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Questão 1 Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, a "água é um projeto de viver".
Questão 1 Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, a "água é um projeto de viver".

Questão 1

Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, a "água é um projeto de viver". Nada mais correto, se levarmos em conta que toda água com que convivemos carrega, além do puro e simples H2O, muitas outras substâncias nela dissolvidas ou em suspensão. Assim, o ciclo da água, além da própria água, também promove o transporte e a redistribuição de um grande conjunto de substâncias relacionadas à dinâmica da vida.No ciclo da água, a evaporação é um processo muito especial, já que apenas moléculas de H2O passam para o estado gasoso. Desse ponto de vista, umas das consequências da evaporação pode ser

  • a) a formação da chuva ácida, em regiões poluídas, a partir de quantidades muito pequenas de substâncias ácidas evaporadas juntamente com a água.

  • b) a perda de sais minerais, no solo que são evaporados juntamente com a água.

  • c) o aumento, nos campos irrigados, da concentração de sais minerais na água presente no solo.

  • d) a perda, nas plantas, de substâncias indispensáveis à manutenção da vida vegetal, por meio da respiração.

  • e) a diminuição, nos oceanos, da salinidade das camadas de água mais próximas da superfície.

GABARITO

01) A

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QUESTÃO 3 (ENEM 1999) Quem não passou pela experiência de estar lendo um texto e defrontar-se
QUESTÃO 3 (ENEM 1999) Quem não passou pela experiência de estar lendo um texto e defrontar-se

QUESTÃO 3 (ENEM 1999)

Quem não passou pela experiência de estar lendo um texto e defrontar-se com passagens já lidas em outros? Os textos conversam entre si em um diálogo constante. Esse fenômeno tem a denominação de intertextualidade. Leia os seguintes textos:

I. Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra

Disse: Vai Carlos! Ser “gauche” na vida

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. Rio de Janeiro: Aguilar,

1964)www.conversadeportugues.com.br

Modernismo brasileiro questões do ENEM Profª Andréa Motta

II. Quando nasci veio um anjo safado O chato dum querubim E decretou que eu tava predestinado A ser errado assim Já de saída a minha estrada entortou Mas vou até o fim.

(BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Cia das Letras, 1989)

III. Quando nasci um anjo esbelto Desses que tocam trombeta, anunciou:

Vai carregar bandeira. Carga muito pesada pra mulher Esta espécie ainda envergonhada.

(PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986)

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Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de Andrade, por: (A)
Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de Andrade, por: (A)

Adélia Prado e Chico Buarque estabelecem intertextualidade, em relação a Carlos Drummond de Andrade, por:

  • (A) reiteração de imagens.

  • (B) oposição de idéias.

  • (C) falta de criatividade.

  • (D) negação dos versos.

  • (E) ausência de recursos.

QUESTÃO 4 (ENEM 1999)

E considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei Lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há São minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de atizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! Minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.

(BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 20.ed.)www.conversadeportugues.com.br Modernismo brasileiro questões do ENEM Profª Andréa Motta

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O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu assim sobre a obra de Rubem Braga: O que
O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu assim sobre a obra de Rubem Braga: O que

O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu assim sobre a obra de Rubem Braga:

O que ele nos conta é o seu dia, o seu expediente de homem, apanhado no

essencial, narrativa direta e econômica. (

...

)

É o poeta do real, do palpável,

que se vai diluindo em cisma. Dá o sentimento da realidade e o remédio

para ela.

Em seu texto, Rubem Braga afirma que “este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos”. Afirmação semelhante pode ser encontrada no texto de Carlos Drummond de Andrade, quando, ao analisar a obra de Braga, diz que ela é:

  • (A) uma narrativa direta e econômica.

  • (B) real, palpável.

  • (C) sentimento de realidade.

  • (D) seu expediente de homem.

