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Diretoria de Desenvolvimento Gerencial

Coordenação Geral de Educação a Distância

Legislação Aplicada à Gestão de Pessoas
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MÓDULO 6 – FÉRIAS, LICENÇAS E SUBSTITUIÇÃO

Atualizado em: Março/2011
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Diretoria de Desenvolvimento Gerencial
Coordenação Geral de Educação a Distância

SUMÁRIO

MÓDULO 6 - FÉRIAS, LICENÇAS E SUBSTITUIÇÃO ........................................................ 73
OBJETIVOS ESPECÍFICOS................................................................................................ 73
1.

FÉRIAS .................................................................................................................. 73
1.1. DO DIREITO E DA CONCESSÃO ........................................................................... 73
1.2. INTERRUPÇÃO................................................................................................... 78
1.3. REMUNERAÇÃO................................................................................................. 79
1.4. INDENIZAÇÃO .................................................................................................... 80

2.

LICENÇAS............................................................................................................. 81
2.1. LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA ................................... 82
2.2. LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CÔNJUGE OU COMPANHEIRO ............. 84
2.3. LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR ..................................................................... 85
2.4. LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA .................................................................... 85
2.5. LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO ............................................................................. 86
2.6. LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES ....................................... 87
2.7. LICENÇAS PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA ................................... 87

3.

SUBSTITUIÇÃO .................................................................................................... 88

4.

FINALIZANDO O MÓDULO ................................................................................... 90

DO DIREITO E DA CONCESSÃO Férias são dias a que o trabalhador faz jus para utilização em descanso.112 de 1990 e na Portaria Normativa SRH nº 2. critérios para usufruto. A concessão de férias dos servidores integrantes de órgãos do SIPEC está disciplinada nos art. alterada pela Portaria nº 01 de 2002.112/90 apresentando seus respectivos requisitos legais. 77 a 80 da Lei nº 8. Resumir os sete tipos de licenças apontados no art. FÉRIAS 1. 1.1. espera-se que você seja capaz de: • • • • • Explicar o processo de direito e concessão de férias apontando suas exigências. acumulação e casos em que houver licença.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas MÓDULO 6 . de 14 de outubro de 1998. a cada ano de trabalho. LICENÇAS E SUBSTITUIÇÃO OBJETIVOS ESPECÍFICOS Ao final deste módulo. Listar os casos em que ocorre a substituição apontando quais pessoas podem se beneficiar dela e como é feita a retribuição.FÉRIAS.81 da lei 8. Descrever as condições para interrupção de férias exemplificando. Apresentar as condições e critérios para remuneração e indenização de férias. 73 .

Caso haja omissão do órgão na regulamentação. A fruição das férias ocorrerá em época que melhor atenda aos interesses do serviço. As férias podem ser acumuladas em até dois períodos. Por exemplo: um servidor que tenha entrado em exercício no dia 20 de outubro de 2008. 74 . o parcelamento será efetuado a pedido do servidor e deferido pela chefia imediata. com exceção do servidor: • • Que opera direta e permanentemente com raios X. A partir de janeiro de 2010. O servidor pode requerer o parcelamento dos 30 dias das férias a que faz jus em até três etapas. observado o interesse do serviço.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas O servidor público federal faz jus a 30 dias de férias a cada exercício correspondente ao ano civil. deve normatizar o parcelamento de férias. somente poderá usufruir férias a partir de 20 de outubro de 2009. Em geral. este servidor poderá usufruir férias relativas ao exercício de 2010. que faz jus a 45 dias por exercício. qualquer dia e mês. substâncias radioativas ou ionizantes. por período de 6 meses de exercício profissional. em caso de necessidade do serviço. Cada órgão ou entidade. que faz jus a 20 dias consecutivos. e deve iniciar-se até 31 de dezembro de cada ano. observando os aspectos relativos à higiene do trabalho e a repercussão nos procedimentos operacionais que envolvem a rotina. e estas corresponderão ao exercício de 2009. devendo-se conciliar com o interesse do servidor sempre que possível. observada a conveniência e oportunidade da Administração. QUANDO O SERVIDOR PODE USUFRUIR DAS SUAS FÉRIAS? Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos 12 meses de exercício e estas corresponderão ao ano civil em que forem implementadas. Integrante da carreira de Magistério. os órgãos têm estabelecido o critério de que cada etapa não pode ser inferior a 7 ou 10 dias. desde que não ultrapasse as três etapas permitidas.

