Relatório da Administração 2009

A Fibria Celulose S.A. (Fibria ou Companhia), empresa resultante da incorporação da Aracruz Celulose S.A. (Aracruz) pela Votorantim Celulose e Papel
S.A. (VCP), nasceu e iniciou formalmente suas atividades no dia 1º de setembro de 2009, ensejando a criação da líder global na produção de celulose de
mercado. Naquela data, o mundo ainda vivia os efeitos da crise econômica eclodida um ano antes.
O cenário global de escassez de crédito, que provocou redução drástica na demanda e nos preços de celulose e a consequente elevação dos estoques do
produto, nos obrigou a promover paradas técnicas, limitar gastos, e fazer ajustes em todas as áreas da Companhia. Estas medidas foram necessárias para
atravessarmos aquele momento sem comprometer a continuidade das operações.
Em abril de 2009 teve início a recuperação das vendas e dos preços da celulose em dólares, o que melhorou a situação interna da empresa. A China
manteve um ritmo elevado de compras de celulose de eucalipto, visando substituir celulose de qualidade inferior advinda de fábricas antigas, algumas delas
paralisadas como parte do programa do país para melhorar suas condições ambientais, bem como recompor seus estoques. A economia brasileira voltou a
crescer e a se tornar mais atraente ao investimento. Ainda que o real valorizado tenha reduzido as margens nos volumes exportados, mesmo com os preços
em dólar mais elevados, o cenário já era bem melhor do que o do início do ano, quando o crédito era limitado e a demanda permanecia deteriorada.
Em agosto, foi concluído o processo de incorporação das ações da Aracruz pela VCP. O surgimento da Fibria ensejou aos profissionais oriundos das duas
empresas a oportunidade de dar início às atividades da maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto.
Além do processo de integração, nossa atenção voltou-se para a redução da dívida originada tanto pela crise econômica global, como pela aquisição da
Aracruz, que requereu um plano de gestão do endividamento. A oportunidade de venda da Unidade Guaíba, no Rio Grande do Sul, permitiu rápida redução
de parte importante de nossa dívida e possibilitou a captação de mais recursos no mercado financeiro para traçar um perfil de endividamento mais condizente
com os fundamentos da Fibria.
As perspectivas para 2010 continuam desafiadoras, mas acreditamos já haver dado passos importantes para proteger nosso negócio, reduzindo a dívida
e voltando a investir em nossas fábricas e florestas. As condições estão criadas para a captura das sinergias advindas da fusão das duas empresas e a
implementação da estratégia visando à manutenção de nossas vantagens competitivas.
SUMÁRIO EXECUTIVO
CONJUNTURA DO MERCADO
A crise financeira global impactou negativamente o crescimento econômico mundial em 2009 e o
desempenho dos mercados de commodities, inclusive a demanda por papel, que registrou queda de
6% para os papéis de imprimir e escrever. A demanda por celulose, que durante a maior parte do ano
apresentou queda, se recuperou nos últimos meses do ano e cresceu 2% em comparação a 2008. A
demanda por tissue
e e o desempenho de alguns segmentos do mercado de papéis especiais também
apresentaram resultados positivos.
Nesse contexto, a celulose de eucalipto se destacou, apresentando crescimento na demanda de 17%
no ano, bem acima da média registrada para todos os tipos de celulose de fibra curta (+5%) e mais
ainda dos resultados negativos verificados no segmento de celulose de fibra longa (-2%).
Dentre os principais mercados consumidores de papel, a Europa sofreu a maior retração, registrando
queda de 15% na demanda por papel de imprimir e escrever. Já a produção de papel e papelão
na China continuou em crescimento, impulsionada principalmente pelo início de operação de novas
máquinas de papel instaladas nos últimos anos, que elevaram a produção local a perto de 86 milhões
de toneladas anuais.
Consequentemente, a demanda por celulose de mercado na China registrou um crescimento recorde
no ano (55%), atingindo o volume de 8,7 milhões de toneladas, compensando em grande parte a
queda registrada nos demais mercados.
Não fosse pelo pacote de estímulos governamentais nas principais economias, as perdas teriam sido
muito maiores e o mercado não teria conseguido reverter, já no segundo semestre de 2009, ainda
que parcialmente, a tendência descendente verificada na primeira metade do ano. Lideranças da
indústria florestal também exerceram o seu papel, ajustando a oferta à demanda via redução no nível
de utilização da capacidade instalada para ajustes de estoques, fechamento de unidades de produção
não-rentáveis, além da postergação dos projetos de expansão de capacidade.
O ano de 2009 se encerrou com uma perspectiva bem mais otimista e sustentável, tendo em vista
a recuperação do crescimento de importantes economias já no quarto trimestre; crescimento lento,
porém contínuo, na demanda por papel e celulose; estoques extremamente reduzidos na cadeia global
de distribuição, e limitados aumentos de capacidade de celulose e papel. Todos esses fatores, em
conjunto, contribuirão para um melhor balanço entre a oferta e a demanda em 2010.
Desempenho de vendas
O volume de vendas de celulose da Fibria atingiu em 2009 5.248 mil toneladas, 27% superior ao
volume comercializado no ano anterior, devido principalmente à maior disponibilidade de produto
resultante da operação da nova fábrica de Três Lagoas (MS).
As exportações representaram 90% das vendas totais de celulose, sendo o mercado asiático o que
absorveu maior volume - 1,9 milhão de toneladas, ou 36% do total vendido. As demais regiões tiveram
a seguinte participação no mix de vendas total: Europa 31%, América do Norte 23% e Brasil/Outros
10%. As vendas domésticas de celulose cresceram, em função principalmente das vendas destinadas
à nova máquina de papel da International Paper, em Três Lagoas.
O mercado de tissue continuou a ser o segmento mais relevante na distribuição das vendas da Fibria
por uso final, historicamente respondendo por cerca de 50% das vendas totais. Já o segmento de
papéis de imprimir e escrever teve sua participação aumentada devido ao maior volume destinado
ao mercado asiático. As novas máquinas instaladas, principalmente na China, requerem uma fibra de
maior qualidade e homogeneidade, como o eucalipto.
ANÁLISE DO DESEMPENHO
Visando permitir o melhor entendimento e a comparabilidade das demonstrações contábeis entre os
exercícios, são apresentadas no texto abaixo as análises das demonstrações contábeis consolidadas
pró-forma de 2008 na mesma base de apresentação das demonstrações contábeis consolidadas
de 2009, ou seja, considerando a consolidação integral dos saldos advindos da controlada Aracruz
Celulose S.A., como se a aquisição da referida controlada tivesse ocorrido naquele exercício. (Vide
Nota Explicativa nº 22 - Informação Suplementar)
Produção de celulose e papel
Foram produzidas 5,188 milhões de toneladas de celulose e 369 mil toneladas de papel nas unidades
da Fibria, incluindo 50% da produção de Conpacel e Veracel. Destaca-se o início da operação da
fábrica de celulose de Três Lagoas (MS), antecipando cerca de um mês a data prevista de partida da
fábrica. Com capacidade de 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano, a maior fábrica de produção
de celulose em linha única do mundo. Na Unidade Piracicaba (SP), teve início a produção do papel
Termobank, com tecnologia que mantém a qualidade da impressão por mais tempo do que os papéis
de uso bancário existentes no mercado.
A receita operacional líquida da Fibria totalizou R$ 6.000 milhões em 2009, 1% superior à registrada
em 2008. Esse resultado foi impactado principalmente por um volume de vendas de celulose 27%
superior ao verificado no ano anterior, decorrente principalmente da produção adicional da Unidade
Três Lagoas, que iniciou suas operações em março. Esse resultado positivo compensou a queda de
20% no preço médio líquido da celulose em reais.
O custo dos produtos vendidos totalizou R$ 5.061 milhões, aumento de 16% em relação a 2008,
impactado principalmente pelo maior volume de vendas de celulose (acréscimo de R$ 460 milhões) e
maiores custos logísticos (R$ 98 milhões), ambos devido à nova capacidade de produção da Unidade
Três Lagoas. No entanto o custo dos produtos vendidos por tonelada apresentou redução de 6%, devido
ao menor custo caixa de produção e decorrente de benefícios provenientes dos ganhos de eficiência
operacional e do plano de redução de custos implementado a partir do terceiro trimestre de 2008.
As despesas operacionais apresentaram queda de 14% na comparação com 2008. Este resultado
explica-se principalmente pela queda de 74% em outras despesas operacionais, devido sobretudo
a uma menor amortização do ágio. Essa queda mais do que compensou o aumento observado nas
despesas com vendas e administrativas, de 25% e 14%, respectivamente, devido principalmente à
entrada da operação da Unidade Três Lagoas e a despesas com a reestruturação societária.
Como resultado o EBITDA ajustado foi de R$ 1.697 milhões, uma margem de 28%. O EBITDA do
período foi 23% inferior aos R$ 2.196 milhões registrados em 2008 (margem de 37%).

Houve uma sensível mudança no consenso de mercado, a partir das recomendações dos analistas para as ações da Fibria. Essa mudança foi pautada na
melhora dos fundamentos do setor de celulose e papel, na gestão do plano de endividamento, e especialmente nas vantagens competitivas que a Fibria
detém. Vantagens reforçadas com a entrada em atividade, em março, da Unidade Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Ao final do ano, a nova fábrica já
operava a plena capacidade, que contribuiu para uma capacidade de produção de 5,2 milhões de toneladas em 2009.
Merecem destaque o reconhecimento e a confiança do mercado, seja pela nossa presença nos principais indicadores e práticas de sustentabilidade, como
o Índice Dow Jones de Sustentabilidade Global - em que a Fibria foi a única representante do setor florestal - e o Índice de Sustentabilidade Empresarial da
BM&FBovespa, ou pelo desempenho de nossas ações acima do Ibovespa.
Em 2010, continuaremos a buscar novos patamares de excelência que nos permitam, ao final do período, estar bem próximos do grau de investimento, o que
deverá nos proporcionar menores custos com o serviço de nossa dívida e nos assegurará as fontes de recursos necessários para os projetos de crescimento
que deverão ser analisados ao longo de 2010.
É assim, com um olhar muito positivo sobre o futuro que agradecemos a confiança e o suporte reiterados pelos nossos clientes, acionistas, investidores,
colaboradores e fornecedores ao longo de 2009.
E aproveitamos esta oportunidade para reafirmar nosso compromisso, expresso quando da concepção da Fibria, de desenvolver o negócio florestal
renovável como fonte sustentável de vida, para produzir riqueza e crescimento econômico, promover desenvolvimento humano e social, e garantir a
conservação do ambiente.
A ADMINISTRAÇÃO

O resultado financeiro líquido totalizou R$ 1.770 milhões. As receitas financeiras somaram R$ 486
milhões e as despesas financeiras, R$ 1.492 milhões. O resultado de variações monetárias e cambiais
ativas e passivas totalizou uma receita de R$ 2.775 milhões, devido principalmente à valorização de
25% do real no período sobre o estoque da dívida em moeda estrangeira.
Como resultado, o lucro líquido de 2009 foi de R$ 558 milhões, comparado com prejuízo de R$ 1.310
milhões no exercício anterior.
INVESTIMENTOS DE CAPITAL
Em 2009, os investimentos de capital da Fibria atingiram R$ 1.609 milhões e foram
segue:
Investimentos (R$ milhões)
Expansão Industrial .........................................................................................................
Expansão Florestal..........................................................................................................
Subtotal Expansão ........................................................................................................
Segurança/Meio Ambiente ..............................................................................................
Renovação de Florestas..................................................................................................
Manutenção, TI, P&D, Modernização..............................................................................
Subtotal Manutenção ....................................................................................................
Subsidiária, Joint Ventures e Outros ...............................................................................
Total Fibria .....................................................................................................................

alocados como
2009
___________
948
57
1.005
___________
25
310
134
469
___________
135
1.609
___________
___________

Nova fábrica no Mato Grosso do Sul
No dia 30 de março, a Unidade Três Lagoas iniciou suas operações industriais, antecipando em um
mês a partida da fábrica. Ao final de 2009, a fábrica já operava a plena capacidade, contribuindo para a
produção de 5,2 milhões de toneladas alcançada no ano. No ano este foi o investimento mais relevante
para Companhia, consumindo R$ 719 milhões.
GESTÃO DO ENDIVIDAMENTO
A Fibria obteve importante progresso na sua estratégia de gestão dos passivos financeiros no 4T09,
harmonizando os vencimentos dos empréstimos à geração de caixa e melhorando sua estrutura
de capital. A empresa dará continuidade à gestão do endividamento de forma a retomar o grau de
investimento e executar sua estratégia de crescimento em condições favoráveis de mercado.
A venda da Unidade Guaíba foi a primeira etapa de implementação do plano. O valor da venda
contratado, de US$ 1.430 milhões sofreu ajustes na ordem de US$ 48 milhões relativo à US$ 20
milhões em ativos arrendados (não tendo efeito no caixa) e US$ 28 milhões relativo a valores retidos
para fins de ajuste de inventário físico florestal, ainda a serem confirmados. Desta forma, o montante
registrado na venda de R$ 2.416 milhões gerou um ganho de capital de R$ 33.414 mil, contabilizado na
linha de outras receitas (despesas) operacionais.
Em linha com essa estratégia, em outubro de 2009 a empresa realizou uma captação no exterior através
da emissão de títulos no valor de US$ 1,0 bilhão com vencimento final em 10 anos e cupom semestral
de 9,25% a.a, e em dezembro de 2009 completou a captação de mais US$ 1,175 bilhão através de
linhas de pré-pagamento de exportação em duas tranches: (i) US$ 750 milhões com prazo de 5 anos e
carência de 3 anos e (ii) US$ 425 milhões com prazo de 7 anos e carência de 5 anos, ambas indexadas
à Libor de 3 meses, acrescidos respectivamente de 4,00% a.a. e 4,25% a.a.
O montante total de US$ 3,6 bilhões, captado através do plano, foi utilizado para a liquidação antecipada
de US$ 2,1 bilhões da dívida com derivativos e para fazer face aos vencimentos de 2010 e 2011,
dentre os quais a dívida decorrente da aquisição da Aracruz. Ao mesmo tempo, a empresa concluiu
negociação para alinhar os termos contratuais do montante em aberto da dívida oriunda de operações
com derivativos aos demais contratos existentes. Como resultado, eliminou-se uma série de condições
restritivas até então existentes no contrato da dívida dos derivativos. Em 31 de dezembro de 2009, o
saldo de principal dessa dívida era de R$ 890 milhões em virtude da liquidação antecipada. O saldo
remanescente contempla apenas amortizações a partir de 2015.
DIVIDENDOS
A despeito do resultado do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, a administração da
Empresa, tendo presente os compromissos assumidos, seu nível de endividamento, sua estratégia
de gestão dos passivos financeiros e o plano de negócios da Companhia, dentro do cenário acima
descrito, informa que deixa de propor a distribuição dos dividendos previstos no artigo 30, inciso III do
Estatuto Social, conforme permitido pelo artigo 202, § 4º da Lei nº 6.404/76. Mais informações - Notas
Explicativas - Item 15.
MERCADO DE CAPITAIS
Performance da ação
O Ibovespa apresentou valorização de 83% em 2009 enquanto as ações da Fibria apresentaram
valorização de 118%, passando de R$ 17,93 em 31/12/2008 para R$ 39,09 em 31/12/2009. Esse
resultado reflete a recuperação do setor de celulose global, combinado com a conclusão da
reestruturação societária e da gestão dos passivos da Fibria. O volume médio diário de títulos
negociados na Bovespa e na Bolsa de Nova York foi de 2,2 milhões, um aumento de 74% na
comparação com 2008. A base de investidores da Companhia na Bovespa teve um aumento
expressivo, de 9,1 mil em 2008 para 22,5 mil em 2009 (+147%), devido fundamentalmente à
incorporação da Aracruz.
Número total de ações em circulação ..................................................
ADR (American Depositary Receipt) ....................................................
Valor de mercado .................................................................................
Volume financeiro médio diário em 2009 (Bovespa e NYSE)*.............

467.934.646
1 ADR = 1 ação ordinária
R$ 18,3 bilhões
US$ 28 milhões

* fonte: Bloomberg
A Fibria encerrou o ano como a 10ª empresa com maior peso no Ibovespa, entre as 62 ações listadas
na carteira teórica.

Balanços Patrimoniais em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais)
ATIVO
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Ativo circulante
Caixa e equivalentes de caixa - (Nota 3) ....................
193.587
22.704
478.605
157.995
Títulos e valores mobiliários - (Nota 3) .......................
2.838.055
345.128 3.418.777
728.178
Instrumentos financeiros derivativos - (Nota 17) .........
5.122
Contas a receber de clientes - (Nota 4) ......................
871.375
211.603
842.188
303.820
Estoques - (Nota 5) .....................................................
458.157
335.828
948.048
535.002
Impostos a recuperar - (Nota 6) ..................................
306.314
146.608
389.128
217.169
Impostos diferidos - (Nota 7) .......................................
18.422
99.539
22.516
101.018
Dividendos a receber ..................................................
167.027
Demais contas a receber e outros ativos .................... __________
210.419 __________
69.476 _________
254.224 __________
93.128
Total do ativo circulante .............................................. __________
4.896.329 __________
1.397.913 _________
6.358.608 __________
2.136.310
Ativo não circulante
Realizável a longo prazo
Títulos e valores mobiliários - (Nota 3) .......................
65.439
65.439
780
Impostos diferidos - (Nota 7) .......................................
732.058
622.872 1.209.676
770.745
Impostos a recuperar - (Nota 6) ..................................
179.118
159.577
226.115
171.359
Valor a receber por alienação de investimento ...........
31.471
46.671
46.671
Adiantamentos a fornecedores - (Nota 13) .................
239.879
273.858
36.183
Demais contas a receber ............................................ __________
68.929 __________
2.286 _________
120.644 __________
28.083
1.316.894 __________
831.406 _________
1.895.732 __________
1.053.821
__________
Investimentos - (Nota 9) ................................................. 12.500.331
2.253.484
15.430
2.802
Imobilizado - (Nota 10) ...................................................
5.889.574
3.931.365 16.475.918
8.977.090
Intangível - (Nota 11) ...................................................... __________
511.578 __________
509.759 _________
3.578.044 __________
631.875
18.901.483 __________
6.694.608 _________
20.069.392 __________
9.611.767
__________
Total do ativo não circulante ....................................... __________
20.218.377 __________
7.526.014 _________
21.965.124 __________
10.665.588
Total do ativo ................................................................ __________
25.114.706 __________
8.923.927 _________
28.323.732 __________
12.801.898
__________ __________ _________ __________

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Passivo circulante
Empréstimos e financiamentos - (Nota 12) .................
Fornecedores ..............................................................
Salários e encargos sociais ........................................
Impostos e taxas a recolher ........................................
Imposto de renda e contribuição social a recolher......
Dividendos e juros sobre capital próprio .....................
Obrigações com instrumentos derivativos - (Nota 17)
Adiant. controladas/mútuo a pagar - Cias. ligadas .....
Contas a pagar com aquisições de ações - (Nota 1) ..
Demais contas a pagar ...............................................
Total do passivo circulante .........................................
Passivo não circulante
Empréstimos e financiamentos - (Nota 12) .................
Obrigações com instrumentos derivativos - (Nota 17)
Impostos diferidos - (Nota 7) .......................................
Mútuo com controlada - (Nota 8) ................................
Provisão para contingências - (Nota 14) .....................
Contas a pagar com aquisições de ações - (Nota 1) ..
Demais contas a pagar ...............................................
Deságio decorrente da permuta de ativos - (Nota 9 (c)) .
Total do passivo não circulante ..................................
Acionistas não controladores .........................................
Patrimônio líquido
Capital social - (Nota 16).............................................
Reserva de capital ......................................................
Reserva de reavaliação ..............................................
Reserva legal ..............................................................
Reserva especial para dividendo obrigatório
não distribuído - (Nota 16) ........................................
Reservas de lucros - (Nota 16) ...................................
Total do patrimônio líquido .........................................
Total do passivo e patrimônio líquido ........................

974.298
1.502.509 1.477.907
2.148.669
424.247
136.771
384.282
191.842
96.976
46.831
123.326
52.836
17.973
5.205
27.682
7.791
4.774
11.741
16.713
2.166
805
2.293
805
3.900
224.747
235.574
21.765
14.875
2.430.289
- 2.430.289
44.822 __________
57.014 _________
51.370 __________
77.653
__________
4.021.210 __________
1.988.757 _________
4.508.890 __________
2.731.883
__________
3.769.481
1.971.178 9.552.982
3.789.218
7.818
14.591
399.497
4.819
612.123
167.132
5.174.199
671.888
334.361
71.704
340.934
129.694
1.253.890
- 1.253.890
172.977
57.358
239.885
55.387
1.781.000 __________
1.781.000
__________- __________- _________
11.104.405 __________
2.784.765 13.780.814
5.937.022
__________
_________ __________
18.925
1.122
8.379.397
1.932
10.274
273.868

3.052.211
2.687
12.073
248.193

8.379.397
1.932
10.274
273.868

3.052.211
2.687
12.073
248.193

121.958
121.958
1.201.662 __________
835.241 _________
1.227.674 __________
816.707
__________
9.989.091 __________
4.150.405 _________
10.015.103 __________
4.131.871
__________
25.114.706 __________
8.923.927 28.323.732
12.801.898
__________
_________ __________
__________ __________
_________
__________

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008
(Em milhares de Reais)

Em 31 de dezembro de 2007.................................
Ajustes de adoção da Lei nº 11.638 e do CPC 02
(Nota 2) .................................................................
Realização de reservas ...........................................
Alienação de ações próprias ...................................
Recompra de ações ................................................
Cancelamento de ações ..........................................
Dividendos prescritos ..............................................
Prejuízo líquido do exercício ...................................
Transferência para reservas de lucros ....................

Em 31 de dezembro de 2008.................................
Aumento de capital - (Nota 1)..................................
Cancelamento - (Nota 16) .......................................
Emissão de ações - (Nota 16) .................................
Capitalização da reserva de ágio - (Nota 16) ..........
Realização de reservas ...........................................
Outros ......................................................................
Lucro líquido do exercício........................................
Destinação para reserva legal .................................
Dividendos obrigatórios ...........................................
Transferência para reservas de lucros ....................

Em 31 de dezembro de 2009.................................

Capital
social
____________
3.052.211

Reserva
de capital
____________
84.075

Reserva de
reavaliação
____________
14.070

Ações
em tesouraria
_____________
(771)

-

826
(82.214)
-

(1.997)
-

____________
3.052.211
4.005.091
529.843
792.252
-

____________
2.687
(755)
792.252
(792.252)
-

Reservas de lucros
_____________________________________________________
Reserva especial
Para
para dividendo obrigatório
Legal _____________
investimentos ________________________
não distribuído
___________

PESSOAS
A integração de duas grandes organizações com fortes legados culturais em um cenário economicamente
complexo foi o grande desafio na área de gestão de pessoas em 2009. Os esforços da equipe voltaramse sobretudo a dar suporte ao processo de fusão e à venda da Unidade Guaíba.
Nesse ciclo de mudanças, a área de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) adotou uma
série de iniciativas para manter a energia vital dos profissionais da Fibria ao longo do processo. Criou
uma nova estrutura corporativa, adequada ao novo porte da Companhia e deu início à disseminação de
uma nova cultura e de uma identidade única para os profissionais.
Para estabelecer uma relação responsável e transparente, foi desenvolvido um processo de avaliação
que alcançou todos os profissionais em todos os níveis da Companhia. O objetivo de adotar as
melhores práticas existentes nas unidades industriais, florestais e administrativas da Fibria foi atingido.
O resultado desse processo contribuiu para a captura de sinergias e o aproveitamento amplo do quadro
de profissionais.
Novas políticas salariais e de benefícios foram estabelecidas, com o apoio das diversas áreas. No inicio
do segundo semestre de 2009, essas políticas eram praticadas em todas as unidades da Fibria. Com
os procedimentos no ambiente de trabalho legitimados pelos próprios profissionais, a área de DHO deu
início - ao final do ano - a um trabalho para promover o envolvimento de todos no esforço de construir
a reputação da Fibria com seus principais públicos de relacionamento.
RELACIONAMENTO COM AUDITORES INDEPENDENTES
A política de atuação da Companhia na contratação de serviços não relacionados à auditoria externa
junto aos nossos auditores independentes se fundamenta nos princípios que preservam a independência
do auditor independente. Estes princípios internacionalmente aceitos consistem em: (a) o auditor não
deve auditar o seu próprio trabalho, (b) o auditor não deve exercer funções gerenciais no seu cliente
e (c) o auditor não deve promover os interesses de seu cliente. Neste sentido, no ano de 2009, os
nossos auditores externos somente efetuaram trabalhos relacionados à auditoria das demonstrações
contábeis.
Mais informações sobre o compromisso, as realizações e os desafios da Fibria com relação ao
futuro estarão disponíveis no Relatório de Sustentabilidade de 2009 da empresa, a ser publicado
proximamente.

