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------IND- 2006 0344 I-- PT-- ------ 20060728 --- --- PROJET MINISTÉRIO DO INTERIOR DECRETO Classificação de resistência ao fogo de produtos e elementos de construção O MINISTRO DO INTERIOR Tendo em conta o Decreto n.º 577, de 29 de Julho de 1982, promulgado pelo Presidente da República, que aprova o regulamento relativo à execução dos serviços de prevenção e de protecção contra incêndios; Tendo em conta o Decreto n.º 37, de 12 de Janeiro de 1998, promulgado pelo Presidente da República, que aprova o regulamento relativo aos procedimentos de prevenção de incêndios; Tendo em conta o Decreto n.º 246, de 21 de Abril de 1993, promulgado pelo Presidente da República, que aprova o regulamento de transposição da Directiva 89/106/CEE relativa aos produtos de construção; Tendo em conta o Decreto n.º 499, de 10 de Dezembro de 1997, promulgado pelo Presidente da República, que aprova o regulamento relativo à transposição da Directiva 93/68/CEE, na parte que altera a Directiva 89/106/CEE relativa aos produtos de construção; Tendo em conta o Decreto de 26 de Março de 1985 do ministro do Interior relativo aos procedimentos e requisitos para a autorização e a inscrição de entidades e laboratórios nas listas do Ministério do Interior; Tendo em conta o Decreto de 4 de Maio de 1998 do ministro do Interior que estabelece disposições respeitantes às modalidades de apresentação e ao conteúdo dos pedidos de activação dos procedimentos de prevenção de incêndios, bem como à uniformidade dos serviços associados prestados pelas corporações de bombeiros; Tendo em conta o Decreto de 21 de Junho de 2004 do ministro do Interior que estabelece regras técnicas e de procedimento para a classificação de resistência ao fogo de portas e de outros sistemas de fecho e respectiva homologação; Tendo em conta a Directiva 89/106/CEE do Conselho, de 21 de Dezembro de 1988; Tendo em conta a Decisão 2000/367/CE da Comissão, de 3 de Maio de 2000, que aplica a Directiva 89/106/CEE do Conselho, de 21 de Dezembro de 1988, no que respeita à classificação do desempenho dos produtos de construção, das obras e de partes das obras em termos da sua resistência ao fogo;

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Tendo em conta a Decisão 2003/629/CE da Comissão, de 27 Agosto de 2003, que altera a Decisão 2000/367/CE, que cria sistema de classificação dos produtos de construção, em termos desempenho na resistência ao fogo, no que respeita aos produtos controlo de fumos e de calor;

de um de de

Tendo em conta a Recomendação 2003/887/CE da Comissão, de 11 de Dezembro de 2003, relativa à implementação e utilização dos Eurocódigos para obras de construção e para produtos de construção estruturais; Tendo em conta as Normas EN 13501-2, EN 13501-3, EN 1363-1, 1363-2, ENV 1363-3, EN 1364-1, EN 1364-2, EN 1365-1, EN 1365-2, 1365-3, EN 1365-4, EN 1365-5, EN 1365-6, EN 1366-1, EN 1366-2, 1366-3, EN 1366-4, EN 1366-5, EN 1366-6, EN 1366-7, EN 1366-8, 1634-1, EN 1634-3, EN 14135 relativas aos métodos de ensaio e procedimentos de classificação para a determinação da classe resistência ao fogo dos produtos de construção; EN EN EN EN os de

Tendo em conta as Normas ENV 13381-2, ENV 13381-3, ENV 13381-4, ENV 13381-5, ENV 13381-6, ENV 13381-7 relativas aos métodos de ensaio para a determinação do nível de resistência ao fogo de elementos estruturais; Tendo em conta os Eurocódigos EN1992-1-2, EN1993-1-2, EN1994-12, EN1995-1-2, EN1996-1-2 que estabelecem métodos comuns para calcular a resistência ao fogo dos produtos de construção estruturais; Tendo em conta as Normas UNI 9502, UNI 9503 e UNI 9504 relativas aos procedimentos de análise destinados a avaliar a resistência ao fogo dos elementos de construção de aglomerados de betão armado, normal e pré-esforçado, de aço e de madeira; Tendo em conta o parecer favorável emitido na reunião n.º .... de ... do Comité Central Técnico e Científico para a Prevenção de Incêndios, de acordo com o artigo 10.º do Decreto n.º 577, de 29 de Julho de 1982, promulgado pelo Presidente da República; Efectuado o procedimento de informação, com a notificação n.º …., de acordo com a Directiva 98/34/CE, que codifica o procedimento previsto na Directiva 83/189/CEE; Tendo em conta o parecer favorável Europeia, através da comunicação …; emitido pela Comissão

Considerando a necessidade de aplicar o sistema europeu de classificação de resistência ao fogo dos produtos e das obras de construção para os casos em que se encontra prescrita a referida classificação tendo em vista a harmonização das referidas obras e das suas partes com o requisito mínimo de «Segurança contra incêndios» estabelecido na Directiva 89/106/CE;

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Decreta: Artigo 1.º Âmbito de aplicação e definições 1. O presente decreto é aplicável aos produtos e aos elementos de construção relativamente aos quais foi estabelecido o requisito de resistência ao fogo, tendo em vista a segurança contra incêndios das obras em que se inserem. 2. Para efeitos do presente decreto, entende-se por «produto de construção» ou «produto» qualquer produto fabricado com o objectivo de vir a integrar permanentemente obras de construção. 3. As «obras de construção» ou «obras» incluem os edifícios e as obras de engenharia civil. 4. Para efeitos do presente decreto, as partes e os elementos de obras de construção compostos por um ou mais produtos são definidos como «elementos de construção», mesmo que não cumpram requisitos específicos de resistência ao fogo. 5. As «normas harmonizadas», os actos de «aprovação técnica», as «normas nacionais que aplicam normas harmonizadas» e as «normas nacionais que a Comissão reconhece beneficiarem da presunção de conformidade» referidas no Decreto n.º 246, de 21 de Abril de 1993, promulgado pelo Presidente da República, são seguidamente designadas «especificações técnicas». 6. Por «âmbito de aplicação directa do resultado do ensaio», entende-se o âmbito, previsto pelo método de ensaio específico e indicado no relatório de classificação, referente às restrições de utilização e às alterações passíveis de serem introduzidas na amostra aprovada após o ensaio, de modo a não exigir ulteriores avaliações, cálculos ou aprovações para a determinação do resultado. 6.a Por «âmbito de aplicação alargada do resultado do ensaio», entende-se o âmbito, não incluído no precedente n.º 6, definido por normas específicas de extensão. 7. A Direcção Central de Prevenção e Segurança Técnica do Departamento de Bombeiros e de Protecção Civil do Ministério do Interior (Direzione Centrale per la Prevenzione e la Sicurezza Tecnica del Dipartimento dei vigili del fuoco, del soccorso pubblico e della difesa civile del Ministro dell’interno) é seguidamente designada «DCPST». 8. Para efeitos do presente decreto, entende-se por «laboratório de ensaios»:

