ESCRITOS SOBRE TEMAS DO EVANGELHO

Indice:

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24.

36 Sinais dos Tempos A ordem da ressurreição Bem e Mal Com que propósito Conselho de Adam-Ondi-Ahman Crucificação Dom da Visão - Tradução do Livro de Mórmon Ema Hale Smith Expiação de Jesus Cristo Fé em Jesus Cristo Filhos da Perdição Inteligências Lei Eterna Libertem os Passarinhos Limitação dos seres Espirituais Manifestação Celestial Plano de Salvação – Quadro colorido Reis e Sacerdotes Sumário: Queda e Expiação Templo de Huston Tradução do Livro de Mórmon Tradução e publicação do Livro de Mórmon Valente na Fé – Bruce R. McConkie Visão de John Taylor

36 SINAIS DOS TEMPOS 1. Descoberta da América. 2. Surgimento do Livro de Mórmon. 3. Restauração do Sacerdócio. 4. Restauração da Igreja 5. A igreja crescerá e encherá toda a terra. 6. A Israel dispersa seria reunida. 7. Retorno das 10 Tribos. 8. Cumprimento do tempo dos Gentios. 9. Judeus retornam para Jerusalém 10. Judeus aceitam evangelho verdadeiro. 11. Vinda de Elias. 12. Cristo virá a seu Templo. 13. Aumento da pesquisa genealógica. 14. O sol se escurecerá e a lua se tornará em sangue. 15. Pragas, pestilências e doenças varrerão a terra. 16. Conhecimento, ciência, etc... aumentará. 17. Guerras e rumores de guerra. 18. Fomes, tornados, terremotos, desastres naturais aumentarão muito. 19. Greves, anarquia e a violência aumentarão. 20. Imoralidade sexual, homossexualidade etc... crescerão. 21. O Espírito cessará de trabalhar com os iníquos. 22. A paz será tirada da terra. 23. Falsas Igrejas, falsos profetas aumentarão. 24. As pessoas se recusarão a acreditar nos sinais dos tempos. 25. Sinais e maravilhas na terra e nos céus. 26. Lamanitas florescerão como a rosa. 27. Nova Jerusalém será construída. 28. Muitos templos serão construídos. 29. Um templo será construído em Jerusalém. 30. Batalha do Armagedom. 31. Reunião em Adan-ondi-Ahman. 32. Dois profetas morrerão em Jerusalém. 33. Monte das Oliveiras se dividirá em dois. 34. Justos serão arrebatados. 35. Iníquos serão queimados. 36. Todos verão a vinda de Cristo.

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A ORDEM DA RESSURREIÇÃO
(D&C 88:96-102) DIAGRAMA SOBRE A RESSURREIÇÀO Resumindo os dados conhecidos a respeito da ressurreição, teremos um quadro assim:
SEGUNDA VINDA INÍCIO DO MILÊNIO, MANHÃ DA PRIMEIRA RESSURREIÇÃO

PRIMEIRA RESSURREIÇÃO INICIADA POR CRISTO

INÍCIO DA TARDE DA PRIMEIRA RESSURREIÇÃO

FIM DO MILÊNIO

FIM DA RESSURREIÇÃO

PRIMEIRA RESSURREIÇÃO (OS JUSTOS)
Aqueles que possuem espíritos celestiais obedecem à lei de Cristo Boas pessoas que não obedecem à lei de Cristo Alguns Ressuscitaram Após o Salvador RESSURREIÇÃO DOS SERES CELESTIAIS

SEGUNDA RESSURREIÇÃO (OS ÍMPIOS)

Primeira Trombeta

Segunda Trombeta
Pessoas más que rejeitaram Cristo

SERES TERRESTRIAIS

Terceira Trombeta
Pessoas más que negam a Cristo depois de receberem testemunho dele

SERES TELESTIAIS

FILHOS DA PERDIÇÃO

Este quadro baseia-se no estudo do Elder McConkie. Em Mórmon Doctrine pgs. 39-40

Quarta Trombeta

A Tradução E Publicação Do Livro De Mormon
Stephen D. Ricks Provo, Utah: FARMS, . P. N/A

A Tradução E Publicação Do Livro De Mormon por Stephen Ricks Traduzido por Expedito J. Noronha Estou feliz por poder passar algum tempo com vocês hoje falando a respeito da tradução do Livro de Mórmon. Estou esperançoso de que no final dessa preleção hoje possamos conhecer apenas um pouco mais a respeito do que Joseph Smith pessoalmente pensava e disse sobre a tradução do Livro de Mórmon. 1 - O que diz Joseph Smith? 2 - O que outros - companheiros, colegas, e co-trabalhadores, que o conheciam naquele período de tempo - dizem a respeito do processo de tradução? 3 - E além disso, fazer perguntas especificamente sobre os meios e métodos que foram usados no processo e tradução. Por meios quero dizer, instrumentos, os objetos que foram usados. E descobrir o que podemos aprender disso. 4 - Em acréscimo a isso, finalmente, que método foi usado no processo de tradução? Como foi que Joseph Smith na verdade combinou esses instrumentos, os objetos que lhe foram dados, de modo a estar apto a traduzir? Essas quatro questões espero estarmos aptos a discutir. Estamos todos familiarizados, acredito, com a agora famosa carta Wentworth, a carta que contém as Treze Regras de Fé, na qual Joseph descreve a ascensão e progresso da Igreja. Nessa carta ele também descreve ligeiramente a respeito da tradução por meio de Urim e Tumim, através do poder de Deus. Em outras ocasiões ele usou linguagem semelhante sobre o processo de tradução. Em uma carta que ele escreveu a uma pessoa muito vivida, à qual ele se referiu como "Joshua, o ministro Judeu", ele diz que a tradução ocorreu pelo dom e poder de Deus. E em outra parte, onde fala sobre o uso de Urim e Tumim, ou os 'óculos', ou os intérpretes nefitas, como são chamados no Livro de Mórmon ( e aqui devo acrescentar em parênteses que o termo Urim e Tumim, que normalmente usamos para descrever os objetos ou os instrumentos que foram usados para a tradução na verdade nunca foram encontrados no Livro de Mórmon), ele sempre observem - usa apenas a frase eles foram usados pelo dom e poder de Deus. Devemos nos perguntar, porque Joseph Smith foi tão hesitante em responder à questão em maiores detalhes? E sabemos que ele foi, porque em 1831, na Conferência de Outubro, em Orange, Ohio, seu irmão Hyrum, a quem ele tão ternamente amava, e por quem ele fez tanto, e que também muito lhe fez, perguntou-lhe, diante da conferência, se poderia por favor levantar-se e informar aos membros da conferência em maiores detalhes do que ele já o fizera, exatamente como o Livro de Mórmon foi traduzido. Em resposta ao pedido, Joseph disse que não nada mais tinha a acrescentar além do que já havia sido dito sobre a vinda do Livro de Mórmon à luz, e que não era bom que maiores detalhes fossem acrescentados. A reticência, suspeito, resulta de alguma experiência ruim que Joseph deve ter tido quando havia dado a conhecer coisas muito sagradas a algumas pessoas. Recordamos, naturalmente, que logo no início quando ele deu a conhecer ao povo suas experiência da primeira visão; o resultado foi perseguição maior do que ele havia concebido ou imaginado.

Havia outro problema, Nos primórdios da Igreja, muitos dos primeiros membros da Igreja começaram a acreditar que foi apenas pelo uso e através das pedras videntes - Urim e Tumim - que era possível receber revelação. Assim, sempre que eles sentiam que uma revelação legítima devia ser dada, as pedras videntes tinham de estar lá. Joseph, como veremos, logo abandonou as pedras videntes porque ele sentiu que não mais necessitava delas. Essas pessoas continuaram acreditando que as pedras videntes eram essenciais. Assim, eu acredito por causa da atitude reinante entre certos membros da Igreja, tanto quanto a atitude que ele deve ter suspeitado existir entre aqueles que não pertenciam à Igreja, então ele decidiu nada mais acrescentar ao que já havia dito naquela declaração, de que "foi pelo dom e poder de Deus" que ele traduziu o Livro de Mórmon. Entretanto, felizmente, algumas outras testemunhas disseram mais a esse respeito. Falaram tanto sobre os instrumentos e objetos que foram usados de modo a traduzir o Livro de Mórmon, e, em acréscimo a isso, eles também falam com certa extensão sobre o método que foi usado para esse fim. Eu gostaria de analisar ambos - instrumentos e método. Durante o processo de tradução as testemunhas notam que dois instrumentos diferentes são usados. Um deles, as pedras videntes. Estamos todos acostumados, acredito, com a palavra, mas quereremos gravá-la em nossa mente, porque ela ocorre em contexto com outras palavras igualmente. E, em acréscimo àquilo, uma outra palavra, os intérpretes, às vezes chamados de intérpretes nefitas, ou óculos. Esses dois objetos parecem ter sido usados desde o início do processo de tradução do Livro de Mórmon. A pedra vidente, em primeiro lugar, podemos falar a respeito. Parece haver sido originalmente encontrada por Joseph, seu irmão Alvin, quando eles estavam trabalhando na propriedade de Mason Chase em 1822, e que é descrita por uma das testemunhas, serem do tamanho aproximado do ovo de uma galinha, na forma de um alto dorso de sapato. Era composta de camadas de cores diferentes passando através dela diagonalmente. Era muito dura e lisa, talvez por serem trazidas nos bolsos. Muitas das demais descrições que temos a respeito delas dizem quase a mesma coisa. É interessante notar que as pedras videntes foram passadas por Joseph, após traduzir o Livro de Mórmon, a Oliver. Oliver conservou-as em sua posse até morrer. A seguir passaram para sua esposa, Elizabeth Ann Whitmer Cowdery, que as deu para Phineas Young, irmão de Brigham Young, que viera a Missouri onde Elizabeth se encontrava naquele tempo. Phineas levou-as a Utah com ele e entregou-as a seu irmão, Brigham, que as conservou guardando-as para a Primeira Presidência; e, com exceção de breve hiato de tempo quando ela foi adquirida por alguém mais, ela tem permanecido na posse da Primeira Presidência desde aquele tempo e ainda faz parte das posses da Primeira Presidência. Existem vários relatos mais, além do relato que acabamos de mencionar, relativos aos óculos ou intérpretes nefitas. Talvez a melhor e mais longa descrição que temos dos intérpretes nefitas obtemos do irmão mais jovem de Joseph, William. O irmão de Joseph, como devem recordar, era um membro do primeiro Quorum dos Doze. Mais tarde ele se tornou insatisfeito com a Igreja e abandonou-a. Ele não mais congregou com os santos em Utah, mas sempre manteve fiel a seu testemunho do Livro de Mórmon. Ele foi o membro do Quorum dos Doze original que viveu mais longamente. Ele morreu em 1893, e em 1891, dois antes de sua morte, dois cavalheiros, Sr. Peterson e Sr. Pender vieram entrevistá-lo a respeito de suas recordações do

