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CONSTRUÇÃO CIVIL 2

Prof. Sérgio Alves dos Reis
Engenheiro Civil

ALVENARIA ESTRUTURAL

Construção Civil I
Prof. Sérgio Alves dos Reis

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Entendendo a sua história
Século XVII:
princípios de estatística são aplicados para a investigação
de domos e arcos; e
A Alvenaria estrutural começa a ser tratada como
tecnologia de construção.
Séculos XIX e XX:
são realizados testes de resistência de elementos de
alvenaria em vários países;
no entanto, ainda se elaborava o Projeto de Construção
com métodos empíricos de cálculo;
por isto, edifícios apresentavam limitações técnicas:
• espessura excessiva das paredes; e
• falta de precisão no cálculo da
resistência de sua estrutura.
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Construção Civil II
Prof. Sérgio Alves

e tem paredes de 1. Chicago foto de 1894 161 na época. 65m de altura. baseadas em métodos empíricos de cálculo. Sérgio Alves . edifício que possui 16 andares. estruturado em paredes portantes.Entendendo a sua história construído entre 1889 e 1893. o edifício foi considerado o limite dimensional máximo para edificações com estrutura de alvenaria. e Monadnock Building. Construção Civil II Prof.8m de espessura.

Entendendo a sua história Caso esse edifício tivesse sido dimensionado com base nos procedimentos construtivos utilizados atualmente. Monadnock Building. Chicago foto de 1894 162 Construção Civil II Prof. empregando os mesmos materiais. Sérgio Alves . acreditase que a espessura de suas paredes seria inferior a 30cm.

a baixa velocidade de construção. devido às dimensões excessivas das paredes. 163 Construção Civil II Prof.Entendendo a sua história Três fatores concorriam para uma baixa aceitação de edifícios altos em alvenaria portante na época: a alta aceitação da alternativa industrial emergente de estruturas de concreto armado e metálicas. a perda de espaço. Sérgio Alves .

na Califórnia. a proibição foi aplicada aos demais códigos de construção por todo o território norte-americano de 1950. Então. o impacto da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) sobre a construção civil foi sentido quando resultou numa enorme escassez de materiais de construção no continente europeu. e na Europa. Sérgio Alves . posteriormente. 164 Construção Civil II Prof. surgiram alguns edifícios de maior porte construídos em alvenarias estruturais. houve em 1933 o terremoto de Long Beach. tendo como agravante principal a falta de aço. o que forçou o governo americano a proibir construções em alvenaria simples nesse Estado e.Entendendo a sua história A partir de 1950: nos Estados Unidos.

fundamentadas em extensas bases experimentais.Entendendo a sua história A partir de 1960: há a disseminação dos sistemas de Estrutural por todo o mundo. e a execução da obra passou a ser feita com critérios mais bem definidos. de novas tecnologias o Projeto estrutural das edificações começou a ser baseado em princípios validados cientificamente. 165 Construção Civil II Prof. a intensificação de novas pesquisas gerou: Alvenaria a criação de novas teorias. Sérgio Alves . o desenvolvimento construtivas.

Sérgio Alves . as primeiras obras feitas em Alvenaria Estrutural foram os edifícios construídos em 1966. e • apresentam blocos de concreto de 19cm de espessura. no Conjunto Habitacional Central Parque da Lapa: • conjunto de edifícios que possue 4 pavimentos. SP Construção Civil II Prof.Entendendo a sua história A partir de 1960: No Brasil. 166 Edifício de 4 Pavimentos. na cidade de São Paulo.

Sérgio Alves . no Conjunto Habitacional Central Parque da Lapa: mais 4 edifícios de 12 pavimentos foram erigidos nesse mesmo Conjunto Habitacional. Edifício de 12 Pavimentos. na cidade de São Paulo. as primeiras obras feitas em Alvenaria Estrutural foram os edifícios construídos em 1966.Entendendo a sua história A partir de 1960: No Brasil. estes últimos foram considerados os mais importantes marcos arquitetônicos em Alvenaria Estrutural no país. SP 167 Construção Civil II Prof.