  • (E) seu remédio

GABARITOS

Resposta questão 3: A Resposta questão 4: A

 

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66. (Enem 2001) O mundo é grande O mundo é grande e cabe Nesta janela sobre
66. (Enem 2001) O mundo é grande O mundo é grande e cabe Nesta janela sobre

66. (Enem 2001)

O mundo é grande

O mundo é grande e cabe Nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe Na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe No breve espaço de beijar

ANDRADE, Carlos Drummond de. "Poesia e prosa." Rio de Janeiro. Nova Aguilar 1983

Neste poema, o poeta realizou uma opção estilística: a reiteração de determinadas construções e expressões lingüísticas, como o uso da mesma conjunção para estabelecer a relação entre as frases. Essa conjunção estabelece, entre as idéias relacionadas, um sentido de

a)

oposição.

b)

comparação.

c)

conclusão.

d)

alternância.

e)

finalidade

GABARITO

66) A

Comentário: a conjunção e, tem sentido adversativo mas. No poema, contrapõe a ideia de grandeza do mundo à pequenez da janela, a grandeza do mar à pequenez da cama e do colchão, a grandeza do amor ao "breve espaço de beijar."

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Página 5
1) Uma linha de coerência se esboça através dos zigue-zagues de sua vida. Ora espiritualista, ora
1) Uma linha de coerência se esboça através dos zigue-zagues de sua vida. Ora espiritualista, ora

1) Uma linha de coerência se esboça através dos zigue-zagues de sua vida. Ora espiritualista, ora marxista, criando um dia o Pau-Brasil, e logo buscando universalizá-lo em antropofagia, primitivo e civilizado a um tempo, como observou Manuel Bandeira, solapando o edifício burguês sem renunciar à habitação em seus andares mais altos, Oswald manteve sempre intata sua personalidade, de sorte a provocar, ainda em seus últimos dias, a irritação ou a mágoa que inspirava quando fauve modernista de 1922.

(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa.)

Carlos Drummond de Andrade identifica, no texto transcrito, uma linha de coerência na vida de Oswald de Andrade. Esta coerência se verifica, segundo o texto,

  • a) nos aspectos ideológicos e político.

  • b) na criação poética.

  • c) na obra de ficção narrativa.

  • d) na defesa dos valores burgueses.

  • e) na personalidade forte e agressiva.

GABARITO

1) A

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40. (Enem 2003) Eu começaria dizendo que poesia é uma questão de linguagem. A importância do
40. (Enem 2003) Eu começaria dizendo que poesia é uma questão de linguagem. A importância do

40. (Enem 2003)

Eu

começaria

dizendo

que poesia

é

uma

questão de

linguagem. A

importância do poeta é que ele torna mais viva a linguagem. Carlos

Drummond de Andrade escreveu um dos mais belos versos da língua portuguesa com duas palavras comuns: cão e cheirando.

Um cão cheirando o futuro (Entrevista com Mário Carvalho. "Folha de SP", 24/05/1988. adaptação)

O que deu ao verso de Drummond o caráter de inovador da língua foi:

  • a) o modo raro como foi tratado o "futuro".

  • b) a referência ao cão como "animal de estimação".

  • c) a flexão pouco comum do verbo "cheirar" (gerúndio).

  • d) a aproximação não-usual do agente citado e a ação de "cheirar".

  • e) o emprego do artigo indefinido "um" e do artigo definido "o" na mesma frase.

GABARITO

40) A

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(Enem 2004) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. Cidade grande Que beleza, Montes Claros. Como cresceu
(Enem 2004) TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. Cidade grande Que beleza, Montes Claros. Como cresceu

(Enem 2004)

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. Cidade grande Que beleza, Montes Claros. Como cresceu Montes Claros. Quanta indústria em Montes Claros. Montes Claros cresceu tanto, ficou urbe tão notória, prima-rica do Rio de Janeiro, que já tem cinco favelas por enquanto, e mais promete.

(Carlos Drummond de Andrade)

6. No trecho "Montes Claros cresceu tanto, / (

),/

QUE já tem cinco

... favelas", a palavra QUE contribui para estabelecer uma relação de

consequência. Dos seguintes versos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam esse mesmo tipo de relação:

  • a) "Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias QUE eu não era Deus / se sabias que eu era fraco."

  • b) "No meio-dia branco de luz uma voz QUE aprendeu / a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu /chamava para o café."

  • c) "Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa mais QUE a mão de uma criança."

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Página 8
d) "A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos
d) "A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos
  • d) "A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, / QUE rio e danço e invento exclamações alegres."

  • e) "Penetra

surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas QUE

esperam ser escritos.”

7. Entre os recursos expressivos empregados no texto, destaca-se a

  • a) metalinguagem, que consiste em fazer a linguagem referir-se à própria linguagem.

  • b) intertextualidade, na qual o texto retoma e reelabora outros textos.