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a) o laboratório, notificado à Comissão Europeia, que efectua ensaios de produtos que cumprem os requisitos específicos de resistência ao fogo, para efeitos de aposiçãoda marca CE, de acordo com a Directiva 89/106/CEE; b) o laboratório de resistência ao fogo da Área de Protecção Passiva da DCPST e os laboratórios italianos autorizados nos termos do Decreto de 26 de Março de 1985 do Ministério do Interior, ou os laboratórios de outro Estado-Membro da União Europeia ou de um dos Estados signatários do acordo sobre o EEE e da Turquia, ao qual este ministério reconhece a independência e a competência dos laboratórios de ensaio previstas pela Norma EN ISO/CEI 17025 ou garantias equivalentes reconhecidas num dos referidos Estados, que efectua ensaios de elementos de construção. 9. Por «relatório de classificação» entende-se … 10. Por «relatório de ensaio» entende-se … Artigo 2.º Classificação de resistência ao fogo 1. Os produtos e os elementos de construção são classificados com base nas suas características de resistência ao fogo, de acordo com os símbolos e as classes indicados nos quadros do anexo A do presente Decreto, em conformidade com as Decisões da Comissão da União Europeia 2000/367/CE, de 3 de Maio de 2000, e 2003/629/CE, de 27 de Agosto de 2003; 2. Através das sucessivas determinações da DCPST, a publicar no Diário Oficial da República Italiana, são actualizados os quadros referidos no número 1, de acordo com as decisões adoptadas pela Comissão Europeia nesta matéria. 3. As prestações de resistência ao fogo dos produtos e dos elementos de construção podem ser determinadas com base nos resultados de: a) ensaios, b) cálculos, c) comparações com os quadros. 4. As modalidades para a classificação de produtos e elementos de construção com base nos resultados de ensaios de resistência ao fogo e de estanquidade ao fumo encontram-se descritas no anexo B do presente decreto. 5. As modalidades para a classificação de produtos e elementos de construção com base nos resultados de cálculos encontram-se descritas no anexo C do presente decreto. 6. As modalidades para a classificação de elementos de construção com base na comparação com os quadros encontram-se descritas no anexo D do presente decreto.

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Artigo 3.º Produtos aos quais é aplicável a classificação de resistência ao fogo 1. Os produtos legalmente comercializados num dos EstadosMembros da União Europeia, bem como os produtos provenientes dos Estados signatários do Acordo sobre o EEE e da Turquia, podem ser utilizados em Itália em elementos de construção e em obras relativamente aos quais é prescrita uma classe de resistência ao fogo, para uso conforme com o fim previsto, desde que disponham da marca CE prevista nas especificações técnicas do produto. 2. Relativamente aos produtos que dispõem da marca CE, a classe de resistência ao fogo, quando prevista, é apresentada nas informações que acompanham a marcação CE e na documentação referida no artigo 10.º do Decreto n.º 246 de 21 de Abril de 1993, promulgado pelo Presidente da República, com a última redacção que lhe foi dada. 3. Relativamente a todos os produtos, com excepção dos produtos referidos no n.º 4, aos quais ainda não é aplicável o procedimento de marcação CE, na ausência de especificações técnicas e posteriormente durante o período de coexistência, é permitida a sua utilização em elementos de construção e obras para as quais tenha sido prescrita uma classe de resistência ao fogo, nas condições indicadas no artigo 4.º. 4. Relativamente a portas e outros sistemas de fecho, aos quais ainda não é aplicável o procedimento de marcação CE, na ausência de especificações técnicas e posteriormente durante o período de coexistência, a sua utilização em elementos de construção e obras para as quais tenha sido prescrita uma classe de resistência ao fogo encontra-se condicionada à atribuição da homologação nos termos dos artigos 5.º e 6.º do Decreto de 21 de Junho de 2004 do Ministério do Interior e permitida de acordo com o artigo 3.º do referido decreto. No final do período de coexistência definido por comunicação da Comissão Europeia, a referida homologação mantém-se válida exclusivamente para os produtos já introduzidos no mercado dentro do referido prazo, tendo em vista a sua utilização dentro do prazo de validade da própria homologação. 5. A documentação referida nos números 2 e 3 do presente artigo deve ser redigida em língua italiana ou acompanhada de tradução em língua italiana, de acordo com as normas em vigor.

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Artigo 4.º Elementos de construção aos quais é aplicável a classificação de resistência ao fogo 1. Os elementos de construção aos quais é aplicável a classificação de resistência ao fogo podem ser instalados ou construídos em obras destinadas a actividades abrangidas pelos regulamentos de prevenção de incêndios, desde que disponham de uma certificação elaborada por um profissional, em conformidade com o Decreto de 4 de Maio de 1998 do ministro do Interior que ateste a classe de resistência ao fogo, segundo as modalidades indicadas nos números 4, 5 e 6 do artigo 2.º do presente decreto. 2. A certificação referida no número 1 constitui uma garantia igualmente válida no que respeita a interacções entre produtos e elementos de construção que possam prejudicar ou reduzir a classificação obtida. 3. No caso de a classificação de resistência ao fogo dos elementos de construção ser obtida apenas através da modalidade indicada no número 4 do artigo 2.º do presente decreto, a certificação referida no número 1 garante que o elemento de construção se encontra abrangido pelo âmbito de aplicação directa do resultado do ensaio. Caso contrário, a classificação de resistência ao fogo deverá conter uma referência à documentação suplementar fornecida pelo produtor, em conformidade com as disposições do anexo B. 4. No caso de o elemento de construção ser um produto que disponha de marcação CE, a certificação referida no número 1 constitui uma declaração de utilização de acordo com o fim previsto. Artigo 5.º Disposições transitórias 1. Os relatórios de ensaio de resistência ao fogo emitidos de acordo com a circular MI.SA. n.º 91, de 14 de Setembro de 1961, pelo laboratório de Ciências da Construção do Centro de Estudos e Experiências do Corpo Nacional de Bombeiros (Centro Studi ed Esperienze del Corpo nazionale dei Vigili del fuoco) ou por um laboratório autorizado em conformidade com o Decreto de 26 de Março de 1985 do Ministério do Interior, anteriormente a 31 de Dezembro de 1985, perdem a validade um ano após a entrada em vigor do presente decreto; os relatórios emitidos entre 1 de Janeiro de 1986 e 31 de Dezembro de 1995 inclusive perdem a validade 3 anos após a entrada em vigor do presente decreto; os relatórios emitidos a partir de 1 de Janeiro de 1996 perdem a validade 5 anos após a entrada em vigor do presente decreto.
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2. Relativamente aos produtos e elementos de construção de obras existentes, cujas características de resistência ao fogo tenham sido verificadas pelos órgãos de controlo à data de entrada em vigor do presente decreto, não é necessário proceder a uma nova determinação do desempenho de resistência ao fogo em caso de alterações da obra que afectem os elementos de construção e as estruturas, incluindo as alterações devidas a uma nova finalidade de uso, desde que as referidas alterações não impliquem um aumento da classe de resistência ao fogo requerida. 3. O presente decreto entra em vigor 180 dias publicação no Diário Oficial da República Italiana. Roma, … O ministro: … após a sua

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Anexo A – Símbolos e classificação
SÍMBOLOS
R E I W M C S Capacidade de suporte de carga Estanquidade Isolamento Radiação Acção mecânica Fecho automático Passagem de fumo P o PH G K D DH F B Continuidade da corrente ou capacidade de sinalização Resistência ao incêndio da fuligem Capacidade de protecção contra o fogo Duração da estabilidade a temperatura constante Duração da estabilidade na curva tipo tempo-temperatura Funcionalidade dos ventiladores eléctricos de fumo e calor Funcionalidade dos ventiladores naturais de fumo e de calor

As classificações seguintes são expressas em minutos, salvo indicação em contrário.

