You are on page 1of 17

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO 11ª VSJE DO CONSUMIDOR –

FEDERAÇÃO – MATUTINO – DA COMARCA DE SALVADOR / BAHIA.

Autos nº 0080409-23.2015.8.05.0001
QUALICORP ADMINISTRADORA DE BENEFÍCIOS S/A, pessoa jurídica de
direito privado devidamente inscrita no CNPJ/MF sob o nº 07.658.098/0001-18, com sede na
Alameda Santos, nº 415, 10º, 11º, 12º (parte) e 13º andares, Cerqueira César, Capital do
Estado de São Paulo, CEP 01419-913, por sua advogada que esta subscreve, nos autos da
ação em epígrafe, movida por FRANCU DIAS, vem, perante Vossa Excelência, com
fundamento no artigo 30 e seguintes, da Lei Federal n° 9.099/95, apresentar
CONTESTAÇÃO
consubstanciada nas razões de fato e direito a seguir aduzidas.

I – SÍNTESE DA LIDE
Por meio da presente ação, a parte Autora se insurge contra o reajuste
anual aplicado a mensalidade de sua Apólice de Seguro Saúde.
Afirma que mantém contrato com as demandadas, estando em dias com o
pagamento de suas mensalidades e que, segundo o Autor, vem sendo surpreendido com a
aplicação de reajustes desde 2011, que considera ser abusivo.
Alega o Autor que o reajuste se deu em valor superior ao admitido pela
ANS, tornando o adimplemento de sua mensalidade onerosa.
Aduz que os referidos reajustes são ilegais e abusivos.
Av. Tancredo Neves, n. 620, cj. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020
TF 71 3023.5451 l TF 71 3012.0526 l secretaria@caiodruso.adv.br
1

conforme será demonstrado adiante. tais não merecem guarida.br 2 .0526 l secretaria@caiodruso. III – PRÉVIO ESCLARECIMENTO SOBRE A RELAÇÃO JURÍDICA EXISTENTE ENTRE AS PARTES Necessário. cj. consequentemente. vigoram as Resoluções Normativas nº 195 e 196 da Agência Nacional de Saúde Suplementar – a ANS. como o presente. aplicando apenas os reajustes indicados pela ANS. Em que pesem as alegações autorais. requer a confirmação da medida liminar. Para os contratos de plano e seguro-saúde coletivos por adesão. Referida avença está amoldada à Resolução Normativa nº 195/2009 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).656/98 são inaplicáveis ao caso concreto. ser julgada improcedente a presente demanda. a fim de tornar possível a atribuição das responsabilidades de cada uma delas e. devendo. pois. n. disposto a seguir: ENUNCIADO Nº 22 Av. desde já. o CNJ firmou entendimento conforme demonstra o Enunciado 22. aprovado pela Plenária da I Jornada de Direito da Saúde.326. 620. firmado pela QUALICORP ADMINISTRADORA DE BENEFICIOS S/A (Administradora de Benefícios) com a SULAMÉRICA (Operadora de Saúde). o ressarcimento de todos os valores cobrados a maior. Além disso. Nesse mesmo ínterim. O Autor subscreveu proposta de adesão ao Contrato de Plano de Saúde. No mérito.72 (hum mil trezentos e vinte seis reais e setenta e dois centavos).adv.5451 l TF 71 3012. poder-se decidir a causa de forma escorreita. declarando a ilegalidade da cobrança.Isto posto. requer seja deferida liminar. as disposições da Lei n° 9. para que sejam emitidos novos boletos de cobrança referentes às mensalidades vincendas a partir do mês com vencimento em setembro de 2015. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. bem como indenização pelo suposto dano moral. no valor de R$ 1. esclarecer o vínculo jurídico existente entre as partes. destinado aos membros vinculados a Entidade de Classe. porquanto regra apenas os planos e seguro-saúde INDIVIDUAIS. Tancredo Neves. Coletivo por Adesão.

