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4 • Informática • Brasília, terça-feira, 19 de janeiro de 2010 • CORREIO BRAZILIENSE
Rafael Ohana/CB/D.A Press

A internet traz boas opções em cursos de idioma para quem não tem tempo de comparecer às salas de aulas ou não quer ter horários fixos para enfrentar o aprendizado de novas línguas

» MEIO AMBIENTE

BATERIA DE COCA-COLA PARA CELULAR
Acredite se quiser, mas é muito provável que a fonte de energia dos telefones portáteis nos próximos anos seja um refrigerante. Os primeiros testes foram realizados pela universitária Daizi Zheng, que apresentou seu projeto final sobre o tema. Segundo a estudante chinesa de 25 anos, a Coca-Cola mostrou-se muito mais eficiente e ecológica do que as atuais baterias. De acordo com os resultados, a bebida gera eletricidade, catalisando enzimas dentro de um compartimento. Quando o sistema é descarregado, sobram água e oxigênio. Apesar de Zheng ter utilizado um celular da Nokia, a companhia finlandesa não pretende levar o projeto adiante. Entretanto, outras empresas se interessaram pela engenhoca. » HACKERS

Aprenda do seu jeito
» ATAIDE DE ALMEIDA JR.
ESPECIAL PARA O CORREIO

P

ara aprender um novo idioma não é preciso mais passar horas em uma sala de aula e dividir a atenção do professor com outros alunos. A internet trouxe a oportunidade de aprender uma nova língua a qualquer hora, em qualquer lugar e no ritmo certo para cada pessoa. A rede está repleta de sites — gratuitos ou pagos — que ensinam ao internauta a gramática, a conversação e os macetes de diversos idiomas. Dois desses cursos pela internet chamam atenção pela quantidade de usuários cadastrados. A EnglishTown, que oferece apenas o inglês, possui mais de 15 milhões de estudantes — 25 mil deles só no Brasil. O Livemocha proporciona o aprendizado de 22 idiomas, desde o russo até o vietnamita, e tem 3,5 milhões de usuários no mundo. O estudante Paulo Fernando Bispo precisou aprender inglês o mais rápido possível para preencher uma vaga na construção civil no Canadá em 2007. “Tinha um mês para estudar a língua e conseguir essa vaga temporária no exterior. Como não tinha tempo para frequentar uma escola regular, busquei ajuda na internet e descobri vários cursos rápidos de idiomas”, diz. O gerente geral da EnglishTown, Pércio De Luca, explica que cada vez mais há alunos que só encontram tempo de estudar na frente do computador. “O fato de o aluno entrar a qualquer momento na escola é um enorme benefício, principalmente por ele não precisar se deslocar para fazer a aula e por conseguir aproveitar períodos menores do dia, como o horário de almoço, para estudar”, afirma. Paulo optou pelo site da Livemocha e decidiu pagar cerca de US$ 10 (o equivalente a R$ 17) na época por um curso de inglês rápido para turistas. “Nem sempre pude ter o auxílio de professores do site, pois como são nativos na língua ficaria um pouco complicada a comunicação. Mas os vídeos e os arquivos de áudios ajudaram muito”, afirma. O Livemocha também pode ser utilizado de graça, porém, oferece menos recursos multimídia e depende mais da ajuda de usuários da comunidade, o que nem sempre é sinônimo de um aprendizado correto do idioma. “Em certo momento tive dúvidas se iria aprender mesmo a língua,

mas ao chegar lá vi que funcionou. Sabia falar o básico e aprendi mais na convivência com amigos”, diz Paulo. Em 2008, uma das escolas mais tradicionais de cursos de inglês no Distrito Federal optou por oferecer o aprendizado pela internet. A Casa Thomas Jefferson conta com 500 alunos matriculados e pretende expandir as opções de cursos neste ano. “Percebemos que o en-

sino a distância está em franco crescimento e que tínhamos que desenvolver competências nessa área. Além disso, o público que procura um curso online tem um perfil diferente daquele do curso presencial e queríamos atender a eles também”, explica Isabela Villas Boas, coordenadora acadêmica geral da Thomas.

