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CONCLUSÕES ELUCIDATIVAS1

Com exposição sobre a morte

1- A morte é uma lei Natural, em essência somos todos Espíritos1.
2- A vida espiritual é a vida natural do Espírito (habitat). A vida encarnada (no corpo grosseiro)
não é senão temporária.
3- O meio ambiente do Espírito é de acordo com o seu grau espiritual.
4- A liberdade dos Espíritos no Universo é de acordo com o grau que eles próprios alcançaram
(chegaram).
5- O Espírito é atraído ou puxado para um meio ambiente de acordo com suas afinidades (gostos
e desgostos), Jesus explicou isso quando Ele disse: "Onde estiver seu tesouro lá também estará seu coração"2.
6- Um Espírito encarnado (alma) não fica completamente aprisionado na terra. Quando o corpo
dorme, ele pode visitar o mundo espiritual ou vice-versa, os Espíritos do mundo espiritual podem pagar uma visita
a alguém, podendo esse alguém estar ou não em vigília3.
7- Atraímos ou repulsamos os Espíritos pelo poder de nossos pensamentos ou afinidades.
8- Os nossos que partiram precisam de compreensão para deixarmo-los ter alguma liberdade
para procurarem seus destinos.
9- Nosso constante pensar e preocupar-nos sobre eles, fazem-nos infelizes e incapazes de
seguir seu destino mais facilmente, porque são puxados de volta ao pé de nós, pelo poder de nossos pensamentos
e preocupações, eles podem ficar confusos quanto ao estado de vida espiritual em que se encontrem.
10- O melhor que se pode fazer por um nosso amado que partiu é orar (pedir) a Deus, uma
oração ou pedido assim parecido:
"Querido Deus, por favor, receba ao vosso cuidado, o meu ente querido, e me ajuda a
suportar seu / sua partida até que nos encontremos quando Tu, estimado Senhor, nos chamar para
vossa companhia e dos nossos queridos”.(mas mesmo assim sem nos apercebermos nós podemos
estar em constante contato uns com os outros em Espírito)4.
11- Ninguém é dono de ninguém, nós estamos todos sujeitos à vontade de Deus, e ao Seu
dispor...
12- É bom que tenhamos fé em Deus e confiantes na sua vontade, porque "Nem ocorreu ao
coração do homem as coisas que Ele preparou para aqueles que o amam"!5
13-Nossa ignorância é o que nos causa medo; nos velhos tempos os marinheiros não se
atreviam a navegar longe porque eles pensavam que cairiam despedaçadamente pela beira abismal do fim do
mundo!
14- Os sacerdotes em poder há cerca de 300 anos atrás, atiraram um grande homem à prisão -
Galileu Galilei, por afirmar que a Terra era redonda e girava em torno do Sol, ou seja, que o Sol era o Centro do
sistema planetário e não a Terra como se supunha até então. Muitos temeram os sacerdotes e a Ciência ficou
perplexa e entrou na Idade escura (dark ages) perplexos e patética.
15- Jesus disse: "Não temais"6, mas os homens colocam medo e terror preconceituosamente nos
corações dos seus semelhantes, que ficam com um horrível sentimento contra Deus ou duvidosamente sobre a
Sua bondade.
Eles nos levam à maior parte das vezes à confusão sobre Deus, e às vezes de certo modo eles nos
possuem, nos seus ensinos, porém Deus é um Deus de Amor e Jesus disse e ainda diz: "Deus é nosso Pai"7.
1
Extrato do meu livro ‘CONVITE AO ESPIRITISMO’ com Jesus e Kardec, António Martinho Fernandes -
registrado na Fundação BIBLIOTECA NACIONAL, no Rio de Janeiro, sob o número: 416.202 livro: 777 folha:
362 a 19 de Novembro de 2007.
1
Vide O Céu e o Inferno de Allan Kardec, parte 2, “ O Passamento”; O Livro dos Espíritos – Q.68 a
70
2
Mateus 6:21
3
O Livro dos Espíritos – Q. 402 e II Corintios 12:2-4
4
O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. XXVIII – 62; Preces por aqueles que amamos.
