2006

PLANO DIRETOR DE GOIÂNIA 

“ Porque ontem precisou-se procurar uma população para dar vida e sentido a Goiânia, hoje é preciso buscar uma autêntica morada humana para abrigar sua população. ”
Equipe do Instituto de Planejamento Municipal - (IPLAM) 1985

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PREFEITURA MUNICIPAL DE GOIÂNIA
Prefeito Municipal - Iris Rezende Secretaria do Governo Municipal – Flávio Peixoto da Silveira Secretaria Municipal de Planejamento – Francisco R. Vale Júnior Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMMA Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico - SEDEM Secretaria Municipal de Cultura Secretaria Municipal de Educação Secretaria Municipal de Turismo Secretaria Municipal da Saúde Companhia de Processamento de Dados do Município - COMDATA DERMU/ COMPAV/ COMURG/ COMOB Superintendência Municipal de Trânsito – SMT Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo – CMTC Fundação Municipal de Desenvolvimento Comunitário - FUMDEC Procuradoria Geral do Município Fundação Orquestra Sinfônica Assessoria de Assuntos Comunitários Secretaria Municipal de Fiscalização Urbana Secretaria Municipal de Comunicação Conselho Municipal de Política Urbana – COMPUR Órgãos estaduais e federais

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CRÉDITOS TÉCNICOS Coordenador do Grupo Executivo Advº Francisco Rodrigues Vale Júnior Coordenadora Geral Admª Ângela Vasconcellos Furtado Assessoria Jurídica Advª Iara Oliveira Reis Apoio Jurídico AdvºJoão Amaral Batista Técnico Fernando Peroto Lobo Consultor Técnico Arqtº Luiz Fernando Cruvinel Teixeira

EIXO ESTRATÉGICO DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL Coordenador Técnico – Géol. Silvio Costa Mattos Geógrafa Maria Santana Xavier Visconde Engº. Civil Diógenes Aires de Melo Advº. Henique Alves Luiz Pereira Engº. Civil Jonício Alves de Almeida Biól. Geórgia Ribeiro Silveira de Santana Geógrafo Antônio Soares MOBILIDADE E ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE Coordenadora Técnica – Arqª. Valéria Fleury de Carvalho Penido Gerentes Temáticos Arqº. Alberto Aureliano Bailoni Engº. Maria de Jesus Morais Barbosa Arqª. Ivanilde Maria Rezende Abdalla Engª. Ana Damascena Eng. Joaquim Antônio Jayme Arqª. Ediney Bernardes de Paiva Engº. Benjamim Kennedy M. da Costa EIXO ESTRATÉGICO ORDENAMENTO FÍSICO TERRITORIAL Coordenador Técnico - Prof. Ramos Albuquerque Nóbrega Gerentes Temáticos: Arqtª Celimene Machado Faria Arantes Adv.Eliane Auxiliadora Coutinho Moraes Arqtª Maria Helena Antunes de S. Camelo Engª Nágila Emiliano Garcia Técnicos: Arqtª Cláudia Gomide Guimarães Arqtª Rita de Cássia Coutinho Teixeira Arqtª Virginia Inácio Mathias Costa Econ Wilson de Sena Rosa 

EIXO ESTRATÉGICO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Coordenadora Técnica – Admª Sandra Sarno Rodrigues dos Santos Gerentes Temáticos Agronôma Maria das Graças Souza Pimentel Gestor Celeocy Borges Cotrim Economista Leonardo Morais Aguiar Técnico José Magalhães Faria L.Mod. Maria de Almeida Mendes Técnico Maria José Cardoso

EIXO ESTRATÉGICO DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL Coordenadora Técnica – Geógrafa Edy Lamar W. da Silva Achcar Gerentes Temáticos Psicóloga Carla Cristina tina de Araújo Gomes Profª Fernanda Vasconcelos Furtado Socióloga Maria de Lourdes Corsino Peres Nutricionista Arlete Gomes Cabral Engº Agrônoma Maria Claúdia Honorato da Silva e Souza Agrimensor Francisco das Chagas Magalhães Sobrinho EIXO ESTRATÉGICO GESTÃO URBANA Coordenadora Técnica – Arqª Marta Horta Figueiredo de Carvalho Gerente Temáticos: Assistente Social Dilma Pio de Santana Tecnólogo Elir José de Sousa Arqtª Maria Aparecida Cuevas Geógrafo Vicente Francisco de Carvalho Técnico Luís Carlos das Dores ATUALIZAÇÃO NORMATIVA Coordenador Técnico – Arqº Douglas Branquinho Gerentes Temáticos Admº Jairo da Cunha Bastos Arqª Iolane Prudente Marques Arqº César Ricardo N. da Rocha Arqº Jonas Henrique L. Guimarães Arqº Lucy de Paula T. Almeida Admº Paulo Eduardo R. Santos Apoio Téncico em Geoprocessamento Arqª Sarah Rassi de Almeida Geoprocessamento Flávio Yuaça Tecnóloga Cáritas Roque Ribeiro

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Apoio Técnico e Operacional Técnico Joeli Guimarães Técnico Jeovah Quintino da Silva Economista Regina Machado Souza Contadora Soraya Pedroso Estagiário David Lopes Júnior Estagiária Luciana Vanessa Valeta Economista Regina Machado Souza Colaboradores Estagiário Erikons de Assunção Ferreira Mantinada Estagiário Fernando Gomes de Souza Estagiário Liliam Adriana da Assumpção Estagiário Lorena Alves e Silva Economista Rodrigo Resende de Mello Estagiário Vinícius Gomes de Aguiar

Editoração gráfica Jovennet Comunicação - www.jovennet.com.br Apoio Técnico e Operacional Instituto Desenvolvimento Tecnológico do Centro-Oeste - ITCO Consultores Técnicos Engº Juan Luis Mascaró Arqº Nabil Bonduki Revisão e Consultoria de Redação Arqª Márcia Metran de Mello

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SUMÁRIO
Apresentação. Introdução. Demografia. EIXOS EXTRATÉGICOS. Eixo Estratégico Sustentabilidade Socioambiental. Eixo Estratégico Mobilidade e Transporte. Eixo Estratégico OrdenamentoTerritorial. Eixo Estratégico Desenvolvimento Econômico. Eixo Estratégico Sociocultural. Eixo Estratégico Gestão Urbana. Eixo Estratégico Atualização Normativa. Formulação do Plano Diretor. Referências Bibliográficas. 11 1 2  9 59 109 141 1 26 21 1 61

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APRESENTAçãO
GOIÂNIA “METRóPOLE REGIONAL”
Recorrendo-se à etimologia, verifica-se que a palavra “metrópole” origina-se do grego metra (matriz, útero, ventre) e polis (cidade), portanto “metrópole” tem o sentido de “cidade mãe”. O que se deseja para a Goiânia “Metrópole Regional” não foge muito do sentido etimológico de cidade mãe. Ela deve ser um foco em evidência, um pólo de grande influência econômica, social e administrativa em sua região. Esse devir assemelha-se aos anseios que levaram à criação da nova capital de Goiás em 19. Goiânia nasceu como símbolo de modernidade e progresso. Significou uma quebra no isolamento econômico, social, cultural e político do estado em relação ao restante do país. Era um passo a mais na “Marcha para o Oeste”, que visava o desenvolvimento e conquista do território brasileiro rumo ao Amazonas. Sem o surgimento de Goiânia e sua influência no desenvolvimento do Centro-Oeste, Brasília não poderia se viabilizar anos depois. Assim como São Paulo é uma metrópole global e Brasília uma metrópole nacional, hoje, o verdadeiro destino de Goiânia é ser uma metrópole regional. Um centro urbano de grande porte que possua os melhores equipamentos e condições de qualidade de vida para seus habitantes. Mas, para que tal presságio se realize é preciso estratégia, ou seja, um Plano Diretor que comporte um modelo metodológico que estabeleça formas de implementação de ações concretas, pois ele é uma ferramenta, um instrumento para a viabilidade dos anseios dos cidadãos.

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INTRODUçãO
O Estatuto da Cidade, ou Lei Federal 10.52/2001, regulamenta a política urbana no Brasil. Ele é um documento fundamental, pois norteia as mais importantes definições sociais do uso do solo urbano. Sua força mobilizadora está, principalmente, na gestão democrática popular que pressupõe, por meio do processo de discussão, a participação dos cidadãos na construção do modelo de cidade. É por isso que ele prevê, como documento básico da política municipal de desenvolvimento urbano, o Plano Diretor de Goiânia. Levando-se em consideração que o Plano Diretor traça o futuro da cidade, quem é capacitada a dizer o caminho a ser percorrido é a comunidade, pois são os moradores que vivenciam o dia-a-dia, as carências, os efeitos da globalização que forçam cisões na sociedade, os baques econômicos que levam a uma qualidade de vida inferior e a falta de acesso aos bens urbanos. Como quem faz o retrato das carências é a base consultada, o novo desenho da cidade deve refletir a vontade da população. O ponto chave do Estatuto das Cidades, deve-se salientar, é a clara intenção de minimizar a divisão social do território urbano, decorrente da livre mercantilização do solo e das intervenções do poder político e de diferentes estratos da população. À luz dessas novas orientações, os governos das cidades precisam adotar postura condizente com as perspectivas que se delineiam como desafios, renovando sua prática de planejamento. Os indicativos precípuos para a construção dos instrumentos do Plano Diretor de Goiânia foram o desenvolvimento sustentável, a identificação e suprimento das principais demandas sociais, a participação da comunidade e a consolidação e implementação das ações de desenvolvimento. Demandas são necessidades prementes, carências que precisam ser satisfeitas sob pena de afetarem os sistemas social, econômico e físico da cidade. Se frustradas, dificultam o cotidiano de cada cidadão e, no âmbito da coletividade, formam tendências negativas de caráter estrutural que impedem o desenvolvimento sustentável. As demandas sociais identificadas resultaram diretamente do amplo processo de consulta e debate popular promovido durante a construção da Agenda 21 Municipal, a revisão do Plano Diretor (2002 a 2004) e a realização da 1ª Conferência das Cidades. O modelo conceitual adotado partiu do diagnóstico feito por meio das leituras técnicas e comunitárias para estabelecer os princípios gerais que nortearam todo o

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plano. Esses princípios foram pactuados na 2ª Conferência das Cidades em setembro de 2005. Assim, pode-se dizer que o cerne conceitual do P.D.G. é composto de quatro princípios orientadores da política urbana: igualdade, oportunidade, qualidade e transformação. O princípio da igualdade perante a lei é proclamado como um valor fundamental, não só pelas constituições dos diferentes países, mas também pelas duas mais importantes declarações solenes de direitos: A Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Convenção Européia dos Direitos do Homem e das Liberdades Fundamentais. É o princípio da igualdade que permeia todos os outros, em todas as instâncias. Mas, para se criar as condições de igualdade é necessário que se abram novas oportunidades, portanto o princípio da oportunidade é indispensável. Para que a cidade seja igual para todos é preciso que todos tenham oportunidade em todos os âmbitos como na educação, saúde, trabalho, lazer, moradia, transporte, etc. Se há igualdade, abrem-se novas oportunidades. Mas, para que emerjam novas oportunidades é preciso transformar. É nesse sentido que surge o princípio da transformação. Transformação é ação, gestão. Ela está em tudo. É o fio condutor dos outros princípios e deverá abarcar a cidade e o cidadão. O conjunto de transformações gera qualidade. Qualidade para o meio ambiente, para o espaço, para a mobilidade etc. O princípio da qualidade depende do princípio da transformação. Em última análise, a transformação é um meio para se garantir qualidade. Na verdade, os princípios da igualdade, oportunidade, transformação e qualidade estão interligados. São conceitualmente interdependentes e só funcionam em conjunto, de forma dinâmica. Pelo princípio da igualdade, primordialmente, almeja-se reduzir as carências mais urgentes do goianiense em relação às condições básicas. Para isso, é necessário formar uma estrutura de apoio social. Sua função é neutralizar os cenários negativos que são formados pelos bolsões de pobreza onde grassam a baixa renda familiar, o desemprego e a violência. A intenção é promover uma oferta de habitação diversificada em um contexto urbano qualificado. Assim, pretende-se assegurar aos excluídos o direito à cidade. Sob a égide do princípio da oportunidade amplia-se o leque de ofertas no campo da saúde, habitação, educação, emprego e urbanização, além de viabilizar o crescimento da renda e reparti-la eqüitativamente, amenizando as diferenças regionais por meio de mecanismos de distribuição. As ações nesse sentido permitem ao cidadão a mobilidade, o acesso aos equi-

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pamentos urbanos, garantia do emprego, segurança da propriedade, educação, profissionalização, integração social e diversidade das atividades culturais. O princípio da qualidade visa atender às demandas de auto-estima da população. Nesse sentido, o P.D.G. prevê ações que visem a qualificação dos espaços urbanos em geral, ampliando a qualidade dos serviços e garantindo a mobilidade e acessibilidade às diferentes áreas da cidade. Sabe-se que a cidade de Goiânia, no imaginário de sua população, apresentase de forma negativa. Isso se deve, principalmente, à baixa qualidade dos espaços públicos, tratados de forma inadequada ou relegados ao abandono. É necessário mudar essa realidade requalificando a malha urbana e os logradouros públicos, oferecendo aos cidadãos uma cidade bela com lugares adequados ao lazer e à cultura. Goiânia merece ser uma cidade digna de admiração! Além disso, é preciso que as qualidades inerentes às cidades grandes sejam reconhecidas pelo goianiense, ainda muito preso ao estilo de vida restritivo das pequenas cidades, esquecendo-se da liberdade e diversidade cultural próprias das metrópoles. Há muito, os goianienses pleiteiam um centro urbano mais agradável, que concilie as escalas da metrópole com as do núcleo original da cidade, onde se passeava distraidamente pelas calçadas, contemplando-se a paisagem urbana como um flaneur - síntese de qualidade de vida a um só tempo contemporânea e humana. A arte urbana, por sua vez, deverá ser conceituada de forma mais significativa, menos amadora, adequando-se aos espaços públicos com concepções ousadas e maduras, mais afeitas a uma metrópole importante. Além disso, deve-se estudar as possibilidades de se aproveitar esteticamente os cursos d’água, evidenciando-os na paisagem, levando-se em consideração que a água é o principal agente de significação para uma cidade. Seria benéfico para o imaginário urbano que se criassem grandes núcleos de áreas verdes disponíveis para a população em forma de parques e bosques. Os existentes são muito apreciados, mas insuficientes em relação à área total da urbe. Em suma, as ações em favor do meio-ambiente construído e natural e do patrimônio histórico e cultural são articuladas para se construir uma estrutura urbana que faça de Goiânia uma cidade com mais qualidade. O princípio da transformação objetiva aprimorar as vocações econômicas, espaciais, científicas e tecnológicas existentes em Goiânia, no intuito de atender às novas demandas provocadas pela sociedade da informação. Nessa direção, as ações têm em vista o fortalecimento das atividades econô-

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micas e de inovação interligadas entre si. Goiânia, como centro urbano inserido nas escalas regional, nacional e global, necessita de uma estrutura mais eficiente. Só assim, estará preparada para os constantes desafios do avanço da tecnologia e do relacionamento das nações e seus povos. O P.D.G. apóia o desenvolvimento da economia e do emprego, criando as condições espaciais e institucionais para implantação de serviços avançados que têm como suporte a tecnologia da comunicação. Os programas e projetos relativos ao princípio da transformação são: centro de excelência esportiva, centro avançado de saúde, centro de diversidade cultural, centro de excelência do agro negócio, pólos de tecnologia. As ações com vistas à transformação aliadas às ações do princípio de qualidade farão de Goiânia um pólo estratégico que abarcará infra-estrutura tecnológica adequada, sistemas de empresas auxiliares fornecedoras de serviços e suportes e um mercado de trabalho especializado.

EIxOS ESTRATéGICOS
A partir de estratégias pactuadas na 2ª Conferência das Cidades, estabeleceram-se seis eixos estratégicos que, em conjunto, permitiram abranger as diferentes demandas levantadas e, individualmente, focá-las segundo suas características específicas. As ações formuladas dentro de cada eixo tiveram como referência básica os princípios da igualdade, oportunidade, qualidade e transformação. Os eixos estratégicos são: sustentabilidade socioambiental, ordenamento territorial, mobilidade, acessibilidade e transporte, eixo sociocultural, desenvolvimento econômico e gestão urbana. Foi a partir do desenvolvimento desses eixos que se idealizou um modelo espacial que correspondeu à visão de futuro desejada pela comunidade. Para cada eixo estratégico correspondeu um conjunto de programas e projetos. Os programas são ações que devem ser implementadas para atingirem objetivos mais específicos. Sua viabilidade é assegurada por projetos. O projeto tem o sentido etimológico de “lançar para frente”, “vir a ser”, ou seja, é um instrumento para a concretização de uma idéia, um desejo, uma intenção. Assim, pode-se definir como modelo espacial a representação gráfica no espaço do conjunto das diretrizes, programas e projetos fundamentais, elaborado de acordo com os princípios e estratégias que promoverão o desenvolvimento urbano de Goiânia. O modelo espacial, o plano regulador e o sistema municipal de gestão e plane-

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jamento definem o Plano Diretor de Goiânia. Vale esclarecer que o plano regulador é o regime urbanístico que estabelece as regras para cada terreno em relação ao parcelamento do solo, da edificação ou instalação de uma atividade. É um instrumento disciplinador e incentivador do processo de desenvolvimento sustentável do município.

CONCEPçãO GERAL DO PROCESSO METODOLóGICO:
passos para a elaboração do modelo espacial Para alcançar o modelo espacial desejado para Goiânia foi necessário seguir um roteiro metodológico. Como primeiro passo buscou-se o desenvolvimento de cada eixo estratégico, identificando, classificando e conceituando os assuntos ou proposições importantes, ou seja, os temas relevantes. Os temas relevantes correspondem às demandas sociais que vieram à tona durante o processo participativo de diagnóstico. Para identificá-los foi preciso estar consciente de que o P.D.G. não tem como objetivo resolver todos os problemas e potencializar todos os aspectos positivos do município. Valeu, nesse caso, a sensibilidade para perceber, no âmbito do diagnóstico, os conteúdos mais significativos. Nessa fase procurou-se identificar: as situações indesejadas no município e os procedimentos cabíveis para sua modificação; os fatores que dificultam o desenvolvimento urbano e as formas de torná-los favoráveis; os elementos positivos facilitadores da vida na cidade e as maneiras de potencializá-los. Vale lembrar que os conteúdos relativos ao desenvolvimento de cada eixo estratégico não podem ser ambíguos, devem ser conceitualmente e espacialmente precisos. A partir do trabalho com os temas relevantes conceberam-se os Cenários desejados para o futuro da metrópole e estabeleceram-se os meios, ou seja, as diretrizes, os programas e os projetos, para realizá-los. O passo seguinte foi a inscrição desses meios no espaço.

CONCEPçãO DOS CENÁRIOS
A título de definição, pode-se dizer que os cenários são as situações desejadas para o futuro da cidade, fundamentadas em suposições coerentes sobre as diversas combinações entre os problemas e as oportunidades. Para construí-los, fêz-se necessário seguir alguns passos. Em primeiro lugar formularam-se os objetivos gerais de cada eixo estratégico, em outras palavras, definiram-se os alvos a serem atingidos.

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A seguir identificaram-se e analisaram-se os temas críticos de cada eixo estratégico, levando-se em consideração os fenômenos e as variáveis chaves; conceberam-se os cenários alternativos referentes aos temas relevantes e observaram-se suas interfaces com os outros eixos estratégicos. Finalmente, definiram-se os Cenários desejados, avaliando-se as implicações referentes aos temas analisados e sua influência na qualificação das potencialidades e solução dos problemas. Em decorrência desse processo, formularam-se os meios para atingir os objetivos, ou seja, elaboraram-se as diretrizes, os programas e os projetos. Os programas e os projetos foram inscritos no território municipal com o objetivo de promover a visão espacial das intervenções programadas. Ao conjunto dessas intervenções, sejam de caráter físico territorial ou institucional, denomina-se modelo espacial. Seu conteúdo é composto por textos explicativos e mapas que localizam, no território municipal, as diversas propostas de intervenção urbana.

CONCLUSãO DO PLANO DIRETOR INTEGRADO DE GOIÂNIA
Desde a identificação dos temas relevantes até a construção dos Cenários desejados, as equipes responsáveis pela elaboração do P.D.G. obedeceram a um processo contínuo de avaliação pública dos conteúdos desenvolvidos. Esse procedimento garantiu que o modelo espacial resultante fosse pactuado durante todo o seu desenvolvimento. Nesse sentido, as propostas formuladas puderam ser difundidas continuamente no intuito de possibilitar à população interessada o conhecimento antecipado dos conteúdos do documento preliminar do P.D.G. Constituído por textos, mapas e tabelas, o documento preliminar do P.D.G. é a elucidação do diagnóstico e das propostas discutidas com a comunidade durante o desenvolvimento do modelo espacial. Como convém a um plano participativo, ele deverá, conforme previsto pelo Estatuto da Cidade, ser referendado em audiência pública, convocada pelo executivo municipal, conforme a norma 025 do Conselho Nacional das Cidades. As modificações necessárias para o ajuste de condutas serão realizadas antes do envio do Projeto de Lei do Plano Diretor para a Câmara Municipal. O documento final do P.D.G. será constituído pelos diagnósticos e propostas referendadas pela audiência pública. Em anexo, estarão a Lei do Plano e os Instrumentos de Política Urbana. Seu conteúdo será formado por textos explicativos, mapas, gráficos e tabelas.

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SITUAçãO ATUAL DO MUNICíPIO
Síntese
Goiânia concebida e projetada em 19 para abrigar uma população de 50.000 habitantes. Bem nascida, em pleno cerrado entre chapadas, veredas e a suavidade da topografia do planalto central. Experimentando a amenidade do clima, a vastidão da bacia hidrográfica e a extensa cobertura vegetal, se integrou, à beleza da paisagem, encantando àqueles que aqui chegavam. Goianos de outras localidades do estado, paulistas, mineiros, gaúchos, nordestinos e outros acalentados pelo sonho da marcha para o oeste, ficaram e criaram raízes. Cresceu sob o olhar de seu idealizador, Pedro Ludovico Teixeira, que almejava para a capital menina, um futuro promissor. Ainda hoje, 2 anos passados, pode-se dizer que a capital mantém seu “espírito original”, vivo e atuante, capaz de comover as pessoas. Encanta a exuberância colorida da sua arborização, que, a cada ano, brinda o morador com o colorido das floradas dos ipês, amarelos, rosa, roxos e brancos, contrastando com o clima do inverno e as folhas secas das outras árvores. As grandes avenidas que cortam a cidade em todas as direções, as largas calçadas abrigadas em generosas sombras, a grata surpresa de tantas praças urbanizadas e floridas, bosques e parques, canteiros e rótulas, que neutralizam a monotonia urbana dos traçados especulativos. Essa ambiência urbana, enfim, tão rica em traços e valores culturais, ainda compõe uma morada afável. Sua vitalidade e vigor manifestam-se no ritmo acelerado das suas construções e na demanda pelos serviços sociais e infra-estrutura, na medida em que cresce com diferentes dinâmicas e em diferentes direções. De forma legal ou ilegal. O comércio variado e a prestação de serviços ultrapassam sua área de influência além dos limites estaduais, colocando Goiânia ao lado dos mais desenvolvidos centros do país. O orgulho do morador consciente, entretanto, se contém quando verifica que a cidade vai sendo invadida pelas mazelas da decomposição urbana. Os cursos d´água – ontem límpidos e caudalosos córregos - transformando-se em espaços degradados pela devastação e poluição ambiental, degradam a paisagem lúdica que contribuiu, para a escolha da capital.

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As edificações implantadas em locais impróprios, prejudicando, as áreas de preservação ambiental e aumentando as densidades em áreas já comprometidas pela falta de aeração e iluminação, sobrecarregam o trânsito, aumentam o calor e a poluição sonora e do ar. A cidade vai crescendo vertiginosamente, esparramando-se pelas beiradas de sua periferia sob pressões dos interesses privados do comércio imobiliário, se contrapondo à especulação daqueles detentores das áreas centrais urbanizadas e beneficiados por incentivos urbanísticos, aguardando maior valorização de seus imóveis. Com isso a descontinuidade orgânica da ocupação gera os vazios urbanos, densidades demográficas desequilibradas, contraditórias e conflitantes e segregação espacial. Ao mesmo tempo leva o poder público a ampliar as redes de atendimento da saúde, educação e assistência social. Esse quadro reflete-se na circulação, e o grande contingente de trabalhadores que utiliza o transporte coletivo, paga o tributo crescente, malbaratando no trânsito lento preciosas horas do seu tempo de descanso e lazer, e principalmente, de liberdade. As moradias da população de baixa renda se multiplicam. São precárias com serviços insuficientes ou nenhum serviço, nos fundos de vale, áreas de risco e nas periferias um anel de pobreza vai circundando a bela cidade e sufocando o orgulho dos cidadãos. O complexo quadro das situações e contradições marcam o crescimento de Goiânia no zoneamento em vigor e no uso e ocupação do espaço urbano, em contradição com os interesses elementares dos moradores da cidade, ou seja, com as condições desejáveis da habitabilidade. Além disso, esse descompasso reflete-se na infra-estrutura, as redes de abastecimento da água e energia ainda se fazem necessárias e a saturação ameaça a rede de esgotos e as galerias de águas pluviais em determinados setores da cidade. A rede viária, numa extensão de 4.650.000km, ainda carece de adequações físicas e de gerenciamento, para garantir a fluidez do trânsito e do transporte coletivo. Abrigar a população confortavelmente é indispensável. Percebe-se claramente que uma parte da população se distribui na cidade em bairros e setores dotados de infra-estrutura e da prestação dos serviços públicos, outra, que embora com poder aquisitivo, ainda não dispõe da oferta de todos os serviços. Por último, àquela que não dispõe da oferta dos referidos serviços e nem mesmo seriam capazes de pagar as taxas mínimas no caso da implantação dos benefícios pelo poder público.

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A situação se agrava porque é neste grupo que se encontram aqueles que chegam a Goiânia em busca de novas oportunidades, sem qualquer qualificação profissional, formal ou informal. Daí a forte pressão sobre o mercado de trabalho, contribuindo inclusive para a baixa remuneração dos trabalhadores. Mesmo dispondo de uma cidade dotada de bosques, parque e praças urbanizadas, equipamentos esportivos distribuídos por quase todos os bairros, a população se recente da oferta de oportunidades e alternativas de lazer e recreação. A programação dos eventos culturais e artísticos ainda é restrita a uma parcela dos cidadãos, mesmo havendo espaços disponíveis na cidade. Enquanto isso os shoppings center´s passam a ser a maior opção de entretenimento das pessoas. Mesmo sob a ameaça do caos urbano, a cidade sobrevive, ainda que dispersa e cheia de contrastes. Sobrevive também nas várias formas de encontro dos moradores, na vizinhança, nas relações resultantes dos espaços condominiais e, sobretudo, do esforço das instituições e prestadores de serviços, que urgem tornar a cidade equilibrada, harmônica, sustentável e acolhedora e cativante, tanto para o morador como para o visitante. Essa é a cidade que se reconstrói para atender às necessidades prementes e futuras, corrigindo os erros, intervindo no espaço que busca se renovar e se reorganizar, adequando não só o seu desenho, mas equilibrando o desenvolvimento das suas funções da cidade enquanto espaço e lugar do morador.

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DEMOGRAFIA
1. EvOLUçãO DA POPULAçãO
Considera-se que a população de Goiânia em sua fase de construção era formada pelos residentes de Campinas, os habitantes das áreas rurais próximas e 4.000 imigrantes. A tabela 1 mostra a evolução da população por décadas, de 1940 a 1980, e dos dois últimos censos demográficos do IBGE, 1991 e 2000.

No ano de 1940, a população apresentou pequeno crescimento, totalizando 48.166 pessoas. Em 1950 chegou a 5.89 habitantes, 40. na área urbana e 1.056 na zona rural, superando as expectativas iniciais, considerando-se que a cidade foi planejada para 50.000 habitantes. Na década de 1950, Goiás recebeu fluxos de pessoas vindas de Minas Gerais e do Nordeste, iniciando-se um ciclo imigratório significativo para o aumento da população da capital. No ano de 1960, Goiânia contou com 151.01 habitantes, apresentando um expressivo crescimento na população urbana, 1.462 pessoas, enquanto na área rural viviam 1.551. Em 190 totalizaram-se 80. pessoas, das quais 6.056 no espaço urbano e, apresentando uma soma estável em relação à década anterior, 1.1 na zona rural. O número de habitantes da área urbana chegou, em 1980, a 15.526 pessoas, porém a população rural apresentou variação negativa, 1.844 residentes, essa redução correspondeu a 21,9%.

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Segundo os resultados do Censo Demográfico de 1991, a população de Goiânia alcançou 922.222 habitantes. No ano de 2000 subiu para 1.09.00, incluindo as .201 pessoas da área rural; a área urbana correspondeu a 99,% do total. A pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios divulgou que a população, no ano de 2001, chegou a 1.116.541 pessoas. Para o ano de 2005, o IBGE estimou 1.201.006 habitantes. Na tabela 2, observa-se que, no período compreendido entre 1991 e 2005, a população aumentou a cada ano, apresentando uma variação significativa em 199, 2000 e 2004, maior que a do estado de Goiás no mesmo período.

O IBGE não dispõe de informações estatísticas sobre a projeção da população de Goiânia quanto ao número de habitantes até o ano de 2018. Assim, diante da necessidade de obter dados mais próximos da realidade para a elaboração do Plano Diretor, a equipe técnica, por consenso, adotou o índice de crescimento de 1,85% ao ano para projetar o número de habitantes de 2006 a 2018, conforme registra a tabela , levando em consideração o índice de crescimento de 1991 a 2000.

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2. CARACTERIzAçãO
2.1. Gênero
A tabela 4 mostra que o Censo Demográfico do IBGE de 2000 registrou uma população urbana de 1.085.806 pessoas na cidade de Goiânia, correspondendo a 21, % dos habitantes do estado de Goiás. Quanto ao gênero, a predominância era do sexo feminino.

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2.2. Faixa Etária
Como mostra a tabela 5, a população urbana de Goiânia, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE de 2000, era predominantemente adulta. Havia 22.981 pessoas com idades entre 20 e 29 anos. Os mais jovens, entre 10 e 19 anos, totalizavam 214.812 habitantes.

No cartograma 1, observa-se que a região Noroeste concentrava o maior número de crianças nas faixas etárias de 0 a 4 e 5 a 9 anos. Em seguida estava a região Sul. As regiões Sudeste e Vale do Meia Ponte, por sua vez, apresentavam os menores quantitativos de crianças nessas faixas.

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O cartograma 2 destaca que a população com faixa etária acima de 50 anos encontrava-se mais concentrada na Região Central, apesar de que era bastante significativa também nas regiões Sul e Campinas.

2.3. Escolaridade
Na tabela 6 constata-se, em relação a anos de estudos, que o maior número de pessoas estudou de 4 a  e de 11 a 14 anos. Essa formação diz respeito ao ensino fundamental incompleto e ao ensino médio. As pessoas sem instrução ou

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com menos de um ano de estudo correspondiam a 6,4% do total, ou seja, 21.004 indivíduos. Somavam-se .525, 12,04%, os habitantes com 15 ou mais anos de estudos. Nota-se, a partir dos dados observados, que o percentual da população com formação completa em curso superior ainda era inexpressivo. Vale ressaltar que os dados citados são de cidadãos que se declararam responsáveis pelos domicílios particulares permanentes.

3. DISTRIbUIçãO ESPACIAL
A cidade está divida em 12 regiões administrativas e sua população distribuída conforme a tabela .

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Segundo dados do Censo Demográfico do IBGE de 2000, a Região Sul abrigava o maior número de pessoas. O aumento considerável de habitantes desde 1991 foi devido à verticalização de alguns de seus bairros. Também a busca de qualidade de vida pode ter influenciado a migração da população central para essa e outras regiões, considerando-se que o fortalecimento de atividades comerciais e a fixação de prestadores de serviços em alguns bairros mudaram a sua característica inicial de bairros residenciais. A Região Central contava com uma quantidade expressiva de habitantes, embora o número de pessoas nessa área tenha diminuído em relação ao indicado no censo de 1991. As regiões que tiveram maior taxa de crescimento na década de 1990 foram a Sudoeste, apresentando crescimento anual de 1,4 %, e Noroeste, com 9,02%. Destaca-se a influência de loteamentos clandestinos na região. Observa-se que as regiões Macambira Cascavel e Central apresentaram taxa de crescimento negativa e Campinas manteve-se estável. Percebem-se vazios urbanos na Região Sul e uma tendência de ocupação causada por investimentos do mercado imobiliário na construção de condomínios verticais no Parque Amazonas e Jardim Goiás, contribuindo para o aumento da densidade demográfica na região. A aprovação de loteamentos denominados “condomínios fechados” na Região Sudeste tornou-a muito atrativa, dinamizando sua ocupação. A taxa de crescimento da população de Goiânia, na última década, foi de 1,95 % ao ano, enquanto que a do estado de Goiás atingiu 2,46% no mesmo período. 

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Como mostra a tabela 8, embora a Região Sul concentrasse a maior quantidade de moradores, 15,22% do total, as regiões Central e Campinas possuíam a maior densidade demográfica, respectivamente 6.21,55 e 6.15,85 hab/Km². Ressaltase, ainda, que a densidade demográfica do município de Goiânia em relação ao número de habitantes estimados para 2005 alcançou o correspondente a 1.658,66 hab/Km². Na tabela 9, pode-se observar que a população da Região Metropolitana de Goiânia, constituída atualmente por 1 municípios, possuía um total de 1.94.1 habitantes em 2005.

4. IMIGRAçõES
Dentre os componentes que contribuíram pra a evolução demográfica da cidade, identifica-se a imigração como fator decisivo. Conforme a tabela 10, baseada em levantamentos realizados pelo IBGE em 1996, verifica-se que, a partir de 1996, imigraram para Goiânia 4.605 pessoas. Desses imigrantes, 20.095, ou 42% do total, vieram de municípios do próprio estado de Goiás. Apenas 220 pessoas procederam de outros países, 164 ignoravam seu local de origem e 486 não sabiam onde residiam. Os demais 26.640 provieram de outros estados do Brasil. Desse contingente, o maior número de pessoas, acima de 2.000 em cada esta- 

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do, emigraram do Tocantins, Pará, Bahia, São Paulo, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais e Mato Grosso, em ordem decrescente. Nos demais estados registrou-se imigração populacional, para Goiânia, abaixo de 00 indivíduos. Pode-se inferir, pela análise desses dados, que há sobrecarga de demandas não atendidas no âmbito físico e socioeconômico de Goiânia. Assim, os serviços urbanos deixam a desejar, promovendo a exclusão, gerando pobreza advinda da falta de emprego e renda, crescimento acelerado do subemprego e do trabalho informal, deficiências no atendimento à saúde e educação, mendicância, ocupação desordenada do solo, aumento da violência etc.

Os dados da tabela 11 informam que Goiânia continuou atraindo gente de outras unidades da federação. Segundo os dados do Censo Demográfico de 2000, no universo de 1.09.00 habitantes, 265.045 pessoas, ou 24,2 % do total, nasceram em outros estados. A maioria era proveniente da Região Sudeste, Nordeste e Norte. Os estrangeiros correspondiam a 0,28% da população. Não é possível fazer uma comparação entre o fluxo imigratório de 1996 e o de 2000. No primeiro buscou-se saber a origem das pessoas, no segundo o local de nascimento. 

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5. OCUPAçãO DA POPULAçãO
Os dados disponíveis sobre a ocupação das pessoas no município de Goiânia foram tomados da Relação Anual de Informações Sociais, pesquisa referente ao mercado formal de trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Deve-se ressaltar que os trabalhadores considerados não residiam apenas no município de Goiânia, haja vista que a capital oferece trabalho a moradores de outras cidades, principalmente as que integram sua região metropolitana. Segundo os dados na tabela 12, os setores de serviços e administração pública foram os que mais empregaram. Nos anos analisados, representaram mais de 50% do total de empregos em Goiânia. Nesse caso, a ocupação na administração pública foi bastante representativa porque a cidade é sede do Governo Estadual. Percentualmente, os setores de comércio, indústria de transformação e agropecuário apresentaram crescimento em todos anos, apesar de que o último apresentou insignificante participação em relação ao todo. Os setores de extração mineral e serviço industrial de utilidade pública, por sua vez, obtiveram queda, assim como o ramo da construção civil, apesar do seu expressivo aumento no período de 2000 para 2004. 

5.1. Por Gênero
Como demonstra a tabela 1, setores como o de serviços e indústria de transformação apresentaram equilíbrio entre os dois gêneros, resultado previsível para áreas de atuação que comportam trabalhadores de ambos os sexos. Observa-se que houve a predominância da população feminina na administração pública. Como as mulheres têm mais predisposição para o estudo, a probabilidade de serem aprovadas em concursos públicos é maior. Nos demais setores a predominância do sexo masculino foi bastante visível. Nesse âmbito, em sua maioria, as atividades exigem esforço físico ou não são apropriados para o sexo feminino. 

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5.2. Por faixa etária
No período analisado na tabela 14, a maioria dos trabalhadores formais se encontrava na faixa de 0 a 9 anos. O comércio, por absorver um perfil mais jovem, comportava trabalhadores com idades de 18 a 24 anos. Os serviços e a indústria de transformação também empregaram bastante os jovens entre 18 a 24 anos. Esse fato pode ser justificado pela baixa remuneração aplicável a profissionais com pouca experiência no mercado. Em percentuais, é pequena a participação dos trabalhadores na faixa etária de 65 anos ou acima. Em termos absolutos, eles são mais expressivos no setor de serviços e administração pública. No último caso, haja vista a necessidade de concursos, o empregador mantém a mão-de-obra por longo período, a maioria dos funcionários permanece no emprego até a aposentadoria. 

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5.3. Por grau de instrução
Nos anos observados na tabela 15, os setores que empregaram maior quantidade de profissionais com curso superior completo foram a administração pública, o comércio e os serviços. Com exceção da administração pública que reduziu de 11.89 para 02 funcionários, no período de 1990 a 2004, todos os demais setores vinham aumentando a quantidade de empregados analfabetos, como tudo indica, por causa dos baixos salários devidos aos mesmos. A participação da categoria outros, que inclui os trabalhadores com 4ª, 8ª série e 2º grau incompletos e ignorados, correspondeu à aproximadamente 5% do mercado de trabalho formal em todos os anos. 

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Pela somatória dos dados obtidos, observa-se que a maioria dos empregados estudou até a 8ª série ou completou o 2º grau. 

EIXOS EXTRATÉGICOS 

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O foco principal deste eixo estratégico é o desenvolvimento sustentável, aqui entendido como o crescimento que compatibiliza as atividades econômicas, a preservação, a conservação e a recuperação dos recursos naturais e do meio ambiente natural e construído, a eqüidade social e a qualidade de vida da população, atual e futura, do município de Goiânia.

SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

EIXO ESTRATÉGICO SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

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1. REALIDADE SOCIOAMbIENTAL DO MUNICíPIO DE GOIÂNIA
1.1. O processo de metropolização, uso e ocupação do solo e os problemas scioambientais da capital
Goiânia é hoje uma metrópole regional, cuja população caminha para um milhão e quinhentos mil habitantes. Como região metropolitana, abarca quase dois milhões de pessoas. Os seus problemas socioambientais são inúmeros e relacionam-se, principalmente, com seu processo de urbanização, responsável pela fragmentação do espaço urbano, segregação e exclusão social. Na época da construção da nova capital (década de 190), os operários se instalaram em precários barracões fora do perímetro urbano determinado pelo plano urbanístico, pois não dispunham de moradias em locais pré-estabelecidos. Assim formaram-se as primeiras “áreas de posses”, denominação local para invasões e favelas ao longo do córrego Botafogo. Esse processo se intensificou nas décadas seguintes com as sucessivas invasões de áreas públicas, muitas delas de preservação ambiental como nascentes e de fundos de vales, formando inúmeros “enclaves” disseminados no tecido urbano da capital, constituindo muitas áreas de risco. A partir da década de 190, quando se intensificaram os fluxos imigratórios para Goiânia ocasionados pela modernização no campo, formaram-se grandes bolsões de pobreza. Dessa forma, desencadeou-se um processo de periferização da capital por meio de loteamentos irregulares e clandestinos, implantados com parco planejamento nas franjas da zona de expansão urbana ou na zona rural da capital, muitas vezes em conurbação com os municípios vizinhos. Inicialmente, esse processo de segregação foi induzido pelo governo estadual, ganhando força a partir de 198 com a implantação de sucessivos grandes assentamentos urbanos de baixa renda na Região Noroeste da cidade. Posteriormente o agente foi o capital imobiliário privado, que hoje estende essa prática por regiões como a Sudoeste, Leste etc. O grande crescimento populacional agravou os problemas e exacerbou os conflitos. Assim, como em todas as outras grandes cidades do país, os índices de violência cresceram com o aprofundamento das desigualdades sociais devido à crise econômica e ao conseqüente desemprego. No bojo desse cenário está a ocupação desordenada do solo.

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O processo de periferização e segregação de grandes contingentes de população de baixa renda foi o grande responsável pela ampliação do perímetro urbano de Goiânia. Esse fenômeno provocou sucessivas mudanças na lei de zoneamento da capital, empurrando para cada vez mais longe a moradia dos mais pobres e agravando os problemas socioambientais. Assim, pode-se afirmar que os principais problemas socioambientais do município de Goiânia estão hoje basicamente relacionados: 1. Ao desmatamento excessivo da cobertura vegetal original, na zona rural por causa da agricultura e da pecuária e na zona urbana pelo parcelamento urbano mal planejado. Estima-se que restam menos de 5% da cobertura vegetal primitiva no território do município e a maioria das unidades de conservação ou áreas protegidas ainda não têm um sistema de gestão integrado e eficaz. 2. À poluição dos corpos d’água, principalmente os que drenam a malha urbana por causa da falta de tratamento dos esgotos industriais e domésticos. Essa situação foi sensivelmente amenizada com a implantação da Estação de Tratamento de Esgoto de Goiânia, mas ainda apresenta problemas devido aos esgotos clandestinos que são descarregados nas galerias pluviais e nos corpos d’água que cortam a malha urbana e às parcelas da cidade não integradas a ETE como as áreas periféricas das regiões Noroeste, Leste, Sudoeste e outras. 3. À ocupação desordenada do Solo Urbano e à conseqüente formação de espaços segregados desprovidos de saneamento, galerias pluviais e equipamentos urbanos. 4. À proliferação de áreas de risco que provoca o agravamento de processos erosivos e de assoreamentos. 5. Aos freqüentes alagamentos das vias da malha urbana consolidada devido aos altos índices de impermeabilização do solo, às galerias pluviais sub dimensionadas ou assoreadas e ao aumento de área de captação provocado pela expansão urbana. 6. Às alterações climáticas que provocam a formação de ilhas de calor nas regiões mais densamente povoadas e impermeabilizadas. 7. À poluição atmosférica resultante das inversões térmicas ocasionadas pela considerável quantidade de poluentes na atmosfera, sobretudo monóxido de carbono proveniente do grande volume de veículos e tráfego intenso. 8. À poluição visual causada pela quantidade excessiva de propaganda impressa em outdoors, placas, faixas etc. 9. Ao intenso tráfego de veículos na malha urbana e aos inúmeros pontos críticos de engarrafamento, que limitam cada dia mais a mobilidade e a acessibilidade.

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A ausência de cobertura vegetal natural, principalmente a retirada de mata ciliar das drenagens, potencializa os processos erosivos e de assoreamentos. Isso contribui para desmoronamentos de barrancos de drenagens taludes e o alagamento de margens. Assim, criam-se áreas de risco, sobretudo porque é comum a ocupação das áreas lindeiras e de fundos de vales do perímetro urbano, por moradores de baixa renda. A diminuição das áreas verdes contribui para reduzir os índices de umidade e aumentar o desconforto da população. Dados estatísticos confirmam que ocorreu em Goiânia um decréscimo de % na umidade do ar entre 190 e 1990, ou seja, 1% a cada dez anos. Hoje, Goiânia possui cerca de 10 áreas protegidas, legalmente reconhecidas. Grande parte delas vem sofrendo um processo contínuo de degradação ambiental. Algumas já estão totalmente invadidas. Como nem todas essas áreas estão sob a jurisdição do poder público municipal, há dificuldades em administrá-las de forma única e integrada. A maioria das unidades de conservação não conta com um plano de manejo para sua adequada utilização. Outro problema é que essas áreas protegidas estão quase totalmente dentro das atuais zonas Urbana e de Expansão Urbana. Como o poder público municipal, na prática, nunca legislou ou gerenciou o espaço rural, exetuando-se o Parque Altamiro Moura Pacheco (UC estadual), a atual Zona Rural do município carece de unidades de conservação. A falta de interação entre os órgãos parceladores e os ambientais faz com que muitas áreas destinadas a parques e à proteção ambiental fiquem submetidas apenas a acordos do empreendedor com o órgão de planejamento, sem a devida implementação pelo órgão ambiental ou por serem decretadas Unidades de Conservação com dimensões inadequadas para a preservação. Um bom exemplo de implantação de parque linear, no município de Goiânia, é o Parque Macambira Anicuns. Em relação à água potável, pode-se considerar que a população de Goiânia é relativamente bem servida. Segundo dados da SANEAGO, 92% das pessoas contam com serviço de abastecimento de água tratada. A água que abastece a capital é de superfície e vem da Estação de Tratamento de Água do rio Meia Ponte (ETA Meia Ponte), situada no rio homônimo, próximo à barra do ribeirão São Domingos, na Região Noroeste de Goiânia, e da ETA do João Leite, afluente do rio Meia Ponte, situada na Região Norte de Goiânia. É de fundamental importância que se divulgue o significado desses corpos d’água e os locais de captação de água para abastecimento público para a qualidade ambiental e de vida da população, pois a consciência de seus significados poderá ajudar em muito a preservação dos mesmos.

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A Região Noroeste de Goiânia é caracterizada por loteamentos de alta densidade para baixa renda, hoje cornubados com outro parcelamento, de características semelhantes, no município limítrofe de Goianira. O processo de uso e ocupação do solo dessa área é a grande preocupação em relação à vida útil da ETA do Meia Ponte porque ela é umas das regiões de Goiânia que não estão integradas à Estação de Tratamento de Esgoto. Assim, faz-se urgente disciplinar o uso desse solo, visando proteger o ponto de captação de água do Meia Ponte, bem como aprovar e implementar a APA da bacia hidrográfica do ribeirão São Domingos, abrangendo terras dos municípios de Goiânia e de Goianira. A ETA do João Leite está situada em uma bacia hidrográfica mais conservada e conta com instrumento legal de proteção aprovado, a APA do João Leite. Sua adutora está em fase de construção final, com perspectiva de abastecer Goiânia e sua Região Metropolitana até 2025. A poluição dos corpos d’água que cortam a malha urbana de Goiânia se dá, principalmente, pelos dejetos domiciliares e industriais. Esse é um dos principais problemas ambientais da capital, pois a maior parcela dos detritos é jogada in natura nos afluentes do rio Meia Ponte que drenam a malha urbana do município. Esse problema está sendo parcialmente solucionado pela implantação do sistema da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), situada nas imediações do Bairro Goiânia II, Região Norte da Cidade. Ela vem tratando os esgotos provenientes da margem direita do rio Meia Ponte, a mais intensamente urbanizada da capital. A ETE de Goiânia, entretanto, trata aproximadamente 0% dos dejetos gerados na capital e não coleta os que são gerados na margem esquerda do rio Meia Ponte. Isso ocorre, sobretudo, na bacia hidrográfica do ribeirão Caveirinhas, Região Noroeste da capital com uma população em torno de 150 mil habitantes, onde os dejetos ainda são lançados in natura na rede de drenagem natural, contribuindo para poluição do rio Meia Ponte. O mesmo acontecendo em outras regiões periféricas como a Região Leste, Região Sudoeste e outras. Outros problemas agravam a degradação do rio Meia Ponte. O assoreamento natural devido à ocupação desordenada do solo urbano da capital e um grande volume de entulhos e lixo que para ele são canalizados por serem depositados nos fundos de vale de seus afluentes. Isto sem falar no fato de que o tratamento de esgoto feito na referida ETE é de fase primária de apenas 0%, sendo feita apenas à remoção de sólidos grosseiros, areia e outros sedimentos o que termina ainda contribuindo para poluição do rio com a diluição dos afluentes tratados neste corpo d’água.

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Em relação aos resíduos sólidos domiciliares, pode-se dizer que toda a cidade é atendida com coleta regular, diária (diurna e noturna) ou duas a três vezes por semana, dependendo da região e do bairro. O local de disposição final é um aterro sanitário controlado situado no entorno da via de saída para Trindade, que terá sua área de descarga ampliada, pois apresenta capacidade apenas para os próximos três anos. O acondicionamento dos resíduos domésticos pela população em algumas regiões e bairros deixa a desejar, demandando campanhas educativas. Os Resíduos Sólidos dos Serviços de Saúde são coletados pela COMURG por um caminhão e dois fiorinos. São recolhidas 240 ton/mês e não há uma boa coberde fiscalização dos órgãos competentes. Dentre eles estão a falta de elaboração de planos de gerenciamento dos resíduos sólidos dos serviços de saúde e a não cobrança de taxas de serviço em relação à coleta e disposição dos resíduos, inviabilizando a continuidade dos serviços pelo poder público municipal. Quanto aos resíduos industriais, é responsabilidade do gerador dar-lhes uma destinação adequada, pois o município não conta ainda com local apropriado. Outro problema é o destino dos resíduos sólidos da construção civil, ou entulhos da construção civil. Como não existe espaço reservado para eles, são despejados nos terrenos baldios, fundos de vale ou, em menores percentagens, levados para o aterro sanitário. Algumas iniciativas surgiram no sentido de promover parcerias do poder público municipal, indústria da construção civil e empresas transportadoras, visando diminuir o volume de rejeitos nas construções, reaproveitá-los e dar uma destinação adequada para as sobras. Essas proposições, entretanto, não têm obtido continuidade. Dentre elas, vale citar a parceria entre a Prefeitura de Goiânia, a UnB e FURNAS, visando a elaboração de um plano de gerenciamento integrado de resíduos sólidos da indústria da construção civil. A varrição das ruas, a poda das árvores e a capina e roçagem dos lotes e áreas publicas são feitas pelo poder público municipal. Porém, como na maioria das capitais brasileiras, não existe um programa sistemático e abrangente de reciclagem dos resíduos. As tentativas têm sido muito pontuais e sem grande reflexo no município como um todo. Merecem referências a prática, implantada pela Universidade Católica, de reaproveitamento dos resíduos domésticos no bairro Dom Fernando na Região Leste da cidade, a organização de uma cooperativa de catadores de lixo no Conjunto Vera Cruz e uma experiência piloto desenvolvida pela Secretaria Municipal de Meio tura dos estabelecimentos de saúde. Percebem-se vários problemas relativos à falta

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Ambiente no bairro Sonho Verde, todas ainda muito tímidas para as dimensões da metrópole goiana. Em relação à ocupação desordenada do solo urbano, além das dificuldades socioambientais relacionados e as ocupações de baixa renda descritas, pode-se alinhar problemas associados aos processos erosivos do tipo “em sulcos”, que podem evoluir para ravinas e voçorocas. Essas erosões põem em risco as moradias de muitas pessoas, no centro e na periferia, causam grandes prejuízos com a destruição de equipamentos urbanos e tornam-se áreas de despejos de entulhos da construção civil, de lixo e de esgotos, constituindo-se verdadeiros focos irradiadores de poluição ambiental e doenças. Associado à erosão está o assoreamento dos corpos d’água que, com a capacidade de carga de seu leito reduzida, extravasam suas águas para fora, provocando alagamento de vias, moradias etc. No mesmo sentido trabalha o assoreamento da rede de galeria pluvial, na maioria das vezes agravado pelo fato da população jogar lixo e entulho de construção dentro dos bueiros. Entupidas as galerias, é impossível escoar os grandes volumes das águas provenientes das áreas impermeabilizadas por asfalto, residências, prédios, grandes estacionamentos etc., provocando alagamentos e potencializando mais ainda os focos erosivos dentro do sistema de macro drenagem. Os altos índices de impermeabilização do solo urbano da capital também diminuem a recarga do lençol freático, já bastante impactado pelo grande número de poços artesianos perfurados, a maioria das vezes de forma clandestina, tornando-se agentes de contaminação do lençol de água subterrânea. Além dos altos níveis de impermeabilização do solo urbano, outro grande problema da capital é a incapacidade do sistema de drenagem pluvial escoar toda a água que escorre nos dias de chuvas intensas. Existem inúmeros pontos críticos, principalmente no Centro, Campinas, Setor Bueno, Setor Pedro Ludovico e outros. Se não forem feitos investimentos em drenagem, em curto prazo, a situação só tende a se agravar, transformando os pontos críticos em áreas de risco. As áreas ocupadas consideradas de risco são aquelas que expõe seus habitantes a péssimas condições de moradia em função de sua localização, de particularidades físico-ambientais e do padrão construtivo de baixa renda, gerando insalubridade e, principalmente, apresentando riscos reais de acidentes, ameaçando a vida das pessoas. Atualmente existem várias áreas de risco associadas ao processo de ocupação da malha urbana da capital. A Defesa Civil catalogou, em 2005, dezoito áreas de risco em Goiânia, com grau variando de baixo a alto. A maioria está situada nas faixas

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lindeiras aos corpos d’água que cortam a zona urbana da capital, quase sempre em áreas públicas de preservação ambiental. O Plano Diretor de Drenagem de Goiânia foi baseado no cálculo de vazões a serem escoadas nos cursos d’água que drenagem a malha da capital, bem como nas projeções de ocupação definidas no Projeto de Revisão do Plano Diretor Urbano de Goiânia de 2004. De acordo com o referido projeto, as micro bacias que formam as cabeceiras do Ribeirão Anicuns teriam ocupação tipicamente rural e de baixa densidade. Como o projeto de revisão do Plano Diretor não foi aprovado na época (200/04), estando ainda em processo de elaboração, o novo Plano Diretor de Goiânia, deverá definir as novas diretrizes de ocupação urbana para o município, baseadas em análises do comportamento das vazões nas cabeceiras do Ribeirão Anicuns para verificar seus valores conforme a ocupação que for prevista para essa região. Para tal utilizou-se como base de cálculo das vazões atuais escoadas nas cabeceiras do Ribeirão Anicuns, o Plano Diretor de Água e Esgotos de Goiânia, estudo que analisou através de pesquisa de campo o tipo de ocupação vigente nessa região, em em relação de densidade demográfica. Além desse trabalho determinou-se o valor numérico do coeficiente de impermebilização das diversas áreas de densidade homogênea, através do estudo “Estimativa de Área Impermeável de Micro-bacias Urbanas” de autoria de Nestor A. Campana e Carlos E.M.Tucci, que permite a determinação numérica da percentagem de impermeabilização de uma área através da densidade demográfica da mesma. Desse modo, considerando ocupação rural e densidade demográfica média de 20 hab/ha nas cabeceiras e densidade média nas demais áreas como definido no Plano Diretor de Água, chega-se a uma vazão no Ribeirão Anicuns, antes da confluência com o córrego Taquaral de 112m/s e antes da confluência com o Rio Meia Ponte de 45 m/s. Caso se permita a urbanização nas cabeceiras do Ribeirão Anicuns, com ocupação que resulte em densidade média de 60 hab/ha, as vazões máximas nos mesmos pontos anteriormente indicados resultariam em 169 m/s e 512 m/s, respectivamente. Ou seja, haveria um acréscimo de 50% de vazão (percentual que reduz ao longo da contribuição dos afluentes) apenas decorrente de uma impermeabilização da ordem de 2% da área em questão. Sabe-se que o aumento de temperatura na área urbanizada agrava para a ocorrência de fortes chuvas devido à condensação da umidade contida em ventos portadores de material particulado, próprio de aglomerações urbanas que atuam como

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núcleos de condensação. Essas tempestades têm causado danos às habitações, sobretudo às das famílias de baixa renda, cujo padrão construtivo é precário, potencializado os processos erosivos, os assoreamentos e alagamentos na malha urbana. A poluição visual se caracteriza pela excessiva concentração de publicidade em luminosos, letreiros, outdoors, backligths, front ligths, painéis, placas, publicidades em veículos etc. Está concentrada principalmente no Centro, Campinas e outros bairros movimentados, pelos quais circulam pessoas de bom poder aquisitivo, sobretudo nas proximidades de grandes equipamentos urbanos como o Shopping Flamboyant, localizado na Região Sul. A Prefeitura Municipal de Goiânia cadastrou 1.809 pontos de publicidade, porém a fiscalização estima em 40 mil as unidades que podem provocar poluição visual. A grande frota e o intenso tráfego de veículos na malha urbana de Goiânia traz como conseqüência imediata a poluição do ar que respiramos. Sua qualidade tem diminuído e os resultados obtidos com o monitoramento, feito desde 1999, são preocupantes, se comparados com a resolução 0/90 CONAMA, principalmente no período de estiagem em função da concentração de poluentes e menor dispersão eólica. A poluição sonora causa distúrbios emocionais, provoca a surdez e tem aumentado, sobretudo, por causa do barulho provocado pelo grande tráfego de veículos automotores, pelas igrejas e pelos bares. O primeiro causa um grande stress na população em função da movimentação morosa e da baixa mobilidade em freqüentes grandes engarrafamentos. Os dois últimos desrespeitam o sossego público, contribuindo substancialmente para deterioração da qualidade ambiental da cidade e de vida dos moradores. O problema do trânsito moroso só será solucionado por meio da mudança do perfil do transporte de massa, levando a população usuária de automóveis a utilizar os transportes coletivos, diminuindo o número de veículos e, conseqüentemente, o volume do tráfego nas ruas de Goiânia. O enfrentamento dessa questão se dará pela melhoria da infra-estrutura das vias, com implantação de outros eixos de tráfego mais adequados e oferecimento de transporte urbano de massa de melhor qualidade. Outra providência necessária é a implantação, pelo poder público municipal, de programas de educação e divulgação de práticas que visem minimizar o uso do carro particular, mudando os hábitos da população. De acordo com o cadastro de atividades econômicas, em Goiânia existem mais de 40 mil empreendimentos comerciais, industriais e prestadores de serviços que geram poluição no solo, água ou ar. Sem considerar a frota de aproximadamente

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00 mil veículos, que são os grandes responsáveis pela poluição atmosférica. Em suma, as principais fontes poluidoras dos recursos hídricos, do solo e do ar em Goiânia são as descargas de esgotos in natura nos corpos d’água de algumas regiões da cidade não atendidas pela ETE, os veículos automotores, os postos combustíveis, as lavanderias, confecções e tinturarias, os lançamentos clandestinos de esgoto nas áreas servidas de saneamento, as pequenas estações de tratamento de esgoto, as marmorarias, os clubes de lazer e recreação, os cemitérios, as oficinas mecânicas, os lavajatos, as garagens de ônibus, as transportadoras, os hospitais, laboratórios, bancos de sangue hemoderivados e clínicas e, por fim, as descargas de entulho da construção civil e lixo em terrenos baldios e fundos de vales.

1.2. Política Socioambiental no Município de Goiânia
Grande parte dos problemas socioambientais deve-se a uma política pública historicamente limitada por fatores impeditivos que dificultam o alcance das metas desejáveis, emperrando a ação conjunta dos governos e limitando muito as ações, mesmo que isoladas, no sentido da proteção e preservação do meio ambiente e da melhoria ou manutenção da qualidade de vida da população. Esses fatores são: 1. Desconsideração do meio ambiente como parâmetro básico do planejamento e das políticas gerais de desenvolvimento, levando a questão ambiental a ser tratada isoladamente, sem conexão com as demais áreas, confinando-a a uma secretaria que, via de regra, não tem influência sobre as outras políticas setoriais. A política ambiental não permeia todos os segmentos da administração e da sociedade. 2. A falta de articulação entre as diversas esferas do poder público responsáveis pela questão ambiental nos âmbitos municipal, estadual e federal. No caso da administração da capital, é visível a desarticulação tanto interna, de uma secretaria para outra ou de um órgão para outro, quanto externa, com os demais órgãos ou instituições na região metropolitana, no Estado, na União e nas organizações não governamentais. . A fragilidade e descontinuidade dos programas de educação e de conscientização da comunidade. Esse trabalho é fundamental, pois uma comunidade consciente exige fiscalização, reforçando a ação do órgão ambiental. Além disso, os cidadãos conscientes podem impedir que programas e projetos bem sucedidos sofram interrupção com a mudança de governo. De modo geral, as escolas possuem programas de educação ambiental desarticulados com a comunidade, dificultando a formação da consciência crítica dos alunos.

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4. A falta de capacitação técnica e operacional dos órgãos ambientais, que têm seu poder de ação enfraquecido por seu quadro de recursos humanos insuficiente. Embora disponham de técnicos competentes, seu número é reduzido. Além disso, suas especializações são pouco variadas, dificultando a elaboração de abordagens, multi e interdisciplinares, necessárias para a solução dos diversos problemas, que se apresentam. Como se não bastasse, esses profissionais ainda deparam com a limitação de equipamentos e infra-estrutura de trabalho. 5. A inexistência de um esquema eficaz e ágil de fiscalização ambiental, que permita a tomada de providências rápidas para a solução dos problemas detectados. Dificilmente o poder público age preventivamente. Sua atuação sempre está a reboque dos fatos, na esfera da remedição. Isso inviabiliza o controle efetivo do governo sobre a questão ambiental. 6. A inexistência de pesquisas que possam ser úteis à Secretaria Municipal do Meio Ambiente e outras. A conseqüência, como explicitado, tem sido a degradação do meio ambiente e a deterioração da qualidade de vida da população ao longo do tempo. Assim, o Plano Diretor não deve ser apenas regulador, mas sobretudo, um instrumento que possibilite alavancar o desenvolvimento sustentável de todo o território do município. Para isso, deve implantar uma política socioambiental para recuperar e preservar os recursos hídricos, resgatar as reservas naturais, respeitar as áreas de preservação, melhorar o saneamento, ordenar a ocupação do espaço urbano e criar alternativas de vivência ambiental em parques, melhorando a qualidade de vida da população e o meio ambiente natural e construído. Além disso, deve implantar uma estratégia de sustentabilidade socioambiental que passe pelas diretrizes de comunicação e internalização das questões socioambientais na sociedade civil, nos órgãos da administração pública e na iniciativa privada, com articulação, integração, participação e parceria da sociedade civil, poder público e iniciativa privada. Também é importante buscar a sensibilização, a conscientização e a educação socioambiental da população; a capacitação da administração pública com o desenvolvimento humano, organizacional, tecnológico e operacional e, finalmente, a articulação das diversas políticas públicas de gestão e proteção ambiental, de áreas verdes, de recursos hídricos, de saneamento básico, de drenagem urbana e de coleta e destinação de resíduos sólidos.

