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2006

ÍN
  DI

D I CE 
  E 

I NTRODUÇÃO____________________________________________ 3 
SOBRE A DI SCI P LI NA  _____________________________________ 3 
CRONOGRAMA DAS ATI VI DADES NO LABORATÓRI O DE ÓP TI CA 
TÉCNI CA ­ 2° SEM ESTRE DE 2005  ____________________________ 5 
HORÁRI OS DOS ESTAGI ÁRI OS ­ 2° SEMESTRE DE 2005  ___________ 6 
NORM AS DE AP RESENTAÇÃO DE RELATÓRI OS___________________ 6 
EXP ERI ÊNCI A 1: M EDI DAS DE Í NDI CE DE REFRAÇÃO DE SÓLI DOS E 
LÍ QUI DOS  ______________________________________________ 9 
PARTE 1: DETERMINAÇÃO DO ÂNGULO DE UM PRISMA USANDO UM GONIÔMETRO _____ 9 
PARTE 2: DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE REFRAÇÃO E DO NÚMERO DE ABBÉ DE UM 
PRISMA _______________________________________________________________ 12 
PARTE 3: DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE REFRAÇÃO DE LÍQUIDOS USANDO 
REFRATÔMETRO DE ABBÉ_________________________________________________ 18 

EXP ERI ÊNCI A 2: DETERM I NAÇÃO DA DI STÂNCI A FOCAL DE LENTES 
DELGADAS _____________________________________________ 25 
EXP ERI ÊNCI A 3: P ROP RI EDADES DO OLHO HUM ANO (M ODELO 
GEOM ÉTRI CO) __________________________________________ 32 
EXP ERI ÊNCI A 4: I NSTRUM ENTOS ÓP TI COS ____________________ 40 
PARTE 1: ESTUDO DO PROJETOR BÁSICO ____________________________________ 40 
PARTE 2: ESTUDO DO MICROSCÓPIO  _______________________________________ 45 
PARTE 3: ESTUDO DO TELESCÓPIO _________________________________________ 48 

EXP ERI ÊNCIA 5: COMP ROVAÇÃO DA LEI  (FOTOMÉTRI CA) DO I NVERSO 
DO QUADRADO DA DI STÂNCIA.  _____________________________ 54 
BI BLI OGRAFI A GERAL ____________________________________ 57

IN
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O DU 
D U Çà
Ç Ã O 

Esta  apostila  contém  os  roteiros  das  experiências  que  serão 
desenvolvidas  no  decorrer  do  semestre.  Cada  um desses  roteiros  apresenta a 
descrição dos métodos para a realização de cada experiência e auxilia o aluno 
durante as aulas do laboratório. Para cada experiência é necessária a posterior 
elaboração de um relatório individual. É através da entrega destes relatórios 
que serão obtidas a nota para o cálculo da média de laboratório. 
Recomenda­se  que  o  aluno  leia  cada  roteiro  antes  das  aulas  de 
laboratório  e  que  não  se  esqueça  de  trazer  a  apostila,  sem  a  qual  não 
conseguirá realizar a experiência. 

SO 
BR
DII SC 
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R E A 
E A D 
 S CII P
 L
  IN

  A 

Cálculo da média da disciplina de Óptica I 
ML

= média de laboratório

MT

= média de Teoria

MF

= média de Teoria sem exame

R

= média dos  relatórios

S

= seminário

PL

= prova de laboratório

P1 e P2 = provas teóricas
M

= média final / nota com exame

EX

= nota do exame

ML
ML

Se

=
<

(0,5R +0,5 PL)
6,0

Þ

automaticamente reprovado

Þ
Þ

aprovado sem exame 
necessário fazer exame

Þ

aprovado 

MT = (0,4P1 + 0,4P2 + 0,2S )
MF
MF
MF

Se
Se

= 0,6 MT + 0,4 ML
³ 7,0
< 7,0

M =  (MF + EX ) / 2 
Se M ³ 6,0

Corpo Docente 
­ 
­ 

Profº Eduardo Acedo Barbosa (Responsável pela Disciplina) 
Profª  Lilia  Coronato  Courrol  (Coordenadora  do  Laboratório  de  Óptica 
Técnica ) 

Apoio Técnico 
Instrutor do Laboratório: 
­  André de Oliveira Preto 
Estagiários do Laboratório: 
­  Lucas Speratti da Cruz Remédio; 
­  Raphael Schmid Calvão; 
­  Felipe Gomes Callera ;

CR 
N O L 

C R O
O N
N O
O GR 
G R A
A M A D 
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A S A 
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2 ° S 
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 E ST 
R E D 
E DE 
0 0
0 6 
Data 

Atividade 

Turma 

Horário 

28 de agosto 

Experiência 1A 

Turma 1A 
Turma 2A 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

04 de setembro 

Experiência 1A 

Turma 1B 
Turma 2B 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

11 de setembro 

Experiência 1B 

Turma 1A 
Turma 2A 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

18 de setembro 

Experiência 1B 

Turma 1B 
Turma 2B 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

25 de setembro 

Experiência 2 

Turma 1A 
Turma 2A 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

02 de outubro 

Experiência 2 

Turma 1B 
Turma 2B 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

09 de outubro 

Experiência 3 

Turma 1A 
Turma 2A 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

16 de outubro 

Experiência 3 

Turma 1B 
Turma 2B 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

23 de outubro 

Experiência 4 

Turma 1A 
Turma 2A 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

30 de outubro 

Experiência 4 

Turma 1B 
Turma 2B 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

06 de novembro 

Experiência 5 

Turma 1A 
Turma 2A 

13:00~14:50 
14:50~16:40 

13 de novembro 

Experiência 5 

20 de novembro 

Reposição Exp. 

Turma 1B 
Turma 2B 
Turma 1B 
Turma 2B 

13:00~14:50 
14:50~16:40 
13:00~14:50 
14:50~16:40 

Turma 1A 

13:00~14:50 

Turma 2A 

14:50~16:40 

Turma 2B 

14:50~16:40 

27 de novembro 

Prova 

Em  caso  de  necessidade  de  reposição  de  experiência,  esta  deverá  ser 
agendada  com  o  instrutor  do  laboratório  com  no  mínimo  dois  dias  de

  H ES  ST  TA ­ 2  2 ° S  EM M ES  TR E 2  20 H OR  O R Á Á R R I O O    S D  S D OS  O S E  A GI G I Á  R Á  R I OS   O S ­  ° SE    ST  E  R E D  E DE  0 0 0 6  Segunda  Terça  Quarta  Quinta  9:00~10:00  Marta  Marta  Marta  Marta  10:00~11:00  Marta  Marta  Marta  Marta  11:00~12:00  Marta  Marta  Felipe  Marta  Marta  Felipe  Raphael  Sexta  7:00~8:00  8:00~9:00  Raphael  12:00~13:00  13:00~14:00  Felipe  Raphael  Raphael  14:00~15:00  Felipe  Raphael  Raphael  15:00~16:00  Felipe  Raphael  Raphael  16:00~17:00  Felipe  Raphael  17:00~18:00  Felipe  Raphael  Felipe  Raphael  Felipe  Felipe  Felipe  Raphael  Felipe  OBS: O instrutor se encontrará no laboratório em período integral  N E A  AP R NT N O O R R M A  A S D  S DE   E R  E SE  S EN  T A A Çà Ç Ã O D  O D E R  E R EL  E L A A T T Ó Ó R R I O   S O  S  .  de  acordo com as disponibilidades do instrutor.  Cada  aluno  poderá  repor  no  máximo  uma  experiências.6  antecedência.

 Fonte  n°12  no texto.  Apresentação Gráfica  3.  Norma de apresentação do relatório:  2.  Autor  Título  Local  Instituição  Disciplina  Professor responsável  Data em que foi realizado o experimento  Resumo;  Lista de símbolos (se for o caso);  Lista de figuras (se for o caso);  Texto;  ­  ­  ­  ­  ­  ­  ­  Objetivos  M ateriais Utilizados  I ntrodução Teórica  M étodos (P rocedimento)  Resultados e gráficos  Discussão  Conclusão  2.  Referências Bibliográficas;  2.  Tabelas.5.  A digitação dos trabalhos deve prever:  w  A utilização de um só lado do papel;  w  Espaçamento 1.3.  2.  Papel e digitação  Deve  ser  utilizado  papel  branco.6.2.  2.  Tema  Definido  pelo  professor  conforme  o  conteúdo  da  disciplina.1.7cm).  Página de rosto (capa);  ­  ­  ­  ­  ­  ­  ­  2.4. fotografias (anexos)  3.0cm  x  29.  Margem e espaçamento . diagramas.7  1.2.1.7.5;  3.  2.  2.  formato  A4 (21.

  obedecendo  à  apresentação  tipográfica  recomendada  pela  norma  ABNT  NBR­6022 – Apresentação de artigos de periódicos.8  De  modo  a  permitir  uma  boa  visualização  do  texto.  seminários.  etc.0cm  b)  Espaçamento  O  mesmo  espaçamento  observado  entre  cabeçalhos  e  texto  deve  ser  obedecido  entre  o  término  de  um  item  e  o  cabeçalho  do  item  seguinte. .  4.);  Teses  e  dissertações; Enciclopédias.3.0cm  Superior  3.  Bom Trabalho.  devem  ser observadas as recomendações a seguir:  a)  Margens  Esquerda  4.  monografias;  Comunicações  em  eventos  (congresso.  e  assim  consecutivamente  da  Introdução à Conclusão do trabalho.  Figuras e tabelas  As  figuras  e  tabelas  devem  aparecer  tão  perto  quanto  possíveis  do  lugar  em  que  são  mencionadas.  assim  como  reprodução  e  encadernações  corretas.5cm  Inferior  2.  manuais.  Nota  I mportante:  O  aluno  que  desejar  obter  boas  notas nestes relatórios deverá seguir estas normas.  3.0cm  Direita  2. normas e catálogos; Publicações  periódicas.  simpósios.  Fontes de informações bibliográficas  Livros.