Ocorre que essa autoridade foi exonerada e nomeada na mesma data para outro cargo de mesma natureza em janeiro de 2011. no qual o servidor entrou em exercício no dia 20 de outubro de 2008. 100. Assim sendo. E COMO FICAM AS FÉRIAS QUANDO O SERVIDOR ESTIVER EM LICENÇA? O servidor licenciado ou afastado fará jus às férias relativas ao exercício em que retornar. 75 . de acordo com o art. excetua-se o limite de parcelamento das férias. Caso haja necessidade do serviço. sendolhe negado pela área de RH do órgão. como o tempo no cargo anterior é considerado para todos os efeitos. de 1990. Ele somente poderá usufruir férias a partir de 20 de outubro de 2009. em qualquer nível. aplica-se o disposto nos arts. em vista do acúmulo de serviço. no caso. sem vínculo efetivo com a Administração. ele estará acumulando os dois períodos permitidos (2009 e 2010). Vamos analisar a seguinte situação: Determinada autoridade do Governo. devidamente justificada pela chefia imediata.112. a indenização desse período e o cumprimento do novo interstício de 12 meses para o usufruto de férias. de 11 de dezembro de 1990. É nesse sentido a orientação do órgão central do SIPEC. Considerando o período de férias não usufruído. inclusive o Ministro de Estado (por força do art. é devido o gozo das férias requeridas. relativo ao exercício de 2010. o servidor poderá usufruir estas férias em 2010 – assim. solicitou férias. assim que tomou posse e entrou em exercício. sob a alegação de que houve a desvinculação do cargo pelo instituto da exoneração. já que não ocorreu a desvinculação da autoridade com a Administração Pública. da Lei nº 8. Ao ocupante de cargo público. de 1997). conforme a Nota Técnica n º 01/2011/DENOP/SRH/MP.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas Vamos relembrar do exemplo citado no caso da concessão das férias. Em relação ao Ministro de Estado. 78 e 80 da Lei no 8. cabendo.525. cabendo a essas autoridades dar ciência prévia ao Presidente da República de cada período a ser utilizado.112. teve o período de férias. acumulado com as do exercício de 2011. 77. 2º da Lei nº 9.

"não é o 76 . não tem direito a férias. o sistema. diante de uma ocorrência de licença ou afastamento. automaticamente.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas Vamos analisar a seguinte situação: O servidor gozou férias referentes ao exercício 2007 no período de 01/04/07 a 30/04/07. 1/3 a mais. Ocorre que o art.RECURSO EXTRAORDINÁRIO .RIO GRANDE DO NORTE. não havendo necessidade de cumprimento de novo período aquisitivo. de 1990. esse é um direito constitucional.RN . O órgão alega que. não prevê este prejuízo para o docente. Ao informar o afastamento de docentes para pós-graduação no SIAPE. de acordo com as regras do curso. É o descanso. de acordo com a Lei nº 8. Estas férias serão relativas ao exercício de 2009. Portanto. Em 01/07/07 entrou de licença para tratar de interesses particulares pelo período de três anos. Segundo decisão do STF. que trata do afastamento para programas de mestrado e doutorado. de 23 de fevereiro de 2011.112. Por isso.112. Essa a razão da orientação da SRH. ele terá. 96A. naturalmente. porque essas devem ser concedidas para quem está trabalhando. tendo em vista que somente para o primeiro período aquisitivo é exigido 12 meses de efetivo exercício. seja qual for o motivo. como o curso é de longa duração. a princípio. Nesse caso. contida na Orientação Normativa SRH nº 2. considera esse afastamento como de efetivo exercício. não teria direito a férias. o SIAPE está programado para não permitir o pagamento do 1/3 Constitucional. O que pode ser feito nesse sentido? O servidor afastado para curso. Vamos analisar outra situação: Determinada Universidade afirma que está com sérios problemas a respeito de afastamento de docentes para curso de pós-graduação. observado o interesse da Administração. bem como os procedimentos operacionais estabelecidos pelos órgãos setoriais ou seccionais do SIPEC. A partir de quando tem direito a férias e referente a que exercício? Este servidor poderá usufruir férias a partir de 23 de julho de 2009. no RE/570908 . art. interrompendo-a em 22/07/09. Acrescente-se que férias é um direito do servidor e diz a Constituição que deve ser pago com. Se ele está afastado do cargo. exclui o direito a pagamento de férias. mas o sistema não permite o pagamento de férias. de 1990. o descanso normal da atividade estudantil (férias). pelo menos. 102 da Lei nº 8.

