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FACULDADE ANHANGUERA DE PIRACICABA

CONTABILIDADE AVANÇADA I

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

PIRACICABA - SP
2015
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CONTABILIDADE AVANÇADA I

Adriana M. E. Tapia

RA 3877748162

drikatapia@hotmail.com

Christiam Danilo da Silva RA 4300066647

christiam.rdp@gmail.com

Samira B. de Oliveira Bento

RA 4557601739

samiroliver@hotmail.com

Sanete Irani de Andrade

RA 2755497256

sanete.andrade@gmail.com

Valclemiriam de F. Bellini RA 5733179636

miriam.bellini@yahoo.com.br

Atividades

Práticas

Supervisionadas,

apresentada à Faculdade Anhanguera de
Piracicaba, como exigência parcial para a
disciplina de Contabilidade Avançada I do
curso de Ciências Contábeis, sob orientação do
Prof. Hugo David Santana

PIRACICABA, 0 1 DE ABRIL DE 2015.
SUMÁRIO
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1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................04
2. Aplicações de Recursos em Títulos e Valores Mobiliários e Outros Ativos. ..........05
3. Reestruturação Societária – Incorporação, Fusão e Cisão de Empresas...................06
4. Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social – Imposto de
Renda Diferido.............................................................................................................08
5. Juros Sobre CapitalPróprio.......................................................................................09
6. CONCLUSÃO.........................................................................................................11
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS....................................................................12

INTRODUÇÃO
A ATPS de Contabilidade Avançada será elaborada de maneira que a equipe terá que fazer
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uma lista de verificação para assim apresentar formas de contabilização com assuntos que
envolve toda a Contabilidade Avançada. Ao longo da atividade conceitos serão definidos e
aprofundados com exemplos. Um importante tema á ser tratado é a Aplicações de Recursos
em Títulos e Valores Mobiliários e Outros Ativos.
Fatores importantes são necessários para um bom trabalho, tratando quanto á reestruturação
societária na contabilidade, conceituando e exemplificando á Incorporação, Fusão e Cisão de
Empresas. A Contabilidade Avançada é bem ampla que envolve muitos conceitos e precisa-se
entender a contabilização do imposto de Renda e da Contribuição Social. Dentre os impostos
contabilizados o trabalho estará abordando sobre o Imposto de Renda Diferido, apresentando
os principais pontos encontrados e necessários para se puder apurar e contabilizar o Imposto
de Renda e a Contribuição Social.
E então tratar sobre os assuntos que envolvem Juros sobre o Capital Próprio,importante tema
da Contabilidade Avançada, que necessita de estudos específicos exemplos de contabilização
dos Juros sobre o Capital.