 (fixar um prisma na base superior giratória  do goniômetro na posição vertical de forma que a luz incida no vértice onde  está simbolizado o ângulo A).9  EX  E ÍÍ N DE  E R  R EF  E  E X P ER   E R I ÊN    N CI Ê  C I A 1    1 : M A  : M ED    DII DA  E   D A S D  S DE    DI N  D I CE    E D  C  E F R R A A Çà Ç Ã O D  O DE  SÓ  LI D E L  L Í QU  S ÓL    OS  D  O S E   Q U I D D    OS  O S  PARTE 1: DETERMINAÇÃO DO ÂNGULO DE UM PRISMA USANDO UM  GONIÔMETRO  Objetivos:  O objetivo nesta etapa consiste em obter os ângulos de reflexão do feixe  de  luz  refletido  pelo  prisma. respectivamente. e  calcular o desvio­padrão e finalmente o erro percentual.  Demonstrar que A=a/2 (sendo que A e a são.  obter  o  valor  médio  daquela  diferença angular.  1 – Suporte de 3 pontos ajustáveis.  2.  1 – Vidro Despolido.  Materiais Utilizados:  1 – Espectroscópio: Student’s Spectrometer.  Iluminar  a  fenda  do  colimador  do  goniômetro.  com  uma  lâmpada  incandescente  e  ajustar  a  abertura  da  fenda  para  banhar  o  vértice  do  prisma. calcular a diferença angular obtida  pelo  telescópio  em  cada  altura;  logo  após.  P rocedimento:  1.  Preparar a mesa de experiência.  1 – Lâmpada incandescente.  em  cada  uma  das  faces  que  é  separada  pelo  ângulo de abertura.  Realizadas essas medidas três vezes. .  2 – Cavaleiros. o ângulo  de  abertura  do  prisma  e  o  ângulo  de  desvio  de  um  feixe  de  luz  que  incide  sobre o prisma).  1 – Fonte de alimentação.  1 – Prisma.

  Procurar  a  imagem  da  fenda  refletida  pelo  prisma.  olhando­se  através  da  ocular  para  as  duas  faces do prisma.  5.  obtido  nesta  experiência. É importante  obter este  valor corretamente.  b)  Ao  trabalhar  com  os  resultados  obtidos. 3 e 4  (sempre anotando os valores angulares do telescópio para as duas faces). Deve­se regular com atenção. O procedimento desta  experiência está disposto a seguir.  Variar  a  altura  do  prisma  cinco  vezes e repetir  os  passos 1. com  o  intuito  de  medir  o  ângulo  a .  c)  O  valor  do  ângulo  de  abertura  do  prisma.  para constatar se ele é o dobro do ângulo A do prisma. será realizada  uma  experiência  com  um  prisma  de  aproximadamente  60º  e  um  espectroscópio.  Porém.  converter  os  valores  dos  ângulos  que  estão  na  notação  graus  e  minutos  para  somente  graus  (onde  os  números  ficam  em  notação  decimal) para facilitar nos cálculos.  Anotar  o  valor  de  cada  ângulo    no  ponto  em  que    a  imagem  da  fenda  é  focalizada.  contendo  um goniômetro.  d)  O prisma deve conter o número da bancada e o mesmo prisma será  utilizado na experiência seguinte.  4. .10  3.  Para provar que A=a/2 (ver esquema da figura seguinte).  Considerações:  a)  Para  regular  a  altura  da  mesa  do  prisma  basta  soltar  o  parafuso  localizado logo abaixo desta base; assim a peça fica livre para que se  regule  a  altura.  deve­se  tomar  muito  cuidado.  pode­se.  movimentando  o  telescópio.  pois  um  movimento  indevido  nesta  peça  pode  desregular  a  montagem  ou  ocasionar queda acidental do prisma. 2.  em  uma  das  faces.  será utilizado nos cálculos da experiência 3.  se  preferir.

11  e)  A lâmpada deve estar alinhada a uma distância de mais ou menos 10  cm da fenda.  a  a  = A = Comentário:  Nota­se. que a diferença angular entre os dois raios refletidos é sempre  o dobro do ângulo interno do prisma ­ mesmo que sua altura varie.  g)  Para  efetuar  o  alinhamento  do  vértice  do    prisma  com  o  feixe  incidente.  FACE 2.  h)  Atenção  ao  desprender  o  prisma  para  variar  sua  altura.  . basta observar a face oposta ao vértice e procurar o feixe. desvio padrão e erro  percentual.  Resultados:  Tabela referente a resultados práticos:  ÂNGULO DO FEIXE  REFLETIDO  ÂNGULO DO FEIXE  REFLETIDO  FACE 1.  Questionário:  a)  Demonstrar  matematicamente  que  o  ângulo  refletor A de  um  prisma  é  igual  à  metade  do  ângulo  a  formado  entre  os  feixes  refletidos  pelas  superfícies adjacentes do ângulo refrator.  b)  Executar a experiência e determinar o valor médio.  nesse  momento o prisma não pode sofrer nenhuma variação angular.  f)  O prisma deve estar limpo e bem alinhado.

  1 – Fonte de alimentação – modelo SF­9290 Spectral Lamp.  2 – Cavaleiros. Tendo agora.  I ntrodução:  Quando  um prisma  dispersa  luz branca. Repete­se o processo e calcula­se  o desvio médio para o feixe vermelho e para o feixe azul; em seguida.  enquanto  a  dispersão  depende  da  diferença  entre  os  índices  para  os  comprimentos extremo equivalentes ao violeta e vermelho. medido na experiência passada – valor experimental).  o  desvio  do  espectro  inteiro  é  controlado  pelo  índice  de  refração  para  a  luz  amarela.  O segundo passo é medir o ângulo de desvio dos feixes monocromático  vermelho e azul para a lâmpada de Cádmio.  Como  o  desvio  e  o  índice  de  refração  são  relacionados.  três  vezes. vermelho e azul. . medido na experiência passada – valor experimental). calcular o  número de Abbe (poder dispersivo recíproco). calcula­  se  o  índice  de  refração  dos  mesmos  feixes  (tendo  em  mãos  o  ângulo  de  refringência A.  1 – Lâmpada de Cádmio.  pois  o  amarelo  está  mais  ou  menos  no  meio  entre  o  vermelho  e  o  violeta.    Uma  medida  conveniente  deste  desvio  é  dada  pelo  desvio  da  luz  amarela.  Com os índices de refração do feixe amarelo.  pode­se ver  que o  feixe  inteiro  em  forma  de  arco­íris  é  desviado  de  sua  direção  de  incidência.  podemos  determinar  o  tipo  de  vidro  que  constitui  o  prisma  e  para  isso  recorremos a uma tabela onde o índice de refração está em função do número  de Abbe.  Uma  medida  simples de dispersão é dada pela separação angular entre os raios vermelho e  violeta.  Calcular  o  desvio  médio e o índice de refração para a emissão de Hélio (tendo em mãos o ângulo  de refringência A.  1 – Suporte p/ as lâmpadas usadas.  1 – Lâmpada de Hélio.  Materiais Utilizados:  1 – Espectroscópio.12  PARTE 2: DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE REFRAÇÃO E DO NÚMERO DE ABBÉ  DE UM PRISMA  Objetivos:  O  primeiro  passo  da  experiência  é  medir  o  ângulo  de  desvio  do  feixe  monocromático  amarelo  da  lâmpada  de  Hélio. o número de Abbe.  1 – Prisma (aquele usado na aula anterior).

