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FEST – “Formando Obreiros Aprovados”

13.348.109/0001-66

FEST – Filemom Escola Superior de Teologia
13.348.109/0001-66

A DOUTRINA DAS
SAGRADAS ESCRITURAS

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia
Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
Pr. Mateus Duarte

FEST – “Formando Obreiros Aprovados”
13.348.109/0001-66

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia
Bibliologia Doutrina das Escrituras
Pr. Mateus Duarte

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ÍNDICE

CAPÍTULOS:
Introdução ..............................................................................
.........................
Bíblia
como
um
livro
2. A
I ................................................................................
As divisões das
3. A Bíblia como um livro II Escrituras ................................
escritores
das
Sagradas
4. Os
Escrituras ...........................................................
Inspiração
das
5. A
Escrituras ............................................................................
Espírito
Santo
e
as
6. O
Escrituras .....................................................................
símbolos
das
7. Os
Escrituras .............................................................................
cânon
das
8. O
Escrituras ................................................................................
...
das
9. Infalibilidade
Escrituras ...........................................................................
as
Escrituras
chegaram
até
10. Como
nós ...........................................................

1.

APÊNDICES:

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia
Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
Pr. Mateus Duarte

03-08
09-11
12-16
17-18
19-22
23-24
25-26
27-32
33-36
37-46

I.
II.
III.
IV.
V.
VI.
VII.

Inerrância
ou
Infalibilidade ...........................................................................
...
Autenticidade
ou
Genuinidade .........................................................................
Credibilidade
ou
Veracidade ..........................................................................
Bibliolatria ..............................................................................
.........................
Bibliomancia ...........................................................................
.........................
Interpretação ..........................................................................
...........................
Bônus
do
professor
(Leia
com
atenção

antecipadamente) ............................

UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia
Bibliologia Doutrina das Escrituras
Pr. Mateus Duarte

47-50
51-51
52-56
57-57
58-60
61-61
62-70

3

I. (1ª AULA) - INTRODUÇÃO
ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA:

“O ESTUDO DA PALAVRA DE DEUS É O ALIMENTO DO CRISTÃO”

OBJETIVO:

Que o aluno aprenda a importância do estudo da Bíblia em sua vida diária

MEMORIZAR:

Salmo 119:130 “A exposição das tuas palavras dá luz; dá entendimento aos
simples”.
Reflita sobre algumas verdades bíblicas que são importantes para a nossa
sociedade e que estão sendo deixadas de lado, por exemplo, “É melhor dar do
que receber” – “Amar ao próximo como a ti mesmo”. Cite outros exemplos e
reflita. Adquira um caderno universitário para anotações sobre essa lição e
ecsreva seus pensamentos sobre o que você refletiu.
DICAS PARA O PROFESSOR

REFLEXÃO:

Incentive os alunos a trazerem para a aula um caderno universitário. Em
qualquer loja de
R$ 1,99, se acha. Incentive-os a escreverem suas
reflexões neste caderno, separando metade dele para anotações que eles
queiram fazer em classe e metade para suas reflexões.
- Pode-se usar nesta aula, alguns assuntos do texto “meditação e
memorizaçã”, que só constam da apostila do professor. O professor pode
perguntar quem é habitado a ler jornais, revistas, etc. e quanto tempo
dispoe para isso. Pedir para os alunos memorizarem um versículo, além do
citado acima em casa e recitá-lo na próxima aula.
- Usando o quadro negro: Perguntar o nome dos doze discípulos de Jesus e o
nome dos 27 livros do N.T, ou dos cinco livros do Pentatêuco. Pode-se crir
muitas coisas usando esses exemplos como base. O intuito é levar o aluno
a despertar-se para o conhecimento bíblico.
Exemplo de Escboço
- CORPO: Aula Explanativa sobre os tópicos:1) Bibliologia, 2) O Campo deste
assunto e 3) A razão da necessidade das Escrituras.
- Nos itens: (a) e (b) do tópico (3), pedir para os alunos completarem as
lacunas em grupo. Tempo de 10 minutos para a explanação da primeira
parte, 10 minutos para os alunos completarem as lacunas e 10 minutos
para o professor passa as respostas.
- Aula explanativa a segunda parte da lição: item (4) e (5).
- Pode-se concluir falando da importância do aprendizado de como se
manusear a palavra de Deus. Cite (II Tm 2:15).
AVALIAÇÃO
Ajude os alunos a completarem as palavras cruzadas.
-

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ESTUDANDO

A.

A

LIÇÃO !!!

Bibliologia:

O assunto Bibliologia, compreende o estudo introdutório e auxiliar das
Sagradas Escrituras. Com ele entendemos de que maneira chegou a Bíblia
até nós e como estudá-la. A necessidade desse estudo, se dá pelo fato de
que sendo a Bíblia um livro divino, veio até nós por canais humanos,
tornando-se divino-humana, assim como o é a Palavra Viva, Cristo, que
sendo Deus, tornou-se também divino-humano (Jo1:1; Ap 19:13).
Através da Bíblia, Deus fala aos homens em linguagem humana, por
esse motivo encontramos nela, referências a montanhas, rios, mares, clima,
dinheiro, comércio, política, etc. Isto é, Deus, para se fazer entender, vestiu
a sua Palavra Escrita com a nossa linguagem, pois se usasse a sua
linguagem, nem o mais sábio dos homens, ou o mais brilhante cientista
poderia entendê-lo.
B.

O campo deste assunto:
A Bibliologia estuda a Bíblia sob os seguintes pontos de vista:
a) Observações gerais sobre sua leitura e estudo.
b) Sua estrutura, considerando sua divisão, classificação dos livros,
capítulos, versículos particularidades e tema central.
c) A Bíblia considerada como livro divino (sua inspiração, infalibilidade,
credibilidade)
d) A formação do Cânon Sagrado
e) A preservação e tradução do texto Bíblico
f) Formas erradas de se estudar e considerar a Bíblia, como: a)
Bibliolatria, b) Bibliomancia.

C.A Razão da necessidade das Escrituras
Isto está implícito em salmo 119:130; Isaías 34:16; 2 Timóteo 2:15; I
Pedro 3:15 e nos conduz a dois pontos de suma importância: a) Porque
devemos estudar a Bíblia e b) Como devemos estudar a Bíblia.
g) PORQUE DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA:
1.

Ela é o único manual do crente na vida cristã e
no serviço do Senhor. O crente foi salvo para servir ao Senhor (Ef
2:10; I Pe 2:9). Desta forma, sendo a Bíblia o manual de Deus para
as nossas vidas é indispensável que aquele que o serve a conheça
muito bem (2 Tm 2:15).

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2.

Ela alimenta nossa alma (Jr 15:16; Mt 4:4; I Pe 2.2).
Não há dúvida que a Palavra de Deus traz nutrição e crescimento
espiritual.

3.

Ela é o instrumento que o Espírito Santo usa (Ef
6:17). Se conhecermos bem a palavra de Deus, na hora que
precisarmos o Espírito de Deus nos instrui segundo a palavra de
Deus que habita em nosso coração e mente. Inclusive, um requisito
essencial para que Deus responda as nossas orações é estarmos
saturados da sua palavra. Por quê ? Pois dessa forma oraremos
segundo a Sua soberana vontade e não segundo as nossas.

4.

Ela enriquece espiritualmente a vida cristã (Salmo
119:72). Essas riquezas vêem por revelação pelo Espírito de Deus
primeiramente (Ef 1:17). O crente que quiser entender a Bíblia com
o seu intelecto, logo desistirá, pois somente o Espírito Santo de
Deus conhece as coisas de Deus (I Co 2:10). A Bíblia é a revelação
de Deus à humanidade. Tudo que o homem precisa saber a respeito
de Deus, de sua conduta espiritual, fidelidade e felicidade eterna
está na Bíblia, sendo ela a única fonte de revelação escrita de Deus.
Não há mais nenhum outro manual senão a Palavra de Deus. O
homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo
e praticar a Bíblia para ser santo.

h) COMO DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA:
1.

Leia a Bíblia conhecendo seu autor: Isto é de suma
importância, é a melhor maneira de se estudar a Bíblia. Ela é o
único livro cujo autor está sempre presente quando é lida. Quem
melhor para nos explicar aquilo que não entendemos em seu
conteúdo que seu autor ? Façamos como Maria, irmã de Marta, que
aprendia aos pés do mestre (Lc 10:39). Este ainda é o melhor lugar
para o aluno !

2.

Leia a Bíblia Diariamente: (Dt 17:19). Esta regra é
excelente. Presume-se que 90 % dos crentes não lêem a Bíblia
diariamente. Não é de admirar que haja tantos irmãos frios nas
igrejas ! Não apenas frios mas raquíticos, anãos, carnais,
indiferentes. Sem crescimento espiritual, Deus não pode revelar-nos
suas verdades mais profundas (Mc 4:33; Jo 16:12; Hb 5:12). Há
pessoas que acham tempo para ler, ouvir e assistir a tudo, menos
para ler a Bíblia. É justo lermos outras coisas, como jornais ou
revistas, mas é primordial tomar mais tempo para as Escrituras.
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D.

3.

Ler a Bíblia com a melhor atitude mental e
espiritual. Isto é fundamental para que possamos estudá-la
corretamente. A melhor atitude é: a) Ler a Bíblia como a Palavra de
Deus e não como uma obra literária qualquer (II Tm 3:16; I Pe 1.21).
Estudar a Bíblia com oração e não apenas com o intelecto. As
riquezas da Palavra de Deus são para os simples de coração que
temem ao Senhor (Tg 1:21). Quanto maior for a nossa comunhão
com Deus, mais humildes seremos. Os galhos mais carregados de
frutos são os que mais se abaixam ! É preciso ler a Bíblia crendo em
tudo que ela ensina, inclusive no campo sobrenatural. A dúvida
cega o leitor (Lc 24:25).

4.

Leia a Bíblia com oração, devagar e meditando.
Assim fizeram os servos de Deus no passado: Davi (Sl 119:12,18);
Daniel (Dn 9:21-23). Na presença do Senhor, em oração, as coisas
incompreensíveis são esclarecidas (Sl 73:16,17). A meditação na
Palavra aprofunda a sua compreensão (Js 1.8). Muitos lêem a Bíblia
para estabelecerem recordes de leitura. Ao ler a Bíblia, aplique-a a
si próprio, caso contrário não haverá virtude alguma nisto !

5.

Leia a Bíblia toda: É a única maneira de conhecermos
toda a verdade de Deus revelada a nós. – Como o leitor pensa
compreender um livro que ainda não leu do princípio ao fim ? Mesmo
lendo a Bíblia toda, não a compreendemos totalmente. Ela, sendo a
Palavra de Deus, é infinita ! Nem mesmo a mente de um gênio poderia
interpretá-la sem erros. Não há no mundo ninguém que possa esgotar
a Bíblia. Todos somos sempre alunos (Dt 29:29; Rm 11:33,34; I Co
13:12). Portanto na Bíblia há dificuldades, mas o erro está sempre do
lado humano. O Espírito Santo, que conhece as profundezas de Deus,
pode ir revelando o conhecimento da verdade, à medida que
buscamos a face de Deus e andamos mais pertos Dele. Amém.

O tema Central da Bìblia:
Jesus
é o Tema Central da Bíblia (Lc24:44; Jo 5:39; At 3:18;10:43;
Ap: 22:16). Em tipos e figuras Ele aparece em todo o Antigo Testamento
e sua manifestção em carne ocorre no Novo Testamento (Evangelhos).

Veja o seguinte esquema abaixo:
- Em
- Em
- Em
- Em
- Em
- Em

Gênesis, Jesus é o descendente da mulher (Gn 3.15).
Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascoal.
Levítico, é o Sacrifício Expiatório.
Números é a Rocha Ferida.
Deuteronômio, é o Profeta.
Josué, é o Capitão dos Exércitos do Senhor.
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- Em Juízes, é o Libertados.
- Em Rute, é o Parente Divino.
- Em Reis e Crônicas, é o Rei Prometido.
- Em Ester, é o Advogado.
- Em Jó, é o nosso Redentor.
- Nos Salmos, é o nosso Socorro e Alegria.
- Em Provérbios, é a Sabedoria de Deus.
- Em Cantares de Salomão, é o nosso amado.
- Em Eclesiastes, é o Alvo Verdadeiro.
- Nos Profetas, é o Messias Prometido.
- Nos Evangelhos, é o Salvados do Mundo.
- Nos Atos dos Apóstolos, é o Cristo Ressurgido.
- Nas Epístolas, é a cabeça da Igreja.
- No Apocalipse, é o Alfa e o Ômega; é o Cristo que volta para
buscar sua igreja e reinar para sempre !!!
Tomando o Senhor Jesus Cristo com tema central da Bíblia, podemos
resumir os 66 livros em cinco palavras referentes a Ele, assim:
-

-

PREPARAÇÃO:
o Todo o Antigo Testamento, pois trata da preparação para o advento
de Cristo.
MANIFESTAÇÃO:
o Os Evangelhos, pois tratam da manifestação de Cristo e sua obra na
Terra.
PROPAGAÇÃO:
o O Livro de Atos dos Apóstolos, que trata da propagação do evangelho
Cristo.
EXPLANAÇÃO OU EXPLICAÇÃO:
o As Epístolas, que são a explicação da doutrina (ensinamento) de
Cristo, que Ele ensinou aos discípulos (tudo aquilo que Jesus falava
aos seus discípulos, o fazia em particular, nunca nas mesmas
pregações feitas à multidão, vê-se que os ensinamentos dos
apóstolos nas cartas, são mais profundos em certos aspectos, do que
o que Jesus falava à multidão, ela ainda não estava preparada, estava
no estágio do vinde a mim Mt 11:28. Porém aos discípulos – do grego
 matetai, que significa aluno - ensinava as coisas
profundas em particular, à noite nas vigílias nos montes, para que
pudessem depois, explicar à igreja, trabalho esse incumbido a eles
por Jesus, que contou também com a ajuda do Espírito Santo. (Jo
16:13)
CONSUMAÇÃO:
o O livro de Apocalipse, que trata da consumação de todas as coisas
preditas, através de Cristo. (Dr. C.I. Scofield).

Desta maneira, a Bíblia sem Jesus, seria como a física sem a matéria, ou
a matemática sem os números.

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E.Sistema de referências bíblicas e Siglas
A.

Aprendendo a ler e escrever referências bíblicas:

IV.E.A.1.
O sistema mais rápido e fácil é o adotado pela Sociedade Bíblia
do Brasil: duas letras, sem ponto abreviativo, para cada livro da Bíblia.
Ex: Gn – Genesis, At – Atos. Ente capítulo e versículo poe-se apenas um
ponto. Ex: Gn 1.1. (Obs. Nesta apostila, adotamos dois pontos).

B.

Diferenças entre texto, contexto e referências:

IV.E.B.1.
bíblica.

Texto, são as partes contidas numa determinada passagem

IV.E.B.2.
Contexto, são as partes que ficam antes e depois do texto,
podendo ser imediato, por exemplo: um versículo ou parte de versículo
anterior ou posterior, ou também, remoto, como o capítulo anterior ou
posterior ou até mesmo um livro anterior ou posterior e ainda a Bíblia
toda. Por exemplo o contexto da história de Jesus é a Bíblia toda, como já
vimos.
IV.E.B.3.
Referência é a conexão direta sobre determinado assunto.
Além de indicar o livro, capítulo e versículo, a referência pode levar
outras indicações, como:
- “a”, indicando a parte inicial do versículo: (Rm 11.7a).
- “b”, indicando a parte final de um versículo: (Rm 11.7b).
- “ss”, indicando os versículos que se seguem até o fim ou não do
capítulo (Rm11.7ss)
- “qv”, significando que veja. Recomendando para não deixar de ler o
texto recomendado. Vem do latim quod vide = que veja. Quando lemos
um livro sobre algum assunto bíblico, o qual contenha referências, essas,
se não dominadas, faz com que não compreendamos o que o autor quer
que façamos, desta forma deixamos de aproveitar o que o livro nos
oferece a nível de conhecimento. Simplesmente passamos pelas
referências, como se elas estivessem ali por engano, achamos que são
pontinhos perdidos no texto.
- “cf”, significando compare, confirme, confronte. Vem do latim
confere.
- “i.e”, significando isto é, vem do latim = id est.

C.

Siglas das diferentes versões em vernáculo, ou seja, na nossa língua.

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IV.E.C.1.
ARC, Almeida Revista e Corrigida. Bíblia traduzida dos originais
por João Ferreira de Almeida. Versão Antiga.
IV.E.C.2.
ARA, Almeida Revista e atualizada. É a edição atualizada de
Almeida em 1958.
IV.E.C.3.
FIG, Padre, Antônio Pereira de Figueiredo. Atualmente impressa
pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira. (SBBE).
IV.E.C.4.
SOARES, Padre Matos Soares, versão popular dos católicos
brasileiros.
IV.E.C.5.
RHODEN ex-padre brasileiro, versão particular, somente o NT.
IV.E.C.6.
CBSP, Centro Bíblico de São Paulo, Edição católica popular da
Bíblia, SP
IV.E.C.7.
TRAD. BRAS. Tradução Brasileira, 1917
IV.E.C.8.
NVI – Nova Versão Internacional.

Exercício:
- Vamos desvendar as maravilhas da Palavra de Deus, nas palavras cruzadas
abaixo:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18

1

Ela é a ...
Ela é o ...
Seu estudo compreende a ...
Devemos sempre... a Bíblia
Devemos ler...
É nossa obrigação... a Palavra de Deus.
A Bíblia...
Ela garante o nosso...
Ela produz...
Nela encontramos as...
Os livros da Bíblia são os...
Ela foi dada a nós por...
Ela é ...
Nela encontramos ...
A Bíblia nos revela...
Conhecendo a Bíblia...
Devemos ... a Bíblia todos os dias.
Terceira divisão dos Textos do AT hebraico

E S P A D A

D O

E S P Í R I T O

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9

2

M A N U A L

3

B I B L

I O L O G I A

4

L E R

C O M

5

A

B Í

6

B L

I A

T O D A

D I A R I A M E N T E

A L I M E N T A

8

C R I S T Ã O

R E V E R Ê N C I A

L E R

7

D O

A

A L M A
E S P I R I T U A L

C R E S C I M E N T O

9
1
0
1

F E
D O U T R

I

N A S

B Í B L

O R Á C U L O S

1
1
2
1

I N S P

I R A Ç Ã O
L

3
1
4
1

V I D A
J

5
1
6
1

A
E S C R

E S U S

D E U S

D I V I N A
D O S

T E M A

V E R D A D E
I

D E

L I V R O S

E T E R N A

E X A M I

7
1
8

I V R O

I C A S

C E N T R A L

V O S

L I B E R T A R Á

N A R

T O S

6. (2ª AULA) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO I
ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA:

“A BÍBLIA É O LIVRO DOS LIVROS”

OBJETIVO:

MEMORIZAR:

REFLEXÃO:

-

Que o aluno aprenda sobre os materias antigos usados na escrita da Bíblia e
sobre a terminologia “Bíblia” e seus nomes canônicos
“Sucedeu pois no ano quarto de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, que da
parte do Senhor veio esta palavra a Jeremias, dizendo: Toma o rolo dum livro,
e escreve nele todas as palavras que te hei falado contra Israel, contra Judá e
contra todas as nações, desde o dia em que eu te falei, desde os dias de Josias
até o dia
de hoje”
Jr 36:1-2.
Reflita
sobre
alguns
pontos que você acha que dificultavam o trabalho dos
“escritores” da Bíblia e dos escribas que faziam as suas cópias, para serem
lidas no templo ou nas sinagogas. E na facilidade de ser feito esse trabalho nos
DICAS PARA O PROFESSOR

Revista um pedaço de duratex, de mais ou menos 20cm X 15cm, com
argila ou barro, (uma camada fina) estando meio úmido leve para que os
alunos escrevam algo, sobre ela, como por exemplo, cada um escreve o
seu nome completo, deixe secar e faça um mural Para o processo de
secagem o ideal é deixar num forno numa temperatura bem baixa por uns
20 minutos, o melhor material para isso é a argila, que não trinca. Se tiver
palha de milho seca, corte varias tiras de mais ou menos 10 cm e cole uma
a outra formando uma folha de mais ou menos 30 cm de largura, faça duas
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folhas dessas, umidessa as duas e cole-as trasversalmente colocando um
peso grande em cima por um dia. Deixe secar e faça o mesmo exercício
citado acima. Isso substitui o papiro. Se tiver condições compre uma folha
de pergaminho (em algumas gráficas pode-se encontrar). Existem também
folhas de papiro, com desenhos egípcios em lojas de materiais antigos e de
quadros. Em último caso, tente encontrar fotos desses materiais em
revistas ou enciclopédias coloridas.
AVALIAÇÃO
Exerecícios de lacunas, deixe que os alunos tentem completar, depois passe
a correção. Pode-se pedir para os alunos responderem

ESTUDANDO

A.1.1.1.1.1.1.

