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Consequências e implicações da cavitação

O fenômeno da cavitação implica em inúmeros efeitos para uma bomba centrífuga,
onde estes são visíveis a longo e curto prazo, sendo ambos mensuráveis. A longo prazo
os rotores apresentam perdas consideráveis de massa, comprometendo a performance
da bomba e podendo levar a sua ruptura. A curto prazo o fenômeno da cavitação
compromete com a sua queda de rendimento, vibração não característica e ruídos. As
principais características de uma bomba em cavitação são: a queda do rendimento,
necessidade de aumento da potência de eixo, trepidação e vibração das máquinas, pelo
desbalanceamento que acarreta ruído, provocado pelo fenômeno de implosão das
bolhas. Tais efeitos dependem do tempo de duração, intensidade da cavitação,
propriedade do líquido e resistência do material à erosão por cavitação. A seguir é
detalhado algumas destas consequências.
A erosão é uma das consequências mais indesejáveis da cavitação. Quando os
componentes mecânicos das máquinas hidráulicas estão submetidos à cavitação
constante, pode ocorrer falha mecânica devido ao desgaste por erosão das superfícies
sólidas, ou seja, há perda considerável de massa da superfície que afeta o desempenho
da máquina, podendo levar o componente à falha mecânica. O desgaste por erosão é
conseqüência da repetibilidade do colapso das bolhas nas proximidades das superfícies
sólidas das máquinas hidráulicas. Os danos causados pela erosão devido à cavitação, tal
como a profundidade da erosão ou a perda de massa, estão diretamente relacionados
com, pelo menos, quatro fatores: tempo de exposição à cavitação, intensidade da
cavitação, propriedades do fluido, resistência do material à erosão por cavitação.
A vibração resultante da cavitação, é devida à combinação de alguns fatores. Como na
região preenchida com bolhas varia de pá para pá, num mesmo impulsor, a passagem do
escoamento em redor dessas regiões também varia, desse modo afetando o equilíbrio
desse impulsor. Cada região preenchida com bolhas também sofre variações de
dimensão, podendo daí resultar vibrações com frequências não constantes. Se as regiões
ocupadas por bolhas forem muito extensas, causam uma queda de pressão a jusante do
impulsor, resultando na saída separada e irregular do escoamento de cada canal,
desequilibrando o impulsor.
O ruído típico que se ouve quando as bolhas se desintegram durante a bombagem,
assemelha-se à bombagem de cascalho, com mudança dos níveis de pressão sonora.
O colapso produz excitações denominadas aleatórias, que se caracterizam por excitar
freqüências naturais (ressonâncias).
A cavitação também pode alterar a perfomance de trabalho da bomba. Dependendo da
intensidade do fenômeno, pode-se observar variações na pressão de descarga, onde é
analisada pela oscilação do manônetro, podendo ate mesmo diminuir sua vazão.