gostou? [Sofia] (emocionada) Obvio!! Era o que queria!! (Sofia abriu a caixa e tirou o i-Pod da caixa) é lindo!!! Obrigada! Obrigada!! (Os pais riram riram) [Dulce] Se troca que temos que ver os últimos detalhes da sua festa. [Sofia] Cinco minutos mãe (o casal saiu do quarto, Christopher segurou dulce pelos ombros) [Christopher] Você ta bem? [Dulce] Sim, Sofia bateu no meio seio, nada de grave (Dulce foi para o quarto se trocar e Christopher foi acordar o filho) Durante o dia Sofia andou ocupada recebendo telefonemas das avós e alguns familiares, Saiu com a mãe e passou algumas horas ocupada em escolher a roupa ideal, quem não gostou muito da idéia quando viu o vestido foi Christopher, lutou para que ela usasse uma roupa um pouco menos colada e curta, mas a menina estava decidida, Sofia insistiu tanto em fazer a festa no quintal da casa que Dulce acabou cedendo e contratou alguém para decorar o jardim de acordo com o que a filha queria, não fez qualquer objeções deixou tudo nas mãos da menina. Alguns convidados já haviam chegado, colegas de classe de Sofia, entre eles Milena, Julia e Victor, alem de Gabriel é claro, que entrou sozinho e um pouco envergonhado. Eduardo e Leonardo comiam todos os docinhos da festa. Sofia terminou de se arrumar e desceu, a primeira pessoa que viu foi Gabriel, sorriu e caminhou até ele. [Gabriel] Sempre atrasada... (Ele abraçou e entrou a ela uma caixa branca com alguns corações vermelhos) espero que goste! (ela sorriu envergonhada e deu um beijo na bochecha dele) [Sofia] Vamos lá? (indicando com a cabeça os amigos, ele assentiu e juntos caminharam para o outro lado. Sofia cumprimentou Julia cordialmente e pulou no pescoço da prima) Você dorme aqui! [Milena] Sim senhora (Olhou para Victor e sorriu) [Victor] Estava com saudades! Deixei seu presente em cima da mesa. [Sofia] Sim, depois eu abro (Gabriel olhava para os dois enciumado, Sofia olhou para ele sorrindo e ele logo se perdeu no olhar dela, encaram-se querendo um beijo, ela desviou o olhar quando estavam bem próximos) [Sofia] Depois conversamos, certo? (ele sorriu e abraçou) E Matheus?

[Gabriel] Disse que iria se atrasar, mas que vinha! (Continuaram conversar enquanto curtiam a musica que tocava) Dulce se olhava no espelho e dava os ultimo retoque na maquiagem, Christopher terminava de fechar a camisa) [Christopher] Você podia ter comprado outra roupa pra ela. [Dulce] Ela gostou e achei que ficou bonito! Você não? [Christopher] Sim, ela esta linda, mas é um pouco curto! [Dulce] Tudo bem, ache o que quiser. [Christopher] Como esta se sentindo? (mudou de assunto para não brigar) [Dulce] Bem. [Christopher] Esta com dor, enjôo, tontura? [Dulce] Estou bem, já disse! (ele se encostou na parede e a observou pelo espelho, ela era uma mulher linda, linda demais! Ainda parecia aquela adolescente que conhecera há mais de quinze anos. Dulce o observava de canto de olho e inquieta, ele sorria e daria tudo para saber por quê. [Christopher] Te amo, Dul! (nem percebeu quando as palavras saíram, se aproximou e parou atrás dela, trocaram olhares pelo espelho) Esta muito linda. (Christopher acariciou a barriga dela, Dulce fechou os olhos e encostou a cabeça no peito dele, deixaram-se levar pela emoção, ela se virou, seus olhares penetravam na alma alheia tentando saber o quais sentimentos ainda estavam presentes, raiva? Amor? Christopher acariciou o rosto dela com o polegar, passou pela boca dela sentindo a textura que há tempos não sentia, ela sorriu nervosa e mordeu o dedo dele que se inclinou passou os lábios pela carne rosada dela, suas línguas se encontraram dando iniciou a um beijo cheio de saudades, dulce acariciava o tórax dele que a envolvia pela cintura. Seus corpos estavam muito próximos, podiam sentir as batidas aceleradas do coração, ele prensou dulce contra o espelho e subiu as mãos para os seios, dulce soltou um gemido e mordeu o lábio dele que cessou os beijo e as caricias na hora. Encostou a testa na dela e segurou o rosto da esposa, não ousou abrir os olhos para não terminar o que havia começado, Dulce sabia como seduzi-lo apenas com o olhar) [Christopher] De... Desculpa (a voz saiu fraca, a respiração dele era agitada) Desculpa. Eu juro que não vai mais acontecer (Dulce fechou os olhos decepcionada, recebeu um beijo na testa e o viu saiu do closet. Ela ficou só pensando como estava passando os últimos meses. Estava decidida, e isso ninguém poderia mudar.) [xxx] Matheus, tem certeza que é nessa casa? [Matheus] Sim, Pelo menos foi o que Sofia me explicou. (A mulher suspirou e saiu do carro junto com o filho) você vai junto? [xxx] Claro! Não vou deixar você na casa de alguém que nem conheço. [Matheus] Olha o mico, não sou mais criança. [xxx] De qualquer modo, quero dar os parabéns para a menina. (Os dois passaram pela lateral da casa, Matheus e a pessoa caminharam até Sofia) [Matheus] Parabéns!! [Sofia] Má! Que bom que veio, estava te esperando (ele sorriu e entregou o presente a ela) [xxx] Oi minha querida, você continua linda!! (Sofia e Matheus se olharam não enchendo a situação) parabéns!! (Abraçou Sofia e sorriu, Christopher conversava com Alfonso engoliu em seco ao vê-la. Olhou para a porta e Dulce espumava de raiva, estava prestes a tirar aquela mulher a força, Christopher caminhou a passos largos até Dulce sob os olhares Dela. [Christopher] Calma, não vai armar um barraco aqui no meio. (Ele entrou com Dulce na casa e a sentou em uma cadeira, ela esta ainda mais nervosa e enciumada) Dulce se acalma que vai fazer mal pro bebe... Não fica assim. [Dulce] (indignada) Não ficar assim? Ela só não pulou no seu pescoço porque estava longe demais. [Christopher] Porque ficou desse jeito? [Dulce] Ela invade minha casa e ainda vai dar os parabéns para MINHA FILHA? ainda quer saber porque estou assim? [Christopher] Esqueceu que deixei ela pra casar com você? [Dulce] E agora que esta livre vai voltar pra ela? (Ela mantinha uma sobrancelha levantada, parecia bem irritada. Ele sorriu e deu um beijo na testa dela) [Christopher] Vamos Dulce, sabemos muito bem o que eu quero e o que me faz feliz. (Dulce se levantou com raiva, ele não conseguiu que ela saísse de casa e fosse até a Mulher.) [Dulce] Crianças, podem nos dar licença um minuto? (Sofia e Matheus deram de ombros e saíram)(irritada) Adorou poder voltar, não foi? [Luiza] Estou bem mais perto que você imagina, Dulce. Logo vai saber por onde ando. Tenho certeza que vai adorar!! [Dulce] Fique longe da minha família, nunca, nem pense em chegar perto de um deles.

[Luiza] Esta me ameaçando, não gosto disso. [Dulce] Entenda como quiser querida. O bom para sua integridade física ficar longe ou acabo com você, agora sim estou te ameaçando. [Luiza] Daqui uns dias vai receber minha visita, não pense que vou sumir. (Christopher se aproximou e abraçou Dulce pela cintura) [Christopher] Como vai Luiza? [Luiza] Bem e você? [Christopher] Muito bem (Deu um beijo na cabeça de Dulce e sorriu) É seu filho? (indicando Matheus) [Luiza] Sim, se chama Matheus. Bom, vou indo. Até breve Dulce! (Dulce tentou ir atrás de Luiza, mas Christopher a pendeu pela cintura) [Christopher] Não vale a pena. Fez só pra provocar. (Dulce se soltou e o encarou) [Dulce] Juro que se você se aproximar dela eu te mato, Christopher! (Ele riu e observou Dulce cruzar os braços emburrada.Virou para o lado e não gosto nada do que viu. Sofia dançava abraçada com um menino.) [Christopher] Mas o que é aquilo? (Dulce olhou para a direção deles e sorriu) na minha própria casa! (Dulce o segurou antes que pudesse perceber) [Dulce] (sorrindo) Deixa... Ela gosta dele. [Christopher] (assustado) Como gosta? [Dulce] Assim como... Gosta, gosta dele, oras! [Christopher] (irritado) E ele gosta dela? [Dulce] Pelo jeito sim, não viria até a casa do sogro se não gostasse. [Christopher] SOGRO? [Dulce] Chris, deixa de ser bobo. Eles são tão lindos!! (emocionada) Meu primeiro genro!! [Christopher] PRIMEIRO GENRO? (Os amigos olharam para ele sorrindo) [Dulce] Fala mais baixo... Deixa ela aproveitar. [Christopher] (emburrado) Não sei. (O assunto morreu ali, Dulce olhava para a filha. Christopher observava ela, nem aparecia a Dulce de alguns meses atrás, estava calma e feliz, se afastou para não fazer uma loucura. Sofia olhou para os lados, certificando-se que ninguém prestava atenção, pegou na mão de Gabriel e o levou para frente da casa, sentaram no meio fio, ela encostou a cabeça no peito dele. [Sofia] Você ta estranho esses últimos dias... [Gabriel] Eu? [Sofia] (irônica) Não, EU! O que foi? Ta meio fora... Fiz algo? [Gabriel] Então vou te contar... (Segurou a mão dela e tentou sorrir) [Sofia] (nervosa) Esta me deixando preocupada. [Gabriel] Euvoumudardecolegio. [Sofia] Que? [Gabriel] Eu não vou mais estudar aqui, minha mãe quer que mude de colégio. [Sofia] Mas como? Você não pode... [Gabriel] Também não quero, mas ela decidida, já implorei para ela não me mandar pro Elite, mas ta difícil. [Sofia] Isso quer dizer que a gente não vai pode se ver todo dia? Só nos finais de semana? [Gabriel] (triste) Isso mesmo. [Sofia] Promete que sempre vai vir me visitar? [Gabriel] Claro!! Nunca vou te esquecer... E alem do mais depois que você terminar a oitava série pode ir pra lá também. [Sofia] Tenho que falar com meus pais, mas acho que eles vão deixar. [Gabriel] Temos as férias pra ficar juntos ainda. [Sofia] Quero que demore pra passar, gosto de ficar ao seu lado. (Ele a abraçou com carinho, Sofia deixou a cabeça descansar no ombro dele) [Gabriel] Também gosto de ficar contigo, te adoro!! [Sofia] Eu também!! [Gabriel] Vamos voltar? (Sofia assentiu, levantaram e antes de voltar para a festa, beijaramse com carinho. Gabriel sentou ao lado de Milena e Matheus que estavam abraçados e Sofia foi até Dulce que a chamava) [Dulce] Onde estava? [Sofia] (triste) Fui conversar com o Gabi. [Dulce] O que foi, bebe? Que carinha é essa? [Sofia] Nada. [Dulce] Como nada? (preocupada) Ele fez alguma coisa??? [Sofia] Não mãe, é que ele vai mudar de colégio e a gente não vai mais poder se ver porque

ele vai estudar no Elite. [Dulce] Se for pra vocês dois ficarem juntos nada vai impedir, se voce quiser quando completar o ensino fundamental também pode ir pra lá. Seu pai estudou no Elite, tenho certeza que iria adorar a idéia. [Sofia] Não sabia que papai tinha estudado lá! (Dulce sorriu e abraçou a menina) [Dulce] Esta gostando da festa? [Sofia] Muito! Esta tudo lindo. Obrigada!! [Dulce] Vá se divertir. Depois quero conhecer meu genro. [Sofia] (repreendendo-a) Maaae!!! (Dulce saiu e Victor se aproximou por trás, tapando os olhos dela, Sofia tateou as mãos dele e sorriu) Vi?! (Tirou as mãos dele dos olhos e virou) [Victor] Porque sempre acerta? [Sofia] A sua cicatriz. [Victor] Isso não vale!! (continuaram a conversar, era impossível perceber que entre os dois havia mais que amizade, o que incomodou Gabriel. Ela parecia tão alheia a tudo quando esta perto de Victor, talvez o melhor a fazer era realmente ir embora, mas gostava tanto daquela menina e não deixaria de gostar, era seu primeiro amor e isso não se esquece. aos poucos os colegas de Sofia foram deixando a festa. Gabriel e Matheus não demoraram a ir também, Sofia e Milena acompanharam ele até a rua e despediram-se de forma carinhosa e apaixonante, os únicos que ainda estava lá era Victor. Dulce e Christopher deixaram o local para colocar Eduardo na cama, afinal já passara da hora dele dormir. Victor pegou na mão dela quando a musica havia começado. [Mandy Moore – Its Gonna Be Love. http://www.youtube.com/watch?v=4o_TdnnYvIY] [Victor] Vamos dançar. (beijou a bochecha dela e colocou as mãos na cintura dela, Sofia sentiu-se nervosa com tudo aquilo, era seu amigo, tinha certeza disso, mas no momento todo aquela convicção havia desaparecido, sentia-se tão diferente perto dele, era como se cada instante tivesse um valor desconhecido, amava tudo que sentia quando estava com ele. Sofia o encarou confusa. Gostava de Gabriel, tinha certeza, mas com Victor era tudo diferente, sempre foi assim. seus olhares estavam fixos e suas bocas a milímetros de distância, Ele não pensou em outra coisa, a beijou com amor, com todo amor que sentia ha anos, embora não soubesse nem percebesse, mas ela seria a mulher da sua vida) [Christopher] SOFIA!!!!! (Os dois se separam assustado, Christopher tentava falar qualquer coisa, a Sua Menina estava... beijando um menino, aquilo era demais pra ele, mas não sabia o que falar, nem como agir, Dulce o empurrou para dentro na casa mesmo ele insistindo em ir tirar satisfações com Victor, Milena ria da cara assustada da prima, era como se tivesse sido pega fazendo algo de errado, de alguma forma aquilo era errado. [Victor] Eu... Minha mãe já esta vindo!! (Victor saiu num raio e Dulce riu da situação) [Milena] Priminha!! E eu achei que você era uma santa! (Sofia lançou um olhar furioso para ela que segurou o riso) [Dulce] O que foi isso? [Sofia] Foi ... Er... Aconteceu! [Dulce] Amanha conversamos sobre isso, ta na hora de dormir. É bom que fique longe do seu pai! (As meninas subiram e Dulce começou a por em ordem o lugar.) A musica que tocava relembrou alguns anos antes.... [Maná - En El Muelle De San Blás. http://www.youtube.com/watch?v=m77tUKc8KdU ] ”[Christopher] Dança comigo? [Dulce] Só se for essa musica! (Segurou a mão dela e a levou até o meio da pista, ficaram um em frente ao outro segurando as duas mãos, ela se afastou e sorriu) [Christopher] Você esta linda! [Dulce] Nem acredito que finalmente é MEU, só meu! [Christopher] (sorrindo) Esqueceu que te divido com a pestinha (puxou ela para perto, ela deu um selinho rápido e deu a volta em torno dele, voltou a ficar em frente a ele e apoiou as mãos nos ombros dele) [Dulce] Prometa que vai ficar sempre comigo! [Christopher] Eternamente. (passou os braços pela cintura dela) [Dulce] É engraçado como as coisas acontecem, eu te achava insuportável (suspirando) depois acabo me apaixonando (Christopher sorriu) você me larga e sem que eu perceba estou novamente ao seu lado! [Christopher] Dessa vez não vai ter o que nos separe! Te amo desde sempre e nada vai mudar, eu te juro (afastaram seus corpos sorrindo)” Tantas promessas, mas do que adiantava se estavam separados e entre eles existia um mar de mágoas e desconfianças. Fechou os olhos e deixou que as lágrimas escorressem não

agüentava mais aquela situação, abaixou a cabeça sem forças, tentava engolir o choro, mas estava tudo guardado durante meses, era saudades misturada com raiva e amor. Sentiu alguém abraçando seu corpo, reconhecia muito bem cada traço daquele homem que amava, ele a apertava como se quisesse tirar a dor que ela estava passando. Soltou ela e levantou a cabeça fazendo-a olhar nos olhos. [Christopher] Não gosto de te ver chorando, sei que ultimamente a gente não ta dando muito certo, sei que isso em boa parte é por culpa minha, (chorando) mas vai passar, sei que vai! É o amor da minha vida, não me vejo sem você um instante, ainda estou aqui agüentando seu mau humor porque te amo e acho que pra tudo tem um jeito, mas você tem que colaborar se quiser ficar comigo. Te amo, Dulce! Eu te amo demais! (Dulce olhava para ele hipnotizada, as palavras dele ecoavam em sua mente, sem pensar, o beijou com saudades, precisava saciar todo aquele desejo. Christopher mordeu o lábio inferior dela entre o beijo, a puxou para mais perto, Dulce pode sentir o desejo dele crescendo, soltou um gemido e intensificou o beijo, passou a mão por dentro da camisa acariciando cada centímetro do abdômen dele. Christopher desceu as alças do vestido dela e colocou a mão por dentro acariciando os seios dela que gemia baixo e não conseguia afastá-lo, estava com tantas saudades que estava disposta a esquecer tudo, desespero, talvez. Ou estivesse realmente pronta para perdoar e deixar tudo no passado. Christopher também não deixava ela se afastar, colava seus corpos de maneira que suas intimidades se tocassem, apartaram os lábios buscando permissão do outro para continuar [Dulce] Só te peço um pouco mais de paciência. (Dulce se afastou e andou em direção a casa, Christopher não mostrou qualquer sentimento de frustração, esta prestes a conseguir o perdão dela e teria paciência até isso acontecer, era o que pensava,mas na verdade estava farto de toda aquela situação, entrou em casa e lembrou da cena entre a filha e o amigo, subiu para o quarto da menina, mas não teve coragem e entrar, foi para o quarto e bateu antes de entrar, Dulce já estava deitada, se trocou e foi para o quarto onde dormia) Sofia correu para o quarto de se jogou na cama, soluçava de tanto chorar, estava confusa. Não sabia de quem gostava, seu amigo estava indo embora, era possível que nunca mais tornasse a vê-lo e Gabriel estava mudando de escola, sentia-se tão triste e abandonada, sempre foi muito ligada aos dois desde o jardim, e agora sem mais nem menos eles iram deixá-la. Milena entrou no quarto e acariciou os cabelos da prima, queria dizer qualquer coisa, mas nem ao menos sabia direito o que se passava. [Milena] Se foi pelo que eu... [Sofia] Deixa de ser idiota, Milena!!! [Milena] Sofia perdeu a pose, (abriu a boca espantada e colocou a mão na frente) NAAAAAAAAO!! (Sofia teve que rir da careta da prima, em seguida jogou o travesseiro e secou as lagrimas) O que foi? [Sofia] Eu... O Gabi, não queria ter feito aquilo com ele! [Milena] Calma, você não é um monstro. Acontece! [Sofia] (indignada) Como acontece???? Eu gosto dele, não quero magoar ninguém! [Milena] Só não contar. [Sofia] Simples falar quando não foi você que traiu... Ele vai ficar doido se souber. [Milena] Por isso digo pra não contar. Você gosta dele e não do Victor, certo? [Sofia] ... [Milena] Certo? [Sofia] Não sei. [Milena] Ai meu deus, você ta dividida! OMG!! (colocou a mão na testa e fingiu um desmaio. Sofia sorriu) [Sofia] Para de brincar com coisa séria! [Milena] Leva na esportiva, pelo menos conseguiu pegar dois em menos de duas horas sem muito esforço, que aniversario heim priminha, você é PODEROOOOSA! [Sofia] Meu deus, porque não me deu uma prima que me ajudasse? [Sofia] O que faço? [Milena] Finge que nada aconteceu. [Sofia] Vou tentar. E o Matheus? Tão ficando ainda? [Milena] Sim, ele me contou que vai pro Elite com o Gabi, triste destino o meu, vou morrer seca (Sofia riu e pulou em cima da prima) sua baleia sai de cima de mim!! (empurrou Sofia e as duas caíram da cama rindo) [Sofia] Victor vai embora. [Milena] Ele me disse, tava bem triste. [Sofia] Não quero que ele vá! [Milena] Ele beija bem?

[Sofia] Ahh... Sim. [Milena] Qual prefere? [Sofia] São beijos diferentes, não tem como comprar. E a Julia? [Milena] Tava emburrada, ficou o tempo todo no pé no Victor, mas ele nem deu bola. [Sofia] Só vendo! [Milena] Estou te dizendo porque vi! Ela até tentou beijar ele, mas escapou! [Sofia] Me surpreendi dessa vez. [Milena] Parece que foi tudo premeditado, dona Sofia. [Sofia] Não diga besteiras. [Milena] Eu vi muito bem o jeito que ele te olhava, alias que não é de hoje! [Sofia] Porque implica com isso? Amo ele como amigo e nada demais, [Milena] Sim, maior demonstração de amizade é um beijo na boca! [Sofia] Boa noite (desligou a luz e deitou) [Milena] Ihh estressada (Milena deitou, em pouco tempo as duas adormeceram) Há alguns meses atrás Jack e Fernanda resolveram parar de brigar, perceberam que toda implicância era um modo de atrair atenção do outro, estavam apaixonados e não queriam aceitar isso, depois de sentarem e conversarem resolveram deixar as diferenças de lado e ficar juntos, apesar de serem vizinhos só se viam nos finais de semana como Ela trabalha em Monterrey e Jack ficava boa parte do tempo no laboratório do hospital era difícil conciliar os horários. O domingo amanheceu com um típico dia de inverno na Ciudad de México, o casal dormia abraças embaixo das cobertas e o barulho do celular insistia em incomodá-los. [Fernanda, Jack] É o seu (Fernanda abriu os olhos e ainda sonolenta e mal humorada atendeu o celular) [Fernanda] Quem incomoda [Xxx] Sou eu... (sentou na cama um pouco incomodada) [Fernanda] Desculpa, estava dormindo. [Xxx] Sim, imaginei. Não queria ter ligado, mas precisamos conversar. Cheguei ontem da França, segunda feira podemos conversar? [Fernanda] Sim, te espero aonde? [Xxx] Em frente ao hospital, às dez. [Fernanda] Não me atrasarei. (Fernanda encerrou a ligação e caiu nos braços do namorado) [Jack] Quem era? [Fernanda] Minha chefe. [Jack] Porque não me conta onde trabalha? [Fernanda] Exigências dela. Não sei o motivo, não temos muita intimidade. [Jack] Chefe chata! [Fernanda] A empresa dela paga seu salário. [Jack] (sorrindo) Não pedi, de qualquer forma um pouco daquilo é meu. Estamos atrasados, derrick pediu pra eu ajudar ele com o almoço. [Fernanda] Então vamos... (Ela se levantou e foi puxada de volta para a cama) [Jack] Só mais um pouquinho não faz mal a ninguém (Fernanda sorriu e roubou um beijo do namorado) [Fernanda] Esse sou ‘pouquinho’ sempre acaba virando uma tarde inteira! (Levantou, vestiu as roupas que faltavam) Vou pra casa, te espero em dez minutos, deu um selinho rápido dele e foi para casa, Jack saltou da cama se arrumou, passou no apartamento dela e juntos foram a casa do primo)

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Milena e Sofia já haviam acordado, conversavam sobre qualquer coisa quando Christopher bateu na porta, as duas gritaram para que entrasse, ao ver o pai a menina congelou. [Christopher] Mi, da licença pro tio, é rapidinho. Preciso ter uma conversa com a mocinha. (Milena beijou o rosto da prima e saiu, fechando a porta. Ele sentou ao lado de Sofia e pegou na mão dela.) E então... Não tem nada pra me contar? [Sofia] Pai, o Victor é só meu amigo. [Christopher] Uhumm, sei. [Sofia] Eu não queria pai, eu juro!! (Christopher sorriu por dentro do medo dela) [Christopher] Ele te forçou a fazer aquilo? [Sofia] NÃO!! [Christopher] Então queria? (ela olhou com uma expressão de duvida e medo) [Sofia] Também não. (envergonhada) aconteceu, pai. Mas juro que não vou mais fazer, eu

juro. [Christopher] Calma, não precisa ter medo, não vou te deixar de castigo ou qualquer coisa. Só fiquei assustado, não imaginei que fosse ver uma cena daquelas tão cedo!! (ela sorriu nervosa) Foi por vontade própria? [Sofia] Pai, já disse que aconteceu, não era algo que eu queria porque também te o... O... [Christopher] O...? [Sofia] Tem o... É, tem o Gabriel. [Christopher] Gabriel? [Sofia] É pai, um guri que gosta de mim, não queria machucar ele. [Christopher] Sei. Aquele que você tava dançando no inicio da festa? [Sofia] É pai, mas nunca aconteceu nada! [Christopher] (desconfiado) Uhumm... Só não quero que saia por ai beijando todo mundo! [Sofia] Não pai, só foi ontem, eu juro! [Christopher] Nem pense em me apresentar um namorado tão cedo!! [Sofia] Não pai, não gosto dessas coisas. (Christopher sorriu, embora estivesse falando tudo aquilo estava morrendo de ciúmes da filha, não queria de modo algum que alguém se aproveitasse dela.) [Christopher] Esperamos você e Milena lá em baixo. Precisamos conversar. [Milena] E ai? [Sofia] Nada demais, achei que ia brigar um monte, me deixar de castigo e outras coisas mais. [Milena] Com papai também foi assim, claro que ele não viu, minha mãe querida contou e ainda apertando minhas bochechas “Olha como nossa bebe ta crescendo!!”. aff!. Disse pra não beijar todo mundo por ai, certo? [Sofia] Exatamente. Papai quer falar com a gente. (as duas desceram até a sala, Dulce e Christopher estavam sentados em um sofá e Eduardo em outro, sentaram ao lado do menino.) [Christopher] Bom... a mãe de vocês esta grávida! [Milena, Sofia] (sorrindo) Ahhhhhhhh! (Milena e Sofia deram um pulo e abraçaram Dulce) [Sofia] É menina, mãe? [Dulce] Não sei, vou fazer ultra-som semana que vem. [Milena] Imagina se for gêmeos tia! Que fofooo!! [Dulce] Calma Mi, (sorrindo) acho que dois de uma vez só a tia não agüenta [Sofia] Eu ia adorar, mãe! (Christopher sorriu e olhou para Eduardo que estava sério) [Christopher] Não gostou, filho? [Eduardo] Aff, imagina se vier duas de uma vez só, já basta agüentar a Sofia... (os pais sorriram) [Christopher] E se for um menino... [Eduardo] Ai ia ser legal, pelo menos ia ter alguém pra eu brincar. [Sofia] Outro menino não... Tem que ser menina, vai ser tão linda se for parecida comigo! [Milena] É, espero que não seja tão convencida também! (Sofia mostrou a língua e abraçou a mãe) [Dulce] Mi, esqueci de avisar, você vai com nós no Derrick, ta? [Milena] Sim, pode ser! [Christopher] Então vamos... Anahí arrumava a pequena Bianca com cuidado, a menina estava uma graça, usava um vestido rosa bebe e uma meia calça branca, os sapatinhos combinavam com a roupa, usava uma tiara um pouco mais escura que o vestido. Alfonso sorriu ao ver a filha. Os olhos esverdeados brilharam ao mostrar o brinquedo para a filha. [Alfonso] É tão linda... (Bianca segurou o dedo do pai e sorriu, os olhos de Alfonso se encheram de lagrimas, como um Ser tão pequeno podia causar tantas emoções diferentes, estava tão feliz com a família que tinha. era uma sensação indescritível olhar para a bebê e ver a semelhança, Anahí envolveu a filha com uma coberta, Alfonso a pegou nos braços, brincando com ela, fazia algumas caretas e a menina sorria, a mãe olhava a cena emocionada, era a pessoa mais feliz e completa do mundo, anos antes nunca imaginaria ser correspondida por ele, muito menos ter uma menina tão linda!! [Anahí] Melhor ir é quase meio dia... [Alfonso] Dirige? Quero ficar com ela. (Anahí assentiu e pegou a bolsa e chaves do carro que estavam em cima da mesa, saíram do apartamento e foram para a garagem, Alfonso conversava com a filha e Anahí sorria das palavras dele, abriu a porta de trás do carro, deu meia volta entrou e deu partida rumo a casa dos amigos. Pelo retrovisor observava as duas pessoas que mais amava, as vezes escutavam os risos da menina e do marido, estacionou o

carro em frente a um condomínio, pegou a bolsa e abriu a porta para Alfonso, em seguida fechou o carro e acionou o alarme. Subiram para o apartamento e foram recebidos por Angelique que sorriu e foi logo pegando Bianca nos braços. Sofia e Milena sentaram na espaçosa sala de TV, Derrick ligou o aparelho para as meninas. [Derrick] Sabe como mexer, né Sofia? [Sofia] Sim, tio... [Derrick] Então, qualquer coisa chama, daqui a pouco chamo vocês pro almoço. [Sofia] Não esquece heim! (Derrick sorriu e acenou, saiu da sala e o celular da menina tocou, olhou o visor e sorriu apreensiva.) [Milena] Gabriel? (Sofia assentiu) atende logo! [Sofia] Conto? [Milena] Eu não contaria. [Sofia] Oii... [Gabriel] Que recepção calorosa... [Sofia] Desculpa Gabi, não tava esperando... [Gabriel] Hum, quer dizer que tenho que te avisar quando quero conversar com você? [Sofia] Claro que não! é que tava na sala com meus pais, sabe como é, mas já vim para um lugar mais calmo. (Milena riu e balançou a cabeça) [Gabriel] Esta em casa? [Sofia] Não, to na casa do tio Derrick. [Gabriel] Já almoçou? [Sofia] Não, acho que vai demorar... Dormiu bem? [Gabriel] Sim e você? [Sofia] Também... [Gabriel] O que tem? [Sofia] Eu? Eu, nada. [Gabriel] Sei. Ta estranha. [Sofia] (mentiu) Briguei com meu pai nada demais... [Gabriel] Também briguei com os meus... [Sofia] Ta mal? [Gabriel] Um pouco, não queria mudar de colégio agora. [Sofia] Também não quero que vá, ontem falei com a mãe, ela disse que quando acabar o ensino fundamental posso ir pro Elite também. [Gabriel] (feliz) Ta falando sério??? [Sofia] (sorrindo) Claro! [Gabriel] Mas mesmo assim a gente vai passar um ano sem se ver direito, meus pais também não vão me deixar voltar todo final de semana pra casa. [Sofia] E os meus nunca me deixariam ir te visitar. Vou sentir muito sua falta... (chorando)Não quero que vá Gabi! Milena olhou para a prima de olhos arregalados [Milena] Meu deus! Minha prima chorando por um homem!! Essa vai se fuder na vida! (Sofia não deu ouvidos) [Gabriel] Não chora. Não quero te ver assim, um ano passa rápido, a gente não vai nem notar! Quando menos esperar você vai estar lá comigo! [Sofia] (desanimada) É! vai passar rápido... (Sofia não sabia exatamente porque chorava, muitos sentimentos passavam pela mente e coração da menina, estava confusa e sentia-se a pior pessoa mentindo para Gabriel, durante a ligação abriu muitas vezes a boca para contar sobre o beijo, achou melhor continuar escondendo, tinha medo que ele não entendesse e não acreditasse que foi algo que aconteceu pela situação em que ela e Victor se encontravam. Encerraram a ligação carinhosamente, ela deixou o celular sobre a mesa e foi ao banheiro lavar o rosto, Milena ainda estava inconformada com o choro da prima) [Milena] Alow, não se chora na frente de homem. [Sofia] (irônica) Falou a voz da experiência. [Milena] Minha mãe sempre diz isso, estou seguindo o conselho dela ou acho que não sinto nada pelo Matheus? [Sofia] Gosta dele? [Milena] Eu amo ele! [Sofia] Você o que? [Milena] Amo! Não conta pra ele! [Sofia] Vou contar, vou contar! [Milena] Se voce contar conto pro Gabriel que ele é corno! [Sofia] Não brinca com coisa séria! (Milena sorriu e afundou o corpo no sofá, Sofia sentou ao lado dela e juntas procuraram algo interessante para assistir.)