. ABC (figura 1) representa uma seção do prisma.1 n F  .  É  o  que  se  chama  de  condição  de  desvio mínimo.  os  vidros  de  qualidade  óptica  são  especificados  pelo  índice  de  refração  n  e pela  dispersão  e  o  seu  tipo  é  designado  em base a  um  código  de  seis  dígitos  composto  de  duas  partes. Se o ângulo de incidência for igual ao ângulo de emergência (isto é AQ = AR).  Uma  mudança no ângulo do raio PQ na face AB. Em geral  apenas  as  faces AB e AC são  polidas. Se PQ é um raio de luz  monocromático que incide na face AB no ponto Q.13  De  modo  a  se  poderem  projetar  lentes  e  sistema  ópticos. 1 – Passagem de um raio pelo prisma.  o  ângulo  de  desvio  é  um  mínimo.  Fig. devido a refração em Q e em R.  segundo  o  qual  o  raio  incidente  foi  desviado  de  sua  direção  original  pelo  prisma  é  o  ângulo  de  desvio.  Vejamos  agora  o  comportamento  de  um  dado  raio  de  luz  que  incide  numa das faces de um prisma.  O  canto  que  passa  por A e  é  perpendicular  ao  plano do  papel  e  no  qual  se  encontram  as  faces  polidas  é  o  ângulo  refrator  do  prisma.  De  modo  geral.  O percurso do raio será PQRS. causará uma variação no ângulo de  desvio.n C  onde  nd  é o índice de refração em um comprimento de onda médio.  Os  três  primeiros  dígitos  descrevem o índice de refração nominal e os três últimos o número de Abbé ou  número u que é o recíproco do poder dispersivo  u d  =  n d  .  é  necessário  conhecer  o  índice  de  refração  dos  vidros  para  um  certo  número  de  comprimentos de onda ao longo do espectro.  nF  em um  comprimento de onda curto e  nC  em um comprimento de onda longo.  O  ângulo UTR.

 com uma lâmpada de Hélio  e  o  feixe  monocromático  emergente  amarelo. D  é o ângulo de desvio mínimo e  n  é o  índice de refração.  Se  fixa.14  Como estamos trabalhando com um prisma que é feito de um dado tipo  de  vidro  e  possui  um  ângulo  refrator  A.  2. que estará indicado.  no  goniômetro. variando a altura e depois medindo a referência.  Preparamos  a  mesa  de  experiência. e saia  do  prisma podendo  depois  ser medido  com  o  telescópio.  pode  ser  procurado  com  o  telescópio. olhando­se através da ocular.  anota­se  o  ângulo  em  que  a  luz  é  focalizada diretamente para termos o ângulo de referência.  Iluminar a fenda do colimador do goniômetro.  3.  Repete­se  esse  procedimento  três  vezes. Anota­se o ângulo onde o feixe é  focalizado.  então  um  prisma  na  base  superior giratória do espectroscópio com uma das bases encostadas nessa  base giratória.  E  depois  disso. .  Repete­se o procedimento para a lâmpada de Cádmio; anota­se o valor em  graus.  temos  que  o  índice  de  refração  é  obtido pela fórmula  sen  A + D  n= sen  2  A  2  onde A é o ângulo (refrator) do prisma.  Repete­se  esse  procedimento  três  vezes. se desvie. posicionado de tal forma que o feixe entre.  variando  a  altura.  retirando­se  o  prisma.  do  feixe  monocromático  emergente  vermelho  e  do  feixe  monocromático  emergente  azul. Para se determinar  n  deve­se conhecer A e D.  P rocedimento:  1.  A  face em  que  a  luz  incide  e  a  face  em  que  a  luz  emerge  devem  formar  entre  sí  o  ângulo  refrator A.

  e)  Atenção com o manuseio das lâmpadas.  ÂNGULO DE DESVI O  Observações:  a)  O ângulo de desvio é dado pela diferença entre o ângulo emergente e  o ângulo de referência.  b)  Obter a média dos desvios para cada linha espectral e verifique se o  desvio médio do feixe azul é maior que o do vermelho. pois as mesmas apresentam  uma temperatura elevada conforme o decorrer da experiência.15  Resultados:  Tabela referente aos resultados da lâmpada de Hélio (feixe amarelo):  ÂNGULO DE  REFERÊNCI A.  ÂNGULO  EM ERGENTE. Tem que ser  porque o índice de refração do azul é maior que o do vermelho.  ÂNGULO DE DESVI O  Tabela referente aos resultados da lâmpada de Cádmio (feixe azul):  ÂNGULO DE  REFERÊNCI A.  ÂNGULO  EM ERGENTE.  ÂNGULO  EM ERGENTE.  c)  A lâmpada deve estar alinhada com a fenda a uma distância de mais  ou menos 10 cm. .  d)  O prisma deve estar limpo.  ÂNGULO DE DESVI O  Tabela referente aos resultados da lâmpada de Cádmio (feixe vermelho):  ÂNGULO DE  REFERÊNCI A.

  b)  Deduzir a fórmula (1)  c)  Classificar o vidro do prisma.n C  (2)  Questionário:  a)  Provar geometricamente a condição de desvio mínimo.1 n F  .  sen  A + D  n= sen  u d  =  2  A  (1)  2  nd  .  associa­se  o  número  de  Abbe  na  abscissa  com  o  índice  de  refração na ordenada.16  Cálculos:  Calcular  n  para cada feixe  para obter o valor de ud . . utilizando a tabela abaixo  Comentário:  Na  tabela.

17  Tabela para classificação do prisma .

  comparar  com  os valores teóricos e calcular um erro experimental.  se  aumentarmos  o  valor  da  incidência.  Com  isso. que relaciona  os ângulos de incidência e refração com os índices de refração.  I ntrodução:  Lei da Refração e Ângulo Limite  A Lei de Refração é expressa pela Lei de Snell – Descartes.  usando  um  refratômetro.  se  aprende  como  utilizar  o  refratômetro  de  Abbe  através  de  alguns procedimentos – estes procedimentos serão descritos adiante.  e  Água  Destilada  –.18  PARTE 3: DETERMINAÇÃO DO ÍNDICE DE REFRAÇÃO DE LÍQUIDOS USANDO  REFRATÔMETRO DE ABBÉ  Objetivo:  O objetivo dessa experiência é medir os índices de refração de líquidos –  Hexano. . N) q2  =  ângulo de refração (ângulo que o raio refratado faz com a normal.  o  ângulo de refração (ou de incidência) será igual ao ângulo limite (L).  N)  Quando  o  ângulo  de  incidência  (ou  de  refração)  for  igual  a  90  graus.  Após  esse  ângulo.  Etanol.  o  raio  sofre  reflexão total.  n1sin (q1) = n2sin (q2)  n1  = índice de refração do meio 1  n2  = índice de refração do meio 2 q1  =  ângulo de incidência (ângulo que o raio incidente faz com a  normal.

  Girar a trava do prisma (8) para a esquerda até que seja possível abrir o  conjunto do corpo dos prismas.  Com  o  máximo  de  cuidado  fechar  o  bloco  movendo  para  isso  o  prisma  de  iluminação  até  poder  travá­lo  novamente.  Ajustar  o  espelho  para  iluminar  uniformemente  o  disco  graduado  de  cristal.  3. Inclinar a parte superior do aparelho até  que a superfície do prisma de medição fique na posição horizontal.  5. para permitir uma boa observação da escala. (b) O ângulo limite (L) sendo  um ângulo de refração.  4.  1.  2.  Para  operação.  A  utilização  do  refratômetro  de  Abbe  produz  uma  linha  marginal  mal  definida no visor  P rocedimento Experimental:  Nas  linhas  abaixo  será  descrito  todo  o  procedimento  para  a  determinação  do  índice  de  refração  das  amostras  das  substâncias  que  se  deseja medir.  Limpar  e  secar  bem  as  superfícies  dos  dois  prismas  e  também  das  molduras  metálicas  usando  um  lenço  de  papel  com  um  pouco  de  água  destilada ou éter.  Com um conta­gotas depositar 2 ou 3 gotas do liquido a ser medido na  superfície  do  prisma  de  medição.  o  refratômetro  deve  estar  bem  apoiado  e  com  um  sistema de elevação para ajustar­se à fonte de luz. .19  Figura A:  (a) O ângulo limite (L) sendo um ângulo de incidência. Evite deixar bolhas no líquido uma vez que elas reduzem o  contraste da linha limite.

5 ­ Posição de trabalho do refratômetro  6.  7. .  Procurar  lentamente  na  ocular  a  linha  de  separação. Colocar o aparelho na posição de uso.  8.20  Fig.  Com  a  linha  de  separação  nítida.  Aguardar alguns minutos até o liquido entrar em equilíbrio térmico com  o conjunto dos prismas.  é  possível  posicionar­se  a  linha  de  separação exatamente no ponto de intersecção do retículo.  Campo visual da ocular  9.  para  que  através  do  espelho  (9)  seja possível iluminar a abertura inferior do prisma de iluminação.  Se  houver  franjas  coloridas fazê­las desaparecer através do botão (4)  De modo a se obter uma linha marginal bem definida é necessário girar os  prismas de Amici por meio do parafuso recartilhado D.  Posicionar  a  fonte  de  luz  (halogênio).  variando  o  ângulo  de  incidência  através do botão  de  acionamento  (10).