Entendendo a sua história A partir de 1960: Um exemplo de edificação feita em Alvenaria Estrutural na Cidade de Belo Horizonte: Torre de 18 Pavimentos 168 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .

em Alvenaria Construção Civil II Estrutural. Prof. no bairro Planalto. Sérgio Alves . sendo que 4 pavimentos foram construídos em concreto armado e o outros 14 andares. na Zona Norte da cidade. número 64.Entendendo a sua história A partir de 1960: Um exemplo de edificação feita em Alvenaria Estrutural na Cidade de Belo Horizonte: • edifício feito pela empresa construtora Protenco Comercial e Construtora Ltda. e 169 Torre de 18 Pavimentos • é composta de 18 pavimentos. • a obra é localizada à Rua Doutor Cristiano Guimarães..

em diversas cidades brasileiras. testes experimentais e normatizações oficiais de todos os aspectos técnicos desse sistema construtivo ocasionaram: 170 • que ele pudesse ser aplicado para estruturar construções de maior porte. que se iniciou da década de 1980. na década de 1970. . e a partir de 1990. pesquisas científicas. a disseminação desse sistema construtivo por causa da construção em larga escala de conjuntos habitacionais para públicos de baixa-renda. e • que certas deficiências e patologias construtivas fossem paulatinamente sendo superadas.Entendendo a sua história Três fatores principais para a disseminação da Alvenaria Estrutural em território brasileiro: o aprimoramento das técnicas de fabricação e de utilização dos blocos estruturais sílico-calcários e dos blocos cerâmicos.

Sérgio Alves . piscinas. escolas. etc. prédios residenciais multi-familiares ou comerciais. muros de arrimo. reservatórios (inclusive circulares). 171 Construção Civil II Prof. hotéis. silos. hospitais. Galpões industriais..Entendendo a sua história As possibilidades de uso da alvenaria estrutural são muitas: habitações uni-familiares. de baixa e grande alturas.

Sérgio Alves . Em São Paulo. não é rara a construção de edifícios habitacionais de 10 a 20 pavimentos em alvenaria estrutural armada. Minas Gerais e Goiás. execução e controle de obras em alvenaria estrutural e o sistema começa a difundir-se em diversos outros estados da federação. nosso país já conta com diversas normas da ABNT para cálculo. 172 Construção Civil II Prof.Entendendo a sua história Hoje.

Seus elementos básicos (paredes) desempenham nas edificações dupla função. Sérgio Alves . vedação e resistência.Conceitos Básicos Alvenaria Estrutural: É toda a estrutura em alvenaria. ou seja. 173 Construção Civil II Prof. dimensionada por procedimentos racionais de cálculo para suportar cargas além de seu peso próprio.

Conceitos Básicos Condicionada à função das armaduras a alvenaria estrutural pode se subdividir em: Alvenaria Estrutural Não Armada Alvenaria Estrutural Armada Alvenaria Estrutural Parcialmente Armada Alvenaria Estrutural Protendida  174 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .

estas armaduras. Sérgio Alves . no entanto. são importantes para dar ductilidade à estrutura Além de: Evitar fissuração em pontos de concentração de Tensões Colaborar na segurança contra cargas não previsíveis 175 Construção Civil II Prof. não sendo consideradas na absorção dos esforços. Sendo alvenaria frágil.Conceitos Básicos Alvenaria Estrutural Não Armada: Quando não possui armaduras ou estas são colocadas com finalidade construtiva ou de amarração.

Sérgio Alves .Conceitos Básicos 176 Construção Civil II Prof.

para absorver os esforços calculados. devidamente envolvidas por graute. 177 Construção Civil II Prof.Conceitos Básicos Alvenaria Estrutural Armada: Aquela que possui armaduras colocadas em alguns vazados dos blocos ou entre tijolos. Sérgio Alves . além das armaduras construtivas e de amarração.

Sérgio Alves .Conceitos Básicos 178 Construção Civil II Prof.

179 Construção Civil II Prof. além das armaduras com finalidade construtiva ou de amarração.Conceitos Básicos Alvenaria Estrutural Parcialmente Armada: Quando parte da estrutura tem paredes com armaduras passivas para resistir aos esforços calculados. Sérgio Alves . sendo as paredes restantes consideradas não armadas.

