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Clássicos Eróticos

O Diário Intimo de
Jenny
Jerry
Yulsman
As artes secretas do amor nos
mais exóticos cenários
"O paxá Tufik carregou-me no colo
até seu camarote, onde me colocou
sobre um ninho de coloridas almofadas
de cetim. De imediato surgiram duas
odaliscas trazendo potes de cerâmica.
'Você será untada com unguentos e
óleos do Oriente, minha querida', disse
o paxá, acariciando meu corpo com um
olhar
sequioso.

um
costume
praticado pelos sultões e dedicado a
suas favoritas antes dos rigores do
amor... ' E aquelas duas jovens
belíssimas começaram a percorrer cada
centímetro de minha pele com suas mãos hábeis, despertando-me
sensações tão intensamente eróticas que não pude conter os gemidos...”.

As artes secretas do
amor nos mais exóticos
cenários

Digitalização: Marina
Revisão: Meg
Formatação: Edina

Jenny Everleigh apresenta neste primeiro volume de memórias
sua trajetória de moça pobre e ingénua até tornar-se a verdadeira
rainha de um dos mais famosos e requintados bordéis da Inglaterra
vitoriana. Numa linguagem picante, rica em detalhes e cenas, ela
revela os excitantes segredos de sua iniciação como grande cortesã e
expõe sem hipocrisia suas estonteantes aventuras nas camas mais
ilustres do século XIX.
Virgindade é uma doença, facilmente curável entre as idades de
dezoito e vinte e três anos. Depois disso pode se tornar crónica.
J.E., 1892
Viajar pela estrada de ferro não foi a experiência assustadora
que eu esperara. Os trens sempre me haviam parecido animais
fumarentos e ruidosos, todas as vezes em que meu irmão Sean e eu
ficávamos deitados, no campo, a acompanhá-los subindo a colina
Bainbridge, cuspindo fogo como um dragão diabólico malintencionado.
Mas ali estava eu, sentada num acolhedor ambiente sobre rodas,
meu traseiro acomodado em couro autêntico, tal como os traseiros de
três outras senhoras que dividiam a cabine comigo. Pela janela eu
percebia a paisagem correr doidamente. Fiquei feliz que a visão não
me deixasse tonta. A cabine, de madeira de lei polida e couro, toda
carpetada, era muito mais elegante do que qualquer casa onde eu
jamais estivera. E podia-se até dormir naquela composição!
Recostei-me, descansei a cabeça no espaldar recoberto por linho
e, hipnotizada pelo ruído das rodas de ferro, fechei os olhos. Que
mais, pensei eu, teria uma primeira classe a oferecer? Mal sabia que,
antes que o dia acabasse, eu descobriria a resposta a essa minha
pergunta.
Era o verão de 1871. Eu viajava para Londres, para ir morar com
minha tia Portia, a irmã mais jovem de minha falecida mãe, e o pouco
que me lembrava dela da minha infância era como sendo uma linda
ruiva. Viúva com apenas dezenove anos, mudara-se para Londres
havia muito tempo, tornando-se amante de um certo Sr. Pflumshawe,
um abastado mercador de chá.

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Após a morte da esposa, o Sr. Pflumshawe casou-se com minha
tia e ela mudou-se do pequeno apartamento que ocupava para a
enorme casa de Knightsbridge. Novamente viúva seu marido morrera
num naufrágio quando retornava à Inglaterra, tia Portia tinha
concordado em me aceitar em sua casa, sendo eu sua única parenta
de sangue. Eu esperava ser ali educada como uma verdadeira lady.
As três mulheres na minha cabine eram estrangeiras. Falavam
sem parar numa língua que eu jamais ouvira na vida. Apesar disso,
logo achei a conversa curiosa. Era como se estivessem discutindo
segredos íntimos.
Aos dezoito anos eu mal falava minha própria língua e tinha um
conhecimento muito pobre de qualquer coisa além das fronteiras de
minha província. Mesmo o prazer era para mim um mistério,
eventualmente encontrado após um ocasional espasmo úmido de
meu sexo, o qual, de tempo em tempo, eu tentava aquietar com
dedos pouco hábeis. Eu ainda era pouco educada com respeito à
minha geografia íntima.
De repente a mulher mais próxima a mim passou a falar num
inglês cheio de sotaque. Semiadormecida, não me ocorreu que ela se
dirigisse a mim até que me tocou no joelho.
— Querida — dizia ela —, quer provar um pouco de vinho? —
Abri os olhos para sua face risonha:
— Por favor, madame — respondi sem saber se queria dizer sim
ou não. Jamais havia bebido, fosse vinho, fosse qualquer outra coisa.
Uma das outras mulheres estendeu-lhe uma taça, tirada de
dentro de uma cesta de vime que repousava sobre um suporte, logo
abaixo da janela. Sem desviar os olhos dos meus, ela pegou uma
garrafa com a outra mão:
— Sou a madame Kooshay. — E me estendeu a taça, enquanto
buscava em sua bolsa por um cartão de visitas que trazia impresso
em letras góticas:
Sociedade Feminina Equestre
Para senhores desportistas do mais alto calibre
22 Highcastle Road Madame Kooshay, proprietária.
— Equestre? — indaguei eu, em minha ignorância.
— Sim, querida. Nós somos o que seus deliciosos ingleses
denominam instrutoras de montaria. E com um gesto apresentou:
Esta é Yvette e esta é Yvonne, cada uma delas uma amazona
extraordinária. — Ela falava com sotaque forte e encantador.
— E você, querida? — terminou por perguntar-me.
— Jenny — consegui pronunciar.
— Nome bonito para uma bonita jovem. — Ela sorriu.
— Obrigada, madame.
Não sabendo o que fazer, provei o vinho enquanto ela enchia as
taças das outras mulheres e para si mesma. Quando acabou de servilas eu havia terminado de esvaziar a minha. Ela voltou a enchê-la.
— Um brinde — e as moças levantaram os copos a Jenny. Fiquei
vermelha e levantei o meu.

3

abrindo totalmente minhas pernas. enquanto uma língua girava e girava pela aréola de um bico. Em segundos eu estava sendo deitada no chão. Quantas mãos? Duas? Três? Quinze delicados dedos de senhoritas! Porém um deles parecia mais atrevido que os demais. Mal percebi que o trem havia parado dentro do túnel. com um ruído abafado. porém insistente. pois enquanto madame Kooshay possuía meus lábios. de súbito. Lábios passaram por meus seios desnudos e. Meu corpo ficou tenso com a espera e. Lábios possuíram os meus! Uma língua macia. Momentos se passaram antes que eu encontrasse forças para perceber que a boca que sugava a minha e as mãos que haviam encontrado um caminho por baixo de minhas saias pertenciam a outra mulher! Na melhor das hipóteses minha resistência foi meramente esboçada. comecei a gostar da sensação.Era poucos minutos sentia-me estonteada. O compartimento estava silencioso. as senhoras. Eu aprendia rapidamente as lições quando. Elas libertaram meu corpete e levantaram minha saia. Senti. mas firmemente. aqueles lábios nos meus foram substituídos por outros. Até a intenção de resistir desapareceu de minha mente quando a mesma língua. julguei que se devesse ao fato de não estar acostumada a beber. meu suspiro de êxtase quando meus sentidos foram inundados por experiências até então desconhecidas. cujo ritmo se acelerava. mas. relaxando em meio àquele luxo. gentil. deixado de usar as ceroulas. salvo por nossas respirações. Sentindo o pânico crescer. voltaram a abrir-se amplamente para engolfar minha carne macia. De início a ilusão me perturbou. Dedos acariciaram minhas coxas nuas. Tudo em volta parecia esmaecer-se: as paredes.. quando terminei minha segunda taça.. desta feita. Mas havíamos simplesmente entrado em um túnel. O compartimento parecia girar lentamente ao meu redor. 4 . mais do que ouvi. Agora sentia muitas mãos. tal como em outros do verão. fui eu quem enfiei a língua naquela boca macia. Com a delicadeza de uma pena cruzou os umbrais de minha boceta úmida. mas meus dois seios estavam sendo sugados. Por fim o atrevido dedo chegou a seu destino. que passou a sugá-la como se fosse um doce. tudo ficou escuro como breu. com súbita firmeza. Duas delas seguraram minhas ancas. as mãos não encontravam resistência a sua aproximação do alvo virginal. Então. Um instante mais tarde. as vozes murmurantes. o som do trem correndo pelo campo. parecia um curioso explorador buscando pelo tesouro na floresta sedosa. buscou o caminho de minha boca! Era uma experiência tão surpreendente que me imobilizou. as outras duas haviam controlado meu corpo. então. Mal havia feito isso quando senti uma presença a poucos centímetros de meu rosto. passou a lamber o bico agora túrgido. O mais audacioso foi em frente. Como eu havia naquele dia. de súbito. Voltei a recostar-me e fechei os olhos para afastar a escuridão. Encontrado o caminho. não apenas um.

. a alegria especial das mulheres! E até aquela exploração sensual. delicadamente ácido. Minha língua penetrou uma caverna bem diferente. o instinto me informou que aquilo que eu julgara ser o pináculo do prazer nada era diante do que me esperava. gamahuche. em completa escuridão. sugando. ambrosíaco! Ela suspirou. recuando para preservar intata a barreira natural que bloqueava a entrada lasciva. Enrijecida. a fonte do prazer.. Enquanto isso a língua de madame Kooshay encontrara o pequeno botão rosado de minha vulva. independente do resto de meu corpo. Antes que pudesse reagir a essa solidão. os dedos deliciosos haviam sido substituídos por língua e lábios! Eu jamais imaginara que coisas tão celestiais pudessem ser feitas! De alguma forma eu sabia que a língua agitada e prazerosa pertencia a madame Kooshay. na estreita passagem da qual eu nunca tivera conhecimento antes. Minhas ancas giravam doidamente. com grande delicadeza.. titilando-o com a ponta de minha língua. Por um momento senti-me abandonada de carícias. molhados com algo saboroso. puxando-lhe o corpo na direção de minha cabeça até 5 . emitindo as primeiras palavras desde que havíamos entrado no túnel: — Ah.. Foram as primeiras que memorizei naquele idioma. Busquei a ostra suculenta de minha outra amante. Apesar de minha ignorância e falta de experiência. amassando o gordinho de seus lábios com a minha língua. abrindo-me e me enlouquecendo a cada enfiada! Meus quadris moviam-se num ritmo sensual enquanto gotas de néctar feminino escorriam pelas coxas... chérie! Aquelas palavras ficaram impressas em meu cérebro assaltado pela febre da paixão. Premi meu quadril para cima.. Segurei-lhe as nádegas. eu jamais suspeitara de sua existência. Meus quadris. penetrando. formando uma ferramenta mais dura. elevaram-se pedindo mais. e o sabor. Com um gemido de êxtase eu me perdi na xoxota de uma mulher.. Sentia-me tremendo na expectativa. Simultaneamente eu estava recebendo instruções numa extremidade do corpo e demonstrava meus novos conhecimentos na outra. Nossos gemidos e gritos formaram um dueto crescente que subia na escala. Eu estava com as pernas totalmente abertas. lambendo. embora não soubesse por quê. ela passou a me foder lentamente. Ahn... deliciosamente vulnerável à luxúria de três fêmeas excitadas! O dedo intrépido enfiou-se. estes eram diferentes! Eram mais macios. Sua reação foi gloriosamente semelhante à minha. Uma vez mais os lábios que eu beijava apaixonadamente foram substituídos. e então mais e mais rápido. oferecendo meu pote de mel à boca de madame Kooshay. Mas a dona do dedo encantado se conteve. um pênis oral.Em questão de segundos aquele dedo foi acompanhado por outros que se perderam em minhas entranhas... O suco era suave. o zénite da sensação depurada. sugando seu clitóris ereto em minha boca.

embora não deixasse de ter um certo sutil sabor. encaixada em cima de meu rosto. As colinas verdes se estendiam na distância. 6 . para clarear minhas ideias. Talvez. Eu estava certa de que ia morrer de tanto prazer. Minha ressurreição veio lentamente. perdida. Pela porta da loja percebi que o trem começava a mover-se! Corri para a plataforma e vi que o meu compartimento já ia longe. madame Kooshay. madame Kooshay lambia-me furiosamente. Pedi chá e biscoitos para acompanhá-lo. Na outra ponta. outra sugava-me os seios e a própria madame Kooshay segurava minhas nádegas em suas elegantes e longas mãos! E sua face estivera mergulhada entre minhas coxas! Meu coração. J. 1899 O trem continuou sua viagem pelos campos. Olhando pela janela percebi que alguns passageiros haviam descido e tomavam chá numa pequena cafeteria da estação. A meu lado. um tanto atordoada pela bebida. com pernas moles como borracha. provocado pela enorme velocidade daquele trem e da bebida? Mas. seus cabelos loiros esvoaçando ao vento. desci para a plataforma e. talvez segundos. Em minha volta ecoavam os sons do desejo feminino. Olhei ao redor com olhos surpresos. então por que meu corpete estava desabotoado? E por que. Suspirei com satisfação e recostei-me no suave couro. entre as pernas de minha amante quando nós duas chegamos ao clímax em perfeito sincronismo. perdida em meu prazer na ponta do balcão. sua cabeça linda inclinada para o lado. os gritos e gemidos de mulheres em êxtase! Minha face estava mergulhada. em minha língua. Cuidadosamente. em direção a Londres e a meu futuro. anos mais tarde. fosse do que precisava. meus pés desacostumados àquele calçado ressoando no piso de madeira. Yvonne estava sentada. até então. fui em busca da cafeteria. Porém. abri a porta do compartimento. Mas isso era impossível! Apenas minutos atrás. ali estavam elas como se nada houvesse acontecido! Teria eu sofrido alucinações? Ou talvez houvesse sonhado em meio a um sono febril. lendo um livro elegantemente encapado. Alguns minutos depois as três companheiras caíram no sono e assim ficaram quando a composição diminuiu a marcha e parou numa estação chamada Cardiff. Então.. de súbito. Ainda assim continuei correndo ao lado da composição. batia descompassado pelo esforço que fizera e..E. até o horizonte. no entanto. Yvette.praticamente fazê-la sentar-se em meu rosto.. não percebi que era a última passageira ali dentro. pensei eu. Molhada em suor percebi que o trem voltava a se mover. talvez também. para não acordar as senhoras. ainda perdurava o suave doce ácido da essência feminina? Eu perceberia. Estava ainda perturbada pela recente experiência que tivera e. estávamos de novo fora do túnel. uma dessas senhoras gozava. dormia tranquilamente. que a submissão não era meu prato preferido. olhava pela janela aberta.

Sem resultado. poderia voltar pela plataforma até o outro compartimento e pegar minhas coisas. que os costumes nas ferrovias inglesas eram assaz estranhos! Enquanto o trem corria pelo interior da Inglaterra. Um titilar lascivo centrava-se em meus seios. não possuíam interligação interna por corredores. a boca sugando o suavemente.. queijo. Era como se estivesse numa espécie de paralisia. Sentaram-me e colocaram um copo de bebida em minha mão. acalmando-me. Subitamente abri os olhos. acordei num estado que pensei ser ainda de outro sonho. Seus nomes eram Sr. De repente eu estava suspensa no ar e. tossi e quase engasguei. A visão que se impôs não era aquela de um sonho. Sendo o primeiro uísque a cruzar minha boca virginal. disse: — Ah. Aqueles senhores continuavam preocupados com minha saúde e insistiram em que eu bebesse mais um copo. Sentindo-me segura e aliviada na companhia de tais cavalheiros mergulhei num profundo sono alcoolizado. Meus salvadores pediram-me que não me importasse. você está de novo conosco. Woodcock. Thisby colocou uma das mãos na minha testa.Subitamente um homem de imenso físico materializou-se no estribo de um vagão. Dentro do compartimento havia um outro homem. enviando ondas por. Nua?! Mas isto parecia um sonho por demais realista! E então. Não tendo a menor ideia de por quanto tempo eu ficara adormecida. percebi que me encontrava amarrada e amordaçada. Apreciei muito tanto cuidado sobre minha pessoa. Porém o suave veludo era uma carícia em minha pele desnuda. eu lutava contra minhas amarras. embora os movimentos me parecessem difíceis. mas de uma realidade que me chocou até o íntimo. Achavam que eu deveria tomar algo para acalmar me. pois. Jenny. Agora poderemos começar a ensiná-la. A madeira mostrava-se ainda mais perfeitamente polida e a mesa retrátil tinha frutas. O compartimento também era da primeira classe e. Segurando-se na porta com uma das mãos. naquela época. De súbito lembrei-me. Eu estava nua! A face do Sr. que minhas malas estavam no compartimento da frente. o outro braço veio em minha direção. todo meu corpo.. só para sonhar em cores vívidas minha recente aventura erótica com as estranhas amazonas. ao mesmo tempo. Woodcock mergulhava no suave travesseiro de meu seio direito. apenas um estribo de cada lado do vagão. Com os olhos ainda cerrados tentei me espreguiçar. em horrorizada surpresa. em pânico. mas o objetivo foi atingido. O bico de meu seio esquerdo estava entre os dedos do Sr. Pensei. com os pés seguros no estribo. Thisby! E o que era pior: ao tentar me mexer sob os dois homens. Você teve a felicidade de encontrar dois 7 . vinho e uma coisa chamada patê defoie gras. Os vagões ingleses. O Sr. Em voz suave. no momento seguinte. estava recoberto por veludo vermelho autêntico. em vez do revestimento de couro barato. percebi a verdadeira dificuldade de movimentação. sentindo o braço protetor em torno de minha cintura. Thisby e Sr. quando o trem chegasse a Londres.

As primeiras experiências são as que mais tempo permanecem e. Uma visão aterrorizadora. Os dois eram grandalhões formidáveis e. nenhum dano permanente acontecerá. quanto mais dois juntos! Baixei os olhos. para urinar. Por certo você nos agradecerá. Meu pai era um ferreiro e eu estava acostumada à anatomia dos animais. Thisby. para ser atingida por outra visão espantosa: dois pedaços de carne informe pendiam de suas virilhas peludas! Era. nós a examinamos e percebemos que você é virgem. Assim. Ante meus olhos aquilo cresceu. minha primeira visão de um membro masculino. Por felicidade. Caso contrário. nesse sentido. — Basta de conversa — interrompeu o Sr. é claro. você poderá ser estuprada. talvez. virando-me. lutei contra o pânico. Aquele par de tristes coisas diante de meus olhos parecia inútil. o fato é que me desapontei. teria sido presa de algum jovem ignorante. Eu gemi em meu desconforto e sua expressão mostrou preocupação. Porém somos dois cavalheiros e a deixaremos intata. tal como suspeitávamos. apertando o bico de meu peito de forma dolorosa. Woodcock olhava-me de cima a baixo. explicou: — Enquanto você dormia. o Sr. Thisby pegou seu pênis e pôs-se a bombeá-lo delicadamente para a frente e para trás. A apenas centímetros de meu rosto. Era então este o terrível segredo que escondiam das jovens. — Um momento — disse o Sr. expandiu-se como se fosse o resultado da arte de um mágico. Falava como se fosse um professor lidando com um aluno recalcitrante: — Se for uma boa menina e prestar atenção. era uma criatura muito mais nobre. Woodcock. Mesmo se não estivesse amarrada. pois jamais vira antes um homem nu. Então. exceto. Meu medo havia me paralisado. fui afastada desta deprimente experiência. temia que o instrumento do macho humano fosse semelhante. Por certo eles eram loucos! Sr. sabe o que faz. Eu estava em duplo choque. ali. por isso. como se eu fosse uma filha incorrigível e de mau comportamento. A natureza. Percebendo o que iria acontecer comigo. em escala. Magicamente uma cabeça arredondada de chapéu púrpura 8 . Nisso foi acompanhado pelo Sr. a ser temido? Apesar de minha situação. Aterrorizada. para protegê-las de um destino mais cruel que a própria morte? O que havia. tentaremos orientá-la numa carreira de prazer como nenhuma outra mulher neste império conheceu. Woodcock fará as honras da casa. eu o encarei. Porém o cavalo. Isso doeria tanto em você quanto em mim.senhores educados no mundo para instruí-la. ao de um cavalo. Pense: se não tivesse caído em nossas mãos. como se diz. uma vez que tem muito prazer em desvirginar jovens donzelas. sua musculatura sobressaía por todos os ângulos cabeludos. Mas o Sr. amedrontada. Thisby. nus. duvido que conseguisse me mexer.

consciente de meu crescente interesse. Encarava boquiaberta a cabeça túrgida agora permeada de orvalho. maravilhoso! Pressionei meu corpo contra o encosto. O mastro pulsátil do Sr. o Sr. preso no meio da cabeça roxa. dessa forma. sentindo algo estranho entre as coxas. O gesto foi tão surpreendentemente intenso que pensei que meu coração fosse parar. Olhei para baixo.. Woodcock estavam fechados e sua voz era um sussurro aveludado: — Vou gozar. o pistão de dureza de aço tornando-se monstruoso. Eu podia senti-lo e. Aplicou-o à ponta do meu peito e fiquei pasmada ao perceber que o bico era engolido quase inteiro por aquele pau sequioso! Segurando meu seio com uma das mãos. Olhando para o lado percebi que o Sr. entre as coxas eu podia sentir a essência vaginal que fazia eco ao molhado em meu peito. Diante de meus olhos espantados. agora com ambas as mãos.. Fiquei a imaginar o que estava para acontecer quando. passou a bombear aquele travesseirinho macio. nem mesmo em sonhos. — Acaba nas tetas dela. assistia.. pensei. ele. Entre suas pernas uma arma de dramáticas dimensões apontava para o céu. de olhos arregalados. digna da bandeira do país! Diante do espetáculo fantástico que ali se desenrolava. quase esqueci que estava amarrada. Um bastão quente de prazer tocou minha pele. respirando cada vez mais depressa. então este é como o de um cavalo. de início lentamente. Woodcock também passara por uma transição. Thisby.. participar do prazer intenso que eu lhe transmitia. quase sem respirar. enquanto os cavalheiros se masturbavam. Um fenômeno curioso. no que eu me transformara. a face avermelhada. sorriu-me e inclinou-se. um oceano de brancura imaculada explodiu sobre minha teta. sem dúvida! O outro. 9 . Com seus olhos incandescentes. apenas de outra cor. transmitia eletrizantes sensações a todo meu corpo. Eu nunca imaginara isso. Woodcock. da essência masculina perolada. O Sr. em volta da cabeça inchada daquele caralho. parecendo dura como uma rocha. — Sim. acompanhando o tempo de seu amigo.. Woodcock tremia. Um mastro respeitável. Enquanto eu me arrepiava. como um artista diante de sua audiência cativa. a minúscula linguiça cresceu e cresceu em um maciço órgão. seu filho da puta! — E suas mãos trabalharam ainda mais rápido. Esfregava o membro com ritmo acelerado. o Sr. passou a gemer com um prazer inequívoco. Thisby. percebendo que ele usava ambos os polegares para abrir o sulco da cabeça. mas com crescente fervor. agora! — gritou o Sr. O bico já ingurgitado. Woodcock aproximou o objeto de sua afeição até encostá-lo em meu seio direito. como se segurasse um galho de árvore. Os olhos do Sr.emergiu. Ah. diante de meus olhos..

As palavras grosseiras haviam despertado uma intensa e voluptuosa secreção em minha intimidade. Se eu fosse mais enfática do que ele. Tanto o Sr. O conflito trouxe lágrimas a meus olhos enquanto a luta prosseguia no campo de batalha de minha mente. — Ah. Thisby. Meu gesto provocou uma reação espasmódica do Sr. Lambi os lábios. delicada e rapidamente.. próxima do meu rosto. contornei a cabeça aveludada com a língua. Engoli mais um pedaço do Sr... vou presenteá-la com o creme do doce. Woodcock afastou seu imenso órgão e massageou meus seios com aquela substância estranha. o Sr. — É um maravilhoso elixir para a pele — explicou o Sr. como a um doce muito delicioso. inclinando-me para a frente. — E se ela voltar a falar coloco de novo a mordaça. de novo. uma parte de mim horrorizada com a ideia. melhor dizendo. jovem Jenny. olhando-me fundo nos olhos. Woodcock. Thisby deu um passo à frente. de súbito.. e a outra encantada com a perspectiva. você vai chupar um caralho pela primeira vez. sentindo-o arrepiar-se. — Hum.. — Deixe-a amarrada — sugeriu o Sr. E se você for boazinha. Woodcock quanto eu acenamos que sim.. sua diabinha. e chupe. Thisby. Thisby na caverna desejosa de minha boca. você gosta. — Acho que podemos tirar-lhe a mordaça. e chupar direitinho. mas calei-me a tempo.. que possuía um talento inato e desejei tornar-me uma estudante aplicada. A luta interna terminara e as forças agressivas haviam ganho a batalha contra as defesas do medo. Dedos firmes estavam em minha cabeça. Concordei... Descobri. voltando-a para o gigantesco órgão. ou. Durante momentos massageei minha boca e depois. pela região 10 .Num gesto que fez minha cabeça girar. um ponto altamente sensível nele. orgulho ao perceber que havia descoberto um segredo. Adejei minha língua.. — Pensei em contrariá-lo. numa voz frágil. embora. — Então enfie na boca. Abri a boca para aceitar o presente. De imediato percebi que esse exótico costume obrigava à mesma dedicação de uma atividade esportiva qualquer. Timidamente lambi-o e. Segurava-a com as duas mãos como se fosse um bombeiro a empunhar a imensa mangueira: — Nós vamos nos divertir mais se continuar amarrada. Com delicadeza passei a língua em volta da ponta e. uma enorme necessidade de ter aquilo tudo em minha boca. O Sr. temerosa. sua arma ainda a postos. então. falei: — Não querem tirar as cordas? Prometo que não fugirei. hein?! — Passei a língua pela parte de baixo. — Como poderia fugir? — perguntou o Sr. Thisby. Senti momentânea satisfação. voltando-se então para seu companheiro que procurava se recobrar no assento do outro lado. sentindo. minha querida. por baixo da glande. — E agora.

no meu traseiro. Criei um apoio com a língua e passei a chupá-lo. assim como se tivesse uma xoxota no lugar da boca para meu companheiro foder. enquanto um dedo chegava até minha vagina molhada. De pronto aprendi a relaxar aqueles músculos para não engasgar. o pênis amolecido do Sr. O Sr. a instrumentista. Thisby estava rouca e sua respiração estertorosa. Antes que pudesse fechar a boca. segurando minha bunda enquanto eu chupava seu mastro. o calor se transmitiu a minha excitada boceta e. Em um tristonho adeus botei a língua para fora. lambendo sua cabeça inchada. Então ele levantou meu traseiro e passou a dar palmadas nas minhas nádegas redondas. De início achei a experiência dolorosa. devagarinho! — pediu ele em voz esganiçada. tornando meus lábios ovais e me apresentando. sem aviso prévio. tratando seu cacete como se fosse uma flauta e. Thisby afastou-se atrás de um rio branco. Woodcock. Ele era nada. a molhar com a língua. Eu mal acreditava em meus ouvidos! Será que as aberturas femininas não bastavam? Por certo tal ato deveria ser doloroso! Nem tive tempo para continuar nessas considerações científicas.sensível. Woodcock. a todo meu ser. conforme a pele esquentou. depois. provocando-me sensações que quase me levaram ao desmaio. Coloquei meus lábios em torno da ponta suculenta. me chupa doce Jenny! — A voz do Sr. Logo eu estava engolindo quase tudo. beijando-as e enfiando a língua molhada no sulco entre minhas nádegas. Woodcock inclinou-se para a frente. Passei a chupar. Imediatamente passei a acompanhar com todo meu corpo o ritmo das palmadas e as enfiadas daquele caralho em minha boca. eu. pois. Woodcock invadiu-me. comparado com o gigante que havia acabado de sair. agora com sua máquina entrando como um pistão em minha boca. Ele gemeu e enfiou o membro ainda meio mole até que as bolas peludas encostaram em meu rosto. ficando por detrás de mim. a apertar com os lábios. Jenny! — pediu o Sr. Thisby acariciava minhas redondas bochechas. mas fiquei excitada com minha capacidade de transformar aquele diminuto objeto num monstro igual ou maior do que o anterior. Lentamente sua mão ficou por debaixo de mim. mas. De súbito. — Chupa. Mal conseguia esperar pelo creme que estava para vir. Um dedo educado encontrou o virgem clitóris. o ingurgitado órgão do Sr. o Sr. encantada com a sensação daquele botão bulboso que emergia de suas dobras carnosas. — Fode a boca da cadela! — ecoou o Sr. colocandose atrás de mim — Esporra na boca dela. — Chupa bem. Thisby. 11 . — Mama gostoso. cada enfiada chegando aos portais da minha garganta. — Põe no cu dela! — berrou o Sr.

então viajarei mais amiúde. — Mas sempre em ferrovias inglesas! — completou o Sr. É minha primeira vez. Dois de seus deliciosos dedos afastaram as dobras dos lábios enquanto um terceiro voltava a meu clitóris. Com uma das mãos esfregou furiosamente os portais de minha abertura jamais violada. Porém. Quando me recompus e sentei-me. não querendo ficar atrás do amigo. Thisby escorregou por minhas coxas. Woodcock indagou: — Viaja muito. Thisby. Então senti seus dedos no jardim molhado da minha buceta. Com um rugido de alegria o Sr. Meu quadril. claro. Jenny? — Não. inundando o meu traseiro de esperma. Continuamos a conversar e a tomar o chá. Mas enquanto isso o monstruoso instrumento do Sr. No meio de tudo isso o Sr. sobre meu peito esquerdo. evitou a violação. que quase gritou em prazer. É sempre tão. Agora que os dois tinham terminado com sua brincadeira. eu me oferecia ao máximo. Sem medo da dor. que revelou ser um coronel. um verdadeiro cavalheiro. Thisby transferiu seu mastro de novo para a hospitaleira suavidade de meu ânus. menos de duas horas antes. estava em 12 . Faltaria ele à palavra e tiraria minha querida virgindade? Eu esperava que sim. Eu estava de um jeito tal que. jato após jato. Proibiram-me de beber mais uísque. girava de acordo em círculos de prazer. Mas qual! Ele.. educativo? — Sim. Pouco depois eles me desamarravam. insistiram num chá ainda quente da garrafa térmica. Com o Sr. Thisby explodiu entre minhas nádegas. quando foi tocado. Ele faria agora aquela horrenda coisa? Fiquei tensa enquanto o mastro do Sr. entrei num orgasmo de uma intensidade maior ainda do que o primeiro. Meus seios. enquanto o Sr. explodiu seu creme. estavam totalmente inundados. nossos gemidos criavam um coro que quase me fazia chegar ao orgasmo. Woodcock tirou seu membro pulsátil de minha boca e. Contei lhes de minha tia em Londres.. Thisby tendo prazer em meu traseiro. como se já tivesse sido ensinado. Woodcock divertia-se em minha boca. Woodcock fremia em minha boca. Thisby com seriedade. o que me fez sentir a deliciosa supremacia do poder feminino. — Bem. Enrubesci.. Nos vestimos e eles insistiram que eu comesse alguma coisa para ganhar de volta minha força exaurida. — E está gostando? — Bem. O Sr. desejosa da penetração. não.. ele parecia se contentar em esfregar-se nas dobras dos lábios da minha vagina. agora.A mão se retirou e eu senti uma linguiça entre minhas nádegas.. Um deles não sei qual gritou: — Vou acabar! Outro berrou: — Mete! Acaba! Com isso o Sr. apropriadamente vestida como se nada tivesse ocorrido o Sr. passaram a se interessar pelo meu bem-estar..

E foi assim que cheguei a Londres para começar minha nova vida. com apenas um quarto para mim . oferecendo-lhe meu lenço. mas quando entrei vi que as senhoras já haviam partido. deram-me beijinhos no rosto enquanto eu descia do vagão e eles se ocupavam das malas. lutando contra as lágrimas. — Pobrezinha. de volta a seu ministério. devia ter esquecido completamente o combinado com meu pai. Por fim. no Texas. Uma vez mais eu estava só. Woodcock. Mas naquele momento. — Mas é realmente muito pequena. ela contou-me o ocorrido. A pobre tia Portia havia ficado apenas com seu guarda-roupa pessoal. o primeiro logo após a locomotiva fumegante. e seu cunhado. Num elegante vestido de viúva. as faces mostrando as lágrimas recentes de seu infortúnio. a tempo de ver o último de seus pertences sendo carregados numa carroça. O termo "boceta" e outras palavras pesadas daquela época eram estranhas para uma garota que chegava a Londres. 13 . Tudo havia sido tomado em pagamento: os serviços de chá. Eu as emprego aqui em primeiro lugar para não fugir ao contexto e. ela me beijou tristemente no rosto. A trágica morte do Sr. — Obrigada. entrou num coche que seguiu sua carreta e perderam-se na esquina.. Agora eu nada possuía. Porém. Fungou sem se servir do lenço. as ações da ferrovia e da companhia marítima. J. Com minhas duas malas que continham todos meus bens terrenos! Corri pela estação em busca delas e não as encontrei. já as havia vendido discretamente para comprar uma casinha de subúrbio em Brighton. a casa e todos os móveis. Busquei meu compartimento.. — comentei eu.E. Fiquei orgulhosa de companhia tão ilustre. eles enfiaram notas de dinheiro em meu corpete. O que vai ser de mim? Posso adiantar que tia Portia não ficou sequer um ano em Brighton. 1920 Estava entardecendo quando cheguei à casa de minha tia Portia. e sob meus protestos. Ela ficou muito surpresa.completou em sua doce voz. o Sr. sem adivinhar o futuro. em segundo. a cama de casal que os credores gentilmente lhe cederam e umas poucas joias que ela conseguira esconder. a conta bancária. exceto as roupas do corpo e o presente de dez libras daqueles honrados cavalheiros. Pflumshawe afogado no mar encontrara-o num outro oceano de dívidas. antes que se casasse com um velho dentista americano. — Foi o máximo que consegui. minha querida Jenny.busca de sua guarnição. — E sem serviçais! Com o que fiquei não posso pagar sequer uma empregada. Conforme nos aproximamos de Londres. me imobilizei no lusco fusco do anoitecer. Em sua preocupação. em prol dos historiadores de um distante futuro tanto amadores quanto profissionais para que conheçam os usos e costumes ingleses da época da rainha Vitória. as louças. No momento em que o trem parou. Como você é bonita! Ela assuou o nariz no lenço.. Ela viveu o resto de seus dias na América.

— É um amor. O chá foi servido por Samuel no aposento que madame Kooshay chamava seu "sanctum sanctorum". Sorriu-me: — Sua bagagem está a salvo. O ambiente era 14 . Coisa moderna. Fui levada a uma saleta de recepção finamente decorada no que. e era a própria discrição que eu imaginava de um mordomo educado. Ela estava linda num ajustado vestido de seda negra que marcava ainda mais suas formas exuberantes. emprestando à sala tonalidades róseas. sim.Aonde ir? Eu não conhecia ninguém em Londres! Ora. Jenny! Parece que você gostou do quadro. — É francês. aliás. um americano — segredou-me. os poucos degraus que levavam à porta de entrada mostravam se limpos como louça num armário de cozinha.. tudo está bem.. — Molhou os lábios com uma língua delicada e insinuante. sim! Madame Kooshay. Era como se ela estivesse viva.. mais tarde fiquei sabendo. as janelas rebrilhavam. fitavam diretamente os meus. pronta a sair da pintura e vir sentar-se a meu lado. e seu vestido pouco deixava à imaginação. — Ora. Pegando meu casaco ele disse: — Vou anunciá-la à madame. Dois cavalheiros me salvaram e fiquei no compartimento deles. Sentei-me olhando um quadro na parede à minha frente.. Puxei o cordão da campainha. E levou minha mão até seu seio. Achei difícil desviar os olhos. — Voltei-me e vi madame Kooshay no vão de uma porta dupla. Algum tempo depois detinha-me diante de uma enorme residência em estilo georgiano. Vasculhei minha bolsa e encontrei seu cartão. no quadro. Os bronzes estavam polidos. — Ora. Era de uma jovem nua. no bairro de MayFair. com apenas um toque de cordialidade. — Ela pegou minhas mãos entre as suas muito quentes. com uma enorme orquídea púrpura emergindo de sua vagina um verdadeiro quadro a óleo! Escandalizador! Os olhos. — Deseja tomar um chá? — Acho que sim. — Sim. — Si. Antes de sair ele acendeu alguns lampiões. acho que sim. o dele era Samuel. A porta foi aberta por um mordomo. — Fiquei vermelha até a raiz dos cabelos. Se eu a tivesse deixado no trem. que. Eu lhe disse meu nome. — É chamado lingerie. talvez viesse a ser roubada. — Eu quase perdi o trem. quando acaba bem. — Uma espécie de troca de serviços profissionais. Sinta como é delicada. obrigada. era em estilo francês. A seda cingia seu corpo como se estivesse molhada e ela percebeu meu interesse. mas eu conhecia. estava com as minhas malas. Sua atitude e sua voz revelaram-se respeitosas. — Fui pintada por um demónio jovem chamado Whistler. o primeiro que eu via a tão curta distância. Ficamos preocupadas quando você não voltou. Desejei que não o fizesse. por assim dizer.

tão delicada. Pronunciou suavemente dentro de mim: — Você é uma coisinha adorável. Meia dúzia de tapetes orientais cobria o chão. O inglês perfeito. que não tinha mais sotaque estrangeiro.espaçoso.. — É muita gentileza sua.. dos desconfortos de uma viagem por trem silenciosamente eu discordava.. tocando os meus delicadamente. — Você é bem-vinda nesta casa. recoberta por um brocado. — Fingi surpresa ante suas palavras.. Era um ambiente acolhedor. enquanto quadros ornavam as paredes.. acariciando a. claro que não! Por certo vou gostar. — Talvez eu possa fazer algo para pagar minha estadia? — Talvez. anteriormente no trem... tão doce. E encontrar as outras senhoras. Lembrando-me do ocorrido com madame Kooshay e suas companheiras.. se ambientando. Ela continuava a falar quando percebi. Eu não tinha nenhum outro local aonde ir.. —Mas.. até mais que um simples beijo. Sentei-me numa cadeira de espaldar alto. cores e padrões.. com um jardim interno de palmas e uma seringueira mirim. veremos. Uma língua aveludada passou por meus lábios e fez minhas mãos buscarem seus seios. é lindo! — Veremos. sua lingerie negra contrastando com um brilhante veludo vermelho. Você pode até chegar à conclusão de que não gostou daqui! — Oh. Ela apertou minha mão. os "h" bem aspirados. Enquanto isso estou certa de que você apreciará um banho refrescante. desejei ser beijada. ou. com certo espanto. Falava como uma londrina bem-nascida. Eu respondi também entre seus lábios: — Como sabe? 15 . enquanto madame Kooshay recostava-se numa chaise longue... — puxou-me gentilmente para junto de si —. até que consiga um local onde possa ficar... — sussurrou ela. pensando tanto nas alegrias quanto no aprendizado que uma ferrovia britânica propiciava. recoberta por almofadas de diferentes tamanhos. — Isso não será problema. cálido e muito mobiliado. — E de novo ela alcançou minha mão. —Sim. falando a verdade.. Encantei-me com o arredondado macio deles através da seda.. Será adorável tê-la entre nós.. Jenny. mas não quero criar problemas. quero um beijo. com expressão de simpatia a iluminar sua bela face. antes. Mas de início você deverá ficar uns dias. os "a" abertos. — Minha doce virgem. Por enquanto tenho maior número de quartos do que ocupantes para eles. Ela entreabriu os lábios. minha querida Jenny. Falamos do tempo. Numa extremidade havia uma espécie de cama oriental... porém era exatamente o que esperava ouvir. Mudança miraculosa! Contei-lhe sobre minha infelicidade e meu dilema enquanto ela escutava. um botão de rosa aguardando o momento de se abrir em flor. madame.

muito alegre. estavam minhas malas. Isso é levantado pelos homens e baixado para que a mulher 16 . 1920 A Sra. Madame Kooshay tomou-me em seus braços. com suas invenções menores. Em seus dias madame Kooshay foi uma pioneira. abraçou-me com afeição e. Fiquei deliciada com tudo e profundamente agradecida a ela por sua gentileza. — Claro que sim — respondeu-me a Sra. para as necessidades. Rose era uma mulher grande. na casa dos cinquenta ou sessenta anos. o inventor da primeira latrina com descarga! Seguramente deveria ter sido feito Cavaleiro por uma rainha agradecida (o palácio de Buckingham esteve entre os primeiros a ser equipado). com uma cama enorme guarnecida por um alto colchão de penas. Em seguida a Sra.. Acariciei delicadamente o bico de um seio entre polegar e indicador. É onde você vai para. uma chaise longue e um lindo tapete oriental no assoalho de tábuas largas... Havia ainda um guarda-roupa. queridinha. mas a hora do encantamento se aproxima e tenho de apressar minhas moças..E. ao pé da cama. meu dedo. já possuíam latrinas e água de descarga com encanamento! J. O papel de parede era púrpura. Trajada num severo vestido negro. mereceria ao menos tanto reconhecimento quanto aquele dado aos irmãos Wright ou Thomas Edison. beijamo-nos. se encontrasse um terrível cheiro e desconforto de um buraco no chão.. Seus banheiros. Temos de tirar o chapéu para Thomas Crapper.. querida Jenny. de novo. iluminados por dois bicos de gás. Duas das janelas possuíam pesadas cortinas marrons e. Rose mostrou-me o. — Dentro de casa?! — Eu quase desmaiei.. Como se fosse num trono. dobrada. porém branca. suas curvas sinuosas se impondo sobre mim.. estava em pé. por fim apontei para um estranho e repulsivo aparelho a um canto: — O que é aquilo? — Aquilo é uma latrina. no momento seguinte.. parecia se com a rainha Vitória Deus a proteja exceto pelo fato de mostrar-se feliz. Dirigiu-se até a lareira e puxou um cordão ao lado da cornija: — A Sra. uma camiseira. Tenho certeza de que se entenderão muito bem.— No trem. Meu quarto era adorável. Em cima delas. banheiro! — Um aposento somente para se banhar? — espantei-me. Ela sorria: — Seria tão fácil me abandonar a você. após este dia. chegando ao destino. um espelho de chenille. da maneira como aprendera naquela mesma tarde. havia uma lingerie como a de madame Kooshay. E você deve estar cansada. Qual a utilidade de voar se. A lembrança daquela carícia em particular fez meu corpo fremir. Em termos de contribuição à espécie humana. ou de um urinol? O fato de se acrescentar a iluminação de Edison só tornaria a visão mais repelente. Rose vai levá-la até seu quarto e preparar seu banho. — Não é lindo? — Eu jamais havia visto uma sala como aquela. Rose. Ela baixou uma espécie de tábua redonda.

