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SOCIEDADE ROLIMOURENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA LTDA

FACULDADE DE ROLIM DE MOURA

STHEPHANIE DE MORAIS

LESÃO CORPORAL NA VISAO DA LEI MARIA DA PENHA

ROLIM DE MOURA - RO

2010 SOCIEDADE ROLIMOURENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA LTDA FACULDADE DE ROLIM DE MOURA STHEPHANIE DE MORAIS LESÃO CORPORAL NA VISAO DA LEI MARIA DA PENHA Ensaio monográfico realizado como prérequisito total para a obtenção de nota na atividade interdisciplinar na Faculdade de Rolim de Moura – FAROL.RO 2010 . ROLIM DE MOURA .

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que considera como vítima a companheira. Condicionar a punibilidade dessa violência doméstica a representação da vítima significa. filha. A lei 11. considerado mais forte e por isso merecendo maior punição por seus atos. a vítima não tem coragem nem independência suficiente para manifestar a sua vontade de requerer a coerção estatal. dificultar o alcance da tutela penal. pela simples coabitação com o agressor. Hoje no art. pois. mas que defende somente uma das partes? Se direito igualitário entre homens e mulheres vem resguardado desde a Constituição Republicana de 1981. Procurou-se minimizar o drama da violência doméstica que trazem muitas vítimas.340/2006 tem sua constitucionalidade discutida. como se pode então ter uma lei versando definido assunto. I da Constituição Federal. namorada.RESUMO A Lei Maria da Penha teve sua vinda para que o homem. ainda que não por outras razões.5º. mãe. só necessita do vinculo familiar com a vítima. se homens e mulheres tem o direito de igualdade resguardado na Constituição Federal. Este fator é sempre utilizado para a defesa da constitucionalidade da lei. avó. . agregada ou até mesmo uma empregada doméstica que conviva com a família. que em maior parte são as mulheres e crianças. fosse punido com mais severidade pelos maustratos utilizados no seio familiar contra sua companheira. seu agressor pode ser de ambos os sexos.

......................................................................................................1 OBJETIVO GERAL......x 4 REVISÃO DE LITERATURA.............................................................................................................................................................x 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................x 6 REFERÊNCIAS........................x 3 OBJETIVOS.................................................................x ............................................................................................................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.................................................x 2 JUSTIFICATIVA......................................................x 3.............................................................2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..........................................................................................x 3..............................................................................

1. INTRODUÇÃO .

e muitas destas que sofrem tal violência não dão queixa crime do ocorrido. Na maioria dos casos de lesão corporal as vítimas são as mulheres. e façam a representação mediante o Ministério Público. diminuir os crimes de lesão corporal contra a mulher e punir o delinqüente. esses comportamentos são considerados normais. . é clara em falar em seu preâmbulo que protege a mulher que é vítima de agressão doméstica e familiar.340/2006 Maria da Penha visa trazer segurança. assim exige intervenção coordenada tanto quanto qualquer outro problema social enfrentado em nível institucional. JUSTIFICATIVA A violência contra mulher nem sempre é compreendida como ato de violência. sua ocorrência resta assentada no senso comum como algo corriqueiro e sem importância. A violência conta a mulher acaba se tornando invisível para a vítima. é preciso que seja aplicada. É uma violação de direitos humanos. não levando em conta o caráter social. É necessário exemplificar exatamente o que vem a ser a violência doméstica para que muitas vítimas se reconheçam na situação. que acarreta sérios danos a saúde física e psíquica das vítimas. A Lei nº 11. e também para a Sociedade e o Estado que se recusam a resolver o problema.2. Mas não basta apenas ’existir’ a Lei Maria da Penha.

Entender a questão discutida sobre a constitucionalidade da Lei n. OBJETIVO GERAL – 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS – .º 11. OBJETIVOS O tema do presente trabalho tem como objetivo entender o que vem a ser violência doméstica.3. suas formas praticadas no âmbito familiar.2.1. 3. Os tipos de lesões corporais e as qualificadas.340/2006.