  • c) ironia, que consiste em se intenção crítica.

dizer o

contrário do que

se pensa, com

  • d) denotação, caracterizada pelo uso das palavras em seu sentido próprio e objetivo.

  • e) prosopopéia, que consiste em personificar coisas inanimadas, atribuindo- lhes vida

GABARITO

6) D

7) C

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Texto 1 questão 19 POEMA DE SETE FACES Quando eu nasci, um anjo torto desses que
Texto 1 questão 19 POEMA DE SETE FACES Quando eu nasci, um anjo torto desses que

Texto 1 questão 19

POEMA DE SETE FACES Quando eu nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. ( ) ... Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo mais vasto é o meu coração.

(Carlos Drummond de Andrade. "Obra completa". Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 53.)

.

 

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Esses poemas têm em comum o fato de a) descreverem aspectos físicos dos próprios autores. b)
Esses poemas têm em comum o fato de a) descreverem aspectos físicos dos próprios autores. b)

Esses poemas têm em comum o fato de

  • a) descreverem aspectos físicos dos próprios autores.

  • b) refletirem um sentimento pessimista.

  • c) terem a doença como tema.

  • d) narrarem a vida dos autores desde o nascimento.

  • e) defenderem crenças religiosas.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. (Enem 2005) A DANÇA E A ALMA A DANÇA? Não é movimento, súbito gesto musical. É concentração, num momento, da humana graça natural. No solo não, no éter pairamos, nele amaríamos ficar. A dança - não vento nos ramos; seiva, força, perene estar. Um estar entre céu e chão, novo domínio conquistado, onde busque nossa paixão libertar-se por todo lado ...

 

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Onde a alma possa descrever suas mais divinas parábolas sem fugir à forma do ser, por
Onde a alma possa descrever suas mais divinas parábolas sem fugir à forma do ser, por

Onde a alma possa descrever suas mais divinas parábolas sem fugir à forma do ser, por sobre o mistério das fábulas.

(Carlos Drummond de Andrade. ''Obra completa". Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 366.)

20. A definição de dança, em linguagem de dicionário, que mais se aproxima do que está expresso no poema é

  • a) a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicação e afirmação do homem em todos os momentos de sua existência.

  • b) a forma de expressão corporal que ultrapassa os limites físicos, possibilitando ao homem a liberação de seu espírito.

  • c) a manifestação do ser humano, formada por uma sequencia de gestos, passos e movimentos desconcertados.

  • d) o conjunto organizado de movimentos do corpo, com ritmo determinado por instrumentos musicais, ruídos,cantos, emoções etc.

  • e) o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivíduo e, por consequência, ao seu desenvolvimento intelectual e à sua cultura.

21. O poema "A Dança e a Alma" é construído com base em contrastes, como "movimento" e "concentração".

Em uma das estrofes, o termo que estabelece contraste com solo é:

  • a) éter.

d) paixão.

  • b) seiva.

e) ser.

  • c) chão.

 

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(Enem 2005) Texto 3 POEMA DE SETE FACES Quando eu nasci, um anjo torto desses que
(Enem 2005) Texto 3
(Enem 2005)
Texto 3

POEMA DE SETE FACES Quando eu nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. ( ) ... Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo, se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo mais vasto é o meu coração.

(Carlos Drummond de Andrade. "Obra completa". Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 53.)

 

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Questão 22) No verso "Meu Deus, por que me abandonaste" do texto 2, Drummond retoma as
Questão 22) No verso "Meu Deus, por que me abandonaste" do texto 2, Drummond retoma as

Questão 22) No verso "Meu Deus, por que me abandonaste" do texto 2, Drummond retoma as palavras de Cristo, na cruz, pouco antes de morrer. Esse recurso de repetir palavras de outrem equivale a

  • a) emprego de termos moralizantes.

  • b) uso de vício de linguagem pouco tolerado.

  • c) repetição desnecessária de ideias.

  • d) emprego estilístico da fala de outra pessoa.

  • e) uso de uma pergunta sem resposta.

GABARITO

19) B

20) B

21)A

22)D

 

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TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. (Enem 2006) AULA DE PORTUGUES A linguagem na ponta da
TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. (Enem 2006) AULA DE PORTUGUES A linguagem na ponta da

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES. (Enem 2006) AULA DE PORTUGUES A linguagem na ponta da língua tão fácil de falar e de entender.