Assim nenhuma de nós terá de esperar por mais meia hora. o banho era para você! Perdoe-me. vinha desde uma caixa de madeira acima do aparelho e corria para dentro dele.. como duas pequenas lindas ilhas. envergonhada.se sente. Olhei-os. quando você termina puxa por aqui. Rose acendeu um bico de gás de um queimador de ferro fundido. em seus olhos quase orientais.. De repente o aparelho emitiu um borbulhar que aumentou até o ensurdecedor ruído de uma catarata. Ouvi meu próprio suspiro de prazer. conforme me despi. em minúsculas bacias de zinco colocadas na cozinha. sentada. Ali formava um redemoinho violento. Peguei-os. Enfiei um pé e percebi que a água estava deliciosamente quente. Levantou a mão pegando um cabo que pendia de uma corrente. Deixei-me baixar. Eu deveria esperar uma meia hora e então abrir o registro. Coisa muito diferente da água morna a que estava acostumada. veja como seus seios estão boiando. e. numa das extremidades da banheira de madeira. chega: agora era hora de meu banho. O resultado seria que a banheira se encheria miraculosamente de água quente! Voltei para meu quarto e pendurei as roupas no guarda-roupa. Posso tocá-los? — Sim — respondi. as ondas da água conforme ela se inclinou para segurá-lo inteiro na mão. Os bicos de meus seios. A água. sem pensar um segundo. enviando sensações maravilhosas por meu corpo e molhando o centro. Eu senti os olhos dela em mim.. pareciam querer romper a seda como dois pequenos dedos. Excitada olhei-me no espelho de corpo inteiro: a luz de gás. apesar de dizerem que não era bom para a saúde. ao mesmo tempo. todo ornamentado. — Ah. seu nome era Elvira. puxando-o. Aqui existe papel. percebi. lentamente. Ela correu os dedos sobre meu seio esquerdo enquanto eu saboreava a sensação cálida. — Não é uma delícia? — Elvira sorriu para mim. primeiro um e depois o outro. eram muito bonitos. entre minhas coxas.. Ela sorriu para mim. Mas. atrás de mim. Busquei os dela: — Os seus também são! — Mas os seus são mais belos que os meus. Com o sabonete e a toalha entrei no banheiro para encontrar a banheira cheia e alguém nela. Despi-me com alguma excitação e enfiei a linda peça com que madame Kooshay havia me presenteado. algo surpreendente de ser examinado! A Sra. — Oh. 17 . me envolvia numa carícia sensual. Jamais vestira seda. revelava as curvas de todo meu corpo por baixo do fino tecido. Dessa maneira a gente poderia até tomar banho todos os dias. Nós nos apresentamos. enquanto andava. agora rígidos. — Mas continuou numa voz lírica — há espaço para nós duas. no abraço daquele líquido perfumado. percebia um ruído suave criado pelo tecido que. Sempre pensei em um banho mais como uma obrigação necessária do que como uma experiência luxuriante.

Uma batida na porta anunciou que outra desejava banhar-se. Sentindo a curiosidade me espicaçar. Aquele local rico na maior de todas as cidades do mundo seria o meu lar. Os seios dela assemelhavam-se a pequenas taças. Tinha curvas menos pronunciadas e a barriga plana faltava-lhe a sinuosidade da minha. um passageiro desembarcava da carruagem. enquanto os meus eram verdadeiros melões. A porta da frente da casa se abriu. Comi lentamente. O passageiro usava um chapéu negro e alto e movia-se com o auxílio de uma bengala. envolvendo-me num abraço. rindo e flertando. Havia uma festa no átrio! A música era tocada por um quarteto. entre as deliciosas cobertas de minha cama. iluminada pelo distante lampião de gás da esquina. olhando pelas janelas. rememorando os eventos do dia. obviamente um cavalheiro. de novo. por detrás de flores. de repente. Baixei os olhos para seus pelos loiros. Ela me acompanhou. fez-me virar de costas. logo abaixo. apesar de meu sono. passei a me perguntar por que atraía as pessoas de meu próprio sexo. àquela hora da noite. Passamos os quinze minutos seguintes ensaboando. excitada. fui até o hall da escada e ouvi música e risadas sons de festa! Intrigada. desci um lance. eu estava fora das cobertas. Highcastle Road ficou às escuras. Era muito estranho. claro. triunfos? Eu me casaria? Envelheceria e morreria ali? Nos minutos seguintes chegaram outras carruagens. No limiar do sono fiquei. Na escuridão.. no mesmo tom de sua cabeleira gloriosa. Continuei na janela. pensando nos estranhos acontecimentos que o dia e a minha boa sorte haviam me trazido. Olhando-me nos olhos ela começou ame esfregar delicadamente com o sabonete. Então. fazendo-me conhecer a madame Kooshay.. no púbis. Mas. Como eu teria me arranjado sem a sua bondade? E. enquanto os demais bebiam champanhe e conversavam. até que a água esfriou. Antes deste dia jamais poderia imaginar que tal coisa acontecesse. cada uma trazendo um cavalheiro solitário. havia uma dúzia de moças e quase o dobro de homens. ano a ano. De meu posto secreto de observação 18 . Elvira era mais baixa do que eu. Do lado de fora eu podia ouvir o ruído das carruagens no pavimento de pedras. o local onde meu futuro se desenrolaria! Dia a dia.— Se você ficar em pé — disse ela em voz rouca eu posso ensaboá-la. olhando por sobre o corrimão. com menos carnadura. esfregando. Abri meus olhos e levantei-me da água com alguma dificuldade. sem deixar de examinar as minhas formas. E. que coisas maravilhosas estavam à minha espreita? Prazeres. Essas atividades seriam comuns entre as mulheres? Tudo era muito confuso. De volta a meu quarto encontrei um delicioso pedaço de carneiro assado com batatas. E de súbito. banhando-o com uma luz amarela. tribulações. Apenas dois pares rodopiavam a valsa. Londres era muito estranha para mim. acariciando uma à outra.

Um tanto sem jeito. podiam ser entendidas. Mutton Chop gemia: — Por favor. batendo-lhe no flanco com a chibata. O sr. com uma enorme tiara na cabeça. As moças estavam elegantemente vestidas. todos formalmente trajados. embora distantes. Mutton Chop.. muitas com joias verdadeiras. Inteiramente vestida. dois novos convidados chegaram e foram conduzidos por Samuel até junto de madame Kooshay. vestida como um jóquei e batendo um chicotinho na coxa como a discutir com um senhor à sua frente. numa pose confiante. Talvez um dia eu também pudesse me sofisticar e participar de tal festejo. olhou para meu lado. Voltei para o quarto e. Era um monstro ainda maior do que o do Sr. Espantei-me que seu sotaque francês tivesse voltado. os seios aparecendo por sob o chiffon transparente. encantada com a experiência. outras lembravam ninfas cheinhas e róseas. nuas exceto pelos corpetes ousados que delineavam as tetas e os traseiros fartos. Algumas eram sinuosas como magras gazelas. o jóquei. em uniforme militar. Thisby. 19 . Apesar da diferença de idade. variavam entre os mal saídos dos vinte e os bem entrados nos setenta anos. nos braços de seu militar. corri de volta para o quarto antes que fosse descoberta. usando algo elegante e experimentando o champanhe. Duvido que tivesse dormido mais de meia hora quando fui acordada por ruídos no quarto ao lado. nos braços de um jovem que não teria mais idade que ela. Em meio à parca iluminação andei até a porta que ligava ao ambiente vizinho. o boné de jóquei num ângulo que lhe dava um ar moleque. Suas palavras. busquei pela sala até encontrar minha amiga Elvira. Mais três ou cinco centímetros e o arrastaria pelo chão! Enquanto eu olhava ela passou a manipular o bastão com vigor. Sentindome embaraçada. Yvette. Os cavalheiros. caí nos braços de Morfeu. Enquanto eu olhava. andavam pelo quarto e. Com o olhar. Suas pernas estavam afastadas. Yvette. tinham em comum o comportamento de homens da sociedade. O perfume das mulheres chegava até a escada onde eu me encontrava. conforme ficaram de costas para mim. o cavalheiro mais velho com o qual subira as escadas. Inspirei-os com prazer e crescente inveja. ela cavalgava-o nu. No banheiro puxei a descarga por três vezes. enquanto conversasse com um elegante cavalheiro. Olhando pelo buraco da fechadura fui gratificada por uma cena das mais estranhas. estava cavalgando! O cavalo era ninguém menos que o Sr. misturado ao aroma do charuto Havana. Próxima estava Yvette. percebi que ele tinha entre as pernas um membro realmente equino e inteiramente ereto. de novo. Woodcock e o do Sr. Vestia algo lindo.conseguia respirar o ar de excitação gerado pelos felizes participantes.. digna de uma princesa.

chegando com o traseiro junto ao rosto dele. o quê? — Sim. sem aviso. Pressionei um pouco mais. sim. apenas seu imenso caralho. Por causa da altura do móvel eu mal podia divisá-lo. pegou o monstro do Sr. Era uma imitação malfeita. Surpresa com a cena diante de mim. a voz tremula. percebi que me molhara novamente. sem respirar. Mutton relinchou. Yvette baixou o corpo quase sentando no rosto de sua vítima. Mutton Chop com ambas as mãos e começou a acariciá-lo.. Ela cavalgou-o. Em menos de três minutos ela amarrara braços e pernas do homem à cama. com meu dedinho curioso. toquei minha própria boceta com a mão: estava quente e úmida. carne farta. — Sim. Agora me leve para a cama! E o som da chibata no traseiro pelado do cavalheiro ressoou pelo quarto. conforme o calor se espalhava pelo corpo. ele conseguiu acariciá-la na vagina.. E baterei com minha chibata até que você esteja para morrer. Subitamente. com um pedaço de corda. minha senhora. mesmo através da roupa. Seu corpo parecia com o meu: seios fartos. mas ainda assim pareceu agradá-la: — Está melhor. abraçando-se em seu peito. desafiando-o o tempo todo enquanto aumentava o ritmo das carícias em seu pau. logo após. fiquei muito excitada. Ela apenas deixava acontecer um contato superficial em seu jardim dos prazeres. Através do buraco da fechadura percebi que o cavalheiro se estendera de costas. que parecia um monumento em meio àquela brincadeira de crianças. levantando a cabeça e estendendo a língua ao máximo. mexendo a mão em círculos lentos. implorou: 20 . lentamente. — Não bato se você acabar! — Ela nem pareceu notar a contradição. Ela puxou-o pelo que sobrava de cabelos: — Cavalos não falam! O Sr. Logo após Yvette estava tão nua quanto ele. que ela imobilizava sua vítima com grande habilidade. Largou o imenso caralho e. — Se você acabar eu urino no seu rosto. Experimentava uma sensação de cócega na base da espinha e. minha senhora! Mije em meu rosto! Bata-me! — Ele falava sem fôlego. Ela subiu à cama. — Sim. Yvette desapareceu de meu campo de visão para voltar. — Você não vai acabar até que eu ordene. Por momentos houve uma luta até que. Observei. Embora a cena fosse mais bizarra do que eu jamais imaginara em minha vida. — Sim.— Isso não é som de cavalo! — a voz afrancesada de Yvette comandava-o.

1913 Mortificada. Um atraente príncipe poderá possuir um diminuto documento de pouco valor funcional. tetas. seja um imperador.. Tem uma certa validade. caralho. Percebi que o mastro do Sr.. levantei minha roupa e apertei mais a mão contra minha ansiosa bocetinha. não importa o momento em que seja examinada.. O quadro insólito me levou à loucura... no entanto. chupa o meu licor! Seu corpo mexia-se para a frente e para trás.. quando me apoiei. do outro lado. — Yvette. fode.. quase esmagando-o na carne feminina. com crescente violência.. deixando me cair no carpete espesso do quarto vizinho! Num relâmpago.. até que um sorriso diabólico se espraiou em seu rosto: — Nada tema.E. fode. a porta se abriu inteiramente. Peguei meu clitóris entre os dedos e passei a murmurar as palavras que aprendera nas últimas horas: — Me foda. seja um mendigo".. chérie — E. Segurei-me na maçaneta para me equilibrar e. — Estou gozando — gritou Yvette..— Chupa minha boceta. As coxas roliças rebrilhavam dos sucos de seu amor feminino.. Fiquei a imaginar se algum dia eu seria capaz de fazer o mesmo. — Ela veio se juntar ao nosso joguinho — continuou Yvette. mete. enquanto o mais horroroso pescador cretense poderá ser o orgulhoso proprietário de um bastão altamente talentoso.. Com o olho grudado no buraco da fechadura. não dá mostras do nível de seu possuidor.. Mutton Chop havia desabado num montículo de carne inocente. Mutton Chop forçando suas amarras para me olhar... chegava ao orgasmo: — Mete. colocando o polegar contra a base do clitóris. quando aplicada aos homens.. sua voz ganhara o sotaque francês.. da seguinte maneira: "A parafernália masculina. Olhava-me surpresa. J. eu passara de uma fantasia deliciosa a uma realidade embaraçosa! — Raios! — gritou uma voz masculina: — Que é isso? Afirmação seguidas vezes repetida. — Me perdoem... as nádegas vibrando em espasmos. — Seu sotaque francês havia desaparecido. sobre mulheres. — Você gosta de brincar.. 21 . — É apenas uma metidinha chamada Jenny e devia estar com o olho no buraco da fechadura. eu fiquei esparramada no chão. amassando sua boceta na face do homem. de novo. — Eu não conseguia imaginar mais nada a dizer. pressionando-se contra a face dele. — Me chupe! E percebi que seu traseiro girava em círculos rápidos. é uma falácia: Vire-as de ponta cabeça e mostram-se todas iguais. Yvette havia se soerguido de sua face e continuava a cavalgá-lo. Levantei os olhos para ver o Sr. — E sua voz subiu na escala da paixão: — Me fode com a boca.

— Encantadora — repetiu o conde. Minha excitação de momentos atrás desaparecera e sentia-me bem nervosa: — Desculpem. não. Alcançou-me rapidamente e colocou a mão em meu ombro: — Não há mal algum em atender a um pedido de sir Randolph. A estas alturas seu caralho havia começado a se mexer.Consegui esboçar um sorriso. afofou meus pelos pubianos.. impedindome a visão. Fiquei olhando.. Essas proporções seriam comuns entre os condes? Apesar de meu embaraço.. seu caralho. Eu nunca havia visto um conde! — Encantadora! Ela é terrivelmente encantadora! — Tenho de ir. chérie? — Eu gemi. como se fosse um cabeleireiro. sem outra palavra. expondo meu traseiro. — Yvette. pasma. — Deixe a cabeça dela coberta! — ordenou o homem. — Boa noite. expondo ao cavalheiro minhas partes íntimas. de novo. fazendo uma mesura sem jeito. Yvette virou-me. mas já passa da minha hora de dormir — e consegui me levantar. por aquela fantástica transformação. Você é uma diabinha. — Veja como crescem. Com os dedos. este é meu amigo sir Randolph Tatter. — Muito prazer sir — consegui dizer. — Jenny. — Encantador! E de súbito a camisola estava sobre minha cabeça. fale para que ela tire essa roupa e eu possa ver suas tetinhas. de novo. estava gratificada por saber que era responsável.. antes que eu pudesse pensar. conde de Bainbridgel. ela girou meu corpo e. — Encantadora! Yvette tomou meus peitos em suas mãos: — Veja como são perfeitos! — Quero enfiar a cara nessa bunda e botar a língua em sua boceta! — E a voz do conde ressoava no quarto como ordens dadas num campo de batalha. crescendo diante de meus olhos. na cama. Comecei a sentir. — Espere — chamou Yvette. de alguma forma. — Estou interessado nesse traseiro. que atingia heroica estatura. atrás do pescoço. — Mais que depressa me virei em direção a meu quarto. confirmando. mas que coisinha mais linda! — falou o cavalheiro. — Como vai você? — indagou ele. Sentia os dedos de Yvette pegando os bicos de meus peitos. 22 . nas nádegas e nos bicos dos seios uma expectativa ardorosa que tomava o lugar de meu nervosismo anterior. levantou-me a camisola até a cintura. — Oh. E. agora. Minha cabeça estava em uma erótica confusão.

Fitei-a e seus olhos estavam presos aos meus.. ela se deixou cair uns vinte centímetros. brilhante. — Ahhh. Mal tinha feito isso e senti-lhe a língua me invadir. Esta era minha primeira visão de uma trepada. O mons veneris estava avermelhado. Cavalguei-o e baixei a bunda até me sentir encaixada em sua cara. — Aponte direitinho. O segredo final ia ser revelado. Seus lábios entreabertos estavam receptivos e deliciosos. mal conseguindo tocar os dedos do outro lado da imensa tora.. em órbita do prazer. Senti a expectativa do voyeur. conforme Yvette baixou mais o corpo. Mas olhando-o ali. a cavalgar as cadeiras de sir Randolph. chupando as línguas. uma perfeita miniatura de pênis. do outro lado. Usando o indicador e o polegar da mão direita separei os grandes lábios da xoxota dela. Eu me inclinei e tomei aquele monstro na mão esquerda... Apoiou se em meu ombro e explicou: — Com uma das mãos você segura a pica dele — lambeu os lábios. amarrado. — Oh. de súbito. nervosamente e com a outra abre minha boceta. convencida de que jamais caberia no minúsculo orifício de Yvette. — Puxa como é bom! Beije-me. Segui a sugestão lasciva. não eu! — Sente no rosto dele. vou ser penetrada pela maior pica do Império Britânico! Com a respiração presa observei a cabeça do gigante passar pelos portais. Com um sorriso nos olhos. Seu clitóris aparecia como um dedo inchado. Que paraíso que é isto! Engoliu ainda um pouco mais enquanto o conde. — Sentar você? — espantei-me. nossos traseiros em revolução. começando a baixar o corpo. Jenny! Abandonei o malho parcialmente enfiado do cavalheiro para abraçá-la. gemeu ela. começando a girar as cadeiras. vai me sentar. E então. engolindo o que restava daquela máquina infernal. Jenny — ordenou Yvette. No mesmo instante o conde enfiou a língua em minha abertura. o chapéu púrpura foi inteiramente engolido. Yvette prosseguiu: — E agora que você está confortável. fazendo-me fremir inteirinha. Então. apreciando as lambidas do conde Randolph. Jenny. circulava sua língua em meu botão. Meus olhos estavam fixos no ponto de contato. Encostamos uma na outra. Mas como seria possível? Fiquei maravilhada com a coragem de Yvette e apertei a imensa salsicha de sir Randolph. A delicada boceta de Yvette parecia ter se aberto ao máximo. Jenny. acalmei-me: afinal de contas a vítima era ele. Meu gemido de prazer misturou-se ao grito de Yvette: 23 . também. Ela passou. Jenny — disse Yvette.Senti um relâmpago de irritação com aquelas palavras.

.... porém feliz. — Eu também! — E sentia a pressão crescente. Imitei a carícia. apertando-os. Yvette girou uma chibata longa na frente dele enquanto eu o masturbava com as duas mãos...... lubrificada. perfeitamente coordenada.. para cima e para baixo. como filha de um humilde ferreiro. Ohhh. — Fode ele. mete... Rebolei com maior velocidade. — Boceta! Foda! — berrei eu. tudo. Pau e boceta se reduziam a uma única coisa. jamais poderia imaginar isso me acontecendo! Estava exausta.. Jenny. olhei o céu de Londres avermelhar-se com o nascente. No dia anterior apenas. Com a língua me lambia por dentro e por fora e eu quase o afogava com meus líquidos femininos.— Eu enfiei tudo. — Sim. mete. em minha cama. que ele está fazendo? — Tá me fodendo com a língua! — Oh. implorando por sua língua intrometida.. Na quinta vez que o friccionei. com um ruído líquido. no rabo dela! — Eu vou gozar! De súbito. mas isso está lindo! E Yvette rebolava em diferentes direções. estou sendo fodida por um monstro! E ela começou a mexer-se. os olhos vidrados. — Tô acabando! — gritou Yvette.. O perfume local era gloriosamente pungente. Usamos aquele maremoto leitoso para massagear nossas faces e melhorar a pele. Ela buscou os bicos de minhas tetas. Yvette! — berrei.. e eu vibrava minha carne de fêmea como um diapasão! Senti-me explodir.. através do qual surgiam meandros de urina ácida. enquanto a cada vez que ela subia o corpo metade daquele enorme membro ficava à mostra. a população equina estava estimada em quase quinhentos mil.. minhas pernas. numa explosão! Mais tarde libertamos o conde de suas amarras e o viramos de bunda para cima. copiosamente. algumas vezes ao dia. Por fim. Então. — Jenny.. está dentro de mim! Oh céus. meus peitos. ele jogou a porra fora.. Meio milhão de cavalos a depositar seus produtos colaterais. Eu observava fascinada. O dia tinha sido rico e longo! Na época a população de Londres ultrapassou os três milhões de habitantes. o pau dele. minha xoxota. Ele era um gênio na especialidade. afundando o traseiro no rosto do conde. inteirinho. Levantei meu traseiro para que a língua dele alcançasse meu clitóris. Maravilhava-me que meu ânus tivesse recebido tão augusta língua da aristocracia britânica. a boca aberta em busca de ar. Como 24 .. tudo. sobre o calçamento! No fim do dia Piccadilly. Regent Park e Pall Mali achavam-se pavimentados com um cheiroso carpete de bosta. — Pau! Foda! — gritou ela.. voltava a desaparecer dentro dela de novo. sir Randolph se desinteressou pela minha bunda e transferiu suas afeições para minha boceta.

pobre menina nascida e crescida nas instalações de um ferreiro. O porão abrigava uma enorme cozinha. Logo percebi que as festas eram cotidianas. Fazia pouco mais que dormir ali. Eu comia nos pubs e lojas de chá. e os prazeres extasiantes trazidos por um manancial de cavalheiros que. Mas para onde ir? Que fazer? Havia jurado a mim mesma não voltar a Liverpool. acostumamo-nos e os aceitamos. J. explorei a casa. ricas refeições e bebidas. No segundo e terceiro andares havia dez quartos e dois banheiros. Apesar de ser quase meio-dia. tal como suas habitantes. outro aposento só para jogos de bilhar. Apenas um último comentário sobre o assunto e então deixarei o leitor pronto para seu jantar: Londres era um jardim florido se comparado a outras metrópoles tropicais como Roma e Nova York. O primeiro andar tinha uma enorme sala. quando eu me preparava para mais um passeio exploratório. uma alma generosa e delicada. tal como. os pedestres vestidos na última moda. exceto numa ocasião. madame Kooshay ainda estava descansando. Madame Kooshay era. evitando. um salão de refeições e o "sanctum" de madame Kooshay. Sentia-me intensamente grata por seu presente de me dar pousada. Decidi afastar o problema de minha mente por uns tempos. entretanto. Era uma perturbação. nada pediam em troca de seus serviços masculinos. 1919 Durante cinco dias eu investiguei as ruas do West End londrino. queria me transformar numa londrina. Sua complexidade.. e tentava a todo custo não explorá-la. cedo ou tarde. Seria minha primeira refeição comunitária com as demais senhoras. no quarto ao lado. variedade de lojas e restaurantes. Era de um luxo além de meus sonhos. Talvez quando eu aprendesse melhor os caminhos da cidade encontrasse o que fazer. os gemidos de prazer de Yvette ou roncares masculinos que continuavam a perturbar meu sono. Onde estaria eu sem ela? Ocorreu-me que.todos os fatos desagradáveis da vida. um novo estimulante à minha recentemente acordada imaginação libidinosa alimento para minha masturbação. tanto quanto eu entendia.E. Em certa manhã. Elvira convidou-me para o desjejum. Bem vinda. sem dúvida. Mesmo minha educação sexual parecia ter se interrompido depois daquela primeira noite com Yvette e o conde. tentando me familiarizar ao menos com aquela parte da maravilhosa cidade. teria de desistir daquele santuário amigo. motivo pelo qual fiquei em companhia de apenas três 25 . lavanderia e quartos para os empregados. no entanto. Uma dúzia de jovens e sua anfitriã pareciam viver apenas para as festas. quando estavam todos ainda dormindo. os jantares comunais de madame Kooshay. deixavam-me com falta de ar. Na manhã avançada do quinto dia. Era uma casa estranha e linda.

sou mesmo — disse Magnólia. nós o alugamos.. — Nós não dividimos o braço quebrado! Por que dividimos o dinheiro? Com uma fatia de rim grelhado imobilizado em frente à minha boca.. tomates assados. ela estava lá. E Magnólia riu. ele pagou-lhe em dinheiro?! — Quando um cavalheiro pede algo fora do normal. — Encontrei uma nota de cinco para dividirmos. É uma profissão. — Nós vendemos nosso corpo — traduziu Elvira. simpática. mas é o máximo que acontece. — Você deve ter faturado bem — afirmou Yvette. entende? — Deixa mais? Mais o quê? — Eu estava confusa..moças: Elvira. Magnólia de delicadas feições. No geral. o bom humor voltando. Jenny. — Ele ficou de ponta-cabeça e nos pediu que fizéssemos o mesmo. não se desviavam de mim. 26 . — Melhor. — Demais é o termo! Maldito bêbado acrobata. E foi apenas o começo. acabamos cheias de neném. comigo. A mesa estava plena de peixe defumado. Aquele velho sujo me torceu como um pano de cozinha! Alguém pode me explicar onde está a graça? Ele acabou quebrando meu braço! — Não quebrou — cortou Elvira — apenas torceu.. Depois de ser apresentada percebi que a jovem Magnólia apresentava o pulso esquerdo numa bandagem. de resoluta disposição. bacon. — Não gosto de malabarismos e outras coisas do género. — Divertido.. viria eu a descobrir. queridinha. em torno da mesa. A pobrezinha da Magnólia não está acostumada a ginásticas. — balbuciei — vocês pegam dinheiro dos homens para. como ser médico ou advogado. — Eu sou uma boa garota. indaguei: — Quer dizer. — É uma espécie de compromisso. — Foi engraçado — intercedeu Elvira. de novo.. — Quer dizer. — Pergunte a Elvira. — Sim. nua. — Ele se animou um pouco. — Putas — traduziu Elvira.. ovos. — Sir Bertram é sempre generoso — comentou Elvira.. chá e leite. pão. — O maldito honorável sir Bertram Whitehead foi quem fez isto a mim! — E passou a mastigar furiosamente uma torrada. O silêncio gélido parecia receber alguma criatura do além ou da lua. a boca agora cheia de bacon e ovos. Por fim Yvette explicou em voz grave: — Nós somos prostitutas.. como um tropeção em meio ao baile. — Só que desta vez saí de pulso quebrado. rins grelhados. Delicadamente indaguei o motivo de sua enfermidade.. Os olhos. — Sim. usualmente deixa mais para a moça — Yvette contou. porém. Yvette e uma jovem loira. Em um dia ou dois já estará bom.

Apropriadamente inglesa.. Elvira cruzou a mesa e pegou minhas mãos nas suas: — Você não sabia nada sobre casas alegres? — Não! — respondi eu. busquei Elvira para perguntar-lhe onde adquirira aquele sotaque tão bonito. o hímen venha a ter tanta importância quando as amígdalas. Se quisesse poderia ser uma de nós.. amigo da madame. Provavelmente antes da virada do século do século XX.... olhando o teto. As coisas mudam com o tempo.— Putas?! — murmurei. — Você está dentro de uma. A virgindade. — Mas. — E Yvette. mas pensei que putas. os cavalheiros ainda pagam para lhes dar prazer?! — No geral. Porém o amanhã me traria gratas surpresas. Escuta nossos problemas. enquanto ele gastaria o maldito dinheiro no bar e com vagabundas! A melhor coisa que existe em Londres é ser uma prostituta numa boa casa. queridinha.. tinha algumas vagas ideias de que não me serviria. quero dizer. sujas. Isso é a propaganda que as grandes damas de sociedade fazem. hoje em dia.. ou seria uma escrava esfregando o chão de alguma casa para o bruto de meu marido. Quando ele gosta de uma garota. — De sir Reginald Nottingham. — Morrer de fome. andassem nas ruas. J. fiquei acordada.E. Não sei onde estaria. é valorizada pelos irlandeses e outras tribos primitivas. mais do que confusa. a ensina... Apesar das vantagens óbvias. firme. O pagamento em dinheiro compensa a diferença. cuida da gente e emprega nosso dinheiro a juros. — A ser uma lady? — Sim. com as outras.. — Tolices. e sendo atendida por diversos empregados e. — Quer dizer. cheias de doenças. — Eu sei — disse Magnólia. — Esta é uma boa casa — falou Elvira.. Mais tarde. — Putas — disseram as três. quando voltei de meu passeio. por exemplo — disse Magnólia. Mas há coisas piores do que sermos putas. Fiquei calada diante daquilo. tentando me imaginar uma prostituta. e tomando banhos quentes. — E comendo nossa comida — acrescentou Yvette. Aquela noite não prestei atenção aos sons que ouvia. e economizar para abrir uma loja de flores na velhice. É um cavalheiro que vem bastante. conversando com senhores da realeza. escandalizada.. de vida boa e segura. se não fosse aqui. — Estaria na rua.. E dormindo numa enorme cama macia. 1920 27 . — Madame deixa nos guardar os extras e nunca nos rouba. como se fosse uma dama nobre. eles têm mais prazer do que dão. em coro. também? — Reggie ensinou-a a ser uma lady francesa.

abrir meus caminhos. Uma única palavra de seus lábios e suas raízes tornam-se óbvias. e estou muito agradecida pela ajuda recebida... olhei para dentro da minha caneca. tremi como se fosse chorar. parece-me. poucas são escolhidas.. foi por demais protegida. — Você é uma mocinha muito ambiciosa. se ampliava: — Chapelaria? Por certo mostra bom gosto. o seu tom era carinhoso. Subitamente deprimida. me abraçou. não possui a menor experiência. depois de seis dias. — Apesar daquelas palavras. seu sotaque de novo perfeito: — Acho que é tempo de conversarmos sobre seu futuro. — Talvez exista esperança. Não é lugar para você. mas a vida é assim mesmo. alegre. Estava quase para anoitecer e a chuva escorria pelas vidraças. Mas de muitas que se apresentam.. — Já pensou em encontrar um emprego? — Sim! — respondi eu.. delicadamente.. o que posso fazer? Para onde poderei ir? — De volta à sua casinha em Liverpool. — prosseguiu ela. por cima da borda da xícara. — Apresentação? — Pronúncia.. por mais que goste de chapéus. me convocado para esta reunião para me informar que me tornara uma hóspede indesejável? Senti o pânico aumentar dentro de mim: — Gosto muito de saber que a senhora se preocupa comigo. Do que ela falaria? — Algo que os homens valorizam grandemente. apreciávamos chá e biscoitos. as lágrimas agora descendo pela minha face: — Eu lhe agradeço. minha cara. ou você acabará como vendedora de flores ou uma vagabunda de rua! Na América as coisas são diferentes. — Gostaria de trabalhar numa chapelaria. soluçando: — Eu queria tanto ficar em Londres. E atualmente você nem tem a experiência ou a apresentação para ser uma delas. Sinto ser tão rude ao informá-la. Você percebe que tem algo que pode ser bem vendido? — Não — espantei-me. confortavelmente vestidas em nossa lingerie. minha cara.. — Você é ingénua.. — Por favor. — Minha voz soava dura e pouco sincera. 28 . Madame Kooshay tirou a xícara de minhas mãos e. — Ela me acariciou a cabeça. O que eu ia fazer? Sem dúvida era ignorante e por isso seria expulsa de meu santuário? Madame Kooshay teria. Eu me deixei afundar nas almofadas. Se você não tiver dinheiro. Percebi que seu sorriso. — Como você não possui nenhuma fortuna nem meios para ser uma lady que não trabalhe. Certamente você deve saber que neste país é preciso ter experiência.— Jenny — disse madame Kooshay. A atmosfera era íntima. Deixei-me derreter no calor daqueles braços. Em pouco tempo terei necessidade de seu quarto e não quero jogá-la na rua. provinciana e. Sentadas em seu "sanctum". E seguramente. eu lhe comprarei a passagem..

é claro que um homem preferiria uma mulher experimentada! — Os homens preferem o que é proibido.. a honra e a moralidade cristã.. violentaram.. O macho de nossa espécie valoriza a virgindade mais que outras qualidades femininas. e valendo uma fortuna. deliciosa. agora. — Uma rara e maravilhosa joia entre suas coxas. — continuou — que valorizam de tal forma essa pelezinha rósea. espero que seja por um cavalheiro que respeite as suas paixões. mais do que simplesmente reafirmando sua virilidade. madame? — me indaguei. Madame Kooshay ficou em pé. O sotaque francês dela havia desaparecido de novo... que vem bem a calhar. continuou: — Vamos ser práticas: você tem uma beleza inocente.. era frio. por favor! Ela encheu dois cálices com o vinho âmbar: — Há homens. Fiquei pasma com suas palavras: — Mas. — Ela colocou o indicador — Hum. — Peguei meu cálice: — Todos os homens são assim? — Alguns apreciam uma mulher experimentada. Os homens não pensam em se casar a não ser com uma mulher que a ofereça na noite de núpcias... querida. eu lhe pagarei trinta e cinco libras. disse: — Um sherry viria bem. Ela silenciou por momentos. pelo privilégio de romper essa barreira de inocência. Mesmo as mulheres. Consideram perdê-la fora do casamento algo pior que a própria morte. toda atenção e curiosidade. tanto quanto as suas próprias.. um cavalheiro sempre seria assim.. não? — Sim. comercial. ao mesmo tempo dando a vida para defender a virgindade de suas próprias irmãs.. em sua vida. que estão prontos a pagar quase qualquer coisa para destruí-la. tal como uma verdadeira lady.. com ambos os tipos. Com voz suave e afeiçoada. seu corpo alongado projetando-se sobre mim. A virgindade é pré-requisito para a respeitabilidade feminina. essa porta. um rubi resplandecente que espera ser... Se for agradável. Eu simplesmente farei um leilão de você. ao mesmo tempo. também a valorizam. Eu me arrepiei inteirinha e perguntei: — Minha virgindade vale dinheiro?! — Exatamente.. e saboreamos nosso vinho. E quando se apaixonar. introspectiva. agora... até. Por fim. tais homens mentiram. Jenny.— O que poderia ser isso.. A meu ver.. Não tenho a menor dúvida de que você dormirá. em dividi-lo com a companheira. minha querida. Aquele 29 . O tom. e isso ocorrerá muitas vezes.. E. Isso é mais de seis vezes o que seu pequeno rubi custaria nas ruas. Jenny. Portanto seu preço de venda é alto. São homens mais preocupados em sentir prazer e.

ganhando dezoito shillings para limpar a casa. em meu ombro: — É uma oportunidade rara. têm vontade forte. em termos de suas preferências sexuais: os que são loucos por seios.. A maioria dos homens é híbrida. Ou. como tal. ainda assim poderá ser empregada aqui. Os homens de traseiro. É claro que um tipo "puro". assustada. Claro que o homem é um reprodutor e. — Vai fazer um "pop" e estará acabado.. — Sssssimmmm. G... e colocou a delicada mão. de novo. o humor grosseiro. me senti derreter. para deflorá-la da maneira que ele escolher. Jenny. por outro lado. junto às almofadas. se me permitir explorá-lo. e alcançaria esperavase ao menos uma libra por quilo de meu peso. apenas estaria em exposição. — Vai doer? — perguntei. com uma barriga crescente e incómoda. homens de tetas e os obcecados por bundas. Será como. É um fato histórico bem conhecido que Jack. seus lábios estavam sobre os meus enquanto ela sussurrava: — Se não quiser. Apenas o início de uma carreira que poderá levá-la longe. poderá fazer fortuna. usando uma tiara de diamantes e um casaco cheio de pérolas. Ela abriu os lábios e sugou-me. Mas você é uma pessoa apaixonada e se adaptará em curto prazo. o kaiser Guilherme e Black Bart eram homens de tetas. E você entregará sua virgindade a algum imbecil. Enfiei os dedos naquela linda cabeleira loira enquanto sua língua dardejava pela minha pele. No entanto.E.. A mão escorregou de meu ombro até o seio e.que oferecer mais ganhará a sua primeira noite. 1915 Por fim chegou o momento em que eu estaria presente às festividades. fui escoltada por madame e 30 . é difícil de ser encontrado. então. Precisamente às dez horas da noite. até minha xoxota. não seria uma das convidadas. Wells e Ludwig van Beethoven eram homens de traseiro. chamados homens de traseiro. de súbito. É fato bem estabelecido que Benjamin Franklin. ela me garantia.. por assim dizer. — murmurei e. como os acima descritos. — Sim. com um ou outro lado dominando ocasionalmente. que a deixará chorando num canto. sir Ríchard Burton. me ensinou que existem dois tipos de homens. haverá certo desconforto. Minha experiência. o Estripador. durante anos. E o vencedor.. Rapidamente sua oportunidade sumirá no tempo. são verdadeiros cavalheiros de temperamento equilibrado. Os homens de tetas são notórios pela natureza violenta. a imprevisibilidade. — Ela sentou-se a meu lado. como madame Kooshay colocava. seria o mais galante de todos. J. intelecto fino. lá embaixo.. — Minha voz era um murmúrio rouco enquanto ela levantava minha roupa e depositava um beijo em minha barriga nua. se o vento o tivesse levado e você se tornará uma mulher. motivação nobre. eu seria uma princesa silenciosa que levantaria o "melhor" dos cavalheiros em competição por minha virgindade. H. Tem um corpo adorável e..

duas das moças a uma plataforma temporária. mexi-me no trono sentindo meus mamilos enrijecerem. porém conforme fui me acostumando à admiração. Dali em diante a maioria dos homens oferecia mais cinco libras e. com uma longa barba negra. com sotaque francês: — Aceitarei um lance inicial de trinta e cinco libras. Ao abri-los. Em cima da plataforma havia uma espécie de trono.. Se aquele jogo continuasse eu acabaria bem ali. num gole. os pelinhos de meu púbis penteados e depilados na forma de um coração. ele me brindou e. em um extremo da grande sala. Yvette. dez. percebi que ele afagava um seio de Yvette. fazendo-o sorrir. examinou-me da cabeça aos pés como se sua oferta já fosse a definitiva. O enorme senhor mais velho mal ouviu a oferta e repetiu a sua: — Cinquenta e cinco. Os homens me olhavam esfomeados. me encorajava com um sorriso. Um de seus braços enlaçava Yvette e outro levantava uma taça de champanhe. conforme seus olhos baixaram. mais velho. um jovem oficial. Rezei para que ele se tornasse meu campeão. outros. sob os murmúrios de apreciação de vinte cavalheiros (nove dos quais só haviam comparecido mediante convite especial). por sobre o meu. Ela estava vestida toda de negro. meus sentimentos se tornaram positivos. com um corpete que suspendia seus peitos como duas esferas que quase alcançavam o queixo. fazendo-me vibrar. enquanto as sensações eróticas. cresciam em meu corpo. se fosse colocada uma toalha em cima deles. na casa dos trinta anos. que. acima de todas as demais. meu rosto e as aréolas de meus seios avermelhados com ruge. — Quarenta — gritou outro cavalheiro. com um ar de proprietário. — Aceito! — disse um cavalheiro. senti o ardor em minha virilha. a pequena Jenny Everleigh! Havia me tornado o fruto de suas atenções e. Quando percebi que me olhava. — Cinquenta! — ofereceu um terceiro. Em minha preocupação me ensurdeci para os lances. A tensão crescia na sala enquanto meu coração disparava. Sem tirar os olhos dos meus. em grande esplendor perfumada e com talco. seria possível servir uma refeição. Eles estavam ali por minha causa! Eu. esvaziou a taça. Ele era um mago erótico que estava fazendo amor comigo. eu era o objeto de seus desejos! Madame Kooshay ficou à minha direita e falava em voz clara. Ali fiquei eu enquanto minhas acompanhantes me despiam. só ofertando quando as apostas esmoreciam. onde senteime nua. seu corpo inteiramente colado ao dele. Qual deles me iniciaria nas artes de fazer amor? De meu lado favorecia o acompanhante de Yvette: bonito e frio em seus lances. exceto pela tiara. fiz-lhe um discreto sinal com a cabeça. trazidas por meu distante amante. Não pude deixar de notar que. através do salão. na frente de todos! Me arrepiei que isso fosse realmente possível — qual 31 . Fechei meus olhos por momentos tentando imaginar o corpo dele nu..

as mãos. os lances foram se tornando mais isolados. por favor. Por fim. senti simpatia por ele. Todos os olhares voltavam-se para o cavalheiro mais idoso. Levantei-me. pensei eu. e o mais jovem um sorriso de triunfo. ignorando o gesto pouco apropriado. Deveria ser um jogo. Madame Kooshay. um murmúrio feminino e silêncio. A caridade cristã ditava que eu deveria ajudar o pobre homem. Compreendi que deveria colocar um ponto final em nosso jogo lascivo e daquela forma sutil. A almofada. começou a ficar molhada.. parecia hipnotizado pelo meu púbis molhado. — Duzentas e cinquenta — cortou meu campeão. querida. Voltei a olhar os presentes impassivelmente. ambas as mãos encobrindo meu púbis desnudo. um ruído de seda. O homem mais velho tinha as feições contrariadas. indagou: — É o último lance? Houve silêncio. resignado. por favor levante-se. Aquilo jamais terminaria? Eu estava boquiaberta e. Era uma soma fantástica! Por certo isso não podia ser a sério. Favoritismo simplesmente afastaria muitos lances. sob mim. vire-se de costas. Talvez se o encorajasse ele ainda teria uma chance. provável! Seu olhar estava. Conforme o montante cresceu. para meu espanto. Mulberry? — indagou madame. ao meu lado. Madame me demonstrara que havia algo mais sério em andamento e que eu deveria ser imparcial. Por certo deverá haver alguém. Cavalheiros disse madame.. Por certo duzentas e cinquenta libras são uma ofensa a esta jovem! Ouviu-se uma tosse. — Deixei-as cair ao longo do corpo.nada. com bom gosto para apreciar esta rara virgindade diante de seus olhos. agora. nesta assembleia. Eu estava sendo egoísta. querida.. Ele riu e deu-lhe um tapa no traseiro. Relaxei os músculos das coxas e entreabri-as.. — Sr. Os olhos do velho senhor abandonaram meu púbis e olharam as pontas dos próprios sapatos. uma brincadeira que jogavam de tempos em tempos. E então os lances cessaram. Aquela soma era o que muitos ingleses ganhariam em um ano de trabalho! — Duzentas e vinte — ofereceu o cavalheiro enorme.. apenas um par ficou na disputa: o portentoso cavalheiro e meu campeão barbudo. Apesar de minha atração pelo mais jovem. querida. 32 . cujo olhar. Yvette sussurrava algo em seu ouvido. — Jenny. lambendo as dobras de minha xoxota. se fosse notado. Distantemente ouvi a voz de madame: — Jenny. — Agora. também madame. — e aquilo fez voltar minha sobriedade. simplesmente. — Jenny. quando o maior lance atingiu duzentas e dez libras. permitindo que ele examinasse o material sobre o qual estava apostando. Abriu os braços..