processo de tradução do Livro de Mórmon. No decurso disso, ficaram sabendo, juntamente com outras coisas, sobre o Urim e Tumim, e o peitoral. Perguntaramlhe qual era o significado da expressão: "dois aros de um arco, que prendia [o Urim e Tumim]." Ele disse que o arco de prata dobrado estava torcido com o formato de um 8, assim temos uma idéia de que "dois aros de um arco" parece um pouco com um par de óculos, mas um par de óculos que tem a forma semelhante a um 8. E as duas pedras eram colocadas, literalmente, entre os dois aros - isto é, dentro dos aros, de modo a permitir os meios através dos quais o indivíduo, que era o vidente, podia olhar e ver. No final, ele continua a dizer, era preza por uma haste que era ligada a outra extremidade do ombro direito do peitoral. Ao apertar a cabeça um pouco para a frente a haste prendia o Urim e Tumim diante dos olhos, muito parecido com um óculos. Um bolso foi preparado no peitoral, no lado esquerdo, imediatamente sobre o coração. Quando não estava sendo usado, o Urim e Tumim era colocado nesse bolso, a haste tendo justamente o comprimento necessário para permitir fosse ele ali depositado. Esse instrumento podia, entretanto, ser retirado do peitoral, e Joseph freqüentemente usava-o desligado quando fora de casa, mas sempre o usava em conexão com o peitoral ao receber comunicações oficiais ou quando traduzindo, permitindo-lhe ter ambas as mãos livres para manusear as placas. Conseguimos ver a imagem que está sendo criada aqui por William? O peitoral cobria a parte superior do corpo. Dentro do peitoral tem um buraco onde os dois aros do arco, os intérpretes, podiam ser fixados para manter as mãos livres no momento em que traduzia ou recebia revelações. Ele continua, ainda, a dizer mais um par de coisas interessantes com relação a isso. Aparentemente, ele diz, aquilo havia sido preparado para homens muito maiores em tamanho do que Joseph ou ele próprio, e eram muito largos tanto para os olhos de Jaseph quanto de William. E, como resultado, causava um estado de tensão nos olhos, porque as lentes pedras - ou intérpretes, ficam um tanto distantes uma da outra, mais do que indivíduos do tamanho de William ou Joseph, estariam acostumados, em circunstância normal; ele causava uma certa quantidade de tensão ocular, como resultado do que William dissera, eles ou ele também usara as pedras videntes. Agora devemos nos perguntar, "Bem, o que sabemos a respeito de quando as pedras foram usadas em oposição a quando os intérpretes nefitas foram usados"? Os relatos variam um pouco aqui, mas parece razoavelmente claro que as pedras foram usadas em todos os estágios do processo de tradução. Há pelo menos alguma probabilidade, em acréscimo a isso, que os intérpretes nefitas foram usados durante todas as fases do processo de tradução igualmente, embora perdure alguma dúvida a respeito disso. Devo acrescentar, aqui, uma história muito interessante que é contada a respeito das pedras videntes por Martin Harris, o qual, naturalmente, esteve envolvido no processo de tradução logo no início. Ele conheceu Joseph quando ele usava as pedras bem como os intérpretes nefitas. Ele disse, então, que certa vez quando Joseph estava usando as pedras com o propósito de traduzir, ele ficou cansado; qualquer pessoa pode imaginar que permanecer assentado duas ou três horas trabalhando daquela maneira, é natural que quisesse descansar, e eles o fizeram. Foram para a margem do rio, ele disse, e apanharam pedras e começaram a lançá-las sobre as águas. Enquanto Joseph atirava as pedras, Martin, sem Joseph saber, pegou uma pedra que era grosseiramente semelhante em tamanho e forma e cor às pedras videntes que ele estava usando, e colocou-as em seu bolso. A

seguir ele trocou as pedras videntes pelas pedras que ele havia encontrado no rio, de modo que quando Joseph iniciou a tradução novamente, ao contrário de ter as verdadeiras pedras ele tinha as falsas apanhadas por Martin. Ao descrever essa experiência, Martin diz que Joseph olhou intencionalmente para o chapéu que era usado para cobrir, para evitar a luz, e ficou em absoluto silêncio por vários momentos - algo que normalmente não acontecia no processo de tradução, quando Joseph podia simplesmente continuar do ponto em que interrompera, mais ou menos traduzindo continuamente. Então ele disse a Martin, "Martin, o que aconteceu? Está tão escuro quanto o Egito". E quando olhou para a face de Martin, Martin disse que seu semblante decaiu e então Joseph perguntoulhe: "O que aconteceu"? Martin explicou, e então Joseph perguntou-lhe: "Por que você trocou as pedras por outras?" E Martin disse: "Para provar que aqueles que clamam que você está simplesmente criando as palavras estão errados a esse respeito." Ele disse que fez isso para calar a boca dos loucos que faziam tais clamores. Emma, que estava lá naturalmente durante todo o processo de tradução, afirma que no início da fase de tradução Joseph usou primeiramente os intérpretes nefitas. Mais tarde ele usou os intérpretes nefitas apenas para algo menos extenso, e usou fundamentalmente as pedras videntes. Afirmação semelhante encontramos de William McLellin. Por outro lado, e eu creio que isso é muito importante, nós temos a declaração de Oliver Cowdery - quem nós sabemos nem mesmo esteve envolvido no processo de tradução do Livro de Mórmon até depois de perdidas as 116 páginas manuscritas quando Joseph teve as placas e tudo o mais retirado dele, e depois devolvido a ele. Oliver agora foi chamado a testemunhar em favor de Joseph em um julgamento ocorrido em 1830, denominado "sob acusação de um crime muito sério", o que basicamente significa - alguém que não gostava de Joseph e assim decidiu fazer acusações contra ele. Sob juramento, testemunhando sobre a tradução, (Oliver) disse que ele (Joseph) "usava duas pedras transparentes parecidas com óculos, ajustadas em aros prateados". E ele continua dizendo: "Olhando através dessas pedras, Joseph era capaz de ler, em inglês, os caracteres egípcios reformados que estavam gravados nas placas." Desde que a única experiência de Oliver com Joseph, que acabei de mencionar, aconteceu depois da perda e recuperação das placas, e as outras coisas que se seguiram, seu testemunho nesse julgamento certamente sugere que Joseph estava continuando a usar os intérpretes nefitas, até mais tarde nessa parte do processo de tradução. Semelhantemente, encontramos em um número bem antigo do Latter-day Saint Messenger (O mensageiro Santo dos Últimos Dias) e Advocate (Advogado) o que Oliver escreveu: "Dia após dia eu continuava a escrever ininterruptamente a partir do que ele ditava à medida que traduzia com o Urim e Tumim, ou como os nefitas diriam, intérpretes, a história, um registro denominado Livro de Mórmon." Aqui novamente notamos que o termo Urim e Tumim não era encontrado no Livro de Mórmon; é algo que virá mais tarde, em um relato posterior a 1830. Talvez 1831, ou algo assim, é que temos a primeira menção deles, aparentemente não de Joseph, mas de ambos W.W.Phelps ou de Oliver Cowdery. Eles o denominaram Urim e Tumim por acreditarem que essa era a melhor maneira de ajudar na descrição (dos intérpretes ) para o povo, usando portanto uma terminologia bíblica, que estava à disposição de Joseph a fim de traduzir. Encontramos declaração semelhante feita por Oliver através de Rueben Miller, em 1848, e isso bem próximo do fim de sua vida: "Eu escrevi com minha própria pena

