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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA

COMARCA DE TUBARÃO/SC.

RAY LANDER MACLAUD DE OLIVEIRA, brasileiro, solteiro, profissão, CPF
098.765.432-01, RG 1.234.567, residente e domiciliado na Avenida dos
Imortais, 666, Tubarão/SC, próximo ao fórum, representado por seus
advogados (documento incluso), com escritório localizado na Rua da Justiça,
1988, bairro Cidadania, Tubarão/SC, vem perante Vossa Excelência, propor
AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS
contra JOSICLEUSA SENOÇÃO, nacionalidade, estado civil, profissão, CPF
n..., RG n..., residente e domiciliada na Rua dos Barbeiros, 191, bairro Nossa
Senhora dos Prazeres, Pedras Grandes/SC, tendo em vista os seguintes fatos
e fundamentos:
DOS FATOS
No dia 21 de dezembro de 2010, o requerente trafegava
com o seu veículo Chevrolet Vectra ano e modelo 2003, cor prata, placa n...
(documento em anexo), pela Avenida Marcolino Martins Cabral nesta cidade e,
ao parar na sinaleira, localizada na frente do Banco do Brasil, foi violentamente
surpreendido pelo veículo da requerida, o qual colidiu na traseira de seu Vectra.

Assim. São Paulo : Saraiva. a vida privada.000. assegurado o direito à indenização por dano material ou moral decorrente de sua violação. à segurança e à propriedade. conforme consta no Boletim de Ocorrência (folhas em anexo). 2009) . Esse dever jurídico tem origem. a Sra. Luis Chacon diz que: (.. na idéia de culpa. Sobre a responsabilidade de reparar o dano causado a outrem. conforme notas em anexo. 5º Todos são iguais perante a lei. o que não corresponde aos fatos. ao ser demandada amigavelmente. a honra e a imagem das pessoas. à igualdade.. a ré admitiu a culpa.00 (dez mil reais). o autor levou o veículo a uma oficina para reparar os danos causados em razão do acidente. à liberdade. (CHACON.) o dever jurídico de reparar o dano é proveniente da força legal. Obviamente que se a reparação não for espontaneamente prática será possível o exercício do direito de crédito. Entretanto. nos termos seguintes: X . não obedecendo à sinalização. no respondere do direito romano. sem distinção de qualquer natureza. alegando que o requerente freou muito rápido. reconhecido por sentença em processo de conhecimento.São invioláveis a intimidade. danos de elevada monta ao requerente. da lei. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. alegando estar passando batom e esqueceu e tirou o pé da embreagem. Em conversa com o requerente. tornando possível que a vítima de ato danoso culposo praticado por alguém pudesse exigir desse a reparação dos prejuízos sofridos. DO DIREITO A culpa pelo evento danoso é atribuída à requerida pela inobservância de um dever que devia conhecer e observar. Josicleusa Senoção se recusou a pagar. Está assegurado na Constituição Federal de 1988 o direito relativo à reparação de danos materiais: Art. ocasionando assim. Quando questionada. historicamente. que teve a traseira de seu automóvel totalmente destruída.A ré estava conduzindo seu veículo desatentamente. sendo o valor total das despesas de R$10. a mesma se comprometeu a arcar com os prejuízos decorrentes do acidente. através da coação estatal que atingirá o patrimônio do devedor causador dos danos. Luis Fernando Rabelo.