Lentamente provocadoramente girei meu quadril e inclinei-me um tanto para frente. a careca rebrilhando sob os lampiões a gás. Nottingham. — perguntou ó cavalheiro mais velho — posso tocá-la? — Rapidamente. imenso. descansando o peso do corpo ora sobre uma. vestido de negro. minhas costas para a audiência e então senti suas mãos quentes em meu traseiro. cavalheiros. duzentas e sessenta libras? provocou madame. apresentando as nádegas como um alvo para outro tapa. e fazendo com que minhas nádegas oscilassem voluptuosamente. Seus olhos. fazendo com que meu quadril voltasse a apresentar outro quadro aos presentes. Madame era a voz de meu campeão também posso ter uma amostra dos bens materiais? — Rapidamente. deixando os bicos surgirem por entre meus dedos. Nottingham em voz quase inaudível. Lutando contra o choque. sem tirar os olhos dos meus. E então uma voz que se conservara calada até então falou: — Trezentas e cinquenta e basta de bobagens! Era um cavalheiro totalmente calvo. Sr. Desta feita foi minha nádega esquerda que recebeu o tapa. Não estarei escutando. ora sobre outra perna. Eu estava no palco e o público era meu.. que ainda transmitia incredulidade: — O lance foi de trezentas e cinquenta libras. Um silêncio espantado caiu sobre o salão.Lentamente girei. a palma da mão e minha pele encontrandose num contato total que ressoou. Seus traços eram pesados e as barbas profusas mal escondiam traços de malignidade. Apertaram suavemente e se retiraram. o que me enviou arrepios pela espinha. pareciam cintilar com luz própria. que elevei. fazendo tremores percorrerem meu corpo. girei o corpo para olhar de frente meu torturador. O silêncio perdurou e foi perturbado pela voz de madame. madame Kooshay recobrou a voz. Ouvi o murmúrio apreciador da audiência. Minhas mãos foram até meus peitos. no entanto. não há outra moça mais linda em toda esta ilha: talvez nem mesmo na França! E é uma virgem certificada! — Posso. Uma voz surgiu da audiência: — Duzentas e sessenta! Outra gritou: Mais cinco. A amostra foi uma surpresa para mim: um tapa na minha nádega direita. — Magníficos — disse o Sr. Ardeu na pele delicada. — Duzentas e cinquenta e cinco libras — murmurou ele. De novo não dei mostras da reação dolorosa e. Mulberry. Por fim. mais seco que o anterior. fiquei imóvel. Ouvi trezentas e sessenta? 33 . sabendo instintivamente que a submissão seria o lucro do dia de madame. Gelei no lugar. — Trezentas libras! — disse meu barbudo. ao contrário. Sr. — Cavalheiros. Descansei sobre a outra perna..

— Sua fortuna está garantida.E. havia a confrontação com a mais formidável de todas as barreiras: o espartilho. Eu seria trepada pelo próprio Demónio! A moda. com a invenção da calcinha francesa e do bem aventurado zíper norte-americano. a menos que fosse um engenheiro mecânico ou militar acostumado à construção de pontões. — Obrigada. botões e laços. 1921 Meu defloramento deveria ser consumado duas noites após o leilão. depositava-se uma coleção de camisas. Debaixo de um vestido repleto de ganchinhos. uma espécie de armadura construída para resistir ao ímpeto de cupido. Você deveria se orgulhar. Na verdade teve pouco efeito sobre o crescimento populacional. exceto para a mulher mais dedicada. o século dezenove com sua revolução industrial colocou um ponto final no despir romântico e sensual. uma suíte reservada para ocasiões especiais. Mas acabava por tornar o sexo frágil ainda mais frágil.Silêncio. querida. se atreveria a desmontar aquele aparelho. beijando-me no rosto. — Uma vez que a enorme soma que você conseguiu deve-se diretamente a seus talentos. — Embora. Poderia alguma jovem pedir arranjo mais apropriado para um evento tão sério em sua vida? E disse madame Kooshay. Setenta libras. vou dobrar o que havia lhe prometido. madame. num certo momento tenha pensado que você iria se perder.. naqueles dias. no intervalo entre o jantar e o desjejum do amanhecer seguinte. — E ela riu. — E daqui por diante. Uma enorme cama arrumada com roupa de seda parecia um barco flutuando em meio a um mar de gladíolos e lilases. Para se liberar dessa peça em curto prazo era imprescindível a presença de outra mulher. pois homem algum. — Por certo. A graciosa arte popular do despir não ressurgiu senão no século vinte. Teria lugar no quarto cor-de-rosa. O espartilho era um aparelho diabólico de tortura e constrição: a dama de ferro de sua época. calças de pernas longas e camisetas. Eu não sabia do que ela estava falando: 34 . provocando-lhe desmaios e problemas internos inespecíficos. — Eu estava surpresa com a atenção que me davam. madame. Se por acaso as intenções amorosas conseguissem sobreviver às maquinações femininas no ato de se despir. J. muito obrigada. mas era uma enorme desvantagem para a busca da paixão ilícita. O propósito óbvio do espartilho era modelar sua usuária com o perfil de uma ampulheta. tirando-lhe amplitude na respiração. querida Jenny. Vendida ao major Horácio Piltdown. No todo. madame. fique com minhas moças pelo tempo que desejar. — Oh. eu deva dizer. fora imaginada para evitar o despir rápido ou impetuoso.

Felizmente você percebeu no último instante e salvou a noite. o quê? — Reginald Nottingham é o que os jogadores chamam.. — Quer dizer que você não sabia? — Sabia. trajada como noiva num vestido especialmente costurado para mim.. Jenny. querida. — Eu senti que estava sendo injusta com os demais e com a senhora.. ofertando mais do que poderia pagar. é alguém que aposta falsamente para levar os demais a aumentar os lances. Então é melhor eu contar. Nottingham estava apostando em mim para dormir com Yvette? — Ah.. — Ela me sorria.. ou um beijo no rosto ou. Poderia ter ganho o maior lance. pois não é todo dia que uma moça tem a oportunidade de tal entrada. Reggie está interessado em você. Ele é uma espécie de amigo da família. Eu devia tê-la avisado. e tudo teria se transformado num desastre. — Injusta? — Ela me afastou um pouco. Senti uma pontada de ciúmes: — Quer dizer que o Sr.. madame. e eu não posso julgá-lo mal por isso. Nenhum de nós chegou além de beliscar os pratos. Uma única palavra de elogio teria sido suficiente. parecia que iria fazer a maior oferta. até mesmo.. 35 . Reggie e eu. por certo um de nós teria de falar! — Noite agradável — comentei eu. Um aborrecido major Horácio Piltdown. Reggie não poderia pagar nem a segunda oferta que fez! É praticamente um pobre deserdado.. voltou-se de costas e foi olhar na janela. Eu o odeio. E fê-lo se perder. Madame correu os dedos por meus cabelos. Engoli minha decepção. aliás. fazemos isso por vezes. Era óbvio para todos que você estava fisgada por ele. — O homem de barba que acompanhava Yvette? Ele mesmo. estava muito assanhada para pegá-lo. O pânico crescia dentro de mim. olhando-me. um "provocador". E trocou um de seus muitos talentos por alguns de Yvette.— Como foi. aguardando-me na porta. Mas deixou-se levar pelos seus encantos. em seguida. porém o silêncio taciturno do major destruiu meu apetite. algum serviço em lugar de pagamento. que. — Um provocador. — Não. Na noite seguinte. Perguntou-me se não poderia fazer qualquer coisa. madame? — Reginald Nottingham. recebeu-me com um rosnado e. percebendo que minha voz tremia. a mão estendida! Uma magnífica refeição com ostras e champanhe tinha sido colocada no quarto. E como mencionei. acompanhada por quatro damas. e o champanhe ficou fechado. subi a escadaria até a suíte dos noivos. Eu estava aborrecida e me perguntava por quê: — E o que lhe disse? Disse que você é quem resolveria.. no futuro. — Ela passou o braço por meu ombro. percebo que isso a perturba..

.... Por certo ele não era como os demais homens que madame me descrevera.. — Está chovendo! Ele era um homem amargo.. talvez madame Kooshay possa devolvê-las.— Bem desagradável — comentou ele.. ou inocente.. — Pelos céus. — Mas. mas me decidi a pegar o touro pelos chifres: — Se não me quer. — E sangue. Jenny. Antes que ele terminasse pressionei meus lábios contra os dele. Sinto repulsa só ao pensar. que prazer pode-se tirar de uma pessoa completamente ignorante.. me levantei tão rápido que quase emborquei a mesa. Seus braços. pareciam inseguros. — E ele parecia ranger os dentes. quando o mundo está pleno de mulheres atraentes e cooperativas. aproximei-me e tomei-lhe as mãos nas minhas: — Mas eu tenho experiência! — Quer dizer. jamais posso ver sangue! Além disso... Encostei meu corpo no dele.. você não é virgem? — Oh. por quê?! — Sei que é uma contradição. no fundo. por que me comprou? — Ele pareceu não me ouvir: — Odeio virgens! Plenamente confusa. E seus olhos não abandonavam os meus. — Não seria bom para nenhum dos dois se você tentasse. o senhor pagou mais de trezentas libras por mim! — Sim.. Ficou tão chocado que quase virou de costas na cadeira. major. — Jamais pediria isso a ela! Levantou os olhos para mim e percebi que... — Ele se afastou. ansiosas para irem para a cama? — Mas. eu.. — Certas atividades prazerosas não são estranhas a mim.. Afastei meu prato pensando que deveria ser bem violento.. sussurrando dentro de sua boca: — Major Piltdown: temos a noite inteira para vencer essa sua tola fobia. — Talvez. Minha língua insistiu e conseguiu abrir seus lábios comprimidos. Confesso que comprei-a pelo simples motivo de que é a moça mais linda em que já pousei os olhos! Minha oferta foi irresistível. 36 . major Piltdown: sou integralmente virgem! Quero dizer que não sou ignorante. Continuei em frente. Tocada por tal confissão inesperada. Me apaixonei no momento em que a vi... medo talvez um medo maior do que o meu. então.. que o melhor que tem a oferecer é um medo terrível? Por que um homem necessitaria disso. não.. De um momento para outro eu sentia compaixão por ele! — Tenho fobia por virgens. em torno de meu corpo. o que havia tomado por amargor era. Olhei a porta do quarto.. e sei colaborar! — Tomei de sua gravata e desatei o nó. desagradável.. — Por favor.

Quantos cavalheiros. a cada botão.. tirei os grampos de meus cabelos. tirando o cabelo do meio do caminho. muitas vezes. Olhei para cima. — insistiu ele. com fria determinação.. major.. me ajude. Desamarrei seus sapatos e ele os tirou. Peguei suas bolas na palma de minhas mãos. Como se tivesse vontade própria. mais as aventuras dos últimos dias.Ergui-me e. Infelizmente as coisas não corriam assim com Horácio. esse mais pérfido dos órgãos é capaz das mais baixas armadilhas. enquanto ele lutava com os botões. major! — Ah.. Ou por detrás. — E me ajoelhei. Do que eu presenciara com aqueles dois cavalheiros. pendia inerte. Seu pinto. é capaz de contestar as ordens de seu senhor e permanecer comatoso.. Aproximei-me dele. — Podia sentir sua respiração nervosa em meu pescoço. nada mais havia a remover. Mesmo sabendo que era nova no jogo. mas o pobrezinho precisava de estímulos bem mais rigorosos. mas minúscula. mais poderosa. Desabotoei as calças e puxei-as até os joelhos. ouvi-o inspirar. traçando círculos calmos com a ponta de um dedo. me permitiria jogar esse tipo de sedução. brincando com eles. Voltei-me de costas. — Vou ajudá-lo.. isto deveria resultar velozmente num enrijecimento de seu pau flácido. e minha imaginação. — Horácio. desobediente. uma coisinha bonita. abriu a camisa enquanto eu sentia. um princípio que defendi dali para frente. para o peito recoberto por um matagal de pelos castanhos que compensavam a total ausência de cabelos na cabeça. Jenny. brincando com o major: — Mas não é justo que somente eu esteja nua! Ele tirou o casaco. o corpo teso como se estivesse numa parada militar. no trem. Deixei o vestido branco escorregar pelos ombros e. pela segunda vez meus olhos se gratificam com a perfeição! — Porém. Ele suspirou. — Horácio. desconhecendo o que seja desejo ou paixão. Estava decidida a provar àquele pobre homem que podia lhe dar trezentas e cinquenta libras de prazer.. aliás. de vestida para despida.. Traição! Não estou falando da traição do homem contra a mulher.. Voltei-me diversas vezes. Quando lhe mostrei a bunda. de 37 . Enquanto isso. — Por favor. surpreso. diante dos olhos extasiados dele.. major. as mãos brincando com os pelos do meu púbis. Na época eu não sabia dessas coisas. planejei meu ataque. mas do comportamento traiçoeiro do pênis com seu proprietário! Cheio de vontades e. — Prepare-se para maiores prazeres. em voz rouca . Eu era honesta e acreditava que se tinha direito pelo que se pagava. Eu seria assim tão bonita? — Eu jamais havia visto antes uma transformação assim — disse ele. — E fiquei de pé. senti que ele preferia uma mulher experimentada. deixando-o apreciar-me. esse órgão masculino desleal. alças e amarras.

1903 Quando o major Piltdown sentou-se eu me ajoelhei e comecei a lamber e a chupar seu pinto mole. tirou o cinto de couro com uma fivela grande de bronze. no esforço de conduzi-lo ao estado de rigidez necessário a romper a razão de minha donzelice. fazendo-o tocar no seu traseiro apenas com o peso da inércia.. uma enorme variação nas resposta masculinas. seja para o major. — Se você quiser. pensei comigo..E. Colocou o cinto em minha mão. com as mãos inermes do major em meus cabelos. Jenny. Estaria dentro da etiqueta indagar do companheiro quais desejos especiais o satisfariam? Continuando daquela maneira eu poderia passar o resto da noite lambendo e lambendo. sob meus olhos curiosos. Horácio. — Talvez não tanta experiência. há algumas coisas que podem ser feitas. — E premi meu corpo nu contra o dele. bem no limiar da batalha. ainda assim o ruído foi de um tiro de pistola naquela carne branca como leite. a voz abafada pelo travesseiro. Ele apanhou a calça do chão e. putinha? Bata. não se viram em plena loja cheia de gente atacados por uma ereção. Aparentemente prazer e dor achavam-se unidos na espécie humana. sem desviar os olhos dos meus. o que devo fazer? — Você disse. o fato de encontrar suas armas desengatilhadas? Eis a aflição masculina que merece da parte de todas as mulheres da Inglaterra. com as pernas abertas e disse: — Bata em mim. Deitou-se de bruços na cama.. precisamente no momento em que conseguiram levar para a cama o objeto de sua afeição. ou em ônibus. bata! 38 . senti medo: ele sentiria prazer em bater-me?! Pegou-me pela mão e levoume até o leito.. nos alfaiates ou palcos? Para associar a injúria ao insulto. — Onde? — Na bunda — disse ele. sem que nada mais acontecesse. Por momentos. Embora fosse uma experiência sensual. mocinha — disse ele. lá estava uma variante de sir Randolph. Deveria haver. olhei-o: — Major Piltdown? — Horácio. ou do mundo civilizado uma profunda simpatia e compreensão. Ah. querida. — Horácio.. minha querida. enquanto passava a língua em círculos. J. em corredores. — O que está esperando. a paixão arrebatadora de minhas aventuras anteriores. — Qualquer coisa. levantando-me . que tinha experiência..inquestionável respeitabilidade. quantos desses mesmos cavalheiros respeitáveis não enfrentaram. pensei eu. Deixei que o membro saísse de minha boca com um estalo.. seja para mim. — Vamos. não criou... — Com total falta de jeito girei o cinto.

Horácio. O major Piltdown segurou o mastro poderoso nas mãos e. respirando com dificuldade por causa do esforço.. contrapondo cada batida seus brados. Jenny! — CRACK! — Já basta! — CRACK! — Chega. CRACK! — Delicioso! — De novo. enquanto ele se ajoelhava em meio a tartamudeio Desta vez. Ele estava com o rosto no colchão. enquanto eu experimentava uma estranha sensação em minha virilha. e sua boca parecia a de um peixe fora d’água. tomando conhecimento de suas ordens. cegamente.. comecei a bater com ritmo. retorcendo-se incontrolavelmente. Horácio.. com uma chapeleta púrpura bulbosa encabeçando um mastro vigoroso. — Fogo de metralha. silenciosamente. Subitamente. Ele gemeu e levantou a bunda no que parecia ser um convite. senhor. — CRACK! — Maravilhoso! Meu coração batia enlouquecido. interrompi. — Sim. Seu corpo se contorceu. Ele girou o corpo. de novo. — Sim. Eu também. pronta para o que viesse em seguida. apague uma daquelas velas no candelabro. eu sentia o calor familiar radiando de meu púbis para meus peitos e daí para trás de meu pescoço. Agora já mais prática. Seu pênis estava enorme. fodas. ele estava pronto para sua função. caralhos e porras! — Uma experiência estranha invadia meu corpo. — Pare. pois. de ramos vermelhos e sangrentos. soldados! — CRACK! — Arranquem a pele desses turcos! — O corpo do major se retorcia na cama.. me pediu: — Agora. — Bata mais. não podia pensar em nada. o couro encontrou a pele branca. sem ar. consegui bater nas duas nádegas ao mesmo tempo. 39 . — Delicioso. CRACK! — Oh. recobrando meus sentidos e baixando os olhos para seu caralho duro.. olhando-me. moça! — Por fim.. bocetas. você vai realizar outro serviço. Deixei cair o cinto. com voz autoritária. pequena Jenny. — Glória! Você é um anjo! — Obrigada — agradeci. o traseiro um mapa cruzado. agora.. — Sim. curiosa.Dessa vez consegui imprimir alguma força e. minha queridinha! — Eu repeti com toda a força. Claro que. — gemeu ele. eu o atingia no meio das costas. — Primeiro. — Obedeci à ordem. pela primeira vez naquela noite..

Sem entender o que queria dizer... o orifício se relaxou.. por certo! Ainda deitado. girando o falo de cera em pequenos círculos.. pressionando delicadamente. De novo eu estava sendo levada nas asas da luxúria do major. embora minha bocetinha se sentisse abandonada. Um raro sabor bocetal de uma safra especialíssima! Algo jovem. — A vela. — Hum. minha doce Jenny. pegando seu caralho. Jenny. Jenny — falou ele. — Ah. de súbito. O falo de cera escorregou para dentro da bainha apertada. lambeu a ponta dos dedos como se saboreasse um delicado prato. Serei eu o primeiro a ser fodido.. — Os papéis serão trocados. — Tem de estar bem amanteigada. Enfiei-a de novo e o major respirou por entre os dentes: — Fode! E.. — No meu cu! Pressionei mais.. Jenny. — Ahhh.. — Examinei-a.. Os costumes masculinos me pareciam.— Agora. Horácio. — outros três centímetros... 40 . querida.. esta noite. — Mais. — Com delicadeza. Tentei ver o rosto do major. mas seu enorme caralho me impedia. sentindo algo voluptuoso dentro de mim. tire-a do candelabro e enfie a ponta grossa na manteiga.. O caminho estava livre. o mastro magnífico parecia esperar hastear uma bandeira. levou os joelhos até os ombros. espantada. Meia vela estava implantada. Encostou a palma em minha boceta molhada. acima da virilha. — Adorável. Abaixo de suas enormes bolas o olho do ânus me encarava sem piscar. Seu traseiro estava inteiramente exposto e. como a alargar o cu dele. Ele gemeu e. Segurando a vela com ambas as mãos fodi-o selvagemente. a cada vez. Puxei o instrumento um pouco. — E ele buscou o interior de minhas coxas com a mão. rouco. — Ahhh. mas amadurecerá. Retirando a mão. — Ele ria como um moleque traquinas. mais intrigantes. O resto ficava para fora de maneira grotesca. — Venha aqui. De início achei a visão enervante. Restavam uns trinta centímetros sem queimar.. eu olhava a vela. observando o anel do ânus apertar a vela como se não quisesse abandoná-la. passou a massageá-lo: — Me fode! Comecei a enfiar e a tirar a vela em ritmo crescente. Coloquei a base amanteigada contra o seu portal.. — Sim. Macia como um passarinho. Uma vez mais obedeci. Três centímetros haviam desaparecido sem que eu encontrasse resistência..

violentando minha boca tal como eu esperava que fizesse com minha boceta virginal. Seu caralho. lambendo. Com a mão livre peguei minha xoxota. o militar gemia profundamente. 41 . e saiu da suíte nupcial. — Me chupe. alegrada pelo cumprimento gracioso. — Você é uma puta muito talentosa. minha querida Jenny. numa voz uma oitava acima do normal. mete! — gritava o major. Tudo acontecia ao mesmo tempo. Quando abri os olhos não o encontrei. Em alguns minutos encontrava-se junto à porta. criando um colchão com a língua. Pensei que fosse sufocar. — Mantenham o fogo. homens! Girei a vela em seu ânus. — Atenção! — berrou ele. Suas coxas se fecharam em minha cabeça e ele rolou o corpo. entreabri seus lábios e alcancei o clitóris. Em minha boca seu mastro enorme vomitava um leite ácido que eu engolia rapidamente para não sufocar. vestida apenas com um abrigo e soluçando. perfeitamente vestido. alcançava os portais de minha garganta. com seu caralho ainda enfiado em minha boca. O major e eu estávamos prestes a gozar. seu crânio polido rebrilhando à luz das velas e dos bicos de gás. Então. — Coragem! — gritou alegre. Minutos se passaram antes que eu conseguisse saber onde estava. veio a ordem: — ATIREM À VONTADE! E seu canhão explodiu em minha boca. Descobri que o major estava sentado na beirada da cama. deixando-me por baixo. Sua porra. A vela. como se fosse um adeus. Meu corpo passou a dançar cabriolas estranhas desde os peitos até a ponta dos dedos. ficara plantada em seu rabo enquanto ele fodia pela boca. começou a se vestir. — Firme. de súbito livre de minhas mãos. Fechei os lábios num anel apertado. Murmurou algo incompreensível e levantou-se. — Obrigada. selava meus lábios. fechando o punho no ar. senhor — respondi. apenas o teto iluminado. suas bolas encostando em meus lábios. Eu teria de contar as horríveis novas. mas o ronco parecia sair de todo seu corpo e não apenas da garganta. chupando. tão cremosa e quente. os olhos vazios perdidos no chão.Então. independente de seu senhor. companheiros! O major retirou um pouco o caralho de minha boca e o órgão parecia ter criado vida própria. Meia hora mais tarde madame Kooshay achou-me sentada junto à mesa onde jantáramos. engolindo. não resisti mais e enfiei a grossa salsicha na boca. mas relaxei a tempo e. Minhas costas doíam com a tensão. — Chupa. divina puta! A tensão em meu corpo crescia gigantescamente e tentava acabar ao mesmo tempo que meu companheiro. recebi-o inteirinho. percebendo uma gota brilhando na chapeleta do major. — Pela rainha e pelo Reino! — gritou o major. Ela me segurou pelos ombros. então.

Você não tem experiência. amor. a mais talentosa. — O jovem de Yvette? Mas a senhora disse que ele era um pobretão! — E isso é verdade. Jenny! Você é a mais linda moça desta casa e. madame? — Reginald Nottingham. para ele! — Não. até já tenho um em mente. — Teve a virgem mais bonita e encantadora de toda a Inglaterra. — Mas ele pagou tanto por mim. Você lhe deu o que ele descreveu como a mais excitante noite em toda sua vida. Jenny. Isso só criaria diz-que-diz-que que não interessaria ao major. além das setenta libras que já possui. cara menina. espera-se de uma virgem. fungando. mas isso. antes de sair. Ele estava radiante! — Mas. — Não entendo... — Os homens são criaturas muito peculiares — comentei.. depois prosseguiu: — É claro. Ela silenciou por momentos. — E nem sei o que fiz de errado! — Você nada fez de errado.. Ensiná-la a falar o inglês 42 .. — Oh. querida. de alguma maneira. — Isso seria ótimo! — E sua parte. achei que tinha sido desagradável. — O major pagou por algo e recebeu pelo que pagou — explicou madame. diferentemente dos homens que valorizam a inocência carnal feminina. do que ouvi.. poderá ainda fazer bom dinheiro. Outro leilão? Não. muito peculiares. obrigada. ainda poderemos escolher uma alternativa. Poderá transformá-la numa lady. Interrompi os soluços: — Como foi? — Sim.— Sou uma desgraça para sua casa. Alguns poderiam até dizer.. e estou da maneira que era! Sou um fracasso! — Eu dificilmente diria isso.... E as mulheres podem tirar vantagem disso.. Desta vez você tirou vantagem da perversidade dele. madame! — Afinal de contas eu não era um fracasso.. Mas ele poderá lhe dar algo melhor do que o dinheiro. Uma fortuna para uma jovem como você. O major Piltdown. madame! Estou profundamente envergonhada! — Não. Madame Kooshay estendeu-me um lenço: — Sim. Ainda é uma virgem e. é claro. Mas. — E qual seria. De fato. Ela levantou-se. ainda ficaria mais rica. seu desejo não era destruir seu prémio. Pelo contrário. Além disso. Ele só a elogiou. mas usá-la das maneiras que ele mais aprecia. tudo o que suas maldades lhes inspirassem. minha criança. Mas eu acharei o cliente apropriado. dessa maneira. elogiou-a nos melhores termos. poderá levá-la para além das cem libras.

cuja busca pelo proibido incluía o desejo perverso por crianças virgens com até mesmo nove anos de idade. Madame Kooshay girou-me de forma que minhas coxas ficaram por sobre seu rosto. Ainda molhada por seu delicioso suco. Você deve estar com fome. Mas antes segurou-me pelas ancas você tem de sair desse abrigo. Ela passou a língua em meus lábios. Deixou-se cair na cama de costas. Em minutos. Falarei com Reggie ainda hoje à noite. Se você falar como uma nobre. champanhe e demais iguarias. — E neste país a maneira de falar é a chave para o sucesso... trazendo minha xoxota molhada para junto de seus lábios. Reginald faz isso muito bem. Os meus primeiros dias ali. Por certo era um sessenta-enove! A forma mais maravilhosa que eu fiquei conhecendo de relação sexual! Um século mais tarde nós levantamos os rostos. minha doce. molhados e sorrimos uma para a outra. defendendo o nome deste estabelecimento. Você se tornará uma linda moça. com voz rouca: — Doce Jenny. Possuía o corpo de uma bailarina. E de súbito eu estava nua.. sem dúvida! — concordei. e disse. a mais popular desta casa.. Puxou-me para si. pensando que agora meus conhecimentos estavam completos. Vamos realizar o que as pessoas conhecedoras chamam de. As jovens sempre ficam com fome... como o de um lince. a compra por representantes inomináveis de filhos 43 .de baixar a cabeça para alcançar o “seu jardim das delícias”.como se tivesse nascido num castelo. consumimos todas as ostras.. como uma duquesa. depois.. além do rapto de crianças. ou sessenta-e-nove para as menos iniciadas. olhando-me com olhos úmidos. soixante-neuf. — Isso é o que mais desejo. Sentei-me na beirada da cama.. eles a aceitarão como uma nobre. disse ela. — Oh. Fique por sobre meu corpo e vou aumentar seus conhecimentos. sem os arredondados que a época tanto valorizava. Já vai entender por que se chama assim. um corpo adaptado à velocidade e à ação. o coração aos galopes. Apesar de nossa aventura anterior. e ganhará muito mais dinheiro do que sonhou na vida. enquanto ela mesma se despia. juntei-me à minha benfeitora à mesa. Uma indústria crescente alimentava-se de servir a tão horroroso paladar. — Delícia. Caso contrário. enfiou-a em minha boca e disse: — E agora você merece um prémio por seu comportamento com o major Piltdown. era a primeira vez que a via sem roupa. venha receber seu prémio. Isso incluía. nunca subirá além da classe na qual nasceu. Mais que dinheiro! — Uma escolha muito sábia. senhora. Ao mesmo tempo eu só tinha. — Delicioso. conheci cavalheiros brincalhões.. — Ela me puxou para si e beijou-me na boca. Ela era mais esguia do que eu.

E lhe asseguro que vai ser trabalho para valer. vestida num négligé leve. — Ele girou o corpo rapidamente. entretanto. não para me insultar! — Lutava para me libertar de seus dedos potentes. ou fica em pé quando deveria estar sentada. Tenho um projeto tão ambicioso. pegou-me pela canela e. para ser breve: você é a aluna ideal. imaginando quando é que começaria a fazer amor comigo. dei-lhe um pontapé no traseiro. 1907 Na noite seguinte. como se recebesse aplausos de uma audiência invisível: Ela é. Nottingham. — Sua imbecil! Eu vou fazer de você uma lady! E me segurou com seus braços musculosos. E nem estamos falando de seu comportamento à mesa! É completamente incompetente para dar continuidade a qualquer assunto de conversação e. surgiu você! — Eu?! — Confesso que estava crescentemente nervosa com todo aquele discurso. que serei famoso em qualquer local onde se fale inglês. a sensibilidade e a beleza natural. mais do que isso.. sua voz provocara um arrepio por todo meu corpo. ressonante: — Você é a mais linda jovem daqui.. por cima de seus berros: — Você tem direito sobre minha virgindade. — Achei que era um bom início. tão espantoso. e não posso pensar em algo que me descreva melhor. gritei. — Trabalhando? — Precisamente — disse ele. — Fez uma pausa. um inglês devidamente pronunciado e nada mais. J. No 44 . Sua maneira de falar. é abominável! Você senta-se quando deveria permanecer em pé. eu estava estatelada no chão. Mas estive esperando pela aluna apropriada e agora. maravilhosa! Senti a raiva subir por meu pescoço: — Você está infernalmente enganado se pensa que pode falar comigo desse jeito. — Você pode me chamar de Reginald. — Sim. no segundo seguinte. Virou-se para a parede e fez uma mesura. simplesmente. Reginald Nottingham falou em grave voz.de pais em extrema pobreza. menos quando estivermos trabalhando. porém. Possui o garbo de um lince. esperando um comentário meu. Um milagre! Um especialista no dialeto. quando já havia me desesperançado. — Até agora — continuou ele — criei para algumas mulheres apenas uma fachada. — Obrigada. embora só conseguisse sorrir para ele. você é perfeita! Possui a inteligência. mas apresenta a delicadeza de um hipopótamo. — Num impulso. Sr.E. uma vez mais eu dividia meu quarto com um cavalheiro.. Agrada-me testemunhar que madame Kooshay era uma das que jamais se degradou e menos ainda à sua profissão dessa maneira. E uma vez mais as coisas transcorreriam de forma inesperada.

. E mais: eu posso oferecer-lhe o mundo! — E ele andava de um lado a outro do quarto. ainda. ainda mais com aquela promessa. como moscas. pela aristocracia. desta vez vou trabalhar de dentro para fora e. Surpresa com suas palavras busquei me soerguer do chão. melhorar suas qualidades positivas. Você.. sem nenhum preconceito. Que acha? Meu coração pulsava loucamente. ou eu me tornaria a mais experimentada virgem de 45 . pelos nobres. Ele abriu um sorriso e me estendeu a mão. novas experiências. e sabe-se lá por quanto das demais mulheres no mundo. Melhor ainda. Não. Com voz suave e sedutora.. flexibilidade para mudar e uma habilidade para aceitar. quando eu terminar. Seus péssimos antecedentes são compartilhados por dois terços das mulheres inglesas. impressionada por aquele homem. Ergueu-se sem desviar os olhos dos meus: — Na verdade não me sinto seguro de nada disto e poderei estar cometendo um grave engano mas tenho observado você. Simplesmente porque prefiro deflorar uma lady a passar uma noite com uma ignorante.. uma putinha de Liverpool.. Levantou-me e aproximou-me dele. será aceita pelas classes mais sofisticadas da Inglaterra. volta e meia parando para me olhar. como se fosse uma repulsiva lagarta que poderá se transformar a qualquer momento numa linda borboleta. integralmente.. irritada por vezes.. Simplesmente porque prefiro deflorar uma lady a passar uma noite com uma ignorante. como moscas.. Existem muitas delas por aqui. a meu prémio.. como se fosse uma deles! Eu estava estupidificada pela proposta. Instruir apenas mais uma putinha. não apenas andará como uma lady. Por certo era um doido! — Não quero criar mais uma fachada. uma putinha de Liverpool. — E quanto a meu.. todos meus instintos me dizem que é a pessoa ideal...momento seguinte a ideia chegou até meu cérebro: Fazer de mim. com três características essenciais que não encontrei juntas em mais ninguém: intelecto. você não apenas falará como uma lady. Concordaria por qualquer motivo.. E você me excita ao extremo! Na noite do leilão vi-a brilhando como ouro bruto em meio ao barro.. encarando-me: — Exatamente. Existem muitas delas por aqui. uma lady? Ele libertou meus braços. Mas tal promessa seria honesta ou.. Já não conseguia mais perceber o que era um insulto ou um cumprimento. terei de esperar que você cresça até ser socialmente igual a mim. onde ele me jogara.. confusa. você possui qualidades que são raras. você será integralmente uma lady de berço! Pense no triunfo!. Que acha? Meu coração pulsava loucamente. disse: — Socialmente igual a mim. uma garota insignificante de Liverpool. minha cara. Porém. Concordaria por qualquer motivo.

. oh céus. Esperava que um dia Reginald se juntasse a mim. meu gênio. indaguei: — O que é meta. Será 46 . insistissem em que tal prática destruiria a saúde. saber andar. Os gentis homens. saber sentar-se. não era obrigação. — E então ? — Consenti humildemente. amor meu. E isso não foi senão o início! \ Graça. meta-fimose? — Céus! Metamorfose. Moças de classe recendiam uma gama enorme de essências florais que empregavam para camuflar o acúmulo dos cheiros. então. Jenny Everleigh. contenha-se em sua busca de outros prémios carnais. Nada há de espantoso nisso. como uma lady bemnascida. eu passara a adorá-los. fediam dentre outras coisas à morrinha de charutos. a atmosfera em volta de senhoras c senhores tornou-se algo mais suportável do que na primeira metade. eu serei uma lady? . — Será. — Para valer? — Sim. — Concordamos... Se for da vontade divina. Você tem que tomar banho todos os dias. J. na segunda metade do reinado da rainha Vitória. que inventaram os odores exóticos e artificiais que nada tinham a ver com flores e eram. desde aquela primeira experiência. como a lagarta. minha competência e com muito trabalho. tanto dentro quanto fora da profissão médica. Os exercícios de dicção multiplicaram-se para que eu pronunciasse perfeitamente os "o" e os "a". Graças ao advento dos encanamentos e banheiros internos.. espera que só se tornava possível quando me masturbava no cálido da água. E enquanto isso. disse eu! — Mas. Apenas sentia falta de uma companhia na água ao meu lado. 1919. Também você esperará por sua metamorfose. o banho diário estava entrando na moda. mas atividade gratificante. na verdade. nós conseguiremos essa façanha! Que mais poderia eu dizer? Com tanto trabalho pela frente. de seu lado.Londres?! Encarei-o sentindo um desejo tão intenso que minhas entranhas pareciam ferver.. até que não podia mais suportá-los. precise ou não! Nenhum cavalheiro autêntico pegará sua mão a menos que você ofereça! Quanto aos banhos. pose e postura. embora muitos.. para abrir suas lindas asas. Na verdade isso precedeu os perfumistas franceses os alquimistas do amor . se pensarmos que apenas dez anos atrás o costumeiro era o banho mensal se tanto! Naqueles tempos os agressivos odores diferenciavam os sexos.. Tal. com a qual hoje você se parece. eu conseguiria minha metamorfose?! A época que descrevo. querida Jenny. Ainda humilde.E. totalmente desconhecidos na natureza. tem de aguardar.

mas de uma verdadeira ciência e arte! Havia inúmeras variações: o aperto de mão firme. Reginald interrompeu-se em meio a uma sentença. Acabamos. o Sr. tomava chá e falava como se fosse alguém comandado por fios. concomitante. em meio a uma conversa. quase convidativo. sentava e me levantava. — Empertigue as costas! Estenda o pescoço! Mãos no colo! Joelhos juntos! Instintivamente obedeci-o. não natural. e eu olhava para a antiga Jenny como a uma velha desconhecida. um pouco menos. de confiança ou suspeita.. um mês mais. esperando confirmação. se tentasse um pouco mais. Shelley. como pegar uma xícara de chá. com os mestres pintores da Itália do século dezesseis. e falou: — Basta. A verdade é que eu havia me apaixonado por ele! Quanto a "oferecer a mão". o aperto sutil. o Paraíso Perdido. E tinha de ler os jornais. de amizade.. Jenny. De início eu caía desmaiada na cama. Por vezes trabalhávamos dez horas por dia.que isso também me estaria proibido? Evitei indagar. Keats. recostei-me na cadeira: — Quer dizer que. Dickens e. Jane Austen. os braços estendidos 47 . Eu me sentia uma concha apenas parcialmente cheia de um gás ou geleia. de aceitação ou rejeição. Meus únicos sentimentos autênticos eram dirigidos ao meu enlouquecido mestre. E não perdíamos o Museu Britânico. parecia grego para mim. quem eu era. Emily Bronté e sua obra mestra. Thackeray.. A pobre Jenny Everleigh havia se apaixonado por ele! E um dia. sentindo que uma presença estranha ocupara meu cérebro durante o dia.. em posição de sentido. E pela manhã seguinte abriria os olhos sem saber. através da qual o francês Champollion decifrou os hieróglifos egípcios. o suave e prolongado. Fiz o que era possível. depois de dois dias de aulas percebi que não se tratava simplesmente de uma atividade feminina passiva. e por vezes até os de minhas noites. Os espaços em claro de meus dias. antes ou depois! Desviar os olhos também fazia parte do ritual e para onde eram desviados podia se revelar ainda mais comprometedor!. onde me tornei íntima dos mestres flamengos e. ao certo. dias a fio. manipulados por outrem. de Milton. — Ele rebentou em riso.. Andava. amor ou desdém. Reginald Nottingham. também! Por vezes Reginald levava-me às "escapadas pelo campo": a Galeria Nacional.. o mole e desinteressado. o Sr.. Li Lorde Byron. Como andar com um livro na cabeça. Mas confesso que mal sabia ler. Oferecer a mão era uma forma de comunicação. eram preenchidos por leitura. E passei a encarar tais momentos como um prêmio de meus trabalhos. Porém a entidade que tomava seu lugar também me parecia estranha: fria. o coração aos pedaços: — Talvez. sete meses após o início. incompleta. onde fiquei maravilhada com a pedra de Rosetta. Seriam meses de árduo aprendizado. As mudanças vieram aos poucos. De início. como uma sentinela. minha favorita. o contato do olhar. jogando a cabeça para trás. como sentar-se. na época.. De repente ficou em pé. — Espantada.. falhei?! — Lutava para controlar as lágrimas..