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ATERRO

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
1 – BOSQUE DOS BURITIS (SETOR OESTE) 2- PARQUE EDUCATIVO (ZOOLÓGICO/LAGO DAS ROSAS) 3- PARQUE MUTIRAMA (SETOR CENTRAL) 4- PARQUE BOTAFOGO (SETOR CENTRAL) 5- PARQUE LINEAR BOTAFOGO (SETOR CENTRAL) 6- PARQUE AREIÃO (SETOR PEDRO LUDOVICO) 7- PARQUE VACA BRAVA (SETOR BUENO) 8- PARQUE AMAZONAS 9- MORRO SERRINHA 10- JARDIM BOTÂNICO (SETOR PEDRO LUDOVICO) 11- ÁREA VERDE (PQ DAS LARANJEIRAS) BURACÃO 12- BOSQUE BOUGANVILLE A (PQ. DAS LARANJEIRAS) 13- PARQUE ITATIAIA (CONJUNTO ITATIAIA) 14- BOSQUE DE ÍNDIA DIACUÍ (ARUANÃ) 15- BOSQUE DEP. JOSÉ EDUARDO DE S. NASCIMENTO 16- PARQUE TAGUARAL (RESIDENCIAL GOIÂNIA VIVA) 17- BOSQUE BOUGANVILLE B (PQ.DAS LARANJEIRAS) 18- PARQUE MUNICIPAL GENTIL MEIRELES 19- PARQUE MUNICIPAL MORRO DOS MACACOS (VERA CRUZ) 20- BOSQUE MACAMBIRA FAIÇALVILLE 21- PARQUE LINEAR MACAMBIRA 22- BOSQUE SÍTIOS DE RECREIO (MANSÕES BERNARDO SAYÃO) 23- RESERVA ECOLÓGICA (CONJUNTO RESIDENCIAL PRATA) 24- PARQUE MUNICIPAL LOZARDES 25- PARQUE MUNICIPAL SÃO JOSÉ 26- PARQUE BEIJA FLORES (JAÓ) 27- PARQUE LINEAR CURITIBA 28- PARQUE MUNICIPAL CURITIBA 29- PARQUE CASCAVEL 30- RESERVA SHANGRY-LÁ 31- PARQUE MATINHA 32- PARQUE REPRESA JAÓ (JAÓ) 33- BOSQUE SETOR UNIVERSITÁRIO 34- PARQUE SANTO HILÁRIO 35- PARQUE CIDADE JARDIM 36- PARQUE DA LIBERDADE (SETOR JAÓ) 37- BOSQUE DE FUNDO DO VALE (JARDIM GOIÁS) 38- BOSQUE CAMPUS II UFG 39- PARQUE FLAMBOYANT – AUTOMÓVEL CLUBE/ CHÁCARAS 40- PARQUE ECOLÓGICO CARMO BERNARDES 41- MORRO DO MENDANHA 42- MORRO DO ALEM 43- RESERVA DO PERSEU (RESERVA ECOLÓGICA MANGUEIR) 44- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL NOSSA MORADA 45- PARQUE MARIA LOURENÇO 46- PARQUE MUNICIPAL JARDIM BOTÂNICO DO CERRADO 47- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL MORUNBI 48- PARQUE MUNICIPAL SETOR SETOR SOLAR SANTA RITA I 49- PARQUE MUNICIPAL GRANDE RETIRO 50- PARQUE MUNICIPAL JARDIM NOVA ESPERANÇA 51- PARQUE MUNICIPAL IONE MARTINS DO CARMO 52- PARQUE MUNICIPAL RECANTO DO BOSQUE I 53- PARQUE MUNICIPAL RECANTO DO BOSQUE II 54- PARQUE MUNICIPAL GANVILLE 55- PARQUE MUNICIPAL SETOR BELO HORIZONTE 56- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIALCENTER VILLE 57- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL ITÁLIA 58- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL PARQUE DAS FLORES I 59- PARQUE MUNICIPAL PARQUE DAS FLORES II 60- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL PARQUE DAS FLORES III 61- PARQUE MUNICIPAL CAROLINA PARK 62- PARQUE MUNICIPAL CAROLINA CANDIDA CABRAL 63- PARQUE MUNICIPAL SETOR SOLAR SANTA RITAII 64- PARQUE MUNICIPAL JARDIM DAS HORTÊNCIAS 65- PARQUE MUINICIPAL JARDIM DAS AROEIRAS 66- PARQUE MUNICIPAL JARDIM REAL 67- PARQUE MUNICIPAL SOLAR VILLE I 68- PARQUE MUNICIPAL SOLAR VILLE II 69- PARQUE MUNICIPAL SOLAR VILLE III 70- PARQUE MUNICIPAL JARDIM MADRI 71- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL OLINDA 72- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL BOUGAINVILLE I 73- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL BOUGAINVILLE II 74- PARQUE MUNICIPAL VEREDA DOS BURITIS 75- PARQUE MUNICIPAL SETOR GRAJAÚ 76- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL DA ACÁCIAS 78- PARQUE ECOLÓGICO JARDIM ATLÂNTICO 79- PARQUE MUNICIPAL PORTAL DO SOL 80- PARQUE MUNICIPAL PORTAL DO SOL II 81- PARQUE MUNICIPAL CLÉA BORGES 82- PARQUE MUNICIPAL CIRO PALMERSTON MUNIZ 83- PARQUE MUNICIPAL ESPORTIVO – SETOR MARABÁ 84- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL VILLE DE FRANCE 85- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL AURORA 86- PARQUE MUNICIPAL SETOR ORIENTEVILLE 87- PARQUE MUNICIPAL BAIRRO GOIÁ II 88- PARQUE MUNICIPAL BAIRRO GOIÁ IV 89- RESERVA DO BAIRRO FLORESTA 90- PARQUE MUNICIPAL PINHEIROS 91- PARQUE MUNICIPAL LONDON PARK 92- PARQUE MUNICIPAL RESIDENCIAL RECANTO DAS GARÇAS 93- BOSQUE BOA VISTA 94- BOSQUE DO PAMA- CEMA 95- JARDIM FONTE NOVA 96- JARDIM PÚBLICO BOA VISTA 97- MORRO DA CASCALHEIRA 98- PARQUE MUNICIPAL OTÁVIO LÚCIO (BRISAS DA MATA) 99- PARQUE MUNICIPAL VILLAGE VENEZA

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91

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36 26 32

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35 2 85 61 25 62 16 21 88 87
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ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL - APAs UNIDADE DE PROTEÇÃO INTEGRAL AO LONGO DA REDE HÍDRICA ÁREAS VERDES E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PROJETO PARQUE LINEAR MACAMBIRA-ANICUNS

LIMITE DO MUNICÍPIO HIDROGRAFIA TECIDO URBANO REFERÊNCIA URBANA RODOVIAS ANEL RODOVIÁRIO METROPOLITANO

REDE HÍDRICA ESTRUTURAL UNIDADE DE CONSERVAÇÃO E ÁREA VERDE

MAPA REDE híDRICA ESTRUTURAL UNIDADE DE CONSERvAçãO E ÀREA vERDE

Fonte: SEPLAM - 2006

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2.EIxO ESTRATéGICO DE SUSTENTAbILIDADE SOCIOAMbIENTAL
Visando melhorar as condições socioambientais do município de Goiânia, está sendo proposta uma estratégia que priorize o desenvolvimento local, integrado e sustentável, privilegiando a qualidade do Patrimônio Ambiental, que abrange os Patrimônio Cultural e Natural por meio do uso racional e sustentável dos recursos naturais e construídos visando a proteção, a recuperação e a manutenção dos aspectos paisagísticos, históricos, arqueológicos e científicos. Integram o Patrimônio Natural os elementos como o ar, a água, o solo, o subsolo, a fauna e a flora, assim como, as amostras significativas do ecossistema do cerrado remanescente no Município, considerados indispensáveis a manutenção da biodiversidade para assegurar as condições de equilíbrio ambiental e qualidade de vida em todo seu território. Integram o Patrimônio Cultural, o conjunto de bens imóveis de valor significativo, edificações isoladas ou não, enquadradas como “arte decô”, os parques urbanos e naturais, as praças, os sítios e paisagens, assim como manifestações e práticas culturais e tradições que conferem identidade a estes espaços. Para atingir o objetivo proposto foram definidos diretrizes, programas e projetos que, quando implantados, modificarão positivamente o manejo dos recursos naturais e construídos e propiciarão bem-estar e melhoria das condições de vida da população.

Diretriz 1
Conceituar, identificar e classificar os espaços representativos do Patrimônio Ambiental, definindo uso e ocupação de forma disciplinada visando a preservação do meio ambiente e qualidade de vida;

Diretriz 2
Valorizar o Patrimônio Ambiental como espaços diversificados na ocupação do território, consituindo elementos de fortalecimento das identidades cultural e natural.

Diretriz 3
Caracterizar o Patrimônio Ambiental como elmento de jsutificativa da valorização da paisagem e da estruturação dos espaços públicos, visando a formação da consciência crítica frente as questões socioambientais;

5
Diretriz 4
Articular e integrar as ações de gestão e proteção ambiental de áreas verdes, de recursos hídricos, do saneamento básico, das condições geológicas, do tratamento dos resíduos sólidos e do monitoramento da poluição.

Diretriz 5
Desenvolver Programas de Educação Ambiental articulados com a população, visando a formação de consciência crítica frente às questões ambientais locais e globais. As Diretrizes do Patrimônio Natural serão viabilizadas através de estratégias específicas quanto: Às áreas verdes: 1. criar a Rede Verde no território através do Sistema Municipal de Unidade de Conservação - SMUC, incluindo um Sistema Ambiental de gerenciamento de Parques e demais unidades de consevação; 2. identificar no território as áreas de reserva legal estabelecidas em legislação específica com a finalidade de sua proteção e recuperação, e aquelas áreas verdes identificadas no levantamento aerofotogramétrico de 195; . revigorar a paisagem da ambiência urbana com intervenção específica nos espaços abertos, ruas, praças, parques, com a finalidade de melhoria do conforto ambiental; 4. criar condições necessárias para implantação de parques lineares com o objetivo de resgatar os fundos de vale para a cidade e a população. Aos ecossitemas hídricos: 1. preservar, recuperar e controlar os recuros hídricos com a finalidade da melhoria da qualidade de água, do sistema de drenagem formado pela Bacia do rio Meia Ponte inserido na Região Metropilitana de Goiânia; 2. elaborar e implantar plano de manejo das sub bacias hidrográficas com a finalidade de desenvolver atividades econômicas compatibilizando o uso e ocupação do solo; . implantar o Plano Diretor de macro drenagem urbana que leve em consideração os espaços naturais e construídos;

SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

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4. ajustar as condições de uso e ocupação das áreas públicas e privadas, inseridas nas áreas de preservação permanente; 5. viablizar o Sistema de Esgotamento Sanitário, complementando por tecnologias alternativas nas regiões estratégicas que não estejam interligadas ao Sistema de Tratamento de Esgoto de Goiânia - ETE; 6. implantar o Plano Diretor de Resíduos Sólidos por meio do Sistema de Gerenciamento Seletivo dos Resíduos Domésticos, hospitalares, industriais e da construção civil, com o intuito de controlar a contaminação e degração ambiental. Às condições geológicas: 1. promover a permante atualização da Carta de Risco do Município de Goiânia; 2. implantar um cadastro georeferenciado das erosões do município de Goiânia com atualização contínua e permanente, com objetivo de monitorar a evolução dos processos erosivos; . promover um programa de reforço para a regularização, o licenciamento, o monitoramento e a fiscalização das atividades e empreendimento poluidores e causadores de impacto ambiental. Às condições atmosféricas: 1. estabelecer a institucionalização de procedimentos científicos e tecnológicos que visem o controle efetivo das condições atmosféricas; 2. esclarecer a população sobre a relação de emissão de gases e poluição do ar; . controlar as emissões veicular, por meio da inspeção e medição de veículos, no sentido de substituir a frota de transporte coletivo por veículos que utilizam tecnologia limpa; 4. reforçar a ação de controle de poluição sonora por meio de mecanismos institucionais eficientes.

À Gestão Ambiental: 1. revisar a legislação ambiental do Município, compatibilizando-a com a legislação estadual e federal; 2. implantar o código Ambiental do Município;

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. criar e implantar regiões administrativas com o objetivo de cadastrar, fiscalizar e monitorar as ações do poder público no que se refere a preservação do patrimônio natural e cultural do Município; 4. efetivar parcerias, cooperativas com organizações governamentais, iniciativa privada visando a implementação de um Sistema de Gestão dos resíduos sólidos e destino final do lixo. À Educação Ambiental: 1. implantar Programas de Educação Ambiental, com o objetivo de

2. sensibilizar e capacitar cidadãos em defesa do meio ambiente; . desenvolver e incentivar programas e projetos de combate ao desperdício e incentivo ao reuso da água, tanto nos empreendimento privados, quanto nos órgãos públicos e residências; 4. investir na capacitação e aperfeiçoamento do quadro permanente de técnicos da administração pública, para atividades de avaliação, licenciamento, fiscalização e elaboração de projetos, e diagnósticos socioambientais. As Diretrizes do Patrimônio Cultural serão viabilizadas através de estratégias específicas como: 1. caracterizar o Patrimônio Cultural como elemento significativo de valorização da paisagem e da estruturação dos espaços públicos; 2. levantar e mapear o estado de conservação dos edifícios, planos e sítios, assim como seu grau de conservação; . criar e instituir instrumentos legais e mecanismos de incentivos, que estimulem parcerias entre poder público e iniciativa privada na recuperação, revitalização e restauração dos espaços significativos, e na preservação do patrimônio cultural. As estratégias específicas dos Patrimônios Natural e Cultural que compõem a estratégia de sustentabilidade socioambiental serão viabilizadas através dos seguintes programas: 1. programa de valorização do Patrimônio Natural que objetiva o desenvolvimento econômico associado ao uso sustentável, a conservação dos recursos naturais visando a preservação e conservação dos ecossistemas florestais, a melhoria da finalidade da água e do ar, o controle das condições geológicas e o tratamento dos resíduos sólidos;

SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

articular a educação formal e informal;

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2. programas de valorização do Patrimônio Cultural que objetiva identificar e classificar elementos de valor cultural, definir diretrizes e desenvolver projetos, com vistas a resgatar a memória cultural, restaurando, revitalizando e potencializando áreas significativas e criando instrumentos para incentivar a preservação; . programa de implantação e preservação de Áreas Verdes que objetiva a manutenção permanente dos parques, praças, reservas florestais, arborização dos passeios públicos e a criação de icentivos à arborização e ao ajardinamento em áreas privadas; 4. programa de Gestão Ambiental objetiva a elaboração de diretrizes a partir dos planos setoriais, de esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem urbana, gerenciamento dos resíduos sólidos, poluição ambiental com vistas a articulação e qualificação das ações e a redução dos custos operacionais no âmbito das bacias hidrográficas; 5. programa de Preservação e Controle da Poluição, objetiva o monitoramento permanente da qualidade da água, ar, solo e dos espaços ocupados visando o controle e a finalização das atividades poluidoras, considerando as condições e a degradação do meio ambiente; 6. programa de Educação Ambiental, objetiva sensibilizar e conscientizar a população em relação ao significado da educação ambiental e a defesa do Patrimônio Natural e Cultural, bem como a sensibilização e capacitação do quadro técnico e operacional da dministração pública.

3.CENÁRIO DESEjADO PARA O MUNICíPIO
Em relação à Sustentabilidade Socioambiental, no cenário desejado para o município de Goiânia deve haver disponibilidade de água de melhor qualidade para o abastecimento público, com sensível diminuição de seus índices de poluição em especial no ponto de Captação da ETA do Rio Meia Ponte; melhoria das condições ambientais das drenagens que cortam a malha urbana, tornando-as menos poluídas e degradadas; incentivo ao aumento dos índices de cobertura de vegetação nativa, tanto na Macrozona Construída, com implantação de mais parque lineares, a exemplo do Parque Macambira-Anicuns, quanto nas outras Macrozonas, incentivando e a implantação de novas Unidades de Conservação (Ucs); ampliação dos índices de permeabilidade do solo na Macrozona Construída, favorecendo a recarga do lençol

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freático e eliminando e ou minimizando os pontos críticos de alagamentos; implementação de uma gestão dos resíduos sólidos (domésticos, hospitalares, industrial e entulhos da construção civil), melhorando o manejo e os índices de limpeza urbana (principalmente nos bairros mais periféricos); diminuição da poluição e degradação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população e da paisagem urbana local; ampliação do sistema de esgotamento sanitário, estendendo os serviços aos bairros periféricos que hoje estão fora do sistema como os das regiões Noroeste, Leste e Sudoeste, bem como fiscalização dos pontos nas galerias pluviais e nos córregos que drenam a malha urbana; incentivo e articulação do controle das atividades de exploração mineral para construção civil (sobretudo a exploração de areia lavada na bacia hidrográfica do rio Meia Ponte), das atividades agroindustriais, desenvolvidas no município, objetivando amenizar os índices de poluição e degradação ambiental no município; uma Macrozona Construída menos poluída, com ar respirável mais puro, com menos barulho e menor poluição visual, melhorando a qualidade ambiental e de vida de seus cidadãos. Finalmente, o cenário desejável para o município de Goiânia deve ser garantido por um programa de educação ambiental que vise tornar a população mais consciente da importância de desenvolver atividades econômicas à luz da sustentabilidade, compatibilizando geração de riqueza, conservação ambiental e criação de emprego e renda.

SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

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EIXO ESTRATÉGICO MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE
O objetivo maior do eixo estratégico mobilidade, acessibilidade e transporte é incorporar os preceitos da sustentabildide econômica, social e ambiental, a capacidade de se atender às necessidades da sociedade de se deslocar livremente a fim de realizar as atividades desejadas, visando, em última análise, a melhoria da qualidade de vida urbana desta e das futuras gerações.

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

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“A Mobilidade Urbana é um atributo associado à cidade, corresponde à facilidade de deslocamento de pessoas e bens na área urbana.” ““Acessibilidade é a facilidade em distância, custo e tempo, de se alcançar fisicamente, a partir de um ponto específico no espaço urbano, os destinos desejados.” “Acessibilidade para pessoas com restrição de mobilidade é dar a condição de o indivíduo movimentar-se, locomover-se e atingir um destino desejado, dentro de suas capacidades individuais.”

(Secretaria Nacional de Transportes e Mobilidade Urbana)

1.INTRODUçãO
A cidade de Goiânia nasceu na década de 190 de forma planejada e sua rede viária, desde então, vem sendo implantada gradativamente. Na década de 1950, foram aprovados loteamentos sem o cuidado de articular o sistema viário e implantar a infra-estrutura básica. Na década de 190, diante do grande crescimento populacional, foram apresentadas propostas de melhorias para a rede viária existente. Algumas delas foram implantadas, um exemplo é o uso da av. Anhanguera como Eixo de Transporte de Massa de média capacidade. A partir da década de 1980 não ocorreram grandes investimentos na rede viária e no sistema de transporte coletivo da capital, apenas pequenas intervenções, em pontos específicos. Existem projetos elaborados na década de 190, 1980 e 1990 que, ainda hoje, não foram realizados, como o viaduto na praça Latiff Sebba (praça do Ratinho). Também vale lembrar as distorções ocorridas, nas implantações de outro projeto destacando a implantação do eixo T-6, cujas distorções de implantação, impediram a concretização de sua concepção original. Nessas décadas o adensamento em regiões específicas, como a Sul, e a ampliação da zona de expansão urbana a sudoeste, sem a devida ampliação dos corredores de tráfego, ou seja, sem a expansão da macro rede viária, gerou um grave desconforto para a população de Goiânia. Além dos congestionamentos que estendem o tempo dos deslocamentos, as pessoas ainda suportam o aumento da poluição do ar, sonora e visual, entre outras.

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

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Diante da situação atual de saturação da rede viária em vários pontos da cidade, faz-se necessário que esta passe por uma reestruturação arrojada e imediata sob pena de, com o passar do tempo consolidar-se as ocupações ao longo das vias a serem modificadas e inviabilizar-se a implantação das intervenções pelo alto custo demandado. Segundo dados do Ministério dos Transportes - Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes e Diagnóstico Nacional de Planejamento Cicloviário - pode-se traçar um pequeno histórico e panorâmica das ciclovias, como a seguir. A crise do petróleo, nos anos de 190, a crise da dívida pública nos anos de 1980 e 1990 e a desativação da Empresa Brasileira dos Transportes Urbanos (EBTU) levaram à extinção do exercício sistemático de estudar o transporte urbano. A partir de meados dos anos de 1980, com a realização das Conferências Internacionais sobre Planejamento Cicloviário (Velo-City), emergiram, no mundo todo, as preocupações decorrentes do uso da bicicleta nas cidades. Pode-se dizer que a “transparência” e “invisibilidade” da bicicleta são devidas à simplicidade de sua estrutura física, seu volume exíguo e o baixo impacto que exerce sobre o meio ambiente. Em detrimento do benefício social que representa, a bicicleta não é bem vista pelos usuários de outros veículos, pois se considera que ela os atrapalha. Atualmente, os governos locais de muitas cidades brasileiras voltaram a investir na construção de ciclovias. Para se ter uma idéia do cenário disponível, apresenta-se as extensões das ciclovias das cidades brasileiras: • Rio de Janeiro, 11,95 km; • São Paulo, 26,4km executados dos 00km projetados; • Curitiba, 0km; • Porto Alegre, 5km; • Florianópolis, 10km; • Natal, 6,8 km; • Maceió, 15km; • Teresina, 15km; • Patos de Minas, 20km; • Belém, 0km. Goiânia cidade plana, apresenta condições ideais para a implantação de uma

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rede de ciclovias. O uso de bicicletas como opção para o meio de transporte individual não motorizado, deve ser estimulado. Dados históricos mostram que nas primeiras décadas de implantação da cidade o uso da bicicleta era intenso, sobretudo nos deslocamentos em função do

Na década de 80 o Município iniciou às margens do Córrego Botafogo, que corta o centro da cidade, a implantação de uma ciclovia. No entanto, o projeto foi inviabilizado devido, a implantação antecipada da ciclovia em detrimento da infraestrutura das vias como um todo. A falta de continuidade na implantação, o alto custo gerado em conseqüência da incompatibilidade da implantação. Com a implantação antecipada e depois interrompida, a ciclovia foi invadida por posseiros urbanos que passaram a usar a pista, para o acesso aos barracos. Mais tarde, com a retirada dos posseiros foi implantada a Marginal Botafogo no local sem o resgate da ciclovia. Os estudos e pesquisas realizados para a elaboração do Plano Diretor Setorial de Transporte Coletivo identificaram que atualmente, uma parcela da população de Goiânia utiliza a bicicleta como meio de transporte. Destacando a população de menor poder aquisitivo, moradores das áreas mais periféricas da cidade e considerando também o grande acesso originado das demais cidades da Região Metropolitana.

2. SITUAçãO ATUAL
Estima-se que a malha viária atual de Goiânia está dimensionada em 4.649.58. m, aproximadamente, segundo dados estatísticos catalogados na Diretoria de Projetos (Setor de Geoprocessamento) da Superintendência Municipal de Trânsito de Goiânia. A capital tem uma frota aproximada de 00 mil veículos registrados, para uma população estimada em 1.200.000 habitantes, indicando uma taxa de motorização de 1, habitantes por veículo, relação significativa no contexto do trânsito. Essa realidade gera níveis ruins de mobilidade em determinados períodos e, comprovadamente, em alguns corredores, como a av. 85, rua 9 , av. Assis Chateaubriand, av. Independência, av. T-9, entre outros. Atualmente, a rede viária básica conta com 455 cruzamentos semaforizados, equipados com  controladores eletrônicos, capazes de gerenciar o trânsito em diversos planos, atendendo às distintas demandas. Porém, ainda trabalha com 82

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

trabalho e do lazer, constituindo-se em um hábito adotado pela população.

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semáforos eletromecânicos, equipamentos limitados para as exigências da realidade goianiense. Dispõe, também, de sinalização vertical para orientação dos usuários, com 2.000 placas indicativas distribuídas na malha viária da cidade e sinalização horizontal em vários cruzamentos. Para travessia de pedestres já foram implantadas 2.600 faixas, 1.200 unidades em meio de quadra e as demais em 418 cruzamentos semaforizados, dos quais, 10 marcam tempo específico para travessia de pedestres. Das faixas em meio de quadra,  são equipadas com botoeiras acionadas diretamente pelo transeunte, onde o fluxo de veículos é intenso e não há brechas que possibilitem travessia em segurança. Aproximadamente 50% das faixas de pedestre dispõem de rebaixamento de guias nas calçadas e canteiro central facilitando os deslocamentos. Paralelamente a esses dispositivos veiculam-se campanhas de educação para o trânsito. Goiânia conta com seis passarelas nas rodovias, calçadão em três trechos de vias no Setor Central, pistas para cooper (parcialmente acessíveis) e áreas para ginástica em vários bosques e praças da cidade. As intervenções implantadas no espaço urbano para a melhoria do trânsito são ainda insuficientes não atingindo toda a cidade, ainda percebe-se pontos de estrangulamentos que necessitam de investimentos. A cidade de Goiânia tem posição estratégica no Estado de Goiás e na Região Centro-Oeste do país, para o transporte de cargas,.A cidade se destaca não só pela posição geográfica centralizada, mas pela infra-estrutura existente, principalmente viária que a ela converge. Agrega um significativo quantitativo populacional e por ser cidade pólo da região concentra várias atividades de produção econômica como: industrias, comércio e serviços. O planejamento identificou na década de 80 o tráfego significativo do transporte de carga que circulava pela cidade, seja para o escoamento da produção do Estado para o Sul do país, seja pela própria necessidade da região e Estado. Isso resultou na proposta de implantação da Av. Perimetral Norte, que interliga as rodovias da região oeste/sudoeste a Br-15 a leste do município. A Av. Perimetral retirou parte do tráfego pesado de caminhões do centro da cidade e criou um pólo de atacadistas, destacando as transportadoras, entre outras atividades de maior porte. O Governo do Estado de Goiás por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura – SEINFRA elaborou estudo referente ao transporte rodoviário objetivando cadastrar, diagnosticar e planejar este sistema de transporte. Para a Região Metropolitana de Goiânia o estudo identificou a necessidade de criação de um anel rodoviário no entorno da capital, cujo principal objetivo será

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conter o tráfego de veículos pesados (carga) no município de Goiânia. A implantação deste Anel Rodoviário Metropolitano deverá amenizar o fluxo de veículos pesados, que trafeguem na capital do estado em até 1%, sobretudo nos trajetos internos a área urbanizada entre o trecho da Br-15, que corta a cidade. funcionamento dependerá das medidas de engenharia de tráfego a serem adotadas, principalmente no que se refere à sinalização regulamentar. O Anel Rodoviário Metropolitano proposto, que parte já encontra-se implantado, tem como principal função receber e distribuir o tráfego pesado de carga, integrar a Região Metropolitana e ligar as Rodovias que dão acesso a todas as regiões de Estado. A mobilidade urbana é responsabilidade do poder público municipal, que atua por meio dos órgãos direta ou indiretamente ligados ao trânsito e ao transporte coletivo. A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) vem implementando ações que visam minorar o conflito entre veículos e pedestres e viabilizar deslocamentos seguros na cidade. Nesse sentido, para disciplinar e fiscalizar a circulação de pedestres em calçadas e passeios públicos utiliza o Código de Trânsito Brasileiro e suas regulamentações. O Código de Trânsito Brasileiro dispõe de normas de conduta direcionadas à utilização das calçadas. A legislação especial estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade, de maneira particular, das pessoas com restrição de mobilidade, para a aprovação de projetos de arquitetura e urbanismo, de comunicação e informação, de transporte coletivo e para a modificação de qualquer edificação. As normas nacionais estabelecem critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade. A transição do espaço destinado a veículos e a pedestres foi identificada com a utilização de marcas viárias previstas no Manual de Sinalização de Trânsito do Denatran, órgão executivo do Contran, que também regulamenta a sinalização viária horizontal e vertical. A acessibilidade é garantida por lei federal, assim como o direito à educação, ao trabalho, à igualdade de oportunidades e à cidadania, e deve ser incorporada, principalmente, ao cotidiano das comunidades de menor poder aquisitivo e social, mediante ações que a efetivem. Refere-se à acessibilidade as edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos onde, a Associação Brasileira de Normas Técnicas elaborou normas a se-

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Entretanto, após a implantação do Anel Rodoviário Metropolitano e o seu efetivo

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rem incorporadas às edificações, a ABNT NBR9050, revisada na segunda edição de 1/05/2004, válida a partir de 0 de Junho de 2004. O objetivo é promover mudanças no padrão de comportamento das pessoas e possibilitar condições mínimas de utilização das edificações de uso público, mesmo que de propriedade privada, como, por exemplo, as destinadas à educação, saúde, cultura, culto, esporte, lazer, serviços, comércio, indústria, hospedagem, trabalho, reunião e as de uso multifamiliar, nas áreas comuns de circulação e, também as unifamiliares. Historicamente, quanto à ocupação do uso do solo na cidade, as atividades de comércio e serviços vem sendo implantadas ao longo das vias principais e de maior fluxo de veículos. Esta tendência se fortaleceu a partir da década de 0, com a edição da Lei de Zoneamento Lei nº 5.019/5, indicando nas vias de ligação entre centro/bairros o uso dos lotes lindeiros para serem destinados a uso misto, ou seja implantação de comércio e serviço no térreo e habitação coletiva nos andares. Esta tendência se mantém com adequações na década de 80 e 90. O Plano Diretor de 1992, em vigor, propõe a hierarquização da rede viária existente em vias expressas, arteriais, coletoras, locais e de pedestre e condiciona a instalação de atividades de comércio e serviços nas vias arteriais e coletoras e eliminou da rede viária básica o acesso às habitações coletivas. O uso de comércio e serviços em geral não prejudica a fluidez do tráfego de veículos, o que incomoda a sua fluidez são: as irregularidades - parada em locais inadequados; parada em fila dupla; o acesso ao estacionamento de veículos no recuo de 5m frontal. Na década de noventa, esse recuo passou a ser liberado para estacionamento de veículos, com piso permeável, que além de prejudicar o trânsito e o pedestre compromete a paisagem urbana. O que tem comprometido o tráfego de veículos são os empreendimentos considerados como pólos geradores de tráfego, com capacidade de produzir e atrair expressivos deslocamentos de pessoas ou bens. Como interferem drasticamente na mobilidade urbana, o controle de sua implantação é fundamental para minimizar ou eliminar os impactos indesejáveis sobre os sistemas de transporte e trânsito da sua área de influência, são classificados e estão distribuídos na cidade, conforme as tabelas ao lado.

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Amparados pela Resolução do Conama n° 001, de 2 de janeiro de 1986 (D. Oficial - 1/02/86), os órgãos executivo de trânsito e rodoviário têm a capacidade para adotar os procedimentos necessários para tratamento efetivo dos pólos geradores de tráfego, fazendo com que eles sejam implantados sem causar conseqüências indesejáveis à fluidez e à segurança do trânsito. A reestruturação do Aeroporto de Goiânia exige uma reestruturação da rede vária do entorno. Os estudos necessários para esta reestruturação acontecem concomitantes à implantação das obras do Aeroporto sendo necessário, portanto viabilizar parcerias e recursos necessários para implantação das adequações viárias necessárias.

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O Corredor Leste/Oeste em fase de implantação fará a ligação com a Br -15, proporcionando ao aeroporto o acesso com menor percurso e, portanto maior rapidez. O trafego de ônibus intermunicipal em geral não causa transtornos na circulação de veículos da cidade, pois os itinerários pré-estabelecidos procuram evitar os gargalos do trânsito. Observa-se, entretanto o contrário o trânsito caótico da cidade cria, às vezes, empecilho à circulação de ônibus coletivo e intermunicipal. Os ônibus são elementos importantes para o deslocamento das pessoas nas áreas urbanas do Brasil. Eles compõem o meio predominante de transporte coletivo, muitas vezes, o único serviço público de deslocamento disponível para as pessoas. A grande maioria da população urbana brasileira ainda depende dessa frota para o atendimento de suas necessidades cotidianas de deslocamento. Assim, a dinâmica socioeconômica das cidades brasileiras está estreitamente vinculada a uma performance eficiente e eficaz do serviço rodoviário urbano regular. Recentemente, a facilidade de aquisição de veículos automotores particulares aliados à queda de qualidade do transporte público da Região Metropolitana de Goiânia levou grande parte da população a prescindir do Sistema Integrado de Transporte Coletivo. Esse fato corrobora a deterioração da vida urbana, pois, semelhante aos habitantes das grandes metrópoles brasileiras, o goianiense sofre com a falta de qualidade de vida, caos no trânsito, poluição e aquecimento do microclima da cidade. Aproveitando-se das deficiências do serviço de transporte coletivo - em especial a estagnação da rede de transportes, a insatisfação com o atendimento integrado e o desconforto nos terminais - o serviço alternativo se apresentou como uma “solução” de atendimento à população. Para o sistema de transporte constituído essa circunstância representou o rompimento do equilíbrio entre custos e receitas, pois se estabeleceu um quadro de disputa pelo mercado. É uma situação amplamente conhecida e com resultados negativos. As ações públicas de contenção da informalidade ocorreram no final de 1998 e, após quase dois anos de discussão, os principais agentes do transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia – operadores da iniciativa privada, operadores públicos, operadores do denominado “transporte alternativo”, órgãos setoriais do governo do Estado e do município de Goiânia e agentes representantes da comunidade – chegaram a uma meta comum, qual seja, a reestruturação do transporte coletivo como um todo. A Constituição Federal de 1988 consolidou a tendência de considerar o transporte público urbano e metropolitano como uma questão local, estabelecendo que compete à União “instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive ha-

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bitação, saneamento básico e transportes urbanos” (inciso XX, art. 21), bem como legislar sobre diretrizes da política nacional de transportes (inciso IX, art. 22); compete aos estados, no caso das regiões metropolitanas, o planejamento e execução dos serviços públicos de interesse comum e aos municípios “organizar e prestar diretamente sob regime de concessão, os serviços públicos de interesse local, incluindo o transporte coletivo, que tem caráter essencial” (inciso V, art. 0). Para reestruturar o serviço de transporte coletivo, em 2001 foi criado o Grupo Executivo de Gestão da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (GETRANS), com o objetivo de dar uma nova modelagem institucional, implantar, controlar e gerir o Projeto de Reestruturação do Sistema de Transporte da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo. Por meio da Lei Complementar 4/2001, foi criada a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), uma sociedade com capital dos municípios integrantes da região metropolitana e do estado de Goiás, conferindo ao município de Goiânia 50% da participação, ao estado 25% e aos demais municípios da Região Metropolitana de Goiânia os outros 25%. Assim, ficou instituído o compartilhamento da responsabilidade de gestão entre todos os entes envolvidos e criou-se um efetivo órgão máximo – a Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC). A CMTC assumiu a Gestão, implementação e a modernização do transporte coletivo de Goiânia, cidade que é pioneira na implantação de corredor exclusivo de transporte coletivo, via com faixa exclusiva para a circulação de veículos, oferecendo transporte de qualidade (Eixo Anhanguera Leste Oeste – Corredor Diametral – Linha Troncal). Dessa forma, o usuário desfruta de viagens rápidas, tempo de espera reduzido nos pontos de embarque e desembarque (PED) e menor tempo de viagem até seu destino – uma referência de inclusão social. A topografia plana da capital constitui-se em um privilégio. Além disso, possui uma malha viária com várias avenidas largas, que praticamente interligam todas as regiões. Apesar disso, Goiânia não foi contemplada com novos investimentos para a criação de outros corredores de transporte, sobretudo com eixos exclusivos. Conseqüentemente, com o passar dos anos, gerou-se uma grande demanda ao longo do único eixo existente na Av. Anhanguera. A partir de 2004, a gestão pública do transporte coletivo voltou a desenvolver projetos, ainda incipientes, voltados ao transporte público coletivo. Atualmente, o Sistema Tronco Alimentado é a prática de transporte coletivo efetivada na Região Metropolitana de Goiânia. Consiste na operação de linhas alimentadoras que transportam os usuários, moradores das regiões periféricas, até

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uma estação de integração, onde fazem o transbordo para outro ônibus que realiza o restante do percurso até o centro da cidade ou até bairros mais distantes, através de uma linha eixo troncal, essa é a denominada integração física. O usuário do Sistema Integrado do Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, ao efetuar a integração nas estações pode percorrer todo o sistema com o pagamento de apenas uma tarifa, situação denominada de integração tarifária. O Sistema Tronco Alimentado, apesar do desconforto do transbordo, é o ideal para cidades com o porte e a complexidade de Goiânia, pois o elevado número de bairros, de habitantes e as distâncias das regiões periféricas (espraiamento) inviabilizam a ligação direta da periferia com a região central. A Região Metropolitana de Goiânia, com população estimada em 1.95.15 habitantes, tem à disposição um transporte público coletivo urbano de caráter metropolitano, ou seja, dezessete municípios do entorno de Goiânia fazem parte do Sistema Integrado de Transporte Coletivo. Com isso, os deslocamentos dos usuários das suas residências aos diferentes destinos - trabalho, lazer, educação, saúde – e mesmo entre os próprios municípios tornam-se viáveis. O Sistema Integrado de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia contém 18 estações de integração, das quais 11 estão localizadas no município de Goiânia e duas outras, Cruzeiro e Garavelo, na divisa com o município de Aparecida. Conta, ainda, com 11 pontos de conexão e 08 empresas operadoras disponibilizam uma frota de 141 ônibus, que, em 2005, transportaram 228.2.081 passageiros através de 249 linhas, dentre as quais, 59 linhas eixos. A malha viária dispõe de três corredores exclusivos, Leste/Oeste e Norte/Sul (através das vias av. Anhanguera, av. Goiás Norte, rua 84 e 90) e dois corredores preferenciais executado em 2005, Eixo 85 por meio da av. 85 e eixo Central-manto composto pelas vias, av. 82, av. Araguaia, av. Paranaíba e av. Tocantins) e diversas outras vias utilizadas como eixos de transporte coletivo, porém, sem qualquer tratamento específico. O transporte coletivo, devido às suas peculiaridades, não pode ser analisado apenas no que se refere ao município de Goiânia, pois o atual Sistema Integrado de Transporte Coletivo abrange os 18 municípios que compõem a Rede Metropolitana do Transporte Coletivo (RMTC), dentre os quais encontram-se os 1 da Região Metropolitana da Goiânia (RMG). Portanto, as ações que visam propiciar melhorias alcançam todo o sistema em operação e, por conseguinte, beneficiam todos os usuários do Sistema Integrado de Transporte Coletivo da Região Metropolitana de Goiânia (SIT-RMG). 

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3. CENÁRIO DESEjADO
A mobilidade é, sem dúvida, o elemento balizador do desenvolvimento urbacial do processo de desenvolvimento socioeconômico das cidades. Para que isso se concretize é essencial viabilizar o deslocamento de pessoas e produtos. Para indicar as propostas do eixo temático Mobilidade, Acessibilidade e Transporte, identificou-se quatro temas que correspondem às demandas sociais relevantes da capital. São eles: 1. Planejamento e hierarquização da macro rede viária e melhorias na rede viária existente, criação de novos corredores de tráfego e áreas de estacionamentos. 2. Sistema de transporte público com melhorias nos corredores, integração de modais e operação do sistema de transporte público. . Sinalização viária e gerenciamento do trânsito. 4. Acessibilidade com adequação de calçadas, edificações, sinalização especial e educação sobre a acessibilidade. A ampliação e integração da rede viária da cidade e o aperfeiçoamento do sistema de transporte, priorizando o transporte coletivo, é condição básica para garantir a mobilidade e acessibilidade a todos os grupos sociais, sobretudo os que têm deficiências físicas e também outras e os economicamente desfavorecidos. Conforme estudos realizados com a implantação da macro rede viária e adequações propostas, como também a implantação e funcionamento dos corredores exclusivos de transporte coletivo Leste/Oeste, Goiás, T-9, T- e o Corredor Mutirão, as necessidades de deslocamentos por modo coletivo de média capacidade estarão atendidas, assegurando a mobilidade e acessibilidade ampla e satisfatória a todos os bairros que compõem a cidade, bem como a Região Metropolitana de Goiânia. Para a circulação de veículos individuais, conta-se com as marginais Botafogo, Capim Puba e parte da Cascavel. Além disso, deve-se implantar o restante da Marginal Cascavel e consolidar a Marginal Leste, a Perimetral Oeste e a Marginal Barreiro. Essa última, com 45 m de largura em toda a sua extensão, será interligada ao Corredor T-8, através da Perimetral Leste, e receberá todo o tráfego da região sul, aumentando a sua fluidez e melhorando o trânsito de uma das regiões com maior movimentação de veículos, devido ao alto poder aquisitivo dos seus moradores.

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no. Proporcionar mobilidade para todas as classes sociais constitui uma ação essen- 

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Na adequação da rede viária são necessárias inúmeras intervenções que estão indicadas e serão detalhadas em projetos específicos, dentre os quais: • passagem em desnível elevado – viadutos, túneis, trincheiras; • duplicações com ou sem desapropriações; • prolongamento de vias existente; • melhorias de cruzamentos, canalizações e obras de melhorias viárias; • obras de arte - bueiros e pontes. Para a implantação da rede viária proposta, o Estatuto da Cidade disponibiliza inúmeros instrumentos que poderão ser utilizados para atingir os objetivos esperados, entre eles destacam-se: 1. Desapropriação – instrumento mais antigo e mais utilizado no caso de alargamento e abertura de novas vias em terrenos de particulares. 2. Transferência do Direito de Construir – pode substituir a desapropriação, autoriza a transferência do direito de construir do imóvel a ser utilizado no alargamento ou abertura de novas vias, para um outro imóvel. . Índice construtivo – aumento do índice construtivo em contrapartida à utilização de terreno para alargamento ou abertura de novas vias, pode ser utilizado em substituição à desapropriação. 4. Parcerias entre o poder público e a iniciativa privada. 5. Previsão de verba para implantação de obras da rede viária proposta no orçamento anual do município. 6. Implantação da contribuição por melhorias nas áreas que sofreram investimentos do poder público. . Busca de recursos nacionais e internacionais. Os projetos de racionalização, modernização e melhorias dos corredores de transporte coletivo e das ciclovias visam a qualidade e a eficiência do serviço de transporte público coletivo urbano, promovendo justiça social e beneficiando as pessoas de menor renda. Além disso, pretende-se atrair usuários de automóveis para o transporte coletivo e para o uso de bicicletas, no intuito de diminuir a poluição do meio ambiente, os congestionamentos e os acidentes de trânsito, bem como obter outros benefí- 

cios associados à redução do número de deslocamentos por transporte individual motorizado. Os principais benefícios associados aos projetos de melhoria nos corredores de transporte público urbano, coletivo e cicloviário, são a redução dos custos de aumento da segurança, a diminuição da poluição ambiental, a indução à ocupação e ao uso racional do solo etc. Para ligar as regiões periféricas da capital, faz-se necessária a criação de corredores de transporte coletivo e cicloviário perimetrais, ou diametrais, propiciando a cada uma dessas áreas a oportunidade de se desenvolver e de atrair investimentos em infra-estrutura, lazer, educação e trabalho. Os novos recursos permitirão o equilíbrio socioeconômico necessário ao desenvolvimento sustentável, garantindo qualidade de vida para toda a cidade, para essa geração e para as futuras. Deve ser dado grande destaque aos projetos de engenharia de tráfego, projetos arquitetônicos e de geometrias viárias para a implantação dos corredores exclusivos de transporte coletivo. Se urbanisticamente mal implantados, esses corredores poderão segregar o território da cidade, trazendo percursos intransponíveis para os pedestres e veículos. Para sua eficiência são necessárias pistas exclusivas, que podem ser confinadas ou semiconfinadas. A melhoria dos corredores de transporte coletivo pode resultar nos seguintes impactos positivos sobre o meio ambiente: diminuição da poluição sonora, atmosférica, visual, do solo e das águas e redução das vibrações físicas prejudiciais aos edifícios, obras viárias, vegetação e pessoas. O transporte e o uso do solo estão intimamente relacionados, pois o uso do solo demanda transporte, e o transporte disponível, por sua vez, pode influenciar na ocupação e no tipo de uso do solo. Também, há de se considerar que a garantia de melhor acessibilidade em determinada região tende a aumentar o valor da terra. Os projetos de racionalização, modernização e melhorias dos corredores de transporte coletivo e das ciclovias, refletem a análise efetuada na pesquisa Origem e Destino (OD) realizada em 2000, expandida para 200, e visam a qualidade e a eficiência do serviço de transporte coletivo, promovendo justiça social e beneficiando as pessoas de menor renda. Além disso, pretende-se atrair usuários de automóveis para o transporte coletivo e para o uso de bicicletas, no intuito de diminuir a poluição do meio ambiente, os congestionamentos e os acidentes de trânsito, bem como obter outros benefícios associados à redução do número de deslocamentos por transporte individual motorizado.

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operação, do tempo de viagem, dos congestionamentos, a melhoria do conforto, o 

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Os principais benefícios associados aos projetos de melhoria nos corredores de transporte público urbano, coletivo e cicloviário, são a redução dos custos de operação, do tempo de viagem, dos congestionamentos, a melhoria do conforto, o aumento da segurança, a diminuição da poluição ambiental, a indução à ocupação e ao uso racional do solo etc. Outro desejo do Plano diretor é ligar, entre si e com o centro, as regiões periféricas da capital. Portanto, faz-se necessário a criação de corredores de transporte coletivo e cicloviário perimetrais, ou diametrais, propiciando a cada uma dessas áreas a oportunidade de se desenvolver e de atrair investimentos em infra-estrutura, lazer, educação e trabalho. Estes investimentos em transporte proporcionarão o equilíbrio socioeconômico necessário ao desenvolvimento sustentável, garantindo qualidade de vida para toda a cidade, para essa geração e para as futuras. Deseja-se também o tratamento urbanístico em termos de qualidade de engenharia de transportes e de arquitetura da paisagem local na implantação dos corredores exclusivos de transporte coletivo com resultados positivos em relação ao meio-ambiente: diminuição da poluição sonora, atmosférica, visual, do solo e das águas e redução das vibrações físicas prejudiciais aos edifícios, obras viárias, vegetação e pessoas. O que não se deseja é a implantação de corredores segregadores do território da cidade, configurando -se como obstáculos que prejudicam a mobilidade de pedestres e veículos. O transporte e o uso do solo estão intrinsecamente relacionados. O adensamento dos Eixos Exclusivos em termos habitacionais e de atividades econômicas é a forma urbanística de preparar a cidade para a implantação no futuro de transporte de alta capacidade. Os estudos realizados pelo Plano Diretor de Transporte Urbano-PDTU prevêem que a população Região Metropolitana de Goiânia em 2016 será de 2.460.000 habitantes. O Plano Diretor deseja que a acomodação de parte desta população seja ao longo dos Eixos Exclusivos e Preferenciais. O Sistema Tronco Alimentado deverá ser mantido e operado com 1.850 ônibus que efetuarão o transporte de, aproximadamente, 0.500.000 passageiros por ano. Em essência, tratar a mobilidade urbana na cidade de Goiânia é tratar o transporte coletivo. Atualmente, é inegável o esgotamento das soluções de mobilidade baseadas no uso do veículo individual, embora a cidade esteja longe de dispor de um serviço de transporte coletivo de qualidade. Em relação à sinalização específica, pode-se dizer que sua finalidade é a in- 

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dicação dos acessos adequados ao sistema de transporte coletivo, a direção de percurso ou a distribuição espacial dos diferentes elementos de um edifício, indicando entradas, áreas e vagas de estacionamento de veículos, áreas acessíveis de embarque e desembarque, sanitários, áreas de assistência para resgate, áreas de refúgio, saídas de emergência e áreas reservadas para cadeira de rodas. Quanto às pessoas com restrição de mobilidade, a sinalização deve apontar os equipamentos exclusivos para o seu uso, as entradas inadequadas e a localização do acesso mais próximo que atenda às condições estabelecidas em norma, bem como indicar e identificar espaços, edificações, mobiliários e equipamentos urbanos onde existem elementos acessíveis ou utilizáveis. Outras informações essenciais aos espaços acessíveis nas edificações, no mobiliário, equipamentos urbanos e vias, podem e devem ser sinalizadas de diferentes formas: visual, tátil e sonora. Podem, ainda, ser permanentes, direcionais, emergenciais e temporárias. A consciência de que a mobilidade e acessibilidade são elementos transformadores e fatores importantes na formação da cidadania, deve ser promovida via educação, do ensino fundamental ao superior, por meio de planejamento e ações integradas entre os diversos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito (SNT) e do Sistema Nacional de Educação (SNE), interdisciplinarmente, e entre o estado e o município. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, a educação para o trânsito é direito de todos e a sua promoção é dever prioritário dos gestores do Sistema Nacional.

4. DIRETRIzES
O Eixo Estratégico Mobilidade, Acessibilidade e Transporte tendo em vista os conceitos relatados acima, tem como objetivo geral o bem estar e a melhoria da qualidade de vida de todas as pessoas que habitam Goiânia. Considerada como “Metrópole Regional”, a capital é centrada na região Centro-Oeste do país, envolvida por várias cidades integrantes da região metropolitana e pólo de desenvolvimento econômico do estado de Goiás. Essa complexidade deve ser compreendida para que se possa atender à demanda gerada e garantir a mobilidade e acessibilidade aos espaços urbanos e não urbanos da região, minimizando os transtornos já sentidos, por meio da redefinição da rede viária, que deverá ser adequada a curto e médio prazo. Nesse sentido, foram traçadas as seguintes Diretrizes:

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1. Implementar novas vias estruturadoras de 1° e 2° níveis que, integradas às marginais e eixos existentes, compõem as vias expressas, que são rotas de fluxo intenso de veículos com interseções de nível e em nível, o que lhes propiciam desenvolver maiores velocidades. Sua principal função é fazer a ligação entre regiões. Pelas suas características se classificam em expressas de 1a categoria, 2a categoria e a categoria. 2. Implantar novas vias arteriais que, integradas às já existentes, são responsáveis pela estruturação do tráfego urbano, pois atendem à circulação geral. Na sua maioria, são vias de pista dupla com canteiro central ou de pista única, mas com sentido duplo de tráfego. Sua principal função é absorver o tráfego de passagem. Por suas características se classificam em arteriais de 1a categoria e 2a categoria. . Estabelecer novas vias coletoras que, integradas às já existentes, recebam o tráfego das locais e o direcionem para as de categorias superiores. 4. Realizar melhorias na Macro Rede Viária Básica do Município, por meio da criação de novos corredores de tráfego, já identificados pelos órgãos competentes, tendo em vista a sua articulação com a região metropolitana, possibilitando, assim, um menor deslocamento de pessoas e mercadorias. 5. Construir passagens em desnível (elevados, viadutos, túneis, trincheiras); obras de arte (pontes, bueiros); obras de melhorias viárias (prolongamentos, duplicações), com e sem desapropriações de vias, e melhorias de cruzamentos (canalizações e obras de recuperação viária). 6. Identificar as deficiências de oferta de estacionamentos, buscando parcerias para a implantação de edifícios garagem, estacionamentos subterrâneos e áreas abertas. . Duplicar e modernizar as rodovias municipais, estaduais e federais que dão acesso ao território do município de Goiânia. 8. Instituir, planejar e implantar, com espaços adequados, uma rede de ciclovias na malha da cidade e prever um conjunto de ações que garantam a segurança dos ciclistas nos deslocamentos urbanos. 9. Promover a integração das bicicletas aos sistemas de transporte coletivo, visando reduzir o custo de deslocamento, principalmente da população de menor renda. 

10. Realizar campanhas permanentes de utilização da bicicleta, enfatizando seu caráter de transporte saudável, econômico e ecológico. 11. Oferecer maior segurança na circulação e no estacionamento das bicicletas. 12. Plantar árvores ao longo das ciclovias, oferecendo sombreamento e proteção ao ciclista, além de contribuir na humanização da cidade. 1. Apoiar e orientar tecnicamente os órgãos de gerência de trânsito e transportes urbanos, para que possam absorver o significado das medidas a serem adotadas na implementação das ciclovias. 14. Fazer campanhas promovendo o cicloturismo nos parques e áreas verdes da cidade. 15. Incentivar a fabricação de bicicletas em função do incremento das ciclovias e ciclofaixas. 16. Fomentar a organização de comunidades ciclísticas. 1. Difundir o conceito de mobilidade urbana sustentável, estimulando os meios não motorizados de transporte, inserindo-os no desenho urbano. 18. Permitir a inclusão social, mediante a definição de políticas de transporte direcionadas para as famílias de baixa renda, que promovam maior acesso às oportunidades oferecidas pela vida urbana. 19. Implantar corredores exclusivos para o transporte coletivo, com pistas restritas para o tráfego de ônibus, de forma a priorizar e garantir a qualidade do transporte público. 20. Estabelecer corredores preferenciais para o transporte coletivo com pistas reservadas para o tráfego de ônibus. 21. Implementar estações de integração, estações de conexão, estacionamentos e bicicletários em algumas estações de transbordo. 22. Requalificar os transbordos e as transferências modais e intermodais, segundo as demandas de deslocamento da população. 2. Desenvolver, no âmbito das instituições metropolitanas de gestão do transporte coletivo (CTDT e CMTC), modelo de financiamento e custeio para a infra-estrutura (corredores, terminais e estações) incluindo recursos públicos e privados.

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24. Reestruturar o transporte coletivo em toda a sua abrangência - física e tecnológica de alta, baixa e média capacidades - bem como o transporte seletivo em suas várias modalidades. 25. Tomar a Rede Unificada de Transporte Coletivo Metropolitano como fonte conceitual determinante para o planejamento, operação e gestão dos serviços de transporte público. 26. Afirmar o caráter de serviço público do transporte coletivo, adotando o Plano Diretor Setorial de Transporte Coletivo como instrumento de planejamento estratégico para as ações de gestão pública. 2. Qualificar o serviço de transporte prestado nos campos tecnológicos (frota e sistemas); operacional (modelo de controle e de organização dos serviços prestados pelas operadoras, operação e manutenção dos terminais e estações); rede (articulações de linhas) e infra-estrutura, visando maior regularidade, menor lotação, mais conforto e menos tempo gasto pelas pessoas nas viagens. 28. Promover, no âmbito das instituições metropolitanas de gestão do transporte coletivo (CMTC), a discussão do modelo tarifário, propiciando a modicidade das tarifas, a ampliação do acesso à cidade, a inclusão social e a sustentabilidade econômica do serviço prestado. 29. Manter o modelo físico-operacional da rede integrada, porém com qualificação do sistema de integração e ampliação das alternativas funcionais de integração, mediante a utilização dos recursos do SITPass (integração espacial, ou por “janela de tempo”). 0. Adequar a estrutura do transporte coletivo às modificações demográficas, econômicas e urbanas, passíveis de previsão, para os municípios conurbados da RMG. 1. Adotar soluções de infra-estrutura viária que garantam prioridade e primazia para o transporte coletivo na circulação. 2. Garantir condições econômicas adequadas para manter tarifas módicas e o equilíbrio econômico-financeiro das atividades de prestação dos serviços. . Promover a atualização tecnológica, mediante pesquisa e incentivo para adoção de veículos coletivos com menor emissão de poluentes e reduzido consumo de combustíveis não renováveis. 

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4. Prevenir problemas ambientais urbanos que possam decorrer da falta de ações de adequação da rede de transporte e da saturação das vias principais, com reflexos na emissão de poluentes e na geração de ruído.

sistema de transporte coletivo. 6. Padronizar, ampliar e adequar a sinalização vertical, horizontal e especial das vias. . Aumentar a oferta de estacionamentos públicos e privados, estimulando a criação de novos espaços, como a área azul, edifíciosgaragem, estacionamentos subterrâneos, entre outros. 8. Instituir horário flexível de funcionamento das atividades econômicas e programas de animação, proporcionando maior aproveitamento da capacidade do transporte público e diminuição da concentração de veículos nas vias. 9. Adequar as calçadas para atender ao fluxo de pedestres da cidade e os espaços públicos para responder às necessidades das pessoas, sobretudo as com dificuldades de locomoção. 40. Adequar a rede viária e os equipamentos de transporte coletivo, visando o atendimento de todas as pessoas e em especial com mobilidade reduzida e deficiências. 41. Regulamentar e implementar as ações relativas à mobilidade e acessibilidade dos cidadãos, em especial os com mobilidade reduzida e outras deficiências quanto à acessibilidade em escolas, parques, acessos a edificações, banheiros públicos, etc. 42. Revisar a legislação para efetivar e aprimorar os instrumentos de fiscalização e a renovação de licença do uso e ocupação do solo urbano. O objetivo é minimizar as interferências negativas na área de influência do pólo gerador de tráfego. 4. Revisar a legislação que regulamenta os instrumentos de fiscalização, visando maior controle dos veículos de carga. Estabelecer o perímetro de restrição da circulação dos mesmos em períodos prédefinidos e regulamentados. 44. Concluir o Anel Rodoviário Metropolitano, visando minimizar o tráfego de carga na cidade e minimizando o impacto negativo que essa circulação proporciona.

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5. Obter instrumentos de suporte técnico para a racionalização do

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45. Garantir o controle dos pólos geradores de tráfego. 46. Capacitar os agentes e equipar o Departamento de Trânsito. 4. Adequar, administrativamente e fisicamente, o órgão gerenciador do trânsito, dotando-o da estrutura necessária para otimizar as vistorias, detenção, pista de simulação de trânsito, acomodação da frota e estocagem de materiais. 48. Instituir uma política de investimento que vise a capacitação, a qualificação e a valorização dos recursos humanos. 49. Alocar recursos do Tesouro Municipal ou de receita específica do órgão para atender às demandas de sinalização de trânsito e de orientação geral, com comunicação visual tecnologicamente atualizada. 50. Adotar modelos de parcerias e captação de novas fontes de recursos para investimento na infra-estrutura de trânsito. 51. Adequar o Plano de Orientação de Tráfego. 52. Promover a cultura da acessibilidade em todo o município, implantando o programa brasileiro de acessibilidade urbana (Brasil Acessível). 5. Criar espaços vivenciais para crianças, fixos ou móveis, onde possam ser promovidas atividades e experiências de mobilidade sustentável, utilizando-se de situações e cenários que simulem a utilização de corredores de ônibus, de calçadas acessíveis e largas, de ciclovias, de formas de integração intermodal, de travessia em nível, de situações de congestionamento de carros em contraste com a fluidez de ônibus, entre outros. 54. Implantar programas e campanhas de educação nas escolas, nas ruas, nas comunidades e nas empresas, com enfoque especial para o respeito à vida. 55. Adotar, em todos os níveis de ensino, um currículo interdisciplinar sobre segurança e educação, com conteúdos de trânsito, mobilidade, acessibilidade e conceitos de Desenho Universal (conteúdo de ergonomia e antropometria, previsto pela ABNT) nos Centros de Formação de Condutores (CFC). 56. Capacitar professores e multiplicadores para a continuidade do Programa de Educação para a Cidadania no Trânsito (PECT), que tem

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por base a relação entre a educação, a cidadania e o trânsito, mostrando a necessidade de mudança de atitude e comportamento da população brasileira para uma convivência harmoniosa no trânsito. 5. Garantir a educação para o trânsito desde a primeira infância e sas para atingir diferentes faixas etárias e espectadores, levando à discussão da cidadania nas escolas e em outros locais. 58. Assegurar que a educação para o trânsito não prepare as pessoas apenas para serem motoristas, mas para comportarem-se como cidadãos. 59. Garantir que, prioritariamente, a acessibilidade e a mobilidade destinem-se ao ser humano e não aos veículos e que todos os demais usuários da via pública sejam respeitados, principalmente os mais frágeis - pedestres, ciclistas, idosos, pessoas com limitações locomotoras e outras em geral. 60. Implantar na grade curricular do ensino fundamental a matéria “educação para o trânsito”. 61. Garantir cursos de direção defensiva para o trânsito, direcionados aos adultos condutores e não condutores, especialmente os motoristas de ônibus. 62. Veicular, nos meios de comunicação, campanhas educativas e incisivas, para reforçar a cultura do trânsito. 6.. Promover parcerias junto aos órgãos responsáveis, para possibilitar que as pessoas que cometeram crimes contra o trânsito paguem penas alternativas educativas.

5. PROPOSTA
Em função da caracterização da situação atual, a política para a Mobilidade, Acessibilidade e Transporte do Município de Goiânia tem por objetivo promover ações para garantir a mobilidade urbana sustentável, entendida como: acesso amplo e democrático ao espaço urbano, redutora da segregação espacial, promotora da inclusão social e do desenvolvimento urbano, e que favoreça a sustentabilidade ambiental e a acessibilidade universal através das seguintes Diretrizes: IPrioridade ao transporte coletivo, aos pedestres e as bicicletas.

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propiciar aprendizagem continuada, utilizando metodologias diver-

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II- Valorização da bicicleta como um meio de transporte e integrandoa com os modos de transporte coletivo. III- Estruturação da rede viária com prioridade para a segurança, a qualidade de vida e a integração territorial do Município. IV- Garantir a segurança das pessoas, a capacidade operacional da rede viária e a observância das prioridades de circulação, organizando, disciplinando e fiscalizando o trânsito no território municipal. V- Promoção da difusão dos conceitos de trânsito seguro e humanizado e de mobilidade sustentável. VI- Tornar a calçada espaço público por excelência, garantindo a circulação de pedestres de forma segura e confortável. VII- Facilitar a mobilidade das pessoas, em especial as com necessidades especiais ou com restrição de mobilidade, permitindo acesso à cidade e aos serviços urbanos.

Para garantir o objetivo e as diretrizes propostas, foram identificados quatro temas que por sua relevância tornaram-se programas prioritários do eixo de mobilidade, acessibilidade e transporte. São eles: • Programa de Planejamento e Adequação da rede viária; • Programa de Sistematização do Transporte Coletivo; • Programa de Gerenciamento do Trânsito; • Programa de Promoção da Acessibilidade Universal.

Programa de Planejamento e Adequação da Rede Viária

O programa de Planejamento e Adequação da rede viária tem como objetivo específico garantir a fluidez do trafego, readequando a hierarquia funcional da rede viária, o redesenho das características geométricas das vias, priorizando sua utilização para o transporte coletivo, pedestres, ciclistas e o acesso controlado às atividades econômicas lindeiras, para que a rede cumpra sua função estruturadora do tecido urbano.

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VIAS EXPRESSAS VIAS EXPRESSAS - PROPOSTA VIAS ARTERIAIS VIAS ARTERIAIS - PROPOSTA VIAS COLETORAS VIAS LOCAIS VIADUTOS/TÚNEL/TRINCHEIRAS PASSAGEM EM DESNÍVEL CANALIZAÇÕES DE TRAFEGO E MELHORIAS NO CRUZAMENTO BUEIROS/PONTES LIMITE DO MUNICÍPIO HIDROGRAFIA TECIDO URBANO REFERÊNCIA URBANA RODOVIAS ANEL RODOVIÁRIO METROPOLITANO

REDE VIÁRIA

FONTE: SEPLAM/2006

REDE vIÁRIA

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Proposta de adequação da hierarquia da Rede Viária
Embora a rede viária de Goiânia seja funcionalmente hierarquizada, torna-se necessário revê-la, para adaptá-la às novas demandas sociais e econômicas da sociedade, em relação à movimentação de pessoas e mercadorias. Para tanto, foram consideradas para sua revisão, a análise do volume de tráfego que circula pelas vias, as interferências nas interseções, as viabilidades de se permitir acessos aos lotes lindeiros, a velocidade da circulação e estacionamentos junto ao meio-fio. Foi primordial identificar qual a função que cada via desempenha e desempenhará no futuro, em termos de fluidez de tráfego e acomodação do transporte público. A seguir foram identificadas as características funcionais, geométricas, infra-estruturais e paisagísticas das vias integrante da rede viária proposta para o Município. As quatro categorias básicas da hierarquia atual foram mantidas, ou seja, vias expressas, arteriais, coletoras e locais que, reclassificadas, conforme sua importância na rede viária existente, formam funcionalmente a rede viária básica, por serem as principais vias da cidade.

vias Expressas: As vias expressas possuem a função de receber grandes volumes de tráfego e representam uma porcentagem reduzida na soma geral dos quilômetros da rede viária. Por apresentarem funções diferenciadas, elas foram subdivididas em vias expressas de 1a, 2 a, e  a categorias.

As Vias Expressas de 1a. Categoria caracterizam-se pelas interseções em desnível e os acessos às atividades econômicas adjacentes são realizados através de vias paralelas, o que possibilita o controle total dos acessos, comportando uso do solo até grande porte. A Br-15 é a única via expressa de 1a. categoria da rede viária básica da cidade.

As Vias Expressas de 2a. Categoria caracterizam-se pelas interseções em nível e desnível. Possuem a função preferencial de tráfico de passagem e não proporcionam acesso às atividades lindeiras. Foram consideradas vias expressas de 2a. categoria: a Av. Marginal Anicuns, Av. Marginal Botafogo/Capim Puba e Marginal Cascavel e as Rodovias GO-040, GO-060, GO-00 e GO-080. Nas Rodovias comportam uso do solo até grande porte, por meio de vias paralelas com controle total dos acessos. As Vias Expressas de ª Categorias são aquelas que atendem preferencialmente ao tráfego de passagem. A maioria das interseções são em nível e permitem acesso

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às propriedades lindeiras. Foram consideradas vias expressas de a. categoria: a Rodovia Federal Br-060, a Rodovia Estadual Go-020, Avenida Marginal Barreiro e seu prolongamento, Avenida Perimetral Norte, Av. T-6 e seu prolongamento e o Anel Rodoviário Metropolitano. No caso do Anel Rodoviário Metropolitano somente poderá acontecer atividade econômica em vias paralelas.

vias Arteriais: As vias arteriais possuem dupla função na rede viária básica proposta: garantia da fluidez do tráfego e acessibilidade às atividades econômicas lindeiras. Por suas características foram classificadas em vias arteriais de 1a e 2 a categorias.