CLASSIFICAÇÃO A.1 Elementos com funções de suporte de carga e sem função de compartimentação resistente ao fogo
A.1.1 – Aplicável a Normas Classificação: R 15 20 30 45 60 90 120 180 240 360 Paredes, pavimentos, coberturas, vigas, pilares, varandas, escadas, passagens EN 13501-2; EN 1365-1,2,3,4,5,6; EN 1992-1.2; EN 1993-1.3; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2

A.2

Elementos com funções de suporte de carga e com função de compartimentação resistente ao fogo
A.2.1 – Aplicável a Normas Classificação: RE REI REI-M REW A.2.2 - Aplicável a Normas Classificação: R RE REI 15 20 20 30 30 30 45 60 60 90 90 120 120 180 180 240 240 360 360 20 Pavimentos e coberturas EN 13501-2; EN 1365-2; EN 1992-1.2; EN 1993-1.3; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2 15 20 20 30 30 30 30 45 60 60 60 60 90 90 90 90 120 120 120 120 180 180 180 180 240 240 240 240 360 360 360 360 Paredes EN 13501-2; EN 1365-1; EN 1992-1.2; EN 1993-1.3; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2

A.3

Produtos e sistemas para protecção de elementos ou partes de obras com funções de suporte de carga
A.3.1 – Aplicável a Normas Tectos sem resistência independente ao fogo EN 13501-2 ; EN 13381-1

Classificação: expressa nos mesmos termos do elemento que é protegido Notas A.3.2 – Aplicável a Normas Se também cumprir os critérios relativos ao fogo «semi-natural», o símbolo «sn» é acrescentado à classificação. Revestimentos, revestimentos exteriores e painéis de protecção contra o fogo EN 13501-2; EN 13381-2 a 7

Classificação: expressa nos mesmos termos do elemento que é protegido

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A.4

Elementos ou partes de obras sem funções de suporte de carga e produtos a eles destinados
A.4.1 – Aplicável a Normas Classificação: E EI EI-M EW A.4.2 - Aplicável a Normas Classificação: EI Notas 15 30 45 60 90 120 180 240 20 15 20 20 30 30 30 30 45 60 60 60 60 90 90 90 90 120 120 120 120 180 180 240 240 Divisórias (incluindo divisórias com porções não isoladas) EN 13501-2; EN 1364-1; EN 1992-1.2; EN 1993-1.3; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2

Tectos com resistência independente ao fogo EN 13501-2; EN 1364-2

A classificação é completada por «(a → b)», «(b → a)», ou «(a ↔ b)» indicando se o elemento foi ensaiado e cumpre os critérios para o fogo de cima, para o fogo de baixo ou para ambos Fachadas e paredes exteriores (incluindo elementos envidraçados) EN 13501-2; EN 1364-3,4,5,6; EN 1992-1.2; EN 1993-1.3; EN 1994-1.2; EN 1995-1.2; EN 1996-1.2; EN 1999-1.2

A.4.3 – Aplicável a Normas Classificação: E EI EI-W Notas

15 15 20

30 30 30

60 60 60

90 90

120 120

A classificação é completada por «(i → o)», «(o → i)», ou «(i ↔ o)» indicando se o elemento foi ensaiado e cumpre os critérios para o fogo interior, para o fogo exterior ou para ambos. Onde aplicável, estabilidade mecânica significa que não há partes em colapso passíveis de causar danos pessoais durante o período da classificação E ou EI.

A.4.4 – Aplicável a Normas Classificação: R RE REI Notas

Pisos falsos EN 13501-2; EN 1366-6

15

30 30 30

A classificação é completada pela adição do sufixo «f», indicando resistência total ao fogo, ou do sufixo «r», indicando exposição apenas à temperatura constante reduzida. Vedações de abertura de passagem de cabos e tubagens EN 13501-2; EN 1366-3,4

A.4.5 – Aplicável a Normas Classificação: E EI A.4.6 – Aplicável a Normas Classificação: E EI EW Notas

15 15 20

30 30

45 45

60 60

90 90

120 120

180 180

240 240

Portas e portadas corta-fogo e respectivos dispositivos de fecho (incluindo as que comportam envidraçados e ferragens) EN 13501-2; EN 1634-1

15 15

20 20 20

30 30 30

45 45

60 60 60

90 90

120 120

180 180

240 240

A classificação I é completada pela adição dos sufixos «1» ou «2», conforme a definição de isolamento utilizada. A adição do símbolo «C» indica que o produto satisfaz também o critério de fecho automático (ensaio pass/fail) (1).

(1) A classificação «C» deve ser complementada pelos dígitos 0 a 5, de acordo com a categoria utilizada. Os pormenores devem ser incluídos na especificação técnica relevante do produto.

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A.4.7 – Aplicável a Normas

Portas de controlo do fumo EN 13501-2 ; EN 1634-3

Classificação: S200 o Sa (conforme as condições de ensaio cumpridas) Notas A adição do símbolo «C» indica que o produto satisfaz também o critério de «fecho automático» (ensaio pass/fail) (1).

(1) A classificação «C» deve ser complementada pelos dígitos 0 a 5, de acordo com a categoria utilizada. Os pormenores devem ser incluídos na especificação técnica relevante do produto. A.4.8 – Aplicável a Normas Classificação: E EI EW Notas 15 15 20 20 30 30 30 45 45 60 60 60 90 90 120 120 180 180 240 240 Obturadores para sistemas de transporte contínuo por correias e carris EN 13501-2 ; EN 1366-7

A classificação I é completada pela adição dos sufixos «1» ou «2», conforme a definição de isolamento utilizada. Será atribuída a classificação 1 no caso de o exemplar de ensaio dispor de uma configuração de tubagem ou de conduta sem considerar o obturador para o sistema de transporte contínuo. A adição do símbolo «C» indica que o produto satisfaz também o critério de «fecho automático» (ensaio pass/fail) (1).