— Mas você se enganou.. criamos uma obra-prima! E então as lágrimas explodiram de meus olhos! Um homem não se orgulharia de ouvir.. Apenas o que você me conta.. de novo... — você parecia ter saído dos esgotos. J.. Então. O elogio poderá abrir-lhes todas as portas.. é pouco cavalheiresco. Ele me despiu lentamente. a face avermelhada com o tapa. Tal como você. espantosa. que você zombe de mim. Senti sua língua buscando a minha... — Si. — E agora — respondi rindo diabolicamente aquela que saiu do esgoto desapareceu e.. ria de novo de mim e eu esquecerei as boas maneiras: lhe arrebento o focinho com este maldito candelabro. bela. — Meu coração disparara.... mostrando uma ternura que jamais mostrara desde que o conhecera.. ouvi-me dizer: — É deseducado.. ofegante.. estapeei-o na face com toda minha força. 1921 Reggie. por fim.. não preciso me portar como uma lady! Ele pegou meu braço com seus dedos férreos.. Jenny. Levantei-me e.. Jenny.para longe do corpo. enquanto eu sentia a vermelhidão assomar meu pescoço: — Talvez a falha tenha sido sua! — Sua bobinha! Claro que deve ter entendido! — Não entendi coisa alguma. beijando cada parte de meu corpo que era exposta: — Deliciosa. Talvez o objetivo estivesse além de minhas possibilidades. Mas. de súbito.. linda. — disse-me ele. E então. falei: — Uma vez que não consegui me transformar numa lady. além de toda expectativa! — Ele me afastou e ficou a me encarar: — Você e eu. seus lábios estavam sobre os meus. como por milagre. — Quando a vi pela primeira vez. secou-me as lágrimas com beijos. sim.. você está para fazer amor com uma lady que fala como uma princesa e que é capaz de portar uma xícara como uma rainha. encantadora. e você deveria rir comigo! — Como? — O sucesso é total. de uma resfolegantemente saciada mulher. esquecendo o candelabro. também dei o melhor de mim! Ele continuava a rir. E foi como se o beijo durasse um século. em voz convincente. Ele sussurrou em minha boca: — E agora.. Eu havia falhado e o cretino ria de mim! E conforme minha rígida postura me emprestava coragem.. Quando nossas bocas por fim se separaram eu estava sem ar.. que ele era um amante superlativo? Irmãs: prestem atenção. adorável. no tom mais digno que pude encontrar. 48 . porra! — Porra?! — E se arrebentou de rir. Reginald. Estava rindo de alegria. sua boba! Ninguém falhou e não tava rindo de você.E.. talvez mais ainda. afastando-me com os braços estendidos. Reggie.

mas algo mais complexo e sutil. Parecia haver entre nós um conluio tácito de transformar cada segundo num minuto.. lado a lado... inteirinhos. Logo. cada centímetro. que. começando a desabotoar-lhe a camisa. convulsiva. me masturbando. O tempo deixara de ter importância. Gemi na boca de Reggie quando. meus quadris começaram a girar de encontro a sua coxa. semiadormecido em seu ninho avermelhado. Seu estômago. entremostrando a musculatura. o sedoso ninho. sorrindo.. com um capacete enorme e púrpura.— Oh. de volta. Que emoção deliciosa! E o objeto de minha afeição era um corpo forte.. involuntariamente. minhas coxas. de pronto.. comêla. mais terna e íntima. conforme iam baixando por meu pescoço. — Para fazer isso você vai ter de se afastar. meus seios. Nossos corpos. Por fim ele liberou seu pau... de ombros largos e peito cabeludo! Seus braços pareciam capazes de feitos hercúleos.. deixá-la cair no chão. no momento seguinte. E então ele estava em meus braços. — quero vê-lo como você me vê. Seus olhos pareciam possuir a propriedade tátil: podia senti-los em minha pele. juntos.. murmurou ele quero beijá-la lá.... — me beije. Minhas coxas se abriram para dar lugar à sua. Era grosso. Levantou-me em seus braços como se eu não pesasse coisa alguma e levou-me até a cama. Reggie — arfei . e. e eu quero conservá-lo assim.. não a paixão de uma única afeição. acariciando-lhe a língua com a minha. Pela primeira vez na vida eu amava. E ficamos a nos olhar. mas encantador. minha barriga. Sem deixar de me encarar um instante sequer. até minhas nádegas e. junto! 49 .. conjurando visões de enlaçar um macho que me bombearia a boceta. dobrando cuidadosamente cada peça para. O pau do meu amor! O aparelho voluptuoso que em pouco tempo me livraria da incómoda virgindade! A cada dia eu me estendia no banho. logo ele estaria comungando com o corpo que parecia adorar. um par de enormes bolas simétricas. cada minuto numa hora e cada hora numa eternidade. não demonstrava pressa alguma: — E agora. enlaçada pelos travesseiros sedosos.. querido — disse eu. Semiereto era uma visão linda.... pressionou meu ninho virginal. até a região sensível de meu pescoço. e aquele belo homem seria meu primeiro amante. sugá-la. Porém. com a leveza de penas. enquanto seus delicados dedos acariciavam-me as costas.. Fiquei finalmente nua e ele se afastou para admirar-me. E dali. — Querida. — Amor! — Puxei os quadris dele contra os meus. meus ombros... Era um ritual estúpido.. não tinha traço de barriga o primeiro macho que vi dessa forma! . me devore! A espécie de prazer que experimentava era nova. Desceram. vi meu amado se despir. Peguei-lhe o rosto nas mãos. tirou a roupa lentamente. na base. cada palmo..

amor. Um dedo macio acariciou a aréola.. para frente e para trás. com os movimentos de quadris que estávamos fazendo. amor. Seria possível que aquilo tudo coubesse dentro de mim? Mas tudo foi um momento fugaz. — Você vai me foder! — Logo. Reggie. —Querido.. amor! — Você vai enfiar esse enorme caralho. a outra buscou um seio. — Vou bombear minha porra dentro de você! — Bomba. O duro mastro se esfregava em meu clitóris. Um tremor incontrolável se expandia dali para todo meu corpo.. tal como eu desejaria chupar-lhe o caralho se tivesse coragem de interromper aquele abraço. esse caralho lindo dentro de mim. Céus. brevemente eu o teria dentro de mim! A cabeçorra de seu pau entrava e saía das dobras da minha vulva. eu a aceitaria alegremente. — Eu vou fodê-la.. bomba. A primeira de 50 . diga para mim: você vai me foder. deixando-o encostar na minha boceta molhada. Reggie gemeu e chupou ainda mais minha língua. Ele me olhou: — Sim. querida! — Então. meu herói. minha deliciosa e lasciva boceta! Promete que vai me encher de porra! Promete? — Eu vou! Eu vou! — É toda sua. Minha boceta vai engolir seu pau inteirinho. titilando a pele delicada. Jenny. Ele afastou a coxa.. Seu mastro duro esfregava-se contra minha coxa e busquei-o. sim! — Onde nenhum homem entrou antes! Lá no fundo! — Sim. Mostrou ser uma grossa vara na palma de minha mão. vai me arrombar. me conte o que você vai fazer. com um pânico crescente ao ver o tamanho daquela pica que iria me deflorar. meu campeão! Meu amor! Ele me rolou o corpo e eu abri as coxas.. claro.. minha doçura...— Claro. Procurei com o dedo a parte de baixo da glande e acariciei-o lentamente. — Minha doce boceta aberta. Soltou a respiração que estivera presa.. — Oh. querida Jenny. — E com a mão espalmou minha nádega. querida. ao mesmo tempo separando as minhas e colocando seu imenso mastro entre elas. Como poderia ser diferente? Eu me tornaria uma mulher e esta seria apenas a primeira vez. amor! — E olhei para baixo. Se houvesse dor. Reggie! Eu esperei tanto! Vem. Jenny! — Reggie! Você vai ser o primeiro! — Vou rechear sua boceta com meu caralho! — Oh. agora! — Agora.. vai me abrir. e outro se juntou para pegar o bico do peito e girá-lo. lentamente. Não tinha a menor dúvida de que a alegria final seria bem maior do que a dor inicial. sua boceta. me foder! Estou me abrindo para você..

lentamente. excitado. os pelos vermelhos e castanhos se encostaram..quantas? Centenas? Milhares? Havia.. Que o macho fizesse o seu trabalho.. que sorriu. — E sorri. escorregava sem dificuldade pelas dobras da entrada. pouco a pouco. Escutei-me dizendo: — Que visão linda. Minha boceta recebia um caralho! Um homem me fodia! — Estou dentro de você anunciou ele. — “E eu mal podia respirar” com a sensação. Reggie. — Dane-se a dor! Beije-me e enfie tudo Segurei-lhe a cabeça com as duas mãos e vasculhei sua boca com minha língua. hipnotizados. A pressão. mulher! 51 . mas a dor se afundou no passado: nossas virilhas se tocavam. A cabeça do seu caralho. Reginald encostou a cabeça na entrada molhada e brilhante.. toda uma vida de êxtase. lá dentro.. um milagre! — E tirei o dedo do clitóris porque queria sentir apenas a ele.. Reginald! Por fim. encarando-o: — Só um pouquinho.. antes de qualquer coisa. O prazer se misturava com a dor enquanto eu me sentia. — É uma maravilha.. — Dói querida? Comovida por sua preocupação abri os olhos. Suas bolas acariciavam minhas nádegas. Todinho. Eu ia morrer tentando aguentá-lo ou. mas sem parar.. em mudo convite. sinto que vou explodir de alegria! Levantei as pernas ainda mais e enlacei-o com elas. Seus quadris pressionaram para baixo. até que. Jenny! — Então.. enquanto o guerreiro encapuzado começava sua penetração. dentro. O gesto pareceu contentar meu companheiro. tal como seu caralho logo faria com minha boceta. meu amor. Seu imenso pênis ocupava minha xoxota recém-deflorada até os portais do útero. Reggie! — E como é isso? — É glorioso! Estou com você inteiro. toda a cabeça entrou. ao contrário. diante de mim. variava com cada órbita. — Estou dentro de você murmurou ele. — Espere que tem mais. enfie amor! — Vai doer. lubrificada pelos meus sucos. Abri as pernas ainda mais. — É gostoso? — Me sinto inteira.. Nós dois olhávamos. Soltei um grito. — Sim. feliz: — Agora você me fez mulher. afundando sua máquina de perfurar dentro de mim. cada centímetro. cheia. gritaria em triunfo ao recebê-lo! Pegando seu monstruoso mastro.. minha boceta conseguiu acomodá-lo. sim.. em meu clitóris.. Inesperadamente busquei com o dedo meu próprio clitóris e passei a titilá-lo.

.. fizéramos amor e eu não tinha pensado em outra coisa. e a lembrança daquelas horas celestiais conservavam-me permanentemente estonteada. Meus músculos ainda doíam. Fiquei muda.920 E agora. estará presente. nesse meio tempo não só criei uma lady como transformei-a numa mulher. E já faz três dias que fizemos amor. — Eu. em honra do paxá Tufik. isso pode esperar um tanto. J. não! É cedo demais! — Está na hora. vociferada pelos padres e ministros e guardiões da moralidade pública. olhando-o na testa. — Pare de choramingar e me escute. 1. um vice-rei do Egito. — O príncipe de Gales?! — O próprio. E eu me afastarei de você como se jamais a tivesse conhecido. vamos testar o fruto de nosso trabalho. — Mas. por certo. até que me sinta mais autoconfiante.. a menos que 52 . Todas as pessoas importantes estarão lá.E. Reggie a ideia me deixava louca de nervosa . sentia minha boceta molhada. — Haverá um baile — continuou ele na sexta-feira.. Enquanto as esposas. Quatro meses atrás eu tinha em mãos uma pobretona.. só ao vê-lo.. filho de um quediva. E se não tiver confiança agora. meu doce. alastrava-se sob seus pés. três dias antes. Não havia mais encontrado Reginald desde que. Inclusive Eduardo. Não tenho tempo para alunas que não sejam aplicadas. imóvel. — Mas você me disse que estava alegre com o alcançado! Por que precisar da aprovação de um estranho?! Ele ficou a me olhar. a revolução sexual. — Você desistiria de mim? ! — Claro! — Seu cretino! — Daqui por diante você tem de andar com suas próprias pernas. mães e matronas da enorme classe média cobriam seus corpos com camadas e camadas de roupas protetoras. — E você. — Então você terá se comportado como uma imbecil.Numa revolta estava tomando corpo nos porões do edifício da moralidade vitoriana.. Mas creio que você passará com as melhores notas e elogios. Os juízes serão os mais inflexíveis de toda a Inglaterra. Quer me dizer por que devo ser testada? Sua voz tornou-se gélida: — Porque eu quero. Você não quer mais? — Eu a ensinei a olhar nos olhos da pessoa com quem fala! — Suas palavras pareciam um comando militar. terá após o baile. Agora. Espero que você se comporte de acordo com o que se transformou! — Mas suponha que eu falhe. nua e crua. e escondiam suas pernas de piano com a ameaça do fogo dos infernos. — E não fique encurvada! Empertiguei-me.

Se a estivesse revendo após quatro meses. assim. a lecionar em Cambridge. Escreveu dois livros sobre linguística moderna na Inglaterra e já foi convidado. Reginald consegue localizar uma pessoa. tal como você também não parece mais o que é. — Como é corajoso! Como me sinto envergonhada! 53 .. um pobre órfão! Nascido em casa de trabalhadores pobres. Na tarde de sexta eu estava simplesmente angustiada e decidida a não passar por uma humilhação. uma criatura miserável. e você. só que da mais baixa classe.. minha querida. Conseguiu se levantar por seus próprios méritos. Foi uma perfeição. outro gênio. — Ela me serviu chá. Não iria ao baile. — Mas então. ou desumana! — Está enganada. — Fiquei a encará-la. — Ensinei-a outras. Ora. inclusive chore à vontade. Jenny? — E ele me olhou como se eu fosse um repulsivo inseto.. continuou: — Você está falando de algo que desconhece. — Ele é um cretino! Não tem sequer uma gota de compaixão humana. E continuou órfão até os doze. das ruas. querida. Ela se calou por um longo momento. — Ele não é o que parece. Sua mãe era uma de nós. para acompanhá-la ao baile. — Ele abandonou meu braço e passou a andar pelo aposento. madame Kooshay me consolou: — Eu tenho fé em você. — Você vai me deixar aqui. um milagre.. como nos ensinou e ensinou a você. Reginald é um gênio. Até então faça o que quiser. E só falta de coragem poderá lhe proporcionar isso. sua pronúncia? ! — Ele ensinou a si próprio. Mas sexta à noite você estará linda! — Seu miserável cretino! — Que palavras são essas. Ela morreu de exaustão quando ele tinha só seis anos. Mas não é só isso. creio. só por ouvi-la falar umas poucas palavras. fraca.fracasse miseravelmente. antes de prosseguir: — Creio que será melhor para todos se eu contar. — Eu sentia as lágrimas prontas a saltar dos olhos. — eu estava surpresa — e sua educação. E. inúmeras vezes.. — Mas. no espaldar da cadeira . a curiosidade espicaçada. quando escapou.. — ele é verdadeiramente um gênio! — Sem a menor dúvida. Reginald Nottingham é filho de trabalhadores do East End. Olhando-me por cima de sua xícara. E como. autocompaixão e raiva duelando entre si. Ele. mortificada? — Sim. ainda pretende ensinar a outras. com um erro de poucas milhas. De um segredo que Reggie esconde mesmo de pessoas muito próximas.. não estou me explicando direito. Tornou-se um verdadeiro intelectual e especialista na condição humana.. simplesmente não a reconheceria. mais apropriadas. madame — recostei-me. de novo. — Estarei aqui de volta na sexta.

1919 Eu fui a bela da noite! Meu debute na embaixada egípcia foi um sucesso além da mais fervente imaginação! Depois de minutos de minha chegada o carnê já estava com todas as danças preenchidas exceto cinco. J. que. mais do que qualquer outra filie de joie do Império. Cobrará mais caro do que qualquer outra menina. — Talvez. Irei pelos braços de meu campeão. Era o fim de um mundo. é a isso que está se referindo. desde a cabeça até 54 . mas como a examinar um possível campo de batalha.. encontrará seus iguais! O que me diz agora? — Eu irei ao baile. ficarei orgulhosa de você! Mal sabíamos nós que em breve mais de trezentos e cinquenta mil atraentes e viris rapazes pereceriam na lama de Passchendaele. Reginald propôs que chegássemos meia hora após o início. a mais admirável mulher que jamais vi nesta ilha peculiar. Do topo de uma escadaria de mármore eu descortinava o salão de baile todo enfeitado. — Compreendo — Quando ele fala em teste. E depois. quando voltar — continuou madame Kooshay . O novo mundo ainda estava por ser anunciado e tremo só ao lembrar. E eu.E. cautelosamente. Reginald Nottingham e sua sobrinha. E que o resto daquela geração também viria a morrer nos horrores que se seguiram. apinhado de influentes e glamorosas pessoas. O som ribombante da voz do mestre-de-cerimônias anunciando me arrepiou a espinha: O Sr. Jenny.. — E ela fitou-me diretamente nos olhos.. — Ele tem o direito de esperar a mesma coragem de você. — Ele baixou o olhar. sua primeira protegida. E ele se sentirá orgulhoso de mim! — Isso é realmente nobre. Meu treinamento ditava que eu desviasse o olhar. porém fixei-o aceitando o desafio. Madame passou sua delicada mão por entre meus cabelos: — No baile.. E foi assim durante toda a duração do baile. eu reservara para um imprevisto. sir — respondi eu. a nata da sociedade internacional. colocando ênfase em cada palavra. também. Logo na fila de recepção o paxá Tufik. — devesse buscar maior número de representantes de meu sexo. pegou minha mão: — Você é. encontrei seus olhos negros fixos nos meus. — Minha mente era um turbilhão de emoções conflitantes. não vencido.— Deve mesmo. tal como o conhecia. hoje à noite.. sabendo que eu me tornaria o foco dos olhares. você não encontrará pessoas melhores que si mesma. Jenny Everleigh. vestido com um manto bordado com ouro. Jenny. Srta. cara moça. Conforme me levantei de minha mesura. — Claro. — você será a segunda dama deste estabelecimento. Nossos olhos estavam em combate sensual: — Não seria necessário.

— Então veremos — disse o filho do quediva. Havia belezas estonteantes naquele baile. à sua maneira. excelentes em sua conversação. Nottingham? — Sim. A maioria deles pedia para ver-me mais outras vezes. De início pensei ser um elogio fátuo. Seguiram-se os giros das polcas e das valsas. elevou a vista novamente: — Você teria a gentileza de reservar a primeira dança para mim? Creio que. e resolvi aceitá-los como verdadeiros. Por fim. Mas conseguia achá-lo atraente. eles jamais acreditariam! — Mas você nunca contaria?! 55 . sempre me neguei. mas tal compromisso de minha parte teria de receber aprovação de meu tutor. mas os cumprimentos se multiplicavam sem fim. cavalheiros de idade. eu asseguro. é uma prerrogativa minha. participaremos das cerimónias de abertura do canal de Suez. os braços fortes cruzados ao peito. alguns profundamente aborrecidos. E cedo passei a aceitar meu novo papel como se tivesse nascido para ele. prefiro solicitar. sir. pois haverá outros a bordo. — Eu ficaria honrado. me possuir. mas me controlei: — Ficaria encantada. saciado de meu corpo. ficando quase dez segundos apreciando meu busto. outros. querendo conhecer mais sobre mim. Tudo será muito alegre. — O Sr. Não pense mal de meu convite. de longe. A seu lado estavam dois homens musculosos. como a guardar o tesouro real. Não se poderia manter segredos diante desse barbudo potentado oriental. O melhor deles veio de Reggie: — Você é um total triunfo — murmurou ele. — Eu poderia apostar que. mesmo que contasse a verdade. resultado de uma vida por demais cómoda e certamente lasciva. Estará em boa companhia. meu iate particular. seus compatriotas. — E desta feita eu o examinei da cabeça aos pés. mas cada qual. em vez de dançar. Eu vestia um alvo vestido de baile cedido gentilmente por madame. em sua viagem de volta à minha terra.os pés. eu era a mais linda. Sua pronúncia tinha um sotaque francês. cara lady. porém todos os meus parceiros de dança afirmaram que. Antes de chegarmos ao Cairo. sir. Fiquei eletrizada pela oferta. dadas as circunstâncias. Porém. E era muito engraçado observar os olhos dos cavalheiros debruçando-se sobre meu decote. vestidos com cores berrantes. mas. com uma variedade de parceiros: jovens galantes. oficiais e diplomatas. Quando chegou a hora o paxá Tufik preferiu sentar-se junto a mim. — Seria minha honra. cada vez que vinham me tirar para bailar. Percebi tossezinhas atrás de mim. com uma qualidade de voz e uma capacidade de comando que faziam meu sangue ferver. segundo seus costumes. Por baixo daquele manto eu desconfiava de um corpo cheio de banhas. se aceitasse ser minha convidada a bordo do Maratini.

depois.. A mais bela e encantadora jovem de nosso meio. Jenny. Apesar da multidão estamos. dancei há pouco com ele. a música vai recomeçar. objeto de comentário de centenas de línguas.. Há pouco entreouvi o embaixador da Transilvânia observar que você era a filha ilegítima do príncipe da Bavária. a encenação de seu debute não poderia ter sido mais perfeita. Mas ele também é brilhante em outros sentidos. — Então. de cuja existência jamais suspeitávamos. — O senhor me lisonjeia. Ele percebeu meu olhar: — Não enrubesce diante dá evidência de meu desejo por você? 56 . De novo vi-me cercada por homens ansiosos de minha atenção. — E quando será isso? — Isso o quê. Tática deliciosa. quando estivermos a sós. E que esteve internada em escolas inglesas.. Eduardo e meu coração adejava como um pássaro. percebi que estava realmente falando a sério. inteligente. Li seu livro sobre os dialetos londrinos e achei-o fascinante. Eu tinha caminhado tanto em tão pouco tempo! — Jenny. Everleigh — sorriu-me ele . O príncipe de Gales estendeu a mão e os demais se afastaram. — Eduardo... minha querida. Olhando o carne percebi que sobrara uma dança. O prazer secreto de que desfruto é mais do que recompensa. repentinamente. agora.. Conservá-la escondida durante todo este tempo e. realmente. quero dizer. Teria ele desconfiado? — Quero dizer. — Não. Havia uma protuberância como uma linguiça avolumando a perna de sua calça. sir. Enlaçou-me e saímos a rodopiar: — Srta. pode me chamar de Eduardo.. seu tutor é um homem brilhante. colocá-la sob nossos olhos. — Creio que isso é um jogo. Vossa Alteza Real. Sem dúvida é uma forma surpreendente para todos nós. — Então. Suas palavras me espantaram. Já é. Ora. Sorriu-me: — Você foi integralmente aceita e. é claro. nos últimos dez anos! A ironia final é que o próprio príncipe da Bavária está aqui presente. sós.. e os homens intrigados. essencialmente. não cometerá mais erros.. E durante toda a dança ele insistia que eu confessasse ser a amante de lorde Churchill! — As mulheres estão invejosas.— Não tema.. — posso chamá-la de Jenny? — Ficaria honrada. e o idiota nem percebeu! Quase gargalhei: — Eu sei. Olhando rapidamente para baixo. Quando estivermos a sós. Vossa Alteza Real. tornou-se uma mulher misteriosa. querida Jenny. — Obrigada. Falo a sério. Porém eu não deveria fazer a escolha. — Não foi intenção. neste instante. será Eduardo. sir? — Quando estaremos a sós.

Vossa Alteza Real. toda inocente.. falei: — Creio que algo seria possível. permanentemente. Numa voz suave e sedutora. Se ele soubesse... — Pois seja. lady. — Que pena! Fiquei silenciosa por momentos. estarei na casa de um amigo.. para uma cátedra de ensino em Cambridge. Ele fechou os olhos: — Seu argumento é muito forte! — O seu me parece ainda mais forte e duro! — repliquei eu. disse: — O sr.. — Bem. é bem sério o que tem aí. — Pois deve ser. James Whistler. — Eu tenho certa influência. Reginald Nottingham é o homem mais qualificado do reino. deixei a mão casualmente raspar a protuberância do caralho real. poderemos nos encontrar no próximo baile. Eduardo.. Jenny? — Se ele fosse convidado... então. não.. Paramos de bailar e ele me conduziu ao lado do salão: — O que tem em mente. Virei o rosto por sobre o ombro: — Mas agora devo ir. — Raios! Você é ainda melhor do que eu supunha! — Um pouco mais. Tal como disse. para beneficiar os futuros alunos e. Deixa Londres de vez em quando. Nottingham. Eduardo.. — Sim? — Se ele fosse convidado maior número de vezes para conferências em Cambridge.. ficaria mais distante.— Não.. — Onde posso procurá-la? — Creio ser melhor que eu o procure.. Voltei os olhos muito abertos para ele: — Sir? — Você disse uma cátedra de linguística? — Creio que nessa área o Sr. — Espere... e. 57 . — Ele riu. Então. num futuro próximo? — Desconheço os planos dele. enquanto rodopiávamos bem no centro do salão. deixando os olhos acariciarem meu busto. — Então. assim. — Talvez.. ficaria chocado ante tal proposta. Existem outros em meu carne de danças. Vossa Alteza Real. como que refletindo. — Jenny Everleigh... diria ainda eu. as oito. posso procurá-la? Discretamente. — Só faço isso. impressionante. é claro! Não existia a menor dúvida de que o futuro rei me desejava! Bastaram segundos para que eu planejasse minha tática. você é uma mulher cheia de ardis! Aproveitando a proximidade. — Bela troca. meu tutor. levá-los a glorificar intelectualmente o nosso reino. que raras vezes uso. — E ele sempre a acompanha? — Oh. Quarta-feira próxima. eu seria expulsa de Londres num segundo.

. ao voltar do baile. — Eu lhe asseguro que ele estará em Cambridge. e o príncipe da Bavária. — Jenny e eu discutiremos isso mais tarde — interveio madame. O resto da noite foi uma sequência de valsas de Strauss e rostos mal focalizados.— Oh. que ele beijou. E todas as moças dançaram com Reggie. com cada uma de nós. Se estiver presente nessa noite. É mais que justo que ele dance. Fiquei avermelhada. — Vocês deveriam tê-la visto com Eduardo.... — E... todos os homens concorriam para ganhar as atenções de nossa Jenny! E as mulheres estavam verdes de inveja! Até mesmo o paxá Tufik ficou cativado! E ainda convidou nossa heroína para zarpar com ele. — Um jogo! Vamos brincar! — gritou Yvette. ao menos uma vez.. só temos um único convidado homem. Srta. J. Eu havia conseguido! Eu havia conseguido! E m todos estes anos descobri que são os ingleses a manifestar maior propensão a loucuras sexuais dos mais variados tipos. Mais champanhe foi tirado de nosso porão. é claro. em seu iate particular. eu não sei. leitores destas memórias.. Madame não deixara que os músicos da noite se fossem. Todas as moças estavam presentes. será impossível embarcar numa viagem romântica. — Ofereci-lhe a mão.. Quanto a mim. Everleigh. pois aquela festança nos pegara de surpresa. Estendi-lhe o carne de danças e ele escreveu o endereço. — Qual jogo? 58 . como foi descrito por você. e o embaixador francês. para o Egito! — E você aceitou? — foi o coro que se ouviu. — Enquanto isto. ainda me olhando nos olhos — Mas. A casa fechara naquela noite.E. Vossa Alteza Real. depende de onde estiver meu tutor.. o que nos transformou numa multidão alegre. sua tola! Ela o teve em suas mãos. uma a cada vez. — Qual Eduardo? — indagou Magnólia. caro Eduardo! Chegarei com meu coração ansioso. perceberão que também tenho tido prazeres até mesmo em uns tapas no traseiro. — Até então. será o futuro intelectual de nosso reino. discutindo com o reitor o que. como anseio por encontrá-lo lá. Reggie enlaçou-me pela cintura e girou-nos até que eu ficasse tonta: — Ela foi mais que capaz! As outras moças começaram um ruidoso pique-pique. No entanto descobri que é muito mais reconfortante dá-los do que recebê-los. Coloquei de volta em meu decote: — Até quarta.. — O príncipe de Gales. 1911 — Eu sabia que você seria capaz! — disse madame Kooshay colocando champanhe na taça e fazendo um gesto com a outra mão.

Rose. e depois naquele local secreto. — Titile esse homem — comandou a americana a Maria. Maria. tentava alimentá-lo com um de seus deliciosos peitos. enquanto ela a abria por cima dele. o instrumento começou a ficar ereto. do outro lado. fiquei surpresa que o caralho de Reggie ainda continuasse mole. englobou-lhe os seios nas mãos e. Quando ele pegar uma de nós. Essa teimosia obstinada continuou por mais um minuto e meio. Reggie gemeu e. Maria obedeceu. Lesley percorreu os dedos delicados sobre suas bolas. exatamente. E. E ela pegou a cabeça do pau de Reggie com sua graciosa mão. desde as bolas até a cabeça. Reggie ficou tenso. — Poderá pegar a próxima. terá quinze segundos para descobrir quem é. Fizemos um círculo em torno dele. A primeira sorteada foi Lesley. na pronúncia tão diferente de todos. com fingida seriedade. com quem havia sido confundida. com segurança. de súbito. disse: — Vou me divertir com você por. respondeu: — É Maria! — Errou! Errou! Reggie arrancou a venda. — Não concordo. Se chegar ao orgasmo nesse tempo. E. De início ele fingiu ignorá-lo. olhando espantado para Lesley: — Mas é inacreditável! Seus seios são idênticos aos de Maria! A garota norte-americana pensou por instantes. Ele passou rapidamente as mãos sobre seus quadris. dez minutos. A essas alturas Lesley estava lambendo seu pau. O pau de Reggie estava flácido. Ela o fodia literalmente com a boca. Enquanto isso. e Reggie recebeu sua venda. — Então terá de obedecer às ordens daquela moça! — E se eu acertar? — perguntou Reggie. só olhando. Se eu acertar. terá de trepar com todas as quinze de nós ao mesmo tempo. a moça é que obedecerá a meu desejo! — Tudo bem! Tudo bem! Os músicos foram dispensados. montando sobre a cabeça de Reggie e mostrando-lhe sua deliciosa vulva. queixou-se: — Isso é uma punição injusta! Minha língua vai esporrar antes que eu acabe com a décima! Madame ficou como juiz enquanto ele foi deitado num sofá. Passou a lambê-lo e a 59 . porém a tentação era demais e ele não resistiu. a primeira vez que eu o via assim. — E se ele errar? — perguntou Yvette. até perto saco. fazendo um oval com os lábios. recémchegada. Num segundo estávamos todas nuas — inclusive a gorda Sra. Ele gemeu quando Lesley engoliuo inteiro.O homem cego! Cada uma de nós tirará a roupa continuou Elvira. entre as bolas e o ânus (me contaram que era ali que os homens tinham um clitóris primitivo). uma jovem de Nova York. Quando madame contou o primeiro minuto.

mordiscar o bico. Tenho de admitir que. não! — Não. Apesar de tudo Yvonne suspirou. entrando em contato com aquele jardim de luxúria. Lesley pegou o cacete de Reggie e enfiou na própria boca. quando ela se debruçou sobre o meu colo. e na esquerda. apreciando-a. Com a outra mão eu sentia seu clitóris intumescido entre meus dois dedos. seu traseiro vibrando com os círculos voluptuosos e. gritou: 60 . Oh! Yvonne mexeu o traseiro de um lado a outro. passei as mãos por seu traseiro firme com imenso prazer. buscando o contato da xoxota contra a minha. levantou a cabeça e uivou.. Ele lhe ordenou que ficasse sobre o meu colo e recebesse palmadas durante cinco minutos. Para mim ficou claro que Reggie desviava sua atenção para o seio de Maria. como árbitro. logo depois... — Tem certeza de que quer parar? Ela hesitou. que já estava empastado de suco vaginal. — Acabou o tempo! — gritou madame Kooshay. Porém a luta mal começara. Reggie levantou-se. A próxima a se oferecer foi Yvonne. cá e lá. o maior da casa. Tirei os dedos de seu clitóris. A garota baixou o corpo. Maria! — gritou Lesley. girando os quadris. de súbito. Sua cabeça ia e vinha continuamente. Jenny.. Yvonne e eu protestamos. o quê? E estapeei de novo. — Tô acabando! Me mete! Aaaaiiii. passando o braço por suas contendoras. O som foi um estridular de tiro de pistola. fazendo com que a cabeça a penetrasse. A audiência o saudou como se fosse um herói vitorioso voltando da batalha. com crescente velocidade. Continuava a massagear-lhe o traseiro enquanto o corpo de Yvonne vibrava por antecipação. — Receba a porra dele! — Maria estava tremendo. — Chupe. A palma da minha mão bateu onde eu desejava na nádega esquerda. — Devagar. Passei minha outra mão entre suas coxas. Os músculos estavam tensos na expectativa e eu parava minha exploração. mas madame interferiu. enquanto Lesley o masturbava de início lentamente e. Bati de novo na nádega direita. meio em dor. secundada pelas demais. fazendo-a gemer meio em êxtase. gozando gloriosamente. — Mais? — Nã.. Reggie descobriu facilmente o que fazer. — Viva o Reggie! — gritei eu. — Está pronta? — perguntei. Depois de pegar seu traseiro. No quarto minuto Lesley pegou o mastro de Reggie e pincelou a boceta de Maria com ele. exausto. enquanto Lesley chupava seu caralho. As moças aplaudiram quando madame contou o terceiro minuto. E então. mas vitorioso. agradada..

Ela nos olhou... Magnólia e a pequena Clara. não. Yvonne? — Sim. céus!. Outras duas. fazendo seu quadril vibrar em minhas mãos! — Ahhh!. enquanto lhe acariciava o clitóris.. — Gosta de apanhar.. Uma vez mais Reginald foi vendado.. perdida. Faz tanto tempo! — Mas você não se esqueceu como é? — indagou uma das moças. ouvindo-se apenas a respiração ofegante da moça em meu colo. um ato de cavalheirismo da mais alta ordem! Ele continuou em frente. vai! — gritaram em coro algumas garotas. — Se esqueceu..— Quero mais! Quero mais! Voltei a acariciar seu clitóris. oh. E só pararam para se unir aos aplausos que se seguiram. Tô gozando! Tô gozando! E então tudo ficou em silêncio. eu me senti orgulhosa. oh! — Bati mais ainda em seu traseiro avermelhado. fazendo-a gemer. seus seios caídos e. Enquanto isso enfiei meu indicador naquele buraco molhado que ansiava por um caralho.. fechando os olhos para a realidade à sua frente. nosso Reggie vai lembrá-la — interferiu outra. estavam se masturbando. 61 . Então. senhora! — Bato mais forte? — E girei seu agora enorme clitóris entre indicador e polegar. dona Rose! — falou Elvira.. quando ele interveio: — Então sugiro que Elvira me dê o castigo. — Não. Rose para apalpar. enquanto a estapeava. Quando Reggie se inclinou e beijou-a nos lábios. senhora. — Vai. agradando e acariciando aquelas carnes flácidas até que ela gemeu. elas a deitaram no sofá. Ele percorreu seu traseiro disforme. que você fode essa puta até quase matá-la. ele ficou com ar falsamente surpreso. E Elvira. Pensei que a "brincadeira" de Reggie não fosse dar certo. após uma hesitação. gritou: — Elvira! Nós quase morremos de rir. — Você vai gostar. — Oh. enfiei três dedos na sua boceta. a negra jamaicana. senhora — completou Reggie. — Você tem direito a punição — disse madame a uma Rose que parecia deprimida. — Será um enorme prazer. segurando-lhe braços e pernas abertos. também fingindo falso ciúme. — Oh. senhora! Entra em mim! — E então. mal conseguindo acertar aquelas nádegas que se movimentavam doidamente em meu colo. sim.. Por certo isso era um ato de caridade! Não.. Desta feita deram-lhe a Srta. falou com raiva: — Então. A mulher empalideceu. Ao lhe retirarem a venda. como pedindo ajuda. enquanto minha outra mão golpeava.

alternadamente. de novo com a venda na cara. meter e tirar! Ficamos olhando.. A cabeça bulbosa daquele magnífico mastro estava prestes a penetrar os portais da paixão da Sra. o som rítmico e líquido dos sucos expelidos. Também ele estava gozando! E todo seu corpo entrou em espasmos. enfiada e contra enfiada. como um bate-estaca de construção. diante de nossos olhos incrédulos. seus dedos em meu rosto. totalmente sincronizada. Mas duas pessoas sensuais trocando a carícia do sexo. o ruído profundo das respirações. Rose inverteu o quadro. É.. — Enfia! — berrou Elvira.Elvira se aproximou e enfiou a mão no tufo cabeludo da velha mulher: — Ela está pronta para você. enfiada e retirada. encostando-o na abertura. ela assumiu a posição dominante.. dando e arrancando prazer! Inacreditavelmente. E ficaram esticados como dois animais mortos. como uma sirene de fábrica. Reggie. Sem interromper o contato. Então. enquanto algumas garrafas de champanhe foram abertas em brinde a esses dois atletas das ilhas britânicas! Depois. manobrando seu enorme quadril com graça e colocando seu parceiro de costas. Rose. engolia e expelia aquela vara brilhante de dentro de si. puxando-a contra si.. quando Reggie fez a penetração. mas foi introduzindo seu pênis lentamente. lubrificando-a com seu tesão. — murmurou ela. Como se existisse um magneto entre nós. suas mãos buscaram meu corpo e eu nem sequer respirava! Numa fração de segundo eu estava envolta em seus braços. os gemidos e rugidos! E ela. madame Kooshay girou Reggie três vezes sobre si mesmo e deixou-o para escolher a próxima. Por um momento pensamos que ia ter alguma coisa e morrer! O rosto de Reggie contorceu-se num esgar.. boquiabertas! Não era o quadro que esperávamos. arrancando um suspiro da Sra. cavalgando Reggie! Todas nós suspiramos. Fiquei inundada de 62 . depois de uma luta titânica! O silêncio foi total por alguns instantes. — Tanto tempo. Segundos depois ela despencava sobre Reggie. — Fazia tanto tempo. aplaudimos. sem respirar. Fiquei olhando. como um cavalo escoiceando.. Por fim ela emitiu um gemido contínuo. é o céu! E então se transformaram numa máquina de trepar. Mas Reggie continuava a fodê-la. Não "enfiou" como ordenara Elvira. a Sra. seus lábios sobre os meus. de um gentil homem dando prazer a uma velha senhora. Estávamos hipnotizadas com o som da trepada: a batida de carne contra a pele. — Oh. fazendo-o meter ainda mais fundo. Rose. céus! — Ela vai gozar — disse uma das moças. Está inundada e aberta! — E pegou o caralho de Reggie. transpassá-la com sua imensa lança.

seja na guerra.alegria. é dia de folga da cozinheira e ela mal aguenta esperar esse dia para entrar na cozinha. Sempre demonstrei um talento inato para a felação e grande sensibilidade em relação aos temores do eventual parceiro. Ele arrancou a venda ao gritar: — Srta. — Não vale! — Golpe sujo! Peguei-o pelo braço e nos encaminhamos para a escada.. voltamos para as demais: — Não há nenhum golpe sujo. o que ela fez. — Neste caso e voltou-se para as demais . — O paxá Tufik. escolho que descansaremos por hoje à noite. Não me importava que tivesse ganho. Jenny Everleigh! Por fim. — Um cavalheiro árabe. Anunciou-se como emissário do paxá Tufik.. 1909 Dois dias após meu triunfo no baile. Creio que devem ter seguido Reginald para chegar até você. Foram feitos há pouco. Com essa combinação as pessoas operam verdadeiros milagres.. sorrindo. e métodos misteriosos.. querida. Naquela noite. — Não é provável. rolando em minha imensa e macia cama. — Um homem a procurou hoje — comentou ela. Dormimos até o meio-dia. Em outras palavras. Deu uma gargalhada e subimos a escada rumo ao aposento.. querido Reginald! Qualquer coisa. minha querida. respondeu madame. fiquei quieta esperando que me desse a xícara. Houve um verdadeiro rugido no aposento. realmente uma pergunta inocente. eu tomava chá com madame Kooshay em seu "sanctum". Confusa. Reggie Nottingham e eu fizemos amor sem parar. — E até agora eu vivi um pouco de ambos. — murmurei — será que ele espalhará a verdade? 63 . Fiquei espantada: — E como ele me encontrou?! — Eles têm dinheiro ilimitado. — Creio que o paxá Tufik deve ter descoberto a verdade desde o início. serei eu a escolher a prenda! — Tudo o que quiser. — E o pensamento me entristeceu. — Esses bolos que Rose faz são maravilhosos. almoçamos e voltamos a nos amar até o anoitecer.. Se isso fosse verdade. até que o sol iluminasse nossa janela.E. J. ou qual seria minha sina. e vagamente apreensiva com os acontecimentos. eu não teria passado no teste.... jamais mostrei os dentes. Quando chegamos ao primeiro degrau. seja no amor — sentenciou ele.. — Mas por quê? — Isso é. Não se lembra de que nos contou que o paxá a convidou para um cruzeiro até o Egito? — Mas eu não levei o convite a sério! — Pois era sério! ela falou colocando mais chá para nós..

— Não. Ele achou sua atuação fantástica e, seu emissário, o Sr.
Hassam, nos garantiu que ele deu sua palavra, jurando sobre o
Coração e toda essa espécie de coisas. Nada tema, Jenny.
— Graças aos céus! — suspirei, mordendo o bolo.
— E para encurtar a história, o paxá resolveu pagar cinco mil
libras por sua estadia a bordo.
Eu engasguei com o pedaço de bolo:
— Cin... cinco!
— Cinco mil libras — completou ela. — Foi a quantia a que
chegamos por mútuo acordo. Mais a sua passagem de volta, é claro.
Aquilo, para mim, era dinheiro para toda uma vida!
— Claro, Jenny, que a decisão final é sua. Se concordar, eu
gostaria de propor que dividíssemos a quantia em partes iguais. Sua
metade será depositada no Banco de Londres, em seu nome.
Naturalmente haverá despesas com um novo guarda-roupa; essas
despesas também dividiremos em partes iguais.
— Depois de tudo que fez por mim, madame, é mais que justo!
Mas estou amedrontada... Egito... Só conheço Liverpool e Londres!
Jamais pisei num navio, nem sequer cruzei o Tamisa de barco!
E ali era meu lar, ali tinha minhas amigas, uma profissão segura.
Cruzar um oceano com estranhos, enfrentar os desconfortos e os
perigos de uma terra distante! Só sabia que o Egito era longe,
misterioso, não civilizado e habitado por pessoas chamadas árabes,
uma raça oriental que se vestia curiosamente e cheirava diferente de
nós.
— Pense um pouco antes de resolver, minha cara. Só não se
demore, pois o paxá terá de arranjar as coisas. Seu prazo é até
amanhã à noite.
Apesar de meus medos, sentia-me atraída pela aventura, pela
promessa de distantes lugares exóticos, a experiência do proibido.
Madame estendeu o braço e me pegou a mão:
— Jenny, fico feliz de que você não se tenha deixado levar só
pelo dinheiro. Você ganharia a mesma quantia se ficasse aqui.
— Porém, cruzar o oceano na companhia do paxá poderá ser algo
mais que apenas uma viagem. Você não embarcará apenas num iate,
mas numa outra vida. Colocando de outra forma: você está numa
encruzilhada. Tal como encontrará outras, ao longo de sua vida. E a
cada vez sua vida se modificará, para melhor ou pior. Sua viagem de
trem foi uma delas; se não a tivesse feito, naquele vagão e naquele
específico compartimento, hoje sua vida seria totalmente diversa.
— Graças aos céus eu estava lá!
— Exatamente. E agora tem outra escolha a fazer. Vai continuar
numa estrada já conhecida ou arriscará uma aventura?
— Mas aonde essa aventura poderá me levar?
— Impossível dizer. É como jogar uma moeda, Jenny. De uma
coisa você poderá estar certa: essa viagem trará enormes novidades
e você sairá dela mais sábia do que hoje.
Suas palavras me excitaram. Impulsivamente exclamei:
— Se eu recusar, irei me arrepender por toda minha vida!

