Leandro Luiz Raimundo Procópio

História do Direito Fichamento

Juiz de Fora 2007 Leandro Luiz Raimundo Procópio

História do Direito Fichamento.

Trabalho apresentado à disciplina de História do Direito, do curso de Direito da Faculdade de Ciências Jurídicas, da Faculdade Metodista Granbery. Orientadores: Luis Henrique Eiterer

Juiz de Fora 2007

Fichamento de História do Direito Leandro Procópio
INTRODUÇÃO  A história do direito fazendo compreender a formação e desenvolvimento do direito atual.  A família dos direitos romanistas integra a generalidade dos direitos europeus.  Os sistemas mais ou menos aparentados com os direitos romanistas:

* o common law inglês; * direitos socialistas dos países de tendência comunista.  Sistemas diferentes dos direitos europeus: * hindu, chinês, japonês, muçulmano e africanos.  Os sistemas jurídicos situados no quadro geográfico e histórico, e a compreensão dos direitos europeus em relação à evolução geral do direito no mundo.  As três partes do livro: * Uma história universal do direito; * Uma história das fontes do direito nos direitos Europeus; * Alguns elementos da história do direito privado. 1- Componentes históricas dos direitos romanistas  O direito como consequência de uma evolução secular.  O direito infinitamente mais diferenciado do ponto de vista territorial durante a Baixa Idade Média e, ao mesmo tempo, sujeito a grandes correntes de influência.  As influências da Revolução Francesa de 1789 e das reformas que daí resultaram no plano do direito, constituíram uma marca na evolução jurídica.  A distinção de duas grandes fases no exame das componentes históricas do direito contemporâneo, a que segue e a que precede 1789. A- Depois de 1789  A evolução do direito durante os séculos XIX e XX, que realizou-se: * pela promulgação de milhares de leis; * pelo desenvolvimento de uma jurisprudência própria de cada país; * pelo contributo da doutrina; * pela formação de novos costumes.  O direito privado atual, em certo número de países europeus, é constituído pelo direito francês da época de Napoleão.  No direito público constata-se que as constituições dos diferentes países recebrem muito das constituições francesas e também do direit constitucional inglês e americano. B- Antes de 1789  A revogação de tudo que é contrário às regras jurídicas das constituicões e dos códigos franceses e o desaparecimento das leis d Antigo regime, os antigos costumes e os antigos privilégios.  O não rompimento dos códigos com o passado, constituindo a síntese das grandes correntes da história do direito da Europa Ocidental.  A dominação das correntes por diferentes componentes históricos do direito dos inícios do séc. XIX, a saber: a- O pensamento jurídico e político dos últimos séculos do Antigo Regime  A Escola do Direito Natural domina o pensamento jurídico nos sécs. XVII e XVIII.  No domínio político, começa a dominar o princípio da soberania nacional, que leva à preponderância da lei como fonte de direito, sendo a lei a expressão da vontade da nação soberana.  A afirmação das liberdades públicas em importantes declarações, tendentes a recnhecer e a garantir os direitos subjetivos dos cidadãos. b- A legislação dos últimos séculos do Antigo Regime  A lei desempenhando importante papel como fonte de direito.  O desenvolvimento dos grandes Estados modernos, fortalecimento do poder monárquico, o enfraquecimento do feudalismo, da Igreja e do espírito particularista, levam a dar valor de lei à vontade do soberano.

 A legislação conduzind a uma relativa unificação do direito em certos países. c- O costume medieval  O costume como principal fonte de direito na Europa ocidental e continuando a sêlo, pelo menos no direito privado, até ao fim do Antigo Regime.  O costume é uma fonte muit conservadora do direito, sendo muito lenta a sua evolução. d- O direito canônico  É o direito da Igreja Católica da comunidade de crentes, sendo sua influência sobre o direito laico da Europa ocidental, por diversas razões considerável.  A influência do direito canônico decresce a partir do séc. XVI. e- O direito germânico  O sistema jurídico dos povos germânicos que viviam a leste do Reno e a norte dos Alpes na época romana era ainda um direito tribal arcaico e pouco desenvolvido.  O direito germânico evolui, sbretudo no contato com populações romanizadas da Europa ocidental, com a fusão dos sistemas jurídicos romano e germânico, a partir da épca carolíngia, dá-se origem a um sistema jurídico do tipo feudal. f- O direito romano  Os romanos foram os grandes juristas da antiguidade e conseguiram realizar um notável sistema jurídico, tanto no domínio do direito privado como no do direito público.  O direito romana não desaparece com a derrocada do Império Romano no Ocidente, subsistindo no Oriente e conhecendo uma evolução própria durante dez séculos.  O direito romano, reaparece no Ocidente, graças ao estudo que os juristas fazem dele no seio das universidades nascentes.  O renascimento do direito romano constituindo um fato capital na formação do direito moderno na Europa ocidental.  Direito romano manifestando sua influência de forma tripla. g- Os direitos da antiguidade  O direito da república sendo proveniente de uma evolução milenária na bacia do Mediterrâneo.  As cidades gregas atingindo um alto grau de desenvolvimento cultural, político e jurídico.  Os direitos cuneiformes, na Ásia Menor, conheceram, a partir do III milênio, um grande desenvolvimento, sendo os primeiros a formular por escrito regras jurídicas que, agrupadas em coleções, formam os primeiros códigos da história.  Intimamente ligado à religião, o direito dos Hebreus, exerceu uma influência não negligenciável sobre o direito moderno. 2- Os grandes sistemas jurídicos  A distinção, por um lado, entre os direitos romanistas e os que lhe são aparentados, o common law e os direitos socialistas dos países de tendência comunista e, por outro lado, os numerosos sistemas jurídicos que existem ou existiram noutros lugares do mundo. a- Os direitos romanistas  Os direitos da maior parte dos países da Europa ocidental pertendendo a um conjunto, uma família de sistemas jurídicos, chamada de direitos romanistas.  A oposição do ciil law system ao common law.  A quase totalidade dos direitos dos países europeus pertencendo à família romanista.  A imposição do sistema de direito romanista nos países fora da Europa colonizados por países da Europa contienntal. b- O common law  O common law nasceu na Inglaterra, como um judge made law, sendo sua principal fonte a jurisprudência.  O common law escapou da influência do direito romano e da ciência jurídica das