A linguagem na superfície estrelada de letras, sabe lá o que quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe, e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Figuras de gramática, esquipáticas, atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia, em que pedia para ir lá fora, em que levava e dava pontapé, a língua, breve língua entrecortada

 

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do namoro com a priminha. O português são dois; o outro, mistério. Carlos Drummond de Andrade.
do namoro com a priminha. O português são dois; o outro, mistério. Carlos Drummond de Andrade.

do namoro com a priminha. O português são dois; o outro, mistério.

Carlos Drummond de Andrade. "Esquecer para lembrar". Rio de Janeiro: José Olympio,

1979.

1. Explorando a função emotiva da linguagem, o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em:

  • a) situações formais e informais.

  • b) diferentes regiões do país.

  • c) escolas literárias distintas.

  • d) textos técnicos e poéticos.

  • e) diferentes épocas.

2. No poema, a referência à variedade padrão da língua está expressa no seguinte trecho:

  • a) "A linguagem / na ponta da língua" (v.1 e 2).

  • b) "A linguagem / na superfície estrelada de letras" (v.5 e 6).

  • c) "[a língua] em que pedia para ir lá fora" (v.14).

  • d) "[a língua] em que levava e dava pontapé" (v.15).

  • e) "[a língua] do namoro com a priminha" (v.17)

questão 3)

No poema "Procura da poesia", Carlos Drummond de Andrade expressa a concepção estética de se fazer com palavras o que o escultor Michelângelo fazia com mármore. O fragmento a seguir exemplifica essa afirmação.

( ) ...

 

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Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. ( )
Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. ( )

Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. ( ) ... Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres:

trouxeste a chave?"

Carlos Drummond de Andrade. "A rosa do povo". Rio de Janeiro: Record, 1997, p. 13-14.

Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema constante entre autores modernistas:

  • a) a nostalgia do passado colonialista revisitado.

  • b) a preocupação com o engajamento político e social da literatura.

  • c) o trabalho quase artesanal com as palavras, despertando sentidos novos.

  • d) a produção de sentidos herméticos na busca da perfeição poética.

  • e) a contemplação da natureza brasileira na perspectiva ufanista da pátria.

GABARITO

1)A

2)B

3)C

 

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(Enem 2007) ANTIGAMENTE Acontecia o indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o próprio chamar o doutor
(Enem 2007) ANTIGAMENTE Acontecia o indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o próprio chamar o doutor

(Enem 2007) ANTIGAMENTE

Acontecia o indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o próprio chamar o doutor e,depois, ir à botica para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a phtísica, feia era o gálico. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, lombrigas ( ) ...

Carlos Drummond de Andrade. "Poesia completa e prosa". Rio de Janeiro: Companhia José Aguilar, p.

1.184.

Questão 1) O texto acima está escrito em linguagem de uma época passada. Observe uma outra versão, em linguagem atual.

ANTIGAMENTE

Acontecia o indivíduo apanhar um resfriado; ficando mal, mandava o próprio chamar o doutor e, depois,ir à farmácia para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a tuberculose, feia era a sífilis. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, vermes ( ) ...

Comparando-se esses dois textos, verifica-se que, na segunda versão, houve mudanças relativas a

  • a) vocabulário.

  • b) construções sintáticas.

  • c) pontuação.

  • d) fonética.

  • e) regência verbal.

GABARITO

1)A

 

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Carlos [Drummond de Andrade], Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas
Carlos [Drummond de Andrade], Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas

Carlos [Drummond de Andrade],

Achei graça e gozei com o seu entusiasmo pela candidatura Getúlio Vargas

João Pessoa. É. Mas veja como estamos

trocados. Esse entusiasmo

... devia ser meu e sou eu que conservo o ceticismo que deveria ser de você.

( ...

).

Eu

eu contemplo numa torcida apenas simpática a candidatura Getúlio

... Vargas, que antes desejara tanto. Mas pra mim, presentemente, essa

candidatura (única aceitável, está claro) fica manchada por essas pazes

fragílimas de governistas mineiros, gaúchos, paraibanos (

),

com

... democráticos paulistas (que pararam de atacar o Bernardes) e oposicionistas cariocas e gaúchos. Tudo isso não me entristece. Continuo reconhecendo a existência de males necessários, porém me afasta do meu país e da candidatura Getúlio Vargas. Repito: única aceitável.