As Vias Arteriais de 1a. Categorias possuem a função de estruturar o tecido urbano por suas características de percurso longo e contínuo, tendo a maioria delas canteiro central e podendo ser adequadas para permitir a operação de transporte coletivo com maior capacidade. Neste caso, quando implantadas pistas preferenciais serão proibidas estacionamento lindeiros de veículos. Quando as vias arteriais se conectam entre si, definindo um percurso longo, contínuo e estruturador, diametrais ao tecido urbano, são considerados Corredores Viários Estruturadores. Os seguintes corredores viários após suas implantações serão considerados vias arteriais de 1a. Categoria:

a) Corredor Anhanguera Este corredor foi implantado em 196 na Av. Anhanguera com a finalidade de atender o transporte coletivo, em pista exclusiva para ônibus que corta a cidade no sentido leste/oeste passando pelo centro. Após passar por várias reformas, atualmente encontra-se sendo administrado pelo Governo do Estado. Este corredor será ampliado até a Vila Pedroso e requalificado objetivando melhorar a qualidade de atendimento. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

b) Corredor Leste/Oeste; Este corredor será implantado no seu tramo oeste sobre a Rodovia Municipal Gyn-024, Av. Noel Rosa, Av. La Paz, Av. Francisco Alves, Rua Félix de Bulhões e no trecho sobre o antigo leito da estrada de ferro, que vai da Rua da Alegria na Vila Santa Rita até o cruzamento da Av. Cerâmica no Jardim Califórnia Industrial, passando pelo terminal rodoviário na região central da cidade. A função deste corredor

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

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será ampliar a integração viária Leste/Oeste, através da implantação de corredores exclusivos de transporte coletivo e retirar o tráfego de passagem, descongestionando grande parte da rede viária;

c) Corredor Goiás; Este corredor recebe o transporte coletivo desde 1990 e corta a cidade de norte a sul passando pelo centro. O mesmo será implantado com pista exclusiva para o transporte coletivo. No tramo centro /sul passando pela Av. Goiás; Rua 84; Rua 90; Av. Primeira Radial; Av. Quarta Radial; Av. Rio Verde, e no tramo centro/norte passando pela Av. Goiás Norte e seu prolongamento até o Residencial Recanto do Bosque. Sua principal função é fazer a ligação norte/sul e receber o transporte coletivo em pista exclusiva para ônibus.

d) Corredor Mutirão; Este corredor liga a região noroeste à região sul sua necessidade foi identificada por meio da pesquisa origem destino realizada. Sua composição se faz pelas vias: Av. Ormesina Naves; Rua Maria Aparecida; Av. Dos Ipês; Av. Lúcio Rebelo; Rua C; Av. Maria de Melo; Av. Perne Filho; Av. Mato Grosso do Sul; Av. Dom Eduardo; Av. Santo Afonso; Rua das Laranjeiras; Rua 2; Rua Pouso Alto (Av. Perimetral); Praça A; Rua 210; Av. Castelo Branco; Av. Mutirão; Av. 85; Av. S-1; Rua 1112; Rua Feira de Santana; Rua Uru e Av. Rio Verde. A principal função deste corredor é fazer a ligação noroeste/sul e receber o transporte coletivo com pista exclusiva;

e) Corredor T-9; Este corredor ligará a região sudoeste ao setor Universitário na região leste da cidade, onde há grande concentração de universidades.Seu percurso inicia no Setor Garavelo na GO-040 e segue pela Av T-9, Av. 85, Av. 82 e Av. Universitária. Sua principal função é fazer a ligação entre regiões e receber o transporte coletivo com pistas exclusivas para ônibus;

f) Corredor T-7; Este corredor liga a região sudoeste até a região central passando pelas vias: Av. Alpes, Av. Itália, Av. Belo Horizonte, Av. Araxá, Av. C1, Av. C12, Av. C4, Av. C8, Av. T, Av. Assis Chateaubriand, Alameda dos Buritis e Av. Gercina Borges. Sua principal função além de ligar regiões é receber o transporte coletivo com pistas exclusiva

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para ônibus; Estes corredores que receberão o transporte coletivo, com pista exclusiva para ônibus, deverão ter caixa de no mínimo 6,00m. Os lotes lindeiros aos corredores poderão receber o uso do solo de comércio e serviços dependendo do porpoderá acontecer maiores adensamentos considerando que a população irá utilizar o transporte coletivo como principal modo de deslocamento.

g) Corredor T-8; Este corredor será implantado no tramo oeste nas seguintes vias: Av. T-8; Rua C-120; Rua C-121; Av. dos Alpes; Av. Milão e seu prolongamento até a Av. Perimetral Oeste e no tramo leste na Av. D; Rua 8; Rua 86; Av. Fuad José Sebba; Av. Olinda; Av. Gameleira e seu prolongamento até a Av. Marginal Leste cortando a região sul da cidade no sentido leste/oeste, na sua parte mais adensada, que atrai e gera maior número de viagens de veículos particulares. A principal função deste corredor é fazer a ligação entre regiões. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

h) Corredor Perimetral Oeste; Este corredor ligará a região sudoeste à região noroeste. Seu traçado se localiza na região oeste, paralelo ao Anel Rodoviário Metropolitano, interno a área urbanizada ao longo da Av. Perimetral Oeste. Sua principal função é fazer a ligação entre regiões, voltado para a circulação geral do tráfego urbano. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

i) Corredor Marginal Leste; Este corredor a ser implantado ligará a região sudeste à região nordeste. Iniciando na GYN-005 até a Br-15. Seu percurso integra a Av. Marginal Leste; Av. Acari Passos; Av. das Pirâmides no Jardim Califórnia Industrial; Av. Abel Rodrigues no Bairro Santo Hilário e Av. José Ludovico de Almeida. Em sua maior parte não comporta nenhum tipo de uso do solo;

j) Corredor Noroeste; Este corredor ligará a Perimetral Norte ao Anel Rodoviário Metropolitano no tramo noroeste. É formado pelas seguintes vias: Av. José Inácio; Av. Contorno; Av. da

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

te e do grau de incomodidade. Ao longo dos seis corredores, a serem implantados,

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Divisa; Av. São Domingos no Residencial Fortaleza e seu prolongamento. Sua principal função é receber o fluxo de veículos gerado na região, retirando-o da Rodovia GO-00. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

k) Corredor Pio xII; Este corredor teve sua necessidade identificada por meio da pesquisa origem/ destino (O/D), com pista preferencial do transporte coletivo. É formado pelas vias: Av. Mato Grosso do Sul; Av. Dom Eduardo; Rua 1 no Bairro Aeroviário; Av. Dom Vital; Av. Pio XII; Av. Armando Godoy; Av. Aderup; Av. Pedro Ludovico; BR-060. Sua principal função é dar fluidez ao transporte coletivo. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

l) Corredor Campus Universitário; Este corredor ligará a Av. Perimetral Norte ao Anel Rodoviário Metropolitano tramo norte. É formado pelas vias: Av. Nerópolis; Rodovia GO_462. Sua principal função é dar fluidez ao tráfego gerado na região e principalmente o tráfego atraído pelo Campus Universitário. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

m) Corredor Perimetral Norte; Este corredor é formado pela Av. Perimetral Norte. Seu percurso vai da Br-15 a GO-00 onde ligará com o Corredor Santa Maria. A principal função deste é a circulação de veículos pesados e de carga, direcionando-os às principais Rodovias que chegam à cidade;

n) Corredor Santa Maria; Este corredor ligará o corredor Perimetral Norte à Br-060. É formado pelas vias: Av. Santo Amaro; Av. Santa Maria; Av. Frei Miguelino; Rua do Café; Alameda Ferradura; Alameda Câmara Filho. Sua principal função é a circulação de veículos pesados e de carga.

MAPA 2

MACRO REDE vIÁRIA

FONTE: SEPLAM/2006

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Para complementar a articulação da Rede Viária Básica foram designadas como Vias Arteriais de 1ª Categoria as vias contidas no Anexo III. As Vias Arteriais de 2a. Categoria são destinadas preferencialmente ao tráfego de passagem, porém com menor intensidade que as vias arteriais de 1a categoria. Possuem a característica de percurso médio, articulando os deslocamentos entre bairros. Foram consideradas vias arteriais de 2a. categoria as vias citadas no Anexo IV. vias Coletoras: As vias coletoras têm a função de receber o tráfego das vias locais e direciona-lo para as vias de categoria superior. As vias coletoras absorvem o fluxo do tráfego local dentro das áreas residenciais, comerciais e industriais e, em alguns casos, atendem itinerários do sistema de transporte coletivo. Apresentam tráfego de baixa velocidade e proporcionam acesso ás propriedades adjacentes. As interseções são controladas por semáforos ou placas de sinalização estatigráficas. As vias coletoras da rede viária básica de Goiânia são apresentadas no Anexo V. vias Locais: As vias locais possuem a finalidade de dar acesso às propriedades particulares, principalmente as residências e representam 80% da quilometragem das vias urbanas. Por suas características funcionais, é desestimulado o tráfegos de passagem, garantindo assim a segurança dos ciclistas e pedestres, principalmente crianças e idosos. A hierarquia viária se completa com a circulação não motorizada caracterizada pelos passeios públicos, destinados aos pedestres, e pelas ciclovias. Vias de pedestre - são vias secundárias ou locais não permitindo a circulação de nenhum tráfego motorizado, destinadas à circulação exclusiva de pedestres. Ciclovia: são pistas de rolamento destinadas à circulação prioritária de bicicletas. O Plano Diretor de Goiânia, na forma do Eixo Estratégico de Mobilidade, Acessibilidade e Transporte, propõe a adequação da rede viária, através de intervenções indicadas no Mapa , que são projetos específicos, detalhados pelos órgãos competentes. De forma generalizada, as intervenções se caracterizam por:
• passagem em desnível elevado – viadutos, túneis, trincheiras; • duplicações com ou sem desapropriações; • prolongamento de vias existentes; • melhorias de cruzamentos, canalizações e obras de melhorias viárias; • obras de arte - bueiros e pontes.

MAPA 

MELhORIAS

DA REDE vIÁRIA

FONTE: SEPLAM/2006

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Além dos aspectos funcionais relativos a hierarquia e adequação da rede viária, o Plano Diretor de Goiânia propõe o desenvolvimento de projetos específicos, para adequação dos espaços públicos integrantes da rede viária em termos de calçadas, arborização, iluminação, sinalização, focando os grupos sociais portadores de necessidades especiais e a qualidade da paisagem urbana, com a finalidade de humanizar a cidade. O Programa de Planejamento e Adequação da Rede Viária objetiva um cenário desejável que resulte na administração, planejamento e controle das transformações urbanas como atribuição da administração pública, buscando a otimização do sistema viário urbano, eficiência operacional e gerenciamento das ações decorrentes de sua manutenção. A consecução do cenário desejável dar-se-á por meio das seguintes Diretrizes: I- Prioridade para os pedestres em relação aos veículos e para os veículos coletivos em relação aos particulares. II- Sistema viário adequado, para permitir condições especiais de mobilidade e acesso nas vias expressas, arteriais, coletoras e locais. III- Rede viária básica adequada ao desempenho da rede de transporte coletivo em termos de rapidez, conforto, segurança e custos operacionais. IV- Tráfego de veículos de cargas disciplinado, maximizando a fluidez do tráfego. V- Prioridade do transporte coletivo na rede viária básica, sobretudo nos corredores de média e grande capacidade. VI- Espaços públicos adequados para portadores de necessidades especiais e pedestres, com paisagem urbana qualificada. VII- Sistema cicloviário implantado como alternativa de transporte por motivo de trabalho e estudo.

Programa de Sistematização do Transporte Coletivo
O Programa do sistema de transporte público definido pelo Plano Diretor de Goiânia é articulado com o Plano Diretor Setorial de Transporte Coletivo em adequação. Para garantir mobilidade e acessibilidade a todos os grupos sociais, sobretudo os portadores de necessidades especiais e os economicamente desfavorecidos, é

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condição básica priorizar o sistema de transporte público sobre o individual. Para tanto será necessário adequar a rede viária básica para atender as exigências de operação dos diversos modais de transporte. Este programa tem a finalidade de promover a justiça social e beneficiar as social, são de caráter de racionalização, modernização, melhoria dos corredores de transporte coletivo, associadas à implantação de ciclovias. Estas intervenções promoverão a qualidade e a eficiência do transporte público urbano em Goiânia e sua Região Metropolitana. Os principais benefícios são a redução dos custos de operação, do tempo de viagem, dos congestionamentos, melhoria do conforto, aumento da segurança, diminuição da poluição ambiental e indução à ocupação e ao uso racional do solo. Em essência, tratar a mobilidade urbana na cidade de Goiânia é tratar o transporte coletivo. Atualmente, é inegável o esgotamento das soluções de mobilidade baseadas no uso do veículo individual, embora a cidade esteja longe de dispor de um serviço de transporte coletivo de qualidade. O programa do sistema de transporte coletivo se viabilizará com a implantação da rede estrutural de transporte público, composta por corredores exclusivos, corredores preferenciais, associados à implantação e, em alguns casos, requalificação de estações de integração e de conexão, à integração de modais, ciclovias, bicicletários e estacionamentos.

Corredores Exclusivos Os corredores exclusivos de transporte coletivo serão implantados em corredores viários, previstos pela Macro Rede Viária Básica e serão adaptados no seu desenho para permitir a circulação de ônibus em pistas exclusivas, com alto grau de confinamento e, em alguns casos, confinamento moderado. Nesses corredores exclusivos deverão ser utilizados veículos articulados, biarticulados ou veículos leves sobre trilho, onde operarão linhas de transporte coletivo de maior oferta e capacidade de transporte. Nas faixas destinadas à circulação de veículos motorizados, será vedado o estacionamento. Os Eixos de Desenvolvimento Urbano previsto, pelo Modelo Espacial, assegurarão a integração uso do solo com o transporte, através de regime urbanístico diferenciado quanto ao adensamento e à instalação das atividades econômicas. São considerados exclusivos, os seguintes corredores: Anhanguera, Goiás, Mutirão, T-9, T- e Leste/oeste.

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

pessoas de menor renda. As intervenções necessárias, para atingir este objetivo

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Corredor Anhangüera É o primeiro corredor implantado em Goiânia. No seu trajeto inicial, possui 12,95 Km de extensão, ligando a Estação de Integração Padre Pelágio saída para Trindade a Estação de Integração Novo Mundo. O Plano Diretor propõe uma expansão para oeste de .9 km, até a Vila Pedroso e intervenções de requalificação de sua operação e da sua relação com a paisagem urbana lindeira. A segregação extrema do ônibus em relação à cidade causou impacto negativo na vida econômica e social deste corredor, que deverá ser modificada com projeto específico.

Corredor Goiás Este corredor está em operação desde de 1990 e corta a cidade de norte a sul passando pelo centro. O mesmo será implantado com pista exclusiva para o transporte coletivo seu percurso vai da Estação de Integração Cruzeiro em Aparecida de Goiânia até o Residencial Recanto do Bosque, com uma extensão de 0,2 Km e com caixa de 40,00m. Sua principal função é fazer a ligação Norte/Sul e receber o transporte coletivo em pista exclusiva para o ônibus, sua implantação tem prioridade N° 1, considerando os benefícios a serem alcançados. Nos lotes adjacentes comporta uso do solo de comércio e serviço;

Corredor Leste/Oeste Este corredor será implantado da Rodovia Municipal Gyn-024, região oeste com ,85 Km até o trecho sobre o antigo leito da estrada de ferro no Jardim Califórnia Industrial, região leste, passando pelo terminal rodoviário na região central da cidade, com 11,4 Km de extensão e via com 4,00m de caixa. A função deste corredor será de ampliar a integração viária Leste/Oeste, através da implantação de corredores exclusivos de transporte coletivo e retirar o tráfego de passagem, descongestionando grande parte da rede viária. Alguns trechos desta via já estão implantados e trechos em execução.

Corredor Mutirão Este corredor liga a região noroeste à região sul, sua necessidade foi identificada por meio da pesquisa origem e destino. Seu percurso inicia-se na região noroeste e vai até a Av. Rio Verde na região sul da cidade, com uma extensão de 19,4 Km. A principal função deste corredor é fazer a ligação noroeste/sul e receber o transporte coletivo com pista exclusiva. Para que este corredor de transporte seja construído

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necessário se faz adequar o projeto proposto nas Ruas Pouso Alto, Rua 2, Rua Laranjeiras, Avenida Dom Eduardo, Avenida Mato Grosso do Sul, Avenida Maria de Melo, Rua C, Avenida Ipê, Rua Maria de Oliveira e Rua 1112 com aproximadamente ,2 km, utilizando os instrumentos urbanísticos previstos no Estatuto da Cidade.

Corredor T-9 Este corredor ligará a região sudoeste ao setor Universitário na região leste da cidade. Seu percurso inicia-se no Setor Garavelo na GO-040 e segue até o Setor Universitário, região leste com 1,14 Km e caixa de 24,00m. Sua principal função é fazer a ligação entre regiões e receber o transporte coletivo com pistas exclusivas para o ônibus. Para que este corredor de transporte na Avenida T-9 seja construído faz-se necessário o seu alargamento e para sua viabilização poderão ser utilizados os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade.

Corredor T-7 Este corredor liga a região sudoeste até a região central com ,8 Km e caixa de 24,00m. Sua principal função além de ligar regiões é receber o transporte coletivo com pistas exclusivas para o ônibus. Para que este eixo de transporte seja construído, deverão ser utilizados instrumentos urbanísticos previstos no Estatuto da Cidade deverão ser utilizados, para a adequação do projeto na Av. T-.

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

MAPA 4

FONTE: SEPLAM/2006

CORREDORES DE TRANSPORTE COLETIvO ExCLUSIvO

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CORREDOR NORTE/SUL Estação Padrão Tipo C – Pista Exclusiva e plataforma com embarque em ambos os lados do ônibus.

Estação Padrão Tipo C Pista Exclusiva e plataforma com embarque do lado direito do ônibus.

Estação Padrão Tipo A Pista Exclusiva e plataforma com embarque do lado esquerdo do ônibus

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

MAPA 5

FONTE: SEPLAM/2006

SISTEMA DE TRANSPORTE COLETIvO

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Corredores Preferenciais A rede estrutural de transporte coletivo se completa com a implantação de 19 corredores preferenciais na Rede Viária Básica da cidade. No caso, os ônibus do transporte coletivo trafegarão por faixas que lhe darão a preferência de circulação outros veículos. Nas faixas preferenciais destes corredores, serão proibidos estacionamentos de veículos motorizados. Os eixos de desenvolvimento urbano preferenciais, previstos no Modelo Espacial, assegurarão a integração uso do solo com o transporte, através de regime urbanístico diferenciado quanto ao adensamento, à instalação das atividades econômicas e habitação de interesse social. O Plano Diretor propõe as seguintes ações para a implantação dos corredores preferenciais, articulados com corredores da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos - RMTC fora do Município de Goiânia, como parte integrante da rede estrutural de transporte coletivo: I- Corredor 1: Avenida ª Radial, Avenida Antônio Queiroz Barreto, Avenida Contorno, Avenida Engler; II- Corredor 2: Avenida Castelo Branco e Avenida Mutirão; III- Corredor : Avenida Independência; IV- Corredor 4: Rua 210 e Rua 240; V- Corredor 5: Avenida Esperança, Avenida Pres. Kennedy; VI- Corredor 6: Avenida T-6; VII- Corredor : Avenida Eurico Viana, Avenida 2ª Radial, Avenida Emílio Povoa, Avenida Jaime Gonzaga e Avenida Leonardo da Vinci; VIII- Corredor 8: Avenida C-104, Avenida José Moraes Neto e Av. Aruma; IX- Corredor 9: Avenida Veneza e Avenida Bandeiras; X- Corredor 10: Avenida 24 de Outubro e Avenida Perimetral; XI- Corredor 11: Avenida Pio XII, Avenida Aderup; XII- Corredor 12: Avenida Nazareno Roriz, Av. Sonnemberg, Av. Pedro Ludovico, Av. C-15; XIII- Corredor 1: Manto (Avenida Araguaia, Avenida Paranaíba e Avenida Tocantins);

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

sobre o veículo individual, admitindo, porém, em locais específicos, ingresso de

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XIV- Corredor 14: Avenida Vera Cruz, Avenida São Francisco; Av. José Monteiro; XV- Corredor 15: Avenida Marechal Rondon; XVI- Corredor 16: Avenida Bernardo Sayão; XVII-Corredor 1: Rodovia BR-060; XVIII- Corredor 18: Rodovia GO-060; XIX- Corredor 19: Rodovia GYN-024; XX- Corredor 20: Rodovia GO-00.

A construção de novos Terminais de Integração e Estações de Conexão e a requalificação dos existentes são ações complementares importantes para a implantação concreta da Rede Básica Estrutural do Transporte Coletivo. Os Terminais de Integração são equipamentos de maior porte em que há, predominantemente, a operação de linhas com controle operacional neste local, isto é, que nele iniciam as viagens e que constituem a base de operação da rede de transporte. As Estações de Conexão são equipamentos de menor porte, com operação predominantemente de linhas de passagem, que estabelecem a articulação entre linhas da rede de transporte provenientes de distintos corredores, oferecendo condições de integração para os usuários, especialmente com o uso de produtos tarifários na forma de cartões eletrônicos ou bilhetes. Podendo ser instalados em espaços abertos das vias, com plataformas de embarque e desembarque e sinalização adequada. As ações propostas de requalificar as seguintes Estações de Integração, já implantados no Município e integrantes da RMTC, exceto a Estação de Integração Parque Oeste, que deverá ser desativada: I- Estação de Integração Bandeiras; II- Estação de Integração Goiânia Viva; III- Estação de Integração Vera Cruz; IV- Estação de Integração Padre Pelágio; V- Estação de Integração Recanto do Bosque; VI- Estação de Integração Dergo; VII- Estação de Integração Praça A;

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VIII-Estação de Integração Praça da Bíblia; IX- Estação de Integração Novo Mundo; X- Estação de Integração Isidória.

As Estações de Integração a serem implantadas no Município e incorporadas à RMTC, são elas: I- Estação de Integração Balneário; II- Estação de Integração Campus; III- Estação de Integração Guanabara; IV- Estação de Integração Vila Pedroso; V- Estação de Integração Flamboyant; VI- Estação de Integração Correio; VII-Estação de Integração Santa Rita.

As seguintes Estações de Conexão já implantadas no Município e integrantes da RMTC, são elas: I- Laranjeiras; II- Mariliza; III- Progresso; IV- Papillon; V- Sevene; VI- Tiradentes; VII- Trindade; VIII- Fabiana.

As seguintes Estações de Conexão a serem implantadas no Município e incorporadas à RMTC: I- Perimetral; II- Vila Cristina;

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

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III- Rodoviária; IV- Praça Cívica; V- Praça Kalill Gibran; VI- Castelo Branco I; VII-Castelo Branco II; VIII-Walter Santos; IX- Setor Oeste; X- Setor Bueno; XI- Correio; XII- Jardim América I; XIII-Jardim América II; XIV- Jardim América III XV- Jardim América IV; XVI- Santa Cruz; XVII- Bela Vista.

A implementação e a adequação e/ou implantação da Rede Básica Estrutural de Transporte Coletivo será realizada de forma gradativa, com a participação do Município, estabelecida de modo comum com a instância executiva responsável pela gestão metropolitana do transporte coletivo. A Rede Básica de Integração Intermodal de Transporte se completa pelo Sistema Cicloviário e por estacionamentos de veículos integrados às estações de integração.

O Sistema Cicloviário: É muito importante para promover a integração ao sistema de transporte coletivo, facilitando o acesso das pessoas às suas residências. É desejável a promoção deste meio de transporte por sua sustentabilidade socioambiental. O sistema é composto por dispositivos viários, sinalização e estacionamentos, especialmente integrados à Rede Básica Estrutural de Transporte Coletivo, que atendem à demanda e à conveniência do usuário da bicicleta em seus deslocamentos

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em áreas urbanas, especialmente em termos de segurança e conforto. As vias que compõem o Sistema Cicloviário classificam-se em:

I- Via Ciclável: são vias secundárias ou locais de pequeno tráfego motorizado de passagem, já utilizadas de forma segura pelos ciclistas, em complementação às ciclovias e ciclofaixas; II- Ciclofaixa: são faixas de rolamento para bicicleta, com o objetivo de separá-las do fluxo de veículos automotores, sempre indicada por uma linha separadora, pintada no solo, ou ainda com auxílio de outros recursos de sinalização; III- Ciclovia: pistas de rolamento para bicicletas totalmente segregadas do tráfego motorizado com dispositivos físicos separadores, implantadas de forma a prover maior nível de segurança e conforto aos ciclistas. É fundamental para a integração do sistema de transporte ao sistema cicloviário a construção de estacionamento para as bicicletas nos terminais.

Os estacionamentos para bicicletas, integrantes do Sistema Cicloviário classificam-se em: I- Paraciclos: estacionamentos para bicicletas em espaços públicos abertos, equipado com dispositivos capazes de manter os veículos de forma ordenada e segura; II- Bicicletário: estacionamentos com infra-estrutura de médio ou grande porte (mais de 20 vagas), dotados de cobertura, implantados junto a estações de integração do transporte coletivo, em grandes áreas industriais e comerciais, parques e outros locais de grande atração de usuários de bicicletas.

As Estações de Integração que prioritariamente deverão implantar bicicletários são as seguintes: I- Estação de Conexão Trindade; II- Estação de Integração Garavelo; III- Estação de Integração Goiânia Viva; IV- Estação de Integração Vera Cruz;

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

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V- Estação de Integração Padre Pelágio; VI- Estação de Integração Recanto do Bosque; VII- Estação de Integração Campus; VIII- Estação de Integração Guanabara; IX- Estação de Integração Vila Pedroso; X- Estação de Integração Santa Rita.

Como complemento ao sistema cicloviário serão previstos um conjunto de vias cicláveis, ciclovias e ciclofaixas a serem implantadas, nos parques públicos, nas Áreas Verdes e ao longo de algumas vias arteriais articuladas nos sentidos Norte/Sul e Leste/Oeste, e ao longo do Anel Rodoviário Metropolitano e das principais rodovias de ligação da Região Metropolitana de Goiânia. Para implantação do sistema cicloviário, o Município deverá elaborar um Plano Cicloviário indicando os projetos prioritários para a implantação.

Para completar a Rede Básica Estrutural do Transporte Coletivo, deverão ser previstos estacionamentos para motocicletas e automóveis nas estações, principalmente naquelas que polarizam regiões adensadas e apresentam viabilidade técnica-economica. São prioritárias para a implantação deste equipamento as seguintes estações: I- Estação de Integração Bandeiras; II- Estação de Integração Padre Pelágio; III- Estação de Integração Novo Mundo.

MAPA 6

FONTE: SEPLAM/2006

SISTEMA CICLOvIÁRIO

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Programa de Gerenciamento do Trânsito

O trânsito resulta das necessidades de deslocamento das pessoas por motivo de trabalho, de negócios, de educação, de saúde e de lazer e acontece em função da ocupação do solo por diferentes usos. Assim sendo, os administradores municipais devem promover iniciativas visando garantir ao cidadão o seu direito de ir e vir, de forma segura e preservando a sua qualidade de vida. A evidente melhoria técnica dos veículos automotores com conseqüente acréscimo de sua velocidade final tornou-se, sem qualquer dúvida, fator decisivo no elevadíssimo número de acidentes nas vias urbanas e rurais no mundo inteiro com inúmeras vezes, vítimas fatais. Estas circunstâncias aliadas à evolução da frota de veículos não compatível com a evolução da capacidade técnica da malha rodoviária, faz com que se torne de enorme importância a sinalização viária com vistas à segurança do usuário. Sendo assim, faz-se necessário revisar e elaborar, conceitos importantes na definição de sinalização, avaliação das mesmas e suas funções, diretrizes de circulação em relação as interferências negativas conforme o que dispõe o Código Brasileiro de Trânsito e nas diretrizes elencadas anteriormente.

Programa de Promoção da Acessibilidade Universal

Acessibilidade é ferramenta indispensável para a inclusão social do cidadão. É o direito à educação ao trabalho, à igualdade de oportunidades e a cidadania, garantida em Lei, deve ser incorporada ao cotidiano das comunidades mediante ações que a efetivem. Direitos nos impõem deveres. direitos e garantias individuais estão expressas na Declaração dos Direitos Humanos, da ONU, e na maioria das constituições; enquanto os deveres estão subordinados às leis; regulamentos impostos ao homem pelo Governo e pela Sociedade. O direito de cada um termina quando começa o direito do outro. Para garantirmos acesso fácil a todos as edificações sem exceção, garantindo o direito de ir e vir, de conviver e compartilhar, inclusive o direito de ser criança e de envelhecer em um mesmo lar, devemos adotar o Desenho Universal que é aquele que visa a atender á maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população; eliminando barreiras arquitetônicas.

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Atendendo a necessidade de mudança de comportamento a fim de possibilitar condições mínimas de integração, e a utilização das edificações de uso público, mesmo as de propriedade privada, como por exemplo, as destinadas: à educação, saúde, cultura, culto, esporte, lazer, serviços, comércio, indústria, hospedagem, trabalho, reunião e de uso multifamiliar, e áreas comuns de circulação, a Associação Brasileira de Normas Técnica - ABNT, a elaborarou Normas a serem incorporadas às edificações, referentes à acessibilidade as edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Atualmente em Goiânia, na aprovação de projetos quanto a acessibilidade nas edificações, são observadas as Normas e Leis editadas que serão adequadas tendo em vista as diretizes enumeradas anteriormente.

MOBILIDADE, ACESSIBILIDADE E TRANSPORTE

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EIXO ESTRATÉGICO ORDENAMENTO TERRITORIAL
Busca responder de maneira clara e objetiva às exigências formuladas por uma realidade em constantes transformações, com a interdependência dos aspectos fundamentais, socioambientais, econômicos, socioculturais e de ordenamento físico territorial.

ORDENAMENTO FÍSICO TERRITORIAL

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1. ANTECEDENTES hISTóRICOS
Goiânia foi construída no coração do Centro-Oeste como marco referencial da interiorização do Brasil - autêntica precursora da mudança da capital brasileira para o Planalto Central. Depois de 1950, a cidade experimentou cerca de 20 anos de crescimento excepcionalmente acelerado, fato que coincidiu com administrações desatentas quanto ao cumprimento das determinações do plano urbanístico. As pressões demográficas e da especulação imobiliária levaram a cidade a desviar-se das rotas do desenvolvimento harmônico, introduzindo no seu processo de urgente de uma reformulação profunda do seu processo de urbanização. Nesse sentido, aprovou-se em 191 o Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (PDIG). A realidade de Goiânia, contudo, mesmo após a implementação do PDIG, continuou atropelando as tentativas de imprimir rumos e ritmos convenientes à recuperação, melhoria e preservação das condições de habitabilidade, que passam, necessariamente, pelo controle do crescimento urbano. Em face à continuidade vigorosa do processo demográfico, nas décadas de 190 e 1980, Goiânia ultrapassou a categoria de cidade média, mais ou menos pacata e tranqüila, para se tornar uma grande cidade, com todas as complexidades, dificuldades e riscos que lhes são inerentes. Baseado nesse contexto, o Instituto de Planejamento Municipal (IPLAN) chegou à conclusão que seria indispensável e urgente inverter a ordem do diálogo entre a cidade e os planos. Até então, os planos sempre andaram a reboque dos acontecimentos urbanos, correndo atrás de soluções para problemas já colocados - um exercício do que se convencionou chamar de “planejamento reativo”, ou seja, o poder público somente reage para “acudir” problemas. Assim, foi desenvolvido e aprovado o segundo PDIG, denominado Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia – 2000, atualmente em vigor. O seu ideário conceitual baseou-se na Constituição Federal de 1988 e nas determinações da Lei Orgânica do Município de Goiânia. O PDIG foi subsidiado por análises setoriais que geraram recomendações, que posteriormente avançaram para proposição de planos de ação mais específicos, formados por um rol de programas de curto, médio e longo prazos. crescimento graves deformações que colocaram na ordem do dia a necessidade

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Esse plano buscou uma resposta clara e objetiva às exigências formuladas por uma realidade em constante transformação, com interdependência de aspectos fundamentais: socioeconômico, político-institucional e o físico-territorial. Objetivou-se o desenvolvimento da cidade de forma global e integrada, sem perder de vista sua interface mais imediata, a regional, em que Goiânia apresenta-se como pólo econômico de atração. Mesmo com a aprovação do PDIG-2000 e da regulamentação da Constituição Federal, ocorrida por meio da aprovação da lei nº 10.25/02 (Estatuto da Cidade), marco legal que redireciona toda a legislação de caráter urbanístico dos municípios brasileiros, o município de Goiânia continua enfrentando sérios problemas decorrentes de seu processo de crescimento urbano e de sua posição de liderança regional. Por isso, foram necessários novos estudos.

2. CARACTERíSTICAS FíSICAS DO TERRITóRIO
Goiânia limita-se a norte com os municípios de Goianira, Santo Antônio de Goiás e Nerópolis; a sul com Aragoiânia e Aparecida de Goiânia; à leste com Nerópolis, Goianápolis e Senador Canedo e à oeste com Trindade e Abadia de Goiás. Sua extensão territorial é de 26,9 km², distribuídos em três zonas: Urbana, com superfície de 101,88 km², Expansão Urbana com 25,5 km², Expansão Urbana Descontínua com 5,808621km² e Rural com 4,46 km². Conta com ligações inter-regionais de responsabilidade federal, as rodovias BR15, espinha dorsal do sistema rodoviário goiano, e BR-060, acesso para Rio Verde. As ligações regionais de responsabilidade estadual, que interligam o município a outras localidades do estado, são feitas pelas seguintes rodovias: GO-010 (Leopoldo de Bulhões e Ipameri); GO-020 (Bela Vista, Pires do Rio); GO-040 (Aragoiânia); GO-060 (Trindade); GO-00 (Inhumas); GO-080 (Nerópolis) e GO-462(Nova Veneza). Do ponto de vista estrutural, o município de Goiânia situa-se em uma região geomórfica compartimentada em “Planalto de Dissecada de Goiânia”; “Chapadas de Goiânia”; “Planalto Embutido de Goiânia” e “Planícies e Terraços da Bacia do Meia Ponte”. Suas altitudes distribuem-se entre 00 e 900 m, em um relevo de formas suavizadas e vales pouco profundos.

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O vale do rio Meia Ponte é o agente modelador de maior significado do sítio da cidade. Determina o nível de erosão das calhas de seus contribuintes secundários e atravessa o município no sentido noroeste-sudeste. Seu principal afluente da margem direita é o ribeirão Anicuns que, por sua vez, recebe os córregos Botafogo, Cascavel e Macambira em sua sub-bacia, na qual se situa a maior parte das Áreas Urbana e de Expansão Urbana do município, onde se concentra quase toda a população. É nessa região, constituída por uma topografia de relevo suave e cortada por uma vasta rede hídrica, à margem direita do rio Meia Ponte e na parte sul do município, que se localiza o núcleo histórico inicial da cidade. Por causa da intensa cursos de água e apresenta as principais ocorrências de degradação dos solos e dos fundos de vale. A parte do município à margem esquerda do rio Meia Ponte se caracteriza por menor ocupação urbana. Nas áreas de declividade mais acentuada estão os principais remanescentes da vegetação original e os principais mananciais de abastecimento de água da cidade. A ocupação urbana dessa área tem ocorrido de forma descontinua, atingindo ecossistemas muito frágeis e os solos de maior aptidão agrícola do município, contrariando os esforços de preservação dos mananciais, as características topográficas da região e a barreira física representada pelo vale do rio Meia Ponte. Nessa região, no limite dos municípios de Goiânia e Nerópolis, à margem direita da rodovia GO-080, encontra-se o Distrito de Vila Rica com superfície de 90,291024 km², criado pela lei n°25 de 0 de novembro de 199.

3. O PLANO DIRETOR E SUA INSERçãO METROPOLITANA
Permeado pelos quatro princípios norteadores da política urbana do município de Goiânia – igualdade, oportunidade, transformação e qualidade -, montou-se o cenário possível, ou seja, o que melhor congrega os levantamentos, as avaliações, previsões, anseios e prospecções, expressando o entendimento obtido com a sociedade goianiense. O Plano Diretor, como instrumento da política urbana, tem a função de criar mecanismos de desenvolvimento e controle interno para todo o território do município, área urbana e área rural. Além disso, deve reconhecer todas as interfaces das

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ocupação, quase não dispõe de cobertura vegetal, há grande contaminação dos

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relações inter-regionais - complexidade devida ao papel de metrópole desempenhado por Goiânia. Goiânia, ao longo de sua história, exerceu o papel de pólo urbano. Hoje sua relação é mais direta com os municípios da Região Metropolitana, a qual lidera, e secundária em relação aos demais municípios e estados da Região Centro-Oeste e Nordeste. Essa posição impõe ao modelo espacial proposto a necessidade de criar estruturas de apoio às demandas de origem externa. Em decorrência, a rede viária, os equipamentos sociais, as redes de serviços públicos e privados, além das estruturas econômicas de sustentação da cidade precisam assumir uma dimensão supra-urbana, ou seja, o uso do solo deve execer o papel de vetor dinamizador e de suporte à cidade metropolitana, de forma a qualificar Goiânia a exercer sua liderança regional.

4. METODOLOGIA DE AGREGAçãO DE DADOS
Uma das principais diretrizes do Estatuto da Cidade determina que os Planos Diretores enfoquem o território municipal como um todo. Tradicionalmente, os Planos Diretores no Brasil têm enfocado apenas o espaço urbano, relegando o espaço rural a um segundo patamar. Goiânia não fugiu à regra. O planejamento territorial do município sempre focou a Zona Urbana e de Expansão Urbana, não abordando a Zona Rural. Um exemplo é a legislação ambiental expressa na Lei de Zoneamento em vigor. Nela, todas as figuras de Zonas de Preservação Ambiental são direcionadas e válidas para a Zona Urbana e de Expansão Urbana e não para a Zona Rural. Outro exemplo é a presença de Unidades de Conservação. Excetuando-se o Parque Ecológico Altamiro de Moura Pacheco, que é uma Unidade de Conservação Estadual, não existe outra UC fora do perímetro urbano, ou seja, na Zona Rural. Na prática, o espaço rural do município de Goiânia tem sido gerenciado e legislado pelo poder público federal e estadual e não pelo municipal, já que a Zona Rural é de domínio do INCRA, do IBAMA, da Agência Ambiental do Estado etc. Nesse início do século 21, por outro lado, tem-se considerado a água e a biodiversidade como fontes de fundamental importância. A cada dia, a gestão dos recursos hídricos é um desafio maior, principalmente quando se mostra com clareza sua interface com:

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• as atividades próprias do desenvolvimento regional e urbano; • gestão do Uso do Solo; • gestão da drenagem urbana; • gestão da agricultura irrigada e da agroindústria; • gestão das hidrelétricas; • gestão do saneamento e esgotamento sanitário; • gestão dos resíduos sólidos; • gestão da exploração mineral;

Assim, segundo tal orientação, está sendo proposta a divisão do território de Goiânia em macrozonas, levando-se em consideração seu espaço construído e as suas sub-bacias hidrográficas. Essa proposta de divisão do município em sub-bacias prevê, principalmente, a conservação dos recursos hídricos (abastecimento público de água), considerando as sub-bacias como a unidades territoriais e naturais de planejamento. Assim, as informações espaciais levantadas sobre o território foram tratadas segundo a proposta de subdivisão em macrozonas, visando promover a organização dos dados relativos ao eixo ordenamento territorial e subsidiando a montagem dos Cenários desejados para construção do Plano Diretor de Goiânia. O partido adotado, ou seja, a utilização das sub-bacias como determinantes para a definição do perímetro das macrozonas, surgiu em função das características físico-ambientais do território e do caráter do agenciamento do espaço urbano, além de, fundamentalmente, criar uma identidade geográfica para referência da população residente. Assim, definiram-se oito macrozonas: • Macrozona Construída; • Macrozona do Barreiro; • Macrozona do Lajeado; • Macrozona do João Leite; • Macrozona do Capivara; • Macrozona do São Domingos; • Macrozona do Alto Anicuns I e II; • Macrozona do Alto Dourados.

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• gestão das áreas verdes.

Mapa 01

FONTE: SEPLAM -2006

MACROzONEAMENTO

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5. ORDENAMENTO TERRITORIAL ADOTADO
Propõe-se uma nova macroestruturação para o território de Goiânia. As três macrozonas existentes, Urbana, de Expansão Urbana e Rural, estão sendo substituídas pelas oito novas macrozonas referidas, baseadas na área de ocupação mais intensificada da cidade e nas sub-bacias hidrográficas, essas últimas consideradas estratégicas para o abastecimento pelo Plano Diretor de Água, elaborado para a Região Metropolitana de Goiânia, com o horizonte estendido para 2025.

território, associadas às diferentes formas de agenciamento de seu espaço urbano. Considera como “espaço construído” aquele fundamentalmente concreto e registrado por sua forma geométrica de divisão da propriedade e edificação (tecido urbano), pela infra-estrutura e pelos serviços de mercado. Seu valor é dado pelos edifícios e pelas obras que lhes conferem acessibilidade e condições de uso. As outras macrozonas são consideradas como espaços já acessíveis, mas ainda não edificados, de valor determinado por essa potencialidade, por essa virtualidade. Portanto, adotando um novo conceito centrado na subdivisão territorial por macrozonas, o ordenamento do território que se apresenta rompe com a dicotomia entre o espaço urbano e o rural. O uso do solo resultante será calcado em regras claras e pré-estabelecidas.

6. FATORES DETERMINANTES
De caráter ambiental O modelo espacial proposto a partir das características de cada macrozona, considera como determinantes todos os elementos de caráter ambiental existentes no território.

De Morfologia Urbana Em respeito às diversidades do território, às tendências impostas pelo processo urbano, aos indicadores socioeconômicos e aos anseios da população, detectados pela leitura comunitária feita durante o período de caracterização dos eixos temáti-

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O partido adotado, portanto, baseia-se nas características físico-ambientais do

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cos e respeitando os princípios da igualdade, da oportunidade, da transformação e da qualidade, optou-se por uma cidade mais compacta, da ordem de 180 hab/ha, por conseguinte, menos onerosa socialmente, evitando e combatendo a difusão urbana, resultante da tendência de urbanização dispersa do território. Assim, adota-se um modelo radial difusor das ocupações urbanas, que considera a Macrozona Construída como núcleo concentrador das densificações, irradiando para as demais macrozonas, com o propósito de permear as ocupações por todo o território, respeitadas as limitações por natureza de ocupação e a diversidade de cada uma das macrozonas. Como forma de organização social que se concentra na lógica da apropriação, produção, uso e transformação do espaço, esse modelo propicia um tratamento mais equilibrado ao território, sem que se reproduza a dicotomia entre o espaço urbano e o rural, adotado pela atual legislação.

De mobilidade Os eixos de transporte público, implantados ou previstos, serão adotados como elementos estruturadores do modelo de ocupação do território, proporcionando condições de deslocamento para as pessoas.

De Uso e Ocupação do Solo A rede viária básica deve ser o elemento físico estruturador do território, dando suporte a: 1. Transporte de cargas e de passageiros no âmbito regional através das rodovias e sua articulação com o Anel Rodoviário Metropolitano. 2. Transporte de cargas e de pessoas (transporte público e privado) no âmbito intra-urbano através da rede viária básica existente. . Modelo de uso e ocupação do solo. 4. Caráter da paisagem urbana, na perspectiva da ambiência.

A rede viária básica existente ou projetada deve ser, portanto, o elemento físico de suporte para um modelo de uso e ocupação do solo, compatibilizando a diversidade das atividades e as densificações com as funções e capacidades das várias hierarquias.

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Nesse contexto, as rodovias funcionam como elemento de integração intra-regional e receptador de demandas que se articulam com o tecido urbano local, por meio do Anel Rodoviário Metropolitano. Desempenham, assim, o papel de articulação socioeconômica na relação hierárquica da cidade.

De caráter econômico O princípio da distribuição espacial racionalizada das atividades econômicas na cidade contempla a proximidade e complementaridade entre as diversas funções urbanas - moradia, trabalho, estudo, convivência e lazer, e seus necessários deslocamentos. Assim, estimula a diversidade de uso do solo na cidade e promove o controle da compatibilidade, segundo o conceito de vizinhança, com aplicação dos instrumentos de controle de poluição e de comodidade pública. Em decorrência, as atividades econômicas nas diferentes categorias dos setores primário, secundário e terciário, serão incentivadas a se instalarem nas diversas macrozonas, objetivando especificamente o uso misto com qualidade ambiental. O parâmetro de incomodidade, ou seja, critérios técnicos e ambientais, disciplinarão a compatibilidade entre usos residenciais e não residenciais.

7. CARACTERIzAçãO DA SITUAçãO ATUAL E CENÁRIO PROPOSTO POR MACROzONAS
7.1. Macrozona do Construida
Caracterização da situação atual Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona Construída é a porção territorial do solo urbano mais consolidada, que engloba em sua essência a atual Área Urbana e de Expansão Urbana do Município de Goiânia. Caracteriza-se por um processo de ocupação radial. O núcleo original da cidade e o núcleo pioneiro pré-existente (Campinas) formaram o módulo central de ocupação, a partir do qual foram se agregando novas ocupações anelares. Historicamente a expansão territorial desse trecho, em maior e menor grau de eficiência, é resultante do controle urbanístico legal, apesar da fortíssima ingerência

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dos agentes de produção do espaço urbano. Nesse sentido, pode-se sentir alguns efeitos modeladores do processo de ocupação dessa Macrozona. Caracteriza-se por ocupações menos densas à leste e norte, resultado das políticas urbanas adotadas, em todos os planos diretores existentes, de desestímulo à ocupação urbana nas áreas acima do ribeirão Anicuns e a leste da BR-15, por questões ambientais e geomorfológicas. A história do parcelamento do solo no município de Goiânia se confunde com o parcelamento da Macrozona Construída porque quase todos os parcelamentos e construções estão contidos nesse território. Fora dessa macrozona houve esparsas ocorrências de parcelamentos em forma de loteamentos fechados, loteamentos urbanos, conjuntos habitacionais, antigos sítios de recreio ou de parcelamentos clandestinos. Os loteamentos aprovados até o presente e os que estão em processo de aprovação, porém, não foram suficientes para ocupar todos os espaços vazios dentro da malha urbana dessa macrozona. A predominância de espaços vazios está a sudoeste e a norte, inseridos na atual Área de Expansão Urbana do Município. Excetuando-se o período de 199 até 2005, onde ocorreram algumas reduções nas exigências legais, de 191 até hoje, a legislação de parcelamento do solo no município exigiu a implantação de toda a infra-estrutura, como galerias de águas pluviais, meio fio e asfalto. Isso inibiu o parcelamento, fazendo surgir vários loteamentos clandestinos, principalmente na década de 1980. A ocorrência de parcelamentos clandestinos e de outros sem a devida implantação da infra-estrutura, trouxe conseqüências danosas ao poder público e a toda a sociedade, destacando-se os problemas relativos às erosões, traçado de ruas inadequados, altos custos de manutenção das vias não pavimentadas, graves dificuldades de drenagem urbana etc. A edição da lei nº 222/9 (Parcelamento Prioritário) e a instituição da Zona Especial de Interesse Social I, II e III, pela lei complementar n° 01/94 possibilitou o aumento da aprovação de loteamentos por não exigir a implantação de pavimentação asfáltica, de galerias de águas pluviais e dos meio-fios. Com o aumento da oferta de lotes regulares, do controle e da fiscalização dos loteamentos, houve uma grande redução no surgimento dos loteamentos clandestinos. Eles passaram a ocorrer em áreas de chácaras no Jardim Novo Mundo, ou pelo sub-parcelamento das chácaras da Região Norte, na Zona Rural. Por causa das políticas urbanas legais adotadas, durante o processo de consolidação da malha urbana dessa macrozona, houve fortes ingerências quanto a sua expansão.

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A lei complementar n° 015, de 0/12/92, atual Plano Diretor, foi objeto de várias revisões quanto ao macro zoneamento do município. Redefiniu-se a Área de Expansão Urbana e a Área Rural, a última sob pressão dos agentes imobiliários e das demandas por moradia, com expansão nas regiões Noroeste, Sudoeste e Sudeste. A concentração da alta densidade construída e verticalização ocorrem nas áreas centrais e adjacências, em parte do Setor Central, Aeroporto, Oeste, partes do Setor Bueno, Nova Suíça e parte do Jardim América. Encontram-se em processo de densificação, em padrão de média densidade, parte do Setor Sudoeste, Setor Universitário, Nova Vila e parte da faixa à margem esquerda do córrego Macambira Oeste.

drão nuclear, ou seja, densificação verticalizada em manchas, por influência das duas últimas legislações de zoneamento. Entretanto, podemos também detectar o modelo de densificação linear ao longo dos principais eixos do transporte coletivo, adotado pela legislação de uso e ocupação do solo de 195, com o intuito de obter a consolidação do transporte e uso do solo, com a conseqüente materialização da proposta dos eixos de transporte, prevista naquela lei. Como densidade pontual, encontram-se os Projetos Diferenciados de Urbanização (PDUs). São modelos de ocupação propostos em legislação do ano de 1980, regulamentada em 1982. Com eles, buscou-se privilegiar a ocupação dos vazios urbanos. Na realidade, por falta de maiores definições legais, promoveram algumas ocupações indevidas na cidade, tais como verticalizações intensificadas em fundo de vale. Em uma avaliação geral, pode-se inferir que o modelo de ocupação vertical nessa macrozona, apesar das incidências citadas, ocorre, predominantemente, em manchas nucleares, ocasionando sobrecargas em alguns eixos viários de apoio. As atividades econômicas estão fortemente vinculadas ao uso das vias urbanas. Ciente de sua importância, o Plano Diretor definiu a Rede Viária Básica de Goiânia. Ela é responsável pela grande capacidade do tráfego e pelo suporte do trânsito mais pesado e dos maiores fluxos. Posteriormente, em função do crescimento e da dinâmica da cidade, ela foi sendo ampliada. A última atualização significativa ocorreu no ano de 1998. Depois dela, foram acrescidas novas vias, por meio de decretos e em função da aprovação de novos loteamentos. A estrutura viária do território da macrozona é composta por um conjunto de vias hierarquizadas classificadas como Rede Viária Básica, formada pelas vias Expres-

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A tendência da conformação da verticalização nessa Macrozona segue o pa-

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sas e Arteriais. Há, ainda, as Coletoras e Locais. A liberação para instalação de atividades econômicas submete-se a indicativos legais correspondentes às categorias viárias. O processo de crescimento da cidade e a densificação de trechos da malha urbana não têm sido compatíveis com a ampliação e implantação de novos eixos viários estruturadores. Isso tem comprometido muito a funcionalidade viária de alguns setores dessa macrozona. Por determinação da lei complementar n° 01 / 94, foi instituída a Zona de Predominância Residencial de Baixa Densidade (ZPR BD). Em grandes manchas dessa macrozona foi prevista a predominância do uso residencial sobre os demais, em decorrência das inúmeras solicitações da população para que o zoneamento garantisse esse tipo de agenciamento. Entretanto, as pressões econômicas e os novos paradigmas urbanísticos têm redirecionado essa concepção para que não ocorra o zoneamento de uso predominante ou exclusivo. Essa mudança é necessária para facilitar a mobilidade urbana viabilizada pela diversidade de usos, possibilitando a circulação “a pé”. Nessa macrozona, a estratificação de renda é visível na distribuição espacial. Ela expressa, claramente, a destinação da camada de renda mais baixa aos bolsões de pobreza. Esse, deve-se salientar, é um fenômeno nacional. O perfil da espacialização da renda reflete-se na estrutura de Goiânia, podese observar que as classes mais pobres concentram-se principalmente nas regiões noroeste e leste e as classes de alta renda na região central (Setores Oeste e Bueno). Abrigando a classe de alta renda, os loteamentos fechados encontram-se espalhados pela cidade. Hoje, com uma concentração maior na Região Sudeste. O traçado viário nas regiões de alta renda apresenta caixa de via mais larga, com meio fio, galeria pluvial, asfalto e calçadas; todos implantados e com manutenção constante. Historicamente, nas regiões de baixa renda a tendência era pavimentar apenas as vias que comportavam as linhas de ônibus, mas, até mesmo nelas, não existia meio-fio. As demais ruas permaneciam em estado precário. No período de seca havia muita poeira, no período de chuva muita lama. Entretanto, desde 2005 a atual administração tem investido maciçamente no programa de pavimentação nos bairros, alterando substancialmente esse cenário. A demanda pelo transporte coletivo nas regiões de alta renda é menor; nas de baixa renda é maior e o atendimento pelo Poder Público é deficitário. Em geral, é grande a necessidade de investimentos nesse setor, pois quanto mais distantes do centro forem os loteamentos, mais caro fica o transporte para o contribuinte.

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A prioridade hoje em Goiânia é do transporte privado (1.2 veículo por habitante). Não há políticas e investimentos de grande porte para o transporte coletivo. Na Macrozona Construída, a mobilidade individual (motorizada) cresce acentuadamente, como em todos os grandes centros. Isso significa um consumo cada vez maior de espaço urbano, atingindo hoje uma proporção de três vezes mais espaço público para a circulação de veículos unitários do que para o transporte coletivo. Os investimentos em transporte, além de escassos, são descontínuos e lentos, causando o aumento do número de viagens individuais. Esse fator é determinante para a perda da mobilidade e evidencia a segregação do acesso aos espaços públicos, pois diminui em muito o número de viagens por habitante. Como fator agrao transporte coletivo de Goiânia. Hoje são detectados 1 pólos geradores de tráfego na macrozona, classificados, de acordo com sua função, em industriais, comerciais e de serviços, residenciais, institucionais, de educação, esporte e lazer. A inserção inadequada do pólo gerador de tráfego na malha viária existente, por atrair grande deslocamentos de pessoas ou cargas, causa sérios problemas como o congestionamento das vias de acesso pelo esgotamento de sua capacidade, a falta de segurança para veículos e pedestres, a poluição atmosférica e ruídos, descaracterização do uso em seu entorno etc. Em Goiânia observa-se uma forte tendência de aumento da atividade industrial de pequeno porte, disseminam-se a micro e a pequena empresas. Entretanto, esse panorama tem se modificado por causa das incertezas econômicas de âmbito nacional. Assim, aumentam as atividades da economia informal com grande ocorrência de indústrias de “fundo de quintal” e proliferação das feiras de artesanato, movimentando o mercado e consolidando esse tipo de comércio. Goiânia conta com pólos considerados especiais devido às suas especificidades e ao seu dinamismo econômico. São volantes, ou seja, montados e desmontados uma vez por semana, aos sábados ou domingos e, apesar de alguns pequenos incômodos, não interferem negativamente no tráfego. A Feira Hippie é considerada como um pólo de abrangência regional. A Feira da Lua e a Feira do Sol são bastante prestigiadas pela população local. Atraem vultoso tráfego de veículos, basicamente carros de passeio, e grande número de pedestres. A Feira Hippie, por sua vez, é atendida por todo o tipo de transporte como carros de passeio, ônibus, ônibus fretado vindo de outras cidades do estado, do interior de São Paulo, de Mato Grosso, de Rondônia e do Nordeste. Verifica-se que a grande maioria desses pólos se concentra nas três regiões mais ricas e adensadas da Macrozona Central, Sul e Campinas, com 0,0% do total, vante, deve-se considerar que a população da região metropolitana também utiliza

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conciliando com os núcleos pioneiros da cidade. A localização desses pólos mostra com clareza, portanto, que os grandes investimentos são feitos onde se encontram as camadas de médio, médio alto e alto poder aquisitivo. Nas regiões das camadas de menor poder aquisitivo estão localizados pólos como fábricas, garagens de ônibus, frigoríficos, aterros sanitários, etc. Os principais pólos geradores de tráfego da macrozona, inclusive com abrangência regional, como o Shopping Flamboyant e o Goiânia Shopping mostram, a um simples olhar, sua força como indutores do desenvolvimento em seu entorno, atraindo o capital imobiliário e os investimentos públicos e contribuindo para a caracterização de Goiânia como Metrópole. O núcleo histórico, área compreendida entre a Avenida Tocantins, Avenida Paranaíba e Avenida Araguaia, também é identificado como pólo gerador de tráfego e é acessado por todas as faixas de renda. Observa-se que nas duas últimas décadas iniciou-se um processo de abandono por parte das camadas de maior poder aquisitivo e ocupação pelas camadas mais baixas. A quarta região em número de pólos é a Sudeste, com 8,0% do total, e é exatamente esta a nova fronteira para onde começa a se deslocar as camadas de maior poder aquisitivo. Por se tratar de uma região de acesso um tanto limitado, em função dessa ocupação que está se desenhando e que, certamente, ocorrerá rapidamente, novos investimentos públicos associados aos privados, deverão ser realizados para viabilizar novas opções de transposição da Br-15. Quanto ao processo de formação das centralidades intra-urbanas em Goiânia, a atual lei de uso e ocupação do solo buscou incentivar as tendências naturais de formação de subcentros, entretanto, não foram materializadas ações públicas concretas nesse sentido. Podemos encontrar subcentros de natureza e abrangência diferentes, com caráter local, de bairro e regional. Quanto à conformação podem ser lineares ou nucleares. Além dos cinco subcentros já identificados por lei, outros foram se formando espontaneamente na cidade como conseqüência do dinamismo econômico dos setores de comércio e serviço de Goiânia. Resultado de fatores históricos e geográficos, hoje o centro principal de Goiânia é caracterizado como a principal centralidade da Região Metropolitana de Goiânia. A incapacidade de criação de empregos, na área rural e em núcleos urbanos pequenos e médios, força o deslocamento de milhões de pessoas para as cidades que polarizam a economia de cada região ou país, levando-as a um rápido crescimento. Além disso, as altas taxas de natalidade promovem um grande aumento

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demográfico. Esse processo explica o rápido surgimento das metrópoles. Do crescimento dessas cidades, de sua pujança econômica e demandas sociais, surge o fenômeno da multiplicação das atividades urbanas, impondo uma tendência própria de concentração e complementaridade, formando diferentes arranjos territoriais e funcionais em seu tecido. Isso leva ao surgimento de novas centralidades intraurbanas, além da histórica, ou seja, o Núcleo Central, nascido na origem da cidade com posição assumida no rol das hierarquias urbanas. Aproximando esse foco de análise para a realidade goianiense, pode-se dizer da economia e dos interesses da região. Encontra-se entre as cidades metropolitanas, representando, cada vez mais intensamente, a função de centro regional, foco dos interesses de sua região metropolitana e, muitas vezes, de outras regiões do país, formando uma rede urbana de articulação do trabalho, da produção, do consumo, das informações e demais interesses. Como resultado, sua centralidade original também acompanhou a acelerada dinâmica econômica e populacional, estendendo-se muito além de seus limites originais. Reproduziu-se e materializou-se em novas centralidades, segundo uma lógica de mercado e oportunidades locacionais, respaldadas nas possibilidades de atendimento aos fluxos, sem perder de vista as interligações intra e interurbanas requisitadas pela condição de centro metropolitano. Essa centralidade expandiu-se na década de 1950, com deslocamento mais expressivo em direção aos setores Sul e Aeroporto, situados ao Sul e Oeste, respectivamente. A princípio, esse processo se deu somente ao longo dos principais eixos viários. No início da década de 1960 e durante os anos de 190, sob forte influência da Lei de Zoneamento No 5.5, de outubro de 195, o percurso manteve-se a Oeste, ocupando o denominado Setor Oeste. Sob influência do deslocamento das camadas de renda mais alta, essa centralidade se deu inicialmente por causa da atração de atividades de atendimento imediato. Em seguida surgiram estabelecimentos comerciais de interesses mais abrangentes tais como bancos, restaurantes, escolas e outras, consolidando a expansão do centro principal. Na década de 1980, o centro principal encontrava - se em franco processo de expansão e consolidação no Setor Oeste. Essa ocupação, porém, foi amplamente questionada por causa da desestruturação física ocorrida no setor em função do atendimento das demandas geradas pelo adensamento populacional bastante

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que Goiânia, desde sua implantação, tem desempenhado o papel de polarizadora

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significativo, representado pelas habitações coletivas ali instaladas e a pela grande intensidade de atividades econômicas. Como conseqüência, houve uma forte desaceleração desse processo acentuado de centralidade por força da aprovação e implantação da Lei de Zoneamento de dezembro de 1980. Novos indicativos de potencialidades construtivas foram instituídos na cidade em conseqüência desse mecanismo legal, promovendo o redirecionamento do centro principal para os setores Bela Vista, Alto do Bueno, Nova Suíça e Jardim América, ao logo do novo eixo de comércio e serviços da Avenida T-6. Na década de 1990, novos dispositivos legais foram criados, caracterizando um período de importantes reformulações, a partir da aprovação do atual Plano Diretor de Goiânia (1992) e suas leis complementares, refletindo sobremaneira nos deslocamentos das camadas de alta renda e das atividades de comércio e serviços característicos das áreas centrais. Isso promoveu uma mudança de inclinação das centralidades a Oeste da cidade, levando à ocupação da Região Sudeste, ou seja, Jardim Goiás e entorno do loteamento fechado Alphaville, impondo uma tendência de “salto” do centro principal de Goiânia. A centralidade principal de Goiânia como metrópole polarizadora está caracterizada pela supremacia do comércio e serviços da cidade sobre outros centros urbanos sob sua influência. Observa-se, entretanto, a formação e o crescimento de pólos secundários, na capital ou localidades próximas, que passam a atuar como alternativas de centralidade para o atendimento dos interesses da população e das economias. Essas ocorrências continuarão a se manifestar, reforçando-se gradativamente, de forma espontânea ou planejada, por meio de ações públicas direcionadas. Entretanto, a importância do centro principal de Goiânia em relação aos pólos secundários da cidade e de sua região metropolitana tende a permanecer inigualável. Pode-se constatar que o surgimento dos subcentros não está diretamente ligado à espacialização das classes de renda mais alta, uma vez que foram identificados subcentros exclusivamente vinculados ao atendimento das demandas de população de menor poder aquisitivo. Afirma-se, ainda, que os shoppings centers são fortes atratores de atividades complementares ou oportunistas, tendendo a agrupá-las e a criar fluxos formadores de centralidades, caracterizando-se como subcentros de tipologias variadas, conforme o poder de atração do equipamento.

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Aspectos de infra-estrutura urbana, pavimentação e drenagem pluvial Como não existe um cadastro completo das vias pavimentadas e das galerias de águas pluviais do município de Goiânia, adotou-se a sistematização apresentada na tabela seguir, a fim de gerar uma visão global dos bairros quanto à pavimentação e sistema de drenagem.

A área pavimentada do município de Goiânia chega a 11.01.9,06 m², segundo dados fornecidos pelo DERMU/COMPAV em dezembro de 2005. Um dos principais problemas da cidade é o surgimento de loteamentos sem a infra-estrutura de drenagem e pavimentação. Eles acarretam, para seus moradores e para o município de uma forma geral, uma série de conseqüências negativas, como as listadas a seguir: • Altos custos de manutenção das vias não pavimentadas. • Alagamentos de residências em loteamentos sem a infra-estrutura de drenagem, acarretando grandes perdas materiais por parte de seus proprietários. • Erosões que tornam as vias intransitáveis ou com alto grau de risco de acidentes. • Formação crescente de enormes erosões nos fundos de vale. • Constante assoreamento dos cursos d’água, proveniente da perda de solo dos logradouros públicos e erosões citadas no item anterior. • Má qualidade de vida para os moradores durante todo o período do ano,. Nos últimos anos, aproximadamente 5% dos custos totais de manutenção e

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conservação do sistema viário municipal não pavimentado destinam-se às estradas vicinais ou ramais, o restante, 95%, às vias urbanas. Essa imensa diferença se dá, principalmente, pela extensa malha viária urbana não pavimentada, mostrando o impacto da urbanização sem a infra-estrutura de drenagem e pavimentação. Assim, conclui-se que as execuções da pavimentação asfáltica e galerias de águas pluviais nos loteamentos a serem implantados são de suma importância, evitando gastos constantes e onerosos para o poder público, pois a manutenção de vias não pavimentada é um investimento anual muito alto para serviços provisórios, sem qualquer acréscimo ao patrimônio municipal.

Sistema de abastecimento de água De acordo com dados levantados junto a reuniões técnicas na SANEAGO e informações contidas no Plano Diretor de Água de Goiânia, a população é abastecida por dois sistemas de grande porte. O primeiro utiliza como fonte o ribeirão João Leite e o segundo, o rio Meia Ponte. Atualmente, 92% da população é atendida pelo sistema de abastecimento de água. Encontra em andamento, a construção da barragem João Leite, localizada a 6km de Goiânia, com 50 m de altura e capacidade de 6,2m³/s. Quanto à capacidade da rede de distribuição de água na cidade, pode-se inferir que não há grandes empecilhos para adensamento populacional. Sistema de esgoto sanitário Os dados apresentados a seguir foram buscados nas informações contidas no Plano Diretor de Esgoto de Goiânia e tabelas fornecidas pela concessionária SANEAGO. O sistema de esgotos sanitários de Goiânia conta com mais de 2.600 km de rede coletora, que descarrega os esgotos em interceptores implantados às margens dos principais cursos d’água da cidade. O sistema coletor de esgotos atende a uma população aproximada de um milhão de habitantes através de três Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs). Em relação ao sistema de esgoto sanitário, deve-se ter cautela quanto às propostas de adensamento populacional nas regiões de contribuição dos interceptores Vaca Brava e Capim Puba. As demais estão aptas, respeitando-se os condicionantes apresentados pela Concessionária.

