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na risca da pequena área. Telê Santana nunca tinha vencido o alvinegro como técnico tricolor — até ali. abrindo o placar para o Corinthians no Morumbi. “Ficamos sem saber quem chutaria e. incluída a passagem dele pelo Morumbi em 1973. após duas vitórias justamente sobre o São Paulo nas finais. De fato. A Folha de S. Refiro-me aos 862 minutos de invencibilidade da meta são-paulina em jogos contra o Corinthians. . que começou naquela tarde. no último minuto antes do intervalo. Se tivesse marcado o segundo gol. O alvinegro dominou o resto do primeiro tempo. Foi um domínio nunca antes visto nesse clássico e que ainda não foi repetido. dali a dois meses. o arquirrival passou nada menos que 784 dias sem comemorar um único gol em Majestosos. protestou o volante. pois o árbitro não respeitou a lei da vantagem. havia motivos para isso. ele manteve os dois clubes na terceira colocação. Aquele Brasileiro terminaria com o terceiro título nacional são-paulino. o Corinthians sagrara-se campeão brasileiro. O São Paulo dominou o segundo tempo e teve um gol mal anulado. Paulo chamara o jogo de “clássico da desforra”. “Você não me enxerga aqui?”.1 Para piorar. Não.”2 O empate não foi um mau resultado: apesar de ter impedido o Tricolor de alcançar o vice-líder Atlético-MG naquela rodada do Campeonato Brasileiro. A partir dali. aí. Isso sem falar em um tabu de dois anos e meio sem vitória no Majestoso: nos seis jogos após a vitória por 1 a 0 em setembro de 1988. iniciados quando o chute de Wílson Mano venceu Zetti. sim. mas não conseguiu impedir o gol de empate do São Paulo. eram dois empates e três derrotas. mas outra coisa. para o juiz Wílson Carlos dos Santos. bati mal na bola.São Paulo x Corinthians 2 O TABU DOS TABUS Wílson Mano ficou cara a cara com Zetti e chutou rasteiro. embora esse tabu tenha se iniciado ali. E ainda sofreu três derrotas por 3 a 0 no processo. eu iria ficar querido. “Eu e o Leonardo nos atrapalhamos”. Mas esse tabu ainda não seria quebrado naquela tarde. com uma bomba de Macedo. Além disso. explicou. quando decidi. dando uma falta em Raí quando Ber- nardo se preparava para marcar. demoraria muito mais para acabar. Menos de quatro meses antes. com o São Paulo levando vantagem pelo número de vitórias. Macedo perdeu um gol feito aos 32 minutos. no canto direito do goleiro. logo aos catorze minutos. foram quatro vitórias corintianas e dois empates. não estou falando da sequência de nove jogos sem derrota no Majestoso.

o alvinegro começou pressionando. o lateral corintiano Giba lamentou: “Foi um erro terrível.5 Àquela altura.6 O título também só não estava decidido porque o Corinthians ainda poderia levá-lo com vitórias simples no tempo normal e na prorrogação. a tensão era tamanha. pelo Campeonato Brasileiro. admitiu o jogador. quando ele marcou todos os gols da vitória por 3 a 0. o panorama foi o mesmo: boas chances criadas no ataque são-paulino.São Paulo x Corinthians Houve a sequência invicta entre 2003 e 2007. nas finais do Campeonato Paulista daquele ano. Aos poucos. pelas semifinais da Copa São Paulo de Juniores. para forçar uma prorrogação. “Se tivéssemos entrado no primeiro jogo como hoje. mas estava nervoso. em partidas válidas pela Libertadores. [seríamos] campeões”. de fora da área: “Macedo tirou três zagueiros da defesa e me deu a chance de fazer o gol de longe. Na segunda etapa. depois de uma vitória e um empate na Bolívia. mas o tabu ainda não era evidente. Houve confronto A Mais informações sobre a campanha da Libertadores estão disponíveis no meu livro São Paulo Campeão da Libertadores 1992. mas O Estado de S. o Corinthians já estava com um homem a menos. mas parecia estar voltando à boa fase. 9 de dezembro de 1991 O TABU DOS TABUS chutou na trave. O próprio Raí imaginava que essa possibilidade não era pequena: “De repente.”7 Precisando da vitória na partida de volta. no Estádio Nicolau Alayon. que durou mais tempo (quatro anos e cinco meses) e mais jogos (catorze). exagerou o corintiano Marcelinho Paulista. ainda conhecido sem o gentílico. então outros aspectos do jogo foram destacados. dois dias antes. devido a uma entrada violenta. que errei”. Paulo. “Naquele momento. mas o Corinthians marcou dez gols nessas partidas. que deslocou Zetti. por causa de uma tragédia ocorrida em janeiro. Prova disso foi o pênalti desperdiçado por Wílson Mano.”4 Marcar gols contra o São Paulo começava a se tornar uma tarefa difícil para o Corinthians. quando os juniores dos dois clube se enfrentaram. na Água Branca. O jogo seguinte foi a famosa atuação de Raí. O primeiro foi uma pintura. Este período pode ser encontrado entre as páginas 60 e 79.”3 Ao ser lembrado que seu time não marcou o artilheiro são-paulino individualmente. o São Paulo assumiu o domínio do jogo e teve a melhor chance do primeiro tempo. justificou. o Corinthians marca um gol no comecinho do jogo e pode inverter toda essa situação. Os dois rivais voltaram a se enfrentar em março de 1992. “Não tinha intenção de machucar ninguém. pois o jogo estava decidido”. e uma goleada sobre o Atlético Paranaense por 5 a 0. mas não conseguia vencer a zaga tricolor. .A O segundo era a tensão entre as torcidas. após a expulsão de Dinei. enquanto o adversário criou apenas uma e depois assistiu à festa rival. O primeiro deles era a inconsistência são-paulina: o time chegou a perder cinco jogos seguidos naquele mês. quando o jogo já estava 3 a 0.