Demonstrações do Resultado para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008
(Em milhares de Reais, exceto o lucro líquido (prejuízo) por ação)
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Receita bruta de vendas
Vendas
Mercado interno ..........................................................
1.639.322
1.795.719 1.879.766
1.786.972
Mercado externo ......................................................... __________
862.400 __________
907.246 _________
4.771.077 __________
1.684.845
2.501.722
2.702.965 6.650.843
3.471.817
Deduções de vendas
Impostos e Deduções sobre vendas ...........................
(349.341)
(415.873)
(385.054)
(413.628)
Devoluções e abatimentos .......................................... __________
(21.018)
(
) __________
(15.816)
(
) _________
(266.183)
(
) __________
(67.271)
(
Receita líquida de vendas............................................
2.131.363
2.271.276 5.999.606
2.990.918
Custos dos produtos vendidos ....................................... __________
(1.823.436)
(
) __________
(1.766.387)
(
) _________
(5.060.754)
(
) __________
(2.002.772)
(
Resultado bruto ..............................................................
307.927
504.889
938.852
988.146
Despesas operacionais
Vendas ........................................................................
(108.304)
(209.428)
(330.424)
(282.971)
Gerais e administrativas..............................................
(152.331)
(117.597)
(281.946)
(148.147)
Honorários da diretoria................................................
(7.730)
(13.855)
(25.768)
(15.145)
Receitas financeiras - (Nota 18)..................................
438.666
62.542
486.801
180.290
Despesas financeiras - (Nota 18)................................
(609.401)
(338.544) (1.492.117) (1.042.995)
Variações monetárias e cambiais ativas - (Nota 18)...
1.870.445
1.117.952 4.630.265
1.294.058
Variações monetárias e cambiais passivas (Nota 18)
(1.213.763) (2.523.530) (1.855.290) (2.656.025)
Equivalência patrimonial - (Nota 9) .............................
405.221
(184.382)
(1.133)
664
Amortização do ágio ...................................................
(69.936)
(176.913)
Realização da mais-valia de ativos .............................
(256.547)
(277.469)
Outras (despesas)/receitas operacionais, líquidas ..... __________
(22.360)
(
) __________
(22.450)
(
) _________
200.534 __________
(37.020)
(
343.896
(2.299.228) 1.053.453 (2.884.204)
Resultado antes do Imposto de Renda (IR),
da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL)
e da participação de não controladores ......................
651.823
(1.794.339) 1.992.305 (1.896.058)
Imposto de renda e contribuição social
Corrente - (Nota 7) ......................................................
(30.659)
(32.791)
Diferido - (Nota 7)........................................................ __________
(138.317)
(
) __________
495.125 _________
(743.350)
(
) __________
618.938
Resultado antes da participação dos acionistas
não controladores .......................................................
513.506
(1.299.214) 1.218.296 (1.309.911)
Participação dos acionistas não controladores .............. __________- __________- _________
(660.245)
(
) __________
(436)
(
Lucro (prejuízo) líquido do exercício .............................. __________
513.506 __________
(1.299.214)
(
) _________
558.051 __________
(1.310.347)
(
__________ __________
_________ __________
Lucro (prejuízo) líquido por ação - R$ ........................... __________
1,10 __________
(6,45)
(
__________ __________
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________

248.193

2.240.476

-

771
(152.846)
152.846
-

-

(70.632)
(1.334.603)

-

(45.154)
(45.154)
1.997
1.597
(152.846)
7.768
7.768
(1.299.214) (1.299.214)
1.334.603
-

____________ _____________
12.073
(1.799)
-

___________
248.193
25.675
-

_____________ ________________________
835.241
(1.251)
121.958
367.672
-

_______________ _________
- 4.150.405
- 4.005.091
(755)
- 1.322.095
1.799
(1.251)
513.506
513.506
(25.675)
(121.958)
(367.672)
-

________________________
121.958
________________________
________________________

SUSTENTABILIDADE
A Fibria tem um compromisso estratégico com a sustentabilidade, que está expresso na sua visão do
negócio: consolidar a floresta plantada como produtora de valor econômico e gerar lucro admirado,
associado à conservação ambiental, à inclusão social e à melhoria da qualidade de vida.
A área de Sustentabilidade tem como principal objetivo estruturar e fortalecer as práticas da companhia
nesta área e, dessa forma ampliar a competitividade do negócio, criando valor percebido pelos diversos
públicos, reduzindo os riscos associados ao negócio, obtendo as licenças legais e sociais para as
operações atuais e futuras expansões, e conquistando a admiração da sociedade.
Em setembro de 2009, em seguida à constituição da Fibria, a Administração aprovou um plano
preliminar de sustentabilidade abrangendo aspectos florestais e industriais, certificação, legislação,
comunicação com partes interessadas e governança, entre outros. Entre os resultados alcançados até
o final do exercício, destacam-se:
• Aplicação do Programa Parceria Votorantim para Educação (do Instituto Votorantim) em Alcobaça,
Caravelas e Nova Viçosa (BA), Conceição da Barra e Vila Valério (ES);
• Realização de seminários internos com os envolvidos no Programa de Fomento Florestal, buscando
consolidar os modelos até então praticados e torná-los mais interessantes do ponto de vista
socioambiental;
• Fortalecimento do Programa de Voluntariado;
• Elaboração de um programa de conservação de áreas em importantes biomas, incluindo a criação de
RPPNs no pampa gaúcho e em trechos de Mata Atlântica.
Para 2010, os quatro grandes focos de atuação nessa área serão:
• Implementar estratégias de negócio que visem à inclusão social e à geração de trabalho e renda de
comunidades vulneráveis vizinhas às áreas sob manejo da empresa;
• Fomentar parcerias com governo e sociedade para melhorar a educação e promover o desenvolvimento
local nas áreas adjacentes às áreas florestais e industriais da empresa;
• Reconhecer e fortalecer valores culturais e sociais de comunidades tradicionais, povos indígenas e
minorias étnicas;
• Desenvolver engajamento com as partes interessadas, encorajando um processo de tomada de
decisão integrado, tendo em vista o estabelecimento de vínculos de longo prazo e a criação de valor
para todos.

Demonstração do Valor Adicionado
para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008

Lucros
acumulados _________
Total
_______________
- 5.638.254

____________ ____________ ____________ _____________ ___________ _____________
8.379.397
1.932
10.274
273.868
1.201.662
____________
____________ ____________
____________ ____________
____________ _____________
_____________ ___________
___________ _____________
_____________
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

GOVERNANÇA
Reorganização societária
Em 22 de dezembro de 2009, foi aprovada em AGE a incorporação da Aracruz pela Fibria (nova
denominação social da VCP), com a extinção total da Aracruz, que foi sucedida a título universal pela
Fibria. Mais informações - Notas Explicativas - Item 1.
O Acordo de Acionistas entre a VID e o BNDES foi assinado em 29 de outubro de 2009 e protocolado
na CVM, com validade de 5 anos. O novo Estatuto Social da Fibria foi aprovado em AGE realizada em
5 de novembro de 2009,e contempla as cláusulas necessárias para a adesão da Companhia ao Novo
Mercado de Governança Corporativa da Bovespa.
Atualmente o Conselho de Administração da Fibria é composto por 9 membros, sendo 5 indicados do
Grupo Votorantim, 2 indicados do BNDES e 2 independentes. O Conselho conta com 4 Comitês de
apoio: Auditoria, Pessoal e Remuneração, Finanças e Sustentabilidade.

_______________ _________
- 9.989.091
_______________
_______________ _________
_________

Receitas
Vendas brutas de produtos e serviços
(menos devoluções de vendas)...................................
2.580.936
2.687.149 6.540.879
3.404.546
Provisão para créditos de liquidação duvidosa ..............
(19.863)
(1.103)
(19.863)
(1.102)
Receitas relativas à construção de ativos próprios
e outras ....................................................................... __________
185.569 __________
404.923 _________
2.102.744 __________
2.953.630
2.746.642
3.090.969 8.623.760
6.357.074
Insumos adquiridos de terceiros
Custo dos produtos e serviços vendidos
(inclui matérias-primas) ............................................
(896.122)
(806.551) (3.381.006)
(934.310)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros....... __________
(871.708)
(
) __________
(1.171.412)
(
) _________
(2.554.598)
(
) __________
(3.745.654)
(
(1.767.830) (1.977.963) (5.935.604) (4.679.964)
Valor adicionado bruto ................................................ __________
978.812 __________
1.113.006 _________
2.688.156 __________
1.677.110
Retenções
Depreciação, amortização e exaustão ........................
(391.072)
(235.279) (1.248.567)
(324.865)
Amortização do ágio e realização da mais valia .........
(256.547)
(69.936)
(277.469)
(176.913)
Valor adicionado líquido produzido pela Empresa ......... __________
331.193 __________
807.791 _________
1.162.120 __________
1.175.332
Valor adicionado recebido em transferência
Equivalência patrimonial .............................................
405.221
(184.382)
(1.133)
664
Receitas financeiras .................................................... __________
2.309.111 __________
1.175.815 _________
5.117.066 __________
1.022.400
2.714.332
991.433 5.115.933
1.023.064
Valor adicionado total a distribuir.................................... __________
3.045.525 __________
1.799.224 _________
6.278.054 __________
2.198.396
Distribuição do valor adicionado
Pessoal e encargos ...................................................... __________
246.976 __________
231.209 _________
655.896 __________
332.433
Remuneração direta ....................................................
176.091
160.603
442.996
233.577
Benefícios ...................................................................
59.377
59.675
183.169
83.704
FGTS...........................................................................
11.508
10.931
29.731
15.152
Impostos, taxas e contribuições ................................. __________
454.768 __________
(17.425)
(
) _________
1.057.447 __________
(94.353)
(
Federais ......................................................................
244.377
(246.277)
860.454
(339.212)
Estaduais ....................................................................
207.020
225.498
189.066
237.610
Municipais ...................................................................
3.371
3.354
7.927
7.249
Juros provisionados e aluguéis ......................................
1.830.275
2.884.654 3.346.415
3.270.663
Lucros retidos (*)/prejuízo do exercício ..........................
513.506
(1.299.214)
558.051 (1.310.347)
Participação de não controladores ................................. __________- __________- _________
660.245 __________Valor adicionado distribuído ........................................... __________
3.045.525
1.799.224 6.278.054 __________
2.198.396
__________ __________
__________ _________
_________ __________
(*) Está sendo eliminado o lucro não realizado com controladas.
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

continua

continuação

Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os Exercícios findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de Reais)
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda
e contribuição social....................................................
651.823
(1.794.339) 1.992.305 (1.896.058)
Ajustes por:
Depreciação, exaustão e amortização........................
391.072
308.112 1.248.200
464.007
Variação cambial e monetária.....................................
(636.487)
943.172 (2.626.572)
947.290
Valor justo de contratos derivativos ............................
(20.195)
382.604
(148.403)
920.689
Equivalência patrimonial .............................................
(405.221)
184.382
1.133
(664)
Despesas relacionadas à aquisição de ações
em tesouraria............................................................
144.731
144.731
Ganho (perda) na alienação de investimento .............
574
(33.414)
574
AVP de contas a pagar por aquisição de ações .........
225.902
388.593
Perda (ganho) na alienação de imobilizado ................
5.821
2.267
(3.177)
6.448
Apropriação de juros s/títulos e valores mobiliários ....
(90.427)
(47.216)
(145.786)
(357.252)
Apropriação de juros s/financiamento.........................
254.597
166.504
753.658
174.328
Amortização do ágio/mais-valia ..................................
256.547
69.936
98.454
176.913
Realização de deságio ................................................
(1.938)
Complemento da provisão para contingências,
PDD e outros ............................................................
24.857
5.150
(109.553)
3.203
Decréscimo (acréscimo) em ativos
Contas a receber de clientes ......................................
(59.228)
4.959
(393.082)
105.139
Estoques .....................................................................
(22.090)
(86.767)
67.197
(153.210)
Impostos a recuperar ..................................................
64.231
(78.911)
47.367
(99.776)
Créditos com partes relacionadas...............................
15.080
Demais contas a receber/adiantamentos
a fornecedores ...............................................................
11.156
(19.356)
(178.015)
47.294
Empréstimos compulsórios e depósitos judiciais ........
2.666
(23.721)
(8.032)
(24.861)
Acréscimo (decréscimo) em passivos
Fornecedores ..............................................................
(12.812)
(103.632)
(86.474)
(109.142)
Impostos e taxas a recolher ........................................
(420)
(36)
(69.340)
(11.865)
Salários e encargos sociais ........................................
5.149
8.783
25.734
10.129
Demais contas a pagar/adiantamentos a Empresas
do Grupo...................................................................
(3.244)
47.261
(95.583)
47.735
Contingências Pagas ..................................................
(4.178)
(4.178)
Efeito líquido da Cisão Ripasa (Conpacel)/
“Drop Down” de ativos ..............................................
43.796
Caixa proveniente das operações .............................. __________
654.599 __________
158.253 _________
721.032 __________
393.714
Juros recebidos sobre títulos e valores mobiliários.....
66.067
57.237
691.966
273.470
Juros pagos sobre financiamentos .............................
(220.590)
(164.575)
(739.683)
(163.322)
Imposto de renda e contribuição social pagos ............
(7.433)
(40.335)
Juros sobre o capital próprio e dividendos..................
167.026
781.888
-

Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Caixa líquido proveniente das atividades
operacionais .............................................................. __________
667.102 __________
832.803 _________
665.882
Atividades de investimento
Aquisição de participação societária líquida
de caixa incluído na aquisição.................................. (1.331.477)
- (1.364.329)
Aquisição de imobilizado.............................................
(240.479)
(353.991) (1.670.676)
Aumento (redução) de intangível ................................
(5.702)
(2.195)
7.336
Títulos e valores mobiliários........................................ (2.534.006)
- (2.650.847)
Compra/Venda de investimentos ................................
(1.500)
66.984
Receita na venda unidade de Guaíba.........................
- 2.416.151
Compra/venda de ações da própria Companhia ........
(295.981)
Aumento de capital em controlada.............................. (1.187.554)
(802.405)
Receita na venda de ativo imobilizado........................
1.014
12.749
21.084
Contratos de derivativos liquidados ............................
(211.985)
(121.068)
(211.986)
Outros ......................................................................... __________- __________- _________Caixa usado nas atividades de investimentos .......... __________
(5.511.689) (1.495.907) _________
(3.453.267)
__________ __________
__________ _________
Atividades de financiamento
Mútuo com empresas ligadas .....................................
219.396
Captações ...................................................................
947.334
1.408.024 5.795.100
Subscrição de capital em dinheiro ..............................
2.998.391
- 2.998.390
Pagamentos de financiamentos/
empréstimos - principal .................................................. (1.282.522)
(632.463) (5.561.399)
Pagamento de dividendos/juros sobre o capital próprio .
(30)
(291.440)
(40)
Imposto de renda - juros sobre o capital próprio.........
(22.331)
Caixa gerado (usado) nas atividades
de financiamentos..................................................... __________
2.882.569 __________
461.790 _________
3.232.051
Efeitos da variação cambial no caixa .............................
(124.056)
Efeito da classificação de caixa e equivalentes
de caixa conforme CPC 03 .........................................
(355.149)
Caixa e equivalentes de caixa oriundos
da incorporação da Aracruz ........................................
2.132.901
Acréscimo (Decréscimo) líquido em caixa
e equivalentes de caixa............................................... __________
170.883 __________
(556.463) _________
320.610
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício ..... __________
22.704 __________
579.167 _________
157.995
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício ....... __________
193.587 __________
22.704 _________
478.605
__________ __________ _________

Deliberação

Objetivos

CPC 15 Combinação de
negócios

Del. CVM 580

Determina o tratamento contábil em combinação de negócios quanto
ao reconhecimento e mensuração de ativos adquiridos e passivos
assumidos, ágio por expectativa de rentabilidade futura (“goodwill”) e
as informações mínimas a serem divulgadas pela Companhia nestas
operações.

CPC 16 - Estoques

Del. CVM 575

Determinação do valor de custo dos estoques de manutenção
reconhecimento como despesa em resultado, incluindo qualquer redução
ao valor realizável líquido.

CPC 20 - Custos
de Empréstimos

Del. CVM 576

Tratamento de custos de empréstimos e a possibilidade de inclusão no ativo
quando atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo.

CPC 23 - Políticas
Contábeis,
Mudança de
Estimativa e
Retificação de Erro

Del. CVM 592

Define critérios para a seleção e a mudança de políticas contábeis,
juntamente com o tratamento contábil e divulgação de mudança nas
políticas contábeis, a mudança nas estimativas contábeis e a retificação
de erro.

CPC 27 - Ativo
Imobilizado

Del. CVM 583

Estabelece o tratamento contábil para ativos imobilizados no que
tange ao reconhecimento, mensuração, depreciação e as perdas por
desvalorização.

2.398.783
-

CPC 29 - Ativos
biológicos

Del. CVM 596

Estabelece o tratamento contábil e as respectivas divulgações,
relacionadas aos ativos biológicos e aos produtos agrícolas. Não se
aplica a terras.

(1.362.425)
(291.440)
(30.425)

CPC 31 - Ativo
Não Circulante
Mantido para
Venda e Operação
Descontinuada

Del. CVM 598

Estabelece a contabilização de ativos não circulantes mantidos para
venda (colocados à venda) e a apresentação e a divulgação de operações
descontinuadas.

CPC 38 Instrumentos
financeiros:
reconhecimento e
mensuração

Del. CVM 604

Estabelece princípios para reconhecer e mensurar ativos financeiros,
passivos financeiros e alguns contratos de compra e venda de itens não
financeiros.

CPC 39 Instrumentos
financeiros:
apresentação

Del. CVM 604

Estabelece princípios para a apresentação de instrumentos financeiros
como passivo ou patrimônio líquido e para compensação de ativos
financeiros e passivos financeiros.

CPC 40 Instrumentos
financeiros:
evidenciação

Del. CVM 604

Estabelece a divulgação de: (a) a relevância do instrumento financeiro
para a posição patrimonial e financeira e para o desempenho da Sociedade
e (b) a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos
financeiros a que a Sociedade está exposta durante o período e ao fim do
período contábil, e como a entidade administra esses riscos.

463.527
__________

(1.337.804)
(176.190)
91.682
67.103
(295.981)
16.723
(121.068)
559
__________
(1.754.976)
__________
__________

714.493
__________
34.794
(736.078)
(1.278.240)
__________
1.436.235
__________
157.995
__________
__________

As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.

Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Contábeis em 31 de Dezembro de 2009 e de 2008
(Em milhares de Reais, exceto quando de outra forma indicado)
1. Contexto operacional e novos desenvolvimentos de negócios
Considerações gerais
A Fibria Celulose S.A. (anteriormente denominada Votorantim Celulose e Papel S.A. - “VCP” e doravante aqui
também referida como “Fibria”, “Empresa” ou “Companhia”) e suas empresas controladas têm como atividade
preponderante a exploração florestal e a industrialização e comércio de celulose de fibra curta, papel para
impressão e escrita e papéis especiais.
Os negócios da Empresa são fortemente afetados pelos preços que vigoram no mercado mundial de papel e
celulose, historicamente cíclicos e sujeitos a flutuações significativas em períodos curtos, devido a vários fatores,
tais como: (i) demanda mundial por produtos de papel e celulose, (ii) capacidade de produção mundial e estratégias
adotadas pelos principais produtores e (iii) disponibilidade de substitutos para esses produtos. Todos estes fatores
estão fora do controle de gestão da Empresa.
Em 30 de março de 2009 entrou em operação a nova unidade de produção de Celulose da Empresa, o Projeto
Horizonte, localizado no município de Três Lagoas-MS, que se destaca por ser a maior fábrica de celulose em linha
única do mundo e com capacidade de produção de 1,3 milhões de toneladas por ano.
a) Aquisição das ações da Aracruz
Em 20 de janeiro de 2009, a Empresa anunciou a aquisição de 12,37% (excluindo as ações de tesouraria) do
capital total da Aracruz Celulose S.A., (28% do capital votante ou 127.506.457 ações ordinárias) que pertenciam
às famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga pelo montante de R$ 2.710.000, a serem pagos em seis
parcelas semestrais, sem qualquer correção ou acréscimo.
Em virtude da referida aquisição, foi realizada no dia 6 de fevereiro de 2009 a Assembleia Geral Extraordinária
da Empresa (“AGE”), que deliberou e aprovou a proposta da Administração para aumento do capital social da
Empresa, no montante de até R$ 4.254.000, com a emissão de até 223.894.737 novas ações, das quais 62.105.306
ordinárias e de até 161.789.474 preferenciais, a um preço unitário de R$ 19,00, para subscrição privada. O preço
de emissão correspondia ao valor da cotação média em mercado das ações de emissão da então VCP nos pregões
de 02 de dezembro de 2008 (inclusive) a 16 de janeiro de 2009 (inclusive), acrescido de um prêmio de 11,78%, que,
no entender dos administradores da Empresa, naquele momento, era o que melhor refletia o valor das novas ações
a serem emitidas. O aumento de capital mencionado foi subscrito e integralizado da seguinte forma:
a) VID (Votorantim Industrial), no exercício do direito de preferência de que era titular, subscreveu 62.105.306
ações ordinárias num montante total de R$ 1.180.000, dos quais R$ 1.000.000 integralizados mediante a utilização
de créditos representados por AFACs e os R$ 180.000 restantes em dinheiro;
b) BNDES Participações S.A. - BNDESPAR, como titular de 56.880.857 ações ordinárias da Aracruz, subscreveu
43.588.699 ações preferenciais de emissão de VCP, integralizando-as com aquelas ações ordinárias de emissão
de Aracruz, pelo valor unitário de R$ 14,56, totalizando R$ 828.185;
c) BNDESPAR garantiu, conforme previsto, a subscrição e a integralização de 95.789.474 ações preferenciais e/ou
das sobras de ações preferenciais da VCP em um montante total de R$ 1.820.000, obrigando-se a VID a ceder,
em favor do BNDESPAR, o direito de preferência à subscrição das referidas ações preferenciais que remanesceu
após a subscrição da própria VID;
d) os demais acionistas de Aracruz, titulares de ações ordinárias em circulação no mercado, tiveram o direito de utilizar
suas ações ordinárias de emissão da Aracruz, que foram recebidas pelo valor unitário de R$ 14,56, no aumento de
capital de VCP;
e) as famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga e a família Safra garantiriam a subscrição e a integralização
de sobras de ações preferenciais da VCP sendo integralizado o montante de R$ 176.711.
Em complemento à aquisição das ações da Aracruz, detidas pelas famílias Lorentzen, Moreira Salles e Almeida
Braga, em 5 de março de 2009, a VCP firmou contrato com a Família Safra para adquirir 127.506.457 ações
ordinárias de emissão de Aracruz, que representavam aproximadamente 28% do capital social votante, pelo preço
de R$ 2.710.000 a serem pagos em seis parcelas semestrais. A efetiva liquidação financeira da primeira parcela da
operação acima ocorreu em 29 de abril de 2009.
Em 1 de julho de 2009 foi encerrada a Oferta Pública de Ações “Tag Along” para os acionistas que detinham ações
ON da Aracruz “ARCZ3”. O total das ações objeto da OPA era de 15.507.357 ações ordinárias, sendo que as
ordens de venda totalizaram 13.828.307 ações ordinárias, adesão equivalente a 89% do total de destinatários.
O desembolso total da OPA, cujo montante foi de R$ 236.633, está dividido em 6 parcelas e ocorrerá até julho de
2011. A primeira e a segunda parcelas que perfaziam o montante de R$ 88.270 foram liquidadas no dia 6 de julho
de 2009. As demais parcelas vincendas nas mesmas datas acordadas com as famílias Safra, Lorentzen, Moreira
Salles e Almeida Braga. Desta forma, a VCP aumentou sua participação em 1,34% no capital total da Aracruz,
tendo a partir desta data 43,98% do capital total e 99,6% do capital votante.
Em 2 de julho de 2009 encerrou-se o prazo para exercício do direito de recesso dos acionistas da Companhia em
razão da deliberação adotada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de maio de 2009, que aprovou
a conversão de todas as 244.347.953 ações preferenciais nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão
da Companhia, em ações ordinárias, na proporção de 1 (uma) ação preferencial para cada 0,91 (noventa e um
centésimos) de ação ordinária.
Em 17 de julho de 2009, os acionistas de VCP e de Aracruz anunciaram as aprovações no plano de troca das ações
preferenciais da Aracruz por ações ordinárias da VCP, na proporção de uma ação preferencial da Aracruz por
0,1347 de ação ordinária da VCP. Essa relação de troca foi previamente examinada e aprovada pelos Conselhos
de Administração das duas Companhias, após recomendação dos Comitês Especiais Independentes também de
ambas as Companhias, constituídos em observância ao disposto no Parecer de Orientação CVM nº 35/08.
Em 26 de agosto de 2009, as Assembleias Gerais Extraordinárias da VCP e da Aracruz aprovaram a incorporação
de todas as ações representativas do capital social da Aracruz pela VCP. Como resultado da incorporação
da totalidade das ações de emissão de Aracruz, o último dia de negociação das ações na BM&FBovespa
ocorreu em 17 de novembro de 2009. As posições de custódia de ações preferenciais “B” que davam lastro aos
“American Depositary Receipts” (ADR´S) de Aracruz migraram para as posições de custódia de ações ordinárias
de emissão da Fibria. Aquela mesma data foi o último dia de negociação dos ADRs de Aracruz na “New York
Stock Exchange” (NYSE).
Em razão da alteração da denominação social da VCP para Fibria, ocorrida em 5 de novembro de 2009, o último
dia de negociação na BM&FBovespa com as ações ordinárias de emissão de VCP sob o código VCP3 foi 17
de novembro de 2009. Assim, a partir do pregão de 18 de novembro de 2009 somente são negociadas ações
ordinárias de emissão da Fibria, sob o código FIBR3.
b) Venda da Unidade de Guaíba
Em 15 de dezembro de 2009 a Companhia concluiu a venda, para a subsidiária brasileira da CMPC chilena,
dos elementos patrimoniais representados pelas instalações industriais, terras e florestas que formam o conjunto
conhecido como Unidade de Guaíba, no município de Guaíba, Estado do Rio Grande do Sul. O valor da venda
contratado em US$ 1.430 milhões sofreu ajustes na ordem de US$ 48 milhões relativo à US$ 20 milhões em ativos
arrendados (não tendo efeito no caixa) e US$ 28 milhões relativo a valores retidos para fins de ajuste de inventário
físico florestal a serem confirmados. Desta forma, o montante registrado na venda de R$ 2.416 milhões gerou um
ganho de capital de R$ 33.414, contabilizado na linha de outras receitas (despesas) operacionais.
Em 15 de dezembro de 2009 a Empresa recebeu US$ 1,300 milhões (equivalente a R$ 2.273 milhões) e em janeiro
de 2010 recebeu outra parcela no montante de US$ 80 milhões (equivalente a R$ 139 milhões). O valor restante
será recebido no primeiro trimestre de 2010, após a confirmação do inventário físico florestal.
c) Incorporações de Empresas
Em 21 de dezembro de 2009 a Assembleia Geral Extraordinária da Fibria aprovou a incorporação da Arapar S.A.
e da São Teofilo Representação e Participações S.A. pela Empresa. Em 22 de dezembro de 2009, a Assembleia
Geral Extraordinária da Fibria aprovou a incorporação da Aracruz pela Empresa, ambas com extinção das
sociedades incorporadas, que foram sucedidas a título universal pela incorporadora. Considerando que Fibria era
titular da totalidade do capital das sociedades incorporadas, não houve aumento de capital social da incorporadora.
As incorporações, embora plenamente válidas desde aquelas datas, ficaram com sua eficácia suspensa até 31
de dezembro de 2009, data que foram contabilizados os resultados apurados nas sociedades incorporadas.
Desse modo, somente então a incorporação tornou-se eficaz e produziu todos os seus efeitos, sejam eles civis,
societários, contábeis ou fiscais.
Apresentamos abaixo, na forma sumarizada, os principais grupos de contas dos balanços patrimoniais da Aracruz
Celulose S.A., da Arapar S.A. e da São Teofilo Representação e Participações S.A. em 31 de dezembro de 2009.
i) Aracruz Celulose S.A.
Ativo
Passivo
Circulante
Circulante
Disponibilidade ......................................... 2.141.270 Fornecedores .............................................. 304.928
Estoques...................................................
142.670 Financiamentos ...........................................
97.918
Outros ativos ............................................ _________
998.044 Outros passivos ........................................... _________
64.526
Total do ativo circulante............................ 3.281.984 Total do passivo circulante .......................... 467.372
Investimento ............................................. 3.924.469 Financiamentos ........................................... 1.822.467
Imobilizado ............................................... 2.138.629 Débitos com partes relacionadas ................ 4.628.210
Outros ....................................................... _________
368.160 Outros .......................................................... _________
615.465
Total do não circulante ............................. 6.431.258 Total do não circulante ................................ 7.066.142
2.179.728
_________ Patrimônio líquido ........................................ _________
Total do ativo .......................................... _________
9.713.242 Total do passivo e patrimônio líquido ..... _________
9.713.242
_________
_________
ii) Arapar S.A.
Ativo
Passivo
Circulante
Disponibilidade .........................................
3
Impostos a recuperar................................ _________
12
Total do ativo circulante............................
15
Investimento ............................................. _________
131.414
Total do não circulante .............................
131.414
131.429
_________ Patrimônio líquido ........................................ _________
Total do ativo .......................................... _________
131.429 Total do passivo e patrimônio líquido ..... _________
131.429
_________
_________
iii) São Teofilo Representação e Participações S.A.
Ativo
Passivo
Circulante
Circulante
Impostos a recuperar................................ _________
6.362 Contas a pagar ............................................ _________
1.028.947
Total do ativo circulante............................
6.362 Total do passivo circulante .......................... 1.028.947
Impostos a recuperar................................
7.114 Contas a pagar ............................................ _________
951.942
Investimentos ........................................... _________
2.551.727 Total do passivo não circulante ................... 951.942
Total do não circulante ............................. 2.558.841
584.314
_________ Patrimônio líquido ........................................ _________
Total do Ativo.......................................... _________
2.565.203 Total do passivo e patrimônio líquido ..... _________
2.565.203
_________
_________
A comparação do balanço patrimonial da controladora em 31 de dezembro de 2009 com o exercício anterior deve
levar em consideração as incorporações de Aracruz Celulose S.A., de Arapar S.A. e de São Teofilo Representação
e Participações S.A., ocorridas em dezembro de 2009.
d) Aquisição da empresa Projetos Especiais e Investimentos S.A.
Em 30 de outubro de 2009, a Companhia adquiriu 100% das ações da Projetos Especiais e Investimentos S.A.,
empresa responsável pela administração da construção da fábrica de celulose da Fibria em Três Lagoas - MS.
O preço de aquisição destas ações pago aos ex-controladores (East Engineering Ltd e JP Invest Ltd) foi de
R$ 1.500.
2. Apresentação das demonstrações contábeis e principais práticas contábeis adotadas
Base de apresentação
A autorização da Administração para a conclusão destas demonstrações contábeis ocorreu em 25 de fevereiro de
2010, considerando os eventos subsequentes ocorridos até esta data, que tiveram efeito sobre as mesmas.
As demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Empresa (controladora e consolidado) foram preparadas
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com base nas disposições contidas na Lei das Sociedades
por Ações - Lei n.º 6.404/76 alteradas pela Lei n.º 11.638/07, nas normas estabelecidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), e nos Pronunciamentos e Orientações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis

normas de contabilidade internacionais. As normas relacionadas a seguir são apenas aquelas que poderão ou deverão
impactar as demonstrações contábeis da Companhia de forma mais relevante. Nos termos dessas novas normas,
as demonstrações contábeis de 2009, aqui apresentadas, deverão ser reapresentadas para fins de comparação.
A Empresa não adotou antecipadamente essas normas no exercício findo em 31 de dezembro de 2009.

(CPC). As mesmas não são comparáveis com as de 2008 em virtude da aquisição e posterior incorporação da
Aracruz Celulose S.A., sendo que em 2009 a consolidação de Aracruz foi integral e em 2008 foi proporcional ao
percentual de participação de 12,35%.
Descrição das principais práticas contábeis
Apuração do resultado
O resultado das operações (receitas, custos e despesas) é apurado em conformidade com o regime contábil de
competência de exercícios. A receita de venda de produtos é reconhecida quando seu valor puder ser mensurado
de forma confiável e todos os riscos e benefícios são transferidos para o comprador.
Estimativas contábeis
As demonstrações contábeis incluem estimativas e premissas, como a mensuração de provisões para perdas com
operações de crédito, estimativas do valor justo de determinados instrumentos financeiros, provisões para passivos
contingentes, estimativas da vida útil de determinados ativos e outras similares. Os resultados efetivos podem ser
diferentes dessas estimativas e premissas.
Caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa incluem o caixa, os depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo de
alta liquidez, que são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um
insignificante risco de mudança de valor, bem como as contas garantidas. As contas garantidas são demonstradas
no balanço patrimonial como “empréstimos”, no passivo circulante.
Instrumentos financeiros
Classificação e mensuração
A Empresa classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor justo através do
resultado, empréstimos e recebíveis, mantidos até o vencimento e disponíveis para venda. A classificação depende
da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A Administração determina a classificação de seus
ativos financeiros no reconhecimento inicial.
Ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado
Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são ativos financeiros mantidos para
negociação ativa e frequente. Os derivativos também são categorizados como mantidos para negociação, a menos
que tenham sido designados como instrumentos de hedge
e (proteção). Os ativos dessa categoria são classificados
como ativos circulantes. Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros
mensurados ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado em resultado
financeiro no período em que ocorrem, a menos que o instrumento tenha sido contratado em conexão com
outra operação. Neste caso, as variações são reconhecidas na mesma linha do resultado afetada pela referida
operação.
Empréstimos e recebíveis
Incluem-se nessa categoria os empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não derivativos
com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante,
exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data do balanço (estes são classificados
como ativos não circulantes). Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem os empréstimos a
coligadas, contas a receber de clientes, demais contas a receber e caixa e equivalentes de caixa, exceto os
investimentos de curto prazo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados pelo custo amortizado, usando o
método da taxa de juros efetiva.
Ativos mantidos até o vencimento
São basicamente os ativos financeiros que não podem ser classificados como empréstimos e recebíveis. Neste
caso, estes ativos financeiros são adquiridos com a intenção e capacidade financeira para sua manutenção em
carteira até o vencimento. São avaliados pelo custo de aquisição, acrescidos dos rendimentos auferidos em
contrapartida ao resultado do exercício.
Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são não-derivativos que são designados nessa categoria ou que
não são classificados em nenhuma outra categoria. Eles são incluídos em ativos não-circulantes, a menos que
a Administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses após a data do balanço. Os ativos financeiros
disponíveis para venda são contabilizados pelo valor justo. Os juros de títulos disponíveis para venda, calculados
com o uso do método da taxa de juros efetiva, são reconhecidos na demonstração do resultado como receitas
financeiras. A parcela correspondente à variação no valor justo é lançada contra patrimônio líquido, na conta
ajustes de avaliação patrimonial, sendo realizada contra resultado quando da sua liquidação ou por perda
considerada permanente (“impairment”).
Valor justo
Os valores justos dos investimentos com cotação pública são baseados nos preços atuais de compra. Para os
ativos financeiros sem mercado ativo ou cotação pública, a Empresa estabelece o valor justo através de técnicas
de avaliação. Essas técnicas incluem o uso de operações recentes contratadas com terceiros, a referência a outros
instrumentos que são substancialmente similares, a análise de fluxos de caixa descontados e os modelos de
precificação de opções que fazem o maior uso possível de informações geradas pelo mercado e contam o mínimo
possível com informações geradas pela Administração da própria entidade.
A Empresa avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um grupo de ativos
financeiros está registrado por valor acima de seu valor recuperável (“impairment”). Se houver alguma evidência
para os ativos financeiros disponíveis para venda, a perda cumulativa - mensurada como a diferença entre o custo
de aquisição e o valor justo atual, menos qualquer perda por “impairment” desse ativo financeiro previamente
reconhecido no resultado - é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado.
Instrumentos derivativos e atividades de hedge
Inicialmente, os derivativos são reconhecidos pelo valor justo na data em que um contrato de derivativos é
celebrado e são, subsequentemente, remensurados ao seu valor justo, com as variações do valor justo lançadas
contra o resultado, exceto quando o derivativo for designado como um instrumento de hedge
e de fluxo de caixa.
Embora a Empresa faça uso de derivativos com o objetivo de proteção, ela não aplicou a chamada contabilização
de hedge (“hedge
e accounting”), até o exercício findo de 31 de dezembro de 2009. O valor justo dos instrumentos
derivativos está divulgado na Nota Explicativa 17.
Contas a receber
São apresentadas
p
aos valores presente
p
e de realização,
ç , sendo que
q as contas a receber de clientes no mercado
externo são atualizadas com base nas taxas de câmbio vigentes na data do balanço. É constituída provisão em
montante considerado suficiente pela Administração para os créditos cuja recuperação é considerada duvidosa.
Estoques
Os estoques são demonstrados pelo custo médio das compras ou da produção, inferior aos custos de reposição
ou aos valores de realização e são deduzidos de provisão para obsolescência, quando necessário. As importações
em andamento são demonstradas ao custo acumulado de cada importação.
Imposto de renda e contribuição social
São calculados com base nas alíquotas vigentes de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido e
consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, para fins de determinação
de exigibilidade. Portanto, as inclusões ao lucro contábil de despesas, temporariamente não dedutíveis, ou
exclusões de receitas, temporariamente não tributáveis, consideradas para apuração do lucro tributável corrente
geram créditos ou débitos tributários diferidos.
Os créditos tributários diferidos decorrentes de prejuízo fiscal ou base negativa da contribuição social e adições
temporárias, são reconhecidos somente na extensão em que sua realização seja provável, tendo como base o
histórico de rentabilidade e as projeções de resultados futuros.
Investimentos em controladas e coligadas
Os investimentos em empresas controladas são avaliados pelo método de equivalência patrimonial.
Os demais investimentos são registrados pelo custo de aquisição, deduzidos de provisão para
desvalorização, quando aplicável.
Imobilizado
Os bens do imobilizado são registrados ao custo e depreciados pelo método linear considerando-se a estimativa
da vida útil-econômica dos respectivos componentes. As taxas anuais de depreciação estão mencionadas na Nota
Explicativa Nº 10.
Arrendamento mercantil
Os arrendamentos mercantis de imobilizado nos quais a Companhia fica substancialmente com todos os riscos
e benefícios de propriedade são classificados como arrendamento financeiro. Os arrendamentos financeiros são
registrados como se fosse uma compra financiada, reconhecendo, no seu início, um ativo imobilizado e um passivo
de financiamento (arrendamento). O imobilizado adquirido nos arrendamentos financeiros é depreciado pelas taxas
definidas na Nota Explicativa Nº 10.
Os arrendamentos mercantis nos quais uma parte significativa dos riscos e benefícios de propriedade ficam com
o arrendador são classificados como arrendamentos operacionais. Os pagamentos feitos para os arrendamentos
operacionais (líquidos de todo incentivo recebido do arrendador) são apropriados ao resultado pelo método linear
ao longo do período do arrendamento.
Intangíveis
O ágio é realizado na aquisição ou na subscrição de capital em outra sociedade, representado pelo valor do custo
de aquisição do investimento que superar o valor da equivalência patrimonial, calculada a partir do percentual de
aquisição ou subscrição sobre o valor do patrimônio líquido da outra sociedade.
O ágio alocado é amortizado de acordo com o fundamento que o determinou, ao longo da vida útil estimada.
A Administração determina a vida útil estimada do investimento baseada em sua avaliação das respectivas
sociedades adquiridas no momento da aquisição, considerando a mais-valia dos ativos e a capacidade de geração
de resultados futuros. O ágio não justificado por fundamentos econômicos é reconhecido imediatamente como
perda no resultado.
Ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados no reconhecimento inicial ao custo de aquisição e,
posteriormente, deduzidos da amortização acumulada e perdas do valor recuperável, quando aplicável. Os ágios
gerados nas aquisições de investimentos ocorridas até 31 de dezembro de 2008, que têm como fundamento econômico
a rentabilidade futura, foram amortizados pelo método linear até aquela data. A partir de 1º de janeiro de 2009 não são
mais amortizados, devendo apenas ser submetidos a teste anual de avaliação do valor recuperável (“impairment”).
Avaliação do valor recuperável de ativos (teste de “impairment”)
A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou
mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou
perda de seu valor recuperável.
Quando tais evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituída
provisão para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável.
Empréstimos
Os empréstimos tomados são reconhecidos inicialmente pelo valor justo no recebimento dos recursos, líquidos dos
custos de transação. Em seguida, são apresentados pelo custo atualizado, isto é, acrescidos de encargos e juros
proporcionais ao período incorrido (“pro rata temporis”).
Outros ativos e passivos (circulantes e não circulantes)
Um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que seus benefícios econômicos futuros
serão gerados em favor da Empresa e seu custo ou valor puder ser mensurado com segurança. Um passivo é
reconhecido no balanço patrimonial quando a Empresa possui uma obrigação legal ou constituída como resultado
de um evento passado, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para liquidá-lo. São acrescidos,
quando aplicável, dos correspondentes encargos e das variações monetárias ou cambiais incorridos. As provisões
são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
Os ativos e passivos são classificados como circulantes quando sua realização ou liquidação é provável nos
próximos doze meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes.
Ativos e passivos contingentes e obrigações legais
As práticas contábeis para registro e divulgação de ativos e passivos contingentes e obrigações legais são as
seguintes: (i) Ativos contingentes são reconhecidos somente quando há garantias reais ou decisões judiciais
favoráveis, transitadas em julgado. Os ativos contingentes com êxitos prováveis são apenas divulgados em nota
explicativa; (ii) Passivos contingentes são provisionados quando as perdas forem avaliadas como prováveis e os
montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança. Os passivos contingentes avaliados como
de perdas possíveis são apenas divulgados em nota explicativa e os passivos contingentes avaliados como de
perdas remotas não são provisionados e nem divulgados; e (iii) Obrigações legais são registradas como exigíveis.
Normas e interpretações de normas que ainda não estão em vigor
As normas e interpretações de normas relacionadas a seguir, foram publicadas e são obrigatórias para os exercícios
sociais iniciados em ou após 1º de janeiro de 2010. Além dessas, também foram publicadas outras normas e
interpretações que alteram as práticas contábeis adotadas no Brasil, dentro do processo de convergência com as

