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Oração dominical
Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo, 28: 1-5.
Oração dominical
2. PREFÁCIO. Os Espíritos recomendaram que, encabeçando esta coletânea, puséssemos a Oração
dominical, não somente como prece, mas também como símbolo. De todas as preces, é a que eles colocam em
primeiro lugar, seja porque procede do próprio Jesus (S. Mateus, cap. VI, vv. 9 a 13), seja porque pode suprir a
todas, conforme os pensamentos que se lhe conjuguem; é o mais perfeito modelo de concisão, verdadeira obra-
prima de sublimidade na simplicidade.
Com efeito, sob a mais singela forma, ela resume todos os deveres do homem para com Deus, para
consigo mesmo e para com o próximo. Encerra uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão; o pedido
das coisas necessárias à vida e o princípio da caridade.
Quem a diga, em intenção de alguém, pede para este o que pediria para si. Contudo, em virtude mesmo
da sua brevidade, o sentido profundo que encerram as poucas palavras de que ela se compõe escapa à maioria
das pessoas. Daí vem o dizerem-na, geralmente, sem que os pensamentos se detenham sobre as aplicações de
cada uma de suas partes. Dizem-na como uma fórmula cuja eficácia se ache condicionada ao número de vezes
que seja repetida.
Ora, quase sempre esse é um dos números cabalísticos: três, sete ou nove tomados à antiga crença
supersticiosa na virtude dos números e de uso nas operações da magia. Para preencher o que de vago a concisão
desta prece deixa na mente, a cada uma de suas proposições aditamos, aconselhado pelos Espíritos e com a
assistência deles, um comentário que lhes desenvolve o sentido e mostra as aplicações. Conforme, pois, as
circunstâncias e o tempo de que disponha, poderá, aquele que ore, dizer a oração dominical, ou na sua forma
simples, ou na desenvolvida.

3. PRECE. -
I. Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome!
Cremos em ti, Senhor, porque tudo revela o teu poder e a tua bondade. A harmonia do Universo dá
testemunho de uma sabedoria, de uma prudência e de uma previdência que ultrapassam todas as faculdades
humanas.
Em todas as obras da Criação, desde o raminho de erva minúscula e o pequenino inseto, até os astros que
se movem no espaço, o nome se acha inscrito de um ser soberanamente grande e sábio. Por toda a parte se nos
depara a prova de paternal solicitude. Cego, portanto, é aquele que te não reconhece nas tuas obras, orgulhoso
aquele que te não glorifica e ingrato aquele que te não rende graças.
II. Venha o teu reino!
Senhor, deste aos homens leis plenas de sabedoria e que lhes dariam a felicidade, se eles as cumprissem.
Com essas leis, fariam reinar entre si a paz e a justiça e mutuamente se auxiliariam, em vez de se maltratarem,
como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar. Evitados seriam os males, que se geram dos
excessos e dos abusos. Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, porquanto nenhuma
infração delas deixa de ocasionar fatais conseqüências.
Deste ao bruto o instinto, que lhe traça o limite do necessário, e ele maquinalmente se conforma; ao
homem, no entanto, além desse instinto, deste a inteligência e a razão; também lhe deste a liberdade de cumprir
ou infringir aquelas das tuas leis que pessoalmente lhe concernem, isto é, a liberdade de escolher entre o bem e o
mal, a fim de que tenha o mérito e a responsabilidade das suas ações.
Ninguém pode pretextar ignorância das tuas leis, pois, com paternal previdência, quiseste que elas se
gravassem na consciência de cada um, sem distinção de cultos, nem de nações. Se as violam, é porque as
desprezam.
Dia virá em que, segundo a tua promessa, todos as praticarão. Desaparecido terá, então, a incredulidade.
Todos te reconhecerão por soberano Senhor de todas as coisas, e o reinado das tuas leis será o teu reino na
Terra.
Digna-te, Senhor, de apressar-lhe o advento, outorgando aos homens a luz necessária, que os conduza ao
caminho da verdade.
III. Faça-se a tua vontade, assim na Terra como no Céu.
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Estudo feito no Centro Espírita Joana d’Arc em 05/ 01/ 2010.