Sistema de energia elétrica Segundo os técnicos da CELG, observou-se que em quase toda a região da Macrozona Construída as redes de distribuição têm a capacidade de suporte neces sária e facilidade de ampliação de atendimento para adensamento populacional. A grande dificuldade da concessionária local é, em caso de necessidade, a

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destinação e aquisição de áreas para a implantação de novas subestações. É importante lembrar que para atendimento das subestações as linhas de transmissão de alta tensão devem obedecer à NTD 11, norma técnica da CELG que define as faixas de servidão e segurança para a implantação dessas linhas. As faixas estritas de segurança são aquelas destinadas aos serviços de operação da CELG. Na cidade de Goiânia há maior ocorrência das linhas de transmissão com 1,8 kV. Segundo a norma as faixas de servidão e segurança são:

Drenagem urbana privada Uma impermeabilização generalizada vem ocorrendo no espaço urbano em função de calçamentos, vias asfaltadas e coberturas de residências. Ela minimiza a recarga natural responsável pela manutenção do equilíbrio dinâmico dos aqüíferos subjacentes e aumenta excessivamente o escoamento superficial, causando, além de perdas significativas de excedente hídrico durante a estação chuvosa, o grave problema da constante “ineficiência” da drenagem pluvial na cidade. A adoção de redes de drenagem pluvial suficientes para captar todo o escoamento excessivo das enchentes e picos de chuva onera o poder público e torna-se, com o crescimento da cidade e sua constante impermeabilização, uma medida não sustentável. Diante desse quadro, faz-se necessária a adoção de técnicas que minimizem as conseqüências dessa impermeabilização. Nesse sentido, considerou-se a implantação de poços de infiltração e/ou detenção nos lotes urbanizados. A primeira solução tem como objetivo principal a recarga do lençol freático. A segunda destina-se ao armazenamento temporário das águas pluviais e o seu posterior encaminhamento às galerias, evitando os excessos de escoamento e os grandes volumes de vazão nos picos da chuva, tão comuns na cidade atualmente. Essas soluções foram discutidas com professores especializados e pesquisa-

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dores da Universidade Federal de Goiás (UFG). Elas visam alcançar parâmetros básicos a serem adotados na cidade, substituindo o Índice de Permeabilidade de 20%. Considerando a dificuldade de se exigir estudos detalhados para cada caso, utilizaram-se critérios um tanto conservadores. São eles: 1. Usar poços com profundidade de até 2,5m. 2. Usar poços revestidos com geossintéticos nas laterais e fundos. . Os poços funcionarão bem tanto em “tijolo em crivo”, quanto em “tubos de concreto perfurados”. 4. Adotar um distanciamento acima de 5m entre poços e também de estruturas prontas. 5. Evitar a contaminação do poço com água “química e bacteriologicamente perigosa”; 6. Posicionar o fundo do poço pelo menos 1m acima da cota máxima de N. A (mês de abril). . Dimensionar o poço contando apenas com a área lateral do mesmo. 8. Taxa de Infiltração (conservadora – solos argilosos da região norte de Goiânia) = 5.10- m³/m²/s; 9. Para atender critérios apenas de “detenção”, a dimensão do reservatório seria de 0,6 m / 100m² de área. 10. Para atender critérios de “infiltração”, dimensões do reservatório entre 1,0 -1,5 m³ / 100 m² de área. Esses valores garantiriam uma infiltração de pelo menos 20% do volume de toda chuva anual, em média. 11. Exigência de laudo técnico geológico como pré-requisito determinante para a construção dos poços de infiltração, para o caso de atividades implantadas em grandes áreas.

Caracterização das áreas públicas municipais Com a estrutura atual da Prefeitura de Goiânia, as ações relativas à gestão e controle do patrimônio imobiliário estão distribuídas em diversos órgãos, dificultando tanto a integração de ações quanto o controle das áreas públicas. A SEPLAM, por meio da Comissão Técnica de Análise de Áreas Públicas (CTAP), estuda e avalia tecnicamente todos os pedidos de doação, venda e permissão de áreas públicas. A Secretaria de Fiscalização (SEMFU), Divisão de Loteamentos e Erradicação de Invasões vistoria e monitora as áreas públicas, institucionais e áreas verdes, além

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de fiscalizar ocupações irregulares de logradouros e passeios públicos. A SEMMA detém a gestão das unidades de conservação. A Procuradoria Geral do Município, por meio da PPI, fornece apoio jurídico elaborando minutas de leis referentes às doações e permissões de áreas públicas. Também nesse rol estão a COMDATA, com banco de dados, SEFIN, com o cadastro imobiliário, DERMU/COMPAV, com a infra-estrutura e sistema viário e a COMURG, com a manutenção de praças e jardins. Não há uma estrutura normativa própria e os instrumentos são frágeis e desarticulados. Prova disso é a perda freqüente de áreas, seja sob forma de doação,

De acordo com dados fornecidos pela CTAP, no período de 200 a 2005 foram emitidos 582 pareceres favoráveis à venda de áreas públicas e 6 à permissão de uso de áreas públicas. Ressalte-se que as permissões de uso com áreas de até 2.000 m², de caráter precário e provisório, na prática tornam-se permanentes, uma vez que não há ação do poder público no sentido de reavê-las. Em outras palavras, legalmente são de domínio público, mas particulares de fato. Os dados existentes no setor também são fragmentados e desatualizados. Sua dispersão pelas diversas secretarias dificulta a alimentação contínua do banco de dados. Os procedimentos de fiscalização e coerção de ações irregulares em áreas públicas são prejudicados pela precária estrutura institucional e operacional existente, diante da grande demanda. O trabalho realizado em 2005, sob a coordenação do Departamento de Geoprocessamento, de reestruturação e atualização do cadastro de áreas públicas do município de Goiânia, a partir de 1980, servirá como ferramenta importante para o trabalho da fiscalização, pois foram cadastradas 2.64 áreas nos 2 loteamentos aprovados pós 1980. Uma vez diagnosticados os problemas de dispersão dos procedimentos em diversos órgãos, com ações desintegradas ou conflitantes, dados desatualizados, falta de uma política clara de gestão do patrimônio imobiliário, dentre outros, faz-se necessária a criação de um canal institucional que, principalmente, ofereça um apoio jurídico eficaz tanto nas ações fiscais quanto nas ações judiciais. Além disso, deve permitir a integração de ações e a aprovação de leis específicas que protejam as áreas públicas, dificultando sua alienação.

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venda ou permissão de uso.

Mapa 02

MODELO ESPACIAL POLíTICA DE DESENvOLvIMENTO URbANO

FONTE: SEPLAM -2006

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7.2. Macrozona do Barreiro
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta Macrozona apresenta áreas preservadas, em sua maioria, com presença de muitos recortes de matas, alguns de grandes proporções. Dispõe de recursos hídricos preservados e fundos de vale bem definidos. À margem da GIN 005, nas proximidades das chácaras, nota-se a presença de pequenos pontos de depósito de entulhos. Existem, também, fontes muito poluimunicípio de Aparecida de Goiânia. doras, duas usinas de asfalto, areia, cascalho e brita, à margem direita da GIN 005,

Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do Barreiro caracteriza-se pela não ocupação de caráter urbano, com grandes extensões de pastagens e algumas fazendas voltadas para a exploração pecuária. Há somente um parcelamento de caráter urbano aprovado, o Residencial Golf Clube. Algumas chácaras de menores dimensões e natureza precária estão situadas ao longo da rodovia GIN 005, antiga estrada para Bela Vista. Essa região não apresenta uma vocação direcionada para produção agrícola. Encontra-se cortada por dois eixos viários de interligação com os municípios confrontantes, a GO 020, sob jurisdição estadual (saída para Bela Vista de Goiás) e a GIN 005, sob jurisdição municipal (antiga saída para Bela Vista de Goiás). Está ainda em fase de planejamento e projeto o tramo leste do Anel Intermunicipal, que cortará a macrozona no sentido norte-sul, em sobreposição à atual rede de alta tensão. Ao longo das duas vias citadas, o uso do solo diversificou-se com maior intensidade. No sentido Goiânia-Bela Vista, na margem esquerda, que se integra ao município de Goiânia, identificam-se: madeireira, pesque e pague e o Sítio de Recreio Santa Luzia. Há, ainda, uma marmoraria e pequenas chácaras e bares situados no loteamento Parque Pedro II. Considerando-se que o limite municipal é constituído, nesse trecho, pela GIN005, todas as atividades existentes à margem direita dessa rodovia integram o território do município de Aparecida de Goiânia. Ali se situa a usina de extração de areia e brita da COMPAV e outra de grande porte denominada Pedreira Briteng. Sua principal potencialidade é a farta disponibilidade de áreas e uma topografia favorável. Suas principais fragilidades são a acessibilidade e a sinalização urbana deficientes.

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7.3. Macrozona do Lajeado
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta macrozona conta com grandes áreas de pastagens, com presença de vegetação típica do cerrado e algumas matas densas bem preservadas. Os recursos hídricos apresentam os fundos de vale bem definidos. Ao longo da GO-010, nas proximidades do Jardim das Oliveiras, nota-se a presença de pequenos pontos isolados de entulhos, próximos a algumas áreas alagadiças, apresentando, ainda, erosões significativas.

Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do Lajeado caracteriza-se por uma ocupação de caráter rural, com presença de fazendas voltadas à pecuária, apresentando extensas áreas de pastagens. Nela, encontra-se implantado o condomínio fechado Acres que se enquadra na modalidade de Sítios de Recreio, com loteamento fechado em área de 1.250,00 m². Essa macrozona é margeada pela rodovia estadual GO-010, que segue para os municípios de Leopoldo de Bulhões e Silvânia. Nas suas margens são desenvolvidas algumas atividades como viveiros e chácaras de lazer. Encontra-se em fase de planejamento o projeto do tramo leste do Anel Metropolitano, que cortará essa área no sentido norte-sul, em sobreposição à atual rede de alta tensão.

7.4. Macrozona do João Leite
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta macrozona apresenta extensas áreas de pastagens com presença de vegetação típica do cerrado e diversas matas densas aparentemente preservadas. É rica em recursos hídricos e dispõe de várias nascentes e represas que fazem parte da barragem do João Leite.

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Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do João Leite possui características predominantemente rurais. Há muitas fazendas com expressiva exploração pecuária e, também, pequenas áreas agrícolas. Conta com extensa rede de cursos d’água, nascentes e represas. Deve-se ressaltar a existência do importantíssimo equipamento público de interesse regional, a barragem do João Leite, onde se localiza o ponto de captação de água para coleta, tratamento e distribuição, sob controle e gestão da SANEAGO. Dispõe apenas de um eixo viário intermunicipal, a GO-080, que segue para contra-se em processo de duplicação da pista que divide a Macrozona do João Leite com a Macrozona Capivara. É entrecortada por estradas vicinais, que dão ingresso às fazendas. Em especial podemos realçar a via não pavimentada que dá acesso exclusivo à barragem do João Leite. Há um outro equipamento de destaque na região, a subestação da CELG e redes de alta tensão, geradoras de energia para Goiânia. Ao sul, existem ocupações urbanas de baixa renda com maior densidade, situadas nos limites da macrozona construída. Logo após o loteamento Parque dos Cisnes, no território da macrozona do João Leite, nas divisas com a GO-080, encontra-se um pequeno povoado de caráter urbano que se estende nas duas margens da Rodovia. Nessa macrozona, localizados principalmente ao longo da Rodovia, listam-se inúmeras chácaras de lazer e locação para festas, alguns viveiros e estabelecimentos de hospedagem de animais. Em sua porção mais ao Norte, na divisa com a macrozona do Capivara, encontra-se o único distrito municipal de Goiânia, o Distrito de Vila Rica, com população de 465,8 habitantes e território de 1.52,24 km².

7.5. Macrozona do Capivara
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta macrozona apresenta áreas preservadas. Em maiores proporções observa-se a presença de recortes de matas. Dispõe de recursos hídricos em situação de preservação e fundos de vale bem definidos. Há pequenos pontos de depósito de

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Nerópolis e passa pelo limite da Macrozona no sentido sul/norte. Essa rodovia en-

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lixo e entulhos ao longo das rodovias GO-080 e GO-462.

Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do Capivara tem características predominantemente rurais. Nela, com menor expressão, encontram-se fazendas voltadas à pecuária. Preponderam, porém, as áreas agrícolas, devido à influencia da Embrapa, localizada na região. A área é extremamente “capilarizada”, contando com cursos d’água, nascentes e várias represas. Há grandes extensões de plantação de sorgo, milho e mandioca, áreas de pastagens, duas fazendas de criação e seleção de nelores, espaço para leilões, chácaras de lazer e locação para festas, viveiros e canis. Dispõe, também, de redes de alta tensão e uma pequena estação de rádio. Possui dois eixos viários intermunicipais. Um deles, a GO-080, segue para Nerópolis e passa pelo limite da macrozona no sentido sul/norte. A pista que é divisa com a macrozona do João Leite encontra-se em processo de duplicação. O outro eixo, a GO-462, interliga Goiânia, Brazabrantes, Santo Antônio de Goiás e Nova Veneza. É, ainda, entrecortada por estradas vicinais, que dão acesso às fazendas. Em especial podemos ressaltar a via parcialmente pavimentada que dá ingresso à Embrapa e à vila de residências integradas à mesma, interligando a GO-080 e a GO462.

7.6. Macrozona do São Domingos
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta macrozona apresenta áreas ambientais preservadas, com presença de alguns recortes de matas densas de grandes proporções. Dispõe de recursos hídricos em situação de preservação e fundos de vale bem definidos, com a presença de várias nascentes que alimentam o córrego São Domingos, que desemboca no rio Meia Ponte, próximo do ponto de captação de água. Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do São Domingos é pequena em extensão territorial e caracteriza-se por uma situação de extrema pressão das áreas urbanas existentes em seu entorno e nas divisas com o município de Trindade. Atualmente está inserida na Área Rural do município, instituída pelo Plano Diretor, Lei Complementar No. 015/92.

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Essa macrozona está ilhada pela malha urbana circundante. Nela, encontramse o Setor Primavera, com alto índice de ocupação de caráter urbano, e dois sítios de recreio, o Parque Maracanã e o Sítio de Recreio Bandeirantes. Os sítios de recreio diversificaram suas atividades. Além de servirem de chácaras de lazer, comportam produção em minifúndios, locação para eventos, viveiros e empreendimentos afins, principalmente ao longo da rodovia GO-00, em direção à Trindade. Nota-se uma forte tendência para a exploração das chácaras existentes, locando-as para terceiros com a finalidade de sediar festas e eventos ou para o lazer. Existem, também, algumas fazendas de criação de gado e cavalos e áreas de pastagens. Em um trecho, na contigüidade do córrego Matão, evidencia-se um ponto de significativa erosão. Essa macrozona é cortada por um eixo viário, já duplicado, de interligação com o município de Inhumas, a GO-00, sob jurisdição estadual. Há poucos acessos vicinais. A passagem do ponto de captação de água da SANEAGO não está pavimentada e encontra-se vedada ao público. Ao longo do eixo citado, o uso do solo diversificou-se com maior intensidade em alguns pontos, contando com algumas atividades industriais. Identifica-se como significativa fragilidade a região encontrar-se sob fortíssima pressão para ocupação urbana, ameaçando os recursos hídricos, principalmente considerando-se o ponto de captação de água para abastecimento público.

7.7. Macrozona do Alto Anicuns I
Caracterização da situação atual Situação ambiental É considerada unidade de conservação, ou seja, Área de Proteção Ambiental (APA), segundo os dispositivos da Lei Complementar No. 015/92 do Plano Diretor do Município de Goiânia. Apresenta declividade acentuada, arborização intensa e presença de algumas nascentes.

Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do Alto Anicuns I caracteriza-se por ocupação de caráter urbano. Nos locais próximos à base do morro estão implantadas edificações de alto

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padrão e nas áreas mais altas instalaram-se equipamentos de grande porte, como o reservatório da SANEAGO, torres de telecomunicação e a Empresa de Equipamentos de Segurança do Trabalho (CIPA). Existem várias ocupações de caráter urbano em áreas de extrema declividade e vegetação abundante entrecortando o Morro do Mendanha desde a sua base até as partes mais altas. O principal acesso à Macrozona do Alto Anicuns I é pela GO-060. Chega-se a ela, também, por ruas vicinais, pavimentadas ou não, através dos bairros que a circundam. Algumas vias que a cortam apresentam infra-estrutura precária. Mesmo em suas áreas mais altas encontram-se vias abertas, com e sem pavimento.

7.8. Macrozona do Alto Anicuns II
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta macrozona apresenta grandes áreas de pastagens caracterizadas por vegetação rasteira e algumas espécies nativas do cerrado. Encontram-se, também, pequenos recortes de matas compactas preservadas. Observa-se a cultura de mandioca e guariroba em pequena quantidade e extensa e bastante densa plantação de eucalipto. Os fundos de vale são bem definidos e aparentemente preservados. Em algumas áreas, abaixo da BR-060, há grandes extensões de extração de cascalho, com alto nível de intervenção no solo, comprometendo a permeabilidade em certos locais. Ao longo das estradas que corta essa macrozona, nota-se a presença de alguns pontos isolados de entulhos.

Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A macrozona do Alto Anicuns II caracteriza-se por ocupação de caráter rural, abrigando fazendas e pequenos sítios com criação de gado e apresentando extensas pastagens. Há extensas áreas de extração de cascalho e destaca-se uma propriedade destinada ao adestramento de animais. Essa macrozona está margeada a sul pelo divisor de águas do rio Dourados, nas proximidades da BR-060, saída para Guapó e Rio Verde. O seu limite norte encontra-se nas cercanias da GO-060 (saída para Trindade). É cortada pela rodovia Gyn-024 (antiga estrada para Trindade).

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No sentido norte-sul é atravessada por alguns eixos vicinais que partem do Setor Grajaú, passando pela BR-060, até a GO-060 (Rodovia dos Romeiros).

7.9. Macrozona do Alto Dourados
Caracterização da situação atual Situação ambiental Esta macrozona apresenta pequenos recortes de matas preservadas e grandes áreas de pastagens caracterizadas por vegetação rasteira e algumas espécies grande potencial para extração de cascalho. nativas. A exploração agrícola é pequena. A constituição do solo é laterítica, com

Aspectos urbanísticos e de morfologia urbana A Macrozona do Alto Dourados caracteriza-se por uma ocupação de caráter rural com pouca atividade pecuária. O principal eixo viário, a rodovia GO-040 (saída para Aragoiânia), entrecorta a macrozona no seu limite sul.

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EIXO ESTRATÉGICO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
A estratégia do desenvolvimento econômico tem como objetivo principal o crescimento da economia e o avanço social da população, a conservação dos recursos naturais e do meio ambiente, aliceçado em novas oportunidades empresariais e tecnológicas, tornando a cidade uma metrópole regional dinâmica e sustentável.

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1. INTRODUçãO
O desenvolvimento econômico do município é um dos instrumentos que possibilitam o crescimento da economia e o avanço social da população. Como ele é um elemento importante na agenda das discussões sobre as políticas públicas adotadas pela administração local, deve-se considerar como suportes para os debates sobre o tema a organização espacial do território e o exercício das funções e atividades econômicas e sociais do município. Esta etapa do Plano Diretor, em síntese, visa a obtenção de indicadores que possibilitem, de forma homogênea, a avaliação das diversas atividades econômicas cessidade de adoção de uma nova metodologia, uma vez que existe uma grande disparidade entre as informações colhidas. A diversas discussões sobre o tema resultaram na elaboração de uma estratégia pautada nos arranjos produtivos locais, considerando-se a influência da capital na região metropolitana e sua abrangência regional. Um exemplo é a identificação dos pólos dinâmicos, considerando-se que eles são de fundamental importância para a consolidação de Goiânia como metrópole regional. Portanto, identifica-se como pólos geradores de economia local com grande potencial para o município: o aeroporto, a estação digital, o turismo ecológico, o pólo educacional, o centro de cultura, a agropecuária e a excelência esportiva. O estímulo das atividades econômicas oferecerá novas oportunidades empresariais, transformando o papel de Goiânia na rede de cidades, tornando-a uma metrópole regional dinâmica nas áreas de negócios de saúde, eventos, entretenimento, agronegócios, tecnologia (produção de software) etc. desenvolvidas pelo município. Para a composição desses indicadores, houve a ne-

2. TEMAS RELEvANTES
2.1. Agricultura e abastecimento
As pesquisas econômicas mostram Goiânia como um pólo de consumo no município, evidenciando suas relações com setor agrícola do estado, em função da migração do capital e da geração de trabalho e renda em toda cadeia produtiva (produção, processamento e comercialização). A compra e venda de máquinas, implementos e insumos, a assistência, assessoria e muitas outras atividades importantes são desenvolvidas na cidade.

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O solo do município de Goiânia conta com boa drenagem, fertilidade, riqueza e dispõe de várias nascentes, córregos e ribeirões, demonstrando grande aptidão para o desenvolvimento da agropecuária. Importante produção de hortaliças, fruticultura e criação de animais, encontram-se dispersas em todo o território do município. Hoje, somam-se, aproximadamente, 866 propriedades rurais de grande, médio e pequeno portes, com uma população de apenas .201 habitantes, destas 5 são minifúndio e pequenas propriedades com área de 5.505,40 ha e contam com enorme potencial para a produção agropecuária. Muitas, porém, estão produzindo abaixo de seu potencial em razão da falta de políticas públicas municipais que as apóiem. Apenas 285 são médias e grandes propriedades, porém contam com uma área de 29.4, ha. Atualmente a zona rural é legislada pelo Intituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e existe um vácuo entre a legislação rural e a urbana. Nos grandes centros, essa situação acaba induzindo à ocupação desorganizada da área rural, pois a pressão da urbanização é muito forte. A omissão da lei nesses casos tem causado muitos prejuízos, ainda mais porque esse processo vem acontecendo há bastante tempo no Brasil. A concentração fundiária no setor rural é muito forte. A tabela abaixo classifica as propriedades rurais do município de Goiânia e da região metropolitana, quanto à categoria, número e área.

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A agricultura no município de Goiânia caracteriza-se pela produção de soja, milho, tangerina, mandioca, banana, laranja, cana de açúcar e, mais recentemente, palmito e coco da Bahia. Observa-se um crescimento nas culturas de soja e milho, tendência que acontece em quase todos os municípios vizinhos. Com relação à produção de grãos, Goiânia ocupa o 6º lugar entre os municípios da Região Metropolitana. Pode-se destacar que o município tem uma participação relevante na oferta de hortigranjeiros do Centro Estadual de Abastecimento do Estado de Goiás (CEASA). Em 2004 produziu 24.882,6 t, número que representou 6,46 % do total do estado, perdendo apenas para a cidade de Anápolis. É o maior produtor de hortigranjeiros da região metropolitana e o segundo maior do estado de Goiás. Na pecuária bovina, é o terceiro produtor entre os municípios da Região Metropolitana de Goiânia (RMG). Em 2004 somaram-se 60.000 cabeças, quantidade inferior apenas à dos municípios de Trindade e Hidrolândia que obtiveram, 84.00 e 8.500 cabeças, respectivamente. Na avicultura o município de Goiânia é o maior produtor da RMG, contando com 199.000 aves. Na produção de ovos, totalizando 2.25 mil dúzias, é o segundo da RMG e o quinto do estado de Goiás. Sua tiragem de 10.854 litros de leite classifica-o como o quarto produtor da RMG.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

PROPRIEDADES RURAIS

Fonte: COMDATA / SEPLAM - 2006

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Cenários desejados
Para a construção do cenário desejado, deve-se considerar que o município de Goiânia ocupa cerca de 40% do território com atividades agropecuárias e que elas se estendem para os municípios do entorno, transformando-se no grande Cinturão Verde da Região Metropolitana, com potencial para o turismo ecológico, agroturismo e produção rural; conta com uma reserva de terra loteada de, aproximadamente, 120 mil lotes, o suficiente para abrigar uma população de quase um milhão de habitantes e é um pólo de abastecimento e consumo importante na Região CentroOeste, com cerca de dois milhões de consumidores. O cenário desejado para a área rural deve ser direcionado à ocupação autosustentável, garantida por leis, programas e políticas, visando consolidar a cidade espaços paisagísticos, climáticos e urbanísticos ecologicamente corretos, conciliando a preservação dos recursos naturais com o desenvolvimento das atividades agropecuárias e turísticas.

Diretrizes
1. Implementar um organismo legal com o objetivo de equacionar problemas comuns e promover a integração entre os municípios da RMG,em função do desenvolvimento sustentável, da ocupação territorial, da consolidação do cinturão verde, da produção agropecuária, da agroindústria e outras atividades urbanas. 2. Promover o zoneamento ecológico-econômico, visando subsidiar a elaboração da Lei de uso e ocupação da terra, prevendo o desenvolvimento das atividades agropecuárias, agroturísticas e agroecológicas. . Regulamentar as diretrizes previstas no Estatuto da Cidade quanto à aplicação do imposto progressivo sobre as propriedades improdutivas. 4. Implementar o cadastro rural, visando controlar as atividades desenvolvidas e a qualidade da produção nas macrozonas. 5. Promover e implementar o desenvolvimento das cadeias produtivas rurais, no sentido de garantir a qualidade do produto, a redução de preços e a geração de postos de trabalho e renda. 6. Criar o Banco do Povo Municipal Rural, com linhas especiais de crédito para os agricultores familiares, bem como o sistema de aval solidário. . Criar o Sistema de Inspeção Municipal (SIM), visando implementar a política de controle de qualidade dos alimentos produzidos no

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ecológica do cerrado, tão almejada pelos goianienses. Como resultado teríamos

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município. 8. Fomentar a agricultura ecológica, o agroturismo e o ecoturismo, no intuito de valorizar e preservar a integridade da área rural, dos espaços florestais e dos mananciais hídricos. 9. Promover mecanismos de capacitação dos agricultores quanto à educação ambiental e aproveitamento dos resíduos. 10. Garantir uma alíquota de imposto diferenciada para as atividades agropecuárias, bem como agricultura familiar, em todo o território, na forma da lei.

2.2. Indústria, comércio e serviços

As atividades comerciais, industriais, prestadores de serviços e similares são te mas relevantes para a construção do desenvolvimento econômico principalmente porque são fontes geradoras de emprego e renda, fortalecendo a economia local e, sobretudo, a melhoria da qualidade de vida urbana. Cabe ao Plano Diretor estabelecer mecanismos de controle da ocupação e uso do solo, para que o exercício das atividades econômicas, distribuídas no território do município, se consolide. Como referência histórica, vale lembrar que a construção de Brasília gerou um intenso desenvolvimento das atividades de construção civil na região, repercutindo em Goiânia por longo período. A modernização e integração de Goiás com o restante do país ativaram a demanda que havia em suas áreas mais prósperas, a pecuária e a agricultura, canalizando poupanças do interior e do meio rural para Goiânia. Inicialmente para a compra de lotes e depois para a aquisição de apartamentos e casas, ocasionando rápido adensamento em determinados bairros e acelerando o processo da indústria da construção civil. A localização dos empreendimentos imobiliários é, em parte, condicionada pela demanda e pelas características e vocações dos bairros. Há também os fatores coercitivos, ou indutores, que influem na localização, finalidade e tipologia dos imóveis, como a Lei de Uso do Solo, o sistema de transportes e a infra-estrutura. Hoje, no ramo imobiliário, a atividade mais importante talvez seja a construção de edifícios de apartamentos, localizados, principalmente, no Setor Oeste, Setor Bueno, Setor Serrinha, Bairro Nova Suíça, Jardim Goiás e, mais recentemente, no Setor Parque Amazonas. Também se deve ressaltar a construção dos condomínios horizontais, espalhados por toda a zona periférica de Goiânia.

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As indústrias predominantes em Goiânia são de pequeno e médio portes. Geralmente, são voltadas para o mercado local e estadual e produzem: alimentos, materiais para construção, mobiliário, vestuário, artefatos de metalurgia e fazem o beneficiamento de produtos primários, como é o caso das cerealistas localizadas nos Setor Rodoviário e no Bairro dos Aeroviários. Não se instalaram indústrias de grande porte ou de tecnologia mais avançada, pois Goiânia não assumiu características de cidade ou pólo industrial. As indústrias de produtos alimentícios têm estado, tradicionalmente, entre as mais importantes de Goiânia, em parte devido às características da economia de Goiás, em que predominam a produção agrícola e pecuária. As confecções apresentam um grande desempenho, quantitativo e qualitativo. vo de microempresas. As indústrias de vestuário concentram-se em Goiânia porque a capital abarca o maior mercado consumidor de Goiás e oferece facilidades nas relações comerciais com centros como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A fabricação dos produtos, muitas vezes, é feita de maneira informal, como pelos autônomos que trabalham sob o sistema de facção. Existem casos de residências que operam com quatro ou mais máquinas, como micro indústrias prestadoras de serviços, com a participação de várias pessoas das famílias. As indústrias de calçados de Goiânia trabalham para os mercados local e nacional, fazendo parte dos centros que emergem na produção de calçados para o mercado interno como Belo Horizonte, Farroupilha, Curitiba, Fortaleza, Birigüi, Ribeirão Preto, Nova Serrana e outros, enquanto que os núcleos de Franca e Vale do Rio dos Sinos destinam suas mercadorias para o mercado externo. Os materiais para construção são fabricados da maneira tradicional, em função das atividades da construção civil, que sempre tiveram bom desempenho em Goiânia. Uma exceção é a Eternit, que produz telhas e reservatórios de fibrocimento com matéria prima, o amianto, oriunda do município goiano Minaçú. O setor metalúrgico desempenha uma função importante na economia moderna. Em Goiânia sua evolução está relacionada ao crescimento da construção civil, para a qual produz grande parte de seus produtos, em substituição ao concreto armado e à madeira. Seus principais produtos são portas, portões, esquadrias, grades e estruturas metálicas em geral. A predominância é de pequenas e médias empresas de caráter formal. A fabricação de móveis é feita por pequenas e médias empresas, com número expressivo de microempresas. Os processos produtivos utilizam, em geral, técnicas, equipamentos e materiais modernos, pois o setor tem acompanhado a evolução

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Elas são, em sua maioria, de pequeno e médio portes, mas há um número significati-

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dos padrões nacionais de design e de qualidade dos produtos, permitindo penetração no mercado nacional. O setor editorial e gráfico está limitado porque as mudanças tecnológicas que permitem às empresas líderes ampliarem rapidamente sua participação no mercado, impedem que muitas outras tenham acesso a equipamentos modernos por causa de seus alto custos. Há um processo seletivo, as empresas que se modernizam conseguem produzir com qualidade e preços competitivos, mantendo-se no mercado.

Durante o ano de 2001 ocorreu decréscimo na atividade prestacional, causada pela migração de empresas para os municípios vizinhos, que oferecem alíquotas de Imposto Sobre Serviços (ISS) inferiores às praticadas em Goiânia. Em 2002 a atividade prestacional voltou a crescer por causa, presume-se, da cobrança da alíquota do ISS na fonte sobre os serviços prestados no município de Goiânia, independentemente do prestador do serviço estar ou não inscrito no Cadastro de Atividades Econômicas – CAE, da Secretaria Municipal de Finanças. Goiânia conta, hoje, com cerca de 111.246 estabelecimentos inscritos no CAE do Município, a grande maioria no ramo do comércio, em seguida situam-se os serviços prestacionais e autônomos. Como já foi dito anteriormente, há pouca incidência de atividades industriais, como pode ser visto na tabela abaixo.

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Dinâmica espacial das atividades
O crescimento e a urbanização de Goiânia não foram decorrentes da industrialização. Como cidade planejada para sediar a administração do estado de Goiás, cresceu em função da instalação dos órgãos públicos estaduais e federais e, posteriormente, da migração que fez de Goiânia uma das bases de apoio do processo de ocupação da região Centro-Oeste. A idéia da criação de uma cidade industrial na área leste do município, um projeto estadual do final da década de 1960, foi abandonada. Em parte por motivos ecológicos, uma vez que os ventos dominantes da região levariam a fumaça industrial para a cidade. Mas, também, porque a Comissão Estadual das Bacias Hidrográficas dos Rios Paraná e Uruguai (CEBPU), da qual o estado de Goiás era membro, pólo industrial do Estado. O fato da cidade industrial não ter sido criada fez com que as indústrias se localizassem aleatoriamente em diversos bairros de Goiânia e ao longo da BR-15, em direção à Aparecida de Goiânia, nas décadas de 190 e 1980, época de crescimento dessa atividade. Se a referência for uma localização adequada à indústria, pode-se dizer que houve um processo relativamente desordenado de ocupação. Mas a instalação de indústrias não se disseminou por toda a cidade, concentrou-se em alguns bairros e setores, como é o caso das indústrias de beneficiamento de cereais no Setor Rodoviário, confecções na av. Bernardo Sayão, Setor Centro Oeste e outros. Essa distribuição é devida a uma tendência natural da cidade e à Lei de Zoneamento (Lei Complementar n°. 01/1994), que admite, sem restrições, tais ramos comerciais nas Zonas Mistas de Baixa Densidade ( ZMBD ). Em geral, o tipo de indústria que primeiro se desenvolve nos bairros é a de produtos alimentícios para suprir padarias, bares, lanchonetes, armazéns etc. Em seguida surgem as indústrias e serviços de instalação, reparação e manutenção como colocação de cerâmicas, instalações e consertos domésticos. Isso ocorre em função do crescimento local e das novas necessidades trazidas pela urbanização. À medida que surgem novos bairros, o processo se repete. Nos setores e bairros mais tradicionais da cidade já predominam, atualmente, o comércio e os serviços como restaurantes, pizzarias, galerias comerciais etc. Nos bairros emergentes surgem as pequenas atividades industriais associadas ao comércio como as grandes panificadoras, os shoppings centers, as lojas de departamentos etc. Observam-se, também, alguns casos de concentração de um gênero industrial em determinado bairro ou setor. Isso acontece por causa de uma conjugação de

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recomendou a cidade de Anápolis como a mais indicada para sediar o primeiro

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vários fatores. Por ocorrer sem planejamento, pode acarretar problemas no trânsito, rede de energia, água, telefone ou trazer prejuízos ao meio ambiente. São exemplos o predomínio do comércio de materiais para construção na via para Aragoiânia e as metalúrgicas no Jardim Bela Vista, Setor dos Funcionários, Vila Jaraguá e Vila Nova e, em formação, a concentração de universidades, órgãos públicos, ginásios de esportes e grandes supermercados no Jardim Goiás. Os problemas ocasionados pela concentração geralmente persistem face às dificuldades de transferência das unidades e da obtenção de áreas adequadas em outros bairros. Nos últimos anos ocorreu a expansão das atividades urbanas para a periferia da cidade, contribuindo para descongestionar os setores mais centrais. As empresas que necessitavam de maior espaço para suas atividades, ao se transferirem para áreas suburbanas, puderam comprar terrenos relativamente baratos. Existem novos focos de concentração ou atratividade econômica, dentre os quais destaca-se o Jardim América, bairro que há pouco tempo conservava características essencialmente residenciais e que hoje vem se transformando em área de expansão comercial e industrial. Exemplo semelhante é o Setor Sul que congrega comércio de vestuário e um pólo universitário. Podem ser citados, ainda, o Parque Oeste Industrial, o Setor Morais e o Setor Santos Dumont, o último especializando-se em mecânica pesada e artefatos de cimento. Em alguns bairros emergentes, como o Jardim Guanabara e via para Anápolis, já se observa a tendência de concentração do comércio relacionado à indústria do mobiliário. Alguns setores e bairros, principalmente os mais antigos, vêm gradualmente perdendo a atratividade para novas atividades comerciais. Isso ocorre no Setor Central e no Setor Campinas, por causa custo alto custo dos terrenos, dos aluguéis e das dificuldades de trânsito, circulação e estacionamento. A atratividade se transfere para setores que não têm esses problemas e que dispõem de boa infra-estrutura, como o Jardim América, Bairro Santa Genoveva e Jardim Goiás, por exemplo. As áreas de Goiânia que têm maior concentração de atividades comerciais, considerando-se o número de estabelecimento e o pessoal empregado, são: Setor Campinas, Setor Central, Setor Aeroporto, Setor Oeste, Setor Marista, Setor Bueno, Jardim Vela Vista e Setor Sul. Com as indústrias de laticínios ocorrem problemas de localização devido aos efluentes e resíduos que produzem. São motivos de alerta uma grande fábrica de laticínios no Jardim Goiás e outra no Jardim Novo Mundo, pois se constituem riscos para as condições sanitárias da população. De forma similar, as indústrias de beneficiamento e moagem de grãos, localiza-

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das, principalmente, nos Setores Rodoviário e Bairro dos Aeroviários, causam transtornos aos moradores próximos, devido aos resíduos de pó, aos ruídos e à intensa circulação de veículos pesados. A metalurgia, que se concentra no Setor Ferroviário, acarreta transtornos semelhantes. As indústrias e o comércio de vestuário e calçados contam com grande número de estabelecimentos de pequeno portes distribuídos por muitos bairros da cidade, funcionando em áreas comerciais e residenciais e envolvendo o trabalho de muitas pessoas em suas próprias moradias. Nesses locais, as atividades da produção, nas fábricas e residências, se confundem com a revenda e com o restante do comércio. Há uma tendência para maior concentração desse ramo na região sul, ou seja, cia, nesses bairros, verifica-se uma grande movimentação, com reflexos no trânsito, estacionamento para veículos, ocupação de linhas telefônicas, consumo de energia elétrica etc. Essas atividades, porém, se disseminam por toda a cidade por meio do trabalho dos autônomos. As áreas de maior concentração das unidades fabris estão nos setores Campinas, Marista, Central, Sul, Oeste, Bueno, ou seja, em bairros residenciais e comerciais habitados por famílias de renda média. Atualmente as ocupações comerciais, industriais e prestadoras de serviços estão em desacordo com a Lei de Ocupação e Uso do Solo devido à grande quantidade de empresas que se instalam obedecendo ao assentamento natural da cidade, sem preocupação com as condições estabelecidas por lei. Essa situação se agrava porque a Lei de Zoneamento, de 29 de dezembro de 1994, está defasada. Da época de sua aprovação para cá, não ocorreram as devidas atualizações, alterações e revisões.

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Setor Sul, Setor Bueno, Setor Marista, Bairro Jardim América e outros. Em conseqüên-

ATIvIDADES ECONÔMICAS
Fonte: COMDATA / SEPLAM - 2006

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Cenários desejados
Goiânia deverá investir no desenvolvimento das potencialidades de sua produção local e buscar a dinamização e valorização dos ramos de atividades já consolidados e dos emergentes. A capital de Goiás deverá basear sua economia em arranjos produtivos de atividades intensivas que combinem o emprego de mão de obra com alto conteúdo tecnológico e serviços especializados e, ainda, arranjos produtivos de micro e pequenas empresas conectadas em redes de cadeias produtivas locais e globais. Os mecanismos de uso e ocupação do solo não são suficientes para alavancar o desenvolvimento das atividades econômicas. São necessários: a implementação de um planejamento estratégico que permita a avaliação das estruturas operacionais e resgate das dívidas de inadimplência e controle. mecanismos institucionais de incentivo fiscal para a consolidação das perspectivas e

Diretrizes
1. Redefinir as zonas de uso e classificação do porte das empresas. 2. Legislar sobre as necessidades operacionais das edificações comerciais que requeiram adequação ao zoneamento, em consonância com a proposta espacial de todo o território do município. Um exemplo é a exigência de estacionamento gratuito ou pátio interno para operação de carga e descarga. . Adequar os procedimentos de requerimento do Alvará de Localização e Funcionamento, por meio de mecanismos de integração dos órgãos e secretarias envolvidos na condução dos processos. 4. Implantar o sistema de rua 24 horas, abrigando um número maior e diversificado de estabelecimentos comerciais. 5. Alterar o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais. 6. Implantar um programa de qualificação profissional, com o objetivo de democratizar o conhecimento técnico para os diversos tipos de atividades produtivas do município, enfatizando a visão de desenvolvimento sustentável nas empresas e a oferta de alternativas de atividades para a população de baixa renda. . Criar mecanismos de fortalecimento de linhas de créditos e incentivos fiscais para os ramos comerciais e industriais, mediante parce-

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rias entre o município e o estado. 8. Implantar um programa de renovação e revitalização das áreas comerciais tradicionais, pólos de comércio e serviços, com o objetivo de melhorar os núcleos consolidados e formar novos. 9. Fortaler e revalorizar o papel de Goiânia como pólo metropolitano e regional de desenvolvimento econômico sustentável. 10. Fortalecer o desenvolvimento econômico ao longo do eixo urbano e eixo metropolitano regional.

2.3. Mecanismos de geração de emprego e renda

Em nosso país, o respeito à condição de cidadania não se estende a todos e está associado ao modo de inserção dos indivíduos no mercado de trabalho. A ruptura do vínculo empregatício formal representa, na prática, a perda de direitos e benefícios sociais. Ao ingressar no setor informal, os trabalhadores se convertem em “cidadãos de segunda classe”, perdendo o acesso aos direitos garantidos pela Constituição Brasileira como: contrato de trabalho, aviso prévio, férias, gratificação, indenização etc. Na prática, o desconhecimento acerca da realidade dos trabalhadores informais é evidente, tanto por parte do poder público, responsável por encontrar soluções para o problema, quanto pelos sindicatos, que vêem sua base social escoar-se, dia após dia. Esses trabalhadores têm um lugar na cadeia produtiva, como no escoamento de produtos diversificados feito pelos vendedores ambulantes ou de ponto fixo e na prestação de variados serviços para o público como fazem os vigias e os lavadores de carros. Essas inserções, porém, deixam de ser importantes na geração de renda, pois além de obterem rendimentos muito baixos, os informais perdem o acesso aos direitos sociais e trabalhistas básicos. Um dos aspectos a serem considerados diz respeito às estruturas e tendências sociodemográficas, como a migração para as cidades, que geram uma reserva de trabalhadores prontos para ingressar no mercado informal, principalmente por não serem absorvidos pelas empresas formais. Além disso, ressaltam-se as questões preexistentes, como a percepção cultural de que a informalidade é tolerável, criando um contexto propício ao seu surgimento. Há, ainda, dois fatores que são denominados “barreiras ao crescimento da

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economia formal”. O primeiro diz respeito aos custos da regulamentação e dos encargos tributários sociais da formalização. O segundo refere-se à incapacidade das autoridades em exigir o cumprimento das obrigações legais, pela aplicação das penalidades ou fiscalização das empresas e do setor informal. Sob o rótulo de “informal” ocultam-se trabalhadores razoavelmente capitalizados, como os perueiros proprietários de seus veículos com acesso a financiamentos bancários, como ambulantes e vendedores em ônibus, calçadas, bares ou até “de porta em porta”. Para eles, a incerteza e a insegurança são constantes e a sobrevivência é conquistada a cada dia. Também há uma grande diversidade nas trajetórias de vida dessas pessoas. Os trabalhadores informais são jovens, crianças, adolescentes ou pessoas idosas. Muitos alguns são ex-assalariados, outros jamais chegaram a ter o primeiro emprego. Essa diversidade demonstra a complexidade do setor e coloca em questão os conceitos normalmente utilizados para estudá-lo. A atual administração, mesmo enfrentando as dificuldades inerentes às questões institucionais e administrativas, vem buscando ações que favoreçam o crescimento social e econômico da população, contando com a participação dos órgãos do governo municipal, estadual e federal que executam programas voltados à inclusão social e à regularização das diversas atividades econômicas. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico vem desenvolvendo ações visando regulamentar todas as atividades informais, valorizando o cidadão dentro de seu perfil socioeconômico e de suas diversas áreas de atuações, oferecendo oportunidades de capacitação e concientizando-o da importância do seu papel no desenvolvimento social e econômico do município. A Fundação Municipal de Desenvolvimento Comunitário (FUMDEC) e o Sistema Nacional de Emprego (SINE) dão a sua contribuição no processo que visa promover o encontro entre trabalhadores e empregadores, facilitando as contratações de mão-de-obra. O SINE conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Governo do Estado, via Secretaria do Trabalho (SET). Com o apoio dos governos Federal, Estadual e Municipal, esse sistema tem como maior objetivo qualificar o trabalhador por meio de cursos e encaminhá-lo ao mercado de trabalho por intermédio do serviço de intermediação da mão-deobra. Destaca-se, ainda, o Programa de Geração de Emprego e Renda (PROGER) criado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em parceria com o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), que tem por finalidade

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estão na informalidade há mais de dez anos, outros há menos de um ano. Enquanto

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a promoção de ações que gerem emprego e renda, mediante concessão de linhas especiais de crédito a setores normalmente com pouco, ou nenhum, acesso ao sistema financeiro, como pequenas e micro empresas, cooperativas e formas associativas de produção. Esse programa prevê iniciativas de produção próprias da economia informal, mediante a montagem, ampliação ou modernização de pequenos negócios, na cidade ou no campo. Também providencia a capacitação gerencial do beneficiário, acompanhamento e assistência técnica. O PROGER é dirigido a pequenos empreendedores que atuam nos seguintes setores: Setor informal - composto por profissionais autônomos ou liberais, prestadores de serviços, pequenos produtores rurais, artesanais com fins comerciais e outros. Setor formal – composto por micro e pequenas empresas. Cooperativas e Associações de Produção – legalmente constituídos e associados. Alguns indicadores do município, de acordo com o último levantamento realizado, como mostra a tabela a seguir, demonstram um número significativo de feiras especiais e livres.

Estima-se que a Feira Hippie de Goiânia receba, aproximadamente, trinta mil visitantes e comercialize cerca de um milhão de reais por final de semana, atendendo aos mercados local, regional e nacional. É considerada a maior feira livre da América Latina. O município apresenta uma boa infra-estrutura de abastecimento por causa das feiras distribuídas em todas as regiões. As feiras livres e especais oferecem à população grande variedade de produtos. Nelas, encontram-se produtos de confecções a hortifrutigranjeiros, a maioria produzidos no próprio município e região metropolitana.

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Cenários desejados
O crescimento da informalidade no município é movido pela falta de oportunidade no trabalho formal e pela necessidade de complementação de renda familiar. Dentro da perspectiva de mudar essa realidade no menor prazo possível, é necessário a implementação de políticas econômicas que visem o desenvolvimento social da população do município. Nesse sentido, as ações devem ser voltadas para a redução do desemprego, estruturação de frentes de trabalho contra a informalidade, redução dessas atividades por meio da regulamentação e da fiscalização, redistribuição proporcional por região e capacitação do trabalhador para facilitar sua inserção no mundo do trabalho formal. Assim sendo, após serem viabilizados os mecanismos institucionais que possibilitem o desenvolvimento da cidade, é importante identificar as potencialidades de cada atividade geradora de emprego e renda e divulgá-las como forma de incentivo à população. Com essas iniciativas entendemos ser possível diminuir a desigualdade, dando oportunidade a todos, qualificando e transformando nossa capital.

Diretrizes:
1. Promover uma política econômica, por meio de programas, projetos e ações que gere trabalho e renda, especialmente para a população de menor poder aquisitivo, observando a legislação municipal. 2. Desenvolver uma política de estruturação, integração e parceria entre os órgãos públicos da administração local, instituições federais,

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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estaduais e iniciativa particular, visando implementar programas, projetos e ações que minimizem a situação da informalidade, obtendo resultados práticos na promoção da qualidade de vida. . Implantar um departamento específico para trabalhar com as organizações sociais (cooperativas e associações), visando fomentar as atividades de pessoas que estão na informalidade. 4. Promover a capacitação técnica administrativa e operacional do funcionário de carreira, visando prestar um serviço público de qualidade à população. 5. Criar mecanismos de controle e fiscalização das feiras e de outras atividades informais no município. 6. Identificar as potencialidades oferecidas pelas diversas atividades como geradoras de emprego e renda para a população. . Criar mecanismos que possam dar as condições necessárias para o crescimento socioeconômico, dando oportunidades de trabalho formal para a população, nas diversas funções e atividades.

2.4. Ciência e tecnologia

Goiânia apesar de projetada, cresceu muito acima das expectativas, impulsionada principalmente pela construção de Brasília, bem como pela vocação empreendedora peculiar de sua sociedade. Na época da fundação de Goiânia, sua economia era centrada no setor agropecuário. Em meados da década de 1960, após a instalação do Governo Federal em Brasília, ela se diversificou, substituindo sua matriz de geração econômica, trocando o produto de origem rural pelo de origem urbana, expandindo suas atividades para outros setores da produção industrial, comercial e prestação de serviços, estabelecendo outros meios de produção para a economia local. Essa mudança de trajetória que modifica o meio físico da cidade, inserindo novos processos de produção e mudança da matriz econômica, introduzindo um grande e acelerado ritmo de crescimento econômico e urbano, determina novas condições para que se estabeleça o desenvolvimento de forma sustentável, cabendo ao poder público a iniciativa de incentivar a interação e a sinergia entre empresas, instituições de pesquisa e universidades. A transformação do espaço físico, de meio rural para urbano, e o novo padrão

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de crescimento industrial observado após 1990, devido ao processo de globalização, apontam para a necessidade de modificação das estratégias de competição dos governos e das empresas, bem como uma mudança de orientação das políticas de desenvolvimento, ressaltando pontos em que é preciso avançar, visando estimular o desenvolvimento, a competitividade e o aumento da produtividade das empresas, cujas atividades estejam fundadas no conhecimento e na inovação tecnológica. Nesse novo cenário, a ciência e tecnologia são determinantes para impulsionar o crescimento econômico da sociedade. As pesquisas científicas e tecnológicas possibilitam produtos e processos de produção competitivos diante da crescente internacionalização das indústrias e dos mercados.

uma economia dinâmica, sedimenta essa condição por meio das ações e realizações do setor empresarial, em virtude de sua localização estratégica e da força empreendedora de seus habitantes. A população é inquieta e ávida para desenvolver iniciativas, por isso acompanha a evolução e as tendências de mercado, confirmando a vocação empreendedora inata da sociedade. Por outro lado, conta com mínima colaboração do poder público, que se limita, de forma nem sempre eficiente, ao papel de agente regulamentador e fiscalizador da atividade econômica, pouco ou nada promovendo em suas ações as funções de articulador e fomentador do desenvolvimento, e quando assim o faz, realiza de forma isolada e com estratégias desconectadas. Diante dessa situação, foi criado em 29 de novembro de 1994, o Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia – CONSITEGO, que instituiu o Fundo de Apoio à Ciência e Tecnologia - FACITEGO. Há mais de dez anos o primeiro está inoperante e o segundo totalmente desprovido de recursos, confirmando a inexistência de uma política de ciência e tecnologia para o município. Nunca lhes foram destinadas receitas orçamentárias, impossibilitando a promoção do desenvolvimento tecnológico necessário ao crescimento econômico. A falta de interesse público por investimentos em pesquisas tecnológicas faz com que o município perca competitividade, contribuindo para a evasão de empresas, não permitindo que nossa cidade consolide-se como metrópole regional. É primordial a formulação de uma política científica e tecnológica para Goiânia, pois ela será responsável pela capacitação tecnológica do município. Sua implementação deve ser continuada pelas diferentes gestões, mobilizando o apoio do sistema produtivo, acelerando o ritmo de assimilação da tecnologia e, conseqüentemente, do crescimento econômico.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Nesse aspecto, Goiânia evolui para metrópole regional, expande e projeta

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Só assim poderá ser um projeto abrangente, que extrapole as ações exclusivas da burocracia estatal, envolvendo efetivamente a comunidade científica e a sociedade no intuito de capacitar o município para a criação e desenvolvimento de tecnologia própria, reduzindo a dependência e buscando a autonomia.

Cenários desejados
O município de Goiânia é provido de inúmeras potencialidades, que poderão ser desenvolvidas se houver a implantação de uma política de ciência e tecnologia, que possibilite elevar o padrão de crescimento econômico e estabeleça diretrizes de desenvolvimento. Em função de sua localização estratégica, e por ser um município dotado de boa logística de distribuição, sugere-se o desenvolvimento de uma central distribuidora de cargas na BR-15, nas proximidades do Aeroporto. Outro ponto importante é a reafirmação e fortalecimento da tendência para a indústria da confecção de calçados, artefatos de couro, da alimentação, de semijóias e moveleira, abrindo novos mercados. Dentre outras potencialidades do município, o governo municipal aponta para a criação e implementação de um novo arranjo produtivo de tecnologia da comunicação e da informação (TCI) na área central, em consonância com o atual programa Estação Digital.

Diretrizes:
1. Estabelecer uma política de ciência e tecnologia, voltada para o desenvolvimento sócio-econômico de nosso município. 2. Criar uma unidade de gestão (secretaria ou departamento), que gerencie os programas e projetos estabelecidos nas políticas públicas de ciência e tecnologia, objetivando tornar a cidade competitiva, iniciando um processo de estímulo empresarial. . Implementar diretrizes estratégicas de ciência e tecnologia e de desenvolvimento, de curto, médio e longo prazos, utilizando os recursos do Fundo Municipal de Ciência e Tecnologia para a correta execução e aplicação das políticas públicas da área, conforme determina a emenda  da Lei Orgânica de 2005, que estabelece para esse fim 0,5% do total das receitas públicas municipais. 4. Promover e desenvolver a atividade econômica no município, sedi-

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mentando um novo modelo de desenvolvimento, que otimizará as potencialidades, integrando e articulando o governo, a comunidade científica e a sociedade. O governo deverá ser responsável pela articulação, regulamentação, fiscalização e fomento; a comunidade científica, pela pesquisa, capacitação e tecnologia e a sociedade, por sua vez, contribuirá com seu empreendedorismo.

2.5. Turismo
Do ponto de vista social, o turismo funciona, basicamente, como abertura de núcleos ao mundo, favorecido pelo contato de culturas e modos de vida diferentes, maior entendimento e compreensão entre os povos. Os aspectos sociais do turismo refletem-se sobre as comunidades regional e a nacional, por irradiação, sob a forma de: • fixação do homem ao seu meio ecológico, pelo surgimento de oportunidades locais de trabalho e descoberta dos valores da terra; • desenvolvimento de planos urbanísticos que disciplinem o crescimento das comunidades, conservando-as ou transformando-as em núcleos receptores adequados, por um processo de embelezamento, funcionalidade e evidência de seus valores; Recentemente, Goiânia recebeu o título de Cidade Ecologicamente Correta, principalmente por dispor de uma área verde que corresponde a quase 0% da área urbana, incluindo praças, parques e ruas arborizadas. Também é considerada como pólo de concentração de negócios e decisões do Centro-Oeste. Algumas vantagens tornam a cidade uma referência. Ela está distante da capital federal apenas 202 Km, 900Km de São Paulo e se conectada a sete estradas federais. Por transporte aéreo, Goiânia tem a distância média mais curta dentre todas as capitais. O segmento hoteleiro, o suporte de locais para eventos e as parcerias entre instituições e entidades representativas do setor, também contribuem para destacar a capital no cenário nacional. A boa receptividade dos goianienses e a disponibilidade de infra-estrutura têm contribuído efetivamente para o aumento do fluxo turístico na capital. O Turismo faz parte do setor terciário da economia, que abrange atividades relativas à prestação de serviços em diversas áreas. No Brasil, em apenas um ano, foram realizados mais de 0 mil eventos, 2% deles, 6.958, no Centro-Oeste. Hoje, Goiânia é considerada como uma das principais cidades brasileiras em realização

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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de eventos. Segundo levantamento feito em 2005 pela Diretoria de Marketing do Ministério do Turismo, ela é a 12ª mais visitada do Brasil nesses últimos dois anos. De acordo com a Associação Médica de Goiás (AMG), Goiânia é considerada um pólo de difusão de ciência médica nas seguintes especialidades: oftalmologia, cardiologia, neurologia e queimadura. Por esse motivo grande parte dos eventos são da área médica. O Centro de Cultura e Convenções de Goiânia é um local de destaque para a promoção do turismo de eventos e de negócios. Percentualmente corresponde a ,% dos locais disponíveis, mas certamente é o que mais promove eventos e negócios, isso devido à sua estrutura capaz de abrigar até dez eventos simultâneos.

O turismo de eventos e negócios tem se fortalecido e vem se transformando em um núcleo promissor. Os principais eventos são: Feira de Exposição Agropecuária, a maior do país em negócios e a segunda em público; Cowboy do Asfalto Rodeio Show, uma grande festa no estilo country; Carnagoiânia, capaz de concentrar multidões, um dos maiores eventos do Centro–Oeste; Feira de Informática, com novidades e equipamentos de última geração e as feiras livres especiais, dentre as quais se destaca a Feira Hippie, a maior da América Latina, realizada aos domingos com público de cerca de 0 mil pessoas por dia. Dentre os variados eventos realizados no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia em 2001, destacaram-se os congressos e eventos culturais. Esses eventos

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congregam o maior número de visitantes da capital, de acordo com o registro das entidades promotoras. Os outros eventos têm caráter político, religioso ou se referem às atividades sociais das escolas da grande Goiânia. A Capital conta com 2.115 assentos distribuídos em ginásios, entidades, hotéis e centro de convenção, em uma área total de 1.01 m², de acordo com os dados fornecidos pelo SEBRAE-GO. Atualmente, Goiânia dispõe de 12 hotéis e, aproximadamente, 12 mil leitos. No demonstrativo abaixo não foram especificados os hotéis não classificados e o número de apart-hotéis e flats. É importante destacar que cinco novos hotéis serão inaugurados em 2006.

Um fator bastante considerado para a captação de novos eventos são os preços praticados em Goiânia, bem inferiores aos das demais capitais do país. Segundo pesquisa do SEBRAE, apurou-se uma média nacional de custo para assentos de R$ ,4 e R$ ,62 para o m², enquanto que em Goiânia a média por assento é de R$ 2,1 e R$ 0,50 para o m². Goiânia conta atualmente com sete universidades e dezesseis faculdades, totalizando vinte e três entidades de ensino superior. Dessas entidades, onze oferecem cursos de turismo e hotelaria com bacharelado tecnológico e técnico. A administração municipal tem como objetivo potencializar os produtos e serviços oferecidos, estimular as empresas de apoio aos principais Arranjos Produtivos Locais (APL), desenvolver o ecoturismo, propiciando a divulgação do patrimônio ambiental, e incentivar os festivais de rock. Goiânia é hoje considerada a capital do rock independente do Brasil, mas conta com pouco incentivo nessa área, embora o público cresça a cada ano. Além dos órgãos públicos, o atual sistema turístico de Goiânia conta com a participação de diversas entidades e empresas.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Fonte: COMDATA / SEPLAM - 2006

PONTOS TURíSTICOS DE GOIÂNIA

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Cenários desejados
Para a concretização do cenário desejado, faz-se necessário o desenvolvimento de ações coordenadas envolvendo as instituições governamentais e as entidades representantes dos diferentes setores da economia. Esse esforço conjunto deve consolidar e divulgar a identidade goiana, associando-a aos produtos e serviços da Região Metropolitana (RMG). A imagem da capital deve ser mostrada de maneira forte e clara, diferenciando-as das demais. A Goiânia do século 21 deverá ter o ser humano como referência, oferecendo um espaço privilegiado e qualificado de convivência, propício à vida em comunidade. Vislumbra-se uma cidade com economia baseada na oferta de serviços de alta alternativas auto-sustentáveis como o uso racional dos recursos naturais; na valorização dos produtos locais; no incentivo e apoio às micro e pequenas empresas em todos segmentos produtivos como o artesanato, móveis com matérias-primas do cerrado, agroindústrias de pequena escala produtiva, fitoterapia, hortaliças, cultivo do pequizeiro por meio de muda, de viveiros etc. Há uma série de atividades e atrações que podem ser apoiadas e incentivadas de forma rentável e auto-sustentável, no intuito de superar a falta de turismo recreativo e de entretenimento nos intervalos dos eventos. É importante prover um serviço complementar à atração, como loja de souvenirs, lanchonete com produtos da região e roteiros turísticos exclusivos e diferenciados. Esse é um campo de grande perspectiva para a iniciativa local. Autônomos, pequenas empresas e agências de turismo podem manter um calendário de tours culturais e expedições de ecoturismo, utilizando as sugestões de roteiros e trilhas propostas. Deve haver uma produção de material gráfico, como folhetos, mini mapas, folqualidade, sobretudo no que diz respeito ao turismo de eventos; na proposição de

ders, brochuras, banners etc., para a divulgação das características culturais e naturais da região e promoção de Goiânia e de suas atrações. Além da ação direta do município, grande parte desse material pode ser financiada pelos proprietários e empresários diretamente beneficiados. A administração pública municipal pode, ainda, reunir material de registro gráfico e audiovisual, já produzido institucionalmente e comercialmente, exibindo-o permanentemente para o público visitante em museus, centros culturais, monumentos etc. Essa é uma forma segura de popularizar e democratizar o patrimônio e o conhecimento ambiental. Essas proposições têm como objetivo ordenar o turismo, harmonizando suas atividades com a conservação do meio ambiente, sem dispensar os benefícios que

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lhe são inerentes. Para atingir tais propósitos, é necessária a conjugação de esforços do governo, como o agente indutor, e da iniciativa privada, como agente promotor. É importante ressaltar que todos os produtos que divulguem a identidade goianiense devem ser utilizados pelas empresas, órgãos públicos e outras entidades da região, criando uma estratégia de comunicação e divulgação com abrangência nacional.

Diretrizes:
1. Incrementar o turismo de eventos, de negócios, e ecoturismo, por meio da promoção do artesanato e do acervo do patrimônio histórico e cultural local. 2. Divulgar e promover os produtos turísticos locais junto aos principais mercados consumidores, gerando atratividade e competitividade para os mesmos. . Implantar e implementar os projetos de sinalização turística, indicando os diferentes roteiros turísticos da capital ao seu público alvo, divulgando-os e promovendo-os. 4. Estabelecer critérios para definir a baixa e a alta temporada. 5. Criar novas oportunidades de ofertas turísticas, visando a interação entre mercado, cliente, tecnologia e empresa. 6. Promover a capacitação, ou seja, a qualificação, a atualização e a reciclagem dos agentes atuantes em toda a cadeia produtiva do turismo: empresários, pessoal de atendimento, guias, taxistas, etc. . Incentivar os festivais musicais, gastronômicos, esportivos, culturais, etc., a fim de abrir novos mercados turísticos. 8. Estimular a composição de pacotes cruzados, envolvendo eventos, negócios, cultura e ecoturismo. 9. Buscar parcerias com os meios de comunicação para promover campanhas de conscientização popular, visando acabar com a destruição dos bens e equipamentos públicos. 10.Definir ações que incentivem e conscientizem a população sobre o significado e importância da cidade em todos seus aspectos, tornando todos os habitantes colaboradores e partícipes do desenvolvimento turístico da cidade.

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2.6. Sistema tributário local, finanças públicas municipais e estimativas de recursos

O processo de municipalização
O processo de municipalização dos serviços públicos segue o seu curso, acarretando novas incumbências aos municípios. A transferência de responsabilidades e ampliação das já existentes para a administração municipal, sem a devida contrapartida financeira, pode ser agravada com a possibilidade de uma reforma tributária centralizadora, capaz de comprometer o federalismo ao afrontar a autonomia financeira dos estados e, principalmente, dos municípios em favor da União.

Crise financeira do setor público na União
De janeiro a dezembro de 2005, a receita bruta do Tesouro Nacional totalizou R$ 92,4 bilhões (20,% do PIB) contra R$ 8, bilhões (19,1% do PIB) em igual período de 2004. O crescimento de 16,0% em termos nominais (1,15 ponto percentual do PIB) refletiu, basicamente, o aumento do lucro das empresas, uma vez que a Contribução Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e o Imposto de Renda responderam, em conjunto, por 2,2% do aumento da arrecadação como percentual do PIB. Por outro lado, a arrecadação da Contribuição sobre Movimentação e Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF) como proporção do PIB permaneceu estável, a arrecadação da COFINS apresentou um crescimento modesto (de 4,49% do PIB para 4,55% do PIB) e a da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) declinou de 0,4% do PIB para 0,40% do PIB. A arrecadação da CSLL e do Imposto de Renda Pessoas Jurídicas (IRPJ) refletiram essencialmente o maior dinamismo em setores como extração de minerais metálicos (60,2%), telecomunicações (111,4%), combustíveis (61,0%), eletricidade (9,8%), metalurgia básica (29,0%) e comércio atacadista (16,4%). Adicionalmente, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional tem atuado de maneira incisiva na defesa do erário. Em 2005, as ações da procuradoria foram responsáveis pela arrecadação de R$ 8,8 bilhões. As demais receitas do Tesouro Nacional totalizaram R$ 44, bilhões em 2005, contra R$ 6, bilhões no ano anterior. Do aumento total de R$ ,6 bilhões, R$ ,0 bilhões refere-se à rubrica “Cota-Parte de Compensações Financeiras” pela exploração de petróleo e gás natural, que são repartidas com estados e municípios. O

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acréscimo no volume de arrecadação dessa rubrica reflete os elevados níveis dos preços internacionais do petróleo e o aumento do volume de produção. A receita diretamente arrecadada apresentou incremento de R$ 2,5 bilhões. A receita imputada da Contribuição para o Plano de Seguridade Social do Servidor Público (CPSS) aumentou em R$ 1,4 bilhão, em decorrência da Lei no 10.88, de 18 de junho de 2004, que elevou de 11% para 22% a alíquota de contribuição patronal para o custeio do regime de previdência do servidor público federal da União, de suas autarquias e fundações. Por último, o recolhimento dos dividendos pagos ao Tesouro Nacional foi R$ 545,0 milhões superior (12,6%) ao registrado no acumulado do mesmo período de 2004, reflexo da elevação na lucratividade das empresas nas quais a União mantém participação acionária. Em dezembro, as transferências a estados e municípios totalizaram R$ 9, bilhões, contra R$ 8,2 bilhões em novembro, apresentando variação de R$ 1,1 bilhão (12,8%). As transferências constitucionais para FPE e FPM se elevaram em 40,2%, refletindo o aumento no montante de recursos arrecadados no primeiro decêndio de dezembro, o repasse dos valores referentes à arrecadação do Parcelamento Especial (Paes) e a redução no volume de restituições. Em dezembro, a dívida líquida do Tesouro Nacional totalizou R$ 541,9 bilhões, equivalentes a 28,0% do PIB acumulado nos últimos doze meses, sendo 68,0% referente à parcela interna e 2,0% à parcela externa. De forma negativa, a alta de juros, utilizada como mecanismo de controle inflacionário, tem provocado significativa elevação da dívida brasileira. A política de taxas de juros adotada pelo Governo Federal tem provocado relativo recuo da inflação, proporcionando eventualmente deflação. Entretanto o custo dessa política tem sido relevante, quer pela retração da atividade econômica e de novos investimentos provocada pelo encarecimento do crédito, quer pelo impacto dessa política monetária nas contas do governo federal.