vedada a acumulação para o exercício seguinte em decorrência da licença ou afastamento. desde que o servidor tenha cumprido essa exigência no cargo anterior. considerado como de efetivo exercício pelo art. quando do retorno. Para atividade política. constitucionalmente assegurado".Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas gozo de férias que garante a diferença de um terço. Por motivo de afastamento do cônjuge. 96A. decorrente da sua posse em outro cargo inacumulável. não é exigido período aquisitivo de 12 meses de efetivo exercício para efeito de concessão de férias no novo cargo. completar o referido período. Na hipótese em que o período das férias programadas coincidir. DAS FÉRIAS DO SERVIDOR QUE TEVE DECLARADA VACÂNCIA DE CARGO EM VIRTUDE DE POSSE EM OUTRO CARGO INACUMULÁVEL No caso do servidor que teve declarada vacância do seu cargo efetivo. de 23 de fevereiro de 2011. a partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. as férias do exercício correspondente serão reprogramadas. ele terá que. Assim. mas o próprio direito às férias. se o servidor está afastado para participar de curso de pós-graduação regularmente instituído. muito embora a regra de concessão esteja disciplinada no art. O servidor que não tiver 12 meses de efetivo exercício no cargo anterior deverá complementar esse período exigido para concessão de férias no novo cargo. por força da orientação contida na orientação Normativa SRH nº 2. com o período da licença ou afastamento. 77 . 102. o servidor afastado ou licenciado somente faz jus às férias relativas ao exercício em que retornar à atividade. Na hipótese do servidor que não tenha completado ainda os primeiros 12 meses de exercício efetivo e entrar em licença por um dos motivos abaixo especificados. Para tratamento da própria saúde que exceder o prazo de 24 meses. Mas. para ter direito às férias. e esse curso concede férias ao servidor estudante. III III IV - Para tratamento de saúde de pessoa da família. parcial ou totalmente. não há como desconhecer o seu direito a percepção do 1/3 Constitucional no período de suas férias. somente pelo período de três meses.

80 dessa Lei autorize a interrupção por necessidade do serviço. interrompeu as férias de determinado servidor.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas DAS FÉRIAS DO SERVIDOR APOSENTADO Ao servidor que. se não há possibilidade de usufruto do período interrompido. Muito embora o art. 77 da Lei nº 8. de usufruto de férias anuais remuneradas com. permanecer no exercício de cargo em comissão. sem qualquer pagamento adicional. 80 da Lei nº 8. O procedimento está correto? De acordo com o art. Ocorre que as férias interrompidas estavam acumuladas com as do exercício anterior. de 1990. de 1990. o parágrafo único desse artigo estabelece que o gozo do período interrompido ocorrerá de uma só vez. um terço a mais do que o salário normal. as férias do servidor podem ser acumuladas. 77. 78 . consagrado ao trabalhador no art.7º. Assim. devendo ser observado o disposto no caput do art. até o máximo de dois períodos. inciso XVII. 77. inclusive de Natureza Especial. declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. o dirigente máximo de determinado órgão.112. pelo menos. INTERRUPÇÃO As férias somente podem ser interrompidas por motivo de: • • • • • calamidade pública comoção interna convocação para júri convocação para serviço militar ou eleitoral necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade O restante do período integral ou da etapa (no caso de parcelamento) será gozado de uma só vez.112. no caso de necessidade do serviço. 1. antes da utilização do período subsequente. não será exigido novo período aquisitivo de 12 meses para efeito de férias. com fulcro no art. em razão do limite estabelecido no art. ao se aposentar. Vamos analisar a seguinte situação: Em razão da premente necessidade de serviço. não pode o administrador impedir o usufruto do direito constitucional.2.