Os amigos almoçaram numa grande mesa na cobertura do condomínio, estavam todos reunidos, Derrick cuidou para que tudo saísse nos mínimos detalhes, os amigos só não entendiam porque de toda aquela alegria do casal. Almoçaram entre historias e conversas, estavam todos muito alegres, até Dulce e Christopher pareciam mais carinhosos um com o outro. Derrick se levantou sorrindo, Angelique tentou fazer ele sentar, mas não conseguiu. [Derrick] Essa semana é muito especial para mim e pra Angel, reuni todos vocês pra dar a noticia do ANO, Eu vou ser pai!!! (Angelique estava vermelha, levando em conta as cervejas que Derrick já havia bebido e a felicidade que estava sentindo, dava para ter noção do escândalo. Foi uma surpresa para todos, os dois nunca comentaram e nem queriam ter filhos. Estavam muito felizes pelo casal, Christopher encarou Dulce por um momento, o clima foi quebrado por Derrick) [Derrick] E vocês dois, não era pra ter um time de futebol? [Angelique] (repreendendo-o) Derrick! [Dulce] (tentando sorrir) Deixa Angel. Parece que o Christopher é papai novamente há três meses! (Maite sorriu para amiga, era a única que sabia) [Anahí] Não acredito!! Nem contou nada! [Alfonso] Como conseguiu guarda tudo isso por tanto tempo? [Dulce] Bom... (brincando) Christopher não deixou. [Maite] Felizes as duas grávidas? [Angelique] (sorrindo) Muito! [Christian] Dul? Não esta feliz? [Dulce] Sim, claro que estou! [Jack] Ta com uma cara? [Dulce] Eu to... Com licença (A cara de Dulce não era das melhores estava prestes a chorar, levantou e saiu correndo) [Fernanda] O que ela tem? [Maite] (disfarçando) Deve estar enjoada... (Christopher saiu da mesa atrás dela) Christopher a encontrou na varanda da sala, se aproximou mas ficou distante dela. [Christopher] Dul... (Ela não respondeu, Christopher podia ouvir os gemidos dela na tentativa segurar as lagrimas) [Dulce] Me diz porque a gente não consegue ficar bem? A gente briga demais! Porque não da pra ser como os outros? Me diz! (Dulce dizia tudo num tom de inveja, observou os amigos durante o almoço eles eram os únicos que nunca estavam bem e sempre foi assim.) [Christopher] (irritado) Então a sua preocupação é parecer bem? [Dulce] Claro que não! Eu só queria pelo menos passar uma semana sem brigar com voce. Quero estar bem... Cuidar de ti, te amar, mas não o idiota sempre tem uma crise de ciúmes e acaba estragando tudo no meio da semana (Dulce gritava descontrolada, ele a olhou assustado e bem nervoso) [Christopher] Então sou eu o culpado de tudo. Sim, (irônico) voce nunca erra! [Dulce] Me diga então, quando errei! Fui eu que te abandonei sem mais nem menos? ME DIZ!! FUI EU??? [Christopher] Nao... (as palavras mal saíram da boca dele, Dulce apenas ouviu um gemido) [Dulce] Não preciso continuar né! Ou vai querer que eu te lembre do que fez comigo? [Christopher] Por Deus, Dulce!! Não da pra esquecer isso? [Dulce] (com raiva) Não, não dá Christopher!! [Christopher] Não te entendo Dulce... Uma hora se entrega e na outro me ataca sem ter feito nada. Ou tem algum motivo? (sarcástico) Fiz algo dessa vez? [Dulce] Droga! Só estou triste porque a gente não ta bem! [Christopher] Estamos assim porque você quer, a todo instante fica trazendo ao presente algo que era para ter esquecido!! [Dulce] É fácil falar, pra você tudo SEMPRE é muito fácil! É disso que falo quando digo que odeio o modo que encara os problemas!! Faz pouco caso do meu sofrimento [Christopher] Assim como faço do meu, é tão mais fácil esquecer tudo! [Dulce] Como se a suposta “traição” você tivesse perdoado facilmente! [Christopher] Ta Dulce, então vamos lá... Me escondeu que tinha uma filha durante quase cinco anos... Fiquei magoado, mas não deixei que isso atrapalhasse a gente! Essa semana aconteceu a mesma coisa e o que eu fiz? Briguei contigo? Não, estou aqui disposto a continuar estar do seu lado, mas você não entende isso!!! Eu te amo Dulce!! Esquece tudo... Por favor. Já ta na hora! (Dulce respirou fundo para não chorar) [Dulce] Me da mais um tempo... (ele se aproximou e abraçou pelos abraços) [Christopher] Enquanto achar que da pra gente ficar bem eu não desistir, não vou!! Te amo!! (Dulce descansou a testa no tórax dele e sorriu sem que ele percebesse)

[Dulce] Vamos voltar. (Dulce soltou do abraço, o deixou sozinho e voltou para a sala onde os amigos estavam, se aproximou de Maite) [Maite] Melhor? [Dulce] Sim, sim. [Maite] Quando contou pra ele? [Dulce] Da gravidez? (Maite assentiu) ele descobriu... [Maite] (curiosa) E...? [Dulce] Ficou feliz, mas não gostou que escondi dele. [Maite] Eu imaginei. Ainda brigados? [Dulce] É... Às vezes sai umas discussões, pelo menos nos falamos... Mas não agüento mais ficar longe, ta se tornando insuportável, não consigo. [Maite] Não parece que estão mal, ninguém percebeu. (olhou para Dulce sorrindo) Sabe de uma coisa? Acho que é mais birra sua do que mágoa! [Dulce] Não é bem assim Mai, eu to ... (Maite riu) Ok, pode até ser birra, mas foi bom esse tempo separados... Dissemos algumas verdades que nunca teríamos coragem de dizer... [Maite] Semana que vem é seu aniversario, vai fazer algo? [Dulce] Não sei, acho que não. Não to muito a fim de parecer que estou bem com ele. [Maite] Você pode... Sei lá. (sorrindo) Fazer uma surpresa pra ele... Não acha que esta na hora de se acertarem? Faz o que... Quatro meses que estão brigados? [Dulce] Por ai... (duvidosa) Você acha? [Maite] Essa separação só esta piorando tudo Dul... Ele vai adorar!! [Dulce] (sem convicção) É... Pode ser. [Maite] As crianças podem ficar lá em casa... [Dulce] Mai... Para! [Maite] Vai Dulce, perdoa ele! Da pra ver de longe que sente falta dele... [Dulce] Não sei... [Maite] Qual é o problema? [Dulce] O problema é que ele faz tudo sem pensar, mete os pés pelas mãos. Quero que aprenda a fazer as coisas pensando nas conseqüências e sentimentos dos outros, não só os dele! [Maite] Você é a mulher maravilha, sim, nunca magoou ele. [Dulce] São coisas totalmente diferentes... [Maite] Não são, não! Você tirou o direito dele ser pai, sabia muito bem que era o sonho dele! [Dulce] Que droga! isso faz mais de sete anos! [Maite] Sei que faz tempo, mas não foi justo, não estou livrando a cara dele, o que ele fez não foi legal, mas você também errou e te perdoou sem pensar! Chris é meio inconseqüente, mas ele te ama! [Dulce] (sorrindo) Eu sei... [Maite] Então! Ano novo vocês podiam passar sozinhos... Uma fazenda, hotel... Não sei! Eu fico com a Sofia e Eduardo! [Dulce] Para de dar idéia, Maite! [Maite] Vai dizer que não esta com saudades dele... [Dulce] Mai... [Maite] Você não o ama mais? [Dulce] Claro que amo!! Mas não sei... [Maite] O problema é que pensa demais, seja mais pratica! [Dulce] Não é fácil, ele me magoou. Não gostei do que ele fez... [Maite] Bom, faça o que quiser... Eu se fosse você não deixava ele tão solto assim.... [Dulce] Do que esta falando? [Maite] Uma residente, ta atirando pra tudo que é lado, já foi Christopher, Christian e semana passada foi o Poncho. Any tava possessa, ele dormiu no sofá. (Dulce riu e Anahí se aproximou) [Anahí] Ouvi meu nome!!! [Maite] Tava contando pra Dul sobre a Belinda. [Anahí] (nervosa) Não fale o nome de ser!!! Eu e Poncho brigamos um dia inteiro por causa dela! [Dulce] Nunca vi essa mulher... [Maite] Viu sim! Ela dava quase agarrando teu primo, lembra? [Dulce] Aquela? [Anahí] Ela mesma!! [Dulce] Meu deus, não tinha jeito de acalmar a Tati... (rindo) Ela ia matar a mulher! [Maite] Ainda bem que você não viu nada!

[Dulce] Que? [Maite] Nada não, Dul... [Dulce] Agora fala... [Maite] Prometa que vai se reconciliar com ele... [Dulce] Não. [Maite] Não conto. [Dulce] Ta... Vou tentar. [Maite] Nada demais, ela queria sair com o Chris. [Dulce] (irritada) Como sair? [Maite] Sair, ir pro motel Dulce... [Dulce] Com o Christopher? [Maite] Isso mesmo... [Dulce] Quem te disse isso? [Maite] Fercho... [Anahí] Poncho também me contou. (Dulce olhou enciumada para ele, mas logo voltou atenção para as amigas um pouco preocupada) [Dulce] Vocês sabem se ele saiu com ela? (Maite e Anahí fizeram uma cara de “Óbvio que não!” e sorriram) [Anahí] Claro que não Dulce!! [Dulce] Mesmo assim vou falar com ele... [Maite] Vai com calma pra não brigar. [Dulce] Vou tentar... Do outro lado do salão o assunto era o mesmo, conversavam em um tom fraco e bem próximos para que as mulheres não escutassem. [Christian] (sorrindo) Como tava o sofá? [Alfonso] (irônico) Ótimo! Anahí tava insuportável... [Derrick] E a Dulce não disse nada dela de te chamar pra ir ao motel? [Christopher] Não sabe... E rezo pra que não saiba, vou dormir na casa do cachorro! [Christian] Com certeza elas já contaram. [Christopher] Não quero nem pensar no que vai acontecer [Alfonso] Quem não deve não teme. [Christopher] Fala isso pra ela então! [Jack] Mas vamos concordar que a menina é linda! [Alfonso] É... [Jack] Pra cima da gente não Poncho [Alfonso] Ta bom... Ela é gostosa sim! [Derrick] Tem uma cara de boneca... [Christian] Pra mim tem cara de safada! [Christopher] É meio oferecida, mas inteligente até... [Jack] Andou aprofundando o papo ou (rindo) ta falando isso porque queria transar contigo? [Christopher] Cala boca Jack, se a Dulce te escuta sou um cara morto! [Derrick] Mas e ai, qual foi o papo? [Christopher] Nada demais... To falando que ela parece ser inteligente, só! [Jack] Te cuida, Belinda só deu problema até agora... e se não aconteceu nada contigo... te prepara! [Christopher] Pior não da pra ficar! (Olhava em direção de Dulce) [Derrick] Que? [Christopher] Nada, não! Pensei alto... [Alfonso] Tem jogo na sexta... México e Brasil... [Christopher] Aniversario da Dulce, sem chance. [Christian] Não perco isso por nada! [Jack] Muito menos eu! [Derrick] O jogo é as três, Chris. Da tempo! [Christian] Não vai ter festinha não? [Christopher] Nem falei com ela, se fizer algo eu falo com vocês... [Alfonso] Posso confirmar? [Christopher] Ta, dou um jeito de amansar a fera... A segunda feira amanheceu fria, no céu não havia nuvens e o sol irradiava calor, Sofia saiu do carro e avistou Gabriel caminhando para a entrada do colégio, correu para alcançá-lo, tampou os olhos e deu um beijo na bochecha dele. [Gabriel] (rindo) Julia? (Sofia sorria, mas ao ouvir o nome da ‘inimigada’ ficou séria, tirou as

mãos dos olhos dele, mas ele segurou onde estavam) Sei que é você! (Ela sorriu envergonhada e tirou as mãos dos olhos dele) Como esta? [Sofia] Beem e você? [Gabriel] Também. O que aconteceu? [Sofia] Hum? [Gabriel] A gente nunca se encontra antes da aula... [Sofia] Ahh, (envergonhada) senti sua falta! [Gabriel] Como foi o domingo? [Sofia] Foi legal, fui almoçar nos amigos do meu pai... (Sofia pulou no pescoço dele e deu um beijo demorado) Ameeei seu presente, é lindo!! [Gabriel] Eu imaginei que ia gostar... (Deu um beijo rápido nos lábios dela e o sinal bateu)Te espero lá? [Sofia] (sorrindo) Pode ser! (Cada um seguiu para direções opostas, a primeira pessoa que Sofia foi Victor, se aproximou envergonhada) [Sofia] Oi... [Victor] Será que a gente pode conversar? [Sofia] Fala. (Sofia sentou no lugar de Milena, ficando de frente para ele.) [Victor] Sábado... eu... hum.... er... [Sofia] Nem esquenta Vi! Não fiquei braba... Continuamos amigos não é? [Victor] Amigos? Sim, claro! [Sofia] Só não queria que contasse pra ninguém... [Victor] Sou seu melhor amigo. Não vou contar, pode confiar. (Milena entrou na sala sorrindo a toa, Sofia riu ao ver a prima saltitando até chegar a carteira onde estava sentada) [Milena] Priminha do meu coração!!! (deu um beijo estalado na bochecha da prima) [Sofia] Que alegria é essa? [Milena] (sorrindo) Não sabe?? [Sofia] Sei do que? [Milena] O Gabi não te contou? [Sofia] Não... [Milena] Então não vou ser eu! (Milena riu) [Sofia] Coooonta!!! [Milena] Não senhora, vai esperar... [Sofia] MILENA UCKERMANN, vai contar ou não? [Professora] Sofia, querida, não precisa gritar... Sente no seu lugar (Sofia sentou no lugar pegou papel e caneta, escreveu algo e jogou o bilhete na mesa da prima.) Porque ta assim? Por causa do Matheus, por quem mais? Então o que o Gabriel tem a ver com isso? Não sei xD Me conta, juro que não vou abrir a boca! Gabi pediu pra não contar... É sobre que assunto? Não sei... x) Eu vou gostar? Depende... ;)~ Como depende? Se você gosta dele claro que vai gostar... #) ME CONTA!! Espera até o intervalo... ;* Priminha, juro que faço seus trabalhos durante o ano inteiro... Ta acabando, não tem graça. ahahaha AFF!! Ano que vem então... Vou pensar se vale a pena CONTAAAAAAAAAAAA!!! PORRA GURIA, ME DEIXA PRESTAR ATENCAO NA AULA!!! Grossa ;/ (Sofia ficou as três primeiras aulas pensando qual poderia ser o tal mistério, o sinal para o intervalo tocou e ela correu para a arquibancada da quadra de areia. Gabriel não estava lá, o que a deixou um pouco nervosa, não demorou muito e ele já estava caminhando até ela, sorrindo. Ela sentou e o encarou séria, ele tinha uma expressão de que nada atrapalharia o dia) [Sofia] Não tem nada pra me contar? [Gabriel] Eu? Eu teria algo? [Sofia] Milena me falou que sim!

[Gabriel] Não sei se tenho... [Sofia] Eu vou ficar braba! [Gabriel] (sorrindo) Fica então [Sofia] Gabriel! To falando sério. [Gabriel] Ok estressada... Não vou mais mudar de colégio!! [Sofia] Ahhhhhhh!!! (Sofia se agarrou no pescoço dele sorrindo) Como conseguiu?? [Gabriel] Bom... Vou ter que cumprir algumas exigências dos meus pais, nada de tão ruim, vou ter que trabalhar com meu pai... Estudar mais e usar menos o computador... [Sofia] Só isso? [Gabriel] Tudo isso! ter que trabalhar Sofia? Acha isso bom? [Sofia] Então prefere mudar de colégio? [Gabriel] Só estava brincando... [Sofia] Menos mal!! Nem acredito!!! [Gabriel] Vai ter que me agüentar, esse ano... E depois mais dois... E ai? (sorrindo) Preparada? [Sofia] Venho te agüentando... Hum... (pensou um pouco) Sete anos? [Gabriel] Por ai! (Sofia sorriu e uniu suas mãos com as dele que a encarou e se inclinou um pouco, Sofia sorriu e lhe deu vários selinhos) [Sofia] Preciso voltar, não comi nada ainda... [Gabriel] Vou junto. (Os dois foram até a cantina, Sofia comprou algo para comer e sentaram ao lado de Milena e Matheus que estavam abraçados) [Milena] Matou a curiosidade? [Sofia] Valeu cada minutinho de espera! (Gabriel sorriu e abraçou) Vai ficar também Matheus. [Matheus] Não sei... acho que ninguém quer [Milena] Como não? [Matheus] Não pediram para eu ficar! [Milena] (emburrada) Se acha não tem nada que queira por aqui pode ir também! (Matheus sorriu e deu um selinho nela) [Matheus] Vou ficar sim, cansei de me mudar... Não faz nem quatro meses que to aqui e minha mãe já queria mudar de colégio... [Sofia] Aquela que chegou com você na festa é sua mãe? (Ele assentiu sorrindo) ela é muito linda! Eu só não entendi de onde ela me conhece... [Matheus] Também não, sua mãe e seu pai parecem conhecer ela... [Sofia] Vou pedir pra mãe... [Gabriel] Acho que a gente ta sobrando né, Mi! (Sofia se virou para ele sorrindo) [Sofia] (sorrindo) Ta não!! (O abraçou, mas logo se soltou quando viu o diretor da escola) [Gabriel] Que foi? [Sofia] Antonio... (Milena também se soltou sem graça, o homem vinha andando na direção deles, por sorte o sinal tocou, tomaram rumos diferentes e entraram na sala.) Dulce havia atendido o ultimo paciente já era quase meio dia, trancou a sala e foi até a cantina, pediu um suco e um sanduíche e sentou em uma mesa, Christopher apareceu logo em seguida e sentou na mesma mesa, olhou para o almoço dela e se irritou [Christopher] Vai comer só isso? [Dulce] (irritada) Queria que eu comesse um hambúrguer, batatas-fritas e coca-cola? [Christopher] Por favor, Dulce, esse teu almoço não sustenta nem o Eduardo... Vamos almoçar em um restaurante. [Dulce] Chris, tenho paciente a uma, não vai dar tempo... [Christopher] Eles que esperem. [Dulce] Christopher! (Ele a pegou pela mão e a tirou da cantina, percorreram o corredor sem pressa e em silencio, ainda de mãos dadas, Dulce sentiu um calafrio percorrer a espinha quando viu Christian e Fernanda conversando com Luiza) O que ela ta fazendo aqui? [Christopher] Ela quem? (Christopher olhou na direção de Dulce e apertou a mão dela com carinho) [Dulce] Não vai começar né! Hospital é lugar publico, vem... (Christopher caminhou com Dulce até os amigos) [Luiza] Bom dia Dulce! [Dulce] Bom dia. O que faz por aqui? [Fernanda] Vocês se conhecem? [Luiza] Sim, sou ex-mulher do Christopher. (Fernanda olhou para Luiza interrogativa, não sabia o que falar) [Dulce] Uma longa historia não é? E então... o que faz aqui?

[Luiza] Vim visitar, estava na hora. Não sabia que era tão organizado, é muito bonito! (observou o local) [Dulce] Mas é ló... (Christopher abraçou Dulce pela cintura com intuito de fazê-la parar) Que bom que gostou! [Luiza] Te disse que estaria mais perto do que imaginava... Sou eu quem administra metade disso aqui... Eu que pago seu salário, eu que investi em quase tudo aqui...(sorrindo)Surpresa querida? [Dulce] Absolutamente, obrigada por fazer sua boa ação, tem ajudado muitas pessoas! (Dulce estava irritada e assim como Christian e Christopher, estava surpresa.) [Christopher] Derrick me falou sobre alguma coisa, mas não imaginei que fosse você... [Luiza] Fiz mais porque queria ajudar, não por qualquer outro motivo, sabia que tinha dinheiro suficiente para isso, não ficaria de braços cruzados vendo a prefeitura daqui negar o projeto. [Dulce] Luiza tem bom coração, essa é nova! [Luiza] Acredite ou não Dulce, é a mais pura verdade... [Christian] (interrompendo a briga) Acho melhor continuarmos... [Luiza] Sim, vamos. (Fernanda, Christian e Luiza continuaram caminhando e Dulce se soltou dos braços dele) [Dulce] Você sabia? [Christopher] Eu? Claro que não, estou tão surpreso quanto você!! [Dulce] Porque ela tinha que voltar? [Christopher] Faz diferença pra você? [Dulce] Claro que faz... Não gosto dela e... [Christopher] Pois pra mim não faz! (Christopher encerrou o assunto pegando na mão dela) onde quer almoçar? [Dulce] Já disse que não estou com fome. [Christopher] Ta Dulce, faz o que quiser... (Christopher saiu irritado, Dulce suspirou entrou no consultório e sentou na cadeira a adormeceu) No outro lado da cidade... Christian e Maite estavam de folga durante a tarde, almoçaram em um restaurante e logo depois deixaram o filho na escola, voltaram para casa, Maite sentou no sofá e procurou e ligou a TV. [Maite] Chris... Trás suco pra mim? [Christian] (gritando da cozinha) Já vai! Quer mais alguma coisa? [Maite] Não. (tirou os sapatos e deitou no sofá de bruços, Christian entregou o copo a ela que tomou um gole e deixou sobre a mesa) Nem acredito que não tinha uma única consulta hoje à tarde! Tava precisando... Gostei que não foi trabalhar! [Christian] Não tinha muita coisa pra fazer, posso passar no hospital quando for buscar Leo... (Maite se virou para ele e sorriu) [Maite] Quer jantar o que? [Christian] Vou deixar você escolher!(Christian deitou no pequeno espaço que havia, passou as pernas por cima do corpo dela e abraçou pela cintura, mordeu o lábio dela que soltou um suspiro) Tenho tanta saudade... Tem estado tão ausente. [Maite] Vai passar, logo estarei de férias... (caíram no chão rindo, Maite estava deitada sobre ele, acariciou a face com indicador, aproximou os lábios lentamente, dando inicio a um beijo terno, que logo passou a ser mais quente e intenso, Christian levantou a blusa lentamente e acariciou a cintura dela com os polegares) Maite percorria o perfil dele por baixo da camisa, desceu as mãos até o cós da calça passando os dedos por dento, ele soltou um gemido e mordeu o lábio dela, maite sorriu entre o beijo, intensificaram ainda mais o movimento entre suas línguas. Christian subiu a mão até encontrar o seio dela por baixo da blusa. O telefone tocou interrompendo o momento... [Maite] Droooga!! [Christian] É o seu. (Maite se levantou e atendeu o celular, Christian sentou no sofá um pouco irritado. Quando encerrou a ligação sentou e acariciou as costas dele) [Maite] Não fica assim. [Christian] Você nunca ta em casa! E quando fica tem sempre tem que sair. [Maite] O que posso fazer? Vou deixar a mulher tenha o filho sozinha? [Christian] Ta, ta Maite! (irritado) Não tem alguém pra atender? [Maite] Christian! Sabe tanto quanto eu que não posso simplesmente abandonar meu

trabalho pra ficar contigo!! [Christian] Pode deixar que eu vou buscar nosso filho já que você não tem tempo! [Maite] Esta sendo injusto! Sempre que posso fico com vocês. Vai, amor... Não fica assim! (Deu vários beijos no rosto dele), por favor! [Christian] Ta bom Maite!! Você venceu! (Ela sorriu e o abraçou forte) [Maite] Me diga o quer jantar que eu faço!! [Christian] Quero sopa... [Maite] Sopa? [Christian] É! Eu te ajudo. [Maite] Passo no mercado antes de voltar pra casa... (Maite o beijo com calma, cariciou o rosto dele e sorriu) te amo! [Christian] Eu também... Agora vai antes que eu resolva te trancar em casa!! (Ela segurou o rosto dele o deu um selinho demorado) [Maite] Tchau!! (Maite pegou a bolsa e saiu pela porta depois de ter jogado um beijo para ele que sorriu e se ajeito no sofá procurando algo para assistir) Já era noite de quinta feira, Dulce terminava o expediente, trancou a sala e foi até a secretária. [Dulce] Chris ainda esta por aqui? [Thays] Esta na pediatria. [Dulce] Obrigada (Dulce sorriu e caminhou pelo hospital e chegou a um corredor bem mais alegra, havia vários desenhos na parece, passou pelo berçário e sorriu. Era tantos bebes que ficou emocionada, fazia algum tempo que não aparecia por ali, observou a enfermeira cuidar de um recém-nascido. Ouviu a voz de Christopher e se aproximou da sala. [Belinda] Vai fazer o que no final se semana? [Christopher] Ficar em casa. [Belinda] Não acredito que um homem como você vá perder o sábado... Não sente vontade de sair? [Christopher] (surpreso) Um homem como eu? [Belinda] É Christopher, não seja ingênuo... Tem muitos atrativos! [Christopher] Belinda, sou casado. [Belinda] Nada te impede de sair comigo... (Belinda se aproximou e tocou os lábios dele com os dedos, suas bocas estavam a poucos centímetros de distancia, ele tentava manter a calma, mas era muita tentação. Dulce ficou preocupada com o silencio, entrou na sala e observou a cena com uma sobrancelha arqueada e os braços cruzados) [Dulce] Atrapalho? (Os músculos de Christopher congelaram ao ouvir a voz, não precisou olhar para o porta pra saber que era a esposa. Belinda fez uma careta e se afastou devagar) [Belinda] Um pouco, na verdade. [Dulce] Ah é? Posso saber por quê? [Belinda] Eu e Christopher estávamos conversando, se não se incomodar pode nos dar licença? [Christopher] (rindo) Belinda... [Dulce] Tenho certeza que o Christopher não tem nada a esconder, não é? [Christopher] Acho que não foram apresentadas... Dulce, essa é a Belinda. Belinda, Dulce é minha... (nervoso) minha... [Dulce] Esposa. [Belinda] Eu... [Dulce] Imaginei querida, agora se me der um segundinho, posso falar com o MEU marido? (A loira sorriu sem graça e saiu da sala, Dulce encarou Christopher, e tentou manter a calma)Espero que tenha um ótimo final de semana! [Christopher] Que feio meu amor, escutando atrás da porta! [Dulce] Algum problema? [Christopher] Nenhum! Escutou toda conversa? (ela assentiu) menos mal, não preciso te contar. [Dulce] Então porque não me contou que ela estava te seduzindo? [Christopher] Seduzindo não... Porque não sinto absolutamente nada! [Dulce] Vai dizer que não ficou animado com a idéia de sair com uma pessoa mais nova... [Christopher] Vamos dulce, você não precisa disso pra ouvir que te amo e só você que interessa. [Dulce] Porque não me contou? [Christopher] Pra gente brigar mais um pouco? (irritado) Não é o suficiente né! [Dulce] Desculpa, eu só queria saber por que me escondeu isso... [Christopher] Não queria brigar... Só isso!

[Dulce] Ta. Estou indo pra casa. [Christopher] Já estou saindo também, preciso terminar uma visita e já vou. [Dulce] Quer que te espere? [Christopher] Me esperar? [Dulce] É Chris... [Christopher] Não, não precisa... [Dulce] Tem certeza? [Christopher] Sim, pode ir tranqüila! Se cuida!! (Dulce saiu do hospital, passou no shopping, na floricultura e no mercado antes de ir para casa, deixou algumas coisas no carro e entrou apenas com as compras do mercado) [Dulce] Boa noite! [Eduardo] Oi mãe! [Dulce] Como foi o dia? [Eduardo] Legal... [Dulce] Seu pai já chegou? [Eduardo] Não... [Dulce] Ele ligou? [Eduardo] Acho que a Sofia falou com ele. [Sofia] (gritando da sala) Ele disse que ia ter que ficar no hospital, uma emergência [Dulce] (desconfiada) Humm.. [Sofia] (gritando) Ahh tia Mai ligou! [Dulce] Já comeram? [Eduardo] Sim, Doka fez a janta... (Dulce pegou o aparelho e telefonou para Maite, enquanto esperava foi até a garagem e pegou tudo que tinha ficado no carro e levou para o quarto) [Maite] Alo? [Dulce] Mai, sou eu. [Maite] Oi Dul, liguei antes... [Dulce] Sim, Sofia me avisou. Como esta? [Maite] Bem e você [Dulce] Indo... [Maite] Como indo, amanha é seu aniversario e esta desanimada assim? [Dulce] Cansada, só isso. [Maite] Sei e ai já se decidiu? [Dulce] Sim... Acabei de chegar do shopping, comprei algumas coisinhas... [Maite] Que coisinha? [Dulce] Deixa de ser metida! O Du pode ficar ai? [Maite] Claro, depois da aula ele vem direto pra cá. E a Sofia? [Dulce] Vai pra casa da Karen. [Maite] Como foi seu dia? [Dulce] Péssimo! ... Aquela vadia da Belinda não perde tempo! [Maite] Ahh não Dulce! Que foi? [Dulce] (indignada) Eles estavam quase se beijando... [Maite] Você quis dizer: Ela esta quase beijando ele. [Dulce] Não sei... Às vezes fico tão indecisa. [Maite] Vou te avisar só uma vez... se não acabar logo com isso o Christopher vai ficar achando que não quer mais ele. [Dulce] E se ele me deixar? [Maite] Se continuarem nessa situação é o que vai acontecer, tudo tem limites Dulce. E sinto informar se isso acontecer arque com as conseqüências, Christopher não é seu cachorrinho! [Dulce] Ótima amiga. [Maite] Só estou avisando... Ele não vai te deixar de uma hora pra outra, vai te dar ultimato. [Dulce] Estou nervosa. [Maite] Dulce querida, você tem mais que trinta anos. Ta parecendo a Sofia! [Dulce] Não sei como ele vai reagir e se ele não quiser mais nada? Nem sei se ele vai lembrar que estou de aniversario amanha... [Maite] Se ele não quiser não vai poder fazer nada, mas tenho certeza que ele não vai te rejeitar não... Ele esta em casa? [Dulce] Não, teve uma emergência. E você como esta? [Maite] Bem, não vejo a hora de ver minhas férias. [Dulce] Nem eu!!Espero que no Natal não precise ficar de plantão! [Maite] Também não... Dul, preciso desligar. A cria ta reclamando... [Dulce] Manda um beijo pro Christian e pro Leo.

[Maite] Pode deixar! Não esquece de levar as roupas do Du na escolha. [Dulce] Ok, beijo. [Maite] Outro. (Dulce encerrou a ligação, colocou as roupas que havia comprado no closet, espalhou as flores pelos vasos da casa, tomou banho e telefonou para o hospital) [xxx] Hospital Uniclínicas, Boa noite. [Dulce] Patty? [Patty] Oi. [Dulce] É Dulce, Christopher esta ai? [Patty] Não, já saiu. [Dulce] Sabe que horas? [Patty] Faz um tempinho já. [Dulce] Hum... Se ele aparecer por ai avise que liguei. [Patty] Sim, aviso. (Dulce sentou na cama indecisa se ligava ou não para o celular dele, discou o numero dele.) [Christopher] Oi... [Dulce] Chris, onde esta? [Christopher] No hospital. Algum problema? Sofia não deu o recado? [Dulce] Sim, deu. Só... Só... Fiquei preocupada. É isso. Não demora. [Christopher] Não vou. Te amo! (Dulce sentiu as lagrimas escorrem pela face, encerrou a ligação e atirou o telefone contra parede) [Dulce] Desgraçado! E eu pensando em ficar com você... (com raiva) Deve estar com a Belinda, só pode!!!! [Sofia] Mãe? O que foi? (Sofia e Eduardo entraram assustados no quarto) [Dulce] Nada. (Dulce secou as lagrimas rapidamente e olhou para os filhos) vamos, ta na hora de dormir... Sofia vai indo pro seu quarto, antes vou ficar com seu irmão (Os três saíram do quarto. Dulce ficou com cada filho até pegarem no sono, deitou em sua cama e ligou a TV a espera do marido. Christopher entrou em casa e chamou pelos filhos, subiu as escadas e ouviu apenas os ruídos da TV, sem fazer barulho entrou no quarto, Dulce estava deitada de costas. Sentou na cama. [Christopher] Dul? As crianças já estão dormindo? [Dulce] Já é tarde. [Christopher] É... tive que atender uma emergência. (Dulce se ajoelhou em frente a ele e segurou o rosto fazendo-o encará-la) [Dulce] Onde estava? [Christopher] No hospital, já disse... [Dulce] Não minta pra mim, Christopher! [Christopher] Não est... [Dulce] Eu liguei pra lá... Onde estava? [Christopher] Sai! Queria ficar um pouco só... [Dulce] Estava com Belinda não estava? (ele tirou as mãos dela do rosto e a olhou como se não tivesse entendido a pergunta) [Christopher] Como? [Dulce] Você ouviu! Esta me traindo com ela, não esta? [Christopher] É lógico que não! Seria incapaz disso! [Dulce] Mentira! [Christopher] Ache o que quiser, não estava com ela. [Dulce] Estava aonde? [Christopher] Não te interessa! [Dulce] Interessa sim, ainda somos casados e me deve o mínimo de respeito. [Christopher] Agora somos casados, não é? Só na hora de me cobrar! [Dulce] Não foge do assunto... [Christopher] (irritado) DROGA, você é uma teimosa... Tava comprando seu presente! Satisfeita? (Atirou na cama o estojo de veludo preto que segurava) [Dulce] Eu... [Christopher] Feliz aniversario Dulce! (Christopher saiu do quarto e bateu a porta, só teve tempo de escutar ela chamando. Dulce sentou na cama, abriu o estojo. Os diamantes dos brincos [http://img146.imageshack.us/my.php?image=brincoiy3.jpg] brilhavam tanto quanto seus olhos que estavam prontos para derramar as lagrimas, suspirou cansada, não agüentava mais aquela situação, talvez fosse melhor ficar um tempo longe, mais do que já estavam? Dulce fechou o estojo e colocou ao lado da cama, desligou a luz e entre lagrimas adormeceu)

Dulce acordou com os filhos dormindo abraçados a ela, sorriu e deu um beijo em cada um fazendo com que eles acordassem, ainda sonolentos sorriam. [Eduardo] Ahhh mãe!! Que sem graça a gente queria te acordar... [Dulce] Porque não acordaram? [Eduardo] Papai disse pra deixar você dormir! [Dulce] Ele que acordou vocês? [Sofia] Foi! Ele disse que já entregou o presente. [Dulce] Si... Sim. Obrigada meus anjinhos! [Eduardo.Sofia] Parabéns manhe!! [Sofia] Vai ter festa mãe? [Dulce] Não... Eu e seu pai temos um problema pra resolver... Du, você dorme no Leo e Sofia na Milena, agora vão arrumar as coisas de vocês que vão direto do colégio pra lá! Não demorem porque já estamos atrasados... (Sofia e Eduardo encheram a mãe de beijos e logo começaram a fazer cócegas, Dulce entrou na brincadeira. Riram e rolavam pela cama, Christopher entrou no quarto e sorriu sem querer, observou os três por um instante e entrou no closet) [Dulce] (sorrindo) Adianta falar? Vocês vão se atrasar e vou deixar vocês em casa! (As crianças saíram do quarto e Dulce entrou no banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e passou uma maquiagem leve, encostou-se à porta e olhou para o marido.) [Dulce] Não esta esquecendo de nada? [Christopher] Acho que você esta esquecendo de algo... [Dulce] Chris, não faz assim... [Christopher] Ok, te dei motivos pra duvidar, mas não precisava ter me acusado! [Dulce] Eu sei que errei, mas se coloca no meu lugar, ela te agarra e você diz que esta em um lugar que na verdade não estava... [Christopher] Algum dia te dei motivos pra me acusar de traição?? (Dulce se calou) Dei Dulce? [Dulce] Não! [Christopher] (sarcástico) Espero que a briga tenha valido a pena, foi difícil achar algo que combinasse com você. [Dulce] Chris, não fala isso! Christopher] Porque tem que ser tão cabeça dura? [Dulce] Não sou assim, só estou com medo de te perder... [Christopher] Não é o parece, Dulce! (Christopher terminou de se arrumar e saiu do quarto, Dulce balançou a cabeça, mais algumas horas e tudo estaria resolvido. Terminou de se vestir, chamou os filhos e os deixou na escola, mal entrou no hospital e Thays já assinava o recebimento de algumas flores. A secretaria sorriu ao vê-la) [Thays] Parabéns doutora! [Dulce] Obrigada thays! [Thays] Ahh são pra você! (oferecendo as o ramalhete de rosas vermelhas) [Dulce] (sorrindo) Deve ser coisa do Chris... (Procurou o cartão entre as flores e abriu, seu sorriso desapareceu a medida que corria os olhos pelo papel, Christopher observava a cena sorrindo da porta do consultório) Espero estar sempre ao seu lado... Parabéns! Com amor, Eddy. [Dulce] (irritada) Pode jogar fora! [Thays] Mas... [Dulce] Eu mandei jogar fora! [Thays] Doutora... [Dulce] JOGA FORA THAYS, Não quero nada desse homem!! [Thays] (sem graça) Sim, claro. (Christopher cerrou os punhos ao ouvir as palavras dela, sua esposa só podia ser louca, de manha estava pedindo desculpas e agora jogava no lixo as flores que havia mandando, estava atônito, não entedia mais nada, talvez por estar distorcendo a cena. Entrou no consultório segurando as lagrimas, sentia tanta raiva dela, nunca fora tão humilhado, Dulce achava que ele estaria ali para sempre) [Christopher] Belo engano seu... (Telefonou para Alfonso que ainda estava em casa) [Alfonso] Alo? [Christopher] É o Chris. [Alfonso] Ficou com saudades, linda? [Christopher] (rindo) Também! Vai ao jogo hoje à tarde?