no meio de uma maratona de jogos. nenhum grande incidente foi registrado no Morumbi. o zagueiro só conseguiu parar o são-paulino com faltas e acabou expulso. e o assassino nunca foi identificado. e o placar não foi aberto. E [houve] também a cera do Ronaldo. 27 de março de 1992 quase dois meses.São Paulo x Corinthians entre as torcidas. substituídos. Não é que o Corinthians. por Válber. apesar de ter perdido cinco titulares do time do primeiro semestre e de protagonizar uma verdadeira maratona de jogos nas últimas semanas. reclamou Telê 4 O TABU DOS TABUS Adriano. Apesar desse antecedente. poupou cinco titulares (Cafu. manteve padrão tático e ritmo. O adolescente Rodrigo de Gásperi morreu. Mesmo assim.”8 O técnico corintiano Basílio não negou a “acusação” de Telê: “O time mostrou que é humilde e tem obediência tática. e uma bomba foi jogada no setor onde estavam os corintianos.10 O jogo foi marcado pelo duelo desigual entre Müller e o alvinegro Marcelo Djian: em dois lances seguidos. “[Telê] queria três vitórias nos três jogos disputados na semana e conseguiu”. mas o árbitro preferia o preciosismo de corrigir arremessos laterais. respectivamente. [O volante corintiano] Ezequiel jogou mais com as mãos do que com os pés. muito por culpa da tática “de time pequeno” usada pelo Corinthians. Marcos B Curiosidade: foi nos bastidores desse jogo que foi anunciado o interesse são-paulino pela contratação de Toninho Cerezo. com quinze jogos em 41 dias. o Majestoso serviu para decidir qual dos dois times ficaria com o título simbólico de campeão do primeiro turno do Campeonato Paulista. Eu era o último homem e. Dinho e Catê). Quem foi ao estádio viu uma verdadeira demonstração de competência do São Paulo. como time pequeno”. comemorou Palhinha. Afinal. Líder com um ponto a mais e defendendo uma invencibilidade de “O Corinthians só jogou na retranca.”11 A descrição da Folha dá uma boa ideia da situação: O Estado de S. Marcelo. “[O juiz] não pode ficar caindo em vícios antigos. “Como eu já tinha cometido uma falta no Müller e recebido o cartão amarelo. como permitir cera e antijogo. Mas faltou-lhe organização para evitar o lance que ajudou a definir o jogo: a expulsão do zagueiro Marcelo. se não parasse o Müller. o Corinthians só precisava de um empate para terminar a primeira metade da primeira fase na frente. como time pequeno”. que também reservou reclamações para a arbitragem. Lula. O jogo foi muito ruim. tenha ido mal. . desde o início. sairia o gol. Paulo. “A minha expulsão foi justa”.”9 Em setembro. que. até então líder. “O Corinthians só jogou na retranca. mas a vitória por 1 a 0 e o consequente título do turno ficaram com o Tricolor. o time seguia bem. descanso passou a ser artigo de luxo. Antônio Carlos. Ivan. Por quê? Simples.B E isso porque o São Paulo. Raí e Macedo. aos 29 minutos. marcava sozinho o atacante Müller. na segunda o juiz não teve opção. reclamou Telê. reconheceu Marcelo.

confiante. a história será outra. explicava por que gostava de jogar contra o zagueiro rival: “O Marcelo me dá espaço para jogar. revelou Marcelo Djian. Bisonho erro de estratégia. mas começaram a ser externadas insatisfações com seu trabalho. o gol só saiu no fim do primeiro tempo. e o meu forte é a velocidade. “[Essa falha] serviu apenas para confirmá-lo como o grande derrotado do jogo”. No segundo tempo. ao fim do jogo. A Gazeta trouxe a manchete “Não tem jeito”. entre Müller e . referindo-se à marcação de Müller. depois de jogada de Müller e rebote do goleiro Ronaldo. disse Wílson Mano 5 A Gazeta Esportiva. parecia que eles tinham até três jogadores a mais”. com o jogo ainda equilibrado.17 No dia seguinte.12 Se o São Paulo já dominava. com direito a deixá-lo no chão na jogada do primeiro gol. lamentou Wílson Mano. Marcelo escorregou na frente de Müller. O panorama do jogo fez o Estadão decretar: “Desculpas não faltaram para os jogadores do Corinthians explicarem esta nova derrota para o São Paulo.”16 Não foi. com um chute forte de Palhinha. Marcelo levou um cartão amarelo por pará-lo com falta. “Eu vou na bola curta. Acabou o Corinthians. 5 de outubro de 1992 sono da Fiel. acima de uma comparação entre Telê e Basílio. “O fundamental é não deixar a bola chegar até ele. escreveu A Gazeta Esportiva. por sua vez. que já está se tornando um adversário fatalista e tirando o “Parecia que o São Paulo tinha até três jogadores a mais”.”15 O atacante. O zagueiro fez outra falta e foi expulso. que fechou mais um 3 a 0 para o São Paulo no Majestoso. Ele também foi fintado pelo atacante são-paulino no lance do segundo gol. Na cobrança. O Corinthians pareceu ter-se preparado melhor para o clássico do segundo turno. que lhe roubou a bola. “Às vezes.São Paulo x Corinthians O TABU DOS TABUS provavelmente o mais veloz do País na atualidade. enquanto o Tricolor perdeu oportunidades claras de ampliar. Antes de completar 29 minutos. Müller o deixou para trás duas vezes em 28 minutos. Müller novamente ganhou o duelo contra Marcelo. o Corinthians melhorou um pouco. O time está ficando traumatizado com o rival.”14 A derrota não causou a demissão de Basílio. e o Henrique já fica esperando o toque mais largo”.” Mas. Ele foi chamado de “burro” pela torcida quando substituiu Viola e Neto e também saiu vaiado de campo. Ivan marcou o terceiro gol. mas não conseguiu criar chances. apesar da boa campanha no primeiro turno. Marcelo garantia: “Desta vez. O zagueiro ainda fez falta em Vítor depois de levar uma meia-lua do lateral. três semanas depois. isso ficou ainda mais evidente.13 Entretanto.

