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ADENDO

A1-AS94
27/6/2008

DIREITO ADMINISTRATIVO

Brasília

2008

© 2008 Vestcon Editora Ltda.
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características gráficas.
Título da obra: Adendo – Senado Federal
Nível Superior – Preparatória – Direito Administrativo

Autor:
Edgard Antônio Lemos Alves
DIRETORIA EXECUTIVA
Norma Suely A. P. Pimentel

EDITORAÇÃO ELETRÔNICA
Daniel dos Santos Sampaio
Luís Augusto Guimarães

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
Cláudia Alcântara Prego de Araújo

REVISÃO
Adriene Maria Costa Rodrigues

SUPERVISÃO EDITORIAL
Maria Neves
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO
Carla Cunha Nunes
EDIÇÃO DE TEXTO
Reina Terra Amaral
CAPA
Bertoni Design
Agnelo Pacheco

SEPN 509 Ed. Contag 3º andar CEP 70750-502 Brasília/DF
SAC: 0800 600 4399 Tel.: (61) 3034 9576 Fax: (61) 3347 4399
www.vestcon.com.br
Atualizado até 5/2008
(A1 – AS94)

DIREITO ADMINISTRATIVO

Edgar Antônio Lemos Alves

BENS PÚBLICOS
Para realizar suas funções/atividades, a Administração necessita não só de
poderes e de meios para expressá-los, mas também de um conjunto de bens. A esse
conjunto de bens dá-se o nome de domínio público.
DOMÍNIO PÚBLICO – NOÇÕES GERAIS
Em sentido estrito, é o conjunto de bens públicos pertencentes às Pessoas
Jurídicas de Direito Público.
Em sentido amplo, inclui o conjunto de bens que, embora não pertencentes
ao Poder Público, estejam afetados à prestação de um serviço público (casa de
particular tombada, por exemplo).
Ou seja: “É o poder de dominação ou de regulamentação que o Estado exerce
sobre os bens do seu patrimônio (bens públicos), ou sobre os bens do patrimônio
privado (bens particulares de interesse público) ou sobre as coisas inapropriáveis
individualmente, mas de fruição geral da coletividade (res nullius).”
CONCEITO DE BENS PÚBLICOS
Legal
Art. 98 do CC

“São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno.”

Doutrinário

“São todos os bens pertencentes às pessoas jurídicas de
direito público (União, Estados, Distrito Federal, Municípios, Autarquias e Fundações de Direito Público) bem
como os que, embora não pertencentes a tais pessoas,
estejam afetados à prestação de um serviço público.”

Classificação
Os bens públicos podem ser classificados:
a) Quanto à Destinação:
Bens de uso
comum

São aqueles destinados ao uso indistinto de todos
(mares, praias, ruas, praças, estradas, logradouros
públicos); o uso pode ser gratuito ou retribuído.

Bens de uso
especial

São aqueles destinados a um serviço ou estabelecimento público (repartições públicas, cemitérios
públicos, locais onde estão disponíveis serviços
públicos: teatros, universidades, museus).

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Bens dominicais
ou dominiais

São todos aqueles que não estão afetados a uma
finalidade específica. Constituem o patrimônio das
Pessoas Jurídicas de Direito Público, que podem ser
utilizados para fazer renda. Ex.: terras devolutas,
terrenos de marinha, prédios públicos desativados.

b) Quanto aos Aspectos Geográficos:
Terrestres

Compreende o solo e o subsolo. No solo, temos, por exemplo,
as terras devolutas (terras que pertenciam à Coroa Portuguesa
e que com a Independência do Brasil passaram a integrar o
domínio do Estado brasileiro); os terrenos de marinha; os
terrenos marginais (ou ribeirinhos, que são banhados pelas
correntes navegáveis, fora do alcance das marés e vão até a
distância de 15 metros, medidos horizontalmente para a parte
da terra, contados desde a linha média das enchentes ordinárias – Decreto-Lei nº 9.760/1946); os terrenos acrescidos
e as ilhas; os sítios arqueológicos e pré-históricos; as terras
tradicionalmente ocupadas pelos índios; os recursos naturais,
inclusive do subsolo. Já no subsolo, temos, por exemplo, as
cavidades naturais subterrâneas.

Hídricos

São bens do domínio hídrico as águas salgadas e doces,
compreendendo o mar territorial (12 milhas marítimas
de largura, medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular. Art. 1º da Lei nº 8.617/1993);
as águas dormentes (lagos, lagoas e reservatórios) e as
águas correntes (rios, riachos, canais).

c) Quanto aos Titulares:
União

A Constituição Federal elenca no art. 20 alguns bens que pertencem à União, como, por exemplo, os que atualmente lhe
pertencem e os que vierem a ser atribuídos; as terras devolutas
indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e preservação
ambiental; os lagos, rios e correntes de água em terrenos de seu
domínio, ou que banhem mais de um Estado ou sirvam de limites a outros países, bem como os terrenos marginais e as praias
fluviais; as ilhas fluviais; as praias marítimas; as ilhas oceânicas
e costeiras; os recursos naturais da plataforma continental; o
mar territorial e os terrenos de marinha e seus acrescidos; os
potenciais de energia hidráulica; os recursos minerais, inclusive
os do subsolo; as cavernas e sítios arqueológicos; as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, entre outros.

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muito pelo contrário. nas ilhas oceânicas e costeiras. praças. logradouros públicos. Desafetação É a retirada da destinação. os hospitais públicos. não podem ser vendidos ou alienados pelas entidades a que pertencem. as ruas. bem como a desafetação de um bem de uso especial à categoria de dominical depende de lei ou ato administrativo. Municípios Por exclusão. entre outros. São exemplos de bens disponíveis os bens dominiais ou dominicais (prédios públicos desativados. áreas dominiais. fluentes. os que atualmente lhe pertencem e os que vierem a ser atribuídos. rios. Afetação e Desafetação Afetação É a atribuição de uma destinação (finalidade) pública a um bem (uso comum ou uso especial). os veículos oficiais. Patrimoniais São aqueles que. as escolas públicas. que estiverem em seu domínio (excluídas as sob domínio da União. o espaço aéreo). as universidades públicas). São eles: as águas superficiais ou subterrâneas. portanto podem ser alienados. praças) quanto por lei ou ato administrativo. Patrimoniais São aqueles que possuem natureza patrimonial. d) Quanto à Disponibilidade: Indisponíveis São aqueles que não possuem caráter patrimonial. São exemplos de bens patrimoniais indisponíveis os bens de uso especial (um prédio onde funciona uma repartição pública. devem ser conservados. o Poder indisponíveis Público não pode dispor. emergentes e em depósito (ressalvadas as decorrentes de obras da União). terra devolutas. O bem público deixa de servir à sua finalidade anterior. praças. estradas. embora possuam natureza patrimonial. as terras devolutas não compreendidas entre as da União. entre outros. melhorados e mantidos pelo Poder Público. e. as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União. estradas. por isso por natureza mesmo. 26 alguns bens que pertencem aos Estados. mas não estão disponíveis afetados a uma finalidade específica. pois estão afetados a uma finalidade específica. A desafetação de um bem de uso comum. sempre em benefício da coletividade. A afetação do bem ao uso comum pode provir tanto do destino natural do bem (mares. terrenos de marinha). ruas. Municípios e terceiros). rios. são bens do Município todos aqueles incluídos em seus limites e não pertencentes à União ou ao Estado. São exemplos de bens indisponíveis por natureza os bens de uso comum do povo (mares. 5 . as áreas.Estados A Constituição Federal elenca no art.

dispensam lei autorizativa para seu deferimento. de área para estacionamento. são feitas sem prazo (simples). Se forem feitas com prazos (qualificadas) determinados (art. Formas de Utilização dos Bens Públicos por Particulares É conferido pela Administração a pessoas determinadas. condicionando-a à existência de interesse público. O credor deverá se sujeitar ao regime dos precatórios previstos no art. possuem caráter transitório. em regra. ou seja. caso contrário. dependendo da finalidade pretendida.Regime Jurídico O regime jurídico dos bens públicos refere-se às suas principais características: Inalienabilidade Imprescritibilidade Impenhorabilidade Não-oneração Os bens de uso comum ou especial são inalienáveis enquanto conservarem essa qualificação (art. a Administração vier a revogá-la. 43 do Código das águas. por exemplo). discricionário (pode ser dada ou não) e precário (pode ser revogada a qualquer momento) pelo qual a Administração consente que o particular utilize bem público com exclusividade. devidos pela Fazenda Pública (precatórios). e não criam para o usuário o dever de utilização. 100. 102 do Código Civil). 17. A Lei nº 8. Ex. são insuscetíveis de aquisição por meio de usucapião (art. Súmula nº 340/STF: “Desde a vigência do Código Civil.666/1993 dispõe sobre normas para alienação de bens públicos em seu art. 191. vincula a Administração ao seu cumprimento. da CF. § 3º) e em zona rural (art. de fechamento de rua para festas comunitárias. 6 . os bens dominicais como os demais bens públicos não podem ser adquiridos por usucapião. licitação e. 101 da CF). mas mera faculdade. uma vez que cria para o autorizatário o direito subjetivo de sua utilização até o prazo final. A Constituição Federal veda usucapião de imóveis públicos situados em zona urbana (art. Não geram privilégios contra a Administração. antes da alienação precisam ser desafetados. O transcurso do tempo não pode resultar em apropriação de terceiros. deverá indenizar o particular. Autorização de uso É ato administrativo unilateral (não há licitação).” Consiste na impossibilidade de execução forçada. da Constituição Federal. avaliação. Significa que um bem público não pode ser dado em garantia para credores. 183. ou seja. caso se trate de bem imóvel. parágrafo único). mediante instrumento jurídico específico.: autorização de uso para ocupação de terreno baldio. pois. sua penhora para satisfazer o interesse do credor. 100. se por motivo de interesse público. dispõe a respeito da forma de pagamento de créditos de terceiros. autorização legislativa. O art. entre outras.

de perder o direito à sua utilização. no todo ou em parte. se assemelha a um serviço de utilidade pública. c) pessoas físicas ou jurídicas (em se tratando de interesse público ou social ou de aproveitamento econômico de interesse nacional). se não houver interesse para a comunidade. A cessão será autorizada em ato do Presidente da República e se formalizará mediante termo ou contrato. se ao imóvel. sob pena.Permissão de uso É o ato administrativo unilateral. gerando direitos individuais e subjetivos para o concessionário. reduzindo também o seu caráter de precariedade. gratuito ou oneroso. restaurantes turísticos. A permissão também pode ser feita com prazo determinado (qualificada). pois obedece a normas regulamentares.636/1998). deverá ser realizada mediante licitação. por tempo certo ou indeterminado. 7 . da posse de um bem público da União para: a) outro ente público (Estados. Cessão de uso É a transferência gratuita. de áreas em mercado ou de locais para bares e restaurantes em edifícios ou logradouros públicos. A concessão pode ser remunerada ou gratuita. a critério do Poder Executivo (art.: os vestiários públicos. por meio do qual a Administração consente ao particular a utilização privativa de determinado bem público. mas simplesmente autorizado. normalmente na modalidade concorrência. independentemente de ato especial.: concessão de uso remunerado de um hotel municipal. e tornar-se-á nula. cultura. a Administração deverá indenizar o permissionário. o uso especial não deve ser permitido nem concedido. para que o explore segundo sua destinação específica. vier a ser dada aplicação diversa da prevista no ato autorizativo e conseqüente termo ou contrato. entre as quais a finalidade da sua realização e o prazo para seu cumprimento. 18 da Lei nº 9. banheiros públicos etc. Concessão de É o contrato administrativo pelo qual o poder Público atribui a uso utilização exclusiva de um bem de seu domínio a particular. Se houver revogação antes do prazo. Sua outorga não é nem discricionária nem precária. b) uma entidade pública (desde que não possuam finalidade lucrativa e sejam das áreas de educação. Ex. assistência social ou saúde). mas deverá sempre ser precedida de autorização legal e licitação. discricionário e precário. a permissão obriga o permissionário a utilizar o bem para o fim predeterminado. Municípios). desde que para fins de interesse público. e sempre que possível. mas tão-somente para o particular. DF. ou em condições especiais. do qual constarão expressamente as condições estabelecidas. Diferentemente da autorização. Ex.