64

— Então aceita?
— Aceito!
Madame Kooshay debruçou-se por sobre a mesa e beijou-me no
rosto:
— Hoje à noite enviarei a mensagem ao paxá.
Um pouco mais tarde eu contei a ela de meu compromisso com o
príncipe de Gales. Só não contei do acordo que fizera com ele. Quanto
menos pessoas tomassem conhecimento do assunto, melhor. Homens
são animais muito peculiares, e Reggie não deveria ser exceção. Se
ele soubesse que sua cátedra em Cambridge fora trocada por meu
corpo, garanto que seu orgulho ficaria ferido. A discrição, nesse caso,
tinha de ser total.
Naquela noite, quando já me preparava para dormir, escutei uma
discreta batida na porta. Era Reggie. Eu o recebi em minha camisola
rósea. Ele trazia uma garrafa de champanhe e duas taças. Em um
instante estávamos sentados na cama, bebendo. Ele parecia um tanto
embriagado:
— Estive comemorando — explicou. — Hoje recebi um convite
de Cambridge para uma conversa. Estão querendo criar uma cátedra
permanente em linguística!
— Reggie! Isso é maravilhoso!
Ele tocou a taça dele na minha e bebeu: — Eu jamais poderia
sonhar com tal golpe de sorte!
— E quando será essa conversa?
— Na quarta-feira. — Inclinei-me e beijei-o:
— Meus parabéns!
— Não posso imaginar por que estão me querendo. Dei algumas
conferências, como convidado, mas não creio que isso fosse
suficiente!
Talvez eu estivesse ficando nervosa com sua linha de raciocínio
— Talvez seja melhor simplesmente aceitar a sua sorte. A cavalo dado
não se olham os dentes.
— Bem lembrado... — E colocou mais champanhe em sua taça,
deixando cair um pouco na cama. — Perdoe, mas quando bebo
demais fico desajeitado!
Tirei a taça de suas mãos e o beijei, sussurrando ao seu ouvido:
— Faça amor comigo, Reggie, é outra maneira de celebrar.
— Ah, como eu adoraria, Jenny. Mas o demónio do rum é inimigo
de Eros. Ele é quem tem a última palavra e duvido que seja capaz,
mesmo com você...
— Eu afugentarei o maldito demónio... — Comecei a despi-lo e
ele riu:
— Minha corajosa heroína! Tente quanto quiser. Mas aviso que
vai falhar. E se deixou cair nu na cama: Como você vê, falta
determinação ao meu cacete. Sua causa é perdida
— Vou provar o contrário — murmurei dentro de sua boca.
Serpenteei por seu corpo abaixo, como uma verdadeira cobra, e
prendi a massa mole de seu pênis em minha boca. Saboreei-o como
se fosse um doce, banhando-o com minha língua.

65

Explorando por detrás das bolas do saco, encontrei o buraquinho
em meio a nádegas tensas. Havia método em minha loucura era uma
artimanha discutida por Yvette e Magnólia, dias atrás. Lembrando-me
de suas palavras, molhei o indicador na umidade de minha boceta e
então, cuidadosamente, comecei a introduzi-lo no ânus de Reggie.
Gentilmente, tendo penetrado só um centímetro, comecei a mover o
dedo em círculos, enquanto continuava a sorver seu caralho mole.
Pouco a pouco, conforme o ânus ia se abrindo, eu enfiava o dedo
mais um pouco. Meu homem gemeu quando o esfíncter cedeu,
dando-me ainda maior acesso. Aí entortei o dedo para atingir o local
secreto, na glândula que Yvette insistia que todos os homens
possuíam.
Sucesso! Seu órgão começou a crescer em minha boca, a se
expandir! Fiquei maravilhada com a mágica. Continuei minha
vingança lasciva, acompanhada pelos gemidos dele. Reggie começou
a girar o quadril, fazendo com que meu dedo se aprofundasse ainda
mais dentro dele.
Seu pênis tornou-se duro como um ferro, fodendo-me a boca
enquanto eu o fodia pelo rabo. Com a outra mão peguei seu mamilo e
belisquei-o, criando um verdadeiro triângulo: mamilo, cu e pau.
Reggie parecia agonizar de prazer. Seu instrumento, um canhão
muscular, ocupava toda minha boca. Era um aparelho bonito, nem
muito grande nem muito pequeno, exato para encher minha boca
sem adentrar em minha garganta. Suas mãos seguravam meu
traseiro enquanto ele gemia:
— Oh, Jenny! Você é a melhor chupadora de pau de toda esta
ilha! Quando eu tiver poder no governo você receberá uma medalha
por prestação de serviços inestimáveis ao reino.
Porém meu pobre Reggie não gozava, precisaria de muito mais
tempo. Obviamente havia consumido álcool demais, mas eu era uma
mulher dedicada. O prazer, mais do que o tempo, era o objetivo.
Segurando-o para que ele parasse de me foder pela boca, passei
a língua por baixo de sua chapeleta púrpura. A resposta foi imediata:
seus gemidos aumentaram de intensidade e suas mãos adejaram em
frente do meu rosto. Com a cabeça do caralho na boca, passei a
massageá-lo.
— Oh, Jenny! Você conquistou o demónio! Agora posso entrar em
você!
Gradualmente diminuí o ritmo e tirei o dedo de seu rabo. Ele
girou por cima de mim, abriu minhas coxas e aproximou-as de meus
peitos. Segurei seu cacete e enfiei-o na minha boceta intumescida.
Devagar, lentamente, suguei aquele caralho para dentro de mim. E
então ele passou a me penetrar, pistonando lentamente, deslizando
para dentro e para fora. Seu saco batia contra minha bunda
cadenciadamente.
— Você faz amor como uma lady, Jenny. E isso não a ensinei.
— E no que uma lady é diferente das demais?
— Uma verdadeira lady é mais que um simples receptáculo.
Uma verdadeira lady dá prazer e também tem prazer. — Eu ri, feliz.

66

ele parecia uma enorme máquina de trepar.. em meus braços. Sustentando-se apenas na ponta dos pés e na palma das mãos. — Não posso. seu corpo batendo contra a carne resiliente de minhas coxas abertas. quieto. Eu também ficarei calada. Ele deu mais duas ou três metidas e desabou.E.— Então você tem de me trepar como um cavalheiro... madame! — E por que não? Todas nós ficamos. fazendo com que ele aumentasse seu ritmo. Vamos às compras. Eu havia vencido o demónio e estava feliz. — Terei de avisar Hassames que você só estará livre. na quarta-feira. Diga que ficou menstruada. — Delicioso. é razoável que espere uns dias antes de içar velas. E mal sabia. então. fiz amor com muitas mulheres. madame. — Não posso! Eu prometi! — As mulheres sempre podem. Um trato é um trato! — Você tem qualidades nobres! — Obrigada.. — Ela permaneceu quieta por alguns instantes. uma vez ao mês! — Então tive de contar-lhe sobre meu acordo com Eduardo.. minha escolha primordial. — Mas madame.. — Magnífico! Comecei a mexer as cadeiras. Ele também sorria quando o enlacei com as pernas e suguei-lhe todo o pau com meus músculos secretos. Devo deixar claro aos leitores destas memórias que os homens foram. — Reggie sabe disso? — Achei melhor não contar. Se fosse preciso escolher. Se deseja pagar cinco mil libras por sua presença. — Fez muito bem. Cheguei ao orgasmo olhando-o nos olhos e sorrindo. 1913 — Você disse quarta-feira — comentou madame Kooshay. esquecendo a sobremesa. Cancele. que se passariam nove anos antes que voltasse a dormir com ele! Durante minha longa carreira tanto como objeto como sujeito sexual.. É como comparar um rosbife com uma sobremesa. eu lhe contei. — Para Reggie. Conforme fui chegando aos espasmos. me dando uma enorme alegria. fazendo com que seu membro abrisse ainda mais minha boceta. — Temos de prepará-la imediatamente. digamos. — Reggie modificou a inclinação do corpo. perder a cadeira em Cambridge seria muito pior do que uma viagem para mim. no domingo? — A senhora acha que o paxá concordara? — Estou certa. — Sim? — Eu tenho um compromisso com o príncipe de Gales na quarta.. murmurei. eu escolheria rosbife pelo resto da vida.. minha cara. É claro que não 67 . J. — Não se pode fazer omeletes sem quebrar os ovos. ele passou a me enfiar rapidamente. no entanto.

Fiquei surpresa com a presença do dono da casa. Faversham. — O fator importante em meu trabalho não é o motivo. os pelos púbicos. Agradecida. acima dos quais apresentava um lindo cabelo avermelhado. você continua não percebendo o importante — contestou Whistler. porém as relações harmoniosas de luz. Não. Minha mãe tem pouco a ver com este quadro. honrando o compromisso assumido no baile do paxá. Como tenho tentado explicar a este cabeça de mula real — disse-me. forma e cor. — A mãe de Whistler — murmurei eu. — Tentei desviar os olhos. Everleigh o compreenda. Todas as menções a tais inovações artísticas devem ter sido extirpadas do Velho Testamento no início da Era Cristã. Eu também me sinto atraído por esse quadro. Já sugeri que ele mudasse o título para "Retrato de minha mãe". E. 1921 E este quadro continuou James Whistler é o que chamo de Composição em cinza e negro. de uma mulher sentada e de perfil. Como sentirei sua falta! Respondi com meus dedos procurando por seu ventre. Madame imediatamente tomou posse de meus lábios. eu buscando seu delicioso seio para mamá-lo. como alguns insistem. com lábios finos e olhos redondos. pegando-me pelos ombros e voltando-me de frente para o quadro. Em segundos estávamos nuas sobre a cama. os artistas parisienses ou os guerreiros japoneses. pois havia pensado que o encontro fosse a sós com o jovem príncipe. Jenny. irmãs nativas. — É inusitada. Durante o chá ela me fizera algumas perguntas inteligentes sobre esta ou aquela personalidade. Também encontrava-se presente outra mulher. fazendo-a rolar em voluptuosidade. Eu não possuía educação artística.contarei sobre a razão de seu atraso. — O quê? — É como deveria se chamar: "A mãe de Whistler" — repeti com mais confiança diante do olhar aprovador de Eduardo. lady Letitia Faversham. Talvez a Srta. Uma vez que foram os hebreus que inventaram quase todo o resto. mas não consegui. beijei-a no rosto. — É a mãe de James — explicou Eduardo.. 68 . É minha crença que as atividades nessa área foram aperfeiçoadas enquanto eles fugiam pelo deserto do Sinai para contrabalançar a chatice das areias sem fim. nem. os me-Ih ores são os bem educados ingleses de ascendência hebraica! J. Eu chegara à residência do americano James Whistler na hora do chá. Era uma estranha pintura.. Era bonita. — Não. tentando me localizar na sociedade. Estrangeiros não devem saber das aventuras de um futuro monarca. — Ah. esposa do coronel Harry M. argumento que a arte do prazer sexual é hebraica. mas me sentia atraída pela obra de forma muito estranha. Como evidência posso apontar o fato de que os melhores amantes masculinos do mundo não são os pescadores croatas.

Eduardo? — Num baile. — Bravo! — gritou Eduardo. — Quando? — indaguei. De início não consegui entender coisa alguma. —Não para você. Voltei-me para lady Letitia. — brinquei. Apesar de sua contrariedade à minha sugestão de título. que se conservara calada: — Ele já a pintou assim? — Não. — Eu comprarei o quadro — avisou Eduardo. Jenny — falou o pintor. Sentamo-nos bebendo champanhe. Será uma sessão a sós para que não haja distrações. eu vou pintá-la — anunciou Whistler. era diferente de tudo o que jamais vira. Whistler me olhava intensamente: — Foi lá que perdeu os sapatinhos de cristal? Suas palavras me espantaram. Abstraída. — E então? — perguntou o artista. E deixou muita gente de língua de fora. — Não importa o quanto busque palavras. Sentia-me hipnotizada por formas. — Pago em dobro — animou-se o príncipe. Everleigh. e que madame Kooshay era minha fada-madrinha? — Sim. Não existem essas palavras! — Exatamente — bradou Whistler. os três estavam sentados a me examinar com curiosidade. ainda que fosse — desafiei-o. Podia dizer pelo seu olhar. — E.. Ele sabia! Eu estava certa disso. cores e figuras que não podia definir. parecia ainda empenhado em ganhar minha aprovação. Por fim. 69 . quando me virei. ignorei o tempo a passar. Levantou-se e veio colocar a mão em meu ombro: — Onde você encontrou esta linda mulher. A pintura parecia resistir a uma mera descrição visual ou coisa que o valha. levando a taça aos lábios. — Não. poderia ele saber que eu não passava de uma Cinderela. — Jenny. pela intensa maneira com que me examinava. batendo palmas. — Você. Whistler estava me mostrando seu trabalho. — Então beberemos à sua saúde — falou o artista. não consigo descrever sua pintura ou os sentimentos que me provocaram. não emendou Whistler. o Sr. — Letitia e eu ficaremos olhando.Uma hora depois. — E isto — ele tirou um pano de cima de uma tela — eu chamo de Noturno em negro e dourado.. — seria uma honra posar para você. — Nua — completou o pintor. é uma das raras pessoas que entendem o significado de arte pela arte. — Gostaria muito de apreciar — sugeriu a dama. graças aos céus — respondeu ela. uma pobre empregada fantasiada de grande dama. Srta. . — Teria sido minha ruína. — Eu sou uma dama misteriosa.

— Fiquem onde estão. Nossos dois homens não haviam participado da visão. enchimentos e artefatos. — Tudo será revelado a seu tempo. Mas. ao contrário do Sr. — Então hoje à noite. como se estivessem num musical. — Aqui ou num quarto? Whistler olhou-me e. Num momento. jamais experimentei algo que transcenda o sexo. o que acha? — Eu acho muito erótico exibir meu corpo. pois eu me interpunha entre eles e aquele monte de Vénus. O recorte era bem delineado. ofereci: — Posso ajudar? — Ah. depois. — O que está havendo? — indagou Eduardo.. Everleigh — riu a mulher. — A arte transcende tais mesquinharias. Srta. se você partilha dos sentimentos de Jenny para se exibir. botões e laços. ao voltar-me. querida lady. Whistler. — Eu acharia uma audiência bem estimulante. em especial esta. Transmiti essa ideia ao ouvido de lady Letitia e ela se arrebentou de rir. — Mas viajarei em poucos dias. Ajudei Letitia com todos seus alfinetes. Ela colocou um dedo em meus lábios. — Verdade? — Whistler colocou-se atrás de sua cadeira e enfiou uma das mãos por seu decote. para Eduardo. — Isso não foi galante. por favor. lady querida.. — Esta conversa está se tornando deliciosa. Lady Letitia o olhou por cima dos ombros: — Seu feio! Seu feio! — Há um momento para tudo.. James! — E Eduardo levantou-se para tentar ver o que se passava. O "V" parecia muito pálido. — Parece-me — interveio Eduardo — que pintá-la nua seria um ato erótico por si só. — Whistler continuava lhe acariciando os seios. Sorriu: — Isso depende. silenciando-me. — Ah! — comentou lady Letitia. Ao perceber que a roupa o atrapalhava. pontuado por um clitóris perfeitamente esférico.. olhei o púbis para ver se a cor era idêntica à dos cabelos e espantei-me: seu púbis estava nu de pelos! Olhei-a no rosto e ela continuava a rir. como se fosse uma pele emergindo de uma floresta primordial e visse a luz do dia pela primeira vez. Seus charutos grossos mais pareciam duas picas. camisas e camisetas. Ajoelhei-me para examinar a estranha visão.. 70 . — Acho que devemos trocar de mulheres. percebi que os cavalheiros haviam se sentado e fumavam charuto.. Quando lhe retirei a calça longa. — E você. cavalheiros — pedi.. Jenny. — Ele é muito desajeitado..— Em breve. amanhã pela manhã. — Por certo alguma deformidade recente — comentou Whistler.

Senti um desejo perverso de dar-lhes um show que consistia apenas nas reações de lady Letitia às investidas lascivas de minha língua. — Abra sua boceta para mim. Fiquei tensa com sua reação. Everleigh está sendo apresentada a mim — a voz de lady Letitia tremulava ao compasso de minhas lambidas. — Que está acontecendo aí? — indagou o príncipe de Gales. Everleigh. manipulado por linhas invisíveis. beijando-me carinhosamente. ao sentir o gosto de seu próprio suco em minha boca. por favor! — E ela entreabriu as pernas. Ambos estavam com as enormes picas para 71 . sua deliciosa bocetinha se abriu rósea. do outro lado da sala. escorria seus sucos abundantemente. querida — disse eu. Seus dedos afastaram os lábios intumescidos e. Srta. como uma flor exótica. Voltei-me para olhar nossos cavalheiros que. Peguei uma nádega em cada mão e puxei-a para frente. a essas alturas. depois. Everleigh. continuavam sentados pouco além.. — A Srta. — Obrigada — disse. Everleigh? — Estou fascinada. onde foi submetido ao furacão pela minha língua.— Gosta. percebendo o ardor de minha própria vagina. Então. passou a chupar minha língua como se fosse um pênis. — Vou gozar! Me chupe! Oh. sim. Depois. junto com ela. Seu quadril girava como o de um dervixe. — Céus! — gritou ela. enfiando a boceta na minha cara. interrompendo minhas lambidas. Fiz minha língua explorá-la de baixo para cima tocando-lhe o clitóris. — Você pratica essa arte com uma habilidade! Minha língua agradeceu o elogio transmitindo-lhe choques táteis. num tremulo grave. Era de minha experiência que o tremor de bundas femininas indicava um orgasmo próximo. Enlouquecida de tesão eu fodi lady Letitia com minha língua enrijecida e deixei-me levar. Posso beijar? — Oh. — Delicioso — comentou o futuro rei. me chupe! Ela pegou minha cabeça com força. Nossos acompanhantes masculinos mal podiam divisar o que ocorria o que aumentava a provocação da cena. um contraponto para o tremor de tensão de suas nádegas. e ela gemia continuamente. enquanto eu olhava. Srta.. beijei-lhe a vagina como se fosse seus lábios. — minha querida Srta. Momentos depois ela me abraçou e me puxou contra si. Ela seria um boneco em orgasmo. todo o corpo saltando em espasmos. girando minha cabeça. com os tremores de seu orgasmo. — Jenny a está chupando! — comentou Whistler. Sorri para a xoxota de lady Letitia que. O prazer máximo estava se aproximando! Peguei-lhe o clitóris entre os lábios e chupei-o em minha boca. Minha boca pressionou contra a suave pele e enfiei a língua delicadamente. imobilizando-a. — Ah. — gemeu ela.

Estava banhado em luz por uma dúzia de lâmpadas de óleo. — Ainda não amanheceu — respondeu James Whistler — e eu a quero. — Por favor. Estou exausta. caro Sr. Nada do que fez em sua vida terá sido tão importante quanto isto.. você poderia ter dito e sido mais gentil.. Passaram-se alguns momentos até que eu percebesse que me encontrava no quarto de James Whistler e que a mão e o caralho pertenciam ao futuro monarca da Inglaterra que... Descansará logo. Ainda estava escuro. Eu quero pintá-la! — Ah. Com estes corre-se o risco de nem perceber. Conforme fui me aprimorando nesses assuntos fisiológicos. Mas se você deixar para outra hora eu vou me divertir mais. a nenhum outro detalhe anatómico. Existem espadas longas e delgadas. ainda semiadormecida... e quando se vê ou se sente.E. fechei os olhos para tentar dormir. Agora! Tais palavras não falavam diretamente ao coração de uma lady. e uma pica ainda semidura enfiada em minha pobre e esgotada vagina. — Boa noite. Meus músculos doíam. — Talvez. passei a preferir espessura ao invés de comprimento. — Talvez numa outra vez. semienrolada em estranha cama. Chocada com sua violência deixei-me arrastar por ele até uma plataforma no centro do estúdio. dormia a meu lado. agora não. — Deite-se de lado — ordenou ele. Pegou-me pelo braço e tirou-me do leito. — E me enrolei para dormir. Eduardo e eu tínhamos trepado durante horas e eu não descansara o suficiente. roncando. e existem bate-estacas grossos.fora. Fui acordada com um tapa no meu traseiro nu. Uma estranha mão achava-se sobre meu seio. — Você é jovem. já atingiu o fundo! J. —Ele falou rapidamente: 72 . Em segundos o pintor chegou junto à cama. Whistler. masturbando-se lentamente. e. 1903 Fiquei semiacordada em estranho quarto. em silhueta na porta. aliás. Perguntei-me há quanto tempo ele estava ali. Quando me virei. Dirigi-me à aparição junto da porta: — Bom dia. como se fossem tocadores de bumbo a acompanhar um lento desfilar do exército.. E levantei-me furiosa: — Seu animal! Você seria capaz de violentar uma dama contra sua vontade? — Sua boba. Inspirando fundo. a real pica saiu com um "plop". — respondi-lhe. Passou-se ainda um tempo antes que eu percebesse por que acordara: havia outro homem no quarto.

com igual pontaria. mulher! — berrou. Sem mais palavra. pegando uma almofada. Ela acordou assustada como eu. minutos antes. do outro lado do estúdio. embora taciturno. ao ver-me. A certa altura lady Letitia nos interrompeu com ovos fritos. acorde! — A mulher simplesmente continuou a emitir suaves roncos. Por fim. mostrava sinais de fadiga. em torno da mesa de trabalho. Era hipnótico. Enquanto isso vamos começar com esta iluminação mesmo. e naquele dia eram uma colagem de pinturas.. rins grelhados e mais chá. ele passou a pintar sob a luz de lampiões a óleo. examinou um pouco a obra e cobriu-a com um pano. 73 . Olhou-me como se eu fosse um prato de frutas e examinou o teto envidraçado: Dentro de uma hora o sol nascerá. ainda que eu tenha de mover montanhas! — e ele deixou lady Letitia cair nos travesseiros como se fosse uma boneca... mais um pouco. um nu. Tenho o quadro aqui e bateu com o dedo na têmpora inteirinho pronto. algumas horas pareciam voar enquanto outras se arrastavam. impedindo-me de vê-la. repetiu o ato. Eduardo partira e lady Letitia saíra e voltara mais tarde. — balbuciei. Quando a escuridão invadiu o estúdio. comendo biscoitos amanhecidos com geleia de laranja. Ele pegou outro travesseiro e. Pensei nele durante horas e agora só falta executá-lo. Whistler sentou-me em cima de almofadas. sorriu: — Srta. deu dois passos atrás.— Você me excita e quero aproveitar isso. Everleigh! Como está bonita! — Seu corpo. A pose era confortável e. os cabelos espalhados num delicioso leque ruivo. Rosnou raivoso e. Whistler estava totalmente mergulhado em seu trabalho. eu voltaria a dormir. tal como o meu. parecia disposto a esperar-me. de forma que meus pés não tocavam o piso. Ela levantou-se e. — Eu gostaria de uma xícara de chá. — Inspirou. acorde. por vezes passando uma hora inteira sem me olhar. Pegou-a por sob os braços e tentou levantá-la. parecia extremamente nervoso e impaciente. Posei o dia inteirinho e a noite também. Na penumbra. Dez minutos mais tarde sentávamos. Whistler. lady Letitia dormia praticamente nua. — Chá.. deu-lhe um tapa no traseiro que ressoou pelo aposento. como se tudo fosse questão de vida ou morte. haveria crianças em sua vida? Whistler. atirou-a certeiramente na cabeça de Letitia: — Vamos. — Agora?! — Ele me fuzilou com os olhos. sentado. — Aí está. — Não preciso mais de você. — Droga. — Deixe-a! Não quero mais chá! — Você quer chá e vai ter chá. — Seu cretino! — gritei eu. os três. Queremos chá! — comandou ele. vestido apenas com calças que anos atrás teriam sido brancas. como se tivesse corrido quilómetros. Perguntei-me que tipo de marido teria. cruzando o quarto.

desejando me reunir à dupla e compartilhar as alegrias do cacete de Whistler que. Letitia havia liberado o pênis do artista e deixado-o ereto. de forma que eu pudesse arriscar um olho na pintura.. — Verdadeiramente. Comecei a me vestir. ainda paciente. quem se importa? Um dia. Desta vez eu removi o corpete deixando à mostra seus seios pequenos e mimosos. aproximando-se cada vez mais dele. entendo. — Pensei que tivesse recebido o suficiente para um mês! — Eu nunca trepo o suficiente. Diferentemente da gorda linguiça do príncipe. Eu adoro deste jeito! 74 . James. — Para quê? — Para ficar nua — continuou ela.. estava apontando para a frente como a indicar o caminho do prazer. E chegara a minha vez de ficar sentada. beijando-a doidamente enquanto seu mastro se amassava no ventre dela. — Não vai? — Hum — resmungou ele. pensei eu. ela pressionou sua delicada barriga no rosto do pintor. — Mas eu vou viajar para o exterior! — É uma obra de arte que passará para a posteridade. — Sua voz tremia. Voltei-me e seu rosto ficou a menos de um palmo do meu. — Ah. com um seio quase inteiro dentro da boca.. Ela o segurou por instantes.. Um ano. Fiquei excitada com o tom de sua voz. e percebi que lady Letitia fazia o inverso.. Ela me sorriu com jeito conspirador: — Pode me ajudar de novo. de novo? — Precisamente. Lady Letitia abandonou-o e agarrou o espaldar de minha cadeira. acariciando-o logo abaixo da glande. irritada. Ele levantou-se e abraçou-a. cinco ou dez. Por fim. girando o quadril.— Posso ver? — Quando eu tiver terminado. Seu triângulo púbico nu movia-se convidativo. Ela se inclinou. — murmurou ela. empinando o rabo para ele: — Trepe comigo. agora que ele se afastara. — Você vai me foder outra vez. — Com qual finalidade? — As minhas finalidades. Quer que eu trepe com você. Caberiam perfeitamente numa taça de champanhe. — Eu quero você dentro de mim.. Lady Letitia aproximou-se de Whistler com um andar felino. você verá. por detrás de mim. balançando seu quadril de maneira voluptuosa. observando. querida? — Whistler se aproximou: — Que vai fazer? — Tirar a roupa — explicou Letitia.. com o uso de suas delicadas mãos. uma nobre mulher. o pau de Whistler era longo e delgado. Em segundos.. Ela me indicou de maneira totalmente discreta que estava fazendo isso para distraí-lo.

. que criavam um halo fantasmagórico sobre minha cabeça. e as raízes maiores formavam os lábios.. Delgadas raízes formavam os pelos pubianos.. — Ela gemia dentro de minha boca: — Está tirando. Everleigh. Respirei fundo e cruzei o estúdio. não lembrava uma rainha. — Srta..Olhei por cima do ombro dela e vi seu amante abrindo caminho com o caralho na mão. Do outro lado da sala o traseiro branco do ensandecido artista continuava em movimento. com a luz de apenas uma lâmpada a óleo.. entre os dentes: — A pintura! Chocada.. Srta. Passei-lhe a mão pelos cabelos com afeição: — Deve estar tão gostoso. que. o corpo grande de Whistler escondia a estrutura delicada de lady Letitia. O homem era um louco! Não era à toa que me impedira de ver o trabalho. Meu rosto brilhava em calma beatificada. Aproximou-se.. mas como se a boceta tivesse se transformado numa verdadeira orquídea. Por vezes é a melhor forma. Minha abertura vaginal ficava por baixo do galho principal.. concordei. Não era como se tivesse sido colocada na boceta... num vaivém frenético. que parecia controlar o ritmo de seu companheiro. Seus olhos se fecharam e os lábios se entreabriram. mas a Virgem Maria! Que blasfémia! A única outra cor era de uma orquídea magenta que emergia de minha vagina. Eu era uma rainha azul. — Tomei-lhe o rosto entre as mãos: — Me conte o que está acontecendo. afastando-lhe as nádegas. vi a tela: a composição era escura. Cuidadosamente levantei uma ponta do pano e. está pondo! A cadeira vibrava com a cópula dos dois e a língua de lady Letitia repetia os movimentos que seu amante lhe provocava. e toda a área rebrilhava com meus sucos. Fiquei excitada ao perceber a contração dos músculos da face no que poderia ser dor... percebi que havia me esquecido do motivo de tudo aquilo.. — Sussurrou ela — também gosta deste jeito? — Sim. a cabeça já entrou. mas era profundo prazer. — Ahhh.. ganhando-me tempo. — Beije-me. O que encontrei ali ficará em minha memória para sempre! Era um estudo numa centena de tonalidades de azul. Olhei para trás. na verdade.. Voltei-me para observar os amantes. A tela era imensa. Visto de trás. — Ele está me enfiando lá dentro... 75 . coroada com uma riquíssima tiara com pedras azuis. Everleigh.. uma massa indistinta. Minha vagina inundava-se em solidariedade a eles! Foi então que ela fechou os próprios lábios e disse. ereta e com ar verdadeiramente nobre.. A cadeira na qual fora sentada se transformara num rico trono azul. Ele está na entrada. ai. cutucando. Ohhh. Peguei a lâmpada e aproximei-a da tela para ver melhor..

.. sim! — Chupei-lhe a língua enquanto apertava seus mamilos. a outra... Nas folhas e pétalas da orquídea podiam-se perceber ninfas e ninfetas. fodendo-a com fúria crescente. A visão daquele quadro modificou totalmente a maneira como eu pensava a meu respeito. Não existia umbigo! Os bicos dos peitos eram minúsculos rostos orientais. pois. Mas nunca consegui! — Eu a ensinarei.. Beijei-a profundamente: — Seremos amigas para sempre! — Ahhh. — Sim. (Décadas após a morte de Whistler. Srta. de novo. — E a mim. nem a biografia de Pennell sobre o artista nem os dois catálogos que cobriam sua obra jamais fizeram referência a este quadro. uma delas de uma linda mulher com asas e. Abraçou-nos.. Litty. — Já... sentada na poltrona junto ao casal. foi lindo! — concordou ela.. — Já ouvi falar deles. se eu o considerava chocante.. estou sentindo as bolas dele no meu clitóris! Oh. — Obrigada. sim. o rosto de lady Letitia junto ao meu. Os olhos refletiam também minúsculas imagens. As mãos tinham sete dedos alongados e graciosos. minha amiga — murmurei-lhe. ou. — Agora. quase era eu que chegava ao clímax. A maioria dessas imagens estava apenas esboçada. em esgares de prazer.. Ahhh! — E seu corpo passou por espasmos.Voltei a olhar o quadro. e jamais foi exposta em museu ou galeria. gozei três vezes. de um homem semidespido.) Por fim vi-me... — Ai. — Como? — Vou ordenhar a pica dele. — Adorável — comentei. 76 .. dando-se prazer.. Mais tarde considerei se essa obra-prima de Whistler teria o mesmo efeito sobre outras mulheres e homens.. Esta coisa jamais veria a luz do dia? Alguém teria coragem de expô-lo numa parede? Claro que. Whistler diminuiu o ritmo quando percebeu a cabeça de Letitia em meus ombros. Foi vã especulação. — Envolvida por seu prazer. — Sim. céus. pois nunca encontrei quem a tivesse visto. Existem músculos secretos. Talvez algum dia isso fosse explicável. agora Jenny!.. minha doce Litty. "ordenhá-lo". como eu adoro ser fodida! — Goze. diferentes. ele tirou o cacete da boceta dela.. — Oh. — E agora vou fazê-lo gozar. com antenas na cabeça. mais! E atrás dela o louco artista continuava como uma incansável máquina de trepar. aos pares. já. Mas ela não teve a oportunidade de. É preciso prática. com um ruído aquoso. detalhes que de início não percebera. que achariam as demais pessoas? Meus olhos percorreram um detalhe ou outro.. Everleigh! — Me chame Jenny. Litty querida..

puxando-nos para junto dele, seus lábios passando dos de Letitia para
os meus. Busquei embaixo pelo seu órgão vitorioso e molhado do mel
de Litty.
— Ah, Litty — comentou ele. — Você é uma trepada digna deste
reino abençoado!
— E você — a mão dela juntou-se à minha no pênis do artista —
é um fodedor emérito, um homem dentre os homens!
— É a hora de Jenny sofrer — comentou ele, pegando-me em
seus braços como se eu fosse uma boneca sem peso. Levou-me, até
os almofadões, depositando-me de costas.
— Litty deitou-se a meu lado, passando a língua ao redor de
minha sensível aréola; o bico imediatamente aumentou de volume.
Pegando um seio com as duas mãos, começou a chupá-lo com avidez.
Whistler juntou-se de imediato, ocupando-se do outro peito,
mamando como se fosse um bebé esfaimado.
Busquei pela pica entre suas pernas e encontrei lá outra mão que
acariciava bem embaixo da chapeleta. Ela o manipulava em círculos
delicados, usando um movimento de punho. Procurei, então, pelas
enormes bolas, no saco do pintor, massageando-as com extrema
delicadeza.
Os lábios e as línguas chupando, os dentes mordiscando,
enviavam choques de excitação por meu corpo, desde meus seios até
o meio de minhas coxas. De repente, surgiu uma mão ali. De quem
seria? Aliás, nem procurei saber... Os três estávamos nos tornando um
só — uma única máquina poderosa de prazer mútuo.
Dedos ágeis se enfiaram pelo meu molhado jardim das delícias.
Tremi com o prazer e busquei aquele local especial, atrás do saco de
Whistler e antes do botão róseo do ânus.
— Ah... — murmurou ele, em voz grave. — Que maravilha... — A
boca de Litty se deslocou do meu seio até minha orelha, onde ela
sussurrou:
— Você está pronta para receber a pica dele?
— Sim!
— É uma delícia, quase a maior que já experimentei.
— Oh, sim, Litty. Ponha esse caralho em mim.
Fui girada de barriga para baixo e senti meu quadril ser
levantado. — Arrebente-a, James.
Olhei por entre minhas coxas. Ele havia se ajoelhado entre elas
enquanto Litty separava os grandes lábios de minha boceta. A outra
mão pegou o longo cacete, encostando-o na entrada.
— Eu gemi, não suportando mais:
— Me fode, James!
E, de repente, ele estava dentro! Os lábios de minha vulva o
agarraram com fervor, enquanto eu girava as ancas, fazendo de sua
pica o eixo do movimento. Ouvi-me gemer em gozo ao sentir que ele
não me poupava: enfiou até o saco! Então ele retirou o pau,
lentamente, só deixando a cabeça enfiada. Voltou a colocá-lo dentro
com uma estocada e a repetir o movimento anterior. Eu estava
excitada e espantada ao mesmo tempo, ao perceber que conseguia

77

engolir o comprimento total daquele monstro que rebrilhava
intensamente com meus sucos.
Então minha visão se interrompeu quando lady Letitia entrou por
debaixo de mim, enquanto ele mudava de posição criando-Ihe
espaço. Segundos depois senti o toque suave de sua língua tocando
meu clitóris. Eu estava sendo fodida e chupada ao mesmo tempo!
— Sinta meu caralho, Jenny — gritou ele, batendo-se contra
minhas nádegas. — Quero te foder inteira!
— Litty gemia enquanto me chupava fervorosamente. Busquei às
cegas por seu traseiro até que meus dedos encontraram a umidade
da vagina.
— Enfie o dedo, Jenny — pediu ela.
Coloquei apenas um dedo em seu orifício, girando-o para ampliar
o túnel do amor. Depois juntei mais um, e outro, criando uma
miniatura de caralho. Penetrei-a no mesmo compasso que Whistler
me fodia. Litty devolveu-me a atenção intensificando o trabalho da
língua.
Eu sentia meu corpo fervilhando da cabeça aos pés.
Sensações selvagens me percorriam e Whistler, percebendo que
eu me aproximava do orgasmo, enfiou toda sua peça de guerra até o
fundo. Agora eu o dominava, podendo girar meu traseiro e fazê-lo
gozar.
— Ah, Jenny... Me foda... Me masturbe com sua boceta!
— Porra! — berrei eu, enfiando os dedos furiosamente em lady
Letitia, com o dedão massageando-lhe o clitóris. Eu sentia que iria
gozar.
Lady Letitia foi a primeira, e seu corpo enrijeceu com a
tempestade que a invadiu.
— Ohhh! Estou gozando! — gemeu ela. — Venha, Jenny! Venha!
O caralho de Whistler vibrava com meus movimentos rebolativos
e cada vez mais rápidos o meu corpo começava a ser invadido por
espasmos incontroláveis. De repente, como se fosse uma bexiga
estourando, gozei. O orgasmo foi totalmente diferente de qualquer
outro que já havia experimentado, como se eu fosse um homem,
explodindo em ejaculação.
Senti Whistler sair de mim, enquanto gemia e urrava
poderosamente. Apontou a cabeça do caralho para a boca de Letitia e
esporrou. O creme correu por seu rosto enquanto ela lambia o que lhe
ficara nos lábios. Depois, ela aproximou-se de mim:
— Eu lhe trouxe um presente. — E pressionou seus lábios aos
meus. Com a língua espalhou o creme ácido por dentro de minha
boca. Extasiada, senti que lhe agradeceria o resto da vida por gesto
tão excitante. Puxamos Whistler para nós e, com a língua,
devolvemos parte do néctar que nos havia ofertado.
Mais tarde, enquanto nos reclinávamos sobre a plataforma onde
eu posara para a tela, lady Letitia perguntou-me sobre minha viagem
ao Egito. Contei-lhe a respeito do convite do paxá, obviamente
ocultando os detalhes. Ela ficou intrigada e perguntou se também
conseguiria ganhar uma carona.

78

— Você sabe, o regimento de meu marido está estacionado lá.
Prometi me reunir a ele, mas viagens pelo mar me apavoram. Porém
desta vez estou interessada. Eu posso pagar pela carona, é claro.
— Tentarei — disse-lhe eu. — Creio que o paxá Tufik ficará
contente por ter outra senhora inglesa a bordo. Quanto a pagar, cara
Litty, creio que o paxá preferirá outra moeda que não dinheiro... Isto é
o que não lhe falta.
— Mas que delícia seria poder dividir uma exótica viagem com
minha recém-descoberta amiga! — E ela pegou-me pela mão e
plantou-me um beijo no rosto.
— Quer dizer que minhas duas companheiras vão desaparecer
no horizonte com um príncipe sebento? — reclamou Whistler. — Que
farei eu?
— Por que não se junta a nós? — indagou Letitia.
— Bem que gostaria, mas é impossível. Não posso abandonar
mulheres a quem devo dar prazer periodicamente. Essa é a vida de
um artista...
O dia amanhecia quando Whistler me colocou numa caleça.
Quando chegamos na casa de madame Kooshay, o empregado tirou
um embrulho de cima do teto:
— Isto é da senhora, lady. O cavalheiro pediu-me que a ajudasse.
Com madame Kooshay e outras moças ao redor, abri o embrulho.
Foi uma surpresa descobrir que não era, como eu supusera, a pintura
inacabada de mim, porém o Estudo cm cinza e negro, com uma nota
presa a seu lado.
Querida Srta. Everleigh,
Você arruinou isto, para mim, e para sempre. Desde que o balizou "Mãe de
Whistler", um título dos mais inapropriados, provavelmente só conseguirei
pensar nele com esse nome (da mesma maneira que, por vezes, nos achamos
impossibilitados de livrar-nos de uma melodia insistente, por dias a fio.)
Há outra razão para dá-lo. Como artista prefiro que meu trabalho caia nas
mãos de pessoas a quem admiro e respeito. Isto, é claro, é algo excepcional;
temos de ganhar o suficiente para continuar pintando. Pessoas com
possibilidade de comprar arte raras vezes são dignas de possuí-la (graças a
Deus, há exceções.)
Estou ciente, querida, de que você acabou espionando o outro quadro. Em
certo instante voltei o rosto e percebi-a olhando. Ia interromper meu delicioso
contato com a maravilhosa lady Letitia e repreendê-la quando, pensando outra
vez, continuei minha relação fantástica. Em primeiro lugar porque é necessário
um ato de vontade para remover-se daquele local coisa que não possuo. Em
segundo, como percebi, você estava mergulhada no exame da tela: pareceu-me
transportada para algum local secreto dentro de si mesma. Apesar de tudo,
senti-me envaidecido.
Basta dizer que, embora existam muitas definições para o termo "arte",
todas têm algo em comum: arte faz-nos ver as coisas de outra forma. Poucos
observadores de arte, e por certo nenhuma hiena dos críticos, é capaz disso.