[Alfonso] Convenceu a Dulce? [Christopher] Não preciso da permissão dela. [Alfonso] Brigaram? [Christopher] Dulce é louca, só pode! Tem que dar uma olhada nela... Tem sérios distúrbios (Alfonso riu) não to brincando! Estou afirmando que casei com uma louca! [Alfonso] Porque ta dizendo isso? [Christopher] Ahh... Mandei flores pra ela hoje de manha e ela mandou jogar fora! [Alfonso] Como jogou fora? [Christopher] Sim, eu vi... (imitando a voz dela) ‘Não quero nada desse homem’ (Alfonso continuava rindo) [Alfonso] Vocês dois vão se matar um dia. A gente sai as duas daí, se não tiver alguém pra atender... [Christopher] Ta, a gente conversa melhor durante o almoço. [Alfonso] Tchau. (Christopher encerrou a ligação e pediu a Thays que mandasse entrar o primeiro paciente) Entre uma consulta e outra Thays entrou na sala de Dulce antes de bater na porta, sorriu ao ver o enorme buquê que a secretaria segurava. [Dulce] (sorrindo) Essas sim são do Chris! Adora um exagero!! (Dulce levantou da cadeira e foi até Thays, pegou as flores e deu permissão para que a secretaria se retirasse, ela abriu o cartão e sorriu) Não quero perder um sorriso Não quero perder um beijo Bom, eu só quero ficar com você Aqui com você, apenas assim Eu só quero te abraçar forte Sentir seu coração perto do meu E ficar aqui neste momento Por todo o resto dos tempos Te amo, Chris. Estava tão emocionada o cartão que nem percebeu que as lagrimas escorriam pelo seu rosto sem controle. Como pudera passar tanto tempo ‘longe’ do homem que tanto amava, sorriu e secou as lagrimas. Admirou as dúzias de rosas que eram envolvidas por algumas folhas verdes e um papel seda branco. Deixou o ramalhete num lugar mais discreto e continuou a trabalhar. Maite cuidou para que tudo fosse feito com absoluto segredo, com ajuda de todos os colegas preparou uma surpresa para Dulce. Já era meio dia e estavam todos reunidos na cantina no hospital, exceto Dulce e Christian. [Christian] Dul, vamos almoçar? (ela observava ainda emocionada para o cartão que havia recebido do marido) Dulce, ta ai? [Dulce] Christian! Que susto! [Christian] Desculpa. Vamos? [Dulce] Onde? [Christian] Almoçar, já é meio-dia. (Dulce sorriu e tirou o jaleco branco, deixou sobre a cadeira e saiu com Christian, caminharam durante alguns minutos, conversavam e riam, ela não percebeu quando chegou a grande salão, só depois de ouvir todo mundo gritando é que olhou para frente, sorriu e colocou as mãos nas bochechas, recebeu ‘Parabéns’ ou ‘Muitas Felicidades’ dos colegas e sentou ao lado de Anahí) [Dulce] Até você veio! Como esta Bianca? [Anahí] Linda! Fiquei com pena de deixá-la em casa, mas não ia perder sua festinha por nada! [Dulce] Fico feliz que tenha vindo, estava com saudades!! Quando volta? [Anahí] Depois do Ano Novo... Não vou ter tempo nem pra respirar, tenho consulta marcada até o meio do ano que vem... [Dulce] Boa sorte! Já to começando a pensar como vou fazer com essa coisinha que vai nascer (passou a mão pela barriga e sorriu) [Anahí] Já sabe o sexo?

[Dulce] Não, vou fazer ultra-som na segunda. [Anahí] E você e o chris? [Dulce] Recebi rosas hoje... São lindas! Nem consegui deixar de namorar elas, cada intervalo eu tinha que cheirar as flores! [Anahí] Bom você deixar de pensar nas rosas e cuidar do teu marido (Indicando com a cabeça, Christopher que conversava com Belinda) [Dulce] Eu já volto! (sorrindo) A vontade! (Dulce caminhou sem pressa até os dois, abraçou Christopher por trás e olhou para Belinda um pouco irritada) [Dulce] Será que posso falar um minuto com o Chris? [Belinda] (sorrindo) Dizer que não ia adiantar? [Dulce] Olha aqui, melhor ficar bem quietinha, dois tempos e você vai querer nunca ter olhado pro meu marido (Christopher não sabia o que falar) [Christopher] Com licença, Belinda. (Christopher segurou a mão de dulce e saiu do salão) Você é doida? [Dulce] Sim, ia deixar ela ficar te agarrando. [Christopher] A gente tava conversando! [Dulce] (irritada) Próximos demais, não acha? [Christopher] Não, não acho! Hoje vou ao estádio assistir o jogo, não me espere tão cedo! [Dulce] Chris, é meu aniversario! [Christopher] Ah é? Já recebeu meu presente e minhas flores, não é o suficiente? [Dulce] Chris... [Christopher] Quer minha presença? Pra que Dulce? Brigar comigo e me fazer de palhaço? [Dulce] Do que esta falando? [Christopher] Eu cansei de ficar o tempo todo atrás de ti, cuidando de você e em troca não receber nem um 'Obrigada' ou um 'EU TE AMO, CHRISTOPHER'! [Dulce] Você ta sendo injusto. [Christopher] Eu injusto? O que você pensa que sou? Você me irrita, você é doida! Depois das oito passo na SUA casa pra pegar minhas coisas! [Dulce] Do que esta falando? [Christopher] Queria me ver longe, conseguiu. Parabéns! Pode mandar os papeis do divorcio que vou assinar com gosto! (Ele saiu com os olhos mareados sem deixar que ela percebesse, Dulce olhou de olhos arregalados, tentou chamá-lo, mas não deu ouvidos, sua vontade era de chorar e pedir perdão por tudo ali mesmo. Não entedia porque da hostilidade, foi até a sala, pegou suas coisas e seguiu para casa, descansou um pouco e depois foi ao salão de beleza. Por mais que quisesse acreditar que ele não estava falando sério, sempre ocorria uma duvida. De qualquer maneira faria de tudo para que ele não a deixasse) Já eram duas e meia, só faltava Derrick terminar de atender um paciente. [Alfonso] Que cara é essa? [Christopher] Dulce. [Christian] Brigaram? [Christopher] To saindo de casa. [Christian] Saindo de casa você diz... [Christopher] Digo de mala e cuia [Alfonso] Não agüenta duas horas fora de casa. [Christopher] Porque a sua esposa não é louca como a minha! [Jack] Vocês se amam! [Christopher] Adianta muito isso né! Faz quase quatro meses que a gente na mesma, ela não conserva direito, a gente só briga e vai me dizer que só amor adianta? [Alfonso] Não entendi ainda porque brigam tanto. [Christopher] Um problema atrás do outro... Não agüento mais. [Jack] Tem certeza? [Christopher] Ela me faz pensar assim. (Derrick vinha caminhando já pronto pra sair) [Derrick] Então, prontos? (os outros assentiram, cada um pegou seu carro e foram até o estádio, sentaram nas arquibancadas quando o jogo já havia começado) [Alfonso] Meu deus esse goleiro é muito ruim!! [Christopher] Sem comentários é capaz de fazer gol contra! [Derrick] É novo esse goleiro, não é! [Christian] Sim... Não faz um mês que ta na seleção, Sánchez se aposentou... [Jack] Nem sabia disso! [Derrick] Tu nunca sabe de nada...

[Christian] Meu deus... ‘O Gordo’ {Ronaldo} vai fazer gol, não! [Christopher] Se o Guilhermo não segurar essa é muito incompetente [Christopher] Nãooo!!!!! [Christian] PRO OUTRO LADO… [Jack] GOLEIRO BURRO! [Os cinco] MAS É UMA ANTA!! [Torcida Brasileira] GOOOOOOOOOOOOOOOLLL! [Christopher] Eu disse que era incompetente (Christopher sentiu o celular vibrar, olhou o visor e demorou para atender) [Christopher] O que foi? [Dulce] Onde esta? [Christopher] No estádio, te avisei que vinha assistir o jogo. [Dulce] Ta com quem? [Christopher] Aconteceu algo com as crianças? [Dulce] Não... [Christopher] Então não temos porque conversar [Dulce] Chris, não fala assim... Vai demorar? [Christopher] Já disse que as oito eu passo ai. [Dulce] Por que agindo assim? [Christopher] Quando eu te tratava bem você não dava valor, pensei que não estava agradando. [Dulce] (chorando) Para! [Christopher] Quando eu pedia uma trégua você sempre dava jeito de piorar tudo. [Dulce] Só não entendo porque de uma hora para outra ficou desse jeito. [Christopher] Não vou conversar por telefone sobre isso, amanhã conversamos direito. [Dulce] Como amanhã? [Christopher] Tchau Dulce! [Jack] Nossa, que humor! [Alfonso] Já disse, vocês vão se matar. [Christopher] To indo embora... [Derrick] Vai pra casa? [Christopher] Preciso passar no hospital, depois vou ver um flat, ai quem sabe eu de as caras na casa da Dulce. [Christian] Vai aproveitar e ficar por lá mesmo! (Christopher olhou com cara de poucos amigos e voltou para o hospital) Dulce jogou o telefone na cama, queria chorar, mas ia acabar borrando a maquiagem, fez de tudo para que as lágrimas não rolassem. Seu coração apertava só na hipótese de estar longe dele, ele estando em casa sabia que ainda tinha volta, sabia que estaria segura, as palavras dele ecoavam em sua mente, sentia-se muito angustiada, adormeceu por algumas horas, acordou já era noite, começou a fazer a jantar, desligou o fogão e se arrumou, usava um vestido preto frente única, o tecido cobria apenas os seios e era preso com um nó no pescoço, deixando cair o resto do tecido, vestiu uma sandália salto agulha e abriu a caixa de veludo preta, colocou os brincos e se olhou no espelho e sorriu nervosa, acariciou a barriga e novamente segurou as lágrimas, tudo estaria bem se tivesse contido a maldita vontade de sentir ele. Respirou fundo e arrumou o quarto do modo que desejava, desligou a luz e fechou a porta, terminou a janta e sentou na sala a espera do marido. passou quase duas horas Dulce caminhava de um lado para o outro, seu corpo inteiro tremida, pegou o telefone varias vezes, mas não chegou a ligar para ele. Ouviu a porta bater sem fazer muito ruindo e se levantou, era ele. [Dulce] Chris? Onde estava? [Christopher] Não interessa! [Dulce] Fiquei preocupada... [Christopher] Já disse que não interessa! [Dulce] Olha como fala comigo! Me deve respeito! [Christopher] Respeito? Quem é você pra falar assim? Me tratou como Ninguém durante meses, não me contou sobre a gravidez e acha ainda que merece alguma coisa? (Dulce estava a ponto de chorar, ele subiu as escadas com pressa entrou no quarto e pegou a primeira mala que viu pela frente, jogava as roupas dentro da mala sem se importar com a ordem. Estava tão irritado, que nem notou na decoração do quarto e como a mulher estava linda) [Dulce] O que esta fazendo? [Christopher] O que você sempre quis, vou embora!

[Dulce] Você não pode ir, não quero que vá! NUNCA QUIS! [Christopher] Você é louca! O que acha que sou? Alguém que pode mandar ou ter a hora que quiser? Não sei como convivi contigo por tanto tempo, não sei como agüentei essa situação!! Você transformou minha vida num inferno, hoje de manha foi a gota d´água!! Não consigo acreditar que jogou as flores que te mandei fora, o que queria de mim? [Dulce] Do que esta falando? Eu não joguei as flores fora! [Christopher] Não seja CíNICA! Eu vi! [Dulce] Pois viu errado! As flores que joguei fora eram as do Eddy! (Christopher parou de colocar as roupas na mala e a encarou surpreso) [Christopher] Mas eu vi... [Dulce] As suas chegaram mais tarde, um buquê enorme, (rindo) mal consegui carregá-lo! São lindas! [Christopher] Dulce, eu... (Ele se acalmou e encostou-se ao armário) [Dulce] Esta assim comigo por causa disso? [Christopher] Sim! Também... [Dulce] (hesitante) Ainda quer ir embora? [Christopher] Não. Não sei... [Dulce] Podemos conversar? (Só agora ele a observava melhor, seus olhos brilharam, não resistiu e abraçou) [Christopher] Deixa eu tomar banho... Esto um pouco cansado. [Dulce] Sim... Tudo bem. Te espero na sala. (Christopher se surpreendeu com o beijo que ela havia dado, ela deixou o quarto e foi até a sala, ligou o aparelho do som e suspirou aliviada) Christopher desceu as escadas balançando os cabelos ainda molhados com a mão, era uma mania, e desde que se conheceram guarda isso como marca, aquele jeito ‘moleque’ dele que no inicio a irritava, agora, encantava. Sorriu sozinha, ele parou em sua frente, usava uma calça jeans preta e uma camisa vinho. [Dulce] Mais calmo? [Christopher] Sim, desculpa. (sentou ao lado dela, um longo silencio se instalou ali, Dulce não sabia por onde começar e ele não sabia como agir) [Christopher] Estamos aqui, quer conversar? [Dulce] Eu... Hum... (se ajeitou no sofá) me desculpa por te tratar tão mal durante esses meses... [Christopher] Dul, espera. Acho que se tem alguém aqui que tem que pedir desculpas sou eu. Duvidei da sua palavra, e percebi ontem como isso nos magôou, eu... Nem sei o que fazer pra você me perdoar, NUNCA achei que fosse uma mulher qualquer, sempre, desde a primeira vez que vi você na faculdade achei que seria a mulher ideal pra ser mãe dos meus filhos! (acariciou a face dela e algumas lágrimas brotaram nos olhos dele) Eu não deveria ter batido em você, fui um covarde, me descontrolei e descontei em um das pessoas que mais amo! Me desculpa!! (os dois se encaravam e choravam juntos) não sabe como é difícil ter você ao meu lado e não poder passar tudo que sinto, todo amor que esta guardado aqui. Antes... Não deveria ter falado tudo aquilo antes, deve estar magoada comigo... Mas de fato você transformou minha vida num inferno, seu desprezo me deixava sem saber o que fazer, foi os piores meses da minha vida, nunca achei que fosse sofrer tanto. Eu te amo, Dulce! Faria tudo por ti! Sei que estou a ponto de sair de casa, mas é a ultima coisa que quero fazer na vida! Me deixa ficar, me perdoa por tudo! (Dulce escutava calada, sua cabeça estava baixa e seu rosto vermelho e as lagrimas continuavam escorrendo) [Dulce] A ultima coisa que eu quero é te ver longe de mim... Eu te amo, Chris! Muito! Eu quero voltar a ficar com você, sem brigas, sem ressentimentos, sem pensar em qualquer coisa que aconteceu no passado! Quero você pra mim, quero ter você sempre comigo, sempre! (Dulce se jogou nos braços dele, chorava desesperada, ele abraçou forte, queria passar todo amor e segurança a ela, beijou o ombro dela e sorriu) [Christopher] Nunca vou te deixar, enquanto fazia a mala pensava só em você, como seria a minha vida longe de... [Dulce] É ruim né? (Christopher riu, ela ainda tinha forças pra soltar uma piadinha, Dulce se afastou dele o encarou por alguns segundos, o olhar do casal transbordava afeto, amor, desejo e saudades. Uniram suas bocas num ato desesperado, ela passou as mãos pelos cabelos dele, descendo até a nuca, trazendo-o para mais perto. Ele segurava o rosto dela com as duas mãos e acariciava as maças do rosto dela com os polegares. O beijo era tão intenso que chegava a faltar fôlego, suas respirações eram completamente agitadas, suas línguas não deixavam percorrer cada canto de suas bocas por nada. Apartaram os lábios com vários selinhos, Dulce sorriu e o abraçou novamente) [Dulce] Senti tanto sua falta...

[Christopher] Eu também, Dul! Eu também... (Os dois respiraram aliviados. Finalmente estavam juntos novamente. Christopher encheu Dulce de beijos, ela sorria feliz, se aproximou e o beijo com desejo, mordeu o lábio inferior dele o encarou com um sorriso malicioso nos lábios) [Dulce] Estou com saudades! (Christopher não resistiu a expressão dela e a puxou para um beijo quente e molhado, dulce percorria todo o corpo dele por cima das roupas, ele ia mais além, levantava a saia do vestido e acariciava as coxas dela, fazendo com que ela soltasse gemidos quase inaudíveis entre os beijos, dulce o afastou e sorriu provocativa) Vamos jantar! (Dulce o puxou até a sala de jantar e o fez sentar) [Christopher] Então já tinha pensado em tudo... [Dulce] A semana inteira! [Christopher] E porque só hoje? [Dulce] Porque achei um bom presente de aniversario, não acha? [Christopher] (sorrindo) Tem bom gosto! (Dulce deu um selinho demorado) Então, o que fez para eu jantar? [Dulce] Fondue... (Jantaram em meio a muitas caricias e uma conversa agradável que há tempos não tinham. Dulce foi a cozinha e voltou um recipiente cheio de frutas e no outro chocolate derretido, sentou e passou uma uva no chocolate e dando na boca dele) [Dulce] Como foi o jogo? [Christopher] Normal, não fique até o fim... [Dulce] Foi aonde? [Christopher] No hospital, tinha alguns pacientes pra atender. (Passou um morango no doce derretido e colocou na boca) esqueci como cozinhava bem! [Dulce] Nossa! Exige um trabalho isso... [Christopher] Garanto que se fosse outra pessoa não teria ficado tão bom [Dulce] Bobo... [Christopher] Vem cá! (a puxou pela mão com sutileza e fê-la sentar em suas pernas, passou um morango pelo chocolate e colocou na boca dela, mordeu o ombro e passou as mãos pela cintura dela) [Dulce] Mais... (Dulce fechou os olhos e ele sorriu e colocou outro morango na boca dela) Errou! (ele riu, mordeu novamente o ombro dela) [Christopher] Assim? [Dulce] Mais pra baixo... (percorreu o pescoço e colo com os lábios até chegar aos seios, mordeu levemente o mamilo dela por cima do vestido, Dulce prendeu a respiração e logo soltou um longo gemido ao sentir as mãos dele acariciando suas coxas) Dulce distribuiu beijos pelo pescoço dele, desabotoou cada botão com camisa sem pressa. Percorreu as mãos pelos ombros dele fazendo com que a camisa escorregasse pelos braços dele que a ajudou a tirar a peça por completo. Ela mordeu o lóbulo da orelha levemente e sorriu ao sentir ele apertando sua coxa com pressão. Te amo! (as mãos dela eram inquietas e atrevidas, percorriam todo o corpo dele, fazendo-o gemer fraco. Desceu as mãos até o cós da calça e passou os dedos por dento da calça varias vezes, a respiração dele era nervosa, Dulce sorria divertida com os efeitos que conseguia causar) [Christopher] Dul, não vou conseguir me controlar... [Dulce] Não estou que pedindo isso. (Dulce passou uma perna para o outro lado, ficando de frente para ele. Christopher sorriu e trouxe o corpo dela para mais perto fazendo umas intimidades de tocarem por cima do tecido, soltaram um gemido entre um beijo que havia acontecido poucos instantes há trás, mas que já queimava, ele a trazia para mais perto, precisava sentir o corpo dela colado no seu, segurou ela pelos quadris, ela prendeu ai mais as pernas em volta da cintura dele quando percebeu que ele estava indo em direção ao quarto. Os beijos eram molhados e ousados, Dulce mordia os lábios dele com sutileza e acariciava as costas largas do marido. Christopher abriu a porta do quarto, sentou na cama com ela ainda em seus braços, Dulce o empurrou, saiu da cama e foi até os cômodos onde estavam as velas, acendeu e ligou o aparelho de som. Ele sorriu e foi ao encontro dela, abraçou-a por trás, enquanto ela escolhia a musica beijava as costas nuas dela e acariciava a barriga e os seios por cima do pano preto, ela fechava os olhos e voltava a abrir procurando a musica que queria quando terminou se virou para ele e sorriu, distribuiu várias mordidas pelo pescoço e tórax dele, os primeiros acordes da musica iniciaram [The Pussycat Dolls Stickwitu.http://www.youtube.com/watch?v=wGHRI5BDGIQ], entre um beijo e outro caminharam até a cama com calma, Dulce deitou e Christopher se ajoelhou em frente a ela, beijou o tornozelo e tirou as sandálias pretas, percorreu os lábios pela pernas dela, levantou vestido a altura dos quadris e beijo a parte interna das coxas dela, fazendo Dulce arquear e

gemer no mesmo instante, sorriu e continuou as caricias por ali, as mãos dele eram cada vez mais destemidas, aproximavam-se da virilha dela tocando em sua feminilidade, Dulce gemia e segurava-se com forças os ombros dele a cada sensação de prazer, ele sorria e continuava provocando-a cada vez mais. ulce impediu que ele continuasse as caricias e o empurrou e deitou sobre dele, encaixando seus quadris, sorriu e acariciou a face dele com o dorso da mão, mordia os lábios dele e quando tentava beijá-la, fugia. Christopher suspirou impaciente e a puxou pela nuca, a beijo com desejo e amor, não a soltava de maneira alguma, com uma mão a segurava pela cintura enquanto a outra desfazia o nó do vestido, Dulce entre o beijo e sem soltar os lábios dele, o ajudou a desamarrar o laço. O pano caiu dos ombros de Dulce, encararam-se por um instante, não precisavam falar nada para saber o que aquele olhar significava, como puderam ficar tão distantes por tanto tempo, como puderam suportar o abismo que havia entre eles, se amavam tanto, porque haviam se magoado daquela forma, em silencio fizeram juras que aquilo NUNCA mais voltaria acontecer, seus lábios se encontraram num beijo calmo e molhado, Christopher desceu o vestido dela deixando os seios a mostra, ela suspirou ao sentir as mãos dele acariciando seus mamilos, intensificou o beijo e com dificuldade abria a calça dele. Dulce tirou a calça por completo deslizando as mãos pelas pernas dele, mordeu a virilha dele com delicadeza, sorriu ao escutar o gemido e ao sentir as mãos dele entrelaçando os dedos em seu cabelo, subiu as carícias e beijos passando pelo abdômen até chegar ao pescoço voltou a deitar sobre ele que acariciava todo seu perfil, descendo o vestido pelo corpo dela até o tirar por completo, seus corpos se roçavam levemente, mordiam os lábios deslizavam as mãos por todo corpo sem deixar de tocar em um ponto de prazer, Dulce escorregou a boca pelo pescoço dele, em seguida passou pelo tórax, abdômen chegando ao cós da cueca desligou a mão por cima da cueca e sentiu as pernas dele tremerem sorriu e tirou a boxer sem pressa. Christopher se ajoelhou em frente a ela beijando os seios e tocando a intimidade dela, tirou a ultima peça que ainda cobria o corpo dela e a deitou na cama, mordendo e roçando os lábios pela pele dela. Dulce gemia baixo, e chamava por ele. Precisam sentir um ao outro. Entre uma caricia e um beijo ele a penetrou, soltaram um gemido alto e se abraçaram, estavam estáticos apenas se beijando, ele iniciou os movimentos com delicadeza, a medida que os corpos se deslizavam com mais rapidez, os beijos tornavam-se mais difíceis, agarravam-se ao corpo do outro em busca de um contado maior, gemiam e ofegavam. A mesma sensação era sentida pelo casal, no mesmo instante, tremiam devido ao orgasmo, Dulce relaxou o corpo na cama e abraçou o marido, dando beijos no ombro dele que soltou um longo suspiro. [Christopher] (sussurrando) Te amo (roçando os lábios nos dela) [Dulce] Tava com saudades! (o abraçou com mais força, e deu vários selinhos nele) também te amo! (Christopher deixou o corpo pender para o lado e abraçou por trás, fazendo carinhos na barriga dela) [Christopher] Onde as crianças estão? [Dulce] Du na Mai, Sofia na Karen. [Christopher] Estou muito feliz, sabia? (ela se virou e acariciou o rosto dele) [Dulce] Não quero mais ficar longe de você. [Christopher] Também não. Te amo! [Dulce] Muitoo!! (puxou ele pela nuca fazendo seus lábios se tocarem.) nunca pense em me deixar. [Christopher] Não, nunca!! (abraçou Dulce com carinho, mostrando que sempre estaria ali, independente do que acontecesse) como vai meu filhote? [Dulce] Resolveu sossegar. [Christopher] Esta se sentindo bem? Tem dor? Enjôo? [Dulce] To bem. (sorrindo) Ótima, na verdade!! [Christopher] Segunda é a consulta? [Dulce] Uhum, to louca pra saber se é menina ou menino. [Christopher] Eu também! Dessa vez eu vou dar os nomes. [Dulce] Sem escândalos, ok? Não quero nenhum nome anormal! [Christopher] Humm... Sarah se for menina... [Dulce] Gostei! (sorrindo) E menino? [Christopher] Menino? Deixa-me pensar (passou a mão pelo queixo, Dulce sorriu da expressão pensativa dele) Diego! [Dulce] Tinha pensando em Daniel ou Fernando. Mas já que papai quer Diego, vai ser Diego! (Christopher sorriu e puxou Dulce para mais perto, a beijou com amor, acariciando a cintura) [Christopher] Feliz aniversario, meu amor. (beijou a testa dela carinhosamente, e desceu os lábios até a boca dela, mordendo os lábios, Dulce sentiu um arrepiou percorrer seu corpo, deitou na escada enquanto ele acariciava seus seios com os lábios, agarrava-se aos cabelos dele sutilmente, a banheira desligou automaticamente e os dois sorriram do pequeno susto

que levaram. Na superfície da água muitas pétalas de rosas vermelhas e brancas flutuavam, Dulce entrou na banheira seguida dele, ele sentou e puxou ela para perto, de modo que ela ficasse de costas para ele. [Christopher] Adorei sua surpresa! Gosto quando toma iniciativa... Me deixa excitado. (a voz dele saiu um pouco rouca, Dulce suspirou ao ouvir aquilo) [Dulce] (sorriu) Vou fazer mais vezes então... (Christopher desceu a boca até a nuca e percorreu os lábios deixando-lhe arrepiada, suas mãos massageavam as coxas delas de uma forma carinhosa, mas com desejo. Dulce passou os braços para trás acariciando os cabelos dele, enquanto a outra mão se agarrava a perna dele.) [Christopher] Te desejo... (sussurrou no ouvido dela e mordeu o lóbulo da orelha enquanto a mão deslizava pela virilha dela, muitas vezes tocando em sua feminilidade) [Dulce] Te amo, Chris! (se virou, ficando de frente para ele.) Te amo, te amo!! (colocou sua testa na dele e acariciou a face dele, olhando-o nos olhos) [Christopher] Também te amo! Muito!! (sugou o lábio dela, logo iniciou um beijo cheio de carinho, amor, compreensão e cumplicidade. Não deixariam nada mais interferir no amor, prometeram em silencio sempre acreditar na palavra da pessoa amada, nunca mais se magoariam. Christopher a trouxe para mais perto, mostrando como a amava, acariciava as costas e perfil dela, ela suspirava com cada caricia. Passava as mãos pelo tórax dele descendo até ao caminho da felicidade, passando o indicador um pouco mais para baixo, Christopher segurava a respiração a cada toque em sua masculinidade. Dulce beijava o pescoço descendo pelos ombros distribuindo delicadas mordidas. O encarou e se fez unir a ele, soltaram um gemido ao sentir o outro tão próximo. Ela se movimentou sobre ele calmamente, trocando caricias e beijos molhados. Os dois estavam loucos com tanta ‘passividade’ Christopher colocou as mãos no quadril dela, ajudando-a com os movimentos. Seus corpos se roçavam, causando ainda mais excitação. Tudo era intenso e desejado, ainda estavam com saudades. Embora nenhum dos dois admitisse durante o tempo que ficaram separados, sentiam falta do amor e caricias sempre dedicados ao outro. Os movimentos eram rápidos, se agarravam ao corpo do outro tentando de uma forma mais rápida liberar toda aquela sensação. Soltaram um gemido alto e diminuíram agitação entre seus corpos denunciando que haviam atingido o clímax, relaxaram os corpos. Dulce descansou a cabeça no peito dele sorrindo, ele deitou a cabeça sobre a dela, dando um pequeno beijou nos cabelos dela e depois a envolveu com os braços. [Christopher] Tudo bem? (ela sorriu e assentiu passando os cabelos pelo tórax dele. Christopher pegou a esponja e passou pelas costas dela fazendo movimentos circulares, Dulce sorri a suspirava.) [Dulce] Senti tanta falta dos seus cuidados... [Christopher] Não deixei em nenhum momento de me preocupar com você (acariciou os cabelos dela) aconteceu alguma coisa durante esse tempo? (levantou o rosto, encarando-o) [Dulce] Obrigada por não ter ido embora. Não se preocupe, nada de grave! Fora os incômodos com seu filho, tudo bem! [Christopher] Obrigada por me dar mais essa alegria. [Dulce] Te prometi anos há atrás que teria quantos filhos Deus me desse, se for para ter mais três ou quatro eu quero ter! Acho que não há maior demonstração de amor do que gerar uma criança! Finalmente conseguimos! [Christopher] Estou muito feliz! (Dulce o beijou com calma, se afastou e delineou o rosto dele com o dorso da mão) dul... [Dulce] Fala, meu amor... [Christopher] Desculpa não ter confiado em você... Não deveria ter ido atrás do poncho pra saber o que você tinha, mas fiquei tão preocupado... [Dulce] Tudo bem, (sorrindo) teria feio o mesmo. Não se preocupe, nunca tive uma recaída! [Christopher] Tem certeza? [Dulce] Tenho sim, não colocaria a minha saúde em perigo sabendo que eu tenho uma família tão linda! (ele sorriu e deu um selinho demorado na mulher. Dulce pegou a espoja das mãos dele e espremeu sobre a cabeça, a água escorreu pelos cabelos e rosto dele) [Christopher] Duuuulce!! [Dulce] Não reclama. (ela pegou o shampoo e espalhou pelo cabelo dele, massageando a cabeça com a ponta dos dedos, Christopher fechou os olhos e ela sorriu) Esta bom? [Christopher] Preciso de um banho desses mais vezes. (disse ainda de olhos fechados, ela riu e beijo a testa dele) [Dulce] Quando quiser... (ele abraçou-a e deu um leve e demorado beijo no seio dela, terminaram o banho, vestiram o pijama e deitaram na cama) [Christopher] Que horas quer acordar amanha? [Dulce] Tenho que buscar as crianças...