São Paulo x Corinthians A Gazeta Esportiva. 5 de outubro de 1992 O TABU DOS TABUS .

enquanto o rival entraria em campo com três ex-juniores (Embu. Gino e Marques) que ainda recebiam . Telê prefere caçar paquinhas”. que pro- porcionou a chance de dar como manchete. citada por Marcelo durante a semana. novamente errou na estratégia. confessava Basílio. devido ao título brasileiro de 1990. na terça-feira. pela Copa do Brasil. a maioria admitia a exaustão física e psicológica. Cabisbaixa.”22 Ele não teve tal chance. vítimas de mais uma derrota para o São Paulo. O São Paulo chegou para a partida já como campeão mundial. para eles. e entre Raí e “a ausência de Neto”. Como escreveu Arthur de Almeida. que vinha desde março: eram apenas quatro jogos. Tanto que não há corintiano. a preocupação no Corinthians era tentar acabar com o recente jejum de vitórias em clássicos. Seus times invariavelmente dão espetáculo. só ocorreu às vezes.”18 Basílio. não raro ficava sem ver um adversário na cobertura e pôde marcar seu quarto gol naquela semana — havia marcado também contra o Santos. Estavam à espera de. que ainda tinha muito crédito com a torcida corintiana. Ele não deve ficar preocupado com a torcida. torturantes entrevistas. tanto é que a torcida são-paulina gritou seu nome no fim do jogo.”19 É. As paquinhas (Gryllotalpa hexadactyla) eram insetos que estavam infestando os gramados do centro de treinamento do time. Ainda naquela semana. A mesma ausência de força para fazer frente ao inimigo em campo. ontem. E Nelsinho estava no comando do time para o Majestoso seguinte. em reportagem intitulada “Rotina de derrotas e tortura na hora das entrevistas”: “Um profundo desânimo se abateu sobre os jogadores do Corinthians. que duvide da capacidade do técnico são-paulino ou discuta se a liderança está bem entregue a ele. em fevereiro de 1993. mesmo perdendo duas Copas do Mundo. Tem muito futuro como técnico. O substituto de Basílio foi Nelsinho Baptista. Enquanto isso. por sua vez. Curiosamente. após a derrota por 4 a 0 para o Internacional de Porto Alegre.”20 E a cobertura de Henrique. já pelo Campeonato Paulista daquele ano. foi demitido. Telê também errava… Já Marcelo tentou explicar como Müller mais uma vez levou vantagem no duelo: “Não dá para marcar um atacante tão rápido. “Isso está se tornando perigoso e influindo de forma negativa no emocional do grupo. Com sete jogos sem vitória no clássico.”21 O domínio são-paulino naquele campeonato começava a ser tão grande. “Precisamos com urgência vencer um clássico”. Mas Telê defendeu-o e até deu conselhos: “Ele deve ter paciência e continuar confiando no seu trabalho. na quinta. as paquinhas não atacavam os gramados do centro de treinamentos vizinho. em pleno Pacaembu. Telê é um treinador experiente e consagrado tanto no País como no cenário internacional. sob o título “Telê e Basílio. se não houver combate mais forte no meio- “Rotina de derrotas e tortura na hora das entrevistas” foi a manchete do Estadão 7 O TABU DOS TABUS -campo. Nós não marcamos bem em nenhum setor. na Barra Funda.São Paulo x Corinthians Marcelo. do Estadão. Paulo também tinha feito uma comparação entre os dois técnicos. Quando Müller passava por ele. do Palmeiras. um confronto desigual”: “É inegável o contraste entre os dois técnicos. o concorrente O Estado de S. naquela semana: “Sem adversários. estava estampada no rosto de cada um. Essa rotina dos últimos tempos os atormenta. o tabu começava a incomodar os corintianos. Todos ficaram sentados após um banho que em nada os revigorou. mas já incomodavam. inclusive. e duas vezes contra a Internacional de Limeira. No dia anterior. no vestiário. Porque assim a bola não chega tão limpa lá na frente.

o goleiro Ronaldo só conseguiu impedir o segundo gol de Raí derrubando-o. Como destacou a Folha: “O que o meio-campo corintiano fatura num mês é o mesmo que os adversários ganham em dezoito minutos. No intervalo. Baré. Dinho chutou de longe uma falta. Apesar de ter perdido dois pênaltis em uma semana. “Que o São Paulo possui melhores jogadores. Telê. Mas não escondeu que a situação era apenas um improviso. O Corinthians criou uma única chance. “O que não se esperava é que os corintianos. [Nesta profissão]. chegaríamos a uma grande goleada. não escondia a decepção: “Jogador meu tem que buscar o gol. escreveu o Estadão. O São Paulo teria mais de meia hora para deitar e rolar com um atacante fazendo as vezes de goleiro. se pudessem. “Prefiro fazer gols [a] defender chutes”. desesperava-se. pois não é difícil que um psicopata desses tente nos matar.26” Os jogadores garantiam não ter tirado o pé. Ao fim do jogo. o outro. dando lugar a Marcelo Djian. os dois principais jornais de São Paulo deram espaço ao tabu do Majestoso. ele apresentou-se para a cobrança. não sem antes ver um torcedor invadir o campo e roubar a bola. Aos treze minutos. Como estavam dentro da área. com uma equipe desfalcada e traumatizada por insucessos dos confrontos anteriores.”24 Levou apenas seis minutos para a dupla de zaga corintiana. Paulo Sérgio deixou o campo ovacionado pela torcida corintiana e foi elogiado até por Telê Santana. “Nos [seis últimos] clássicos entre os dois rivais. enquanto o São Paulo passou a demonstrar desinteresse pelo jogo. mas a melhor explicação que Toninho Cerezo conseguiu encontrar foi a constatação do óbvio: “Se tivéssemos marcado alguns dos gols que perdemos.25 E muitos deles se acomodaram. por campeões mundiais 8 O TABU DOS TABUS O Tricolor voltou a ter um pouco de interesse no jogo após o intervalo. machucado. E. mas chutou na trave. Ainda no primeiro tempo. Mesmo sem fazer