Concessão de É o contrato pelo qual a Administração transfere o uso remudireito real de nerado ou gratuito de terreno público a particular. como direito uso real resolúvel. Em regra. Há ofensa à coisa julgada à medida que o Superior Tribunal de Justiça. por isso mesmo. IV. 1. 1. 26.006266-4/RO-TRF. em relação aos possuidores. IV. em favor de outros órgãos ou entidades da Administração Pública é dispensada – art. CF/1988).00. não podem ser adquiridos por usucapião. Imóveis funcionais situados no Setor Residencial Interno do Hospital das Forças Armadas (HFA) possuem situação peculiar. em acórdão transitado em julgado. AC 2004. portanto. 2.” Súmula nº 477/STF: “As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira. § 2º. que não se subsume à dos próprios nacionais em geral. do Decreto-Lei nº 271/1967. remanescendo as demais como bens dos Estados (art. 20. ainda que se mantenha inerte ou tolerante. Preliminar acolhida.41. as terras ocupadas por silvícolas. Em face da Constituição Federal de 1988. definidas em lei” (art. não se reconhece legitimidade ativa ad causam ao Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) para o ajuizamento de ação anulatória de registros públicos que vise reverter o imóvel ao patrimônio da União e imitir-se na sua posse.” Súmula 480/STF: “Pertencem ao domínio e administração da União. Ex.: minidistritos industriais. cultivo ou qualquer outra exploração de interesse social (art. e 186.011025-6/DF-TRF. não conhecido. que atribui à União a titularidade tão-somente das “terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras.” Súmula nº 479/STF: “As margens dos rios navegáveis são de domínio público. insuscetíveis de expropriação e. edificação. II. SÚMULAS APLICÁVEIS Súmula nº 340/STF: “Desde a vigência do Código Civil. 2. CF/1988). o uso. Agravo retido de Eunice Picinato improvido. os bens dominicais como os demais bens públicos. 7º. 17. Precedentes do STJ e desta Corte. da Constituição Federal de 1967.666/1993). industrialização. permanecendo o domínio com a União. excluídas de indenização. decidiu que “as unidades residenciais pertencentes ao complexo de edificações do próprio Hospital das Forças Armadas são bens públicos de uso especial e.01. 3. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. apenas. nos termos dos arts. Agravo retido de Leme Empreendimentos e Participações Ltda. 4º. autorizam. vinculam-se à sua destina- 8 . Configurando-se como bens públicos de uso especial. feitas pelos Estados.” JURISPRUDÊNCIAS AC 2003. é feita com autorização legislativa e licitação (a concessão de direito real de uso de imóveis. urbanização. inalienáveis”. das fortificações e construções militares. para que dele se utilize em fins específicos de regularização fundiária de interesse social.00. da Lei nº 8.

da Constituição Federal. nos termos do art. parágrafo único. Não se faz necessária a intervenção do Ministério Público se o feito. Demonstrado nos autos que o imóvel objeto da demanda tem caráter público. 102 do novo Código Civil.43. Aquele que pretende se ver indenizado pelas benfeitorias introduzidas em imóvel rural já desapropriado. AC 2006.00. inciso II) e no enunciado da Súmula nº 267 do STF. 2. e não do INCRA. enquanto relativo ao pedido de usucapião. ou autoridade exerce sobre a conduta funcional de outro.000563-5/TO-TRF. Apelação da União provida. Precedentes jurisprudenciais. Servidores civis do quadro do Hospital das Forças Armadas. CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA CONCEITO Ora aparece como o poder/dever de fiscalização e revisão. 5. órgão. e 191.011968-0/MG-TRF. em face da existência de título de domínio em favor do INCRA. encontra-se. 2. É flagrantemente ilegal a decisão que determina a penhora de bens públicos. 4. deve ser expedida a certidão positiva com efeito de negativa. e o art. ESPÉCIES DE CONTROLE Quanto à Extensão do Controle Interno É todo aquele realizado pela entidade ou órgão responsável pela atividade controlada. assim. 5º.38. deve reclamar deste. isento de usucapião. só se admite a impetração de mandado de segurança contra ato jurisdicional nas hipóteses em que a decisão é verdadeiramente absurda. 3. inúmeros são os critérios adotados pela doutrina para identificar as espécies de controle. haja vista que os bens públicos não se sujeitam à prescrição aquisitiva. conforme preceituam os arts. ora aparece como a faculdade de vigilância. 1. não fazem jus a direito de aquisição e preferência.533/1951 (art. reincorporando-se. Tendo em vista a vedação contida na Lei nº 1. 9 . MS 2004. orientação e correção que um Poder.ção. Precedentes. no âmbito de sua própria administração. flagrantemente ilegal ou teratológica. têm os embargos a prerrogativa de suspender a execução em curso. o valor respectivo. após o uso. II – Estando a exigibilidade do crédito suspensa. 206 do CTN. AMS 2000. I – Não obstante a oposição de embargos à execução por parte de município prescindir do oferecimento de bens à penhora. 183. ao patrimônio da entidade centralizadora que os cedera.004000-6/PI-TRF. ocupantes de imóveis no SRI – II. § 3º. em face da indisponibilidade dos bens públicos. 1. é extinto sem exame de mérito.00.00. Tal verificação há que ser feita diante de cada ato concreto. Em razão da amplitude do conceito. pagas ao titular do domínio.01.

sob os aspectos de legalidade e mérito. por exemplo. e o Judiciário através da ação adequada. por exemplo. Quanto ao Órgão que o Exerce Controle Administrativo É exercido pelo Executivo. por parte do Senado Federal. IX e X). Quanto ao Momento em que se Efetua Prévio ou preventivo Concomitante Posterior ou corretivo É o controle exercido antes de consumar-se a conduta administrativa. ao Legislativo (art. com aprovação prévia. expressos na Constituição. desfazê-los ou.Externo Externo Popular Ocorre quando o órgão fiscalizador se situa em Administração diversa daquela de onde a conduta administrativa se originou. o ato ilegal e ilegítimo somente pode ser anulado. Tem por objetivo a revisão de atos já praticados. Quanto à Natureza do Controle Legalidade Mérito É o que verifica a conformidade da conduta administrativa com as normas legais que a regem. por iniciativa própria (autotutela) ou mediante provocação. anulação. o Legislativo só o efetiva nos casos constitucionalmente previstos (art. homologação. mas nunca ao Judiciário. Acompanha a situação administrativa no momento em que ela se verifica. É o que determina que as contas públicas fiquem durante sessenta dias. com a fiscalização de um contrato em andamento. É o que ocorre. e não revogado. para exame e apreciação. Abrange atos como os de aprovação. do Presidente e de Diretores do Banco Central. somente. em casos excepcionais. e. anualmente. Por esse controle. à disposição de qualquer contribuinte. É o que se consuma pela verificação da conveniência e da oportunidade da conduta administrativa. confirmá-los. revogação ou convalidação. 10 . podendo ser questionada através de mandado de segurança ou ação popular. como ocorre. mas também pode ser exercido pelos órgãos administrativos do Legislativo e do Judiciário. Vale dizer que a Administração exercita-o de ofício (controle interno) ou mediante provocação (controle externo). para corrigi-los. A competência para exercê-lo é da Administração. 71 da CF). 49.

art. • Pedido de Reconsideração: solicitação de reexame dirigida à mesma autoridade que praticou o ato. de defender seus direitos ou noticiar ilegalidade ou abuso de autoridade pública (art. Caberá reclamação administrativa. Nesse sentido: Súmula nº 429/STF: “a existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade”.898/1995. deve ser dirigido à autoridade ou instância superior do mesmo órgão administrativo em que foi praticado o ato (Lei nº 9. ou seja. podendo ser atacado pelas vias judiciais somente se ocorrer omissão. • Reclamação administrativa: oposição expressa a atos da Administração que afetem direitos ou interesses legítimos do interessado.910/1932. 19). Está prevista no Decreto nº 20. 103-A da CF). perante a autoridade administrativa competente. Quando for representação por abuso de autoridade. por exemplo. XXXIV. Dentro do direito de petição. • Recurso Hierárquico Próprio: por decorrer da hierarquia.Meios de Controle Fiscalização É a exercida pelos órgãos superiores sobre os inferiores integrantes Hierárquica da mesma Administração. perante o Supremo Tribunal Federal. Se a reclamação for julgada procedente. trata-se de controle finalístico (tutela). o Tribunal de Contas ou outros órgãos de controle. quando ato administrativo contrariar enunciado de súmula vinculante ou que indevidamente a aplicar. anulará o ato administrativo e determinará que outro seja proferido com ou sem a aplicação da súmula. devolve o exame da matéria à autoridade competente para decidir. aplica-se o disposto na Lei nº 4. encontramos os seguintes recursos: • Representação: constitui-se em denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração. 11 .784/1999). como o Ministério. deve estar previsto em lei. Direito de Petição É o direito que toda pessoa tem. 5º. suspende os efeitos do ato até a decisão do recurso. Observe-se que supervisão não é a mesma coisa que subordinação. Supervisão Ministerial Aplicável geralmente nas entidades de administração indireta vinculadas a um Ministério (Decreto-Lei nº 200/67.me do ato administrativo. pela própria Administração Pública. o efeito é devolutivo. Se for suspensivo. Recursos São meios hábeis que podem ser utilizados para provocar o reexaAdministra. conforme o caso (art. Em tivos regra. É meio de controle inerente ao poder hierárquico (autotutela). da CF). como o próprio nome já diz. pois.

Formas de Controle Controle Político Tem por base a possibilidade de fiscalização sobre atos ligados à função administrativa e organizacional do Poder Executivo e do Poder Judiciário. em caso de surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada.• Recurso Hierárquico Impróprio: dirigido à autoridade ou órgão estranho à repartição que expediu o ato recorrido. pois é órgão diverso do qual a decisão foi emanada. orçamentária.112/1990) Prescrição Administrativa Significa a perda do prazo. punido pela Administração. diferente da decadência.É o controle exercido pelo Congresso Nacional. financeira. a oitiva de testemunhas e indiciados. Administrativamente. proposta perante o Supremo Tribunal Federal. e outros procedimentos apuratórios fazem parte do rol do controle político do Poder Legislativo (art. Coisa Julgada Administrativa Significa apenas que a decisão se tornou irretratável pela própria Administração. 174 da Lei nº 8. 49. da CF). V. economicidade. a competência do Congresso Nacional para sustar os atos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (art. legitimidade. da CF). § 3º. 65 da Lei nº 9. que é a perda do direito. Ocorre esse tipo de recurso impróprio no caso da reclamação administrativa. • Revisão: é o recurso de que se utiliza o servidor público. a perda do prazo para a Administração rever seus próprios atos. A instauração de CPI’s. pode ser. 12 . para reexame da decisão. sobre os atos do Executivo e do Judiciário (controle externo) e sobre sua própria administração (controle interno) no que se refere à gestão dos recursos públicos. mas com competência julgadora expressa. 58.784/1999 e art. podendo ser revista pelo Poder Judiciário. Controle finan. aplicação das subvenções e renúncia de receitas. (art. entre outros. Controle Legislativo É o exercido pelos órgãos legislativos ou por Comissões Parlamentares sobre determinados atos do Poder Executivo. com o auxílio do ceiro Tribunal de Contas da União. a perda do prazo para aplicação de penalidades administrativas. Áreas fiscalizadas: contábil. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta quanto à legalidade. suscetíveis de demonstrar a sua inocência. a perda do prazo para recorrer da decisão administrativa.