Conceitos Básicos Alvenaria Estrutural Protendida: Aquela na qual a armadura é pós-tensionada. Sérgio Alves . 180 Construção Civil II Prof. sendo portanto ativa.

pedrisco.Materiais São os constituintes básicos dos componentes utilizados na alvenaria estrutural: cimento. E seus compostos no estado fresco: A argamassa e o graute (micro-concreto). cal. areia. argila. como o aço. 181 Construção Civil II Prof. Além de constituintes inseridos nos componentes. Sérgio Alves .

De formato externo de paralelepípedo. Podem ser vazados.Unidade de Alvenaria: Bloco ou tijolo industrializados e modulados. cerâmicos. Sendo os mais empregados de concreto. Facilmente manuseáveis. sílico-calcários e de concreto celular autoclavado. 182 Construção Civil II Prof. perfurados ou maciços de diferentes composições de materiais e processos de fabricação. Sérgio Alves .Componentes Basicamente a alvenaria estrutural estrutura) tem dois componentes: (como 1º.

Componentes Blocos sílico-calcários 183 Bloco concreto Blocos cerâmicos Bloco concreto celular Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .

184 Construção Civil II Prof. intercalada e aderente às unidades de alvenaria que garante a monoliticidade do conjunto.Componentes 02) Junta de Argamassa: É a lâmina (ou cordão de argamassa) endurecida. Sérgio Alves .

devidamente envolta no graute. sendo fundamental na alvenaria estrutural armada. Sérgio Alves . 185 Construção Civil II Prof.Componentes 02) Junta de Argamassa: A armadura de aço. é igualmente considerada um componente.

186 .Componentes 02) Junta de Argamassa: Também o coxim de distribuição de eventuais cargas concentradas em paredes pode ser considerado um componente inserido na alvenaria.

com comprimento maior que cinco vezes a espessura.Elementos Os elementos básicos da alvenaria estrutural são os seguintes: Parede: Elemento vertical apoiado de modo contínuo em toda a sua base. Sérgio Alves . A parede de alvenaria classifica-se em: Parede resistente Parede não resistente Parede de contraventamento 187 Construção Civil II Prof.

188 Construção Civil II Prof. “Parede Não Resistente” Parede que no projeto não é considerada com a finalidade de suporte de cargas. Sérgio Alves .Elementos “Parede Resistente”: Aquela dimensionada para resistir cargas além do seu peso próprio. podendo ser uma parede hidráulica. É também dita de vedação ou não portante. com a finalidade de embutir as tubulações. além do seu peso próprio. É também chamada de parede estrutural ou portante.

189 Construção Civil II Prof. podendo ser ainda pilar-parede.Elementos “Parede de Contraventamento” Destinada a promover o travamento da estrutura. É chamada também de parede de travamento. absorvendo esforços provenientes de ações externas e de efeitos de segunda ordem. Sérgio Alves .

calculado segundo a NBR 6118. podendo ser em concreto armado. 190 Construção Civil II Prof.Elementos Pilar: Elemento estrutural utilizado no caso de grandes concentrações de aberturas. Sérgio Alves .

Sérgio Alves . ligado ou não às lajes ou às vergas das aberturas e que transmite cargas para as paredes resistentes. tendo função de amarração.Elementos Cinta: Elemento construtivo estrutural apoiado continuamente na parede. 191 Construção Civil II Prof.

com a finalidade de transmitir cargas verticais para os trechos de parede adjacentes ao vão.Elementos Verga: Elemento estrutural colocado sobre vão de abertura geralmente não maior que 1. Sérgio Alves .20 m. 192 Construção Civil II Prof. Contra-verga: Elemento estrutural colocado sob o vão de abertura com a finalidade de absorver eventuais tensões de tração.

193 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves . dimensionado para suportar cargas verticais.Elementos Cinta de amarração: Elemento estrutural linear sobre vão. transmitindo-as para paredes ou pilares.

