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CECÍLIA YAMASAKI

DANYELLE CONEJO
RICARDO ANDRADE
SILVANA ARMELIN RODRIGUES

AVALIAÇÃO DO CALOR ÚMIDO NA ELIMINAÇÃO DOS
MICRORGANISMOS

LONDRINA
2015

Profª. Dani Nakagawa LONDRINA 2015 .CECÍLIA YAMASAKI DANYELLE CONEJO RICARDO ANDRADE SILVANA ARMELIN RODRIGUES AVALIAÇÃO DO CALOR ÚMIDO NA ELIMINAÇÃO DOS MICRORGANISMOS Projeto de pesquisa a ser realizado na disciplina de Esterilização do curso Técnico em Biotecnologia.

falta de água e exposição a muitas substâncias químicas tóxicas e radiação. incluindo as formas mais resistentes. Em acordo com isso. FUNKE. CASE. inativar irreversivelmente e retirar todos os organismos presentes em uma suspensão. como os endosporos (TORTORA. 2012). . 2008). inclusive as suas formas esporuladas. os quais não possuem célula e que por essa razão não são considerados seres vivos. os fungos. Funke e Case (2012). o aquecimento é o método mais comum usado para matar microrganismos. O grupo de microrganismos compreende as bactérias. formam células especializadas de “repouso”. inclusive os fungos filamentosos e as leveduras. os quais são formados dentro das células bacterianas e quando liberadas no ambiente podem sobreviver à temperaturas extremas. certas bactérias gram-positivas como as dos gêneros Clostridium e Bacillus. a esterilização é um processo que permite matar. o qual pode ser realizado por processos físicos que resultam em maior eficiência e também por processos químicos (ALTERTHUM.Introdução Os microrganismos são seres muito pequenos que de modo geral só podem ser observados e estudados com o auxílio de um microscópio. De acordo com Tortora. denominadas endosporos. protozoários e algas microscópicas e também os vírus. 2010). quando os nutrientes essenciais se esgotam. O calor úmido é a técnica preferencial para esterilização de todo material(CARVALHO. Nesse sentido.

Objetivo Avaliar a eficiência do calor úmido na eliminação dos microrganismos. .

Material e Métodos MATERIAL 300 mL de solução salina Água destilada Álcool 70% Autoclave Balança Bastão de vidro Béquer Caldo nutriente Broth Câmara de fluxo laminar Caneta Erlenmeyer Espátula Fita crepe (indicadora) Microondas Papel Kraft PCA Pipetas Pissete Placas de Petri Proveta Tampão de tubos de ensaio Tubos de ensaio .

Chave decomando para controlar temperatura (D) e um registro indicador detemperatura e pressão (E) (SILVA. 2009).Autoclave . é formada por um cilindro metálico resistente. a esterilização pelo método de calor úmido. onde geralmente fica a resistência que aquecerá aágua (A). incluindo-se os biológicos. A autoclave. por ser mais eficiente. A tampa apresenta parafusos de orelhas(B) e permite fechar hermeticamente. Figura 1 . Em cima da tampa há válvulas de segurança e de ar (C). promove a desnaturação de proteínas e dissolução de lipídeos. O meio físico comumente mais utilizado é com a autoclave. verticalou horizontal.MÉTODO Segundo Auterthumm (2008). como mostra aFigura 1. possui alta capacidade de penetração e pode ser utilizado para uma variedade enorme de materiais.

Fonte:Silva. 2009 É o aquecimento da água contida na autoclave que irá gerar o vapor necessário ao processo de esterilização de forma eficiente se o material for .

utilizar uma rolha de algodão hidrofóbico e gaze permitindo que o vapor de alta temperatura possa circular e suportar a pressão (Figura 3). 2009. a fita indicadora de esterilização mudará de coloração após autoclavação. a fim de preservá-los. Não fechar os materiais tais como. antes do primeiro ciclo do dia com carga. 2009). conforme indica a Figura 2(SILVA. Figura 2 -fita indicadora. Ao realizar a autoclavagem. recomenda-se fazer o teste Bowie & Dick ou indicador específico de equipamento o qual deve ser usado diariamente na autoclave pré-aquecida. tubos de ensaio.acondicionado e distribuído corretamente.Rolha de algodão . Figura 3 . erlenmeyers e outros materiais não termo-sensíveis totalmente. Quanto maior a pressão na autoclave. Fonte:Silva. Em geral. maior a temperatura. pipetas.

É o aquecimento da água contida na autoclave que gera o vapor necessário ao processo de esterilização de forma eficiente uma vez que omaterial seja acondicionadoe distribuído corretamente.Fonte: Próprios autores. Quando o vapor de fluxo livre a uma temperatura de 100°C é colocado sob uma pressão de 1 atmosfera acima da pressão ao nível do mar. 2015. Primeiramente.Quanto maior a pressão na autoclave. durante 20 minutos e para essa função utiliza-se a autoclave. 60°C durante uma hora é o suficiente para eliminar as formas vegetativas de todos os microrganismos. a qual consiste num recipiente de paredes resistentes onde se coloca o material a ser esterilizado. a temperatura sobe para 121°C. elimina-se também a maioria dos esporos. Existem esporos que resistem ao aquecimento a 100°C por várias horas e até temperaturas mais elevadas. Com relação à temperatura ideal para a eliminação dos microrganismos indesejáveis. incluindo-se todos os tipos de esporos. sob uma pressão de uma atmosfera acima da normal. utiliza-se vapor de água aquecido a 120°C. porém a 100°C tais formas vegetativas são mortas em poucos minutos e mantendo-se essa temperatura por mais 15 minutos. é importante verificar o nível de água para cobrir a resistênciao suficiente para impedir a oxidação do metal ea danificação da . Para eliminar qualquer tipo de microrganismo. maior a temperatura.