sociedades medievais modernas. c- Os direitos dos países socialistas de tendência comunista  Sistema jurídico novo que nasceu na Rússia.  É um sistema revolucionário de direito que visa alterar os fundamentos da sociedade pela coletivização dos meios de produção.  A influência romanista de direito construindo uma parte considerável nos direitos socialistas. d- O direito muçulmano  Sistema no qual a distinção entre direito e religião é quase nula.  A partir do séc. X, o direito muçulmano permaneceu estático, resultando numa inadaptação aos problemas da vida econômica moderna. e- O direito hindu  O direito do comunidade religiosa brâmane ou hinduista e aplicado sobretudo no Sudeste asiático.  Impsição aos fiéis de certa concepção do mundo e das relações sociais, baseadas na existência de casas. f- O direito chinês  O dirieto com um papel secundário na China tradicional.  A concepção dos legistas defensores da preponderância da lei e as penas pesadas e muitas vezes cruéis.  A europeização de direit chinês, sob influência dos direitos ocidentais e socialistas, acontecendo de forma superficial. g- Os direitos africanos  Os direitos da África Negra e de Madagáscar constituindo sistemas jurídicos mais arcaicos do que os direitos religiosos da África e do Islão.  O costume sendo a fonte quase única de direito.  A influência dos sistemas jurídicos dos colonizadores. 3- As fontes de direito  A expressão fontes de direito sendo entendida pelo menos em três sentidos diferentes: a- Fontes históricas do direito  As fontes históricas do direito romanista são os costumes, a legislação e a jurisprudência do Antigo Regime, o direito canónico, o direito romano, etc. b- Fontes reais do direito  A variação das fontes reais conforme a concepção religiosa ou filosófica dos homens. c- Fontes formais do direito  Instrumentos de elaboração do direito num grupo sóciopolítico dado numa época.  Entre as diversas fontes formais do direito destacam-se a lei e o costume na evolução e formação dos sistemas jurídicos europeus e também, muitas vezes nos restantes.  A contestação de certos juristas a qualidade de fonte de direito à jurisprudência e à doutrina, não as considerando como tendo força vinculativa em direito.  O papel desempenhando pelo costume e pela lei nas diversas épocas do passado e o papel supletivo da doutrina e da jurisprudência. a- Lei  Norma ou um conjunto de normas de direito, relativamente gerais e permanentes, na maior parte dos casos escritas, imposta por aquele ou aqueles que exercem o poder num grupo sóciopolítico mais ou menos autônomo. b- O costume  Conjunto de usos de natureza jurídica que adquiriram força obrigatória num grip sóciopolítico dado, pela repetição de atos públicos e pacíficos durante um lapso de tempo relativamente longo. c- A jurisprudência  Conjunto de normas jurídicas extraídas das decisões judiciárias.