CPC

A Administração da Companhia e de suas controladas está analisando os impactos decorrentes da aplicação
desses novos pronunciamentos técnicos emitidos, sendo que os efeitos mais significativos serão oriundos do
registro da mais valia dos ativos biológicos e do reconhecimento do deságio decorrente de permuta de ativos a ser
contabilizado diretamente no patrimônio líquido.
Adicionalmente, foi emitido em 23 de dezembro de 2009 o ICPC-10, com o objetivo de estabelecer regras para
a aplicação inicial do CPC 27. Esta norma não trará impactos relevantes para Empresa visto que o conceito da
aplicação da vida útil já é adotado.
Demonstrações contábeis consolidadas
As demonstrações contábeis foram elaboradas em conformidade com as práticas de consolidação e dispositivos
legais aplicáveis. Assim sendo, foram eliminadas as participações recíprocas, os saldos de contas, as receitas
e despesas e os lucros não-realizados entre empresas. A controlada em conjunto Veracel Celulose S.A., foi
consolidada proporcionalmente ao percentual de participação.
As demonstrações contábeis abrangem as demonstrações contábeis da controladora Fibria Celulose S.A. (Ex VCP) e das seguintes empresas controladas diretas ou indiretas: VOTO - Votorantim Overseas Trading Operations
NV (“VOTO IV”), VCP Overseas Holding KFT., Newark Financial Inc. VCP North América Inc. (“VCP N.A.”), Normus
Empreendimentos e Participações Ltda., VCP-MS Celulose Sul Mato-Grossense Ltda., Fibria Overseas Finance
Ltd, Fibria Internacional GMBH, Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda., Projetos Especiais e Investimentos
S.A., Veracel Celulose S.A., Alicia S.A, Mucuri Agroflorestal S.A., Portocel - Terminal Especializado de Barra do
Riacho S.A., Aracruz Produtos de Madeira S.A., Aracruz Trading Internacional Ltd., Aracruz Celulose (USA) Inc.,
Aracruz Trading S.A., Ara Pulp e Riocell Limited. A empresa VCP Trading N.V. (“VCP N.V.”) foi encerrada em 24 de
junho de 2009 e as empresas Aracruz Celulose S.A., Arapar S.A. e São Teofilo Representação e Participações S.A.
foram incorporadas em 31 de dezembro de 2009.
O patrimônio líquido e o resultado do exercício demonstrados em 31 de dezembro de 2009 pela controladora e
consolidado são diferentes em R$ 26.012 e R$ 44.545 respectivamente daqueles apresentados nas demonstrações
contábeis consolidadas, devido aos lucros não realizados nos estoques.
3. Caixa, equivalentes de caixa e títulos e valores mobiliários
% - Taxa de _____________________
Controladora _____________________
Consolidado
remuneração
das
aplicações
p
ç
2009
2008
2009
2008
______________ _________ _________ _________ __________
Caixa e bancos ...................................
15.801
22.704
264.388
73.165
Equivalentes de caixa
Em moeda nacional
Certificado de depósitos bancários ..... 101,2% do CDI
177.786
214.217
Em moeda estrangeira
Depósitos a prazo fixo ........................
0,41% a.a. _________- _________- _________- __________
85.610
Caixa e equivalentes de caixa .........
- _________
193.587 _________
22.704 _________
478.605 __________
158.775
Títulos mantidos para negociação...... 102,7% do CDI
2.741.831
345.128 3.322.553
728.178
Títulos mantidos até o vencimento ..... 102,6% do CDI
161.663
161.663
Títulos e Valores Mobiliários ...........
2.903.494
345.128 3.484.216
728.178
Caixa, equivalentes de caixa e títulos
e valores mobiliários ........................
- _________
3.097.081 _________
367.832 _________
3.962.821 __________
886.953
Parcela não circulante ........................
- _________
((65.439)) _________- _________
((65.439)) __________
((780)
Parcela circulante ...............................
- _________
3.031.642 _________
367.832 _________
3.987.382 __________
886.173
_________ _________ _________ __________
O saldo de investimentos de curto prazo está substancialmente representado por quotas em fundos de investimentos,
fundos de investimentos exclusivos e em aplicações em certificados de depósitos bancários, cujo vencimento
original não é superior a 90 dias. Os ativos dos fundos são compostos principalmente por Certificados de Depósitos
Bancários, debêntures compromissadas, títulos do Governo Federal e títulos de crédito, com vencimentos originais
entre fevereiro de 2010 e setembro de 2012. No entanto, os títulos mantidos para negociação que compõem a
carteira dos fundos exclusivos possuem, substancialmente liquidez diária, sem alteração nos rendimentos quando
solicitados resgates antecipados.
4. Contas a receber de clientes
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Clientes no país .............................................................
258.215
200.507
285.658
216.998
Clientes no exterior........................................................
917.777
521.696
920.571
235.428
Adiantamentos de contratos de exportação ..................
(272.067)
(497.620)
(324.303)
(134.354)
Provisão para perdas no recebimento de créditos ........ __________
(32.550)
(
) __________
(12.980)
(
) _________
(39.738)
(
) __________
(14.252)
(
871.375 __________
211.603 _________
842.188 __________
303.820
__________
__________ __________ _________ __________
Em 31 de dezembro de 2009, a Empresa possuía operações de Vendor em aberto no montante de R$ 187.701
(R$ 261.107 em 2008), deduzidas contabilmente dos saldos das contas a receber de clientes no país. A Empresa é
garantidora dessas operações e as potenciais perdas estão consideradas na provisão para perdas no recebimento
de créditos.
5. Estoques
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Produtos acabados
Na fábrica/depósitos ......................................................
147.679
119.930
152.582
131.286
No exterior..................................................................
348.478
130.741
Produtos em processo ...............................................
19.807
27.251
23.768
32.648
Matérias-primas .............................................................
112.783
63.939
164.000
75.714
Almoxarifado..................................................................
173.265
110.162
253.808
142.476
Importações em andamento ..........................................
4.097
9.963
4.885
17.554
Adiantamentos a fornecedores...................................... __________
526 __________
4.583 _________
527 __________
4.583
458.157
335.828
948.048
535.002
__________ __________
__________ _________
_________ __________
__________
__________
6. Impostos a recuperar
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Impostos retidos e antecipações
de impostos (IRRF, IRPJ e CSLL) ...........................
190.712
78.395
241.800
117.446
ICMS sobre aquisição de imobilizado ...........................
24.534
34.315
25.365
35.579
IPI, ICMS, PIS, COFINS a recuperar ............................
615.321
193.475
754.113
279.929
Provisão para perda nos créditos do ICMS ..............
(345.135)
(406.265)
(44.439)
Outros ........................................................................ __________- __________- _________
230 __________
13
485.432
306.185
615.243
388.528
Parcela não circulante ................................................... __________
(179.118)
(
) __________
(159.577)
(
) _________
(226.115)
(
) __________
(171.359)
(
Parcela circulante .......................................................... __________
306.314 __________
146.608 _________
389.128 __________
217.169
__________ __________
_________ __________
A Empresa vem acumulando créditos de ICMS junto aos Estados do Espírito Santo, Bahia e Mato Grosso do Sul em
função de sua atividade nestes Estados ser eminentemente exportadora. A Administração revisou a perspectiva de
realização dos referidos créditos e constituiu provisão integral do montante com baixa probabilidade de realização
para sua unidade no Estado do Mato Grosso do Sul. Para a unidade do Espírito Santo foi constituída uma provisão
parcial, em função da probabilidade de realização.
A realização dos créditos relativos aos impostos a recuperar da controladora ocorrerá até o final de 2013, de acordo
com a projeção orçamentária aprovada pela Administração. Nessa projeção consta a estimativa de realização em
percentual aproximado de 37% em 2010, 44% em 2011, 14% em 2012 e 5% em 2013.
7. Impostos diferidos
A Companhia e suas controladas sediadas no país utilizam a sistemática do lucro real e calcularam e registraram seus
impostos com base nas alíquotas efetivas vigentes na data de elaboração das demonstrações contábeis. Os créditos
tributários diferidos de imposto de renda e contribuição social são decorrentes de prejuízos fiscais e de diferenças
temporárias referentes (i) ao efeito da variação cambial apurada (sistemática de apuração do imposto de renda e
contribuição social pelo regime de caixa - efeitos cambiais), (ii) ajuste a valor justo dos instrumentos financeiros derivativos,
(iii) provisões não dedutíveis até o momento da sua efetiva realização e (iv) investimentos na atividade rural.
A realização dos créditos relativos ao prejuízo fiscal, à base negativa da contribuição social e às diferenças
temporárias ocorrerá até o final de 2019, de acordo com a projeção orçamentária aprovada pelo Conselho de
Administração. Nessa projeção consta a estimativa de realização em percentual aproximado de 2% em 2010,
10% em 2011, 10% em 2012, 11% em 2013, 13% em 2014, 34% entre 2015 a 2017 e 20% entre 2018 e 2019,
considerando-se a Fibria e suas controladas. Esta estimativa de realização foi aprovada pelo Conselho Fiscal e
Conselho de Administração.
Reconciliação da despesa de IR e CSLL
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Lucro (prejuízo) antes do IR e da CSLL ........................
651.823
(1.794.339) 1.992.305 (1.896.058)
Imposto de renda e contribuição social à
Taxa nominal - 34% ...................................................
(221.620)
610.075
(677.384)
644.660
Demonstrativo da origem da despesa de
imposto de renda efetiva
Resultados de derivativos .............................................
18.829
(60.856)
Tributação exterior - Voto ..............................................
(753)
(1.314)
Equivalência patrimonial................................................
137.775
(62.690)
(386)
225
Ajuste a valor presente ..................................................
(76.807)
(132.122)
Baixa do ágio - Projetos Especiais e Investimentos Ltda ..
(5.063)
(5.063)
Amortização Fiscal do ágio da Ripasa ..........................
23.777
23.777
Ajustes Pronunciamentos CPC .....................................
5.949
(47.931)
5.949
(47.931)
Juros sobre capital próprio - efeito tributário .................
6.508
Diferença de tributação nas subsidiárias no exterior.....
7.177
81.016
Amortização do ágio Aracruz ........................................
(31.662)
Outros (despesas indedutíveis) ..................................... __________
(2.328)
(
) __________
(3.576)
(
) _________
(13.472)
(
) __________
(5.813)
(
Imposto de renda e contribuição social do exercício..... __________
(138.317)
(
)
495.125
(774.009)
(
)
586.147
__________ __________
__________ _________
_________ __________
__________
% - Taxa efetiva.............................................................
21,2
27,6
38,8
30,9
Composição dos impostos diferidos
Controladora _____________________
Consolidado
______________________
2009 __________
2008 _________
2009 __________
2008
__________
Ativo
Prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social
342.940
208.569
787.451
306.274
Provisão para contingências .........................................
62.255
60.176
75.059
62.534
Provisões .......................................................................
205.954
39.997
225.874
66.832
Diferimento da perda nos contratos de derivativos .......
1.326
79.093
(1.310)
84.609
Variação cambial (Medida Provisória nº 1858-10/99
artigo 30) ....................................................................
268.871
285.809
Amortização fiscal de ágio da Ripasa ........................... __________
138.005 __________
65.705 _________
145.118 __________
65.705
750.480 __________
722.411 _________
1.232.192 __________
871.763
__________
Parcela circulante .......................................................... __________
(18.422)
(
) __________
(99.539)
(
) _________
(22.516)
(
) __________
(101.018)
(
Parcela não circulante ................................................... __________
732.058
622.872 1.209.676 __________
770.745
__________ __________
__________ _________
_________ __________
Passivo
Depreciação acelerada e incentivada ...........................
15.360
6.985
Variação cambial (Medida Provisória nº 1858-10/99
artigo 30) ....................................................................
394.678
429.538
Custos com reflorestamento já deduzido
para fins fiscais ..........................................................
4.819
4.819
167.225
156.824
Imposto de renda subsidiárias....................................... __________- __________- _________- __________
3.323
Parcela não circulante ................................................... __________
399.497 __________
4.819 _________
612.123 __________
167.132
__________ __________
_________ __________

continua

continuação
A Empresa optou pelo Regime Tributário de Transição (RTT), instituído pela Medida Provisória nº 449/08, por meio no qual as apurações do imposto sobre a renda (IRPJ),
da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), da contribuição para o PIS e da contribuição para financiamento da seguridade social (COFINS), para o biênio 20082009, continuam a ser determinadas sobre os métodos e critérios contábeis definidos pela Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, vigentes em 31 de dezembro de 2007.
A Empresa e suas controladas consignarão a referida opção na Declaração de Informações Econômico - Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ) no ano de 2010.
8. Transações e saldos relevantes com partes relacionadas
a) Sociedades relacionadas
As operações comerciais e financeiras da Empresa e com suas subsidiárias, controladas, empresas do grupo Votorantim e outras partes relacionadas são efetuadas a preços e condições
normais de mercado, contendo valores, prazos e taxas usuais, normalmente aplicados em transações com partes não relacionadas e seus saldos estão a seguir enumerados:
Controladora __________________________________________
Consolidado
__________________________________________
2009 ____________________
2008 ____________________
2009 ___________________
2008
____________________
Receitas
Receitas
Receitas
Receitas
Aplicações financeiras
Relacionamentos ________
Saldos __________
(despesas) ________
Saldos __________
(despesas) ________
Saldos __________
((despesas)
p
) ________
Saldos __________
((despesas)
p
____________________________________
_______________
Banco Votorantim S.A...................................
Outras partes
.................................................................
relacionadas
194.460
12.501
92.446
9.746
194.460
12.501
92.446
9.746
Obrigações de contratos de “Swap”
Banco Votorantim S.A...................................
Outras partes
relacionadas
2.029
17.689
(15.660)
(83.670)
2.029
17.689
(15.660)
(83.670)
Clientes Empresa do Grupo Votorantim
Votorantim Cimentos ....................................
353
11
1.029
1.480
353
11
484
Nitroquímica ..................................................
411
411
Fornecedor
Ripasa S.A. Celulose S.A .............................
Controlada
(222.810)
(222.810)
Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda (1) .
Controlada
14.095
14.095
14.095
14.095
Tivit Tecnologia da Informação (2) .................
Outras partes
relacionadas
13
(3.517)
3
(8.860)
15
(3.998)
104
(11.500)
Votoner - Votorantim
Comercializadora de Energia (3) ..................
Outras partes
relacionadas
591
(8.658)
642
(28.331)
591
(8.658)
642
(28.331)
VID (4) ............................................................
Acionista
211
(20.300)
(6.619)
211
(20.361)
(6.722)
Indústria de Papel de Pedras Brancas .........
Outras partes
relacionadas
5
(2.428)
(2.715)
5
(2.428)
(2.715)
Companhia Nitro Química Brasileira.............
Outras partes
relacionadas
305
(4.147)
93
(10.156)
539
(6.529)
93
(10.156)
Anfreixo S.A ..................................................
271
(3.129)
35
(4.234)
361
(6.064)
60
(5.305)
Financiamentos - Empresas do
Grupo Votorantim
Empresas do Grupo Votorantim
Voto III (5) .......................................................
Outras partes
relacionadas
91.039
28.823
125.321
(54.224)
91.039
28.823
125.321
(54.224)
Voto IV (6).......................................................
Controlada
349.824
86.390
468.724
(168.865) 349.824
86.390
468.724
(168.865)
(7)
Contratos de Mútuo ...................................
5.195.964
700.088
686.763
(25.871)
Empresas não pertencentes ao
Grupo Votorantim
Banco Nacional do Desenvolvimento
Ecônomico e Social - BNDES (8) .................
Acionista 1.368.521
(52.712) 277.165
(23.832) 1.768.048
(52.712) 429.338
18.934
(1)

Fornecimento de madeira, celulose e papel para revenda, em iguais condições de mercado, cujos pagamentos serão efetuados por ocasião do corte da madeira.
Prestação de serviços de “outsourcing”, “help desk”, infra-estrutura em TI e CCTI (Centro de Competência em Tecnologia da Informação) do Grupo Votorantim.
Fornecimento de energia para VCP-MS e as unidades de Jacareí (produção de celulose) e Piracicaba (produção de papel), em iguais condições de mercado.
(4)
Prestação de serviços pela VID através do CCTI - Centro de Competência em Tecnologia da Informação e CSC - Centro de Serviços Compartilhados.
(5)
Empréstimos com Voto III, subsidiária integral da Votorantim Participações S.A. (VPAR), com prazo de vencimento em 2014 e taxa anual de 7,88% a.a.
(6)
Empréstimos com Voto IV, controlada em conjunto com a Votorantim Participações S.A. (VPAR), com prazo de vencimento em 2020 e taxa anual de 7,75% a.a.
(7)
Operação de mútuo com a controlada “ Aracruz Trading International” com libor + spread médio de 1% a.a., pagamento de principal e juros trimestralmente, com vencimento final em julho de 2014. Esta
operação foi transferida em 21 de dezembro de 2009 da controlada “VCP Overseas KFT” para “Aracruz Trading International”.
(8)
Operações indexadas à cesta de moedas (UMBNDES) e TJLP (URTJLP), com “spread” médio de 7,9% a.a. e 2,5% a.a., respectivamente, pagamentos de principal e juros mensalmente e vencimentos finais para 2015.
(2)
(3)

b) Remuneração dos administradores
As despesas com remuneração dos executivos e administradores da Empresa e suas controladas, são resumidas conforme abaixo:
..................................................................................................................................................................................
2009
2008
____________
____________
Benefícios aos administradores (i) ...........................................................................................................................
23.752
11.244
Rescisão de contrato de trabalho .............................................................................................................................
2.016
3.901
..................................................................................................................................................................................
____________
____________
25.768
15.145
..................................................................................................................................................................................
____________
____________
..................................................................................................................................................................................
____________
____________
(i) Incluem a remuneração fixa (salários e honorários, férias e 13º salário), encargos sociais (contribuições para a seguridade social - INSS, FGTS e outros), programa de
remunerações variáveis e previdência privada (contribuição definida - Nota 20).
A Empresa não tem nenhuma obrigação adicional de pós-emprego bem como não oferece outros benefícios, tais como licença por tempo de serviço e outros benefícios por
tempo de serviço.
9. Investimentos
a) Abertura de Investimentos
Investimentos em Sociedade Controladas e Coligadas
g
2009 ___________________________
2008
_________________________________________________________________
Informações
ç
das controladas _____________________________________
Nossa p
participação
p ç
Nossa p
participação
p ç
___________________________
___________________________
Patrimônio
Resultado
No patrimônio
No resultado
No patrimônio No resultado
líquido
q
do exercício _______
% _____________
líquido
q
do exercício _____________
líquido
q
do exercício
____________
____________
____________
____________
a) Controladora ..........................................................
VCP-MS Celulose Sul Mato-Grossense Ltda.. ............
4.675.700
7.355
100
4.675.700
7.355
3.980.791
39.298
Alícia Papéis S.A. ........................................................
1.825.845
100
1.825.845
Veracel Celulose S/A ...................................................
2.629.086
50
1.314.543
Normus Empreendimentos e Participações Ltda. .......
694.011
(209.888)
100
694.011
(209.888)
903.899
531.846
Aracruz Trading Hungary Ltd-AHOC ...........................
1.315.645
48,3
635.457
Mucuri Agroflorestal S/A ..............................................
76.175
100
76.175
Portocel- Terminal Especializado Barra do Riacho......
47.042
51
23.991
Asapir Produção Florestal e Comércio Ltda. ...............
45.976
(3.685)
50
22.988
(1.843)
24.830
806
Aracruz Celulose (USA) Inc.........................................
22.171
100
22.171
Voto - Votorantim Overseas Trading Operations N.V....
40.214
(7.732)
50
20.107
(3.866)
23.973
2.061
Aracruz Produtos de Madeiras S/A - APM .................
45.751
33,33
15.248
Riocel Limited .............................................................
1.030
100
1.030
Aracruz Trading S/A .....................................................
226
100
226
Ara Pulp Com. de Imp. e Exp. Unipessoal Ltda. ..........
41
100
41
Newark Financial Inc. ..................................................
(522.928)
376.462
100
(522.928)
376.462
(899.390)
(785.316)
Fibria Overseas Finance Ltd........................................
(28.259)
(28.259)
100
(28.259)
(28.259)
Projetos Especiais Investimentos S.A. ........................
(2.715)
10.678
100
(2.715)
10.678
Ripasa S.A. Celulose e Papel ......................................
50
26.005
Ahlstrom VCP Indústria de Papéis Especiais S/A. ......
40
918
Arapar S.A. ..................................................................
73.337
100
73.337
São Teofilo Repres. Participações S.A.........................
17.160
100
17.160
Aracruz Celulose S.A...................................................
1.025.164
7,31
164.085
Variação cambial em controladas................................
Outros..........................................................................
415 ____________- _____________
381 _________________________
Subtotal .......................................................................
8.774.046
405.221
4.034.484
(184.382)
Ágio
g decorrente do investimento na Aracruz em 2009
5.403.453
Ágio decorrente do investimento na Aracruz em 2001,
líquido das amortizações do período ........................
94.090
Deságio
g decorrente da permuta de ativos...................
(1.781.000)
(1.781.000)
Ágio Veracel.................................................................
9.742 ____________- _____________- _________________________
Total do investimento da controladora ....................
12.500.331 ____________
405.221 _____________
2.253.484 ____________
((184.382)
_____________
_____________ ____________ _____________ ____________
b) Consolidado
Aracruz Produtos de Madeira S.A ...........................
15.249
(1.133)
2.023
664
Outros ......................................................................
181 ____________- _____________
779 _________________________
Total do Investimento ................................................
15.430
(
(1.133)
)
2.802
664
_____________ ____________
____________ _____________
_____________ ____________
_____________
____________
b) Alocação do ágio
Conforme a Nota Explicativa 1, a Empresa adquiriu das famílias Lorentzen, Moreira Salles, Almeida Braga e Safra, 56% do capital votante da Aracruz, cuja diferença entre o
preço pago e o valor contábil relativo a estas operações perfazem o total de R$ 5.173.093.
Também conforme constante da Nota Explicativa 1, o efeito entre o valor de troca de ações ordinárias de emissão da Aracruz pelo BNDESPAR e ex-VCP e a OPA geraram o
valor de R$ 977.426 que se refere a diferença do valor de mercado versus o valor patrimonial dessas ações.
A incorporação das ações preferenciais da Aracruz pela Companhia gerou um ágio entre o valor de mercado e o valor patrimonial de R$ 182.535.
Desta forma, a diferença gerada, em função da operação de aquisição, entre o valor de mercado da Aracruz versus seu valor patrimonial foi de R$ 6.333.054.
Com base no laudo de avaliação elaborado por empresa especializada e independente, a alocação dos R$ 6.333.054 está representada da seguinte forma:
Segregação do valor
referente ao ágio apurado
Prazo de vida
na
aquisição
q
ç da Aracruz
útil estimada
_______________________
______________
Ativo imobilizado
Terras .......................................................................................................................................................................
436.313
Edificações e benfeitorias.........................................................................................................................................
339.784
30 anos
Equipamentos industriais e florestais .......................................................................................................................
1.236.605
18 anos
Florestas...................................................................................................................................................................
550.067
7 anos
Total do ativo imobilizado .........................................................................................................................................
2.562.769
Ativo intangível (i) ......................................................................................................................................................
681.313
10 anos
Rentabilidade futura do investimento (ii)....................................................................................................................
3.088.972
Total do ágio e mais valia .........................................................................................................................................
6.333.054
AVP da dívida com as famílias (iii).............................................................................................................................
(667.025)
Alocação do ágio mais valia líquido .........................................................................................................................
5.666.029
Baixa de ágio por realização de ativo (iv) ..................................................................................................................
(83.561)
Baixa de ágio rentabilidade futura (v) ........................................................................................................................
(109.619)
Baixa do ágio
g mais valia (v) .......................................................................................................................................
(69.396)
Alocação do Ágio e mais valia após a venda da unidade de Guaíba ......................................................................
5.403.453
(i)

Representado por certos ativos intangíveis adquiridos (data-base, relacionamento com fornecedor de óleo diesel e álcool combustível e com relacionamento com fornecedor de produtos químicos), com prazo
de vida útil estimado;
(ii)
Saldo decorrente da expectativa de geração de lucros e caixa futuros, conforme laudo de empresa especializada independente, baseado na metodologia do fluxo de caixa futuro descontado ao valor presente;
(iii)
Ajuste a valor presente (AVP) da dívida com as famílias no qual será liquidado até julho de 2011;
(iv)
Realização do ágio de mais valia por realização dos ativos, sendo R$ 57.130 distribuídos entre bens do grupo do ativo imobilizado e R$ 26.431 em ativo intangível;
(v)
Baixa do ágio pela venda da unidade de Guaíba, proporcional a representatividade do valor econômico na Aracruz líquido do ajuste a valor presente (AVP).

c) Permuta de Ativos
Em 1º de fevereiro de 2007, a Empresa celebrou um acordo com a International Paper, objetivando a permuta de ações de empresas possuidoras de determinados ativos
industriais e florestais entre as duas empresas. Em consequência, a antiga “VCP” transferiu à International Paper a empresa LA Celulose e Papel Ltda. proprietária da unidade
de produção de celulose e papel localizada no município de Luiz Antonio (SP), juntamente com a base florestal específica desta unidade. A International Paper, por sua vez,
transferiu para a antiga “VCP” a empresa Chamflora - Três Lagoas Agroflorestal Ltda., proprietária de ativos referentes a uma planta de celulose em construção, com todos
os direitos relacionados, além de terras e florestas plantadas, localizadas no entorno de Três Lagoas (MS). Essa operação gerou na Empresa um deságio correspondente à
diferença entre os valores dos ativos cedidos e recebidos no valor de R$ 1.781.000.
10. Imobilizado
Controladora
2009
2008
_____________________________________
_________
Depreciação/
% - Taxa anual
amortização/
de depreciação
Custo
exaustão
exaustão
corrigido
g
acumulada
Líquido
q
Líquido
q
_____________
__________
___________
_________
_________
Terrenos ...................................................................................................................
1.298.762
1.298.762
584.043
Imóveis .....................................................................................................................
4
866.657
451.542
415.115
307.540
Máquinas, equipamentos e instalações ...................................................................
5,5
3.737.699
1.919.030
1.818.669
1.905.642
Móveis e utensílios ...................................................................................................
10
42.348
26.251
16.097
13.635
Veículos ....................................................................................................................
20
101.278
42.692
58.586
44.918
Plantações e florestas ..............................................................................................
2.393.969
647.137
1.746.832
880.941
Adiantamento a fornecedores ..................................................................................
297.698
297.698
31.132
Obras em andamento ...............................................................................................
215.555
215.555
163.514
Outros .......................................................................................................................
145.175
122.915
22.260
__________
___________
_________
_________9.099.141
3.209.567
5.889.574
3.931.365
__________
___________
_________
_________
__________
___________
_________
_________
Consolidado
2009
2008
_____________________________________
_________
Depreciação/
% - Taxa anual
amortização/
de depreciação
Custo
exaustão
exaustão
corrigido
g
acumulada
Líquido
q
Líquido
q
_____________
__________
___________
_________
_________
Terrenos....................................................................................................................
2.340.624
2.340.624
1.122.301
Imóveis .....................................................................................................................
4
2.383.108
935.246
1.447.862
394.233
Máquinas, equipamentos e instalações ...................................................................
5,5
13.744.390
4.893.647
8.850.743
2.221.916
Móveis e utensílios ...................................................................................................
10
52.098
29.744
22.354
15.872
Veículos ....................................................................................................................
20
162.231
57.916
104.315
66.274
Plantações e florestas ..............................................................................................
3.736.962
808.437
2.928.525
1.537.128
Adiantamento a fornecedores ..................................................................................
329.325
329.325
123.885
Obras em andamento ...............................................................................................
422.139
422.139
3.483.231
Outros .......................................................................................................................
160.400
130.369
30.031
12.250
__________
___________
_________
_________
23.331.277
6.855.359
16.475.918
8.977.090
__________
___________
_________
_________
__________
___________
_________
_________
O saldo de obras em andamento é composto, principalmente, por projetos de expansão e otimização das unidades industriais da Fibria, sendo R$ 44.452 em Jacareí,
R$ 14.128 em Piracicaba, R$ 20.991 por projetos de manutenção de florestas e R$ 252.350 da VCP-MS e R$ 90.218 na unidade Aracruz. A exaustão de florestas é calculada
com base na extração da madeira.
11. Intangível
Controladora
2009
2008
_____________________________________
_________
Taxa anual de
Amortização
amortização
ç -%
Custo
acumulada
Líquido
q
Líquido
q
______________
__________
___________
_________
_________
Desenvolvimento e implantação de sistemas...........................................................
20
162.533
(126.368)
36.165
34.346
Ágio
g Riocell...............................................................................................................
10
562.883
(562.883)
Ágio
g Ripasa ..............................................................................................................
10
545.345
((69.932))
475.413
475.413
__________
___________
_________
_________
1.270.761
(
(759.183)
)
511.578
509.759
__________
___________
_________
_________
__________
___________
_________
_________
Consolidado

Desenvolvimento e implantação de sistemas...........................................................
Ágio
g Ripasa
p
..............................................................................................................
Ágio
g Aracruz (a) - vide Nota 9 ....................................................................................
Ágio
g Riocell...............................................................................................................
Rentabilidade futura de investimento - Ágio Aracruz (b) ............................................
(a)

Taxa anual de
amortização
ç -%
______________
20
10

Alocação
ç do intangível
g
da Aracruz na aquisição
q
de participação;
Ágio de rentabilidade futura apurado na:
aquisição parcial da Aracruz em outubro de 2001, líquido das amortizações, no montante de R$ 94.090;
aquisição da totalidade de ações de Aracruz em 2009 no montante de R$ 3.088.972;
(iii)
dedução do ajuste a valor presente (AVP) da dívida das famílias de R$ 667.025;
(iv)
realização do ágio proporcional à venda da unidade de Guaíba no montante de R$ 109.619.
(b)
(i)

(ii)

2009
_____________________________________
Amortização
Custo
acumulada
Líquido
q
__________
___________
_________
173.621
(132.298)
41.323
545.345
(69.932)
475.413
681.321
(26.431)
654.890
562.883
(562.883)
2.406.418
2.406.418
__________
____________________
4.369.588
(
(791.544)
)
3.578.044
__________
___________
_________
__________
___________
_________

2008
_________
Líquido
q
_________
34.346
475.413
6.952
115.164
_________
631.875
_________
_________

O ágio pago pela controlada indireta Newark, em outubro de 2001, na aquisição de participação acionária na Aracruz está fundamentado na expectativa de resultados futuros,
conforme Laudo de Avaliação Técnica da Determinação do Valor Econômico emitido por empresa especializada.
O ágio apurado na aquisição da Ripasa tem como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura.
A Empresa avaliou em 31 de dezembro de 2009 a recuperação do valor contábil dos ágios com base no seu valor em uso, utilizando o modelo de fluxo de caixa descontado
para cada unidade geradora de caixa. O processo de estimativa do valor em uso envolve a utilização de premissas, julgamentos e estimativas sobre os fluxos de caixa futuros
e representa a melhor estimativa da Empresa, aprovada pela Administração.
O teste de recuperação dos ativos da Empresa não resultou na necessidade de reconhecimento de perdas por redução do valor recuperável para os ágios em 31 de dezembro
de 2009.
12. Empréstimos e financiamentos
Curto prazo
Modalidade/finalidade
__________________________________________________
_
______
Em moeda estrangeira
Créditos de exportação (Pré-Pagto)...................................................
Bonds “Voto IV” ..................................................................................
Eurobonds (emitidos pela “VEP”) .......................................................
Eurobonds (emitidos pela “Fibria Overseas”) .....................................
Créditos de exportação (ACC) ...........................................................
Fixed Rate Notes................................................................................
Finimp .................................................................................................
Leasing ...............................................................................................
Crédito de exportação (Finnvera) .......................................................
Dívida dos derivativos ........................................................................
Outros .................................................................................................
Em moeda nacional
Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social - BNDES
TJLP.................................................................................................
“Cesta de Moedas” ..........................................................................
Leasing indexado ao CDI ...................................................................
Nota de crédito rural ...........................................................................
NCE em R$ .......................................................................................
NCE Duplo Indexador.........................................................................
Dívida dos derivativos ........................................................................
Outros .................................................................................................
Total ......................................................................................................