Nos meses de julho de 2011 a julho de 2015. que conforme será informado. n. é beneficiária de Apólice de Av. IV – DA VERDADE DOS FATOS Inicialmente. o índice da Agência Nacional de Saúde Suplementar editados para os planos individuas/familiares. V.30% respectivamente.36% e 16. já que não há respaldo doutrinário e jurisprudencial que compactue com as alegações autorais. 17. e em conformidade com as condições legais e contratuais.adv. (ENUNCIADOS APROVADOS PELA PLENÁRIA DA I JORNADA DE DIREITO DA SAÚDE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA EM 15 DE MAIO DE 2014 – SÃO PAULO-SP) Desse modo. eis que. aderiu ao PLANO DE SAÚDE COLETIVO POR ADESÃO e não a plano individual. desde já.br 3 .A natureza do plano em debate: o plano coletivo por adesão e seus reajustes Importa. necessário se faz informar o reajuste aplicado ao plano de saúde do Autor. nestes casos. 14. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. vinculada a entidade de classe. não incidindo. no mérito é sem razão a presente demanda. cj. foi aplicado reajuste anual no percentual de 70. Tancredo Neves. Mister evidenciar que tais explicações se corroboram na ficha financeira que segue em anexo. V – A LEGALIDADE DO REAJUSTE ANUAL: PREVISÃO LEGAL E CONTRATUAL E CAUSA ECONÔMICA Ainda que seja superada a preliminar que aqui se suscitou.80%.5451 l TF 71 3012. ressaltar que não se pode analisar o contrato da parte Autora como sendo avença individual. Ressalte-se que todos os reajustes foram aplicados mediante comunicado prévio. 620. 19.Nos planos coletivos deve ser respeitada a aplicação dos índices e/ou fórmulas de reajuste pactuados. resta evidenciada a total improcedência da pretensão autoral.0526 l secretaria@caiodruso.13%.1 .92%.

Tancredo Neves. cj. portanto. Importa.br 4 .0526 l secretaria@caiodruso. também.adv. sócios ou administradores de determinada pessoa jurídica. ao dispor que o Plano Privado de Assistência à Saúde pode ser (a) individual ou familiar. pessoas naturais. 16. reiterar que a Resolução nº 195 da ANS. juntamente com a resolução nº 196. (b) coletivo empresarial. 620. a qual. com ou sem grupo familiar” (art. 5º) Coletivo por Adesão “é aquele que oferece cobertura da atenção prestada à população que mantenha vínculo com as seguintes pessoas jurídicas de caráter profissional. como já se registrou nesta defesa e como.5451 l TF 71 3012. e os últimos – coletivos por adesão – ao grupo de associados de cooperativas. classista ou setorial” (art.656/98 define. estando certo que o primeiro é de livre adesão a qualquer consumidor. regula os contratos de planos e seguros-saúde coletivos por adesão. n. 9º) O sistema de assistência privada à saúde se desenvolve em torno dessas três modalidades de contratos ou planos. Confira-se: PLANOS INDIVIDUAIS PLANOS COLETIVOS (empresarial ou por adesão) Av. de resto. o segundo se reserva reservado aos empregados. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. VII). 9. estando. entidades profissionais representativas de classe ou sindicatos. entre os quais figuram os coletivos por adesão. submetida às regras aplicadas à coletividade vinculada à avença. Diferenciam-se em muitos pontos os planos individuais dos planos coletivos. distingue de forma clara as três modalidades de planos privados de assistência à saúde. de 14 de julho de 2009.Seguro Saúde Coletiva. ou (c) coletivo por adesão (art. 3º) Coletivo Empresarial “é aquele que oferece cobertura da atenção prestada à população delimitada e vinculada à pessoa jurídica por relação empregatícia ou estatutária” (art. As definições das três modalidades estão na Resolução nº 195. a própria Lei n. da ANS: PLANO Individual ou Familiar DEFINIÇÃO “é aquele que oferece cobertura da atenção prestada para a livre adesão de beneficiários.

