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V eic ulos de
EEmergência
mergência

MÓDULO 4
RELACIONAMENTO
INTERPESSOAL E
CONVÍVIO SOCIAL NO
TRÂNSITO

as causas que podem levar ao conflito e possíveis atitudes que o previnem.APRESENTAÇÃO Como você estudou nos módulos anteriores. visando ao melhor ajustamento a si mesmo. . você é convidado a refletir sobre as relações interpessoais. replaneja sua estratégia comportamental. Neste módulo. resultando em uma relação harmoniosa. • Reconhecer a importância do atendimento adequado às diferenças e especificidades dos usuários. mas somente haverá sucesso se você estiver disposto à reflexão e mudança de atitude. • Identificar o papel dos agentes de fiscalização de trânsito. uma vez conhecendo seus recursos pessoais. Ou seja. com aqueles com que convive e às circunstâncias que cercam seu trabalho. A Direção Defensiva orienta a forma e técnicas mais seguras de condução dos veículos para minimizar os riscos de acidente. Objetivos do módulo Ao final do estudo deste módulo. no sentido de conscientizar e de qualificar profissionalmente. • Identificar características dos usuários de veículos de emergência. você deve saber que a implementação de uma capacitação pode almejar transformações a partir da atuação consciente do próprio participante que. um convívio de respeito. • Valorizar a responsabilidade do condutor em relação aos demais atores do processo de circulação. Neste momento inicial. em busca do melhor desempenho na missão de conduzir veículo de emergência. a legislação de trânsito brasileira regulamenta aspectos importantes para a circulação de veículos de emergência. Os Primeiros Socorros são ferramentas importantes para garantir a vida dos envolvidos em situações com vítimas. somente o próprio agente de Segurança Pública pode modificar o seu comportamento. você deverá ser capaz de: • Desenvolver o comportamento solidário no trânsito. tolerância e de cuidado com o outro. a postura mais adequada. • Respeitar as normas estabelecidas para a segurança no trânsito. O trabalho de capacitação limita-se a criar situações que facilitem a mudança de comportamento.

na condução de veículos de emergência. Estrutura do módulo Este módulo possui as seguintes aulas: Aula 1 – Comportamento e segurança na condução de veículos de emergência Aula 2 – Comportamento solidário no trânsito Aula 3 – O condutor e os demais atores do processo de circulação Aula 4 – Normas de segurança no trânsito e os agentes de fiscalização de trânsito Aula 5 – Atendimento aos usuários .• Refletir sobre o comportamento e a segurança na condução de veículos de emergência e sobre os cuidados especiais e atenção que devem ser dispensados aos passageiros e aos outros atores do trânsito.

à cooperação. pois existem muitos riscos na condução de veículo de emergência. como antipatia e rejeição. quando se trata de pessoas. sentimentos positivos provocarão o aumento da interação e coo- peração entre as pessoas. Em compensação. Além das questões relacionais definidas pelo seu comportamento. ao respeito. No ambiente de trabalho há situações de relação pré-determinadas. alguns conceitos para serem tomados por base. é difícil prever resultados de forma homogênea. Nesse sentido. à medida que as relações se desenvolvem. resultando no aumento da qualidade desse trabalho. etc.AULA 1 Comportamento e segurança na condução de veículos de emergência Todas as relações interpessoais desenvolvem-se a partir da interação entre as pessoas. por consequência diminuição da qualidade do serviço e provável queda na produtividade. sentimentos negativos. agora. em que necessariamente ocorrerão interações nas quais serão essenciais à comunicação. Assim. podem surgir sentimentos diferentes daqueles previstos. Porém. esse também deve ser seguro. resultarão em distanciamento dos envolvidos e. Conheça. . inevitavelmente. Assim. segundo Moscovici (1995). o seu comportamento irá definir sua interação com o outro.

• Diz-se de uma situação que exige cuidados imediatos. sua capacidade de ver como outras pessoas veem e sentem as coisas. Qual deve ser seu papel no trânsito? O seu comportamento depende da sua personalidade. você enquanto condutor. que lidam com a forma como você resolve suas diferenças. os desejos e as paixões que formam suas prioridades. • Motivação pessoal. Destacando ainda que. • Empatia. casos de urgência. principalmente no documento intitulado Política Nacional de Atenção às Urgências http://portal.gov. • Situação que exige providências inadiáveis. 1. mas toma suas decisões baseando-se também em suas crenças pessoais. como atendimento rápido de uma ocorrência. É importante destacar que na análise documental sobre emergência. mantenha o comportamento preventivo. é o maior responsável. 2006).1. sem qualquer reciprocidade concreta que possa sustentar como se adquire. as es- peranças. 1. pois você recebe a influência externa. • Autorregulação. • Habilidades de comunicação social. os valores.saude. aumentar o autoconhecimento e usar esse conhecimento para se aprimorar e até superar ou compensar fraquezas.pdf (Brasil. Assim.3 Equilíbrio emocional O equilíbrio emocional está diretamente ligado à inteligência emocional que conforme COVEY (2005) possui cinco elementos comumente aceitos: • Autoconsciência. o que não é esperado e tampouco aceito de um Agente de Segurança Pública. chega a soluções criati- . Entre os principais fatores que influenciam nos acidentes de trânsito atente-se para: o condutor. podendo não estar em situação iminente de morte. maior deverá ser o seu cuidado como condutor de veículo de emergência. muitas vezes. De maneira geral. quanto maior o risco apresentado pelos fatores veículo e via. o veículo e a via. que lida com o que realmente te empolga . os problemas.br/portal/arquivos/pdf/Politica%20Nacional. a expressão “equilíbrio emocional”.a visão. evitando os riscos desnecessários. pois o ato de conduzir um veículo é muito complexo e exige sua total atenção e cuidado. incidente. como se desenvolve ou se “aplica” equilíbrio emocional. os objetivos. aparece. ou sua capacidade de se gerenciar no sentido de atingir sua visão e valores.1 Comportamento preventivo versus comportamento de risco Reflita: Você é um Agente de Segurança Pública. sua capacidade de refletir sobre a própria vida. acontecimento perigoso ou fortuito. isto é.2 Emergência Observe o que Bruk (2009) escreve sobre emergência: • Situação crítica. pois de outra forma poderá vir a tornar-se estatística comum.