Foi submetido à perícia médica. o valor do adicional de férias será pago integralmente quando da utilização da primeira etapa. Para essa remuneração toma-se por base a situação funcional do servidor no período. o acerto será efetuado proporcionalmente aos dias do mês em que ocorreu o reajuste ou alteração. no período de 10 a 22/09/09. • O servidor que opera. 79 . tendo em vista a impossibilidade legal destas serem interrompidas em razão de licença. a qualquer título. que acarretou algumas lesões. que concluiu pelo seu afastamento pelo prazo de 20 dias. sendo considerados como de licença ou afastamento os dias que excederem o período das férias. neste caso. Quando ocorrer alteração da situação funcional ou remuneratória no período das férias. 1. No caso de parcelamento de férias. direta e permanentemente. O valor do adicional de férias corresponde a um terço da remuneração. a licença poderia ter início em 23/09/09 pelos dias que sobejarem.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas Analise a seguinte situação: Um servidor estava usufruindo férias parceladas. O órgão concedeu a licença médica a partir do dia 15/09. O procedimento está correto? Não. No dia 15 de setembro sofreu um acidente automobilístico. proporcional aos vinte dias. calculado sobre a remuneração normal do mês. com raios X. REMUNERAÇÃO O pagamento da remuneração das férias deve ser efetuado até dois dias antes do seu início e corresponde à remuneração do período de gozo das férias acrescida do valor integral do adicional de férias. substâncias radioativas ou ionizantes faz jus ao adicional de férias em relação a cada período de afastamento. Assim.3. inclusive na condição de interino. O servidor solicitou a concessão de licença para tratamento de saúde. Neste caso a licença para tratamento de saúde somente poderia ter sido iniciada após o término das férias. Durante o período das férias é vedada a concessão de licença ou afastamento.

de 1990. Posteriormente. Vamos analisar a seguinte situação: Determinado servidor ocupante de cargo em comissão possuía dois períodos de férias acumulados. as férias de 20 dias. Foi exonerado em 10 de janeiro de 2011. à vista do comando do art.112. 1. que terão que ser iniciadas até 31 de dezembro desse ano. A indenização deve ser calculada na proporção de um doze avos por mês (ou fração superior a quatorze dias) de efetivo exercício. mesmo que não tenha completado os primeiros 12 meses de efetivo exercício. somente é devida ao servidor que opera direta e permanentemente com Raio X ou substância radioativa.112. foi removido para outra área. de 1990. de 23 de fevereiro de 2011. da Secretaria de 80 . a cada semestre de atividade profissional. Portanto. Vamos analisar a seguinte situação: Um servidor que opera direta e permanentemente com Raio X utilizou férias de 20 dias relativas ao primeiro semestre de 2009. 18 (dezoito) dias em relação ao exercício de 2009 e 30 (trinta) dias em relação ao exercício de 2010. INDENIZAÇÃO A indenização de férias devida a servidor exonerado de cargo efetivo ou em comissão será calculada sobre a remuneração do mês correspondente à data da exoneração. que poderão ser acumuladas até 31 de dezembro de 2010.4. se ele está afastado de tal atividade terá direito a mais 10 dias de férias referente ao exercício de 2009. Como deve ser o cálculo da indenização de férias do servidor? Considerando que a exoneração do cargo se deu em janeiro de 2011. salvo no caso de necessidade do serviço.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas • A antecipação da gratificação natalina por ocasião do gozo das férias poderá ser requerida em qualquer das etapas. da Lei nº 8. desde que estas sejam anteriores ao mês de junho de cada ano. 77 da Lei nº 8. que somente autoriza o acúmulo de dois períodos de férias. observada a data de ingresso do servidor no cargo ou função comissionada. não insalubre. 79. e que a Orientação Normativa SRH nº 2. acrescida do respectivo adicional de férias. Quantos dias de férias ainda restam ao servidor nesse exercício? Nos termos do art.