A

LIÇÃO !!!

Os livros Antigos

1. A Bíblia é um livro antigo. Os livros antigos tinham a forma de rolo (Jr.
36.2). Eram feitos de papiro ou pergaminho. O papiro é uma planta
aquática que cresce junto a rios e banhados, no Oriente Próximo, cuja
entrecasca (parecida com a palha seca do milho) servia para escrever.
Essa planta existe ainda hoje no Sudão, na Galiléia Superior e no vale de
Sarom. As tiras extraídas do papiro eram coladas uma a outra até
formarem um rolo com uma determinada extensão. Esse material
gráfico é mencionado muitas vezes na Bíblia, exemplos: Êxodo 2.3; Jó
8.11; Isaías 18.2. Em certas versões da Bíblia, o papiro é mencionado
como junco. De fato, é um tipo de junco de grandes proporções. De
papiro, deriva-se a nossa palavra papel e seu uso na escrita vem de
3000 a.C.
2. Pergaminho é pele de animais, cortida e polida, utilizada na escrita. É
material gráfico melhor que o papiro. Seu uso é mais recente que o do
papiro. Vem dos primórdios da era cristã, apesar de já ser conhecido
antes. È também mencionado na Bíblia, como em
II Tm 4.13.
3. A Bíblia foi escrita originalmente em forma de rolo, sendo cada livro um
rolo. Assim, vemos que a princípio, os livros sagrados não estavam
unidos uns aos outros como os temos hoje em nossas Bíblias. O que
tornou isso possível, foi a invenção do papel no século II, pelos chineses,
bem como a do prelo, de tipos móveis, inventado em 1945, pelo alemão
Gutemberg. Até então era tudo manuscrito pelos escribas de modo
laborioso, lento e oneroso. Quanto a este aspecto da difusão de sua
Palavra, Deus tem abençoado maravilhosamente, de modo que hoje,
milhões de exemplares das Escrituras são impressos com rapidez e
facilidade em muitos pontos do globo. Também, graças aos progressos
alcançados no campo das investigações e da tecnologia, podemos hoje
transportar com toda comodidade um exemplar da Bíblia com todos os
seus livros, inclusive dentro de um simples disquete de computador,
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coisa impossível nos tempos primitivos. Ainda hoje, devido aos ritos
tradicionais, os rolos sagrados das Escrituras hebraicas continuam em
uso nas sinagogas judaicas.
4. A Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso !
B. Terminologia
(O nome Bíblia). Esse vocábulo não consta dos escritos sagrados,
somente na capa. Por quê e de onde vem então? A palavra Bíblia em
português vem do grego  (biblos) que era o nome que os
gregos davam à folha de papiro, usada para escrever. Ex: "Livro (biblos)
da genealogia de Jesus Cristo..." (Mt 1:1); também derivado-se de
 (biblion), "rolo" ou "pequeno livro, ou “livro”: "Então
lhe deram o livro (biblion)... e, abrindo o livro (biblion)..." (Lc 4:17). O
termo biblos vem então do nome dado à polpa interna da planta do
papiro em que se escreviam os livros antigos. Uma coletânea de folhas
era um biblion – livro. E uma coletânea de “biblions” (livros), formavam
uma Biblia – palavra derivada de biblios. Portanto Bíblia é literalmente,
uma coleção de livros. A Bíblia Sagrada é então uma coleção de livros
divinamente inspirados por Deus, ou seja, os 66 livros que conhecemos
como o Cânon Sagrado. Com a invenção do papel, desapareceram os
rolos, a palavra biblos (folha de papiro), deu origem a “livro”, como se vê
em biblioteca, bibliófilo, bibliografia, etc. É consenso geral entre os
doutos no assunto que o nome Bíblia foi primeiramente aplicado às
Escrituras Sagradas por João Crisóstomo, patriarca de Constantinopla, no
Século IV. E porque as Escrituras formam uma unidade perfeita, a
palavra Bíblia, sendo um plural, como acabamos de ver, passou a ser
singular, significando O LIVRO, isto é, o LIVRO dos livros; O livro por
excelência. Como livro divino, a definição canônica da Bíblia é “A
revelação de Deus à humanidade”.
2.Escritura(s). Termo usado no N.T. para os livros sagrados do A.T., que
eram considerados inspirados por Deus (2 Tm 3:16; Mc 12:10; 15:28; Lc
4:21; Jo 2:22; 7:38; 10:35; Rm 4:3; Gl 4:30; 2 Pe 1:20; Mt 22:29; Mc
12:24; Lc 24:27; Jo 5:39; At 17:11; I Co 15:3,4; 2 Tm 3:15). Também é
usado no N.T. (2 Pe 3:16). Esses termos significam "escritos sagrados".
Paulo usa o termo "Sagradas Escrituras" uma vez em (Rm 1:2);
"Sagradas Letras" em (2 Tm 3:15) uma vez e "Oráculos de Deus" em
(Rm 3:2) uma vez.
3.Palavra de Deus. É usada em relação a ambos os testamentos, em sua
forma escrita (Mt 15:6; Jo 10:35; Hb 4:12; 1 Ts 2:13; 2 Co 2:17; Rm 10:17;
Mc 7:13).
4.Sagradas Escrituras (Rm 1.2),
5.Livro do Senhor (Is 34.16)
6.A palavra de Deus (Mc 7.13; Hb 4.12)
1.

Exercício:
UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia
Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
Pr. Mateus Duarte

12

2)

Ler o salmo 119, conhecido como o "salmo da Bíblia" o qual
comunica a idéia de que a palavra de Deus contém tudo o que o homem
precisa saber. Com a exceção dos versículos 1-3 e 115, ele é dirigido ao
Senhor. Com exceção dos versículos 90,122 e 132, todos os demais
possuem expressões ou termos referentes à Palavra de Deus. Encontre
pelo menos 10 destes termos:
a)
c)
e)
g)
i)

3)

b)
d)
f)
h)
j)
Complete as frases:

a)
b)
c)
d)
e)

Os materiais mais usados para se escrever, nos tempos do
AT e do NT, nos quais inclusive foram escritos a Palavra de Deus eram o
Papiro e o Pergaminho.
A Bíblia foi o primeiro livro a ser impresso.
A palavra Bíblia quer dizer uma coleção de livros
divinamente inspirados. Também o Livro dos livros.
A Palavra de Deus, antigamente tinha a forma de rolo,
sendo cada livro, um rolo.
Até hoje os rolos, são usados nas sinagogas judaicas.

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Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
Pr. Mateus Duarte

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1. (3ª AULAS) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO II - As divisões das Escrituras
ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA:

“A ORGANIZAÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA”

OBJETIVO:

Que o aluno se familiarize com as divisões e subdivisões da Bíblia, para poder
compreender melhor seus vários assuntos.

MEMORIZAR:

- “Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda
convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito
na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Lc 24:44”.

REFLEXÃO:

Reflita sobre os benefícios de se ter uma Bíblia dividida em capítulos e
versículos e com uma subdividivisão dos livros por ordem de assunto. Escreva
no caderno de anotações. Faça também uma análise das dificuldades dos
escribas neste sentido, levando-se em consideração que por ser escrita em
rolos, era difícil a locomoção da Palavra de Deus o que levava os escribas a
decorarem livros inteiros. Reflita na pergunta: “Por causa das facilidades que
temos hoje para lermos a Bíblia, levando-se em consideração que todos nós
podemos ter uma em casa, prontinha para lermos e acharmos qualquer texto
que quizermos, com um simples toque no índice que algumas possuem,
inclusive tendo à nossa disposição estudos e comentários das partes de difícil
compreenção, que já vêm no rodapé de algumas delas, não nos tornamos mais

ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

A. Os dois testamentos
A Bíblia está dividida em duas seções conhecidas como Antigo e o Novo
Testamento. A palavra "testamento" foi originalmente traduzida como
"aliança" ou "pacto" que Deus fez com seu povo. O Antigo Testamento contém
39 livros e o Novo, 27. O AT tem esse nome por ser a antiga aliança que Deus
havia feito com Abrão e renovado com os patriarcas e com Davi. Tem sentido
único de concerto, pacto, pois era o pacto que Deus havia feito. Já o NT, é a
nova aliança que Cristo fez conosco por meio de seu sangue, além de ter
também o sentido de “testamento”, que uma pessoa faz para outra herdar na
ocasião de sua morte. O testamento que Cristo nos deixou na ocasião de sua
morte de cruz, ou seja, a vida nova por intermédio de seu sangue e a certeza
da vida eterna !
B. Divisões do Antigo Testamento

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O Antigo Testamento tem 39 livros que foram escritos originalmente em
hebraico, língua oficial da nação Israelita, com exceção de pequenos trechos
que o foram em aramaico (livro de Esdras, Jeremias e Daniel), sendo a mais
extensa em Daniel, que vai de 2.4 a 7.28. O aramaico era a língua que Israel
havia trazido do seu exílio da Babilônia. Há também algumas palavras persas,
sendo a Pérsia uma das nações que dominou sobre o império babilônico.
Daniel viveu na Babilônia desde o imperador Nabucodonosor, imperador mais
proeminente desta nação, até o império medo-persa. Os 39 livros do A.T,
estão classificados em 4 grupos, conforme os assuntos a que pertencem: LEI,
HISTÓRIA, POESIA, PROFECIA.

Vejamos os livros por cada grupo:
LEI. São 05 livros: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números, Deuteronômio.
São comumente chamados de “O Pentatêuco”. Esses livros tratam da
origem de todas as coisas, da Lei e do estabelecimento da nação de
Israel.
b) HISTÓRIA. São 12 livros: de Josué a Ester. Ocupam-se da história de
Israel nos seus vários períodos: a) Teocracia, sob os juízes. b) Monarquia,
sob Saul, Davi e Salomão. c) Divisão do reino e cativeiro, contendo os
relatos dos reinos de Israel - (reino do norte, constituído de dez tribos) e
Judá (reino do Sul, constituído das tribos de Judá e Benjamim) este
levado em cativeiro pela Babilônia e aquele pelos Assírios. O reino do
norte, Israel, desapareceu devido a sua constante desobediência a Deus,
tendo eles se misturado com os assírios, surgindo daí, inclusive, os
samaritanos. Judá retorna a Jerusalém com Zorobabel, Esdras e
Neemias, em conjunto com os profetas contemporâneos a essa época.
Daí surge o termo Judéia, relacionado à região que compreendia os
limites da nação Israelita, sendo esta depois subjugada pelo império
romano.
c) POESIA. São 05 livros: de Jó a Cantares de Salomão. São chamados
poéticos, não porque sejam cheios de imaginação e fantasia, mas devido
ao gênero do seu conteúdo. São também chamados devocionais.
d) PROFECIA. São 17 livros: de Isaías a Malaquias. Estão subdivididos em:
a. Profetas Maiores: de Isaías a Daniel. (05 livros)
b. Profetas Menores: de Oséias a Malaquias. (12 livros)
Os nomes maiores e menores não se referem ao mérito ou
notoriedade do profeta, mas ao tamanho dos livros e à extensão do
ministério profético, ou seja, sua duração.
Nas Bíblias de edição católico-romana, os livros de 1 e 2 Samuel e 1 e 2
Reis, são chamados de 1,2,3 e 4 Reis, respectivamente, 1 e 2 Crônicas são
chamados de 1 e 2 Paralipômenos. Esdras e Neemias são chamados de 1 e
2 Esdras. Também nas edições católicas de Matos Soares e de Figueiredo, o
Salmo 9 corresponde nas versões de Almeida, aos Salmos 9 e 10. O numero
10 é o nosso 11. Isso vai assim até os Salmos 146 a 147 que nas nossas
compreendem o salmo 147. Deste modo, os três últimos Salmos são
idênticos em qualquer uma das versões acima citadas. Essa diferença de
a)

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15

numeração, em nada afeta o texto em si, e não poderia ser doutra forma,
sendo a Bíblia o Livro do Senhor !
Nas nossas Bíblias, os livros do A.T estão classificados por ordem de
assunto. Essa classificação vem da Septuaginta – de setenta - (versão
grega do A.T em hebraico, que leva esse nome, por ter sido escrita,
segundo uma tradição judáica, por uma comissão de setenta e dois jedeus,
dirigida aos judeus de língua grega. Há outras versões de como a
Septuaginta foi escrita, sendo por volta de 250 a 150 a.C). Ela teve como
base o AT hebraico. É a Bíblia mais antiga que temos, mesmo não havendo
hoje, nenhuma parte dos originais. Somente as cópias, das quais a mais
antiga data de 325 d.C. Na confecção da septuaginta vê-se a provisão de
Deus para que a sua palavra fosse difundida, já que a língua comercial da
época era justamente o Grago. Foi com a septuaginta que surgiu a divisão
do AT, como temos hoje em nossas Bíblias, ou seja, LEI, HISTÓRICOS,
POESIA, PROFÉTICOS. No caso da classificação por assunto, não é levada
em canta a ordem cronológica dos livros, ou seja, a ordem por datas em
que foram escritos. Ex. Gêneses (1521-1500 a.C) antes de Jó (1521 a.C –
provavelmente o primeiro livro do AT a ser escrito), Mt (60 d.C) antes de I
Ts (51. d.C – primeiro livro do NT a ser escrito). Isso é diferente no AT
Hebraico, que é disposto cronologicamente. Neste caso, o leitor
inexperiente, poderá fazer grande confusão se quiser agrupar os assuntos
de nossas Bíblias cronologicamente. Ex. Genesis é o livro dos começos,
mais muitos fatos que ele relata, por exemplo a história de José no egito,
aconteceram muitos anos depois de Jó existir, apesar do livro de Jó estar
situado após o livro de Gênesis, justamente pelo agrupamento em ordem
de assunto. No caso de Gênesis e Jó, isso se dá por causa da criação (início
de tudo) que é relatada em Gênesis.

O Antigo Testamento hebraico é dividido em três seções:
A Lei (Torah), cinco livros: Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números e
Deuteronômio.
- Os Profetas (Nebhiim), oito livros: Primeiros Profetas - Josué, Juízes,
Samuel e Reis; Últimos Profetas: Isaías, Jeremias, Ezequiel e os
últimos doze: (de Oséias a Malaquias, esses doze para os judeus são
considerados um só livro, apesar de ter tido cada um um escritor
diferente).
- Os Escritos (Kethbhim) - às vezes chamados de Salmos, inclusive por
Jesus Lc 24.44, onze livros, sendo: Livros Poéticos - Salmos,
Provérbios e Jó; Os Cinco Pergaminhos: (Megilloth) - Cantares de
Salomão, Rute, Lamentações, Ester e Eclesiastes; Livros Históricos Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas. O LIVRO DE DANIEL apesar de
ser um livro que contenha profecias e em nossas Bíblias ser
classificado como profético é considerado histórico para os judeus,
por relatar a História do povo de Israel na Babilônia.
Em vez de 39 livros, como temos nas nossas Bíblias referentes ao Antigo
Testamento, os Judeus têm 24, devido à divisão vista assima, desta forma
temos:
-

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16

-

Os
Os
Os
Os
Os
Os

dois livros de Samuel....................................... 01 Livro
dosi de Reis...................................................... 01 Livro
dois de Crônicas............................................... 01 Livro
dois, Esdras e Neemias..................................... 01 Livro
doze Profetas Menores...................................... 01 Livro
demais livros do AT......................................... 19 Livros
- Total............... 24 Livros

Estas divisões estão de acordo com as palavras de Jesus, veja Lc 24:44. O
Antigo Testamento é algumas vezes mencionado abreviadamente como a
"lei e os profetas" (Mt 5:17; 11:13; At 3:15). Ainda mais brevemente, o
termo "Lei" parece incluir as outras divisões (Jo 10:34; 12:34; 15:25; I Co
14:21).
C. Divisões do Novo Testamento
O N.T, tem 27 livros. Foi escrito originalmente em grego; não o grego
clássico dos grandes pensadores e eruditos, mas o grego conhecido como
(Koiné), ou seja, popular, língua grega falada pelo povo
(comerciantes, pescadores, etc). Seus 27 livros estão classificados em 4
grupos conforme os assuntos a que pertencem.
BIOGRÁFICOS. São 04 livros: Mateus, Marcos, Lucas, João. (vida de
Cristo)
- HISTÓRICOS. um livro: Atos.
- PEDAGÓGICOS,
conecidos
como
EPÍSTOLAS) - do grego - que significa
CARTAS. (Por isso os chamamos de Epistolas ou Cartas) São 21
livros: Romanos, 1 e 2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses,
Colossenses, 1 e 2 Tessalonicenses, 1 e 2 Timóteo, Tito, Filemom,
Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1, 2 e 3 João e Judas.
- PROFÉTICO. um livro: Apocalipse.
D. Capítulos e versículos
-

A Bíblia antes, não era dividida em capítulos e versículos, o que se deu da
seguinte forma:
Divisão em capítulos: Por volta de 1250, pelo cardeal Hugo de Saint Cher,
abade dominicano e estudioso das Escrituras.
Divisão em versículos: Em duas etapas: A.T em 1445 pelo Rabi Nathan;
N.T. em 1551, por Robert Stephans, um impressor de Paris. Steves
publicou a primeira Bíblia (Vulgata Latina) dividida em capítulos e
versículos em 1555.
A Bíblia contém: 1.189 capítulos e 31.173 versículos.
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17

A.T. : 929 capítulos e 23.214 versículos
N.T. : 260 capítulos e 7.959 versículos
O número de palavras e letras depende do idioma e da versão. O maior
capítulo é o Salmo 119 e o menor o Salmo 117. O maior versículo está em
Ester 8.9; o menor em Êxodo 20.30. (isso, nas versões portuguesas e com
exceção das chamadas “Traduções Brasileiras”, onde o menor é Lucas
20.30). Em certas línguas, o menor é João 11.35. Os livros de Ester e
Cantares não contém a palavra Deus, porém a presença de Deus é
evidente nos fatos neles desenrolados, mormente em Ester. Há na Bíblia
8.000 menções de Deus sob vários nomes divinos e 177 do Diabo sob
seus vários nomes.
A vinda do Senhor é referida direta e indiretamente 1.845 vezes, sendo
1.527 no AT e 318 no NT. Não é esse um assunto para séria meditação ?
O Salmo 119 tem em hebraico 22 seções de 8 versículos cada uma. O
número 22 corresponde ao número de letras do alfabeto hebraico. Cada
uma das 22 seções inicia com uma letra desse alfabeto, e, dentro de cada
seção, todos os versículos começam com a letra da respectiva seção.
Caso semelhante há no livro de Lamentações de Jeremias. Ali, em
hebraico, os capítulos 1,2,4 têm 22 versículos cada um, correspondendo
as 22 letras do alfabeto, de álafe a tau. Porém o capítulo 3 tem 66
versículos, levando cada três deles, a mesma letra do alfabeto.Há outros
casos assim na estrutura da Bíblia. Isso jamais poderia ser obra do acaso,
levando-se em consideração que os escritores dos Salmos foram vários e
de épocas distantes. A frase “não temas” ocorre 365 vezes em toda a
Bíblia, o que dá uma para cada dia do ano! O capítulo 19 de 2 Reis é
idêntico ao 37 de Isaías. O AT encerra citando a palavra Maldição. O NT
encerra citanda a expressão “A graça do nosso Senhor Jesus Cristo”.
Exemplos de falhas nas divisões: Atos 21 e 22 e João 7:53 e 8:1. Isso não
afeta o texto bíblico, o que não poderia ser diferente. Sendo afetado
somente a distribuição dos assuntos. Lembrando que os originais não
têm divisão de capítulo e versículo.
(4ª AULA) - OS ESCRITORES DAS SAGRADAS ESCRITURAS
ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA:
OBJETIVO:

MEMORIZAR:

“A VIDA DOS ESCRITORES E O MILAGRE DA UNIDADE DA PALAVRA DE
DEUS”.
Que o aluno descdubra a mão de Deus por tráz dos escritores da Bíblia, devido
à unidade que a mesma apresenta em seus sessenta e seis livros, apesar da
grande diferença cultural e social dos escritores e da distância de tempo e
lugares em que a mesma foi escrita.
“sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de
particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos
homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito
Santo”. II Pe 1:20-21.