  .: Cuidado para não misturar os líquidos.6 – O Refratômetro de Abbe  O  procedimento  para  abertura  é  inclinar  novamente  o  equipamento  a  metade  do  curso.  abrir  o  bloco  de  prismas  através  da  trava.  e  efetuar  a  limpeza das superfícies dos prismas.  recomenda­se  deixar  a  medição da amostra de cumeno por último.  Obs. o que permite seu uso  em  materiais  ácidos  desde  que  o  tempo  de  contato  da  substância  com  o  equipamento seja o menor possível.  O bloco dos prismas é construído de metal cromado.  Por  possuir  uma  remoção  mais  trabalhosa.21  10 1  2  3  4  5  6  11  7  1  2 8  9  Fig.

  1 ­ Refratômetro de Abbe.  o  número  d  observado  é  19.40.6572.358  n  1)  2)  3)  1)  2)  3)  1)  2)  3)  ÁGUA  DESTI LADA   1.  4 ­ Amostras das substâncias a serem medidas:  §  Hexano  §  Álcool etílico  §  Água destilada  1­  Algodão para limpeza  Dados Obtidos:  HEXAN O  ETAN OL  nd  (teórico)  1.427  Mater ial  Hexano  Etanol  Água  destilada  1. Observar que cada tabela  corresponde a um bloco de prismas do refratômetro.  para  isso  é  necessário  uma  tabela  que  fornece  os  valores  de  A.  logo  os  fatores  da .22  Lista de Material:  1 ­ Fonte.  1 ­ Lâmpada com filamento de Halogênio.  é  possível  determinar­se  a  dispersão  média  nF  ­  nC  e  o  número  de  Abbe  n  . Exemplo: Um vidro possui  um  índice  nD  de  1.  e  d  para  depois  calcularmos através da equação  nF  ­ nC  =  A  +  B d  .333  d  1)  2)  3)  1)  2)  3)  1)  2)  3)  Cálculos:  Determinação da dispersão  Depois  de  medido  o  índice  nD  e  o  número  do  tambor  d.  B.

 Deste modo é necessário girar os  prismas de Amici por meio do parafuso recartilhado para obter uma dispersão  igual. Os valôres de  A e  B  foram  interpolados.527.n c  = A + Bd  (3)  onde:  d =   leitura do compensador= fator de correção da aberração cromática  Os  valores  de  nd  não  exatos  pela  seqüência  da  tabela  deverão  ser  submetidos à interpolação geométrica para se obter os respectivos valores de  A e B.01524 x 0.6572 / 0.  Comentário:  Utiliza­se  lâmpada  de  Tungstênio.02405  B  = 0.5  n f .527 = 0.02405 + 0. mas oposta à causada pelos prismas de Abbe.  Com o valor de  nd  e calculada a dispersão média  nF –  nC  . e o de d por ser menor que 30 é positivo ( se fosse maior que 30  seria negativo):  nF  ­ nC  = A + B d = 0.23  tabela são:  A = 0.  por  ser  de  mais  fácil  manuseio  que  uma lâmpada de Sódio – que é monocromática amarela; com isso a luz branca  da lâmpada de Tungstênio será decomposta.01524 e  d= 0. . pode­se obter o  número de Abbe para cada amostra.03208  logo  n  = nD­ 1 / nF  ­ nC ®  n= 0.03208 = 20.

24 Tabela para o cálculo da Dispersão Tabela 1 ­ tabela  p/ calculo da dispersão .

  1  f = 1  p  + 1  p '  Esta  relação  é  conhecida  como  a  equação  de  Gauss.  Com  as  regras  de  construção  de  imagem  e  usando  semelhança  de  triângulos pode­se obter uma relação entre a distância focal  f  e as distâncias  do objeto  p  e da imagem  p'  ao centro óptico.  Inversamente.25  EX  ET  T ER  A D  DII ST  E X P ER    R I ÊN  E    N CI Ê  C I A 2    2 : D  A  : DE  E R M I  N   A N  A Çà Ç Ã O D  O DA    T S   N N CI C I A F  A    FO O CA  C A L  DE  L EN  DE  EL  L GA  D E L  E N T T ES  E S D  G A DA  D A S  Objetivo:  O  objetivo  dessa  experiência  é  determinar  a  distância  focal  de  lentes  delgadas  por  três  diferentes  métodos:  (a)  Bessel.  Ela  requer  uma  convenção de sinais para as distâncias  p  e  p'.  Quando  ela  formada  a  partir  do  prolongamento  dos  raios  luminosos  ela  é  dita  virtual e  p  >  0  e  p'  <  0.  (ao  entrar ou sair da lente).  ao  atravessá­la. que é chamado de foco. são cortes de uma esfera e.  eles  ou  seus  prolongamentos  se  encontram  em  um  ponto.  se  os  raios  incidentes  são  gerados  no  foco  eles  devem  sair paralelamente ao eixo óptico. Quando a imagem é formada a partir  dos  próprios  raios  luminosos  ela  é  dita  real  e  nesse  caso  p  e  p'  são  positivos. consequentemente. não é plana. Nas lentes esféricas uma das superfícies.  Quando  raios  de  luz  incidem  paralelamente  ao  eixo  principal  de  uma  lente. Isso permite definir um segundo foco para a  lente.  I ntrodução:  As  lentes  são  formadas  por  materiais  transparentes  (meio  refringente)  de  tal  forma  que  pelo  menos  uma  das  superfícies  por  onde  passa  a  luz.  ou ambas. .  (b)  autocolimação  e  (c)  associação. caracterizadas por  um raio de curvatura.  A  distância  entre  o  foco  e  o  centro  óptico  (o)  é  denominada  distância  focal.

  1­ Fonte de alimentação para a lâmpada. 2m .  1­  Lente de –400.  Lista de Material:  1­ Banco Óptico aprox.  por  sua  vez.  1­ Lâmpada com filamento de Tungstênio. ou equivalentemente (relação de triângulos) da relação  entre  p' e  p.  1­ Suporte de 3 pontos ajustáveis.  é  definida  pelo  recíproco da distância focal  V  = 1 f  e tem como unidade a dioptria (di).  1­ Placa metálica com fenda em formato de  F.  1­ Espelho plano de 1ª superfície.  Lensômetro  Lensômetro  é  um  instrumento  de  precisão  que  permite  a  medição  precisa da potência de uma lente. (será a fenda objeto).  1­ Condensador. por :  A = i  p ' =o  p  A  vergência  (potência)  de  uma  lente.  2­ Suporte de 3 pontos fixos (ajustados c/ sistema de mola)  1­ Lentes de +100.  1­ Lente com foco desconhecido. .26  A ampliação da imagem pode ser definida pela relação entre o tamanho da  imagem (i) e do objeto (o).  1­ Anteparo de madeira. +200 e +400.  1­ Vidro despolido.  1­ Trena.

 Se  S= distância entre as duas  posições X e Y.27  P rocedimento Experimental:  Nesta experiência será feita a determinação da distância focal das lentes  delgadas nos métodos expostos a diante:  a)  Método de Bessel:  O arranjo com lâmpada L .1 – Montagem experimental para o método de Bessel  f  ' = ( d  + s )( d  .+200.  s  Lx  Ly  f ’  . é usado  para  iluminar  o  anteparo  com  a  fenda  F. condensador C  e o vidro despolido V1.  Há  duas posições  em que  a  lente  pode  se  situar  X  e  Y  nas  quais  a  lente  projeta a imagem de  F  em  A . desde que  d > 4f .  Determinar  f ’  o desvio padrão e o erro percentual.s )  4 d  (1)  Verificar  a  distância  focal  das  lentes  fornecidas  +100. A lente a ser medida é colocada entre  F  e  A .+400  e  f. tem­se:  A Fig.  Esse  conjunto  é  montado  numa  extremidade do banco óptico e na outra extremidade é colocado um anteparo  branco  A .  . A distância entre F  e  A  é  d .  .  d  +100  +100  +100  +200  +200  +200  +400  +400  +400  f  f  f  .

  Fig.2 – Esquema de determinação da distância focal através do método da autocolimação. +200. Fazer as determinações  de f ’  para as lentes  +100. A distância focal da  lente é a distância da lente ao anteparo que recobre F. +400 e f.  Utilize  um  cartão  branco  cobrindo a metade da letra  F  para facilitar o alinhamento.  f ’  +100  +200  +400  f .28  b)  Método da autocolimação  Posiciona­se  uma  lente  X. e calcular o erro percentual.  a  imagem  de  F  refletida  sobre  ela  mesma.  cuja  distância  focal  se  deseja  determinar  aproveitando a montagem anterior e um espelho plano P  de primeira superfície  substituindo o anteparo Deslocar o conjunto até se obter sobre a fenda  F  uma  imagem.