o Livro de Mórmon inteiro, exceto algumas páginas, tal como saíram dos lábios do profeta, à medida que ele traduzia-o pelo dom e poder de Deus, através do Urim e Tumim, ou conforme chamado no livro, intérpretes sagrados". Parece, penso então, muito apropriadamente que durante todo o período da tradução, mesmo durante os primórdios da tradução até a época em que as 116 páginas foram perdidas, ambos os intérpretes nefitas, as duas pedras presas a um aro, em acréscimo às pedras videntes, que haviam sido encontradas por ele alguns anos antes. E que mais tarde, ambos eram usados. Mas, em certo sentido, a coisa realmente importante é que durante todo o processo de tradução, Joseph usou meios sobrenaturais para capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon corretamente. Ora, há outra questão que talvez nos perguntemos, e acho-a muito legítima. Por que Joseph tinha de usar qualquer tipo de meio, seja qual for, os intérpretes nefitas ou as pedras videntes, ou qualquer outra coisa? Pergunta que alguns dos primeiros santos fizeram igualmente. Orson Pratt, por exemplo, fez a pergunta e ele assim relatou, quando fez a pergunta o profeta disse-lhe que o Senhor lhe tinha dado o Urim e Tumim quando era inexperiente quanto ao princípio de inspiração. Mas agora, ele, isto é, Joseph, tinha avançado bastante na compreensão da influência do Espírito que não mais necessitava da assistência do instrumento. De fato, vocês recordam que mencionei que depois de haver completada a tradução do Livro de Mórmon, ele deu as pedras videntes para Oliver, dizendo, "Não mais necessito disso." A seguir temos outro comentário, usado mais tarde por Zebedee Coltrin que também o conhecera nesses primeiros anos. Em 1880 Zebedee Coltrin diz que: "Joseph disse, com relação a Urim e Tumim ou intérpretes nefitas e as pedras videntes, que não mais necessitava daquilo e que os tinha entregue ao anjo Moroni." Isso é interessante porque aqui estamos falando, naturalmente, sobre os intérpretes e não sobre as pedras videntes. Os intérpretes voltaram para Moroni, as pedras para Oliver. Mas ele possuía o sacerdócio de Melquisedeque e esse sacerdócio permitiu-lhe ter as chaves para todo conhecimento e inteligência, como resultado de que tais instrumentos não eram mais necessários para ele usar, bem como os intérpretes e as pedras videntes. Agora deixem-me frisar mais uma coisa. Aqui nós observamos os termos pedra vidente ou intérpretes ou óculos. Na literatura, em geral, parece que intérpretes e Urim e Tumim, são usados mais ou menos indistintamente. Mas, também pareceu haver alguns momentos em que Joseph, e outros, usaram Urim e Tumim para se referirem às pedras videntes igualmente. Assim sendo, creio que nós precisamos compreender que Urim e Tumim, embora usualmente associados com óculos ou intérpretes, deve também ser usado para se referir às pedras videntes. Mais importante todavia é que são usados com referência a qualquer meios sobrenaturais que o Senhor proporcionou a Joseph durante aquele período, de modo a capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon. A próxima questão que podemos desejar elucidar a seguir é, que tal esse método de traduzir o Livro de Mórmon? Quanto aos meios, temos alguma discussão a respeito: pedras videntes, intérpretes, ou óculos. E o método? Joseph nos informou como foi que ele traduziu o Livro de Mórmon? Infelizmente, aqui também ele não fornece maiores informações a respeito de como o Livro de Mórmon foi traduzido do que fez quando veio à tona o exemplo discutido a respeito dos meios que foram utilizados. Ele diz meramente que eles trabalharam pelo dom e poder de Deus. Isto é particularmente uma pena, uma vez que somente Joseph, nesse particular, estava em posição de descrever como os instrumentos na realidade

agiam, de modo que outros pudessem descrever para nós, com algum detalhe e com correção indubitável, como Joseph ou os instrumentos pareciam. Entretanto, pelo menos dois auxiliares de Joseph, pessoas que foram testemunhas do processo de tradução, fizeram declarações relativas a como Joseph na verdade traduziu o livro de Mórmon. Um deles é David Whitmer. No final de sua vida, em resposta a algumas afirmações que estavam sendo feitas a respeito dele e a respeito do início da ascensão da Igreja, David Whitmer escreveu uma declaração aos "Crentes em Cristo". Ele escreve certo número de assuntos diferentes que detratam os primórdios da Igreja, mas ele também fala do processo de tradução. E isto é o que ele diz a esse respeito: "Eu lhes darei uma descrição do modo em que o Livro de Mórmon foi traduzido. "Joseph colocava as pedras dentro de um chapéu, puxando-o bem junto à face para excluir a luz". Ora, essa é a maneira que alguém certamente usará se estiver olhando através de um microscópio, e às vezes até um binóculo. É necessário excluir a luz de modo a estar apto a ver. Assim ele diz: "No escuro a luz (sobrenatural?) brilharia. Um pedaço de uma coisa parecida com pergaminho apareceria e nele o escrito. Um caracter por vez apareceria e sob ele a interpretação em inglês. O irmão Joseph então leria o inglês para Oliver Cowdery, que era seu principal escrevente, e quando estava escrito e repetido para Joseph, para verificar sua exatidão, então desaparecia, e um outro aparecia com a interpretação. Assim, o livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder de Deus e não por qualquer poder do homem." Essa é uma declaração muito interessante. Desejamos voltar a ela porque há muito nela que merece ser escrutinado. Todos vocês sabem que Martins Harris permaneceu muitos anos fora da Igreja, jamais modificando seu testemunho da Igreja, jamais em tempo algum também sobre seu testemunho do Livro de Mórmon. Mais para o fim de sua vida ele foi visitado por Edward Stevenson, que era membro do Primeiro Quorum dos Setenta, que o reconverteu ao evangelho e o trouxe para Utah, onde permaneceu pelo resto de seus dias. Edward Stevenson teve numerosas entrevistas com Martin Harris sobre aqueles grandes acontecimentos sucedidos nos primeiros dias da restauração e as registrou. Ele perguntou-lhe muita coisa sobre a vinda à luz do Livro de Mórmon e recebeu uma declaração de Martin sobre como o Livro de Mórmon foi traduzido por Joseph que acho extremamente interessante e digna de consideração por um momento. Isto e o que Edward Stevenson diz com relação à descrição de Martin: "Com ajuda das pedras videntes, sentenças apareciam e eram lidas pelo profeta e escritas por Martins. E quando terminado ele dizia "escrito", e se estivesse correto a sentença desaparecia e uma outra aparecia em seu lugar. Mas, se não estivesse escrita corretamente ela permanecia até ser corrigida, de modo que a tradução era idêntica ao que estava gravado nas placas, precisamente na língua então usada." Bem, essa é uma declaração deveras interessante. Consideremos esta última parte da declaração em primeiro lugar. Ele observa aqui que Joseph leria o que estava escrito na pedra vidente, ou nos intérpretes nefitas. Se estivesse corretamente escrita pelo escrevente, cujo manuscrito ele não podia ver diretamente, mas apenas, através de inspiração, então continuavam. Mas, se não estivesse corretamente escrita ele a corrigia. Podemos ver no manuscrito original do Livro de Mórmon, cerca de um quarto dele ainda existe, (que esteve em anos recentes estudados inteiramente por Royal Skousen), em certos exemplos em que

uma palavra, especialmente um nome, está escrito de uma forma e a seguir riscado e escrito de maneira um pouco diferente. Posso imaginar bem nesses exemplos, Joseph lendo a palavra tal como ele a consideraria apropriadamente pronunciada. A pessoa que estava atuando como escrevente grafava a palavra tal como imaginava devia ser escrita. Mas, em poucos exemplos, ele a escreveu de forma não muito correta, e como resultado, Joseph, que podia ver o que estava sendo escrito, corrigiria a ortografia e então depois de corrigido continuaria. Em alguns exemplos é especialmente interessante, porque as correções fazem sentido apenas à luz desses nomes vindos do antigo Oriente Próximo, e que não faria grande sentido particularmente como um nome que tivesse ocorrido somente através da experiência dessas pessoas que falavam o inglês. Em um exemplo particular, devo observar, um nome foi originalmente escrito com um ck no final dele. Joseph, então, quer o nome corrigido, uma vez que as ultimas letras não ck, mas ch. E assim vemos naquele manuscrito original o nome com o ck riscado e a seguir escrito com ch em seu lugar. Ora, possivelmente, para nós, a maneia que pronunciaríamos ch ou um ck no final de uma palavra poderia ser aproximadamente a mesma coisa, como o som de um k. Mas em Hebreu, e em muitas outras línguas a ela relacionadas, há uma grande diferença entre uma e outra. Elas representam duas letras ou sons totalmente distintos. Ele diz algo aqui que acho muito interessante também. A tradução foi feita precisamente como estava gravada nas placas, na mesma linguagem usada então. Ele disse que isso acontecia porque as sentenças apareciam, e eram lidas pelo profeta e a seguir escritas por Martin, neste particular exemplo, ou por Oliver mais tarde, e então elas desapareciam depois de serem apropriadamente escritas. Acho que isso nos proporciona uma chave de como a tradução aconteceu, mas não nos diz necessariamente a história completa. Pode ter ocorrido a ambos, a David tanto quanto a Martin certos pressuposições concernentes a como uma escritura é revelada de modo que possa não estar correta. Quero dizer com "inerrantous" que a idéia de que, o que quer que Joseph recebia procedia diretamente da mente de Deus para as mãos de Joseph. Quero agora deixar claro que é minha firme crença que o Livro de Mórmon é de origem divina. Por outro lado, parece-me que Joseph está profundamente envolvido no processo de tradução, em um número de maneiras importantes. Uma delas é, acredito, que Joseph tem de fazer escolhas com relação a certas palavras que são usadas na tradução inglesa. Creio que esse é o caso porque, como você certamente se lembra, na segunda edição do Livro de Mórmon de 1837, numerosas modificações foram feitas no Livro de Mórmon em inglês. E foram feitas por Joseph ou sob sua direção. Ora, se Joseph tivesse imaginado que tudo no Livro de Mórmon viera diretamente como Deus o revelara a ele sem qualquer possibilidade de modificação, porque, afinal, ele era expressamente e inteiramente, a palavra de Deus, e assim não estou certo se ele quereria fazer qualquer tipo de modificação. Além disso, creio que o envolvimento de Joseph nesse processo todo de tradução é sugerido pelo que encontramos na seção nove de Doutrina e Convênios. Recordem-se que Oliver tinha um grande desejo de se envolver, não meramente como escrevente, mas também como tradutor, e então ele pediu que o dom de tradução fosse concedido também a ele. Oliver, então, é admoestado pelo Senhor, "Eis que não compreendeste; supuseste que eu o concederia a ti, quando nada fizeste a não ser pedir-me."

