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Descargas Atmosféricas e Raios

De acordo com a Norma vigente NBR 5419/93 da ABNT – Associação Brasileira de
Normas Técnicas, descargas atmosféricas são descargas elétricas de origem atmosférica entre
uma nuvem e a terra, consistindo de um ou mais impulsos de vários quiloamperes.
Nos estudos realizados sobre este fenômeno natural, constatou-se que o raio é um dos
impulsos elétricos da descarga atmosférica, que ocorre com a sobrecarga dos potenciais elétricos
existentes na nuvem.
As nuvens são corpos eletricamente carregados suspensos na atmosfera, tendo o ar como
isolador, separando a carga elétrica da nuvem, da carga elétrica da terra. Durante uma
tempestade, essas cargas continuarão a se criar formando um forte campo elétrico entre a nuvem
e o solo, forçando o excesso de potencial a descarregar-se, a fim de dissipar esses corpos
eletricamente formados.
A carga elétrica da nuvem é oposta à carga elétrica do solo. Quando os pólos negativos
encontram os positivos para eliminação, ocorre um faiscamento que são os impulsos elétricos, ou
raios.
No Brasil, o índice de descargas atmosféricas é imenso, com voltagem extremamente
altas em função de seu clima tropical. A menor amperagem aqui registrada é muitas vezes
superior quando comparada à menor amperagem registrada em outros países com grande
incidência de descargas atmosféricas.

Seus Danos
Qualquer "corpo" que estiver entre a nuvem e o solo no momento da descarga
atmosférica, corre o risco de ser atingido.
O raio nada mais é do que uma super corrente elétrica com milhares de KVA's, sendo seu
poder destrutivo potencialmente nocivo à prédios e edificações em geral.
Os prejuízos resultantes de tal descarga se intensificam quando a edificação atingida não
possui nenhum SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
(SPDA), ou quando o Sistema existente encontra-se em desacordo com o que preceitua a Norma
NBR 5419/93.
Além de ocasionar danos à estrutura física de uma edificação, comprometendo sua
estabilidade, as descargas atmosféricas podem danificar equipamentos de rede de telefonia
interrompendo os meios de comunicação, equipamentos da rede elétrica com possibilidades de
incêndio e falha nos sistemas de alarme e iluminação, computadores, máquinas industriais e até
perda de vidas.
Portanto, é imprescindível que prédios, galpões e estruturas em geral possuam um sistema
protetor contra descargas elétricas atmosféricas.

em estruturas com valor histórico ou cultural. ou seja. Implantação de SPDA Para a implantação de SPDA em estruturas comuns.Sistemas de Proteção contra Descargas Elétricas Atmosféricas (SPDA / Pára-Raios ) Pára-raios é um sistema convencional. Pára-raios super dimensionados. o dimensionamento do Sistema de Proteção deve ser elaborado com o objetivo de uma perfeita relação custo – benefício. Uma análise crítica capacitada é essencial para um bom dimensionamento do Sistema. O acesso à terra e a utilização adequada das armações metálicas das fundações como eletrodo de aterramento podem não ser possíveis após o início dos trabalhos de construção. conduzindo-o ao seu objetivo final. Em muitos casos.benefício As edificações são de modo diversificadas. que qualquer método de avaliação generalizado poderá conduzir a resultados negativos. Cabe salientar. Uma edificação com estrutura de sustentação metálica e cobertura (telhado) não metálica pode apresentar baixo risco. em estruturas isoladas. ou com altura superior a 25 metros. em locais que prestam serviços públicos essenciais. a necessidade de proteção é evidente. não garantem uma maior eficiência. Outro exemplo a ser considerado são edificações que aparentemente não necessitam de SPDA. como os exemplos abaixo:      em locais de grande afluência de público. em áreas com alta densidade de descarga atmosférica. inicialmente deve ser determinado se o Sistema é ou não exigido. O tipo e o posicionamento do SPDA devem ser estudados cuidadosamente no estágio de projeto da edificação. Custo . destinado a proteger estruturas contra os efeitos das descargas atmosféricas. incompatíveis com a aplicação. que a especificação sugere a elaboração do sistema utilizando suas estruturas antes de sua construção.benefício pode justificar a instalação de um Sistema. . no entanto. A natureza e a resistividade do solo devem também ser consideradas no estágio inicial do projeto. a fim de tirar-se o máximo proveito dos elementos condutores da própria estrutura . aqui. com exceção àquelas com riscos inerentes de explosão. além de aumentar custos desnecessários. que é a sua dispersão no solo. o acréscimo de um captor e um sistema de aterramento aumentam substancialmente a proteção e a relação custo . Em edificações já construídas. Seu funcionamento consiste em oferecer um trajeto eficiente às correntes de descargas. evitando o seu contato com o a edificação e seus possíveis prejuízos.