79

virgem e ignorante nas coisas do mundo.. meu doce. quando madame Kooshay conversou com Hassam. uma simples ratazana de esgoto.. Como norteamericano. Talvez esse trabalho jamais venha a ver a luz do dia. entre praias amigas e familiares.Mas você é. Jenny: aquela tela é por demais importante para mim. Rapsódia em azul é um dos três mais importantes trabalhos de minha carreira. por enquanto. nem. Estou seguro de que. dividia a amurada com minha amiga lady Letitia Faversham e um jovem cavalheiro que se dizia explorador africano.. de duzentos e quinze pés de comprimento.E. acho que tentei acima de minhas forças. em levar mais uma dama. E também concordou. Por fim. quando está razoavelmente plácido. havia viajado pela primeira vez de trem. acredito firmemente no homem (ou mulher) que se faz por si próprio. Seria uma viagem a se lembrar! O mar. comigo. Talvez algo em você um gesto. ao desembrulhar isto. com minha enorme bagagem. 1889 Menos de um ano se passara desde que eu. É mais fácil separar-me dessa pintura que você tem agora em mãos. já transformada em sofisticada senhora do mundo. Bon Voyage James Abbott McNeill Whistlen O paxá Tufik havia concordado em zarpar mais tarde por minha causa. expô-la. Tinha depositado uma pequena fortuna no Banco de Londres e melhorado minhas maneiras. Quanto à outra. Mas não tema: o segredo está a salvo. Não. Talvez eu venha a queimá-lo. estava poucos passos atrás de mim na escada de acesso. Deixei a pintura pendurada na parede do hall de entrada. junto ao futuro quediva do Egito. Freddy Hartcourt. Naquele momento. tendo recebido meu convite formal. por enquanto. esse é o maior elogio de que sou capaz para com outro ser humano. macho ou fêmea. J. Lady Letitia. Mas. E isto vai como elogio. Ficou claro.. quem sabe? De qualquer forma. subi a bordo do elegante iate Maratini. imporia que o barco fizesse meia-volta e me deixasse no seguro porto de Blighty. não é apenas um excelente meio de transporte para outras terras. Ao longe a Inglaterra desaparecia no horizonte e eu me perguntava o que reservaria o ano seguinte. para mim. uma palavra a tivesse denunciado.. Não posso dá-la ou vendê-la. você esperaria ver-se pintada. Sua breve presença em minha vida teve uma importância que jamais poderá aquilatar. teria mesmo feito isso?! 80 . que você é mais uma lady criada do que nascida como tal. mas também o meio ideal para viagens interiores. no dia primeiro de maio com minha parte de dinheiro do paxá depositada em segurança no Banco de Londres. Agora ali estava em um iate particular. Se tivesse sabido. onde provocou os maiores comentários. Tinha conversado com pessoas da alta sociedade e dormido com alguns dos mais procurados cavalheiros da sociedade londrina. E saiba.

no deque principal. recém-saído do restaurante Reine Blanche. se engraçou por mim e me permitia acesso às suas dependências. possuíamos na popa uma área onde podíamos jantar sob a iluminação das velas e das estrelas. tanto física quanto fisionomicamente). Quando o tempo permitia. duas vigias acortinadas e. Diferentemente dos demais convidados. Foi assim que. de Paris. roupeiro. O meu era Haki. uma chaise longue. cheguei mesmo a me aventurar em alguns pratos que provocaram elogios. na verdade. um camareiro. paredes com painéis de madeira e plantas decorativas. Uma pequena orquestra tocava durante as refeições e.O luxo a bordo do Maratini era fantástico. Eu jamais conhecera os prazeres da cozinha francesa e fiquei maravilhada com sua delicadeza. bem à altura da maravilhosa louça em que era servida. acompanhando dançarinas árabes do harém do paxá. em festejos dansants no deque. Meus aposentos. uma segunda ao corredor interno. A decoração era impecável. aos poucos. loiro. mordomo. dia e noite. De outro lado havia a bordo uma pequena biblioteca. um cirurgião com feições de ave de rapina. um portentoso senhor já entrado nos cinquenta e que era conselheiro militar do paxá. e os favorecidos eram Mozart e Corelli. em outras palavras!. um rapaz turco de seus dezesseis anos. Haki serviu-me fielmente. ocasionalmente. mesa-de-cabeceira. Sob suas instruções diretas. além de devotado 81 . de formas arredondadas (de maneira agradável. Lilly Roundtree. apenas um tanto menor que a minha. também cinquentona. a boreste. pareciam ser os únicos com inteira falta de senso de humor. maravilha das maravilhas. tapetes orientais. um casal perfeitamente harmonioso. passaram a tocar músicas do Oriente Médio. uma atriz norte-americana de idade indeterminada. Quando atingimos águas quentes. passei a dominar também a arte da culinária. Jordan Freemantle. Srta. Além de minha amiga. Tinha três portas: uma levava diretamente ao deque. a lista de passageiros incluía mademoiselle Gisselle Fondeaux. uma privadinha escamoteável. as sutis nuances de paladar. até mesmo com lareira. Auguste. onde eu observava o preparo do menu. e a terceira à cabine de lady Letitia. que iria encontrar a equipe chinesa de Gordon. frio e elegante. sempre vestido de branco e usando um fez. porém mais bem conservada que o marido. bem servida. O responsável por esses milagres era uni chefe de cozinha. e Eva e Gunther von Seydlitz. Sarah Sedgewick. os mesmos músicos trocaram de instrumentos e de roupa e. mensageiro e empregado. uma enigmática jovem parisiense de enorme beleza. sua esposa. como garçom. A comida era soberba. Nos domingos escutávamos concertos. para si. o dr. mesa auxiliar. Os aposentos de Freddy Hartcourt eram do outro lado do corredor. o major Bertram Sedgewick. Cada um dos passageiros tinha. ainda jovem. em Cartum. consistiam em uma enorme cabine com cama de casal. sabor e textura. eu e Freddy Hartcourt. e um confortável salão para reuniões. chamado Auguste Escoffier um gênio. O navio possuía um salão-refeitório completo.

Sua roupagem mais externa. porém agradáveis. — A senhora é. Todos estão. o príncipe da Coroa da Áustria-Hungria em sua embarcação imperial. Como alguns já estão a par. Voltou-se e nos apresentou aos demais presentes. usava um fez vermelho. Escondendo os cabelos. a estas damas. Possuía uma face perfeitamente oval. A tripulação toda consistia em uns vinte homens. logo em seguida o iate Mahrousa levará meu pai. Prússia e Estados Unidos. sem dúvida. outra joia no cetro daquela ilha! — cumprimentou ele. já de alguma idade. — Ah. conforme lady Letitia e eu entramos no salão de refeições. Quando o vinho foi servido. carreando a fina flor da realeza e seus dignitários. madame. o Maratini deve chegar a Suez a tempo de participar da grande flotilha. em seguida. Por fim ele sentou-se: — Como sabem. E. Hassam. muitas vezes fitando o nada. a cerimónia pela abertura do canal de Ferdinand de Lesseps vai se realizar de pronto. — Você é ainda mais linda do que eu me lembrava. era uma toga negra peculiar. esse estranho jovem que. um senhor espanhol imenso. Foi um dos gestos mais delicados e graciosos de nosso anfitrião. seguido de ao menos cinquenta outras embarcações. apesar de tudo isso. sorrindo e levantando-se com outros senhores. Um navio francês levará a imperatriz Eugenia em primeiro lugar. junto aos demais cavalheiros: — Senhores. capitaneados por DiCosta.professor de árabe. — Posso apresentar minha companheira lady Letitia Faversham? Ela fez uma delicada mesura e estendeu a mão. não importava qual o calor. Temos a maior sorte. de estarmos cercados pelas mais encantadoras e belas representantes de quatro nações: Inglaterra. convidados a participar desta cerimonia. Everleigh — disse ele. O Maratini será o quinto barco na linha. em especial quando sentava de pernas cruzadas. 82 . hoje me lembro dele como um jovem europeu representando o papel de um príncipe oriental. é claro. tão logo. O príncipe de Gales o seguirá no Illustrioiís e. França. exceto em ocasiões festivas. a pequena orquestra tocou os hinos nacionais de nossos países. Alteza — respondi. (Calma leitor! Já vou falar delas!) No meio do navio estavam as instalações do paxá Tufik e do Sr. com um vasto bigode e maneiras divertidas. quando dançavam nuas. conhecia-se como stambouli. e mais jovem (creio que ainda tinha uns bons anos pela frente antes de atingir os trinta). com olhos escuros. no Oriente Médio. o quediva. Logo após. — Obrigada. ele se levantou e brindou. Ele mesmo falava um inglês divertido e dificilmente passável. enquanto ele me tomava a mão para beijá-la. que. Srta. lembrava um corvo. Por vezes. No piso inferior ao deque estava o harém do paxá: nove moças orientais jamais vistas sem véus. estaria dirigindo os destinos do império Otomano com o beneplácito britânico. No navio o paxá parecia menos gordo que em terra.

não criativo e. agora que Speke confirmou a descoberta das cabeceiras do Nilo. senhora. existem outros países com mistérios geográficos por serem explorados. Hartcourt se converta ao islamismo — disse filosoficamente o major.. filhinho de papai: sem imaginação. — ainda há muito a descobrir. apesar de perceber que o jovem Freddy era um tanto.. é mais ou menos isso. — um objetivo importante. por enquanto — respondeu ele.Distraída pela possibilidade de voltar a ver Eduardo. — Argh! — fez Freddy. — Adoraria ouvir suas aventuras! — disse Lilly Roundtree. Stanley. subitamente animado por ser objeto do interesse feminino: — Obrigado. parecia agradar a maioria dos norte-americanos... — Um explorador! — exclamou Sarah Sedgewick: — Que excitante! — Sim. tornou-se menos aborrecida. — assentiu Hartcourt. que. Eu estava achando a conversa muito estimulante.. Quem quer que o faça preencherá vazios enormes nos mapas da África. por favor. provei de meu vinho. E. — Há o rio Congo — comentou o major Sedgewick. — Talvez o Sr. além da África. — Bem. Freemantle a Freddy Hartcourt — o propósito de sua visita ao oriente próximo? O jovem Freddy. Creio que um explorador africano pediria as qualidades opostas. — E qual é — indagou o dr. E um bocado do Pacífico. Talvez através do paxá Tufik pudesse fazê-lo saber de minha presença. 83 . pareceu momentaneamente aturdido. — Então sugiro que o Sr. hesitante. Com estas apresentadas ele estaria melhor nas forças armadas ou na política. —Preferiria morrer! — Ah! — disse um Paxá muito diplomata: — Ignoremos as superficialidades. sem pensar.. por exemplo. nem um pouco intelectualizado. ignorando os comentários alegres que cruzavam a mesa. Poucos cristãos lá estiveram.. no que foi auxiliado por aquele indivíduo. Hartcourt devesse visitar Meca — interveio Herr Gunther von Seydlitz... A bacia Amazônica.. até o presente. A conversa durante o jantar foi banal. por razões além de minha compreensão. creio que não existem aventuras para contar. de que tal intrusão seria considerada blasfémia. O paxá interveio com um sorriso: — Talvez eu devesse lembrá-lo. O paxá salvou-o: — O Sr. — Bem — disse Freemantle. caro doutor. que consistiu maravilha das maravilhas! Em glacê gelado e morangos frescos.. — Conte-nos.. — Sou um novato na área e estou meio perdido. Hartcourt está demonstrando extrema modéstia — comentou — ele Realmente expressou o desejo de expor nosso continente ao conhecimento mundial. por certo. como muçulmano. afetando uma pronúncia que. pouco tivera a comentar. e durante a sobremesa.

meu ombro relou por algum detalhe oculto nas prateleiras. uma amazona de primeira nata e muito versada em "todas as trivialidades da moda". Antes de irmos para a cama. O autor continuava para lembrar a seus leitores que. Delicioso. com um dar de ombros. deixei-me ficar na biblioteca do paxá examinando suas primeiras edições em francês e inglês. abandonando o livro que me propusera levar. Litty e eu ficamos por quase uma hora no deque. Aventuras excitantes deveriam se seguir. desisti e. iniciei a leitura. Conversamos sobre nossos companheiros de viagem. tinha a idade mental de uma inglesa cinco anos mais velha. de William Breedolove. Cedo viríamos a entender. no leste. e sem menção ao autor. por sir Richard Burton.Mais tarde. a essas alturas. naquela noite. História de Julieta. Uma peculiar coleção de quase cem títulos apresentou-se: O vicio. Memórias de uma princesa russa. Fascinada. A introdução contava que teria sido editado diretamente do diário da princesa Vavara. Mas a dúvida. como jovem russa de catorze anos. E então passei a buscar pelo mecanismo secreto. 84 . podíamos ver as luzes de Brest. A história desenvolveu-se rapidamente. uma coleção de seis volumes em francês por Marquês de Sade. que se abriu sob meus olhos espantados. Era encapado em couro. enquanto o Maratini sulcava as águas da baía de Biscaia. pensei eu. A princesa Vavara era linda. O volume que originalmente me propusera ler era de um tal de Mark Twain. o major e sua esposa ensinaram a Litty e a mim um novo jogo de cartas. e tantos outros. Chamava-se "bridge em leilão". Estendida e recoberta por um cobertor que o fiel Haki trouxera. fui ao deque buscando uma espreguiçadeira ao sol. A princesa Vavara Sofia era filha única do príncipe Demetri. Fascinada pela qualidade e verossimilhança histórica da prosa. com os dizeres dourados. Prazeres e folias. mas que se tornara popular na armada indiana. para ler. uma hábil linguista em quatro línguas. na qual ele servira por muitos anos. revelando uma nova coleção de livros insuspeitados. muito distante. que fora guardado na Livraria do Estado Russo. As alegres aventuras de lorde Roxboro. voltei a escolher. por sir Walter Boné. Alguma mola escondida de um mecanismo liberou uma seção da prateleira. desafiava nossa compreensão. e não fiquei desapontada. de Restif de la Bretonne. e explicou que se originara no oriente próximo. apreciando os milhares de diamantes refulgindo no céu. Na manhã seguinte. para voltar a fechar a estante na sua forma anterior. Cinco minutos depois. Já estava para sair com um livro quando. Suspeitávamos de que o paxá Tufik aplicara algum critério na escolha de um grupo tão variado. e o outro. Amantes libertos. um dos mais ricos do império. comecei a voltar as páginas. inadvertidamente. tentando adivinhar o denominador comum entre todos nós.

soltou as rédeas de seu desejo e começou a correr as imensas mãos pelo delicado corpo da jovem. ao nível da melhor literatura inglesa. até então. sobre o defloramento da princesa. Mas agora Faddaye não se satisfazia apenas com os toques indecentes de Georgette. redondo e branco. Nunca suspeitara da existência de tais escritos. Proscovia. entre os joelhos de Faddaye. por antecipação. os sentimentos tempestuosos eram delineados em prosa crua. continuei a ler a história russa secreta. escapado à atenção libidinosa do grupo. seguindo o exemplo do outro. nua. subitamente cônscia de que. seu cão! Jamais sentiu assim uma pele. e então enfiou ao máximo. por fim. impudentemente. mas não poderia esperar que isso continuasse indefinidamente. tomou da trémula Olivette e. Faddaye. a ação lasciva. — Coloque as mãos nas nádegas dela. deste monte de Vénus por cabelos suaves recobertos! E tudo é seu! Enquanto isso o lutador havia puxado a linda Georgette para seu lado e. ele insistiu em enfiar o crescente flamejante de seu maciço instrumento entre os lábios vermelhos. Ah! Perceba este púbis tão gracioso e o precioso contorno destas nádegas. e este ventre. — Meu querido Faddaye — disse ela. quão firmes são estes bicos. e confidente. auxiliada por Proscovia. é puro cetim! A menina foi feita para um imperador e está em suas mãos! Essas coxas! Essas pernas! Levantei os olhos de minha leitura. . minha mão se encaminhara ao âmago de minha concupiscência. quase a fazendo engasgar. destas coxas. Apesar de camadas de roupa eu podia sentir a umidade de meu prazer voluptuoso. Vavara limitava-se a encorajarlhe a conduta. reviveu sob a atenção recebida. parecia igualmente inclinado a renovar-lhe o prazer. Quase sem respirar. insistiram em colocá-la. seu crescente apetite pelo deboche junto com sua ama. suas primeiras ligações. Refrescado pelo repouso. Veja estes seios maravilhosos. a princesa gritou: — Coloque as duas mãos nele. de modo automático. aquecida pelo sol. As frases descritivas.Confortavelmente reclinada em minha cadeira. Apesar da repugnância da moça.. Por baixo do cobertor meus dedos pressionavam avidamente a juntura de minhas coxas. — Eis aqui alimento para sua luxúria. aquecido pelo vinho e pela natureza provocante dos encantos da jovem. Georgette! Não percebe que há espaço nessa glande púrpura para que as duas palmas brinquem? Polskivitch. Georgette havia. colocado seu enorme membro na mão delicada. em crescente curiosidade.Uma calma geral sucedeu a violência da orgia. 85 . Enquanto seu sexo voltava a ganhar proporções gigantescas. Fechei os olhos. eu virava página após página. sujeitando-a a suas carícias grosseiras. A própria princesa deixava suas mãos explorarem todos os encantos da bonita moça e.. A pequena Olivette. A princesa apreciou o bem merecido repouso. que fornecia vinho e carne. Sem dúvida parecia que a princesa se deleitava em excitar o brutal mujique ao extremo de sua habilidade.

. — Ótimo — repeti eu. diretamente aquecida nas entranhas do Maratini. — agradada pelo brilho em seus olhos. é o autor desse livro.. com a outra. Sedgewick e seu marido eram ainda maiores do que as minhas.. Talvez eu conseguisse abrir o livro com uma das mãos enquanto. — Uma manhã assaz revigorante. Gosto muito de ler história. — É muito educativo. perguntando-me se ela teria percebido minha mão movendo-se por sob o cobertor. 1919 As acomodações da Sra. Everleigh — sorriu ela. — Posso sentar-me ao seu lado? — E. com delicadeza. — Bom dia. — Parece estar gostando do livro! — Sim. A Sra. acrescentou: — Talvez eu possa contar sobre isso enquanto tomamos um chá. agora sobre o cobertor. Sedgewick. — Seria muito agradável concordei. então já o leu? — Mais que isso. — Ah.. estão fumando charutos na sala de repouso. inclinando-se para dar tapinhas em ambas as minhas mãos. Pobrezinhas! J. Meu marido. somente perdendo para as do paxá.. — Estão preparando o salão para o almoço e os homens. então. Ela parecia se revelar mulher muito interessante. Um pequeno compartimento acomodava as instalações sanitárias. — O ar marinho é revigorante! — Bom dia — respondi. sobre a Rússia de cem anos atrás. Tirei a mão rapidamente. Senti uma presença vizinha! Abri os olhos subitamente.. — Percebe-se que é uma lady muito educada — comentou ela.. toda em estilo francês. Puxa. Sedgewick riu e. de outro lado. Havia uma saleta de recepção. do que era capaz a ciência! 86 . querida..Esfregando mais intensamente provoquei as sensações de tremores e arrepios. — Sem dúvida..E. como eu viria a descobrir. Diante de mim estava a Sra. Srta. antes que eu respondesse. acomodou-se na cadeira ao lado. docemente. — Melhor se o tomarmos em minha cabine — disse ainda. o major. para não dizer da localização de seus encanamentos. Meu espanto deve ter sido óbvio. — Eu queria sumir. inclusive com banheira de água quente. — A dupla afirmação trouxe um rubor às minhas faces. Observe que cinquenta por cento das mulheres de classe média de minha geração sofriam durante toda a sua vida de uma total ignorância quanto a sua geografia íntima. As tentativas e enganos da princesa Vavara são uma revelação para uma privilegiada e inteligente mulher.

preferisse algo mais estimulante do. retirando a tampa de uma garrafa e vertendo num misturador e jamais prata ou outro metal. Jenny. posso chamá-la apenas por Jenny? — Por favor. como se fosse uma atenta alquimista. como se temesse despertar alguém. — Esta libação é uma importante descoberta de meu marido. Uma segunda garrafa foi destampada.. — Uma vez que é nosso segundo dia no mar — disse eu. E devemos sempre usar vidro disse ainda. rindo. a consumação do spiritus fermenti. ou a descaroçadora de algodão de Eli Whitney. desaparece por volta do segundo ou terceiro dia. ela voltou-se para mim com uma feição muito séria substituindo o sorriso: — Vinho francês. Sorri com a ideia: — Se inverter. Ele afirma. — Encheu duas taças e me estendeu uma. Everleigh. — Com dizia. Brindou em minha direção: 87 . se você preferir chá. faça-o.. E. depois.— Talvez. não é ainda muito cedo? — Você perceberá. cara Jenny. pois senão o meu elixir ficaria com gosto de peixe. pois isso daria um sabor completamente estranho. A Sra. por acaso explode? — Dificilmente. colocando o vinho com extrema cautela: — A perfeita mistura obriga um quinto de vinho. abaixo do Equador. Cruzou a cabine até um armário que guardava garrafas de diversos tamanhos e formas: — Gim. e em voz baixa. — Mas. Essa mistura é facilmente perdida pela contaminação. você perceberá que. — Ela sorriu docemente. E. como você logo descobrirá. e é importante que seja inglês e não alemão. navegando. Passou então a girar a mistura três vezes para um lado e. cara Jenny.. as inibições sociais tal como. — deixemos o espírito marinho prevalecer. que um chá? — indagou-me ela. Sedgewick também riu: — Você não é apenas linda. vou preparar algo muito especial para nós. basta pedi-lo. como meu marido diz.. no sentido oposto. Acima do Equador devemos começar no sentido dos ponteiros do relógio. porém seu efeito é muito semelhante a uma explosão. É uma das alegrias da viagem pelo oceano. três vezes para o outro. Depois de algumas vezes basta olhar e a gente percebe a proporção exata. E nunca misture de outra maneira: nunca mais de três voltas para o mesmo lado.. — E chame-me por Sarah. apontando-me uma confortável poltrona. uma vez que valorizo muito ambas essas qualidades. murmurou: — Não devemos acordar o gim. Mas. e neste caso bem seco. e eu concordo que tem tanta importância quanto a descoberta do motor a vapor por James Watt. Srta. levou o misturador ao nível dos olhos. mas tem um excelente estado de espírito..

— À rainha da Inglaterra — secundei eu. Insiste em que as pessoas comuns do mundo não merecem tanto. Como tantas coisas que valem a pena. Logo esvaziamos o misturador. — Coragem.. Uma vez mais levei a taça a meus lábios. antes que pronunciasse algo ela começou numa voz líquida e cálida: A face do lutador ficou escarlate com o profundo desejo. 88 . e melhor ainda no terceiro e nos que se seguiram. Jenny. e talvez aprecie também uma almofada. e eu me deixava embalar por sua voz e maneiras encantadoras. ajoelhou-se a meu lado e começou a tirar meus sapatos: — Você se sentirá mais confortável assim. O major decifrou sua fórmula de uma antiga tabuinha babilónica. O tempo todo não tirava os olhos de sua senhora.. — Eu ria ao perceber que a cabine estava girando em torno de seu eixo. — Obrigada.. A mistura parecia descer melhor no segundo gole. E a cada gole eu me sentia ainda melhor. Seria outra invenção do major? — Quer que eu leia alto para você? — Oh. mais velha do que seria minha mãe fosse viva. — Como se chama? —indaguei. Sua barriga roçava a de Georgette enquanto sua grossa perna estava enfiada entre as coxas. — A ambrósia de Sedgewick. eu adoro.. sim.— À rainha da Inglaterra. Descobrimos que é especial para a melancolia e a gota. mas ele sempre se recusou. leva um tempo a impor seu sabor. quando experimentei. Era verdade o que minha anfitriã havia dito: a ambrósia de Sedgewick contribuía eficientemente para meu bem-estar. Ela sentava-se numa cadeira de espaldar alto e falava de sua experiência no mar. E ela ficou a me olhar atenta. como ela? De repente apanhei-me recostada no sofazinho. como a pedir permissão para seguir em frente.. Tinha por certo o dobro de minha idade. colou seus grossos lábios aos dela e enfiou-lhe a língua na boca. Era seu terceiro cruzeiro a bordo do Maratini. Não era '' como nada que eu tivesse bebido antes e provocou-me um arrepio. diante do sorriso compreensivo dela. Sra. querida. Eu conseguiria me conservar assim. que se aproximou. fazendo uma careta. E que eventualmente torna-se eficiente na cura da praga. Sugeri a meu marido que engarrafasse comercialmente. Porém sua maior qualidade é nos dar uma sensação de bem-estar. Talvez. Eu havia esquecido e enrubesci. Faria a nossa fortuna. Levantando a cabeça da jovem Georgette. — Vou começar por onde você marcou as Memórias de uma princesa russa. no próximo século.. Em quantidades discretas sabe-se que inflama a paixão carnal. a princesa Vavara. mas não aparentava. Sedgewick. suas partes imensas crescendo ao máximo.

Fechei meus olhos. Embora Georgette não fosse virgem. você vai penetrá-la. sempre pronta. passou ao luxurioso jogo do amor A mão da Sra. Colocou a língua na boca de Moditzki e. — Já estou lá. vendo diante de mim a cena no palácio de São Petersburgo. e encontrei-lhe os olhos nos meus. Suas partes conhecerão os mais recônditos segredos desse corpo. oh forte! Afaste essas coxas brancas! A nova estrada para o paraíso está diante de si. cuja arma. O lutador. A empregada. pois as preliminares eróticas a haviam invadido de uma mistura cremosa que preencheu suas partes. Jenny? — É tão realista! — Isso a deixa excitada? — Claro! — e senti sua mão em minha canela. meu coração parecendo um pássaro. — Voltou a cabeça para falar com o jovem excitado. 89 . Sentando-o na poltrona. a doadora. Dedos suaves massageavam a pele delicada. mas mal consigo me refrear de penetrá-la inteiro. você vai dormir com ela. — Deixe apenas a glande passar. hesitou em aceder. Tome-a. agora empurrava a entrada estreita.A princesa tinha uma vara em cada mão. Embora ele também não fosse nenhum principiante nessas alegrias nem fosse a primeira vez que penetrasse rota tão proibida. Faddaye. Ela continuou: Com sua forma nua. A princesa Vavara aproveitou para assegurar-lhe: — Você vai saboreá-la. Penetre-a e goze! A Sra. Ela sabia que ele estava explodindo de desejo para fazer a moça gozar. sugando-lhe beijos dessa maneira. Felizmente a Senhora Natureza havia conspirado para ajudá-lo. meio de êxtase aflorou de Georgette quando ela se sentiu enfiada pela monstruosa arma. querido meu — murmurou a princesa. Aproveitando-se dessa lubrificação o assaltante logo se viu mergulhado em todo o comprimento. Sussurrando para Alaska. ajudou-o abrindo as coxas de Georgette e colocando seu monstruoso membro no lugar. enquanto a arma de Moditzki preenchia sua mão direita. Com estocadas desesperadas o lutador tentava vencer-lhe a delicada resistência. mas temia ofendê-la. Proscovia. embora eu me perguntasse como era que ela virava as páginas do livro! A cena foi demasiada para a princesa Vavara. convidou-a a penetrá-la. — Entre apenas o portal. Era muito agradável. orientou-o para que se ocupasse de seu traseiro. cavalgou-o e recebeu em seu útero a enorme vara. A do jovem Alaska pulsava de novo em seu punho esquerdo. até atingir minha coxa. — Que está pensando. Sedgewick havia se deslocado perna acima. Olhei-a. Sedgewick havia se interrompido. aproveitando-se da íntima conjunção dos corpos. Um suspiro meio de agonia. Dessa posição Vavara espiava o que acontecia entre Faddaye e Georgette. encolheu-se diante do ataque.

Abri os olhos para examinar minha anfitriã e vi que estava com as pálpebras cerradas. A princesa Vavara estava... buscavam outros locais. Jenny? — Celestial — exclamei. aberta como uma flor. mal posso suportar dois campeões.. a outra subira por minha perna.. Suspirei de prazer quando ela enfiou a ponta de um dedo e passou a movimentá-lo como se mexesse açúcar numa chávena de chá. Ela conhecia a história da princesa Vavara de cor! Suas mãos.. explorava o comprimento de minha xoxota. siiinta! Céus! Que sensação! — Ah! Você me aperta e posso senti-lo do outro lado! — Meu corpo se aquecera com a leitura.. agora em sopro e aveludada.. minha princesa! — gritou Alaska. amor. Por favor. Sedgewick haviam alcançado o sedoso jardim dos prazeres que eram seu destino. que se elevava e se abaixava. então. Falta pouco. mas em segundos o mujique. e nenhum deles se mostrava desprezível em suas proporções. — Você gosta disso. descarregou-se dentro dela.. enquanto a íntima pressão o levava a desvarios. A Sra. a delícia se espalha por ele inteiro! Os dedos curiosos da Sra. Tentou interromper os movimentos.. desta bainha secreta.. diante de si.. na minha nuca. assim.. que prazer! A cabeça e quase todo o resto já entraram. Ah! Minha Vavara. Estou trabalhando por você. uma mulher do mar — disse enquanto brincava na minha gruta úmida. Que encantador! — Melhor ser ventilada pela fresca brisa marinha. alcançara o desnudo de minha coxa enquanto eu me molhava.. Estava rapidamente se aproximando do ponto de loucura! Era cedo demais para a sequiosa princesa. Estendi meu corpo numa antecipação lânguida quando sua voz. não. 90 . faço o possível. ao que viesse. a seu lado. Você tem uma deliciosa bocetinha! — E você. tem dedos deliciosos! — Abri as coxas para facilitar-lhe o acesso. O livro se achava no chão. Nesse mesmo instante o conflito amoroso entre Faddaye e Georgette atingira sua crise e. Ele contrapunha os próprios movimentos. Uma sensação voluptuosa se localizara entre minhas coxas.. mal conseguindo falar. Ela interrompeu a história em meio a uma sentença: — Você não usa nada embaixo da saia! Nua embaixo das roupas!.. Sedgewick aplicava uma leve pressão de polegar no meu botão do prazer enquanto. com um uivo de alegria. uma rápida olhada confirmou que ela também se tocava. Sarah. — Sinto seus músculos me agarrando em deliciosos espasmos... com os outros dedos estendidos. Podia ver que uma delas movimentava-se por baixo de seu vestido.— Sinta agora.. — Sinto agora a sua pressão. — Você é.. realmente. continue a história. Mas não importa. O mujique Moditzki jamais conhecera tamanho prazer como aquele. dentro.. não ocupadas no sentido literal. continuava com as aventuras dessa princesa de antanho. em meio aos dois. nos bicos dos seios.

Mas. Percebi com prazer que ela. Ela enfiou-os inteiramente: — E disto? — Ohhh.. Nossas roupas mal escondiam os ruídos aquosos e rítmicos que nossos corpos produziam. Por fim.. a pele esticada pela ereção. parecia construído com algum tipo de borracha. Sarah querida.O dedo único foi substituído por dois. — Me conte.. é mais que isso. apenas nos portais. Olhei-a enquanto cruzava a cabine e voltava com uma caixa de madeira esculpida. Eu me retorci quando as maquinações da velha senhora por baixo de minha saia se intensificaram.. os movimentos que ela fazia com as cadeiras para receber o ferro em brasa de Moditzki na bainha vizinha provocavam tamanha excitação em suas partes sensíveis que sentiu a descarga se avizinhar. Se meus olhos estivessem fechados eu juraria ser autêntico. não conseguindo mais se controlar. Movimentava-os numa órbita deliciosa. Com lascívia intensa ela masturbava a nós duas. Enquanto isso Polskivitch trabalhava em frenesi para terminar seu negócio com a linda Olivette.. mergulhou sua arma com uma estocada determinada nas profundezas da princesa.. Então. pelo aspecto intumescido da cabeça. sim... Uma fantástica reprodução! Perfeito até nos detalhes das veias. disse eu. Por fim nosso orgasmo foi simultâneo e alegre. — deixava-se ficar. sem dúvida. como havia dito. aceitando a calmaria que invadiu minha virilha. ela passou a me foder a boca. Sarah tirou a mão de debaixo de sua saia e me apresentou dois dedos molhados. em êxtase. num macio escaninho aveludado.. chupei-os com avidez. Cauteloso em obedecer aos desejos de sua ama evitava forçá-la e ficava. ai. com três dedos juntos como uma miniatura de pica. seus sentidos gratificados. Deixei-me recostar. a tudo ouvia. Abriu a tampa e revelou. a tudo via. inundando-a com o testemunho de seu vigor.. 91 . após.. No entanto. em troca. Os gritos de Georgette eram música em seus ouvidos. — Ela levantou-se: — Tenho um brinquedo para lhe mostrar. De tamanho sadio. chupava os dedos que me haviam masturbado... Retirou-o e colocou-o nas minhas mãos. Lambi-os e.. A princesa. bom. Jenny. Então perguntou. uma linda história. siiim! Me foda. alagada pela masculinidade dele. meio inconsciente. uma exata reprodução de um pênis inteiramente ereto. Abri os olhos e fitei-a amorosamente. — É como se eu tivesse vontade de urinar.. A voz de Sarah se interrompeu num soluço. em tom lânguido: —Você gostou da história? — Oh.. e agora os soluços e gemidos da pequena Olivette eram igualmente doces. Ela girou os dedos para cima.. Alaska manteve seu posto. intoxicada com o agressivo buque. em busca do local secreto. como é bom! — Hum.. muito mais! Parece um segundo clitóris! Lá dentro.

Eu estava junto ao pináculo! Lá ao longe ouvi a voz dela: — A corda vai acabar antes que ela goze? — Se acabar a gente volta a carregá-la. Passou a girar a chave. como se também tivesse chegado ao máximo. Sarah havia se afastado do sofá e recebia seu marido junto à porta. — Céus! — exclamei. Com uma série de gemidos e gritos eu terminei gloriosamente.. o aço Bessemer e o vibra pau a corda de Sedgewick! Patenteado! 92 . disse: — Eis mais uma invenção do fértil cérebro do major. O major Sedgewick encontrava-se ali.. querida Jenny. Subitamente espantei-me com um zumbido e. — Fico feliz que tenha feito bom uso de minha invenção. diante daquela tempestade! Sarah manipulava o dispositivo com habilidade e. Meus pensamentos não conseguiam se deslocar da vibração enlouquecedora. — O senhor deveria receber uma comenda por isto! — Claro que sim concordou ele. isso você sentirá dentro em breve. — Mas o que faz ele? — Oh. Everleigh — disse o major. no momento seguinte. as palpitações em meu interior que levavam uma tempestade por todo meu corpo. os olhos nos meus. ponte de ferro. por fim. Fiz como me dissera. — Ah! Por certo que reconheço o amoroso zumbido da foda mecânica! Enquanto o major e sua esposa me olhavam. seu rosto iluminado por um riso lascivo. Criei um mini milagre no século dos milagres. Abri meus olhos para encontrá-lo junto a mim. quase me jogando no chão! Eu estava sendo violentada por uma miraculosa máquina de trepar! Uma voz masculina fez-me abrir os olhos. Ela então apareceu com uma espécie de chave e a inseriu numa abertura no lado cortado do pênis. — Bom dia. — Bom dia. introduziu a peça em meu interior inundado. sentia o orgasmo vindo cada vez mais! Nem me importei com a modéstia ou qualquer outra emoção. Logo.Brinquei por instantes com ele sob o olhar sorridente de Sarah. Segundos após a máquina se imobilizou. Em segundos eu estava prestes a gozar de novo. Sob a minha saia a máquina continuava seu estrépito. Uma vez mais enfiou a mão por baixo de minha saia enquanto eu abria as pernas para facilitar-lhe o acesso. logo terei aperfeiçoado o caralho a vapor! Será capaz de foder por horas a fio. senhor — respondi sem fôlego. Meu corpo palpitou selvagemente incontrolavelmente. Deite-se e feche os olhos. Navios a vapor. Srta. estradas de ferro. de uma só vez. canhões raiados. fui inundada por uma sensação na vagina que jamais imaginara existir! A máquina vibrava furiosamente contra a pele sensível! Cada impulso fervente era transmitido à minha boceta.

Depois de minutos. me preenchia com aquela carne dura de macho! Conseguia agora movimentar meu quadril em órbita. Inconscientemente fechei as coxas em sua cabeça. me arrebentava. Como o tiro de uma pistola seu corpo embatia em minha bunda. Baixou o vestido de minha cabeça. De novo minhas canelas foram presas.E ficou a espiar enquanto sua esposa enfiava a mão por baixo de minha saia e retirava o caralho infernal. Sedgewick abriu-lhe a vista da calça e de lá emergiu um enorme caralho. imobilizando-o contra minha gruta do amor. hipnotizada pela monstruosidade. — Quero isso dentro de mim. me penetrou. ele me esmagava. E por fim ele enfiou até o cabo. Minhas pernas foram afastadas e. mesmerizada. a saia levantada. 93 . beijou-me e murmurou enquanto lambia minha língua com a dele: — Foda! A Sra. E sem mais aviso ele começou com força um entra e sai. centímetro a centímetro. — Oh! Ambrósia. enquanto o major segurava sua pica como se fosse o cabo de uma enxada. Sedgewick estava a poucos centímetros de nós. como se fosse uma serpente. suas pesadas bolas do saco batendo contra minhas nádegas. Quase hipnotizada fiquei a olhar aquela cabeça bulbosa encostada em minha boceta. Sarah segurou a intrépida pica pela base. o rosto do major estava entre elas. — Foda essa moça! — ordenou ela. Sarah colocou-o embaixo do nariz do major. uma salsicha gordíssima encimada por uma bulbosa monstruosidade roxa. de súbito. minha senhora! De safra escolhida! — Muito obrigada agradeci. — Eu quero — murmurei. masturbando-se com o caralho de corda. — E com isso o major pegou-me pelas canelas. desta vez por ela. Mas estava imobilizada. enquanto aquele taco corpulento me penetrava. — Foda ela! — Me foda! — E tentei levantar o quadril para fazê-lo penetrarme numa lasciva enfiada. Everleigh! Estou inclinado a buscar na própria fonte. usando seu pistão como fulcro. — E você vai tê-lo — disse-me Sarah. ele lutou e libertou-se de minhas coxas. Sua língua. — Srta. deixando o cogumelo livre para minhas mãos. enfiando e retirando sua monstruosa máquina. A pressão cresceu e me senti arrebentar. E fiquei a olhar. — Não tema. a boceta aberta em oferenda. que saiu com um "plop" líquido. A Sra. levantando-as e permitindo que sua esposa subisse minha saia. jogando-a por sobre minha cabeça. em que eu acreditava que ia gozar de novo. que me empurrou as pernas para trás até quase tocarem meus ombros. com sua enorme língua passando pelos meus grandes lábios. — Chupe-a! — gritou Sarah. Dobrada como estava fiquei com os olhos a pouco mais de palmo do sexo. — Mmmmmmffhhh! — respondeu o major.

particularmente sobre a invenção do major o Caralho de Corda. Mas se for experimentá-lo é melhor que se cuide..— Boceta! — berrou o major. em sua cabine.. — Talvez eu devesse pedir que Haki lhe fizesse uma massagem. Ir para a cama com ele é como participar de um número de contorcionistas em circo! — Parece uma delícia! — comentei. E rimos com a ideia. — Peguei-Ihe as mãos: — Eu não sou quem você pensa. E os três chegamos ao orgasmo quase juntos. olhando um lindo pôr do sol. Era uma língua. — Ah. no Cairo. — O que pretende fazer quando chegar ao Egito? — Era uma pergunta que ainda não fizera a mim mesma. — Fodão! — gritou a Sra. por algumas semanas. asseguroume ele.. tornava-se a melhor possível para amantes. — Não pensei ainda. Jenny disse-me depois. — Caralho! — uivei eu. viajou tudo isto para. Para explicar-lhe minhas razões precisaria entrar em detalhes sobre madame Kooshay.. — Ótimo! Eu adoro segredos tanto quanto gosto de você.. Fez-me inúmeras perguntas. Seu corpo vai ficar doendo por horas a fio! — E ela se arrepiou com a lembrança. só viajar?! Deixei perder a vista na esteira colorida que o pôr-do-sol espalhava sobre a superfície calma do mar. — Sim? E fiquei curiosa. — Eu adoraria. — Foi uma tarde de exercícios! Para o capitão. — continuou ela.. acho melhor que saiba de meu segredo.. depois de uma série de espasmos tempestuosos o major explodiu dentro de mim. não sabe. Reggie. Estávamos encostadas no balaústre. Acho que voltarei em seguida. Tinha tido uma manhã cansativa.. Naquela noite descrevi minha aventura para lady Letitia. que se deliciou com minha boa sorte. Tenho querido fazer-lhe uma pergunta. enchendo-me de porra. — Como assim? — Não sou uma lady! — Claro que é! 94 . — Quer dizer. tudo! — Talvez você queira ficar conosco.. Litty. — Sem sombra de dúvida.. que apesar (ou por causa) de sua imprecisão. e seu rapaz sabe fazer massagens? — Bem. para mim. Sedgewick. Vinte minutos depois eu estava em minha cabine tendo minha primeira lição de árabe com meu fiel Haki. é um espanhol doido. saber... — Meu marido Harry e eu. Almocei na cabine e dormi um pouco até a hora do chá. em meio ao convés. Mas a gente o ensina. Ela também se envolvera numa aventura um tête-à-tête com o capitão DiCosta. Mas desde que você é minha boa amiga.

— Você ainda é minha amiga? — Claro. percebendo que perdera a amiga. — Cheguei a Londres para viver com uma tia.. impetuosamente: — Seremos amigas — e quase soluçava — até a morte! Até a morte! — E ela ria. madame Kooshay.. — Jesus dos céus! Uma putaria? — Exatamente — disse eu. — Puxa! Gostaria que ele me tivesse pago! — Inspirei fundo e soltei suas mãos: — Litty. estavam muito atraentes. 1902 Em nossa terceira noite após a partida de Plymouth. de mulheres. Por fim. eu não a estou julgando.. magnificamente trajadas. conte! E aos poucos.. apesar das diferenças de berço. devolvendo-me o abraço.. é uma das sensações mais pungentes.. — E você é. irmãs sob a pele de.. — Mas sua pronúncia! — Fui ensinada por uma mulher adorável. e as mulheres.. ambas. Então afastou-me um pouco: — Mas quero saber de tudo.. um ano atrás eu vivia em Liverpool. Realmente é a mais voluptuosa das sensações. — Eu a abracei. Nossa reunião se deu sob uma abóbada estrelada. com meu pai e meu irmão. Ela ficou a me encarar. Desconheço qualquer prazer semelhante ao de ser penetrada por uma arma dura e engatilhada.E. vestidos formalmente em smoking. Percebo agora que nunca recebi dinheiro pelo prazer que dei por um simples motivo: nunca ninguém me ofereceu. a costa da Espanha mostrou-se a boreste de maneira difusa e a temperatura subiu a uns balsâmicos vinte e oito graus.— Eu fui paga para fazer esta viagem! Ela piscou três vezes: — Pelo paxá Tufik? — Sim.. 95 .. Os homens. J. Papai é ferreiro. Não passava de uma ignorante do interior. Ela é proprietária de uma casa. A pequena orquestra do navio.. Silenciosamente ela ficou a me examinar da cabeça aos pés. Conte tudo. — Mas. Jenny. como se jamais me tivesse visto anteriormente. passei a contar. O paxá Tufik nos convidou para uma noitada no salão de popa. sem voz.. o que é raro. pareciam todas lindas sob a iluminação de lanternas japonesas. com champanhe e Petit fours. — Desta vez ela pegou minha mão: — Nós somos. de putas do prazer. por outro lado... em detalhes! Eu a invejo: você subiu pelo próprio esforço. — Jenny. em detalhes. A retirada. em tom sério. — Sou. me pediu: — Conte-me tudo.

sua barriga voluptuosa e ancas rotundas oscilando ao ritmo. Srta. E. ou outra dançarina. seus movimentos pareciam ainda mais centrados no triângulo entre as coxas. sim concordei. lady Lilly Roundtree tocou-me no braço: — Eu fiquei encantada com a dança. — Com um rubi em meu umbigo? — brinquei. tocava para nós. — Não contei a ninguém. no auge da excitação de uma relação amorosa. Com movimentos graciosos e lentos os véus foram caindo. perturbada. meu ouvido se acostumou às melodias estranhas e aos ritmos sensuais. — Então — continuou lady Roundtree. — como foi que ele soube? — Eu sei de tudo — explicou-se o paxá. — Talvez um pouco mais dos serviços de Herr Seydlitz. Farei questão de implantá-lo pessoalmente. ele andou falando? — E ela voltou-se para o alemão: — Pensei que estivesse tratando com um gentleman! — Sua suposição. que contrastavam em sua brancura com o negrume dos olhos. Ela dançava descalça. exceto aFrau Seydlitz.. — Isso é uma expressão norte-americana? — indagou o paxá. De início a música nem parecia música! Mais como se fosse um ruído tocado por estranhos instrumentos. até que ficou inteiramente nua. Parecia ali residir o ardor incontrolável que animava o resto de seu corpo Depois do entretenimento. exceto por uma grinalda a lhe esconder o púbis. — Precisa de um calmante? — ofereceu o paxá. de repente. — quando aprender os rudimentos dançará para nós. conforme mais garrafas de champanhe estavam sendo abertas. sei de sua aventura com o major e sua esposa. Enrubesci: 96 . que meus ombros e quadril oscilavam como se independentes de minha vontade. Everleigh. Seus movimentos eram de uma fêmea apaixonada. puxei o paxá de lado e perguntei-Ihe se Fátima. Frãulein Roundtree — respondeu Gunther von Seydlitz . O paxá nos apresentou a primeira bailarina como Fátima. conforme o ritmo aumentou. foi correta. — Os olhos de lady Roundtree se arregalaram: — Então.envergando pela primeira vez roupas do oriente próximo. Quer dizer que ela ficou excitada sexualmente. Estava vestida biblicamente em sete véus diáfanos. poderia me ensinar aquele bailado. voltando a atenção para o paxá . Conforme a noite se prolongou. — Sim — concordou ele. — Em que estaria pensando. percebi que meu corpo respondia a elas. — Não. Vossa Alteza? — indagou ela. entretanto. um a um. e você? — Oh. Por exemplo. — Fiquei morrendo de tesão. a cor acastanhada da pele e com seus longos cabelos de ébano. Quando nos unimos aos demais. — Srta. Percebi-me hipnotizada pelo brilho sanguíneo de um rubi em seu umbigo. Everleigh. com a ressalva de que..