muita força. Apesar do resultado. no banco. Raí cobrou o pênalti. quando Kel sofreu pênalti de Raí. Aos quinze minutos. não houve corintiano que marcasse gol no São Paulo”. respeitassem tanto o adversário. Era o terceiro 3 a 0 aplicado pelo São Paulo no Majestoso em apenas catorze meses. Ronaldo. A quatro minutos do apito final. estivesse pendurada com um cartão amarelo para cada um.”28 Aos 32 minutos. não há lugar para piedade. por ser o último homem. que entrou no canto direito. Um meio-campo era composto por exjuniores. Em vez de tentar aplicar uma goleada histórica. pois os adversários. Telê acabaria reconhecendo que as três invasões de campo e as confusões nas arquibancadas influenciaram no relaxamento do time: “Nós estávamos correndo risco de vida com essas invasões. escreveu Cosme Rímoli. do Estadão. formada por Henrique e Baré.29 No dia do jogo seguinte. após a barreira abrir. abrindo o placar. Baré derrubou Müller na área. os são-paulinos diminuíram o ritmo. em vez de salários.”23 O clássico transcorreu como os últimos. mais um pênalti foi marcado. brincou.30 “A maior aposta para quebrar o jejum de seis jogos é o atacante Viola.São Paulo x Corinthians ajudas de custo. e Raí converteu o pênalti. ao lado de seu irmão gêmeo Zó. um conjunto harmônico e vasto repertório de jogadas ofensivas. que repousava na marca penal. todos sabiam”. . o ponta Paulo Sérgio teve de ir para o gol. no fim de janeiro. acabou expulso. Cafu quase marcou duas vezes e Raí ainda viu o goleiro improvisado encaixar uma cobrança de falta sua. o Corinthians teve chance de diminuir o placar.”27 Por outro lado. arrasariam a gente. como Nelsinho já tinha feito as duas substituições permitidas então. saiu. Nelsinho tirou Adil e colocou Kel — que ficara razoavelmente famoso jogando no Marília. passando a tratar a partida quase como se fosse um treino.

explicaria Idealli. quase no fim do jogo.36 “É o segundo clássico em que nos prejudicam”. O goleiro Ronaldo. Na edição do dia seguinte. jamais por trás da trave. acusou Paulo Sérgio. apesar de uma multa ter sido imposta ao treinador. explicou o jogador. reclamou Neto. ao lado de Santos e Novorizontino. Ele ameaçava aposentar-se. escreveram Mário Magalhães e Wilson Baldini Jr. como o de Armando Marques na decisão do Campeonato Paulista de 1973 e o gol de mão de Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986. o Alvinegro mandou duas bolas na trave e fez de Zetti o melhor jogador em campo. “A curva da bola é para dentro do campo.”32 Do outro lado.31 Depois de um primeiro turno ruim no estadual. um dia depois. reservou meia página a um quadro com fotos de “erros históricos” de árbitros. O primeiro turno da fase foi disputado ao mesmo tempo que as finais da Libertadores. Nelsinho Baptista avisou que não faria em Raí uma marcação especial. lembrou Nelsinho Baptista. “Marquei saída de bola”. “São as reclamações do Telê Santana que fizeram isso”. porém o bandeirinha Rogério Idealli fez com que o árbitro voltasse atrás após sinalizar o gol de Paulo Sérgio. poderíamos virar o jogo”. caso fosse suspenso. “Bato em gancho”. o caderno de Esportes do periódico trouxe manchetes como “Juiz ajuda e o tabu vai para 28 meses” e “Só ginecologista viu a bola fora do campo”.”38 O erro do bandeira pareceu ter deixado alguém inconformado no jornal O Estado de S. dominamos o jogo inteiramente. a preocupação de Telê Santana era com um julgamento que enfrentaria no dia seguinte. mas. o Corinthians estava em ascensão no segundo turno. de voleio. ao deixar o campo.”35 Os corintianos protestaram bastante. o Tricolor estreou . Abandono tudo. “Não fiz nada de errado.34 O problema é que a bola não chegou nem perto de sair — o escanteio na ponta direita foi cobrado pelo canhoto Neto. Válber abriu o placar para o Tricolor no primeiro tempo. Não podemos nos preocupar exclusivamente com um determinado jogador. Tão determinado que conseguiu cinco escanteios nos primeiros sete minutos. terminou com absolvição. “Já falei e repito”.”39 De fato. Paulo. na segunda-feira anterior.. apesar de o são-paulino ter marcado cinco gols em seis jogos: “O time do São Paulo é um todo. e o resultado foi uma tremenda injustiça. O técnico corintiano também falou sobre o resto do jogo: “No segundo tempo. em um chute de fora da área de André Luís. Assim. nem viu a bola passar. mas foi o São Paulo que conseguiu marcar mais um gol. O último deles terminou dentro das redes são-paulinas. Por isso. pois o julgamento.”33 Não foi necessário. além de ter sido adiado por duas se- Telê ameaçava abandonar o futebol caso fosse punido num julgamento 9 O TABU DOS TABUS manas. depois do intervalo. na Folha. indignava-se. com apenas uma vaga para as finais em jogo. que o São Paulo disputava contra a Universidad Católica. incluindo uma do lance de Paulo Sérgio ao lado de erros muito mais famosos. Na fase semifinal do Campeonato Paulista. na Federação Paulista. por ter deixado o campo após a marcação de um pênalti para a Ponte Preta. Já o Majestoso daquele início de abril terminou com vitória são-paulina e muita controvérsia.São Paulo x Corinthians que pulou à frente da artilharia do Paulistão com os três gols que marcou na quinta-feira contra o Marília”. apesar de ter conseguido apenas um empate e uma derrota nos dois jogos anteriores. não aceito ser punido. citando o julgamento do técnico tricolor.37 “Fomos prejudicados. mesmo. “Ele entende mesmo é de mulheres e blenorreia. atrapalhado pelo lateral Ricardo. do Chile. que ainda ironizou o fato de Idealli ser ginecologista. os dois clubes caíram no mesmo grupo. o Corinthians veio determinado a conseguir o empate.

