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DERMATOFITOSE CANINA: RELATO DE CASO

FERREIRA, V.G.1; MARIZ, G.1; VIEIRA, R.1; ALVEZ, C.1; GRECELLÉ, C.B.Z.2.
(Centro Universitário Luterano de Ji-paraná)
A dermatofitose é a infecção dos tecidos queratinizados causada, principalmente, pelos
gêneros Microsporum sp.; Trichophyton sp; Epidermophyton sp.. Estes gêneros possuem
enzimas denominadas de queratinases que degradam a principal proteína encontrada nos
pêlos; pele e unhas: a queratina. Em cães o Microsporum canis é o principal agente isolado
nestas infecções e é considerado um patógeno zoonótico. Foi realizado atendimento clínico
no Hospital Veterinário do CEULJI-ULBRA em um canino, da raça Boxer, macho, com
aproximadamente dois anos de idade, que apresentava os seguintes sinais clínicos: alopecia
generalizada, lesões cutâneas circulares multifocais exsudativa e seborréia. Na anamnese o
proprietário relatou que este quadro clínico iniciou com uma lesão hiperêmica na região
abdominal e após ter aplicado medicamento, com principio ativo a base de dexametasona, o
animal iniciou a alopecia generalizada. Como exame complementar foi realizado raspado
de pele e enviado ao Laboratório de Microbiologia Veterinária do CEULJI-ULBRA para
cultura bacteriológica e micológica. Os resultados foram os isolamentos de
Staphylococcus epidermidis e Microsporum canis, respectivamente. Para o tratamento
clínico, neste caso, foi utilizado, primeiramente, antibióticoterapia com cefalexina
30 mg/Kg, duas vezes ao dia durante 20 dias, com o objetivo de controlar a infecção
bactéria secundária, já que a dermatofitose é uma infecção autolimitante que pode estar
associada a fatores predisponentes como imunodeficiência, e banhos com cetoconazol
xampu . Após vinte dias o animal retornou para nova avaliação clínica e as lesões não
apresentavam contaminação bacteriana, porém seguia com alopecia e seborréia. Foi
indicado, então, tratamento com cetoconazol, derivado imidazólico fungiostático, na dose
de 10 mg/Kg, uma vez ao dia durante 30 dias. Transcorrido este período o animal
apresentou crescimento de pêlos nas lesões e desaparecimento da seborréia com cultura
micológica negativa. Foi sugerido ao proprietário o controle de ectoparasitas e
endoparasitas e a não utilização de medicamentos sem a avaliação de um médico
veterinário já que o uso incorreto da dexametasona, neste caso, agravou muito o quadro
clínico, pois este pode causar imunossupressão levando a instalação e disseminação mais
rápida de dermatófitos.

Palavras-Chaves: fungo; Microsporum canis; canino

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Graduando do Curso de Medicina Veterinária- CEULI-ULBRA
Médica Veterinária, M. Sc. Microbiologia, Professora Orientadora CEULI-ULBRA
czaffari@gmail.com
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