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O que é o Livro de Urantia? "A mais importante obra literária do século vinte..." O Livro de Urantia contém uma síntese do trabalho de mais de 1.000 autores que escrevem nos campos da ciência, religião, história, sociologia e teologia desde o final do século dezenove até a metade do século vinte. Compilado por um corpo de seres supra-humanos como assistentes editoriais, o texto fornece uma surpreendente perspectiva das origens, história e destino humanos, constituindo a maior revelação para a humanidade. O Livro de Urantia e seu conteúdo O Prólogo - Deidade, Divindade, Deus, personalidade e as relações fundamentais do cosmos são descritas. Parte I: O Universo dos Universos - Descreve a natureza da realidade Suprema e a organização astronômica-cosmológica do universo. A Trindade do Paraíso junto com a Ilha Paraíso — o centro material e gravitacional do universo — descrita como fonte de toda energia, matéria, vida e personalidade. Um universo de hierarquia organizada, evoluindo como um processo relativo à Trindade do Paraíso. O conjunto da criação é descrito como incluindo milhões de planetas habitados em todas as etapas de evolução biológica, intelectual, social e espiritual. Parte II: O Universo Local - O plano divino para a criação, desenvolvimento e governo dos universos locais é pormenorizado. A presença e o ministério de Jesus é a realidade primária do universo através da qual tudo o mais encontra sentido e propósito. A sobrevivência da personalidade determinada pelas decisões da nossa livre vontade em torno de nosso relacionamento com Deus, por nossa lealdade à verdade, beleza e bondade como estes valores são sinceramente compreendidos. A despeito disso, o erro, o mal e o pecado permanecem sendo realidades difíceis que afrontam cada um de nós. O crescimento em direção à perfeição, considerado como orientação fundamental para a vida. Este crescimento é evolucionário, cumulativo e virtualmente sem fim. É

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alcançado através da lealdade à Deus e do serviço abnegado aos nossos semelhantes. Parte III: História de Urantia - Uma breve história geofísica de nosso planeta estabelece o palco para um panorama da nossa evolução biológica. O desenvolvimento da civilização, da cultura, do governo, da religião, da família e de outras instituições sociais são descritas a partir do ponto de vista dos observadores supra-humanos. A história é contada de tal maneira que os arquétipos subjacentes à civilização religiosa humana ganham nova vida, fortalecendo as fundações sobre as quais um maior desenvolvimento cultural pode ocorrer. Uma descrição do destino humano, incluindo uma descrição dos mundos que habitaremos imediatamente após a morte. Parte IV: A vida e os ensinamentos de Jesus - Estas páginas dedicadas à vida de Jesus constituem a mais espiritual compilação biográfica de Jesus ora impressa. O Livro de Urantia relata mais que 16 vezes mais informação sobre a vida e os ensinamentos de Jesus que a Bíblia. A profundidade literária do Livro de Urantia revela com clareza e de modo tocante descreve sua humanidade combinada com sua divindade. O Livro de Urantia e sua fonte O Livro de Urantia é uma antologia de 196 "escritos" ditados entre 1928 e 1935 por seres supra-humanos cujos nomes são indicados no livro, junto com seus respectivos escritos. Os seres humanos aos quais os escritos foram entregues em mãos já faleceram. O modo pelo qual os escritos foram materializados foi único e é obscuro para qualquer pessoa viva. Embora os Escritos de Urantia tenha sido impresso nos últimos cinqüenta anos, nenhuma religião formal nasceu de seus ensinamentos. A introspecção espiritual proveniente do livro é utilizada por professores e ministros, permitindo que pessoas de várias fés enriqueçam os mais elevados valores em suas próprias tradições. Muitas pessoas de instituições religiosas estabelecidas têm desenvolvido uma vida espiritualmente rica como resultado da leitura do Livro de Urantia. Uma rede de grupos de estudos independentes continua a se desenvolver. Existem várias traduções e outras estão atualmente em progresso.

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Como outros textos sagrados, o conteúdo não deve ser avaliado sob a alegação de autoria ou de autoridade mas, antes, sobre os "frutos do espírito" que produzem. É possível que o novo leitor explore o livro como uma fascinante peça da literatura religiosa até a hora em que a qualidade espiritual autentique sua mensagem e sua fonte. ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Prólogo Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Prólogo do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org Índice 1.Citações Bíblicas. 2.Outras Citações. 3. Locais mencionados. 4. Conceitos Evolutivos sobre Deus ° Nomes evolucionários para Deus 5. Alterações de Revisões 1. Citações Bíblicas Nota:

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BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral ___________________________________________________________ ______________ 8&10;0:V.10 — "fazer a vontade do Pai que está no céu" (Mateus 6:10) BSEP : Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. BJ : Venha o teu reino, seja realizada a tua Vontade na terra, como é realizada nos céus. (Mateus 7:21) BSEP : Nem todo o que me diz : Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. BJ : Nem todo o que me diz "Senhor, Senhor" entrará no reino dos céus, mas sim, aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. (Mateus 12:50) BSEP : Porque todo aquele que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão e irmã e mãe. BJ : porque aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, irmã e mãe. (Mateus 26:39) BSEP : E, adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra, orando e dizendo : Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia não (se faça) como eu quero, mas sim como tu queres. BJ : E, indo um pouco adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou : "Meu pai, se é possível, que passe de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres." (Mateus 26:42)

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BSEP : Retirou-se de novo pela segunda vez e orou, dizendo : Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. BJ : Afastando-se de novo pela segunda vez, orou : "Meu Pai, se não é possível que isto passe sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!" (Mateus 26:44) BSEP : Deixando-os , foi de novo, e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. BJ : Deixando-os, afastou-se e orou pela terceira vez, dizendo de novo as mesmas palavras. (Marcos 3:35) BSEP : Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. BJ : Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe." (Marcos 14:36-39) BSEP : Disse Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis, afasta de mim este cálice; porém, não (se faça) o que eu quero, mas o que tu queres. BJ : E dizia : "Abba! Ó Pai! A ti tudo é possível : afasta de mim este cálice; porém, não o que eu quero mas o que tu queres." (Lucas 8:21) BSEP : Ele, respondendo, disse-lhes : Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus, e a praticam. BJ : Mas ele respondeu : "Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática." (Lucas 11:2) BSEP : Ele disse-lhes : Quando orardes, dizei : Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. BJ : Respondeu-lhes : "Quando orardes, dizei : Pai, santificado seja o teu Nome; venha o teu Reino; (Lucas 22:42)

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BSEP : dizendo : Pai, se é do teu agrado, afasta de mim este cálice; não se faça, contudo, a minha vontade, mas a tua. BJ : "Pai, se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita!" (João 4:34) BSEP : Disse-lhes Jesus : a minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e cumprir a sua obra. BJ : Jesus lhes disse : "O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar sua obra. (João 5:30) BSEP : Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Julgo segundo o que ouço (de meu Pai); e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. BJ : Por mim mesmo, nada posso fazer : eu julgo segundo o que ouço e meu julgamento é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade de quem me enviou. (João 6:38) BSEP : Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. BJ : pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade de quem me enviou. (João 7:17) BSEP : Se alguém quiser fazer a vontade dele, reconhecerá se minha doutrina vem de Deus, ou se falo de mim mesmo. BJ : Se alguém quer cumprir sua vontade, saberá se minha doutrina é de Deus ou se falo por mim mesmo. (João 14:23-24) BSEP : Respondeu Jesus e disse-lhe : Se alguém me ama, guardará a minha palavra, meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele

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morada. O que não me ama, não observa as minhas palavras. E a palavra que ouvistes, não é a minha, mas do Pai, que me enviou. BJ : Respondeu-lhe Jesus : "Se alguém me ama, guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. (João 15:10) BSEP : Se observardes os meus preceitos, permanecereis no meu amor, como eu observei os preceitos de meu Pai e permaneço no seu amor. BJ : Se observais os meus mandamentos permanecereis no meu amor, como eu guardei os preceitos de meu Pai e permaneço em seu amor. (João 15:14) BSEP : Vós sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. BJ : Vós sois meus amigos, se praticais o que vos ordeno. (João 17:4) BSEP : Glorifiquei-te sobre a terra; acabei a obra que me deste a fazer. BJ : Eu te glorifiquei na terra, concluí a obra que me encarregaste de realizar. ___________________________________________________________ ______________ 2. Outras citações encontradas no Prólogo 2.1 .Em 3&6;0:I.9 : "Quando tentamos idear a perfeição em todas as fases e formas de relatividade, encontramos sete níveis possíveis de se conceber..." Hartshorne, Charles, "Man’s vision of God", Willet, Clark and Co., Chicago, 1941. "Perfeição absoluta em todos os aspectos. Perfeição absoluta em alguns aspectos, relativa em todos os outros. Perfeição absoluta, perfeição relativa, e "imperfeição" (nem perfeição absoluta nem perfeição relativa), sendo cada uma em alguns aspectos. Perfeição absoluta em alguns aspectos, imperfeição em todos os outros. Perfeição absoluta em nenhum

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aspecto, relativa em todos. Perfeição absoluta em nenhum aspecto, relativa em alguns, imperfeição nos outros.. Perfeição absoluta em nenhum aspecto, imperfeição no todo." (página 8) 2.2 .Em seção XII, título : "XII. As Trinidad’s" Bishop, William Samuel, "The Theology of Personality", Longman, Green & Co., New York, 1926. Bishop usa o termo "triunidade" e "Uma Trindade de Trindades "na exposição de sua teologia construtiva. Estes termos estão completamente re-elaborados nos Escritos de Urantia. (página 142) Na página 144, Bishop credita ao Dr. William Newton Clarke o termo "Tri-unidade". ___________________________________________________________ ______________ 3. Locais mencionados no Prólogo 3.1 .Orvonton : é o sétimo dos sete supra-universos que, em conjunção com o sistema Paraíso/Havona compreende o grande universo do tempo e do espaço. Nosso universo local de Nebadon é um dos 100.000 que constituem Orvonton. Uversa é o mundo sede de Orvonton. Geralmente chamado de Via Láctea. 3.2 .Nebadon : é o nome de nosso universo local, governado pelo Filho Criador Miguel, junto com o Espírito Criativo Materno, a Divina Ministra. Salvington é a esfera sede. 1. .Uversa : mundo arquitetural e sede do sétimo suprauniverso, Orvonton, do qual nosso universo local de Nebadon forma parte. Os membros da comissão reveladora de Urantia, que eram seres pessoais do supra-universo, vieram de Uversa. 4. Conceitos Evolutivos sobre Deus 4.1 .Em :

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DEUS é um símbolo verbal com o qual se designa todas as personalizações da Deidade..."
" 3&19; 0: II. 3

° Nomes evolucionários para Deus : Adonai : Nome semita para a Deidade. Agni : Deus do fogo com três cabeças, do panteão védico. Ahura Mazda : Principal deus do grupo de sete deuses Zoroastrianos. Allah : Deidade Suprema do Islamismo. Amida Buddha : Deus do Paraíso no oeste. Anu : Uma das sete deidades principais da Mesopotâmia. Afrodite : Deusa grega da fertilidade, do culto de Ishtar. Apolo : Deus-sol grego. Artemis : A mais famosa deusa da Ásia Menor. Ashtoreth : Deusa Palestina da fertilidade, do culto de Ishtar. Ashur : Deus dos assírios. Astarte : Deusa da fertilidade das tribos do norte, do culto de Ishtar. Aton : Deus-sol egípcio. Attis : Filho de Cibele, no culto de mistério frígio. Baal : Deus cananita, da fertilidade do solo. Bel : Uma das sete principais deidades da Mesopotâmia. Bel-Marduk : Os mesopotâmios reduziram seus deuses à uma concepção mais centralizada, chamado Bel-Marduk. Brahma : Deidade-pai, princípio do culto Védico, a primeira da tríade hindu. Braham-Narayama : Concepção indiana do Absoluto que impregna a tudo. Breath Giver : Deus adorado por Onagar. Chemosh : Deus dos amoritas.

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Cibele : Mãe de Atis, no culto de mistério frígio. Dagon : Deus dos Filisteus. Daphne : Ninfa grega. Dionisius : Deus grego do vinho. Dyaus Pitar : Senhor do céu, no culto védico. Dyaus-Zeus : O principal do panteão grego de deuses. Ea : Uma das sete deidades principais da Mesopotâmia. El : Concepção beduína da Deidade. El Elyon : Termo de Melquisedeque, denotando o Mais Elevado Deus. El Shaddai : Concepção de Deus, derivada dos ensinamentos de Melquisedeque no Egito. Elohim : (singular de Eloah). Concepção da Trindade, no Egito. Hestia : Deusa grega do coração. Horus : Deus-sol egípcio. Indra : Senhor da atmosfera, no culto védico. Ishtar : Deusa babilônica da fertilidade. Isis : Deusa egípcia da fertilidade, no culto de mistério; mãe de Osiris. Jah : Nome semita para a Deidade. Jehovah : Termo recente que retratando o completo conceito de Yahweh. Jove : Júpiter, supremo deus dos romanos, similar ao deus grego Zeus. Juno : Deusa romana da luz. Júpiter : Deus da guerra romano. Kyrios : Nome semita para a Deidade.

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Marduk : Uma das sete principais deidades da Mesopotâmia, originalmente um deus-sol local, identificado com Zeus. Marte : Deus romano da guerra. Minerva : Deusa romana. Mithra : Deusa persa da luz. Mediadora zoroástrica entre deus e o homem. Mithras : Culto iraniano de mistério. Foi através deste culto que a religião de Zoroastro exerceu influência sobre o Cristianismo. O festival anual de Mithras é em dezembro, 25. Nabu : Uma das sete principais deidades da Mesopotâmia. Netuno : Deus romano dos mares. Nereidas : ninfas do mar a serviço de Poseidon ou Netuno. Nog : Falso deus da luz e do fogo, saldo das raças Sângicas. Osiris : Deus egípcio da morte, filho de Isis, no culto de mistério. Pandora : Dádiva de Zeus a Epimetheus. Prajapati : Deidade-pai princípio do culto védico. Prometheus : Deus grego que roubou o fogo do céu. Ramman : Deus babilônico do ar. Set : Deus egípcio da escuridão e do mal. Shamash : Uma das sete principais deidades da Mesopotâmia. Shang-ti : Senhor mais elevado, no confucionismo. Sin : Uma das sete principais deidades da Mesopotâmia. Siva : Senhor hindu da vida e da morte . Sol invictus : Deus-sol do mitraísmo. Soma : Antigo deus ariano. Tao : Deus supremo e rei universal, conforme os ensinamentos de Lao-tsé.

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Thor : Espírito herói e mestre da luz na religião primitiva (Thor foi uma pessoa real, descrito nos Escritos de Urantia, na batalha de Somme). Thoth : Sábio deus egípcio. Trimurti : Suprema trindade do hinduísmo. Vênus : Deusa romana da fertilidade. Vesta : Deusa romana do lar. Vishnu : Terceiro membro da Trimurti hindu. Yahweh : Deus dos hebreus. Zeus : Principal deus do panteão grego.

5. Alterações de Revisões Visando a melhoria da qualidade desta versão em português dos Escritos de Urantia, as seguintes alterações foram feitas em relação à primeira versão: Na apresentação: De: "....às Deidades do Paraíso e ao universo dos universos." Para: "...às Deidades do Paraíso e ao universo de universos."
1&3;0:0.3

e certos conceitos afins das coisas, dos conteúdos e dos valores da realidade universal."
"...

"...e certos conceitos afins das coisas, dos significados e dos valores da realidade universal."
1&4;0:0.4

"...representa apenas um guia definido,..." "...representa apenas um guia definitivo,..."
1&4;0:0.4

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"...e do universo dos universos,..." "...e do universo de universos,..."
2&2;0:I.2 "

A DEIDADE personaliza-se como Deus..."

"A DEIDADE pode se personalizar como Deus..."
2&9;0:I.9

"Deidade de suma autoridade no espaço-tempo ..." "Suprema Deidade que rege no espaço-tempo ..."
2&10;0.I.10

"...como suma autoridade sustentadora, efetiva e absonita, do universo matriz." "...como efetivo Reitor Supremo e sustentador absonito do universo matriz."
2&10;0.I.10

"...é equivalente à suma autoridade e ao completo sustento..." "...é equivalente ao supra-domínio e a supra-sustentação..."
2&11;0:I.11

"...concebido como um exercício em relação..." "...concebido como uma função em relação..."
2&12;0:I.12

"...conota exercício em relação às realidades absonitas..." "...conota uma função em relação às realidades absonitas..."
2&13;0:I.13

"Os valores e conteúdos do Paraíso-absoluto..." "Os valores e significados do Paraíso-absoluto..."
3&16

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"Pré-pessoal : como no ministério dos fragmentos do Pai..." "Pré-pessoal : como no ministério das frações do Pai..."
3&18

"...de certos seres absonitos e seres associados." "...de certos seres absonitos e de seres companheiros."
4&3;0:II.6

"...de algum nível ou associação da deidade." "...de algum nível ou parceria da deidade."
4&6;0:II.9

"Deus Pai : Criador, Diretor e Sustentador." "Deus Pai : Criador, Reitor e Sustentador."
4&7;0:II.10

"..., Espírito, Diretor e Reitor Espiritual." "..., Reitor e Adminitrador Espiritual."
4&10;0:II.13

"Deidades pessoais do Paraíso e seus colaboradores criativos..." "Deidades pessoais do Paraíso e seus parceiros criativos..."
4&10;0:II.13

"..., no primeiro nível das criaturas,..." "..., no primeiro nível da criatura..."
4&10;0:II.13

"...é a esfera dos serr pessoais do Paraíso que descende ao espaçotempo, na associação recíproca com as criaturas evolutivas em ascensão espaço-temporal." "...é a esfera de descida espaço-temporal dos seres pessoais do Paraíso em associação recíproca com a ascensão espaço-temporal das criaturas evolutivas."

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4&12;0:II.15

"Deus Absoluto : Deus que exerce os valores supra-pessoais transcendidos e os conteúdos divinos..." "Deus Absoluto : Deus que experimenta os valores supra-pessoais transcendidos e os significados divinos..."
4&12;0:II.15

"...e passa pela diminuição da capacidade de auto-revelação, nos níveis sucessivos e progressivos desta outra personalização." "...e, em direção aos níveis sucessivos e progressivos de outra personalização, passa pela diminuição da capacidade de autorevelação."
5&14;0:III.8

"As forças do espírito do universo..." "As forças espirituais do universo..."
5&15;0.III.9

"A capacidade ilimitada de ação da deidade..." "A ilimitada capacidade da deidade para agir..."
5&16;0:III.10

"A capacidade ilimitada de resposta do infinito..." "A ilimitada capacidade do infinito para reagir..."
7&8;0:4.10

"...toda a eternidade separou os conteúdos da mente,..." "...toda a eternidade separou os significados da mente,..."
7&9;0:IV.11

"...no tocante a valores, conteúdos e existência efetiva...." "...no tocante a valores, significados e existência efetiva...."
8&1;0:V.1

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"...até o alcance da condição final como pessoa." "...até chegar à finalidade, a condição de ser pessoal."
9&1;0:V.11

"A personalidade do homem mortal não se constitui nem do corpo, nem da mente e nem do espírito; nem tampouco é a alma." "A personalidade do homem mortal não se constitui nem no corpo, nem na mente, nem no espírito; nem tampouco é a alma."
9&3;0:VI.1

"...tudo o que responde à via da personalidade do Pai.....à via .... à via...ao canal..." "...tudo o que responde ao circuito da personalidade do Pai....ao circuito...ao circuito...ao circuito..."
10&10;0:VII.3

"O Absoluto Deificado é vivencial..." "O Absoluto da Deidade é vivencial..."
10&11;0:VII.4

"...presentemente não existem plenamente..." "...presentemente não existem em plenitude..."
12&5;0:IX.2

"...da Trindade tal como a compreendem os seres finitos..." "...da Trindade compreendida pelos seres finitos..." ----------------------------------------------------------------------------------"...unificação da Trindade do Paraíso tal como a compreendem os seres absonitos." "...unificação da Trindade do Paraíso compreendida pelos seres absonitos."
13&1;0:IX.3

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"...em seus respectivos conteúdos-níveis universais..." "...em seus respectivos significados-níveis universais..."
13&3;0:IX.5

"...porém sua personalidade teve um princípio." "...mas tiveram início como seres pessoais."
13&4;0:X.1

"...Deidade Absoluta..." "...Absoluto da Deidade..." (também em outros trechos) ----------------------------------------"...a unificação dos conteúdos..." "...a unificação dos significados..."
13&6;0:XI.1

"...ao ato do Suprema Autoridade Conjunta,..." "...ao ato do Executivo Conjunto,..."
14&6;0:XI.8

"O Absoluto Inqualificável é suma autoridade..." "O Absoluto Inqualificável é um supra-domínio..."
15&4;0:XI.14

"...aos seres de inteligência e personalidade..." "...aos seres pessoais inteligentes..." suplemento_pro_rev_02.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 1

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O Pai Universal [Exposto por um Conselheiro Divino, membro de um grupo de seres pessoais designados pelos Anciões de Dias em Uversa, sede do sétimo supra-universo, para supervisionar as partes seguintes da revelação que têm a ver com os assuntos que ultrapassam as fronteiras do universo local de Nebadon ] 1. O Nome de Deus Pai 2. A Realidade de Deus 3. Deus é um Espírito Universal 4. O Mistério de Deus 5. A Personalidade do Pai Universal 6. A Personalidade no Universo 7. O Valor Espiritual do Conceito de Personalidade O Pai Universal é o Deus de toda a criação, a Primeira Fonte e Centro de todas as coisas e de todos os seres. Pensai primeiro em Deus como criador, depois como reitor e por último como sustentador infinito. A verdade sobre o Pai Universal começou a se manifestar à humanidade quando o profeta disse : "Tu só és Deus; não há outro além de ti. Tu fizeste o céu e o céu dos céus, com todas as suas hostes; tu os preservas e os comandas. Pelos Filhos de Deus foram feitos os universos. O Criador se cobre de luz como um vestido e estende os céus como um pavilhão". Somente o conceito de Pai Universal — um só Deus no lugar de muitos deuses — permitiu ao homem mortal compreender o Pai como criador divino e reitor infinito. 21&2; 1:0.2 Os inumeráveis sistemas planetários foram feitos, em sua totalidade, para serem habitados por muitos e diferentes tipos de criaturas inteligentes, de seres que pudessem conhecer Deus, receber seu afeto divino e amá-lo em retribuição. O universo de universos é a obra de Deus e a morada de suas diversas criaturas. "Deus criou os céus e formou a terra; estabeleceu o universo e não criou este mundo em vão; ele o formou para que fosse habitado".
21&1; 1:0.1

Todos os mundos de luz reconhecem e adoram o Pai Universal, o fazedor eterno e sustentador infinito de toda a criação. Universo após
21&3; 1:0.3

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universo, as criaturas dotadas de vontade empreendem a longa, longa jornada rumo ao Paraíso no fascinante afã, na aventura eterna de chegar a Deus Pai. A meta transcendente dos filhos do tempo consiste em encontrar o Deus eterno, compreender a natureza divina, reconhecer o Pai Universal. As criaturas que conhecem Deus possuem uma única aspiração suprema, um único desejo ardente, que é vir a ser, em suas próprias esferas como ele é — perfeição em personalidade no seu Paraíso e supremacia em retidão em sua esfera universal. Do Pai Universal, que habita a eternidade, surge um mandato supremo: "Sede pois perfeitos como eu sou perfeito". E os mensageiros do Paraíso levam esta exortação divina com amor e misericórdia, através dos tempos e dos universos, até mesmo à tão modestas criaturas de origem animal como as raças humanas de Urantia. Este preceito magnífico e universal de se esforçar para alcançar a perfeição divina é o primeiro dever, e deveria ser a mais sublime aspiração de qualquer criatura tenaz, como criação que é do Deus de perfeição. A possibilidade de alcançar a perfeição divina constitui o destino último e certo do eterno progresso espiritual de todo homem.
22&1; 1:0.4

Os mortais de Urantia têm poucas esperanças de ser perfeitos no sentido infinito, mas é inteiramente possível para os seres humanos, começando como fazem neste planeta, alcançar a meta celestial e divina que Deus infinito dispôs para o homem mortal; e quando, afinal, eles cumprirem este destino, estarão em tudo o que diz respeito à autorealização e consecução mental, tão repletos de perfeição divina em sua esfera como o próprio Deus, em sua esfera, está repleto de infinitude e eternidade. Talvez tal perfeição não seja universal, no sentido material; nem ilimitada, em alcance intelectual; nem final, em experiência espiritual; todavia, é final e completa em todos os aspectos finitos de divindade da vontade, de motivação à perfeição da personalidade e de consciência acerca de Deus.
22&2; 1:0.5

Este é o autêntico significado desse mandato divino: "Portanto, sede perfeitos como eu sou perfeito", que sempre inspira o homem mortal e lhe atrai interiormente em direção ao fascinante e duradouro afã de alcançar níveis cada vez mais elevados de valores espirituais e significados universais autênticos. Esta busca sublime pelo Deus dos
22&3; 1:0.6

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universos constitui a aventura suprema dos habitantes de todos os mundos do tempo e do espaço. 1. O Nome do Pai De todos os nomes pelos quais se conhece Deus Pai no conjunto de universos, os mais freqüentes são os que o designam como Primeira Fonte e Centro do Universo. Conhece-se o Pai Primeiro por vários nomes nos diversos universos e nos diferentes setores de um mesmo universo. Os nomes pelos quais as criaturas designam o Criador dependem, em grande parte, do conceito que têm deste. A Primeira Fonte e Centro do Universo nunca revelou a si própria referindo-se ao seu nome, mas somente à sua natureza. Se nos consideramos filhos do Criador, é muito natural que terminemos por chamá-lo de Pai. Porém, este é o nome que nós mesmos escolhemos, que nasce da identificação de nossa própria relação pessoal com a Primeira Fonte e Centro.
22&4; 1:1.1

O Pai Universal jamais impõe qualquer forma de reconhecimento arbitrário, de adoração cerimonial ou de servilismo às criaturas de vontade inteligente no universo. Os habitantes evolutivos dos mundos de tempo e espaço, por si mesmos — em seus próprios corações — hão de reconhecêlo, amá-lo e adorá-lo de forma voluntária. O Criador não aceita a submissão da livre vontade espiritual de suas criaturas materiais por coação ou imposição. A oferenda mais especial que o homem pode fazer a Deus consiste em dedicar, com todo afeto, sua vontade humana a fazer a vontade do Pai; de fato, a consagração da vontade das criaturas constitui o único presente de valor autêntico que o homem pode oferecer ao Pai do Paraíso. Pois em Deus vivemos, nos movemos e existimos; não há nada que o homem possa oferecer a não ser sua opção de acatar a vontade do Pai; e esta decisão tomada pelas criaturas de vontade inteligente dos universos constitui a realidade da verdadeira adoração que tanto satisfaz a natureza amorosa do Pai Criador.
22&5; 1:1.2

Desde que estais verdadeiramente conscientes de Deus, e após descobrirdes realmente o majestoso Criador e começardes a perceber e experimentar a presença interior do divino diretor, então, de acordo com vossa lucidez e de acordo com o modo e método pelos quais os Filhos divinos revelam a Deus, encontrareis um nome para o Pai Universal que
22&6; 1:1.3

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expressará, de maneira adequada, vosso conceito da Primeira Grande Fonte e Centro. E assim, nos diferentes mundos e nos diversos universos, o Criador vem a ser conhecido por numerosos apelativos, todos por afinidade e significando o mesmo; porém, quanto às palavras e símbolos, cada um destes nomes representa o grau — a profundidade — de sua entronização no coração das criaturas de qualquer mundo. Próximo ao centro do universo de universos o Pai Universal é, em geral, conhecido por nomes que podem ser considerados como representativos da Primeira Fonte. Mais além, nos universos do espaço, os termos empregados para designar o Pai Universal aludem com maior freqüência ao Centro Universal. E mais além ainda, na criação estelar, tal como no mundo sede de vosso universo local, ele é conhecido como Primeira Fonte Criadora e Centro Divino. Numa constelação próxima, Deus é chamado Pai dos Universos. Em outra, Sustentador Infinito e, ao leste, de Reitor Divino. Também é designado como Pai das Luzes, Dom de Vida e o Todo-Poderoso.
23&1; 1:1.4

Naqueles mundos onde um Filho do Paraíso viveu uma vida em efusão, em geral, Deus é conhecido por algum nome que indica relação pessoal, afeto terno e devoção paternal. Na sede de vossa constelação, fazse referência a Deus como o Pai Universal e nos diferentes planetas de vosso sistema local de mundos habitados é conhecido de diversos modos tal como Pai dos Pais, Pai do Paraíso, Pai de Havona e Pai Espírito. Os que conhecem Deus mediante a revelação oriunda das efusões dos Filhos do Paraíso acabam por ceder à chamada emotiva do comovente relacionamento de parceria entre a criatura e o Criador, e fazem referência a Deus como "nosso Pai".
23&2; 1:1.5

Num planeta de criaturas sexuais, num mundo onde o impulso do sentimento paternal é inato aos corações dos seres inteligentes, o termo Pai vem a ser o nome mais eloqüente e apropriado para o Deus eterno. Ele é melhor conhecido e mais reconhecido universalmente em Urantia, vosso planeta, pelo nome de Deus. O nome que se dá tem pouca importância; o significativo consiste em que deveis conhecê-lo e almejar ser como ele. Vossos profetas da antiguidade, na verdade, o chamavam de "Deus Eterno" e a ele faziam referência como o que "habita a eternidade".
23&3; 1:1.6

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2. A Realidade de Deus Deus é a realidade primordial no mundo do espírito; Deus é a fonte da verdade nas esferas da mente; Deus cobre com sua sombra a totalidade dos reinos materiais. Para todas as inteligências criadas, Deus é um ser pessoal e para o universo de universos, é a Primeira Fonte e Centro de realidade eterna. Deus não se assemelha a um homem nem a uma máquina. O Pai Primeiro é espírito universal, verdade eterna, realidade infinita e ser pessoal paternal.
23&4; 1:2.1

O Deus eterno é infinitamente mais que a realidade idealizada ou o universo personalizado. Deus não é simplesmente o desejo supremo do homem, a busca dos mortais objetivada. Deus tampouco é um mero conceito, o poder-potencial da retitude. O Pai Universal não é sinônimo de natureza, e também não é lei natural personificada. Deus é uma realidade transcendente e não meramente o conceito tradicional que o homem tem acerca dos valores supremos. Deus não é um enfoque psicológico dos significados espirituais, e tampouco é "a obra mais nobre do homem". Deus pode ser qualquer um destes conceitos ou todos eles na mente dos homens, mas ele é mais que isso. É uma pessoa que salva e um Pai amoroso para todos os que gozam de paz espiritual na terra, para todos os que almejam ter a experiência da personalidade sobreviver à morte.
23&5; 1:2.2

A realidade da existência de Deus é demonstrada na experiência humana por meio da experiência divina interior, o espírito Preceptor enviado do Paraíso para viver na mente do homem mortal e ali ajudar na evolução e sobrevivência eterna da alma imortal. A presença deste Modelador divino na mente humana é revelada por três fenômenos vivenciais :
24&1; 1:2.3

1. A capacidade intelectual para conhecer Deus: a consciência de Deus.
24&2 24&3 24&4

2. O anseio espiritual por encontrar Deus: a busca de Deus.

3. O desejo ardente do ser pessoal de se assemelhar a Deus: o desejo sincero de fazer a vontade do Pai.

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Nem os experimentos científicos, nem a pura dedução lógica da razão jamais poderão provar a existência de Deus. Somente no campo da experiência humana pode-se perceber Deus; não obstante, o autêntico conceito da realidade de Deus resulta razoável para a lógica, plausível para a filosofia, essencial para a religião e indispensável para qualquer esperança de sobrevivência da personalidade.
24&5; 1:2.4

Os que conhecem Deus experimentaram o fato de sua presença; estes mortais conhecedores de Deus albergam em sua experiência pessoal a única prova positiva da existência de Deus vivo que um ser humano pode oferecer ao seu semelhante. A existência de Deus está completamente além de qualquer demonstração possível, exceto pelo contato entre essa consciência que a mente humana tem de Deus e a presença de Deus na forma do Modelador de Pensamento, que mora no intelecto dos mortais e é efundido ao homem como dom gratuito do Pai Universal.
24&6; 1:2.5

Em teoria, podeis considerar Deus como Criador, e ele é o criador pessoal do Paraíso e do universo central de Perfeição; porém, é o corpo de Filhos Criadores do Paraíso quem cria e organiza todos os universos do tempo e do espaço. O Pai Universal não é o criador pessoal do universo local de Nebadon; o universo em que viveis é uma criação de seu filho Miguel. Mas, ainda que o Pai não crie pessoalmente os universos evolutivos, ele comanda muitas de suas relações universais assim como certas manifestações da energia física, mental e espiritual. Deus Pai é o criador pessoal do universo do Paraíso e, em parceria com o Filho Eterno, ele é o criador de todos os demais Criadores pessoais do universo.
24&7; 1:2.6

Como reitor dos aspectos físicos no universo de universos materiais, a Primeira Fonte e Centro atua nos modelos da Ilha eterna do Paraíso e, através deste centro absoluto de gravidade, Deus eterno exerce o supra-domínio cósmico sobre o nível físico no universo central e, igualmente, por todo o universo de universos. Como mente, Deus atua na Deidade do Espírito Infinito; como espírito, Deus se manifesta na pessoa do Filho Eterno e nas pessoas dos filhos divinos do Filho Eterno. Esta inter-relação da Primeira Fonte e Centro com as Pessoas e Absolutos de igual categoria do Paraíso não impede — nem no mínimo — a ação pessoal direta do Pai Universal por toda a criação e em todos os seus
24&8; 1:2.7

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níveis. Através da presença de seu espírito que se reparte, o Pai Criador mantém um contato imediato com seus filhos e com os universos criados. 3. Deus é um Espírito Universal "Deus é espírito". É uma presença espiritual universal. O Pai Universal é uma realidade espiritual infinita; ele é "o soberano, o eterno, o imortal, o invisível e o único Deus verdadeiro". Ainda que sejais "a descendência de Deus", não deveis pensar que o Pai é semelhante a vós em forma e constituição porque vos disseram que fostes criados "à sua imagem" — habitados pelos Preceptores de Mistério, que são enviados da morada central de sua presença eterna. Os seres espirituais são reais apesar de serem invisíveis aos olhos humanos, ainda que não sejam de carne e osso.
25&1; 1:3.1

Assim dizia o vidente na antiguidade: "Ele passa junto a mim e eu não o vejo. Passa por mim e eu nem sinto." Podemos observar constantemente as obras de Deus; podemos ser extremamente conscientes das provas materiais de sua atuação majestosa; mas raras vezes podemos fitar a manifestação visível de sua divindade, nem mesmo notar a presença de seu espírito delegado, que tem morada no ser humano.
25&2; 1.3.2

O Pai Universal não é invisível por estar se ocultando das criaturas de condição modesta, que estão impedidas pelo materialismo e limitadas em dons espirituais. Trata-se de algo mais: "Não poderás ver minha face, porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo". Nenhum homem material pode contemplar Deus espírito e preservar sua existência mortal. A glória e o resplendor espiritual da presença divina torna-o inacessível para os grupos mais inferiores de seres espirituais ou para qualquer classe de seres pessoais materiais. A luminosidade espiritual da presença pessoal do Pai é uma "luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver" . Mas não é necessário ver a Deus com os olhos da carne a fim de percebêlo com os olhos da fé-visão da mente espiritualizada.
25&3; 1:3.3

A natureza espiritual do Pai Universal é plenamente compartilhada com seu ser coexistente, o Filho Eterno do Paraíso. De maneira idêntica, tanto o Pai como o Filho compartilham o espírito universal e eterno, plenamente e sem reservas, com seu igual em categoria e ser pessoal conjunto, o Espírito Infinito. O espírito de Deus é, em si e de si mesmo,
25&4; 1:3.4

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absoluto; no Filho, ilimitado; no Espírito, universal; e, em todos e por meio de todos eles, infinito. Deus é um espírito universal; Deus é a pessoa universal. A suprema realidade pessoal da criação finita é espírito; a realidade última do cosmos pessoal é espírito absonito. Somente os níveis da infinitude são absolutos, e somente em tais níveis a unidade entre a matéria, a mente e o espírito é final.
25&5; 1:3.5

Nos universos, Deus Pai é, em potência, o reitor supremo da matéria, da mente e do espírito. Somente por intermédio de seu extenso círculo de seres pessoais Deus se relaciona, de maneira direta, com os seres pessoais de sua imensa criação de criaturas dotadas de vontade; porém, é contatável (fora do Paraíso) apenas nas presenças das entidades em que se reparte — a vontade de Deus nos universos afora. Este espírito do Paraíso, que mora na mente dos mortais do tempo e ali promove a evolução da alma imortal da criatura sobrevivente, participa da natureza e divindade do Pai Universal. Mas a mente das criaturas evolutivas tem origem nos universos locais, e há de adquirir a perfeição divina ao realizar as transformações vivenciais de alcance espiritual que são o resultado inevitável da escolha da criatura de fazer a vontade do Pai que está no céu.
25&6; 1:3.6

Na experiência interior do homem, a mente está ligada à matéria e uma mente cativa-ao-material não pode sobreviver à morte. A técnica da sobrevivência está contida nos amoldamentos da vontade humana e nas transformações na mente mortal, por meio da qual o intelecto consciente de Deus vem gradualmente a se instruir e, por fim, a se guiar pelo espírito. Esta evolução da mente humana, que parte da associação com a matéria e segue até a união com o espírito, resulta na transmutação das fases potencialmente espirituais da mente humana em realidades morontiais da alma imortal. A mente mortal, subserviente à matéria, está destinada a se fazer cada vez mais material e, conseqüentemente, a sofrer a extinção final da personalidade; a mente entregue ao espírito está destinada a se tornar cada vez mais espiritual e, por último, a atingir a unidade com o divino espírito subsistente e guia e, assim, alcançar a sobrevivência e a eternidade da existência da personalidade.
26&1; 1:3.7

Venho do Eterno e, repetidas vezes, tenho regressado à presença do Pai Universal. Sei da realidade e da personalidade da Primeira Fonte e
26&2; 1:3.8

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Centro, o Pai Eterno e Universal. Sei que, se bem que o grande Deus é absoluto, eterno e infinito, também é bom, divino e clemente. Conheço a verdade das magníficas afirmações : "Deus é espírito" e "Deus é amor", e estes dois atributos se revelam ao universo, e mais plenamente, no Filho Eterno.

4. O Mistério de Deus É tal a infinitude da perfeição de Deus que o torna um mistério para a eternidade. E o maior de todos os mistérios impenetráveis de Deus é o prodígio de sua morada divina na mente dos mortais. A maneira pela qual o Pai Universal reside com as criaturas do tempo é o mais profundo de todos os mistérios do universo; a presença divina na mente do homem é o mistério dos mistérios.
26&3; 1:4.1

Os corpos físicos dos mortais são os "templos de Deus". Apesar dos Filhos Criadores Soberanos se aproximarem das criaturas de seus mundos habitados e "atraírem todos a si"; ainda que "estejam à porta" da consciência e "batam", e se alegrem vindo chamar a todos para "abrirem as portas de seus corações"; mesmo que realmente exista esta comunhão pessoal e íntima entre os Filhos Criadores e suas criaturas mortais, ainda assim os homens mortais têm algo do próprio Deus que, de fato, mora em seu interior; seus corpos são templos dele.
26&4; 1:4.2

Quando houverdes terminado cá embaixo, quando concluirdes vossa carreira em sua forma transitória na terra, quando terminar vossa viagem de provação na carne, quando o pó de que se compõe o tabernáculo mortal "voltar à terra de onde saiu", então se revela o espírito residente, o "Espírito voltará a Deus que o deu". No interior de cada ser mortal deste planeta reside uma fração de Deus, uma parte e parcela de divindade. Ainda não é vosso por direito próprio, mas está concebido e destinado a fazer-se uno convosco se sobreviverdes à existência mortal.
26&5; 1:4.3

Defrontamo-nos constantemente com este mistério de Deus; confunde-nos o desdobramento do crescente e ilimitado panorama da verdade de sua infinita bondade, de sua ilimitada misericórdia, de sua inigualável sabedoria e de seu grandioso caráter.
26&6; 1:4.4

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O mistério divino consiste na diferença intrínseca que existe entre o finito e o infinito, entre o temporal e o eterno, entre a criatura espaçotemporal e o Criador Universal, entre o material e o espiritual, entre a imperfeição do homem e a perfeição da Deidade do Paraíso. O Deus de amor universal manifesta-se de maneira indefectível a cada uma de suas criaturas até a plena capacidade de que estas dispõem para apreenderem espiritualmente as qualidades da verdade, beleza e bondade divina.
26&7; 1:4.5

O Pai Universal revela a todos os seres espirituais e a todas as criaturas mortais, de qualquer esfera e em qualquer mundo do universo de universos, toda a clemência e divindade de seu ser que são capazes de serem discernidas ou compreendidas por tais seres espirituais e criaturas mortais. Deus não faz diferença entre as pessoas, nem espirituais nem materiais. A divina presença que um filho do universo desfruta num dado momento está determinada somente por sua capacidade em receber e perceber as realidades do espírito do mundo supra-material.
27&1; 1:4.6

Como uma realidade na experiência espiritual humana, Deus não é um mistério. Mas quando se tenta tornar claras as realidades do mundo espiritual para as mentes físicas de ordem material, aparece o mistério; são mistérios tão sutis e tão profundos que somente a apreensão-pela-fé da parte do mortal que conhece a Deus é que pode conseguir o milagre filosófico de reconhecimento do Infinito da parte do finito — a faculdade dos mortais evolutivos dos mundos materiais do tempo e do espaço de discernir Deus eterno.
27&2; 1:4.7

5. A Personalidade do Pai Universal Não permitais que a magnitude de Deus, sua infinitude, obscureça nem eclipse a personalidade dele. "Porventura, aquele que criou o ouvido, não ouvirá? Ou o que formou os olhos, não verá?". O Pai Universal é a culminância da personalidade divina, é a origem e o destino da personalidade em toda a criação. Deus é infinito e pessoal; é um ser pessoal infinito. Na verdade, o Pai é um ser pessoal, apesar da infinitude de sua pessoa sempre situá-lo além da compreensão plena dos seres materiais e finitos.
27&3; 1:5.1

Deus é muito mais que um ser provido de personalidade, da maneira que a mente humana entende a personalidade; é também muito
27&4; 1:5.2

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mais que qualquer possível conceito de supra-personalidade. Mas é completamente inútil debater conceitos tão incompreensíveis acerca da personalidade divina com as mentes das criaturas materiais cujo mais amplo conceito de realidade do ser consiste na idéia e no ideal da personalidade. O conceito mais elevado que as criaturas mortais podem conceber do Criador Universal está incluído nos ideais espirituais intrínsecos na gloriosa idéia sobre a personalidade divina. Portanto, embora saibais que Deus há de ser muito mais que a noção humana acerca de personalidade, sabeis bem e igualmente que o Pai Universal não pode ser, de nenhum modo, nada menos que um ser pessoal eterno, infinito, verdadeiro, bom e belo. Deus não se oculta de nenhuma de suas criaturas. Ele é inacessível para tantas classes de seres somente porque "habita numa luz inacessível, o qual não foi nem pode ser visto por nenhum homem". A imensidade e a grandiosidade da personalidade divina está além do alcance da mente não aperfeiçoada dos mortais evolutivos. Ele "é quem mede as águas na concavidade de sua mão, quem mede um universo com a palma de sua mão. É ele quem está sentado sobre o círculo da terra, quem estende os céus como um véu e os estende como um universo para habitar". "Levantai vossos olhos para o alto e considerai quem criou tudo isto, aquele que mostra o número de seus mundos, chamando-os pelo nome" ; e assim é verdade que "as coisas invisíveis dele são, em parte, compreensíveis por meio das coisas feitas". Atualmente, e tal como sois, deveis discernir ao Fazedor invisível mediante sua múltipla e diversa criação, assim como por meio da revelação e do ministério de seus Filhos e de seus numerosos subordinados.
27&5; 1:5.3

Ainda que os mortais materiais não possam ver a pessoa de Deus, devem se regozijar na convicção de que é uma pessoa; aceitar pela fé essa verdade que declara que o Pai Universal amou de tal forma o mundo que providenciou o eterno progresso espiritual para seus modestos habitantes; que ele "se delicia com a humanidade". Deus não carece de nenhum dos atributos supra-humanos e divinos que constituem a personalidade perfeita, eterna, amorosa e infinita do Criador.
28&1; 1:5.4

Nas criações locais (excetuando aqueles no exercício do serviço nos supra-universos), Deus não se manifesta pessoalmente nem tem residência à parte dos Filhos Criadores do Paraíso, que são os pais dos
28&2; 1:5.5

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mundos habitados e os soberanos dos universos locais. Se a fé das criaturas fosse perfeita, certamente saberiam que aquele que viu um Filho Criador, já viu o Pai Universal; não pretenderiam nem teriam a expectativa de, ao buscar o Pai, ver outro que não fosse o Filho. O homem mortal simplesmente não pode ver Deus até que tenha conseguido sua plena transformação espiritual e, de fato, chegado ao Paraíso. A natureza dos Filhos Criadores do Paraíso não engloba todos os potenciais inqualificáveis, próprios da absolutidade universal e da natureza infinita da Primeira Grande Fonte e Centro, mas o Pai Universal está, sob todos os aspectos, presente de maneira divina nos Filhos Criadores. O Pai e seus Filhos são um só. Estes Filhos do Paraíso da ordem de Miguel são seres pessoais perfeitos, até mesmo o modelo para todas os seres pessoais do universo local, desde a Brilhante Estrela Matutina às mais humildes criaturas humanas de evolução animal progressiva.
28&3; 1:5.6

Na ausência de Deus, e a não ser por sua pessoa magnífica e central, não haveria personalidade alguma em todo o imenso universo de universos. Deus é personalidade.
28&4; 1:5.7

Não obstante Deus ser poder eterno, presença majestosa, ideal transcendente e espírito glorioso, ainda que seja tudo isto e infinitamente mais ele é, apesar disso, verdadeira e perpetuamente um Criador provido de personalidade perfeita, uma pessoa que pode "conhecer e ser conhecida", que pode "amar e ser amada"; alguém que pode fazer-se amigo nosso, ao passo que podeis ser conhecidos tal como outros seres humanos foram conhecidos como amigos de Deus. Ele é espírito real e realidade espiritual.
28&5; 1:5.8

Já que vemos o Pai Universal se revelar por toda parte de seu universo; já que o percebemos morando em suas inumeráveis criaturas; já que o contemplamos nas pessoas de seus Filhos Soberanos; já que continuamente sentimos sua divina presença aqui e ali, próximo e distante, não coloquemos em dúvida nem em controvérsia a primazia de sua personalidade. Não obstante se distribuir tão amplamente, ele continua sendo uma autêntica pessoa e mantém perpetuamente uma relação pessoal com o incontável número de criaturas suas disseminadas por todo o universo de universos.
28&6; 1:5.9

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A idéia da personalidade do Pai Universal constitui um conceito de Deus mais amplo e verdadeiro, um legado à humanidade feito principalmente através da revelação. Por meio da razão, da sabedoria e da experiência religiosa se deduz e faz supor a personalidade de Deus, mas elas não a corroboram completamente. Mesmo o Modelador do Pensamento interior é pré-pessoal. A verdade e o desenvolvimento de qualquer religião é diretamente proporcional ao seu conceito da personalidade infinita de Deus e a ao ato de apreender a unidade absoluta da Deidade. A idéia de uma Deidade pessoal se torna, então, a medida do desenvolvimento religioso, depois da religião ter, primeiro, expresso o conceito da unidade de Deus.
28&7; 1:5.10

A religião primitiva tinha muitos deuses pessoais que eram feitos à imagem do homem. Na revelação, afirma-se a validade do conceito da personalidade de Deus como uma mera possibilidade no postulado científico de uma causa primária e só se sugere, de maneira provisória, na concepção filosófica da Unidade Universal. Somente mediante a aproximação à personalidade qualquer pessoa pode começar a compreender a unidade de Deus. Ao negar a personalidade da Primeira Fonte e Centro fica-se com uma única escolha entre dois dilemas filosóficos: o materialismo ou o panteísmo.
29&1; 1:5.11

Ao refletirmos sobre a Deidade, o conceito de personalidade deve se despojar da idéia de corporeidade. O corpo material não é imprescindível ao fator personalidade, nem no caso do homem e tampouco no de Deus. Este erro sobre a corporeidade manifesta-se nos dois pólos extremos da filosofia humana. No materialismo, visto que o homem perde seu corpo ao morrer e deixa de existir como ser provido de personalidade; no panteísmo, visto que Deus não tem corpo não sendo, portanto, uma pessoa. É na união da mente e do espírito que o tipo suprahumano de personalidade progressiva atua.
29&2;1:5.12

A personalidade não é simplesmente um atributo de Deus; antes, significa a totalidade da natureza infinita coordenada e a vontade divina unificada que se apresenta, em perfeita expressão, na eternidade e na universalidade. A personalidade, em seu sentido supremo, constitui a revelação de Deus ao universo de universos.
29&3; 1:5.13

Ao ser eterno, universal, absoluto e infinito, Deus não cresce em conhecimento nem aumenta em sabedoria. Deus não adquire experiência
29&4; 1:5.14

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tal como o homem finito poderia conjeturar ou compreender mas, certamente, dentro do campo de sua própria personalidade eterna, ele desfruta a auto-realização em contínua expansão, de certo modo comparável e análoga à aquisição de experiências novas feitas pelas criaturas finitas dos mundos evolutivos. A perfeição absoluta do Deus infinito lhe ocasionaria estar sujeito às enormes limitações da inqualificável finalidade da perfeição, não fosse o fato de que o Pai Universal participa diretamente no esforço da personalidade de cada alma imperfeita no amplo universo que busca, com a ajuda divina, ascender aos mundos espiritualmente perfeitos do alto. Esta experiência progressiva de cada ser espiritual e de cada criatura mortal por todo o universo de universos é parte da consciência-daDeidade, sempre em expansão, que o Pai tem com respeito ao interminável círculo divino de incessante auto-realização.
29&5; 1:5.15

É verdade no sentido literal: "Em todas as vossas aflições, ele se aflige". "Em todos os vossos triunfos, ele triunfa em vós e convosco". Seu espírito divino e pré-pessoal é uma parte real de vós. A Ilha do Paraíso responde a todas as metamorfoses físicas do universo de universos; o Filho Eterno abrange todos os impulsos espirituais de toda a criação; o Atuante Conjunto abarca toda a expressão mental do cosmos em expansão. O Pai Universal percebe na plenitude da consciência divina toda experiência individual, todo esforço progressivo das mentes em expansão e dos espíritos ascendentes de qualquer entidade, ser e personalidade da completa criação evolutiva do tempo e do espaço. E tudo isto é verdade no sentido literal, porque "n’Ele vivemos, nos movemos e existimos".
29&6; 1:5.16

6. A Personalidade no Universo A personalidade humana é a sombra-imagem espaço-temporal projetada pela personalidade divina do Criador. E nenhuma realidade pode, de maneira adequada, ser compreendida por meio do exame de sua sombra. As sombras devem ser interpretadas em termos de sua essência real.
29&7; 1:6.1

Para a ciência, Deus é uma causa; para a filosofia, uma idéia; para a religião, uma pessoa e ainda o amoroso Pai celestial. Deus é, para o
30&1;1:6.2

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cientista, uma força primordial; para o filósofo, uma hipótese de unidade; para o religionário, uma experiência espiritual viva. O conceito inadequado que o homem tem com respeito à personalidade do Pai Universal só poderá ser melhorado mediante o progresso espiritual do homem no universo, e será verdadeiramente adequado quando os peregrinos do tempo e do espaço finalmente alcançarem o abraço divino do Deus vivo no Paraíso. Nunca percais de vista as perspectivas contrapostas da personalidade, quer Deus, quer o homem quem a conceba. O homem vê e compreende a personalidade partindo do finito em direção ao infinito; Deus a contempla partindo do infinito ao finito. O homem possui o tipo mais modesto de personalidade; Deus, a mais elevada — de fato, a suprema, final e absoluta. É por essa razão que os conceitos mais avançados sobre a personalidade divina aguardaram pacientemente o surgimento de idéias aperfeiçoadas sobre a personalidade humana, em especial com a ampla revelação da personalidade divina e humana, em Urantia, na vida em efusão de Miguel, o Filho Criador.
30&2; 1:6.3

O espírito divino pré-pessoal que mora na mente mortal leva consigo, no próprio fato de sua presença, a prova válida de sua existência real; mas só é possível apreender o conceito da personalidade divina mediante a percepção espiritual da experiência religiosa pessoal e genuína. Qualquer pessoa, humana ou divina, pode ser conhecida e compreendida completamente à parte das reações externas ou da presença material dessa pessoa.
30&3; 1:6.4

Um certo grau de afinidade moral e de harmonia espiritual é essencial para a amizade entre duas pessoas; uma personalidade amorosa dificilmente pode se revelar a uma pessoa desprovida de amor. Mesmo para se aproximar do conhecimento de uma personalidade divina, todos os dons da personalidade do homem devem se consagrar totalmente a esse esforço; é inútil uma dedicação apática e parcial.
30&4; 1:6.5

À medida que o homem adquire um entendimento mais completo de si mesmo e uma maior apreciação dos valores da personalidade de seus semelhantes, mais almeja conhecer a Personalidade Original, e com maior zelo esse ser humano que conhece a Deus se esforçará por assemelhar-se à Personalidade Original. Podeis debater sobre opiniões acerca de Deus, mas a experiência com ele e nele está acima e além de qualquer
30&5; 1:6.6

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controvérsia humana e da mera lógica intelectual. O homem conhecedor de Deus descreve suas experiências espirituais, não para convencer aos não crentes, mas sim para a edificação e satisfação mútua dos crentes. Supor que o universo possa chegar a ser conhecido, que é inteligível, é supor o universo criado por uma mente e dirigido por um ser pessoal. A mente do homem só pode perceber os fenômenos mentais de outras mentes, sejam humanas ou supra-humanas. Se a personalidade do homem pode experimentar o universo, há uma mente divina e uma personalidade real por trás desse universo.
30&6; 1:6.7

Deus é espírito: é um ser provido de uma personalidade espiritual; o homem também é um espírito: é um ser provido de uma personalidade potencialmente espiritual. Jesus de Nazaré alcançou a plena realização do potencial da personalidade espiritual na experiência humana; por conseguinte, sua vida dedicada a realizar a vontade do Pai se converte na mais autêntica e exemplar revelação da personalidade de Deus para o homem. Mesmo que só seja possível compreender a personalidade do Pai Universal numa experiência religiosa real, sentimo-nos inspirados com a vida terrena de Jesus por tão perfeita demonstração de realização e revelação da personalidade de Deus numa experiência verdadeiramente humana.
30&7; 1:6.8

7. O Valor Espiritual do Conceito de Personalidade Quando Jesus falava do "Deus vivo", referia-se a uma Deidade pessoal — o Pai que está no céu. O conceito da personalidade da Deidade facilita o companheirismo; favorece a adoração inteligente; suscita a confiança reconfortante. Pode existir uma ação recíproca entre as coisas não pessoais, mas nunca o companheirismo. A relação de companheirismo entre pai e filho, assim como entre Deus e o homem não se dá, a não ser que os dois sejam pessoas. Somente pode haver comunhão entre seres providos de personalidade, se bem que tal comunhão pessoal é facilitada, em grande parte, graças à presença de uma entidade impessoal como o Modelador do Pensamento.
31&1; 1:7.1

O homem não consegue a união com Deus como a gota d’água encontra a unidade com o oceano. O homem alcança a união divina pela comunhão espiritual recíproca e progressiva, mediante o convívio de um
31&2; 1:7.2

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ser pessoal com o Deus pessoal, alcançando gradualmente a natureza divina, em inteligente e sincera conformidade com a vontade divina. Um relacionamento tão sublime só pode existir entre seres providos de personalidade. Talvez o conceito de verdade pudesse se manter à parte da personalidade; talvez o conceito de beleza existisse sem a personalidade; contudo, o conceito de bondade divina só é inteligível relacionado à personalidade. Somente uma pessoa pode amar e ser amada. Mesmo a beleza e a verdade estariam apartadas da possibilidade de subsistência, não fossem atributos de um Deus pessoal, de um Pai amoroso.
31&3; 1:7.3

Não podemos entender de todo como Deus pode ser primordial, imutável, todo-poderoso e perfeito e estar, ao mesmo tempo, circundado de um universo que está sempre em modificação e aparentemente regulado, um universo evolutivo e de imperfeições relativas. Mas podemos conhecer esta verdade em nossa própria experiência pessoal pois todos mantemos a identidade da personalidade e a unidade da vontade apesar das mudanças constantes, tanto em nós mesmos como em nosso ambiente.
31&4; 1:7.4

A realidade última do universo não pode ser apreendida por meio da matemática, da lógica, ou da filosofia, mas apenas pela experiência pessoal em conformidade progressiva com a vontade divina de um Deus pessoal. A ciência, a filosofia, e a teologia não podem corroborar a personalidade de Deus. Somente a experiência pessoal dos filhos da fé do Pai celestial pode levar a efeito a autêntica cognição espiritual da personalidade de Deus.
31&5; 1:7.5

No universo, os mais elevados conceitos de personalidade implicam em identidade, autoconsciência, volição e possibilidade de autorevelação. E estas características envolvem, além disso, o companheirismo com outros seres pessoais iguais tal como os que existem nas parcerias entre os seres pessoais das Deidades do Paraíso. E a unidade absoluta destas parcerias é tão perfeita que a divindade é conhecida por sua indivisibilidade, por sua unidade. "O Senhor Deus é único". A indivisibilidade da personalidade não interfere no fato de Deus doar seu espírito para viver no coração dos homens mortais. A indivisibilidade da personalidade de um pai humano não impede que os filhos e filhas mortais se reproduzam.
31&6; 1:7.6

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Este conceito de indivisibilidade associado ao conceito de unidade significa a transcendência do tempo e do espaço da Ultimidade da Deidade; conseqüentemente, o espaço e o tempo não podem ser absolutos ou infinitos. A Primeira Fonte e Centro constitui a infinitude que, de forma inqualificável, transcende toda mente, toda matéria e todo espírito.
31&7; 1:7.7

O fato em si da Trindade do Paraíso de modo algum viola a veracidade da unidade divina. Os três seres pessoais da Deidade do Paraíso são, em todas as reações da realidade do universo e em todas as relações das criaturas, como um só. Tampouco a existência destas três pessoas eternas contraria a veracidade da indivisibilidade da Deidade. Estou plenamente consciente de que não disponho de uma linguagem adequada para tornar claro à mente dos mortais como percebemos estes problemas do universo. Mas não deveis desanimar; todas estas coisas não são totalmente claras nem mesmo para os elevados seres pessoais pertencentes ao meu grupo de seres do Paraíso. Tenhais sempre em mente que estas verdades profundas, referentes à Deidade, terão cada vez mais sentido à medida que vossa mente se faz progressivamente mais espiritual, nos tempos da longa ascensão do mortal ao Paraíso.
31&8; 1:7.8

[Exposto por um Conselheiro Divino, membro de um grupo de seres pessoais celestiais designados pelos Anciões de Dias de Uversa, sede do governo do sétimo supra-universo, para supervisionar as seguintes partes da revelação e que têm a ver com os assuntos que ultrapassam as fronteiras do universo local de Nebadon. Estou incumbido de patrocinar os escritos que descrevem a natureza e os atributos de Deus pois represento a mais elevada fonte de informação disponível para tal fim, em qualquer mundo habitado. Tenho servido como Conselheiro Divino nos sete supra-universos e residido por longo tempo no Paraíso, o centro de todas as coisas. Muitas vezes, tive o supremo prazer de estar na imediata presença pessoal do Pai Universal. Estou indiscutivelmente autorizado a descrever a realidade e a verdade sobre a natureza e os atributos do Pai; sei do que falo.]
32&1; 1:7.9

___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 001

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Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 001 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org

1. Citações Bíblicas Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral ___________________________________________________________ ______________ 21&1;1:0.1 — "Tu só és Deus." (Neemias 9:6) BSEP : Foste tu, Senhor, tu só que fizeste o céu, o céu dos céus, toda sua milícia, a terra e tudo o que há nela, os mares e tudo o que nele se contém; tu dás vida a todas estas coisas e a milícia do céu te adora. BJ : És tu, Iahweh, que és o Único! Fizestes os céus, os céus dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo o que ela contém, ao mares e tudo o que eles encerram. A tudo isto és tu que dás vida, e o exército dos céus diante de ti se prostra. (2 Reis 19:15) BSEP : e fez a sua oração diante dele, dizendo : Senhor Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins, só tu é que és o Deus de todos os reis da terra; tu fizestes o céu e a terra.

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B J : E Ezequias orou assim na presença de Iahweh : "Iahweh, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins, tu és o único Deus de todos os reinos da terra, tu fizeste o céu e a terra. (Isaías 37:16) BSEP : Senhor dos exércitos, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins; tu só és o Deus de todos os reinos da terra, tu o que fizeste o céu e a terra. BJ : "Ó Iahweh dos Exércitos, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu és o único Deus de todos os reinos da terra; tu criastes os céus e a terra. (Gênesis 1:1) BSEP : No princípio Deus criou o céu e a terra. BJ : No princípio, Deus criou o céu e a terra. ___________________________________________________________ ______________ 21&1;1:0.1 — não há outro além de ti. (Deuteronômio 4:35) BSEP : para que soubesses que o Senhor é (o verdadeiro) Deus, e que não há outro fora dele. BJ : Foi a ti que ele mostrou tudo isso, para que soubesses que Iahweh é o único Deus. Além dele não existe um outro. (1 Samuel 2:2) BSEP : Não há quem seja santo como o Senhor, porque não há outro fora de ti, e não há quem seja forte como o Senhor, nosso Deus. BJ : Não há Santo como Iahweh (porque não há outro além de ti) e Rocha alguma existe como nosso Deus. (Isaías 45:18) BSEP : Porque eis o que diz o Senhor, que criou os céus, o mesmo Deus que formou a terra e a fez, que a dispôs e que não a criou em vão, mas que a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro.

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BJ : Com efeito, assim diz Iahweh, o criador dos céus, — ele é Deus, o que formou a terra e a fez, ele a estabeleceu; não a criou como um deserto, antes formou-a para ser habitada. Eu sou Iahweh; não há nenhum outro. ___________________________________________________________ ______________ 21&1;1:0.1 — Tu fizestes (Neemias 9:6) BSEP : Foste tu, Senhor, tu só que fizeste o céu, o céu dos céus, toda sua milícia, a terra e tudo o que há nela, os mares e tudo o que nele se contém; tu dás vida a todas estas coisas e a milícia do céu te adora. BJ : És tu, Iahweh, que és o Único! Fizestes os céus, os céus dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo o que ela contém, ao mares e tudo o que eles encerram. A tudo isto és tu que dás vida, e o exército dos céus diante de ti se prostra. ___________________________________________________________ ______________ 21&1;1:0.1 — o céu e o céu dos céus, com todas as suas hostes; tu os preserva e os comanda. (Não encontrado na Bíblia) ___________________________________________________________ ______________ 21&1;1:0.1 — Pelos Filhos de Deus foram feitos os universos (Salmos 33:6) BSEP : Pela palavra do Senhor se firmaram os céus; e pelo espírito da sua boca (formou-se) todo o seu exército. BJ : O céu foi feito com a Palavra de Iahweh, e seu exército com o sopro de sua boca. ___________________________________________________________ ______________

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21&1;1:0.1 — O Criador se cobre de luz como um vestido e estende os céus como um pavilhão" (Salmos 104:2) BSEP : cobertos de luz como um vestido. Tu estendes o céu como um pavilhão. BJ : envolto em luz como num manto, estendendo os céus como tenda, ___________________________________________________________ ______________ 21&2;1:0.2 — "Deus criou os céus e formou a terra; estabeleceu o universo e não criou este mundo em vão; para que fosse habitado o formou". (Isaías 45:18) BSEP : Porque eis o que diz o Senhor, que criou os céus, o mesmo Deus que formou a terra e a fez, que a dispôs e que não a criou em vão, mas que a formou para que fosse habitada : Eu sou o Senhor e não há outro. BJ : Com efeito, assim diz Iahweh, o criador dos céus, — ele é Deus, o que formou a terra e a fez, ele a estabeleceu; não a criou como um deserto, antes formou-a para ser habitada. Eu sou Iahweh; não há nenhum outro. 21&3;1:0.3 — O Pai que habita a eternidade (Isaías 57:15) BSEP : Porque isto diz o Excelso, e o sublime (Deus) que habita na eternidade, cujo nome é Santo, ele que habita nas alturas e no santuário, e no coração contrito e humilde, para reanimar o espírito dos humildes e vivificar o coração dos contritos. BJ : porque assim diz aquele que está nas alturas, em lugar excelso, que habita a eternidade e cujo nome é santo : "Eu habito um lugar alto e santo, mas estou junto ao abatido e humilde, a fim de animar o espírito dos humildes, a fim de animar os corações abatidos.

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___________________________________________________________ ______________ 21&3;1:0.3 — "Sede pois perfeitos como eu sou perfeito" (Mateus 5:48) BSEP : Sede pois perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito. BJ : Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. (Gênesis 17:1) BSEP : Mas, quando Abrão chegou à idade de noventa e nove anos, o Senhor apareceu-lhe, e disse-lhe : Eu sou o Deus onipotente; anda em minha presença, e sê perfeito. BJ : Quando Abrão completou noventa anos, Iahweh lhe apareceu e lhe disse : "Eu sou El Shaddai, anda na minha presença e sê perfeito. (Deuteronômio 18:13) BSEP : Serás perfeito e sem mancha com o Senhor, teu Deus. BJ : Tu serás integro para com Iahweh, teu Deus. (Judas 1:4) BSEP : E a paciência faz obras perfeitas, a fim de que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. BJ : mas é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de serdes homens perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência ___________________________________________________________ ______________ 22&3;1:0.6 — : "Portanto, deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mateus 5:48) BSEP : Sede pois perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito. BJ : Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. (Gênesis 17:1)

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BSEP : Mas, quando Abrão chegou à idade de noventa e nove anos, o Senhor apareceu-lhe, e disse-lhe : Eu sou o Deus onipotente; anda em minha presença, e sê perfeito. (Deuteronômio 18:13) BSEP : Serás perfeito e sem mancha com o Senhor, teu Deus. BJ : Tu serás integro para com Iahweh, teu Deus. (Judas 1:4) BSEP : E a paciência faz obras perfeitas, a fim de que sejais perfeitos e completos, não faltando em coisa alguma. BJ : mas é preciso que a perseverança produza uma obra perfeita, a fim de serdes homens perfeitos e íntegros sem nenhuma deficiência ___________________________________________________________ ______________ 22&4;1:1.1 — chamá-lo de Pai Na Bíblia, o termo "Pai" é usado muitas vezes para se referir a Deus. (Salmos 68:6) BSEP : Ele é o pai dos órfãos, e o juiz das viúvas, Deus está no seu lugar santo. BJ : Pai dos órfãos, justiceiro das viúvas, tal é Deus em sua morada santa. (Salmos 89:27) BSEP : Ele me invocará, dizendo : Tu és meu Pai, meu Deus, e o autor da minha salvação. BJ : Ele me invocará : Tu és meu pai, meu Deus e meu rochedo salvador. (Salmos 103:13) BSEP : Como um pai se compadece dos seus filhos, assim se compadeceu o Senhor dos que o temem; BJ : Como um pai é compassivo com seus filhos, Iahweh é compassivo com aqueles que o temem;

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___________________________________________________________ ______________ 22&5;1:1.2 — Pois em Deus vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17:28) BSEP : Porque nele vivemos, nos movemos e existimos, como até o disseram alguns dos vossos poetas : Somos verdadeiramente da sua linhagem. BJ : divindade ...É nela, com efeito, que temos a vida, o movimento e o ser. Assim, aliás, disseram alguns dos vossos : "Pois nós somos também de sua raça." 23&1;1:1.4 — Pai das Luzes (Tiago 1:17) BSEP : Toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sobra de vicissitude. BJ : todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. 23&1;1:1.4 — Dom de Vida (Atos 17:25) BSEP : nem é servido pelas mãos dos homens, como se necessitasse de alguma coisa, ele que dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas. BJ : Também não é servido por mãos de homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa, ele que a todos dá vida, respiração e tudo o mais. ___________________________________________________________ ______________ 23&2;1:1.5 — "nosso Pai". (1 Crônicas 29:10)

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BSEP : E louvou o Senhor diante de toda esta multidão, e disse : bendito és tu, ó Senhor Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. BJ : Ele bendisse então a Iahweh, em presença de toda a assembléia. Davi disse : "Bendito sejas tu, Iahweh, Deus de Israel, nosso pai, desde sempre e para sempre! (Isaías 63:16) BSEP : Porque tu és o nosso pai. Abraão não nos conheceu e Israel não soube de nós; tu, Senhor, és o nosso pai, o nosso redentor, o teu nome é eterno. BJ : Com efeito, tu és o nosso pai. Ainda que Abraão não nos conhecesse e Israel não tomasse conhecimento de nós, tu, Iahweh, és nosso pai, o nosso redentor : tal é o teu nome desde a antiguidade. (Isaías 64:8) BSEP : Agora, Senhor, tu és o nosso pai e nós não somos senão barro; foste tu que nos formaste, e todos nós somos obra das tuas mãos. BJ (Isaías 64:7) : E no entanto, Iahweh, tu és o nosso pai, nós somos a argila e tu és o nosso oleiro, todos nós somos obras das tuas mãos. (Mateus 6:9) BSEP : Vós pois orai assim : Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. BJ : Portanto, orai desta maneira : Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu Nome, ... (Lucas 11:2) BSEP : Ele disse-lhe : Quando orardes, dizei : Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. BJ : Respondeu-lhes : "Quando orardes, dizei : Pai, santificado seja o teu Nome; venha o teu Reino; (Romanos 1:7)

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BSEP : a todos vós os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados santos. Graça vos seja dada e paz da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. BJ : a vós todos que estais em Roma, amados de Deus e chamados à santidade, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 1:3) BSEP : Graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. BJ : Graça a vós da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo! (2 Coríntios 1:2) BSEP : Graça vos seja dada e paz, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. BJ : A vós graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. (Gálatas 1:4) BSEP : o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus e Pai nosso, ao qual seja glória por todos os séculos. Amém. BJ : que se entregou a si mesmo pelos nosso pecados a fim de nos livrar do presente mundo mau, segundo a vontade do nosso Deus e Pai, a quem a glória pelos séculos dos séculos! Amém. (Efésios 1:2) BSEP : Graça e paz vos sejam dadas da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. BJ : graça e paz a vós da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. (Colossenses 1:2)

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BSEP (Cl 1:2-3): aos santos e fiéis irmãos em Jesus Cristo, que estão em Colossas. Graças a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da de nosso Senhor Jesus Cristo. BJ : aos santos que estão em Colossos, e fiéis em Cristo : a vós graça e paz da parte de Deus, nosso Pai! (1 Tessalonicenses 1:1) BSEP : Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo. BJ : Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja de Tessalônica, em Deus Pai, e no Senhor Jesus Cristo. A vós graça e paz. (1 Tessalonicenses 1:3) BSEP : lembrando-nos diante de Deus e nosso Pai, da obra da vossa fé, do trabalho da vossa caridade e da constância da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. BJ : É que recordamos sem cessar, aos olhos de Deus, nosso Pai, a atividade de vossa fé, o esforço da vossa caridade e a perseverança da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Tessalonicenses 3:13) BSEP : a fim de que os vossos corações, livres de culpa, sejam confirmados na santidade diante de Deus Pai nosso, por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos. Amém. BJ : Queira ele confirmar os vossos corações numa santidade irrepreensível, aos olhos de Deus, nosso Pai, por ocasião da Vinda de nosso Senhor Jesus com todos os santos. (2 Tessalonicenses 1:1) BSEP : Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus nosso Pai e no Senhor Jesus Cristo. BJ : Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja de Tessalônica, em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo. (2 Tessalonicenses 1:2)

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BSEP : Graça e paz vos sejam dadas, da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo. BJ : A vós graça e paz por Deus Pai e pelo Senhor Jesus Cristo. (2 Tessalonicenses 2:16) BSEP (Ts 2:15) : O mesmo nosso Senhor Jesus Cristo, e Deus e Pai nosso, o qual nos amou e nos deu uma consolação eterna e uma boa esperança pela graça, BJ : Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu a eterna consolação e a boa esperança pela graça, (1 Timóteo 1:2) BSEP : a Timóteo, amado filho na fé. Graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor. BJ : a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé : graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor. (Marcos 14:36) BSEP : Disse : Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis, afasta de mim este cálice; porém, não (se faça) o que eu quero, mas o que tu queres. BJ : E dizia : Abba! Ó Pai! A ti tudo é possível : afasta de mim este cálice; porém, não o que eu quero, mas o que tu queres." (Romanos 8:15) BSEP : Porque vós não recebestes o espírito de escravidão para estardes novamente com temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, mercê do qual clamamos, dizendo: Abba (Pai). BJ : Com efeito, não recebestes um espírito de escravos, para recair no temor, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, pelo qual chamamos : Abba! Pai! Muita passagens dizem "meu Pai", ou "Ó, Pai", ou "vosso Pai" ou "Pai" em vez de "nosso Pai". (Mateus 5:16)

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BSEP : Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossa boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus. BJ : Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossa boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus. (Mateus 5:48) BSEP : Sede pois perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito. BJ : Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. (Mateus 7:11) BSEP : Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará coisas boas aos que lhas pedirem. BJ : Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedem! (Mateus 7:21) BSEP : Nem todo o que me diz : Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas o que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse entrará no reino dos céus. BJ : Nem todo aquele que me diz "Senhor, Senhor" entrará no Reino dos Céus, mas sim, aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus. (Mateus 11:25) BSEP : Então Jesus, falando novamente, disse : Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes e as revelaste aos pequeninos. BJ : Por esse tempo, pôs-se Jesus a dizer : "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 16:17) BSEP : Respondendo, Jesus disse-lhe : Bem aventurado és, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que to revelou, mas meu Pai que está nos céus.

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BJ : Jesus respondeu-lhe : "Bem aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne ou o sangue que te revelaram isto, e sim o meu Pai que está nos céus. (Mateus 18:35) BSEP : E assim também vos fará meu Pai celestial, se não perdoardes do íntimo dos vossos corações cada um a seu irmão. BJ : Eis como meu Pai celeste agirá convosco, se cada um de vós não perdoar, de coração, ao seu irmão". (Mateus 23:9) BSEP : A ninguém chameis pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, o que está nos céus. BJ : A ninguém na terra chameis "Pai", pois um só é o vosso Pai, o celeste. (Mateus 11:25) BSEP : Então Jesus, falando novamente, disse : Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes e as revelaste aos pequeninos. BJ : Por esse tempo, pôs-se Jesus a dizer : "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelaste aos pequeninos. (Mateus 11:26) BSEP : E assim é, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. BJ : Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. (Mateus 11:27) BSEP : Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai; nem alguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. BJ : Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

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(Marcos 11:25) BSEP : Quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que também vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe os vossos pecados. BJ : E quando estiverdes orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-o, para que também o vosso Pai que está nos céus vos perdoe as vossas ofensas. (Lucas 10:21) BSEP : Naquela mesma hora Jesus exultou no Espírito Santo e disse : Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos prudentes e as revelaste aos pequeninos. BJ : Naquele momento, ele exultou de alegria sob a ação do Espírito Santo e disse : "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. ___________________________________________________________ ______________ 23&3;1:1.6 — Vossos profetas da antiguidade em verdade o chamavam de "Deus Eterno" (Gênesis 21:33) BSEP : Abraão, pois, plantou um bosque em Bersabéia, e aí invocou o nome do Senhor Deus eterno. BJ : Abraão plantou uma tarmagueira em Bersabéia, e aí invocou o nome de Iahweh, Deus de eternidade. (Isaías 40:28) BSEP : Porventura não o sabes ou não o ouviste? Deus é o Senhor eterno, que criou os limites da terra; ele não se cansa, nem se fatiga, e a sua sabedoria é impenetrável. BJ : Pois não sabes? Por acaso não ouviste isto? Iahweh é um Deus eterno, criador das regiões mais remotas da terra. Ele não se cansa nem se fatiga, a sua inteligência é insondável.

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(Romanos 16:26) BSEP : mas agora manifestado pelas Escrituras dos profetas segundo o mandamento do eterno Deus, para que se obedeça à fé, entre todas as nações conhecidas. BJ : agora, porém, manifestado e, pelos escritos proféticos e por disposição do Deus eterno, dado a conhecer a todos os gentios, para leválos à obediência da fé, (Salmos 90:2) BSEP (SL 89:2) : Antes que os montes fossem feitos, ou que a terra e o mundo se formassem, tu és Deus desde toda a eternidade e por todos os séculos. BJ : Antes que os montes tivessem nascido e fossem gerados a terra e o mundo, desde sempre e para sempre tu és Deus. ___________________________________________________________ ______________ 23&3;1:1.6 — e a ele faziam referência como o que "habita a eternidade". (Isaías 57:15) BSEP : Porque isto diz o Excelso, e o sublime (Deus) que habita na eternidade, cujo nome é Santo, ele que habita nas alturas e no santuário, e no coração contrito e humilde, para reanimar o espírito dos humildes e vivificar o coração dos contritos. BJ : porque assim diz aquele que está nas alturas, em lugar excelso, que habita a eternidade e cujo nome é santo : "Eu habito um lugar alto e santo, mas estou junto ao abatido e humilde, a fim de animar o espírito dos humildes, a fim de animar os corações abatidos. (Veja também Esdras 8:20) ___________________________________________________________ ______________ 24&2 1. A capacidade intelectual para conhecer Deus : a consciência de Deus. (Salmos 100:3)

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BSEP (Sl 99:3) : Sabei que o Senhor é Deus; ele nos fez, e não nós a nós mesmos. Nós somos o seu povo e as ovelhas do seu pasto. BJ : Sabei que só Iahweh é Deus, ele nos fez e a ele pertencemos, somos seu povo, o rebanho do seu pasto. ___________________________________________________________ ______________ 24&3 2. O anelo espiritual por encontrar Deus: a busca de Deus. (Jó 23:3) BSEP : Quem me dera saber encontrar Deus, e chegar até ao seu trono! BJ : Oxalá soubesse como encontrá-lo, como chegar à sua morada. ___________________________________________________________ ______________ 24&4 3. O ardente desejo da personalidade de assemelhar-se a Deus : o desejo sincero de fazer a vontade do Pai. (Salmos 143:10) BSEP (Sl 142:10) : Ensina-me a fazer a tua vontade, porque tu és o meu Deus. O teu bom espírito me conduzirá à terra da retidão. BJ : Ensina-me a cumprir tua vontade, pois tu és o meu Deus; que o teu bom espírito me conduza por uma terra aplanada. ___________________________________________________________ ______________ 25&1;1:3.1 — "Deus é espírito". (João 4:24) BSEP : Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram. BJ : Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade." ___________________________________________________________ ______________

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25&1;1:3.1 — "o soberano, o eterno, o imortal, o invisível e o único Deus verdadeiro". (1 Timóteo 1:17) BSEP : Ao Rei dos séculos, imortal, invisível, a Deus só, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém. BJ : Ao Rei dos séculos, ao Deus incorruptível, invisível e único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém. ___________________________________________________________ ______________ 25&1;1:3.1 — "a descendência de Deus", (Atos 17:29) BSEP : Sendo nós, pois, linhagem de Deus, não devemos pensar que a Divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e indústria do homem. BJ : Se somos da raça* de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, esculpida pela arte e pelo engenho do homem. (Atos 17:28) BSEP : porque nele vivemos, nos movemos e existimos, como até o disseram alguns dos vossos poetas : Somos verdadeiramente da sua linhagem. BJ : É nela, com efeito, que temos a vida, o movimento e o ser. Assim, aliás, disseram alguns dos vossos : "Pois nós somos também de sua raça*." *raça : Descendência, progênie, geração. (Dicionário Aurélio Eletrônico, Editora Nova Fronteira, 1996) ___________________________________________________________ ______________ 25&1;1:3.1 — "à sua imagem" (Gênesis 1:27)

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BSEP : E criou Deus o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, e criou-os varão e fêmea. BJ : Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. (Gênesis 9:6) BSEP : Todo o que derramar o sangue humano, (será castigado) com a efusão do seu próprio sangue; porque o homem foi feito à imagem de Deus. BJ : Quem versa o sangue do homem, pelo homem terá seu sangue versado. Pois à imagem de Deus o homem foi feito. ___________________________________________________________ ______________ 25&2;1:3.2 — "Ele passa junto a mim e eu não o vejo. Passa por mim e eu nem sinto." (Jó 9:11) BSEP : Se ele vem a mim, eu não o verei, se se retira não o perceberei. BJ : Se cruzar por mim, não posso vê-lo, se passar roçando-me, não o sinto. BEP : Ele passa junto a mim, e eu não o vejo. Roça em mim e eu nem sinto. ___________________________________________________________ ______________ 25&3;1:3.3 — "Não poderás ver minha face, porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo". (Êxodo 33:20) BSEP : E acrescentou : não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e viver. BJ : E acrescentou : "Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo."

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___________________________________________________________ ______________ 25&3;1:3.3 — "luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver" . (1 Timóteo 6:16) BSEP : que é o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, o qual não foi nem pode ser visto por nenhum homem, ao qual seja dada honra e império sempiterno. Amém. BJ : o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. À ele, honra e poder eterno! Amém! ___________________________________________________________ ______________ 26&2;1:3.8 — "Deus é espírito" (João 4:24) BSEP : Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram. BJ : Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade." ___________________________________________________________ ______________ 26&2;1:3.8 — e "Deus é amor" (1 João 4:8) BSEP : Quem não ama, não conhece a Deus, porque Deus é caridade. BJ : Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é Amor. (1 João 4:16) BSEP : Conhecemos e cremos na caridade que Deus tem por nós. Deus é caridade; quem permanece na caridade, permanece em Deus, e Deus nele.

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BJ : E nós temos reconhecido o amor de Deus por nós, e nele acreditamos. Deus é amor : aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. ___________________________________________________________ ______________ 26&4;1:4.2 — "templos de Deus". (1 Coríntios 3:16) BSEP : Não sabeis que sois templos de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? BJ : Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Coríntios 6:19) BSEP : Porventura não sabeis que os vossos membros são o templo do Espírito Santo, que habita em vós, que vos foi dado por Deus, e que não pertenceis a vós mesmos? BJ : Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós e que recebestes de Deus?... e que, portanto, não pertenceis a vós mesmos? (2 Coríntios 6:16) BSEP : E que relação entre o templo de Deus e os ímpios? Com efeito, vós sois o templo de Deus vivo, como Deus diz : "Eu habitarei neles e andarei entre eles, serei o seu Deus e eles serão o meu povo. BJ : Que há de comum entre o templo de Deus e os ímpios? Ora, nós é que somos o templo do Deus vivo, como disse o próprio Deus : Em meio a eles habitarei e caminharei, serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. ___________________________________________________________ ______________ 26&4;1:4.2 — "atraírem todos a si" (João 12:32) BSEP : E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.

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BJ : e, quando eu for elevado da terra, atrairei todos a mim." (João 6:44) BSEP : Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou, o não atrair; e eu o ressuscitarei no último dia. BJ : Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia. (Jeremias 31:3) BSEP : De longe (responde Israel) se me deixou ver o Senhor. Eu amei-te (continua o Senhor) com amor eterno, por isso, compadecido de ti, te atraí a mim. BJ : De longe Iahweh me apareceu : Eu te amei com um amor eterno, por isso conservei para ti o amor. ___________________________________________________________ ______________ 26&4;1:4.2 — "estejam à porta" da consciência e "batam" (Revelação 3:20) BSEP : Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei até ele, e cearei com ele, e ele comigo. BJ : Eis que estou à porta e bato : se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo. ___________________________________________________________ ______________ 26&4;1:4.2 — "abrirem as portas de seus corações" (Revelação 3:20) BSEP : Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei até ele, e cearei com ele, e ele comigo. BJ : Eis que estou à porta e bato : se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.

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___________________________________________________________ ______________ 26&5;1:4.3 — "voltar à terra de onde saiu", (Eclesiastes 12:7) BSEP : o pó volte à terra donde saiu e o espírito volte para Deus que o deu. BJ : e o pó volte à terra, com antes, e o espírito volte a Deus, seu autor. (Gênesis 3:19) BSEP : Comerás o pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra, de que foste tomado; porque tu és pó, e em pós te hás de tornar. BJ : Com o suor de teu rosto comerás teu pão até que retornes ao solo, pois dele foste tirado. Pois tu és pó e ao pó tornarás." (Eclesiastes 3:20) BSEP : Todos vão parar a um mesmo lugar. De terra foram feitos, e à terra voltam. BJ : Todos caminham para um mesmo lugar : todos vêm do pó e todos voltam ao pó. ___________________________________________________________ ______________ 26&5;1:4.3 — "Espírito voltará a Deus que o deu". (Eclesiastes 12:7) BSEP : o pó volte à terra donde saiu e o espírito volte para Deus que o deu. BJ : e o pó volte à terra, com antes, e o espírito volte a Deus, seu autor. ___________________________________________________________ ______________ 27&1;1:4.6 — Deus não faz diferença entre as pessoas, (Atos 10:34)

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BSEP : Então Pedro, abrindo a boca, disse : Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, BJ : Pedro tomou a palavra : Verifico que Deus não faz acepção de pessoas, BEP : Pedro então começou a falar : "De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. (2 Crônicas 19:7) BSEP : O temor do Senhor seja convosco. Fazei todas as coisas com diligência, porque no Senhor nosso Deus não há iniquidade, nem acepção de pessoas, nem cobiça de dádivas. BJ : Que o temor de Iahweh agora esteja sobre vós! Cuidado com o que fazeis, pois Iahweh nosso Deus não consente nem nas fraudes, nem nos privilégios, nem aceita suborno." (Jó 34:19) BSEP : aquele que não faz aceitação da pessoa dos príncipes, e que não fez caso da pessoa do tirano quando disputava contra o pobre, porque todos são obra das suas mãos. ___________________________________________________________ ______________ 27&3;1:5.1 — "Porventura, aquele que criou o ouvido, não ouvirá? Ou o que formou os olhos, não verá?". (Salmos 94:9) BSEP (93:9): Porventura aquele que criou o ouvido, não ouvirá? Ou o que formou os olhos, não verá? BJ : Quem plantou o ouvido não ouvirá? Quem formou o olho não olhará? ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — "habita numa luz inacessível, o qual não foi nem pode ser visto por nenhum homem".

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(1 Timóteo 6:16) BSEP : que é o único que possui a imortalidade e que habita numa luz inacessível, o qual não foi nem pode ser visto por nenhum homem, ao qual seja dada honra e império sempiterno. Amém. BJ : o único que possui a imortalidade, que habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu, nem pode ver. À ele, honra e poder eterno! Amém! ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — "é quem mede as águas na concavidade de sua mão, (Isaías 40:12) BSEP : Quem é que mediu as águas com a concavidade da sua mão e pesou os céus com o seu palmo? Quem sustentou em três dedos toda a massa da terra, pesou os montes com um peso e os outeiros na balança? BJ : Quem pôde medir as águas do mar na cavidade da sua mão? Quem conseguiu avaliar a extensão dos céus a palmos, medir o pó da terra com o alqueire e pesar os montes na balança e os outeiros nos seus pratos? ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — quem mede um universo com a palma de sua mão. (Isaías 40:12) BSEP : Quem é que mediu as águas com a concavidade da sua mão e pesou os céus com o seu palmo? Quem sustentou em três dedos toda a massa da terra, pesou os montes com um peso e os outeiros na balança? BJ : Quem pôde medir as águas do mar na cavidade da sua mão? Quem conseguiu avaliar a extensão dos céus a palmos, medir o pó da terra com o alqueire e pesar os montes na balança e os outeiros nos seus pratos? ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — É ele quem está sentado sobre o círculo da terra,

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(Isaías 40:22) BSEP : É ele o que está sentado sobre a redondeza da terra, e os habitantes dela são como gafanhotos; foi ele que estendeu os céus com um véu, e os desenrolou como uma tenda para habitar. BJ : Ele está entronizado sobre o círculo da terra, cujos habitantes são como gafanhotos; ele estende os céus como uma tela, abre-os como uma tenda que sirva de habitação. BEP : Javé se assenta sobre o círculo da terra, e seus habitantes parecem bandos de gafanhotos. Ele desdobra o céu como toldo, e o estende como tenda que sirva para morar. ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — quem estende os céus como um véu e os estende como um universo para habitar" (Isaías 40:22) BSEP : É ele o que está sentado sobre a redondeza da terra, e os habitantes dela são como gafanhotos; foi ele que estendeu os céus com um véu, e os desenrolou como uma tenda para habitar. BJ : Ele está entronizado sobre o círculo da terra, cujos habitantes são como gafanhotos; ele estende os céus como uma tela, abre-os como uma tenda que sirva de habitação. BEP : Javé se assenta sobre o círculo da terra, e seus habitantes parecem bandos de gafanhotos. Ele desdobra o céu como toldo, e o estende como tenda que sirva para morar. ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — "Levantai vossos olhos para o alto e considerai quem criou tudo isto, aquele que mostra o número de seus mundo, chamando-os pelo nome" (Isaías 40:26)

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BSEP : Levantai os vossos olhos para o alto e considerai quem criou esses corpos celestes; quem faz marchar em ordem o exército das estrelas e as chama a todas pelos seus nomes; e é tal a grandeza da sua fortaleza, força e poder, que nem uma só falta. BJ : Elevai os olhos para o alto e vede : Quem criou estes astros? É ele que faz sair o seu exército em número certo e fixo; a todos chama pelo nome. Tal é o seu vigor, tão grande a sua força que nenhum deles deixa de apresentar-se. ___________________________________________________________ ______________ 27&5;1:5.3 — "as coisas invisíveis dele são em parte compreensíveis por meio das coisas feitas". (Romanos 1:20) BSEP : De fato, as coisas invisíveis dele, depois da criação do mundo, compreendendo-sepelas coisas feitas, tornaram-se visíveis, e assim o seu poder eterno e a sua divindade, de modo que são inescusáveis, BJ : Sua realidade invisível — seu eterno poder e sua divindade — tornou-se inteligível, desde a criação do mundo, através das criaturas, de sorte que não tem desculpa. ___________________________________________________________ ______________ 28&1;1:5.4 — amou de tal forma o mundo (João 3:16) BEP : Pois Deus amou te tal forma o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. ___________________________________________________________ ______________ 28&1;1:5.4 — "se delicia com a humanidade". (Provérbios 8:31) (Números 14:8)

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(Deuteronômio 10:15) (Isaías 62:4) ___________________________________________________________ ______________ 28&2;1:5.5 — aquele que já viu um Filho Criador, já viu o Pai Universal (João 14:9) BSEP : Disse-lhe Jesus : Há tanto tempo que estou convosco e ainda não me conheceste, Filipe? Quem me vê, vê também o Pai. Como dizes pois : Mostra-me o Pai? ___________________________________________________________ ______________ 28&3;1:5.6 — O Pai e seus Filhos são um só. (João 10:30) BSEP : Eu e o Pai somos um. (João 17:11) (João 1:1) (João 5:18) (João 10:38) (João 14:9) (João 14:10) (João 14:11) (João 14:20) (João 17:20) (João 17:22) ___________________________________________________________ ______________ 28&5;1:5.8 — "conhecer e ser conhecida",

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(1 Coríntios 13:12) (João 10:14) ___________________________________________________________ ______________ 28&5;1:5.8 — "amar e ser amada"; (1 João 4:19) (João 14:21) ___________________________________________________________ ______________ 28&5;1:5.8 — podeis ser conhecidos tal como outros seres humanos foram conhecidos como amigos de Deus. (Tiago 2:23) BSEP : E cumpriu-se a Escritura que diz : Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça e foi chamado como amigo de Deus. ___________________________________________________________ ______________ 29&6;1:5.16 — "Em todas as vossas aflições ele se aflige". (Isaías 63:9) ___________________________________________________________ ______________ 29&6;1:5.16 — "Em todos os vossos triunfos ele triunfa em vós e convosco" (2 Coríntios 2:14) ___________________________________________________________ ______________ 29&6;1:5.16 — "n’Ele vivemos, nos movemos e existimos". (Atos 17:28)

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BSEP : Porque nele vivemos, nos movemos e existimos, como até o disseram alguns dos vossos poetas : Somos verdadeiramente da sua linhagem. BJ : divindade ...É nela, com efeito, que temos a vida, o movimento e o ser. Assim, aliás, disseram alguns dos vossos : "Pois nós somos também de sua raça." ___________________________________________________________ ______________ 31&1;1:7.1 — "Deus vivo", (Mateus 16:16) BSEP : Respondendo Simão Pedro, disse : Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo. ___________________________________________________________ ______________ 31&6;1:7.6 — "O Senhor Deus é único". (Deuteronômio 6:4) BSEP : Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. (Marcos 12:29) (Deuteronômio 4:35) (Deuteronômio 4:39) (Marcos 12:32) (1 Coríntios 8:4) (1 Coríntios 8:6) (Romanos 6:30) (Gálatas 3:20) (Efésios 4:6) (Tiago 2:19)

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___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões:
21&3; 1:0.3

De : "...em suas próprias esferas, como ele é em seu Paraíso, a perfeição em personalidade e, em sua esfera universal, a supremacia em retidão." Para : "...em suas próprias esferas como ele é, personalidade perfeita em seu Paraíso e retidão suprema em sua esfera universal."
22&3; 1:0.6

"...e conteúdos universais autênticos..." "...e significados universais autênticos..." 1. O Nome de Deus Pai 1. O Nome do Pai
21&1; 1:0.1

"...com toda sua milícia;..." "...com todaa as suas hostes;..."
21&2; 1:0.2

"...e corresponder-lhe amando-o." "...e amá-lo em retribuição."
23&5; 1:2.2

"...enfoque psicológico dos conteúdos espirituais,..." "...enfoque psicológico dos significados espirituais,..."
24&8; 1:2.7

"...exerce o supremo comando cósmico..." "...exerce o supra-domínio cósmico..."

