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O método científico é a principal característica que identifica uma área de

conhecimento como ciência. A partir daí é possível entender que esta área do conhecimento
é regida por leis, por um método. Este fato, o ser regida por leis lhe retira o aspecto de
conhecimento popular, baseado em crenças sem base e em suposições.
Tendo como objeto a psique humana, termo complexo que hoje sabe-se é muito mais
que o cerébro, a psicologia é um meio favorável ao surgimento de conclusões que tem
apoio no senso comum. Alguns até afirmam que da psicologia todos sabemos um pouco.
A Psicologia ou, os homens e mulheres deste ramo de conhecimento, na luta contra o
senso comum e querendo elevar seu saber ao nível de Ciência, buscaram através de fatos
mensuráveis estudar o comportamento humano. Aliás, como podemos ver na apostila da
matéria elaborada pela profª Marcia Lilla, ter a Psicologia ‘status’ de Ciência é fato
recente.
Numa abordagem compartimentada é possível falarmos em modos de conceber a
Psicologia: uma abordagem funcionalista, uma abordagem estruturalista e a abordagem
associacionista. Estes diferentes modos de ver a Psicologia estão na base das formas de
falar da Picologia no mundo atual: – a concepção behaviorista, a concepção do Gestalt e a
visão particular da Psicanálise.
Entretanto, para entender as diferentes visões sobre a psicologia é preciso aceitar que a
psique humana tem diferentes faces, o que resultou, naturalmente, em variadas épocas na
história da psciologia. Desde a fase grega passando pela fase romana e pela fase do
renascimento europeu. Como a psique humana é termo amplo é complexo, o
desenvolvimento da psicologia resultou numa fase chamada de científica. É dizer, diante do
fenômeno complexo da psique humana buscou-se no conhecimento científico as bases da
Psicologia como Ciência.
Como já vimos antes, o método cientifico possui leis e também técnicas que lhe
permitem melhor apreensão, compreensão do seu objeto.

A Psicologia como ciência

também possui técnicas. Pela técnica escolhida é possível falarmos da introspecção, da
extropecção e da experimentação.
Afim de melhor compreensão segue sucinta descrição do que é importante em cada
técnica.
A introspecção constitui técnica de observação interior. A pessoa sob estudo relata sua
própria experiência. Logo, subjetiva. Sua aplicação limitada resulta de não pode ser
utilizada com crianças e pessoas portadoras de necessidades especiais.

Santo André. Antonio Bento Alves de Moraes anota que “O ensino de ciências comportamentais em Odontologia iniciou-se a partir de preocupações bem práticas. Era necessário saber controlar a dor e o medo do paciente porque esses eventos interferiam na realização do tratamento odontológico1”. In KERBAUY. 1 MORAES. Assim é possível trabalhar com estatísticas. As diferentes técnicas objetivam captar diferentes aspectos da psique humana. Este tema.B. 5:61-83. A despeito das variadas definições que recebe conforme a visão da psicologia o comportamento pode ser reduzido a dois aspectos determinantes: ele é inato ou aprendido. Ainda que a psique humana não possa ser reduzida a uma equação matemática. Refletindo sobre a questão da inteligência é possível falarmos da utilização da Psicologia para nós dentistas. Seção II. a inteligência. Editora ARBytes.A técnica da extrospecção visa a objetividade. Quando a Psicologia enquanto ciência se coloca a mensurar e anotar o observado temos a produção de conhecimento cientifíco. O material com o qual trabalha a Psicologia é a parte observável da psique humana. É dizer porque agimos assim e não daquela forma. o chamado comportamento. 1999. já nascemos com ela ou essa reação é aprendida através dos aspectos sociais e ou educacionais. Comportamento e Saúde: explorando alternativas.A.A. desafia a psicologia como ciência pois ainda não somos capazes de dimensionar a capacidade de aprendizagem da mente humana. Em dada situação seria razoável esperar este ou aquele comportamento. Trabalha com o aspecto externo. Contudo. Como técnica o experimento permite a utilização de laboratórios para uma visão sob controle do fenômeno estudado. R. Cap. Assim nossas reações diante dos acontecimentos deverão responder à pergunta: Essa reação é inata.R. . Psicologia e Saúde Bucal: circunscrevendo o campo. Por ser de forma externa a sua atuação permite a utilização de mecanismos que favorecem um resultado mais próximo da exatidão. recentes estudos baseados nas variadas visões mencionadas anteriormente têm trazido importantes avanços para as pesquisas envolvendo a questão da psicologia aplicada à educação. A partir da temática do comportamento ser inato ou adquirido naturalmente abordarmos a questão da inteligência e como se dá seu desenvolvimento na forma aprendizagem.

Já temos visto que a escovação não se reduz a um cuidado única e exclusivamente com os dentes mas é aspecto da saúde bucal que contribui a saúde como um todo. e à aplicação destes conhecimentos e destas técnicas para a prevenção. Seja ajudando o paciente a lidar com seus medos em relação ao tratamento bem ajudando-o no desenvolvimento de hábitos educacionais que privilegiem o cuidado com a higiene bucal. Rosana. Motivação e comportamento preventivo de saúde bucal em programa de assistência odontopediátrica na primeira infância Motivation and oral health preventive behavior in a pediatric dental assistance program for the early childhood.A partir da citação é possível concluirmos que. . Pesqui Odontol Bras. 2000. “é um campo interdisciplinar que se interessa pelo desenvolvimento e integração dos conhecimentos e técnicas científicas relevantes à saúde e à doença bucal. Os conhecimentos de psicologia aplicados à atuação do dentista permitem maximizar os resultados positivos da intervenção odontológica. 287-293. Cátia Elvira. 3. O autor continua citando que da Psicologia aplicada à Odontologia deriva a ‘disciplina Odontologia Comportamental que. A interação de conhecimentos entre Psicologia e Odontologia é excelente oportunidade de maximização dos aspectos de cuidado com a saúde como um todo. n. DE FÁTIMA POSSOBON. 14. apesar da aparente e equivocada impossibilidade de atuação conjunta entre Odontologia e Psicologia. Antonio Bento Alves. ORTIZ. v. tratamento e reabilitação2”. 2 DE MORAES. há espaço para a psicologia no consultório odontológico. segundo BRYANT2 (1979). p.