(1) A classificação «C» deve ser complementada pelos dígitos 0 a 5, de acordo com a categoria utilizada. Os pormenores devem ser incluídos na especificação técnica relevante do produto. A.4.9 – Aplicável a Normas Classificação: E EI Notas 15 15 20 20 30 30 45 45 60 60 90 90 120 120 180 180 240 240 Condutas e ductos EN 13501-2; EN 1366-5

A classificação é completada por «(i → o)», «(o → i)», ou «(i ↔ o)» indicando se o elemento foi ensaiado e cumpre os critérios para o fogo interior, para o fogo exterior ou para ambos. Os símbolos «ve» e/ou «ho» indicam, além disso, a adequação a uma utilização vertical e/ou horizontal. Chaminés EN 13501-2; EN 13216

A.4.10 – Aplicável a Normas

Classificação: G + distância (mm) (por exemplo, G 50) Notas A.4.11 – Aplicável a Normas Classificação: K1 K2 Notas 10 10 30 60 Distância não exigida aos produtos de construção de encastrar Revestimentos para paredes e coberturas EN 13501-2; EN 14135

Os sufixos «1» e «2» indicam os substratos, os critérios de comportamento ao fogo e as regras de extensão utilizados nesta classificação.

A.5

Produtos destinados a sistemas de ventilação (excluindo exaustores de fumos e de calor)
A.5.1 – Aplicável a Normas Classificação: EI E Notas 15 20 30 30 45 60 60 90 120 180 240 Condutas de ventilação EN 13501-3; EN 1366-1

A classificação é completada por «(i → o)», «(o → i)», ou «(i ↔ o)» indicando se o elemento foi ensaiado e cumpre os critérios para o fogo interior, para o fogo exterior ou para ambos. Os símbolos «ve» e/ou «ho» indicam, além disso, a adequação a uma utilização vertical e/ou horizontal. A adição do símbolo «S» indica o cumprimento de uma restrição suplementar às fugas.

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A.5.2 – Aplicável a Normas Classificação: EI E Notas

Registos corta-fogo EN 13501-3; EN 1366-2

15

20

30 30

45

60 60

90 90

120 120

180

240

A classificação é completada por «(i → o)», «(o → i)», ou «(i ↔ o)» indicando se o elemento foi ensaiado e cumpre os critérios para o fogo interior, para o fogo exterior ou para ambos. Os símbolos «ve» e/ou «ho» indicam, além disso, a adequação a uma utilização vertical e/ou horizontal. A adição do símbolo «S» indica o cumprimento de uma restrição suplementar às fugas.

A.6

Produtos incorporados em instalações
A.6.1 – Aplicável a Normas Classificação: P A.6.2 – Aplicável a Normas Classificação: PH 15 30 60 90 120 15 30 60 90 120 Cabos eléctricos e de fibra óptica e acessórios; Tubos e sistemas de protecção de cabos eléctricos contra o fogo EN 13501-3

Cabos ou sistemas de energia ou sinal com pequeno diâmetro (menos de 20 mm e com condutores de menos de 2,5 mm2) EN 13501-3; EN 50200

A.7

Produtos destinados a sistemas de controlo de fumos e de calor
A.7.1 – Aplicável a Normas Classificação: E300 E600 Notas 30 30 60 60 90 90 120 120 Condutas de controlo de fumos de compartimento único EN 13501-4; EN 1363-1,2,3; EN 1366-9; EN 12101-7

A classificação é completada pelo sufixo 'único', indicando a compatibilidade com a utilização exclusiva em compartimento único. Além disso, os símbolos «ve» e/ou «ho» indicam a compatibilidade com a utilização vertical e/ou horizontal. O 'S' indica uma taxa de passagem inferior a 5 m3/hr/m2 (todas as condutas desprovidas da classificação 'S' devem ter uma taxa de passagem inferior a 10m3/hr/m2). '500', '1000' e '1500' indicam a possibilidade de utilização até estes valores de pressão, medidos em condições ambientes.

A.7.2 – Aplicável a Normas Classificazione : EI Notas

Condutas de controlo de fumos resistentes ao fogo multicompartimentadas EN 13501-4; EN 1363-1,2,3; EN 1366-8; EN 12101-7

30

60

90

120

A classificação é completada pelo sufixo 'multi', indicando a compatibilidade com a utilização em vários compartimentos. Além disso, os símbolos «ve» e/ou «ho» indicam a compatibilidade com a utilização vertical e/ou horizontal. O 'S' indica uma taxa de passagem inferior a 5 m3/hr/m2 (todas as condutas desprovidas da classificação 'S' devem ter uma taxa de passagem inferior a 10m3/hr/m2). '500', '1000' e '1500' indicam a possibilidade de utilização até estes valores de pressão, medidos em condições ambientes.

A.7.3 – Aplicável a Normas Classificação: E300 E600 Notas

Registos de controlo de fumos de compartimento único EN 13501-4; EN 1363-1,3; EN 1366-9,10; EN 12101-8

30 30

60 60

90 90

120 120

A classificação é completada pelo sufixo 'único', indicando a compatibilidade com a utilização exclusiva em compartimento único. A 'HOT 400/30' (High Operational Temperature) indica que o registo pode ser aberto ou fechado durante um período de 30 minutos em condições de temperatura inferior a 400 °C (a utilizar apenas com a classificação E600 ). 'ved', 'vew' e 'vedw' e/ou 'hed', 'how' e 'hodw' indicam a compatibilidade com a utilização vertical e/ou horizontal, juntamente

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com a montagem numa conduta ou numa parede, ou nas duas respectivamente. O 'S' indica uma taxa de passagem inferior a 200m3/hr/m2. Todos os registos desprovidos da classificação 'S' devem ter uma taxa de passagem inferior a 360 m3/hr/m2. Todos os registos inferiores a 200 m3/hr/m2 assumem este valor, todos aqueles entre 200 m3/hr/m2 e 360 m3/hr/m2 assumem este último valor. As taxas de passagem referem-se tanto a condições ambientes como a temperaturas elevadas. '500', '1000' e '1500' indicam a possibilidade de utilização até estes valores de pressão, medidos em condições ambientes. 'AA' ou 'MA' indicam activação automática ou intervenção manual. “i→o”, “i←o”, “i↔o” indicam que os critérios de desempenho são cumpridos de dentro para fora, de fora para dentro ou ambos, respectivamente. “C300”, “C10000” “Cmod” indicam a compatibilidade dos registos com a utilização em sistemas de controlo exclusivo de fumos combinados com sistemas de controlo de fumos e ambientais ou com registos moldáveis utilizados em sistemas combinados de controlo de fumos e sistemas ambientais, respectivamente. A.7.4 – Aplicável a Normas Classificação: EI E Notas 30 30 60 60 90 90 120 120 Registos de controlo de fumos resistentes ao fogo multicompartimentados EN 13501-4; EN 1363-1,2,3; EN 1366-2,8,10; EN 12101-8

A classificação é completada pelo sufixo 'multi', indicando a compatibilidade com a utilização em vários compartimentos. As outras notas são idênticas às relativas aos registos destinados a sistemas de controlo de fumos de compartimento único.