 Finalmente. Repete­se o procedimento  substituindo a lente Y  por uma lente de foco desconhecido f. Localiza­se então a  posição da nova imagem que deve cair sobre o anteparo. pode­se  medir a distância da lente de –400 até o anteparo.  Fixar a lente convergente  X  (+200) na distância especificada na fig. A seguir. 3) dessa lente  X  .3 – Esquema para medição das distâncias no método da associação.29  c)  Método da associação (para lente divergente).  p1  p´1  ­400  400  e  250  f  400  250  p2  p´2  . 4 e  localizar a imagem da fenda  F  movendo o anteparo. coloca­se então  a  lente  Y  (­400)  entre  a  lente  convergente  e  o  anteparo  e  distante  de  uma  distância  e  (também especificada na fig.  p’1  p2 p1  Fig.

  através  do  botão  (4).  ligue  o  equipamento  utilizando  o  botão  liga/desliga  (3);  2­  Fixar a lente de foco desconhecido (f ) sobre a mesa (8);  3­  Girar  lentamente  o  “tambor”  (2)  até  que  seja  possível  observar  a  figura de imagem (circunferência pontilhada) através ocular (7);  4­  Centralizar  a  figura  de  imagem.30  Lensômetro  A  seguir  será  descrito  o  procedimento  para  obtenção  da  distancia  focal  da lente f:  1­  inicialmente verificar se o elipsômetro esta ligado ­ LED aceso – (1);  caso  não  esteja.  7  6  5  8  4  3  1  2  Fig. 4 Lensômetro.  afim  de  se  determinar o centro óptico da lente;  5­  Visualizar a vergência da lente através do dispositivo (6);  6­  Marcar o centro óptico da lente utilizando o botão (4). (Carl Zeiss) utilizado para medir vergência das lentes .

  Considerações:  No método da autocolimação.  com  os  respectivos  desvios  padrões  e  erros  médios  e  compará­los  com  os  valores nominais.31  Questionário:  A) Deduzir a fórmula de Bessel. . Para a lente de distância focal desconhecida (f) fazer  a comparação com o valor obtido através do lensômetro. é importante que os componentes estejam  precisamente alinhados.  B)  Determinar  os  valores  de  f’  em  cada  um  dos  métodos.

 hipermetropia e miopia.  é  conhecer  o  mecanismo  de  visão  do  olho.  Comparar ambas.  na  experiência  sobre o  olho  humano.32  EX  AD DO  O O  OL  LH E X P ER    R I ÊN  E    N CI Ê  C I A 3    3 : P A  : P R  R OP O P R  R I ED    DA  E  D ES  E S D  H O H  O H U U M A  N A  N O  (( M OD  EL  L O G  EO  OM M ÉT  )    DE  O  O GE    TR É  R I CO    O)  C  Objetivo:  O  primeiro objetivo.  I ntrodução:  O OLHO .  Já o segundo objetivo é calcular as potências totais teóricas (a partir das  distâncias  focais  nominais  das  lentes)  e  depois  calcular  as  potências  totais  experimentais  (a  partir  das  distâncias  focais  experimentais.  que  se  obtém  através  das  medidas  relacionadas  à  distância  do  objeto/lente/imagem). Assim.  assim  como  explicar  os  defeitos  de  visão:  presbiopia. encontramos maneiras de correção  para cada defeito.

  A  imagem de F é projetada por uma lente de f = +150mm em um anteparo V2  (este conjunto de lente e anteparo representa o olho). um condensador C e um vidro despolido V1 para  iluminar  um  anteparo  F  que  servirá  como  objeto  para  o  modelo  do  olho. .1 – Configuração para o modelo visão de longe. (a) Acomodação do olho (ver longe):  Para  esta  configuração  (disposição  afastada de F) a separação entre a lente (cristalino) e a chapa despolida V2 (retina) deve ser medida (~180mm).  1 ­ Fonte de alimentação.  2 ­ Suportes de 3 pontas fixo  1 ­ lente divergente (­ 400mm). + 400 mm). +200.  4 ­ lentes convergentes ( +100. +150.  P rocedimento Experimental: A) Acomodação do olho  Usa­se uma lâmpada L.33  Lista de Materiais Utilizados:  1 ­ Lâmpada com filamento de Tungstênio.  1 ­ Suporte de 3 pontas ajustáveis  1 ­ Vidro despolido  1 ­ Fenda “F ”  1 ­ Anteparo de madeira  1 ­ Trena.  Fig.

  Fig.  Nosso  olho  refocaliza  a  imagem aumentando  a  curvatura  do  cristalino.2 – Configuração para o modelo visão de perto. .  No  modelo  só  podemos  deslocar V2 para  colocá­la  na  posição  da  imagem.34  (b) Acomodação do olho (ver perto): deslocando­se  o  “olho”  na  direção  do  objeto  (F)  verifica­se  que  a  imagem  se  desloca  para  trás  do  anteparo.  A  posição  da  imagem  deve  aumentar  (nova  posição  240mm)  e  o  valor  da  acomodação é de 400mm.

  tomando  a  representação  convencional  do  olho  (no  modelo  “visão  de  perto”  .  Obtemos  então  em V2 uma  imagem  nítida  de F.  considera­se  que  o  “cristalino”  defeituoso  deva  ter  seu  foco  corrigido  associando­se  uma  outra  lente  –  que  servirá  de  óculos. .  Assim.  Ao  focalizarmos  essa  imagem  que  foi  mais  para  trás. 5 = 7 . 5  f '  0 .  1 1  1  1  + Þ = 5 + 2 . 40  f '  =  Fig.  Mas  como  a  condição  anatômica  do  olho  não  permite  esses  “deslocamentos”.  encontramos  a distância  sem  correção  (ou    a  distância  entre  lente  e  imagem  que  o  olho  teria  de  acomodar  com  o  “cristalino’’  nessas  condições).  Substituímos  a  lente  (+150)  pela  lente  mais  fraca  (+200):  a  imagem  ficará  então  atrás  de V2.35  B) Óculos  (a) Presbiopia:  é  devida  a  insuficiente  curvatura  do  cristalino. 20  0 .  Como  na  experiência  anterior  de  “acomodação  do  olho”  o  modelo  é  colocado  na  posição de  “visão  de perto”.3 – Arranjo para demonstrar o defeito de presbiopia.  de  modo  a  obtermos  de  novo  uma  imagem  nítida  devemos  colocar uma lente (+400) como “óculos” na frente do modelo do olho.

  Fig.4 – Arranjo para demonstrar o defeito de hipermetropia.  Seguindo  o  raciocínio  adotado  na  demonstração  anterior.  que  representa  o  fato  do  eixo  do  olho  ser  mais  curto. A separação  da  lente  (+150)  até V2 é  diminuída  a  150  mm. .  devemos  obter  as  medidas  sem  a  correção.36  (b) Hipermetropia:  é devida ao fato de um eixo do olho ser muito curto. O  modelo do olho é colocado na disposição de “visão de perto”.  Colocando­se a lente (+400) na frente do “olho” a imagem ficará nítida e aí  obtemos as medidas após essa correção.

. Tira­  se aqui também todas as medidas necessárias.  A  distância  da  lente  (  neste  caso  usa­se  uma de +100 para representar o defeito) até V2 é diminuída para 115 mm.  Acrescentando­se a lente (­400) a nitidez da imagem é restabelecida.5 – Arranjo para demonstrar o defeito de miopia.  Fig. O  modelo do  olho  é  colocado  na  disposição  para  “ver  de  longe”.37  (c) Miopia:  o  eixo  do  olho  é muito  longo.

  Calcular cada potência  (vergência) experimental  e tirar a média V(D)  400  405  410  B) ÓCULOS  (a) Presbiopia.38  Dados Obtidos e Resultados:  A) ACOMODAÇÃO DO OLHO.  Lentes : +400 e +200  1  2  3  p  400  405  410  p’sem correção  p’com correção  V(D) sem correção  V(D) com correção  .  Calcular cada potência  (vergência) experimental  e tirar a média  V(D)  870  875  880  (b) Visão de perto  p  1  2  3  Visão de perto  p’  Calcular o teórico.  Potência (Vergência) teórica:  f’ = distância focal nominal da lente (dado em metros)  (a) Visão de longe  p  1  2  3  Visão de longe  p’  Calcular o teórico.