5º. LXXI. mas também examina os atos do Legislativo e do próprio Judiciário quando realiza atividade administrativa. Abrangência do Controle O controle abrange não só os Poderes Constitucionais. gerencie ou administre dinheiro. tais como assistência social. basicamente. Meios de Controle Ação Popular Objetiva a anulação ou a declaração de nulidade de atos Art. 13 . assuma obrigações de natureza pecuniária.Subvenções Renúncia de receitas Valores repassados pelo poder público para subsídio e incremento de atividades de interesse social. CF Utilizado sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. Qualquer pessoa (física ou jurídica) pode impetrar. CF Lei nº 7. LXXII. à soberania e à cidadania. Através da renúncia fiscal (perdão de dívidas). guarde. CF sofrer (HC Repressivo) ou se achar ameaçado de sofrer (HC Preventivo) violência ou coação em sua liberdade de locomoção. III. Habeas Data Art. hospitalar e educacional. por ilegalidade ou abuso de poder. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. A propositura cabe a qualquer cidadão (brasileiro) no exercício de seus direitos políticos. o meio ambiente e outros direitos difusos e coletivos. sempre por intermédio de um advogado. CF lesivos ao Patrimônio Público. LXXIII. Ação Civil Pública Art. Visa proteger o direito de locomoção. 5º. à moralidade Administrativa.347/1985 Visa proteger o patrimônio público e social. Sempre que alguém Habeas Corpus Art. ao Patrimônio Histórico e Cultural. judicial ou administrativamente. Alcança. em nome desta. restringe-se apenas ao controle da legalidade e da legitimidade do ato impugnado. É vedado ao Judiciário apreciar o mérito administrativo. Controle Judicial É o poder de fiscalização que o Judiciário exerce especificamente sobre a atividade administrativa do Estado. pública ou privada. mas qualquer pessoa física ou jurídica. A propositura da ação é gratuita. serve também para retificação de dados. é ajuizada pelo Ministério Público. arrecade. 129. que utilize. CF Visa proteger o direito a ter informações relativas à pessoa do impetrante. 5º. os atos administrativos do Executivo. 5º. LXVIII. ao Meio Ambiente. Mandado de Injunção Art. ou que. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. É uma ação personalíssima. constante de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público.

Indiscutível o direito de o Tribunal de Contas requisitar informações de instituições bancárias quanto à movimentação financeira dos órgãos integrantes da administração pública. 5º. porquanto cuidam de dados relativos a recursos públicos. estão excluídos da proteção constitucional do sigilo bancário. LXX. CF ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.” Súmula nº 430/STF: “Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado de segurança. Objetivo: defesa do interesse dos seus membros ou associados. a fim de cumprir sua missão constitucional fiscalizatória. CF Lei nº 1.” Súmula nº 267/STF: “Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição. cuja transparência na sua aplicação é exigida pela sociedade e. 5º.007360-7/PI-TRF. SÚMULAS APLICÁVEIS Súmula nº 266/STF: “Não cabe mandado de segurança contra lei em tese. Qualquer pessoa física ou jurídica pode impetrar. quando o responsável pela ilegalidade Art.” JURISPRUDÊNCIAS REOMS 2005. Líquido e Certo: o direito não suscita dúvidas. também em observância ao princípio da publicidade. Mandado de Segu.Mandado de Segurança Individual Art.00.” Súmula nº 268/STF: “Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado.” Súmula nº 429/STF: “A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade.40. mas somente por intermédio de um advogado. 14 .533/1951 Visa proteger direito líquido e certo não amparado por HC ou HD. as quais devem. direta e indireta. Legitimidade para impetrar MS Coletivo: Organização Sindical. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento a pelo menos 01 ano. portanto. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. está isento de obscuridades. assim como partidos políticos com representação no Congresso Nacional. ser prestadas.Instrumento que visa proteger direito líquido e certo de rança Coletivo uma coletividade.” Súmula nº 2/STJ: “Não cabe habeas data se não houve recusa de informações por parte da autoridade administrativa. LXIX.

Não se exige contraditório e ampla defesa nas situações em que a administração pública. no entendimento de que “ao se submeter a normas de direito público para seleção e contratação de servidores. Inexiste afronta ao princípio da separação entre os poderes. indistintamente. por consubstanciar defesa do patrimônio público e tutela do interesse difuso da coletividade à adequada gestão da coisa pública. da razoabilidade e da moralidade. restar evidente a ocorrência de prejuízo ao contraditório e à ampla defesa garantidos pelo sobredito dispositivo constitucional – observado o princípio pas de nullité sans grief. AMS 2002. do devido processo legal. a atuação do Poder Judiciário deve se circunscrever ao campo da legalidade do procedimento.067333-2/AP-TRF. em razão do vício procedimental apontado. sujeita-se ao controle judicial por meio de mandado de segurança. que têm firme entendimento no sentido de que a nulidade do processo administrativo apenas é declarável quando.00. De igual forma. assim como do Supremo Tribunal Federal. a empresa pública sujeita-se a controle através de mandado de segurança”. inserido no umbral maior da exigência republicana do governo honesto. não tem o condão de inviabilizar o exercício das funções institucionais do parquet. AMS 2000. bem como apreciar a regularidade do procedimento administrativo disciplinar. à luz dos princípios do contraditório.00. A participação de membro do Ministério Público. No âmbito do controle jurisdicional do processo administrativo disciplinar.00. e.058709-5/AC-TRF. verifica a ilegitimidade de ato administrativo e o retifica. AC 1998. titularizada pelo Ministério Público. instituindo concurso e convocando-se pela ordem de classificação.00.01. de cargo de seu quadro de pessoal.01. com vistas no provimento.000491-4/TO-TRF. já que compete ao Poder Judiciário o controle dos atos administrativos. se presta a desconstituir ato administrativo de enquadramento de servidor público em potencial afronta ao Texto Constitucional. eis que a esses se somam a independência e a liberdade de convicções conferidas a seus membros. de que resultou a edição de ato normativo impugnado em sede de ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.43. da ampla defesa. submetido às regras aplicáveis. por se caracterizar o exercício de função delegada do poder público. em Sessão Administrativa realizada no âmbito da Justiça Eleitoral. sob o fundamento de violação aos princípios da sua unicidade e indivisibilidade.00.35. por meio de concurso público. O ato praticado por dirigente de empresa pública.34. aos órgãos integrantes da administração pública direta ou indireta. Preliminar de ausência de 15 . no exercício do poder-dever de autotutela.000377-9/RR-TRF.AMS 2002. o colendo Superior Tribunal de Justiça já assentou a orientação jurisprudencial. sendo-lhe defeso embrenhar-se no mérito administrativo para aferir o seu grau de justiça e tampouco para reapreciar fatos e provas.00. por isso. A ação civil pública. consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça.014318-0/GO-TRF. AC 2006. REO 1998.42.041863-0/DF-TRF.

1. sob risco de transtornos não só para o impetrante como para a própria Administração. No Direito Administrativo chamamos de Responsabilidade Civil Extracontratual. da razoabilidade.056094-6/AM-TRF.01. Embora inserida dentro do poder discricionário do administrador. assim. Declinado pela administração pública o fundamento do ato administrativo. da economicidade e da finalidade do ato administrativo. pública e convincente de sua inaptidão.036576-2/PA-TRF. inoportunos ou inconvenientes.39.00. AG 2006. voluntária ou involuntariamente. 3. em especial. AMS 1998. A reprovação do apelante no psicotécnico.00. a Responsabilidade Extracontratual que aqui se evidencia.00. Aplicação dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. no mínimo. em horários contínuos. pois não decorre de um contrato. da moralidade. importa no reparo que o Poder Público deverá oferecer ao lesado pelo dano que. estabelecendo a realização de Sessões de Julgamento distintas.092011-7/DF-TRF. 16 . afronta os princípios da legalidade.008922-2/PA-TRF. sujeitando-se. da falta de motivação suficiente. A simples propositura de ação civil pública questionando a natureza de entidade de fins filantrópicos das impetrantes não autoriza a expedição de resolução suspendendo os certificados e registros de entidades assistenciais. 2. justificando a manutenção do status quo. que se rejeita. Senão por outro motivo. Pelo poder de autotutela.01. Essa prerrogativa decorre do poder de fiscalização e controle que a Administração Pública exerce sobre sua própria atuação. em que a obrigação de indenizar derivava de um contrato. o ato administrativo editado pelo colendo Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Tocantins. permite-se que a Administração Pública reveja os próprios atos quando ilegais. padece da falta de motivos suficientes e adequados ou. ao controle jurisdicional. O controle de legalidade dos atos da Administração Pública visa adequá-los aos Princípios Constitucionais que os informam. a situação já se encontra consolidada. RESPONSABILIDADE CIVIL EXTRACONTRATUAL DO ESTADO CONSIDERAÇÕES INICIAIS A Responsabilidade Civil teve sua origem no âmbito do Direito Privado. REO 2003.interesse processual. da eficiência. à semelhança do que ocorre na generalidade dos concursos públicos. o tenha causado.00. sob o prisma da legalidade e do mérito administrativo propriamente dito.01. na espécie. AR 2005. sua conformação a prévia disposição legal que tanto os autoriza como igualmente estabelece a competência para sua edição. sem qualquer motivação de ordem prática e/ou jurídica. fica esta vinculada à sua existência e legalidade para efeito de controle judicial.

aqueles pelos quais desempenha prerrogativa de manutenção da ordem e do bem comum. mesmo que não os tivesse causado. desde que Administrativa houvesse culpa no serviço: inexistência do serviço. Teoria do Risco O Estado indeniza independentemente de dolo ou culpa do Administrativo agente. estes sim. pudesse lesar seus súditos. representante do Estado. adotou-se a teoria civilista da culpa ou culpa administrativa. uma vez que não era possível que o rei. porém. Teoria do Risco A teoria do risco administrativo é a modalidade extremada da Integral teoria do risco administrativo.Previam-se dois tipos de atitudes.” 17 . Há doutrinadores. o serviço foi prestado de forma deficiente e causou prejuízo. EVOLUÇÃO DA RESPONSABILIDADE DO ESTADO Irresponsabilida. Por essa teoria o Estado teria que indenizar os danos causados a terceiro. (The King can do no Wrong – O rei não erra). Admite excludente ou atenuante de responsabilidade. não haveria a possibilidade de ser responsabilizado por tais atos. Quanto aos seus agentes. poderiam ser responsabilizados pessoalmente por atos ilícitos que viessem a cometer. diz que: “a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa. no direito privado estaria sujeito à responsabilidade civil. porém. deve a vítima comprovar o nexo causal entre a ação ou omissão do Estado e o dano sofrido. culpa da vítima. o serviço não foi prestado e causou prejuízo. amparados. a. entretanto quando praticasse atos de império. ou seja. bem como relacionados ao gerenciamento de seus bens e serviços. que poderiam distinguir em ponsabilidade quais atos o rei poderia ser responsabilizado ou não. Teoria da Res. culpa concorrente.Nos Governos absolutos prevalecia a irresponsabilidade do de do Estado Estado. por exemplo. 21. portanto. que não admitem a existência dessa teoria no nosso ordenamento jurídico. a Constituição Federal. XXXIII. não podendo alegar nenhuma excludente ou atenuante de responsabilidade. com Culpa Quando o Estado praticar atos de gestão em regime de igualdade com os particulares. Diante da dificuldade em distinguir na prática tais situações. Teoria da Culpa O Estado respondia pelos danos causados a terceiros.CONCEITO A Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação imposta ao Poder Público para ressarcir os danos causados a terceiros pelos seus agentes. em seu art. caso fortuito ou força maior. quando no exercício de suas atribuições.

