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Norma

Portuguesa
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NP
EN 196-6
2010

Métodos de ensaio de cimentos
Parte 6: Determinação da finura
Méthodes d’essai des ciments
Partie 6: Détermination de la finesse
Methods of testing cement
Part 6: Determination of fineness

ICS
91.100.10

DESCRITORES
Tecnologia do cimento e do betão; cimentos; hidratação; ensaios
e análises químicas; equipamento para ensaio; calorímetros;
calibração; cálculos matemáticos; bibliografia

Im

CORRESPONDÊNCIA
Versão portuguesa da EN 196-6:2010

HOMOLOGAÇÃO
Termo de Homologação n.º 185/2010, de 2010-08-05
A presente Norma substitui a NP EN 196-6:1990 (Ed. 1)

ELABORAÇÃO
CT 105 (ATIC)
2ª EDIÇÃO
Agosto de 2010

CÓDIGO DE PREÇO
X006

 IPQ reprodução proibida

Rua António Gião, 2
2829-513 CAPARICA

PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101
E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt

Preâmbulo nacional

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À Norma Europeia EN 196-6:2010, foi dado estatuto de Norma Portuguesa em 2010-03-30 (termo de
Adopção nº 528/2010 de 2010-03-30).

10 Versão portuguesa Métodos de ensaio de cimentos Parte 6: Determinação da finura Prüfverfahren für Zement Teil 6: Bestimmung der Mahlfeinheit Méthodes d’essai des ciments Partie 6: Détermination de la finesse Methods of testing cement Part 6: Determination of fineness A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 196-6:2010. Noruega. Croácia. Hungria. República Checa. Itália. Irlanda. Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN. Im CEN Comité Europeu de Normalização Europäisches Komitee für Normung Comité Européen de Normalisation European Committee for Standardization Secretariado Central: Avenue Marnix 17. Estónia. Bélgica. nº EN 196-6:2010 Pt . sem qualquer modificação. B-1000 Bruxelas  2010 CEN Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN Ref. Islândia. Espanha. Esta Norma Europeia foi ratificada pelo CEN em 2009-12-21. Grécia. e notificada ao Secretariado Central. francês e inglês). Polónia. Luxemburgo. obtida pela tradução. Malta. tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. França. Letónia. Lituânia. Dinamarca. Eslovénia. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade. A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão. como norma nacional. Roménia. Suécia e Suíça. Eslováquia.100. Países Baixos. para a sua língua nacional. Bulgária. Finlândia. Uma versão noutra língua. Reino Unido. Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define as condições de adopção desta Norma Europeia. sob responsabilidade de um membro do CEN. Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha. e tem o mesmo estatuto que as versões oficiais. Portugal. Áustria.NORMA EUROPEIA EN 196-6 EUROPÄISCHE NORM NORME EUROPÉENNE Janeiro 2010 EUROPEAN STANDARD Substitui a EN 196-6:1989 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o ICS: 91. Chipre.

............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 8 4..............................................................10 Resultados...2 Aparelhos e utensílios ................................................................................................................................................................... 18 5..................................................................................7 Calibração do aparelho ................................................................................................................................ 12 4............8 Cimentos especiais ..................................................................................................................................................4 Procedimento ................................................................................................................................................................ .... 18 5........ 7 3............................................NP EN 196-6 2010 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o p........................................................5 Resultados... 6 3.........................................................4 Condições de ensaio ............................................5 Camada compactada de cimento ..............................................................................................1 Princípio ... 7 3................. 6 3....................................................................................3 Materiais ...............................................................1 Princípio . 19 5............................................................................................................................................... 11 4........................................................................................................................................................ 12 4.... 20 5..............................................................................2 Aparelhos e utensílios ........................2 Aparelhos e utensílios ........................................ 20 Anexo NA (informativo) Correspondência entre a norma europeia referida na presente Norma e a norma nacional.................................................. 21 Im Preâmbulo nacional ...1 Princípio ............................. 7 3............. 8 4 Método de permeabilidade ao ar (Método Blaine) ........... 14 4........... 5 1 Objectivo e campo de aplicação...6 Repetibilidade e reprodutibilidade.5 Resultados.................. 16 4.......... 17 5 Método de peneiração por jacto de ar ............................................................................................................................................................................. 13 4.................................................................................................................................. 18 5.... 20 5...................................................................... 8 4..........................................................................................9 Simplificação dos cálculos ................................................................................................................................................................................................................................................. 6 2 Referências normativas ..................................................................................................................... 16 4......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................3 Material para verificação do peneiro ........4 Verificação do peneiro................................................................................................................6 Ensaio de permeabilidade ao ar .................. 4 de 21 Sumário Página 2 Preâmbulo ............................................................................................................. 8 4......................................3 Procedimento .. 6 3 Método de peneiração ...........................