Então Oliver imaginou: "Tudo que tenho de fazer é dizer que desejo traduzir," e as palavras ser-lhe-ão dadas. Aí o Senhor diz, não, essa não é a maneira correta; ele continua e diz, "Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo." Novamente, eu de preferência suspeito que Oliver tinha a idéia - se eu perguntar, o dom será dado a mim, e tendo o dom, não há um esforço particular envolvido de minha parte; eu simplesmente usarei os intérpretes, ou as pedras videntes, e serei capaz de traduzir. Mas aí ele aprende que é muito mais complicado e envolve um processo além daquilo. Esses versículos, penso, sugerem que era requerido esforço por parte do tradutor; esforço real e genuíno. Buscar, encontrar a expressão apropriada, algo que não tivesse sido a situação, uma vez que é simplesmente revelado diretamente de Deus à mente e à pena do tradutor. Existe mais evidências adicionais, creio, pois a idéia que estou a propor aqui, de que há real esforço envolvido por parte de Joseph, de que ele não está simplesmente, agora, escrevendo o que é dado direto à sua mente, mas está sendo requerido trabalhar idéias que lhe são dadas dentro de um inglês que seja coerente e aceitável em expressar as noções do texto original. Temos um relato contemporâneo de um ministro, que era muito bem conhecido, tanto por suas atividades na Igreja Alemã Reformada quanto devotado inimigo da restauração. Seu nome era Deitrich Vilers. Ele estava escrevendo a dois colegas em York, Pennsylvania. Ele escreve em alemão. Ele fala a respeito da ascensão da Igreja, e inclui duas ou três afirmações que são muito interessantes. Compreendemos, naturalmente, que ele não está escrevendo como um crente, mas simplesmente alguém que reporta o que o povo é, naquele tempo, dizendo: Ele diz: "O anjo indicava que sob essas placas haviam óculos escondidos, sem os quais ele não podia traduzir as placas; e, que por usar tais óculos, Smith encontrava-se numa posição de poder ler essas línguas antigas, as quais ele nunca estudara, e que o Espírito Santo revelara a ele a tradução para a língua inglesa. Vamos ler novamente essa última parte, pois acho isso muito interessante. Ele diz que com Urim e Tumim (os óculos) ele "estaria em posição (capacitado) a ler essas línguas antigas, as quais (Joseph) não havia estudado, (mas) que o Espírito Santo revelara a ele a tradução para a língua inglesa." De acordo com um estudioso que escreveu sobre isso: "Assim, a tradução inglesa foi, de acordo com relatos contemporâneos, produto de impressões espirituais dadas a Joseph, mais do que aparição automática das palavras inglesas. Isso torna Joseph Smith, a despeito de suas limitações gramaticais, um tradutor, de fato, mais do que meramente um transcritor dos escritos de Deus." Esse é o cenário que eu gostaria de sugerir. A Joseph é dado através de inspiração (por meio de Urim e Tumim, que é a pedra vidente ou os intérpretes nefitas), os meios pelos quais ele pode compreender palavras e idéias, e a relação entre essas palavras e idéias, da língua original tal como encontradas nas placas. Porém, cabe a Joseph a responsabilidade de colocar a seguir aquelas palavras de forma coerente na língua inglesa, tal como ele as compreendeu em sua mente. Todos de nós que tiveram a experiência de aprender uma segunda língua pode saber que é possível chegar a um ponto em que não mais necessita traduzir da segunda língua para a língua nativa, a fim de ser capaz de compreendê-la. É possível ler simplesmente um documento e compreendê-lo sem traduzir palavra por palavra para o inglês.

Mas é também fato que o mesmo processo de tradução é, quando ele requer na verdade expressar aquelas idéias que alguém pode compreender na língua original sem realmente traduzir para o inglês, muito mais complicado quando há necessidade de expressar um inglês coerente. Alguém pode ser capaz de ler um documento em francês e compreendê-lo muito bem; mas se esse alguém foi solicitado, então, que traduza esse documento para o inglês, certamente requererá algum esforço real. O mesmo aconteceria se fosse um documento espanhol, alemão, e até mesmo um documento hebreu, ou seja que língua for que se selecione. Deve ser muito fácil compreender na língua original - as idéias podem ser refletidas. Mas se alguém é solicitado fornecer alguma espécie de resumo, isto é, um breve sumário daquilo que diz, seria simples. Mas se essa pessoa é solicitada para fornecer uma tradução coerente, razoavelmente literal do material, há real dificuldade. Requer esforço, muitas vezes uma grande quantidade de esforço. Esse é o esforço, penso, que foi referido pelo Senhor na Seção Nove de Doutrina e Convênios. Oliver precisava compreender que ele tem de ponderar em sua mente de modo a se capacitar para traduzir com sucesso. Quais palavras usadas por Joseph são palavras dele próprio, apesar de as idéias terem sido fornecidas por inspiração do Senhor, uma vez que, naturalmente, ele não teve qualquer oportunidade de aprender a língua bem o bastante de modo a estar apto a traduzir por si mesmo. Bem, penso que, se aceitarmos que o processo de tradução segue dessa maneira, que Joseph tinha de usar seu próprio esforço, a fim de ser capaz de traduzir as palavras para o inglês de modo satisfatório e que traduzisse o sentido original corretamente e de forma apropriada, então, penso que poderemos compreender o passo seguinte do processo, que é mencionado tanto por Martin Harris quanto por David Whitmer; isto é, quando uma tradução aceitável tenha sido escrutinada por Joseph, em sua mente, ela então podia aparecer no Urim e Tumim e ser lida a seguir. Agora devemos perguntar, bem, não seria possível a alguém mais aparecer com uma tradução diferente? E a resposta para isso é absolutamente sim. De fato, George Albert Smith, que foi o sétimo Presidente da Igreja, e um membro do Quorum dos Doze, que conheceu bem Joseph, diz que teria sido possível traduzir o Livro de Mórmon em muitas línguas diferentes, de forma adequada em numerosas línguas, e ainda ter o sentido original expresso apropriadamente. Eu sei por experiência própria nas classes em que leciono línguas, que, se eu pedir a um grupo de cerca de seis estudantes que traduzam um mesmo texto para o inglês, é concebível que eu obtenha seis diferentes traduções, cada uma, devo admitir, ser aceitável por traduzir o sentido original de forma correta. Isso quer dizer que uma única forma de traduzir um texto, provavelmente, pela natureza da língua, vá ser rejeitada. Numerosas maneiras são freqüentemente utilizáveis, cada uma, aceitável ou com correção aceitável, expressará as idéias do original. Se alguma outra pessoa tivesse traduzido o Livro de Mórmon, eu provavelmente suspeitaria que algumas palavras poderiam ser diferentes, que parte da sintaxe poderia ter sido um pouco diferente, mas que o sentido não tinha sido modificado, desde que a pessoa estivesse traduzindo sob inspiração do Senhor. Agora eu gostaria de ler alguns comentários que foram feitos por Emma com relação ao processo de tradução e que vão além tanto do instrumento, meios, método, mas que nos proporcionará alguma instrospecção no amplo contexto de

tradução de Joseph. Já nos referimos a uma na qual ela responde a pergunta de como Joseph traduzia. Neste momento eu gostaria de observar algo mais que ela nos diz de sua própria experiência de quando agia como escrevente. Ela diz, a uma pessoa que lhe pergunta a respeito da tradução, "Quando meu marido estava traduzindo o Livro de Mórmon, eu escrevi parte dele." (e devemos manter em mente que houve muita gente que escreveu a tradução, ou que trabalhou como escrevente para a tradução do Livro de Mórmon, embora aquele que escreveu a maior parte do que agora conhecemos como o Livro de Mórmon , foi Oliver Cowdery). Ela diz: "Eu escrevi parte dele à medida que ele ditava as sentenças, palavra por palavra; e quando ele chegava a nomes próprios ele não conseguia pronunciar, ou palavras longas, ele as soletrava. E, enquanto eu as escrevia, se eu cometesse um erro de ortografia, ele me interrompia corrigia o erro" (a mesma coisa que vemos mencionada por Martin Harris com relação ao processo de tradução), "embora fosse impossível a ele ver," ela disse, naquele momento, como eu as havia escrito". "Algumas palavras que ele não sabia como pronunciar, até mesmo palavras como Sarah ou Sariah - ela disse - ele tinha que soletrá-las", e ela então as pronunciava para ele. "Quando ele parava por alguma propósito, ele iniciava novamente a tradução, ele recomeçava de onde havia parado sem qualquer hesitação, e certa vez quando estava traduzindo ele parou subitamente, pálido como um lençol, e disse, ' Emma, Jerusalém antiga tinha muralha?' Quando eu respondi que tinha, ele replicou, ' Oh, eu estava com medo de haver me enganado.'" Ela escreveu, "Ele tinha um conhecimento tão limitado de história naquele tempo, que nem mesmo sabia que Jerusalém era cercada por muralhas." Bem, David Whitmer diz quase a mesma coisa a respeito desse mesmo acontecimento. "Quando, ao traduzir, chegou-se pela primeira vez ao local onde Jerusalém era mencionada como sendo uma cidade cercada por muralhas, ele parou até eles encontrarem uma cópia da Bíblia e mostrarem-lhe onde aquilo estava registrado; Smith não acreditava que ela fosse uma cidade cercada. Bem, Emma diz outras coisas maravilhosas, acho, no curso da longa entrevista que ela teve com seu filho, Joseph Smith III, com seu segundo marido, Major Bidemon, e muitos outros. Esta entrevista, que apareceu o Saints Herald em 1879, um pouco antes de sua morte, é composta de perguntas e respostas. Eu gostaria de lê-la para vocês porque, novamente, ela nos fornece uma introspecção no Livro de Mórmon de tal forma importante e bela e um grande testemunho da pessoa que conheceu, melhor do que qualquer outra, a Joseph Smith, e que esteve mais próxima dele durante o tempo em que ele estava traduzindo o Livro de Mórmon, também do que qualquer outra pessoa. A primeira pergunta é: "O que tem a dizer a respeito da verdade do Mormonismo?" E a resposta: "Eu sei que o Mormonismo é a verdade e eu acredito que a Igreja foi estabelecida por divina direção. Tenho completa fé nisso. Quando escrevendo para seu pai - Joseph - eu escrevia, freqüentemente, dia após dia, normalmente assentada à mesa próxima dele, ele ditando, hora após hora, com nada entre nós." Próxima pergunta: "Ele não tinha um livro ou manuscrito que lia e ditava para você?" Sua resposta: "Ele não tinha manuscrito ou livro do qual ler." Pergunta: "Ele não poderia ter e a senhora não ter visto?"