Sérgio Alves . tornando-o capaz de resistir também a cargas horizontais como por exemplo o vento.Elementos Paredes de contraventamento ou enrijecedoras : Paredes estruturais projetadas para enrijecer o conjunto. 194 Construção Civil II Prof.

Elementos Diafragma (laje): Elemento estrutural laminar trabalhando como chapa em seu plano e que. 195 Construção Civil II Prof. quando horizontal e convenientemente ligado às paredes resistentes. Sérgio Alves . tem a finalidade de transmitir esforços de seu plano médio às paredes.

Sérgio Alves . Ter capacidade de aderir à argamassa tornando homogênea a parede. variação de temperatura e ataque por agentes químicos). Possuir durabilidade frente aos agentes agressivos (umidade. Resistir ao fogo 196 Construção Civil II Prof.UNIDADES PARA EDIFICAÇÕES (TIJOLOS OU BLOCOS): TIPOLOGIA E PROPRIEDADES MECÂNICAS: Qualquer que seja o material propriedades desejáveis são: utilizado as Ter resistência à compressão adequada. Possuir dimensões uniformes.

na aplicação da argamassa de assentamento na elevação das paredes e para retirar o excesso de argamassa da parede após o assentamento dos blocos.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Colher de pedreiro: utilizada na distribuição da argamassa para o assentamento da primeira fiada. Régua: utilizada na aplicação da linha de argamassa de assentamento nas bordas dos blocos estruturais 197 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .

FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Colher Meia cana: Serve para colocação de filetes de argamassa. nos blocos evitando o desperdício. Sérgio Alves . 198 Construção Civil II Prof. sem preencher os orifícios onde serão grauteados se necessário.

Preenchimento de Juntas Verticais Preenchimento de Juntas Horizontais 199 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Bisnaga: • utilizada na aplicação da argamassa nas juntas verticais e horizontais.

Sérgio Alves . Com isto. os próximos blocos a serem assentados mantêm-se alinhados e nivelados em relação à referência.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Esticador de linha: • é um artifício para manter a linha de náilon ou algodão esticada entre dois blocos-chaves. 200 Construção Civil II Prof.

Sérgio Alves . 201 Construção Civil II Prof.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Brocha / Trincha • utilizada para molhar a laje para a aplicação da argamassa de assentamento dos blocos na primeira fiada.

que devem estar limpas e bem varridas). 202 Construção Civil II Prof. é só abrir a carretilha e recarregá-la. • Quando o pó acaba. erguê-la a 10cm de altura com os dedos e soltá-la de modo que ela bata no piso. ou seja. Sérgio Alves .FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Fio traçador de linha: • é uma carretilha com fio de náilon impregnado com pó colorido. usado para riscar no piso o exato posicionamento das paredes. fazendo a marcação (seu uso requer lajes com desníveis de no máximo 2cm e não podem haver falhas de concretagem. buracos na laje. • Basta tracionar a linha.

203 Construção Civil II Prof.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Caixote para argamassa e suporte: • o caixote deve possuir paredes perpendiculares para possibilitar o emprego da régua. Sérgio Alves . Além disso. há um suporte com rodas que permite o seu deslocamento com menos esforço.

É fixado sobre a laje com o auxilio de parafusos e buchas. 204 Construção Civil II Prof. em pontos onde elas se encontram. Sérgio Alves .FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Escantilhão: assentado após a marcação das linhas que determinam as direções das paredes.

FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Régua prumo-nível: este equipamento é utilizado durante o assentamento dos blocos e com ele é possível verificar o prumo. 205 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves . o nível e a planicidade da parede.

206 Construção Civil II Prof.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Esquadro : utilizado para conferir e determinar a marcação durante a execução da primeira fiada e a perpendicularidade entre as paredes. Sérgio Alves .

pois a montagem e desmontagem dos andaimes convencionais tomam muito tempo. Sérgio Alves . 207 Construção Civil II Prof. Eles são imprescindíveis na execução das paredes. quando se necessita fazer muitas fiadas em alturas superiores ao do próprio alcance do operário.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Andaime: o andaime abaixo exemplificado proporciona um significativo aumento na produtividade.

evitando quebras e ajustes com argamassa. tendo em vista que com a sua utilização podem se obter medidas exatas das aberturas com perfeito enquadramento. Sérgio Alves . 208 Construção Civil II Prof.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Gabarito de portas e janelas : estes gabaritos são essenciais para quem trabalha com Alvenaria Estrutural.

