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Gestão Pública e Regulação para ANAC – Módulo Gestão

Aula 00 - Aula Demonstrativa
Prof. Sandro Monteiro

Aula 00 – Aula Demonstrativa
Prezado(a) Amigo(a), seja bem-vindo(a) ao Curso de Gestão Pública e
Regulação para ANAC.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), em 24 de
junho de 2015, autorizou seleção de 150 novos servidores para a Agência
Nacional Aviação Civil (ANAC). Serão 65 Especialistas em Regulação, 45
Técnicos em Regulação, 25 Analistas Administrativos e 15 Técnicos
Administrativos. A ANAC tem prazo de 180 dias para publicar edital, ou seja,
até dezembro de 2015.
Este nosso curso trata de um dos principais itens do Edital da ANAC. É
conteúdo dos conhecimentos básicos para todos os cargos de Especialista e
Técnico em Regulação. Estará na sua prova, podendo ser até tema da
discursiva.
Este módulo pode ainda ser aproveitado para a parte de Conhecimentos
Específicos do Analista Administrativo da Área 1.
Antes de tudo, indico que este curso terá dois módulos. Dividimos para
facilitar a aquisição pelos alunos. O Módulo I está focado na Regulação, e o
Módulo II na Gestão Pública. No Edital de 2012, constou com matéria única.
Os módulos serão independentes, vendidos separadamente, e o curso, no
total dos dois módulos, terá 10 aulas, incluindo as aulas demonstrativas. Cada
módulo terá sua Aula Demonstrativa. O módulo I ocorrerá primeiro, em termos
de calendário. Termina o Módulo I, e começará o Módulo II.
Vejamos a distribuição das aulas do Módulo II de Gestão.
Módulo II: Gestão Pública
Aula
00

01

Conteúdo Programático
Aula Demonstrativa.
 Contexto e Fundamentos do Planejamento Estratégico.
Planejamento organizacional; Planejamento estratégico.
 Escolas do Planejamento. Diferentes abordagens;
 Ferramentas de análise de cenário interno e externo;
 Definição de estratégia, questões-chave em estratégia
(premissas estratégicas e avaliação de cenário);
 Metas estratégicas e resultados pretendidos;
 Processos associados: formação de estratégia, análise,
formulação, formalização, decisão e implementação;
 Balanced Scorecard (BSC);

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Data

14/09

1

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Aula

02

03

04

Conteúdo Programático
Avaliação institucional; Noções de indicadores de desempenho
organizacional.
 Decreto 7.133/2010;
 Equipe de Trabalho, Plano de Trabalho; Ciclo de Avaliação;
 Desempenho institucional; Metas globais e intermediárias;
 Definição e Dimensões do Desempenho Organizacional;
 Construção de Indicadores (tipos de indicadores; fórmulas;
metas; coleta de dados e responsáveis; mensuração e
interpretação do desempenho; requisitos e validação).
Gestão baseada em processos.
 Conceitos da abordagem por processos;
 Cadeia de Valor;
 Identificação e delimitação de processos de negócio;
 Técnicas de mapeamento, análise, melhoria e modelagem de
processos;
 Construção e mensuração de indicadores de processos.
Resumo geral do Módulo II. Síntese dos exercícios

Data

21/09

28/09

05/10

O Módulo II, em conjunto com o Módulo I, é o conteúdo completo de
Gestão Pública e Regulação do edital ANAC 2012.
Nesta aula demonstrativa entenderemos o surgimento das Agências
Reguladoras no Brasil, incluindo aspectos históricos que vão desde o século XIX
nos Estados Unidos da América, até a reforma do Estado brasileiro ocorrida nos
anos 1990. Falaremos como as agências estão inseridas dentro da Constituição
Federal de 1988 e qual foi o contexto da implantação desse modelo no Brasil.
Em nossas aulas trabalharemos primeiro a teoria. Depois a prática,
listando ao final de cada apostila uma sequência de questões dos últimos
concursos da banca CESPE, incluindo meus comentários e dicas. Serão mais de
100 exercícios selecionados de forma ideal para o seu concurso.
Quando for imprescindível definiremos termos técnicos sem que seja
preciso conhecimento prévio de outras disciplinas. Uma das vantagens deste
curso é a acessibilidade a todos: não é vital o conhecimento de complicados
conceitos de Administração, vamos esclarecer todos eles na medida certa e da
maneira exata da prova.

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Antes de começar, uma breve apresentação minha.
Sandro Monteiro é formado em engenharia elétrica, com especialização
em Gestão Pública pela Escola Nacional de Administração Pública (2014), e
Mestre em Engenharia pela Universidade de São Paulo (USP) desde 2007, onde
estudou com ênfase a questão da regulação dos serviços públicos concedidos ao
setor privado.
Após mais de 10 anos no setor de telecomunicações, hoje sou servidor
público federal em Brasília, lidando diariamente com o tema da regulação
econômica e políticas tarifárias. Fui também professor de faculdade particular.
Já fui aprovado em quatro concursos públicos federais; o mais recente para o
cargo de Especialista em Regulação da ANTAQ, onde estou atualmente.
Envie suas dúvidas e comentários.
Bons estudos, e boa sorte.

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https://www.facebook.com/profsandromonteiro

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SUMÁRIO
1.

CONTEXTO DO PLANEJAMENTO ........................................................................................................... 5
1.1 EVOLUÇÃO DO PLANEJAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES .................................................................................. 5
1.2. PLANEJAMENTO EM UM CONTEXTO DE MUDANÇAS ..................................................................................... 7
1.3. MUDANÇA ORGANIZACIONAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .................................................................. 8

2.

FUNDAMENTOS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO .................................................................. 9
2.1. O QUE É O PENSAMENTO ESTRATÉGICO?...................................................................................................... 9
2.2. POR QUE PLANEJAR?.......................................................................................................................................... 9
2.3. PORÉM, O QUE É PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL? ............................................................................ 11
2.4. O QUE É ESTRATÉGIA? .................................................................................................................................... 13
2.5. A GESTÃO ESTRATÉGICA COMO PRINCÍPIO ............................................................................................... 14
2.6. MAS, O QUE É UM PLANO ESTRATÉGICO? ................................................................................................... 15

3.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS ....................................................................................................................16

4.

