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Breve explicação do processo de desinfecção realizado em uma ETE

A desinfecção das águas residuais tratadas (tratamento primário e7ou secundário)
consiste na remoção dos organismos patogênicos objetivando a potabilização antes do despejo
em correntes sensíveis à presença de microorganismos, tornando inativo em menor tempo
possível todos os agentes patogênicos sem formar resíduos ou subprodutos danosos aos corpos
d´água receptores. Os desinfetantes estão classificados em Desinfetantes Químicos e
Desinfetantes Físicos.

O processo de desinfecção através do método químico de cloração tem
contribuído significativamente na redução de odores em estações de tratamento de esgoto
sendo o sistema mais praticado nas Estações de Tratamento de Esgoto é a cloração com
hipoclorito, pois, independente das dimensões das estações e das condições de funcionamento, e revelou-se entre os
processos artificiais o de menor custo e de elevado grau de eficiência em relação a outros processos como a ozonização
que é bastante dispendiosa e requer um maior número de pessoal especializado e a radiação ultra-violeta não é aplicável a
qualquer situação.
Sendo assim o processo (no singular, como usado na pergunta desta prova) de desinfecção realizado em uma
Estação de Tratamento de Esgoto que devo explicar é a Cloração por ser o mais utilizado.

O Cl2 (Cloro) é um gás toxico utilizado quimicamente para desinfecção sob a forma de cloro gasoso,
hipoclorito de sódio ou dióxido de sódio. Quando ele é liberado em água, ou qualquer um dos seus compostos, ocorre
uma hodrólise imediatamente, o ácido hipocloroso (HClO) ioniza-se. O equilíbrio desta ultima reação varia de acordo
com o pH. pH > 5 está sob a forma de ácido hipocloroso e pH = 7,4 a solução contém quantidades iguais de ácido
hipocloroso e de hipoclorito

Como o mais usual é usar o hipoclorito de sódio, então a reação de hidrolise com formação ácido
hipocloroso. [ClO-] + [HClO] em qualquer caso define a quantidade de cloro residual livre. Sendo que a desinfecção por
HClO é de 40 a 80 vezes maior que a outra. Apesar disto é pouco efetiva frente aos esporos, microbactérias e vírus.

Além das hidrólises descritas, o cloro possui outras atividades químicas afetando tanto a fração orgânica
como a inorgãnica. Sendo inicialmente consumido por matérias orgânicas, logo em sequencia reage com o nitrogênio
amoniacal com formação de cloraminas. [NH2Cl] + [NHCl2] define a quantidade de cloro residual combinado, que unido
ao cloro residual livre, determina o Cloro Residual, que o que assegura a desinfecção.

Nas Instalações de tratamento costuma-se trabalhar longe do ponto de ruptura, sendo assim as cloraminas
formadas são parcialmente hidrolisadas originando novo HClO com efeito desinfetante, permintindo manter esta
desinfecção além da estação. Para não haver efeito a fauna e flora, faz-se uma decloração, que consiste em eliminar o
cloro residual combinado, através de adição de substancias redutoras como anidrido sulfuroso (mais comum), ou sulfito
de sódio, ou biosulfito de sódio ou através da adsorção sobre carvão ativado.

De uma forma geral o Cloro como agente desinfetante penetra nas células dos microorganismos e reage com
suas enzimas, destruindo-as. As enzimas são um complexo de proteínas fucionando como catalisadores orgânicos em
reações químicas dos microorganismos. Como são essenciais aos processos metabólicos das células vivas, estas, sem ação
das enzimas, morrem. Ná área de tratamento de esgôto, um dos problemas latentes da atualidade é o odor semelhante a
ôvo podre, emanado das estações que executam o tratamento, a partir da geração do nocivo gás sulfídrico. Esse gás, além
de ocasionar muitos e devastadores efeitos ao ser humano, também revela-se extremamente agressivo as próprias
instalações de alvenaria e metálicas. Também nessa área, a cloração propicia severa redução na geração de gás sulfídrico
que por conseguinte soluciona boa parte dos problemas advindos dessa atividade. Fora isto, a cloração necessita de pouca
área, baixo custo de implantação e operação.
A cloração tem sido a principal forma de desinfecção praticada nas estações de tratamento. O início do
século XX foi marcado por grandes avanços nos campos de ciência e tecnologia. Porém a cloração de água para consumo
humano figura entre aqueles que mais contribuiram para a ampliação dos níveis de qualidade de vida da população
mundial. Um dos indicadores mais significativos é a brusca redução do índice de óbitos em decorrência de doenças de
veiculação hídrica. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).

Ana Paula de Carvalho
CREA RJ 94-1-03296-6