ou de que os ocupantes de uma estrutura devem se sentir sempre seguros. Também enquadra-se em adequação reparos em sistemas danificados.N.O fato de que não deve haver qualquer risco de vida evitável. embalados adequadamente e encaminhados ao Setor de Rejeitos Atômicos (C. a natureza de sua construção. quer por ação do tempo. também. como por exemplo adicionar.: Estes serviços só podem ser executados por mão-de-obra devidamente especializada. também podem determinar a exigência de um SPDA. Podem ser sistemas cujo dimensionamento não protegem toda a edificação. não atende à Legislação em vigor. Obs. Adequação de SPDA A adequação ocorre quando a edificação já possui um sistema de proteção.).: Deve-se atentar. assegurando a eficiência do Sistema implantado. recomendase uma avaliação que considere o risco de exposição e ainda os seguintes fatores:      o tipo de ocupação da estrutura. Vistoria e Medição Ôhmica A vistoria geral dos componentes devem ser efetuadas periodicamente. proibidos no mercado nacional. ou ação do próprio homem. a localização da estrutura. . mesmos nos casos em que a proteção seria normalmente dispensável. de alta precisão. a altura da estrutura. como lixo radioativo. devem ser removidos. ou sistemas que possuam captores radioativos. porém. tendo seu sistema de captação não abrangente e o seu número de descidas e aterramentos insuficientes para um bom escoamento das descargas. Obs. Nestes casos. o valor de seu conteúdo. sendo estes desativados. e as medição devem ser executadas com equipamentos apropriados.N. as exigências dos órgãos competentes quanto a implantação do SPDA. Pára-Raios Radioativos Os pára-raios radioativos.E. retirar ou substituir componentes que alterem a eficiência de seu funcionamento. este. ou os efeitos indiretos.

o aparelho eletroeletrônico continua correndo riscos de queima. mas não equalizado . Interferência Eletromagnética Quando um raio cai em um edifício vizinho e gera potentes ondas eletromagnéticas capazes de induzir tensões perigosas para qualquer equipamento eletrônico. A proteção nesse caso é feita através de pára-raios.  É mais importante a equalização eletro-estática que uma baixa resistência de aterramento. tipo Franklin e/ou gaiola de Faraday. Importante  Estabilizadores.  Equalização significa ligar todos os aterramentos elétricos entre si. A proteção contra esse problema é através de aterramento elétrico com protetores de surtos.  As seguradoras não são obrigadas a cobrir perdas por raios se sua obra ou instalação estiver fora das normas técnicas brasileiras (ABNT).  Para proteger os equipamentos eletro-eletrônicos é necessário liga-los em um bom aterramento com menos de 10 Ohms e equalizado com todas as ferragens da edificação. por exemplo. formando um corpo elétrico único. filtros de linha e no-breaks só funcionam corretamente quando possuem o pino terra devidamente instalado.  Todo o equipamento eletro-eletrônico importado foi projetado para funcionar em conjunto com o pino terra devidamente instalado. A solução são protetores de surtos específicos para cada aparelho.Raio direto e raio indireto Um raio pode causar danos a equipamentos eletro-eletrônicos de 3 maneiras Direta: quando o raio atinge uma edificação e causa danos tanto na construção quanto nos equipamentos.  Mesmo com um aterramento perfeito de 01 Ohms. Indireta: quando o raio cai nos proximidades de uma edificação e sua sobrecarga danifica equipamentos através de rede elétrica. inclusive páraraios.  Ministério do Trabalho exige a colocação de pára-raios e aterramentos para proteção dos funcionários na empresa .

 Um raio pode acorrer mais de uma vez em um mesmo local. se você não tiver bons aterramentos equalizados.  Por mais bem projetado que seja o sistema de pára-raios ele só irá proteger a edificação  Um raio ocorre em vários lugares ao mesmo tempo.  Geralmente se o raio ocorrer a 02 quilômetros de distância da sua edificação irá queimar alguns aparelhos eletroeletrônicos. Os danos causados por raios estão sempre nas exceções das garantias de equipamentos eletro-eletrônicos. .  99% dos pára-raios não protegem a edificação vizinha.