— Quem fez o que a quem? — Os três fizemos tudo com os outros dois — explicou Freddy. que a tudo escutava. — Obrigada. particularmente no departamento oral. Tufik interveio o jovem Freddy Hartcourt. os olhos perdidos no negrume do mar. — Então como foi sua entrevista com o dr. E conte lá como foi sua tarde com as habilidades amorosas de mademoiselle Gisselle e do bom doutor? — Bem. meu príncipe. capitão — continuou ela. — Ele é exatamente isso. madame. 97 .. — Deseja entrar no espírito dessa conversa? — Duvido que tenha oportunidade. — Foi muito educativo — repetiu Gisselle. — Ah. mademoiselle Fondeaux? — continuou o paxá. — e o jovem perturbou-se um tanto. aproximando-se. — Bravo! — exclamou o major. prezada lady. "meu desvairado garanhão"! — Touché! — Exclamou Letitia. — Por favor. — Por certo somos um grupo especial — disse lady Letitia. — Só posso deduzir. por certo não temerei enfrentar as piores tempestades em sua companhia. A senhora é uma experimentada conhecedora. seu endiabrado! — respondeu o major. — Foram bem razoáveis... por isso respeito seu gosto e julgamento. — espero que Frau Seydlitz não o tenha decepcionado. — E voltou os olhos para o capitão. menos de uma pessoa. se tudo sabe. — De quem? — De si mesmo. — Mas então você deve ser um mago. que achou nosso capitão um companheiro respeitável! O sorriso de Litty não parecia mostrar a surpresa que por certo sentira: — Claro está. — Obrigada. Uma manhã bastante erótica. conte-nos — implorou Lilly Roundtree. muito educativa.. — De fato excedeu as expectativas. Anda espiando pelos buracos das fechaduras? — Isso seria indigno! — exclamou o paxá. passando a mão com carinho pelo rosto do paxá. um suami ou seja lá como vocês árabes o chamem! — Por certo. uma vez que não parava de chamá-lo. — Se for tão bom marinheiro quanto é eficiente na cama. chérie. — Mas você falou de todos nós. — Diga lá. que.— De tudo?! — De tudo. major — respondeu Eva von Seydlitz. madame. vindo de seus lábios torna-se um bálsamo para meus ouvidos. Freemantle? — Oh. meu jovem. por certo já terá resposta para sua questão. O paxá voltouse para lady Letitia: — E creio. — Claro que não. — E a senhora. sorridente. major — e o paxá voltou-se para o major . — Tal cumprimento.

atrás de mim. ameaçando as pequenas taças que os suportavam. Estou satisfeito de que meu julgamento não tenha sido errado. que me piscou o olho. educativa? — Pouco fiz com o paxá Tufik que não tenha conhecido anteriormente — respondeu a moça. voltando-se para Gisselle Fondeaux. Fiquei pasma! Era a primeira vez que observava uma coisa dessas! As moças do harém estavam ocupadas em remover as últimas peças do capitão DiCosta e da Sra. uma delas se aproximou de mim. chupando-o. A pequena orquestra havia removido sua roupa típica e. Que cada um de nós esteja à altura da enorme lascívia! Todos nós nos erguemos e brindamos. Falo de lascívia. os ruídos líquidos de uma relação sexual. pois. e seu corpo. O major Sedgewick levantou-se e ergueu a taça: — Quero propor um brinde a nosso Comodoro. mais ainda. parecia delicioso. Ficou imóvel. nada usava por baixo... exceto pelo pulsar do motor do Maratini. Quando me levantei. e. Em poucos minutos eu era despida. um atributo que me é caro. Seus seios eram grandes. — Meu nome é Mefik Habad — ela disse. Outras despiam Freddy Hartcourt e lady Letitia. parecia-me muito bonita. Raios! exclamou o major. cada um de nós a bordo do Maratini goza os prazeres da carne como o maior de todos. Voltei-me e vi o dr. Roundtree. o rosto afogueado. — Deverá agora estar claro para todos — comentou o paxá que estamos reunidos em torno de um vício comum. com os imensos olhos escuros delineados pelo kohl. indagou: — E você acabou? — Três vezes. Alguém fazia algo com outrem. A Srta. momentaneamente apertado ao meu. Olhei para Litty. Ninguém. Apesar do véu diáfano que lhe cobria a face. tocava "música civilizada". aqui. tudo ficou quieto.. — E alguém mais — comentou a Sra. Antes de convidá-los a bordo certifiquei-me de que cada um de vocês não se inibiria por problemas morais nesta prazerosa travessia. E então percebi. com um sorriso misterioso.— Por enquanto tenho restringido minhas atividades a meu harém. Na verdade. aspirando profundamente. De súbito. Freddy Hartcourt levantou-se a meu lado: Gemendo. preparada para a noite. Sedgewick.. que resfolegava. como o paxá sabia de todos nós em tantos detalhes? Um mistério que me dispus a resolver. Sedgewick. 98 . poderá desmenti-lo. de novo. Enquanto bebia meu champanhe. Freemantle. fiquei a pensar como Sarah Sedgewick poderia saber daquilo. enquanto a orquestra terminava o número. o major caiu sobre as costas de sua companheira. a boca deformada pelo imenso caralho do paxá. — Também achou sua estadia na cabine do paxá. marota. Agradeci-lhe com um curto abraço.

— Está gostando da viagem? — Imensamente. na distância. Alteza Real. Jenny. Sua melodia fluente parecia orquestrada com o balanço suave do navio. criando um caminho fosforescente na água. — Você nunca viu um muçulmano antes de mim? 99 . faltando a proteção de pele comum a todos os órgãos da minha experiência.Eu me apresentei com as palavras árabes que havia aprendido com o jovem Haki. com seu dedo luminoso. nu. — É a cidade de Vigo — explicou-me. Jenny. — Como você ficou sabendo? — perguntei. Senti. — Espionagem? — Você é muito curiosa. — Um segredo. Portugal. Seguiram-se gemidos masculinos e.. Chame-me Tufik. Após apenas duas horas de aprendizado eu já conseguia meu primeiro contato em árabe. Seu braço enlaçou a pele nua de meu tórax. Cruzei o tablado. — Isso me agrada. Era o paxá Tufik. tal como seus olhos brilhantes... era atraente se não belo. cada vez mais movimentado. Tinha amplos ombros musculosos e um começo de barriga. Com sua barba farta e negra. abaixo da qual pendurava-se seu pênis flácido. — Alguns de nós pensam. Tomei o volume macio na palma de minha mão. Enquanto ele falava. — Meus convidados se divertem — comentou Tufik. Com os olhos acostumados à escuridão conseguia. — E você é muito graciosa e bonita. Seu nome soa docemente aos ouvidos. a presença de alguém. Voltei-me para ele. Subitamente senti necessidade de solidão. Atrás de nós uma das convidadas não sabia quem gritou em prazer. a direção da cidade. fiquei contente por ter sido compreendida.. a meu lado. Embora deva confessar que minha experiência com o órgão masculino flácido seja um tanto limitada. Com um sorriso nos olhos ela comentou: — Sua pronúncia é muito boa para uma estrangeira. De minha parte. — e ao norte dela há a Espanha. A cabeça bulbosa era nua. Ao sul. perceber a iluminação de uma cidade espanhola. talvez magia. por momentos. a lua surgiu por detrás de uma nuvem. — Colocou a mão em meu braço e ficamos quietos enquanto a orquestra recomeçava com os Contos dos bosques de Viena. Apesar do véu. — Como você fica sabendo das atividades íntimas de seus hóspedes? — insisti. clarividência? — Talvez existam explicações mais simples. — Ah. e deixei-me ficar recostada no corrimão. Era como se o paxá tivesse ordenado que as nuvens se abrissem para que a lua apontasse. — A falta do prepúcio a espanta? — Sem dúvida. tenho certeza de que ela enrubesceu.. Srta. um alarido empanou as doces notas de Strauss..

— A razão era odiosa: o clitóris. mas.. Do tablado chegaram-nos os gritos e gemidos de prazer afogando. de novo. forçando a abertura de meus dedos para acomodar seu volume. — Corri o dedo da outra mão por seu membro relaxado. caro Tufik. — Não — comentei — deveria estar chocado se estivéssemos vestidos. foi idealizada para dançar-se a um braço de distância.. A suavidade da pele lembrava uma pétala de flor. que ele apreendeu com sua boca.... Os coptas e judeus também a fazem. — São completas. era removido para desencorajá-la do prazer. Já imaginou uma recepção na em baixada e todos dançando nus? Consegui controlar uma gargalhada: 100 . — Estou chocado — comentou ele.. — Ah — e ele riu.. paxá Tufik. Respondi-lhe com a ponta da língua. agora todo ereto. Apesar de tudo que me contara. Parecia-me pessoa muito civilizada e sensível. enterrava-se em minha barriga. Tufik. — Talvez se torne moda.. — As moças de seu harém?. a música da orquestra. — A valsa. A exótica forma em minhas mãos mexeu-se e expandiu. delicioso.. O próprio órgão era mais bonito do que outros mais convencionais. Jenny Everleigh. um cavalheiro adorável. o dr... como centro da paixão feminina. circuncisão? — As mulheres eram circuncidadas no Egito antigo: removiam-se os grandes lábios e o clitóris. Freemantle havia feito com a pica dele havia pouco. amassando meus seios.. E ainda ganhamos vantagem da higiene. — E as mulheres também têm. beijou-me delicadamente nos lábios. imaginei. Não me interesso por aleijões e desejo dar prazer às minhas companheiras. o paxá parecia estar longe da figura selvagem que eu imaginava. Continuando a segurar o exótico pênis do paxá. islamitas ou não. uma linda mulher! E. comentei: — Você é. — Pelos céus! — exclamei. Fitei o nos olhos: — É lindo. como para testar-me.. enquanto seu membro. quando se é criança. — Dance comigo. — então como classifica esta inovação? — Enterrei o rosto em seu pescoço e pressionei meu ávido corpo contra o dele: — Classificaria como. Dessa maneira não teria motivos para a infidelidade. sugando-a apaixonadamente como.— Não! Vocês nascem assim? — Ele riu: — Não. tiramos numa cerimónia chamada circuncisão. Ele puxou-me de encontro ao musculoso peito. por quê? — É um ritual de passagem islâmico. — E você.. ao mesmo tempo começou a bailar. horrorizada. Nunca ninguém dançou assim próximo.

E. O ingurgitado capacete de seu membro poderoso se apertava contra o meu botão do amor. que servia ao duplo propósito de ser um excelente espermicida e profilaxia de infecções. Quase imediatamente surgiram duas moças do harém e. Não foi um orgasmo tempestuoso. Também havia o familiar condom. e com tanta borracha que daria para vulcanizar a câmara de ar de um pneu de automóvel. também. no segundo seguinte. querida Jenny. Conforme a música se aproximou do clímax. como hoje há. 101 . Ninguém jamais eu juro teve tanto prazer numa valsa vienense. preciso aprontá-la. mas ao menos as mulheres estão mais bem informadas. eu gozei. logo mais. Enquanto seu corpulento pau se acomodava nas dobras de meu jardim dos prazeres. Sem nada falar afastei as pernas. o conceito do coitus interruptus. me extasiei com uma ejaculação formidável. Infelizmente não imaginávamos que era. um potente e corrosivo veneno. o paxá segurou minhas nádegas com ambas as mãos e. E então.— Alguns seriam horrorosos! E continuávamos bailando. Era tamanho o aposento que jamais se poderia imaginá-lo dentro de um navio. — Beije-me. Encantei-me com seu sorriso enigmático e com a visão de seu estranho mas lindo pênis. J. perfeitamente sincronizados. menos ainda a tenda oriental. meu príncipe — e estendi-lhe os braços. que você tem o perfeito santuário para ele. continuamos a valsar. criando um espaço para que ele ficasse entre minhas coxas. — Me ocorre. Nossa paixão cresceu lentamente e. Olhei-o debruçado sobre mim. realmente. ao qual chamávamos "carta francesa". um problema do passado. — Num momento. 1921 O paxá Tufik carregou-me no colo até seu camarote. onde me colocou sobre um ninho de almofadas coloridas. iluminado por uma dúzia de lanternas de bronze em filigranas. nos acordes finais da Viúva alegre. Seríamos assim também na cama? Desviei os olhos para seu pênis rampante. porém doce e orquestrado em tom menor apaixonante e delicioso! Proteção contra a doença e o que hoje se chama "controle da natalidade" era. um método não confiável que só conseguia o que o termo implica: interromper o fluxo normal dos eventos. Como um dedo gigante ele apontava para meu umbigo. minha princesa. E cada movimento de nossos corpos era origem de mais prazer para mim. que encheu minha xoxotinha com um delicioso creme. — E afastou-se um passo. Antes que eu pudesse digerir as estranhas palavras ele bateu palmas. Claro que ainda é.. eu combinava aos graciosos movimentos da dança uma rotação de meu quadril. Ou os tapetes persas que cobriam paredes e piso. Havia. — Antes. Logo de início madame Kooshay instruiu-me no uso de cianeto de mercúrio.

embora as visse pela primeira vez sem os véus, reconheci Fátima e
Mefik. Traziam um pote de cerâmica e uma prateada botija de vinho.
O paxá sentava-se a distância no que parecia ser uma sela de
madeira, e falou suavemente:
— Você será untada com unguentos e óleos do Leste. É um
costume praticado pelos sultões e dedicado às suas prediletas do
harém, antes dos rigores do amor.
Em silêncio recostei-me nas almofadas. Relaxei, inspirando
profundamente, preparando-me para o que seria, por certo, uma
experiência inusitada. Fátima e Mefik ajoelharam-se a meu lado,
assumindo a seriedade de profissionais acostumadas à sua arte.
Óleo quente foi delicadamente esfregado em minhas costas, e
percebi um perfume que jamais gozara: doce, ambrosiano, exótico e
desconhecido. Meus ombros, meus seios, minhas coxas, fui inteira
untada. Mãos sensuais não se esqueceram sequer dos dedos dos pés!
Então as mãos se afastaram e outro perfume, intoxicante,
invadiu meus sentidos. Um único contato permanecia: um dedo
pressionava meu cóccix. No momento seguinte afastaram minhas
coxas e outro unguento foi massageado em minhas partes íntimas.
Em pouco, meu botão do amor parecia em fogo e pela primeira vez
emiti um gemido de prazer.
Fátima pegou outro líquido de dentro do vaso cerâmico e,
acompanhada por Mefik, passou a untar meus seios. Dedos leves
como penas tomaram-me os mamilos e os apertaram com delicadeza;
em pouco estavam também tomados por uma excitação vulcânica.
Com lasciva habilidade Fátima passou o preparado em minha
vulva, no clitóris e em segundos minha vagina era o próprio incêndio
de Roma!
Uma vez mais o paxá Tufik se debruçou por sobre mim enquanto
eu aguardava, em tormento, além de qualquer razão, pelo nobre e
glorioso bastão que emergia de sua virilha. Ali estava realmente um
priapo digno de um potentado: corpulento, reto como uma lança,
fabricado com o melhor aço, recoberto com o mais suave veludo!
Enquanto eu olhava, Mefik untou a cabeça do real membro com
as palmas das mãos e, usando-as continuamente, massageou o
bastão em todo o comprimento, fazendo o paxá gemer de prazer.
Eu não aguentava mais a espera: só o paxá poderia apagar o
incêndio que me consumia. Meu desejo não tinha mais limites!
De pronto os lábios de meu querido estavam por sobre os meus,
seu pesado corpo afundando-me nas almofadas, num abraço
escorregadio. Sua perna afastou minhas coxas, esfregando minha
xoxotinha.
— Desse jeito vou gozar!
— Sim, goze, minha querida Jenny. — E com a mão apertou
minha boceta, enviando ondas de prazer por todo meu corpo; foi um
orgasmo como o último, quase sem crescendo.
Enquanto isso o paxá se masturbava, me olhando. Mefik e Fátima
abriram-me as coxas até o limite, numa oferenda a meu amor.
Busquei sua arma, enorme e pesada em minha mão, e coloquei o

102

botão rotundo na minha entrada. No instante seguinte, sem o menor
esforço, o gigantesco bastão escorregou em minhas entranhas. Meu
corpo inteiro era um receptáculo desejoso. Ele poderia fazer o que
quisesse... qualquer coisa...
— Ah, Tufik, amor meu, meu campeão. Existo apenas para seu
prazer! Foda-me, use-me!
Ele passou a gemer e balbuciar palavras desconhecidas, das
quais eu só aprendera três: cush, zubrik, zigzag que eram boceta, pau
e foda.
O paxá parecia um enorme pistão a vapor, enfiando-me sem
parar. Alternadamente eu me sentia preenchida e vazia daquele
maravilhoso caralho gordo.
E de novo, sem aviso, senti-me transportada num profundo
choque de orgasmo que radiava de minha boceta. Parecia jamais
acabar, e meu corpo, apesar de imobilizado pelas moças do harém,
saltava e se contorcia em prazer, num louco anseio para engolir ainda
mais aquela espada... aquelas bolas enormes... tudo!
Conseguindo libertar as pernas, passei-as em torno daquele
tórax viril e agora engolia, à minha vontade, a espada de meu desejo,
empalada em seu zubrik!
— Jenny, meu amor... — ofegou ele. — Estou vendo tudo, sua
boceta, seu cu, sua bunda! Meu pau dentro de você! Foda! Boceta!
E penetrava-me com fúria crescente como um jóquei na reta final
de um grande prémio.
E então ele apagou meu desejo com o cremoso orgasmo de sua
pica, que saltava e pulsava em meu ventre.
Por fim ele ficou quieto, deixando-me ordenhá-lo com os
músculos que eu recém-descobrira.
Pouco após, Fátima e Mefik nos banharam em água morna e,
ajoelhando-se, fizeram uma mesura e se retiraram, deixando-nos
vestidos com um roupão branco de seda. Um garçom serviu um
repasto de azeitonas, tâmaras e uvas, um patê de fígado e morangos,
misteriosamente maduros e gelados.
Olhei-o surpresa:
— Mas estão gelados? Como é possível uma geladeira num
navio?
— Nós fazemos o gelo com uma máquina norte-americana. — E
passou a explicar-me algo confuso sobre compressão e expansão.
Com gelo poderiam conservar qualquer alimento. — Gostaria de
alguma bebida, Srta. Everleigh? Talvez vinho?
Lembrei-me da mistura do major Sedgewick:
— Já bebeu uma ambrósia com vinho e gim?
— Ah! — e ele voltou a bater palmas, — a mistura do major? — E
em pouco eu estava misturando o gim a um estranho vinho chamado
"vermute seco"; fiz de acordo com os conselhos da esposa do major:
uma parte de vinho para quatro de gim inglês. Num impulso apanhei
um pouco de gelo e acrescentei. O paxá saboreou o primeiro gole e
exclamou:

103

— Soberbo! Melhor do que quando o major o prepara! — E em
outro impulso pedi:
— Espere um pouco. Apanhando uma azeitona, espetei-a e
coloquei-a em seu copo.
— Engenhoso — disse o paxá, olhando-me por cima da borda da
taça. — Creio que é uma das mais civilizadas libações!
— É apenas uma modificação da ambrósia do major.
— Não, Jenny. É algo inteiramente novo! Precisamos também de
um novo nome!
Pensei um instante e levantei a taça em brinde:
— Ao seu navio: Maratini!
Antes que o dia amanhecesse já havíamos consumido diversos
maratinis e feito amor de novo. Depois, caí no sono, mal sabendo que
havia feito uma contribuição para o Reino Unido; o maratini era um
presente para toda a espécie humana!
Acordei só, com o sol alto, em meio à tenda do paxá. Ia me
levantando quando me ocorreu afastar o tecido da tenda,
examinando sua cabine, e deparei com sete tubos de cobre subindo
pela parede e descendo pelo chão. Na extremidade voltada para a
tenda havia tampões metálicos.
Removi um deles, curiosa pelo emprego que teriam, quando levei
um susto que quase me atirou fora da cabine. Do tubo saía,
inconfundivelmente, uma voz:
— "...chérie... ahhh, sim... sim... me foda com sua língua..." Era a
voz de mademoiselle Gisselle Fondeaux! Aquilo por certo era alguma
mágica diabólica!
— "Você gosta assim?"
— "Hummm..."
— "E assim?"
— "Ahhh... estou toda arrepiada... Maravilhoso!"
A outra voz era de lady Letitia! Tapei o tubo de volta e tentei
recuperar a calma. Por certo aquilo era um aparelho que levava as
vozes tal como um cano leva água. Muito engenhoso para espionar os
outros! Ali estava a explicação de como o paxá sabia de tudo a bordo!
Destapei outro tubo estava silencioso. Tentei um terceiro e, desta
vez, havia apenas ruídos estranhos e resfolegar. Uma vez que não
falavam, não pude saber quem estava se relacionando com qual
outro tripulante.
Quando destapei outro tubo, senti vontade de juntar-me àquele
camarote!
— "... Srta. Roundtree, levante mais o bumbum... assim... Agora,
dr. Freemantle, de joelhos... Ah, bom! Agora, enfie nela assim, por
detrás..."
Era Eva Seydlitz, sem a menor dúvida!
— "... E agora, Herr Freddy, fique por detrás dele."
— "Preciso meter nele de novo?"
— "Oh, sim. Mas vá devagar que quase matou o cavalheiro na
última vez."
— "Eu tomarei cuidado."

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Roundtree. de metal...... por meu pescoço. J... Então ela foi descendo a língua por meu rosto. lambendo o clitóris da Srta.. assim. Roundtree. está com tesão.." — "Ahhh. gemidos e gritinhos.. agora? — Estou. Contei sete tubos! — Ah. recebendo-o com um sorriso inocente. para o bocal de latão: — Talvez. Na próxima vez você poderá estar presente em carne e osso. E você? Respondi-lhe com um beijo terno na boca.. em cima de uma cama.. Nossos lábios eram um único. bem por cima de nossas camas. você enfia o seu no cu dele. Jenny.. um.. Juntas buscamos em nossas cabines e os encontramos: aberturas redondas. um.. basta irmos à cabine do paxá e destampa—r aquela que nos interessa. nossas línguas se acariciando no jogo amoroso. Todos em tempo!" — "Temos de nos concentrar.. Eu adoro ficar ouvindo! — Ótima ideia! — Eu teria adorado ouvir você e Tufik ontem à noite! — Não se incomode. dois. 1890 Numa confidência contei a lady Letitia sobre os tubos sonoros.— "E eu ficarei por debaixo de vocês.. Ela murmurou por entre o beijo: — Você acha que ele está nos ouvindo? Olhei para cima.E. chegando até 105 . — E a você? — Oh. os quatro gozaram quase ao mesmo tempo. dois!" — E aí seguiu-se o ruído de pele batendo em pele.. — Você. sim. enquanto ela lambe minha boceta... simultaneamente. Não existe melhor educação do que a conferida por uma mulher mais velha a um jovem menos experiente. Sedgewick sobre Gisselle Fondeaux e o próprio Tufik! O paxá deve ter se esquecido de tampar o seu tubo! — Acho que poderemos fazer o mesmo.. Deixa-me com tesão. — Adorável! —Mas disse ela correndo o dedo por meu braço ouvir secretamente é ainda mais gostoso! — Sem dúvida. imitando ventiladores. uivos e rosnares até que. — E me aproximei dela. isso explica também o conhecimento da Sra. — Isso me deixa ainda mais excitada! Tiramos a roupa e caímos juntas na cama." — "Oh! OOOOOH!" — "Posso gozar em sua boca?" — "Por favor!" — "E eu gozo dentro do Freemantle?" — "Yah! E quando tirar o pau de dentro da Srta. Subitamente percebi a aproximação do paxá e tampei o tubo de volta.. — Ele pode espionar todos os hóspedes..

abraçando-me. mas os olhos não descolavam de suas sandálias. Everleigh. Preocupada mais com o bem-estar de Haki do que com os prazeres de Litty (ou os meus próprios). — Eu percebi o tremor em seus ombros. — Sim... Sentindo uma súbita afeição pelo rapaz. — Você mesmo me ensinou o nome. Seu bico era grande e se tornou túrgido quando passei a lambê-lo e a amassá-lo entre meus lábios. — Quer ver a diferença? 106 . — Entre insisti eu. Voltou a olhar e. Não havia a menor dúvida quanto a sua sugestão.meu seio. — Nunca. soltou a respiração. Litty sorriu maliciosamente. Você pode ficar — explicou Litty. Voltei-a para poder devolver a carícia da mesma maneira. nervosa: — Quem está aí? — Haki. o queixo caído. onde passou a contornar a aréola com a língua adejando como asas de pássaro. aos poucos. Haki. meu jovem querido disse Litty ficando em pé. é cush.. pensei que. os olhos do jovem foram se elevando. Qual é? — A senhora insistiu. — Talvez eu devesse. Nossas respirações estavam ferventes. Se voltar-se agora não verá apenas uma. não afastei Letitia de minha teta. Ele parou junto à porta. Ele girou o corpo. Everleigh — sussurrou ele.. Ficamos em silêncio enquanto. mais delicioso por isso mesmo. Nunca viu antes uma mulher nua? — Não. fechando a porta e nos dando as costas voltar um pouco mais tarde. por fim. Ele desviou a vista. — Sim. teria uma experiência de alto valor. Haki. — Não.. Eu podia sentir seu desejo crescer conforme o olhar subia por minhas pernas.. — Olhe quanto quiser. realmente. Quem estaria mais apta a fornecer-lhe uma lição inicial tão edificante?! Ainda que não fosse virgem. se ele fosse virgem teria tido sorte em cair nas mãos de duas mulheres como nós. — Ele só tem quinze anos. — Peça para ele entrar. mas indaguei. — Coragem. e por favor feche a porta atrás de si. incapaz de entrar ou sair. — A minha é diferente da dela. Aproximei-me e coloquei as mãos em seus ombros: — Você pode se virar. Srta. pedi-lhe que entrasse. Srta. Haki. porém duas mulheres peladas. Litty! — Está pronto a desabrochar. — Bateram à porta. — E Litty estava a meu lado. Haki. minhas coxas. começou ele. — Adorável. Haki. que estivera presa. Juro pelo Corão. nua . senhora. e parava em minha virilha peluda. a respiração agora errática.

Haki deitou-se de costas e cobriu os olhos com um braço. Haki — disse ela. então.. Pegamo-lo pelas mãos e o conduzimos pelos poucos passos que nos separavam do largo leito. lady! — Sua voz era grave e a respiração errática.De novo ele havia parado de respirar... crescentemente excitada. sem interromper a exploração em minha boceta. Seus olhos pareciam explodir. ao mesmo tempo em que o sugava. oferecendo-o para mim com um sorriso de concupiscência nos lábios. — Eu tenho de tirar a roupa?! — indagou ele em voz chorosa. até que Litty tomou-lhe a mão e colocou-a sobre minha cush peluda.. — Sim. sim. Faltava a seu membro o porte de um adulto. — Ah. disse Letitia para ele. mas. Letitia afagou-lhe o corpo esguio e já musculoso e então pegou-lhe o cacete pela base. meu jovem — comandou ela. tomando-lhe as delicadas gônadas nas mãos. afastando o braço do rapaz dos olhos . ao mesmo tempo. na exuberância juvenil. Quer chupá-los? — Oh. ambas — tossiu ele. retirando os dedos de meus pelinhos. — Eu. O pobre estava aterrorizado. Ele levantou os olhos para os seios de Litty... lady Faversham. — Você é um verdadeiro cavalheiro. oh! — Eu lambi embaixo do capacete carnoso e.. Ele mordeu o lábio e fechou os olhos quando comecei a desabotoar-lhe a camisa. ajoelhando-se na frente dele. comecei a fodê-lo com minha boca. — que tal está sentindo? — Oh.. a mão direita parecendo ter vida própria em seus espasmos. — É altamente deselegante ficar vestido diante de duas senhoras nuas. 107 . no entanto. Sua exuberância era tal. quando Litty desceu-lhe as calças. — Nós vamos fazer de você um belo homem — assegurei-lhe eu. sua pica parecendo apontar o caminho naqueles passos zumbis. mas era elegante ê. meu caro — confirmou Litty. apontava para cima. — Acho que é hora de tirar a roupa. — Qual você prefere? indagou Litty. é bom.. sua plena ereção me disse que o terror não era tão grande assim. Estava tocada por sua inocência. desamarrando o cordão que prendia suas pantalonas árabes.. Seus dedos exploraram tentativamente a pele suave. Podia sentir seu coração batendo desvairado e percebia a película úmida se formando em sua testa. Aceitei o desafio e lentamente engolfei-o com a boca. tão arregalados. Haki. é muito bom isso. que Letitia se arriscava perdê-lo na boca do rapaz. as duas. Letitia tomou aquela graciosa coisa nas mãos e ela saltou como se tivesse vida própria. Tomei-lhe a mão com delicadeza e fi-la tocar a cush sem pelos de Litty.. — Meus seios. Ele enfiou os dedos por entre a penugem macia. Olhei-o sem abandonar minha tarefa e percebi que ele passara a chupar o pequeno seio de Letitia no mesmo ritmo em que eu o chupava.. mas.

mostrava-se um atento estudante da geografia feminina.. 108 ... embora não atrevido. pouco após. e as professoras tão eficientes. assim é muito melhor! Agora lamba com a língua. depositei em sua boca o creme daquele orgasmo juvenil. com Letitia "enfiando o pino".. — Vai se encorpar com a idade — justifiquei eu. Fixe sua atenção no bico.. que bom aluno você é! Ele gemeu quando eu senti um espasmo denunciador do orgasmo se aproximando. Mantive-me de costas na cama. Então. — Quase doce. seu quadril começou a rebolar. quanto às inclinações possíveis.. puxa. aumentando de tamanho como um diminuto pênis. Enquanto isso me deliciava em observar uma pica circuncidada. de início com total falta de jeito e. Haki. Seu rosto continuava avermelhado. Desta feita. um travo ácido no fundo. Também aprendeu sobre as mordiscadas amorosas e a titilação. ele experimentou sua primeira gozada numa mulher. Escolhemos essa posição para que nosso aluno tivesse uma visão clara do que estava acontecendo. ao clímax.. Haki aprendeu a usar os dedos. Num átimo ela estava a meu lado. a boceta de Letitia mostrou ser um instrumento perfeito de instrução. ahhh. Meus lábios o seguravam firmes. E chegou a hora da primeira foda em sua vida. Segurei a zubrik ainda pulsante de Haki e oferecia a ela. mas de orgulho por nossos óbvios encantos com ele. fantásticas e sem dolorosas (a serem evitadas). o quadril elevado por um travesseiro enquanto Haki ficava entre minhas coxas. as vantagens dos toques suaves. tanto Letitia quanto eu. ficou a olhar o órgão surgir de sua proteção de pele. Uma imensa golfada de porra cremosa agridoce encheu minha boca. Era um aluno tão dedicado... evitei engolir. tomando-lhe amorosamente a cabeça e voltando-a para mim. quanto a ritmo. pela primeira vez mostrando o mesmo encanto que eu apreciara com o paxá. porém não mais de embaraço. Foi bem ensinado quanto a penetração "rasa" ou "profunda". fizemo-lo nos levar. Já não mais passivo. Logo a juventude falou em favor de Haki: seu membro ficou ereto de novo como um soldado numa parada.. com rapidez.— O bico. Por seu estado desnudo. com um quase grito. passando sua língua cor-de-rosa por todo o comprimento. sabendo que minha amiga gostaria de dividir o prazer comigo. mais tarde. Fascinado. a apreciar os lábios e a localizar o clitóris. sobre o beijo voluptuoso e os movimentos de língua. Começamos nossas lições sobre os pontos mais sensíveis. E o ensinamos a usar o dedo em gancho para atingir o ponto secreto das mulheres. — Um buque extraordinário — apreciou ela. assim. que da primeira vez concordamos ser um quase virtuose do cunilinguam. enfiando seu membro em minha boca. Ela lambeu-a. Para demonstrar o que era orgasmo feminino. Três segundos depois ele detonou. E então.

Letitia colocou uma terna mão no braço do rapaz: — Hoje você se tornou um homem. girando. acalme-se. Everleigh e eu somos responsáveis por essa transição. A Srta. Everleigh. Letitia fazia o inverso numa maravilhosa Dança das Esferas. em movimentos bem lentos. foi a vez de Litty. — Sim. Um milhão de agradecimentos não seria suficiente. minha cabeça entre suas pernas. — Vou gozar! Me fode. Uma sensação vertiginosa me percorreu o corpo e também senti o clímax. minha face próximo a sua boceta molhada e rósea. Haki — continuou lady Letitia. — Aprofunde mais. tão importante como qualquer outra coisa pela qual venha a passar. Everleigh. Pare.. senhora. — Seu diabrete! — gemeu Letitia. — E isso é bom? — Ahhh. — Jamais. enquanto eu ajudava a excitação com meu polegar em seu clitóris. O terceiro orgasmo desde a manhã — e ainda não era hora do chá! Depois de vestida e pronta para sair ao deque.. — Você é muito bem-dotado. a trepada tem de ter seu tempo! — Sim.. Ponha tudo. lady Letitia. fazendo o sinal muçulmano. introduzi-o na vagina. — Enfiado! — avisei eu.. — Que tal. — Haki — disse eu . — Ele fez uma graciosa barretada. Não importa suas futuras aventuras. seu diabrete! — Eu também. O importante não é chegar no final de qualquer jeito! Como em todo esporte. lady Faversham! Eu também! Eu podia ver a base de sua pica se ingurgitando. depois de gozar em mim. — Com força! — Ele seguiu minhas instruções batendo contra aquelas amplas e elegantes nádegas. — Agora penetre-a. Haki ajoelhou-se atrás dela e eu fiquei por baixo. esta você jamais esquecerá. Haki passou a meter com fervor crescente enquanto a boceta de Litty se aproximava de minha boca. — Mais ainda! — ele a centímetros de meus olhos suas bolas encostaram na bocetinha saltitante de Letitia. as bolas se contraindo dentro do saco em espasmos. Nem mesmo em árabe! — Suas bolas estão titilando o clitóris dela. Pegando o pau impudente de Haki. girando. Srta. Haki — berrei eu.Por fim. — E agora. Srta. — respondeu Letitia. Haki? — Não tenho palavras. — Agora enfie tudo. Ela ajoelhouse e voltou-lhe seu amplo quadril de graciosas nádegas. E conforme ele girava o quadril no sentido horário. — Vou gozar — uivou Letitia. 109 . quando ele aprofundou-se nela. pare! — Sim.

usado apenas pelos ocidentais. cérebro assado de onde a moda europeia sempre favorecera a pele branca. Isso sempre me pareceu hipócrita. Vestidos. em colchonetes que Haki atenciosamente me trazia. mas. Fátima me ensinava a dança do ventre — um termo. passadas no deque do Maratini. Apesar de nossa recente aventura. que tanto valorizava os olhos de uma dama. fiquei sabendo. Haki e eu passamos o resto do dia juntos. J. porém de "Srta. 110 . As outras cinco moças eram. estava me tornando fluente em árabe. De início resmungou que uma mulher jamais aprenderia seus segredos. aportando em Algeciras por um único dia para reabastecer com água fresca e provisões. Eles simplesmente acreditavam que o sol em demasia poderia provocar a febre amarela ou. acabava por preocupar meus companheiros de viagem. ensinou-me xadrez. Mas havia uma sutil diferença: já não me chamava mais de "Srta. Minhas tardes eram. provocando-lhe surpresa e deleite.. de bridge no salão. Freemantle que. Jamais a imaginara capaz de tamanha eloquência. Amar não é ter uma propriedade ou ser uma propriedade. relutantemente. Everleigh". aquecendo-me no delicioso sol do Mediterrâneo. Outras vezes tomava sol totalmente nua. demonstrando competência. porém desde o início da viagem um outro jogo havia me espicaçado o interesse. ocasionalmente. O harém estava localizado num enorme compartimento de proa: ali. lendo alguns livros da enorme biblioteca do navio.— Lembre-se sempre de que o prazer é tanto maior quanto mais se o dá. seu tratamento continuava formal. Virando de costas ou de frente periodicamente. agora tentava eu me aproveitar do bom professor de árabe. todas. Depois de cruzarmos peio estreito de Gibraltar. passou a rosnar de maneira mais agradável. Quando passamos por Túnis havia atingido um grau de proficiência que me permitia usar essa poética linguagem enquanto fazia amor com o paxá. Amar é simplesmente amar. Tal como ele fora um bom aluno. E por mais de um homem ao mesmo tempo. juntava-me a Letitia e aos Sedgewick para um jogo . Jenny" como a celebrar nossa recente intimidade. assim como eu lhes ensinei o uso do cianeto de mercúrio para proteger-nos da gravidez.E. por uma hora ao dia. de preferência. muito graciosas. 1890 Os dias avançaram preguiçosamente.. Apenas receber constitui a verdadeira perversão! Fiquei espiando enquanto ela se retirava com seu andar aristocrático. e seguindo a inclinação do sol ou a mudança de curso do iate. mesmo. conforme fui demonstrando competência. Ensinaram-me a usar o kohl. deitada em suas confortáveis cadeiras. passou a rosnar de maneira mais agradável. Graças aos ensinamentos de Haki.. penetramos nas límpidas águas do Mediterrâneo. Jamais compreendi o princípio da "exclusividade" ou da "fidelidade" aplicado ao amor. Foi o dr. Por vezes. Eu me apaixonei inúmeras vezes.

de meu lado. Eram tão gelados que. entre lágrimas de riso. parecendo ter terminado apenas uma rodada de bridge com o major. de vingança. o monstro pendurado entre as coxas do paxá. nós ficávamos seminuas. então. introduziam uma nota desagradável entre os demais. era lady Letitia. Num deles. que jamais errou um único pênis. Se assim fossem. Mas tentou. eram obrigados a reconhecer as nossas vaginas. de imediato. pois todos os demais ainda descansavam da noitada aberrante. Freemantle com óleo do harém e obrigamos Freddy a fazer o reconhecimento. numa espécie de desfile militar prussiano. Brincávamos. sem sequer um fio de cabelo fora do lugar. mas conforme fomos nos conhecendo melhor.. uma mulher vendada era desafiada a reconhecer um companheiro de navio simplesmente tocando seu caralho. Em êxtase óbvio o rapaz ficou metendo no doutor pelo tempo máximo permitido até que. Porém quem mais me despertava admiração. Quando falei disso a lady Letitia.Eu. após toda uma noite de orgia. Faltava ao casal algo que os demais tinham em comum: senso de humor. com ajuda de terceiro. todos os demais explodiram numa gargalhada. por certo. pois havia os "engraçadinhos" que demoravam a ponto de provocar suspeitas. uma presença má e ameaçadora. ela simplesmente definiu-os como um par de chatos alemães. A falar a verdade. em "atos de alto e nobre propósito". dedicados à alegria através da disciplina. Depois de alguns jogos resolvemos limitar o tempo. De início tal enfoque muito nos ajudou. a menos que organizadas germanicamente. passamos a ignorar suas tentativas de liderança e sua inclinação teutônica pela perversa disciplina. Tanto Herr Von Seydlitz quanto sua mulher pareciam preferir as orgias bem organizadas. apresentando-lhe o traseiro elevado. untamos o rabo do dr. para mim. Claro que todas nós reconhecíamos. O sol mergulhando nas águas salgadas anunciava a hora do soirée. de diversos jogos. que. julgávamos. também vendados. proclamou: — Sem a menor sombra de dúvida esta é a deliciosa boceta de Frau Eva von Seydlitz! Exceto o casal alemão. e. de imediato. Neste jogo o homem tinha as mãos atadas nas costas. Diziam que nossas atividades voluptuosas eram apenas decadentes. ou até apenas ginásticas matutinas — caso em que ficavam sós. de outro 111 .. Assim começaram a representar. até reconhecer ou não a dama à sua frente. Mas a vingança vinha do outro lado: os homens. preferia tornar-me dourada como as damas do harém. Certa vez. sua pica era que fazia o reconhecimento. tanto ela quanto eu havíamos desenvolvido uma sensação negativa a respeito do casal. tonitruante. transformavam-se. levantar-seiam do meio dos corpos. — Um engano bem natural — murmurou lady Letitia.

a bordo do Aigle. junto à popa. Porém o paxá jamais foi meu. caros confrades — pedia o dr. — Tem uma milha de comprimento e dezoito metros de profundidade.lado. Ferdinand de Lesseps. — E o Maratini. aos olhos contemporâneos da cristandade. além dele. Segue-se que. Não apenas dois como. alcançar Port Said. porém ele tinha boas intenções. Sob essa luz sou uma boa cristã talvez melhor que muitos! J.E. pecado e prazeres carnais seriam encarados da mesma maneira. diante de um monstruoso desjejum e uma ou duas horas de prazer. era nosso anfitrião. embora ele insistisse em que eu era a sua favorita. — Passaremos para a História! — O novo canal é uma maravilha — explicou o paxá. bebíamos à grande empreitada. o paxá Tufik. — Por todos os santos! exclamou Freddy Hartcourt. De repente. então. até mesmo. comandará uma enorme flotilha. passei a acreditar que representavam algo realmente mau. em meu gosto. juntos. a abstinência é a verdadeira perversão. com quem eu passava por vezes uma noite inteira. O mais agradável de todos. — Pensem nisso. no entanto. Freemantle. 1888 — Quando a imperatriz Eugenia da França.. percebi que estava me apaixonando por ele. Só eu. o que permite acomodar qualquer navio do mundo! — Mas o Suez será nosso canal — disse mademoiselle Fondeaux. Acordávamos em meio às roupas de seda do leito. Enquanto o Maratini cruzava águas serenas em busca das antigas terras dos faraós. contrariamente à crença corrente. exigia mais de mês! 112 . afastar meus temores como infundados. exclusivo. Sem meu pai esse canal não existiria! O dr. Nunca compreendi por que. a largura mínima é de vinte e dois metros. — Passaremos do Mediterrâneo ao mar Vermelho em apenas um dia! Uma viagem que. passei a perceber que somente Reggie havia conseguido. despertar-me algo além da luxúria. A orquestra do navio imediatamente começou a interpretar a Marselhesa. — É obra de franceses! — Mas também de egípcios emendou o paxá. até agora. Obviamente criou-nos com estes atributos para serem usados. como amantes. três. É razoável pressupor que. Consultei minha amiga Letitia: seria possível amar dois homens ao mesmo tempo? Ela me garantiu que sim. mas ainda amava Reggie. a África será oficialmente uma ilha! — declarou o paxá Tufik. muito difícil de fazer o acompanhamento da agenda. Com um número maior que este seria. enquanto. dormíamos em sua romântica cabine. Freemantle levantou-se e ergueu: — Um brinde ao grande engenheiro. a apenas três navios atrás dela. ao paxá Ismail e ao Império da França. não teria colocado certas terminações nervosas tão sensíveis em locais tão estratégicos. Nua. em seus braços. Na verdade não acreditei no caro companheiro. se o criador concordasse com isso.