ex o desnudamento da pele ou escoriação. a hipoderme.129: “Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena – Detenção de três meses a um ano’’ Modalidades de lesão corporal: a) b) c) d) e) Lesão corporal leve – art. torcicolo traumático.4. os vasos arteriais e venosos capilares ou pouco calibrosos . do art. 129§ 6º. fisiológico ou mental. o hematoma. 129 do CP. própria dos crimes plurisubsistentes. punir como lesão corporal uma picada de alfinete. Consuma-se a lesão no exato momento que produz o dano resultante de conduta ativa ou omissiva. Lesão corporal seguida de morte – art. 2° e 3°. ou outras alterações patológicas congêneres obtidas à custa de reiteradas ameaças. uma dor de cabeça passageira’’1. do CP. Foi introduzida ainda outra modalidade de lesão corporal denominada de violência doméstica (Lei nº 10. choque nervoso. do CP. evidentemente. um resfriado ligeiro. do CP. Mesmo que haja a pluralidade de lesões o crime continua único.129§1º. REVISÃO DE LITERATURA LESÕES CORPORAIS Conceito: O delito de lesão corporal pode ser definido como a ofensa a integridade corporal ou à saúde. Crimes contra a pessoa. edema. 129§ 3º. Desaparecerá a unidade do crime quando houver a interrupção da atividade 1 Aníbal Bruno. p 185. do CP Lesão corporal culposa – art.886/2004). Define o Código Penal em seu art. As diversas lesões representam a pluralidade de atos constitutivos da ação. o dano ocasionado à normalidade funcional do corpo humano. um beliscão ou pequena arranhadura. contusões. luxação. . se manifestando: Não caberia. ou seja. são representadas freqüentemente por danos superficiais comprometendo a pele. Lesão corporal gravíssima – art.129 caput do CP. a equimose.129§2º. Neste sentido se manifestava o saldoso Anibal Bruno. no ponto de vista anatômico. Lesão corporal grave – art. A lesão a integridade física ou a saúde deve ser juridicamente relevante. Lesão corporal leve São as lesões corporais que não determinam as conseqüências previstas nos §§ 1°. ferida contusa.

desvia-se do golpe. clínica e obrigatoriamente diagnosticado). no curso evolutivo do dano. Para que possa configurar a qualificadora.: hemorragia por seção de vaso calibroso. nem presumido. quando afirma que “aplicar-se á a regra do concurso material quando. como trabalho ou atividades esportivas e corporais antes de transcorridos 30 dias. A lesão tipificada no Caput do artigo é sempre dolosa. mas perde o equilíbrio e cai. Lesão corporal grave São os danos corporais resultantes das conseqüências previstas pelo § 1°: . mas real. in fine)’’2.51. ele se apresenta como um relâmpago. para que os peritos possam concluir um determinado diagnóstico.criminosa e o ato sucessivo for produto de nova determinação de vontade. para avaliar o tempo de duração da incapacidade. constituindo novo crime. Neste caso o agente responde por lesão corporal dolosa. desde que seja antes do trintídio . contados da data da lesão. Na realidade. Perigo de vida – é a probabilidade concreta e objetiva de morte (não pode nunca ser suposto. Comentários ao Código Penal. em tempo hábil. b) relação causal entre ação e resultado. Exame complementar – é um segundo exame pericial que se faz logo após o prazo de 30 dias. c) animus laedendi. basta que a lesão caracterize perigo ou imprudência no exercício das ocupações habituais por mais de 30 dias. embora com uma só ação ou omissão.§ 1º. que compõe de requisitos essenciais que são estes: a) dano a integridade física ou a saúde de outrem. o agente que desfere uma facada na vítima. Não sendo possível a realização do exame complementar.ex. é a situação clínica em que resultará a morte do ofendido se não for socorrido adequadamente.incapacidade para as ocupações habituais por + de 30 dias – é quando o ofendido não pode retornar a todas as suas atividades comuns. sejam voluntariamente atingidas varias pessoas (arts. . caso contrário não deverá ser aplicado a qualificadora. 326. Bitencourt discorda da orientação de Nélson Hungria. p. Por exemplo. isso ocorre somente em casos de ausência de perito para realizar exame. prontamente coibida. traumatismo 2 Nélson Hungria. impossibilidade da vítima em se locomover para realizar a perícia. ferindo a cabeça na queda. a incapacidade não precisa ser absoluta. que. trata-se de concurso formal impróprio. há necessidade de realização de exame de corpo de delito. contado da data do crime. poderá ser substituído por prova testemunhal segundo o § 3º do art. agilmente. perfeitamente distinguido pelo Código Penal. 168 CP.