que ficou sem marcação e não demorou para marcar o segundo gol. reclamou Cafu. Kel. caso do Corinthians. Ezequiel chutou Müller por trás e foi expulso. na quarta-feira seguinte. e cerca de 60% a 70% dos jogadores batem [no canto direito]. e no domingo enfrentou o Corinthians. O Majestoso de volta já estava marcado para o domingo seguinte. na sexta-feira. O público não chegou a cem mil. A duas rodadas do fim da fase semifinal. em Novo Horizonte. Arrisquei e. o São Paulo conquistou o título da Libertadores no Chile. avaliou o goleiro. caso do São Paulo. O segundo na fila. mas 86. a última delas uma cobrança de pênalti após falta de Gilmar em Paulo Sérgio. enquanto o terceiro. Moacir e Neto.43 Após o gol. “Com um a menos. disse não estar confiante. estava com dores musculares. mas Zetti espalmou a bola.41 Justamente o que Zetti escolheu. O cobrador oficial corintiano. que acabou chutando no canto direito do gol. “Dei a impulsão exata e utilizei o mesmo raciocínio [do domingo anterior] para acertar o canto. . o Corinthians foi melhor no primeiro tempo. Bobô jogou-se na área ao perceber a marcação de Marcos Adriano. que preferia que o time mantivesse a posse de bola. o São Paulo tinha seis pontos. quando Raí aproveitou falha de Henrique e chutou forte: 1 a 0. Quinze minutos depois. no intervalo. Em campo. ferindo gravemente dois torcedores. com base nas estatísticas: “Fizemos um levantamento. com três boas chances nos onze primeiros minutos. Antes. irritando Telê. que errava trocas de passes e não conseguia incomodar o gol adversário. A entrada desse contingente não foi das mais tranquilas. contra cinco de Corinthians e Santos. na sexta-feira.538 pessoas pagaram ingresso para ver o terceiro Majestoso do ano. A responsabilidade coube a Moacir. o São Paulo passou a jogar apenas no contra-ataques. Só que não pulei.40 Telê soube corrigir os problemas do time no vestiário. poupando-se para a maratona de jogos que enfrentava. encarando o terceiro clássico seguido com menos de dois dias de descanso. incentivados pelo excelente resultado na Libertadores. o Tricolor poderia até terminar a rodada classificado para as finais. e venceu o Novorizontino no Morumbi por 3 a 1. estava contundido e não jogou. depois aplicou o histórico 5 a 1 no time chileno.”44 Foi o quarto pênalti perdido por um corintiano contra o São Paulo desde que a seca de gols em Majestoso começara — Wílson Mano. ele não deu nenhuma dica de qual canto iria escolher”. na quarta-feira. com a derrota por 2 a 0 para a Universidad Católica. Viola. e o Tricolor voltou me- O Corinthians perdeu o quarto pênalti seguido contra o São Paulo 10 O TABU DOS TABUS lhor. deu certo. Talvez pela desvantagem na tabela. o Corinthians começou mais animado. Adil. desde que o Santos não vencesse o Novorizontino. na tentativa de descobrir o canto que o goleiro escolheria. “O time entrou mole em campo”. No acesso ao lado corintiano. mais uma vez. Os dirigentes dos clubes esperavam um público na casa dos cem mil torcedores. Acho que neste momento ele ficou perdido e também escolheu um canto e bateu fraco. “Infelizmente. Ele veio andando e olhando para ver onde eu iria pular. “O Neto chutou com força”. perdeu para o Santos por 3 a 2.”42 Pouco depois. Neto cobrou no canto esquerdo. com vitória sobre o Novorizontino por 1 a 0. analisou o jogador. Melhor para Palhinha. a marcação individual que era feita foi destruída”.São Paulo x Corinthians num sábado. um empurra-empurra por causa da demora na revista policial terminou com a queda de uma grade. e isso claramente enervou o São Paulo. e pela liderança do grupo nas semifinais. Se ganhasse. apesar do cansaço. resignou-se Moacir. Neto. Mas Zetti ficou impassível. que partiu para a bola com o olho em Zetti. O juiz caiu na dele e apitou pênalti. capitalizando logo aos cinco minutos.