Resposta; "Caso tivesse algo semelhante ele não poderia ter ocultado de mim." Pergunta: "Está certa de que ele tinha as placas durante o tempo em que escrevia para ele?" Resposta: "As placas freqüentemente ficavam sobre a mesa sem qualquer tentativa de ocultá-las, envolvidas num pequeno forro de linho que eu lhe dei para embrulhá-las. Elas pareciam flexíveis como um papel duro e tiniam com um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar, como uma pessoa fazem com as páginas de um livro." Pergunta: "Onde meu pai e Oliver escreviam?" Resposta: "Oliver Cowdery e seu pai escreviam na sala onde eu trabalhava." Pergunta: "Não poderia meu pai haver ditado o Livro de Mórmon para a senhora, ou para Oliver Cowdery, e outros que escreveram para ele, após ter escrito ou tendo primeiramente lido a história de algum outro livro?" A resposta aqui é propositadamente forte, mas creio que isso proporciona algo muito importante. Ela diz: "Joseph Smith não conseguia ditar ou escrever de forma ordenada e coerente uma carta sequer, muito menos ditar um livro como o Livro de Mórmon. Embora eu fosse participante ativa nas situações e estivesse presente durante a tradução das placas, e tivesse conhecimento das coisas como transpareceram, é algo maravilhoso para mim, u'a maravilha e um assombro tanto quanto para qualquer pessoa." Pergunta: "Devo supor que a senhora poderia ter descoberto as placas e examinado-as." Sua resposta: (isto, acho, reflete em sua própria fé de forma interessante): "Eu não tentei manusear as placas além do que lhe falei, nem mesmo as descobri para vê-las. Eu satisfazia-me saber que era um trabalho de Deus e, assim sendo, não senti que fosse necessário proceder dessa forma." Nesse momento seu marido, Major Bidemon, perguntou: "O Sr.Smith proibiu-a de examinar as placas?" E ela respondeu-lhe: "Não, ele não o fez. Eu sabia que ele as possuía e não estava particularmente curiosa a respeito delas. (E eu amo esta parte da resposta.) Eu as mudava de lugar para lugar sobre a mesa à medida que fosse necessário ao fazer meu trabalho de casa." Bem, numa outra parte da mesma entrevista penso que também refletia um pouco de seu testemunho, tanto quanto nos proporciona uma visão desses eventos grandiosos. Esta pergunta agora é de seu filho Joseph III: "Mãe, qual é sua crença a respeito da autenticidade e origem do Livro de Mórmon?" E sua resposta: "Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho a menor dúvida a esse respeito. Eu estou satisfeita [por saber que] nenhum homem poderia ter ditado e escrito o manuscrito a menos que estivesse inspirado. Pois, quando estava servindo de escrevente, seu pai ditava para mim, hora após hora, e quando voltávamos após as refeições, ou depois de interrupções, ele reiniciava imediatamente da parte onde havia parado, sem ver o manuscrito ou ouvir qualquer parte disso lida para ele; isso era algo comum que ele fazia. Parece-me improvável que homens letrados possam fazer isso, e para alguém com pouco preparo como ele então, seria inteiramente impossível." Bem, existe também um outro grande testemunho do trabalho de tradução de Joseph. Eu gostaria de ler o que David Whitmer nos fala sobre a disposição que Joseph tinha de ter para fazê-lo. Não devemos imaginar que Joseph poderia fazêlo automaticamente. Já vimos através da história de Martin Harris que se tratava

de uma pedra muito particular que era denominada pedra vidente, assim ele precisava encontrar-se com disposição apropriada a fim de estar apto a usar as pedras videntes ou os intérpretes nefitas. David conta esta história: "certa manhã quando Joseph se preparava para continuar a tradução, algo errado aconteceu na casa, e Joseph descontrolou-se a respeito daquilo. Algo que Emma, sua esposa, tinha feito. Oliver e eu subimos para o andar superior e pouco depois Joseph subiu para continuar a tradução, mas ele nada pôde fazer. Ele não conseguia traduzir uma sílaba sequer. Ele então desceu as escadas, foi para o jardim, e suplicou ao Senhor. Uma hora já havia se passado quando ele voltou para a casa, pediu perdão a Emma, e a seguir subiu para onde estávamos e a tradução continuou normalmente. Ele nada podia fazer, a menos que fosse humilde e fiel." Muitas outras coisas poderiam ser ditas sobre a tradução. Apenas mais um par delas eu gostaria de mencionar para terminar. Primeiro, a menos que imaginemos que esse processo de tradução era algo simples, algo que qualquer pessoa poderia fazer, eu gostaria de sugerir o teste que o irmão Hugh Nibley sugeriu para qualquer pessoa que queira fazê-lo. Até este momento, a propósito, não conheço ninguém que o tenha aceito, embora o Livro de Mórmon tenha muitos que questionam sua divina autenticidade. Isto é o que ele sugere a alguns de suas classes do Livro de Mórmon: Uma vez que Joseph Smith era mais jovem do que a maioria de vocês [agora, naturalmente, ele está falando a um grupo de estudantes da BYU], e de forma alguma tão experiente ou bem educado como qualquer um de vocês no tempo em que ele registrou o Livro doe Mórmon, não seria muito pedir a vocês que tragam pelo final do semestre (que naturalmente lhes proporciona mais tempo do que ele tinha, uma vez que todo o Livro de Mórmon foi concluído dentro de um espaço de 84 dias ou quase), um trabalho com 500-600 páginas de extensão. Chamem-no um livro sagrado se quiserem, e lhes dê a forma de uma história. Falem de uma comunidade de judeus errantes em tempos antigos. Coloquem todo tipo de personagens em sua história, e envolva-os m todo tipo de vicissitudes públicas e privadas. Dêem-lhes nomes, centenas deles, com a pretensão de que são nomes hebreus e egípcios de cerca de 600 anos A.C. Sejam pródigos com os detalhes da cultura e técnica, modos e costumes, artes e indústrias, política e instituições religiosas, ritos e tradições. Incluam histórias militares e econômicas complicadas. Façam sua narrativa cobrir mil anos sem espaços muito grandes. Mantenham um número de histórias locais interrelacionadas acontecendo ao mesmo tempo. Fiquem à vontade para incluir controvérsia religiosa e discussões filosóficas, sempre em ambiente plausível. Observem as convenções literárias apropriadas e expliquem a origem e transmissão de seu material histórico variado. Acima de tudo, jamais se contradigam. Pois, agora nos encontramos na verdadeira parte mais difícil dessa tarefa. Vocês e eu sabemos que vocês estão inventando tudo isso. Temos nossa piadinha. Mas da mesma maneira, ser-lhes-á requerido publicar o documento quando o terminarem, não como ficção ou romance, mas como história verdadeira. Após entregá-lo não poderão fazer qualquer modificação. Nesta classe sempre usamos a primeira edição do Livro de Mórmon. O que é mais importante, vocês deverão convidar qualquer e todos os estudiosos para lerem e criticarem seu trabalho livremente, explicando-lhes que se trata de um livro sagrado par e passo com a Bíblia. Se eles parecerem cépticos, vocês deverão dizer-lhes que traduziram

o livro a partir de registros originais com a ajuda de Urim e Tumim. Eles vão amar isso! A seguir, para todas suas duvidas, vocês devem dizer-lhes que o manuscrito original eram placas de ouro e que as obtiveram de um anjo! Agora mãos à obra e boa sorte! Considerem isso como uma tarefa dada a Joseph - e isso é precisamente o que aconteceu. Sidney Rigdon, refletindo sobre suas experiências nos primórdios da Igreja, recordou em abril de 1844, algo que considero muito interessante de contar. Ele diz, "Recordo que no ano de 1830, encontrava-me com todos da Igreja de Cristo numa pequena e velha casa feita de toras de madeira com cerca de 20 pés quadrados, em Waterloo, Nova York, e começamos a falar sobre o Reino de Deus como se tivéssemos o mundo sob nosso comando. Falávamos com grande confiança. Falávamos de coisas grandiosas. Embora não fossemos muitos, tínhamos grandes sentimentos. Sabíamos há quatorze anos atrás que a Igreja se tornaria tão grande quanto é hoje. Éramos maiores então do que jamais fomos. Se não tivéssemos visto este povo, pois vimos em visão a Igreja de Deus mil vezes maior, embora não passássemos de homens rústicos bons para a fazenda, ou para encontrarmos uma mulher com um balde de leite. Todos os Elderes, todos os membros, reunidos em conferência numa sala de 20 pés quadrados." Particularmente imagino que Sidney e outros membros nos primórdios da Igreja também tenham tido uma visão, não meramente dos anos da Igreja na década de 1840, mas em nossos próprios dias, e puderam prever o tipo de crescimento que temos tido. Mas não é meramente o crescimento que vem através de números que estamos procurando, mas a firmeza de cada indivíduo que se tornam membros através de testemunho. Estou certo que uma das razões que os presidentes da Igreja, mais recentemente o Presidente Benson, têm dado tanta ênfase na importância de lermos e estudarmos o Livro de Mórmon é por não haver melhor caminho onde possamos nos tornar fortes na Igreja, e ganharmos aquele testemunho que nos capacitará fazer nossa parte no cumprimento desse destino do que através do Livro de Mórmon. Eu vejo o Livro de Mórmon como um dos grandes dons que nos foi dado por Deus nesta dispensação. Tal como a restauração possibilitou trazer à luz a "obra maravilhosa e um assombro" que foi profetizada por Néfi, uma parte muito importante dessa "obra maravilhosa e um assombro" foi o surgimento do Livro de Mórmon. Confio em que levaremos seriamente a cabo a obrigação de ler e estudálo, que começaremos a apreciar quão maravilhoso ele é, tanto pelo maneira que ele surgiu, como naquilo que ele nos diz. Oro para que possamos lê-lo, que o estudemos, que o levemos a sério em nossas vidas, e que cresçamos com ele, em nome de Jesus Cristo. Amém.