A.7.5 – Aplicável a Normas Classificação: D D600 DH Notas A.7.6 – Aplicável a Normas Classificação: F F200 F300 F400 F600 F842 A.7.7 – Aplicável a Normas Classificação: B B300 B600 B400 Fθ Notas

Barreiras anti-fumo EN 13501-4; EN 1363-1,2; EN 12101-1

30 30

60 60

90 90

120 120

A A

“A” pode ser qualquer tempo superior a 120 minutos. Exaustores eléctricos de fumo e de calor (ventiladores), juntas de ligação EN 13501-4 ; EN 1363-1, EN 12101-3 ; ISO 834-1

120 60 90 60 30 Exaustores naturais de fumo e de calor EN 13501-4; EN 1363-1; EN 12101-2 120

120 60 90 60 Em que θ indica as condições de exposição (temperatura). 120

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Anexo B – Modalidades para a classificação com base nos resultados de ensaio
B.1 Os ensaios de resistência ao fogo visam a avaliação do comportamento ao fogo dos produtos e dos elementos de construção, em condições específicas de exposição e respeitando os critérios de medição de desempenho. B.2 As condições de exposição, os critérios de desempenho e os procedimentos de classificação a utilizar no âmbito dos ensaios referidos no número B.1 são indicados nas partes 2, 3 e 4 da Norma NP EN 13501. B.3 As especificações relativas aos fornos experimentais, aos equipamentos de ensaio, aos instrumentos de medida e de aquisição, aos procedimentos de amostragem, conservação, embalagem, envelhecimento, instalação e ensaio e as modalidades de elaboração do relatório de ensaio encontram-se indicadas nas normas EN ou ENV, referidas nas partes 2, 3 e 4 da Norma NP EN 13501. B.4 No caso de uma parte da Norma NP EN 13501 ou de uma das Normas EN ou ENV nela referidas não dispor ainda de publicação UNI, os ensaios devem ser efectuados e a classificação deve ser atribuída de acordo com as seguintes modalidades: B.4.1 segundo a norma EN ou ENV prevista, sempre que esta se encontre disponível; B.4.2 segundo o projecto de Norma Europeia (prEN ou prENV) previsto, se disponível e considerado suficiente pelo laboratório de ensaios, na ausência da possibilidade indicada no número anterior. B.5 O relatório de classificação consiste num documento, redigido em conformidade com os modelos previstos pela Norma NP EN 13501 por parte do laboratório de ensaios, que atesta, com base em um ou vários relatórios de ensaio, a classe do produto ou do elemento de construção sujeito ao ensaio. B.6 O relatório de ensaio deve ser elaborado para produtos ou elementos de construção perfeitamente definidos e referenciados no conjunto e nas partes que o constituem. Estas definições e referências, indicadas no relatório de ensaio elaborado pelo laboratório, devem ser fornecidas pela entidade que requer o ensaio e verificadas pelo laboratório. B.7 Os relatórios de ensaio devem ser redigidos de acordo com o parágrafo previsto pelas Normas EN 1363-1, 2 e com as informações requeridas pelas normas de ensaio específicas de cada produto ou elemento de construção. Em especial, o requerente do ensaio deve fornecer ao laboratório, pelo menos: B.7.1 a descrição detalhada da amostra, com desenhos e listas de identificação dos componentes, incluindo as denominações comerciais e os produtores dos componentes; B.7.2 a amostra (ou amostras) destinada ao ensaio, bem como as amostras necessárias para a identificação dos componentes; B.7.3 eventuais outras amostras ou componentes das mesmas consideradas necessárias, no entender do laboratório de ensaio, para a verificação experimental dos desempenhos declarados; B.7.4 uma declaração da durabilidade dos desempenhos a avaliar; no caso de o laboratório de ensaio considerar que podem ocorrer problemas ligados à durabilidade dos desempanhos, deverá solicitar justificações suplementares ao requerente do ensaio. B.8 Em caso de variações do produto ou do elemento de construção classificado, não incluídas no âmbito de aplicação directa do resultado do ensaio, o produtor deve fornecer um dossier técnico que inclua pelo menos a seguinte documentação: B.8.1 gráficos detalhados do produto alterado; B.8.2 relatório técnico que demonstre a manutenção da classe de resistência ao fogo, baseado em ensaios, cálculos e outras avaliações experimentais e/ou técnicas, mesmo que resultem de melhorias efectuadas a componentes e ao produto, respeitando sempre as indicações e os limites previstos nas respectivas Normas EN ou prEN referentes às aplicações dos resultados de ensaio, sempre que existam (EXAP); B.8.3 outras eventuais aprovações, obtidas num dos Estados-Membros da UE ou num dos Estados signatários do acordo sobre o EEE ou na Turquia; B.8.4 um parecer técnico positivo que ateste a completude e a correcção das hipóteses apresentadas e das avaliações efectuadas com vista à extensão do resultado do ensaio, emitido pelo laboratório de ensaio que elaborou o relatório de classificação referido no número B.4. O produtor deverá conservar o referido dossier técnico e disponibilizá-lo ao profissional responsável pela certificação referida no n.º 1 do artigo 4.º do presente decreto, referindo os documentos que o compõem. O dossier técnico deve igualmente ser disponibilizado à DCPST para eventuais verificações.