5
I Corintios 2:9
6
Mateus 14:27 e 17:7
7
João 20:17

1
16- Deus é infinito em todos os seus atributos, seja o de bondade, misericórdia, justiça,
onipresença, onisciência, eternidade, verdade, tolerância, indulgência, amor, poder, etc... Assim como também
imaterial e único...8
17- Como um imigrante quando volta para a sua terra encontra as pessoas que ele conheceu o
esperando e dando suas boas vindas de retorno; o além não é diferente!
18- Quando um bebê nasce ele não está só, o médico, a enfermeira, a mãe, o pai, a família em geral,
estão todos lá, possivelmente juntos, dando ao seu modo suas boas vindas e contribuições; o mundo do além não
é diferente!9
19- Os homens fazem da morte um horrível esqueleto com uma foice, para colocar mêdo 10 e protrair a vinda
da morte, mas não é nada disso; quando estamos morrendo, em geral, nós vemos um anjo de luz brilhante e
resplandecente, com um sorriso, e um olhar de compaixão, e uma mente compreensiva, comunicando em
pensamento conosco, como que perguntando: "você está pronto para ir embora comigo" 11, e espera
compassivamente um pouco mais tempo se a pessoa assim o desejar; e até que às vezes Deus permite também
para alguns parentes e amigos vir receber o recém chegado juntamente com o bom anjo para dar as suas boas
vindas para o mundo espiritual12.
20- Não há, porém, duas mortes iguais, devido às desigualdades de graus espirituais e vibrações do
espírito.
21- Normalmente os Espíritos ascendem a mundos melhores em grupos, e certo que lhes convém nos
influenciar para o bem de todos, para que a ascendência seja completada.
Raramente Espíritos ascendem individualmente, a não ser nas exceções de Espíritos elevados. Allan Kardec
referindo-se indiretamente disse que os Espíritos nos influenciam muito mais do que imaginamos11.
22- A morte é um ponto de decisão, um bom desencarne ajuda as vibrações em favor dos Espíritos recém
libertos dos domínios da carne, favorecendo a ajuda dos Espíritos superiores, em prol de suas ascensões para
Deus.
23-Preces, orações ou rezas, são expressões sentimentais ou emocionais daqueles que amam e são
sempre favoráveis, e aceitas no além por Deus e pelos necessitados, não reparando na forma, mas nos
corações dos devotados.
24- O pânico, as gritarias, os choros, os sentimentos egoísticos de reter o desencarnado em gritos e
aflições: “Que será de mim, como vou viver agora”, são faltas de fé em Deus e vai prejudicar o desencarnado, e
certo é que não lhe ajudará nada, devemos nos conformar sim, e entender que a verdadeira pessoa que ocupou
aquele corpo inanimado, continua a viver noutra dimensão, e que chegada a hora a vamos encontrar! Segundo os
desígnios de Deus!12
25- Deus, não é de dois pesos e de duas medidas13, a morte obedece as Leis de Causas e Efeitos, sejam as
materiais, sejam as espirituais, segundo a vontade e os desígnios de Deus.
26- A morte é apenas aparente, é um estágio entre duas vidas, ou seja, um sono que se completa dando
ensejo a uma nova vida plena de energia de alegria e de felicidade, onde o espírito imortal continua suas
experiências, sem o corpo físico, mas com o corpo espiritual, que tem a forma humana. (...)
(Pedaços de vida, Djalma Santos, Continuação da vida, 2° parágrafo, Editora CELD)
27- (...) O Universo inteiro evolui. Como os mundos, os espíritos prosseguem sua jornada eterna, arrastados
para um estado superior, entregues a ocupações diversas. Progressos a realizar, ciência a adquirir, dor a mitigar,
remorsos a acalmar, amor dos humanos, expiação, devotamento, sacrifício, todas essas forças, todos esses
móveis os estimulam, os aguilhoam, os precipitam nos seus caminhos. Nessa imensidão reinam, incessantemente,
o movimento e a vida. Tudo se transforma, cresce, eleva-se. A imobilidade, a inação, é o retrocesso, é a morte.