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REFLEXÃO:

Reflita no fato de que a Bíblia apesar de ter sido escrita por homens judeus,
com cultura oriental com a possível exceção de Lucas, assim mesmo tem
inlfuenciado a vida de milhares de pessoas em todo o globo terrestre. Será que
um livro escrito por escritores humanos, os quais com certeza não conseguem
agradar a todos os gostos literários - como vemos na literatura mundial: uns
gostam de Machado de Assis, outros detestam, uns gostam de Sideney
Sheldon, outros detestam - teria condições de ser tido como um livro comum a
todos os povos?DICAS
Não se
diz O
que
a Bíblia é alemã, japonesa, inglesa ou até
PARA
PROFESSOR

Use o método do A R O A, (sigla de Alvo, Realidade, Objetivo e Ação)
INDIVIDUALMENTE com seus alunos da seguinte forma: peça para que eles
façam no caderno de anotaçõs, pode ser feito em grupo, porém cada aluno
faz o seu, apenas consultando os colegas de grupo. Funciona assim:
MÉTODO DO A R O A
A - Alvo - (Você se preocupa em saber o nome dos escritores da Bíblia, em
quanto tempo ela foi escrita ou quantos foram os escritores? Cite os alvos
que você quer alcançar neste sentido).
R - Realidade (Você já sabia o que foi estudado hoje, faça uma lista da sua
realidade sobre o conhecimento desta matéria)
O - Objetivo (Qual o seu objetivo para aprender sobre essa lição e sobre a
palavra de Deus? Faça uma lista com seus objetivos.)
A - Ação (Escolha três itens de sua lista e coloque em pratica durante essa
semana).
As perguntas variam de lição para lição. NUNCA SE ESQUEÇA DE USAR A SUA
CRIATIVIDADE PROFESSOR !!! O AROA pode ser usado em todas as aulas como
complemento para fixação da matéria.

ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

A Bíblia é um só livro, sendo também muitos livros escritos por não
menos que quarenta escritores diferentes, muitos dos quais nunca se
conheceram, através de um período de  1.600 anos. Todavia sua unidade e
continuidade são tão evidentes que é fácil pensar que teve um só autor - que
não seria outro senão o próprio Deus.
Dos sessenta e seis livros da Bíblia, os autores de cinqüenta e cinco
livros são facilmente identificados pela tradição e história. Os onze livros cujos
autores não são conhecidos: Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2
Crônicas, Ester, Jó e Hebreus.
Alguns livros, tais como Gênesis, Juízes, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas,
cobrem períodos tão longos da história que talvez se tratem de coleções de
registros antigos reunidos e editados por algum indivíduo escolhido por Deus,
perto do final do período descrito do livro. Por exemplo, Moisés poderia ter
compilado o livro de Gênesis, ou seja, agrupado os assuntos, colhendo-os de
materiais já existentes ou de tradições orais, por exemplo sobre a criação e os
primeiros acontecimentos de Gênesis. Como? Abrãao foi contemporâneo de
Sem, filho de Noé que conheceu a Matusalem, esse contemporâneo do próprio
Adão. Desta forma Abraão, passou com certeza seus conhecimentos para
Isaque seu filho, o qual passou para Jacó, até José, que os levou consigo para
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o Egito, onde nasceu Moisés. Pode ponderar que alguns desses fatos foram
revelados pelo próprio Deus a Moisés. Se assim for, o número real de
escritores que contribuíram para a Bíblia pode ser consideravelmente maior
que quarenta. Salmos e Provérbios têm vários autores. As inscrições que
aparecem como cabeçalho de muitos salmos sugerem pelo menos sete
escritores diferentes. Além de Salomão, como autor de Provérbios, Agur é
mencionado no capítulo 30:1 e o Rei Lemuel no capítulo 31:1.
Todos os autores, com a possível exceção de Lucas, eram judeus e
escreveram no contexto da religião judaica. Todavia, as palavras por eles
escritas contêm maior apelo e interesse para as pessoas de todas as nações
do que quaisquer outras palavras já escritas.
Livro
Autor
GênesisMoisés
Deuterônomi
o
Josué
Josué
I e II Samuel
Esdras

Samuel
/
Natã / Gade
Esdras

Neemias
Salmos

Neemias
Davi
/
Salomão
/
Filhos
de
Coré / Asafe /
Hemã / Etã /
Moisés
Provérbios
Salomão
/
Agur
/
Lemuel
Eclesiastes / Salomão
Cantares
Salomão
Jeremias
Jeremias
Ezequiel
Ezequiel
Daniel
Daniel
Amós

4)

Amós

Ocupação

Livro
Mateus

Autor
Mateus

Marcos

Marcos

Lucas

Lucas

Médico

João

João

Pescador

Atos
RomanosFilemom

Lucas
Paulo

Rei/
Rei

Tiago

Tiago

Pescador

Rei

I e II Pedro

Pedro

Pescador

Profeta

I, II e III João
Judas
Apocalipse

João
Judas
João

Pescador

Estadista
Egípsio/Pastor de
Ovelhas/Legislado
r de Israel
Sucessor
de
Moisés
Profeta/Profeta
Governante
Israel
Sacerdote

de

Pastor de Ovelhas
e Rei de Israel/
Rei de Israel /
Levitas

Profeta
Profeta
minist
Profeta

e

Ocupação
Cobrador
impostos

de

Fariseu - Doutor
da Lei, membro
do
supremo
tribunal israelita

Pescador
Pescador

Complete a frases:
a)

A Bíblia foi escrita por cerca de quarenta escritores
diferentes. Sendo que algumas informações registradas, foram colhidas
de escritos ainda mais antigos, ou por informações orais coletadas, por
exemplo, Moisés não viveu na época de Adão, Noé, Abraão, Isaque e
Jacó, mas foi inspirado por Deus a coletar informações, sendo que
algumas delas possivelmente foram reveladas a ele pelo próprio Deus.
b)
A Bíblia foi escrita através de um período aproximado de
1600 anos.
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(5ª AULA) - A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA:
OBJETIVO:

MEMORIZAR:
REFLEXÃO:

“A BÍBLIA FOI INSPIRADA POR DEUS E NÃO ESCRITA POR HOMENS
SOMENTE”
Que o aluno aprenda que a Bíblia apesar de ter sido escrita por homens, ela
tem como “AUTOR” , o próprio Deus que os “inpirou” para escreve-la.
“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para
repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus
seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” II Tm 3:16-17.
Reflita sobre as várias teorias sobre a inspiração da Bíblia e diga porque a
inspiração Plenária ou verbal é a correta. Qual a intenção das outras teorias?
tome como base (Salmos 10:1-18 e 14:1-7).
DICAS PARA O PROFESSOR

Leve o aluno a saber que as falsas teorias sobre a inspiração da Bíblia
são elaboradas pelo homem, para que esse possa se livrar da culpa ou
responsabilidade diante de Deus. Use os seguintes textos (Salmos 10:1-18 e
14:1-7).
AVALIAÇÃO
- Faça no quadro negro as colunas do exercício 1 e peça para os alunos
irem respondendo.
- Exerecícios de lacunas, deixe que os alunos tentem completar, depois
passe a correção. Pode-se pedir para os alunos responderem
ESTUDANDO
IV.E.C.8.1.1.1.1.

A

LIÇÃO !!!

Definição de Inspiração

A Bíblia revela a fonte de sua magnificência: "Toda Escritura é inspirada por
Deus." Isto não significa que Deus "inspirou" os escritores (no sentido de dar-lhes
uma “inspiração” apenas), ou seja, que eles apenas interpretaram uma
imaginação que lhes foi concedida, mas que a Palavra foi produzida pelo sopro
criativo de Deus. Assim como Deus soprou em Adão o "fôlego da vida", Ele soprou
também nas Escrituras o hálito de sua vida. Lemos igualmente em 2 Pedro 1:21:
"...os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo". Este
versículo diz literalmente: "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada (ou
trazida) por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus
movidos (ou trazidos) pelo Espírito Santo."
IV.E.C.8.1.1.1.1.1.

Significado de Inspiração

A inspiração é então, o processo pelo qual, homens movidos pelo Espírito (2
Pe 1:21) produziram escrituras inspiradas pelo Espírito (2 Tm 3:16). Esse poder
inexplicável foi colocado pelo Espírito Santo sobre os autores das Sagradas
Escrituras, a fim de orientá-los até mesmo no emprego das palavras usadas, e
para preservá-los de todo erro e de todas as omissões.
O engano está em tentar explicar o inexplicável e sondar o insondável. Os
meios ou o processo de inspiração são um mistério da providência de Deus, mas
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os resultados deste processo são um registro verbal (as palavras), pleno
(estendendo-se igualmente a todas as partes), infalível (sem erros) e com
autoridade.
NOTA: A palavra, inspiração

vem do latim e no seu sentido fisiológico, significa
respirar para dentro. Ela é usada pela ARC. (Almeida Revista e Corrigida) somente
duas vezes no N.T. (IITm.3:16; IIPe.1:21). Este vocábulo, embora consagrado pelo uso,
e, portanto, pela teologia, não é um termo adequado, pois pode parecer que Deus tenha
soprado alguma espécie de vida divina em palavras humanas. Em II Tm 3:16
encontramos o vocábulo grego ( - theopneustos), que significa
soprado por Deus (e que foi tradizido na ARC como “inspiradas”). Portanto, podemos
afirmar que toda a Escritura é soprada ou expirada (expiração do ar para fora) por
Deus, e não inspirada como expressa a ARC. As Escrituras são o próprio sopro de
Deus, é o próprio Deus falando (II Sm 23:2). Apesar disso, como é usado o termo
inspiração e não expiração em nossas versões portuguesas, pelo menos nas mais
antigas, devemos sempre ter em mente que na verdade, as palavras foram expiradas
por Deus, dentro dos escritores.

IV.E.C.8.1.1.1.2.
Bíblia

Teorias falsas sobre a inspiração da

Aqui falamos das falsas teorias da inspiração da Bíblia, apresentando
provas para refutá-las:
a) A teoria da inspiração natural-humana ensina que a Bíblia foi
escrita por homens dotados de gênio e capacidade intelectual especial, como
Milton, Sócrates, Shekespeare e outros. Os escritores da Bíblia afirmavam que
era Deus quem falava e não eles. (2 Sm 23.2; At 1.16;). Além disso, homem
algum, por mais sábio que fosse seria capaz de escrever com precisão, coisas
que iriam acontecer no futuro, como o nascimento de Cristo, a formação de
nações inteiras, bem como a destruição de outras, dados geográficos
impossíveis de serem conhecidos na época e hoje reconhecidamene
verdadeiros.
b) A teoria da inspiração divina comum, ensina que a inspiração
dos escritores foi a mesma que recebemos hoje, quando oramos, jejuamos e
vivemos em comunhão com Deus, o que não pode ser pois, a) A inspiração
comum que temos hoje pode ser gradual, a medida que oramos e vivemos
com Deus, b) pode ser permanente (I Jo 2.27), enquanto que a inspiração dos
escritores da Bíblia era temporária. Em centenas de vezes encontramos na
Bíblia a expressão dos profetas: “Então veio a mim a palavra do
Senhor...”, indicando o momento exato em que Deus os tomava para
transmitir sua palavra.
c) A teoria da inspiração parcial ensina que algumas partes da
Bíblia são inspiradas, outras não; que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas
que contém a Palavra de Deus. Se essa teoria fosse correta, estaríamos em
grandes apuros, pois quem poderia afirmar quais as partes inspiradas e quais
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as não inspiradas? A própria Palavra de Deus refuta isso em (II timóteo 3.16) e
em Marcos 7.13, Jesus aplicou o termo “A Palavra de Deus", a todo o AT.
Quanto ao NT ver Jo 16.12 e Ap 22:18,19.
d) A teoria do Ditado verbal, ensina a inspiração da Bíblia, somente
quanto às palavras, não deixando lugar para o estilo e atividade do escritor ,
coisa que é visível em cada livro das escrituras. Lucas, por exemplo, fez
cuidadosa investigação de fatos conhecidos (Lc 1.4), ou seja escreveu o livro a
partir de fatos conhecidos, o mesmo pode-se dizer de Moisés, que não viveu
no tempo de adão, ou Abraão. Esta falsa teoria faz dos escritores verdadeiras
máquinas, que escreveram sem qualquer noção de mente e raciocínio. Deus
não falou aos escritores como quem fala através de um alto-falante, Ele usou
suas faculdades mentais.
e) A teoria da inspiração das idéias, ensina que Deus inspirou as
idéias da Bíblia, mas não as suas palavras. Estas ficaram a cargo dos
escritores. Sendo que eles puderam escolher as palavras que quisessem para
expressar as idéias que Deus havia lhes inspirado. Ora, o que é a palavra na
definição mais simples, senão a “expressão do pensamento”? Tente você
agora, formar uma idéia, sem palavras... Impossível ! uma idéia ou
pensamento inspirado só pode ser expresso por palavras inspiradas !
Ninguém pode separar a palavra da idéia. Ver a palavra “falar” em I Co 2.13;
Hb 1.1; 2 Pe 1.21. As palavras foram também inspiradas (Ap 22.19). As
palavras foram inspiradas, não só quanto à exatidão, mas também quanto à
ordem em que foram usadas. (Jó 37.9 e 38.19 – a palavra exata); (I Co 6.11 – a
ordem das palavras no seu emprego).
IV.E.C.8.1.1.1.3.
Teoria correta sobre a inspiração da
Bíblia
Como vimos, existem várias teorias sobre inspiração aplicada à
Bíblia, porém a teoria correta é:
A teoria da Inspiração Plenária ou verbal. Esta sustenta que
todas as palavras escritas são inspiradas por Deus (2 Tm 3:16). O termo
"Verbal" significa: as palavras e "pleno" significa: completo, contrário de
parcial. Ensina portanto, que as palavras em si, e todas elas, são inspiradas.
Significa que homens santos escreveram a Bíblia com palavras de seu
vocabulário, porém sob a poderosa influência do Espírito Santo de Deus. Deus
deu completa expressão aos seus pensamentos nas palavras do registro
bíblico, sem torná-los meras máquinas. Ele guiou a própria escolha das
palavras usadas de acordo com a personalidade, capacidade intelectual e o
contexto cultural dos escritores; de maneira que; de algum modo inescrutável
e misterioso, o que eles escreveram, ou seja, a Bíblia Sagrada é a própria
Palavra de Deus. Após o último livro ser escrito cessou a Inspiração Plenária,
de modo que nem mesmo os escritores, nem qualquer servo de Deus pode ser
chamado inspirado no mesmo sentido.

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IV.E.C.8.1.1.1.3.1. Diferenças entre Revelação,
Inspiração e Iluminação
É importante distinguir revelação, inspiração e iluminação. A revelação é
o ato de Deus mediante o qual Ele comunica diretamente a verdade antes
desconhecida para a mente humana - verdade que não poderia ser conhecida
de qualquer outra maneira.
Nem todo conteúdo da Bíblia foi diretamente revelado aos homens.
Estamos seguros porém, de que este registro é verídico. Ela contém muitas
observações pessoais, registros históricos, geográficos (por exemplo: Isaías já
afirmava ser a Terra redonda, Is 40.22 – observe as expressões “sobre” e
“redondeza” – isso quer dizer que Deus está sobre a Terra observando-a como
uma esfera, sendo que cerca 2200 anos depois, os cientistas da época ainda
achavam ser ela quadrada, até 1500 d.C, essa crença era aceita, sendo
provado o contrário por Colombo em suas viagens marítimas o que foi
também provado cientificamente por Galeleu Galilei com a invenção do
telescópio). O Espírito Santo dirigiu e influenciou os escritores a fim de que
por inspiração, não cometessem qualquer erro de verdade ou doutrina. A
Bíblia, registra as palavras e os atos de Deus, dos homens e do diabo. É de
suma importância, verificar cuidadosamente quem está falando (Ex: No livro
de Jó, ora Deus está falando, ora o próprio Jó, ora o diabo, ora seus amigos,
porém todo o registro é verídico).
Alguns confundem inspiração com iluminação. A iluminação se refere à
influência do Espírito Santo, comum a todos os cristãos, que os ajuda a
entender as coisas de Deus (I Co 2:14). Esta iluminação das coisas espirituais
é prometida a todos os crentes e pode ser experimentada por eles. (Lc 10:21).
Pedro cita um exemplo interessante em que os profetas receberam inspiração
para registrar grandes verdades, mas não lhes foi outorgada iluminação para
compreender o sentido exato do que profetizavam. (1 Pe 1:10-12).
(6ª AULA) - O ESPÍRITO SANTO E AS ESCRITURAS
ABORDAGEM DO ALUNO
TEMA:
OBJETIVO:
MEMORIZAR:

REFLEXÃO:

“O AGIR DO ESPÍRITO SANTO NAS ESCRITURAS”
Que o aluno saiba que foi o Espírito Santo quem inspirou as Sagradas Escrituras
e é Ele quem nos dá entendimento acerca dela.
“Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse
vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho
dito”. Jo 14:26
É provado que o homem por si só, por mais intelectual e detentor de grande
sabedoria humana, tem através dos séculos, invuluído, decrescido na escala
moral, social e espiritual. Vê-se isso nos grandes pensadores, como Sócretes,
Platão e outros, que por mais que tenham deixado grandes ensinamentos, suas
próprias vidas eram levadas pela prostituição e imoralidade. Alguns até
afirmavam que isso era bom ! Vemos isso hoje na vida das pessoas em
evidência em nosso país e no mundo. Ora, sem o Espírito Sano não podemos
compreender e viver segundo os elevados padrões de nosso Deus ! Is 55:8-9.
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ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

A inspiração justifica a infalibilidade e esta prova a inspiração. Este
milagre de inspiração infalível aparece como sendo ministério do Espírito
Santo, o qual poderia ser perfeitamente o maior de todos os ministérios em
que o Espírito está envolvido. Todos os crentes cheios do Espírito conheceram,
até certo ponto, o milagre da inspiração divina pelo Espírito Santo, mas jamais
até o extremo experimentado pelos escritores bíblicos.
O movimento pentecostal tem sido acusado de ser um movimento
centrado na experiência, como de fato o é ! Mas é também um movimento
centrado na Bíblia. É maravilhoso ver como o Espírito Santo e a Palavra escrita
estão sempre de perfeito acordo. Deve ser assim, porque a Palavra é o
resultado da inspiração do Espírito.
Se há pessoas comprometidas com a Palavra de Deus, com certeza são
aquelas que crêem no batismo pentecostal com o Espírito Santo. Elas têm um
ministério de inspiração. Crêem na profecia, no falar em outras línguas com
interpretação, nas revelações inspiradas. Como se pode saber se estas vêm
ou não de Deus? O fato de alguém afirmar que tem uma revelação do Senhor
não significa que esta deva ser aceita como se fora de Deus. É necessário que
haja uma norma, um tribunal supremo de apelação, pelo qual todas as
manifestações dos dons do Espírito possam ser julgadas. De fato, a Escritura
recomenda que se julgue toda a profecia, a qual Paulo reconhece como sendo
talvez o maior entre os dons. (1 Co 14:29; Is 8:20). Existe esse "tribunal de
apelação" do qual podemos aproximar-nos: é a Palavra escrita, inspirada pelo
Espírito Santo. Pedro a chama de "palavra profética" (2 Pe 1:19). Os que
ministram, não importa com que capacidade, nunca estão tão completamente
"no Espírito" como quando o fazem de pleno acordo com os ensinamentos
claramente revelados na Bíblia, a Palavra de Deus. "Quem tem ouvidos, ouça
o que o Espírito diz às igrejas" é uma exortação feita sete vezes no livro de
Apocalipse (2:7,11,17,29; 3:6,13,22), após cada uma das cartas escritas pelo
próprio Senhor Jesus Cristo.
A seguinte lista de referências, onde o Espírito Santo e a Palavra são
mencionados juntos, ilustra a importância de reconhecer o ministério tanto do
Espírito como da Palavra e demonstra a harmonia entre a Palavra e o Espírito,
que agiu:
F. No Velho Testamento
2 Samuel 23:2; Provérbios 1:23; Isaías 40:7-8; Isaías 59:21; Zacarias 4:6;
G. Nos Evangelhos
Mateus 22:29; Marcos 16:20; Lucas12:12; João 3:34; João 6:63; João
14:26;
H. Em Atos do s Apóstolos
Atos 1:16; Atos 4:31; Atos 6:10; Atos 10:44; Atos 10:37,38; Atos
11:15,16;
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Atos 13:4,5; Atos 15:7,8; Atos 16:6; Atos 18:25; Atos 28:25;
I. Nas Epístolas
Romanos 15:18,19; 1 Coríntios 2:13; 1 Coríntios 12:8; 2 Coríntios 6:7;
Efésios 1:13;
Efésios 6:17; 1 Tessalonicenses 1:5,6; 1 Timóteo 4:12; Hebreus 2:3,4;
Hebreus 6:4,5;
1 Pedro 1:12; 2 Pedro 1:21; 1 João 5:7.