Paulo Fernando conseguiu aprender inglês com o auxílio da internet

PELA “PORTA” DO INTERNET EXPLORER 6.0
Na semana passada, 34 empresas, entre elas o Google, sofreram diversos ataques de hackers na China. Nenhum culpado foi oficialmente identificado, mas, para a fabricante de softwares de segurança McAfee, a falha que permitiu a invasão só aconteceu por causa de uma vulnerabilidade no Internet Explorer 6.0. O browser da Microsoft teria sido utilizado como porta de entrada para arquivos maliciosos e alastrado os vírus pela rede. Apesar das pesquisas apresentadas pela McAfee, o Google não engoliu os laudos e achou estranho o fato de tantas multinacionais ainda utilizarem a versão 6.0 do IE. A companhia afirmou que pretende continuar procurando os “verdadeiros culpados” e não descarta a possibilidade de se retirar do país asiático.

Redes sociais
Assim como o Livemocha e a EnglishTown, o curso da Thomas Jefferson oferece interatividade e recursos multimídia para o aprendizado. “Utilizamos também os recursos educacionais gratuitos disponíveis na web, como wikis, blogs, nings”, explica Isabela. O curso para iniciante possui tudo que é utilizado em uma sala de aula: imagens, áudios, vídeos, prática de pronúncia, exercícios e avaliações, além de contar com marcação de tempo em cada lição e relatório de desempenho do aluno. Para que o aluno não caia na tentação de navegar em outros sites enquanto estuda, os cursos criam métodos para estimular o interessado. A EnglishTown oferece acompanhamento personalizado do professor ao longo do curso, relatórios detalhados sobre o que o aluno realizou e aprendeu e, a cada nível completado, é dado um diploma atestado por uma universidade (ver quadro) e reconhecido pelo mundo. O Livemocha criou um método de competição entre os alunos, e há, ainda, o encorajamento por parte de membros da comunidade. Já na Casa Thomas Jefferson, o foco é a interação. “Em nossos cursos exclusivamente online, os alunos são inseridos numa turma virtual, na qual eles veem os rostos dos colegas e são estimulados a interagir com eles e com o professor”, explica a coordenadora acadêmica. No entanto, o aprendizado de outro idioma na internet não depende apenas da quantidade de recursos do site, mas também da disposição e boa vontade do aluno em passar o tempo na frente do computador. De acordo com Pércio De Luca, uma pessoa que fica com preguiça de estudar em casa, com certeza vai ter mais preguiça de ir à escola. “Claro, há os dois lados, o da conveniência que faz com que você aproveite o tempo melhor, por outro lado tem as pessoas que se acomodam. Depende da disciplina do aluno.”

Praticar para não esquecer
Para quem já realizou cursos de idiomas, a internet também é grande aliada para continuar a prática da língua. Além de sites de notícias e entretenimento de vários lugares que oferecem vídeos e textos, há na web páginas voltadas para o contínuo aprendizado. A BBC traz o BBC Learning English, no qual textos retirados do site de notícias são transformados em áudio e em testes online para trabalhar a interpretação e a leitura em inglês. Outra opção é Language Guide. O site é um projeto mantido por doações que, por meio de arquivos de áudio, ensina de graça 13 idiomas. Como são os próprios usuários que disponibilizam o material, é necessário cautela. Não precisa cadastro para acessar o conteúdo. E, para quem quer aprender pelo celular, é possível baixar da internet podcasts com lições em vários idiomas. O ESL Pod oferece, de graça, áudios em inglês para ouvir pelo aparelho telefônico e também pelo computador. O Learn French by Podcast cobra US$ 25 para baixar os arquivos e praticar o francês.

o público que procura um curso online tem um perfil diferente daquele do curso presencial e queríamos atender a eles também”
Isabela Villas Boas, coordenadora de cursos

Compare e escolha
ENGLISHTOWN São 15 níveis de inglês, do básico ao avançado; após um teste o sistema indica ao aluno o nível em que ele está. Outros cursos: aulas de conversação; inglês para negócios; preparação para TOEIC e TOEFL. Valor: entre R$ 140 a R$ 160 por mês. Oferece 15 dias para testar gratuitamente. Recursos multimídia: áudio, vídeo, animações e interação com o professor. Professores: nativos em inglês. Diploma: é reconhecido por várias empresas e certificado pela Hult International Business School. LIVEMOCHA O sistema oferece várias opções de curso em vários níveis e o aluno deve se matricular no que achar mais apropriado. Outros cursos: além do inglês, possui cursos em mais 22 idiomas. Valor: entre US$ 10 (R$ 18) a US$ 40 (R$ 70). Recursos multimídia: áudio, vídeo, animações e interação com o professor. Professores: nativos. Diploma: reconhecido pela Pearson Education. THOMAS JEFFERSON Os cursos para nível iniciante e intermediário têm duração média de 17 semanas e exigem do aluno pelo menos 4 horas por semana. Outros cursos: gramática. compreensão oral, escrita, inglês para turismo. Valor: variam entre R$ 170 e R$ 1.075, o curso completo. Recursos multimídia: áudio, vídeo, animações e interação com o professor. Professores: da própria escola. Diploma: escola é reconhecida pela Embaixada dos Estados Unidos.