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27&2; 1:4.7

"...somente através da apreensão pela fé do mortal conhecedor de Deus..." "...somente através de apreender pela fé do mortal que conhece a Deus..."
29&2;1:5.12

"Ao refletirmos na Deidade,..." "Ao refletirmos sobre a Deidade,..."
30&1;1:6.2

"...uma hipótese de unidade; para o religionista, ..." "...uma hipótese de unidade; para o religionário, ..." suplemento_001_rev_012.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 2 A Natureza de Deus [Exposto por um Conselheiro Divino, operando mediante autorização dos Anciões de Dias em Uversa] 1. A Infinitude de Deus 2. A Perfeição Eterna do Pai 3. A Justiça e a Retitude 4. A Misericórdia Divina 5. O Amor de Deus 6. A Bondade de Deus 7. A Verdade e a Beleza Divinas 33&1; 2:0.1 Visto que o conceito mais elevado de Deus que o homem pode ter reside na idéia e no ideal humano de uma personalidade primordial e infinita, é admissível e pode ser útil examinar certos aspectos da natureza divina, os quais constituem o caráter da Deidade. A natureza de Deus pode ser melhor entendida por meio da revelação do Pai, manifestada por Miguel de Nebadon, em seus muitos e variados ensinamentos e em sua

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magnífica vida na carne mortal. A natureza divina também pode ser melhor entendida pelo homem se ele considerar a si mesmo como um filho de Deus e ver o Criador do Paraíso como um verdadeiro Pai espiritual. 33&2; 2:0.2 Pode-se examinar a natureza de Deus na revelação de algumas idéias supremas, pode-se conceber o caráter divino como a representação de alguns ideais celestiais mas, de todas as revelações da natureza divina, a de maior lucidez e edificação encontra-se na compreensão da vida religiosa de Jesus de Nazaré, tanto antes como depois dele alcançar a plena consciência de sua divindade. Se a vida encarnada de Miguel for tomada como pano de fundo para a revelação de Deus ao homem, podemos tentar colocar algumas idéias e ideais em símbolos verbais humanos, idéias e ideais estes concernentes à natureza divina e que talvez contribuam para uma maior iluminação e para a unificação do conceito humano acerca da natureza e caráter da personalidade do Pai Universal. Em nossos esforços para ampliar e espiritualizar o conceito humano acerca de Deus, nos vemos diante de tremendos obstáculos pelas limitadas faculdades da mente humana. Também as limitações da linguagem e a escassez de material em que basear nossas ilustrações ou comparações, em nossos esforços para descrever valores divinos e expor conteúdos espirituais à mente finita e mortal do homem, dificultam seriamente a execução de nossa tarefa. Todos os nossos esforços para ampliar o conceito humano acerca de Deus seriam, em grande parte, inúteis não fosse o fato da mente humana estar habitada pelo Modelador que o Pai Universal efunde, e impregnada do Espírito da Verdade do Filho Criador. Portanto, contando com a presença destes espíritos divinos no coração do homem para que o assistam na ampliação do conceito de Deus, empreendo com alegria o cumprimento de meu mandato na tentativa de realizar uma descrição ampliada da natureza de Deus à mente do homem.
33&3; 2:0.3

1. A Infinitude de Deus "Não podemos alcançar o Todo-poderoso. As pegadas divinas não são conhecidas". "Sua sabedoria não tem limites e sua grandeza é incalculável". É tal a luz cegante da presença do Pai que, para suas
33&4; 2:1.1

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modestas criaturas, parece que ele "habita na escuridão". Não só seus pensamentos e planos são inescrutáveis, mas ele também "faz coisas grandes e maravilhas sem número". "Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos é incalculável". "Será verdade que Deus habita na terra? Se os céus (o universo) e os céus dos céus (o universo de universos) não o podem conter!". "Como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos!" "Não há senão um só Deus, o Pai Infinito, que é ademais um fiel Criador". "O Criador divino é também o Despenseiro Universal, a fonte e destino das almas. É a Alma Suprema, a Mente Primeira e o Espírito Ilimitado de toda a criação". "O grande Reitor não comete erros. Ele resplandece em majestade e glória". "O Deus Criador está livre de todo de temor e inimizade. Ele é imortal, eterno, auto-existente, divino e magnânimo". "Quão puro e belo, quão profundo e impenetrável é o Predecessor celestial de todas as coisas!" "O Infinito é mais excelente pelo fato de se dar aos homens. Ele é o princípio e o fim, o Pai de todo propósito bom e perfeito". "Com Deus, todas as coisas são possíveis; o Criador eterno é a causa das causas".
34&2; 2:1.2

Apesar da infinitude das admiráveis manifestações da personalidade eterna e universal do Pai, ele é incondicionalmente autoconsciente, tanto de sua infinitude como de sua eternidade; do mesmo modo, ele conhece plenamente sua perfeição e poder. Ele é o único ser do universo, à parte de seus divinos iguais em categoria, capaz de ter uma apreciação de si mesmo de forma perfeita, adequada e completa.
34&2; 2:1.3

O Pai acode de forma constante e infalível às necessidades das diferentes solicitações que a ele se faz, conforme elas se modificam, de tempos em tempos, nas várias seções de seu universo matriz. O grande Deus se conhece e entende a si mesmo; ele é infinitamente autoconsciente de todos os seus atributos primordiais de perfeição. Deus não é um acidente cósmico; nem um experimentador do universo. Talvez os Soberanos do Universo empreendam alguma aventura; talvez os Pais das Constelações experimentem; talvez os chefes dos sistemas pratiquem; mas o Pai Universal vê o fim desde o princípio, e seu plano divino e propósito eterno realmente abrange e compreende todos os experimentos e aventuras de todos os seus subordinados em cada mundo, sistema e constelação, em cada universo de seus imensos domínios.
34&3; 2:1.4

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Nada é novo para Deus e nenhum acontecimento cósmico o surpreende; ele habita o círculo da eternidade. Seus dias não têm princípio nem fim. Para Deus, não há passado, presente ou futuro; todo tempo é presente em qualquer momento dado. Ele é o grande e único EU SOU.
34&4; 2:1.5

O Pai Universal é, absoluta e incondicionalmente, infinito em todos os seus atributos; e este fato, em si e por si, automaticamente o impede de qualquer comunicação pessoal e direta com os seres materiais e finitos, assim como com outras modestas inteligências criadas.
34&5; 2:1.6

E tudo isto compele às disposições adotadas para fazer contato e estabelecer comunicação com suas muitas e variadas criaturas como foi estatuído, primeiro, nas pessoas dos Filhos de Deus do Paraíso os quais, ainda que perfeitos em divindade, também participam amiúde da natureza da mesma carne e osso das raças planetárias, fazendo-se um de vós e um convosco; deste modo, por assim dizer, Deus se faz homem, como aconteceu na efusão de Miguel, a quem se chamou igualmente de Filho de Deus e Filho do Homem. E, segundo, existem os seres pessoais do Espírito Infinito, as várias ordens de hostes seráficas e de outras inteligências celestiais, as quais se acercam dos seres materiais de origem modesta e que de tantos modos lhes ministram e lhes servem. E, terceiro, existem os impessoais Preceptores de Mistério, os Modeladores do Pensamento, verdadeiro dom do próprio grande Deus, enviados para morar em humanos como os de Urantia, sem anúncio nem explicação. Com um sem fim de abundância, eles descem das alturas gloriosas para habitar e aprimorar as mentes humildes dos mortais que possuem capacidade para ter consciência de Deus ou o potencial para isto.
34&6; 2:1.7

Desta e de muitas outras maneiras, de formas desconhecidas para vós, e que estão muito além da compreensão finita, o Pai do Paraíso amorosamente e de bom grado reduz e, por outro lado, modifica, dilui e atenua sua infinitude para poder chegar mais perto das mentes finitas de seus filhos criados. E assim, ao distribuir sua personalidade numa série cada vez menos absoluta, o Pai Infinito é capaz de gozar de um estreito contato com as diversas inteligências dos muitos mundos de seu extenso universo.
35&1; 2:1.8

Tudo isto ele fez, faz atualmente, e continuará fazendo sempre, sem diminuir nada do fato e da realidade de sua infinitude, de sua eternidade e de sua primazia. E estas coisas são absolutamente
35&2; 2:1.9

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verdadeiras, apesar da dificuldade de serem compreendidas, de estarem rodeadas de mistério ou de ser impossível serem totalmente entendidas pelas criaturas, tal qual as que habitam em Urantia. O Pai Primeiro, por ser infinito em seus planos e eterno em seus propósitos, torna intrinsecamente impossível aos seres finitos captar ou compreender os planos divinos em sua plenitude. O homem mortal pode vislumbrar os propósitos do Pai apenas de vez em quando, aqui e ali, à medida que eles são progressivamente revelados, ao serem superadas as etapas do plano de ascensão da criatura em seus níveis sucessivos de progresso no universo. Mesmo que, com seu entendimento, o homem não possa abarcar o que significa infinitude, com toda certeza o Pai infinito compreende plenamente e abraça amorosamente toda a finitude de todos os seus filhos, em todos os universos.
35&3; 2:1.10

O Pai compartilha a divindade e a eternidade com um grande número de seres superiores do Paraíso, mas indagamos se a infinitude e a conseqüente primazia universal é plenamente compartilhada por qualquer um que não os seus parceiros de igual categoria da Trindade do Paraíso. Forçosamente, a infinitude da personalidade deve incluir toda a finitude da personalidade; por esta razão, a verdade — verdade literal — do ensinamento que declara que "n'Ele vivemos, nos movemos e existimos". Esta fração da Deidade pura do Pai Universal que mora no homem mortal é uma parte da infinitude da Primeira Grande Fonte e Centro, o Pai dos Pais.
35&4; 2:1.11

2. A Perfeição Eterna do Pai Mesmo os vossos antigos profetas entenderam a natureza eterna, sem princípio nem fim, a natureza circular do Pai Universal. Deus está literal e eternamente presente em seu universo de universos. Ele habita, com toda sua majestade absoluta e eterna grandeza, o momento presente. "O Pai tem a vida em si mesmo, e esta vida é eterna". Desde a eternidade dos tempos, é o Pai quem "dá vida a todos". Há perfeição infinita na integridade divina. "Eu sou o Senhor e não mudo". Nosso conhecimento do universo de universos não só nos revela que ele é o Pai das luzes, mas também que em sua forma de dirigir as questões interplanetárias "não há mudança nem sombra de variação". Ele "anuncia desde o princípio o que
35&5; 2:2.1

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há de acontecer no fim". Ele disse : "A minha resolução será imutável, e toda minha vontade se executará" "conforme a determinação eterna que realizei em meu Filho". Assim, os planos e os propósitos da Primeira Fonte e Centro são como ele mesmo: eternos, perfeitos e eternamente invariáveis. Os mandatos do Pai são completos em finalidade e repletos em perfeição. "Tudo o que Deus faz durará para sempre; a isso nada se pode acrescentar, disso nada se pode tirar". O Pai Universal não se arrepende de seus propósitos originais de sabedoria e perfeição. Seus planos são constantes, sua resolução é imutável ao mesmo tempo em que suas ações são divinas e infalíveis. "Mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem, que passou, e como uma vigília da noite". Por toda a eternidade, a perfeição da divindade e a magnitude da eternidade estão além do pleno alcance da mente limitada do homem mortal.
35&6; 2:2.2

No cumprimento de seu propósito eterno, o modo de proceder do Deus imutável talvez pareça variar de acordo com a atitude mutável e a mente inconstante dos seres inteligentes que criou; isto é, pode variar aparente e superficialmente mas, sob as aparências e por trás de qualquer forma de manifestação externa, o propósito imutável, o plano eterno de Deus continua vigente.
36&1; 2:2.3

Nos universos afora, a perfeição é necessariamente um termo relativo mas, no universo central e especialmente no Paraíso, a perfeição é pura e inclusive absoluta em certas fases. Ao manifestar-se, a Trindade varia a forma de expressão da perfeição divina, porém não a atenua.
36&2; 2:2.4

A perfeição primordial de Deus não consiste em sua suposta retidão mas, mais precisamente, na perfeição inseparável da bondade de sua natureza divina. Ele é final, completo e perfeito. Nada falta na beleza e perfeição de seu caráter reto. E o todo o plano para as existências vivas nos mundos do espaço está centrado no propósito divino de elevar todas as criaturas de vontade ao seu eminente destino: a experiência de compartilhar a perfeição do Pai do Paraíso. Deus não é egocêntrico nem auto-suficiente; ele nunca cessa de se efundir sobre as criaturas autoconscientes do vasto universo de universos.
36&3; 2:2.5

Deus, ao ser eterna e infinitamente perfeito, não pode conhecer pessoalmente a imperfeição como uma experiência sua, mas efetivamente
36&4; 2:2.6

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partilha com todos os Filhos Criadores do Paraíso a consciência que eles possuem de toda experiência de imperfeição de todas as criaturas esforçadas dos universos evolutivos. Este traço que é pessoal e libertador do Deus de perfeição prepondera no coração e envolve a natureza de todas as criaturas mortais que ascenderam ao nível universal de discernimento moral. Desta maneira, assim como por meio da proximidade da presença divina, o Pai Universal realmente participa da experiência com a imaturidade e a imperfeição na caminhada evolutiva de cada ser moral do universo inteiro. As limitações humanas — o mal em potencial — não formam parte da natureza divina, mas a experiência dos mortais com o mal e todas as relações do homem com respeito ao mal formam parte, com toda a certeza, da auto-realização em constante expansão de Deus nos filhos do tempo, que são as criaturas de responsabilidade moral que foram criadas ou evoluídas por cada Filho Criador que surge do Paraíso.
36&5; 2:2.7

3. A Justiça e a Retitude Deus é reto; portanto, ele é justo. "Justo é o Senhor em todos os seus caminhos". "Não foi sem motivo que fiz tudo o que fiz"; disse o Senhor. "Os juízos do Senhor são verdadeiros e completamente justos". A justiça do Pai Universal não pode ser influenciada pelos atos e comportamentos de suas criaturas , "porque com o Senhor nosso Deus não há iniqüidade, nem acepção de pessoas, nem cobiça de dádivas".
36&6; 2:3.1

Quão inútil é a petição pueril a um Deus assim para que altere seus imutáveis decretos a fim de evitarmos as conseqüências justas da aplicação de suas sábias leis naturais e de seus justos mandatos espirituais! "Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá." Verdadeiramente, mesmo sendo justo colher os frutos da maleficência, a justiça divina sempre é temperada com a misericórdia. A sabedoria infinita é o eterno árbitro que determina em que proporção a justiça e a misericórdia devem ser aplicadas em cada caso. O maior castigo (na realidade, uma conseqüência inevitável) para a maleficência e a rebelião deliberada contra o governo de Deus é a perda da existência como súdito individual desse governo. O resultado final do pecado intencional é a aniquilação. Considerando todos os aspectos, os
36&7; 2:3.2

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seres que de tal maneira se identificaram com o pecado destroem-se a si mesmos pois, ao abraçarem a iniqüidade, tornam-se completamente irreais. Contudo, a desaparição de fato de uma criatura assim sempre é protelada até que tenham sido plenamente cumpridas as condições exigidas pela justiça vigente nesse universo. O cessamento da existência é, usualmente, decretado quando da dispensação ou do julgamento de uma era do mundo ou dos mundos. Num mundo como Urantia, isto acontece no final de uma dispensação planetária. Em momentos como estes, é possível decretar o cessamento da existência mediante a ação coordenada de todos os tribunais da jurisdição, os quais se estendem desde o conselho planetário e que, em direção ascendente, passam pelos tribunais do Filho Criador até o tribunal judicial dos Anciões de Dias. O mandato de dissolução origina-se nos tribunais superiores do supra-universo, depois de confirmada a legitimidade da acusação originária na esfera local onde reside o malfeitor; e então, uma vez confirmada nas alturas a sentença de extinção, esta é cumprida mediante a atuação direta dos juízes residentes nas sedes centrais do supra-universo, e que de lá operam.
37&1; 2:3.3

Quando tal sentença é finalmente confirmada, no mesmo instante, é como se o ser que se identificou com o pecado nunca houvesse existido. Não há ressurreição possível de tal destino; é perpétuo e eterno. Mediante a transformação do tempo e a metamorfose do espaço, os componentes de identidade da energia viva se decompõem nos potenciais cósmicos dos quais outrora emergiram. No tocante à personalidade da criatura iníqua, esta é privada de continuar com seu veículo de vida pelo malogro nas escolhas e decisões derradeiras que teriam lhe assegurado a vida eterna. E quando a mente vinculada ao ser abraça continuamente o pecado, culminando na completa identificação de si mesma com a iniqüidade — nesse caso, o término da vida na dissolução cósmica — uma personalidade de tal maneira isolada é absorvida na sobre-alma da criação e converte-se em parte da experiência evolutiva do Ser Supremo. Nunca mais aparece novamente como personalidade; sua identidade torna-se como se jamais houvesse existido. Se for um ser pessoal no qual mora um Modelador, os valores da vivência espiritual sobrevivem na realidade do Modelador, que continua existindo.
37&2; 2:3.4

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No universo, quando se delineia um conflito entre níveis atuais de realidade, a personalidade de nível superior termina por triunfar sobre a personalidade de nível inferior. Este resultado inevitável de tal confrontação no universo é inerente ao fato de que o atributo da divindade se iguala ao grau de realidade ou atualidade de qualquer criatura volitiva. O mal puro, o erro total, o pecado intencional e a iniqüidade implacável são, inerente e automaticamente, suicidas. Atitudes tais, cosmicamente irreais, perduram no universo unicamente devido à misericórdiatolerância efêmeras, por estar pendente a ação de determinação da justiça no processo de funcionamento dos veredictos equânimes dos tribunais de julgamento imparcial do universo.
37&3; 2:3.5

A norma dos Filhos Criadores nos universos locais consiste na criação e na espiritualização. Estes Filhos dedicam-se à execução efetiva do plano do Paraíso para a ascensão progressiva dos mortais, à reabilitação dos rebeldes e dos de pensamentos maus; mas quando todo estes esforços amorosos são contínua e finalmente rejeitados, as forças que atuam sob a jurisdição dos Anciões de Dias cumprem o decreto final de dissolução.
37&4; 2:3.6

4. A Misericórdia Divina A misericórdia é simplesmente a justiça temperada com a sabedoria que nasce da perfeição do conhecimento e do pleno reconhecimento da debilidade natural e dos obstáculos ambientais das criaturas finitas. "Nosso Deus é compassivo, clemente, paciente e de muita misericórdia". Portanto "todo o que invocar o nome do Senhor será salvo" , "porque ele é muito generoso para perdoar". "A misericórdia do Senhor estende-se desde a eternidade até a eternidade", sim, "sua misericórdia é eterna". "Eu sou o Senhor que exerço a misericórdia, a equidade e a justiça sobre a terra, porque são estas coisas que me agradam". "Não é de bom grado que humilho e aflijo os filhos do homem", porque Eu sou "o Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação".
38&1; 2:4.1

Deus é bondoso em essência, compassivo por natureza e eternamente misericordioso. E nunca é necessária influência alguma junto ao Pai para suscitar sua benevolência. A necessidade da criatura é, em si
38&2; 2:4.2

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mesma, totalmente suficiente para assegurar o pleno fluxo de sua terna misericórdia e de seu perdão salvador. Já que Deus conhece tudo acerca de seus filhos, lhe é fácil perdoar. Quanto mais o homem entende o seu próximo, tanto mais fácil lhe será perdoá-lo, e inclusive amá-lo. Somente o discernimento oriundo da sabedoria infinita possibilita ao Deus justo ministrar simultaneamente a justiça e a misericórdia em qualquer situação que se apresente no universo. O Pai celestial não se debate em atitudes contraditórias para com seus filhos do universo; Deus jamais é vítima dos antagonismos de atitude. A onisciência de Deus dirige sua livre vontade na escolha indefectível da conduta universal que, de forma perfeita, simultânea e por igual, satisfaz às exigências de todos os seus atributos divinos e às qualidades infinitas de sua natureza eterna.
38&3; 2:4.3

A misericórdia é o resultado natural e inevitável da bondade e do amor. Por sua natureza bondosa, o Pai amoroso jamais negaria o sábio ministério da misericórdia para com cada membro de cada um dos grupos de seus filhos no universo. Juntas, a justiça eterna e a misericórdia divina constituem o que se denomina equidade na experiência humana.
38&4; 2:4.4

A misericórdia divina representa um modo eqüitativo de realizar o ajuste entre os níveis universais de perfeição e imperfeição. A misericórdia é a justiça da Supremacia adaptada às situações do finito em evolução; é a justiça da eternidade, modificada para atender os mais sublimes interesses e o bem estar dos filhos do tempo no universo. A misericórdia não se contrapõe à justiça mas, pelo contrário, ela é uma interpretação compreensiva das exigências da justiça suprema à medida que ela é eqüitativamente aplicada aos seres espirituais subordinados e às criaturas materiais dos universos evolutivos. A misericórdia é a justiça que parte da Trindade do Paraíso em visitação sábia e amorosa às várias e diversas inteligências das criações do tempo e do espaço; ela é expressa pela sabedoria divina e estabelecida pela mente onisciente e pela vontade livre e soberana do Pai Universal e de seus parceiros Criadores.
38&5; 2:4.5

5. O Amor de Deus "Deus é amor"; portanto, sua atitude única e pessoal para com os assuntos do universo é sempre uma resposta de afeto divino. O Pai nos
38&6; 2:5.1

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ama o suficiente para efundir sua vida sobre nós. "Ele faz nascer seu sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos". É errôneo pensar que se pode convencer Deus a amar seus filhos como conseqüência do sacrifício de seus Filhos ou da intercessão das criaturas subordinadas a estes , "pois o próprio Pai vos ama". É em resposta a este afeto paternal que Deus envia os maravilhosos Modeladores para que morem na mente dos homens. O amor de Deus é universal; "todo aquele que quer vir, que venha". Ele quer "que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade". Ele não quer "que nenhum pereça".
39&1; 2:5.2

Os Criadores são exatamente os primeiros que tratam de salvar o homem das funestas conseqüências de sua transgressão insensata das leis divinas. O amor de Deus é, por natureza, um afeto paternal; portanto, às vezes "nos castiga tanto quanto é útil para nos tornar participantes da sua santidade". Mesmo em vossas provas de fogo, recordai que "em todas as nossas agruras ele aflige-se conosco".
39&2; 2:5.3

Deus é divinamente bondoso com os pecadores. Quando os rebeldes volvem à retitude, são misericordiosamente recebidos, "pois nosso Deus é rico em perdão". "Eu sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim, e já não me lembro dos teus pecados". "Vede que prova de amor nos deu o Pai: que sejamos chamados filhos de Deus".
39&3; 2:5.4

Afinal, a maior evidência da bondade de Deus e a suprema razão para amá-lo é a dádiva do Pai que mora em vós: o Modelador, que com tanta paciência aguarda a hora em que ambos vos façais unos, eternamente. Visto que não podeis encontrar a Deus por meio da investigação, se vos deixardes guiar pelo espírito interior sereis infalivelmente levados, passo a passo, vida após vida, universo após universo e era após era até finalmente vos encontrardes na presença pessoal do Pai Universal do Paraíso.
39&4; 2:5.5

É desarrazoado não adorar a Deus porque as limitações da natureza humana e os impedimentos de vossa origem material vos impossibilitem de vê-lo. Há uma distância tremenda (um espaço físico) a ser percorrida entre Deus e vós. Do mesmo modo, existe um grande abismo de diferença espiritual a ser atravessado; mas, apesar de tudo o que vos separa da presença pessoal de Deus no Paraíso, seja de natureza
39&5; 2:5.6

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física ou espiritual, detende-vos e reflitais por um momento no fato solene de que Deus vive dentro de vós; à sua maneira, ele já atravessou esse abismo. De si mesmo, ele enviou seu espírito para viver em vós e para labutar convosco à medida que prosseguis em vossa eterna caminhada no universo. Para mim, é fácil e grato adorar a quem é tão grande e a quem está, ao mesmo tempo, tão afetuosamente dedicado à elevação espiritual de suas criaturas mais modestas. Amo naturalmente a quem tão poderosamente cria e rege sua criação e que, além disso, é tão perfeito na bondade e tão fiel na benevolência que permanentemente nos agasalha. Ainda que Deus não fosse tão grande nem tão poderoso, eu o amaria com a mesma intensidade por ser tão bom e tão misericordioso. Todos nós amamos o Pai mais em virtude de sua natureza que por reconhecimento de seus estupendos atributos.
39&6; 2:5.7

Quando observo os Filhos Criadores e os administradores subordinados a estes lutando tão valentemente com as múltiplas dificuldades do tempo, dificuldades estas próprias da evolução dos universos do espaço, percebo que dispenso um afeto grande e profundo por estes governantes menores dos universos. Afinal, penso que todos nós, incluindo os mortais dos mundos, amamos o Pai Universal e todos os demais seres, quer divinos, quer humanos, porque percebemos que estes seres pessoais verdadeiramente nos amam. A experiência de amar é, em grande medida, uma resposta direta à experiência de ser amado. Sabendo que Deus me ama, devo prosseguir amando-o em sumo grau, mesmo que ele estivesse despojado de todos os seus atributos de supremacia, ultimidade e absolutidade.
39&7; 2:5.8

O amor do Pai nos acompanha agora e ao longo do interminável círculo da eternidade dos tempos. Quando refletis sobre a natureza amorosa de Deus, há uma única resposta lógica e natural do ser pessoal a isso: amar cada vez mais ao Fazedor; depositar em Deus um afeto semelhante ao que sente uma criança por seu pai terreno pois, como um pai, um pai verdadeiro, um autêntico pai, ama aos seus filhos, assim nos ama o Pai Universal, que procura continuamente o bem-estar dos filhos e filhas que criou.
40&1; 2:5.9

Mas o amor de Deus é um afeto paternal inteligente e prudente. O amor divino opera em íntima associação com a sabedoria divina e com
40&2; 2:5.10

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todas a demais características infinitas da natureza perfeita do Pai Universal. Deus é amor, mas o amor não é Deus. A maior manifestação do amor divino para com os seres mortais é observada na dádiva dos Modeladores do Pensamento; contudo, a maior revelação do amor do Pai para convosco é observada na vida em efusão de seu Filho Miguel, conforme ele viveu o ideal da vida espiritual na terra. É o Modelador interior que faz com que o amor de Deus se realize em cada alma humana, e de forma individual. Às vezes, sinto dó ao ver-me forçado a descrever o afeto divino que o Pai celestial sente por seus filhos do universo mediante o emprego do símbolo verbal humano amor. Este termo, ainda que efetivamente conote o conceito mais elevado do homem sobre as relações de respeito e devoção entre os mortais, designa com tanta freqüência a tantos relacionamentos humanos, que é totalmente ignóbil e completamente inadequado que o inigualável afeto do Deus vivo seja conhecido por suas criaturas do universo com essa mesma palavra! É uma pena que eu não possa fazer uso de algum termo elevado e exclusivo que pudesse transmitir à mente do homem a autêntica natureza e a primorosa beleza da relevância do afeto divino do Pai do Paraíso!
40&3; 2:5.11

Quando o homem perde de vista o amor de um Deus pessoal, o reino de Deus se converte meramente em reino do bem. A despeito da infinita unidade da natureza divina, o amor é a característica dominante de todo o trato pessoal de Deus com suas criaturas.
40&4; 2:5.12

6. A Bondade de Deus No universo físico, podemos ver a beleza divina; no mundo intelectual, podemos discernir a verdade eterna; mas a bondade de Deus só se encontra no mundo espiritual da experiência religiosa pessoal. Em sua verdadeira essência, a religião é uma confiança-fé na bondade de Deus. Para a filosofia, pode ser que Deus seja grande e absoluto e, de algum modo, inteligente e pessoal mas, para a religião, Deus deve ser também moral; deve ser bom. Talvez o homem tema um Deus grande; mas ele somente ama e confia num Deus bom. Esta bondade de Deus é parte da personalidade de Deus, e sua plena revelação manifesta-se unicamente na experiência religiosa pessoal dos filhos crentes em Deus.
40&5; 2:6.1

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A religião dá a entender que o supramundo de natureza espiritual tem conhecimento das necessidades fundamentais do mundo humano e responde a elas. A religião evolutiva pode chegar a ser ética, mas somente a religião revelada pode chegar a ser verdadeira e espiritualmente moral. O antigo conceito de Deus como Deidade na qual predominava a moralidade régia foi elevado por Jesus a um nível carinhosamente comovedor, à moralidade íntima e familiar da relação pai-filho, uma tal que, na experiência dos mortais, não existe outra tão terna nem tão bela.
40&6; 2:6.2

A "riqueza da bondade de Deus leva o homem transviado ao arrependimento". "Toda a dádiva excelente e todo dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes". "Deus é bom; é o eterno refúgio das almas dos homens". "Misericordioso e clemente é o Senhor Deus; paciente e rico em bondade e verdade". "Provai e vede como é bom o Senhor! Ditoso o homem que confia nele!" "Misericordioso e compassivo é o Senhor. Ele é o Deus da salvação". "Ele cura os corações despedaçados e cuida dos seus ferimentos. Ele é o todo-poderoso benfeitor do homem".
41&1; 2:6.3

O conceito de Deus como um rei-juiz, embora tenha encorajado a um nível moral mais elevado e que tenha dado lugar a um povo que, enquanto grupo, era respeitador-da-lei, deixava o crente individual na triste situação de insegurança a respeito de sua posição no tempo e na eternidade. Os últimos profetas hebreus proclamaram que Deus era o Pai de Israel; Jesus revelou Deus como o Pai de cada ser humano. Em sua totalidade, o conceito que os mortais têm acerca de Deus está iluminado de maneira transcendental pela vida de Jesus. O desprendimento é inerente ao amor paternal. Deus não ama como se fosse um pai, mas sim como pai que é. Ele é o Pai do Paraíso de todos os seres pessoais do universo.
41&2; 2:6.4

A retitude implica que Deus constitui a fonte da lei moral do universo. A verdade nos mostra Deus como um revelador, como mestre. Mas o amor dá e almeja afeto, busca o companheirismo compreensivo como o que existe entre pai e filho. A retitude pode ser o pensamento divino mas o amor é uma atitude de pai. A suposição errônea de que a retitude de Deus era irreconciliável com o amor desinteressado do Pai celestial pressupôs uma falta de unidade na natureza da Deidade e levou
41&3; 2:6.5

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diretamente à elaboração da doutrina da expiação, que é um atentado filosófico contra a unidade e a vontade livre de Deus. O carinhoso Pai celestial, cujo espírito mora em seus filhos na terra, não é uma personalidade dividida - uma de justiça e outra de misericórdia - e tampouco é necessário um mediador para garantir o favor ou o perdão do Pai. Na retitude divina, não predomina a justiça severa e punitiva; Deus, como pai, transcende a Deus como juiz.
41&4; 2:6.6

Deus nunca é irascível, vingativo ou colérico. É muito certo que a sabedoria freqüentemente refreia seu amor enquanto a justiça condiciona sua misericórdia, quando se rejeita esta. Seu amor reto não pode senão se manifestar igualmente em aversão ao pecado. O Pai não é uma pessoa incoerente; a unidade divina é perfeita. Existe unidade absoluta na Trindade do Paraíso, apesar da identidade eterna dos iguais a Deus em categoria.
41&5; 2:6.7

Deus ama o pecador e odeia o pecado: este enunciado é filosoficamente correto; porém, Deus é um ser pessoal transcendente, e as pessoas só podem amar e odiar outras pessoas. O pecado não é uma pessoa. Deus ama o pecador porque ele é uma realidade da personalidade (potencialmente eterna), enquanto que para com o pecado Deus não adota nenhuma atitude pessoal pois o pecado não é uma realidade espiritual: não é pessoal. Portanto, só a justiça de Deus toma conhecimento de sua existência. O amor de Deus salva o pecador; a lei de Deus destrói o pecado. Esta atitude da natureza divina aparentemente mudaria caso o pecador finalmente se identificasse totalmente com o pecado, da mesma forma que a mente deste mesmo mortal pode também se identificar plenamente com o Modelador espiritual que mora em seu interior. Um mortal assim identificado com o pecado se tornaria, neste caso, totalmente carente de espiritualidade (e, portanto, pessoalmente irreal) em natureza, e experimentaria a extinção final do ser. Num universo que se faz progressivamente real e cada vez mais espiritual, a irrealidade e até mesmo o incompleto da natureza das criaturas não podem existir para sempre.
41&6; 2:6.8

Frente ao mundo da personalidade, Deus é manifestamente uma pessoa amorosa; frente ao mundo espiritual, ele é amor pessoal; na experiência religiosa, ele é as duas coisas. O amor reconhece a decisão volitiva de Deus. A bondade de Deus repousa sobre a base da livre
42&1; 2:6.9

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vontade divina — a tendência universal para amar, para mostrar misericórdia, para manifestar paciência e para ministrar perdão. 7. A Verdade e a Beleza Divinas Todo conhecimento finito e entendimento das criaturas são relativos. A informação e o conhecimento, mesmo que recolhidos de fontes superiores, são apenas relativamente completos, localmente exatos e pessoalmente verdadeiros.
42&2; 2:7.1

Os fatos físicos são claramente invariáveis, mas a verdade é um fator vivo e flexível na filosofia do universo. Os seres pessoais em evolução, em seus atos comunicativos, são apenas parcialmente esclarecidos e relativamente verdadeiros. Só podem ter certeza dentro dos limites de sua experiência pessoal. O que pode ser aparentemente verdadeiro e por completo num lugar, pode ser tão só relativamente verdadeiro em outro segmento da criação.
42&3; 2:7.2

A verdade divina, a verdade final, é invariável e universal; contudo, o relato das coisas espirituais, tal como narram numerosos seres procedentes de diversas esferas, pode variar às vezes em seus detalhes devido a essa relatividade no conhecimento total e na plena vivência pessoal, assim como na amplitude e no alcance de tal vivência, ao passo que as leis e os decretos, os pensamentos e as atitudes da Primeira Grande Fonte e Centro são verdadeiros de forma eterna, infinita e universal; ao mesmo tempo, sua aplicação e adequação a cada um dos universos, sistemas, mundos e inteligências da criação estão de acordo com os planos e métodos dos Filhos Criadores, conforme estes atuam em seus respectivos universos bem como em harmonia com os planos para um determinado local, e com os procedimentos do Espírito Infinito e de todos os outros seres pessoais celestiais companheiros.
42&4; 2:7.3

A falsa ciência do materialismo condenaria o homem mortal a se tornar um pária do universo. Um conhecimento parcial assim é mal em potencial; é conhecimento composto de bem e mal. A verdade é bela porque é plena e simétrica. Quando o homem busca a verdade, ele persegue o divinamente real.
42&5; 2:7.4

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Os filósofos cometem seu mais grave erro quando se extraviam, caindo na falácia da abstração, que é a prática de focalizar a atenção num aspecto da realidade e, em seguida, afirmar que tal aspecto isolado é a verdade total. Um filósofo judicioso sempre buscará o projeto criativo preexistente que se encontra por trás de todos os fenômenos do universo. O pensamento criador invariavelmente precede a ação criadora.
42&6; 2:7.5

A autoconsciência intelectual pode encontrar a beleza da verdade, seu caráter espiritual, não só pela coerência filosófica de seus conceitos como também, com maior certeza e segurança, pela resposta infalível do sempre presente Espírito da Verdade. A felicidade decorre do conhecimento da verdade porque esta pode ser atuada; pode ser vivida. A decepção e o pesar resultam do erro pois, não sendo uma realidade, não podem ser realizados na vivência. A verdade divina é melhor conhecida por seu sabor espiritual.
42&7; 2:7.6

A busca eterna é pela unificação, pela coerência divina. O imenso universo adquire coerência na Ilha do Paraíso; o universo intelectual adquire coerência no Deus da mente, o Atuante Conjunto; o universo espiritual se faz coerente na personalidade do Filho Eterno. Contudo, o mortal isolado do tempo e do espaço adquire coerência em Deus Pai mediante a relação direta entre o Modelador do Pensamento, que mora em seu interior, e o Pai Universal. O Modelador do homem é uma fração de Deus que busca perpetuamente a unificação divina; adquire coerência com a Deidade do Paraíso da Primeira Fonte e Centro, e nela.
42&8; 2:7.7

Discernir a beleza suprema significa o descobrimento e a integração da realidade; significa discernir a bondade divina na verdade eterna, que é a beleza última. Mesmo o encanto da arte humana baseia-se na harmonia de sua unidade.
43&1; 2:7.8

O grande erro da religião hebréia foi seu malogro em associar a bondade de Deus com as verdades objetivas da ciência e a beleza atraente da arte. Conforme a civilização avançou, e já que a religião prosseguiu no mesmo caminho insensato de colocar demasiada ênfase na bondade de Deus com exclusão relativa da verdade e descuido da beleza, desenvolveu-se uma tendência crescente de certos tipos de homens se apartarem do conceito abstrato e dissociado de uma bondade isolada. A moralidade exagerada e isolada da religião moderna, que não consegue manter a devoção e a lealdade de muitos homens do século vinte,
43&2; 2:7.9

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reabilitaria a si mesma se, além de seus mandatos morais, concedesse a mesma importância às verdades da ciência, da filosofia e da experiência espiritual e às belezas da criação física, ao encanto da arte intelectual e à grandeza da realização de um genuíno caráter. O desafio religioso desta era pertence àqueles homens e mulheres de percepção espiritual, perspicazes e com visão de futuro, que ousam construir uma filosofia nova e atraente de viver o resto de seus dias nos conceitos modernos, ampliados e primorosamente integrados de verdade cósmica, beleza universal e bondade divina. Esta visão nova e justa de moralidade atrairá a tudo o que é bom na mente do homem e estimulará ao melhor a alma humana. A verdade, a beleza e a bondade são realidades divinas e, à medida que o homem ascende na escala da vida espiritual, estas qualidades supremas do Eterno coordenam-se e unificam-se cada vez mais em Deus, que é amor.
43&3; 2:7.10

Toda verdade — material, filosófica ou espiritual — é simultaneamente bela e boa. Toda beleza real — arte material ou simetria espiritual — é simultaneamente verdadeira e boa. Toda bondade autêntica — seja ela moralidade pessoal, equidade social ou ministério divino — é igualmente verdadeira e bela. A saúde, a sanidade e a felicidade são partes integrantes da verdade, da beleza e da bondade conforme elas se combinam na experiência humana. Estes níveis de vida eficiente ocorrem por meio da unificação dos sistemas de energia, de idéias e de espírito.
43&4; 2:7.11

A verdade é coerente; a beleza, cativante; a bondade, estabilizadora. E quando estes valores daquilo que é real coordenam-se na vivência pessoal, o resultado é uma elevada ordem de amor condicionado pela sabedoria e enobrecido pela lealdade. O propósito real de toda a educação no universo consiste em levar a efeito a melhor coordenação do filho isolado dos mundos com as realidades maiores de sua experiência em expansão. A realidade é finita no nível humano, infinita e eterna nos níveis superiores e divinos.
43&5; 2: 7.12

[Exposto por um Conselheiro Divino, operando mediante autorização dos Anciões de Dias em Uversa]
43&6; 2: 7.13

___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia

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Suplemento do Escrito 002 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 002 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org Índice 1. Citações Bíblicas. 2. Outras Citações 3. Alterações de Revisões
1.

Citações Bíblicas Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
33&4; 2: 1. 1

"Não podemos alcançar o Todo-poderoso." (Jó 37:23)

___________________________________________________________ ______________
33&4; 2: 1. 1

"As pegadas divinas não são conhecidas" (Salmos 77:19)

___________________________________________________________ ______________ "Sua sabedoria não tem limites e sua grandeza é incalculável". (Salmos 147:5)
33&4; 2: 1. 1

BSEP (146:5) : Grande é o nosso Senhor, e grande o seu poder, e a sua sabedoria não tem limites.

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BJ : Nosso Senhor é grande e onipotente e sua inteligência é incalculável. (Salmos 145:3) BSEP (144:3) : Grande é o Senhor, e muito digno de louvor, e a sua grandeza não tem limites. BJ : Grande é Iahweh, e muito louvável, é incalculável sua grandeza. ___________________________________________________________ ______________
33&4; 2: 1. 1

que "habita na escuridão". (1 Reis 8:12)

BSEP : Então disse Salomão : O Senhor disse que habitaria numa névoa. BJ : Então disse Salomão : Iahweh decidiu habitar a Nuvem escura. ___________________________________________________________ ______________
33&4; 2: 1. 1

"faz coisas grandes e maravilhas sem número". (Jó 5:9)

BSEP : que faz coisas grandes e impenetráveis e maravilhas sem número. BJ : Ele faz prodígios insondáveis, maravilhas sem conta; ___________________________________________________________ ______________ "Deus é grande, e nós não o compreendemos, e o número dos seus anos é incalculável". (Jó 36:26)
33&4; 2: 1. 1

BSEP : Com efeito, Deus é grande e ultrapassa toda a nossa ciência, e o número dos seus anos é incalculável. BJ : Deus é grande demais para que o possamos conhecer, o número dos seus anos é incalculável. ___________________________________________________________ ______________ "Será verdade que Deus habita na terra? Se os céus (o universo) e os céus dos céus (o universo dos universos) não o podem conter!". (1 Reis 8:27)
33&4; 2: 1. 1

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BSEP : É, pois, crível que Deus habite verdadeiramente sobre a terra? Porque se o céu e os céus dos céus te não podem conter, quanto menos esta casa, que eu edifiquei. BJ : Mas será verdade que Deus habita com os homens nesta terra? Se os céus e os céus dos céus não te podem conter, muito menos esta casa que construí! (2 Crônicas 2:6) (2 Crônicas 6:18) (Neemias 9:6) (Salmos 148:4) ___________________________________________________________ ______________ "Como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos!" (Romanos 11:33)
33&4; 2: 1. 1

BSEP : Ó profundidade das riquezas da sabedoria e da ciência de Deus! Quão incompreensíveis são os seus juízos e imperscrutáveis os seus caminhos! BJ : Ó abismo da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são insondáveis seus juízos e impenetráveis seus caminhos! ___________________________________________________________ ______________ "Não há senão um só Deus, o Pai Infinito, que é ademais um fiel Criador". (1 Coríntios 8:6)
34&2; 2: 1. 2

BSEP : para nós, contudo, há só um Deus, o Pai, de quem tiveram o ser todas as coisas, e nós por ele; e só um Senhor Jesus Cristo, por quem todas as coisas (foram feitas), e nós também por ele. BJ : para nós, contudo, existe um só Deus, o Pai, de quem procedemos e para quem nós somos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem tudo existe e por quem nós somos. (1 Pedro 4:19)

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BSEP : Por isso também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus, encomendem suas almas ao Criador fiel, praticando o bem. BJ : Assim, aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus, confiam as suas almas ao fiel Criador, dedicando-se à prática do bem. ___________________________________________________________ ______________ "O Criador divino é também o Despenseiro Universal, a fonte e destino das almas. É a Alma Suprema, a Mente Primordial e o Espírito Ilimitado de toda a criação".
34&2; 2: 1. 2

(Isaías 44:6) (Revelações 1:8) (Revelações 1:11) (Revelações 1:17) (Revelações 21:6) ___________________________________________________________ ______________ "O Grande Reitor não comete erros. Ele resplandece em majestade e glória". (2 Samuel 22:31)
34&2; 2: 1. 2

___________________________________________________________ ______________ "O Deus Criador está livre de todo de temor e inimizade. Ele é imortal, eterno, auto-existente, divino e magnânimo".
34&2; 2: 1. 2

(não há na Bíblia) ___________________________________________________________ ______________ "Quão puro e belo, quão profundo e impenetrável é o Predecessor celestial de todas as coisas!" (não há na Bíblia)
34&2; 2: 1. 2

___________________________________________________________ ______________

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"O Infinito é mais excelente pelo fato de se dar aos homens. Ele é o princípio e o fim, o Pai de todo propósito bom e perfeito". (Revelações 1:18)
34&2; 2: 1. 2

___________________________________________________________ ______________ "Com Deus, todas as coisas são possíveis; o Criador eterno é a causa das causas". (Mateus 19:26)
34&2; 2: 1. 2

BSEP : Porém Jesus, olhando para eles, disse-lhes : Aos homens isto é impossível, mas a Deustudo é possível. BJ : Jesus, fitando-os, disse : "Ao homem isso é impossível, mas a Deus tudo é possível." ___________________________________________________________ ______________
35&4; 2: 1. 11

"n'Ele vivemos, nos movemos e existimos". (Atos 17:28)

BSEP : porque nele vivemos, nos movemos e existimos, como até o disseram alguns dos vossos poetas : Somos verdadeiramente da sua linhagem. BJ : É nela, com efeito, que temos a vida, o movimento e o ser. Assim, aliás, disseram alguns dos vossos : "Pois nós somos também de sua raça." ___________________________________________________________ ______________
35&5; 2: 2. 1

"O Pai tem a vida em si mesmo, e esta vida é eterna" (João 5:26)

BSEP : Porque, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu ao Filho Ter vida em si mesmo; BJ : Assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também concedeu ao Filho Ter a vida em si mesmo (1 João 5:11) ___________________________________________________________ ______________
35&5; 2: 2. 1

"dá vida a todos" (Atos 17:25)

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BSEP : nem é servido pelas mãos dos homens, como se necessitasse de alguma coisa, ele que dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas. BJ : Também não é servido por mãos de homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa, ele que a todos dá vida, respiração e tudo o mais. ___________________________________________________________ ______________
35&5; 2: 2. 1

"Eu sou o Senhor e não mudo". (Malaquias 3:6)

BSEP : Porque eu sou o Senhor, e não mudo; por isso é que vós, ó filhos de Jacó, não tendes sido ainda consumados. BJ : Sim, eu, Iahweh, não mudei, mas vós, filhos de Jacó, não cessastes! ___________________________________________________________ ______________
35&5; 2: 2. 1

"não há mudança nem sombra de variação". (Tiago 1:17)

BSEP : Toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de vicissitude. BJ : todo dom precioso e toda dádiva perfeita vem do alto, descendo do Pai da luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. ___________________________________________________________ ______________
35&5; 2: 2. 1

46:10)

"anuncia desde o princípio o que há de acontecer no fim" (Isaías

BSEP : Eu anuncio desde o princípio o que há de acontecer no fim, e muito tempo antes as coisas que ainda não existem, e digo : A minha resolução será imutável, e toda a minha vontade se executará. BJ : Desde o princípio anunciei o futuro, desde a antiguidade, aquilo que ainda não acontecera. Eu digo : o meu propósito será realizado, hei de cumprir aquilo que me apraz. ___________________________________________________________ ______________

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"A minha resolução será imutável, e toda minha vontade se executará" (Isaías 46:10)
35&5; 2: 2. 1

BSEP : Eu anuncio desde o princípio o que há de acontecer no fim, e muito tempo antes as coisas que ainda não existem, e digo : A minha resolução será imutável, e toda a minha vontade se executará. BJ : Desde o princípio anunciei o futuro, desde a antiguidade, aquilo que ainda não acontecera. Eu digo : o meu propósito será realizado, hei de cumprir aquilo que me apraz. ___________________________________________________________ ______________ "conforme a determinação eterna que realizei em meu Filho". (Efésios 3:11)
35&5; 2: 2. 1

BSEP : conforme a determinação eterna que ele realizou em Jesus Cristo nosso Senhor, BJ : segundo o desígnio preestabelecido desde a eternidade e realizado em Cristo Jesus nosso Senhor, ___________________________________________________________ ______________ "Tudo o que Deus faz durará para sempre; a isso nada se pode acrescentar, disso nada se pode tirar". (Eclesiastes 3:14)
35&6; 2: 2. 2

BSEP : Aprendi que todas as obras que Deus fez duram perpetuamente; nós não podemos acrescentar nem tirar nada ao que Deus fez a fim de que seja temido. BJ : Compreendi que tudo o que Deus fez durará para sempre. A isso nada se pode acrescentar, disso nada se pode tirar, porque Deus exige que o respeitem. ___________________________________________________________ ______________ "Mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem, que passou, e como uma vigília da noite". (Salmos 90:4)
35&6; 2: 2. 2

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BSEP (89:4) : Porque mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem, que passou, e como uma vigília da noite. BJ : Pois mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, uma vigília dentro da noite! (2 Pedro 3:8) ___________________________________________________________ ______________
36&6; 2: 3. 1

"Justo é o Senhor em todos os seus caminhos". (Salmos 145:17)

BSEP : Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras. BJ : Iahweh é justo em seus caminhos todos, e fiel em todas as suas obras; ___________________________________________________________ ______________
36&6; 2: 3. 1

"Não foi sem motivo que fiz tudo o que fiz"; (Ezequiel 14:23)

BSEP : Eles vos consolarão, quando virdes o seu proceder e as suas obras, e vós conhecereis que não foi sem justo motivo que eu fiz nela tudo o que fiz, diz o Senhor Deus. BJ : Eles vos consolarão, quando virdes os seu comportamento e os seus atos, sabereis que não foi em vão que fiz tudo quanto fiz nela — oráculo do Senhor Iahweh. ___________________________________________________________ ______________ "Os juízos do Senhor são verdadeiros e completamente justos". (Salmos 19:10)
36&6; 2: 3. 1

BSEP (18:10) : O temor do Senhor é santo, permanece pelos séculos dos séculos; os juízos do Senhor são verdadeiros, cheios de justiça em si mesmos. BJ : O temor de Iahweh é puro, estável para sempre; as decisões de Iahweh são verdadeiras, e justas igualmente.

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___________________________________________________________ ______________ "porque com o Senhor nosso Deus não há iniquidade, nem acepção de pessoas, nem cobiça de dádivas". (2 Crônicas 19:7)
36&6; 2: 3. 1

BSEP : O temor do Senhor seja convosco. Fazei todas as coisas com diligência, porque no Senhor nosso Deus não há iniquidade, nem acepção de pessoas, nem cobiça de dádivas. BJ : Que o temor de Iahweh agora esteja sobre vós! Cuidado com o que fazeis, pois Iahweh nosso Deus não consente nem nas fraudes, nem nos privilégios, nem aceita suborno." (Romanos 2:11) (Gálatas 2:6) (Efésios 6:9) ___________________________________________________________ ______________ "Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá." (Gálatas 6:7)
36&7; 2: 3. 2

BSEP : Não vos enganeis : de Deus não se zomba. Em realidade, aquilo que o homem semear, isso também colherá. BJ : Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá. ___________________________________________________________ ______________ "Nosso Deus é compassivo, clemente, paciente e de muita misericórdia". (Salmos 86:15)
38&1; 2: 4. 1

BSEP (85:15) : Mas tu és, compassivo e clemente, paciente, de muita misericórdia e verdadeiro. BJ : Tu, Senhor, Deus de piedade e compaixão, lento para a cólera, cheio de amor e fidelidade, (Salmos 145:8)

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___________________________________________________________ ______________
38&1; 2: 4. 1

"todo o que invocar o nome do Senhor será salvo" (Joel 2:32)

BSEP : Acontecerá que todo o que invocar o nome do Senhor será salvo; porque a salvação se achará, como o Senhor disse, sobre o monte de Sião e em Jerusalém, e entre os restos que o Senhor tiver chamado. BJ (3:5) : Então, todo aquele que invocar o nome de Iahweh, será salvo. Porque no monte Sião e em Jerusalém haverá salvação, como Iahweh falou, e entre os sobreviventes estão aqueles que Iahweh chama. (Atos 2:21) (Romanos 10:13) ___________________________________________________________ ______________
38&1; 2: 4. 1

"porque ele é muito generoso para perdoar". (Isaías 55:7)

BSEP : Deixe o ímpio o seu caminho, o homem iníquo ou seus pensamentos, e volte-se para o Senhor, o qual terá piedade dele; e para o nosso Deus, porque ele é muito generoso para perdoar. BJ : Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Iahweh, pois terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em perdão. ___________________________________________________________ ______________ "A misericórdia do Senhor estende-se desde a eternidade até a eternidade". (Salmos 103:17)
38&1; 2: 4. 1

BSEP (102:17) : Mas a misericórdia do Senhor estende-se desde a eternidade , e até a eternidade sobre os que o temem. E a sua justiça (espalha-se) sobre os filhos dos filhos. BJ : Mas ao amor de Iahweh!... existe desde sempre e para sempre existirá por aqueles que o temem; sua justiça é para os filhos dos filhos. ___________________________________________________________ ______________

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38&1; 2: 4. 1

"sua misericórdia é eterna". (1 Crônicas 16:34)

BSEP : Daí glória ao Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia é eterna. BJ : Daí graças a Iahweh, pois ele é bom, porque eterno é seu amor! (1 Crônicas 16:41) (2 Crônicas 5:13) (2 Crônicas 7:3) (2 Crônicas 7:6) (Salmos 106:1) (Salmos 107:1) (Salmos 118:1-4) (Salmos 136:1-26) ___________________________________________________________ ______________ "Eu sou o Senhor que exerço a misericórdia, a equidade e a justiça sobre a terra, porque são estas coisas que me agradam". (Jeremias 9:24)
38&1; 2: 4. 1

BSEP : porém aquele que se gloria glorie-se em me conhecer e em saber que eu sou o Senhor que exerço a misericórdia, a equidade e a justiça sobre a terra; porque são estas coisas que me agradam, diz o Senhor. BJ (9:23) : Mas aquele que quer gloriar-se glorie-se disto : Que ele tenha inteligência e me conheça, porque eu sou Iahweh que pratico o amor, o direito e a justiça na terra. Porque, é disto que eu gosto, oráculo de Iahweh! ___________________________________________________________ ______________ "Não é de bom grado que humilho e aflijo os filhos do homem". (Lamentações 3:33)
38&1; 2: 4. 1

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95

BSEP : Porque ele não humilhou, nem rejeitou por seu gosto os filhos dos homens. BJ : Pois não é de bom grado que ele humilha e que aflige os filhos do homem! ___________________________________________________________ ______________
38&1; 2: 4. 1

1:3)

"o Pai de misericórdia e Deus de toda a consolação". (2 Coríntios

BSEP : Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação. BJ : Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação! ___________________________________________________________ ______________
38&6; 2: 5. 1

"Deus é amor". (1 João 4:8)

BSEP : Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade. BJ : Aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é Amor. ___________________________________________________________ ______________ "Ele faz nascer seu sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos". (Mateus 5:45)
38&6; 2: 5. 1

BSEP : Deste modo sereis filhos de vosso Pai que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre justos e injustos. BJ : deste modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos. ___________________________________________________________ ______________
39&1; 2: 5. 2

"pois o próprio Pai vos ama". (João 16:27)

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96

BSEP : porque o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que eu saí do Pai. BJ : porque o próprio Pai vos ama, porque me amastes e crestes que vim de Deus. ___________________________________________________________ ______________
39&1; 2: 5. 2

"todo aquele que quer vir, que venha". (Revelações 22:17)

___________________________________________________________ ______________ quer "que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade" (1 Timóteo 2:4)
39&1; 2: 5. 2

BSEP : o qual quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. BJ : que quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. ___________________________________________________________ ______________
39&1; 2: 5. 2

"que nenhum pereça". (2 Pedro 3:9)

BSEP : Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns pensam, mas usa de paciência convosco, não querendo que nenhum pereça, mas que todos se convertam à penitência. BJ : O Senhor não tarda a cumprir a sua promessa, como pensam alguns, entendendo que há demora; o que ele está é usando de paciência convosco, porque não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se. ___________________________________________________________ ______________ "nos castiga tanto quanto é útil para nos tornar participantes da sua santidade". (Hebreus 12:10)
39&2; 2: 5. 3

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BSEP : E aqueles castigam-nos por um período de poucos dias, segundo a sua vontade; este, porém, (castiga-nos) tanto quanto é útil para tornar-nos participantes da sua santidade. BJ : Pois eles nos educaram por pouco tempo, segundo as suas impressões. Deus, porém, nos educa para o aproveitamento, a fim de nos comunicar a sua santidade. ___________________________________________________________ ______________
39&2; 2: 5. 3

"em todas as nossas agruras ele aflige-se conosco". (Isaías 63:9)

BSEP : Em todas as suas tribulações não se cansou (de os socorrer), e o anjo (que está diante) da sua face os salvou; com o seu amor e com a sua clemência ele mesmo os remiu e os levou sobre si, e os sustentou em todos os dias do tempo passado. BJ : Em todas as suas agruras, não foi um mensageiro ou um anjo, mas a sua própria face que os salvou. No seu amor e na sua misericórdia, ele mesmo os resgatou: ergueu-os e carregou-os, durante todo o tempo passado. ___________________________________________________________ ______________
39&3; 2: 5. 4

"pois nosso Deus é rico em perdão". (Isaías 55:7)

BSEP : Deixe o ímpio o seu caminho, o homem iníquo os seus pensamentos, e volte-se para o Senhor, o qual terá piedade dele; e para o nosso Deus, porque ele é muito generoso para perdoar. BJ : Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem mau os seus pensamentos, e volte para Iahweh, pois terá compaixão dele, e para o nosso Deus, porque é rico em perdão. ___________________________________________________________ ______________ "Eu sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim, e já não me lembro dos teus pecados". (Isaías 43:25)
39&3; 2: 5. 4

BSEP : Sou eu, sou eu mesmo que apago as tuas iniqüidades por amor de mim, e não me lembrarei mais dos teus pecados.

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BJ : Eu sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim, e já não me lembro dos teus pecados. ___________________________________________________________ ______________ "Vede que prova de amor nos deu o Pai : que sejamos chamados filhos de Deus". (1 João 3:1)
39&3; 2: 5. 4

BSEP : Considerai que amor nos mostrou o Pai para que sejamos filhos de Deus e o sejamos (na realidade). O mundo não nos conhece, porque não o conhece a ele. BJ : Vede que prova de amor nos deu o Pai : que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos. Eis porque o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. ___________________________________________________________ ______________ "riqueza da bondade de Deus leva o homem transviado ao arrependimento". (Romanos 2:4)
41&1; 2: 6. 3

___________________________________________________________ ______________ "Toda a dádiva excelente e todo dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes". (Tiago 1:17)
41&1; 2: 6. 3

BSEP : Toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de vicissitude. BJ : todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto, descendo do Pai da luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. ___________________________________________________________ ______________ "Misericordioso e clemente é o Senhor Deus; paciente e rico em bondade e verdade" (Êxodo 34:6)
41&1; 2: 6. 3

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BSEP : E, passando o Senhor diante dele, Moisés disse : Dominador Senhor Deus, misericordioso e clemente, paciente e de muita misericórdia, e verdadeiro. BJ : Iahweh passou diante dele, e ele exclamou : "Iahweh! Iahweh... Deus de ternura e de piedade, lento para a cólera, rico em amor e fidelidade. ___________________________________________________________ ______________ "Provai e vede como é bom o Senhor! Ditoso o homem que confia nele!" (Salmos 34:9)
41&1; 2: 6. 3

BSEP (33:9) : Provai e vede quão suave é o Senhor; ditoso o homem que espera nele. BJ : Provai e vede como Iahweh é bom, feliz o homem que nele se abriga. ___________________________________________________________ ______________
41&1; 2: 6. 3

"Misericordioso e compassivo é o Senhor." (Salmos 111:4)

BSEP (110:4) : O Senhor instituiu um memorial das suas maravilhas, ele que é misericordioso e compassivo. BJ : Ele deixou um memorial de suas maravilhas, Iahweh é piedade e compaixão. ___________________________________________________________ ______________
41&1; 2: 6. 3

"Ele é o Deus da salvação" (Salmos 68:20)

BSEP (67:20) : Bendito seja o Senhor em toda a série dos dias; o Deus da nossa salvação tornar-nos-á próspero o caminho. BJ : Bendito seja o Senhor a cada dia! Ele cuida de nós; é o nosso Deus salvador! ___________________________________________________________ ______________ "Ele cura os corações despedaçados e cuida dos seus ferimentos." (Salmos 147:3)
41&1; 2: 6. 3

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BSEP (146:3) : Ele sara os atribulados de coração, e liga as suas chagas. BJ : ele cura os corações despedaçados e cuida dos seus ferimentos; ___________________________________________________________ ______________ 2. Outras citações "Não há senão um só Deus, o Pai Infinito, que é ademais um fiel Criador". "O Criador divino é também o Provisor Universal, a fonte e destino das almas. É a Alma Suprema, a Mente Primordial e o Espírito Ilimitado de toda a criação".
34&2; 2: 1. 2

Citações compostas dos livros sagrados hindus : Ele é o Criador, ele é o Provisor. (Atharva Veda : 13.4.3, 12, 20) A fonte final de toda alma. (Brihad-Aranyaka Upanishad : 3.9.1, 10) Na verdade, há uma Alma Suprema. (Bhagarata Purana : 11.18.32) O Senhor Primordial do Céu. (Bhagavada Gita : 10.12, 13, 15, 16) Ele é a causa da criação. (Vishnu Purana : 1.1.35) ___________________________________________________________ ______________ 3. Alterações de revisões
34&2; 2:1.2

De : "O Criador divino é também o Provisor Universal..." Para : "O Criador divino é também o Despenseiro Universal..." --------------------------------------------------------------"É a Alma Suprema, a Mente Primordial..." "É a Alma Suprema, a Mente Primordial..."
35&5; 2:2.1

"Nosso conhecimento do universo dos universos..." "Nosso conhecimento do universo de universos..."

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40&2; 2:5.10

"...é observada na concessão dos Modeladores do Pensamento..." "...é observada na dádiva dos Modeladores do Pensamento..."
42&7; 2:7.6

"...porque esta pode-se atuar; pode ser vivida...." "...porque esta pode ser atuada; pode ser vivida...." suplemento_002_rev_02.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 3 Os Atributos de Deus [Como Conselheiro Divino encarregado de apresentar a revelação do Pai Universal, continuo com esta declaração dos atributos da Deidade] 1. A Presença de Deus em Toda Parte 2. O Poder Infinito de Deus 3. O Conhecimento Universal de Deus 4. A Faculdade Ilimitada de Deus 5. O Governo Supremo do Pai 6. A Primazia do Pai Deus está presente em todas as partes; o Pai Universal governa o círculo da eternidade. Mas nos universos locais, ele governa nas pessoas de seus Filhos Criadores do Paraíso, do mesmo modo que confere vida por meio destes Filhos. "Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seus Filhos". Estes Filhos Criadores de Deus são a expressão pessoal dele mesmo, nos setores do tempo e para os filhos dos planetas em rotação, nos universos evolutivos do espaço. 44&2; 3: 0. 2 Os Filhos de Deus, sumamente personalizados, são claramente discerníveis pelas classes mais modestas de inteligências criadas, e assim
44&1; 3: 0. 1

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compensam a invisibilidade do Pai, que é infinito e, portanto, menos perceptível. Os Filhos Criadores do Paraíso do Pai Universal são a revelação de um ser que, caso contrário, seria invisível — invisível por causa da absolutidade e infinitude inerentes ao círculo da eternidade e aos seres pessoais das Deidades do Paraíso. A faculdade de criar não é bem um atributo de Deus; é, antes, o conjunto de sua natureza atuante. E esta função universal criadora se manifesta eternamente conforme é condicionada e regida por todos os atributos coordenados da realidade divina e infinita da Primeira Fonte e Centro. Sinceramente, duvidamos que qualquer característica da natureza divina pudesse ser considerada como antecedente às demais. Porém, se este fosse o caso, a natureza criadora da Deidade teria então precedência sobre todas as outras naturezas, atividades e atributos. E a faculdade criadora da Deidade culmina na verdade universal da Paternidade de Deus.
44&3; 3: 0. 3

1. A Presença de Deus em Toda Parte A capacidade do Pai Universal de estar presente em toda parte, e ao mesmo tempo, constitui sua onipresença. Só Deus pode estar ao mesmo tempo em dois ou num sem-número de lugares. Deus está presente, simultaneamente "encima nos céus como embaixo na terra"; como exclamou o salmista : "Para onde ir, longe do teu espírito ? Ou para onde fugir, longe da tua presença?"
44&4; 3: 1. 1

"Eu sou o Deus de perto bem como o Deus de longe", disse o Senhor. "Não encho eu o céu e a terra ?". O Pai Universal está presente o tempo todo em todas as partes e em todos os corações de sua extensa criação. Ele é "a plenitude daquele que plenifica tudo e em todos" e "que opera tudo em todos", e além disso, de tal maneira é o conceito de sua personalidade que "o céu (o universo) e os céus dos céus (o universo de universos) não o podem conter". É literalmente verdadeiro que Deus é tudo em todos. Mas ainda isto não constitui o todo de Deus. O infinito somente pode ser revelado na infinitude; a causa jamais pode ser completamente compreendida pela análise dos efeitos; o Deus vivo é, de maneira incomensurável, maior que a soma total da criação surgida como resultado dos atos criativos de sua vontade livre e incoercível. Deus se
44&5; 3: 1. 2

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revela por todo o cosmo; contudo, o cosmos jamais poderá conter ou abarcar a totalidade da infinitude de Deus. A presença do Pai ronda incessantemente o universo matriz. "Sua saída é desde uma extremidade do céu; seu curso até a outra extremidade, e nada se esconde da sua luz."
45&1; 3:1..3

A criatura não só existe em Deus, mas Deus também vive na criatura. "Conhecemos que permanecemos nele porque ele vive em nós; ele nos deu seu espírito." Esta dádiva do Pai do Paraíso é o companheiro inseparável do homem. "Ele é o Deus sempre presente que impregna o todo". "O espírito do Pai eterno está no recôndito da mente de cada filho mortal". "O homem sai em busca de um amigo enquanto esse mesmo amigo vive em seu próprio coração". "O verdadeiro Deus não está longe; ele forma parte de nós; seu espírito fala de dentro de nós". "O Pai vive no filho. Deus está sempre conosco. Ele é o espírito que nos guia ao destino eterno".
45&1;3: 1. 4

De fato, se disse da raça humana, "Sois de Deus" porque "aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele". Também na maldade atormentais a dádiva de Deus que mora em vós, pois o Modelador do Pensamento há de sofrer as conseqüências dos maus pensamentos junto com a mente humana, seu local de confinamento.
45&3; 3: 1. 5

Na realidade, a onipresença de Deus forma parte de sua natureza infinita; o espaço não constitui um obstáculo para a Deidade. Deus é, em perfeição e sem limites, perceptivelmente presente somente no Paraíso e no universo central. Portanto, não é ostensivamente presente nas criações que circundam Havona pois Deus limitou sua presença direta e real em reconhecimento à soberania e prerrogativas divinas dos criadores de igual categoria, que são os governantes dos universos do tempo e do espaço. Por isto, o conceito da presença divina deve permitir um amplo espectro de modos e canais de manifestação, abrangendo os circuitos de presença do Filho Eterno, do Espírito Infinito e da Ilha do Paraíso. Também não é sempre possível distinguir entre a presença do Pai Universal e a ação de seus eternos iguais em categoria e seus intercessores, que tão perfeitamente cumprem todos os infinitos requerimentos de seu imutável propósito. Mas não acontece assim com o circuito da personalidade nem com os Modeladores; nisso Deus atua de maneira única, direta e exclusiva.
45&4; 3: 1. 6

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O Reitor Universal está potencialmente presente nos circuitos de gravidade da Ilha do Paraíso em todas as partes do universo, o tempo todo e com a mesma intensidade, de acordo com a massa e em resposta à demanda física desta presença, e devido à natureza intrínseca de toda a criação que faz com que todas as coisas se unam a ele e nele consistam. Do mesmo modo, a Primeira Fonte e Centro está potencialmente presente no Absoluto Inqualificável, o depositário dos universos por criar no futuro eterno. Portanto, Deus impregna potencialmente os universos físicos do passado, do presente e do futuro. Ele constitui o fundamento primordial da congruência da assim chamada criação material. Este potencial não espiritual da Deidade positiva-se por aí afora no nível das existências físicas, pela inexplicável intrusão de alguns de seus intercessores exclusivos no palco de ação do universo.
45&5; 3: 1. 7

A presença da mente de Deus correlaciona-se com a mente absoluta do Atuante Conjunto — o Espírito Infinito — mas nas criações finitas ela é melhor discernida na ação, por toda parte, da mente cósmica dos Espíritos Maiores do Paraíso. Assim como a Primeira Fonte e Centro está potencialmente presente nos circuitos da mente do Atuante Conjunto, também está nas tensões do Absoluto Universal. Mas a mente do gênero humano é uma efusão das Filhas do Atuante Conjunto, as Ministras Divinas dos universos evolutivos.
45&6; 3: 1. 8

O espírito do Pai Universal, presente em toda parte, está coordenado com a função da presença do espírito universal do Filho Eterno e com o potencial divino e perpétuo do Absoluto da Deidade. Mas nem a ação espiritual do Filho Eterno e de seus Filhos do Paraíso, nem as efusões da mente do Espírito Infinito parecem excluir a ação direta dos Modeladores do Pensamento, as frações interiores procedentes de Deus, presentes no âmago de seus filhos.
46&1; 3: 1. 9

Com respeito à presença de Deus num planeta, num sistema, numa constelação ou num universo, o grau de tal presença em cada unidade criada é medido pelo grau da presença evolutiva do Ser Supremo: este grau é determinado pelo reconhecimento coletivo de Deus e pela lealdade para com ele, da parte desta extensa organização do universo, passando pelos sistemas e planetas. Portanto, e às vezes com a esperança de preservar e salvaguardar da preciosa presença de Deus estas fases é que, quando alguns planetas (ou mesmo sistemas) que mergulharam em
46&2; 3: 1. 10

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profundas trevas espirituais foram, de certo modo, postos em quarentena, ou seja, parcialmente privados de comunicação com as unidades criadas maiores. E tudo isto, como ocorre em Urantia, é uma reação de defesa espiritual da maioria dos mundos para resguardá-los, tanto quanto possível, de sofrerem as conseqüências do isolamento: as conseqüências dos atos alienados de uma minoria obstinada, perversa e rebelde. Embora o Pai, em seu circuito paternal, inclua todos os seus filhos — todos os seres pessoais — sua influência sobre estes é limitada pela distância entre sua origem e a Segunda e Terceira Pessoas da Deidade; esta influência aumenta conforme se alcança o destino e se aproxima de tais níveis. O que determina o fato da presença de Deus na mente das criaturas depende de uma fração do Pai, tal como os Preceptores de Mistério, morar nelas ou não; mas sua presença efetiva está determinada pelo grau de colaboração que as mentes consentem a estes Modeladores interiores.
46&3; 3: 1. 11

As flutuações da presença do Pai não se devem à variabilidade de Deus. O Pai não se retira em isolamento por ter sido menosprezado; não retira seu afeto por causa da maldade da criatura. Antes, tendo dotado seus filhos com o poder de escolha (com respeito a Ele mesmo), são seus filhos que, no exercício da escolha, determinam diretamente o grau e as limitações da divina influência do Pai em seus próprios corações e almas. O Pai se efundiu profusamente sobre nós, sem limites e sem favores. Ele não faz acepção de pessoas, planetas, sistemas ou de universos. Nos setores do tempo, confere honra diferenciada somente aos seres pessoais de Deus Sétuplo, seres estes do Paraíso, os criadores de igual categoria dos universos finitos.
46&4; 3: 1. 12

2. O Poder Infinito de Deus Todos os universos sabem que "o Senhor Deus onipotente reina". Os assuntos deste mundo e de outros mundos são supervisionados de modo divino. "Ele dispõe a seu bel-prazer do exército dos céus e dos habitantes da terra". É eternamente verdadeiro que "não há poder que não venha de Deus".
46&5; 3: 2. 1

Dentro dos limites do que é compatível com a natureza divina, é literalmente verdadeiro que "a Deus tudo é possível". O prolongado
46&6; 3: 2. 2

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processo evolutivo dos povos, planetas e universos se encontra sob a autoridade perfeita dos criadores e administradores do universo e se desdobra em concordância com o propósito eterno do Pai Universal, ocorrendo em harmonia e ordem, em conformidade com o desígnio todosábio de Deus. Existe um único legislador. Ele sustém os mundos no espaço e faz girar os universos no círculo sem fim do circuito eterno. De todos os atributos divinos, especialmente como prevalece no universo material, sua onipotência é a que melhor se entende. Visto como um fenômeno não espiritual, Deus é energia. Essa afirmação do fato físico é proclamada com base na verdade incompreensível de que a Primeira Fonte e Centro é a causa primordial dos fenômenos físicos universais que se produzem em todo o espaço. Desta atividade divina, toda a energia física e as demais manifestações materiais derivam. A luz, isto é, a luz sem calor, é outra das manifestações não espirituais das Deidades. E há ainda outra forma de energia não espiritual que é virtualmente desconhecida em Urantia; encontra-se como não reconhecida até agora.
47&1; 3: 2. 3

Deus rege toda potência; trouxe "uma rota para o relâmpago"; ele estabeleceu os circuitos de toda energia. Decretou o momento e o modo de manifestação de todas as formas de energia-matéria. E todas estas coisas são mantidas em seu perpétuo alcance: sob o controle gravitacional centrado no Paraíso inferior. Portanto, a luz e a energia de Deus eterno giram eternamente ao redor de seu circuito majestoso, a interminável porém ordenada sucessão de hostes estelares de que se compõe o universo de universos. Toda a criação circula eternamente ao redor do centro Personalidade-Paraíso, o centro de todas as coisas e de todos os seres.
47&2; 3: 2. 4

A onipotência do Pai tem relação com o predomínio do nível absoluto em todo lugar, de onde as três energias — material, mental e espiritual — são indistinguíveis quando na proximidade dele, que é a Fonte de todas as coisas. A mente da criatura, ao não ser monota do Paraíso nem espírito do Paraíso, não é diretamente receptiva ao Pai Universal. Deus se adapta à mente imperfeita, aos mortais de Urantia, mediante os Modeladores do Pensamento.
47&3; 3: 2. 5

O Pai Universal não é uma força transitória, um poder cambiante ou uma energia flutuante. O poder e a sabedoria do Pai são totalmente adequados para fazer frente a todas as exigências do universo. Conforme as situações críticas surgem na experiência humana, ele as tem todas
47&4; 3: 2. 6

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previstas e, portanto, não reage aos assuntos do universo de maneira distante mas, mais precisamente, de acordo com as máximas da sabedoria eterna e em consonância com os preceitos de seu entendimento infinito. Independentemente das aparências, o poder de Deus não opera no universo como uma força cega. Surgem situações nas quais parecem que foram feitos decretos emergenciais, que leis naturais foram suspensas, que falhas de adaptação foram reconhecidas e que se fez um esforço para retificar a situação; contudo, não é este o caso. Tais conceitos de Deus são produtos do grau limitado de vossa óptica, da finitude de vossa compreensão e do alcance restrito de vossa análise; tal incompreensão acerca de Deus é devida à vossa profunda ignorância quanto à existência de leis superiores no mundo, quanto à magnitude do caráter do Pai, infinitude de seus atributos e o fato de sua livre vontade.
47&5; 3: 2. 7

As criaturas planetárias, moradas do espírito de Deus, dispersas aqui e acolá, por toda parte nos universos do espaço, são quase tão infinitas em número e ordens, tão diversas em inteligência, e suas mentes tão limitadas, e às vezes tão toscas, de visão tão restrita e circunscrita que torna quase impossível expor generalizações das leis, de forma que expressem de adequadamente os atributos infinitos do Pai e que, ao mesmo tempo e até certo ponto, sejam compreensíveis para estas inteligências criadas. Portanto, para vós, criaturas, muitos dos atos do Criador todo-poderoso parecem arbitrários, distantes, e não raras vezes sem coração e cruéis. Mas, novamente, vos asseguro que isto não é verdade. Todas as ações de Deus têm objetivo, são inteligentes, sábias, bondosas, e eternamente ponderam o bem maior, nem sempre de um só ser, de uma só raça, de um só planeta ou mesmo de um só universo mas elas são também para o bem estar e para o bem maior de todo aquele a quem toque, desde o mais humilde até o mais elevado. Nas eras do tempo, o bem estar da parte parece, às vezes, diferir do bem estar do todo. No círculo da eternidade, estas diferenças aparentes não existem.
47&6; 3: 2. 8

Somos todos parte da família de Deus e, conseqüentemente, por vezes temos de participar da disciplina familiar. Muitos dos atos de Deus que tanto nos perturbam e nos confundem são o resultado das decisões e decretos finais da sabedoria plena, que conferem autoridade ao Atuante Conjunto para pôr em execução a escolha da infalível vontade da mente
48&1; 3: 2. 9

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infinita, para fazer cumprir as decisões da personalidade de perfeição cuja análise, visão e solicitude abrangem o eterno e mais elevado bem-estar de toda sua imensa e extensa criação. É assim que vosso ponto de vista isolado, fragmentário, finito, tosco e sumamente materialista, e as limitações inerentes à natureza do vosso ser constituem um obstáculo tal que vos impede de ver, compreender ou conhecer a sabedoria e a bondade de muitos dos atos divinos que parecem repletos de uma crueldade esmagadora e que parecem estar caracterizados por uma total indiferença para com o conforto e o bem estar, para com a felicidade planetária e a prosperidade pessoal de vossos semelhantes. É devido aos limites da visão humana, é devido ao vosso conhecimento restrito e à compreensão finita que interpretais mal os motivos de Deus e distorceis seus propósitos. Mas ocorrem muitas coisas nos mundos em evolução, coisas que não são obras pessoais do Pai Universal.
48&2; 3: 2. 10

A onipotência divina está perfeitamente coordenada com os demais atributos da personalidade de Deus. Em geral, o poder de Deus está limitado por três condições ou situações, e somente em sua manifestação espiritual universal:
48&3; 3: 2. 11

1. Pela natureza de Deus, especialmente por seu amor infinito, pela verdade, pela beleza e pela bondade.
48&4

2. Pela vontade de Deus, por seu ministério de misericórdia e por sua relação paternal com os seres pessoais do universo.
48&5

3. Pela lei de Deus, pela retitude e justiça da Trindade eterna do Paraíso.
48&6

Deus é ilimitado em poder, divino em natureza, final em vontade, infinito em atributos, eterno em sabedoria e absoluto em realidade. Mas todas estas características do Pai Universal estão unificadas na Deidade e universalmente expressas na Trindade do Paraíso e nos Filhos divinos da Trindade. Por outro lado, fora do Paraíso e do universo central de Havona, tudo o que se refere a Deus está limitado pela presença evolutiva do Supremo, condicionado pela presença resultante do Último e coordenado pelos três Absolutos existenciais: o da Deidade, o Universal e o Inqualificável. E a presença de Deus, por conseguinte, está limitada porque tal é a vontade de Deus.
48&7; 3: 2. 12

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3. O Conhecimento Universal de Deus "Deus conhece todas as coisas". A mente divina é consciente e proficiente com os pensamentos de toda a criação. Seu conhecimento dos acontecimentos é universal e perfeito. As entidades divinas que dele emanam são uma parte dele. Aquele que "equilibra as nuvens" é também "perfeito em conhecimento". "Os olhos do Senhor estão em todo lugar". Disse vosso grande mestre dos pequenos pardais : "Nenhum deles cai em terra sem o conhecimento de meu Pai". E também: "os próprios cabelos da vossa cabeça estão contados". "Ele conta o número das estrelas; chama todas por seu nome".
48&8; 3: 3. 1

O Pai Universal é o único ser pessoal de todo o universo que, de fato, conhece o número de estrelas e planetas do espaço. Todos os mundos de todos os universos estão constantemente na consciência de Deus. Ele também nos disse: "Eu vi a aflição do meu povo, ouvi o seu clamor e conheço a sua dor." Porque "o Senhor olha do céu, ele vê todos os filhos dos homens; do lugar de sua morada ele observa os habitantes todos da terra". Todo filho seu pode verdadeiramente dizer: "Ele conhece o meu proceder, e quando me houver provado, sairei como o ouro". "Deus sabe quando nos sentamos e quando nos levantamos; de longe penetra nossos pensamentos e está familiarizado com todos os nossos caminhos". "Todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas." E deveria ser um verdadeiro consolo para todo ser humano entender que "Ele conhece vossa estrutura; lembra-se de que sois pó". Falando de Deus vivo, disse Jesus: "Vosso Pai sabe do que tens necessidade, antes mesmo que vós lho peçais".
49&1; 3: 3. 2

Deus possui um poder ilimitado para saber todas as coisas; sua consciência é universal. Seu circuito pessoal inclui todos os seres pessoais, e seu conhecimento, até mesmo das criaturas mais humildes, complementa-se de forma indireta por meio da série descendente de Filhos divinos, e de forma direta por meio dos Modeladores do Pensamento interiores. Além disso, o Espírito Infinito está presente em todas as partes, o tempo todo.
49&2; 3: 3. 3

Não estamos totalmente seguros se Deus escolhe saber de antemão ou não os casos de pecado. Mas, mesmo que Deus conhecesse de
49&3; 3: 3. 4

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antemão os atos do livre arbítrio de seus filhos, este conhecimento prévio não anularia nem um pouco a liberdade destes. Uma coisa é certa: Deus nunca está sujeito à surpresas. A onipotência não significa ter poder para fazer o impossível de se fazer, o ato antidivino. Tampouco a onisciência significa ter conhecimento do incognoscível. Mas dificilmente pode-se tornar estes enunciados compreensíveis para a mente finita. É difícil para as criaturas poder compreender o alcance e as limitações da vontade do Criador.
49&4; 3: 3. 5

4. A Faculdade Ilimitada de Deus A sucessiva efusão de si mesmo sobre os universos, conforme estes são trazidos à existência, não diminui de forma alguma o potencial de poder nem a provisão de sabedoria que continuam residindo e repousando na personalidade central da Deidade. O Pai nunca diminuiu nada do potencial de força, de sabedoria e de amor que possui, nem se despojou de qualquer atributo de sua gloriosa personalidade por ter-se efundido irrestritamente sobre os Filhos do Paraíso, sobre suas criações secundárias e sobre as muitas e variadas criaturas destas.
49&5; 3: 4. 1

A criação de cada novo universo requer um novo ajuste da gravidade; mas, ainda que a criação continuasse indefinidamente, eternamente e mesmo até a infinitude de maneira tal que finalmente a criação material existisse sem limites, ainda assim o poder de controle e coordenação que repousam na Ilha do Paraíso constatar-se-ia ser igual e adequado para o domínio, controle e coordenação desse universo infinito. E, subseqüente a esta efusão ilimitada de força e potência sobre um universo sem limites, o Infinito continuaria, todavia, carregado com o mesmo grau de força e energia. O Absoluto Inqualificável continuaria não diminuído; Deus continuaria de posse do mesmo potencial infinito, como se sua força, sua energia e sua potência nunca houvessem fluído para dotar universo após universo.
49&6; 4: 4. 2

Da mesma forma com a sabedoria: o fato da mente ser profusamente distribuída aos seres pensantes dos mundos, de modo algum empobrece a fonte central de sabedoria divina. Conforme os universos se multiplicam e o número de seres dos mundos aumenta até limites inimagináveis, se a mente continuasse a ser efundida sem termos sobre
50&1; 3: 4. 3

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estes seres de qualquer condição, a personalidade central de Deus continuará abrangendo a mesma mente eterna, infinita e onisciente. O fato de enviar mensageiros espirituais de si mesmo para morar nos homens e mulheres de vosso e de outros mundos, de maneira alguma diminui sua capacidade de atuar como pessoa, divina e espiritualmente todo-poderosa; não existe absolutamente limite algum quanto à magnitude ou quantidade de Preceptores espirituais que Deus envia e pode enviar. Esta doação de si mesmo às suas criaturas gera ilimitadas possibilidades futuras de existências progressivas e sucessivas para estes mortais divinamente dotados, possibilidades estas quase inconcebíveis. E esta pródiga distribuição de si mesmo na forma destas entidades espirituais ajudantes, de maneira alguma diminui a sabedoria e a perfeição da verdade e do conhecimento que repousam na pessoa do Pai onisciente, onissapiente e onipotente.
50&2; 3: 4. 4

Para os mortais do tempo, existe um futuro; mas Deus habita a eternidade. Mesmo vindo de local próximo à própria morada da Deidade, não posso pretender falar com perfeição de entendimento no que concerne a infinitude de muitos dos atributos divinos. Só a infinitude mental pode compreender plenamente a infinitude de existência e a eternidade de ação.
50&3; 3: 4. 5

É impossível para o homem mortal conhecer a infinitude do Pai celestial. A mente finita não pode conceber tal verdade ou fato absoluto. Mas este mesmo ser humano finito pode realmente sentir — literalmente experimentar — o efeito pleno, e em nada menor, do AMOR desse Pai infinito. Este amor pode ser verdadeiramente experimentado; não obstante, enquanto a quantidade da vivência é ilimitada, a qualidade de tal vivência está estritamente limitada pela capacidade humana para a receptividade espiritual e pela capacidade associada para, por sua vez, amar o Pai.
50&4; 3: 4. 6

A apreciação finita das qualidades infinitas transcende em muito as capacidades logicamente limitadas da criatura devido ao fato de que o homem mortal está criado à imagem de Deus — uma fração da infinitude vive dentro dele. Assim sendo, a mais íntima e a mais afetuosa aproximação do homem a Deus realiza-se pelo amor e através do amor, pois Deus é amor. E todo este relacionamento único é uma vivência real na sociologia cósmica, o relacionamento entre Criador-criatura: o afeto entre Pai-filho.
50&5; 3: 4. 7

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5. O Governo Supremo do Pai Em contato com as criações pós-Havona, o Pai Universal não exerce seu poder infinito e sua autoridade final por transmissão direta, mas através de seus Filhos e dos seres pessoais subordinados a estes. E Deus faz tudo isto por sua própria livre vontade. Apresentada a ocasião, todo e qualquer dos poderes delegados poderiam ser diretamente exercidos, se assim fosse a escolha da mente divina; porém, como regra geral, tal ação só ocorre como resultado da falha do ser pessoal delegado no cumprimento da incumbência divina. Nesses momentos, e diante tal omissão, circunscrito ao que é reservado ao poder e potencial divinos, o Pai atua de modo independente e de acordo com as determinações de sua própria escolha; e esta escolha é sempre infalivelmente perfeita e infinitamente sábia.
50&6; 3: 5. 1

O Pai governa através de seus Filhos; na escala descendente da organização dos universos, existe uma cadeia ininterrupta de governantes que termina nos Príncipes Planetários, os quais dirigem os destinos das esferas evolutivas dos imensos domínios do Pai. Esta exclamação não é simplesmente uma expressão poética: "Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe". "Ele depõe reis e entroniza reis". "Os Altíssimos dominam os reinos dos homens".
51&1; 3: 5. 2

Nos assuntos dos corações humanos, o Pai Universal nem sempre impõe sua vontade; mas, no comando e destino de um planeta, o plano divino prevalece; o propósito eterno de sabedoria e de amor triunfa.
51&2; 3: 5. 3

Jesus disse : "Meu Pai, que mas deu, é maior que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai". Quando vislumbrais as múltiplas obras e contemplais a assombrosa imensidão da quase ilimitada criação de Deus, é possível que vosso conceito de sua primazia oscile, porém não deverias deixar de aceitá-lo como entronizado perpétua e seguramente no Paraíso, centro de todas as coisas, e como Pai benfeitor de todos os seres inteligentes. Não há senão "um Deus e Pai de todos, que está acima de todos e em todos"; "e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas nele consistem".
51&3; 3: 5. 4

As incertezas da vida e as vicissitudes da existência não contradizem de maneira alguma o conceito da soberania universal de
51&4; 3: 5. 5

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Deus. A vida de toda criatura evolutiva está cercada por certas inevitabilidades. Considerai o seguinte : 1. É a coragem — a força do caráter — desejável? Então se deve promover a educação do homem num ambiente que o faça lutar contra as dificuldades e reagir às decepções.
51&5; 3: 5. 6

2. É o altruísmo — o serviço ao próximo — desejável? Então a vivência deve preparar para o encontro de situações de desigualdade social.
51&6; 3: 5. 7

3. É a esperança — a grandeza da confiança — desejável? Então a existência humana deve constantemente se deparar com inseguranças e incertezas periódicas.
51&7; 3: 5. 8

4. É a fé — a afirmação suprema do pensamento humano — desejável? Então a mente do homem deve se encontrar nesse apuro incômodo, em que sempre sabe menos do que pode crer.
51&8; 3: 5. 9

5. É o amor à verdade — e a boa vontade para seguí-la aonde quer que ela leve — desejável? Então o homem deve crescer num mundo onde o erro esteja presente e a falsidade seja sempre possível.
51&9; 3: 5. 10

6. É o idealismo — o conceito que aproxima ao divino — desejável? Então o homem deve lutar num ambiente de bondade e beleza relativas, num ambiente que estimule o irreprimível esforço para alcançar coisas melhores.
51&10; 3: 5. 11

7. É a lealdade — a devoção ao supremo dever — desejável? Então é preciso que o homem prossiga em meio a possibilidades de traição e deserção. A intrepidez da devoção ao dever consiste no perigo implícito de não cumpri-lo.
51&11; 3: 5. 12

8. É a abnegação — a disposição para olvidar a si mesmo — desejável? Então o homem mortal deve viver face a face com o incessante clamor de um eu desejoso de reconhecimentos e honras, do qual não se pode escapar. O homem não poderia escolher, com dinamismo, a vida divina se não houvesse a própria vida à qual renunciar. O homem nunca poderia se aplicar à retidão como salvação se não existisse o mal potencial que, por contraste, exalta e diferencia o bem.
51&12; 3: 5. 13

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9. É o prazer — a satisfação da felicidade — desejável? Então o homem deve viver num mundo onde a alternativa da dor e as probabilidades de sofrimento sejam possibilidades vivenciais sempre presentes.
51&13; 3: 5. 14

Por toda parte do universo, cada unidade é considerada como parte do todo. A sobrevivência da parte depende de sua cooperação com o plano e o propósito do todo, do desejo sincero e da perfeita boa vontade para fazer a divina vontade do Pai. O único mundo em evolução sem erro (a possibilidade do juízo tolo) seria um mundo sem inteligência livre. No universo de Havona, há bilhões de mundos perfeitos com habitantes perfeitos, mas o homem em evolução tem de ser falível se há de ser livre. Não é possível que, no início, uma inteligência livre e inexperiente seja sábia de maneira uniforme. A possibilidade do juízo errôneo (o mal) vem a ser pecado somente quando a vontade humana conscientemente endossa e intencionalmente adota um juízo imoral deliberado.
52&1; 3: 5. 15

A apreciação integral da verdade, da beleza e da bondade é inerente à perfeição do universo divino. Os habitantes dos mundos de Havona não necessitam do potencial dos níveis de valor relativo como estímulo de escolha; estes seres perfeitos são capazes de identificar e de escolher o bem na ausência de qualquer situação moral que lhes sirva de contraste e lhes faça pensar. Mas, em natureza moral e condição espiritual, todos estes seres perfeitos são o que são em virtude do fato de existirem. Adquiriram avanço vivencial somente dentro de sua condição inerente. O homem mortal conquista sua condição como candidato à ascensão por sua própria fé e esperança. Todo o divino que a mente humana apreende e que a alma humana adquire é uma realização vivencial; é uma realidade da experiência pessoal e, portanto, é uma posse única, em contraste com a bondade e a retitude inerentes aos infalíveis seres pessoais de Havona.
52&2; 3: 5. 16

As criaturas de Havona são naturalmente valentes, mas não corajosas no sentido humano. São amáveis e atenciosas de forma inata, mas dificilmente altruístas à maneira humana. Estão na expectativa de um futuro agradável, mas não esperançosos da maneira primorosa dos mortais crédulos das hesitantes esferas evolutivas. Têm fé na estabilidade do universo, porém são completamente alheios a essa fé salvadora pela qual o homem mortal se eleva da condição animal até os portais do Paraíso.
52&3; 3: 5. 17

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Amam a verdade, mas não sabem nada das qualidades salvadoras que ela tem para a alma. São idealistas, porém nasceram assim; ignoram completamente o êxtase de vir a ser assim por meio da escolha entusiasmada. São leais; contudo, nunca experimentaram a vibração da dedicação sincera e inteligente ao dever em face da tentação de deserção. São desinteressados, porém nunca conseguiram estes níveis de vivência por meio do magnífico triunfo sobre um eu beligerante. Desfrutam do prazer, mas não compreendem a doçura da fuga prazerosa do potencial de dor. 6. A Primazia do Pai Com desprendimento divino, com generosidade consumada, o Pai Universal abdica a autoridade e delega poder, mas ainda assim é primordial; tem sua mão sobre a poderosa alavanca das circunstâncias dos reinos universais; reservou para si todas as decisões finais e empunha infalivelmente o cetro todo-poderoso do veto de seu eterno propósito, com autoridade indiscutível sobre o bem-estar e o destino da vasta criação que gira, em contínua rotação.
52&4; 3: 6. 1

A soberania de Deus é ilimitada; isto é o fato fundamental de toda a criação. O universo não era inevitável. O universo não é um acidente nem é auto-existente. O universo é um trabalho de criação e, portanto, está completamente subordinado à vontade do Criador. A vontade de Deus é verdade divina, amor vivo; portanto, as criações em processo de perfeição dos universos evolutivos caracterizam-se pela bondade: a proximidade à divindade; e pelo mal potencial: o distanciamento da divindade.
52&5; 3: 6. 3

Todas as filosofias religiosas, mais cedo ou mais tarde, chegam ao conceito de governo unificado do universo, de um Deus. As causas universais não podem ser menores que os efeitos universais. A fonte do fluxo da vida universal e da mente cósmica tem de estar acima de seus níveis de manifestação. A mente humana não pode ser explicada de modo coerente em termos das classes mais modestas de existência. A mente do homem pode ser verdadeiramente compreendida apenas por intermédio do reconhecimento da realidade das classes superiores de pensamento e
53&1; 3: 6. 3

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vontade decidida. O homem, como ser moral, é inexplicável a menos que se reconheça a realidade do Pai Universal. O filósofo mecanicista professa rejeitar a idéia de uma vontade universal e soberana, a mesma vontade soberana cuja atividade na elaboração das leis do universo ele tão profundamente reverencia. Que homenagem involuntária rende o mecanicista ao Criador das leis quando pensa que tais leis atuam e se explicam por si mesmas!
53&2; 3: 6. 4

É uma grande tolice humanizar a Deus, exceto no conceito dos Modeladores de Pensamento interiores, mas até mesmo isso não é tão tolo como mecanizar completamente a idéia da Primeira Grande Fonte e Centro.
53&3; 3: 6. 5

O Pai do Paraíso sofre? Não sei. Com toda a certeza, os Filhos Criadores podem e às vezes sofrem, até mesmo como os mortais o fazem. O Filho Eterno e o Espírito Infinito sofrem num sentido diferente. Creio que o Pai Universal sofre, porém não posso entender como; talvez através do circuito da personalidade ou da individualidade dos Modeladores de Pensamento e de outras efusões de sua natureza eterna. Disse ele das raças mortais: "Em todas as vossas agruras, aflijo-me convosco". De forma inquestionável ele experimenta um entendimento paternal e solidário; pode ser que, na verdade ele sofra; mas não compreendo a natureza deste sofrimento.
53&4; 3: 6. 6

O Governante eterno e infinito do universo de universos é potência, forma, energia, progresso, modelo, princípio, presença e realidade idealizada. Porém, ele é mais que tudo isto; ele é pessoal; exerce uma vontade soberana, vivencia a autoconsciência de sua divindade, executa os mandatos de uma mente criativa, busca a satisfação de realizar um propósito eterno e manifesta o amor e o afeto de um Pai por seus filhos do universo. E todos estes traços mais pessoais do Pai podem ser melhor compreendidos ao serem observados tal como foram revelados na vida em efusão de Miguel, vosso Filho Criador, enquanto esteve encarnado em Urantia.
53&5; 3: 6. 7

Deus Pai ama os homens; Deus Filho serve os homens; Deus Espírito inspira os filhos do universo à aventura sempre ascendente de encontrar Deus Pai mediante as vias preceituadas pelos Deuses Filhos através do ministério da graça de Deus Espírito.
53&6; 3: 6. 8

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P.53 §7 (Como Conselheiro Divino encarregado de apresentar a revelação do Pai Universal, continuo com esta declaração dos atributos da Deidade). ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 003 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 003 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org Índice 1. 2.
3.

Citações Bíblicas. Outras Citações Alterações de Revisões

I. Citações Bíblicas Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
44&1; 3: 0. 1

"Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seus Filhos"

(1 João 5:11) BSEP : O testemunho é este : que Deus nos deu a vida eterna. Esta vida está em seu Filho.

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BJ : E o testemunho é este : Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho. (João 3:15) (João 5:24) (João 5:39) (João 5:40) (João 6:47) (João 10:10) (João 11:25) ___________________________________________________________ ______________
44&4; 3: 1. 1

"encima nos céus como embaixo na terra" (Josué 2:11)

BSEP : E, quando ouvimos isto, tivemos grande medo, o nosso coração desmaiou, e não ficou alento em nós à vossa entrada; porque o Senhor, vosso Deus, é o Deus lá em cima do céu e cá embaixo na terra. BJ : Ao ouvirmos isso, o nosso coração desfaleceu e não restou mais ânimo em ninguém, por causa da vossa presença; porque, Iahweh, o vosso Deus, é Deus tanto em cima nos céus como embaixo na terra. (Êxodo 20:4) (Deuteronômio 5:8) ___________________________________________________________ ______________ "Para onde ir, longe do teu espírito ? Ou para onde fugir, longe da tua presença ?" (Salmos 139:7)
44&4; 3: 1. 1

BSEP : Para onde irei a fim de me subtrair ao teu espírito? E para onde fugirei da tua presença? BJ : Para onde ir, longe do teu sopro? Para onde fugir, longe da tua presença?

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___________________________________________________________ ______________
44&5; 3: 1. 2

"Eu sou o Deus de perto bem como o Deus de longe"

"Não encho eu o céu e a terra ?" (Jeremias 23:23) BSEP : Porventura cuidas que eu sou Deus de perto, diz o Senhor, e não Deus de longe? BJ : Sou, por acaso, Deus apenas de perto — oráculo de Iahweh — e não Deus de longe? (Jeremias 23:24) BSEP : Poderá alguém ocultar-se em lugares ocultos, sem que eu o veja, diz o Senhor? Porventura não encho eu o céu e a terra? BJ : Pode alguém esconder-se em lugares secretos sem que eu o veja?, oráculo de Iahweh, Não sou eu que encho o céu e a terra? Oráculo de Iahweh. ___________________________________________________________ ______________
44&5; 3: 1. 2

1:23)

"a plenitude daquele que plenifica tudo e em todos" (Efésios

BSEP : que é seu corpo e o complemento daquele que cumpre tudo em todos. BJ : que é o seu Corpo: a plenitude daquele que plenifica tudo em todos. (Efésios 4:10) ___________________________________________________________ ______________
44&5; 3: 1. 2

"que opera tudo em todos" (1 Coríntios 12:6)

BSEP : e as operações são diversas mas o mesmo Deus é o que opera tudo em todos. BJ : diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. ___________________________________________________________ ______________

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120

"o céu (o universo) e os céus dos céus (o universo de universos) não o podem conter" (2 Crônicas 2:6)
44&5; 3: 1. 2

BSEP : Quem poderá, pois, ser capaz de lhe edificar uma casa digna dele? Se o céu e os céus dos céus o não podem conter, quem sou eu para que possa edificar-lhe uma casa? Mas (faço-o) somente para que se queime incenso na sua presença. BJ (2:5) : quem seria capaz de lhe construir uma Casa, se os céus e os céus dos céus não o podem conter? E eu, quem sou para construir-lhe uma casa, a não ser para queimar incenso em sua presença? (1 Reis 8:27) (Deuteronômio 10:14) (2 Crônicas 6:18) (Neemias 9:6) (Salmos 148:4) ___________________________________________________________ ______________
44&5; 3: 1. 2

Deus é tudo em todos

(Efésios 4:6) (Colossenses 3:11) ___________________________________________________________ ______________ "Sua saída é desde uma extremidade do céu; seu curso até a outra extremidade, e nada se esconde da sua luz." (Salmos 19:7)
45&1; 3:1..3

BSEP (18:7) : Sua saída é desde uma extremidade do céu; seu curso (vai) até a outra extremidade, e nada se esconde do seu calor. BJ : Ele sai de um extremo dos céus e até o outro extremo vai seu percurso; e nada escapa ao seu calor. ___________________________________________________________ ______________

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121

"Conhecemos que permanecemos nele porque ele vive em nós; ele nos deu seu espírito." (1 João 4:13)
45&1;3: 1. 4

BSEP : Por isto conhecemos que estamos nele e ele em nós : porque nos comunicou o seu Espírito. BJ : Nisto reconhecemos que permanecemos nele e ele em nós : ele nos deu o seu Espírito. ___________________________________________________________ ______________ "O verdadeiro Deus não está longe; ele forma parte de nós; seu espírito fala de dentro de nós" (Jeremias 23:23)
45&1;3: 1. 4

BSEP : Porventura cuidas que eu sou Deus de perto, diz o Senhor, e não Deus de longe? BJ : Sou, por acaso, Deus apenas de perto — oráculo de Iahweh — e não Deus de longe? ___________________________________________________________ ______________
45&3; 3:1. 5

"Sois de Deus" (1 João 4:4)

BSEP : Vós, filhinhos, sois de Deus, e os vencestes (esses falsos) porque o que está em vós, é mais poderoso que o que está no mundo. BJ : Vós, filhinhos, sois de Deus e vós os vencestes. Porque o que está em vós é maior do que aquele que está no mundo; (1 João 5:19) ___________________________________________________________ ______________ "aquele que permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele" (1 João 4:16)
45&3; 3: 1. 5

BSEP : Conhecemos e cremos na caridade que Deus tem por nós. Deus é caridade; quem permanece na caridade permanece em Deus, e Deus nele.