LISTA DAS QUESTÕES .............................................................................................................................25

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1. Contexto do Planejamento
1.1 Evolução do Planejamento nas Organizações
Segundo PORTO & BELFORT (2001), antes da Segunda Guerra Mundial, o
planejamento que ocorria na maioria das organizações estava voltado
basicamente para as operações físicas de fabricação. Tratava-se essencialmente
de um processo bastante fragmentado e desarticulado, desenvolvido em
segmentos isolados da instituição.
O planejamento verdadeiramente institucional começou, de fato, com a
introdução de previsões gerais das condições econômicas e a preparação do
orçamento de capital e despesa. Seu principal propósito, contudo, não era
ampliar a capacidade gerencial para promover o sucesso futuro da organização,
mas sim o controle das despesas. Dessa forma, o horizonte de planejamento
raramente era maior que um ano.
Até a década de 1950, o ritmo de transformações, tanto na sociedade em
geral como no mundo de negócios, era relativamente lento e uniforme. A partir
desse período, porém, os critérios da administração científica e do
profissionalismo nos negócios superam, em importância, uma visão empírica e
romântica de gestão (LOBATO, 2000).
Depois da Segunda Guerra Mundial, três tendências básicas começaram a
transformar as organizações e a maneira de gerenciá-las, segundo PORTO &
BELFORT (2001):

O marketing começava a surgir como um elemento cada vez mais
importante na conquista dos mercados;
O impacto de novas tecnologias ampliava-se a uma velocidade
acelerada - especialmente nos domínios da eletrônica, informação,
comunicação e novos materiais;
Tudo isso ocorria em um mundo submetido a um processo de
elevada expansão e diversificação dos negócios, mercados e
produtos.

Nesse contexto, o planejamento orçamentário começou a demonstrar
sinais de insuficiência como instrumento para enfrentar os novos desafios e
tendências, cedendo espaço a novas orientações e perspectivas, que acabaram
por construir o planejamento da forma que o conhecemos hoje.
LOBATO (2001), na Figura 1, apresenta graficamente as fases da
Evolução do Planejamento Estratégico, em um modelo adaptado do de Gluck,
Kaufmann e Walleck, apresentado na Harvard Business Press (1986):

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Figura 1: Fases de Evolução dos Sistemas Formais de Planejamento Estratégico

É possível notar que as técnicas de planejamento têm evoluído na medida
em que os modelos adotados incorporam perspectivas negligenciadas no
momento anterior. É o que aconteceu com o Planejamento de Longo Prazo, que
extrapolou a visão anual do modelo anterior e incorporou a projeção de
tendências em uma perspectiva de longo prazo. Em seguida, o Planejamento
Estratégico extrapola a perspectiva financeira e incorpora os fatores ambientais
(internos e externos) que podem interferir ou potencializar o seu desempenho.
Na década de 1980, a Administração Estratégica surgiu buscando
aproximar o planejamento da implementação, de forma que os planos e as
estratégias traçadas constituíssem referenciais para a gestão das organizações.
Com a Gestão Estratégica, além do plano e da estratégia incorporados à
implementação, valoriza-se o pensamento estratégico e sistêmico, que
reconhece a necessidade de dinamizar o planejamento e dotar as organizações
de capacidade de constante adaptação, o que pressupõe o comprometimento de
toda a equipe com a missão e os valores organizacionais, o que, por sua vez,
depende de um competente sistema de comunicação entre a alta gerência e os
demais colaboradores.

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1.2. Planejamento em um Contexto de Mudanças
Dentre os fatores que caracterizam o mundo atual, destacam-se a
velocidade e a intensidade das mudanças nos mais variados campos de nossa
vida, transformando de forma contínua nossa realidade.
De modo bastante sintético, podemos afirmar que esse processo pode ser
observado, nos últimos tempos, em termos de quatro principais eixos de
mudança, que são definidos, de acordo com DOWBOR (1994), da seguinte
forma:
O progresso tecnológico, que criou novas formas de trabalho, novos e modernos meios para
a comunicação e novos materiais, provocando mudanças que se distinguem não apenas por
sua natureza, mas principalmente pelo ritmo em que ocorrem.

A globalização gerou a internacionalização da economia, trazendo vários impactos, dentre os
quais a criação de um novo conjunto de referências espaciais onde não é mais possível
pensar em processos culturais e econômicos de modo isolado.

A urbanização e a democratização que tornaram predominante a concentração das
populações em espaços urbanos, abrindo novas possibilidades de organização da sociedade
e fazendo surgir novos e relevantes atores, com maiores exigências de participação.

A polarização entre ricos e pobres, em ritmo e intensidade inéditos, que torna indispensável
a atuação do Estado, único ente com responsabilidade e poder para defender o interesse
coletivo e garantir a equidade.
Talvez pela primeira vez na história, a humanidade tenha a capacidade de
criar muito mais informação do que o homem pode absorver, de gerar muito
mais interdependência do que o homem pode administrar e de acelerar as
mudanças com muito mais rapidez do que o homem pode acompanhar.
(SENGE, 1990)
Esse processo de aceleradas transformações afeta, de forma significativa,
as organizações (públicas ou privadas) e seus modelos gerenciais, exigindo
delas novas capacidades para se adaptarem ao novo contexto. No que diz
respeito ao planejamento, a grande questão que se coloca é se nesse mundo
em rápida e permanente mutação, com exigências de flexibilidade e de ajustes
contínuos por parte das organizações, existe muito espaço e necessidade da
prática do planejamento.