clientes. esse tema é responsável pelo sucesso do trabalho. enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não. um incêndio. culminando muitas vezes em agressões verbais. Importante! Para dar conta desse desafio diante das situações-limite.4 Síndrome de Burnout A palavra burnout se origina de burn. com dificuldades de relacionamento. que significa queima. onde a pessoa sente que não pode mais dar nada de si mesma. o atendimento de uma situação de emergência que pode ser um crime. O fator que mais dificulta a solução de conflitos de ordem psicológica é a negação do problema e a recusa em encará-lo.youtube. essa talvez seja a for- De olho na tela! Veja ao vídeo http://www. 1. Cabe aí. a procura de ajuda. . ou qualquer outro envolvido neste momento. organização e trabalho. na sua relação com o trabalho. É expresso um por comportamento negativista e uma “aparente insensibilidade afetiva”. um acidente envolvendo feridos. necessariamente. Seu equilíbrio definirá sua atuação em situações normais de condução. e out. você pode iniciar revisando os seus próprios conceitos. não só a questão dos acidentes causados pela condução ofensiva. como a neurose de trabalho denominada Síndrome de Burnout. Você conhece a dificuldade de manter-se equilibrado como agente de Segurança Pública na condução de um veículo de emergência. como em um acompanhamento tático. estará agindo como modelo de atitude no trânsito. Os sintomas básicos da Síndrome de Burnout estão associados às manifestações de irritação e agressividade numa espécie de “exaustão emocional”. com/watch?v=HXa8sElOwF0 que mostra o conflito entre dois condutores no trânsito. será muito difícil que sua atuação seja efetiva nos padrões necessários esperados. alegam que essa doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários. de forma negativa. entre estes a agressividade. no cotidiano dramático das ações de Segurança Pública. e tantos outros tipos de ocorrências. Se você estiver sofrendo da Síndrome de Burnout e estiver encarando o usuário do trânsito. mas pense na importância desse equilíbrio para cumprir sua missão de proteger vidas. Os autores que defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do estresse.vas e interage de modo satisfatório com os outros para alcançar os objetivos comuns.5 Segurança Existem diversos fatores que podem causar riscos à segurança na condução de veículos de emergência. mesmo em pessoas que em situações cotidianas costumam manter sempre uma atitude tranquila. Entretanto. Você precisa estar consciente de como está agindo cotidianamente. usando a direção defensiva. permitindo o distanciamento de consequências mais graves. exterior. físicas e até assassinatos. mesmo em situações limite. Também o desrespeito e a agressividade entre os usuários do sistema. Você percebe diariamente a violência presente no trânsito. a Síndrome de Burnout também pode ser a consequência mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho. isso mesmo. 1. Na prática. ma mais adequada de designar tal postura por grande parcela dos condutores. talvez até com estresse muito elevado durante a condução de veículo de emergência no trânsito. Se perceber que está fora de seu equilíbrio.

2011 (adaptado) Para Sampaio “o medo inato salva e o medo condicionado escraviza”. para que você possa identificar sua presença no dia-a-dia: o medo e a raiva. podendo ser fruto do condicionamento. Para Refletir.. Liberação de cortisol e adrenalina Fonte: Sampaio. etc. seja pela sociedade. Para compreender mais sobre esta questão. um agente de Segurança Pública. é mais voltado à luta ou à fuga? Assim. que a fisiologia denomina “reação de luta ou fuga”. ou por você mesmo. Assim. esse é um significado presente no dicionário. Fonte: http://grooeland.br/2008/09/sobre-o-trnsito-de-salvador. estude a seguir. Charge. principalmente em suas causas. por exem- plo. Não será apresentado a você um conceito de áreas de estudo científico como.6 Agressividade Segundo Bueno (2007). midríase (pupila dilatada)..com.html Após ver a charge. que transforma cidadãos pacatos e tranquilos no trato social em verdadeiros monstros ao dirigir? 1. diante de um estímulo.6. estruturas que fazem desencadear respostas adaptativas a esses estímulos. luta.2 Fatores relacionados à agressividade Uma grande discussão é sobre a agressividade ser inata ao ser humano ou somente se tornando assim como resultado da influência do meio externo e de sua frustração. a psicanálise.blogspot. dois são os mecanismos de que dispomos para responder à emoção de medo: . dois fatores que em algumas teorias largamente abordadas em pesquisas apontam como possíveis causas que interferem na agressividade em relações interpessoais. pela Instituição. haverá respostas de ordem comportamental e fisiológica: Resposta Comportamental Alerta.1. agressividade é a capacidade para agredir. fuga e congelamento Resposta Fisiológica Aumento da frequência cardiorrespiratória. pois existem algumas teorias e nenhuma pode ser apresentada como absoluta e que defina todo o significado da agressividade. surgem quando algo real e ameaçador ou imaginário. piloereção (ereção dos pelos). estimula no nosso sistema nervoso. pense: de onde vem esse comportamento tão agressivo. Medo A emoção de medo e o sentimento que dele emana. embora subjetivos. de perigo. O perfil geral cultuado e normalmente esperado de você. real ou imaginário.