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122

BJ : E nós temos reconhecido o amor de Deus por nós, e nele acreditamos. Deus é Amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele. ___________________________________________________________ ______________
46&5; 3: 2. 1

"o Senhor Deus onipotente reina". (Revelações 19:6)

___________________________________________________________ ______________ "Ele dispõe a seu bel-prazer do exército dos céus e dos habitantes da terra". (Daniel 4:32)
46&5; 3: 2. 1

BSEP : Todos os habitantes da terra são diante dele como um nada; porque ele faz tudo o que quer, tanto das potestades do céu como dos habitantes da terra; não há quem resista à sua mão e lhe diga : "Por que fizeste tu assim?" BJ : Todos os habitantes da terra são contados como nada, e ele dispõe a seu bel-prazer do exército dos céus e dos habitantes da terra. Não há ninguém que possa deter-lhe a mão ou perguntar-lhe : "Que estás fazendo?" ___________________________________________________________ ______________
46&5; 3: 2. 1

"não há poder que não venha de Deus". (Romanos 13:1)

BSEP : Toda a alma esteja sujeita aos poderes superiores, porque não há poder que não venha de Deus e os que existem foram instituídos por Deus. BJ : Todo homem se submeta às autoridades constituídas, pois não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram estabelecidas por Deus. ___________________________________________________________ ______________
46&6; 3: 2. 2

"a Deus tudo é possível". (Mateus 19:26)

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BESEP : Porém Jesus, olhando para eles, disse-lhes: Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível. BJ : Jesus, fitando-os, disse : "Ao homem isso é impossível, mas a Deus tudo é possível. (Marcos 10:27) (Marcos 14:36) (Lucas 1:37) (Lucas 18:27) ___________________________________________________________ ______________
47&2; 3: 2. 4

"uma rota para o relâmpago"; (Jó 28:26)

BSEP : Quando prescrevia lei às chuvas, e um caminho às tempestades ruidosas. BJ : Quando impôs uma lei à chuva e uma rota para o relâmpago e o trovão. (Jó 38:25) ___________________________________________________________ ______________
48&8; 3: 3. 1

"Deus conhece todas as coisas". (1 João 3:20)

BSEP : Com efeito, se o nosso coração nos condenar Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas. BJ : se o nosso coração nos acusa, porque Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. ___________________________________________________________ ______________
48&8; 3: 3. 1

"equilibra as nuvens" (Jó 37:16)

___________________________________________________________ ______________
48&8; 3: 3. 1

"perfeito em conhecimento".

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(Não encontrado na Bíblia) ___________________________________________________________ ______________
48&8; 3: 3. 1

"Os olhos do Senhor estão em todo lugar". (Provérbios 15:3)

BSEP : Em todo o lugar estão os olhos do Senhor, contemplando os bons e os maus. BJ : Em todo lugar estão os olhos de Iahweh estão vigiando os bons e os maus. ___________________________________________________________ ______________ "Nenhum deles cai em terra sem o conhecimento de meu Pai". (Mateus 10:29)
48&8; 3: 3. 1

(Lucas 12:6) ___________________________________________________________ ______________
48&8; 3: 3. 1

10:30)

"os próprios cabelos da vossa cabeça estão contados". (Mateus

BSEP : até os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados. BJ : Quanto a vós, até mesmo os vossos cabelos foram todos contados. ___________________________________________________________ ______________ "Ele conta o número das estrelas; chama todas por seu nome". (Salmos 147:4)
48&8; 3: 3. 1

BSEP (146:4) : Fixa a multidão das estrelas, e as chama todas pelos seus nomes. BJ : ele conta o número das estrelas, e chama cada uma por seu nome. ___________________________________________________________ ______________

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125

"Eu vi a aflição do meu povo, ouvi o seu clamor e conheço a sua dor." (Êxodo 3:7-8)
49&1; 3: 3. 2

BSEP : E o Senhor disse-lhe : Eu vi a aflição do meu povo no Egito, e ouvi o seu clamor causado pela crueza daqueles que têm a superintendência das obras. Conhecendo a sua dor... BJ : Eu vi, eu vi a miséria do meu povo que está no Egito. Ouvi o seu clamor por causa dos seus opressores; pois eu conheço as suas angústias. ___________________________________________________________ ______________ "o Senhor olha do céu, ele vê todos os filhos dos homens; do lugar de sua morada ele observa os habitantes todos da terra". (Salmos 33:13-14)
49&1; 3: 3. 2

BSEP (32:13-14) : O Senhor olhou do céu; viu todos os filhos dos homens. Da morada que ele preparou para si, olhou todos os que habitam a terra; BJ : Do céu Iahweh contempla e vê todos os filhos de Adão. Do lugar de sua morada ele observa os habitantes todos da terra: ___________________________________________________________ ______________ "Ele conhece o meu proceder, e quando me houver provado, sairei como o ouro". (Jó 23:10)
49&1; 3: 3. 2

BSEP : Mas ele conhece o meu caminho e me provou como o ouro, que passa pelo fogo. BJ : Mas, já que ele conhece o meu proceder, que me ponha à prova, dela sairei como ouro acrisolado. ___________________________________________________________ ______________ "Deus sabe quando nos sentamos e quando nos levantamos; de longe penetra nossos pensamentos e está familiarizado com todos os nossos caminhos". (Salmos 139:2-3)
49&1; 3: 3. 2

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126

BSEP (138:2-3) : tu sabes quando me sento e quando me levanto. De longe penetraste os meus pensamentos; averiguaste os meus passos e o fio da minha carreira. BJ : conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe penetras o meu pensamento; examinas o meu andar e o meu deitar, meus caminhos todos são familiares a ti. ___________________________________________________________ ______________ "Todas as coisas estão a nu e a descoberto aos olhos daquele a quem devemos prestar contas." (Hebreus 4:13)
49&1; 3: 3. 2

BSEP : Não há nenhuma criatura invisível na sua presença mas todas as coisas estão a nu e a descoberto, aos olhos daquele de quem falamos. BJ : E não há criatura oculta à sua presença. Tudo está nu e descoberto a seus olhos. É a ela que devemos prestar contas. ___________________________________________________________ ______________
49&1; 3: 3. 2

103:14)

"Ele conhece vossa estrutura; lembra-se de que sois pó". (Salmos

BSEP (102:14) : porque ele sabe bem de que somos formados; lembrouse que somos pó. BJ : porque ele conhece a nossa estrutura, ele se lembra do pó que somos nós. ___________________________________________________________ ______________ "Vosso Pai sabe do que tens necessidade, antes mesmo que vós lho peçais". (Mateus 6:8)
49&1; 3: 3. 2

BSEP : Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. BJ : Não sejais como eles, porque o vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes de lho pedirdes.

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___________________________________________________________ ______________
51&1; 3: 5. 2

"Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe". (Salmos 24:1)

BSEP : Do Senhor é a terra, e tudo o que ela encerra, a redondeza da terra e todos os que a habitam BJ : De Iahweh é a terra e o que nela existe, o mundo e seus habitantes; (1 Coríntios 10:26) (1 Coríntios 10:28) ___________________________________________________________ ______________
51&1; 3: 5. 2

"Ele depõe reis e entroniza reis". (Daniel 2:21)

BSEP : É ele que muda os tempos e as idades, que transfere e estabelece os reinos, que dá a sabedoria aos sábios e a ciência aos inteligentes. BJ : É ele quem muda os tempos e as estações, quem depõe reis e entroniza reis, quem dá aos sábios a sabedoria e a ciência aos que sabem discernir. ___________________________________________________________ ______________
51&1; 3: 5. 2

". "Os Altíssimos dominam os reinos dos homens". (Daniel 4:14)

BSEP : Por sentença dos que velam, assim foi decretado, e esta é a palavra e a petição dos santos, até que conheçam os viventes, que o Altíssimo é que tem o domínio sobre os reinos dos homens, dá-los-á a quem quiser e porá nele o mais humilde dos homens. BJ : Eis a sentença que pronunciam os Vigilantes, a questão decidida pelos santos, a fim de que todo ser vivo saiba que o Altíssimo é quem domina sobre o reino dos homens : ele o dá a quem lhe apraze pode a ele exaltar o mais humilde dentre os homens!" (Daniel 4:25) (Daniel 4:32) (Daniel 5:21)

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___________________________________________________________ ______________ "Meu Pai, que mas deu, é maior que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai". (João 10:29)
51&3; 3: 5. 4

BSEP : Meu Pai, que mas deu, é maior que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. BJ : Meu Pai, que me deu tudo, é maior que todos e ninguém pode arrebatar da mão do Pai. ___________________________________________________________ ______________ "um Deus e Pai de todos, que está acima de todos e em todos (Efésios 4:6)
51&3; 3: 5. 4

BSEP : Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, e atua por todas as coisas e reside em todos nós. BJ : Há um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos. ___________________________________________________________ ______________ "e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas nele consistem". (Colossenses 1:17)
51&3; 3: 5. 4

BSEP : e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. BJ : E ele é antes de tudo e tudo nele subsiste. ___________________________________________________________ ______________
53&4; 3: 6. 6

"Em todas as vossas agruras aflijo-me convosco". (Isaías 63:9)

BSEP : Em todas as suas tribulações não se cansou (de os socorrer), e o anjo (que está diante) da sua face os salvou; com o seu amor e com a sua clemência ele mesmo os remiu e os levou sobre si, e os sustentou em todos os dias do tempo passado.

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BJ : Em todas as suas agruras, não foi um mensageiro ou um anjo, mas a sua própria face que os salvou. No seu amor e na sua misericórdia, ele mesmo os resgatou: ergueu-os e carregou-os, durante todo o tempo passado. ___________________________________________________________ ______________ II. Outras citações "Conhecemos que permanecemos nele porque ele vive em nós; ele nos deu seu espírito."
45&1; 3:1..3

Hinos do Guru Nanak*: Macauliffe. (Religião Sikh**) *Guru Nanak : fundador do Sikhismo (citado no Escrito 092). **Sikh : sectário do Sikhismo. Palavra da língua hindi (skt. sisyah, significando "aprendiz"; siksati, significando "ele deseja aprender", derivativo de saknoti "ele é capaz") Guru Nanak : "Ao contemplar a criação, fico pasmo e maravilhado. Deus está contido nos corações dos homens. Em meu coração tenho a Deus, que preenche todos os lugares." Asa Ashtapadi (1301). Hinos do Guru Nanak: Macauliffe (Religião Sikh) Guru Nanak : "Deus está oculto em cada coração. Sua luz está em cada coração." Rag Sorath (1330) Hinos do Guru Arjan : Sukhmani; Ashtapadi. (Religião Sikh)

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Guru Arjan : "Muitos procuram por Deus, e o encontram em seus corações." (10.6), (3264) Ditos do Xeque Farid : Macauliffe. (religião Sikh) Xeque Farid : "Saio em busca de um amigo; mas o amigo está comigo." (121), (6413) Hinos de Kabir : Macauliffe. (Religião Sikh) Kabir : "Ele, que eu pensava sem mim, agora encontro dentro de mim. Quando descobri este segredo, reconheci o Senhor do mundo." (Acróstico 30, 6816) ___________________________________________________________ ______________ 3. Alterações de Revisões:
46&1; 3: 1. 9

De : "...com o potencial divino e perpétuo do Absoluto Deificado." Para : "...com o potencial divino e perpétuo do Absoluto da Deidade."
46&3; 3: 1. 11

"...grau de colaboração que as mentes concedem a estes Modeladores interiores." "...grau de colaboração que as mentes anuem a estes Modeladores interiores."
46&4; 3: 1. 12

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"...não afasta seu afeto por causa da maldade da criatura." "...não retira seu afeto por causa da maldade da criatura."
46&4; 3: 1. 12

"...somente aos seres pessoais do Paraíso de Deus Sétuplo,..." "...somente aos seres pessoais de Deus Sétuplo, seres estes do Paraíso,..."
47&2; 3: 2. 4

"Deus tem autoridade sobre toda potência..." "Deus rege toda potência..." --------------------------------------------"...sucessão de hostes estreladas..." "...sucessão de hostes estelares..."
47&4; 3: 2. 6

"...de acordo com as injunções da sabedoria eterna..." "...de acordo com as máximas da sabedoria eterna..."
49&3; 3: 3. 4

"...anularia um nadinha da liberdade destes." "...anularia nem um pouco a liberdade destes"
50&4; 3: 4. 6

"...o efeito pleno e sem diminuição do AMOR desse Pai infinito." "...o efeito pleno, e em nada menor, do AMOR desse Pai infinito."
52&3; 3: 5. 17

"...da maneira esquisita dos mortais crédulos..." "...da maneira primorosa dos mortais crédulos..."
52&4; 3: 6. 1

"...e delega poder, mas ainda assim é primordial;..."

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"...e delega poder, mas ainda assim é primeiro;..."
53&6; 3: 6. 8

"...mediante as vias ordenadas pelos Deuses Filhos..." "...mediante as vias preceituadas pelos Deuses Filhos..." suplemento_003_rev_012.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 4 A relação de Deus com o Universo 1. A Atitude Universal do Pai 2. Deus e a Natureza 3. O Caráter Invariável de Deus 4. A Compreensão de Deus 5. Idéias Errôneas sobre Deus (Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa.) O Pai Universal tem um propósito eterno no que diz respeito ao fenômeno material, intelectual e espiritual do universo de universos, o qual está levando a efeito durante o tempo todo. Deus criou os universos por sua própria vontade, livre e soberana, e os criou de acordo com seu propósito eterno e onisciente. Exceto as Deidades do Paraíso e seus mais elevados companheiros, é duvidoso que alguém realmente saiba muito acerca do eterno propósito de Deus. Mesmo os elevados cidadãos do Paraíso têm opiniões muito variadas sobre a natureza do eterno propósito das Deidades.
54&1;4:0.1

É fácil deduzir que o propósito da criação do perfeito universo central de Havona foi pura satisfação da natureza divina. Pode ser que Havona sirva como modelo de criação para todos os demais universos e
54&2;4:0.2

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como escola de finalização para os peregrinos do tempo em seu caminho ao Paraíso; todavia, uma criação tão excelsa deve existir antes de tudo para o prazer e satisfação dos Criadores perfeitos e infinitos. O surpreendente plano para o aperfeiçoamento dos mortais em evolução e, após alcançarem o Paraíso e o Corpo de Finalidade, proporcionar-lhes instrução adicional para algum serviço futuro não revelado parece ser, neste momento, um dos assuntos principais dos sete supra-universos e de suas várias subdivisões; mas este projeto de ascensão para espiritualizar e instruir os mortais do tempo e do espaço, de modo algum é a ocupação exclusiva das inteligências do universo. De fato, existem muitas outras atividades fascinantes que ocupam o tempo e reclamam as energias das hostes celestiais.
54&3;4:0.3

1. A Atitude Universal do Pai Ao longo dos tempos, os habitantes de Urantia interpretaram mal a providência de Deus. Há uma providência divina operando em vosso mundo, porém não se trata do ministério pueril, arbitrário e material que muitos mortais imaginaram ser. A providência de Deus consiste nas atividades entrelaçadas dos seres celestiais e dos espíritos divinos que, de acordo com as leis cósmicas, laboram sem cessar para a honra de Deus e para o avanço espiritual de seus filhos do universo.
54&4;4:1.1

Não podeis avançar em vosso conceito acerca do trato de Deus com o homem ao nível de reconhecer que o lema do universo é progresso? Durante longos períodos de tempo a raça humana lutou para alcançar sua posição atual. Durante todos estes milênios a Providência tem estado realizando o plano de evolução progressiva. Na prática, não há oposição entre estas duas idéias, exceto nos conceitos errôneos do homem. A providência divina jamais se coloca em oposição ao verdadeiro progresso humano, quer temporal, quer espiritual. A providência é sempre coerente com a natureza imutável e perfeita do supremo Legislador.
54&5;4:1.2

"Fiel é Deus" e "todos os seus mandamentos são justos". "Sua fidelidade está estabelecida nos céus". "Para sempre, ó Senhor, permanece no céu a tua palavra. A tua fidelidade é para todas as gerações; fundaste a terra e ela permanece". "Ele é um Criador fiel".
55&1;4:1.3

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Não há limitação das forças e seres pessoais que o Pai pode utilizar para sustentar seu propósito e manter suas criaturas. "O eterno Deus é nosso refúgio e cá embaixo estão os braços eternos". "Aquele que habita na proteção do Altíssimo à sombra do Todo-Poderoso ficará". "Não, por certo, o que nos guarda não adormecerá nem dormirá". "Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus", "porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos atentos às suas orações".
55&2;4:1.4

Deus sustém "todas as coisas pela palavra de seu poder". E quando nascem novos mundos "envia seus Filhos e eles são criados". Deus não apenas cria, mas também "preserva-os todos". Deus constantemente sustém todas as coisas materiais e todos os seres espirituais. Os universos são eternamente estáveis. Há estabilidade em meio à aparente instabilidade. Existe ordem e segurança subjacentes às convulsões de energia e aos cataclismos físicos dos reinos estelares.
55&3;4:1.5

O Pai Universal não se privou da direção dos universos; ele não é uma Deidade inativa. Se Deus deixasse de ser o sustentador presente de toda a criação, ocorreria de imediato um colapso universal. A não ser por Deus, não haveria coisa alguma como realidade. Deus continua sustentando neste exato momento, assim como durante os tempos remotos do passado e no futuro eterno. O alcance divino se estende por todo o círculo da eternidade. Não se dá corda ao universo como a um relógio para que ande apenas durante certo tempo e em seguida pare de funcionar; todas as coisas são constantemente renovadas. O Pai incessantemente derrama energia, luz e vida. A obra de Deus é literal tanto quanto é espiritual. "Ele estende o norte sobre o vazio e suspende a terra sobre o nada".
55&4;4:1.6

Um ser de minha ordem pode descobrir a harmonia última e divisar a ampla e profunda coordenação nos assuntos rotineiros da administração do universo. Muito do que parece desconexo e casual à mente dos mortais, mostra-se ordenado e construtivo ao meu entendimento. Porém, nos universos ocorrem muitas coisas que não compreendo de todo. Durante muito tempo tenho estudado e estou mais ou menos familiarizado com as forças, energias, mentes, morontias, espíritos e personalidades reconhecidos, dos universos locais e dos suprauniversos. Tenho um entendimento genérico sobre como estes
55&5;4:1.7

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intercessores e estes seres pessoais operam e estou estreitamente familiarizado com as atividades das inteligências espirituais autorizadas do grande universo. Não obstante meu conhecimento do fenômeno dos universos, deparo-me constantemente com reações cósmicas que não posso penetrar de todo. Encontro seguidamente manobras aparentemente fortuitas na interassociação de forças, energias, intelectos e espíritos, que não posso explicar de maneira satisfatória. Tenho toda competência para traçar e analisar o funcionamento de todos os fenômenos diretamente resultantes da ação do Pai Universal, do Filho Eterno, do Espírito Infinito e, em grande parte, da Ilha do Paraíso. O que suscita minha perplexidade é encontrar-me com o que parece ser a atuação de seus misteriosos iguais em categoria, os três Absolutos de potencialidade. Estes Absolutos parecem suplantar a matéria, transcender a mente e sobrevir espírito. Sinto-me constantemente atônito e muitas vezes perplexo por minha incapacidade em compreender estas complexas transações que atribuo às presenças e ações do Absoluto Inqualificável, do Absoluto da Deidade e do Absoluto Universal.
55&6;4:1.8

Estes Absolutos devem ser as presenças não totalmente reveladas em circulação no universo que, nos fenômenos de potência do espaço e na função de outros supra-últimos tornam impossível aos físicos, aos filósofos e mesmo aos religionários predizer com certeza quanto a precisamente de que maneira os primordiais de força, conceito ou espírito respondem às demandas feitas numa situação complexa de realidade, que envolve ajustes supremos e valores últimos.
56&1;4:1.9

Há também uma unidade orgânica nos universos do tempo e do espaço que parece estar sob toda a teia dos acontecimentos cósmicos. Esta presença viva do Ser Supremo em evolução, esta Imanência do Incompleto Projetado, manifesta-se de vez em quando, inexplicavelmente, por meio do que parece ser uma assombrosa coordenação casual de acontecimentos universais aparentemente não relacionados. Esta deve ser a ação da Providência — o âmbito do Ser Supremo e do Atuante Conjunto.
56&2;4:1.10

Estou inclinado a crer que é este amplo e geralmente irreconhecível controle da coordenação e interassociação de todas as fases e formas da atividade do universo o que causa uma combinação tão variada e, na aparência, uma miscelânea irremediavelmente confusa de
56&3;4:1.11

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fenômenos físicos, mentais, morais e espirituais operando infalivelmente para a glória de Deus e para o bem dos homens e dos anjos. Porém, em sentido mais amplo, os aparentes "acidentes" do cosmos indubitavelmente formam parte do drama finito da aventura espaço-temporal, do Infinito em sua eterna manipulação dos Absolutos.
56&4;4:1.12

2. Deus e a Natureza A natureza é, num sentido limitado, a condição habitual de Deus. A conduta ou ação de Deus condiciona-se e provisoriamente modifica-se por meio dos planos experimentais e dos modelos em evolução de um universo local, de uma constelação, de um sistema ou de um planeta. Deus age de acordo com uma lei bem definida, invariável e imutável por todo o vasto universo matriz; mas modifica o molde de sua ação de forma a contribuir com a direção coordenada e equilibrada de cada universo, constelação, sistema, planeta e ser pessoal de acordo com os desígnios, objetivos e planos locais dos projetos finitos de desenvolvimento progressivo.
56&5;4:2.1

Portanto, tal como o homem mortal a entende, a natureza exibe o alicerce subjacente e o pano de fundo básico de uma Deidade invariável e de suas leis imutáveis, que se modificam pela ação dos planos, propósitos e modelos locais, e por conta disso flutuam e experimentam convulsões em seu decurso, e pelas condições que o universo, constelação, sistema, forças planetárias e seres pessoais locais inauguraram e estão pondo em prática. Por exemplo: tal qual as leis de Deus têm sido decretadas em Nebadon, estas são modificadas pelos planos estabelecidos pelo Filho Criador e pelo Espírito Criativo deste universo local; além de tudo isto, os erros, as deserções e as insurreições de alguns seres residentes em vosso planeta e pertencentes ao sistema planetário de Satânia, imediato ao vosso, também influíram na operação destas leis.
56&6;4:2.2

A natureza é uma resultante espaço-temporal de dois fatores cósmicos: primeiro, a imutabilidade, a perfeição e a retitude da Deidade do Paraíso; e segundo, os planos experimentais, os desatinos na execução, os erros da rebeldia, o desenvolvimento incompleto e a sabedoria imperfeita das criaturas extra-Paraíso, desde as mais elevadas até as mais modestas. A natureza, portanto, traz consigo um fio de perfeição
56&7;4:2.3

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maravilhoso, majestoso, invariável e uniforme proveniente do círculo da eternidade; mas em cada universo, em cada planeta e em cada vida individual esta natureza está modificada, condicionada e talvez deformada com os atos, os erros e as deslealdades das criaturas dos sistemas e universos em evolução; e por essa razão sempre há de ser uma natureza mutável, caprichosa, ainda que de fundo estável, e variada de acordo com os procedimentos de operação de um universo local. A natureza é a perfeição do Paraíso dividida pela incompletitude, pela maldade e pelo pecado dos universos inacabados. Este quociente assim expressa o perfeito e o parcial, o eterno e o temporal. A evolução contínua modifica a natureza por aumentar o conteúdo de perfeição do Paraíso e por diminuir o conteúdo do mal, do erro e da desarmonia da realidade relativa.
57&1;4:2.4

Deus não está pessoalmente presente na natureza nem em qualquer das forças da natureza pois o fenômeno da natureza consiste na superposição das imperfeições da evolução progressiva sobre as bases do Paraíso, feitas da lei universal de Deus e, às vezes, consiste nas conseqüências da rebelião da inssureição. Tal como aparece num mundo como Urantia, a natureza jamais pode ser a expressão adequada, a representação verdadeira, o fiel retrato de um Deus infinito e onisciente.
57&2;4:2.5

Em vosso mundo, a natureza é um condicionamento das leis de perfeição pelos planos evolutivos do universo local. Que farsa adorar a natureza por estar, num sentido limitado, condicionado, imbuída de Deus; por ser uma fase do poder universal e, portanto, divino! A natureza é também uma manifestação das elaborações inacabadas, incompletas, imperfeitas do desenvolvimento, crescimento e progresso de um experimento universal em evolução cósmica.
57&3;4:2.6

Os defeitos aparentes do mundo material não indicam nenhum defeito correspondente no caráter de Deus. Antes, as imperfeições observadas são meramente as paradas inevitáveis e momentâneas na exibição de uma fita sempre em movimento, de projeção infinita. São esta mesmas falhas-interrupções da perfeição-continuidade que tornam possível à mente finita do homem material apanhar, no tempo e no espaço, um vislumbre fugaz da realidade divina. As manifestações materiais de divindade parecem defeituosas à mente evolucionária do homem somente porque o homem mortal persiste em ver os fenômenos da
57&4;4:2.7

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natureza através dos olhos naturais, a visão humana, sem o expediente da mota morontial ou da revelação, seu substituto compensatório nos mundos temporais. E a natureza está deformada, seu rosto formoso marcado, seus traços crestados pela rebelião, pela má conduta, pelos maus pensamentos de inumeráveis criaturas que são uma parte da natureza, mas que contribuíram para sua desfiguração no tempo. Não, a natureza não é Deus. A natureza não é objeto de adoração.
57&5;4:2.8

3. O Caráter Invariável de Deus Durante um tempo longo demais, o homem pensava em Deus como alguém semelhante a ele. Deus não tem ciúme, nunca teve nem o terá jamais, nem do homem nem de qualquer outro ser no universo de universos. Sabendo que o Filho Criador pretendia que o homem fosse a obra-mestra da criação planetária, para ser o governante de toda a terra, a visão de seu ser dominado por suas mais baixas paixões, o espetáculo de se curvar ante ídolos de madeira, pedra e ouro e sua ambição egoísta — essas cenas sórdidas despertam em Deus e seus Filhos o zelo pelo homem, nunca porém ciúme dele.
57&6;4:3.1

O Deus eterno é incapaz de sentir fúria e ira no sentido humano destas emoções e como o homem entende tais reações. Estes sentimentos são vis e mesquinhos; são indignos de serem chamados humanos, muito menos divinos; e tais atitudes são completamente alheias à natureza perfeita e ao caráter benévolo do Pai Universal.
57&7;4:3.2

Grande, mas grande parte da dificuldade que os mortais de Urantia têm para entender a Deus deve-se às extensas conseqüências da rebelião de Lúcifer e à traição de Caligastia. Nos mundos não segregados pelo pecado, as raças em evolução são capazes de formular idéias bem melhores do Pai Universal; padecem menos da confusão, distorção e deformação conceitual.
58&1;4:3.3

Deus não se arrepende de nada do que já fez, do que faz agora ou do que sempre fará. Ele é onisciente uma vez que é onipotente. A sabedoria do homem surge das tentativas e dos erros da experiência humana; a sabedoria de Deus consiste na inqualificável perfeição de sua
58&2;4:3.4

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infinita percepção do universo, e esta presciência divina efetivamente dirige a livre vontade criativa. O Pai Universal jamais faz algo que cause posteriormente pesar ou remorso, mas as criaturas de vontade, planejadas e feitas pelos seres pessoais Criadores nos universos remotos, por sua escolha desventurada, às vezes ocasionam emoções de divina dor nos seres pessoais Criadores, seus pais. Mas conquanto o Pai não cometa erros, não abrigue remorsos nem experimente pesar, ele é um ser com afeto de pai e seu coração indubitavelmente se aflige quando seus filhos fracassam em alcançar os níveis espirituais que são capazes de atingir com a assistência que tão profusamente lhes proporcionaram os planos de realização espiritual e as diretrizes dos universos para a ascensão dos mortais.
58&3;4:3.5

A bondade infinita do Pai está além da compreensão da mente finita do tempo; por esta razão sempre se há de empregar um contraste com o mal (não o pecado) comparativo para a exibição efetiva de todas as fases da bondade relativa. A percepção imperfeita do mortal pode discernir a perfeição da bondade divina apenas porque ela encontra-se em contrastante associação com a imperfeição relativa nas relações do tempo e da matéria nos movimentos do espaço.
58&4;4:3.6

O caráter de Deus é infinitamente supra-humano; portanto, como nos Filhos divinos, esta natureza da divindade tem de ser personalizada antes mesmo que a mente finita do homem possa apreendê-la pela fé.
58&5;4:3.7

4. A Compreensão de Deus Deus é o único ser estacionário, auto-suficiente e invariável em todo o universo de universos, que não tem exterior, nem mais além, nem passado, nem futuro. Deus é energia em que há propósito (espírito criativo) e vontade absoluta, e estas são auto-existentes e universais.
58&6;4:4.1

Visto que Deus é auto-existente, ele é absolutamente independente. A mesma identidade de Deus é adversa à mudança. "Eu, o Senhor, não mudo". Deus é imutável; porém , até que atinjais a condição paradisíaca, não podeis sequer começar a entender como Deus pode passar da simplicidade à complexidade, da identidade à variação, do repouso ao movimento, da infinitude à finitude, do divino ao humano e da unidade à
58&7;4:4.2

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dualidade e triunidade. E Deus pode assim modificar as manifestações de sua absolutidade porque a imutabilidade divina não implica em imobilidade; Deus tem vontade : ele é vontade. Deus é o ser da autodeterminação absoluta; não há limites às suas reações no universo salvo aquelas auto-impostas; e os atos de sua livre vontade estão condicionados somente por aquelas qualidades divinas e atributos perfeitos que, de forma inerente, caracterizam sua natureza eterna. Portanto, Deus relaciona-se com o universo como o ser da bondade final somada à livre vontade de infinitude criativa.
58&8;4:4.3

O Pai-Absoluto é o criador do universo central e perfeito e o Pai de todos os outros criadores. Deus compartilha com o homem e os outros seres a personalidade, a bondade e outras numerosas características, mas a infinitude da vontade é só sua. Deus está limitado em seus atos criativos somente pelos sentimentos de sua natureza eterna e pelos ditames de sua infinita sabedoria. Deus pessoalmente escolhe somente o que é infinitamente perfeito e daí a perfeição excelsa do universo central; e conquanto os Filhos Criadores partilhem plenamente de sua divindade, e mesmo fases de sua absolutidade, estes não estão completamente limitados por essa finalidade da sabedoria que dirige a infinitude de vontade do Pai. Por esta razão, na ordem filial de Miguel, a livre vontade criativa vem a ser até mais ativa, totalmente divina e quase última, se não absoluta. O Pai é infinito e eterno, mas negar a possibilidade de autolimitação volitiva equivaleria à negação deste mesmo conceito da sua absolutidade volitiva.
58&9;4:4.4

A absolutidade de Deus impregna todos os sete níveis de realidade universal. E a totalidade desta natureza absoluta está sujeita à relação do Criador com sua família de criaturas do universo. A precisão pode caracterizar a justiça trinitária no universo de universos, mas em toda sua vasta relação familiar com as criaturas do tempo, o Deus dos universos é governado por um sentimento divino. Ao todo — eternamente — Deus infinito é um Pai. De todos os títulos possíveis pelos quais ele poderia ser apropriadamente conhecido, tenho sido instruído para descrever o Deus de toda a criação como o Pai Universal.
59&1;4:4.5

Em Deus Pai, as ações de sua livre vontade não estão reguladas pelo poder nem dirigidas só pelo intelecto; a personalidade divina definese por consistir em espírito e manifestar-se aos universos como amor.
59&2;4:4.6

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Portanto, em todas as suas relações pessoais com os seres pessoais dos universos, a Primeira Fonte e Centro é sempre e coerentemente um Pai amoroso. Deus é um Pai no mais elevado sentido do termo. Ele está eternamente motivado pelo perfeito idealismo de amor divino, e essa natureza terna encontra sua mais forte expressão e a maior satisfação em amar e ser amado. Na ciência, Deus é a Primeira Causa; na religião, o Pai universal e amoroso; na filosofia, o único ser que existe por si mesmo, que não depende de nenhum outro ser para existir mas que magnanimamente confere existência real a todas as coisas e a todos os outros seres. Mas necessita-se da revelação para demonstrar que a Primeira Causa da ciência e a Unidade auto-existente da filosofia são o Deus da religião, pleno de misericórdia e bondade e comprometido a levar a efeito a sobrevivência eterna de seus filhos na terra.
59&3;4:4.7

Almejamos o conceito do Infinito, porém adoramos a vivênciaidéia de Deus, nossa capacidade de apreender, a todo momento e em todo lugar, os fatores da personalidade e da divindade do nosso mais elevado conceito de Deidade.
59&4;4:4.8

A consciência de uma vida humana vitoriosa na terra nasce da fé da criatura que ousa enfrentar cada fato que se repete na existência, defrontando o impressionante espetáculo das limitações humanas mediante a infalível declaração: Mesmo que eu não possa fazer isto, em mim vive quem possa fazê-lo e que o fará, uma parte do Pai-Absoluto do universo de universos. E essa é "a vitória que vence o mundo, vossa própria fé."
59&5;4:4.9

5. Idéias Errôneas sobre Deus A tradição religiosa é o registro imperfeitamente preservado das experiências dos homens conhecedores de Deus nos tempos passados, mas tais registros não são fidedignos para guiarem a vida religiosa ou como a fonte de informação verdadeira acerca do Pai Universal. Estas antigas crenças religiosas têm sido invariavelmente alteradas pelo fato de que o homem primitivo era um fazedor de mitos.
59&6;4:5.1

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Uma das maiores fontes de confusão em Urantia a respeito da natureza de Deus surge da falha de vossos livros sagrados ao não distinguir claramente entre os seres pessoais da Trindade do Paraíso e entre a Deidade do Paraíso e os criadores e administradores do universo local. Durante as dispensações passadas, de compreensão parcial, vossos sacerdotes e profetas falharam em estabelecer diferenças claras entre os Príncipes Planetários, os Soberanos dos Sistemas, os Pais das Constelações, os Filhos Criadores, os Governantes dos Supra-universos, o Ser Supremo e o Pai Universal. Muitas das mensagens dos seres pessoais subordinados, como os Portadores de Vida e várias ordens de anjos, têm aparecido em vosso registros apresentadas como vindas de Deus mesmo. O pensamento religioso de Urantia ainda confunde as pessoas companheiras da Deidade com o próprio Pai Universal, de maneira que estão todos incluídos sob um só apelativo.
60&1;4:5.2

Os habitantes de Urantia continuam padecendo da influência de conceitos primitivos de Deus. Os deuses que arrasam na tempestade; que fazem tremer a terra em sua fúria e destroem os homens em sua ira; que, em seus juízos de insatisfação, infligem tempos de penúria e de inundação — estes são os deuses da religião primitiva; não são os Deuses que vivem e governam os universos. Estes conceitos são relíquias dos tempos em que os homens supunham que o universo estava sob a direção e domínio do capricho destes deuses imaginários. Mas o homem mortal está começando a perceber que vive num reino de lei e ordem relativas até onde concerne às diretrizes e conduta dos Criadores Supremos e dos Reitores Supremos.
60&2;4:5.3

A idéia bárbara de apaziguar um Deus furioso, de propiciar a um Senhor ofendido, de conquistar o favor da Deidade através de sacrifícios e penitência e até por meio de derramamento de sangue representa uma religião completamente pueril e primitiva, uma filosofia indigna de uma era iluminada de ciência e verdade. Tais crenças são totalmente repulsivas para os seres celestiais e governantes divinos que servem e reinam nos universos. É uma afronta a Deus crer, sustentar ou ensinar que se deve derramar sangue inocente a fim de conquistar seu favor ou dissuadir a fictícia fúria divina.
60&3;4:5.4

Os hebreus acreditavam que "sem efusão de sangue não havia a remissão dos pecados". Não haviam encontrado a libertação da idéia antiga e pagã de que os Deuses não podiam ser apaziguados a não ser pelo
60&4;4:5.5

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espetáculo de sangue, ainda que Moisés tenha conseguido um notável avanço no tempo em que proibiu os sacrifícios e para isto, na mente primitiva dos pueris seguidores Beduínos, substituiu-os pelo sacrifício cerimonial de animais. A efusão de um Filho do Paraíso sobre vosso mundo era inerente à situação de término de uma era planetária; era inevitável, e não era necessária para conquistar o favor de Deus. Aconteceu também desta efusão ser o último ato pessoal de um Filho Criador na longa aventura de obter a soberania vivencial de seu universo. Que paródia do caráter infinito de Deus! Que ensinamento o de que seu coração paterno, com toda a frieza austera e dureza, permanecia tão indiferente aos infortúnios e pesares de suas criaturas que sua terna misericórdia não esteve próxima até que viu seu inocente Filho sangrar e morrer sobre a cruz do Calvário!
60&5;4:5.6

Mas os habitantes de Urantia chegarão à libertação destes antigos erros e destas superstições pagãs em relação à natureza do Pai Universal. A revelação da verdade sobre Deus está aparecendo, e a raça humana está destinada a conhecer o Pai Universal em toda essa beleza de caráter e formosura de atributos que tão magnificamente descreveu o Filho Criador, que residiu em Urantia como o Filho do Homem e o Filho de Deus.
60&6;4:5.7 61&1;4:5.8

[Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa.]

escrito004_rev_013.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 004 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 003 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco.

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ubinfo@ubfellowship.org 1.Citações Bíblicas 2. Alterações de Revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
55&1;4:1.3

"Fiel é Deus" (1 Coríntios 1:9)

BSEP : Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à sociedade de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. BJ : É fiel o Deus que vos chamou à comunhão com o seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. (1 Coríntios 10:13) ___________________________________________________________ ______________
55&1;4:1.3

"todos os seus mandamentos são justos". (Salmos 119:172)

BSEP (118:172) : A minha língua anunciará a tua palavra, porque todos os teus mandamentos são equidade. BJ : Que minha língua cante a tua promessa, pois seus mandamentos todos são justiça. ___________________________________________________________ ______________
55&1;4:1.3

"Sua fidelidade está estabelecida nos céus". (Salmos 89:3)

BSEP (88:3) : Porquanto disseste : A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno nos céus; a tua fidelidade será solidamente estabelecida neles.

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145

BJ : pois disseste : o amor está edificado para sempre, firmaste a tua verdade no céu. (Salmos 36:5) ___________________________________________________________ ______________ "Para sempre, ó Senhor, permanece no céu a tua palavra. A tua fidelidade é para todas as gerações; fundaste a terra e ela permanece". (Salmos 119:89-90)
55&1;4:1.3

BSEP (118:89-90) : Para sempre, Senhor, permanece no céu a tua palavra. A tua verdade transmite-se de geração em geração; tu fundaste a terra e ela permanece. BJ : Iahweh, tua palavra é para sempre, ela está firmada no céu; tua verdade continua, de geração em geração : fixaste a terra e ela permanece. ___________________________________________________________ ______________
55&1;4:1.3

"Ele é um Criador fiel". (1 Pedro 4:19)

BSEP : Por isso também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus, encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem. BJ : Assim, aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus confiam as suas almas ao fiel Criador, dedicando-se à prática do bem. ___________________________________________________________ ______________ "O eterno Deus é nosso refúgio e cá embaixo estão os braços eternos". (Deuteronômio 33:27)
55&2;4:1.4

BSEP : A sua habitação é lá no alto, e cá em baixo estão os seus braços eternos. Ele expulsará da tua presença o inimigo, e dirá : Sê reduzido a pó. BJ : O Deus de outrora é o teu refúgio. Cá embaixo, ele é o braço eterno que expulsa o inimigo da tua frente, e diz : "Extermina!". ___________________________________________________________ ______________

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146

"Aquele que habita na proteção do Altíssimo à sombra do TodoPoderoso ficará". (Salmos 91:1)
55&2;4:1.4

BSEP (90:1) : O que habita à sombra do Altíssimo, na proteção do Deus do céu descansará. BJ : do Quem habita na proteção Altíssimo pernoita à sombra de Shaddai, ___________________________________________________________ ______________
55&2;4:1.4 "Não, por certo, o que nos guarda não adormecerá nem dormirá". (Salmos 121:4)

BSEP (120:4) : Não, por certo, não adormecerá, nem dormirá o que guarda Israel. BJ : Sim, não dorme nem cochila o guarda de Israel. ___________________________________________________________ ______________ "Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus". (Romanos 8:28)
55&2;4:1.4

BSEP : Ora sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, para o bem daqueles que, segundo o seu eterno desígnio, foram chamados santos. BJ : E nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio. ___________________________________________________________ ______________ "porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos atentos às suas orações". (1 Pedro 3:12)
55&2;4:1.4

BSEP : porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos às suas orações, mas o seu rosto está contra os que fazem o mal." BJ : porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua prece, mas o rosto do Senhor se volta contra os que praticam o mal.

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___________________________________________________________ ______________
55&3;4:1.5

"todas as coisas pela palavra de seu poder". (Hebreus 1:3)

___________________________________________________________ ______________
55&3;4:1.5

"envia seus Filhos e eles são criados". (Salmos 104:30)

___________________________________________________________ ______________
55&3;4:1.5

"preserva-os todos". (Não encontrado na Bíblia)

___________________________________________________________ ______________ "Ele estende o norte sobre o vazio e suspende a terra sobre o nada". (Jó 26:7)
55&4;4:1.6

BSEP : Ele é que estende o setentrião sobre o vácuo, quem suspende a terra no nada. BJ : Estendeu o setentrião sobre o vazio e suspendeu a terra sobre o nada. ___________________________________________________________ ______________
58&7;4:4.2

"Eu, o Senhor, não mudo". (Malaquias 3:6)

BSEP : Porque eu sou o Senhor, e não mudo; por isso é que vós, ó filhos de Jacó, não tendes sido ainda consumados. BJ : Sim, eu, Iahweh, não mudei, mas vós, filhos de Jacó, não cessastes! ___________________________________________________________ ______________
59&5;4:4.9

"a vitória que vence o mundo, vossa própria fé." (1 João 5:4)

BSEP : Tudo o que nasceu de Deus, vence o mundo; a vitória que vence o mundo é a nossa fé. BJ : pois todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé.

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___________________________________________________________ ______________ "sem efusão de sangue não havia a remissão dos pecados". (Hebreus 9:22)
60&4;4:5.5

BSEP : Quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue : sem efusão de sangue não há remissão. BJ : Segundo a lei, quase todas as coisas se purificam com sangue; e sem efusão de sangue não há remissão. ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões
54&1;4:0.1

De : "...e espiritual do universo dos universos,..." Para : "...e espiritual do universo de universos,..."
56&5;4:2.1

"..., o traje físico de Deus...." "..., a condição habitual de Deus...."
57&2;4:2.5

"..., da lei universal de Deus e, às vezes, consiste nas conseqüências das rebeliões insurrecionais." , feitas da lei universal de Deus e, às vezes, consiste nas conseqüências da rebelião da inssureição.
57&6;4:3.1

"...Deus não tem zelos,...., nunca porém zelos dele." "...Deus não tem ciúme,...,nunca porém ciúme dele."
58&3;4:3.5

"...proporcionaram os planos de alcance espiritual..." "...proporcionaram os planos de realização espiritual..."

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58&7;4:4.2

"...até que atinjais a condição de Paraíso,..." "...até que atinjais a condição paradisíaca,..."
59&1;4:4.5

"...relação de família com as criaturas do tempo..." "...relação familiar com as criaturas do tempo..."
60&2;4:5.3

"...e ordem relativas até onde é respeitante às diretrizes..." "...e ordem relativas até onde concerne às diretrizes..."
60&5;4:5.6

"...na longa aventura de lograr a soberania..." "...na longa aventura de obter a soberania..." suplemento_004_rev_013.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 5 A Relação de Deus com o Indivíduo 1. A aproximação a Deus 2. A Presença de Deus 3. A Verdadeira Adoração 4. Deus na Religião 5. A Consciência de Deus 6. O Deus da Personalidade [Este é o quinto e último escrito da série apresentando a narração sobre o Pai Universal através de um Conselheiro Divino de Uversa.]

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Se a mente finita do homem é incapaz de compreender como um Deus tão grande e tão majestoso como o Pai Universal pode descer de sua morada eterna em infinita perfeição para fraternizar com a criatura humana, este intelecto finito deve então descansar na segurança do companheirismo divino, sobre a verdade do fato que uma fração real do Deus vivo reside dentro do intelecto de todo mortal de Urantia dotado com mente normal e moralmente cônscio. Os Modeladores do Pensamento interiores são uma parte da Deidade eterna, do Pai do Paraíso. O homem não necessita ir mais além de sua própria experiência interior, da contemplação da alma, desta presença de realidade espiritual para encontrar a Deus e tentar a comunhão com ele.
62&1;5:0.1

Deus tem distribuído a infinitude de sua natureza eterna por todas as realidades existenciais de seus seis absolutos de igual categoria mas ele pode, em qualquer momento, estabelecer um contato pessoal direto com qualquer parte, fase ou classe da criação através da ação de suas frações pré-pessoais. E o Deus eterno também reservou para si a prerrogativa de efundir personalidade sobre os Criadores divinos e sobre as criaturas vivas do universo dos universos, reservando ainda a prerrogativa de manter contato direto e parental com todos estes seres pessoais através do circuito da personalidade.
62&2;5:0.2

1. A aproximação a Deus A incapacidade da criatura finita de aproximar-se do Pai Infinito é inerente, não à indiferença do Pai, mas à finitude e às limitações materiais dos seres criados. A magnitude da diferença espiritual entre o mais elevado ser pessoal existente no universo e os mais modestos grupos de inteligência criada é algo inconcebível. Se fosse possível para as mais modestas classes de inteligência serem instantaneamente transportadas à presença do Pai mesmo, elas não saberiam que ali se encontravam. Estariam ali tão esquecidas da presença do Pai Universal como o estão onde se encontram agora. Há uma longa, longa estrada à frente do homem mortal antes que ele possa, consistentemente e dentro do campo da possibilidade, pedir salvo-conduto para a presença do Pai Universal no Paraíso. Espiritualmente, o homem tem de ser transladado muitas vezes antes que possa chegar a um nível que lhe redundará em visão espiritual,
62&3;5:1.1

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capacitando-o para ver até mesmo qualquer um dos Sete Espíritos Maiores. Nosso Pai não se esconde; não está arbitrariamente recluso. Ele tem mobilizado os recursos da divina sabedoria num esforço interminável para revelar-se aos filhos de seu domínio universal. Há uma grandeza infinita e uma generosidade inexpressável relacionadas com a majestade de seu amor que o faz almejar a união com todos os seres criados que possam compreendê-lo, amá-lo ou aproximar-se dele; e são, portanto, vossas próprias limitações, inseparáveis de vossa personalidade finita e de vossa existência material que determinam o momento, o lugar e as circunstâncias em que podereis alcançar a meta da jornada de ascensão dos mortais e estar na presença do Pai, no centro de todas as coisas.
62&4;5:1.2

Embora devais esperar chegar aos mais altos níveis de progresso do espírito para vos abeirar da presença do Pai do Paraíso, deverias regozijar-vos por saber da possibilidade sempre presente de comunhão imediata com o espírito que o Pai efundiu, tão intimamente associado com o imo de vossa alma e com vosso eu espiritualizante.
63&1;5:1.3

Os mortais do tempo e do espaço podem diferir bastante em capacidades inatas e dom intelectual, podem desfrutar de ambientes excepcionalmente favoráveis ao avanço social e progresso moral, ou podem padecer da quase total falta de ajuda humana para a cultura e suposto avanço nas artes da civilização; mas as possibilidades para o progresso espiritual na caminhada de ascensão são iguais para todos; é possível alcançar níveis crescentes de percepção espiritual e sentidos cósmicos completamente independente de qualquer diferença sócio-moral dos diversificados ambientes materiais nos mundos evolucionários.
63&2;5:1.4

Por mais que os mortais de Urantia possam diferir em oportunidades e dons intelectuais, sociais, econômicos e até morais, não vos esqueçais que seus dons espirituais são uniformes e únicos. Todos desfrutam da mesma presença divina da dádiva proveniente do Pai e todos são igualmente privilegiados na busca por uma comunhão íntima e pessoal com este espírito interior de origem divina, enquanto todos igualmente podem escolher aceitar a direção espiritual e uniforme destes Preceptores de Mistério.
63&3;5:1.5

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Se o homem mortal estiver deveras espiritualmente motivado e, de todo o coração, consagrado a fazer a vontade do Pai, então, visto que está certa e efetivamente dotado do Modelador divino e interior, não pode deixar de se materializar na experiência desse indivíduo a consciência sublime de conhecer a Deus e a excelsa segurança de sobreviver com o propósito de encontrar a Deus pela experiência progressiva de se tornar cada vez mais semelhante a ele.
63&4;5:1.6

Espiritualmente, mora no homem um Modelador do Pensamento, que sobrevive. Se a mente deste homem está sincera e espiritualmente motivada, se esta alma humana deseja conhecer a Deus e parecer-se com ele, se realmente deseja fazer a vontade do Pai, não existe influência negativa alguma que tolha o mortal nem força positiva que possa interferir para impedir uma alma divinamente motivada de ascender seguramente aos portais do Paraíso.
63&5;5:1.7

O Pai deseja que todas as suas criaturas estejam em comunhão pessoal com ele. Ele tem um lugar no Paraíso para receber todos aqueles cuja condição de sobrevivência e natureza espiritual tornem possível tal realização. Portanto, agora e sempre, determinai em vossa filosofia o seguinte: Para cada um de vós e para cada um de nós, Deus é acessível, o Pai é alcançável, o caminho está aberto; as forças do amor divino e os meios e modos da administração divina estão entrelaçados num esforço conjunto para facilitar o avanço de qualquer inteligência digna, de qualquer universo, até a presença no Paraíso do Pai Universal.
63&6;5:1.8

O fato de implicar um imenso período de tempo para alcançar a Deus não torna menos real a presença e personalidade do Infinito. Vossa ascensão é uma parte do circuito dos sete supra-universos, e ainda que gireis ao seu redor um número incalculável de vezes, podeis esperar, em espírito e em condição, estar sempre girando em direção ao interior. Podeis confiar que sereis transladados de esfera em esfera, dos circuitos exteriores até sempre mais próximos do centro interior; e algum dia, não duvideis, encontrar-vos-eis diante a presença divina e central e, figurativamente falando, a vereis frente a frente. É questão de alcançar níveis espirituais atuais e literais; e estes níveis espirituais são alcançáveis por todo e qualquer ser em que tenha morado um Preceptor de Mistério, e que posteriormente tenha se fundido por toda a eternidade com este Modelador do Pensamento.
63&7;5:1.9

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O Pai não se oculta espiritualmente, mas muitas de suas criaturas ocultaram-se nas brumas da obstinação de suas próprias decisões obstinadas e, por ora, separaram-se da comunhão com seu espírito e com o espírito de seu Filho, pela escolha de seus próprios caminhos perversos e por condescender com a arrogância de suas mentes intolerantes e de suas naturezas não-espirituais.
64&1;5:1.10

Enquanto conserva a faculdade de escolha, o homem mortal pode aproximar-se de Deus e pode repetidamente renunciar a vontade divina. A sorte final do homem não está selada até que tenha perdido a faculdade de escolher a vontade do Pai. O coração do Pai nunca se fecha à necessidade e às súplicas de seus filhos. Porém, é sua descendência que fecha seu coração para sempre ao poder de atração do Pai quando, finalmente e para sempre, perde o desejo de fazer sua divina vontade: de conhecê-lo e de assemelhar-se a ele. Da mesma forma, o homem assegura seu destino eterno quando a fusão com o Modelador proclama ao universo que tal ascendente fez a escolha final e irrevogável de viver a vontade do Pai.
64&2;5:1.11

Deus, em sua grandeza, faz contato direto com o homem mortal e dá uma parte de seu ser infinito, eterno e incompreensível para viver e morar dentro dele. Deus embarcou com o homem na aventura eterna. Se anuirdes à direção das forças espirituais que estão em vós e ao vosso redor, não podereis deixar de alcançar o elevado destino estabelecido por um Deus amoroso como meta universal das criaturas que ascendem dos mundos evolucionários do espaço.
64&3;5:1.12

2. A Presença de Deus A presença física do Infinito constitui a realidade do universo material. A presença da mente da Deidade deve ser determinada pela profundidade da experiência intelectual individual e pelo nível do ser pessoal evolucionário. Necessariamente, deve haver diferencial quanto à presença espiritual da Divindade no universo. Ele é determinado pela capacidade espiritual de receptividade e pelo grau de consagração da vontade da criatura para fazer a vontade divina.
64&4;5:2.1

Deus vive em cada um de seus filhos nascidos do espírito. Os Filhos do Paraíso sempre têm acesso à presença de Deus, à "direita do Pai" , e todas as suas criaturas providas de personalidade têm acesso ao
64&5;5:2.2

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"seio do Pai". Isto nos leva ao circuito da personalidade, o qual onde, como e quando quer que seja contatado requer, por outro lado, um contato consciente e pessoal e a comunhão com o Pai Universal, seja na morada central ou em qualquer outro determinado lugar como, por exemplo, numa das sete esferas sagradas do Paraíso. Contudo, não é possível descobrir a presença divina em parte alguma da natureza, nem mesmo nas vidas dos mortais conhecedores de Deus, tão certa e plenamente como quando tentais a comunhão com o Preceptor de Mistério interior, o Modelador do Pensamento do Paraíso. Que erro sonhar com um Deus distante nos céus quando o espírito do Pai Universal vive dentro da vossa própria mente!
64&6;5:2.3

É por causa desse fragmento de Deus que mora em vós que podeis esperar, conforme progredis em harmonia com a direção espiritual do Modelador, discernir de modo mais pleno a presença e o poder transformador destas outras influências espirituais que vos cercam e que incidem em vós mas que não funcionam como parte integrante de vós. O fato de não estardes intelectualmente conscientes do contato estreito e íntimo com o Modelador interior não contradiz de modo algum esta sublime vivência. A natureza e o grau dos frutos do espírito produzidos na experiência da vida do indivíduo crente constituem a prova de fraternidade com o Modelador divino. "Pelos seus frutos vós os conhecereis".
64&7;5:2.4

É extremamente difícil para a mente material do homem mortal, minguadamente espiritualizada, experimentar uma consciência marcante das atividades espirituais de entidades divinas como os Modeladores do Paraíso. À medida que a alma criada, unida pela mente com o Modelador, torna-se cada vez mais existente, evolui também uma nova fase de consciência da alma que é capaz de distinguir a presença e de reconhecer a direção espiritual e outras atividades supra-materiais dos Preceptores de Mistério.
65&1;5:2.5

A completa comunhão com o Modelador envolve condição moral, motivação mental e experiência espiritual. É no âmbito da consciência da alma aonde principalmente, embora não exclusivamente, se dá esta autorealização; mas as provas são futuras e abundantes na manifestação dos frutos do espírito na vida de todos aqueles que entram em contato com esse espírito interior.
65&2;5:2.6

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3. A Verdadeira Adoração Ainda que as Deidades do Paraíso sejam, do ponto de vista universal, como uma só em suas relações espirituais com os seres como os que habitam em Urantia, são também três pessoas distintas e separadas. Existe uma diferença entre as Divindades no que se refere às súplicas pessoais, à comunhão e outras relações pessoais. No sentido mais elevado, adoramos ao Pai Universal e unicamente a ele. Realmente, podemos adorar e adoramos ao Pai como se manifesta em seus Filhos Criadores, mas é ao Pai quem, direta ou indiretamente, adoramos e veneramos.
65&3;5:3.1

Todas os gêneros de súplicas pertencem ao âmbito do Filho Eterno e à organização espiritual do Filho. As preces, todas as comunicações formais, tudo exceto venerar e adorar ao Pai Universal, são assuntos pertinentes ao universo local; habitualmente, não ultrapassam o âmbito jurisdicional do Filho Criador. Mas a adoração indubitavelmente entra no circuito do Filho e é enviada à pessoa do Criador por atuação do circuito da personalidade do Pai. Cremos ademais que esse registro da homenagem de uma criatura na qual habita um Modelador é facilitado pela presença do espírito do Pai. Existe uma enorme quantidade de provas para corroborar tal crença, e sei que todas as classes de frações do Pai têm poderes conferidos para registrar a adoração de boa-fé de seus súditos, de modo agradável, na presença do Pai Universal. Indubitavelmente, os Modeladores utilizam também os canais pré-pessoais diretos de comunicação com Deus, e igualmente são capazes de utilizar os circuitos de gravidade espiritual do Filho Eterno.
65&4;5:3.2

A adoração é por um motivo próprio; a prece personifica um elemento do próprio interesse, ou um elemento do interesse da criatura; essa é a maior diferença entre a adoração e a prece. Não há absolutamente nenhum pedido para si mesmo ou outro elemento de interesse pessoal na adoração verdadeira; simplesmente adoramos a Deus pelo que compreendemos que ele seja. A adoração nada pede nem nada espera para o que adora. Não adoramos ao Pai porque possamos receber algo desta veneração; nós lhe rendemos tal devoção e nos empenhamos em tal adoração como uma reação espontânea e natural por reconhecer a personalidade incomparável do Pai e por sua natureza amorosa e seus adoráveis atributos.
65&5;5:3.3

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No momento em que se introduz o elemento de interesse pessoal na oração, a devoção instante transporta-se da adoração à prece e, mais apropriadamente, deveria ser dirigida à pessoa do Filho Eterno ou do Filho Criador. Porém, na experiência religiosa prática não existe razão pela qual a prece não deva ser dirigida a Deus Pai como parte da adoração verdadeira.
65&6;5:3.4

Quando tratais de assuntos rotineiros de vossa vida diária, estais nas mãos dos seres pessoais espirituais que têm origem da Terceira Fonte e Centro; estais cooperando com os intercessores do Atuante Conjunto. E é assim: adorais a Deus; orais e estais em íntima comunhão com o Filho; e resolveis os detalhes de vossa permanência terrena em elo com as inteligências do Espírito Infinito que operam em vosso mundo e por todo o vosso universo.
66&1;5:3.5

Os Filhos Criadores ou Soberanos que presidem os destinos do universo local estão no lugar do Pai Universal e do Filho Eterno do Paraíso. Estes Filhos dos Universos recebem, em nome do Pai, o culto de adoração e ouvem as justificativas dos que pedem em toda parte de suas respectivas criações. Para os filhos de um universo local, para todas as intenções e propósitos práticos, um Filho Miguel é Deus. Ele é a personificação do Pai Universal e do Filho Eterno no universo local. O Espírito Infinito mantém contato pessoal com os filhos destes domínios através dos Espíritos do Universo, os companheiros criativos e administrativos dos Filhos Criadores do Paraíso.
66&2;5:3.6

A adoração sincera implica na mobilização de todas as faculdades da personalidade humana sob o domínio da alma evolutiva e sujeita à direção divina do Modelador de Pensamento companheiro. A mente, materialmente limitada, jamais pode vir a ser altamente consciente do valor real da adoração verdadeira. A percepção da realidade da experiência da adoração é determinada principalmente pelo grau de desenvolvimento de sua alma imortal evolutiva. O crescimento espiritual da alma ocorre totalmente independente da autoconsciência intelectual.
66&3;5:3.7

A experiência da adoração consiste na sublime tentativa do Modelador consorte de comunicar ao Pai divino os inexpressáveis anseios e as inefáveis aspirações da alma humana — criação conjunta da mente do mortal que busca a Deus e do Modelador imortal, que revela a Deus. A adoração é, portanto, o ato do assentimento da mente material ao esforço
66&4;5:3.8

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de seu eu espiritualizante, sob a orientação do espírito parceiro, para comunicar-se com Deus como filho da fé do Pai Universal. A mente do mortal consente em adorar; a alma imortal almeja e inicia a adoração; a presença do Modelador divino dirige tal adoração em nome da mente do mortal e da alma imortal evolutiva. A adoração verdadeira, em última análise, vem a ser uma experiência realizada em quatro níveis cósmicos: o intelectual, o morontial, o espiritual e o pessoal — a consciência da mente, da alma e do espírito, unificados na personalidade. 4. Deus na Religião A moralidade das religiões evolutivas impele os homens avante, na busca de Deus, motivados pelo poder do medo. As religiões reveladas atraem os homens para buscar um Deus de amor, porque almejam ser como ele. Mas a religião não é meramente um sentimento passivo de "dependência absoluta" e de "certificado de sobrevivência"; é uma experiência viva e dinâmica de alcançar a divindade afirmada no serviço à humanidade.
66&5;5:4.1

O grande e imediato serviço da verdadeira religião consiste em estabelecer uma unidade perdurável na experiência humana, uma paz duradoura e uma profunda segurança. Com o homem primitivo, até mesmo o politeísmo é uma unificação relativa do conceito evolutivo de Deidade; o politeísmo é monoteísmo em processo de formação. Mais cedo ou mais tarde, Deus está destinado a ser compreendido como a realidade dos valores, a substância dos significados e a vida da verdade.
66&6;5:4.2

Deus não é somente o determinador do destino; ele é o destino eterno do homem. Todas as atividades não-religiosas humanas procuram submeter o universo ao serviço deturpador do eu; o indivíduo verdadeiramente religioso busca identificar o eu com o universo e então dedicar as atividades deste eu unificado a servir à família universal de seus semelhantes, humanos e supra-humanos.
67&1;5:4.3

Os campos da filosofia e da arte ficam entre as atividades nãoreligiosas e as atividades religiosas do eu humano. Através da arte e da filosofia o homem de mente material é chamado à contemplação das realidades espirituais e dos valores universais de significado eterno.
67&2;5:4.4

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Todas as religiões ensinam a adorar a Deidade e algumas doutrinam a salvação humana. A religião budista promete salvar do sofrimento: uma paz sem fim; a religião judaica promete salvar das dificuldades: uma prosperidade afirmada na retitude; a religião grega prometia salvar da desarmonia, da feiúra, por meio da apreciação da beleza; o cristianismo promete salvar do pecado, a santidade; o maometismo oferece a libertação das rigorosas normas morais do judaísmo e do cristianismo. A religião de Jesus é a salvação do eu, a libertação dos males do isolamento da criatura, no tempo e na eternidade.
67&3;5:4.5

Os hebreus baseavam sua religião na bondade; os gregos, na beleza; as duas religiões buscavam a verdade. Jesus revelou um Deus de amor, e o amor é todo abrangente da verdade, beleza e bondade.
67&4;5:4.6

Os zoroastristas tinham uma religião de moral; os hindus, uma religião de metafísica; os confucionistas, uma religião de ética. Jesus viveu uma religião de serviço. Todas estas religiões são valiosas enquanto aproximações válidas à religião de Jesus. A religião está destinada a tornar-se a realidade da unificação espiritual de tudo o que é bom, belo e verdadeiro na vivência humana.
67&5;5:4.7

A religião grega tinha a máxima "conheça-te a ti mesmo"; os hebreus centravam seu ensinamento no "conheça teu Deus"; os cristãos pregam um evangelho visando o "conhecimento do Senhor Jesus Cristo"; Jesus proclamou a boa nova do "conheça a Deus e a ti mesmo como um filho de Deus". Estes diferentes conceitos do propósito da religião determinam a atitude do indivíduo em várias situações da vida, e prenunciam a profundidade da adoração e a natureza de seus hábitos pessoais de oração. A posição espiritual de toda e qualquer religião pode ser determinada pela natureza de suas preces.
67&6;5:4.8

O conceito de um Deus semi-humano e com ciúmes é uma transição inevitável entre o politeísmo e o monoteísmo sublime. O antropomorfismo elevado constitui o nível mais alto que pode alcançar uma religião puramente evolucionária. O cristianismo tem elevado o conceito de antropomorfismo do ideal do ser humano até o conceito transcendente e divino da pessoa do Cristo glorificado. E este é o antropomorfismo mais elevado que o homem ora pode conceber.
67&7;5:4.9

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O conceito cristão de Deus é uma tentativa de combinar três ensinamentos distintos :
67&8;5:4.10

1. O conceito hebreu : Deus como reivindicador dos valores morais, um Deus reto.
67&9 67&10 68&1

2. O conceito grego : Deus como unificador, um Deus de sabedoria.

3. O conceito de Jesus : Deus como amigo vivo, um Pai amoroso, a divina presença. Deve ser evidente, portanto, que a teologia cristã, que é composta, encontre grandes dificuldades para conseguir consistência. Esta dificuldade agrava-se ainda mais pelo fato de que as doutrinas do cristianismo primitivo baseavam-se geralmente na experiência religiosa de três pessoas diferentes: Filo de Alexandria, Jesus de Nazaré e Paulo de Tarso.
68&2;5:4.11

No estudo da vida religiosa de Jesus, examinai-o positivamente. Não penseis tanto em sua impecabilidade como em sua retidão, em seu serviço amoroso. Jesus extrapolou o amor passivo exposto no conceito hebreu do Pai celestial para o afeto mais elevado e muito mais ativo e amoroso de um Deus que é o Pai de todas os indivíduos, inclusive do malvado.
68&3;5:4.12

5. A Consciência de Deus A moralidade tem sua origem na razão da autoconsciência; é supra-animal mas completamente evolucionária. Em seu desdobramento, a evolução humana abrange todos os dons que antecedem a efusão dos Modeladores e o derramamento do Espírito da Verdade. Mas alcançar níveis de moralidade não liberta o homem das lutas reais da vida mortal. O ambiente físico do homem impõe a batalha pela existência; o ambiente social necessita de modificações éticas; as situações morais exigem que se façam escolhas nos mais elevados âmbitos da razão; a experiência espiritual (tendo percebido a Deus) exige que o homem o encontre e se esforce sinceramente para ser como ele.
68&4;5:5.1

A religião não se assenta nos fatos da ciência, nas obrigações da sociedade, nas assunções da filosofia ou nos deveres implicados na
68&5;5:5.2

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moralidade. A religião é um campo independente de resposta humana às situações da vida e infalivelmente aparece em todas as etapas do desenvolvimento humano, que são pós-morais. A religião pode penetrar todos os quatro níveis de percepção dos valores e a alegria da fraternidade universal: o nível físico ou material de auto-preservação; o nível social ou emocional da fraternidade; o nível da razão moral ou do dever; o nível espiritual da consciência de fraternidade universal através da adoração divina. O cientista que busca os fatos concebe a Deus como a Primeira Causa, um Deus de força. O artista emotivo vê Deus como o ideal da beleza, um Deus de estética. O filósofo pensador tende algumas vezes à postular um Deus de unidade universal, e mesmo uma Deidade panteísta. O religionário de fé crê num Deus que fomenta a sobrevivência, o Pai que está no céu, o Deus de amor.
68&6;5:5.3

A conduta moral é sempre um antecedente da religião evolutiva e é uma parte da própria religião revelada, mas nunca o total da experiência religiosa. O serviço social é o resultado do pensamento moral e da vida religiosa. A moralidade não conduz biologicamente aos níveis espirituais mais elevados da experiência religiosa. Venerar o belo do abstrato não é adorar a Deus; nem exaltar a natureza ou reverenciar a unidade constituem adoração a Deus.
68&7;5:5.4

A religião evolucionária é a mãe da ciência, da arte e da filosofia que elevaram o homem ao nível de receptividade à religião revelada, incluindo a efusão dos Modeladores e a vinda do Espírito da Verdade. O retrato evolucionário da existência humana inicia e termina com a religião, ainda que se trate de condições muito diferentes de religião; uma, evolutiva e biológica e a outra, de revelação e periódica. E assim, enquanto a religião é normal e natural para o homem, também é facultativa. O homem não tem de ser religioso contra a sua vontade.
68&8;5:5.5

A experiência religiosa, sendo essencialmente espiritual, não pode jamais ser totalmente compreendida pela mente material; daí a função da teologia, a psicologia da religião. A doutrina essencial da percepção humana de Deus cria um paradoxo na compreensão finita. É quase impossível para a lógica humana e para a razão finita harmonizar o conceito de imanência divina, de um Deus interior e parte de cada pessoa, com a idéia da transcendência de Deus, a dominação divina do universo
69&1;5:5.6

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dos universos. Estes dois conceitos essenciais da Deidade devem ser unificados, apreendendo-se pela fé o conceito da transcendência de um Deus pessoal, na percepção da presença interior de uma fração desse Deus, a fim de justificar a adoração inteligente e validar a esperança de sobrevivência da personalidade. As dificuldades e os paradoxos da religião são inerentes ao fato de que as realidades da religião estão totalmente além da capacidade do mortal para compreender com o intelecto. O homem mortal consegue três grandes satisfações provenientes da experiência religiosa, mesmo nos dias de sua estada na terra :
69&2;5:5.7

1. Intelectualmente, adquire a satisfação de uma consciência humana mais unificada.
69&3;5:5.8

2. Filosoficamente, desfruta da constatação de seus ideais de valores morais.
69&4;5:5.9

3. Espiritualmente, prospera na experiência de companheirismo divino, na satisfação espiritual da adoração verdadeira.
69&5;5:5.10

A consciência de Deus, assim como é vivenciada por um mortal evolutivo dos mundos, deve consistir em três fatores variáveis, três níveis diferenciais de percepção da realidade. Primeiro, há a consciência da mente: a compreensão da idéia de Deus. Então segue-se a consciência da alma : a percepção do ideal de Deus. Por último, a consciência do espírito desperta: a percepção da realidade espiritual de Deus. Pela unificação destes fatores de percepção divina, por muito incompletos que sejam, a personalidade do mortal, a todo momento, reveste todos os níveis conscientes com a percepção da personalidade de Deus. Naqueles mortais que alcançaram o Corpo de Finalidade, com o tempo, tudo isto levará à percepção da supremacia de Deus e, em seguida, poderá concluir na percepção da ultimidade de Deus, numa fase da supra-consciência absonita do Pai do Paraíso.
69&6;5:5.11

A experiência da consciência de Deus permanece a mesma de geração a geração, mas com os avanços de cada época no conhecimento humano, o conceito filosófico e as definições teológicas de Deus tem de mudar. O discernimento de Deus, a consciência religiosa, é uma realidade do universo; mas por mais que a experiência religiosa seja válida (real), ela deve ser propensa a submeter-se à crítica inteligente e à interpretação
69&7;5:5.12

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filosófica razoável; não deve procurar ser um elemento isolado na totalidade da experiência humana. A sobrevivência eterna da personalidade depende totalmente da escolha da mente do mortal, cujas decisões determinam o potencial de sobrevivência da alma imortal. Quando a mente crê em Deus e a alma conhece a Deus e quando, com o estímulo do Modelador, todas desejam a Deus, então a sobrevivência é assegurada. Nem as limitações intelectuais, nem as restrições educacionais, nem a privação de cultura, nem o empobrecimento da condição social, nem mesmo a inferioridade dos princípios humanos de moralidade, resultantes duma desditosa privação de oportunidades educativas, culturais ou sociais, podem invalidar a presença do espírito divino nestes indivíduos desditosos e humanamente limitados e, contudo, crentes. A morada interior do Preceptor de Mistério constitui o começo e assegura a possibilidade do potencial de crescimento e sobrevivência da alma imortal.
69&8;5:5.13

A capacidade procriativa dos pais mortais não se afirma em sua condição econômica, social, cultural ou educacional. A união dos fatores parentais sob condições naturais é completamente suficiente para dar início à prole. Uma mente humana que discerne o bem e o mal e que possui a capacidade de adorar a Deus, em união com um Modelador divino, é tudo o que se requer desse mortal para iniciar e fomentar a elaboração das qualidades de sobrevivência em sua alma imortal, se esse indivíduo espiritualmente dotado busca a Deus e sinceramente deseja vir a ser como ele, se francamente escolhe fazer a vontade do Pai que está no céu.
70&1;5:5.14

6. O Deus da Personalidade O Pai Universal é o Deus das pessoalidades. O âmbito da personalidade no universo, desde a mais modesta criatura material e mortal de condição pessoal até os seres mais elevados com grandeza de criador e condição divina, tem seu centro e circunferência no Pai Universal. É Deus Pai quem concede e conserva toda personalidade. E o Pai do Paraíso é também o destino de todas as personalidades finitas que, de todo o coração, escolhem fazer a vontade divina, dos que amam a Deus e almejam ser como ele.
70&2;5:6.1

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A personalidade é um dos mistérios não solucionados dos universos. Somos capazes de conceber os fatores que compõem as várias ordens e níveis de personalidade, porém não compreendemos totalmente a natureza real da personalidade em si. Percebemos claramente os numerosos fatores que, quando reunidos, constituem o veículo para a personalidade humana, mas não compreendemos totalmente a natureza e a significação dessa personalidade finita.
70&3;5:6.2

A personalidade é potencial em todas as criaturas dotadas de mente, desde as que possuem um mínimo de autoconsciência até o máximo de consciência de Deus. Mas o dom da mente, por si só, não é personalidade, que também não é espírito nem energia física. A personalidade é a qualidade e o valor na realidade cósmica, efundida exclusivamente por Deus Pai sobre estes sistemas vivos de energias associadas e coordenadas, de matéria, mente e espírito. A personalidade não é conseguida de forma progressiva. A personalidade pode ser material ou espiritual, mas ou a personalidade existe ou não existe. O outro-quenão-o-pessoal nunca alcança o nível do pessoal exceto pela ação direta do Pai do Paraíso.
70&4;5:6.3

A efusão da personalidade é função exclusiva do Pai Universal; é a personalização dos sistemas vivos de energia aos quais ele dota com os atributos de uma relativa consciência criadora que a livre vontade governa. Não há personalidade à parte de Deus Pai, e de forma alguma existe personalidade exceto por Deus Pai. Os atributos fundamentais do ser humano, assim como o Modelador absoluto, núcleo da personalidade humana, são dádivas do Pai Universal, agindo em sua exclusiva esfera pessoal de ministério cósmico.
70&5;5:6.4

De condição pré-pessoal, os Modeladores moram em numerosos tipos de criaturas mortais, assegurando assim que estes mesmos seres possam sobreviver à morte e personalizar-se como criaturas morontiais, com o potencial de alcance máximo do espírito. Porque quando uma fração do espírito do Deus eterno - a dádiva pré-pessoal do Pai pessoal mora na mente de uma criatura dotada de personalidade, por conseqüência essa personalidade finita possui o potencial do divino e do eterno, e aspira a um destino similar ao Último, tendendo mesmo à realização do Absoluto.
70&6;5:6.5

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A capacidade para a personalidade divina é inerente ao Modelador pré-pessoal; a capacidade para a personalidade humana existe em potencial no dom da mente cósmica do ser humano. Mas a personalidade vivencial do homem mortal não é observável como uma realidade ativa e funcional até depois que o veículo da vida material da criatura mortal tenha sido tocado pela divindade libertadora do Pai Universal, sendo assim lançado aos mares de experiência como ser pessoal autoconsciente, com livre-arbítrio (relativo) e auto-criador. O eu material é verdadeira e incondicionalmente pessoal.
71&1;5:6.6

O eu material possui personalidade e identidade - identidade transitória; o Modelador espiritual pré-pessoal também possui identidade identidade eterna. Esta personalidade material e esta pré-personalidade espiritual são capazes de unir assim seus atributos criativos para trazer à existência a identidade sobrevivente da alma imortal.
71&2;5:6.7

Tendo dessa forma contribuído para o crescimento da alma imortal e tendo libertado o eu interior do homem das cadeias da dependência absoluta da causa antecedente, o Pai mantém-se à parte. Agora, tendo sido o homem libertado desse modo das cadeias de reação à causa, ao menos no que diz respeito ao destino eterno, e tendo sido providos os meios para o crescimento do eu imortal - a alma - fica para o homem mesmo querer a criação ou inibir a criação desse eu sobrevivente e eterno que é seu por escolha. Em todo o extenso universo dos universo, nenhum outro ser, força, criador, ou intercessor pode interferir em nenhum grau na soberania absoluta da livre vontade do mortal, tal como esta opera dentro do âmbito da escolha com respeito ao destino eterno da personalidade do mortal escolhedor. No que diz respeito a sobrevivência eterna, Deus decretou a soberania da vontade mortal e material, e esse decreto é absoluto.
71&3;5:6.8

A dádiva da personalidade da criatura lhe confere uma relativa libertação de sua resposta servil à causa antecedente e as personalidades de tais seres morais, evolucionários ou outros, estão centradas na personalidade do Pai Universal. São sempre atraídas para sua presença no Paraíso por essa afinidade do ser que constitui o círculo familiar, vasto e universal, e o circuito fraternal do Deus eterno. Existe uma afinidade divina e espontânea em toda personalidade.
71&4;5:6.9

O circuito da personalidade no universo de universos está centrado na pessoa do Pai Universal, e o Pai do Paraíso é pessoalmente
71&5;5:6.10

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consciente das personalidades de todos os níveis de existência com autoconsciência, e se mantém em contato pessoal com elas. E esta consciência da personalidade de toda a criação existe independentemente da missão dos Modeladores do Pensamento. Tal como toda gravidade movimenta-se no circuito da Ilha do Paraíso, tal como toda mente movimenta-se no circuito do Atuante Conjunto e todo espírito movimenta-se no circuito do Filho Eterno, do mesmo modo toda personalidade movimenta-se no circuito da presença pessoal do Pai Universal, e este circuito infalivelmente transmite a adoração de todos os seres pessoais à Personalidade Eterna e Original.
71&6;5:6.11

No que diz respeito àqueles seres pessoais não habitados por um Modelador: o Pai Universal também lhes concedeu o atributo da liberdade de escolha, e tais pessoas estão também incluídas no grande circuito do amor divino, o circuito de personalidade do Pai Universal. Deus prepara todas as verdadeiras personalidades para a escolha soberana. Nenhuma criatura pessoal pode ser coagida à aventura eterna; o portal da eternidade se abre unicamente em resposta à escolha da livre vontade, dos filhos da livre vontade, filhos estes do Deus da livre vontade.
71&7;5:6.12

E isto representa meus esforços para apresentar a relação do Deus vivo com os filhos do tempo. E estando tudo dito e feito, não posso fazer nada mais útil que reiterar que Deus é vosso Pai no universo, e que todos vós sois seus filhos planetários.
72&1;5:6.13

[Este é o quinto e último escrito da série apresentando a narração sobre o Pai Universal através de um Conselheiro Divino de Uversa.]
72&2;5:6.14

escrito005_rev_012.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 005 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 005 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as

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discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org • Índice 1. Citações Bíblicas 2. Outras Citações 3. Alterações de Revisões Citações Bíblicas Nota:

1.

2.

BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral ___________________________________________________________ ______________
64&5;5:2.2

"direita do Pai" (Marcos 16:19)

BSEP : E o Senhor Jesus, depois que lhes falou, elevou-se ao céu e está sentado à direita de Deus. BJ : Ora, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus. (Romanos 8:34) (Colossenses 3:1) (Hebreus 10:12) (1 Pedro 3:22) (Lucas 20:42)

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167

(Marcos 12:36) (Mateus 22:44) (Salmos 110:1) (Atos 7:55) ___________________________________________________________ ______________
64&5;5:2.2

"seio do Pai" (João 1:18)

BSEP : Ninguém jamais viu a Deus; o Unigênito, que está no seio do Pai, ele mesmo é que o deu a conhecer. BJ : Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está voltado para o seio do Pai, este o deu a conhecer. ___________________________________________________________ ______________
64&7;5:2.4

"Pelos seus frutos vós os conhecereis" (Mateus 7:20)

BSEP : Vós os conhecereis pois pelos seus frutos. BJ : É pelos seus frutos, portanto, que os reconhecereis. (Mateus 7:16) (Lucas 6:44) ___________________________________________________________ ______________
67&6;5:4.8

"conheça teu Deus" (1 Crônicas 28:9)

BSEP : Tu, meu filho Salomão, conhece a Deus de teu pai, serve-o com um coração perfeito e uma plena vontade, porque o Senhor sonda todos os corações e penetra todos os pensamentos do espírito. BJ : E tu, Salomão, meu filho, conhece o Deus de teu pai e serve-o de todo o coração, com ânimo disposto, pois Iahweh sonda todos os corações e penetra todos os desígnios do espírito. (Jeremias 9:24) (Jeremias 31:34)

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168

___________________________________________________________ ______________
67&6;5:4.8

"conhecimento do Senhor Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18)

BSEP : mas crescei na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele glória, agora e no dia da eternidade. Amém. BJ : Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória agora e até o dia da eternidade! Amém. (2 Pedro 1:8) (Filipenses 3:8) ___________________________________________________________ ______________
67&6;5:4.8

"conheça a Deus e a ti mesmo como um filho de Deus".

Não encontrado na Bíblia. ___________________________________________________________ ______________
1.

Outras Citações "conheça-te a ti mesmo";

67&6;5:4.8

Urantia Papers, page 67.7: "Know yourself." Referente à religião grega. "Conheça-te a ti mesmo" é uma inscrição no templo em Delfos. ___________________________________________________________ ______________ 3. Alterações de Revisões [Este é o quinto e último escrito da série apresentando a narração sobre o Pai Universal por um Conselheiro Divino de Uversa.] [Este é o quinto e último escrito da série apresentando a narração sobre o Pai Universal através de um Conselheiro Divino de Uversa.]
62&3;5:1.1

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169

De : "..., coerentemente e dentro do campo da possibilidade,..." Para : "..., consistentemente e dentro do campo da possibilidade,..."
63&1;5:1.3

"Embora sejais obrigados a esperar..." "Embora devais esperar..."
66&2;5:3.6

"...e ouvem os argumentos dos que pedem em cada uma das respectivas criações." "...e ouvem as justificativas dos que pedem em toda parte de suas respectivas criações"
67&1;5:4.3

"...dedicar as atividades deste eu unificado ao serviço à família universal." "...dedicar as atividades deste eu unificado a servir à família universal"
68&2;5:4.11

"...grandes dificuldades para conseguir consonância." "...grandes dificuldades para conseguir consistência."
69&1;5:5.6

"...estão totalmente além da capacidade do mortal de compreensão intelectual." "...estão totalmente além da capacidade do mortal para compreender com o intelecto."
70&2;5:6.1

"O Pai Universal é o Deus das personalidades." "O Pai Universal é o Deus das pessoalidades."
70&5;5:6.4

"...relativa consciência criadora e o governo dela pela livre vontade." "...relativa consciência criadora que a livre vontade governa."

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70&6;5:6.5

"...com o potencial de extremo alcance do espírito." "...com o potencial de alcance máximo do espírito."
70&6;5:6.5

"...então essa personalidade finita..." "...por conseqüência essa personalidade finita..."
71&3;5:6.8

"Contudo, tendo desse modo o homem sido libertado das cadeias de reação à causa,..." "Agora, tendo sido o homem libertado desse modo das cadeias de reação à causa,..."
72&1;5:6.13

"E isto constitui meus esforços...o relato..." "E isto representa meus esforços...a relação" suplemento_005_rev_012.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 6 O Filho Eterno [Redigido por um Conselheiro Divino designado para formular esta declaração que descreve o Filho Eterno do Paraíso] 1. A Identidade do Filho Eterno 2. A Natureza do Filho Eterno 3. O Ministério do Amor do Pai 4. Os Atributos do Filho Eterno

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5. As Limitações do Filho Eterno 6. A Mente Espiritual 7. A Personalidade do Filho Eterno 8. A Percepção do Filho Eterno O Filho Eterno é a expressão perfeita e final do "primeiro" conceito pessoal e absoluto do Pai Universal. Conseqüentemente, quando e como quer que o Pai se expresse de forma pessoal e absoluta, ele assim o faz através de seu Filho Eterno, que sempre tem sido, é agora e sempre será o Verbo vivo e divino. E este Filho Eterno reside no centro de todas as coisas, envolvendo de perto e em parceira com a presença pessoal do Pai Eterno e Universal.
73&1;6:0.1

Falamos do "primeiro" pensamento de Deus e, com a finalidade de ter acesso aos canais de pensamento do intelecto humano, aludimos a uma impossível origem do Filho Eterno no tempo. Tais distorções de linguagem representam nossos melhores esforços em nosso compromisso de nos colocarmos em contato com as mentes das criaturas mortais, limitadas pelo tempo. No sentido seqüencial, o Pai Universal nunca poderia ter tido um primeiro pensamento, nem o Filho Eterno jamais poderia ter tido um princípio. Mas fui instruído para descrever as realidades da eternidade às mentes dos mortais, limitadas pelo tempo, por meio de tais destas noções simbólicas, a fim de designar as relações da eternidade por estes conceitos temporais de seqüencialidade.
73&2;6:0.2

O Filho Eterno é a personalização espiritual do conceito universal e infinito de realidade divina, do espírito incondicionado e da personalidade absoluta do Pai do Paraíso. E, desse modo, o Filho constitui a revelação divina da identidade criadora do Pai Universal. A personalidade perfeita do Filho revela que o Pai realmente é a fonte eterna e universal de todos os significados e valores do espiritual, do volitivo, do intencional e do pessoal.
73&3;6:0.3

Em nosso esforço para possibilitar que a mente finita do tempo forme um conceito seqüencial das relações dos seres eternos e infinitos da Trindade do Paraíso, utilizamos certas licenças conceituais como a de nos referirmos ao "primeiro conceito pessoal, universal e infinito do Pai". Trazer à mente humana qualquer idéia adequada das relações eternas das
73&4;6:0.4

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Deidades me é impossível; por essa razão, emprego termos que ofereçam à mente finita alguma idéia da relação destes seres eternos nas idades que subseguem no tempo. Cremos que o Filho surgiu do Pai; ensinam-nos que ambos são incondicionalmente eternos. É evidente, portanto, que criatura temporal alguma jamais poderá compreender totalmente este mistério de um Filho que provém do Pai e que, contudo, é coordenadamente eterno com o próprio Pai. 1. A Identidade do Filho Eterno O Filho Eterno é o Filho de Deus, original e unigênito. Ele é Deus Filho, a Segunda Pessoa da Deidade e o companheiro criador de todas as coisas. Tal como o Pai é a Primeira Grande Fonte e Centro, o Filho Eterno é a Segunda Grande Fonte e Centro.
73&5;6:1.1

O Filho Eterno é o centro espiritual e o administrador divino do governo espiritual do universo de universos. O Pai Espiritual é primeiramente criador e, em seguida, reitor; o Filho Eterno é primeiramente co-criador e, em seguida, administrador espiritual. "Deus é espírito", e o Filho é a revelação pessoal desse espírito. A Primeira Fonte e Centro é o Absoluto da Volição; a Segunda Fonte e Centro é o Absoluto da Personalidade.
74&1;6:1.2

O Pai Universal nunca opera pessoalmente como um criador, exceto em conjunção com o Filho ou na ação coordenada do Filho. Tivesse o escritor do Novo Testamento se referido ao Filho Eterno, teria dito a verdade quando escreveu : "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada foi feito de tudo o que existe".
74&2;6:1.3

Quando um Filho do Filho Eterno apareceu em Urantia, aqueles que fraternizaram com este ser divino em forma humana aludiram a ele como "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam, e mesmo o Verbo de vida". E este Filho que se doou saiu do Pai exatamente como em verdade o fez o Filho Original, tal como é sugerido em uma de suas preces terrestres : "E agora, ó meu Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com a glória que tinha contigo antes que o mundo existisse".
74&3;6:1.4

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O Filho Eterno é conhecido por diferentes nomes nos vários universos. No universo central, é conhecido como a Fonte de Igual Categoria, o Co-Criador e o Companheiro Absoluto. Em Uversa, sede do supra-universo, denominamos o Filho como Centro Espiritual de Igual Categoria e Administrador Espiritual Eterno. Em Salvington, sede central de vosso universo local, este Filho está em memorial como a Segunda Fonte Eterna e Centro. Os Melquisedeques falam dele como o Filho dos Filhos. Em vosso mundo, mas não em vosso sistema de esferas habitadas, este Filho Original tem sido confundido com um Filho Criador de igual categoria, Miguel de Nebadon, que se efundiu sobre as raças mortais de Urantia.
74&4;6:1.5

Ainda que quaisquer dos Filhos do Paraíso possam ser apropriadamente chamados de Filhos de Deus, estamos acostumados a destinar a denominação de "o Filho Eterno" para este Filho Original, a Segunda Fonte e Centro, co-criador com o Pai Universal do universo central de poder e perfeição e co-criador de todos os demais Filhos divinos que surgem das Deidades infinitas.
74&5;6:1.6

2. A Natureza do Filho Eterno O Filho Eterno é tão invariável e infinitamente confiável como o Pai Universal. É também tão espiritual como o Pai, assim como um espírito verdadeiramente ilimitado. Para vós, de origem modesta, o Filho pareceria ser mais pessoal que o Pai já que, quanto à acessibilidade, está um degrau mais perto de vós.
74&6;6:2.1

O Filho Eterno é o Verbo Eterno de Deus. Ele é totalmente semelhante ao Pai; de fato, o Filho Eterno é Deus Pai pessoalmente manifesto ao universo de universos. E assim foi, é, e para sempre será verdadeiro do Filho Eterno e de todos os Filhos Criadores de igual categoria: "Quem viu o Filho, viu o Pai".
74&7;6:2.2

Em natureza, o Filho é totalmente como o Pai espiritual. Quando adoramos ao Pai Universal, na realidade adoramos ao mesmo tempo a Deus Filho e a Deus Espírito. Deus Filho é, em natureza, tão divinamente real e eterno como Deus Pai.
74&8;6:2.3

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O Filho não apenas possui toda a retitude infinita e transcendente do Pai, mas também reflete toda a santidade de caráter do Pai. O Filho compartilha a perfeição do Pai e, em conjunto, partilha a responsabilidade de ajudar todas as criaturas imperfeitas em seus esforços espirituais para alcançar a perfeição divina.
75&1;6:2.4

O Filho Eterno possui todo o caráter divino e atributos espirituais do Pai. O Filho é, em personalidade e espírito, a plenitude da absolutidade de Deus, e o Filho revela estas qualidades em sua direção pessoal do governo espiritual do universo de universos.
75&2;6:2.5

Deus é, de fato, um espírito universal; Deus é espírito; e esta natureza espiritual do Pai está focalizada e personalizada na Deidade do Filho Eterno. Aparentemente, todas as características espirituais estão grandemente realçadas no Filho através da diferenciação da universalidade da Primeira Fonte e Centro. E tal como o Pai compartilha sua natureza espiritual com o Filho, assim também juntos compartilham, plenamente e sem reservas, o espírito divino com o Atuante Conjunto, o Espírito Infinito.
75&3;6:2.6

No amor à verdade e na criação da beleza, o Pai e o Filho são iguais, excetuando que o Filho parece dedicar-se mais à realização da beleza exclusivamente espiritual dos valores universais.
75&4;6:2.7

Em bondade divina, não percebo diferença alguma entre o Pai e o Filho. O Pai ama os seus filhos do universo como um Pai; o Filho Eterno contempla todas as criaturas como um pai e um irmão.
75&5;6:2.8

3. O Ministério do Amor do Pai O Filho compartilha a justiça e a retitude da Trindade, porém encobre estes traços divinos por meio da personalização infinita do amor e da misericórdia do Pai; o Filho é a revelação do amor divino aos universos. Tal como Deus é amor, o Filho é misericórdia. O Filho não pode amar mais que o Pai, mas pode mostrar misericórdia às criaturas de um modo adicional pois ele não somente é um criador primordial como o Pai, mas também é o Filho Eterno do mesmo Pai, participando desse modo na experiência filial de todos os outros filhos do Pai Universal.
75&6;6:3.1

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O Filho Eterno é o grande ministro da misericórdia para toda a criação. A misericórdia é a essência do caráter espiritual do Filho. As ordens do Filho Eterno, conforme atravessam os circuitos espirituais da Segunda Fonte e Centro, são moduladas em tons de misericórdia.
75&7;6:3.2

Para compreender o amor do Filho Eterno, deveis primeiro perceber sua origem divina , o Pai, que é amor, e então contemplar o desdobramento deste afeto infinito no extenso ministério do Espírito Infinito e suas quase ilimitada hoste de seres pessoais servidores.
75&8;6:3.3

O ministério do Filho Eterno é dedicado a revelar o Deus de amor ao universo de universos. Este Filho divino não se ocupa da tarefa ignóbil de tentar persuadir seu clemente Pai a amar e a mostrar misericórdia aos malvados do tempo. Que equívoco considerar o Filho Eterno como alguém apelando ao Pai Universal para mostrar misericórdia às suas modestas criaturas dos mundos materiais do espaço! Estes são conceitos rudes e grotescos acerca de Deus. Deverias antes perceber que todo serviço misericordioso dos Filhos de Deus são a revelação direta do coração do Pai, coração de amor universal e compaixão infinita. O amor do Pai é a fonte real e eterna da misericórdia do Filho.
75&9;6:3.4

Deus é amor, o Filho é misericórdia. A misericórdia é o amor aplicado, o amor do Pai em ação na pessoa de seu Filho Eterno. O amor deste Filho Universal é também universal. Tal como se compreende o amor num planeta onde existe o sexo, o amor de Deus é mais análogo ao amor de um pai, enquanto o amor do Filho Eterno é mais equivalente ao afeto de uma mãe. De fato, estas são ilustrações brutas mas as emprego na esperança de trazer à mente humana a reflexão de que existe uma diferença, não em conteúdo divino mas em qualidade e método de expressão entre o amor do Pai e o amor do Filho.
75&10;6:3.5

4. Os Atributos do Filho Eterno O Filho Eterno motiva o nível espiritual da realidade cósmica; o poder espiritual do Filho é absoluto com relação a todas as realidades do universo. Ele exerce perfeito domínio sobre a interassociação de toda energia espiritual indiferenciada e sobre toda realidade espiritual atualizada através da atração absoluta de sua gravidade espiritual. Todo espírito puro não fracionado e todos os seres e valores espirituais
76&1;6:4.1

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respondem ao infinito poder de atração do Filho primígeno do Paraíso. E se no futuro eterno fosse testemunhado o aparecimento de um universo ilimitado, a gravidade espiritual e o poder espiritual do Filho Original seriam constatados como totalmente adequados para o domínio espiritual e para a administração efetiva desta criação sem fronteiras. O Filho é onipotente somente no âmbito espiritual. Na eterna economia da administração do universo, não há lugar para a repetição de serviço, desnecessária e perdulária; as Deidades não são dadas à inútil duplicação de serviço no universo.
76&2;6:4.2

A onipresença do Filho Original constitui a unidade espiritual do universo de universos. A coesão espiritual de toda a criação descansa na presença ativa, em todo lugar, do espírito divino do Filho Eterno. Quando concebemos a presença espiritual do Pai achamos difícil diferenciá-la, em nosso pensamento, da presença espiritual do Filho Eterno. O espírito do Pai reside eternamente no espírito do Filho.
76&3;6:4.3

O Pai tem de ser espiritualmente onipresente, mas tal onipresença parece ser inseparável das atividades espirituais, em todo lugar, do Filho Eterno. Cremos, contudo, que em todas as situações de presença do Pai e do Filho, de natureza espiritual dual, o espírito do Filho coordena-se com o espírito do Pai.
76&4;6:4.4

Em seu contato com o que é de caráter pessoal, o Pai atua no circuito da personalidade. Em seu contato pessoal e perceptível com a criação espiritual, manifesta-se na totalidade das frações de sua Deidade, e estas frações do Pai têm um trabalho solitário, único e exclusivo, em qualquer tempo e lugar em que apareçam nos universos. Em todas estas situações, o espírito do Filho correlaciona-se com o trabalho espiritual da presença fracionada do Pai Universal.
76&5;6:4.5

Espiritualmente, o Filho Eterno é onipresente. O espírito do Filho Eterno certamente está convosco e em torno de vós, mas não está dentro de vós e nem é parte de vós como o Preceptor de Mistério. A fração interior do Pai conforma a mente humana com atitudes progressivamente divinas e em conseqüência disso essa mente ascendente responde cada vez mais ao poder de atração espiritual do circuito onipotente de gravidade espiritual da Segunda Fonte e Centro.
76&6;6:4.6

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O Filho Original é universal e espiritualmente autoconsciente. Em sabedoria, o Filho é completamente igual ao Pai. Nos âmbitos do conhecimento, da onisciência, não podemos distinguir entre a Primeira e a Segunda Fonte; como o Pai, o Filho sabe tudo; ele nunca se surpreende com qualquer acontecimento universal; ele compreende o fim desde o começo.
76&7;6:4.7

O Pai e o Filho conhecem realmente o número e o paradeiro de todos os espíritos e seres espiritualizados no universo dos universos. O Filho não só conhece todas as coisas em virtude de seu próprio espírito onipresente mas, igualmente com o Pai e o Atuante Conjunto, o Filho está plenamente ciente da imensa reflexibilidade do sistema de informação do Ser Supremo, cujo sistema está a todo momento a par de tudo o que ocorre em todos os mundos dos sete supra-universos. E há outros modos pelos quais o Filho do Paraíso é onisciente.
77&1;6:4.8

O Filho Eterno, como personalidade amorosa, misericordiosa e servidora, é total e infinitamente igual ao Pai Universal, ao passo que em todos os misericordiosos e amorosos contatos pessoais com os seres que ascendem dos mundos mais modestos, o Filho Eterno é tão generoso e obsequioso quanto paciente e longânimo, assim como os seus Filhos do Paraíso nos universos locais, que tão freqüentemente se efundem sobre os mundos evolucionários do tempo.
77&2;6:4.9

É desnecessário discorrer mais sobre os atributos do Filho Eterno. Tendo em conta as exceções mencionadas, basta examinar os atributos espirituais de Deus Pai para entender e avaliar corretamente os atributos de Deus Filho.
77&3;6:4.10

5. As Limitações do Filho Eterno O Filho Eterno não opera pessoalmente nos âmbitos físicos e, exceto através do Atuante Conjunto, também não opera nos níveis do ministério da mente aos seres criados. Mas estas qualificações de maneira alguma limitam ao Filho Eterno no pleno e livre exercício de todos os atributos divinos de onisciência, onipresença e onipotência espirituais.
77&4;6:5.1

O Filho Eterno não impregna pessoalmente os potenciais do espírito inerentes à infinitude do Absoluto da Deidade, mas conforme
77&5;6:5.2

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estes potenciais se atualizam, chegam ao todo-poderoso alcance do circuito de gravidade espiritual do Filho. A personalidade é o dom exclusivo do Pai Universal. O Filho Eterno deriva do Pai a personalidade mas, sem o Pai, ele não efunde personalidade. O Filho dá origem à imensas hostes de espíritos, mas estes descendentes não são seres pessoais. Quando o Filho cria personalidade, ele o faz em união com o Pai ou com o Criador Conjunto, que pode agir para o Pai em tais relações. O Filho Eterno é assim um co-criador de seres pessoais, mas não efunde personalidade sobre nenhum ser e, de si mesmo e por si só, nunca cria seres pessoais. Esta limitação de ação, contudo, não priva o Filho de sua capacidade de criar todo ou qualquer tipo de realidade diversa da pessoal.
77&6;6:5.3

O Filho Eterno está limitado na transmissão das prerrogativas de criador. O Pai, ao eternizar o Filho Original, efundiu sobre ele o poder e privilégio de em seguida se unir com o Pai no ato divino de dar origem a outros Filhos possuidores de atributos criativos, e isto eles têm feito e o fazem agora. Mas, uma vez que se tenha dado origem a estes Filhos de igual categoria, as prerrogativas de criação parecem não mais ser transmissíveis. O Filho Eterno transmite poderes de criação somente à primeira, ou à personalização direta. Portanto, quando o Pai e o Filho se unem para personalizar um Filho Criador, alcançam seu propósito; mas o Filho Criador trazido à existência deste modo jamais pode transmitir nem delegar as prerrogativas de criação às diversas ordens de Filhos que ele possa criar em seguida, ainda que nos mais elevados Filhos do universo local isto pareça um reflexo muito limitado dos atributos criativos de um Filho Criador.
77&7;6:5.4

Como ser infinito e exclusivamente pessoal, o Filho Eterno não pode fracionar sua natureza, não pode distribuir e efundir porções individualizadas de seu ser sobre outras entidades ou pessoas como o fazem o Pai Universal e o Espírito Infinito. Porém, como espírito ilimitado, o Filho pode se efundir, e o faz, para banhar toda a criação e atrair para si, incessantemente, todos os seres pessoais espirituais e realidades espirituais.
78&1;6:5.5

Recordai sempre que o Filho Eterno é a representação pessoal do Pai espiritual para toda a criação. O Filho é pessoal e nada mais que pessoal no sentido de Deidade; tal ser pessoal divino e absoluto não pode
78&2;6:5.6

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desintegrar-se nem fracionar-se. Deus Pai e Deus Espírito são verdadeiramente pessoais mas, além de serem tais Deidades, são também tudo o mais. Ainda que o Filho Eterno não possa participar pessoalmente da efusão dos Modeladores de Pensamento, no passado eterno participou no conselho com o Pai Universal, aprovando o plano e afiançando cooperação sem fim quando o Pai, ao planejar a efusão dos Modeladores de Pensamento, propôs ao Filho : "Façamos o homem mortal à nossa própria imagem". E assim como a fração do Pai mora dentro de vós, a presença espiritual do Filho vos envolve, enquanto os dois, como um só, trabalham para sempre para vosso adiantamento espiritual.
78&3;6:5.7

6. A Mente Espiritual O Filho Eterno é espírito e tem mente, mas não uma mente ou um espírito que a mente mortal possa compreender. O homem mortal percebe a mente nos níveis finito, cósmico, material e pessoal. O homem também observa os fenômenos mentais nos organismos vivos que funcionam no nível sub-pessoal (animal), mas lhe é difícil apreender a natureza da mente quando associada aos seres supra-materiais e como uma parte dos seres pessoais exclusivamente espirituais. No entanto, a mente deve ser definida de maneira distinta quando se faz referência ao nível espiritual de existência, e quando usada para indicar as funções espirituais da inteligência. O tipo de mente que está diretamente ligada com o espírito não é comparável com a mente que coordena espírito e matéria nem com a mente que está ligada somente com a matéria.
78&4;6:6.1

O espírito sempre está consciente, velando, e usufrui várias fases de identidade. Sem a manifestação da mente em alguma fase não haveria nenhuma consciência espiritual na fraternidade dos seres espirituais. O equivalente da mente, a capacidade de conhecer e ser conhecido, é inato à Deidade. A Deidade pode ser pessoal, pré-pessoal, supra-pessoal ou impessoal; mas a Deidade nunca existe sem a mente, isto é, ao menos nunca sem a capacidade de se comunicar com as entidades, seres ou pessoas similares.
78&5;6:6.2

A mente do Filho Eterno é como a do Pai, mas diferente de qualquer outra mente do universo, e com a mente do Pai é antecessora às
78&6;6:6.3

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diversas e extensas mentes do Atuante Conjunto. A mente do Pai e do Filho, esse intelecto que é ancestral à mente absoluta da Terceira Fonte e Centro, talvez seja melhor ilustrada na pré-mente de um Modelador do Pensamento pois, ainda que estas frações do Pai estejam completamente fora dos circuitos da mente do Atuante Conjunto, elas têm alguma forma de pré-mente; eles conhecem e são conhecidos; desfrutam do equivalente ao pensamento humano. O Filho Eterno é totalmente espiritual; o homem está muito próximo do completamente material; portanto, grande parte do que é próprio da personalidade espiritual do Filho Eterno, das suas sete esferas espirituais que rodeiam o Paraíso e da natureza das criações impessoais do Filho do Paraíso, terá de esperar até que alcanceis a condição espiritual que se segue ao completamento de vossa ascensão morontial do universo local de Nebadon. E então, conforme passais através do supra-universo em direção à Havona, muitos destes mistérios espirituais ocultos se esclarecerão à medida que começais a ser dotados com a "mente do espírito" — a percepção espiritual.
78&7;6:6.4

7. A Personalidade do Filho Eterno O Filho Eterno é a personalidade infinita de cujos grilhões de personalidade incondicionada o Pai Universal escapou por meio do método da trinidização, e por virtude da qual continua desde então efundindo-se num sem fim de profusão sobre seu universo que está sempre em expansão, universo este de Criadores e criaturas. O Filho é personalidade absoluta; Deus é personalidade paterna — a fonte da personalidade, o que efunde a personalidade, a causa da personalidade. Todo ser pessoal deriva a personalidade do Pai Universal assim como o Filho Original deriva eternamente sua personalidade do Pai do Paraíso.
79&1;6:7.1

A personalidade do Filho do Paraíso é absoluta e puramente espiritual, e esta personalidade absoluta é também o modelo divino e eterno, o modelo primeiro, da personalidade que o Pai efunde sobre o Atuante Conjunto e, em seguida, da personalidade que ele efunde sobre suas inumeráveis criaturas, por todo o imenso universo.
79&2;6:7.2

O Filho Eterno é verdadeiramente um ministro misericordioso, um espírito divino, um poder espiritual e um ser pessoal real. O Filho é a
79&3;6:7.3

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natureza espiritual e pessoal de Deus manifestada aos universos — a soma e substância da Primeira Fonte e Centro, despojada do não pessoal, do extra-divino, do não espiritual e do puramente potencial. Mas é impossível trazer à mente humana uma imagem verbal da beleza e grandeza da personalidade excelsa do Filho Eterno. Tudo o que tende a tornar menos compreensível o Pai Universal opera com uma influência quase igual para impedir o reconhecimento conceitual do Filho Eterno. Deveis esperar alcançar o Paraíso e então entendereis porque fui incapaz de descrever o caráter desta personalidade absoluta visando o entendimento da mente finita. 8. A Compreensão do Filho Eterno A respeito da identidade, natureza e outros atributos da personalidade, o Filho Eterno é o pleno igual, o complemento perfeito e a eterna contraparte do Pai Universal. No mesmo sentido em que Deus é o Pai Universal, o Filho é a Mãe Universal. E nós todos, elevados e modestos, compomos sua família universal.
79&4;6:8.1

Para fazer uma idéia do caráter do Filho, deveis examinar a revelação do caráter divino do Pai; eles são perpétua e inseparavelmente unos. Como seres pessoais divinos, são virtualmente indistinguíveis para as classes mais modestas de inteligência. Para aqueles que têm sua origem nos atos criativos das próprias Deidades, não é tão difícil reconhecê-los em separado. Os seres nascidos no universo central e no Paraíso discernem o Pai e o Filho não apenas como uma unidade pessoal de domínio universal, mas também como dois seres pessoais distintos operando em âmbitos definidos da administração do universo.
79&5;6:8.2

Como pessoas, podeis conceber o Pai Universal e o Filho Eterno como indivíduos distintos pois de fato o são; mas na administração dos universos estão tão entrelaçados e inter-relacionados que nem sempre é possível estabelecer diferença entre eles. Nos assuntos dos universos, quando se encontra o Pai e o Filho em interassociações intrincadas, nem sempre é proveitoso tentar isolar suas operações; recordai simplesmente que Deus é o pensamento iniciador e que o Filho é o verbo expresso em plenitude. Em cada universo local esta inseparabilidade personaliza-se na
79&6;6:8.3

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divindade do Filho Criador, que é quem representa o Pai e o Filho perante as criaturas de dez milhões de mundos habitados. O Filho Eterno é infinito, mas é acessível através das pessoas de seus Filhos do Paraíso e através do paciente serviço do Espírito Infinito. Sem o benefício da efusão dos Filhos do Paraíso e o serviço amoroso das criaturas do Espírito Infinito, os seres de origem material dificilmente poderiam ter esperança de chegar ao Filho Eterno. E é igualmente verdadeiro: com a ajuda e direção destes intercessores celestiais, o mortal com consciência de Deus certamente chegará ao Paraíso e algum dia estará na presença pessoal deste majestoso Filho dos Filhos.
80&1;6:8.4

Ainda que o Filho Eterno seja o modelo para os mortais alcançarem, ser-vos-á mais fácil apreender a realidade do Pai e do Espírito porque o Pai é quem, na verdade, efunde vossa personalidade humana, e o Espírito Infinito é a fonte absoluta de vossa mente mortal. Mas conforme ascendeis no caminho do Paraíso, caminho este de progresso espiritual, a personalidade do Filho Eterno se tornará cada vez mais real para vós, e a realidade de sua mente infinitamente espiritual se fará mais discernível para vossa mente progressivamente espiritualizada.
80&2;6:8.5

O conceito do Filho Eterno nunca poderá resplandecer em vossa mente material nem na subseqüente mente morontial. Até que vos espiritualizeis e comeceis vossa ascensão espiritual, não começareis a compreender a personalidade do Filho Eterno com a mesma vividez com a qual concebeis a personalidade do Filho Criador do Paraíso que, em pessoa e como pessoa, uma vez se encarnou e viveu em Urantia como um homem entre os homens.
80&3;6:8.6

Ao longo de vossa experiência no universo local, o Filho Criador, cuja personalidade é compreensível para o homem, deve compensar vossa incapacidade para apreender a plena significação do mais exclusivamente espiritual, mas não menos pessoal, o Filho Eterno do Paraíso. Conforme progredis através de Orvonton e Havona, à medida que deixais para trás as vívidas imagens e as profundas lembranças do Filho Criador de vosso universo local, a passagem desta experiência material e morontial será compensada pela ampliação dos conceitos e pela compreensão mais intensa do Filho Eterno do Paraíso, cuja realidade e proximidade aumentarão cada vez mais à medida que avançais em direção ao Paraíso.
80&4;6:8.7

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O Filho Eterno é um ser pessoal magnânimo e glorioso. Ainda que esteja fora do alcance da mente mortal e morontial poder apreender a realidade da personalidade de tal ser infinito, não duvideis, ele é uma pessoa. Sei do que falo. São quase inumeráveis as vezes em que estive na presença divina deste Filho Eterno para então viajar pelo universo para cumprir suas clementes ordens.
80&5;6:8.8

[Redigido por um Conselheiro Divino designado para formular esta declaração que descreve o Filho Eterno do Paraíso]
80&1;6:8.9

escrito006_rev_01.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 006 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 006 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de Revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
73&4;6:0.4

"primeiro conceito pessoal, universal e infinito do Pai".