nem é preciso tanto: se uma pessoa andar um pouco sobre um carpete e em seguida pegar num desses circuitos. Ariosvaldo enfrentou o caso de um elevador de prédio residencial que costumava parar após tempestades com raios: desligou provisoriamente o fio-terra do elevador. fatalmente o circuito “queimará”.Aterramento no Brasil é simplesmente aterrador" Em certos casos. Isso cria uma “gaiola de Faraday”. se um raio caísse chegasse a esse aparelho pela fiação elétrica. que chega a vários volts (o mesmo de quando você passa uma caneta esferográfica sobre um tecido de lã: em seguida. Os cabos elétricos naquele país possuem três pólos: fase. devido à eletricidade gerada pelo atrito com a lã – ou do sapato no carpete). uma espécie de malha ou rede subterrânea que evita a diferença de potencial no solo. Aliás. No Brasil.200 metros quadrados. as pessoas estariam mais seguras se eles não estivessem instalados. e hoje detém uma coleção de aparelhos apresentados como protetores anti-raio que chegavam a representar um crime contra o consumidor. retorna pelo fio-terra do prédio onde há menor resistência elétrica. parecido em tamanho e formato com um pequeno transformador para eletrodoméstico. mesmo perdendo a garantia de fábrica. Aberrações – Se um raio atinge um circuito microprocessado. Em Santos mesmo. e um registra 5 ohms enquanto o outro tem 20 ohms. no cotidiano os sistemas de aterramento utilizados nos prédios e nas casas – quando existem – deixam muito a desejar. Uma norma básica do aterramento elétrico é a IEC 200 dos Estados Unidos. tinha um fio-terra que deveria ser ligado a um parafuso ou prego espetado na parede. é quanto basta para destruí-lo. Em certos casos. o especialista Ariosvaldo Tomaz de Lima já encontrou numa instalação estatal (situada no Paraná) 68 pontos de aterramento numa área de apenas 1. um desses aparelhos. essa costuma ser a regra entre as instalações feitas no Brasil. segundo a qual todos os aterramentos têm de estar interligados fisicamente. É que se dois prédios vizinhos possuem aterramentos diferentes e não interligados. a segurança seria maior sem os pára-raios incorretamente instalados Embora o Brasil seja detentor de tecnologia de ponta em termos de proteção contra descargas atmosféricas. cada qual com nível de resistência elétrica diferente. em toda a estrutura física de uma cidade. Num caso como esse. quem encostasse nas paredes próximas ou andasse descalço pelo aposento correria sério risco de vida. E não se trata de um caso isolado. deixando de funcionar. pois as centelhas elétricas estavam subindo pelo fio-terra e queimando o circuito microprocessado que controla o elevador. o especialista procurou soluções para o problema dos raios. pelos riscos a que este era exposto. Devido ao seu trabalho anterior com proteção a instalações telefônicas – que também passaram a ser microprocessadas -. com todas as conseqüências como se o raio tivesse caído nesse outro prédio. Por exemplo. só com o efeito da eletricidade estática. neutro e terra. Cada prédio novo que é construído deve interligar seu fio terra com os dos demais. os funcionários estariam mais seguros se não houvesse qualquer tipo de aterramento. por exemplo. Durante uma tempestade. quando a descarga elétrica bate no solo. . a caneta começa a atrair partículas de papel ou os pelos do braço.