[Christopher] Então deixa eles ligarem [Dulce] Abusado! Mas merecemos (deitou sobre o peito dele, que fazia carinho na cabeça dela, ela suspirou com aquilo e sorriu) [Christopher] Ta bom? [Dulce] Uhum, da sono... (ele tirou a mão ela resmungou) continua! (ele sorriu e continuou as caricias, beijava varias vezes a cabeça dela, que não demorou muito a dormir, Christopher cobriu o corpo dela e a abraçou forte, minutos depois estava dormindo) O final de semana não demorou a passar... A casa tinha outra energia, ali apenas amor, carinho e paz reinavam. Dulce e Christopher estavam muito felizes, passaram o sábado e domingo se divertindo com os dois filhos. Christopher tentava tirar Sofia da cama a todo custo, mas a menina resmungava algumas palavras e voltava a dormir. [Christopher] Sooofia, vai se atrasar... [Dulce] Vai acordar Eduardo que eu tiro ela da cama... (Christopher deu um beijo na testa da filha e saiu do quarto) Sofia acorda!! (a menina colocou a cabeça em baixo do travesseiro e Dulce observoui a cena impaciente, beliscou levemente a perna da menina, que deu um pulo) [Sofia] Ai, sua doida!! (passando a mão pela perna) [Dulce] (sorrindo) Da próxima vai ser um balde de água. Faz meia hora seu pai esta tentando te acordar... [Sofia] To cansada. [Dulce] Também, fica até madrugada nesse computador, quer o que? [Sofia] Ta, ta... (Sofia entrou no banheiro e Dulce terminou de se arrumar e desceu para tomar café) [Dulce] Bom dia, meu anjo! Como dormiu? (beijou a cabeça Eduardo e sentou em frente a ele) [Eduardo] Bem! [Dulce] Já escolheu seu presente de Natal? [Eduardo] Sim, quero um PlayStatiton! [Dulce] (confusa) Um o que? [Eduardo] É um videogame mãe! [Dulce] Sei... e quanto custa isso? [Eduardo] Não sei, vamos comigo ver? [Dulce] Eu? Mas não entendo dessas coisas, pode ser seu pai? [Eduardo] (sorrindo) Os dois? [Dulce] Ok, vamos ao shopping semana que vem, pode ser? [Eduardo] Obrigada mãe! (Christopher chegou seguido de Sofia) [Christopher] Consulta é de manhã, Dul? [Dulce] É, mai não tinha outro horário. [Sofia] Consulta do que? [Dulce] Vou fazer ultra-som. [Sofia] Ahhh quero ir junto!! [Eduardo] Eu também! (Dulce e Christopher se olharam) [Christopher] Quando bebe estiver maior vocês podem ver... [Sofia] Porque não agora? [Christopher] É um pouco cedo, depois vocês pode ver direitinho como ele é! [Eduardo] (animado) É menino? [Dulce] Vamos saber hoje! (terminaram o café juntos, subiram cada um para seu quarto, terminaram de se arrumar e saíram de casa. Christopher estacionou em frente ao colégio) [Christopher, Dulce] Boa aula crianças!! [Dulce] Se cuidem! EDUARDO... Não vai aprontar!! [Eduardo] Sim senhora! (Dulce sorriu e se virou para dar um beijo nos filhos) [Dulce] Tem aula a tarde meu anjo? [Eduardo] Sim mãe... [Christopher] Amanda vem buscar vocês, esperem no local de sempre! [Eduardo, Sofia] Tchau mãe! Tchau pai (as duas crianças saíram do carro e andaram em direção a escola, Christopher esperou que eles entrassem e seguiu para o hospital) Sofia caminhava com calma até sua sala, ao virar o corredor se chocou com alguém, olhou para pessoa e a abraçou. [Gabriel] Tudo isso é saudades? [Sofia] Muitas! Como foi seu final de semana? [Gabriel] Bom e o seu?

[Sofia] Passei com meus pais, foi legal! Hoje minha mãe vai fazer ultra-som. Quero que seja menina! [Gabriel] Também queria ter um irmão ou irmã... [Sofia] E porque não tem? [Gabriel] Meus pais falaram que da muito trabalho. [Sofia] Sei lá, deve dar né! Ficar agüentando choro de criança é chato... Mas ajudar a cuidar é legal! Minha mãe sempre me deixava ajudar a dar banho no Du (Gabriel sorriu e segurou o rosto dela) [Gabriel] Te adoro! [Sofia] Eu também!! Demais... (se beijaram com amor e calma, um beijo rápido porem, cheio de sentimentos) Hoje eu tenho ensaio, quer ir comigo? [Gabriel] Sim, a gente almoça juntos? [Sofia] Te espero na saída. [Gabriel] Vou para minha sala, preciso terminar uns exercícios de gramática. [Sofia] Depois a gente se vê? [Gabriel] Sim! Te espero lá na quadra! [Sofia] Então... Eu vou. (deu um selinho em Gabriel, partiu acenando. Ele ficou ali a observando, sorriu e foi para sua sala.) [Dulce] Maite já chegou? [Thays] Sim, esta esperando. [Christopher] Obrigada. (O casal bateu na porta e entrou, maite terminava de colocar o jaleco e sorriu) [Maite] Achei que ia me atrasar... [Dulce] Como meu menino se comportou? [Maite] Muito bem, sem reclamações! Como foi final de semana? [Dulce] Ótimo! (Dulce e Christopher sentaram assim como Maite) [Maite] E então, como esta? [Dulce] Ansiosa. [Maite] Achei que estivesse acostumada já, é o terceiro! [Dulce] Mas sempre da aquele friozinho pra saber se ta tudo bem... [Maite] Esperamos que sim! Notou algo do diferente? [Dulce] Nada de anormal [Christopher] A Dulce ta com anemia. [Dulce] É, mas é leve. [Maite] Mesmo assim tem que cuidar, deveria saber! [Dulce] Eu sei, mas às vezes não da tempo de comer direito... [Maite] Então comece a arrumar tempo, parece que não sabe como isso é prejudicial para você e seu filho! [Dulce] Ok Doutora! (Maite sorriu e fez algumas anotações em uma folha branca) [Maite] Vai se trocar que vamos ver esse bebe... (Dulce sorriu e foi até uma pequena sala, vestiu o avental e saiu, Maite estava sentada ao lado da cama mexendo nos aparelhos. Dulce deitou, Maite a examinou enquanto Christopher observava tudo atendo segurando a mão da esposa, Maite terminou o exame de toque e passou o gel sobre a barriga da paciente) É o primeiro ultra-som né? [Dulce] É! (Maite passou o aparelho sobre a barriga dela, observou as imagens atenta) [Christopher] A gente quer ver... [Maite] Tem certeza? [Dulce] Maite! Ta me deixando preocupada! [Maite] Calma... (Ela sorriu e virou o visor para o lado de Dulce) Acho que o trabalho vai ser dobrado! [Christopher, Dulce] Meu deus! Dulce não sabia o que dizer, olhava para a tela sorrindo, tentando assimilar o que acabara de ouvir e o que via, Christopher beijou e apertou com carinho a mão dela. [Christopher] Qual é o sexo? [Maite] São meninas... Duas meninas! [Christopher] (sorrindo) Duas? São idênticas? [Maite] Sim! [Dulce] Chris, olha... Ta esfregando os olhinhos... [Christopher] São lindas... (Christopher beijou a testa dela e sorriu.) [Dulce] Sofia vai ficar muito feliz quando souber! (Maite terminou a consulta, pediu mais alguns exames, deu algumas recomendações. Saíram do consultório abraçados e entraram na sala de Christopher) Ainda não acredito! Nunca imaginei... [Christopher] Não sonhava em ter gêmeos? Sonho realizado. (Dulce sorriu e deu um leve

beijo) [Dulce] Não vejo a hora de ter elas nos meus braços! [Christopher] Também fico ansioso, mais cinco meses... [Dulce] Pelo menos vão nascer e o inverno já terá acabado! [Christopher] É... [Dulce] Chris... Eu tava pensando... Em mudar de casa sabe... [Christopher] Não gosta de lá? [Dulce] Gosto, mas vai ficar pequena, queria que cada uma delas tivesse o próprio quarto... [Christopher] Entendo... Não acha melhor fazer isso depois que elas estiverem maiores? Quero que se cuide durante esse tempo... [Dulce] É, melhor esperar né? [Christopher] Mas pode ir vendo algumas casas, não sei é isso que quer? [Dulce] Estava pensando em apartamento, às vezes da medo ficar sozinha em casa com as crianças... [Christopher] Nunca foi disso, aconteceu alguma coisa? [Dulce] Não, as prefiro que não aconteça. [Christopher] Então vamos ver um apartamento, certo? (Dulce sorriu e o abraçou) [Dulce] Estava com tantas saudades... É ter você comigo! [Christopher] Sempre estive ao seu lado! Prometi que sempre cuidaria de você e espero que nunca precise descumprir isso! Te amo!! Eu também! Vamos contar hoje para as crianças? [Christopher] A gente pode sair, não sei... [Dulce] AH! Du quer que a gente vá ver o presente de natal dele, podíamos sair hoje! [Christopher] Ótimo! [Dulce] Deixa eu ir trabalhar... Acho que estou atrasada já! [Christopher] Te espero pra almoçar. [Dulce] Quero lasanha! [Christopher] Então vamos aquele restaurante italiano que adora... [Dulce] Hum... Pode ser! (Christopher sorriu e deu um beijo demorado e carinho na esposa) Te amo! [Christopher] Eu também (Despediu-se com vários selinhos, Dulce saiu da sala e ele fechou a porta) Era hora do intervalo, Eduardo e Leonardo ficaram na sala, enquanto todos os outros colegas estavam no pátio do colégio. Tiraram da mochila de Eduardo uma pequena caixa azul e amarela. [Leonardo] Coloca na cadeira. [Eduardo] Eu não, coloca você! [Leonardo] Você que teve a idéia [Eduardo] Eu não foi meu pai que contou a história. [Leonardo] Mesmo assim... Foi você que deu a idéia. [Eduardo] Covarde! (Eduardo foi até a cadeira da professora e colocou alguns percevejos sobre o assento, os dois riram) Só quero ver a cara da velha quando sentar! [Leonardo] Ninguém manda ser tão chata. [Eduardo] Odeio essa mulher, é meio retardada... (imitando a voz da professora) Eduardo, não vai fazer a atividade? [Leonardo] Pior quando enche o saco porque a gente esquece aquele maldito caderno de caligrafia... (saíram da sala para não deixarem suspeitas e continuaram reclamar e listar todas as imperfeições da professora, o sinal tocou e eles só entraram na sala quando a professora chegou, segurando o riso eles sentaram nas carteiras. Exatamente como previam quando a mulher sentou para fazer a chama levantou rapidamente gritando de dor, alguns alunos olharam sem entender nada outros riram e Eduardo e Leonardo gargalhavam, entregando-se) [Professora] Eduardo Uckermann e Leonardo Chávez, os dois pra diretoria!!! [Leonardo] Mas professora... [Eduardo] A gente não fez nada! [Professora] Não me interessa! (os dois ainda soltavam uns risinhos enquanto tentavam se acalmar, a professora olhava irritada para os dois) Vamos! (saiu da sala, os dois se olharam e deram de ombros ainda sorrindo, saíram da sala acompanhando a mulher, entraram em uma sala onde esta a diretora, tinha uma aparência rude, mas não era tão ruim como aparentava ser ) [Professora] (irritada) Esses dois... Não agüento mais, quero que chame os pais! [Diretora] (sorrindo) O que fizeram dessa vez?

[Leonardo] A gente não tinha intenção... (A professora olhou incrédula para os dois que se faziam de desentendidos) [Eduardo] É... A gente só queria brincar... [Diretora] Sei, mas o que fizeram? [Eduardo] Bom, quando meu pai era menor colocou algumas tachinhas na cadeira da professora, ele disse que foi muito engraçado! [Leonardo] Ai pensamos que seria divertido! [Professora] DIVERTIDO? [Diretora] Se acalme, professora. Vou ter que conversar com os pais das crianças, pode voltar a sala. (A professora saiu da sala, a diretora ligou para Christian e Maite em seguida para Christopher e Dulce. Eduardo e Leonardo voltaram para aula. Quando era meio dia os pais já estavam em uma sala esperando os filhos que vinham correndo) No final da aula Gabriel e Sofia se encontraram no portão de saída do colégio, caminharam alguns metros e almoçaram em um restaurante. Conversaram sobre qualquer coisa enquanto driblavam o tempo até o horário da academia abrir. Sairam do ambiente era quase uma hora, caminharam algumas quadras e finalmente chegaram ao local. [Sofia] Você vai ficar aqui? [Gabriel] Posso? (Sofia ficou pensativa por um momento e o abraçou sorrindo) [Sofia] Claro que pode! No final da aula me lembra de te entregar o convite... [Gabriel] Convite? [Sofia] É, da apresentação.. Dia 20...? (a expressão dela era de duvida se ele realmente lembraria) [Gabriel] Ahhh sim! Eu te lembro. [Sofia] Como foi sua aula? [Gabriel] Chata como sempre... Dormi a maior parte da manhã. (Sofia riu e deu um rápido selinho nele) e a sua? [Sofia] Sem grandes emoções... Ainda bem que semana que vem não teremos mais aula! [Gabriel] Graças a deus! Não agüento mais... E tem recuperação depois... [Sofia] Isso que da não estudar! [Gabriel] Aproveito bem o que meus pais pagam, fico com os professores até o ultimo instante! (os dois sorriram) [Sofia] Você é um folgado... [Gabriel] Pensa comigo... Não é melhor estudar só na ultima semana? [Sofia] Não, não é! [Gabriel] Não minta! Me diverti o ano inteiro e só agora vou estudar [Sofia] Seu vadio! [Gabriel] Só um pouco (fez um gesto com os dedos e Sofia sorriu) onde vai passar o Natal? [Sofia] Não sei, não falei com meus pais, mas provavelmente lá em casa... E você? [Gabriel] Na casa da minha vó. [Sofia] É aqui na cidade? [Gabriel] Sim... [Sofia] (sorrindo) Então não vou precisar ficar com tantas saudades! [Gabriel] Não vai não... Nem eu! (A beijou com calma, acariciando levemente as maças do rosto dela, terminaram o beijo com alguns selinhos e sorriram) [Sofia] A gente podia passar o dia juntos um pouco antes do dia vinte e cinco. [Gabriel] Pode ir lá em casa! [Sofia] Não sei se minha mãe vai deixar, não acha melhor você ir la em casa? [Gabriel] O que você achar melhor! [Sofia] De qualquer maneira vou falar com ela, se não deixar ai voce vai la em casa né? [Gabriel] (sorrindo) Sem pensar! (Sofia consultou o relógio e olhou para as portas da academia que já estavam abertas) [Sofia] Acho melhor entrar, preciso trocar de roupa ainda! (Gabriel pegou na mão dela e juntos entraram no local, ele ficou sentado lendo uma revista enquanto ela colocava a meia calça, o maiô preto, uma saia curta e finalmente a sapatilha, saiu do vestiário e sentou ao lado dele até a aula começar. Depois de uma longa conversa com os pais e filhos a Diretora da escola ordenou que os dois fizessem uma redação, pediriam desculpas a professora e teriam que ficar nas horas de recreação na biblioteca. Estavam em frente à escola, os dois meninos continuavam a correr e brincar pelo colégio, enquanto os adultos caminhavam até o carro. [Dulce] Acho que não vão mais aprontar...

[Maite] Eu espero! [Dulce] Se o super herói não contasse essas historias as crianças não precisássemos vir aqui tantas vezes! [Christopher] Não imaginei que eles fossem levar isso a sério! Não teria contado... [Christian] Os dois juntos é encrenca na certa, coisa de criança. Vão mudar daqui muito anos Queria ter visto a cara da professora! [Dulce] Christopher! [Christopher] Vai dizer que não foi engraçado, até lembro quando minha professora da quinta serie me mandou pra diretoria.. [Christian] E com certeza não foi só uma redação... [Dulce] Teve o castigo merecido! Se não for pedir muito poderia parar de contar suas “traquinagens” {gírias idosas} para seu filho? [Christopher] Sim senhora! (ele sorriu e passou o braço pelos ombros dela) [Maite] Onde vão passar o Natal? [Dulce] Eu e chris pensamos em passar juntos... Poderia ser lá em casa. [Maite] Eu e Christian tivemos a mesma idéia... Temos que falar com a Angel, Any. Não sei o que Jack vai fazer... [Christopher] Se não me engano ele e a Fe iam viajar... (conversaram durante alguns minutos e cada um seguiu uma direção.)

As bailarinas começaram e terminavam o movimento no mesmo instante, os passos eram harmoniosos e estavam em ritmo com a musica. A apresentação seria um dia antes do Natal, no teatro Municipal do México, Sofia estava muito feliz, seria um dos destaques da apresentação. O ensaio terminou um pouco antes das cinco horas, Amanda não havia chegado, Gabriel e Sofia sentaram em um sofá dentro da academia. [Gabriel] Quando sua aula acabar... Você vai continuar indo no colégio? [Sofia] Não sei, se a Mi for comigo sim, ai a gente pode ficar junto né? [Gabriel] Uhum... [Sofia] Em quantas matérias vai ficar em recuperação? [Gabriel] Não sei, umas duas eu acho... Gramática e historia da arte. [Sofia] Não acredito! Você é um vadio mesmo! [Gabriel] Não existe matéria mais chata que Espanhol e artes, fala serio... Não sei como você consegue estudar... [Sofia] Ah! Eu gosto... Dulce e Christopher tiveram um dia calmo, sem emergências, atenderam alguns pacientes durante a tarde, quando o relógio marcava cinco horas saíram do hospital juntos, passaram em casa para pegar Eduardo. [Eduardo] Aonde vamos mãe? [Dulce] Pegar Sofia depois vamos ao shopping (Christopher parou o carro em frente academia e Dulce foi procurar a filha, sorriu ao vê-la abraçada com Gabriel, esperou que os dois se distanciasse e se aproximou.) [Dulce] Oi... [Sofia] Mãe! (Gabriel sorriu envergonhado) [Dulce] Oi Gabriel, tudo bem? [Gabriel] (envergonhado) Tudo e a senhora? [Dulce] Tudo bem, mas pode me chamar de Dulce mesmo. (olhou para filha) Vim te buscar para ir ao shopping. [Sofia] Ah... Sim... [Dulce] (olhando para o menino) Quer vir com nós? [Gabriel] Eu? (Dulce assentiu sorrindo) eu... Eu acho melhor deixar pra outro dia... [Dulce] Tem certeza? [Gabriel] É... Eu tenho que fazer um trabalho. [Dulce] Ok. Te espero no carro, Sofia. [Sofia] Ta mãe... (Dulce saiu do local e entrou no carro) [Christopher] Onde ela esta? [Dulce] Estava trocando de roupa, já esta vindo... (alguns minutos depois Sofia entrou no carro) [Christopher] Que demora, heim! [Dulce] Deixa a menina Chris... (Christopher olhou pela retrovisor a filha sorrindo, balançou

a cabeça, ligou o carro e dirigiu até o shopping, deixou o carro no estacionamento, então entraram no shopping.) [Eduardo] Pai, quero sorvete. [Christopher] Sorvete no inverno? [Eduardo] Qual problema? (entraram no ambiente bem iluminado, as pessoas caminhavam e observavam as vitrines sem qualquer preocupação) [Christopher] Problema é que é gelado demais... [Eduardo] Mas eu quero! [Christopher] Escolha outra coisa... Chocolate quente? [Eduardo] Humm... (pensou) Pode ser! [Sofia] Também quero! (caminharam até um Café que havia ali, o local era calmo e ideal para contar sobre a vinda das duas meninas. Christopher entregou dinheiro para Sofia, que foi até o balcão com Eduardo, e sentou-se na mesa ao lado de Dulce) [Christopher] Quer alguma coisa? [Dulce] Não, ainda não... Vamos contar pra eles agora? [Christopher] (sorrindo) Penso que é um bom momento. [Dulce] Estou de acordo (colocou a mãos sobre a dele e sorriu) nunca estive tão feliz! (Christopher sorriu e beijou a mão dela) Conto eu ou você? [Christopher] Se precisar de ajuda estarei aqui!! (os filhos sentaram-se nas cadeiras em frente aos pais, tomavam o chocolate tranquilamente, Dulce e Christopher fazia uma lista de presentes) [Dulce] Acho que não esquecemos de ninguém... (Christopher correu os olhos pela folha mais uma vez e olhou para ela) [Christopher] E o que você quer? [Dulce] Estou precisando de umas roupas novas, estão me sufocando! [Christopher] Como quiser! (Dulce olhou para os filhos e sorriu) [Dulce] E você? O que quer? [Christopher] Não preciso de mais nada! (apertou as mãos dela com carinho e sorriu) [Sofia] O que vamos comprar? [Dulce] Preciso terminar a decoração de Natal [Sofia] Aquela que você nem começou? [Dulce] (sorrindo) Essa mesma! Presentes e presentes! [Christopher] O que você quer, Sofia? [Sofia] Estou indecisa, mas quando decidir eu conto! [Dulce] Antes de irmos às compras precisamos contar algo... [Eduardo] O que é? [Dulce] Bom... Vocês vão ter mais duas irmãs... Estou grávida de gêmeas (Disse sorrindo, não contendo a felicidade) [Sofia] MAAAAAAAE!!! (saiu da cadeira abraçou Dulce e muito feliz com a noticia) elas vão ser lindas! (Dulce sorriu e beijou a filha, que voltou a sentar ao lado do irmão) [Christopher] O que foi? (falou para Eduardo que mantinha os braços cruzados e uma expressão irritada) [Eduardo] Não gostei! (Christopher e Dulce se entreolharam preocupados) [Sofia] Não reclama, Du! Elas vão ser lindas... (bateu palmas sem fazer barulho, sorrindo) [Dulce] Você acha que vai ser ruim? [Eduardo] O que acha mãe? Tenho que agüentar essa chata, imagina mais duas, vai ser o fim... [Dulce] Du... Não fala isso meu anjo... [Eduardo] A Sofia vai ter com quem brincar... Eu não! [Christopher] Eu não sirvo? [Eduardo] Mas é diferente! [Christopher] Tenho certeza que quando elas nascerem você vai adorar, serão muito amigos... [Eduardo] Desde que não sejam chatas como essa daqui! [Dulce] Ok, ok. Vamos parar com isso! [Christopher] Estão com fome? [Sofia] Agora não.. [Christopher] Então mais tarde jantamos... (caminharam durantes alguns minutos olhando as vitrines, pararam em frente a uma loja de eletrônicos e CD´s, os olhos de Gabriel brilharam ao ver o videogame exposto na vitrine, puxou o pai pela mão e indicou o aparelho) [Eduardo] Eu quero esse pai... [Christopher] Tem certeza? [Eduardo] Sim, é esse!! (Christopher sorriu e entrou na loja com o filho, enquanto falavam

com o funcionário da loja sobre as qualidades do produto, Sofia escolhia alguns CD´s. [Dulce] Pra quem é? [Sofia] Gabriel e Victor (indicou os respectivos CD´s) [Dulce] Vai dar mais alguma coisa? [Sofia] Acho que não... Não sei o que dar! [Dulce] Talvez ache algo de interessante. [Sofia] É... [Dulce] E você quer o que? [Sofia] Não sei... Queria um celular novo. [Dulce] Outro? Ganhou um ano passado, pense em outra coisa! [Sofia] A outra coisa é um computador... [Dulce] Como você é modesta, não acha que é exagero? [Sofia] Ele é muito lerdo mãe! E depois ta todo fud [Dulce] Sofia! [Sofia] Ok, ok. Esta estragado. [Dulce] Vou falar com seu pai... Durante a noite a família passeou pelo shopping, Eduardo ainda decepcionado com a notícia de que teria duas irmãs, porem depois da refeição em um ambiente calmo e aconchegante próximo ao shopping Dulce e Christopher conversavam com o filho que acabou entendendo a situação, chegaram em casa passado das onze horas, Sofia subiu para o quarto enquanto Dulce. Christopher e Eduardo sentaram na sala de estar. [Eduardo] Mãe, eu quero decorar o pinheirinho. [Dulce] Agora? [Eduardo] É mãe! [Dulce] Não esta um pouco tarde? (Eduardo olhou implorativo, Dulce cedeu. Christopher e Eduardo montaram trouxeram o pinheiro natural para dentro de casa, o menino espalhou os artigos decorativos pelo chão, rindo) Vocês penduram as bolinhas... [Eduardo] Ta mãe! (Dulce estava sentada no chão, fazia pequenos laços com a fita dourado e amarrava nas bolas vermelhas) Mãe, quero pendurar o ‘papais-noéus’ (O casal riu, Eduardo olhou intrigado) O que foi? [Dulce] O certo é papais-noéis. [Eduardo] Ahh... Tanto faz!! [Christopher] Não senhor... [Eduardo] Ta, ta. Posso pegar o pacote? (Dulce e Christopher continuaram sorrindo enquanto ele colocava os pequenos objetos na arvore) [Dulce] Esta muito concentrado, coloca um mais afastado do outro. (o menino obedeceu a mãe, e quando não acalcava, pedia ao pai que colocasse) Chris? [Christopher] Fala... (Dulce abriu uma caixa e entregou um anjo delicado a Christopher) Coloca no alto do pinheiro? (sem esforço ele esticou o braço e pousou o anjo dourado no topo da arvore, Dulce levantou-se para contemplar a arvore. Christopher passou a mão pelos ombros dela e sorriu) [Christopher] Esta linda! [Eduardo] Fui eu que fiz!! [Christopher] Estava olhando, arruma os presentes? (o menino jogou todos os presentes no chão, sem qualquer cuidado) [Dulce] Eduardo, não faça bagunça! (Christopher sentou para observar o filho, Dulce deitou e apoiou a cabeça nas pernas no marido, sentiu levemente os movimentos das filhas e sorriu) Durante a noite a família passeou pelo shopping, Eduardo ainda decepcionado com a notícia de que teria duas irmãs, porem depois da refeição em um ambiente calmo e aconchegante próximo ao shopping Dulce e Christopher conversavam com o filho que acabou entendendo a situação, chegaram em casa passado das onze horas, Sofia subiu para o quarto enquanto Dulce. Christopher e Eduardo sentaram na sala de estar. [Eduardo] Mãe, eu quero decorar o pinheirinho. [Dulce] Agora? [Eduardo] É mãe! [Dulce] Não esta um pouco tarde? (Eduardo olhou implorativo, Dulce cedeu. Christopher e Eduardo montaram trouxeram o pinheiro natural para dentro de casa, o menino espalhou os artigos decorativos pelo chão, rindo) Vocês penduram as bolinhas... [Eduardo] Ta mãe! (Dulce estava sentada no chão, fazia pequenos laços com a fita dourado e amarrava nas bolas vermelhas) Mãe, quero pendurar o ‘papais-noéus’ (O casal riu, Eduardo olhou intrigado) O que foi? [Dulce] O certo é papais-noéis. [Eduardo] Ahh... Tanto faz!!

[Christopher] Não senhor... [Eduardo] Ta, ta. Posso pegar o pacote? (Dulce e Christopher continuaram sorrindo enquanto ele colocava os pequenos objetos na arvore) [Dulce] Esta muito concentrado, coloca um mais afastado do outro. (o menino obedeceu a mãe, e quando não acalcava, pedia ao pai que colocasse) Chris? [Christopher] Fala... (Dulce abriu uma caixa e entregou um anjo delicado a Christopher) [Dulce] Coloca no alto do pinheiro? (sem esforço ele esticou o braço e pousou o anjo dourado no topo da arvore, Dulce levantou-se para contemplar a arvore. Christopher passou a mão pelos ombros dela e sorriu) [Christopher] Esta linda! [Eduardo] Fui eu que fiz!! [Christopher] Estava olhando, arruma os presentes? (o menino jogou todos os presentes no chão, sem qualquer cuidado) [Dulce] Eduardo, não faça bagunça! (Christopher sentou para observar o filho, dulce deitou e apoiou a cabeça nas pernas no marido, sentiu levemente os movimentos das filhas e sorriu) [Dulce] Espero que não estejam brigando. [Christopher] Hum? (olhando para Dulce) [Dulce] Elas estão se mexendo. [Christopher] Queria sentir (passou a mão pelo ventre dela enquanto a outra alisava os cabelos compridos e ruivos) [Dulce] Daqui alguns meses... (se inclinou na direção da boca dela, depositando um longo e carinhoso beijo) [Christopher] Te amo! [Dulce] Demais! [Eduardo] Mãe, Pai! [Christopher] Fala [Eduardo] Posso abriu meu presente? [Christopher] Nem pensar [Dulce] Só dia vinte e cinco! [Eduardo] Por quê? [Dulce] Porque o papai Noel vai entregar... [Eduardo] Ele não existe! [Christopher] Não acredita? Por quê? [Eduardo] Sofia disse que ele não! [Dulce] E só por isso crê nisso? (Eduardo pensou um pouco enquanto Dulce e Christopher se entreolhavam) [Eduardo] Acho que sim. Posso abrir o presente? [Dulce] Não! [Eduardo] Mas por quê? [Christopher] Porque na véspera todos vão ganhar presentes, menos você! [Eduardo] Ah... Deixa? Eu prometo que guardo depois que usar... (os pais riram) [Christopher] Não senhor!! Dulce levantou-se para atender a porta, porem ouviu os gritos da filha que já corria em direção a porta, já imaginava de quem se tratava, sorriu e voltou a sentar no sofá. Sofia entrou na sala seguida de Gabriel. [Dulce] (sorrindo) Oi Gabriel! [Gabriel] Oi... (passou a mão pelos cabelos e sentou ao lado de Sofia, que acabara de indicar o assento) [Dulce] Terminou os exames? [Gabriel] Sim, semana passada. [Dulce] Passou? [Gabriel] Sim. [Dulce] Que bom! Vai ao teatro com nos amanha? [Sofia] Sim ele vai! (Gabriel olhou para a menina confuso, Dulce sorriu.) [Dulce] Vou subir, qualquer coisa peçam para Amanda. (levantou-se da poltrona e subiu as escadas) [Gabriel] Eu vou com vocês? [Sofia] Você não quer? [Gabriel] É... É... Eu tenho vergonha. [Sofia] Não precisa, Matheus e Mi também vão, ai você senta com eles. (ela beijou rosto do menino e foi até o DVD) aluguei alguns filmes, quer assistir? (Gabriel assentiu, assim que Sofia ligou os aparelhos sentou ao lado dele. Amanda trouxe o bolo que acabara de tirar do forno. Gabriel prestava atenção no filme, mas o pensamento da menina não esta ali, Victor

iria para o Canadá um dia após o Natal, mesmo tendo certeza sobre seus sentimentos em relação ao amigo, sentia que uma parte de si seria arrancada, soltou um longo e desanimado suspirou e voltou atenção para o filme.) Christopher estacionou o carro na garagem e agradeceu por ter chegado em casa. O dia no hospital foi cansativo e difícil. Tudo o que desejava no momento era conversar com os filhos e descansar ao lado da mulher. Ao passar pelo corredor avistou Dulce com uma fita métrica nas mãos tirando as medidas do quarto, escorou-se na porta e sorriu. [Christopher] Muito trabalho? [Dulce] (eufórica) Estava preocupada, não atendeu o celular... Liguei durante a tarde inteira (abraçou o marido, e depositou um demorado beijo nos lábios dele, seguido por um sorriso aquecedor) Parece cansado... [Christopher] Preciso de um banho e de uma cama. Desculpa não ter retornado as ligações... [Dulce] Tudo bem, seu dia não deve ter sido muito bom... [Christopher] Não foi. Não me respondeu, o que estava fazendo? [Dulce] Ahh, estou escolhendo a decoração para o quarto das meninas. [Christopher] Já decidiu algo? [Dulce] Estava te esperando... (Christopher caminhou com ela até a cama, ela sentou nas pernas dele e pegou algumas revistas, mostrou as decorações que estavam marcadas ao marido) [Christopher] Muito rosa... [Dulce] Mas é bonito, podemos mudar a cor. [Christopher] Não me agradou muito. (Dulce passou a pagina e sorriu, adorou a decoração daquele quarto, os berços e o guarda-roupa tinham um aspecto antigo, os puxadores eram dourados, assim como os acabamentos dos moveis brancos) Muito apagado... [Dulce] É lindo Chris! Não quero algo pesado, seria interessante se fosse um quarto neutro. [Christopher] Mas é muito branco, não acha? (Dulce observou atentamente a figura e concordou) [Dulce] Talvez lilás... Não sei! [Christopher] Temos alguns meses para decidir. [Dulce] Tem razão. [Christopher] Como passou o dia? [Dulce] Bem, tenho um pouco de dor nas costas. [Christopher] Nem ao menos descansou, acertei? [Dulce] Não sobrou tempo, tive que buscar a roupa da Sofia, fui ao mercado e terminei de comprar os presentes. AH!! Também comprei meiazinhas, sapatinhos, vestidinhos... [Christopher] Inhas, inhos, inhos (ela sorriu e o beijou levemente) Quero ver! [Dulce] Só depois que eu matar toda saudades! (Disse passando a língua pela orelha dele, seguida de uma mordida) [Christopher] O que ta acontecendo contigo? (Dulce se levantou e ficou parada olhando-o ressentida) [Dulce] Ahhh desculpa se quero ficar ao lado do homem que amo. (Christopher balançou a cabeça e segurou o riso, Dulce saiu com pressa e entrou em seu quarto batendo a porta, ele apenas escutou o barulho e se levantou, ainda sorrindo. Entrou no quarto e foi até a esposa, que se despia no closet.) [Christopher] Dul... [Dulce] Hum? [Christopher] Ta braba? [Dulce] Não. [Christopher] Não fica assim, só achei estranho, você não costumar ser assim... [Dulce] Já pedi desculpas, não vai se repetir! [Christopher] Não estou reclamando, só que você esta insaciável... (Christopher não escondeu o sorriso ao lembrar da manhã que tivera, amara a esposa com tanto carinho, e não só uma vez. Só percebeu que estava sozinho quando ouviu a porta do banheiro ser fechada com raiva e força. Trancou a porta do quarto e entrou no banheiro, Dulce já havia ligado o chuveiro e passava a esponja pelo corpo.) [Christopher] Porque esta tão nervosa? O que aconteceu? [Dulce] Segundo meu marido, estou insaciável! [Christopher] Não foi isso que eu disse! [Dulce] Foi sim! [Christopher] Tudo bem, eu disse isso, mas não vejo que esse seja seu problema...(sorrindo) E muito menos odeio esse seu jeito, mas nunca foi assim. [Dulce] Desculpa, vou tentar me controlar! (ele sorriu, logo em seguida se despiu. Dulce não

pode deixar de notar como o corpo do marido era bonito, ainda mantinha os músculos bem delineados. Christopher entrou no box, ela tentou manter indiferença, mas quando sua intimidade foi pressionada pelo desejo explicito dele gemeu e se entregou ao beijo quente e molhado que lhe era oferecido, as mãos dele deslizaram pelos ombros até chegar ao seios, fazendo-a gemer. Dulce percorreu as costas largar com as pequenas mãos, até chegar a cintura, trazendo-as para o abdômen, passando as unhas por onde seus dedos tocavam. Christopher desceu as mãos até a virilha dela, sentiu as unhas cravarem em sua pele quando tocou na feminilidade, a expressão dela era dela denunciava todo prazer que lhe era proporcionado. Suspiros e gemidos altos ecoavam pelo banheiro a cada caricia, dulce se apegava aos lábios dele, como se aquilo pudesse aumentar a sensação que estava prestes a explodir, sentiu o corpo inteiro estremecer depois daquela explosão, desfaleceu nos ombros dele enquanto retornava a realidade. Christopher afagava os cabelos dela enquanto sentia o corpo dela respirar com dificuldade, segurou o rosto dela e a encarou.) [Christopher] Te amo, te amo! [Dulce] Também te amo. (sorriu envergonhada) Acho que exagerei, você tinha todo direito de recusar. (ele soltou uma gargalha, seguida de vários beijos nos lábios) [Christopher] Acho que nunca vou conseguir fazer isso! Te amo demais! (ela sorriu e apoiou o queixo no tórax dele, olhando para cima) [Dulce] Me desculpa? [Christopher] Tem algum problema? [Dulce] Não, só me irritei com o que disse! (ele a beijou com carinho, logo após ter mordiscado o lábio inferior dela, que gemeu baixinho e passou as mãos pelo abdômen dele.) [Christopher] Satisfeita? [Dulce] Nem perto de estar, só aumento ainda mais meu desejo por ti! [Christopher] (sorrindo) É? (ela apenas assentiu sorrindo, beijou-o com desejo enquanto suas mãos desciam até virilha dele, Christopher gemeu e a trouxe para mais perto, impossibilitando-a de continuar as caricias. Quando Dulce percebeu já estava nos braços dele, indo em direção ao quarto. [Dulce] Trancou a porta? [Christopher] Sim, espero que ninguém nos interrompa. (a deitou no centro na cama, Dulce sentiu a língua quente e molhada percorrer pelo pescoço, descendo até os seios, arrancando um gemido um pouco mais alto. Christopher acariciou as coxas dela com desejo, ela mordeu os lábios para segurar os sons que insistiam em ser emitidos devido a excitação. Com carinho ele a penetrou, os dois gemeram entre o beijo quente. Os corpos deslizavam em uma freqüência ritmada, juntos, explodiram de prazer, fecharam os olhos e deixaram-se levar pela sensação que tomava conta de seus corpos. Estavam suados e exaustos, porem mantinham um sorriso invejável nos lábios. Christopher descansou o corpo sobre Dulce e a beijou no pescoço.) [Dulce] Você esta esmagando a gente! (ele sorriu, girou para o lado e beijo a barriga já saliente dela) [Christopher] Te machuquei? [Dulce] Nem um pouco. (Christopher acariciava a barriga dela, um silencio se instalou ali, o coração já batia normalmente e a respiração já não era ofegante) [Christopher] Ta tudo bem mesmo? [Dulce] Sim, já disse! [Christopher] Esta muito nervosa, não acha? Algo te incomoda? [Dulce] Nada, não se preocupe! [Christopher] Mas concorda que se irrita facilmente (segurou a mão dela e distribuiu pequenos beijos) [Dulce] É ... Talvez. (Christopher sorriu e a pegou nos braços, caminhou até o banheiro) [Christopher] Toma banho comigo? [Dulce] E tem como negar um pedido desses? (ele sorriu e a beijou, depois de ter colocado ela no chão. Ligou a ducha e deixou que a água levasse o cansaço de seus corpos.) [Christopher] Que horas é apresentação da Sofia? [Dulce] Às oito. [Christopher] E as meninas como estão? [Dulce] Ótimas, se mexeram a tarde inteira, agora estão quietinhas. [Christopher] Já encontrou outro nome que te agradasse? [Dulce] Sim, hoje estava olhando uma revista sobre isso. Maria Eduarda? O que acha? [Christopher] Nome composto? [Dulce] (sorrindo) É! [Christopher] Não acha que as duas vão brigar por isso? [Dulce] Paciência... (os dois sorriram) você esta bem?