Surgida a partir do medo. Raiva é o comportamento humano agressivo de ataque. o indivíduo com raiva é barulhento. Os gestos na raiva são de ataque ofensivo. há situações em que agimos primeiro. mas o limite de suas ações depende sempre da decisão tomada por você. (SAMPAIO. podendo ser ofensiva ou defensiva. formado por estímulos do nosso passado evolutivo sem que tenhamos consciência. gerido pelas informações que chegam a nossa consciência. e no medo são de fuga ou defesa do agressor. pode também surgir a emoção de raiva como uma forma de preparo para uma resposta de defesa agressiva. Raiva Paralelamente à emoção do medo.• O racional. (SAMPAIO. A sua agressividade inicial pode vir de sua natureza. os aspectos comportamentais das emoções de medo e raiva são bem distintos. visando assegurar a sobrevivência. . Na raiva. pensamos depois. assim é de sua responsabilidade procurar conhecer bem essas normas. Embora tenham a mesma origem. mantendo-se atualizado e preparado para responder de forma adequada ao momento. 2011) Importante! Você também está sujeito a normas de conduta e treinamentos que irão condicioná-lo a determinadas ações em resposta durante situações limite. • O irracional. gerando uma resposta mais rápida. como também na emoção do medo. 2011) Ainda para Sampaio (2011). podendo resultar desde a legítima defesa ao assassinato. enquanto aquele que está com medo é mais controlado e por vezes chora. é também subjetiva e apresenta componentes comportamentais e fisiológicos.

O ser humano é um ser social. através da compreensão de como ocorre a convivência para oportunizar relacionamentos interpessoais saudáveis e harmônicos. mas não totalmente iguais. somos todos diferentes.. vivemos em grupos. únicos. você estudará a base do comportamento solidário. o seu comportamento em relação ao outro gera consequências positivas ou negativas. Viver em comum.com/ watch?v=WNPvkczJsbQ&list=PLxy6MgLqb QrDbU8059JMDD68YFGvF6_vI relacionando-o com comportamento solidário e com a sua atuação como agente de segurança pública. afirma que a liberdade natural do . Rousseau em seu livro “Do Contrato Social”.youtube. viver com o outro. Conviver significa. que serão apresentados e comentados a seguir. ou seja.1 Convivência Boff (2006) traz alguns princípios necessários para uma convivência saudável. 2.. A relação com o outro é parte essencial da nossa sobrevivência. Ao mesmo tempo.AULA 2 Comportamento solidário no trânsito Como você já estudou anteriormente. De olho na tela! Assista ao vídeo Cidadania e educação no trânsito https://www. encarregado pela condução de veículos de emergência. Nesta aula. Chamamos os outros de semelhantes.

se você não responder à agressão. Você observa o outro. 2006) Assim quando o encontro tem êxito..homem. os limites não são mais rígidos. A convivência é a melhor forma de aprendizado. e sim. se desenvolve. Quando você entra em um grupo assume um pouco da sua identidade. Você percebe que não pensa mais somente com os seus próprios pensamentos. Esquema de resolução de conflito. pois precisa conviver com o outro. você é responsável pelo aborrecimento.. se você se sentir ofendido e responder de forma semelhante. Para refletir. mas por outro lado. Observe um esquema de resolução de conflito .. (www. você precisa estar disposto. tornam-se fluidos e negociados saudavelmente. absorve e repete aquilo que se aproxima por todos os lados. Aqui cabe um destaque para que você reflita sobre a ideia apresentada por Rousseau e o trânsito.. não separam mais. pois comparando-os você terá a possibilidade de perceber que só é possível trafegar com segurança se as normas legais e de conduta social forem seguidas.org) A forma de conviver pode variar muito. seja pela cultura de massa ou mesmo de grupos que participa? Exemplificando. aberto à convivência. não é mesmo? Visto desta maneira. possui seu espaço. seu bem-estar e sua segurança seriam preservados através do contrato social. ao grande exercício do despojamento de seus conceitos para evoluir com o outro. Aí se apresenta uma grande questão: Para refletir. Preciso ir até o meu limite para alcançar o outro. muda. Ditado popular Uma pessoa irritada é agressiva com você no trânsito. O outro. Você se adapta inconscientemente ao meio que o circunda. Em última instância. interage. Cada um retorna desse encontro enriquecido pela experiência no limite. a convivência ocorre sempre no limite. (BOFF.. seu equilíbrio permanecerá a salvo. mas sempre deve haver o respeito. mas sem ultrapassá-lo. Esquema de resolução de conflito “Como pode haver a convivência sem invasão do espaço do outro?” “A MINHA LIBERDADE TERMINA ONDE COMEÇA A LIBERDADE DO OUTRO”. ebooksbrasil. Tratava-se de um pacto legítimo pautado na alienação total da vontade particular como condição de igualdade entre todos. Mas.. terá permitido a invasão e a perda do seu equilíbrio. assim como você. ensina e aprende. para isso.