Outro documento. O CEN (e/ou o CENELEC) não deve ser responsabilizado pela identificação de alguns ou de todos esses direitos. Pode acontecer que alguns dos elementos do presente documento sejam objecto de direitos de propriedade. Chipre. Croácia. As principais alterações técnicas desta edição foram baseadas nos comentários recebidos pelo secretariado: a) incluiu-se um método para determinar o resíduo por peneiração com jacto de ar. Estónia. A presente Norma substitui a EN 196-6:1989. Finlândia. Itália. dióxido de carbono e álcalis nos cimentos. seja por adopção. b) clarificou-se o método para a calibração do equipamento de permeabilidade ao ar e juntou-se um método alternativo que evita a utilização de mercúrio. Hungria. Malta. Bulgária. Roménia. Bélgica. De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC. foi revista e incorporada na EN 196-2. Letónia. Irlanda.NP EN 196-6 2010 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o p. cujo secretariado é assegurado pelo NBN. EN 196-21 Métodos de ensaio de cimentos – Parte 21: Determinação do teor em cloretos. Espanha. A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional. Eslovénia. Polónia. Grécia. Países Baixos. Methods of testing cements – Part 4: Quantitative determination of constituents. seja por publicação de um texto idêntico. A Norma Europeia EN 196 “Methods of testing cement” é constituída pelas seguintes partes: Part 1: Determination of strength Part 2: Chemical analysis of cement Part 3: Determination of setting times and soundness Part 5: Pozzolanicity test for pozzolanic cement Part 6: Determination of fineness Part 7: Methods of taking and preparing samples of cement Part 8: Heat of hydration ─ Solution method Part 9: Heat of hydration ─ Semi-adiabatic method Part 10: Determination of the water-soluble chromium (VI) content of cement NOTA: A parte existente anteriormente. Áustria. Dinamarca. a ENV 196-4 Métodos de ensaio de cimentos – Parte 4: Determinação quantitativa dos constituintes. Reino Unido. Islândia. Portugal. França. o mais tardar em Julho de 2010 e as normas nacionais divergentes devem ser anuladas o mais tardar em Julho de 2010. Im c) corrigiram-se os factores utilizados no método Blaine de permeabilidade ao ar relativamente a erros introduzidos na conversão para as unidades SI. a presente Norma deve ser implementada pelos organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha. foi publicado como Relatório Técnico CEN/TR 196-4. 5 de 21 Preâmbulo A presente Norma (EN 196-6:2010) foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 51 "Cement and building limes”. República Checa. Eslováquia. Luxemburgo. Noruega. Suécia e Suíça. . Lituânia.

Para referências não datadas. EN 197-1*) Cement – Part 1: Composition. aplica-se a última edição do documento referenciado (incluindo as emendas)..NP EN 196-6 2010 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o p.ex. *) Ver Anexo NA (nota nacional). O método de peneiração por jacto de ar mede a retenção no peneiro e é adequado para substâncias que passam no peneiro de 2. 63 µm e 90 µm. Determina-se assim a percentagem de cimento cujos grãos têm dimensões superiores às da malha especificada do peneiro. perforated metal plate and electroformed sheet – Nominal sizes of openings ISO 3310-1 Test sieves – Technical requirements and testing – Part 1:Test sieves of metal wire cloth ISO 4803 Laboratory glassware – Borosilicate glass tubing 3 Método de peneiração 3. Os métodos são aplicáveis a todos os cimentos definidos na EN 197. Este método é sobretudo apropriado para a verificação e controlo do processo de produção. O método de permeabilidade ao ar (Blaine) mede a superfície específica (superfície por unidade de massa) por comparação com uma amostra de cimento padrão. . Para referências datadas. NOTA: O método de permeabilidade ao ar poderá não dar resultados significativos em cimentos com partículas muito finas.1 Princípio A finura do cimento é determinada por peneiração em peneiros normalizados. A determinação da superfície específica serve principalmente para verificar a uniformidade do processo de moagem de uma determinada instalação. Este método permite apenas uma avaliação limitada das propriedades do cimento utilizado. 2 Referências normativas Os documentos a seguir referenciados são indispensáveis à aplicação deste documento. specifications and conformity criteria for common cement ISO 383:1976 Laboratory glassware – Interchangeable conical ground joints ISO 565 Test sieves – Metal wire cloth.0 mm. 6 de 21 1 Objectivo e campo de aplicação A presente Norma descreve três métodos de determinação da finura do cimento. Este método poderá ser utilizado com peneiros com uma gama de aberturas. O método de peneiração serve unicamente para detectar a presença de partículas grossas de cimento. apenas se aplica a edição citada. Poderá ser utilizado para determinar a distribuição granulométrica de aglomerados de partículas muito finas. p. Im Para verificar o peneiro especificado é utilizada uma amostra de referência que tem uma proporção conhecida de material mais grosso do que a malha desse peneiro.

R.2.ex. R1.4 Procedimento 3. Remexer cuidadosamente o pó resultante por meio de uma vareta seca e limpa. Os recipientes devem ser marcados com o valor do resíduo de peneiração do material de referência.NP EN 196-6 2010 p. de maneira a distribuir os finos por todo o cimento. Im Repetir todo o processo utilizando a amostra de 25 g para obter R2. A peneiração por um processo manual requer um operador conhecedor e experiente. planetários e lineares até que não passe nenhum material fino através dele. rígida.2 Aparelhos e utensílios 3..5) g de cimento com a aproximação de 0.2. 3. 90 µm de abertura. da quantidade que foi primeiro colocada no peneiro com a aproximação de 0. com a aproximação de 0. Expressar a sua massa em percentagem. O material deve ser conservado em recipientes estanques selados.1 %. Colocar o fundo metálico sob o peneiro. repetir todo o processo uma terceira vez e calcular a média dos três valores.1 %. como a média de R1 e R2.1 Determinação do resíduo do cimento Agitar a amostra do cimento a ensaiar durante 2 min num recipiente rolhado. 3. Remover e pesar o resíduo. verificar os peneiros após 100 peneirações como se segue: . Colocar a tampa no peneiro. resistente. Deve incluir um fundo metálico e uma tampa para evitar perdas de material durante a peneiração. quando verificada por um processo óptico segundo os métodos da ISO 3310-1.4. Calcular então o resíduo do cimento. A tela do peneiro deve satisfazer os requisitos da ISO 565 e ISO 3310-1 e não deve apresentar irregularidades visíveis das dimensões da malha. Além disso. em aço inoxidável ou outro material metálico resistente à abrasão e à corrosão. guarnecido de uma tela de malha de. 3.e. com cuidado para evitar perdas.4.2 Verificação do peneiro Os peneiros deverão ser limpos e. Agitar o peneiro com movimentos de rotação. se a malha está esticada e não amolgada ou perfurada). dever-se-á verificar se não estão danificados (i. Quando os resultados diferirem em mais do que 1 % em valor absoluto. a fim de evitar alteração das suas características por absorção ou por deposição proveniente da atmosfera. NOTA: A peneiração poderá ser feita manualmente ou numa máquina.01 g. não corrosível..2 Balança Para pesar uma massa de 25 g com uma aproximação de 0. 7 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o 3. Aguardar 2 min.01 g e colocá-lo no peneiro. 3. em percentagem. Empurrar cuidadosamente com um pincel todo o material fino do peneiro para dentro do tabuleiro de fundo do peneiro.3 Material para verificação do peneiro Para verificar o peneiro deve estar disponível um material de referência com resíduo de peneiração conhecido.1 Peneiro de ensaio Constituído por uma estrutura cilíndrica. p. de 150 mm a 200 mm de diâmetro nominal e 40 mm a 100 mm de profundidade. para dispersar os grumos. após cada peneiração. Pesar (25 ± 0.