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Anexo C – Modalidades para a classificação com base nos resultados de cálculos
C.1 Os métodos de cálculo de resistência ao fogo têm por objectivo permitir a concepção de elementos de construção com função de suporte de carga, com ou sem função de separação, resistentes ao fogo, tendo em consideração as ligações e as interacções com outros elementos, em condições específicas de exposição ao fogo, respeitando os critérios de medição de desempenho e a adopção de particularidades de construção . C.2 As condições de exposição ao fogo são definidas em regulamentos específicos e baseiam-se nas situações de incêndio neles indicadas. Em tais regulamentos, encontram-se definidas as combinações de carga, consideradas actuantes, juntamente com a acção do fogo e os coeficientes de segurança, sobre os materiais e os modelos. C.3 Para efeitos do presente decreto, devem ser utilizados os métodos de cálculo prescritos nos Eurocódigos seguidamente indicados, desde que se encontrem completos com os apêndices que incluem os parâmetros definidos a nível nacional (NDPs): C.3.0 EN 1991-1-2 «Acções sobre estruturas – Parte 1-2: Acções gerais –Acções sobre estruturas expostas ao fogo» C.3.1 EN 1992-1-2 «Concepção de estruturas de betão – Parte 1-2: Regras gerais – Concepção estrutural contra incêndios» C.3.2 EN 1993-1-2 «Concepção de estruturas de aço – Parte 1-2: Regras gerais – Concepção estrutural contra incêndios» C.3.3 EN 1994-1-2 «Concepção de estruturas mistas de aço e betão – Parte 1-2: Regras gerais – Concepção estrutural contra incêndios» C.3.4 EN 1995-1-2 «Concepção de estruturas de madeira – Parte 1-2: Regras gerais – Concepção estrutural contra incêndios» C.3.5 EN 1996-1-2 «Concepção de estruturas de alvenaria – Parte 1-2: Regras gerais – Concepção estrutural contra incêndios» C.3.6 EN 1999-1-2 «Concepção de estruturas de alumínio – Parte 1-2: Regras gerais – Concepção estrutural contra incêndios» C.4 Enquanto se aguarda a publicação dos apêndices nacionais dos Eurocódigos, é possível restringir a utilização de métodos de cálculo à verificação da resistência ao fogo dos elementos de construção com função de suporte de carga, com referência aos Eurocódigos indicados nos números C.3.1, C.3.2, C.3.3, C.3.4 e C.3.5, limitando-se este último ao apêndice C, com os valores dos parâmetros a definir a nível nacional, presentes nas próprias normas como valores de referência ou com referência às Normas UNI indicadas a seguir: C.4.1 UNI 9502 «Procedimento analitico per valutare la resistenza al fuoco degli elementi costruttivi di conglomerato cementizio armato, normale e precompresso» (Procedimento de análise para avaliar a resistência ao fogo de elementos de construção de aglomerados de betão armado, normal e pré-esforçado) C.4.2 UNI 9503 «Procedimento analitico per valutare la resistenza al fuoco degli elementi costruttivi di acciaio» (Procedimento de análise para avaliar a resistência ao fogo de elementos de construção de aço) C.4.3 UNI 9504 «Procedimento analitico per valutare la resistenza al fuoco degli elementi costruttivi di legno» (Procedimento de análise para avaliar a resistência ao fogo de elementos de construção de madeira) C.5 Com a variação das temperaturas, os métodos de cálculo referidos nos números C.3 e C.4 podem necessitar da determinação dos parâmetros termo-físicos dos sistemas de protecção eventualmente instalados nos elementos de construção com função de suporte de carga. Nestes casos, os valores dos referidos parâmetros devem ser determinados exclusivamente através dos ensaios indicados no n.º 4 do artigo 2.º do presente decreto. Os valores eventualmente apresentados nas normas indicadas no número C.4 poderão ser utilizados, no âmbito das referidas normas, desde que o produtor, com base em experiências adequadas, declare sob a sua responsabilidade que o sistema de protecção garante os desempenhos estabelecidos nas referidas normas, bem como a aderência e a coesão por todo o tempo necessário, e forneça as indicações relativas aos ciclos de colocação ou de instalação. Esta possibilidade deixa de existir com a obrigatoriedade de marcação CE dos sistemas de protecção, prevista de acordo com as especificações técnicas pertinentes. Não são válidas para efeitos de verificação da resistência ao fogo dos elementos de construção com função de suporte de carga os cálculos numéricos não abrangidos pelo âmbito dos ensaios indicados no n.º 4 do artigo 2.º do presente decreto ou pelas normas indicadas no número C.4 nas condições referidas.

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Anexo D – Modalidades para a classificação com base na comparação com os quadros
D.1 Os quadros a seguir apresentados propõem condições para a classificação dos elementos de construção resistentes ao fogo. As referidas condições não são vinculativas, desde que se proceda à determinação dos desempenhos de resistência ao fogo de acordo com os métodos indicados nos números 4 e 5 do artigo 2.º do presente decreto. Os valores apresentados nos quadros constituem o resultado de experiências e de cálculos numéricos e referem-se às tipologias de construção e aos materiais mais utilizados. Os referidos valores, embora resultem de uma avaliação cautelosa, não permitem extrapolações ou interpolações, nem alterações das condições de utilização. D.2 O uso dos quadros é estritamente limitado à classificação dos elementos de construção para os quais se requer a resistência ao fogo relativamente à curva tipo tempo-temperatura e às outras acções mecânicas previstas em caso de incêndio. D.3 Não se encontram abrangidas pelo n.º 6 do artigo 2.º do presente decreto outros quadros de natureza experimental ou analítica diferentes dos que a seguir se apresentam. D.4 Alvenaria não estrutural de blocos D.4.1 O seguinte quadro apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s suficientes para garantir o cumprimento dos requisitos El aplicáveis às classes indicadas para as alvenarias de blocos de tijolos cerâmicos (excluindo o reboco) expostas de um lado e que respeitam as seguintes limitações: - altura da parede entre duas placas ou distância entre dois elementos rígidos com função equivalente de fixação das placas não superior a 4 m - presença de 10 mm de reboco em ambos os lados, ou de 20 mm no lado exposto ao fogo.
Bloco com percentagem perfurada > 55% Classe Reboco normal Reboco com protecção contra incêndio 80 100 120 150 180 200 Bloco com percentagem perfurada < 55% Reboco normal Reboco com protecção contra incêndio 80 80 100 120 150 180

30 60 90 120 180 240

s = 120 s = 150 s = 180 s = 200 s = 250 s = 300

100 120 150 180 200 250

Reboco normal: reboco do tipo de areia e cimento; areia, cimento e cal; areia, cal e gesso ou similares, caracterizado por uma massa volúmica entre 1000 e 1400 kg/m3 Reboco com protecção contra incêndio reboco do tipo gesso, vermiculite ou argila expandida e cimento ou gesso, perlite e gesso e similares, caracterizado por uma massa volúmica entre 600 e 1000 kg/ m3

D.4.2 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s suficientes para garantir o cumprimento dos requisitos El aplicáveis às classes indicadas para as alvenarias de blocos de betão normal (excluindo o reboco) expostas de um lado e que respeitam as seguintes limitações: - altura da parede entre duas placas ou distância entre dois elementos rígidos com função equivalente de fixação das placas não superior a 4 m - revestimento “face à vista”, ou com 10 mm de reboco em ambos os lados, ou ainda com 20 mm no lado exposto ao fogo.
Bloco perfurado de câmara única Classe Bloco perfurado com câmaras múltiplas ou maciço Bloco perfurado com câmaras múltiplas ou maciço Reboco normal Reboco com protecção contra incêndio 80 (*) 100 (*) 120 (*) 150 180 200

30 60 90 120 180 240

s = 120 s = 150 s = 180 s = 240 s = 280 s = 340

100 (*) 120 (*) 150 180 240 300

100 (*) 120 (*) 150 200 250 300

(*) Só blocos maciços (percentagem perfurada < 15%)

D.4.3 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s suficientes para garantir o cumprimento dos requisitos El aplicáveis às classes indicadas para as alvenarias de blocos de betão leve (massa volúmica líquida não superior a 1700 kg/m3) expostas de um lado e que respeitam as seguintes limitações: - altura da parede entre duas placas ou distância entre dois elementos rígidos com função equivalente de fixação das placas não superior a 4 m
Classe 30 60 90 Bloco perfurado de câmara única s = 100 s = 120 s = 150 Bloco perfurado com câmaras múltiplas 80 (*) 80 (*) 100 (*)