. que precisa vencer todas as dificuldades relacionais para bem conduzir um veículo de emergência com efetividade. Este laissez faire leva à situação de crise permanente ou prolongada. que nos foi colocada. sem nenhuma procura de saída. dente por dente”. agente de segurança pública.. ou guerras. três saídas para um conflito: • A procura de solução violenta que gera reações violentas: rompimento. etc. mas você. Com esta postura você estará quebrando preconceitos que só dificultam as relações entre as pessoas. da negociação. A convivência é uma experiência enriquecedora. em geral. Quando surgir uma emoção. mágoas. Fazendo isto. Você é responsável em fazer ou não do outro seu próximo. . • Não alimentar uma atitude competitiva. coexistir.. você mantém a calma e entende que somos humanos e falhamos. • Não julgar o condutor do outro veículo. etnia. ressentimento. • Ser cortês e educado. deve perceber a agressividade. 2. você estará exercitando a compreensão em relação ao outro. relações interrompidas e congeladas. Exemplificando. Promovendo a identificação com o outro. pode-se resumir os possíveis papéis sociais dos indivíduos de uma comunidade em “vítima” (aquele que foi enganado ou iludido). também pode ser modificada. “algoz” (desumano. Dessas opções. Agindo dessa forma. de gênero. ou seguir o antigo código de “olho por olho.. raiva. Agora que você já estudou as origens da agressividade.. por exemplo. cruel) ou “curador” (aquele que traz a cura). pela cultura. já pode criar estratégias de controle para sua canalização mais adequada. por sua condição financeira. “Cortesia gera cortesia” (Provérbio português). pois lhe proporciona conhecer o outro. podendo até provocar um risco ainda maior. rejeições. controlando-a e a dissipando. há. dispensa. afinal de contas você ocupa o cargo de Servidor Público.1. ditada Assim você se afastará dos papéis de “vítima” e “algoz” e estará assumindo o papel de “curador”. seu perfil.. o dito popular “de que você não deve levar desaforo para casa”. Assim. Assim. lembre-se que a emoção. idade. fazendo com que você possa lidar melhor com as suas questões. cooperativa. agressões verbais ou físicas. em qual você entende estar o seu papel principal? Para Refletir. exercício essencial na convivência pacífica. e tornam a convivência insuportável. Talvez não ajude em nada uma reclamação ou qualquer forma de manifestação. você demonstrará observação participante e comprometida. • A procura de soluções pacíficas e não violentas. Exemplificando. A partir desta ideia é possível seguir alguns passos rumo à convivência. • Observar o contexto e ser um condutor que contribui positivamente para o trânsito mais seguro. • Se o condutor do outro veículo realiza uma manobra errada ou até mesmo de forma muito lenta.De acordo com a figura 60.1 Por que conviver? A convivência permite sentar juntos. sua postura perante as situações. Lembrando que todos circulam pelos três papéis. intercambiar. da mediação e da arbitragem. e sim. • A passividade completa. você estará criando aliança com o outro. através do diálogo direto com empatia.

mas eis o momento em que precisa se conscientizar e lembrar que também faz parte de um contexto. ao invés de ajudar. A convivência envolve também a quebra de uma visão estruturalista e sistêmica. mesmo assim. p. Aqui você pode imaginar os outros como máquinas. lembrando que você também é um ser humano. seja ele de emergência ou não. é a capacidade de acolhê-las. pode causar danos bem maiores e. Você precisa se adequar aquele momento e não perder o verdadeiro foco do seu objetivo. ao contrário. assim como você. afinal de contas. também humana. que é chegar ao destino da forma mais segura e rápida possível. você está sujeito a vários estímulos. viver com elas e não apesar delas. a convivência não apaga ou anula as diferenças. sem os quais o sistema não funcionaria. mas ali existem pessoas. É normal que você tenha alguns impulsos negativos. carregados de emoção e de sentido humano. veículos feitos de lata e outros materiais. sem perceber os atores concretos. que apenas vê o funcionamento do sistema. acabará por atrapalhar todo o processo.Quando você está na condução de um veículo. normalmente também estão com pressa. e querem a preferência. 36). Conforme os escritos de Leonardo Boff (2006. caso contrário. os outros condutores. seja estimulado a pensar em coisas desagradáveis. . deixá-las ser diferentes e. e assim deve ser sua atitude.

uma postura diferenciada em relação ao cidadão comum. Mesmo em situações cotidianas. Quando em serviço. como por exemplo: escolher um lugar em um restaurante. no sentido dos níveis de alerta que se mantém durante seu dia a dia. afastar-se ou agir de forma a neutralizar uma ameaça (pronto para fuga ou luta).AULA 3 O condutor e os demais atores do processo de circulação Existe para você. pois você fica identificado como agente responsável pela segurança alheia. onde por vezes procura um lugar onde as costas ficam protegidas e onde tenha uma visão geral. onde o agente fica na posição de pé com as pernas um pouco afastadas e as mãos à frente do corpo para poder rapidamente sacar a arma. o que gera situações ainda mais complexas. uma das posições preconizadas para o agente é um tipo de Policial Rodoviário Federal em “posição de entrevista”. “posição de entrevista”. agente de segurança pública. principalmente dos acessos de entrada e saída do ambiente. No treinamento para abordagem de pessoas ou veículos. Fonte: PRF . isso se intensifica. por vezes armado.