 A tendência dos juízes a interpretar a lei e o costume como o fizeram os seus predecessores. d- A doutrina  É o conjunto de normas jurídicas formuladas por grandes juristas nas suas obras.  A doutrina contribuindo para introduzir um direito estrangeiro como direito supletivo.  A doutrina na base da ciência do direito. Primeira Parte ESBOÇO DE UMA HISTÓRIA UNIVERSAL DO DIREITO CAPÍTULO 1- Os direitos dos povos sem escrita 1- O problema das origens do direito  A pré-história do direito escapando quase inteiramente do nosso conhecimento.  A entrada dos povos na história com a exitência das instituições civis e o domínio daquilo que hoje chamamos direito público, com uma organização relativamente desenvolvida dos grupos sóciopolíticos dos povos sem escrita.  A distinção entre a pré- história do direito e a história do direito.  As origens do direito em épocas pré-históricas.  A tentativa de reconstituição dos direitos germânico e romano.  Os perigos do método comparativo para se estudar as instituições mais arcaicas que não conhecem a escrita.  As numerosas transformações dos direitos arcaicos pelo contato com os direitos europeus.  Os sistemas jurídicos dos povos sem escrita sendo chamado de direito primitivo.  A expressão direitos arcaicos sendo mais vasta que direitos primitivos. 2- Atualidade do estudo dos direitos dos povos sem escrita Colonizações e descolonizações  O estudo dos sistemas jurídicos dos povos sem escrita não se limitando à simples busca das origens do direito.  Os direitos dos povos sem escritas send mais ou menos arcaicos ou, mais exatamente, mais ou menos desenvolvidos.  A não existência de um direito africano ou direito negro, mas um número elevado de direitos africanos, uns mais desenvolvidos do que outros.  Os direitos africanos, como os de outros povos sem escrita, sofrend contatos com direitos mais desenvolvidos na sequência da colonização e, por outras colonizações mais antigas.  Os colonizadores deixando subsistir os sistemas jurídicos das populações indígenas. 3- Caracteres gerais dos direitos dos povos sem escrita a- São, por definição, direitos não escritos. b- Estes direitos são numerosos. c- Os direitos dos povos sem escritas são relativamente diversificados. d- O direito está fortemente impregnado de religião. e- Os direitos dos povos sem escrita são direitos em nascimento. 4- Fontes de direito a- Em todos os direitos dos povos sem escrita, a fonte do direito é quase exclusivamente o costume. b- Os que detêm o poder impõem regras de comportamento, dando ordem de caráter

geral e permanente, estabelecendo-se então, verdadeiras leis. c- O precedente judiciário sendo também uma fonte criadra de regras jurídicas nos direitos dos povos sem escrita. d- Os provérbios e adágios são um modo frequente de expressão do costume, ainda que sejam dificilmente acessíveis aos profanos. 5- Crítica da concepção evolucionista e progressiva  A construção de um sistema aparentemente lógico para explicar as origens do direito por uma evolução progressiva passando necessariamente pelas uniões de grupos, o matriarcado, o patriarcado, o clã, a tribo.  Os dados fornecidos pela etnologia jurídica não permitem confirmar a tese evolucionista. 6- Sociedades matrilineares e sociedades patrilineares  Renunciando a formular hipóteses sobre as formas mais arcaicas da vida em comunidade, a etnologia jurídica dedica-se atualmente a analisar os diferentes tipos de estrutura familiar e social que podem reconstituir, sobretudo os tipos matrilineares e patrilineares. a- O casamento é uma das instituições mais arcaicas e mais permanentes.  A estrutura das famílias matrilineares é desde logo muito complexa. b- Nas sociedades matrilineares a família está centrada sobre a linhagem da mãe – filha – neta.  A família matrilinear é muitas vezes, mas não necessariamente, matrilocal. c- Nas sociedades patrilineares a família está centrada sobre a linhagem do pai – filho – neto. - Sistema muitas vezes acompanhado pelo patrilocalismo.  O sistema patrilinear ou patrilocal é o dos Gregos e dos Romanos.  Muitas vezes, mas sem provas suficientes, foi considerado que o sistema patrilinear patrilocal era própria dos povos caçadores. d- A família ou linhagem vive geralmente junta. 7- O clã       A formação de grupos relativamente extensos, os clãs. A predominância da lei do mais forte nas sociedades arcaicas. Unidade social reforçada pelo fator religioso. O clã na origem da maior parte das civilizações. O desenvovimento e a sobrevivência dependendo da coesão dos membros. O aparecimento de um grande número de instituições de direito.

8- A etnia       A etnia constituindo a estrutura sóciopolítica superior na organização dos povos sem escrita. A dificuldade de se determinar o número de etnias que existiram ou que ainda existem. A etnia identificando-se com a tribo, enquanto federação de clãs. A etnia identificando-se com o Estado, quando a estrutura política é desenvolvida e soberana. A estrutura judiciária existindo na posse do chefe ou do seu conselho. A justiça confiando frequentemente nas forças sobrenaturais para resolver litígios.