R0.1 Célula de permeabilidade A célula é constituída por um cilindro recto rígido com as dimensões e tolerâncias indicadas na Figura 1 a). Em condições normalizadas. 8 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o Agitar a amostra do material de referência a utilizar para verificar o peneiro. com a aproximação de 0. Peneirar o material de acordo com 3.6 % num peneiro satisfatório.1.00 ± 0. o seu factor F vai também mudando lentamente.4. A superfície exterior do cilindro deve ser concebida para se ajustar de maneira estanque à cavidade cónica do manómetro (ISO 383:1976. calcular R0/P como o factor do peneiro.00 ± 0. de maneira a distribuir os finos por todo o material de referência. Corrigir o resíduo. a malha do peneiro e o cimento ensaiado.5 Resultados O relatório deve conter o valor de R com a aproximação de 0. Os dois valores P1 e P2 não devem diferir mais de 0. 4 Método de permeabilidade ao ar (Método Blaine) 4. Remexer cuidadosamente o pó resultante por meio de uma vareta seca e limpa. R. que deve ter um valor de 1. Pesar (25 ± 0.20. NOTA: Poderá ser utilizado qualquer outro processo de verificação. F. que determinam também o tempo de passagem do ar. como o resíduo. As faces superior e inferior devem ser planas e perpendiculares ao eixo do cilindro. determinado em 3.20. expressos com a aproximação de 0. multiplicando-o por F. 4. pode-se seguir o mesmo processo com o peneiro normalizado mais próximo disponível.5) g do material de referência (3.1. a superfície específica do cimento é proporcional a t onde t é o tempo de escoamento de uma dada quantidade de ar através de uma camada compactada de cimento.1 %.3 %. consequentemente. Conhecido o resíduo do material de referência no peneiro.NP EN 196-6 2010 p.01. A média P dos dois valores caracteriza o estado do peneiro. incluindo a determinação repetida do resíduo de forma a ter dois valores P1 e P2. 3. Todos os peneiros vão-se desgastando lentamente e. O desvio-padrão de repetibilidade é cerca de 0. sacudindo-a durante 2 min num recipiente rolhado para dispersar os grumos. assim como a superfície superior do rebordo no fundo da célula. Joint 19/34). Colocar o fundo sob o peneiro.2.1 %. NOTA: Quando houver dificuldades locais em se conseguirem peneiros ISO. O número e a distribuição das dimensões dos poros individuais da camada de cimento são determinados pela distribuição das dimensões das partículas de cimento.3) com a aproximação de 0. Recusar o peneiro quando o factor F excede este valor de 1. Im Este método é mais comparativo que absoluto e por conseguinte é necessária uma amostra padrão de superfície específica conhecida para calibrar o aparelho.01 g e colocá-lo no peneiro.2 Aparelhos e utensílios 4. Esperar 2 min. como os métodos ópticos descritos na ISO 3310-1. mas deverá ser indicada a malha do peneiro normalizado utilizada na determinação do resíduo do cimento.2 % e o de reprodutibilidade é cerca de 0. Deve ser em aço inoxidável austenítico ou outro material resistente à abrasão e à corrosão.4.1 Princípio A finura do cimento é determinada em termos de superfície específica observando o tempo que leva uma dada quantidade de ar a atravessar uma camada compactada de cimento com dimensões e porosidade especificadas. . com cuidado para evitar perdas.

O pistão deve ter um chanfro ao longo do corpo e junto à pega para permitir a passagem do ar.NP EN 196-6 2010 p. perfurado com 30 a 40 orifícios de 1 mm de diâmetro e com as dimensões e tolerâncias indicadas na Figura 1 b).2. 9 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o 4. Quando colocado em posição no rebordo da célula.3 Pistão O pistão deve deslizar livremente na célula de medida. de modo a manter entre o rebordo superior do disco perfurado e a base do pistão um intervalo de (15 ± 1) mm quando a parte superior do pistão se apoia no rebordo superior do cilindro da célula.2. as suas superfícies planas devem ser perpendiculares ao eixo da célula. Dimensões em milímetros G 4 H J 3 L 5 6 K a) Célula b) Disco perfurado A 20* 12 16* 13 13* 7 11 E 14 Im 3* 15 2 M D * Recomendado d) Manómetro C 15 10 c) Pistão B 9 70 F = J-H 2 110 8 1 .2 Disco perfurado O disco deve ser em material resistente à corrosão. 4.