este senhor não apitava mais jogos do Tricolor. que subiu após desviar na zaga e quase encobriu Ronaldo —. se foi. não adianta chorar agora”. Já que o Tricolor não conseguiu o empate — a melhor chance foi um chute de Catê de fora da área. O Corinthians confirmou sua classificação às finais com a vitória por 3 a 0 sobre o Novorizontino na última rodada. no Tumblr (anotacoestricolores) ou no site JogosdoSaoPaulo. “Aí está mais uma prova de que o São Paulo não é nenhum bicho de sete cabeças”. no que acabou por ser a despedida de Raí. que. a situação piorou. o juiz já confirmou e não adianta chorar agora”. e os jogadores no vestiário vencedor não conseguiam escon- der isso. O Corinthians voltou a ter boas chances. protestou Telê48.45 Estava quebrada uma escrita. Quatro minutos depois. obrigando Ronaldo a fazer uma grande defesa no reflexo. insistia Viola. mas o cansado São Paulo aparentava ser mais prejudicado. 11 . Sobre o autor — O paulista. E levaria dez anos para surgir um novo tabu no Majestoso. Era o fim de um trauma. no Facebook (/LivroBrasileiro1977).47 Já no outro vestiário havia revolta contra o árbitro José Aparecido de Oliveira. observava Ronaldo46. um dos três corintianos que participaram de todas as dez partidas do tabu. mas esbarrou mais uma vez em Zetti. jogadores como o Raí conseguem raciocinar a execução da jogada. mas. Neto. mas os dirigentes concordaram. ao lado do zagueiro Marcelo e do atacante Paulo Sérgio — pelo São Paulo. Paulo não demonstrou indignação com a arbitragem nem citou a profissão do auxiliar responsável pelos dois lances mais polêmicos do jogo. mal posicionado.com. “Já perdi jogo para o São Paulo cansado também”. Ainda assim. o noticiário d’O Estado de S. uma cena que não ocorria havia dois anos. Raí chutou de primeira da entrada da área. que apontou um impedimento inexistente do atacante são-paulino. Entretanto. provocou Neto O TABU DOS TABUS rinha (o mesmo que havia anulado o gol de Palhinha no primeiro tempo).São Paulo x Corinthians A defesa de Zetti pareceu ter acordado o São Paulo. e eu não posso fazer nada”. paulistano e são-paulino Alexandre Giesbrecht. tornando inútil a goleada são-paulina por 6 a 1 sobre o Santos. se foi. Ricardo dava-lhe condições. concluiu Neto. São Paulo campeão da Libertadores 1992 e São Paulo campeão da Copa Sul-Americana 2012. dois meses e treze dias: um gol do Corinthians no São Paulo. emendou cruzamento da direita e foi ajudado pelo bandei- “Não achei impedimento. mas esta é uma outra história. 39 anos.”49 Ao contrário de sete dias antes. é autor dos livros São Paulo campeão brasileiro 1977.br. Com isso. mas. “Eu não achei [impedimento]. ignorou o claro impedimento. o tento foi invalidado pelo bandeirinha. sozinho à frente de Zetti. Raí e Müller ficaram fora de apenas um [ver lista completa na próxima página]. que não culpava apenas a arbitragem pelo resultado: “Algum dia iria faltar gás. E que ninguém lembrasse aos corintianos que o adversário estava cansado. “Por mim. mas Zetti. mas não têm força para executar. A chuva que caiu no segundo tempo prejudicou o jogo. outra escrita foi quebrada no fim do jogo: pela primeira vez em 895 dias. o Corinthians derrotava o São Paulo. nenhum jogador participou dos dez jogos. que pressionou e conseguiu o gol com Palhinha. ou desde 16 de dezembro de 1990. Com o campo encharcado. Ele pode ser encontrado no Twitter (@ jogosspfc).

Técnico: Basílio. Márcio. Técnico: Telê Santana. 15/12/1991 São Paulo 0×0 Corinthians Campeonato: Paulista. Válber. Wladimir. Pênalti perdido: Neto (11/1T). Vítor (Catê). Jairo. Wílson Mano e André Luís. Henrique e Nelsinho. Raí e Palhinha. Renda: Cr$ 3 568 350 000. Gilmar. Dinho. Ricardo Rocha. Lula. Marcelo. Renda: Cr$ 540 579 000. Público: 102 821. Moacir e ATUAÇÕES São Paulo: Müller. São Paulo: Zetti. Ezequiel (9). Marques e Adil (Kel). Dinho e Raí (Catê). São Paulo: Zetti. 4/10/1992 São Paulo 3×0 Corinthians Campeonato: Paulista. Ronaldão. Embu. Gino. Pênalti perdido: Kel (33/2T). Expulsão: Ronaldo (10/2T). Suélio (Rinaldo). Estádio: Morumbi. Gol: Palhinha (44/1T). Elias. Vítor. Sídnei. Paulo Sérgio. Ronaldão e Nelsinho. Kel. São Paulo: Zetti. Estádio: Morumbi. Ezequiel e Neto. Ronaldo Luís e Sérgio Baresi (1). Adílson. Jairo. Antônio Carlos. Renda: Cr$ 369 297 000. Taíka e Wladimir (1). Válber. Pintado e Raí. Paulo Sérgio. Mário Tilico. Adílson. Guinei e Jacenir. São Paulo: Zetti. Gino e Paulo Sérgio. Baré. 7/2/1993 São Paulo 3×0 Corinthians Campeonato: Paulista. Raí e Macedo.São Paulo x Corinthians O TABU DOS TABUS 7/4/1991 São Paulo 1×1 Corinthians Campeonato: Brasileiro. Ivan. Henrique e Ricardo. Marcelinho Paulista. São Paulo: Zetti. Dinho e Macedo (6). Márcio. Estádio: Morumbi. Ricardo Rocha e Leonardo. Moacir. Renda: Cr$ 11 738 650 000. Renda: Cr$ 858 568 000. Müller e Palhinha. Marcelo. Paulo Sérgio. Ronaldão e André Luís. 8/12/1991 Corinthians 0×3 São Paulo Campeonato: Paulista. Gols: Raí (15/1T e 13/2T) e Dinho (41/2T). Estádio: Morumbi. São Paulo: Gilberto. Técnico: Telê Santana. Juiz: Wílson Carlos dos Santos. Palhinha (Toninho Cerezo) e Müller. Wílson Mano. Técnico: Nelsinho Baptista. Público: 23 510. Elias. Viola e Adil (Tupãzinho). 