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1.3. Mudança Organizacional na Administração Pública
Considerando esse contexto, podemos verificar que o planejamento
estratégico está estreitamente ligado às mudanças organizacionais. Tais
mudanças implicam alteração no padrão de atividades dos agentes envolvidos
no processo, o que, naturalmente, cria resistências. Essas resistências, por sua
vez, podem ser gerenciadas a partir de instrumentos que estão à disposição dos
dirigentes e dos gestores do planejamento organizacional.
O que é mudança organizacional?
Quais são essas resistências às mudanças?
E quais são esses instrumentos que podem mitigar ou eliminar tais resistências?
De acordo com WOOD (1995), "mudança organizacional é qualquer
transformação de uma natureza estrutural, estratégica, cultural, tecnológica,
humana ou de qualquer outro componente, capaz de gerar impacto em parte ou
no conjunto da organização". Assim, podemos verificar que a mudança se
relaciona com numerosos fatores, constituindo desafios que podem variar entre
demasiadamente simples ou extremamente complexos.
Não obstante a definição de WOOD, precisamos elencar que o
planejamento estratégico e as consequentes mudanças relacionadas possuem
papel relevante para o clima organizacional.
Tal papel pode ter reações positivas ou negativas para instituição,
variando de acordo com a capacidade de gerenciamento do planejamento e das
mudanças organizacionais pelos dirigentes e gestores do planejamento
organizacional.

Para aprofundar-se no assunto, assista ao seguinte vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=YwbOn4dNSCU

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2. Fundamentos do planejamento estratégico
2.1. O que é o Pensamento Estratégico?
O pensamento estratégico é geralmente associado à ideia de antecipação
das ações de outros atores envolvidos com uma questão e à avaliação dos
efeitos de cada decisão, riscos, custos e benefícios, ZAJDSNAJDER (1989).
Segundo ZAJDSNAJDER, esta noção embora correta, ainda é parcial. Para esse
autor, "o pensamento estratégico é aquele que trabalha com contornos pouco
nítidos, incertezas, e riscos difíceis de serem calculados, sendo uma maneira de
ver globalmente as situações segundo determinada categoria."
O pensamento estratégico transmite aos gestores a fundamentação
necessária para a construção de modelo e de ferramentas gerenciais
suficientemente potentes para garantir maior efetividade na gestão das
organizações públicas e privadas. Por conseguinte, em uma época de grandes
transformações, com uma sensível ampliação das variáveis e das possibilidades
de mudanças, é fundamental que as organizações adotem o pensamento
estratégico para orientar seu modelo de gestão de planejamento.
2.2. Por que planejar?
Mas, afinal de contas, por que devemos planejar? Com tantas mudanças
no mundo, por que se preocupar com isso? Não seria uma perda de tempo?
Ao contrário do que se pensa, é no momento de grande mudança que o
planejamento se torna ainda mais relevante. E tais mudanças não se
circunscrevem ao universo empresarial. Há muitas demandas por um Estado,
ou seja, por um setor público mais eficiente, mais flexível, mais democrático e
efetivo nas suas ações.
Tais demandas não podem ser respondidas com a improvisação e, por
essa razão, o planejamento e a gestão, bem como ferramentas potentes para a
sua realização, tornam-se exigências básicas. Nesse contexto, algumas
mudanças têm afetado fortemente o Estado.
Entre as mudanças no setor público consideradas mais relevantes temos:
i.

ii.

Abandono gradativo de suas funções de execução e intervenção
direta (via produção) e ascensão de um papel cada vez mais
articulador e promotor, com ênfase na regulação;
Foco no cidadão e mudança na relação com a Sociedade,
estimulando parcerias, principalmente, com o terceiro setor;

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iii.
iv.
v.

Maior flexibilidade e autonomia com responsabilização por
resultados e controle social;
Tendência de fortalecimento do nível estratégico na sua dimensão
formuladora e avaliadora de políticas públicas;
Tendência a dar extrema prioridade à gestão da informação e do
conhecimento para que o Estado possa cumprir seus novos papéis.

Entretanto, para ser efetivo nesse novo contexto de mudanças, o
planejamento e a gestão têm que ser construídos sobre novas bases. Do ponto
de vista da gestão, um mundo como o de hoje exige, das organizações e de
seus gestores, uma postura orientada por novo paradigma da gestão,
fundamentado em um tipo de pensamento de natureza especial: o pensamento
estratégico.
Nesse sentido, e buscando responder a pergunta inicial – por que
devemos planejar? –, MINTZBERG (1994) afirma que as organizações
enfrentam inúmeras variáveis nesse novo contexto, tais como:
1. A organização necessita coordenar suas atividades de modo
integrado;
2. A organização precisa de racionalidade, principalmente por meio da
adoção
de
procedimentos
formalizados,
padronizados
e
sistemáticos;
3. A organização necessita exercer o controle;
4. A organização necessita considerar o futuro, de modo a:
a. Preparar-se para o inevitável;
b. Ter opções frente ao indesejável;
c. Controlar o controlável.

Segue link de vídeo complementar sobre o tema:

http://www.youtube.com/watch?v=LOyX-vgdQGQ.

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2.3. Porém, o que é Planejamento Organizacional?
Como mencionamos anteriormente, planejar é algo fundamental no
contexto de mudanças em que vivemos, sendo crucial que essa ação seja
presidida por um pensamento estratégico. Mas o que significa exatamente esse
agir estratégico?
De acordo com MATUS (1988), o "planejamento está associado à ideia de
preparação e controle do futuro a partir do presente, através da reflexão
sistemática sobre a realidade a enfrentar e os objetivos a atingir".

Figura 2: Alguns fatos sobre o planejamento

Para LOBATO (2000), o planejamento é "a função que determina um meio
sistemático para a tomada de decisões, visando garantir o sucesso da empresa,
em seu ambiente atual e futuro". DRUCKER, por sua vez, ao considerar o
processo de tomada de decisões, assegura que o planejamento não diz respeito
a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes, ou seja,
um dos problemas enfrentados pelos executivos que tomam decisões não é o
que a empresa deve fazer no futuro, mas sim o que deve fazer hoje para estar
preparada para as incertezas de amanhã.
A ideia do processo dinâmico, que envolva diferentes atores, é realçada
na concepção do planejamento estratégico. O conceito admite que o planejador
– e a organização a que ele pertence – participe de um processo de interação
com outros atores, que têm interesses e vontades próprias. Esses atores fazem
seus próprios planos e interferem na realidade. Veja a Figura 2 acima sobre três
fatos importantes para o bom planejamento.