Os aviões são costumeiramente atingidos pelos raios. e alguma bolha de oxigênio possa passar pela mangueira para o tanque subterrâneo de combustível. o que complica ainda mais o problema. o Brasil teve um início errado. porém como estão imersos no ambiente ionizado. o certo seria os postos de combustível interromperem a venda de combustível aos motoristas durante o clímax da tempestades com maior incidência de raios. de forma a não ter contato algum com a carcaça da aeronave. Neste caso. Aeronaves – Nos aviões. Ainda se salvam os postos de gasolina.. citando que os organismos de proteção ao consumidor estão preparando campanha para alerta ao público sobre divulgações enganosas nesse sentido. os tanques de combustível da aeronave são instalados de forma a “flutuar” sobre “coxinhos” de borracha. em cursos para os frentistas dos postos. pois a rede elétrica não tem o terceiro pólo e cada edificação tem – quando tem – um sistema de aterramento diferente. Aliás. sem afetar os instrumentos de bordo. num caso encontrado na capital paulista. a tendência é que esses equipamentos saiam do mercado em breve. . No caso do acidente citado. Por isso. o raio passa pela carcaça metálica (que forma também uma “gaiola de Faraday”) e continua a descida em direção ao solo.. pois os no-breaks estão ampliando sua participação no mercado e apresentando preços cada vez menores. e do avião. o solo geralmente não é preparado devidamente para o aterramento.Estabilizadores de tensão e principalmente filtros de linha elétrica comuns também não apresentam qualquer proteção contra descargas elétricas. para que a descarga elétrica seja conduzida para o solo. no caso de Santos. lembra ainda o especialista. o perigo pode ser grande. isso permitiu que a descarga elétrica provocasse a explosão do combustível. Além disso. ao atingir o pára-raios. antes de ser adotado o sistema de isolamento. E. existia uma situação parecida: depois de um acidente aéreo ocorrido cerca de 20 anos atrás. e devido ao contato com a carcaça do avião. Já em certas garagens de ônibus. a estrutura de cobertura deve ser metálica. embora pareça uma providência radical. emitir centelhas em direção às bombas de combustível. de tal forma que havia grande probabilidade de o raio. o que evita a explosão do combustível: a descarga elétrica passa pelo tambor e se dissipa no solo. e uma distribuidora de combustível inclusive passava essa recomendação. Início errado – Ariosvaldo explica que apesar de possuir tecnologia avançada no setor. como aconteceu nos Estados Unidos. o tanque de combustível tinha um minúsculo orifício. que seguem uma norma técnica específica para as instalações dos depósitos de gasolina: eles devem ficar enterrados no solo e vedados contra a entrada de oxigênio. causando a explosão. a empresa tinha um pára-raios comum no alto de uma caixa d’água. em meio à tempestade. Existe apenas um raro momento de perigo: quando o frentista está abastecendo um veículo. um raio poderia provocar uma explosão do posto. e além de estabilizarem a corrente elétrica permitem proteção contra sub e sobretensão. Por exemplo. em que uma centelha de um raio caído nas vizinhanças do posto atingiu a bomba de gasolina. e bombas de combustível nas proximidades.

Distribuição de cargas entre uma embarcação e suas imediações. Figura 1 . 1. a probabilidade de ser efetivamente atingida por um raio é muito baixa. já que o mar possui um baixo índice ceráunico. 2. portanto. O objetivo deste trabalho é orientar sobre a instalação de sistemas de pára-raios em embarcações de pequeno porte.Introdução: Uma embarcação navegando representa um ponto de condução proeminente sobre uma superfície plana. . A escassa bibliografia sobre o assunto motivou a elaboração do presente trabalho. estando. Objetivo: É comum encontrarmos muitas dúvidas e grande interesse sobre os dispositivos de proteção contra descargas atmosféricas (raios) para embarcações de pequeno porte.Instalação de sistemas de proteção às descargas atmosféricas em embarcações de pequeno porte. mais exposta a ser atingida por um raio que o resto do meio que a circunda (ver figura 1). Apesar disso.

Extremidades (captores) de pára-raios em instalações terrestres.Pára-raios Um sistema de pára-raios é um elemento constituído por três partes:  Pára-raios propriamente dito (captor)  Cabo ou elemento condutor  Terra Física (no caso das embarcações. Figuras 2.3 e 4 . um elemento que assegure contato elétrico com a água na qual flutua a embarcação). .

Cone de proteção de um pára-raios Corretamente instalado. um sistema de proteção contra descargas atmosféricas pode apresentar um ângulo de proteção de aproximadamente 45 graus. de mais de 0. sob quaisquer condições de navegação. fixada em uma posição que a mantenha em contato permanente com a água.2 m2 de área. no mínimo. Placa de escoamento da descarga e aterramento: A placa de contato direto com a água será de cobre. e de uma espessura de 4 mm. Posição da placa de descarga Conectando componentes metálicos a uma mesma massa Figura 6: Detalhe da placa de escoamento da descarga e aterramento de diferentes componentes metálicos da embarcação . dependendo do tipo de elemento a ser instalado.Cone de proteção Figura 5 .

Por isso. É melhor usar as conexões parafusadas com arruelas dentadas de contato. 4)Os cabos são estendidos retos. devemos prestar atenção na localização do instrumental elétrico. Devemos evitar o uso de combinação de metais que produza reações galvânicas ou eletrolíticas.. para que a corrente da descarga não passe pelos mancais) ou ao condutor de descida principal. sem se enroscarem nos estais. para que sua manutenção seja mínima. podemos reduzir os efeitos da corrosão com revestimentos adequados ou conectores especiais. (ver figura 6). As braçadeiras.Os corpos metálicos interiores (motor. que aceleram a corrosão em presença de umidade ou em imersão direta. Se for impraticável empregar a combinação ideal. do tipo eletrolítico. tanques de água e gasolina. Recomendações 1)Use somente cobre condutor. grampos. Precauções. Detalhe construtivo _ corte transversal. mecanismos metálicos do leme. ) serão conectados à placa de contato com a água (principalmente o motor. 2) Use somente materiais de primeira qualidade e altamente resistentes à corrosão. 3)As conexões não devem ser soldadas. devem ser de bronze ou cobre. etc. para uso em eletricidade. tudo isso bem fixado. Todo elemento pelo qual circula uma corrente elétrica cria um campo magnético ao redor de si. Figura 7: corte transversal do casco . eletrônico e de navegação. etc.