9- Modos de detenção dos bens a- O homem misticamente ligado aos membros do seu clã e a certos objetos; As formas de propriedade pessoal apresentando-se como pertenças sob o aspecto da participação mística das coisas no ser humano. O comércio mudo e o comércio potlatch.

b- A propriedade mobiliária precedendo de longe a propriedade imobiliária. Não há terras vagas, sendo o solo pertencente ao chefe da terra e , por ele, à comunidade. O nomadismo favorecendo o desenvolvimentoda propriedade comum. Na sedentarização, a colheita dá lugar à agricultura. A sedentarização dos clãs e o aparecimento da noçã de propriedade familiar. 10- Classes sociais: ricos e pobres, livres e não livres  A apropriação do solo gerando desigualdades sociais e econômicas.  As desigualdades econômicas levando a diferenças consideráveis de produção de um clã para outro.  A escravatura eonômia surgida da não execução de um contrato de empréstimo.  O aparecimento de classes sociais cada vez mais distintas e uma hierarquização da sociedade. 11- Aparecimento de cidades e de direitos urbanos  O aparecimento de cidades em certas sociedades arcaicas ou feudais.  O aparecimento das cidades na Europa feudal dos séculos XI e XII, na África antes da colonização européia e também na antiguidade.  As cidades antigas sendo relatiamente desenvolvidas.  A velha solidariedade clânica desagrega-se nas cidades, a mesmo tempo que a nobreza feudal.  O surgimento da fiscalidade, escrita e do calendário.  O desaparecimento dos povos sem escrita e a aurora da história dos direitos na antiguidade.

. CAPÍTULO 2 – DIREITO HEBRAICO 1- Introdução  A origem dos hebreus em da Mesopotâmia, mas no final do segundo milênio, a.C., eles iniciaram um deslocamento para região da Palestina.  Os hebreus eram agricultores-pastores.  Eram o único povo monoteísta.  A lei era inspirada em Deus, crime e pecado se confundiam. 2- A sociedade e a vida econômica  Os hebreus se dividiam em 12 tribos, e posteriormente as tribos em famílias. Uma tribo era responsável por funções sacerdotais e as outras onze cultivavam a agricultura e o pastoreiro.  Havia outra divisão social: * escravos: podendo ser estrangeiros ou hebreus, ambos com muitos direitos. * estrangeiros: os que eram livres se dividiam em dis tipos, os que tinham ligação com alguma tribo e os que não tinham, esses não desfrutavam de direito algum.  O comércio também teve seu auge, e a indústria se fortificou com o cobre sendo utilizado como matéria prima. 3- A lei Mosaica  Por volta de 1800 a.C. Fortes secas fizeram com que o povo Hebreu saísse da Palestina, dessa

forma eles passaram a ser perseguidos e obrigados a pagar altos impostos, até mesmo com a escravidão.  Moisés, como conta a bíblia, lideraria esse povo a fim de liberta-lo.  Alguns acreditam que a Torá, lei dos Hebreus, foi escrita pelo próprio Moisés, por isso denominamos a legislação de “Mosaica”. Essa legislação possui sua base nos Dez Mandamentos de Deus. 4- A formação do Direito Hebraico – da legislação Mosaica aos dias de hoje  Em 586 a.C. Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou os hebreus, tornando-os prisioneiros, esse cativeiro foi o ponto inicial para a formação do novo direito hebraico (oral), já que era necessário afirmar e adaptar sua cultura as novas influências.  O primeiro código do direito oral foi chamado “Michná”, essa legislação é dividida em seis partes, sendo a primeira, terceira e quarta uma espécie de Código Civil.  Para guardar fidelidade à legislação Mosaica na nova codificação, originou-se o “Guemaras” que nada mais é que a interpretação, aprofundamentos e discussões do texto da “Michná”.  A legislaçã hebraica é prant, a reunião da Michná, Guemaras e Torá – que formam o Talmud.  Hoje, após o estabelecimento do Estado de Israel, o Parlamento Israelita, chamdo de “Knesset”, é o poder legislativo. 5- Algumas leis do Deuteronômio a- Justiça: era bem rigorosa na legislação, prevendo a obrigatoriedade de julgamento e aversão ao suborno. b- Processo: não cometer injustiças é muito imporante para os hebreus, portanto não se admitia julgament sem investigação. c- Pena de Talião: embora fosse mais antigo, direito hebreu é o primeiro que descreve essa prática. Entretanto, era de certo modo amenizada pr outros princípios. d- Individualidade das penas: “Cada um será executado por seu próprio crime”. A aplicação de tã valioso e lógico princípio ameniza a ação da Pena de Talião. e- Lapidação: é a pena mais comum. Morte por apedrejamento. Estão sujeitos à essa pena os idólatras, os feiticeiros, os filhos rebeldes e as adúlteras. f- Cidades de refúgio: a legislação previa cidades onde pessoas com problemas poderiam se refugiar até que se fosse feia a justiça. g- Homiídio involuntário e homicídio: os hebreus não permitiam a aplicação da Pena de Talião nos homicídios que aconteciam “sem querer”. h- Testemunhas: a prova testemunhal era de suma importância, tanto que uma única testemunha não era suficiente contra alguém e o falso testemunho era frtemente punido. i- Matrimônio: não existia um termo sinônimo ao matrimônio, esse era um assunto que cabia somente as duas famílias. j- Adultério: o peso maior desse crime caia sobre a mulher casada, mas em alguns casos o homem também era punido. k- Divórcio: na legislação Mosaica, somente os homens podem se divorciar, não cabe a mulher essa iniciativa, e seria necessário algo “vergonhoso” na esposa para ocorrer o divórcio. l- Concubinato: era considerado normal e a única exceção seria o concubinato entre irmãs. m- Estupro: em caso de estupro em local movimentado, onde a mulher poderia chamar por socorro, os dois (homem e mulher) seriam apedrejados, mas no campo, onde não houvesse como pedir ajuda, só o homem morreria. n- Herança e primogenitura: o filho primogênito era beneficiado mesmo se fosse filho de uma mulher que o pai não gostasse. o- Defloração: o caso se aplica a mulher virgem não comprometida, um homem que abusasse dela deveria pagar uma certa quantia de prata ao pai da moça e ela se tornaria a sua mulher para sempre. p- Escravos: a venda de escravos israelitas por israelitas era proibida e a escravidão não era