V. (7ª AULA) - OS SÍMBOLOS DAS ESCRITURAS
ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

A Bíblia emprega muitas vezes linguagem simbólica em seus ensinos. A
verdade espiritual pode ser frequentemente transmitida com mais realidade
por meio de símbolos que produzem uma imagem na mente humana.
Existem, pois, vários símbolos utilizados através das Escrituras com esta
finalidade. Eis uma lista dos mais comuns:
A. Espelho
Tg 1:23-25 ilustra o poder revelador da Palavra.
B. Crítico
No grego, Hebreus 4:12 diz: "A Palavra de Deus é... crítico dos
pensamentos e propósitos do coração."
C. Semente
1 Pe 1:23; Lc 8:5-15; Is 55:10,11; Tg 1:18. Este símbolo sugere o poder
regenerativo da Palavra. É uma Palavra que dá vida.
D. Lavadouro e Água
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Ef 5:26; Ap: 1:5b; Sl 119:9; Jo 15:3. A pia ficava entre o adorador e o
tabernáculo, possibilitando a purificação. A mesma Palavra que revela nossa
contaminação também fornece um meio de limpeza.
E. Lâmpada e Luz
Sl 119:105,130; Pv 6:23. Esses símbolos falam da influência da Palavra,
iluminando e guiando num mundo de trevas. Ela existe para que seja "tanto
mais confirmada a Palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma
candeia que brilha em lugar tenebroso” (2 Pe 1:19).
F. Fogo
Jr 23:29; Jr 20:9. A palavra "fogo" usada nestes versículos parece sugerir
impulso e energia consumidores. (Sl 39:3).
G. Martelo
Jr 23:29. Esta figura sugere o poder da Palavra, aplicada
constantemente, que eventualmente quebrará o coração duro como pedra.
H. Espada
Ef 6:17; Hb 4:12. Esta é a única arma ofensiva do crente em sua luta
contra os "principados e potestades, contra os dominadores deste mundo
tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes". (Ef 6:12).
I. Alimento
Da mesma forma que o corpo de carne precisa de alimento material, o
espírito do homem precisa do alimento espiritual, que é a palavra de Deus,
sem a qual não tem vida. Jó 23:12b.
Exemplos:
-

Leite - 1 Pe 2:2; 1 Co 3:1,2
Pão - Mt 4:4
Carne - Hb 5:12-14
Mel - Sl 119:103

(8ª AULA) -

O CÂNON DAS ESCRITURAS
ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

A palavra "cânon" vem do grego , (Kanon) significando uma
"cana de junco" que era usada com uma "vara de medir", e indicava também
uma regra, uma norma. O cânon da Bíblia consiste naqueles livros
considerados com mérito para serem incluídos nas Sagradas Escrituras. Em
outras palavras, os vários livros que possuíam e exerciam autoridade divina,
eram úteis para fé e adoração e ofereciam inspiração ou edificação foram
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"canonizados", isto é, universalmente aceitos pelos Judeus (Antigo
Testamento) e pela Igreja (Antigo e Novo Testamento) como "PALAVRA DE
DEUS".
A. O Cânon do Antigo Testamento
Qualquer consideração sobre as épocas exatas em que o cânon do A.T.
se encerrou, leva a uma variedade de opiniões entre os eruditos bíblicos. O
Antigo Testamento não se refere ao assunto. No entanto, oferece muitas
sugestões quanto ao início das leis de Deus por escrito, a fim de que
pudessem ser preservadas para o povo. Êxodo 17 narra a vitória dos filhos de
Israel sobre os Amalequitas, e o versículo 14 diz: "Escreve isto para memória
num livro e repete-o a Josué...".
Outros exemplos: Êxodo 24:3-4 registra as palavras e juízos de Deus
sendo escritos, Deuteronômio 31:9-11 dá uma descrição de Moisés
escrevendo a Lei, que deveria ser guardada e lida para o povo de Israel a cada
7 anos. Josué, sucessor de Moisés também escreveu no "livro da lei de Deus"
(Js 24:26). Além dos registros de Samuel (1 Sm 10:25); Jeremias (Jr 36:2).
Todos estes registros formaram o livro da Lei do Senhor que foi lido e honrado
pelo povo nas seguintes situações: Ne 8:1-8; 2 Rs 22:8; 2 Rs 23:2. Vemos
deste modo os começos do que veio posteriormente a tornar-se a Escritura do
Antigo Testamento. É consenso que o cânon do A.T, foi escrito num período
aproximado de 1046 anos. Moisés começou a escrever o Pentateuco por volta
de 1491 a.C e encerrou-o em 1451 a.C. É claro que partes do Pentateuco
como Ex 11:3; 16:35; Dt 34:1-12, foram escritas e acrescentadas
posteriormente, provavelmente por Jusué, sucessor de Moisés.
Opiniões referentes sobre quando estes 39 livros escritos foram
considerados canônicos divergem entre 444 a.C. a 100 a.C., não se pode dizer
com exatidão. O importante é que o cânon do Antigo Testamento se achava
indubitavelmente completo nos dias de Cristo. Jesus se referiu a ele como:
"As Escrituras" em Jo 5:39; Lc 24:27. É também bastante aceita a idéai de que
Esdras quando presidiu a grande  (sinagoga – congregação de
pessoas), formada por 120 membros representando as 12 tribos de israel,
para definir a nova vida religiosa, política e social pós exílio - Ed 7:10-14,
dirigiu também o fechamento do cânon sagrado do Antigo Testamento, ou
seja, a seleção dos livros considerados divinamente inspirados. Isso se deu na
volta de Judá do cativeiro Babilônico, agora sobre o domínio da Pérsia,
novamente a Jerusálem. Essa grande sinagoga deu origem, posteriormente,
ao Sìnédrio – Supremo Tribunal Judeu - do qual o Apóstolo Paulo, antes Saulo
de Tarso, fez parte. Este supremo tribunal Judeu, possou depois da destruição
de Jerusalém em 70 d.C, a ter sua sede em Jaminia, perto da moderna Jope,
em Israel. Esse fato é importante, pois foi em Jaminia, que em 90 d.C, os
rabinos judeus num concílio sob a direção de Johanan Bem Zakai,
reconheceram e fixaram o cânon do A.T definitivamente. Houve muitos
debates acerca da aprovação de certos livros, principalmente dos “Escritos”.
Note-se porém que o trabalho desse concílio foi apenas ratificar o que já era
eceito por todos os Judeus através dos séculos. Apesar de que para os Judeus
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isso não tinha importância, devemos salientar, como igreja, que o próprio
Jesus Cristo ratificou todo o A.T, como o temos hoje. E isso para nós basta !
Há livros sitados no A.T, até hoje não encontrados (veja Nm 11.41; I Cr
27:24; 29:29; II Cr 9:29; 12:15; 13:22; 26:22; 33:19). São casos, cujos
segredos, só Deus sabe. Talvéz um dia venha à luz, como os MSS de Qunram,
Mar Morto, 1947 !
B. O Cânon do Novo Testamento
Fica mais fácil traçar a canonização dos 27 livros do N.T. do que as do
A.T., pois a evidência disponível é muito maior. Os livros do N.T. foram escritos
durante a última metade do século I A.D (ano domini - ano do nacimento do
Senhor). A recém-formada igreja cristã usava as Escrituras do A.T. como base
para a sua fé, mas, além disso, era dada grande importância às palavras de
Jesus e aos ensinos dos apóstolos. Dessa forma, não decorreu muito tempo
antes que os evangelhos passassem a ser usados juntamente com o A.T. A
autoridade dos apóstolos é plenamente confirmada. Veja os seguintes
exemplos: I Jo 1:3; 2Pe 1:16; At 2:42; Ap 1:11. Em vista de as epístolas de
Paulo terem sido escritas para satisfazer a uma necessidade específica de
uma igreja local ou de um indivíduo, elas eram preservadas pelo seu valor
espiritual e lidas nas igrejas. Em várias ocasiões Paulo deu ordens para que
suas cartas fossem lidas e circuladas: 1 Ts 5:27; Cl 4:16.
A demora de quase 400 anos (o último livro, apocalipse, foi escrito por volta de 96
a.C) para a canonização dos livros do N.T, se deu pelo zelo da igreja e também
pela responsabilidade que envolvia a canonização. Muitos livros foram
duramente debatidos. Houve bastante relutância quanto às epístolas de
Pedro, João e Judas, bem como ao livro de apocalipse. Não é difícil
compreender que, na ocasião em que o cânon do N.T estava sendo
considerado, havia muitos livros que reclamariam também uma posição no
memso, porém em sua maioria, eram ensinos adulterados e heréticos e assim
foram considerados como livros apócrifos do N.T. resultando no terceiro
concílio de Cartago em 397 d.C. que estabeleceu a forma final do cânon do
NT, contendo os 27 livros canônicos e não houve nenhum movimento no
cristianismo para acrescentar, nem para anular qualquer coisa nele. Antes
disso, em 367 d.C, ou seja, 30 anos antes, Atanásio, Patriaca de Alexandria e
autor do célebre “Credo” que leva o seu nome, em defesa da divindade de
Cristo, publicou uma lista dos 27 livros canônicos como os temos hoje, esta
lista foi aceita pelo concílio de Hipona, (Africa) cidade da qual Agostinho era
bispo, em 393 a.C. O próprio Jesus Profetizou que os apóstolos iriam, através
do ensinamento do Espírito Santo, escrever o Novo Testamento veja (Jo
14:26).
Existem assim como no A.T, livros desaparecidos, citados no Novo
Testamento: (veja I Co 5:9; Cl 4:16). O mistério e o porque, somente Deus o
sabe.
Testes usados para determinar a canonicidade dos livros do NT.
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Os seguintes princípios foram usados para determinar a posição de um
livro no cânon:
1. Apostolicidade. O livro foi escrito por um apóstolo, ou por alguém
associado de perto com os apóstolos? Esta questão tinha especial
importância com respeito a Marcos, Lucas, Atos e Hebreus, já que
Marcos e Lucas não se encontravam entre os doze e a autoria de
Hebreus era desconhecida.
2. Conteúdo espiritual. O livro estava sendo lido nas igrejas e seu
conteúdo era um meio de edificação espiritual? Este era um teste
muito prático.
3. Exatidão doutrinária. O conteúdo do livro era doutrinariamente
correto? Qualquer livro contendo heresia, ou contrário aos livros
canônicos já aceitos, eram rejeitados.
4. Uso. O livro fora universalmente reconhecido nas igrejas, sendo
amplamente citado pelos Pais da Igreja (líderes da igreja primitiva)?
5. Inspiração divina. Ele dava verdadeira evidência de inspiração divina?
"Este era o teste básico, e tudo teria que convergir para este ponto”.
C. Os Apócrifos
A expressão "livros apócrifos" referente aos 14 livros acrescentados ao
A.T. tem o sentido de "oculto" ou "escondido", literalmente Apócrifo significa
“obscuro” No sentido religioso significa não genuíno. Os 14 apócrifos
compreendem 10 livros e 4 acréscimos a livros canônicos. Para os católicos,
eles são considerados parte do cânon sagrado e são por eles denominados
deuterocanônicos. Porém para os protestantes são desconsiderados pelas
seguintes razões:
5) Estes livros e acréscimos a livros, não fazem parte da Bíblia
hebraica;
6) Existem neles elementos inconsistentes com a doutrina
protestante (ex: oração pelos mortos);
7) No N.T. não existe nenhuma referência a estes livros, ao contrário
dos outros cujas partes de quase todos os livros do A.T. possuem
referências no NT e principalmente, não há evidências de
inspiração divina em seus escritos;
8) Os apócrifos contidos no AT, foram todos escritos no período
intertestamentário ou interbíblico, ou seja, no período de 400 anos
entre Malaquias e Mateus, período este, no qual não houve
comunicação entre Deus e o povo de Israel, ou seja, reconhecidamente pela própria nação israelita não havia profeta. Neste
período o cânom já havia sido encerrado por Esdras há 45 anos, ou
seja, os 39 livros da Bíblia Hebraica.
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9) Jesus nunca citou qualquer desses 14 livros Apócrifos ou de
qualquer outro em seus ensinamentos, como fez com todos os 39
livros do AT hebraico.
10)
Foram aceitos até mesmo, nas Bíblias de edição católicoromana, no Concílio de Trento em 1546 d.C., ou seja, séculos
depois de Cristo e aproximadamente 1100 anos depois do último
concílio de bispos judeus, em Cartago 397 d.C, para definir o
cânon do A.T. Antes do concílio de trento a Igreja Católica aceitava
os 14, depois passou a aceitar apenas 11, sendo 7 livros e 4
acréscimos, rejeitando 3 livros, devido a sua enorme quantidade
de fantasias e heresias. A igreja grega ortodoxa aceita os 14 ainda
hoje.
11)
Em
18 de Abril de 1546 a igreja romana aprovou os
apócrifos, para combater o movimento protestante ou reformista
sob a liderança principalmente de Lutéro, o qual crescia
grandemente.
Nesta
época
os
protestantes
combatiam
veementemente as novas doutrinas romanistas: do purgatório, da
oração pelos mortos, da salvação mediante obras. A igreja
católica-romana achava nos apócrifos, base para essas doutrinas e
apelou para eles aprovando-os como canônicos. Houve grande
disputa até entre os romanistas. Dominicanos combatiam os
franciscanos (maioria no clero, o qual era grandemente
influenciado pelos jesuítas) na questão da aprovação dos
apócrifos. O cardeal Pallavaciani em sua “História Eclesiástica”,
declara que “em pleno concílio de Trento, 40 bispos dos 49
presentes, travaram luta corporal, agarrados às barbas e batinas
uns dos outros...” Foi
neste ambiente “espiritual”, que os
apócrifos foram aprovados !
12)
Além do mais a igreja católica ou qualquer outro povo,
não têm direito histórico para dizer quais são os livros
pertencentes ao cânon do AT, direito este que pertence
ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE aos Judeus, visto que na época em
que foi escrito, o mesmo o foi mediante inspiração de Deus, pelos
judeus ! Há que se resaltar que a Igreja católica-romana tem lado a
lado com a Bíblia, como fonte de autoridade, as tradições criadas
por ela e aprovadas pelos seus papas, os quais segundo ela, são
sucessores de Pedro: “Primeiro Papa”. Sendo que o próprio Pedro
nunca se declarou ser líder da igreja em sua época, sendo até
mesmo sido repreendido certa oicasião pelo apóstolo Paulo,
quanto a uma questão doutrinária (... Mas, quando vi que não andavam
retamente conforme a verdade do evangelho, disse a Cefas (Pedro) perante todos: Se tu,
sendo judeu, vives como os gentios, e não como os judeus, como é que obrigas os gentios a

Gl 2.14. Além do mais, o fato de a igreja romana
dizer que Pedro foi o primeiro papa é por ela justificado pela
passagem de Mt 16: 17-19 (... Pois também eu te digo que tu és Pedro -viverem como judeus?)

“(do grego - petros) que significa pedregulho ou pedra pequena,” -e sobre esta pedra – “(do grego  - petra), que significa Rochedo” -edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela...). -UBERABA – MG – Filemom Escola Superior de Teologia
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Ou seja, as portas do inferno não prevalecem sobre a igreja que
está edificada sobre “O Rochedo”, que é Jesus Cristo e não sobre o
pedregulho que era Pedro e que certamente serão todos aqueles
que se julgarem seus sucessores, como os papas. A igreja romana
está edificada sobre eles, pois os mesmos têm o poder de
estabelecerem novas normas, mesmo não constando das Sagradas
Escrituras. Foi assim, que aprovaram os livros apócrifos. Porém, o
próprio apóstolo Pedro diz ser Jesus a Rocha sobre a qual está
edificada a igreja (...Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma
principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E
assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra
que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina...)

13)
Flávio Joséfo, o maior historiador judeu, nunca citou estes
livros como parte do cânom do A.T. em seus escritos, pelo
contrário, rejeitava-os veementemente.

D. CURIOSIDADES
Os 7 Livros Apócrifos das edições cotólico-romanas:
 Tobias (após o livro canônico de Esdras)
 Judite (após o livro apócrifo de Tobias)
 Sabedoria de Salomão (após o livro canônico de Cantares)
 Eclesiástico (após o livro apócrifo de Sabedoria)
 Baruque (após o livro canônico de Jeremias)
 1 Macabeus (após o livro canônico de Malaquias)
 2 Macabeus (após o livro apócrifo de 1 Macabeus)
Os 4 Acrescimos a livros das edições cotólico-romanas:
 Adições feitas no livro de Ester (a Ester 10:4 – 16-24)
 Canção dos três santos filhos ( a Dn 3.24-90)
 História de Suzana (a Dn cap 13)
 Bel e o Dragão (a Dn cap 14)
Estes são os 11 apócrifos aceitos atualmente pela igreja romana, os
outros 03 livros rejeitados a partir de 1546 d.C, são:
 3 Esdras
 4 Esdras
 A Oração de Manassés
NOTA.: Os livros apócrifos de 3 e 4 Esdras, são assim chamados, pois nas
edições católicas os livros canônicos de Esdras e Neemias são
respectivamente I e II Esdras.
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Livros Apócrifos do Novo Testamento:
 Epístola de Barnabé
 Terceira Epístola aos Coríntios
 O Pastor de Hermas
 Ensino ou (Didaskê - dos Doze - do qual deriva
didática
 Epístola aos Laodicenses
 Epístola de Policarpo aos Filipenses
 Sete Epístolas de Inácio

(9ª AULA) - INFALIBILIDADE DAS ESCRITURAS

ESTUDANDO

V.D.A.1.1.1.1.1.

A

LIÇÃO !!!

Definição de Infalibilidade

A infalibilidade das Escrituras significa que os escritos originais da Bíblia
não continham erros. Nos idiomas originais em que foi escrita, ou seja,
escritos pela pena dos “escritores inspirados”, ela é absolutamente infalível sem erro de qualquer tipo. Esta tem sido a posição de todas as igrejas
evangélicas através dos anos.
E. O Testemunho da Infalibilidade
1. De onde vem esta doutrina de infalibilidade? Da própria Escritura. Ela
afirma ser inspirada por Deus. (2 Tm 3:16 e 2 Pe 1:21)
a) Os escritores do Antigo Testamento são muito claros ao afirmar que
estavam transmitindo a Palavra de Deus. (Dt 4:2; Sl 19:7; 2 Sm 23:2;
Is 1:2; Jr 1:7-9; Ez 2:7)
b) Os escritores do Novo Testamento também dão testemunho do fato
de que Deus era quem falava no Antigo Testamento. Exemplos: Nos
Evangelhos - Mt 1:22; Lc 1:70; Mc 12:36; Nas Epístolas - Rm 7:12; Hb
4:12; Tg 1:22-25; 4:5; Ap 22:18-19.
Desta maneira, no início (Dt 4:2; 12:32), no meio (Pv 30:6) e no fim
das Escrituras (Ap 22:18,19), Deus adverte contra a alteração da sua
Palavra, acrescentando ou retirando qualquer coisa de sua mensagem.
c) O próprio Jesus deu testemunho da Escritura. Cristo confirmou
especificamente todo o Antigo Testamento, no qual não encontrou um
único erro ou inconsistência. Baseou continuamente seus argumentos
e exortações sobre ele. (Mt 5:18; Jo 10:35). Em Lc 24:44 Jesus se
refere às três seções que abrangiam o A.T. inteiro.
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2.

A Bíblia é uma revelação original da verdade. A Bíblia é uma
revelação de verdades as quais o homem só pode conhecer pelo que
ela diz. O homem pergunta: Quem sou? De onde vim? Para onde
estou indo? O que dizer sobre imortalidade, céu, inferno, juízo e
eternidade? O que o homem sabe, o que pode saber fora da Bíblia?
Muitos estão virtualmente fazendo o seu próprio deus. De que serve
um deus feito por mãos humanas? Se o ser humano pode fazê-lo, ele
é então maior do que seu deus e portanto não precisa dele. Ninguém
jamais pôde revelar um deus como o Deus das Sagradas Escrituras. O
cristão não se envergonha absolutamente por não poder explicar tudo
sobre Deus. Deus não seria Deus se isto fosse possível. Ninguém
adora o que compreende. Só quando alguém ultrapassa as fronteiras
da sua própria compreensão é que inclina a cabeça e levanta as mãos
em adoração.