Sérgio Alves . 209 Construção Civil II Prof. e este último serve para direcionar o graute para dentro do bloco.FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Caneca e funil: A caneca é utilizada para colocar o graute no funil.

FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Carrinho: É o método mais prático e seguro para o transporte dos blocos estruturais na obra. que poupa o esforço desnecessário do operário e protege o bloco de possíveis acidentes. Sérgio Alves . 210 Construção Civil II Prof.

cuja escolha fica a cargo do projetista da obra. Aplicação Longitudinal 211 Aplicação Longitudinal e Transversal Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .Assentamento: Argamassa A aplicação da argamassa pode ser feita de duas formas.

Os blocos estruturais dos cantos deverão ser assentados com o auxílio do escantilhão e régua de prumo e nível. podem ser assentadas várias fiadas para facilitar a colocação das linhas. 212 Construção Civil II Prof.Assentamento: Esquadro / Alinhamento Nos extremos das paredes. Sérgio Alves .

deseja-se que as paredes sejam de alvenaria aparente. nas pretensões do Projeto estrutural. Sérgio Alves . como observado na ilustração abaixo. Tipos de Junta para o Assentamento das Paredes 213 Construção Civil II Prof. recomenda-se que as juntas sejam executadas antes do endurecimento total da argamassa de assentamento.Assentamento: Juntas Quando.

aumentar a amarração das paredes.Armadura / Graute: As armaduras metálicas usadas na Alvenaria Estrutural têm. basicamente. Sérgio Alves . três finalidades: reforçar as juntas. 214 Execução das armaduras verticais: Construção Civil II Prof. e minimizar os efeitos de tensões de tração atuantes devido à flexão.

que age de forma a proteger a armadura e a possibilitar a aderência entre o concreto e o bloco. Sérgio Alves . as armaduras são embutidas verticalmente nos furos dos blocos e são envolvidas pelo graute. 215 Construção Civil II Prof.Armadura / Graute: Na amarração dos cantos e encontros de paredes.

Armadura / Graute: Execução das armaduras horizontais: Na extensão das paredes. Sérgio Alves . o embutimento das armaduras é feito de forma horizontal e deve-se notar que a resistência à compressão das paredes fica aumentada nas zonas de amarração. 216 Construção Civil II Prof.

Sérgio Alves . Amarração Direta: Este tipo de amarração é executado a partir do entrelaçamento dos blocos cerâmicos e só pode ser feito com blocos estruturais cuja largura tenha o valor da metade do comprimento utilizado na modulação. 217 Construção Civil II Prof.Amarração: No encontro entre uma parede e outra. faz-se o processo de amarração.

Os ferros utilizados são do tipo CA-50 e utiliza-se bitola de 5mm. entre as juntas das paredes.Amarração: Amarração com ferros em L e com Ganchos: Tanto a amarração feita com ferros em L quanto a feita com ferros em gancho são aplicadas quando o bloco estrutural a ser utilizado não é passível à amarração direta. 218 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves . Este tipo de amarração deverá ser feito alternadamente a cada duas fiadas.

de modo que não se precise abrir seções e rasgos nas unidades de alvenaria depois de concluída a elevação das paredes.Instalações hidráulicas: As instalações hidráulicas são concebidas em Projeto e são dimensionadas dentro das paredes estruturais. de forma a não ter necessidade de retrabalho. Sérgio Alves . ou seja. Blocos Hidráulicos: 219 Construção Civil II Prof.

Sérgio Alves .Instalações hidráulicas: Modo de Executar a Instalação Hidráulica Vertical: 220 Construção Civil II Prof.

Instalações hidráulicas: Modo de Executar a Instalação Hidráulica Vertical: 221 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .

222 Construção Civil II Prof. pelo fato de poderem apresentar problemas de vazamento ou qualquer outro problema que precise de manutenção ao longo da sua vida útil.Instalações hidráulicas: Modo de Executar a Instalação Hidráulica Horizontal: • O trecho horizontal das instalações poderá ser feito por baixo da laje de teto e forro. deverão ser projetadas nos shafts. • As tubulações de esgoto apresentam diâmetros maiores e. Sérgio Alves .

Sérgio Alves .Instalações hidráulicas: Modo de Executar a Instalação Hidráulica Horizontal: Detalhe de Dutos Horizontais 223 Construção Civil II Prof.

Instalações hidráulicas: Modo de Executar a Instalação Hidráulica Horizontal: Parede Hidráulica 224 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves .

Sérgio Alves . de modo que não se precise abrir seções e rasgos nas unidades de alvenaria depois de concluída a elevação das paredes . ou seja. de forma a não ter necessidade de retrabalho. Blocos Elétricos: 225 Construção Civil II Prof.Instalações Elétricas: • As instalações elétricas são concebidas em Projeto e são dimensionadas dentro das paredes estruturais.

Sérgio Alves . Construção Civil II 226 Prof.Instalações Elétricas: Modo de Executar a Instalação Elétrica: • As instalações elétricas e de comunicação. • O embutimento nas paredes estruturais deverá ser feito simultaneamente a sua elevação. nos vazados verticais dos blocos. • Já a distribuição horizontal dos eletrodutos poderá se feita ou por embutimento nas lajes ou por embutimento em forros falsos. devem passar dentro de eletrodutos embutidos nas paredes de alvenaria. e o posicionamento dos eletrodutos tem que estar detalhado na paginação do Projeto.

Sérgio Alves .Instalações Elétricas: Modo de Executar a Instalação Elétrica: Instalações Elétricas Embutidas nas Paredes e Previstas no Projeto 227 Construção Civil II Prof.

Redução na mão-de-obra em carpintaria e armação. Redução no uso de concreto e ferragens. Flexibilidade arquitetônica pelas pequenas dimensões do bloco. Maior rapidez e facilidade de construção. Projetos são mais fáceis de detalhar. Ótima resistência ao fogo. Menor número de equipes de trabalho. Sérgio Alves . 228 Construção Civil II Prof. Ótimas características de isolamento termo-acústico.As maiores vantagens da alvenaria estrutural em relação aos processos tradicionais são: Economia no uso de madeira para formas. Facilidade de treinar mão-de-obra qualificada.

O projeto arquitetônico fica mais restrito. Juntas de controle e dilatação a cada 15m.As maiores desvantagens estrutural são: da alvenaria As paredes portantes não podem ser removidas sem substituição por outro elemento de equivalente função. 229 Construção Civil II Prof. Sérgio Alves . Vãos livres são limitados. Impossibilidade de efetuar modificações na disposição arquitetônica original.

Exemplos atuais de obras em Alvenaria
Estrutural
Construtora Passos
cidade de Betim, em Minas Gerais;
conjunto predial: 8 edifícios de 4 Pavimentos.

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Construção Civil II
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Exemplos atuais de obras em Alvenaria
Estrutural
Construtora Passos
cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais;
conjunto predial: 10 edifícios de 4 Pavimentos.

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Exemplos atuais de obras em Alvenaria
Estrutural
Construtora MRV
Jardim Riacho das Pedras, em Contagem, MG;
conjunto predial: edifícios de 4 Pavimentos.

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Prof. Sérgio Alves

Sérgio Alves . MG. 233 Construção Civil II Prof. conjunto predial: edifícios de 4 Pavimentos.Exemplos atuais de obras em Alvenaria Estrutural Construtora Probase Conjunto Vista Alegre. em Contagem.

234 Construção Civil II Prof. MG. em Belo Horizonte. Sérgio Alves . conjunto predial: edifícios de 4 Pavimentos.Exemplos atuais de obras em Alvenaria Estrutural Construtora Tenda Conjunto Vila Pinho.

Sérgio Alves 235 .ALVENARIA ESTRUTURAL FIM Construção Civil I Prof.