Encargos anuais
médios
((%))
__________________
__
Libor 3m + 4,5%
8,50%
4,25%
9,25%
4,48%
VC + 0 ou 72% CDI
Libor 12m
Libor 6m
Libor 3m + 3,325%
7,20%

TJLP + 2,5%
Cesta de moedas + 7,9%
100% CDI + 1%
10,22% a.a
11,25% a.a
VC + 0 ou 86% CDI
12,70%

Longo prazo
Modalidade/finalidade
________________________________________
Em moeda estrangeira
Créditos de exportação (Pré-Pagto) ...................
Bonds “Voto IV” ..................................................
Eurobonds (emitidos pela “VEP”) .......................
Eurobonds (emitidos pela “Fibria Overseas”) .....
Créditos de exportação (ACC) ...........................
Finimp .................................................................
Leasing ...............................................................
Crédito de exportação (Finnvera) .......................
Dívida dos derivativos ........................................
Outros .................................................................
Em moeda nacional
Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social - BNDES
TJLP.................................................................
“Cesta de Moedas” ..........................................
Leasing indexado ao CDI ...................................
NCE em R$ .......................................................
Dívida dos derivativos ........................................
Outros .................................................................
Total ......................................................................

Encargos anuais
médios ((%))
__________________
__
Libor 3m + 4,5%
8,50%
4,25%
9,25%
4,48%
Libor 12m
Libor 6m
Libor 3m + 3,325%
7,20%

TJLP + 2,5%
Cesta de moedas + 7,9%
100% CDI + 1%
11,25% a.a
12,70%

Vencimento
_______________
2009 a 2015
2020
2014
2019 a 2010
2012
2013

2009 a 2015
2009 a 2015
2014
2010 a 2013

Controladora
_________________________

Consolidado
_________________________

2009
___________

2008
___________

2009
___________

2008
___________

355.644
1.584
1.659
105.605
2.523
4.771
-

293.164
1.825
740.155
117.743
3.413
12.187
-

434.781
1.584
1.659
27.810
273.264
2.527
8.393
40.331
4.370

676.669
1.825
916.813
117.743
9.910
21.156
24.899
741

110.677
10.664
9.851
10.199
361.121
___________974.298
___________
___________

55.123
4.866
10.171
162.990
100.872
___________1.502.509
___________
___________

200.437
37.479
11.954
54.313
378.949
56
___________
1.477.907
___________
___________

74.748
11.318
10.171
1.265
165.119
100.872
15.420
___________2.148.669
___________
___________

Controladora
_________________________

Consolidado
_________________________

2009
___________

2008
___________

2009
___________

2008
___________

1.960.548
348.240
89.380
52.236
4.774
13.633
-

1.097.130
468.724
123.497
9.793
12.698
-

4.375.373
348.240
89.380
1.741.200
76.784
4.774
24.504
280.116
890.449
5.078

2.161.281
468.724
123.497
58.425
9.793
17.138
366.862
1.563

1.118.901
127.590
33.347
20.832
___________3.769.481
___________
___________

180.052
37.123
42.161
___________1.971.178
___________
___________

1.334.097
285.004
196.035
62.462
33.347
42.161
80.583
9.547
182.761
73.022 ______________________
9.552.982 ___________
3.789.218
___________
___________
___________
Consolidado_VCP
____________________________________________________
Em moeda
Em moeda
nacional
estrangeira
g
Total
%
___________
___________
___________
_______
268.304
433.393
701.697
7%
303.127
723.943
1.027.070
11%
309.440
1.090.741
1.400.181
15%
357.962
1.309.292
1.667.254
17%
318.951
756.749
1.075.700
11%
109.801
799.345
909.146
10%
49.499
503.341
552.840
6%
129.974
129.974
1%
1.741.200
1.741.200
18%
347.920
347.920
4%
______________________
___________
1.717.084
7.835.898
9.552.982
100%
___________
___________
___________
___________
___________
___________

Controladora
____________________________________________________
Vencimento das parcelas
Em moeda
Em moeda
a longo prazo
nacional
estrangeira
g
Total
%
__________________________
___________
___________
___________
_______
2011 ...........................................
137.209
107.345
244.554
6%
2012 ...........................................
155.431
174.222
329.653
9%
2013 ...........................................
218.398
422.344
640.742
17%
2014 ...........................................
345.083
567.015
912.098
24%
2015 ...........................................
307.717
236.309
544.026
14%
2016 ...........................................
98.567
216.962
315.529
8%
2017 ...........................................
38.265
216.962
255.227
7%
2018 ...........................................
179.734
179.734
5%
2019 ...........................................
0%
2020 ...........................................
347.918
347.918
9%
___________
___________
___________
...................................................
1.300.670
2.468.811
3.769.481
100%
....................................................
___________
___________
___________
___________
___________
___________
Os empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira têm as seguintes características:
a) Créditos de Exportação (Pré-Pagamentos)
Em dezembro de 2009, a Empresa captou US$1,175,000 milhões (equivalentes naquela data a R$ 2.046.970 milhões) através de linhas de pré-pagamentos de exportação, em
duas tranches sendo US$ 750.000 milhões (equivalentes naquela data a R$ 1.306.580) com prazo de 5 anos e carência de 3 anos e US$ 425.000 milhões (equivalentes naquela
data a R$ 740.390) com prazo de 7 anos e carência de 5 anos. A taxa de juros é de LIBOR trimestral acrescida de um spread de 4,00% aa na tranche de US$ 750.000 milhões
e acrescida de 4,25% aa na tranche de US$ 425.000 milhões.
Em julho de 2009, a Empresa firmou contrato de crédito de exportação com o banco Credit Suisse, no montante de USD 54.000 (equivalentes naquela data a R$ 104.166), com
taxa de juros de 100% CDI + 1% ao ano e vencimento em julho de 2012.
Em setembro de 2008, decorrência da criação do Consórcio Paulista de Papel e Celulose - Conpacel, resultado da cisão das operações da Ripasa entre ex-VCP (50%) e
Suzano (50%), a Empresa registrou em seu balanço os empréstimos resultantes da referida cisão, e posterior incorporação pela ex-VCP que representava o montante de US$
83.000 (equivalentes, naquela data, a R$ 139.596), referentes, respectivamente, aos contratos de pré-pagamento no montante de US$ 73.000 e financiamentos à importação
no montante de US$ 10.000, ambas com vencimento para 2012.
Em maio de 2008, a Empresa firmou um Contrato de Crédito de Exportação com o Banco Nordea Bank AB no montante de US$ 50.000 (equivalentes, naquela data, a R$
82.540), com taxa de juros de 0,68% ao ano acima da LIBOR e vencimento em maio de 2012. Os créditos estão garantidos por contratos de exportação e vencimento para 48
meses. Os recursos resultantes do contrato foram usados na antecipação de empréstimos de crédito de exportação em aberto.
Em abril de 2008, a Empresa firmou um Empréstimo Ponte com o ABN AMRO Bank N.A. no montante de US$ 200.000, (equivalentes, naquela data, a R$ 349.407), com taxa
de juros 0,08% ao ano acima da LIBOR e vencimento em 26 de setembro de 2008, atribuindo como garantia o mesmo montante em aplicações financeiras. Este contrato foi
prorrogado até 24 de Março de 2010, tendo sua taxa alterada para 5,0% ao ano acima da LIBOR.
Em junho de 2007, a Empresa firmou um Contrato de Crédito de Exportação com o Banco Bilbao Vizcaya Argentina no montante de US$ 100.000 (equivalentes, naquela data,
a R$ 195.217), com taxa de juros de 0,38% ao ano acima da LIBOR e vencimento em 2015. No segundo trimestre de 2009, a taxa spread foi renegociada e alterada para adequação ao atual cenário do mercado e em 31 de dezembro de 2009 a taxa é de 4,65% ao ano acima da LIBOR.
Em setembro de 2006, a Empresa firmou um Contrato de Crédito de Exportação com um grupo de bancos (ABN Amro Bank, Banco Santander Central Hispano e Banco Bradesco) no montante de US$ 550.000 (equivalentes, naquela data, a R$ 1.195.810), com taxa de juros de 0,57% ao ano acima da LIBOR e vencimentos entre 2007 e 2014. Os
créditos estão garantidos por contratos de exportação e os vencimentos das parcelas coincidentes com os embarques. Os recursos resultantes do contrato foram usados na
antecipação de empréstimos de crédito de exportação em aberto. No segundo trimestre de 2009, a taxa spread foi renegociada e alterada para adequação ao atual cenário do
mercado e em 31 de dezembro de 2009 a taxa é de 4,75% ao ano acima da LIBOR.
Em julho de 2006, a subsidiária integral VCP Overseas Holding KFT firmou um Contrato de Crédito de Exportação com um grupo de bancos no valor total de US$ 375.000
(equivalentes, naquela data, a R$ 816.075), com taxa de juros de 0,57% ao ano acima da LIBOR e vencimentos entre 2007 a 2014. Os créditos estão garantidos por contratos
de exportação e os vencimentos das parcelas são coincidentes com os embarques. Os recursos resultantes do contrato foram usados na liquidação antecipada de empréstimos
de mútuo relacionados a créditos de exportação em aberto. No segundo trimestre de 2009, a taxa spread foi renegociada e alterada para adequação ao atual cenário do mercado
e em 31 de dezembro de 2009 a taxa é de 4,75% ao ano acima da LIBOR.
b) Empréstimo - VOTO III (Eurobonds)
Em 16 de janeiro de 2004, a subsidiária integral da Votorantim Participações S.A. (“VPAR”), a Votorantim Overseas Trading Operations III (VOTO III), captou no mercado
internacional US$ 300.000 (equivalentes, naquela data, a R$ 873.000), com prazo de vencimento de 10 anos e taxa anual de 4,25%. A Empresa recebeu 15% do total captado,
ou seja, US$ 45.000, equivalentes, naquela data, a R$ 131.000.
c) Empréstimo - VOTO IV (Eurobonds)
Em 24 de junho de 2005, a Votorantim Overseas Trading Operations Limited IV - VOTO IV, controlada em conjunto com a Votorantim Participações, captou no mercado
internacional US$ 400.000 (equivalentes, naquela data, a R$ 955.000), com vencimento em 24 de junho de 2020 e taxa anual de 8,5%. A Empresa recebeu 50% do total
captado, ou seja, US$ 200.000 equivalentes, naquela data, a R$ 477.000.
d) Empréstimo - Fibria I (Eurobonds)
Em 30 de outubro de 2009 a Empresa por intermédio da sua subsidiária internacional Fibria Overseas Finance Ltd, captou no mercado internacional US$ 1 bilhão (equivalentes
a R$ 1.744.000), com vencimento em 10 anos com pagamento de juros semestrais e taxa de 9, 25% a.a..
e) BNDES
Em 31 de dezembro de 2009, ao considerarmos apenas a parcela garantida pela Aracruz (Incorporada), equivalente a 50% dos financiamentos obtidos pela Veracel junto ao
BNDES, o montante total de principal é de R$ 363.759, com prazo de amortização no período de 2010 a 2014, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,0% a 3,5% a.a. e Cesta
+ 3,3% a.a..
Em 31 de dezembro de 2009, a Aracruz (Incorporada) mantinha financiamentos no montante total (principal) de R$ 620.930, contratados com o BNDES, com prazo de amortização
no período de 2010 a 2016, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,8% a 4,5% a.a. e Cesta + 1,4% a 3,3% a.a..
No primeiro semestre de 2009, um novo financiamento no valor de R$ 673.000 foi aprovado, indexados pela TJLP + 3,20% e UMBNDES + 2,21%. Em 31 de dezembro de 2009,
80% deste montante encontra-se liberado.
Em 15 de agosto de 2008, um novo financiamento com o BNDES de R$ 36.417 foi aprovado, indexados pela TJLP acrescida de 1,14% ao ano. O principal tem carência de 18
meses e vencimento final em janeiro de 2014. Em 31 de dezembro de 2009, 59% deste montante encontra-se liberado.
Em novembro de 2006, a Aracruz (Incorporada) celebrou um contrato de financiamento com o BNDES, no montante total de R$ 595.869 dos quais R$ 513.667 já foram liberados,
com prazo de amortização no período de 2009 a 2016, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,9% a 2,9% a.a. e Cesta + 1,4% a 2,4% a.a..
Em dezembro de 2005, a Aracruz (Incorporada) celebrou um contrato de financiamento com o BNDES, cuja liberação total de recursos foi de R$ 140.441, com prazo de
amortização no período de 2007 a 2016, sujeito a juros variando entre TJLP + 3,5% a 4,5% a.a. e Cesta + 2,0% a 3,0% a.a..
Em 20 de maio de 2005, foi assinado um contrato de financiamento com o BNDES de R$ 154.000, sendo R$ 131.000 indexados pela TJLP acrescida de 4,5% ao ano e R$ 23.000
indexados pelo UMBNDES acrescido de 4,5% ao ano. O UMBNDES é um índice que contempla a variação cambial de uma cesta de moedas, predominantemente do Dólar-norte
americano. O principal tem carência de sete anos e vencimento final em julho de 2014. Em 31 de dezembro de 2009, 100% deste montante encontrava-se liberado.
Em janeiro de 2004, a Veracel celebrou um contrato de financiamento com o BNDES, cuja liberação total de recursos foi de R$1.452.192, com prazo de amortização no período
de 2006 a 2014, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,0% a 3,3% a.a. e Cesta + 3,3% a.a..
Em agosto de 2001, a Veracel celebrou um contrato de financiamento com o BNDES, cuja liberação total de recursos foi de R$ 52.482, com prazo de amortização no período de
2003 a 2010, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,0% a 3,5% a.a. e Cesta + 3,5% a.a..
Em junho de 2001, a Aracruz (Incorporada) celebrou um contrato de financiamento com o BNDES, cuja liberação total de recursos foi de R$ 692.720, com prazo de amortização
no período de 2003 a 2009, sujeito a juros variando entre TJLP + 1,8% a 3,3% a.a. e Cesta + 3,3% a.a..
Com a venda da unidade de Guaíba a Empresa iniciou os trâmites para a transferência dos itens dados em garantia junto aos financiamentos do BNDES, para a Unidade de 3
Lagoas-MS. A transferência de ativos dados em garantia foi aprovada pelo BNDES e encontra-se devidamente registrada nos órgãos competentes.
f) Leasing
Em dezembro de 2009, a Empresa renegociou os termos e valor em aberto da sua operação de leasing financeiro junto ao Banco Societe Generale, originalmente contratado
em 2008 para aquisição de máquinas e equipamentos florestais. O montante em aberto em 31 de dezembro de 2009 era de US$ 18.894 milhões com vencimentos até 2013.
Em 31 de dezembro de 2009, a Empresa mantinha registrado 50% do leasing de máquinas, de acordo com a sua participação do Consórcio Conpacel, no montante de R$
45.301 com vencimentos até 2014.
g) NCE - Nota de Crédito de Exportação e NCR - Nota de Crédito Rural
Em julho de 2009, a Empresa contratou linha de crédito agroindustrial, junto ao Banco do Brasil, no montante de R$ 137.000, com vencimento em 488 dias e custo de 11,25% a.a.
Em junho de 2009, a Empresa contratou NCR (Nota de Crédito Rural) junto ao Banco do Brasil, no montante de R$ 42.032, com vencimento em agosto de 2010 e custo de
10,224% ao ano.
Em junho de 2009, a Empresa contratou NCE (Nota de Crédito de Exportação) junto ao Banco do Brasil, no montante de R$ 73.000, com vencimento em agosto de 2010 e
custo de 11,25% ao ano.
A Empresa contratou junto ao Banco do Brasil, em outubro de 2008, NCE (Nota de Crédito de Exportação) no montante de R$ 100.000, com vencimento em abril de 2010 ao
custo de 100% CDI mais 2,88%.
Em dezembro de 2008, a Empresa efetuou a captação de empréstimo com duplo indexador, junto ao banco HSBC no montante de R$ 100.000, com vencimento para
dezembro de 2009. O custo da operação é de 134% do CDI com “swap” embutido cuja ponta passiva é a maior entre VC+0% ou 86,5% CDI e ponta ativa 134% CDI.
h) Crédito de Exportação (Finnvera)
Em 30 de setembro de 2009 a Empresa contratou empréstimo no montante de 125 milhões, junto a Finnvera (agência Finlandesa de fomento destinado a empresas
comprovadamente comprometidas com sustentabilidade) cujo prazo total é de 8,5 anos, e custo indexado à Libor 3 meses + 3,325% a.a.
i) Empréstimo FCO - Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste
Em 31 de dezembro de 2009 a Empresa captou junto ao Banco do Brasil, R$73 Milhões, através de sua subsidiária VCP-MS, com vencimento final em dezembro de 2017, carência
de 6 meses, pagamento de principal e juros mensais e taxa de 8,5% a.a.
j) Acordo com bancos credores da Dívida do Derivativo da Aracruz
Em 13 de maio de 2009, a Companhia assinou o contrato final com os bancos credores para pagamento da dívida oriunda das operações com instrumentos financeiros
derivativos realizadas em 2008. Os principais termos e condições do referido contrato, que ratificam os termos estabelecidos no pré-contrato firmado em janeiro de 2009 são:
• Prazo total de amortização de 9 anos, podendo ser reduzido para 7 anos, a depender do desempenho operacional da Companhia e da ocorrência de eventos de liquidez;
• Amortização do principal em parcelas semestrais com início em 30 de junho de 2009, e trimestrais a partir de 2010, ao final de cada trimestre;
• Taxa de Libor trimestral acrescida de spread inicial de 3,5% a.a., com acréscimos semestrais de 0,25% a.a. a partir de 2010, resultando numa taxa ponderada de
Libor + 4,6% a.a.
• Penhor de 28% das ações ordinárias da Aracruz
Em 15 de outubro de 2009 a Empresa renegociou os termos desse contrato, alinhando as cláusulas deste para o padrão vigente nos demais contratos da Companhia,
mantendo o custo inicialmente negociado e o pacote de garantias, com exceção do penhor sobre as ações da Aracruz que foi liberado. Esse aditamento passou a vigorar em
31 de dezembro de 2009 após o pré-pagamento de US$ 2,1 bilhão. Em 31 de dezembro de 2009 o saldo desse financiamento era de US$ 511 milhões, com vencimentos em
2015, 2016 e 2017.
Reestruturação da dívida
A Empresa obteve importante progresso na sua estratégia de gestão dos passivos financeiros, que tem como objetivos a harmonização dos vencimentos do endividamento
à geração do fluxo de caixa, a otimização da estrutura de capital, a retomada da estratégia de crescimento em condições favoráveis de mercado e a recuperação do grau de
investimento.
A venda da unidade de Guaíba foi a primeira etapa do plano, que resultou na entrada de US$1,4 bilhão, em dezembro de 2009. Em linha com esta estratégia, em outubro de
2009 a Empresa realizou uma captação no exterior através da emissão de um título Eurobond de US$1,0 bilhão (descrito no item d) e Pré Pagamento de Exportação de US$
1.1175 milhões (descrito no item a).
Do total de US$ 3,575 bilhões captados através do plano, US$ 2,1 bilhões foram utilizados para o pré-pagamento da dívida com derivativos da Aracruz e o saldo a ser aplicado
na liquidação dos vencimentos de 2010 e 2011, dentre elas a dívida decorrente da aquisição da Aracruz. Ao mesmo tempo, a Empresa concluiu negociação para alinhar os
termos do montante em aberto da dívida oriunda dos derivativos, aos demais contratos existentes após o pré-pagamento de US$2,1 bilhões. Como resultado, eliminou-se uma
série de condições restritivas até então existentes no contrato da dívida dos derivativos.
O saldo de principal da dívida resultante deste pré-pagamento da dívida de derivativos em 31 de dezembro de 2009 era de R$ 890.449 pertencentes a controlada Aracruz
Trading International Ltd com vencimento nos anos de 2015 e 2016.
Cláusulas contratuais “covenants”
Alguns financiamentos da Empresa e suas controladas possuem cláusulas determinando níveis máximos de endividamento e alavancagem, bem como níveis mínimos de
cobertura de encargos a vencer e manutenção de saldos mínimos de recebíveis em uma conta corrente ou “collateral account”. Em 2009, a Empresa renegociou as cláusulas
restritivas (“covenants”) junto aos bancos credores para todos os empréstimos que estavam sujeitos a liquidação antecipada. Com relação ao BNDES, houve reforço do pacote
de garantias durante o ano de 2009 em virtude do descumprimento da cláusula de nível máximo de endividamento,
As principais obrigações que regulam a linha de crédito incluem:
1) sujeita a determinadas exceções, restrição sobre a capacidade da Companhia de fundir-se ou consolidar-se com outras entidades;
2) sujeita a determinadas exceções, restrição sobre os dispêndios de capital a serem efetuados pela Companhia e suas subsidiárias
3) sujeita a determinadas exceções, restrição sobre as alienações e permutas de ativos pela Companhia e suas subsidiárias;
4) manutenção, no final de cada trimestre social, de um nível de (A) EBITDA Ajustado (para os quatro últimos trimestres sociais) em relação a (B) dívida total que deverá vencer
durante os quatro trimestres sociais consecutivos acrescida de despesas financeiras que deverão ser pagas durantes os quatro trimestres sociais consecutivos maior que 0.25
para 1 subindo até 1,00 para 1,00 em 2011;
5) manutenção, no final de cada trimestre social, de um nível de dívida em relação ao EBITDA ajustado (para os quatro últimos trimestres sociais) de 6,9 para 1,0 em 2009 e
redução gradual para 3,0 para 1,0 em 2013 e após;
6) sujeita a determinadas exceções, restrição sobre a criação de ônus sobre bens da Companhia e suas subsidiárias;
7) sujeita a determinadas exceções, restrição sobre a assunção de dívida adicional pela Companhia e suas subsidiárias; e
8) manutenção de uma política de hedge aprovada pelo Conselho de Administração da Companhia e que proíbe as operações de hedge para fins especulativos.
9) Os principais eventos de inadimplemento nos termos do Contrato de Crédito de Pré-Pagamento de Exportação incluem:
a) não-pagamento, em tempo hábil, do principal ou juros devidos em conexão com o Contrato de Crédito de Pré-Pagamento de Exportação;
b) inexatidão de qualquer declaração, garantia ou certificação prestada em conexão com o Contrato de Crédito de Pré-Pagamento de Exportação;
c) inadimplemento cruzado (cross-default) e inadimplemento de julgamento cruzado (cross-judgment default), sujeito a um valor mínimo acordado de US$25,0 milhões;