3. A Bíblia é uma revelação imutável. Muito da incerteza e da
incredulidade a respeito da Bíblia partiu dos chamados cientistas. Em
vista de a infalibilidade da Bíblia encontrar-se no nível dos fatos
observáveis, os céticos e letrados incrédulos são os mais propensos a
atacá-la. Muitos fizeram da ciência praticamente um deus. O termo
"ciência" significa apenas "conhecimento", e
ela não deve ser
adorada e nem temida. Os textos científicos ficam rapidamente
obsoletos, enquanto a Bíblia não teve de ser alterada em nada, no
decorrer de milhares de anos que foi escrita. Por que duvidar de um
livro que resistiu aos séculos e a todos os ataques feitos contra ele,
aceitando ciências que necessitam ser revistas a cada passo? A Bíblia
não é um manual científico, mas jamais foi provado que contenha
qualquer fato científico falso. O relato da criação de Gênesis continua
de pé.
4. A Bíblia é exata moral e espiritualmente. Não é no domínio científico
que a Bíblia demonstra sua maior exatidão, mas no campo moral e
espiritual. A Bíblia
tem produzido resultados práticos, tem
influenciado as civilizações, transformado vidas, trazido luz,
inspiração e conforto a milhões (Veja 1 Ts 2:13). Alguém já ouviu dizer
que a ciência transformou a vida de um ladrão ou mudou o caráter de
alguém, ou que trouxe paz ao desesperado, ou fez com que o filho
que odiava o pai passese a amá-lo derrepente ? Claro que não ! A
ciência até tenta em nossos dias dar uma resposta aos sentimentos,
como o amor, porém são respostas vagas e frias, como quando dizem
que o amor é gerado em certa região do cérebro. Ora, o que é o
cérebro, senão o orgão físico de nosso corpo, encarregado de
interpretar em linguagem física, ou seja, química, os sentimentos da
alma, para que o corpo físico possa expressá-los ? Mas como explicar
os sentimentos da alma e do espírito propriamente, senão pela
palavra de Deus ? (Hb 4:12). A psicologia, ao tratar um homosexual
não pode transformá-lo, por isso diz que seu sentimento deve ser
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liberado e aceito. “São erradas as pessoas que não compreendem”
essas pessoas que liberam seus sentimentos ou “índole”.
Exercícios
1) Jesus referiu-se a inúmeros personagens e acontecimentos do Antigo
Testamento, dando assim testemunho da sua autenticidade e
autoridade. É interessante notar, pela lista seguinte, que Jesus colocou
seu selo de aprovação sobre alguns eventos e milagres do A.T. que
sempre foram muito questionados pelos críticos. Leia os textos abaixo e
diga qual o tema ou história do Antigo Testamento a que eles se
referem, conforme o exemplo:
 Mateus 19:4-5
 Lucas
17:26,27
 Lucas
17:28,29
 João 7:22

 Criação do homem
Eva).


 Mateus 26:2
 João 7:19


 Mateus 19:1719
 Mateus 19:7-9

 Marcos 12:26
 Jo 3:14; Mc
12:26
 Mateus 12:40
 Mateus 12:41
 Mateus 6:29
 Mateus 12:3-4










Lucas 4:25
Lucas 4:27
Mateus 23:35
Lucas 4:16-21
Mateus 17:1013
 Mateus 24:15

e casamento (Adão e




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VI.

(10ª AULA) - COMO AS ESCRITURAS CHEGARAM ATÉ NÓS

-

-

ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

A história de como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a
conhecemos, começa com os manuscritos originais, ou “autógrafos”, como
são chamados. Esses textos originais foram escritos por homens da
antiguidade movidos pelo Espírito Santo (2 Tm 3:16; 2 Pe 1:20,21).
Durante anos, os céticos declararam que Moisés não poderia ter escrito
a primeira parte da Bíblia porque a escrita era desconhecida na época (1500
a.C.). A ciência da arqueologia provou desde então que a escrita já era
conhecida milhares de anos antes dos dias de Moisés. Os sumérios, egípcios e
babilônicos já escreviam em 4000 a.C. Em 1887, o erudito Petri descobriu os
tabletes de Tel-El-Armarna, no norte do Egito. Entre esses tabletes, havia
cartas escritas por pessoas que viveram muito antes de Moisés, o que prova
que alguém que viveu em sua época, poderia perfeitamente dominar a arte
da escrita, principalmente ele, que possuia nível universitário e que fora
criado como príncipe do Egito.
A. Materiais antigos de escrita
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A. Pedra – Ex. Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos escritos em
tábuas de pedra.
B. Argila – Preparada em pequenos tabletes, era usada pelos assírios e
babilônicos.
C. Madeira – Bastante usada pelos gregos. Ex. Isaías 30:8 e Habacuque
2:2.
D. Couro – O Talmude judeu (conjunto das leis judaicas – escritas e
orais - inclusive o pentatêuco), exigia especificamente que as
Escrituras fossem copiadas sobre peles de animais, sobre couro. É
praticamente certo, que o A.T. foi escrito em couro. Eram feitos
rolos, costurando juntas as peles que mediam de alguns metros a
30 metros ou mais de comprimento. O texto era escrito em colunas
perpendiculares ao rolo. Os rolos, entre 26 a 70 cm de altura eram
enrolados em um ou dois pedaços de pau.
E. Papiro – É quase certo que o N.T. foi escrito sobre papiro, por ser
este o material de escrita mais importante na época. O papiro é feito
cortando-se em tiras seções delgadas de cana de papiro,
empapando-as em vários banhos de água, e depois sobrepondo-as
umas às outras para formar folhas. Uma camada de tiras era
colocada por sobre a primeira, e depois as punham numa prensa, a
fim de aderirem umas às outras. As folhas tinham de 15 a 38 cm de
altura e 8 a 23 cm de largura. Rolos de qualquer comprimento eram
preparados colocando juntas as folhas. Geralmente mediam cerca
de 10m de comprimento, embora tenha sido encontrado um rolo
com 47m de comprimento.
F. Velino ou pergaminho – Começou a predominar mediante os
esforços do rei Eumenes II , de Pérgamo (197-158 a.C.), sendo
também utilizadas peles de animais (ovelhas e cabras) que eram
passadas por um tratamento obtendo-se daí, um couro de excelente
qualidade. Este tipo de material foi utilizado centenas de anos antes
de Cristo e, por volta do século IV d.C., ele suplantou o papiro.
Quase todos os manuscritos conhecidos hoje são em pergaminhos.
B. O códice
O códice é um manuscrito em forma de livro, em vez de rolo. Em torno
do século I ou II d.C., as folhas de material escrita foram juntadas em forma de
livro ao invés de reuni-las lado a lado para fazer um rolo. O códice era de mais
fácil transporte e tornou possível manter uma quantidade muito maior de
escrita num só lugar.
C. Instrumentos antigos de escrita
A tinta negra para escrever era preparada com fuligem ou negro de
fumo e cola, diluídos em água. Os essênios, que escreveram os Rolos do Mar
Morto, usavam ossos queimados de cordeiro e azeite. É notável como a
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escrita permanece tão bem conservada até hoje. Os instrumentos de escrita
eram um conzel para usar sobre pedra e um estilete feito de metal ou de
madeira dura para uso nas tábuas de argila. Penas foram inventadas para
escrever sobre o papiro ou pergaminho. Estas eram feitas de talos ocos de
grama de pasto (capim) ou bambu. O bambu seco era cortado diagonalmente
com uma faca, sendo bem afiado na extremidade, a qual era então fendida. A
fim de manter os materiais em boas condições, os escribas portavam uma
faca. É preciso ressaltar que, tanto quanto sabemos, nenhum dos autógrafos.
Alguns podem vir a ser ainda descobertos, mas isso é duvidoso. Não se
encontrou até agora nenhum material dos tempos bíblicos. É possível que se
existissem, as pessoas iriam adorá-los fisicamente, tal como fizeram os judeus
no deserto com a serpente de metal (Nm 21:5-9; II Reis 18:3-4).
D. Idiomas usados
A Bíblia foi escrita originalmente em três idiomas: hebraico, aramaico e
grego, inclui-se algumas palavras persas. Essas línguas continuam sendo
faladas em algumas partes do mundo contemporâneo. O hebraico é a língua
oficial do Estado de Israel. O aramaico é falado por alguns cristãos nas
vizinhanças da Síria. O grego, embora muito diferente daquele do Novo
Testamento, é falado por milhares de pessoas hoje.
A. Hebraico – Quase todo o A.T. foi escrito em hebraico. As letras tipo
bloco eram escritas em maiúsculas, sem vogais, sem espaços entre
palavras, frases ou parágrafos, e sem pontuação. Os pontos das
vogais foram acrescentados mais tarde (entre 500 a 600 d.C.) pelos
eruditos massoretas. O hebraico é conhecido como um dos idiomas
semíticos, que inclui o aramaico.
B.

Aramaico – Um idioma aparentado com o hebraico, o aramaico
tornou-se a língua comum na Palestina depois do cativeiro
babilônico (500 a.C.). Algumas partes do A.T. foram escritas neste
idioma: uma palavra designando nome de lugar em Gênesis 31:47;
um versículo em Jeremias 10:11; cerca de seis capítulos no livro de
Daniel (2:4b-7:28); e vários capítulos em Esdras (4:8-6:18; 7:12-26).
O aramaico continuou sendo o vernáculo da Palestina durante vários
séculos. Temos assim algumas palavras aramaicas preservadas para
nós no N.T.: Talitha cumi (“Menina, levanta-te”), em Marcos 5:41;
(Efatá) –Ephphatha: (“Abre-te”), em Marcos 7:34; Eli, Eli lama
sabachthani (“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”),
em Mateus 27:46. Jesus se dirigia habitualmente a Deus como Abba
(aramaico “Pai”). Note a influência disto em Romanos 8:15 e Gálatas
4:6. Outra frase comum dos primeiros cristãos era Maranatha (“Vem,
nosso Senhor”), em 1 Coríntios 16:22.

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C.

Grego – Apesar de Jesus falar aramaico, o Novo Testamento foi
escrito em grego. A mão de Deus pode ser vista nisto, porque o
grego era o idioma internacional, ou seja, comercial do século I,
assim como é o inglês hoje, tornando assim, possível a divulgação
do evangelho através de todo o mundo então conhecido.

E. Manuscritos
A. Definição – A palavra “manuscrito” como usada hoje é restrita
àquelas cópias da Bíblia feitas no mesmo idioma em que foram
originalmente escritas e não aos originais, aos quais chamamos
“aoutógrafos”. Na ocasião em que a Bíblia veio a ser impressa
(1455 d.C.), havia mais de 2000 manuscritos nas mãos de certos
letrados. Nenhum era, de forma alguma, completo. Alguns contêm
apenas porções do texto original, mas reunidos podem assegurar
um texto completo. Existem cerca de 4.500 manuscritos do Novo
Testamento. Este número é significativo quando se considera que os
eruditos tendem a aceitar dez ou vinte manuscritos dos escritos
clássicos, a fim de reputar genuína uma obra antiga.
B.

Classificação – Os manuscritos estão divididos em duas classes:
a) Unciais (do latim uncia, polegada). São assim chamados por
serem escritos em grandes letras maiúsculas. Trata-se dos
manuscritos mais antigos.
b) Cursivos. Vieram mais tarde os manuscritos cursivos, que
receberam este nome por serem escritos com letras “cursivas” ou
à mão.

C.

Manuscritos Mais Famosos:

-

Antigo Testamento em Hebraico.
-

Códice dos primeiros e últimos profetas (895 d.C), - Códice
do Pentateuco (900 d.C), - Códice Aleppo – Com o Antigo
Testamento completo, base da nova Bíblia hebraica elaborada pela
Universidade Hebraica de Jerusalém (930 d.C) – Códice 19 A –
Biblioteca de Leningrado (Rússia - , chegando lá quando não havia
ainda o comunismo). É o mais antigo manuscrito completo do AT
hebraico, isto é, o mais antigo datado. O original foi escrito por
Moses Ben Asher em 1000 d.C, foi copiado por Samuel Ben Jacob
em 1008 d.C – O rolo de Isaias (achado nas proximidades do Mar
Morto em 1947), Este Manuscrito foi encontrado juntamente com
os famosos rolos do Mar Marto em 1947 e data de 100 a.C,
isto é, 1000 anos mais antigo do que qualquer outro
manuscrito conhecido. Levando-se em consideração que esse
manuscrito concorda com o das nossas Bíblias atuais, temos nisso
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uma prova singular da autenticidade das Escrituras, considerando
que esse rolo de Isaias tem agora mais de 2000 mil anos de
existência !

-

Manuscritos do Antigo e Novo Testamento em Grego

-

Manuscrito Sinaítico: - Código Alef (340 d.C) – único com o Novo
Testamento completo, Manuscrito Vaticano: – Códice B (325 d.C),
Manuscrito Alexandrino: – Códice A (425 d.C), Manuscrito
Efráemi: – Códice C (345 d.C), Manuscrito Beza: – Códice D (Século
VI).

F. As Versões
Depois dos manuscritos, a próxima forma mais importante das
Escrituras, que dá testemunho da sua antiguidade, são as versões. A versão é
uma tradução do idioma original de um manuscrito em outro idioma. Existe
um número muito grande de versões, mas apenas algumas serão
consideradas como exemplos dispersos através dos anos até hoje.
A. A Septuaginta – Esta é, talvez a mais importante das versões, por
sua data antiga e influência sobre outras traduções. A Versão
Septuaginta é uma tradução do Antigo Testamento hebraico para o
grego. Foi iniciada a cerca de 250 a.C. e terminada cerca de 150 a.C.
– (esta é a versão mais aceita por alguns eruditos), sendo
provavelmente a mais antiga tentativa de reproduzir um livro de um
idioma para outro. É o documento bíblico mais antigo que
possuímos, sendo a cópia mais antiga, datada de 325 d.C.
B.

O Pentateuco Samaritano – A raça samaritana surgiu depois dos
assírios terem conquistado o reino do Norte de Israel, em 721 a.C., e
levado a maior parte das dez tribos para o cativeiro. Sargão, rei dos
assírios, mandou muitos povos idólatras das suas províncias
orientais para Israel
(2 Reis 17:5,6,24). Esses povos fizeram
casamentos mistos com os israelitas que tinham ficado na terra,
formando assim a raça samaritana, uma mistura de israelitas e
pagãos. Eles estabeleceram um culto rival ao dos judeus,
construindo um templo no monte Gerizim. Eles aceitavam apenas o
Pentateuco. Em 2 Reis 17:26-28, lemos a respeito de um sacerdote,
dentre os judeus cativos na Assíria, sendo mandado de volta a
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Samaria para ensinar o povo. Acredita-se que ele levou consigo uma
cópia do Pentateuco hebraico.
C.

As versões siríacas – O idioma sírio era a principal língua falada nas
regiões da Síria e da Mesopotâmia. É quase idêntico ao aramaico.

D. As versões latinas – Latim antigo e a Vulgata Latina.
E.

Além dessas, as versões modernas são de suma importância às
diversas nacionalidades existente no mundo, uma vez, que são
poucos os que podem ler a Bíblia na línguagem em que foi escrita
originalmente. Essas versões estão sempre sendo revisadas, devido
a achados mais antigos e descobertas da crítica textual. Além da
própria linguagem humana, exigir isto devido a sua evolução
natural. Desta forma as revisões permitem ao leitor de agora
compreender melhor um texto escrito na sua forma atual de
linguagem, do que se ele tivesse que ler o texto de uma Bíblia
escrita em 1600. É evidente que mesmo os textos mais modernos
devem sempre seguir o mais próximo possível o original, nunca
perdendo o sentido literal. Entre elas temos as Versões Européias –
francês (1487); italiano (1432); alemão (1534); o sueco (1541); o
dinamarquês (1550); o holandês (1560); o espanhol (1602); o
finlandês (1602); o português (1681); etc. Hoje em dia a Bíblia está
traduzida não somente nas principais línguas da Europa, mas
também em todas as principais do mundo. Das versões europeias,
se destacam três, devido sua importância, são elas:

1)

As Versões de língua Inglesa (A inglaterra foi a primeira nação a
traduzir a Bíblia para sua língua), As versões na língua inglesa são
13, incluindo Inglaterra e USA, as quatro mais recentes e
importantes versões são:
a. A versão Autorizada ou Versão do Rei Tiago (The King James
version). Publicada em 1611 d.C, até hoje a preferida dos
povos de língua inglesa.
b. A versão Revisada (English Revised Version – NT em 1881, AT
em 1885), revisão da versão autorizada sendo usados MSS
mais antigos que os utilizados na The King James Version.
c. A versão Revisada Americana (American Standard Version),
preferida dos membros do comitê que elaborou a versão
revisada de 1881-1885 (ítem B). Foi publicada em 1900 NT e
1901 AT.
d. A versão Padrão Revisada (Revised Standard Version) é mais
uma nova verão do que uma revisão. Apesar de ser elaborada
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por grandes doutores da língua hebraica e grega, não teve a
aceitação que se esperava. Terminada em 1946 NT e 1952 AT.
e. As mais recentes versões em Ingês são: Jerusalém Bible
(1966); New English Bible (1970); Good News Bible (1976);
New International (1978), esta última é considerada a verão
mais fiel publicada até hoje em língua inglesa. Fiel aí, no
sentido de que as palavras usadas, são o mais literal possível,
sem interpre-tações para os textos ou palavras sinônimas, ou
seja, palavras na mesma ordem do original e com significado
fielmente igual.
2)

Versão Alemã, Elaborada por Lutéro, (Martinho) apartir das
línguas originais, Hebraico e Grego. Ele concluiu esta Bíblia em
1534. A Bíblia na alemãnha, faz parte inclusive, da historia da
literatura nacional deste país.

3) Versões em Portugues. No início, como nas versões em outras
línguas foram traduzidas partes dos Textos Sagrados. D. Diniz rei
de portugual (1279-1375), traduziu da Vulgata uma parte do livro
de Gênesis. O rei D. João I (1385-1433), ordenou a tradução dos
Evangelhos. Esse mesmo rei traduziu os Salmos. Frei Bernardo
traduziu o Evangelho de São Mateus no século XV. Em 1495 a
Rainha Leonor casada com D. Joaõ II, mandou publica o livro “A
vida de Cristo”, uma espécie de Harmonia dos Evangelhos. Em
1505, a mesma rainha mandou imprimir os Atos dos Apóstolos e
as Epístolas Universais.
-

Vejamos agora as traduções completas:
a. A Versão de Almeida. João Ferreira d’Almeida foi ministro do
Evangelho da Igreja Reformada Holandesa, em Batávia, então
capital da ilha de Java, na Oceania. (Batávia é agora a
moderna Djakarta, capital da indonésia), Java era então
domínio holandês, conquistada aos portugueses. Almeida
traduziu primeiro o Novo Testamento, terminou-o em 1670; em
1681 foi ele impresso em Amsterdam, Holanda, isto é, 100
anos antes da primeira edição católica da Bíblia, a do Padre
Figueiredo (1781) ! Almeida traduziu o Antigo Testamento até
Ezequiel 48.21, qundo então faleceu em 1691. Missionários
seus amigos completaram a tradução, especialmente Jacob
Opden Akker. Almeida fez sua tradução utilizando-se dos
Originais Grego e Hebraico, linguas que estudou depois de
abraçar o Evangelho. Utilizou também as versões, holandesa
de (1637) e a espanhola (de valera, 1602). Seu Antigo
Testamento foi publicado em 1753 em Amsterdam. A
Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (SBBE) começou a
publicar o texto de Almeida em 1809, publicando a Bíblia
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completa pela primeira vez, em 1819. Pelo fato de o texto de
Almeida não ser muito bom, pois ele havia saído de Portugual
ainda quando criança, não se aprofundando na cultura de seu
paíz, houve a necessidade de se revisar o texto. O que ocorreu
em 1894 e 1925. Em 1951, a Imprensa Bíblica Brasileira
(Organização Batista Independente) publicou a “Edição
Revista e Corrigida”, abreviadamente ARC. Depois, uma
comissão de especilaistas brasileiros trabalhou de 1945 a
1955 para apresentar a “Edição Revista e Atualizada” de
Almeida (ARA). Esta é uma tradução magnífica e de linguagem
qualificada. O NT foi publicado em 1951 e o AT em 1958. A
publicação é da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), sendo a
comissão composta de 30 elementos abalizados de várias
denominações, como Sinésio Lira, A.C Gonçalves, Crabtree,
R.G. Bratcher, W. C. Taylor. Foi usado o texto grego de Nestle
(versão grega mais fomosa) para o NT e o hebraico de
Letteris, para o AT, sendo feito o melhor possível na tradução.