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(Não encontrado na Bíblia.) ___________________________________________________________ ______________
74&1;6:1.2

"Deus é espírito"

(João 4:24) BSEP : Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram. BJ : Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade. ___________________________________________________________ ______________ "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada foi feito de tudo o que existe". (João 1:1)
74&2;6:1.3

BSEP: No princípio existia o verbo, e o verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. BJ : No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. (João 1:3) BSEP : Todas as coisas foram feitas por ele; e sem ele nada foi feito. BJ : Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito de tudo o que existe. ___________________________________________________________ ______________ "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam, e mesmo o Verbo de vida". (1 João 1:1)
74&3;6:1.4

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185

BSEP : O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nosso olhos, o que contemplamos, o que apalparam nossas mãos relativamente ao Verbo da vida, BJ : O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com nosso olhos, o que contemplamos, o que nossas mão apalparam da Palavra da vida — ___________________________________________________________ ______________ "E agora, ó meu Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com a glória que tinha contigo antes que o mundo existisse". (João 17:5)
74&3;6:1.4

BSEP : Agora, Pai, glorifica-me junto de ti mesmo, com aquela glória que tive em ti, antes que houvesse mundo. BJ : E agora, glorifica-me, Pai, junto de ti, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse. ___________________________________________________________ ______________
74&7;6:2.2

"Quem viu o Filho, viu o Pai".

(João 14:9) ___________________________________________________________ ______________ "Façamos o homem mortal à nossa própria imagem". (Gênesis 1:26)
78&3;6:5.7

BSEP : e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança, e presida aos peixes do mar, e às aves do céu, e aos animais selváticos, e a toda a terra, e a todos os répteis, que se movem sobre a terra. BJ : Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos e todos os répteis que rastejam sobre a terra."

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186

___________________________________________________________ ______________
78&7;6:6.4

a "mente do espírito"

(Romanos 8:27) ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões
73&1;6:0.1

De ; "...em companhia e proximidade envolvente com a presença pessoal..." Para : "...envolvendo de perto e em parceira com a presença pessoal..."
73&3;6:0.3

"...de todos os sentidos e valores do espiritual,..." "...de todos os significados e valores do espiritual,..."
77&1;6:4.8

"...o Filho está plenamente ciente do imenso sistema de informação refletido do Ser Supremo..." "...o Filho está plenamente ciente da imensa da reflexibilidade do sistema de informação do Ser Supremo..." 8. A Percepção do Filho Eterno 8. A Compreensão do Filho Eterno
79&5;6:8.2

"...unidade pessoal de dominação universal, ..." "...unidade pessoal de domínio universal, ..." suplemento_006_rev_01.htm

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___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 7 A Relação do Filho Eterno com o Universo [Redigido por um Conselheiro Divino designado para formular esta declaração que descreve o Filho Eterno do Paraíso] O Filho Original está sempre ocupado com a execução dos aspectos espirituais do eterno propósito do Pai, conforme este se desdobra progressivamente nos fenômenos dos universos em evolução, com seus múltiplos grupos de seres vivos. Não compreendemos totalmente este plano eterno, mas o Filho do Paraíso indubitavelmente o compreende.
81&1;7:0.1

O Filho é semelhante ao Pai, já que procura efundir todo o possível de si mesmo sobre seus Filhos de igual categoria e sobre os Filhos subordinados a estes. O Filho também participa da natureza autodistributiva do Pai na efusão irrestrita sobre o Espírito Infinito, seu executivo conjunto.
81&2;7:0.2

Como sustentador das realidades espirituais, a Segunda Fonte e Centro é o eterno contra-peso da Ilha do Paraíso, que tão magnificamente sustém todas as coisas materiais. Desta maneira, a Primeira Fonte e Centro está eternamente revelada na beleza material dos primorosos modelos da Ilha Central e nos valores espirituais da personalidade excelsa do Filho Eterno.
81&3;7:0.3

O Filho Eterno é o real sustentador da imensa criação de realidades do espírito e de seres espirituais. O mundo espiritual é a condição habitual, a gestão pessoal do Filho, e as realidades impessoais de natureza espiritual sempre respondem à vontade e ao propósito do Filho Absoluto, de personalidade perfeita.
81&4;7:0.4

O Filho não é, contudo, pessoalmente responsável pela conduta de todos os seres pessoais espirituais. A vontade de uma criatura pessoal é relativamente livre e, conseqüentemente, determina as ações destes seres com volição. Portanto, o mundo espiritual da livre vontade nem sempre
81&5;7:0.5

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representa verdadeiramente o caráter do Filho Eterno, assim como a natureza de Urantia, na verdade, não revela a perfeição e a imutabilidade do Paraíso e da Deidade. Mas não importa o que possa caracterizar a livre vontade do homem ou do anjo; a atração eterna que o Filho mantém sobre o domínio universal da gravidade de todas as realidades espirituais continua absoluto. 1. O Circuito da Gravidade Espiritual Tudo o que é ensinado relativo à imanência de Deus - sua onipresença, sua onipotência e onisciência - é igualmente verdadeiro a respeito do Filho nos âmbitos espirituais. A gravidade espiritual de toda a criação, pura e universal, esse circuito exclusivamente espiritual, retorna levando diretamente à pessoa da Segunda Fonte e Centro. Ele governa, dominando e operando a infalível e sempre presente atração espiritual de todos os verdadeiros valores espirituais. Deste modo o Filho Eterno exerce a soberania espiritual absoluta. Ele literalmente sustenta todas as realidades espirituais e todos os valores espiritualizados, por assim dizer, na palma de sua mão. O domínio sobre a gravidade espiritual universal é a soberania espiritual universal.
81&6;7:1.1

Este domínio sobre a gravidade das coisas espirituais atua independente do tempo e do espaço; portanto, é energia espiritual que não diminui ao ser transmitida. A gravidade espiritual nunca sofre atraso no tempo nem é submetida à diminuição no espaço. Não decresce de acordo com o quadrado da distância de sua transmissão; os circuitos de potência espiritual pura não se retardam pela massa da criação material. E esta transcendência do tempo e do espaço pelas energias do espírito puro é inerente à absolutidade do Filho; não se deve à interposição das forças de antigravidade da Terceira Fonte e Centro.
82&1;7:1.2

As realidades espirituais respondem ao poder de atração do centro de gravidade espiritual de acordo com seu valor qualitativo, seu grau real de natureza espiritual. A substância espiritual (qualidade) responde à gravidade espiritual tal como a energia organizada da matéria física (quantidade) responde à gravidade física. Os valores espirituais e as forças espirituais são reais. Do ponto de vista da personalidade, o espírito é a alma da criação; a matéria é o sombreado corpo físico.
82&2;7:1.3

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As reações e flutuações da gravidade espiritual são sempre fiéis ao conteúdo dos valores espirituais, à condição espiritual qualitativa de um indivíduo ou de um mundo. Este poder de atração responde instantaneamente aos valores inter-espirituais e intra-espirituais de qualquer situação universal ou condição planetária. Toda vez que uma realidade espiritual se atualiza nos universos, esta mudança exige o reajuste instantâneo e imediato da gravidade espiritual. Tal espírito novo é realmente uma parte da Segunda Fonte e Centro; e tão certo como o homem mortal se torna um ser espiritualizado, assim também ele alcançará o Filho espiritual, o centro e fonte da gravidade espiritual.
82&3;7:1.4

O poder de atração espiritual do Filho é, em menor grau, inerente à muitas ordens filiais do Paraíso pois existem, dentro do circuito absoluto de gravidade espiritual, os sistemas locais de atração espiritual que funcionam em unidades menores da criação. Tais focalizações subabsolutas da gravidade espiritual formam parte da divindade dos seres pessoais Criadores do tempo e do espaço e correlacionam-se com o supradomínio vivencial emergente do Ser Supremo.
82&4;7:1.5

O puxão da gravidade espiritual e a resposta à ela operam não apenas no universo como um todo, mas até mesmo entre indivíduos e grupos de indivíduos. Existe uma coesão espiritual entre os seres pessoais espirituais e os seres pessoais espiritualizados de qualquer mundo, raça, nação ou grupos de indivíduos crentes. Há uma atração direta de natureza espiritual entre pessoas de mente espiritual, com os mesmos gostos e desejos. O termo espíritos afins não é totalmente uma figura de retórica.
82&5;7:1.6

Tal como a gravidade material do Paraíso, a gravidade espiritual do Filho Eterno é absoluta. O pecado e a rebelião podem interferir na operação dos circuitos dos universos locais, mas nada pode deter a gravidade espiritual do Filho Eterno. A rebelião de Lúcifer produziu muitas mudanças em Urantia e em vosso sistema de mundos habitados, mas não notamos que a quarentena espiritual resultante dela em vosso planeta tenha afetado minimamente a presença e a função do espírito onipresente do Filho Eterno ou o circuito de gravidade espiritual associado a ele.
82&6;7:1.7

Todas as reações do circuito de gravidade espiritual do grande universo são predizíveis. Reconhecemos todas as ações e reações do espírito onipresente do Filho Eterno, e as achamos confiáveis. Conforme
82&7;7:1.8

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leis bem conhecidas, podemos medir, e medimos, a gravidade espiritual da mesma maneira que o homem empreende o cálculo da ação da gravidade física finita. Há uma resposta invariável do espírito do Filho à todas as pessoas, seres e coisas espirituais, e esta resposta está sempre de acordo com o grau de atualidade (o grau qualitativo de realidade) de todos estes valores espirituais. Mas ao longo desta mesma função confiável e predizível da presença espiritual do Filho Eterno encontram-se fenômenos cujas reações não são tão predizíveis. Tais fenômenos provavelmente indicam a ação coordenada do Absoluto da Deidade nos âmbitos dos potenciais espirituais emergentes. Sabemos que a presença espiritual do Filho Eterno é a influência de um ser pessoal majestoso e infinito, mas dificilmente podemos considerar como pessoais as reações ligadas às supostas atuações do Absoluto de Deidade.
83&1;7:1.9

Visto pelas pessoas e a partir do ponto de vista da personalidade, o Filho Eterno e o Absoluto da Deidade parecem estar relacionados da seguinte maneira: o Filho Eterno domina o âmbito dos valores espirituais atuais ao passo que o Absoluto da Deidade parece impregnar o imenso domínio dos valores espirituais potenciais. Todo valor atual de natureza espiritual respalda-se no domínio da gravidade do Filho Eterno mas, se for potencial, então aparentemente respalda-se na presença do Absoluto de Deidade.
83&2;7:1.10

O espírito parece emergir dos potenciais do Absoluto da Deidade; o espírito em evolução encontra correlação na atração vivencial e incompleta do Supremo e do Último; o espírito termina encontrando seu destino final na atração absoluta da gravidade espiritual do Filho Eterno. Este parece ser o ciclo do espírito vivencial, mas o espírito existencial é inerente à infinitude da Segunda Fonte e Centro.
83&3;7:1.11

2. A Administração do Filho Eterno No Paraíso, a presença e a atividade pessoal do Filho Original é profunda, absoluta no sentido espiritual. Conforme saímos do Paraíso, ao passarmos através de Havona e nos adentrarmos nos âmbitos dos sete supra-universos, percebemos cada vez menos a atividade pessoal do Filho Eterno. Nos universos pós-Havona, a presença do Filho Eterno é
83&4;7:2.1

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personalizada nos Filhos do Paraíso, condicionada pelas realidades vivenciais do Supremo e do Último e coordenada com o ilimitado potencial espiritual do Absoluto da Deidade. No universo central, a atividade pessoal do Filho Original é discernível na primorosa harmonia espiritual da criação eterna. Havona é tão maravilhosamente perfeita que a condição espiritual e os estados de energia deste universo modelo estão em equilíbrio perfeito e perpétuo.
83&5;7:2.2

O Filho não reside nem está pessoalmente presente nos suprauniversos; nestas criações ele mantém apenas uma representação suprapessoal. Estas manifestações espirituais do Filho não são pessoais; não estão no circuito da personalidade do Pai Universal. Não conhecemos nenhum termo melhor para designá-los que o de seres supra-pessoais; são seres finitos; não são absonitos nem absolutos.
83&6;7:2.3

Ao ser exclusivamente espiritual e supra-pessoal, a administração do Filho Eterno nos supra-universos não é discernível pelas criaturas pessoais. No entanto, o impulso espiritual que a tudo impregna, relativo à influência pessoal do Filho, é encontrado em cada fase das atividades de todos os setores dos âmbitos dos Anciões de Dias. Entretanto, nos universos locais, observamos que o Filho Eterno está pessoalmente presente nas pessoas dos Filhos do Paraíso. Aqui, espiritualmente e criativamente, o Filho infinito opera nas pessoas do corpo majestoso dos Filhos Criadores de igual categoria.
83&7;7:2.4

3. A Relação do Filho Eterno com o Indivíduo Na ascensão do universo local, os mortais do tempo consideram o Filho Criador como o representante pessoal do Filho Eterno. Mas quando começam a ascender no regime de instrução do supra-universo, os peregrinos do tempo detectam cada vez mais a presença excelsa que se faz sentir do espírito do Filho Eterno, e podem beneficiar-se assimilando este ministério de energização espiritual. Em Havona, os ascendentes tornamse mais conscientes do amoroso abraço do espírito do Filho Original, que a tudo impregna. Em nenhuma etapa de toda a ascensão do mortal, o espírito do Filho Eterno habita a mente ou a alma do peregrino do tempo, mas este benefício está sempre próximo e constantemente ocupado com o bem-estar e a segurança espiritual dos filhos do tempo que se adiantam.
84&1;7:3.1

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O puxão da gravidade espiritual do Filho Eterno constitui o segredo inerente à ascensão ao Paraíso das almas humanas que sobrevivem. Todos os valores genuínos do espírito e todas as pessoas autenticamente espiritualizadas permanecem dentro do alcance infalível da gravidade espiritual do Filho Eterno. A mente mortal, por exemplo, inicia sua caminhada como mecanismo material e termina por se unir ao Corpo de Finalidade como existência espiritual quase aperfeiçoada, tornando-se progressivamente menos sujeita à gravidade material e, correlativamente, respondendo cada vez mais ao impulso do puxão para dentro da gravidade espiritual, durante toda esta experiência. O circuito de gravidade espiritual literalmente puxa a alma do homem em direção ao Paraíso.
84&2;7:3.2

O circuito de gravidade espiritual é o canal básico para transmitir as preces genuínas que saem do coração crente e humano, do nível da consciência humana para a real consciência da Deidade. O que de vossas petições represente um verdadeiro valor espiritual será recolhido pelo circuito universal da gravidade espiritual e passará imediata e simultaneamente a todos os seres pessoais divinos concernentes. Cada um deles irá se ocupar do que pertence ao seu setor pessoal. Portanto, na prática vossa vivência religiosa é irrelevante se, ao dirigir vossas súplicas, visualizais o Filho Criador de vosso universo local ou o Filho Eterno, no centro de todas as coisas.
84&3;7:3.3

A operação diferenciadora do circuito de gravidade espiritual talvez possa ser comparada com a função do circuito nervoso no corpo humano material; as sensações percorrem as vias nervosas em direção ao interior; algumas se detém nos centros espinhais inferiores reflexos e respondem a estes; outras continuam em direção aos centros menos reflexos, mas rotineiros, do cérebro inferior enquanto os impulsos mais importantes e vitais são remetidos por estes centros secundários e são imediatamente registrados nos mais elevados níveis da consciência humana.
84&4;7:3.4

Mas quão mais perfeita é a magnífica técnica do mundo espiritual! Se algo que se origina em vossa consciência estiver repleto de supremo valor espiritual, uma vez que lhe tenhais dado expressão, nenhum poder no universo pode impedi-lo de remeter diretamente ao Ser Pessoal Espiritual Absoluto de toda a criação.
84&5;7:3.5

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Pelo contrário, se vossas súplicas forem puramente materiais e inteiramente egocêntricas, não existe plano algum por meio do qual tais preces sem valia possam encontrar guarida no circuito espiritual do Filho Eterno. O conteúdo de toda petição que não é "ditada pelo espírito" não encontra lugar no circuito espiritual universal; essas petições inteiramente egoístas e materiais se perdem; não ascendem nos circuitos dos verdadeiros valores espirituais. Tais palavras são como "um bronze que soa e um címbalo que tine".
84&6;7:3.6

É o pensamento motivado, o conteúdo espiritual, o que valida a súplica do mortal. As palavras não têm valor.
85&1;7:3.7

4. Os Planos de Perfeição Divina O Filho Eterno está em perpétua união com o Pai no prosseguimento satisfatório do plano divino de progresso: o plano universal para a criação, evolução, ascensão e perfeição das criaturas de vontade. E, em dedicação divina, o Filho é o eterno igual do Pai.
85&2;7:4.1

O Pai e seu Filho são como um só na formulação e no prosseguimento deste colossal plano de consecução do avanço dos seres materiais do tempo em direção à perfeição eterna. Este projeto para a elevação espiritual das almas ascendentes do espaço é uma criação conjunta do Pai e do Filho os quais, com a cooperação do Espírito Infinito, juntos se empenham na execução de seu divino propósito.
85&3;7:4.2

Este plano divino para atingir a perfeição abrange três empreendimentos únicos, ainda que maravilhosamente correlacionados, de aventura universal :
85&4;7:4.3

1. O plano de consecução progressiva. Este é o plano de ascensão evolucionária estabelecido pelo Pai Universal, um programa aceito sem reservas pelo Filho Eterno quando concordou com a proposta do Pai : "Façamos as criaturas mortais à nossa própria imagem". Esta determinação para o melhoramento das criaturas do tempo envolve a efusão dos Modeladores de Pensamento da parte do Pai e a dotação das criaturas materiais com as prerrogativas da personalidade.
85&5;7:4.4

2. O plano de efusão. O plano universal seguinte é o grande empreendimento da revelação do Pai, empreendimento este do Filho
85&6;7:4.5

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Eterno e de seus Filhos de igual categoria. Esta é a proposta do Filho Eterno e consiste na sua efusão dos Filhos de Deus sobre as criações evolutivas para ali personalizar e dar existência real, para encarnar e tornar real o amor do Pai e a misericórdia do Filho para as criaturas de todos os universos. Inerente ao plano de efusão, e como aspecto provisional deste serviço de amor, os Filhos do Paraíso atuam como reabilitadores daquilo que a vontade transviada das criaturas têm colocado em perigo espiritual. Quando e onde quer que ocorra um atraso na operação do plano de consecução, se porventura alguma rebelião frustrar ou complicar este empreendimento, então as providências de emergência do plano de efusão entram sem demora em ação. Os Filhos do Paraíso comprometeram-se a operar prontamente como recuperadores, a entrar no próprio campo da rebelião e ali restaurar a condição espiritual das esferas. E um Filho Criador de igual categoria realizou este serviço heróico em Urantia, em união com sua caminhada de efusão vivencial para adquirir a soberania. 3. O Plano do Ministério da Misericórdia. Uma vez formulados e proclamados os planos de consecução e de efusão, sozinho e de si mesmo o Espírito Infinito planejou e pôs em operação o empreendimento colossal e universal do ministério da misericórdia. Este é o serviço tão essencial para a operação prática e efetiva, tanto da tarefa de consecução como da de efusão, e todos os seres pessoais espirituais da Terceira Fonte e Centro participam do espírito de ministério da misericórdia, que tanto faz parte da natureza da Terceira Pessoa da Deidade. O Espírito Infinito opera, verdadeira e literalmente, não apenas na criação mas também na administração como o executivo conjunto ao Pai e ao Filho.
85&7;7:4.6

O Filho Eterno é o fiduciário pessoal, o guardião divino do plano universal do Pai para a ascensão das criaturas. Tendo promulgado o mandato universal "Sede perfeitos como eu sou perfeito", o Pai confiou a realização deste colossal empreendimento ao Filho Eterno; e o Filho Eterno compartilha com seu divino igual em categoria, o Espírito Infinito, o incentivo a esta excelsa empresa. Deste modo, as Deidades cooperam efetivamente no trabalho da criação, direção, evolução, revelação, ministração e, se necessário, no restabelecimento e na reabilitação.
86&1;7:4.7

5. O Espírito de Efusão

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Sem reservas, o Filho Eterno uniu-se ao Pai Universal na propagação da formidável determinação à toda a criação: "Sede perfeitos como vosso Pai em Havona é perfeito". E desde então esta ordem-convite tem motivado todos os planos de sobrevivência e projetos de efusão do Filho Eterno e de sua imensa família de Filhos companheiros de igual categoria. E nestas mesmas efusões os Filhos de Deus têm-se tornado "o caminho, a verdade e a vida" para todas as criaturas evolucionárias.
86&2;7:5.1

O Filho Eterno não pode contatar diretamente os seres humanos como o Pai o faz através da dádiva dos Modeladores de Pensamento prépessoais, mas o Filho Eterno acerca-se dos seres pessoais criados por meio de uma série de diminuições graduais de filiação divina, até que lhe seja possível estar perante a presença do homem, às vezes como homem mesmo.
86&3;7:5.2

A natureza puramente pessoal do Filho Eterno é incapaz de fracionar-se. O Filho Eterno ministra como influência espiritual ou como pessoa, nunca de outra maneira. É impossível para o Filho tornar-se parte da experiência da criatura no sentido que o Modelador do Pai dela participa, mas o Filho Eterno compensa esta limitação por meio da técnica da efusão. As experiências da encarnação dos Filhos do Paraíso significam para o Filho Eterno o mesmo que a experiência das entidades fracionadas significa para o Pai Universal.
86&4;7:5.3

O Filho Eterno não vem ao homem mortal como a vontade divina o Modelador do Pensamento que mora na mente humana - mas o Filho Eterno veio ao homem mortal em Urantia quando o divino ser pessoal, seu Filho, Miguel de Nebadon, se encarnou na natureza humana de Jesus de Nazaré. Para compartilhar da experiência dos seres pessoais criados, os Filhos de Deus do Paraíso devem assumir a mesma natureza de tais criaturas e encarnar suas divinas pessoas como as próprias criaturas. A encarnação, o segredo de Sonarington, é o método utilizado pelo Filho para livrar-se do que de outra forma seria seu completo encerramento nas cadeias do absolutismo da personalidade.
86&5;7:5.4

Há muito, muito tempo atrás, o Filho Eterno efundiu-se sobre cada um dos circuitos da criação central, para a iluminação e o avanço de todos os habitantes e peregrinos de Havona, incluindo os peregrinos ascendentes do tempo. Em nenhuma destas sete efusões ele operou como ascendente ou como nativo de Havona. Ele existiu como ele mesmo. Sua
86&6;7:5.5

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experiência foi única; não foi com nem como um ser humano ou outro peregrino mas, de alguma maneira, foi associativo no sentido suprapessoal. Tampouco passou pelo descanso que se situa entre o circuito interior de Havona e as orlas do Paraíso. Não é possível para ele, um ser absoluto, suspender a consciência da personalidade pois nele se centram todas as linhas da gravidade espiritual. E durante o período destas efusões, a luminosidade espiritual no alojamento central do Paraíso não se atenuou nem a atração da gravidade espiritual universal que o Filho exerce diminuiu.
86&7;7:5.6

As efusões do Filho Eterno em Havona não estão no alcance da imaginação humana; elas foram transcendentais. Então, e em seguida, ele ampliou a experiência de toda Havona; mas não sabemos se ele a adicionou à suposta capacidade vivencial da sua própria natureza existencial. Isso faria parte do mistério da efusão dos Filhos do Paraíso. Cremos, contudo, que o que quer que o Filho tenha adquirido nestas missões de efusão ele o reteve desde então; mas não sabemos o que.
87&1;7:5.7

Sejam quais forem nossas dificuldades em compreender as efusões da Segunda Pessoa da Deidade, compreendemos bem a efusão de Havona, de um Filho do Filho Eterno, que literalmente atravessou os circuitos do universo central e que realmente participou das experiências que constituem uma preparação do ascendente para chegar a ser Deidade. Este foi o Miguel original, o primogênito do Filho Criador, que passou pelas experiências da vida dos peregrinos ascendentes, de circuito em circuito, e que pessoalmente percorreu com eles uma etapa de cada círculo, nos tempos de Grandfanda, o primeiro de todos os mortais a chegar a Havona.
87&2;7:5.8

Afora o que este Miguel original revelou, ele tornou real para as criaturas de Havona a efusão transcendente do Filho Materno Original. Tão real que, para todo o sempre, cada peregrino do tempo que labora na aventura de chegar aos circuitos de Havona, sente-se encorajado e fortalecido no indubitável conhecimento de que o Filho Eterno de Deus abdicou sete vezes o poder e a glória do Paraíso para participar das experiências dos peregrinos do tempo e do espaço, nos sete circuitos de alcance progressivo de Havona.
87&3;7:5.9

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O Filho Eterno serve como modelo de inspiração para todos os Filhos de Deus em sua ministrações de efusão por todos os universos do tempo e do espaço. Os Filhos Criadores de igual categoria e os Filhos Magistráticos companheiros, junto com outras ordens filiais não reveladas, participam desta extraordinária boa vontade de efundirem-se sobre as diversas classes de vida das criaturas e como as próprias criaturas. Portanto, em espírito e devido à afinidade de natureza assim como o fato de sua origem, torna-se verdade que nas efusões de cada Filho de Deus sobre os mundos do espaço, nestas efusões, do começo ao fim delas e por meio delas, o Filho Eterno tem-se efundido sobre as criaturas de vontade inteligente dos universos.
87&4;7:5.10

Em espírito e natureza, se não em todos os atributos, cada Filho do Paraíso é um retrato divinamente perfeito do Filho Original. É literalmente verdade que quem quer que tenha visto um Filho do Paraíso, viu o Filho Eterno de Deus.
87&5;7:5.11

6. Os Filhos de Deus do Paraíso A falta de conhecimento a respeito dos múltiplos Filhos de Deus origina em Urantia uma grande confusão. E esta ignorância persiste em face das declarações registradas num conclave destes seres pessoais divinos : "Quando os Filhos de Deus proclamavam júbilo, e todas as Estrelas da Manhã louvavam juntas". A cada milênio, no padrão de tempo do setor, as diversas ordens de Filhos divinos reúnem-se periodicamente para seus conclaves.
87&6;7:6.1

O Filho Eterno é a fonte pessoal dos admiráveis atributos de misericórdia e serviço que tão copiosamente caracterizam todas as ordens dos Filhos de Deus descendentes, à medida que trabalham por toda a criação. O Filho Eterno infalivelmente transmite toda a natureza divina, se não toda a infinidade de atributos, aos Filhos do Paraíso que saem da Ilha Eterna para revelar seu caráter divino ao universo de universos.
87&7;7:6.2

O Filho Original e Eterno é a descendência-pessoa do "primeiro" pensamento infinito do Pai Universal que se completou. Cada vez que o Pai Universal e o Filho Eterno projetam juntos um novo pensamento original, idêntico, único, absoluto e pessoal, naquele mesmo instante essa idéia criativa personaliza-se perfeita e finalmente no ser e na
88&1;7:6.3

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personalidade de um novo e original Filho Criador. Em natureza espiritual, em sabedoria divina e no poder criativo coordenado, estes Filhos Criadores são potencialmente iguais a Deus Pai e a Deus Filho. Os Filhos Criadores saem do Paraíso para os universos do tempo e, com a cooperação dos intercessores criativos e reitores da Terceira Fonte e Centro, completam a organização dos universos locais de evolução progressiva. Estes Filhos não estão ligados nem se ocupam dos governos centrais e universais da matéria, da mente e do espírito. Por isso, estão limitados em seus atos criativos pela pré-existência, prioridade e primazia da Primeira Fonte e Centro e de seus Absolutos de igual categoria. Este Filhos apenas podem administrar o que trazem à existência. A administração absoluta é inerente à prioridade de existência e é inseparável da eternidade de presença. O Pai permanece primordial nos universos.
88&2;7:6.4

Da mesma maneira que os Filhos Criadores são personalizados pelo Pai e pelo Filho, os Filhos Magistráticos são personalizados pelo Filho e pelo Espírito. Estes são os Filhos que, em suas experiências de encarnação como criaturas, ganham o direito de servir nas criações do tempo e do espaço como os juízes da sobrevivência.
88&3;7:6.5

O Pai, o Filho e o Espírito também se unem para personalizar os versáteis Filhos Mestres Trinitários, que percorrem o grande universo como mestres excelsos de todos os seres pessoais, tanto humanos como divinos. E há outras numerosas ordens filiais do Paraíso que não foram trazidas à atenção dos mortais de Urantia.
88&4;7:6.6

Entre o Filho Materno Original e estas hostes de Filhos do Paraíso dispersas por toda a criação, há um canal de comunicação direto e exclusivo, um canal cuja função é inerente à qualidade da afinidade espiritual que os une em laços de associação quase absolutamente espirituais. Este circuito inter-filial é completamente diferente do circuito universal de gravidade espiritual, que também se centra na pessoa da Segunda Fonte e Centro. Todos os Filhos de Deus que têm origem nas pessoas das Deidades do Paraíso estão em comunicação direta e constante com o Eterno Filho Materno. E tal comunicação é instantânea; é independente do tempo ainda que algumas vezes condicionada pelo espaço.
88&5;7:6.7

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O Filho Eterno não apenas tem a todo o momento um conhecimento perfeito no que se refere à condição, aos pensamentos e às múltiplas atividades de todas as ordens filiais do Paraíso, como também tem, a todo momento, um conhecimento perfeito referente a tudo o que existe de valor espiritual nos corações de todas as criaturas, na criação central primária da eternidade e nas criações temporais secundárias dos Filhos Criadores de igual categoria.
88&6;7:6.8

7. A Suprema Revelação do Pai O Filho Eterno é uma revelação completa, exclusiva, universal e final do espírito e da personalidade do Pai Universal. Todo conhecimento e toda informação relativa ao Pai deve provir do Filho Eterno e de seus Filhos do Paraíso. O Filho Eterno procede da eternidade e, total e incondicionalmente espiritual, é um com o Pai. Em personalidade divina, são da mesma categoria; em natureza espiritual, são iguais; em divindade, são idênticos.
88&7;7:7.1

Intrinsecamente, o caráter de Deus não poderia ser melhorado de modo algum na pessoa do Filho pois o Pai divino é infinitamente perfeito, mas esse caráter e essa personalidade são exaltados por despojar-se do não-pessoal e do não-espiritual, a fim de se revelar aos seres criados. A Primeira Fonte e Centro é muito mais que personalidade, mas todas as qualidades espirituais da personalidade paterna estão espiritualmente presentes na personalidade absoluta do Filho Eterno.
89&1;7:7.2

O Filho primeiro e seus Filhos estão empenhados na revelação universal da natureza espiritual e pessoal do Pai para toda a criação. No universo central , nos supra-universos, nos universos locais ou nos planetas habitados, é um Filho do Paraíso quem revela o Pai Universal aos homens e aos anjos. O Filho Eterno e seus Filhos revelam à criatura a via de acesso ao Pai Universal. E mesmo nós, de origem elevada, entendemos o Pai de modo mais pleno conforme estudamos a revelação de seu caráter e personalidade no Filho Eterno e nos Filhos do Filho Eterno.
89&2;7:7.3

O Pai desce à vós como ser pessoal somente através dos Filhos divinos do Filho Eterno. E vós chegais ao Pai por esse mesmo caminho vivo; ascendeis ao Pai guiados por este grupo de Filhos divinos. E isto
89&3;7:7.4

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permanece verdadeiro não obstante vossa própria personalidade ser uma efusão direta do Pai Universal. Em todas estas atividades disseminadas na imensa administração espiritual do Filho Eterno, não olvideis que o Filho é uma pessoa tão verdadeira e real como o é o Pai. De fato, para os seres que alguma vez pertenceram à classe humana, o Filho Eterno lhes será de mais fácil acesso que o Pai Universal. No progresso dos peregrinos do tempo através dos circuitos de Havona, estareis aptos a chegar ao Filho muito antes de estardes preparados para discernir o Pai.
89&4;7:7.5

Compreendereis mais acerca do caráter e da natureza misericordiosa do Filho Eterno de misericórdia conforme meditais na revelação destes atributos divinos que, num serviço de amor, vosso próprio Filho Criador realizou, que foi Filho do Homem na terra, agora grandioso soberano de vosso universo local : O Filho do Homem e Filho de Deus.
89&5;7:7.6

[Redigido por um Conselheiro Divino designado para formular esta declaração que descreve o Filho Eterno do Paraíso]
89&6;7:7.7

escrito007_rev_01.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 007 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 007 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org

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1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
84&6;7:3.6

"ditada pelo espírito"

(Romanos 8:26) (1 Coríntios 14:14) (Efésios 6:18) ___________________________________________________________ ______________
84&6;7:3.6

"um bronze que soa e um címbalo que tine".

(1 Coríntios 13:1) BSEP : Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como um bronze que soa, ou como um címbalo que tine. BJ : Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como um bronze que soa ou como um címbalo que tine." ___________________________________________________________ ______________
85&5;7:4.4

"Façamos as criaturas mortais à nossa própria imagem"

(Gênesis 1:26) ___________________________________________________________ ______________
86&1;7:4.7

"Sede perfeitos como eu sou perfeito",

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(Mateus 5:48) BSEP: Sede pois perfeitos, como também vosso Pai celestial é perfeito. BJ : Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito. ___________________________________________________________ ______________
86&2;7:5.1

"Sede perfeitos como vosso Pai em Havona é perfeito".

(Mateus 5:48) ___________________________________________________________ ______________
86&2;7:5.1

"o caminho, a verdade e a vida"

(João 14:6) BSEP : Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim. BJ : Diz-lhes Jesus: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim. ___________________________________________________________ ______________ "Quando os Filhos de Deus proclamavam júbilo, e todas as Estrelas da Manhã louvavam juntas".
87&6;7:6.1

(Jó 38:7) BSEP : quando os astros da manhã me louvavam juntos, e quando todos os filhos de Deus estavam transportados de júbilo? BJ : entre as aclamações dos astros da manhã e o aplauso de todos os Filhos de Deus? ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de revisões
81&1;7:0.1

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De : "...com o cumprimento dos aspectos espirituais..." Para : "...com a execução dos aspectos espirituais..."
81&6;7:1.1

"...a respeito do Filho nos domínios espirituais." "...a respeito do Filho nos âmbitos espirituais."
82&2;7:1.3

"...a matéria é o sombroso corpo físico." "...a matéria é o sombreado corpo físico."
84&2;7:3.2

"A atração da gravidade espiritual..." "O puxão da gravidade espiritual..."
85&6;7:4.5

"...as criações evolutivas para ali personalizar e efetuar,..." "...as criações evolutivas para ali personalizar e dar existência real,..."
89&2;7:7.3

"O Filho primordial e seus Filhos..." "O Filho primeiro e seus Filhos..." suplemento_007_rev_01.htm ___________________________________________________________ ___________________________

Escritos de Urantia Escrito 8 O Espírito Infinito 1. O Deus da Ação

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2. A Natureza do Espírito Infinito 3. A Relação do Espírito com o Pai e o Filho 4. O Espírito do Ministério Divino 5. A Presença de Deus 6. A Personalidade do Espírito Infinito [Exposto em Urantia por um Conselheiro Divino de Uversa encarregado pelos Anciões de Dias de descrever a natureza e a obra do Espírito Infinito.] Além na eternidade, quando o "primeiro" pensamento absoluto e infinito do Pai Universal encontra no Filho Eterno um verbo tão perfeito e adequado para sua expressão divina, de Deus-Pensamento e de DeusVerbo resulta o desejo supremo de um agente universal e infinito de expressão mútua e ação combinada.
90&1;8:0.1

No alvorecer da eternidade, tanto o Pai como o Filho tornam-se infinitamente cientes de sua mútua interdependência, de sua eterna e absoluta unidade; e principiam portanto um pacto infinito e sempiterno de parceria divina. Este acordo sem fim é feito a fim de executar seus conceitos unidos por todo o círculo da eternidade; e desde este evento na eternidade, o Pai e o Filho prosseguem nesta união divina.
90&2;8:0.2

Estamos agora face a face com a origem na eternidade do Espírito Infinito, a Terceira Pessoa da Deidade. No mesmo instante em que Deus Pai e Deus Filho juntos concebem uma ação idêntica e infinita — a execução de um plano-pensamento absoluto — neste mesmo momento, completamente formado, o Espírito Infinito vem a existir.
90&3;8:0.3

Ao relatar dessa forma a ordem da origem das Deidades, faço-o meramente para vos tornar possível pensar em sua relação. Na realidade, os três existem desde a eternidade; são existenciais. Não têm princípio nem fim no tempo; são iguais em categoria, supremos, últimos, absolutos e infinitos. São, sempre foram e sempre serão. E são três pessoas claramente individualizadas mas eternamente companheiras : Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito.
90&4;8:0.4

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1. O Deus da Ação Na eternidade do passado, sob a personalização do Espírito Infinito, o ciclo da personalidade divina torna-se perfeito e completo. O Deus da ação existe, e o imenso cenário do espaço está preparado para o estupendo drama da criação — a aventura universal — o panorama divino dos tempos eternos.
90&5;8:1.1

O primeiro ato do Espírito Infinito é a examinar e reconhecer seus pais divinos, o Pai-Pai e o Filho-Mãe. Ele, o Espírito, identifica-se incondicionalmente com ambos. É plenamente ciente de suas personalidades distintas e atributos infinitos assim como de sua natureza combinada e de sua função unida. A seguir, voluntariamente, com transcendente boa vontade e espontaneidade inspiradora, a Terceira Pessoa da Deidade, não obstante sua igualdade com a Primeira e a Segunda Pessoas, promete eterna lealdade a Deus Pai e reconhece a sua perpétua dependência de Deus Filho.
90&6;8:1.2

Inerente à natureza deste fato e em mútuo reconhecimento da independência pessoal de cada um e da união executiva de todos os três, estabelece-se o ciclo da eternidade. A Trindade do Paraíso é existente. O cenário do espaço universal está preparado para o panorama múltiplo e sem fim, do desdobramento criador do propósito do Pai Universal através da pessoa do Filho Eterno e por meio da execução do Deus da Ação, o intercessor executivo para a parceria criadora Pai-Filho efetivar a realidade.
90&7;8:1.3

O Deus da Ação atua, e as abóbadas inertes do espaço põem-se em movimento. Um bilhão de esferas perfeitas irrompem à existência. Anterior a este momento hipotético na eternidade, as energias-espaço inerentes ao Paraíso existem e são potencialmente operantes, mas não têm a atualidade de ser; nem a gravidade física pode ser medida, exceto pela reação das realidades materiais ao seu puxão incessante. Não há universo material neste (suposto) momento eternamente distante, mas no mesmo instante em que se materializam um bilhão de mundos, evidencia-se gravidade suficiente e adequada para sustentá-los na perpétua atração do Paraíso.
91&1;8:1.4

Irrompe agora através da criação dos Deuses a segunda forma da energia, e este espírito que emana é instantaneamente apreendido pela
91&2;8:1.5

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gravidade espiritual do Filho Eterno. Deste modo, o universo duplamente cingido pela gravidade é tocado com a energia do infinito e mergulhado no espírito de divindade. Desta maneira prepara-se o solo de vida para a consciência da mente, manifestada nos circuitos da inteligência associados ao Espírito Infinito. Sobre estas sementes de existência potencial, difundidas por toda a criação central dos Deuses, o Pai atua e aparece a personalidade da criatura. Então, a presença das Deidades do Paraíso enche todo o espaço organizado e começa efetivamente a atrair todas as coisas e seres em direção ao Paraíso.
91&3;8:1.6

O Espírito Infinito eterniza-se simultaneamente ao nascimento dos mundos de Havona, este universo central que é criado por ele, com ele e nele, em obediência aos conceitos combinados e às vontades unidas do Pai e do Filho. A Terceira Pessoa deifica-se por esse mesmo ato de criação conjunta, tornando-se deste modo e para sempre o Criador Conjunto.
91&4;8:1.7

Estes são os tempos descomunais e impressionantes da expansão criadora do Pai e do Filho, por meio da ação e na ação de seu companheiro associado e executivo exclusivo, a Terceira Fonte e Centro. Não existe registro algum destes tempos de agitação. Temos apenas as escassas revelações do Espírito Infinito para substanciar estes vigorosos processos, e ele meramente comprova o fato de que o universo central e tudo o que a ele pertence eternizaram-se simultaneamente à sua consecução da personalidade e existência consciente.
91&5;8:1.8

Sendo breve: o Espírito Infinito atesta que, visto que ele é eterno, assim também o universo central é eterno. E este é o ponto de partida tradicional da história do universo de universos. Nada se sabe em absoluto, e não existem registros com referência aos acontecimentos ou processos anteriores à esta estupenda erupção de energia criativa e sabedoria administrativa que cristalizou o vasto universo que existe e que tão primorosamente funciona no centro de todas as coisas. Mais além deste acontecimento, encontram-se os inescrutáveis processos da eternidade e as profundezas do infinito — um mistério absoluto.
91&6;8:1.9

Descrevemos assim a origem seqüencial da Terceira Fonte e Centro, como uma condescendência interpretativa para as mentes das
91&7;8:1.10

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criaturas mortais, sujeitas ao tempo e condicionadas pelo espaço. A mente do homem deve ter um ponto de partida para a visualização da história do universo, e me foi recomendado apresentar esta técnica de aproximação ao conceito histórico de eternidade. Na mente material, a coerência exige uma Primeira Causa; portanto, postulamos o Pai Universal como Primeira Fonte e Centro Absoluto de toda a criação, e ao mesmo tempo instruímos todas as mentes das criaturas que o Filho e o Espírito são co-eternos com o Pai em todas as fases da história universal e em todos os âmbitos da atividade criadora. Nós o fazemos sem desconsiderar, em sentido algum, a realidade e a eternidade da Ilha do Paraíso e dos Absolutos Inqualificável, Universal e da Deidade. É suficiente que a mente material dos filhos do tempo alcance a concepção do Pai na eternidade. Sabemos que toda criança relaciona-se melhor com a realidade compreendendo primeiro as relações da situação pai-filho ampliando, em seguida, este conceito até abranger a família como um todo. Posteriormente, a mente em formação da criança será capaz de adaptar-se ao conceito das relações familiares, das relações da comunidade, da raça e do mundo, e depois as do universo, do suprauniverso e mesmo as do universo de universos.
92&1;8:1.11

2. A Natureza do Espírito Infinito O Criador Conjunto vem da eternidade e é total e incondicionalmente um com o Pai Universal e com o Filho Eterno. O Espírito Infinito reflete, em perfeição, não apenas a natureza do Pai do Paraíso, mas também a natureza do Filho Original.
92&2;8:2.1

A Terceira Fonte e Centro é conhecida por numerosos títulos: o Espírito Universal, o Guia Supremo, o Criador Conjunto, o Divino Executivo, a Mente Infinita, o Espírito dos Espíritos, o Espírito Materno do Paraíso, o Atuante Conjunto, o Coordenador Final, o Espírito Onipresente, a Inteligência Absoluta, a Ação Divina; e em Urantia, algumas vezes é confundido com a mente cósmica.
92&3;8:2.2

É completamente apropriado denominar a Terceira Pessoa da Deidade de Espírito Infinito, porque Deus é espírito. Mas as criaturas materiais que tendem ao erro de considerar a matéria como realidade básica e a mente, junto com o espírito, conforme se postula, enraizados na
92&4;8:2.3

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matéria, compreenderiam melhor a Terceira Fonte e Centro se fosse chamada de Realidade Infinita, o Organizador Universal ou o Coordenador da Personalidade. O Espírito Infinito, como uma revelação universal da divindade, é inescrutável e totalmente fora do alcance da compreensão humana. Para perceber a absolutidade do Espírito basta contemplar a infinitude do Pai Universal e pasmar-se com a eternidade do Filho Original.
92&5;8:2.4

Certamente há mistério na pessoa do Espírito Infinito, mas não tanto como no Pai e no Filho. De todos os aspectos da natureza do Pai, o Criador Conjunto é o que revela sua infinitude da maneira mais notável. Mesmo que o universo matriz por fim se expandisse até a infinitude, a presença espiritual, o domínio sobre a energia e o potencial da mente do Atuante Conjunto seriam adequados para fazer frente a demanda de tamanha criação ilimitada.
92&6;8:2.5

Ainda que, de todas as maneiras, compartilhe a perfeição, a retitude e o amor do Pai Universal, o Espírito Infinito pende para os atributos de misericórdia do Filho Eterno tornando-se assim o ministro da misericórdia das Deidades do Paraíso para o grande universo. Sempre e para sempre — universal e eternamente — o Espírito é um ministro de misericórdia pois assim como os Filhos divinos revelam o amor de Deus, o Espírito divino retrata a misericórdia de Deus.
92&7;8:2.6

Não é possível que o Espírito possa ter mais bondade que o Pai já que toda bondade origina-se no Pai, mas nas ações do Espírito podemos compreender melhor tal bondade. A fidelidade do Pai e a constância do Filho fazem-se extremamente reais para os seres espirituais e criaturas materiais das esferas por meio do ministério amoroso e do serviço incessante dos seres pessoais do Espírito Infinito.
93&1;8:2.7

O Criador Conjunto herda toda a beleza de pensamento e o caráter de verdade do Pai. Mas estes traços sublimes de divindade coordenam-se nos níveis quase supremos da mente cósmica, em subordinação à sabedoria eterna e infinita da mente incondicionada e ilimitada da Terceira Fonte e Centro.
93&2;8:2.8

3. A Relação do Espírito com o Pai e o Filho

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Assim como o Filho Eterno é a expressão verbal do "primeiro" pensamento absoluto e infinito do Pai Universal, o Atuante Conjunto é a execução perfeita do "primeiro" conceito ou plano criador que se completou para a ação combinada da parceria Pai-Filho, com união absoluta de pensamento-verbo. A Terceira Fonte e Centro eterniza-se simultaneamente à criação central ou fiat e, entre os universos, somente esta criação central é eterna em existência.
93&3;8:3.1

Desde a personalização da Terceira Fonte, a Primeira Fonte já não participa de forma pessoal da criação do universo. O Pai Universal delega todo o possível ao seu Filho Eterno; do mesmo modo, o Filho Eterno efunde toda a autoridade e poder possíveis sobre o Criador Conjunto.
93&4;8:3.2

O Filho Eterno e o Criador Conjunto, como parceiros e através de seus seres pessoais de igual categoria, têm planejado e ideado todos os universos trazidos à existência posterior à Havona. Em todas as criações subseqüentes, o Espírito mantém com o Filho a mesma relação pessoal que o Filho mantém com o Pai na criação central originária.
93&5;8:3.3

Um Filho Criador do Filho Eterno e um Espírito Criador do Espírito Infinito vos criaram e criaram o vosso universo; e enquanto o Pai sustenta fielmente o que eles têm organizado, encarrega este Filho Universal e este Espírito Universal de promover e assistir a sua obra assim como de ministrar às criaturas de sua própria criação.
93&6;8:3.4

O Espírito Infinito é o agente efetivo do Pai todo-amoroso e do Filho todo-misericordioso para a execução de seu projeto conjunto de atrair para eles mesmos todas as almas que amam a verdade em todos os mundos do tempo e do espaço. No mesmo instante em que o Filho Eterno aceitou o plano de seu Pai, o plano para as criaturas do universo alcançarem a perfeição, no momento em que o projeto de ascensão tornou-se um plano do Pai-Filho, nesse instante o Espírito Infinito tornouse o administrador conjunto ao Pai e ao Filho para a execução de seu propósito unido e eterno. E ao fazê-lo assim, o Espírito Infinito aplicou para o Pai e para o Filho todos os seus recursos de presença divina e seres pessoais espirituais; ele tem dedicado tudo ao estupendo plano de elevar as criaturas de vontade que sobrevivem às divinas alturas da perfeição do Paraíso.
93&7;8:3.5

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O Espírito Infinito é uma revelação completa, exclusiva e universal do Pai Universal e de seu Filho Eterno. Todo conhecimento da parceria Pai-Filho deve ser obtido através do Espírito Infinito, o representante conjunto da divina união verbo-pensamento.
93&8;8:3.6

O Filho Eterno é a única via de acesso ao Pai Universal, e o Espírito Infinito é o único meio de alcançar o Filho Eterno. Somente por meio do paciente ministério do Espírito os ascendentes do tempo tornamse aptos a descobrir o Filho.
93&9;8:3.7

No centro de todas as coisas, o Espírito Infinito é a primeira das Deidades do Paraíso que os peregrinos ascendentes alcançam. A Terceira Pessoa envolve a Segunda e a Primeira Pessoas e, portanto, deve ser sempre reconhecida primeiramente por todos os que se candidatam a se apresentar ao Filho e ao seu Pai.
94&1;8:3.8

E de muitas outras maneiras o Espírito igualmente representa e, de modo similar, serve ao Pai e ao Filho.
94&2;8:3.9

4. O Espírito do Ministério Divino Paralelamente ao universo físico, no qual a gravidade do Paraíso sustenta todas as coisas juntas, existe o universo espiritual no qual a palavra do Filho interpreta o pensamento de Deus e, quando "se faz carne", demonstra a misericórdia amorosa da natureza combinada dos Criadores companheiros. Porém, em toda esta criação material e espiritual e através dela, há um imenso cenário em que o Espírito Infinito e sua descendência espiritual manifestam a misericórdia, a paciência e o afeto perene combinados, dos pais divinos para com os filhos inteligentes que, de forma cooperada, eles conceberam e criaram. O serviço permanente à mente é a essência do caráter divino do Espírito. E toda a descendência espiritual do Atuante Conjunto participa deste desejo de ministrar, deste impulso divino de servir.
94&3;8:4.1

Deus é amor, o Filho é misericórdia, o Espírito é ministério — ministério de amor divino e de misericódia sem fim para toda a criação inteligente. O Espírito é a personificação do amor do Pai e da misericórdia do Filho; nele, eles estão eternamente unidos para o serviço universal. O
94&4;8:4.2

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Espírito é o amor aplicado às criaturas, o amor combinado do Pai e do Filho. Em Urantia, o Espírito Infinito é conhecido como uma influência onipresente, como presença universal, mas em Havona vós o conhecereis como uma presença pessoal em serviço real. Aqui, o ministério do Espírito do Paraíso é o modelo exemplar e inspirador para cada um de seus Espíritos de igual categoria e de seres pessoais subordinados que servem aos seres criados nos mundos de tempo e de espaço. Neste universo divino, o Espírito Infinito participou plenamente nas sete aparições transcendentais do Filho Eterno; participou também com o Filho Miguel original nas sete efusões sobre os circuitos de Havona tornando-se desse modo o ministro espiritual compassivo e compreensivo para cada peregrino do tempo que atravessa estes círculos perfeitos nas alturas.
94&5;8:4.3

Quando um Filho Criador de Deus aceita como incumbência a responsabilidade de criar um universo local projetado, no que ele sai em sua missão de aventura criadora, os seres pessoais do Espírito Infinito se comprometem a ser os ministros incansáveis deste Filho Miguel. Especialmente nas pessoas das Filhas Criativas, os Espíritos Maternos do universo local, encontramos o Espírito Infinito dedicado à tarefa de promover a ascensão das criaturas materiais a níveis cada vez mais altos de realização espiritual. E todo este trabalho de servir às criaturas é feito em perfeita harmonia e em íntima associação com os propósitos e os seres pessoais dos Filhos Criadores destes universos locais.
94&6;8:4.4

Assim como os Filhos de Deus estão empenhados na colossal tarefa de revelar a personalidade amorosa do Pai ao universo, o Espírito Infinito dedica-se ao ministério interminável de revelar o amor combinado do Pai e do Filho à cada mente de todos os filhos de cada universo. Nestas criações locais, o Espírito não desce às raças materiais em semelhança à carne mortal como o faz alguns dos Filhos de Deus, mas o Espírito Infinito e seus espíritos de igual categoria descem, submetendo-se alegremente à uma série surpreendente de atenuações da divindade até aparecerem como anjos para estarem ao vosso lado e para vos guiar pelos caminhos mais humildes da existência terrena.
94&7;8:4.5

Por esta mesma série decrescente, o Espírito Infinito, realmente e como pessoa, acerca-se de todos os seres das esferas de origem animal,
95&1;8:4.6

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bem de perto. E tudo isto o Espírito faz sem invalidar no mínimo sua existência como Terceira Pessoa da Deidade, no centro de todas as coisas. O Criador Conjunto é, verdadeira e eternamente, a grande personalidade ministradora — o ministro da misericórdia universal. Para compreender o ministério do Espírito, ponderai a verdade de que ele é o retrato combinado do amor interminável do Pai com a eterna misericórdia do Filho. O ministério do Espírito, contudo, não se limita somente a representar o Filho Eterno e o Pai Universal. O Espírito Infinito também possui poder para ministrar às criaturas do mundo em seu próprio nome e de direito; a Terceira Pessoa tem dignidade divina e, de seu própria parte, também efunde o ministério universal da misericórdia.
95&2;8:4.7

À medida que o homem aprende mais sobre o serviço amoroso e incansável das ordens menores da família deste Espírito Infinito, mais admira e mais adora a natureza transcendente e o caráter incomparável desta Ação combinada, do Pai Universal e do Filho Eterno. De fato, este Espírito é "os olhos do Senhor que sempre estão sobre os justos" e "os ouvidos divinos que sempre estão atentos à suas preces".
95&3;8:4.8

5. A Presença de Deus O atributo que mais se destaca no Espírito Infinito é a onipresença. Por todo o universo de universos, este espírito que a tudo impregna está sempre presente, tão similar à presença da mente universal e divina. Tanto a Segunda Pessoa como a Terceira Pessoa da Deidade estão representadas em todos os mundos por seus espíritos, sempre presentes.
95&4;8:5.1

O Pai é infinito; portanto, só a volição o limita. Na efusão dos Modeladores e no circuito da personalidade, o Pai atua só; mas no contato das forças espirituais com os seres inteligentes, ele vale-se dos espíritos e dos seres pessoais do Filho Eterno e do Espírito Infinito. De sua própria vontade, ele está espiritualmente presente de forma igual com o Filho ou com o Atuante Conjunto. Está presente com o Filho e no Espírito. O Pai, com toda certeza, está presente em todo lugar, e discernimos sua presença através e por meio de todas estas forças, influências e presenças diversas, porém associadas.
95&5;8:5.2

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213

Em vossas escrituras sagradas, o termo Espírito de Deus parece ser usado de forma indistinta para designar tanto o Espírito Infinito no Paraíso como o Espírito Criador do vosso universo local. O Espírito Santo é o circuito espiritual da Filha Criadora do Espírito Infinito do Paraíso. O Espírito Santo constitui um circuito inerente a cada universo local e está circunscrito ao âmbito espiritual dessa criação; mas o Espírito Infinito é onipresente.
95&6;8:5.3

Existem muitas influências espirituais, e todas são como uma só. Inclusive o trabalho dos Modeladores do Pensamento, ainda que seja independente de todas as outras influências, coincide invariavelmente com o ministério espiritual das influências combinadas do Espírito Infinito e do Espírito Materno do universo local. Tal como estas presenças espirituais operam na vida dos urantianos, elas não podem ser isoladas. Em vossas mentes e sobre vossas almas elas operam como um só espírito, não obstante a diversidade de suas origens. E à medida que esta ministração espiritual unida é experimentada, torna-se para vós a influência do Supremo, "que é quem sempre pode vos resguardar das fraquezas e vos apresentar imaculados perante vosso Pai nas alturas".
95&7;8:5.4

Lembrai sempre que o Espírito Infinito é o Atuante Conjunto; tanto o Pai como o Filho atuam nele e através dele; ele está presente não apenas como ele mesmo mas também como o Pai e como o Filho e como o Pai-Filho. Em reconhecimento disto e por muitas outras razões, referese amiúde à presença do Espírito Infinito como "o espírito de Deus".
96&1;8:5.5

Também seria coerente referir-se ao vínculo de todo o ministério espiritual como o espírito de Deus, pois tal vínculo é na verdade a união dos espíritos de Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito e Deus Sétuplo — e até mesmo o espírito de Deus Supremo.
96&1;8:5.6

6. A Personalidade do Espírito Infinito Não deixeis que a ampla efusão e a imensa distribuição da Terceira Fonte e Centro encubram ou, por outro lado, depreciem o fato de sua personalidade. O Espírito Infinito é uma presença universal, uma ação eterna, um poder cósmico, uma influência sagrada e uma mente universal; ele é todas estas coisas e infinitamente mais, mas é também um ser pessoal verdadeiro e divino.
96&3;8:6.1

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214

O Espírito Infinito é um ser pessoal completo e perfeito, o divino equivalente e igual em categoria ao Pai Universal e ao Filho Eterno. O Criador Conjunto é tão real e visível para as inteligências mais elevadas dos universos como o são o Pai e o Filho; de fato, é mais que isso pois é ao Espírito que todos os ascendentes devem chegar antes que possam se aproximar do Pai, através do Filho.
96&4;8:6.2

O Espírito Infinito, a Terceira Pessoa da Deidade, possui todos os atributos que vós associais com a personalidade. O Espírito é dotado de mente absoluta : "O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus". O Espírito é dotado não apenas de mente mas também de vontade. Na efusão de suas dádivas, está registrado : "Mas todas estas coisas as opera um só e o mesmo Espírito, repartindo a cada um como quer".
96&5;8:6.3

"O amor do Espírito" é real, como também o são seus pesares; portanto, "não entristeçais o Espírito de Deus". Quer observemos o Espírito Infinito como Deidade do Paraíso ou como Espírito Criador do universo local, constatamos que o Criador Conjunto não somente é a Terceira Fonte e Centro mas também é uma pessoa divina. Esta personalidade divina também reage ao universo como uma pessoa. O Espírito vos fala : "quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz". "O próprio Espírito intercede por vós". O Espírito exerce uma influência direta e pessoal sobre os seres criados, "pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus".
96&6;8:6.4

Mesmo que contemplemos o fenômeno do ministério do Espírito Infinito nos mundos remotos do universo de universos; mesmo que imaginemos esta mesma Deidade coordenadora atuando através e nas incontáveis legiões de múltiplos seres que provém da Terceira Fonte e Centro; mesmo que reconheçamos a onipresença do Espírito, contudo, ainda afirmamos que esta mesma Terceira Fonte e Centro é uma pessoa, o Criador Conjunto de todas as coisas, de todos os seres e de todos os universos.
96&7;8:6.5

Na administração dos universos, o Pai, o Filho e o Espírito estão perfeita e eternamente associados entre si. Ainda que cada um esteja empenhado num ministério pessoal para toda a criação, todos os três estão divina e absolutamente entrelaçados, num serviço de criação e controle que para sempre os faz um.
96&8;8:6.6

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215

Na pessoa do Espírito Infinito, o Pai e o Filho estão mutuamente presentes, sempre e em perfeição incondicionada pois o Espírito é semelhante ao Pai e semelhante ao Filho, e também semelhante ao Pai e ao Filho, já que eles dois são para sempre um só.
97&1;8:6.7

[Exposto em Urantia por um Conselheiro Divino de Uversa encarregado pelos Anciões de Dias de descrever a natureza e obra do Espírito Infinito.]
97&2;8:6.8

escrito008_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 008 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 008 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
94&3;8:4.1

"se faz carne",

(João 1:14)

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BSEP : E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. BJ : E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. ___________________________________________________________ ______________
95&3;8:4.8 95&3;8:4.8

"os olhos do Senhor que sempre estão sobre os justos" "os ouvidos divinos que sempre estão atentos às suas preces".

(1 Pedro 3:12) BSEP : porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, os seus ouvidos estão atentos às suas orações, mas o seu rosto está contra os que fazem o mal". BJ : porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua prece, mas o rosto do Senhor se volta contra os que praticam o mal. (Salmos 34:15) ___________________________________________________________ ______________ "que é quem sempre pode vos resguardar das fraquezas e vos apresentar imaculados perante vosso Pai nas alturas".
95&7;8:5.4

(Colossenses 1:22) ___________________________________________________________ ______________
96&1;8:5.5

"o espírito de Deus".

(Gênesis 1:2) (Gênesis 41:38) (Êxodo 31:3) (Êxodo 35:31) (Números 24:2)

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217

e várias outras citações. ___________________________________________________________ ______________
96&5;8:6.3

Deus"

"O Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundezas de

((1 Coríntios 2:10) BSEP : a nós, porém, Deus revelou-o por meio do seu Espírito, visto que o Espírito de Deus tudo penetra, mesmo as profundezas de Deus. BJ : A nós, porém, Deus o revelou pelo Espírito. Pois o Espírito sonda todas as coisas, até mesmo as profundidades de Deus. ___________________________________________________________ ______________ "Mas todas estas coisas as opera um só e o mesmo Espírito, repartindo a cada um como quer".
96&5;8:6.3

(1 Coríntios 12:11) BSEP : Mas todas estas coisas as opera um só e o mesmo Espírito, repartindo a cada um como quer. BJ : Mas, isso tudo, é o único e o mesmo Espírito que o realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme lhe apraz. ___________________________________________________________ ______________
96&6;8:6.4

"O amor do Espírito"

(Romanos 15:30) BSEP : Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pela caridade do Espírito Santo, que me ajudeis com vossas orações por mim a Deus. BJ : Contudo, eu vos peço, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito, que luteis comigo, nas orações que fazeis a Deus por mim.

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218

___________________________________________________________ ______________
96&6;8:6.4

"não entristeçais o Espírito de Deus".

(Efésios 4:30) BSEP : Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, pelo qual fostes marcados com um selo para o dia da redenção. BJ : E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, pelo qual fostes selados para o dia da redenção. ___________________________________________________________ ______________
96&6;8:6.4

"quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz".

(Apocalipse 2:7) BSEP : Aquele que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: ao vencedor darei a comer da árvore da vida, que está no Paraíso do meu Deus. BJ : Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas: ao vencedor, conceder-lhe-ei comer da árvore da vida que está no Paraíso de Deus. (Apocalipse 2:11) (Apocalipse 2:17) (Apocalipse 2:29) (Apocalipse 3:6) (Apocalipse 3:13) (Apocalipse 3:22) ___________________________________________________________ ______________
96&6;8:6.4

"O próprio Espírito intercede por vós".

(Romanos 8:26)

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BSEP : Assim mesmo o Espírito ajuda também a nossa fraqueza, porque não sabemos o que havemos de pedir, como convém, mas o mesmo Espírito ora por nós com gemidos inexplicáveis. BJ : Assim também o Espírito socorre a nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir como convém; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. ___________________________________________________________ ______________ "pois todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus".
96&6;8:6.4

(Romanos 8:14) BSEP : Porque todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus. BJ : Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões
90&7;8:1.3

"...e por meio da efetuação do Deus de Ação,..." "...e por meio da execução do Deus da Ação,..."
91&7;8:1.10

"...sujeitas ao tempo e condicionadas ao espaço...." "...sujeitas ao tempo e condicionadas pelo espaço...."
94&3;8:4.1

"...e, quando "se fez carne",..." "...e, quando "se faz carne",..."
95&2;8:4.7

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"...e, em seu próprio nome, também efunde..." "...e, de sua própria parte, também efunde..."
95&4;8:5.1

"O atributo mais excelente do..." "O atributo que mais se destaca no..."
96&1;8:5.6

"...ao laço de todo o ministério espiritual...laço" "...ao vínculo de todo o ministério espiritual...vínculo"
96&8;8:6.6

"...num serviço de criação e domínio..." "...num serviço de criação e controle..." suplemento_008_rev_01.htm ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Escrito 9 A Relação do Espírito Infinito com o Universo [Revelado em Urantia por um Conselheiro Divino de Uversa, encarregado pelos Anciões de Dias de descrever a natureza e a obra do Espírito Infinito]. Algo estranho ocorreu quando, na presença do Paraíso, o Pai Universal e o Filho Eterno se uniram para personalizarem a si próprios. Nada nesta situação da eternidade prenunciava que o Atuante Conjunto personalizar-se-ia como espiritualidade ilimitada, coordenada com mente absoluta e dotada de prerrogativas únicas de manipulação da energia. Sua aparição completa a libertação do Pai dos liames da perfeição centralizada e das cadeias do absolutismo da personalidade. E esta libertação é revelada no surpreendente poder do Criador Conjunto, de criar seres bem
98&1;9:0.1

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adaptados para servir como espíritos ministradores, até mesmo às criaturas materiais dos universos que evoluiriam posteriormente. O Pai é infinito em amor e volição, em pensamento e propósito espiritual; é o sustentador universal. O Filho é infinito em sabedoria e verdade, em expressão e interpretação espiritual; é o revelador universal. O Paraíso é infinito em potencial para a dotação de força e em capacidade para dominar a energia; é o estabilizador universal. O Atuante Conjunto possui prerrogativas únicas de síntese, capacidade infinita para coordenar todas as energias existentes no universo, todos os espíritos existentes no universo e todos os verdadeiros intelectos do universo; a Terceira Fonte e Centro é o unificador universal das múltiplas energias e das diversas criações que têm aparecido como conseqüência do plano divino e do propósito eterno do Pai Universal.
98&2;9:0.2

O Espírito Infinito — o Criador Conjunto — é um ministro universal e divino. O Espírito ministra a misericórdia do Filho e o amor do Pai sem cessar, e ainda em harmonia com a justiça estável, invariável e reta da Trindade do Paraíso. Sua influência e seres pessoais estão sempre ao redor de vós; eles realmente vos conhecem e verdadeiramente vos compreendem.
98&3;9:0.3

Em todos os universos, os intercessores do Atuante Conjunto manipulam sem cessar as forças e energias de todo o espaço. Tal como a Primeira Fonte e Centro, a Terceira responde tanto ao material como ao espiritual. O Atuante Conjunto é a revelação da unidade de Deus, em quem todas as coisas consistem: as coisas, os significados e os valores; as energias, as mentes e os espíritos.
98&4;9:0.4

O Espírito Infinito impregna todo o espaço; ele habita o círculo da eternidade; e o Espírito, como o Pai e o Filho, é perfeito e imutável — absoluto.
98&5;9:0.5

1.

Os Atributos da Terceira Fonte e Centro

A Terceira Fonte e Centro é conhecida por muito nomes, todos indicando relação e reconhecendo sua função: como Deus Espírito, é o ser pessoal de mesma categoria e o divino igual de Deus Filho e de Deus Pai. Como o Espírito Infinito, é uma influência espiritual onipresente. Como o Manipulador Universal, é o antepassado das criaturas que dominam a potência e o ativador das forças cósmicas do espaço. Como o Atuante
98&6;9:1.1

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Conjunto, é o representante conjunto e o executivo da parceria Pai-Filho. Como a Mente Absoluta, é a fonte da dotação intelectual em todos os universos. Como o Deus de Ação, é o antepassado manifesto do movimento, da mudança e da relação. Alguns dos atributos da Terceira Fonte e Centro são derivados do Pai, outros do Filho, enquanto ainda outros não se observa estarem ativa e pessoalmente presentes no Pai nem no Filho — atributos que dificilmente podem ser explicados exceto assumindo a parceria Pai-Filho, que eterniza a Terceira Fonte e Centro e atua de modo consistente, em consonância e reconhecendo o fato eterno da absolutidade do Paraíso. O Criador Conjunto incorpora a plenitude dos conceitos infinitos e combinados da Primeira e da Segunda Pessoas da Deidade.
99&1;9:1.2

Ao imaginar o Pai como um criador original e o Filho como administrador espiritual, deveríeis pensar na Terceira Fonte e Centro como um coordenador universal, um ministro da cooperação ilimitada. O Atuante Conjunto correlaciona toda a realidade atual; é o depositário divino do pensamento do Pai e do verbo do Filho e, em ação, considera eternamente a absolutidade material da Ilha central. A Trindade do Paraíso decretou a ordem universal de progresso, e a providência de Deus é o âmbito do Criador Conjunto e do Ser Supremo em evolução. Nenhuma realidade atual ou em atualização pode esquivar-se da relação final com a Terceira Fonte e Centro.
99&2;9:1.3

O Pai Universal preside os âmbitos da pré-energia, do pré-espírito e da personalidade; o Filho Eterno domina as esferas das atividades espirituais; a presença da Ilha do Paraíso unifica o âmbito da energia física e o poder de materialização; o Atuante Conjunto opera não somente como um espírito infinito representando o Filho, mas também como um manipulador universal das forças e energias do Paraíso, trazendo assim a mente universal e absoluta à existência. O Atuante Conjunto opera por todo o grande universo como um efetivo e distinto ser pessoal, especialmente nas esferas superiores de valores espirituais, nas relações da energia física e nos verdadeiros significados da mente. Ele opera especificamente onde e quando quer que a energia e o espírito se associem e interajam; domina todas as reações com a mente, dispõe de grande poder no mundo espiritual e exerce uma influência poderosa sobre a
99&3;9:1.4

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energia e a matéria. A Terceira Fonte sempre expressa a natureza da Primeira Fonte e Centro. A Terceira Fonte e Centro, perfeita e incondicionalmente, compartilha a onipresença da Primeira Fonte e Centro, sendo às vezes chamada de Espírito Onipresente. De uma maneira peculiar e muito pessoal, o Deus da mente compartilha a onisciência do Pai Universal e de seu Filho Eterno; o conhecimento do Espírito é profundo e completo. O Criador Conjunto manifesta certas fases da onipotência do Pai Universal mas é, na realidade, onipotente apenas na esfera da mente. A Terceira Pessoa da Deidade é o centro intelectual e o administrador universal dos domínios da mente; nestes, ele é absoluto — sua soberania é incondicionada.
99&4;9:1.5

O Atuante Conjunto parece ser motivado pela parceria Pai-Filho mas todas as suas ações parecem reconhecer a relação Pai-Paraíso. Às vezes, e em certas ações, parece compensar o desenvolvimento incompleto das Deidades vivenciais — Deus Supremo e Deus Último.
99&5;9:1.6

E nisto há um mistério infinito : que o Infinito revelou simultaneamente sua infinitude no Filho e como Paraíso e então surge à existência um ser igual a Deus em divindade, que reflete a natureza espiritual do Filho e é capaz de ativar o modelo do Paraíso, um ser provisionalmente subordinado em soberania porém, ao que parece, de muitas maneiras o mais versátil quanto à ação. E tal superioridade aparente na ação é revelada num atributo da Terceira Fonte e Centro, que é até mesmo superior à gravidade física — a manifestação universal da Ilha do Paraíso.
100&1;9:1.7

Além deste supra-domínio sobre a energia e as coisas físicas, o Espírito Infinito está esplendidamente dotado dos atributos de paciência, misericórdia e amor que se revelam tão primorosamente em seu ministério espiritual. O Espírito é supremamente qualificado para ministrar o amor e envolver a justiça em misericórdia. Deus Espírito possui toda a excelsa bondade e o afeto misericordioso do Filho Original e Eterno. O universo de vossa origem está sendo forjado entre a bigorna da justiça e o martelo do sofrimento; mas os que empunham o martelo são os filhos da misericórdia, a descendência espiritual do Espírito Infinito.
100&2;9:1.8

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2. O Espírito Onipresente Deus é espírito num sentido triplo: ele próprio é espírito; em seu Filho, ele aparece como espírito incondicionado; no Atuante Conjunto, como espírito unido com a mente. Além destas realidades espirituais, cremos discernir níveis de fenômenos espirituais vivenciais: os espíritos do Ser Supremo, da Deidade Última e do Absoluto da Deidade.
100&3;9:2.1

O Espírito Infinito é tanto um complemento do Filho Eterno como o Filho é um complemento do Pai Universal. O Filho Eterno é uma personalização espiritualizada do Pai; o Espírito Infinito é uma espiritualização personalizada do Filho Eterno e do Pai Universal.
100&4;9:2.2

Há muitas linhas desimpedidas de força espiritual e fontes de poder supra-material ligando diretamente o povo de Urantia com as Deidades do Paraíso. Existe a conexão direta dos Modeladores do Pensamento com o Pai Universal, a dilatada influência do impulso da gravidade espiritual do Filho Eterno e a presença espiritual do Criador Conjunto. Há uma diferença de função entre o espírito do Filho e o espírito do Espírito. A Terceira Pessoa, em seu ministério espiritual, pode operar como mente mais espírito ou só como espírito.
100&5;9:2.3

Além destas presenças do Paraíso, os urantianos beneficiam-se das influências e atividades espirituais do universo local e do supra-universo com sua quase infindável hoste de seres pessoais amorosos que sempre conduzem em sentido ascendente e interior àquele de propósito verdadeiro e coração honesto, em direção aos ideais de divindade e à meta de perfeição suprema.
100&6;9:2.4

Conhecemos a presença do espírito universal do Filho Eterno: podemos reconhecê-la inequivocamente. E mesmo o homem mortal pode conhecer a presença do Espírito Infinito, a Terceira Pessoa da Deidade, pois as criaturas materiais podem realmente experimentar a beneficência desta influência divina que opera como o Espírito Santo, efusão do universo local sobre as raças da humanidade. Os seres humanos podem também, em algum grau, tomar consciência do Modelador, a presença impessoal do Pai Universal. Todos estes espíritos divinos que trabalham pela elevação e espiritualização do homem agem em uníssono e em cooperação perfeita. São como um só na operação espiritual dos planos de ascensão e consecução da perfeição dos mortais.
100&7;9:2.5

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3. O Manipulador Universal A Ilha do Paraíso é a fonte e a substância da gravidade física; e isso deveria ser suficiente para vos informar de que a gravidade é uma das coisas mais reais e eternamente fidedignas em todo o universo físico dos universos. Não se pode modificar nem anular a gravidade exceto pelas forças e energias patrocinadas em conjunto pelo Pai e o Filho, forças e energias estas que foram confiadas à pessoa da Terceira Fonte e Centro e à qual estão associadas de modo funcional.
100&1;9:3.1

O Espírito Infinito possui um poder único e surpreendente: a antigravidade. Este poder não está presente de modo funcional (de maneira observável) no Pai e tampouco no Filho. Esta capacidade para se opor ao puxão da gravidade material é inerente à Terceira Fonte e se revela nas reações pessoais do Atuante Conjunto à certas fases de relações universais. E este atributo único é transmissível a alguns dos seres pessoais mais elevados do Espírito Infinito.
101&2;9:3.2

A antigravidade pode anular a gravidade dentro de um contorno local; ela o faz exercendo uma presença equivalente de força. Opera apenas no que se refere à gravidade material e não constitui a ação da mente. O fenômeno de resistência à gravidade de um giroscópio é uma ilustração clara do efeito da antigravidade mas não tem valor algum para ilustrar a causa da antigravidade.
101&3;9:3.3

E mais ainda, o Atuante Conjunto apresenta poderes que podem transcender a força e neutralizar a energia. Tais poderes operam por meio da diminuição da energia até o ponto da materialização e por outras técnicas desconhecidas para vós.
101&4;9:3.4

O Criador Conjunto não é energia, nem a fonte da energia, nem o destino da energia; ele é o manipulador da energia. O Criador Conjunto é ação — movimento, mudança, modificação, coordenação, estabilização e equilíbrio. Por natureza, as energias sujeitas ao controle direto ou indireto do Paraíso respondem aos atos da Terceira Fonte e Centro e de seus múltiplos intercessores.
101&5;9:3.5

O universo de universos está impregnado das criaturas da Terceira Fonte e Centro que dominam a potência: os reitores físicos, os diretores
101&269:3.6

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de potência, os centros de potência e outros representantes do Deus da Ação que têm a ver com a regulação e a estabilização das energias físicas. Todas estas singulares criaturas com funções físicas possuem diferentes atributos de domínio da potência, tal como a antigravidade, que utilizam em seus esforços para estabelecer o equilíbrio físico da matéria e das energias do grande universo. Todas estas atividades materiais do Deus da Ação parecem relacionar sua ação com a Ilha do Paraíso e, de fato, os intercessores da potência levam em consideração o caráter absoluto da Ilha Eterna, e são até mesmo dependentes dele. Mas o Atuante Conjunto não atua para o Paraíso nem em resposta a ele. Ele atua pessoalmente, para o Pai e o Filho. O Paraíso não é uma pessoa. As ações da Terceira Fonte e Centro não pessoais, impessoais e, de outra maneira, fora do que é pessoal, são todas atos volitivos do próprio Atuante Conjunto; não são reflexos, derivações ou repercussões de alguma coisa ou de alguém.
101&7;9:3.7

O Paraíso é o modelo de infinito; o Deus da Ação é o ativador deste modelo. O Paraíso é o sustentáculo material do infinito; os intercessores da Terceira Fonte e Centro são as alavancas da inteligência que motivam o nível material e introduzem a espontaneidade no mecanismo da criação física.
101&8;9:3.8

4. A Mente Absoluta Existe um caráter intelectual da Terceira Fonte e Centro que é distinto de seus atributos físicos e espirituais. Tal natureza dificilmente é contatável, mas é associável — de modo intelectual, ainda que não de modo pessoal. Pode-se distinguí-lo dos atributos físicos e do caráter espiritual da Terceira Pessoa nos níveis mentais em que opera mas, no discernimento dos seres pessoais, esta natureza nunca opera de modo independente das manifestações físicas ou espirituais.
102&1;9:4.1

A mente absoluta é a mente da Terceira Pessoa; ela é inseparável da personalidade de Deus Espírito. A mente, nos seres em atividade, não está separada da energia ou do espírito, nem de ambos. A mente não é inerente à energia; a energia é receptiva e responde à mente; a mente pode sobrepor-se à energia, mas a consciência não é inerente ao nível puramente material. A mente não tem de ser agregada ao espírito puro
102&2;9:4.2

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pois o espírito identifica e é consciente de modo inato. O espírito sempre é inteligente; possui mentalidade de alguma forma. Pode ser essa ou aquela, pode ser pré-mente ou supra-mente, até mesmo mente espiritual, mas ela realiza o equivalente ao pensar e conhecer. A percepção do espírito transcende, supera e teoricamente antecede a consciência da mente. O Criador Conjunto é absoluto apenas no domínio da mente, nos âmbitos da inteligência universal. A mente da Terceira Fonte e Centro é infinita; transcende totalmente os circuitos mentais ativos e funcionais do universo de universos. A dotação de mente dos sete supra-universos provém dos Sete Espíritos Maiores, os principais seres pessoais do Criador Conjunto. Estes Espíritos Maiores distribuem mente ao grande universo como mente cósmica, e vosso universo local está impregnado da variante Nebadon, do tipo Orvonton de mente cósmica.
102&3;9:4.3

A mente infinita ignora o tempo; a mente última transcende o tempo; a mente cósmica está condicionada pelo tempo. E assim ocorre com o espaço: a Mente Infinita é independente do espaço, mas ao descer dos níveis infinitos de mente aos níveis de atuação dos ajudantes, o intelecto deve levar cada vez mais em conta o fato e as limitações do espaço.
102&4;9:4.4

A força cósmica responde à mente assim como a mente cósmica responde ao espírito. O espírito é propósito divino e a mente espiritual é propósito divino em ação. A energia é coisa, a mente é significado, o espírito é valor. Mesmo no tempo e no espaço, a mente estabelece relações proporcionais entre a energia e o espírito que sugerem a mútua afinidade na eternidade.
102&5;9:4.5

A mente transmuta os valores do espírito em significados do intelecto; a volição tem o poder de, a partir dos significados da mente, produzir frutos nos domínios material e espiritual. A ascensão ao Paraíso envolve um crescimento relativo e diferencial em espírito, mente e energia. A personalidade é o unificador destes componentes de individualidade vivencial.
102&6;9:4.6

5. O Ministério da Mente

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A Terceira Fonte e Centro é infinita quanto à mente. Se o universo crescesse até a infinitude, ainda assim seu potencial mental seria adequado para dotar com mentes apropriadas um número ilimitado de criaturas.
102&7;9:5.1

No âmbito da mente criada, a Terceira Pessoa, com seus companheiros de igual categoria e subordinados, governa com supremacia. Os domínios da mente da criatura procedem exclusivamente da Terceira Fonte e Centro; é ela a doadora da mente. Mesmo as frações do Pai verificam ser impossível morar na mente dos homens antes que o caminho tenha sido adequadamente preparado para eles por meio da ação mental e atividade espiritual do Espírito Infinito.
102&8;9:5.2

A característica singular da mente é que pode ser efundida sobre uma ampla variedade de vida. Através de suas criaturas companheiras e criadoras, a Terceira Fonte e Centro ministra à todas as mentes, em todas as esferas. Ministra aos intelectos humanos e subumanos por intermédio dos ajudantes dos universos locais e, por intermédio dos reitores físicos, ministra até mesmo às entidades mais modestas, inexperientes, do tipo mais primitivo de coisas vivas. E a direção da mente é sempre um ministério dos seres pessoais de mente-espírito ou de mente-energia.
103&1;9:5.3

Visto que a Terceira Pessoa da Deidade é a fonte da mente, é completamente natural que as criaturas de vontade e em evolução achem mais fácil formar conceitos compreensíveis acerca do Espírito Infinito que do Filho Eterno ou do Pai Universal. A realidade do Criador Conjunto revela-se imperfeitamente na própria existência da mente humana. O Criador Conjunto é o antepassado da mente cósmica e a mente do homem é um circuito individualizado, uma porção impessoal da mente cósmica, efundida num universo local por uma Filha Criadora da Terceira Fonte e Centro.
103&2;9:5.4

Porque a Terceira Pessoa é a origem da mente não deveis presumir considerando que todos os fenômenos da mente são divinos. O intelecto humano está enraizado na origem material das raças animais. A inteligência universal não é mais que uma revelação verdadeira de Deus, que é mente, do que o é a natureza física, uma revelação verdadeira da beleza e harmonia do Paraíso. A perfeição está na natureza, porém a natureza não é perfeita. O Criador Conjunto é a fonte da mente mas a mente não é o Criador Conjunto.
103&3;9:5.5

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A mente, em Urantia, é um acomodamento entre a essência da perfeição do pensamento e a mentalidade evolutiva da vossa natureza humana imatura. O plano para vossa evolução intelectual é, com efeito, de perfeição sublime, mas vós distais muito dessa meta divina enquanto operais nos tabernáculos da carne. A mente é, em verdade, de origem divina e tem um destino divino, mas vossas mentes mortais ainda não alcançaram a grandeza divina.
103&4;9:5.6

Com muita freqüência - com demasiada freqüência - desfigurais vossas mentes pela insinceridade e a definhais com a falta de retitude; submeteis vossas mentes ao medo animal e as corrompeis com ansiedades inúteis. Portanto, ainda que a fonte da mente seja divina, a mente, tal como a conheceis em vosso mundo de ascensão, dificilmente pode chegar a ser objeto de grande admiração e muito menos de adoração ou culto. A contemplação do imaturo e inativo intelecto humano deveria apenas suscitar reações de humildade.
103&5;9:5.7

6. O Circuito da Gravidade Mental A Terceira Fonte e Centro, a inteligência universal, é pessoalmente consciente de cada mente, de cada intelecto em toda a criação, e mantém um contato pessoal e perfeito com todas as criaturas físicas, morontiais e espirituais dotadas de mente, na imensidão dos universos. Todas estas atividades mentais são captadas no circuito absoluto de gravidade mental, que tem seu centro na Terceira Fonte e Centro, formando parte da consciência pessoal do Espírito Infinito.
103&6;9:6.1

Assim como o Pai atrai para si toda personalidade e o Filho atrai toda a realidade espiritual, também o Atuante Conjunto exerce um poder de atração sobre todas as mentes; de modo incondicional, ele domina e governa o circuito universal da mente. Todos os verdadeiros e genuínos valores intelectuais, todos os pensamentos divinos e as idéias perfeitas são infalivelmente atraídos para dentro deste circuito absoluto da mente.
103&7;9:6.2

A gravidade mental pode operar de modo independente da gravidade material ou espiritual, mas a gravidade mental sempre funciona em qualquer local e ocasião em que estas últimas se imponham. Quando as três se associam, a gravidade da personalidade pode abranger a criatura material — física ou morontial, finita ou absonita. Mas independente
104&1;9:6.3

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disto, até mesmo em seres impessoais, a dotação de mente capacita-os a pensar e os investe de consciência, apesar da total ausência de personalidade. A individualidade com dignidade de personalidade, seja humana ou divina, imortal ou potencialmente imortal não procede, contudo, de nenhum espírito, mente ou matéria; ela é dádiva do Pai Universal. Nem a interação da gravidade espiritual, mental e material é um pré-requisito para a aparição da gravidade da personalidade. O circuito do Pai pode abranger um ser de mente material que não responde à gravidade espiritual ou pode incluir um ser de mente espiritual que não responde à gravidade material. A operação da gravidade da personalidade é sempre um ato volitivo do Pai Universal.
104&2;9:6.4

Embora a mente seja energia associada aos seres puramente materiais e o espírito associado aos seres pessoais puramente espirituais, inumeráveis classes de seres pessoais, incluindo os humanos, possuem mentes que estão associadas tanto à energia como ao espírito. Os aspectos espirituais da mente da criatura respondem infalivelmente ao puxão da gravidade espiritual do Filho Eterno; as características materiais respondem ao impulso da gravidade do universo material.
104&3;9:6.5

Quando não está associada à energia ou ao espírito, a mente cósmica também não está sujeita à demanda da gravidade do circuito material ou espiritual. A mente pura está sujeita apenas à atração da gravidade do Atuante Conjunto. A mente pura é parente próximo da mente infinita, e a mente infinita (a equivalente teórica dos absolutos de espírito e energia) é aparentemente uma lei em si mesma.
104&4;9:6.6

Quanto maior a divergência entre o espírito e a energia, mais observável é a ação da mente; quanto menor a diferença entre a energia e o espírito, menos observável é a ação da mente. Ao que parece, a ação máxima da mente cósmica está nos universos de tempo do espaço. Aí, a mente parece operar numa zona intermediária entre a energia e o espírito, mas isto não é verdadeiro a respeito dos níveis mais elevados de mente; no Paraíso, a energia e o espírito são essencialmente um.
104&5;9:6.7

O circuito da gravidade mental é confiável; ele emana da Terceira Pessoa da Deidade no Paraíso; mas nem toda ação observável da mente é previsível. Por toda a criação conhecida, corre paralelamente este circuito
104&6;9:6.8

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da mente, uma presença pouco compreendida cuja ação não é previsível. Cremos que esta imprevisibilidade atribui-se, em parte, à função do Absoluto Universal. Não sabemos em que consiste esta função; podemos apenas conjeturar sobre o que o põe em ação; e no que concerne à sua relação com as criaturas, podemos somente indagar. Certas fases da imprevisibilidade da mente finita podem ser devidas ao estado incompleto do Ser Supremo e há uma imensa zona de atividades onde é possível que o Atuante Conjunto e o Absoluto Universal sejam tangentes. Desconhece-se muito acerca da mente, mas estamos seguros disto: o Espírito Infinito é a expressão perfeita da mente do Criador para todas as criaturas; o Ser Supremo é a expressão evolutiva da mente de todas as criaturas para seu Criador.
104&7;9:6.9

7. A Reflexibilidade do Universo O Atuante Conjunto é capaz de coordenar todos os níveis da atualidade do universo de forma a possibilitar a percepção simultânea do mental, do material e do espiritual. Este é o fenômeno da reflexibilidade do universo, o poder único e inexplicável de ver, ouvir, sentir e saber todas as coisas conforme ocorrem por toda parte de um supra-universo e, mediante a reflexibilidade, focalizar toda esta informação e conhecimento em qualquer ponto desejado. A ação da reflexibilidade é demonstrada com perfeição em cada um dos mundos-sede dos sete supra-universos. Opera também por todos os setores dos supra-universos e dentro dos limites dos universos locais. A reflexibilidade focaliza, por fim, no Paraíso.
105&1;9:7.1

O fenômeno da reflexibilidade, como se manifesta nos mundossede do supra-universo, nas impressionantes atuações dos seres pessoais refletivos lá estacionados, representa a mais completa interassociação de todas as fases da existência, encontradas em toda a criação. As linhas do espírito podem remontar ao Filho; a energia física, ao Paraíso e a mente à Terceira Fonte; mas no fenômeno extraordinário da reflexibilidade do universo há uma unificação excepcional e singular dos três que, de tal forma associados, permitem aos governantes do universo saber das condições remotas instantaneamente, simultaneamente à sua ocorrência.
105&2;9:7.2

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Compreendemos muito da técnica da reflexibilidade, mas há muitas fases que, na verdade, nos deixam perplexos. Sabemos que o Atuante Conjunto é o centro universal do circuito da mente, que é o antepassado da mente cósmica e que a mente cósmica opera sob o domínio da gravidade mental absoluta da Terceira Fonte e Centro. Sabemos também que os circuitos da mente cósmica influem nos níveis intelectuais de toda existência conhecida; eles contém as informações universais do espaço, e sabemos exatamente como se focalizam com certeza nos Sete Espíritos Maiores e convergem na Terceira Fonte e Centro.
105&3;9:7.3

A relação entre a mente cósmica finita e a mente absoluta divina parece estar evoluindo na mente vivencial do Supremo. Ensinam-nos que, nos albores do tempo, essa mente vivencial foi efundida sobre o Supremo pelo Espírito Infinito, e presumimos que certas características do fenômeno da reflexibilidade podem ser explicadas somente postulando-se a atividade da Mente Suprema. Se o Supremo não se ocupar da reflexibilidade, não podemos explicar os intrincados processos e as operações infalíveis desta consciência do cosmos.
105&4;9:7.4

A reflexibidade parece ser onisciência dentro dos limites do finito vivencial e pode representar a aparição da presença-consciência do Ser Supremo. Se esta suposição estiver correta, então a utilização da reflexibilidade em qualquer de suas fases equivale a um contato parcial com a consciência do Supremo.
105&5;9:7.5

8. Os Seres Pessoais do Espírito Infinito O Espírito Infinito possui pleno poder para transmitir muitas de suas faculdades e prerrogativas aos seus seres pessoais de igual e menor categoria, subordinados e intercessores.
105&6;9:8.1

O primeiro ato criador do Espírito Infinito, como Deidade e operando à parte da Trindade mas associado de alguma forma não revelada com o Pai e o Filho, personalizou-se na existência dos Sete Espíritos Maiores do Paraíso, os distribuidores do Espírito Infinito para os universos.
105&7;9:8.2

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Não há nenhum representante direto da Terceira Fonte e Centro nas sedes de um supra-universo. Cada uma destas sete criações conta com o auxílio de um dos Sete Espíritos Maiores do Paraíso, o qual atua através dos sete Espíritos Refletivos situados na capital do supra-universo.
106&1;9:8.3

O ato criador seguinte e contínuo do Espírito Infinito revela-se, de tempos em tempos, na produção dos Espíritos Criativos. Cada vez que o Pai Universal e o Filho Eterno se tornam pais de um Filho Criador, o Espírito Infinito torna-se o antepassado do Espírito Criativo de um universo local, que por sua vez se torna o companheiro próximo desse Filho Criador em toda experiência subseqüente no universo.
106&2;9:8.4

Assim como é necessário distinguir entre o Filho Eterno e os Filhos Criadores, também é necessário diferenciar entre o Espírito Infinito e os Espíritos Criativos, os equivalentes aos Filho Criadores no universo local. O que o Espírito Infinito é para toda a criação, um Espírito Criativo é para um universo local.
106&3;9:8.5

A Terceira Fonte e Centro está representada no grande universo por um imenso conjunto de espíritos ministradores, mensageiros, mestres, adjudicadores, ajudantes e conselheiros, junto com supervisores de certos circuitos de natureza física, morontial e espiritual. Nem todos estes seres são personalidades, no sentido estrito do termo. A personalidade das criaturas finitas caracteriza-se por :
106&4;9:8.6 106&5 106&6

1. Autoconsciência subjetiva. 2. Resposta objetiva ao circuito da personalidade do Pai.

Há personalidades criadoras e personalidades criaturas, e além destes dois tipos fundamentais existem as personalidades da Terceira Fonte e Centro, seres que são pessoais para o Espírito Infinito mas que não são pessoais de modo incondicional para as criaturas. Estes seres pessoais da Terceira Fonte não formam parte do circuito da personalidade do Pai. A personalidade da Primeira Fonte e a personalidade da Terceira Fonte são mutuamente contatáveis; toda pessoa é contatável.
106&7;9:8.7

O Pai efunde personalidade por sua vontade, livre e pessoal. Porque assim o faz, só podemos conjeturar; e como o faz, não sabemos. Tampouco sabemos porque a Terceira Fonte efunde personalidade à parte do Pai, mas o Espírito Infinito o faz de sua própria parte, em união
106&8;9:8.8

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criativa com o Filho Eterno e de numerosas maneiras desconhecidas para vós. O Espírito Infinito também pode atuar para o Pai na efusão de personalidade da Primeira Fonte. Existem numerosos tipos de seres pessoais da Terceira Fonte. O Espírito Infinito efunde personalidade da Terceira Fonte sobre numerosos grupos que não estão incluídos no circuito da personalidade do Pai, tais como alguns diretores de poder. Da mesma forma, o Espírito Infinito trata como personalidade numerosos grupos de seres, tais como os Espíritos Criativos que, por suas relações com as criaturas que estão no circuito do Pai, por si mesmos compõem uma classe.
106&9;9:8.9

Tanto os seres pessoais da Primeira Fonte como os da Terceira Fonte estão dotados de tudo e mais ainda daquilo que o homem associa ao conceito de personalidade; eles têm mentes que abrangem a memória, a razão, o juízo, a imaginação criadora, a associação de idéias, a decisão, a escolha e numerosas outras faculdades intelectuais totalmente desconhecidas para os mortais. Com poucas exceções, as ordens reveladas a vós possuem forma e individualidade definidas; são seres reais. A maioria delas é visível para todas as ordens de existência espiritual.
106&10;9:8.10

Até mesmo vós podereis ver vossos companheiros espirituais das ordens mais modestas, assim que fordes libertados da visão limitada de vossos presentes olhos materiais e houverdes sido dotados de uma forma morontial, de maior sensibilidade à realidade das coisas espirituais.
107&1;9:8.11

A família funcional da Terceira Fonte e Centro, tal como é revelada nestas narrativas, divide-se em três grandes grupos :
107&2;9:8.12

I. Os Espíritos Supremos. Um grupo de origem composta que abrange, entre outras, as seguintes ordens:
107&3;9:8.13 107&4 107&5 107&6

1. Os Sete Espíritos Maiores do Paraíso. 2. Os Espíritos Refletivos dos Supra-Universos. 3. Os Espíritos Criativos dos Universos Locais.