ou seja. Assim.112. à adotante e licença-paternidade. LICENÇAS Neste módulo tratamos somente das licenças que estão disciplinas no art. 78 da Lei nº 8. • O servidor aposentado ou demitido e os sucessores de servidor falecido não fazem jus à indenização de férias. prevista no § 3º do art. o período não usufruído superior a dois exercícios é considerado como perda de férias. cuja finalidade é a de dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o servidor e sua família. direta. por serem consideradas benefícios previdenciários que constam do Plano de Seguridade Social do Servidor. licença à gestante. deduzido o valor correspondente à parcela de férias gozada. a indenização deve ser calculada integralmente. 81 da Lei nº 8.112. são 81 . será calculada na proporção de um doze avos por mês trabalhado (ou fração superior a quatorze dias). As demais licenças. Orçamento e Gestão. o servidor investido em cargo público poderá utilizar o tempo de serviço prestado em outro cargo público para fins de concessão de férias e gratificação natalina. desde que não haja interrupção de interstício na troca de cargo. na hipótese de parcelamento de férias. ao disciplinar a matéria. 100 da Lei nº 8. De acordo com a Nota Técnica Nº 01/2011/DENOP/SRH/MP. de 1990. somente poderá ser levado em conta o período de férias do exercício de 2010.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. o que a lei define como “figura” licença. de 1990. autárquica e fundacional. 2. como a licença para tratamento de saúde. em observância ao que determina o art.112/90. de 5 de janeiro de 2011. 30 (trinta) dias. considera as férias como do exercício correspondente ao ano civil. e a licença por acidente em serviço. No caso de férias acumuladas. • A indenização. por falta de previsão legal. para o cálculo da indenização de férias do servidor. ou seja. órgão central do SIPEC com competência normativa privativa em assuntos relativos ao pessoal civil da Administração Pública Federal.

de 1990. A soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas. de 2010. inclusive os seus respectivos requisitos legais. ela pode ser concedida por até 90 dias. concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses.907. A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença nas seguintes pessoas da família. mediante comprovação por perícia médica oficial: • • • • • do cônjuge ou companheiro dos pais dos filhos do padrasto ou madrasta e enteado de dependente que viva às expensas do servidor e conste do seu assentamento funcional A Licença está disciplinada no art.1.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas tratadas no módulo Seguridade Social do Servidor. alterado pela Lei nº 11. podem ser concedidas as seguintes licenças: III III IV VVI VII - Por motivo de doença em pessoa da família Por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro Para o serviço militar Para atividade política Para capacitação Para tratar de interesses particulares Para desempenho de mandato classista Vamos conhecê-las detalhadamente a seguir. não poderá 82 . e Lei nº 12.269. de 2009. 2. incluídas as respectivas prorrogações. consecutivos ou não.112. 83 da Lei nº 8. Excedendo este prazo. A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do servidor por até 60 dias (sessenta) dias. consecutivos ou não. sem remuneração. Neste sentido.