ainda
uma
comissão
revisora,
acompanhando
constantemente os progressos da crítica textual.
b. A versão Figueiredo. O padre Antônio Pereira de Fegueiredo,
português, levou 17 anos no preparo de sua versão. Publicou o
NT em 1781 e o AT em 1790. Esta versão foi traduzida da
Vulgata Latina. A SBBE, publica o texto de figueiredo desde
1821, sendo o texto atual, melhor do que o primitivo.
c. A tradução Brasileira. Começou em 1904, por uma comissão
de vultos do evangelismo brasileiro, nomeada pela SBA
(sociedade Bíblica Americana) e SBBE (Sociedade Bíblica
Britânica e Estrangeira). Entre outros, foram nomeados
membros da comissão: Antônio Trajano, Eduardo Carlos
Pereira e Hipólito de Oliveira Campos. O NT foi publicado em
1910 e o AT em 1917. A tradução é mui fiel ao original. Há
muita rigidez na tradução. Falta-lhe a beleza de estilo e a
segurança vernacular, por ser literal, e não à base da
equivalência dinâmica como se diz em linguística, ou seja,
com as mesmas palavras e na mesma ordem do original, não
levando em conta justamente a dinâmica da língua para a
qual esta sendo traduzida.
d. A versão de Rhoden. Consta só do NT. Era padre brasileiro de
Santa Catarina, quando da tradução. Começo o trabalho como
estudante, na Alemanha, em 1924-1927, concluindo-o no
Brasil. Foi publicada em 1935. Este padre deixou a igreja
Romana. É versão muito usada para se fazer estudo
comparativo pela crítica textual. O texto grego utilizado foi o
de Nestle.
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e. A versão de Matos Soares. Também padre Brasileiro. Traduziu
a Vulgata Latina. Concluiu a Tradução em 1932, mas só em
1946 foi publicada. É a Bíblia popular dos católicos romanos
brasileiros. Aversão carece de fidelidade. Como todo tradutor
católico, nota-se em Matos Soares preconceitos e tendências,
especialmente nos itálicos*, que às vezes tem texto maior que
o próprio original. O Papa é conivente nisto, conforme sua
carta do Vaticano de 1932.
i. *As palavras em itálico não contam do texto original,
somente foram introduzidas para facilitar o sentido do
texto, ou seja seu entendimento. SEMPRE têm que estar
em itálico para que o leitor saiba que não fazem parte do
Texto Sagrado.O fato é que quando um leitor desavisado lê
uma palavra em itálico nestas Bíblias: a) terá a certeza de
que é a “Palabvra de Deus” e, não o é. b) pelo fato de
algumas terem tamnho maior – (isso na versão católica de
Matos Soares), achará que são mais importantes do que o
restante do trexto, que é de fato a Palavra de Deus ! Em
portugues, a única tradução protestante com
itálicos é a ARC.
f. Existem ainda as versões protestantes na linguagem de hoje.
Algumas, inclusive, que fogem totalmente da tradução literal
(ordem das palavras), para que o leitor possa compreender
melhor o texto Bíblico. Estas versões, são muito interassantes
para se estudar e comparar o texto Bíblico tradicional.
NOTA: Para um conteúdo informativo maior é altamente recomendado a
leitura de um livro de Bibliologia, como por exemplo: “Fundamentos da
Teologia Pentecosta – Vol I” dos autores: Guy P. Duffiel e Nathaniel M. Van Cleave –
Editora Quadrangular e “A Bíblia Através dos Séculos” de Antônio Gilberto,
Editora CPAD, já que esta apostila e apenas um breve resumo sobre o assunto.
G. Crítica Bíblica
A. Alta Crítica – Examina os vários livros da Bíblia do ponto de vista da sua
história. Por exemplo, trata da idade, autoria, autenticidade canônica.
Traça a sua origem, preservação e integridade, mostrando seu
conteúdo, caráter geral e valor. É segundo a teologia tradicional,
inimiga do texto bíblico por assim dizer, já que todo ele é inspirado e
ela ocupa-se em mutilar o mesmo, baseando-se em fontes externas de
conhecimento humano para provar ou não sua autenticidade histórica
(datas, citação de lugares, que eles acham que nem existiram, etc). Por
exemplo, Eruditos da alta crítica riam do fato de se atribuir a “autoria”
do pentateuco a Moisés dizendo que ele não poderia tê-lo escrito, pois
a escrita ainda era desconhecida nesta época, o que já há muito foi
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refutado como vimos. Outro fato é o de acharem que o povo hetita, ou
os heteus, nem sequer existiu, sendo sua citação na Bíblia uma história
fictícia segundo eles. Riam desse fato e diziam que não havia nenhuma
evidência da existência desse povo, que é citado na Bíblia em
passagens como Gn 25:9; 26:34 e Ex: 23:28. Porém no início do século
XX, arqueólogos descobriram os impresionantes hieroglifos hititas na
cidade de Bogatz-Keui, no Oriente Médio. Mais tarde foi escavada uma
cidade hitita inteira.

B.

Crítica Menor (Baixa Crítica ou Crítica Textual) – O segundo tipo de
crítica tem por objetivo, verificar as palavras exatas dos textos
originais da Bíblia. Seu método é o de reunir e comparar os
manuscritos, versões e citações antigas da Escritura; e determinar com
isso, a leitura correta de cada passagem duvidosa, sabendo que para
isso contam com cerca de 4000 manuscritos da Bíblia. Diferente da
alta crítica, a crítica textual ao lado da arqueologia vem provando que o
texto bíblico é autêntico, o que não poderia ser diferente, visto que o
seu autor é o próprio Deus. Deve-se levar em consideração, que os
MSS, ou seja, as cópias dos autógrafos, são de datas das mais varias e
foram achados em lugares e épocas distantes uns dos outros. Tendo
sido escritos por pessoas, de várias épocas diferentes e em lugares
diferentes. Tendo-se notado fidelidade em todos eles, exceto quando de
erros, os quais são explicsados adiante, o que não interfere nesta
fidelidade, devido ao trabalho da crítica textul. Portando, com isso
temos a certeza de sua autenticidade.

H. Evidências para Textos Bíblicos
O crítico bíblico sincero utiliza-se de três fontes principais de evidência
para determinação das palavras exatas – as mais próximas dos manuscritos
originais. Duas delas já foram mencionadas: os manuscritos e as versões. A
terceira, são escritos dos Primeiros Pais da Igreja.
A. Os Pais da Igreja – esses homens foram chamados “pais”, que é um
sinônimo de mestres. Foram grandes líderes, teólogos, professores e
eruditos dos primeiros séculos depois de Cristo. Eram cristãos
dedicados que escreveram sermões, comentários e harmonias. Eles
defendiam ardentemente a fé contra as incursões pagãs.
B.

Os Rolos do Mar Morto – Os Rolos do Mar Morto, cerca de 350, foram
considerados como sendo uma das maiores descobertas
arqueológicas do século XX. Escritos pelos essênios entre o primeiro
século antes de Cristo e o primeiro século depois de Cristo, as partes
bíblicas deste rolo (quase o A.T inteiro), nos fornecem manuscritos
mais antigos que quaisquer outros.

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C.

Os Papiros – De grande interesse para os eruditos bíblicos é uma
certa quantidade de papiros descobertos recentemente (1931) nas
tumbas do Egito. Estes têm sido considerados os de benefício mais
importante para a crítica textual do Novo Testamento.

D. Declarações Estimulantes
a) As doutrinas das Escrituras: Qualquer que seja a variante das
leituras descobertas pelos críticos textuais, é um fato reconhecido
que nenhuma delas de maneira alguma altera a doutrina da fé
cristã.
b) Pureza do texto: Estudiosos avaliaram cuidadosamente a
evidência e concluíram que o texto do Novo Testamento é bem
mais de 99% puro.
E.

Que saibam todos os estudiosos sinceros da Palavra de Deus, que
ela é um verdadeiro milagre. Imagine se fosse dada a missão de
escrever um livro a quarenta escritores diferentes, com cultura, nível
social e econômico diferentes. E que vivessem em lugares
grandiosamente distantes. E que os mesmos escritores, fossem
selecionados num período de 1600 anos. Cada escritor, ao terminar
a sua obra, deveria gardá-la bem segura, a fim de que não
desaparessesse, por outro lado, deveria também incentivar a leitura
do seu livro em sua época e proceder para que a posteridade
também o tivesse como obra prima e principalmente que seu
assunto fosse atual, sempre. Sabendo que poderia haver
perseguição com intuito de sua destruição, devido ás culturas
diferentes, interesses políticos, etc. Ao final de 1600 anos, todos os
escritos deveriam ser agrupados em um só volume e considerados
um só livro, tendo um conteúdo e uma idéia central ÚNICA.
CERTAMENTE ISSO SERIA A MAIOR CATASTROFE DA LITERATURA
MUNDIAL ! Pois bem, isso foi o que aconteceu na confecção,
preservação e agraupapamento dos livros da Bíblia Sagrada. E o fato
de ter ela, um conteúdo indiscutivelmente único e sempre atual
em seus sessenta e seis livros, nos leva a ter a certeza de que ela
possui somente um autor, que não é outro senão o DEUS TODO
PODEROSO, que a trouxe até nós é que a preserva até hoje !

Exercícios:
1) Complete as sentenças:
a) A história de como a Bíblia chegou até nós, na forma em que a
conhecemos, começa com os “manuscritos” originais, ou “autógrafos”,
como são chamados.
b) Durante anos, os céticos declararam que Moisés não poderia ter escrito
a primeira parte da Bíblia porque a escrita era desconhecida na época
(1500 a.C.). Porém a ciência da arqueologia provou desde então que a
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escrita já era conhecida milhares de anos antes dos dias de Moisés. Os
sumérios, egípcios e babilônicos já escreviam em 4000 a.C.
c) Alguns materiais usados pelos escritores da Bíblia:
i) Pedra – Ex. Deus deu a Moisés os Dez Mandamentos escritos em
tábuas de pedra.
ii) Argila – Preparada em pequenos tabletes, era usada pelos assírios e
babilônicos.
iii) Madeira – Bastante usada pelos gregos. Ex. Isaías 30:8 e Habacuque
2:2.
iv) Couro – O Talmude judeu exigia especificamente que as Escrituras
fossem copiadas sobre peles de animais.
v) Papiro – Material usado para escrever o NT. Eram coladas as tiras
umas nas outras formando as folhas.
vi) Velino ou pergaminho – Começou a predominar mediante os esforços
do rei Eumenes II , de Pérgamo (197-158 A.C.), sendo também
utilizadas peles de animais (ovelhas e cabras) que eram passados por
um tratamento especial.
d) As matérias primas usadas para a escrita antiga eram: a tinta negra,
que era preparada com fuligem ou negro de fumo e cola, sendo diluídos
em água, também os essênios, que escreveram os Rolos do Mar Morto,
usavam ossos queimados de cordeiro e azeite.
e) Os Instrumentos antigos de escrita eram um conzel para usar sobre
pedra e um estilete feito de metal ou de madeira dura para uso nas
tábuas de argila. Penas foram inventadas para escrever sobre o papiro
ou pergaminho.
f) A Bíblia foi escrita originalmente em três idiomas: hebraico, aramaico e
grego.
g) A palavra “manuscrito” como usada hoje é restrita àquelas cópias da
Bíblia feitas no mesmo idioma em que foram originalmente escritas.
h) A versão é uma tradução do idioma original de um manuscrito em outro
idioma.
i) Alta Crítica – Examina os vários livros da Bíblia do ponto de vista da sua
história.
j) Crítica Menor (Baixa Crítica) – O segundo tipo de crítica tem como
objetivo verificar as palavras exatas dos textos originais da Bíblia.
k) Os manuscritos servem para que a crítica textual tenha o maior numero
possível de informação para chegar o mais próximo possível do texto
original.
l) As versõs em outras linguas são muito importantes, pois com elas cada
povo pode ler a Bíblia em sua própria língua.
m)As revisões feitas em nossas Bíblias são importantes por dois motivos: a)
por causa da evolução da linguagem humana. b) por causa do trabalho
da crítica textual, com a descoberta de novos manuscritos pela ciência
da arqueologia.
n) A versão de Almeida Revista e Corrigida corresponde a ARC e a Almeira
Revista e Atualisada corresponde a ARA.
o) A versão católica de Matos Soares é a preferida dos católicaos Brasileiros.
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p) O texto Bíblico que temos hoje é mais de 99% puro, segundo estudos da
crítica textual. As variantes que existem de um manuscrito para outro,
ou são erros involuntários, que não interferem no texto, devido à grande
quantidade de manuscritos, ou são partes de texto que faltam, oque é
completado, com partes de outros manuscritos. Garantindo assim, a
pureza do Texto Sagrado, visto que conta-se para isso com mais de 4000
manuscritos !
APENDICE I
INERRÂNCIA OU INFALIBILIDADE
ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

Inerrância significa que a verdade é transmitida em palavras
que, entendidas no sentido em que foram empregadas e no sentido
que realmente se destinavam a ter, não expressam erro algum.
A inspiração garante a inerrância da Bíblia. Inerrância não significa que
os escritores não tinham faltas na vida, mas que os seus ensinos foram
preservados de erros. Eles podem ter tido concepções errôneas acerca de
muitas coisas, mas não as ensinaram; por exemplo, quanto a terra, às
estrelas, às leis naturais, à geografia, à vida política e social etc. Quando por
exemplo, Josué escreve que o Sol parou, na verdade sabemos que quem parou
foi a Terra (deixou de fazer o movimento de rotação em volta do seu próprio
eixo) por um milagre, tendo em vista que todos os habitantes seriam
arremeçados para o espaço se assim não fosse. Porém Josué não posuia
conhecimento científico e não foi interesse de Deus revelar a ele tal
conhecimento, até porque ninguém da época entenderia tal explicação
científica, exceto Josué por revelação. Por isso foi mais conveniente para Deus
“inspirá-lo” a escrever o que ele viu, ou seja, o Sol parado no meio do céu por
quase um dia interiro ! Js 10:13.
Também não significa que não se possa interpretar erroneamente o
texto ou que ele não possa ser mal compreendido.
A inerrância não nega a flexibilidade da linguagem como veículo de
comunicação. É muitas vezes difícil transmitir com exatidão um pensamento
por causa desta flexibilidade de linguagem ou por causa de possível variação
no sentido das palavras.
A Bíblia vem de Deus. Será que Deus nos deu um livro de instrução
religiosa repleto de erros? Se ele possui erros sob a forma de uma pretensa
revelação, perpetua os erros e as trevas que professa remover. Pode-se
admitir que um Deus Santo adicione a sanção do seu nome a algo que não
seja a expressão exata da verdade ?
Diz-se que a Bíblia é parcialmente verdadeira e parcialmente falsa. Se
ela é parcialmente falsa, como se explica que Deus tenha posto o seu selo
sobre toda ela ? (II Tm 3:16) Se ela é parcialmente verdadeira e parcialmente
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falsa, então a vida e a morte, a benção e a maldição estão a depender de um
processo de separação entre o certo e o errado, o qual o homem não pode
realizar.
Cristo declara que a incredulidade é ofensa digna de castigo. Isto implica
na veracidade daquilo que tem de ser crido, porque Deus não pode castigar o
homem por descrer no que não é verdadeiro (Sl.119:140,142; Mt.5:18;
Jo.10:35; Jo.17:17). Aqueles que negam a infalibilidade da Bíblia, geralmente
estão prontos a confiar na falibilidade de suas próprias opiniões. Como
exemplo de opinião falível encontramos aqueles que atribuem erro à
passagem de IRs.7:23 onde lemos que o mar de fundição tinha dez côvados
de diâmetro de uma borda até a outra, ao passo que um cordão de trinta
côvados o cingia em redor. Sendo assim, tem-se dito que a Bíblia faz o valor
do Pi ser 3 em vez de 3,1416. Mas uma vez que não sabemos se a linha em
redor era na extremidade da borda ou debaixo da mesma, como parece
sugerir o versículo seguinte (v.24) não podemos chegar a uma conclusão
definitiva, e devemos ser cautelosos ao atribuir erro ao escritor.
Outro exemplo utilizado para contrariar a inerrância da Bíblia, encontrase em I Co.10:8 onde lemos que 23.000 homens morreram no deserto,
enquanto que Nm 25:9 diz que o número dos que morreram foi de 24.000.
Acontece que em Números nós temos o número total dos mortos, ao passo
que em I aos Coríntios nós temos o número parcial que somado ao restante
dos homens relacionados nos versículos 9 e 10, deverá contabilizar o total de
24.000.
A inerrância, ou seja, a inexistência de erros, não abrange as
cópias dos manuscritos, mas atinge somente os autógrafos, isto é, os
originais, ou seja, podemos encontrar erros de escrita nos MANUSCRITOS.
Desse modo podemos listar os seguintes tipos de erros, sempre com relação
aos manuscritos:
a) Erros Involuntários: Cometidos pelos escribas do N.T. devido a sua
falta ou defeito de visão, defeitos de audição ou falhas mentais.
1. Falhas de Visão: Em Rm.6:5 muitos manuscritos (MSS) tem 
ama (juntos), mas há alguns que trazem  alla (porém).
Os dois lambdas ( LL ) juntos deram ao copista a idéia
de um  mi , ou seja, em vez de ( alla), ( ama).
Em At.15:40 onde há  -EPLEXAMENOC
(tendo escolhido) aparece no Códice Beza 
-EPDEXAMENOC (tendo recebido) onde o lambda (
maiúsculo é confundido com um delta (maiúsculo. Há também
confusão de sílabas, como é o caso de I Tm.3:16 onde o manuscrito
D traz - homologoumen ôs (nós
confessamos que) em vez de homologoumenôs – de homologar em portugues (sem
dúvida). O erro visual chamado parablopse (um olhar ao lado)
é facilitado pelo homoioteleuton, que é o final igual de duas
linhas, levando o escriba a saltar uma delas, ou pelo
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homoioarchon, que são duas linhas com o mesmo início. O Códice
Vaticano ou “B”, em Jo.17:15, não contém as palavras entre
parênteses: “Não rogo que os tires do (mundo, mas que os guardes
do) maligno”. Consultando o N.T. grego veremos que as duas linhas
terminavam de maneira idêntica: em autos ek tou no manuscrito
que o escriba de B copiava. Lc.18:39 não aparece nos manuscritos
33, 57, 103 e b, devido a um final de frase igual na sentença
anterior no manuscrito do qual eles se derivam. O Códice Laudiano
tem um exemplo no versículo 4 do Capítulo 2 do livro de Atos: “Et
repleti sunt et repleti sunt omnes spiritu sancto”, sendo este
em caso de adição, chamado ditografia, que é a repetição de uma
letra, sílaba ou palavras.
2. Falhas de Audição: Era costume, muitos escribas se reunirem
numa sala enquanto um leitor lhes ditava o texto sagrado. Desse
modo o ouvido traía o escriba até mesmo quando o copista solitário
ditava a si próprio. Em Rm.5:1 encontramos um destes casos, onde
as variantes echômen e echomen foram confundidas. IPe.2:3
também apresenta um caso semelhante com as variantes cristos
(Cristo) e crestos (gentil), esta última encontrada nos
manuscritos K e L. No grego coinê as vogais e ditongos
pronunciavam-se de modo igual dentro das respectivas classes. É o
caso de ICo.15:54 onde o termo nikos (vitória), foi confundido por
neikos (conflito), sendo que aparece em P46 e B como “tragada
foi a morte no conflito”. Em Ap.15:6 onde se lê “vestidos de linho
puro” a palavra grega linon é substituída por lithon nos
manuscritos A e C “vestidos de pedra pura”. Desse modo uma só
letra que o ouvido menos apurado não entendeu direito e que
produziu completa mudança de sentido, torna-se erro grosseiro e
hilariante.
3. Falhas da Mente: Quando a mente do escriba o traía, chegava a
cometer erros que variavam desde a substituição de sinônimos,
como o caso da preposição ek por apo, até a transposição de letras
dentro de uma palavra, como o caso de Jo.5:39, onde Jesus disse
“porque elas dão testemunho de mim” (ai marturousai) e o
escriba do manuscrito D escreveu “porque elas pecam a respeito de
mim” (hamartanousai).
b) Erros Intencionais: Erros que não se originaram de negligência ou
distração dos escribas, mas antes de suspeita de alteração,
principalmente doutrinária.
1. Harmonização: Ao copiar os sinópticos, o escriba era levado a
harmonizar passagens paralelas. E’ o caso de Mt.12:13 onde se lê
“...estende a tua mão. E ele estendeu; e ela foi restaurada como a
outra”. Em alguns manuscritos de Marcos o texto pára em
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“restaurada”, sendo que em outros o escriba acrescentou as
palavras “como a outra” para harmonizá-lo com Mateus. Outro tipo
de harmonização ocorre quando os escribas faziam o texto do N.T.
conformar-se com o A.T. Por exemplo, em Mc.1:1 os escribas do W e
Bizantinos mudaram “no profeta Isaias” para “nos profetas”
porque verificaram que a citação não é só de Isaias.