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LOBATO (2000), por exemplo, refere-se ao planejamento estratégico
como o "processo dinâmico através do qual são definidos caminhos que a
empresa deverá trilhar por meio de um comportamento proativo, levando em
conta a análise de seu ambiente e em consonância com a sua razão de existir, a
fim de construir o seu futuro desejado".
O planejamento estratégico é, portanto, uma atividade fundamental para
a gestão estratégica das organizações, e se particulariza por orientar-se por um
conjunto de princípios metodológicos que determinam as atividades dos
gestores e técnicos envolvidos nessa tarefa.
Tais princípios podem ser definidos na forma:
O foco é o problema. Isso pressupõe uma análise exaustiva do problema e da organização em
suas várias dimensões: causas, consequências e análise dos atores envolvidos, direta ou
indiretamente, com o problema;

Os objetivos são apostas ou propostas e não rígidos preceitos normativos;

O planejamento e a ação são articulados considerando que o planejamento só se completa com
uma ação e constitui uma atividade em permanente processo de elaboração. O monitoramento
e a avaliação constituem, nesse contexto, instrumentos indispensáveis para dar viabilidade ao
plano;

O planejamento é um processo composto de momentos - estratégico, tático e operacional - que
interagem entre si e se repetem continuamente e não como um conjunto de fases estanques
que se sucedem cronologicamente. Esses momentos, ou níveis organizacionais, devem ser
compreendidos de acordo com os seguintes significados:
• Estratégico: envolve a definição do rumo a ser seguido pela organização, visando otimizar
sua relação com o ambiente.
• Tático: envolve o desenvolvimento dos programas e projetos, por exemplo: macro
funcionais (tecnologia, informática, RH, etc.).
• Operacional: envolve o detalhamento, no nível de operação, das ações e atividades
necessárias para atingir os objetivos e metas fixadas pelos níveis hierarquicamente.

A Figura 3 explica mais sobre os momentos (níveis) de planejamento. O
nível estratégico é o primeiro, por isso está no alto da pirâmide.

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Nível Estratégico
•Missão e Visão de Futuro
•Formulação dos Objetivos Estratégicos

Nível Tático
•Ações e Projetos Estratégicos
•Monitoramento

Nível Operacional
•Detalhamento das atividades e dos projetos
•Execução

Figura 3: Momentos ou Níveis do Planejamento

2.4. O que é Estratégia?
O termo "estratégia" poderia ser definido como sendo o caminho mais
adequado a ser percorrido para alcançar determinado objetivo ou superar certo
desafio. Logo, a estratégia constitui uma escolha que a organização deve fazer,
considerando a análise dos caminhos prováveis a seguir no rumo dos objetivos
propostos.
A Estratégia, por ser uma escolha maior, também serve como referencial
para que, nos níveis táticos e operacionais da organização, sejam feitas
"escolhas menores". Uma das mais importantes funções de uma estratégia
explícita e bem divulgada é guiar os empregados para tomarem as decisões
certas em suas atividades rotineiras.
De acordo com TIFFANY & PETERSON (1998), estratégia significa:



Descrever como alcançar as metas e objetivos organizacionais;
Considerar os valores pessoais e sociais existentes na empresa;
Orientar a utilização de pessoas e de recursos financeiros;
Criar e sustentar vantagem competitiva.

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A Estratégia expressa como uma organização utiliza seus pontos fortes e
fracos (existentes e potenciais) para atingir seus objetivos, levando em conta as
oportunidades e ameaças do meio ambiente. Em outra perspectiva, conforme
aponta DAY (1999), a estratégia constitui um "conjunto de ações integradas,
com a finalidade de obter vantagem competitiva duradoura".
2.5. A Gestão Estratégica como Princípio
Gestão Estratégica é uma nova forma de se pensar a gestão das
organizações em um mundo dominado pela turbulência e incerteza. Ela também
é orientada pela necessidade do pensamento estratégico e se caracteriza como
um processo de ação gerencial que pretende assegurar à organização senso de
direção, continuidade em médio e longo prazo sem prejuízo de sua flexibilidade
e agilidade nas ações cotidianas.
O Pensamento Estratégico e a Gestão Estratégica têm sido as respostas
que se mostraram mais adequadas para o novo perfil de gestão pública que a
sociedade demanda atualmente. MATUS (1993) apontou que a ação do Estado
tem que ser uma ação que sabe para onde vai, tem que ser uma ação
precedida e presidida pelo pensamento, mas um pensamento sistemático e com
método.

Para fins do nosso concurso, e da prova discursiva, importante notar que a
opção por um modelo de gestão com essa proposta vai produzir efeitos sobre todas as
funções gerenciais da organização e, em especial, sobre o planejamento. O
planejamento estratégico deve ser compreendido como uma parte da gestão
estratégica e, junto com a avaliação e a necessidade de indicadores efetivos, passa a
constituir uma unidade ou conjunto indissociável.

Para as organizações, a Gestão Estratégica tende a possibilitar, entre
outras coisas, uma administração orientada por resultados; o foco no bom
atendimento; maior flexibilidade e agilidade na tomada de decisão nos diversos
níveis da organização e uma organização capacitada para enfrentar os novos
desafios.