A realidade municipal
Mesmo bem definidas as regras de distribuição das receitas públicas entre os três níveis de governo, a parcela destinada aos municípios, cerca de 16% da receita tributaria disponível, tem-se revelado insuficiente para atender ao conjunto sempre crescente de obrigações. No caso de Goiânia, a ação da Prefeitura não se restringe ao que é do seu interesse e de seus moradores, pois extrapola o seu território e a obriga a dar conta de

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demandas vindas de outras cidades, muito especialmente na área de transporte e saúde. Ou seja, a municipalidade precisa manter uma infra-estrutura capaz de atender a um fluxo adicional de pessoas e de veículos, que vêm do interior em busca de atendimento na área de saúde e com destino aos órgãos públicos estaduais e federais e outros serviços. Outros dois fatores merecem atenção. Em dado momento, no passado, os municípios conquistaram uma elevação significativa de sua participação nas receitas federais, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), 22,5% do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Entretanto, a União, paralelamente, passou a criar e aumentar tributos e contribuições não partilhados com estados e municípios, praticamente neutralizando o ganho anterior.

ços realizados, reflete uma certa independência em relação às transferências constitucionais da União, através do FPM; e do Estado, por via da cota-parte do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). T o d a s as transferências constitucionais representam 1,1% das receitas do município de Goiânia contra 6,05% das receitas próprias, ou seja, aquelas de competência municipal (ano 2005). A partir desses valores, o grau de independência financeira do município apresenta uma trajetória de crescimento gradativo, ou uma menor dependência do município em relação às transferências constitucionais.

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A estrutura das receitas do Município do Goiânia (tabela 1), por meio dos esfor-

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A execução orçamentária do município de Goiânia em 2005 mostrou-se adequada para uma administração pública equilibrada, ou seja, despesas compatíveis com a evolução das receitas. As receitas do município de Goiânia arrecadadas no exercício de 2005, no valor de R$ 1,2 bilhões, representam um crescimento real de 1,8% em relação ao ano anterior. A execução da despesa total do município de Goiânia, no exercício de 2005, em comparação com o exercício de 2004, mostra um acréscimo real de 5,2%, conforme se segue:

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Recursos a aplicar
Para o período de 2006 a 201, estima-se que o Tesouro Municipal disponha de uma receita de R$ 1,00 bilhões, para, em conjunto com recursos captados de ouDiretor. Estão previstos para aplicação pelo Poder Executivo Municipal, no período de 2006 a 2010, a importância de R$ 181, milhões, oriundos de operação de crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e operações internas, destinadas ao Programa de Melhoria Ambiental do Córrego Macambira e do Ribeirão Anicuns.

Diretrizes
Dessa forma, faz-se necessária a implantação de um conjunto de ações com o objetivo de aumentar ainda mais a participação dos tributos de competência do município. São elas: 1. Continuar o processo de modernização da administração tributária, por meio da manutenção da atual política tributária municipal, que tem se pautado pela sua integração às políticas de desenvolvimento local, para os diferentes setores produtivos. 2. Criar novas ferramentas de trabalho para auferir a produtividade do fisco municipal, por meio do estabelecimento de sistema de metas de arrecadação. . Incorporar, o mais rápido possível, a moderna tecnologia da informação nos cadastros mercantis e imobiliários para otimização a ação fiscal contemplada no Programa Nacional de Apoio à Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros (PNAFM). 4. Utilizar a mídia visando promover a educação tributária e esclarecer sobre os seus benefícios para a sociedade.

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tras fontes, possam ser financiados os programas e projetos discriminados no Plano

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5. Ampliar o mecanismo da substituição tributária e intensificar a fiscalização nas empresas obrigadas a efetuar a retenção na fonte. Esse instrumento de arrecadação mostrou-se eficiente, entretanto, alguns ajustes devem ser feitos com o advento da Lei Complementar nº 116/200. 6. Mudar a cobrança da Dívida Ativa para agilizar a recuperação dos créditos da receita tributária própria. . Otimizar os procedimentos na área dos tributos imobiliários, com destaque para a adoção da tecnologia do geoprocessamento. 8. Instituir um programa de educação fiscal integrado a todas as demais atividades da administração municipal. 9. Promover negociações visando aumentar a capacidade financeira do município por meio de transferências voluntárias das outras esferas dos governos Estadual e Federal para financiar intervenções consideradas estratégicas por esse Plano Diretor. 10. Fazer gestões junto ao Governo do Estado, visando reverter a queda crescente do município de Goiânia no Índice de Participação dos Municípios (IPM), que é um índice percentual pertencente a cada município a ser aplicado no montante representado pelos 25% da arrecadação do ICMS, ou seja, imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e comunicação, pertencente ao município. É esse índice que viabiliza o Estado a entregar as parcelas da receita tributária, prevista na CF (Constitução Federal ção Federativa) e pertencentes aos municípios. No último qüinqüênio ele caiu de 25,9 (exercício de 2000) para 18,048 (exercício de 2005), representando uma queda de 2,6% na arrecadação da cota-parte do ICMS do município de Goiânia. 11.Levantar, identificar e desapropriar áreas desocupadas e sem demanda de uso para o estabelecimento de programas de habitação de interesse social, viabilizando o acesso da população de baixa renda ao solo urbano legalizado e adequadamente localizado. 12. Aprovar de modificar normas constitucionais visando a ampliação do percentual de participação do FPM nos impostos federais.

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Fonte: COMDATA / SEPLAM - 2006

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EIXO ESTRATÉGICO SOCIOCULTURAL
O desenvolvimento sociocultural, questão de agenda das políticas públicas de governo, em razão do crescimento acelerado das cidades e do aumento da pobreza de sua população, torna-se relevante no âmbito do Plano Diretor, na medida em que a compreensão do seu significado, passa a definir recomendações em relação a organização territorial necessária para o desenvolvimento das atividades inerentes ao viver urbano. Para isso o eixo Estratégico de Desenvolvimento Sociocultural foi estruturado pelos temas relevantes: educação, saúde, inclusão social, moradia e cultura que deve garantir e promover ações estratégicas que possibilitem a implementação dos programas definidos pelo Plano Diretor e os projetos da gestão.

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INTRODUçãO
A Goiânia do século XXI, será a cidade do capital humano, cidadão com as capacidades necessárias para sua inclusão social. Dessa forma devem ser considerados os problemas que afetam a população, associados às soluções dos aspectos funcionais da cidade, suas relações e condicionantes ambientais. No âmbito cultural e político Goiânia, deve oferecer as possibilidades de formação e transmissão da cultura nacional e regional, as relações globais na educação e fonte de bem estar e qualidade de vida. Aumentar as oportunidades de uma vida melhor, num ambiente sadio e com elevada participação popular, sucintamente constitui a base do desenvolvimento humano sustentável. O papel da educação nesse processo é sem dúvida de suma importânia. A defesa de uma educação pública, laica, gratuita, de qualidade e democrática, superando o modelo de excludente e definindo como meta a elevação do nível de escoliradade como um dos elementos essenciais para a qualidade de vida. Buscar na universalização a ferramenta primordial para a inclusão em todas as suas especificidades. Na área de Saúde, os avanços necessários passam essencialmente pelo eixo norteador da promoção da saúde, estendida como um processo contínuo, intersetorial, que aponte novas formas de intervenção que considere as causas básicas das doenças e implantando práticas políticas e de gestão da saúde, que indiquem condições de trabalho, vida e relacionamento do homem consigo mesmo e com suas semelhantes. Para a cidade que desejamos as políticas da saúde devem considerar a descentralização de sua execução, a equidade e a participação da sociedade. A moradia como abrigo fundamental da vida em família, deve ser considerada de forma integral. Para isso, os investimentos serão a sustentação da política habitacional da capital. Como tal deve minimizar os índices da pobreza da população, a carência da moradia, tendo na construção civil um dínamo para a superação do déficit existente e instrumento de geração de emprego e renda para a população. O sentimento de pertença de uma comunidade deve ser representando pelo fomento, resgate e preservação do patrimônio cultural e histórico da cidade. Só assim será delineada a história e os caminhos para a estabilidade e o desenvolvimento cultural que desejamos para a Goiânia do Século XXI, onde sua população terá

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e na formação da cidadania urbana tendo como foco as relações sociais saudáveis

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garantida a acessibilidade as bens culturais do município e a integração de todas as suas manifestações. O desenvolvimento sociocultural, questão de agenda das políticas públicas de governo, em razão do crescimento acelerado das cidades e do aumento de da pobreza de suas população, torna-se relevante no âmbito do Plano Diretor, na medida em que a compreensão do seu significado, passa a definir recomendações em relação a organização territorial necessárias para o desenvolvimento das atividades inerentes ao viver urbano.

EDUCAçãO
1. Cenário atual
A visualização do cenário da educação passa, necessariamente, pela análise dos níveis de instrução de seus habitantes e do quadro atual de equipamentos existentes, observando sua distribuição e localização na malha urbana e relação de prioridade para atendimento das necessidades básicas da população. Cabe lembrar que nos indicadores de vida, Índice Municipal de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), calculados em 1998 pelo Programa das Nações Unidas do Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Fundação João Pinheiro (FJP), Goiânia já apontava um gradativo aumento do número médio de anos de escolaridade por faixa populacional com 25 anos ou mais, conforme se pode verificar no quadro abaixo:

Dados do Censo IBGE (2000), analisados pelo Atlas do Desenvolvimento Humano (200), mostraram uma redução dos índices de analfabetismo em Goiânia, estabelecendo-se uma relação entre os anos de 1991 e 2000, conforme quadro abaixo:

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A maior redução, em níveis relativos, foi na taxa de analfabetismo que, no período, caiu de 10,% para 6,4%. Observa-se que o percentual de habitantes com menos de 8 anos de estudo também diminuiu, ainda que em proporções menores. Tal fato gerou um ligeiro aumento do nível médio de anos na escola, que em 1991 era de ,0% e em 2000 passou a ser de ,9%. Em termos absolutos, isso representou um dado positivo, no entanto, o nível apresentado ainda não corresponde ao que a lei brasileira define como básico, que inclui o ensino médio, elevando o número de estudos para 11 anos. Por outro lado, considerando a população de 1.08.000 (Censo IBGE – 2000) verificou-se, a partir do índice acima, que em Goiânia havia cerca de 60.000 analfabetos. Em relação ao nível educacional da população infanto-juvenil, ou seja, com menos de 25 anos, o Atlas do Desenvolvimento Humano apontou alguns dados positivos, como pode ser verificado no quadro abaixo:

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Em todas as faixas houve uma queda acentuada dos índices de analfabetismo e um aumento progressivo dos anos de escolaridade. Da mesma forma, verificou-se um aumento nos índices de crianças e jovens que freqüentavam a escola, tanto na faixa de  a 14 como na específica de 10 a 14, ambas chegando a quase 98%. Foi significativa a redução do índice de jovens de 15 a 1 anos, com menos de 8 anos de estudo. O percentual caiu de 1,6%, em 1991, para 4,%, em 2000. Paralelamente houve um aumento do percentual dos que freqüentavam a escola, podendo-se inferir que uma parcela maior estava cursando o nível médio. No entanto, chama a atenção que 12,% dos jovens, entre 15 e 1 anos, estiveram fora da escola. Isso demonstrou que sua permanência em sala de aula não foi garantida, tanto na conclusão do fundamental quanto no ensino médio. Goiânia dispõe de escolas e vagas suficientes, nos ensinos fundamental e médio. Atualmente, o principal desafio na área da educação é elevar a qualidade do ensino, que, além disso, deve cumprir sua função social - preparar o estudante para o exercício da cidadania e inseri-lo, com competência, no mundo do trabalho. Quanto aos equipamentos sociais que abrigam a educação básica, conforme Censo IBGE e Censo Escolar do Ministério da Educação e Cultura (MEC), ambos de 2000, pode-se dizer que se encontravam, assim, distribuídos1:

1 São mantidos aqui os dados apresentados na Agenda 21/2004, uma vez que correlacionam num mesmo recorte temporal, o Censo do IBGE e o Censo Escolar,ambos de 2000, e por considerar que em temos numéricos não houve alteração significativa dessa data para cá, com exceção da educação infantil em que as mudanças dizem respeito à instância administrativa a ofertá-la, e não ao número de instituições educacionais.

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As regiões Sul e Central são as que concentraram, proporcionalmente, o maior número de instituições educacionais. Comparando-se o percentual da população de cada uma delas, percebe-se que a porcentagem relativa de matrículas foi superior às verificadas nas demais regiões, porquanto a Região Central representou 1,5% da população e abrigou 20% das matrículas. A regiões Sul e Campinas também apresentaram um índice de matrículas ligeiramente superior, mas a proporção foi menor do que a verificada na Região Central. Em todas as demais regiões, o que se percebeu foi o inverso, ou seja, o percentual relativo de matrículas apresentou-se ligeiramente inferior ao percentual relativo de habitantes. Paralelamente à espacialização, considera-se importante analisar a distribuição do ensino por instância administrativa e por nível/modalidade. O quadro a seguir apresenta dados sistematizados a partir do Censo Escolar do MEC/INEP de 2005.

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EQUIPAMENTOS SOCIAIS - EDUCAçãO

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Analisando esses dados, percebe-se que na educação infantil o atendimento às crianças de 0 a  anos está distribuído de forma quase igualitária, com um número ligeiramente superior nas instituições públicas municipais, representando 6,0%, 2,0% nas filantrópicas com e 0,0% nas particulares. Quanto ao atendimento às crianças de 4 a 6 anos, observa-se que o maior número de matrículas, 62,9%, está nas instituições privadas, 22.9% nas municipais e 12,% nas filantrópicas. Essa distribuição é decorrente do processo histórico de oferta de pré-escola pelas instituições privadas, enquanto que o atendimento público a 0 a  anos foi feito pelos órgãos de assistência social e instituições filantrópicas, passando, só recentemente, para o âmbito da educação pública.

É preciso ressaltar que na Rede Municipal de Educação de Goiânia, com a expansão do ensino fundamental de 8 para 9 anos, as crianças são matriculadas a partir de 6 anos, ou a completar. Isso representa um número bastante expressivo que, entretanto, não foi computado pelo Censo Escolar do MEC/INEP como pertencente à educação infantil e sim ao ensino fundamental. A seguir gráficos representativos desse atendimento.

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No ensino fundamental, a maior oferta de atendimento está na rede pública, que totaliza 69,5% das matrículas, 28,6% nas instituições estaduais e 44,4 nas municipais; a rede privada detém 24,4% e a filantrópica com 2,6%.

A presença da rede estadual é marcante na oferta do ensino médio, captando 2,2% das matrículas. As instituições privadas, por sua vez, absorvem 25,0%, as filantrópicas 1,8% e as federais 0,1%.

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Na educação especial, em instituições especializadas, verifica-se que o número de crianças e jovens atendidos ainda é reduzido. Dos matriculados, ,0% estão em instituições estaduais, 6,0% nas filantrópicas e 24,9% nas municipais.

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O maior número de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE), atendidas em classes comuns do ensino fundamental, encontram-se na rede estadual de ensino, 5,2%. Na rede municipal estão 1,2%, em instituições privadas 10,2% e 1, % nas filantrópicas.

Deve-se frisar que o Censo Escolar do MEC/INEP não incluiu os alunos do chamado Sistema “S” - SENAI, SENAC, SESI e SEC etc. Essa “falha” levou a apontar a existência de apenas 4.09 alunos no ensino profissional. Desses, 19,5% encontravam-se na única instituição federal que oferece essa formação, o Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), 2,% nas instituições estaduais e 8,2% em instituições privadas. É possível ter uma idéia do atendimento feito por esse sistema, pois só o SENAI atendeu 22.902 alunos em suas três unidades, conforme dados da Secretaria Estadual de Educação, contidos no Plano Municipal de Educação de Goiânia.

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Quanto à oferta de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no ensino fundamental, o Censo Escolar segue uma sistemática diferente das adotadas pelas Secretarias de Educação Estadual e Municipal. No Censo são considerados “EJA” os alunos matriculados em cursos supletivos. Como o município os atende no ensino regular, sob organização seriada, seu quantitativo não aparece no Censo sob a designação de EJA, por serem incluídos no ensino fundamental, dando a impressão errônea de que nenhum aluno foi atendido nas escolas municipais. Assim, a rede estadual aparece com 95,5% das matrículas e as instituições privadas, com 5,0%.

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Na oferta de Educação de Jovens e Adultos do ensino médio, a grande concentração de matrículas, 80,0%, está nas instituições públicas estaduais que, por lei, são responsáveis por esse nível. Nas instituições privadas estão 20,0% dos matriculados. A rede pública municipal de Goiânia não trabalha nessa área, uma vez que a lei permite sua atuação em outros níveis somente quando as demandas sob sua competência - educação infantil e ensino fundamental - estiverem plenamente atendidas.

Verifica-se que a concentração maior de instituições de educação fundamental e, principalmente, de ensino médio, também está na Região Central. As escolas destinadas à educação infantil se encontram mais bem distribuídas, pois um número representativo delas, antes de serem municipalizadas, estava vinculado a órgãos de assistência social, cuja ação estendia-se aos bairros periféricos. Além disso, nos últimos anos, os gestores municipais têm se preocupado em construir novas unidades em setores onde há maior demanda. Com relação às instituições de ensino superior, a grande maioria se localiza nas regiões mais centrais ou suas imediações, exceto os dois campus universitários. Goiânia dispõe de quatro universidades. Destacam-se, dentre elas, a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Católica de Goiás (UCG), por serem tradicionais e por oferecerem o maior número de cursos, a primeira 9 e a segunda 45. As outras duas são a Universidade Estadual de Goiás, cuja atuação no estado é de extrema relevância, embora em Goiânia a sua dimensão ainda não seja tão expressiva e o Centro Universitário de Goiás (Uni-Anhangüera).

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São elas que, por sua natureza, realizam os programas de pós-graduação, pesquisas e projetos de extensão universitária. As demais instituições de ensino superior constituem-se em faculdades isoladas ou em complexos. Segundo a Sinopse Estatística da Educação Superior – Censo 2000, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais (INEP), comentada no Plano Municipal de Educação, “o número de alunos matriculados na rede de educação superior, em Goiânia, era de .869 e o maior número de vagas oferecidas nesse nível de ensino está na rede privada”. Com relação à expansão nesse nível destaca que “desde o final da década de 1950, quando se instalou em Goiânia a Universidade Católica de Goiás, até o final da década de 1980, havia no município de Goiânia, apenas a Universidade Federal de Goiás, criada em 1960, e a Faculdade Anhangüera, em 192. Entretanto, ao longo da década de 1990, acentuou-se progressivamente a expansão da rede privada, que até julho de 2002, contava com 1 instituições particulares”. Essas, somadas às três públicas existentes – Universidade Federal de Goiás, o Centro Federal de Ensino Tecnológico e à Universidade Estadual de Goiás – perfazem 16 instituições de ensino superior, número que é mantido no último Censo Educacional do Ensino Superior, realizado pelo MEC/INEP. Informações dadas pela Universidade Católica de Goiás comprovam, todavia, que, em 2006, já existem 2 instituições de ensino superior. No mundo contemporâneo, as rápidas transformações destinam às universidades o desafio de desenvolver, além das atividades de ensino, pesquisa e extensão, subsídios para a superação das desigualdades sociais. São elas que realizam 90% das pesquisas e das pós-graduações nacionais (PNE 2001). Nesse sentido, o plano que foi aprovado em lei, aponta a necessidade de expandir essas instituições públicas, por sua relevância no ensino superior e para atender à demanda crescente de alunos, principalmente das camadas mais carentes. Com mais de um milhão de habitantes, Goiânia é uma cidade com demandas consideráveis no ensino técnico profissionalizante voltado para atender à diversidade dos setores da indústria, comércio, serviços, negócios, turismo e eventos. Apesar da expansão de matrículas no ensino médio, há ainda uma grande deficiência na oferta de educação profissional de nível técnico. Pela atual lei brasileira ela deixou de ser oferecida como parte integrante do ensino médio, para ser realizada, após a sua conclusão ou concomitantemente a ele, em outras instituições voltadas especificamente para essa área. Como todos os estabelecimentos estaduais de ensino médio deixaram de oferecer a educação profissional, abriu-se uma lacuna muito grande. Atualmente, em

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Goiânia existem apenas três instituições públicas de educação profissional de nível técnico-médio, uma federal, o Centro Federal de Ensino Tecnológico (CEFET), duas estaduais, e uma quarta, oferecida por uma instituição privada em convênio com o estado. Todas as demais são privadas. Existem, na capital, 20 instituições privadas, das quais  pertencem ao Sistema “S”, a saber - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial ( SENAC), que são as principais, por desenvolverem um grande número de cursos profissionalizantes e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT). Registra-se ainda o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Social do Comércio (SESC) que, apesar de sua natureza social, também oferecem alguns cursos. Com relação à educação especial, Goiânia tem adotado o paradigma proposto pelo Ministério da Educação e pelas leis brasileiras, que recomendam o atendimento das pessoas com necessidade educacionais especiais, sejam elas crianças ou adolescentes, em classes do ensino regular, sempre que possível, deixando de segregálas em instituições específicas. No entanto, para aqueles que requerem atendimento ou serviços de apoio especializados, é previsto o atendimento em centros especiais, mantendo-os, preferencialmente, matriculados no ensino regular em outro horário. Somente nos casos em que há um comprometimento maior, as crianças e adolescentes são mantidas nessas instituições. De acordo com os dados do MEC/INEP/SEE apontados no Plano Municipal de Educação, havia, em 2000, 1.11 portadores de necessidades educacionais especiais freqüentando classes comuns do ensino regular em Goiânia. Em 2002, existiam 4.460 alunos matriculados nas escolas regulares, inclusivas, ou especiais. É um número reduzido, pois conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), 10 % da população é portadora de alguma necessidade especial. Considerando a população escolar da educação básica, que engloba cerca de 0.000 alunos, conforme quadro apresentado anteriormente, o município teria .000 estudantes com essa particularidade. Isso indica, segundo o referido plano, que é preciso buscar maiores esclarecimentos sobre essas pessoas. Goiânia conta com uma área rural significativa, com cerca de 60 km², o que representa 48% de seu território, com uma população de .200 habitantes segundo Censo IBGE/ 2000. Essa mesma pesquisa, também considera como rural uma população, que, na verdade, vive em uma zona de intersecção entre o rural e o urbano, o cinturão periférico da cidade, constituindo-se de várias ruralidades, com manutenção de diferentes tradições musicais e religiosas, hábitos alimentares e culturais. A educação na área rural sempre foi promovida pela rede municipal. Até 199, eram 1 escolas, três extintas ainda naquele ano. Em 1998, mais três foram fechadas e três urbanizadas. Atualmente, o município conta com apenas quatro unidades rurais. Essa diminuição deveu-se a uma política do governo federal que previa o transporte de alunos para escolas na zona urbana, atualmente bastante criticada nos meios educacionais, que defendem alternativas de ensino voltadas para as especificidades da população rural.

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Nesse sentido, segundo o Plano Municipal de Educação (PME), existe proposta de um projeto compartilhado com os municípios do entorno, uma vez que os interesses são comuns e há, quanto ao atendimento educacional, certa interdependência entre eles.

2. CENÁRIOS DESEjÁvEIS PARA A EDUCAçãO

É nesse contexto de cidade e de cidadania que as metas e as diretrizes – alicerces do desenvolvimento do projeto estabelecido para Goiânia - devem ser pensadas. A conquista de um novo padrão de desenvolvimento e sustentabilidade é um processo que ocorrerá de forma gradual. Nele os atores dos diferentes segmentos pactuam novos consensos, compatibilizando justiça social, ciência econômica e preservação ambiental. O papel da educação nesse processo é de suma importância. A defesa de uma educação pública, laica, gratuita, de qualidade e democrática é histórica e evolve dois projetos educacionais: um excludente e seletivo e outro solidário e inclusivo. Vários movimentos sugiram para superar o modelo excludente, que torna o Brasil um dos países com os maiores índices de reprovação do mundo. Até recentemente, Goiânia adotava esse padrão. Assim, para compor o cenário desejável para a educação em Goiânia deve-se elevar o nível de escolaridade, um dos elementos essenciais para a qualidade de vida. No que se refere à educação básica, é preciso combater as formas de exclusão, garantindo o acesso e a permanência na escola na idade adequada e permitindo a continuidade dos estudos àqueles que não os concluíram no tempo regular. Para a educação infantil são necessários novos paradigmas. Sua implantação deve ser acompanhada e fiscalizada para que haja o fortalecimento necessário. Dessa forma, haverá a expansão desse ensino com qualidade, progressiva e gradualmente. Paralelamente à universalização do ensino médio, o poder público precisa promover a democratização do ensino superior, permitindo o ingresso de um número maior de estudantes, principalmente pobres, negros e deficientes físicos.

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A cidadania ativa e participativa é feita por pessoas que se mobilizam e se associam em uma relação de cooperação, confiança e respeito às diversidades. Ela é condição básica no trato dos assuntos de interesse público, interferindo e influenciando as decisões.

MAPA DA REDE MUNICIPAL DA EDUCAçãO CURTO PRAzO

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3. DIRETRIzES PARA A EDUCAçãO
Devido à sua relevância, considera-se importante apresentar as metas prioritárias traçadas no Plano Municipal de Educação. São elas: 1. A elevação global do nível de escolaridade da população. 2. A melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. . A redução das desigualdades sociais referentes ao acesso e perma-

4. A democratização da gestão do ensino nos estabelecimentos oficiais, o que implica na participação dos trabalhadores da educação no projeto político-pedagógico da escola e das comunidades escolares e locais em organizações estudantis, conselhos escolares, conselho de gestores e em outras formas de organização da comunidade escolar. O Estatuto da Cidade (lei nº 10.25 de 10 de julho de 2001), prevê que, no processo de elaboração do Plano Diretor e de sua fiscalização, os poderes Legislativo e Executivo municipais garantam a promoção de audiências públicas e debates com a participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade. Considerando que essa prática foi iniciada junto ao processo de elaboração da Agenda 21, cujas diretrizes encontram-se publicadas no documento Agenda 212004 de Goiânia, é imprescindível que se transcreva aqui as diretrizes e respectivas ações, expressas nesse documento.

Educação infantil Diretriz:
Ampliar o atendimento com qualidade à educação infantil Ações: • Reordenar os recursos financeiros para a manutenção, ampliação e melhoria da educação infantil; • Adequar as instituições de educação infantil próprias e incorporadas no sistema municipal de educação, estabelecendo parâmetros mínimos de qualidade a serem formulados intersetorialmente;

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nência, com sucesso, na escola.

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• Assegurar o desenvolvimento de um programa de capacitação e formação específica de educadores para a educação infantil; • Ampliar as ofertas de vagas nas instituições de educação infantil assegurando a melhoria das condições de atendimento e a interdisciplinaridade das ações.

Ensino fundamental da criança e adolescente Diretriz:
Garantir a universalização do atendimento, com qualidade, a todas as crianças e adolescentes no ensino fundamental. Ações: • Atualizar e disponibilizar o cadastro da demanda existente; • Garantir a articulação, integração e colaboração das três esferas – União, Estado e Município; • Desenvolver políticas para a infância e a juventude; • Envolver todos os profissionais da educação, bem como os educandos e as famílias, na construção de um projeto educacional que atenda às suas necessidades; • Compatibilizar as formas de organização da educação básica (ciclos e séries) nas escolas estaduais, municipais e particulares.

Ensino fundamental jovens e adultos Diretriz:
Garantir condições de acesso e continuidade dos estudos, com qualidade, aos adolescentes, jovens e adultos. Ações: • Desenvolver, com o apoio dos empregadores, ações e estratégias para permitir a formação permanente do trabalhador, incluindo a jornada de trabalho compatível com a jornada escolar; • Ampliar o atendimento aos adolescentes, jovens e adultos não alfabetizados, em parceria com a sociedade civil e com a participação de educadores populares, oportunizando seu posterior ingresso no ensino regular; • Desenvolver propostas político-pedagógicas específicas para a educação de jovens e adultos (EJA), na educação fundamental e no

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ensino médio, que considerem as características dos educandos, através de formas de organização, currículo, metodologias e horários compatíveis com sua realidade e compreensão de mundo.

Ensino Médio Diretriz:
Reordenar e expandir o número de vagas no ensino médio.

• Regulamentar o uso dos recursos da educação básica de forma a possibilitar a gradativa ampliação do atendimento ao ensino médio; • Ampliação da rede conforme a demanda existente, assegurando trabalhadores da educação qualificados; • Assegurar a instalação de laboratórios de tecnologia referentes a cada uma das áreas de conhecimento que compõem o currículo do ensino médio, possibilitando inclusive o acesso aos recursos de informática em rede.

Educação profissional Diretriz:
Reconhecer a importância e ampliar a oferta de educação profissional Ações: • Criar Centros de Educação Profissional que atendam a todos os níveis (básico, técnico e tecnológico), ampliando a oferta de cursos que atendam às necessidades da comunidade; • Desenvolver ações integradas entre o Estado, município e a sociedade civil organizada para a implementação de banco de informação profissional, abrangendo cursos e vagas para empregos; • Desenvolver políticas de inclusão para atender os trabalhadores informais.

Valorização dos trabalhadores em educação Diretriz:
Assegurar a formação profissional continuada e a valorização dos trabalhadores em educação

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Ações:

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Ações: • Desenvolver estatutos e planos de carreira adequados; • Incentivar o aprimoramento profissional dos servidores da educação por meio do afastamento remunerado para a realização de pós-graduação, bem como a concessão de ajuda de custo para patrocinar a participação em eventos de relevância; • Fortalecer a atuação de profissionais da educação com a inserção do trabalho interdisciplinar abrangendo áreas como psicopedagogia, psicologia, fonoaudiologia, serviço social e outras.

Gestão democrática Diretriz:
Fortalecimento da gestão democrática e participativa. Ações: • Disseminar e implementar o Plano Municipal de Educação, em conjunto com as representações da sociedade civil e outras esferas do governo; • Implementar e valorizar os conselhos escolares e os grêmios estudantis; • Possibilitar à comunidade a participação no planejamento, controle e fiscalização das verbas destinadas à educação; • Garantir a democratização dos recursos financeiros repassados às instituições educacionais; • Ampliar e consolidar parcerias entre o poder público e a sociedade civil organizada de atividades comunitárias de lazer e esporte, em conjunto com outras secretarias.

Na 2ª Conferência das Cidades, realizada em 2005, foi realizada nova consulta aos diversos segmentos representativos da comunidade, registrando-se uma série de propostas. Muitas coincidem com as já apresentadas e transcritas na Agenda 212004. Outras não puderam ser contempladas por contrariarem a legislação vigente, como o acesso de crianças à iniciação à aprendizagem profissional, vedada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que só a prevê para adolescentes, a partir de 14 anos. A seguir, colocam-se as diretrizes que merecem ser listadas no presente documento e que não apresentam equivalentes nas incluídas na Agenda 21.

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• Oferecer educação básica, assegurando melhor qualidade no atendimento, com funcionamento em espaços físicos adequados e com vagas suficientes à demanda. • Conscientizar e capacitar todas as camadas da população quanto aos direitos humanos, os princípios de cidadania, o patrimônio cultural, as questões de meio ambiente, saúde, orientação e diversidade sexual, em todos os níveis. • Desenvolver políticas públicas que promovam maior eqüidade social, garantindo o acesso aos direitos fundamentais do cidadão, sem assistencialismo.

• Assegurar políticas públicas que promovam a inclusão digital nos estabelecimentos de ensino. • Assegurar que os princípios da solidariedade sejam mais trabalhados nas escolas, levando os educandos a desenvolver um espírito solidário que lhes permita atuar nos processos coletivos de participação social, seja no bairro ou na comunidade maior. • Dar maior enfoque à educação ambiental nas escolas de educação básica, visando obter maior conhecimento e conscientização sobre meio ambiente, abrangendo a conservação, recuperação e preservação dos bens naturais e as possibilidades de desenvolvimento sustentável. • Ampliar os espaços culturais, com garantia de recursos públicos para o seu desenvolvimento, divulgando as ações previstas e respectivas verbas para toda a comunidade, por meio das associações de bairro, para que haja acompanhamento na aplicação. • Criar Centros de Educação Profissional para níveis básico e técnico, ampliando a oferta de cursos que atendam às necessidades da comunidade, nos diversos turnos, criando parcerias com setores industriais e lojistas da cidade. • Promover a inclusão das pessoas portadoras de necessidade especiais na sociedade, assegurando atendimento aos seus direitos específicos conforme garante a Constituição Federal/88 e outras leis específicas, assegurando–lhes acesso aos setores da sociedade economicamente ativa e aos seus processos de produção. • Adequar os edifícios e serviços públicos e privados, equipamentos, instalações e vias públicas às necessidades das pessoas com deficiência, capacitando a população em geral para o atendimento adequado às mesmas.

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• Ampliar as ações integradas de políticas públicas entre os órgãos da área de desenvolvimento social: saúde, educação, assistência social, cultura, esporte e lazer.

ÁREA

PúbLICAS DESTINADAS À EDUCAçãO LONGO PRAzO

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SAúDE 1. CONTExTUALIzAçãO
A população de Goiânia está estimada em 1.201.006 habitantes (2005), conta com 91.150 eleitores (2004) e sua densidade demográfica é de 1.549,86 hab/km² (200). A Região Metropolitana de Goiânia, composta por 1 municípios, abrigava 1.65.26 habitantes, segundo o Censo de 2000. Para 2004, a população prevista era de 1.82.28, como mostra a tabela abaixo.

A maioria desses habitantes exerce pressão sobre a capital quanto à demanda de serviços públicos e trabalho. Calcula-se que 1,% da população dos municípios vizinhos trabalha ou estuda fora de seu local de origem. Isso significa que, de um contingente de 112.49 pessoas, 80,0%, ou seja, mais de 90 mil pessoas dirigem-se à Goiânia. O índice de abastecimento de água do município é de 92% e o indicador de coleta de esgoto sanitário é de 80%. O sistema de coleta de esgotos atende a uma população aproximada de um milhão de habitantes. Esses números situam a cidade entre as primeiras posições no Brasil nesse tipo de atendimento. Visando a descentralização política, técnica e administrativa, a Secretaria Municipal de Saúde, desde 1995, divide o município de Goiânia em nove regiões denominadas distritos sanitários (DS).

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Nos anos de 2002 e 200 houve unificação das bases geográficas da Secretaria de Planejamento, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Saúde para doze regiões. Assim, continua-se trabalhando com nove sedes administrativas de DS, mas com doze regiões, já que dois DS pertencem a duas regiões (Meia Ponte/Mendanha e Sul/Sudeste). Observa-se a maior concentração populacional no Distrito Sanitário Sul/Sudeste (19,66%) e menor no Distrito Sanitário Oeste (6,01%). A população feminina representa 52,% do total e a masculina 4,6%. Quanto à faixa etária, há um predomínio de jovens de até 4 anos (65,5 %). A transição epidemiológica pode ser observada nos gráficos 1 e 2 (IBGE). Percebe-se que há importante mudança no perfil da população: o aumento da faixa de pessoas mais velhas. Esse fato leva à alteração do modelo assistencial por causa da emergência das doenças crônico-degenerativas. A população de 15 a 65 anos demonstra um crescimento sensível, para o qual contribuem o processo migratório e as políticas de saúde que, embora não se apresentem plenamente satisfatórias, têm contribuído para melhorar os indicadores que se traduzem em maior longevidade.

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2. PERFIL DE MORTALIDADE
Em 2004, de acordo com o SIM/SMS, ocorreram 5.99 óbitos de residentes de Goiânia. Do total, 5,89% das pessoas tinham mais de 45 anos, 18,22% entre 15 e 44 anos, 1,15% entre 5 e 14 anos , 0,0% entre 1 e 4 anos e 4,04% menos de 1 ano de idade.

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O perfil de mortalidade dos habitantes de Goiânia mostra um padrão parecido com o de grande parte dos outros países: predominam as mortes ocasionadas por doenças do aparelho circulatório, neoplasias e causas externas. Em 2005, as principais causas de óbitos foram as doenças do aparellho circulatório, em segundo lugar as neoplasias e em terceiro as causas externas. Esses e outros dados podem ser vistos na tabela abaixo.

Em relação às causas externas, os homicídios superaram os acidentes de trânsito. A redução da mortalidade por acidente de transporte vem ocorrendo desde 2004. Isso pode ser indício do efeito das intervenções adotadas por meio do Programa de Redução da Morbimortalidade por Acidente de Trânsito e das ações do Núcleo de Prevenção às Violências e Promoção à Saúde. Ambos foram implantados em 2004 e vêm estabelecendo parcerias importantes, destacando-se a divulgação na mídia e a atuação da Rede de Atenção às Mulheres, Crianças e Adolescentes em Situação de Violência (RAMCA). O aumento da mortalidade por homicídios é preocupante. Trata-se de um fenômeno de causas complexas que não poderiam ser evitadas mediante ações isoladas dos serviços de saúde, necessitando de práticas intersetoriais.

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No ano de 2005, em Goiânia, foram 840 as vítimas fatais por causas externas. O risco de um homem morrer vítima da violência é cerca de 6, vezes maior que o de uma mulher. Essas mortes atingem significativamente os adolescentes e adultos jovens, haja vista que a faixa etária de 15 a 4 anos concentrou 44,6% das vítimas fatais.

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3.

MORTALIDADE INFANTIL

Nos últimos anos observa-se uma tendência de declínio da taxa de mortalidade infantil: 1, em 2000 para 12,6/1.000 NV (nascidos vivos). Isso é resultado do desenvolvimento de ações voltadas para o planejamento familiar, pré-natal, parto e atenção aos recém nascidos, especialmente os de alto risco. Entre as diversas ações desenvolvidas destacam-se: a instituição do Comitê Interno de Redução da Mortalidade Infantil, a criação de referências ambulatoriais para acompanhamento de recém-nascidos de alto risco, salas de estimulação psicomotora distribuídas por todos os distritos sanitários e garantia do surfactante pulmonar exógeno em todas as UTIs neonatais credenciadas ao SUS. Observa-se que, no âmbito da mortalidade infantil, a neonatal corresponde à maior parcela.

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Em 2004, trabalhou-se com essa divisão de DS. Em 2005, o DS Meia Ponte/ Mendanha denominou-se Mendanha e Campinas denominou-se Meia Ponte. Fonte: SIM/SINASC/SMS Observa-se que a mortalidade infantil vem apresentando uma tendência de queda, mas há desigualdades entre os distritos sanitários. As menores taxas estão no Norte, Oeste, Campinas e Leste e as maiores no Nordeste, Sudoeste e Sul/Sudeste. Destaca-se que a maior taxa de mortalidade infantil em 2000 estava no Distrito Sanitário Noroeste e correspondia a 20,8/1.000 NV. Em 2004, caiu para 12,8, provavelmente em decorrência dos cuidados oferecidos pela Maternidade Nascer Cidadão, da Pastoral da Criança, da cobertura do PSF, entre outras.

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4. NASCIDOS vIvOS

Em 2005, registram-se 18.95 NV (nascidos vivos) em Goiânia, 51,1% do sexo masculino e 48,8% do sexo feminino. Dentre eles, 8,% apresentaram baixo peso ao nascer, abaixo da prevalência nacional estimada em 8,5%. Vale lembrar que mesmo em países desenvolvidos, cuja ocorrência de baixo peso é de 6%, as perspectivas de redução desse índice são reduzidas.

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5.MORTALIDADE MATERNA
As causas da mortalidade materna são, na maioria das vezes, evitáveis por ações simples como a melhoria de qualidade da assistência pré-natal, do acesso aos serviços e uma atenção mais acurada ao parto. Durante o ano de 2005, o Comitê de Morte Feminina e Materna de Goiânia recebeu para investigação 495 declarações de óbitos femininos de 10 a 54 anos. Após investigações foram excluídas  delas por pertencerem a outro município, serem referentes a pessoas do sexo masculino ou com idade inferior a 10 ou superior a seja, de 10 a 49 anos. Até o final do mês de março de 2006 foram concluídas 291 investigações (66,2%), cujos resultados serão relatados no relatório geral. Nelas pode-se verificar: causas dos óbitos, distribuição por distritos sanitários, por idade e número. Faltam ser investigados 16 óbitos. Alguns ainda estão nos distritos para pesquisa domiciliar, outros estão em investigação hospitalar e há os que aguardam resultado de necropsia para serem analisados por grupo interdisciplinar. Em suma, dados da pesquisa: 1. Total de declarações de óbitos femininos recebidos: 495. 2. Número de óbitos femininos em idade fértil: 402. . Número de fichas de investigação de óbitos de 10 a 54 anos: 458. 4. Número de óbitos investigados concluídos: 291. 5. Taxa de óbitos investigados: 66.2% (meta pactuada 0%) 54 anos. Nesse universo, destacaram-se 402 óbitos de mulheres em idade fértil, ou

6. MODELO DE ORGANIzAçãO DOS SERvIçOS DE SAúDE
Na prestação dos serviços de assistência à saúde da população, a Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMC), obedece às diretrizes recomendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS): a universalidade, a hierarquização e a descentralização do atendimento. A construção desse modelo vem exigindo a descentralização da rede de serviços. A regionalização do atendimento foi feita com base nas divisões administrativas de Goiânia, determinadas pela Secretaria Municipal de Planejamento. No âmbito da

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SMS, essas regionais são conhecidas como distritos sanitários. Atualmente, 9 deles estão estruturados, mas deverão ser ampliados para 12. A prestação dos serviços de assistência à saúde em Goiânia está organizada conforme a complexidade do atendimento. O sistema conta com unidades de Atenção Básica, Média e de Alta Complexidade. Na rede existem unidades públicas, filantrópicas, privadas conveniadas ao SUS e unidades privadas não conveniadas. A Atenção Básica é a porta de entrada dos serviços. Foi construída a partir das Unidades Básicas de Saúde, nas quais se incluem as Unidades de Atenção Básica à Saúde da Família. Os atendimentos considerados de alta complexidade, os de referência, inclusive externa, são feitos nas unidades convencionadas, como o Hospital de Doenças Tropicais e o Hospital de Urgências de Goiânia, dentre outros, ou nas unidades próprias, parceiras e conveniadas. Cabe ressaltar que Goiânia é reconhecida, nacional e internacionalmente, pelo desenvolvimento alcançados em certas áreas médicas, como a oftalmologia, a cardiologia e a urologia, entre outras, e pela facilidade no encaminhamento. Por essas razões, o município converteu-se em pólo de tratamentos de alto custo, atraindo não só pessoas do interior do estado, mas também das regiões Norte e Nordeste. Dessa forma, Goiânia tem experimentado a conversão de um modelo tradicional - marcado pela centralização do atendimento em ações curativas, por serviços e ações isoladas e por diretrizes sem vínculos com a realidade – em um modelo assistencial descentralizado, interprofissional e integral, centrado no indivíduo, na família e na comunidade.

7. REDE DO SUS EM GOIÂNIA
Segundo sua natureza, os serviços ambulatoriais e hospitalares da rede distribuem-se em públicos, filantrópicos, privados conveniados ao SUS e privados, como demonstra a tabela abaixo.

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Em 2004 foram realizadas cerca de 155.62 internações com o valor total aproximado de R$ 11.12.98,55.

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Destaca-se que os gastos com internações hospitalares destinaram-se, predominantemente, aos pacientes oriundos de outros municípios, como mostra a tabela e o gráfico abaixo:

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Em 2005, conforme o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, Goiânia possuía 6.181 leitos hospitalares, dos quais 66,8% estavam destinados ao SUS e ,22% a outros. Percebe-se o predomínio dos leitos hospitalares clínicos (52,8%) e cirúrgicos (42,6%), com concentração na esfera privada. Segundo a ASPLAN - Relatório Comparativo Anual entre Meta e Produção Realizada, mapas mensais de coletas de dados, dados do PSF, INTRANET e Saúde Bucal – a Secretaria Municipal de Saúde realizou em suas unidades: • Em 1992, 199.104 consultas médicas básicas, 858.2 atendimentos básicos e .100 tratamentos odontológicos completos. • Em 2000, 1.465.02 consultas médicas básicas, 2.969.5 atendimentos básicos e 60.25 tratamentos odontológicos completos. • Em 2004, 1.494.25 consultas médicas básicas, 2.895.882 atendimentos básicos e 46.269 tratamentos odontológicos completos. Em relação à morbidade, merecem destaque: • as doenças infecciosas e parasitárias em crianças, as maiores incidências são de infecções intestinas; • as neoplasias, acima de 50 anos, principalmente as malignas nos órgãos genitais femininos; • as doenças do aparelho circulatório, acima de 50 anos, com predominância das doenças hipertensivas e isquêmicas do coração; • as doenças do aparelho respiratório, sobretudo em crianças, influenza e pneumonia predominantemente.

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• Chamam a atenção as internações por transtornos mentais e comportamentais. As principais causas de internação, porém, foram devidas a doenças do aparelho circulatório, 15,6%. As enfermidades do aparelho respiratório totalizaram 14,9%, gravidez, parto e puerpério, 14,5% e moléstias do aparelho digestivo, 8,4%.

8. SITUAçãO ATUAL
O modelo de atenção à saúde, proposto para o município de Goiânia, baseiase nos seguintes eixos de intervenção: Atenção integral e resolutiva à saúde Vê o paciente dentro de seu contexto, ou seja, como uma pessoa que pertence a uma família e a uma comunidade. A estratégia da saúde da família é uma forma de organização de serviços oferecida a 0% da população do município. Foi escolhida como estruturante do novo modelo de atenção. Existem hoje 119 equipes de saúde da família implantadas no município e 25 equipes de saúde bucal integradas à saúde da família. Atualmente, mesmo as unidades de saúde tradicionais seguem algumas diretrizes da estratégia de saúde da família como a adscrição de clientela, vigilância à saúde, resolutividade e humanização.Como complemento, uma rede de referência e de apoio diagnóstico está sendo implantada na Atenção Básica. A organização da atenção por ciclos de vida é outra forma de garantir que a premissa da integralidade e resolutividade seja garantida, já que a cada fase da vida corresponde um conjunto de ações que devem ser executadas por cada unidade de saúde. Atendimento humanizado O paciente, mais que atendido, deve ser acolhido. A atenção humanizada conta com equipes de acolhimento responsáveis por escutar cada usuário, fazendo a classificação de risco de suas queixas e respondendo de maneira adequada aos seus anseios. vigilância à saúde Desenvolve-se de maneira integrada, articulada e descentralizada, promovendo a vigilância ambiental e de doenças não transmissíveis e transmissíveis, além do monitoramento de agravos como o óbito infantil e materno, dengue, hipertensão, diabetes, internação por causas específicas, dentre outros. Promoção da saúde e intersetorialidade

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As ações e as prioridades se articulam em vários níveis por meio dos conselhos municipais e locais de saúde, intituições privadas, governamentais e do terceiro setor, viabilizando as negociações e os pactos dos recursos e otimizando os projetos. Fortalecimento das instâncias de controle social A participação popular no planejamento, desenvolvimento e avaliação das ações e serviços prestados não é vista apenas como uma obrigação legal, mas como prática fundamental para a construção de uma modelo de atenção democrático, comprometido com a consolidação do SUS e com a qualidade de vida das pesso-

9. AçõES ESTRATéGICAS
As ações de assistência à saúde em Goiânia são desenvolvidas dentro da perspectiva dos ciclos de vida. Focam as necessidades biológicas, emocionais e sociais da pessoa, por meio da assistência, prevenção e promoção da saúde para indivíduos, famílias e comunidade. As equipes são multiprofissionais e as ações interdisciplinares. Procuram enfatizar os principais problemas de saúde da comunidade, além de dar atenção especial aos grupos vulneráveis. Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Saúde procura se articular, intersetorialmente, com as várias políticas públicas, por meio dos seguintes programas e das ações estratégicas: • Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher; • Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança; • Projeto Nascer Cidadão; • Programa de Imunização; • Programa de Saúde do Adolescente; • Programa de Assistência à Saúde do Idoso; • Programa de Combate à Obesidade; • Programa de Controle de Hipertensão Arterial e da Diabetes Mellitus; • Programa de Controle da Tuberculose e da Hanseníase; • Programa de Controle da Dengue; • Programa de Prevenção às DST/AIDS; • Programa de Atenção ao Tabagismo, ao Alcolista e ao Usuário de

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as.

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Drogas; • Programa de Controle de Zoonoses; • Programa de Saúde do Trabalhador; • Programa de Saúde Bucal; • Assistência à Saúde Mental; • Assistência Farmacêutica; • Programa de Atendimento Integral Pós Hospitalar (PAI); • Programa de Qualidade e Humanização do Atendimento; • Estratégia de Saúde da Família; • Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU); • Integração Ensino-Serviço; • Educação Promotora de Saúde; • Prevenção à Violência e Promoção à Saúde.

Cenário desejado
No século 21, para promover os avanços necessários na área da saúde, é imprescindível reorientar o modelo clínico dominante. Centrado na doença, esse padrão deve ser trocado por um modelo assistencial, em consonância com os princípios do SUS, especialmente os da universalidade, assegurando o direito de todos à saúde e à equidade, oferecendo mais aos menos providos de recursos. A municipalização proposta não se restringe apenas a um processo administrativo, mas, sobretudo, avança ao criar e efetivar um modelo assistencial apto a exercer vigilância à saúde. Os distritos sanitários configuram-se como um movimento de democratização da gestão política de saúde do município. O processo de reestruturação da política de saúde em Goiânia coloca como desafio a implementação de mudanças que permitam enfrentar, de forma corajosa e urgente, os problemas observados. Nesse sentido, é imprescindível a implantação do processo de municipalização e descentralização do sistema de saúde, definindo diretrizes que provoquem mudanças radicais no modelo preventivo, assistencial e promocional, ultrapassando o campo das correções técnicas ou administrativas, promovendo alterações nos métodos de trabalho dos serviços de saúde. A expansão da rede própria de saúde deverá ser enfrentada pelos próximos gestores. Além disso, é necessário mudar as unidades instaladas em imóveis locados

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para edifícios próprios, construídos em áreas públicas. Os fatores condicionantes e determinantes da saúde ou da doença são complexos e múltiplos. Por isso, a intersetorialidade passa a ser fundamental como prática de ação política e gestão da saúde. Também vale lembrar que a saúde da população depende da oferta de bens geradores de qualidade de vida como a educação, a renda, o trabalho, a habitação, a segurança, o saneamento, o lazer e outros. Quanto à reforma sanitária, é importante reconhecer que a municipalização da saúde é um dos aspectos que abrem possibilidade de organizar melhor o sistema. Por outro lado, a criação de instâncias administrativas descentralizadas e permeáveis ao constante controle da população não é uma tarefa fácil. Sua implementação exige um processo de mudança cultural que implica em uma contínua alteração das relações de poder dos gestores e da sociedade civil. Para aumentar a expectativa de vida do goianiense, além de medidas que visem a diminuição da mortalidade infantil e materna, são necessárias intervenções que reduzam as mortes por causas externas, principalmente entre os mais jovens. Finalmente, na cidade que desejamos, as políticas de saúde, certamente, devem se pautar pela ampla participação da sociedade e pela maior descentralização possível do seu sistema operacional.

DESENVOLVIMENTO SOCIOCULTURAL

EQUIPAMENTO DA SAúDE

ÁREAS PúbLICAS DESTINADAS À SAúDE

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INCLUSãO SOCIAL 1. INTRODUçãO
O desenvolvimento e a inclusão social configuram-se em desafio e mobilizam todos os segmentos da sociedade em torno de propostas que consigam a inversão do processo de desenvolvimento excludente que o país vem experimentando ao longo da história. Nesse sentido, busca-se não só o equilíbrio social, mas um novo padrão de desenvolvimento que concilie os aspectos econômico, social, político e ambiental. Devido a variados fatores, o acesso aos bens materiais e culturais chega à população de forma diferenciada, provocando situações de maior vulnerabilidade entre alguns grupos específicos, apontados em vários estudos e documentos, como formados por mulheres, afrodescendentes, ciganos, indígenas, crianças, jovens, idosos, gays, lésbicas, bissexuais, travestis (GLBTS) e pessoas com deficiência. O Estatuto da Cidade e outros estudos mostram uma nova concepção de desenvolvimento da cidade, que considera a participação social como forma de inclusão e se apóia nos seguintes indicadores: renda, escolaridade, moradia e integração social. Além disso, busca acesso mais igualitário aos benefícios do desenvolvimento e às políticas de sustentabilidade para os grupos considerados vulneráveis, evitando que os mesmos permaneçam excluídos.

2- MARCO REFERENCIAL
Pode-se dizer que há um processo em curso visando a redefinição de atribuições e competências na área social, que modificará radicalmente o padrão centralizador, característico do formato do sistema de proteção social constituído ao longo dos anos de 1960 e 190. As alterações profundas na natureza das relações intergovernamentais, relacionadas à recuperação das bases federativas do Estado brasileiro ao longo dos anos de 1980, têm modificado as condições sob as quais se vem realizando o processo de transferência de atribuições na área social. Ao longo dos anos 1980, recuperaram-se as bases de Estado Federativo no Brasil. A democratização, particularmente, a retomada de eleições diretas para todos os níveis de governo e a descentralização fiscal da constituição de 1988 alteraram profundamente a natureza das relações intergovernamentais. Em suma, no Brasil pós 1988, a autoridade política de cada nível de governo é soberana e independente das demais. Diferentemente de outros países, os municí-

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pios brasileiros foram declarados entes federativos autônomos. Isso significa que o prefeito é autoridade soberana em sua circunscrição. Nessas condições, a redefinição de competências e atribuições da gestão das políticas sociais tem sido realizada sob as bases institucionais de um Estado Federativo. Em outras palavras, o modo pelo qual os governos locais assumem funções de gestão de políticas é inteiramente distinto daquele sob o qual elas foram assumidas no regime militar. O processo de descentralização das políticas sociais no Brasil só se efetivará na medida em que as administrações locais avaliarem os ganhos a serem obtidos a que os custos com os quais arcariam seriam minimizados pela ação dos demais níveis de governo. Assim, nas atuais condições, a adesão dos governos locais à transferência de atribuições depende diretamente de um cálculo no qual são considerados os custos e benefícios fiscais e políticos e os recursos fiscais e administrativos, com os quais cada administração conta. Desde 199, a assistência social em Goiânia é coordenada pela Fundação Municipal de Desenvolvimento Comunitário (FUNDEC). Ao longo dos anos, os programas e projetos implementados evidenciaram o caráter assistencialista e personalista de muitas ações governamentais, conduzidas em função de interesses políticos, e não com base em um processo de geração de inclusão social no planejamento da cidade. A descontinuidade e o imediatismo sempre foram os maiores problemas desse setor. Além disso, a falta de articulação e integração entre as ações do município, do Estado, da Nação e de instituições da sociedade gera duplicidade e ineficiência. Em 1992 foi aprovado o Plano Diretor Integrado de Goiânia (PDIG), hoje em vigor. Desde então, o município de Goiânia assumiu o gerenciamento dos equipamentos públicos comunitários como creches, centrais comunitárias e estabelecimentos pré-escolares. Isso propiciou garantias especiais para a implementação de novas políticas nesse setor. A partir de 2001, além das garantias do PDIG, a Política de Assistência Social esteve pautada essencialmente nas diretrizes da lei nº 8.42/9 da Assistência Social, nas LOAS, no Estatuto da Criança e do Adolescente (lei nº 8.069/90). Esse modelo coloca em foco a família nos processos de inclusão social, garantindo os direitos das pessoas, consolidando uma política pública sustentada em três eixos fundamentais: a seguridade, a previdência e a saúde. Em Goiânia, desde então, a assistência social, pautada nessa política, implementa uma rede de serviços descentralizados, regionalizados e hierarquizados de atendimento à população em situação de exclusão social. A meta é garantir as condições necessárias à inclusão, considerando a família como referência para a ação.

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partir da diversificação das atribuições de gestão. Pelo menos, deveriam considerar

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3. QUADRO ATUAL
A Fundação Municipal de Desenvolvimento Comunitário (FUNDEC) é responsável pela implementação e execução da política de assistência social no município de Goiânia. A instituição atua na promoção dos direitos de cidadania e do desenvolvimento social, dentro de uma perspectiva de prevenção e superação das desigualdades e da exclusão social. Tem como atribuição ações que levam em consideração três enfoques: as pessoas, as condições em que elas vivem e a família como núcleo de apoio fundamental. Seu público alvo é constituído pelas crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiências. Deve-se ressaltar que as crianças e os adolescentes estão dentro das faixas etárias mais vulneráveis da população. Conta, ainda, com as parcerias de diversas instituições sociais dentre elas, a Sociedade Cidadão 2000 e o Banco do Povo Municipal. A primeira organização é responsável pelo atendimento da criança e do adolescente em situação de rua e de risco. A segunda tem o objetivo de incentivar e apoiar o micro e pequeno empresário. A FUNDEC ainda apóia o trabalho desenvolvido por outras instituições de defesa de direitos, tais como os Conselhos Municipais de Assistência Social, Direitos da Criança e do Adolescente, dos Idosos, de Entorpecente, Tutelar e do Trabalho. O Trabalho da FUNDEC, como instituição de apoio e promoção social, visa atender a um quadro que se apresenta crítico no contexto social da cidade, tendo em vista que em todo seu processo histórico teve como base o assistencialismo. Em suas concepções atuais, a instituição insere, além da assistência à comunidade carente e sua inserção nas políticas públicas, garantidas nas legislações vigentes e especificas de cada segmento social apresentado.

3.1. Crianças e adolescentes
De acordo com dados do Ministério do Trabalho, apenas 5% dos lares brasileiros, com filhos menores de 12 anos, têm mães como chefes de famílias. Desses, 0% são constituídos por pessoas pobres residentes nas cidades. Das famílias que vivem no campo, 12% são chefiadas por mulheres. Essa realidade deixa as famílias com crianças e adolescentes em situação de maior vulnerabilidade, contribuindo para que meninos e meninas abandonem seus lares e passem a buscar nas ruas a satisfação de suas necessidades. A expectativa de complementação de renda e a ausência de um responsável no lar agravam a situação do trabalho infantil e de crianças e jovens em situação de risco nas ruas.

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Das crianças e adolescentes que trabalham nas ruas, 60% têm renda familiar variando entre um e três salários mínimos, 12% vêm de famílias que possuem rendimento inferior a um salário mínimo ou não dispõem de rendimentos. O abano do lar ocorre, principalmente, na faixa de 9 a 12 anos, conforme dados do atendimento SOS criança e adolescente. As razões apontadas relacionam-se a conflitos familiares, alcoolismo, abuso sexual, drogas, dentre outros. O município dispõe de uma rede de atendimento e atenção às mulheres, idosos, crianças e adolescentes em situação de violência, criada em 2000. Atua sob o conceito de uma articulação política entre atores iguais e ou instituição não hierárquica. Fundamenta-se nos seguintes princípios: reconhecimento de que o outro existe e é importante, colaboração, cooperação (compartilhar valores, ação e poderes) e associação (compartilhar objetivos e projetos). As redes, conformadas por laços institucionais, ou também por relação interpessoais, têm um papel importante na elaboração da agenda, ou seja, das prioridades no processo de decisão e na política da ação pública. Integrada por várias instituições governamentais e não governamentais de Goiânia e do estado de Goiás, a rede de atendimento à criança e ao adolescente é composta por 292 instituições, dentre elas destacam-se 16 abrigos, 80 instituições de iniciação esportiva, 44 de educação comunitária, 1 de atendimento aos portadores de necessidades especiais, 24 de computação e 82 de defesa de direitos e atendimento à criança e ao adolescente em situação de violência, como mostra seguinte gráfico de atendimento:

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O atendimento é prestado de maneira regionalizada por meio dos Centros Municipais de Assistência Social, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e das Unidades de Promoção Especial como abrigos, albergues e serviços de proteção integral. Os temas mais trabalhados hoje pela rede são: exploração do trabalho infantil, exploração sexual infanto-juvenil e o fortalecimento da rede quanto à atenção intersetorial, orçamento, controle e fiscalização das políticas sociais e acesso aos bens culturais, tecnológicos e ao esporte e lazer.

Em 2001, foi realizada pesquisa, pela Assessoria Especial para Assuntos da Juventude da Prefeitura de Goiânia, com o propósito de trabalhar a idéia da inserção social da juventude, na perspectiva de buscar o desenvolvimento de suas potencialidades individuais e coletivas. Em primeira instância, esse estudo definiu o perfil da juventude, apresentando os seguintes aspectos: desemprego, violência, droga, criminalidade e outros.

3.2. Mulheres
O segmento “mulheres” apresenta um histórico recente na formulação das políticas públicas e sociais. Apesar de serem preteridas no mercado de trabalho e

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receberem remuneração diferenciada, a questão de gênero mais grave em Goiânia continua sendo a violência doméstica. O problema agrava-se por falta de ações preventivas de apoio familiar e institucional às mulheres agredidas. As dificuldades econômicas para deixar o lar, o preconceito e a vulnerabilidade física e psicológica, dificultam a superação e reduzem a auto-estima das envolvidas. A rede de atenção às mulheres conta com cerca de 40 instituições, composta por núcleos partidários, religiosos, delegacias, núcleos de apoio, de pesquisa e outros. Os temas trabalhados pelo seguimento mulheres permeiam o campo social das experiências e interações, o âmbito psicológico no trabalho da auto-estima e de assistência às vítimas da violência doméstica e as áreas jurídicas no que se refere à responsabilização dos agressores, pensão alimentícia, e questões criminais.

A rede também assiste às mulheres no que se refere ao trabalho e geração de renda, à formação e qualificação profissionais, especialmente daquelas vítimas da violência, e a atenção no período de gestação, no planejamento familiar, e no reconhecimento e prevenção das DST e AIDS, como apresenta o gráfico acima. O objetivo dessa rede é apropriar-se dos espaços de decisão e promover a igualdade de gênero, que significa a superação do estereótipo homem-mulher, por meio de reuniões e palestras educativas e informativas, organização de grupos e promoção da participação política.

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3.3. Raça e etnia
Raça e Etnia são temas de muita importância no contexto da inclusão social. Dizem respeito a pessoas com vulnerabilidade social, pois ao longo da história permitiu-se a violação dos direitos de alguns cidadãos dentre eles os negros, pardos, índios e ciganos. A Região Metropolitana de Goiânia, em 2000, dispunha de uma população de 1.69.516 habitantes, composta da seguinte forma: 5,5% de brancos, 4,% de pretos, 0,% de amarelos, 40,8% de pardos, 0,% de indígenas e 0,8% sem declaração, de acordo com o Censo. Dados do Censo de 1991 apontaram a seguinte composição para a população de Goiânia: 55,2% de brancos, 2,4% de pretos, 0,2% de amarelos, 42,1% de pardos, 0,0% de indígenas e 0,1% sem declaração. A atual desigualdade entre brancos e negros no Brasil não é fruto apenas da escravidão. Os afrodescendentes enfrentam condições de profundas desvantagens sociais se comparados à população branca, gerando, assim, um quadro de desigualdade. Em relação à educação, as diferenças aumentam conforme avança o nível do ensino formal. São 5,4% os brancos que não completam o ensino fundamental, os negros ,%. A diferença aumenta em relação ao nível médio e ao ensino superior. Enquanto 89% dos brancos, entre 18 e 25 anos de idade, não ingressam na Universidade, 98% dos negros, na mesma faixa etária, não têm acesso ao nível de ensino médio. Apesar de serem proibidas a desigualdade salarial e as diferenças na ordenação com base em critério racial, no mercado de trabalho, o rendimento médio dos homens brancos é de 5, salários mínimos, enquanto o dos negros é de 2,5. Em relação às mulheres negras, a disparidade é ainda maior, indício de que os preceitos postos na Constituição Federal não são respeitados. Em Goiânia, o desenvolvimento de ações em relação ao tema se caracteriza pela falta de recursos e pela fragmentação. Com o objetivo de propiciar a igualdade racial, as principais instituições de promoção atuam especialmente na atenção à saúde da mulher negra e na área da educação, defendendo a implantação da lei 106/0, que trata do ensino da história da África para os níveis fundamental e médio, e a promoção das manifestações culturais e religiosas africanas. Existem hoje em Goiânia 1 instituições que atuam na defesa dos direitos humanos e promoção da igualdade racial. Elas recebem apoio dos Governos Municipal, Estadual e Federal, apenas para o desenvolvimento de projetos. Dessas instituições, duas foram instituídas pelo poder público, a Coordenadoria Municipal para Assuntos da Comunidade Negra de Goiânia (CONEGO) e a Superintendência Estadual do Negro.

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O que se verifica, na realidade, é que não há a articulação necessária entre os grupos e a instituição. Essa interação garantiria uma rede de ações - ajuda prioritária da política pública para efetivar e promover o resgate da história e cultura dos afrodescendentes, legitimando a igualdade racial, implementando programas que possibilitem a inclusão social nos diversos aspectos que dão sentido pleno à vida humana. Da mesma forma, a população indígena sobrevive à expansão do modo de vida ocidental. A terra é o espaço indispensável para a continuidade e resistência de suas culturas e identidades. Ações públicas para esse segmento étnico devem ser movendo estudos que demonstrem a sua forma de viver, garantindo a preservação de sua identidade cultural como minoria étnica. permeadas por políticas que incluam seus valores, respeitando seus costumes e pro-

3.4. Orientação Sexual
Outro grupo em situação de vulnerabilidade é o formado pelos gays, lésbicas, bissexuais e travestis (GLBTS), cujo acesso à cidadania esbarra em preconceitos arcaicos. O Relatório Kinsey define que 12% dos indivíduos de uma população possui orientação sexual GLBT. O grupo se concentra em 20 pontos da capital, a Região Central e a Sul são as de maior concentração.

