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INTIMAÇÕES

Com efeito, a intimação é dirigida às partes, vítimas, testemunhas,
peritos, intérpretes, defensores e assistentes e tantos quantos
precisem ser chamados ao processo, seja para fazer ou não fazer,
seja para tomar conhecimento de algum ato já realizado.
A intimação poderá se realizar, em regra, através da expedição de
mandado (se o destinatário residir na comarca do Juízo processante),
de carta precatória ou rogatória (se residir fora) e de ofício
requisitório (no caso da pessoa intimada estar presa ou ser militar).
Em caso de intimação por carta precatória exige o Código (art. 222,
caput), sob pena de nulidade relativa (Súmula 155, STF), que as
partes sejam intimadas da expedição do documento, não sendo
exigível que se lhes dê ciência da data marcada pelo Juízo deprecado
para a realização do ato, o que não deixa de dificultar a defesa, pois
a parte acusada não terá conhecimento do dia da audiência.
Atento a esta falha, Tourinho Filho disse esperar “ que o direito
pretoriano passe a exigir, também, seja ele (o defensor) intimado do
despacho que designa data para a audiência, pois de nada valerá ser
informado da simples expedição de precatória, a teor do art. 222,
caput”.
Infelizmente a jurisprudência até o momento tem decidido
pacificamente que não há nulidade pela não cientificação da defesa da
data da audiência no juízo deprecado (RT 569/289, 541/368,
525/352, 493/347, etc.).
Além dessas modalidades, há regras especiais atinentes ao tema,
como veremos a seguir.
Com efeito, o advogado constituído, seja pelo réu, seja pelo
querelante ou pelo assistente, será intimado pelo órgão incumbido da
publicidade dos atos judiciais da comarca (quando se deve incluir, sob
pena de nulidade, o nome do acusado, além do número do processo, do
nome do advogado e o teor do despacho do Juiz); se não houver tal
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não se exigindo. Observa-se que já decidiu o STF que “ a teor do disposto no § 5º.871/89. contando-se-lhes em dobro todos os prazos’.. será intimado pessoalmente de todos os atos do processo. CPP). os Defensores Públicos e os defensores dativos serão intimados sempre pessoalmente na forma do art. CPP. também estabelece.). foi evitar que o serviço público sofresse solução de continuidade.órgão. 8. § 4º. a expedição do respectivo mandado deve ser imediatamente comunicada ao chefe da repartição em que servirem. em ambas as instâncias. acrescido por força da Lei nº. 221. no art. 8. tudo em conformidade com o art. ao que parece. A lei orgânica do Ministério Público. ou seja. no que conferiu nova redação à norma geral do artigo 370 do Código Penal. meios não aceitos pela jurisprudência quanto à legislação anterior ”. Imagine-se o único médico plantonista em um hospital público intimado para depor. 41. §§ 1º. “porém. A intenção do legislador.. fax. 1. 5º. pois... “necessário e imprescindível é que o escrevente ou o próprio escrivão dê ao interessado ciência do ato processual que deve conhecer (.. “É possível. radiograma ou telefone. constituir prerrogativa do membro da Instituição receber intimação pessoal em qualquer processo e grau de jurisdição. Lei nº. 370. § 3º. por mandado. computador. nos Estados onde a Assistência Judiciária seja organizada e por eles mantida. o chefe da repartição certamente providenciará a substituição do funcionário faltante. a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão. pelo correio (com aviso de recebimento) ou através de qualquer outro meio idôneo. 370. através da entrega dos autos em vista. ou quem exerça cargo equivalente. não teve o condão de revogar o citado preceito porque de natureza especial”. 3º.. Quando se tratar de intimação de funcionários públicos.. da Lei nº.060/50. 7. pois.701/93. A Lei nº.625/93. seja a cientificação realizada por telegrama. do art. sendo necessário. com a indicação do dia e da hora marcados (art. IV. telex. 2º. Os membros do Ministério Público. a averbação do ‘ciente’ do Ministério Público . o Defensor Público.

por qualquer outro meio idôneo de comunicação. fiel aos critérios por ela adotados da informalidade. 3º. ou. observando-se. neste último caso. 9. 62). bastando que se certifique nos autos a sua cientificação”. o mandado pela petição. quanto aos acórdãos. por fim.quando intimado seu representante. se se tratar de pessoa jurídica ou firma individual). bem como do dia e hora da audiência a que deva estar presente ”. os requisitos da intimação pormandado (art. tomando-se sempre as “cautelas para que seja intimada a pessoa certa e para que esta tenha inequívoco conhecimento da finalidade de sua intimação. ou seja. 371). a Lei nº. como. respectivamente.). que as intimações das decisões de pronúncia e das sentenças obedecem às regras estabelecidas. A Lei n. § 3º.099/95. a respectiva intimação deverá ser feita pela imprensa oficial. Ressalta-se. dispõe que nos Juizados Especiais Criminais a intimação (ou notificação) poderá ser efetivada através de via postal (com AR ou mediante entrega na recepção. da economia processual e da celeridade (art. ainda. salvo as hipóteses das intimações pessoais. A intimação poderá se realizar. apenas. Por sua vez. 372) ou por despacho na própria petição em que for requerida.). permitindo a comunicação de atos processuais através da utilização do sistema de transmissão de dados e imagens tipo fac-símile ou outro similar (art. 370. diretamente pelo escrivão (art.º 9.800/99 inovou. por exemplo. entregando a contrafé e certificando no verso da petição o cumprimento da diligência e das respectivas formalidades: substitui-se. . ainda. por oficial de justiça (independentemente de mandado ou carta precatória). 412 a 415 e 390 a 392. o oficial de justiça deverá ler a petição e o despacho nela proferido. pelos arts. o telefone. na própria audiência. em audiência (art.