Nem todas as filosofias de vida e religiões respondem aos anseios das pessoas e das comunidades concretas. onde todos têm objetivos comuns como deslocar-se de um local para o outro. No trânsito. causando conflitos e riscos à segurança. Além disso. 3. A tolerância é a capacidade de manter. e que haverá riscos iminentes. Importante! Os veículos de emergência possuem preferência garantida pelo Código de Trânsito. supremacia.1 Tolerância A convivência. o respeito. Nem todas as coisas agradam a todo mundo. É aqui que entra a tolerância. evitando os conflitos desnecessários. que sua perícia e atenção poderão minimizar. positivamente. • Em que momentos se faz necessário ser mais tolerante? • Essa é uma tarefa fácil? Por quê? 3. que interagem durante os deslocamentos ou na administração e organização do trabalho. o que pode levar à competição. Parece haver também um permanente embate por território ou vantagem. Na função de condutor de veículo de emergência. você faz parte do sistema de trânsito. podendo assim gerar conflitos. a coexistência difícil e tensa dos dois polos.A postura na condução de um veículo diferenciado. o pluralismo do encontro das culturas no processo de globalização. podendo resultar numa resposta agressiva. A conduta do agente de segurança pública tem que ser equilibrada para não assumir uma falsa condição de poder.2 Intolerância A intolerância constitui uma das principais causas de violência em nossos dias. Imagine agora alguns pensamentos que flutuam e passam por algumas cabeças que conduzem veículos por aí: . você faz parte de uma equipe composta por outros agentes de segurança pública e colaboradores. As decisões que você toma em cada instante é que o levarão à conduta certa e justa ou à falha em sua missão de assegurar sempre a segurança dos cidadãos. como também numa relação entre todos os envolvidos de uma forma mais harmônica. não abolem conflitos e tensões que ocorrem entre pessoas e grupos. Esta interação resultará em um relacionamento que da mesma forma dependerá muito da sua atitude para funcionar no que se relaciona à segurança. Pense nisto! Uma estratégia possível é a de analisar sua forma de responder às situações que se apresentam na condução do veículo de emergência para conscientizar-se do que é positivo e do que pode melhorar. sabendo que eles se opõem. e destinado ao uso em situações-limite. No trânsito aparecem representantes de várias culturas. elevando o estresse e a possibilidade de alteração súbita de humor. Boff (2006) Para refletir. Assim é no trânsito. altera seu nível de alerta... que em algum momento pode ser demasiada e gerar consequências negativas para você. Essas relações dependerão muito de sua postura e o tipo de interação que vai realizar. mas isso não o torna superior aos demais. principalmente fora das emergências. Quando em situações-limite você deve ter claro em sua mente que a referida preferência poderá não ser atendida por algum condutor. ou seja. gerando uma prontidão permanente. os espaços são na imensa maioria coletivos. mas que compõem a mesma e única realidade dinâmica.

.. • Mas será que não existe uma parcela própria de responsabilidade sobre esses problemas? • Será que você consegue ser tolerante e aceitar que o outro também merece tolerância de sua parte? • Qual foi a situação? • A pessoa percebeu a sua atitude? Sempre que existe um conflito. Importante! Você deve ser um agente de segurança pública que. . ou seja. Ao aceitar e respeitar o espaço do outro. Isso gera.” • Quem foi a pessoa com quem você exercitou a tolerância? “Os causadores dos problemas no trânsito são os carros de passeio que são guiados por motoristas de final de semana”. do outro.” • Então pense e use o bloco de notas: qual foi a última vez que você foi tolerante com alguém? “Os causadores dos problemas no trânsito são os caminhões que andam devagar e estragam as rodovias. que não são tolerantes.” “Os causadores dos problemas no trânsito são os pedestres que se atravessam na frente dos veículos.” E assim pode-se continuar com mais acusações. mostrando que se busca como culpados de um problema bem complexo. Para refletir. independente da atitude irracional de outros usuários do sistema de trânsito. sem primeiro ter demonstrado esses sentimentos. no mínimo. e que sua atitude seja um exemplo de conduta ética no cuidado com o outro e na valorização e preservação da vida.“Os causadores dos problemas no trânsito são os motoboys que ficam em zig-zag arrancando espelhos. além disso. gerando bons sentimentos. existem ideias divergentes e pessoas que não conseguem aceitar a opinião do outro. afinal de contas. na tarefa de conduzir um veículo de emergência. conflito e intolerância. você está exercitando a tolerância e. respeito por você. não se pode cobrar gentileza e respeito. “Os causadores dos problemas no trânsito são os ônibus e os táxis que não respeitam ninguém. o faça da forma mais segura possível. gerando barreiras. demonstrando uma postura socialmente adequada e respeitável. apenas o outro.

de uma forma ou de outra. não é mesmo? E hoje. destacando sua importância na prevenção de acidentes e manutenção das condições mais seguras.AULA 4 Normas de segurança no trânsito e os agentes de fiscalização de trânsito Você como agente de segurança pública responsável pela condução de veículos de emergência possui. como todos os indivíduos. recebe influência da lei que regulamenta sua atividade e se depara com inúmeras situações que exigirão sua decisão de como agir. você espera que as outras pessoas lhe respeitem. Nesta aula. você já parou para pensar que esse sentimento precisa ser recíproco? O que significa respeito? Você é sempre respeitado em seu dia a dia? Se não se sente respeitado. 4. Mas. em relação às normas legais e aos demais usuários e o papel dos agentes de Fiscalização de Trânsito.1 Respeito aos outros. você irá identificar seu papel de agente de Segurança Pública. provavelmente ouviu de seus pais e foi orientado a “respeitar os mais velhos”. condicionamentos adquiridos pela sua história pessoal. o que pode ser feito para que isso aconteça? E no trânsito em especial. como podemos manter o respeito? Você respeita todas as pessoas com as quais convive? . Quando você era criança. como condutor de veículo de emergência.