Mário [de Andrade] Renato Lemos. Bem traçadas linhas: a história do Brasil em cartas pessoais. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2004, p. 305.

Questão 1)

Acerca da crise política ocorrida em fins da Primeira República, a carta do paulista Mário de Andrade ao mineiro Carlos Drummond de Andrade revela

a) a simpatia de Drummond pela candidatura Vargas e o desencanto de Mário de Andrade com as composições políticas sustentadas por Vargas.

b) a veneração de Drummond e Mário de Andrade ao gaúcho Getúlio Vargas, que se aliou à oligarquia cafeeira de São Paulo.

c) a concordância entre Mário de Andrade e Drummond quanto ao caráter inovador de Vargas, que fez uma ampla aliança para derrotar a oligarquia mineira.

 

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d) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas
d) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas
  • d) a discordância entre Mário de Andrade e Drummond sobre a importância da aliança entre Vargas e o paulista Júlio Prestes nas eleições presidenciais.

  • e) o otimismo de Mário de Andrade em relação na Getúlio Vargas, que se recusara a fazer alianças políticas para vencer as eleições.

GABARITO

1)E

Texto I

( No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra ( ) ...

...

)

ANDRADE, C. D. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympo, 1971 (fragmento).

Texto II As lavadeiras de Mossoró, cada uma tem sua pedra no rio: cada pedra é

herança de família, passando de mãe a filha, de filha a neta, como vão

passando as águas no tempo (

...

)

A lavadeira e a pedra formam um ente

especial, que se divide e se reúne ao sabor do trabalho. Se a mulher entoa

uma canção, percebe-se que nova pedra a acompanha em surdina ... ( ) ...

ANDRADE, C. D. Contos sem propósito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, Caderno B. 17/7/1979 (fragmento)

 

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Questão 1) Com base na leitura dos textos, é possível estabelecer uma relação entre forma e
Questão 1) Com base na leitura dos textos, é possível estabelecer uma relação entre forma e

Questão 1)

Com base na leitura dos textos, é possível estabelecer uma relação entre

forma e conteúdo da palavra “pedra”, por meio da qual se observa

  • (A) o emprego, em ambos os textos, do sentido conotativo da palavra

“pedra”.

  • (B) a identidade de significação, já que nos dois textos, “pedra” significa

empecilho.

(C)

a

personificação

de

“pedra”

que,

características animadas.

em

ambos

os textos, adquire

  • (D) o predomínio, no primeiro texto, do sentido denotativo de “pedra”como matéria mineral sólida e dura.

  • (E) a utilização, no segundo texto,

do significado de “pedra” como

dificuldade materializada por um objeto.

TEXTO 1

No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra [ ] ...

ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro/ São Paulo: Record, 2000.

 

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(fragmento) TEXTO 2 DAVIS, J. Garfield, um charme de gato – 7 Trad. da Agência Internacional

(fragmento)

(fragmento) TEXTO 2 DAVIS, J. Garfield, um charme de gato – 7 Trad. da Agência Internacional

TEXTO 2

(fragmento) TEXTO 2 DAVIS, J. Garfield, um charme de gato – 7 Trad. da Agência Internacional

DAVIS, J. Garfield, um charme de gato 7 Trad. da Agência Internacional Press. Porto Alegre; L&PM, 2000.

Questão 1)

(fragmento) TEXTO 2 DAVIS, J. Garfield, um charme de gato – 7 Trad. da Agência Internacional

No poema “Procura da poesia”, Carlos Drummond de Andrade expressa a

concepção estética de se fazer com palavras o que o escultor Michelangelo

fazia com mármore. O fragmento abaixo exemplifica essa afirmação. Penetra surdamente no reino das palavras. La estão os poemas que esperam ser escritos. ( ) ...

 

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Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face
Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face

Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrivel, que lhe deres:

trouxeste a chave?

Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. Rio de Janeiro: Record, 1997.

Esse fragmento poético ilustra o seguinte tema constante na Literatura:

  • a) a nostalgia do passado clássico revisitado.

  • b) a preocupação com o engajamento político e social das obras.

  • c) o trabalho quase artesanal com as palavras, despertando sentidos novos.

  • d) a produção de sentidos herméticos na busca da perfeição poética.

  • e) a contemplação da natureza na perspectiva ufanista da pátria.

GABARITO

1)C

 

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