da CF). independentemente de dolo ou culpa. a indenização do Estado deverá atingir apenas o limite dos prejuízos que tenha causado. Cabe ação regressiva do Estado contra o agente. segundo a qual o Estado responde objetivamente pelos danos que seus agentes causarem a terceiros. obviamente. 37. desse modo. 37. causarem a terceiros. em seu art. atualmente. não dispensa. O ônus da prova não cabe à vítima e sim ao Estado. 18 . embora objetiva por força do disposto no artigo 107 da Emenda Constitucional nº 1/69 (e. considerando a força maior os eventos produzidos pela natureza e caso fortuito decorrente de ato humano. temos que o nosso ordenamento jurídico adotou a Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado. do artigo 37 da Carta Magna). no caso de uma greve). Ocorre. Não tem como ela requerer indenização pelos prejuízos sofridos. arcando o lesado com o restante. uma vez que ela concorreu para que o evento acontecesse. também objetivo. RE 130764/PR-STF EXCLUDENTES OU ATENUANTES DA RESPONSABILIDADE Culpa exclusiva da vítima Inexiste responsabilidade do Estado. Culpa concorrente O Estado e o lesado contribuem para o resultado danoso. como eram imprevisíveis e inevitáveis inexiste a responsabilidade do Estado. JURISPRUDÊNCIA A responsabilidade do Estado. bastando apenas que se comprove o nexo de causalidade entre a ação ou omissão do Estado e o dano sofrido pelo administrado. Por meio desse dispositivo. nessa qualidade. Caso fortuito e Força maior Podem ocorrer também. no parágrafo 6. pois alguns entendem que caso fortuito são eventos produzidos pela natureza (um terremoto ou uma inundação. fatos imprevisíveis. devendo a vítima apenas provar o nexo de causalidade. do nexo de causalidade entre a ação ou a omissão atribuída a seus agentes e o dano causado a terceiros. com o intuito de suicidar-se. o requisito. com auxílio da jurisprudência e da doutrina. se atira diante de veículo em movimento.A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1998 Assim dispôs a Constituição Federal. Nesses casos. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa (art. quando uma pessoa. são o que a doutrina costuma chamar de caso fortuito e força maior. por exemplo. por exemplo) e força maior como o acontecimento originário da vontade humana (por exemplo. na modalidade risco administrativo. § 6º: As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. Há divergência na doutrina com relação à caracterização de cada um. § 6º. e outros já falam que é exatamente o contrário. o Estado deverá comprovar sua conduta dolosa ou culposa. que fogem ao controle do Estado e das pessoas. mas como sua responsabilidade é subjetiva.

Se não houver acordo. produzirão provas e chegarão a um resultado final sobre o pedido. caberá ao lesado propor a adequada ação de indenização. a justiça competente para propor a ação é a Justiça Federal (art. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATOS JURISDICIONAIS Em regra. como garantia fundamental estabelecida no art. tal como leis inconstitucionais. o prazo de cinco anos contados a partir do fato danoso. entretanto. se for pessoa jurídica de Direito Privado é competente à Justiça Estadual ou conforme o caso deve ser examinado o disposto na Lei de Organização Judiciária do local. MEIOS DE REPARAÇÃO DO DANO Pode ser: Administrativa Judicial Ser for administrativa o lesado pode formular reclamação administrativa com pedido indenizatório junto ao órgão competente da pessoa jurídica civilmente responsável. responsabilizar o Estado com o fim de obter a indenização pelos prejuízos sofridos. Estados. podem surgir situações específicas que poderiam ensejá-la.RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATOS LEGISLATIVOS Em regra. Distrito Federal e Municípios bem como suas autarquias e Fundações Públicas. 5º LXXV. bem como aquele que ficar preso além do tempo fixado na sentença. A prescrição nada mais é do que a perda do direito de ação. porém. Se for a União. a responsabilidade do Estado não se aplica aos atos praticados pelo Poder Judiciário. da CF). Um caso notório ocorrido no Brasil quanto a erro judiciário. sob pena do surgimento da prescrição. portanto. podendo o lesado. 109. poderiam acarretar dano ou leis de efeitos concretos (aquelas que atingem uma categoria de pessoas ou número exíguo de pessoa). I. 19 . entidades autárquicas federais e Empresas Públicas. como qualquer direito subjetivo não pode ser objeto da inércia do seu titular. foi o dos irmãos Naves em 1937. Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista gozam da prescrição qüinqüenal. não acarretam a responsabilidade do Estado. PRESCRIÇÃO O direito do lesado à reparação dos prejuízos tem natureza obrigacional e pessoal. ou seja. que durante a sua vigência e eficácia. formando assim o processo administrativo no qual os interessados se manifestarão. temos que o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. A União.

Risco não coberto pela tarifa. A pessoa jurídica de direito público. apesar de cobrar pelos serviços. nessa qualidade. Força maior. Ementa: responsabilidade civil do transportador.587). RE 514966/DF-STF. em assim. fornece o ‘nada consta’ e dá ensejo à transferência negocial e só depois o furto é descoberto por outro congênere estatal. Regra moral nas obrigações. Já a Lei nº 9. bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda Federal. art. Votos vencidos. o nexo de causalidade entre a ação e a omissão e o dano. responde pelo prejuízo a que deu causa. 236). Desde quando o órgão. 4. Culpa presumida. têm responsabilidade indenizatória e somente a culpa exclusiva da vítima pode alforriá-los.O Decreto nº 20. RE 368676/SP-STF. Responsabilidade de reparar o dano que prevalece ainda que demonstrada a ausência de culpa dos agentes públicos. Ação dos beneficiários da vítima. XLX). desde quando. descura de sua responsabilidade. 3. prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.722-3-AgRg e RE 113. Indenização por danos morais e materiais. prestadora de serviço público. responde pelos danos que seus agentes. como tais. no tocante ao ora recorrido. Assalto a ônibus suburbano. pois foi a vítima que deu causa ao infortúnio. Segurança fora do alcance do transportador. o que afasta. Recurso extraordinário a que se 20 . Morte de detento por colegas de carceragem. 2. determina que: “Prescreverá em cinco anos o direito de obter indenização dos danos causados por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos”. 113. Ementa: recurso extraordinário. estabelece que: As dívidas passivas da União. Ementa: responsabilidade objetiva do Estado. Assim. Responsabilidade objetiva. responsável pela vistoria e transferência de veículos. sem dúvida. afastada. tendo o acórdão recorrido. inexistente a responsabilidade civil da pessoa jurídica de direito público. Estadual ou Municipal. JURISPRUDÊNCIA RE 120924/SP-STF.494/1997. 1º-C. 5º. Recurso extraordinário não conhecido. decidido que ocorreu culpa exclusiva da vítima. 2. causam a terceiros. 5. Detento sob a custódia do Estado. nesses casos. com base na análise dos elementos probatórios cujo reexame não é admissível em recurso extraordinário. Causa adequada. Esta Corte tem admitido que a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito público seja reduzida ou excluída conforme haja culpa concorrente do particular ou tenha sido este o exclusivo culpado (Ag. Configuração do nexo de causalidade em função do dever constitucional de guarda (art. 159). Ocorrência de culpa exclusiva da vítima. relevante inclusive a responsabilidade subjetiva (CC. aliás. dos Estados e dos Municípios. Teoria do Risco Administrativo. improcedente contra a empresa transportadora. seja qual for a sua natureza.910/1932. em seu art. em seu art. transcendente a negligência (fl. os Detrans. 1º. RE 88407/RJ-STF. Passageiro que reage e é mortalmente ferido. No caso.

atualmente. direta e imediatamente. no § 6º do artigo 37 da Carta Magna). inclusive a objetiva. Denunciação irregularmente aceita. único contra o qual foi formulado pedido pelo MPF. embora objetiva por força do disposto no artigo 107 da Emenda Constitucional nº 1/69 (e. embora objetiva por força do disposto no artigo 107 da Emenda Constitucional nº 1/69 (e. do nexo de causalidade entre a ação ou a omissão atribuída a seus agentes e o dano causado a terceiros. Em nosso sistema jurídico. 1. o requisito. sendo que em nenhum momento houve aditamento da inicial. como resulta do disposto no artigo 1.564-PR). AC 1997. com conseqüente nulidade do processo e da sentença no que tange ao litisdenunciado. Não obstante aquele dispositivo da codificação civil diga respeito à impropriamente denominada responsabilidade contratual. a denunciação à lide só é possível para resguardar direito regressivo de indenização nas várias hipóteses do art. do CPC). “A responsabilidade do Estado. necessariamente. com a ação ou a omissão do agente do Estado. do nexo de causalidade entre a ação ou a omissão atribuída a seus agentes e o dano causado a terceiros. pois o efeito desse instrumento processual é totalmente diverso. AC 2000. no § 6º do artigo 37 da Carta Magna). nos quais se vê que o réu Diógenes usou a denunciação para apontar outro responsável pelo dano ambiental.128017-0/BA-TRF. A inicial tem como Réu apenas Diógenes Uns da Silva. não dispensa. Nos termos do art. Além disso. 3. indispensável à configuração do dever de indenizar. 2. não dispensa. 3. a teoria adotada quanto ao nexo de causalidade é a teoria do dano direto e imediato. A responsabilidade civil (objetiva ou subjetiva) pressupõe. Sentença nula. aplica-se ele também à responsabilidade extracontratual.nega provimento. afasta os inconvenientes das outras duas teorias existentes: a da equivalência das condições e a da causalidade adequada” (STF – RE 130. atualmente. 2. § 1º-A. também objetivo. Inexistência. para declarar a responsabilidade do Estado no caso de morte de preso em estabelecimento prisional.060 do Código Civil. também denominada teoria da interrupção do nexo causal. Em outras palavras o denunciado pode ou não ser condenado a indenizar o denunciante se este perder o processo. o que ocorre é a instauração de uma lide secundária entre denunciante e denunciado para que na sentença seja julgada a responsabilidade regressiva do segundo para com o primeiro. o requisito. em especial este último. até por ser aquela que. o que torna nula a sentença que condenou também uma empresa construtora como responsável pelo dano ambiental. sem o que não se forma o nexo de causalidade. sem quaisquer considerações de ordem subjetiva. RE 130764/PR-STF. 21 .010615-3/PA-TRF. o que não é o caso dos autos. A responsabilidade do Estado. obviamente. 1. Assim. que o dano suportado esteja relacionado. conheço do recurso e dou-lhe provimento (art. 557. também objetivo.00. 70 do CPC.00. de relação direta e imediata entre o dano suportado e a ação ou a omissão imputável aos agentes da ré (Código Civil. 70 a 76 do CPC.01. obviamente. caso este venha sucumbir ao pedido.01. não se podendo condená-Io a responder diretamente pelo pedido inicial. na espécie. 4. A denunciação à lide feita pelo réu Diógenes não tem o efeito de trazer a empresa construtora ao processo para que responda ao pedido inicial (sic).