Sob o impulso da grande lei, seres e mundos, almas e sóis, tudo gravita e move-se na órbita gigantesca traçada
pela vontade divina.
(Leon Denis, “Depois da Morte”, cap. XXXIV, A Erraticidade, último parágrafo, Editora, CELD)
28- (...) A alma voltando à vida espiritual, recobra a plenitude das suas faculdades. Começa então, para ela
um período de exame, de repouso, de recolhimento, durante o qual ela se julga e avalia o caminho percorrido.
Recebe os avisos, os conselhos dos Espíritos mais adiantados. Guiada por eles, tomará resoluções viris, e... (Leon
Denis “Depois da Morte” cap. XIV Objeções, penúltimo parágrafo, Editora CELD).
29- (...) A despedida dos entes queridos deve ser encarada com naturalidade, como sendo apenas uma
separação transitória, a fim de dar ensejo a um encontro definitivo, valorizando a idéia de que os laços de sangue
8
O Livro dos Espíritos – cap. I
9
O Livro dos Espíritos - Q. 160
1 0
O Céu e o Inferno – de Allan Kardec – cap. II item 10; “ Razão porque os espíritas não temem a
morte”
1 1
The Being of Light – “ Life after life” de Raymond A. Moody
1 2
O Livro dos Espíritos – Q.160
1 1
O Livro dos Espíritos – Q. 459
1 2
João 20:15-20
1 3
Provérbios – 20:10

2
que são desatados atravez da morte, quando suportados com resignação, respeito, fé e religiosidade, podem nos
conduzir ao encontro dos verdadeiros “laços divinos”. Concentre os pensamentos em Jesus, o Divino Amigo das
criaturas, na certeza de que, ele estará sempre ao lado daqueles que seguiram suas pegadas aqui no planeta
terra.
(Djalma Santos, “Pedaços da Vida” Diante da Morte, últimos parágrafos, Editora CELD)
30- Jesus disse: Eu vou para meu Pai e Vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus... (João, cap. XX: 17).
31- (...) Uma coisa vos parecerá estranha, mas que nem por isso deixa de ser rigorosa verdade, é que o
mundo dos Espíritos, que vos cerca, sofre o contragolpe de todas as comoções que agitam o mundo dos
encarnados. Digo mesmo que ele nelas toma parte ativa. Isto nada tem de surpreendente para os que sabem que
os Espíritos e a Humanidade formam uma só coisa. Dela saiem e para ela retornam.
(A Gênese, XVIII: 9.)
32- Amados agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos
que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.
(I João, III: 2.
33- Mas, como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do
homem, são as coisas que Deus preparou para os que o amam. (I Corintios, II: 9.)
34- No mundo dos Espíritos, a alma encontra parentes e amigos que a precederam? Não apenas revê a
estes mas a muitos outros que conheceu em existências anteriores. Em geral aqueles que mais amor lhe têm vêm
em seu encontro, recebendo-a quando chega ao mundo espiritual e ajudando-a a libertar-se dos liames terrenos.
Contudo, a privação do encontro com as almas mais queridas é um castigo, às vezes, para almas culpadas . (O que é
o Espiritismo, Item 153.)
35- Depois da morte a alma progride, intelectual e moralmente? Progridem mais ou menos, de acordo com a
vontade que tenham, Há os que fazem grandes progressos. Contudo, é necessário pôr em prática, na vida
corporal, aquilo que adquiriram em cultura e moralidade. Aquelas que ficam estacionárias retornam para viver uma
experiência análoga à que deixaram. As que progrediram merecem, por certo, uma encarnação de ordem mais
alta. (...) (O que é o Espiritismo, Item, 156.)