caso contrário. mas em tal estado de maturidade. é necessário que seja irreparável naturalmente. feridas penetrantes do abdome. que alem de ser aparente. e sim à atividade profissional remunerada. queimaduras em áreas extensas corporais e colapso total de pulmão. no útero ou fora dele. então a lesão corporal será qualificada como gravíssima. as conseqüências do crime são mais graves. em regra. sentido ou função – redução ou enfraquecimento da capacidade funcional da vítima. não se referindo as atividades habituais. pois. ao contrário da grave. A “perda ou inutilização de membro. para o reconhecimento não é necessário que seja perpétua e impassível de tratamento reeducativo ou ortopédico. que pode continuar a viver fora do útero materno’’3. os efeitos das lesões são irreparáveis. 3 Nélson Hungria. Permanente.335. menciona a “incapacidade permanente para o trabalho’’. se morrer. comoção medular. justificando assim a maior penalidade. Comentários.cranioencefálico. . moléstias que nos termos atuais da medicina não apresenta maiores probabilidades de cura. No Inciso II. que não tem mais capacidade funcional. a deformação de uma parte do corpo. perda de um membro por mutilação causada por uma violência. Aceleração de parto – Segundo Hungria “é a expulsão precoce do produto da concepção. visível. Finalizando no §2º refere-se a lei à ocorrência de “aborto’’. nasça com vida e continue a viver. lesão de lobo hepático. sentido ou função’’são os resultados mencionados no inciso III. diz-se respeito a amputação. que não desaparece com o correr do tempo. Debilidade permanente de membro. Lesão corporal gravíssima Nas lesões gravíssimas. A lesão que resulta “deformidade permanente’’ é gravíssima. É indispensável que o feto esteja vivo. No inciso I. que pode causar desagrado vexatório para a vítima. à “enfermidade incurável’’. p. configura-se aborto.

171. mas faz com que a vítima aborte. O bem jurídico penalmente protegido é a integridade corporal e a saudade da pessoa humana. Se por determinação de outrem. mas estelionato. é de natureza individual devendo preponderar o interesse particular perante o interesse do Estado. responde por crime em concurso com o de lesões corporais. e a conseqüência maior somente será levada em conta na fixação da pena. pois se trata de crime comum. que comprova que a morte decorreu da lesão corporal. a morte agrava mais a pena. e não conta a pessoa. como é o caso da lesão corporal. Aplica-se o principio da bagatela se a lesão causada for insignificante. mesmo que não tenha sido objetivo final do agente. negligencia. Lesão corporal seguida de morte Lesão corporal que resulte no óbito da vítima. quando este o faz com o fim de obter uma indenização ou valor de seguro (art. O sujeito passivo pode ser qualquer pessoa. Lesão corporal culposa Se resultar da imprudência. Autolesão O agente que ofende a própria integridade física. O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa. um inimputável cometer autolesão. que é crime contra o patrimônio.É o caso do aborto preterintencional. responderá este pelo crime na condição de autor mediato. o agente é punido com a pena de detenção de dois meses a um ano. com exceção da . § 2º. Não importa a gravidade. É necessário que haja nexo de causalidade. Lesão de um interesse corporal. não figura crime de lesão corporal. imperícia a lesão corporal causada. A punição neste caso é pelo estelionato.V). pois é ação dolosa com resultado culposo. o agente quer apenas causar lesão corporal.

humilhação. os tipos de violência puníveis são muitos: “Art. dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. o Código Penal e a Lei de Execução Penal. coação ou uso da força. altera o Código de Processo Penal. que somente a mulher grávida figura no crime de lesão corporal.7º da Lei 11. nos termos do § 8o do art.figura (§§1º. entendida como qualquer conduta que configure retenção. mediante coação.a violência patrimonial. V . a manter ou a participar de relação sexual não desejada.a violência psicológica. da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir. dentre outras. Dispõe o Art.” A Maria da Penha é ação penal pública condicionada a representação da vítima. instrumentos de trabalho. entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações. “visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. bens. entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar. manipulação. V) figuras qualificadas. de qualquer modo. comportamentos.340/2006. perseguição contumaz.a violência moral. documentos pessoais. crenças e decisões. pois visam proteger a . à gravidez. violência sexual. subtração. III . IV. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. chantagem. e 2º. vigilância constante. isolamento. valores e direitos ou recursos econômicos. constrangimento. que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio. classificou as seguintes: a) violência física. ridicularização. ameaça. se a retratação não for possível. que a induza a comercializar ou a utilizar. a sua sexualidade. as medidas de urgência tem prioridade. chantagem. mediante intimidação. 226 da Constituição Federal. Violência doméstica A Lei 11. entendida como qualquer conduta que configure calúnia. insulto.a violência sexual. II . entre outras: I . ao aborto ou à prostituição. destruição parcial ou total de seus objetos. mediante ameaça. violência psicológica. entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. suborno ou manipulação.340/2009 segundo seu preâmbulo.a violência física. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. IV . difamação ou injúria. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. violência patrimonial e violência moral. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos. abusou na definição das espécies e quantidade de violência domestica e familiar e. e dá outras providências.