[Christopher] Um pouco cansado [Dulce] Só isso? [Christopher] Tem alguma duvida de que eu esteja plenamente realizado? (exibiu um sorriso sincero e a beijou com calma. Tomaram um demorado banho, vestiram uma roupa confortável e foram até a cozinha) [Amanda] Posso servir o jantar? [Dulce] Sim. [Christopher] Vou chamar as crianças... [Dulce] Chris? (ele parou e se virou) Gabriel esta aqui. [Christopher] Gabriel? Aquele da festa? [Dulce] É... [Christopher] Você permitiu? (ela assentiu com naturalidade) porque não me avisou? Que eu saiba a filha também é minha! O que pensa que esta fazendo [Dulce] Christopher, se acalma. Ele não é um maníaco não! Eles se gostam se não percebeu ainda! [Christopher] Esta louca? Sofia é uma criança ainda! Como pode ser tão irresponsável? [Dulce] (indignada) Chris?! [Christopher] Se acontecer alguma coisa a ela a culpa vai ser sua! [Dulce] Fala como se... (Dulce percebeu que não adiantaria discutir) esquece! Perdi a fome (passou por Christopher rapidamente e subiu as escadas, trancou a porta, pegou algumas revistas e sentou na cama.) Christopher jantou na sala, sozinho. As crianças ficaram junto com Amanda na cozinha. Depois da refeição ele entrou na sala de TV e sentou no sofá, sem falar nada. Sofia era indiferente, já esperava essa reação do pai, mas Gabriel não estava acostumado, parecia suar ao ver a expressão de Christopher. As crianças jogavam o ‘Jogo da Vida’, Sofia ajudava o irmão com o que ele desconhecia. A expressão de Christopher amenizou ao ver os três divertindo-se inocentemente, mas a cada troca de olhares entre a filha e o menino, o semblante se fechava, tornava-se suave a cada gargalhada das crianças. Refletiu um pouco sobre a atitude e chegou a conclusão de que estava errado. Subiu para o quarto, bateu na porta com paciência e chamou por Dulce até que ela abrisse.) [Dulce] Pode pegar seu pijama. [Christopher] Esta braba? (Dulce voltou a sentar na cama e continuou olhando as revistas.) Dulce, fala comigo! [Dulce] Quer que diga o que? (Sem tirar os olhos da revista, fingindo estar muito interressada em sua leitura. Christopher suspirou e tirou a revista das mãos dela) O que é agora? Sua filha foi estuprada? (ele sentou na cama e sorriu) [Christopher] Fiquei meio desesperado. Não sei como lidar com isso. [Dulce] Então não diga besteiras, ela queria ir na casa dele, eu não deixei, (irritada) disse pra convidá-lo para vir aqui em casa! [Christopher] O que mais me aborrece é o fato de você tomar decisões que dizem respeito a vida dela sem me consultar ou sem me deixar a par da situação. [Dulce] Achei que não fosse relevante, só isso. Vou cuidar para que não se sinta excluído, se você prometer não fazer escândalos toda vez que a ver com Gabriel ou qualquer outro menino. Sofia é responsável e já a alertei sobre todos os perigos... [Christopher] Olha ali, outra vez! Não vê que eu também quero ajudar? [Dulce] Sim, eu sei... Mas esses assuntos são delicados e... Ela se sente mais a vontade conversando com uma pessoa do mesmo sexo, entende? Vai chegar a hora do Eduardo, tenho certeza que ele não vai gostar muito que a mãe dele tome conhecimento de certas coisas... (sorriu antes de se acomodar de um lado da cama) [Christopher] Desculpa, não quis falar nada daquilo,... [Dulce] Sim, eu sei. Esta desculpado. (ele sentou ao lado dela e acariciou os braços) [Christopher] Não comeu nada, quer que eu traga algo? [Dulce] Não, só quero que fique comigo... (Christopher vestiu o pijama e se acomodou ao lado dela, passando os braços fortes pelo corpo dela)

Anahí acabara de amamentar a filha quando Alfonso entrou no quarto de Bianca, usava um terno azul marinho, a camisa mais clara. [Anahí] Só preciso tomar um banho rápido e me trocar, fica com ela? [Alfonso] Claro... (Anahí passou a criança para os braços dele, depois de ter acariciado as pequena mãos que se agarravam aos seus dedos. Enquanto ela se arrumava, Alfonso

brincava com a filha, balançava o chocalho e observava cada expressão da menina) [Anahí] Ela é linda! [Alfonso] Vocês são... (embalou a filha cantando uma musica suave, Bianca fechava as pálpebras e tornava a abrir, Anahí se aproximou e deu um pequeno beijo na testa da filha antes da menina cair no sono, Alfonso a colocou no berço e a cobriu com mais uma manta.) [Anahí] É melhor irmos, vamos chegar atrasados... [Alfonso] E Amanda? [Anahí] Acabou de chegar, esta na cozinha. [Alfonso] Não queria deixar ela em casa. [Anahí] Também não, esta tão frio, não tenho coragem... (os dois sorriam ao ver a filha mexer no travesseiro, dormindo.) [Alfonso] São os melhores presentes que podia ter recebido... Me arrependo tanto de não ter visto o quanto podia ser feliz ao seu lado! Amo você, amo vocês duas... [Anahí] Não me perdoaria se deixasse de te amar, nunca! Quero estar sempre ao seu lado, [Alfonso] Você estará! (Sutilmente, beijou os lábios dela, sorriram ao abrir os olhos, seguido de um abraço terno.) [Anahí] Vamos? (beijaram a filha, deram as mãos e passaram algumas recomendações a Amanda, depois da apresentação voltariam para buscá-las.) O teatro estava saturado, Sofia espiava pela abertura estreita da cortina, suas mãos suavam e seu corpo inteiro tremia. Antes da apresentação iniciar, todas as bailarinas permaneceram em uma sala confortável, umas revisando os últimos passos e outras caladas e de olhos fechados. Talvez, para algumas isso não fosse tão importante, mas para Sofia era um sonho que em breve podia se tornar realidade. Durante a apresentação, a menina deu o melhor de si, aquilo determinaria, mais tarde, o futuro dela. Depois de quase meia hora, as bailarinas se retiraram do palco. Sofia vestiu um casaco sobre o vestido e foi até os pais. Dulce e Christopher sorriram e abraçaram a filha. [Christopher] Você estava linda... [Sofia] Mesmo? Não errei nenhum passo? [Dulce] Foi perfeito!! (Dulce já deixava algumas lágrimas escorrerem) [Sofia] Tem certeza? [Christopher] Claro que temos! Porque tanta preocupação? [Sofia] Por... Por nada, pai! Vou falar com a Mi, depois volto! [Dulce] Não demora... (Dulce entregou uma sacola a Sofia, que se aproximou dos amigos que estavam sentados mais longe) [Milena] Que ‘bunitinha’ minha priminha! Parecia uma bonequinha de porcelana (apertando as bochechas de Sofia) [Sofia] (rindo) Para Mi! [Milena] (sorrindo) ok. [Sofia] O que achou? [Milena] Estava linda!! A mais linda! [Matheus] Puxa-saco! [Milena] Hoje tirou o dia pra me incomodar, não é? [Matheus] Só um pouco. [Milena] Então sossega antes que eu vá embora! (Matheus deu um breve selinho nela em seguida beliscou as bochechas dela) [Sofia] Oi Gabi! (abraçou o menino, em seguida deu um beijo na bochecha) [Gabriel] Oi pequena, esta linda! (sorrindo) Gostei muito! [Sofia] Obrigada! Oi Vi, tudo bem? (cumprimentou o amigo com beijo no rosto) [Victor] Parabéns... (Ela sorri em resposta) eu tenho que ir... Será que podemos conversar antes? [Sofia] Sim... Eu... (olhou para Gabriel que não demonstrava muita satisfação com aquilo) Já volto... (Sofia e Victor subiram para o andar superior do teatro e sentaram-se na escada) Um longo silencio se instalou ali, Sofia abraçou os joelhos e sem olha-lo resolveu falar. [Sofia] Quando você vai? [Victor] Viajo depois de amanha pra Califórnia, vou ficar com meus avós e depois pra Ottawa. [Sofia] Não volta mais antes de suas aulas começarem? [Victor] Acho que não, meus pais tem muito trabalho não vão me deixar vir sozinho. [Sofia] (triste) Sim... [Victor] Antes de ir eu queria te dar uma coisa... (Pela primeira vez Sofia atreveu-se a encarar o amigo, com lagrimas quase escorrendo. Victor abriu uma caixinha e tirou uma delicada pulseira de prata, decoradas com algumas borboletas) Foi minha mãe que ajudou a

escolher, não queria ir... Ela disse que a gente não vai ficar muito tempo por lá, mas não queria que você esquecesse da nossa amizade. [Sofia] Claro que não vou... Guardei o seu endereço, mamãe falou que posso ir te visitar um dia desses. [Victor] Eu vou esperar! (os dois sorriram) [Victor] Eu vou esperar! (os dois sorriram) [Sofia] Também comprei algo pra ti, espero que toda vez que escutar lembre de mim... (Sofia havia comprado um CD da banda favorita dele: Blink-182. Entregou o pacote a ele que se desfez rapidamente.) [Victor] (surpreso) Não acredito! O único CD que faltava... Obrigada! [Sofia] Só espero que me convide pra ir a um show deles, se houver algum. [Victor] Quem sabe né... Ainda tenho esperanças de que aquelas três façam mais um show... Queria tanto ir! [Sofia] Eu também! (Mais uma vez ficaram em silencio, depois de alguns instantes o celular dele tocou, atendeu e trocou algumas palavras com a mãe) [Victor] Eu preciso ir, estão me esperando pra ceia de Natal... [Sofia] Então... Boa viagem! E vê se não esquece de mim! [Victor] Não vou, não! A gente se fala, logo que minha net for instalada a gente conversa! [Sofia] É... [Victor] Vou sentir sua falta. [Sofia] Eu também (Se abraçaram durante alguns instantes, e apenas se soltaram porque ele precisava ir. Apesar de Victor nutrir um sentimento de amor por Sofia, sempre teria a menina como sua melhor amiga, aquela que desde a infância dividiu inúmeras tardes de diversão. Trocaram um ultimo sorriso e Victor foi embora. Sofia guardou a pulseira que o amigo havia lhe dado no bolso do casaco, chorou por alguns minutos e desceu as escadas ao encontro de Gabriel.) [Gabriel] Ele já foi? [Sofia] Sim... [Gabriel] Quer falar sobre isso? [Sofia] Melhor não, afinal ele só vai até o Canadá. [Gabriel] É. [Sofia] Esta brabo? [Gabriel] Um pouco... Às vezes acho que você gosta dele. [Sofia] Claro que gosto, como amigo... [Gabriel] Tem certeza? [Sofia] Gosto de você, não esta claro ainda? [Gabriel] Desculpa, mas às vezes tenho medo, sabe... [Sofia] Já disse que Victor é só meu amigo, não tem porque ficar assim! [Gabriel] Tem razão. (ficou na posta dos pés para alcançar os lábios dele) Te adoro! [Sofia] (sorrindo) Eu também, pensando nisso resolvi te dar uma chance, não sei se vai gostar do meu presente... (Entregou a ele uma caixa retangular vermelha.ele sorriu e desfez o laço branco, abrindo a caixa. Dentro havia chocolates de todos os tipos, um CD, e um livro: Senhor dos Anéis, a obra completa. Gabriel exibia um sorriso sincero e surpreso, há tempo queria o CD do Oasis e o livro, abraçou Sofia e distribuiu beijos pela face da garota) [Gabriel] Obrigada, eu realmente... Não esperava! [Sofia] Sabia que ia gostar! Matheus me ajudou... [Gabriel] Me lembre de agradecer ele também... [Sofia] Vou lembrar! (Sem perceber os dois caminharam para fora do teatro, Gabriel abraçou a menina quando chegaram a calçada, alguns minutos passaram então ele entregou a ela uma pequena sacola, suficientemente grande para caber um perfume. Sofia soltou o laço vermelho que lacrava a sacola e se desfez da caixa, observando o frasco atentamente. [Sofia] Isso deve ter custado... Muito caro! [Gabriel] Pensei bem e percebi que merecia... (Disse num tom divertido, fingindo que a menina em sua vida não significava nada) [Sofia] Seu idiota! Sei que sou muito,muito importante! Não adianta negar! [Gabriel] Ok, a Sofia convencida resolveu dar as caras por aqui. [Sofia] Só estou te ajudando a ver como gosta de mim! [Gabriel] Ninguém precisa me fazer ver isso. Te adoro. [Sofia] Chato! (Deu um demorado beijo nele e o abraçou) adorei o presente! Obrigada. (Gabriel a envolveu com mais força entre seus braços e beijou a bochecha dela. Avistou o carro de sua mãe e olhou para Sofia) [Gabriel] Preciso ir, minha mãe já esta ai... [Sofia] Certo... A gente se vê nas férias?

[Gabriel] Sim, depois que eu voltar. E vou te ligar toda semana. [Sofia] Se esquecer vou ficar braba! (Disse apontando o dedo para ele) [Gabriel] Eu já disse que não vou esquecer! Feliz Natal! [Sofia] Feliz Natal! (Seus lábios se encontraram num beijo terno e demorado, sorriram quando se afastaram.) vou sentir sua falta. [Gabriel] Eu ainda mais. [Sofia] Nem vai! [Gabriel] Vou sim! (um ultimo beijo aconteceu e Gabriel se afastou, Sofia esperou ele entrar no carro e se virou para entrar no Teatro quando viu Matheus e Milena fazendo algumas caretas, se aproximou rindo) [Milena] Credo, não tinha outra maneira de se despedir não? (imitando o casal) “Vou sentir sua falta.” “Eu ainda mais.” “Nem vai.” [Sofia] Para de implicar, aposto que você é pior! [Milena] Vocês dois me deixa enjoada! Mas... O que você ganhou? [Sofia] Um perfume, “Angel” [Milena] E ele gostou do presente? [Sofia] Sim, obrigada pela ajuda Matheus! [Matheus] Quando precisar... [Sofia] Vai passar Natal com nós? [Matheus] Não, minha mãe esta vindo me buscar. [Milena] Não foi por falta de convite! [Matheus] Não quero deixar minha mãe sozinha. [Sofia] Mas passa só voce e sua mãe? [Matheus] É... Alguns amigos dela, nem sei direito quem são... (Sofia abriu a boca para perguntar alguma coisa, mas ficou calada. Dulce e Karen se aproximaram sorrindo e conversando enquanto os outros caminhavam a passos mais lentos) [Karen] Vamos? [Milena] A gente vai esperar a mãe do Matheus. [Karen] Não quer que a gente te leve? [Matheus] Ela esta ali, não precisa. (Dulce revirou os olhos, Karen olhou na direção que o menino apontava e perdeu a fala instantaneamente.) [Karen] Ela é sua mãe? [Matheus] É... [Karen] Eu não acredito! [Milena] Mãe? Você ta bem? [Karen] Sim, eu não sabia que Luiza era mãe do Matheus. Voce sabia Dulce? [Dulce] Sim. [Luiza] Karen! (Disse com naturalidade, abraçando a ex-cunhada) como vai? [Karen] Oi, eu... Vou bem e você? [Luiza] Bem! Estava ansiosa pra te encontrar, precisamos conversar! (deu as costas para Dulce, fingindo a existência dela) já sabe onde vai passar final de ano? [Karen] Eu? Eu... Com meu irmão e a Dulce. [Luiza] Ahhh queria tanto que fossem a minha festa! [Karen] Realmente não vai dar, já marquei com eles e minha mãe vem pra cá. [Luiza] Tia Alexandra? Quero tanto vê-la! Acho que desde separação que não a vejo! Diga que quero passar um dia com ela! [Karen] Pode deixar... (Matheus despedia-se de Milena enquanto Luiza continuava a fazer convites a Karen, sempre excluindo Dulce, que revirava os olhos.) [Matheus] Vamos mãe? [Luiza] Claro... (Mãe e filho se despediram e caminharam até o carro preto do outro lado da rua) [Karen] Eu não consigo acreditar! Ela era mesmo? [Dulce] É! [Sofia] O que tem ela tia? (Olhou para Dulce e deixou que ela respondesse) [Dulce] Prima da sua tia. [Sofia] Prima? Mas a Mi e o Matheus... [Dulce] É parente distante. [Milena] Matheus é adotado. [Sofia] Eu não sabia... (Dulce e Karen caminharam até o carro) [Dulce] Senti vontade de pular no pescoço dela. [Karen] Ela sempre foi assim. [Dulce] E eu não sei? [Karen] Ao sabia que ela tinha voltado.

[Dulce] Voltou e parece não querer me deixar em paz. É dona de metade do hospital que ajudei a construir. Faz de tudo pra todos saberem que é ex-mulher do Chris. [Karen] Às vezes sinto pena, ela é um pouco.... Confusa. [Dulce] Pra mim ela sabe muito bem o que quer. [Karen] Não acredito que ela queira meu irmão. E se quiser não poderá fazer nada. [Dulce] Espero que não haja mais desculpas pra ela tirar ele de mim. [Karen] Não terá. Chris não é mais tão bonzinho. Acredite em mim, ele não deixaria a família que tem por nada. [Dulce] Eu acredito. A casa de Dulce estava minuciosamente decorada com artigos natalinos, papais-noéis, anjos e flores tornavam o ambiente mais aconchegante. Jantaram todos reunidos em uma grande mesa que havia sido colocada na sala e decorada com toda dedicação possível. Após a ceia, reuniram-se na sala e relembraram alguns dos momentos que marcaram suas vidas, Sofia e Milena escutavam atentas as historias de quando os pais e os amigos eram mais jovens. Angelique sentiu-se mal e foi levada ao quarto de Sofia, descansou por alguns minutos, enquanto Derrick a observava. Ameaçou se levantar e ele a impediu. [Angelique] Faz tempo que esta ai? [Derrick] Desde que adormeceu... Esta tudo bem? [Angelique] Sim, acho que estava muito eufórica, ajudei a Dulce a tarde inteira. [Derrick] Quer ir para casa? [Angelique] Não, estou bem melhor, acho que precisava descansar, apenas. [Derrick] Nosso pequeno como vai? (pousou a mão sobre a barriga dela, a beijou na testa) [Angelique] Bem! Não vejo a hora que nasça. Acho que vai ser parecido com voce. [Derrick] Espero mesmo que seja comigo, imagina se for igual a mãe... [Angelique] Derrick! [Derrick] Sabe que é linda! (Beijou o dorso da mão de Angelique e sorriu) Nunca imaginei que alguém pudesse me fazer sentir tão bem, antes de te conhecer achava que todas as mulheres me fariam sentir as mesmas sensações, mas voce... É sem explicação! [Angelique] Porque esta me falando isso agora? [Derrick] Achei que seria interessante saber... Voce é linda, não digo fisicamente... suas ações, seus sentimentos fazem me sentir vivo, eu te amo. Hoje e eternamente! Voce, nosso filho e os próximos que nascerem! (Derrick secou as lagrimas que escorriam pela face da esposa e a beijou com ternura) [Angelique] No inicio achei que nosso namoro não ia dar em nada, foram tantos desentendimentos que eu cheguei a ponto de desistir, iria me culpar pelo resto dos meus dias se isso tivesse acontecido. Voce é o melhor, voce e meu bebe são o melhor que a vida podia ter me oferecido! Também te amo, obrigada por me dar esse filho, pelo seu amor! (Beijaram-se com amor e juntaram-se aos amigos, na sala.) As ultimas semanas haviam sido um verdadeiro inferno para Jack e Fernanda, brigavam por qualquer besteira. Pela primeira vez estavam tendo uma conversa civilizada, estavam sentados nos balanços que havia no quintal da casa. Olhavam estrelas, procurando palavras para pedir desculpas e refletir sobre a decisão que cada um havia tomado durante os últimos dias. Fernanda fez menção em falar, mas calou-se. [Jack] Acho que temos muito pra conversar... (ela apenas assentiu, calada) não sei se pensa o mesmo... Nossa relação esta um pouco... Hum... [Fernanda] Complicada. [Jack] Então concorda? [Fernanda] É, acho que não é muito saudável brigar a toda hora, [Jack] Cobrar atenção que não podemos dar a todo instante... E sentir ciúmes de tudo e de todas. [Fernanda] Acho que não conseguimos ter uma vida sem deixar que o trabalho tome conta de nossa relação. Não sei o que fazer. Sei que sou exigente e às vezes é difícil conviver comigo, mas não posso levar toda culpa de a gente não ter dado certo... [Jack] Não estou te culpando, sei que também colaborei pra que tudo chegasse a esse ponto... e não acredito que tenha algum culpado. É difícil ter alguém quando voce trabalha demais. [Fernanda] Eu sei, eu sei. A verdade é que nenhum dos dois esta preparado pra ter alguém. [Jack] Tem razão... Penso que será melhor assim, não estou feliz com essa situação, gosto muito de voce, mas acho que é insustentável! [Fernanda] Definiu corretamente: insustentável. Não gostaria que nossa relação tivesse fim. Por mais que não goste de admitir, mas eu te amo, eu te amo. Não quero viver assim... Não

quero! (Jack a abraçou de uma forma carinhosa, enquanto beijava e afagava os cabelos dela.) [Jack] Promete que não vai mais brigar comigo por causa de táxi, elevador e afins? (ela soltou uma gargalhada e retribuiu o abraço) [Fernanda] Vou tentar, nunca se sabe quando meu humor vai mudar! (conversaram durante mais alguns minutos sobre qualquer assunto antes de voltar a sala) Passara quase meia hora depois da meia-noite, os amigos já tinham trocados os presentes. Maite observava marido e filho brincando com um carrinho de controle remoto, Christian ensinava ao filho como manusear o brinquedo, os dois se pareciam muito, a maneira de puxar a calça quando estava caindo ou de arrumar a camisa quando estava desarrumada. Sorriu ao ver como os dois divertiam-se, apesar da diferença de idade entre pai e filho, Christian parecia tão etretido com o carrinho quanto o filho. Maite se aproximou e abraçou o marido com ternura, quase chorando de felicidade. [Christian] Hey! O que foi? [Maite] Nada, estava olhando vocês dois... [Christian] Tem algum problema? [Maite] Não, nenhum. Apenas estou feliz, voce o ama. [Christian] É claro que amo, achou por acaso que... [Maite] Não claro que não! Só fiquei comovida ao ver vocês dois, voce parecia mais amigo do que pai. São tão parecidos! (o casal se virou para olhar o filho, que tentava controlar o carrinho sem que ele batesse nos moveis e cadeiras da sala) ele é perfeito! [Christian] Lembra quando ele saia do berço pelo espaço no estrado? [Maite] (sorrindo) Fiquei semanas tentando descobrir como ele escapava... Tenho saudades daquele tempo! [Christian] Não esta feliz? [Maite] Claro que estou, apenas queria... (olhou para o filho) nada. [Christian] Mai? O que foi? [Maite] Nada, Christian. [Christian] Maite... [Maite] Eu queria outro filho. (Christian a beijou e sorriu ternamente, abraçando-a) [Christian] Pensei nisso nos últimos dias, também sinto saudades... É uma sensação que eu gostaria de experimentar novamente! [Maite] (esperançosa) Então acha que podemos tentar? [Christian] Sempre achei que quisesse apenas um filho. [Maite] Também pensava isso, mas é tão bom. Queria uma menina.. [Christian] Com o rosto da mãe... Também gostaria de uma menina, ficarei feliz com o que voce me der! (Maite sorriu e depositou um pequeno beijo nos lábios dele) Dulce não pode deixar de notar os olhos tristes da filha durante a noite, se perguntou se algo havia magoado a menina, suspirou e sentou ao lado de Sofia. [Dulce] O que foi? Não gostou do presente? (olhou o Motorola rosa pink que a menina jogava de uma mão para outra) não era esse o modelo? [Sofia] Era esse sim, obrigada mãe! (sorriu timidamente) [Dulce] Então, o que foi? [Sofia] Nada... [Dulce] Nada? Pra mim tem alguma coisa! (deu espaço para a filha falar, mas vendo que Sofia não contaria nada continuou a falar) Brigou com alguém? [Sofia] Não é nada mãe! [Dulce] Como não? Esta com esse olhar de peixe morto e diz que não aconteceu nada? Se não quiser falar sobre isso tudo bem, mas não me diga que não tem nada! [Sofia] Victor já foi embora, só isso! [Dulce] Já conversamos sobre isso, nas férias se quiser ir até o Canadá eu e seu pai vamos junto... Não é o fim do mundo, [Sofia] Sim, sei que estou exagerando. [Dulce] Sei que é seu melhor amigo, estiveram juntos por quase nove anos, mas nem sempre as coisas acontecem do modo que gostaríamos, tem que aprender isso, quanto antes melhor. Quem sabe daqui alguns anos ele não esteja no México novamente... Assim como você pode estar em outro lugar. [Sofia] Como assim? [Dulce] Gosta mesmo de dançar? Acha que conseguiria fazer isso pela vida inteira? [Sofia] É claro mãe! [Dulce] Tem certeza? Faria isso dez horas por dia durante toda sua vida? Sem enjoar? [Sofia] Sim!