81. de 1990. Prorrogou por mais dez dias. Contudo. incluídas as respectivas prorrogações. É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período deste tipo de licença. Vamos analisar a seguinte situação: Um órgão relata: “Servidora tirou 20 dias de Licença para acompanhar o marido. Estamos com mais casos de servidores com o mesmo problema. deverá ser considerada como prorrogação da primeira. 83 . A espécie a que se refere o art. Não poderá ser concedida nova licença antes de decorrido o prazo de 12 meses do término da última licença. não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2º desse artigo. Portanto. a soma das licenças remuneradas e das licenças não remuneradas. 83.112.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas ultrapassar 150 dias. ou seja. No período da licença remunerado para acompanhar pessoa da família por motivo de doença. previsto no art. Se dentro do prazo de 60 dias for novamente concedida licença da mesma espécie. a licença não é para cada membro da família ou em função de cada doença (cid). Ex: servidora tirou licença para cuidar da mãe e agora precisa sair para cuidar do filho”. Cada licença concedida. 83 da Lei nº 8. independentemente da quantidade de dias. 60 dias remunerados e 90 sem remuneração. 82 da Lei nº 8. de acordo com o § 4º do art. Passados três meses o marido precisou de nova cirurgia decorrente do tratamento anterior. concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses. eventual parcela de cargo em comissão ou função de confiança percebida por este deve ser mantida. é uma licença da espécie. deve ser mantida a remuneração do servidor. O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida. licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família. Portanto. ou seja. de 1990. são aquelas constantes do art. A Divisão de Saúde negou a licença.112.

como a servidora tirou apenas 30 dias de licença dessa espécie. 84 .2. Nesse período resolveu contrair matrimônio com um espanhol nessa cidade. a esta poderá ser concedida outra licença por motivo de doença em pessoa da família. como no caso o cônjuge da servidora não foi deslocado para o exterior e ela já se encontrava nessa localidade. para concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência.112. A servidora tem direito ao que pleiteia? A licença prevista no art. a servidora conseguiu exercício provisório em um posto do INSS nesse local. 84 da Lei nº 8. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. Tomando por base o art. a servidora requereu licença para acompanhar o seu cônjuge. de qualquer dos Poderes da União. 2. dos Estados. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. dentro do mesmo período de 12 meses. LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CÔNJUGE OU COMPANHEIRO Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para: • • • outro ponto do território nacional o exterior o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo Vamos analisar a seguinte situação: Uma servidora saiu de férias para Madri. Para acompanhá-lo. Vamos analisar a seguinte situação: Uma servidora ocupante do cargo de professor. de 1990. destina-se ao servidor cujo cônjuge foi deslocado para outra parte do território nacional ou para o exercício de mandato eletivo. do Distrito Federal e dos Municípios.112. Considerando que a servidora não se adaptou às atividades de atendimento ao segurado. Assim. autárquica ou fundacional. 84 da Lei nº 8. teve seu cônjuge deslocado para outra cidade. não há amparo legal para a pretensão dessa servidora. No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público civil ou militar.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas Assim. de 1990. na Espanha.

como candidato a cargo eletivo.4. ressalvada a hipótese de ela conseguir exercício provisório em órgão cujas atividades sejam compatíveis com o cargo por ela ocupado. e A véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. o servidor terá até 30 dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo. sem remuneração. somente pode ocorrer para o exercício de atividade compatível com o cargo exercido pelo servidor. . Está correto o entendimento da servidora? O Exercício Provisório previsto no § 2º do art. Concluído o serviço militar. assegurados os vencimentos do cargo efetivo. Assim. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. o ato praticado pelo órgão é nulo. a administração terá que devolver a servidora ao seu órgão de origem. na forma e condições previstas na legislação específica. arrecadação ou fiscalização. 2. não 85 . pois que eivado de ilegalidade.O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção. assessoramento. chefia. uma vez que a exigência da lei não foi atendida. 84 da Lei nº 8. 2.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas recusou-se a executar essa atividade alegando desvio de função. de 1990. . LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença. dele será afastado. até o décimo dia seguinte ao do pleito. Vamos analisar a seguinte situação: Um servidor ocupante de função de confiança candidatou-se a cargo eletivo na localidade de exercício. Portanto.A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. o servidor fará jus à licença.112. Como necessita continuar a receber a remuneração a que faz jus. somente pelo período de três meses. LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA O servidor terá direito a licença.3. durante o período entre: • • A sua escolha em convenção partidária.