eterna, após o vencimento do prazo, o senhor deveria libertar o escravo e lhe oferecer condições de continuar livre. q- Caridade: a caridade era prevista em lei, principalmente pela orientação religiosa da legislação. r- Governo: quem institui o governo é Deus, portanto os governantes não podem se sentir muito acima dos demais mortais. Os reis eram escolhidos por profetas a mando de Deus. s- Fraude comercial e juros: é proibido pela legislação hebraica a utilização de pesos e medidas diversos, e o empréstimo a juros entre israelitas. t- Fauna e flora: havia uma preocupação com a preservação do ambiente, prevista no Deuteronômio.

CAPÍTULO 3 – O DIREITO GREGO ANTIGO 1- Introdução  A divisão da Grécia Antiga em vários períodos: * o arcaico; * o clássico; * o helenístico; * o romano.  O período de aparecimento das pólis, sendo particularmente interessante para o estudo de direito grego.  Atenas como paradigma de qualquer estudo sobre a Grécia.  Atenas é a pólis que mais se tem informação e foi onde a democracia melhor se desenvolveu e o direito atingiu sua mais perfeita forma.  A época arcaica caracterizando-se por um certo número de criações e inovações.  O fenômeno da colonização e os gregos se espalhando pelo Mediterrâneo.  O comércio como atividade autônoma e próspera e o estímulo à indústria.  Cinco inovações do período arcaico: * o armamento naval com as trirremes; * o armamento terrestre com os hoplitas; * o cavalo montado, substituindo os carros puxados por cavalos; * a moeda; * o alfabeto.  Os hoplitas, a moeda e o alfabeto nos interessando em particular.  A retirada do poder das mãos da aristocracia com leis escritas feitas pelos legisladores.  Zaleuco de Locros é o primeiro legislador que se tem conhecimento.  Também foram legisladores: Carondas, Licurgo, Drácon e Sólon, este último criou o tribunal da Heliaia que assegurava a idéia “de que a lei se encontrava acima do magistrado que tinha a cargo sua aplicação”.  O aparecimento de tiranos e seu sentido não pejorativo.

 O estabelecimento da tirania por Pisístrato e seu comportamento como déspota esclarecido.  Importantes tiranos: Periandro e Policrato.  A queda da tirania e a eleição de Clístenes que atua como legislador e instaura uma nova Constituição.  As guerras Pérsicas e o início da era clássica da Grécia.  A consolidação das principais instituições gregas: a Assembléia, o Conselho dos Quinhentos (Boulê) e os Tribunais da Heliaia.  O início da Guerra do Peloponeso e Atenas atingindo sua maioridade quanto à democracia e sua extensão a outras cidades. 2- A escrita grega  Mário Curtis Giordani mencionando que historiadores tem dado pouca importância para o direito grego em Atenas.  O direito grego sendo objeto de estudo mais por parte de filósofos e romanistas.  A escrita grega surgi e se desenvolve ao longo da história da civilização grega e sua maturidade sendo atingida após o ocaso da civilização.  A escrita e a fala não sendo exatamente a mesma coisa.  A escrita sempre posterior a língua falada.  A impossibilidade de se ter um sistema jurídico plenamente estabelecido sem um sistema de escrita.  Michael Gagarin discute o direito na sociedade humana e sugere um modelo de três fases para se desenvolver o direito em uma sociedade: * Sociedade pré – legal. * Sociedade proto – legal. * Sociedade legal.  Direito e escrita como tecnologias auxiliares permitindo a formação de leis.  Para se entender o direito grego é necessário aprfundar-se na história da escrita, pois direito e escrita confundem-se com a história da civilização grega.  Os gregos e a adoção do alfabeto semítico utilizado pelos fenícios.  A criação das vogais, feita pelos gregos.  O grego exercendo papel essencial na história da escrita ao passar do silabário ao alfabeto fonético.  A escrita como modelo para a própria fala.  O povo que inentou a escrita dando primazia a fala.  O direito grego como um direito retórico.  A introdução do papiro depois do século IV a.C.  Muito mais que na Grécia, a escrita, esteve onipresente em Roma desde o final da república.  O surgimento do códex. 3- A lei grega escrita como intrumento do poder  A escrita sendo reaprendida pelos gregos e o uso dessa nova arte para a inscrição pública das leis.  A falta de evidências de que a lei estava sob controle de determinados grupos da sociedade.  A falta de evidências de que as leis escritas eram mais justas que as anteriores e a preocupação em reformular o sistema judicial.  A escrita como instrumento de poder sobre o povo.  Sólon e a iniciativa de democratização das leis.  A necessidade de controle pela cidade de seus habitantes.  A escrita como forma de controle e persuasão.  As leis mais democráticas aumentando o controle das cidades sobre a vida dos habitantes.  As primeiras leis não fortalecem determinadas formas de governo e reduzem as contendas sobre os membros da pólis.