14/2T e 17/2T). São Paulo: Zetti. Pênalti perdido: Wílson Mano (27/2T). Tupãzinho (Ezequiel). 4/4/1993 Corinthians 0×2 São Paulo Campeonato: Paulista. Palhinha e Ronaldão (7). Eliel. Raí e Zetti (9). Márcio. Embu. Leonardo. Técnico: Telê Santana. Corinthians: Ronaldo. Técnico: Nelsinho Baptista. Édson. Adílson. Edu Manga. Nelsinho e Toninho Cerezo (3). Cafu. Corinthians: Ronaldo. Ezequiel. Técnico: Cilinho. Técnico: Nelsinho Baptista. Ivan. Biro. Estádio: Morumbi. Palhinha (34/1T) e Ivan (29/2T). Ezequiel. Cafu. Ronaldão e Marcos Adriano. Corinthians: Ronaldo. Catê. Lula. Corinthians: Ronaldo. Giba. Corinthians: Ronaldo. Vítor. Palhinha e Elivélton. Lula. Dinho. Raí e Macedo. Paulo Sérgio e Ronaldo (10). Marcelo. Sídnei. Paulo Sérgio (Mirandinha) e Édson. São Paulo: Zetti. Paulo Sérgio (Fabinho) e Luciano. Técnico: Telê Santana. Técnico: Telê Santana. Gols: Raí (16/1T. 30/5/1993 Corinthians 1×0 São Paulo Campeonato: Paulista. Renda: Cr$ 113 192 000. Estádio: Morumbi. Técnico: Telê Santana. Bobô. Dinei e Paulo Sérgio. Juiz: Ulysses Tavares da Silva Filho. Gilmar e Marcos Adriano. Gols: Válber (24/1T) e André Luís (38/2T). Renda: Cr$ 50 963 500. Dinei. Wílson Mano e Marcelinho Paulista. Bernardo. Público: 44 146. Giba. Cafu. Juiz: Ílton José da Costa. Ronaldão e Nelsinho. Válber e Ronaldo Luís. Público: 43 429. Pênalti perdido: Moacir (21/2T). São Paulo: Zetti. Viola (5). Expulsão: Ezequiel (25/2T). Viola e Adil (Marques). Válber. Raí. Nelsinho e Nílson (2). Ricardo. Antônio Carlos. Gols: Müller (19/1T). Vítor (Lula). 13/9/1992 Corinthians 0×1 São Paulo Campeonato: Paulista. Müller e Elivélton. Cafu. Válber (4). 23/5/1993 São Paulo 2×0 Corinthians Campeonato: Paulista. Moacir e Neto. Dinho. Estádio: Morumbi. Henrique e Biro. Müller e Válber(1). Marcelo. Vítor. Giba. Dinho. Leandro Silva. Pintado. Público: 86 538. Luciano. Marcelo. Fabinho. Palhinha (3). Viola e Adil (Bobô). Juiz: Oscar Roberto de Godói. Maurício. Bobô. Juiz: João Paulo Araújo. Wílson Mano e Edu Manga. Marques. Público: 69 473. Corinthians: Ronaldo. Fabinho. Adil. Macedo. Gilmar e Marcos Adriano. Carlinhos. Pintado e Vítor (5). Nílson e Viola (Edu Manga). Pintado e Palhinha. São Paulo: Zetti. Técnico: Nelsinho Baptista. Neto e Tupãzinho (4). Corinthians: Ronaldo. Técnico: Telê Santana. Adílson (Sérgio Baresi). Baré (Marcelo). Técnico: Telê Santana. Henrique. Adílson. Tupãzinho e Paulo Sérgio. Marcos Adriano. Antônio Carlos. Mirandinha. Sídnei e Suélio (2). Técnico: Telê Santana. Nílson (Viola) e Paulo Sérgio. Corinthians: Neto e Wílson Mano (1). Márcio (Tupãzinho). Elivélton. Expulsão: Dinei (25/2T). Técnico: Cilinho. Wílson Mano e Neto. Henrique e Wílson Mano (6). Ronaldão e Nelsinho. Guinei. Marcelo. Adílson. Gols São Paulo: Raí (6). Estádio: Morumbi. Ronaldão e Ivan. Marcelo (Leandro Silva) e Elias. Público: 106 142. André Luís. Eliel (Mário Tilico) e Elivélton. Fabinho. Moacir e Ricardo (3). Catê (Macedo). Toninho Cerezo. Guinei e Jacenir. Ezequiel (Carlinhos). Marcelo. Giba. Juiz: José Aparecido de Oliveira. Público: 28 675. Ezequiel. Müller (Macedo). 25/3/1992 São Paulo 0×0 Corinthians Campeonato: Brasileiro. Gols: Wílson Mano (14/1T) e Macedo (44/1T). André Luís. Dinho. Cafu e Müller. Bernardo e Raí. Macedo. Cartões amarelos: Guinei. Fabinho. Técnico: Nelsinho Baptista. Gilberto. Juiz: Oscar Roberto de Godói. Estádio: Pacaembu. Cafu e Raí (Catê). Renda: Cr$ 6 740 640 000. Marcelo. Rinaldo. Toninho Cerezo e Raí. Leandro Silva (Marcelinho Paulista). Jacenir. Müller e Elivélton. Sídnei. Palhinha e Cafu (Dinho). Suélio. Juiz: Dionísio Roberto Domingos. Expulsão: Marcelo (30/1T). Estádio: Morumbi. Catê e Müller. Público: 74 671. Ezequiel e Marcelinho Paulista. Guinei e Jacenir. Suélio e Ronaldo. Gol: Neto (21/2T). Ezequiel. Taíka (Dinei) e Ezequiel. Henrique e Ricardo. Corinthians: Ronaldo. André Luís. Leandro Silva. Corinthians: Marcelo. Juiz: Silas Santana. Corinthians: Ronaldo. Antônio Carlos. Pintado. Wílson Mano e Neto (Paulo Sérgio). Técnico: Basílio. Juiz: Oscar Roberto de Godói. Renda: Cr$ 1 213 225 000. . Renda: Cr$ 371 373 000. Gols: Raí (5/2T) e Palhinha (26/2T). Henrique e Nelsinho. Técnico: Telê Santana. Cafu. Giba. Elias. Corinthians: Ronaldo. Müller. Pintado. Müller e Elivélton (Maurício). Técnico: Basílio. Cafu (8). Raí e Palhinha (Macedo). Público: 21 157.