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Se a submissão é um dever do filho para com o pai, do inferior para com o seu superior, quão maior não
deve ser a da criatura para com o seu Criador! Fazer a tua vontade,
Senhor, é observar as tuas leis e submeter-se, sem queixumes, aos teus decretos. O homem a ela se
submeterá, quando compreender que és a fonte de toda a sabedoria e que sem ti ele nada pode. Fará, então, a tua
vontade na Terra, como os eleitos a fazem no Céu.
IV. Dá-nos o pão de cada dia.
Dá-nos o alimento indispensável à sustentação das forças do corpo; mas, dá-nos também o alimento
espiritual para o desenvolvimento do nosso Espírito.
O bruto encontra a sua pastagem; o homem, porém, deve o sustento à sua própria atividade e aos
recursos da sua inteligência, porque o criaste livre.
Tu lhe hás dito: "Tirarás da terra o alimento com o suor da tua fronte." Desse modo, fizeste do trabalho,
para ele, uma obrigação, a fim de que exercitasse a inteligência na procura dos meios de prover às suas
necessidades e ao seu bem-estar, uns mediante o labor manual, outros pelo labor intelectual. Sem o trabalho, ele
se conservaria estacionário e não poderia aspirar à felicidade dos Espíritos superiores.
Ajudas o homem de boa-vontade que em ti confia, pelo que concerne ao necessário; não, porém, àquele
que se compraz na ociosidade e desejara tudo obter sem esforço, nem àquele que busca o supérfluo. (Cap. XXV.)
Quantos e quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua
ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu
infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que pecaram. Mas, nem a esses
mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los, desde que,
como o filho pródigo, se voltem sinceramente para ti. (Cap. V, nº 4.)
Antes de nos queixarmos da sorte, inquiramos de nós mesmos se ela não é obra nossa.
A cada desgraça que nos chegue, cuidemos de saber se não teria estado em nossas mãos evitála.
Consideremos também que Deus nos outorgou a inteligência para tirar-nos do lameiro, e que de nós
depende o modo de a utilizarmos.
Pois que à lei do trabalho se acha submetido o homem na Terra, dá-nos coragem e forças para obedecer a
essa lei. Dá-nos também prudência, a previdência e a moderação, a fim de não perdermos o respectivo fruto.
Dá-nos, pois, Senhor, o pão de cada dia, isto é, os meios de adquirirmos, pelo trabalho, as coisas
necessárias à vida, porquanto ninguém tem o direito de reclamar o supérfluo.
Se trabalhar nos é impossível, à tua divina providência nos confiamos.
Se está nos teus desígnios experimentar-nos pelas mais duras provações, mau grado aos nossos
esforços, aceitamo-las como justa expiação das faltas que tenhamos cometido nesta existência, ou noutra anterior,
porquanto és justo. Sabemos que não há penas imerecidas e que jamais castigas sem causa.
Preserva-nos, ó meu Deus, de invejar os que possuem o que não temos, nem mesmo os que dispõem do
supérfluo, ao passo que a nós nos falta o necessário. Perdoa-lhes, se esquecem a lei de caridade e de amor do
próximo, que lhes ensinaste. (Cap. XVI, nº 8.)
Afasta, igualmente, do nosso espírito a idéia de negar a tua justiça, ao notarmos a prosperidade do mau e
a desgraça que cai por vezes sobre o homem de bem. Já sabemos, graças às novas luzes que te aprouve
conceder-nos, que a tua justiça se cumpre sempre e a ninguém excetua; que a prosperidade material do mau é
efêmera, quanto a sua existência corpórea, e que experimentará terríveis reveses, ao passo que eterno será o
júbilo daquele que sofre resignado. (Cap. V, nº 7, nº 9, nº 12 e nº 18.)
V. Perdoa as nossas dívidas, como perdoamos aos que nos devem.
- Perdoa as
nossas ofensas, como perdoamos aos que nos ofenderam.
Cada uma das nossas infrações às tuas leis, Senhor, é uma ofensa que te fazemos e uma dívida que
contraímos e que cedo ou tarde teremos de saldar. Rogamos-te que no-las perdoes pela tua infinita misericórdia,
sob a promessa, que te fazemos, de empregarmos os maiores esforços para não contrair outras.
Tu nos impuseste por lei expressa a caridade; mas, a caridade não consiste apenas em assistirmos os
nossos semelhantes em suas necessidades; também consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. Com
que direito reclamaríamos a tua indulgência, se dela não usássemos para com aqueles que nos hão dado motivo
de queixa?
Concede-nos, ó meu Deus, forças para apagar de nossa alma todo ressentimento, todo ódio e todo rancor.
Faze que a morte não nos surpreenda guardando nós no coração desejos de vingança. Se te aprouver tirar-nos