o nexo de causalidade entre a omissão/conduta da Administração e o aludido dano. A Constituição de 1988. o juiz muniu-se 22 . segundo a inicial. AC 2003. para que o ente público responda objetivamente. 5. Eventual absolvição do réu não leva. necessariamente. Assim. objetivando o pagamento de indenização em decorrência de haver sido deixada uma sonda dentro da bexiga do autor por ocasião de cirurgia corretiva a que foi submetido. Precedentes desta Corte. 5º. em 21 de fevereiro de 1997. Ao ingressar para realização da cirurgia. A sentença logrou demonstrar com precisão que as provas constantes dos autos comprovam a ocorrência de dano efetivo ao autor. o que não ocorreu in casu. § 6º. ao disciplinar a responsabilidade civil do Estado. 3. e que somente foi retirada após a realização de novo procedimento cirúrgico.007349-6/MG-TRF. 2. em se tratando de erro judiciário.35. além da inexistência de caso fortuito. a cargo do Estado. com apenas sete anos de idade. artigo 37. inciso LXXV da Constituição traz dispositivo específico relativo à responsabilidade do Estado. Ainda que houvesse vigilância no referido estacionamento. 3.00. realizado mais de cinco anos depois. bem como o nexo de causalidade entre o fato lesivo e o dano.art. sem vigilância. mesmo que sejam servidores públicos. O art. Restou comprovado nos autos o dano sofrido. seria ela devida apenas aos bens públicos. à conclusão de vício na prisão preventiva. ou de culpa exclusiva da vítima ou de terceiro. eis que legítimo o confinamento imposto ao apelante. 37. em agosto de 2002.34. 1. na redação do art. é suficiente que se prove o dano sofrido.00. Na hipótese dos autos. ao momento de sua decretação. força maior. Após o procedimento cirúrgico apresentou inúmeros problemas de saúde (fortes dores na bexiga. Sendo a responsabilidade estatal objetiva. uma vez que a extensa documentação produzida nos autos demonstra a responsabilidade do hospital público pela qualidade final do serviço público prestado. quadro clínico relativo à “hipospádia” definido. no que tange à responsabilidade civil do Estado (CF. caso em que não há como imputar a ocorrência de omissão ou de culpa in vigilando aos servidores públicos da União.002171-5/DF-TRF. uma vez que a Administração Pública não pode assumir a guarda de bens de particulares. tendo por fundamento da teoria do risco administrativo. o autor apresentava.38. 2.060). Ação de indenização proposta contra a Universidade Federal de Minas Gerais. do qual resulta a abertura anormal dela na face ventral do pênis.00. pode excluir ou mitigar a responsabilidade da Administração. se. ou no períneo”. ausente a figura do erro judiciário. o fez prestigiando a responsabilidade objetiva. 1. O ordenamento jurídico pátrio adotou a teoria do risco administrativo. como “desenvolvimento insuficiente da uretra em seu trajeto peniano. que só findaram com a realização de outra cirurgia. AC 2001. § 6º). AC 2003. uma vez que se tratava de estacionamento aberto ao público. em agosto de 2002. tão-somente. somente a prova. sangramento e febre). restando indubitável que o apelado submeteu-se à referida cirurgia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e que seus novos problemas de saúde tiveram início logo após o fim da cirurgia. no Hospital das Clínicas daquela instituição. assim como a interligação entre o referido dano e o comportamento da Administração.006484-6/GO-TRF. 4. da culpa total ou parcial do particular.

Caso em que restou demonstrado nos autos que os danos causados ao caminhão do Autor ocorreram em razão da má-conservação da rodovia federal BR 060. Precedentes desta Corte e do STJ. tendo adentrado em via no sentido oposto. no que tange à responsabilidade civil do Estado.000066-7/TO-TRF.00. vez que comprovados o dano e o nexo de causalidade. por ser insuficiente a alegação de que o exame de HIV pelos métodos Elise e Western Blot não é isento de erro. o nexo de causalidade (liame) entre a omissão/conduta praticada pela Administração e o aludido dano.006117-3/MT-TRF. à época adolescente de 15 anos e grávida. este deveria ter sido evitado quando a apelada se submeteu ao segundo teste. para o evento danoso.43. condutor do veículo oficial. 23 . bem como que reste evidenciado que a vítima não concorreu. que dirigia em alta velocidade. AC 1999. que teve parte de sua pista desmoronada.36. ora apelada. Cabível a indenização por dano moral em caso de comunicação de exame de HIV que indica equivocado resultado positivo. 1. inexiste direito à reparação. AC 1999. Ausência de caso fortuito e força maior. disposta no artigo 37. 2. erro inescusável ou vício que contamine o ato de constrição. Comprovação de culpa do preposto da União. A Constituição da República de 1988 adotou a teoria da responsabilidade objetiva da Administração por atos de seus agentes. A responsabilidade objetiva do Estado. chocando-se frontalmente com o veículo do chefe da família. Se a decisão judicial foi correta no momento em que adotada. mas com inexatidão igual ao anterior apontou-a como sendo soropositivo.00. 1. 1.das cautelas necessárias. bastando perquirir o nexo de causalidade entre o dano e a conduta comissiva do ente público. Se havia probabilidade de erro. Para a responsabilização da Administração.018962-4/DF-TRF. portanto. é suficiente que se prove o dano sofrido. 2.01. prescinde da prova do dolo ou da culpa. 4. Não tendo a vítima contribuído para o acidente que lhe tirou a vida. a vítima deve demonstrar o dano e o nexo causal que justifica a obrigação do Estado indenizar. O ordenamento jurídico pátrio adotou a teoria do risco administrativo. em razão do entupimento de tubulões utilizados para a passagem da água. Inocorrentes tais circunstâncias não há que se falar em responsabilidade. 3. total ou parcialmente. resultado de HIV falso positivo para si e negativo para seu companheiro. AC 2000. 4.00. por duas vezes consecutivas. obteve do Hospital Universitário da UFMT. Para que o Estado responda objetivamente. 4. Excludente de responsabilidade – caso fortuito – não caracterizada. da culpa ou dolo do agente público quando da prática do ato lesivo. A prisão processual só se torna passível de indenização na ocorrência de excesso ou abuso da autoridade. Caso em que a autora. no local do acidente. está presente o nexo de causalidade que justifica a necessidade da União indenizar os prejuízos materiais e morais sofridos pela família da vítima. não se perquirindo. 3. Tal argumento não ilide a responsabilidade objetiva da UFMT. § 6º da atual Constituição Federal.

Cespe/TJDFT/Analista Judiciário/ Área Administrativa/2008 2. que não oferece nenhum risco para a sociedade. Desvio de poder ou desvio de Verifica-se esta espécie de abuso quando a autoridafinalidade de. fere o princípio da proporcionalidade e da razoabilidade. O abuso de poder pode ocorre de duas formas: Excesso de Poder Ocorre quando a autoridade. Daí a razão de todo ato abusivo ser nulo. de bons antecedentes. preso em razão de atraso de prestação alimentícia. os atos praticados pelo TJDFT devem receber ampla divulgação. A Constituição Federal faz menção expressa apenas aos princípios da legalidade. embora competente para praticar o ato.O USO E O ABUSO DO PODER O uso do poder é prerrogativa da autoridade. porém deve guardar conformidade com o que a lei dispuser. Cespe/MPE-AM/Agente Técnico/ Analista de Sistemas/2008 4. Conforme o princípio da publicidade. embora competente para a prática do ato. ultrapassa os limites de sua atribuição (excesso) ou se desvia das finalidades administrativas (desvio). O uso do poder é lícito. pratica o ato por motivos ou com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. O uso de algemas em um cidadão pacato. por excesso ou desvio de poder. QUESTÕES DE CONCURSO – CESPE Princípios da Administração Pública Cespe/TJDFT/Analista Judiciário/Especialidade: Administração/2008 1. Diversos princípios administrativos. embora atuando nos limites de sua competência. 3. vai além do permitido e exorbita no uso de suas faculdades administrativas. 24 . moralidade e publicidade. impessoalidade. o abuso é sempre ilícito. como conseqüências inarredáveis do próprio sistema administrativo-constitucional. Ocorre o abuso de poder quando a autoridade. embora não estejam expressamente dispostos no texto constitucional. podem ser dela deduzidos logicamente. com exceção das hipóteses de sigilo previstas na Constituição Federal ou em lei.

000 cargos em comissão e de 300 cargos efetivos. 7. como o Tribunal de Contas do Estado do Acre. uma vez que a presença às sessões dos tribunais é restrita aos interessados e advogados. além de não poder atuar contra a lei ou além da lei. Um bem público afetado a uma destinação específica pode ser alienado pela administração pública. com o objetivo de valorizar sua propriedade. mas que atenda ao interesse público. Assinale a opção correta a respeito dos princípios da administração pública. Cespe/TCE-AC/Analista de Controle Externo/2008 14. Uma câmara de vereadores de determinado município pode dispor de 3. Fere o princípio da eficiência a atitude praticada pelo prefeito de uma cidade do interior que. d) Segundo o princípio da impessoalidade. Cespe/TRT/9ª Região/Analista Judiciário/2008 13. a atividade administrativa é imputada ao agente e não aos órgãos administrativos. a) O princípio da legalidade tem por escopo possibilitar ao administrador público fazer o que a lei permitir. O princípio da eficiência foi acrescentado à Constituição Federal de 1988 pela Emenda Constitucional nº 19/1998. 25 . O princípio da legalidade determina que a administração. A administração pode anular seus próprios atos se estes estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais. somente pode agir segundo a lei. 10. No entanto. e) A publicidade dos atos administrativos é adstrita ao Poder Executivo e aos órgãos de controle externo. A existência das chamadas cláusulas exorbitantes nos contratos administrativos visa atender ao princípio da supremacia do interesse público. 12. pois cabe ao Poder Legislativo municipal dispor sobre sua estrutura. 8. chamada de reforma administrativa. estar em conformidade com a lei. mas pode um ato administrativo ser considerado legal. uma nova interpretação dada pela administração acerca de determinado tema não pode ter eficácia retroativa. uma vez que um administrador poderá editar um ato que não esteja previsto em lei. e ser imoral. já que não existe norma ou princípio que impeça tal ato. abre processo de licitação para asfaltar a estrada que liga a cidade à sua fazenda. Em um município que não disponha de imprensa oficial. ou seja. 6. 11.5. a fixação de um ato administrativo na sede da prefeitura atende ao princípio da publicidade. c) O princípio da publicidade não se aplica aos julgamentos realizados por órgãos do Poder Judiciário. além disso. Com base no princípio da segurança jurídica. 9. esse fato não fere nenhum princípio da administração pública. b) O princípio da moralidade administrativa está relacionado com o princípio da legalidade. esse princípio não tem caráter absoluto.