1 G . tal que.1 de 15 ± 1 J-H Figura 1 ─ Permeabilímetro de Blaine Im O pistão deve ser em aço inoxidável austenítico ou outro material resistente à abrasão e à corrosão. seja garantida a distância especificada entre a face superior do disco perfurado e a face inferior do pistão.0 ± 0. 10.2 L Espessura do disco perfurado 0.1 M Diâmetro dos braços do tubo manométrico 9. Um braço do manómetro tem no topo uma abertura cónica (ISO 383:1976. 4. 11 12 13 14 15 Pistão Face plana para saída de ar Célula Camada de cimento compactada Papel de filtro Disco perfurado Manómetro Marcas gravadas Abertura cónica para a célula Torneira Tubo de borracha Pêra de aspiração Legenda Recomendado mm Legenda Obrigatório mm A Distância mínima entre a junta cónica e a torneira ≤ 50 G Diâmetro da base da célula B Distância entre o braço superior da junta T e a mais baixa linha gravada no tubo do manómetro 135 ± 10 E Diâmetro do pistão C Distância entre o braço superior da junta T e a base do tubo em U 275 ± 25 H Altura da cimento D Distância entre os eixos dos braços do tubo em U 23 ± 1 F Distância/profundidade entre a parte superior e inferior do pistão J Distância célula 50 ± 15 K Largura do rebordo da célula 0. Joint 19/34) de modo a constituir com a superfície cónica da célula uma junta estanque ao ar.2.8 ± 0. O mesmo braço tem quatro marcas gravadas e . deve possuir as dimensões e tolerâncias indicadas na Figura 1 c).NP EN 196-6 2010 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o p.4 Manómetro O manómetro é constituído por um tubo em U em vidro de borosilicato (ISO 4803) montado vertical e rigidamente com as dimensões e tolerâncias indicadas na Figura 1 d). 9. 10 de 21 Item Descrição 1 2 3 4 5 6 7 8. Um pistão só pode ser utilizado com uma célula de dimensões e tolerâncias especificadas.7 ± 0.0.9 ± 0. quando utilizados em conjunto.4 interior/altura da camada 12.

5 Líquido manométrico O manómetro deve ser cheio até à marca inferior (11 na Figura 1 d)) com um líquido não volátil.3.5 Massa lubrificante leve Para assegurar uma junta estanque entre a célula e o manómetro e na torneira. 4.2. NOTA: Os resultados poderão variar quando se utilizam cimentos de diferentes tipos ou cimentos do mesmo tipo mas de diferentes fornecedores. O braço lateral do tubo em T conduz a uma torneira estanque. 11 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o uma derivação em T.2. à qual está ligado um dispositivo de aspiração tal como um tubo e uma pêra de borracha apresentados na Figura 1 d). 4.7 Balança(s) Para pesar 3 g com a aproximação de 0. 4. ex.2.8 Picnómetro Para determinar a massa volúmica do cimento.4 Discos circulares de papel de filtro De porosidade média. graduado pelo menos em 0. como o dibutilftalato ou um óleo mineral leve. picnómetro ou o frasco de Le Chatelier.2.3.6 Cronómetro Com um dispositivo de início e paragem.3. NOTA: Poderão utilizar-se outras formas de célula e de pistão e de juntas entre a célula e o manómetro.. cujas posições devem obedecer às dimensões e tolerâncias indicadas na Figura 1 d).1 Mercúrio Mercúrio de qualidade analítica ou superior.01 g (para o mercúrio). 4.5) para molhar a superfície interior. 4.2 Cimento de referência Cimento de superfície específica conhecida.001 g (para o cimento) e cerca de 50 g a 110 g com a aproximação de 0. Encher o tubo do manómetro com o líquido (4. de baixa viscosidade e densidade. 4. Renovar (ou limpar) este líquido depois de uma revisão ou antes de uma nova calibração. 4.3.2 s e com uma exactidão de pelo menos 1 % para intervalos de tempo até 300 s.2. não higroscópico. .NP EN 196-6 2010 p.3. desde que se possa mostrar que dão os mesmos resultados que o equipamento especificado.3 Óleo leve Im Para evitar a formação de uma amálgama de mercúrio na superfície interior da célula. cortados para adaptação à célula. Esvaziar o tubo e enchê-lo de novo com o líquido até ao nível da marca mais baixa (11 na Figura 1 d)). 4. 4.3 Materiais 4. p.