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hoje mesmo deste mundo, faze que nos possamos apresentar, diante de ti, puros de toda animosidade, a exemplo
do Cristo, cujos últimos pensamentos foram em prol dos seus algozes. (Cap. X.)
Constituem parte das nossas provas terrenas as perseguições que os maus nos infligem. Devemos, então,
recebê-las sem nos queixarmos, como todas as outras provas, e não maldizer dos que, por suas maldades, nos
rasgam o caminho da felicidade eterna, visto que nos disseste, por intermédio de Jesus: "Bem-aventurados os que
sofrem pela justiça!" Bendigamos, portanto, a mão que nos fere e humilha, uma vez que as mortificações do corpo
nos fortificam a alma e que seremos exalçados por efeito da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4.) Bendito seja teu
nome, Senhor, por nos teres ensinado que nossa sorte não está irrevogavelmente fixada depois da morte; que
encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e de reparar nossas culpas passadas, de cumprir em
nova vida o que não podemos fazer nesta, para nosso progresso. (Cap. IV, e cap. V, nº 5.)
Assim se explicam, afinal, todas as anomalias aparentes da vida. É a luz que se projeta sobre o nosso
passado e o nosso futuro, sinal evidente da tua justiça soberana e da tua infinita bondade.
VI. Não nos deixes entregues à tentação, mas livra-nos do mal. (1)
Dá-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos Espíritos maus, que tentem desviar-nos da senda do
bem, inspirando-nos maus pensamentos.
Mas, somos Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e melhorar-nos. Em nós
mesmos está a causa primária do mal e os maus Espíritos mais não fazem do que aproveitar os nossos pendores
viciosos, em que nos entretêm para nos tentarem.
Cada imperfeição é uma porta aberta à influência deles, ao passo que são impotentes e renunciam a toda
tentativa contra os seres perfeitos. E inútil tudo o que possamos fazer para afastá-los, se não lhes opusermos
decidida e inabalável vontade de permanecer no bem e absoluta renunciação ao mal. Contra nós mesmos, pois, é
que precisamos dirigir os nossos esforços e, se o fizermos, os maus Espíritos naturalmente se afastarão,
porquanto o mal é que os atrai, ao passo que o bem os repele. (Veja-se aqui adiante: "Preces pelos obsidiados".)
Senhor, ampara-nos em nossa fraqueza; inspira-nos, pelos nossos anjos guardiães e pelos bons Espíritos,
a vontade de nos corrigirmos de todas as imperfeições a fim de obstarmos aos Espíritos maus o acesso à nossa
alma. (Veja-se aqui adiante o nº 11.)
O mal não é obra tua, Senhor, porquanto o manancial de todo o bem nada de mau pode gerar. Somos nós
mesmos que criamos o mal, infringindo as tuas leis e fazendo mau uso da liberdade que nos outorgaste. Quando
os homens as cumprirmos, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu de mundos mais adiantados que o
nosso.
O mal não constitui para ninguém uma necessidade fatal e só parece irresistível aos que nele se
comprazem. Desde que temos vontade para o fazer, também podemos ter a de praticar o bem, pelo que, ó meu
Deus, pedimos a tua assistência e a dos Espíritos bons, a fim de resistirmos à tentação.
VII. Assim seja.
Praza-te, Senhor, que os nossos desejos se efetivem. Mas, curvamo-nos perante a tua sabedoria infinita.
Que em todas as coisas que nos escapam à compreensão se faça a tua santa vontade e não a nossa, pois
somente queres o nosso bem e melhor do que nós sabes o que nos convém.
Dirigimos-te esta prece, ó Deus, por nós mesmos e também por todas as almas sofredoras, encarnadas e
desencarnadas, pelos nossos amigos e inimigos, por todos os que solicitem a nossa assistência e, em particular,
por N...
Para todos suplicamos a tua misericórdia e a tua bênção.
Nota - Aqui, podem formular-se os agradecimentos que se queiram dirigir a Deus e o que se deseje pedir
para si mesmo ou para outrem. (Vejam-se, adiante, as preces nº 26 e nº 27.)
_______
(1) Algumas traduções dizem: Não nos induzas à tentação (et ne nos inducas in tentationem). Essa
expressão daria a entender que a tentação promana de Deus, que ele, voluntariamente, impele os homens ao mal,
idéia blasfematória que igualaria Deus a Satanás e que, portanto, não poderia estar na mente de Jesus. É, aliás,
conforme à doutrina vulgar sobre o papel dos demônios. (Veja-se: O Céu e o Inferno, 1ª Parte, cap. IX, "Os
demônios".)

PONDERAÇÕES:
Todos nós nas escolas dominicais aprendemos a oração dominical e a recitamos normalmente, sem
darmos a atenção necessária à complexidade do conteúdo desta pequena oração compilada por Jesus tão
profunda e completa, e agora em cada sentença ou frase, Allan Kardec desenvolve para nós e abre nosso
entendimento explicando e traduzindo em interpretação a profundeza da oração oferecida a todos nós por Jesus.