2. Correções Doutrinárias: Certo escriba, copiando Mt.24:36 omitiu
as palavras “nem o Filho”, pois o escriba sabia que Jesus era
onisciente, e deduziu que alguém havia cometido erro (Alefe, W,
Bizantino). Os manuscritos da Velha Latina e da Versão Gótica
apresentam como acréscimo, em Lc.1:3, a frase “e ao Espírito
Santo” como “empréstimo” de At.15:28.
3. Correções Exegéticas:
Passagens de difícil interpretação eram
alvo dos escribas que tentavam completar o seu sentido através de
interpolação e supressões.Um caso de interpolação encontra-se em
Mt.26:15 onde as palavras “trinta moedas de prata” foram alteradas
para “trinta estateres” nos MSS D, A e B, a fim de definir o tipo de
moeda mencionada. Mais tarde outros escribas (dos manuscritos 1,
209 e H) que conheciam os dois textos, juntaram-no produzindo a
frase “trinta estateres de prata”.
4. Acréscimos Naturais ou de Notas Marginais: Determinado
leitor do Códice 1518, anotou nas margens de Tg.1:5 a expressão
êgeumatikês kai ouk anthrôpines (espiritual e não humana).
Quando este Códice foi copiado, o escriba do manuscrito 603
incluiu esta expressão no texto: “Se alguém de vós tem falta de
sabedoria espiritual e não humana, peça-a a Deus...”. (conferir)
NOTA.: Esses “erros” dos manuscritos (cópias), não aparecem nas
versões. Isso, justamente porque o trabalho da Crítica Textual, consiste em
confrontar o maior número possível desses manuscritos, para extrair o texto
correto, sendo que cantam para isso, com mais de 4000 deles ! Existem em
algumas de nossas Bíblias textos entre chaves “[
]”, o que significa que
esses textos existem em alguns manuscritos e em outros não. Seja como for
jamais temos casos em que esses textos contradizem o contexto todo.

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APENDICE II
AUTENTICIDADE OU GENUINIDADE
ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

Dizemos que um livro é genuíno ou autêntico quando ele é escrito pela pessoa
ou pessoas cujo nome ele leva, ou se anônimo, pela pessoa ou pessoas a quem a
tradição antiga o atribui, ou se não for atribuído a algum autor ou autores específicos, à
época que a tradição lhe atribui. O Credo Apostólico não é genuíno, porque apesar de ter
este nome, não foi composto pelos apóstolos. As Viagens de Gulliver (conto popular
norte americano) é genuíno, tendo sido escrito por Dean Swift, embora seus relatos
sejam fictícios. Atos de Paulo (Livro Apócrifo) não é genuíno, pois foi escrito por um
sacerdote contemporâneo de Tertuliano bem depois de Paulo. Desse modo a
autenticidade relaciona-se ao autor e à época do livro, e todos os livros da Bíblia
possuem autenticidade comprovada pela tradição histórica e pela arqueologia (Gl.6:11;
Cl.4:18).

APENDICE III
CREDIBILIDADE OU VERACIDADE

ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

Um livro tem credibilidade se relatou veridicamente os
assuntos como aconteceram ou como eles são; e quando seu texto
atual concorda com o escrito original, ou seja, com os (MSS).
Nesse caso, credibilidade relaciona-se ao conteúdo do livro (original), e
à pureza do texto atual (cópia ou tradução). Por exemplo, as palavras de
Satanás em Gn.3: 4,5 são inspiradas, mas não possuem autoridade, porque
não é verdade, porém têm credibilidade ou veracidade (quanto a sua
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transcrição) porque foram registradas exatamente como Satanás disse. Sobre
a veracidade das palavras de Satanás, não se relaciona essa veracidade ao
fato de ser verdade o que ele pronunciou, mas sim sobre o registro de como
ele as pronunciou, ou seja, se a forma como ele pronunciou até mesmo uma
mentira, foi registrada pelo escritor do livro onde a mesma se encontra, da
forma como ele a pronunciou.
A)
1.

Credibilidade do A.T.: Estabelecida por três fatos:
Autenticado por Jesus Cristo: Cristo recebeu o A.T. como relato
verídico. Ele endossou grande número de ensinamentos do A.T.,
como, por exemplo: A criação do universo por Deus (Mc.3:19), a
criação do homem (Mt.19:4,5), a existência de Satanás (Jo.8:44), o
dilúvio (Lc.17:26,27), a destruição de Sodoma e Gomorra (Lc.17:2830), a revelação de Deus a Moisés na sarça (Mc.12:26), a dádiva do
maná (Jo.6:32), a experiência de Jonas dentro do grande peixe
(Mt.12:39,40). Como Jesus era Deus manifesto em carne, Ele conhecia
os fatos, e não podia se acomodar a idéias errôneas, e, ao mesmo
tempo ser honesto. Seu testemunho deve, portanto, ser aceito como
verdadeiro ou Ele deve ser rejeitado como Mestre religioso.

2. Prova Arqueológica e Histórica:
a. Arqueológica:
Através da arqueologia, a batalha dos reis
registrada em Gn. 14, não pode mais ser posta em dúvida, já que as
inscrições no Vale do Eufrates “mostram indiscutivelmente que os
quatro reis mencionados na Bíblia como tendo participado desta
expedição não são, como era dito displicentemente," “invenções
etnológicas”, mas sim personagens históricos reais. Anrafel é
identificado como o Hamurábi cujo maravilhoso código de leis foi
tão recentemente descoberto por De Morgan em Susa”. (Geo. F.
Wright, O Testemunho dos Monumentos à Verdade das Escrituras).
As tábuas Nuzi esclarecem a ação de Sara e Raquel ao darem suas
servas aos seus maridos (Jack Finegan, Ligth from the Ancient Past
= Luz de um Passado Antigo).
Os hieróglifos egípcios indicam
que a escrita já era conhecida mais de 1.000 anos antes de Abraão,
4000 anos a.C. (James Orr, The Problem of the Old Testament = O
Problema do Velho Testamento).A arqueologia também confirma o
fato de Israel ter vivido no Egito, como escravo, e ter sido liberto
(Melvin G. Kyle, The Deciding Voice of the Monuments = A Voz
Decisória dos Monumentos).Muitas outras confirmações da
veracidade dos relatos das Escrituras poderiam ser apresentadas,
mas esses são suficientes e devem servir como aviso aos
descrentes com relação às coisas para as quais ainda não temos
confirmação; podemos encontrá-las a qualquer hora.

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b. Histórica: A história fornece muitas provas da exatidão das
descrições bíblicas. Sabe-se que Salmanezer IV sitiou a cidade de
Samaria, mas o rei da Assíria, que sabemos ter sido Sargom II,
carregou o povo para a Síria (IIRs.17:3-6). A história mostra que ele
reinou de 722-705 a.C. Ele é mencionado pelo nome apenas uma
vez na Bíblia (Is.20:1). Nem Beltsazar (Dn.5), nem Dario, o Medo
(Dn.6) são mais considerados como personagens fictícios, pois há
algum tempo, por não haver provas históricas da existência real
desses imperadores, eles eram assim considerados.
3. As Escrituras possuem Integridade:
a. Integridade Topográfica e Geográfica: As descobertas
arqueológicas provam que os povos, línguas, os lugares e os
eventos mencionados nas Escrituras são encontrados justamente
onde as Escrituras os localizam, no local exato e sob as
circunstâncias geográficas exatas descritas na Bíblia.
b. Integridade Etnológica ou Racial: Todas as afirmações bíblicas
sobre raças têm sido demonstradas como corretas com os fatos
etnológicos revelados pela arqueologia.
c. Integridade Cronológica: A identificação bíblica de povos,
lugares e aconte-cimentos, com o período de sua ocorrência é
corroborada pela cronologia Síria e pelos fatos revelados pela
arqueologia.
d. Integridade Histórica: O registro dos nomes e títulos dos reis
está em harmonia perfeita com os registros seculares, conforme
demonstrados por descobertas arqueológicas.
e. Integridade Canônica: A aceitação pela igreja em toda a era
cristã, dos livros incluídos nas Escrituras que hoje possuímos,
representa o endosso de sua integridade.
Exemplares do A.T. e
do N.T. impressos em 1.488 e 1.516 d.C., concordam com os
exemplares atuais. Portanto a Bíblia como a possuímos hoje, já
existia há 400 anos passados, isso referente é claro, à Bíblia como a
temos hoje, com os 66 livros do Antigo e Novo Testamento reunidos
em um único volume, pois os “Escritos Sagrados”, já existiam há
milhares de anos históricamente comprovados, como já vimos.
Quando essas Bíblias foram impressas, somente certo erudito, tinha
em seu poder mais de 2.000 manuscritos, hoje, como já vimos,
somente do Novo Testamento são mais de 4000 ! Esse número é
sem dúvida suficiente para estabelecer a genuinidade e
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credibilidade do Texto Sagrado, e tem servido para restaurar ao
texto sua “pureza original”, e fornecem proteção contra
corrupções futuras (Ap.22:18-19; Dt.4:2;12:32). Enquanto a
integridade canônica da Bíblia se baseia em mais de 4.000
manuscritos, os escritos seculares, que geralmente são aceitos sem
contestação, baseiam-se em apenas uma ou duas dezenas de
exemplares.As quatro Bíblias mais antigas do mundo, datadas entre
300 e 400 d.C., correspondem exatamente a Bíblia como a
possuímos atualmente.

B)

Credibilidade do N.T.: Estabelecida por cinco fatos:

1. Escritores Competentes: Possuíam as qualificações necessárias,
receberam investidura do Espírito Santo e assim escreveram não
somente guiados pela memória, por apresentações de testemunho
oral e escrito, e discernimento espiritual, mas como escritores
qualificados pelo Espírito Santo.
2. Escritores
Honestos: O tom moral de seus escritos, sua
preocupação com a verdade, e a circunstância de seus registros
indicam que não eram enganadores intencionais mais sim homens
honestos. O seu testemunho pôs em perigo seus interesses materiais,
posição social, e suas próprias vidas. Por quê razão “inventariam uma
história”, que condena a hipocrisia e é contrária às suas crenças
herdadas, pagando com suas próprias vidas para isso ?
3. Harmonia
do N.T.: Os sinópticos não se contradizem mas
suplementam um ao outro. Os vinte e sete livros do N.T. apresentam
um quadro harmonioso de Jesus Cristo e Sua obra.
4. Prova Arqueológica e Histórica:
a. Arqueológica: As descobertas arqueológicas confirmam a
veracidade do N.T. Quirino (Lc.2:2) foi Governador da Síria duas
vezes (16-12 e 6-4 a.C.), sendo que Lucas se refere ao segundo
período.Lisânias, o Tetrarca é mencionado em uma inscrição no
local de Abilene na época a que Lucas se refere. Uma inscrição em
Listra registra a dedicação da estátua Zeus (Júpiter) e Hermes
(Mercúrio), o que mostra que esses deuses eram colocados no
mesmo nível, no culto local dos gregos, conforme descrito em
At.14:12. A alta crítica dizia, que um simples erro em um versículo
de Atos dos Apóstolos, poderiam ser o motivo para se rejeitar
todos os escritos de Lucas, pois se ele errou uma vez, quem
poderia assegurar que ele não cometera outros erros. A palavra
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atacada era “Proconsul”. O problema segundo os críticos é que as
províncias romanas se dividiam em duas classes, Imperial e
Senatorial. E Chipre, onde os eventos de At. 13:6-7 acontecem era
uma província Imperial e deveria ter um Propretor a administra-la
e não um Proconsul, como é mencionado por Lucas. Dessa forma
ele cometeu um erro e todos os seus escritos, ou seja, os livros
canônicos de “Lucas” e “Atos dos Apóstolos” deveriam ser
suspeitos. Porém, arqueológos encerraram as discussões ao
encontrarem evidências históricas que provam que na época de
Lucas, Roma havia emitido um decreto que autorizava a mudança
de Chipre de província Imperial para Senatorial. Dessa forma Lucas
estava absolutamente correto ao dizer que o governante era um
Procunsul. A seguir os arqueólogos encontraram mais uma
evedência: uma moeda daquela época, incrita com o nome de
Sérgio Paulo, o que prova que ele foi mesmo Proconsul da
província !
b. Histórica: O recenseamento quando Quirino era Governador da
Síria (Lc.2:2), os atos de Herodes o Grande (Mt.2:16-18), de
Herodes Antipas (Mt.14:1-12), de Agripa I (At.12:1), de Gálio
(At.18;12-17), de Agripa II (At.25:13-26:32) etc, tudo isso provado
históricamente.

APÊNDICE IV
BIBLIOLATRIA
ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

Do grego ( biblios - livro + ((latria – adoração: é
a adoração do aspecto meramente físico da Bíblia Sagrada; é a sua transformação
num fetiche. Muitos crentes acreditam que a posse da Bíblia é, em si mesma, mais
do que suficiente para livrá-los de todos os perigos e vicissitudes. Não são poucos os
que por exemplo, deixam a Bíblia aberta no Salmo 91, acreditando que esta
passagem, destituída de seu real significado, fosse uma espécie de barreira contra
todas as temeridades. Quantas vezes deparamo-nos com as “caixas de promessas”,
tomando o lugar que a Palavra de Deus deveria ocupar na vida de todo o cristão
piedoso. Nestas, só há promessas ! E as advertências, os ensinamentos preciosos e
tão fundamentais para o nosso crescimento espiritual ? São insignificantes para
aqueles que querem somente extrair da Bíblia aquilo que lhe apraz. A Bíblia Sagrada
foi nos dada não como objeto de culto, no-la deu o Senhor, para que aprendêssemos
nela, a como servi-Lo e somente a Ele adorar.
Bíbliolatria é também, termo usado por alguns teólogos modernos (sem
compromisso o Deus da Bíblia), para depreciar, ou seja, menosprezar a doutrina da
inspiração, infalibilidade e inerrância das Sagradas Escrituras. Dizem que acreditar
nisso é bibliolatria.
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APÊNDICE V
BIBLIOMANCIA
ESTUDANDO

A

LIÇÃO !!!

Do grego ( biblios - livro + ((Manteia –
adivinhação: é a adivinhação por meio da Bíblia. O método consiste-se em abrirse o Livro Sagrado ao acaso, a fim de se buscar as respostas para os problemas
do dia-a-dia. A bibliomancia contraria o “espírito”, ou seja, o objetivo da Palavra
de Deus e leva o crente a interpretá-la incorretamente, pois este, sempre lerá
textos fora de seu verdadeiro contexto (refere-se ao estudo da hermenêutica
Bíblica). Ex: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”, esse texto quando
tirado de um “caixinha de promessa” e lido fora de contexto, torna o crente um
super-herói, porém no seu contexto, ou seja, lendo o texto completo, temos um
exemplo maravilho de Paulo, que está disposto, com a ajuda do Senhor, a
suportar todas as aflições por causa do evangelho e não a ter tudo aquilo que ele
quiser na vida, como alguns pregam ao ler o referido texto (veja abaixo
explicação do contexto). É claro que Deus está disposto a nos dar vida
próspera, (prosperidade – ausência de necessidade) mas devemos nos basear
nos textos referentes a isso na palavra de Deus e não em textos pararelos, que
querem dizer outra coisa. (a caso não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação
mentirosa, quando dissestes: O Senhor diz; sendo que eu tal não falei ?) Portanto assim diz o Senhor Deus:
Porque tendes falado vaidade, e visto mentiras, por isso eis que eu sou contra vós, diz o Senhor Deus. Ez

13:7-8. Existem líderes que estão criando, com a bibliomancia doutrinas
que não existem na Bíblia, como a “Doutrina da Prosperidade”. Deus
nunca prometeu que iria deixar todos os seus servos ricos, pelo
contrário, alguns, como os apóstolos, os pais da igreja primitiva e até os
missionários nos dias de hoje (que podemos ser até nós !), deveriam e
devem passar por aflições, até para ter a sua fé aumentada. Isso é
difícil de aceitar às vezes, mas é o que a Bíblia ensina: (Jo 2:10; Lc 10:17; Mt 8:20 – No sentido de não ter “parada” ou morada certa por causa das viagens ). Isso, só
deve acontecer para o bem do evangelho ou para o nosso próprio
crescimento espiritual.
(Rm 8:28). Se assim o for, dê graças,
pois sempre a vitória e muito maior !
Exemplos de Leituras fora do contexto, que levam a cometermos a Bibliomancia:
Filipenses 4:10-19
TEXTO LIDO DENTRO DO SEU “CONTEXTO”
10 Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo;
do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade.
11 Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias
em que me encontre.
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12 Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou
experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer
necessidade.
13 POSSO TODAS AS COISAS naquele que me fortalece.
Explicação: (Paulo agradece aos Filipenses e louva ao Senhor, por eles se
lembrarem dele, através das ofertas para a manutenção do seu ministério). Diz que
faz isso não por necessidade, pois está acostumado e experimentado tanto na
ABUNDÂNCIA COMO NA ESCAÇES, pode todas essas coisas naquele que o fortalesse.
14 Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição.
15 Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia,

nenhuma igreja comunicou comigo no sentido de dar e de receber, senão vós somente;
16 porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as
necessidades.

Explicação: (Paulo ressalta a importância do que fizeram os de Filipos,
acrescentando que só os filipenses se lembraram dele nesta ocasião).

17 Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta.
Explicação: (Paulo explica que o fato dele se alegrar nas suas ofertas é porque
as mesmas contribuem para a própria felicidade e prosperidade deles (filipenses),
como vemos nos vv 18-19, logo abaixo).
18 Mas tenho tudo; tenho-o até em abundância; cheio estou, depois que recebi de Epafrodito o que
da vossa parte me foi enviado, como cheiro suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus.
19 Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo
Jesus.
Explicação: (Podemos sim ser abençoados, espiritual, física e financeiramente
falando, pelo que Paulo nos diz neste dois versículos finais – 18 e 19 - , mas isso,
devido à nossa preocupação em colocar o reino de Deus em primeiro lugar, como
aconteceu com a igreja de Filipos. Porém, o versículo 13, expressa uma verdade bem
diferente da que tem sido pregada por aí !)

TEXTO LIDO FORA DE CONTEXTO:
13 Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

Explicação: A impressão que temos, quando ouvimos ou lemos esse texto
desacompanhado do seu contexto é que, podemos voar, podemos ficar
milionários, nunca mais ficaremos enfermos, nunca mais teremos aflições, ou
seja, TUDO DE BOM QUE QUISERMOS IMAGINAR ! E não é isso que a exegese do
texto nos revela, pois se isso for verdade, as palavras de Paulo acima desse
texto, ou seja, seu contexto e as do próprio Jesus em Jo 16:33, foram
equivocadas. (“... No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” ).
CUIDADO, este é outro texto que pode nos levar a cometer enganos. Quem
venceu o mundo (mundo – do grego:  -“cosmos” – “sistemas de
coisas”, ou seja, - o pecado, a injustiça e todos os males atuais, o próprio
diabo, já que o mundo jaz no maligno) foi Jesus e não nós. Não temos
condições de vencermos o mundo (caso contrário Jesus não precisaria vir aqui ), mas
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podemos estar ligados Nele, que venceu. (Jo 15:5-6; I Jo 3:9-10; Ef 2:8-9; II Co
5:17). Dessa forma “somos mais do que vencedores EM CRISTO JESUS...” Rm
8:35-39 (quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome,
ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia
todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que
vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos,
nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade,
nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor .)

Veja que este último texto bíblico faz referência a vencermos o mundo, ou
seja, estarmos sempre com Cristo, mesmo que tenhamos que passar por
aflições.

APENDICE VI
INTERPRETAÇÃO

Interpretação é a elucidação ou explicação do sentido das
palavras ou frases de um texto, para torná-los compreensivos.
A ciência da interpretação estuda as técnicas de interpretação de um
texto, sendo a principal delas, tomar como regra geral para fonte de
interpretação de um texto, o seu próprio contexto, ou seja, no caso da Bíblia,
fazer dela sua própria intérprete, extraindo sempre o sentido original do texto
usando a EXÉGESE – (técnica

que consiste em se consultar o significado das palavras e o

sentido do texto, na língua original nos quais foram escritos ),

fazendo-se para isso,

perguntas como: PARA QUEM foi escrito ?, POR QUÊ foi escrito ?, QUANDO foi
escrito ?, ONDE foi escrito ?, qual a CULTURA de quem escreveu ? qual a
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CULTURA da pessoa ou povo para quem o texto foi escrito? tem sentido
LITERAL ?, tem sentido FIGURADO ?, é usada uma PARÁBOLA ?, o que é uma
PARÁBOLA?, foi usada uma FIGURA DE RETÓRICA?, que é uma FIGURA DE
RETÓRICA?, etc.
EM

RAZÃO

BÍBLICA”,

DA

ABRANGÊNCIA

REQUER-SE

UM

DO

ASSUNTO

ESTUDO

“INTERPRETAÇÃO

ESPECIAL

SEPARADO

DA

BIBLIOLOGIA, ESTUDO ESTE AO QUAL CHAMAMOS: “HERMENÊUTICA
BÍBLICA” - (Hermenêutica - Técnica ou arte de se interpretar textos
antigos), que é estudada inclusive em alguns cursos universitáios,
como: direito, arqueologia, etc.