além do que ele efetivamente perdeu. comete ato ilícito. devendo. a todo momento . o chamado dano . 186. considerando-se. 29. ainda que exclusivamente moral. fica obrigado a repará-lo. De acordo com o artigo 28 do Código de Trânsito Brasileiro “o condutor deverá. deve ser indenizada pelo dano efetivo: valor dos reparos e eventual porcentagem de desvalorização da coisa pelo acidente. 927. conforme a lei. Salvo as exceções expressamente previstas em lei. 4. “caput” do atual Código Civil Brasileiro: Art. 2004) Venosa continua seu raciocínio dizendo que “o dano emergente. São Paulo: Atlas. a velocidade e as condições do local. que trata sobre as normas gerais de circulação de veículos. as perdas e danos devidas ao credor abrangem. O Código Civil ainda dispõe que: Art. Aquele que. bem como em relação ao bordo da pista. A demandada. Como nos ensina o jurista Sílvio de Salvo Venosa: “Se a vítima teve seu veículo abalroado por culpa.ed. da circulação. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas: II . agindo com falta de atenção. no momento.o condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos. do veículo e as condições climáticas. por ato ilícito (arts. dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis a segurança do trânsito”. em especial o inciso II. Os fatos mostram que a ré não estava observando os cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.ter domínio de seu veículo. Está evidente que a ré causou danos ao autor.”(Direito Civil. igualmente. por ação ou omissão voluntária. violar direito e causar dano a outrem. 186 e 187). repará-los. tanto que posteriormente afirmou estar passando batom no momento do ocorrido.. negligência ou imprudência. causar dano a outrem. aquele que mais se realça à primeira vista. Art. 402. não observou o disposto no artigo 29 da mesma lei. que trata sobre distância de segurança: Art.Conforme os artigos 186 e 927. o que razoavelmente deixou de lucrar. Aquele que.

Geralmente. Desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta) (Apelação Cível n. deve-se reconhecer a culpa do motorista pelo abalroamento na parte traseira do carro que o precedia" (Apelação Cível n. 2007. 2009. rela. não havia nenhum fato extraordinário e imprevisível no acidente causado pela ré. o autor deverá ser indenizado pelo dano efetivo causado pela colisão.503/97). o valor do dano emergente é o custo para repor a coisa no estado anterior”. de Laguna. da Lei n. na prática. j. da Capital. o que não se configurou na espécie" (TJSC. "Presume-se a culpa do motorista que abalroa a parte traseira do veículo que o precede. visto que a traseira de seu automóvel ficou totalmente destruída em razão da culpa da demandada. A lei e a jurisprudência claramente estão a favor do autor. de Chapecó. requer: . DEVER DE INDENIZAR QUE IMPERA.054784-6. passando batom. é o dano mais facilmente avaliado. uma perda por parte da vítima: aquilo que efetivamente perdeu. CULPA DO MOTORISTA DO VEÍCULO QUE SEGUIA ATRÁS. em situação de emergência.010798-9. Desembargador Cesar Abreu. o que lhe causou um grande prejuízo. em 30-11-2009). II. j. enquanto observava as leis e a sinalização de maneira adequada. PRESUNÇÃO NÃO ELIDIDA. é relativa. Apelação Cível n. porque depende exclusivamente de dados concretos. Stanley da Silva Braga. em ação culposa. ACIDENTE DE TRÂNSITO. rel. rel. 9. Veja-se: "O motorista que segue atrás deve manter atenção e uma distância segura do automóvel à frente que lhe permita. Conforme a jurisprudência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina: INDENIZAÇÃO. visto que a mesma estava apenas desatenta. 29. teve o seu veículo abalroado pela ré. podendo ser derruída por prova robusta que aponte fato extraordinário e imprevisível. em um abalroamento de veículo. por exemplo.positivo. Tal presunção. ABALROAMENTO NA TRASEIRA.024831-5. traduz uma diminuição de patrimônio. contudo. Inobservadas essas cautelas. o qual deve ser reparado. 2007. em 04-04-2011). Era de sua responsabilidade prestar atenção no trânsito e manter a distância apropriada para evitar possíveis colisões. ante o dever de guardar distância segura que possibilite manobra emergencial (art. evitar uma colisão. PEDIDOS De acordo com o exposto. Da mesma forma. Des. Logo. que.

b) Citação da ré no endereço mencionado acima para contestar.000. Dá-se à causa o valor de R$ 10. ___________________________ NOME DO ADVOGADO OAB/SC . d) A condenação da ré ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios.a) A condenação da ré na restituição dos prejuízos sofridos pelo requerente na exata quantia de R$ 10. Nestes termos. Tubarão. estes de acordo com o disposto do artigo 20. c) Protesta por todos os tipos de provas. § 3° do Código de Processo Civil.00 (dez mil reais). sob pena de confissão e revelia. oitiva de testemunhas e juntada de documentos. pede deferimento. em especial depoimento pessoal. 06 de abril de 2011.00 (dez mil reais) corrigidos monetariamente e acrescidos dos juros legais desde a data do acidente até a data do efetivo pagamento. no prazo legal.000.