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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA (...

) VARA DE FAMÍLIA E
SUCESSÕES DA COMARCA DE TERESINA - PIAUÍ

Autos do Processo nº 2005.40.00.004288-7

YYYY, brasileira, casada, lavandeira, residente e domiciliada na Rua .....,
n.º ....., Bairro Parque Nailândia, Teresina, Piauí e ZZZZ, casada, lavandeira,
residente e domiciliada na Rua 08, nº 0235, Bairro Parque Itararé, nesta
Capital, por intermédio de seus advogados e bastantes procuradores,
Raimundo Oliveira Lima Júnior e Pownagh Cícero de Carvalho Alencar
(procuração em anexo), com escritório profissional sito à Rua
Hepaminondiscleta, nº 123, Bairro Aerodrinaldo, Teresina, Piauí, onde
recebem notificações e intimações, vem mui respeitosamente à presença de
Vossa Excelência apresentar
CONTESTAÇÃO
à Ação de Reconhecimento de União Estável, proposta por FFFF, pelos
motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.
PRELIMINARMENTE
1. DO INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL
Considera-se inepta a petição inicial, segundo o § único, inciso II, do
art. 295 do CPC, quando "da narração dos fatos não decorrer logicamente a
conclusão" ou ainda, segundo o mesmo parágrafo, inciso IV, "contiver
pedidos incompatíveis entre si"
No processo em questão, a petição inicial apresentou-se eivada de erros
que.
Aponta a Autora um convívio de vinte cinco anos, mas não especifica em
nenhum momento quando essa relação realmente começou, só aponta a
data da morte como o fim da relação, não apontando se quer onde
supostamente a requerente vivia como o de cujus, pois o endereço dado

por não ter sido intimado o representante do INSS. Na inicial. não se pode julgar o mérito quanto a possibilidade de pensões. onde não foi informado desde quando reside no referido endereço. pelo princípio da ampla defesa e do contraditório. também alega que se casou eclesiasticamente com o de cujus dez meses antes do seu falecimento mais não traz nenhuma prova de tal feito. persistiu a Autora nos mesmos erros. por 25 (vinte e cinco) anos (até o dia 20 de abril de 2004. Da simples análise na formulação da inicial. Foram citadas as herdeiras responsáveis pelo espólio e o Ministério Público na função de custus legis. como também não traz provas de que de que realmente teve uma vivencia marital com o de cujus. o pedido é juridicamente impossível. formando litisconsórcio por intimar cada responsável pela ação para litigar. Ocorre que em nenhum momento. Pela exposição supra. 2. vê-se claramente a sua inépcia. 3. já que as únicas provas que ela traz são possíveis testemunhos a seu favor. DA FALTA DE INTIMAÇÃO DE LITISCONSORTE NECESSÁRIO Causa de inépcia da inicial é a falta de intimação do litisconsorte necessário. o Instituto Nacional de Seguridade Social foi citado. A Requerente. DO MÉRITO Alega a Autora que conviveu maritalmente com o Réu. eis que possibilitado o direito da correção. pois apenas o INSS tem poder para litigar sobre benefícios previdenciários do regime geral. requer-se o indeferimento da inicial. DA INCOMPATIBILIDADE DE PEDIDOS Para a admissibilidade de cumulação de pedidos em um mesmo processo é necessário que recaiam sobre o mesmo réu ou que haja compatibilidade entre a causa de pedir. a autora afirma que é aposentada. apontando fato sem pedir a intimação do órgão responsável para tal fim (INSS). No entanto. A Autora alega que existiu união com o de cujus e que por esta razão pode pleitear as pensões ao INSS. o que gera a presunção de . Da união descrita não advieram filhos.pela requerente trata-se de uma casa construída em terreno de invasão. XXXX veio a falecer). Por esta razão. data em que o Sr.