36- Fica irrevogavelmente determinada, após a morte, a sorte do homem na vida futura? Não, visto que seria
isto a negação total da Justiça e da bondade de Deus, pois existem muitos que não puderam instruir-se o bastante;
além desses, os idiotas, os cretinos e os selvagens, as incontáveis crianças que faleceram antes de ver a luz do
dia. E até entre pessoas ilustradas, muitas serão aquelas que podem crer-se suficientemente perfeitas, para se
isentarem de maior progresso? E a permissão que dá Deus ao homem de continuar no dia seguinte aquilo que não
pode terminar na véspera, não constitui, por acaso, a prova mais patente da sua infinita bondade? Estando a sorte
irrevogavelmente determinada, por que morrem os homens em tão diversas idades e por que motivo Deus, tão
essencialmente justo, não confere tempo a todos para praticarem o maior bem que possível ou para corrigirem
todo o mal cometido? Quem sabe se o culpado que falece aos trinta anos não se teria arrependido e se tornado um
homem de bem, se vivesse até os sessenta? Por que lhe tira Deus o meio de o obter, quando o confere a outros?
(...)
(O que é o Espiritismo, Item, 157)
37 - “Quem quer que haja meditado no Espiritismo e em suas conseqüências, não o restringindo à realização
de alguns fenômenos, compreende que ele abre à Humanidade um novo caminho, e lhe descortina os horizontes
do infinito. Iniciando-a nos mistérios do mundo invisível, mostra-lhe qual o seu verdadeiro papel na Criação, um
papel perpetuamente ativo, tanto no estado espiritual como no estado corpóreo. O homem já não caminha às
cegas. Sabe de onde vem, para onde vai, e por que está na terra. O futuro se lhe mostra em sua realidade,
desprovidos dos preconceitos da ignorância e da superstição. Não é mais uma vaga esperança: é uma verdade
palpável, tão certa para ele, como a sucessão dos dias e das noites. Sabe que o seu ser não está limitado a alguns
instantes de uma efêmera existência; que a vida espiritual não é absolutamente interrompida pela morte; que ele já
viveu antes e que viverá novamente e que nada perde de tudo o que adquire em seu aperfeiçoamento atravez do
trabalho, Encontra em suas existências anteriores a razão do que é hoje, e do que o homem faz de si hoje, poderá
deduzir o que será algum dia.” (A Gênese, XVIII: 15)
38- Nada se perde, tudo se transforma, o nada não existe. (Livro dos Espíritas, Q. 23)
39 - O PORVIR E O NADA - 1)- Vivemos, pensamos e operamos - eis o que é positivo; morremos, eis o que
não é menos certo.
Mas para onde vamos ao deixar a Terra? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior?
Existiremos ou não? Ser ou não ser é a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada. Viveremos
eternamente ou tudo se aniquilará de vez? É uma tese essa que se impõe.
Todo homem experimenta a necessidade de viver, gozar, amar e ser feliz. Dizei àquele que sabe que vai
morrer, que ele viverá ainda; que a sua hora é retardada; dizei-lhe sobretudo que será mais feliz do que porventura
o tenha sido e o seu coração se encherá de júbilo. Mas de que serviriam essas aspirações de felicidade se um
sopro pudesse dissipá-las?
Haverá alguma coisa mais desesperadora do que esse pensamento de destruição absoluta? Afeições caras,
inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo despedaçado, tudo perdido! Que necessidade

3
haveria em nos tornarmos melhores, em nos esforçarmos para sofrer as más paixões em nos afadigarmos para
nos ilustrarmos, em nos devotarmos à causa do progresso, uma vez que amanhã, segundo o nosso pensamento
predominante, nada disso valesse nada? Se assim fosse, a sorte do homem seria cem vezes pior que a do bruto,
porque este vive inteiramente do presente, na satisfação dos apetites materiais, sem aspiração para o futuro. Uma
secreta intuição, porém nos diz que isso não é possível.