1) e sobre ele um papel de filtro novo (4.5.3 Determinação da massa volúmica Determinar a massa volúmica do cimento com um picnómetro (4.2. o volume absoluto do cimento é V (1 – e) em centímetros cúbicos (cm3) e a massa de cimento. de cimento tal que m1 = 0.01 g/cm3.3) até estabelecer contacto com o papel de filtro e comprimir levemente até que a face inferior esteja em contacto com a célula.2 Preparação das amostras Agitar a amostra de cimento a ensaiar durante 2 min num recipiente fechado para dispersar os grumos.1 Princípio A camada compactada de cimento é constituída por um arranjo reprodutível das partículas de cimento com um volume especificado (ver 4. correctamente compactada. produzirá uma camada de porosidade 0. A camada de cimento está então compactada e pronta para o ensaio de permeabilidade.5 Camada compactada de cimento 4.3. mas deve ser tal que o valor de ρ seja determinado com uma exactidão de 0. pesar uma quantidade.3 e a de V em 4.5.8) utilizando um líquido não reagente. 4. 4. pode-se pesar uma certa massa de cimento de modo a obter-se uma porosidade pretendida.500 ρV . a média de duas determinações com a aproximação de 0. Se V for o volume total da camada. Colocar o disco perfurado (4. Introduzir a quantidade de cimento. . conhecendo-se ρ.2. Mexer o pó resultante lentamente utilizando uma vareta seca e limpa para distribuir os finos por todo o cimento. A fracção do volume ocupada pelas partículas de cimento é então (1 – e).4 Condições de ensaio Manter o laboratório onde se efectua o ensaio de permeabilidade ao ar a uma temperatura de (20 ± 2) oC e a uma humidade relativa ≤ 65 %.4 Formação da camada Para obter uma camada de cimento de porosidade e = 0.4). é ρ × V(1 .01 g/cm3.5.2) no rebordo no fundo da célula (4.5. na camada compactada de volume total V. Certificarse de que o papel de filtro cobre totalmente o disco perfurado e está horizontal.2. como massa volúmica. m1. Manter todos os materiais para os ensaios e calibração à temperatura do laboratório e protegê-los da absorção de humidade atmosférica durante o seu armazenamento. A determinação de ρ é descrita em 4.7. em centímetros cúbicos (cm3) (4. 4.2. em gramas (g) onde: é a massa volúmica do cimento. m1.5. 12 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o 4.e) em gramas (g) onde ρ é a massa volúmica do cimento em gramas por centímetro cúbico (g/cm3). 4. Verificar esta exactidão repetindo as determinações e registar. Aguardar 2 min.500. rodá-lo de 90o e lenta mas firmemente fazer pressão outra vez no pistão até que a pega fique em contacto com a célula.4) de ar introduzido entre essas partículas. e. Retirar lentamente o pistão. A quantidade de cimento utilizada depende do tipo de equipamento. Retirar lentamente o pistão cerca de 5 mm. em gramas por centímetro cúbico (g/cm3) (4. Assim. ajustando com uma vareta limpa e seca.3) V é o volume da camada de cimento.500. na célula evitando quaisquer perdas. Este volume de ar é definido como uma fracção do volume total da camada e é designado por porosidade. m. Dar ligeiras pancadas na célula para tornar plana a superfície do cimento e colocar um segundo papel de filtro sobre o cimento.7. e. Introduzir o pistão (4.5.1.5.NP EN 196-6 2010 p.1) Im ρ (1) Esta massa.

13 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o NOTA: Uma pressão muito rápida e forte pode esmagar partículas de cimento e alterar a superfície mássica da camada. em gramas por centímetro cúbico (g/cm3) (4.43 K × t ρ (cm /g ) 2 (3) 4. Abrir a torneira e com uma aspiração moderada levar o nível do líquido até à marca superior. S. Abrir a torneira e com uma aspiração moderada levar o nível do líquido à marca superior (8 na Figura 1 d)). Se tal não suceder. mas pode ser expressa de um modo mais simples. com a aproximação de 0. Preparar uma nova camada do mesmo cimento com uma segunda amostra de acordo com 4.3) é a viscosidade do ar à temperatura do ensaio conforme o Quadro 1.7.5. utilizando se necessário um pouco de massa lubrificante (4.NP EN 196-6 2010 p.2) é a porosidade da camada é o tempo medido em segundos (s) é a massa volúmica do cimento. é dada em 4. Repetir o ensaio na mesma camada e registar os valores adicionais de tempo e temperatura. tornar a verificar a vedação da junta célula/tubo manométrico e a torneira. Tapar a entrada da célula com um bujão apropriado.2 Procedimento Colocar a superfície cónica da célula na abertura cónica do tubo manométrico.5. Fechar a torneira e certificar-se de que o nível do líquido se mantém constante. em centímetro quadrado por grama (cm2/g) por: S= K e3 t × × ρ (1 − e ) 10 ×η (2) onde: K e t ρ η é a constante do aparelho (4. Pôr o cronómetro a funcionar quando o líquido passa pela segunda marca (9 na Figura 1 d)) e pará-lo quando o líquido passa pela terceira marca (10 na Figura 1 d)).1.3.6 Ensaio de permeabilidade ao ar 4.2 s e a temperatura com a aproximação de 1 oC. se houver pouco cimento disponível. 4. desfazer o primeiro leito e formá-lo de novo de acordo com 4.4.s) Com a porosidade especificada de e = 0.5. registando os valores do tempo e temperatura como anteriormente. Ter o cuidado de não provocar alterações na camada de cimento.9. .500 e temperatura de ensaio de (20 ± 2) oC S= 52.1 Princípio A superfície específica.4 ou. Registar o tempo. Remover o bujão da célula. Repetir o ensaio de permeabilidade na segunda camada de cimento.6. t.5) para assegurar uma junta estanque. O líquido manométrico começa a escoar.6. em pascal por segundos (Pa. A pressão máxima é aquela que é exercida sem esforço no pistão pelo polegar. Im Fechar a torneira.