[Dulce] Foi o que pensei. Sua professora de Ballet veio falar comigo e com seu pai, A Royal Ballet School abriu vagas para novos talentos, ela sugeriu que mandássemos alguns vídeos para Londres... Caso eles gostem, irá para lá fazer os testes. [Sofia] (eufórica) Mãe? Você tem certeza do que ta dizendo? [Dulce] Calma, não conversei com seu pai sobre isso. Caso passe nesse teste terá que morar lá. É uma grande responsabilidade, terá que obedecer a regras rígidas, ficará longe de nós... Não sei se esta pronta pra encarar isso, agora. Entende onde quero chegar? É nova demais para ser privada de algumas coisas, gostaria que pelo menos acabasse o Ensino Médio, não concorda? [Sofia] Não sei mãe, acho que sim. [Dulce] Depois conversamos melhor. (beijou a testa da filha e levantou-se, caminhou até Christopher) [Dulce] Contei a ela. (Christopher olhou para filha) não quero que vá. [Christopher] E ela? [Dulce] Ficou muito feliz, ela quer ir. [Christopher] E você duvidava disso? [Dulce] (desanimada) Sempre tem uma esperança... [Christopher] Você me lembra a sua mãe... Quer que ela faça medicina não é? [Dulce] Eu... Gostaria. [Christopher] Mas é um sonho seu, já realizou. Deixa ela fazer o que gosta... [Dulce] Eu sei, mas... [Christopher] Dulce, parece que não aprendeu com o que sofreu, viva brigando com sua mãe por causa disso. [Dulce] Sim... [Christopher] Esquece, se ela quiser ir quando terminar de estudar pode ir... [Dulce] (triste) Talvez esteja certo. (Christopher sorriu, Eduardo se aproximou com uma caixa nas mãos, com Leonardo ao lado.) [Eduardo] Pai, instala pra nós? [Christopher] Vamos lá! (Caminharam até a TV, Christopher pegou o manual e leu as instruções, após ter instalado o eletrônico, sentou-se no sofá e pegou um dos controles.) [Eduardo] O que vai fazer? [Christopher] (animado) Vou jogar! [Eduardo] Pai! Você é velho... Não pode! (Christopher levantou as sobrancelhas antes de ficar assustado, os dois meninos e os amigos riram) [Eduardo] (rindo) Daqui uns dias vai ficar com o cabelo branco também! [Jack] É Chris, acho que não tem espaço pra voce ali! [Christopher] Quando ele for dormir eu brinco com essa coisa ai... (Dulce revirou os olhos, sorrindo. Christopher levantou do sofá e caminhou até a esposa) Acha que sou velho também? [Dulce] Um velho bem, bem jovem! (sorrindo) Vai me trocar pelo novo brinquedinho? (passou as mãos pelo pescoço dele, antes de lar um selinho molhado e sensual, ele quase soltou um gemido) [Christopher] Não acha que tem muita gente aqui pra me provocar dessa maneira? [Dulce] Ok, foi um impulso. (ele sorriu, abraçou-a pela cintura) [Christopher] Tenho um presente pra você! (a puxou até a árvore de natal e pegou uma pequena sacola e tirou um estojo retangular de veludo preto, abriu o objeto e tirou uma fina pulseira de ouro branco, com quatro pingentes.) Se depois de Sarah e Maria Eduarda você resolver ficar grávida novamente podemos colocar outro pingente aqui! (Dulce olhou para as mãos dele que colocavam a pulseira em seu braço com os olhos mareados) [Dulce] (emocionada) É linda Chris! Foi o presente mais bonito que ganhei! (observou os pingentes em forma de meninas e meninos, Sofia e Eduardo com a data de nascimento, e os outros dois apenas com o nome de Maria Eduarda e Sarah) [Christopher] Depois que elas nascerem eu mando colocar a data de nascimento. [Dulce] Obrigada! Também comprei um presente pra você... Não sei se vai gostar.. (se abaixou para pegar a ultima sacola que sobrara, e entregou a ele) promete que não vai ficar brabo? [Christopher] Tem motivos? [Dulce] Eu acho que esta muuito acima do que posso gastar, mas você merece! Se quiser pode ir trocar... (Christopher olhou desconfiado e pegou o presente dentro da sacola, abriu a caixa de couro e arqueou as sobrancelhas, surpreso.) [Christopher] Você é maluca? Tem noção de quanto isso custa? [Dulce] (receosa) Ficou brabo? [Christopher] (sorrindo) Não claro que não, é maravilhoso, mas não precisava! (Christopher

tirou o ‘Rolex’ da caixa e colocou no pulso, observou cada detalhe do presente.[Relógio:http://img505.imageshack.us/my.php?image=rolexky1.jpg] [Christopher] Sabe que não precisava... [Dulce] (sorrindo) Já disse que você merece! Gostou mesmo? Não ficou brabo? [Christopher] Claro que gostei, já tinha olhado alguns modelos e... Obrigada! (Dulce o abraçou quase chorando, ele ficou confuso) o que foi? Disse algo de errado? [Dulce] (sorrindo) Não sei se já te falei, mas não custa relembrar... Eu te amo! (Ele sorriu e se afastou dela para segurar o rosto delicado) [Christopher] Eu também e muito! Conversei com a Karen antes... Por nada e por ninguém eu deixaria você e meus filhos! Entende? [Dulce] Às vezes acho que é um sonho, que a qualquer momento vou acordar e estar na Suiça sozinha com Sofia... [Christopher] Te garanto que isso não vai acontecer, nem em sonho seria tão perfeito, só pode ser real! Era madrugada, Dulce descia as escadas com dificuldade, não conseguia achar uma posição confortável para dormir, levantou e foi até a cozinha, procurou pela torta de morango e chocolate que a empregada havia feito no dia anterior, mas não encontrou. Vasculhou os armários em busca de um alimento que saciasse sua vontade mas não encontrou, sentou na sala e assistiu TV por alguns minutos, até se cansar. Voltou para o quarto e sentou ao lado do marido. [Dulce] Chris? Acorda! [Christopher] (assustado) Vai nascer? (Dulce riu) [Dulce] Não tem mais aquela torta que a Doka fez. [Christopher] (sonolento) E daí? [Dulce] Eu quero comer. (Christopher ligou o abajur e consultou o relógio, voltou a olhar para ela) [Christopher] Dulce, são três e meia. [Dulce] Sim, eu sei. Mas não consigo dormir. [Christopher] Eu vou fazer um chá... [Dulce] Não, eu quero a torta! [Christopher] Nao tem nada aberto agora. [Dulce] Tem sim, aquela padaria 24h. [Christopher] Mas fica do outro lado da cidade, vou demorar quase uma hora pra ir e voltar. [Dulce] Não vai, não tem ninguém na rua essa hora. [Christopher] Dulce, quer mesmo essa torta? [Dulce] Quero! [Christopher] Me lembre disso na próxima gravidez. Deita ai que vou comprar o que você quer. (Christopher levantou com preguiça e vestiu a primeira roupa que encontrou no closet, Dulce ligou a luz do quarto e pegou uma revista) quer mais alguma coisa? [Dulce] Traz uma Coca. Não, não Sprite. [Christopher] Não gosto que tome essas porcarias... [Dulce] Só um golinho... [Christopher] Ok. (Christopher ia saindo do quarto quando Dulce o chamou) [Dulce] Chris? [Christopher] Fala... [Dulce] Te amo! (Ele sorriu, foi até ela e deu um beijo demorado e carinho) [Christopher] (sorrindo) Também te amo! Não demoro. (Beijou a testa dela e saiu de casa) Dulce desceu até a sala após ter escutado a barulho do carro, deitou-se no espaçoso sofá e ligou a TV, parou em um canal de desenho animado, acabou adormecendo e só acordou devido ao pesadelo, assustada e quase chorando certificou de que a bolsa não tivesse rompido nem as contrações iniciado, suspirou aliviada. Ouviu o barulho do carro entrando na garagem e sentou-se no sofá. Christopher entrou em casa, serviu um pedaço da torta em um prato e um pouco de refrigerante e saiu da cozinha, ouviu o barulho da televisão e foi até a sala. [Christopher] Acordada? [Dulce] Trouxe o que queria? [Christopher] Sim senhora! Trouxe mais algumas coisas, caso fique com vontade... [Dulce] Esse é meu marido! (Christopher acendeu as luzes e sentou ao lado dela, depois de deixar o prato e copo na mesa de centro) [Christopher] Esta suada, o que foi? [Dulce] Sonhei que as gemes nasceram mortas... (disse quase chorando) [Christopher] Foi só um pesadelo, sabemos que estão bem! Daqui seis semanas elas estarão aqui e serão lindas como você!

[Dulce] Falta tão pouco... Mas acho que vão resolver vir antes da hora. [Christopher] Espero que completem 38 semanas. [Dulce] É... (Christopher estendeu a ela o prato) Só isso? [Christopher] Só pra matar vontade, pequena. [Dulce] É, fazer o que! (Dulce comeu a torta quase de olhos fechados, deliciando-se) mais um pedacinho... [Christopher] Não, assim ta bom... (bocejando) Parece criança! [Dulce] Cansado? [Christopher] Um pouco, vamos dormir? [Dulce] Não consigo... [Christopher] Vamos subir então, esse sofá é desconfortável. (Christopher desligou a TV, segurou a mão da esposa e juntos foram para o quarto.) Quer que prepare um banho? [Dulce] Não precisa se preocupar, vai dormir, amanha tem que trabalhar... [Christopher] Não vou te deixar sozinha... [Dulce] Mas Chris... [Christopher] Não discute, Dulce! (entraram no banheiro, Christopher ajudou ela a tirar a roupa e beijou a barriga dela) você é linda! [Dulce] Você ta me mimando demais, tem certeza que não quer ir dormir? [Christopher] To perdendo a paciência... [Dulce] Eu sei, mas fico preocupada contigo... (quase chorando) Esta casando e eu não te deixo em paz... [Christopher] Sabe que gosto de tudo isso, é maravilho cuidar de você, mesmo estando cansado! [Dulce] Nem sei o que faria sem você. Se soubesse que não era nada do que pensava nunca teria te tratado mal (ele riu, depois passou as mãos pelos ombros dela) [Christopher] Vamos Dulce, isso faz quase vinte anos! [Dulce] Eu sei, eu sei... [Dulce] Toma banho comigo? (mesmo sabendo que pela manhã mal conseguiria conter o cansaço não negou o pedido da esposa, sorriu e respondeu imediatamente) [Christopher] Me prometa que vai descansar amanhã! Mas amanha chegam os moveis do quartinho das meninas... [Christopher] Que horas chegam? [Dulce] À tarde. [Christopher] Até lá prometa que não vai inventar nada para fazer! [Dulce] Eu fico entediada, queria continuar trabalhando... [Christopher] Teimosa! [Dulce] Não é você que fica o dia inteiro sem nada pra fazer agüentando dor nas pernas, nas costas e todo lugar que possa imaginar! [Christopher] Calma, estava brincando. [Dulce] Brincadeira tem hora, CHRISTOPHER! [Christopher] Estar grávida deve ser um saco mesmo (falou para provocá-la, quase sorrindo) a sua principalmente... Fica o dia inteiro na piscina, faz yoga, acupuntura, massoterapia... [Dulce] Só me responde uma coisa... (Christopher fez sinal para que prosseguisse) Quer dormir no sofá? (os dois sorriram juntos, ele segurou o rosto dela com carinho, antes de dar um beijo que mexeu com todos os instintos dela) [Christopher] Quero dormir com você! [Dulce] Tem certeza que quer dormir? (perguntou maliciosamente) [Christopher] Não quero te machucar [Dulce] Não vai! (passou as mãos sob a camisa, o corpo quente dele a fez querer ele dentro de si) Sinto saudades... [Christopher] Mais alguns meses... [Dulce] Eu não agüento até lá! (tirou a camiseta dele, passou os lábios pelo tórax, fazendo-o gemer. Christopher subiu as mãos até os seios, tomando o mamilo entre os dedos, massageando-os com delicadeza, Dulce quase desfaleceu nos braços dele) [Christopher] Tem certeza? (ela não se preocupou em responder, roubou um beijo ousado, que foi correspondido com a mesma intensidade) Dulce abriu a calça jeans que escorreu pelas pernas do marido, percorreu o corpo dele com as mãos ágeis e delicadas, fazendo ele gemer muitas vezes e morder os lábios dela. Mesmo casados não deixaram que a paixão um pelo outro apagasse, mantinham a chama sempre acesa, cada ação e palavra demonstrava o amor e afeto que sentiam um pelo outro. Fizeram amor até a exaustão de seus corpos transparecerem. O sol nascia e entrava pela abertura da cortina e refletia nos corpos nus expostos na cama. Dulce repousava sobre o peito do marido, que enrolava as mexas no dedo.

[Christopher] Esta tudo bem ai? (disse acariciando a barriga quase insustentável dela) [Dulce] Sente? (Referindo-se as gêmeas que se mexiam em seu ventre) [Christopher] Uhum, não vejo a hora de cuidar dessas duas pequenas pestinhas. [Dulce] Acho que vão dar trabalho... [Christopher] Não sente dor? [Dulce] Não, mas estou começando a ficar com sono. [Christopher] Durma, precisa descansar. (acariciando a cabeça dela.) vou tomar banho... [Dulce] Desculpa, não queria que ficasse acordado... [Christopher] Vamos Dulce, foi muito melhor que uma boa noite de sono. Estava com saudades! (ela sorriu satisfeita com a declaração) não te machuquei? [Dulce] Nem um pouco! Foi muito carinhoso... (ele a beijou de uma forma carinho, levantou e cobriu o corpo dela.) se eu estiver dormindo a hora que sair, me acorda? [Christopher] Vou pensar... (ela sorriu e o puxou para um longo beijo) [Dulce] Te amo! [Christopher] Eu também, demais! (Sorriu e entrou no banheiro,) Christopher tomou um banho demorado para livrar o sono, escovou os dentes e fez a barba, Quando voltou ao quarto, Dulce dormia como ele havia deixado, acomodada entre os travesseiros, vestiu uma roupa e deitou ao lado dela, distribuindo leve beijos e caricias para não acordá-la. Verificou se todos os acessórios estavam na maleta, escreveu um bilhete e colou no espelho do banheiro. Despediu-se da mulher com um beijo nos lábios, saiu do quarto e fechou a porta. Sofia e Eduardo brigavam pelo ultimo pedaço de panqueca que sobrara. [Christopher] Quem sabe se vocês dividirem será melhor... Sofia, não tem mais idade pra isso. [Christopher] Estão prontos? [Sofia] Só falta escovar os dentes! [Christopher] Se apressem, estou atrasado. (As crianças subiram as escadas e Christopher foi para a garagem, abriu o portão e eletrônico e ligou o carro. Poucos minutos depois estava em frente ao colégio dos filhos. Despediu-se com um beijo em cada um, esperou que entrassem na escola e dirigiu até o hospital. Seria um longo dia. Encontrou Belinda logo na recepção, mudou o rumo do caminho, mas não foi possível despistá-la, logo se encontrava atrás dele.) [Belinda] Dia ruim? [Christopher] (animado) O dia mal começou. [Belinda] Parece cansado. [Christopher] Não me incomoda, estou bem! [Belinda] Quando suas filhas nascerão? [Thays] Doutor Uckermann? (ouviu a secretaria chamar atras dele, virou-se) [Christopher] Sim, Thays... [Thays] Emergência, na UTI Neonatal... [Christopher] Ta, obrigada (Christopher não se preocupou em se despedir de Belinda, andou com pressa pelo corredor) [Belinda] Vai almoçar em casa? [Christopher] Não, vou almoçar com a minha família num restaurante aqui perto. (Mentiu. Belinda queria continuar falando, mas ela já havia desaparecido.) [Eduardo] Vocês dois são muito ruins heim! [Sofia] Deram sorte! [Eduardo] Mentira, vocês são dois tapados. Ainda bem que mamãe é inteligente! [Sofia] Você é um chato! [Dulce] Ok, chega de discussão. Hora de dormir... [Eduardo] Mãe, vai passar um filme, quero assistir! [Dulce] Não senhor, já são dez horas. Eu alugo pra você amanha. [Eduardo] Ta... [Eduardo] [Dulce] Fez todas as tarefas? [Eduardo] Sim, faltou só o trabalho. [Dulce] É mesmo, me esqueci. [Eduardo] Não tem problema, não é pra amanha... (Dulce subiu com o filho, ajudou o menino a escovar os dentes, Eduardo deitou e ela o cobriu.) [Dulce] Dorme bem! [Eduardo] Você também... [Dulce] Te amo bebe! [Eduardo] Eu te amo mãe. (Dulce sorriu e beijou a testa do filho, massageado a cabeça dele.)

[Dulce] Qualquer coisa me chama. [Eduardo] Ta. (Dulce desligou a luz e saiu do quarto, passou pelo quarto de Sofia, a menina já estava deitada. Sentou ao lado da menina, deu um beijo e desejou uma boa noite. Voltou ao quarto [Christopher] e Christopher a esperava. [Christopher] Tudo certo? [Dulce] Aham (Dulce tirou o robe de seda e deitou ao lado do marido, que desligou a luz. [Christopher] Se precisar me chama... Boa noite. [Dulce] Boa noite, Chris. (Ele beijou os lábios dela e segurou as mãos delas entre as suas) Dulce acordou agitada, sonhava com as filhas, dessa vez o sonho foi diferente, as gêmeas choravam desesperadamente e ela não sabia o que fazer. Passou a mão pela barriga e sorriu, ainda estavam ali. Levantou e foi ao banheiro, escovou os dentes e lavou o rosto. Ligou o chuveiro e esperou que água estivesse suficientemente morna. Ao prender os cabelos sentiu o liquido escorrendo entre suas pernas. [Dulce] Oh meu deus! Não é hora... (Abriu a porta do banheiro e chamou pelo marido) Chris, acorda! [Christopher] (dormindo) Qual desejo dessa vez, Dul? [Dulce] (gritando) CHRISTOPHER! (Christopher saltou da cama e olhou para ela assustado) [Christopher] O que foi? [Dulce] A bolsa estourou... [Christopher] (assustado) Já? [Dulce] Tenho medo... [Christopher] Vai dar tudo certo, tudo que precisa fazer é não ficar nervosa, vem vou te dar um banho... (pegou ela nos braços e a colocou sentada em um banco) [Dulce] Tudo bem, não vai demorar... (ajudou ela a tomar banho e colocar o vestido.) [Sofia] Mãe? O que aconteceu? (Sofia acabara de entrar no quarto, Christopher pegou a mala e entregou a ela.) [Christopher] Leva pro meu carro. [Sofia] O que ta acontecendo? (Christopher pegou dulce nos braços e a levou até o carro, a colocou no banco de trás enquanto Sofia colocava a mala no porta-malas) [Sofia] Pai, como vou pro colégio? (Dulce sentia as primeiras contrações) [Dulce] CHRITOPHER VAMOS LOGO! TA ESPERANDO O QUE? (Sofia olhou assustada para a mãe, nunca a vira não nervosa. Ele conversava com Maite no telefone. Amanda entrou na garagem.) [Amanda] Dulce? [Dulce] Amanda, cuide das crianças, liga pra minha mãe e pra Alexandra, avisa que a gente ta no hospital. [Sofia] Eu quero ir junto! [Christopher] Não! (Christopher entrou no carro e saiu com pressa da garagem.) Durante todo o caminho até o hospital Christopher dirigiu atentamente, mesmo segurando a mão de Dulce e olhando para trás às vezes. Chegaram ao hospital, ela foi encaminhada para fazer os devidos exames depois ao centro cirúrgico. Christopher fez a higiene necessária e vestiu o avental e entrou na sala de cirurgia. As enfermeiras terminavam de injetar a anestesia, se aproximou sorrindo. Dulce derramava algumas lágrimas, ele beijou o rastro que elas deixavam.) [Dulce] Você vai ficar comigo não vai? [Christopher] Claro que vou, alguém tem que cuidar delas depois que nascerem. [Dulce] Se acontecer alguma coisa você vai me contar, não vai? [Christopher] Dul... [Dulce] Se acontecer alguma coisa comigo... [Christopher] Me escuta, não vai acontecer nada. Sei que é cedo para elas nascerem, mas esta tudo bem. Eu vou cuidar delas! E vou cuidar de você! Confia em mim? [Dulce] Confio! [Christopher] Teve uma gravidez tranqüila, vai dar tudo certo! (Maite entrou na sala e sorriu) [Maite] Apressadinhas essas mocinhas... Tudo bem? (Dulce assentiu) então vamos começar... (Maite trabalhou com todo cuidado para trazer as crianças ao mundo, Dulce escutou os primeiro choros das filhas, seus olhos brilhavam a cada som que as recémnascidas emitiam, Christopher sorriu enquanto realizava todos os procedimentos necessários para garantir a saúde das filhas.) [Maite] Parabéns Dul! [Dulce] Obrigada! Onde elas estão? [Maite] Chris esta vindo ai... (alguns segundos depois Christopher ficou ao lado dela, segurando Sarah, enquanto a enfermeira carregava Maria Eduarda.)

[Dulce] (emocionada) Elas são lindas! [Christopher] São! São perfeitas demais. (Dulce fechou os olhos, Christopher e a enfermeira saíram. Maite terminou o seu trabalho e Dulce foi levada para o quarto, não demorou a adormecer.) O vidro do berçário exibia as inúmeras crianças entre elas duas pequenas meninas calmas, Christopher sorriu ao ver a mãe e a sogra indicarem os berços das netas. Terminou de examinar um dos bebes que receberia alta e saiu da sala. [Christopher] Já falaram com a Dulce? [Blanca] Esta dormindo... e as meninas? [Christopher] Estão bem, vão ficar na incubadora por um tempo. [Alexandra] Algo grave? [Christopher] Não, são saudáveis, mas nasceram antes do previsto, só isso. Vou tirar o avental... (Minutos depois Christopher entrava no vestiário masculino, abriu seu armário em busca da aliança e relógio, mas não encontrou.) [Christopher] Onde deixei? (tirou o uniforme e deixou junto aos outros, pegou o celular e ligou para casa) [Sofia] Alo? [Christopher] Sofia, é o pai... o que faz em casa? [Sofia] Eu quis esperar... [Christopher] Eduardo também não foi? [Sofia] Não... vai ficar brabo? [Christopher] Não, tudo bem. (sorrindo) Suas irmãs nasceram... [Sofia] (eufórica) Serio? Vou poder ver elas hoje? [Christopher] Amanha quem sabe, hoje não volto para casa, vou ficar com sua mãe. [Sofia] Ela ta bem? [Christopher] Esta sim. Alguém ligou? [Sofia] Não... [Christopher] Ta. Sofia olha se minha aliança e meu relógio estão no meu quarto. [Sofia] Ta! (Christopher esperou que Sofia procurasse e desse uma resposta, alguns minutos depois) Pai, Não achei. [Christopher] Procurou bem? [Sofia] Sim. No quarto, banheiro e escritório... [Christopher] Conversa sobre isso com Amanda, se acharem me liguem. [Sofia] Manda um beijo pra mamãe! [Christopher] Eu mando. se precisar liga... [Sofia] Ta. (Christopher encerrou a ligação e olhou para o armário novamente.) [Christopher] Onde eu deixei, tenho certeza que vim pra cá... (passou as mãos na testa e fechou o pequeno armário com a chave. Arrumou os cabelos e a roupa e foi até o quarto da esposa, bateu antes de entrar.) O quarto era decorado em tons de azul e ouro. estava silencioso, dulce repousava na cama com o semblante tranqüilo e satisfeito, quase sorrindo. Colocou uma cadeira próxima a cama, sentou e segurou a mão dela, que abriu os olhos.) desculpa... [Dulce] Onde elas estão? [Christopher] No berçário, depois te levarei lá. [Dulce] Esta tudo bem com elas? [Christopher] Sim, Maria Eduarda nasceu primeiro com 2,400 kg , 48 centímetros. Sarah nasceu um pouco menor, com dois quilos, 45 centímetros. Elas terão que ficar aqui por vinte dias, ta? [Dulce] Eu imaginei. Não vai me obrigar a ficar em casa é? [Christopher] Não! Claro que não. Como se sente? [Dulce] Cansada, mas muito feliz! Não vejo a hora de amamentar... [Christopher] Quero estar junto. (Beijou a mão dela) [Dulce] Onde esta minha mãe e Alexandra? [Christopher] Vieram aqui, você estava dormindo. Estavam namorando as netas. [Dulce] São duas corujas... (Christopher queria contar sobre a aliança e o relógio, mas não teve coragem) tudo bem? [Christopher] Sim, porque? [Dulce] Fez uma cara... aconteceu alguma coisa? [Christopher] Não, se tivesse teria te falado. [Dulce] Mesmo? [Christopher] Não precisa se preocupar, não tem nada! [Dulce] Avisou Angel e any?

[Christopher] Não deu tempo, quando eu for comer algo ligo pra elas. [Dulce] Peça pra mamãe ficar comigo hoje a noite. [Christopher] Eu vou ficar com você. [Dulce] Não esta cansado? [Christopher] Um pouco, mas não trabalho mais, tenho licença maternidade também! (Dulce riu e apertou a mão dele com carinho.) [Dulce] Não precisa ficar em casa agora, quando as meninas sairem da incubadora é melhor... quanto tempo é licença paternidade? [Christopher] Cinco dias úteis. Vai se sentir sozinha? [Dulce] Vou aproveitar pra terminar de arrumar o quarto delas, vai me tomar um bom tempo. [Christopher] Nada de esforço Sra. Uckermann! [Dulce] É só guardar as roupinhas que estão no closet, comprar mais algumas coisas que estão faltando. Foi um pouco rápido demais, não estava preparada. [Christopher] Também não, achei que fossem esperar mais um tempo. [Dulce] Fiquei feliz que nasceram sem nenhuma complicação. [Christopher] Esta bem? Dói alguma coisa? [Dulce] Já disse que esta tudo certo! (ouviram batidas escandalosas na porta e sorriram) [Christopher] Entra. [Blanca] Acordada? [Christopher] Com as leves batidas ela com certeza não estaria dormindo! [Alexandra] Acordamos você, querida? [Dulce] Não, foi o Chris. [Christopher] (sorrindo) Eu? (Dulce beijou a mão dele e sorriu) [Dulce] Chris me contou que já foram ver Sarah e Maria eduarda... [Blanca] Fomos! São lindas... [Alexandra] Quando vamos poder segura-las? [Christopher] Não sei, vou pensar no caso de vocês. [Alexandra] Oh, quanta vontade! [Blanca] Depois não diga que não damos atenção as meninas. [Dulce] Mãe, não exagera. [Alexandra] Filmaram o parto? [Christopher] Sim, sim. Depois vocês assistem! [Blanca] Quando recebe alta? [Dulce] Não sei, Mai não veio falar comigo ainda... [Christopher] Eu tenho alguns pacientes pra atender, se importa? [Dulce] Claro que não, volta depois? [Christopher] Sim daqui... (levantou o pulso para olhar as horas e praguejou em pensamento.) Eu... esqueci o relógio. [Dulce] Vai almoçar aqui comigo, não vai? [Christopher] Claro que sim, assim que terminar eu volto pra te ver. (beijou a testa dela e sorriu) Se elas te incomodarem manda me chamar. (Christopher saiu do quarto e se dirigiu a Ala Pediátrica, enquanto Alexandra, Blanca e Dulce conversavam.) Maite passou a manha no consultório atendendo as pacientes, era quase meio-dia quando terminou o expediente matutino, visitou o berçario e sorriu ao ver as gêmeas. Entrou no quarto de Dulce, se surpreendeu ao ver como amiga estava, conversava com a mãe e com a sogra animada. [Maite] Achei que ia te encontrar dormindo. [Dulce] Oi Mai! [Alexandra] Não deixamos, estávamos dando algumas dicas a ela... [Maite] (sorrindo) Que tipo de dicas? [Blanca] Como cuidar das meninas! (Dulce e Maite sorriram) [Dulce] É, talvez porque eu não tenha nenhuma experiência no assunto! [Blanca] Mal agradecida, dois bebes de uma vez só são pra matar, filha! [Alexandra] Devia nos agradecer. [Dulce] É! Devia mesmo. Quando vocês duas pretendem ir embora? [Blanca] Ir embora? [Alexandra] Pensamos em ficar até você estar acostumada com a idéia de cuidar de dois bebes de uma vez só. [Dulce] Enquanto isso não acontece... vocês poderiam voltar pra casa de vocês... [Alexandra] Agora que já fizemos as malas não vamos voltar! [Blanca] Queremos passar tempo com Sofia e Eduardo, desde o dia de Natal que não os vemos.

[Dulce] Tudo bem, vou conversar com o Chris. [Blanca] Ele não vai nos deixar ficar. [Alexandra] Prometa que vai implorar pra que eles nos deixe ficar! [Dulce] Eu prometo! É melhor vocês duas almoçar enquanto Mai esta aqui. [Alexandra] Certo, não demoramos. (Blanca e Alexandra saíram deixando Dulce e Maite rindo) [Dulce] O que eu faço com elas? [Maite] Só querem participar... [Dulce] E que participação, acham que mal sei amamentar meus filhos. Com Eduardo foi assim, não me deixavam fazer nada, implicavam com tudo, tudo estava errado. [Maite] Elas só querem se sentir importante na vida dos netos... [Dulce] Eu sei Mai, mas as duas me deixam louca! Gosto delas, gosto que cuidem dos netos, mas elas acabam interferindo na vida da minha família.... [Maite] Também proibi mamãe e Olívia de ficarem lá em casa quando Leonardo nasceu. [Dulce] Chris também não vai deixar, vai mandar as duas de volta pra casa delas. [Maite] Ele também não gosta é? [Dulce] Só acha que elas ... são um pouco inconvenientes, só isso! E depois tenho mais filhos que as duas! [Maite] Vai precisar de ajuda, te alerto antes... Não vai ser fácil. [Dulce] Sei que não, mas tenho chris. A gente vai dar conta. [Maite] Sim. Esta bem? [Dulce] Sim, mas elas me cansaram. Como falam! (Maite riu) [Maite] Daqui a pouco a enfermeira vai trazer seu almoço. Quer que eu fique aqui? [Dulce] Não, chris deve estar vindo, pode ir almoçar. (Maite já estava saindo quando se virou) [Maite] (feliz) Vi as meninas, são lindas Dul, parabéns! [Dulce] Não vejo a hora de estar com elas. [Maite] Daqui a pouco ele te leva lá. (Acenou para Dulce e saiu do quarto. Christopher entrou em seguida com almoço.) [Christopher] Algum problema? Vi a Mai saindo daqui... (Deixou a bandeja na mesa ao lado da cama e sentou) [Dulce] Só veio ver como eu estava. [Christopher] Minha mãe disse que queria falar comigo... [Dulce] É... As duas querem se hospedar la em casa. (Christopher gemeu quase desesperado) [Christopher] A idéia foi sua? [Dulce] Não, mas chegaram de mala e cuia e pretendem ficar um mês pelo menos. [Christopher] E você acha o que? [Dulce] Bem, eu gosto da companhia delas e tudo mais... [Christopher] Não precisa explicar mais nada, também quase fiquei louco com as duas! Acho que elas podem vir pra cá quando as meninas saírem do hospital, pra ficar uma semana quem sabe. [Dulce] Você fala com elas sobre isso? [Christopher] Falo. [Dulce] Já almoçou? [Christopher] Sim, passei pelo refeitório e não resisti. Já falei com Any e Angel, no fim da tarde elas aparecem por aqui. (Dulce almoçou tranquilamente, enquanto Christopher lia uma revista.) [Dulce] Já posso ver as meninas? (ele sorriu e sentou ao lado dela, na cama.) [Christopher] Sabe que não vai conseguir amamentar elas, não sabe? [Dulce] (decepcionada) Sim, sei. [Christopher] Daqui a duas ou três semanas elas estarão prontas. Promete não ficar assim? [Dulce] Vou tentar. (Christopher a beijou com calma.) [Christopher] Então vamos. (Christopher a colocou na cadeira de rodas que havia no corredor e a levou até o berçário, Dulce fez higiene necessária, e foi levada até as incubadoras. As duas meninas eram idênticas, pareciam igualmente indefesas. Apenas os poucos centímetros e as gramas as diferenciavam. Dulce deixou cair algumas lagrimas enquanto olhava fixamente para as filhas tentando memorizar todos os detalhes das recémnascidas. Durante os dias que as filhas ficaram no hospital Dulce e Christopher permaneceram todo tempo que podia junto com as gêmeas, conversando e demonstrando o quanto estavam felizes pelo nascimento. Quando não estava no hospital Dulce arrumava o quarto das meninas, colando as roupas em ordem e comprando o que faltava. Durante todo tempo que

as filhas não puderam ser amamentadas Dulce retirava o leite com uma bomba espscial para que produção não cessasse. Finalmente poderia cuidar das filhas em casa, seria o primeiro dia de noites sem dormir e muita felicidade. Cada berço estava identificado com o nome das filhas, assim como o armário de cada uma. Nada era igual, Dulce cuidou para diferenciar em tudo, desde o detalhe da cama até as mamadeiras, tudo era diferente. Com ajuda de Christopher, Dulce acomodou as duas filhas no seio, sugavam o leite com dificuldade e ela podia escutar quando as meninas engolir o liquido. Enquanto amamentavam as meninas cantavam um musica calma. Sarah segurava o seio da mãe com força, fechava os olhos e logo voltava a abrir, depois disso caiu no sono. [Dulce] Chris, coloca ela no berço pra mim? (Ele sorriu e pegou a menina no colo, embalando até chegar ao berço e colocar a filha lá. Maria eduarda ainda mamava, quando acabou Dulce a fez dormir, em seguida a deixou na cama.) Os pais passavam as horas vagas observando atentos cada ação e traço das meninas, tentando diferenciar as características de Sarah e Maria Eduarda, no entanto, sem comparálas. Sarah era calma, se acomodava nos braços de qualquer um com facilidade, Dulce sentia suas mãos estremecerem ao segurar a filha, não estava totalmente segura de que a menina não ser partiria ao meio, Christopher sorria com aquilo. Dormia com facilidade e dificilmente incomodava. Maria Eduarda antes de tudo era manhosa, chorava até conseguir o colo quente da mãe. Os pais tentavam dedicar atenção igual as gêmeas, mas a filha mais velha exigia atenção a todo tempo. Já fazia poucos dias que as meninas haviam saído do hospital. Dulce e Christopher estavam radiantes, porem exaustos. O tempo que não estavam descansando era dividido entre cuidar as recém-nascidas, os poucos momentos que restavam dedicavam a Sofia e Eduardo. Blanca e Alexandra passaram da garagem para sala eufóricas. Mal continham a ansiedade e curiosidade de ver as netas dormindo sem qualquer adereço hospitalar. [Alexandra] Onde as meninas estão? [Dulce] Dormindo. Chris, leva as malas pro quarto de hospedes. (Christopher subiu com as malas, as mulheres entraram no quarto silenciosamente, Dulce ligou o abajur que ficava no lado oposto aos berços.) [Blanca] Quem é quem? [Dulce] Berço direito é a Sarah. (Sentou na poltrona enquanto as avós conversavam em sussurros admirando as netas, a porta do quarto se abriu e Christopher colocou a cabeça para dentro, ele fez um sinal e Dulce saiu do quarto.) lgum problema? [Christopher] Não, só achei que poderia ficar um tempo com você já que as duas estão ocupadas com as meninas. Quero jantar com você hoje, o que acha? [Dulce] Ótima idéia! Aonde vamos? [Christopher] Pensei num restaurante italiano. [Dulce] Não posso tomar vinho. (disse num tom decepcionado, quase emburrada) [Christopher] (sorrindo) Deixarei me acompanhar. Pedimos algo bem suave, o que acha? [Dulce] As oito? (Christopher assentiu enquanto roubava um beijo dela) Sofia esta no ballet e du tinha aula até as cinco e meia, você pode ir buscá-los enquanto cuido das meninas e ajudo Amanda com o jantar. [Christopher] Estou indo. (Dulce sorriu e segurou Christopher pela gola da camisa) [Dulce] Nem pense em olhar para os lados! [Christopher] Minha esposa possessiva resolveu dar as caras... [Dulce] Vá logo! Quero tomar banho com você. [Christopher] Não demoro. (Christopher se despediu com um beijo e desceu as escadas, Dulce entrou no quarto novamente.) [Dulce] Vocês cuidam delas? Eu e Chris vamos sair. [Alexandra] Pode ir tranqüila. Daqui uma hora elas vão acordar, me chamem. (Dulce saiu e foi para seu quarto, passou os cabides a procura de um vestido que não marcasse seu corpo, ainda havia sinais da gravidez recente. Achou o modelo perfeito, o tecido assentava bem as formas que ela gostaria de disfarçar, um frente única verde e branco, ficaria perfeito com a sandália verde que havia comprado num impulso e achou que nunca fosse usá-la. Estendeu a roupa sobre a cama e escolheu as jóias, um par de brinco compridos e um bracelete que lhe caia bem no pulso. Ouviu o celular tocar e rapidamente atendeu.) [Dulce] Oi Chris, algum problema? [Christopher] Eu vou demorar um pouco. [Dulce] Vamos ter que cancelar o jantar? (Disse num tom de decepção que fez Christopher sorrir) [Christopher] Não, não será necessário. Só um imprevisto desagradável. [Dulce] De que tipo?