  Lentes : +400 e +150  1  2  3  p  400  405  410  p’sem correção  p’com correção  V(D) sem correção  V(D) com correção  (c ) Miopia.  b)  Com  as  distâncias  focais  nominais  determinar  as  potências  totais  teóricas e depois com a ajuda das distâncias  p  e  p’. calcular as potências  totais experimentais. . falar sobre os defeitos de visão  e como corrigi­los.:  (1) Os cálculos são feitos em função das distâncias  p  e  p´  (2) Calcular as potências teóricas com e sem correção e tirar média.39  (b) Hipermetropia.  Calcular  as  potências  experimentais  com  e  sem  correção  e  tirar  média.  (3) Comparar valores teóricos e experimentais.  Lentes : ­400 e +100  1  2  3  p  870  875  880  p’sem correção  p’com correção  V(D) sem correção  V(D) com correção  Obs.  Questionário:  a)  Explicar como funciona a óptica da visão. Comparar ambas.

  Dos  raios que atravessam o diapositivo.  I ntrodução:  Os  sistemas  de  projeção  constituem  o  arranjo  mais  esquemático  para  exemplificar  quase  todos  os  sistemas  de  formação  de  imagens  mais  complexos. .  para  cada  uma  das  lentes:  Maginon. 1 – Sistema de projeção.  O  objeto  é  um  diapositivo  que  está  iluminado  ao  fundo  por  uma  lâmpada  de  projeção  L  de  boa  luminosidade;  a  imagem  aparece  ampliada  e  é  projetada  na  tela  T.  Projar  e  +200mm  ­  e  calcular  o  aumento  teórico de  cada  lente;  logo. muitos não são interceptados  pela pupila  da lente  de projeção  LP .  aparece  bem fraca. pode­se calcular  o  erro  experimental  do  aumento para cada lente.  Fig.  A  figura  1  representa  um  projetor  de  diapositivos.  Outro  objetivo  é  observar  um  retroprojetor  de  transparências  e  um  projetor  comercial  de  diapositivos  que  foram  desmontados  no  laboratório  e  explicar seu funcionamento.40  EX  ÓP PT S  E X P ER    R I ÊN  E    N CI Ê  C I A 4    4 : I A  : I N   ST  N  S T R R U U M E  N E  N T T OS  O S Ó    I CO  T    OS  C  PARTE 1: ESTUDO DO PROJETOR BÁSICO  Objetivo:  Um  dos  objetivos  é  determinar  o  aumento  médio  prático  do  projetor  básico.  Como  a  imagem  projetada  é  muito  grande.

  sem  o  conjunto  condensador C.  a  diferença  entre  projetores  de  filmes  cinematográficos e os projetores de diapositivos é que os primeiros projetam a  imagem da fonte no plano filme.  montado.  muitos  não  atravessam  o  diapositivo  nem  a  lente  de  projeção.  Na  grande  maioria.  observa­se  a  imagem  da  totalidade  de D.  1 – anteparo de madeira  1 – lentes convergente  200mm.  A  lente  condensadora  reorienta  os  raios  que  divergem  e  dirige­os para a lente de projeção .  deve  ser  projetada  por  meio  da  lente  (+200mm)  sobre  o  anteparo A.  Deve­se  iluminar  um  diapositivo  fotográfico D.  1 – suporte diapositivo.  1 – vidro despolido.  1 – paquímetro.  1 – Lâmpada halógena. com o intuito  de verificar.  1 – lente Maginon. Somente uma pequena secção do diapositivo irá aparecer.  de  36  mm  com  uma  lâmpada L.41  Dos  raios  que  saem  da  lâmpada.  P rocedimento Experimental:  O procedimento desta experiência compreende 3  etapas.  A  imagem  de D.  Consegue­se  a  melhor .  A  1ª  etapa  deste  procedimento  enfocará  o  papel  do  condensador  nos  aparelhos  de  projeção.  Para  aumentar  a  eficiência  do  sistema  óptico.  colocando  um  vidro  plano  despolido  entre  a  lâmpada L e  o  diapositivo D. Agora.  porém  a  intensidade  não  é  satisfatória.  1 – lente Projar.  por  isso  não  é  queimado  pela  imagem  quente  do  filamento da lâmpada.  1 – condensador.  em  geral o projetor de diapositivos utiliza um lente condensadora  LC  que fica logo  antes  do  diapositivo. Isso é possível principalmente porque o filme  está  em  movimento.  1 – trena.  A  distribuição  da  luz  na  imagem  é  melhor.  No retroprojetor a lente de projeção que têm dois elementos conta com  um espelho que reorienta o eixo óptico horizontalmente.  1 – diapositivo.  Material Utilizado:  1 – Fonte.  5 – Cavaleiros. analisar e fazer a medição no estudo do projetor básico.  3 – slides.

  verificar  com um cartão branco o local onde a lente colimadora focaliza a  imagem do filamento da lâmpada.  com  um  paquímetro.  Simultaneamente.  Para cada lente usada na experiência (+200.  o  tamanho  do  objeto  (no  diapositivo) e o tamanho da respectiva imagem projetada no anteparo e têm­  se também o aumento.  Posiciona­se. Neste local será posicionada e  fixada  cada  uma  das  lentes  de  projeção  que  iremos  estudar.  o  conjunto  lâmpada/  condensador/  suporte  diapositivo  juntos  para  iluminação  satisfatória  do  diapositivo.  Nesta  2ª etapa  da experiência.2 – Esquema do arranjo experimental.  Fig.  A  distância  da  lente  de  projeção  ao  anteparo  é  fixada  (1  metro)  e  então  coloca­se  o  conjunto  diapositivo  junto  à  lâmpada  e  condensador  e  assim  posiciona­se  este  conjunto  ao  longo  do  banco  óptico  até  focalizar  no  anteparo  a  imagem  ampliada  do  diapositivo e faz­se as medições.  2.  calcular  o  aumento. objetiva Maginon e objetiva  Projar).  primeiramente.  determinar  as  distâncias  do  objeto  (diapositivo)  à  lente  e  com  a  distância  dessa  lente  usada  ao  anteparo  já  determinada.42  iluminação com o uso do condensador C. .  Retirando­se por  um  instante  o  conjunto de  diapositivo.  mede­se. A  lâmpada L deve  ser  deslocada de  modo  a  fazer    com    que  a    imagem  do    seu    filamento  caia  sobre  a    lente  projetora  ( +200mm) para prosseguirmos com a próxima etapa. que compreende a etapa de medição no  arranjo experimental em estudo:  1.

  P(mm)  P’(mm)  i(mm)  o(mm)  1000  1000  1000  1  2  3  3º lente Projar.  Com as médias calcula­se os Aumentos tanto para  P   e  P ’  como para  i  e  o .  P(mm)  1  2  3  P’(mm)  i(mm)  o(mm)  1000  1000  1000  Cálculos:  A proposta é calcular o aumento para cada lente projetora.  Comentário:  Vemos que usando uma lente projetora Maginon 1:3. .43  Dados Obtidos:  1º lente +200mm.  A  idéia  é  obter  dois  aumentos  por  meio  de  cada  parâmetro  e  comparar  ambas.8 / f = 85mm observa­se que a qualidade da projeção é muito  superior à obtida com a lente simples de +200 mm.  Calcula­se um erro percentual entre esses dois aumentos (A).  Primeiro. tira­se a média dos três valores de P . P ’ .  P(mm)  P’(mm)  i(mm)  o(mm)  1000  1000  1000  1  2  3  2º lente Maginon. i e o .5 / f = 150 mm e a  lente Projar 1:2.

.  b)  Determinar o aumento no caso das lentes Maginon 1:3. f = 85 mm.8.5.44  Questionário:  a)  Determinar  o  aumento  do  projetor  básico  para  uma  distância  lente­  anteparo de 1 m.  c)  Utilizando o retroprojetor de transparências do laboratório observar os  elementos  constitutivos  e  suas  disposições  relativas. f = 150 mm  e Projar 1:2.  Fazer  um  esquema e explicar seu funcionamento. para lente  (+200).