A casa na qual reside a parte demandante é dita como imóvel obtido pelo casal. seria necessário intimar o proprietário do imóvel. DOS FATOS COMPROVADOS A Requerente afirma ter tido uma união que perdurou 25 anos. XXXX veio a falecer. XXXX na Igreja de Nossa Senhora de Aparecida. parque Itararé. Informa que no dia 15 de junho do ano de 2003. Não é apresentado em nenhum momento prova que ateste a duração da união. a autora não alega que dependia financeiramente do de cujus. no entanto não apresenta nos autos provas do fato alegado. no presente município. documentos que atestem a compra de bens móveis entre outros). As provas sobre a existência da união estável são meramente testemunhais (são foram anexados aos autos fotos da convivência. 2. não pode ser garantido com as provas anexadas ao processo. localizado na Rua 07. fruto da invasão de um terreno. Local onde reside atualmente. Já que não afirma em nenhum momento ter dependido economicamente do de cujus. 4. casou-se com o Sr. 3.possuir rendimentos suficientes para sua subsistência. uma vez que o objeto não pertencia ao de cujus. Desta feita. quando o Sr. a autora não necessitaria de pensões previdenciárias em relação à morte do pretenso companheiro. Portanto. além de informar que é aposentada. findada em 20 de abril de 2004. nº 2536. DOS RENDIMENTOS AUFERIDOS PELA AUTORA Em sua inicial. Não apresenta uma relação de bens móveis. DOS BENS DO REQUERIDO . A autora informa que se casou eclesiasticamente com o pretenso companheiro. Apenas informa a existência de um imóvel construído em terreno de invasão. não há possibilidade de realizar o arrolamento da casa. Para realizar tal procedimento. no entanto mais uma vez não apresenta documentos que provem o alegado. o que gera a presunção de que a demandante podia se subsistir sem o auxílio econômico do dito companheiro. que o convívio marital de vinte e cinco anos alegado pela autora. Frisa-se então.

inicialmente.333. o bem que a Autora pretende dividir não lhe comporta uma parcela sequer. eis que não possuía ao companheiro. uma vez que esta não demonstra ter dependido economicamente com pretenso companheiro em nenhum momento. Sob esse aspecto. art. o que neste caso . ao não intimar o INSS em uma ação que apenas este pode litigar. DO DIREITO ALEGADO A Autora fundamentou seu pedido. 295. Apenas citou a existência de uma casa onde residia com o de cujus. este fato torna inepta a petição quanto à capacidade de pleitear os benefícios. Portanto. DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ A Autora. com seu pedido descabido e infundado. mas que estas NÃO SÃO SUFICIENTES PARA ATRIBUIR TOTAL VERACIDADE AOS FATOS ALEGADOS. num direito sem as provas necessárias para o reconhecimento da união estável. apenas vêm confirmar que se reconhece o direito para ações declaratórias de união estável post mortem com base em prova testemunhal. Ainda que sendo emendada a inicial. o INSS integre o pólo passivo da ação. 7. Afirma a existência de união estável por base no testemunho de três pessoas. nenhum direito lhe ampara. CPC. não apresentou mais nenhuma prova material. onde não apresentou nos autos nenhuma prova do alegado. no entanto não solicita o chamamento do INSS ao processo.295. Segundo o CPC. A demandante pede que seja concedido benefício previdenciário. não há possibilidade de concessão de benefícios à autora. Sendo que também afirmou a existência de um casamento eclesiástico. o ônus da prova cabe ao autor. I. afrontou o disposto no art. trata-se de fruto de invasão. A vasta Doutrina e jurisprudência bem como os textos legais reproduzidos na inicial. Assim não se pode acrescentar ao espólio bem que não seja de propriedade do alegado companheiro. CPC.A autora não apresentou relação de bens. Segundo art. Ocorre que a casa não era propriedade do mesmo ou da demandante. 5.

Assim afirma se que há falta de interesse processual. posteriormente.Juízo. uma vez que a parte demandante não apresentou em nenhum momento fatos que atestem a necessidade da ação ou mesmo fatos que permitam que esta transite. em audiência a ser determinada pelo MM . em direito admitidas. testemunhas e juntada de documentos que não vieram com a defesa por não obtidos em tempo ou porque novos à lide. Advogado OAB/xx Advogado OAB/xx .II.não ocorreu. Por sua conduta. Por precaução. 17 do CPC. requer-se sua condenação nas penas do art. eis que inclui-se perfeitamente nos incisos I. todas.III e V do art. pelos fundamentos e provas trazidas à luz. Aguarda merecer deferimento. especialmente depoimento pessoal da Autora. DOS REQUERIMENTOS Pelo Joeirado. requer seja de chofre recebido o presente feito. determinando-se: a) acatar a preliminar de inépcia da inicial. b) acatar integralmente a presente DEFESA. extinguindo o processo sem julgamento de mérito. ou no mínimo culposa. julgando-se totalmente improcedente a ação proposta pela Autora. Requer-se ainda. dolosa. requer-se a oportunidade de apresentar em juízo. 16 do CPC. c) condenar a Requerente em custas e honorários de advogado. como fundamentado acima. bem como litigância de má-fé. a produção de provas. com a defesa. cópia autenticada dos documentos juntados em cópias de fax.