[Christopher] Belinda. [Dulce] Não! [Christopher] Dul, me deixa terminar. Belinda esqueceu a bolsa no hospital, só tenho que deixar com o porteiro. [Dulce] Seis e meia em casa. [Christopher] Vou chegar antes, não precisa se preocupar, só deixar a bolsa. Já estou perto. [Dulce] (incrédula) Sabe onde ela mora? [Christopher] Fiquei sabendo agora. [Dulce] Não demora. [Christopher] Não vou. Te amo! [Dulce] (emburrada) Eu também. Beijo! (Dulce encerrou a ligação e arqueou uma das sobrancelhas, quase irritada. Ouviu o barulho da porta e deixou que a pessoa entrasse.) [Blanca] Eduarda acordou... [Dulce] Já estou indo só preciso lavar as mãos. (Dulce entrou no banheiro, Blanca a seguiu.) [Blanca] Aonde vai? [Dulce] Vamos jantar em um restaurante. [Blanca] Alguma comemoração? [Dulce] Que eu saiba não... [Blanca] Esta tudo bem? [Dulce] (sorrindo) Muito bem! (Lavou as mãos e seguiu para o quarto das filhas, Alexandra segurava Maria Eduarda, enquanto Sarah continuava entregue ao sono. Dulce sentou na poltrona e recebeu a filha.) Acordou antes da hora foi? Esta com fome? (Dulce acomodou a filha no seio, Maria eduarda se alimentava enquanto a mãe acariciava suas pequenas mãozinhas.) Christopher estacionou o carro em frente a um condomínio azul, saiu do carro e foi até a guarita. Apertou o interfone e o guarda logo o atendeu. [Christopher] Preciso que entregue essa bolsa a Belinda Schull. [Segurança] Só um momento. (Christopher esperou alguns segundos até receber a resposta) Pode subir. [Christopher] Só quero deixar a bolsa aqui, ela pediu que entregasse ao senhor... (mentiu) [Segurança] Desculpa, mas não é permitido. (Christopher suspirou irritado e entrou no condomínio) você me paga Belinda, me paga! (Subiu para o apartamento da mulher e tocou a campainha, esperou alguns instante, a porta se abriu dando visão a Belinda, que sorria. [Belinda] Chris! Entre... [Christopher] Me ligaram do hospital para que eu viesse entregar sua bolsa, disseram que estava desesperada (estendeu a bolsa a ela) [Belinda] Onde estava? Procurei pelo hospital inteiro. [Christopher] Não sei, apenas me ligaram para vir te trazer já que não estou trabalhando.. [Belinda] Obrigada Chris, todos meus documentos estão aqui. Obrigada mesmo. [Christopher] Vou indo. (Christopher se virou para partir, ela tocou em seu ombro) [Belinda] Ouça, preciso de um livro... Infectologia Pediátrica, você tem? [Christopher] Não sei, preciso dar uma olhada. Qual autor? [Belinda] Sandra Grisi. [Christopher] Tenho sim, é urgente? [Belinda] Não, só queria dar uma olhadinha... [Christopher] Semana que vem eu te entrego. [Belinda] Obrigada. Como vão suas filhas? [Christopher] Bem! Já estão em casa... [Belinda] Qualquer dia eu faço uma visita a elas e Dulce. [Christopher] Preciso ir. [Belinda] Tem certeza que não quer entrar? Estou fazendo café, depois vou assistir um filme. [Christopher] Não, obrigada! Melhor eu ir... (Christopher se virou e andou até o elevador, Belinda só fechou a porta quando ele entrou no elevador) Sim Belinda, Dulce ficara muuuito, muito feliz com a sua visita! Me poupe de mais confusões! (Christopher saiu do condomínio e seguiu para buscar Eduardo, o menino esperava sentando na escada da entrada principal, correu ao ver o pai e pulou nos braços dele.) [Sofia] Faz quase uma hora que estou esperando! [Christopher] Quer ir a pé para casa? [Sofia] O que custava avisar que ia demorar? [Christopher] Desculpa, senhorita. [Sofia] Esta desculpado, Doutor! (Sofia colocou o cinto e Christopher dirigiu até a residência, os filhos saíram correndo e o pai fechou a garagem, subiu as escadas com calma e entrou no quarto, sorriu ao ver Dulce, olhando concentrada para o vestido. Se aproximou sem fazer

barulho e abraçou, ela segurou o braço dele assustada) [Dulce] Nunca mais faça isso! [Christopher] (sorrindo) Desculpa, não resisti. [Dulce] Eu devia estar furiosa! (Ele a virou de modo que ficassem frente a frente) [Christopher] Ah é? E por quê? [Dulce] São sete horas... Eu disse seis e meia. [Christopher] Hoje minhas mulheres estão nervosas, primeiro Sofia, agora você... Só faltam as pequenas. [Dulce] Pois entre na linha, porque não estou nem perto de nervosa. (Christopher sorriu e a beijou, despindo qualquer roupa que fosse um empecilho para acariciar o corpo da mulher, a pegou nos braços e foi até o banheiro, colocando ela na banheira já cheia. Ele tirou a roupa, e descansou ao lado dela.) [Christopher] Semana que vem vou levar Du ao estádio, esta bem? [Dulce] Só vão vocês dois? [Christopher] Vou falar com os outros. [Dulce] É jogo de quem? [Christopher] América e Chivas, quer ir junto? [Dulce] Sim, de quebra e levo Sarah e Eduarda. (Christopher riu, Dulce sentou nas pernas dele, entrelaçou os dedos e beijou a mão dele, olhou para os dedos dele em seguida para ele.) [Dulce] Porque não esta usando a aliança? [Christopher] (nervoso) Aliança? Eu deixei no hospital, precisei atender um paciente e acabei esquecendo. [Dulce] Faz tempo isso? Nem percebi. [Christopher] No dia que as Maria Eduarda e Sofia vieram pra casa. (mentiu) [Dulce] Passamos para buscar antes de ir para o restaurante. [Christopher] Quando eu voltar a trabalhar eu pego. [Dulce] Tenho consulta amanha, podemos pegar. [Christopher] Consulta? [Dulce] Sim, com a Mai, quero voltar a tomar anticoncepcional... Faz tanto tempo que eu não deixei de tomar que é melhor falar com ela. Você me leva? (Christopher assentiu quieto e nervoso) E Belinda? Falou com ela? [Christopher] Não, deixei na portaria como havia te falado. (disse tentando ser natural. Dulce apoiou a cabeça no tórax dele, suas mãos deslizavam pelas costas dele até chegar as cochas.) Achei que era pra tomar banho... (Ela sorriu e se ajoelhou na banheira de modo que parte de seu corpo ficasse fora da água) [Dulce] Se quiser eu posso sair. [Christopher] Não é uma boa idéia! (Passou as mãos pelas costas delas e a trouxe para perto. Dulce levou as mãos até a virilha dele enquanto distribuía vários beijos e mordidas pela região do pescoço. Christopher segurou o queixo dela enquanto a encarava com um sorriso de felicidade e excitação. A beijou com voracidade enquanto suas mãos acariciavam o corpo dela com avidez. Dulce fechava os olhos, se perdendo nas sensações que o marido lhe proporcionava. Dulce mordeu os lábios dele quando sentiu que as mãos inquietas dele estavam em sua feminilidade, ele sorriu e voltou a beijá-la com tanto carinho que dulce os olhos de dulce se encheram de lagrimas.) [Dulce] Já disse que te amo hoje? [Christopher] (sorrindo) Emburrada, mas disse. [Dulce] Não gosto dela, sabe por quê. [Christopher] O que importa é que eu não quero nada com ela, sabe diso, não sabe? [Dulce] Eu sei chris, mas me sinto mal. É uma situação horrível. [Christopher] Então, vamos jantar ou quer passar a noite aqui? [Dulce] Aqui esta ótimo (se acomodou no ombro dele, depois de ter beijado ele) [Christopher] Você quer ficar em casa? [Dulce] Não, quero sair com você! (respondeu com uma voz tão doce e travessa que obrigou Christopher a gargalhar) [Christopher] Vá se trocar enquanto me acalmo. [Dulce] (sorrindo) Não pense que estou diferente. [Christopher] Pelo menos não é perceptível fisicamente. (Ela riu e o beijou, passando os braços pelo pescoço dele) Te amo! [Dulce] Eu também! (Dulce deu um ultimo beijo e saiu da banheira, enrolou o corpo do robe de algodão. Christopher a observava enquanto ela secava os cabelos) Dulce prendeu o cabelo num rabo de cavalo alto e deixou a franja cair para o lado, passou uma maquiagem leve, tirou o robe e pendurou na parede, Christopher assoviou e ela riu.

[Christopher] Não quer voltar pra cá? [Dulce] Se eu voltar não vai ser pra brincar! (Dulce sorriu e saiu do quarto. Christopher saiu da banheira e secou o corpo. Entrou no closet e Dulce colocava o vestido.) [Christopher] Que roupa eu coloco? [Dulce] Chris, é só um jantar. Temos algo a comemorar? [Christopher] Eu tenho! Você não tem? [Dulce] (assustada) Eu... Esqueci alguma coisa? Aniversario de namoro... Quando a gente se conheceu... De casamento? (Christopher riu depois a abraçou) [Christopher] Acho que nenhuma das datas teria tanta importância como os últimos anos que tenho vivido com você! Olha que já são SÓ oito anos! [Dulce] Chris... Para! [Christopher] Não paro! Nunca achei que fosse sentir uma alegria tão grande quando fiquei sabendo que era pai da Sofia. Eu não sabia nada sobre felicidade, achei que fosse o dia mais feliz da minha vida, mas ver minha família crescendo e unida é algo tão extraordinário que eu não consigo achar uma palavra que defina tudo isso! Não estou dizendo que se não tivesse Eduardo, Sarah e Maria Eduarda não seria feliz, apenas completou o que eu já estava sentindo. (Dulce enterrou a cabeça no peito nu dele, chorando. Christopher segurou o queixo dela, encarando-a) vai borrar a maquiagem! (ela sorriu e passou delicadamente os dedos abaixou dos cílios inferiores, limpando as lagrimas) Não gostou do que eu disse? [Dulce] Só não achei que se sentisse assim... [Christopher] Achou que sentia o que? [Dulce] Não sei... [Christopher] Acha que não a amo mais, é isso? [Dulce] Não sei. [Christopher] Acha que estou mentindo quando digo que amo você? [Dulce] Chris, é tanto tempo que estamos juntos e... Não sei. Pode não saber que não sente mais amor, entende? Pode ser afeto, desejo... Pode se apaixonar por outra pessoa e... [Christopher] Nem tende continuar a frase! Só vou falar uma vez. Eu amo você e tenho certeza disso! Sou apaixonado por você e pela vida que levamos desde os 20 anos de idade, acha que eu não teria certeza sobre o que sinto tendo amado você por tanto tempo. Meus sentimentos são os mesmo de quase vinte anos atrás... Só que são maiores! (Dulce suspirou quase hipnotizada com o que acabara de ouvir. Seu sorriso era impagável sincero e esperançoso de que nada e ninguém poderia destruir a alegria que estava sentindo naquele momento. O beijou com ternura e se afastou) [Dulce] Não sabe como é bom ouvir isso! As vezes achava que você estava apenas tratando bem a mãe dos seus filhos, é como se fosse uma obrigação. [Christopher] Pode ser que mais tarde, quando estivermos muito, muito velhos, não seja mais amor, mas nunca seria uma obrigação estar com você ou nutrir qualquer sentimento bom. Escute, você é a pessoa mais importante, sem você nada seria possível! Se estivéssemos separados nunca teria conhecido o que eu estou sentindo. E não tenho como agradecer por ter me perdoado. [Dulce] Chris, todos erramos. Não te culpo por termos vividos anos separados, pelas inúmeras brigas... É complicado. Sei que às vezes meu orgulho atrapalhou a gente, mas nunca, nunca deixei de amar você! Por mais que inúmeras vezes o tenha magoado com minhas palavras, não queria isso! Desculpa por ter deixando raiva ter tomado conta de mim. Eu te amo e só serei feliz ao seu lado! (Ela sorriu e o beijou com amor, transmitiam os sentimentos mais puros e sinceros. Se afastaram ainda de olhos fechados, Christopher sorriu e beijou as pálpebras dela, Dulce abriu os olhos e distribuiu vários beijos pelo rosto dele. Christopher vestiu uma roupa que a mulher havia escolhido, enquanto dulce terminou de se arrumar, pegou a bolsa e foram para o quarto das gêmeas. As duas dormiam calmamente, despediram-se com um beijo de cada uma e desceram as escadas. Alexandra e Blanca brincavam com os netos, jogavam baralho. [Christopher] Podemos ir tranqüilos? [Alexandra] Sim, eu e Blanca cuidaremos de tudo. [Dulce] As crianças precisam estar na cama as 10, no Maximo 10:30. Preciso que verifiquem se as tarefas estão todas feitas e os materiais arrumados. [Christopher] Dul... Vamos ficar algumas horas fora. E Sofia e Eduardo conhecem as regras, não é mesmo! [Eduardo] É mãe, vai logo! [Dulce] Olho o respeito mocinho (Eduardo sorriu e correu para abraçar a mãe) [Eduardo] Mãe, traz alguma coisa pra mim? [Dulce] O que você quer? [Eduardo] Quero sorvete!

[Dulce] Não tem mais? [Eduardo] Acabou ontem. [Dulce] (sorrindo) Vou pensar no seu caso. Obedeça a suas avós [Eduardo] Certo. (Dulce beijou o filho e foi até Sofia) [Dulce] E você, quer alguma coisa? [Sofia] Chocolate. [Dulce] Ok sua formiguinha. (beijou o rosto da filha e esperou que Christopher se despedisse dos filhos) [Christopher] Se precisar ligue no celular, no meu ou da Dulce. [Blanca] Divirtam-se e não se preocupem! (Dulce deu a mão para Christopher e juntos saíram de casa) O famoso restaurante estava instalado em um predio de dois pisos, arquitetura tipicamente italiana, as paredes em tom areia contrastavam com as pinturas e moveis escuros. O casal subiu as escadas e se acomodou em uma mesa próxima a um piano de cauda do século XIX. Pediram as entradas e o vinho, esperando pelo prato principal. [Christopher] Gosto daqui, é agradável. [Dulce] Também acho, bem decorado e característico. (Dulce sorveu o vinho e voltou a pousar a taça sobre a mesa) [Dulce] Chris, precisamos decidir quem serão os padrinhos. [Christopher] Pensou em alguém? [Dulce] É... Pensei no Jack e na sua irmã. [Christopher] Karen vai ficar feliz, a único assunto é Sarah. [Dulce] Acho que ela vai gostar então! [Christopher] Vai sim. O que acha de Angel e derrick... [Dulce] Decidido então! [Christopher] Falando em Angel, sabe pra quando é o bebe? [Dulce] Ela ta no ultimo mês, mais uns dias e Daniel nasce. [Christopher] Derrick não fala em outra coisa. [Dulce] Quem diria né! Sempre tão desligado de tudo... [Christopher] Melhor assim. Quem sabe agora ele para de correr atrás da mulher dos outros. (disse num tom de brincadeira, mas com ‘que’ de irritação) [Dulce] Ok, não vamos discutir. (Dulce segurou a mão ele e sorriu) Tenho uma surpresa pra você! [Christopher] Boa? [Dulce] Talvez você fique um pouco irritado porque pediu para eu esperar... Mas não resisti, juro que não, Chris! [Christopher] (sorrindo) Fale logo! [Dulce] Lembra-se que eu comentei que não gostava de viver em casa. [Christopher] Sei... [Dulce] Então... Quando estava fazendo compras pro enxoval das meninas me apaixonei por um prédio. [Christopher] E onde é isso? Bairro seguro? [Dulce] Sim! é próximo de onde Mai e Christian moram... A construção é linda, Chris! Precisa de uma reforma por fora, por dentro creio eu também... [Christopher] É muito antiga? É segura? [Dulce] Não sei, não sei. (Foram interrompidos pelo garçom que trazia o prato principal, serviu o casal e se retirou. Dulce tomou um gole de água e olhou para Christopher que já havia começado a comer) Não falei com o proprietário. Queria conversar antes com você. Acha que podemos dar uma olhada? [Christopher] Você gostou mesmo? [Dulce] (sonhadora) Sim, é perfeito! [Christopher] Tem noção do preço? [Dulce] Mais ou menos uma idéia... [Christopher] E quanto seria? [Dulce] Bom, acho que uns 400.000 [Christopher] Você é uma perfeita madame. Vou precisar trabalhar dia e noite até o fim da vida pra pagar isso! [Dulce] Eu sei, Chris. Podemos vender a casa onde estamos morando. Vale pelo menos o dobro do que paguei na época. [Christopher] Ok, nós vamos dar uma olhada! (Os olhos de Dulce brilharam, ela tomou um pouco de vinho e sorriu) [Dulce] Não esta irritado? Foi por acaso, estava saindo da loja e acabei vendo o prédio. Você precisa ver! Tem pelo menos uns 40 anos. Acho que são três andares, mas não sei como o

edifício esta dividido. [Christopher] A construção inteira esta a venda? Não acha que é demais? [Dulce] Talvez mas precisamos ter um espaço grande somos nós dois mais quatro filhos e depois se resolvermos ter mais um ou dois terá espaço queria dar um quarto pra cada um então não será tão grande assim precisamos de uma sala de jantar grande de estar também uma cozinha onde caibam pelo menos oito pessoas ficaria feliz se desse pra construir uma piscina se já não tiver. O que acha? Eu cuidarei de tudo você não precisaria se preocupar com nada nem reformas nem decoração sei que não gosta que eu peça opinião pra que tipo de sofá ou tapete devo comprar não irei importunar a não ser que você queira participar talvez seja preciso quebrar algumas paredes trocar algumas janelas e... (Dulce falava rápido e acabava engolindo algumas palavras, suas mãos não paravam quietas, gesticulava de forma quase histeria. Estava tão animada, precisava ver no dia seguinte como era a construção. Christopher olhava de olhos arregalados, não entendendo parte do que a esposa falava) [Christopher] Dulce, pare nesse instante! Esta me deixando zonzo! Nem decidimos se vamos comprar essa droga de edifico! (Dulce respirou fundo e tomou um gole de água) [Dulce] Eu só achei que iria gostar de saber o que pretendo fazer... [Christopher] É claro que eu quero, mas com calma. Não entendi metade do que falou. [Dulce] Você não quer se mudar é isso? [Christopher] Não Dulce, não é isso. Quero fazer o melhor pra você. Sei que odeia ficar naquela casa quando não estou. Sei que tem medo, também sinto cada vez que passo a noite no hospital. [Dulce] Não quero brigar, melhor não falarmos mais disso. [Christopher] Também não disse isso, santo Deus! Se você gostou do prédio nós vamos olhar ele. Se realmente for seguro e o melhor para nossa família, eu compro. Não importe o preço esta bem? [Dulce] E se não tivermos como pagar? [Christopher] Não vamos pensar em dinheiro agora. Quando terminarmos de jantar você me diz onde é... Se tiver telefone ligamos ainda hoje. (Dulce não podia conter a felicidade ao ouvir as palavras do marido, beijou a mão dele e o encarou) [Dulce] Eu nem acredito, Chris! Tenho certeza que vai amar tanto quanto eu o lugar. [Christopher] Você nem o viu direito... (disse sorrindo) [Dulce] Mas a fachada é linda, sempre gostei de construções antigas. [Christopher] Eu sei. Também acho bonito. Termine de comer e vamos ver nossa futura casa. (Dulce riu e sem pressa terminou o jantar enquanto conversavam. Dulce tomou o pouco de vinho que restava em sua taça e secou a boca com o guardanapo que estava sobre suas pernas. Conversaram um pouco sobre os filhos e decidiram ir embora. Christopher pediu que trouxesse a conta e pagou com cartão de credito. Entraram no carro e dulce passou o endereço a ele, quando estavam próximos a construção dulce pediu que ele parasse. Ele estacionou em frente ao prédio e desligou o carro.Eram um prédio de três andares e mais uma sala comercial, era de cor salmão. [http://img127.imageshack.us/my.php?image=palaceteavsaojoao0706lu1.jpg] [Christopher] É bonito! Eu gostei! [Dulce] Gostou mesmo? [Christopher] Sim... Tem o telefone ali (apontou para placa e olhou para o relógio do celular.) Já são dez horas, ligo amanha e viemos ver. (ele anotou o numero do telefone e ligou o carro) É sério Dulce, só vou comprar se um engenheiro me disser que aquilo não vai cair! [Dulce] Chris, acha mesmo que se não fosse seguro o suficiente aquilo já não teria caído? [Christopher] Só com engenheiro Dulce! [Dulce] Ok, não me importo. [Christopher] E mais uma coisa... o prédio é bonito e tudo, parecesse espaçoso e aconchegante, mas não muda muito, se você tem medo de que alguém possa entrar em nossa casa ali não vai ser diferente! [Dulce] Não sei, mas também ta faltando espaço lá em casa. [Christopher] Nisso eu concordo. Amanha viemos falar com o proprietário. (chegaram a casa as luzes estavam todas apagadas, exceto as luzes de fora, subiram para o quarto em silencio.) Dulce levantou assustada, o choro das filhas era desesperado e uma parecia ter acordado outra. [Dulce] Chris... [Christopher] Hum? [Dulce] Me ajuda... (Dulce correu até o quarto das filhas e tentou decidir qual pegaria primeiro. Olhou paras as duas quase desesperada, christopher ligou o abajur e por fim pegou

Sarah, que se acalmou aos poucos. Christopher pegou maria eduarda e sentou na poltrona, mas a menina não se acalmava. [Christopher] Acho que ela não gosta de mim... [Dulce] É manhosa, isso sim! (Dulce entregou Sarah a Christopher e pegou a outra filha, Maria Eduarda parou de chorar) [Christopher] Tão pequena e tão exigente. Essa vai dar trabalho. (Dulce ofereceu o seio a menina, mamava com tanta vontade que Dulce achou que ia se afogar. Quando Maria Eduarda havia saciado sua fome deixou o seio já de olhos fechado, havia dormindo. com cuidado para não acordar a filha, dulce a colocou no berço. Segurou Sarah nos braços e sorriu, continuava com medo de que a filha se partisse ao meio. Sentou na poltrona e amamento a filha, que sugava o leite tão esfomeada quanto a irmã. Segurava os seios de dulce com medo que o alimento lhe fosse tirado, Christopher ao lado da mulher para ver a filha. Dulce não precisou de muito para que a filha dormisse, cantou quase num sussurro e a menina fechou os olhos, beijou a pequena cabeça e deitou a filha no berço. Christopher desligou a luz e os dois saíram do quarto, deitaram na cama e adormeceram abraçados.) Ás seis horas as gêmeas acordaram, Dulce seguiu o mesmo ritual de sempre, trocou a fraldas filhas, amamentou e depois isso adormeceram. Voltou para a cama, mas não conseguiu dormir, levantou e foi até o banheiro, escovou os dentes e tomou um banho. Vestiu uma calça jeans e uma blusa azul, pulou na cama e encheu Christopher de beijos. [Dulce] Vamos Chris! Precisa me levar ao hospital... [Christopher] Mas é tão cedo... [Dulce] Sei que esta cansado, mas eu preciso ir se você não quiser ter um filho daqui nove meses e meio... [Christopher] Ok, ok. (Christopher arrastou o corpo até o banheiro, escovou os dentes e lavou o rosto, vestiu uma calça jeans clara e uma camiseta verde floresta, pegou as chaves do carro e carteira, Dulce terminava de colocar a sandália preta. Tomaram um café rápido e seguiram para o hospital. Encontraram Derrick correndo pelo estacionamento.) [Dulce] O que esta acontecendo? [Derrick] Angel, entrou em trabalho de parto... (Não deu maiores explicações entrou no carro e partiu, Dulce sorriu e deu a mão para Christopher.) [Christopher] Ansioso ele, não? [Dulce] Sim, como se você não fosse... [Christopher] Engraçadinha! (entraram na recepção, faltava quase meia hora para a consulta, o casal aproveitou para ir até a pediatria.) [Dulce] Chris, precisa pegar a aliança... [Christopher] (nervoso) É, eu preciso. [Dulce] Quer que eu vá buscar? [Christopher] Não, eu mesmo vou. [Belinda] Bom dia! (Dulce virou e olhou para o rosto sorridente da mulher) [Dulce] (seca) Bom dia. [Belinda] Chris, trouxe o que te pedi? [Christopher] Na... Não. Eu esqueci. (Dulce levantou as sobrancelhas intrigada) [Belinda] Tudo bem, eu passo na sua casa pra buscar. Você já esta indo embora? [Christopher] Não, a Dulce tem consulta com a Mai. [Belinda] Me procura depois, preciso te entregar o relógio e a aliança. [Christopher] (surpreso) Relógio e aliança? [Belinda] É, tu esqueceu lá em casa ontem. Vou indo, tenho pacientes pra atender. Até mais tarde. (O casal olhou para Belinda, que caminhava pelo corredor, sem mencionar uma palavra. Ela magoada. Ele surpreso e nervoso) [Dulce] É... Pelo jeito esta em boas mãos. [Christopher] Você não ta achando que... (Dulce o interrompeu quase histérica) [Dulce] Eu não estou achando nada! [Christopher] Dul... (Ela se ficou de frente pare ele com os braços cruzados, encarando-o) [Dulce] Quem sabe você não esquece por lá sua mala também. (Virou-se e caminhou em direção a recepção. Não sabia o que pensar, as promessas de Christopher não paravam de vir a sua mente, muito menos o que acabara de escutar.) Angelique estava tranqüila, apesar de ser a primeira gestação. Colocou um cd de musica instrumental e sentou na cadeira de balanço. Segurou o relógio nas mãos contando o tempo entre uma contração e outra, que vinha a cada cinco minutos e duravam entre trinta e quarenta segundos. Angelique ligou para avisar os pais de Derrick, que moravam no interior

e já estavam a caminho, em seguida avisou o marido que parecia desesperado. Tentou tranqüilizar-lo e evitar que viesse para casa, mas foi em vão. Não devia ter ligado. Sabia que poderia levar horas até o bebe, finalmente, nascer. Ouviu o barulho da porta bater e Derrick gritar por seu nome. [Angelique] Estou aqui no quarto... (Poucos segundos depois ele estava ali, com o olhar ansioso e preocupado.) Não há motivos para pânico ainda. [Derrick] Fiquei nervoso. [Angelique] Eu disse que estava bem e não precisa vir. [Derrick] Já avisou meus pais? [Angelique] Sim, estão a caminho. [Derrick] Ligou para Maite? [Angelique] Não... [Derrick] Esta esperando o que? [Angelique] Fique calmo, não é porque é seu filho que você vai entrar em pânico. Sabe como acontece isso, ou andou faltando aula? [Derrick] Deixa de gracinhas, achei que quisesse minha companhia numa hora dessas. [Angelique] E quero, quero muito. Mas não precisa ficar nervoso. Maite deve estar no consultório agora, não há motivos para atrapalhar, acho que vai demorar horas... [Derrick] Vamos assistir um filme então?? (Derrick a ajudou a se levantar, sentaram no sofá e escolheram um filme) Dulce entrou no consultório de Maite quando foi chamada, a amiga olhou para ela curiosa, Dulce estava pálida e a qualquer momento as lagrimas escorreriam pelo rosto. [Maite] Mas o que aconteceu? Alguma coisa com as meninas? [Dulce] Se importa se eu não contar? [Maite] Tudo bem. Mas esta me deixando assustada. [Dulce] Não é nada de grave. Só preciso descansar. [Maite] Sim, claro. Você quer deixar a consulta para outro dia? [Dulce] Não, melhor agora. (Maite seguiu todos os procedimentos da consulta, fez algumas perguntas, examinou Dulce e pediu alguns exames) [Maite] Vai continuar tomando anticoncepcional? [Dulce] Não. Acho que não será mais necessário. [Maite] Você e Christopher brigaram. (levantou os olhos depois de ter rabiscado algumas palavras no papel) [Dulce] Não. [Maite] Sim! Porque? [Dulce] Não brigamos, Mai. [Maite] Eu respeito. Ele veio com você? [Dulce] Sim. Já estou liberada? [Maite] Se precisar me liga (Maite acompanhou Dulce até a porta, despediu-se com um abraço) Christopher se levantou quando dulce saiu do consultorio, e caminhou até ela, antes que pudesse se aproximar ela já havia saindo da recepção, respirou profundamente e segui ela) [Christopher] Dulce! (ela não respondeu e continuou andando em direção ao carro) Dulce, estou falando com você! [Dulce] Mas eu não quero conversar. Será que pode me respeitar? Pelo menos nisso. (Dulce parou ao lado do carro e Christopher desacionou o alarme, ela entrou e colocou o sinto, depois ele fez o mesmo dando partida no carro e saindo do estacionamento. Dulce prometeu a si que não iria derramar uma única lagrima dessa vez, e assim fez. Christopher dirigiu para um lugar afastado, antes de voltar para casa faria (pelo menos tentaria) ela entender que tudo não passou de um engano e que ele havia mentido. Estacionou o carro próximo a um parque calmo e olhou para ela. [Christopher] Dul, acho que preciso te explicar algumas coisas... [Dulce] Não precisa ter o trabalho. (Dulce tirou aliança com raiva e colocou sobre a mão dele com força) quem sabe possa aproveitar o anel com a sua nova amante! [Christopher] Acredita em Belinda ? Tudo que eu falei pra você ontem não tem importância e não faz o menor sentindo? [Dulce] Depois de ter rolado na cama com ela? É isso? A consciência pesou e veio me falar como era importante que eu continuasse pronta pra você quando ela não estivesse, É ISSO? [Christopher] Eu não fui pra cama com ela, tenta entender! [Dulce] Como Christopher? Como? Chega em casa sem aliança e acha que eu tenho que acreditar que você não fez nada? O anel te fazia lembrar que tinha quatro filhos pra criar?

Christopher negou com a cabeça, daria a vida pela família. As palavras de dulce foram um saco no estomago. Se ela não confiasse nele, não havia mais motivos para permanecerem juntos, por mais que amasse. Um longo silencio se instalou ali, raiva e ódio se misturavam por mais uma vez, já haviam colocado o casamento em risco meses atrás, talvez agora não houvesse nada para recuperar. [Christopher] (irritado) Vai me escutar calada, se achar que estou mentindo é melhor cada um ir para o seu canto. (Dulce assentiu calada) no dia em que Sarah e Maria Eduarda nasceram tirei a aliança e o relógio e coloquei no meu armário, quando voltei ao vestiário pra me trocar não estavam mais lá! Procurei pelo hospital inteiro, revirei a casa atrás, mas não encontrei. [Christopher] Eu não sei como foram parar na mão dela, juro que não sei Dulce! [Dulce] Ontem me disse que não havia falado com ela. Parece que também não sabe como isso aconteceu! [Christopher] Eu cheguei ao condomínio e pedi ao segurança que entregasse a ela, mas disse que não era permitido... Subi conversei com ela e depois fui buscar as crianças. (Dulce sorriu com sarcasmo, o mesmo sentimento estava nas palavras) [Dulce] Quer mesmo que eu acredite nisso? Porque VOCÊ tinha que entregar a bolsa? Ela não podia esperar? [Christopher] Dul, já disse que não sei. Apenas me ligaram e pediram que eu levasse a bolsa até ela. Nada alem disso! [Dulce] Como seu relógio e aliança foram parar nas mãos dela? [Christopher] Dul, já disse que não sei. [Dulce] Eu imagino como... o pior não é ver você me trair... [Christopher] Eu não trai você, acredita em mim! [Dulce] Cala boca! O pior é você me fazer acreditar em algo que não existe, em um amor cheio de mentiras... Acreditar em algo que nunca vai fazer a gente feliz, que só trás sofrimento! Teve uma época que eu sei que era só uma fase, que aquilo ia passar e a gente nunca mais ia brigar tão seriamente. Posso até perdoar você, mas nunca voltarei a confiar, não mais. [Christopher] É isso? Você quer simplesmente me tirar da sua vida? [Dulce] Da minha sim, mas não da dos nossos filhos. Poderá visitá-los quando quiser. [Christopher] Eu ainda não consigo acreditar... [Dulce] Foi você mesmo que disse. Vamos pra casa. (A calma e frieza dela o incomodavam. Dulce parecia uma boneca de gelo, não deixou as lagrimas escorrerem, não demonstraria sua fraqueza, não queria dar chances para que ele pudesse se aproximar, isso a deixaria desarmada. Christopher ligou o carro e saiu dali rapidamente, como se a dor pudesse ficar vagando por aquele lugar, quando mais perto de casa estava, mais doía. Se era isso mesmo que Dulce queria, iria respeitar. Mas não haveria mais chances de voltar a ficar com ela. Independente de como tudo tenha acontecido, ela deveria ter confiado nele. Dulce saiu do carro antes que ele pudesse desligar, estava farta de toda vez ter que entender os erros dele, traição ela não suportaria novamente, mesmo que estivesse cega pela raiva e dor.) Angelique já estava no hospital, nunca sentira algo parecido dor e felicidade se misturado a lagrimas e gritos nada histéricos, a bolsa rompeu e as contrações ficaram muito próximas umas das outras, derrick segurava a mão dela e acariciava os cabelos, passando confiança e carinho. [Angelique] Derrick, não vou conseguir, não vou! [Derrick] Calma, Maite já esta chegando! Logo nosso filho estará aqui, pensa que todo esse esforço vale a pena. Cadê a calma de antes? [Angelique] Tem razão! [Derrick] Vai correr tudo bem! (A enfermeira obstetra já havia feito exame de toque e constatado que estava com dilatação total) Você ouviu?? (autoconfiança e alegria tomaram conta de angelique, agüentaria o que fosse preciso pra ter o filho nos braços, Maite entrou na sala vestindo o uniforme azul. Angelique foi deitada na cama e colocou as pernas sobre o estribo, sentada praticamente de cócoras, a cada contração dilacerava a mão do marido, que fazia uma cara de dor. Ela fazia força, mas logo desistia por achar que não estava progredindo. Derrick conversava com ela e a incentivava a tentar durante mais um tempo. E foi assim que Daniel nasceu, ele foi enrolado em uma toalha e foi direto para o colo de Angelique, ainda com o cordão umbilical intacto, lagrimas e risos se misturavam, Derrick olhava para a cena com o rosto molhado. Daniel mamou logo que nasceu, Derrick cortou o cordão umbilical e sentou ao lado da esposando observando ela e o filho.