BEM E MAL
POR B. H. ROBERTS - Do livro The True, The Way, The rife No jardim do Éden, Deus plantou duas árvores especiais, a árvore da vida e a arvore do conhecimento do Bem e do Mal. Desta árvore do conhecimento do Bem e do Mal, o Senhor disse a Adão: “De qualquer árvore do jardim tu podes comer livremente: Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, não deves comer; pois no dia em que comeres, certamente morreras”. (Genesis2:16-17) A árvore da vida era o símbolo da Vida Eterna, pois mais tarde quando o homem comeu do fruto da árvore da morte - a árvore do conhecimento do bem e do mal - Deus disse: “Eis que o homem tornou-se como um de nós, conhecedor do bem e do mal; e agora, para que não estenda a sua mão, e coma também da árvore da vida, e viva para sempre, expulsemos ele do Jardim do Éden para arar a terra, e coloquem-se querubins e uma espada flamejante para guardar a árvore. E assim foi feito.’ (Gênesis 3:22-25) A morte foi simbolizada na árvore do conhecimento do bem e do mal, portanto a árvore da morte. Morte esta, como aprendemos por outras escrituras além de Gênesis, é tanto temporal como espiritual. O que chamamos morte, de morte temporal é a morte física, separação do espírito e do corpo, o pó voltando para a terra de onde veio; mas o espírito, sendo uma coisa imortal, sobrevive em uma vida consciente, e vai para o mundo dos espíritos. “Tu és pó, e para o pó tu retornaras”. (Gênesis 3:19) A morte espiritual é a ruptura da união da alma do homem com Deus e, portanto morte espiritual, desde que a união com Deus é a fonte da vida espiritual do homem. Mas então, comendo do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem trouxe a si próprio a morte, tanto espiritual como temporal; todavia isto trouxe também o conhecimento que faria os homens como os Deuses, conhecedores do bem e do mal; e assim tornaramse iguais aos Deuses. Um dos maiores mistérios do mundo é a existência do mal, especialmente do mal moral. No Livro de Mórmon lemos da necessidade de uma oposição em todas as coisas, sendo que a nossa própria existência e também a existência de Deus, depende da existência desta dualidade das coisas: ‘coisas que agem e coisas que recebem ação.”(2 Néfi 2:14) Forças físicas opostas são vistas como atração e repulsão, força centrífuga e centrípeta, a ação e reação, que mantém os mundos sob controle; na química, substancias compostas e decompostas; na eletricidade o positivo e o negativo; e em todo o universo, vemos o que é chamada de antônimo ou opostos, da luz e das trevas, movimento e repouso, energia e matéria, quente e frio, vida e morte; e na ordem moral, bem e mal, alegria e tristeza, coragem e covardia, dignidade e iniqüidade. Vamos agora ver a declaração de Lei e a sua surpreendente conclusão: Porque é necessário que haja uma oposição em todas as coisas, pois se assim não fosse... Não haveria justiça nem maldade nem santidade nem miséria, nem bem nem mal. Portanto todas as coisas deveriam necessariamente ser compostas em uma só; desse modo, se todas formassem um só corpo, haveriam de estar como mortas, não tendo vida nem morte, corrupção nem incorrupção, felicidade ou miséria, nem sensibilidade ou insensibilidade. Portanto teria sido criado em vão, não tendo a sua criação obedecido a nenhum fim. Portanto isso destruiria a sabedoria de Deus e seus eternos propósitos, assim como o poder a misericórdia e a justiça de Deus. E se disserdes que não ha lei direis também que não ha justiça. E não havendo justiça, não haverá felicidade. Voltar

E não havendo justiça nem felicidade, não haverá castigo nem miséria E se não existe estas coisas, não há Deus. E, não existindo Deus, nós também não existimos, nem a terra; pois que as coisas não poderiam ser criadas, nem para agir nem para receber ação; portanto todas as coisas deve riam desaparecer. (20 Néfi 2: 11-13) Os antônimos do universo - coisas em necessária dualidade, essencial para a existência das coisas - são doutrina dessa passagem. Nós podemos ter certeza, pelo livro de Mórmon, de que a doutrina do bem e do mal está entre as coisas eternas. A existência do mal não começou com o seu aparecimento na terra. O mal existiu mesmo no céu; pois Lúcifer e muitos outros espíritos pecaram lá; rebelaram-se contra o INCOMPARÁVEL Rei dos céus, empreendendo “guerra”, e foram impelidos à terra por sua transgressão. O mal não é uma qualidade criada. Ele sempre existiu como segundo plano do bem. Ele é tão eterno quanto a bondade, quanto a lei, e quanto a agencia das inteligências. O pecado, que é o mal, é a transgressão da lei, e desde quando a agência das inteligências e a lei têm existido, a possibilidade da transgressão da lei existe; e como a agência das inteligências, e a lei têm existido eternamente, assim também, o mal tem existido eternamente, tanto potencial como ativo, e assim sempre existirá. O mal não pode ser atribuído a Deus por sua origem. Ele não é o seu criador. O mal é uma das existências independentes que não é criada, e permanece na categoria das qualidades das coisas eternas. O bem não pode existir sem a antítese do mal, o contraste que ele próprio produz e torna-se conhecido. A existência de um implica na existência do outro; e reciprocamente, a não existência de um, implicaria na não existência do outro. Foi deste fundamento que Leí chegou a conclusão que, ou sua doutrina da existência das oposições era verdadeira, senão não haveria existência. DEUS NÃO CRIOU O MAL, NEM É RESPONSÁVEL POR ELE Deste ponto de vista das coisas, adquirimos uma nova concepção do mal. Ele não é uma coisa criada, ele existe na essência das coisas, na constituição das coisas. Ele e’ ”parte do todo dramático’. Como sugerido anteriormente, Deus não é o criador do mal. É repulsivo a todo pensamento digno sobre a Deidade, pensar assim; e contrário a unidade e consistência de seus atributos de retidão, verdadeira santidade, justiça e amor, para que seja o autor do mal, ou o criador do diabo, para produzir o mal, e ser responsável por isto em nosso mundo ou em qualquer outro mundo, pois neste caso, Deus seria ainda responsável pela existência do mal. O mal se baseia na natureza eterna das coisas, da existência em ambas as suas formas eternas, positiva e negativa. Deus não criou o espaço (i.é. expansão ou extensão na qual as coisas existem); Deus não criou a duração - o tempo sem limite; Deus não criou a matéria - a substância de que as coisas são feitas, e que ocupa espaço, Deus não criou a força, ou energia, ou a mente, ou inteligência as coisas que “agem”, na filosofia de Leí. Todas estas coisas são eternas, e Deus trabalhando entre elas proporciona mudanças e ordena os eventos, sendo estes Seus atos criativos. Deus não é o autor do mal ou iniqüidade; nem criou os demônios deste ou de outros mundos; tais demônios como existem, são inteligências possuidoras de livre-arbítrio, que escolhem praticar o mal e rebelam-se contra Deus e contra o bem, e tiveram perversa inclinação para induzir outras inteligências a seguir o seu curso diabólico. Não há mais mistério sobre a existência dos demônios, do que há sobre e existência de homens maus. Entretanto, independentemente dos demônios ou da malícia dos homens maus, o mal existe eternamente, ativo ou Voltar

potencial, na própria constituição das coisas. Assim é que o mal é tão eterno quanto o bem; tão eterno quanto o espaço ou duração da matéria ou força. Deus não criou nenhuma destas coisas nem é responsável por elas. Deus não é responsável pelo fato inato destas coisas, a entidade que enfim, determina o caráter moral e intelectual dos espíritos e dos homens, que são apenas espíritos encarnados em corpos humanos. Deus não é responsável por sua natureza, como se Ele tivesse criado-as absolutamente do nada - inteligências, espíritos e homens; e criado-as como bem entendesse, concedendo a cada um individualmente como bem lhe aprouvesse, em grau intelectual e intensidade de valores morais. Tivesse Ele absolutamente criado-as, Ele poderia ter feito o homem de grau inferior assim como os de grau superior; o homem de natureza e mente bruta, assim como o homem de sentimento refinado e instinto estético. Porque então esta desigualdade, se Deus absolutamente criou o homem, inteligência, espírito e corpo; e criou-os como Ele desejou que fossem, e poderia tê-los feitos diferentes, se ele assim o desejasse? Porque então, não os criou todos de grau elevado? Porque não foram feitos todos corajosos, e todas as mulheres formosas? A resposta a estas questões, é que Deus fez tudo o que poderia ser feito, conforme o inato, eterno, ativo, poder criador e causador no universo, dentro das limitações das outras existências eternas, tais como enumeramos anteriormente. Embora Ele não tenha criado o espaço, matéria, força e inteligência, nem aniquilado o mal, ainda tudo o que é criador, destruidor ou controlador é Seu; Ele controla isto e, portanto Ele é todo Poderoso; toda a força que existe é Sua, portanto Ele é Onipotente; todo o bem que existe é Seu, portanto Ele é todo Benevolente, e todo Amoroso, pela mesma razão que Ele é Onipotente. Deus pode não ser capaz de evitar o mal e destruir a fonte disto, mas Ele não é impotente, pois Ele guia inteligências, apesar do mal, para reinos de paz e segurança. O mal é um meio de progresso, pois progresso é vencer o mal. Deus pode não ser capaz, nem desejoso se fosse capaz, de evitar a existência do mal, e mesmo assim Ele não é malevolente. Pois sabendo que o mal existe no inteiro plano das coisas, como a necessária antítese do bem, e que uma não pode ser destruída sem destruir ambas, porque destruiria o Universo a fim de evitar a existência do mal? Porque então o mal? A resposta é que ele (o mal) é uma parte eterna e necessária do “todo dramático”, como demonstrado na filosofia de Leí. É o reino de justiça onde habita a paz, a visão beatificada e esperança da fidelidade, é o reino a ser ganho; pela conquista do mal; e que nunca poderá ser alcançado, a não ser por esta conquista.

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Discurso proferido pelo Elder Alvin R. Dyer numa conferência de missionários em Oslo-Noruega, em 18.03.1961.