p. Antonio Rocha Filho. p. 5–9 8 “Telê Santana volta a criticar as arbitragens”. Esportes. Ubiratan Brasil. 1 44 “Zetti se sente um vitorioso”. Wilson Baldini Jr. Esportes. Paulo garante que não afrouxa”. 8/2/1993. Folha de S. 2 34 “Só ginecologista viu a bola fora do campo”. 6 27 “S. 2 33 “Telê mantém ameaça de se despedir hoje”. Paulo. O Estado de S. 5-4 45 “Neto confirma a sua fama de talismã”. Paulo. p. Esportes. Folha de S. p. 31/5/1993. Paulo. p. Esportes. p. Esportes. Esportes. Gilvan Ribeiro. Esportes. ibidem 21 “Rotina de derrotas e tortura na hora das entrevistas”. 1 49 “Telê continua a reclamar”. Arthur de Almeida. 31/5/1993. p. Folha de S. 5-4 18 “Telê e Basílio. 2 Paulo. 5-4 17 A Gazeta Esportiva. Paulo. 8/4/1991. Paulo. O Estado de S. ibidem 13 “Corinthians tem trauma tricolor”. p. Paulo. p. 9/12/1991. 5-4 46 “Corinthians festeja fim do tabu”. Paulo. 5-4 11 “Corinthians tem trauma tricolor”. Folha de S. p. O Estado de S. p.São Paulo x Corinthians O TABU DOS TABUS Referências 1 “Frases”. Paulo Ricardo Calçade. Paulo Ricardo Calçade. Folha de S. Paulo. 8 42 “Destaque do jogo. 4/4/1993. 5–1 24/5/1993. Paulo. Paulo. Folha de S. p. p. p. p. 1 37 “Só ginecologista viu a bola fora do campo”. Paulo. p. Paulo. p. Paulo. p. Folha de S. Folha de S. Paulo. 8/2/1993. Esportes. 1 36 “Gol anulado gera protesto”. p. O Estado de S. p. 5-3 30 “Um tabu que incomoda os corintianos”. Folha de S.. 6-6 5 “Corintianos reconhecem derrota”. O Estado de S. 1 10 “Só faltou uma taça para o São Paulo”. p.. Esportes. Paulo. Folha de S. 31/5/1993. Esportes. O Estado de S. Paulo. 5–10 9 “Basílio admite usar tática de times pequenos”. ibidem 40 “S. Marcos Malafaia. 1 25 “Telê elogia atuação do goleiro Paulo Sérgio”. Paulo. Cosme Rímoli. Folha de S. 5–1 47 Idem. p. 5/4/1993. 1 12 “São Paulo ganha turno do Paulista”. O Estado de S. O Estado de S. 7/2/1993. Paulo. p. 5-4 14 Idem. Paulo. 27/3/1992. Paulo. Mário Magalhães.1992. 24/5/1993. Esportes. 1 20 “Basílio culpa ‘pressão’ sobre o elenco”. 6 29 “Atacante prefere marcar”. Folha de S. Paulo. O Estado de S. O Estado de S. Folha de S. p. p. Folha de S. Paulo. Paulo. 14/9/1992. Wilson Baldini Jr. até jogador machucado”. Paulo. 4/4/1993. Paulo. 31/5/1993. p. O Estado de S. O Estado de 35 Idem. 5/10/1992. 5-3 26 “Invasões e violência escandalizam Telê”. 5/4/1993. Nelson Urt. 1 31 “Corinthians desafia um tabu de dois anos”. 9/12/1991. Folha de S. 4/10/1992. Folha de S. 15 “Muller liquidou adversário no turno”. Paulo. 5/10/1992. p. Esportes. Esportes. Ubiratan Brasil. O Estado de S. p. p. Marcos Malafaia. 4/4/1993. 1 41 “Moacir queria ‘dica’ do goleiro”. 24/5/1993. 14/9/1992. p. p. O Estado de S. p. O Estado de S. 24/5/1993. p. 5–8 32 “Técnico não prevê marcação especial”. p. 1 16 “Clássico à beira de um ataque de nervos”. Paulo. Paulo. 10 6 Idem. O Estado de S. Paulo. p. 6-7 4 “Corintianos reconhecem uso da tática errada”. 6–1 23 “Salários têm desigualdade”. 5–1 38 Idem. Ubiratan Brasil. 8/12/1991. Fernando Galvão de França. p. Folha de S. Paulo retoma caminho do título”. 31/5/1993. 4/10. 5/10/1992. p. Paulo. Paulo. ibidem 7 “Artilheiro divide as glórias com o time”. Cosme Rímoli. Esportes. Paulo. 2 28 “Invasões e violência escandalizam Telê”. 1 39 “Vencedor mantém tabu de 2 anos”. 6 p. Esportes. Folha de S. Zetti mantém ‘tabu’”. Folha de S. Ubiratan Brasil. 14/9/1992. Paulo. Paulo. Esportes. 4/10/1992. Paulo. Mário Magalhães e Wilson Baldini Jr. Paulo. 5/4/1993. 27/3/1992. Paulo. 8/2/1993. 5-2 2 “Macedo dedica seu gol à namorada corintiana”. p. p. O Estado de S. 5/10/1992. p. Esportes. Paulo. Paulo. 9/12/1991.. O Estado de S. 6–3 3 “Raí foge das comparações com Sócrates”. O Estado de S. Paulo. Esportes. 48 “São Paulo tem três desculpas para a derrota. 24 “Aconteceu de tudo na goleada do S. O Estado de S. 5-4 Esportes. ibidem S. 5/4/1993. 8/4/1991. p. Paulo”. 5-3 . 1 13 22 “Corinthians sem resposta e ainda perdido”. Arthur de Almeida e Janjão Rodriguez. 8/2/1993. O Estado de S. 6/10/1992. Arthur de Almeida. Paulo Ricardo Calçade. Esportes. Paulo. Arthur de Almeida e Décio Vioto. Arthur de Almeida. 14/9/1992. Paulo. 43 “‘A marcação foi destruída’”. p. Folha de S. Esportes. Marcos Malafaia. p. 1 19 “São Paulo explora tudo. Esportes. 9/2/1993. O Estado de S. Folha de S. um confronto desigual”.