continua

continuação
m) Programa de Recuperação Fiscal: Em novembro de 2009, a Empresa aderiu ao Programa de Recuperação Fiscal,
instituído pela Lei nº 11.941/09 e pela Medida Provisória nº 470/2009 e cujo objetivo é equalizar e regularizar os passivos
fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento de obrigações fiscais e previdenciárias.
Os cálculos individualizados que serão usados na consolidação da dívida e a seleção de processos judiciais para
desistência no Judiciário não foram concluídos pela Administração da Companhia. Dessa forma, não foi registrado
em 31 de dezembro de 2009 qualquer ganho correspondente à redução das multas de mora e de ofício anteriormente
contabilizadas, nem qualquer perda correspondente à adesão de tributos antes não contabilizados por se prever êxito
na discussão judicial. Portanto, não é possível estimar o resultado dessa consolidação de dívida.
Comentários relevantes sobre os processos trabalhistas/cíveis
A Empresa possui aproximadamente 1.883 processos trabalhistas movidos por ex-empregados e terceiros, cujos
pleitos consistem em pagamento de verbas rescisórias, adicionais por insalubridade e periculosidade, horas
extras, horas “in itinere”, indenizações por danos materiais e morais, bem como 566 ações cíveis, das quais a
maioria consiste em pedidos de indenização de ex-funcionários ou terceiros, por supostas doenças ocupacionais e
acidentes de trabalho, ações de cobrança e habilitações de crédito em falência ajuizadas pela Empresa. A Empresa
possui apólice de seguro - responsabilidade civil geral que cobre, dentro de limites fixados na apólice, eventuais
condenações a título de danos materiais referentes aos pedidos de indenização na esfera cível.
15. Compromissos de longo prazo
A Empresa celebrou contratos de longo prazo de “Take or Pay” com fornecedores de energia, transporte, óleo
diesel e produtos químicos pelo período de 1 a 10 anos. Os contratos preveem cláusulas de rescisão e suspensão
de fornecimento por motivos de descumprimento de obrigações essenciais. As obrigações contratuais assumidas
em 31 de dezembro de 2009 representam R$ 647.459. Adicionalmente, foi firmado, em 2007, um contrato de longo
prazo de “Take or Pay” com a International Paper, relativo ao fornecimento de celulose pelo período de 30 anos.
O compromisso definido por este contrato em 31 de dezembro de 2009 representa R$ 91.063 a.a.
Aquisição de Ripasa ou Conpacel
Em 10 de novembro de 2004, a VCP e a Suzano Bahia Sul Papel e Celulose S.A. (a seguir denominada
“Suzano”) celebraram um acordo para a aquisição do controle acionário da Ripasa S.A. Celulose e Papel (a seguir
denominada “Ripasa”). Simultaneamente, foi firmado pela Empresa um Instrumento de Opção de Compra e Venda
de 37.449.084 ações ordinárias e 12.388.719 ações preferenciais da Ripasa de propriedade de parte de seus exacionistas controladores. Referida opção deveria ser exercida no prazo de até seis anos. Remanescem 340.048
ações, ainda indisponíveis para o exercício da opção (Família Zarzur), que representam em 31 de dezembro de
2009 o valor de R$ 42.331 atualizado pela Selic desde 31 de março de 2005.
16. Patrimônio líquido
• Capital social: O capital social em 31 de dezembro de 2009, totalmente subscrito e integralizado, é representado
por 467.934.646 ações ordinárias nominativas sem valor nominal.
Em 30 de maio de 2009 foi aprovada na Assembleia Geral Extraordinária a conversão das 244.347.953 ações
preferenciais de emissão da Empresa, em ações ordinárias, na proporção de 1 ação preferencial para cada 0,91
de ação ordinária.
Em 2 de julho de 2009 encerrou-se o prazo para exercício do direito de recesso dos acionistas da Empresa em
razão da deliberação adotada na Assembleia Geral Extraordinária realizada em 30 de maio de 2009, que aprovou
a conversão de todas as 244.347.953 ações preferenciais da Empresa em ações ordinárias na proporção de 1 ação
preferencial para cada 0,91 ação ordinária.
O direito de recesso foi exercido por 14 acionistas da Empresa, titulares de 36.670 ações preferenciais. Considerando
o valor de reembolso de R$20,61 por ação, correspondente ao valor patrimonial por ação de emissão da Empresa
em 31 de dezembro de 2008, o valor a ser pago aos acionistas dissidentes totaliza R$ 755.
O montante do recesso foi pago à conta de Reservas de Capital, destinando-se à tesouraria da Empresa, para
posterior cancelamento ou recolocação no mercado, as 33.369 ações ordinárias resultantes da conversão das
ações de que eram titulares os acionistas dissidentes.
• Aumento de capital: Em 27 de maio de 2009 foi homologado o aumento do Capital Social, nos termos do
deliberado na Assembleia Geral Extraordinária, realizada em 6 de fevereiro de 2009, no valor de R$ 4.005.091
elevando-o de R$ 3.052.211, para R$ 7.057.302 mediante a subscrição de 210.794.252 novas ações nominativas
e escriturais, sem valor nominal sendo 62.105.263 ordinárias e 148.688.989 preferenciais.
Em 12 de novembro de 2009 encerrou o prazo para que os titulares de ações ordinárias preferenciais classe A
de emissão de Aracruz manifestassem o exercício do direito de recesso em razão da incorporação, por Fibria,
da totalidade das ações de emissão de Aracruz. Em decorrência da relação de troca de única foram emitidas
77.770.294 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, aumentando o capital em R$ 529.843,
desta forma o capital social da Empresa passou a ser R$ 7.587.145 dividido em 464.934.646 ações ordinárias
nominativas e sem valor nominal.
Em 22 de dezembro de 2009 foi aprovado
p
na Assembleia Geral Extraordinária aumento do capital
p
social,, sem
emissão de novas ações no valor de R$ 792.252, mediante a capitalização do total da conta de Reserva de Ágio/
Subscrição de ações, desta forma o capital social da Empresa passa a ser R$ 8.379.397.
• Dividendos e Juros Sobre Capital Próprio: O estatuto da Empresa assegura um dividendo mínimo anual
correspondente a 25% do lucro líquido, ajustado pelas movimentações patrimoniais das reservas, conforme
preconizado pela legislação societária.
A despeito do resultado do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, a administração da Empresa,
tendo presente os compromissos assumidos, seu nível de endividamento, sua estratégia de gestão dos passivos
financeiros, que tem entre outros objetivos a harmonização dos vencimentos do endívidamento à geração do fluxo
de caixa, e o plano de negócios da Companhia, informa que deixa de propor a distribuição dos dividendos previstos
no artigo 30, inciso III do Estatuto Social, conforme permitido pelo artigo 202, § 4º da Lei 6.404/76.

Em 31 de dezembro de 2009 a Empresa constituiu a titulo de reserva especial para dividendo obrigatório não
distribuído o valor de R$ 121.958, que foi aprovada pelo Conselho Fiscal.
2009
__________________
Lucro líquido do exercício da controladora.........................................................................
513.506
Apropriação da reserva legal.............................................................................................. __________________
(25.675)
(
Lucro líquido ajustado ........................................................................................................
487.831
Percentual mínimo.............................................................................................................. __________________
25
Reserva especial para dividendo obrigatório não distribuído .............................................
121.958
• Reserva de lucros: a reserva legal é constituída mediante apropriação de 5% do lucro líquido do exercício.
A reserva para investimento, que corresponde ao lucro remanescente, após a destinação para reserva legal e
da reserva especial para dividendos, visa, principalmente, atender aos planos de investimentos previstos em
orçamento de capital, processos de modernização e manutenção das fábricas, aprovados pelos Conselhos Fiscal
e de Administração.
17. Instrumentos financeiros
A Fibria é uma Empresa com a maior parte das suas vendas denominadas em dólares norte-americanos (doravante
denominado simplesmente dólar) e com predominância dos seus custos denominados em reais. Há, deste modo,
um descasamento natural de moedas entre os custos e as receitas da Empresa. Adicionalmente, a Empresa
possui dívidas atreladas a indexadores e moedas distintos, que podem, na sua vigência, impactar o fluxo de
caixa da Companhia. Neste contexto, a utilização de derivativos é pautada pela proteção nos seguintes termos:
(i) proteção do fluxo de caixa da apreciação do real com relação ao dólar e (ii) proteção do fluxo de amortizações
das dívidas às oscilações de taxas de juros, moedas e preço da celulose. Os valores estão expressos em reais
(R$), dólares (US$) ou iene (JPY).
Políticas de utilização de instrumentos financeiros derivativos
O Conselho de Administração da Fibria aprovou em 18 de dezembro de 2009 a Política de Gestão de Riscos de
Mercado e a Política de Gestão de Caixa. O uso de instrumentos financeiros derivativos é pautado por tais Políticas.
No que diz respeito à gestão de risco de mercado, a política é conservadora, sendo que, todo derivativo contratado
deve estar vinculado a um ativo objeto, advindo de fluxo operacional, volume de commodities ou dívida e seu
respectivo indexador. Deste modo, só são permitidas operações com derivativos se vinculadas a uma exposição
efetiva (hedge) e não são permitidos instrumentos que resultem em alavancagem.
A Fibria calcula a Exposição Líquida a cada um dos fatores de risco. Quando o fator de risco refere-se ao dólar
ou ao euro, são determinados limites máximos de hedge para até 12 meses. Para prazos superiores a 12 meses
e não maior que 24 meses, a Diretoria da Fibria, sob orientação do Comitê Financeiro, deve aprovar previamente.
Acima de 24 meses o Conselho de Administração deve aprovar previamente as operações propostas. No caso do
fator de risco taxas de juros, podem ser realizadas operações que tenham prazo e montantes compatíveis com as
respectivas dívidas, sendo determinado que a Companhia deve manter no mínimo 25% da sua dívida em taxas préfixadas. No caso do fator de risco taxas de juros, podem ser realizadas operações que tenham prazo e montantes
compatíveis com as respectivas dívidas, sendo determinado que a Companhia deve manter no mínimo 25% da sua
divida em taxas pré-fixadas. Para os demais fatores de risco (inclusive preço de celulose), toda e qualquer operação
até o prazo de 12 meses e desde que, sob condições extremas (cenário de stress) não represente mais de 10%
do EBITDA, deve ser aprovado pela Diretoria da Fibria sob orientação do Comitê Financeiro. Caso tais operações
não atendam tais critérios, o Conselho de Administração deve ser consultado.
Para as análises de exposição por fator de risco, no caso de Moeda, foi considerada a previsão da Companhia
quanto ao seu fluxo de exportação, com base no orçamento revisado e aprovado pela diretoria, descontados os
custos, investimentos, dívida e derivativos em moeda estrangeira que resulta na exposição líquida para o período
em referência. Para as demais exposições apresentadas, (Pré R$ e Fixed US$) foram consideradas as posições de
derivativos, dívida e caixa para a data de referência. Apresenta-se a seguir as exposições líquidas, por fatores de
risco, para cada um dos 12 meses subsequentes. Os valores foram calculados a valor presente.
Tabela 1 - Exposição por fator de risco
Exposição Líquida
Mês
Moeda (US$)
(
)
Pré ((R$))
Fixed (US$)
(
)
________________________
_________________
____________________
___________________
jan-10......................................
US$ 174.434.084
R$ (949.253.413,25)
US$ (145.389.944)
fev-10 ......................................
US$ 82.915.813
R$ 59.936.586,31
US$ (97.420.564)
mar-10 ....................................
US$ 153.199.134
R$ 36.709.761,15
US$ (84.574.172)
abr-10 ....................................
US$ 161.948.347
R$ 64.260.337,50
US$ (57.741.422)
mai-10 ....................................
US$ 122.302.055
R$ 48.939.475,49
US$ (91.345.715)
jun-10 .....................................
US$ 163.476.491
R$ (974.489.384,54)
US$ (52.839.439)
jul-10 ......................................
US$ 122.928.640
R$ 36.847.947,58
US$ (39.916.850)
ago-10 ...................................
US$ 148.942.414
R$ (101.681.861,83)
US$ (60.651.208)
set-10 .....................................
US$ 30.131.312
R$ 3.276.185,87
US$ (11.393.392)
out-10 ....................................
US$ 120.617.543
R$ (395.888.726,50)
US$ (73.508.161)
nov-10 ....................................
US$ 201.626.583
R$ 4.891.544,68
US$ (42.488.926)
dez-10 ....................................
US$ 221.858.049
R$ (139.810.781,89)
US$ (28.353.779)
Derivativos contratados
A seguir é apresentado quadro resumo das operações com derivativos que possuem a Fibria como contraparte
nesta data. As tabelas a seguir apresentam as mesmas operações com divisões em categorias distintas.
Na sequência é feita uma descrição de cada um dos derivativos contratados e o objeto protegido. Os valores são
expressos em reais e em dólares.

Tabela 2 - Derivativos contratados
Descrição
Tipo
p de Derivativo
_____________________
___________________
Hedge ...............................
NDF
Hedge ...............................
Call
Hedge ...............................
Swap JPY x USD
Hedge ...............................
Swap Libor x DI
Hedge ...............................
Swap Libor x Fixed
Hedge ...............................
Swap USD x DI
Hedge ...............................
Swap DI x USD
Hedge ...............................
Swap TJLP x USD
Tabela 3 - Resumo dos derivativos por tipo de contrato

Valor de Referência ((Nocional))
_____________________________________________
4º Trimestre
3º Trimestre__
___________________
___________________
US$
(272.000.000)
US$
(141.000.000)
US$
(90.000.000)
US$
(140.000.000)
US$
45.000.000
US$
45.000.000
US$
50.000.000
US$
50.000.000
US$
388.100.000
US$
388.100.000
US$
US$
100.000.000
US$
37.000.000
US$
41.000.000
US$
US$
170.000.000

Valor Justo
___________________________________________
4º Trimestre
3º Trimestre
___________________
__________________
R$
13.473.628
R$
8.300.223
R$
(635.376)
R$
(5.054.756)
R$
7.729.000
R$
10.619.646
R$
(18.201.953)
R$
(15.285.238)
R$
(6.265.428)
R$
(5.415.677)
R$
R$
(67.723.599)
R$
9.022.879
R$
7.065.972
R$
R$
50.398.526

4º trimestre
______________________________________
Valor Recebido
Valor Pago
g
_________________
________________
R$
3.664.017
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
(1.764.799)
R$
R$
R$
R$
(73.926.058)
R$
2.461.605
R$
R$
59.456.947
R$
-

Valor Nocional
___________________________________________
31/dez/2009
30/set/2009
__________________
__________________

Valor Justo
____________________________________________
31/dez/2009
30/set/2009
__________________
_________________

US$

(272.000.000)

US$

(141.000.000)

R$

13.473.628

R$

8.300.223

US$
US$
US$
US$

50.000.000
82.000.000
45.000.000
-

US$
US$
US$
US$

150.000.000
256.0000.000
45.000.000
170.000.000

R$
R$
R$

(7.715.502)
-

R$
R$
R$

(20.340.370)
-

Tipo
p
_____________________________________________________________________________________________
Contratos Futuros
Hedge
e de Fluxo (NDF) ....................................................................................................................................................
Contrato de Swaps
Posição ativa dólar ..........................................................................................................................................................
Posição passiva dólar ......................................................................................................................................................
Posição ativa em iene......................................................................................................................................................
Posição ativa em TJLP ....................................................................................................................................................
Contrato de Opções
Hedge
ge de Fluxo ((Call))......................................................................................................................................................
Total ................................................................................................................................................................................

US$
((90.000.000))
__________________
__________________
__________________

US$
((140.000.000))
__________________
__________________
__________________

R$
((635.376))
__________________
R$
5.122.750
__________________
__________________

R$
((5.054.756))
_________________
R$
((17.094.902))
_________________
_________________

Tabela 4 - Resumo dos derivativos por estratégia
Valor Nocional
________________________________

Valor Justo _____________________________________________
Ganho/Perda realizado ((4º tri 2009)) _____________________________________________________________
Perda/Ganho não realizado p
por ano
_____________________________
Valores a
Tipo
p
31/dez/09
30/set/09
31/dez/09
30/set/09
recebidos
Valores
p
pagos
g
Líquido
q
2010
2011
2012
2013
2014
___________________ _______________ ________________ _____________ ______________ _____________ _____________ _____________ ___________ __________ __________ __________ __________
Hedge cambial
Hedge
e de fluxo ............. US$ (362.000.000) US$ (281.000.000) R$ 12.838.252
R$ 3.245.468
3.664.017
3.664.017 12.838.252
Hedge
e de dívida ........... US$ 132.000.000
US$ 406.000.000 R$ (1.450.074) R$ (14.924.693)
61.918.552
(73.926.058)
(12.007.506) (18.500.775)
(239.998)
(78.582)
(60.283) 17.429.564
Hedge
e de taxa de juros
Hedge
e de dívida ........... _______________
US$ 438.100.000 ________________
US$ 438.100.000 _____________
R$ ((6.265.428)) ______________
R$ ((5.415.677)) _____________- _____________
((1.764.799)) _____________
((1.764.799)) ___________
((6.448.771)) __________
((3.170.213)) __________
1.216.945 __________
1.843.585 __________
293.026
Total................................... _______________
R$ 5.122.750 ______________
R$ ((17.094.902)) _____________
R$ 65.582.569 _____________
R$ ((75.690.857)) _____________
R$ ((10.108.288)) R$
((12.111.294)) __________
R$ ((3.410.211)) __________
R$ 1.138.363 __________
R$ 1.783.302 R$
17.722.591
_______________ ________________
________________ _____________
______________
_____________
_____________
___________
__________
__________
__________
__________
_____________
_____________
___________
__________
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível (25%) ______________
Remoto (50%)
________________
_______________
V Bond
JPY
Alta do USD R$ (150.243.543) R$ (150.243.543) R$ (150.243.543)
V Swap
p JPY x USD
JPY X USD
Alta do USD 15.452.495,14 (20.673.025,97) (56.798.547,07)
Net R$ (134.791.048) R$ (170.916.569) R$ (207.042.090)
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível (25%) ______________
Remoto (50%)
________________
_______________
VI NCE
DI
Alta do USD R$ (98.863.384) R$ (98.863.384) R$ (98.863.384)
VI Swap
p DI x USD
DI x USD
Alta do USD 10.547.156,47 (11.531.900,48) (33.610.957,43)
Net R$ (88.316.228) R$ (110.395.285) R$ (132.474.342)
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível (25%) ______________
Remoto (50%)
________________
_______________
VI NCE
DI
Baixa do CDI R$ (98.863.384) R$ (93.591.136) R$ (88.242.251)
VI Swap
p DI x USD
DI x USD
Baixa do CDI 10.547.156,47
5.274.907,75
(73.976,76)
Net R$ (88.316.228) R$ (88.316.228) R$ (88.316.228)
A seguir, apresenta-se a sensibilidade da carteira consolidada de derivativos para diversos níveis de cotação do
dólar, uma vez que este é o fator de risco mais relevante na carteira de derivativos. Os dados apresentados supõem
os outros fatores de risco constantes.
Tabela 6 - Sensibilidade ao dólar da carteira de derivativos

Carteira Derivativos Fibria
R$ 150,00
R$ 100,00
Milhões

O valor justo não representa a obrigação de desembolso imediato de caixa, uma vez que tal efeito somente
ocorrerá nas datas de verificação contratual ou de vencimento de cada operação, quando será apurado o resultado,
conforme o caso e as condições de mercado nas referidas datas. Ressalta-se que os contratos em aberto em 31 de
dezembro de 2009 não são passíveis de chamadas de margem ou qualquer outro mecanismo que possa resultar
em desmonte ou ajuste antecipado.
A seguir, são descritos cada um dos derivativos vigentes e os instrumentos que são objeto de proteção. Todas as
operações são operação de mercado de balcão.
Non-deliverable forward (NDF)
A Fibria realizou vendas de futuro de dólar convencional com o objetivo de proteger parte da receita de exportação
contra a apreciação do real frente ao dólar.
Opções europeias convencionais (Call)
A Fibria possui posições vendidas em opções de compra (calls) de dólar com o objetivo de proteger parte da receita
de exportação contra a variação cambial. Em 31 de dezembro de 2009, todas as opções estavam fora do dinheiro,
ou seja, com baixa probabilidade de exercício.
Swap convencional LIBOR x DI
A Fibria possui posição em um swap
p convencional de LIBOR 3M x DI, firmado em 2008, em um período em que se
esperava uma captação atrelada à taxa LIBOR 3M. A captação teve seu desembolso cancelado devido a alteração
material do mercado durante a crise econômica a partir do 2º semestre de 2008. A operação foi mantida para a
proteção de outras dívidas atreladas à LIBOR.
Swap convencional LIBOR x Fixed
A Fibria possui posições de swapss convencionais de LIBOR 3M x Fixed com o intuito de proteger dívidas atreladas
à LIBOR. Tais swaps estão atrelados às dívidas no que diz respeito a valores, prazos e fluxo de caixa.
Swap convencional JPY x USD
A Fibria possui posições de swapss convencionais de iene versus dólar com o objetivo de eliminar a exposição em
iene resultante da emissão de um Bond nesta moeda. Tais swaps estão atrelados às dívidas no que diz respeito a
valores, prazos e fluxo de caixa.
Swap convencional USD x DI
A Fibria possuía posições de swaps convencionais de dólar contra DI. Estas operações venceram durante o 4º
trimestre de 2009.
Swap convencional DI x US$
A Fibria, por meio de sua subsidiária Portocel, possui posição em uma operação de swap convencional CDI x US$
com o objetivo de converter uma NCE indexada ao CDI para dólar.
Apuração do valor justo dos instrumentos financeiros derivativos
A Fibria apura o valor justo de seus contratos derivativos e reconhece que tais valores podem ser diferentes dos
valores marcados a mercado (MtM), que representam o valor estimado para uma eventual liquidação antecipada.
Tal divergência pode ocorrer por condições de liquidez, spreads, interesse da contraparte na liquidação antecipada,
dentre outros. A despeito disso, a Fibria acredita que os valores obtidos para tais contratos, de acordo com os
métodos descritos a seguir, representam, da maneira mais fidedigna, seus valores justos.
Os métodos de apuração do valor justo dos instrumentos financeiros derivativos utilizados pela Fibria para as
operações de proteção pautaram-se pela utilização de procedimentos comumente utilizados no mercado e
concordantes com embasamentos teóricos amplamente testados. Para cada um dos instrumentos, descreve-se a
seguir um resumo do procedimento utilizado para a obtenção dos valores justos:
Non-deliverable forward
d - é feita uma projeção da cotação futura da moeda, utilizando-se das curvas de cupom
cambial e pré-fixada em reais para cada vencimento. A seguir, verifica-se qual a diferença entre esta cotação
obtida e a taxa que foi contratada. Tal diferença é multiplicada pelo valor nocional de cada contrato e trazida a valor
presente pela curva pré-fixada em reais.
Contratos de swap
p - tanto o valor presente da ponta ativa quanto da ponta passiva são estimados pelo desconto dos
fluxos de caixa pela taxa de juros de mercado da moeda em que o swap é denominado.
Opções