considerando como fundamento para tanto “qualquer variação positiva na contraprestação pecuniária. inclusive aquela decorrente de revisão ou reequilíbrio econômicoatuarial do contrato” (art. .possibilidade de resolução pela operadora. 195.Aparece a figura do GESTOR. e também de preservar a exequibilidade do atendimento aos usuários. § 1º. e reajuste por mudança de faixa etária. estando. contratou plano e seguro-saúde coletivo por adesão.adv. em percentual determinado pela ANS.reajuste periódico em razão da sinistralidade específica garante equilíbrio do contrato. . Não se sujeitam a aprovação da ANS. 19 e § 1º).(4) REAJUSTES CONCLUSÕES . . a parte Autora.não tão vantajoso para o consumidor . 620. vinculada à entidade de classe. o cabimento e a necessidade de reajustes em periodicidade de doze meses. da ANS. na Resolução nº 195. que aderia a um contrato coletivo. . Como antes mencionado. invariavelmente. nos instrumentos contratuais e nos atos de comunicação da Agência Reguladora. previstos – como se verá – de forma expressa no art. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. Av. Pagou valor inferior àquele projetado para eventual plano individual e teve em seu benefício à assistência destinada ao grupo. portanto.Os reajustes anuais nos planos coletivos por adesão têm base contratual e regulamentar expressa Esclarecido o ponto.Reajuste anual para reequilíbrio econômico-financeiro do contrato – art. Tancredo Neves. . n. 19 da Resolução nº 195. que gere o contrato em favor do Estipulante. sempre com vistas à necessidade de conservar o contrato coletivo em equilíbrio econômico-atuarial.0526 l secretaria@caiodruso.relação direta entre Operadoraconsumidor. V. haja vista que reajustes são limitados pela ANS. devem ser feitos sem vinculação aos critérios de reajuste dos planos individuais. . e em consideração à variação de custos e de sinistralidade.5451 l TF 71 3012.mais caro para o consumidor em razão das exigências legais de cobertura e do grupo segurado indeterminado e da inexistência de um estipulante.Reajuste anual pela variação de custos médico-hospitalares (“vcmh”). cj.relação entre Operadora-Estipulante e Estipulante-Beneficiário. submetida às regras atinentes à espécie.br 5 . Assumiu. Res. . esclareça-se ainda que é a própria Agência Nacional de Saúde que esclarece. . também.propenso ao desequilíbrio. e faixa etária. 19. cujos reajustes anuais.mais barato para o beneficiário .2 . atuando como seu intermediário.

Enquanto o reajuste anual caracteriza-se. em seu sítio eletrônico1: V.adv. o reajuste anual em análise não se confunde com as demais espécies de reajuste existentes. como já dito. As despesas são apuradas através do cálculo da 1 http://www.O reajuste anual não se confunde com os reajustes por índice de sinistralidade e por mudança de faixa etária.br 6 . os outros reajustes não se enquadram na definição estabelecida. assim como à garantia da continuidade do atendimento do plano. O reajuste por índice de sinistralidade é apurado levando-se em consideração a relação entre as despesas e as receitas do benefício. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. quais sejam o reajuste por índice de sinistralidade. Além disso.qualicorp. 620.0526 l secretaria@caiodruso. n. Tancredo Neves. como “qualquer variação positiva na contraprestação pecuniária. 19 e § 1º). e o reajuste por mudança de faixa etária.com. cj. o contrato em questão especifica: E a aplicação do reajuste anual é imprescindível à preservação do equilíbrio econômico-financeiro do contrato coletivo.do?app=portalqualicorp&view=interna&idConteud o=25269# Av. art.br/qualicorp/ecp/comunidade. mantendo-a a longo prazo. justificando-se pela necessidade de manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato coletivo.3 . como a própria Acionada trata de informar ao público consumidor. inclusive aquela decorrente de revisão ou reequilíbrio econômico-atuarial do contrato” (RN nº 195.Em observância à norma geral.5451 l TF 71 3012.

em nada se confunde com as demais espécies de reajustes existentes. por prestadores não referenciados (livremente escolhidos pelo beneficiário. Sendo assim. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. sendo que os percentuais de variação têm que estar expressos no contrato. 2 http://www. independentemente de ter sido realizado pela rede de prestadores referenciados ou. cj. por questões naturais. Não se trata de falso plano coletivo. pagos através de reembolso).4 . em seu Art. V. estabelece que “nenhum contrato poderá receber reajuste em periodicidade inferior a doze meses. prestado aos beneficiários e coberto pela apólice coletiva.5451 l TF 71 3012. por exemplo. A ANS não tem competência para fixar reajuste em planos coletivos por adesão. mais necessários e mais frequentes se tornam os cuidados com a saúde. As faixas etárias variam conforme a data de contratação do plano e os percentuais de variação precisam estar expressos no contrato. tendo. quanto dos seus dependentes. As faixas etárias para correção variam conforme a data de contratação do plano. não é a disciplina legal dos planos individuais. no caso.soma do valor pago pelo atendimento médico-hospitalar. O índice de sinistralidade tem relação direta. A ANS explica a aplicação do reajuste por mudança de faixa etária na sua home Page nos seguintes termos: Aumento de preço por mudança de faixa etária Isso acontece porque.adv. conforme percentuais previamente comunicados ao beneficiário. justificativa e aplicabilidade próprias. 620. Nesse contexto. ressalvado o disposto no caput do artigo 22 desta RN”.2 Pelo exposto. o reajuste por mudança de faixa etária.A disciplina dos reajustes. excetuando-se desta regra. n. com a utilização do segurosaúde.0526 l secretaria@caiodruso. Tancredo Neves.br/planos-de-saude-e-operadoras/espaco-do-consumidor/reajustes-de-precos-deplanos-de-saude Av. a própria Resolução Normativa nº 195 da ANS.ans. quanto mais idosa a pessoa. Importa esclarecer ainda que o valor mensal do benefício é estabelecido levando em consideração a faixa etária tanto do titular. 19. sempre que houver a mudança de faixa etária de qualquer dos beneficiários do plano de saúde.gov.br 7 . portanto. o valor do benefício será reajustado automaticamente. em geral. portanto. depreende-se claramente que o reajuste anual aplicado à apólice de seguro coletiva da parte Autora.

