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PersPectivas da FilosoFia no Brasil do

Ponto de vista de um SChOlaR

de vista de um
, não foi sem relutância que aceitei a tarefa. Primeiro,
porque não me via muito bem como representante dos
brasileiros na
sobre perspectivas não é uma simples questão de fazer previsões ou avaliar
probabilidades. É falar sobre um futuro que se quer realizar ou evitar, em todo
o caso sobre um futuro que projetamos e desejamos moldar a partir de nossos
desejos ou temores. e isso é um assunto que é mais bem tratado, ponderei,
Aos velhos cabe antes fazer um balanço do passado. Persuadido, no entanto,
a aceitar a tarefa, terei forçosamente de falar delas do ponto de vista de um
juntamente com outros de sua geração, e que faz agora um balanço do que foi
alcançado.
Para isso quero lembrar duas coisas. A primeira é o fato de que minha

kriteriON

de bioética. Felizmente. de outro. nem a . creio eu. podia ser resolvido de maneira satisfatória para os dois lados. Segundo porque a ninguém ocorre mais. essa divisão culminou foi eleita uma diretoria que priorizava. que a questão acabou por se resolver a contento de todos. ou correntes de pensamento. porém. que o estudo da está. entendida precisamente. para desgosto dos . essa questão não é mais atual. por um lado. de crítica de arte ou teoria literária. pelo desejo formação de duas tendências. quando se trata. por outro. para usar a expressão do . solidamente implantado em nossas universidades. em certo sentido. Na época. pois não ocorreu o que dois lados temiam. era. a saber. que as perspectivas que paralelamente. aqueles que viam nela uma atividade estritamente acadêmica. porém. portanto. de questões de justiça e de direito. a questão tinha uma certa carga explosiva porque ela se colocava deveria ser priorizada. nessa geração do ambiente acadêmico e. uma geração marcada. as atividades do ou as atividades do intelectual engajado. Primeiro porque se pode dizer com segurança. a visão da a serem travados dentro e fora dos muros acadêmicos. legítimas e não precisam ser vistas como incompatíveis e antagônicas. por um maior ou menor engajamento político. . tomar como menos importante para a sempre foram disciplinas cultivadas na academia. se é que jamais ocorreu. por exemplo.de um doutorado na europa. e é difícil compreender sem Acho. e cuja voz tem de ser e se faz ouvida fora da academia. Por conseguinte. voltados para problemas da sociedade e da cultura contemporânea.

Qual seja. saber universal. . parecia imperativo usar o inglês tanto nas publicações quanto nos encontros internacionais. porém. lusófono. como o fora o latim na idade Média. Os fundadores da revista pensavam. O segundo ponto que desejo recordar é a consequência tirada pelos mais amplamente. Visto que o português é uma língua pouco conhecida e o inglês se tornou a da ciência em nossa época. Pesaram na balança duas considerações. era: como lo utilizando para isso exclusivamente a língua portuguesa? A decisão parecia. a visão de muitos brasileiros. mas unicamente na língua portuguesa. de uma maneira diferente e uma decisão diferente tomaram. mas também os conceitos . a de só publicar artigos com um padrão de qualidade internacional. insustentável. notadamente aqueles ligados à lógica revista . Vou focar nos objetivos da revista . igualmente importantes. mas porque eles decisão de só publicar artigos em português. inventados para o . à primeira vista. A questão. porém. fundada um pouco antes da revista . donde resulta o reconhecimento da necessidade de integrar o estudo e a pesquisa no debate internacional. decisão essa que não parecia . não porque a considere mais importante que outras de seu gênero. bem entendido. a importância que a linguisticamente. Com efeito.aos problemas da vida real.

bem como do espanhol e do italiano. como é o caso do nosso português. isso contrasta não só com a e nas humanidades em geral. antes de mais nada. não possam concorrer com o inglês. no entanto. eu quero argumentar aqui. pelo simples fato de publicarem em inglês. internacional. Ora.formulados a partir de recursos fornecidos pela linguagem natural. Se levarmos em conta os critérios nível acima das revistas nacionais. acho. não importa a qualidade de seus artigos. que a desvalorização da língua sobre pressupostos falsos. porque os critérios para apoio dessas publicações são basicamente quantitativos. pois o que se exige publicados – e não o valor e a qualidade intrínseca de sua contribuição à pesquisa. que a ideia de que o inglês tenha se tornado a concorria com nenhuma outra língua culta. como instrumento da pesquisa . para evitar que se tornassem apêndices isolados e distantes de uma discussão travada no essencial longe de nossas fronteiras. dialogar entre si. Assim. Por isso mesmo. a concorrência de outras línguas cultas. como o alemão e o francês. . não há razão válida para supor que outras línguas cultas. mas em língua portuguesa. Segundo.

e não é razoável supor que o que ocorre nas artes contemporâneas não a publicação em língua portuguesa nos condena à invisibilidade.encontra certamente espaço para expandir o desejo de dominação cultural dos mais relevante. Não sei sequer se isso ainda é um projeto dos brasileiros. mas não impossível de ser aos poucos tradução em língua inglesa de vinte artigos considerados representativos da revista alemã por não poder incluir nela livros e artigos em português. sem jogo de palavras. particularmente visíveis. O mundo cultural é um mundo em que as diferenças e particularidades nacionais se tornaram. Gostaria. Não sei para qual deles a portuguesa tem alguma chance de se impor no mundo que se diz globalizado. bienais. Qualquer um que frequente museus. diz ele. são contraditórios. espanhol e italiano. como se pode ver. importantes trabalhos de pesquisa. espaço para a exposição da diversidade cultural. Os sinais. certamente. A barreira da língua. ainda é alta. onde se fazem atualmente. feiras literárias tem disso uma demonstração ad . .