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Isso faz com que o poder público procure estudos sobre essas pessoas, já que não há estatísticas sobre as condições em que elas se encontram, fazendo-se necessária a construção de indicadores de combate à discriminação, à violência e à violação dos seus direitos. Existem várias instituições que desempenham importante papel no processo de organização, difusão de informações, combate à violência homofóbica, perseguição policial e prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS. Os principais temas por elas trabalhados estão nas áreas da educação, incentivando ações de respeito às orientações sexuais e identidade de gênero, e da cultura, promovendo a paz e o respeito à diversidade humana, o combate à homofobia e à violência em relação ao segmento. Esse grupo demanda a instituição de políticas de promoção à cidadania dos GLBTS e o estabelecimento de uma sede para a associação com apoio de profissionais como psicólogos, assistentes sociais e advogados.

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3.5. Idosos
Segundo dados do Censo 2000, em Goiânia vivem 89.062 idosos, ou seja, pessoas acima de 60 anos, 8,6% da população. Esse número vem crescendo ao longo dos anos por causa do aumento da expectativa de vida do goianiense. Existem em Goiânia mais de 69 instituições de atuação e promoção da qualidade de vida do idoso, 4 conveniadas e 26 próprias. Os principais aspectos desenvolvidos por essas instituições são a integração social, trocas de experiências, manifestações culturais, lazer, proteção, saúde, inserção no mercado de trabalho e prioridade de atendimento nas intuições e locais públicos. Percebe-se, pela espacialização demonstrada nos cartogramas abaixo, que as instituições próprias de atendimento ao idoso concentram-se nas regiões Central, Sul, Campinas e uma na Região Noroeste. As instituições conveniadas com o poder público municipal e estadual distribuem-se de forma mais igualitária nas regiões da cidade.

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O Estatuto do Idoso objetiva a promoção da qualidade de vida do idoso e a garantia de seus direitos junto à sociedade. Deve, além disso, possibilitar a criação de instituições para o desenvolvimento de ações sociopolíticas e educativas que estimulem a sua participação social, visem melhor qualidade de vida, contribuam na construção da cidadania e rompam com o preconceito, a solidão e a marginalidade. A rede de atendimento ao idoso envolve as instituições públicas e conveniadas, mantidas com recurso federal. Promovem educação física especializada, palestras educativas, atividades laborais e de qualificação (trabalhos manuais), com 50% da produção revertida em renda para o idoso e 50% destinada para a aquisição da matéria-prima. Além disso, agenciam o encaminhamento do idoso para a rede de saúde pública e outros programas de assistência de cunho social, biológico e psicológico, de prevenção geriátrica e de avaliação clínica e de patologias freqüentes. Apesar de contar com um estatuto aprovado e algumas instituições de atendimento, há muito que fazer em benefício desse segmento, como a construção de espaços adequados para o lazer, a promoção da convivência social e o cumprimento do estatuto.

3.6. Pessoas com deficiência
A atenção à pessoa com deficiência é desenvolvida pela FUNDEC em parceria com uma rede de instituições mantidas com recursos federais.

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A “pessoa com deficiência” é compreendida pelo poder público como indivíduo com necessidades especiais e que se encontra na diversidade, não só aquele com deficiência física, mental e sensorial, como o que dispõe de grandes habilidades como o idoso, o indígena, o jovem em situação de rua e todo aquele que, de uma maneira ou de outra, esteja excluído da sociedade. Em Goiânia, a promoção da inclusão social das pessoas com deficiência leva em consideração os aspectos culturais, educacionais e de capacitação. Além disso, cuida do encaminhamento para o serviço público de saúde, rede complementar de atendimento em reabilitação e para o mercado de trabalho. Esse é mais um dos cretaria Municipal de Educação (SME) e Secretaria Municipal de saúde (SMS). No cartograma abaixo, pode-se observar a distribuição espacial das entidades. programas desenvolvidos pela rede de atendimento coordenado pela FUNDEC, Se-

Essas instituições de atendimento trabalham a assistência social, proporcionando garantia de direitos e dignidade aos deficientes. Na educação é trabalhada a convivência com a diversidade em uma perspectiva pedagógica e de reabilitação. Na saúde, além do atendimento, promovem encaminhamentos a instituições de reabilitação de acordo com a necessidade apresentada. Quanto ao mercado de trabalho, busca-se a qualificação de mão-de-obra e inserção da pessoa com deficiência. A rede de atendimento ao deficiente conta com instituições públicas e privadas que atendem às exigências estabelecidas nas legislações pertinentes.

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3.7. Esporte e lazer
Cerca de 15.096 crianças e adolescentes, na faixa etária de 10 a 24 anos, são atendidos pelas 80 escolinhas de iniciação esportiva que contemplam 6 bairros da cidade de Goiânia. No entanto, existe uma grande carência de programas e projetos direcionados aos adolescentes que, hoje, são cerca de 214.812.

Goiânia conta com 04 estádios de futebol, 6 clubes sociais esportivos, 25 ginásios de esportes, 04 praças de esportes do estado, 2 pistas de caminhadas, 05 agremiações esportivas, 01 autódromo, 01 pista de atletismo, 01 hipódromo e 80 escolinhas de iniciação esportiva, instalados em 6 bairros. A administração de Goiânia investe no esporte e no lazer como práticas fundamentais para o desenvolvimento humano e social, contribuindo para a construção da cidadania e da auto-estima e concorrendo para a qualidade de vida nas comunidades. As ações passam pela integração das atividades dos órgãos municipais de cultura, esporte, lazer, trânsito e outros. A Secretaria de Esporte e Lazer se incumbe de desenvolver programas de iniciação esportiva e trabalha pela socialização de crianças e adolescentes de bairros excluídos do acesso ao esporte e ao lazer. Envolve profissionais distribuídos em 6 bairros da cidade, atendendo alunos com idades entre  e 16 anos, oferecendo 1 modalidades esportivas. Desenvolve, também, projetos voltados ao lazer participativo. Realiza atividades recreativas e artísticas nas escolas, durante finais de semana, com participação da comunidade local. Conta, ainda, com o Projeto Brincalhão, que atende várias entidades comunitárias, igrejas e eventos de recreação. Toda essa programação, recursos humanos, estrutura física e recursos financeiros são insuficientes para alcançar os objetivos propostos pela secretaria e para atender às demandas da população. Abaixo, apresenta-se a espacialização das escolinhas de iniciação esportiva.

EQUIPAMENTO ESPORTES URbANOS

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3.8. Religião
O papel das instituições religiosas é relevante na vida cotidiana das cidades, pois elas cuidam do desenvolvimento moral e das condutas sociais. São essas instituições, por estarem mais próximas do cidadão, que muitas vezes substituem o Estado na promoção das necessidades básicas, que vão desde o fornecimento de cesta básica até o atendimento em abrigos, creches etc. Hoje, Goiânia conta com 200 casas espíritas,  igrejas evangélicas e 9 igrejas católicas. Essas instituições têm desenvolvido trabalhos relativos à participação e inclusão social. Acolhem todos os que as procuram, permitindo, ainda, que aqueles que se sentem excluídos das relações sociais mais complexas, iniciem ali o seu processo de participação social e inclusão. Segundo levantamento do Guia Prático do Orçamento Participativo de 200, as instituições religiosas se distribuem conforme os cartogramas abaixo.

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Estratégia da inclusão social
Garantir os direitos conquistados em legislações específicas para os grupos de maior vulnerabilidade social, visando a inserção do cidadão excluído na dinâmica da sociedade organizada.

Cenário desejável
A cidade desejável dispõe da capacidade necessária para incluir o cidadão na dinâmica social, econômica, do conhecimento e do capital social. Uma cidade que possibilita aos seus cidadãos a apropriação das riquezas socialmente produzidas, que promove uma sociedade mais produtiva em função de relações mais saudáveis, fundamentadas no respeito à diversidade.

Diretrizes
1. Garantir os direitos e a proteção integral da criança e do adolescente, possibilitando o acesso às políticas de inclusão social que visem garantir o mínimo necessários ao padrão básico de vida.

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2. Focalizar a assistência social na família, com o objetivo de torná-la eixo pragmático das ações, para que as crianças, adolescentes e jovens possam desenvolver as condições para o pleno exercício da cidadania. . Garantir os direitos e a proteção da mulher em situação de risco social e pessoal, a assistência e a inclusão sociais. 4. Conscientizar a sociedade, por meio da divulgação, sobre as reivindicações dos grupos com vulnerabilidade social.

específicas buscando a inclusão social. 6. Estabelecer ações públicas específicas de atendimento à melhor idade, às pessoas com necessidades especiais e dependência química. . Dotar o espaço urbano dos equipamentos necessários para que as pessoas com necessidades especiais possam exercer as funções inerentes à sua condição. 8. Ampliar, reorientar e potencializar a instalação dos equipamentos direcionados à pratica do esporte e do lazer, promovendo a população socialmente excluída e garantindo as áreas identificadas como de fragilidade social no mapa de inclusão e exclusão social de Goiânia.

MORADIA 1. MARCOS REFERENCIAIS
As diretrizes do Plano Diretor de 1992 indicavam a necessidade da democratização do acesso à terra, principalmente, a destinada às famílias de baixa renda. Isso implicou na implementação das Zonas Especiais de Interesse Social e na lei 222, que instituiu o parcelamento prioritário. No período de 1990 a 2002 foram produzidos 66.62 (100%) novos lotes dos quais .009 (55,54%) como Parcelamento Prioritário, .62 (11,650%) como Zona Especial de Interesse Social e 1.02 (1,609%) como Conjunto Habitacional

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5. Promover a igualdade racial e étnica, por meio de ações públicas

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de Natureza Social. Observamos que de 1990 a 2004 ofereceram-se 85.514 novos lotes. Nesse universo, o programa Goiânia Viva se destaca, embora, em sua implementação, as ações e espaços destinados a emprego e renda tenham dado lugar a lotes, estendendo ao máximo o seu número. Tal procedimento deveu-se à implementação desse loteamento junto à malha urbana consolidada, servido-o de toda a infra-estrutura. As famílias beneficiadas foram, na sua maioria, oriundas de áreas de risco. No intuito de mostrar a grande fragilidade do município no campo habitacional, vale lembrar a recente ocupação e desocupação de parte do loteamento Parque Oeste Industrial, aprovado na década de 1950. Pertencente a uma única família, a área, com mais de um milhão de metros quadrados, configurava-se como um grande vazio urbano.

2. QUADRO ATUAL
O baixo poder aquisitivo de grande parte da população, o custo dos materiais de construção e as dificuldades para obtenção de financiamento são fatores que afetam a produção de moradias, sejam elas construídas individualmente ou sob a forma de cooperativas e programas habitacionais oficiais. Goiânia, como as outras capitais brasileiras, sofre os problemas gerados pelo crescimento desordenado, migração e exclusão social. As famílias de menor renda são as que mais padecem, pois procuram para suas habitações os terrenos mais baratos em áreas afastadas, sem infra-estrutura e com dificuldade de transporte coletivo. Os vazios urbanos originados pela dispersão dos loteamentos constituem-se em um problema a mais para a gestão. Próximos às áreas centrais capitalizam os benefícios urbanos elevando seus custos e levam o poder publico a adquirir áreas distantes para assentar a população carente, na tentativa de solucionar o problema habitacional da população. Com a extinção do Banco Nacional de Habitação, a maioria dos municípios brasileiros ficou órfã de políticas habitacionais mais consistentes. Apesar dos esforços, Goiânia tem conseguido fazer apenas um planejamento corretivo nas habitações localizadas em áreas de risco. Os números levantados sobre o déficit habitacional em Goiânia, demonstram que o problema tem se agravado nos últimos 15 anos, comprometendo a qualidade das habitações e sobrecarregando a infra-estrutura dos serviços públicos e equipamentos comunitários.

LOTES vAGOS

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Os programas habitacionais desenvolvidos pelas gestões públicas tornam-se insuficientes na medida em que a população cresce. Esse crescimento ocorre em função dos grandes deslocamentos de pessoas para as cidades. As famílias migram para Goiânia em busca de emprego, educação e assistência médica. Em conseqüência, a habitação passa a se transformar em um dos principais problemas urbanos. A estimativa de déficit habitacional em Goiânia é de 0.000 habitações em 2000, de acordo com a Fundação João Pinheiro, ou 58.000 em 2005, segundo a Companhia Municipal de Obras e Habitação do Município de Goiânia (COMOB). A fragilidade desses dados tem dificultado a elaboração, por parte do poder público local, de uma política habitacional que atenda não só à demanda emergente como também ao percentual de quase 0% de famílias com renda de até três salários mínimos, que não possuem domicilio próprio.

Segundo a COMOB, do déficit total de 58.000 moradias, aproximadamente .000 mil encontram-se localizadas em áreas de risco. Deve-se observar que, com a implementação dos programas municipais no período de 2002 a 2005, foram removidas dessas áreas aproximadamente 1.500 famílias.

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Estudos têm apontado a necessidade de uma real definição do papel do município em relação à questão habitacional, uma vez que mais de 15% do território municipal é ocupado por 18 áreas de posse e 80 loteamentos irregulares, a maioria (90%) consolidada há mais de 10 anos. É imprescindível o empenho da gestão para que a política habitacional, a ser definida, não se restrinja apenas às regularizações, mas também à elaboração de projetos habitacionais destinados à remoção das famílias ocupantes das áreas de risco e áreas públicas. Para as novas propostas, vale lembrar que quase toda a infraestrutura está implantada junto à malha urbana consolidada, onde se localizam os principais serviços públicos e os grandes eixos viários. Da mesma forma, deve ser dada atenção aos projetos de parcelamento para a baixa renda e recuperação da qualidade das moradias, atendendo ao maior numero de famílias, aplicando os recursos eqüitativamente. A Zona Habitacional de Interesse Social (ZEIS) já comporta infra-estrutura, permitindo o adensamento de famílias de baixa renda. Como alternativa para minimizar o problema da habitação, é uma proposta viável tanto para o poder publico quanto para a iniciativa privada. O quadro atual revela que as respostas aos problemas identificados - como a inadequação das habitações, sua localização em fundos de vales e falta de saneamento - são tímidas por causa da escassez de recursos.

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A política municipal revela que suas práticas representariam os princípios gerais do Programa Habita Brasil/BID, que têm como base as ações corretivas de requalificação de moradias, reassentamento e desadensamento de aglomerações subnormais. Porém, ao longo da última gestão, houve poucas ações corretivas e linhas de ações direcionadas às intervenções e aos processos de legalização dos assentamentos, nos quais se incluem loteamentos clandestinos e irregulares. As ações preventivas, feitas em parceria com o Sindicato dos Corretores de Imóveis, resultaram no controle efetivo dos loteamentos clandestinos, com sanções praticadas pelo próprio sindicato, coibindo as práticas ilegais de alguns membros. A oferta de projetos populares de moradia e a planta popular disponibilizada na internet são instrumentos de ações corretivas e preventivas usados pela administração. Além disso, no período de 1992 a 2006, as ações de natureza habitacional, gerenciadas pelo município, resultaram na implantação do Residencial Goiânia Viva, aprovado com recursos do Tesouro Municipal, atendendo a 2.92 famílias que moravam em áreas de risco. O projeto foi construído por etapas com recursos externos e sua autocontinuidade foi possibilitada pelo regime de mutirão. Constituiu-se de habitações de baixo custo para funcionários públicos e para famílias oriundas de áreas de risco. Houve parceria com Governo do Estado na construção de casas embriões com sala, cozinha e banheiro e também doação de kit’s para construção de casas com 26,00 m² para desabrigados das enchentes nas posses urbanas. Em 1996, com recursos da Caixa Econômica Federal, o Pró Moradia, atendeu a 1.25 famílias, recuperando ambientalmente e reurbanizando áreas degradadas e de posse, construindo moradias e promovendo melhoria habitacional. No período de 199 a 2002, gerenciados e supervisionados pelos agentes financeiros, os programas desenvolvidos com a coordenação da Companhia Municipal de Obras e Habitação do Município de Goiânia (COMOB) destinaram-se à implantação de projetos de urbanização, melhoria da habitabilidade, construção de apartamentos e execução de obras de infra-estrutura, incluindo pavimentação asfáltica. Muitas famílias foram beneficiadas. O Programa de Habitação do Governo do Estado denominado Moradia Nova foi implantado pela Agência Goiana de Habitação (AGEHAB) por meio do Cheque Moradia, instrumento viabilizador da política de habitação. Atende à capital, aos municípios da região metropolitana e aos demais municípios do interior do estado. Seu objetivo é reduzir o déficit habitacional existente no estado de Goiás com a construção de novas moradias, reformas e melhorias das casas já existentes. Para

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promover a qualidade de vida da população busca assentar as famílias em seus municípios, compatibilizar trabalho e moradia, sem o deslocamento para a capital, dotar os futuros loteamentos e conjuntos habitacionais de urbanização com lotes mínimos de 200,00 m², que permitam a ampliação da moradia, destinar áreas públicas e institucionais à instalação de equipamentos comunitários, praças, áreas verdes e de preservação ambiental, minimizar o impacto dos custos sociais sobre o poder público e evitar o inchaço da capital com uma população carente de moradia, emprego e benefícios sociais. Em Goiânia, estão sendo viabilizados os seguintes loteamentos e conjuntos hamoradias e Conjunto Vera Cruz, com 4.20 apartamentos. Existem outros em fase de estudos. Para viabilizar financiamentos, o Governo do Estado realiza parcerias com o Governo Federal, utilizando os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), operados pela Caixa, além de outros oriundos do Tesouro, por meio das secretarias e concessionárias. Dentre eles destacam-se o Crédito Solidário e a Medida 460, do Ministério das Cidades. A faixa de renda das famílias cadastradas pela AGEHAB está entre zero e 12 salários mínimos, as que estão situadas na faixa de renda de até três salários mínimos são beneficiadas com recursos do Tesouro Estadual por meio do Cheque Moradia. Para ser enquadrada, cada família precisa atender às seguintes exigências: • Ter renda mensal de, no máximo, três salários mínimos. • Residir no município antes de 1/12/2000. • Não possuir outro imóvel. • Ser família constituída, com pelo menos um dependente. • Não ter sido beneficiada com doação de moradia em outro programa estadual, municipal ou federal. • Ser chefiada por maior de 18 anos ou emancipado. • Fornecer a mão-de-obra necessária até o final da construção. Hoje, a política municipal de habitação, independentemente das ações efetivadas e ainda em implantação, não enfrenta o problema de forma preventiva, pois não há o controle efetivo dos assentamentos subnormais, contenção de novos assentamentos e delimitação das áreas de intervenção por meio de normas urbanísticas específicas. Além disso, no sentido de disponibilizar terra para as habitações, faltam parcerias adequadas que visem agilizar os processos legais.

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bitacionais: Real Conquista, com 2.500 novas moradias; João Paulo II, com 822 novas

ÁREAS IRREGUARES

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Goiânia e o entorno de Brasília apresentam os mais altos índices estaduais de déficit habitacional básico, relativo e absoluto. A mudança de pessoas do campo para cidade representa cerca de 0% da migração estadual e a tendência é de que ela aumente ainda mais. O perfil do imigrante é, sobretudo, de pessoas de baixa renda. Existe uma grande carência de terra urbana para as populações com pouco poder aquisitivo, portanto faz-se necessária a identificação e disponibilização de áreas públicas para construção de habitação de interesse social e promoção de políticas de ocupação dos lotes e áreas vazias. Assim, deve-se dar ênfase à habitação no âmbito do Plano Diretor, definindo como diretriz uma legislação que reverta os padrões do parcelamento para fins sociais e promovam uma visão ampliada da moradia como elemento básico da sustentabilidade e da dignidade humana.

Cenário desejável
Na cidade desejável, não há carência de moradia, abrigo fundamental da vida em família, lugar e ponto de partida no mundo. O desafio da política habitacional é gerar recursos não onerosos para combater o déficit habitacional da população de baixa renda, excluída da maior parte dos recursos atualmente disponíveis, provenientes de fontes onerosas. No cenário desejável deve-se concretizar a universalidade de acesso à moradia, incentivando a geração de emprego e renda, a urbanização, regularização e inserção dos assentamentos na cidade; democratizar o acesso à terra, melhorar a qualidade da produção habitacional e fortalecer o papel da administração municipal na gestão da política habitacional e na regulação dos agentes privados. Dessa forma, a política habitacional obriga-se, por meio da inclusão social, a abrigar os grupos socialmente vulneráveis, como parte de um processo de reconhecimento e valorização do cidadão.

Estratégias
1. Implementar uma política habitacional para populações de baixa e média rendas, com incentivos e estímulos à produção de habitação. 2. Objetivo: Implementar ações, projetos e procedimentos que culminem na produção da habitação de interesse social, viabilizando o acesso dos setores sociais de baixa renda ao solo urbano legalizado, adequadamente localizado. Deve-se considerar, entre outros aspectos, a compatibilização com o meio ambiente, sobretudo evi-

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tando-se as áreas de risco, a localização em espaços estruturados da cidade, em especial os locais com oferta de trabalho e dotados de serviços essenciais. . Aplicar os instrumentos redistributivos da renda urbana e do solo da cidade, instituídos pela lei nº 10.25/01. 4. Objetivo: Viabilizar mais oportunidades de produção de moradia, por meio da aplicação dos instrumentos: transferência do direito de construir, direito de preempção, desapropriação, edificação e parcelamento compulsórios, operação urbana, dentre outros. 5. Promoção da regularização fundiária, urbanização específica dos assentamentos irregulares e integração à malha urbana das populações de baixa renda. Objetivo: Promover a regularização fundiária da propriedade urbana em situação de irregularidade.

Diretrizes
1. Implementar uma política habitacional que contemple um plano municipal de habitação com programas de gerenciamento, correção, normatização, prevenção e provisão. Deve ser capaz de integrar a política habitacional à política urbana, os órgãos municipais que trabalham com habitação e os programas habitacionais do município aos programas estaduais e federais. 2. Priorizar a implementação de programas habitacionais junto à malha urbana consolidada. . Implementar Zonas Especiais de Interesse Social localizadas junto aos grandes eixos. 4. Identificar permanentemente as demandas e necessidades habitacionais. 5. Gerar mecanismos de viabilização financeira e mobilização de recursos. 6. Capacitar e apoiar o desenvolvimento institucional municipal. . Mobilizar agentes e fomentar parcerias. 8. Promover o controle público da ocupação habitacional do solo. 9. Estimular a produção habitacional com qualidade e produtividade. 10.Urbanizar e regularizar assentamentos precários. 11.Promover melhorias habitacionais. 12.Providenciar terra urbana e infra-estrutura. 1.Estimular a gestão participativa.

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CULTURA
Introdução
Os programas, planos e projetos sistematizam a ação do município. No intuito de alcançar o desenvolvimento, devem promover, difundir, democratizar e respeitar o patrimônio cultural em sua diversidade e oferecer oportunidades para a formação e a qualificação de gestores especializados na área. Em Goiânia há intensa atividade cultural em todas as áreas. Seus músicos, poetas e escritores, bailarinos, artistas plásticos, cineastas e arquitetos têm seu talento reconhecido. Diante de seu contínuo crescimento sociocultural, a cidade se tornou pólo da região metropolitana, constituída de treze municípios, e da região de desenvolvimento integrado de Goiânia, formada por dezesseis. Sua política, hoje, é voltada à descentralização, à constituição de equipamentos que visem a criação, produção, expansão, difusão, divulgação e formação de gestores conscientes e capazes de reverter o quadro atual, diagnosticando os problemas e viabilizando soluções e ações culturais para a comunidade. Para que Goiânia continue sendo pólo cultural deve, a cada dia, buscar melhores soluções e propostas para dispor de equipamentos viáveis à produção cultural, atendendo às especificidades de cada uma das suas regiões.

Atividades culturais do município
São múltiplas as manifestações populares, mas os métodos utilizados para documentá-las e catalogá-las são ainda muito primários. O folclore goianiense trás consigo a mesma formação do brasileiro, enraizando em nosso município a catira, a folia de reis, a congada, a quadrilha, a fiação e a tecelagem, manifestações que se caracterizam pela formação de grupos que se apresentam em festas e comemorações populares.

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GRUPOS CULTURAIS

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A cozinha típica é composta por pratos regionais como o arroz com pequi, arroz com guariroba, empadão goiano, pamonha, galinhada, peixe na telha e carne com quiabo. As influências baianas e mineiras remontam ao período colonial português e legaram aos goianienses as broas, os biscoitos fritos, o pão e o biscoito de queijo, o bolo de arroz e o cuscuz. Enriquecendo as iguarias do cerrado, foram introduzidas no cardápio as castanhas típicas de baru e jatobá na fabricação de pães. As regiões Central e Sul são as mais favorecidas na produção artística e cultural. Nela estão localizados 100% dos teatros, bibliotecas, museus, 90% dos cinemas e 80% das galerias e centros culturais, além de outros equipamentos dos diversos senístico, como o conjunto art déco no centro histórico. Há movimentos e programas que visam a descentralização cultural, mas não atendem à demanda. Atualmente conta-se com grande incentivo para a valorização e preservação patrimonial, com investimentos consolidados. Além disso, busca-se apoio do empresariado e reconhecimento e participação da comunidade. Novas instituições culturais estão sendo criadas a cada ano e as produções se multiplicando gradativamente. A maioria das instituições existentes contam com administrações privadas ou estaduais, o município dispõe de um percentual mínimo, com pouca infra-estrutura. É interessante observar que a gestão estadual investiu nos maiores e mais bem aparelhados equipamentos culturais do município. Em Goiânia a produção e os equipamentos culturais que atendem aos diversos segmentos artísticos são: • casas de cultura e centros culturais; • orquestras, coros, bandas de música e dança; • bibliotecas e museus; • imprensa (jornais e revistas), emissoras de rádio e televisão; • teatros, cinemas, galerias de arte; • feiras de artes, artesanato e feiras livres; • clubes sociais e esportivos, centros de esporte e lazer; • parques e planetário; • shoppings centers; • produtoras de Áudio Visual (cinema e vídeo); • instituições culturais. tores e espaços alternativos. Abrigam um conceituado acervo arquitetônico e urba-

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DISTRIbUIçãO DOS EQUIPAMENTOS DE CULTURA

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É importante ressaltar a existência de inúmeros estúdios de gravação, ateliers, gráficas e editoras, agências de publicidade etc. A Região Metropolitana de Goiânia, conforme art. 1 da L.C. nº 2 de 0/12/99, dispõe de 19 conselhos municipais que contemplam diversas áreas. Apenas três deles são dedicados à cultura e se localizam nos municípios de Bela Vista de Goiás, Trindade e Goiânia. Criado pela lei nº 6.5 de 05/12/85, o Conselho Municipal de Cultura de Goiânia é uma organização ativa, voltada para a análise de programas, projetos e ações da Secretaria Municipal de Cultura e projetos públicos que chegam a ela via lei de incentivo. Destaca-se dentre os 5 conselhos municipais existentes em Goiânia (21 ativos e 14 inativos). Percebe-se que há uma política deficitária que centraliza as ações culturais, resultando em uma gestão pouco abrangente, impossibilitando o atendimento às diversidades e especificidades de cada região. Essa prática estende-se a outras formações e entidades comunitárias, como conselhos, fundações, associações, ordens, sociedades, centros culturais e outras.Trata-se de um quadro alarmante para uma população produtiva e em crescimento e um mercado cultural promissor.

Patrimônio histórico
São 89 os monumentos catalogados pelo Centro de Memória e Referência de Goiânia, unidade da Divisão do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura. Existem 52 bens preservados, tombados ou não. Pelo estado são tombados 25, pelo município 18,  são, ao mesmo tempo, preservados pelo município e tombados pelo estado e 6 são preservados pelo município. Dentre esses bens, 4 são edifícios e traçados urbanísticos dos setores Central e Campinas (núcleos pioneiros); duas fachadas de igrejas; oito áreas verdes (Lago das Rosas, Bosque dos Buritis, Parque Zoológico, Centro de Treinamento Parque Anhanguera e Automóvel Clube de Goiás); seis monumentos construídos (obeliscos, relógio, cruzeiro, estátua de Bartolomeu Bueno, Monumento às Três Raças e túmulo do fundador da cidade), duas praças (Praça Cívica e Praça do Trabalhador), duas fontes e um cemitério. Somam 42 os bens de propriedade pública, 2 municipais, 1 estaduais e 6 federais. Onze são de propriedade particular, dos quais seis são relógios. As autorizações para preservação são, em sua maioria, tombamentos, todos aprovados na forma de lei, decreto ou despacho. A maioria deles enfrenta proble-

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mas por falta de notificação ao proprietário, inscrição nos Livros de Tombo, registro no respectivo cartório de imóveis, cadastro e ficha de identificação. O estilo art déco foi fonte de inspiração para os primeiros edifícios da nova capital de Goiás. Nessa linguagem artística, o acervo arquitetônico de Goiânia, construído nas décadas de 190, 1940 e início de 1950, é considerado um dos mais significativos do país. Seu tombamento foi feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) por meio da Portaria 50, em 18 de novembro de 200. Fazem parte do conjunto déco 22 prédios e monumentos públicos, o centro original e o núcleo pioneiro de Campinas, cidade vizinha preexistente, hoje incorporada à Goiânia e espacilizados no mapa abaixo os monumentos tombados na cidade.: • - coreto da Praça Cívica; • - fontes luminosas; • - fórum e Tribunal de Justiça; • - residência de Pedro Ludovico Teixeira; • - edifício do antigo Departamento Estadual de Informação; • - obeliscos com luminárias; • - Palácio das Esmeraldas; • - edifício da antiga Delegacia Fiscal; • - edifício da antiga Chefatura de Polícia; • - edifício da antiga Secretaria Geral; • - torre do relógio; • - edifício do Tribunal Regional Eleitoral; • - edifício do Colégio Estadual Lyceu de Goiânia; • - edifício do Grande Hotel; • - edifício do Teatro Goiânia; • - edifício da antiga Escola Técnica de Goiânia; • - edifício da antiga Estação Ferroviária; • - mureta e trampolim do Lago das Rosas; • - edifício do antigo Palace Hotel; • - edifício da antiga Subprefeitura e Fórum de Campinas; • - traçado viário dos núcleos urbanos pioneiros.

MONUMENTOS hISTóRICOS

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Aspectos socioeconômicos voltados para as atividades culturais
Como dito anteriormente, nas regiões Central e Sul da cidade, concentram-se o melhor e maior número de equipamentos e produções artísticas e culturais, de pequeno, médio e grande portes. O mercado formal das atividades culturais é constituído por orquestras, bandas de músicas, corais, grupos regionais de choro, estúdios de gravação, corpo de baile, conjuntos de dança, grupos de teatro, galerias ateliês e similares e um mercado informal com casas noturnas, shows, bailes, exposições, feiras de arte e artesanato, circo etc., como pode ser observado no quadro a seguir.

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Abaixo, informativo sobre as instituições culturais do município:

Há, aproximadamente, 58 equipamentos estatais de pequeno, médio e grande portes. Eles estão concentrados, principalmente, nas regiões Central e Sul, tornando-as pólos de eventos e produções culturais. Paralelamente, percebe-se a consolidação de uma mentalidade de reconhecimento, respeito e valorização dos bens culturais e do potencial artístico e intelectual do goianiense. Os investimentos no setor cultural tornam-se cada vez mais palpáveis. Mesmo distantes do ideal, são hoje viabilizados pelas leis de incentivo fiscal, como, no âmbito federal, a Lei Rouanet, que permite abatimentos no Imposto de Renda, Lei Estadual, com descontos no ICMS e a Lei Municipal, com reduções no ISSQN e IPTU. Essa política vem ampliando as possibilidades dos artistas, produtores e gestores na realização de projetos culturais, em todas as áreas e segmentos artísticos. Serão apresentados somente os investimentos da Lei de Incentivo à Cultura do Município, uma vez que um levantamento sobre as demais, demandaria uma pesquisa específica, minuciosa e aprofundada no cenário nacional e regional. O tabela a seguir vislumbra a consolidação da produção artística cultural em um cenário produtivo, inovador e promissor. No período de 2001 a 2005, observou-se o crescimento do número de projetos inscritos e captados e do orçamento destinado à Lei de Incentivo Fiscal para projetos culturais em todas as áreas e segmentos, a saber: artes cênicas, música, dança, cinema e vídeo, literatura, artes plásticas, restauração, audiovisual, cultura popular, rádio, fotografia, muselogia, arquivologia, biblioteconomia etc.

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Abaixo, apresentam-se gráficos do orçamento municipal destinado ao setor cultural no período de 2001 a 2005.

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Em 2005, primeiro ano da atual gestão, a Secretaria de Cultura, por administração direta, ocupou o 1º lugar na formação das despesas do orçamento do município, na administração indireta, por meio da Fundação Orquestra Sinfônica de Goiânia, o 25º lugar. A Administração Especial só veio a existir com o Fundo de Apoio à Cultura, como demonstra o gráfico acima, a partir do ano de 2004. Em seguida, apresentam-se gráficos correspondentes à previsão do Plano Plurianual (PPA) das despesas de 2006 a 2009. Pelos dados apresentados, percebe-se a progressão dos saldos destinados à cultura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, órgão maior da gestão cultural do município de Goiânia.

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A Prefeitura Municipal de Goiânia, por meio do Sistema Plano Plurianual (SIPPA), estima a receita e prevê a despesa do município de Goiânia para o exercício financeiro do período de 2006 a 2009. O orçamento geral do município, composto pelas receitas e despesas dos órgãos da administração direta, entidades autárquicas, fundacionais e fundos especiais, estima a receita em R$ 1.84.290.000,00 (um bilhão, oitocentos e trinta e quatro milhões, duzentos e noventa mil reais) e prevê a despesa em igual importância. Essa soma é proveniente da arrecadação de tributos, rendas e outras fontes correntes e de capital, na forma da legislação vigente, como demonstrado na receita aprovada para o ano de 2006, por meio da lei 8.85, de 28 de dezembro de 2005. A Secretaria de Cultura, por meio de administração direta, passará a ocupar o 15º lugar na formação da despesa do orçamento do município, com o valor de R$ 11.012.000,00 (onze milhões e duzentos mil reais) e na administração indireta pela Fundação Orquestra Sinfônica de Goiânia, o 18º lugar, com o valor de R$ 1.884.000,00 (um milhão oitocentos e oitenta e quatro mil reais). Via Fundo Especial, por intermédio do Fundo de Apoio à Cultura aparecerá em 6º lugar com o valor de R$ 1.966.000,00 (um milhão, novecentos e sessenta e seis mil reais), e a Fundação Museu de Ornitologia preencherá o 1º lugar R$ 195.000,00 (cento e noventa e cinco mil reais).

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O tabela a seguir apresenta o percentual destinado ao setor cultural no período de 2001 a 2009.

Fonte: Departamento de Programação e Orçamento - SEPLAM/2006

Observa-se, na tabela acima, uma perda média de 2% no valor do orçamento executado em relação ao estimado e destinado à cultura, via administração direta (Secretaria Municipal de Cultura), especial (Fundo de Apoio á Cultura) e indireta (Fundação Museu de Ornitologia de Goiânia e Fundação Orquestra Sinfônica de Goiânia). Somente uma análise mais aprofundada poderia oferecer o diagnóstico detalhado das causas e conseqüências das perdas e dos ganhos no orçamento destinado à cultura. Mas, nota-se, a princípio, que é necessário garantir ao setor um percentual mínimo da verba disponível, evitando oscilações que possam enfraquecer ainda mais a infra-estrutura disponível.

Gestões culturais do município e entidades de apoio
Não se pode deixar de apresentar os desafios da gestão cultural de hoje. Ela luta para respeitar e atender às diversidades, busca os caminhos para a descentralização, programas de inserção social, valorização e preservação do patrimônio cultural, criação de equipamentos e, ainda, promoção de eventos artísticos e culturais. Enfim, procura as diretrizes para uma nova política que possibilite iniciativas e atenda à demanda da área. Para tanto a administração pública busca novos meios, caminhos e propostas de atuação, recorrendo a parcerias com estatais e o setor privado para a criação e realização de planos, programas e projetos que visem o desenvolvimento cultural. Procura ainda assegurar as propostas, garantindo verbas do plano orçamentário institucional, proveniente dos impostos e outras fontes, para investimentos diretos, indiretos e especiais.

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Levando-se em conta a orientação capitalista da sociedade e considerando-se que a produção artística está entre as maiores economias do mundo, pode-se dizer que há grande demanda de gestores culturais. Cabe a esses profissionais criar, apoiar e realizar planos, programas e projetos que valorizem ações de pequeno, médio e grande portes. Além disso, devem legislar em favor do setor cultural e fiscalizar a execução das políticas públicas. Hoje, os gestores contam com o apoio das iniciativas estatais por meio das leis de incentivo, que oferecem grande abertura à criação e à produção cultural, valorizando as iniciativas nacionais, regionais e municipais, auxiliando no processo de colocação dos investimentos, apostando na responsabilidade do produtor e na abertura de novos caminhos como, por exemplo, a participação do empresariado em diversos campos de atuação. É importante que o gestores busquem consolidar a ação compartilhada entre o poder público e a iniciativa privada, com a participação da população. A eles cabe, também, prestar esclarecimentos e dar oportunidade à participação autônoma e individualizada do empresariado, que auxiliará na consolidação da produção cultural em todo o município com a possibilidade de, inclusive, abrir novas fronteiras. Como desafio e meta para os gestores atuais, aponta-se a formulação de ações estratégicas para conscientizar os incentivadores estatais e privados, nacionais e internacionais da importância da criação de fundos para promoção cultural. Para cada gestão cultural vislumbra-se uma situação diferente frente às diversidades, especificidades e prioridades das ações culturais de cada município.

Cenário desejável
Baseando-se na análise do cenário existente, nas orientações do Sistema Nacional de Cultura (audiência pública realizada pela Comissão de Educação e Cultura em 25/08/2004), nas solicitações da população manifestadas na 2ª Conferência da Cidade de Goiânia, nos Fóruns da Agenda Goiânia e nos dados do Programa Finalístico Setorial, proposto pela Secretaria Municipal de Cultura e Seplan em 2006, e, em observância ao Plano Diretor das cidades de Formosa, Brasília, Anápolis, Recife e São Paulo, foi traçado o cenário desejável e apontadas as diretrizes para o desenvolvimento cultural da cidade de Goiânia. Assim, no intuito de definir os caminhos para a estabilidade e o desenvolvimento cultural, fundamentais para a construção do cenário desejável, objetiva-se: 1. Estimular a criação de conselhos culturais ou inserir um representante do setor cultural na associação de moradores, por região, por setor ou bairro, para neutralizar a centralização cultural e conciliar suas metas e ações junto às outras instituições, de forma a encorajar, investir e dar credibilidade ás produções culturais, possibili-

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tando meios para criar, propor, contextualizar, recontextualizar e transformar a cultura. 2. Articular com a sociedade, estado e município, ações que contemplem e salvaguardem a diversidade do patrimônio material e imaterial, para maior eficácia dos programas de preservação dos bens patrimoniais. . Executar uma política pública democrática, descentralizadora, compartilhada e integrada com a população e as instituições estatais e privadas. 4. Promover a articulação entre a administração direta, especial e indireta por meio de parcerias com IPHAN, FUNARTE, FBN, AGEPEL, SEBRAE, SENAC, FOSGO, Fundação Museu Ornitológico, outras fundações, agências, conselhos culturais etc. 5. Garantir a acessibilidade aos bens culturais do município. 6. Criar oportunidades e edificar equipamentos para formação, produção e fruição cultural. . Preservar, apoiar, incentivar, valorizar e difundir as manifestações culturais no perímetro urbano e rural do município respeitando as diversidades. 8. Criar, investir, manter e implantar acervos e arquivos no município. 9. Elaborar programas e incentivar projetos culturais de diversas ordens. 10. Propor programas para subsidiar o déficit de infra-estrutura cultural. 11.Fornecer bolsas de estudo para a formação, capacitação, qualificação, habilitação, especialização e aperfeiçoamento artístico e cultural de artistas, estudantes, professores e produtores. 12. Criar lei de incentivo específica para produções no campo da imagem e do som. 1. Efetivar programas de fomento à leitura e à editoração. 14. Edificar bibliotecas e museus. 15. Viabilizar programas de incentivo às bibliotecas e museus, que visem a descentralização e priorize a acessibilidade. 16. Elaborar um programa de incentivo à formação e manutenção de orquestras, bandas, coros, conjuntos musicais instrumentais e vocais. 1. Mapear e espacializar o setor cultural. 18. Mapear, espacializar e demarcar a implantação, edificação e o uso de equipamentos públicos nas ZEIS (Zonas de Interesse Social) destinados prioritariamente ao desenvolvimento sociocultural.

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Diretrizes de articulação
1. Ampliar as ações integradas de políticas públicas entre os órgãos da áreas social, de saúde, educação, assistência social, cultura, esporte e lazer (2ª Conferência da Cidade de Goiânia). 2. Aumentar as propostas de eventos culturais gratuitos, financiados pelo poder público, com horários flexibilizados (2ª Conferência da Cidade de Goiânia). . Criar oportunidades para a circulação de bens e serviços públicos. 4. Estabelecer parcerias com instituições estatais e privadas visando a promoção cultural no município. 5. Oferecer cursos de capacitação, qualificação e habilitação para a preservação e a circulação dos bens culturais. 6. Promover intercâmbios culturais entre as áreas artísticas e instituições culturais de diversos portes, regiões e nacionalidades.

Diretrizes de gestão
1. Conscientizar todas as camadas da população quanto aos direitos humanos, os princípios da cidadania e as prioridades culturais. (2ª conferência da Cidade de Goiânia) 2. Monitorar e dar suporte de gestão administrativa às instituições culturais de pequeno, médio e grande portes. . Instituir, organizar e reorganizar os conselhos de cultura. 4. Investir na edificação de equipamentos culturais no município. 5. Criar planos, programas e projetos culturais, que subsidiem a formação artística, incentivando a comunidade a usar os equipamentos públicos. 6. Propor e assegurar políticas públicas criativas de largo alcance, descentralizadoras, participativas e democráticas. . Oferecer uma administração pública ágil, competente e cada vez mais voltada para o bem público. 8. Democratizar a acessibilidade aos bens culturais. 9. Respeitar e valorizar a diversidade cultural.

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Diretrizes de economia
1. Salvaguardar os investimentos orçamentários do município provenientes da arrecadação de tributos, rendas e outras receitas correntes e de capital, na forma da legislação vigente (ou em forma de legislação). 2. Propor ampliação orçamentária para a produção cultural baseada em parâmetros de sustentabilidade, logística e análise de mercado.

Diretrizes de informação
1. Produzir um banco de dados cultural do município, informatizado, que cadastre bens, equipamentos, serviços, programas, projetos, produções e produtores, artistas, pioneiros, manifestações artísticas patrimoniais etc. 2. Disponibilizar informações sobre os diversos seguimentos culturais. . Tornar transparentes os investimentos culturais. 4. Criar mecanismos de comunicação e atuação entre profissionais e agentes culturais.

Diretrizes de promoção
1. Efetivar uma maior interação entre o setor de produção cultural e os meios de comunicação, para difundir as áreas artísticas entre a população. 2. Criar o Sistema Municipal de Cultura. . Incentivar a criação de fundações, centros culturais e casas de cultura nas diversas regiões e bairros do município, descentralizando a produção e as realização artísticas e culturais. 4. Promover agendas e oportunidades de comunicação e interação profissional entre as áreas de criação e preservação e a “indústria cultural”.

Diretrizes de preservaçao patrimonial
1. Defender e valorizar o patrimônio cultural do município. 2. Preservar os bens patrimoniais do município articulando com estatais, setores privados e a sociedade, ações que salvaguardem a diversidade do patrimônio material e imaterial da região.

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EIXO ESTRATÉGICO GESTãO URBANA
O eixo gestão urbana objetiva garantir o controle social sobre as políticas, planos, programas e as ações numa perspectiva que considere a articulação e a integração interna e externa à administração do município, ampliando e fortalecendo todas as instâncias de participação.

GESTãO DA POLÍTICA URBANA

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INTRODUçãO
O eixo estratégico Gestão Urbana no âmbito do desenvolvimento do município, como uma das ferramentas que possibilita a implementação das políticas, planos, programas e projetos da gestão, alicerçado na organização institucional e administrativa dos poderes constituídos e no exercício das articulações institucionais e de integração das ações, sustentado por um Sistema de Planejamento Municipal, se constitui em um elemento importante da agenda de discussões sobre as políticas públicas adotadas no âmbito local. Os diversos aspectos da Gestão Urbana e as relações que o Município estabelece com os poderes constituídos e a sociedade, em decorrência das inúmeras atividades exercidas pela população, são objeto de estudos nas suas especificidades e faz parte do conjunto da realidade a ser estudada, Goiânia, como capital da se interagem. Goiânia “Metrópole Regional”,

foco de evidência, pólo de grande influência econômica, social e administrativa em sua região. Um centro urbano com um Plano Diretor que comporte um modelo metodológico que estabeleça formas de implantação de ações concretas e o respectivo monitoramento, pois ele é a ferramenta, um instrumento para viabilizar o anseio da população”(SEPLAM,2005, p ).

A partir desse ideário, a elaboração das diretrizes a serem propostas e em seguida definidas para a concepção das Políticas Públicas do Município de Goiânia, ganha corpo a partir da identificação do detalhamento do eixo estratégico Gestão Urbana tratado por temas específicos, que por sua vez se constituem em Planos Setoriais, suporte das diretrizes que norteiam a política de Desenvolvimento do Município. O modelo metodológico da Revisão do Plano Diretor parte de um cerne conceitual composto por quatro princípios orientadores da Política Urbana local: igualdade, oportunidade, qualidade, e transformação. O Plano, por sua vez, consubstanciado por diretrizes e instrumentos de promoção do desenvolvimento do município e por mecanismos de controle e fiscalização, deve possibilitar o exercício das funções e atividades inerentes ao viver urbano e rural. Deve ser monitorado por um sistema de planejamento capaz de gerenciar e programar as ações da gestão, visando a

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Região Metropolitana. Só assim conhece-se a influência de um sobre o outro e como

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distribuição eqüitativa dos benefícios, das oportunidades, da qualidade e da transformação, tanto da cidade quanto da própria gestão. Diante dessa necessidade de mudança o Eixo Estratégico Gestão Urbana, estruturado pelos temas relevantes: Sistema Institucional e Administrativo, Região Metropolitana, Consórcio Intermunicipal da Bacia do Meia Ponte e Comitê Meia Ponte e ONG´s e Participação Popular, deverá garantir e prever ações que possibilitem ao cidadão a compreensão e o significado do eixo estratégico como determinante para a integração, implantação e implementação dos programas definidos pelo Plano Diretor de Goiânia e os projetos da gestão. Tal compreensão resultará na definição de uma estrutura institucional administrativa local articulada, mais ágil e eficiente, para consolidar as diretrizes do plano e das ações de governo, e que resulte no entendimento do planejamento do desenvolvimento do Município como processo e do Sistema de Planejamento e Gestão, como articulador e monitorador do conjunto das ações.

CARACTERIZAÇÃO DO EIXO ESTRATÉGICO

A caracterização do eixo estratégico e dos respectivos temas relevantes dele advindos resultou da avaliação dos indicadores institucionais e administrativos e das ações de planejamento. Também na adoção de propostas que garantam a integração e articulação das ações e serviços, bem como da execução de programas, planos e projetos implementadores das políticas públicas municipais. Buscou sintonia com as políticas da Região Metropolitana de Goiânia e a consolidação de um processo de planejamento dinâmico e contínuo que, articule as políticas da Administração com os diversos interesses da sociedade, criando instrumentos para o monitoramento do planejamento urbano e as ações da gestão.

CARACTERIZAÇÃO DOS TEMAS RELEVANTES

SISTEMA INSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO E SISTEMA DE PLANEJAMENTO

Marcos Referenciais
Apesar de Goiânia ter nascido sob a égide desenvolvimentista, desde os primeiros anos de vida da nova capital de Goiás, sua administração era pouco mais que

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uma extensão do Governo do Estado, controlado pelo Interventor Pedro Ludovico Teixeira. Não havia uma estrutura administrativa nos moldes que conhecemos hoje. As atividades administrativas e os serviços públicos se confundiam com as ações de implantação da capital e eram exercidas por órgão do Estado designado para sua construção, assim como a aprovação dos parcelamentos e posteriormente à formalidade de aprovação na Prefeitura e o respectivo registro em cartório. Mesmo ocorrendo o desenvolvimento acelerado nos períodos de 40 e 50, sua estrutura administrativa, no entanto, permaneceu incipiente e totalmente dependente da administração Estadual. Foi o Governo Estadual, em face de expansão urbanística de Goiânia, que traçou as políticas administrativas de maior amplitude para o Governo Municipal, não considerando apenas a questão urbanística, mas àquelas voltadas a todas as atividades da Prefeitura. Para tanto, foi sancionada pelo Prefeito Municipal, a Lei nº 16, de 1/12/59, que definia a macro e micro estrutura e as atribuições regimentais, no sentido de que a estrutura proposta pudesse viabilizar a

Entretanto, a estrutura proposta não previa um relacionamento entre os órgãos da Administração Municipal, que foram agrupados de acordo com suas atribuições como sendo: Órgãos Auxiliares, Órgãos de Linha e Sub Prefeituras. Considerado o órgão mais eficiente como Órgão de Linha, o Departamento Municipal de Estradas e Rodagens, mantido com as verbas federais, que mal davam para pagar seus funcionários, a Câmara de Vereadores e alguns poucos operários. Além disso, as funções de planejamento e urbanismo previstas para a seção de Estudos e Projetos do Departamento de Obras, sofreram profundas alterações, na medida em que fica condicionado à execução de obras, agravando o equívoco da organização Municipal, no que se refere à ausência de unidades administrativas e no deficiente grau de institucionalização das atividades pela Prefeitura. A real autonomia da Administração Municipal foi conquistada na década de 1960. Assessorada pelo IBAM, a Prefeitura Municipal desenvolveu e implantou uma proposta administrativa marcada pela modernização e qualificação de seus técnicos. Pela primeira vez aparece o planejamento urbano, visando o controle e a harmonia dos investimentos públicos com o desenvolvimento físico territorial. O Departamento de Planejamento e Urbanismo, assim como o planejamento da cidade é regido de acordo com diretrizes mais elaboradas. Esse período culminou com a elaboração do Plano de Desenvolvimento Local Integrado de Goiânia, em 1969, com a contratação, pelo então Prefeito Íris Rezende Machado, do consultor, arquiteto e urbanista Jorge Wilhein, para a elaboração do Plano Diretor (Lei nº. 452, de 12/12/1). O conteúdo do Plano Diretor prevê diretriz institucional, como forma de assegurar não só o processo de planejamento urbano, mas também a agilidade no desempenho das ações administrativas e de prestação de serviços à população. É a primei-

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execução do Plano Diretor, elaborado pelo arquiteto Luiz Saia.

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ra vez que se estabeleceu a organização sistêmica, centrando-a, contudo no Sistema de Planejamento Municipal e não nos demais órgãos da estrutura administrativa. O Escritório de Planejamento foi o centro de comando do Sistema de Planejamento e do controle e avaliação dos resultados da execução do Plano Diretor. Desta forma, a administração, passou a contar com os instrumentos necessários à implantação do Sistema Municipal de Planejamento. O Escritório de Planejamento foi transformado no Instituto de Planejamento Municipal (IPLAM), com a aprovação e publicação em 195, do Regulamento Geral da Prefeitura de Goiânia e definido como Órgão Central do Sistema de Planejamento, que definia como órgãos setoriais e seccionais as Assessorias de Planejamento, criadas em todas as secretarias municipais conforme as disposições estabelecidas pelo Decreto nº. 244 de 2 de Abril de 19. No entanto, a estrutura política daquele, facilitou uma prática administrativa viciada, centralizadora e burocrática. Os recursos humanos, a morosidade da tramitação dos processos nos órgãos da administração direta, fizeram surgir Companhias Públicas tais como Companhia Municipal de Urbanização (COMURG), Companhia Municipal de Iluminação (COMLUZ) cujo funcionamento se instalava a revelia do planejamento central. Com isso, a cidade fica à mercê dos prejuízos oriundos da especulação imobiliária, dos altos custos da implantação da infra-estrutura, e da má qualidade do atendimento dos serviços públicos. Esse mesmo decreto cria a organização geral da Administração Municipal, sustentada no Sistema Municipal de Planejamento, tendo como órgão central o IPLAM e definiu os subsistemas que tratavam da Coordenação Geral e da elaboração de Planos, Programas e Projetos, Programação e Orçamento, Modernização Administrativa, Informações Cadastrais, e os órgãos integrantes do Sistema de Planejamento. Desenhou também a Estrutura do Sistema Administrativo definindo os órgãos de coordenação, assessoramento, apoio, executivo, etc. e estabelece as competências de cada um dos órgãos que o compõem. Á época, o Instituto de Planejamento Municipal de Goiânia esteve respaldado por toda a administração, mas sua atuação se dava no plano setorial, e não conseguia atuar no planejamento global implantado, o que trouxe graves prejuízos para a cidade, mesmo tendo sido produzida a legislação do controle de uso e ocupação do solo do Município. Dez anos depois foi estabelecida a estrutura geral da Prefeitura (Lei nº. 6591 de 26/04/88), sancionada pelo Interventor Joaquim Domingos Roriz. A estrutura proposta define os órgãos da Administração Direta, os órgãos de Deliberação Coletiva, órgãos de Assessoramento de Administração Geral e Finanças, órgão de Recursos Humanos, órgãos Operacionais. A reestruturação feita em 1994, no início da Gestão Darci Acorci, foi resultado

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da necessidade de incrementar a participação da comunidade, implantar o Orçamento Participativo e implementar o Plano Diretor. Para tanto, foram realizados seminários para avaliar o Sistema Municipal de Planejamento, e levantar os problemas enfrentados pela administração com o objetivo de formular uma nova proposta que viabilizasse tais perspectivas. O resultado apresentado pelos relatórios identificava que a atual estrutura não se efetivava na medida em que não havia integração, articulação, qualificação dos recursos humanos, informações, enfim uma estrutura capaz de garantir a operacionalização de qualquer dos sistemas: institucional, administrativo e sistêmico. A partir dessa constatação, em seminário realizado em 199, denominado Construindo um Novo Modelo de Estrutura Organizacional para Prefeitura de Goiânia, foram discutidos temas como o desenvolvimento econômico e social, desenvolvimento urbano, administração e recursos humanos e financeiros. As discussões tinham como objetivo, avaliar a capacidade das estruturas dos órgãos responsáveis ações do governo. O resultado desse seminário apontou como resultado que os órgãos componentes do Sistema Municipal de Planejamento careciam de adequação de suas estruturas de forma a garantir a integração entre o Planejamento Urbano e o Planejamento Governamental. Diante disso, a nova proposta provocou a integração do planejamento nos seus aspectos de orientação, operação e normatização. Constatou-se, dessa forma, que a Política de Desenvolvimento Municipal devia considerar o Planejamento Urbano e o Planejamento Governamental e que, as demais políticas setoriais, devem gerar diretrizes anuais e plurianuais que se transformariam em planos operacionais de desenvolvimento. Em 199, na administração do prefeito Nion Albernaz, foi novamente reorganizada a estrutura administrativa. A novo modelo aprovado extinguiu o Instituto Municipal de Planejamento, criou a Secretaria Municipal de Planejamento e desconsidera o Sistema Municipal de Planejamento.

Quadro Atual
Hoje, nos deparamos com um quadro institucional e administrativo que sofreu alterações pontuais, mais no sentido de acomodar a estrutura ao ritmo de cada gestão, do que para estabelecer diretrizes organizacionais capazes de garantir, operacionalizar e viabilizar o desenvolvimento do Município, amparado no planejamento urbano e no planejamento governamental. O quadro administrativo e institucional da Prefeitura Municipal de Goiânia, como

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pela implantação dos programas, planos e projetos de cada um dos temas e das

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outras tantas Prefeituras brasileiras, é o retrato do continuado desmonte do processo de planejamento, a partir da valorização do mercado enquanto instrumento de valorização das cidades, em detrimento do planejamento, facilitando ao governo federal desmontar todo um possível aparato institucional voltado a gestão das grandes cidades. Tanto no âmbito regional, como local, nota-se que as tentativas de articulação que devam resultar em ações com viabilidade prática, não possibilitem uma gestão compartilhada dos diversos problemas além municípios, ao mesmo tempo em que no âmbito da administração municipal, o esvaziamento político e técnico dos órgãos de planejamento –IPLAM / SEPLAM – assumindo funções executivas em detrimento de coordenar o Sistema de Planejamento Municipal, inviabilizou assim uma gestão institucional mais eficiente. A perspectiva de um desempenho institucional eficaz a partir da aprovação do Plano Diretor de Goiânia em 1992, como um instrumento de gestão da cidade, tornou-se frustrada na medida em que não houve, por parte do poder público, interesse da aplicação da lei na sua totalidade, ou seja, implementar todos os instrumentos por ele contemplados. Um dos mecanismos previstos a ocasião da elaboração da revisão do Plano Diretor, foram os estudos para a elaboração da divisão de Goiânia em regiões, com parâmetros específicos, cujo produto denominado Mapa da Regionalização de Goiânia seria aprovado pela Câmara Municipal, como instrumento de planejamento e que ao mesmo tempo, se constuiria em unidades administrativas para acompanhamento das ações de governo. Apenas a Lei de Zoneamento é aplicada, numa visão restrita à questão territorial desarticulada da visão humana, social e cultural. Além disso, a falta de articulação institucional favoreceu as últimas administrações desenvolverem estruturas paralelas, para viabilizar atividades voltadas às ações de programa de governo, combinada com um processo perverso de contratação de comissionados, em detrimento da abertura de concursos públicos, tão necessários à recuperação dos quadros da administração, envelhecidos, desmotivados e mal remunerados. Vale dizer, que a incorporação de jovem aos quadros de concursados, com melhor remuneração, associada a uma nova mentalidade com formação mais aberta às inovações organizacionais e operativas, resultará num processo contínuo de transformação a curto, médio e longo prazo das estruturas atuais do poder público municipal. Com essa expectativa, os concursos foram promovidos pela administração local que tem contratado os aprovados, entretanto, até o momento, nada oferece em termos de treinamento, capacitação e integração entre os servidores para a formação de uma nova cultura, que leve a compreensão da gestão pública, como um instrumento importante na promoção do planejamento em todos os níveis, para viabilizar as políticas públicas locais.

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Outra questão que merece atenção, e que é preocupante, é o modelo de estrutura administrativa apresentada por meio do último projeto de lei, que cria a nova estrutura administrativa, elaborado pelo Executivo, visto que a proposta retira do órgão central de planejamento, a unidade responsável pela elaboração e acompanhamento do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual, juntamente com o Plano Diretor. Vale lembrar que tais dispositivos legais são os quatro principais instrumentos do planejamento municipal, de acordo com a Lei Orgânica do Município de Goiânia. Diante disso o recomendável seria que a manutenção da unidade responsável fosse garantida na estrutura do órgão de Planejamento.

Cenário Desejável
A gestão municipal deve priorizar a integração das várias áreas administrativas ações. Esta integração e articulação interna devem buscar em primeiro lugar, como forma de participação, todos os órgãos da administração municipal, e, em seguida, com a sociedade civil, e a comunidade. Como passo seguinte, buscar as esferas estadual e federal. Para tanto, necessário se faz uma reestruturação institucional, administrativa e de capacitação de toda a administração municipal, de forma a qualificar seus servidores, modernizar seus métodos e técnicas administrativas, suas instalações e equipamentos e possibilitar o melhor atendimento aos serviços prestados à população. A recuperação efetiva da capacidade de planejamento passa pela institucionalização de um Sistema Municipal de Planejamento e Monitoramento das Ações da Gestão, principalmente se levarmos em conta que, Goiânia como capital da Região Metropolitana, exerce um papel fundamental no processo de desenvolvimento da região. e concretizar o planejamento como fundamental para a operacionalização das suas

Diretrizes

As diretrizes constituem um momento importante do planejamento, revestemse de um campo de força positiva do qual devem sair às indicações seguras, claras e consistentes que vão orientar os vários planos setoriais que se seguirão. Entretanto, não devem chegar ao detalhe e objetivam;

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· Recuperar a capacidade de Planejamento do Município, dotando-o de um Sistema Articulado de Gestão Interna (Planejamento e Gestão), com objetivo de superar as áreas sombras existentes entre os vários órgãos da Prefeitura. · Instituir mecanismos de participação, que possibilite o envolvimento dos vários setores representativos da sociedade no processo de planejamento da cidade. Isto significa que a institucionalização da participação popular tem como objetivo fortalecer o governo local. · Instituir as 12 Regiões Administrativas como unidades de planejamento e de controle e acompanhamento das ações da gestão. · Recompor o quadro funcional das várias áreas da prefeitura, ou seja, instituir a figura do Gestor, mediante concurso, com vantagens salariais atraentes, para que possa renovar o quadro de servidores efetivos, qualificados e, muito mais motivados visando um melhor atendimento das demandas e dos cidadãos goianienses. · Como conseqüência da diretriz anterior, a realização de concurso público elimina definitivamente o processo de nomeação de comissionados, com exceção dos cargos de primeiro escalão, reduzindo significativamente a ingerência política sobre o funcionamento da máquina técnica e administrativa da Prefeitura Municipal. · Instaurar política de ocupação dos cargos em níveis inferiores ao do primeiro escalão, por meio de critérios técnicos, combinados com experiência, qualificação e tempo de serviço, cujo acesso se dará também mediante concurso interno. · Articular, permanentemente, com instâncias do governo estadual e com os municípios da Região Metropolitana, visando uma gestão compartilhada/ consorciada dos vários problemas metropolitanos. · Adequar à estrutura administrativa da Secretaria Municipal de Planejamento, para que ela assuma a coordenação do planejamento municipal, mantendo nela a unidade responsável pela elaboração e acompanhamento dos Planos e Orçamentos Municipais: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Orçamento Anual.

PARTICIPAÇÃO POPULAR

Marcos Referenciais
O processo de redemocratização do país, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, possibilitou um novo padrão de relação entre o Estado e a Sociedade, focado no aperfeiçoamento da gestão democrática das questões públicas.

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A participação popular, um desafio para os governantes e para os atores sociais envolvidos, é um pressuposto básico para a construção de uma sociedade livre, justa e sem desigualdades sociais e regionais, sem pobreza, sem preconceitos e sem discriminação. Posteriormente, novos avanços democráticos foram consagrados com a regulamentação da Constituição. A gestão das Políticas Públicas e o processo de construção das cidades apontam a pluralidade da natureza política dos atores sociais e, os alcances sócios espaciais, têm se manifestado na pratica em diversas áreas de atuação e lugares. O Estatuto da Cidade expressa no seu art. 2º, inciso II, que a Política Urbana deve ser exercida com “gestão democrática por meio de participação popular e de associações representativas de vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento dos planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano”. Diante deste novo quadro, os novos agentes coletivos, forçam o Estado a romper a lógica autoritária e ante democrática na elaboração das políticas sociais. As relações que se estabelecem marcam uma abertura pela realização do diálogo, que tem levado, em alguns casos, os segmentos coletivos aliarem seus interesses a programas da política institucional, uma vez que o esvaziamento das responsabilidades do Estado sobre as políticas sociais, sendo transferidas para o âmbito do município. A importância da esfera local é percebida nas discussões temáticas levantadas pelos movimentos sociais, embora suas reivindicações não esgotem as possibilidades de articulação nesta seara, uma vez que os efeitos imediatos das ações produzidas pela dinâmica do capitalismo no espaço urbano, contribuem para esta realidade de desestruturação espacial. Mesmo assim, a proximidade das populações, representantes e representados, faz com que a esfera local torna-se um espaço privilegiado ou pelo menos possível, para a luta contra as desigualdades econômicas e sociais, pelo respeito às minorias, redefinição do espaço urbano. A formação de um espaço livre, aberto e harmonioso que propicie as relações entre as pessoas e a compreensão dos paradigmas da gestão urbana, entendendo que a luta urbana não se restringe à moradia.

Trata-se, portanto do resultado “da redistribuição das mais valias urbanas, fim da segregação espacial e temporal, onde a primeira equivale à determinação sutilmente imposta de demarcação de espaços apartados para as camadas sociais, transformando a cidade num emaranhado de guetos de miseráveis para um lado e apaniguados para outro, já a segunda, tendo como causa a

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primeira, caracteriza-se justamente por restringir o desfrute da cidade na sua integridade ao centralizar benefícios nas regiões tidas como nobres, ou seja, devem-se inverter a lógica e levar emprego, lazer, escolas, vida, para as periferias, para que seus membros não mais necessitem se submeter ao desgaste oneroso e exaustivo da locomoção, problema cada vez mais grave nas metrópoles” (Silva, 200, p.).

Ainda segundo o autor, necessário se faz a construção de diversas fontes de mobilização e articulação que resultem no ordenamento jurídico presente no “Estatuto da Cidade”. A imperiosa necessidade de um planejamento urbano, voltado para a redistribuição das economias urbanas para toda a coletividade, o cumprimento da função social da cidade e da propriedade, e a gestão democrática da cidade tem se constituído em entraves para o atendimento dos direitos do cidadão, que na maioria das vezes condicionada as formalidades, adiam as possibilidades dos benefícios, como é o caso da função social da propriedade. Por outro lado, neste ambiente, a relevância da participação popular e da gestão democrática para a execução das medidas para a concretização das propostas no âmbito do Plano Diretor, passa ser determinante na medida em que a Lei Orgânica dos Municípios (LOM) cria os mecanismos regulatórios da gestão, atendendo os dispositivos da Constituição de 1988. Os principais instrumentos legais para tanto, consistem na garantia do direito à organização social em associações, sindicatos, conselhos, ONG´s, partidos políticos etc., nas eleições amplas e com alto grau de concorrência pública, nas possibilidades de plebiscito, referendo e leis de iniciativa popular e, por fim, na garantia e estímulo à formação de conselhos municipais como mecanismos de integração da sociedade civil às gestões municipais. Uma vez que a base territorial para a participação e atuação da sociedade civil organizada, é o espaço do Município, é aí que vamos ver se formar os cenários dos novos conflitos políticos e de poder entre os vários grupos da sociedade, regulada pela Constituição democrática e orientada para a afirmação dos interesses de classes na gestão do Município. As arenas de disputa pela imposição da lógica sobre a cidade são os Conselhos Municipais, principais instrumentos institucionalizados para a gestão partilhada.