européias
p
de dólar - são avaliadas pelo modelo Black & Scholes, que permite o apreçamento de opções de
câmbio com base no preço da moeda à vista, nas taxas de juros interna e externa, na volatilidade de mercado da
moeda, no preço de exercício da opção e no período até o vencimento.
Demonstrativo da análise de sensibilidade
Conforme determinado pela Instrução 475 da CVM, a análise de sensibilidade apresentada para as posições em
aberto é baseada em três cenários. Os dados de curvas e cotações de mercado foram coletados da Bloomberg L.P.
Cenário I: provável - baseia-se nas curvas e cotações de mercado de 31 de dezembro de 2009. A administração
acredita que as condições de mercado observadas no final do mês de dezembro configuram um cenário de
provável ocorrência;
Cenário II: considera um choque de 25% na variável de risco considerado no cenário provável, impactando
negativamente o valor justo das posições de derivativos;
Cenário III: considera um choque de 50% na variável de risco considerado no cenário provável, impactando
negativamente o valor justo das posições de derivativos.
Apresentamos nas tabelas a seguir os demonstrativos de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros
derivativos. A tabela 5 apresenta o ativo ou passivo objeto de proteção, o derivativo utilizado para a proteção e o
resultado líquido projetado da operação em três cenários distintos. O fluxo de exportação apresentado refere-se a
previsão da Companhia, baseada no orçamento aprovado e revisado pela diretoria.
Tabela 5 - Sensibilidade dos Derivativos e Não Derivativos
Em R$
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
ç
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível ((25%)) ______________
Remoto ((50%)
________________
_______________
I Fluxo de
Exportação
USD
Alta do Dólar R$ 486.955.400 R$ 608.694.250 R$ 730.433.100
I NDF
USD
Alta do Dólar R$ 12.352.190 R$ (109.386.660) R$ (231.125.510)
Resultado R$ 499.307.590 R$ 499.307.590 R$ 499.307.590
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
ç
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível ((25%)) ______________
Remoto ((50%)
________________
_______________
II Fluxo de
Exportação
USD
Alta do Dólar R$ 158.977.186 R$ 198.721.483 R$ 238.465.779
II Call
USD
Alta do Dólar R$
- R$ (13.421.483) R$ (53.165.779)
Resultado R$ 158.977.186 R$ 185.300.000 R$ 185.300.000
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
ç
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível ((25%)) ______________
Remoto ((50%)
________________
_______________
III Pré-Pagamento
Libor 3M Baixa da Libor 3M R$ (88.807.531) R$ (88.794.160) R$ (88.780.789)
III Swap
p Libor x DI
Libor 3M x CDI Baixa da Libor 3M (17.328.518,29) (17.341.889,25) (17.355.260,22)
Net R$ (106.136.049) R$ (106.136.049) R$ (106.136.049)
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
ç
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível ((25%)) ______________
Remoto ((50%)
________________
_______________
III Pré-Pagamento
Libor 3M
Alta do CDI R$ (88.807.531) R$ (88.807.531) R$ (88.807.531)
III Swap
p Libor x DI
Libor 3M x CDI
Alta do CDI (17.328.518,29) (18.343.808,52) (19.344.319,22)
Net R$ (106.136.049) R$ (107.151.340) R$ (108.151.850)
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
ç
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível ((25%)) ______________
Remoto ((50%)
________________
_______________
III Pré-Pagamento
Libor 3M
Alta do Dólar R$ (88.807.531) R$ (111.009.414) R$ (133.211.297)
III Swap
p Libor x DI
Libor 3M x CDI
Alta do Dólar (17.328.518,29)
5.069.294,04
27.467.106,37
Net R$ (106.136.049) R$ (105.940.120) R$ (105.744.190)
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
ç
Indexadores ________________
Risco ______________
Provável ______________
Possível ((25%)) ______________
Remoto ((50%)
________________
_______________
IV Pré-Pagamento
Libor 3M Baixa da Libor 3M R$ (815.010.000) R$ (806.218.333) R$ (797.426.665)
IV Swap
p Libor x
Fixed
Libor 3M x Fixed Baixa da Libor 3M (6.166.412,80) (14.958.080,38) (23.749.747,96)
Resultado R$ (821.176.413) R$ (821.176.413) R$ (821.176.413)

Fair Value

d) sujeita a certos períodos de resolução, violação de qualquer obrigação prevista no Contrato de Crédito de PréPagamento de Exportação; e
e) ocorrência de certos eventos de falência ou insolvência da Companhia, de suas principais subsidiárias ou da
Veracel Celulose S.A..
Os “covenants” acordados no contrato firmado com os Bancos, vêm sendo integralmente cumpridos pela Empresa
até 31 de dezembro de 2009.
13. Adiantamentos a fornecedores - Programa Produtor Florestal
O Programa Produtor Florestal é uma parceria com produtores rurais, iniciada em 1990 no Estado do Espírito
Santo e ampliada para outros Estados, como Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e, mais recentemente,
Rio de Janeiro, destinado ao plantio de florestas de eucaliptos nas terras dos parceiros. Pelo programa, a Empresa
disponibiliza tecnologia, assistência técnica, insumos e recursos financeiros, de acordo com a modalidade do
contrato, garantindo, desta forma, insumos de madeira para sua produção de celulose. Até 31 de dezembro de
2009, na controladora foram adiantados recursos no montante de R$ 239.879 e R$ 273.858 no consolidado
(R$ 36.183 em 2008), os quais serão reembolsados através da entrega de madeira por parte dos produtores
florestais (fomentados).
14. Contingências
A Empresa e suas controladas são partes envolvidas em processos trabalhistas, cíveis e tributários que se
encontram em instâncias diversas. As provisões para contingências, constituídas para fazer face a potenciais
perdas decorrentes dos processos em curso, são estabelecidas e atualizadas com base na avaliação da
Administração, fundamentada na opinião de seus assessores legais.
Um sumário das provisões constituídas e depósitos judiciais efetuados segue:
Controladora
___________________________________________________________________________
2009 _____________________________________
2008
___________________________________
Depósitos
Montante
Total Depósitos
Montante
Total
Judiciais
p
provisionado
líquido
q
Judiciais
p
provisionado
líquido
q
___________
____________
_________
_________
____________
____________
Natureza dos
Tributáritos ........
324.652
(607.287) (282.635)
298.080
(314.734)
(16.654)
Trabalhistas ......
32.199
(77.504)
(45.305)
5.822
(47.043)
(41.221)
Cíveis................ ___________
237 ____________
((6.658)) _________
((6.421)) _________
165 ____________
((13.994)) ____________
((13.829)
357.088 ____________
((691.449)) _________
((334.361)) _________
304.067 ____________
((375.771)) ____________
((71.704)
___________
___________
____________ _________
_________ ____________
____________
Consolidado
____________________________________________________________________________
2009 _____________________________________
2008
____________________________________
Depósitos
Montante
Total Depósitos
Montante
Total
Judiciais ____________
p
provisionado _________
líquido
q
Judiciais ____________
p
provisionado ____________
líquido
q
___________
_________
Natureza dos
Tributários .......
333.773
(607.585) (273.812)
302.517
(370.165)
(67.648)
Trabalhistas ....
37.929
(97.969)
(60.040)
10.876
(58.970)
(48.094)
Cíveis.............. ___________
237 ____________
((7.319)) _________
((7.082)) _________
165 ____________
((14.117)) ____________
((13.952)
371.939 ____________
(712.873)
(
) _________
((340.934)) _________
313.558 ____________
(443.252)
(
) ____________
(129.694)
(
___________
___________
____________ _________
_________ ____________
____________
A Empresa está envolvida em outros processos tributários, cíveis e trabalhistas surgidos no curso normal dos
seus negócios, os quais, na opinião da Administração e de seus assessores legais, possuem expectativa de perda
classificada como possível. Consequentemente, nenhuma provisão foi constituída para fazer face ao eventual
desfecho desfavorável dos mesmos. Os montantes desses processos, em 31 de dezembro de 2009, são: tributário
R$ 1.155.573, cíveis R$ 12.961 e trabalhistas R$ 44.365.
Segue um demonstrativo da movimentação da provisão para contingências:
Controladora _____________________
Consolidado
_____________________
2009 _________
2008 _________
2009 _________
2008
_________
Saldo inicial .................................................................
375.771
347.525
443.252
469.857
Baixas de processos ...................................................
(21.901)
(17.793)
(212.745)
(80.594)
Entradas de novos processos .....................................
18.061
99
24.004
3.779
Consórcio - Conpacel ..................................................
37.618
37.618
Incorporação de empresa - Aracruz ............................
316.813
429.688
Atualização monetária .................................................
2.705 _________
8.322 _________
28.673 _________
12.592
_________
Montante provisionado ................................................
691.449 _________
375.771 _________
712.872 _________
443.252
_________
_________
_________ _________
_________
Uma síntese dos principais processos tributários está transcrita nos próximos parágrafos
a)) Plano Verão: com base em liminar obtida em mandado de segurança,
g
ç , a Empresa
p
deduziu na apuração
p ç do lucro
tributável a atualização monetária correspondente à variação do Índice de Preços ao Consumidor no mês de janeiro
e fevereiro de 1989, no montante de 70,28% (Plano Verão). Em discussão judicial em curso, a Empresa obteve
decisão favorável para o seu pleito limitando, todavia, o percentual de atualização monetária a 42,72% (jan/89)
e 10,14% (fev/89). Consequentemente, suportada pela opinião de seus assessores legais, a Empresa constituiu
uma provisão correspondente à diferença entre o benefício anteriormente reconhecido e aquele determinado pela
decisão judicial. O valor provisionado é de R$ 7.792 em 31 de dezembro de 2009;
b) PIS/COFINS: a Empresa vem questionando judicialmente a majoração da alíquota do COFINS de 2% para 3%
e, em 16 de dezembro de 2005, em decorrência de decisão judicial desfavorável, efetuou o depósito judicial de
R$ 127.824. A Empresa já havia provisionado e depositado em juízo, até janeiro de 2004, o valor de R$ 3.210,
perfazendo assim o total provisionado e depositado de R$ 131.034 referentes a esta disputa. A Empresa questiona,
também, a majoração da base de cálculo do PIS e da COFINS que inclui as receitas financeiras e outras receitas
não-operacionais. Em 9 de novembro de 2005, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela inconstitucionalidade
da majoração da base de cálculo. A Empresa obteve, no decorrer de 2006, êxito em cinco processos, os quais
totalizaram uma reversão de provisão no montante de R$ 107.352;
A Empresa (na época representada pela Aracruz Celulose S.A.) impetrou Mandado de Segurança contra a
modificação da base de cálculo dos referidos tributos, bem como a majoração da alíquota da COFINS disposta na
Lei nº 9.718/98, por discordar da sua constitucionalidade. A sentença favorável foi proferida em novembro de 2001.
Em função de, à época, haver decisões desfavoráveis a outros contribuintes em ações similares, a Companhia
decidiu em 29 de agosto de 2003 desistir parcialmente da ação, optando pelo PAES - parcelamento especial
no montante de R$ 58.746, instituído pela Lei nº 10.684/03, cujo saldo atual é de aproximadamente R$ 59.900,
mantendo a ação apenas para a parcela relacionada às variações cambiais.
Não obstante o pedido de desistência, em função de julgamentos proferidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
que consideraram inconstitucional a modificação da base de cálculo do PIS e da COFINS, a Empresa propôs
Medida Cautelar para assegurar seu direito de não recolher as parcelas do PAES relativas a tal modificação,
tendo sido deferida liminar. O valor relativo às parcelas do PAES que deixaram de ser recolhidas em função desta
liminar, relativo aos meses de julho de 2006 a dezembro de 2009, é de aproximadamente R$ 27.300, já atualizados
monetariamente pela TJLP. Em fevereiro de 2009 foi publicado acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça
(STJ) favorável à Controladora, determinando que fosse reformada a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região que homologou a desistência parcial da ação originalmente proposta.
O valor em discussão, referente à variação cambial, relativo aos meses de fevereiro de 1999 a setembro de 2003,
é de R$ 179.238 em 30 de setembro de 2009, já atualizado pela taxa SELIC.
Em setembro de 2009, a Empresa baseada no artigo 79, inciso XII, da Lei nº 11.941/09, que revogou o parágrafo
1º do artigo 3º da Lei nº 9.718/98, que previa o denominado alargamento da base de cálculo do PIS e da COFINS
para a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, e no Comunicado Técnico nº 05/2009 de 13/07/2009 do
IBRACON, e suportada pela opinião de seus assessores legais externos que avaliaram a questão como definitiva,
efetuou a reversão total de R$ 179.238 da provisão referente à incidência destes tributos sobre as receitas de
variação cambial.
c) ICMS: A Empresa propôs ações judiciais questionando a legitimidade da inclusão do ICMS na base de cálculo
da COFINS referente aos períodos de 1996 até 2002, bem como a manutenção do crédito de ICMS sobre
as aquisições de matéria-prima para a produção de papel imune. A partir de janeiro de 2006, a manutenção
destes créditos está sendo efetuada devido a publicação da LC nº 120 de 29 de dezembro de 2005. A Empresa
provisionou e depositou em dezembro 2005 o tributo em discussão. O saldo total em 31 de dezembro de 2009 é
de R$ 56.844.
d) Contribuição social sobre lucro de exportação: Em 31 de março de 2004, a Empresa obteve liminar que
garante o direito de não recolher a CSLL incidente sobre as receitas de exportação, com efeitos retroativos a
partir de janeiro de 2004. Em abril de 2007, devido a uma decisão judicial desfavorável, foi efetuado um depósito
judicial de R$ 36.859, acrescido de atualização de R$ 10.170 em decorrência da variação da SELIC. Em fevereiro
de 2008, efetuou depósito complementar no valor de R$ 73, perfazendo um montante depositado de R$ 47.102.
O valor total da contingência foi adequadamente provisionado. A Empresa mantém em aberto a discussão judicial
deste assunto.
e) Contribuição social sobre o lucro líquido - Não incidência sobre as receitas de exportação: Em setembro
de 2003, a Empresa obteve sentença que lhe permitiu, a partir do ano calendário de 2002, não recolher a
contribuição social sobre o lucro líquido incidente sobre as receitas de exportação, bem como assegurou o direito
à compensação dos valores indevidamente recolhidos a esse título, corrigidos pela taxa SELIC, no montante de
aproximadamente R$ 252.800 em 31 de dezembro de 2009, para os quais constituiu provisão. A Empresa aguarda
julgamento do recurso interposto pela União Federal.
f) Auto de Infração: Em dezembro de 2007, a controlada Normus Empreendimentos e Participações Ltda. foi autuada
por autoridades da Receita Federal, no valor total de R$ 906.903, por alegada falta de recolhimento de Imposto de
Renda e Contribuição Social sobre os resultados auferidos no exterior por sua subsidiária e reconhecidos no Brasil como
resultado de equivalência patrimonial, nos exercícios de 2002 a 2006. A subsidiária em questão, constituída e operando
na Hungria, concentra suas atividades na venda de celulose e papel no mercado mundial.
Em nosso entendimento, e na opinião de nossos consultores jurídicos independentes, a subsidiária húngara está
sujeita à tributação integral de suas operações no país em que está constituída e, consequentemente, a autuação
recebida tem remotas chances de prosperar, visto contrariar diretamente determinadas normas do ordenamento
jurídico pátrio, especialmente o tratado para evitar a dupla tributação firmado entre o Brasil e a Hungria.
Assim, considerando que as chances de êxito da demanda são prováveis, a Empresa não constituiu nenhuma
provisão para a remota contingência.
g) Class Action: Em novembro de 2008, foi interposta uma ação judicial coletiva, de natureza privada contra a
Empresa e alguns de seus executivos, em nome de possíveis compradores de ADR´s do período entre 7 de abril
e 2 de outubro de 2008. Referida ação alega violações de regras da Securities Exchange Act, na medida em que
a Empresa teria divulgado informações insuficientes sobre perdas em certas operações envolvendo instrumentos
derivativos. A indenização pretendida pelos autores ainda não foi especificada e dependerá, se a ação prosseguir,
de prova pericial e apuração de danos. Devido ao fato de esta ação encontrar-se em fase preliminar, é impossível
avaliar sua probabilidade de êxito ou risco de um resultado desfavorável. Por esse motivo, nenhuma provisão para
este litígio foi constituída neste momento.
h) Incentivos fiscais - ADENE: A Aracruz Celulose S.A, incorporada em dezembro de 2009, localizada na área
de abrangência da Agência de Desenvolvimento do Nordeste - ADENE e sendo o setor de papel e celulose
considerado como prioritário para o desenvolvimento regional (Decreto nº 4.213, de 16 de abril de 2002), em
dezembro de 2002, a Companhia pleiteou e teve reconhecido pela Secretaria da Receita Federal (SRF) o direito
de usufruir do benefício da redução do imposto de renda da pessoa jurídica e adicionais não restituíveis apurados
sobre o lucro da exploração para as fábricas A e B (período de 2003 a 2013) e fábrica C (período de 2003 a 2012),
após ter aprovado junto à ADENE os devidos Laudos Constitutivos.
Em 9 de janeiro de 2004, a Companhia recebeu o Ofício nº 1.406/03 do Inventariante Extrajudicial da extinta
Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), informando que “acatando reexame da Consultoria
Jurídica do Ministério da Integração no que tange à abrangência especial da concessão do referido incentivo”, julgou
improcedente o direito à fruição do benefício anteriormente concedido e auferido e que providenciaria a sua revogação.
Ao longo dos exercícios de 2004 e 2005, diversos atos da ADENE foram expedidos no sentido de anular os
benefícios fiscais, atos estes reiteradamente contestados e/ou impugnados pela Companhia, sem que até esta data
tenha sido proferida decisão judicial definitiva em relação ao mérito da discussão.
Não obstante, foi lavrado Auto de Infração pela SRF em dezembro de 2005, através do qual são exigidos os valores
relativos ao incentivo fiscal até então usufruído, acrescidos de juros, mas sem imposição de multa, totalizando
R$ 211 milhões. A Companhia impugnou o Auto de Infração, o qual foi julgado procedente em primeira instância
administrativa. A Companhia recorreu desta decisão e, em setembro de 2008, o CCMF julgou parcialmente
procedente o lançamento efetuado pelas autoridades fiscais, para reconhecer o direito da Companhia de usufruir
do incentivo fiscal até o ano de 2003, afastando-o porém em relação ao ano de 2004, remanescendo portanto
um valor autuado de R$ 47 milhões. A Companhia aguarda a publicação da referida decisão para que possa dela
recorrer no que se refere ao entendimento aplicado ao ano de 2004.
A Administração da Companhia, assessorada por seus consultores jurídicos, acredita que a decisão de
cancelamento dos referidos benefícios fiscais é equivocada e não deve prevalecer, seja com respeito aos benefícios
já usufruídos, seja em relação ao prazo ainda por decorrer.
Com relação aos benefícios usufruídos até 2004 (R$ 142.858 em 31 de dezembro de 2004), entende a
administração, calcada na opinião de seus assessores jurídicos, que a exigência de recolhimento do tributo é
insubsistente, posto que a Companhia se utilizou dos benefícios estritamente dentro dos parâmetros legais e em
conformidade com atos da SRF e Laudos Constitutivos da ADENE.
Quanto aos prazos restantes de fruição, que se estendem até 2012 (fábrica C) e 2013 (fábricas A e B), entende a
administração, amparada por pareceres de seus assessores jurídicos, ser ilegal a revogação de benefícios fiscais
cuja concessão foi condicionada ao cumprimento de condições pré-estabelecidas (implantação, expansão ou
modernização de empreendimento industrial), sendo assegurado o direito adquirido ao gozo dos mesmos até o
final dos prazos assinalados na Lei e nos atos de concessão.
Em que pese à convicção na solidez de seu direito, a Companhia, diante dos fatos ocorridos durante os exercícios
de 2004 e 2005, que revelaram o propósito da ADENE e da SRF de promoverem o cancelamento dos benefícios
fiscais, decidiu adotar uma postura conservadora e interromper o registro da fruição dos benefícios fiscais a partir
de 2005, até que tenha sido proferida decisão judicial definitiva.
A probabilidade de perda, com relação aos benefícios fiscais usufruídos até o ano de 2003, é avaliada pelos
administradores e assessores jurídicos como remota. No que se refere aos benefícios fiscais já usufruídos no
ano de 2004 e àqueles ainda por usufruir a partir de 2005, a probabilidade de perda é avaliada como possível e,
consequentemente, nenhuma provisão foi constituída.
(i) IRPJ - Dedutibilidade da contribuição social sobre o lucro líquido: Em 29 de junho de 2005, a Empresa
foi autuada devido ao procedimento fiscal utilizado de dedutibilidade da CSL na base de cálculo do IRPJ referente
aos anos fiscais de 2000 e 2001, cuja provisão existente em 29 de junho de 2005 foi complementada em R$ 3,6
milhões, totalizando R$ 38 milhões.
Em julho de 2005, tendo em vista o posicionamento da jurisprudência, a Companhia decidiu recolher o valor autuado
e reverter a provisão correspondente, porém recalculou nova base de cálculo, cujo montante apurado foi de R$ 24,4
milhões. A Companhia impugnou administrativamente o auto de infração em relação ao saldo de seu valor, sendo
que o auto foi julgado procedente em primeira instância administrativa. A Companhia recorreu desta decisão e
aguarda julgamento. Adicionalmente, a Companhia mantém ação judicial questionando a suposta indedutibilidade.
Com base em parecer de seus assessores legais externos, que avaliam como remota a probabilidade de perda no
referido processo, não foi constituída qualquer provisão.
(j) IRPJ/CSL - Compensação integral de prejuízo fiscal e base negativa: Em 29 de junho de 2005, a Empresa
foi autuada relativamente à compensação integral de prejuízo fiscal de IRPJ e base negativa de CSL nos anos
calendários de 2000 e 2001, bem como relativamente à compensação integral, no ano fiscal de 2000, do prejuízo
fiscal gerado durante o período em que gozava do benefício BEFIEX. A Companhia impugnou administrativamente
o auto de infração, o qual foi julgado procedente em primeira instância administrativa. A Companhia recorreu desta
decisão e, em junho de 2008 obteve decisão favorável no Conselho de Contribuinte do Ministério da Fazenda
(CCMF) que, por unanimidade, julgou improcedentes os lançamentos efetuados pela autoridade fiscal.
Como consequência da decisão supracitada, a Companhia, corroborada por seus assessores jurídicos externos,
avalia que a probabilidade de perda em tal provisão para contingência é remota. Desta forma, em 30 de junho de
2008, a provisão referente a juros e multa foi revertida, tendo impactado positivamente o resultado da Companhia
em R$ 29.928 e R$ 14.416 nas rubricas despesa financeira e outras operacionais, respectivamente.
(k) IRPJ/CSL - Homologação parcial: A Companhia possui três processos de homologação de créditos de
IRPJ junto à secretaria da Receita Federal do Brasil, referente aos anos-calendários de 1997, 1999 e 4º trimestre
de 2000, no total de R$125.233, sendo que a SRFB homologou apenas R$83.470. A Companhia impugnou e
apresentou Manifestações de Inconformidade tempestivas em todos os processos, estando o referente ao ano de
1997 pendente de decisão de 1ª instância, tendo ingressado com Recurso Voluntário para 4º trimestre de 2000 e
Recurso Especial para o ano de 1999 junto ao CARF, ambos aguardando decisão.
Por orientação dos advogados externos a Companhia não registra provisão para esses processos de prognóstico
de perda possível.
(l) Contribuição social sobre o lucro líquido - Não incidência sobre as receitas de Exportação
Em setembro de 2003, a Empresa obteve sentença que lhe permitiu, a partir do ano calendário de 2002, não
recolher a contribuição social sobre o lucro líquido incidente sobre as receitas de exportação, bem como assegurou
o direito à compensação dos valores indevidamente recolhidos a esse título, corrigidos pela taxa SELIC, no
montante de R$ 254.967 em 31 de dezembro de 2009 (R$ 237.771 em 2008), para os quais constituiu provisão. A
Empresa aguarda o julgamento do recurso interposto pela União Federal.