COM QUE PROPÓSITO:
Nos falamos bastante, sobre a obra missionária e ouvimos também alguns testemunhos daqueles que têm falado. Hoje eu falarei a vocês sobre algo que não é obra missionária, e não é para ser dado aos seus investigadores. Na guerra da Coréia aconteceu algo que trouxe vergonha ao nosso país, pois provam os fatos que muitos americanos não tinham o conceito de liberdade que foi promovido pelo nosso amado país. Isso veio como um choque tão grande aos nossos líderes, que foi instituído no país um programa para preparar melhor nossos jovens para enfrentar melhor o futuro, tanto físico como mentalmente. . . E fiquei decepcionado com o que aconteceu. Sempre na minha vida eu pensei que o "YANKEE" era melhor em tudo no mundo inteiro, e sempre tive um herói, com um grande jogador de futebol ou basebol, ou algo assim, tem sido para mim um ideal. Qualquer coisa americana era a melhor, e ainda me sinto dessa maneira. O que aconteceu na guerra da Coréia foi muito difícil para eu aceitar e entender, Tenho certeza que foi mais difícil para aqueles que estavam lá, que foram chamados para sofrer as privações daquela ou de qualquer outra guerra. Depois que a guerra acabou, informações concernentes às ações de nossos jovens que foram capturados pêlos coreanos, revelaram que eles agiram de maneira vergonhosa, quase com covardia. Nas investigações que foram feitas a respeito dos jovens americanos, houve menos-s de 5% deles que sabia porque escavam lutando e o que significava a liberdade e a maneira de viver americana. Menos de 5% lutaram para sobreviver, apesar de terem sido presos „ Ee sei que não deve ter sido uma vida fácil, Mas os registros oficiais também revelaram que 38% dos soldados americanos, que foram presos pêlos coreanos, que morreram nos campos de presos, não morreram de fome ou punição. Eles simplesmente desistiram de viver, porque não tinham a estrutura moral suficiente para continuar a lutar. Isso foi a causa da desgraça de tudo. Quase 4 de cada 10 americanos morreram porque não tinham vontade de viver, não tinham razões para estarem ali. Quando nossos líderes souberam de tudo isso, convocaram para uma grande conferência, um grande número de homens e estabeleceram na América o que eles chamam de Programa de Formação Física. Ezra Taft Benson e Marion D. Hanks foram chamados e ainda estão servindo nesse conselho. Fiquei feliz ao saber que o presidente Kennedy instituiu este programa. Talvez vocês digam: O que isso tem haver conosco? Não tem muito a nosso respeito, a n ão ser que eu sentiria um tanto quanto envergonhado como líder da Igreja se algum missionário não soubesse porque está no campo missionário. Se lhes fosse perguntado, porque vocês estão aqui e o que estão fazendo no campo? e a única coisa que poderiam responder é que "estão aqui para pregar o Evangelho, pois têm testemunho de sua veracidade", se isso á tudo que poderiam dizer, vocês não têm o total entendimento do propósito da Obra Missionária. Eu sempre senti, que se pudermos colocar nos corações e mentes de alguém, a razão e o propósito para fazer algo, não teríamos que nos preocupar com o que Voltar

essa pessoa faria. Se vocês como jovens moças e rapazes sabem porque estão aqui e sabem porque o Senhor esta tão ansioso para nos pregar o evangelho hoje, poderiam perguntar a si mesmos algumas questões em relação a isso, tais como: Porque vocês nasceram hoje e não a 2.000 anos atrás? Porque estão sentados nesta sala hoje e não nos dias de Moisés, ou mesmo quando o Cristo estava na terra? Ou vocês pensam que essas coisas simplesmente aconteceram e que ninguém teve controle sobre elas? Vocês poderiam perguntar ainda: Por que são brancos e não de cor? Vocês já se perguntaram isso? Quem fez com que vocês nascessem na Igreja? Porque vocês nasceram na Igreja e não chineses? Hindus ou negros? É Deus uma pessoa tão injusta que faria de vocês pessoas brancas e livres e outras pessoas com a maldição de Cain, para que não pudessem receber o sacerdócio de Deus? Quem vocês acham que decidiu essas coisas... Poderiam perguntar ainda: Por que ficaram na pré-existência até a última dispensação, para irem entre os filhos dos homens pregar o evangelho? Teve alguma razão para isso? E quem a decidiu? Quando vocês começarem a obter as respostas para estas questões, talvez comecem a entender porque o evangelho de Jesus Cristo está sendo pregado no mundo de hoje, e o plano de salvação está surtindo os efeitos atuais sobre o povo. Eu acho que cada missionário deve saber as respostas para estas questões. Quando ele souber essas coisas, então ficará diante do Senhor sem desculpa, para ir avante e trabalhar com toda a sua força, a fim de servi-lo. Não há ninguém nesta sala que não tenha uma pequena idéia de que esta vida é de curta duração, de que esta vida é apenas um ponto na existência da humanidade. É tão rápido que é simplesmente um período curto na existência do homem, somente poucas horas no Plano do Evangelho, de acordo com o Plano do Senhor. Eu quero falar a vocês brevemente sobre isso, não com qualquer informação que transmitiriam aos seus investigadores, mas para que vocês mesmos tenham um melhor entendimento do que estão fazendo no campo missionário, e porque nós viemos a vocês hoje estimulá-los a trabalhar com todas as suas forças afim de trazer mais pessoas ao conhecimento da verdade revelada? e porque nos estabelecemos metas. Não é pelo propósito de uma meta, mas isso á apenas um tipo de jogo que fazemos conosco mesmos, para nos sentirmos estimulados fisicamente a irmos adiante a trabalharmos fazendo o máximo como um time. O propósito real de tudo isso é muito mais profundo do que expliquei. Eu vou ler a vocês no Livro de Abraão, em P. G.Valor. "O Senhor disse a mim: Estes dois fatos existem, que há dois espíritos, um mais inteligente que o outro, haverá outro mais inteligente que eles" (indicando que na preexistência houve três divisões de espíritos). "Esses dois fatos existem, que há um espírito mais inteligente que outro, serão mais inteligentes que eles. Eu sou o Senhor teu Deus, sou mais inteligente que todos. Abraão 3:19. Esta declaração de Abraão está ligada diretamente aos graus de glória, porque todos que nascerem nesta vida, serão ressuscitados, até mesmo os filhos da perdição. Todos estão então, depois do mundo espiritual, destinados a irem a um dos três graus de glória, celestial, terrestrial ou telestial, e outros que serão lançados na escuridão exterior, porque não podem mais se arrepender, não mais podem ser governados pela lei, portanto eles se tornam filhos da perdição e não são dignos de entrar num grau de glória. A conseqüência disso á que se unirão a Lúcifer e os espíritos sem corpos, aqueles a quem nunca foi permitido tomar sobre si um corpo de carne e ossos. Vocês se lembram da escritura que usam freqüentemente em Coríntios, quando Paulo fala das três divisões de pessoas. Nós usamos com freqüência essa Voltar

escritura como ressurreição, mas nós não a aplicamos corretamente. Se vocês a lerem cautelosamente verão? "Tais são aqueles na ressurreição", que quer dizer que Paulo chamando a atenção daqueles que estão lhe escutando, que há 3 graus de glória das pessoas que estão em preparação na terra, enquanto vivem aqui. Vamos supor, para esclarecer melhor, que a terra terminasse neste instante, que não estaria ninguém aqui, que a vida cessaria e que agora fosse o julgamento. Obviamente o povo que havia vivido na Terra, hoje seria candidato a um dos três graus de glória. A sugestão de Abraão á que eles já nasceram nesta vida com esse mesmo grau de divisão. Houve três divisões na preexistência, e quando vocês nasceram nesta vida, nasceram numa destas três divisões. Há um julgamento imposto sobre cada um que sai da preexistência, exatamente como quando eles partem desta vida e vã'o para m dos 3 graus de glória. Quando eles saem da preexistência eles já foram julgados pelo que fizeram lá na vida anterior. Quando vocês entenderem isso, então saberão que Deus Só seria justo em deixar que um espírito digno nasça como um espírito indigno, isto é? que nasça com a mesma maldição deste último. Tudo está em ordem. A procriação do homem está de acordo com o plano da vida e salvação. Quando Noé entrou na arca ele levou consigo 3 filhos dele, um representando uma linhagem escolhida e dois representando linhagem de adoção. Daí em diante quando o homem começou a nascer nesta vida, vieram através de um dos três filhos de Noé. Os não amaldiçoados vieram através da linhagem de Sem e Jafé, os que haviam sido amaldiçoados na preexistência, nasceram através da linhagem de Cão. Eu suponha que muitas vezes vocês já ouviram alguém dizer ou perguntar porque um negro é um negro, e ouviram também essas respostas, bem, eles deviam ter sido neutros na preexistência. Essa é a resposta mais comumente usada, que não eram quentes nem frios, então o Senhor os fez negros. Isto claramente não é verdade. A razão por que os espíritos nasceram dentro de corpos negros é porque eles rejeitaram o sacerdócio de Deus enquanto estavam na preexistência. Essa é a razão porque temos negros na terra. Vocês notarão que quando Cain foi influenciado pelo poder de Lúcifer a seguí-lo, e a se ajoelhar e adorá-lo, no princípio, o Senhor veio a ele e lhe disse: "Caim, se você cumprir a lei, se você guardar os mandamentos, você também poderá ser aceitável por mim," (Moisés 5:23), mas Cain rejeitou o conselho de Deus. Ele rejeitou de novo o sacerdócio como tinha feito na preexistência, portanto a maldição da preexistência foi instituída através dos lombos de Caim. Conseqüentemente vocês têm o princípio da raça humana. Houve ainda outra divisão na preexistência, aqueles que não foram valentes em aceitar o evangelho. Pois bem, há uma grande diferença entre um que aceita, e outro que aceita e faz alguma coisa a respeito. Nós tivemos uma divisão na preexistência que não rejeitou o sacerdócio, mas que não aceitou plenamente o plano de salvação que foi instituído por Cristo. Eles, portanto, de acordo com o plano de salvação, tornaram-se aqueles de linhagem de adoção. Eu quero ler a vocês uma escritura muito importante do Velho Testamento. Nós falamos sobre estudar os livros e ler os manuscritos a fim de preparar-nos para ensinar o evangelho, mas há poucos missionários que estudam o Velho Testamento. O 10° capítulo de Gênesis, de acordo com as informações que possuo, existe pelo menos 2.000 volumes escritos sobre ele, somente esse único capítulo. O Plano inteiro do propósito da vida foi entendido pelo povo antigo de Israel? e eles sabiam e entendiam os ensinamentos do Velho testamento dado por Moisés. Atentem para esta escritura "E Cão? o pai de Canaã?" isto está no 9° capítulo de Voltar