e de que não mais existe a figura dos planos de saúde individuais: 6. O reajuste anual de planos coletivos é aplicado conforme as normas contratuais definidas entre a operadora de planos de saúde e a pessoa jurídica contratante (empresa. os reajustes anuais são fixados pela Operadora e a entidade de classe e apenas monitorados. Da mesma forma. n. Essa resolução trouxe uma série de benefícios para os consumidores. a associação estiver negociando por intermédio de uma administradora de benefícios.adv. O plano coletivo por adesão em que a pessoa jurídica contratante é uma associação.0526 l secretaria@caiodruso. uma vez que o índice é determinado a partir da negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora de plano de saúde. os reajustes anuais dos planos coletivos por adesão não são fixados pela ANS nem se sujeitam aos critérios postos por aquela Agência. Não é permitida a aplicação de reajustes diferenciados dentro de um mesmo contrato. Deve procurar saber quais são as regras do contrato de plano de saúde que foi assinado e o que vai afetá-lo. e novas regras para carência e cobertura parcial temporária. 8. 7. pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.ans. seja ele individual. que regulamentou a necessidade de vínculo associativo. a partir dos critérios normativos pertinentes à variação de custos. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. ao contrário do que sucede com os planos de saúde individuais. um órgão de classe ou sindicato não é considerado um falso coletivo. Por não terem representatividade.br/a-ans/sala-de-noticias-ans/consumidor/2151-nota-de-esclarecimento-sobre-planoscoletivos Av. esse associado deve cobrar da sua entidade explicações sobre cada etapa de negociação. esses grupos ficavam mais vulneráveis. não há qualquer ilegalidade no fato de pequenas empresas contratarem planos coletivos empresariais. 620.br 8 . ele deve estar atento ao estatuto da associação ou sindicato ou entidade de classe do qual faz parte. de classe ou empregatício para adesão a um contrato coletivo.. Tancredo Neves. a ANS publicou a Resolução Normativa nº 195/2009. por exemplo. como a definição do conceito de quem pode ser contratante. Para dar fim a essa situação. São considerados “falsos” coletivos os contratos coletivos por adesão compostos por indivíduos sem nenhum vínculo representativo com a entidade contratante do plano de saúde. No caso de um plano coletivo por adesão. publicada no site da ANS: . coletivo por adesão ou coletivo empresarial.gov. Se.5451 l TF 71 3012. a proibição de mais de um reajuste por ano (com exceção do reajuste por faixa etária. conforme corrobora a nota de esclarecimentos acerca dos planos coletivos. Na hora de contratar um plano de saúde.De outro lado. cj. como o presente. à variação financeira e à variação atuarial de sinistralidade. de forma contínua. sindicato. 3 http://www. associação) e deve ser comunicado à ANS em no máximo até 30 dias após o aumento do preço. o reajuste dos planos coletivos não é definido pela Agência. 2.. é fundamental que o contratante tenha conhecimento sobre o produto contratado. Nos planos coletivos por adesão.3 A mesma nota trata também de esclarecer eventuais questionamentos acerca das alegações de que as relações contratuais ora em análise seriam apenas falsos coletivos. que pode coincidir com o anual).

