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Professor: Ilzver de Matos Oliveira

Data: 14/08/2015

Disciplina: Direitos Humanos
Nome Completo: Fernanda Oliveira Santos
Turma: Teoria dos Direitos Humanos
Registro de dados bibliográfico:
WOLKMER, Antonio Carlos. Fundamentos da crítica do pensamento político e
jurídico Latino-Americano. In:WOLKMER, Antonio Carlos (Org.). Direitos humanos
e filosofia jurídica na América Latina. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2004.p.1-46.
Tema (qual a mensagem central do texto):
O texto aborda a criação de um pensamento crítico genuíno da América Latina, no
intuito de romper com as formas de opressão e colonialismo historicamente presentes
na região.
Esse pensamento latino-americano é direcionado à produção de conhecimento ligada ao
contexto do local, sem ignorar as formas de conhecimento tradicionais do modelo
ocidental, mas buscando meios adequados de romper com os modelos opressores
impostos.
O conhecimento teórico não é visto como algo neutro ou puro, mas como um
instrumento aliado a práxis dos grupos marginalizados e oprimidos em busca de
libertação.
Conteúdo fichado:
“O processo de historicidade na América Latina tem sido caracterizado por uma
trajetória construída pela dominação interna e pela submissão externa. Trata-se de uma
cultura montada a partir da lógica de colonização, exploração, dominação e exclusão
dos múltiplos segmentos étnicos, religiosos e comunitários. Uma história de
contradições, marcada pelo autoritarismo e violência de minorias, e pela marginalidade
e resistência das maiorias ''ausentes da história'', como os movimentos indígenas ,
negros, campesinos e populares.”(p.2)
“[...] a dependência é produto tanto das condições criadas pelo sistema de dominação
político-econômico mundial quanto das relações de classes e da ação ético-cultural dos
agentes e dos grupos na esfera de cada Nação e de cada Estado.”(p.3)
“Trata-se de se pensar a América Latina não como o passado de dominação e de
exclusão, mas como o presente e o futuro de resistência e de construção de sua
utopia.”(p.4)

nossa própria identidade histórica. tampouco as conquistas inerentes às práticas emancipadoras da modernidade. Daí o compromisso por uma cultura libertadora fundada em novos critérios e em outra lógica de constituição.”(p. Trata-se de compreender a realidade da dominação e o processo de libertação''.) sobre a realidade concreta em que vivem pessoas submetidas a diversas formas de dominação. a reconstituição da alteridade do excluído. bem como sobre os processos voltados à transformação dessa situação. Assim. possibilita a verdadeira descoberta do Outro.8) “Inspira-se na ''práxis concreta'' e na situação histórica das estruturas socioeconômicas da América Latina. que respeita e o protege. Essa filosofia jurídica da alteridade. portanto. as práticas de juridicidade evadem-se do individualismo sistêmico de dominação para transformarem-se em instrumento democrático pedagógico de mudança social. pedagógica.. nessas condições norteadas por uma Filosofia Jurídica crítico.” (p. a dominação econômica. que revele.”(p. dependentes.”(p.7) “Parece claro. a marginalização. política e social são frutos desse modo de hegemônico que domina a região. mais clara e radicalmente. da filosofia e da ética. secularmente espoliadas. Inicialmente. mas de um questionamento''(. a práxis da libertação tem como fundamento o Outro oprimido. incorporando as necessidades fundamentais (liberdade. filosófica. mas buscar construir um modo de ida assentado em novos paradigmas de legitimidade e de racionalização.39) Comentários: As marcas da colonização persistem de modo latente nas estruturas da América Latina. vida digna e direitos humanos) dos novos sujeitos.” (p.2 “Não se trata de negar as formas teóricas de conhecimento da tradição ocidental. Assim.. um Direito que revela acima de tudo a dignidade do Outro. o conceito complexo de libertação passou a ser problematizado com ênfase no âmbito da teologia.34) “Em suma.libertária. que não se está diante de uma reflexão sobre a liberdade. Essa tematização ganhou tamanha relevância que acabou propiciando o surgimento de filosofias de libertação. justiça. o texto situa a crítica latino-americana historicamente. apresentando os movimentos mais relevantes que deram início a esse pensamento. sociocultural e política.5) “Nas últimas décadas do séculos XX. as relações de poder opressoras. coloca- . marginalizadas e colonizadas.

teoria filosófica da libertação. com o objetivo de desconstruir as estruturas vigentes no continente. tratando do subdesenvolvimento da região como fruto da colonização e exploração dos países desenvolvidos. é um conhecimento contextualizado na história da região e busca nesse espaço a saída para problemas enfrentados pela população. etc. especialmente no caso do direito que é dominado por uma lógica positivista. Portanto. não como fruto da incompetência . Essa postura crítica é refletida no direito e na política com o rompimento das fórmulas prontas. o ser humano deve ser o foco para a construção de um direito comprometido com a libertação e reconhecimento do outro. . Todos esses projetos almejam construir uma teoria genuinamente latino-americana. Assim. apontando caminhos para dar voz aos oprimidos e marginalizados. o olhar voltado para a práxis é fundamental na discussão de um pensamento crítico latino.3 se a questão da economia. pedagogia da libertação. Posteriormente. teoria política voltada para a libertação. apresenta outras vertentes críticas nascidas desse olhar voltado para a realidade local: teologia da libertação. O conhecimento da libertação não é algo preso no plano teórico.