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2.6. Mas, o que é um Plano Estratégico?
O Plano Estratégico é o produto (documento) obtido com o processo de
planejamento. Um plano estratégico pode ser considerado como um conjunto
coerente de grandes prioridades e de decisões que orientam o desenvolvimento
e a construção do futuro de uma organização no prazo estabelecido.
Neste sentido converte-se em ferramenta gerencial básica para se
assegurar racionalidade do processo decisório, fazendo convergir os esforços e
as ações de uma determinada organização.
É o caminho que uma organização pretende percorrer para sair de uma
situação presente e chegar, em um período previamente determinado, a uma
situação futura que represente sua evolução.
Por princípio, o modo de se planejar estrategicamente precisa ser
compreendido como um processo que serve para orientar a gestão estratégica
das organizações e o processo de tomada de decisões de seus gestores. O
produto do planejamento estratégico é o plano estratégico para um horizonte
de tempo específico. A qualidade do processo, no que se refere à seleção,
motivação e envolvimento dos participantes, constitui, entretanto, variável
fundamental para o êxito da implementação do plano e para a gestão
estratégica como um todo. Por isso se diz que no planejamento estratégico a
qualidade do processo é tão importante quanto à qualidade do plano.
Nesse sentido, o plano estratégico é ferramenta fundamental para
garantir à organização sua continuidade, dando meios para que ela possa se
adaptar às mudanças no ambiente externo, superando suas dificuldades e
maximizando o aproveitamento das oportunidades identificadas.
A elaboração e gestão do plano terá maior chance de sucesso se utilizada
metodologia que observe as condições e realidades da organização a ser
considerada.
Na aula seguinte trataremos das metodologias de planejamento
organizacional e estratégico, entre eles o Balanced Scorecard (o famoso BSC),
outros métodos como o 5W2H, além de definições essenciais como Missão,
Visão, Valores, Objetivos Estratégicos, Ambiente Interno e Externo, SWOT,
Cenários, etc.

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3. Exercícios Resolvidos
As questões a seguir são todas recentes, e da banca CESPE e ESAF. Note que
estudando por esta apostila de aula demonstrativa já somos capazes de
resolver muitas questões.
================================================
Questão 01 (ANAC 2012 – Analista ADM Área 2) Ao considerar a
inexistência de concorrência, as organizações públicas não realizam
análises organizacionais em seus processos de planejamento.
Gabarito: ERRADO.
Comentários: Vimos que as demandas contemporâneas da sociedade requerem
mudanças organizacionais no setor público. O fato do setor público não possuir
concorrência não o isola dos fatores ambientais (externos) ameaçadores que
expõem sua fraqueza. Nota-se que quanto mais a sociedade eleva seu padrão
cultural e educacional, mais esta exige do aparato estatal. A resposta a essa
pressão social surge nos processos de planejamento, que inclui a análise
organizacional. Aqui, análise organizacional significa a atividade de identificar o
funcionamento dos setores que compõe uma organização pública, como a
ANAC, avaliando quais tarefas cada setor executa, e quais são os pontos
necessários para aprimoramento.
Questão 02 (ANAC 2012 - Especialista Área 6) O desdobramento das
estratégias de qualidade pode ser realizado por meio do BSC (balanced
scorecard), cuja função é desdobrar os objetivos da empresa em
estratégias operacionais.
Gabarito: ERRADO.
Comentários: Veremos na aula seguinte mais detalhes sobre o BSC, mas com
as informações desta apostila já somos capazes de responder.
Vimos que o planejamento possui vários momentos, independente d
metodologia escolhida. Os três momentos, ou níveis organizacionais, são o
Estratégico, Tático e Operacional. As metodologias de planejamento e de gestão
estratégica podem ser realizadas por meio do BSC como a assertiva afirma,
mas no primeiro momento o planejamento irá desdobrar os objetivos
estratégicos em Programas, Ações ou Projetos Estratégicos, que é o Nível Tático
do planejamento. A assertiva cita que esse desdobramento ocorreria no nível
operacional, o que não é correto.

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Questão 03 (ANAC 2012 – Especialista Área 6) A implementação de
uma estratégia é definida por meio de uma ação estratégica, que diz
respeito a como fazer para implementar a estratégia definida. Uma
técnica usual para implementação da estratégia é a utilização da
ferramenta 5W2H.
Gabarito: CERTO.
Comentários: A implementação da estratégia pode ocorrer por meio de diversas
ferramentas. Essas ferramentas irão produzir, como resultado, um documento
dito Plano Estratégico.
O que existe de comum entre esses Planos Estratégicos e ferramentas diversas
é o fato que os objetivos estratégicos serão sempre desdobrados para os níveis
de planejamento inferiores. Assim, um objetivo estratégico será detalhado em
ações (ou projetos) estratégicas. Cada objetivo pode gerar várias ações, e cada
ação em algumas metas.
A Ferramenta Balanced Scorecard (BSC), como veremos na aula seguinte, tem
como característica a criação de um Painel Estratégico. Na verdade, é uma
tabela onde estarão contidos, sob o ângulo de cinco perspectivas (aqui o grande
diferencial do método), um conjunto de ações (também chamadas de
iniciativas), metas e indicadores de desempenho do plano.
A Ferramenta 5W2H, também como veremos na aula seguinte, é outra maneira
usual para obtermos o Plano Estratégico. Tem caído em desuso, mas ainda é
praticado dentro do setor público. É uma abreviatura da palavra inglesa:






What – o que será feito (etapas);
Why – por que será feito (justificativa);
Where – onde será feito (local)
When – quando será feito (tempo)
Who – por quem será feito (responsabilidade);
How – como será feito (método);
How much – quanto custará fazer (custo).

A palavra What corresponde à uma ação estratégica. Em seguida, detalha-se
quem irá executá-la, quando, por quanto tempo e quanto custará. Para cada
objetivo estratégico faz-se um tabela, também chamada de matriz 5W2H.
Posteriormente, controla-se a execução do Plano.
Veja a seguir um exemplo simples de matriz 5H2H. Muitos também chamam de
Plano de Ação.

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Questão 04 (ANAC 2012 - Básico para Especialista Área 6)
Planejamento estratégico e gestão estratégica referem-se ao mesmo
processo gerencial.
Gabarito: ERRADO.
Comentários: Questão para confundir o candidato a respeito dos conceitos de
planejamento e de gestão.
Vimos nesta Aula que o conceito de gestão é superior, antecede ao
planejamento. Na verdade, a gestão estratégica condiciona (determina) todos
os demais processos gerenciais de uma organização, incluindo o planejamento.
Os processos gerenciais são os que estão contemplados no clássico ciclo PDCA
(Plan, Do, Check and Act), conforme figura a seguir. Iremos vê-lo na próxima
aula. Planejamento está em PLAN. É também chamado de ciclo de Deming, tido
como seu criador.