Etapa 1
Aplicações de Recursos em Títulos e Valores Mobiliários e Outros Ativos.
1. O que são títulos de créditos? E qual a classificação contábil?
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Papéis emitidos por entidades financeiras (letras de câmbio, cerificados de depósitos
Bancários etc.) ou por entidades não financeiras (debêntures) com o objetivo de captação de
recursos no mercado financeiro. Esses papéis têm prazo de vencimento e rendem juros pré ou
pôs-fixados:
A doutrina jurídico-empresarial não é uniforme quanto à classificação dos títulos de crédito,
sem, contudo, causar qualquer prejuízo à essência da matéria. A mais adequada nos parece
aquela que estabelece como sendo quatro os critérios de classificação dos títulos de créditos,
quais sejam:
a) Quanto ao modelo, que inclui o modelo livre que é representado pela nota promissória e a
letra de câmbio e os modelos vinculados que além dos requisitos estabelecidos pela legislação
específica são obrigados a adotarem formatos específicos que é o cheque e a duplicata
mercantil e de prestação de serviços.
b) Quanto à estrutura que é a Ordem de Pagamento aqui representada pelo cheque, letra de
Câmbio e duplicata mercantil.
Promessa de Pagamento representada pela Nota Promissória que é um Título de Crédito
emitido pelo devedor.
c) Quanto às hipóteses de emissão que decorre de uma efetiva venda de mercadoria ou de uma
prestação de serviços. Ressaltamos que se alguém emite um título de crédito, em geral existe
um motivo ou obrigação a ser cumprida.
d) Quanto à circulação que o portador que são os títulos de crédito no qual não consta
nenhuma identificação do seu credor, sendo, portanto, transmissíveis por mera tradição ou
entrega do título, não sendo necessário o Endosso para sua transferência, podendo de forma
prática ser transferidos, indeterminadamente, considerado o seu prazo prescricional.
Classificação contábil:
Ativo Circulante entre as disponibilidades, no caso de aplicações em modalidades resgatáveis
a qualquer momento, sem vinculação a determinado prazo; como investimentos temporários,
se resgatáveis em prazo vencível até 12 meses após a data de aplicação.
No ativo não circulante no caso de aplicações financeiras resgatáveis em prazo vencível após
12 meses da data de aplicação.
2. O que são valores mobiliários? E qual a classificação contábil?
Papéis emitidos por entidades financeiras ou não, representativas de frações de um patrimônio
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(ações ou quotas) ou de direitos sobre a participação num patrimônio (bônus de subscrição ou
partes beneficiárias),
Classificação contábil:
Ativo circulante ou ativo realizável a longo prazo.
3. O que são aplicações financeiras? E qual a classificação contábil?
Aplicações de recursos em papéis de natureza monetária representados por direitos ou títulos
de créditos, com prazo de vencimento e taxas de rendimentos pré-fixadas. O rendimento de
essas aplicações está diretamente relacionado ás taxas contratadas, a classificação contábil é
na conta do ativo não circulante
4. O que são os investimentos? E qual a classificação contábil?
Aplicações de recursos em bens de natureza não monetária representados por valores
mobiliários sem prazo de vencimento ou taxa de rendimento predeterminada. O rendimento
desses investimentos está diretamente relacionado ás oscilações de cotações de preço de
compra e de venda,
Classificação contábil:
Ativo Circulante, subgrupos Disponível e Realizável a Curto Prazo ou Créditos
(Investimentos Temporários); ou Ativo Realizável a Longo Prazo, no subgrupo Créditos
(Investimentos Temporários).
Etapa 2
Reestruturação Societária – Incorporação, Fusão e Cisão de Empresas
Incorporação: é a operação pela qual uma ou mais sociedade são absorvidas por outra, que
lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Desaparecem as sociedades incorporadas,
permanecem, porém, a nova sociedade com natureza jurídica inalterada.
Exemplo:
A Empresa Alfa industrializada produtos de alumínio. Como parte de seu plano de expansão
de suas atividades, adquire, em sua totalidade, a Empresa Beta, uma concorrente de pequeno
porte.
As Empresas Beta e Ceres são extintas com a incorporação, sendo que seus Ativos e Passivos
são assumidos (incorporados) pela empresa A.
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Existem diferentes analise de Incorporação tipo:
Incorporação de empresa com relação de troca de ações pelo valor contábil, quando a
Sociedade Beta incorpora Sociedade Alfa, Não há participação de Beta em Alfa.
A relação de troca de ações de alfa por ações de Beta será determinada pelo valor patrimonial
contábil que é inferior ao valor de mercado.
Incorporação de empresa com relação de troca de ações pelo valor do patrimônio líquido a
valor de mercado. A relação de troca de ações de Alfa por ações de Beta será determinada
pelo valor patrimonial contábil avaliado a valor de mercado.
Incorporação de empresa em que a incorporação tem participação avaliada pelo método da
Equivalência Patrimonial. A relação de troca será determinada pelo valor patrimonial contábil
avaliado a valor de mercado.
A fusão: é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade
nova, que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. Assim, com a fusão desaparecem
todas as sociedades anteriores para dar lugar a uma só, na qual todas elas se fundem,
extinguindo-se todas as pessoas jurídicas existentes, surgindo outra em seu lugar.
O que é importante na fusão é que sociedade que surge assume todas as obrigações ativas e
passivas das sociedades fusionadas.
Exemplo:
A Sociedade Beta participa em 60% do capital da sociedade Alfa. O investimento é avaliado
pelo método da equivalência patrimonial.
A cisão: é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou
mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia
cindida, se houver de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital.