Fair Value: R$ 4

R$ 50,00
R$ 0,00
-R$ 50,00
-R$ 100,00
-R$ 150,00
1,40

1,50

1,60

1,70

1,80

1,90

2,00

2,10

2,20

Cotação do Dólar
Sensibilidade

Spot

A tabela a seguir mostra a sensibilidade das principais dívidas e aplicações da Empresa, atrelados aos diversos
indexadores.
Tabela 7 - Sensibilidade das principais dívidas
Em R$
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição
Indexadores ______________
Risco
Provável ________________
Possível (25%) ________________
Remoto (50%)
_________ ____________
________________
BNDES
TJLP
Alta da TJLP
R$ 2.007.720.176 R$ 2.377.154.589 R$ 2.498.007.852
BNDES
UMBND
Alta da ECM
R$
358.223.304 R$
406.081.708 R$
422.176.600
BNDES
UMBND Alta da UMBND
R$
358.223.304 R$
447.779.130 R$
537.334.956
Dívida
Libor
Alta da Libor
R$ 10.808.703.283 R$ 10.960.710.223 R$ 11.118.647.072
Dívida
Libor
Alta do dólar
R$ 10.808.703.283 R$ 13.510.879.103 R$ 16.213.054.924
Dívida
CDI
Alta do CDI
R$
294.651.597 R$
303.482.720 R$
314.881.286
Dívida
Dólar
Alta do dólar
R$
606.807.378 R$
758.509.223 R$
910.211.068
Tabela 8 - Sensibilidade das principais aplicações
Em R$
________________________________________________________________________________________________
Cenário
Cenário
Cenário
Descrição ____________
Indexadores ______________
Risco
Provável ________________
Possível (25%) ________________
Remoto (50%)
_________
________________
Aplicações
CDI
Baixa do CDI
R$ 3.397.547.274
R$ 3.298.343.677
R$ 3.200.611.656
Aplicações
Dólar
Baixa do dólar
R$ 303.849.831
R$ 227.887.373
R$ 151.924.916
Risco de crédito
A Fibria está sujeita a risco de crédito com contrapartes nos seguintes instrumentos financeiros: derivativos, time
deposits, CDBs, RDBs, Box de Renda Fixa e operações compromissadas. A tabela a seguir apresenta os ratings
das contrapartes em tais operações, tendo como referência os últimos ratingss divulgados ao mercado.
Tabela 9 - Ratings de contrapartes
Contraparte
Moody’s
S&P
Fitch
___________________________________
______________
_____________
_____________
Banco ABC Brasil S.A.
Aa1.br [3]
AA- (bra)
Banco Alfa de Investimentos S.A.
A+ (bra)
Banco BNP Paribas Brasil S.A.
brAAA
Banco Bradesco S.A.
Aaa.br [3]
brAAA
AAA (bra)
Banco Citibank S.A.
brAAA
Banco do Brasil S.A.
Aaa.br [3]
AA+ (bra)
Banco Safra S.A.
Aaa.br [3]
AA+ (bra)
Banco Santander (Brasil) S.A.
Aaa.br [3]
brAAA
AAA (bra)
Banco Votorantim S.A.
Aaa.br [3]
brAA+
AA+ (bra)
BES Investimento do Brasil S.A.
Aaa.br [3]
HSBC Bank Brasil S.A.
Aaa.br [3]
Itaú Unibanco Banco Múltiplo S.A.
Aaa.br [3]
brAAA
AAA (bra)
Standard Bank
BBB+
BBB+
A3
Barclays*
A1
A+
AAGoldman Sachs Group Inc*
A1
A
A+
JP Morgan*
Aa1
AAAAMorgan Stanley*
A2
A
A
*Rating em escala global
Fonte Bloomberg

Risco de liquidez
Com relação ao Risco de Liquidez, a Fibria tem como política manter em caixa e aplicações financeiras líquidas
de, no mínimo, o valor correspondente aos desembolsos esperados de despesas financeiras e operacionais dos
próximos três meses. Todos os derivativos utilizados foram efetuados em mercado de balcão e não necessitam de
margens. As aplicações financeiras são, predominantemente, líquidas.

continua

continuação
Curvas de produtos
Na construção das curvas utilizadas para precificação dos derivativos foram utilizados dados públicos da BM&F e
dados proprietários da Bloomberg L.P. As curvas são exibidas a seguir em vértices.
Curva de juro (real)
Vértice
Taxa (a.a.)
____________________________________________________________________________
__________
1M...................................................................................................................................................
6M...................................................................................................................................................
1A ...................................................................................................................................................
2A ...................................................................................................................................................
3A ...................................................................................................................................................
5A ...................................................................................................................................................
10A .................................................................................................................................................
Curva de juro (dólar)
Vértice
____________________________________________________________________________

8,6310%
9,2170%
10,4925%
11,8640%
12,4334%
12,7923%
13,3138%
Taxa (a.a.)
__________
0,1980%
0,4108%
0,9617%
1,4448%
2,1187%
3,2406%
5,0245%

1M...................................................................................................................................................
6M...................................................................................................................................................
1A ...................................................................................................................................................
2A ...................................................................................................................................................
3A ...................................................................................................................................................
5A ...................................................................................................................................................
10A .................................................................................................................................................
Cupom de Dólar
Vértice
____________________________________________________________________________

Taxa (a.a.)
__________
-0,1978%
0,9335%
1,7933%
2,8154%
3,4873%
4,9910%
6,6258%

1M...................................................................................................................................................
6M...................................................................................................................................................
1A ...................................................................................................................................................
2A ...................................................................................................................................................
3A ...................................................................................................................................................
5A ...................................................................................................................................................
10A .................................................................................................................................................
Projeção CDI
Vértice
____________________________________________________________________________

Taxa (a.a.)
__________
8,6320%
9,7091%
12,4013%
13,1323%
13,1084%
13,2485%
14,2829%

1M...................................................................................................................................................
6M...................................................................................................................................................
1A ...................................................................................................................................................
2A ...................................................................................................................................................
3A ...................................................................................................................................................
5A ...................................................................................................................................................
10A .................................................................................................................................................
Projeção Libor 3M
Vértice
____________________________________________________________________________
1M...................................................................................................................................................
6M...................................................................................................................................................
1A ...................................................................................................................................................
2A ...................................................................................................................................................
3A ...................................................................................................................................................
5A ...................................................................................................................................................
10A .................................................................................................................................................
Superfície de volatilidade do dólar
Meses
10D Put USD _____________
25D Put USD ___________
ATM ____________
25D Call USD
________________
____________
1..............................
2..............................
3..............................
4..............................
5..............................
6..............................
7..............................
8..............................
9..............................
10............................
11............................
12............................
13............................
14............................
15............................
16............................
17............................
18............................
19............................
20............................
21............................
22............................
23............................
24............................

11,8450%
14,7150%
15,1900%
15,2925%
15,4475%
15,5225%
15,6850%
15,8650%
16,0250%
16,1350%
16,2400%
16,3800%
16,5050%
16,5950%
16,6650%
16,7250%
16,7950%
16,8000%
16,8950%
17,0150%
16,8650%
16,7250%
16,8625%
16,9850%

11,8600%
14,7750%
15,4200%
15,5925%
15,8525%
15,9775%
16,1300%
16,3200%
16,5200%
16,6950%
16,8150%
16,9000%
16,9800%
17,0300%
17,0700%
17,1200%
17,2500%
17,3350%
17,4550%
17,5950%
17,4500%
17,4050%
17,5150%
17,6150%

12,6150%
16,2100%
17,0500%
17,3675%
17,7675%
18,0225%
18,2650%
18,4750%
18,7100%
18,8950%
19,0750%
19,1100%
19,1250%
19,0950%
19,1150%
19,1550%
19,3950%
19,5700%
19,7450%
19,9500%
19,7450%
19,6750%
19,7050%
19,7625%

15,3500%
19,3400%
20,5200%
21,1075%
21,6775%
22,0675%
22,4900%
22,7300%
23,0250%
23,2800%
23,4750%
23,4300%
23,3700%
23,3300%
23,3100%
23,2900%
23,5850%
23,8050%
24,0400%
24,2550%
24,0900%
24,0500%
24,0400%
24,0650%

Taxa (a.a.)
__________
0,3670%
1,4875%
1,5568%
2,9817%
3,8745%
4,6341%
4,6341%
10D
Call USD
___________
18,2500%
22,6800%
24,2950%
25,0925%
25,8225%
26,3025%
26,9700%
27,2450%
27,6450%
27,8900%
28,1450%
28,0300%
27,9000%
27,8200%
27,7700%
27,7150%
28,0250%
28,2300%
28,5300%
28,7650%
28,6700%
28,5250%
28,4750%
28,4625%

18. Resultado financeiro
O resultado financeiro da controladora e consolidado para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 são
assim constituídos:
Controladora
Consolidado
_____________________
_____________________
2009 _________
2008 _________
2009 _________
2008
_________
Despesas financeiras
__________________________________________
Perdas com instrumentos financeiros - derivativos .....
(334.619)
(914.522)
Juros sobre empréstimos e financiamentos ................
(239.469)
(167.057)
(841.054)
(192.711)
Apropriação de Juros - Contas a pagar Aracruz .........
(166.469)
1.693.095
Atualização monetária - passivos com terceiros .........
(144.731)
44.114
Outras Despesas Financeiras .....................................
(15.406)
(153.479)
(135.248)
(340.976)
Despesas relacionadas à aquisição de ações em
tesouraria ..................................................................
Receitas
financeiras
__________________________________________
Receita de aplicações financeiras ...............................
94.354
47.217
190.517
145.575
Outras receitas Financeiras.........................................
7.825
79.500
Variações Cambiais e Monetárias
__________________________________________
Variações cambiais e valor justo das operações
com derivativos, líquidos...........................................
20.196
210.086
Variação cambial sobre empréstimos e
financiamentos ..........................................................
862.197
(928.911)
985.631
(963.021)
Variações Cambiais e Monetárias - outros ativos
e passivos.................................................................
(77.281)
(65.634)
Outras Variações .........................................................
(391.348) _________
40.984
_________- _________- _________
Resultado Financeiro Líquido ..................................
485.947
(1.681.580)
1.769.659
(2.224.671)
_________ _________
_________ _________
_________ _________
_________
_________
19. Programa de remuneração variável
A Empresa e suas controladas possuem um programa de remuneração variável para seus funcionários, vinculada
ao seu plano de ação e ao alcance de objetivos específicos de acordo com a geração de caixa, os quais são
estabelecidos e acordados no começo de cada ano. Em 31 de dezembro de 2009, a Empresa registrou provisão
no montante de R$ 54.771.
20. Plano de previdência privada de contribuição definida e assistência médica aos aposentados
Em 2000, a Empresa aderiu à Funsejem - Fundação Senador José Ermírio de Moraes, entidade de previdência
complementar sem fins lucrativos, que atende a empregados de empresas do Grupo Votorantim. Nos termos do
regulamento do plano de benefícios, as contribuições da Empresa à Funsejem acompanham as contribuições
dos empregados, podendo variar de 0,5% à 6% do salário nominal. As contribuições realizadas pela Empresa no
período findo em 31 de dezembro de 2009 totalizaram R$ 4.504. As contribuições realizadas pelos empregados
e dirigentes no período findo em 31 de dezembro de 2009 totalizaram R$ 4.373. Já a empresa Aracruz Celulose
S.A. incorporada pela Fibria ao final de 2009, instituiu a ARUS - Fundação Aracruz de Seguridade Social, entidade
fechada de previdência privada, sem fins lucrativos, que atualmente atua sob a forma de fundo multipatrocinado.
Em setembro de 1994, ocorreu a adesão da patrocinadora Portocel Terminal Especializado de Barra do Riacho S.A.
As empresas Aracruz S.A. e Portocel são patrocinadoras do plano de aposentadoria Arus. Em 31 de dezembro de
2009, a contribuição total foi de R$ 6.329 (R$ 6.973 em 2008). Em caso de retirada das patrocinadoras do plano
de aposentadoria Arus, o compromisso das patrocinadoras calculados de acordo com a Resolução MPAS/CPC nº
06/88, encontra-se totalmente coberto pelos ativos do plano.
A Empresa firmou um acordo com o Sindicato da Indústria de Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel do
Estado de São Paulo, assegurando o custeio de assistência médica (SEPACO) de forma permanente para os
seus funcionários, para os seus dependentes, até que estes completem a maioridade, e para os seus cônjuges,
de forma vitalícia.
A política da Empresa define que o custo do beneficio será alocado durante a carreira ativa do empregado, no
período entre a data de admissão na Empresa e a data em que o empregado atinge a elegibilidade ao recebimento
do beneficio de assistência médica.
Em 31 de agosto de 2008, com a cisão da Ripasa, a Empresa incorporou parcela do passivo atuarial dessa
extinta controlada em conjunto no montante de R$ 5.692, que assegura os mesmos direitos aos funcionários que
requereram aposentadoria até o exercício de 1998.
Em 31 de dezembro de 2009, estes grupos contavam com 1.963 participantes foi provisionado o passivo atuarial
calculado por atuário independente, no montante de R$ 69.469. Os métodos atuariais adotados atendem a NPC
Nº. 26 do IBRACON, referendada pela Deliberação CVM nº. 371/00, seguindo as seguintes hipóteses econômicas
e biométricas:
Percentagem
_________________________
_
2009 ___________
2008
___________
Taxa de desconto ................................................................................................
6,75
7,75
Taxa de crescimento nominal dos custos médicos .............................................
3,0
3,0
Taxa de aumento de utilização da assistência médica .......................................
3,0
3,0
Inflação de longo prazo .......................................................................................
4,5
4,5
Tábua biométrica de mortalidade geral ...............................................................
UP-94
UP-94
O montante registrado como despesas no período findo em 31 de dezembro de 2009 foi de R$ 25.712 (5.500 em
31 de dezembro de 2008).
Com base no relatório do atuário independente a posição dos cálculos atuariais era a seguinte:
Conciliações de ativos e passivos
Valor presente das obrigações atuariais .............................................................
Valor justo dos ativos do plano............................................................................
Valor presente das obrigações em excesso aos ativos do plano........................
(Ganhos) e perdas não reconhecidas .................................................................
Passivo/(Ativo) líquido total provisionado em 2009
Passivo/(Ativo) líquido total a ser provisionado ...................................................

2009
___________
74.181
74.181
21.020

2008
___________
62.257
62.257
13.789

53.161

48.468

Reconciliação do passivo
Valor presente das obrigações atuariais .............................................................
Custo do serviço corrente....................................................................................
Juros sobre as obrigações atuariais ....................................................................
Benefício pagos ...................................................................................................
(Ganho) e perdas ................................................................................................
Valor Presente das obrigações atuariais .............................................................
Reconciliação de ativos e passivos
Ativo/(Passivo).....................................................................................................
Despesa (Receita) a ser reconhecida .................................................................
Benefícios pagos .................................................................................................
Ativo/(Passivo) em 31/12/2009............................................................................

2009
_________

Resultado
Receita líquida ..........................................................................................................
Custos Produtos Vendidos .......................................................................................
Lucro bruto .............................................................................................................
Despesas de vendas e Administrativas ....................................................................
Resultado financeiro .................................................................................................
Outros .......................................................................................................................
Resultado operacional ...........................................................................................
Imposto de renda......................................................................................................
Participação dos minoritários ...................................................................................
Lucro líquido ...........................................................................................................

2009
_________
5.999.606
(5.060.754)
938.852
(638.138)
1.769.659
(78.068)
1.992.305
(774.009)
(660.245)
(
)
_________
558.051
_________
_________

Presidente
JOSÉ LUCIANO DUARTE PENIDO

Presidente
CARLOS AUGUSTO LIRA AGUIAR

ARMANDO MARIANTE CARVALHO JUNIOR

ALEXANDRE SILVA D´AMBRÓSIO

EDUARDO RATH FINGERL

WANG WEI CHANG

JOSÉ ARMANDO DE FIGUEIREDO CAMPOS

JOÃO CARVALHO DE MIRANDA

ALEXANDRE GONÇALVES SILVA

Consolidado
_____________________
Pró-Forma
2008
_________

Passivo
Circulante
Fornecedores ...........................................................................................................
Empréstimos e financiamentos ................................................................................
Contas a pagar com aquisição de ações .................................................................
Outros passivos ........................................................................................................
Total do passivo circulante........................................................................................
Empréstimos e financiamentos ................................................................................
Contas a pagar com aquisição de ações .................................................................
Outros .......................................................................................................................
Deságio decorrente da permuta de ativos................................................................
Total do não circulante..............................................................................................
Patrimônio líquido .....................................................................................................
Acionistas não controladores ...................................................................................
Total do passivo e patrimônio líquido ..................................................................

Diretoria

RAUL CALFAT

2008
___________
44.264
5.436
(3.409)
15.966
62.257
2008
___________
48.520
5.411
(3.409)
48.468
___________
___________

21. Cobertura de seguros
A Empresa e suas controladas mantêm coberturas de seguros para valores em risco operacional com limite
máximo para indenização de R$ 5.397.720. A Administração da Empresa considera este valor suficiente para
cobrir eventuais riscos de responsabilidades, sinistros com seus ativos e lucros cessantes.
A Empresa não possui seguro para suas florestas. Visando minimizar o risco de incêndio, são mantidos, pela
brigada interna de incêndio, um sistema de torres de observações e uma frota de caminhões. A Empresa não
possui histórico de perdas relevantes com incêndio de florestas.
A Empresa possui apólice de seguro de transporte nacional e internacional (importações) com vigência até
dezembro de 2009.
Além das coberturas acima, a Empresa mantém em vigor as apólices de responsabilidade civil dos executivos e
diretores (D&O) em montantes considerados adequados pela Administração.
As premissas de riscos adotadas e suas respectivas coberturas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo
da auditoria das demonstrações contábeis, consequentemente não foram examinadas por nossos auditores
independentes.
22. Informação Suplementar (não auditado)
Visando permitir o melhor entendimento e a comparabilidade das informações entre os exercícios, apresentamos
a seguir o balanço patrimonial e a demonstração do resultado consolidado pró-forma de 2008 na mesma base de
apresentação de 2009, ou seja, considerando a consolidação integral dos saldos advindos da controlada Aracruz
Celulose S.A., como se a aquisição da referida controlada tivesse ocorrido naquele exercício. Os dados pró-forma
podem não ser indicativo dos resultados que teriam sido obtidos caso a aquisição integral realmente tivesse
acontecido em 2008.
Consolidado
_____________________
Pró-Forma
Ativo
2009
2008
_________ _________
Circulante
Disponibilidade .........................................................................................................
3.897.382
1.765.261
Clientes.....................................................................................................................
842.188
866.283
Estoques...................................................................................................................
948.048
1.105.425
Impostos a recuperar................................................................................................
411.644
650.935
Outros ativos ............................................................................................................
259.348
160.209
Total do ativo circulante ............................................................................................
6.358.608
4.548.112
Investimento .............................................................................................................
15.430
21.919
Imobilizado ...............................................................................................................
16.475.918 15.693.923
Intangível ..................................................................................................................
3.578.044
681.211
Impostos a recuperar................................................................................................
1.435.791
1.806.380
Outros .......................................................................................................................
459.940
422.608
Total do não circulante..............................................................................................
21.965.124 _________
18.626.040
_________
Total do ativo...........................................................................................................
28.323.732
23.174.154
_________
_________ _________
_________

Conselho de Administração

Demais Conselheiros

2009
___________
62.257
8.000
(4.282)
8.206
74.181
2009
___________
48.467
8.521
(4.282)
53.161
___________
___________

Tesouraria e Relações com Investidores

Controle e Gestão de Riscos

MARCOS GRODETZKY

EVANDRO CESAR CAMILLO COURA

Comercial e Logística Internacional

Operações Industriais e Engenharia

JOÃO FELIPE CARSALADE

FRANCISCO FERNANDES CAMPOS VALÉRIO

Negócio Papel, Florestal, Estratégia e Suprimentos

Desenvolvimento Humano e Organizacional

MARCELO STRUFALDI CASTELLI

MIGUEL PINTO CALDAS

384.282
1.477.907
2.430.289
216.413
4.508.890
9.552.982
1.253.890
1.192.942
1.781.000
13.780.813
10.015.103
18.925
_________
28.323.732
_________
_________

422.682
2.979.385
621.447
4.023.514
11.453.536
943.200
1.781.000
14.177.736
4.133.911
838.993
_________
23.174.154
_________
_________

Consolidado
_____________________
Pró-Forma
2008
_________
5.953.320
(4.352.957)
1.600.363
(535.227)
(7.285.564)
(270.409)
(6.490.837)
1.477.210
3.703.282
_________
(1.310.345
(
_________
_________

ADRIANA RICARDO ARRAIS - Contadora - CRC 1SP-213332/O-7

Parecer do Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal da FIBRIA CELULOSE S.A., em conformidade com as atribuições previstas no art. 163 da Lei 6.404/76, examinou as Demonstrações Contábeis e notas explicativas, integrantes das mesmas, o Relatório Anual da Administração e os demais demonstrativos elaborados pela Companhia, relativos ao exercício findo em 31 de dezembro de
2009, bem como as propostas neles contidas. Com base nos documentos examinados, nos esclarecimentos prestados por representantes da Companhia e à vista do parecer dos auditores independentes Terco Grant Thornton, datado de 25 de fevereiro de 2010 e apresentado sem ressalvas, os membros do Conselho Fiscal abaixo assinados concluíram,
em consonância com o disposto no Art. 163 da Lei 6.404/76, opinar favoravelmente quanto ao encaminhamento dos referidos documentos e propostas para aprovação da Assembleia Geral Ordinária de acionistas da FIBRIA CELULOSE S.A., que será realizada até o dia 30 de abril de 2010.
São Paulo, 25 de fevereiro de 2010.
José Écio Pereira da Costa Junior
Presidente do Conselho

João Carlos Hopp
Conselheiro

Aos Administradores e Acionistas da Fibria Celulose S.A.:
1. Examinamos os balanços patrimoniais (individual e consolidado) da Fibria Celulose S.A. (anteriormente denominada
Votorantim Celulose e Papel S.A.) levantados em 31 de dezembro de 2009, e as respectivas demonstrações dos
resultados (individual e consolidada), das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado
correspondentes ao exercício findo naquela data, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração.
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre estas demonstrações contábeis. Os exames das
demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2009 da controlada em conjunto Veracel Celulose S.A. foram
conduzidos sob a responsabilidade de outros auditores independentes. Nas demonstrações contábeis da Fibria
Celulose S.A. referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2009, o investimento na referida controlada
é avaliado pelo método da equivalência patrimonial. O saldo do referido investimento em 31 de dezembro de
2009, bem como a participação no lucro líquido do exercício findo naquela data representam R$ 1.314.543.000
e R$ 42.314.500, respectivamente. Os ativos da Veracel Celulose S.A. incluídos nestas demonstrações contábeis
consolidadas representam R$ 1.731.234.500. Nosso parecer, no que se refere aos valores gerados pela referida
controlada, está fundamentado exclusivamente no parecer destes outros auditores independentes.

2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas brasileiras de auditoria e compreenderam o
planejamento dos trabalhos, considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e o sistema contábil
e de controles internos das Companhias; a constatação, com base em testes, das evidências e dos registros
que suportam os valores e as informações contábeis divulgados e a avaliação das práticas e estimativas
contábeis mais representativas adotadas pela Administração das Companhias, bem como da apresentação das
demonstrações contábeis individuais e consolidadas tomadas em conjunto.
3. Em nossa opinião, com base em nossos exames e no parecer de responsabilidade de outros auditores
independentes, as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1 representam adequadamente, em todos os
aspectos relevantes, a posição patrimonial individual e consolidada da Fibria Celulose S.A. em 31 de dezembro
de 2009, o resultado individual e consolidado de suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido, as
demonstrações dos fluxos de caixa e do valor adicionado correspondentes ao exercício findo naquela data, de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
4. As demonstrações contábeis (individual e consolidada) referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de
2008 foram por nós examinadas e nosso parecer, datado de 27 de março de 2009, continha comentário sobre
a continuidade normal dos negócios, principalmente pela aquisição de parcela significativa do capital votante

Sérgio Ricardo Lopes de Farias
Conselheiro

Parecer dos Auditores Independentes
da Aracruz Celulose S.A., que se encontrava em fase de reestruturação financeira. Esta incerteza não mais
se aplica às operações atuais da Companhia. Adicionalmente, conforme comentado na Nota Explicativa 2, as
operações da Aracruz passaram a ser consolidadas integralmente nas demonstrações contábeis de 2009 e
não mais proporcionalmente à participação na Companhia, tornando-as incomparáveis com as demonstrações
contábeis de 2008.
São Paulo, 25 de fevereiro de 2010

Auditores Independentes
CRC 2SP-018.196/O-8

Rogério Villa
Contador CRC 1SP-219.695/O-0