Ranking
As línguas mais faladas do mundo
» Chinês 1,2 bilhão de pessoas » Espanhol 329 milhões de pessoas » Inglês 328 milhões de pessoas » Árabe 221 milhões de pessoas » Híndi 182 milhões de pessoas » Bengalês 181 milhões de pessoas » Português 178 milhões de pessoas » Russo 144 milhões de pessoas » Japonês 122 milhões de pessoas » Alemão 90 milhões de pessoas
Fonte: Summer Institute of Linguistics (Texas, EUA)

WEB

384
milhões
população de usuários de internet na China, a maior do mundo. Um aumento de 28,9% entre 2008 e 2009. A população total do país é de 1,3 bilhão de pessoas.

» CELULAR

GUIA DE SERVIÇOS EM BRASÍLIA
O guia regional Mobicity, estabelecido em Goiânia, expande suas operações para Brasília. O programa oferece no celular informações de cinema, restaurantes, bares, shows e outras localizações da cidade. O Mobicity é uma boa alternativa para quem não tem smartphone. Como é um aplicativo em Java, funciona na maioria dos celulares. Uma vez baixado, o guia funciona offline. Pode ser baixado diretamente no link http://bit.ly/mobicity, ou em 18 pontos de transmissão no Plano Piloto, Lago Sul e Taguatinga. Para saber os locais e informações, acesse www.mobicity.com.br. » GADGETS

www.correiobraziliense.com.br

Sites
» BBC Learning English — http://www.bbc.co.uk/worldservice/learningenglish » Language Guide — http://www.languageguide.org » ESL Pod — http://www.eslpod.com » Learn French by Podcast — http://www.learnfrenchbypodcast.com

Ouça Pércio De Luca, gerente geral da EnglishTown, que dá dicas para aprender um idioma na internet.

TECNOLOGIA

Transferir grandes arquivos pela internet
Filemail/Reprodução da Internet

» JOSÉ RAMALHO
ESPECIAL PARA O CORREIO

À medida que nos integramos à internet, nossas necessidades de trocar informações aumentam. O e-mail é a principal forma de enviar e receber documentos e arquivos. Contudo, essa tecnologia ainda está longe de ser algo totalmente descomplicado. Não pelo envio em si, que é bem simples. Mas muitas vezes os provedores dos destinatários têm limites quanto ao tamanho do arquivo que pode ser baixado, ou os usuários têm limites físicos do tamanho da caixa postal. Mas, se você tem banda larga, pode fazer uso de alguns sites e serviços gratuitos que tornam o processo de envio de grandes arquivos bastante simples. Veja alguns deles: o site http://transferbigfiles.com permite enviar arquivos simplesmente digitando o endereço do destinatário e selecionando o arquivo que deseja enviar. O site envia uma

mensagem ao recipiente, dando indicações de como fazer o download do arquivo, que fica disponível por cinco dias. O site também oferece um programa gratuito, chamado TBF Dropzone, que você instala na sua máquina e que permite o envio dos arquivos sem ter que acessar a página. O http://www.mediafire.com é igualmente simples, mas funciona como um disco virtual onde se podem manter arquivos que desejam compartilhar com outras pessoas. Você seleciona o arquivo que quer enviar e clica no botão upload. Na primeira vez que usar o site, você deverá, depois de enviar o arquivo, cadastrar seu e-mail e senha para poder acessar os arquivos que foram mandados. Ele armazena os arquivos por tempo indeterminado e não faz menção a limitações de espaço para armazenamento. No site, você pode selecionar o arquivo e enviar um link para a pessoa que deseja que faça o download dele.

SOM COM OITO HORAS DE AUTONOMIA
A fabricante brasileira C3 Tech quer amplificar o som de MP3 players e celulares com seu novo produto, a caixa de som MiniBox ST-150G. O modelo trabalha com cabos P2, padrão em dispositivos de som. Por isso, são compatível com celulares, PCs, DVDs e notebooks, mas é voltado para os aparelhos portáteis, por ser pequeno — tem 170mm de largura, 53mm de altura e 40mm de profundidade — e ter uma bateria que dura até oito horas longe da tomada.

Media Fire: como um disco virtual onde se mantém arquivos para compartilhamento

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