pois após conversa com o agressor. as seguintes medidas protetivas de urgência.prestação de alimentos provisionais ou provisórios. ou até mesmo horas após a sua concessão elas procuram o Judiciário para a anulação das medidas protetivas de urgência. o juiz comunicará ao respectivo órgão.proibição de determinadas condutas. IV . a mesma acha não ser necessária a continuação do feito. no que couber. III . devendo a providência ser comunicada ao Ministério Público. as mulheres pedem tais medidas e dias. ficando o superior imediato do agressor responsável pelo cumprimento da determinação judicial. de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil). Sua validade não se discute em momento algum. poderá o juiz requisitar. A lei protege muito mais as mulheres do que os homens. ela inicialmente pode ser utilizada para defender homens por analogia. de 22 de dezembro de 2003. aplicando punição mais pesada para os agressores masculinos. e quando ocorre prisão em flagrante. encontrando-se o agressor nas condições mencionadas no caput e incisos do art. a qualquer momento. o disposto no caput e nos §§ 5o e 6º do art. ao agressor.suspensão da posse ou restrição do porte de armas. de seus familiares e das testemunhas. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. 461 da Lei no 5.869. 6o da Lei no 10. ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar. As medidas que obrigam o exclusivamente do agressor estão listadas no artigo 22. 22. corporação ou instituição as medidas protetivas de urgência concedidas e determinará a restrição do porte de armas. o que se discute é a sua utilização para o bem comum de todos. V . fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor.826. em conjunto ou separadamente. o juiz poderá aplicar. uma vez que como o magistrado Mário Roberto Kono de Oliveira. sob pena de incorrer nos crimes de prevaricação ou de desobediência. c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida. sempre que a segurança da ofendida ou as circunstâncias o exigirem. § 3o Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência. devido a prisão que segundo os próprios agressores não teria necessidade. entre outras: I .integridade física da vítima. II . elas voltam a ser vítimas de agressão em tempo recorde. entre as quais: a) aproximação da ofendida. domicílio ou local de convivência com a ofendida. de imediato. nos termos desta Lei. Nos casos em que isso ocorre em 70%.restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores. uma vez que ainda se espera a mudança em seu preâmbulo para que esta lei possa abranger e proteger todas as . com comunicação ao órgão competente. de 22 de dezembro de 2003.§ 4 o Aplica-se às hipóteses previstas neste artigo. b) contato com a ofendida. de seu agressor em todos os aspectos. auxílio da força policial. conforme o caso. uma vez que. Para que sejam cumpridas as medidas protetivas é necessário o interesse da vítima. nos termos da Lei no 10. seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação. § 2o Na hipótese de aplicação do inciso I. como se pode perceber abaixo: “Art.afastamento do lar. ao sair os agressores estão mais agressivos do que antes. § 1o As medidas referidas neste artigo não impedem a aplicação de outras previstas na legislação em vigor. Aí cabe a questão da igualdade entre homens e mulheres para a aplicação da lei.826.

é o que considerou a Segunda Turma de Recursos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. são favoráveis a inconstitucionalidade da lei Maria da Penha. negando provimento aos recursos propostos em favor de sua inconstitucionalidade . A lei infringe nesse caso o princípio da proporcionalidade e igualdade. sendo discriminatória. quase todos os demais são favoráveis a tal lei.vítimas de violência doméstica no seio familiar.

ou seja. seja física. mediante previsão legal. transformando esta agressão em um circulo vicioso. Ela pode ocorrer com qualquer pessoa.9 ed. 6. . excepcionar as lesões as lesões corporais leves quando praticadas nas condições descritas no novo dispositivo: a ação penal deve ser publica incondicionada. pois a violência familiar não escolhe sexo. idade. cor ou credo. Cezar Roberto. entretanto é necessário que ela se torne um direito de todos. REFERÊNCIAS BITENCOURT.Tratado de Direito Penal. a natureza da ação. moral ou psicologicamente.5. Não é necessário modificar a lei. Adultos que sofrem agressão no seio familiar tendem a se tornarem violentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Deve-se alterar. e as conseqüências são levadas para o resto da vida da vítima. um adulto também leva para sua vida o trauma de ter sido violentado. Assim como uma criança que sofre abuso.