no entanto. adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.liberdade de crença religiosa aos cidadãos. O reconhecimento do outro . É preciso entender que ninguém muda até que esteja disposto a fazê-lo e pronto para tomar as atitudes necessárias para efetuar a mudança. não seguem e seu. Por mais artificial que isso possa parecer. mas não impondo. de gênero.” . Assim. havia uma armadilha: ele insistia que os visitantes coubessem com perfeição em sua cama. condição étnica. A própria consciência . convidava pessoas para passarem a noite em sua cama de ferro. e quando o outro é o foco de atenção. tendo como valores fundamentais a liberdade de consciência e a igualdade jurídica. além de sugerir.2 Respeito às normas de trânsito O Código de Trânsito Brasileiro em seu Artigo 1º define que: “O trânsito. A laicidade remete à aceitação de todas as religiões. Podemos desobedecê-la.é a voz interior que nos aponta o bem e nos desaconselha o mal. sabe a importância do respeito.. Você. pode auxiliar estimulando e oportunizando ao outro. um gigante chamado Procusto era muito hospitaleiro. Para refletir. cada pessoa sabe o bem e o mal que faz ou deixa de fazer. em condições seguras. Preste atenção na história a seguir: Boff (2006) ressalta que: Síndrome de Procusto 1. no âmbito das respectivas competências.. (SAMPAIO. numa sociedade autenticamente democrática a laicidade deve ser sua constituição. Laicidade do Estado . 4. independente das diferenças que tem de você.nenhum fim ou propósito. Nessa hospitalidade. a estes cabendo. Na mitologia grega. econômica e social é superior em dignidade ao ser humano. alguns itens essenciais sobre respeito. como você reage? Consegue separar a situação da pessoa? Consegue manter seus princípios mais básicos? Ao respeitar o outro você está demonstrando um essencial valor: a tolerância. se eram muito baixos. premiando com louvor o bem feito e castigando com o remorso o mal praticado. a seguir. que o outro lhe respeite e seja tolerante com você também. o resultado de seu “procustianismo” é sempre o mesmo. pois aqui você pode perceber esse princípio como um norte que o leva a respeitar as diversas crenças e assim respeitar a todas as pessoas. mas não destruí-la. será que você não gasta um bocado de energia emocional tentando alterar ou “enquadrar” outras pessoas de formas diversas. embora menos drásticas? Não espera. buscando administrá-los e controlá-los. é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito. 2011) Mas. sem articular uma só palavra. 2. com certeza. 3. se eram altos. com frequência. ele os esticava. que os outros vivam segundo os seus padrões ideais? A verdade é que grande parte dos atritos que existem nos relacionamentos acontece quando você tenta impor a sua vontade aos outros. Por este motivo. principalmente quando se sente desrespeitado por qualquer pessoa ou circunstância. cada um tem seu tempo.Veja. cortava suas pernas.

Lembre-se. Imagine agora a utilização do cinto de segurança: • Nandi (2011) em seu livro Cinto de Segurança: Indispensável à vida. • A lei obriga o condutor a utilizá-lo e também o torna responsável pelo seu uso por todos os ocupantes do veículo. o Agente da Autoridade de Trânsito é pessoa civil ou policial militar. do mesmo Código. por exemplo. a sua atuação como agente de Segurança Pública condutor de veículo de emergência faz a diferença na segurança e preservação da vida de muitas pessoas. que não apresentariam necessidade de desembarque rápido. mas que a cultura já o levou a permanecer sem o equipamento de segurança regulamentar. operação. será preponderante nesse momento. de risco extremo. no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito. ir aos poucos deixando de utilizar mesmo em situações cotidianas.3 Papel dos Agentes de Fiscalização de Trânsito De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro em seu Anexo I. o cinto poderia ser dispensado. a natureza essencial do ser humano é a potencialidade pura. você é IMPORTANTE! • Analisando novamente as questões referentes ao medo. afirma: Com eficácia já comprovada por inúmeras pesquisas. Ainda. o cinto de segurança quando utilizado. é alvo da observação constante. mas se o seu condicionamento é de dispensar o uso. que o condicionou. sua Instituição possui a doutrina do uso do cinto de segurança? Se a sua instituição possui uma doutrina. Em um primeiro momento.. É neste sentido que você deve refletir sobre seu papel em relação ao cumprimento das Leis e normas de trânsito. . a cultura. ou então treinar e estar condicionado a retirar rapidamente o cinto na hora do desembarque? Pense agora. na condução do veículo em condições Conforme Chopra (2000). autuar e aplicar as medidas cabíveis. por infrações de circulação. estacionamento e parada. Importante! • Existe uma cultura de que sob-risco de enfrentamento com indivíduos armados. usando o cinto de segurança. como agente de Segurança Pública. pois atrapalharia na hora do desembarque. o artigo 24.. a sua decisão será pelo uso do cinto de segurança. e deve ser exemplo de postura ética. 4. quando este estiver trafegando no trânsito. Resta-nos identificar o motivo pelo qual o cidadão brasileiro apresenta tamanha relutância em habituar-se a usar esse dispositivo. inciso VI. credenciada pela autoridade de trânsito para o exercício das atividades de fiscalização. define a função do Agente de Trânsito: executar a fiscalização de trânsito. policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento. o qual tem como único objetivo salvar -lhe a vida. O que lhe parece mais correto? Desobedecer à legislação arriscando ainda envolver-se numa colisão e não estar protegido pelo cinto. por exemplo. previstas neste Código. provavelmente sua decisão será de não usá-lo. podendo ainda. Mesmo que o seu impulso seja de utilizar estratégias de preservação da vida. sendo esperado de um agente de segurança pública o exemplo para os demais. Para refletir. quando aparece o medo inato. pois ninguém está acima da lei e no seu caso. apresenta considerável redução no índice de mortos e feridos em acidentes de trânsito. através dessa conscientização possuímos a capacidade de realizar se almeja.