Tancredo Neves. como. A Agência.010 beneficiários em planos coletivos com até 30 beneficiários.00.o número de planos individuais registrou crescimento de 9.000. n. Entre os planos coletivos empresariais e coletivos por adesão há 5. o cabimento de reajuste nos planos de saúde coletivos por adesão é objeto de informação ao consumidor. que possibilita a consulta e comparação dos planos disponíveis no mercado. segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE). percentual acima do aumento da população brasileira no mesmo período (que foi de 5.br/a-ans/sala-de-noticias-ans/consumidor/2151-nota-de-esclarecimento-sobre-planoscoletivos Av. disponibiliza informações sobre as operadoras que estão em atividade e a situação em que se encontram perante o órgão regulador. a ANS monitora o tema por meio de estudos e análises de cenário. por meio de seus canais de relacionamento. 11. Nesse caso. A principal recomendação da ANS é que a contratação de um plano de saúde seja pensada de acordo com as necessidades do consumidor e de seus familiares e que não seja uma decisão por impulso. uma entidade de classe ou uma empresa.adv.br 9 .5 . A segurança será maior quanto mais informação o contratante tiver. é importante ressaltar que há quase 10 milhões de pessoas no Brasil com planos individuais e os dados da ANS indicam que cada vez há mais beneficiários nesse tipo de plano . a recomendação é que o empresário pesquise. Estes estudos demonstram que não há como afirmar que planos individuais desaparecerão do mercado. por exemplo. busque informações sobre o atendimento prestado pelas operadoras que o interessam para outras empresas. como se expôs. também disponível no portal da Agência.0526 l secretaria@caiodruso. 620. Há ainda uma ferramenta chamada Guia de Produtos. tanto por parte da Agência Nacional de Saúde.Estrito cumprimento do dever de informar Além de estar previsto contratualmente. Atenta ao assunto. sindicato ou entidade de classe.ans. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. ele deverá. necessariamente. 20–D Admitir o ingresso de beneficiário em contrato coletivo que não detenha o vínculo exigido pela legislação.4%. o vínculo será considerado individual e a operadora responsável será multada de acordo com o disposto no Artigo 20-D da Resolução Normativa nº 124/2006: Ingresso de beneficiário em plano coletivo Art.088. É importante ressaltar que caso o cidadão faça a opção por um plano coletivo por adesão. ao ingresso em um plano coletivo por adesão sem que o contratante seja membro da associação.3% nos últimos cinco anos. É 4 http://www. quanto por parte da operadora e da administradora de benefícios.9.4 V.gov. cj.5451 l TF 71 3012. 10. No caso do plano coletivo empresarial. O acesso à informação e a redução da assimetria de informação são prioridades para a ANS. Todo e qualquer incentivo à prática de conduta inadequada.multa de R$ 50. de 2009) Sanção . (Incluído pela RN nº 195. é passível de punição à operadora. estar vinculado a uma associação ou sindicado ou entidade de classe e conheça seu funcionamento e estatuto. seja ele um indivíduo. Com relação às afirmações sobre o desinteresse por parte das operadoras pela comercialização de planos individuais.

a lisura da relação contratual estabelecida entre as partes. Nesse sentido. de forma contínua.0526 l secretaria@caiodruso. 620. também o Manual de Orientação para Contratação de Planos de Saúde – MPS – disponibilizado aos beneficiários por exigência da RN 195/2009 da ANS.5451 l TF 71 3012. pela ANS. n. Tancredo Neves. dessa forma. com base na variação financeira e na sinistralidade do período. e isso só já ratifica a legitimidade da regra de que os reajustes anuais são fixados pela Operadora e a entidade de classe.br 10 . cj.adv. fornecido aos beneficiários no momento da contratação: É clara. explicita a diferença das regras de aplicação do reajuste anual aos planos individuais e aos coletivos: Av.como expressa o Guia de Leitura Contratual. sendo monitorados. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023.

que traz informações para quem tem ou deseja ter um plano de saúde.Sobre mais de tudo. Desse modo. 620. n. cj. elaborado pela própria Agência Nacional de Saúde Suplementar. Tancredo Neves. também traz dados acerca da aplicação de reajustes nas mensalidades: Depreende-se.0526 l secretaria@caiodruso. assim.adv. que os planos coletivos por adesão não estão submetidos aos reajustes fixados pela ANS para os planos individuais. não se configura a alegada Av.5451 l TF 71 3012. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023.br 11 . o Guia Prático.