 Aumento do alcance e eficiência do poder judiciário, que apoiava e fortalecia o grupo, não importando qual deles estivesse no controle da cidade.  As leis gregas antigas, principalmente as incrições públicas em muros, demonstrando o poder da cidade sobre o povo.  A escrita, nos povos antigos, confinada aos palácios e privativa de especialistas letrados.  A escrita se tornand “operador de publicidade”. 4- O direito grego antigo             A divisão das leis escritas gregas em fontes literárias e fontes epigráficas. Zaleuco é tido como o primeiro legislador a escrever as leis em Locros (sul da Itália). A inscrição legal é a de Deros em Creta, que foi datada para o meio do sétimo século a.C. Michael Gagarin classifica as leis por meio de categorias divididas em crimes (e tort), família, pública e processual. Na categoria crimes e tort encontra-se as leis de Zaleuco (que fixava penalidades para algumas ofensas); as leis de Carondas (penalidades para tipos de assaltos); as leis de Sólon (multa para estupro, penalidades para roubo, penalidades para calúnia e difamação). Na categoria família encontra-se leis para o casamento, sucessão, herança, adoção, legitimidade dos filhos, escravos, cidadania, comportamento, das mulheres em público entre outros. Na categoria pública encontra-se as leis que regulam as atividades e os deveres políticos, as atividades religiosas, a economia, as finanças, as vendas, os aluguéis, o legislativo, a relação entre cidades, a construção de navios, as dívidas entre outros. A Lei Substantiva entendida como o fim que a administração pública busca. As Leis Processuais entendida como o tratamento dos meios pelos quais o fim deve ser atingido. A ação privada dividida em: assassinato, perjúrio, propriedade, assalto, violência sexual, ilegalidade, roubo. A ação pública dividida em: contra oficial de- se recusar a prestar contas, impiedade, aceitar suborno, estrangeiro que pretende ser cidadão, decreto ilegal, registro falso como se alguém devesse ao Estado. A retórica grega como persuasão jurídica.

6- As instituições gregas  As instituições gregas classificadas em: instituições políticas de governo e instituições relativas à administração da justiça.  As instituições políticas de governo compostas por: Assembléia do povo, Conselho , Comissão Permanente do Conselho, estrategos e os magistrados.  As instituições relativas à administração pública eram divididas em: justiça criminal e justiça civil.  O Conselho: *examina *prepara as leis *controla - A Assembléia: *delibera *decide *elege e julga

CAPÍTULO 4 - O DIREITO ROMANO ANTIGO E SEU RESSURGIMENTO NO FINAL DA IDADE MÉDIA 1- Introdução  O estudo do direito romano e as causas de sua readmissão ao final da Idade Média.  Uma visão mais genérica do fenômen sem adentras nas especificidades históricas nacionais ou mesmo regionais.  Destaque para o direito romano e principais fases de sua evolução.  O abandono da prática jurídica romana durante a Idade Média.  O renascimento do direito romano no Ocidente. 2- O direito romano  A história da civilização romana e do direito abrangendo um período de cerca de 12 séculos.  A história romana dividida em três períodos correspondentes a forma de governo: * Período da realeza; * Período republicano; * Período imperial.  A história do direito também dividida em três períodos: * Direito primitivo; * Direito clássico; * Direito pós-clássico. 2.1- Breve histórico socioeconômico da Roma antiga  O desenvolvimento do direito no período clássico e o apogeu da civilização romana.  A predominância das cidades romanas devida a uma aristocracia fundiária que investia lucros provindos do cultivo e da criação nos centros urbanos.  A aristocracia mantendo-se no comando político ao longo de toda sua história.  A nobreza patrícia e a concentração de terras em suas mãos.  O colapso dos pequenos proprietários agrícolas, os assidui.  Os assidui reduzidos à situação de proletarii.  A guerra de conquista desempenhando um papel importante na Roma antiga, e a obtençaõ de mais terras e escravos para os latifúndios patrícios.  As guerras civis entregando enormes porções de terra à oligarquia patrícia.  Os escravos praticando a atividade agropastoril e significativa porção da atividade comercial e industrial.