  3 – Lentes convergentes:  +50.  1 – Fonte.  1 – Trena.  A  lente  que  fica  mais  perto  do  objeto.  fób  é a distância focal da objetiva;  foc  é a distância focal da ocular;  G é o comprimento do tubo.  facilmente  podemos  verificar  que.  temos  que  o  aumento (poder de ampliação) do microscópio composto é igual ao produto da  ampliação lateral da objetiva pela ampliação angular da ocular: é M  = [m ob ] ´ [M oc ] = ê ë G  ù é x pp  ù ú ú´ê f ' ob  û ë f oc  û onde:  Xpp  é a distância onde o olho focaliza a imagem ( » 25cm).  1 – Lâmpada halógena.  Na  sua  forma  mais  simples. A lente mais  próxima  do olho  é  a  ocular.  1 – fenda em forma de diafragma íris.  a  objetiva.  e opera  como uma  lupa  para  observar  a  imagem  formada  pela  objetiva. .  6 – Cavaleiros.  Será  possível  conhecer  o  microscópio  EDUVAL  4  e  suas  três  objetivas;  conseqüentemente calcular a potência de aumento para as três objetivas. calcular a potência de aumento total.  identificando  a  ampliação  lateral  da  objetiva  e  também  a  ampliação  angular  da  angular  .  I ntrodução:  O microscópio composto é usado para observar objetos muito pequenos  a  distâncias  muito  curtas.45  PARTE 2: ESTUDO DO MICROSCÓPIO  Objetivo:  Obter  o  comprimento  do  tubo  para  o  microscópio  montado  e  podendo  assim.  Materiais Utilizados:  1 – Banco ótico.  1 – Régua. que refere­se a  distância entre o segundo ponto  focal da objetiva e o primeiro ponto focal da ocular. +100 e +150mm.  1 – Anteparo de madeira.  A  ocular  é  projetada  para  se  localizar  de  modo  que  a  imagem formada pela objetiva caia sobre o seu primeiro ponto focal. Esta imagem é ampliada e invertida.  forma  uma imagem real do objeto.  Tomando­se  uma  gravura  esquemática  de  um  modelo  simplificado  de  microscópio  .  é  constituído  por  duas  lentes  convergentes.

  para se evitar ofuscamento.  Retira­se  o  cartão branco e coloca­se atrás da ocular (+100) o modelo do olho.  Montagem para o modelo simplificado do microscópio .  Para  a  observação  subjetiva  com  o  olho  (retirando­se  o  modelo  do  olho) é conveniente diminuir a corrente da lâmpada L. Ajusta­se a  seguir  a  ocular  (+100)  para  focalizar  essa  imagem  intermediária. Colocando­se um  diafragma  (íris) I após  a  objetiva  (+50)  obtém­se  uma  melhora  da  nitidez  da  imagem.  A  imagem  da  lâmpada L é  projetada pela objetiva (+50) sobre uma espécie de cartão branco. diminuindo a voltagem  de  12  para  6V  e  colocando­se  um  filtro  colorido  verde  na  frente  da  lâmpada.46  P rocedimento Experimental:  A)  Como  objeto  utiliza­se  a  espiral  da  lâmpada L. Observa­  se então na “retina” V2 do modelo uma imagem aumentada.

  X(mm) Õ P(mm) Õ objeto à lente objetiva  objetiva­ocular  1  2  3  4  5  60  65  70  75  80  ocular–olho  (mm)  Olho­retina  (mm)  60  60  60  60  60  Questionário:  a)  Encontrar  o  comprimento  do  tubo  (G)  para  o  microscópio  montado  e  determinar a potência de aumento total (M).47  Dados Obtidos:  Microscópio(modelo simplificado). .

  chamamos  de  telescópios  refratores  àqueles  que  apresentam  um  sistema  óptico  formado  por  lentes  e  de  telescópios  refletores aos que apresentam um espelho côncavo como objetiva.  de  uma  objetiva  que  fornece  uma  imagem  real  de  um  objeto  localizado  a  grandes  distâncias  para  uma ocular que fornece uma imagem virtual ao observador. determinar o aumento de cada um  dos telescópios montados e determinar os aumentos do telescópio Telementor  para  cada  uma  das  oculares  fornecidas  e  a  diferença  entre  os  telescópios  refratores e refletores existentes.  basicamente.48  PARTE 3: ESTUDO DO TELESCÓPIO  Objetivo:  Montagem do telescópio astronômico de Kepler.  Entre  esses  instrumentos.  Já como exercício de aprendizagem. montagem do telescópio  terrestre.  montagem  do  telescópio  de  Galileu  e  o  manuseamento  de  um  telescópio didático – Telementor.  I ntrodução:  Os  telescópios  são  instrumentos  ópticos  de  observação.  Telescópios Refratores e Refletores  Alguns tipos de telescópios refratores: · · · Telescópio astronômico de Kepler Telescópio terrestre Telescópio de Galileu  Alguns tipos de telescópios refletores: · · · Telescópio Newtoniano Telescópio Gregoriano Telescópio de Cassegrain .  pois  formam  uma imagem virtual final do objeto sob maior ângulo visual e são destinados à  observação de objetos distantes. apresentando os princípios de funcionamento  e citando exemplos.  Os  telescópios  são  constituídos.

  É  possível  retirando­se  o  modelo  do  lugar  e  olhando­se  diretamente. que é iluminada pelo conjunto iluminador  formado  pela    lâmpada  L  mais  o  colimador  C  e  o  vidro  despolido  V1.49  Materiais Utilizados:  1 – Fonte para  a  lâmpada. A fisiologia do processo  de  visão.  1 – anteparo F  (objeto).  Telescópio  terrestre e Telescópio de Galileu.  entretanto. a imagem ereta de  F.  1 – Lâmpada halógena.  1 – trena.  1 – vidro despolido.  também  lateralmente. Procura­se a imagem com um cartão branco  c)  Verifica­se  que  a  imagem  formada  é  invertida  ;  coloca­se  então  a  ocular  (  lente  de  +100  ).  b)  Monta­se  a  uma  distância  de  3m.+100.  1)  Telescópio astronômico de Kepler:  a)  Tendo como objeto a letra F.  a  lente  (+  600)  que  serve  como  objetiva do telescópio.+150 e+600 mm. A imagem de  F  também é projetada ereta na retina do olho.  1 – lentes convergentes e divergentes: ­100.  que  consiste  na  montagem  de:  Telescópio  astronômico  de  Kepler.  separada  pela  sua  distância  focal.  A  figura  1  a  seguir  mostra  o  arranjo  experimental  para  podermos  montar esse modelo de telescópio. até alcançar o objeto F.+50.  d)  Atrás da ocular coloca­se o modelo do olho. Pode­se ver na “retina”  V2  .  9 – Cavaleiros.  1 – lente colimadora.  verifica­se  os  raios  de  luz  provenientes  desta  lâmpada.  afastada  dessa imagem.  1 – anteparo  P rocedimento Experimental:  O  procedimento  abaixo  descrito  refere­se  ao  exercício  de  prática. com a retirada do cartão branco. uma observação subjetiva.  que  passam  pelo colimador e pelo vidro despolido.  faz  com  que  apareça  invertida. .

  o  comprimento  do  tubo  do  telescópio  terrestre  é  aumentado de 4 vezes a distância focal da lente inversora em relação . Pelo processo de visão. quando  não  se  usa  a  objetiva  e  a  ocular.  Pode­se ver que o modelo do olho mostra uma imagem menor.  e)  Nesse  modelo. Essa imagem é procurada de novo com o cartão a cerca de 10  cm após a lente (+50).  Uma  visão  subjetiva  é  possível  retirando­se  o  modelo  do  olho  e  olhando diretamente a imagem.  Atrás  da  ocular  é  colocado  o  modelo  do  olho. vê­se uma imagem ereta. Procura­se com o anteparo a imagem de F.  forma­se  novamente  com  a  lente  (+600).  c)  Coloca­se  a  seguir  a  ocular  (+100)  separada  pela  sua  distância  focal  dessa  imagem  intermediária. 1 – Montagem experimental para Telescópio astronômico de Kepler.  d)  Na  “retina”  V2  do  olho  aparece  uma  imagem  invertida  (também  lateralmente) de  F.  b)  A  lente  inversora  (+50)  é  colocada  a  cerca  de  10  cm  (dobro  da  distância  focal  desta  lente  inversora)  da  imagem  projetada  no  cartão  branco.  Calcular  o  aumento  teórico  do  telescópio  utilizando a relação abaixo:  M  =  distância focal da objetiva  distância  focal da ocular  2)  Telescópio terrestre:  a)  Com  o  arranjo  utilizado  na  parte  (1)  L +C+V1  .  usada  como  objetiva do  telescópio  a  imagem  no  cartão .50  Fig.

.  mantendo­se  a  imagem  ereta  e  introduzindo­  se  dois  prismas  retos  de  Porro.  Aumento  = fob / foc  = 600 / (­100)  =  ­ 60 mm.  perpendiculares entre si. 2 – Montagem experimental para telescópio terrestre.51  ao telescópio astronômico. É possível obter um encurtamento do tubo  do  telescópio  terrestre.  b)  Acha­se  o  foco  com  o  cartão  e  coloca­se  a  lente  de  (­100)  10  cm  à  esquerda e o mais próximo possível desta lente coloca­se o modelo do  olho.  3)  Telescópio de Galileu:  a)  Prossegue­se  ainda  com  o  mesmo  arranjo  L +C+V1  e  F.  Fig.  Comprimento do tubo  = f ob  +  foc  = 600 ­100 = 500 mm.  como  nos  anteriores.  como  os  utilizados  nos  binóculos.