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Vamos apreciar e guardar em nosso coração nesta interpretação, mais um pouquinho dos valores da
oração, pois o mais importante nas nossas vidas espirituais como espíritos que somos é o intercambio com o
mundo espiritual, que é a nossa verdadeira Pátria.
De acordo com nosso grau espiritual somos atendidos no além, seja por Deus, seja por Jesus, seja pelo
nosso anjo da guarda, seja por espíritos familiares, seja por espíritos afins, seja por espíritos que se sintonizam ou
se simpatizam conosco, apreciando-se essa graça ou meio que Deus nos providenciou, para podermos estar
embora nos parecer afastado de Deus, porém juntos pela simples razão de haver a oração como lei divinamente
providenciada ao alcance de todos.
Lembrando que não somos deste mundo, porquanto estamos de passagem em aprendizado neste mundo
como escola que é, portanto sabemos que viemos de nossa verdadeira Pátria e voltaremos em seu devido tempo à
Pátria amada nosso habitat natural embora sim, tivéssemos deixado lá nossos afazeres, nossos familiares espíritos
de nossa convivência para nos avatarmos (avançarmos) ao nosso progresso espiritual, 2 daí na oração nosso
afastamento se torna mais perto e somos inspirados no desenvolvimento da nossa missão na Terra, que como
mundo de ‘Provas e Expiações’ 3 tem utilidade de nos ajudar a progredir espiritualmente.
A oração é necessária por perda de norteamento espiritual, na procura de reajustamento, na oração
também encontramos em nós mesmos na profundeza de nossas almas as razões das nossas necessidades e
procuramos a realização de nós como espíritos, dando e recebendo, ajudando e sendo ajudados, é como uma
psiquiatria que nos faz transformar e crescer espiritualmente nos modificando retendo o bem e o que é bom 4 e em
fé recebermos os benefícios fluidos que emanados de Deus são espalhados pelo Universo para todos, assim como
Deus faz chover ou dar sol para todos 5 sem ter privilegiado.
Com a vinda de Jesus, deixou de haver a necessidade de sumo sacerdotes intervir por nós e serem eles
nossos intermediários perante Deus, 6 pois foi rasgada a cortina de separação no Templo 7 e todos podem vir a
Deus em oração, esse entendimento não havia no Velho Testamento mas veio a nós graças a Jesus.
Descobrimos que oração não é só pedir em favor de nossas necessidades, mas também convivência com
Deus, com Jesus e com o plano superior, não por menos que Jesus via o Templo não como uma casa com
conveniências materiais, mas como casa de Deus, pois disse: ’está escrito, minha casa será chamada casa de
oração’, 8 porquanto Deus é Espírito e quem o adore deve o adorar em espírito e verdade, 9 e não materialmente.
O Templo de Jerusalém foi destruído, mas não deixou por isso de os judeus vir aos muros do Templo
rezar, orar, se lamentar, chorar, procurar se resgatar, procurar se encontrar com seu verdadeiro eu, procurar Deus,
porém de verdade não é por ser o muro restante do Templo em que Deus agia antigamente, que a necessidade de
encontro de oração provoque esse encontro, mas o instinto pertinente à alma que procura saciar-se da vida
espiritual que é na verdade sua raiz natural, sua essência, sua razão de ser
Jesus foi ainda mais além e ensinou ‘quando quiserdes orar entrai em vosso quarto e vosso Pai os ouvirá’,
10
daí a necessidade de oração como a maior naturalidade de nossas vidas, todos somos mais ou menos médiuns,
11
o que sugere no caso de oração todos poderem orar e se comunicar e receber de Deus conforme sua
capacidade de recepção e de se expressar, se traduzir seus íntimos sentimentos em comunhão com Deus,Jesus
ou com afins.
Deus não habita em templos feitos de pedra nos foi revelado, 12 mas em nosso coração e age em nós
conforme nossa livre vontade, daí podermos orar se assim quisemos em qualquer lugar, circunstancia, desejo, fé
segundo a luz que tenhamos ou naturalidade, ou espontaneidade em impulso de relação com Deus ou com afins.
*****
Vejamos opinião sobre a prece no Livro dos Espíritos, questão n° 658: - 663
DA LEI DE ADORAÇÃO - A Prece
2
A Gênesis de Allan Kardec, 3: 57.
3
Evangelho Segundo o Espiritismo, 3: 13=15.
4
I Tessalonicenses, 5: 21.
5
Mateus, 5: 45.
6
Hebreus, 5: 1.
7
Mateus, 27: 51.
8
Marcos, 11: 17.
9
João, 4: 24.
10
Mateus, 6: 6.
11
Livro dos Médiuns, 14: 159.
12
Atos, 17: 24. - I Corintios, 3: 16. - II Corintios, 6: 16.