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120 180 240

s = 200 s = 240 s = 300

150 200 240

(*) Só blocos maciços (percentagem perfurada < 15%)

D.4.4 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s suficientes para garantir o cumprimento dos requisitos El aplicáveis às classes indicadas para as alvenarias de blocos de pedra esquadriada expostas de um lado e que respeitam as seguintes limitações: - altura da parede entre duas placas ou distância entre dois elementos rígidos com função equivalente de fixação das placas não superior a 4 m
Classe 30 60 90 120 180 240 Bloco maciço S = 150 S = 150 S = 250 S = 250 S = 360 S = 360

D.5 Lajes maciças e placas leves D.5.1 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura total H de lajes e placas e da distância a do eixo da estrutura à superfície exposta, suficientes para garantir o cumprimento do requisito R aplicável às classes indicadas:
Classe Lajes maciças com estrutura monodireccional Placas mistas de chapa de aço com enchimento de betão (1) Placas de traves com aligeiramento (2) Placas de lastra com aligeiramento (3) 30 H = 80 / a = 10 H = 80 / a = 10 H = 160 / a = 15 H = 160 / a = 15 60 120/ 20 120 / 20 200 / 30 200 / 30 90 120 / 30 120 / 30 240 / 35 240 / 35 120 160 / 40 160 / 40 240 / 45 240 / 45 180 200 / 55 200 / 55 300 / 60 300 / 60 240 240 / 65 240 / 65 300 / 75 300 / 75

Os valores de a não devem ser inferiores aos mínimos estabelecidos na regulamentação para as obras de c.a. e c.a.p. No caso de estruturas pré-tensionadas, os valores a devem ser aumentados em 15 mm. Quando existir reboco, os valores de H e a devem ter em conta esse facto da seguinte forma: 10 mm de reboco normal (definição em D.4.1) equivalem a 10 mm de betão; 10 mm de reboco com protecção contra incêndios (definição em D.4.1) equivalem a 20 mm de betão. Para revestimentos de betão com mais de 50 mm, deve ser prevista uma estrutura difusa suplementar que garanta a estabilidade do revestimento. (1) (2) (3) No caso de sistemas com grampos sobre bordos rebordados, H representa a espessura média da laje. O valor de a não inclui a espessura da chapa. A chapa tem apenas a função de cofragem. Caso contrário, a chapa deve ser protegida de acordo com as indicações de D.7.1. Deve existir sempre uma camada de reboco normal com, pelo menos, 20 mm de espessura, ou uma camada de reboco isolante com, pelo menos, 10 mm de espessura. Em caso de aligeiramento com poliestireno ou materiais afins, devem ser previstas válvulas de sobrepressão.

D.5.2. Para garantir o cumprimento dos requisitos de estanquidade e de isolamento, as placas referidas no quadro D.5.1 devem apresentar uma camada maciça de material isolante, não combustível e com características de condução térmica não superiores às do betão, constituída, pelo menos em parte, por betão armado. O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (cm) de espessura h da camada de material isolante e da parte d de c.a., suficientes para garantir o cumprimento dos requisitos El aplicáveis às classes indicadas.
Classe Todas as tipologias 30 h=6/ d=4 60 6/ 4 90 10 / 5 120 10 / 5 180 15 / 6 240 15 / 6

Quando existir reboco, os valores de h devem ter em conta esse facto nas condições indicadas no quadro D.5.1. Quando existirem camadas superiores de materiais de acabamento incombustíveis (fundação de betão, argamassa de assentamento, pavimentação, etc.), os valores de h podem ter em conta esse facto.

D.6 Vigas, pilares e paredes de betão armado normal e pré-esforçado D.6.1 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) da largura b da secção, da distância a do eixo das estruturas à superfície exposta e da largura da alma bw de vigas com secção de largura variável suficientes para garantir o cumprimento do requisito R aplicável às classes indicadas de vigas apenas assentes. Relativamente a vigas com secção de largura variável, b é a largura correspondente à linha média das estruturas tensionadas.
Classe 30 60 90 120 180 240 Combinações possíveis de b e a B = 80 / a = 25 B = 120 / a = 40 B = 150 / a = 55 B = 200 / a = 65 B = 240 / a = 80 B = 280 / a = 90 120 / 20 160 / 35 200 / 45 240 / 60 300 / 70 350 / 80 160 / 15 200 / 30 300 / 40 300 / 55 400 / 65 500 / 75 200 / 15 300 / 25 400 / 35 500 / 50 600 / 60 700 / 70 bw 80 100 100 120 140 160

Os valores de a não devem ser inferiores aos mínimos previstos na regulamentação para as obras de c.a. e c.a.p. No

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caso de estruturas pré-tensionadas, os valores devem ser aumentados em 15 mm. Quando existir reboco, os valores de b devem ter em conta esse facto nas condições indicadas no quadro D.5.1. Para revestimentos de betão com mais de 50 mm, deve ser prevista uma estrutura difusa suplementar que garanta a estabilidade do revestimento.

D.6.2 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) do lado mais pequeno b de pilares com secção rectangular ou do diâmetro de pilares com secção circular e da distância a do eixo das estruturas à superfície exposta suficientes para garantir o cumprimento do requisito R aplicável às classes indicadas de pilares expostos de um ou vários lados, respeitando as seguintes restrições: - comprimento efectivo do pilar (de ponta a ponta) ≤ 6 m (para pilares dos pisos intermédios) ou ≤ 4,5 m (para pilares do último piso); e - área total da estrutura As ≤ 0,04 Ac área efectiva da secção transversal do pilar
Classe 30 60 90 120 180 240 Exposto de vários lados b = 200 / a = 30 b = 250 / a = 45 b = 350 / a = 50 b = 350 / a = 60 b = 450 / a = 70 300 / 25350 /40 450/40 450 / 50 Exposto de um lado 160 / 25 160 / 25 160 / 25 180 / 35 230 / 55 300 / 70

Os valores de a não devem ser inferiores aos mínimos previstos na regulamentação para as obras de c.a. e c.a.p. No caso de estruturas prétensionadas, os valores a devem ser aumentados em 15 mm. Quando existir reboco, os valores de a devem ter em conta esse facto nas condições indicadas no quadro D.5.1.Para revestimentos de betão com mais de 50 mm, deve ser prevista uma estrutura difusa suplementar que garanta a estabilidade do revestimento.