em observância à regra do art. Todos os beneficiários vinculados à mesma entidade. gerará a deslealdade de aplicação de reajustes diferenciados para um grupo. n. não apenas em relação à contratante. F . estando devidamente previstos – como também referido – no contrato que firmou. 20 da Resolução nº 195. no website da ANS. é como se você dissesse: “Estou de acordo com as regras desse contrato e essa empresa/sindicato/associação tem legitimidade para representar Av. ou seja. deve-se notar que o reajuste anual é aplicado quando do aniversário do contrato. Verifica-se ainda. para que se preserve o equilíbrio e se garanta perpetuidade à assistência dos usuários. Nesse sentido. é imperioso destacar ainda que.adv. a seguinte observação: Atenção Tenha em mente que. o reajuste questionado na presente tem fundamento e causa legítimas. aceitar a hipótese de redução do percentual de reajuste anual como pretende a parte Autora.Simetria de tratamento entre os usuários e manutenção da assistência em equilíbrio no reajuste anual De resto. o aniversário do contrato não se confunde com a data de adesão. cj. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. Alias. de forma clara e destacada.br 12 . que autoriza a aplicação de percentuais de reajustes com base em variação de custos e variação atuarial. reduzindo-o assim para alguns e não para todos os vinculados à mesma entidade. mas também – e sobretudo – no diz respeito à coletividade da carteira. ao aderir à Apólice de Seguro Saúde Coletiva. desde que não haja “aplicação de percentuais de reajuste diferenciados dentro de um mesmo plano de um determinado contrato. sob a administração da administradora de benefícios. como visto anteriormente. além de autorizar tal reajuste. também impõe tal providência. também. o que fomentará o desequilíbrio contratual entre os beneficiários. é firmado entre a operadora de saúde e a entidade de classe.0526 l secretaria@caiodruso. submetendo-se os planos coletivos por adesão a regime contratual específico que. Tancredo Neves. e este. sofrerão reajuste anual na mesma época. 620. a parte Autora tinha plena ciência de que os reajustes ocorreriam. ao mesmo contrato.” Visando exatamente o reequilíbrio do contrato. da ANS.5451 l TF 71 3012. assim ocorrendo não somente em consideração à natureza coletiva do plano por adesão mas. Ou seja.ilegalidade nem a suposta abusividade do reajuste aplicado. ao aderir a um contrato de plano de saúde coletivo.

AUMENTO DO PRÊMIO COM BASE NAS RESOLUÇOES 195 E 196 DA ANS.5 Não cabe. quando sabido que se fixam em consideração à variação financeira dos custos e aos índices de sinistralidade da carteira.2012.adv. que o aumento aplicado se deu no aniversário do contrato. processo n° 006384517.0001. 2) Não merece amparo judicial a revisão contratual com base em índice atuarial de custos anuais de uma categoria à qual não pertence.05.7 . 2012. que além de pactuados têm fundamento concreto. assim manifestou-se a Segunda Turma Recursal dos Juizados Especiais do Estado da Bahia. sempre ressalvada a abusividade. e este.5451 l TF 71 3012. firmada em 20 de julho de 2004 (evento 17). A jurisprudência firmada sobre o assunto A circunstância de se tratar de contrato por adesão não desfigura a legitimidade dos reajustes.05.gov.8.80% INCIDENTE NO ANIVERSÁRIO DO PLANO QUE. ADESÃO RECENTE A UMA APÓLICE COLETIVA VIGENTE DESDE 2004. n.br/index. ciente desde sempre da natureza de sua avença. V. PLANO DE SAÚDE COLETIVO. os demais reajustes permitidos em lei. Em demanda semelhante à discutida neste processo. Equilíbrio e causa econômica do reajuste. DIREITO DO CONSUMIDOR. tendo os reajustes causa econômica também objetiva. 1) Constatou-se.3) A vedação do Estatuto do Idoso (Lei 10. assim. sob a administração da administradora de benefícios. é firmado entre a operadora de saúde e a entidade de classe. a dos planos individuais e familiares contratados após 1999. com o exame da apólice.br 13 . o que for negociado entre a empresa contratante do plano e a operadora do plano valerá como regra a ser seguida por você. não pode pretender de forma aleatória a revisão de tantas coberturas na seara de individualização deste processo.” Assim. Tancredo Neves. VINCULAÇÃO DO ADERENTE ÁS CONDIÇÕES CONTRATUAIS QUE REGEM A COLETIVIDADE E INTERESSES PROTEGIDOS. como visto anteriormente.0001 ÓRGÃO: 2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS JUIZADO ESPECIAL. 620. como adiante virá demonstrado. cj.meus interesses.0526 l secretaria@caiodruso. ou seja aderiu a um contrato já que vigorava desde 2004. vindo bem posteriormente a aderir a ele o autor. NÃO SE MOSTRA ABUSIVO. que. então. 5 http://www.php/a-ans/sala-de-noticias-ans/a-ans/1472-dia-mundial-do-trabalho Av. os quais ficam garantidos às empresas prestadoras de planos de saúde. de 1º/10/2003) não envolve. definir o que é melhor para mim e está autorizada a falar em meu nome sobre esse assunto. portanto. POR SI SÓ.ans. AUMENTO NO PERCENTUAL DE 19. pretenda ceifar os reajustes.8. LEGALIDADE. em prejuízo ao equilíbrio de prestações e com riscos à própria continuidade da prestação à massa dos beneficiários.741. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. agora a parte autora queira desfigurar o contrato coletivo e. Note-se a ementa do julgamento: PROCESSO ELETRÔNICO Nº 0063845-71.A natureza de adesão do contrato não obsta a aplicação do reajuste.

