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Professor Silvio Araujo de Sousa

Geografia

CFC - Clorofluorcarbono e a camada de Atividade extra classe - Camada de Ozônio


Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de
ozônio - I Moraes - Guarujá - SP— 20/03/2010

CFC – Clorofluorcarbono
Produção do gás que prejudica camada de ozônio caiu 99%
desde 1986, desde 1 de janeiro de 2010 esta proibido sua fa-
bricação, mas substância demora décadas para se dissipar na
atmosfera
CFC – aplicação
Os CFCs foram sintetizados em laboratórios, em 1912, para
ser uma substância estável e segura para o uso humano, inici-
almente usado para substituir, como fluido de refrigeração, a
amônia e os hidrocarbonetos - substâncias mais tóxicas e in-
flamáveis-, os CFCs – clorofluorcarbonos - acabaram tendo
seu uso amplamente difundido na indústria de eletrodomésti-
cos.
Mas só na década de 1970 os pesquisadores começaram a
perceber os riscos trazidos por este gás à atmosfera, como a
redução da espessura da camada de ozônio. Isso porque o
poder destrutivo dos clorofluorcarbonos em relação ao ozônio
é alarmante: cada molécula de CFC pode destruir até 3.000
moléculas de O3.
Protocolo de Montreal
Desde 1987, os países signatários do Protocolo de Montreal, um documento que estabelece normas para o contro-
le das emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio da Terra, comemoram a diminuição desses
gases nocivos liberados para a atmosfera. Em termos concretos, a produção de CFCs caiu 99,7% entre 1986 e
2008: de 1,07 milhão de toneladas para 2.746. Desde 1 de janeiro de 2010, fica proibida a produção de CFC, em
todo o mundo.
Os efeitos da redução pode demorar 100 anos
Esta redução, porém, vai demorar a ser sentida na própria atmosfera. Especialistas estimam que somente entre
2050 e 2075 a camada de ozônio voltará aos níveis da década de 1990. Pois tem como características ser uma
Molécula estável, o que faz com que demore até um século para se dissipar na atmosfera, somente podendo ser
degradada pelo Sol, e por ser uma molécula pesada é influenciada pelas de correntes de ar sendo levada até a
estratosfera – camada da Terra situada aproximadamente entre 12 quilômetros e 50 quilômetros acima do solo.
Depleção(*) do ozônio
Enquanto não é destruída pelo Sol, fica na atmosfera contribuindo para à depleção do ozônio, que acontece quan-
do o Cloro da substância reage com um oxigênio presente no O3, espessando a camada, com o espessamento da
camada de ozônio, a incidência de radiação ultravioleta fica mais nociva. Estas moléculas têm um comportamento
anômalo, elas tendem a se atrair, ou seja, ficam praticamente em uma mesma região. E enquanto não são dissi-
padas, causam um grande estrago na atmosfera. Isso porque o poder destrutivo dos clorofluorcarbonos em rela-
ção ao ozônio é alarmante: cada molécula de CFC pode destruir até 3.000 moléculas de O3. Atualmente, o chama-
do "buraco na camada de ozônio" tem o tamanho da América do Norte.
Riscos à saúde
A camada de ozônio funciona como um "escudo protetor" da Terra, já que filtra os raios ultravioleta que o Sol e-
mite em direção à Terra. Estes raios UV são ionizantes, e podem alterar as moléculas de DNA.
Com o espessamento da camada de ozônio, a incidência de radiação ultravioleta fica mais nociva, e isso pode dar
origem a doenças como catarata, conjuntivite, herpes, queimaduras e até mesmo o câncer.

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Professor Silvio Araujo de Sousa - Geografia - Escola Estadual Professor Renê Rodrigues de Moraes - Guarujá - SP - Brasil
Professor Silvio Araujo de Sousa
Geografia

CFC - Clorofluorcarbono e a camada de Atividade extra classe - Camada de Ozônio


Escola Estadual Prof. Renê Rodrigues de
ozônio - II Moraes - Guarujá - SP— 20/03/2010

Tipos de Radiação - UVA


Os raios UV são divididos de acordo com seu comprimento de onda.
Os raios UVA são os que possuem de 320 a 400 nanômetros(**) de tamanho. Ao longo dos anos, este tipo de
radiação provoca alterações das fibras colágenas e elásticas, favorecendo o envelhecimento precoce. A pele mais
frágil também fica mais suscetível a queimaduras.
Tipos de Radiação – UVB
Esse tipo de radiação (UVB) é o mais perigoso, que tem têm entre 280 e 320 nanômetros, e são eritematosas, ou
seja, geram uma reação de defesa do organismo que é o nosso famoso bronzeamento. Isso mesmo, aquela cor
morena derivada de uma exposição prolongada ao Sol é uma resposta do corpo contra os raios UVB, considerados
uma ameaça.
O bronzeamento é uma defesa da pele para impedir que os malefícios da radiação penetrem. Nos olhos, este tipo
de raio é particularmente danoso, podendo causar até catarata. Mas o maior risco de uma exposição prolongada
aos raios UVB é o câncer de pele. E, ao contrário do que muita gente pensa, este tipo de radiação tem efeito cu-
mulativo, ou seja, a chance de apresentar a doença aumenta conforme a pessoa se expõe mais ao Sol. Estes raios
alteram as células dérmicas, propiciando estes tumores malignos.
Procure logo um médico, porque se a doença for tratada em seus estágios iniciais, a chance de cura aumenta.
Tipos de Radiação – UVC
A radiação UVC, tem comprimento de onda de 200 a 280 nanômetros, são germicidas e esterilizantes, sendo qua-
se totalmente filtrados pela camada de ozônio.

Texto adaptado com finalidades pedagógicas


Texto original em; http://www.pnud.org.br - documento gerado : 20/03/2010 - 12:43:35
http://www.pnud.org.br/meio_ambiente/reportagens/index.php?id01=3426&lay=mam

Glossário

(*)Depleção do ozônio - refere-se ao lento e constante declínio no volume total de ozônio na estratosfera da
Terra (a camada de ozônio) desde o final da década de 1970.
(**)Nanômetro - Um nanômetro é uma unidade de medida. Por definição, um nanômetro é um bilionésimo de
um metro. É uma medida tão pequeno que não se pode ver alguma coisa do tamanho de um nanômetro a não
ser que se use microscópios muito poderosos, como os microscópios de força atômica. Um nanômetro é usado
como medida de coisas que são muito pequenas. Átomos e moléculas, as menores parte de tudo ao nosso redor,
são medidos em nanômetros. Por exemplo, uma molécula de água é menor que um nanômetro. Um germe típico
tem cerca de 1.000 nanômetros

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