7. O volume da camada V é dado por: V = onde: m2 − m3 ρ Hg (cm ) 3 (4) ρHg é a massa volúmica do mercúrio à temperatura de ensaio. Para evitar tais restrições poderá recorrer-se à determinação estabelecida em 4.01 mm. Utilizando uma quantidade próxima de 2.01 g. m2.1. . e registar a temperatura. pesar o mercúrio com a aproximação de 0. 14 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o 4.7.5.1. pesá-lo com a aproximação de 0.5 %. Colocar dois discos de papel de filtro novos sobre o disco perfurado e assegurar que cada um cobre a base da célula.2) quer alcançar uma porosidade particular da camada na determinação do volume da camada. Se ficar demasiado solta ou se não for compactada até a face inferior ficar em contacto com a célula (ver 4. 4. Um número limitado de ensaios comparativos indicou um desvio padrão de repetibilidade entre os métodos inferior a 0.1. Remover um disco de filtro de papel.1.7. com a exactidão de 0.2. o volume da camada de cimento compactado varia com cada combinação célula/pistão. Esvaziar a célula. remover as bolhas de ar e nivelar o topo como anteriormente.7 Calibração do aparelho 4.01 g.4) deverá ajustar-se a quantidade de cimento.1).NP EN 196-6 2010 p.2.7. Encher a célula com mercúrio (4. pressionando com uma vareta. e verificar a temperatura.5.1.2.90 g de cimento (ver Nota 1) formar uma camada compactada de cimento (ver Nota 2) utilizando o método descrito em 4.005 cm3.1 Determinação do volume da camada NOTA: Em alguns países há restrições à utilização do mercúrio em laboratório. Colocar o disco perfurado no rebordo da célula. Voltar a encher a célula com mercúrio. 4.1 Determinação pelo volume do mercúrio Devido à necessidade de haver folga entre a célula e o pistão.7.2 Micrómetro interno.4 e colocar sobre ela um novo disco de papel de filtro.1. m3.3. Aviso: Deve tomar-se cuidado em não espalhar mercúrio e em evitar o contacto com os olhos e a pele do operador.1.7.01 mm. Im NOTA 2: A camada compactada de cimento deverá ficar bem feita.1 Medidor de profundidade.2.3. Registar a média destes dois valores como V. Aplicar uma camada muito fina de óleo mineral leve (4.1 Aparelhos e utensílios 4.3. extraída do Quadro 1 Repetir o procedimento com camadas de cimento até que dois valores de V difiram menos que 0.1.7. 4.3) ao interior da célula. Este volume deve ser estabelecido para cada folga célula/pistão. Remover quaisquer bolhas de ar com uma vareta seca e limpa.2 Determinação por medição 4. com a exactidão de 0. Remover o mercúrio. Deve ser determinado como se segue. NOTA 1: Não é necessário quer utilizar cimento de referência (4.

Calcular a altura da camada de cimento (H) com a aproximação de 0. medir o comprimento do pistão dentro da célula (F). Para cada amostra calcular: K = S0 ρ0 (1− e) 10×η0 (6) e 3 t0 onde: Im So é a superfície específica do cimento de referência.414 S 0 ρ 0 10 × η0 t0 (7) .6. em gramas por centímetro cúbico (g/cm3) to é a média dos três tempos medidos. como a “profundidade” do pistão.NP EN 196-6 2010 p. em pascal por segundos (Pa. Repetir todo o processo anterior com duas outras amostras do mesmo cimento de referência.F.2 Procedimento Calibrar o volume da camada de cimento por meio de medições feitas numa sala à temperatura de (20 ± 2) ºC e com humidade relativa não excedendo 65 %.4 e 4.001 cm3.2 e registar os dois valores do tempo e da temperatura. 15 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o 4. repetir duas vezes o procedimento indicado em 4.2. 4. 4.5. Repetir 5 vezes e registar a média com a aproximação de 0.3. Medir a altura interior J da célula com o medidor de profundidade. Com a mesma camada.01 mm. utilizando o medidor de profundidade.3. é: K =1. em milímetros (mm) Registar o resultado em centímetros cúbicos (cm3) com a aproximação de 0. Repetir 5 vezes e registar a média com a aproximação de 0. Repetir 5 vezes e registar a média com a aproximação de 0. Registar o tempo t e a temperatura do ensaio. Segurar o pistão pela cabeça e.500. em milímetros (mm) é o raio da célula.6.s) (Quadro 1) Com a porosidade específica de e = 0. Medir o diâmetro do fundo da célula (G) (onde se forma a camada de cimento) com o micrómetro interno para ter o seu raio (r = G/2).2) preparar uma camada compactada de cimento e calcular a sua permeabilidade utilizando os procedimentos indicados em 4. Colocar dois filtros de papel no disco perfurado posto no fundo da célula.5.2. Em cada uma destas três amostras calcular a média dos três valores de tempo e temperatura. 4.14/1000 (5) onde: H r é a altura da camada de cimento.2. Calcular o volume da camada (V) em centímetros cúbicos (cm3) pela equação: V = H × r2 × 3.5.7. Realizar todas as medições dimensionais com a aproximação de 0. em segundos (s) η0 é a viscosidade do ar na média das três temperaturas.1.01 mm.01 mm.2 Determinação da constante do aparelho Com o cimento de referência de superfície específica conhecida (4.7.01 mm como J . em centímetros quadrados por grama (cm2/g) ρo é a massa volúmica do cimento de referência.01 mm.