caso tenha condições de realizar. chefia. 10.112. cuja concessão se condiciona: • • • ao planejamento interno da unidade organizacional à oportunidade do afastamento à relevância do curso para a instituição Os períodos desta licença não são acumuláveis. que institui a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas. arrecadação ou fiscalização na localidade onde está se candidatando a cargo eletivo. A licença para capacitação poderá ser parcelada. 10 do Decreto nº 5. na localidade onde desempenha suas funções. as suas funções. não existe impedimento para que o servidor seja candidato. já que não exerce cargo de direção. para participar de ação de capacitação. 86. 2. por até 3 meses. bem como do provimento e retribuição pelo exercício do cargo comissionado ocupado. de 23 de fevereiro de 2006.707. sem estar licenciado. não podendo a menor parcela ser inferior a 30 dias. LICENÇA PARA CAPACITAÇÃO Após cada quinquênio de efetivo exercício. assessoramento. chefia. A lei somente obriga o afastamento daquele que.5.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas pretende pedir licença para atividade política. nos termos do art.707 de 2006. 10 do Decreto nº 86 . de acordo com o disposto no art. Diante disso. 87 da Lei nº 8. arrecadação ou fiscalização. § 4°. conforme o § 2o desse artigo. A Licença para Atividade Política é um direito do servidor. e da regra constante do art. Vamos analisar a seguinte situação: Determinado servidor pleiteia a concessão de licença capacitação para elaboração de tese de doutorado. o servidor quer saber se ele pode ser candidato sem prejuízo do exercício de suas atividades normais de trabalho. de acordo com o art. normalmente. o servidor poderá solicitar ao dirigente máximo do órgão ou da entidade em que se encontra em exercício licença remunerada. Assim. assessoramento. de 1990. Por força do art. do Decre to nº 5. exerça cargo de direção. sem prejuízo da sua remuneração.

Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas 5. tendo em vista que a lei estabelece que esta licença pode ser interrompida. terá que deixar de perceber a retribuição pelo cargo em comissão. Ao término do primeiro ano a licença foi interrompida pela Administração. para isso. Qual seria o seu parecer perante esta questão? O servidor não pode recusar a retomar o exercício do cargo. devidamente justificada. LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES A critério da Administração. sem remuneração. O servidor se recusa a retornar ao trabalho em virtude de ter sido contratado por uma empresa privada pelo período de 2 anos. ou seja. LICENÇAS PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em: • • • • • • confederação federação associação de classe de âmbito nacional sindicato representativo da categoria entidade fiscalizadora da profissão gerência ou administração de sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros 87 . pode ser concedida ao servidor ocupante de cargo efetivo. dado que é de livre nomeação e exoneração. em decorrência do curso de doutorado que participa. não há qualquer obstáculo.7. 2.6. a qualquer tempo.707. Vejamos o exemplo: determinado servidor estava de licença para tratar de assuntos particulares pelo período de 2 anos. fica a critério da administração. licença para tratar de assuntos particulares pelo prazo de até 3 anos consecutivos. uma vez que a lei somente assegura a remuneração do cargo efetivo. Quanto à possibilidade de o servidor permanecer ou não na titularidade do cargo em comissão. de 23 de fevereiro de 2006. Mas. desde que não esteja em estágio probatório. a pedido do servidor ou no interesse do serviço. não resta dúvida quanto ao direito do servidor ocupante de cargo efetivo à licença capacitação. 2.

