You are on page 1of 4

COLÉGIO ESTADUAL PROFESSORA VANI RUIZ VESSI–ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

Professor João Francisco Cossa – Disciplina de Filosofia

Alunos(as):______________________________________________________Nº_____Turma: ____________
______________________________________________________

Data:____/_____/________

AVALIAÇÃO DE FILOSOFIA

CONHECIMENTO VULGAR E
CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Gasto Bachelard (1884-1962)

Mostremos, primeiro, como a técnica que
construiu a lâmpada elétrica com fio
incandescente rompe verdadeiramente com
todas as técnicas de iluminação em uso em
toda a humanidade até o século XIX. Em
todas as antigas técnicas, para iluminar é
preciso queimar uma matéria. Na lâmpada
de Edison, a arte técnica é impedir que uma
matéria queime. A antiga técnica é uma
técnica de combustão. A nova técnica é
uma técnica de não-combustão.
Mas, para representar esta dialética, que
conhecimento especificamente racional é
preciso de combustão! O empirismo da
combustão não basta mais; contentava-se
com uma classificação das substâncias
combustíveis, com uma valorização dos
bons combustíveis, com uma divisão entre
substâncias suscetíveis de sustentar a
combustão e substâncias “impróprias” para
esta
manutenção.
É
preciso
ter
compreendido que uma combustão é uma
combinação, e não o desenvolvimento de
uma potência substancial, para impedir
esta combustão. A química do oxigênio
reformou de alta a baixo o conhecimento
das combustões.
Numa técnica de não-combustão, Edison
criou a ampola elétrica, o vidro da lâmpada
fechado, a lâmpada se tiragem. A ampola
não é feita para impedir a lâmpada de ser
agitada pelas correntes de ar. É feita para
manter o vazio em torno do filamento. A
lâmpada elétrica não tem absolutamente
nenhum caráter constitutivo comum com a
lâmpada comum. A única característica que
permite designar as duas lâmpadas pelo
mesmo termo é que ambas iluminam o
quarto quando a noite vem. Para aproximálas, para confundi-las, para designá-las,
fazemos
dela
o
objeto
de
um
comportamento da vida comum. Mas esta
unidade de fim é uma unidade de
pensamento só para aquele que só pensa o
fim. É este fim que majora as descrições
fenomenológicas
tradicionais
do
conhecimento. Frequentemente os filósofos
acreditam se dar o objeto dando-se o nome,
sem se dar bem conta de que um nome
carrega um significado que só tem sentido
num corpo de hábitos. “Eis os homens.
Mostrou-me uma vez a eles um objeto, eles
estão satisfeitos, isto tem um nome, não
esquecerão mais esse nome”.

a técnica usual. por exemplo. de dos objetivos utilitários. Não há substituição de relações pelas longe mais eficaz que todas as diferença entre buscar esclarecersubstâncias. mais propriedade de produzir fogo e luz. tão produz a luz. profundamente vida. por racional começa por recusar o uso conhecimento científico é que o exemplo. enquanto o outro lhe diz não. O cientista é antes de e os maus combustíveis. isto das respostas que a via longa da uma lâmpada. segunda as exigências da inerên-cia. mas somente as credita-se sempre que a cimento vulgar é usual. que é substancialista. pela qual são impe-didos de conhecimento adquirido dia a dia. feito das intuições matéria ele-trizada. O ressurgir os concei-tos e os valores acumulado segundo os acasos da conhecimento vulgar é o que dá do usual. porque o conhecimento uma substância combustível a crença. um vidro longo e é. começou diana. E não é afilado para obter bom resultado. é a diferença entre um conhecimento vulgar que é usual e cia.6 pontos. a de definir o espírito em termos de está aí. como se faz frequentemente. Quando O conhecimento científico é o em termos de vigilância e temos sólida distinção entre os bons conhecimento propria-mente polêmica. querendo.AVA LI AÇÃO DE FI LOSOFI A A substância que tem a propriedade oxidação. não se e pensar no que queimar. a racio-nalidade da ciência cientistas e o conhecimento cienindiferen-temente do reside essencialmente na vigilântífico. e a alojar. a ele-tricidade ao fogo. Edison só requerida pelo propósito exclusivo na recusa do substancialismo. segundo o por não querer iluminar. mas uma relação de combustível e a busca de uma combinação química que é 1) Qual a primordial diferença entre a técnica da _______________________________________________________ lâmpada elétrica e a técnica da lâmpada a combustão? _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ ____________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ 3) Em que consiste a novidade da técnica da lâmpada elétrica em relação à lâmpada de _______________________________________________________ combustão? O que se deve entender por técnica “não-natural”? ____________________________ _______________________________________________________ 2) Qual a tendência do substancialismo empirista? _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ . sabe-se também que exigem. o fogo na por resistir à linguagem comum. mas Compreendendo o texto: (cada questão vale 0. a quotidiano. racionalidade da ciência consiste de todas as lâmpadas. necessariamente alguma coisa. A empirismo natural que leva o apressa-se em direção aos verdadeira diferença entre o espírito a reduzir o novo ao antigo. de sorte que não há outras.0 pontos) sistemático que outro. A persuade a priori da semelhança que inspira-o a experiência direta. e não mais. na conseguiu construir a lâmpada. para construir a primeiro é o prolongamento ou a cen-telha elétrica à centelha da lâmpada elétrica. sabemos o que por posto que o conhecimento vulgar professor busca menos a via curta nas lâmpadas e que é preciso. substâncias fazer uma lâmpada. totalizando 3. o que temos todos sem ser substâncias. resultados imediatos. A técnica conhecimento vulgar e o o desconhecido ao conhe-cido.trata. para peca por excesso de coerência. por exemplo. A racionalidade da ciência própria para suscitar e sustentar o uma lâmpada queima consiste essencialmente re-cusa do empirismo contrário à ciência. razão. esquema substancialista. e. O conhecimento vulgar é conhecimadeira e a ele-tricidade na feita pelo e para o uso. Ora. a diferença essencial não edade a um sujeito. quando racional. Edison começou expressão direta da prática quotilareira. não que a racionalidade mais nada o professor de si conhe-cemos as conduções de uma signifique somente a coerência. A diferença entre o conhecimento conhecimento das coisas ou das filosofia da ciência é uma filosofia comum. que é condições diversas da oxidação. como se o essencial fosse vulgar é. nem bons nem maus de queimar. Não se tizado. que atribuem propri. sob muitos aspectos. e um conhecimento sistemaprioridade às proposições de enraizados no inconsciente. conduz a busca de respos-tas verdade que a ciência busca a primeiro. que mento usual. primeiro. há diferença entre o conceito de que queimam. Pode-se dizer do não. E é porque o conhecombustíveis. tanto é verdade que um boa combustão. quando se sabe que o fogo imediatas que as técnicas usuais eficácia. pelo encerramento em si a que vigilância intelectual de si. a adesão a certos princípios. mesmo.

AVA LI AÇÃO DE FI LOSOFI A _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ ____________________________________________ _______________________________________________________ 5) Quais são os elementos do conhecimento científicos que aparecem no texto: quais são elementos do conhecimento vulgar que aparecem no texto? 4) O que separa fundamentalmente o _______________________________________________________ conhecimento vulgar do conhecimento cientifico? _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ _______________________________________________________ ________________________________________ _______________________________________________________ ____________________________ .