 O aumento da população exigindo um maior nível de produção.  O esplendor de Roma feito às custas dos pequenos proprietários assidui.  O imobilismo da aristocracia levando ao colapso da república e a incompatibilidade com um império cada vez mais cosmopolita.  Medidas foram praticadas sob o império para atenuar as questões sociais.  A restauração da paz interna.  A prosperidade repousand sobre bases frágeis.  Crise da produção agrícola fruto da falta de mão-de-obra escrava.  A crise econômica somando-se a de caráter político e militar.  Um período da história romana conhecido como a crise do século III.  A crise política e militar solucionada por uma série de ações de imperadores.  A inauguração de um novo período da história romana, o baixo império ou dominato.  O crescimento na superestrutura estatal acompanhado por um retraimento na economia.  O surgimento dos colonus e o sistema conhecido como patrocinium.  A aristocracia patrícia adquirindo um novo ímpeto com a enorme concentração de terras e a sua retomada do papel político central.  A ascensão de imperadores inexpressivos sendo sujeitados à manipulação da aristocracia.  A intolerância da oligarquia patrícia levando o império ao enfraquecimento. 2.2 – O direito antigo  O direito romano primitivo ou arcaico abrange a época da realeza e certa parte do período republicano. Tinha seu fundamento baseado nos costumes e na pouca utilização da forma escrita, não havia uma diferenciação entre direito e religião.  Nesse contato, por volta de 449- 451 a.C., surgiu a Lei das XII Tábuas, não chegaram a formar exatamente um código, tampouco um conjunto de leis; se trata de uma redução escrita dos costumes vigentes. 2.3 - O direito clássico  A época clássica está situada entre os séculos II a.C e II d.C., período de maior desenvolvimento da sua civilização.  Nessa fase o direito apresenta um caráter laico e individualista, cuja suas fontes estão cada vez mais na natureza legislativa, e competente a profissionais especializados – os jurisconsultos – suas decisões formaram a base da jurisprudência romana e chegaram a suplantar o costume.  A competência para legislar evoluiu junto com as mudanças políticas em Roma: durante a república as leis surgiram das assembléias ppulares, depis esse poder passu pro Senado e ademais ao Imperador.  Outra fonte do direito romano eram os editos dos magistrados – os pretores em Roma e os governadores nas províncias, que com o passar do tempo acabou se tornand, praticamente, o direito romano. 2.4- O direito pós-clássico  A decadência econômica e política de Roma no baixo império não poderia deixar de afetar o direito, que ficou limitado e somente em 438 d.C. foi publicada a primeira codificação oficial – O Código Teodosiano.  A influênia desse código foi marcante no Ocidente, onde sobreviveu à queda do Império Romano Ocidental e permaneceu em vigor até a redação das primeiras codificações bárbaras.  Portanto, o refúgio cultural é o Oriente, onde um projeto ambicioso foi empreendido sob o governo do imperador Justiniano – o “Corpus Juris Civilis” - uma reunião das fontes antigas d direito e sua harmonização com o direito vigente.  O “corpus juris civilis” subsistiu até a tomada da Constantinopla pelos turcos no século XV.

3- O direito medieval  A organização religiosa e administrativa da Europa continuou a ser influenciada por Roma, mesmo depois do colapso no império.  As populações passaram então a viver de acordo com as próprias leis – princípio da personalidade do Direito.  A jurisprudência romana continuou a evoluir, surgindo assim o direito romano vulgar.  A Europa Ocidental transforma-se numa multiplicidade de pequenos senhorios economicamente auto-suficientes. Dessa forma, o costume passa a ser fonte por excelência do direito.  Inexistiam escritos jurídicos nos séculs X e XI.  A justiça passa a ser feita com base na vontade divina, durante toda a Idade Média.  Nessa fase o direito era escritoe universal, e a interpretação era privativa do Papa.  “ Através do cristianismo todo o direito positivo entrou numa relação ancilar com valores sobrenaturais, perante os quais tinha sempre que se legitimar.” 4- O ressurgimento do direito romano  O Corpus Juris Civilis de Justiniano tida como a principal fonte para o estudo do direito romano.  A atividade jurisprudencial dos séculos XIII e XIV teve como característica: * unidade e ordenação das fontes do direito; * unidade do objeto da ciência jurídica; * unidade em relação aos métodos utilizados pelos juristas; * unidade quanto ao ensino jurídico; * a difusão entre uma literatura especializada escrita em uma língua comum, o latim.  A recepção do direito clássico dividida em três partes: * o predomínio do direito romano sobre outros direitos locais (séc.XII e XIII); * os direitos locais desenvolvidos como fonte pari passu junto ao direito justinianeu; * afirmação dos preceitos legais régios e citadinos sobre o direito privado clássico. 4.1 – Fatores culturais  A expansão romana devido ao seu modo de produção, o latifúndio escravista que dependia de um acúmulo de terras e um bom exército de escravos. 4.2 – Fatores econômicos  O capitalismo mercantil exigia uma nova estrutura jurídica que auxiliasse nas relações econômicas emergentes, mas era preciso: * um direito estável que garantisse efetiva segurança institucional e jurídica junto às relações comerciais. * um direito que unificasse os sistemas europeus de forma a garantir mercado internacional. * um sistema que libertasse a atividade mercantil das limitações comunitaristas ou de uma ordem moral que lhes impunham os ordenamentos feudais e eclesiásticos.  Franz Wieacker discordava da tese de que o direito justianeu era o mais adequado ao desenvolvimento econômico da burguesia européia.  Weber reforçava a tese de que o capitalismo mercantil era um dos motivadores da recepção da jurisprudência clássica. 4.3 – Fatores políticos  A jurisprudência clássica atendia não só os interesses econômicos da classe mercantil, mas também às expectativas da nobreza.