II. Os Diretores de Poder. Um grupo de criaturas e intercessores com poder de controle e que opera em todo o espaço organizado.
107&7;9:8.14

III. Os seres pessoais do Espírito Infinito. Esta designação não implica necessariamente que estes seres pessoais procedam da Terceira
107&8;9:8.15

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Fonte, ainda que alguns deles sejam únicos como criaturas volitivas. São usualmente agrupados em três classificações principais :
107&9

1. Os Seres Pessoais Superiores do Espírito Infinito. 2. As Hostes de Mensageiros do Espaço. 3. Os Espíritos Ministradores do Tempo.

107&10 107&11

Estes grupos servem no Paraíso, no universo central ou residencial, nos supra-universos e incluem ordens que operam nos universos locais e mesmo nas constelações, sistemas e planetas.
107&12;9:8.16

Os seres pessoais espirituais da imensa família do Espírito Divino e Infinito estão eternamente dedicados ao serviço de ministério do amor de Deus e da misericórdia do Filho para todas as criaturas inteligentes dos mundos evolucionários do tempo e do espaço. Estes seres espirituais constituem a escada viva pela qual o homem mortal escala do caos à glória.
107&13;9:8.17

[Revelado em Urantia por um Conselheiro Divino de Uversa, encarregado pelos Anciões de Dias de descrever a natureza e a obra do Espírito Infinito].
107&14;9:8.18

escrito009_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 009 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 009 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org 1. Alterações de Revisões

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98&4;9:0.4

De : "...em quem todas as coisas consistem: as coisas, os sentidos e os valores..." Para : "...em quem todas as coisas consistem: as coisas, os significados e os valores..."
99&1;9:1.2

"...e atua de modo compatível,..." "...e atua de modo consistente,..."
100&2;9:1.8

"Além deste supremo domínio..." "Além deste supra-domínio..."
101&269:3.6

"O universo dos universos, as criaturas ...estão disseminadas..." "O universo de universos está impregnado das criaturas..."
102&5;9:4.5

"A energia é coisa, a mente é sentido,..." "A energia é coisa, a mente é significado,..." ................................................................. "...relações de parentesco entre a energia e o espírito..." "...relações proporcionais entre a energia e o espírito..."
102&8;9:5.2

"...é ela quem efunde a mente." "...é ela a doadora da mente." 7. A Refletividade do Universo 7. A Reflexibilidade do Universo

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___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 10 A Trindade do Paraíso [Patrocinado por um Censor Universal, agindo por autorização dos Anciões de Dias residentes em Uversa] A Trindade das Deidades eternas do Paraíso facilita para o Pai escapar do absolutismo da personalidade. A Trindade associa de modo perfeito a expressão ilimitada da infinita vontade pessoal de Deus com a absolutidade da Deidade. O Filho Eterno e os vários Filhos de origem divina, junto com o Atuante Conjunto e seus filhos no universo, provêem de modo efetivo a libertação do Pai das limitações que, por outro lado, são inerentes à primazia, à perfeição, à imutabilidade, à eternidade, à universalidade, à absolutidade e à infinitude.
108&1;10:0.1

A Trindade do Paraíso efetivamente proporciona a expressão plena e a revelação perfeita da natureza eterna da Deidade. Do mesmo modo, os Filhos Estacionários da Trindade proporcionam uma revelação plena e perfeita da justiça divina. A Trindade constitui a unidade da Deidade, e esta unidade descansa eternamente sobre o alicerce absoluto da unidade divina dos três seres pessoais originais, coexistentes e iguais em categoria: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito.
108&2;10:0.2

Partindo da presente situação no círculo da eternidade e olhando para trás, em direção ao passado sem fim, podemos perceber uma só inevitabilidade nos assuntos relacionados ao universo da qual não se pode escapar, e esta é a Trindade do Paraíso. Creio que a Trindade era inevitável. Conforme vejo o passado, o presente e o futuro do tempo, considero que não há outra coisa em todo o universo de universos que fosse inevitável. O atual Universo matriz, visto em retrospectiva ou perspectiva, é impensável sem a Trindade. Já com a Trindade do Paraíso podemos postular modos alternativos e mesmo múltiplos de fazer todas as coisas, mas sem a Trindade do Pai, Filho e Espírito somos incapazes de conceber como o Infinito pôde conseguir uma personalização tripla e coordenada em face da unidade absoluta da Deidade. Nenhum outro
108&3;10:0.3

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conceito da criação está à altura dos padrões de completitude, de absolutidade da Trindade, inerente à unidade da Deidade casada com a plenitude da deliberação volitiva, inerente à tripla personalização da Deidade. 1. A Auto-Distribuição da Primeira Fonte e Centro Pareceria que o Pai, no passado longínquo da eternidade, inaugurou uma política de profunda auto-distribuição. Há na natureza abnegada, amorosa e adorável do Pai Universal algo que o faz reservar para si mesmo somente o exercício dos poderes e autoridade que ele, aparentemente, verifica ser impossível delegar ou conceder.
108&4;10:1.1

Desde o princípio, o Pai Universal se despojou de toda parte de si mesmo que pudesse conceder a qualquer outro Criador ou criatura. Ele tem delegado aos seus Filhos divinos e aos serviços de informação a eles associados, todo poder e toda a autoridade que pudesse ser delegada. Ele tem realmente transferido a seus Filhos Soberanos, em seus respectivos universos, toda prerrogativa de autoridade administrativa que fosse transferível. Nos assuntos de um universo local, tem feito cada Filho Soberano tão perfeito, competente e com tanta autoridade como o é o Filho Eterno no universo central e original. Entregou, na realidade doou com a grandeza e santidade de sua personalidade, tudo de si mesmo e todos os seus atributos, tudo o que pudesse despojar de si mesmo, de todos os modos, em todos os tempos, em todo lugar e a toda pessoa, em todo o universo, exceto o de sua morada central.
108&5;10:1.2

A personalidade divina não é egocêntrica; a auto-distribuição e o compartilhamento da personalidade caracterizam a identidade da divina livre vontade. As criaturas almejam se associar a outras criaturas pessoais; os Criadores são impelidos a compartilhar a divindade com seus filhos no universo; a personalidade do Infinito se revela como o Pai Universal, que compartilha a realidade de ser e a igualdade do eu com dois seres pessoais de igual categoria: o Filho Eterno e o Atuante Conjunto.
109&1;10:1.3

Para conhecer a personalidade e os atributos divinos do Pai contaremos sempre com o auxílio das revelações do Filho Eterno, pois quando se efetuou o ato conjunto da criação, quando a Terceira Pessoa da Deidade veio à existência como ser pessoal e executou os conceitos
109&2;10:1.4

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combinados de seus pais divinos, o Pai deixou de existir como personalidade incondicional. Com a aparição do Atuante Conjunto e a materialização do núcleo central da criação, tiveram lugar certas modificações eternas. Deus se deu a seu Filho Eterno como personalidade absoluta. Assim, o Pai efunde a "personalidade de infinitude" sobre seu Filho unigênito, enquanto ambos efundem a "personalidade conjunta", de sua eterna união, sobre o Espírito Infinito. Por estas e outras razões além do conceito da mente finita, é extremamente difícil para a criatura humana compreender a personalidade infinita de pai de Deus, exceto segundo é revelada de modo universal no Filho Eterno e, com o Filho, universalmente ativa no Espírito Infinito.
109&3;10:1.5

Visto que os Filhos de Deus do Paraíso visitam os mundos evolucionários e até mesmo moram lá ocasionalmente e à semelhança da carne mortal, e já que estas efusões tornam possível para o homem mortal realmente conhecer algo da natureza e do caráter da personalidade divina, por essa razão as criaturas das esferas planetárias devem prestar atenção às efusões dos Filhos do Paraíso para obter informação segura e confiável a respeito do Pai, do Filho e do Espírito.
109&4;10:1.6

2. A Personalização da Deidade Por meio da técnica da trinidização, o Pai se despoja da personalidade espiritual incondicionada que é o Filho, mas ao fazê-lo assim, constitui-se no Pai deste mesmo Filho e desse modo se investe de capacidade ilimitada para se tornar o Pai divino de todas as criaturas posteriormente criadas, acontecidas ou outros tipos personalizados de criaturas de vontade inteligente. Como personalidade incondicionada, o Pai pode operar somente como o Filho e com o Filho mas, como Pai pessoal, continua efundindo personalidade sobre as diversas hostes dos diferentes níveis de criaturas de vontade inteligente mantendo eternamente relações pessoais, de amorosa união com esta imensa família de filhos no universo.
109&5;10:2.1

Depois do Pai ter efundido a plenitude de si mesmo sobre a personalidade de seu Filho, e estando completo e perfeito este ato de poder e natureza infinitos os quais assim existem na união Pai-Filho, os eternos parceiros concedem de modo conjunto as qualidades e atributos
109&6;10:2.2

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que constituem ainda outro ser como eles mesmos; e esta personalidade conjunta, o Espírito Infinito, completa a personalização existencial da Deidade. O Filho é indispensável para a paternidade de Deus. O Espírito é indispensável para a fraternidade da Segunda e Terceira Pessoas. Três pessoas constituem um grupo social mínimo, mas esta é a menor dentre as várias razões para crer na inevitabilidade do Atuante Conjunto.
110&1;10:2.3

A Primeira Fonte e Centro é a personalidade-pai infinita, a fonte ilimitada de personalidade. O Filho Eterno é a personalidade-absoluta, incondicional, o ser divino que permanece no tempo e na eternidade como a revelação perfeita da natureza pessoal de Deus. O Espírito Infinito é a personalidade conjunta, a singular conseqüência pessoal da união eterna Pai-Filho.
110&2;10:2.4

A personalidade da Primeira Fonte e Centro é a personalidade de infinitude menos a personalidade absoluta do Filho Eterno. A personalidade da Terceira Fonte e Centro é a conseqüência supraadicional da união da personalidade-Pai liberta e da personalidade-Filho absoluta.
110&3;10:2.5

O Pai Universal, o Filho Eterno e o Espírito Infinito são pessoas únicas; nenhum é uma duplicata; cada um é original; todos são unidos.
110&4;10:2.6

Só o Filho Eterno experimenta a plenitude da relação pessoal divina, a consciência tanto da filiação com o Pai como da paternidade do Espírito, e da divina igualdade com o Pai-antepassado e o Espíritocompanheiro. O Pai conhece a experiência de ter um Filho que é seu igual, mas o Pai não conhece nenhum antecedente ancestral. O Filho Eterno tem a experiência da filiação, do reconhecimento da ancestralidade pessoal e ao mesmo tempo o Filho está consciente de ser um pai em comum do Espírito Infinito. O Espírito Infinito está consciente da dupla ancestralidade pessoal mas não é genitor de um ser pessoal de categoria igual à Deidade. Com o Espírito, o círculo existencial de personalização da Deidade se completa; os principais seres pessoais da Terceira Fonte e Centro são vivenciais e são sete em número.
110&5;10:2.7

Tenho origem na Trindade do Paraíso. Conheço a Trindade como Deidade unificada; conheço também que o Pai, o Filho e o Espírito existem e agem em suas capacidades pessoais específicas. Sei
110&6;10:2.8

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positivamente que eles não apenas agem de modo pessoal e coletivo, mas que também coordenam suas atuações reunidos de várias formas de modo que, ao final, operam em sete diferentes capacidades, singulares e plurais. E já que estas sete associações esgotam as possibilidades para tais combinações divinas, é inevitável que as realidades do universo apareçam em sete variações de valores, de significados e de personalidade. 3. As Três Pessoas da Deidade Apesar de existir somente uma Deidade, há três personalizações positivas e divinas da Deidade. Com respeito à dotação do homem com os Modeladores divinos, o Pai disse : "Façamos o homem mortal à nossa própria imagem". Repetidas vezes e por toda parte das escrituras urantianas, ocorre esta referência aos atos e feitos da Deidade plural, mostrando claramente o reconhecimento da existência e obra das três Fontes e Centros.
110&7;10:3.1

Ensinam-nos que o Filho e o Espírito mantêm idênticas relações com o Pai na associação da Trindade. Na eternidade, e como Deidades, eles indubitavelmente o fazem mas no tempo e como seres pessoais eles certamente revelam relações de uma natureza muito diversa. Observando os universos desde o Paraíso, essas relações parecem ser muito similares mas quando são vistas a partir dos domínios do espaço, parecem ser completamente diferentes.
110&8;10:3.2

Os Filhos divinos são com certeza o "Verbo de Deus" , mas os Filhos do Espírito são na verdade a "Ação de Deus". Deus fala através do Filho e, com o Filho, age através do Espírito Infinito ao passo que em todas as atividades do universo o Filho e o Espírito são primorosamente fraternos, trabalhando como dois irmãos iguais, com admiração e amor por um Pai comum, honrado e divinamente respeitado.
111&1;10:3.3

O Pai, O Filho e o Espírito são certamente iguais em natureza , equivalentes em ser, porém há diferenças inequívocas em suas atuações universais e, quando atuam sozinhos, cada pessoa da Deidade está aparentemente limitada quanto a absolutidade.
111&2;10:3.4

O Pai Universal, antes de se despojar voluntariamente da personalidade, dos poderes e atributos que constituem o Filho e o
111&3;10:3.5

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Espírito, parece ter sido (filosoficamente considerando) uma Deidade incondicionada, absoluta e infinita. Mas tal Primeira Fonte e Centro teórica sem um Filho não poderia ser considerada, em nenhum sentido da palavra, o Pai Universal; a paternidade não é real sem a filiação. Além disso, para o Pai ter sido absoluto num sentido total, deve ter existido sozinho em algum momento eternamente distante. Mas ele nunca teve tal existência solitária; o Filho e o Espírito são co-eternos com o Pai. A Primeira Fonte e Centro sempre tem sido e sempre será o Pai Eterno do Filho Original e, com o Filho, o Eterno progenitor do Espírito Infinito. Observamos que o Pai despojou-se de todas as manifestações diretas de absolutidade, exceto da paternidade absoluta e da volição absoluta. Não sabemos se a volição é um atributo inalienável do Pai; podemos somente observar que ele não se despojou da volição. Tal infinitude de vontade deve ter sido eternamente inerente à Primeira Fonte e Centro.
111&4;10:3.6

Ao efundir personalidade absoluta sobre o Filho Eterno, o Pai Universal escapa das cadeias do absolutismo da personalidade, mas por assim fazê-lo dá um passo que torna-lhe eternamente impossível agir sozinho como personalidade-absoluta. E com a personalização final da Deidade coexistente — o Atuante Conjunto — segue-se a interdependência trinitária crítica dos três seres pessoais divinos com respeito à totalidade da função da Deidade, em absoluto.
111&5;10:3.7

Deus é o Pai-Absoluto de todos os seres pessoais do universo de universos. O Pai é absoluto de modo pessoal em liberdade de ação, mas nos universos do tempo e do espaço já feitos, sendo feitos e ainda por serem feitos, o Pai não é perceptivelmente absoluto como Deidade total, exceto na Trindade do Paraíso.
111&6;10:3.8

A Primeira Fonte e Centro opera fora de Havona, nos universos fenomenais, da seguinte maneira:
111&7;10:3.9 111&8 111&9

1. Como criador, através dos Filhos Criadores, seus netos. 2. Como reitor, através do centro de gravidade do Paraíso. 3. Como espírito, através do Filho Eterno. 4. Como mente, através do Criador Conjunto.

111&10 111&11

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5. Como um Pai, mantém contato paterno com todas as criaturas através do seu circuito da personalidade.
111&12

6. Como uma pessoa, age diretamente em toda a criação por meio de sua frações exclusivas — no homem mortal, pelos Modeladores do Pensamento.
111&13 111&14

7. Como Deidade total, opera somente na Trindade do Paraíso.

Todas estas abdicações e delegações de jurisdição feitas pelo Pai Universal são completamente voluntárias e auto-impostas. O Pai todopoderoso assume de forma intencional estas limitações de autoridade no universo.
112&1;10:3.17

O Filho Eterno parece operar com o Pai como um só em todos os aspectos espirituais, exceto na efusão das frações de Deus e em outras atividades pré-pessoais. O Filho também não está estreitamente identificado com as atividades intelectuais das criaturas materiais nem com as atividades da energia dos universos materiais. Como absoluto, o Filho opera como pessoa, e apenas no domínio do universo espiritual.
112&2;10:3.18

O Espírito Infinito é surpreendentemente universal e incrivelmente versátil em todas as suas operações. Ele atua nas esferas da mente, da matéria e do espírito. O Atuante Conjunto representa a associação Pai-Filho, mas também atua por si próprio. Não se ocupa diretamente da gravidade física, da gravidade espiritual, ou do circuito da personalidade porém participa, em maior ou menor grau, de todas as outras atividades do universo. Embora esteja aparentemente sujeito a três controles existenciais e absolutos da gravidade, o Espírito Infinito parece exercer um triplo supra-controle. Esta tripla dotação é empregada de muitos modos, a fim de transcender e aparentemente neutralizar mesmo as principais manifestações de forças e energias até as fronteiras supraúltimas da absolutidade. Em certas situações estes supra-controles absolutos transcendem de modo completo mesmo as manifestações primárias da realidade cósmica.
112&3;10:3.19

4. A União Trinitária da Deidade De todas as associações absolutas, a Trindade do Paraíso (a primeira triunidade) é única como associação exclusiva de Deidade
112&4;10:4.1

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pessoal. Deus atua como Deus apenas em relação a Deus e aos que podem conhecer a Deus mas, como Deidade absoluta, somente na Trindade do Paraíso e em relação à totalidade do universo. A Deidade Eterna é perfeitamente unificada; todavia, há na Deidade três pessoas perfeitamente individualizadas. A Trindade do Paraíso torna possível a expressão simultânea de toda a diversidade de traços do caráter e poderes infinitos da Primeira Fonte e Centro e de seus eternos iguais em categoria e de toda a unidade divina das funções universais da Deidade indivisa.
112&5;10:4.2

A Trindade é uma associação de pessoas infinitas atuando numa capacidade não pessoal, porém sem infringir a personalidade. A ilustração é grosseira, mas um pai, um filho e um neto poderiam formar uma entidade corporativa que seria não pessoal mas que estaria, entretanto, sujeita às suas vontades pessoais.
112&6;10:4.3

A Trindade do Paraíso é real. Existe como a união da Deidade do Pai, do Filho e do Espírito; e ainda o Pai, o Filho ou o Espírito, ou qualquer dois deles, podem atuar em relação a esta mesma Trindade do Paraíso. O Pai, o Filho e o Espírito podem colaborar de uma maneira não trinitária, mas não como três Deidades. Como pessoas, eles podem colaborar como preferirem, mas isto não é a Trindade.
112&7;10:4.4

Lembrai sempre que o que o Espírito Infinito faz é a função do Atuante Conjunto. Tanto o Pai como o Filho estão operando nele, através dele e como ele. Mas seria infrutífero tentar elucidar o mistério da Trindade: três como um e em um, e um como dois e atuando para dois.
112&8;10:4.5

A Trindade está tão relacionada com os assuntos do universo total que deve ser levada em conta nossa tentativa de explicar a totalidade de qualquer evento cósmico isolado ou a relação da personalidade. A Trindade atua em todos os níveis do cosmos e o homem mortal está limitado ao nível do finito; por essa razão, o homem deve se contentar com um conceito finito da Trindade como Trindade.
112&9;10:4.6

Como mortal na carne, deveis ver a Trindade de acordo com vossa luz individual e em harmonia com as reações de vossa mente e de vossa alma. Podeis saber muito pouco a respeito da absolutidade da Trindade mas, conforme ascendeis ao Paraíso, muitas vezes experimentareis grandes surpresas com as revelações sucessivas e as
113&1;10:4.7

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inesperadas descobertas da supremacia e ultimidade, se não da absolutidade da Trindade. 5. As Funções da Trindade As Deidades pessoais têm atributos, mas não é coerente dizer que a Trindade tem atributos. Esta associação de seres divinos pode ser mais propriamente considerada como tendo funções tais como a administração da justiça, as atitudes de totalidade, a ação coordenada e o supra-domínio cósmico. Estas funções são supremas, últimas e (dentro dos limites da Deidade) absolutas de modo ativo no que diz respeito a todas as realidades vivas e de valor pessoal.
113&2;10:5.1

As funções da Trindade do Paraíso não são simplesmente a soma da dotação manifesta de divindade do Pai mais os atributos específicos que são únicos na existência pessoal do Filho e do Espírito. A associação na Trindade das três Deidades do Paraíso resulta na evolução, no acontecimento e na divinização de novos significados, valores, poderes e capacidades para a revelação, ação e administração universais. As associações vivas, as famílias humanas, os grupos sociais ou a Trindade do Paraíso não se fazem maiores por mera soma aritmética. O potencial do grupo sempre excede muito à simples soma dos atributos dos indivíduos que o compõe.
113&3;10:5.2

A Trindade mantém uma atitude única como Trindade com respeito a todo o universo do passado, presente e futuro. E as funções da Trindade podem ser melhor consideradas em relação à atitude da Trindade no universo. Tal atitude é simultânea e pode ser múltipla a respeito de qualquer situação ou evento isolado:
113&4;10:5.3

1. Atitude referente ao finito. A auto-limitação máxima da Trindade é sua atitude referente ao finito. A Trindade não é uma pessoa, nem o Ser Supremo é uma personalização exclusiva da Trindade, mas o Ser Supremo é o que mais se aproxima da focalização da potênciapersonalidade da Trindade que as criaturas finitas podem compreender. É por isso que às vezes se fala da Trindade em relação ao finito como a Trindade de Supremacia.
113&5;10:5.4

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2. Atitude referente ao absonito. A Trindade do Paraíso considera os níveis de existência que são mais que finitos porém menos que absolutos, e algumas vezes esta relação é denominada de Trindade de Ultimidade. Nem o Último, nem o Supremo representam totalmente a Trindade do Paraíso mas, num sentido condicionado e em seus respectivos níveis, cada um parece representar a Trindade durante as eras pré-pessoais de desenvolvimento do poder vivencial.
113&6;10:5.5

3. A atitude absoluta da Trindade do Paraíso é em relação às existências absolutas e culmina na ação da Deidade total.
113&7;10:5.6

A Trindade Infinita envolve a ação coordenada de todas as relações de triunidade da Primeira Fonte e Centro — tanto as não deificadas como as deificadas — e por isso é muito difícil para os seres pessoais compreenderem. Na contemplação da Trindade como infinita, não desconsidereis as sete triunidades; por meio disso, certas dificuldades de entendimento poderão ser evitadas e certos paradoxos poderão ser parcialmente resolvidos.
113&8;10:5.7

Mas eu não domino um idioma que me possibilitaria trazer à limitada mente humana a verdade plena e a eterna significação da Trindade do Paraíso e a natureza da interassociação sem fim dos três seres de perfeição infinita.
114&1;10:5.8

6. Os Filhos Estacionários da Trindade Toda lei origina-se na Primeira Fonte e Centro; ela é a lei. A administração da lei espiritual é inerente à Segunda Fonte e Centro. A revelação da lei, a promulgação e a interpretação dos estatutos divinos é a função da Terceira Fonte e Centro. A aplicação da lei - a justiça - cabe à seção da Trindade do Paraíso e é executada por certos Filhos da Trindade.
114&2;10:6.1

A justiça é inerente à soberania universal da Trindade do Paraíso mas a bondade, a misericórdia e a verdade são o ministério universal dos seres pessoais divinos, cuja união na Deidade constitui a Trindade. A justiça não é a atitude do Pai, do Filho ou do Espírito. A justiça é a atitude trinitária destes três seres pessoais de amor, misericórdia e serviço. Nenhuma das Deidades do Paraíso aplica-se à administração da justiça. A justiça nunca é uma atitude pessoal; é sempre uma função plural.
114&3;10:6.2

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A evidência, a base da equidade (a justiça em harmonia com a misericórdia), é fornecida pelos seres pessoais da Terceira Fonte e Centro, o representante conjunto do Pai e do Filho para todos os mundos e para a mente dos seres inteligentes de toda a criação.
114&4;10:6.3

O julgamento, a aplicação final da justiça de acordo com a evidência oferecida pelos seres pessoais do Espírito Infinito, é a tarefa dos Filhos Estacionários da Trindade, seres que participam da natureza trinitária do Pai, do Filho e do Espírito, unidos.
114&5;10:6.4

Este grupo de Filhos da Trindade abrange os seguintes seres pessoais :
114&6;10:6.5 114&7 114&8 114&9

1. Segredo Trinidizado de Supremacia. 2. Eternos de Dias. 3. Anciões de Dias. 4. Perfeições de Dias. 5. Recentes de Dias. 6. Uniões de Dias. 7. Fiéis de Dias. 8. Aperfeiçoadores de Sabedoria. 9. Conselheiros Divinos. 10. Censores Universais.

114&10 114&11 114&12 114&13 114&14 114&15 114&16

Nós somos os filhos das três Deidades do Paraíso atuando como Trindade, pois acontece que pertenço à décima ordem deste grupo, os Censores Universais. Estas ordens não representam a atitude da Trindade num sentido universal; representam a atitude coletiva da Deidade somente nos domínios do julgamento executivo — a justiça. Elas foram especificamente designadas pela Trindade para o trabalho preciso para o qual estão determinadas, e representam a Trindade somente nas funções para as quais foram personalizadas.
114&17;10:6.6

Os Anciões de Dias e seus companheiros de origem trinitária partilham o julgamento justo e de suprema equidade para os sete suprauniversos. No universo central tais funções existem somente em teoria;
115&1;10:6.7

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ali, a equidade é patente na perfeição, e a perfeição de Havona exclui toda possibilidade de desarmonia. A justiça é o pensamento coletivo da retitude; a misericórdia é sua expressão pessoal. A misericórdia é a atitude de amor; a precisão caracteriza a operação da lei; o julgamento divino é a alma da equidade, sempre conforme a justiça da Trindade, sempre consumando o amor divino de Deus. Quando plenamente percebidos e completamente compreendidos, a justiça reta da Trindade e o amor misericordioso do Pai Universal são coincidentes. Mas o homem não tem tal compreensão plena da justiça divina. Portanto, na Trindade, tal como o homem a observaria, as pessoas do Pai, do Filho e do Espírito estão acomodadas ao ministério coordenado de amor e lei nos universos vivenciais do tempo.
115&2;10:6.8

7. O Supra-domínio da Supremacia A Primeira, Segunda e Terceira Pessoas da Deidade são iguais entre si, e elas são uma só. "O Senhor nosso Deus é o único Deus". Existe perfeição de propósito e unidade de execução na divina Trindade das Deidades eternas. O Pai, o Filho e o Atuante Conjunto são verdadeira e divinamente um só. De uma verdade está escrito : "Eu sou o primeiro e sou o último, e fora de mim não há Deus".
115&3;10:7.1

Segundo as coisas parecem para os mortais no nível finito, a Trindade do Paraíso, tal qual o Ser Supremo, ocupa-se apenas do total : do planeta total, do universo total, do supra-universo total, do grande universo total. Esta atitude de totalidade existe porque a Trindade é o total da Deidade, e por várias outras razões.
115&4;10:7.2

O Ser Supremo é algo menos e algo diverso da Trindade atuando nos universos finitos; mas dentro de certos limites e durante a presente era de potência-personalização incompleta, esta Deidade evolutiva parece refletir a atitude da Trindade de Supremacia. O Pai, o Filho e o Espírito atuam de modo pessoal com o Ser Supremo, mas durante a presente era universal colaboram com ele como Trindade. Entendemos que mantêm uma relação similar com o Último. Conjeturamos com freqüência sobre qual será a relação pessoal entre as Deidades do Paraíso e Deus Supremo quando este finalmente tiver evolvido, mas realmente não o sabemos.
115&5;10:7.3

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Não julgamos que o supra-domínio da Supremacia seja totalmente previsível. Além disso, esta imprevisibilidade parece estar caracterizada por certo desenvolvimento incompleto, sem dúvida um sinal inequívoco do estado incompleto do Supremo e do inacabado da reação finita à Trindade do Paraíso.
115&6;10:7.4

A mente mortal pode pensar de imediato em mil e uma coisas — eventos físicos catastróficos, acidentes aterrorizantes, desastres horríveis, enfermidades dolorosas e flagelos mundiais — e indagar-se se tais sucessos estão em correlação com as manobras desconhecidas da provável atuação do Ser Supremo. Francamente, não o sabemos; não estamos realmente seguros. Mas observamos que, conforme o tempo passa, todas estas situações difíceis e mais ou menos misteriosas sempre têm como resultado o bem-estar e o progresso dos universos. Pode ser que as circunstâncias da existência e as inexplicáveis vicissitudes da vida estejam todas entrelaçadas num modelo significativo e de elevado valor mediante a atuação do Supremo e o supra-domínio da Trindade.
115&7;10:7.5

Como um filho de Deus, podeis discernir a atitude pessoal de amor em todos os atos de Deus Pai. Mas nem sempre podereis compreender quantos dos atos da Trindade do Paraíso no universo redundam no bem do indivíduo mortal nos mundos evolutivos do espaço. No progresso da eternidade, os atos da Trindade revelar-se-ão como completamente significativos e benevolentes mas, para as criaturas do tempo, nem sempre eles parecem assim.
116&1;10:7.6

8. A Trindade além do Finito Muitas verdades e fatos relativos à Trindade do Paraíso podem apenas ser compreendidos, e mesmo assim parcialmente, pelo reconhecimento de uma função que transcende o finito.
116&2;10:8.1

Não seria aconselhável discutir as funções da Trindade de Ultimidade, mas pode ser revelado que Deus Último é a manifestação da Trindade compreendida pelos que se tornaram Transcendentais. Estamos inclinados a acreditar que a unificação do universo matriz é o ato resultante do Último e provavelmente reflete certas fases, mas não todas, do supra-domínio absonito da Trindade do Paraíso. O Último constitui uma manifestação condicionada da Trindade em relação ao absonito
116&3;10:8.2

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apenas no sentido de que o Supremo, de modo parcial, assim representa a Trindade em relação ao finito. O Pai Universal, o Filho Eterno e o Espírito Infinito são, num certo sentido, os seres pessoais que constituem a Deidade total. Sua união na Trindade do Paraíso e a função absoluta da Trindade equivalem à função da Deidade total. E tal completamento da Deidade transcende tanto o finito como o absonito.
116&4;10:8.3

Embora nenhuma das pessoas da Deidades do Paraíso realmente reuna todo o potencial da Deidade, coletivamente as três o fazem. Três pessoas infinitas parece ser o número mínimo de seres que se requer para ativar o potencial pré-pessoal e existencial da Deidade total — o Absoluto da Deidade.
116&5;10:8.4

Conhecemos o Pai Universal, o Filho Eterno e o Espírito Infinito como pessoas mas não conheço pessoalmente o Absoluto da Deidade. Amo e adoro a Deus Pai; respeito e honro o Absoluto da Deidade.
116&6;10:8.5

Estive uma vez num universo onde certo grupo de seres ensinava que, na eternidade, os finalizadores terminariam por se tornar os filhos do Absoluto da Deidade. Mas não sou concorde em reconhecer essa solução do mistério que envolve o futuro dos finalizadores.
116&7;10:8.6

O Corpo de Finalidade inclui, entre outros, os mortais do tempo e do espaço que têm alcançado a perfeição em tudo o que se refere à vontade de Deus. Como criaturas, e dentro dos limites da capacidade da criatura, conhecem a Deus de modo pleno e verdadeiro. Tendo assim encontrado Deus como Pai de todas as criaturas, em algum momento estes finalizadores devem começar a busca do Pai supra-finito. Mas esta busca envolve o entendimento da natureza absonita dos atributos e caráter últimos do Pai do Paraíso. A eternidade revelará se tal realização é possível mas estamos convencidos de que, mesmo que os finalizadores alcancem esta ultimidade da divindade, eles provavelmente serão incapazes de alcançar os níveis supra-últimos da Deidade absoluta.
116&8;10:8.7

É possível que os finalizadores alcancem de forma parcial o Absoluto da Deidade, mas mesmo que o fizessem, ainda que na eternidade de eternidades, o problema do Absoluto Universal continuará intrigando, mistificando, deixando perplexo e desafiando os finalizadores em seu caminho de ascensão e progresso, pois percebemos que a
116&9;10:8.8

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insondabilidade das relações cósmicas do Absoluto Universal tende a crescer à proporção que os universos materiais e sua administração espiritual prosseguem expandindo.
117&1;10:8.9

Somente a infinitude pode revelar o Pai-Infinito.

[Patrocinado por um Censor Universal, agindo por autorização dos Anciões de Dias residentes em Uversa.]
117&2;10:8.10

escrito010_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 010 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 010 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org Índice 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
111&1;10:3.3

"Verbo de Deus"

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(Revelações 19:13) BSEP : e vestia uma roupa salpicada de sangue: o seu nome é Verbo de Deus. BJ : veste um manto embebido de sangue, e o nome com que é chamado é Verbo de Deus. ___________________________________________________________ ______________
115&3;10:7.1

"O Senhor nosso Deus é o único Deus".

(Deuteronômio 6:4) BSEP : Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. BJ : Ouve, ó Israel: Iahweh nosso Deus é o único Iahweh. ___________________________________________________________ ______________
115&3;10:7.1

"Eu sou o primeiro e sou o último, e fora de mim não há Deus".

(Isaías 44:6) BSEP : Eis o que diz o Senhor, rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e sou o último, e fora de mim não há Deus. BJ : Assim diz Iahweh, o rei de Israel, Iahweh dos Exércitos, o seu redentor: Eu sou o primeiro e o último, fora de mim não há Deus. ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões:
108&5;10:1.2

De : "Entregou, na realidade concedeu com a grandeza..." Para : "Entregou, na realidade doou com a grandeza..."
110&6;10:2.8

"...sete variações de valores, de sentidos..."

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"...sete variações de valores, de significados..."
112&3;10:3.19

"...porém participa, mais ou menos,..." "...porém participa, em maior ou menor grau,..."
113&5;10:5.4

"1. Atitude com respeito ao finito" "1. Atitude referente ao finito"
113&6;10:5.5

"2. Atitude com respeito ao absonito." "2. Atitude referente ao absonito."
114&1;10:5.8

"...e a eterna importância da Trindade..." "...e a eterna significação da Trindade..."
114&17;10:6.6

"Elas foram especificamente planejadas pela Trindade para o trabalho preciso para o qual estão designadas,..." "Elas foram especificamente designadas pela Trindade para o trabalho preciso para o qual estão determinadas,..." suplemento_010_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 11 A Ilha Eterna do Paraíso 1. A Morada Divina 2. A Natureza da Ilha Eterna

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3. O Paraíso Superior 4. Paraíso Periférico 5. O Paraíso Inferior 6. A Respiração Espacial 7. As Funções Espaciais do Paraíso 8. A Gravidade do Paraíso 9. A Singularidade do Paraíso [Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, encarregado deste mister pelos Anciões de Dias em Uversa] O Paraíso é o centro eterno do universo de universos e a morada do Pai Universal, do Filho Eterno e do Espírito Infinito e de seus divinos iguais em categoria e companheiros. Esta Ilha central é o maior corpo organizado de realidade cósmica em todo o universo matriz. O Paraíso é uma esfera material bem como uma morada espiritual. Toda a criação inteligente do Pai Universal reside em moradas materiais; por isso, o centro de domínio absoluto também tem de ser material, literalmente. E deveria ser novamente reiterado que as coisas e os seres espirituais são reais.
118&1;11:0.1

A beleza material do Paraíso consiste na magnificência de sua perfeição física; a grandeza da Ilha de Deus é exibida nas esplêndidas realizações intelectuais e no desenvolvimento da mente de seus habitantes; a glória da Ilha central é manifestada na infinita dotação de personalidade espiritual divina -- a luz da vida. Mas a profundeza da beleza espiritual e as maravilhas deste conjunto magnífico estão totalmente além da compreensão da mente finita das criaturas materiais. A glória e o esplendor espiritual da morada divina são inimagináveis à compreensão do mortal. E o Paraíso existe desde a eternidade; não há registro nem tradição a respeito da origem desta Ilha nuclear de Luz e Vida.
118&2;11:0.2

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1. A Morada Divina O Paraíso serve a muitos propósitos na administração dos âmbitos universais mas para os seres criados existe essencialmente como o lugar de morada da Deidade. No centro exato da superfície superior desta morada das Deidades, de forma quase circular mas não esférica, reside a presença pessoal do Pai Universal. Esta presença do Pai Universal no Paraíso está circundada de perto pela presença pessoal do Filho Eterno, ao passo que ambos estão revestidos pela inefável glória do Espírito Infinito.
118&3;11:1.1

Deus habita, tem habitado e sempre habitará nesta mesma morada central e eterna. Sempre o temos achado ali, e ali sempre o acharemos. O Pai Universal focaliza-se cosmicamente, personaliza-se espiritualmente e reside geograficamente neste centro do universo de universos.
118&4;11:1.2

Todos conhecemos o rumo direto que devemos seguir para encontrar o Pai Universal. Vós não estais aptos a compreender muito acerca da morada divina porque ela está muito distante de vós e por causa da imensidão de espaço entre vós e ela, mas os que são capazes de compreender o sentido destas enormes distâncias conhecem a localização e a morada de Deus tal como certa e literalmente conheceis a localização de Nova York, Londres, Roma ou Singapura, cidades definidas e geograficamente localizadas em Urantia. Se fôsseis um hábil navegador, equipados com nave, mapas e bússola, poderíeis prontamente encontrar estas cidades. Da mesma forma, se tivésseis o tempo e o modo de viajar, se estivésseis espiritualmente capacitados e tivésseis a orientação necessária, poderíeis ser conduzidos de universo em universo e de circuito em circuito, viajando sempre para dentro através dos domínios estelares, até por fim vos encontrardes ante o resplendor central da glória espiritual do Pai Universal. Providos de todo o necessário para a viagem, é tão possível encontrar a presença pessoal de Deus no centro de todas as coisas como o é encontrar cidades distantes em vosso próprio planeta. O fato de não haverdes visitado estes lugares de modo algum nega sua realidade ou sua existência atual. O fato de que tão poucas criaturas do universo tenham encontrado Deus no Paraíso de modo algum nega a realidade de sua existência ou a atualidade de sua pessoa espiritual no centro de todas as coisas.
118&5;11:1.3

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O Pai sempre será encontrado neste local central. Se ele se movesse, desencadear-se-ia o pandemônio universal pois nele convergem, aí neste centro residencial, as linhas universais da gravidade, desde os confins da criação. Quer remontemos ao circuito da personalidade através dos universos ou sigamos os seres pessoais que ascendem, conforme viajam para dentro e para o Pai; quer remontemos às linhas da gravidade material até o Paraíso inferior ou sigamos os ciclos emergentes da força cósmica; quer remontemos às linhas da gravidade espiritual até o Filho Eterno ou sigamos a marcha dos Filhos do Paraíso, em direção interior; quer remontemos aos circuitos da mente ou sigamos os trilhões de trilhões de seres celestiais que surgem do Espírito Infinito -- por qualquer um deles ou por todas estas observações, somos levados direto de volta à presença do Pai, à sua morada central. Neste lugar Deus está pessoal, literal, realmente presente. E de seu ser infinito flui um caudal de vida, energia e personalidade para todos os universos.
119&1;11:1.4

2. A Natureza da Ilha Eterna Já que estais começando a vislumbrar a enormidade do universo material perceptível, mesmo desde vossa localização astronômica, de vossa posição espacial nos sistemas estelares, deveria ser evidente para vós que um universo material tão colossal há de contar com uma capital digna e adequada, com uma sede central à altura da grandeza e infinitude do Governante universal de toda essa vasta e imensa criação de domínios materiais e de seres vivos.
119&2;11:2.1

O Paraíso difere dos corpos espaciais habitados quanto à forma: não é esférico. É claramente elipsóide, sendo um sexto mais largo em seu diâmetro norte-sul que em seu diâmetro leste-oeste. A Ilha central é essencialmente plana e a distância da superfície superior à superfície inferior é um décimo do diâmetro leste-oeste.
119&3;11:2.2

Estas diferenças em dimensões, consideradas junto com sua condição estacionária e a pressão de força-energia exterior, maior no extremo norte da Ilha, permitem estabelecer direção absoluta no universo matriz.
119&4;11:2.3

A Ilha central divide-se geograficamente em três setores de atividade :
119&5;11:2.4

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119&6 119&7 119&8

1 O Paraíso Superior. 2 O Paraíso Periférico. 3 O Paraíso Inferior.

Referimo-nos à superfície do Paraíso, a qual é ocupada pela atividade dos seres pessoais, como zona superior e à superfície oposta como zona inferior. A periferia do Paraíso acomoda atividades que não são, no sentido estrito, pessoais ou não pessoais. A Trindade parece dominar o plano pessoal ou superior e o Absoluto Inqualificável, o plano inferior ou impessoal. É difícil conceber o Absoluto Inqualificável como uma pessoa, mas cogitamos na presença funcional, no espaço, deste Absoluto como focalizada no Paraíso inferior.
119&9;11:2.5

A Ilha eterna é composta de uma forma simples de materialização — sistemas estacionários de realidade. Esta substância real do Paraíso é uma organização homogênea da potência do espaço, que não se encontra em nenhuma outra parte em todo o extenso universo de universos. Ela tem recebido muitos nomes nos diferentes universos, e os Melquisedeque de Nebadon há muito tempo a denominaram absolutum. Este material nascente do Paraíso não está morto nem vivo; é a expressão original e não espiritual da Primeira Fonte e Centro; é Paraíso, e o Paraíso não tem duplicata.
120&1;11:2.6

Parece-nos que a Primeira Fonte e Centro concentrou todo o potencial absoluto para a realidade cósmica no Paraíso como parte de sua técnica de auto-libertação das limitações da infinitude, como meio de possibilitar a criação sub-infinita e mesmo a espaço-temporal. Mas só porque o universo de universos exibe estas qualidades não se depreende que o Paraíso esteja limitado pelo tempo e pelo espaço. O Paraíso existe sem tempo e não tem localização no espaço.
120&2;11:2.7

Aproximadamente: aparentemente, o espaço tem origem logo abaixo do Paraíso inferior; o tempo, logo acima do Paraíso superior. O tempo, tal como o entendeis, não é uma característica da existência do Paraíso, ainda que os habitantes da Ilha Central sejam plenamente conscientes da seqüência atemporal de eventos. O movimento não é inerente ao Paraíso; é volitivo. Mas o conceito de distância, inclusive de distância absoluta, tem muito significado ao poder ser aplicado às localizações relativas no Paraíso. O Paraíso é inespacial; por isso suas
120&3;11:2.8

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áreas são absolutas e, portanto, úteis de vários modos que estão além da concepção da mente mortal. 3. O Paraíso Superior No Paraíso Superior há três grandes esferas de atividade, a presença da Deidade, a Esfera Santíssima e a Área Santa. A vasta região circunvizinha, imediata à presença das Deidades é a Esfera Santíssima e fica à parte, destinando-se ao exercício de adoração, de trinidização e de elevada realização espiritual. Não há estruturas materiais nem criações puramente intelectuais nesta zona; elas não poderiam existir ali. Para mim, é inútil empreender a tarefa de descrever para a mente humana a natureza divina e a formosa grandeza da Esfera Santíssima do Paraíso. Este âmbito é completamente espiritual e vós sois quase completamente materiais. Uma realidade puramente espiritual, para um ser puramente material, é aparentemente inexistente.
120&4;11:3.1

Embora não hajam materializações físicas na área do Santíssimo, há abundantes recordações de vossos dias materiais nos setores da Terra Santa e mais ainda nas áreas de retrospectivas históricas do Paraíso periférico.
120&5;11:3.2

A Área Santa, a região afastada ou região residencial, está dividida em sete zonas concêntricas. O Paraíso é algumas vezes chamado de "a casa do Pai" já que é sua morada eterna e estas sete zonas são freqüentemente denominadas "as moradas do Paraíso do Pai". A zona interior, ou primeira zona, está ocupada pelos Cidadãos do Paraíso e pelos nativos de Havona que estejam porventura morando no Paraíso. A zona seguinte, ou segunda zona, é a zona de residência dos nativos dos sete supra-universos do tempo e do espaço. Esta Segunda zona está, em parte, subdividida em sete imensas divisões, sendo o lar no Paraíso dos seres espirituais e das criaturas ascendentes que procedem dos universos de progresso evolutivo. Cada um destes setores está dedicado de modo exclusivo ao bem-estar e avanço dos seres pessoais de um supra-universo em particular, mas estes complexos ultrapassam de maneira quase infinita as necessidades dos atuais sete supra-universos.
120&6;11:3.3

Cada um dos sete setores do Paraíso está subdividido em unidades residenciais adequadas ao alojamento sede de um bilhão de
121&1;11:3.4

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glorificados grupos individuais de trabalho. Mil destas unidades constituem uma divisão. Cem mil divisões correspondem à uma congregação. Dez milhões de congregações constituem uma assembléia. Um bilhão de assembléias compõem uma grande unidade. E esta série ascendente continua através da segunda grande unidade, através da terceira, e assim por diante até a sétima grande unidade. E sete das grandes unidades compõem as unidades maiores, e sete unidades maiores constituem uma unidade superior; e assim, em agrupamentos de sete, as séries ascendentes expandem-se através das unidades superiores, suprasuperiores, celestiais e supra-celestiais, até as unidades supremas. Mas mesmo isto não utiliza todo o espaço disponível. Este número desnorteante de designações residenciais no Paraíso, um número que excede vossa capacidade de imaginação, ocupa muito menos que um por cento de determinada área da Terra Santa. Ainda há bastante lugar para os que estão a caminho do interior, até mesmo para os que não começarão a ascensão ao Paraíso antes dos tempos do futuro eterno. 4. Paraíso Periférico A Ilha central termina de forma abrupta na periferia, mas seu tamanho é tão grande que o ângulo terminal é relativamente imperceptível dentro de uma área delimitada. A superfície periférica do Paraíso está, em parte, ocupada pelos campos de desembarque e embarque para diferentes grupos de seres pessoais espirituais. Visto que as zonas não impregnadas do espaço quase esbarram na periferia, todos os transportes de seres pessoais destinados ao Paraíso pousam nestas regiões. Nem o Paraíso Superior nem o inferior são acessíveis para os supernafins de transporte ou para outros tipos de cruzadores do espaço.
121&2;11:4.1

Os Sete Espíritos Maiores têm sua sede pessoal de poder e autoridade nas sete esferas do Espírito, esferas estas que circulam em torno do Paraíso, no espaço entre os orbes resplandecentes do Filho e o circuito interno dos mundos de Havona, mas eles mantém sedes de força focal na periferia do Paraíso. Neste lugar, circulando lentamente, as presenças dos Sete Diretores Supremos de Potência indicam a localização das sete estações que irradiam certas energias que vão do Paraíso para os sete supra-universos.
121&3;11:4.2

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Neste lugar, no Paraíso periférico, estão as enormes áreas de exposição histórica e profética que se referem aos Filhos Criadores, dedicadas aos universos locais do tempo e do espaço. Há só sete trilhões destes parques históricos presentemente estabelecidos ou de reserva mas estas organizações ocupam, ao todo, somente cerca de quatro por cento da porção de área periférica assim designada. Deduzimos que estas vastas reservas pertencem às criações que algum dia se situarão mais além das fronteiras dos sete supra-universos presentemente habitados e conhecidos.
121&4;11:4.3

A porção do Paraíso que foi designada para o uso dos universos existentes está ocupada apenas algo em torno de um a quatro por cento, enquanto a área designada a estas atividades é pelo menos um milhão de vezes maior do que atualmente se requer para tais objetivos. O Paraíso é suficientemente grande para acomodar as atividades de uma criação quase infinita.
121&5;11:4.4

Mas seria infrutífero um esforço maior para visualizardes as glórias do Paraíso. Deveis esperar, e ascender enquanto esperais, pois verdadeiramente "nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou na mente do homem mortal o que o Pai Universal preparou para aqueles que sobrevivem à vida na carne nos mundos do tempo e do espaço".
121&6;11:4.5

5. O Paraíso Inferior Quanto ao Paraíso inferior, sabemos apenas o que está revelado; os seres pessoais não permanecem ali. Não tem o que quer que seja a ver com os assuntos dos serviços espirituais de informação, tampouco ali atua o Absoluto da Deidade. Informaram-nos que todos os circuitos de energia física e força cósmica têm sua origem no Paraíso inferior e que este está constituído da seguinte maneira:
122&1;11:5.1

1. Diretamente abaixo da localização da Trindade, na porção central do Paraíso inferior, está a desconhecida e não revelada Zona da Infinitude.
122&2;11:5.2

2. Esta zona está rodeada logo em seguida por uma área que não tem nome.
122&3;11:5.3

3. Ocupando as margens externas da superfície inferior há uma região que tem a ver principalmente com a potência do espaço e a força122&4;11:5.4

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energia. As atividades deste vasto centro elíptico de força não se identificam com as funções conhecidas de trindade alguma, mas a carga primordial de força do espaço parece estar focalizada nesta área. Este centro consiste de três zonas elípticas concêntricas: a mais interna é o ponto focal das atividades de força-energia do próprio Paraíso; é possível que a mais afastada esteja identificada com as funções próprias do Absoluto Inqualificável, mas não temos certeza quanto as funções espaciais da zona intermediária. A zona interna deste centro de força parece atuar como um coração gigantesco cujas pulsações dirigem as correntes para as fronteiras mais afastadas do espaço físico. Ela dirige e modifica as forças-energias, mas dificilmente as impulsiona. A realidade da pressão-presença desta força primária é definitivamente maior no extremo norte do centro do Paraíso que nas regiões do sul; esta é uma diferença registrada de modo uniforme. A força materna do espaço parece fluir para dentro no sul e para fora no norte, por meio da operação de um sistema circulatório desconhecido, que se ocupa da difusão desta forma básica de forçaenergia. De vez em quando também se nota diferenças nas pressões lesteoeste. As forças que emanam desta zona não respondem à gravidade física observável, mas estão sempre sujeitas à gravidade do Paraíso.
122&5;11:5.5

A zona intermediária do centro de força circunda imediatamente esta área. Esta zona intermediária parece ser estática, exceto por se expandir e contrair por intermédio de três ciclos de atividade. A menor destas pulsações é feita na direção leste-oeste; a seguinte, na direção norte-sul enquanto a flutuação maior, encontrada em todas as direções, é uma expansão e contração generalizadas. A função desta área intermediária, na verdade, nunca foi identificada mas deve ter algo a ver com os ajustes recíprocos entre as zonas interna e externa do centro de força. Muitos crêem que a zona intermediária é o mecanismo de controle do espaço intermediário, ou a zona quieta que separa os níveis espaciais sucessivos do universo matriz mas não há evidência ou revelação alguma que confirme isto. Essa inferência resulta do conhecimento de que esta área intermediária está de algum modo relacionada ao funcionamento do mecanismo do espaço não impregnado do universo matriz.
122&6;11:5.6

A zona externa é a maior e a mais ativa dos três cinturões de potencial espacial não identificado, concêntricos e elípticos. Esta área é o
122&7;11:5.7

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lugar de uma atividade inimaginável, o ponto do circuito central das emanações que seguem para o espaço em todas as direções, até as fronteiras mais afastadas dos sete supra-universos e, mais ao longe, estendem-se além dos enormes e inescrutáveis domínios de todo o espaço exterior. Esta presença espacial é inteiramente impessoal, se bem que de alguma maneira não revelada parece responder de modo indireto à vontade e às determinações das Deidades infinitas, quando estas agem como Trindade. Acredita-se que este seja o centro do Paraíso, o ponto de focalização central da presença espacial do Absoluto Inqualificável. Todas as formas de força e todas as fases da energia parecem estar em circuição; elas circulam por todo o universo e regressam por rotas definidas. Mas quanto às emanações da zona ativada do Absoluto Inqualificável, estas parecem entrar ou sair mas nunca ambas as coisas de modo simultâneo. Esta zona externa pulsa em ciclos perenes, de proporções gigantescas. Durante pouco mais de um bilhão dos anos de Urantia, a força espacial sai deste centro; em seguida, durante um período similar de tempo, ela entrará. E as manifestações da força espacial deste centro são universais; estendem-se por todo o espaço impregnável.
123&1;11:5.8

Toda força física, energia e matéria são uma coisa só. Toda forçaenergia é originalmente proveniente do Paraíso inferior e para lá por fim retornará, depois de completar seu circuito espacial. Mas, em seus presentes estados fenomenais, nem todas as organizações materiais nem as energias do universo de universos provém do Paraíso inferior. O espaço é o útero de várias formas de matéria e pré-matéria. Ainda que a zona externa do centro de força do Paraíso seja a fonte das energias espaciais, o espaço não tem origem ali. O espaço não é força, energia ou potência. Tampouco a respiração do espaço é responsável pelas pulsações desta zona, mas as fases de entrada e saída desta zona estão sincronizadas com os ciclos de dois bilhões de anos, ciclos estes de expansão-contração do espaço.
123&2;11:5.9

6. A Respiração Espacial Não conhecemos o mecanismo real de respiração do espaço; simplesmente observamos que todo o espaço contrai-se e expande-se, de modo alternado Esta respiração afeta tanto a extensão horizontal do
123&3;11:6.1

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espaço impregnado como as extensões verticais do espaço não impregnado, as quais existem nas imensas cavidades espaciais acima e abaixo do Paraíso. Para tentar imaginar o contorno do volume destes reservatórios espaciais, poderíeis pensar numa ampulheta. Conforme os universos da extensão horizontal do espaço impregnado se expandem, os reservatórios da extensão vertical do espaço não impregnado se contraem, e vice-versa. Há uma confluência de espaço impregnado e não impregnado logo abaixo do Paraíso inferior. Ambos os tipos de espaço fluem por meio dos canais transmutativos de regulagem onde são feitas as mudanças que tornam o espaço impregnável em espaço não impregnável, e vice-versa, nos ciclos de contração e expansão do cosmos.
123&4;11:6.2

Espaço "não impregnado" significa: não impregnado por aquelas forças, energias, potências e presenças que sabe-se que existem no espaço impregnado. Não sabemos se o espaço vertical (o reservatório) está destinado a sempre funcionar como o contra-peso do espaço horizontal (o universo); não sabemos se há um propósito criativo quanto ao espaço não impregnado; na verdade, sabemos muito pouco acerca dos reservatórios espaciais, meramente que eles existem e que parecem contrabalançar os ciclos espaciais de expansão-contração do universo de universos.
123&5;11:6.3

Os ciclos de respiração espacial duram, em cada fase, pouco mais que um bilhão dos anos de Urantia. Durante uma fase os universos se expandem; durante a fase seguinte, eles se contraem. O espaço impregnado está se aproximando agora do ponto médio da fase de expansão, enquanto o espaço não impregnado aproxima-se do ponto médio da fase de contração e estamos informados de que os limites ulteriores de ambas extensões espaciais estão agora, em teoria, aproximadamente eqüidistantes do Paraíso. Os reservatórios do espaço não impregnado por ora estendem-se verticalmente acima do Paraíso superior e abaixo do Paraíso inferior, tal como o espaço impregnado do universo estende-se horizontalmente para fora desde o Paraíso periférico até o quarto nível do espaço exterior e ainda mais além.
123&6;11:6.4

Durante um bilhão de anos do tempo de Urantia, os reservatórios espaciais se contraem enquanto o universo matriz e as atividades da força de todo o espaço horizontal se expandem. Portanto, faltam pouco mais
124&1;11:6.5

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que dois bilhões dos anos de Urantia para concluir o ciclo completo de expansão-contração. 7. As Funções Espaciais do Paraíso O espaço não existe em nenhuma das superfícies do Paraíso. Se alguém "olhasse" diretamente por cima desde a superfície superior do Paraíso, não "veria" nada a não ser espaço não impregnado entrando ou saindo e, neste momento, entrando. O espaço não toca o Paraíso; só as zonas quiescentes do espaço intermediário entram em contato com a Ilha central.
124&2;11:7.1

O Paraíso é, na realidade, o núcleo imóvel das zonas relativamente quiescentes e que existem entre o espaço impregnado e o espaço não impregnado. Geograficamente, estas zonas parecem ser uma extensão relativa do Paraíso, mas provavelmente há algum movimento nelas. Sabemos muito pouco sobre elas porém observamos que estas zonas de reduzido movimento espacial separam o espaço impregnado do espaço não impregnado. Zonas similares já existiram entre os níveis do espaço impregnado mas, por ora, são zonas menos quiescentes.
124&3;11:7.2

Uma seção vertical do espaço total se assemelharia ligeiramente à uma cruz-de-malta, com os braços horizontais representando o espaço impregnado (o universo) e os braços verticais representando o espaço não impregnado (o reservatório). As áreas entre os quatro braços os separariam de forma semelhante ao modo como as zonas do espaço intermediário separam o espaço impregnado do não impregnado. Estas zonas quiescentes do espaço intermediário vão aumentando cada vez conforme aumenta a distância do Paraíso e, por fim, abrangem as fronteiras de todo o espaço, encapsulando completamente tanto os reservatórios espaciais como toda a extensão horizontal do espaço impregnado.
124&4;11:7.3

O espaço não é uma condição sub-absoluta dentro do Absoluto Inqualificável nem a presença deste, e tampouco é a ação do Último. É uma efusão do Paraíso e se crê que o espaço do grande universo e o de todas as regiões exteriores esteja, na realidade, impregnado da potência espacial ancestral do Absoluto Inqualificável. Próximo ao Paraíso periférico, e a partir daí, este espaço impregnado estende-se
124&5;11:7.4

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horizontalmente para fora através do quarto nível espacial e mais além da periferia do universo matriz, mas não sabemos quanto mais além. Se imaginásseis um plano em forma de V, finito porém inconcebivelmente grande, situado em ângulo reto em relação às superfícies superior e inferior do Paraíso, com sua ponta quase tangente ao Paraíso periférico, e em seguida visualizásseis esse plano em evolução elíptica ao redor do Paraíso, sua evolução delinearia de modo aproximado o volume do espaço impregnado.
124&6;11:7.5

Há um limite superior e um limite inferior ao espaço horizontal, com referência a qualquer local nos universos. Se alguém pudesse moverse distante o suficiente, e em ângulo reto em relação ao plano de Orvonton, para cima ou para baixo, esse alguém finalmente encontraria o limite superior ou inferior do espaço impregnado. Dentro das dimensões conhecidas do universo matriz, estes limites alongam-se, cada vez mais distantes, à enormes distâncias do Paraíso; o espaço se condensa, e se condensa algo mais rápido do que o faz o plano criado, os universos.
124&7;11:7.6

As zonas relativamente quietas entre os níveis do espaço, tal como a que separa os sete supra-universos do primeiro nível do espaço exterior, são enormes regiões elípticas de atividade espacial quiescente. Estas zonas separam as vastas galáxias que giram de forma veloz e em procissão ordenada ao redor do Paraíso. Podeis visualizar o primeiro nível do espaço exterior, onde incontáveis universos estão presentemente em processo de formação, como uma vasta procissão de galáxias girando ao redor do Paraíso, limitadas por cima e por baixo pelas zonas de quiescência do espaço intermediário, e limitadas nas margens internas e externas por zonas de espaço relativamente quietas.
125&1;11:7.7

Um nível espacial atua assim como uma região elíptica de movimento, circundada por todos os lados de uma imobilidade relativa. Tais relações de movimento e quiescência constituem um caminho espacial curvo, de menor resistência ao movimento, no qual seguem, de forma universal, a força cósmica e a energia emergente, conforme circulam por toda a eternidade em torno da Ilha do Paraíso.
125&2;11:7.8

Este zoneamento alternado do universo matriz, associado com o fluxo alternado das galáxias, no sentido horário e anti-horário, é um fator na estabilização da gravidade física, concebido para prevenir o aumento
125&3;11:7.9

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da pressão da gravidade até o ponto de produzir atividades de ruptura ou de dispersão. Este arranjo exerce uma influência de antigravidade e age como freio das velocidades que, caso contrário, seriam perigosas. 8. A Gravidade do Paraíso O inescapável puxão da gravidade sujeita de modo efetivo todos os mundos, de todos os universos, de todo o espaço. A gravidade é a atração toda-poderosa da presença física do Paraíso. A gravidade é o fio onipotente no qual se movem em fila todas as estrelas refulgentes, os sóis flamejantes e as esferas girantes, que constituem o ornamento físico e universal do Deus eterno, que é todas as coisas, que preenche todas as coisas e em quem todas as coisas consistem.
125&4;11:8.1

O centro e o ponto focal da gravidade material absoluta é a Ilha do Paraíso, complementada pelos corpos escuros de gravidade que circundam Havona e equilibrada pelos reservatórios do espaço inferior e superior. Todas as emanações conhecidas do Paraíso inferior respondem de forma invariável e infalível ao puxão da gravidade central, que opera sobre os circuitos sem fim dos níveis espaciais elípticos do universo matriz. Toda forma conhecida de realidade cósmica tem a curva dos ciclos, a tendência para o círculo e a oscilação da grande elipse.
125&5;11:8.2

O espaço não responde à gravidade, mas atua como equilibrante na gravidade. Sem o amortecimento do espaço, a ação explosiva sacudiria com solavancos os corpos espaciais da circunvizinhança. O espaço impregnado também exerce uma influência de antigravidade sobre a gravidade física ou linear; o espaço realmente pode neutralizar tal ação da gravidade ainda que não possa retardá-la. A gravidade absoluta é a gravidade do Paraíso. A gravidade local ou linear pertence ao estado elétrico da energia ou da matéria; opera dentro do universo central, dos supra-universos e dos universos exteriores, em qualquer lugar onde uma materialização adequada haja ocorrido.
125&6;11:8.3

As numerosas formas de força cósmica, de energia física e de potência universal, e as diversas materializações revelam três estágios gerais, embora não perfeitamente definidos, de resposta à gravidade do Paraíso:
125&7;11:8.4

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1. Estágios da Pré-gravidade (Força). Este é o primeiro passo na diferenciação da potência espacial em formas de pré-energia da força cósmica. Este estado é análogo ao conceito da carga-força primordial do espaço, às vezes chamado de energia pura ou segregata.
126&1;11:8.5

2. Estágios da Gravidade(Energia). Esta modificação da cargaforça do espaço é produzida pela ação dos organizadores da força do Paraíso. Ela assinala a aparição dos sistemas de energia que respondem ao puxão da gravidade do Paraíso. Esta energia emergente é originariamente neutra porém, conseqüente às metamorfoses posteriores, mostrará as assim chamadas qualidades positiva e negativa. Designamos estes estágios de ultimata.
126&2;11:8.6

3. Estágios da Pós-gravidade (Potência Universal). Neste estágio, a energia-matéria revela a resposta ao domínio da gravidade linear. No universo central, estes sistemas físicos são estruturas triplas, conhecidas como triata. São os sistemas maternos da supra-potência das criações do tempo e do espaço. Os Diretores de Potência do Universo e seus companheiros mobilizam os sistemas físicos dos supra-universos. Estas organizações materiais têm uma constituição dual e são conhecidas como gravita. Os corpos escuros de gravidade, que circundam Havona, não são triata nem gravita, e seu poder de atração revela ambas as formas de gravidade física, a linear e a absoluta.
126&3;11:8.7

A potência do espaço não está sujeita às interações de forma alguma de gravitação. Esta dotação primária do Paraíso não constitui o nível atual da realidade, mas é ancestral à todas as realidades não espirituais, relativas e funcionais — à todas as manifestações de forçaenergia e à organização da potência e da matéria. A potência espacial é um termo difícil de se definir. Não significa aquilo que precede o espaço; seu significado deveria trazer a idéia das potências e dos potenciais existentes dentro do espaço. Pode-se, de modo aproximado, ser concebida como incluindo todas as influências e potenciais absolutos que emanam do Paraíso e que constituem a presença espacial do Absoluto Inqualificável.
126&4;11:8.8

O Paraíso é a fonte absoluta e o eterno ponto focal de toda energia-matéria no universo de universos. O Absoluto Inqualificável é o revelador, regulador e repositório daquilo que tem o Paraíso como sua fonte e origem. A presença universal do Absoluto Inqualificável parece
126&5;11:8.9

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ser equivalente ao conceito de uma infinitude do potencial de extensão da gravidade, uma tensão elástica da presença do Paraíso. Este conceito nos ajuda a compreender o fato de que tudo é atraído para o interior, rumo ao Paraíso. A ilustração é tosca mas, ainda assim, útil. Também explica por que a gravidade sempre atua preferencialmente no plano perpendicular à massa, um fenômeno indicativo do diferencial de dimensões do Paraíso e criações que o rodeiam. 9. A Singularidade do Paraíso O Paraíso é único pois é o âmbito da origem primária e a meta de destino final para todos os seres pessoais espirituais. Embora seja verdade que nem todos os seres espirituais menores dos universos locais estejam, de imediato, destinados ao Paraíso, o Paraíso continua sendo a meta desejada por todos os seres pessoais supra-materiais.
126&6;11:9.1

O Paraíso é o centro geográfico da infinitude; não é uma parte da criação universal nem mesmo uma parte real do eterno universo de Havona. É comum nos referimos à Ilha central como pertencente ao universo divino mas, na verdade, não é assim. O Paraíso é uma existência eterna e exclusiva.
126&7;11:9.2

Na eternidade do passado, quando o Pai Universal deu a expressão da personalidade infinita de seu eu espiritual no ser do Filho Eterno, ele simultaneamente revelou a infinitude potencial de seu eu não pessoal como Paraíso. O Paraíso não pessoal e não espiritual parece ter sido o reflexo inevitável da vontade e do ato do Pai, os quais eternizaram o Filho Original. Assim, o Pai projetou a realidade em duas fases atuais: a pessoal e a não pessoal — a espiritual e a não espiritual. A tensão entre elas, frente a vontade do Pai e do Filho para agir, deu existência ao Atuante Conjunto e ao universo central, de mundos materiais e seres espirituais.
127&1;11:9.3

Quando a realidade está diferenciada entre pessoal e não pessoal (o Filho Eterno e o Paraíso), não é apropriado chamar de "Deidade" ao que não é pessoal, a menos que, de algum modo, ela seja qualificada. Os reflexos materiais e energéticos dos atos da Deidade dificilmente poderiam ser chamados de Deidade. A Deidade pode originar muito do
127&2;11:9.4

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que não é Deidade e o Paraíso não é Deidade; tampouco é consciente, tal como o homem mortal poderia chegar a entender tal termo. O Paraíso não é ancestral de nenhum ser ou entidade viva; não é um criador. A personalidade e as relações de mente-espírito são transmissíveis, mas o modelo não o é. Os modelos nunca são reflexões; são duplicações — reproduções. O Paraíso é o absoluto dos modelos; Havona é uma manifestação destes potenciais em atualidade.
127&3;11:9.5

A residência de Deus é central e eterna, gloriosa e ideal. Seu lar é o belo modelo para todos os mundos sede do universo; o universo central contíguo à sua morada é o modelo para todos os universos quanto ao ideal, organização e destino último.
127&4;11:9.6

O Paraíso é a sede universal de toda atividade dos seres pessoais e a fonte-centro de todas as manifestações de força-espaço e energia. Tudo o que tem sido, que é agora ou que ainda está por ser, veio, está vindo ou virá desta morada central dos Deuses eternos. O Paraíso é o centro de toda a criação, a fonte de todas as energias e o local de origem primeira de todos os seres pessoais.
127&5;11:9.7

Afinal, a coisa mais importante para os mortais acerca do Paraíso eterno é o fato de que esta morada perfeita do Pai Universal é o destino real e distante das almas imortais dos filhos de Deus, materiais e mortais, as criaturas que ascendem dos mundos evolutivos do tempo e do espaço. Todo mortal que conhece a Deus e que abraçou como modo de vida fazer a vontade do Pai, já embarcou na longa, longa trilha para o Paraíso, trilha de ir no encalço da divindade e alcançar a perfeição. E quando esse ser de origem animal, como tantos outros, encontrar-se diante dos Deuses do Paraíso, tendo ascendido das esferas mais modestas do espaço, tal realização representa a realidade de uma transformação espiritual que atinge as fronteiras da supremacia.
127&6;11:9.8

[Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, encarregado deste mister pelos Anciões de Dias em Uversa]
127&7;11:9.9

escrito011_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia

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Suplemento do Escrito 011 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 011 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org • • Índice • • 1. Citações Bíblicas. • 2. Alterações de revisões Índice 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
120&6;11:3.3

"a casa do Pai"

"as moradas do Paraíso do Pai". (João 14:2) BSEP : Na casa de meu Pai há muitas moradas, Se assim não fosse eu volo teria dito. Vou preparar o lugar para vós.

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BJ : Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse, eu vos teria dito, pois vou preparar-vos um lugar, ___________________________________________________________ ______________ "nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou na mente do homem mortal o que o Pai Universal preparou para aqueles que sobrevivem à vida na carne nos mundos do tempo e do espaço".
121&6;11:4.5

(1 Coríntios 2:9) BSEP : Mas, como está escrito: "Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem entrou no coração do homem", o que Deus preparou para aqueles que o amam; BJ : Mas, como está escrito, o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam. ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões
120&1;11:2.6

De : "...em todo o extenso universo dos universos...." Para : "...em todo o extenso universo de universos...."
120&3;11:2.8

"...da seqüência intemporal de eventos...." "...da seqüência atemporal de eventos...." .............................................................. "...tem muito sentido ..." "...tem muito significado..."
120&4;11:3.1

"...imediata à presença das Deidades, fica à parte, sendo a Esfera Santíssima..."

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"...imediata à presença das Deidades, é a Esfera Santíssima e fica à parte..."
120&6;11:3.3

"...que procedem dos universos de progressão evolutiva...." "...que procedem dos universos de progresso evolutivo...."
123&1;11:5.8

"...as fases da energia parecem estar circuitadas;..." "...as fases da energia parecem estar em circuição;..."
125&6;11:8.3

"...onde uma materialização adequada haja tido lugar...." "...onde uma materialização adequada haja ocorrido...." suplemento_011_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 12 O Universo de Universos 1. Os Níveis Espaciais do Universo Matriz 2. Os Domínios do Absoluto Inqualificável 3. A Gravidade Universal 4. O Espaço e o Movimento 5. O Espaço e o Tempo 6. O Supra-Domínio Universal 7. A Parte e o Todo 8. A Matéria, a Mente e o Espírito

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9. Realidades Pessoais [Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, agindo por autorização dos Anciões de Dias] A imensidão da extensa criação do Pai Universal está totalmente além do alcance da imaginação finita; a enormidade do universo matriz deixa estupefatos até mesmo os seres de minha ordem. Mas a mente mortal pode, em grande parte, ser instruída quanto ao plano e à organização dos universos; podeis conhecer algo de sua organização física e de sua maravilhosa administração; podeis aprender muito acerca dos diversos grupos de seres inteligentes que habitam os sete supra-universos do tempo e o universo central da eternidade.
128&1;12:0.1

Em princípio, isto é, em potencial eterno, concebemos a criação material como infinita porque o Pai Universal é realmente infinito mas, conforme estudamos e observamos toda a criação material, sabemos que num dado momento no tempo ela é limitada, embora para vossas mentes finitas ela seja comparativamente ilimitada, virtualmente sem limites.
128&2;12:0.2

Do estudo das leis físicas e da observação dos domínios estelares, estamos convencidos de que, em finalidade de expressão cósmica, o Criador infinito ainda não manifestou grande parte do potencial cósmico do Infinito, ainda contido em si mesmo e irrevelado. Para os seres criados, o universo matriz poderia parecer quase infinito, mas ele está longe de estar acabado; ainda existem limites físicos para a criação material, e a revelação vivencial do propósito eterno ainda está em progresso.
128&3;12:0.3

1. Os Níveis Espaciais do Universo Matriz O universo de universos não é um plano infinito ou um cubo sem limites, nem um círculo ilimitado; ele certamente tem dimensões. As leis da organização física e da administração provam de forma conclusiva que a totalidade da imensa agregação de força-energia e matéria-potência atua, em último termo, como uma unidade espacial, como um todo organizado e coordenado. O comportamento observável da criação material constitui a evidência de um universo físico com limites definidos. A prova final de que é um universo circular e delimitado é fornecida pelo fato que nos é bem conhecido, de que todas as formas de energia básica giram sempre em torno do caminho curvo dos níveis espaciais do universo matriz, obedecendo ao puxão incessante e absoluto da gravidade do Paraíso.
128&4;12:1.1

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Os níveis espaciais sucessivos do universo matriz constituem as principais divisões do espaço impregnado — da criação total, tanto a organizada e parcialmente habitada como a que ainda está por ser organizada e habitada. Concebemos que se o universo matriz não fosse uma série de níveis espaciais elípticos de reduzida resistência ao movimento, alternando-se com zonas de relativa quiescência, algumas das energias cósmicas seriam observadas projetando-se numa distância infinita, seguindo um caminho de linha reta, sem vestígio no espaço; mas nunca constatamos um comportamento assim da força, da energia ou da matéria; elas giram constantemente, circulando sempre avante na trilha dos grandes circuitos espaciais.
128&5;12:1.2

Prosseguindo para fora do Paraíso, através da extensão horizontal do espaço impregnado, o universo matriz existe em seis elipses concêntricas, os níveis espaciais que circundam a Ilha central :
129&1;12:1.3 129&2 129&3 129&4 129&5 129&6 129&7

1. O Universo Central — Havona. 2. Os Sete Supra-Universos. 3. O Primeiro Nível do Espaço Exterior. 4. O Segundo Nível do Espaço Exterior. 5. O Terceiro Nível do Espaço Exterior. 6. O Quarto e Ulterior Nível do Espaço.

Havona, o universo central, não é uma criação do tempo; é uma existência eterna. Este universo sem princípio nem fim consiste em um bilhão de esferas de perfeição sublime e está rodeado pelos enormes corpos escuros de gravidade. No centro de Havona está a estacionária e absolutamente estabilizada Ilha do Paraíso, rodeada por seus vinte e um satélites. Devido às enormes massas dos corpos escuros de gravidade, em volta das margens do universo central, a massa contida nesta criação central excede em muito o total da massa conhecida de todos os sete setores do grande universo.
129&8;12:1.4

O Sistema Paraíso-Havona, o universo eterno que circunda a Ilha eterna, constitui o núcleo perfeito e eterno do universo matriz; todos os sete supra-universos e todas as regiões do espaço exterior giram em
129&9;12:1.5

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órbitas estabelecidas ao redor da gigantesca agregação central, agregação esta de satélites do Paraíso e esferas de Havona. Os Sete Supra-Universos não são organizações físicas primárias; em parte alguma suas fronteiras separam um sistema nebular e elas também não atravessam nenhum universo local, nenhuma unidade criativa principal. Cada supra-universo é simplesmente um agrupamento geográfico no espaço, ocupando aproximadamente um sétimo da criação organizada e parcialmente habitada dos tempos pós-Havona e cada um é quase igual ao outro em número de universos locais assim como no espaço abrangido. Nebadon, vosso universo local, é uma das mais novas criações em Orvonton, o sétimo supra-universo.
129&10;12:1.6

O Grande Universo é a criação presentemente organizada e habitada. Consiste nos sete supra-universos, com um potencial evolutivo total de cerca de sete trilhões de planetas habitados, sem mencionar as esferas eternas da criação central. Mas esta estimativa experimental não leva em conta as esferas arquitetônicas administrativas, nem inclui os grupos exteriores de universos não organizados. A atual extremidade irregular do grande universo, sua periferia desigual e inacabada, junto com a condição tremendamente instável de todo o projeto astronômico, sugerem aos nossos estudiosos das estrelas que até mesmo os sete suprauniversos estão, por ora, incompletos. Conforme nos deslocamos de dentro para fora, do centro divino para o exterior em qualquer direção, chegamos finalmente aos limites exteriores da criação organizada e habitada; atingimos os limites exteriores do grande universo. E é próximo desta fronteira exterior, num recanto longínquo de tão esplêndida criação, que vosso universo local tem sua acidentada existência.
129&11;12:1.7

Os Níveis do Espaço Exterior. Distantes no espaço, à uma distância enorme dos sete supra-universos habitados, estão se acumulando consideráveis e incrivelmente extraordinários circuitos de força e energias materializantes. Entre os circuitos de energia dos sete supra-universos e este gigantesco cinturão exterior de atividade da força, há uma zona espacial de calma relativa que varia em largura mas que perfaz, em média, cerca de quatrocentos mil anos-luz. Estas zonas espaciais estão livres de poeira estelar — de névoa cósmica. Nossos estudantes destes fenômenos estão em dúvida quanto à condição exata das forças espaciais existentes nesta zona de calma relativa que circunda os sete supra-universos. Porém,
129&12;12:1.8

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ao redor de meio milhão de anos-luz mais além da periferia do presente grande universo, observamos o começo de uma zona de incrível atividade energética, que aumenta de volume e intensidade numa extensão de mais de vinte e cinco milhões de anos-luz. Estas enormes rodas de forças energizantes estão situadas no primeiro nível do espaço exterior, um cinturão contínuo de atividade cósmica que circunda toda a criação conhecida, organizada e habitada. Atividades ainda maiores estão tendo lugar além destas regiões pois os físicos de Uversa têm detectado os primeiros indícios de manifestações da força, distantes mais de cinqüenta milhões de anos-luz além da zona mais afastada do fenômeno no primeiro nível do espaço exterior. Estas atividades pressagiam, de modo indubitável, a organização das criações materiais no segundo nível do espaço exterior do universo matriz.
130&1;12:1.9

O universo central é a criação da eternidade; os sete suprauniversos são criações do tempo; os quatro níveis no espaço exterior estão indubitavelmente destinados a acontecer-evolver a ultimidade da criação. E há aqueles que sustentam que o Infinito, desprovido de infinitude, jamais poderá alcançar plena expressão e por essa razão postulam uma criação adicional irrevelada além do quarto e ulterior nível do espaço, um possível universo de infinitude sem fim, em constante expansão. Em teoria, não sabemos como limitar a infinitude do Criador ou a infinitude potencial da criação mas como ela existe e é administrada, consideramos que o universo matriz tem delimitação, que está definidamente limitado e demarcado em suas margens exteriores pelo espaço aberto.
130&2;12:1.10

2. Os Domínios do Absoluto Inqualificável Quando os astrônomos de Urantia esquadrinham as misteriosas áreas do espaço exterior através de seus telescópios cada vez mais potentes e lá contemplam a surpreendente evolução dos quase inumeráveis universos físicos, deveriam perceber que estão deitando os olhos sobre a monumental obra saída dos inescrutáveis planos dos Arquitetos do Universo Matriz. Em verdade, temos provas que sugerem a presença da influência de certos seres pessoais do Paraíso aqui e ali, por toda parte das imensas manifestações de energia, característica atual
130&3;12:2.1

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destas regiões exteriores; mas, de um ponto de vista mais amplo, as regiões espaciais que se estendem além das fronteiras exteriores dos sete supra-universos são, em geral, reconhecidas como os domínios do Absoluto Inqualificável. Se bem que, à olho nu, o ser humano possa ver apenas duas ou três nebulosas fora das fronteiras do supra-universo de Orvonton, vossos telescópios literalmente revelam milhões e milhões destes universos físicos em processo de formação. A maioria dos domínios estelares visualmente expostos aos vossos telescópios modernos estão em Orvonton; mas com a técnica fotográfica, os telescópios mais potentes penetram muito mais além das fronteiras do grande universo, dentro dos domínios do espaço exterior, onde incontáveis universos estão em processo de organização. E existem também outros milhões de universos fora do alcance de vossos instrumentos atuais.
130&4;12:2.2

Num futuro não distante, os novos telescópios revelarão ao olhar surpreso dos astrônomos urantianos não menos que 375 milhões de novas galáxias nas remotas áreas do espaço exterior. Ao mesmo tempo, estes telescópios mais poderosos revelarão que muitos universos insulados, que antes acreditava-se estar no espaço exterior são, na realidade, parte do sistema galáctico de Orvonton. Os sete supra-universos ainda estão crescendo; a periferia de cada um deles está expandindo-se gradualmente; novas nebulosas estão sendo constantemente estabilizadas e organizadas; e algumas das nebulosas que os astrônomos de Urantia consideram como extra-galácticas estão, de fato, na borda de Orvonton e viajam conosco.
130&5;12:2.3

Em Uversa, os estudantes das estrelas observam que o grande universo está rodeado pelo que acontece antes de uma série de aglomerações estelares e planetárias, e que circundam completamente a criação presentemente habitada como anéis concêntricos, compostos de múltiplos universos exteriores. Os físicos de Uversa calculam que a energia e a matéria destas regiões exteriores e não mapeadas já equivalem à muitas vezes o total da massa material e da carga de energia abrangida pelos sete supra-universos. Estamos informados de que a metamorfose da força cósmica nestes níveis do espaço exterior é uma função dos organizadores de força do Paraíso. Sabemos também que estas forças são anteriores às energias físicas que presentemente ativam o grande universo. Os diretores de potência de Orvonton, contudo, não têm nada a ver com
131&1;12:2.4

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estes domínios longínquos; tampouco os movimentos de energia que ali ocorrem estão, de forma claramente apreciável, conectados com os circuitos de potência das criações organizadas e habitadas. Sabemos muito pouco da importância destes extraordinários fenômenos do espaço exterior. Uma criação futura, de maior tamanho, está em processo de formação. Podemos observar sua imensidão, apreciar sua extensão e perceber suas majestosas dimensões mas, por outro lado, sabemos pouco mais que os astrônomos de Urantia acerca destes domínios. Pelo que sabemos, não existe nenhum ser material da ordem humana, nem anjos ou outras criaturas espirituais nesse anel exterior de nebulosas, sóis e planetas. Este domínio distante está fora da jurisdição e administração dos governos do supra-universo.
131&2;12:2.5

Acredita-se em todo Orvonton que um novo tipo de criação esteja em processo, uma ordem de universos destinada a se tornar o cenário das atividades futuras do Corpo de Finalizadores que está se formando; e, caso nossas suposições estejam corretas, o futuro sem fim poderá reservar para vós todos o mesmo espetáculo fascinante que o passado sem fim guardou para os vossos antigos, os que viveram antes de vós.
131&3;12:2.6

3. A Gravidade Universal Todas as formas de força-energia -- material, mental ou espiritual -- estão igualmente sujeitas à atração, àquelas presenças universais que chamamos de gravidade. A personalidade também responde à gravidade -ao canal exclusivo do Pai; mas embora este circuito seja exclusivo do Pai, o Pai não está ausente de outros circuitos; o Pai universal é infinito e atua sobre todos os quatro circuitos de gravidade-absoluta do universo matriz :
131&4;12:3.1 131&5 131&6 131&7 131&8

1. A Gravidade da Personalidade do Pai Universal. 2. A Gravidade Espiritual do Filho Eterno. 3. A Gravidade Mental do Atuante Conjunto. 4. A Gravidade Cósmica da Ilha do Paraíso.