4
658. Agrada a Deus a prece?
“A prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim,
preferível Lhe é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com
o coração. Agrada-Lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Mas, não creias que O toque a do
homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de
verdadeira humildade.”
659. Qual o caráter geral da prece?
“A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se e comunicação
com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir, agradecer.”
660. A prece torna melhor o homem?
“Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e
Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com
sinceridade.”
a) - Como é que certas pessoas, que oram muito, são, não obstante, de mau
caráter, ciosas, invejosas, impertinentes, carentes de benevolência e de indulgência
e até, algumas vezes, viciosas?
“O essencial não é orar muito, mas orar bem. Essas pessoas supõem que todo o mérito está na longura da
prece e fecham os olhos para os seus próprios defeitos. Fazem da prece uma ocupação, um emprego do tempo,
nunca, porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio, sim da maneira por que o
aplicam.”
661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas
faltas?
“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de
suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais
que as palavras.”
662. Pode-se, com utilidade, orar por outrem?
“O Espírito de quem ora atua pela sua vontade de praticar o bem. Atrai a si, mediante a prece, os bons
Espíritos e estes se associam ao bem que deseje fazer.”
O pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da
nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade. Se for ardente e sincera, pode
chamar, em auxílio daquele por quem oramos, os bons Espíritos, que lhe virão sugerir bons pensamentos e dar a
força de que necessitem seu corpo e sua alma. Mas, ainda aqui, a prece do coração é tudo, a dos lábios nada vale.
663. Podem as preces, que por nós mesmos fizermos, mudar a
natureza das nossas
provas e desviar-lhes o curso?
“As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas,
Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a
força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Hemos dito que a prece nunca é inútil,
quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado.
Ajuda-te a ti mesmo e o céu te ajudará, 13 bem o sabes. Demais, não é possível que Deus mude a ordem
da Natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida
efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de
quantos males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas?
Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que
supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que
vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também,
as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a idéia que vos fará sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”
*****

Eu mesmo sublinhei para lembrar que esta máxima está explicada no Evangelho
13

Segundo o Espiritismo, 25: 1-5

5
Bem, fechemos o estudo conscientes de que a oração é necessária a todos nós, essa necessidade é natural
e sempre existiu desde os princípios de existências, como porta aos Céus proporcionado por Deus, pois está em
nós a intuição de nos aproximar de Deus em oração ou prece quando em apuros, alegria, solidão ou outras
situações inumeráveis da nossa caminhada espiritual, não há como duvidar dessa realidade, dessa lei de Deus.
Bem, que Deus seja conosco, assim como outrora, hoje e sempre.

A oração é necessária por perda de norteamento espiritual,
na procura de reajustamento,
Na oração também encontramos em nós mesmos,
na profundeza de nossas almas as razões das nossas
necessidades,
e procuramos a realização de nós como espíritos,
dando e recebendo, ajudando e sendo ajudados,
é como uma psiquiatria que nos faz transformar e crescer
espiritualmente,
nos modificando retendo o bem e o que é bom, 14
e em fé recebermos os benefícios fluidos que emanados
de Deus,
são espalhados pelo Universo para todos,
assim como Deus faz chover ou dar sol para todos 15 sem
ter privilegiado.
Com a vinda de Jesus,
deixou de haver a necessidade de sumo sacerdotes
intervir por nós,
e serem eles nossos intermediários perante Deus, 16
pois foi rasgada a cortina de separação no Templo 17
e todos podem vir a Deus em oração,
esse entendimento não havia no Velho Testamento,
mas veio a nós graças a Jesus.
14
Extrato de o estudo ‘Oração Dominical’ dado no Centro Espírita Joana d’arc, a 05/ 01/
2010.
I Tessalonicenses, 5: 21.
15
Mateus, 5: 43.
16
Hebreus, 5: 1.
17
Mateus, 27: 51.

6
Descobrimos que oração não é só pedir em favor de
nossas necessidades,
mas também convivência com Deus,
com Jesus e com o plano superior,
não por menos que Jesus via o Templo,
não como uma casa com conveniências materiais,
mas como casa de Deus, pois disse:’está escrito,
minha casa será chamada casa de oração’ 18.

18
Marcos, 11: 17.

7