Assinale a opção correta no que tange ao direito administrativo brasileiro. em toda a sua atividade funcional. d) As atividades do administrador público devem ser orientadas para o bem comum da coletividade administrada. b) Segundo o princípio da segurança jurídica.000. quando provocado. O advogado do prefeito afirma que houve exagero do TCE e vai recorrer da decisão. c) A observância do princípio da eficiência no exercício das atividades administrativas não é obrigatória para os servidores que integram o TCE. apesar de vários requerimentos.00 aos cofres públicos. pois o princípio da publicidade administrativa exige a transparência absoluta dos atos. para possibilitar o seu controle de legalidade. A declaração de sigilo dos atos administrativos. c) Administrador público que não se sujeitar aos ditames da lei e praticar ato inválido no exercício de suas atividades funcionais estará sujeito à responsabilidade civil e disciplinar.00. Cespe/TCU/Analista de Controle Externo/2007 17. A denúncia foi feita pelo Ministério Público em 2004. de imiscuir-se nas decisões administrativas das prefeituras municipais.15. pois não teve acesso aos autos em nenhum momento. não cabe ao TCE revelar o conteúdo de seus processos aos advogados e às partes. 18. Um tribunal de contas estadual (TCE) condenou um prefeito municipal a devolver a quantia de R$ 540. além de pagar multa de R$ 120. d) Não há contraditório nos processos administrativos no âmbito dos TCEs. a) As instituições e empresas particulares que colaboram com o Estado no desempenho de serviços de utilidade pública integram o conceito restrito de administração pública. 16. sujeito aos mandamentos da lei. A administração pública responde civilmente pela inércia em atender uma situação que exige a sua presença para evitar uma ocorrência danosa. O prefeito é acusado de irregularidade em licitações e não teve as contas aprovadas em 2005. violando o princípio da motivação. Considerando a situação hipotética apresentada. pois não há obrigatoriedade de as decisões administrativas dos TCEs serem fundamentadas. e) É assegurada a garantia da ampla defesa ao prefeito no processo administrativo a que responde no TCE. assinale a opção correta acerca do direito administrativo brasileiro. é privilégio indevido para a prática de um ato administrativo. significa que o administrador público está. b) O princípio da separação de poderes impede o Poder Judiciário estadual. Ponderou também o advogado do prefeito que a decisão do TCE não apresentava nenhuma fundamentação.000. como princípio de aplicação exclusiva da administração pública federal. sob a invocação do argumento da segurança nacional. a) A decisão do TCE é válida. e) O princípio da legalidade. Exemplo disso é a situação em que há demora do Estado em colocar um pára-raios 26 . pois o administrador que sofrer qualquer pena disciplinar no âmbito administrativo fica isento da penalidade na esfera criminal.

Cespe/ANA/Analista Administrativo/ Curso de Formação/2006 Acerca do serviço público. que compreende o processo de concessão/permissão/ terceirização de serviços públicos. 26. Entre as atividades desempenhadas pelo Estado. uma nova interpretação dada pela administração acerca de determinado tema não pode ter eficácia retroativa. após as reformas do Estado na década de 1990. deve incidir no processo de responsabilização do gestor público. o poder de polícia tem execução imediata. 27. segundo o qual serviço público é aquele prestado pelos órgãos ou entidades de natureza pública. contratos administrativos e licitação. Serviços Públicos Cespe/TRT/9ª Região/Analista Judiciário/2008 22. O atendimento do administrado em consideração ao seu prestígio social angariado junto à comunidade em que vive não ofende o princípio da impessoalidade da administração pública. vem paulatinamente sendo substituída pela descentralização por colaboração. 23. Os critérios que caracterizam o serviço público estão divididos. podem ser caracterizados como tipos de serviço público. Com relação à estrutura da administração pública. Ao desempenhar atividade econômica. sem dependência de ordem judicial. é correto afirmar que descentralização administrativa é sinônimo de descentralização política. 25. 27 . 28. que exige da administração rapidez. material e formal. julgue os itens subseqüentes. e não a definição em lei sobre o que é serviço público. Pelo atributo da coercibilidade. estão o desempenho de atividade econômica e a exploração de atividade econômica. considera-se o agente que presta o serviço público. 21. Cespe/TRT/9ª Região/Analista Judiciário/2007 20. primariamente. o Estado tenta aliar serviço público e lucro.em uma escola localizada em área com grande incidência de raios. 24. o princípio da eficiência. No critério formal que caracteriza o serviço público. ao serem as crianças atingidas por um relâmpago em dia chuvoso. Serviços administrativos. o que leva a uma catástrofe. Julgue os itens subseqüentes. perfeição e rendimento. A descentralização administrativa por serviços. Nesse caso. Com base no princípio da segurança jurídica. 19. Prevalece o entendimento de que o conceito de serviço público deve ser pautado pelo critério orgânico ou subjetivo. assim como serviços industriais e sociais. em subjetivo. no referente a serviços públicos.

e) forma de sujeição ao controle estatal. da generalidade. estadual e municipal não pode livremente optar pelo regime de emprego público. A administração pública direta. estão sujeitas à supervisão de uma secretaria e não podem gozar de benefícios fiscais que não sejam extensivos ao setor privado. b) As autarquias são hierarquicamente subordinadas à administração pública que as criou. e) As autarquias não estão sujeitas ao controle externo do Poder Legislativo. Cespe/PGE-ES/Procurador de Estado/ 1ª Categoria/2008 31. Os requisitos do serviço público identificam-se com o conteúdo dos princípios da permanência ou continuidade.Cespe/TCU/Analista de Controle Externo/2004 29. b) composição do capital. d) natureza da atividade. c) As autarquias são criadas e extintas por ato do chefe do Poder Executivo. 33. a administração pública apenas transfere a ela a execução de determinado serviço público. uma vez que o STF restabeleceu a redação original de artigo da Constituição. em nome próprio. Constitui elemento diferenciador entre sociedade de economia mista e empresa pública o(a) a) regime jurídico de pessoal. Organização da Administração Pública Cespe/PGE-CE/Procurador de Estado/ 3ª Categoria/2008 30. permanecendo com a titularidade desse serviço. de direitos e obrigações. autárquica e fundacional das esferas federal. As sociedades de economia mista integram a administração. prerrogativas e responsabilidades. Cespe/PGE-PB/Procurador de Estado/2008 34. da modicidade e da cortesia. 28 . c) patrimônio. a) As autarquias são detentoras. 32. poderes e deveres. que prevê o Regime Jurídico Único. Assinale a opção correta acerca das autarquias. d) Ao criar uma autarquia. da eficiência. A única diferença entre sociedade de economia mista e empresa pública é a composição do capital.

Cespe/PGE-PI/Procurador de Estado Substituto/2008 35. b) De acordo com a CF. a administração pública introversa é instrumental. os órgãos públicos podem ser classificados em coletivos e singulares. o servidor público estável só perderá o cargo em decorrência de sentença judicial condenatória transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. b) Conforme entendimento do STJ. d) Órgão público pode ser definido como unidade administrativa dotada de personalidade jurídica que congrega atribuições exercidas pelos agentes públicos que o integram com o objetivo de expressar a vontade do Estado. obedecendo a uma partilha constitucional de competências. com delegação do presidente da República. assinale a opção correta. Acerca do controle judicial dos atos administrativos. Cespe/TJ-TO/Juiz de Direito Substituto/2007 36. d) Enquanto a administração pública extroversa é finalística. estando em total harmonia com a CF. assinale a opção correta. visto que é atribuída genericamente a todos os entes. contra decisão originária do ministro de Estado que aplicou a penalidade de demissão de servidor público federal. dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político. Acerca da organização da administração pública. b) As autarquias profissionais de regime especial. 29 . e) A responsabilidade administrativa do servidor público será afastada sempre que ele for absolvido na esfera criminal. submetem-se ao controle do Tribunal de Contas da União. c) O procedimento disciplinar denominado verdade sabida tem por objetivo conferir celeridade à punição dos servidores faltosos. como a Ordem dos Advogados do Brasil e as agências reguladoras. a) O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública para deduzir pretensão alusiva a benefício fiscal concedido por meio de portaria com violação à lei de regência. Cespe/TJ-TO/Juiz de Direito Substituto/2007 37. não cabe recurso hierárquico. excluindo-se os órgãos dos Poderes Judiciário e Legislativo. sendo a Presidência da República exemplo de órgão público singular. a) A administração direta abrange todos os órgãos do Poder Executivo. a) Segundo a doutrina. Assinale a opção correta acerca do direito administrativo. para que possam atingir aqueles objetivos. c) As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica em regime de monopólio submetem-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas.

a anulação e a cassação são formas de extinção de um ato administrativo por meio de outro ato do Poder Público. Atos Administrativos Cespe/INSS/Analista do Seguro Social/ Qualquer área/2008 38. O ato discricionário pode ser motivado após a sua edição. 43. A imperatividade é o atributo pelo qual algumas espécies de atos administrativos se impõem a terceiros. Cespe/TJDFT/Analista Judiciário/ Especialidade: Administração/2008 44. d) O Poder Judiciário se limita a examinar apenas os aspectos extrínsecos do ato administrativo. Mesmo nos atos discricionários. mesmo que não haja sua concordância explícita. o que significa que eles têm força de título executivo extrajudicial.c) Conforme entendimento do STJ. ainda que tenha por base os princípios constitucionais da administração pública. por analogia. O Poder Judiciário poderá exercer amplo controle sobre os atos administrativos discricionários quando o administrador. 42. 45. A presunção de legitimidade do ato administrativo implica que cabe ao administrado o ônus da prova para desconstituir o referido ato. diante da ausência de previsão de prazo prescricional para propositura da ação civil pública. Cespe/TST/Analista Judiciário/ Área Judiciária/2008 47. não há margem para que o administrador atue com excessos ou desvio de poder. competindo ao Poder Judiciário o controle cabível. O Poder Judiciário pode revogar ato administrativo violador do princípio da legalidade administrativa. os atos administrativos são auto-executáveis. ofende o princípio da separação dos poderes e o estado democrático de direito. 46. Cespe/TJDFT/Analista Judiciário/ Área Judiciária/2008 41. ao utilizar-se indevidamente dos critérios de conveniência e oportunidade. 40. Em regra. não se aplica. A possibilidade da análise de mérito dos atos administrativos. O conceito de ato administrativo engloba todas as ações emanadas da administração pública e sujeitas ao controle pelo Poder Legislativo. o prazo prescricional de 5 anos previsto para a ação popular. 39. 30 . A revogação. desviar-se da finalidade de persecução do interesse público.

ora repressiva.Cespe/MPE-AM/Agente Técnico/Jurídico/2008 48. impondo coercitivamente aos particulares um dever de abstenção (non facere). 31 . com fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei. de condicionar. ora preventiva. d) O Poder Legislativo pode invalidar atos administrativos praticados pelos demais poderes. caso a matéria não seja de sua competência exclusiva. Editora Malheiros. b) instrução. Os atos administrativos enunciativos são os que declaram. p. Se um secretário de Estado praticar um ato de competência do governador. a liberdade e a propriedade dos indivíduos. Curso de direito administrativo. Cespe/PGE-PB/Procurador de Estado/2008 51. mediante ação ora fiscalizadora. d) decreto. É exemplo de ato enunciativo o(a): a) autorização. expressa em atos normativos ou concretos. 50. b) discricionário. c) parecer. ed. Atividade da administração pública. 787) A definição objeto do fragmento de texto acima se refere ao poder: a) regulamentar. situação jurídica preexistente relativa a particular. e) O ato administrativo discricionário é insuscetível de exame pelo Poder Judiciário. Com relação aos atos administrativos. a pedido do interessado. a) A revogação do ato administrativo incide sobre ato inválido. e) disciplinar. d) hierárquico. b) A revogação do ato administrativo tem efeitos ex tunc. assinale a opção correta. Cespe/PGE-CE/Procurador de Estado/ 3ª Categoria/2008 49. e) portaria. (Celso Antônio Bandeira de Mello. 20. c) de polícia. c) Somente a administração pública possui competência para revogar os atos administrativos por ela praticados. o governador pode ratificar o ato do secretário. a fim de conformar-lhes os comportamentos aos interesses sociais consagrados no sistema normativo.