A pequena Bianca crescia forte e saudável, era esperta e quando não consegui o que queria chorava até Alfonso e Anahí obedecerem a filha. já balbuciava “mama” e “papa”, mas sem associar nenhum significado a ele, mesmo assim os pais sorriam emocionados. Devotavam muito amor a menina, e sempre a colocavam em primeiro lugar.. Anahí chegou em casa cansada, mal conseguia manter os olhos abertos, mesmo assim arrumou forças para sorriu ao ver pai e filha brincando no tapete da sala. Havia brinquedos espalhados até a cozinha. [Anahí] (sorrindo) Oi... [Alfonso] Demorou, estava preocupado! [Anahí] A cirurgia atrasou, devia ter ligado. [Alfonso] Tudo bem, como foi seu dia? [Anahí] Bom, mas estou cansada. Ela já tomou banho? [Alfonso] Quando cheguei em casa, estava toda suja... Derrubou um vaso que estava na varanda... [Anahí] Outro? [Alfonso] Já limpei. (Anahí sentou ao lado do marido e olhou para a filha, que sorriu e esticou os bracinhos) [Anahí] Quer colo é? (pegou a filha nos braços e encheu de beijos) ela já comeu? (mordendo levemente a barriga da filha que gargalhava) [Alfonso] Dei uma maça depois do banho. [Anahí] Tem alguma coisa pra fazer agora? [Alfonso] Não, por quê? [Anahí] Vou tomar banho então, depois eu a faço dormir. (Anahí deu um beijo demorado no marido e a filha fez um barulho esquisito com a boca, ela riu e deixou a filha com o pai. Levantou e foi para o banheiro, tomou um banho demorado escovou os dentes e passou creme no rosto e vestiu o pijama, pegou uma fralda no quarto da menina e voltou para sala, acomodando-se no sofá) Anahí pegou a filha nos braços e amamentou a menina, que observava o ambiente atenta aos movimentos dos pais. Alfonso sorriu e a filha devolveu o sorriso quase largando o seio da mãe. [Anahí] Hoje ta com fome heim, tem certeza que alimentou ela? [Alfonso] Claro que tenho, acho que não foi o suficiente né? [Anahí] Acho que não... (Anahí sorriu para o marido, Bianca se afastou empurrando a mãe.) Já? (Ela sorriu olhando para a filha enquanto arrumava o pijama, encostou a filha no peito e deu um beijo leve na cabeça, levantou com a filha nos braços e aconchegou a menina e foi para o quarto. De luzes apagadas e a janela bem fechada para que não entrasse luz, Anahí fez a filha dormir enquanto cantava, beijou a menina e a colocou no berço, encostou a porta e foi para o quarto. Alfonso já estava deitado, ocupando toda a cama e usado todos os travesseiros para encostar a cabeça, assisti televisão. Anahí pousou as mãos na cintura e riu. [Anahí] Isso quer dizer que eu vou dormir no sofá? [Alfonso] Isso quer dizer que só tem espaço para um corpo. [Anahí] Qual diferença? [Alfonso] Preciso mesmo explicar? (Anahí se ajoelhou sobre a cama depois deitou sobre ele, sorrindo) [Anahí] Já entendi! Você não tem coragem de dizer. Logo você... [Alfonso] (rindo) Eu não tenho coragem de dizer o que?? [Anahí] De dizer que quer fazer amor comigo! (disse olhando para a parede e sorrindo convencida) [Alfonso] Não tenho? [Anahí] Não! (Ele sorriu, passou a mão pela nuca, trazendo-a para mais perto, a beijou com voracidade, aquilo foi o suficiente para incendiar o desejo que estava contido. Deixaram as horas passarem aproveitando o momento, que se tornou luxo depois do nascimento da filha. Apesar disso cada instante era especial e vivido com tanto amor e carinho que seria impossível deixarem que algo interferisse na vida da família. Tinha certeza do amor que devotavam e que era retribuindo com a mesma intensidade. Movimentos calmos e delicados fizeram com que os dois se amassem durante horas, sem sentir a menor vontade de sair do quarto. Como Alfonso dissera: havia lugar para apenas um corpo naquela cama, os dois eram um só. Anahí adormeceu ainda unida a ele, sobre o corpo do marido. Christopher passou horas observando os filhos que já estavam na cama, daquele momento em diante seriam poucas as horas que passaria na companhia das pessoas que tanto amava, seu coração apertou ao lembrar que não poderia estar com ele a hora que desejasse.

Aquelas seriam uma das poucas vezes que velaria o sono dos filhos enquanto os observavam dormir cada um com sua mania. Beijou cada criança com amor, como se fosse a ultima vez que fosse ter os filhos tão próximos. Entrou no quarto e Dulce olhava pelo vidro da varanda. Nunca imaginou que um amor tão puro e verdadeiro pudesse trazer tanto sofrimento, o mais doloroso de tudo não era a separação e sim o motivo. Não fizera nada e mesmo assim seria culpado de traição. Talvez fosse melhor cada um em seu canto, como anos atrás já havia ocorrido. Mas não se arrependia por ter vivido tantos anos ao lado dela, sem isso não teria tido as melhores experiências que a vida podia proporcionar. Em nenhum lugar e nenhuma pessoa seria capaz de despertar tanto amor e felicidade quanto ela e a casa em que viviam. [Dulce] Se quiser pode passar a noite aqui. [Christopher] Não, eu já liguei para Karen e vou ficar lá até achar um apartamento. [Dulce] Esta bem, se quiser Amanda leva suas coisas amanha. [Christopher] (magoado) Eu mesmo venho buscar, acho que alguém precisa contar a ele que o pai não vai mais viver aqui. [Dulce] Tivesse pensado nisso antes ir pra cama com ela! (Christopher se irritou, a girou e seus olhos se encontraram, antes de tudo sentia raiva. Segurou os braços dela e a sacudiu) [Christopher] Esta me mandando embora, eu aceito. Agora não me venha com insinuações sobre o que PENSA que aconteceu. Você não estava lá e não quer acreditar na verdade, então cale a boca Dulce antes que eu leve as crianças comigo! [Dulce] (irônica) Eles iriam aceitar bem a nova mãe! [Christopher] Dulce, não me provoque. Eu não transei com ela, já te expliquei o que aconteceu, se não quer acreditar problema é seu! E nem ouse conversar com as crianças sobre isso sem que eu não esteja aqui, me ouviu? Ouse jogar uma palavra sua contra mim que você vai se arrepender. [Dulce] Esta me machucando. (ela disse mexendo o pulso preso entre as mãos fortes dele, que soltou delicadamente, antes de ir para o closet, ela permaneceu no mesmo lugar.) Que tipo de mãe acha que sou? Acha que não te amo? Que esta sendo fácil? (Christopher voltou do closet com varias camisas na mão e segurou o rosto dela) [Christopher] Quer saber mesmo que tipo de mãe eu penso que é? (Dulce se encolheu e ele a encarou ainda mais irritado) Sei que ama essas crianças e daria a vida por elas, mas esta sendo injusta e egoísta, elas não tem culpa! [Dulce] Não acredito que esta falando isso de mim... Em quem você pensou quando foi pra cama com Belinda? Apenas em você e no seu desejo, não foi? excluir [Christopher] Quando resolver enxergar a verdade a gente conversa! [Dulce] (irritada) Que verdade Christopher? [Christopher] Eu podia provar que não trai você, mas merece viver sozinha, Dulce. Você merece! É tão cega que não consegue enxergar de como faria tudo por você, mas acabou. Nunca mais eu quero tocar em você, nunca mais! (Dulce tremia, promete que não iria chorar, mas lá estava ela deixando as magoas serem lavadas (Christopher respirou fundou ao sentir água escorrendo pelo rosto dela e a soltou, quase acariciando) Olha, não quero discutir. O que esta feito, esta feito. Eu espero que a gente possa levar uma vida normal. [Dulce] Você poderá visitar as crianças quando quiser, não vou te proibir de nada... Talvez Sofia queira morar com você, não vou ser contra. [Christopher] Porque diz isso? [Dulce] Não sei, mas ela não vai me perdoar por ter que separar ela mais uma vez do pai. (Os olhos de Christopher se encheram de lagrimas, ele voltou par ao closet, não queria demonstrar o quão abalado estava. Ele pegou algumas roupas e colocou em uma pequena mala de mão. Christopher sentou ao lado dela, na cama.) [Christopher] Vou estar na casa da minha irmã, se precisa me liga. Não importa a hora. precisa de dinheiro, ta falando alguma coisa para os meus filhos? [Dulce] Não. Não precisa de nada. [Christopher] Então eu vou indo... (Dulce ficou imóvel, o vendo sair pela porta, saindo de sua vida.) Christopher estava sentado em um banco, seu corpo esparramado pelo balcão do bar. Abriu os olhos e não fazia idéia de onde esta, sua cabeça lateja e mal conseguiu se mexer, seu corpo inteiro doía. [xxx] Hey amigo... Ta na hora! [Christopher] Eu devia estar em casa, [xxx] Não sei, mas você tem que ir embora. [Christopher] Quero horas são?

[xxx] Sete. [Christopher] Devo alguma coisa? [xxx] Uma garrafa de whisky e seis copos? [Christopher] Copos? [xxx] Sim, você não parava de quebrar os copos. (Christopher balançou a cabeça e pagou o que devia, levantou-se e saiu do bar, o carro estava há alguns metros, caminhou sem pressa. Desacionou o alarme e entrou no carro, olhou seu rosto pelo espelho e gemeu) [Christopher] Você me paga Belinda... (Saiu com pressa, precisava saber quais motivos teriam levado Belinda a fazer aquilo e como havia pegado suas coisas, minutos depois estava tocando a campainha impaciente, a porta abriu e ele entrou, sem qualquer educação, batendo a porta) [Belinda] Não esperava que viesse tão cedo! [Christopher] Onde estão minha aliança e o relógio? (Belinda abriu a bolsa, entregou a ele os objetos e sorriu) [Belinda] Ela demorou pra sentir falta, não? [Christopher] Como conseguiu pegar? [Belinda] (sorrindo) Esqueceu aqui em casa, não lembra? [Christopher] Belinda, não estou com paciência pra brincadeiras. [Belinda] Conversei com a administradora do hospital dei uma desculpa qualquer, ela disse uma das faxineiras tinha chave dos armários, não foi difícil. [Christopher] Por quê? [Belinda] É tão difícil adivinhar? [Christopher] Nunca dei motivos para achar que queria algo com você, e vou continuar com a mesma opinião. Não gosto de loiras, querida. [Belinda] Não seja por isso, eu pinto de ruivo. [Christopher] Você me enjoa. Tem noção do que acabou de fazer? [Belinda] Acho que a Dulce não acreditara mais em você. [Christopher] Você acabou de me separar das pessoas que mais amo, e nunca perdoaria alguém por isso! (segurou o pescoço dela com raiva e a prensou contra a parede.) Diga o que quer pra contar a verdade a Dulce! Diga! [Belinda] Já disse que quero você! [Christopher] Prometa que vai contar a verdade a ela! Prometa! (Christopher apertava o pescoço dela com mais força) [Belinda] Eu vou pensar... [Christopher] PROMETA! [Belinda] Tudo bem, eu conto! (falou com dificuldade, ele a soltou) [Christopher] Será do meu jeito. Ouse abrir a boca pra falar o que acontecerá aqui e eu te mato! [Belinda] Não tenho medo! [Christopher] Pois é bom que tenha! (Sem pensar em mais nada, Christopher rasgou a camisola dela e olhou tão ameaçador que Belinda sentiu um calafrio. sem tirar a toda a roupa ele a penetrou tão irado que Belinda soltou um grito de dor, após isso sorriu vitoriosa, finalmente seria dele. ele atingiu o orgasmo antes que ela, se não fosse pela campainha ela teria se satisfeito também, Christopher a empurrou. Belinda olhou assustada. [Christopher] Não vai atender? (Ela olhou quase chorando para ele, pegou o robe que estava sobre o sofá e vestiu, abriu a porta e não pode ver quem era, foi empurrada com tanta força que cambaleou. Christopher fechou os olhos, aquilo não estava acontecendo.) Christian acordou com Maite falando, olhou para ela e sorriu ao ver que dormia. Devia estar sonhando com alguma coisa, beijou os ombros dela enquanto brincava com os cabelo curto e preto. Foi até o banheiro e escovou os dentes, voltou para o quarto, Olhou para o relógio e constatou que teria mais algum tempo livre. [Christian] (sussurrando) Mai... [Maite] Estamos atrasados? Não exatamente, acordei e não consigo mais dormir, pensei que poderia me fazer campainha. [Maite] Você é um folgado. [Christian] Esta cansada? [Maite] Nada que um café forte não resolva. (Maite pulou da cama e foi até o banheiro, lavou o rosto e escovou os dentes e ligou a banheira, voltou para o quarto e escolheu as peças de roupa que iria vestir) [Maite] Já acordou Leo? [Christian] Não. Você precisa ir antes para o hospital?

[Maite] Por quê? [Christian] Podíamos ir aquele Café que tanto gosta, eu, você e nosso filho. [Maite] Eu tenho uma idéia melhor... [Christian] Qual? (ela começou a desabotoar a camisa do pijama enquanto sussurrava no ouvido dele) [Maite] Podíamos tomar banho naquela banheira, faz tanto tempo, ela parece tão abandonada (Christian sorriu e a beijou com calma enquanto seu corpo de moldava ao dela. Logo aquele beijo se transformou num mar de sensações, Christian se desfez da roupa da esposa com facilidade, caminharam entre beijos e caricias para um mundo paralelo onde só existiam eles dois e amor que sentiam um pelo outro.) A visão de Dulce ficou embasada, as lagrimas insistiam em rolar por sua face sem controle nenhum, fechou os olhos e elas tornaram-se grossas e mais freqüentes. Ela sabia que não deveria ter vindo atrás da verdade, deveria ter ficado em casa. Durante horas chorou na presença de Alexandra e Blanca, mãe e sogra tentando convencê-la de procurar Belinda e saber o que realmente estava acontecendo. Então por insistência viera e o que acabou encontrando foi uma verdade dolorida, que dilacerava seu coração e alguns pedaços. Christopher saiu da sala e se trancou no primeiro cômodo que encontrou. [Belinda] O que faz aqui? [Dulce] Eu vim conversar. [Belinda] Eu não esperava, senta. (Belinda ainda estava abalada, nunca fora tratada com tanto desprezo, engoliu em seco ao ver o rosto pálido de Dulce e as marcas de uma noite em claro, talvez merecesse.) [Dulce] Acho que vá vi tudo que precisava ver. (Dulce se virou para sair e belinda pulou na sua frente, demorou a falar e isso só aconteceu porque Dulce soluçava) [Belinda] Ouça Dulce... [Dulce] Se você vai falar sobre seu caso com meu marido melhor ficar quieta. [Belinda] Eu e Christopher nunca estivemos juntos. [Dulce] Não sou tão ingênua, sei bem o que vi. [Belinda] Tudo bem, Christopher só foi encostar em mim minutos antes de você aparecer... (Dulce olhou sem entender) sei que parece loucura... Mas fui eu que peguei aliança e o relógio. [Dulce] Belinda, não sou idiota! Você e Christopher acabaram de se jogar um nos braços do outro... Isso é evidente! [Belinda] Deixe-me explicar, por favor, entre! (Dulce olhou desconfiada, mas entrou, sentou no sofá e fez sinal para que belinda falasse) Christopher nunca se atreveu a olhar pra mim... Deixei a bolsa no hospital de propósito e pediu a secretaria que mandasse ele trazer... Sei que ele contaria isso a você que viria aqui, depois disso não seria difícil encontrar vocês dois juntos e dizer que ele havia deixado as jóias aqui. [Dulce] Você esta dizendo que armou tudo isso? [Belinda] Dulce, sou apaixonada pro ele e faria tudo para que ficasse comigo. [Dulce] (chorando) Mesmo que tivesse que destruir a família dele, mesmo ele sendo infeliz ao seu lado? Tudo isso pelo prazer de ver ele afastado de mim? [Belinda] Sim. Deixe-me continuar... Ele chegou hoje de manha, pediu o que queria em trocar de que eu contasse a verdade... Fiz minha oferta e ele aceitou. [Dulce] Então ele se viu obrigado a ficar com você pra que me contasse a verdade... [Belinda] Foi, foi isso. Só estou te contando porque achei que... Ele ficaria comigo. Mas quando percebi que nunca me trataria do jeito que a trata... me arrependi. Dulce soluçava tanto que lhe faltava ar, foi até o quarto onde Christopher estava e abriu a porta. Ele estava sentado na cama de solteiro com a cabeça entre os joelhos, ela permaneceu imóvel por um momento. Precisava do perdão dele, ficou em frente a ele e respirou fundo, sem coragem de começar olhou pela janela. [Christopher] Acredita em mim agora? [Dulce] Me perdoa? (Christopher levantou a cabeça, estava com uma aparência horrível e cheirava a álcool) [Christopher] Foi preciso eu fazer algo que nunca teria feito pra você saber da verdade, me sinto a pior pessoa do mundo, nunca teria encostado um dedo em uma mulher que não fosse você! [Dulce] Chris, é uma historia absurda... Como você queria que eu acreditasse? [Christopher] Droga! Era pra você confiar em mim! [Dulce] O que você pensaria? [Christopher] Depois de tudo que aconteceu eu teria acreditado! Não foi por causa de um

desentendimento que brigamos durante meses? Prometemos um ao outro que isso não atrapalharia mais, que não haveria motivos pra duvidar! Me diz, antes disso você duvidou de algo que te disse? (Dulce ficou quieta, ele se irritou) Me responda! [Dulce] Não, não houve motivo algum pra duvidar de você! Droga, Chris! [Christopher] Você devia ter acreditado em mim. (Dulce respirou fundo, finalmente esta tudo esclarecido, mas sua alma pesava, sentia-se culpada por ele ter transado com Belinda. Ele precisava voltar para casa.) [Dulce] Não quero que acabe assim... Por favor! [Christopher] Sei que é difícil, não é o único que vai sofrer, mas eu não quero voltar. Dulce, conversamos sobre isso ontem, ou esqueceu? Me acusou de ser egoísta de não ter pensado nos NOSSOS filhos, nunca faria nada pra te magoar e duvidou disso! Duvidou de tudo que sinto por você e isso não tem perdão Dulce, não tem.! Se não se importa quero que vá embora e me deixe com a minha amante! [Dulce] (chorando) Chris... [Christopher] Dulce, não tem mais volta. Me desculpa, mas quem não quer mais nada sou eu. Devia ter levado a serio o que te falei ontem. [Dulce] Tem certeza que é isso que quer? [Christopher] A verdade é que isso deveria ter acontecido alguns meses atrás. [Dulce] Não acredito que ouvi isso... [Christopher] Encare a verdade e siga sua vida. [Dulce] Tudo bem, se algum dia você quiser voltar... Estarei te esperando... [Christopher] Esse dia não chegara. [Dulce] Você que pensa, não vá achando que eu vou te deixar em paz. [Christopher] Vai sim... Quem sabe no próximo casamento você acredite em seu marido, não suportaria te ver abandonada outra vez! [Dulce] Então porque esta fazendo isso? [Christopher] Pra não ter uma próxima vez, pra não precisar duvidar de mim quando a confiança for colocada em jogo. Pra eu não ter que ouvir que não te amo! [Dulce] Onde dormiu? [Christopher] Não sei. [Dulce] (incrédula) Você não dormiu na casa da sua irmã? [Christopher] Não... [Dulce] Foi aqui? [Christopher] CHEGA DULCE! Belinda deve ter explicado tudo... Nem depois de tudo que precisei fazer você consegue acreditar que nunca tive nada com ela? [Dulce] (irritada) Onde dormiu? [Christopher] Sei lá, não lembro. [Dulce] Deu pra ser irresponsável depois de velho? Já pensou se algo tivesse acontecido a você?! [Christopher] E você se importa? [Dulce] Nunca teria te perdoado por me deixar sozinha. [Christopher] Esta sozinha, Dulce! [Dulce] Você entendeu! Tente magoar seus filhos e vai se ver comigo, se não aqui, no inferno! [Christopher] Agora você lembrou que tem filhos, não é? Ontem quando devia ter acreditado em mim só pensou no seu sofrimento! É Melhor ir embora, preciso conversar com Belinda. [Dulce] Não vou deixar que dirija, já se olhou? Você ta me dando nojo... [Christopher] Se te conforta, me fez muito bem... [Dulce] Não vai conseguir me magoar com isso, se é o que pretende. [Christopher] Vai embora, estou cansado. (Dulce tirou as chaves que estavam penduras no bolso da calça dele e saiu do quarto. Belinda estava sentada no sofá, com a cabeça baixa, alem de ódio Dulce sentia pena.) [Belinda] Dulce, me desculpe... Eu não pude deixar de escutar a conversa, não achei que as coisas fossem chegar a tal ponto, agi por impulso não pensei que sua família... [Dulce] Cala boca antes que eu mesma faça! Espero que pague muito caro pelo que fez e que algum dia Deus te perdoe, talvez Christopher faça isso, mas o meu perdão nunca terá, você destruiu minha vida por causa de um capricho, eu amo meu marido, era feliz com ele e se não fosse por você meus filhos não precisariam ficar longe do pai. Teve o que mereceu, não tem nada pior que ser usada desse modo, ele só encostou em você porque não tinha saída! (Dulce abriu a bolsa e tirou uma nota de cinco pesos mexicanos e colocou na mal da mulher) espero que isso pague pelos seus serviços! Vê se aprende! (Dulce deus as costas e saiu do apartamento.)

Christopher lavou o rosto, olhou-se no espelho, sentiu nojo por tudo que havia feito, não teria feito nada se não estivesse desesperado e parcialmente controlado pelo álcool. Saiu do banheiro e observou Belinda por instante. [Christopher] Porque comigo? [Belinda] Não sei se isso te conforta, mas estou arrependida. [Christopher] Não, não conforta! Pedir a mulher que amo e terei que morar em outro lugar! Tem noção do que fez? (Christopher riu, quase chorando) Nunca entenderia... Tudo isso esta acima da possessão e desejo, acima de tudo que Você possa sentir. Desejo que um dia sinta por alguém o que sinto pela minha família, só então poderá sentir remorso pelo que fez e mesmo assim seria pouco pelo que fez! Você é cruel, espero que o que fiz contigo te acompanhe pelo resto dos seus dias, não tem nada pior que ser tratada do jeito que a tratei, e não me arrependo! Espero que durante toda sua vida lembre do que fez, lembre de como destruiu a Minha Família. [Belinda] Eu posso fazer algo pra ajudar? Não quero que se separe dela. (Christopher só conseguiu rir) [Christopher] Não era isso que queria? Me ver longe da dulce... [Belinda] Era... Não achei que fosse tão doloroso pra vocês. [Christopher] Claro que não sabia! Não em noção de quanto a gente se ama... [Belinda] E porque não tentam mais uma vez? [Christopher] Fácil falar quando não se ama ninguém, não é? Morreria pela Dulce e ela duvidou disso, ela desconfiou do meu amor e tudo que eu acredito e sinto, por sua culpa! (Christopher colocou o relógio no pulso e aliança no bolso da calça e saiu do apartamento. Enfrentaria a parte mais dolorosa. Saiu do condomínio e avistou Dulce dentro do carro, queria abraçá-la e dizer que ficaria tudo bem, mas não era possível, entrou no carro em silencio e ela deu a partida, saindo dali.) [Christopher] Como chegou aqui? [Dulce] De táxi [Christopher] Porque foi conversar com ela? Queria confirmar a verdade? Ela não te contaria, inventaria mais um monte de mentiras e você acreditaria (Dulce deixou algumas lagrimas caírem, arrependida por não ter acreditado) [Dulce] Onde esta minha aliança? [Christopher] Não tirou ela ontem? Pois fique sem! Já não é mais casada comigo... (Dulce apertou o volante com intenção de conter as lagrimas, mas foi em vão, ela já estava soluçando. Christopher passou as mãos pelo rosto impaciente e cansado, quando aquilo acabaria? Não queria ver Dulce sofrendo ainda mais, em pensamento admitiu ter exagerado. Dulce estacionou o carro em frente a casa, entraram na residência calados, subiram as escadas sem que ninguém os visse.) [Dulce] Você precisa de um banho e uma cama... [Christopher] Não Dulce, preciso de bem mais que isso. (ele entrou no banheiro e bateu a porta, novamente ela estava chorando e não conseguia parar, saiu do quarto e foi até a cozinha, tomou um calmante, Alexandra e Blanca entraram no ambiente.) [Alexandra] Cadê meu filho? [Dulce] Esta no quarto, tomando banho. [Blanca] Se acertaram? [Dulce] Não. Pelo que deu a entender não terá mais volta. [Blanca] Afinal... O que aconteceu? (Dulce contou tudo a mãe e a sogra, escondendo alguns detalhes) [Alexandra] Dul, de tempo a ele. Esta magoado, tenho certeza que não te deixaria por nada... Não o vejo vivendo sem você e os filhos... Talvez demore, mas irão se acertar. [Dulce] Não estaria tão confiante depois de ouvir o que ele disse... Eu vou subir pra ver se ele precisa de alguma coisa (Dulce estava subindo as escadas quando lembrou das filhas) elas acordaram? [Blanca] Não, pode ficar tranqüila, vai resolver seus problemas que a gente da um jeito aqui. (Dulce entrou no quarto e Christopher fazia as malas) [Dulce] Deixa que eu faço isso, vai descansar... Daqui a pouco Sofia e Eduardo chegam... (Christopher saiu do quarto e Dulce olhou para as roupas em cima da cama suspirou e começou a colocar todos os pertences dele dentro da malas, terminou já passava das duas horas, pegou uma caixa onde guardava todas as recordações dos filhos e colocou ao lado. Mais alguns minutos se passaram, ele entrou no quarto) [Christopher] Já guardou tudo? [Dulce] Sim, se quiser dar uma olhada pra ver se não esqueci nada... [Christopher] Confio em você. (Aquilo soou tão pesado que Christopher quase teve vontade de se desculpar, dulce ficou encarando o marido como se procurasse entender se era para

magoá-la.) as crianças já chegaram, perguntaram por você. Porque não desceu pra almoçar. [Dulce] Não tive coragem. (Dulce fez menção em falar algo, mas ficou quieta. Repetiu isso tantas vezes que Christopher sorriu) [Christopher] Fala logo. (Dulce deu alguns passos e ficou em frente a ele, engoliu em seco antes de começar a falar.) [Dulce] Chris, sei que não quer ir. Não quero que saia assim... Sabe o quanto nos quatro vamos sofrer, não sabe? Sei que errei, deveria ter confiado em você, acreditado no seu amor sem questionar, mas esta sendo injusto! Deixe-me tentar provar que amo você, que isso nunca mais vai acontecer. [Christopher] Não vejo que vá ser diferente, na primeira oportunidade depois da briga que tivemos você provou que tudo que prometemos um ao outro foi em vão... Não duvido que você me ame, mas você sim duvida do que eu sinto... [Dulce] Será que é difícil entender que disse aquilo porque estava magoada? [Christopher] Estou magoado e mesmo assim continuou acreditando que me ama... [Dulce] Isso dói... [Christopher] E vai continuar doendo enquanto você não aceitar que acabou. [Dulce] Chris... [Christopher] Chega Dulce, isso ta se tornando cansativo. Não quero ter motivos pra brigar ainda mais. (Dulce baixou a cabeça) quero que as crianças fiquem comigo as sextas, sábados e domingos... [Dulce] Se não for problema pra você pode buscar eles na escola... [Christopher] Sim, pode ser. (Sofia e Eduardo entraram no quarto sorrindo, olharam as malas em cima da cama curiosos) [Sofia] Vão viajar? (Christopher fez com que os filhos sentassem na cama e se ajoelho segurando a mão deles) [Christopher] Vocês sabem o quanto amo vocês, não sabem? (os dois assentiram calados) eu e sua mãe conversamos e achamos melhor nos separar... [Sofia] Separar? COMO ASSIM??? [Christopher] Deixa eu acabar... Chega um momento que o relacionamento não dá mais certo, eu e sua mãe temos muito carinho um pelo outro, mas já não é mais suficiente pra nos mantermos juntos. Entende? [Sofia] Não ama mais a mamãe? [Christopher] Não... (Dulce escutou aquilo querendo gritar, pedir pra ele ficar, mas tudo que conseguiu fazer foi sair do quarto) já não é saudável eu e sua mãe ficarmos juntos, mas isso não quer dizer que não ame vocês... São meus filhos e nunca, nunca vou deixar de amar vocês quatro. Vou tentar alugar um apartamento aqui perto, assim quando sentirem vontade de me visitar não será problema... Já combinei com a Dulce... Sextas-feiras e os finais de semana vocês ficaram comigo. [Eduardo] Porque você não pode continuar morando aqui? [Christopher] Por que não... [Eduardo] Por quê? [Christopher] Já disse que não amo mais sua mãe, mas gosto muito dela e vai ser minha amiga. (Eduardo começou a chorar e se agarrou no pescoço do pai) [Eduardo] Não quero que você vá... [Christopher] Não precisa chorar, vamos nos ver todo dia, a diferença é que não vou morar aqui... [Eduardo] Não é a mesma coisa... [Christopher] Sei que não, mas por enquanto terá que ser assim. Quando eu arrumar um lugar pra ficar se quiserem podem ir morar comigo... [Eduardo] Verdade? [Christopher] Claro que sim! [Eduardo] Amanha você vai buscar a gente? [Christopher] Vou. [Eduardo] Eu já estou com saudades. [Christopher] Vai passar, um dia vocês vão se acostumar com isso... Vocês me levam até a porta? (Christopher pegou as malas e Eduardo a caixa que estava sobre a cama, Sofia não conseguia dizer nada, algumas lágrimas rolavam pela face dela) [Christopher] Você não vem? [Sofia] Porque estão fazendo isso? Sei que ainda se amam... Como vai ficar a Sarah e a Maria Eduarda? Elas vão crescer e não vão ter você aqui... [Christopher] Sofia... Eu sei que conhece a situação, mas não vou embora pra sempre... Quando quiser podem ficar comigo... E quem sabe mais tarde eu e sua mãe não voltemos a morar juntos... Hum? É só uma crise, meu anjo... Mas é melhor ficarmos um tempo

separados por enquanto... [Sofia] Mas você disse que não ama mais ela... [Christopher] Mas posso voltar amar, não acha? (Sofia assentiu e abraçou o pai.) [Sofia] Promete que não vai esquecer a gente? [Christopher] Claro que prometo, quando as férias do meio ano chegaram a gente pode viajar, o que acham? [Sofia] Pra onde a gente quiser? [Christopher] Podem escolher... [Sofia, Eduardo] DISNEY!! (Christopher sorriu e beijou os filhos) vão descendo, preciso terminar de falar com a mãe de vocês... (Sofia e Eduardo saíram do quarto de cabeça baixa ainda com lágrimas nos olhos, Dulce entrou no quarto.) [Christopher] Acho que não foi tão doloroso assim, né? (tentando ser otimista) [Dulce] É... Já esta indo? [Christopher] Acho melhor, quero encontrar logo um lugar pra ficar. [Dulce] Ta. [Christopher] Vou ficar na casa da Karen por enquanto, me liga se precisar. [Dulce] Certo. [Christopher] Tudo bem? [Dulce] Sim. (Dulce não conseguia pronunciar mais que uma palavra, estava perdendo o controle sobre suas emoções, sentia que a qualquer momento a parte vital de seu corpo e de sua alma morreria. Olhou para Christopher séria, tentando não chorar) as crianças vão sentir sua falta... (involuntariamente Christopher se pegou pensando se ela não sentiria falta dele, sentiu vontade de perguntar mais foi interrompido por ela) estava pensando se eles não podiam passar uma semana comigo e a outra com você... [Christopher] Se for o melhor... [Dulce] Acho sim. Mais tarde eu vou conversar com eles... Eu preciso amamentar as meninas, já tinham acordado quando eu subi... [Christopher] Sim... [Dulce] Eu vou falar com minha advogada essa semana... Assim que os papeis do divorcio estiverem prontos eu a mando entregar a você. [Christopher] QUE? (a expressão saiu involuntariamente, Dulce havia tocado em um assunto sensível. Divórcio significava nunca mais ter ela ao seu lado, só de pensar nisso o corpo dele estremeceu.) Você não... (Dulce interrompeu, tentando manter a calma) [Dulce] O que você quer? Quer continuar casado comigo e prendendo pela vida inteira? [Christopher] Não, não é isso Dulce... Eu só achei que... [Dulce] Que...? [Christopher] Que talvez um dia a gente pudesse pensar em voltar a ficar juntos. (disse com a voz embargada) [Dulce] E até lá o que eu faço? Fico esperando você decidir se me perdoa ou não? Eu já esperei você por quatro anos, não vou esperar mais quatro, você ta me deixando e dessa vez é definitivo, foi você mesmo que decidiu... (Christopher se aproximou para abraçá-la, ela recuou) [Christopher] Não achei que você fosse levar tão a serio. [Dulce] Me fez abrir os olhos... Esta certo, desconfiei de você e do seu amor, acho que não tem mais nada que possamos viver juntos. (Christopher deixava as lagrimas caírem como se fossem levar embora toda dor e sofrimento, como se no dia seguinte ele estaria novamente com ela. Dulce não chorava, mas assim que ele saíssem pela porta não agüentaria mais. A única razão pela qual ainda viveria seria os Filhos, e foi assim que aconteceu... Christopher saiu do quarto e saiu de sua vida, estava levando embora o que ela tinha de mais precioso: o amor que sentia pelo marido.