 3– Montagem experimental para telescópio de Galileu.52  Fig.  Dados Obtidos:  1º)  Telescópio astronômico  P(m)  objetiva­ocular (mm)  ocular  ­olho(mm)  olho­r etina(mm)  ocular  ­olho(mm)  olho­r etina(mm)  ocular  ­olho(mm)  olho­r etina(mm)  1  3000  2º) Telescópio Terrestre.  P(m)  1  objetiva­  inver sor a  inver sor a­  ocular   3000  3º) Telescópio de Galileu.  P(m)  1  3000 objetiva­ocular (mm)  .

  b)  Explique  a  diferença  entre  os  telescópios  refratores  e  refletores  existentes.  citando  exemplos  e  apresentando  princípios  de  funcionamento de cada um deles. isso por  quê não apresenta imagens intermediárias – graças à utilização de uma lente  divergente.  Comentário:  Nota­se que para a montagem dos telescópios de Kepler. Terrestre e de  Galileu.53  Cálculos:  a)  Para  as  montagens  do  Telescópio  de  Kepler.  temos  tubos  (distância  entre  objetiva  e  ocular)  com  medidas  diferentes. sendo que o telescópio de Galileu é o que tem menor tubo.  Questionário:  a)  Determine os aumentos de cada um dos telescópios montados. .  Telescópio  terrestre  e  Telescópio de Galileu devem­se determinar os aumentos M.

  comprova­se  experimentalmente  a  validade  da  lei  através  da  distribuição  dos  valores  que  serão  medidos  e  comparando­os  com  aqueles  que  serão  obtidos  teoricamente  pela  equação.  é  a  separação.  A  Lei  do  inverso  do  quadrado  da distância  vale  para  fontes  e  detetores  puntiformes.  a  partir  da  qual  pode­se considerar válida a equação do inverso do quadrado da distância.  Como  regra  pratica.  Assim.  Nessas  condições. Ela  depende do formato e do tamanho das superfícies do emissor e do detector.54  EX  P ER  : C  CO  OM MP VA  A Çà A L  LE  EII  (  E XP E    RII ÊN  Ê    N CI C I A 5    5:  A    RO    OV  R  Ç Ã O D  O DA   ( F F OT  O T OM O M ÉT  É    T RI R I CA  C    A )  DO  R SO  DO  O Q  QU  UA  A DR  DA  A D  DII ST  ÂN D O II N   VE  N  V ER  S O D  D R A A DO  D O D    T  S  N CI C I A A    . temos que os ângulos espaciais em consideração são  pequenos.  escolhe­se o maior. que é dada por  E 0 =  I 0  W 0  r 2  relaciona grandezas relacionadas à luminosidade em um dado espaço e sendo  que  no  caso  E  é  igual  à    irradiância  produzida  por  uma  fonte  puntiforme;  I  corresponde à intensidade luminosa; e  r  como sendo a distância entre a fonte  puntiforme e a superfície irradiada (também pontual).  r 0.  I ntrodução:  A equação da Lei do inverso do quadrado da distância. Considerando que as dimensões da fonte e detector são pequenas  em relação à distância  r .  Quando  os  diâmetros  não  forem  iguais.  mas  depende  da  precisão  de  medida  desejada. O  valor  de  r 0  não  é  constante. .  através  da  comparação feita através das curvas de um gráfico que será construído.  Objetivo:  Comprovar  a  validade  da  lei  do  inverso  do  quadrado  da  distância  considerando que as dimensões da fonte e detector são pequenas em relação à  distância  r. nessa experiência serão medidos os valores de  E  para diferentes  distâncias e assim poderá se comprovar a validade da lei.  r  deve  ser  aproximadamente  10  vezes  maior  que  os  diâmetros  do  emissor  e  do  detector.  A  separação  limite  fotométrica.

 Fechar gradualmente a  íris até chegar à leitura de 3 mW.  1 – régua. Essa é a  primeira leitura.8 nm.  1 – banco óptico  3 – cavaleiros.  1 – diafragma.  c)  Marcar  no  banco  óptico. Colocar o  detector atrás do diafragma íris e olhando atrás do diafragma alinhar o  detector  com  o  orifício  desse  diafragma  íris.55  Lista de Materiais Utilizados:  1 – Fonte de alimentação para a lâmpada. .  posições  sucessivas  para  a  lâmpada.  a)  Colocar o suporte com a lâmpada halógena no banco óptico. Bloquear a lâmpada ou o detector e verificar o zero do  medidor. Como o sistema  “célula  +  medidor”  é  utilizado  na  medida  potência  de  lasers  de  He­Ne.  P rocedimento Experimental:  Nesta  experiência  será  utilizada  uma  lâmpada  halógena  de  25  W  com  filamento  pequeno  e  concentrado.  O  diafragma  íris  formará  o  orifício e imediatamente atrás será colocado o detetor. Colocar  o  knob  do  microamperimetro  na  escala  máxima  (a  de  menor  sensibilidade).  1 – Lâmpada halógena de 25 W. usando a escala de 3 mW.  e  colocá­la  na  primeira posição a 10 cm do conjunto detector.  com  um  lápis.  Medir  as  alturas  dos  elementos e ajusta­las.  Cuidado:  Não  forçar  as  palhetas  do  diafragma  íris.  b)  Usando a trena medir a distancia entre o diafragma íris e o filamento  da lâmpada. Já que o sistema é linear em potência.  usando­se  apenas  os  valores  lidos  e  podendo  atribuí­los  diretamente  ao  valor  de  E.80 ou 1 m).  satisfazendo  a  condição  de  fonte  de  luz  pontual.  1 – detector de silício  1 – microamperímetro  1 – cabo coaxial  1 – trena. distantes de 10 cm uma da outra (até 0.  Cuidado: Não tocar a lâmpada com os dedos. Ela será acoplada a um microamperímetro.  Nota: Aguardar até que o ponteiro do medidor se estabilize.  suas  escalas são em mW para 632.  Acender  a  lâmpada  na  opção  de  6V. ele  pode  ser  utilizado  nesta  experiência. Ajustá­la para 10 cm. O  detetor  é  uma  célula  solar  de  silício  que  gera  sua  própria  corrente  quando iluminada.  pois  são  muito  frágeis.

  C)  Comparar  as  duas  curvas  e  através  dos  coeficientes  angulares  discutir  os resultados. .cm 2  Questionário:  A)  Traçar  o  gráfico  em  papel  di­log  dos  valores  do  sinal  em  função  de  r. ­ ida  Medida experimental  (volta)  E0exp. ­ volta  Valor teórico  E0T  1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  Sendo  I  correspondente à intensidade da lâmpada.56  Dados Obtidos:  E0  =   mW  Posição da  lâmpada ( r )  Medida experimental  (ida)  E0exp.  B)  Traçar  a  curva  teórica  esperada  a  partir  do  mesmo  valor  da  leitura  inicial. obtemos da equação  I =300 mW. se necessário.  Estimar os erros das leituras levando em conta as oscilações do ponteiro  do medidor.0 mW. temos que. para o primeiro  valor de  E= 3.

  ­  JENKINS.  vol. J. 1990.  R.  2ª E. São Paulo. E.  Rio  de  Janeiro. Co.  D. Óptica. 1987.  Fundamentals  of  Optics.  New Jersey Prentice Hall. R. McGraw­Hill Book Co.  ­  MEYER­ARENDT. 1992.  Würzburg. 1987.  Vogel  Bucherverlag.  ­  HALLIDAY.  ­  TIPLER – Física.  CRC  Press. 1987. 1995.  São  Paulo. Fundação Gulbenkian.  A.  ­  SMITH. Rio de Janeiro. Edusp. 4ª Ed.  Singapore. 1984. vol. Lisboa. .  ­  SALMERON.  F. 1960.  David  R.  Física.  W.  and  WHITE. Matt.  H.  E.  Florida. R. Física: Fundamentos e Aplicações.  Modern  Optical  Engineering. Addison­Wesley Publ.  ­  FOLMER­JOHNSON.  Tore  Nils  Olof.  Livros  Técnicos e Científicos.  1987.  Óptica  e  Física Atômica. Ed.  ­  EISBERG E LERNER.  4. vol 3.  Handbook  of  Chemistry  and  Physics.57  B ER  RA B I B  L B  L I O   GR  O  G R A A F F I A G   A GE  A L  L  ­  HECHT.  ­  LIDE.  ­  CINTRA DO PRADO – Óptica Geométrica.  N. Mass.  e  RESNIK.  ­  SCHRÖDER. 1990. Óptica e Lasers.  McGraw­Hill  Book Co. 73ª Ed. E.  ­  YOUNG. Livros Técnicos e Científicos  Ltda.  Technische  Optik. Optics.  F. 1961. 1998.  York.  ­  PAULI e outros – Física.  e  outros. vol.  G. Reading.  Física:  Ondas  Eletromagnéticas.J. 4.  ­  SEARS.  Elementos  de  Óptica. Cupolo.  ­  HECHT. Introduction to Classical and Modern Optics. Introdução à Óptica.2.