indispensável à fluidez do trânsito e principalmente um cuidador do outro. pois serve para condicionar o usuário ao cumprimento das normas. que em alguns casos resulta em notificação e posterior multa. é o que mais é lembrado pela maioria dos condutores que a significam apenas como uma punição. criando a imagem do fiscalizador como carrasco. garantindo assim a segurança do trânsito e em última instância prevenindo conflitos. Sua atuação organiza este espaço complexo que é o trânsito. Importante! O papel de educador do agente Fiscalizador de Trânsito também se dá através da orientação e auxílio aos usuários que transitam diariamente pelas vias. Infelizmente é mais lembrado como um fiscalizador. tumultos e acidentes. e como diz o Professor Ricardo Balestreri (2003).A tarefa de fiscalizar. “Um pedagogo da cidadania”. que assim necessitam de seu precioso trabalho. Socorre vítimas e auxilia usuários em caso de acidentes. Atua ainda na sinalização em locais de ocorrências ou eventos. Mas a função da multa é na verdade preventiva e pedagógica. . mas que é na verdade um promotor de segurança.

uma ótima capacidade de lidar com mudanças. obviamente. são essenciais. Todo o trabalho com urgências e emergências exige uma grande quantidade de teorias e habilidades. onde o segredo para satisfazer as necessidades dos usuários se resume a um cumprimento caloroso e uma expressão alegre no rosto. o desejo de aprimorar a qualidade do atendimento se resume a muitas horas de “treinamento de sorriso”. não são substitutos para a competência e a capacidade. mas principalmente nesses casos. estão presentes nas vítimas e também nas pessoas envolvidas. A vulnerabilidade humana. quase sempre. . sobretudo.AULA 5 Atendimento aos usuários 5. Em muitas instituições. boas maneiras e educação. Cortesia. pois. o desafio é a superação da impotência e o desamparo que. diante da natureza e das próprias ações humanas. É um saber entre a “cruz e a espada” com infinitas implicações. exatamente por ser um assunto localizado no limite entre a vida e a morte. coloca esse tema no centro das contradições do mundo contemporâneo. nas situações-limite.1 Pontos importantes da relação com os usuários Lidar com situações de emergência exige.

idosos e pessoas com necessidades especiais.3 Atendimento X Tipos de usuários Muitas vezes. esclarecendo todas as suas dúvidas sobre os procedimentos. • Usuário deficiente – É imprescindível manter o respeito e procurar atender de forma diferenciada somente à necessidade. mantendo o cuidado para respeitar suas limitações e. É essencial que o condutor esteja preparado para atender a todos os tipos de usuários. proporcionando-lhe confiança e segurança. compreendendo seu nervosismo. • Usuário adulto – É essencial compreender que ele está tenso e estressado. ele tem a expectativa de que você o ouça. Na expectativa do usuário.5. evitando assustá-lo. também é necessário manter a atenção e solicitar que o mesmo siga também as normas de segurança previstas para a ocasião. solicitar o auxílio de algum acompanhante que possa dar o suporte na comunicação e na assistência deste indivíduo. Acredita que você sabe como funciona toda a rotina de emergência e que está apto a realizá-la da melhor forma. e ainda. o que poderá causar constrangimento desnecessário para ambas as partes. também em alguns casos é importante. utilizando uma linguagem mais pausada e em tom mais ameno. e responda da forma mais simples e clara possível. afinal ele tem mais experiência de vida do que você. Nos casos de acompanhantes. visto a situação de emergência. Caso ele esteja acompanhado de um adulto. mais uma vez. a seguir. sendo ágil nas suas ações. visto o estado físico e emocional. manter-se em equilíbrio. conduzindo-o da forma mais segura e rápida possível.2 Expectativas dos usuários O usuário espera que você conheça as peculiaridades da sua função e que atue de acordo com o previsto. procurando mantê-lo calmo. o usuário está com acompanhantes: familiares ou amigos que estão. fazendo algo para satisfazer as necessidades dele. • Usuário idoso – É necessário manter o cuidado para lhe explicar todo o procedimento. a fim de que o objetivo seja atingido. Veja. evitando transtornos desnecessários. Mas é necessário. quando . será mais fácil exercitar a tolerância. Importante! Para atender a todas as expectativas dos usuários é imprescindível que você esteja preparado e equilibrado suficientemente para conseguir se colocar no lugar do outro. evitando infantilizá-los. alguns exemplos. como crianças. seguindo os procedimentos e as normas de segurança. naturalmente alterados. sendo também importante não tratá-lo como criança. atendendo-as sempre de forma segura e tranquila. naquele momento. você é capaz de reconhecer as necessidades dele. adultos. Espera também que você esteja atento e que entenda corretamente o que ele está lhe perguntando. quando for necessário. lhe preste atenção e entenda que ele está sob forte estresse. 5. • Usuário criança – Nesse caso você precisa ter o cuidado de não deixar transparecer o seu nervosismo. dirija-se ao adulto para fazer as orientações de segurança e certifique-se de que ele (o adulto) esteja em condições de segui-las. Utilizando a empatia. respeitando-o e ouvindo-o. não deixando se influenciar e mantendo mais uma vez o foco do seu trabalho: atender o usuário. Além disso.