Estes quatro circuitos não estão relacionados ao centro de força do Paraíso inferior; não são circuitos de força, nem de energia, nem de
131&9;12:3.2

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potência. São circuitos de presença absoluta e, como Deus, são independentes do tempo e do espaço. Com relação a esta conexão, é interessante registrar certas observações feitas em Uversa pelo corpo de pesquisadores da gravidade durante os últimos milênios. Este grupo de peritos tem chegado às seguintes conclusões com respeito aos diferentes sistemas de gravidade do universo matriz :
132&1;12:3.3

1. A Gravidade Física : tendo formulado a estimativa da soma de toda a capacidade da gravidade física do grande universo, eles têm laboriosamente efetuado a comparação deste resultado com o total que se avaliou da presença da gravidade absoluta presentemente operante. Estes cálculos indicam que a ação total gravidade no grande universo é uma parte muito pequena da atração que se avaliou da gravidade do Paraíso, computada com base na resposta da gravidade das unidades físicas básicas da matéria do universo. Estes investigadores chegaram à surpreendente conclusão de que o universo central e os sete supra-universos que o rodeiam estão no presente momento fazendo o uso de algo em torno de apenas cinco por cento da capacidade ativa de atração da gravidade absoluta do Paraíso. Em outras palavras: neste momento, ao redor de noventa e cinco por cento da ação da gravidade cósmica da Ilha do Paraíso, em exercício efetivo, computada com base nesta teoria da totalidade, está comprometida exercendo o controle dos sistemas materiais além das fronteiras dos universos presentemente organizados. Todos estes cálculos se referem à gravidade absoluta; a gravidade linear é um fenômeno interativo que só pode ser computado conhecendo-se a gravidade real do Paraíso.
132&2;12:3.4

2. A Gravidade Espiritual. Por meio da mesma técnica de avaliação e cálculo comparativo, estes pesquisadores têm averiguado a presente capacidade de reação da gravidade espiritual e, com a cooperação dos Mensageiros Solitários e de outros seres pessoais espirituais, chegaram à soma da gravidade espiritual ativa da Segunda Fonte e Centro. E é muito instrutivo mencionar que eles chegam perto do mesmo valor para a presença atual e funcional da gravidade espiritual no grande universo, valor este que postulavam para o total da gravidade espiritual presentemente ativa. Em outras palavras: neste momento, praticamente toda a gravidade espiritual do Filho Eterno, computada com base nesta
132&3;12:3.5

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teoria da totalidade, pode ser observada em atividade no grande universo. Se estes resultados forem confiáveis, podemos concluir que os universos que estão agora evoluindo no espaço exterior são, neste momento, completamente não espirituais. Se for verdade, explicaria de maneira satisfatória porque os seres dotados de espírito possuem tão pouca ou nenhuma informação acerca destas consideráveis manifestações de energia, com exceção de conhecer o fato de sua existência física. 3. A Gravidade Mental. Pelos mesmos princípios de cálculo comparativo, estes peritos atacaram o problema da presença e resposta da gravidade mental. Chegou-se à estimativa da unidade mental fazendo-se a média de três tipos de mentalidade material e três tipos de mentalidade espiritual, embora o tipo de mente encontrada nos diretores de potência e em seus companheiros tenha evidenciado um fator inquietante no esforço a fim de se chegar a uma unidade básica para a avaliação da gravidade mental. Pouco havia que impedisse o cálculo da presente capacidade da Terceira Fonte e Centro para a função da gravidade mental, de acordo com esta teoria da totalidade. Se bem que, neste caso, os resultados não sejam tão conclusivos como nos cálculos da gravidade física e espiritual, se considerados comparativamente, são muito esclarecedores e mesmo intrigantes. Estes investigadores deduzem que ao redor de oitenta e cinco por cento da resposta da gravidade mental à atração intelectual do Atuante Conjunto têm origem no grande universo existente. Isso aventaria a possibilidade das atividades mentais estarem em conexão com as atividades físicas observáveis e que estão nesse momento em progresso em todo o âmbito do espaço exterior. Embora esta estimativa provavelmente esteja longe de ser precisa, em princípio concorda com nossa crença de que os organizadores da força inteligente estão presentemente dirigindo a evolução do universo nos níveis espaciais além dos atuais limites exteriores do grande universo. Seja qual for a natureza desta inteligência postulada, ela aparentemente não responde à gravidade espiritual.
132&4;12:3.6

Mas todos estes cálculos são, no melhor dos casos, estimativas baseadas em leis aceitas. Julgamos que elas são razoavelmente confiáveis. Mesmo que alguns seres espirituais estivessem situados no espaço exterior, o conjunto de sua presença não influenciaria significativamente estes cálculos, que envolvem medidas tão grandes.
133&1;12:3.7

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A Gravidade da Personalidade não é computável. Reconhecemos o circuito mas, quer de forma qualitativa quer de forma quantitativa, não podemos medir as realidades que respondem a ela.
133&2;12:3.8

4. O Espaço e o Movimento Todas as unidades de energia cósmica estão em revolução primária, estão engajadas na execução de sua missão enquanto giram ao redor da órbita universal. Os universos do espaço e os sistemas e mundos que o compõem são todos esferas rotatórias, que se movem ao longo dos circuitos sem fim dos níveis espaciais do universo matriz. Não há absolutamente nada que seja estacionário em todo o universo matriz, exceto o próprio centro de Havona, a Ilha eterna do Paraíso, o centro da gravidade.
133&3;12:4.1

O Absoluto Inqualificável está, de forma funcional, limitado ao espaço, mas não temos tanta certeza sobre a relação deste Absoluto com o movimento. Nesse sentido, o movimento é inerente a ele? Não sabemos. Sabemos que o movimento não é inerente ao espaço; nem mesmo os movimentos do espaço são intrínsecos ao espaço. Mas não temos tanta certeza sobre a relação do Inqualificável com o movimento. Quem, ou o que, é realmente responsável pelas enormes atividades de transmutações da força-energia que estão neste momento em desenvolvimento além das fronteiras dos atuais sete supra-universos? A respeito da origem do movimento, temos a seguinte opinião:
133&4;12:4.2 133&5;12:4.3

espaço.
133&6;12:4.4

1. Pensamos que o Atuante Conjunto dá início ao movimento no

2. Se o Atuante Conjunto produz os movimentos do espaço, não podemos prová-lo. 3 O Absoluto Universal não origina o movimento inicial, mas sim equaliza e controla todas as tensões originadas pelo movimento.
133&7;12:4.5

No espaço exterior, os organizadores da força são aparentemente os responsáveis pela produção das gigantescas rodas universais, as quais estão agora em processo de evolução estelar, mas a capacidade deles de operar assim deve ter sido possibilitada por uma alguma modificação da presença espacial do Absoluto Inqualificável.
133&8;12:4.6

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Do ponto de vista humano, o espaço é nada — é negativo; existe apenas como algo relacionado com alguma coisa positiva e não espacial. Contudo, o espaço é real. Ele contém e condiciona o movimento. Até mesmo se move. Em linhas gerais, os movimentos do espaço podem ser classificados da seguinte maneira :
133&9;12:4.7

1. Movimento primário: respiração espacial, o movimento do próprio espaço.
133&10;12:4.8

2. Movimento secundário: as rotações do sucessivos níveis espaciais, orientadas em direções alternadas.
133&11;12:4.9

3. Movimentos relativos: relativos no sentido de que não são avaliados tendo o Paraíso como ponto de referência. Os movimentos primário e secundário são absolutos, são movimentos com relação ao Paraíso imóvel.
133&12;12:4.10

4. Movimento compensatório ou correlativo, destinado a coordenar todos os outros movimentos.
133&13;12:4.11

A presente relação do vosso sol com os planetas a ele vinculados, embora revele muitos movimentos relativos e absolutos no espaço, tende a dar a impressão aos observadores astronômicos de que estais comparativamente estacionários no espaço, e que as aglomerações estelares e os raios de luz circundantes estão num vôo para fora, à velocidades cada vez maiores conforme vossos cálculos prosseguem para o exterior no espaço. Mas não é este o caso. Não conseguis perceber a presente expansão, exterior e uniforme, das criações físicas de todo o espaço impregnado. Vossa própria criação local (Nebadon) participa deste movimento de expansão universal exterior. Todos os sete supra-universos participam dos ciclos de respiração espacial de dois bilhões de anos de duração, junto com as regiões exteriores do universo matriz.
134&1;12:4.12

Quando os universos expandem-se e contraem-se, as massas materiais no espaço impregnado movem-se alternadamente, a favor e contra o puxão da gravidade do Paraíso. O trabalho realizado para deslocar a massa de energia material da criação é trabalho espacial e não trabalho de potência-energia.
134&2;12:4.13

Embora vossas estimativas espectroscópicas das velocidades astronômicas sejam razoavelmente confiáveis quando aplicadas às regiões
134&3;12:4.14

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estelares pertencentes ao vosso supra-universo e aos supra-universos a ele vinculados, tais cálculos aplicados com relação ao âmbito do espaço exterior são completamente falíveis. As linhas espectrais deslocam-se da posição normal para o violeta devido à aproximação de uma estrela; da mesma forma, essas linhas deslocam-se para o vermelho devido ao distanciamento de uma estrela. Muitas interferências se interpõem, dando a impressão de que a velocidade de recessão dos universos externos cresce numa razão de mais de cento e sessenta quilômetros por segundo para cada milhão de anos-luz de aumento na distância. Por este método de cálculo, seguido do aperfeiçoamento de telescópios mais potentes, parecerá que estes sistemas longínquos estão se distanciando desta parte do universo à incrível velocidade de mais de quarenta e oito mil quilômetros por segundo. Porém, esta aparente velocidade de recessão não é real; ela resulta de numerosos fatores de erro que incluem os ângulos de observação e outras distorções espaço-temporais. Mas a maior de todas estas distorções surge porque os imensos universos do espaço exterior, nas regiões próximas aos domínios dos sete supra-universos, parecem estar girando num sentido oposto ao do grande universo. Isto é, estas miríades de nebulosas e os sóis e esferas que as acompanham estão neste momento girando ao redor da criação central no sentido horário. Os sete supra-universos giram ao redor do Paraíso no sentido anti-horário. Parece que o segundo universo exterior de galáxias, tal como os sete supra-universos, gira ao redor do Paraíso no sentido antihorário. E os observadores astronômicos de Uversa acreditam ter detectado evidência de movimentos de revolução num terceiro cinturão exterior do espaço remoto, os quais começam a mostrar tendência direcional no sentido horário.
134&4;12:4.15

É provável que estas direções alternadas das sucessivas procissões dos universos tenham algo a ver com a técnica da gravidade no interior do universo matriz, técnica esta do Absoluto Universal e que consiste na coordenação de forças e equalização das tensões espaciais. O movimento, assim como o espaço, é um complemento ou um equilibrante da gravidade.
134&5;12:4.16

5. O Espaço e o Tempo

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Semelhante ao espaço, o tempo é uma efusão do Paraíso, mas não no mesmo sentido, apenas indiretamente. O tempo aparece em virtude do movimento e porque a mente é, de forma inerente, ciente da seqüencialidade. Do ponto de vista prático, o movimento é essencial ao tempo, mas não existe nenhuma unidade de tempo universal baseada no movimento, salvo sob o aspecto de que o dia padrão do Paraíso-Havona é arbitrariamente assim reconhecido. A totalidade da respiração espacial anula seu valor local como origem do tempo.
134&6;12:5.1

O espaço não é infinito, ainda que tenha origem no Paraíso; nem absoluto pois está impregnado pelo Absoluto Inqualificável. Não conhecemos os limites absolutos do espaço, mas sabemos que o absoluto do tempo é a eternidade.
135&1;12:5.2

O tempo e o espaço são inseparáveis somente nas criações espaço-temporais, nos sete supra-universos. O espaço atemporal (espaço sem tempo) existe teoricamente, mas o único lugar verdadeiramente atemporal é a área do Paraíso. O tempo inespacial (tempo sem espaço) existe na mente que atua ao nível do Paraíso.
135&2;12:5.3

As zonas intermediárias do espaço, relativamente imóveis e que esbarram no Paraíso separando o espaço impregnado do não impregnado, são as zonas de transição do tempo para a eternidade, e por isso a necessidade dos peregrinos do Paraíso estarem inconscientes durante este trânsito, quando for para chegar a culminar com a cidadania de Paraíso. Os visitantes com consciência temporal podem ir ao Paraíso sem adormecer deste modo, mas continuarão sendo criaturas do tempo.
135&3;12:5.4

As relações com o tempo não existem sem o movimento no espaço, mas a consciência do tempo existe. A seqüencialidade pode dar a consciência de tempo, mesmo na ausência de movimento. A mente do homem está menos presa ao tempo do que ao espaço, em virtude da própria natureza da mente. Mesmo durante os dias de vida terrestre na carne, ainda que a mente do homem esteja implacavelmente presa ao espaço, a imaginação humana criativa está relativamente livre do tempo. Mas o tempo em si não é uma qualidade genética da mente.
135&4;12:5.5 135&5;12:5.6 135&6;12:5.7

Existem três níveis diferentes de percepção do tempo :

1. Tempo percebido pela mente: consciência de seqüência, movimento e senso de duração.

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2. Tempo percebido pelo espírito: percepção interior do movimento em direção a Deus e noção do movimento de ascensão a níveis crescentes de divindade.
135&7;12:5.8

3. O ser pessoal cria um senso único de tempo, de percepção interior da Realidade mais a consciência de presença e a noção de duração.
135&8;12:5.9

Os animais inespirituais conhecem somente o passado e vivem no presente. O homem, em quem o espírito mora, tem poderes de previsão (percepção interior); ele pode visualizar o futuro. Apenas as atitudes de olhar-para-a-frente e de progresso são reais a nível pessoal. A ética estática e a moral tradicional são somente levemente supra-animais. Nem o estoicismo é uma ordem elevada de auto-realização. A ética e a moral tornam-se verdadeiramente humanas quando são dinâmicas e progressivas, quando estão repletas de realidade universal.
135&9;12:5.10

O ser pessoal humano não é um mero fenômeno concomitante com os eventos do espaço e do tempo; o ser pessoal humano também pode servir de causa cósmica de tais eventos.
135&10;12:5.11

6. O Supra-Domínio Universal O universo não é estático. A estabilidade não é resultado da inércia mas, antes, é o produto de energias em equilíbrio, de mentes cooperativas, de morontias coordenadas, de supra-domínio espiritual e de unificação da personalidade. A estabilidade é totalmente e sempre proporcional à divindade.
135&11;12:6.1

No domínio físico do universo matriz, o Pai Universal exerce a prioridade e a primazia através da Ilha do Paraíso; Deus é absoluto na administração espiritual do cosmos na pessoa do Filho Eterno. Com respeito aos domínios da mente, o Pai e o Filho atuam de forma coordenada no Atuante Conjunto.
135&12;12:6.2

A Terceira Fonte e Centro está presente na manutenção do equilíbrio e na coordenação das energias e organizações físicas e espirituais combinadas mediante a absolutidade de sua atração, da mente cósmica, e o exercício inerente e universal das gravidades complementares, a física e a espiritual. Quando e onde quer que ocorra
136&1;12:6.3

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uma ligação entre o material e o espiritual, tal fenômeno mental é um ato do Espírito Infinito. Só a mente pode interassociar as forças e energias físicas do nível material com os poderes espirituais e os seres do nível espiritual. Em qualquer contemplação dos fenômenos universais, certificaivos de levar em conta a inter-relação das energias físicas, intelectuais e espirituais, e que se faça a devida compensação tendo em vista os fenômenos inesperados que acompanham sua unificação mediante a personalidade e em razão dos fenômenos imprevisíveis que resultam das ações e reações da Deidade vivencial e dos Absolutos.
136&2;12:6.4

O universo é altamente previsível apenas no sentido quantitativo ou na medição da gravidade; nem mesmo as forças físicas primárias respondem à gravidade linear, bem como os significados mentais superiores e os verdadeiros valores espirituais das realidades universais últimas tampouco respondem. Qualitativamente, o universo não é muito previsível no que diz respeito às novas associações de forças, sejam elas físicas, mentais ou espirituais embora muitas destas combinações de energias ou forças tornem-se parcialmente previsíveis quando submetidas à observação crítica. Quando a matéria, a mente e o espírito unificam-se mediante a personalidade da criatura, não podemos prever completamente as decisões de um tal ser de livre vontade.
136&3;12:6.5

Todas as fases da força primordial, do espírito nascente e de outra ultimidades não pessoais parecem reagir de acordo com certas leis relativamente estáveis mas ainda desconhecidas, e caracterizam-se por uma largura de atuação e uma flexibilidade de resposta que são freqüentemente desconcertantes quando encontradas no fenômeno de uma situação circunscrita e isolada. Como se explica esta imprevisível liberdade de reação que se revela nesta realidades universais emergentes? Estas desconhecidas, estas insondáveis imprevisibilidades — quer pertençam ao comportamento de uma unidade primordial de força, à reação de um nível mental não identificado ou ao fenômeno de um imenso pré-universo sendo criado nos domínios do espaço exterior — provavelmente revelam as atividades do Último e as presenças-atuações dos Absolutos, as quais antecedem a ação de todos os Criadores universais.
136&4;12:6.6

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Não sabemos de fato, mas supomos que uma versatilidade tão surpreendente e uma coordenação tão profunda sejam sinal da presença e atuação dos Absolutos, e que tal diversidade de resposta face a uma causalidade aparentemente uniforme revele a reação dos Absolutos, não apenas à causalidade imediata e circunstancial, mas também à todas as demais causalidades relacionadas, por todo o universo matriz.
136&5;12:6.7

Os indivíduos têm os seus guardiães do destino; cada um dos planetas, sistemas, constelações, universos e supra-universos têm seus respectivos governantes, que trabalham para o bem de seus domínios. Havona e mesmo o grande universo são velados por aqueles a quem foi confiada tão grande responsabilidade. Mas quem sustenta e cuida das necessidades fundamentais do universo matriz como um todo, desde o Paraíso até o quarto e mais afastado dos níveis espaciais? Existencialmente, pode-se atribuir estes cuidados à Trindade do Paraíso mas, do ponto de vista vivencial, a aparição dos universos pós-Havona depende:
136&6;12:6.8 136&7 136&8 137&1 137&2

1. Dos Absolutos, quanto ao potencial. 2. Do Último, quanto a direção. 3. Do Supremo, quanto a coordenação evolutiva.

4. Dos Arquitetos do Universo Matriz, antes do aparecimento dos governantes específicos, quanto a administração. O Absoluto Inqualificável impregna todo o espaço. Não nos é totalmente clara a condição exata do Absoluto da Deidade e do Absoluto Universal, mas sabemos que este último atua onde quer que atuem o Absoluto da Deidade e o Absoluto Inqualificável. O Absoluto da Deidade pode estar presente universalmente mas dificilmente tem presença espacial. O Último tem, ou em algum momento terá, presença espacial até as margens exteriores do quarto nível espacial. Suspeitamos que o Último jamais terá presença espacial além da periferia do universo matriz mas, dentro deste limite, o Último está paulatinamente integrando a organização criativa dos potenciais dos três absolutos.
137&3;12:6.9

7. A Parte e o Todo

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Há uma lei, inexorável e impessoal, vigente por todo o tempo e espaço e com respeito a qualquer realidade, qualquer que seja sua natureza, e que equivale à ação de uma providência cósmica. A misericórdia caracteriza a atitude do amor de Deus pelo indivíduo; a imparcialidade motiva a atitude de Deus para o todo. A vontade de Deus não prevalece necessariamente na parte — no coração de um determinado ser pessoal — mas sua vontade realmente governa o todo, o universo de universos.
137&4;12:7.1

Em todo trato com todos os seus seres, é verdadeiro que as leis de Deus não são intrinsecamente arbitrárias. Para vós, com vossa visão limitada e ponto de vista finito, os atos de Deus amiúde devem parecer ditatoriais e arbitrários. As leis de Deus são simplesmente os hábitos de Deus, sua maneira de fazer as coisas repetidamente; e ele sempre faz bem todas as coisas. Observais que Deus faz a mesma coisa da mesma maneira, repetidamente, simplesmente porque aquela é a melhor maneira de fazer essa coisa específica em dada circunstância; e a melhor maneira é a maneira certa e por essa razão a sabedoria infinita sempre recomenda que se faça daquele jeito preciso e perfeito. Deveis recordar também que a natureza também não é obra exclusiva da Deidade; outras influências estão presentes nos fenômenos que o homem chama de natureza.
137&5;12:7.2

É incompatível com a natureza divina qualquer espécie de degeneração ou até mesmo permitir a execução de todo e qualquer ato puramente pessoal de uma maneira inferior. Contudo, deve ficar claro que se, na natureza divina de qualquer situação, em qualquer circunstância extrema, em qualquer caso onde o curso da sabedoria suprema possa apontar uma conduta diferente — se, por qualquer razão, as exigências da perfeição ditarem um outro método de reação, um que seja melhor, ali então o Deus todo-sábio atuará da melhor maneira, da maneira mais adequada. Isso seria a expressão de uma lei superior e não a revogação de uma lei inferior.
137&6;12:7.3

Deus não é um escravo, preso ao hábito, à repetição crônica de seus próprios atos voluntários. Não há antagonismos entre as leis do infinito; todas são perfeições da natureza infalível; todas são atos inquestionáveis que expressam as decisões perfeitas. A lei é a reação invariável de uma mente infinita, perfeita e divina. Todos os atos de Deus são volitivos apesar desta aparente inalterabilidade. Em Deus "não há
137&7;12:7.4

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mudança nem sombra de variação". Mas tudo o que se pode na verdade dizer do Pai Universal não se pode dizer com igual certeza de todas as inteligências subordinadas a ele ou de suas criaturas evolutivas. Porque Deus é imutável, podeis pois confiar que, em todas as circunstâncias triviais, fará o mesmo, de maneira idêntica e habitual. Deus é a garantia de estabilidade para todas as coisas e seres criados. Ele é Deus; logo, ele não muda.
137&8;12:7.5

Toda essa firmeza de conduta e uniformidade de ação é pessoal, consciente e altamente volitiva, pois o grande Deus não é um escravo desamparado, cativo de sua própria perfeição e infinitude. Deus não é uma força maquinal autômata; não é um poder servil, amarrado à lei. Deus não é uma equação matemática nem uma fórmula química. É personalidade primordial e de vontade livre. É o Pai Universal, um ser repleto de personalidade e a fonte universal da personalidade de toda criatura.
138&1;12:7.6

A vontade de Deus não prevalece de modo uniforme no coração do mortal material que busca a Deus, mas se o quadro temporal for ampliado para além do momento, até abranger o todo da primeira vida, a vontade de Deus tornar-se-á então cada vez mais discernível nos frutos espirituais que nascem nas vidas dos filhos de Deus que são guiados pelo espírito. E em seguida, se a vida humana for ainda mais ampliada até incluir a vivência morontial, observar-se-á a vontade divina resplandecendo com um brilho cada vez maior nos atos espiritualizantes das criaturas do tempo que começaram a sentir o sabor da divina delícia de vivenciar a relação da personalidade do homem com a personalidade do Pai Universal.
138&2;12:7.7

A paternidade de Deus e a fraternidade do homem apresentam o paradoxo da parte e do todo, ao nível de personalidade. Deus ama a cada indivíduo como um filho distinto na família celestial. Todavia, Deus ama assim a todos os indivíduos; ele não faz acepção de pessoas e a universalidade de seu amor cria a relação do todo, a fraternidade universal.
138&3;12:7.8

O amor do Pai distingue de modo absoluto cada ser pessoal como um filho único do Pai Universal, um filho que não tem igual no infinito, uma criatura de vontade, insubstituível por toda a eternidade. O amor do
138&4;12:7.9

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Pai glorifica cada filho de Deus, iluminando cada membro da família celestial e perfilando nitidamente a natureza única de cada ser pessoal frente aos níveis impessoais que se encontram fora do circuito fraternal do Pai de todos. O amor de Deus retrata vivamente o valor transcendente de cada criatura de vontade, revela inequivocamente o alto valor que o Pai Universal tem posto para todos os seus filhos, desde o ser pessoal criador do mais elevado grau na categoria de Paraíso até o ínfimo ser pessoal de dignidade volitiva entre as tribos de homens selvagens dos albores da espécie humana em algum mundo evolutivo do tempo e do espaço. Este mesmo amor de Deus pelo indivíduo dá origem à família divina de todos os indivíduos, a fraternidade universal dos filhos de livre vontade do Pai do Paraíso. E esta fraternidade, sendo universal, constitui a relação do todo. A fraternidade, quando universal, não revela cada relacionamento individual mas sim o relacionamento de todos. A fraternidade é uma realidade do todo e, portanto, revela qualidades do todo em contraste com as qualidades da parte.
138&5;12:7.10

A fraternidade constitui um fato do relacionamento entre todos os seres pessoais que existem no universo. Nenhuma pessoa pode escapar dos benefícios ou das penalidades que podem surgir como resultado de seu relacionamento com outras pessoas. A parte se beneficia ou sofre à medida do todo. O bom esforço de cada homem beneficia a todos os homens; o erro ou o mal de cada homem aumenta as tribulações de todos os homens. Conforme se move a parte, assim se move o todo. À medida que o todo progride, a parte também progride. As velocidades proporcionais da parte e do todo determinam se a parte se retarda pela inércia do todo ou se é transportada pelo momentum da fraternidade cósmica.
138&6;12:7.11

É um mistério o fato de Deus ser um ser pessoal altamente autoconsciente, com uma morada sede e que, ao mesmo tempo, está pessoalmente presente num universo tão imenso e em contato pessoal com um número quase infinito de seres. Que tal fenômeno seja um mistério que ultrapassa a compreensão humana não deve diminuir de maneira alguma a vossa fé. Não deixeis que a magnitude da infinitude, que a imensidão da eternidade e a grandeza e glória do caráter incomparável de Deus vos intimide, vos abale ou vos desencoraje; pois o Pai não está muito longe de qualquer um de vós; ele mora dentro de vós, e nele nós
139&1;12:7.12

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todos literalmente nos movemos, realmente vivemos e verdadeiramente temos nosso ser. Ainda que o Pai do Paraíso atue através de seus criadores divinos e de seus filhos criados, ele desfruta também do mais íntimo contato interior convosco, um contato tão sublime, tão sumamente pessoal que está acima até mesmo da minha compreensão — aquela misteriosa comunhão da fração do Pai com a alma humana e com a mente humana, na qual realmente mora. Sabendo o que fazeis destes dons de Deus sabeis, portanto, que o Pai está em estreito contato não apenas com seus companheiros divinos mas também com seus filhos mortais, filhos estes evolutivos do tempo. O Pai reside, de fato, no Paraíso mas sua divina presença também mora na mente dos homens.
139&2;12:7.13

Mesmo que o espírito de um Filho seja derramado sobre toda carne; mesmo que um Filho, na semelhança da carne mortal, tenha morado outrora entre vós; mesmo que os serafins vos guardem e que pessoalmente vos guiem, como pode algum destes seres divinos do Segundo e Terceiro Centro esperar se achegar tanto de vós, ou vos compreender de modo tão pleno quanto o Pai, que deu uma parte de si mesmo para estar convosco, para ser vosso eu real, divino e até mesmo eterno?
139&3;12:7.14

8. A Matéria, a Mente e o Espírito "Deus é espírito", mas o Paraíso não o é. O universo material é sempre o anfiteatro onde tem lugar toda atividade espiritual; os seres espirituais e os espíritos ascendentes vivem e trabalham nas esferas físicas da realidade material.
139&4;12:8.1

A efusão da força cósmica, o domínio da gravidade cósmica, é a função da Ilha do Paraíso. Toda força-energia original procede do Paraíso e a matéria para a formação dos incontáveis universos circula neste momento por todo o universo matriz, na forma da presença de uma supragravidade que constitui a carga-força do espaço impregnado.
139&5;12:8.2

Quaisquer que sejam as transformações da força nos universos longínquos, tendo saído do Paraíso, ela viaja sujeita à infinita, eterna e infalível atração da Ilha eterna, girando de modo peculiar, obediente,
139&6;12:8.3

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sempre em torno das eternas trilhas espaciais dos universos. A energia física é a única realidade constante e fiel em sua obediência à lei universal. Somente nos âmbitos da vontade da criatura tem havido desvio dos caminhos divinos e dos planos originais. A potência e a energia são as provas universais da estabilidade, constância e eternidade da Ilha central do Paraíso. A efusão do espírito e a espiritualização dos seres pessoais — o domínio da gravidade espiritual — é o âmbito do Filho Eterno. E a gravidade espiritual do Filho, que sempre atrai todas as realidades espirituais para ele, é tão real e absoluta como o todo-poderoso puxão material da Ilha Paraíso. Mas o homem de mente material está naturalmente mais familiarizado com as manifestações materiais de natureza física do que com as poderosas operações, igualmente reais e de natureza espiritual, discerníveis somente mediante a percepção espiritual interior da alma.
139&7;12:8.4

Conforme a mente de qualquer ser pessoal do universo se torna mais espiritual — mais semelhante a Deus — menos responde à gravidade material. A realidade, medida pela resposta à gravidade física, é a antítese da realidade determinada pela qualidade do conteúdo espiritual. A ação da gravidade física é um determinante quantitativo da energia não espiritual; a ação da gravidade espiritual é a medida qualitativa da energia viva de essência divina.
140&1;12:8.5

O que o Paraíso é para a criação física, e o que o Filho Eterno é para o universo espiritual, o Atuante Conjunto é para os âmbitos da mente — o universo inteligente de criaturas e seres pessoais materiais, morontiais e espirituais.
140&2;12:8.6

O Atuante Conjunto reage tanto às realidades materiais como às espirituais e, por essa razão, torna-se inerentemente o ministro universal para todos os seres inteligentes, seres que podem representar a união de ambas as fases da criação, a material e espiritual. A dotação de inteligência, o ministério ao material e ao espiritual no fenômeno da mente é o domínio exclusivo do Atuante Conjunto, que assim se torna o parceiro da mente espiritual, a essência da mente morontial e a substância da mente material das criaturas evolutivas do tempo.
140&3;12:8.7

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A mente constitui a técnica pela qual as realidades espirituais convertem-se em vivenciais para as criaturas com personalidade. E, em última análise, as possibilidades unificadoras até mesmo da mente humana, a capacidade de coordenar coisas, idéias e valores, é supramaterial.
140&4;12:8.8

Ainda que a mente mortal possa, a duras penas, compreender os sete níveis de realidade cósmica relativa, o intelecto humano deveria estar apto a compreender muito do sentido de três níveis funcionais da realidade finita:
140&5;12:8.9

1. Matéria. Energia organizada que está sujeita à gravidade linear, exceto quando modificada pelo movimento e condicionada pela mente.
140&6;12:8.10

2. Mente. Consciência organizada que não está totalmente sujeita à gravidade material e que se torna verdadeiramente liberta quando modificada pelo espírito.
140&7;12:8.11

3. Espírito. A mais elevada realidade pessoal. O verdadeiro espírito não está sujeito à gravidade física mas acaba por se tornar a influência motivadora de todos os sistemas de energia evolutiva da dignidade de personalidade.
140&8;12:8.12

A meta da existência de todos os seres pessoais é o espírito; as manifestações materiais são relativas e a mente cósmica fica entre estes dois opostos universais. A efusão da mente e a ministração do espírito são o trabalho das pessoas companheiras da Deidade: o Espírito Infinito e o Filho Eterno. A realidade total da Deidade não é mente, mas sim espíritomente — mente-espírito unificados pela personalidade. Todavia, os absolutos do espírito e da matéria convergem na pessoa do Pai Universal.
140&9;12:8.13

No Paraíso, as três energias — física, mental e espiritual — estão coordenadas. No cosmos evolutivo, a energia-matéria é dominante, exceto no ser pessoal, onde o espírito, através da mediação da mente, luta pelo comando. O espírito é a realidade fundamental da vivência pessoal de todas as criaturas porque Deus é espírito. O espírito é imutável e, portanto, em todos as relações do ser pessoal ele transcende a mente e a matéria, que são variáveis vivenciais de obtenção gradual.
140&10;12:8.14

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Na evolução cósmica, a matéria vem a ser uma sombra filosófica projetada pela mente na presença de luminosidade espiritual oriunda do divino esclarecimento, porém isto não invalida a realidade da matéria-energia. A mente, a matéria e o espírito são igualmente reais, mas não têm o mesmo valor para o ser pessoal na consecução da divindade. A consciência da divindade é uma vivência espiritual progressiva.
140&11;12:8.15

Quanto mais intenso o esplendor do ser pessoal espiritualizado (o Pai no universo, a fração de personalidade espiritual potencial em cada criatura) tanto maior será a sombra projetada pela mente intermédia sobre seu envoltório material. No tempo, o corpo do homem é tão real quanto a mente ou o espírito mas, na morte, a mente (identidade) e o espírito sobrevivem enquanto o corpo não. Uma realidade cósmica pode não existir na vivência pessoal. E assim vossa figura de linguagem grega -- o material como a sombra da mais real substância espiritual -- tem valor filosófico.
141&1;12:8.16

9. Realidades Pessoais O espírito é a realidade pessoal fundamental nos universos, e a personalidade é fundamental para qualquer vivência progressiva com realidade espiritual. Toda fase da vivência pessoal, em cada nível sucessivo de progresso universal enxameiam pistas para a descoberta de fascinantes realidades pessoais. O verdadeiro destino do homem consiste na criação de novos objetivos espirituais e, em seguida, em responder aos atrativos cósmicos de tais objetivos superiores, sem nenhum valor material.
141&2;12:9.1

O amor é o segredo das parcerias benéficas entre seres pessoais. Não é possível conhecer realmente uma pessoa num só encontro. Não podeis apreciar a música através da dedução matemática, ainda que a música seja uma forma de ritmo matemático. O número designado a um assinante do sistema telefônico de maneira alguma identifica a personalidade desse assinante, nem significa qualquer coisa a respeito de seu caráter.
141&3;12:9.2

A matemática, a ciência material, é indispensável para a argumentação inteligente dos aspectos materiais do universo mas tal conhecimento não é necessariamente uma parte da percepção da verdade mais elevada nem da apreciação pessoal das realidades espirituais. Não só
141&4;12:9.3

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nos âmbitos da vida mas igualmente no mundo da energia física, a soma de duas ou mais coisas é muitas vezes algo mais ou algo diferente das conseqüências adicionais que se pode prever de tais uniões. Toda a ciência da matemática, todo o domínio da filosofia, a física ou a química mais elevada não poderiam prever ou saber que a união de dois átomos de hidrogênio gasoso com um átomo de oxigênio gasoso resultaria numa nova substância, qualitativamente supra-adicional — a água líquida. O conhecimento judicioso deste singular fenômeno físico-químico deveria coibir o desenvolvimento da filosofia materialista e da cosmologia mecanicista. A análise técnica não revela o que uma pessoa ou uma coisa podem fazer. Por exemplo: usa-se a água para combater o fogo de modo efetivo. Que a água apaga o fogo é um fato da experiência cotidiana, mas não há uma só análise da água que possa revelar tal propriedade. A análise determina que a água é composta de hidrogênio e oxigênio; um outro estudo destes elementos revela que o oxigênio é, de fato, o que sustenta a combustão e que o próprio hidrogênio inflama-se espontaneamente.
141&5;12:9.4

Vossa religião está se tornando real porque está saindo da escravidão do medo e do cativeiro da superstição. Vossa filosofia debatese para se emancipar do dogma e da tradição. Vossa ciência está empenhada numa contenda de longa data entre a verdade e o erro, enquanto batalha para se libertar do cativeiro da abstração, da escravidão da matemática e da cegueira relativa do materialismo mecanicista.
141&6;12:9.5

O homem mortal tem um núcleo espiritual. A mente é um sistema de energia pessoal que existe ao redor de um núcleo espiritual divino, funcionando num ambiente material. Tal relação viva de mente pessoal e espírito constitui o potencial universal de personalidade eterna. O verdadeiro problema, a desilusão duradoura, as derrotas sérias ou a morte inescapável podem surgir somente após a presunção se atrever a substituir por completo o poder governante do núcleo espiritual central, rompendo por meio disto com o esquema cósmico de identidade pessoal.
142&1;12:9.6

[Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, agindo por autorização dos Anciões de Dias]
142&2;12:9.7

escrito012_rev_01.htm

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Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 012 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 012 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org • Índice • 1. Citações Bíblicas. • 2. Alterações de Revisões Índice 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
137&7;12:7.4

"não há mudança nem sombra de variação"

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(Tiago 1:17) BSEP : Toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de vicissitude. BJ : todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. ___________________________________________________________ _____________________________
139&4;12:8.1

"Deus é espírito",

(João 4:24) BSEP : Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram. BJ : Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade. ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões: O Universo dos Universos O Universo de Universos
128&5;12:1.2

De : "...elas redemoinham constantemente, girando sempre avante..." Para : "...elas giram constantemente, circulando sempre avante..."
135&2;12:5.3

"O espaço intemporal (espaço sem tempo) ... intemporal..." "O espaço atemporal (espaço sem tempo) ... atemporal ..."
136&3;12:6.5

"...bem como os sentidos mentais superiores..." "...bem como os significados mentais superiores..."

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138&1;12:7.6

"É personalidade primeira e de vontade livre." "É personalidade primordial e de vontade livre."
138&2;12:7.7

"...vivenciar o parentesco da personalidade do homem com..." "...vivenciar a relação da personalidade do homem com..."
141&1;12:8.16

"...a sombra projetada pela mente intermédia sobre sua vestimenta material." "...a sombra projetada pela mente intermédia sobre seu envoltório material." suplemento_012_rev_02.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 13 As Esferas Sagradas do Paraíso 1. Os Sete Mundos Sagrados do Pai 2. As Relações nos Mundos do Pai 3. Os Mundos Sagrados do Filho Eterno 4. Os Mundos do Espírito Infinito [Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, encarregado deste mister pelos Anciões de Dias em Uversa] Entre a Ilha Central do Paraíso e os circuitos planetários mais interiores de Havona, estão situados no espaço três circuitos menores, formados por esferas especiais. O circuito mais interno consiste em sete esferas secretas do Pai Universal; o segundo grupo é composto dos sete
143&1;13:0.1

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mundos luminosos do Filho Eterno; no mais externo, encontram-se as sete esferas do Espírito Infinito, os mundos sede-executiva dos Sete Espíritos Maiores. Estes três circuitos -- do Pai, do Filho e do Espírito -- são circuitos de sete mundos, esferas de grandeza insuperável e glória inimaginável. Mesmo sua construção física ou material é de uma ordem irrevelada para vós. Cada circuito é distinto quanto ao material e cada mundo de cada circuito é diferente, excetuando os sete mundos do Filho, que são similares quanto à constituição física. Todas as vinte e uma esferas são enormes e cada grupo de sete está eternizado de diferente modo. Até onde sabemos, estas esferas sempre foram assim; como o Paraíso, elas são eternas. Não existe registro nem tradição de sua origem.
143&2;13:0.2

As sete esferas secretas do Pai Universal, circundantes em volta do Paraíso bem próximo à Ilha eterna, refletem em alto grau a luminosidade espiritual procedente do resplendor central das Deidades eternas, que vertem esta luz de glória divina por todo o Paraíso, inclusive sobre os sete circuitos de Havona.
143&3;13:0.3

Parece que as energias impessoais que provém da luminosidade espiritual têm origem nos sete mundos sagrados do Filho Eterno. Nenhum ser pessoal pode habitar em nenhum destes sete âmbitos de resplendor. Eles iluminam todo o Paraíso e Havona com sua glória espiritual e enviam luminosidade espiritual pura para os sete supra-universos. Estas esferas brilhantes do segundo circuito também emitem sua luz (luz sem calor) ao Paraíso e aos bilhões de mundos dos circuitos de sete circuitos do universo central.
143&4;13:0.4

Os Sete Espíritos Maiores, que presidem os destinos dos sete supra-universos, ocupam os sete mundos do Espírito Infinito e enviam para estas criações do tempo e do espaço a luz espiritual da Terceira Pessoa da Deidade. E toda Havona, afora a Ilha do Paraíso, mergulha nestas influências espiritualizantes.
143&5;13:0.5

Embora os mundos do Pai sejam esferas de condição última para todos os seres que o Pai tem dotado de personalidade, esta não é sua função exclusiva. Muitos seres e entidades outras que não as pessoais residem nestes mundos. Cada mundo do circuito do Pai e do circuito do Espírito tem um diferente tipo de cidadania permanente, mas pensamos
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que nos mundos do Filho habitam tipos uniformes de seres que não são pessoais. As frações do Pai estão entre os oriundos de Divinington; as outras ordens de cidadania permanente não foram reveladas para vós. Os vinte e um satélites do Paraíso servem a vários propósitos, tanto no universo central como nos supra-universos, propósitos estes não revelados nestas narrações. É tão pouco o que podeis compreender sobre a vida destas esferas que de maneira alguma podeis ter a esperança de adquirir uma noção sólida acerca delas, quer quanto a natureza, quer quanto a função; dão-se ali mil atividades irreveladas para vós. Estas vinte e uma esferas abrangem os potenciais da função do universo matriz. Estes escritos proporcionam apenas uma breve olhada em certas atividades circunscritas, pertencentes à presente era universal do grande universo — ou antes, de um dos sete setores do grande universo.
143&7;13:0.7

1. Os Sete Mundos Sagrados do Pai O circuito do Pai, formado pelas esferas de vida sagrada, contém os únicos segredos inerentes ao fator personalidade no universo de universos. Estes satélites do Paraíso, os que estão na parte mais interna dos três circuitos, são os únicos domínios proibidos no que toca à personalidade no universo central. O Paraíso inferior e os mundos do Filho estão igualmente cerrados aos seres pessoais mas nenhum destes âmbitos está diretamente relacionado à personalidade.
144&1;13:1.1

A ordem mais elevada de Filhos Estacionários da Trindade, os Segredos Trinidizados de Supremacia, dirigem os mundos do Paraíso do Pai. Pouco posso dizer destes mundos; e menos ainda de suas múltiplas atividades. Tal informação importa apenas aos seres que têm ali sua missão e que dali procedem. E ainda que esteja familiarizado com seis destes mundos especiais, nunca desembarquei em Divinington; este mundo me está totalmente vetado.
144&2;13:1.2

Uma das razões para o segredo destes mundos é que cada uma destas esferas sagradas desfruta de uma representação, ou manifestação, especializada das Deidades que compõem a Trindade do Paraíso; não é uma manifestação pessoal mas sim uma presença singular da Divindade que só pode ser apreciada e compreendida pelos grupos específicos de inteligências residentes ou das que podem ser admitidas a essa esfera em
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particular. Os Segredos Trinidizados de Supremacia são os agentes pessoais destas presenças específicas e impessoais da Divindade. E os Segredos de Supremacia são seres sumamente pessoais, esplendidamente dotados e maravilhosamente adaptados ao seu excelso e rigoroso trabalho. 1. DIVININGTON. Este mundo é, num sentido único, o "seio do Pai", a esfera de comunhão pessoal do Pai Universal, e nele existe uma manifestação especial de sua divindade. Divinington é o ponto de encontro no Paraíso dos Modeladores do Pensamento, mas é também o lar de numerosas outras entidades, seres pessoais e seres outros que têm origem no Pai Universal. Muitos outros seres pessoais além do Filho Eterno têm origem direta, mediante os atos solitários do Pai Universal. Somente as frações do Pai, os seres pessoais e os outros seres que têm origem direta e exclusiva no Pai Universal fraternizam e trabalham nesta morada.
144&4;13:1.4

Os segredos de Divinington incluem o segredo da dádiva e da missão dos Modeladores do Pensamento. Sua natureza, sua origem e a técnica de seu contato com as criaturas ínfimas dos mundos evolutivos é um segredo desta esfera do Paraíso. Estes surpreendentes processos não interessam, de modo pessoal, ao restante de nós e, portanto, as Deidades consideram apropriado ocultar de nosso pleno entendimento certas particularidades deste divino e formidável ministério. É permitido que tenhamos um conhecimento completo destes processos à medida que entramos em contato com esta fase divina de atividade, mas não estamos informados de tudo no que diz respeito aos detalhes profundos desta formidável efusão.
144&5;13:1.5

Esta esfera também guarda os segredos da natureza, propósito e atividades de todas as outras formas de frações do Pai, dos Mensageiros da Gravidade e das hostes de outros seres irrevelados a vós. É muito provável que estas verdades pertinentes à Divinington e que me foram ocultadas, se fossem reveladas, não fariam senão me confundir e dificultar meu presente trabalho e, além disso, talvez estejam além da capacidade conceitual dos seres de minha ordem.
145&1;13:1.6

2. SONARINGTON. Esta esfera é o "seio do Filho", o mundo pessoal de acolhimento do Filho Eterno. É a sede no Paraíso para os Filhos de Deus que ascendem e que descendem, por ocasião e depois da plena autorização e aprovação final. Este mundo é o lar no Paraíso para
145&2;13:1.7

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todos os Filhos do Filho Eterno e para seus Filhos companheiros de igual categoria. Há numerosas ordens de filiação divina vinculadas a esta morada excelsa que não têm sido reveladas aos mortais já que não dizem respeito ao esquema do programa de ascensão estabelecido para o progresso espiritual humano através dos universos e rumo ao Paraíso. Os segredos de Sonarington incluem o segredo da encarnação dos Filhos divinos. Quando um Filho de Deus se faz Filho do Homem, ele literalmente nasce de uma mulher tal como ocorreu em vosso mundo há mil e novecentos anos; isso é um mistério do universo. O mesmo ocorre em todos os universos, e isso é um segredo de Sonarington, relativo à filiação divina. Os Modeladores são um mistério de Deus Pai. A encarnação dos Filhos divinos é um mistério de Deus Filho. É um segredo trancado no sétimo setor de Sonarington, um âmbito no qual ninguém penetra salvo aqueles que têm passado pessoalmente por esta vivência única. Apenas aquelas fases da encarnação que têm a ver com a vossa caminhada de ascensão são trazidas ao vosso conhecimento. Existem muitas outras fases referentes ao mistério da encarnação dos Filhos do Paraíso, aos tipos irrevelados em missão de serviço no universo, as quais estão ocultas para vós. E existem ainda outros mistérios de Sonarington.
145&3;13:1.8

3. SPIRITINGTON. Este mundo é o "seio do Espírito", o lar no Paraíso dos seres elevados que representam de forma exclusiva o Espírito Infinito. Aqui se congregam os Sete Espíritos Maiores e alguns de seus descendentes provindos de todos os universos. Nesta morada celestial também podem ser encontradas numerosas ordens irreveladas de seres pessoais espirituais, seres designados para as múltiplas atividades do universo que não estão relacionadas com os planos para elevar as criaturas mortais do tempo aos níveis eternos do Paraíso.
145&4;13:1.9

Os segredos de Spiritington envolvem os mistérios impenetráveis da reflexibilidade. Falamos deste fenômeno imenso e universal da reflexibilidade, mais em particular sobre como ele é operante nos mundos-sede dos sete supra-universos, mas nunca demos uma explicação completa porque não o entendemos de todo. Compreendemos muito, muito mesmo, mas vários detalhes essenciais ainda nos são misteriosos. A reflexibilidade é um segredo de Deus Espírito. Fostes instruídos com respeito à função da reflexibilidade em relação ao plano de ascensão e sobrevivência dos mortais, e assim ela funciona, mas a
145&5;13:1.10

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reflexibilidade é também um elemento indispensável do trabalho usual em numerosas outras fases da ocupação do universo. Esta dotação procedente do Espírito Infinito também é utilizada em canais outros que não aqueles destinados a reunir dados e disseminar informações. E existem outros segredos de Spiritington. 4. VICEGERINGTON. Este planeta é o "seio do Pai e do Filho" e a esfera secreta de certos seres irrevelados que têm origem por meio dos atos do Pai e do Filho. Este é também o lar no Paraíso de muitos seres glorificados, de genealogia complexa, seres cuja origem é intrincada por causa das muitas e diversas técnicas operantes nos sete supra-universos. Muitos grupos de seres cuja identidade permanece irrevelada aos mortais de Urantia congregam-se neste mundo.
145&6;13:1.11

Os segredos de Vicegerington incluem os segredos da trinidização, e a trinidização constitui o segredo da autoridade para representar a Trindade, para atuar como vice-regentes dos Deuses. A autorização para representar a Trindade está vinculada apenas àqueles seres, revelados e irrevelados, que são trinidizados, criados, acontecidos ou eternizados por qualquer combinação de dois membros da Trindade do Paraíso ou dos três juntos. Os seres pessoais que têm sua existência mediante os atos de trinidização de certos tipos de criaturas glorificadas não representam mais que o potencial conceitual ativado nessa trinidização, se bem que tais criaturas possam ascender pela rota de acolhimento da Deidade, aberta a todos os seres de sua classe.
146&1;13:1.12

Os seres não trinidizados não compreendem plenamente a técnica da trinidização, feita por dois ou três Criadores ou por certas criaturas. Nunca compreendereis de todo um fenômeno assim a menos que, no futuro remoto de vossa caminhada glorificada, experimentásseis e triunfásseis nessa aventura porque, de outro modo, estes segredos de Vicegerington vos serão sempre proibidos. Mas, para mim, um ser elevado de origem trinitária, todos os setores de Vicegerington estão abertos. Compreendo plenamente o segredo da minha origem e destino, bem como de forma plena e sagrada o resguardo.
146&2;13:1.13

Ainda assim, existem outras formas e fases de trinidização que não foram trazidas ao conhecimento dos povos de Urantia e, em seus aspectos pessoais, estas experiências estão devidamente resguardadas no setor secreto de Vicegerington.
146&3;13:1.14

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5. SOLITARINGTON. Este mundo é o "seio do Pai e do Espírito" e o ponto de encontro de uma magnífica hoste de seres irrevelados que tiveram origem nos atos conjuntos do Pai Universal e do Espírito Infinito; estes seres, além de serem herdeiros do Espírito, compartilham os traços do Pai.
146&4;13:1.15

Este é também o lar dos Mensageiros Solitários e de outros seres pessoais das ordens supra-angélicas. Sabeis de pouquíssimos destes seres; existe um número imenso de ordens irreveladas em Urantia. Do fato de residirem no quinto mundo não segue necessariamente que o Pai tenha algo a ver com a criação dos Mensageiros Solitários ou com seus companheiros supra-angélicos, mas nesta era do universo ele tem a ver com sua função. Durante a presente era universal, esta também é a esfera da posição dos Diretores da Força do Universo.
146&5;13:1.16

Existem outras numerosas ordens de seres pessoais espirituais, seres desconhecidos para o homem mortal e que consideram Solitarington como sua esfera e lar no Paraíso. Deve ser lembrado que, tal como se providencia fartamente ministros espirituais para todas as divisões e níveis de atividade do universo, assim também esta esfera de ação ocupase do mister de auxiliar o homem mortal a ascender ao seu divino destino no Paraíso.
146&6;13:1.17

Os segredos de Solitarington. Além de certos segredos da trinidização, este mundo encerra os segredos da relação pessoal do Espírito Infinito com alguns dos descendentes superiores da Terceira Fonte e Centro. Em Solitarington estão guardados os mistérios da íntima associação de numerosas ordens irreveladas com os espíritos do Pai, do Filho e do Espírito, com o triplo espírito da Trindade e com os espíritos do Supremo, do Último e do Supremo-Último.
146&7;13:1.18

6. SERAPHINGTON. Esta esfera é o "seio do Filho e do Espírito" e o mundo lar das imensas hostes de seres irrevelados, criados pelo Filho e pelo Espírito. É também a esfera de destino de todas as ordens ministradoras das hostes angélicas, incluindo os supernafins, os seconafins e os serafins. No universo central e nos universos mais distantes servem também muitas ordens de espíritos magníficos que não são "esses espíritos ministros para os que serão herdeiros da salvação". Todos estes trabalhadores espirituais, em todos os níveis e âmbitos de atividades do universo, consideram Seraphington como seu lar no Paraíso.
146&8;13:1.19

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Os segredos de Seraphington envolvem um triplo mistério, um dos quais posso mencionar — o mistério do transporte seráfico. A capacidade que diversas ordens de serafins e seres espirituais aliados têm para envolver dentro de suas formas espirituais todas as ordens de seres pessoais imateriais e carregá-las em longas viagens interplanetárias é um segredo trancado nos setores sagrados de Seraphington. Os serafins de transporte compreendem este mistério mas não o transmitem ao restante de nós, ou talvez não possam fazê-lo. Os outros mistérios de Seraphington pertencem às vivências pessoais relativas aos tipos de espíritos servidores ainda irrevelados aos mortais. E nos abstemos de debater os segredos de seres tão estreitamente relacionados porque estais perto de poder compreender tais ordens próximas de existência e isso seria o mesmo que trair a confiança depositada em nós, ainda que seja para apresentar o conhecimento parcial que temos de tal fenômeno.
147&1;13:1.20

7. ASCENDINGTON. Este mundo singular é o "seio do Pai, do Filho e do Espírito", o ponto de encontro das criaturas que ascendem do espaço, a esfera de acolhimento dos peregrinos do tempo que atravessam o universo de Havona a caminho do Paraíso. Ascendington é a atual morada no Paraíso das almas que ascendem do tempo e do espaço até chegarem à condição de Paraíso. Vós, mortais, durante vossa estada em Havona, passareis a maior parte de vossas "férias" em Ascendington. Durante vossa vida em Havona, Ascendington será para vós o que os diretores de reversão foram quando da ascensão local e do supra-universo. Neste lugar vos engajareis em mil atividades que estão além da imaginação humana. E como em cada avanço preliminar na ascensão para Deus, vosso eu humano entrará aqui numa nova relação com vosso eu divino.
147&2;13:1.21

Os segredos de Ascendington incluem o mistério da edificação gradual e efetiva na mente humana e material de uma contraparte formada de caráter e identidade, contraparte esta espiritual e potencialmente imortal. Este fenômeno constitui um dos mais desconcertantes mistérios dos universos: a evolução de uma alma imortal dentro da mente de uma criatura mortal e material.
147&3;13:1.22

Jamais compreendereis de todo este processo misterioso até chegardes a Ascendington. E é exatamente por isso que toda Ascendington se abrirá aos vossos olhos maravilhados. Uma sétima parte
147&4;13:1.23

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de Ascendington me está proibida — o setor que diz respeito a este mesmo segredo, o qual é (ou será) uma posse e vivência exclusiva de vosso tipo de ser. Esta vivência pertence à ordem humana de existência. Minha ordem de ser pessoal não tem relação direta com estes processos. Portanto, seu conhecimento me está proibido ainda que termine por ser revelado a vós. Mas mesmo depois de vos ser revelado, por alguma razão continuará sendo sempre um segredo vosso. Não o revelareis a nós nem a qualquer outra ordem de seres. Sabemos acerca da fusão eterna de um Modelador divino e uma alma imortal de origem humana, mas os ascendentes finalizadores conhecem esta mesma experiência como realidade absoluta. 2. As Relações nos Mundos do Pai Estes mundos lares das diversa ordens de seres espirituais são esferas extraordinárias e maravilhosas, e são iguais ao Paraíso em sua incomparável beleza e esplêndida glória. São mundos de encontro, esferas de reunião que servem de endereços cósmicos permanentes. Como finalizadores, fixareis vosso domicílio no Paraíso, mas Ascendington será o tempo todo o endereço de vosso lar, inclusive quando iniciardes vosso serviço no espaço exterior. Por toda a eternidade considerareis Ascendington como vosso lar, recordando-o com emoção e evocando-o em vossa memória. Pode ser que renuncieis à vossa condição de residente no Paraíso quando vos tornardes seres espirituais da sétima etapa.
147&5;13:2.1

Se os universos exteriores estão em processo de criação, se hão de ser habitados por criaturas do tempo com potencial de ascensão, logo deduzimos que estes filhos do futuro também estarão destinados a considerar Ascendington como seu mundo lar no Paraíso.
148&1;13:2.2

Ascendington é a única esfera sagrada que estará aberta, sem reservas, à vossa observação ao chegar ao Paraíso. Vicegerington é a única esfera sagrada que está, totalmente e sem reservas, aberta à minha análise. Ainda que seus segredos tenham a ver com a minha origem, nesta era universal não considero Vicegerington como meu lar. Os seres de origem trinitária e os seres trinidizados não são a mesma coisa.
148&2;13:2.3

Os seres de origem trinitária não compartilham totalmente os mundos do Pai; eles têm seu único lar na Ilha do Paraíso, em estreita
148&3;13:2.4

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proximidade com a Esfera Santíssima. Muitas vezes eles aparecem em Ascendington, "o seio do Pai-Filho-Espírito", onde fraternizam com seus irmãos que sobem dos mais modestos mundos do espaço. Poderias supor que os Filhos Criadores, tendo origem no Pai e no Filho, consideram Vicegerington como seu lar, porém não é este o caso nesta era universal, era de atuação de Deus Sétuplo. E há muitos problemas similares que vos deixarão perplexos porque certamente encontrareis muitas dificuldades ao tentar entender estas coisas que estão tão próximas do Paraíso. Tampouco tereis bom resultado ao raciocinar sobre estes temas; é muito pequeno o vosso saber. E se soubésseis mais sobre os mundos do Pai, simplesmente encontraríeis dificuldades ainda maiores, até que soubesses tudo sobre eles. Uma posição em qualquer um destes mundos secretos é adquirida por servir, bem como por origem natural, e as sucessivas eras universais podem, e de fato o fazem, redistribuir alguns destes grupos de seres pessoais.
148&4;13:2.5

Os mundos do circuito interior são, na verdade, mais mundos de fraternidade ou de posição do que, de fato, esferas residenciais. Os mortais chegarão a alguma posição em cada um dos mundos do Pai, salvo num deles. Por exemplo: quando vós, mortais, chegais a Havona, concede-se permissão para irdes a Ascendington, onde sois muito bemvindos, mas não vos é permitido visitar os outros seis mundos sagrados. Subseqüente à vossa passagem pelo regime do Paraíso e depois da vossa admissão ao Corpo de Finalidade, concede-se permissão para irdes à Sonarington, já que sois filhos de Deus bem como seres ascendentes — e sois até mesmo algo mais. Mas sempre haverá uma sétima parte de Sonarington — o setor dos segredos sobre a encarnação dos Filhos divinos — que não estará aberta à vossa análise. Estes segredos jamais serão revelados aos filhos ascendentes de Deus.
148&5;13:2.6

Acabareis tendo acesso completo à Ascendington e acesso relativo às outras esferas do Pai, exceto Divinington. Mas, depois de vos tornardes finalizadores, mesmo quando vos for concedida a permissão para desembarcar em mais outras cinco esferas secretas, não vos será permitido visitar todos os setores destes mundos. Tampouco vos será permitido desembarcar nas orlas de Divinington, o "seio do Pai" ainda que certamente estareis repetidas vezes "à direita do Pai". Durante toda a
148&6;13:2.7

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eternidade, vossa presença nunca será necessária no mundo dos Modeladores do Pensamento. Estes mundos de encontro na vida espiritual são terreno proibido até o extremo de nos pedirem para não passarmos além da entrada naquelas fases destas esferas que estão totalmente fora do nosso campo de experiência. Podeis chegar a ser criaturas perfeitas tal como o Pai Universal é deidade perfeita, mas não podeis conhecer todos os segredos vivenciais de todas as demais ordens de seres pessoais do universo. Quando o Criador tem um segredo pessoal da vivência de sua criatura, o Criador resguarda este segredo em eterna confidência.
149&1;13:2.8

Supõe-se que o corpo dos Segredos Trinidizados de Supremacia, em conjunto, conheça todos estes segredos. Somente seus grupos de mundos especiais conhecem totalmente estes seres; outras ordens os compreendem muito pouco. Após alcançardes o Paraíso, conhecereis e amareis com fervor aos dez Segredos de Supremacia, os quais dirigem Ascendington. Excetuando Divinington, também conseguireis compreender parcialmente os Segredos de Supremacia em outros mundos do Pai, ainda que não de modo tão perfeito como em Ascendington.
149&2;13:2.9

Os Segredos Trinidizados de Supremacia, como seu próprio nome sugere, estão relacionados com o Supremo; do mesmo modo, estão relacionados com o Último e com o futuro Supremo-Último. Estes Segredos de Supremacia constituem os segredos do Supremo e também os segredos do Último, e inclusive os segredos do Supremo-Último.
149&3;13:2.10

3. Os Mundos Sagrados do Filho Eterno As sete esferas luminosas do Filho Eterno são mundos das sete fases da existência de espírito-puro. Estes orbes resplandecentes são a fonte da tripla luz do Paraíso e de Havona, estando sua influência circunscrita em grande parte, mas não de todo, ao universo central.
149&4;13:3.1

O tocante à personalidade não está presente nestes satélites do Paraíso; portanto, há pouco do se refere à estas moradas do espírito-puro que possa ser apresentado ao ser pessoal mortal e material. Ensinam-nos que estes mundos estão repletos de vida diferente da pessoal, a vida dos seres do Filho Eterno. Deduzimos que estas entidades estão se
149&5;13:3.2

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congregando para ministrar nos novos universos arquitetados para o espaço exterior. Os filósofos do Paraíso sustentam que em cada ciclo do Paraíso, de dois bilhões de anos no tempo de Urantia, presencia-se a criação de novos grupos destas ordens nos mundos secretos do Filho Eterno. Segundo me consta, nenhum ser pessoal jamais esteve em nenhuma destas esferas do Filho Eterno. Em toda minha longa experiência dentro e fora do Paraíso, jamais fui designado para visitar um só destes mundos. Nem sequer os seres pessoais co-criados pelo Filho Eterno vão a estes mundos. Depreende-se disso que todos os tipos de espíritos impessoais -- a despeito de sua origem -- são admitidos a estes lares espirituais. Como sou uma pessoa e tenho uma forma espiritual, não há dúvida de que este mundo me pareceria vazio e deserto, mesmo que me fosse permitido fazer-lhe uma visita. Os elevados seres pessoais espirituais não são dados à satisfação da curiosidade despropositada, à uma aventura puramente inútil. Há, a todo momento, aventuras que são todas muitíssimo intrigantes, e com objetivo, em lugar de se permitir levar avante qualquer grande interesse naqueles projetos que, ou são fúteis, ou são irreais.
149&6;13:3.3

4. Os Mundos do Espírito Infinito Entre o circuito interior de Havona e as esferas resplandecentes do Filho Eterno circundam os sete orbes do Espírito Infinito, mundos habitados pela descendência do Espírito Infinito, pelos filhos trinidizados, esses seres pessoais criados e glorificados, e por outros tipos de seres irrevelados que se ocupam da administração efetiva dos vários empreendimentos nos diferentes âmbitos de atividade no universo.
149&7;13:4.1

Os Sete Espíritos Maiores são os representantes supremos e últimos do Espírito Infinito. Eles mantém seus postos pessoais - seus focos de força - na periferia do Paraíso mas todas as operações que se relacionam com sua gestão e direção do grande universo são dirigidas destas sete esferas executivas especiais do Espírito Infinito, e nelas. Os Sete Espíritos Maiores são, na realidade, o eixo equilibrante da menteespírito do universo de universos, uma potência de localização central que a tudo abrange, a tudo circunda e a tudo coordena.
150&1;13:4.2

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Destas sete esferas especiais, os Espíritos Maiores operam para equalizar e estabilizar os circuitos da mente cósmica do grande universo. Eles também têm a ver com a atitude espiritual diferencial e a presença das Deidades por todo o grande universo. As reações físicas são uniformes, invariáveis e sempre instantâneas e automáticas. Mas a presença vivencial e espiritual está de acordo com as condições implícitas ou estados de receptividade espiritual inerentes à cada uma das mentes das criaturas dos mundos.
150&2;13:4.3

A autoridade, a presença e a função físicas são invariáveis em todos os universos, pequenos ou grandes. O fator diferenciador na presença espiritual, ou reação, é o diferencial flutuante quando do reconhecimento ou recepção pelas criaturas de vontade. Ao passo que a presença espiritual da Deidade absoluta e existencial de modo algum é influenciada pelas atitudes de lealdade ou deslealdade da parte dos seres criados, ao mesmo tempo é verdade que a presença funcional da Deidade sub-absoluta e vivencial é influenciada, direta e claramente, pelas decisões, escolhas e atitudes resultantes do exercício da vontade destas criaturas finitas — pela lealdade e devoção de cada ser, planeta, sistema, constelação ou universo. Mas esta presença espiritual da divindade não é caprichosa nem arbitrária; sua variação vivencial é inerente à dotação de livre vontade das criaturas pessoais.
150&3;13:4.4

O determinante do diferencial de presença espiritual existe em vosso coração e mente, e consiste na maneira pela qual escolheis, nas decisões da vossa mente e na determinação da vossa própria vontade. Este diferencial é inerente às reações da livre vontade dos seres pessoais inteligentes, seres que o Pai Universal tem determinado que exerçam esta liberdade de escolha. E as Deidades são sempre fiéis ao fluxo e refluxo de seus espíritos, em encontrar e satisfazer as condições e exigências deste diferencial de escolha da criatura, seja efundindo mais de sua presença em resposta a um sincero desejo da criatura, seja, de vez em quando, retirando-se de cena conforme suas criaturas decidem de forma contrária, no exercício da divina dádiva da liberdade de escolha. E assim o espírito divino obedece humildemente à escolha das criaturas dos mundos.
150&4;13:4.5

As moradas executivas dos Sete Espíritos Maiores são, na realidade, as sedes no Paraíso dos sete supra-universos e de seus correspondentes segmentos no espaço exterior. Cada Espírito Maior
150&5;13:4.6

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preside um supra-universo e cada um destes sete mundos destina-se exclusivamente a um dos Sete Espíritos Maiores. Literalmente, abaixo do Paraíso, não existe fase alguma da administração dos sete supra-universos que não esteja representada nestes mundos executivos. Estes mundos não são tão exclusivos como as esferas do Pai e do Filho e ainda que a condição de residente esteja limitada aos seres nativos e aos que ali trabalham, estes sete planetas administrativos estão sempre abertos a todos os seres que desejem visitá-los e que possam dispor dos necessários meios de transporte. Para mim, estes mundos executivos são os lugares mais interessantes e intrigantes que existem fora do Paraíso. Em nenhum outro lugar do imenso universo alguém pode observar atividades tão variadas, que envolvem tantas ordens diferentes de seres vivos, que têm a ver com as operações em tantos níveis distintos, com tantas tarefas que a um só tempo são materiais, intelectuais e espirituais. Quando me é concedido um período de licença das minhas obrigações, se porventura me encontro no Paraíso ou em Havona, geralmente vou a um destes mundos atarefados dos Sete Espíritos Maiores, para deixar que minha mente ali se inspire com tal demonstração de empreendimento, devoção, lealdade, sabedoria e eficiência. Em nenhuma outra parte posso observar uma interassociação tão surpreendente na atuação dos seres pessoais em todos os sete níveis da realidade universal. E as atividades daqueles que tão bem sabem como realizar seu trabalho, e que tão meticulosamente apreciam fazê-lo, sempre me estimulam.
151&1;13:4.7

[Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, encarregado deste mister pelos Anciões de Dias em Uversa]
151&2;13:4.8

escrito013_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 012 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 012 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as

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discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org • Índice • 1. Citações Bíblicas. • 2. Alterações de Revisões Índice 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
137&7;12:7.4

"não há mudança nem sombra de variação"

(Tiago 1:17) BSEP : Toda a dádiva excelente e todo o dom perfeito vem do alto e descende do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de vicissitude. BJ : todo dom precioso e toda dádiva perfeita vêm do alto, descendo do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação. ___________________________________________________________ ____________________________
139&4;12:8.1

"Deus é espírito",

(João 4:24)

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BSEP : Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram. BJ : Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade. ___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões: O Universo dos Universos O Universo de Universos
128&5;12:1.2

De : "...elas redemoinham constantemente, girando sempre avante..." Para : "...elas giram constantemente, circulando sempre avante..."
135&2;12:5.3

"O espaço intemporal (espaço sem tempo) ... intemporal..." "O espaço atemporal (espaço sem tempo) ... atemporal ..."
136&3;12:6.5

"...bem como os sentidos mentais superiores..." "...bem como os significados mentais superiores..."
138&1;12:7.6

"É personalidade primeira e de vontade livre." "É personalidade primordial e de vontade livre."
138&2;12:7.7

"...vivenciar o parentesco da personalidade do homem com..." "...vivenciar a relação da personalidade do homem com..."
141&1;12:8.16

"...a sombra projetada pela mente intermédia sobre sua vestimenta material."

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"...a sombra projetada pela mente intermédia sobre seu envoltório material." suplemento_012_rev_02.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 14 O Universo Central e Divino 1. O Sistema Paraíso-Havona 2. A Constituição de Havona 3. Os Mundos de Havona 4. As Criaturas do Universo Central 5. A Vida em Havona 6. O Propósito do Universo Central [Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, encarregado deste mister pelos Anciões de Dias em Uversa] O universo perfeito e divino ocupa o centro de toda a criação; ele é o eterno núcleo ao redor do qual giram as imensas criações do tempo e do espaço. O Paraíso é uma gigantesca ilha nuclear de estabilidade absoluta, que repousa imóvel no próprio coração do magnífico universo eterno. Esta família planetária central chama-se Havona e está muito distante do universo local de Nebadon. É de dimensões enormes e de uma massa quase inacreditável, consistindo em um bilhão de esferas de beleza inimaginável e de majestosa grandeza, mas a verdadeira magnitude desta imensa criação está realmente além do alcance da compreensão da mente humana.
152&1;14:0.1

Ela é a única aglomeração de mundos povoada, perfeita e estabelecida. É um universo totalmente criado e perfeito; não resulta do desenvolvimento evolutivo. É o núcleo eterno de perfeição ao redor do qual gira essa procissão infindável de
152&2;14:0.2

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universos que constituem o formidável experimento evolutivo, a audaciosa aventura dos Filhos Criadores de Deus, que aspiram a duplicar no tempo e a reproduzir no espaço o modelo do universo, o ideal divino de completitude, de suprema finalidade, de realidade última e de perfeição eterna. 1. O Sistema Paraíso-Havona Da periferia do Paraíso até os limites internos dos sete suprauniversos há os seguintes movimentos e condições do espaço:
152&3;14:1.1 152&4 152&5

1. As zonas quiescentes do espaço médio que esbarram no Paraíso.

2. O movimento processional no sentido horário dos três circuitos do Paraíso e dos sete circuitos de Havona. 3. A zona espacial semiquieta que separa os circuitos de Havona dos corpos escuros de gravidade do universo central.
152&6

4. O cinturão interno, movendo-se no sentido anti-horário, dos corpos escuros de gravidade.
152&7

5. A segunda zona espacial singular que divide as duas sendas espaciais dos corpos escuros de gravidade.
152&8

6. O cinturão externo de corpos escuros de gravidade, girando no sentido horário ao redor do Paraíso.
152&9

7. Uma terceira zona espacial — uma zona semi quieta — que separa o cinturão externo de corpos escuros de gravidade dos circuitos mais interiores dos sete supra-universos.
152&10

Os bilhões de mundos de Havona estão dispostos em sete circuitos concêntricos que rodeiam de imediato os três circuitos de satélites do Paraíso. Há mais que trinta e cinco milhões de mundos no circuito mais interno de Havona e mais que duzentos e quarenta e cinco milhões no mais exterior, com quantidades proporcionais entre ambos. Cada circuito difere do outro, mas todos estão perfeitamente equilibrados e excelentemente organizados, e cada um está impregnado de uma representação específica do Espírito Infinito, um dos Sete Espíritos dos
152&11;14:1.2

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Circuitos. Além de outras funções, este Espírito impessoal coordena a gestão dos assuntos celestiais por toda parte de cada circuito. Os circuitos planetários de Havona não estão sobrepostos; seus mundos sucedem um ao outro, numa ordenada procissão linear. O universo central gira ao redor da Ilha estacionária do Paraíso, num imenso plano composto de dez unidades concêntricas e estabilizadas — os três circuitos formados por esferas do Paraíso e os sete circuitos formados pelos mundos de Havona. Considerado do ponto de vista físico, os circuitos de Havona e do Paraíso constituem um só sistema; sua separação se dá por se reconhecer uma divisão funcional e administrativa.
153&1;14:1.3

Não se computa o tempo no Paraíso; a seqüência de eventos sucessivos é inerente ao conceito dos nativos da Ilha Central. Mas o tempo é próprio dos circuitos de Havona e dos numerosos seres de origem celestial e terrestre que ali habitam. Cada mundo de Havona tem seu próprio tempo local, determinado por seu circuito. O ano tem a mesma duração em todos os mundos de um determinado circuito, já que eles giram uniformemente ao redor do Paraíso e a duração destes anos planetários decresce, a começar do circuito mais externo até o mais interno.
153&2;14:1.4

Afora o tempo próprio do circuito de Havona, existe o dia padrão do Paraíso-Havona além de outras divisões temporais que são definidas a partir dos sete satélites do Espírito Infinito do Paraíso, e que dali provém. O dia padrão do Paraíso-Havona baseia-se no período de tempo requerido pelas moradas planetárias do primeiro, ou do circuito mais interior, de Havona para completar uma revolução ao redor da Ilha do Paraíso; e, embora sua velocidade seja enorme devido a sua situação entre os corpos escuros de gravidade e o gigantesco Paraíso, estas esferas levam quase mil anos para completar sua órbita. Sem perceber, lestes a verdade quando vossos olhos pousaram sobre a frase "um dia é como mil anos com Deus, não mais que uma vigília da noite". Subtraindo-se apenas sete minutos, três segundos e um oitavo de segundo de mil anos do presente ano bissexto do calendário de Urantia, tem-se um dia do Paraíso-Havona.
153&3;14:1.5

Este dia padrão do Paraíso-Havona constitui a medida de tempo padrão para os sete supra-universos, embora cada um mantenha internamente seus próprios padrões de tempo.
153&4;14:1.6

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No subúrbio deste imenso universo central, muito além do sétimo cinturão dos mundos de Havona, gira um incrível número de enormes e escuros corpos de gravidade. Estas inúmeras massas escuras são bastante diferentes dos outros corpos espaciais, sob muitos aspectos; são muito diferentes, inclusive quanto a sua forma. Estes corpos escuros de gravidade não refletem nem absorvem a luz; não reagem à luz da energia física e rodeiam e envolvem Havona tão completamente que a ocultam da visão até mesmo dos universos habitados de perto, universos estes do tempo e do espaço.
153&5;14:1.7

Uma singular intrusão espacial divide este grande cinturão de corpos escuros de gravidade em dois circuitos elípticos idênticos. O cinturão interior gira no sentido anti-horário; o exterior, no sentido horário. Estas direções alternadas de movimento, combinadas com a extraordinária massa dos corpos escuros, equalizam de modo tão eficiente as linhas da gravidade de Havona que fazem com que o universo central seja uma criação fisicamente equilibrada e perfeitamente estabilizada.
153&6;14:1.8

A procissão interna dos corpos escuros de gravidade tem uma disposição tubular, consistindo em três agrupamentos circulares. Uma seção transversal deste circuito mostraria três círculos concêntricos de densidade aproximadamente igual. O circuito exterior de corpos escuros de gravidade está disposto de forma perpendicular, sendo dez mil vezes mais alto que o circuito interior. O diâmetro vertical do circuito exterior é cinqüenta vezes o do diâmetro transversal.
153&7;14:1.9

O espaço intermediário que existe entre estes dois circuitos de corpos de gravidade é único visto que não se encontra nada semelhante a ele em parte alguma de todo o imenso universo. Esta zona, onde grassa uma tremenda atividade energética de origem desconhecida, caracteriza-se por enormes movimentos ondulatórios de natureza vertical.
154&1;14:1.10

Em nossa opinião, nada semelhante aos corpos escuros de gravidade do universo central caracterizará a evolução futura dos níveis do espaço exterior; consideramos estas procissões alternadas dos extraordinários corpos que equilibram a gravidade como singulares no universo matriz.
154&2;14:1.11

2. A Constituição de Havona

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Os seres espirituais não moram num espaço nebuloso; não habitam mundos etéreos; eles residem em esferas reais de natureza material, em mundos tão reais como aqueles onde vivem os mortais. Os mundos de Havona são genuinamente reais embora sua autêntica substância difira da estrutura material dos planetas dos sete suprauniversos.
154&3;14:2.1

As realidades físicas de Havona representam uma ordem de organização da energia radicalmente diferente de qualquer outra predominante nos universos evolutivos do espaço. As energias de Havona são triplas; as unidades de energia-matéria do supra-universo contém uma carga dupla de energia embora exista uma forma de energia em fases negativas e positivas. A criação do universo central é tripla (a Trindade); a criação de um universo local (diretamente) é dupla, feita por um Filho Criador e um Espírito Criativo.
154&4;14:2.2

A substância de Havona consiste na organização de exatamente mil elementos químicos básicos e no uso equilibrado das sete formas de energia de Havona. Cada uma destas energias básicas manifesta sete fases de excitação de maneira tal que os nativos de Havona respondem a quarenta e nove estímulos sensoriais diferentes. Em outras palavras, examinando-se de um ponto de vista puramente físico, os originários do universo central possuem quarenta e nove formas específicas de sensação. Os sentidos morontiais são setenta e, nas mais elevadas ordens espirituais de reação, as respostas variam de setenta a duzentos e dez, de acordo com os diferentes tipos de seres.
154&5;14:2.3

Nenhum dos seres físicos do universo central seria visível para os urantianos. Tampouco qualquer um dos estímulos físicos destes mundos longínquos provocaria uma resposta de vossos grosseiros órgãos sensitivos. Se um mortal de Urantia pudesse ser transportado a Havona, seria ali surdo, cego e totalmente deficiente em todas as outras reações sensoriais; ele somente poderia atuar como um ser de limitada autoconsciência, privado de todo estímulo ambiental e de toda reação a esse lugar.
154&6;14:2.4

Há numerosos fenômenos físicos e reações espirituais que se manifestam na criação central e que são desconhecidos em mundos como Urantia. A organização básica de uma criação tripla é completamente distinta da constituição dupla dos universos criados do tempo e do espaço.
154&7;14:2.5

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Toda lei natural coordena-se sobre uma base que difere inteiramente da dos sistemas de energia dual das criações em evolução. Todo o universo central está organizado de acordo com o sistema triplo, de controle perfeito e harmônico. Por todo o sistema Paraíso-Havona é mantido um equilíbrio perfeito entre todas as realidades cósmicas e todas as forças espirituais. O Paraíso, com uma atração absoluta sobre a criação material, regula e mantém, de modo perfeito, as energias físicas deste universo central; o Filho Eterno, como parte desta atração espiritual que a tudo abraça, sustenta com a maior perfeição a condição espiritual de todos os que habitam Havona. No Paraíso, nada é experimental; e o sistema Paraíso-Havona constitui uma unidade de perfeição criativa.
154&8;14:2.6

A gravidade espiritual universal do Filho Eterno é surpreendentemente ativa por todo o universo central. Todos os valores do espírito e todos os seres pessoais espirituais são incessantemente atraídos para dentro, para a morada dos Deuses. Este impulso para Deus é intenso e inescapável. O desejo ardente de chegar a Deus é mais forte no universo central, não porque a gravidade espiritual seja mais forte que nos universos mais distantes, mas sim porque estes seres que têm chegado a Havona estão mais plenamente espiritualizados e, por isso, respondem mais à ação, sempre presente, do puxão universal da gravidade espiritual do Filho Eterno.
155&1;14:2.7

De igual maneira, o Espírito Infinito atrai para o Paraíso todos os valores intelectuais. Por todo o universo central, a gravidade mental do Espírito Infinito atua em conexão com a gravidade espiritual do Filho Eterno e, juntas, constituem o impulso combinado das almas que ascendem para encontrar a Deus, chegar à Deidade, alcançar o Paraíso e conhecer o Pai.
155&2;14:2.8

Havona é um universo espiritualmente perfeito e fisicamente estável. O controle e a estabilidade balanceada do universo central parecem ser perfeitos. Tudo o que é físico ou espiritual é perfeitamente previsível, mas os fenômenos da mente e a volição pessoal não o são. Disto deduzimos que é impossível ocorrer o pecado, mas concluímos isto partindo da base de que as criaturas de livre vontade nativas de Havona nunca foram culpadas de transgredir a vontade da Deidade. Por toda a eternidade, estes seres excelsos têm sido incontestavelmente leais aos Eternos de Dias. Tampouco tem aparecido pecado em criatura alguma que
155&3;14:2.9

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tenha entrado em Havona como peregrino. Nunca houve um só caso de má conduta da parte de qualquer criatura de qualquer grupo de seres pessoais criados no universo central de Havona, ou admitidos a ele. São tão perfeitos e tão divinos os métodos e meios de seleção nos universos do tempo que nos anais de Havona não há registro de um só erro; jamais foram cometidos equívocos; nenhuma alma ascendente, em tempo algum, foi prematuramente admitida ao universo central. 3. Os Mundos de Havona Acerca do governo do universo central, não há nenhum. Havona é tão primorosamente perfeita que não requer nenhum sistema intelectual de governo. Não existem tribunais regularmente constituídos nem há assembléias legislativas. Havona requer somente direção administrativa. Aqui se pode observar a altura dos ideais do verdadeiro autogoverno.
155&4;14:3.1

Não há necessidade alguma de governo entre inteligências tão perfeitas e inteligências tão perto de perfeitas. Eles não têm necessidade alguma de regulamentos pois são seres de perfeição inata entremeados com criaturas evolutivas que há muito passaram pelo escrutínio dos supremos tribunais dos supra-universos.
155&5;14:3.2

A administração de Havona não é automática mas é maravilhosamente perfeita e divinamente eficiente. Ela é fundamentalmente planetária e está sob o encargo do Eterno de Dias que ali reside, sendo cada esfera de Havona dirigida por um destes seres pessoais de origem trinitária. Os Eternos de Dias não são criadores mas sim administradores perfeitos. Ensinam com suprema perícia e governam seus filhos planetários com uma sabedoria tão perfeita que toca o absoluto.
155&6;14:3.3

Os bilhões de esferas do universo central constituem os mundos de capacitação dos elevados seres pessoais nativos do Paraíso e de Havona e, além disso, servem como setores de prova final para as criaturas que ascendem dos mundos evolutivos do tempo. Na execução do formidável plano do Pai Universal para a ascensão da criatura, os peregrinos do tempo desembarcam nos mundos de acolhimento do circuito mais externo, ou sétimo circuito e, após um reforço na capacitação e um engrandecimento vivencial, avançam gradualmente para
156&1;14:3.4

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dentro, de planeta em planeta e de círculo em círculo, até que acabam por chegar às Deidades e por conseguir domicílio no Paraíso. Atualmente, embora as esferas dos sete circuitos se mantenham em toda a sua excelsa glória, elas utilizam apenas cerca de um por cento de toda a capacidade planetária no trabalho de promover o plano universal do Pai para ascensão dos mortais. Cerca de um décimo de um por cento da área destes enormes mundos está dedicado à vida e às atividades dos Corpos de Finalidade, seres eternamente estabelecidos em luz e vida e que com freqüência permanecem e ministram nos mundos de Havona. Estes elevados seres têm sua residência pessoal no Paraíso.
156&2;14:3.5

A estrutura planetária das esferas de Havona é inteiramente diferente daquela dos mundos e sistemas evolutivos do espaço. Em nenhuma outra parte em todo o grande universo é conveniente utilizar esferas tão grandes como mundos habitados. A constituição física de triata, combinada com o efeito equilibrante dos imensos corpos escuros de gravidade, possibilita equalizar as forças físicas de maneira perfeita e equilibrar de forma excelente os vários elementos de atração desta formidável criação. A antigravidade também é empregada na organização das funções materiais e nas atividades espirituais destes mundos enormes.
156&3;14:3.6

A arquitetura, a iluminação, o aquecimento, bem como o embelezamento biológico e artístico das esferas de Havona, estão completamente fora do alcance máximo possível para a imaginação humana. Não se pode dizer muito acerca de Havona; para compreender sua beleza e grandeza, deveis vê-la. Mas há rios e lagos verdadeiros nestes mundos perfeitos.
156&4;14:3.7

Espiritualmente, estes mundos estão equipados de modo ideal; são apropriadamente adaptados ao seu propósito de abrigar numerosas ordens de diferentes seres que atuam no universo central. Nestes belos mundos ocorrem muitas atividades que estão muito além da compreensão humana.
156&5;14:3.8

4. As Criaturas do Universo Central Há sete formas fundamentais de seres e coisas vivas nos mundos de Havona, e cada uma destas formas fundamentais existe em três fases
156&6;14:4.1

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distintas. Cada uma destas três fases divide-se em setenta divisões principais, e cada divisão principal está composta de mil divisões menores, que por sua vez se subdividem, e assim sucessivamente. Estes grupos fundamentais de vida podem ser classificados como:
156&7 156&8 156&9

1. Material. 2. Morontial. 3. Espiritual. 4. Absonito. 5. Último. 6. Co-absoluto. 7. Absoluto.

156&10 156&11 156&12 156&13

A decomposição e a morte não formam parte do ciclo de vida nos mundos de Havona. No universo central, as coisas vivas inferiores passam pela transmutação da materialização. Mudam de forma e manifestação, porém não se transformam pelo processo de decomposição e morte celular.
157&1;14:4.2

Os nativos de Havona são todos descendentes da Trindade do Paraíso. Não tem criaturas como genitores, e são seres que não se reproduzem. Não podemos descrever a criação destes cidadãos do universo central, seres que nunca foram criados. Toda a história da criação de Havona é uma tentativa de colocar em termos espaçotemporais um fato da eternidade que não tem relação alguma com o tempo ou com o espaço tal como o homem mortal os compreende. Mas devemos conceder à filosofia humana um ponto de origem; até mesmo os seres pessoais que estão muito acima do nível humano requerem um conceito de "princípio". Contudo, o sistema Paraíso-Havona é eterno.
157&2;14:4.3

Os nativos de Havona vivem nas bilhões de esferas do universo central da mesma maneira que outras ordens de cidadania permanente habitam em suas respectivas esferas de origem. Tal como a classe de filiação material segue avante na economia material, intelectual e espiritual dos bilhões de sistemas locais num supra-universo, do mesmo modo, num sentido mais amplo, os nativos de Havona vivem e atuam nos bilhões de mundos do universo central. Poderíeis talvez considerar estes
157&3;14:4.4

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habitantes de Havona como criaturas materiais caso a palavra "material" pudesse ter seu significado ampliado a fim de descrever as realidades físicas do universo divino. Existe uma vida que é originária de Havona e que possui significação em si e a partir de si mesma. Os nativos de Havona servem de muitas maneiras aos que descendem desde o Paraíso e aos que ascendem desde os supra-universos, mas também vivem uma vida única no universo central e que, independente do Paraíso ou dos supra-universos, tem um significado relativo.
157&4;14:4.5

Assim como a adoração dos filhos da fé nos mundos evolutivos contribui para a satisfação do amor do Pai Universal, do mesmo modo a adoração sublimada das criaturas de Havona contenta os ideais perfeitos de beleza e verdade divinas. Assim como o homem mortal se desdobra para fazer a vontade de Deus, estes seres do universo central vivem para comprazer os ideais da Trindade do Paraíso. Em sua própria natureza, eles são a vontade de Deus. O homem regozija-se na bondade de Deus, os habitantes de Havona rejubilam-se na divina beleza, ao passo que ambos desfrutam do ministério da liberdade da verdade viva.
157&5;14:4.6

Os originários de Havona tem destinos opcionais, tanto presente como futuro, e irrevelados. E existe uma forma de progresso destas criaturas nativas que é peculiar ao universo central, um progresso que não implica nem na ascensão ao Paraíso nem na incursão pelos suprauniversos. Este avanço a um estado mais elevado em Havona pode ser proporcionado da seguinte maneira:
157&6;14:4.7 157&7 157&8 157&9

1. Progresso vivencial para fora, do primeiro até o sétimo circuito. 2. Progresso para dentro, do sétimo até o primeiro circuito.

3. Progresso dentro dos circuitos: progresso dentro dos mundos de um dado circuito. Além dos nativos de Havona, há entre os habitantes do universo central numerosas classes de seres que são modelos para diversos grupos no universo: conselheiros, diretores e instrutores de seu tipo e para o seu tipo, por toda a criação. Todos os seres em todos os universos modelamse junto às linhas de alguma ordem de criatura modelo que vive em um dos bilhões de mundos de Havona. Mesmo os mortais do tempo têm seu
157&10;14:4.8

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objetivo e seus ideais acerca do modo de ser da criatura nos circuitos externos destas esferas modelo nas alturas. Por conseguinte, existem esses seres que chegaram ao Pai Universal, e que têm o direito de ir e vir, que estão designados aqui e ali nos universos em missões de serviço especial. E em cada mundo de Havona encontra-se os que pretendem chegar até o final, os que fisicamente chegaram ao universo central, mas que ainda não alcançaram o desenvolvimento espiritual que lhes permitirá solicitar residência no Paraíso.
157&11;14:4.9

Uma multidão de seres pessoais representam o Espírito Infinito nos mundos de Havona, seres de graça e glória que dirigem em detalhes os intrincados assuntos intelectuais e espirituais do universo central. Nestes mundos de perfeição divina eles realizam um trabalho inerente à gestão normal desta imensa criação e, além disso, levam a cabo as múltiplas tarefas de ensino, capacitação e serviço em favor do enorme número de criaturas ascendentes que escalam partindo dos obscuros mundos do espaço em direção à glória.
158&1;14:4.10

Existem numerosos grupos de seres nativos do sistema ParaísoHavona que não estão de modo algum diretamente associados ao plano de ascensão das criaturas para alcançar a perfeição; portanto, foram omitidos da classificação de seres pessoais apresentada às raças mortais. Aqui se expõe somente os grupos principais de seres supra-humanos e aquelas ordens diretamente ligadas à vossa experiência de sobrevivência.
158&2;14:4.11

Há em Havona a profusão de vida, de todas as fases de seres inteligentes, seres que ali buscam avançar dos circuitos inferiores aos superiores, em seus esforços por alcançar níveis mais elevados de realização da divindade e uma percepção mais ampla dos significados supremos, dos valores últimos e da realidade absoluta.
158&3;14:4.12

5. A Vida em Havona Em Urantia, passais por uma prova breve e intensa durante vossa vida inicial, uma existência material. Nos mundos de morada e ascendendo através de vosso sistema, constelação e universo local, atravessais as fases morontiais de ascensão. Nos mundos de capacitação
158&4;14:5.1

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do supra-universo, passais pelas verdadeiras etapas de progresso espiritual e sois preparados para o trânsito final em direção à Havona. Nos sete circuitos de Havona vossa realização é intelectual, espiritual e vivencial. E existe uma tarefa específica a ser realizada em cada um dos mundos de cada um destes circuitos. A vida nos mundos divinos do universo central é tão rica e tão plena, tão completa e tão exuberante que transcende de todo o que um ser criado pudesse humanamente conceber ou avaliar. As atividades sociais e econômicas desta criação eterna são completamente dessemelhantes das ocupações das criaturas materiais que vivem em mundos evolutivos como Urantia. Em Havona, até mesmo a técnica do pensamento é diferente do processo de pensar em Urantia.
158&5;14:5.2

As regras do universo central são adequadas e intrinsecamente naturais; os códigos de conduta não são arbitrários. Em cada requisito de Havona está revelada a razão da retitude e o código da justiça. E estes dois fatores, combinados, equivalem ao que em Urantia se denominaria equidade. Quando chegardes a Havona, de modo natural vos deliciareis em fazer as coisas da maneira em que elas deveriam ser feitas.
158&6;14:5.3

Quando os seres inteligentes chegam pela primeira vez ao universo central, são recebidos e albergados no mundo piloto do sétimo circuito de Havona. Conforme os recém chegados progridem espiritualmente e conseguem compreender a identidade do Espírito Maior de seu supra-universo, são transferidos para o sexto círculo (é a partir destas organizações no universo central que os círculos de progresso na mente humana têm sido determinados). Após os ascendentes terem conseguido compreender a Supremacia e, desse modo, estarem preparados para a aventura da Deidade, são trazidos para o quinto circuito; e depois de chegar ao Espírito Infinito, são transferidos para o quarto circuito. Após alcançar o Filho Eterno, são removidos para o terceiro circuito; e quando tiverem reconhecido o Pai Universal, vão residir no segundo circuito de mundos, onde familiarizam-se mais com as hostes do Paraíso. A chegada ao primeiro circuito de Havona significa que os candidatos do tempo aceitam estar a serviço do Paraíso. De forma não definida, de acordo com a duração e natureza da ascensão da criatura, permanecerão no círculo interior em gradativa realização espiritual. A partir deste
158&7;14:5.4

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círculo interior, os peregrinos ascendentes passam a residir dentro do Paraíso e são admitidos aos Corpos de Finalidade. Durante vossa estada em Havona como peregrino em ascensão, vos será permitido visitar livremente os mundos dos circuitos que vos são destinados. Também vos será permitido regressar aos planetas daqueles circuitos que já atravessastes anteriormente. E tudo isto é possível para os que permanecem algum tempo nos círculos de Havona sem que necessitem ser transportados por um supernafim. Os peregrinos do tempo podem se equipar para atravessar o espaço "alcançado" mas forçosamente dependerão das técnicas estabelecidas para franquear o espaço "não alcançado"; um peregrino não pode sair de Havona nem ir além do circuito lhe está destinado sem o auxílio de um supernafim de transporte.
159&1;14:5.5

Existe uma reconfortante singularidade acerca desta imensa criação central. Afora a organização física da matéria e a constituição básica inata das classes fundamentais de seres inteligentes e outros seres vivos, não há nada em comum entre os mundos de Havona. Cada um destes planetas é uma criação original, única e exclusiva; cada planeta é uma obra incomparável, esplêndida e perfeita. E esta diversidade individual estende-se a todas as características, em todos os aspectos físicos, intelectuais e espirituais da existência referente a estes planetas. Cada uma destas bilhões de esferas perfeitas tem sido desenvolvida e embelezada consoante os planos do Eterno de Dias que ali reside. E é precisamente por isso que não há duas esferas similares.
159&2;14:5.6

Até atravessardes o último dos circuitos de Havona e visitardes o último dos mundos de Havona não desaparecerão de teu caminho o tônico da aventura e o estímulo da curiosidade. E então, o impulso, o ímpeto avante para a eternidade substituirá seu precursor, a chama da aventura do tempo.
159&3;14:5.7

A monotonia é um indicativo da imaturidade da imaginação criativa e da inatividade da coordenação intelectual com a dotação espiritual. Através do tempo, um mortal ascendente começa a explorar estes mundos celestiais quando já alcançou a maturidade emocional, intelectual e social, se não a espiritual
159&4;14:5.8

Não somente constatareis mudanças inimagináveis afrontandovos à medida que avançais em Havona, de circuito em circuito, mas
159&5;14:5.9

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também vosso assombro será indescritível conforme progredis de planeta em planeta dentro de cada circuito. Cada um destes bilhões de mundos de aprendizagem é uma verdadeira academia de surpresas. O assombro permanente, a infindável maravilha constitui a vivência dos que atravessam estes circuitos e excursionam por estas gigantescas esferas. Em Havona, a monotonia não faz parte do caminho. O amor pela aventura, a curiosidade e o receio da monotonia — características inerentes à natureza evolutiva do homem — não estão aí somente para vos importunar e vos aborrecer durante vossa breve estada na terra mas, antes, para vos sugerir que a morte é apenas o começo de um interminável caminho de aventura, de uma vida perene de antegozo, uma viagem eterna de descoberta.
159&6;14:5.10

A curiosidade — o espírito de investigação, o impulso para a descoberta, o incentivo para a exploração — faz parte da dotação inata e divina das criaturas evolutivas do espaço. Não vos deram estes ímpetos naturais para serem simplesmente frustrados ou reprimidos. É verdade que estes arroubos ardentes freqüentemente precisam ser contidos durante vossa curta vida na terra, e que muitas vezes o desapontamento é forçosamente experimentado, mas eles serão plenamente realizados e gloriosamente gratificados durante as longas eras do porvir.
160&1;14:5.11

6. O Propósito do Universo Central A variedade de atividades dos sete circuitos de Havona é enorme. De modo geral, podem ser descritas como:
160&2;14:6.1 160&3 160&4 160&5

1. Havonais. 2. Paradisíacas. 3. Ascendentes-finitas: evolutivas Supremas-Últimas.

Muita atividade supra-finita ocorre em Havona na presente era universal, incluindo uma incontável diversidade de fases absonitas e outras fases de atuação da mente e do espírito. É possível que o universo central sirva a muitos fins que não me estão revelados, já que realiza numerosas funções que estão além da compreensão da mente criada. Não obstante, me empenharei para descrever como esta criação perfeita atende
160&6;14:6.2

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às necessidades das sete ordens de inteligência universal e contribui para sua satisfação. 1. O Pai Universal: a Primeira Fonte e Centro. A perfeição da criação central proporciona a Deus Pai uma suprema satisfação paterna. Ele desfruta da experiência de amar à saciedade, em níveis próximos à paridade. O Criador perfeito se compraz de forma divina com a adoração da criatura perfeita.
160&7;14:6.3

Havona oferece ao Pai a suprema realização da gratificação. A realização da perfeição em Havona compensa a demora espaço-temporal do eterno impulso para a expansão infinita.
160&8;14:6.4

O Pai desfruta da reciprocidade da beleza divina de Havona. Satisfaz à mente divina oferecer a todos os universos em evolução um modelo perfeito de primorosa harmonia.
160&9;14:6.5

Nosso Pai contempla o universo central com um contentamento perfeito porque é uma revelação digna da realidade espiritual para todos os seres pessoais do universo de universos.
160&10;14:6.6

O Deus dos universos tem em prol de Havona e do Paraíso o apreço de serem o núcleo eterno de poder para toda expansão universal ulterior, no tempo e no espaço.
160&11;14:6.7

O Pai eterno contempla com uma satisfação sem fim a criação de Havona, como uma digna e convidativa meta para os candidatos que ascendem do tempo, seus netos mortais do espaço que alcançam o eterno lar do Pai-Criador. E Deus se compraz no universo Paraíso-Havona como o eterno lar da Deidade e da família divina.
160&12;14:6.8

2. O Filho Eterno: a Segunda Fonte e Centro. Para o Filho Eterno, a magnífica criação central oferece a eterna prova da eficácia da parceria da família divina: o Pai, o Filho e o Espírito. Ela é a base espiritual e material para a confiança absoluta no Pai Universal.
160&13;14:6.9

Havona proporciona ao Filho Eterno uma base quase ilimitada para realizar a contínua expansão do poder espiritual. O universo central proporcionou ao Filho Eterno o cenário no qual pôde demonstrar com certeza e segurança a essência e a técnica relativas ao ministério da efusão a fim de instruir seus Filhos, companheiros seus no Paraíso.
160&14;14:6.10

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Havona constitui a base real para o domínio da gravidade espiritual exercido pelo Filho Eterno no universo de universos. Este universo proporciona ao Filho a gratificação da aspiração paterna, a reprodução espiritual.
161&1;14:6.11

Os mundos de Havona e seus habitantes perfeitos constituem a demonstração primeira e final na eternidade de que o filho é o Verbo do Pai. Por meio dela, gratifica-se de forma perfeita a consciência do Filho como um complemento infinito do Pai.
161&2;14:6.12

E este universo oferece a oportunidade de realizar, em igualdade e de forma recíproca, a fraternidade entre o Pai Universal e o Filho Eterno, e isto constitui a prova perpétua da personalidade infinita de cada um deles.
161&3;14:6.13

3. O Espírito Infinito: a Terceira Fonte e Centro. O universo de Havona proporciona ao Espírito Infinito a prova de ser o Atuante Conjunto, o representante infinito do Pai-Filho unificados. Em Havona, o Espírito Infinito sente a dupla satisfação de exercer sua atividade criativa gozando ao mesmo tempo da satisfação que lhe proporciona a coexistência absoluta desta realização divina.
161&4;14:6.14

Em Havona, o Espírito Infinito encontrou o cenário onde poderia demonstrar sua capacidade e boa vontade em servir como um potencial ministro da misericórdia. Nesta criação perfeita, o Espírito pode exercitar o empreendimento de seu ministério nos universos evolutivos.
161&5;14:6.15

Esta criação perfeita proporcionou ao Espírito Infinito a oportunidade de participar na administração do universo com seus genitores divinos — administrar um universo como o rebento Criadorcompanheiro — preparando-se assim para a administração conjunta dos universos locais como Espíritos Criativos, os companheiros dos Filhos Criadores.
161&6;14:6.16

Os mundos de Havona constituem, no terreno da mente, o laboratório dos criadores da mente cósmica e para os que ministram para a mente de toda criatura existente. A mente é diferente em cada mundo de Havona e serve de modelo para todos os intelectos das criaturas espirituais e materiais.
161&7;14:6.17

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Estes mundos perfeitos são as escolas superiores da mente para todos os seres destinados a fazer parte da sociedade do Paraíso. Eles proporcionaram ao Espírito numerosas oportunidades para experimentar o processo de ministrar à mente nos seres pessoais prudentes e ponderados.
161&8;14:6.18

Havona compensa o Espírito Infinito por seu trabalho imenso e desinteressado nos universos do espaço. Havona é o lar perfeito e um retiro para o infatigável Ministro da Mente do tempo e espaço.
161&9;14:6.19

4. O Ser Supremo: a unificação evolutiva da Deidade vivencial. A criação de Havona é a prova eterna e perfeita da realidade espiritual do Ser Supremo. Esta criação perfeita é uma revelação da natureza espiritual perfeita e harmônica do Deus Supremo antes do princípio da síntese da potência-personalidade das reflexões finitas das Deidades do Paraíso nos universos vivenciais do tempo e espaço.
161&10;14:6.20

Em Havona, os potenciais de força do Todo-Poderoso unificamse com a natureza espiritual do Supremo. Esta criação central constitui um exemplo da unidade futura-e-eterna do Supremo.
161&11;14:6.21

Havona é um modelo perfeito do potencial de universalidade do Supremo. Este universo é a imagem concluída da perfeição futura do Supremo e indica o potencial do Último.
161&12;14:6.22

Havona ostenta os valores espirituais existentes na forma de criaturas vivas e de vontade, criaturas com perfeito e supremo autocontrole; de uma mente que existe como equivalente último do espírito; de realidade e unidade de inteligência com um potencial ilimitado.
162&1;14:6.23

5. Os Filhos Criadores de igual categoria. Havona é o âmbito educativo onde os Miguéis do Paraíso são preparados para seus posteriores empreendimentos na criação dos universos. Esta criação perfeita e divina constitui o modelo para cada Filho Criador, que se esforça por fazer com que seu próprio universo acabe por chegar aos níveis de perfeição do Paraíso-Havona.
162&2;14:6.24

Um Filho Criador vale-se das criaturas de Havona por estas poderem ser modelos de personalidade para seus próprios filhos mortais e seres espirituais. Miguel e outros Filhos do Paraíso consideram o Paraíso e Havona como o destino divino dos filhos do tempo.
162&3;14:6.25

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Os Filhos Criadores sabem que a criação central é a verdadeira fonte do indispensável supra-domínio universal que estabiliza e unifica seus universos locais. Eles sabem que em Havona está a presença pessoal da sempre presente influência do Supremo e do Último.
162&4;14:6.26

Havona e o Paraíso constituem a fonte do poder criativo de um Filho Miguel. Aqui moram os seres que cooperam com ele na criação do universo. Do Paraíso procedem os Espíritos Maternos dos Universos, os co-criadores dos universos locais.
162&5;14:6.27

Os Filhos do Paraíso consideram a criação central como o lar de seus divinos pais — seu lar. É o lugar ao qual lhes compraz regressar de vez em quando.
162&6;14:6.28

6. As Filhas Ministradoras de igual categoria. Os Espíritos Maternos dos Universos, co-criadores dos universos locais, obtém sua capacitação pré-pessoal nos mundos de Havona, em estreita associação com os Espíritos dos Circuitos. No universo central, as Filhas-Espíritos dos universos locais foram devidamente instruídas sobre os métodos de cooperação com os Filhos do Paraíso, sempre sujeitos à vontade do Pai.
162&7;14:6.29

Nos mundos de Havona, o Espírito e as Filhas do Espírito encontram os modelos de mente para todos os seus grupos de inteligências espirituais e materiais, e este universo central é o destino futuro das criaturas sob os auspícios de um Espírito Materno Universal em conjunção com um Filho Criador companheiro seu.
162&8;14:6.30

A Criadora Materna do Universo recorda o Paraíso e Havona como o lugar de sua origem e lar do Espírito Materno Infinito, a morada da presença pessoal da Mente Infinita.
162&9;14:6.31

Deste universo central procede também a efusão das prerrogativas pessoais de criadora que uma Ministra Divina Universal emprega como complemento para um Filho Criador em sua tarefa de criar seres vivos e de vontade.
162&10;14:6.32

E, por último, já que é provável que estas Filhas-Espíritos do Espírito Materno Infinito não mais regressem ao seu lar no Paraíso, elas encontram grande satisfação no fenômeno universal da reflexibilidade, que está associado ao Ser Supremo em Havona e personalizado em Majeston, no Paraíso.
162&11;14:6.33

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7. Os Mortais Evolutivos e seu Caminho de Ascensão. Havona é o lar do modelo de personalidade para todas as classes de mortais e lar de todos os seres pessoais supra-humanos que estão associados aos mortais, supra-humanos estes que não são originários das criações do tempo.
162&12;14:6.34

Estes mundos oferecem um estímulo ao impulso humano rumo aos verdadeiros valores espirituais nos mais altos níveis de realidade que se pode conceber. Havona é o objetivo anterior ao Paraíso, a antecâmara de capacitação de cada mortal ascendente. Aqui os mortais chegam à Deidade pré-Paraíso — o Ser Supremo. Havona erige-se perante todas as criaturas de vontade como o portal para o Paraíso e a consecução de Deus.
162&13;14:6.35

O Paraíso é o lar, e Havona é a oficina e pátio de recreio para os finalizadores. E todo mortal que conhece a Deus almeja ser um finalizador.
163&1;14:6.36

O universo central não é somente o destino estabelecido do homem, mas é também o ponto de partida da eterna caminhada dos finalizadores, já que certa hora dão início à aventura universal e não revelada, na experiência de explorar a infinitude do Pai Universal.
163&2;14:6.37

É inquestionável que Havona continuará exercendo suas funções com importância absonita, mesmo nas eras futuras do universo que talvez testemunhem os peregrinos do espaço tentando encontrar a Deus em níveis supra-finitos. Havona tem capacidade para servir de universo para habilitação dos seres absonitos. Ela provavelmente será a escola superior quando os sete supra-universos estiverem exercendo a função de escola de nível médio para os graduados na escola primária do espaço exterior. E estamos inclinados ao parecer de que os potenciais da eterna Havona são verdadeiramente ilimitados, que o universo central está eternamente capacitado para servir de universo de capacitação vivencial para todos os tipos de seres criados, tanto do passado, como do presente ou do futuro.
163&3;14:6.38

[Apresentado por um Aperfeiçoador de Sabedoria, encarregado deste mister pelos Anciões de Dias em Uversa]
163&4;14:6.39

escrito014_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia

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Suplemento do Escrito 014 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 014 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral
153&3;14:1.5

noite".