Na cisão pode haver dois tipos a cisão total e a cisão
Exemplo:
A cisão parcial divide suas ações de forma completa transferindo uma porcentagem do
patrimônio para determina empresa, e transferindo outra porcentagem para outra empresa.
Na cisão parcial, pelo fato da empresa A passar por problemas financeiros, entãoresolver abrir
mão de uma área na qual trabalha, transferindo todo o patrimônio que corresponde á essa área
e ficando apenas com meio de negócio.
Etapa 03
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Contabilização do Imposto de Renda e Contribuição Social – Imposto de Renda Diferido
Quando a empresa opta por pagar o IRPJ de forma estimada, mensal, os pagamentos do IRPJ
respectivo não devem ser debitados em conta de resultado, mas sim em conta de ativo
circulante, já que na apuração do balanço anual se fará a compensação das parcelas pagas com
o IRPJ apurado.
Pagando IRPJ por Estimativa, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também
deve ser recolhido pela mesma sistemática.
Entretanto, é saudável, para fins de análise contábil, que se faça a contabilização da provisão
mensal do IRPJ e da CSLL devidos, com base no balancete. Este valor ficará registrado no
passivo, sem a transferência do saldo já pago por estimativa.
De acordo com o Princípio Contábil da Competência, se a contabilidade já reconheceu uma
receita ou lucro, a despesa de Imposto de Renda deve ser reconhecida nesse mesmo período,
ainda que tais receitas e lucros tenham a sua tributação diferida para efeitos fiscais, ou seja, o
Imposto de Renda incidente sobre elas será pago em períodos futuros.
A entidade deve reconhecer esses efeitos fiscais por meio da contabilização do passivo fiscal
diferido, no exercício em que ocorrer. Ressalte-se que o deferimento do Imposto de Renda é
feito somente para fins fiscais no LALUR, não alterando o lucro líquido na contabilidade,
pois em função do regime de competência, na contabilidade não há postergação do
reconhecimento do resultado.
São exemplos de deferimento:
a) Até 31.12.1995, o lucro inflacionário não realizado, ou seja, o saldo credor da conta de
correção monetário ajustado de acordo com a legislação fiscal, já registrado contabilmente
como receita, mas que podia ser diferido para efeito de Imposto de Renda;
b) a receita já contabilizada, mas não recebida, decorrente de contratos a longo prazo de
construção por empreitada ou de fornecimento de bens ou serviços, quando contratados com
entidades governamentais;
c) o ganho de capital na venda a prazo de bens do ativo imobilizado, cujo preço deva ser
recebido, no todo ou em parte, após o término do ano-calendário subsequente.
Nesses casos, a receita ou o lucro já foram registrados contabilmente pelo regime de
competência e a despesa de Imposto de Renda também deve ser reconhecida no mesmo
período, mediante crédito na conta de Provisão para Imposto de Renda Diferido, classificada
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no Passivo Circulante ou Passivo Não Circulante e débito na conta de despesa de Imposto de
Renda no Resultado.
Quando a receita ou o lucro se tornarem tributáveis, o valor constante da conta de Provisão
para Imposto de Renda Diferido será transferido para a conta de Provisão para Imposto de
Renda no Passivo Circulante, não alterando o resultado desse período.
O passivo fiscal diferido deve ser reconhecido às alíquotas aplicáveis ao exercício em que o
passivo deve ser liquidado
Etapa 04
Juros Sobre Capital Próprio
Os juros sobre o Capital Próprio (JCP) foram introduzidas na “Contabilidade Tributária” pela
Lei nº 9.249/95 como forma de compensar a extinção da correção monetária do balanço que
gerava saldo devedor dedutível para as empresas com capital de giro próprio.
O custo de oportunidade do capital próprio vem buscando conceitos específicos, e
economicamente falando, se tratam de uma correta mensuração econômica e contábil, todos
os fatores produtivos utilizados para a exploração de determinado empreendimento precisam
ser remunerados, mesmo que seja de propriedade d dono negócio.
Por exemplo:
Um empresário autônomo da Contabilidade, ao pensar em abrir o seu escritório, pode se
utilizar de um imóvel próprio, pelo qual, na maioria das vezes, não haverá pagamento de
aluguel, da pessoa jurídica para a pessoa física. No entanto, o custo total para a manutenção
do escritório deve incluir também o custo de oportunidade, que, no caso, seria o valor do
aluguel que o mencionado contador poderia obter como receita mensal, se alugasse para outra
pessoa.
O conceito de Gestão Econômica (GECON) inclui-se a discussão do conceito de custo
econômico do capital próprio. Com relação ás fontes de captação de capital para as
organizações, o conceito de custo de oportunidade também é válido.
Exemplificando: um conjunto de equipamentos, totalmente informatizado ou robotizado de
máquinas e equipamentos para a expansão da fábrica, pode ser adquirido a vista por
R$3.000,00, com utilização de parte do capital próprio da empresa.
Surgiu e já a bastante tempo, a ideia de introduzir na mensuração do lucro das empresas, essa
figura – a do juro sobre o capital próprio – com base no seguinte raciocínio: só é lucro o que a
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empresa produz acima do que os sócios ganharias aplicando seu capital no mercado
financeiro.
A base de cálculo dos juros sobre o capital próprio é o Patrimônio Líquido que é divido em:
Capital Social Reservas de Capital, Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros e Lucros ou
prejuízos acumulados. Para base de cálculo não pode ser composta por alienação,
depreciação, amortização ou baixa, a qualquer título, de bens ou direitos do Ativo
Imobilizado.
Há todo um processo para o cálculo, assim os juros sobre o capital próprio, pagos ou
creditados, deverão ser registrados como despesas financeiras.