d) II e IV. estaria ultrapassando os limites legais.52. c) II e III. está sujeito a condição ou termo para que comece a produzir efeitos. para fiel execução das leis. I – Ato perfeito é aquele que teve seu ciclo de formação encerrado. em alguns pontos. cada um deles com manifestação de vontade autônoma. No entanto. Cespe/TJ-RJ/Analista Judiciário/2008 Texto para as questões 54 e 55. Estão certos apenas os itens: a) I e II. IV – Ato imperfeito é o que apresenta aparência de manifestação de vontade da administração pública. o Poder Judiciário pode anular ato administrativo discricionário. a) A demissão de um servidor público. disciplinando a Lei X. Acerca do ato administrativo. II – Ato consumado é o que já produziu todos os seus efeitos. após aprovação de parecer da procuradoria-geral do estado. assinale a opção correta. e) I. julgue os itens subseqüentes. regulando matéria que não estava contida na Lei X. mas que não chegou a aperfeiçoar-se como ato administrativo. por motivo diverso do que constou da fundamentação do ato administrativo. após o mesmo gerar os efeitos que dele se esperava. A respeito dos atos administrativos. por ter esgotado todas as fases necessárias à sua produção. d) O silêncio da administração é forma de manifestação da vontade. b) I e IV. b) O desvio de finalidade ofende ao princípio da impessoalidade administrativa. entendeu-se. II e III. O governador do estado do Rio de Janeiro emitiu um decreto. Cespe/TCE-AC/Analista de Controle Externo/2008 53. III – Ato pendente é aquele que. que o referido decreto. 32 . embora perfeito. c) Por considerar que o motivo indicado pelo administrador não corresponde à melhor escolha. é legal. e) O ato que exige a participação de mais de um órgão. é um ato composto. significando seu consentimento tácito.

54. a) É pacífico o entendimento de que os decretos não são considerados atos administrativos. d) motivo. não houve processo administrativo disciplinar. que entendeu que ela seria responsável por ato ilícito cometido no desempenho desse cargo. 57. o agente público competente. 55. já que extrapola os limites da lei. No entanto. b) É pacífico o entendimento de que os pareceres são atos administrativos opinativos. b) objeto. Já os atos praticados pelos concessionários e permissionários do serviço público não podem ser alçados à categoria de atos administrativos. Ainda a respeito do decreto citado no texto e acerca dos atos administrativos. Cespe/TCU/Analista de Controle Externo/2007 56. c) finalidade. atos normativos secundários. o referido ato seria nulo. e) O vício contido no referido decreto pode ser reconhecido pelo próprio governador. que recebe da lei o devido dever-poder para o desempenho de suas funções. por vício de ilegalidade. hipótese em que deve reconhecer a sua nulidade. o decreto em tela pode ser declarado ilegal pela própria administração. apenas na parte em que extrapolou os limites legais. em verdade. Cespe/PMRB/Procurador Jurídico/2007 59. no caso concreto. razão pela qual tais poderes não praticam atos administrativos. pois são. Nessa situação. d) O vício contido no referido decreto pode ser reconhecido pelo Poder Judiciário. São exemplos de atos administrativos relacionados com a vida funcional de servidores públicos a nomeação e a exoneração. de acordo com o princípio dos motivos determinantes. e) forma. Ele precisa de um executor. Considere que Maria tenha sido demitida do seu cargo em comissão por meio de decreto do prefeito. 33 . O ato administrativo não surge espontaneamente e por conta própria. c) Diante do princípio da legalidade. o decreto emitido apresenta vício de a) competência. Os atos praticados pelo Poder Legislativo e pelo Poder Judiciário devem sempre ser atribuídos à sua função típica. que deverá revogar o referido decreto. Na situação hipotética descrita no texto. assinale a opção correta. deixando-o de aplicar. 58.

entendeu pela sua ilegalidade. solo. as decorrentes de obras da União. Com base na situação hipotética acima. relativos a atos administrativos. ou em desconformidade com suas disposições. Considerando a legislação pertinente à propriedade. Cespe/TJPI – Juiz de Direito Substituto/2007 62. 61. processo administrativo e precedentes do STF. julgue os itens a seguir. para efeitos de exploração ou aproveitamento. IV – As decisões do TCU são vinculantes para a Administração Pública. O ato disciplinar é vinculado. III – Na hipótese em questão. subsolo e recursos hídricos. e) 4. o TCU. b) 1.784/1999. I – O ato de concessão de aposentadoria é composto. a) As jazidas. deixando a lei pequenas margens de discricionariedade à administração. No entanto. assinale a opção correta.Cespe/AGU/Procurador Federal/2ª Categoria/2007 60. com base em parecer jurídico. jamais pelo Poder Judiciário. uma vez que o TCU apenas aprecia a legalidade ou não do ato. fluentes. nesse caso. já que houve boa-fé de Maria e o ato questionado lhe foi favorável. Bens Públicos Cespe/PGE-CE/Procurador de Estado/ 3ª Categoria/2008 63. para fins de registro. emergentes e em depósito. o TCU não poderia anular o referido ato sem proporcionar a Maria o direito constitucional da ampla defesa e do contraditório. Maria teve o seu pedido de aposentadoria no serviço público federal acatado pelo seu órgão de origem. As dúvidas sobre a margem de discricionariedade administrativa devem ser dirimidas pela própria administração. ao uso e exploração de bens públicos. na forma da lei. conforme a Lei nº 9. e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade comum ao solo. A quantidade de itens certos é igual a: a) 0. 34 . c) 2. ressalvadas. no exercício da sua competência de apreciar tal ato. d) 3. que não pode demitir ou aplicar quaisquer penalidades contrárias à lei. b) Aos estados pertencem as águas superficiais ou subterrâneas. II – Na situação considerada. em lavra ou não. o prazo decadencial para que o TCU anule o ato de concessão da aposentadoria é de 5 anos.

IV – Os bens dominiais. A quantidade de itens certos é igual a: a) 0. a utilização de instrumento do qual pode se valer o particular para a defesa de seu patrimônio esbulhado ou turbado. Os estacionamentos localizados nas ruas públicas e cuja utilização gera pagamento à administração são bens de uso especial. Cespe/TJPI/Juiz de Direito Substituto/2007 68. estão disponíveis à alienação. já que não se admite usucapião de bens públicos. 67. no âmbito de programas habitacionais de interesse social. Cespe/INSS/Analista do Seguro Social: Direito/2008 65. III – Os bens de uso especial são aqueles destinados à execução dos serviços públicos. e) A afetação e a desafetação de um bem público devem ser feitas de modo expresso. não se admitindo a forma tácita. desde que condicionados a certos requisitos previstos em lei. d) Todos os bens públicos são inalienáveis e estão fora do comércio jurídico de direito privado. Cespe/MPE-AM/Promotor de Justiça Substituto/2008 64. acerca dos bens públicos. Em relação ao regime dos bens públicos. b) 1.c) As terras devolutas constituem bens públicos de uso comum. no que diz respeito a sua defesa. c) O instituto da legitimação de posse não foi recepcionado pela CF. por órgãos ou entidades da Administração Pública especialmente criados para esse fim. c) 2. a exemplo de um edifício onde esteja instalada uma cadeia pública. ou dominicais. 35 . e) 4. b) A concessão de uso de bem público imóvel de uma entidade estatal a outra não dispensa o respectivo registro imobiliário público. assinale a opção correta. I – Os bens públicos não dispensam. As terras devolutas podem ser alienadas pela administração pública. 66. a) É dispensada de licitação a alienação de bens públicos imóveis construídos ou destinados ou efetivamente utilizados. II – Se o bem público objeto de eventual esbulho for de uso comum ou de uso especial. d) 3. é cabível a retomada por meio de atos auto-executórios. O imóvel afetado para funcionamento de agência do INSS é um bem público dominical. Julgue os itens a seguir.

portanto. e) A necessidade de obtenção de autorização do Senado Federal para que os estados possam contrair empréstimos externos configura controle repressivo da administração pública. devem dar ciência do fato ao TCU. Prédio localizado na área central de Brasília. a) O controle que os chefes exercem sobre os seus subordinados. Considere-se que um prefeito municipal tenha inaugurado uma praça para atividades artísticas e esportivas construída com dinheiro público. Cespe/TRF/5ª Região/Juiz Federal Substituto/2007 73. c) O controle popular dos atos da administração pública só se consolida por intermédio da atuação do MP. Controle da Administração Pública Cespe/MPE-AM/Promotor de Justiça Substituto/2008 72. os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista prestadoras de serviço público serão públicos. essa praça é um bem de uso comum e. as terras devolutas constituem domínio da União. e não. Cespe/ANA/Analista Administrativo – Qualquer Área/2006 69. e) Nos termos do Código Civil. sob pena de responsabilidade subsidiária. b) A sustação. discricionário e precário. um bem de uso especial. Autorização de uso de bens públicos constitui ato administrativo unilateral. 70. 71. é uma modalidade de controle externo. por requisição de qualquer das casas do Congresso Nacional ou de comissão parlamentar 36 . Compete ao tribunal de contas realizar por iniciativa própria. em que funcione a sede da Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério da Agricultura. d) Os agentes públicos responsáveis pelo controle interno. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade.d) Como regra. é considerado. de atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar configura controle externo. indistintamente. destina-se ao uso de toda a comunidade. Segundo a classificação da doutrina majoritária do direito administrativo brasileiro. de propriedade da União Federal. pelo Congresso Nacional. na estrutura de um órgão público. com base na doutrina majoritária do direito administrativo. Assinale a opção correta acerca do controle da administração pública.