"um dia é como mil anos com Deus, não mais que uma vigília da

(Salmos 90:4) BSEP (89:4): Porque mil anos, aos teu olhos, são como o dia de ontem, que passou, e como uma vigília da noite. BJ: Pois mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, uma vigília dentro da noite. (2 Pedro 3:8) BSEP: Há, porém, uma coisa, caríssimos, que não deveis ignorar: é que um dia, diante do Senhor, é como mil anos e mil anos é como um dia. BJ: Há, contudo, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: é que para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia.

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___________________________________________________________ ______________ 2. Alterações de Revisões
154&4;14:2.2

"...diferente de qualquer outra em vigor nos universos ..." "...diferente de qualquer outra predominante nos universos ..."
157&4;14:4.5

"...tem um sentido relativo." "...tem um significado relativo."
157&6;14:4.7

"E existe uma forma de progressão ... progressão..." "E existe uma forma de progresso ... progresso ..." suplemento_014_rev_01.htm ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 15 Os Sete Supra-Universos [Apresentado por um Censor Universal procedente de Uversa] 1. O Nível Espacial do Supra-Universo 2. A Organização dos Supra-Universos 3. O Supra-Universo de Orvonton 4. As Nebulosas : Os Antepassados dos Universos

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5. A Origem dos Corpos Espaciais 6. As Esferas do Espaço 7. As Esferas Arquitetônicas 8. O Controle e a Regulação da Energia 9. Os Circuitos dos Supra-Universos 10. Os Governantes dos Supra-Universos 11. A Assembléia Deliberativa 12. Os Supremos Tribunais 13. Os Governos dos Setores 14. Os Propósitos dos Sete Supra-Universos No que concerne ao Pai Universal — como Pai — os universos são praticamente inexistentes; ele trata com pessoas; ele é Pai de pessoas. No que concerne ao Filho Eterno e ao Espírito Infinito — como companheiros criadores — os universos têm localização e são distintos, estando sob o governo conjunto dos Filhos Criadores e dos Espíritos Criativos. No que concerne à Trindade do Paraíso, só os sete universos habitados existem fora de Havona, os sete supra-universos que têm jurisdição sobre o círculo do primeiro nível espacial pós Havona. Os Sete Espíritos Maiores irradiam sua influência da Ilha central para fora, consistindo assim a imensa criação numa roda gigantesca, sendo a Ilha do Paraíso o centro; as irradiações dos Sete Espíritos Maiores, os sete raios; e o aro, as regiões exteriores do grande universo.
164&1;15:0.1

Logo no início da materialização da criação central, foi formulado o esquema sétuplo da organização e do governo do suprauniverso. A primeira criação posterior à Havona dividiu-se em sete formidáveis segmentos, e os mundos sede dos governos dos suprauniversos foram planejados e construídos. O atual esquema de administração existe quase desde a eternidade e os governantes destes supra-universos, com toda a razão, são chamados de Anciões de Dias.
164&2;15:0.2

Da imensa quantidade de conhecimento existente com relação aos supra-universos, pouco vos posso dizer; mas há, por todas estas regiões,
164&3;15:0.3

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uma técnica de reger inteligentemente tanto as forças físicas como as espirituais, e as presenças da gravidade universal operam ali com poder majestoso e em harmonia perfeita. É importante que formeis primeiro uma idéia adequada da constituição física e da organização material quanto aos âmbitos do supra-universo pois assim estareis melhor preparados para apreender a importância da maravilhosa organização que se providenciou para seu governo espiritual e para o avanço intelectual das criaturas de vontade que moram nas miríades de planetas habitados espalhados, aqui e ali, por todos os sete supra-universos. 1. O Nível Espacial do Supra-Universo Dentro da limitada série de documentos, observações e recordações das gerações de um milhão ou de um bilhão de vossos curtos anos, para todos os propósitos e efeitos práticos, Urantia e o universo ao qual ela pertence estão experimentando a aventura de um longo e desconhecido mergulho num espaço novo; mas, de acordo com os documentos de Uversa, segundo observações mais antigas, em harmonia com a experiência e os cálculos mais amplos de nossa ordem, e como resultado das conclusões baseadas nestas e noutras descobertas, sabemos que os universos estão envolvidos numa procissão ordenada, bem compreendida e perfeitamente controlada, que gira com grandeza majestosa ao redor da Primeira Grande Fonte e Centro e de seu universo de morada. 165&1;15:1.2 Há muito tempo que descobrimos que os sete supra-universos percorrem uma grande elipse, um gigantesco círculo alongado. Vosso sistema solar e outros mundos do tempo não estão se precipitando, sem mapas nem bússolas, num espaço desconhecido. O universo local ao qual pertence vosso sistema segue um rumo definido e bem compreendido, em sentido anti-horário, ao redor da imensa rota circular que contorna o universo central. Esta caminho cósmico está bem mapeado e os observadores das estrelas do supra-universo o conhecem tão bem como os astrônomos de Urantia conhecem as órbitas dos planetas que constituem vosso sistema solar. 165&2;15:1.3 Urantia está situada num universo local e num supra-universo ainda não totalmente organizados e vosso universo local está bem próximo de numerosas criações físicas parcialmente acabadas. Pertenceis
164&4;15:1.1

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a um dos universos relativamente recentes. Mas, presentemente, não estais precipitando desenfreadamente no espaço inexplorado nem girais cegamente em regiões desconhecidas. Estais seguindo o caminho ordenado e predeterminado do nível espacial do supra-universo. Estais passando agora através do mesmo espaço que vosso sistema planetário, ou seus predecessores, atravessaram tempos atrás; e algum dia, no futuro remoto, vosso sistema ou os seus sucessores atravessará de novo o mesmo espaço através do qual, de modo tão rápido, vos precipitais. 165&3;15:1.4 Nesta era, e conforme se estima a direção em Urantia, o universo número um gira quase na direção norte, aproximadamente oposto, na direção leste, à residência das Grandes Fontes e Centros no Paraíso e ao universo central de Havona. Esta posição, com a correspondente do oeste, representa a maior aproximação física das esferas do tempo à Ilha Eterna. O supra-universo número dois está no norte, preparando-se para girar em direção ao oeste, enquanto o número três ocupa presentemente o segmento mais ao norte do grande caminho espacial, já tendo feito a curva que o leva a precipitar-se em direção ao sul. O número quatro está uma trajetória relativamente reta em direção ao sul, com as regiões avançadas já aproximando-se da posição oposta aos Grandes Centros. O número cinco já quase deixou sua posição oposta ao Centro dos Centros, continuando no rumo direto em direção ao sul logo antes de girar em direção ao leste; o número seis ocupa a maior parte da curva meridional, o segmento que vosso supra-universo há pouco terminou de passar. 165&4;15:1.5 Vosso universo local de Nebadon pertence a Orvonton, o sétimo supra-universo, que gira entre os supra-universos um e seis, tendo há pouco tempo (conforme nós calculamos o tempo) feito a curva meridional do nível espacial do supra-universo. Hoje em dia, o sistema solar ao qual Urantia pertence deixou para trás, há cerca de um bilhão de anos, a rota circular ao redor da curvatura meridional de forma que, neste momento, estais avançando além da curva meridional e moveis rapidamente através do longo e relativamente reto caminho setentrional. Durante eras incontáveis, Orvonton seguirá quase direto esse rumo setentrional. Urantia pertence a um sistema que está bem no exterior, em direção da fronteira de vosso universo local; e vosso universo local está atravessando, neste momento, a periferia de Orvonton. Além de vós, há outros mais; porém, no espaço, estais muito distantes daqueles sistemas
165&5;15:1.6

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físicos que giram ao redor do grande círculo e que estão relativamente próximos à Grande Fonte e Centro. 2. A Organização dos Supra-Universos Somente o Pai conhece a localização e o número real dos mundos habitados no espaço; ele chama a todos por seu nome e número. Eu posso dar apenas o número aproximado de planetas habitados ou habitáveis pois alguns dos universos locais têm mais mundos adequados para a vida inteligente do que outros. Nem todos os universos locais projetados estão organizados. Portanto, os cálculos que vos ofereço são unicamente com o propósito de vos oferecer uma idéia da imensidade da criação material. 165&1;15:2.2 Há sete supra-universos no grande universo e eles estão constituídos, aproximadamente, da seguinte maneira:
165&6;15:2.1

1. Os Sistemas. São as unidades básicas do supra-governo e consistem em cerca de mil mundos habitados ou habitáveis. Não estão incluídos neste grupo os sóis resplandecentes nem os mundos gelados ou os planetas muito próximos dos sóis ardentes, nem outras esferas não adequadas para serem habitadas por criaturas. Estes mundos adaptados para manter a vida, mil em número, são chamados de sistemas mas nos sistemas mais jovens apenas um número relativamente pequeno destes mundos pode estar habitado. Cada planeta habitado é presidido por um Príncipe Planetário, e cada sistema local tem uma esfera arquitetônica como sua sede, sendo governada por um Soberano do Sistema.
166&2;15:2.3

2. As Constelações. Cem sistemas (ao redor de 100.000 planetas habitáveis) formam uma constelação. Cada constelação tem uma esfera sede arquitetônica que é presidida por três Filhos Vorondadek, os Altíssimos. Cada constelação tem também um Fiel de Dias como observador, um embaixador da Trindade do Paraíso.
166&3;15:2.4

3. Os Universos Locais. Cem constelações (algo em torno de 10.000.000 planetas habitáveis) constituem um universo local. Cada universo local tem um magnífico mundo arquitetônico como sede, sendo governado por um dos Filhos Criadores de Deus, de categoria igual à ordem de Miguel. Cada universo está abençoado pela presença de um União de Dias, um representante da Trindade do Paraíso.
166&4;15:2.5

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4. Os Setores Menores. Cem universos locais (cerca de 1.000.000.000 planetas habitáveis) constituem um setor menor do governo do supra-universo; ele possui um maravilhoso mundo sede de onde seus governantes, os Recentes de Dias, administram os assuntos do setor menor. Em cada sede de um setor menor há três Recentes de Dias, que são Seres Pessoais Supremos da Trindade.
166&5;15:2.6

5. Os Setores Maiores. Cem setores maiores (cerca de 100.000.000.000 mundos habitáveis) constituem um setor maior. Cada setor maior possui uma esplêndida sede e é presidido por três Perfeições de Dias, que são Seres Pessoais Supremos da Trindade.
166&6;15:2.7

6. Os Supra-Universos. Dez setores maiores (cerca de 1.000.000.000.000 planetas habitáveis) constituem um supra-universo. Cada supra-universo possui um mundo enorme e glorioso como sede, sendo governado por três Anciões de Dias.
166&7;15:2.8

7. O Grande Universo. Sete supra-universos formam o atual grande universo organizado, que consiste em aproximadamente sete trilhões de mundos habitáveis e, além das esferas arquitetônicas, em um bilhão de esferas habitadas de Havona. Os supra-universos são governados e administrados de forma indireta e reflexiva, desde o Paraíso, pelos Sete Espíritos Maiores. O bilhão de mundos de Havona estão administrados de forma direta pelos Eternos de Dias, sendo que cada uma destas esferas perfeitas é presidida por um destes Seres Pessoais Supremos da Trindade.
166&8;15:2.9

Excluindo-se as esferas do Paraíso-Havona, o plano da organização universal dispõe as seguintes unidades:
167&1;15:2.10 167&2 167&3 167&4 167&5 167&6 167&7

Supra-universos............................................................7 Setores Maiores............................................................70 Setores Menores...........................................................7.000 Universos Locais..........................................................700.000 Constelações.................................................................70.000.000 Sistemas Locais.............................................................7.000.000.000

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167&8

Habitáveis.......................................................7.000.000.000.000 Cada um dos sete aproximadamente, como segue:
167&9 167&10 167&11 167&12

Planetas

supra-universos

está

constituído,

Um sistema compreende, aproximadamente..............1.000 mundos Uma constelação (100 sistemas)................................100.000 mundos

Um universo (100 constelações)................................10.000.000 mundos Um setor menor (100 universos)...............................1.000.000.000 de mundos
167&13

Um setor maior (100 menores)......................100.000.000.000 de mundos
167&14

setores setores

Um supra-universo maiores)...................1.000.000.000.000 de mundos
167&15 167&16;15:2.12

(10

Todas estas estimativas são, quando muito, aproximações pois os novos sistemas evoluem constantemente enquanto outras organizações deixam, temporariamente, de ter existência material. 3. O Supra-Universo de Orvonton Praticamente todas as regiões estelares visíveis a olho nu em Urantia pertencem à sétima seção do grande universo, ao supra-universo de Orvonton. O imenso sistema estelar da Via Láctea representa o núcleo central de Orvonton estando, em grande parte, além dos limites de vosso universo local. Esta grande aglomeração de sóis, de ilhas escuras do espaço, de estrelas duplas, de aglomerados globulares, de nuvens de estrelas, de nebulosas espirais e de outras formas junto com miríades de planetas forma algo semelhante ao relógio, um agrupamento circular alongado de aproximadamente um sétimo de universos habitados evolucionários.
167&17;15:3.1

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Da posição astronômica de Urantia, conforme olhais através de uma seção transversal dos sistemas próximos à grande Via Láctea, observais que as esferas de Orvonton se movem num imenso plano alongado, sendo muito maior na largura que na espessura, e mais comprido do que largo.
167&18;15:3.2

A observação da chamada Via Láctea revela o aumento relativo da densidade estelar em Orvonton quando se examina o céu numa direção, enquanto que nos lados a densidade diminui; o número de estrelas e de outras esferas diminui ao se distanciar do plano principal de nosso supra-universo material. Quando o ângulo de observação é favorável, ao olhar fixamente através do corpo principal desta zona de máxima densidade, contemplais o universo residencial e centro de todas as coisas.
167&19;15:3.3

Os astrônomos de Urantia identificaram aproximadamente oito das dez divisões maiores de Orvonton. As outras duas são difíceis de se reconhecer em separado porque estais obrigados a visualizar estes fenômenos a partir do interior. Se pudésseis observar o supra-universo de Orvonton a partir de uma posição distante no espaço, imediatamente reconheceríeis os dez setores maiores da sétima galáxia.
167&20;15:3.4

O centro de rotação de vosso setor está situado distante da enorme e densa nuvem estelar de Sagitário, ao redor da qual vosso universo local e as criações que o acompanham se movem e, partindo dos lados opostos ao imenso sistema sub-galático de Sagitário, podeis observar dois grandes fluxos de nuvens de estrelas que surgem em formidáveis espirais estelares.
168&1;15:3.5

O núcleo do sistema físico ao qual pertencem vosso sol e os planetas que o acompanham, constitui o centro da antiga nebulosa Andronover. Esta antiga nebulosa espiral retorceu-se ligeiramente devido às rupturas da gravidade junto com os eventos concomitantes ao nascimento de vosso sistema solar, e que aconteceram ante a iminente aproximação de uma grande nebulosa vizinha. Esta colisão direta transformou Andronover numa aglomeração algo globular mas não destruiu totalmente a mão dupla de procissão dos sóis e dos aglomerados físicos junto a estes. Vosso sistema solar ocupa presentemente uma posição nitidamente central num dos braços desta espiral retorcida, e está
168&2;15:3.6

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situado perto do ponto médio partindo-se do centro para fora, na direção da orla do fluxo estelar. O setor de Sagitário e todos os demais setores e divisões de Orvonton estão em rotação ao redor de Uversa, e parte da confusão dos astrônomos de Urantia surge das ilusões e das relativas distorções produzidas por estes múltiplos movimentos rotatórios:
168&3;15:3.7 168&4 168&5

1. A rotação de Urantia ao redor de seu sol.

2. O circuito de vosso sistema solar ao redor do núcleo da antiga nebulosa de Andronover. 3. A rotação do conjunto estelar de Andronover e dos agrupamentos que o acompanham ao redor do centro composto de rotação e gravidade da nuvem de estrelas de Nebadon.
168&6

4. O percurso da nuvem local de estrelas de Nebadon e das criações que a acompanham em torno do centro de Sagitário, de seu setor menor.
168&7

5. A rotação dos cem setores menores, incluindo Sagitário, ao redor de seu setor maior.
168&8

6. O movimento giratório dos dez setores maiores, o chamado fluxo das estrelas, ao redor da sede de Uversa, em Orvonton.
168&9

7. O movimento de Orvonton e dos seis supra-universos que o acompanham ao redor do Paraíso e de Havona, o movimento processional no sentido anti-horário do nível espacial do supra-universo.
168&10

Estes movimentos múltiplos são de diferentes ordens: as sendas espaciais de vosso planeta e de vosso sistema solar são inatas, inerentes à sua origem. O movimento absoluto de Orvonton, no sentido anti-horário, também é inato, inerente ao plano arquitetônico do universo matriz. Mas os movimentos que se interpõem são de origem composta, derivando-se em parte da segmentação constitutiva da matéria-energia nos suprauniversos e em parte produzidos pela ação inteligente e intencional dos organizadores de força do Paraíso.
168&11;15:3.8

Os universos locais estão muito mais próximos à medida que se avizinham de Havona; os circuitos são maiores em número e há maior superposição, camada sobre camada. Porém, mais distantes do centro eterno há cada vez menos sistemas, camadas, circuitos e universos.
168&12;15:3.9

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4. As Nebulosas : Os Antepassados dos Universos Embora a criação e a organização dos universos permaneçam para sempre sob o domínio dos Criadores infinitos e de seus companheiros, todo o fenômeno continua de acordo com uma técnica estipulada e em conformidade com as leis gravitacionais da força, da energia e da matéria. Mas há algo de mistério com relação à carga de força universal do espaço. Compreendemos tudo a respeito da organização das criações materiais, da etapa ultimatônica em diante, mas não compreendemos de todo o antecedente cósmico dos ultimátons. Estamos convencidos de que estas forças ancestrais têm sua origem no Paraíso porque elas sempre giram através do espaço impregnado, no contorno exato e gigantesco do Paraíso. Ainda que não responda à gravidade do Paraíso, esta carga de força do espaço, o antecessor de toda materialização, sempre responde à presença do Paraíso Inferior tendo, aparentemente, a entrada e saída de seu circuito no centro do Paraíso inferior.
169&1;15:4.1

Os organizadores de força do Paraíso transmutam a potência do espaço em força primordial e evolvem este potencial pré-material em manifestações energéticas primárias e secundárias de realidade física. Quando esta energia atinge níveis de resposta à gravidade, os diretores de potência e seus parceiros no governo do supra-universo aparecem em cena e começam suas intermináveis manipulações, planejadas para estabelecer os múltiplos circuitos da potência e os canais de energia dos universos do tempo e do espaço. Desse modo aparece a matéria física no espaço, e assim se estabelece o cenário para encetar a organização do universo.
169&2;15:4.2

Esta segmentação da energia é um fenômeno que nunca foi solucionado pelos físicos de Nebadon. Sua principal dificuldade está na relativa inacessibilidade dos organizadores de força do Paraíso já que, ainda que sejam competentes para lidar com a energia do espaço, os diretores de potência viva não têm a menor noção da origem das energias que eles de forma tão inteligente e hábil manipulam.
169&3;15:4.3

Os organizadores de força do Paraíso são os que dão origem às nebulosas; eles são capazes de iniciar, ao redor de sua presença espacial,
169&4;15:4.4

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os tremendos ciclones de força que, uma vez que começam, jamais se pode deter ou limitar até que estas forças que a tudo impregna sejam ativadas apara a aparição final das unidades ultimatômicas da matéria universal. Assim são criadas as nebulosas espirais e nebulosas de outras formas, as rodas matrizes dos sóis que têm origem de forma direta e de seus variados sistemas. No espaço exterior pode-se ver dez formas diferentes de nebulosas, fases da evolução primária universal, e estas consideráveis rodas de energia têm a mesma origem que tiveram as dos sete supra-universos. As nebulosas variam muito em tamanho e quanto ao número e massa total resultantes de seus descendentes estelares e planetários. Existe uma nebulosa produtora de sóis situada bem ao norte das fronteiras de Orvonton, mas que está dentro do nível espacial deste supra-universo, e que já deu origem a cerca de quarenta mil sóis, e a roda matriz ainda está lançando sóis, a maioria deles muitas vezes maiores que o vosso. Algumas das maiores nebulosas do espaço exterior estão originando até cem milhões de sóis.
169&5;15:4.5

As nebulosas não estão diretamente relacionadas a nenhuma das unidades administrativas, tal como os setores menores ou os universos locais, se bem que alguns universos locais têm sido organizados a partir dos produtos de uma só nebulosa. Cada universo local contém exatamente uma centésima milésima parte da carga total de energia de um suprauniverso, independente de sua relação com as nebulosas pois as nebulosas não organizam a energia: ela é distribuída de forma universal.
169&6;15:4.6

Nem todas as nebulosas espirais tratam de produzir sóis. Algumas têm mantido controle sobre seus muitos descendentes estelares que foram segregados e sua aparência espiral resulta do fato de que seus sóis saem em estreita formação do braço nebular mas retornam por diversas rotas, facilitando assim a observação deles num certo ponto, mas dificultando sua visualização quando estão muito dispersos em suas diferentes rotas de regresso, muito mais afastados do braço da nebulosa. No presente momento, não existem muitas nebulosas produtoras de sóis ativas em Orvonton, ainda que Andrômeda, que está fora do suprauniverso habitado, seja muito ativa. Esta nebulosa distante é visível a olho nu e, quando a observais, fazei uma pausa para considerar que a luz que contemplais partiu destes sóis longínquos há quase um milhão de anos.
170&1;15:4.7

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A galáxia denominada Via Láctea é composta por um imenso número de antigas nebulosas, tanto espirais como de outras formas, muitas das quais conservam ainda sua estrutura original. Mas, como resultado dos cataclismos interiores e da atração exterior, muitas delas sofreram tal deformação e reorganização que causaram as enormes agregações que dão a aparência de gigantescas massas luminosas de sóis resplandecentes, como a Nuvem de Magalhães. Próximo das margens exteriores de Orvonton predomina uma aglomeração de estrelas do tipo globular.
170&2;15:4.8

As imensas nuvens de estrelas de Orvonton devem ser consideradas como aglomerações individuais de matéria, comparáveis às nebulosas que podem ser observadas em separado nas regiões espaciais que estão fora da Via Láctea. Entretanto, muitas destas assim chamadas nuvens de estrelas do espaço consistem apenas em material gasoso. O potencial de energia destas nuvens de estrelas gasosas é incrivelmente grande e parte deste potencial é absorvido pelos sóis vizinhos para serem enviados de novo ao espaço na forma de emanações solares.
170&3;15:4.9

5. A Origem dos Corpos Espaciais A maior parte da massa contida nos sóis e planetas de um suprauniverso origina-se nas rodas nebulares. Muito pouco da massa do suprauniverso é organizada por ação direta dos diretores de potência (como na construção das esferas arquitetônicas) ainda que uma quantidade constantemente variável de matéria tenha origem no espaço aberto.
170&4;15:5.1

Quanto à sua origem, a maioria dos sóis, planetas e outras esferas podem ser classificados dentro dos seguintes dez grupos:
170&5;15:5.2

1. Anéis Concêntricos por Contração. Nem todas as nebulosas são espirais. Muitas nebulosas imensas, em vez de se partirem num sistema estelar duplo ou de evolver como uma espiral, passam pela condensação através da formação de anéis múltiplos. Durante longos períodos de tempo esta nebulosa aparece como um enorme sol central envolto por numerosas nuvens gigantescas de formações de matéria com a aparência de anéis que o circundam.
170&6;15:5.3

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2. As Estrelas de Redemoinho são aqueles sóis que saem lançados das grandes rodas matrizes de gases extremamente quentes. Não são lançados como anéis mas são sucessivamente lançados para fora, para a direita para a esquerda. As estrelas de redemoinho também se originam em nebulosas outras que não as espirais.
170&7;15:5.4

3. Planetas por Explosão da Gravidade. Quando um sol nasce de uma nebulosa em espiral ou de uma nebulosa em forma de cilindro, não é pouco freqüente que seja lançado a uma distância considerável. Tal sol é altamente gasoso e, posteriormente, depois de se ter resfriado um pouco e de ter condensado, pode acontecer de ser encontrado girando próximo a uma enorme massa de matéria, seja um sol gigantesco ou uma ilha escura do espaço. Pode ser não se aproxime o suficiente para provocar uma colisão mas pode se situar próximo o suficiente, de forma tal que permite que a atração da gravidade do corpo maior dê origem a ondas de convulsões no menor, iniciando-se assim uma série de ondas de erupções que ocorrem de forma simultânea nos lados opostos do sol convulsionado. No ponto mais alto, estas erupções explodem produzindo uma série de agregações de matéria de diversos tamanhos e que podem ser projetadas além da zona de atração gravitacional do sol em erupção, estabilizando-se assim em suas próprias órbitas ao redor de um dos corpos implicados neste episódio. Mais tarde, as acumulações maiores de matéria se unem e gradualmente atraem para si os corpos menores. É assim que começa a existência de muitos dos planetas sólidos dos sistemas menores. Vosso próprio sistema solar teve origem exatamente assim.
170&8;15:5.5

4. Planetas de Origem Centrífuga. Existem sóis enormes que, em certas etapas de seu desenvolvimento e se a velocidade de rotação se acelera em alto grau, começam a lançar grandes quantidades de matéria que posteriormente podem se acumular para formar pequenos mundos que continuam circundando o sol que lhes deu origem.
171&1;15:5.6

5. Esferas por Insuficiência de Gravidade. Existe um limite crítico para o tamanho das estrelas solitárias. Quando um sol atinge esse limite, a menos que ele desacelere sua velocidade de rotação, está destinado a se fragmentar; ocorre uma fissura no sol e desta divisão origina-se uma nova estrela dupla. Numerosos planetas pequenos podem ser formados depois como conseqüência desta gigantesca ruptura.
171&2;15:5.7

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6. Estrelas por Retração. Nos sistemas menores, o maior planeta exterior às vezes atrai para si os mundos vizinhos enquanto aqueles planetas próximos ao sol começam seu deslocamento final. Em vosso sistema solar, tal fim significaria que os quatro planetas mais internos seriam atraídos para o sol enquanto o planeta maior, Júpiter, aumentaria de forma considerável porque se apropriaria dos mundos restantes. Tal fim de um sistema solar resultaria na criação de dois sóis adjacentes porém desiguais; isso seria a formação de uma variedade de estrela dupla. Este tipo de catástrofe se dá com pouca freqüência, exceto nas orlas das aglomerações estelares do supra-universo.
171&3;15:5.8

7. Esferas por Acumulação. Da imensa quantidade de matéria que circula no espaço, pequenos planetas podem se acumular lentamente. Eles crescem por adição de meteoros e por colisões menores. Em alguns setores do espaço, as condições favorecem tal forma de nascimento de planetas. Muitos dos mundos habitados têm tido esta origem.
171&4;15:5.9

Algumas das densas ilhas escuras são resultado direto da adição proveniente da transmutação de energia no espaço. Outro grupo destas ilhas escuras veio a existir pela acumulação de enormes quantidade de matéria fria, de simples fragmentos e de meteoros que circulam pelo espaço. Estas agregações de matéria nunca possuíram calor e, exceto por sua densidade, sua composição é muito similar à de Urantia.
171&5;15:5.10

8. Sóis Apagados. Algumas das ilhas escuras do espaço são sóis isolados que se apagaram por terem emitido toda a energia espacial de que dispunham. As unidades organizadas de matéria aproximam-se da condensação total, da condensação virtualmente completa; e são necessárias eras após eras para que estas enormes massas de matéria altamente condensada voltem a se carregar nos circuitos do espaço, preparando-se assim para novos ciclos de ação no universo, após uma colisão ou algum evento cósmico que igualmente as revivifique.
171&6;15:5.11

9. Esferas por Colisão. Não são raras as colisões naquelas regiões com aglomerações mais compactas. Acompanham este reajuste astronômico as tremendas mudanças de energia e as transmutações da matéria. As colisões que envolvem os sóis mortos são particularmente influentes na criação de flutuações generalizadas de energia. Os fragmentos das colisões freqüentemente constituem os núcleos materiais
171&7;15:5.12

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que posteriormente formam os corpos planetários adequados à habitação dos mortais. 10. Mundos Arquitetônicos. Estes mundos são construídos de acordo com planos e especificações para um propósito exclusivo, tal como Salvington, sede de vosso universo local, e Uversa, onde reside o governo de nosso supra-universo.
172&1;15:5.13

Existem numerosas outras técnicas de evolver sóis e de segregar planetas, mas os que foram mencionados sugerem a forma de origem da imensa maioria dos sistemas estelares e dos conjuntos planetários. Para descrever todos os diferentes modos de metamorfose estelar e de evolução planetária se requereria relatar quase cem modos distintos de formação dos sóis e de origem dos planetas. Conforme vossos estudiosos das estrelas esquadrinharem os céus, observarão fenômenos que indicarão todos os modos de evolução estelar, mas poucas vezes detectarão a evidência da formação desses pequenos agrupamentos não luminosos de matéria que servem de planetas habitados, os mais importantes das imensas criações materiais.
172&2;15:5.14

6. As Esferas do Espaço Seja qual for sua origem, as várias esferas do espaço podem ser classificadas nas seguintes principais divisões:
172&3;15:6.1 172&4 172&5 172&6 172&7 172&8

1. Os Sóis: as estrelas do espaço. 2. Ilhas escuras do espaço. 3. Corpos espaciais menores: cometas, meteoros e planetesimais. 4. Planetas, incluindo os mundos habitados. 5. Esferas arquitetônicas: mundos feitos sob medida.

Com exceção das esferas arquitetônicas, todos os corpos espaciais têm tido origem evolutiva; evolutiva no sentido de que não foram trazidos à existência pelo fiat da Deidade; evolutivo no sentido de que os atos criativos de Deus têm sido desenvolvidos por uma técnica espaço-temporal através da operação de muitas das inteligências criadas e acontecidas pela Deidade.
172&9;15:6.2

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Os Sóis: São as estrelas do espaço em suas várias etapas de existência. Alguns deles são sistemas espaciais solitários em evolução; outros são estrelas duplas, sistemas planetários em contração ou em desaparição. As estrelas do espaço existem em nada menos que mil diferentes estados e etapas. Estais familiarizados com os sóis que emitem luz acompanhada de calor; mas também há sóis que brilham sem calor.
172&10;15:6.3

Os trilhões e trilhões de anos que um sol ordinário continua emitindo calor e luz ilustram bem o imenso armazenamento de energia que cada unidade de matéria contém. A energia real armazenada nestas partículas invisíveis de matéria física é quase inimaginável. E esta energia se torna quase totalmente disponível na forma de luz quando submetida à tremenda pressão do calor e às atividades de energia vinculadas e que prevalecem no interior dos sóis resplandecentes. Há ainda outras condições que permitem a estes sóis que transformem e enviem muito da energia espacial que lhes chega pelas vias estabelecidas nos circuitos espaciais. Muitas das fases da energia física e todas as formas da matéria são atraídas para o dínamo solar e posteriormente distribuídas por ele. Desta maneira, os sóis servem de aceleradores locais de circulação da energia, atuando como estações automáticas de controle da potência.
172&11;15:6.4

O supra-universo de Orvonton está iluminado e aquecido por mais de dez trilhões de sóis resplandecentes. Estes sóis são as estrelas que podem ser observadas em vosso sistema astronômico. Mais de dois trilhões estão muito distantes e são muito pequenos para serem vistos de Urantia. Mas no universo matriz existem tantos sóis como há gotas d'água nos oceanos de vosso mundo.
172&12;15:6.5

As Ilhas Escuras do Espaço. São sóis mortos e outras grandes aglomerações de matéria destituída de luz e calor. As ilhas escuras são, às vezes, enormes quanto a sua massa e exercem uma influência poderosa no equilíbrio e na utilização da energia no universo. A densidade de algumas destas grandes massas é quase incrível. E esta grande concentração de massa permite que estas ilhas escuras atuem como poderosas rodas equilibrantes, mantendo os grandes sistemas adjacentes eficientemente unidos. Elas mantém o equilíbrio gravitacional da potência em muitas constelações; muitos sistemas físicos que, de outro modo, se destruiriam rapidamente ao serem arrastados para outros sóis vizinhos, são mantidos com firmeza dentro da atração da gravidade destas protetoras ilhas
173&1;15:6.6

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escuras. É devido a esta atuação que podemos ser precisos quanto a sua localização. Temos medido a atração da gravidade dos corpos luminosos e, portanto, podemos calcular o tamanho e a localização exata das ilhas escuras do espaço que tão eficientemente atuam mantendo um determinado sistema fixo em seu curso. Corpos espaciais menores. Os meteoros e outras pequenas partículas de matéria que circulam e evolvem no espaço constituem um enorme agregado de energia e de substância material.
173&2;15:6.7

Muitos cometas surgem de modo desenfreado como resultado das rodas solares matrizes que paulatinamente se submetem ao controle do sol central dominante. Os cometas também têm numerosas outras origens. A cauda de um cometa sempre aponta a direção contrária à do corpo ou sol que o atrai por causa da reação elétrica de seus gases altamente expandidos, da pressão real da luz e outras energias que emanam do sol. Este fenômeno constitui uma das provas positivas da existência física da luz e das energias à ela vinculadas; ele demonstra que a luz tem peso. A luz é uma substância real e não simplesmente ondas de um hipotético éter.
173&3;15:6.8

Os planetas. São as maiores aglomerações de matéria que seguem uma órbita ao redor de um sol ou de algum outro corpo espacial; variam em tamanho desde os planetesimais até as enormes esferas gasosas, líquidas ou sólidas. Os mundos frios que têm sido construídos mediante o ajuntamento de material flutuante do espaço são os melhores planetas para abrigar vida inteligente quando estão em relação adequada com um sol vizinho. Os sóis mortos, em geral, não reúnem condições para a vida; estão habitualmente muito afastados de um sol resplandecente e ativo e, além do mais, geralmente são muito grandes; a gravidade na superfície é tremenda.
173&4;15:6.9

Em vosso supra-universo, dentre os quarenta planetas frios, não existe um que reúna as condições para ser habitado por seres de vossa classe. E, naturalmente, os sóis superaquecidos e os mundos gelados exteriores são inadequados para abrigar a vida de ordem superior. Em vosso sistema solar, presentemente, existem somente três planetas que podem abrigar a vida. Urantia, por seu tamanho, densidade e localização é, em muitos aspectos, ideal para a vida humana.
173&5;15:6.10

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As leis do comportamento da energia física são basicamente universais, mas as influências locais têm muito a ver com as condições físicas que prevalecem em cada um dos planetas e sistemas locais. Os incontáveis mundos do espaço caracterizam-se por uma variedade quase ilimitada de criaturas e de outras manifestações vivas. Existem, contudo, certos traços similares nos grupos de mundos vinculados entre si num dado sistema, da mesma maneira que existe um modelo universal de vida inteligente. Existem relações de natureza física entre os sistemas planetários que pertencem ao mesmo circuito físico, relações estas que seguem cada um deles de perto no percurso sem fim ao redor do círculo de universos.
173&6;15:6.11

7. As Esferas Arquitetônicas Ainda que cada governo do supra-universo exerça suas funções próximo ao centro dos universos evolutivos de seu segmento espacial, ele ocupa um mundo feito sob medida e povoado por seres pessoais autorizados. Estes mundos sede são esferas arquitetônicas, corpos espaciais especialmente construídos para um propósito específico. Embora compartilhem a luz dos sóis vizinhos, estas esferas são iluminadas e aquecidas de forma independente. Cada uma tem um sol que emite luz sem calor, como os satélites do Paraíso, ao passo que estes mundos sede pertencem a um dos sistemas maiores situados próximos ao centro astronômico de seus respectivos supra-universos. 174&2;15:7.2 O tempo é padronizado nas sedes dos supra-universos. O dia padrão do supra-universo de Orvonton equivale a quase trinta dias do tempo de Urantia, e um ano de Orvonton equivale a cem dias padrão. O ano de Uversa é o padrão no sétimo supra-universo e corresponde a três mil dias menos vinte e um minutos do tempo de Urantia, algo ao redor de oito de vossos anos mais um quinto de ano.
174&1;15:7.1

Os mundos sede dos sete supra-universos participam da natureza e grandeza do Paraíso, seu modelo central de perfeição. Na realidade, todos os mundos sede são paradisíacos. São, de fato, moradas celestiais e aumentam em tamanho material, beleza morontial e glória espiritual desde Jerusem até a Ilha central. E todos os satélites destes mundos sede são também esferas arquitetônicas. 174&4;15:7.4 Os vários mundos sede estão providos de todas as formas de
174&3;15:7.3

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criação material e espiritual. Todas as classes de seres materiais, morontiais e espirituais sentem-se em casa nestes mundos de encontro dos universos. À medida que as criaturas mortais ascendem no universo, passando dos mundos materiais aos mundos espirituais, não deixam jamais de reconhecer o valor nem a alegria destes antigos níveis de existência. Jerusem, sede de vosso sistema local de Satânia, tem seus sete mundos transitórios de instrução, cada um deles circundado por sete satélites entre os quais estão os sete mundos de morada, parada obrigatória na condição morontial e primeira residência pós-mortal do homem. A palavra céu, tal como tem sido empregada em Urantia, de vez em quando se refere a estes sete mundos de morada, sendo o primeiro mundo denominado primeiro céu e assim em diante até o sétimo.
174&5;15:7.5

Edentia, sede de vossa constelação de Norlatiadek, tem seus setenta satélites de convívio cultural e instrutivo onde os seres ascendentes residem após ter completado o regime de Jerusem de ativação, unificação e realização da personalidade.
174&6;15:7.6

Salvington, a capital de Nebadon, vosso universo local, está rodeada de dez conjuntos de ensino superior, de quarenta e nove esferas cada um. Em seguida ao seu convívio na constelação, o homem espiritualiza-se.
174&7;15:7.7

U-menor terceiro, sede de Ensa, vosso setor menor, está rodeado das sete esferas para estudos físicos superiores da vida ascendente.
174&8;15:7.8

U-maior quinto, sede de Splandon, vosso setor maior, está rodeado de setenta esferas dedicadas à instrução no aperfeiçoamento intelectual do supra-universo.
174&9;15:7.9

Uversa, sede central de Orvonton, vosso supra-universo, está rodeada de perto por sete institutos de ensino superior dedicados à instrução no aperfeiçoamento espiritual das criaturas de vontade em seu caminho ascendente. Cada um destes sete conjuntos de esferas admiráveis consiste em setenta mundos especializados que contém milhares e milhares de instituições e organizações repletas, dedicadas à instrução universal e à cultura espiritual, onde os peregrinos do tempo são novamente instruídos e examinados como preparação para sua longa viagem à Havona. Os peregrinos do tempo que chegam são sempre
175&1;15:7.10

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recebidos nestes mundos unidos, mas os graduados que partem são sempre enviados para Havona diretamente das orlas de Uversa. Uversa é a sede espiritual e administrativa de aproximadamente um trilhão de mundos habitados ou habitáveis. A glória, a grandeza e a perfeição da capital de Orvonton ultrapassa todas as maravilhas das criações do tempo e do espaço.
175&2;15:7.11

Se fossem estabelecidos todos os universos locais que estão projetados, junto com seus componentes, haveria nos sete supra-universos pouco menos que quinhentos bilhões de mundos arquitetônicos.
175&3;15:7.12

8. O Controle e a Regulação da Energia As esferas sede dos supra-universos estão assim construídas para funcionar como eficientes reguladoras da potência e da energia para seus diversos setores, servindo de pontos de convergência para direcionar a energia aos universos locais que as compõem. Elas exercem uma poderosa influência sobre o equilíbrio e o controle das energias físicas que circulam através do espaço organizado.
175&4;15:8.1

Os centros de potência do supra-universo e os reitores físicos, entidades inteligentes vivas e semivivas constituídas para este expresso propósito, realizam ainda funções de regulação. É difícil compreender estes centros de potência e estes reitores; as menores ordens de seres não são volitivas, não possuem vontade, não têm escolha, atuam de forma muito inteligente mas, aparentemente, automática e inerente à elevada especialização de seu grupo. Os centros de potência e os reitores físicos dos supra-universos têm a seu cargo a direção e o controle parcial dos trinta sistemas de energia que compreendem o âmbito da gravita. Os circuitos por onde circula a energia física, administrados pelos centros de potência de Uversa, necessitam de pouco mais que 968 milhões de anos para completar seu giro pelo supra-universo.
175&5;15:8.2

A energia em evolução é real; tem peso, ainda que o peso seja sempre relativo, dependendo da velocidade de rotação, da massa e da antigravidade. A massa na matéria tende a retardar a velocidade na energia; e a velocidade da energia, presente em todas as partes, representa a dotação inicial de velocidade menos o retardamento pela massa
175&6;15:8.3

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encontrada em trânsito mais a função reguladora dos reitores da energia viva do supra-universo e a influência física dos corpos vizinhos altamente aquecidos ou intensamente carregados. O plano universal para a manutenção do equilíbrio entre a matéria e a energia constantemente requer fazer e desfazer as unidades materiais menores. Os Diretores de Potência do Universo têm a habilidade de condensar e deter, ou de expandir e liberar, quantidades variáveis de energia.
175&7;15:8.4

Se determinada influência retardadora durasse o suficiente, a gravidade acabaria por converter toda a energia em matéria, não fossem dois fatores: primeiro, por causa da influência antigravitacional dos reitores da energia; segundo, porque a matéria organizada tende a se desintegrar sob certas condições encontradas em estrelas de temperaturas muito elevadas e sob certas condições peculiares ao espaço próximo de corpos frios, altamente energizados, de matéria condensada.
175&8;15:8.5

Quando a massa se superagrega, ameaçando desequilibrar a energia, os reitores físicos intervém para esvaziar os circuitos por onde circula a potência física, a não ser que a própria tendência adicional da gravidade de super-materializar a energia seja anulada pela ocorrência de uma colisão entre os gigantes extintos do espaço, dissipando assim, por completo e num instante, as acumulações da gravidade. Nestas circunstâncias nas quais sobrevém uma colisão, enormes massas de matéria de repente tornam-se a mais rara forma de energia, e inicia-se de novo o esforço pelo equilíbrio universal. Ao final, os maiores sistemas físicos se estabilizam, fixam-se fisicamente e giram nos estáveis e equilibrados circuitos dos supra-universos. Posterior a este evento, não acontecem mais colisões nem outras catástrofes devastadoras nestes sistemas que se fizeram estáveis. 176&2;15:8.7 Durante os períodos de mais energia, ocorrem turbulências energéticas e flutuações de calor acompanhadas de manifestações elétricas. Durante os períodos de menos energia, a tendência da matéria para se agregar, se condensar e sair de controle aumenta nos circuitos de equilíbrio mais frágil, resultando em ajustes por meio de ondas ou de colisão, os quais rapidamente restabelecem o equilíbrio entre a energia circulante e a matéria realmente mais estabilizada. Prever e, por outro lado, compreender tal comportamento provável dos sóis resplandecentes e
176&1;15:8.6

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das ilhas escuras do espaço é uma das tarefas dos observadores celestiais das estrelas. Somos capazes de identificar a maioria das leis que governam o equilíbrio universal e de prever bastante com relação à estabilidade do universo. Nossos prognósticos são confiáveis mas sempre nos deparamos com certas forças que não se sujeitam totalmente às leis de controle da energia e comportamento da matéria que nos são conhecidas. A previsibilidade de todos os fenômenos físicos torna-se cada vez mais difícil conforme seguimos nos universos, do Paraíso em direção para fora. Ao cruzarmos as fronteiras da administração pessoal dos Governantes do Paraíso, deparamo-nos com impedimentos cada vez maiores para calcular de acordo com os modelos estabelecidos e a experiência adquirida com relação às observações que, de modo exclusivo, têm a ver com os fenômenos físicos dos sistemas astronômicos vizinhos. Mesmo nos âmbitos dos sete supra-universos vivemos em meio a ações da força e reações da energia que impregnam toda a nossa circunvizinhança e que se estendem em equilíbrio unificado através de todas as regiões do espaço exterior.
176&3;15:8.8

Quanto mais nos distanciamos, com maior certeza encontramos estes fenômenos variáveis e imprevisíveis que de modo tão infalível caracterizam a insondável presença-atuação dos Absolutos e das Deidades vivenciais. E estes fenômenos devem indicar um supra-domínio universal sobre todas as coisas.
176&4;15:8.9

Aparentemente, o supra-universo de Orvonton agora está descarregando energia; os universos exteriores parecem estar acumulando energia para atividades futuras sem precedentes; o universo central de Havona está eternamente estabilizado. A gravidade e a ausência de calor (o frio) organizam e mantém a matéria agregada; o calor e a antigravidade rompem a matéria e dissipam a energia. Os diretores da potência viva e os organizadores da força são o segredo do controle especial e da direção inteligente da interminável metamorfose de fazer, desfazer e refazer o universo. As nebulosas podem se dispersar; os sóis, se extinguir; os sistemas, desaparecer e os planetas, perecer; mas os universos não se descarregam.
176&5;15:8.10

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9. Os Circuitos dos Supra-Universos Os circuitos universais procedentes do Paraíso literalmente impregnam os sete supra-universos. Estes circuitos de presença são: a gravidade da personalidade do Pai Universal, a gravidade espiritual do Filho Eterno, a gravidade mental do Atuante Conjunto e a gravidade material da Ilha eterna.
176&6;15:9.1

Além dos circuitos universais procedentes do Paraíso e da presença-atuação dos Absolutos e das Deidades vivenciais, dentro do nível espacial do supra-universo operam apenas duas seções do circuitoenergia ou segregações da potência: os circuitos do supra-universo e os circuitos dos universos locais.
177&1;15:9.2 177&2;15:9.3 177&3;15:9.4

Os circuitos do Supra-Universo:

1. O circuito unificador da inteligência procedente de um dos Sete Espíritos Maiores do Paraíso. Este circuito da mente-cósmica está limitado a um só supra-universo. 2. O circuito do serviço-de-reflexão procedente dos Sete Espíritos Refletores em cada supra-universo.
177&4;15:9.5

3. Os circuitos secretos dos Preceptores de Mistério, de alguma maneira inter-associados e expedidos por determinada rota ao Pai Universal no Paraíso, partindo de Divinington.
177&5;15:9.6

4. O circuito de mútua comunhão entre o Filho Eterno e seus Filhos do Paraíso.
177&6;15:9.7 177&7;15:9.8 177&8;15:9.9

5. A presença instantânea do Espírito Infinito. 6. As transmissões do Paraíso, as informações espaciais de

Havona.
177&9;15:9.10

7. Os circuitos da energia procedente dos centros da potência e dos reitores físicos.
177&10;15:9.11 177&11;15:9.12

Os circuitos do Universo Local:

1. O espírito de efusão procedente dos Filhos do Paraíso, o Consolador dos mundos de efusão. O Espírito da Verdade, o espírito de Miguel em Urantia.

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2. O circuito procedente das Ministras Divinas, os Espíritos Maternos do universo local, o Espírito Santo de vosso mundo.
177&12;15:9.13

3. O circuito do ministério da inteligência de um universo local, que inclui a presença dos espíritos ajudantes da mente em sua variada capacidade de atuação.
177&13;15:9.14

Quando se desenvolve num universo local uma tal harmonia espiritual na qual seus circuitos individuais e combinados se tornam indistinguíveis dos do supra-universo; quando verdadeiramente prevalece tal identidade de atuação e unidade de ministério, o universo local então se move imediatamente para os circuitos estabelecidos de luz e vida, tornando-se apto para a admissão na aliança espiritual formada pela união aperfeiçoada da supra-criação. Os requisitos para a admissão aos conselhos dos Anciões de Dias, ou seja, para ser membro da aliança do supra-universo, são:
177&14;15:9.15

1. Estabilidade física. As estrelas e os planetas de um universo local devem estar em equilíbrio; os períodos de metamorfose estelar imediata devem estar concluídos. O universo deve estar seguindo uma rota definida; sua órbita deve ser segura e finalmente fixa.
177&15;15:9.16

2. Lealdade espiritual. Deve existir um estado de reconhecimento universal e de lealdade ao Filho Soberano de Deus que dirige os assuntos de tal universo local, universo este que deve ter entrado num estado de cooperação harmoniosa entre os planetas, sistemas e constelações de todo o universo local.
177&16;15:9.17

Vosso universo local nem sequer é considerado como pertencente à ordem física estabelecida do supra-universo e muito menos pode ser considerado como membro da reconhecida família espiritual do supra-governo. Embora Nebadon ainda não tenha representação em Uversa nós, que pertencemos ao governo do supra-universo, de vez em quando somos enviados aos seus mundos em missões especiais, tal como tenho vindo diretamente de Uversa à Urantia. Prestamos toda a ajuda possível aos vossos dirigentes e governantes a fim de solucionar seus problemas difíceis; desejamos ver vosso universo em condições de ser plenamente admitido nas criações que o acompanham, criações estas da família do supra-universo.
177&17;15:9.18

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10. Os Governantes dos Supra-Universos Nas sedes dos supra-universos residem os membros do elevado governo espiritual dos âmbitos do tempo e do espaço. O poder executivo do supra-governo, que tem sua origem nos Conselhos da Trindade é dirigido, sem nada que se interponha e com supremacia de supervisão, por um dos Sete Espíritos Maiores, seres que representam a autoridade do Paraíso e que administram os supra-universos através dos Sete Executivos Supremos, situados nos sete mundos especiais do Espírito Infinito, os satélites mais exteriores do Paraíso.
178&1;15:10.1

A sede do supra-universo é a morada dos Espíritos Refletores e dos Auxiliares Refletores de Imagem. Estes seres maravilhosos conduzem sua extraordinária atividade de reflexão desta posição intermediária, ministrando dessa forma ao universo central, acima deles, e aos universos locais, abaixo deles.
178&2;15:10.2

Cada supra-universo é presidido por três Anciões de Dias, os executivos conjuntos do supra-governo. Em seu poder executivo, os elementos do governo do supra-universo constituem sete grupos diferentes:
178&3;15:10.3 178&4 178&5 178&6 178&7 178&8 178&9

1. Anciões de Dias. 2. Aperfeiçoadores de Sabedoria. 3. Conselheiros Divinos. 4. Censores Universais. 5. Mensageiros Poderosos. 6. Aqueles Elevados em Autoridade. 7. Aqueles sem Nome e sem Número.

178&10

Os três Anciões de Dias são diretamente assistidos por um corpo de um bilhão de Aperfeiçoadores de Sabedoria, com quem estão vinculados três bilhões de Conselheiros Divinos. Um bilhão de Censores Universais estão designados para cada administração do supra-universo. Estes três grupos são de Seres Pessoais de Igual Categoria da Trindade e, de forma divina e direta, tiveram origem na Trindade do Paraíso.
178&11;15:10.4

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As três categorias restantes, os Mensageiros Poderosos, Aqueles Elevados em autoridade e Aqueles Sem Nome e sem Número, são mortais ascendentes glorificados. A primeira destas ordens elevou-se através do regime de ascensão e passou através de Havona nos dias de Grandfanda. Tendo chegado ao Paraíso, foram admitidos ao Corpo de Finalidade, acolhidos pela Trindade do Paraíso e em seguida designados ao serviço excelso dos Anciões de Dias. Como classe, estas três ordens são conhecidas como os Filhos Trinidizados da Consecução, de origem dual mas agora prestando serviço à Trindade. Desta forma, o poder executivo do governo do supra-universo ampliou-se para incluir os filhos glorificados e aperfeiçoados procedentes dos mundos evolutivos.
178&12;15:10.5

O conselho de igual categoria do supra-universo é composto dos sete grupos de membros do poder executivo acima mencionados e dos seguintes governantes dos setores e de outros superintendentes regionais:
178&13;15:10.6

1. Perfeições de Dias: os governantes dos setores maiores do suprauniverso.
179&1

2. Recentes de Dias: os diretores dos setores menores do suprauniverso.
179&2

3. Uniões de Dias: os consultores do Paraíso para os governantes dos universos locais.
179&3

4. Fiéis de Dias: os conselheiros do Paraíso para os governantes Altíssimos dos governos das constelações.
179&4

5. Os Filhos Instrutores da Trindade que casualmente se encontrem em serviço na sede do supra-universo.
179&5

6. Os Eternos de Dias que possam estar presentes na sede do suprauniverso.
179&6

7. Os Sete Auxiliares Refletores de Imagem: os porta-vozes dos sete Espíritos Refletores e, através deles, os representantes dos Sete Espíritos Maiores do Paraíso.
179&7

Os Auxiliares Refletores de Imagem também servem como representantes de numerosos grupos de seres influentes nos governos do supra-universo mas que, por diversas razões, não se encontram neste momento plenamente ativos em suas capacidades individuais. Estão
179&8;15:10.7

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incluídos neste grupo: a manifestação evolutiva da personalidade do Ser Supremo no supra-universo; os Supervisores Incondicionados do Supremo; os Vice-Regentes Qualificados do Último; os refletores da ligação inominada de Majeston e os representantes espirituais suprapessoais do Filho Eterno. Em quase todo momento é possível encontrar representantes de todos os grupos de seres criados nos mundos sede dos supra-universos. A tarefa rotineira do ministério dos supra-universos é realizada pelo poderoso seconafim e por outros membros da imensa família do Espírito Infinito. Na tarefa destes maravilhosos centros do supra-universo, de administração, controle, ministério e julgamento executivo, as inteligências de cada esfera da vida universal fundem-se no serviço eficiente, na administração sábia, no ministério amoroso e no julgamento justo.
179&9;15:10.8

Os supra-universos não mantém nenhum tipo de embaixada; eles estão completamente isolados uns dos outros. Dos assuntos em comum, conhecem apenas através de um centro de intercâmbio de informações no Paraíso, mantido pelos Sete Espíritos Maiores. Estes governantes trabalham nos conselhos da sabedoria divina para o bemestar de seus próprios supra-universos, sem se deterem no que possa estar ocorrendo nos outros segmentos da criação universal. Este isolamento dos supra-universos persistirá até o momento em que se atinja sua coordenação por meio da mais completa atualização da soberaniapersonalidade do evolutivo e vivencial Ser Supremo.
179&10;15:10.9

11. A Assembléia Deliberativa É em mundos como Uversa que os seres representantes da autocracia da perfeição e da democracia da evolução encontram-se frente a frente. O poder executivo do supra-governo origina-se nos âmbitos da perfeição; o poder legislativo surge do florescimento dos universos evolutivos.
179&11;15:11.1

A assembléia deliberativa do supra-universo está circunscrita ao mundo sede. Este conselho legislativo ou consultivo consiste em sete câmaras, sendo que cada universo local admitido aos conselhos do suprauniverso elege seu representante local para cada uma delas. Os altos
179&12;15:11.2

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conselhos de tais universos locais elegem estes representantes dentre os peregrinos ascendentes que se graduaram em Orvonton e que permanecem em Uversa com autorização para se transportarem para Havona. O período médio de serviço é algo em torno de cem anos do tempo padrão do supra-universo. Eu nunca soube de desavença alguma entre os executivos de Orvonton e a assembléia de Uversa. Até agora, na história do nosso suprauniverso, o corpo deliberativo nunca aprovou uma recomendação que a divisão executiva do supra-governo tivesse sequer titubeado em executar. Tem prevalecido sempre a mais perfeita harmonia e acordo de cooperação, tudo dando testemunho do fato de que os seres evolutivos, na verdade, podem alcançar as alturas da sabedoria aperfeiçoada que os capacita a conciliar com os seres pessoais de origem perfeita e de natureza divina. A presença das assembléias deliberativas na sede dos suprauniversos revela a sabedoria e prenuncia o triunfo último do total e amplo conceito evolutivo do Pai Universal e de seu Filho Eterno.
180&1;15:11.3

12. Os Supremos Tribunais Quando falamos dos poderes executivo e deliberativo do governo de Uversa, podeis raciocinar por analogia com certas formas de governo civil de Urantia que temos de ter um terceiro poder ou o poder judiciário, e assim é; mas este poder não possui membros em separado. Nossos tribunais estão constituídos da seguinte maneira: conforme a natureza e a gravidade do caso, ele é presidido por um Ancião de Dias, um Aperfeiçoador de Sabedoria ou um Conselheiro Divino. As provas a favor ou contra um indivíduo, planeta, sistema, constelação ou universo são apresentadas pelos Censores, que são quem as interpretam. A defesa dos filhos do tempo e dos planetas evolutivos está a cargo dos Mensageiros Poderosos, que são os observadores oficiais do governo do supra-universo para os universos e sistemas locais. A atitude do governo superior é representada por Aqueles Elevados em Autoridade. O veredicto geralmente é dado por uma comissão, cujo número varia e que é igualmente formada por Aqueles sem Nome nem Número e por um grupo de seres pessoais com discernimento, que são escolhidos dentre os membros da assembléia deliberativa.
180&2;15:12.1

Os tribunais dos Anciões de Dias são tribunais superiores de apelação para a adjudicação espiritual de todos os universos que o
180&3;15:12.2

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compõe. Os Filhos Soberanos dos universos locais são supremos em seu próprio âmbito; eles estão sujeitos ao supra-governo apenas em sua voluntariedade de submeter assuntos para a deliberação ou para a adjudicação dos Anciões de Dias, exceto nos assuntos que envolvem a extinção das criaturas de vontade. Os mandados judiciais têm origem nos universos locais, mas as sentenças relativas à extinção das criaturas de vontade são sempre formuladas na sede do supra-universo e dali executadas. Os Filhos dos universos locais podem decretar a sobrevivência de um homem mortal, mas somente os Anciões de Dias podem se encarregar do julgamento executivo das questões de vida e de morte eternas. Em todos os assuntos que não requerem interrogatório ou apresentação de provas, os Anciões de Dias ou seus companheiros proferem sentenças e estas decisões judiciais são sempre unânimes. Tratase aqui de conselhos perfeitos. Não há desacordos nem opiniões minoritárias nos decretos destes tribunais supremos e excepcionais. 180&5;15:12.4 Com poucas exceções, os supra-governos exercem jurisdição sobre todas as coisas e todos os seres em seus respectivos âmbitos. Não se recorre das decisões e sentenças das autoridades do supra-universo já que estas representam a conformidade de opiniões dos Anciões de Dias e do Espírito Maior que, desde o Paraíso, preside os destinos do suprauniverso correspondente.
180&4;15:12.3

13. Os Governos dos Setores Um setor maior abrange aproximadamente um décimo de um supra-universo e consiste em cem setores menores, dez mil universos locais, cerca de um bilhão de mundos habitáveis. Estes setores maiores são administrados por Três Perfeições de Dias, que são Seres Pessoais Supremos da Trindade.
181&1;15:13.1

Os tribunais dos Perfeições de Dias estão constituídos de forma muito semelhante ao dos Anciões de Dias, salvo pelo fato deles não se encarregarem do julgamento espiritual dos mundos. A tarefa destes governos do setor maior tem a ver principalmente com a condição intelectual desta extensa criação. Com o objetivo de informar os tribunais dos Anciões de Dias, nos setores maiores se detém, se arbitra, se confere e se relaciona todos os assuntos de importância do supra-universo, assuntos estes de natureza rotineira e administrativa que não estão diretamente
181&2;15:13.2

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relacionados com a administração espiritual dos mundos ou com a elaboração dos planos de ascensão dos mortais, que são traçados pelos Governantes do Paraíso. Os membros do governo de um setor maior não são diferentes dos de um supra-universo. Assim como os magníficos satélites relacionam-se com a etapa final de vossa preparação espiritual para ir a Havona, os setenta satélites de U-maior quinto dedicam-se à instrução e ao desenvolvimento intelectual de vosso supra-universo. Desde todo Orvonton congregam-se aqui os seres sábios que trabalham incansavelmente para preparar os mortais do tempo para seu posterior progresso no caminho da eternidade. A maior parte desta instrução dos mortais ascendentes do tempo realiza-se nos setenta mundos voltados para o estudo.
181&3;15:13.3

Três Recentes de Dias presidem os governos do setor menor. Eles administram principalmente o controle físico, a unificação, a estabilização e a coordenação rotineira da gestão dos universos locais que o compõem. Cada setor menor abrange até cem universos locais, dez mil constelações, um milhão de sistemas ou cerca de um bilhão de mundos habitáveis.
181&4;15:13.4

As sedes do setor menor são o grande ponto de encontro dos Reitores Físicos Maiores. Estes mundos sede estão rodeados por sete esferas de ensino que constituem as escolas de ingresso no supra-universo e que são centros de instrução no conhecimento físico e administrativo relativo ao universo de universos.
181&5;15:13.5

Os administradores dos governos do setor menor estão sob a jurisdição imediata dos governantes do setor maior. Os Recentes de Dias recebem todas as informações sobre o que se observa e coordenam todas as recomendações que se referem ao supra-universo a partir dos Uniões de Dias que estão situados como observadores e consultores da Trindade nas esferas sede dos universos locais, e a partir dos Fiéis de Dias que estão, de igual modo, designados para os conselhos dos Altíssimos nas sedes das constelações. Todas estas informações são transmitidas aos Perfeições de Dias nos setores maiores para serem posteriormente passadas aos tribunais dos Anciões de Dias. Dessa forma, o regime da Trindade se estende em direção ascendente, desde as constelações dos universos locais até a sede do supra-universo. As sedes do sistema local não têm representantes da Trindade.
181&6;15:13.6

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14. Os Propósitos dos Sete Supra-Universos Na evolução dos sete supra-universos revelam-se os sete principais propósitos. Cada propósito maior traçado para a evolução do supra-universo encontrará a mais plena expressão em apenas um dos sete supra-universos e, por essa razão, cada supra-universo tem uma função especial e uma natureza única.
181&7;15:14.1

Orvonton, o sétimo supra-universo, ao qual pertence vosso universo local, é conhecido principalmente por sua extraordinária e generosa efusão do ministério misericordioso aos mortais dos mundos. É célebre pela forma na qual prevalece a justiça temperada pela misericórdia e pelo governo que conduz condicionado pela paciência enquanto o tempo impõe sacrifícios voluntários a fim de se assegurar a estabilidade na eternidade. Orvonton manifesta ao universo o amor e a misericórdia.
182&1;15:14.2

Entretanto, é muito difícil descrever nossa concepção acerca da verdadeira natureza do propósito evolutivo que se revela em Orvonton mas, como sugestão, pode-se dizer que nesta supra-criação percebemos que os seis propósitos únicos da evolução cósmica, tal como se manifestam nas seis supra-criações que o acompanham, inter-associam-se aqui num todo significativo; e é por esta razão que às vezes conjeturamos que, ao completar o desenvolvimento de sua personalização, no futuro remoto e desde Uversa, Deus Supremo governará os sete supra-universos aperfeiçoados em toda a sua majestade vivencial do então alcançado poder soberano ilimitado.
182&2;15:14.3

Assim como Orvonton é único em natureza e singular quanto ao seu destino, também o são cada um dos seis supra-universos que o acompanham. Entretanto, grande parte do que acontece em Orvonton não está revelado para vós e dentre estes traços não revelados da vida de Orvonton muitos encontrarão expressão mais completa em algum outro supra-universo. Os sete propósitos da evolução do supra-universo operam em toda parte dos sete supra-universos, mas cada supra-criação oferecerá a mais plena expressão de somente um destes propósitos. Para entender mais sobre estes propósitos do supra-universo, muito do que não entendeis teria de ser revelado e mesmo assim pouco compreenderíeis.
182&3;15:14.4

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Toda esta narrativa não apresenta senão um vislumbre fugaz da imensa criação da qual vosso mundo e sistema local formam parte. Vosso mundo se chama Urantia, e é o número 606 no grupo planetário, ou sistema de Satânia. Este sistema tem atualmente 619 mundos habitados, e mais de duzentos outros planetas evoluem de forma propícia para, no futuro, virem a ser mundos habitados. 182&5;15:14.6 Satânia tem como sede um mundo chamado Jerusem, e é o sistema número vinte e quatro da constelação de Norlatiadek. Vossa constelação, Norlatiadek, consiste em cem sistemas locais e tem como sede um mundo chamado Edentia. Norlatiadek é o número setenta do universo de Nebadon. O universo local de Nebadon consiste em cem constelações e tem uma capital conhecida como Salvington. O universo de Nebadon é o número oitenta e quatro no setor menor de Ensa.
182&4;15:14.5

O setor menor de Ensa consiste em cem universos locais e tem uma capital chamada U-menor terceiro. Este setor menor é o número três no setor maior de Splandon. Splandon consiste em cem setores menores e tem como sede um mundo chamado U-maior quinto. É o quinto setor maior do supra-universo de Orvonton que, por sua vez, é o sétimo segmento do grande universo. Desse modo podeis localizar vosso planeta no esquema da organização e administração do universo de universos.
182&6;15:14.7

No grande universo, o número de vosso mundo é 5.342.482.337.666. Esse é o número registrado em Uversa e no Paraíso; é vosso número na lista de mundos habitados. Conheço o número de registro das esferas físicas, mas é tal o seu tamanho que, na prática, sua importância se torna pequena para a mente dos mortais.
182&7;15:14.8

Vosso planeta é uma parte de um cosmos enorme; vós pertenceis a um conjunto quase infinito de mundos mas vossa esfera é administrada com precisão bem como sustentada com amor, como se fosse o único mundo habitado que existisse.
183&1;15:14.9 183&2;15:14.10

[Apresentado por um Censor Universal procedente de Uversa]

___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 16

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Os Sete Espíritos Maiores [Patrocinado por um Censor Universal procedente de Uversa] Os sete Espíritos Maiores do Paraíso são os seres pessoais primordiais do Espírito Infinito. Neste ato criador sétuplo, no qual duplicava a si mesmo, o Espírito Infinito esgotou as possibilidades combinatórias matematicamente intrínsecas à existência objetiva das três pessoas da Deidade. Se tivesse sido possível produzir um número maior de Espíritos Maiores, eles teriam sido criados, mas existem exatamente sete possibilidades de combinação, e somente sete, inerentes às três Deidades. E isto explica porque se opera o universo a partir de sete grandes divisões, e porque o número sete é fundamental em sua organização e administração.
184&1;16:0.1

Os Sete Espíritos Maiores têm assim sua origem e derivam suas características individuais das sete seguintes semelhanças:
184&2;16:0.2 184&3 184&4 184&5 184&6 184&7 184&8 184&9

1. O Pai Universal. 2. O Filho Eterno. 3. O Espírito Infinito. 4. O Pai e o Filho. 5. O Pai e o Espírito. 6. O Filho e o Espírito. 7. O Pai, o Filho e o Espírito.

Sabemos muito pouco a respeito da ação do Pai e do Filho na criação dos Espíritos Maiores. Ao que parece, eles foram trazidos à existência por meio dos atos pessoais do Espírito Infinito, mas nos foi claramente ensinado que tanto o Pai como o Filho participaram da sua origem.
184&10;16:0.3

Quanto ao caráter e natureza espiritual, estes Sete Espíritos do Paraíso são como um só, mas em todos os demais aspectos relacionados com a sua identidade, eles são muito diferentes, e os resultados de suas
184&11;16:0.4

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atuações nos supra-universos são tais que as diferenças individuais são discerníveis de forma inequívoca. Todos os planos realizados posteriormente nos segmentos dos sete supra-universos, e inclusive nos segmentos correlacionados do espaço exterior, têm sido condicionados por uma diversidade diferente da espiritual que estes Sete Espíritos Maiores, cuja supervisão é suprema e última, possuem. Os Espíritos Maiores tem muitas funções, mas neste momento seu campo de ação específico é a supervisão central dos sete suprauniversos. Cada Espírito Maior mantém uma enorme sede central de focalização da força, que circula lentamente ao redor da periferia do Paraíso, mantendo sempre uma posição defronte ao supra-universo que está sob sua supervisão direta, no ponto focal no Paraíso de onde controlam a potência específica e distribuem a energia relativa aos segmentos. As linhas radiais que fazem fronteira com cada um dos suprauniversos convergem, de fato, na sede do Espírito Maior encarregado de sua supervisão, no Paraíso.
184&12;16:0.5

1. A Relação com a Deidade Trina O Criador Conjunto — o Espírito Infinito — é necessário para completar a personalização trina da Deidade indivisa. Esta tripla personalização da Deidade tem, intrinsecamente, sete possibilidades de expressão individual e combinada; por esta razão, o plano subseqüente de criar universos para que fossem habitados por seres inteligentes e potencialmente espirituais, devidamente expressos pelo Pai, Filho e Espírito, tornou inevitável a personalização dos Sete Espíritos Maiores. Falamos da tripla personalização da Deidade como a inevitabilidade absoluta, embora consideremos a aparição dos Sete Espíritos Maiores como a inevitabilidade sub-absoluta.
185&1;16:1.1

Embora os Sete Espíritos Maiores não expressem a Deidade tripla, eles são a representação eterna da Deidade Sétupla, da capacidade de ação e de combinação das sempre existentes três pessoas da Deidade. Por meio destes Sete Espíritos, neles e através deles, o Pai Universal, o Filho Eterno ou o Espírito Infinito, ou qualquer combinação de dois deles, têm a possibilidade de atuar como tal. Quando o Pai, o Filho e o Espírito agem em conjunto, eles podem atuar, e de fato o fazem, através do
185&2;16:1.2

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Espírito Maior Número Sete, mas não como Trindade. Os Espíritos Maiores representam, em separado e coletivamente, todas e cada uma das possibilidades de atuação da Deidade, individuais e distintas, mas não coletivas, não a Trindade. O Espírito Maior Número Sete não atua de forma pessoal com respeito à Trindade do Paraíso e exatamente por isto pode atuar de forma pessoal para o Ser Supremo. Mas quando os Sete Espíritos Maiores deixam suas sedes individuais, que constituem seu poder pessoal e autoridade sobre o suprauniverso, e se congregam ao redor do Atuante Conjunto na presença trina da Deidade do Paraíso, ali e naquele mesmo momento, eles representam de forma conjunta o poder de atuação, a sabedoria e a autoridade da Deidade indivisa — da Trindade — para os universos em evolução, e neles. Esta união paradisíaca da expressão sétupla e primordial da Deidade verdadeiramente compreende, literalmente abarca, todos os atributos e atitudes das três Deidades eternas em Supremacia e em Ultimidade. Para todos os efeitos práticos e para todos os propósitos, os Sete Espíritos Maiores abrangem, ali e então, o âmbito de atuação do Supremo-Último para o universo matriz, e nele.
185&3;16:1.3

Até onde podemos perceber, estes Sete Espíritos estão associados à atividade divina das três pessoas eternas da Deidade; não notamos nenhuma evidência que corrobore a associação direta com as presenças operantes das três fases eternas do Absoluto. Quando associados, os Espíritos Maiores representam as Deidades do Paraíso no que pode ser concebido, em linhas gerais, como o âmbito finito da ação. Pode ser que abranja muito do que é último, mas não o absoluto.
185&4;16:1.4

2. A Relação com o Espírito Infinito Assim como o Filho Eterno e Original se revela através das pessoas dos Filhos Divinos, cujo número aumenta de forma constante, do mesmo modo o Espírito Infinito e Divino se revela através dos canais dos Sete Espíritos Maiores e de seus grupos de seres espirituais companheiros. No centro dos centros pode-se chegar até o Espírito Infinito, mas nem todos os que alcançam o Paraíso são capazes de perceber de imediato sua pessoa e sua presença diferenciada; mas todos os que chegam ao universo central podem, de imediato, e assim o fazem, comungar com um dos Sete
185&5;16:2.1

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Espíritos Maiores, com aquele que preside o supra-universo do qual procede o peregrino recém-chegado do espaço. O Pai do Paraíso fala ao universo de universos somente através de seu Filho, ao passo que ele e o Filho atuam de forma conjunta somente através do Espírito Infinito. Fora do Paraíso e de Havona, o Espírito Infinito fala somente mediante as vozes dos Sete Espíritos Maiores.
186&1;16:2.2

O Espírito Infinito exerce uma influência como presença pessoal dentro dos limites do sistema Paraíso-Havona. Em outros lugares, sua presença pessoal e espiritual é exercida mediante um dos Sete Espíritos Maiores, e através dele. Portanto, a natureza singular do Espírito Maior que supervisiona esse segmento da criação condiciona a presença espiritual da Terceira Fonte e Centro no supra-universo, em qualquer mundo ou em qualquer ser. Inversamente, as linhas combinadas da força espiritual e da inteligência prolongam-se para o interior, em direção à Terceira Pessoa da Deidade, por meio dos Sete Espíritos Maiores.
186&2;16:2.3

Os Sete Espíritos Maiores estão coletivamente dotados dos atributos supremo-últimos da Terceira Fonte e Centro. Embora cada um deles participe individualmente deste dom, eles somente revelam os atributos de onipotência, onisciência e onipresença de forma coletiva. Nenhum deles pode atuar assim de forma universal; como seres individuais e no exercício destes poderes de supremacia e ultimidade, cada um deles está pessoalmente limitado ao supra-universo sob sua supervisão direta.
186&3;16:2.4

Tudo o que foi dito acerca da divindade e personalidade do Atuante Conjunto, aplica-se de igual maneira e integralmente aos Sete Espíritos Maiores, que tão efetivamente distribuem o Espírito Infinito aos sete segmentos do grande universo de acordo com seu dom divino e segundo suas naturezas diversas e individualmente singulares. Portanto, seria apropriado empregar, para o grupo dos sete, qualquer ou todos os nomes do Espírito Infinito. Em conjunto, e em todos os níveis subabsolutos, eles são um com o Criador Conjunto.
186&4;16:2.5

3. A Identidade e a Diversidade dos Espíritos Maiores

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Os Sete Espíritos Maiores são seres indescritíveis mas que são pessoais de forma clara e inequívoca. Eles tem nomes, mas nós optamos por apresentá-los por números. Como personalizações primordiais do Espírito Infinito, são afins, mas como expressões primordiais das sete possíveis combinações da Deidade trina, são essencialmente diversos em natureza, e esta diversidade quanto à natureza determina a diferença com que conduzem o supra-universo. Estes Sete Espíritos Maiores podem ser descritos da seguinte forma:
186&5;16:3.1

Espírito Maior Número Um. De uma maneira especial, este Espírito representa de forma direta o Pai do Paraíso. Ele é uma manifestação característica e eficiente do poder, amor e sabedoria do Pai Universal. Ele é o colaborador íntimo e consultor excelso do chefe dos Preceptores de Mistério, desse ser que preside a Escola dos Modeladores Personalizados, em Divinington. Em todas associações feitas entre os Sete Espíritos Maiores, é sempre o Espírito Maior Número Um quem fala pelo Pai Universal.
186&6;16:3.2

Este Espírito preside o primeiro supra-universo e, ainda que infalivelmente manifeste a natureza divina de uma personalização primordial do Espírito Infinito, ele parece se assemelhar de modo mais particular ao Pai Universal quanto ao seu caráter. Ele está sempre em contato pessoal com os sete Espíritos Refletores situados na sede do primeiro supra-universo.
186&7;16:3.3

Espírito Maior Número Dois. Este Espírito expressa adequadamente a incomparável natureza e o agradável caráter do Filho Eterno, o primogênito de toda a criação. Ele está sempre em íntima parceria com todas as ordens de Filhos de Deus onde quer que eles possam estar no universo residencial, seja de forma individual ou nos jubilosos conclaves. Em todas as assembléias dos Sete Espíritos Maiores, ele sempre fala pelo Filho Eterno e, igualmente, em seu nome.
187&1;16:3.4

Este Espírito dirige os destinos do supra-universo número dois e governa estes imensos domínios tal como o faria o Filho Eterno. Ele sempre está em contato com os sete Espíritos Refletores situados na capital do segundo supra-universo.
187&2;16:3.5

Espírito Maior Número Três. Em personalidade, este Espírito assemelha-se, em particular, ao Espírito Infinito e dirige a atividade e o
187&3;16:3.6

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trabalho de muitos dos elevados seres pessoais do Espírito Infinito. Preside suas assembléias e relaciona-se intimamente com todos os seres pessoais que têm origem de forma exclusiva na Terceira Fonte e Centro. Quando os Sete Espíritos Maiores estão em conselho, o Espírito Maior Número Três é sempre quem fala pelo Espírito Infinito. Este Espírito está encarregado do supra-universo número três, e administra os assuntos deste segmento tal como o faria o Espírito Infinito. Ele está sempre em contato com os Espíritos Refletores situados na sede do terceiro supra-universo.
187&4;16:3.7

Espírito Maior Número Quatro. Ao participar das naturezas combinadas do Pai e do Filho, este Espírito Maior influi de maneira determinante com relação às diretrizes e procedimentos do Pai-Filho nos conselhos dos Sete Espíritos Maiores. Este Espírito é o principal diretor e o consultor daqueles seres ascendentes que chegaram ao Espírito Infinito e que, portanto, tornaram-se candidatos a verem o Pai e o Filho. Ele promove esse enorme grupo de seres pessoais com origem no Pai e no Filho. Quando se torna necessário representar o Pai e o Filho nas relações entre os Sete Espíritos Maiores, é sempre o Espírito Maior Número Quatro quem fala.
187&5;16:3.8

Este Espírito promove o quarto segmento do grande universo, de acordo com seu vínculo peculiar com os atributos do Pai e do Filho Eterno. Ele está sempre em contato pessoal com os Espíritos Refletores situados na sede do quarto supra-universo.
187&6;16:3.9

Espírito Maior Número Cinco. Este ser pessoal divino, que combina com tanto primor o caráter do Pai Universal e do Espírito Infinito, é o consultor desse enorme grupo de seres conhecidos como os diretores da potência, centros da potência e reitores físicos. Este Espírito também promove todos os seres pessoais com origem no Pai e no Atuante Conjunto. Nos conselhos dos Sete Espíritos Maiores, quando se fala da atitude do Pai-Espírito, é sempre o Espírito Maior Número Cinco quem fala.
187&7;16:3.10

Este Espírito encarrega-se do bem-estar do quinto suprauniverso de uma maneira que indica a ação combinada do Pai Universal e do Espírito Infinito. Ele está sempre em contato com os Espíritos Refletores situados na sede do quinto supra-universo.
187&8;16:3.11

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Espírito Maior Número Seis. Este ser divino parece manifestar o caráter combinado do Filho Eterno e do Espírito Infinito. Sempre que as criaturas criadas de forma conjunta pelo Filho e pelo Espírito se congregam no universo central, este Espírito Maior é o seu consultor; e sempre que de faz necessário falar pelo Filho e pelo Espírito Infinito nos conselhos dos Sete Espíritos Maiores, de forma conjunta, é o Espírito Maior Número Seis quem o faz.
187&9;16:3.12

Este Espírito dirige os assuntos do sexto supra-universo tal como o fariam o Filho Eterno e o Espírito Infinito. Ele está sempre em contato com os Espíritos Refletores situados na sede do sexto supra-universo.
188&1;16:3.13

Espírito Maior Número Sete. O Espírito que preside o sétimo supra-universo é uma expressão singular e precisa do Pai Universal, do Filho Eterno e do Espírito Infinito. O sétimo Espírito, que assessora e promove os seres de origem trina, também é o consultor e o diretor de todos os peregrinos ascendentes de Havona, estes modestos seres que conseguiram chegar às cortes de glória através do ministério combinado do Pai, do Filho e do Espírito.
188&2;16:3.14

O Sétimo Espírito Maior não representa de forma integral a Trindade do Paraíso; mas é um fato conhecido o de que sua natureza pessoal e espiritual é a expressão do Atuante Conjunto em proporção igual a das pessoas infinitas cuja união como Deidade é a Trindade do Paraíso, e cuja atuação como tal é a fonte da natureza pessoal e espiritual de Deus Supremo. Por isso, o Sétimo Espírito Maior revela a relação pessoal e integral com a pessoa espiritual do Supremo em evolução. Portanto, nos altos conselhos dos Espíritos Maiores, quando é necessário manifestar aos demais a atitude pessoal combinada do Pai, do Filho e do Espírito ou expor a atitude espiritual do Ser Supremo, é o Espírito Maior Número Sete quem atua. Assim, inerentemente, ele se torna o presidente do conselho dos Sete Espíritos Maiores no Paraíso.
188&3;16:3.15

Nenhum dos Sete Espíritos representa de forma integral a Trindade do Paraíso, mas quando se unem como Deidade sétupla esta união equivale, não num sentido pessoal mas sim no sentido de deidade, ao nível operante capaz de se associar com a ação da Trindade. Neste sentido, o "Espírito Sétuplo" pode se associar de forma operante com a Trindade do Paraíso. É também neste sentido que o Espírito Maior Número Sete às vezes fala confirmando as atitudes da Trindade ou, antes,
188&4;16:3.16

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atua como porta-voz da atitude de união do Espírito Sétuplo com respeito à atitude de união da Deidade Tripla, a atitude da Trindade do Paraíso. A múltipla atuação do Sétimo Espírito Maior se estende a partir da expressão combinada das naturezas pessoais do Pai, do Filho e do Espírito, passando pela representação da atitude pessoal de Deus Supremo até a revelação da atitude da deidade da Trindade do Paraíso. E em certos aspectos, este Espírito diretor igualmente expressa as atitudes do Último e do Supremo-Último.
188&5;16:3.17

É o Espírito Maior Número Sete quem, em sua múltipla capacidade, pessoalmente patrocina o progresso dos candidatos à ascensão procedentes dos mundos do tempo em seus esforços para conseguir compreender a indivisa Deidade de Supremacia. Compreender isto envolve apreender a soberania existencial da Trindade de Supremacia de forma coordenada com o conceito da crescente soberania vivencial do Ser Supremo até formar o entendimento das criaturas quanto à unidade da Supremacia. A compreensão da parte das criaturas acerca destes três fatores iguala-se à compreensão da realidade Trinitária em Havona e dota os peregrinos do tempo da faculdade de, por fim, compreender a Trindade, da faculdade de descobrir as três pessoas infinitas da Deidade.
188&6;16:3.18

A incapacidade dos peregrinos de Havona para decifrar plenamente Deus Supremo é compensada por meio do Sétimo Espírito Maior, cuja natureza trina é, de uma maneira peculiar, reveladora da pessoa espiritual do Ser Supremo. Durante a atual era do universo, na qual é impossível contatar a pessoa do Ser Supremo, o Espírito Maior Número Sete atua como o Deus das criaturas ascendentes no que se refere às relações pessoais. Ele é o único ser espiritual elevado que todos os seres ascendentes certamente reconhecerão e, de certo modo, compreenderão quando alcançarem os centros da glória.
188&7;16:3.19

Este Espírito Maior está sempre em contato com os Espíritos Refletores de Uversa, a sede do sétimo supra-universo, nosso próprio segmento da criação. Sua administração de Orvonton revela a maravilhosa simetria da mistura coordenada das naturezas divinas do Pai, do Filho e do Espírito.
189&1;16:3.20

4. Os Atributos e as Funções dos Espíritos Maiores

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Os Sete Espíritos Maiores são a plena representação do Espírito Infinito para os universos evolutivos. Eles representam a Terceira Fonte e Centro nas relações da energia, mente e espírito. Ainda que atuem como chefes coordenadores do domínio administrativo universal do Atuante Conjunto, não vos esqueçais de que eles tiveram origem nos atos criativos das Deidades do Paraíso. É realmente verdade que estes Sete Espíritos constituem o poder físico personalizado, a mente cósmica e a presença espiritual da Deidade trina, "os Sete Espíritos de Deus enviados por todo o universo".
189&2;16:4.1

Os Espíritos Maiores são únicos no sentido de atuarem em todos os níveis da realidade do universo, exceto no nível absoluto. Por essa razão, eles são supervisores eficientes e perfeitos de todas as fases dos assuntos administrativos, em todos os níveis de atividade do suprauniverso. É difícil para a mente mortal compreender bastante acerca dos Espíritos Maiores porque seu trabalho é tão altamente especializado e, ainda assim, tão abrangente; tão excepcionalmente material e, ao mesmo tempo, tão primorosamente espiritual. Estes versáteis criadores da mente cósmica são os antepassados dos Diretores da Força do Universo e são, eles mesmos, diretores supremos da imensa e extensa criação de criaturas espirituais.
189&3;16:4.2

Os Sete Espíritos Maiores são os criadores dos Diretores da Força do Universo e de seus parceiros, entidades que são indispensáveis na organização, controle e regulação das energias físicas do grande universo. Estes mesmos Espíritos Maiores auxiliam os Filhos Criadores de forma muito material no trabalho de dar forma e organizar os universos locais.
189&4;16:4.3

Não pudemos traçar qualquer relação pessoal entre o trabalho dos Espíritos Maiores quanto à energia cósmica e a atuação do Absoluto Inqualificável quanto à força. Todas as manifestações da energia sob a jurisdição dos Espíritos Maiores são dirigidas a partir da periferia do Paraíso; não parecem estar associadas de forma direta com os fenômenos da força correlatos à superfície inferior do Paraíso.
189&5;16:4.4

É inquestionável que, quando nos deparamos com a atividade operante dos vários Supervisores da Potência Morontial, ficamos frente a frente com certas atividades dos Espíritos Maiores, atividades estas não reveladas. Quem, afora estes antepassados dos reitores físicos e dos ministros espirituais, poderia ter ajeitado assim de modo a combinar e
189&6;16:4.5

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associar as energias materiais e espirituais para produzir uma fase, até esse momento, inexistente da realidade universal — a substância morontial e a mente morontial? Muito da realidade dos mundos espirituais é da ordem morontial, de uma fase da realidade do universo totalmente desconhecida em Urantia. A meta da existência do ser pessoal é espiritual, mas as criações morontiais estão sempre presentes, fazendo uma ponte entre os âmbitos materiais, de origem mortal, e as esferas do supra-universo, de adiantamento do estado espiritual. É nesse âmbito que os Espíritos Maiores dão sua mais importante contribuição ao plano de ascensão do homem ao Paraíso.
189&7;16:4.6

Os Sete Espíritos Maiores têm representantes pessoais que atuam em todo o grande universo; mas já que uma grande maioria destes seres subordinados não se ocupam, de forma direta, do esquema de ascensão e progresso dos mortais no caminho que leva à perfeição paradisíaca, pouco ou nada foi revelado sobre eles. Uma grande parte da atividade dos Sete Espíritos Maiores permanece oculta à compreensão humana porque ela nada tem a ver, de modo direto, com a questão de vossa ascensão ao Paraíso.
190&1;16:4.7

Mesmo que não possamos oferecer uma prova definitiva, é muito provável que o Espírito Maior de Orvonton exerça uma influência decisiva sobre as seguintes esferas de atividade:
190&2;16:4.8

1. Os procedimentos que os Portadores de Vida do universo local utilizam para a iniciação da vida.
190&3;16:4.9

2. As ativações da vida dos espíritos ajudantes da mente que o Espírito Criativo do universo local efunde sobre os mundos.
190&4;16:4.10

3. As flutuações das manifestações da energia, mostradas pelas unidades de matéria organizada que respondem à gravidade linear.
190&5;16:4.11

4. O comportamento da energia emergente quando totalmente liberada da atração do Absoluto Inqualificável, tornando-se assim reativa à influência direta da gravidade linear e à atuação dos Diretores da Força do Universo e de seus companheiros.
190&6;16:4.12

5. A efusão do espírito ministrante de um Espírito Criativo do universo local, conhecido em Urantia como o Espírito Santo.
190&7;16:4.13

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6. A posterior efusão do espírito dos Filhos da efusão, conhecidos em Urantia como o Consolador ou o Espírito da Verdade.
190&8;16:4.14

7. O mecanismo da reflexibilidade dos universos locais e do supra-universo. Muitos dos aspectos relacionados com este fenômeno extraordinário não se pode explicar de forma razoável nem compreender de forma racional sem que se postule a atividade dos Espíritos Maiores em parceria com o Atuante Conjunto e com o Ser Supremo.
190&9;16:4.15

Apesar de nos faltar a compreensão adequada acerca da múltipla atuação dos Sete Espíritos Maiores, estamos certos de que há dois âmbitos na imensa série de atividades no universo com os quais eles não têm nada a ver: a efusão e o ministério dos Modeladores do Pensamento e a inescrutável atuação do Absoluto Inqualificável.
190&10;16:4.16

5. A Relação com as Criaturas Cada segmento do grande universo, cada universo e cada mundo em particular desfruta dos benefícios da união do conselho e da sabedoria dos Sete Espíritos Maiores, mas recebe o toque e o cuidado pessoal de um só. E a natureza pessoal de cada Espírito Maior impregna completamente e condiciona de forma única seu supra-universo.
190&11;16:5.1

Através desta influência pessoal dos Sete Espíritos Maiores, qualquer criatura de qualquer ordem de seres inteligentes, fora do Paraíso e de Havona, deve portar o selo característico da individualidade que indica a natureza ancestral de um destes Sete Espíritos do Paraíso. No que se refere aos sete supra-universos, cada criatura nativa — seja homem ou anjo — portará para sempre esta insígnia que identifica seu local de nascimento.
190&12;16:5.2

Os Sete Espíritos Maiores não invadem de forma direta as mentes materiais das criaturas dos mundos evolutivos do espaço. Os mortais de Urantia não experimentam a presença pessoal da influência da menteespírito do Espírito Maior de Orvonton. Se este Espírito Maior chega, de fato, a algum tipo de contato com a mente mortal individual durante os primórdios evolutivos de um mundo habitado, isto deve ocorrer através do ministério do Espírito Criativo do universo local, da consorte e companheira do Filho Criador de Deus que preside os destinos de cada
191&1;16:5.3

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criação local. Mas este mesmo Espírito Criativo Materno é, em natureza e caráter, muito parecido com o Espírito Maior de Orvonton. O selo físico de um Espírito Maior é uma parte da origem material do homem. Toda caminhada morontial é vivida sob a influência contínua deste mesmo Espírito Maior. Não é estranho que a caminhada subseqüente de tal mortal ascendente nunca chegue a erradicar por completo o selo característico deste mesmo Espírito supervisor. A marca de um Espírito Maior é fundamental para a própria existência de toda a etapa preliminar à Havona, etapa esta de ascensão dos mortais.
191&2;16:5.4

As tendências evidentes da personalidade, que são mostradas na vivência dos mortais evolutivos e que são características de cada suprauniverso expressando de forma direta a natureza do Espírito Maior predominante, nunca se apagam por completo — nem sequer depois de tais seres ascendentes serem submetidos à extensa instrução e à disciplina unificadora encontradas no milhão de esferas educativas de Havona. Mesmo o aprendizado posterior e intensivo no Paraíso não bastam para desarraigar as marcas do supra-universo de origem. Ao longo de toda a eternidade, o mortal ascendente mostrará os traços indicativos do Espírito que preside o supra-universo que o viu nascer. Até mesmo no Corpo de Finalidade, quando se deseja alcançar ou expressar por completo a relação da Trindade com a criação evolutiva, sempre se reúne um grupo de sete finalizadores, um de cada supra-universo.
191&3;16:5.5

6. A Mente Cósmica Os Espíritos Maiores são a fonte sétupla da mente cósmica, o potencial intelectual do grande universo. Esta mente cósmica é uma manifestação sub-absoluta da mente da Terceira Fonte e Centro e, de certo modo, quanto à função, relaciona-se com a mente do Ser Supremo em evolução.
191&4;16:6.1

Num mundo como Urantia, não encontramos a influência direta dos Sete Espíritos Maiores nos assuntos das raças humanas. Viveis sob a influência direta do Espírito Criativo de Nebadon. Contudo, estes mesmos Espíritos Maiores exercem influência sobre as reações básicas de cada mente de criatura porque eles são as fontes autênticas dos potenciais intelectuais e espirituais que, nos universos locais, especializaram-se para
191&5;16:6.2

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atuar nas vidas daqueles indivíduos que habitam os mundo evolutivos do tempo e do espaço. O fato da mente cósmica explica a afinidade entre os diversos tipos de mentes humanas e supra-humanas. Não são apenas espíritos afins, atraídos uns para os outros, mas também são mentes afins, muito fraternas, e que tendem a cooperar umas com as outras. Observa-se, às vezes, que as mentes humanas fluem por canais de extraordinária similaridade e de inexplicável consonância.
191&6;16:6.3

Em todas as relações da mente cósmica com os seres pessoais, existe uma qualidade que poderia ser denominada de "resposta à realidade". Este dom cósmico universal das criaturas de vontade é o que as salva de se converterem em vítimas indefesas das assunções a priori da ciência, da filosofia e da religião. Esta sensibilidade à realidade da mente cósmica responde a certas fases da realidade do mesmo modo que a matéria e a energia respondem à gravidade. Seria ainda mais correto dizer que estas realidades supra-materiais respondem desta forma à mente do cosmos.
191&7;16:6.4

A mente cósmica infalivelmente responde (e reconhece a resposta) em três níveis de realidade do universo. Estas respostas são, por si mesmas, evidentes para as mentes de raciocínio claro e pensamento profundo. Estes níveis de realidade são:
192&1;16:6.5

1. Causa: o âmbito da realidade dos sentidos físicos, o campo científico da uniformidade lógica, a diferenciação do factual e não factual, as conclusões refletidas com base na resposta cósmica. Esta é a forma matemática do discernimento cósmico.
192&2;16:6.6

2. Dever: o âmbito da realidade da moral no campo filosófico, a arena da razão, o reconhecimento do bem e do mal relativos. Esta é a forma judicial do discernimento cósmico.
192&3;16:6.7

3. Adoração: o âmbito espiritual da realidade da vivência religiosa, a compreensão pessoal da fraternidade divina, o reconhecimento dos valores espirituais, a certeza da sobrevivência eterna, a ascensão da condição de servidores de Deus ao júbilo e liberdade dos filhos de Deus. Esta é a percepção mais elevada da mente cósmica, a forma do discernimento cósmico que inspira reverência e veneração.
192&4;16:6.8

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Esta percepção científica, moral e espiritual — estas respostas cósmicas — são inatas à mente cósmica, que beneficia todas as criaturas volitivas. A experiência de viver nunca deixa de desenvolver estas três intuições cósmicas; elas constituem a consciência do pensamento ponderado. Mas é triste registrar que tão poucas pessoas em Urantia têm prazer em cultivar estas qualidades de pensamento cósmico corajoso e independente.
192&5;16:6.9

Nas efusões de mente dos universos locais, estas três percepções da mente cósmica constituem as assunções a priori que possibilitam ao homem atuar como uma pessoa racional e autoconsciente nos campos da ciência, da filosofia e da religião. Dito de outra forma, o reconhecimento da realidade destas três manifestações do Infinito é produto de uma técnica cósmica de auto-revelação. A matéria-energia é reconhecida pela lógica matemática dos sentidos; a mente-razão intuitivamente sabe de seu dever moral; a fé-espírito (a adoração) é a religião da realidade da vivência espiritual. Estes três fatores fundamentais do pensamento ponderado podem ser unificados e coordenados pelo desenvolvimento do ser pessoal, ou podem se tornar desproporcionados e virtualmente sem relação entre suas respectivas funções. Mas quando se unificam, produzem um caráter forte que consiste na correlação de uma ciência factual, de uma filosofia moral e de uma autêntica vivência religiosa. E são estas três intuições cósmicas que emprestam validade objetiva — realidade — à vivência do ser humano com as coisas, significados e valores, e neles.
192&6;16:6.10

O propósito da educação é desenvolver e estimular estes dons inatos da mente humana; o da civilização, expressá-los; o da experiência da vida, realizá-los; o da religião, enobrecê-los; e o da pessoa, unificá-los.
192&7;16:6.11

7. A Moral, a Virtude e a Personalidade A inteligência, por si só, não pode explicar a natureza moral. A moralidade — a virtude — é imanente à personalidade humana. A intuição moral — o conhecimento do dever — é um componente do dom da mente humana e está associado com outros elementos inalienáveis da natureza humana: a curiosidade científica e a percepção espiritual. A mentalidade do ser humano transcende em muito a dos animais com os
192&8;16:7.1

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quais está aparentado, mas é sua natureza moral e religiosa o que especialmente o distingue do mundo animal. A resposta seletiva de um animal limita-se ao nível motor do comportamento. A suposta percepção dos animais mais elevados está num nível motor e geralmente aparece apenas depois da experiência motora de tentativa e erro. O homem é capaz de exercer uma percepção científica, moral e espiritual anterior a qualquer exploração ou experimentação.
193&1;16:7.2

Somente uma pessoa pode reconhecer o que faz antes de fazê-lo; apenas os seres pessoais possuem a percepção anterior à vivência. Uma pessoa pode observar antes de saltar e pode, portanto, aprender da observação bem como da ação de saltar. Um animal, desprovido do pessoal, geralmente só aprende saltando.
193&2;16:7.3

Como resultado da experiência, um animal torna-se capaz de examinar as diferentes formas de conseguir uma meta e de optar por um enfoque baseado na experiência acumulada. Mas uma pessoa pode também examinar a própria meta e julgar seu mérito, seu valor. A inteligência por si só pode discernir a melhor maneira de alcançar fins indiscriminados, mas um ser moral possui uma percepção que o capacita a discernir os fins bem como os meios. E um ser moral, ao escolher a virtude, ainda assim é inteligente. Ele sabe o que faz, porque o faz, aonde vai e como vai chegar lá.
193&3;16:7.4

Quando o homem não consegue discernir os objetivos de seus esforços mortais, ele se vê trabalhando num nível animal de existência; ele não conseguiu avaliar as vantagens superiores da perspicácia material, do discernimento moral e da percepção espiritual que são parte integral de seu dom de mente cósmica como um ser pessoal.
193&4;16:7.5

A virtude é a retidão: a conformidade com o cosmos. Nomear as virtudes não quer dizer defini-las, mas vivê-las é conhecê-las. A virtude não é o mero conhecimento nem sequer a sabedoria; antes, é a realidade da vivência progressiva de chegar a níveis ascendentes de realização cósmica. No cotidiano do homem mortal, a virtude se realiza como a escolha coerente do bem sobre o mal, e tal capacidade de escolha é prova da posse de uma natureza moral.
193&5;16:7.6

A escolha do homem entre o bem e o mal é influenciada não apenas pela acuidade de sua natureza moral mas também por influências
193&6;16:7.7

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como a ignorância, a imaturidade e a desilusão. O senso de proporção também participa do exercício da virtude porque o mal pode ser perpetrado quando se escolhe o bem menor no lugar do bem maior, como resultado da distorção ou da decepção. A arte da avaliação relativa ou da medição comparativa entra na prática das virtudes do âmbito moral. A natureza moral do homem seria impotente sem a arte da medida, do discernimento englobado em sua capacidade de estudar os significados das coisas. Do mesmo modo, a escolha moral seria inútil sem a percepção cósmica, que gera a consciência dos valores espirituais. Do ponto de vista da inteligência, o homem ascende ao nível de um ser moral porque está dotado de personalidade.
193&7;16:7.8

A moralidade jamais pode ser promovida pela lei ou pela força. Ela é um assunto de livre escolha pessoal que deve ser disseminado pelo contágio através do contato das pessoas moralmente agradáveis com aquelas que reagem com menos moralidade mas que também têm, em certa medida, o desejo de fazer a vontade do Pai.
193&8;16:7.9

As ações morais são aquelas atuações humanas que se caracterizam pela inteligência mais elevada, dirigidas por um discernimento seletivo na escolha dos fins superiores bem como da escolha dos meios morais para chegar a estes fins. Esta conduta tem virtudes. A virtude suprema, portanto, é escolher de todo o coração fazer a vontade do Pai no céu.
193&9;16:7.10

8. A Personalidade em Urantia O Pai Universal efunde personalidade às numerosas ordens de seres conforme estes operam nos diversos níveis da realidade universal. Os seres humanos de Urantia estão dotados da personalidade do tipo finito e mortal, que atua no nível dos filhos ascendentes de Deus.
194&1;16:8.1

Mesmo que não possamos empreender a tarefa de definir o que é personalidade, podemos tentar narrar nossa compreensão acerca dos fatores conhecidos que contribuem para constituir o conjunto de energias mentais e espirituais cuja interassociação constitui o mecanismo pelo qual, no qual e através do qual o Pai Universal faz com que atue a personalidade que ele concede.
194&2;16:8.2

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A personalidade é um dote singular, de natureza original, cuja existência independe e antecede a efusão do Modelador do Pensamento. Contudo, a presença do Modelador aumenta a manifestação qualitativa da personalidade. Os Modeladores do Pensamento, ao vir do Pai, são idênticos em natureza, mas a personalidade é distinta, original e exclusiva; e a manifestação da personalidade, além disso, condiciona-se e modifica-se pela natureza e qualidades das energias de caráter material, mental e espiritual com as quais se combina e que constituem o veículo orgânico para a manifestação da personalidade.
194&3;16:8.3

Personalidades podem ser similares, mas nunca idênticas. As pessoas de um determinado grupo, tipo, ordem ou padrão podem se parecer umas com as outras, e de fato se parecem, mas elas nunca são idênticas. A personalidade é essa feição do indivíduo que conhecemos e que nos torna possível identificar tal indivíduo no futuro, independente da natureza e do grau de mudança na forma, mente ou estado espiritual. A personalidade é aquela parte de toda pessoa que nos permite reconhecê-la e identificá-la de forma positiva como aquela conhecemos anteriormente, não importa o quanto tenha mudado em virtude da modificação do veículo de expressão e manifestação de sua personalidade.
194&4;16:8.4

A personalidade das criaturas distingue-se por dois fenômenos característicos, que se manifestam por si mesmos no comportamento e reação do mortal: a autoconsciência e, associada à esta, a relativa livre vontade.
194&5;16:8.5

A autoconsciência consiste na consciência intelectual da realidade do ser pessoal; ela inclui a capacidade de reconhecer a realidade de outros seres pessoais. Ela indica a capacidade para a vivência das realidades cósmicas e com as realidades cósmicas de forma individualizada, o que equivale ao alcance do estado de identidade nas relações pessoais do universo. A autoconsciência conota o reconhecimento da realidade da ministração da mente e a compreensão da independência relativa da livre vontade criativa e determinada.
194&6;16:8.6

A livre vontade relativa, que caracteriza a autoconsciência que a pessoa humana tem, acarreta:
194&7;16:8.7 194&8 194&9

1. Decisão moral: sabedoria superior. 2. Escolha espiritual: discernimento da verdade.

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194&10 194&11 194&12 194&13

3. Amor desinteressado: serviço fraterno. 4. Cooperação decidida: lealdade ao grupo. 5. Percepção cósmica: apreender os significados universais.