 O estado monárquico absolutista encontra no direito romano a liberdade outorgada para os agentes econômicos privados em contra balança com o poder da autoridade pública. 4.4 – Fatores sociológicos  Weber destaca o processo de burocratização do Estado como sendo a causa da readmissão do direito humano à época medieval.  A adoção do direito romano como conseqüência do surgimento de uma classe profissional que desempenharia o papel de classe dos juristas profissionais. 4.5 – Fatores epistemológicos  Herança jurídica Clássica: Dois fatores contribuíram para o recebimento da herança jurídica clássica, os fatores institucionais como o surgimento de universidades e fatores fisiológicos ideológicos. Pg. 159  To mis mo : S epara a fé e a razão em campos dis tintos e contribu i par a a s olu ção das contradições . P g. 159  S ão To más de A quino: Em busca da verdade dis tinguiu a razão da f é e h ar mo n izou- as de for ma que s e complementa m. P g. 159  C on cil iadores : C om a necess idade de torna r o direi to romano clás sico ap licáv el e integ rável aos divers os direi tos locais , alguns jur is tas chamad o s co n ciliado res s e propus eram a esta tarefa contribu indo para a aproxi mação d o d ir e ito civil clás sico da realidade jur ídica de seu tempo .  O es f o r ço sistemático dos conciliado res permi ti u o estabelecimento de u ma estr u tu r a jur ídica racional baseada em axiomas lógicos . P g. 161  J us r acional is mo: desenvolvimen to do jus racional is mo acabou de vez co m o u so p r ático da jur is prudência romana , uti lizando o raciocínio dedutivo p ar a s e cheg ar à s olução jur ídica conveniente . P g. 163

Resumão:
O Direito Romano e seu ressurgimento no final da idade média O Direito Romano Abrange um período de 12 séculos. O primeiro período diz respeito ao direito primitivo, que remota a época da fundação da cidade de Roma e perdura ate meados do século IIa.C. O segundo período e o do clássico, cujo desenvolvimento se da entre os séculos II a.C e II d.C. Por fim, o período pós-clássico, que basicamente corresponde ao direito praticado no baixo império e se encerra com a codificação de Justiniano. Breve histórico socioeconômico da Roma antiga O desenvolvimento do direito no período clássico coincidiu com o apogeu da civilização romana. Uma economia essencialmente agrícola, conseguiu sobreviver as prolongadas e violentas lutas sociais. A guerra de conquista desempenhava um importante papel na Roma antiga, onde por meio do saque e do aprisionamento dos vencidos se obtinham mais terras e escravos para os latifúndios patrícios, e estes retribuíam liberado os pequenos proprietários para o exercito. O direito antigo O direito romano primitivo ou arcaico abrange toda a época da realeza e uma parte do período republicano. Constitui um direito essencialmente consuetudinário característico de uma sociedade organizada em clãs, que pouco conhecia o uso da escrita. Disso decorre a enorme falta de registros judiciais e legislativos neste período. Não havia diferenciação entre o direito e a religião, pois os sacerdotes que conheciam formas e rituais de interpretação da lei. A esta época pertenceu a famosa Lei das XII Tábuas, gravando em 12 placas de madeira. O seu propósito era o de resolver certos conflitos entre plebeus e patrícios. O direito clássico A época clássica do direito romano coincide com o período de maior desenvolvimento de sua civilização. O direito então apresenta um caráter essencialmente laico e individualista, cuja interpretação de suas fontes, cada vez maus de natureza legislativa do que consuetudinária, compete a um corpo de profissionais especializados: os jurisconsultos. Sob o principado de Otávio augusto, alguns juristas renomeados tornaram-se consultores, cujas interpretações da lei possuíam o reconhecimento da autoridade imperial.

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