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Quadro Atual
Neste novo contexto de legalidade democrática, Goiânia tem apresentado um quadro que reflete o caráter de sua fragmentação social. Percebe-se na composição dos conselhos baixa representatividade das camadas populares ou, quando estas se fazem representar por determinados mecanismos associativos, o baixo grau de intervenção positiva, ou seja, de afirmação dos seus interesses. Um dos principais motivos para isto é o fato dos técnicos que representam o Estado e o governo não reduzirem seus discursos ao nível de compreensão das camadas populares. Seus representantes não compreendendo o processo em razão de uma linguagem operacional, distante do seu universo de representações, se inibem em participar. Por outro lado, as camadas médias e empresariais não ressentem do mesmo problema, uma vez que participam por meio de entidades de classe que agremiam profissionais de nível superior ou empreendedores capitalistas, como o CREA, o CRM, o CRO, sindicatos, o CRECI, a (ADEMI) etc. Por isso, percebe-se a participação dos técnicos, primeiramente enquanto membros de classe, e, só depois como representantes de um Estado, que deve mediar a relação das classes. Neste sentido, esta atuação denota um esforço social em explicações sociológicas, reduzindo os grupos sociais em campos de saber específicos: saber técnico, saber científico, saber político, saber popular etc. Aqui é importante dizer duas coisas: primeiro que a tênue participação popular em Goiânia evidencia uma fragilidade na sua “cultura cívica”, ou seja, os instrumentos democráticos, pela forma como têm sido usados, não permitiram ainda a constituição de uma cultura de participação afirmativa, o que não contribui sequer para a organização das camadas populares; segundo, que não há uma exata coincidência entre o saber técnico e o saber científico, pelo contrário, há de fato uma afirmação de campos distintos de saberes que reflete em proposições de diretrizes diferentes para a cidade. Para uma participação eficaz necessário se faz que a população acompanhe o processo de planejamento, desde o levantamento dos problemas à seleção das prioridades e os objetivos. São necessários o estabelecimento das estratégias, a programação e a execução das ações de forma transparente e responsável, envolvendo o poder público e a população organizada. Para tanto, as formas de participação devem possibilitar níveis diferentes de consulta, na medida em que os problemas da cidade devem ser tratados, primeiro no âmbito local, (sentidos pela população moradora do bairro), ou seja, de solução ou organização imediata das demandas relacionadas à prestação dos serviços essenciais. Já os problemas sentidos pela população do bairro, deverão ser submetidos a consultas populares que assegurem a participação das entidades de classe, movi-

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mentos associativos, movimentos especializados, entidades e outros, cuja solução depende de um enfoque em nível de cidade como um todo referente á organização do espaço, não só para as atividades urbanas se desenvolverem, como também para a melhor mobilidade e acessibilidade da população. As soluções, em geral, envolvem problemas técnicos para atender os objetivos da população, e, neste sentido, a Participação Popular para passar, de consultiva para deliberativa, deve organizar-se para assumir maiores responsabilidades. A Participação Popular, na forma consultiva, é a mais simples, e pode acontecer mesmo que a população ainda não esteja organizada. A simples consulta é suficiente para o levantamento dos problemas, prioridade e objetivos gerais. Enquanto que, para atingir o nível deliberativo, a Participação Popular deve estar suficientemente organizada, pois toda decisão envolve responsabilidade do Poder Público, uma vez que parte dele a convocação ou convite para participação da população em reuniões, plenárias, Fóruns, etc.

Contudo, com a regulamentação, em nível federal dos artigos 182 e 18 da Constituição Federal, que resultou na promulgação do Estatuto da Cidade em julho 2001, um novo instrumento para a afirmação da participação popular foi institucionalizado – apesar de ser ele um instrumento já utilizado em aproximadamente 100 municípios (Correia, 200, p.158), trata-se do Orçamento Participativo. Mesmo havendo a necessidade do Estatuto da Cidade estabelecer normas específicas em nível municipal, em Goiânia o uso do Orçamento Participativo, como instrumento da participação popular, teve sua aplicação nas gestões 199-199 e 2001-2004. Sua prática abriu um espaço importante de participação, entretanto não foi capaz de inverter a ordem das rubricas orçamentárias e, conseqüentemente, das intervenções sobre a cidade. Obviamente, esta inversão ordinária tem causado certas inquietações nas rela-

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ções entre as classes e/ou grupos sociais. O Orçamento Participativo passou a ser um instrumento de gestão democrático muito questionado e criticado por aqueles grupos que não conseguem atuar nos seus moldes metodológicos, adaptados para a atuação das camadas populares. Isto acontece, não só por parte das camadas médias de nível superior e dos empreendedores capitalistas – comerciantes, construtores, industriários, empreendedores imobiliários, financistas etc. – mas também por parte de técnicos do serviço público e por intelectuais da academia de um modo geral. O que se percebe, é uma projeção positiva das camadas populares na arena das decisões políticas. Todavia, o exercício de participar, principalmente em instâncias de decisão sobre a demanda pública, requer determinados atributos (de linguagem, de postura, de articulação, de comunicação etc.) que uma grande maioria dos elementos das camadas populares não possui, em razão mesmo de, na sua experiência pública, não terem adquirido os princípios da cultura cívica. Deste modo, um dos problemas que das camadas populares e o seu desconhecimento dos processos e procedimentos técnicos para as tomadas de decisão bem como dos próprios instrumentos legais que lhes assegura uma maior intervenção sobre a cidade. Em relação aos Conselhos Municipais, os mesmos foram constituídos ao longo da década de 90, com a aprovação da Lei Orgânica Municipal. Hoje se identificam em Goiânia 5 (trinta e cinco) conselhos, destacando-se em 199, a criação do Conselho Municipal do Bem Estar do Menor, cujo objetivo seria o dar assistência, amparo e orientação ao menor abandonado. Segundo informações colhidas na FUMDEC acredita-se que, atualmente, ele se transformou no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Já na década de 80, surgem novos Conselhos no município de Goiânia significando uma descentralização de poder e o fortalecimento da democracia. Na década de 90 foram criados 26 (vinte e seis) conselhos com atuações em diversas áreas, entretanto, alguns nunca foram instalados, mas na sua maioria encontram-se em plena atuação como é o caso do COMPUR, o do Meio Ambiente, da Saúde, da Educação, da promoção Social. Vale observar que alguns desses Conselhos concorrem em algumas competências quando na verdade deveriam se complementar, para que as ações aconteçam de forma eficaz para viabilizar suas diretrizes gerais básicas, as setoriais, e a elaboração de programas e projetos. Percebe-se, também, que na composição dos conselhos a presença dos mesmos órgãos municipais e entidades da sociedade civil, o que de certa forma contribui para melhor integração entre os conselhos. Outro ponto importante a ressaltar é que, a simples criação de um conselho não

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o Orçamento Participativo de Goiânia apresentou, foi o baixo grau de organização

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significa sua operacionalização e que as metas sejam atendidas, vale dizer, portanto, que o conteúdo dos textos legais de sua criação deva explicitar claramente seus objetivos e limites de competência.

Mapa 01

ESPACIALIzAçãO DOS CONSELhOS E DAS ENTIDADES COMUNITÁRIAS POR REGIãO ADMINISTRATIvA

FONTE: SEPLAM - 2006

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Cenário Desejável

A Diretriz Geral no âmbito da Participação Popular relaciona-se ao aporte de Investimentos do Município na Formação e Consolidação de uma Cultura Cívica. Investir, política e economicamente nessa questão possibilita, a médio e longo prazo, mudanças significativas no comportamento social em Goiânia. Como conseqüência de uma política que valoriza a participação social, tem-se a formação de uma “comunidade cívica”, ou seja, de uma população que reconhece a importância de participar e que deseja participar, resguardando atributos e disposições que qualificam esta participação. Nesse sentido, derivam-se ações que busquem o fortalecimento de uma democracia genuinamente participativa. Quanto mais houver participação popular maior a eficácia da gestão pública. Devem ser ampliadas e fortalecidas as instâncias da participação popular e a capacitação continuada do cidadão para essa participação e para a vida pública. Não há democracia participativa, nem gestão eficaz, sem informação e comunicação de qualidade, sem indicador de transparência da gestão pública e de qualquer planejamento correto. Em síntese a participação popular no processo de planejamento não é só uma obrigação constitucional, mas uma condição fundamental para a sua permanência e eficácia na construção da cidade democrática.

Diretrizes
A possibilidade de construção de cenários desejáveis consubstancia-se em diretrizes, que se constituem em elementos estruturadores das estratégias e definirão os programas e planos setoriais capazes de:

• Desenvolver Cursos de Capacitação para Conselheiros Municipais, visando um melhor desempenho dos conselheiros na proposição, deliberação e acompanhamento das políticas públicas. • Criar Fóruns Local-Regionais de caráter permanente para discussão da Cidade. Estes Fóruns constituem-se nas arenas permanentes em que os vários grupos sociais debateriam a cidade expondo seus pontos-de-vista, de modo a permitir não só a vazão para os diversos olhares sobre a cidade, como também permitiria, o exercício do debate, o tratamento e discussão da informação e formação continuada; ou seja, o objetivo desses Fóruns é reunir representantes de todos os setores da comunidade; moradores de todas as

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idades, sem qualquer discriminação, usuários dos espaços públicos, empresários de todos os setores de atividades econômicos, enfim, todos os cidadãos interessados para discutirem os problemas das respectivas Microrregiões/Regiões e propor soluções possíveis. As atividades destes Fóruns constituirão fator importante para o desenvolvimento da consciência do morador no contexto da cidade. A cidade deve ser vista não só a partir do local, mas também do local para a região e da região para a cidade. Enfim, as discussões localizadas devem ser inseridas num contexto mais amplo, de modo a possibilitar que o morador da rua, do bairro, se sinta morador da cidade e deve se apropriar dela. Daqui nascem as lideranças do Conselho da Cidade. • Criar o Conselho da Cidade paritário, garantindo a representação dos segmentos organizados. Este Conselho têm como tarefa disdemandas locais e regionais. É um Conselho de caráter consultivo, porém, se presidido pelo Prefeito do município, suas decisões poderão se revestir de caráter deliberativo. Na verdade, o Conselho da Cidade não anula o poder constitucional do Prefeito. Pelo contrário, fortalece esse poder na medida em que não permite que o prefeito fique sozinho refém das forças mais poderosas da cidade. Vale lembrar que nas Resoluções da 2ª Conferencia Nacional das Cidades ficou estabelecido o prazo de 1 (hum) ano para os Municípios constituírem os seus Conselhos. • Incentivo e Planejamento Sistemático para o funcionamento do Fórum de Educação Popular. Garantir por meio deste instrumento um processo de formação sistemática para lideranças comunitárias, delegados e conselheiros do Orçamento Participativo e todos que se interessarem pela ampliação dos conhecimentos; • Orçamento Participativo como instância direta de discussão local e regional no âmbito do município, sobre as grandes questões da cidade. O O.P. deve ser um instrumento constante e efetivo de participação popular e para tanto não deve prescindir dos planos e das diretrizes de governo, pelo contrário, deve ser imprescindível para a participação popular. • Regulamentar a nível municipal os dispositivos do Estatuto da Cidade. É com esta medida política, que os instrumentos e mecanismos que garantem a gestão democrática, poderão de fato, ter efetividade para a participação social.

GESTãO DA POLÍTICA URBANA

cutir os grandes problemas da cidade, equacionando-os à luz das

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• Assegurar a criação das Regiões de Gestão do Planejamento e Administrativas e de Gestão Popular, como o espaço de deliberação sobre as políticas de desenvolvimento e das ações da Gestão. • Estimular parcerias entre o poder Municipal, Estadual e Federal, buscando efetivar o fortalecimento das entidades comunitárias.

REGIãO METROPOLITANA
Marcos Referenciais
O processo de urbanização no Brasil foi marcadamente acelerado em razão do período intenso de crescimento populacional, registrado na década de 60. Esta situação reforçou a característica concentradora das populações, em um número reduzido de centros urbanos. Na década de 60, São Paulo e Rio de Janeiro já se comportavam como amplas áreas metropolitanas, ao mesmo tempo em que refletiam em outras capitais o mesmo fenômeno, sem, contudo romper o hiato que distingue esse conjunto de metrópoles. Na segunda metade da década de 90, se configurou um novo padrão de urbanização configurado por densas regiões urbanizadas. As Áreas Metropolitanas estenderam-se por áreas contínuas de ocupação, agregando municípios vizinhos num mesmo complexo de relações e passaram a assumir seletivamente funções mais qualificadas. Ao mesmo tempo em que cediam lugar ao crescimento elevado dos municípios periféricos, constituindo espaços nitidamente desiguais. Enquanto os índices de crescimento populacional ao longo dos períodos de 60/0 a 0/80, se davam próximo a 5% e ,5%, nas décadas mais recentes, alguns pólos metropolitanos passaram a crescer taxas que chegam a 1% ao ano. Embora com redução de taxas de crescimento, os municípios periféricos mantiveram um elevado padrão de crescimento, o que demonstra o seu papel de sustentáculo de ocupação no processo de expansão física das metrópoles. Entretanto, essa ocupação periférica das metrópoles, criou espacialidades caracterizadas de extrema pobreza, ao mesmo tempo em que alguns pontos dessas periferias ocorre um processo de diversificação sócio econômica. Esse quadro referenda algumas anomalias da estrutura econômica e nos novos rumos da produção, que fatalmente deságua na economia de subsistência que, alimenta o quadro de desigualdades que persiste nas metrópoles e em seu interior. Na década de 90, se consolida uma rede urbana variada de aglomerações polarizadas por metrópoles, reiterando a aceleração do fenômeno da urbanização, cuja característica é o enfraquecimento das fronteiras dos municípios. Tal cenário levou à institucionalização das Regiões Metropolitanas (RMs). A primeira fase, na década de 0, como parte da política nacional de desenvolvimento urbano, relacionada à expansão industrial e a consolidação das metrópoles

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como lócus do processo. Por Legislação Federal, foram criadas (nove) RMs, incluindo os principais centros nacionais, particularmente as Capitais dos Estados e suas áreas de polarização.Vale ressaltar que embora existam critérios técnicos para a sua definição, foram constatados sinais de fragilidades na seleção das mesmas. A segunda fase teve início a partir da Constituição de 88, que facultou aos estados federados a competência de institucionalização de suas unidades regionais. Com isso finda o modelo considerado autoritário e centralizador que criou regiões sobre os Estados, restringindo sua autonomia para as intervenções necessárias, abrindo assim possibilidades para um planejamento regional. Assim, as novas unidades regionais, quase sempre no âmbito metropolitano, desencadearam um ciclo de institucionalização de novas unidades, que abrangeram áreas que se formaram ou se consolidaram como espaços de crescimento e ocupações contínuas nas últimas décadas, polarizadas por outras capitais de estados ou centros regionais. Com a promulgação da Constituição se identificou entre uma e outra fase que se iniciou nos anos 90, um processo associativista supra municipal para viabilizar a implementação das políticas de cunho metropolitano, cuja regulação e financiamento a União centralizava, particularmente, para as áreas de saneamento, sistema viário e transporte urbano. Cabendo aos estados á implementação das demais políticas em detrimento dos municípios. O Brasil encerra 200, com 26 unidades metropolitanas oficialmente instituídas,  regiões integradas de desenvolvimento (RIDES) e 2 aglomerações urbanas, agregando um conjunto de 4 municípios.As unidades metropolitanas estão concentradas nas regiões SUL (Santa Catarina, com 6 unidades, Paraná, com  unidades, e Rio Grande do Sul, com uma RM) E Sudeste (São Paulo e Minas Gerais possuem, respectivamente,  e 2 unidades, Rio de Janeiro e Espírito Santo possuem 1 unidade cada um). No Nordeste, três estados (Ceará, Pernambuco e Bahia) já possuíam unidades metropolitanas e foram institucionalizadas mais quatro (em Alagoas, Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Norte) por leis estaduais; no Norte, apenas Belém manteve a unidade já existente; e no Centro Oeste, foi institucionalizada a Região Metropolitana de Goiânia (Moura. 2004 p.9). Diferentes legislações criaram as unidades regionais, distintas e incomparáveis. A inexistência de critérios definidos pela Constituição Federal, ou normas específicas define ou constroem as novas categorias espaciais a serem instituídas. As mesmas vêem induzindo distorções no âmbito da hierarquização dessas categorias, mesmo apresentando um padrão de organização que não considera os limites políticos e administrativos municipais, se caracterizando como malhas contínuas assentadas sobre municípios autônomos. Esse quadro demonstra que as unidades instituídas carecem de um processo de gestão que responda aos objetivos dos dispositivos constitucionais e não só representem complexos espaços aglomerados e sem articulação política. O que se verifica é um exercício baseado em mecanismos de cooperação entre

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os municípios com problemas institucionais e de financiamento, onde se percebe; a falta de uma política financeira que apóie o desenvolvimento metropolitano, impossibilitando o tratamento dos problemas enfrentados no que se refere ao desenho institucional posto sem pactuação federativa em torno das regiões metropolitanas; a falta de sustentabilidade institucional agravada pela falta de sustentabilidade econômica das regiões metropolitanas: a falta de estruturas gerenciais para o suporte das cadeias produtivas, desprezando a riqueza que estas regiões representam. A Região Metropolitana de Goiânia é considerada uma região metropolitana polarizada por uma Metrópole Regional, não só por repetir o comportamento de seu elevado crescimento populacional, mas por apresentar altos índices de desenvolvimento, medidos pela concentração das atividades econômicas. Por outro lado, a renda auferida pelas pessoas e o desempenho do IDH-M, apresentam contradições, em especial pela incidência da pobreza, do desemprego e da precária e ineficiente infra-estrutura tanto na região como internamente.

Quadro Atual
A Região Metropolitana de Goiânia (RMG) foi criada pela Lei Complementar nº. 2 de 0 de Dezembro de 1999. Algumas alterações foram efetivadas até o ano de 2006, por meio de leis complementares. De acordo com a redação do texto legal em vigor, engloba 1 (treze) municípios. Contudo trabalha-se também com a inclusão dos municípios que compõem a Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (contendo municípios que estão inseridos nos treze acima mencionados e outros, totalizando 20 municípios). De acordo com informações colhidas junto aos técnicos do Governo do Estado de Goiás, hoje, trabalha-se com esse total. Os dados são confirmados no documento oficial do Fórum da Agenda Goiás 2005-2015 e Agenda 21 Estadual. A pesquisa Serpes realizada para o último Fórum acima mencionado traz números reveladores. Mais da metade (55%) dos entrevistados afirmou que a região é pouco desenvolvida, enquanto 6% têm olhos ainda críticos, ao afirmarem que ela esta regredindo - essa avaliação é mais forte entre o cidadão comum, sendo que políticos, educadores e comerciantes avaliam a região com maior satisfação. A percepção do morador da RMG, segundo a pesquisa, quanto ao desenvolvimento contrasta com seu pensamento sobre assuntos pontuais. Ao contrário do que foi observado nas outras regiões visitadas pela Agenda Goiás, na Grande Goiânia, os moradores acreditam ser a iniciativa privada o principal fomentador do desenvolvimento, os governos municipais, estadual e federal aparecem em segundo plano. Do poder público exigem investimentos em obras de infra-estrutura, cursos profissionalizantes e pavimentação das rodovias municipais. Essas políticas acreditam os moradores, seriam incentivos para atração de empreendimentos privados. Contudo a análise dos dados da pesquisa revela de acordo com o resultado e

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o Fórum da Agenda Goiás 2005 – 2015 que morar na região com o maior produto interno bruto (PIB), um dos mais baixos índices de analfabetismo e com cidades dotadas de infra-estrutura bem acima da média do Estado, não é suficiente para o habitante da RMG, considerar, que vive em lugar desenvolvido. O artigo 2º da Lei Complementar nº. 2 de 0 de Dezembro de 1999 preceitua “A Região Metropolitana tem por finalidade integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum dos municípios dela integrantes”. Ainda o artigo º “O processo de planejamento, organização e execução das funções públicas de interesse comum à Grande Goiânia terá o caráter permanente e observará os seguintes princípios: I- Da autonomia municipal; II- Da co-gestão entre os poderes públicos estadual e municipal e a sociedade civil na formulação de planos, programas e execução de projetos, obras e serviços para quais sejam necessárias relações de compartilhamento intergovernamental dos agentes públicos”. Legalmente, o órgão que se reveste de maior importância pelas suas finalidades é o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia (CODEMETRO), de caráter normativo e deliberativo, inclui além dos campos funcionais previstos nos incisos I a VIII do art. 90 da Constituição Estadual, os seguintes: I- Planejamento; II- Política de Habitação e Meio-Ambiente; III- Desenvolvimento Econômico; IV- Promoção Social; V- Modernização Institucional. O artigo 10 da Lei Complementar nº.2 de 0 de Dezembro de 1999 preceitua “Fica o chefe do poder Executivo autorizado a constituir o Fundo de Desenvolvimento Metropolitano de Goiânia, a ser gerido pela Secretaria de Planejamento do Estado das Cidades, com a finalidade de dar suporte financeiro ao planejamento integrado e as ações conjuntas dele decorrentes, no que se refere às funções públicas de interesse comum entre o estado e os Municípios integrantes da Região”. A RMG conforme o art.1º da Lei Complementar nº 2, e na forma prevista nos artigos 90 e 91 da Constituição Estadual, é compreendida pelos municípios de Goiânia, Abadia de Goiás, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Goianápolis Goianira, Guapó, Hidrolandia, Nerópolis, Santo Antonio de Goiás, Senador Canedo e Trindade. Já a Região de Desenvolvimento Integrado de Goiânia, instituída pelo parágrafo 2º, da referida lei, é composta pelos seguintes municípios: Aragoiânia, Bela Vista, Bonfinópolis, Brasabrantes, Caldazinha, Caturaí, Gioanira, Guapó, Hidrolandia, Inhumas, Nova Veneza, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Teresópolis de Goiás e Trindade.

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Fonte: (1) Estimativa

IBGE

Elaboração:

SEPLAN

GO

/

SEPIN

/

Gerência

de

Estatística

Socioeconômico

2005.

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Ao longo das décadas de 50, 60, 0 e 80 verificaram-se os agravamentos dos problemas da Região Metropolitana, a população urbana se duplica entre os anos 60 e 0 com a taxa de urbanização chegando a 95,% da população. Com isso tanto o Governo Estadual como o Municipal passam a sofrer pressão sobre a necessidade dos serviços de infra-estrutura e sociais, principalmente em relação à moradia. Por outro lado do ponto de vista da economia, o setor da construção civil começa a se aquecer. A partir de 91 os municípios que compõem a RMG, tiveram em média, uma taxa de crescimento anual de ,42%, superior as do Estado que ficou em 2,66%. Nesse período Goiânia é palco das ocupações irregulares e clandestinas, e as conurbações com os municípios limítrofes não encontram resistência nas orientações locais.

“A ausência do poder público e o controle do capital imoRegião, geraram diversos problemas de ordem econômica, ambiental e de limites territoriais que continuam afetando as administrações municipais e as populações” (Agenda 21 Goiás, 2006, p.25).

Valores Relativos a 2002. Fonte: Secretaria da Fazenda do Estado de Goiás

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biliário sobre os espaços nos municípios mais dinâmicos da

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Os dados acima demonstram que a região foi favorável por 61,04% da arrecadação do ICMS do Estado o seu PIB em200 correspondeu a 1,02% e “os 20 municípios demandam um esforço concentrado dos agentes públicos.[...] A importância geopolítica da Região e que ela projeta uma boa amostra da economia do estado no geral, na medida que abarca praticamente todos os segmentos e atividades, com exceção do extrativismo mineral” (Governador Marconi Perillo, Agenda Goiás ,2006) . Estes e outros dados consultados nos permitem afirmar que a Goiânia a capital da Região Metropolitana deve ser o foco das atenções por ser a cidade mais povoada, por concentrar parte da produção econômica estadual e ao mesmo tempo concentra os maior problemas de ordem social, habitacional e ambiental.

Fonte: SANEAMENTO – IBGE (2) Gestão Autônoma () Gestão Compartilhada da SANEAGO

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Fonte:IBGE – Secretaria da Educação

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IDH – ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

Fonte: PNUD / IPEA/ FJP/ IBGE Classificação segundo IDH: Elevado (0,800 e superior).

Médio (0,500 – 0,99). Baixo (abaixo de 0,500).

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A Região Metropolitana possui a menor taxa de analfabetismo 6,6% em relação ao saneamento, (81,58%) da população possui água tratada e 54,82% da população é servida com coleta de esgoto. Entretanto esses dados não são suficientes para garantir o resgate em termos de investimentos, a dívida social com a população, em termos de infra-estrutura, sustentabilidade ambiental e social. Reverter este quadro de desigualdades sociais, e o combate ao flagelo da violência urbana, significa um esforço concentrado em busca de um trabalho integrado que tenha, “repercussões amplas nos aspectos econômicos e sociais [...] um trabalho mais efetivo que envolva todos os municípios e sua forças vivas, pode, de fato, resultar num dinamismo econômico, por meio da geração de emprego, com o imprescindível incentivo à maior produção e produtividade” (Prefeito Íris Resende, Agenda Goiás, 2006).

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Ao mesmo tempo em que são identificadas as potencialidades da RMG, como centro de influência regional, com localização geográfica estratégica, base econômica diversificada, com geração de empregos e potencial turístico o documento, Diretrizes para o Planejamento da Região Metropolitana, elaborado em parceria com a Seplan Estadual, UCG e ARCA traz como alerta os seguintes problemas: • O crescimento das demandas tem sido inversamente proporcional à capacidade de responder as necessidades da população, gerando a crescente insatisfação e exclusão, pela ausência de planejamento e dificuldades de gestão territorial; • A água potável principalmente é uma das grandes preocupações no esgotamento dos recursos naturais disponíveis ao atendimento das necessidades humanas;

• Agravam-se as condições pela ocupação desordenada, onerandose ainda mais os custos de infra-estrutura e transporte coletivo; • A geração crescente de resíduos e a sobrecarga do lançamento de efluentes nos cursos d água degradam ainda mais a qualidade de vida. Tal constatação origina-se da falta de orientação de planejamento, ao mesmo tempo em que os municípios não se constituem pólo de atração, tornando-se dependentes da capital. Outro aspecto relevante é a ausência de um pacto territorial para conter as cidades dentro dos limites da sustentabilidade urbana e a ocupação desordenada de seus espaços. A ausência da articulação e integração das ações tem se constituído entrave para a promoção do desenvolvimento integrado da RMG, que carece de um processo participativo e democrático na sua gestão, mesmo existindo um número significativo de conselhos comunitários nos municípios na RMG. ( tabela dos conselhos da RM) Na expectativa de minimizar os problemas e buscar atender as demandas da população, a construção da Agenda 21 de Goiânia, a revisão do Plano Diretor de Goiânia, a realização da 1ª e 2ª Conferências da Cidade de Goiânia, e ainda a 1ª e 2ª Conferência Estadual das Cidades, consubstanciadas nos Planos Plurianuais, nas LDOs e nos Orçamentos anuais, objetivaram consolidar programas, e projetos que viabilizem as demandas identificadas.

Cenário Desejável
O fato de Goiânia ser uma parte de uma significativa Região Metropolitana, que abrange 1 municípios com uma população de cerca de 2 milhões de habitantes, sugere mecanismos institucionais inovadores para a gestão da metrópole. O espaço metropolitano por se constituir, uma arena de conflitos de

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toda ordem, com reflexos diretos na cidade de Goiânia, deve exercer um papel preponderante na condução do processo de planejamento e da gestão metropolitana de forma articulada e participativa, que culminem no desenvolvimento da região e sua população. Ou seja, reverter o quadro de desigualdades sociais e a desordem urbana na ocupação e uso do solo, por meio da gestão compartilhada entre os municípios, espaços estes que carecem de desprendimento político e pessoal por parte dos gestores públicos. O desafio para a construção do cenário desejável é consolidar
“um Plano Diretor com perspectiva do planejamento estratégico que reflita sobre o papel dos municípios da RM, e como eles podem auxiliar na formulação da Metrópole Contemporânea” (Teixeira, 2005).

ceito de gestão partilhada, que seja capaz de estabelecer e definir contratos políticos acordados entre as instituições públicas e a sociedade, com base num processo permanente de mobilização para debates, diagnósticos e propostas que levem em consideração os interesses comuns e as ações consensuais para o futuro da região.

Diretrizes
• Políticas públicas que possibilitem um acesso mais amplo aos equipamentos públicos locais, evitando assim o grande fluxo da população do entorno para Goiânia; • Elaborar o Plano Diretor da Região Metropolitana de Goiânia • Programas de geração de emprego e renda localizados, evitando assim deslocamento de mão de obra para Goiânia; • Estimular a elaboração da legislação específica nos municípios do Entorno no sentido de combater o aparecimento de loteamentos clandestinos e irregulares, legislação esta que deve ser elaborada de forma interconectada com todos os municípios; • Instituição de um órgão de planejamento metropolitano que defina macro diretrizes para a região, indicando caminhos para a elaboração dos planos diretores locais; • Requalificação e reordenação dos aparelhos administrativos e técnicos em todos os municípios do Entorno, nos níveis estadual e municipal no sentido de dar maior agilidade ao processo de planejamento metropolitano; • Elaboração do Plano Diretor de Transporte da Região Metropolitana;

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Torna-se necessário, portanto como caminho a seguir, a adoção de um con-

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• Rediscussão e reelaboração dos projetos que causam grandes impactos para os municípios, sendo importante o respeito á autonomia dos municípios em relação ao uso do solo; • Colocar em funcionamento efetivo o CODEMETRO, instituído pela Lei Complementar nº 2 de 0 de Dezembro de 1999 e alterações posteriores, pela Secretaria das Cidades, ampliando a participação a todos os municípios participantes. • Garantir a articulação e integração entre a Prefeitura Municipal de Goiânia e o Governo do Estado de Goiás • Implantar um Sistema de avaliação dos impactos e desempenho das políticas públicas, programas e projetos. • Avaliar permanente da Gestão Metropolitana Integrada do Transporte. • Efetivar a Secretaria de Planejamento Municipal enquanto representante legal no CODEMETRO e a criação de um setor para desenvolvimento de atividades a nível técnico e administrativo • Ampliar a discussão da elaboração da Agenda 21 de Goiânia, Agenda 21 do Estado de Goiás e da Região Metropolitana, que considere os principais pontos de degradação do meio ambiente do entorno.

4- CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DA BACIA DO RIO MEIA PONTE E COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MEIA PONTE. Marcos Referenciais
O mau uso das águas, poluindo as nascentes e o leito dos rios, provocando o assoreamento, prejudicando o lençol freático e devastando as matas ciliares, vem contribuindo para a destruição do rio e com isso prejudicando a qualidade de vida das pessoas. Analisando essas realidades e preocupando-se com o futuro, foi criada a Lei Federal n. ° 9.4, de 08 de janeiro de 1991 , onde o Brasil adota uma nova concepção de gestão. A água passa a ser entendida como um bem de domínio público um recurso limitado e com valor econômico. Essa lei criou o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, os Conselhos Estaduais, os Comitês de Bacias e Agências de Água como parte do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Essas estruturas devem cuidar para que seja
1 Esta lei regulamento o inciso XIX do Art. 21 da constituição Federal.

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mantido o “espírito” da legislação: a descentralização das tomadas de decisões, proporcionada pela participação da sociedade civil. A Lei n. 1.12, de 16 de julho de 199, estabelece normas de orientação à política estadual de recursos hídricos, bem como ao sistema integrado de gerenciamento de recursos hídricos e dá outras providências. O Art. 25 desta lei cria os órgãos consultivos e deliberativos, de nível estratégico, com composição, organizações e competência e funcionamento definido em regulamento desta lei, os seguintes colegiados: I- Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERHI, de nível central; II- Comitês de Bacias Hidrográficas, com atuação em unidades hidrográficas estabelecidas pelo plano estadual de recursos hídricos. Um Comitê, bem como um Consórcio de Bacia Hidrográfica, tem de ser formado pela sociedade civil organizada (ONGs), com atuação comprovada dentro da bacia, pelos usuários da água – os quais podem ser exemplificados pelas industrias, produtores rurais, pecuaristas, comerciantes, hidrelétricas e empresas de abastecimento que fazem uso com a finalidade de produção ou consumo – e pelo poder público, isto é, por representantes dos Municípios, Estados ou União. Os três setores representativos da sociedade tornam-se os responsáveis por discutir a qualidade e a quantidade das águas e encontrar soluções para resolver os eventuais problemas. Eles também devem criar espaço para que a comunidade possa ser informada sobre a política das águas e participar democraticamente. A Política Nacional de Recursos Hídricos baseia-se nos seguintes fundamentos: I- a água é um bem de domínio público; II- a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico; III- em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessendentação de animais; IV- a gestão dos recursos hídricos deve sempre proporcionar o uso múltiplo das águas; V- a bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e atuação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos; VI- a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades. Ainda de acordo com esta Lei, para a efetivação da descentralização da Gestão Ambiental, são transferidos para as bacias hidrográficas os problemas e as decisões destas, quando se criam os seguintes órgãos: • Comitês de Bacias Hidrográficas

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• Agências de Bacias Hidrográficas • Consorcio de Bacias Hidrográficas e Associação de Usuários. Para se entender o que é Consórcio, Comitê e Agencia de Bacias Hidrográficas é necessário que se entenda primeiro o que é uma Bacia Hidrográfica: Segundo José Sales (199), a Bacia Hidrográfica não tem dimensão superficial definida e deságua diretamente no mar ou em um lago. A Sub-bacia Hidrográfica tem dimensão superficial que varia entre 20.000 a 00.00 ha., de acordo com as regiões do país e deságua diretamente em outro rio. A Microbacia Hidrográfica tem dimensão superficial menor que 20.000 ha, e deságua também em outro rio. A reunião de duas bacias próximas com características sócio-econômicas ou outras que as aproximam, para melhor planejar a sua gestão, é denominada Unidade Hidrográfica. No Brasil, as grandes Bacias Hidrográficas são: Amazonas, Tocantins-Araguaia, São Francisco, Paraná e as Bacias do Atlântico-Sul. Em Goiás estão as nascentes e os formadores das sub-bacias do Rio Tocantins, Araguaia, Paranaíba e São Francisco. Em Goiânia estão parte das nascentes e dos formadores da Sub-Bacia do Rio Meia Ponte, que é uma Sub-Bacia do Rio Paranaíba. A imensa malha fluvial que corta Goiânia apresenta duas características importantes: Todos os seus cursos d’água nascem dentro do próprio Município - com exceção do Ribeirão João Leite que nasce em Anápolis - e deságuam no Rio Meia Ponte, este por sua vez nasce na cidade de Itauçú e deságua no Rio Paranaíba, na cidade de Itumbiara. A outra característica é formada pela situação do Ribeirão Anicuns, cujos tributários estão em sua grande maioria na sua margem direita, região onde também está implantada a grande maioria dos bairros de Goiânia, proporcionando a ela uma topografia especial. A bacia hidrográfica, segundo Veiga da Cunha et al (1980),
“deve ser a unidade básica de gestão dos recursos hídricos. Através da rede de drenagem fluvial, a bacia hidrográfica integra grande parte das relações de causa e efeito no uso dos recursos hídricos. As unidades político – administrativas, como Municípios, Estados, Regiões e Paises, não apresentam, necessariamente, o caráter integrador da bacia hidrográfica. A adoção dessas unidades certamente traz dificuldades para a gestão, tornando-a parcial e ineficiente”. Ver nºde página

COMITêS DE bACIAS hIDROGRÁFICAS
A Resolução nº.00, de 10/04/2001, estabelece diretrizes para a formação e funcionamento dos Comitês de Bacias Hidrográficas no Estado de Goiás. De acordo com o disposto na Lei Federal n.9.4, de 08/01/9 e na Lei Estadual n.º.12, de 16/0/199, os Comitês de Bacias Hidrográficas, integrantes do Sistema Estadual de 

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Gerenciamento de Recursos Hídricos, são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas a serem exercidas na Bacia Hidrográfica de sua jurisdição. Os Comitês são cognominados de:
“parlamento das águas por serem não apenas um fórum de discussão, mas um Conselho com poder de decisão em relação a diversas questões relativas a recursos hídricos. São os Comitês que tomam decisões sobre as prioridades nas bacias, ou seja, decidem quais ações e obras devem ser realizadas, com os recursos financeiros colocados à sua disposição. Suas decisões são soberanas; os prefeitos, reunidos com a sociedade civil e os técnicos do Estado, decidem” (Machado et al, 2004).

A participação dos quatro segmentos (Municípios, Sociedade Civil, Usuários e Estado) permite que, gradativamente, cada um tome consciência do peso do seu voto, da sua palavra e da sua posição, nas decisões sobre o destino de sua região.

ganizado um grupo encarregado de divulgar as leis sobre os recursos hídricos e informações sobre comitês de bacias hidrográficas. Este grupo pode ser chamado de Grupo Executivo ou de Diretoria Provisória do Comitê. Em geral, é formado por representantes de órgãos estaduais, por representantes das prefeituras e por organizações da sociedade civil. Todos os participantes devem possuir um bom conhecimento de leis e gestão sobre recursos hídricos. Para que o grupo possa trabalhar com maior agilidade, é importante que o número de integrantes não ultrapasse de 10 pessoas. Os Comitês de Bacia Hidrográfica terão como área de atuação: I- a totalidade de uma bacia hidrográfica; II- sub-bacia hidrográfica de tributário do curso de água principal da bacia, ou de tributário desse tributário; ou III- grupo de bacias ou sub-bacias hidrográficas contíguas. Segundo essa lei, a instituição de Comitês de Bacia Hidrográfica em rios de domínio da União será efetivada por ato do Presidente da República. Ainda de acordo com a legislação, compete aos Comitês de Bacias Hidrográficas, no âmbito de sua área de atuação: • Promover o debate das questões relacionadas a recursos hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes; • Arbitrar, em primeira instancia administrativa, os conflitos relacionados aos recursos hídricos; • Aprovar o Plano de Recursos Hídricos da bacia;

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Para iniciar o processo de instalação de um comitê é necessário que seja or- 

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• Acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da bacia e sugerir as providências necessárias ao cumprimento de suas metas; • Acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da Bacia e sugerir as providencias necessárias ao cumprimento de suas metas; • Propor ao Conselho Nacional e aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos as acumulações, derivações, captações e lançamentos de pouca expressão, para efeito de isenção da obrigatoriedade da outorga de direitos de uso de recursos hídricos, de acordo com os domínios destes; • Estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de recursos hídricos e sugerir os valores a serem cobrados; • Estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo. • Quanto à sua composição, os Comitês de Bacia Hidrográfica são formados por representantes: • Da União; • Dos Estados e do Distrito Federal cujos territórios se situem, ainda que parcialmente, em suas respectivas áreas de atuação; • Dos Municípios situados, no todo ou em parte, em sua área de atuação; • Dos usuários das águas de sua área de atuação; • Das entidades civis de recursos hídricos com atuação comprovada na bacia.

AGêNCIAS DE bACIAS hIDROGRÁFICAS
Pela legislação federal, Agência de Bacias é pessoa jurídica sem fins lucrativos, organizados como fundação de direito privado, ou outra personalidade jurídica, e com a finalidade definida na legislação de recursos hídricos. A Agência é a entidade de apoio e de suporte operacional ao respectivo Comitê de Bacia. Possui funções importantes, como a de propor ao Comitê o plano de Bacias e os valores da cobrança pelo uso das águas. Apenas as Agências de Bacia (ou Agencia de Águas) ou, na sua falta, os Consórcios Intermunicipais/sociedade civil de interesse público estão credenciados a dar apoio ao Comitê de Bacia. 

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CONSóRCIO DE bACIAS hIDROGRÁFICAS E ASSOCIAçãO DE USUÁRIOS.
Consórcio Intermunicipal e ou Associação de Usuários, é o Contrato ou Convênio entre Prefeituras para, sem constituir uma pessoa jurídica, organizar serviços ou trabalhos de interesse comum. São freqüentes consórcios intermunicipais para compra de máquina, operação de aterro de lixo e outros serviços de interesse comum. O termo tem sido utilizado para designar associações intermunicipais e associações de usuários, organizados como associação civil, portanto uma pessoa jurídica. Também são freqüentes os consórcios entre empresas de consultoria para participar de licitações e prestação de serviços a terceiros, sem que seja necessária a criação de uma nova empresa. O termo consórcio, no sentido restrito, pressupõe um acordo entre entidades iguais, ou seja, entre prefeituras, entre empresas, mas não entre prefeituras e empresas.

Município, Estado e União, torna-se responsável pelas discussões sobre a qualidade e a quantidade das águas e devem encontrar soluções para resolver os eventuais problemas que surgirem, criando ao mesmo tempo, espaço para que a comunidade possa ser informada sobre a política das águas e participem democraticamente das discussões e decisões. O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte / COBAMP, instituído em conformidade com o disposto na Lei Estadual n°1.12, de 16 de julho de 199, é órgão colegiado, com atribuições deliberativas e consultivas, de nível regional e estratégico, do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de Goiás e vinculado ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos – CERHI. Esta lei estabelece normas de orientação à política estadual de recursos hídricos, bem como ao sistema integrado de gerenciamento de recursos hídricos e dá outras providências, já o Decreto n° 5.580, de 09 de abril de 2002, dispõe sobre a organização do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte / COBAMP; Este Comitê é o único do Estado de Goiás que está estruturado e funcionando com sua diretoria definitiva desde março de 200.

Composição do Comitê: O Comitê é formado por, no máximo, quarenta e cinco membros com direito a voto e respectivos suplentes, será composto por representantes: I- do Governo do Estado de Goiás, designados pelos titulares dos órgãos representados e que, prioritariamente, exerçam suas funções em unidades regionais localizadas na Bacia Hidrográfica do Rio Meia

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O Poder Público representado pelos três setores representativos da sociedade,

PRINCIPAIS hIDROGRAFIAS 

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Ponte; (junto com o Município de Goiânia - 40% do plenário) II- dos Municípios, com território total ou parcialmente, situado na Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte; III- dos Usuários dos recursos hídricos da bacia; (40%). IV- de entidades civis de defesa dos recursos hídricos e do meio ambiente com atuação comprovada na Bacia. (20%) O total de 45 membros com seus respectivos suplentes foram estabelecidos de acordo com o regimento interno do Comitê, observando-se os preceitos das Leis n.° 9.4/9 e 1.12/199. Define o mandato de dois anos, permitindo a reeleição para o cargo de Presidente e para Secretario - Executivo.

Competências da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte: • Promover o debate das questões relacionadas a Recursos Hídricos e articular a atuação das entidades intervenientes; • Arbitrar em instancia administrativa os conflitos relacionados aos Recursos Hídricos, inclusive os relativos aos Comitês de Bacias de cursos de água tributários; • Aprovar e acompanhar a execução do Plano de Recursos Hídricos da Bacia; • Estabelecer os mecanismos de cobrança pelo uso de Recursos Hídricos e propor os valores a serem cobrados; • Compatibilizar os planos de Bacias Hidrográficas de cursos d’águas de tributários, com o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica de sua jurisdição; • Submeter, obrigatoriamente, os Planos de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica a audiência pública; • Propor ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos as acumulações, derivações, captações e lançamentos de pouca expressão, para efeito de isenção da obrigatoriedade de outorga de direitos de uso de Recursos Hídricos, limitados à obrigação de cadastrar, de acordo com os domínios destes; • Estabelecer critérios e promover o rateio de custo das obras de uso múltiplo, de interesse comum ou coletivo; • Desenvolver e apoiar iniciativas em educação ambiental em consonância com a Lei Federal n. ° 9.95 de abril de 1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental; • Referendar o enquadramento dos corpos d’água em classe de uso preponderante para encaminhamento ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos, • Estabelecer as derivações insignificantes, observando a demanda e

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a disponibilidade hídrica de cada sub-bacia ou bacia; • Propor a criação da Agencia de Bacia; e • Elaborar, alterar, quando necessário e aprovar seu Regimento Interno.

Quadro Atual
Características do Rio Meia Ponte • Área de Drenagem – 12.180 km² • Perímetro – 68 km • Comprimento da bacia - 20 km • Percurso do Rio Meio Ponte - 41,6 km • Vazão mínima na foz –  m³/s • Vazão máxima na foz – 51m³/s • Vazão média na foz – 15 m³/s • Vazão média específica – 12,91/s/km² • Precipitação anual – 1.580 mm • Temperaturas médias – Máxima – 2,8° - 1,°C • Mínima – 14,0° - 20,0° C • Média - 20,2° - 2,8° C • População Urbana – 1.940.526 habitantes • População Rural – 4.898 habitantes • A área da Bacia representa ,56% da área do Estado com aproximadamente 50% da população. • Total de Municípios – 8 Municípios conforme lista a seguir:

Os Municípios que formam a bacia do Rio Meia Ponte são: Abadia de Goiás – Aloândia – Anápolis – Aparecida de Goiânia – Aragoiânia – bela vista de Goiás – bom jesus de Goiás – bonfinópolis – brazabrantes – Cachoeira Dourada – Caldazinha – Campo Limpo de Goiás – Cromínia – Damolândia – Goianápolis – Goiânia – Goianira – Goiatuba – hidrolândia – Inhumas – Itauçú – Itumbiara – Leopoldo de bulhões – Mairipotaba – Morrinhos – Nerópolis – Nova veneza – Ouro verde de Goiás – Panamá – Piracanjuba – Pontalina – Professor jamil – Santa Terezinha – Santo Antonio de Goiás – Senador Canedo – Silvânia – Taquaral de Goiás - Teresópolis de Goiás. 

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O processo de descentralização teve início no Estado de Goiás, em 1999, com a tentativa de criação do Consórcio Intermunicipal, fomentado pelo Governo Estadual. Entretanto, pelo contexto da época, a referida iniciativa não obteve êxito. Em seguida, ainda por iniciativa do Estado, foi criado projeto “Rio Meia Ponte, Rio por Inteiro”, sendo que este teria como apoio, convenio de cooperação técnica Brasil – Alemanha. Dentro desta proposta, no corrente ano, o Governo do Estado, encaminhou proposta ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos a qual em seguida foi sancionada como Lei Estadual que institui o primeiro Comitê Estadual. Após encontro ocorrido em 18 de dezembro de 2001, realizado no Paço Municipal, momento em que se deu inicio às atividades do Consórcio Municipal da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte. Nesta época foi contratada uma consultoria a fim de realizar Registro do Estatuto e Ata, cadastro nacional de pessoa jurídica e posterior abertura de conta corrente, serviços estes considerados indispensáveis ao pleno funcionamento institucional do Consórcio.

Cenário Desejável
Goiânia é parte significativa da Região Metropolitana de Goiânia, formada por 1 Municípios com aproximadamente dois milhões de habitantes, sendo que deste total, 1 milhão e 200 mil aproximadamente estão na capital. O Rio Meia Ponte, é de importância vital para Goiânia por ser o seu manancial, de abastecimento,apenas passa por ela, pois sua nascente principal assim como sua foz extrapolam os limites desta Região Metropolitana. Daí que o cenário desejável para esta situação é que o Consorcio e o Comitê, sejam órgãos atuantes e êxitosos nas ações sobre toda bacia do Rio Meia Ponte, integrando a população nas discussões sobre as políticas e ações capazes de assegurar a qualidade e a quantidade das águas. Tornando-os responsáveis pela gestão e criando espaço para que a comunidade possa ser informada também sobre a política das águas e dela participe democraticamente, garantindo desta forma o seu equilíbrio ambiental, econômico e social tanto para a população de Goiânia, como para aquelas que se situam a jusante, e para aquelas que se colocam a montante da Capital.

Diretrizes
• Realizar ações de preservação do Rio Meia Ponte em conjunto, quanto à fiscalização, preservação das nascentes e leitos e do próprio Rio Meia Ponte e seus Municípios; • Incentivar a integração e articulação entre as Prefeituras dos municípios;

GESTãO DA POLÍTICA URBANA 

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• Incentivar a Educação Ambiental junto às 40 indústrias da região e a comunidade ribeirinha e no reflorestamento das matas ciliares; • Incentivar e ajudar na recuperação das áreas degradadas; • Tornar as crianças, adolescentes e jovens como multiplicadores da Educação Ambiental, na preservação da Bacia do Rio Meia Ponte; • Incentivar e ajudar no reflorestamento das matas ciliares com árvores nativas e frutíferas, logrando recuperar a fauna e a vegetação local; • Envolver as Universidades, na pesquisa cientifica e na busca de espécies mais adequadas às condições de degradação do Rio Meia Ponte; • Estimular o Poder Público, a iniciativa privada e sociedade civil a atuar de forma responsável e participativa para que se estabeleça um novo pacto social, a fim de gerar um modelo de desenvolvimento capaz de garantir a preservação ambiental; • Gerar recursos para serem utilizados na proteção da bacia hidrográfica, com ações de reflorestamento das matas ciliares, obras de saneamento e educação ambiental; • Desencadear mecanismos de discussão e informações pertinentes à gestão da Bacia, através de eventos: Fóruns, Conferências, Congressos, Encontros; • Ampliar o mapeamento das fontes causadoras da poluição da Bacia; • Envolver mais municípios no gerenciamento da Bacia; • Criar estações de esgoto em Aparecida de Goiânia (segundo maior número de habitantes do Estado), já que ela possui apenas duas estações de tratamento, que atendem somente 8 dos 229 bairros do Município; • Monitorar as lavouras que se estendem até as margens dos cursos d’água e as dragas que extraem areia, provocando assoreamento.

DA GESTÃO URBANA

Política
A Política de Gestão Urbana do município de Goiânia será desenvolvida com base nos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade, eficácia, eficiência, transparência, democracia e participação popular, garantindo o 

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controle social sobre as políticas, planos programas e as ações numa perspectiva que considere a articulação e a integração interna e externa à administração do município.

Das Estratégias

As estratégias de Gestão Urbana têm como base às diretrizes de desenvolvimento para o município, visando o controle social sobre as políticas, os planos, os programas e as ações, numa perspectiva que considere a articulação, a integração, a participação e parcerias com diversos níveis do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil, a integração em nível interno da administração municipal e em nível externo com os municípios da Região Metropolitana e a recuperação plena da capacidade de planejamento e administrativa do município.

Constituem estratégias de Gestão Urbana: I- Articulação, integração, participação popular e parceria do poder público, iniciativa privada e sociedade civil do município de Goiânia, com objetivo de implementar o processo de gestão urbana compartilhada no município de Goiânia. II- Articulação e integração de políticas públicas do município com os municípios de sua Região Metropolitana, com vistas a implementar Políticas e Diretrizes Urbanísticas para a Região Metropolitana de Goiânia de forma conjunta com os municípios. III- Preservação e compatibilização das diretrizes do planejamento municipal com o planejamento dos recursos hídricos, por meio do fortalecimento do Consórcio Intermunicipal do Rio Meia Ponte, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte e da implantação das Unidades de Conservação. IV- Articulação e integração das diversas políticas públicas no âmbito do Município de Goiânia, para assegurar a articulação e integração entre os órgãos gestores das políticas públicas objetivando efetivar ações combinadas para a implantação de planos, programas e projetos maximizando prazos e recursos conforme interesses comuns. V- Reestruturação institucional, administrativa e de capacitação funcional da administração pública municipal, com o objetivo de recupe-

GESTãO DA POLÍTICA URBANA 

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rar a capacidade de Planejamento do Município, dotando-o de um Sistema Articulado de Gestão Interna (Planejamento e Coordenação), visando superar as arestas existentes entre os vários órgãos da Administração Municipal, promover a reestruturação administrativa e organizacional da Prefeitura Municipal de Goiânia, com ênfase na qualidade de serviços prestados, na eficiência da gestão e na redução dos gastos.

CENÁRIO DESEjÁvEL DO EIxO ESTRATéGICO GESTãO URbANA
Goiânia é uma cidade onde as dimensões dos problemas sociais, urbanos e ambientais se apresentam em condições possíveis de serem solucionados. Na situação em que se encontram, é possível definir procedimentos e decisões a partir de sua própria população, que permitam dar início á eliminação de alguns obstáculos que mais afligem e pressionam a administração municipal. Para a superação dos problemas existentes, necessário se faz estabelecer um novo tipo de desenvolvimento que possa beneficiar não só a população com maiores recursos, porém a todos indistintamente. Ou seja, o planejamento urbano ser pensado com base na dimensão integral da cidade com soluções sustentáveis ao longo do tempo. Esse é o objetivo do próprio governo do município de Goiânia, centrado nas pessoas, numa mudança qualitativa, onde o ser humano é colocado em primeiro lugar. Para tanto a construção do cenário desejável do Eixo Estratégico Gestão Urbana, define e conceitua seus temas relevantes no sentido de não só visualizar, mas sim garantir, uma nova forma de gestão democrática da cidade, capaz de criar oportunidades de progresso para a cidade e para o cidadão. Nessa perspectiva a Gestão Urbana resgatará a cidade e seu planejamento, com metas de planejamento e ações orientadas para eliminação da miséria, para a progressiva diminuição da pobreza e para a recuperação do meio ambiente urbano. O cenário desejável da gestão da cidade no SéculoXXI deve ter como principal eixo norteador a construção de processos e espaços institucionais que articulem a complementaridade necessária entre a participação da cidadania na alocação dos recursos orçamentários, espinha dorsal da administração do Estado moderno, a eficácia na prestação dos serviços e a visão do conjunto da cidade, da região e do estado. A integração de suas áreas, a efetivação do planejamento e das ações inter setoriais. 

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A Gestão da cidade de Goiânia, capital do Estado, Centro Administrativo e Político, Metrópole Regional, pólo de influencia regional, deve estabelecer integração e articulação, tanto horizontal entre os vários setores da administração pública municipal, e destes para a sociedade organizada, acadêmica e empresas. Verticalmente devem buscar maior sinergia com as esferas de administração estadual e federal. Concretizar essa integração e a intersetorialidade, significa reestruturar institucionalmente e administrativamente o Poder Público, capacitando-o para torná-lo mais ágil, mais qualificado e moderno e que possibilite a participação e influência da sociedade. Para realizar esse passo, será necessário recuperar e efetivar a capacidade de planejamento da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Planejamento, SEPLAM, reestruturando-o e requalificando-o, e implantando de fato um Sistema Municipal de Planejamento e de Informações. Se levarmos em conta, mais uma vez, o fato de Goiânia ser parte integrante de uma importante Região Metropolitana que abrange 1 municípios, e uma população de cerca de dois milhões de habitantes, a construção da Agenda 21 Metropolitana é fundamental, de forma a acelerar a integração entre as Agendas 21 de Goiânia, de Goiás, e o surgimento de mecanismos institucionais inovadores para a gestão da Metrópole. Dentro dessa perspectiva, necessário se faz reforçar o Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Meia Ponte, o Comitê Meia Ponte e as Agencias dos Recursos Hídricos, como instrumentos de gestão, no sentido de garantir a quantidade e qualidade da água, para que seja uma realidade concreta e de responsabilidade de toda população que dela fazem uso. Para tanto a participação popular deve ser fortalecida e respeitada, ampliada em todas as instâncias, não só para a tomada de decisões que resultarão na execução das ações e consequentemente na maior eficácia da gestão pública, como também, para que a sua capacitação resulte na preparação do cidadão para a vida política. Garantindo assim uma nova forma de gestão democrática. A construção desse cenário que se respalda na democracia participativa, na gestão eficaz, na informação e comunicação de qualidade, na transparência da gestão, se fundamenta na implantação do Sistema Municipal de Planejamento e Informação, com a máxima participação de todos os setores da Administração Municipal e da sociedade, como instrumento determinante da gestão das políticas públicas municipais e monitoramento dos planos estratégicos setoriais, dos programas e projetos da gestão de governo.

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Diretrizes
1. Valorizar a participação social, a capacitação da população e a formação de uma comunidade cívica, como condição fundamental na construção da cidade democrática. 2. Incentivar de forma planejada o funcionamento do Fórum de Educação Popular com vistas à formação sistemática das lideranças comunitárias. . Criar Fóruns, Local e Regional, de caráter permanente para discussão da cidade e de atividades que se constituam em fator importante, para o desenvolvimento na consciência do morador, de que a cidade é um espaço comum, de todos que nela habitam. 4. Criar o Conselho da Cidade, paritário, garantindo a representação dos segmentos organizados, conforme as determinações do Estatuto das Cidades, no prazo de 1 (hum) ano. 5. Reconhecer o Orçamento Participativo como instância direta de discussão local e regional no âmbito do município, sobre as questões da cidade. 6. Assegurar a criação das Regiões de Gestão do Planejamento, Administração e Participação da Comunidade, como espaço de deliberação sobre as políticas de desenvolvimento e das ações da Gestão. . Estimular parcerias entre os poderes Municipal, Estadual e Federal, buscando efetivar o fortalecimento das entidades comunitárias. 8. Promover a articulação que possibilite a elaboração de políticas públicas de âmbito metropolitano que facilite acesso aos equipamentos coletivos locais, reduzindo o fluxo e o movimento pendular da população da Região Metropolitana para Goiânia. 9. Articular ações de geração de trabalho e renda e de capacitação de mão de obra por meio de políticas de educação, ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico em consonância com os interesses locais evitando, assim, o deslocamento de mão de obra. 10.Estimular e participar da elaboração da Agenda 21 e do Plano Diretor da Região Metropolitana de Goiânia. 11.Articular e integrar as políticas públicas no âmbito do Município de Goiânia. 12.Garantir a participação dos órgãos gestores no Sistema Municipal de Planejamento e do Sistema de Informação do município. 1. Reestruturar institucional, administrativa e de capacitação funcional da Administração Pública Municipal. 14.Desenvolver política de capacitação e desenvolvimento humano, desenvolvimento tecnológico e operacional visando garantir um quadro técnico consolidado na estrutura organizacional da Prefeitura Municipal de Goiânia, que seja capaz de articular com os 

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profissionais da área, interna e externamente à administração, para viabilizar as diretrizes estabelecidas pela política. 15.Implementar o Sistema Municipal de Planejamento e do Sistema de Informações para o Planejamento. 16.Instituir ações de recomposição, revisão e requalificação do quadro funcional da Administração Municipal. 1.Instituir mecanismos de participação que possibilitem o envolvimento dos vários atores representativos, dos diferentes setores da sociedade, no processo de planejamento da cidade e na gestão compartilhada dos problemas metropolitanos. 18. Preservar os recursos hídricos do município, fortalecendo o Comitê Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, comitês das Bacias e Agências, visando a preservação da captação de água. 19. Instituir as regiões administrativas como unidades de planejamento, de controle, de participação popular, e acompanhamento das

DO SISTEMA MENTO
Objetivos

MUNICIPAL

DE

PLANEjA-

O Sistema Municipal de Planejamento, como um processo contínuo, dinâmico e flexível, tem como objetivos: I- Criar canais de participação e parcerias entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil; II- Garantir o controle social sobre as políticas, os planos, os programas e as ações; III- Garantir o gerenciamento eficaz, por meio da articulação e integração das diversas políticas públicas municipais, direcionando á melhoria da qualidade de vida; IV- Instituir um processo permanente, sistematizado e participativo de atualização do Plano Diretor de Goiânia; V- Garantir a articulação e integração das políticas públicas municipais com as da Região Metropolitana de Goiânia. VI- Assegurar a compatibilidade entre as Diretrizes do Plano Diretor e dos Planos Setoriais e a programação orçamentária expressa no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Anual;

GESTãO DA POLÍTICA URBANA

ações da gestão 

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VII-Aperfeiçoar o instrumental técnico e legal e modernizar as estruturas e procedimentos administrativos, visando maior eficácia na implementação do Plano Diretor e dos Planos Setoriais;

Níveis de Atuação
O Sistema de Planejamento do Município de Goiânia atua nos seguintes níveis: I- Nível de formação das estratégias de políticas e de atualização permanente do Plano de Desenvolvimento do Município de Goiânia; II- Nível de gerenciamento do plano, de formação e aprovação dos programas e projetos para a sua implementação; III- Nível de monitoramento e controle dos instrumentos de aplicação e dos programas e projetos aprovados.

Composição
O Sistema de Planejamento Urbano do Município é composto pelos órgãos de assessoria, o Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR, pelo órgão central, Secretaria Municipal de Planejamento – SEPLAM e demais órgãos setoriais da administração direta e indireta que estejam associadas ao ordenamento territorial e urbano.

DO SISTEMA DE INFORMAçõES URbANAS DO MUNICíPIO DE GOIÂNIA
Objetivos
O Sistema de Informações Urbanas do Município de Goiânia será instituído para favorecer o processo de decisão e coordenação das atividades governamentais referentes aos aspectos territoriais e urbanos sobre o uso e ocupação do solo e sobre os aspectos sociais e econômicos da população do município e das áreas conurbadas em meio georeferenciado e terá como objetivos:

1. Coletar, organizar, produzir e disseminar informações sobre o território e sua população; 2. Facultar á população o acesso a informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, assim como a consulta de 

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documentos, relatórios técnicos e demais estudos elaborados pelo órgão de planejamento, especialmente os planos; . oferecer subsídios e apoio ao processo de decisão das ações urbanas; 4. oferecer subsídios e apoio ao Sistema de Municipal de Planejamento.

Componentes
Todos os órgãos que compõem o Sistema Municipal de Planejamento deverão alimentar o Sistema de Informações Urbanas.

Estratégias
Legalidade, moralidade, divulgação, impessoalidade, eficácia, eficiência, transparência, democracia e participação popular deverão ser os princípios norteadores da política adotada na gestão urbana do município de Goiânia. Dentro desse espírito foram formuladas as diretrizes de desenvolvimento para o município. Essas diretrizes serviram como base para as estratégias de gestão urbana. Há de se ressaltar que as estratégias almejam propiciar o controle social sobre as políticas, os planos, os programas e as ações adotados. Tal perspectiva considera importantes a articulação, a integração, a participação e as parcerias com os diversos âmbitos do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil. A integração deverá se efetivar entre as diferentes instâncias internas da administração municipal e entre esta e o meio externo, ou seja, os municípios da região metropolitana. Assim, espera-se alcançar a plena capacidade de planejamento e administração do município. São estratégias de gestão urbana: 1. Promover o processo de gestão urbana compartilhada por meio da articulação, integração, participação popular e parceria entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil do município de Goiânia. 2. Implementar políticas e diretrizes urbanísticas que abarquem, como conjunto articulado e integrado, o município de Goiânia e os municípios de sua região metropolitana.

GESTãO DA POLÍTICA URBANA

CENÁRIO DESEjÁvEL DO EIxO ESTRATéGICO GESTãO URbANA 

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. Compatibilizar as diretrizes do planejamento municipal com o planejamento dos recursos hídricos por meio do fortalecimento do Consórcio Intermunicipal do Rio Meia Ponte, Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte e da implantação de outras unidades de conservação. 4. Maximizar recursos e minimizar prazos na implantação de planos, programas e projetos, por meio da articulação e integração dos diferentes órgãos gestores de políticas públicas do município. 5. Recuperar a capacidade de planejamento do município por meio da reestruturação institucional, administrativa e da capacitação funcional da administração pública municipal, dotando-a de um sistema articulador de gestão interna, visando superar as divergências entre os vários órgãos administrativos existentes. 6. Reestruturar e reorganizar a administração da Prefeitura Municipal de Goiânia no intuito de oferecer, por meio de uma gestão eficiente, qualidade de serviços e redução de gastos.