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Questão 05 (ANP 2012) Enquanto as atividades de planejamento e
organização lidam com os aspectos mais concretos do processo
administrativo, a atividade de direção é mais abstrata, pois consiste em
lidar diretamente com as pessoas, influenciando-as e motivando- as
constantemente para o trabalho.
Gabarito: Errado.
Comentários: É justamente o inverso. A questão trata também do ciclo de
PDCA. O planejamento é mais abstrato, e a Direção é mais concreta.
Planejamento é mais abstrato porque irá lidar com algo muito vago, imaginário,
subjetivo, como a Missão e os Valores da empresa.
A Direção, ao contrário, estará ligada diretamente ao dia-a-dia da organização,
lidando com pessoas, prazos, clientes e fornecedores. Traduzirá o abstrato
planejamento em concretas diretrizes.
Questão 06 (ANATEL 2014) O planejamento estratégico pode ser
considerado
como
a
formalização
das
metodologias
de
desenvolvimento e implantação estabelecidas; o planejamento tático
tem por objetivo a otimização dos resultados da empresa como um
todo; e o planejamento operacional relaciona-se com objetivos de longo
prazo e com estratégias e ações para se alcançá-los. Todos esses tipos
de planejamento, portanto, estão associados aos níveis de decisão da
organização.
Gabarito: ERRADO.
Comentários: Diversos erros nesta questão, adequada, portanto, para o nosso
estudo sobre os fundamentos do planejamento.
Afirmação 01: O planejamento estratégico pode ser considerado como a
formalização
das
metodologias
de
desenvolvimento
e
implantação
estabelecidas. Erro => é incorreto afirmar que a formalização das metodologias
é o planejamento. Seria o plano.
Afirmação 02: O planejamento tático tem por objetivo a otimização dos
resultados da empresa como um todo. Erro => este é o objetivo do
planejamento do nível estratégico, que trata a empresa de forma completa, e
não por setores ou ações específicas.
Afirmação 03: O planejamento operacional relaciona-se com objetivos de longo
prazo e com estratégias e ações para se alcançá-los. Erro => este objetivo
também é do planejamento do nível estratégico, pois trata do longo prazo da
organização, os chamados objetivos estratégicos.

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Afirmação 04: Todos esses tipos de planejamento, portanto, estão associados
aos níveis de decisão da organização. Erro => o nível decisório está associado
somente ao nível mais alto. O nível tático está associado ao monitoramento das
ações, e o nível operacional à sua execução.
Questão 07 (ANATEL 2014) Em qualquer processo de planejamento,
independentemente da metodologia utilizada, devem ser considerados
os planejamentos dos fins, de meios, organizacional, de recursos e, por
fim, de implantação e controle.
Gabarito: CORRETO.
Comentários: Exatamente. A organização, ao preparar seu planejamento, deve
considerar todos as restrições financeiras e de pessoal. Deve ainda, após
preparado o plano, tomar o cuidado de monitorá-lo, controlando sua execução
por meio de metas e indicadores.
Questão 08 (MTE 2010 - ESAF) 7- Nos casos em que um gestor público,
visando ao planejamento estratégico de sua organização, necessite
realizar uma análise de cenário com base nas forças e fraquezas
oriundas do ambiente interno, bem como nas oportunidades e ameaças
oriundas do ambiente externo, é aconselhável que o faça valendo-se da
seguinte ferramenta:
a) Balanced Scorecard.
b) Reengenharia.
c) Análise SWOT.
d) Pesquisa Operacional.
e) ISO 9000.
Gabarito: Letra C)
Comentários: Optei por mostrar esta questão da ESAF porque aborda várias
ferramentas de gestão pública numa mesma assertiva.
De imediato eliminamos da resposta o ISO 9000 e Pesquisa Operacional, que
não são ferramentas de planejamento. São da Gestão da Qualidade e da Gestão
do Processo Decisório, dois itens que não estarão na sua prova. Do mesmo
modo, o termo Reengenharia está ligado a um conceito de remodelamento
drástico de estruturas e de processos organizacionais de grandes empresas,
mais conhecido como uma técnica abrangente de Gestão de Qualidade ou de
Processos, não sendo um método analítico que está dentro do planejamento
estratégico. Curiosamente, as três são ferramentas citadas que estão em
desuso, quase caindo no esquecimento.
Sobrando, temos o Balanced Scorecard (BSC), e a Análise SWOT.

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Estas sim são duas ferramentas genuínas de planejamento e típicas do
pensamento estratégico, e usadas cada vez mais. Veremos em detalhes as duas
na próxima aula. Mas, com o que vimos hoje, já podemos responder que o
Balanced Scorecard é uma ferramenta para estruturar planos. Não serve para
realizar análise de cenários.
Por fim, a Análise SWOT está
consagrada
como
uma
ferramenta clássica de auxílio
à identificação de deficiências
ou qualidades excedentes de
uma organização ou de uma
situação qualquer.
A resposta correta é Análise
SWOT.

Questão 09 (MPOG 2005 – ESAF) 22- As frases a seguir referem-se ao
processo de planejamento estratégico.
Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
( ) O planejamento estratégico é capaz de estabelecer a direção a ser
seguida pela organização com objetivos de curto, médio e longo prazo e
com maneiras e ações para alcançá-los que afetam o ambiente como
um todo.
( ) O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, sendo
necessário o desenvolvimento e a implantação dos planejamentos
táticos e operacionais de forma integrada.
( ) O planejamento estratégico é o desenvolvimento de processos,
técnicas e atitudes políticas, os quais proporcionam uma conjuntura
que viabiliza a avaliação das implicações presentes de decisões a serem
tomadas em função do ambiente.
( ) O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade
dos níveis mais altos da organização e diz respeito tanto à formulação
de objetivos, quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos
para sua consecução.
( ) O planejamento estratégico é uma ferramenta que tem como fases
básicas para sua elaboração e implementação o diagnóstico
estratégico, a definição da missão, a elaboração de instrumentos
prescritivos e quantitativos, além do controle e da avaliação.