76. o que torna definitiva a aposentadoria. já que compete ao Congresso Nacional julgá-las. o outro. praticamente. 75. Todas as manifestações das cortes de contas têm valor e força coercitiva. política e administrativa. O Tribunal de Contas da União (TCU) aprecia a legalidade do ato concessivo de aposentadoria e. compete ao TCU apenas apreciá-las e emitir parecer prévio. só os acórdãos condenatórios têm eficácia de título executivo. Cespe/TCU/Analista de Controle Externo/2007 77. 78. se. encontrando-se este em conformidade com a lei. Essa apreciação é competência exclusiva do TCU e visa ordenar o registro do ato. as mesmas competências deferidas constitucionalmente aos tribunais de contas. procede a seu registro. em tal momento. detectar-se ilegalidade. inclusive para respeitar o princípio da segregação. a cargo da corte de contas e que pode gerar um julgamento direto com imputação de débito e multa. para serem exercidas. ou seja. orçamentário. condicionado pelo princípio do contraditório. operacional e patrimonial em qualquer das atividades administrativas dos três poderes. técnico. operacional e patrimonial – é tarefa atribuída ao Poder Legislativo e ao tribunal de contas. A função judicante é expressa quando o TCU exerce a sua competência infraconstitucional de julgar as contas de gestão dos administradores públicos. financeiro. O controle externo da administração pública – contábil. perante o parlamento. não compete ao TCU cancelar o pagamento da aposentadoria. quando atua nessa seara. independem da interveniência do Poder Legislativo. no que se refere ao objeto do controle das matérias sindicadas. O primeiro. inspeções e auditorias de natureza contábil e financeira. Como os prefeitos municipais assumem dupla função. estando. por sua vez. podem ser julgados. abrangendo tanto as contas anuais quanto as contas especiais. ou seja. na apreciação do ato. o faz com o auxílio do segundo. unicamente os processos de contas.de inquérito. com base na emissão do parecer emitido pela comissão mista permanente de senadores e deputados. 37 . ensejando a constituição de título executivo e podem ter como efeito a produção de coisa julgada. que. ao julgar a legalidade da concessão de aposentadoria. 79. detém competências que lhe são próprias e exclusivas e que. Entretanto. 74. exerce o controle externo que lhe foi atribuído pela Constituição. Os órgãos de controle interno da administração pública têm. Entretanto. no tocante às prestações de contas apresentadas pelo governo federal. nos termos da lei. precedido de parecer prévio. sendo diversas somente a forma de exteriorização e as conseqüências do exercício desse controle. O tribunal de contas. entretanto. a tarefa de executar orçamento e o encargo de captar receitas e ordenar despesas. orçamentária. submetem-se a duplo julgamento: um político.

o município. 84. servidor público municipal. for condenado. diante das circunstâncias concretas. um colega de serviço. Cespe/PMV/Auditor Fiscal do Tesouro Municipal/2008 João. independentemente da prova de culpa ou da demonstração do nexo causal. a) Nos Estados absolutistas. em razão dos fatos.Cespe/ANA/Analista Administrativo/ Curso de Formação/2006 80. o Estado responde pelos danos causados por seus agentes a terceiros. d) De acordo com a teoria da responsabilidade objetiva. a responsabilidade da transportadora que exerça função pública sob concessão é contratual e subjetiva. Se. atropelou Paulo. venha a se vislumbrar uma responsabilidade criminal. com fundamento no entendimento de que o Estado não podia causar males ou danos a quem quer que fosse (the king can do no wrong). A ação civil pública é o instrumento mais hábil para se garantir direito líquido e certo do cidadão que se sentir ameaçado com ato de autoridade pública. Segundo a classificação da doutrina. motorista da prefeitura. julgue os itens seguintes. c) A Constituição Federal de 1988 adotou o princípio da responsabilidade civil subjetiva para as autarquias. A esse mecanismo se dá o nome de ação regressiva. 81. no pátio do prédio da secretaria municipal de saúde. sendo possível. João poderá responder tanto administrativamente quanto civilmente pelo fato. 83. Tendo por base essa situação hipotética. e) Uma sociedade de economia mista prestadora de serviço público responderá por danos causados a terceiros independentemente da prova de culpa. acionado judicialmente por Paulo. negava-se a obrigação da administração pública de indenizar os prejuízos causados por seus agentes aos administrados. 38 . Assinale a opção correta no que concerne à responsabilidade civil do Estado. ele pode voltar-se contra João para que este pague os danos causados. b) Perante o transportado. Responsabilidade Civil da Administração Pública Cespe/PGE-CE/Procurador de Estado/ 3ª Categoria/2008 82. com auxílio do Tribunal de Contas da União. a teoria adotada nesse período era a teoria do risco integral. ainda. que. O controle externo da Administração Pública Federal é feito pelo Congresso Nacional.

por policiais do posto policial presente naquele bairro. atividades como diligências. no caso. José. e) É cabível ação regressiva contra servidor responsável por dano. durante um plantão. a) Está configurada a responsabilidade civil do Estado pela falta do serviço. não é obrigado a responder legalmente pelos danos causados por João. Cespe/MPE-AM/Promotor de Justiça Substituto/2008 87. adentrou o posto policial e desferiu um tiro em José. pois a administração pública tolerava a atividade ilegal exercida por José. c) O direito brasileiro adota a teoria do risco administrativo na responsabilidade civil do Estado. Antônio. ou seja. teve um desentendimento com sua companheira e lhe desferiu um 39 . b) O Estado arcará integralmente com o dano causado à vítima. plantões e vigilância de presos. no caso concreto. pois foi o Estado que recrutou José e este ficou paraplégico em serviço. assinale a opção correta. Acerca da situação hipotética descrita acima e da responsabilidade civil do Estado. Certo dia. para exercer. por ausência de provas. durante o período de folga. tal fato é motivo suficiente para excluir qualquer responsabilidade do Estado. assinale a opção correta. morador de um bairro periférico. afasta a responsabilidade civil do Estado. rondas. adota-se a teoria da responsabilidade civil subjetiva do Estado. b) A responsabilidade civil do Estado. O município. Cespe/TCE-AC/Analista de Controle Externo/2008 86. não está configurado o nexo de causalidade necessário à configuração da responsabilidade civil do Estado. apenas quando ficar comprovado que ele agiu com dolo. o que descaracteriza a prescrição constitucional de que as pessoas jurídicas de direito público devem responder pelos danos que seus agentes causem a terceiros. adotada pela CF na atualidade. a responsabilidade subjetiva. é a objetiva. deixando-o paraplégico. d) Apenas a adoção da teoria do risco integral. Um policial militar do estado da Paraíba.independentemente de a culpa ser ou não exclusiva do servidor. c) No caso concreto. não sendo necessário indagar qualquer outro aspecto para solucionar a controvérsia. pois a vítima é servidor público. em cooperação à polícia militar. foi recrutado informalmente.85. é capaz de gerar a responsabilização do Estado em casos como esse. e) Como a conduta danosa praticada contra José foi realizada por agente que não é servidor público. Cespe/PGE-PB/Procurador de Estado/ 3ª Categoria/2008 88. Quanto à responsabilidade civil do Estado. julgando que José fosse amante de sua esposa. d) No direito brasileiro. esposo de Maria. a) A absolvição do servidor público na esfera penal. em sua residência.

acompanhada de sua filha de 11 anos de idade. a denunciação da lide pela administração a seus agentes.tiro com uma arma pertencente à corporação. d) I. desde que comprovada a existência de culpa ou dolo do agente. ela tenta receber o valor do seguro a ser pago pelo poder concedente. Com relação aos efeitos da ação regressiva do Estado contra o agente público. pois o dano não foi causado nas dependências de uma repartição pública. e) não há responsabilidade civil do Estado. 89. I – Os efeitos da ação regressiva transmitem-se aos herdeiros e sucessores do agente público culpado. uma vez que a conduta praticada pelo policial não configurou dano. III – A ação por meio da qual o Estado requer ressarcimento aos cofres públicos de prejuízo causado por agente público considerado culpado prescreve em 5 anos. b) está configurada a responsabilidade civil do Estado. Após espera de mais de três horas. c) não há responsabilidade civil do Estado. Desde então. O agente público causador do dano deverá ressarcir a administração. III e IV. para saber se já existia decisão de seu caso. II – A ação regressiva pode ser movida mesmo após terminado o vínculo entre o agente e a administração pública. Na última vez. muito embora tenha adotado os procedimentos 40 . o servidor que a atendeu. IV – A orientação dominante na jurisprudência e na doutrina é de ser cabível. e o fato de ele estar de folga não afasta a responsabilidade do Estado. pois a arma pertencia à corporação. III e IV. Maria foi atropelada. em casos de reparação do dano. tendo ficado provado que o atropelamento foi causado por culpa exclusiva de condutor do ônibus de empresa prestadora de transporte público municipal. é correto afirmar que a) está configurada a responsabilidade civil do Estado. c) II e III. Cespe/INSS/Analista do Seguro Social: Direito/2008 Há três anos. A obrigação do Estado de indenizar o particular independe de culpa da administração. Estão certos apenas os itens: a) I e II. pois o disparo foi efetuado por um policial militar. Considerando o ato hipotético praticado pelo referido policial. julgue os seguintes itens. foi a um dos postos de atendimento da autarquia responsável pelo segmento. b) I e IV. visto que o dano foi causado por policial fora de suas funções públicas. visto que a responsabilidade é objetiva. e) II. d) não há responsabilidade civil do Estado. respeitado o limite do valor do patrimônio transferido.

julgue os próximos itens. De acordo com a teoria do risco integral. a Constituição Federal de 1988 adotou a teoria do risco administrativo. nesse caso. Cespe/PM-RB/Fiscal De Tributos/2007 94. já que. A autarquia responderá por dano moral em razão do que disse seu servidor. o que caracterizou ofensa à honra da segurada. em especial pelo fato de a afirmação ter sido feita na presença de sua filha. 91. a indenização decorrente de atos lesivos limita-se aos danos materiais. por exemplo. julgue os itens a seguir. a ausência do nexo causal entre o dano e a ação do Estado. ainda. Caso haja vazamento de informações relativas à situação econômica ou patrimonial de contribuinte submetido à fiscalização do fisco. Cespe/PM-RB/Procurador Jurídico/2007 93. como. No âmbito da responsabilidade civil do Estado. Dessa forma. como matéria de defesa. está caracterizada a responsabilidade subjetiva. 92. Cespe/TRF/5ª Região/Juiz Federal Substituto/2007 97. força maior ou caso fortuito. teria afirmado para a requerente e sua filha que achava uma injustiça que qualquer dorzinha virasse pretexto para a pessoa não trabalhar e ficar pedindo seguro por acidente. somente haverá responsabilidade civil do Estado se houver dano moral ou patrimonial a esse contribuinte. A doutrina da culpa administrativa representa um estágio de transição entre a doutrina da responsabilidade civilística e a tese objetiva do risco administrativo.administrativos de rotina para a regular tramitação do pedido. 96. a responsabilidade objetiva será afastada se o Estado comprovar. 41 . 95. A conduta de dar regular tramitação ao procedimento de pagamento do seguro exclui a responsabilização administrativa do servidor. A empresa de ônibus responderá por danos morais e materiais. a responsabilidade civil por dano ambiental não é afastada em face da ocorrência de caso fortuito. Cespe/PMV/Procurador Municipal/2007 Quanto à evolução doutrinária da responsabilidade civil da administração pública e à reparação do dano causado pelos agentes públicos. No atual estágio da doutrina da responsabilidade da administração pública pelos atos de seus agentes. bem como se for identificado o servidor responsável e apurada a sua culpa ou dolo no evento. Com base na situação hipotética apresentada acima. a culpa exclusiva da vítima ou de terceiro ou. e o agente causador do dano fica sujeito à obrigação de repará-lo. 90.

C 6. C 42 88. e 65. e 17. c 51. C 84. C 78. C . C 96. c 89. C 85. a 36. C 29.GABARITO 1. c 30. C 46. a 31. C 12. C 21. C 10. C 67. E 95. C 68. E 61. C 42. C 39. E 3. E 86. b 73. c 50. C 27. E 41. C 24. E 79. C 72. e 53. c 52. C 2. E 40. C 94. E 20. E 48. C 62. E 49. E 13. C 7. E 91. a 38. C 81. E 23. C 19. E 43. E 76. b 35. E 22. E 57. E 93. b 15. E 9. E 45. C 34. E 18. d 37. b 54. C 5. E 33. b 55. d 16. E 28. E 66. E 26. C 77. b 64. C 44. C 4. E 97. E 32. E 74. C 8. C 92. C 70. E 25. a 63. C 14. E 82. C 47. d 56. e 83. C 75. a 90. c 87. C 60. a 69. E 11. C 59. E 58. E 80. E 71.

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