Cenário desejável
Os problemas sociais, urbanos e ambientais de Goiânia ainda são passíveis de serem sanados. Devido à sua dimensão e características é possível definir procedimentos, buscados na participação popular, com vistas a solucionar problemas que se configuram como verdadeiros entraves que afligem e pressionam a administração municipal. As soluções devem abarcar, indistintamente, toda a população, independentemente de seus recursos financeiros. Para que isso seja possível, o planejamento urbano deverá pensar a cidade em todas as suas dimensões, buscando soluções sustentáveis que se mantenham eficientes ao longo do tempo. É nesse sentido que o governo do município de Goiânia está trabalhando. A mudança qualitativa vem de uma mudança de enfoque: o ser humano é colocado em primeiro lugar. Sem perder essa perspectiva, a construção do cenário desejável do Eixo Estratégico Gestão Urbana define seus temas relevantes para garantir uma nova forma de gestão democrática da cidade, capaz de criar oportunidades de progresso para a cidade e para o cidadão. Assim, a gestão urbana deverá estabelecer metas de planejamento e ações que visem a eliminação da miséria, a progressiva diminuição da pobreza e a recuperação do meio ambiente urbano. O cenário desejável para cidade do século 21 deve ser desenhado pela alo- 

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cação democrática dos recursos orçamentários, eficácia na prestação de serviços, integração de suas diversas áreas e efetivação do planejamento e das ações inter setoriais. Além disso, a cidade precisa ser vista como parte de conjunto, ou seja, inserida em seus contextos estadual, regional e nacional. A gestão da cidade de Goiânia deve compreender a cidade em toda a sua complexidade: capital do estado, centro administrativo, político, econômico, metrópole regional e pólo de influência. Por isso, é necessário buscar integração e articulação em todos os sentidos. Horizontalmente, entre os vários setores da administração pública municipal e destes com a sociedade organizada, a academia e as empresas. Verticalmente, potencializando a sinergia com as esferas de administração estadual e federal. Concretizar essa integração e inter setorialidade significa reestruturar institucional e administrativamente o Poder Público, capacitando-o para tornar-se mais ágil, qualificado e aberto à participação da sociedade. Para isso será necessário recuperar a capacidade de planejamento da Secretaria Municipal de planejamento (SEPLAM), reorganizando-a, requalificando-a e implantando um sistema municipal de planejamento e de informações eficiente. Como Goiânia é parte integrante de uma região metropolitana que abrange 1 municípios, abarcando uma população de cerca de dois milhões de habitantes, a construção da Agenda 21 Metropolitana é fundamental. Deve-se, também, buscar integrá-la às Agendas 21 de Goiânia e de Goiás, além de incentivar o surgimento de mecanismos institucionais inovadores para a gestão da Metrópole. Nessa perspectiva, faz-se necessário reforçar o Consórcio Intermunicipal da Bacia do Rio Meia Ponte, o Comitê Meia Ponte e as Agências dos Recursos Hídricos como instrumentos de gestão. Assim, a garantia da quantidade e da qualidade da água também será responsabilidade da população usuária. A participação popular deve ser fortalecida, respeitada e ampliada em todas as instâncias para que se garantam as ações, levando à conseqüente eficácia da gestão pública. Essa atitude prepara o cidadão para a vida política e estabelece uma nova forma de gestão democrática. Finalmente, vale salientar que a construção desse cenário se respalda na democracia participativa, na gestão eficaz, na informação e comunicação de qualidade e na transparência da gestão. Para que ele se concretize, é fundamental a implantação do Sistema Municipal de Planejamento e Informação, contando com a máxima participação de todos os setores da administração municipal e da sociedade. Ele será o instrumento determinante da gestão das políticas públicas municipais e do monitoramento dos planos estratégicos setoriais, dos programas e projetos da gestão do governo.

GESTãO DA POLÍTICA URBANA 

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Diretrizes
1. Valorizar a participação social, a capacitação da população e a formação de uma comunidade cívica, fatores fundamentais na construção da cidade democrática. 2. Planejar e incentivar o funcionamento do Fórum de Educação Popular, visando a formação sistemática das lideranças comunitárias. . Criar Fóruns de caráter permanente, locais e regionais, para a discussão da cidade, conscientizando o morador de que o espaço em que habita é comum a todos. 4. Criar o Conselho da Cidade, paritário, garantindo a representação dos segmentos organizados, conforme as determinações do Estatuto das Cidades, no prazo de um ano. 5. Reconhecer o Orçamento Participativo como instância direta de discussão sobre as questões da cidade, no âmbito local e regional. 6. Assegurar a criação das regiões de gestão do planejamento, com administração e participação da comunidade, como espaços de deliberação das políticas de desenvolvimento e das ações da gestão. . Estimular parcerias entre os poderes Municipal, Estadual e Federal, buscando efetivar o fortalecimento das entidades comunitárias. 8. Promover a elaboração de políticas públicas de âmbito metropolitano que facilitem o acesso aos equipamentos coletivos locais, reduzindo o fluxo e o movimento pendular da população da região metropolitana para Goiânia. 9. Elaborar ações de geração de trabalho e renda e de capacitação de mão-de-obra por meio de políticas de educação, ciência, tecnologia e desenvolvimento econômico em consonância com os interesses locais evitando, assim, o deslocamento de trabalhadores. 10. Participar da elaboração e estimular a Agenda 21 e o Plano Diretor da região metropolitana de Goiânia. 11. Articular e integrar as políticas públicas no âmbito do município de Goiânia. 12. Garantir a participação dos órgãos gestores no Sistema Municipal de Planejamento e do Sistema de Informação do Município. 1. Promover a reestruturação institucional, administrativa e de capacitação funcional da administração pública municipal. 14. Desenvolver uma política de capacitação e desenvolvimento humano, tecnológico e operacional visando consolidar um quadro técnico na estrutura organizacional da Prefeitura Municipal de Goiânia. Esses profissionais deverão ser capazes de interagir com os colegas, internos e externos à administração, para viabilizar as diretrizes estabelecidas. 15. Implementar o Sistema Municipal de Planejamento e o Sistema de Informações para o Planejamento. 

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16. Instituir ações de recomposição, revisão e requalificação do quadro funcional da Administração Municipal. 1. Instituir mecanismos de participação que possibilitem o envolvimento dos vários representantes dos diferentes setores da sociedade, no processo de planejamento da cidade e na gestão compartilhada dos problemas metropolitanos. 18. Preservar os recursos hídricos do município, fortalecendo o Comitê Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, comitês das bacias e agências.

SISTEMA MUNICIPAL DE PLANEjAMENTO
Objetivos
trabalho contínuo, dinâmico e flexível, tem como objetivos: 1. Criar canais de participação e parceria entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil. 2. Garantir o controle social sobre as políticas, os planos, os programas e as ações. . Garantir o gerenciamento eficaz, por meio da articulação e integração das diversas políticas públicas municipais, buscando a melhoria da qualidade de vida. 4. Instituir um processo permanente, sistematizado e participativo de atualização do Plano Diretor de Goiânia. 5. Garantir a articulação e integração das políticas públicas municipais com as da região metropolitana de Goiânia. 6. Assegurar a compatibilidade entre as Diretrizes do Plano Diretor e dos Planos Setoriais e a programação orçamentária expressa no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Orçamento Anual. . Aperfeiçoar o instrumental técnico e legal e modernizar as estruturas e procedimentos administrativos, visando maior eficácia na implementação do Plano Diretor e dos Planos Setoriais.

Competências de Atuação
São atribuições do Sistema de Planejamento do Município de Goiânia: 1. Formação das estratégias de políticas e de atualização permanente do Plano de Desenvolvimento do Município de Goiânia.

GESTãO DA POLÍTICA URBANA

O Sistema Municipal de Planejamento, como gerenciador de um processo de 

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2. Gerenciamento do plano, de formação e aprovação dos programas e projetos para a sua implementação. . Monitoramento e controle dos instrumentos de aplicação e dos programas e projetos aprovados.

Composição
O Sistema de Planejamento Urbano do Município é composto pelos órgãos de assessoria, o Conselho Municipal de Política Urbana (COMPUR), pelo órgão central, Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAM), e os demais órgãos setoriais da administração direta e indireta associadas ao ordenamento territorial e urbano.

SISTEMA DE INFORMAçõES URbANAS DO MUNICíPIO DE GOIÂNIA
Objetivos
O Sistema de Informações Urbanas do Município de Goiânia será instituído para fomentar o processo de decisão e a coordenação das atividades governamentais referentes à população do município e das áreas conurbadas em meio geo referenciado. Tratará dos aspectos sociais, econômicos, territoriais e urbanos, como o uso e a ocupação do solo. Serão seus objetivos: 1. Coletar, organizar, produzir e disseminar informações sobre o território e sua população. 2. Facultar à população o acesso às informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo, assim como a consulta a documentos, relatórios técnicos e demais estudos elaborados pelo órgão de planejamento, especialmente os planos. . Oferecer subsídios e apoio ao processo de decisão das ações urbanas. 4. Oferecer subsídios e apoio ao Sistema Municipal de Planejamento.

Componentes
Todos os órgãos que compõem o Sistema Municipal de Planejamento deverão alimentar o Sistema de Informações Urbanas. 

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EIXO ESTRATÉGICO ATUALIZAçãO NORMATIVA
O eixo objetiva garantir a regulamentação, das normas urbanísticas, atendendo as diretrizes do Plano Diretor traduzidas de maneira clara e de fácil entendimento para o cidadão.

ATUALIZAçãO NORMATIVA 

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INTRODUçãO
O Estatuto da Cidade, lei federal nº 10.25, de 10 de julho de 2001, regulamenta os artigos 182 e 18 da Constituição Federal e estabelece os parâmetros e diretrizes da política urbana no Brasil. Em seu art. 2º, preceitua que “A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana mediante (...) diretrizes gerais.” Dentre as diretrizes gerais definidas nesse artigo, vale destacar o item XV, que assim se apresenta: “simplificação da legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo e das normas edilícias com vistas a permitir a redução dos custos e o aumento da oferta dos lotes e unidades habitacionais.” Assim, com o objetivo de garantir a aplicabilidade das diretrizes definidas pelos demais eixos estratégicos, estabelecidos na revisão do Plano Diretor, faz-se necessária a revisão e atualização de toda a legislação urbanística municipal. A cidade ideal, ordenada e planejada para o cidadão, só pode ser viabilizada quando se consegue rever, adequar e atualizar constantemente as normas que regulamentam o parcelamento, o uso e ocupação do espaço urbano e as edificações que nele se inserem, fazendo uma leitura do passado e lançando um novo olhar em direção ao futuro da cidade.

Breve histórico da legislação urbanística do município de Goiânia
A regulamentação da ocupação do espaço urbano, como forma de garantir a adequada implantação dos projetos urbanísticos e a implementação das diretrizes estabelecidas pelo planejamento, esteve presente desde a fundação da cidade de Goiânia. O primeiro Plano Diretor foi entregue em 10 de janeiro de 195 e delineava o traçado urbanístico da cidade, bem como os limites da zona urbana. Dez anos depois, em 19, a portaria nº 8 de 14/08/19, da Superintendência Geral das Obras de Goiânia baixava normas gerais para a regulamentação de construções no município. Essas regras, de forma preliminar, são consideradas como o Primeiro Código de Edificações de Goiânia. Em 194 foi aprovado o Código de Edificações de Goiânia (lei municipal nº 54, de 12/05/194) que abrangia toda a legislação urbana, ou seja, Lei de Zonea-

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mento, Lei de Loteamentos e Lei de Uso e Ocupação do Solo. A consolidação de Goiânia como pólo da região Centro-Oeste, nas décadas de 1950 e 1960, levou à instituição do processo de planejamento urbano continuado e à elaboração de um novo Plano Diretor. A convite da Prefeitura de Goiânia, o arquiteto e urbanista paulista Luís Saia foi o responsável pela nova empreitada. O plano foi concluído em 1962 e logo atropelado pela convulsão política que desaguou no regime autoritário de 1964. Na década de 1960, diante do processo de verticalização e da expansão dos limites da área urbana, contratou-se uma empresa privada, a SERETE Engenharia S/A, para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia, o PDIG, concluído em 1968 e aprovado em 191 com a Lei Municipal nº 4.52, de 1/12/191. No ano de 195, a lei nº 5.019, de 08/10/195, estabeleceu que a estrutura viária deveria estar articulada com o zoneamento, criou o Instituto de Planejamento Municipal (IPLAN) e instituiu uma nova legislação de zoneamento e uso do solo. Nesse mesmo ano, em 25/11/195, foi aprovada a lei nº 5.062, o Código de Edificações do Município de Goiânia, que se encontra em vigor até os dias de hoje. No final da década de 190, a lei federal nº 666, de 19/12/199, dispôs e definiu as diretrizes gerais para o parcelamento do solo urbano. Passou a ser a principal regulamentação sobre o assunto e encontra-se ainda em vigor. Em 19/12/1980, foi aprovada a lei nº 5.5 que substituiu o zoneamento e uso do solo previsto na lei nº 5.019/5. A partir de 1988 retomou-se a discussão sobre um novo Plano de Desenvolvimento para Goiânia, em parte por exigência da Constituição Federal de 1988 e, posteriormente, da Lei Orgânica do Município, de 1990. No início da década de 1990, a lei complementar nº 010, de 0/12/91, dispôs sobre o processo de planejamento urbano no município, criou o Conselho Municipal de Política Urbana (COMPUR) e dispôs sobre a necessidade de um novo Plano Diretor. No ano seguinte, a lei complementar nº 015, de 0/12/1992, instituiu o novo Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia (PDIG). Para desenvolver o PDIG/92 foi contratada a firma Engevix Engenharia S/A que, sob a coordenação técnica da Secretaria Municipal de Planejamento, elaborou a proposta do projeto de lei e traçou suas diretrizes gerais. Nessa mesma data também foi aprovada a lei complementar nº 014, o Código 

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de Posturas do Município de Goiânia, que definiu as normas gerais de convivência e uso do espaço urbano. Essa lei também se encontra em vigor até os dias de hoje. Em 199, a lei municipal nº .222, de 20/09/9, estabeleceu condições especiais para a aprovação de novos parcelamentos. A regulamentação do PDIG de 1992 somente foi aprovada em 29/12/1994, com a lei complementar nº 01, que estabeleceu o novo uso e ocupação do solo. Essa lei encontra-se em vigor, mas passou por diversas regulamentações e alterações ao longo dos anos. Em 1998, o decreto nº 2.202, de 0/11/1998, regulamentou o Código de Edificações (lei 5.062/5) complementando-o naquilo que era necessário. De 1998 até hoje, várias alterações foram introduzidas nas leis de parcelamento, normas edilícias, de zoneamento e uso do solo, sempre tentando atualizá-las. A legislação em vigor buscou traduzir as propostas almejadas pelo PDIG de 1992. No entanto, por motivos diversos, não conseguiu cumprir plenamente sua cados. A legislação que se busca, nesse eixo estratégico de atualização normativa, será a tradução das novas diretrizes que vão conduzir Goiânia pelos próximos anos. função e, com isso, vários programas e diretrizes não foram regulamentados e apli-

Metodologia de trabalho
A atualização da legislação passa, obrigatoriamente, pela revisão da legislação urbanística atualmente em vigor, cuja relação consta nos anexos I, II e III. A revisão foi realizada seguindo etapas distintas: levantamento, análise e proposta revisada e atualizada.

Levantamento
Em todo processo de revisão o levantamento é etapa fundamental. A busca de toda a legislação urbanística em vigor permite uma leitura da situação atual. Nessa etapa, identificou-se o objeto tratado na legislação e respectivos regulamentos e a forma como ocorreram as modificações ao longo do tempo. Em seguida, compilou-se e unificou-se a legislação específica. A compilação resultou em um texto para cada assunto: parcelamento, normas edilícias, zoneamento e uso e ocupação do solo.

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O resultado da primeira etapa permitiu disponibilizar toda a legislação em estudo para a população, que pode consultá-la via internet no seguinte endereço: www.goiânia.go.gov.br.

Análise
Para a avaliação da legislação urbanística em vigor foram estabelecidos pontos essenciais a serem considerados. Assim, buscou-se os artigos em desuso, os que geram maiores polêmicas e os que permitem múltiplas interpretações por falta de objetividade e clareza. Além disso, questionou-se a abrangência da legislação atual: suas diretrizes abarcam todos os aspectos do espaço urbano? Há muito, as legislações específicas necessitam de revisão por causa das alterações ocorridas no espaço urbano ao longo do tempo e para adequá-las às tendências atuais de ocupação. Dentre os itens em análise, apresentam-se, a seguir, as principais considerações.

Normas edilícias
O Código de Edificações em vigor, lei nº 5062, foi aprovado no ano de 195. Nesses trinta anos, poucas alterações e adequações foram implementadas. Em conseqüência ele tornou-se desatualizado. Muitos dos artigos foram caindo em desuso pela própria dinâmica do espaço urbano. A análise da lei 5062/5, e das leis e regulamentações complementares, permitiu a constatação de que há uma tutela excessiva na definição das normas de construção, desde a obrigatoriedade de apartamento de zelador em habitações coletivas, até a exigência de áreas e dimensões mínimas para os ambientes internos das habitações unifamiliares. Na revisão e a atualização da legislação pertinente às normas edilícias deve-se observar, dentre outros aspectos: • A redefinição dos trâmites dos processos de aprovação, segundo a tipologia das edificações. • A revisão e redefinição dos parâmetros urbanísticos para habitações seriadas em função do número de unidades. • A definição de critérios mínimos para projetos de habitações coletivas, sempre no intuito de garantir o adequado aproveitamento do espaço com o devido conforto e salubridade dos ambientes. 

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• A redefinição dos parâmetros urbanísticos essenciais para edificações comerciais de uso específico como: hotéis, pensionatos, estabelecimentos de saúde e educação e locais de reunião. • A redefinição da regulamentação de elementos construtivos acessórios às edificações, tais como: calçadas, muros divisórios, muros de arrimo, dentre outros.

Parcelamento As diretrizes para o parcelamento do solo urbano estão definidas, prioritariamente, pela lei federal 666/9, com suas alterações, e pelas leis municipais nºs 4.526/1 e .222/9. Observa-se que a última está dentro dos objetivos do Plano de Desenvolvimento Integrado de 1992. A análise dessa legislação, e das demais leis e decretos regulamentadores, expôs a necessidade de se rever e atualizar os assuntos expostos a seguir.

• Redefinição dos trâmites de processos de aprovação de parcelamentos. • Diretrizes para apresentação do projeto urbanístico para aprovação. Quanto às exigências legais – alteração de dispositivo de lei: • Redefinição de prazos diferenciados para implantação de infra-estrutura. • Redefinição de índices referentes ao sistema viário e equipamentos urbanos. • Responsabilidade pela implantação de infra-estrutura em parcelamentos abertos ou fechados. • Diretrizes para o controle adequado da drenagem do solo nas áreas urbanas.

zoneamento e Uso do Solo A regulamentação do Plano Diretor, com vistas a garantir o adequado ordenamento do território, é função preponderante da Lei de Zoneamento e de Uso e Ocupação do Solo. A atual Lei de Zoneamento, lei 01/1994, foi elaborada com a finalidade de regulamentar o Plano de Desenvolvimento Integrado de 1992.

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Quanto ao rito processual – procedimentos administrativos: 

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Alguns dos instrumentos de indução do desenvolvimento urbano previstos no Estatuto da Cidade, lei federal nº 10.25/2001, já se encontram contemplados pela legislação atual. São eles: IPTU Progressivo no Tempo, Consórcio Imobiliário, Outorga Onerosa do Direito de Construir, Operações Urbanas e Transferência do Direito de Construir. A regulamentação que garante a aplicabilidade e define os parâmetros para a implantação desses instrumentos foi parcialmente contemplada pela legislação em vigor, por isso nem todos puderam ser aplicados de forma efetiva. Assim, pode-se inferir que quando os instrumentos não são devidamente regulamentados são grandes os prejuízos para o espaço urbano. A análise da lei 01/1994, e das leis e decretos complementares, resultou nas seguintes considerações: • O zoneamento definido para toda a área urbana e de expansão urbana criou tipologias cuja regulamentação não chegou a ser efetivada. Com isso, o planejamento urbano de determinadas zonas ficou prejudicado, pois faltaram parâmetros urbanísticos específicos e implantação de programas especiais que garantissem atingir as metas delineadas no PDIG/92. É o caso das Zonas de Revitalização Funcional, Histórica, Cultural, Urbanística e Urbanístico-Ambiental. • As densidades demográficas devem ser redefinidas dentro de parâmetros claros e objetivos que permitam o adequado controle e a eficiente ocupação do espaço urbano. • É necessário regulamentar a categoria de Uso Especial, redefinindo o conceito e estabelecendo os parâmetros urbanísticos mínimos para a manutenção do adequado ordenamento do espaço urbano destinado à implantação do referido uso. • Deve-se regulamentar o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), instrumento essencial para definição de parâmetros urbanísticos para grandes equipamentos. • É preciso garantir, por meio de regulamentação, a aplicação eficaz dos instrumentos de indução do desenvolvimento urbano: ITU/IPTU Progressivo no Tempo, Direito de Preempção, Operações Urbanas, dentre outros. • Critérios claros e objetivos devem ser definidos para implantação de projetos e ocupação de áreas de proteção ambiental. • Redefinir a fração ideal mínima de terreno para as habitações. 

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Fiscalização e monitoramento Qualquer proposta de definição e implementação de diretrizes urbanísticas, para um planejamento urbano a médio e longo prazos, só se realiza se houver o adequado monitoramento e fiscalização em sua aplicação. Portanto, para cada exigência legal definida pelo planejamento urbano, deverão ser previstos os instrumentos reguladores adequados. Ressalte-se que, paralelamente ao monitoramento e à fiscalização, deve-se orientar e esclarecer o cidadão sobre as diretrizes pactuadas com a sociedade pelo Plano Diretor. Também é necessário aplicar as sanções previstas na legislação com vistas a garantir os resultados planejados e esperados.

Resultado: proposta revisada e atualizada Esta etapa consiste na atualização e adequação da legislação urbanística segundo as diretrizes estabelecidas no Plano Diretor. Somente será possível concluí-la diretrizes a serem observadas e regulamentadas em lei. A atualização, com proposta de nova legislação, deverá ser realizada em tempo hábil, permitindo a pronta aplicação das diretrizes do plano assim que ele entrar em vigor, observada a vacatio legis, ou seja, o período de tempo entre a publicação da lei e a sua vigência. Para garantir que a regulamentação dessas diretrizes se traduza em uma legislação clara, objetiva e de fácil entendimento por parte do cidadão, serão realizados fóruns de discussão com entidades representativas de setores organizados da sociedade. Esgotadas as discussões e feitos os ajustes ao conteúdo de cada legislação, os textos serão organizados e formatados pela Assessoria Jurídica do Plano Diretor, com a finalidade de adequá-los às normas previstas na lei complementar nº 095/2000, que dispõe sobre a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis. O anteprojeto de lei será, então, encaminhado à Câmara Municipal para apreciação e aprovação.

Programa de atualização normativa
O trabalho de atualização normativa apresenta um caráter dinâmico, necessitando, portanto, de constante acompanhamento.

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após a aprovação do Plano Diretor pelo Legislativo Municipal e a definição clara das 

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Para a eficácia da aplicação das diretrizes traçadas no Plano Diretor, é imprescindível estar atento às alterações da legislação urbanística, mantendo-a atualizada. A atualização constante somente será possível se for estabelecido um Programa de Atualização Normativa que, junto ao monitoramento do Plano Diretor, ajude a atingir os objetivos e metas propostos.

Considerações finais
A atualização normativa não se restringe às Normas Edilícias, Parcelamento e Zoneamento e Uso do Solo. Outros assuntos deverão ser objeto de revisão e atualização, sempre com o intuito de se garantir a implantação das diretrizes do Plano Diretor. Estão previstas atualizações das legislações municipais pertinentes à legislação ambiental, legislação de costumes e posturas e legislação do patrimônio histórico. Definir regras para o espaço urbano, que é dinâmico e encontra-se em constante mutação, não é tarefa fácil. Estabelecer normas que garantam a adequada implantação das diretrizes estabelecidas no planejamento urbano é o desafio imediato, porém, a observação e aplicação dessas normas são incógnitas que só o futuro poderá revelar. 

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FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR

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PREMISSAS
1. Consolidação da Metrópole
O Centro-Oeste vem se transformando no maior produtor de alimentos do Brasil. É o primeiro na produção de carne bovina industrializada, o segundo maior produtor de soja e em exportação de frangos. Pode-se dizer que o Centro-Oeste reafirma sua vocação com base no agronegócio, estruturando-se e modernizandose com tecnologias avançadas de produção. Neste contexto regional, Goiás se prepara para ser o principal estado a valorizar os produtos primários, ou seja, ser a maior base do agronegócio do Centro-Oeste. Isso é devido às suas vantagens espaciais e logísticas competitivas e, principalmente, ao avanço da produção de alimentos industrializados, tanto em Rio Verde, Itumbiara e Anápolis, quanto em Catalão, pela verticalização do fosfato, insumo importante para o avanço da produção de alimentos. Contraditoriamente à vocação da região e do estado, Goiânia não se posiciona como a capital do agronegócio. Também não se prepara para ser um centro industrial alternativo à desindustrialização do Sudeste brasileiro. De forma incipiente, é uma cidade com tendência para o setor de serviços. Os estudos e os debates permitiram concluir que Goiânia deverá se preparar para dar suporte, enquanto metrópole regional, para o desenvolvimento do estado de Goiás e Centro-Oeste e se articular economicamente na rede de cidades brasileiras. Como estratégia, o Plano Diretor de Goiânia estabelece princípios, objetivos e diretrizes para que a cidade, no futuro, exerça as funções de Metrópole Regional contemporânea, cujos atributos são: sustentabilidade, produção do conhecimento, diversidade, competividade, conexão, transformação e qualidade. Os desafios são enormes e passam pela supressão da desigualdade, valorização do meio ambiente, qualificação dos centros históricos e valorização da mobilidade e acessibilidade, priorizando o transporte coletivo em detrimento do individual. Deve-se criar um modelo espacial que, além de possibilitar a implantação de planos setoriais, programas e projetos, ofereça condições mais flexíveis para instalação das atividades no tecido urbano. Finalmente, é necessário garantir a integração com a região metropolitana e sua rede de cidades. Vencendo os desafios a cidade tornar-se-á mais competitiva, consolidando sua posição de metrópole do agronegócio, com dinâmica própria para proporcionar geração de empregos e, conseqüentemente, promover o consumo e a movimentação econômica. Todavia, o agronegócio em si não será suficiente para tornar Goiânia metrópole contemporânea, é necessário adaptar-se às exigências de funcionalidade que a

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nova etapa terciária dos serviços avançados impõe quanto à tecnologia da informação, eventos, entretenimento, turismo, excelência esportiva, indústria do terceiro milênio, negócios de saúde, conhecimento e cultura. Só assim Goiânia estará economicamente inserida na rede de cidades brasileiras. A metrópole contemporânea é formada, também, por uma rede de cidades vizinhas que se estruturam por meio do sistema de vias metropolitanas, transportes coletivos e corredores naturais formados pelos ecossistemas hídricos e florestais. O desenvolvimento da metrópole Goiânia será suportado pela rede de cidades vizinhas, cada qual com suas potencialidades e diversidades econômicas, físicas e sociais, riquezas que serão exploradas localmente ou complementarmente.

2. Articulação espacial
A estruturação metropolitana será garantida com: a) Implantação do Anel Rodoviário Metropolitano como principal elemento estruturador da região. A conclusão deste projeto produzirá impactos positivos quanto à movimentação de veículos pesados, com reflexo no meio ambiente e no uso da energia não renovável. Nesse anel, os grandes equipamentos econômicos poderão se instalar. b) A articulação da mobilidade regional com a intra-urbana, facilitada com a construção de terminais de integração, ampliando significativamente a mobilidade intra-regional, atuando positivamente nos deslocamentos de pessoas e produtos entre as cidade da região metropolitana. c) Os ecossistemas aquáticos e florestais se integram pela região, contando com o rio Meia Ponte como elemento articulador. A proteção desses recursos naturais e sua recuperação paulatina formarão uma extensa rede verde de caráter metropolitano, constituindo-se no primeiro programa de intervenção.

3. Estruturação do território
Outro aspecto relevante do ponto de vista do ordenamento territorial é o reconhecimento do município como unidade de planejamento. Essa unidade territorial é caracterizada pelo tecido urbano em consolidação e por áreas rarefeitas de urbanização dispersas que o circundam. Esse espaço rico em drenagem natural forma subbacias com características próprias. Em função dessas peculiaridades, as sub-bacias 

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foram consideradas pelo Plano Diretor como unidades naturais de planejamento que associadas ao território construído formam nove grandes espaços de desenvolvimento, constituindo-se no macrozoneamento do município. O macrozoneamento foi pensado para valorizar o potencial de cada macrozona em termos de uso e ocupação do solo, desenvolvimento econômico, proteção dos recursos naturais, articulação intermunicipal, mobilidade e acessibilidade e sua forma de gestão. Fundamentalmente o macrozoneamento permitirá o agenciamento harmonioso ambicioso e inovador do espaço municipal. Potencializará as características físicas e ambientais das macrozonas de ocupação rarefeita, mantendo a baixa denbiodiversidade. Outro fenômeno importante analisado foi o processo de mudança que está em curso na urbanização das cidades brasileiras quanto às novas áreas de urbanização dispersas, adoção de novos modos de vida da população e de gestão dos espaços urbanos com formas condominiais diversificadas; alterações nas relações entre espaços públicos e privados, assim como novas formas de organização do mercado imobiliário. Segundo o professor N.G. Reis, essas “mudanças tendem a tornar obsoletos os padrões de controle do Estado (em todos os níveis) sobre o espaço urbano e sobre as práticas de sua produção e gestão.” Referência , ano, pág, título Em função desse referencial no qual “essas formas de organização da vida cotidiana são as primeiras etapas e um novo estágio de organização da vida social no território: da urbanização total” (M.S.Filho), o Plano Diretor de Goiânia avança - nessa perspectiva e com os cuidados necessários para manter a qualidade de vida nas faixas envoltórias da cidade em construção. Esse conceito elimina as tradicionais separações entre Zona Urbana, Zona de Expansão Urbana e Zona Rural. A urbanização estará presente onde existir a infraestrutura e a estruturação regional estará focada no sistema de rodovias que dão acesso às várias cidades da rede ou contornam a região. A mobilidade avançará no sentido dos fluxos de informação. A localização intra-urbana das unidades de produção e consumo deixa de ser importante, confirmando o enorme poder estruturador da via regional. sidade, promovendo as atividades econômicas sustentáveis, valorizando a água e a

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Para a macrozona construída a perspectiva do tecido urbano passa por uma profunda reformulação de seus padrões vigentes em termos de sua estrutura, devendo: 1. incentivar o adensamento diversificado do tecido urbano com a perspectiva de ocupação dos vazios urbanos, em termos de habitações e atividades econômicas, para promover o desenvolvimento equilibrado e diversificado na formação do Habitat. Com transformações progressivas na paisagem, na acessibilidade dos equipamentos urbanos e comunitários, na melhoria da relação habitação/ emprego e na integração com o sistema de transporte coletivo, pretende-se a formação de diferentes tecidos urbanos com volumetria variante e a espaços livres para diferentes funções. 2. Integrar a natureza à cidade com uma rede verde que irrigará o território municipal com água de melhor qualidade e espaços de lazer e recreação para população. O rio Meia Ponte e seus tributários serão tratados para permitir que seu uso e suas conexões beneficiem toda a população, oferecendo uma continuidade remarcável do verde do campo para a cidade. . Reverter a tendência de produção da cidade de forma espraiada, com urbanização precária do tecido periférico. A lógica socioespacial proposta reafirma a apropriação de todos os cidadãos goianienses ao direito à cidade. A espacialização das áreas especiais de interesse social ao longo dos eixos de transporte coletivo, associados às intervenções de uso e de ocupação do solo, são fatores determinantes de inclusão social. 4. Preparar a cidade para receber em médio prazo uma rede de transporte coletivo nos corredores exclusivos e preferenciais com tecnologia moderna para ser eficiente e não poluente. Essa rede forma eixos de desenvolvimento urbano associados ao transporte e ao uso e ocupação do solo. Esses eixos de desenvolvimento, portanto, passando por excelentes corredores de lazer e entretenimento integrados à habitação de alta densidade, requalificarão gradualmente as áreas lindeiras em termos de paisagem urbana e vitalidade econômica. O transporte coletivo é condição fundamental para inclusão social e fator de competitividade em relação à rede de cidades contemporâneas. 

O modelo desejado fica explicitado de forma esquemática a seguir.

• A cidade sustentável deve oferece à sua população uma distribuição equilibrada dos equipamentos comunitários. Alguns são da relação de vizinhança, outros atendem à população de bairros, enquanto os mais complexos possuem a abrangência da cidade e até mesmo regional. O Plano Diretor estabelece referenciais das distribuições desses equipamentos comunitários pelo tecido da cidade. • Com a implantação dos programas especiais de estruturação urbana de caráter social urbanístico e ambiental utilizando-se de formas de uso e ocupação do solo mais flexíveis, aplicando o instrumento de política de operação urbana consorciada. Esses programas estão detalhados nos eixos de ordenamento territorial e socioambeintal.

MODELO ESPACIAL
Esse conjunto de diretrizes de desenvolvimento urbano, quando expresso por meio de representações espaciais, formatam o modelo espacial para o território do município de Goiânia, assim como identificam os elementos estruturadores do modelo desejado.

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Os meios para implantação do modelo espacial são de ordem de gestão e garantidos pelos instrumentos de política urbana e pelo plano regulador, instituídos por lei própria. O desenvolvimento dos objetivos, programas e projetos estabelecidos no Plano Diretor estão detalhados nos eixos estratégicos: socioambiental, modibilidade, acessibilidade e transporte, ordenamento territorial, desenvolvimento econômico, sociocultural e gestão urbana.

DETALhAMENTO DO MODELO ESPACIAL
1. Cenários propostos por macrozonas 1.1 Macrozonas Construída
O cenário ideal para Goiânia atende aos anseios da população, supervaloriza as potencialidades socioeconômicas e ambientais e soluciona os problemas detectados no processo de leitura da realidade local. A fim de consolidar os condicionantes para produção do espaço urbano, expresso anteriormente, sobre o ponto de vista físico-territorial, são traçadas diretrizes básicas e estratégias de ocupação por macrozona.

Detalhamento do Modelo Espacial Historicamente, desde o período de formação da cidade, as legislações de caráter urbanístico que regularam o processo de expansão e de ordenamento urbano no município de Goiânia indicaram o crescimento sul e sudoeste, para consolidação da malha urbana. Posteriormente, o primeiro Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, PDIG de 191 e o segundo PDIG 2000 de 1992, reforçaram a necessidade do crescimento da malha urbana para sudoeste, principalmente em função das variáveis físicas do território, representadas pelos seguintes fatores: • conurbação a sul com o município de Aparecida de Goiânia; • topografia desfavorável à leste da BR-15; • existência massiva de elementos de maior fragilidade ambiental a norte; • ponto de captação de água da cidade a norte e noroeste. Diante desses limitadores determinantes, os modelos de desenvolvimento

MODELO ESPACIAL 

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adotados nas legislações anteriores indicaram o crescimento da malha urbana a sudoeste. Nesse sentido, a presente proposta corrobora as anteriores, fundamentando a estruturação da cidade com base nos seguintes indicativos: 1. Tratar o uso do solo como vetor dinamizador da cidade metropolitana. 2. Promover ofertas locacionais, reforçando o status metropolitano e incentivar o adensamento residencial no centro histórico, promovendo sua reabilitação, como pólo representativo da capital regional. . Tratar a mobilidade como principal fator de inclusão social. 4. Incentivos aos eixos rodoviários intra-urbanos à sudoeste como eixos de desenvolvimento de suporte a Áreas Especiais de Interesse Social. 5. Incentivar o adensamento residencial e de atividades econômicas dos eixos de transporte intra-urbano, como suporte ao futuro transporte coletivo caracterizando-o como uso misto. 6. Tornar a cidade mais compacta permitindo o adensamento do tecido urbano, duplicando seu padrão de densificação (quatro economias por lote padrão de 60m²); . Incentivos à ocupação dos vazios urbanos (glebas e quadras desocupadas). 8. Desincentivo das manchas densamente ocupadas, conformadas pelas legislações anteriores, como forma de desacelerar o adensamento nucleado. 

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Como rebatimento espacial dos indicativos aqui propostos, adotou-se tratamento uniformizado para toda a malha urbana, com destaque para os Eixos de Desenvolvimento Estruturadores do Transporte Coletivo. Ressalvaram-se alguns trechos com peculiaridades próprias, a saber: • áreas de Preservação Permanente (APPs), nascentes, córregos, ribeirões, rios, matas, lagoas etc; • áreas de grandes concentrações de densidades, como os setores Aeroporto, Alto do Bueno, Alto da Glória, Vila São João, Setor Negrão de Lima, parte do Setor Bela Vista e parte do Jardim Goiás; • áreas de caráter aeroportuário, definidas pela INFRAERO – Aeroporto Santa Genoveva e Brigadeiro Epinghaus. O modelo de ocupação previsto privilegia os eixos assim classificados: • Eixos de Desenvolvimento Preferenciais - GO-00, Leste/Oeste (Trecho Noel Rosa), BR-060, GO-040, av. Anhanguera (trecho GO-010). São considerados como eixos do transporte coletivo com corredores preferenciais, de orientação radial, situados em sua grande maioria a sudoeste da cidade, ao longo dos quais, numa extensão máxima de 50m bilaterais, se desenvolverão preferencialmente as atuais Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS). • Eixos de Desenvolvimento Exclusivos – Anhanguera, Norte/Sul (trecho Rio Verde), T-9, T-, Leste/Oeste, Noroeste. Em uma orientação ortogonal em relação à malha consolidada das cidades, são considerados como eixos de transporte coletivo com corredores exclusivos, estruturadores da concentração dos usos e densidades, um diferencial ao plano da cidade. Ocorrerão ao longo de algumas vias pertencentes à Rede Viária Básica da cidade, em uma profundidade aproximada de 50m para cada lateral das vias, bilaterais e contíguas aos referidos eixos, ou profundidade equivalente quando se tratar de glebas, de forma a promover a mobilidade urbana como suporte principal das ocupações. • Considerando que as diretrizes do eixo de mobilidade não admitem acesso das atividades residenciais coletivas em vias com carregamento mais intenso de tráfego, fica vedado o acesso para habitações coletivas para vias pertencentes à Rede Viária Básica e Vias Coletoras com altura superior a 9,00m, exceção feita àquelas que entrecortarem as áreas de maiores densidades ao longo dos eixos, desde que seja implantada a baia de desaceleração para acesso aos lotes. Além do modelo de concentração ao longo dos eixos, no intuito de combater os inúmeros vazios urbanos disseminados pela malha consolidada da cidade, pro-

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põem-se um tratamento diferenciado, aos moldes da tipologia de ocupação de maior concentração e segundo preceitos estabelecidos para os chamados Projetos Diferenciados de Urbanização (PDU’s), além da admissão do modelo dos conjuntos residenciais previstos pela lei complementar n°5062 de 195 (Código de Edificações), ambos com ou sem fechamentos perimétricos e conforme novo regulamento a ser estabelecido. A política habitacional para o município deve ser capaz de reverter a injusta expulsão das pessoas de menor poder aquisitivo para as franjas da malha urbana, privando-as dos benefícios instalados. A proposta procura criar melhores condições locacionais para acomodação dessa população, atraindo-a para dentro da malha, com o propósito de integrá-la aos eixos de mobilidade, aos equipamentos sociais e às estruturas econômicos propostas ao longo dos Eixos de Desenvolvimento do Transporte Coletivo. Portanto, ao longo dos Eixos de Desenvolvimento Preferencial, a sudoeste da cidade, serão definidas prioritariamente as Áreas de Interesse Social (Atuais ZEIS), com primazia de ocupação para a população de até cinco salários mínimos de renda familiar. Junto às cinco manchas de ZEIS estabelecidas pela atual Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano, se constituirão em uma estrutura de absorção das demandas habitacionais de baixa renda, hoje estimada em 50 mil novas unidades habitacionais, representadas pela admissão de todas as tipologias habitacionais de uma proposta de adensamento médio ao longo dos Eixos de Desenvolvimento Preferenciais e do remanejamento de lotes desocupados em unidades mínimas de 200,00 m². As demais demandas habitacionais serão atendidas pelas seguintes alternativas de ocupação: • Ao longo dos principais Eixos de Desenvolvimento Exclusivo do Transporte Coletivo, desde que não seja em quadras imediatamente lindeiras, com um modelo de ocupação mais concentrado, incrementado pela possibilidade das transferências do direito de construir de outros locais da cidade. • Admite-se todas as tipologias habitacionais diversificadas e atividades econômicas. • Possibilidade, também, de implantação de habitações coletivas para todo o restante da cidade, ressalvada as exceções previstas, para edificações com até 9,00m (nove metros) de altura ou equivalentes a  pavimentos. • Quando se tratar de habitação coletiva, com mais de 9,00m (três pavimentos) de altura, nas áreas adensáveis integrantes dos Eixos de Desenvolvimento de transporte coletivo, conforme mencionado 

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anteriormente, poderão ter acesso de veículos para as vias pertencentes à Rede Viária Básica e Coletoras, desde que implantadas baias de desaceleração de velocidade, a se considerar que é preponderante a força de concentração de atividades nos eixos. • Fração ideal de 90 m² da unidade imobiliária (Ex: lote padrão de 60 m² = 4 economias), para o restante do plano da cidade. • Não será admitido o acesso de veículos para habitações geminadas, seriadas e coletivas em vias coletoras ou Rede Viária Básica, assim como nos eixos de desenvolvimento urbano.

A partir da espacialização dos parâmetros urbanísticos propostos, as regras de ções relativas à rede viária básica, à densidade de uso e construída e às exigências de espaços verdes, tendo como base a fórmula de recuos, que será aplicada a todo o território da macrozona e, ainda, ressalvadas todas as áreas de proteção ambiental.

OBS: Para efeito de aplicação dos parâmetros urbanísticos, considera-se a altura do pavimento com ,00m.

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR

ocupação e uso obedecerão aos limites definidos pelas microbacias, às interven- 

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Os setores Aeroporto, Alto do Bueno, Alto da Glória, Vila São João, Setor Negrão de Lima, parte do Setor Bela Vista e parte do Jardim Goiás receberão tratamento diferenciado, em função do atual processo intensificado de adensamento, portanto admite-se a aplicação pura da fórmula dos recuos, com cálculo equivalente ao valor da Outorga Onerosa, em 0,20. Propõe-se a total disseminação da habitação e das atividades econômicas no território da Macrozona Construída, privilegiando a concentração linear ao longo das primeiras quadras dos eixos e das vias paralelas às rodovias que a entrecortam. O controle de ocupação das atividades econômicas no território da Macrozona Construída se dará por meio de uma tabela de incomodidade por uso, além da exigência de elaboração dos Estudos de Impacto de Vizinhança - EIV, EIA / RIMA e Estudo de Impacto de Trânsito, para aquelas atividades impactantes na malha urbana. O Anel Rodoviário Metropolitano que passa por Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira e Senador Canedo, deverá ser reconhecido como elemento estruturador do espaço urbano de fundamental importância. A articulação socioespacial do Anel Rodoviário promoverá uma inversão de polaridade. Em torno dele passará a gravitar a vida da metrópole. Ele representa um delimitador físico da dinâmica urbana. Por isso estará sob um regime urbanístico diferenciado ao longo de sua implantação. Suas áreas limítrofes serão destinadas e incentivadas à instalação de atividades econômicas de grande porte. Para as áreas transitórias entre a Macrozona Construída e o Anel Rodoviário, haverá diferentes regimes de ocupação, respeitadas as limitações ambientais e as graduações de incomodidade. Não serão admitidas habitações geminadas, seriadas e coletivas, nem parcelamento em lotes pequenos, nas faixas lindeiras do Anel Rodoviário, onde o controle será definido pela característica de cada macrozona entrecortada. O controle da permeabilidade urbana, frente aos graves problemas de drenagem, deverá ser feito pela micro-drenagem urbana pública e pela drenagem urbana privada. A micro-drenagem urbana pública será realizada por meio das redes de drenagem, áreas verdes públicas permeáveis, pela adoção de novos materiais e técnicas de drenagem, construção de poços de infiltração nos espaços públicos e adoção de faixas permeáveis nos passeios públicos. A drenagem urbana privada deverá ser feita segundo o Índice de Permeabilidade, com ou sem caixas de recargas, igual a 20% de permeabilidade da área do terreno, ou sua substituição por caixas de recargas, seguindo os critérios: • exigência de laudo técnico geológico como pré-requisito determi- 

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nante para a construção dos poços de infiltração, para o caso de atividades implantadas em grandes áreas; • para atender critérios apenas de “detenção”, a dimensão do reservatório seria de 0,6 m³ / 100m² de área; • para atender critérios de “infiltração” - dimensões do reservatório entre 1,0 e 1,5 m³ / 100m² de área. Esses valores garantiriam uma infiltração de pelo menos 20% do volume de toda chuva anual, em média; • usar poços com profundidade até 2,5m; • utilizar britas 1 ou 2;

• exigência de laudo técnico geológico como pré-requisito determinante para a construção das caixas de recarga, para o caso de atividades implantadas em áreas maiores.

1.2. Macrozona do Barreiro

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial Potencialidade • Farta disponibilidades de áreas e topografia favorável. Fragilidade • Necessidade de melhoria da acessibilidade e da sinalização urbana.

Estratégias de ocupação A utilização do solo nesta macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Manter o caráter de baixa densidade de ocupação, com parcelamentos habitacionais em unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² em uma única economia por unidade e com toda a infra-

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR

• caixa de separação das águas servidas para atividades como postos de combustíveis, lavajatos etc.; 

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estrutura e acessos às expensas do loteador. 2. Admitir o parcelamento do solo condicionado à contigüidade em relação a outro parcelamento existente e consolidado, com o mínimo de 0% (trinta por cento) de sua ocupação. . Incentivar atividades voltadas ao turismo ecológico, lazer, atividades vicinais, hotéis fazenda, eventos e atividades primárias orgânicas, em unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² em uma única economia por unidade e com toda a infra-estrutura e acessos às expensas do loteador, sob rígido controle ambiental. 4. Admitir atividades de exploração mineral (cascalho), desde que controladas pelos Planos de Controle Ambiental. 5. Permitir grandes equipamentos de caráter regional, com toda estruturação física necessária às expensas do investidor. 6. Estruturar o espaço urbano da macrozona por meio da implantação da infra-estrutura básica e de sua estruturação viária através da duplicação da GIN-005, exigindo-se via paralela e abertura de mais interligações entre ela e a GO-020. . Concretização das passagens de nível projetadas para interseção com a rodovia BR-15 e implantação o Tramo Leste do Anel Rodoviário Metropolitano, por meio de vias paralelas, com a instituição de faixas lindeiras (00m de ambos os lados), para incentivo à instalação de atividades econômicas de maior porte. Essas faixas podem ser ampliadas para o caso de necessidades especiais dos macroprojetos e respeitadas as áreas de proteção ambiental. 8. Exigir, nos novos parcelamentos, a implantação de bacias de retenção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. 9. Proteger e manter, criteriosamente, os recursos naturais existentes, respeitando-se as faixas bilaterais de proteção das APPs, com incentivo à criação de parques, com aproveitamento das matas existentes, por meio da instituição de parcerias do poder público com a iniciativa privada. 10. Adotar os mesmos parâmetros urbanísticos ambientais das áreas de patrimônio natural integrantes da Macrozona Construída. 

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1.3. Macrozona do Lajeado

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial Potencialidades • Farta disponibilidade de áreas e topografia favorável à ocupação proposta. • Áreas de caráter rural com características naturais preservadas.

Estratégias de ocupação A utilização do solo nessa macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Nas áreas de transição intra Anel Rodoviário Metropolitano, manter o caráter de baixa densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos com unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² (quatrocentos e cinqüenta metros quadrados) nas áreas com declividade até 0% (trinta por cento) e unidade imobiliária igual ou superior a 1.250,00m² (hum mil, duzentos e cinqüenta metros quadrados) nas áreas com declividade superiores a 0% (trinta por cento), com uma economia por unidade imobiliária e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador.

2. Nas áreas de transição, extra Anel Rodoviário Metropolitano: 2.1. Manter o caráter de baixíssima densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos com unidade imobiliária igual ou maior que 1.250,00m² (um mil duzentos e cinqüenta metros quadrados), com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. 2.2. Incentivar as atividades voltadas ao turismo ecológico, lazer, atividades vicinais, hotéis fazenda, eventos e atividades primárias orgânicas, em unidade imobiliária igual ou maior que 1.250,00m² (um mil duzen-

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR 

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tos e cinqüenta metros quadrados), com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador, sob rígido controle ambiental. 

. Em toda a Macrozona do Lajeado: .1. Implantar a macroestruturação viária, na medida em que ocorram as ocupações. .2. Manter e resgatar as faixas de matas ciliares ao longo dos corpos d’água, conservando os fragmentos de mata nativa existentes, adotando-se os mesmos parâmetros da legislação ambiental existente hoje para a Zona Urbana e de Expansão Urbana. .. Instituir parques municipais com aproveitamento das matas existentes, em parcerias do poder público com a iniciativa privada. .4.Permitir grandes equipamentos, de caráter regional, com toda estruturação física necessária às expensas do investidor. .5. Estruturar o espaço urbano da macrozona por meio da implantação da infra-estrutura básica e de sua estruturação viária. .6. Implantar o Tramo Leste do Anel Metropolitano, por meio de vias paralelas, com a instituição de faixas lindeiras (00m de ambos os lados), para incentivo à instalação de atividades econômicas de maior porte. Essas faixas podem ser ampliadas para o caso de necessidades especiais dos macro-projetos, respeitadas as áreas de proteção ambiental. .. Admitir o parcelamento do solo condicionado ao critério de contigüidade em relação a outro parcelamento existente e consolidado, com o mínimo de 0% (trinta por cento) de sua ocupação. .8. Exigir Reserva Legal mínima de 20% (vinte por cento) por parcelamento, registrada no respectivo Cartório de Registro de Imóveis. .9. Exigir nos novos parcelamentos a implantação de bacias de retenção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. .10. Adotar os mesmos parâmetros urbanísticos ambientais das áreas de patrimônio natural integrantes da Macrozona Construída. 

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1.4. Macrozona do João Leite

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial Potencialidade • Áreas de caráter rural com características naturais preservadas. Estratégias de Ocupação A utilização do solo nessa macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Nas áreas de transição intra Anel Rodoviário Metropolitano, manter o caráter de baixíssima densidade admitindo parcelamento habitacional e misto em unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² nas áreas com declividade até 0%, e com unidade imobiliária igual ou superior a 1.250,00 m², nas áreas com declividade superior a 0%, com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. 2. Nas áreas de transição extra Anel Rodoviário Metropolitano manter o caráter preponderantemente rural, de baixíssima densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos em unidade imobiliária, com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador e com padrão de parcelamento a ser definido pelo zoneamento e respectivo Plano de Manejo da APA do João Leite. . Em toda a Macrozona do João Leite: .1. Instituir incentivos públicos para a produção e divulgação de tecnologia agrícola e pecuária, priorizando a produção de agricultura orgânica sem o uso de defensivos agrícolas. .2. Manter a qualidade da água da represa do João Leite, pois ela é a principal fonte de abastecimento da capital e de toda sua região metropolitana. .. Compatibilizar as diretrizes de uso do solo com as necessidades de manutenção do reservatório e com o zoneamento e respectivo Plano de Manejo da APA do João Leite, que abrange toda a bacia do referido rio, englobando uma área de 12 km² e parcelas de terras dos municípios de Anápolis, Ouro Verde, Campo Limpo, Nerópolis, Terezópolis, Goianápolis e Goiânia. .4. Implantar o Tramo Norte do Anel Rodoviário Metropolitano, por meio

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR 

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de vias paralelas, com instituição de faixas lindeiras (00m de ambos os lados da via) para incentivo à instalação de atividades econômicas de maior porte. Essas faixas podem ser ampliadas para o caso de necessidades especiais dos macro-projetos, respeitadas as áreas de proteção ambiental e os planos de manejo instituídos para a APA do João Leite. .5. Admitir o parcelamento do solo condicionado ao critério de contigüidade em relação a outro parcelamento existente e consolidado, com o mínimo de 0% (trinta por cento) de sua ocupação. .6. Exigir Reserva Legal mínima de 20% (vinte por cento) por parcelamento, registrada no respectivo Cartório de Registro de Imóveis. .. Exigir nos novos parcelamentos a implantação de bacias de retenção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. .8. Proteger e manter, criteriosamente, os recursos naturais existentes na macrozona, respeitando as Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável, com incentivo à criação de parques e aproveitamento das matas existentes e por meio da aplicação dos instrumentos disponibilizados pelo Estatuto das Cidades, conforme critérios a serem estabelecidos pelo Plano de Manejo da APA do João Leite. .9. Instituir parques municipais com aproveitamento das matas existentes, em parcerias do poder público com a iniciativa privada.

1.5. Macrozona do Capivara

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial Potencialidade • Áreas de caráter rural com características naturais preservadas. Estratégias de ocupação A utilização do solo nessa macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Nas áreas de transição intra Anel Rodoviário Metropolitano, manter o caráter de baixa densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos em unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. 

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2. Nas áreas de transição, extra Anel Rodoviário Metropolitano manter o caráter preponderantemente rural, de baixíssima densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos em unidade imobiliária igual ou maior que 5.000,00m² (cinco mil metros quadrados), com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. . Em toda a Macrozona do Capivara: .1. Instituir incentivos públicos para a realização e divulgação de tecnologia agrícola, priorizando a produção de agricultura orgânica sem o uso de defensivos agrícolas. .2. Delimitar as Áreas de Preservação Permanente (APP’s), enfatizando as áreas florestadas e os recursos hídricos existentes na macrozona. 

.4. Admitir o parcelamento do solo condicionado ao critério de contigüidade em relação a outro parcelamento existente e consolidado, com o mínimo de 0% (trinta por cento) de sua ocupação. .5. Exigir Reserva Legal mínima de 20% (vinte por cento) por parcelamento, registrada no respectivo Cartório de Registro de Imóveis.

1.6. Macrozona São Domingos

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial Fragilidades • Região sob fortíssima pressão para ocupação urbana. • Necessidade de preservação dos recursos hídricos, considerando-se, principalmente, o ponto de captação de água para abastecimento público. Estratégias de ocupação A utilização do solo nessa macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Nas áreas de transição intra Anel Rodoviário Metropolitano, manter o cará-

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR 

.. Implantar o Tramo Norte do Anel Rodoviário Metropolitano, por meio de vias paralelas, com instituição de faixas lindeiras (00m de ambos os lados) para incentivo à instalação de atividades econômicas de maior porte. Essas faixas podem ser ampliadas para o caso de necessidades especiais dos macro-projetos, respeitadas as áreas de proteção ambiental. 

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ter de baixa densidade, admitindo parcelamentos habitacionais e mistos, em unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. 2. Nas áreas de transição, extra Anel Rodoviário Metropolitano manter o caráter preponderantemente rural, de baixíssima densidade, admitindo-se parcelamentos segundo critérios a serem estabelecidos pelo Plano de Manejo da APA do São Domingos. . Em toda a macrozona do São Domingos: .1. Instituir a Área de Proteção Ambiental (APA do São Domingos) com planos de manejo criteriosos, visando a preservação dos recursos hídricos da região, abrangendo a bacia hidrográfica do ribeirão São Domingos e os territórios dos municípios de Goiânia e de Goianira. .2. Articular as diretrizes e as ações conjuntas com o município de Goianira, visando a proteção da bacia hidrográfica. .. Implantar o Tramo Noroeste do Anel Rodoviário Metropolitano, por meio de vias paralelas, instituindo faixas lindeiras (00m de ambos os lados) para incentivo a instalação de atividades econômicas de maior porte. Essas faixas podem ser ampliadas para o caso de necessidades especiais dos macro-projetos, respeitando os planos de manejo a serem instituídos para a APA. .4. Implantar a macro-estruturação viária da Macrozona do São Domingos na medida em que ocorram ocupações. .5. Exigir nos novos parcelamentos a implantação de bacias de retenção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. .6. Proteger e manter, criteriosamente, os recursos naturais existentes na macrozona, respeitando-se as Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável, com incentivo à criação de parques e aproveitamento das matas existentes e por meio da aplicação dos instrumentos adequados disponibilizados pelo Estatuto das Cidades, conforme critérios a serem estabelecidos pelo Plano de Manejo da APA do São Domingos. .. Manter a qualidade da água da represa da ETA – Meia Ponte, pois ela é uma das fontes de abastecimento da capital e de toda sua região metropolitana. 

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.8. Compatibilizar as diretrizes de uso do solo com as necessidades de manutenção do reservatório da ETA – Meia Ponte e com o zoneamento e respectivo Plano de Manejo da APA do São Domingos, que abrange toda a bacia do referido rio, englobando os territórios dos municípios de Goiânia e de Goianira. .9. Incentivar as atividades ecoturísticas de exploração rural, de recreio, de eventos ou compatíveis, nas áreas extra Anel Rodoviário Metropolitano. .10. Regularizar as ocupações irregulares existentes, até a data de publicação desta lei, na Macrozona do São Domingos.

1.7. Macrozona Anicuns I

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial Potencialidade • Existência de vastas áreas com qualidade ambiental. Estratégias de ocupação A utilização do solo nessa macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Implementação efetiva da APA do Anicuns proposta pela lei complementar N° 015/92 com elaboração e implementação do seu plano de manejo. 2. Reestudar o traçado original do Anel Metropolitano, levando-se em consideração os custos e benefícios, notadamente os ambientais, e respeitadas as áreas de proteção integral e de uso sustentável e o zoneamento respectivo Plano de Manejo da APA do Anicuns. . Na Macrozona Alto Anicuns I, manter o caráter de baixa densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos em unidade imobiliária igual ou maior que 450,00m² (quatrocentos e cinqüenta metros quadrados) nas áreas com declividade igual ou inferior a 0% (trinta por cento) e com unidade igual ou superior a 1.250,00m² (um mil, duzentos e cinqüenta metros quadrados) nas áreas com declividade superior a 0% (trinta por cento), com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador.

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR 

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4. Implantar a estruturação viária da Macrozona do Alto Anicuns I, na medida em que ocorrerem as ocupações e respeitadas as Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável e o zoneamento respectivo Plano de Manejo da APA do Anicuns. 5. exigir nos novos parcelamentos a implantação de bacias de retenção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. 6. 6. Exigir Reserva Legal mínima de 20% (vinte por cento) por parcelamento, registrada no respectivo Cartório de Registro de Imóveis, para as áreas de terreno iguais ou superiores a 1.250,00m² (um mil, duzentos e cinqüenta metros quadrados). . Proteger e manter, criteriosamente, os recursos naturais existentes na macrozona, respeitando-se as Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável, com incentivo à criação de parques e aproveitamento das matas existentes e por meio da aplicação dos instrumentos adequados disponibilizados pelo Estatuto das Cidades, conforme critérios a serem estabelecidos pelo Plano de Manejo da APA do Anicuns.

1.8. Macrozona Anicuns II

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial

Estratégias de ocupação A utilização do solo nessa macrozona se subordinará às seguintes estratégias: 1. Estender a Área de Proteção Ambiental (APA) para as áreas de cabeceira do ribeirão Anicuns e delimitar as Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável, enfatizando as áreas florestadas existentes. 2. Na Macrozona Alto Anicuns II, manter o caráter de baixíssima densidade, admitindo-se parcelamentos habitacionais e mistos em unidade imobiliária igual ou maior que 5.000,00m² (cinco mil metros quadrados), com uma economia por unidade e infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. 

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. Definir o zoneamento referente ao Plano de Manejo para a APA Anicuns II, permitindo a utilização das áreas para fins semi-urbanos, admitindo-se ocupações com atividades turísticas, de lazer, habitacionais e atividades compatíveis, levando-se em consideração as recomendações do Plano Diretor de Drenagem Urbana de Goiânia. 4. Admitir parcelamento do solo condicionado ao critério de contigüidade em relação a outro parcelamento existente e consolidado, com o mínimo de 0% (trinta por cento) de sua ocupação. 5. Exigir Reserva Legal mínima de 20% (vinte por cento) por parcelamento, registrada no respectivo Cartório de Registro de Imóveis.

ção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. . Proteger e manter, criteriosamente, os recursos naturais existentes na macrozona, respeitando-se as Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável, com incentivo à criação de parques e aproveitamento das matas existentes, compatibilizados ao Plano de Manejo da APA Anicuns II.

1.9. Macrozona do Alto Dourados

Cenário proposto Detalhamento do Modelo Espacial

Estratégias de ocupação 1. Incentivar a ocupação da macrozona com loteamentos habitacionais voltados à população de baixa renda, enquadrados prioritariamente em Áreas Especiais de Interesses Sociais, ao longo da projeção dos eixos de desenvolvimento preferencial de transporte coletivo, em faixas bilaterais de até 50m, com parcelas de lotes mínimos de 200m² e frente mínima de 8,00m. 2. Estruturar o espaço da macrozona por meio da implementação da infra-estrutura básica e de sua macroestruturação viária, implantando-se as vias que se encontram em fase de projeto e consolidando aquelas já existentes, de forma a prover melhores acessos, infra-estrutura e sinalização.

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR

6. Exigir nos novos parcelamentos a implantação de bacias de reten- 

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. Determinar áreas destinadas à exploração mineral tais como a extração de seixos, desde que controladas pelo plano de controle ambiental. 4. Admitir o caráter urbano do parcelamento, com maiores densidades de ocupação, em unidade imobiliária igual ou superior a 60,00m² (trezentos e sessenta metros quadrados), no padrão de densidade máximo de uma economia por 90,00m² (noventa metros quadrados) por unidade e com toda a infra-estrutura e acessos às expensas do loteador. 5. Admitir o parcelamento do solo condicionado à contigüidade em relação a outro parcelamento existente e consolidado, com o mínimo de 0% (trinta por cento) de sua ocupação. 6. Incentivar a instalação de grandes equipamentos, de caráter regional e maior porte, para a instalação de atividades econômicas, de lazer, institucionais, de turismo, dentre outras, em macro-projetos e com toda a estruturação física e acessos necessários às expensas do investidor. . Exigir nos novos parcelamentos a implantação de bacias de retenção de águas pluviais e caixas de recarga do lençol freático, segundo a necessidade de drenagem prevista para a sub-bacia no Plano de Drenagem Urbana de Goiânia. 8. Proteger e manter, criteriosamente, os recursos naturais existentes na macrozona, respeitando-se as faixas bilaterais de proteção das Áreas de Proteção Integral e de Uso Sustentável, aos moldes dos critérios ambientais previstos para a Macrozona Construída, com incentivo à criação de parques e aproveitamento das matas existentes e por meio da aplicação dos instrumentos adequados disponibilizados pelo Estatuto das Cidades. 9. Admitir todos os critérios urbanísticos estabelecidos na Macrozona Construída, para as futuras ocupações que ocorrerem na Macrozona do Alto Dourados. 10. Adotar os mesmos parâmetros urbanísticos ambientais das áreas de patrimônio natural integrantes da unidade territorial da Macrozona Construída. 11. Estender o sistema público de abastecimento de água, na medida 

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em que ocorram as demandas previstas.

INSTRUMENTOS URbANíSTICOS APLICADOS
O instrumental de controle urbanístico oferecido pelo Estatuto da Cidade deverá ser aplicado, destacando-se:

Outorga Onerosa do Direito de Construir
feitos pela Diretoria de Aprovação e Licenciamento, pode-se dizer que o índice de aproveitamento real praticado em Goiânia equivale em média, conforme as variáveis por atividade, ao dobro do índice legal admitido, em função dos vários compartimentos não considerados no cômputo. Assim sendo, estabeleceu-se, como diretriz para a revisão do Plano Diretor, que todos os componentes do edifício serão computados para efeito do cálculo do índice de aproveitamento. A única exceção feita será em relação às áreas de garagem cobertas ou não. Portanto, para a cobrança da Outorga do Direito de Construir serão adotadas algumas variações na fórmula de cálculo da mesma, de acordo com o interesse urbanístico do incentivo ou restrição a algumas situações, a saber:

1. Com o objetivo de incentivar as ocupações ao longo dos Eixos de Desenvolvimento Exclusivos, propõe-se a aplicação da seguinte fórmula:

VOO = (Vm x 0,10) x QSC

2. Visando incentivar a produção de unidades habitacionais para baixa renda, propõe-se a isenção total do pagamento da Outorga Onerosa, ao longo dos Eixos de Desenvolvimento Preferenciais, destinados às Áreas Especiais de Interesse Social. . No intuito de promover a desaceleração das ocupações em maiores densidades nos setores consolidados por este tipo de ocupação, propõe-se a aplicação da seguinte fórmula:

FORMULAçãO DO PLANO DIRETOR

Quanto ao Coeficiente de Aproveitamento Básico, conforme levantamentos 

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VOO = (Vm x 0,20) x QSC

4. Para todo o restante da cidade propõe-se a aplicação da seguinte fórmula:

VOO = (Vm x 0,15) x QSC Onde: VOO = valor da Outorga Onerosa Vm = valor do metro quadrado da área representado pela Planta de Valores do Município de Goiânia QSC = quantidade de metro quadrado de solo criado

Transferência do Direito de Construir
Propõe-se a manutenção do Art. 1, da L.C. 01 / 94, Transferência do Direito de Construir, desde que destinado a programas de desenvolvimento urbano e de caráter ambiental, de patrimônio histórico ou cultural e habitacional. Todos os incentivos advindos da aplicação dessa ferramenta se incidirão nas faixas lindeiras aos eixos (áreas receptoras), privilegiando-se maiores densificações lineares, admitindo-se a transferência de no máximo 20% da altura do edifício do terreno receptor. Este percentual, quando com resultado fracionado, poderá ser ajustado para o inteiro imediatamente superior, estando isento da cobrança da Outorga Onerosa, assim como da aplicação adicional dos recuos da fórmula matemática, porém sob a condição de doação de área equivalente ao poder público municipal.

Operações Urbanas
Conforme estabelecido no Estatuto da Cidade e lei própria.

Concessões Urbanísticas
Consistindo em negociações do poder público e da iniciativa privada, no sen- 

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tido de viabilizar benefícios de interesse público para a cidade.

EIV / EIT
Consistindo na exigência de apresentação do Estudo de Impacto de Vizinhança e Estudo de Impacto de Trânsito, conforme normatização própria.

Parcelamento e Ocupação Compulsórios
Conforme estabelecido no Estatuto da Cidade.

Outros
Conforme estabelecido no Estatuto da Cidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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