D.6.3 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s e da distância a do eixo da estrutura à superfície exposta suficientes para garantir o cumprimento do requisito REI aplicável às classes indicadas de paredes com função de suporte de carga expostas de um ou dos dois lados, que respeitam as seguintes restrições: - altura efectiva da parede (de ponta a ponta) ≤ 6 m (para paredes dos pisos intermédios) ou ≤ 4,5 m (para paredes do último piso);
Classe 30 60 90 120 180 240 Exposto de um lado s = 120 / a = 10 s = 130 / a = 10 s = 140 / a = 25 s = 160 / a = 35 s = 210 / a = 50 s = 270 / a = 60 Exposto dos dois lados 120 / 10 140 / 10 170 / 25 220 / 35 270 / 55 350 / 60

Os valores de a não devem ser inferiores aos mínimos previstos na regulamentação para as obras de c.a. e c.a.p. No caso de estruturas pré-tensionadas, os valores a devem ser aumentados em 15 mm. Quando existir reboco, os valores de a devem ter em conta esse facto nas condições indicadas no quadro D.5.1.Para revestimentos de betão com mais de 50 mm, deve ser prevista uma estrutura difusa suplementar que garanta a estabilidade do revestimento.

D.6.4 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s suficientes para garantir o cumprimento do requisito El aplicável às classes indicadas de paredes sem função de suporte de carga expostas de um lado que respeitam as seguintes restrições: - altura efectiva da parede (de ponta a ponta) ≤ 6 m (para paredes dos pisos intermédios) ou ≤ 4,5 m (para paredes do último piso); relação entre a altura de deflexão livre e espessura inferior a 40
Classe 30 60 90 120 180 240 Exposto de um lado s = 60 s = 80 S = 100 S = 120 S = 150 S = 180

D.7 Vigas, tirantes e pilares de aço D.7.1 O quadro seguinte apresenta os valores mínimos (mm) de espessura s de algumas tipologias de revestimento de protecção suficientes para garantir o cumprimento do requisito R aplicável às classes indicadas de vigas simplesmente apoiadas, tirantes e pilares com variação do factor de secção S/V (m-1),

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com excepção dos perfis da classe IV e podendo descurar fenómenos imprevistos de instabilidade. São aplicáveis aos pilares as seguintes restrições suplementares: - comprimento efectivo do pilar (de ponta a ponta) ≤ 4,5 m (para pilares dos pisos intermédios) ou ≤ 3,0 (para pilares do último piso); Poderão ser utilizados os revestimentos de protecção indicados nos quadros, no âmbito do presente método, desde que o produtor, com base em experiências adequadas, declare, sob a sua responsabilidade, que o sistema de protecção garante os desempenhos estabelecidos nos referidos quadros, bem como a aderência e a coesão durante todo o tempo necessário, e forneça as indicações relativas aos ciclos de colocação ou de instalação. Esta possibilidade deixa de existir com a obrigatoriedade de marcação CE dos sistemas de protecção, prevista de acordo com as especificações técnicas adequadas. st representa a espessura em mm do revestimento de vigas e tirantes sc representa a espessura em mm do revestimento dos pilares
REBOCO NORMAL Factor de redução (m-1) Classe 30 < 50 st = 10 sc = 10 st = 10 sc = 15 st = 15 sc = 25 st = 20 sc = 30 st = 35 sc = 50 st = 50 sc = 70 < 100 10 15 20 25 30 40 45 55 65 < 150 10 20 25 35 45 55 60 < 200 15 25 35 45 55 75 75 < 250 20 25 40 55 65 < 300 20 30 45 65 75 Classe 30 < 50 st = 10 sc = 10 st = 10 sc = 10 st = 15 sc = 20 st = 15 sc = 25 st = 25 sc = 35 st = 35 sc = 50 REBOCO COM PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIO Factor de redução (m-1) < 100 10 10 10 20 25 35 35 45 55 65 70 < 150 10 15 20 30 35 45 50 65 75 < 200 10 15 25 35 45 60 65 < 250 15 20 30 40 55 75 75 < 300 20 25 40 50 65 -

60

60

90

90

120

120

180

180

240

240

Reboco do tipo de areia e cimento; areia, cimento e cal; areia, cal e gesso e similares, caracterizado por uma massa volúmica entre 1000 e 1400 kg/ m3

reboco do tipo gesso, vermiculite ou argila expandida e cimento ou gesso, perlite e gesso e similares, caracterizado por uma massa volúmica entre 600 e 1000 kg/m3

REBOCO COM PROTECÇÃO CONTRA INCÊNDIO LEVE Factor de redução (m-1) Classe 30 < 50 st = 10 sc = 10 st = 10 sc = 10 st = 10 sc = 15 st = 15 sc = 20 st = 20 sc = 30 st = 30 sc = 40 < 100 10 10 10 15 20 25 25 30 35 50 50 70 < 150 10 10 15 20 25 35 35 45 50 65 65 < 200 10 15 20 25 30 40 40 55 60 < 250 10 15 25 35 35 45 45 60 65 < 300 15 20 25 35 40 50 50 65 70 Classe 30

PAINÉIS DE FIBRAS MINERAIS Factor de redução (m-1) < 50 st = 15 sc = 15 st = 15 sc =15 st = 15 sc = 20 st = 20 sc = 30 st = 35 sc = 50 st = 45 sc = 65 < 100 15 15 15 25 25 40 40 55 60 < 150 15 15 25 35 40 55 55 75 < 200 15 20 35 45 50 65 65 < 250 15 25 40 50 55 75 75 < 300 20 30 45 55 65 -

60

60

90

90

120

120

180

180

240

240

Reboco ligeiro à base de fibras ou inertes minerais expandidos e ligantes, com uma massa volúmica entre 300 e 600 kg/m3

Painel composto por fibras de silicatos, lã de rocha, lã mineral e fibras incombustíveis similares (com excepção da fibra de vidro), com uma massa volúmica entre 150 e 300 kg/m3

LASTRAS DE GESSO REVESTIDO Factor de redução Classe 30 < 50 st = 10 sc = 10 st = 10 sc = 15 st = 20 < 100 10 15 15 20 25 < 150 10 15 20 25 30 (m-1) < 250 15 20 25 35 35 < 300 20 25 30 40 40 Classe 30

LASTRAS DE MATÉRIAS SÍLICO-CALCÁRIAS Factor de redução (m-1) < 50 st = 10 sc = 10 st = 10 sc = 10 st = 15 < 100 10 10 15 20 25 < 150 10 15 15 25 25 < 200 10 15 20 25 30 < 250 15 20 25 30 35 < 300 15 20 25 35 35

< 200 15 20 25 30 35

60 90

60 90

cfcontent.cfm-344pt.doc

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sc = 25 120 st = 25 sc = 30 st = 35 sc = 45 st = 45 sc = 55

30 35 40 45 55 55 70

35 40 45 55 65 65 -

40 45 50 55 65 70 -

45 45 55 60 70 -

50 50 60 65 120

sc = 20 st = 20 sc = 25 st = 30 sc = 40 st = 40 sc = 50

30 30 35 40 55 55 70

35 35 45 50 60 60 75

35 40 50 55 65 65 -

40 45 55 60 65 65 -

45 45 55 60 70 70 -

180

180

240

240

Lastra de gesso revestido contra incêndios, com uma massa volúmica entre 750 e 900 kg/ m3

Lastra de matérias sílico-calcárias, com uma massa volúmica entre 800 e 900 kg/ m3

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