também.com/watch?v= RMZ3bsrtJZ0 e reflita sobre as seguintes questões: Quais as possíveis causas e consequências do comportamento desse motorista? Você se identifica com ele em algum momento? Como é possível prevenir esse comportamento? . interesses e medos. por exemplo.youtube. como uma “agressão emocional capaz de desencadear perturbações psíquicas e. Você faz a diferença na forma como essa situação ficará marcada interferindo na vida do outro. pode ter sofrido um trauma que às vezes não percebe. revés. Eventos adversos como denominado na defesa civil – incidentes críticos. solicitar a ajuda do acompanhante. Além disso. mas também pode representar uma oportunidade de crescimento. extremo estressor traumático. inevitavelmente. E lembre-se que quando alguém estiver envolvido em uma situação-limite. Assista ao vídeo “Pateta no trânsito” https://www. a vida. do cuidado que se expressa pela saída de si em direção ao outro e se traduz em solidariedade.. O trauma é uma experiência que atinge a capacidade de suportar um revés. em serviço e em hospitalidade para com o outro. para poder atuar de forma efetiva na preservação do bem maior. desorganização corporal e paralisação da consciência temporal. a palavra traumatismo é usada referindo-se ao aspecto físico e trauma ao aspecto psicológico. A palavra trauma provém do grego e quer dizer ferida. Importante! Uma situação inesperada significa um momento de dor e sofrimento. situações-limite.este estiver acompanhados. um agente de segurança pública.. na área da saúde. de um modo geral. assim é importante para você.4 Trauma Outro elemento muito presente nas emergências é o trauma. ferido em um acidente de trânsito. em decorrência. 5. 1986) é conceituada. Leonardo Boff (2006). pois produz bloqueios que se estendem por toda a sua existência. pode deixar marcas que influenciam a criatividade e a motivação para a vida. procurar uma condição saudável física e emocional. desastre – são expressões utilizadas referentes aos acontecimentos considerados traumáticos que. ocorrem na vida. que afinal é sua maior missão. vendo o outro como outro e não como prolongamento de si mesmo ou do círculo do eu. mas que interfere em sua conduta atual. trata-se de um acontecimento muito difícil da vida da pessoa. destaca que a compaixão possui dois momentos: o despojamento envolve o esquecimento de si mesmo e dos próprios interesses para concentrar-se totalmente no outro. traz a perda de sentido. sempre de forma clara e precisa. somáticas”. No dicionário Aurélio (FERREIRA. capaz de superar preconceitos. mantendo-os informados sobre todos os passos que estão sendo tomados para a segurança e agilidade dos procedimentos. De fato. como. a sua atuação poderá além de salvar essa vítima dos males físicos. Para refletir. Cabe lembrar que. ou acompanhando alguém que está em risco. acidentes. também amenizar o trauma que o acompanhará após o fato. Se você passou por situações-limite. contribuindo para a formação de novas posturas em relação à vida.

possibilitando assim um novo paradigma focado no cidadão. a primeira barreira já foi transposta. que ainda em nossos dias. sua equipe e as demais pessoas. • Seu comportamento positivo irá humanizar o trânsito. No desempenho de sua profissão deve evitar colocar-se em risco. tem como elemento principal o veículo. • Você tem como missão precípua servir e preservar o bem maior.FINALIZANDO Neste módulo. cabe a você controlar e dissipar a agressividade que o leva ao conflito e à dificuldade para as relações interpessoais saudáveis. De outra forma. • Nas situações de emergência. respeitando suas características próprias. a sua atitude pode prover a segurança e ser um bom exemplo. Através desse conhecimento. mantendo sempre suas decisões voltadas à relação interpessoal equilibrada e buscando a segurança e paz no trânsito. A sua atitude pode aumentar os riscos e ser um mau exemplo. • A convivência. prejudicando assim a sua imagem e a de sua Instituição. você estudou que: • O trânsito é um espaço onde ocorrem diversas formas de relações interpessoais e de convívio social. a vida. . sua ação pode minimizar o sofrimento das vítimas. estando de acordo com a regulamentação e com a filosofia institucional de conduta para os Servidores Públicos. no momento e após as situações-limites. o respeito e a tolerância são atributos necessários para uma relação interpessoal saudável. assim desempenhando verdadeiramente o seu papel de SERVIDOR. servindo aos usuários e suprindo suas necessidades. de onde se origina muitos traumas. • O medo é um elemento determinante para a agressividade assim como a raiva.

MÓDULO 3 1.a) Tirar o pé do acelerador e segurar firme o volante. 3) b) 2 – 3 – 1 – 2 – 3 4) ( X ) O agente de Segurança Pública é alvo de observação constante e deve ser exemplo de postura ética. ( x ) Sinalizar o local. 2) d. até que a aderência se restabeleça. o certificado do curso especializado correspondente a este curso. c. V / V / F / F 2. . Marque a alternativa correta nos itens que seguem: a. 3 . além da carteira de habilitação original.d) Para defender-se das condições adversas de veículo é importante fazer revisões periódicas e providenciar o reparo de peças danificadas. 3) A . ( X ) veículo automotor com capacidade para até 9 ocupantes e PBT até 3500 kg. MÓDULO 2 1. b. ( X ) dispositivo luminoso vermelho e alarme sonoro.GABARITO MÓDULO 1 1) c. MÓDULO 4 1) V / F / V / V 2) b) Seus sintomas básicos estão associados às manifestações de irritação e agressividade numa espécie de exaustão emocional. ( x ) 60 a 100 bpm. 3 . ( x ) Abertura das vias aéreas.( x ) O torniquete é uma técnica em desuso na contenção de hemorragias.( X ) o condutor de veículo de emergência deverá apresentar.F/V/V/F 2 .