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Indique a opção correta.
a) F, V, F, V, V
b) F, F, V, F, V
c) V, V, F, F, V
d) V, F, F, V, V
e) V, V, F, V, F
Gabarito: Letra a)
Comentários: Coloquei outra questão da ESAF, para citar várias sentenças
verdadeiras e essenciais para seu estudo. Comentarei somente as falsas.
A primeira sentença é obviamente Falsa. Na verdade, o planejamento
estratégico visa olhar a organização no longo prazo, e não o curto prazo. O
ambiente externo não é afetado pela empresa, é o contrário.
A terceira sentença também é Falsa. O planejamento estratégico não é um
processo político, é um processo gerencial. Ademais, não proporciona uma
conjuntura. Ao contrário, o planejamento é condicionado pela conjuntura que
passa a empresa.
Questão 10 (ANTAQ 2014) Atribuir e alocar tarefas em departamentos
são ações relacionadas à função administrativa de planejamento
Gabarito: Errado
Comentários: Outra questão sobre o ciclo gerencial. Aqui, cabe um outro ciclo,
criado por Henry Fayol. É chamado de POC3, sendo anterior ao Ciclo PDCA.

A função de atribuir e alocar tarefas é posterior à fase de planejamento, ou
seja, na etapa de Organização. Primeiro planeja, depois organiza.

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Questão 11 (ANP 2012) Pensar antecipadamente em objetivos e ações,
e embasar as ações em algum método são exemplos de atividades de
organização.
Gabarito: Errado
Comentários: Nova questão sobre o POC3. A assertiva refere-se à etapa de
Planejamento, não de Organização.
Questão 12 (ANTAQ 2014 - Analista ADM TI) O planejamento
estratégico situacional separa as funções de planejamento das funções
de execução e possui regras mais rígidas do que em casos de
planejamentos tradicionais.
Gabarito: Errado
Comentários: Esta questão contrapõe o Planejamento Estratégico Situacional
com o Planejamento Tradicional. Questão bastante moderna e profunda.
O Planejamento Tradicional relaciona-se com a capacidade de prever o futuro
com base com nos acontecimentos passados. O futuro está determinado pelo
passado. Quando ocorreu a situação X no passado, ocorreu logo depois o fato Y.
Logo, se a situação X voltar a se repetir, o fato Y voltará a se manifestar. O
futuro é previsível. Logo, o Planejamento Tradicional é preditivo.
O Planejamento Estratégico Situacional, elaborado primeiramente por Carlos
Matus, entende que todas as decisões que tomamos hoje têm múltiplos efeitos
sobre o futuro porque dependem não só da minha avaliação sobre fatos
presentes, mas da evolução futura de processos que não controlamos, fatos
que ainda não conhecemos. Nele, o futuro sempre será incerto e nebuloso, não
existe a hipótese de governabilidade absoluta sobre sistemas sociais,
mesmo próximo desta condição há sempre um componente imponderável no
planejamento. Devemos, então, através de técnicas de governo apropriadas,
preparar-nos para enfrentar surpresas com planos de contingência, com rapidez
e eficácia, desenvolvendo habilidades institucionais capazes de diminuir a
vulnerabilidade do plano. É prospectivo.
Enquanto o Planejamento Tradicional acredita poder controlar a realidade,
o Planejamento Estratégico Situacional pretende (por acreditar ser possível)
apenas influir na realidade. Este último é, portanto, mais flexível às situações, e
não mais rígido, como na assertiva.

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Questão 13 (ANTAQ 2014 - Analista ADM TI) A gestão estratégica de
processos visa à melhoria dos processos mais impactantes nos
objetivos estratégicos da organização de uma maneira genérica, sem
que indicadores de desempenho das atividades estejam associados a
esses objetivos.
Gabarito: Errado
Comentários: O erro da questão está em afirmar que a gestão estratégica
ocorre “sem” que indicadores de desempenho das atividades. Ao contrário, os
indicadores são fundamentais para avaliar a organização. Estudaremos eles na
Aula 02.
Questão 14 (ANP 2012 – Analista ADM Área 1) O planejamento permite
aos gestores saberem o que o futuro reserva para seus concorrentes,
fornecedores e empresas.
Gabarito: Errado
Comentários: O planejamento tradicional não é um instrumento de futurologia.
É uma etapa gerencial, que torna viável fazer análises baseadas em cenários
prováveis, considerando e somando as ameaças e oportunidades externas,
além das fraquezas e fortalezas internas da organização. Com esses cenários,
poderemos indicar possibilidades para os mercados e os concorrentes, mas
nunca saberemos o futuro com exatidão (como afirma erradamente a questão).
Questão 14 (ANP 2012) No planejamento estratégico, a missão
proporciona o referencial para o qual devem convergir todas as ações
da organização.
Gabarito: Certo.
Comentários: Isso mesmo. A Missão faz parte das chamadas “premissas
estratégicas”, e que condicionam todas as demais etapas do planejamento.
Veremos nas próximas aulas mais detalhes sobre Missão.

