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FORÇAS INTERNAS

Antes de se iniciar qualquer análise, visando descobrir o efeito que as forças externas
exercem dentro do corpo, é fundamental ter garantido o equilíbrio do corpo como
corpo rígido. Ao aplicarmos forças externas em uma estrutura, esta se mantém em
equilíbrio por causa dos vínculos. A consequência da aplicação dessas forças ativas e
reativas gera dentro do corpo, forças que compensam as forças externas, chamadas
FORÇAS INTERNAS. São as forças internas que tendem a resistir à ação das forças
externas e mantêm unidas as várias partes de uma estrutura. Ainda são elas que
fazem as partículas voltarem para a posição que as mesmas ocupavam antes da
deformação. Só é possível o estudo dessas forças internas se a estrutura for cortada
mentalmente em duas partes, que é o chamado MÉTODO DAS SEÇÕES.
MÉTODO DAS SEÇÕES
Para diferentes seções que se faça no corpo, as forças internas podem assumir
valores diferentes para cada seção considerada. De acordo com o principio da AÇÃO
e REAÇÃO as forças internas sempre são recíprocas. A ação da parte direita da barra
sobre a esquerda, é exatamente igual a ação da parte esquerda sobre a direita. O
sistema de forças que surge no plano A', tem o sinal contrário, ao sistema de forças
no plano A". Essas forças internas se distribuem de forma muito complexa sobre a
seção que se supõe cortada, mas em todas as situações elas devem satisfazer a
condição de equilíbrio das duas partes do corpo tomadas separadamente.
A soma das forças externas (ou momento dessas forças) da parte do corpo situada á
esquerda, ou á direita da seção, mais algebricamente, a soma das forças internas (ou
dos momentos dessas forças) deve ser zero, para que o equilíbrio se mantenha.
Qualquer que seja o lado escolhido para se calcular a resultante das forças internas,
elas devem se distribuir pela seção de tal modo, que as superfícies deformadas da
seção A coincidam exatamente ao juntar as duas partes do corpo, não deixando
vazios, garantindo desse modo a hipótese do meio contínuo. Esta condição é
chamada CONDIÇÃO DE CONTINUIDADE DAS DEFORMAÇÕES.

Atendida a condição de continuidade das deformações pode-se estabelecer as convenções para os esforços solicitantes da seção. Essas componentes são produzidas pelas forças externas que se propagam ao longo da barra e chamamse ESFORÇOS SOLICITANTES DA SEÇÃO. Projetando-se a resultante das forças R e o momento resultante M nos eixos x. 3. Z. y e z obtemos seis componentes dos esforços internos: três forças e três momentos. mas não a sua lei de distribuição. ESFORÇOS SOLICITANTES NUMA SEÇÃO o uso do método das seções permite obter o sistema de forças internas necessárias para manter a parte isolada em equilíbrio. O eixo x é perpendicular a seção. Observação: OS ESFORÇOS INTERNOS NA SEÇÃO DE CORTE CORRESPONDEM AS FORÇAS EXTERNAS QUE ATUAM NO TRECHO RETIRADO. Com as equações de equilíbrio podemos determinar apenas a RESULTANTE DAS FORÇAS INTERNAS da seção. 2. com a origem fixada no centro de gravidade da seção. As forças internas que se distribuem na seção são substituídas por outro sistema de força equivalente que tem uma resultante de forças R e uma resultante de momento M atuando no centro de gravidade da seção. se são conhecidas todas as forças externas. y. .Ro = F esquerda Ro' = F direita Mo = M esquerda Mo' = M direita Como temos equilíbrio: Ro = Ro' Mo = Mo' Do exposto temos que em cada seção: 1. Existe e é único o sistema de forças internas que satisfaz às equações de equilíbrio e às da continuidade dos deslocamentos. e os eixos y e z se situam no plano da seção. Como encaminhamento de raciocínio se adotará um sistema de coordenadas ortogonais x.

respectivamente.). Caso contrário é negativo. Não há uma convenção clássica de sinais. sobre os eixos contidos no plano da seção. isto é. Age no plano da seção e pode ser substituído por um binário de forças cortantes. no plano da seção. sobre o eixo perpendicular ao plano da seção. é uma força que age na direção perpendicular ao plano da seção feita na barra. momento em torno dos eixos y e do eixo z.Se supormos os eixos x e y. chama-se FORÇA NORMAL DA SEÇÃO (N). 2) As componentes da força resultante R. chamam-se FORÇAS CORTANTES ou CISALHANTES (V). 1) A componente da força resultante R. FORÇA CORTANTE OU CISALHANTE (V). No sentido contrário o esforço normal é de COMPRESSÃO e é NEGATICO ( . É uma força que age no plano da seção. e z o que aponta para o leitor é fácil visualizar esses ESFORÇOS no espaço. . perpendicular à seção. 3) A projeção do momento resultante M. é negativo (-). os do plano de papel. 4) A projeção do momento resultante M. Isto é. FORÇA NORMAL (N). de frente com a seção em análise o sentido de rotação for anti-horário ou quando o substituirmos por um vetor de dupla seta a regra da mão direita indicar como que estivesse "tracionando" a seção. CONVENÇÃO PARA OS ESFORÇOS SOLICITANTES A lei da ação e reação e a condição de continuidade das deformações nos permite estabelecer convenções de sinais para os esforços internos. Se a força cortante faz. Se a força se dirigir para fora do corpo. girar no sentido horário o cortante é positivo (+). o esforço de TRAÇÃO é POSITICO (+). gera o MOMENTO TORSOR (T). gera MOMENTOS FLEXORES My e Mz. um momento em torno de um eixo x que é perpendicular à seção. o segmento de peça considerado. Será adotado o momento torsor positivo quando. MOMENTO TORSOR (T).Se a força cortante faz o segmento da peça considerado girar no sentido anti-horário.

. desejamos sempre conhecer quais fibras são tracionadas e quais são comprimidas. Não é necessário estabelecer se o momento fletor é positivo ou negativo. Para o momento flexor. vários autores sugerem para as vigas horizontais. quando se toma como norma representá-lo do lado das fibras tracionadas.MOMENTO FLEXOR (M). No entanto. Age em um plano perpendicular ao plano da seção considerada. que se as fibras inferiores forem tracionadas e as superiores comprimidas o momento deve ser considerado positivo. Substituir o momento flexor por um binário de forças normais mostra que onde atua a força normal de tração do binário temos as fibras tracionadas e onde atua a força de compressão temos as fibras comprimidas.