1 Equação base A superfície específica. 4.3 Recalibração A utilização repetida do aparelho pode provocar alterações no volume da camada de cimento e na constante do aparelho (devido ao desgaste da célula.9.7. a porosidade requerida para uma camada bem compactada deve ser determinada experimentalmente. Estas alterações podem ser determinadas com a ajuda do chamado cimento de referência secundário cuja superfície específica foi medida. cimentos com altos graus de resistência podem ter dificuldade em formar uma camada com porosidade e = 0.4.5.2) t é o tempo medido no cimento em ensaio. em gramas (g): m4 = (1 − e1 ) ρ1 V onde: e1 (8) é a porosidade determinada experimentalmente 4. Em tais casos. c) quando se notarem desvios nos resultados do cimento de referência secundário.4 é.8 Cimentos especiais Certos cimentos com uma distribuição não usual de partículas e. em particular. em centímetros quadrados por grama (cm2/g) pela equação (9): = 10 × η 0 ρ 0 (1 − e0 ) e3 t × × × × × S0 ρ (1 − e) 10 × η t0 e0 3 (9) Im S onde: S0 é a superfície específica do cimento de referência.2) . pesada para fazer a camada como em 4. em centímetros quadrados por grama (cm2/g) (4. S.7. 4.2) e é a porosidade da camada de cimento em ensaio e0 é a porosidade da camada de cimento de referência (4.500 deve ser considerada inatingível.3.NP EN 196-6 2010 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o p. m4. do cimento em ensaio é calculada. A massa de cimento.9 Simplificação dos cálculos 4. d) quando outro tipo de fluido manométrico ou novo tubo manométrico tenham sido introduzidos. a porosidade e = 0. do pistão e do disco perfurado). em segundos (s) (4.5. se após ter feito o contacto. O volume da camada de cimento e a constante do aparelho devem ser recalibrados com o cimento de referência: a) após 1000 ensaios. 16 de 21 Tomar a média de três valores de K como a constante K do aparelho.7. b) quando é utilizado outro tipo de papel de filtro ou um novo disco perfurado. o pistão recuar.500 pelo método da secção 4. Se a pressão do polegar na cabeça do pistão falhar em pô-lo em contacto com o topo da célula ou. em segundos (s) t0 é a média dos três tempos medidos no cimento de referência.

e = 0. Isto tinha sido já feito quando o único cimento era o cimento Portland puro.500.2 Efeito da porosidade específica A utilização da porosidade específica.9. em pascal por segundo (Pa. CEM III e CEM IV (ver EN 197-1*)) os erros serão maiores. devem examinar-se os quatro tempos e temperaturas resultantes do procedimento 4.NP EN 196-6 2010 p.7. em gramas por centímetro cúbico (g/cm3) (4.9.500. .5 % e um erro provável de 0. Quando a porosidade não é e = 0. Sob as condições laboratoriais especificadas. deve ser relatado como superfície específica do cimento. a menos que tenha sido ensaiado um cimento de referência com essa porosidade.6. um valor de 0. a média dos quatro tempos deve ser inserida na equação (3) ou (11) e o valor resultante de S com a aproximação de 10 cm2/g. 17 de 21 ρ0 η pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o é a massa volúmica do cimento em ensaio. relatado como a superfície específica do cimento.2) é a viscosidade do ar à temperatura de ensaio extraído do Quadro 1. Uma simplificação suplementar conduz à seguinte equação: S = ρ0 t × × S0 ρ t0 em centímetros quadrados por grama (cm2/g) (11) 4. para o cimento de referência.10 Resultados Im Quando a porosidade é e = 0.3) ρ é a massa volúmica do cimento de referência. É aceitável a diferença de 1 % entre as médias da medição da finura em duas camadas diferentes de uma mesma amostra.s) η0 é a viscosidade do ar média das três temperaturas (Quadro 1). em pascal por segundos (Pa.2 para verificar se toda a temperatura cai dentro da gama (20 ± 2) ºC. 4. o valor de 10 × η vai de 0.013 454 a 18 ºC até 0. Tal é conhecido produzir erros até 1 %.3 Efeito da temperatura controlada Como pode ver-se no Quadro 1.500.500.s) 4.15. com a aproximação de 10 cm2/g. e foi aplicado um valor de ρ de 3.013 524 a 22 ºC. tanto no cimento de referência como nos cimentos em ensaio simplifica a equação (9) para: S = 10× η0 ρ0 t × × × S0 ρ 10× η t0 em centímetros quadrados por grama (cm2/g) (10) A equação (10) não pode ser utilizada nos cimentos requerendo uma porosidade diferente de e = 0. deve ser utilizada a equação 9 e o resultado.3 % ou menos. O desvio padrão da repetibilidade é aproximadamente 50 cm2/g e o da reprodutibilidade aproximadamente 100 cm2/g. *) Ver Anexo NA (nota nacional). Com a crescente utilização de cimentos CEM II.4 Efeito da massa volúmica do cimento A única possibilidade restante de simplificação é a eliminação dos termos com a massa volúmica ρ.9.5. Se tal suceder. em gramas por centímetro cúbico (g/cm3) (4. 4.013 49 pode ser aplicado com o erro extremo de 0.