(Céu e Inferno, Primeira parte, item n° 1)
40 - OS ANJOS SEGUNDO O ESPIRITISMO - Não restam dúvidas haver seres dotados de todas as
qualidades atribuídas aos anjos. A revelação espírita neste particular confirma a crença de todos os povos,
fazendo-nos conhecer ao mesmo tempo a origem e natureza desses seres.
As almas ou Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é sem conhecimentos nem consciência do bem
e do mal, porém aptos para adquirir o que lhes falta e isso o conseguem pelo trabalho, que lhes é o meio próprio
de aquisição e o fim - que é a perfeição - é o mesmo para todos. Chegam à perfeição mais ou menos prontamente
em virtude do livre arbítrio e na razão direta dos próprios esforços; todos têm os mesmos degraus por onde passar,
o mesmo trabalho a concluir. Deus não aquinhoa melhor a uns do que a outros, porquanto é justo, uma vez que
todos são Seus filhos, não tem predileções. Ele lhes diz: “Eis a lei que deve constituir a sua norma de conduta; ela
só pode levá-los ao objetivo; tudo o que for conforme a essa lei é o bem; tudo o que lhe for contrário a essa lei é o
mal.”. Têm inteira liberdade de observar ou infringir a lei e assim serão árbitros da própria sorte. Deus, pois, não
criou o mal; as Suas leis são para o bem e foi o homem que criou esse mal se divorciando das leis; se ele as
observasse escrupulosamente, nunca se desviaria do bom caminho.
Entretanto a alma, como criança, é inexperiente nas primeiras fases da existência e daí o ser falível. Não lhe
dá Deus essa experiência, mas dá-lhe, no entanto meios de adquiri-la. Desse modo um passo em falso na senda
do mal é um atraso para a alma, que, sofrendo-lhe as conseqüências, aprende à sua custa o que importa evitar.
Assim pouco a pouco se desenvolve, aperfeiçoa e adianta na hierarquia espiritual até o estado de puro
Espírito ou anjo. Os anjos são, pois as almas dos homens chegados ao grau de perfeição que a criatura comporta
e fruem em sua plenitude a prometida felicidade relativa ao seu adiantamento, felicidade que consiste, não na
ociosidade, mas nas funções que a Deus apraz confiar-lhes e por cujo desempenho se sentem ditosas, tendo
ainda nele um meio de progresso. (Céu e Inferno, VIII: 12-13)

41 - NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO - A passagem dos Espíritos pela vida corpórea é necessária, para
que eles possam realizar, com a ajuda do elemento material, os propósitos cuja execução Deus lhe confiou. É
ainda necessária por eles mesmos, pois a atividade que então se vêm obrigados a desempenhar ajuda-os a
desenvolver a inteligência. Deus, sendo soberanamente justo, deve aquinhoar eqüitativamente a todos os Seus
Filhos. E por isso que Ele concede a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a
cumprir e a mesma liberdade de ação. Todo o privilégio seria uma preferência, e toda preferência uma injustiça.
Mas a encarnação, para todos os Espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, no
princípio da existência, como primeira prova do uso que farão do seu livre-arbítrio. Os que executam essa tarefa
com zelo, sobem rapidamente, e de maneira menos penosa, os primeiros degraus da iniciação, e gozam mais cedo
o resultado do seu trabalho. Os que, ao contrário, fazem mau uso da liberdade que Deus lhes concede, retardam o
seu progresso. E é assim que, por sua obstinação, podem prolongar indefinidamente a necessidade de se
reencarnarem. E é então que a encarnação se torna um castigo. (Evangelho Seg. o Espiritismo, 4: 25)

42 - JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO - Em que se funda a lei da reencarnação? “Na justiça de Deus e na
revelação; incessantemente repetimos: o bom Pai sempre deixa aberta uma porta para o arrependimento. A razão
nos vos indica que seria injusto privar para sempre da felicidade eterna àqueles aos quais não se deram todas as
oportunidades para se melhorarem? Não são filhos de Deus todos os homens? Somente entre egoístas são
comuns a iniqüidade, o ódio implacável e os castigos eternos.”
(Livro dos Espíritos, questão, 171).

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