— Colonizarão boa parte do oeste africano. — E existe um acordo entre meu pai e a França — interveio ... — Ah.. — Não apenas dominarão o canal — continuou o prussiano. — E. meu velho — emitiu o major Sedgewick. — "Jenny?" Parecia a voz fantasmagórica de Letitia. — Os melhores são os que vencem.. — ainda sorrindo. — Acha que o tomaremos? — Jamais conseguirão! — bradou mademoiselle Fondeaux. como é costume. Nem perceberam que. da Holanda e da Alemanha! — É o destino do homem branco — continuou o major. você está na cabine de Tufik?! — Sim. E decidi desatarraxar os tubos.. Seu pai domina como um otomano. — Oh! A praga está com você! 113 . — E o Egito ganhou nova importância no conventilho franco-britânico! — "Jenny?. Gunther von Seydlitz fez um gesto dramático: — Os franceses são estúpidos. mal saída do sono.. a julgar pelos gemidos dela. você nem imagina! O capitão DiCosta e o major estão com Lilly Roundtree. Freemantle.o paxá. não passa de um governador de chefes turcos! — Os dedos do homem. roubando-o da Itália. E pareciam muito animados. Nós pagaremos as taxas para cruzar esse canal.. A pobrezinha. — Até o dia em que o dominarem — emendou Von Seydlitz. — O problema de soberania. vinda de cima de minha cabeça. e fiquei olhando o teto. é verdadeira magia! — Mas você está bem? Foi para a cama tão cedo! Uma onda de náuseas me interrompeu por momentos: — Por uns dois dias estarei assim. tentando ignorar a provocação e me olhando como a pedir uma aliada. — conseguiremos interromper a terrível escravatura negra. fixamente. — Pobre Lilly." Abri os olhos.. —"Graças aos céus era você!" —explicou a voz. — Não existe essa coisa chamada nação egípcia. Não é um verdadeiro milagre? É como se estivéssemos juntas! — Sim. ao construir o canal de Suez... — Soberania. um a um. é a medida da dor de cotovelo prussiana. Na terceira vez encontrei você. uma merda! — cortou ríspido von Seydlitz. ele saiu um pouco. Ele é o sultão deles. ao dominar a África — emendou o dr.. colocaram o oceano Índico nas mãos dos porcos ingleses! — Porcos ingleses. se cruzavam e descruzavam. não conseguirá nem andar amanhã de manhã.— O mundo — comentei eu — está se tornando um lugar pequeno. meu velho.. — Litty? — Consegui emitir. seu quediva! Ismail não é um rei. agitados. — Você está bem? Gostaria de conversar com você. Mas na segunda.

— Tal filho. O árabe que eu dominava até então era suficiente para entender o que os carregadores falavam entre si. Letitia e eu cruzamos o pontilhão e passamos para o Mahrousa poucos minutos após o meio-dia. educação e comportamento civilizado não eram qualidades exclusivas dos cristãos. tal pai. O paxá está chegando. Apontou-nos duas enormes almofadas. Quer se juntar a nós? — Seria delicioso! — Respondi. Havia embarcações de todos os tipos no porto. e falava comigo — Vou ao Mahrousa almoçar com meu pai. a três ou quatro milhas de distância. As cidades precisam de séculos para adquirir individualidade. para ganhar a patina do tempo e tornar-se um lugar individualizado.— Sim. Que sorte eu havia tido em encontrar homem tão generoso. desde navios de guerra até pequenos veleiros para três ou quatro tripulantes. Isso contrastava enormemente com os móveis-franceses. Alteza. —E seu próprio gosto por mulher. Adentramos um salão ornamentado à francesa e tão espaçoso quanto o do paxá. meu filho me orgulha! — disse ele num inglês com pesado sotaque francês. Observei-o descendo a prancha. — Seu gosto por mulheres é renomado. A figura do quediva era mais imponente do que a de seu filho. que se resolviam. numa espécie de gôndola. eu quero mesmo! Ao alvorecer. Mergulhei tão fundo nessa diversão que só após uns instantes percebi que o paxá desembarcava. no entanto. — Ah. nos pés. — E lady Letitia? Enviarei seu convite a ela. Imediatamente a refeição começou a ser 114 . pai do paxá Tufik. após um sono que não foi perturbado pelos gritos e gemidos de Letitia. Quando por fim ele sentouse. Então me juntarei a você. acordei para a nova cidade de Port Said. graça. Tufik juntou-se a nós. com suas brancas construções brilhando ao sol da manhã. — Por favor. exibindo um dente de ouro com um brilhante incrustado. — Sejam bem-vindas a bordo do Mahrousa. seu pai empregava brocados dourados até mesmo nas calças largas. Enquanto Tufik vestia-se com sobriedade. mas logo se irá. no deque inferior. pelos roncos e arfares do paxá. Deixarei o tubo destampado para que você ouça. como dizem os ingleses — sorriu ele. no Maratini. tal como os demais convivas. com suas edificações muito parecidas — o que não era de espantar numa cidade com menos de dez anos de vida. paxá Tufik. Ao lado do nosso estava fundeado um iate ainda maior que o Maratini. O que pude ver dela. Tenho de ir. e fiquei ali tentando decifrar o máximo que conseguia. nas quais deveríamos nos acomodar. como é? — indagou Letitia com suas maneiras diretas. E percebi que cultura. com a ponta revirada. não era atraente. um guarda-costas armado até os dentes acompanhando-o três passos atrás. mas elegantemente. chamado Mahrousa e que pertencia ao quediva.

Ele nos dirigiu um sorriso como um ator recebendo aplausos. e logo ficou patente que deveríamos comer como no oriente Médio: com as mãos. Então amanhã a armada largará ferros pelo canal. e continuando com sua voz musical: — Daqui a duas noites será repetido em Ismália o banquete. que terá vindo a nosso encontro. como se minhas palavras tivessem sido imprudentes. Letitia e eu agradecemos. Nesse momento o canal de Suez terá sido aberto. — Meu pai sempre faz as coisas completas — comentou Tufik. perguntou: — Que temos aqui? — Uma ordem de execução. tudo. Ele me encarou por uns instantes. enquanto ela. sem se perturbar. Esperávamos algo grandioso. minha nova sala de concertos será inaugurada com uma interpretação de Aida. continuava comendo. para navios e flotilhas mercantes de todas as nações. — Se tivesse o Maratini chegado com um dia de atraso. pasmas. a meio caminho. Rebrilhando com ao menos oito anéis de pedras preciosas. E. 115 . problemas de Estado comentou o quediva. Teremos seis mil convidados. o paxá Ismail tirou a mão de debaixo da saia de Letitia e limpou-a num guardanapo de brocado num gesto bem deselegante. ao sul da cidade. em Ismália. Nesse momento nosso "sanctum" foi invadido por um homem alto. encontraremos uma flotilha menor. Em árabe. Depois desviou seus olhos vagos. Gostaria que as senhoras damas nos acompanhassem em nosso camarote. os fogos de artifício. líquidos. uma ópera que o compositor italiano Giuseppe Verdi compôs especialmente para essa ocasião. Seremos setenta e dois navios. Os litros de vinho francês ultrapassam o milhar. Trouxe quinhentos dos melhores cozinheiros da França e da Itália e mais de mil garçons para servir. de todas as nações do mundo. Nos reuniremos com o levante e.servida. que transferiu um maço de papéis da mão direita para a esquerda para poder fazer o cumprimento islamita de saudação e respeito: — Ah. um concerto. uma oitava acima do que falava em inglês. senhoras — falou o quediva — teriam perdido o início das festividades. teremos a maior mostra de fogos de artifício que jamais foi presenciada pelo ser humano. Letitia e eu o olhávamos. mas isto excedia nossas mais otimistas suposições. — Um mundo que jamais será o mesmo. o brilhante soltando faíscas em sua boca. Com um suspiro de impaciência. Como por magia um assistente surgiu com uma baixa mesinha. afobado. ele pediu os papéis. depois de tudo. de novo! — comentei eu. E na próxima semana. Bem Abençoado. oficialmente. — Foi então que percebi que o quediva tinha uma das mãos por baixo da saia de Letitia. Hoje à noite teremos o banquete oficial nos três pavilhões que mandei construir no deserto. — sorrindo. no Cairo.

Sorri-lhe azedamente. mexendo rapidamente alguma coisa. em resposta.. — Como sabe? — Perdão? Sei de quê? — Que não se trata de ninguém de importância? — teimei. até mesmo sua concubina favorita. — Os problemas de Estado... infiéis. obviamente tentando acalmá-lo: — Mas seria um desperdício de belezas. meu pai — concordou Tufik. Quando me voltei Letitia estava com o braço por baixo da saia. cujos olhos brilhavam em ira.. — Somos mulheres inglesas insisti. Talvez. — Quem será executado? — indaguei. Tufik me olhava de soslaio. mas. Então. Sem mais o quediva levantou-se com dificuldade.. apôs o selo no documento. antes que eu pudesse fazê-la 116 . sem saber que eu o compreendia: — Mostram a educação de uma fêmea de camelo! — Desejam apenas seu bem. como um garoto mimado ao qual se tivessem contrariado. rapidamente. Talvez até mesmo um golpe de Estado esteja se desenvolvendo com seu desconhecimento. Provavelmente algum ladrão felahim.Sem se incomodar em ler o documento.. perguntando-se até onde iria minha compreensão em árabe. com sua face oval. meu pai.. falei: — Talvez esteja na hora de nos retirarmos. e eu as entendo. — Se ao menos elas não falassem. assinou com um floreio. Ficamos todos quietos enquanto os dois homens afastavam-se de costas. Gostaria de ter assinado a ordem de execução delas mesmas! — Sim. usando um dos anéis. voltando as costas. sorrindo para Letitia. Aquele porco não mostrava maior respeito pela vida humana do que por uma formiga. Olhou irritado enquanto o atendente esquentava a cera para o selo e. o condenado seja um ministro seu. — Não tenho a menor ideia. cara senhora.. A face do quediva já mostrava. usando uma caneta enfeitada com uma pluma. ou chefe de seu pessoal. Fitei rapidamente Letitia. controlando-me ao máximo e tentando ser charmosa. — são um aborrecimento que tenho de sofrer. minha querida — disse ele. Não querem insultá-lo. meu pai. imobilizou-se por um momento e.. Fiquei espantada com uma ação tão pouco apropriada em público. — Ele examinou Letitia da cabeça aos pés: — Meu desejo é simplesmente fodê-las. saiu do salão. por certo ninguém de importância. Ismail ignorou o comentário do filho: — Essas mulheres estranhas. encurvando-se quase até o chão. ainda em árabe. O sorriso dele havia se transformado num esgar rígido.. porém ele respondeu. com seu desconhecimento. O paxá Tufik achou melhor intervir em árabe: — São modos das mulheres inglesas. Tufik me dirigiu um olhar e não consegui esconder o desprazer que seu pai me provocava.

Teriam as festividades terminado? Que horas seriam? Teria perdido os fogos de artifício?! Levantei-me com alguma dificuldade e me dirigi ao portaló.. Com o pôr-do-sol ouvi os convidados desembarcando e sendo recolhidos em carruagens. surgiu sua mão trazendo. deixei-me cair ao leito só para. impus-lhe silêncio. Haki sentava-se bem abaixo dele. Mas eu nada deveria temer. Decidi. E. mas convencio de que meu problema não era sério. esquecer o banquete e me contentar em ver os fogos de artifício a bordo. em pouco tempo. Com olhos arregalados ele se dirigiu para a porta de minha cabine onde aquelas vozes etéreas o surpreenderam ainda mais. percebo que meu pai deu-lhe um presente. entre os dedos. minha cabeça parecia explodir e eu sabia que nada havia a fazer: era meu problema mensal. abandonou-a na concavidade da almofada onde sentara-se o quediva. e consegui bater-lhe de leve na cabeça. Coloquei o dedo nos lábios. lady Letitia. murmurou quase inaudivelmente: — Também a mim ele desagrada. acordando-o. desconsolado. Havia alguém na cabine! Não. Naquela noite meu ventre se contraía em espasmos.notar o absurdo movimento... Tufik foi outro a mostrar interesse e preocupação. pedindo-lhe silêncio. — Ah. A cabine estava quente e desconfortável e não aguentei mais que duas colheradas da canja. De novo. estendendo-me a valiosa joia. mas havia vozes! O tubo! Ainda tonta tentei decifrar as vozes. — Quer de presente? — ofereceu Letitia. a nosso lado. cara Jenny. senhor! Ele me enfiou um presente. pois ele mesmo guardaria minha cabine do lado de fora. com tristeza. um enorme anel de rubi! — Pelos céus! — exclamei. obrigada. mas a convenci de que tal sacrifício era desnecessário. O paxá Tufik. Nada fiz por merecê-lo. eram de Herr e Frau Seydlitz! E falavam em alemão. graças a Deus. Explicou-me que o Maratini estava solitário. exceto por nós e três tripulantes. hipnotizada pelo brilho sanguíneo: — Não. Busquei uma folha de papel e escrevi as seguintes palavras: "Sobre o que estão falando? 117 . caro Tufik! — O paxá ficou mortificado: — Peço perdão em nome dele — tartamudeou. apontando para o tubo no teto. Letitia insistiu em fazer-me companhia. Olhei. Sinto-me da mesma maneira a respeito dessa joia. Pouco mais tarde Haki trouxe meu jantar uma sopa com efeitos curativos especialmente preparada pelo cozinheiro de bordo. Suando em bicas.. desviando a atenção da imprudência do quediva. o cabelo em desalinho. — Não. embora fosse desagradável. acordar inundada de perspiração. — Bem colocado. Haki me atenderia. com a maior elegância. — Deve ter grande valor — comentei.

. em meio às sombras. o papel em seu colo. — Quando? Qual navio? Haki aproximou uma das lâmpadas a óleo. Um indivíduo grosseiro com uma arma de vinte e cinco centímetros de comprimento continua a ser Um indivíduo grosseiro.Com seu rosto transformado numa máscara de medo. e aguardaremos em meio à escuridão. controlaremos o oceano Índico e a África Ocidental. em voz calma. penduradas numa guarita. Ismail. Ele se recostara no balaústre. 118 . enquanto que. convidando-me a segui-lo lá fora. acenderei o pavio.. vi-o escrever uma única palavra: "Assassinato". preenchamos com nossos amigos turcos. Teremos de correr e lançar a bomba. De outras vezes. quando eu estiver seguro. e os pedaços farão o resto. Se alguém sobreviver. Você já me viu exercitar isso. um novo explosivo. Isso significará guerra. implorava. O casco de madeira será reduzido a pó. ele parecia. a dez metros de distância. Com o grosseiro ter-se-á uma única. Tal afirmação demonstra-se uma idiotice. Então. ele tomou a folha de minhas mãos. poderá ser controlado sempre que fornecermos mulheres a ele. restrita experiência. escrevia furiosamente em árabe. e mesmo jovens de pouca experiência.. e os Habsburgo.." — Mas por que. Dizem algumas velhas senhoras. Conforme eu olhava. Tenho braços fortes e. Haki levantou-se. não importam suas dimensões íntimas. em voz áspera pela ansiedade: — Eles querem explodir um dos navios! Meu Deus! E minhas pernas viraram cera amolecida.. O canal de Suez então será aberto apenas para os que concordam conosco e. 1891 O jovem Haki. querida. que o desempenho sexual de um homem tem a ver com o tamanho de seu instrumento. colocando ênfase em cada palavra alternadamente exposta. assim. Por fim. Por momentos parecia que Herr Gunther mantinha a supremacia e Frau Eva. o semblante acinzentado. Quando eu fizer isso você terá de remar com todas as suas forças. chorosamente. É o plano perfeito. e. aquele cretino. que ouvia pelo tubo. E deixará um espaço para que nós. a criatividade e a imaginação jamais terão fim.E. Teremos de estar a mais do dobro desta distância quando houver a explosão. tentando acompanhar a discussão. bem. é o mais violento já conhecido pelo homem. sentado na beirada de minha cama.. enquanto um homem sensível continuará a ser um homem sensível. minha pontaria é certeira.. o coração disparado em antecipação. meu Deus? — Haki folheou entre suas anotações: “Os franceses dirão que é feito dos ingleses”. quando me aproximei. tentar convencê-la de algo. J. murmurou. A lidite. com o outro. a folha abandonada em sua mão. Traduziu suas notas em árabe num inglês melodioso: ". eu tenho uma excelente pontaria com minha pistola. em alemão.

sem piscar. minha lady?! — Sentia-me quase em pânico: — Não sei.. Srta. Eu o vingarei. disse ele. Se apelarmos para as autoridades. no instante seguinte. evitando o berro que eu soltaria: — Não. Uma horrenda empunhadura negra de lâmina sobressaía-se de suas costas! Horrorizada. rápido. ao invés de na segurança de minha cabine.. senhora... — Eles a ouviriam. está em nossas mãos! Cerrei as pálpebras. Jenny. Herr von Seydlitz assassinou-o porquê testemunhou que eles retornavam a bordo.. o destino de meu país.. — Por favor.. um cometa subiu aos céus. é nossa única esperança! Temos de pedir ajuda aos tripulantes! E olhei por sobre o ombro. que poderemos fazer? Fiquei silenciosa. enquanto Haki me encarava como a uma tábua de salvação. respondi. Haki aproximou-se. — A bomba será explodida quando todos voltarem das festividades deduzi eu.. de nosso mundo. Sabemos que não é um dos amarrados às docas... lutando o tempo todo para acalmar o pânico. Haki estava afogueado: — Então temos de interromper o vilão antes que abandone o Maratini! Peguei o braço do rapaz: — Sim. visualizando uma figura que se inclinava por sobre o corrimão. Mas existem mais de setenta navios e não temos tempo para investigar qual deles. Por outro lado. dei um passo atrás. por nós. Se ele era ainda um garoto. E se abriu numa centena de fragmentos dourados e azuis. Eles falam em controlar o quediva depois do incidente.. Srta. seria eu mais que uma mocinha? Naquele instante. então. pois von Seydlitz disse que teriam de "remar até ele". orando por mim.Haki olhava-me sem piscar: — O que faremos. e senti-me. — Será que eles querem afundar o Mahrousa? — Não. Jenny! — disse com uma calma surpreendente... tenso... murmurando: — Abdullah! Não houve resposta. ao lado de um cadáver imobilizado no guardamancebo. escorregando no deque liso. fechando os olhos e tentando clarear a mente. ao sul.. Os fogos de artifício! 119 . estão todos no banquete.. será tarde demais. trinta metros adiante. Coloquei minha mão afetuosa em seu rosto. deitada de costas numa poça de sangue sem coagulado! Haki tampou-me a boca.. A boca de Abdullah estava contorcida num ricto de terror abjeto. — Então. Deve ser um dos fundeados na baía.. imóvel há tempos. — Abdullah era meu amigo. e quando as abri encarei os olhos do jovem me aguardando. Tudo acontecera rápido demais: num repente e eu estava. coberta de sangue e estendida no deque.. depois de hesitar em minhas ponderações.

afastando-se na distância e parecendo ir em direção a quatro naves fundeadas em meio à baía. Lentamente. Segundos depois meus sentidos ainda estavam ensurdecidos pelo trovão. as embarcações fundeadas a uns vinte minutos de lenta aproximação.. fitaram-me por um segundo. desviando depois os olhos desta mulher semivestida num quimono manchado de sangue. Voltei correndo e encontrei Haki acabando de baixar uma pequena embarcação. Subi à casa do leme. por uma bola multicolorida. — Eles falavam de sabotagem. e aos poucos um perfil negro mascarou as luzes da cidade. Eu baixarei um escaler. — Precisamos de ajuda — conclamei. à luz das explosões coloridas. 120 . apoiados na parede.— Depressa! — disse eu. vozes na escuridão. não mostrando sequer uma vaga curiosidade. Corremos para o lado oposto do navio e. Sabendo que a água transmitia longe os sons. eletrizada. o que faremos. — Então. Haki levantou os remos quando cruzamos a proa do navio e ia falar algo quando o calei. dois homens se estendiam. com seus dois ocupantes. murmurei: — Estamos a meio caminho. Srta. Mais um minuto se passou antes que a pirotecnia terminasse em ruídos e luzes calamitosas. Peça a ajuda dos outros dois! Corremos em direções diversas.. à nossa frente. Trocaram o cachimbo de mãos e passaram a fixar o teto como se lá ocorresse uma cena de imenso interesse. Um cheiro agressivo enchia o ambiente. eles não estavam conscientes. onde. remando com cautela silenciosa. em fantástico fragor. Jenny? — Indagação fátua! Como poderia eu saber? — Decidiremos quando chegar a hora. — Os fogos de artifício! Explodiram! — Disse Haki. quando lá chegarmos? — indagou o fiel Haki. Um dos homens tinha na boca um longo cachimbo. Um dos quatro navios deve ser o objetivo deles. — Von Seydlitz — comentei eu. Precisamos nos aproximar e descobrir. distante. o rangido dos remos era suas forquinhas sendo a única denúncia de nossa presença. à nossa esquerda. Podia perceber. Seria aquilo ópio? De qualquer forma. é a única saída! — Sim! — concordou Haki. pudemos ver um barquinho a remo se afastando. Uma única lâmpada a óleo lançava sombras grotescas no local. Devem ser eles! Vamos. — Que faremos. Uma rápida olhada revelou-me o bote. sem fôlego. Teria sido um acidente ou outra vilania dos alemães?! A destruição e o assassinato são suficiente razão na mente de ensandecidos! Apenas quatro pontos luminosos indicavam. Remamos através das plácidas águas. Pouco após — teríamos nos afastado apenas quinze metros do Maratini — o céu explodiu em súbita radiância. cinzento de susto.

Em pouco ouvimos as vozes. aproximando-se. na distância. pernas abertas buscando equilíbrio. porém o bote que trazia seus convidados a bordo! A tripulação estava acendendo as lâmpadas a óleo. — É um dos barcos a vapor trazendo os convidados de volta informou Haki. a menos de cem metros. à nossa direita sussurrou Haki. do lado da cidade. como um mastim com um osso na boca. tentando ver algo em meio ao negror. enquanto ela remava. facilitando a orientação. modificou o rumo de nossa própria embarcação. de novo. muito mais claras. meu coração batendo fortemente. também. colocou toda a força nos remos. continuava a se aproximar! Esperamos. Haki. a bordo. se fazia evidente. pela batalha que se avizinhava! Nesse instante von Seydlitz atacou. Frau Eva nos remos a toda força e ele. pensei que estivéssemos muito atrasados 121 . E nisso. Na mão direita do prussiano brilhava aceso o fuzil. Cruzei o espaço até Haki e ajoelhei-me em sua frente.. Em segundos cortávamos metade da distância. O objetivo seria o Aigle ou sua lancha que se aproximava e von Seydlitz não apenas tinha uma bomba mas também uma pistola em seu poder! Os tripulantes dojiaVio já baixavam a ponte de acesso. Porém a orientação dos odientos subversores! E. informando o que iria acontecer. apesar de me sentir tão calma. enquanto a lancha. Francês! E de súbito entendi o plano de von Seydlitz. Os alemães estavam bem em seu curso e. Mas achei impossível que pudesse me fazer explicar e convencer em tão pouco tempo. Por momentos. rapidamente. na proa. no último instante. As vozes anteriormente ouvidas tornaram-se mais nítidas: falavam em alemão! Haki havia levantado os remos. escondendo-nos na sombra do navio. segredando meu plano. da França! O objetivo não seria o navio. do deque do navio que acabávamos de cruzar. ambos mudaram direção para evitar uma colisão. até mesmo ansiosa. mas nosso barco continuava em frente. botes também a reconduzir convidados a seus navios. — Devagar— implorei. O ruído do motor a vapor do bote que se aproximava tornou-se mais intenso. Um ponto luminoso. eu percebia: ele estava em pé. Outras luzes apareceram na distância. na proa do bote. um outro som se impôs: um "chug-chug" de motor de barco pequeno. por certo. pendurado a uma esfera enorme como um melão! Von Seydlitz estava a menos de seis metros do outro barco. agora. uma diatribe em francês. A imperatriz Eugenia. com a lancha. Atrás e por cima de mim ouvi. interrompida pelo nervoso contraponto de Eva.. Por certo era a voz impositiva de von Seydlitz. Gritei para Haki e ele. e a ângulo reto.— Lá. suas luzes amarelas refletindo-se na superfície das águas. Pensei em gritar para a tripulação a bordo. em pé. a bomba envolvida por seu braço maligno.

Everleigh.. apesar de soltar imprecações na estranha e rascante língua germânica. Eu sou Eugenia. Mas não tema.. Seus olhos.e.E. E. — E ela sentou-se na beirada da cama. nos vimos sobre eles! Com um impacto surpreendente... graças a Deus. Seu lindo traseiro esquerdo. Encontra-se entre amigos e tudo está bem. sem coragem de completar meus temores.. ainda mais do que qualquer outra atividade erótica. em piano. lembrando o de madame Kooshay. — Você está segura. — Onde? Onde?! — E me apavorei com o que poderia ouvir.. — Ferimento?! — quase gritei. Claro 122 .. A imperatriz Eugenia. seja a ele ou a ela. Um dos fragmentos da bomba atingiu-o. forte ou fortíssimo para criar um concerto de sensações amorosas. entramos bem no meio do casco do barco deles. — Bem. atingiu-o. largo. Percebam que emprego a palavra "sutil" e não "intensa". O médico de bordo já tratou do ferimento e é leve. agora. ainda assim um ferimento de herói. tocar o companheiro como se fosse um instrumento musical num allegro. J. depois. perdão. Mas está de bom humor e preocupado com você.. Minha mente parecia um vácuo.. Não foi grave. Por fim. absorvendo imagens e lembranças mais rapidamente do que conseguia dominá-las. o jovem árabe. até as palmas das mãos e ponta dos dedos de um artista sensível e criativo. Ele logo estará bem.. na bochecha esquerda. adágio. Seu ferimento cicatrizará em pouco. Ele ficará com uma cicatriz na. — Oh. — Ah. Srta.... no derrière.. em pânico. Por certo nenhuma outra atividade poderá chegar a tão variado espectro de sensações. — Por favor. está entre nós. De súbito. Tudo isso é transmitido via o traseiro. buscaram os meus sem compreensão. Fui atirada à frente pela batida e senti minha cabeça de encontro a um ombro. escuridão! Cunilinguam. em algo muito mais duro. — Onde? É grave? Tenho de vê-lo! — Tudo a seu tempo.. 1919 — Onde estou? Eu havia acordado sob os olhos de uma linda mulher. — Ah. estava vivo e de resto com saúde. É um serviçal muito devotado. pensei eu. recoste-se e se acalme. Ela me sorriu e falou com delicioso sotaque francês. de súbito. marcado pelo resto da vida! Mas. mas ela colocou a mão firme em meu ombro. tudo voltou à lembrança: o nosso encontrão com o barco de von Seydlitz.. E depois.. É uma comunicação... Ela correu delicadamente os dedos por meu rosto. Tentei sentar-me. surpresos. Olhei-a estupidamente. a bordo do Aigle. quando praticado com dedicação.. a mais sensual que permite. paixão e técnica é capaz de produzir a mais sutil das sensações. Majestade! Devo ter. a bomba! E Haki? — Haki? — perguntei..

Ouvi-me dizer: — A bomba. surgiria em todos os mapas do mundo! E eu. Haki e eu nos reunimos com nossos camaradas a bordo do Maratini. a convidada de honra! Ela abandonou a cabine deixando-me com as lembranças daquelas últimas horas. Foi uma visão terrível! Tanto eles quanto o bote foram reduzidos a nada. morreram na hora. e eu do outro lado da imperatriz Eugenia. Não fosse por Haki e você. Os maus prussianos. devem ter sido loucos!.. — Obrigada — disse eu. eu não estaria presente ao evento. Deslocando-se lentamente. — Oh. Quando acordar estará dirigindo toda a flotilha no canal. minha cara. inconscientes e quase afogados. sem dúvida! — Ela me sorriu ternamente.. doravante. Caiu no próprio barco deles. Você deve ter recebido uma batida na testa. A todo tempo eu me maravilhava com festa tão mágica oh. heróis da França.que ela estava me dizendo a verdade. E enfrentei um milhão de perguntas que consegui responder com o auxílio de cinco ou seis 123 . ancorados em Ismailia. Respondíamos com discretos acenos de braço. gritando nossos nomes e nos ovacionando. por favor. Não só me salvou a vida e a de doze outras pessoas. Vocês foram imediatamente retirados da água. Reto como uma seta. entramos no canal de Suez o primeiro barco a fazê-lo oficialmente. Jenny Everleigh. apoiado numa bengala. e não eu. Todos pudemos ver da lancha. coisa alguma! — eu me maravilhava com o gênio incrível e o trabalho que tudo aquilo obrigara. Mas agora deve dormir. eu podia acompanhar civis e militares. ela explodiu? — Sim. evitou também uma crise internacional de proporções alarmantes. mas tudo terminou bem. não me deixe perder isso! — Nada tema. de um lado. recebemos saudação da tropa engalanada. É você. a imperatriz da França não mentiria. Majestade.. Com Haki. em ambas as margens. — Poderia. quando vocês saltaram ao mar.. talvez até mesmo a guerra! O país reconhecerá tal feito. Ela inspirou fundo e continuou: — Para nós tudo parecia um quebra-cabeças até que o jovem Haki recobrou a consciência e nos explicou. bem próximas. Naquela noite. há pouco mais de um ano longe da casa de meu pai em Liverpool. enquanto trezentos instrumentos de metal interpretavam a Marselhesa. era uma das primeiras a cruzar tal canal. — Vocês dois são.. hoje.. Havia sido criada uma linha azul das águas do Mediterrâneo e do mar Vermelho que. informar o paxá Tufik que Haki e eu estamos bem? — Já o fizemos. sentada próxima à Imperatriz na proa do navio. Na manhã seguinte. por gentileza. Tanta coragem é coisa rara. Tiveram muita sorte de estarem embaixo d’água no momento da explosão. Em segundos mergulhei num sono bemvindo. o canal cortava um deserto hostil: a África de um lado e a Ásia do outro. afogados em cena tão fantástica.

do tamanho de um livro. desta feita. Everleigh: a extraordinária coragem demonstrada só a engrandece. Haki e eu fomos separados. involuntariamente. Havíamos acabado de retornar de um banquete monstro em Ismailia e. confiro a você a condecoração da Legião de Honra. O império da França a saúda! — Ela fez uma pausa. — E me aproximei dele. e Haki e eu ostentando nossas condecorações. formalmente vestidos. inúmeras pessoas. em meu favor. senhores.. em quatro ou cinco fileiras. ela me colocou a fita no pescoço e me beijou ambas as faces. repetindo o gesto. — Seria absurdo um cabineiro usar a Legião de Honra. Pareceu ocorrer alguma confusão até que me vi ao lado da imperatriz. senhorita. — Haki. de súbito fez-se a luz em meu cérebro: — Eduardo! — exclamei. Ao meio-dia do dia seguinte. E voltando-se também para mim: 124 . senhoras. desejando estar em qualquer outra parte. Napoleão III. colocando uma mão no ombro do rapaz. voltando-se para o almirante a seu lado. Vestido com o uniforme naval britânico ele me olhava sorridente. Eugenia começou um longo discurso em francês e. Quando chegamos a bordo. — Tenho meus deveres. inclusive meus camaradas de bordo. na popa do navio. Fiquei crescentemente nervosa.. O príncipe de Gales levantou-se. uma escolta militar nos conduziu de volta ao Aigle e tive a impressão de que a imperatriz. todos os olhares não me abandonavam. para mostrar gratidão. O almirante aproximou-se. Doravante. Após um minuto ela concluiu e. Então quem poderia imaginar! Um cavalheiro na primeira fila me chamou a atenção. Everleigh. Srta. Meu coração interrompeu as batidas quando ela levantou a medalha e continuou: — Em nome do império da França e de seu imperador. traduziu em inglês. Com isso. A última lembrança foi ser colocada no leito pela minha amiga Letitia. e forrada de cetim vermelho. Consegui ouvir ainda os gritos de Jenny e de França e desmaiei gloriosamente ao som da Marselhesa! Uma vez mais estávamos reunidos no deque de popa do Maratini. Haki se aproximou de mim: — Boa noite. E sentados logo atrás. — Você não tem mais deveres aqui — disse o paxá Tufik. fazendo um resumo: — Srta. Dali a imperatriz retirou um belo medalhão pendurado na ponta de uma fita tricolor. por favor. que abriu uma caixa de madeira. tirou o chapéu e cumprimentoume graciosamente com uma barretada. como se eu tivesse blasfemado dentro de uma catedral. os fogos de artifício fizeram um espetáculo à parte. Conforme eu continuava a preparar maratinis para todos. nos ofereceria o almoço. A imperatriz olhou-me algo confusa. Era como chegar em casa. o peito recoberto de medalhas. Próxima a ela estava um alto oficial da marinha. enquanto isso. você é meu convidado. e imaginando o que ela estaria dizendo a meus pares. a seu país e a nosso sexo.maratinis gelados.

— Então recuso aceitá-la. caro paxá! E agora falo também em nome de Haki que. eu amava a dois homens! Nenhuma mulher poderia pedir mais! E olhando os negros olhos de Tufik por momentos percebi o rosto de Reggie! Beijamo-nos ternamente enquanto os presentes nos brindavam. Quero dizer-lhe que é uma mulher profundamente nobre. — Haki dividiu comigo os perigos da aventura e a própria vida! — Perdoe. declarar que me apaixonei por você! Suas palavras me comoveram: — E eu também — sussurrei. Já decidi enviar Haki para a Inglaterra. não estendeu esta honraria a mais ninguém.— E você. Haki voltou a aproximar-se e tocou-me o braço: — Por favor. em meio àquela nuvem estonteante.. minha Jenny — interrompeu-me o paxá . para mim! O paxá Tufik interveio: — Talvez eu possa ajudar. Sedgewick. rindo. Quando eu me tornar quediva. porém já recebi mais honraria do que poderia sonhar! — Tal como eu! — argumentei. a ser educado. já terei alcançado o máximo de meus sonhos! — Eu também sou de baixo nascimento — expliquei-lhe. — Isso mostrará ao velho réprobo de que material são feitos os ingleses. Freemantle. 125 . cruzou o espaço entre nós e segurou-me pelos ombros: — Sua atitude me atinge profundamente. O Crescente Dourado tem de ser outorgado a Haki também. não seu executor. O paxá. — A atitude do quediva é um insulto para você e outro. mas continuo a recusar. — Temo. Se nada mais ocorrer em minha vida. O quediva. parecendo perder a paciência. É o desejo de meu pai. tenho ainda outra surpresa para você. — Mantenha a forma! — ria também a Sra. Como era delicioso estar amando alguém! E agora. — Sou apenas um garoto de baixo nascimento. serei eu a outorgar-lhe essa comenda. Srta.. — Valente garota! — interveio o major. minha querida Jenny. E quando eu pensava ouvir uma reprimenda: Fui apenas mensageiro de meu pai. — Estou muito honrada. igual. Agora você mudará de ideia? — Olhei-o nos olhos por longo tempo: — Uma coisa depende da outra? — Claro que não! Por quem me toma? — Então eu agradeço profusamente. — Fantástica mulher! — exultou o dr. Everleigh. meu pai. junto a Haki! Porém agora desejo. que desta feita a cerimónia será apenas com você. — meu querido Tufik! E me derreti quando ele me abraçou. Meu pai resolveu dar-lhe a maior honraria do Egito: a Ordem do Crescente Dourado! Dentro de três dias a cerimónia terá lugar no Cairo. senhorita! Mude de ideia! É um gesto por demais nobre. diante de todas estas testemunhas. — Mas por quê? — espantei-me.

— Doce dedo.O segundo brinde foi em honra de Haki. entre as nádegas. De um momento em diante bastava que me tocassem e eu entrava em orgasmo! E nessa noite trepei ao menos um vez com todos os homens a bordo oito ou nove doses de porra se misturando em minha boceta ardente.. Com o sol já alto nos retiramos.. acordando com o ruído de uma metrópole. subitamente. Iniciei um rodopio em seu rabo e penetrei a primeira falange. no cu. estava junto a ela. Com uma língua arteira.. o terceiro à nossa amada rainha e o quarto ao Maratini. Desci uma das mãos por suas costas. eu dançava com meu amado Tufik. pois.. penetrando-a profundamente até o cabo. — eu adoro um caralho! — Um caralho duro — expliquei eu.. ignorando tudo que nos cercava. seu dedo! — gemeu ela. Seguiu-se uma orgia ainda maior que todas as anteriores. seu adorável e rígido membro encasulado entre minhas coxas. Jenny. antes que a Viúva Alegre chegasse ao clímax. estendi a mão e acariciei sua nádega íntegra. suas longas e maravilhosas pernas sobre o pescoço de Haki enquanto ele a trepava em lentas e profundas metidas. em três curtos passos. auxiliados pelas moças do harém. lady Letitia cavalgando-o como heroica jóquei tentando domar um cavalo bravio. 126 . ela dançava em minha boca. estávamos já nus. Ela suspirou quando meus dedos se tornaram mais atrevidos e rodearam seu botão de rosa. libertei-me do abraço de Tufik e. Desde então um século transcorrera. Me foda... àquelas alturas. Senti. O capitão DiCosta estava de costas. Olhando pelo portaló. Uma onda de terna paixão me engolfava e. Afundei o rosto em seu pescoço. para nossas camas. — Ahhh. até o amanhecer do dia. para cima e para baixo. — Um caralho grosso! — frisou ela. o bater de pele e os suspiros. um profundo orgulho por aquele jovem protegido. eu já atingira dois. Rodopiamos alegres. percebi um Cairo rebrilhando ao sol quente.. naquele mastro resistente. doce dedo.. deitada de costas. até entre as nádegas. O quinto. Durante horas a fio o deque do Maratini ressoou com gemidos e gritos. meus lábios envolvendo os dela. ao compasso de Strauss.. De novo... Seu níveo corpo dourava-se ao brilho das lanternas japonesas enquanto ela se empalava.. Olhei em torno.. — Me enfie. Dormi por onze horas seguidas. Hipnotizada por seu prazer. em prol da França. roncos e borbulhos líquidos. Por baixo dela o capitão erguia as virilhas quando ela se afundava. não chegou a ser completado. Nossa última noite a bordo do Maratini havia sido a mais excitante de todas. dobrada em duas. — Um caralho fodedor! — fui em frente. exaustos e felizes. — Jenny — gemeu ela em minha boca. vá! Dentro! Ao voltar-me para a esquerda percebi que o arfar tortuoso era de mademoiselle Gisselle.

Como eu era jovem. Desde então um século transcorrera. desde que subira num trem em Liverpool.Pensei em minha vida. havia um ano. tête-à-tête. inocente e tenra. Era um convite da parte do príncipe de Gales Eduardo para um jantar. a altas horas. como eu era ingénua. qual borboleta a surgir de uma feia lagarta. pensando: eis um belo início para um outro ano! Fim 127 . numa sofisticada dama do mundo. Comecei a sorrir amplamente. O envelope traria o timbre da Casa de Windsor. O que o próximo ano traria a Jenny Everleigh?! Voltei com o ruído de uma folha de papel sendo passada por debaixo da porta. À pobre e ignorante filha de um ferreiro se transformara.

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