agência reguladora do setor de saúde suplementar. nos termos da atual regulamentação6 não se exige a autorização da ANS para aplicarlhes os índices de reajuste da contraprestação pecuniária.2012. do art.05. Com relação ao reajuste anual por variação de custos.5451 l TF 71 3012. O critério de cálculo. RDC Nº 66/01. Neste contexto. bem como o percentual apurado pela operadora. APENASACOMPANHADOS..0000 RDC Nº 29/00.adv. RN nº 99/05. Os parâmetros para o reajuste.)A PRETENSÃO DO AUTOR NÃO ENCONTRA AMPARO LEGAL TENDO EM VISTA QUE O AUMENTO DE 19. (. AO CONTRÁRIO DO QUEOCORRE COM OS PLANOS DE SAÚDE INDIVIDUAL.2012. RECURSOS DAS RÉS CONHECIDOS E PROVIDOS. 128/2011/GGEFP/DIPRO/ANS. que tem como processo principal a Ação Civil Pública de nº 038821978.. de 11-4-2011. por seus pares. E também assim.05. tanto os positivos e os negativos. RN nº 128/06.) COMO SE FIRMOU ALHURES. PELA AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR. decorrentes de livre negociação entre as partes celebrantes. n. RN nº 36/03. quanto a ausência de reajuste. relatado pelo Desembargador José Augusto Bispo e acolhido.IMPROVIMENTO DO RECURSO DO AUTOR. 4º da Lei 9961/2000).0000. RN nº 156/07. COMO O PRESENTE. 620.8. 3. A ANS realiza seu mister regulatório. DEFORMA CONTÍNUA. RN nº 171/08. Tancredo Neves. 6.2012.. as operadoras devem comunicar-lhe os reajustes aplicados. unanimemente. ALÉM DO MAIS NÃO PODE PRETENDER UM REAJUSTE ALEATÓRIO EM PERCENTUAIS QUE NÃO FORAM ESTABELECIDOS PARA OS PLANOS COLETIVOS CELEBRADOS COM ASSOCIAÇÕES E SIMILARES.. ASSIM. NOS PLANOS COLETIVOS POR ADESÃO. reconhecendo a legitimidade e a fundamentação concreta da disciplina específica dos reajustes anuais dos planos coletivos de adesão: 2. decidiu: Classe: Agravo de Instrumento nº 0319692-77.8. nos planos coletivos. proposta pelo Ministério Público do Estado da Bahia contra os reajustes específicos dos planos de saúde coletivos por adesão.br 14 . . (. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. RN nº 172/08 e IN-DIPRO nº 13/06 6 Av. o Egrégio Tribunal de Justiça da Bahia. são estipulados nas cláusulas contratuais. que em parecer como amicus curiae em feito judicial. nos planos coletivos. como já exposto mais acima.. OS REAJUSTES ANUAIS SÃO FIXADOS PELA OPERADORA E A ENTIDADE DE CLASSE E APENAS MONITORADOS.8. cj. através do monitoramento da evolução de seus preços (inciso XXI. de acordo com as regras dispostas nos normativos. RN nº 118/05. mas de todos os planos de contratação coletiva. através do Despacho n. NÃO SÃO DETERMINADOS PELA ANS..80% FOI ACOMPANHADO PELA ANS E. RN nº 08-02. que em valioso e recentíssimo precedente. Em igual sentido a própria ANS. podem ser negociados entes esta e a pessoa jurídica contratante.0526 l secretaria@caiodruso. RN nº 74/04.0001.05. no julgamento do Agravo de Instrumento de nº 031969277. OS REAJUSTES ANUAIS. tratando-se não só de plano coletivo empresarial.