para entidades com até 5. podendo ser prorrogada. no caso de reeleição. função de direção ou chefia ou dos cargos de Natureza Especial E quanto aos substitutos? Os substitutos podem ser indicados em regimento interno ou designados previamente pelo dirigente máximo do órgão ou entidade. podendo ser prorrogada. no caso de reeleição.112. devem ser observados os seguintes limites: I . Vamos analisar a seguinte situação: Um servidor eleito para o cargo de direção em uma associação de classe de âmbito nacional. 3. SUBSTITUIÇÃO Os seguintes servidores terão substitutos: • • os investidos em cargo ou função de direção ou chefia os ocupantes de cargo de Natureza Especial A substituição é automática e ocorrerá nos casos de: • • • afastamento do titular impedimento legal ou regulamentar do titular vacância do cargo. três servidores A licença terá duração igual à do mandato. De acordo o § 2° do art.000 associados. d e 1990.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas Para este tipo de licença.para entidades com mais de 30. foi reeleito pela segunda vez para esse cargo.001 a 30. fazendo jus à opção pela remuneração de um ou de outro cargo desde o primeiro dia de efetiva 88 . O servidor no exercício da substituição acumula as atribuições do cargo que ocupa com as do cargo para o qual foi designado nos primeiros 30 dias ou período inferior. por uma única vez. 92 da Lei nº 8. um servidor II . para cumprir um mandato de dois anos.000 associados.para entidades com 5.000 associados. a licença terá duração igual à do mandato. dois servidores III . por uma única vez. Pode o servidor permanecer licenciado? Não.

o órgão não pagou ao substituto a retribuição pelo período do afastamento do titular. Nos casos de vacância de cargo ou função de direção ou chefia. nos termos do art. durante o período em que se afastar da sede para exercer atribuições pertinentes a esse cargo. e de cargo de Natureza Especial. Art. que assim dispõe: “O titular de cargo em comissão não poderá ser substituído. Muito tem se questionado a respeito do pagamento de substituição nos casos de viagem a serviço. 38. o substituto deixa de acumular as funções. Neste caso deve se observar o disposto na Orientação Normativa nº 96.76A da Lei nº 8. Considerando que esse servidor está obrigado a compensação das horas não trabalhadas. percebendo a remuneração correspondente (conforme orientação emitida pelo Órgão Central do SIPEC. de 1990. de 1990. por intermédio do Ofício-Circular nº 01/SRH/MP.” Vamos analisar a seguinte situação: Um servidor ocupante de cargo em comissão afastou-se para ministrar curso. em função do curso. Transcorridos os primeiros 30 dias. publicada no D. exercerá exclusivamente as atribuições do cargo substituído.112.112/90 Para os cargos ou funções de direção ou chefia ou de Natureza Especial os substitutos têm direito a uma retribuição? • • O substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função de direção ou chefia ou de cargo de Natureza Especial. nos termos do artigo 38 da Lei nº 8. o substituto.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas substituição. de maio de 1991. Está correto o procedimento do órgão? Nessa situação hipotética. como o titular está afastado. Essa retribuição é paga na proporção dos dias de efetiva substituição que excederem o referido período.O. independentemente do período. Lei nº 8. de 06/05/91. de 28 de janeiro de 2005). passando a exercer somente as atribuições inerentes às do cargo substituído. fazendo jus à retribuição correspondente a partir do primeiro dia. nos casos dos afastamentos ou impedimentos legais do titular superiores a 30 dias consecutivos. 76A c/c o inciso 89 .112. nos termos do art.

38 da Lei nº 8. o dele ou o do substituído. acumulação e casos em que houver licença. de 1990. 102 da Lei nº 8.112/90 apresentando seus respectivos requisitos legais.112. Agora que você concluiu o módulo. o substituto poderá optar pela remuneração de um dos cargos. em que pese a obrigação desse titular compensar as horas não trabalhadas.81 da lei 8. veja se está apto a:  Explicar o processo de direito e concessão de férias apontando suas exigências. FINALIZANDO O MÓDULO Chegamos ao final de mais um módulo do curso. 90 . 4. de curso regularmente instituído.  Apresentar as condições e critérios para remuneração e indenização de férias. como instrutor. para participar.  Resumir os sete tipos de licenças apontados no art.112. de 1990. de acordo com o § 1° art. durante o respectivo período. critérios para usufruto.Diretoria de Desenvolvimento Gerencial Legislação aplicada à Gestão de Pessoas IV do art.  Listar os casos em que ocorre a substituição apontando quais pessoas podem se beneficiar dela e como é feita a retribuição.  Descrever as condições para interrupção de férias exemplificando.