CONCLUSÕES FINAIS
Por fim concluímos que a ATPS de Contabilidade Avançada contribuiu de forma significante
para um maior aprendizado e esclarecimentos dos diversos temas tratados ao longo do
desenvolvimento do trabalho.Cada assunto abordado explicou, definiu, exemplificou e
contribuiu na interação entre os acadêmicos e o conteúdo estudado.
Tratemos com frequência sobre como são as aplicações de Títulos de Créditos, dos Valores
Mobiliários, das aplicações financeiras e dos investimentos classificando cada operação. A
respeito da Reestruturação Societária concluiu que é tratada sobre á incorporação, fusão e
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cisão das empresas, diferenciando e exemplificando cada uma dos tipos de empresas.
Importantes impostos são contabilizados na contabilidade dentre eles nessa ATPS, abordemos
sobre o Imposto de Renda e Contribuição Social que engloba o Imposto de Renda Diferido.
Para finalizar a ATPS foi abordado sobre os Juros Sobre Capital Próprio e ao discorrer sobre o
assunto os principais conceitos e os exemplos foram expostos para melhor entendimento
sobre o conteúdo. Então cada tema abordado foi fundamental para aprendizado e
aprofundamento do nosso conhecimento á respeito da Contabilidade Avançada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Livros
PEREZ JUNIOR, José Hernandez; OLIVEIRA, Luis Martins de. Contabilidade Avançada:
texto e
testes com as respostas. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
Site
http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/irpjecsll.htm
http://www.portaldecontabilidade.com.br/ibracon/npc25.htm
www.portaldecontabilidade.com.br/ibracon/npc25.htm
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