2009). Figura 4 . Fonte:Próprios autores. ponteiras das micropipetas etc(SILVA . poisé necessário dimensionar os materiais de forma adequada e com os tubos.Cesto da autoclave Fonte:Silva. 2009). 2009. tubos de ensaio. afim de que o vapor aquecido possa circular entre todos eles: béquer. Seguir os procedimentos quantoà disposição e fechamento da autoclave.resistência.não adicionar mais que um terço do volume do equipamento. as tampas das placas de Petri voltados para a posição vertical. Fechar a tampa da autoclave. 2015. Considerar um espaçamento entre os materiais.Colocar o material no cesto. posicionar as válvulas de duas em duas em lados opostos. da forma indicada pela Figura 5. . conforme demonstra a Figura 4(SILVA. Figura 5 -Cesto da autoclave com os materiais.

ela é um indicador para procedimentos realizados corretamente. 2009 Após constatar a saída de jato de ar residual. Abrir as válvulas. daí a necessidade emobservarse ocorre tal mudança de cor na fita indicadora no momento da retirada dos materiais autoclavados.Válvula da autoclave.É necessário verificar se a autoclave está liberando o vapor (Figura 6).marcar tempo de 15 a 20 minutos. 2009. A partir desse momento começa a esterilização. Desligar a autoclave quando atingir o tempomáximo de 20 minutos.Fechamentoda válvula Fonte:Silva. Esperar atingir 121°C.depois a tampa. a qual não deve ser aberta de modo frontal para evitar lesões pelo vapor residual do interior da autoclave. É importante aguardar a temperatura abaixar antes de abrir o equipamento. conforme indica a Figura 7.Depois que fechar a válvula. regular para a função “máxima”. Figura 7 . Esperar até começar a sair um jato de ar residual e fechar a válvula.A Figura 8 chama atenção para a marca na fita crepe especial. mudar a chave da temperatura de máxima para média. Ao atingir a temperatura de 121°C. Fonte:Silva. Figura 6 . . temperatura e pressão começam a subir.

Quantidade total aproximada de 500 mL. retirar o material ainda úmido da autoclave. 2009. .Fita indicadora com mudança de coloração. Com a luva de borracha. Inicialmente. Figura 9 . 2009 Para o preparo do meio de cultura. abrindoa estufa de tempo em tempo para verificar se o material já está seco (Figura 9). os procedimentos iniciais devem ser os seguintes. calcular a quantidade de PCA necessária para a quantidade de 37 placas de Petri: estimar aproximadamente 13 mLde PCA para cada placa.Figura 8 .Estufa Fonte: Silva. Fonte: Silva. Deixar o material secar à temperatura ambiente ou levar o material para secagem monitorada em estufa a temperatura de secagem de 100°C e acompanhar o processo de secagem do material.

fechar e prender com fita crepe o béquer contendo todos os tubos de ensaio. pesar 11. Embalar.625 g de PCA em 2erlenmeyers de 500 mL. preparar 30 mL no total. Utilizar 10 mL de caldo por tubo de ensaio. Colocar 9mL de solução salina em cada um dos 26 tubos de ensaio. Levar todos os materiais previamente embalados com papel kraft na autoclave já aquecida. Colocar os tubos de ensaio com tampão em béquer. 8 g de caldo nutriente para 1 Litro.Para 37 placas. Pesar 0. Atentar para manter o lado poroso do papel kraft para fora. Preparar 26 tubos de ensaio com 9mL de solução salina cada um: calcular a quantidade de solução salina para os 26 tubos de ensaio: 1L precisa de 0. Colocá-los num béquer. utilizando 5. Embalar o béquer contendo os tubos de ensaio e fechar com fita crepe. fechar e prender pacotes contendo 5 placas de Petri com fita crepe. Levar ao microondas para aquecer.255g de NaCl. enrolar. .625 g de PCA em250 mL de água destilada em cada um deles com o auxílio de um bastão de vidro.24 g de caldo nutriente. Preparar o caldo nutriente Broth: Usar 1 tubo de ensaio ( 2 são reservas). Fechar todos os tubos com tampão.85 g NaCle para 300 mL pesar 0.25 g de PCA. Preparar o PCA: Colocar 250 mL de água em uma proveta Utilizar dois erlenmeyers de 500 mL para dissolver 5. para que sejam esterilizados.

o que sugere que o processo de esterilização alcançou o resultado esperado. os microrganismos são destruídos pela ação combinada da temperatura e da umidade. . Espera-se com o processo de esterilização por calor úmido que os materiais autoclavados estejam estéreis. podendo ser realizada por autoclaves.Resultado e discussão A esterilização permite a descontaminação de materiais através da eliminação ou destruição de formas de vida microbiana viáveis. Na autoclave. É possível se esperar um ótimo resultado de autoclavagem por conta da mudança de cor que ocorre na fita crepe especial que é usada para prender o papel Kraft ao embalar os materiais. Um dos processos físicos de esterilização mais utilizados e que fornece segurança é a esterilização por calor úmido. pois o calor úmido elimina aproximadamente 100% das bactérias encontradas nos diversos materiais empregados nos trabalhos de laboratório em geral. A autoclavagem é um processo de extrema confiança aos cientistas para a esterilização dos microrganismos. inclusive das formas esporulantes. que promove a termocoagulação e a desnaturação de proteínas estruturais dos microrganismos. portanto essa fita serve como um indicador positivo no processo de esterilização. podendo ocorrer por meio de processos químicos ou físicos. devido uma mudança de cor homogênea que ocorre na fita crepe quando a autoclave atinge a temperatura de 121°C. livres de microrganismos. as quais possuem maior resistência. estes objeto do presente projeto.

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