013 561 Os valores intermédios são obtidos por interpolação linear.1 Princípio O método determina a retenção.013 472 0.3 Recipientes ou contentores Com tamanho suficiente para conter a amostra.013 543 0.013 487 0. como superfície específica do cimento.540 13.000 018 10 0. 5. viscosidade do ar η e Temperatura °C 16 17 18 19 20 21 22 23 24 a) Massa volúmica do mercúrio ρHg g/cm3 13. com a aproximação de 10 cm2/g. 5. por peneiração.000 018 39 10 × η 0. O método utiliza normalmente peneiros com aberturas de 63 µm ou 90 µm. Neste caso.000 018 34 0. O método pode ser utilizado para determinar a granulometria de aglomerados de partículas muito finas.540 13.01 g.000 018 05 0.000 018 19 0.2 Peneiros Im Com 200 mm de diâmetro.540 10 × η em função das temperaturas a) Viscosidade do ar η Pa·s 0.5 kPa através do peneiro.NP EN 196-6 2010 p. p. divide-se o valor de S por 10. 5.560 13.000 018 00 0.2.0 mm. NOTA: Para relatar a superfície específica do cimento em unidades SI.4 Balança Para pesar até 25 g com a aproximação de 0.2.2. de 63 µm e 90 µm. 5. de partículas que passam no peneiro de 2. Quadro 1 — Massa volúmica do mercúrio ρHg .550 13.550 13. 5 Método de peneiração por jacto de ar 5.013 416 0. deve ser calculado um valor de S para cada combinação de tempo e temperatura utilizando a equação (3) (quando e = 0.560 13.2 Aparelhos e utensílios 5. preferencialmente conformes com a ISO 565.013 506 0.500).000 018 15 0. NOTA: Poderão ser utilizados peneiros com outras aberturas.550 13. aberturas.013 435 0.540 13.ex. Deve ser relatada a média dos quatro valores de S. NOTA: A utilização de algumas marcas de aparelhos de peneiração por jacto de ar pode necessitar de peças adicionais não normalizadas dos peneiros. com a aproximação de m2/kg.2. o conjunto deverá satisfazer os requisitos desta Norma. devido a falhas no controlo ou por outras quaisquer razões.000 018 24 0.013 454 0.000 018 29 0.013 524 0. 18 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o Se.. .500) ou a equação (9) (quando e ≠ 0. as quatro temperaturas não ficam dentro do intervalo especificado de (20 ± 2) ºC. deve ser instalado de forma a dar uma diferença de pressão de 2 kPa a 2.1 Aparelho de peneiração por jacto de ar Com a forma geral da Figura 2.

Determinar a massa do resíduo.. com a aproximação de 0. Ter cuidado em não perder qualquer porção da amostra.0 ± 0. 19 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o 5. Voltar a colocar o peneiro no aparelho e transferir todo o resíduo para o peneiro. de 90 µm no aparelho e transferir toda a amostra para o peneiro.5 Escova macia Para limpar a malha dos peneiros. A peneiração final é definida quando não mais do que 0. incluindo o material escovado do peneiro.ex.01 g. interromper o processo de peneiração e quebrar os grumos com a escova macia. 5. e registar a massa com a aproximação de 0. Se o material adere à tampa. 5. p. Expressar a sua massa como uma percentagem. R1.01 %.5) g de cimento (m) com a aproximação de 0. Limpar cuidadosamente a rede do peneiro sobre o prato utilizando a escova macia.7). Im Após (5. Se o material aglomera sob acção da pressão de ar. por exemplo uma escova de pelo de camelo para cabelo.2.7 Estufa ventilada (opcional) Termosestaticamente controlada para manter a temperatura de (105 ± 5) ºC.NP EN 196-6 2010 p.01 g. Colocar o peneiro de ensaio com a abertura.6 Macete Se houver tendência para o material aderir à tampa do aparelho. bater ligeiramente com o macete no centro da tampa.3 Procedimento Se necessário. Colocar a tampa e ligar o aparelho.2) min. desligar o aparelho e remover cuidadosamente o peneiro.01 g.2. Pesar (25 ± 0. Transferir o material retido no peneiro para um prato ou outro recipiente adequado.2. .2. É preferível um macete de borracha ou plástico.2 % da massa da amostra original passa através do peneiro em 3 min. 4 8 9 Legenda: 7 3 1 6 2 5 10 12 11 1 Caixa 2 Câmara 3 Caixa cilíndrica do peneiro 4 Tampa 5 Pulverizador 6 Peneiro 7 Amostra de ensaio 8 Material muito grosso 9 Material muito fino 10 Jacto de ar 11 Descarga de ar 12 Suporte do medidor de pressão com cobertura para poeira Figura 2 – Aparelho de peneiração por jacto de ar 5. Repetir as fases de pesagem e peneiração até alcançar a peneiração final e registar a massa respectiva com a aproximação de 0. Verificar que o vácuo criado é superior ao valor mínimo indicado nas instruções do aparelho e que o pulverizador roda adequadamente. da quantidade colocada na primeira vez no peneiro. secar a amostra de laboratório até massa constante no forno (5.

Além disso verificar o peneiro após cada 100 peneirações (ver 3. 20 de 21 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o Repetir todo o procedimento utilizando uma amostra nova de 25 g para obter R2.4.63 ou 90 ) = onde: R × 100 m m é a massa do cimento. 5. em gramas (g) R é a massa do resíduo retido no peneiro de ensaio. Im − o desvio padrão da reprodutibilidade é 1..e.e. o desvio padrão diminui) com a abertura do peneiro. m(Pp. Calcular então o resíduo R do cimento como sendo a média de R1 e de R2 em percentagem. .6 Repetibilidade e reprodutibilidade A fidelidade do método aumenta (i. 5. (%) é dada pela seguinte equação: m ( Pe.NP EN 196-6 2010 p. g .4 Verificação do peneiro Os peneiros deverão ser limpos e verificados contra danos após cada peneiração (isto é. expressa com a aproximação de 0.2).63 ou 90).0 %. em gramas (g) (12) 5. São os seguintes os valores típicos para determinação do resíduo num peneiro de 63 µm: − o desvio padrão da repetibilidade é 0.01 %.1 %. se estão esticados e se não estão amolgados ou perfurados.5 Resultados A massa retida em cada peneiro expressa em percentagem da massa.

especificações e critérios de conformidade para cimentos correntes .NP EN 196-6 2010 pr es s © ão IP de Q re doc pr u m od uç ent ão o e pr lec oib tró ida nic o p. 21 de 21 Anexo NA (informativo) Correspondência entre a norma europeia referida na presente Norma e a norma nacional Im Norma europeia Norma nacional EN 197-1 NP EN 197-1:2001 EN 197-1/A1 NP EN 197-1:2001/A1:2005 EN 197-1/A3 NP EN 197-1:2001/A3:2008 Título Cimento – Parte 1: Composição.