APENDICE VII

Meditação
A Bíblia contém uma grande quantidade de textos que falam a respeito da
MEDITAÇÃO e este fato já é o suficiente para que saibamos de sua importância
em nossa vida cristã. Trata-se de uma atividade de altíssimo nível, requerendo,
portanto, dos seus praticantes fidelidade e disciplina.Esta prática, porém, para os
ocidentais, é uma prática muito difícil. A nossa natureza luta contra nós. Somos
naturalmente empíricos. Os povos orientais são dados a esta prática e isto pode
ser visto nas artes marciais, seitas, vida cotidiana, etc; a MEDITAÇÃO está
presente em tudo. Assim, o cristão ocidental que pretende se aventurar no
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campo da MEDITAÇÃO deve saber de antemão que travará uma luta intensa
contra a sua própria natureza. Mas a vitória é possível. Não desanime já.
Importância
Mas qual a importância desta prática para a minha vida? Não dá para
esquecer este negócio e não arrumar algo mais para "minha cabeça ?”. Dá. Se os
cristãos ocidentais fossem perecer por falta de Meditação, então há muito que
não teríamos mais cristãos deste lado do mundo. Mas se temos cristãos por aqui
ainda, então é porque é possível viver sem meditar. Porém, embora ainda
tenhamos cristãos deste lado do mundo, a verdade é que bem poucos têm
experimentado a profundidade de um relacionamento mais íntimo com Deus. Mas
eu quero experimentar isto, diria você. Então eu te responderia: você precisa
praticar a Meditação. Que dilema!
Como disse acima, se esta prática não fosse importante, o Espírito Santo
não teria inspirados os homens de Deus, usados para transmitir as Escrituras, a
incluírem instruções acerca da mesma.
A Meditação nos leva a viajar com o Espírito por caminhos, às vezes, nunca
percorridos por outros, ou mesmo, a percorrer os mesmos caminhos, mas de uma
maneira muito pessoal, como se você fosse o primeiro a fazê-lo. É uma prática
para os que desejam, com seriedade, ver Deus mais claramente e cuidar dos
seus semelhantes. Mas a Meditação não envolve somente Bíblia. Este é um dos
seus aspectos que muitos desconhecem. Veremos mais adiante que o escopo da
Meditação pode abranger várias áreas de nossa vida, mesmo a vida secular. Nela
você vive antecipadamente um momento. A meditação, de certa forma, não é só
receber, mas é um preparo profundo para dar, para executar. No que se refere a
ministrar uma aula, ela te dá segurança para falar, direção. Definição1.
A definição desta palavra na Língua Portuguesa é a seguinte: "Ponderar,
considerar, pensar sobre", basicamente o mesmo da Língua Grega e Hebraica,
nas quais foram escritos os textos sagrados. Etmologicamente, a origem desta
palavra, deriva de uma outra palavra "ruminar". Mas o que é ruminar ? A
ruminação é algo presente no aparelho digestivos de certos animais, entre eles
os bovinos, por exemplo, que consiste no seguinte: eles ao contrário dos demais
e mesmo do homem, possuem dois órgãos digestivos, a saber, o rúmen e o
estômago. Durante o dia o que eles ingerem é armazenado no rúmen, porém,
não é digerido. À noite, o alimento ingerido, é regurgitado à boca e então
mastigado e enviado ao estômago. Então o alimento é processado. Assim,
podemos compreender o sentido mais profundo da Meditação. Ela consiste em
receber algo, armazená-lo em nossas mentes, posteriormente pensar sobre o
mesmo profundamente, para receber tudo o que está implícito na mensagem.
Escopo da Meditação
Comentei que a Meditação não se restringe somente a Palavra, mas que
envolve outras áreas da nossa vida, tanto espiritual, quanto material. Mas de que
forma? Vejamos quais são as coisas que a Bíblia nos dá como escopo da
Meditação:
1

[Do lat. meditatione.] S. f.
1.Ato ou efeito de meditar; concentração intensa do espírito; reflexão.
2.Oração mental, que consiste sobretudo em considerações e processos mentais discursivos, e que se opõe à contemplação.
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A Palavra de Deus
Como não poderia deixar de ser, a Bíblia é o objeto principal da meditação.
Simplesmente porque é dela que pregamos, ensinamos, evangelizamos. É o
centro de nossa vida e aquela que merece muito tempo de meditação. Nela estão
as verdades de Deus. Eis alguns textos que nos ordenam isto: Js. 1.8,9; Sl. 1.2; Sl.
119.23,48,78,97,148; etc...
As Obras Divinas: Sl. 119.27; Sl. 143.5; 145.5
O Sl. 77.12 entre outros nos convida a meditar nas obras de Deus e nas
suas maravilhas. Isto nos leva a pensar sobre a grandeza, o poder, a misericórdia
divina.
Preparação para agir: Jo. 5.19
Jesus nada fazia de momento. Suas atitudes eram todas "pré vistas" diante
de Deus. Um exemplo comum de como a meditação é uma preparação para agir
pode ser visto nas artes marciais, onde os movimentos são desenvolvidos a nível
mental e não somente físico. As nossas aulas, pregações e outras coisas devem
ser executadas primeiramente a nível mental, ou seja, devemos reservar um
período para mentalmente, repassar todos os passos da aula ou da pregação.
Esta prática nos dá muita segurança no conduzir das nossas atividades. São
nestes momentos que Deus acrescentará ao professor estratégias, criatividade,
dinâmicas, enfim, tudo o que for necessário para que a ministração seja um
sucesso: alunos satisfeitos e edificados na Palavra. Deve fazer parte da
preparação da aula. Um bom professor deve ministrar a mesma aula em três
tempos: antes, durante e depois. Antes é a meditação na aula, durante é a
ministração da aula propriamente dita e o depois e a reflexão onde se busca
corrigir as falhas ocorridas ou aprimorar os métodos para que na ocasião
seguinte, possa-se alcançar resultados mais profundos e satisfatórios. Pode-se
pensar que isto venha a anular o Espírito. Mas não é assim, ou melhor, não deve
ser assim. Toda a nossa preparação deve ser submetida a Deus. Era assim que
Jesus fazia. Quando partia para realizar algo, ele já tinha a ação delineada pelo
Espírito e de certa forma, já tinha realizado a ação no mundo espiritual e a
consumava no mundo físico.
SUGESTÕES DE LEITURA
Vida de Meditação – Ken Gire – Editora Textus.
Meditações para a Vida – Ken Gire – Editora Textus.
SUGESTÕES DE LIVROS DEVOVIONAIS
Meditações para a Vida Diária – Editora Textus.
Manancial no Deserto – Lettie Cowman – Editora Betânia
Uma Mesa no Deserto – Watchman Nee – Editora dos Clássicos
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Atividade prática:
Meditando num vocábulo: SANTIFICAÇÃO

Meditando numa passagem: Mt. 25.1-14

Meditando a partir da natureza: Frutos

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Memorização
Alguns meses depois de estar na igreja e tendo aceitado a Cristo como
salvador, fui encaminhado a um professor que ministraria algumas aulas de
discipulado. Sinceramente não me lembro praticamente nada do que foi
abordado naquelas tardes de sábado, porém, uma das atividades que aquele
professor aplicou em classe haveria de marcar a minha vida para sempre. No
livreto que utilizávamos, havia uma folha picotada, dividida em quatro partes,
contendo cada uma um versículo bíblico que deveríamos memorizar.
Prontamente memorizei os textos, um por semana, e aquela atividade despertou
em mim o desejo de memorizar outros mais. Passado algum tempo fui convidado
por um irmão de outra denominação para assistir um estudo que seria ministrado
por um pregador de um país sul americano. Fiquei extremamente impressionado
com a facilidade que aquele homem tinha ao citar textos e mais textos da Bíblia,
sem consultar e sendo capaz até mesmo de corrigir erros que o público cometia
ao ler textos incorretos. Achei que poderia memorizar pelo menos um pouco da
Bíblia, não tanto aquele pastor, mas um pouco. Assim começou a minha vereda
na memorização. Ao longo dos anos pratique muito e descobri o quanto esta
prática tornou-se uma benção para o meu ministério e para minha vida. O que
você terá a seguir não foi extraído de manuais ou livros, é o meu próprio
testemunho, é a forma como aprendi naqueles tempos, com o próprio Deus, a
memorizar a Bíblia. Hoje, vejo que os princípios aplicados são muito semelhantes
aos que profissionais de escolas especializadas propõe aos seus alunos. Espero
que você também se empolgue com a idéia e com a possibilidade de tornar-se
uma ferramenta versátil nas mãos do Senhor. Eu garanto: vale a pena.
Um aspecto importante que todos devem ter bem claro em sua mente:
todos são capazes de memorizar, o que muda de uma pessoa para outra é a
velocidade, a quantidade. Ninguém deve se sentir frustrado por conseguir
trabalhar apenas um versículo por semana. Explore a sua capacidade e seja fiel
dentro dela.
Introdução
Sabe-se atualmente que utilizamos apenas 10% de nossa capacidade
mental, ou seja, na realidade o ser humano desconhece a plenitude de sua mente
e o que ela pode realizar. Alguns poucos que se aventuram a desbravar esta área
de sua vida alcançam logo destaque entre os demais. Existem diversos fatores
que nos levam a não usar nossa mente. Um deles é o desenvolvimento
tecnológico. A cada dia que passa precisamos menos de nossas mentes para
resolver nossos problemas, os quais passam a ser solucionados pelos simples
apertar de botões e coisas assim. Mesmo as crianças não são incitadas a usar
suas mentes, visto que a maioria dos brinquedos modernos são eletrônicos, que
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exigem pouco da criança em termos de aprendizado e raciocínio. Mas o maior e
pior dos fatores é a preguiça mental. Gostamos de viver do jeito que estamos e
nem sempre queremos pagar o preço da aventura para além dos 10%; porque ela
exige dedicação. Dedicação do tipo que acontecia nos mosteiros antigos ou entre
os judeus escribas, onde havia um intenso programa de memorização das
Escrituras, livros inteiros eram recitados decor. Os tempos de perseguição,
principalmente naqueles em que os inimigos queriam extinguir a Palavra de
Deus, faziam com que esta prática crescesse muito. Assim temos exemplos
históricos vívidos desta prática, pouco executada nos dias atuais. Por quê? Porque
nunca ninguém soube o que é não ter uma Bíblia em casa e muito menos soube o
que é ser ilegal possuir uma delas.

Importância da Memorização
Agora, a Memorização não é importante somente em tempos de crise e não
precisamos esperar pelos mesmos para começar a praticá-la. O professor que
deseja ser algo mais do que o padrão que pode ser visto nas igrejas hoje, que
deseja fazer diferença no seu ministério, deve praticá-la. Quando os textos estão
dentro de nós, o Espírito pode usar-nos com uma flexibilidade muito maior. Tente
imaginar que ao preparar uma aula, toda a Bíblia estivesse dentro de sua mente:
Você começa a escrever a aula e os versículos surgem em sua mente
automaticamente e você vai colocando cada um em seu lugar. Sem chave bíblica,
sem dicionários, usadas apenas de vez em quando. Que tal?
Tente imaginar você sendo interpelado por membro de uma seita qualquer
e poder conversar com ele "fluentemente" com textos e mais textos que venham
a destruir os seus falsos ensinos. Tente imaginar um aluno seu, fazendo uma
pergunta difícil, não programada. Em outros casos você teria de deixar para a
aula seguinte uma resposta pendente. Mas agora não. O Espírito de Deus te faz
lembrar alguns textos que você memorizou e através deles tecer uma resposta
bíblica, equilibrada para o seu aluno. Tudo bem. Digamos que você se convenceu,
mas está se perguntando: - Mas como se faz Memorização?
Técnicas de memorização
Primeiramente você deve saber que Memorização não se restringe a
versículos. Ela pode ser aplicada de outras formas como memorizar feitos
bíblicos, capítulos, ensinamentos, etc... Outro aspecto importante: Memorizar não
é decorar. Neste caso você esquece rápido, mas naquele o que você guardou em
sua mente, acompanhará você por toda vida.
Primeiro passo: Leitura exaustiva
Leia o texto exaustivamente, no mínimo 10 vezes ou até sentir que o
conteúdo em linhas gerais comece a fixar-se em sua mente. Quando for capaz de
lembrar dos pontos principais do texto então já está perto do ponto ideal para
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passar ao passo seguinte. A leitura dever ser feita de uma forma especial: leia em
voz audível, olhando o texto atentamente e como um todo. Evite focar linha a
linha, procure ver o texto na página, como se fosse um desenho no papel.
Segundo passo: Repetição
A base da técnica que adotaremos aqui é a repetição. Consiste na leitura de
um certo texto um número indeterminado de vezes, variando este número de
acordo com a pessoa. Não se trata de uma leitura simples, mas de uma leitura
extremamente atenta, onde os esforços não são dirigidos para entender, mas
para guardar. Você deve usar os olhos, ver o texto; da mesma forma que você
olha para um quadro ou gravura. A fim de facilitar a assimilação, você deve
quebrar o texto em partes, usando para isto a própria pontuação do texto.
Vejamos um exemplo:
"Tampouco queremos, irmãos, que ignoreis acerca dos que dormem, para
que não entristeçais como os demais que não tem esperança."
I. Ts. 4.13
Quebrando o texto temos:
"Tampouco queremos,": repita diversas vezes esta parte, até sentir que
está em você. Pronto?
Passe para a seguinte.
irmãos,: Repita o processo. Pronto? Agora você deve repetir as duas
primeiras partes juntas, vela abaixo:
"Tampouco queremos, irmãos”,: Repita isso muitas vezes. Você adquirirá com
o tempo, experiência para saber quando parar. Concluído, passe para a terceira
parte.
Deixando as duas primeiras armazenadas, passe agora para esta parte e repita o
processo de repetição.
"que ignoreis acerca dos que dormem,"
Agora ajunte as três partes. Repita as três juntas:
"Tampouco queremos, irmãos, que ignoreis acerca dos que dormem,"
Pronto? Muito bom! Agora guarde estas três e vamos para a última. Repita o
processo.
"para que não entristeçais como os demais que não tem esperança."
Assimilou? Então vamos falar todas as partes de uma vez?

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"Tão pouco queremos, irmãos, que ignoreis acerca dos que dormem,
para que não entristeçais como os outros que não tem esperança."
Uma vez concluída a memorização, você deve repetir o versículo mais
algumas vezes incluindo agora a referência, no caso, I Ts. 4.13. Assim, toda vez
que você ouvir o texto lembrar-se-á da referência e vice-versa. Quando ocorrer de
estar em um culto e ouvir a referência, mas não conseguir lembrar o texto, então
você deve repassar o versículo até que fique gravado em sua memória. Este é o
processo básico. Com o muito praticar você começa a falar com o texto e isto
começa a facilitar a memorização. No texto acima, por exemplo, note que uma
parte pede a outra e assim quando você percebe isto começa a ficar mais fácil
lembrar o que está faltando.
A primeira parte diz: Tão pouco queremos. Quem não quer, não quer
alguma coisa de alguém. O alguém aqui é irmãos e o que não se quer dos
irmãos: que ignoreis acerca dos que dormem. Quem quer, quer alguma coisa
de alguém para alguma finalidade. Qual a finalidade? para que não
entristeçais como os outros que não tem esperança."
A primeira vista parece difícil, mas com o tempo se torna automático.
Quando, pois, for memorizar um texto, secione o mesmo e observe o que pode
ser perguntado ao texto. Assim se você esquecer de uma parte pode perguntar
ao texto qual a parte que está faltando, até que ela seja inculcada em sua mente.
Terceiro passo: escrever
Você já ouviu algum aluno de alguma escola dizer o seguinte: "Eu tive o
maior trabalho de fazer a cola e nem precisou. Eu lembrei de tudo."? Sabe por
quê isto acontece? Porque aquilo que ele ouviu, ele dispôs-se a escrever. O ato de
escrever ajuda a fixar o que foi lido e ouvido. Escreva tudo o que você memoriza.
Estes são os três passos básicos no estilo de Memorização proposto neste
treinamento, existem outros que podem ser aprendidos de escolas profissionais e
que estão à disposição daqueles que desejarem se aprofundar nesta área.

O que memorizar?
O professor deve selecionar o que vai memorizar, fazer um planejamento.
Memorizando por assunto
Se você pretende memorizar versículos sobre um determinado assunto
como por exemplo esperar, então você deve usar uma chave bíblica para
localizar os textos que falem sobre isto. Você pode usar ainda uma Bíblia que
tenha um bom sistema de referências. Neste caso, a Versão Corrigida é uma das
mais simples e possui um bom sistema de referências. Uma vez selecionado os
textos, mãos à obra.
Memorizando pontos principais
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Outra forma de Memorização é você selecionar dentro de um livro os
principais versículos do mesmo. Para isto leia o livro atentamente marcando
todos os textos que você julga importante.
Memorizando temas
É importantíssimo para o professor saber o que trata cada livro da Bíblia, o
seu tema central. Ainda em relação a temas você pode memorizar todos os
capítulos que falam acerca de um mesmo assunto. Um exemplo quais os
capítulos que falam sobre carne sacrificada aos ídolos? At. 15; I Co. 8,10. E assim
por diante. Invente a sua maneira, Deus pode te levar a seguir outros rumos
dentro desta disciplina.
Conclusão
De maneira resumida, isso é o mínimo necessário que você precisa saber
acerca da memorização. Tenha certeza de uma coisa: se você praticar, ainda que
seja este mínimo, você perceberá a diferença com o tempo. Não se desespere,
tenha paciência. Depois fazer uma ou duas memorizações você poderá
determinar o seu ritmo. Um, dois, três, dez versículos por dia, não importa. O
importante é fazer.

Sugestões de textos para memorizar
Texto
Gn. 3.15

Assunto
A primeira promessa
messiânica
Lv. 25.10 Ano do jubileu

Texto
Assunto
Êx. 4.30 Segurança para falar
Nm.
32.23

O alcance do pecado

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Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
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Dt.
29.29
Rt. 1.16
II Sm.
18.33
II Re.
6.17
II Cr.
7.14
Ne. 9.28

Os mistérios de Deus
Exemplo de confiança e
fidelidade
O lamento do pai
Reforço do céu
A condição para a
restauração
A força do cristão

Js.
A escolha certa
24.15
I Sm.
A ajuda divina
7.12
I Re. 3.9 A maior virtude a ser
buscada
I Cr.
Galardão divino
15.7
Ed. 7.10 O escriba fiel

Et. 4.14 Instrumento de
salvação
Jó 19.15 Segurança no redentor
Sl. 1.1
Regra de vida
Pv. 1.7
Adquirindo a sabedoria
Ec. 3.1
O tempo de Deus
Ct. 8.6
O amor de Cristo pela Igreja Is. 1.18 Restauração divina
Jr. 2.13
A pior maldade
Lm.
Silêncio e espera
3.21
Ez. 12.25 A palavra segura
Dn. 12.3 Uma promessa ao
justo
Os. 6.3
A causa da morte do
Jl. 2.28 O derramamento do
homem
Espírito
Am. 8.11 Tempos difíceis
Ob. 4
A humilhação do
orgulhoso
Jn. 1.3
Uma viagem custosa
Mq. 6.8 A petição divina
Na. 1.7 O esconderijo no dia da
Hb. 3.19 A confiança
angústia
inabalável
Sf. 1.7
A provisão por excelência
Ag. 2.8 O dono de tudo
Zc. 4.6
A força que não violenta
Ml. 3.10 Dízimos e ofertas
Acima você tem 39 versículos, um de cada livro do VT, para memorizar.
Depois que terminar estes faça você mesmo uma lista semelhante do NT e
memorize. Procure escolher o versículo chave de cada livro ou um importante,
que sempre seja usado. Mãos a obra!!!

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Bibliologia – A Doutrina das Sagradas Escrituras
Pr. Mateus Duarte

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B I B L I O G R A F I A:
“Bíblia de Estudos Vida”,
Editora: Vida
“Bíblia de Estudos Pentecostal” ,
Editora: CPAD
“Bíblia de Estudos NVI”
Editora: Vida
“Conhecendo as Doutrinas da Bíblia”
Autor: Myer Perlman
Editora VIDA
“Fundamentos da Teologia Pentecostal Vol. I e II”
Autores: Guy P. Duffiel e Nathaniel M. Van Cleave
Editora: Quadrangular
“Pequena Enciclopédia Bíblica”
Autor: O. S. Boyer
Editora: Vida.
“Novo Dicionário Globo da Língua Portuguesa”
“A Bíblia Através dos Séculos” -Livro de Bibliologia
Autor: Antônio Gilberto
Editora CPAD.
“Dicionário Teológico com suplemento biográfico dos grandes teólogos e
pensadores”.
Autor: Claudionor Corrêa de Andrade.
Editora: CPAD.
www.gospelnews.com.br www.Quadrangular.com.br
www.bibliaworld.com.br

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