segundo o anexo estudo Av. a Ré não concordou com o índice e. o que evidencia tanto a boa-fé da administradora e da operadora na negociação. a operadora encaminhou à Acionada.5451 l TF 71 3012. examinar a alegação da parte autora em torno de uma suposta – e não provada – abusividade do reajuste.A discussão cinge-se aos reajustes anuais. Não se mostra abusivo o reajuste anual dos planos de saúde coletivo em percentual superior ao fixado pela ANS para os planos de saúde individual ou familiar. o reajuste – decorrente de exaustiva negociação entre a operadora e a administradora de benefícios. cj. por fim. n. além de legal e previsto em contrato. constata-se. a dano da execução do próprio contrato. assim. quanto a proporcionalidade. VI . Tancredo Neves.0526 l secretaria@caiodruso. Em função do desequilíbrio apurado pela operadora no período. da ANS. falar em onerosidade excessiva ou em abuso na fixação de um reajuste que.br 15 . de maneira a impedir que a carteira fosse deteriorada. em defesa do consumidor. da Resolução nº 196. do reajuste ao final aplicado. 620. a fim de manter o equilíbrio do contrato. Esse índice é inferior ao mínimo previsto no estudo atuarial que deu origem ao reajuste. se demonstra. Tendo em vista as ponderações acima deduzidas. de forma transparente. porém.adv. pois a agência reguladora não define teto para os planos coletivos. como lhe impõe o art. sob o ângulo da necessidade e da adequação. bem como a declaração de nulidade das cláusulas que o prevê.ALÉM DE LEGÍTIMO. 2º. Devem ser mantidos os reajustes pretendidos pela agravante. decorrentes da variação dos custos/sinistralidade. condição essencial para a manutenção da assistência à carteira – tem fundamento concreto e nem de longe se pode qualificar como abusivo. de modo que o pedido de seu cancelamento. “a”. Além de abstratamente fundado nas normas legais e contratuais invocadas. IV. assim. Sem que se possa. como dito. devem ser rechaçados por esse Juízo. negociou com a operadora novo índice. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. Cumprindo a função de negociação de reajustes. que o reajuste anual aplicado mostra-se perfeitamente legítimo. O REAJUSTE É ADEQUADO Resta. na defesa da massa dos usuários e do equilíbrio do contrato. no contrato coletivo por adesão posto em debate. indicação de reajuste anual em percentual superior ao discutido nesta demanda.

obedecendo a todos os ditames legais que norteiam o objeto da presente ação.008090-6. uma vez que a conduta da Ré se mostra íntegra.atuarial.. Não foi o que ocorreu in casu.531 do Código Civil quando demonstrada inequivocamente a deslealdade ou a abusividade da cobrança (TJSC – 6ª Câmara Cível – Apelação Cível nº 96. o valor que porventura possa ter sido pago supostamente a maior. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. a má-fé do suposto credor. condenação que se requer o afastamento. cj. É notório que para estar configurado o dever de devolver em dobro quantia indevidamente cobrada deve estar presente.5451 l TF 71 3012. no caso em comento. sem danos ao consumidor..br 16 . consoante visto acima. condenando-se o Autor ao pagamento das verbas sucumbenciais. Ao contrário. em dobro. O entendimento jurisprudencial ampara a postura da Ré. A pretensão de repetição de indébito não pode prosperar. a parte autora postula pela condenação da empresa Ré a devolver. os índices aplicados guardam total obediência à legislação aplicável.somente é cabível a imposição da duplicação da verba restituída prevista nos arts. de modo que não há que se falar em restituição em dobro dos valores pagos. a aplicação dos índices de reajuste anual foi legítima. acaso a discussão persista no Colégio Recursal. teria sido sem respaldo. IX – CONCLUSÕES E PEDIDOS Por todo o exposto. VII .DO AFASTAMENTO DA DEVOLUÇÃO EM DOBRO DOS VALORES PAGOS SUPOSTAMENTE A MAIOR Por considerar abusivo o reajuste aplicado em sua mensalidade referente aos meses de julho/2011 até julho/2015. dos serviços da operadora. Tancredo Neves.adv. notadamente. 620.0526 l secretaria@caiodruso. como estritamente necessário à manutenção do equilíbrio contratual e à própria preservação. 42 do Código de Defesa do Consumidor e 1. menos ainda. n. não há como prevalecer a pretensão deduzida na inicial. vejamos: . eis que. 19/06/2001) Repita-se. Av. Relator Desembargador Francisco de Oliveira Filho. requer seja a presente demanda julgada improcedente. o reajuste aplicado na apólice da parte Autora não decorreu de má-fé da Demandada e.

236.Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em Direito.br 17 .308. do Código de Processo Civil. Salvador. Nestes termos.0526 l secretaria@caiodruso. que a qualifica e indica endereço profissional. ao final. 28 de setembro de 2015 RENATA SOUSA DE CASTRO VITA OAB/BA 24. Tancredo Neves. n. Requer. que todas as intimações sejam veiculadas em nome da advogada RENATA SOUSA DE CASTRO VITA. conforme preceitua o art.adv. sob pena de nulidade. inscrita na OAB/BA sob o nº 24. Pede deferimento.5451 l TF 71 3012. 2305 l Caminho das Árvores l Salvador-BA l CEP 40820 020 TF 71 3023. §1º.308 (Documento Assinado Digitalmente) Av. cj. conforme instrumento de mandato que segue em anexo. 620.