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4. Lista das Questões
Questão 01 (ANAC 2012 – Analista ADM Área 2) Ao considerar a inexistência
de concorrência, as
organizações
públicas
não realizam análises
organizacionais em seus processos de planejamento.
Questão 02 (ANAC 2012 - Especialista Área 6) O desdobramento das
estratégias de qualidade pode ser realizado por meio do BSC (balanced
scorecard), cuja função é desdobrar os objetivos da empresa em estratégias
operacionais.
Questão 03 (ANAC 2012 – Especialista Área 6) A implementação de uma
estratégia é definida por meio de uma ação estratégica, que diz respeito a
como fazer para implementar a estratégia definida. Uma técnica usual para
implementação da estratégia é a utilização da ferramenta 5W2H.
Questão 04 (ANAC 2012 - Básico para Especialista Área 6) Planejamento
estratégico e gestão estratégica referem-se ao mesmo processo gerencial.
Questão 05 (ANP 2012) Enquanto as atividades de planejamento e
organização lidam com os aspectos mais concretos do processo
administrativo, a atividade de direção é mais abstrata, pois consiste em lidar
diretamente
com
as
pessoas,
influenciando-as
e
motivandoas
constantemente para o trabalho.
Questão 06 (ANATEL 2014) O planejamento estratégico pode ser considerado
como a formalização das metodologias de desenvolvimento e implantação
estabelecidas; o planejamento tático tem por objetivo a otimização dos
resultados da empresa como um todo; e o planejamento operacional
relaciona-se com objetivos de longo prazo e com estratégias e ações para se
alcançá-los. Todos esses tipos de planejamento, portanto, estão associados
aos níveis de decisão da organização.
Questão 07 (ANATEL 2014) Em qualquer processo de planejamento,
independentemente da metodologia utilizada, devem ser considerados os
planejamentos dos fins, de meios, organizacional, de recursos e, por fim, de
implantação e controle.
Questão 08 (MTE 2010 - ESAF) 7- Nos casos em que um gestor público,
visando ao planejamento estratégico de sua organização, necessite realizar
uma análise de cenário com base nas forças e fraquezas oriundas do ambiente
interno, bem como nas oportunidades e ameaças oriundas do ambiente
externo, é aconselhável que o faça valendo-se da seguinte ferramenta:
a) Balanced Scorecard.
b) Reengenharia.
c) Análise SWOT.
d) Pesquisa Operacional.
e) ISO 9000.

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Questão 09 (MPOG 2005 – ESAF) As frases a seguir referem-se ao processo de
planejamento estratégico.
Classifique as opções em Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
( ) O planejamento estratégico é capaz de estabelecer a direção a ser seguida
pela organização com objetivos de curto, médio e longo prazo e com maneiras
e ações para alcançá-los que afetam o ambiente como um todo.
( ) O planejamento estratégico, de forma isolada, é insuficiente, sendo
necessário o desenvolvimento e a implantação dos planejamentos táticos e
operacionais de forma integrada.
( ) O planejamento estratégico é o desenvolvimento de processos, técnicas e
atitudes políticas, os quais proporcionam uma conjuntura que viabiliza a
avaliação das implicações presentes de decisões a serem tomadas em função
do ambiente.
( ) O planejamento estratégico é, normalmente, de responsabilidade dos
níveis mais altos da organização e diz respeito tanto à formulação de
objetivos, quanto à seleção dos cursos de ação a serem seguidos para sua
consecução.
( ) O planejamento estratégico é uma ferramenta que tem como fases básicas
para sua elaboração e implementação o diagnóstico estratégico, a definição
da missão, a elaboração de instrumentos prescritivos e quantitativos, além do
controle e da avaliação.
Indique a opção correta.
a) F, V, F, V, V
b) F, F, V, F, V
c) V, V, F, F, V
d) V, F, F, V, V
e) V, V, F, V, F
Questão 10 (ANTAQ 2014) Atribuir e alocar tarefas em departamentos são
ações relacionadas à função administrativa de planejamento
Questão 11 (ANP 2012) Pensar antecipadamente em objetivos e ações, e
embasar as ações em algum método são exemplos de atividades de
organização.
Questão 12 (ANTAQ 2014 - Analista ADM TI) O planejamento estratégico
situacional separa as funções de planejamento das funções de execução e
possui regras mais rígidas do que em casos de planejamentos tradicionais.
Questão 13 (ANTAQ 2014 - Analista ADM TI) A gestão estratégica de
processos visa à melhoria dos processos mais impactantes nos objetivos
estratégicos da organização de uma maneira genérica, sem que indicadores
de desempenho das atividades estejam associados a esses objetivos.

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Questão 14 (ANP 2012 – Analista ADM Área 1) O planejamento permite aos
gestores saberem o que o futuro reserva para seus concorrentes,
fornecedores e empresas.
Questão 15 (ANP 2012) No planejamento estratégico, a missão proporciona o
referencial para o qual devem convergir todas as ações da organização.

Gabarito:

1

E

6

E

11

E

16

2

E

7

C

12

E

17

3

C

8

c)

13

E

18

4

E

9

a)

14

E

19

5

E

10

E

15

C

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BIBILIOGRAFIA
[1] DAY, George S., REIBSTEIN, David J. & GUNTHER, Robert. A Dinâmica
da Estratégia Competitiva. Rio de Janeiro. Campus, 1999.
[2] DOWBOR, Ladislau. Descentralização e Governabilidade in Revista
do Serviço Público. Brasília. ENAP, ano 45, nº1, 1994.
[3] GLUCK, F. N.; KAUFMANN, S.P. & WALLEC, S. Strategic management for
competitive Advantage. Harvard Business Review, 1986.
[4]
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Planejamento, Orçamento e Gestão, Secretaria de Planejamento e
Investimentos Estratégicos – Brasília, 2010.
[5] LOBATO, David M.
Editoração Ed Ltda, 2000.

Administração

Estratégica.

Rio

de

Janeiro.

[6]
MACROPLAN. Metodologia de Construção de Cenários. Rio de
Janeiro, 2001.
[7] MATUS, Carlos. Política, Planejamento e Governo (1 e 2). Brasília.
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[8] MINTZBERG, Henry. The Fall and Rise of Strategic Planning in
Harvard Business Review, v.72, n. 1, p. 107-114, 1994.
[9] PORTO, Cláudio & BELFORT, Andréa. Introdução ao Planejamento
Estratégico Institucional. Apostila para o curso de Formação para a Carreira
de Analista de Planejamento e Orçamento. Brasília. ENAP, 2001.
[10] PORTO, Cláudio (org.). Introdução ao Planejamento Estratégico
Corporativo. Brasília. Macroplan Prospectiva & Estratégia, 1998.
[11] SENGE, P. A quinta disciplina: arte, teoria e prática da organização
de aprendizagem. 9. ed. São Paulo: Best Seller, 1990.
[12] TIFFANY, Paul; PETERSON, Steven D. Planejamento estratégico: o
melhor roteiro para um planejamento eficaz. Rio de Janeiro: Campus,
1998.
[13] WOOD Jr., Thomaz. Mudança Organizacional: Aprofundando Temas
Atuais em Administração de Empresas. São Paulo: Atlas, 1995.

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