Os possíveis pontos de descontinuidade (estais. Verificaremos o cumprimento dos itens 8 e 9 acima. . por elementos ferromagnéticos — até o elemento de contato ou placa de contato com a água. O condutor poderá ser esticado em linha reta nos estais e através do interior do casco — sem ficar rodeado. nenhuma proteção. C . devemos adequar a instalação ao sistema de proteção. A .Casco de madeira com mastros metálicos: Neste caso.Detalhe superior Detalhe inferior Figura 8 _ Detalhe da figura anterior: Detalhe superior: na base do mastro (metálico). por si mesma. etc. B .) levarão pontes metálicas parafusadas. Os barcos com casco de aço em contato elétrico com mastros metálicos ou outras partes metálicas da superestrutura não precisam de proteção adicional contra raios. Classificação das embarcações (conforme o material do casco).Casco e mastros de madeira: Este tipo de embarcação não possui. e detalhe inferior: conectado entre a linha de descida principal e a quilha. brandais e ovéns metálicos com macacos esticadores. Por isso devemos verificar o cumprimento dos itens 8 e 9 acima. principalmente o indicado para o condutor de descida e para a placa de escoamento da descarga. em nenhum momento.Casco de aço: Possuem proteção intrínseca.

. e de acordo com as prescrições indicadas acima. Considerações especiais: Antenas. Nestes casos. por pessoal especializado. e poderemos prescindir do pára-raios. que serão devidamente consideradas para garantir ou completar sua efetividade: consertos do casco. entretanto. admitida. Há. espinterômetros. D Casco de aço e mastros de madeira: Como no inciso anterior. e supondo-se que esteja completo e sem defeitos. servirá de condutor principal. A . O condutor de descida será fixado firmemente ao mastro. algumas atividades vinculadas ao mesmo. devemos adequar a instalação ao sistema de proteção. se já possuímos um sistema de proteção contra descargas atmosféricas. e. ou outro meio qualquer para fazer a ligação à "terra" (aterramento) durante as tempestades elétricas. Evidentemente. para este não sofrer danos — que restabelecerá automaticamente seu isolamento. Será omitida a placa de contato com a água. O sistema deverá ser revisado após uma descarga. ou outro elemento que cumpra esta função. Antena sem capacidade para suportar o raio: Devemos instalar um pára-raios. instalando o pára-raios e o condutor de descida. e a uma distância prudente. se elas tiverem suficiente capacidade (o que não é comum no tipo de embarcação aqui tratado). Embarcações mistas (2): Manutenção Se estiver corretamente projetado e montado. é de 10 mm2 de cobre ou equivalente. (Isto é geralmente aplicado a navios de grande porte). para evitar que ela funcione como elemento captor. Antena com capacidade para suportar o raio: Os descarregadores terão uma tensão de alimentação definida — proporcional à tensão de serviço do aparelho protegido. o qual deverá estar conectado ao casco de maneira segura. no ponto onde os estais encapelam neste último. Uma antena de rádio pode atuar como elemento protetor. de preferência. um sistema de proteção não requer nenhuma operação. se tiver uma condutividade adequada e se estiver equipada — como também o aparelho específico (rádio) — com descarregadores. ou acima deste ponto. A seção mínima de antena. desde que o mastro esteja conectado eletricamente ao resto do sistema de proteção. depois que o raio passar.Se o mastro tiver uma seção suficiente (mais de 100 mm2). B . etc. e devemos observar os itens 8 e 9 acima. a instalação da antena deverá ser realizada abaixo do pára-raios. substituição do mastro. em uma posição mais elevada que a antena. para ela ficar protegida. será feita uma revisão da instalação elétrica abordada neste trabalho. e. Podemos usar as antenas dos equipamentos de rádio como pára-raios.

Durante estas exposições. .Proteção das Pessoas Caso seja necessário enfrentar este tipo de fenômenos. limitando ao mínimo indispensável a exposição da tripulação à intempérie. o mais aconselhável é permanecer no interior da embarcação durante o tempo que durar a tempestade. se forem imprescindíveis. devemos evitar a permanência nas imediações de onde está instalado o sistema.