6. Dedicação da pessoa: devoção, de todo o coração, a fazer a vontade do Pai. 7. Adoração: a busca sincera dos valores divinos e o amor, de todo o coração, ao Doador dos valores divinos.
195&1

O tipo urantiano de personalidade humana pode ser considerado como atuando num mecanismo físico que consiste na modificação planetária do tipo de organismo de Nebadon, que pertence a uma ordem eletroquímica de ativação da vida, e está dotado da ordem Nebadon da série Orvonton de um padrão reprodutor paternal de mente cósmica. A efusão da divina dádiva da personalidade em tal mecanismo mortal dotado de mente confere-lhe a dignidade de cidadania cósmica e permite a esta criatura mortal, incontinenti, tornar-se reativa ao reconhecimento do que constitui as três realidades mentais essenciais do cosmos:
195&2;16:8.8

1. O reconhecimento matemático ou lógico da uniformidade da causa física.
195&3 195&4 195&5

2. O reconhecimento raciocinado da obrigação da conduta moral.

3. Apreender, pela fé, a adoração fraterna da Deidade, combinada com o serviço amoroso à humanidade. A plena atuação deste dom que é a personalidade é começar a compreender a afinidade com a Deidade. Tal eu, no qual mora uma fração pré-pessoal de Deus Pai, é na verdade e de fato um filho espiritual de Deus. Essa criatura não apenas revela capacidade para receber a dádiva da presença divina como também mostra atitude de resposta ao circuito de gravidade da personalidade, procedente do Pai do Paraíso, do Pai de todos os seres pessoais.
195&6;16:8.9

9. A Realidade da Consciência Humana A criatura dotada de mente cósmica, na qual mora um Modelador do Pensamento, possui a faculdade inata para reconhecer-compreender a
195&7;16:9.1

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realidade energética, a realidade mental e a realidade espiritual. Dessa forma, a criatura de vontade está equipada para discernir os fatos, a lei e o amor de Deus. À parte destes três elementos inalienáveis da consciência humana, toda a experiência humana, na realidade, é subjetiva, excetuando que compreender de forma intuitiva o que é válido traz consigo a unificação destas três respostas à realidade do universo, produtos do reconhecimento cósmico. O mortal que percebe a Deus é capaz de sentir o valor da unificação destas três qualidades cósmicas na evolução da alma que sobrevive: a empresa suprema do homem no tabernáculo físico, onde a mente moral colabora com o espírito divino interior para dualizar a alma imortal. A alma é real desde os primórdios de seu começo: ela tem qualidades cósmicas de sobrevivência.
195&8;16:9.2

Se o homem mortal não consegue sobreviver à morte natural, os verdadeiros valores espirituais de sua experiência humana sobrevivem como parte da experiência que continua no Modelador do Pensamento. Os valores da personalidade desse não-sobrevivente persistem como fatores na personalidade do Ser Supremo, em atualização. Estas qualidades que persistem da personalidade estão privadas de identidade, mas não de valores vivenciais acumulados durante a vida mortal na carne. A sobrevivência da identidade depende da sobrevivência da alma imortal, de condição morontial, e dos crescentes valores divinos. A identidade do ser pessoal sobrevive mediante a sobrevivência da alma e na sobrevivência da alma.
195&9;16:9.3

A autoconsciência humana implica no reconhecimento da realidade dos eus distintos do eu consciente e, além disso, implica em que tal consciência é recíproca; implica em que o eu tanto conhece como é conhecido. Isto é ilustrado, numa forma puramente humana, na vida social do homem. Mas não se pode ter tanta certeza acerca da realidade de outro ser como se pode ter acerca da realidade da presença de Deus que vive dentro de ti. A consciência social não é inalienável como o é a consciência de Deus; ela é um desenvolvimento cultural e depende do conhecimento, dos símbolos e das contribuições e dons que constituem o homem: a ciência, a moralidade e a religião. Estes dons cósmicos, socializados, constituem a civilização.
195&10;16:9.4

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As civilizações são instáveis porque não são cósmicas; não são inatas aos indivíduos de uma raça. Elas devem ser nutridas com a contribuição combinada dos fatores constitutivos do homem: a ciência, a moralidade e a religião. As civilizações aparecem e desaparecem, mas a ciência, a moralidade e a religião sempre sobrevivem à destruição.
196&1;16:9.5

Jesus não apenas revelou Deus ao homem mas também fez uma nova revelação do homem para si mesmo e para outros homens. Na vida de Jesus podeis ver o melhor do homem. O homem torna-se assim tão belamente real pelo muito que tinha de Deus na vida de Jesus, e o conhecimento (o reconhecimento) de Deus é inalienável e constitutivo de todos os homens.
196&2;16:9.6

A abnegação, afora o instinto paterno, não é completamente natural; não é de forma natural que se ama e se serve socialmente outras pessoas. É necessária a luz da razão, a moralidade e o impulso da religião — o conhecimento de Deus — para gerar uma ordem social altruísta e desinteressada. A consciência do homem acerca da sua própria qualidade pessoal, a autoconsciência, depende também diretamente do mesmo fato da consciência inata dos outros, desta faculdade inata para reconhecer e captar a realidade de outros seres pessoais, que vão do âmbito humano até o divino.
196&3;16:9.7

A consciência social desinteressada, no fundo, deve ser uma consciência religiosa, isto é, se for objetiva; se não for, é uma abstração filosófica meramente subjetiva e, portanto carente, de amor. Somente uma pessoa que conhece a Deus pode amar a outra como ama a si mesma.
196&4;16:9.8

A autoconsciência é, em essência, uma consciência comum: Deus e o homem; Pai e filho; Criador e criatura. Na autoconsciência do ser humano existem quatro formas de conhecimento da realidade do universo que são latentes e inerentes:
196&5;16:9.9 196&6 196&7 196&8 196&9

1. A busca do conhecimento: a lógica da ciência. 2. A busca dos valores morais: o senso de dever. 3. A busca dos valores espirituais: a vivência religiosa.

4. A busca dos valores de qualidade pessoal: a faculdade de reconhecer a realidade de Deus como pessoa e a concomitante compreensão acerca da nossa relação fraterna com as demais pessoas.

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Passais a ter consciência do homem como vossa criatura irmã porque já tendes consciência de Deus como vosso Pai Criador. A paternidade é a relação que nos leva racionalmente ao reconhecimento da irmandade. A paternidade se torna, ou pode se tornar, uma realidade universal para todas as criaturas morais porque o próprio Pai efundiu personalidade sobre todos estes seres e os tem envolvido na atração do circuito universal da personalidade. Adoramos a Deus, primeiro, porque ele é, em seguida, porque ele está em nós e, por último, porque nós estamos nele.
196&10;16:9.10

Por acaso, é estranho que a mente cósmica reconheça que tem consciência de sua própria fonte, da mente infinita do Espírito Infinito e, ao mesmo tempo, tenha consciência da realidade física dos extensos universos, da realidade espiritual do Filho Eterno e da realidade da pessoalidade do Pai Universal?
196&11;16:9.11 196&12;16:9.12

[Patrocinado por um Censor Universal procedente de Uversa]

___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 016 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 016 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org

Índice 1. Citações Bíblicas.

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Índice 1. Citações Bíblicas 2. Alterações de revisões Nota: BSEP : Bíblia Sagrada Edições Paulinas BJ : Bíblia de Jerusalém BEP : Bíblia Edição Pastoral 189/2 "os Sete Espíritos de Deus enviados por todo o universo". (Revelações 5:6) BSEP: Olhei, e eis que, no meio do trono e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, estava de pé um Cordeiro, parecendo ter sido imolado, o qual tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, mandados por toda a terra. BJ: Com efeito, entre o trono com os quatro Seres vivos e os Anciãos, vi um Cordeiro de pé, como que imolado. Tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. ___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 17 Os Sete Grupos de Espíritos Supremos [Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa] Os sete grupos de Espíritos Supremos são os diretores encarregados de coordenar, de forma universal, a administração dos sete segmentos do grande universo. Embora, quanto à sua atuação, todos
197&1;17:0.1

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formem parte da família do Espírito Infinito, de um modo geral, os três seguintes grupos são classificados como filhos da Trindade do Paraíso: 197&2 1. Os Sete Espíritos Maiores.
197&3 197&4

2. Os Sete Executivos Supremos. 3. Os Espíritos Refletores.

Os quatro grupos restantes devem sua existência aos atos criativos do Espírito Infinito ou aos seus companheiros de condição criativa:
197&5;17:0.2 197&6 197&7 197&8 197&9

4. Os Auxiliares Refletores de Imagem. 5. Os Sete Espíritos dos Circuitos. 6. Os Espíritos Criativos do Universo Local. 7. Os Espíritos Ajudantes da Mente.

Estas sete ordens são conhecidas em Uversa como os sete grupos de Espíritos Supremos. Seu campo de atuação estende-se desde a presença pessoal dos Sete Espíritos Maiores, na periferia da Ilha eterna, passando pelos sete satélites do Espírito no Paraíso, pelos circuitos de Havona, pelos governos dos supra-universos, pela administração e supervisão dos universos locais, até chegar ao modesto serviço dos ajudantes, que são efundidos sobre os âmbitos de mente evolutiva nos mundos do tempo e do espaço.
197&10;17:0.3

Os Sete Espíritos Maiores são os diretores encarregados de coordenar este extenso âmbito administrativo. Em certos assuntos relativos à regulação administrativa da potência física organizada, da energia mental e do ministério impessoal do espírito, eles atuam de forma pessoal e direta; em outros assuntos, eles atuam através de seus diversos parceiros. Em todos os assuntos de natureza executiva — resoluções, regulamentações, modificações e decisões administrativas — os Espíritos Maiores atuam nas pessoas dos Sete Executivos Supremos. No universo central, os Espíritos Maiores podem atuar através dos Sete Espíritos dos Circuitos de Havona; nas sedes dos sete supra-universos, eles se manifestam pelos canais dos Espíritos Refletores e atuam através das pessoas dos Anciões de Dias, com quem estão em comunicação pessoal através dos Auxiliares Refletores de Imagem.
197&11;17:0.4

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Abaixo do nível dos tribunais dos Anciões de Dias, os Sete Espíritos Maiores não têm contato direto e pessoal na administração do universo. O Espírito Maior de Orvonton administra vosso universo local como parte de nosso supra-universo, mas sua atuação com relação aos nativos de Nebadon é entregue, de modo pessoal e imediato, ao encargo do Espírito Materno Criativo, residente em Salvington, que é a sede de vosso universo local.
197&12;17:0.5

1. Os Sete Executivos Supremos No Paraíso, a sede executiva dos Espíritos Maiores ocupa os sete satélites do Espírito Infinito, que giram ao redor da Ilha Central entre as resplandecentes esferas do Filho Eterno e o circuito mais interior de Havona. Estas esferas executivas estão sob a direção dos Executivos Supremos, um grupo de sete seres que foram trinidizados pelo Pai, Filho e Espírito, de acordo com as especificações dadas pelos Sete Espíritos Maiores, para seres de um tipo que pudesse atuar como seus representantes universais.
198&1;17:1.1

Os Espíritos Maiores mantém contato com as diversas divisões de governos do supra-universo através destes Executivos Supremos. São eles que, em grande parte, determinam as tendências fundamentais características dos sete supra-universos. Eles são perfeitos de modo uniforme e divino mas diferem em personalidade. Eles não têm um presidente; cada vez que se reúnem, elegem um dentre eles para presidir esse conselho misto. Viajam periodicamente ao Paraíso para se reunir em conselho com os Sete Espíritos Maiores.
198&2;17:1.2

Os Sete Executivos Supremos atuam como coordenadores administrativos do grande universo; poderiam ser denominados a junta de diretores da criação posterior à Havona. Eles não se ocupam dos assuntos internos do Paraíso e dirigem uma parcela limitada da atividade de Havona através dos Sete Espíritos dos Circuitos. Por outro lado, há poucos limites quanto ao alcance de sua supervisão; eles se encarregam da direção dos assuntos físicos, intelectuais e espirituais; tudo vêem, tudo ouvem, tudo sentem e até mesmo sabem de tudo o que acontece nos sete supra-universos e em Havona.
198&3;17:1.3

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Estes Executivos Supremos não ditam diretrizes nem modificam os procedimentos relativos ao universo; eles tratam de executar os planos divinos promulgados pelos Sete Espíritos Maiores. Tampouco interferem no governo dos Anciões de Dias nos supra-universos nem na soberania dos Filhos Criadores nos universos locais. São executivos coordenadores cuja função dar cumprimento ao conjunto de diretrizes ditadas pelos governantes do grande universo que tenham sido devidamente nomeados.
198&4;17:1.4

Cada um destes executivos, com as vantagens de que dispõem em sua esfera, dedica-se à administração eficiente de apenas um suprauniverso. O Executivo Supremo Número Um, que atua na esfera executiva número um, está totalmente dedicado aos assuntos do suprauniverso número um, e assim por diante até o Executivo Supremo Número Sete, que opera a partir do sétimo satélite do Espírito no Paraíso, e que dedica suas energias à administração do sétimo supra-universo. O nome desta sétima esfera é Orvonton pois os satélites do Paraíso têm o mesmo nome dos supra-universos com os quais estão relacionados; na verdade, os supra-universos é que levam o seu nome.
198&5;17:1.5

Na esfera executiva do sétimo supra-universo, os encarregados de manter os assuntos de Orvonton em ordem são contados em números que estão além da compreensão humana e que incluem praticamente toda ordem de inteligência celestial. Todo o serviço de saída de seres pessoais realizado no supra-universo (excetuando os Espíritos Inspirados da Trindade e os Modeladores do Pensamento) passa por um destes sete mundos executivos em suas viagens pelo universo, partindo do Paraíso ou indo até ele, e é nesse lugar que são mantidos os registros centrais para todos os seres pessoais criados pela Terceira Fonte e Centro e que atuam nos supra-universos. O sistema de arquivos materiais, morontiais e espirituais existente em cada um destes mundos executivos causa assombro até mesmo a um ser de minha ordem.
198&6;17:1.6

Os subordinados imediatos dos Executivos Supremos são, em sua maioria, filhos trinidizados dos seres pessoais do Paraíso-Havona e a progênie trinidizada dos mortais glorificados que se graduaram após a longa instrução conforme o esquema de ascensão do tempo e do espaço. O chefe do Conselho Supremo do Corpo de Finalidade do Paraíso é quem designa estes filhos trinidizados para servir junto aos Executivos Supremos.
199&1;17:1.7

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Cada Executivo Supremo dispõe de dois órgão consultivos: os filhos do Espírito Infinito, na sede de cada supra-universo escolhem, dentre os de sua ordem, representantes para servir durante um milênio no principal órgão consultivo de seu respectivo Executivo Supremo. Para todos os assuntos que afetam os mortais ascendentes do tempo, existe um órgão de natureza secundária, formado pelos mortais que alcançaram o Paraíso e pelos filhos trinidizados dos mortais glorificados; este corpo é eleito pelos seres em processo de perfeição e ascensão que moram, de forma transitória, nas sete sedes dos sete supra-universos. Os Executivos Supremos nomeiam todos os responsáveis por outros assuntos.
199&2;17:1.8

De tempos em tempos, ocorrem grandes conclaves no Paraíso, nos satélites do Espírito. Os filhos trinidizados que estão designados a estes mundos, junto com os ascendentes que chegaram ao Paraíso, reúnem-se com os seres pessoais espirituais da Terceira Fonte e Centro e recordam as lutas e triunfos de sua caminhada de ascensão. Estas reuniões fraternas são sempre presididas pelos Executivos Supremos.
199&3;17:1.9

Uma vez a cada milênio do Paraíso, os Sete Executivos Supremos deixam as sedes de seus governos para ir ao Paraíso, onde celebram um conclave milenar de saudações e bem-aventuranças universais para as hostes inteligentes da criação. Este momento tão significativo tem lugar ante a presença direta de Majeston, o chefe de todos os grupos de espíritos refletores. Assim, através da ação singular da reflexibilidade universal, eles podem se comunicar de forma simultânea com todos os seus parceiros no grande universo.
199&4;17:1.10

2. Majeston, o Chefe da Reflexibilidade Os Espíritos Refletores tem origem divina na Trindade. Existem cinqüenta destes seres singulares e um tanto misteriosos. Estes extraordinários seres pessoais foram criados em número de sete e cada um destes episódios criativos foi efetuado mediante a união da Trindade do Paraíso com um dos Sete Espíritos Maiores.
199&5;17:2.1

Este importante acontecimento ocorrido nos albores do tempo significa o esforço inicial dos Seres Pessoais Criadores Supremos, representados pelos Espíritos Maiores, para atuar como co-criadores com
199&6;17:2.2

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a Trindade do Paraíso. Esta união do poder criativo dos Criadores Supremos com os potenciais criativos da Trindade constitui a própria fonte da atualidade do Supremo. Portanto, quando o processo do ciclo de criação da reflexibilidade havia terminado, quando cada um dos Sete Espíritos Maiores encontrou uma perfeita sincronia criativa com a Trindade do Paraíso, quando o Espírito Refletor número quarenta e nove foi personalizado, uma nova reação de grandes proporções se deu no Absoluto da Deidade, reação esta que concedeu novas prerrogativas pessoais ao Ser Supremo, culminando na personalização de Majeston, o chefe da reflexibilidade e centro no Paraíso de todo o trabalho dos quarenta e nove Espíritos Refletores e de seus companheiros por todo o universo de universos. Majeston é uma autêntica pessoa; ele é o infalível centro pessoal dos fenômenos da reflexibilidade nos sete supra-universos do tempo e do espaço. Ele mantém sua sede permanente no Paraíso, próximo ao centro de todas as coisas, no ponto de encontro dos Sete Espíritos Maiores. Ocupa-se exclusivamente da coordenação e manutenção do serviço de reflexibilidade na extensa criação; ele não participa de nenhuma outra maneira da administração dos assuntos do universo.
200&1;17:2.3

Majeston não foi incluído em nossa relação de seres pessoais do Paraíso porque é o único ser pessoal divino que existe e que foi criado pelo Ser Supremo na ação conjunta com o Absoluto da Deidade. Ele é uma pessoa, mas se ocupa exclusivamente e, ao que parece, automaticamente desta fase única da economia do universo; ele não atua de forma pessoal com relação a outras ordens (de natureza não reflexiva) de seres pessoais do universo.
200&2;17:2.4

A criação de Majeston sinalizou o primeiro ato criativo supremo do Ser Supremo. Isto demonstrou a voluntariedade de ação no Ser Supremo, mas não antecipava esta formidável reação do Absoluto da Deidade. Desde a aparição de Havona na eternidade, o universo não tinha presenciado tão extraordinária efetuação de uma união tão gigantesca e extensa de potência e coordenação da atividade espiritual em ação. A resposta da Deidade à vontade criativa do Ser Supremo e seus companheiros foi muito além do propósito que haviam determinado e ultrapassou de longe as previsões que eles tinham imaginado.
200&3;17:2.5

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Pasmamos ante a possibilidade do que as eras futuras, nas quais o Ser Supremo e o Último podem alcançar novos níveis de divindade e ascender a novas áreas de ação pessoal, poderão presenciar nos âmbitos da deidização de outros seres ainda mais imprevisíveis e jamais sonhados, que possuirão inimagináveis poderes para melhorar a coordenação do universo. Parece não haver limites para o potencial de resposta do Absoluto da Deidade quanto a tal unificação das relações entre a Deidade vivencial e a Trindade existencial do Paraíso.
200&4;17:2.6

3. Os Espíritos Refletores Os quarenta e nove Espíritos Refletores têm sua origem na Trindade, mas cada um dos sete episódios criativos concomitantes à sua aparição produziu um tipo de ser com características semelhantes ao do Espírito Maior com quem partilham a ancestralidade. Assim, eles refletem de forma variada a natureza e o caráter das sete combinações possíveis, provenientes das características divinas do Pai Universal, do Filho Eterno e do Espírito Infinito. Por esta razão, é necessário que haja sete destes Espíritos Refletores nas sedes de cada supra-universo. A presença de um de cada destes sete tipos de seres é requerida a fim de se conseguir uma perfeita reflexão de todas as fases de qualquer forma possível de manifestação das três Deidades do Paraíso pois tais fenômenos podem ocorrer em qualquer parte dos sete supra-universos. Conseqüentemente, um ser de cada tipo foi designado ao serviço em cada um dos sete suprauniversos. Estes grupos de sete diferentes Espíritos Refletores mantém sua sede nas capitais dos supra-universos, no foco refletor de cada zona, que não coincide com ponto de polaridade espiritual.
200&5;17:3.1

Os Espíritos Refletores têm nomes, mas estes nomes não foram revelados aos mundos do espaço porque eles dizem respeito à natureza e ao caráter destes seres e são uma parte de um dos sete mistérios universais das esferas secretas do Paraíso.
200&6;17:3.2

O atributo da reflexibilidade, o fenômeno relativo aos níveis mentais do Atuante Conjunto, do Ser Supremo e dos Espíritos Maiores, é transmissível a todos os seres que se ocupam da operação deste imenso plano de informação universal. E aqui há um grande mistério: nem os Espíritos Maiores nem as Deidades do Paraíso, de forma individual ou
201&1;17:3.3

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coletiva, revelam estes poderes relativos à reflexibilidade universal coordenada quanto à forma precisa na qual ela se manifesta nestes quarenta e nove seres pessoais ligados a Majeston e, no entanto, eles são os criadores de todos estes seres tão maravilhosamente dotados. A hereditariedade divina às vezes faz com que certos atributos não discerníveis no Criador manifestem-se nas criaturas. Os encarregados do serviço da reflexibilidade, com exceção de Majeston e dos Espíritos Refletores, são todos criaturas do Espírito Infinito e de seus companheiros imediatos e subordinados. Os Espíritos Refletores de cada supra-universo são os criadores de seus Auxiliares Refletores de Imagem, que por sua vez são seus porta-vozes pessoais perante os tribunais dos Anciões de Dias.
201&2;17:3.4

Os Espíritos Refletores não são meros agentes de transmissão; são também seres pessoais com faculdades de memória. Sua progênie, os seconafins, também são seres pessoais com faculdades de memória ou de arquivo. Tudo o que tem valor espiritual verdadeiro é registrado em duplicata, ficando uma reprodução preservada no aparelhamento pessoal de algum membro das numerosas ordens de seres pessoais secoráficos pertencentes ao imenso número de ajudantes dos Espíritos Refletores.
201&3;17:3.5

Os registros formais dos universos são transmitidos através, e mediante, os arquivistas angélicos, mas os verdadeiros registros espirituais são recolhidos por meio da reflexibilidade e conservados nas mentes de seres pessoais aptos para tal fim, seres estes pertencentes à família do Espírito Infinito. Estes são os arquivos vivos, que contrastam com os arquivos formais e inanimados do universo e eles são perfeitamente conservados na mente viva dos seres pessoais do Espírito Infinito, que são encarregados dos arquivos.
201&4;17:3.6

O sistema da reflexibilidade é também o mecanismo pelo qual se faz a coleta de dados e a promulgação de decretos em toda a criação. Ele está em constante operação, em contraste com o funcionamento periódico dos vários serviços de difusão.
201&5;17:3.7

Tudo o que é importante e que acontece na sede de um universo local, reflete-se de forma natural na capital de seu supra-universo. Inversamente, tudo o que tem significação para o universo local, reflete-se em direção às capitais dos universos locais a partir da sede de seus supra201&6;17:3.8

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universos. O serviço da reflexibilidade, partindo dos universos do tempo até os supra-universos, parece operar de forma automática ou por si mesmo mas, na verdade, não é assim. Todo ele é muito pessoal e inteligente; sua precisão é o resultado da perfeita cooperação entre os seres pessoais e, portanto, não poderia ser atribuído à impessoal presençaatuação dos Absolutos. Ainda que os Modeladores do Pensamento não participem da operação do sistema universal da reflexibilidade, temos todos os motivos para crer que todas as frações do Pai tem pleno conhecimento deste processo e que são capazes de se valerem desse expediente.
201&7;17:3.9

Durante a atual era do universo, o alcance espacial do serviço da reflexibilidade realizado fora do Paraíso parece ter como limite a periferia dos sete supra-universos. Por outro lado, este serviço parece ser realizado independentemente do tempo e do espaço. Ao que parece, é independente de todos os circuitos sub-absolutos conhecidos no universo.
201&8;17:3.10

Na sede de cada supra-universo, o sistema da reflexibilidade atua como uma unidade separada; mas em certas ocasiões especiais, sob a direção de Majeston, os sete podem atuar em uníssono universal, tal como no jubileu que acontece em virtude de se estabelecer todo um universo local em luz e vida, e por ocasião das saudações milenares dos Sete Executivos Supremos.
201&9;17:3.11

4. Os Auxiliares Refletores de Imagem Os quarenta e nove Auxiliares Refletores de Imagem foram criados pelos Espíritos Refletores e há exatamente sete Auxiliares na sede de cada supra-universo. O primeiro ato criativo dos sete Espíritos Refletores de Uversa foi gerar seus sete Auxiliares de Imagem, cada Espírito Refletor criando seu próprio Auxiliar. Os Auxiliares de Imagem, em certos atributos e características, são cópias perfeitas dos Espíritos Refletores Maternos; são verdadeiras duplicatas, salvo o atributo da reflexibilidade. São autênticas imagens e atuam constantemente como canal de comunicação entre os Espíritos Refletores e as autoridades do supra-universo. Os Auxiliares de Imagem não são simplesmente ajudantes; são representações reais de seus respectivos Espíritos ancestrais; eles são imagens, tal como seu nome indica.
202&1;17:4.1

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Os próprios Espíritos Refletores são autênticos seres pessoais, mas de uma ordem que é incompreensível para os seres materiais. Mesmo na esfera sede do supra-universo, eles requerem a assistência de seus Auxiliares de Imagem para se relacionarem de forma pessoal com os Anciões de Dias e seus companheiros. Nos contatos entre os Auxiliares de Imagens e os Anciões de Dias, às vezes pode ser suficiente um Auxiliar, enquanto outras ocasiões requerem dois, três, quatro e até mesmo todos os sete para poder transmitir de forma completa e apropriada o comunicado que lhes foi confiado. Do mesmo modo, as mensagens dos Auxiliares de Imagem são recebidas por um, dois ou todos os três Anciões de Dias, conforme o conteúdo do comunicado requer.
202&2;17:4.2

Os Auxiliares de Imagem servem para sempre junto aos Espíritos dos quais descendem e têm à sua disposição, como ajudantes, uma incrível hoste de serafins. Os Auxiliares de Imagem não atuam diretamente em conexão com os mundos de instrução para os mortais ascendentes. Eles estão estreitamente ligados ao serviço de informação do sistema universal usado para o progresso dos mortais mas vós, quando residirdes nas escolas de Uversa, não entrareis em contato pessoal com eles pois estes seres aparentemente pessoais não possuem vontade; eles não exercem o poder de escolha. Eles são autênticas imagens, que refletem completamente a personalidade e a mente do Espírito do qual descendem. Como classe, os mortais que ascendem não entram em contato íntimo com a reflexibilidade. Haverá sempre algum ser de natureza reflexa interposto entre vós e a efetiva operação do serviço.
202&3;17:4.3

5. Os Sete Espíritos dos Circuitos Os Sete Espíritos dos circuitos de Havona constituem a junta representativa impessoal do Espírito Infinito e dos Sete Espíritos Maiores perante os circuitos do universo central. Eles são os servidores e, coletivamente, os descendentes dos Espíritos Maiores. Os Espíritos Maiores, individualmente, proporcionam uma administração distinta e diversificada nos sete supra-universos. Através destes uniformes Espíritos dos Circuitos de Havona, eles podem oferecer para o universo central uma supervisão unificada, uniforme e coordenada.
202&4;17:5.1

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Cada um dos Sete Espíritos dos Circuitos limita-se a impregnar somente um dos circuitos de Havona. Eles não se ocupam, de forma direta, do regime dos Eternos de Dias, que são os governantes de cada um dos mundos de Havona. Mas eles estão ligados aos Sete Executivos Supremos e em sincronia com a presença do Ser Supremo no universo central. Seu trabalho se restringe exclusivamente a Havona.
202&5;17:5.2

Através de sua progênie de seres pessoais — os supernafins terciários — estes Espíritos dos Circuitos fazem contato com os que permanecem certo tempo em Havona. Embora os Espíritos dos Circuitos coexistam com os Sete Espíritos Maiores, sua atuação na criação dos supernafins terciários não teve maior importância até que, nos dias de Grandfanda, os primeiros peregrinos do tempo chegaram ao circuito mais exterior de Havona.
203&1;17:5.3

Conhecereis os Espíritos dos Circuitos à medida que avançais de um circuito ao outro em Havona, mas não podereis vos comunicar pessoalmente com eles conquanto possais desfrutar pessoalmente de sua influência espiritual e reconhecer sua presença impessoal.
203&2;17:5.4

Os Espíritos dos Circuitos relacionam-se com os habitantes nativos de Havona da mesma maneira que os Modeladores do Pensamento relacionam-se com as criaturas mortais que habitam os mundos dos universos evolutivos. Como os Modeladores do Pensamento, os Espíritos dos Circuitos são impessoais, e se associam às mentes perfeitas dos seres de Havona da mesma maneira que os espíritos impessoais do Pai universal moram nas mentes finitas dos homens mortais. Mas os Espíritos dos Circuitos jamais se tornam parte permanente dos seres pessoais de Havona.
203&3;17:5.5

6. Os Espíritos Criativos do Universo Local Muito do que se refere à natureza e função dos Espíritos Criativos do universo local pertence mais propriamente à narração de sua relação com os Filhos Criadores com respeito a organização e direção das criações locais; mas existem muitos aspectos relativos à vivência destes seres maravilhosos, aspectos estes que são anteriores à criação do universo local e que se pode narrar como parte das considerações que estamos fazendo acerca dos sete grupos de Espíritos Supremos.
203&4;17:6.1

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Estamos familiarizados com seis fases da caminhada do Espírito Materno de um universo local, e muito especulamos sobre a probabilidade de uma sétima etapa de atividade. Estas diferentes etapas de existência são:
203&5;17:6.2

1. Diferenciação inicial do Paraíso. Quando um Filho Criador é personalizado mediante a ação conjunta do Pai Universal e do Filho Eterno, ocorre simultaneamente na pessoa do Espírito Infinito o que é conhecido como a "suprema reação complementar". Não compreendemos a natureza desta reação mas entendemos que ela leva a uma modificação inerente destas possibilidades de personalização que estão incluídas no potencial criativo do Criador Conjunto. O nascimento de um Filho Criador de igual categoria assinala o nascimento, na pessoa do Espírito Infinito, do potencial de criação de uma futura consorte deste Filho do Paraíso no universo local. Não temos conhecimento de que esteja estabelecida a identidade deste novo ser pré-pessoal, mas sabemos que este fato encontra-se nos registros referentes à caminhada deste Filho Criador, registros estes existentes no Paraíso.
203&6;17:6.3

2. Formação Preliminar como Criador. Durante o longo período da formação preliminar de um Filho Miguel, formação esta relativa à organização e administração dos universos, sua futura consorte experimenta um maior desenvolvimento de seu ser e torna-se consciente de ser parte de um grupo destinado a um fim. Não sabemos, mas suspeitamos que, ao se tornar consciente de que é parte de um grupo, esse ser começa a ter conhecimento do espaço e inicia a formação preliminar necessária para adquirir a habilidade espiritual que o capacita em seu futuro trabalho como colaboradora de Miguel, seu complemento na criação e administração do universo.
203&7;17:6.4

3. A Etapa da Criação Física. No momento em que o Filho Eterno dá ao Filho Miguel a incumbência de criar, o Espírito Maior que dirige o supra-universo ao qual este novo Filho Criador está destinado pronuncia a "prece de identificação" na presença do Espírito Infinito; e, pela primeira vez, a entidade do futuro Espírito Criativo aparece diferenciada da pessoa do Espírito Infinito e, seguindo direto até a pessoa do Espírito Maior, que é quem a solicitou, deixamos imediatamente de perceber esta entidade que, ao que parece, torna-se parte da pessoa desse Espírito Maior. O Espírito Criativo, recém-identificado, permanece com o
204&1;17:6.5

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Espírito Maior até o momento da partida do Filho Criador para a aventura do espaço; e então, o Espírito Maior confia o novo Espírito consorte aos cuidados do Filho Criador, ao mesmo tempo em que confere ao Espírito consorte a incumbência de ser eternamente fiel e infinitamente leal. E logo ocorre um dos mais profundos e emocionantes episódios que já tiveram lugar no Paraíso. O Pai fala, reconhecendo a união eterna do Filho Criador e do Espírito Criativo e confirmando a concessão de certos poderes conjuntos de administração da parte do Espírito Maior com jurisdição neste supra-universo. Unidos pelo Pai, o Filho Criador e o Espírito Criativo partem então para sua aventura de criação do universo. E trabalham juntos, nessa forma de parceria, por todo o longo e árduo período da organização material de seu universo.
204&2;17:6.6

4. A Era de Criação da Vida. Após o Filho Criador declarar sua intenção de criar vida, seguem-se no Paraíso as "cerimônias de personalização", partilhadas pelos Sete Espíritos Maiores e vivenciadas pessoalmente pelo Espírito Maior supervisor. Esta é uma contribuição da Deidade do Paraíso ao ser individual do Espírito consorte do Filho Criador e que se torna manifesta ao universo no fenômeno da "erupção primária" na pessoa do Espírito Infinito. Simultaneamente a este fenômeno no Paraíso, o Espírito Consorte do Filho Criador, que até então era impessoal, torna-se em todos os sentidos, uma genuína pessoa. Daí em diante, e para sempre, este mesmo Espírito Materno do universo local será considerado uma pessoa e manterá relações pessoais com todas as hostes de seres pessoais dessa vida que, em decorrência, será criada.
204&3;17:6.7

5. As Eras Pós Efusão. Na caminhada sem fim de um Espírito Criativo, outra mudança importante ocorre quando o Filho Criador regressa à sede do universo após completar sua sétima efusão, seguida da aquisição da plena soberania do universo. Nesta ocasião, perante uma assembléia de administradores do universo, o triunfante Filho Criador eleva o Espírito Materno ao grau de co-soberana, reconhecendo o Espírito consorte como seu igual.
204&4;17:6.8

6. As Eras de Luz e Vida. Após se estabelecer a era de luz e vida, a co-soberana do universo local inicia a sexta fase da caminhada de um Espírito Criativo. Mas não podemos descrever a natureza desta grande
204&5;17:6.9

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vivência. Estas coisas pertencem à uma etapa futura da evolução em Nebadon. 7. A Caminhada Irrevelada. Sabemos destas seis fases na caminhada de um Espírito Materno de um universo local. É inevitável que nos perguntemos: existe uma sétima etapa? Estamos cientes de que, quando os finalizadores alcançam o que parece ser o destino final de sua ascensão como mortais, consta em registro que eles começam a sexta etapa em sua caminhada como espíritos. Entretanto, suspeitamos que ainda outra caminhada não revelada de tarefa a ser feita no universo aguarda os reveladores. É lógico considerar que igualmente os Espíritos Maternos Universais tenham à sua frente uma etapa não revelada de sua caminhada, que constituirá a sétima fase de sua experiência pessoal e na qual, à serviço do universo, ele lealmente cooperará com a ordem de Miguéis Criadores.
204&6;17:6.10

7. Os Espíritos Ajudantes da Mente Estes espíritos ajudantes constituem a efusão sétupla da mente do Espírito Materno de um universo local sobre as criaturas vivas da criação conjunta de um Filho Criador e desse Espírito Criativo. Esta efusão se faz possível quando o Espírito é elevado à condição e apanágio de ser pessoal. A narração acerca da natureza e atuação dos sete espíritos assistentes da mente é mais pertinente à história de vosso universo local de Nebadon.
205&1;17:7.1

8. As Funções dos Espíritos Supremos Quanto à sua função, os sete grupos de Espíritos Supremos constituem o núcleo da família da Terceira Fonte e Centro, tal como o Espírito Infinito e o Atuante Conjunto. O âmbito dos Espíritos Supremos estende-se desde a presença da Trindade no Paraíso até a atividade da mente do tipo evolutivo de mortais nos planetas do espaço. Assim, eles unificam os níveis descendentes da administração e coordenam as múltiplas funções desses encarregados. Seja um grupo de Espíritos
205&2;17:8.1

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Refletores ligados aos Anciões de Dias, seja um Espírito Criativo atuando combinado com um Filho Miguel ou os Sete Espíritos Maiores no circuito em torno da Trindade do Paraíso, a atividade dos Espíritos Supremos é encontrada em todos os lugares do universo central, dos supra-universos e dos universos locais. Eles atuam do mesmo modo com os seres pessoais Trinitários da ordem dos "de Dias" e com os seres pessoais do Paraíso da ordem dos "Filhos". Junto com seu Espírito Materno Infinito, os grupos de Espíritos Supremos são os criadores diretos da imensa família de criaturas da Terceira Fonte e Centro. Todas as classes de espíritos ministrantes surgem desta parceria. O Espírito Infinito origina os supernafins primários; os Espíritos Maiores criam os seres secundários desta ordem; os Sete Espíritos dos Circuitos criam os supernafins terciários. Os Espíritos Refletores, coletivamente, são os fazedores maternos de uma maravilhosa ordem de hoste angélica, os poderosos seconafins que servem no suprauniverso. O Espírito Criativo é a mãe das classes angélicas de sua criação local; estes ministros seráficos são inéditos em cada universo local, ainda que sigam o modelo do universo central. Apenas indiretamente todos estes criadores de espíritos ministrantes se socorrem do alojamento central do Espírito Infinito, que é a mãe original e eterna de todos os ministros angélicos.
205&3;17:8.2

Os sete grupos de Espíritos Supremos coordenam a criação habitada. A parceria entre os Sete Espíritos Maiores, que são os chefes que os dirigem, parece coordenar as extensas atividades de Deus Sétuplo:
205&4;17:8.3

1. Coletivamente, os Espíritos Maiores quase se equivalem ao nível divino da Trindade das Deidades do Paraíso.
205&5;17:8.4

2. De forma individual, eles esgotam as possibilidades primárias de combinação da Deidade trina.
205&6;17:8.5

3. Ao representar de forma diversificada o Atuante Conjunto, eles se fazem depositários da soberania de espírito-mente-potência do Ser Supremo, soberania esta que ele ainda não exerce de forma pessoal.
206&1;17:8.6

4. Através dos Espíritos Refletores, eles sincronizam o governo do supra-universo, que é realizado pelos Anciões de Dias, com Majeston, que é o centro da reflexibilidade universal no Paraíso.
206&2;17:8.7

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5. Ao participar da individualização das Ministras Divinas do universo local, os Espíritos Maiores contribuem para o último nível de Deus Sétuplo com a união Filho Criador-Espírito Criativo dos universos locais.
206&3;17:8.8

A unidade de ação, inerente ao Atuante Conjunto, revela-se aos universos evolutivos nos Sete Espíritos Maiores, seus seres pessoais primários. Mas nos supra-universos aperfeiçoados do futuro, esta unidade, sem dúvida, será inseparável da soberania vivencial do Supremo.
206&4;17:8.9 206&5;17:8.10

[Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa]

escrito017_rev01 ___________________________________________________________ ______________ Escritos de Urantia Suplemento do Escrito 017 Este material pretende ser antes uma singela contribuição à compreensão do Escrito 017 do que o estudo deste em si mesmo. Relacionou-se aqui e ali citações de algumas fontes conhecidas com o objetivo de enriquecer as discussões de grupos de estudos e, além disso, favorecer o aperfeiçoamento constante desta tradução. Desejando acrescentar, corrigir ou trazer suas impressões de modo a melhorarmos este trabalho, entre em contato conosco. ubinfo@ubfellowship.org 1. Alterações de Revisões
198&6;17:1.6

De : "Todo o serviço de saída de seres pessoais realizado no suprauniverso (excetuando os Espíritos Trinitários Inspirados e os Modeladores do Pensamento)..." Para: " Todo o serviço de saída de seres pessoais realizado no suprauniverso (excetuando os Espíritos Inspirados da Trindade e os Modeladores do Pensamento)..."

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___________________________________________________________ ____________________________ Escritos de Urantia Escrito 18 Os Supremos Seres Pessoais da Trindade [Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa] 207&1;18:0.1 Todos os Supremos Seres Pessoais da Trindade são criados com o propósito de um serviço específico. A divina Trindade destina-os ao cumprimento de certos deveres específicos e eles estão aptos para servir seguindo uma técnica perfeita e uma devoção. Existem sete ordens de Supremos Seres Pessoais da Trindade: 207&2 1. Os Segredos Trinidizados de Supremacia 207&3 2. Os Eternos de Dias 207&4 3. Os Anciões de Dias 207&5 4. Os Perfeitos de Dias 207&6 5. Os Recentes de Dias 207&7 6. Os Coordenadores de Dias 207&8 7. Os Fiéis de Dias Estes seres, cujo número é definido e definitivo, são administradores perfeitos. Sua criação é um acontecimento passado; não foi criado mais nenhum destes seres pessoais.
207&9;18:0.2

Em todo o grande universo, estes Supremos Seres Pessoais da Trindade representam as diretrizes administrativas da Trindade do Paraíso; eles representam a justiça e são o juízo executivo da Trindade do Paraíso. Formam uma perfeita linha administrativa interrelacionada que se estende desde as esferas do Pai no Paraíso até os mundos sede dos universos locais, incluindo as capitais das constelações que os compõem.
207&10;18:0.3

Todos os seres com origem na Trindade foram criados com todos os atributos divinos de perfeição do Paraíso. O passar do tempo somente aumentou, no terreno da experiência, seu preparo para o serviço cósmico.
207&11;18:0.4

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Nunca há perigo de omissão nem risco de rebelião com os seres que tem origem na Trindade. Eles são de essência divina e nunca se soube de que tenham se desviado do caminho divino e perfeito da conduta do ser pessoal. 1.Os Segredos Trinidizados de Supremacia 207&12;18:1.1 Há sete mundos no circuito mais interno dos satélites do Paraíso e cada um destes mundos excelsos é presidido por um grupo de dez Segredos Trinidizados de Supremacia. Eles não são criadores mas sim administradores supremos e últimos. A gestão dos assuntos relativos a estas sete esferas fraternais está totalmente ao encargo deste grupo de setenta diretores supremos. Ainda que os descendentes da Trindade supervisionem estas sete esferas sagradas mais próximas do Paraíso, este conjunto de mundos é universalmente conhecido como o circuito da personalidade, procedente do Pai Universal. Em grupos de dez e em igualdade de categoria, os Seres Segredos Trinidizados de Supremacia exercem a função de uma junta de diretores de suas respectivas esferas, mas eles também têm, individualmente, áreas específicas sob sua responsabilidade. A tarefa a ser realizada em cada um destes mundos especiais está dividida em sete seções principais sendo que um destes governantes de igual categoria preside cada uma destas divisões de atividades especializadas. Os três restantes servem como representantes da Deidade trina em relação aos outros sete, um deles representando o Pai, um o Filho e um o Espírito.
208&1;18:1.2

Embora haja uma clara semelhança relativa à classe, a qual tipifica os Segredos Trinidizados de Supremacia, eles também revelam sete características próprias e distintasao grupo a que pertencem. Os dez diretores supremos encarregados dos assuntos relativos à Divinington refletem o caráter e a natureza pessoal do Pai Universal; e assim acontece com cada uma destas sete esferas: cada grupo de dez assemelha-se à Deidade ou à parceria com as Deidades, e isto caracteriza sua esfera. Os dez diretores que governam Ascendington refletem a natureza combinada do Pai, do Filho e do Espírito.
208&2;18:1.3

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Pouco posso revelar sobre o trabalho destes elevados seres pessoais nos sete mundos sagrados do Pai pois eles verdadeiramente são os Segredos de Supremacia. Não existem segredos que estejam arbitrariamente relacionados com a aproximação ao Pai, ao Filho ou ao Espírito Infinito. As Deidades são um livro aberto para todos os que chegam à perfeição divina, mas os Segredos da Supremacia jamais podem ser totalmente alcançados. Estaremos sempre impossibilitados de penetrar totalmente nos âmbitos que contém os segredos relativos ao que é de qualidade pessoal na parceria da Deidade com o grupo sétuplo de seres criados. 208&4;18:1.5 Já que o trabalho que estes diretores supremos realizam tem a ver com o contato íntimo e pessoal das Deidades com estes sete grupos básicos de seres do universo, quando residentes nestes sete mundos especiais ou enquanto estão trabalhando por todo o grande universo, é apropriado que estas relações tão pessoais e estes extraordinários contatos se mantenham em sagrado segredo. Os Criadores do Paraíso respeitam a privacidade e a santidade do ser pessoal mesmo nas mais modestas criaturas. Isto é verdade, tanto de forma individual como com respeito às várias e distintas ordens de seres pessoais.
208&3;18:1.4

Mesmo para os seres de elevados feitos universais estes mundos secretos permanecerão sendo sempre uma prova de lealdade. Para nós, é permitido conhecer de forma plena e pessoal os Deuses eternos, conhecer livremente seus caráteres divinos e perfeitos, mas não nos foi totalmente permitido penetrar em todas as relações pessoais dos Soberanos do Paraíso com todas as suas criaturas.
208&5;18:1.6

2.Os Eternos de Dias 208&6;18:2.1 Um Ser Pessoal Supremo da Trindade dirige cada um dos um bilhão de mundos de Havona. Estes governantes são conhecidos como Eternos de Dias e seu número é de exatamente um bilhão, um para cada esfera de Havona. Eles são descendentes da Trindade do Paraíso mas, tal como os Segredos de Supremacia, não existem registros de sua origem. Estes dois grupos de pais oniscientes têm governado continuamente seus primorosos mundos do sistema Paraíso-Havona e eles trabalham sem rodízio nem troca de função.

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Os Eternos de Dias são visíveis para todas as criaturas de vontade que habitam em seus domínios. Eles presidem os conclaves planetários, os quais ocorrem regularmente. De forma periódica e por meio de revezamento, eles visitam as esferas sede dos sete supra-universos. São parentes próximos e iguais divinos dos Anciões de Dias, os quais presidem os destinos dos sete supragovernos. Quando um Eterno de Dias se ausenta de sua esfera, um Filho Instrutor da Trindade dirige seu mundo.
208&7;18:2.2

Com exceção das ordens estabelecidas de vida tal como os nativos de Havona e outras criaturas vivas do universo central, os Eternos de Dias que ali residem têm desenvolvido suas respectivas esferas inteiramente de acordo com suas próprias idéias e ideais pessoais. Cada um visita os planetas dos demais, mas não os copiam nem os imitam; eles são sempre completamente originais.
209&1;18:2.3

A arquitetura, o embelezamento natural, as estruturas morontiais e as criações espirituais são exclusivas e singulares em cada esfera. Cada mundo é um lugar de beleza perpétua, completamente diferente de qualquer outro mundo no universo central. Cada um de vós passará um tempo maior ou menor em cada uma destas esferas únicas e emocionantes ao adentrardes no Paraíso através de Havona. Em vosso mundo, é natural falar do Paraíso como o que está em cima, mas seria mais exato referir-se à meta divina de ascensão como o que está adentro.
209&2;18:2.4

3. Os Anciões de Dias 209&3;18:3.1 Quando os mortais do tempo se graduam nos mundos de ensino que rodeiam a sede de um universo local e são promovidos às esferas de instrução de seu supra-universo, eles progrediram em seu desenvolvimento espiritual até o ponto em que estão aptos a reconhecer e se comunicar com os elevados governantes e diretores espirituais destas regiões adiantadas, incluindo os Anciões de Dias. Todos os Anciões de Dias são essencialmente idênticos; eles revelam o caráter combinado e a natureza unificada da Trindade. Possuem individualidade e são distintos quanto à personalidade mas não diferem um do outro como os Sete Espíritos Maiores se diferenciam. Eles
209&4;18:3.2

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proporcionam uma administração uniforme que, por outro lado, diferencia os sete supra-universos fazendo cada um deles seja uma criação única, distinta, separada. Os Sete Espíritos Maiores são distintos em natureza e atributos mas os Anciões de Dias — os governantes pessoais dos suprauniversos — são todos uniformes e supraperfeitos descendentes da Trindade do Paraíso. Do alto, os Sete Espíritos Maiores determinam a natureza de seus respectivos supra-universos mas os Anciões de Dias ditam a administração destes mesmos supra-universos. Eles sobrepõem a uniformidade administrativa à diversidade criativa e asseguram a harmonia do todo frente às diferenças subjacentes à criação nos sete agrupamentos segmentados do grande universo.
209&5;18:3.3

Todos os Anciões de Dias foram trinidizados ao mesmo tempo. Eles representam o começo dos registros referentes ao ser pessoal no universo de universos e daí seu nome: Anciões de Dias. Quando chegardes ao Paraíso e buscardes os registros escritos referentes ao princípio das coisas, descobrireis que a primeira anotação que aparece na seção destinada ao ser pessoal é a narração da trinidização destes vinte e um Anciões de Dias.
209&6;18:3.4

Estes elevados seres sempre governam em grupos de três. Existem várias fases de atividades nas quais eles trabalham de forma individual e ainda outras nas quais quaisquer dois deles podem atuar mas, nos âmbitos administrativos superiores, eles devem atuar de forma conjunta. Pessoalmente, eles nunca deixam seus mundos de residência, até mesmo porque não precisam fazê-lo pois estes mundos são os pontos focais do extenso sistema da reflexibilidade no supra-universo.
209&7;18:3.5

As moradas pessoais de cada trio de Anciões de Dias estão situadas no ponto de polaridade espiritual de sua esfera sede. Esta esfera está dividida em setenta setores administrativos e consta de setenta capitais divisórias, nas quais os Anciões de Dias residem de vez em quando.
209&8;18:3.6

Em poder, em dimensão de autoridade e em grau de jurisdição, os Anciões de Dias são os mais poderosos dentre os governantes diretos das
210&1;18:3.7

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criações espaço-temporais. Em todo o imenso universo de universos, somente eles estão investidos dos altos poderes de juízo executivo final com respeito à extinção eterna das criaturas de vontade. E todos os três Anciões de Dias devem participar dos decretos finais do supremo tribunal de um supra-universo. Afora as Deidade e seus companheiros do Paraíso, os Anciões de Dias são os governantes mais perfeitos, mais versáteis e os mais divinamente dotados, existentes no espaço-tempo. Aparentemente, eles são os governantes supremos dos supra-universos; mas eles não vieram a ter este direito de governar de forma vivencial e, portanto, estão destinados no futuro a serem substituídos pelo Ser Supremo, um soberano vivencial de quem, sem dúvida, se tornarão vice-regentes.
210&2;18:3.8

O Ser Supremo está obtendo a soberania dos sete supra-universos mediante o serviço vivencial, do mesmo modo que um Filho Criador obtém, de forma vivencial, a soberania de seu universo local. Mas durante a presente era, na qual a evolução do Supremo está inconclusa, os Anciões de Dias comandam, perfeita e coordenadamente, os assuntos administrativos dos universos em evolução, universos estes do tempo e do espaço. Em todos os seus decretos e pareceres, os Anciões de Dias caracterizam-se por sua sabedoria original e sua iniciativa individual.
210&3;18:3.9

4. Os Perfeições de Dias 210&4;18:4.1 Há exatamente duzentos e dez Perfeições de Dias e eles presidem os governos dos dez setores maiores de cada supra-universo. Foram trinidizados para a tarefa especial de assistência aos diretores do suprauniverso e eles governam como vice-regentes diretos e pessoais dos Anciões de Dias. Três Perfeições de Dias estão designados para cada capital do setor maior; porém, diferente dos Anciões de Dias, não é necessário que os três estejam presentes a todo o momento. De vez em quando, um dos três pode se ausentar para deliberar em pessoa com os Anciões de Dias sobre o bem-estar dos mundos sob sua responsabilidade.
210&5;18:4.2

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Estes governos trinos dos setores maiores são perfeitos de um modo peculiar no domínio dos detalhes administrativos e daí seu nome: Perfeições de Dias. Ao lembrar os nomes destes seres do mundo espiritual, deparamo-nos com o problema de traduzi-los ao vosso idioma e, freqüentemente, fica muito difícil traduzir satisfatoriamente. Somos contrários a usar denominações arbitrárias e que nada significariam para vós; por isso, muitas vezes achamos difícil escolher um nome apropriado, um que seja claro para vós e que, ao mesmo tempo, represente um pouco o original.
210&6;18:4.3

Os Perfeições de Dias têm um grupo com um número razoável de Conselheiros Divinos, Aperfeiçoadores de Sabedoria e Censores Universais ligados ao seu governo. E eles têm um número ainda maior de Mensageiros Poderosos, daqueles Elevados em Autoridade e daqueles sem Nome nem Número. Mas grande parte do trabalho rotineiro dos assuntos relativos ao setor maior é realizado pelos Guardiães Celestiais e pelos Elevados Assistentes do Filho. Estes dois grupos são escolhidos dentre os descendentes trinidizados dos seres pessoais do Paraíso-Havona ou dos finalizadores mortais glorificados. As Deidades do Paraíso tornam a trinidizar algumas destas duas ordens de seres trinidizados para então enviá-los para ajudar na administração dos governos do supra-universo.
210&7;18:4.4

A maioria dos Guardiães Celestiais e dos Elevados Assistentes do Filho está designada ao serviço dos setores maiores e menores, mas os Guardiães Trinidizados (os serafins e medianeiros acolhidos na Trindade) são os oficiais dos tribunais de todas as três divisões, atuando nos tribunais dos Anciões de Dias, dos Perfeições de Dias e dos Recentes de Dias. Os Embaixadores Trinidizados (os mortais ascendentes acolhidos na Trindade, do tipo fusionado com o Filho ou com o Espírito) podem ser encontrados em qualquer parte do supra-universo, mas a maioria presta serviço nos setores menores.
211&1;18:4.5

Antes dos tempos do pleno desenvolvimento do esquema de governo dos sete supra-universos, quase todos os administradores das várias divisões destes governos, excetuando os Anciões de Dias, passaram por períodos de estágio de duração variada, sob a direção dos Eternos de Dias, nos diversos mundos do universo perfeito de Havona. Os seres que foram trinidizados mais tarde igualmente passaram por uma temporada de
211&2;18:4.6

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instrução sob os Eternos de Dias antes de seres designados ao serviço dos Anciões de Dias, dos Perfeições de Dias e dos Recentes de Dias. Todos eles são administradores amadurecidos, provados e experimentados. Logo vereis os Perfeições de Dias quando avançardes até a sede de Splandon, depois de vossa permanência nos mundos do vosso setor menor pois estes excelsos governantes estão estreitamente vinculados aos setenta mundos dos setores maiores de ensino superior para as criaturas que ascendem do tempo. São os Perfeições de Dias, em pessoa, que tomam o juramento do grupo de ascendentes que se graduam nas escolas dos setores maiores.
211&3;18:4.7

O trabalho dos peregrinos do tempo nos mundos que rodeiam a sede de um setor maior é essencialmente de natureza intelectual, contrastando com o caráter mais físico e material da instrução nas sete esferas educativas de um setor menor e com as tarefas espirituais dos quatrocentos e noventa mundos universitários da sede de um suprauniverso.
211&4;18:4.8

Embora estejais incluídos somente no registro do setor maior de Splandon, que abrange o universo local de vossa origem, tereis de passar por cada uma das dez divisões principais do vosso supra-universo. Vereis todos os trinta Perfeições de Dias de Orvonton antes de chegar a Uversa.
211&5;18:4.9

5. Os Recentes de Dias 211&6;18:5.1 Os Recentes de Dias são os mais jovens dos diretores supremos dos supra-universos; em grupos de três, eles presidem os assuntos relativos aos setores menores. Em natureza, são de igual categoria aos Perfeições de Dias mas são subordinados no que se refere ao seu poder administrativo. Há exatamente vinte e um destes seres pessoais da Trindade, seres pessoalmente gloriosos e divinamente eficientes. Eles foram criados simultaneamente e juntos passaram pelo ensino de Havona, sob os Anciões de Dias. Os Recentes de Dias têm um corpo de companheiros e assistentes semelhante ao dos Perfeições de Dias. Além disso, há um número enorme de ordens variadas de seres celestiais de menor categoria designados para
211&7;18:5.2

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eles. Na administração dos setores menores eles empregam grandes quantidades de mortais ascendentes que ali residem, do pessoal das várias colônias de cortesia e de diferentes grupos que têm origem no Espírito Infinito. Os governos dos setores menores ocupam-se bastante, ainda que não exclusivamente, dos grandes problemas físicos dos supra-universos. As esferas do setor menor são as sedes dos Reitores Físicos Maiores. Nestes mundos, os mortais ascendentes prosseguem em seus estudos e experimentos relacionados com a observação das atividades de terceira ordem dos Centros Supremos de Potência e das sete ordens dos Reitores Físicos Maiores.
211&8;18:5.3

Já que o regime de um setor menor ocupa-se tanto dos problemas físicos, seus três Recentes de Dias raramente estão juntos na esfera sede da capital. Na maior parte do tempo, alguns deles se encontram ou viajando ou em reunião com os Perfeições de Dias, os quais supervisionam o setor maior, ou então estão ausentes, representando os Anciões de Dias nos conclaves dos elevados seres com origem na Trindade, conclaves estes que ocorrem no Paraíso. Eles se revezam com os Perfeições de Dias na representação dos Anciões de Dias perante os conselhos supremos no Paraíso. Entrementes, um outro Recente de Dias pode estar fora, em viagem de inspeção aos mundos sede dos universos locais que pertencem à sua jurisdição. Mas pelo menos um destes governantes permanece sempre de serviço na sede do setor menor.
212&1;18:5.4

Algum dia todos vós conhecereis os três Recentes de Dias que estão encarregados de Ensa, vosso setor menor, já que deveis passar por eles quando adentrardes nos mundos de instrução dos setores maiores. Ao ascender a Uversa, atravessareis apenas um grupo de esferas de instrução do setor menor.
212&2;18:5.5

6.Os Uniões de Dias 212&3;18:6.1 Os seres pessoais da Trindade da ordem dos "de Dias" não atuam na qualidade administrativa abaixo do nível dos governos e assessores. Eles atuam somente como conselheiros e consultores nos universos

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evolutivos locais. Os Uniões de Dias são um grupo de seres pessoais de contato, autorizadospela Trindade do Paraíso perante os governantes duais dos universos locais. Cada universo local organizado e habitado tem um destes conselheiros do Paraíso designado, o qual atua como representante da Trindade e, em alguns aspectos, como representante do Pai Universal para a criação local. Existem setecentos mil destes seres, ainda que não tenham sido nomeados de maneira oficial. No Paraíso, o corpo de reserva dos Uniões de Dias exerce a função de Conselho Supremo de Adaptação do Universo.
212&4;18:6.2

De uma maneira especial, estes observadores da Trindade coordenam as atividades administrativas de todas as seções do governo universal, desde as dos universos locais até as dos supra-universos, passando pelos governos de setor, e daí seu nome: Uniões de Dias. Eles elaboram um triplo relatório aos seus superiores: eles informam os dados relativos à natureza física e semi-intelectual aos Recentes de Dias de seu setor menor; os acontecimentos intelectuais e quase espirituais, aos Perfeições de Dias de seu setor maior; e os assuntos espirituais e semiparadisíacos aos Anciões de Dias, na capital de seu supra-universo.
212&5;18:6.3

Visto que eles têm origem na Trindade, todas os circuitos do Paraíso estão disponíveis para sua intercomunicação e, portanto, eles estão sempre em contato entre si mesmos e com todos os demais seres pessoais que deles necessitam, chegando até aos conselhos supremos do Paraíso.
212&6;18:6.4

O União de Dias não tem uma relação sistemática com o governo do universo local para o qual está designado. Afora seus deveres como observador, atua somente mediante solicitação das autoridades locais. Ele é membro oficial de todos os conselhos principais e de todos os conclaves importantes da criação local mas não participa das considerações técnicas sobre os problemas administrativos.
212&7;18:6.5

Quando um universo local se estabelece em luz e vida, seus seres glorificados se associam livremente ao União de Dias, o qual adquire então uma capacidade maior nesse mundo de perfeição evolutiva. Mas
213&1;18:6.6

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continua sendo primordialmente um embaixador da Trindade e um conselheiro do Paraíso. Um Filho divino de origem dual na Deidade governa de forma direta o universo local, mas tem constantemente ao seu lado um irmão Paradisíaco, um ser pessoal originado na Trindade. No caso de um Filho Criador se ausentar temporariamente da sede de seu universo local, na hora de tomarem as decisões mais importantes, os governantes interinos são, em grande parte, orientados pelo conselho dos Uniões de Dias.
213&2;18:6.7

7.Os Fiéis de Dias 213&3;18:7.1 Estes elevados seres pessoais com origem na Trindade são os consultores do Paraíso para os governantes das cem constelações de cada universo local. Há setenta milhões de Fiéis de Dias e, tal qual os Uniões de Dias, nem todos estão a serviço. Seu corpo de reserva no Paraíso constitui a Comissão Consultora de Ética Interuniversal e de Autogoverno. Os Fiéis de Dias revezam-se em serviço de acordo com as decisões do conselho supremo de seu corpo de reserva. Tudo o que um União de Dias é para um Filho Criador de um universo local, os Fiéis de Dias são para os Filhos Vorondadek, os quais governam as constelações dessa criação local. Eles são dedicados ao extremo além de serem divinamente fiéis ao bem-estar das constelações que lhes estão designadas, e daí seu nome: Fiéis de Dias. Eles atuam somente como conselheiros; nunca participam das atividades administrativas exceto por convite das autoridades da constelação. Tampouco se ocupam de forma direta em ministrar educação aos peregrinos ascendentes, situados nas esferas arquitetônicas de instrução que rodeiam a sede de uma constelação. Todas estas tarefas estão sob a supervisão dos Filhos Vorondadek.
213&4;18:7.2

Todos os Fiéis de Dias que atuam nas constelações de um universo local estão sob a jurisdição do União de Dias, perante os quais respondem diretamente. Eles não dispõem de um extenso sistema de comunicação já que, comumente, eles se limitam à inter-relação dentro dos limites de um universo local. Qualquer Fiel de Dias que se encontre de serviço em Nebadon pode se comunicar com todos os demais de sua
213&5;18:7.3

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ordem que se encontrem de serviço neste universo local, e de fato o fazem. Da mesma forma que o União de Dias mantém residência numa sede do universo, os Fiéis de Dias mantém suas residências pessoais nas capitais da constelação, separadas das dos diretores administrativos de tais zonas. Suas moradas, na verdade, são modestas quando comparadas com as dos governantes Vorondadek das constelações.
213&6;18:7.4

Os Fiéis de Dias são o último elo na longa cadeia administrativa de consultoria que se estende desde as esferas sagradas do Pai Universal, próximo ao centro de todas as coisas, até as divisões primordiais dos universos locais. O sistema de governo que procede da Trindade não segue além das constelações; não há nenhum consultor do Paraíso que esteja permanentemente situado nos sistemas que as compõem nem nos mundos habitados. Estas últimas unidades administrativas estão completamente sob a jurisdição dos seres nativos dos universos locais.
213&7;18:7.5

[Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa]. ___________________________________________________________ ______________
213&8;18:7.6

Escritos de Urantia Escrito 19 Os Seres de Igual Categoria com Origem na Trindade [Apresentado por um Conselheiro Divino de Uversa] Este grupo do Paraíso, designado como os Seres de Igual Categoria com origem na Trindade, compreende os Filhos Instrutores da Trindade os quais, por sua vez, estão classificados entre os Filhos de Deus do Paraíso, que são três grupos de elevados administradores do suprauniverso, e entre a categoria um tanto impessoal dos Espíritos Inspirados da Trindade. Até mesmo os nativos e Havona e numerosos outros grupos de seres residentes no Paraíso podem também ser incluídos nesta classificação de seres pessoais da Trindade. Os seres com origem na
214§1;19:0.1

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Trindade
214§2 214§3

que

vamos

considerar

nesta

dissertação

são:

1. Filhos Instrutores da Trindade 2. Aperfeiçoadores de Sabedoria 214§4 3. Conselheiros Divinos 214§5 4. Censores Universais 214§6 5. Espíritos Inspirados da Trindade 214§7 6. Nativos de Havona 214§8 7. Cidadãos do Paraíso Com exceção dos Filhos Instrutores da Trindade e talvez dos Espíritos Inspirados da Trindade, estes grupos estão compostos por um número definido de seres; sua criação é um fato passado e concluído.
214§9;19:0.2

1.

Os Filhos Instrutores Trinitários 214§10;19:1.1 De todos os seres pessoais celestiais pertencentes às ordens elevadas que vos foram reveladas, só os Filhos Instrutores da Trindade atuam em capacidade dual. De natureza trinitária por origem, quanto à sua função dedicam-se quase que totalmente aos serviços de filiação divina. Eles são os seres que fazem a ponte que cobre a grande distância que separa os seres pessoais de origem na Trindade dos de origem dual. 214§11;19:1.2 Enquanto o número de Filhos Estacionários da Trindade está completo, o número de Filhos Instrutores aumenta constantemente e não sei quantos serão. Posso, contudo, dizer que no boletim informativo mais recente enviado à Uversa, os registros do Paraíso indicavam 21.001.624.821 destes Filhos em serviço. Estes seres constituem o único grupo de Filhos de Deus que vos foi revelado e cuja origem está na Trindade do Paraíso. Eles estão designados para o universo central e para os supra-universos, e um grupo numeroso está designado para cada universo local; também servem cada um dos planetas, tal como os Filhos de Deus do Paraíso o fazem. Como o plano do grande universo não está completamente desenvolvido, um grande número de Filhos Instrutores fica de reserva no Paraíso e se oferecem como voluntários nos casos de urgência e de serviços especiais
214§12;19:1.3

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em todas as divisões do grande universo, nos mundos solitários do espaço, nos universos locais, nos supra-universos e nos mundos de Havona. Eles também atuam no Paraíso mas será mais proveitoso adiar uma consideração detalhada acerca de tais funções para quando tratarmos sobre os Filhos de Deus do Paraíso. Quanto a isto, entretanto, pode ser mencionado que os Filhos Instrutores são os seres pessoais coordenadores supremos e com origem na Trindade. Neste imenso universo de universos, existe sempre o grande perigo de se cair no erro do ponto de vista restringido, no mal intrínseco a uma concepção segmentada acerca da realidade e da divindade.
215§1;19:1.4

Por exemplo: a mente humana normalmente deseja abordar a filosofia cósmica apresentada nestas revelações procedendo do simples e finito ao complexo e infinito, da origem humana ao destino divino. Mas esse caminho não leva à sabedoria espiritual. Este método é o caminho mais fácil para certa forma de conhecimento genético que, no melhor dos casos, pode apenas revelar a origem do homem, mas que pouco ou nada revela sobre seu destino divino.
215§2;19:1.5

Mesmo no estudo da evolução biológica do homem em Urantia, existem sérias objeções quanto a uma abordagem exclusivamente histórica de sua condição e problemas atuais. Uma perspectiva autêntica de qualquer problema da realidade — humana ou divina, terrestre ou cósmica — só é possível através do estudo profundo e livre de preconceitos, e através da correlação das três fases da realidade universal: origem, história e destino. A compreensão adequada acerca destas três realidades vivenciais proporciona a base para a avaliação sábia a respeito da condição atual.
215§3;19:1.6

Quando a mente humana se propõe a seguir a técnica filosófica de partir do nível mais baixo para chegar ao mais alto, quer no que diz respeito à biologia ou à teologia, corre sempre o perigo de cometer quatro erros de raciocínio:
215§4;19:1.7

1. Ela pode falhar totalmente em perceber a meta evolutiva final e completa, de realização pessoal ou de destino cósmico.
215§5;19:1.8

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2. Ela pode cometer a derradeira tolice filosófica de simplificar demais a realidade cósmica evolutiva (vivencial) levando assim à distorção dos fatos, à perversão da verdade e à interpretação errônea dos destinos.
215§6;19:1.9

3. O estudo da causa é a leitura atenta da história; mas conhecer como um ser vem a ser não fornece necessariamente um entendimento inteligente acerca da condição atual nem do verdadeiro caráter deste ser.
215§7;19:1.10

4. A história, por si só, não consegue revelar de modo adequado o desenvolvimento futuro — o destino. As origens finitas são profícuas mas somente as causas divinas revelam os efeitos finais. Os fins eternos não se manifestam nos primórdios do tempo. O presente só pode ser interpretado à luz de sua relação com o passado e com o futuro.
215§8;19:1.11

Conseqüentemente, por esta razão e ainda por outras, a técnica que empregamos para nos aproximarmos do homem e seus problemas planetários é a de embarcar na viagem espaço-temporal partindo da infinita, eterna e divina Fonte e Centro do Paraíso de toda realidade pessoal e de toda existência cósmica.
215§9;19:1.12

2.

Os Aperfeiçoadores de Sabedoria 215§10;19:2.1 Os Aperfeiçoadores de Sabedoria são uma criação especializada da Trindade do Paraíso e sua função consiste em personificar a sabedoria da divindade nos supra-universos. Há exatamente sete bilhões destes seres, sendo um bilhão para cada um dos sete supra-universos. Em comum com seus iguais em categoria — os Conselheiros Divinos e os Censores Universais — os Aperfeiçoadores de Sabedoria passaram pela sabedoria do Paraíso, de Havona e das esferas paradisíacas do Pai, com exceção de Divinington. Depois destas experiências, os Aperfeiçoadores de Sabedoria foram permanentemente designados ao serviço dos Anciões de Dias. Eles não servem no Paraíso nem nos mundos dos circuitos Paraíso-Havona; eles ocupam-se exclusivamente da administração dos governos dos supra-universos.
215§11;19:2.2

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Toda vez que, e onde quer que um Aperfeiçoador de Sabedoria atue, ali mesmo a sabedoria divina atua. A presença atual e a manifestação perfeita em conhecimento e sabedoria estão representadas nas ações destes seres poderosos e majestosos. Eles não refletem a sabedoria da Trindade do Paraíso; eles são esta sabedoria. Eles são fontes de sabedoria para todos os mestres na aplicação do conhecimento sobre o universo; são fontes de prudência e mananciais de discernimento para as instituições de aprendizado e esclarecimento em todos os universos.
216§1;19:2.3

A sabedoria tem origem dupla; ela deriva da perfeição da divina percepção, que é inerente aos seres perfeitos, e da experiência pessoal adquirida pelas criaturas evolutivas. Os Aperfeiçoadores de Sabedoria são a sabedoria divina, de uma perfeição paradisíaca, no discernimento acerca da Deidade. Quando atuam em conjunto, seus companheiros administrativos em Uversa — os Mensageiros Poderosos, Aqueles Sem Nome nem Número e os Elevados em Autoridade — são a sabedoria universal proveniente da vivência. Um ser divino pode ter um conhecimento divino perfeito. Um mortal evolutivo pode, algum dia, chegar à perfeição do conhecimento ascendente, mas nenhum dos dois por si só esgota as potencialidades de toda sabedoria possível. Portanto, sempre que se pretende chegar ao máximo de sabedoria administrativa na gestão do supra-universo, estes detentores de discernimento divino, os aperfeiçoadores de sabedoria, sempre fazem parceria com os seres pessoais ascendentes que chegaram às elevadas responsabilidades de autoridade no supra-universo através das tribulações vivenciais do progresso evolutivo.
216§2;19:2.4

Os Aperfeiçoadores de Sabedoria sempre precisarão deste complemento de sabedoria vivencial para uma administração perspicaz. Mas foi postulado que os finalizadores do Paraíso, no futuro, depois de terem iniciado a sétima etapa de existência espiritual, podem chegar a um elevado nível de sabedoria, que até agora não alcançaram. Se esta inferência estiver correta, estes seres já aperfeiçoados, provenientes da ascensão evolutiva, sem dúvida alguma se tornarão os mais eficazes administradores universais nunca antes conhecidos em toda a criação. Creio que é este o elevado destino dos finalizadores.
216§3;19:2.5

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A versatilidade dos Aperfeiçoadores de Sabedoria lhes permite participar de praticamente todos os serviços celestiais das criaturas ascendentes. Os Aperfeiçoadores de Sabedoria junto com os Censores Universais e os Conselheiros Divinos, que é a minha ordem de seres pessoais, constituem as mais elevadas ordens de seres que podem tratar e tratam do trabalho de revelar a verdade aos planetas e sistemas, seja em suas épocas primitivas ou quando do pleno estabelecimento em luz e vida. De vez em quando, todos nos colocamos numa relação de contato com o serviço dos mortais ascendentes, quer num planeta de vida inicial, num universo local ou num supra-universo, particularmente neste último.
216§4;19:2.6

3. Os Conselheiros Divinos 216§5;19:3.1 Estes seres de origem na Trindade constituem o conselho da Deidade para os mundos dos sete supra-universos. Eles não refletem o conselho divino da Trindade; eles são este conselho. Há vinte e um bilhões de Conselheiros em serviço, três bilhões designados para cada supra-universo. Os Conselheiros Divinos são os companheiros e os iguais dos Censores Universais e dos Aperfeiçoadores de Sabedoria sendo que de um a sete Conselheiros se associam a cada um destes Aperfeiçoadores. Todas as três ordens participam do governo dos Anciões de Dias nos universos e nas constelações, incluindo os setores maiores e menores, e nos conselhos dos soberanos dos sistemas locais.
217§1;19:3.2

Atuamos como indivíduos, tal como estou fazendo ao redigir esta declaração mas, sempre que as circunstâncias exigem, também atuamos em trio. Quando atuamos em nossa capacidade executiva, sempre nos associamos da seguinte maneira: um Aperfeiçoador de Sabedoria, um Censor Universal e de um a sete Conselheiros Divinos.
217§2;19:3.3

Um Aperfeiçoador de Sabedoria, sete Conselheiros Divinos e um Censor Universal constituem um tribunal de divindade da Trindade, o mais elevado grupo consultivo e móvel nos universos do tempo e do espaço. Este grupo de nove integrantes é conhecido como tribunal de investigação ou de revelação da verdade e quando eles julgam um
217§3;19:3.4

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problema e chegam a uma decisão é como se ela tivesse sido julgada por um dos Anciões de Dias pois em todos os anais dos supra-universos nunca ocorreu o fato de os Anciões de Dias invalidarem tal veredicto. Quando os três Anciões de Dias atuam, a Trindade do Paraíso atua. Quando o tribunal dos nove chega a uma decisão após as deliberações conjuntas, para todos os fins, é como se os Anciões de Dias tivessem falado. E é desta maneira que os Governantes do Paraíso se põem em contato pessoal com cada mundo, sistema e universo nos assuntos administrativos e na regulamentação do governo.
217§4;19:3.5

Os Conselheiros Divinos são a perfeição do conselho divino da Trindade do Paraíso. Nós representamos — na verdade, nós somos o conselho de perfeição. Quando o conselho vivencial dos nossos colaboradores — os seres provenientes da ascensão evolutiva, já aperfeiçoados e abraçados pela Trindade — nos suplementa, nossas conclusões combinadas não são apenas completas, mas repletas. Uma vez que um Censor tenha se associado, julgado, confirmado e promulgado nosso conselho conjunto, é muito provável que ele se aproxime do limiar da totalidade universal. Estes veredictos representam a aproximação máxima e possível à atitude absoluta da Deidade dentro dos limites espaço-temporais da situação que envolve o problema considerado.
217§5;19:3.6

Sete Conselheiros Divinos, ligados a um trio evolutivo trinidizado — um Mensageiro Poderoso, um Elevado em Autoridade e um sem Nome nem Número — representam a aproximação máxima do supra-universo à união, do ponto de vista humano, com a atitude divina nos níveis quase paradisíacos de significados espirituais e valores da realidade. Uma aproximação tão grande à união das atitudes cósmicas da criatura com a de seu Criador só é sobrepujada pelos Filhos do Paraíso que se efundem e que, em cada fase da vivência como ser pessoal, são Deus e homem.
217§6;19:3.7

4. Os Censores Universais 217§7;19:4.1 Existem exatamente oito bilhões de Censores Universais. Estes seres singulares são o juízo da Deidade. Eles não refletem simplesmente as decisões perfeitas; eles são o juízo da Trindade do Paraíso. Mesmo os

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Anciões de Dias não julgam, exceto em parceria com os Censores Universais. Em cada um dos um bilhão de mundos do universo central há um Censor encarregado e ligado à administração planetária exercida pelo Eterno de Dias ali residente. Nem os Aperfeiçoadores de Sabedoria nem os Conselheiros Divinos estão designados de modo permanente à administração de Havona e também não entendemos completamente o porquê dos Censores Universais estarem de serviço no universo central. Suas atividades atuais dificilmente justificam sua designação para Havona e, por isto, suspeitamos que estejam ali em antecipação às necessidades de alguma futura era universal na qual a população de Havona poderá mudar parcialmente.
217§8;19:4.2

Um bilhão de Censores estão designados para cada um dos sete supra-universos. Tanto de maneira individual como em parceria com os Aperfeiçoadores de Sabedoria e com os Conselheiros Divinos, eles operam em todas as divisões dos sete supra-universos. Assim, os Censores atuam em todos os níveis do grande universo, desde os mundos perfeitos de Havona até os conselhos dos Soberanos dos Sistemas, formando a parte orgânica de todos os julgamentos dispensacionais dos mundos evolutivos.
218§1;19:4.3

Quando e onde quer que um Censor Universal esteja, ali e então o parecer da Deidade estará. E já que os Censores Universais sempre pronunciam seu veredicto em conjunto com os Aperfeiçoadores de Sabedoria e com os Conselheiros Divinos, tais decisões englobam a união da sabedoria, opinião e juízo da Trindade do Paraíso. Neste trio jurídico, o Aperfeiçoador de Sabedoria seria o "Eu era"; o Conselheiro Divino, o "Eu serei"; e o Censor Universal, sempre o "Eu sou".
218§2;19:4.4

Os Censores são os seres pessoais totalizadores do universo. Depois de milhares, ou milhões, testemunharem; depois da voz da sabedoria ter falado e do conselho divino ter sido registrado; depois do testemunho da perfeição ascendente ter sido adicionado, é então que os Censores atuam, revelando de modo imediato a totalização infalível e divina de tudo o que ocorreu. Tal declaração representa a conclusão divina, a somatória e a substância de uma decisão perfeita e final.
218§3;19:4.5

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Portanto, quando o Censor fala, ninguém mais pode falar pois o Censor retratou a verdade total e inequívoca de tudo o que se passou anteriormente. Quando ele fala, não há apelação. Compreendo completamente o funcionamento da mente dos Aperfeiçoadores de Sabedoria mas, com certeza, não entendo plenamente o funcionamento da mente julgadora do Censor Universal. Parece-me que os Censores formulam novos significados e dão origem a novos valores a partir da associação dos fatos, verdades e achados apresentados a eles no decurso de uma investigação de assuntos universais. O que parece provável é que os Censores Universais são capazes de trazer à luz interpretações originais, provenientes da combinação do discernimento perfeito do Criador com a experiência da criatura aperfeiçoada. A associação da perfeição do Paraíso com a experiência do universo, sem dúvida alguma ocasiona um novo valor em níveis últimos.
218§4;19:4.6

Mas esta não é a última das nossas dificuldades no que se refere aos processos mentais dos Censores Universais. Considerando tudo o que sabemos ou conjeturamos sobre a função dos Censores em certas situações universais, não somos capazes de predizer suas decisões nem de prognosticar seus veredictos. Podemos determinar com precisão o resultado provável da associação da atitude do Criador com a experiência da criatura, mas tais conclusões nem sempre constituem o prognóstico preciso das revelações do Censor. É possível que os Censores estejam associados de algum modo com o Absoluto da Deidade; caso contrário, não podemos explicar muitas de suas decisões e pareceres.
218§5;19:4.7

Os Aperfeiçoadores de Sabedoria, os Conselheiros Divinos e os Censores Universais junto com as sete ordens dos Supremos Seres Pessoais da Trindade constituem os dez grupos chamados, às vezes, de Filhos Estacionários da Trindade. Juntos, eles compreendem o grande corpo de administradores, governantes, executivos, consultores, conselheiros e juízes da Trindade. Em número, excedem ligeiramente aos trinta e sete bilhões. Dois bilhões e setenta milhões estão situados no universo central e apenas algo mais que cinco bilhões estão situados em cada supra-universo.
218§6;19:4.8

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É muito difícil descrever os limites funcionais dos Filhos Estacionários da Trindade. Seria incorreto dizer que suas ações limitam-se ao finito pois existem registros de relatos que indicam o contrário nos arquivos do supra-universo. Eles atuam em qualquer nível administrativo ou judicial do universo, conforme as condições espaço-temporais exigirem e no que diz respeito à evolução passada, presente e futura do universo matriz.
219§1;19:4.9

5. Espíritos Inspirados da Trindade 219§2;19:5.1 Pouco poderei vos dizer a respeito dos Espíritos Inspirados da Trindade porque eles pertencem a uma das poucas ordens completamente secretas — secretas sem dúvida alguma — pois eles não podem se revelar plenamente, nem mesmo para aqueles dentre nós cuja origem é tão próxima da fonte que os criou. Sua existência provém da ação da Trindade do Paraíso e eles podem ser utilizados por uma das Deidades, por duas delas ou pelas três. Não sabemos se o número destes Espíritos está completo ou se aumenta constantemente, mas estamos propensos a crer que seu número ainda não está estipulado. Não compreendemos de todo a natureza nem a conduta dos Espíritos Inspirados. Talvez pertençam à categoria dos espíritos suprapessoais; eles parecem operar em todos os circuitos conhecidos e parecem operar independentemente do tempo e do espaço. Mas pouco sabemos acerca deles, excluindo o que deduzimos de seu caráter sobre a base da natureza de suas atividades, cujos resultados certamente observamos, aqui e ali, nos universos.
219§3;19:5.2

Sob certas condições, estes Espíritos Inspirados podem individualizar a si mesmos o suficiente para que os seres com origem na Trindade possam reconhecê-los. Eu os tenho visto, mas as ordens mais modestas de seres celestiais jamais poderiam reconhecer um só deles. De vez em quando, na gestão dos universos em evolução, surgem também certas circunstâncias nas quais um ser com origem na Trindade pode empregar diretamente os serviços destes Espíritos a fim de levar adiante suas tarefas. Portanto, sabemos que eles existem e, sob certas circunstâncias, podemos solicitar sua ajuda e recebê-la e, às vezes,
219§4;19:5.3

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podemos reconhecer sua presença. Mas eles não são parte da organização manifesta e claramente revelada, que está encarregada da gestão dos universos espaço-temporais antes do pleno estabelecimento em luz e vida destes mundos materiais. Eles não tem um posto claramente perceptível dentro da economia ou da administração atual dos sete supra-universos; eles são um segredo da Trindade do Paraíso. Os Melquisedeques de Nebadon ensinam que, em algum tempo do futuro eterno, os Espíritos Inspirados da Trindade estão destinados a atuar no lugar dos Mensageiros Solitários, cuja classe está sendo reduzida lenta mas certamente à medida que estes vão sendo designados como colaboradores de certos tipos de filhos trinidizados.
219§5;19:5.4

Os Espíritos Inspirados são os Espíritos solitários do universo de universos. Como Espíritos, assemelham-se bastante aos Mensageiros Solitários, exceção feita ao fato de que estes últimos são seres pessoais distintos. Grande parte dos nossos conhecimentos acerca dos Espíritos Inspirados vêm dos Mensageiros Solitários os quais, por sua vez, detectam a proximidade deles em virtude de uma intrínseca sensibilidade à presença dos Espíritos Inspirados, sensibilidade esta que funciona de modo tão infalível quanto uma agulha magnética é atraída por um polo magnético. Quando um Mensageiro Solitário se encontra próximo de um Espírito Inspirado da Trindade, ele está consciente de uma indicação qualitativa desta presença divina assim como de um registro quantitativo muito definido, que lhe permite verdadeiramente saber a classificação ou o número de Espíritos presentes.
219§5;19:5.5

Posso relatar outro fato interessante: quando um Mensageiro Solitário se encontra num planeta como Urantia, cujos habitantes receberam Modeladores do Pensamento, ele tem consciência de um estímulo qualitativo em sua sensibilidade detectora de presença espiritual. Neste casos, não há estímulo quantitativo mas apenas uma variação qualitativa. Quando em planetas aonde os Modeladores não vão, seu contato com os nativos não produz reação alguma deste tipo. Isto sugere que, de alguma maneira, os Modeladores do Pensamento estão relacionados ou conectados com os Espíritos Inspirados da Trindade do Paraíso. É possível que eles estejam associados, de alguma forma, em alguma fase de sua tarefa mas não sabemos de fato. Ambos têm origem
220§1;19:5.6

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próxima ao centro e fonte de todas as coisas, mas não pertencem à mesma ordem de seres. Os Modeladores do Pensamento emanam do Pai sozinho; os Espíritos Inspirados são a progênie da Trindade do Paraíso. Os Espíritos Inspirados não parecem pertencer ao esquema evolutivo dos planetas ou dos universos e, contudo, parecem estar em quase todos os lugares. Agora mesmo, enquanto faço esta declaração, a sensibilidade pessoal de meu parceiro Mensageiro Solitário à presença desta ordem de Espíritos indica que, neste exato momento, à não mais que oito metros de distância, acha-se um Espírito da ordem dos Inspirados e do terceiro volume de presença de poder. O terceiro volume de presença de poder nos sugere a probabilidade de três Espíritos Inspirados estarem atuando, e em união.
220§2;19:5.7

Das mais de doze ordens de seres em parceria comigo neste momento, o Mensageiro Solitário é o único que tem consciência da presença destas misteriosas entidades da Trindade. Além disso, embora estejamos informados da proximidade destes Espíritos divinos, todos ignoramos qual é a sua missão. Na verdade, não sabemos se eles são simplesmente observadores interessados em nossas ações ou se efetivamente contribuem para o êxito de nossa empresa de alguma maneira que nos é desconhecida.
220§3;19:5.8

Sabemos que os Filhos Instrutores da Trindade dedicam-se ao esclarecimento consciente das criaturas do universo. Tenho chegado à conclusão de que os Espíritos Inspirados da Trindade, por meio de técnicas supra-conscientes, também atuam como instrutores dos mundos. Estou convencido de que existe um vasto corpo de conhecimento espiritual essencial, a verdade indispensável para uma realização espiritual elevada e que não pode ser recebida conscientemente; a autoconsciência prejudicaria a certeza da recepção. Se este conceito estiver correto — e toda minha ordem de seres partilha desta idéia — é possível que a missão destes Espíritos Inspirados consista em superar este obstáculo no plano universal de esclarecimento moral e progresso espiritual ao construir uma ponte para cobrir esta distância. Pensamos que estes dois tipos de mestres com origem na Trindade executam alguma espécie de ligação em suas atividades, mas não o sabemos de fato.
220§4;19:5.9

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Tenho fraternizado com os mortais em aperfeiçoamento — almas espiritualizadas e ascendentes dos mundos evolutivos — nos mundos de instrução dos supra-universos e nos circuitos eternos de Havona, mas eles nunca tiveram consciência da presença dos Espíritos Inspirados que, vez por outra, os poderes detectores dos Mensageiros Solitários indicavam estar bem próximos de nós. Tenho conversado livremente com todas as ordens de Filhos de Deus, tanto as elevadas como as modestas, e nenhum deles tem consciência das exortações dos Espíritos Inspirados da Trindade. Eles podem fazer a retrospectiva de suas experiências e contar acontecimentos que seriam difíceis de se explicar se não se levasse em conta a ação destes Espíritos. Porém, com exceção dos Mensageiros Solitários e, às vezes, dos seres com origem na Trindade, nenhum membro da família celestial jamais teve consciência da proximidade dos Espíritos Inspirados.
220§5;19:5.10

Não creio que os Espíritos Inspirados da Trindade estejam brincando de esconde-esconde comigo. É provável que eles estejam, a duras penas, tentando exatamente se revelar para mim assim como eu estou tentando me comunicar com eles; nossas dificuldades e limitações devem ser mútuas e intrínsecas. Contento-me em saber que não existem segredos arbitrários no universo e, portanto, nunca desistirei de meus esforços para resolver o mistério do isolamento destes Espíritos que pertencem à minha ordem de criação. 221§1;19:5.11 E de tudo isto que foi dito, vós, mortais que apenas estais dando agora vossos primeiros passos nesta jornada eterna, podeis ver bem que devereis caminhar por um longo trecho antes de progredirdes através certeza "visual" e "material". Tereis de usar a fé e depender da revelação por muito tempo se desejardes progredir com rapidez e segurança.
221§1;19:5.11

6. Os Nativos de Havona 221§3;19:6.1 Os nativos de Havona são a criação direta da Trindade do Paraíso e seu número está além da compreensão de vossas mentes limitadas. Também não é possível para os urantianos conceber os dons inerentes à criaturas tão divinamente perfeitas como estas raças do universo eterno, com origem na Trindade. Não podeis imaginar estas criaturas gloriosas;

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deveis aguardar vossa chegada a Havona quando então podereis saudá-las como companheiros espirituais. Durante vossa longa permanência nos um bilhão de mundos de cultura de Havona, desenvolvereis uma amizade eterna com estes seres magníficos. E quão profunda é a amizade que floresce entre a criatura pessoal mais modesta dos mundos do espaço e estes elevados seres pessoais nativos das esferas perfeitas do universo central! Os mortais ascendentes, em sua longa e terna associação com os nativos de Havona, fazem muito para compensar o empobrecimento espiritual das etapas primitivas de seu progresso mortal. Ao mesmo tempo, através do contato com os peregrinos ascendentes, os havoneiros adquirem uma experiência que compensa bastante as limitações vivenciais inerentes ao fato de terem sempre vivido uma vida de perfeição divina. Os benefícios são grandes e mútuos, tanto para os mortais ascendentes como para os nativos de Havona.
221§4;19:6.2

Os nativos de Havona, como todos os seres pessoais com origem na Trindade, são planejados em perfeição divina e podem, com o passar do tempo, enriquecer seus dons vivenciais da mesma forma que outros seres pessoais com origem na Trindade. Mas, diferentemente dos Filhos Estacionários da Trindade, os havoneiros podem evoluir em condição e ter um futuro de destino eterno não revelado. Isto é ilustrado pelos havoneiros que, através do serviço, tornam factual a capacidade para fusionar com uma fração do Pai, fração esta que não é o Modelador, chegando assim às condições necessárias para se afiliarem aos Corpos Mortais de Finalidade. E existem outros grupos de finalizadores abertos a estes nativos do universo central.
221§5;19:6.3

A evolução dos nativos de Havona, no que se refere à condição, tem ocasionado muita especulações em Uversa. Já que eles estão se infiltrando constantemente nos diversos Corpos de Finalidade no Paraíso, e visto que não são criados outros seres para substituí-los, é evidente que o número de nativos que permanecem em Havona diminui constantemente. As derradeiras conseqüências deste processo nunca nos foram reveladas mas não acreditamos que os nativos desaparecerão totalmente de Havona. Temos considerado a teoria de que é possível que, em algum momento, os havoneiros deixem de integrar os grupos de
221§6;19:6.4

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finalizadores na época das criações sucessivas dos níveis do espaço exterior. Também temos considerado a idéia de que, nestas épocas universais subseqüentes, o universo central poderia ser povoado por um grupo misto de seres residentes, uma cidadania na qual apenas uma parte seria de nativos de Havona. Não sabemos que ordem ou que tipo de criatura pode estar destinada a residir em Havona no futuro, mas temos pensado em: 1. Os univitatias, que atualmente são os cidadãos permanentes das constelações dos universos locais.
222§1

2. Futuros tipos de mortais que possam nascer nas esferas habitadas dos supra-universos, durante o florescimento das eras de luz e vida.
222§2

3. A aristocracia espiritual que chegará dos sucessivos universos exteriores.
222§3

Sabemos que o universo de Havona da era universal anterior era um tanto diferente do universo de Havona da era atual. Julgamos razoável supor que estamos presenciando agora aquelas mudanças lentas do universo central, mudanças estas que antecedem as eras do porvir. Uma coisa é certa: o universo não é estático; só Deus é imutável.
222§4;19:6.5

7. Os cidadãos do Paraíso 222§5;19:7.1 Numerosos grupos de seres magníficos residem no Paraíso: os cidadãos do Paraíso. Eles não se ocupam, de forma direta, do plano de aperfeiçoamento das criaturas ascendentes volitivas e, portanto, não são totalmente revelados aos mortais de Urantia. Existem mais de três mil ordens destas inteligências excelsas. O último grupo foi personalizado concomitantemente com o mandato da Trindade, mandato este que promulgou o plano de criação dos sete supra-universos do tempo e do espaço. Os cidadãos do Paraíso e os nativos de Havona são designados, às vezes, coletivamente como seres pessoais do Paraíso-Havona.
222§6;19:7.2

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Isto completa a história dos seres trazidos à existência pela Trindade do Paraíso. Nenhum deles se desencaminhou. Contudo, no sentido mais elevado, todos estão dotados de livre a