Gênesis "viu a nudez de seu pai, e falou a seus dois irmãos lá fora. E Sem e Jafé pegaram um pano e colocaram-no em seus ombros e andaram de costas e não viram a nudez de seu pai". Este é um relato dos judeus, um relato dos hebreus, na forma de uma lenda, meramente implica o fato de que Cão instituiu a maldição na Pré-existência quando ele rejeitou o Sacerdócio de Noé? e em conseqüência disso preservou a maldição na terra. Portanto os negros nasceriam dali em diante? ou aqueles que se tornariam negros seriam nascidos através dos lombos de Cão. Tudo isso está de acordo com um plano bem feito? que os milhões e bilhões de espíritos que estariam aguardando nascimento na preexistência nasceriam como uma certa raça de um certo povo. Conseqüentemente os amaldiçoados seriam nascidos de Cão. Nós não podemos aceitar este relato literalmente porque para entendê-lo temos que ler Pérola de Grande Valor cuidadosamente. Porque nos anos antigos quando o governo Egípcio foi estabelecido sobre os primeiros soberanos? os faraós estabeleceram um sistema de governo semelhante ao Sacerdócio de Deus. Exatamente como a ordem patriarcal? mas eles sabendo que não poderiam obter a primogenitura? pensaram que poderiam usar a mesma forma ou ordem de administração. A P.G.V. nos diz especificamente que eles sabiam que naS poderiam obter o Sacerdócio entretanto eles usaram o mesmo tipo de organização. Gradualmente os filhos dos faraós começaram a renunciar ao conceito e assumir a si mesmo como príncipes e não descendentes de Cão. Há muito mais que poderíamos falar sobre isto, mas queria mencionar este ponto para vocês. Tudo isso que falamos ao povo não é somente uma pequena mensagem que nós proclamamos mas tudo que fazemos é parte de um grande plano que foi instituído sob a direção de Cristo na Preexistência. Existe o que Noé disse aos outros dois irmãos."E Noé acordou da bebida e sabia o que um dos seus filhos jovens tinha feito a ele." Maldito seja Canaã? servo dos servos seja a seus irmãos. Abençoado seja o Senhor Deus de Sem e seja-lhe Canaã por servo.” Quem é Sem? Sem é o que é chamado como pai das sementes. Ele tornou-se o pai dos filhos de Israel. Através dos lombos de Sem nasceram Abraão? Isaque e Jacó? assim como os 12 príncipes de Israel. Portanto Sem tornou-se o pai ou progenitor daqueles que nasceriam nesta vida? que foram as inteligências mais nobres das quais Abraão fala quando ele diz: Ainda que esses espíritos sejam inteligentes? há ainda outros espíritos mais inteligentes que esses. Agora o Senhor, depois de ter mostrado a mim Abraão, as inteligências antes que o mundo fosse criado? entre esses havia nobres e grandes,. e Deus viu essas Almas que eram boas. Ele disse: "A estes farei meus governantes? porque estava entre aqueles que eram bons. Ele disse a mim: "Abraão? tu és um deles, tu fostes escolhido antes de nascer." Isto é verdade, cada um que é parte desta categoria, descende de Sem tornam-se filhas e filhos de Israel. Isto é parte do plano que o mundo ainda não conhece. As Igrejas cristãs nunca o mencionaram porque eles não sabem e nem conhecem. Noé fez outra promessa nessa época. Ele disse: "Alargue Deus a Jafé e habite nas tendas de Sem e seja-lhe Canaã' por servo. (Gen 9:27)". Ele foi o filho mais velho, e viverão nas tendas de Sem. Tendas barracas ou casa naquela época eram a única coisa na qual eles viviam. Deus multiplicara Jafé? e ele viverá na casa de Sem. O que é a casa de Sem? É a casa de Israel. Portanto chamamos os filhos de Jafé os filhos de adoção. Agora quem são os descendentes de Jafé? São aqueles da Europa? América? Japão, Coréia, por exemplo: Temos as gerações de Sem como o Senhor nos deu no capítulo 10 de Gênesis. Os profetas Voltar

antigos foram cuidadosos em preservarem essas gerações, aquelas genealogias sabendo o pleno significado que o mundo não entende, mas entendemos pela revelação do Senhor. Agora essas são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé; e nasceram-lhes filhos depois do dilúvio. Os filhos de Jafé são: GOMER, que são os franceses, MAGOGUE que são os eslavos, Midai os hindus, coreanos japoneses e filipinos. Nós sabemos que são povos que imigraram para o leste através da índia, para as áreas da Tunísia? Coréia e Japão. Esta é a razão porque hoje em dia temos tremendo sucesso entre os Coreanos e Japoneses? porque é o dia para o evangelho ser pregado entre eles. Agora os iremos entre o povo da Grécia? Itália, Rússia, Sibéria e Lanianos. Estes são descendentes de Jafé. O dia viria de acordo com Noé que estes povos descendentes dele viveriam nas tendas ou casas de Sem, ou casa de Israel. Você tem que saber e entender isso para saber o que o Senhor está fazendo hoje em dia pregando o evangelho aos gentios. Estes são os povos da Europa estes são os povos das Américas este é o tempo dos gentios. Só uma porção da Casa de Israel esta sendo chamada e são os filhos de Efraim. Todo aqui, eu acho já receberam suas bênçãos patriarcais. Há alguém que não é da linhagem de José? Sabem o que eu estou dizendo? São somente aqueles a casa de Israel que estão sendo chamados é a linhagem de José através de Efraim e há uma razão para isso. Eu quero mencionar mais uma vez, os ensinamentos de Cristo entre os nefitas. Você achará isso no 21º Capítulo de 3° Néfi: O sinal da obra do Pai, o destino glorioso do gentio arrependido e a condenação profetizada, a vinda da Nova Jerusalém ou a cidade de Sião. Agora o Senhor, depois de ter mostrado a mim Abraão, as inteligências antes que o mundo fosse criado entre esses havia nobres e grandes,. e Deus viu essas Almas que eram boas. Ele disse: "A estes farei meus governantes? porque estava entre aqueles que eram bons. Ele disse a mim: "Abraão? tu és um deles, tu fostes escolhido antes de nascer. "Isto é verdade, cada um que é parte desta categoria, descende de Sem tornam-se filhas e filhos de Israel. Isto é parte do plano que o mundo ainda não conhece. As Igrejas cristãs nunca o mencionaram porque eles não sabem e nem conhecem. Noé fez outra promessa nessa época. Ele disse: "Alargue Deus a Jafé e habite nas tendas de Sem e seja-lhe Canaã' por servo. (Gen 9:27)". Ele foi o filho mais velho, e viverão nas tendas de Sem. Tendas barracas ou casa naquela época eram a única coisa na qual eles viviam. Deus multiplicara Jafé e ele viverá na casa de Sem. O que é a casa de Sem? É a casa de Israel. Portanto chamamos os filhos de Jafé os filhos de adoção. Agora quem são os descendentes de Jafé? São aqueles da Europa? América? Japão, Coréia? por exemplo: Temos as gerações de Sem como o Senhor nos deu no capítulo 10 de Gênesis. Os profetas antigos foram cuidadosos em preservarem essas gerações aquelas genealogias sabendo o pleno significado que o mundo não entende mas entendemos pela revelação do Senhor. Agora essas são as gerações dos filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé; e nasceram-lhes filhos depois do dilúvio. Os filhos de Jafé são: GOMER, que são os franceses, MAGOGUE que são os eslavos, Midai os hindus, coreanos japoneses e filipinos. Nós sabemos que são povos que imigraram para o leste através da índia, para as áreas da Tunísia? Coréia e Japão. Esta é a razão porque hoje em dia temos tremendo sucesso entre os Coreanos e Japoneses porque é o dia para o evangelho ser pregado entre eles. Agora os iremos entre o povo da Grécia? Itália, Rússia, Sibéria e Lanianos. Estes são descendentes de Jafé. O dia viria de acordo com Noé? que estes povos descendentes dele viveriam nas tendas ou casas de Sem, ou casa de Israel. Você tem que saber e entender isso Voltar

para saber o que o Senhor está fazendo hoje em dia pregando o evangelho aos gentios. Estes são os povos da Europa estes são os povos das Américas este é o tempo dos gentios. Só uma porção da Casa de Israel esta sendo chamada e são os filhos de Efraim. Todos aqui, eu acho, já receberam suas bênçãos patriarcais. Há alguém que não é da linhagem de José? Sabem o que eu estou dizendo? São somente aqueles a casa de Israel que estão sendo chamados é a linhagem de José através de Efraim e há uma razão para isso. Eu quero mencionar mais uma vez, os ensinamentos de Cristo entre os nefitas. Você achará isso no 21» Capítulo de 3° Néfi: O sinal da obra do Pai, o destino glorioso do gentio arrependido? e a condenação profetizada? a vinda da Nova Jerusalém ou a cidade de Sião. O Senhor falando aos nefitas disse isto: "Em verdade vos digo que vos dou um sinal, a fira de que possais saber a hora em -que estas coisas estarão prestes a suceder, quando dessa larga dispersão reunirei o meu povo, o casa de Israel e estabelecerei novamente entre ele minha Sião. Então nos á dito que o primeiro desses dias será dos gentios, se você ler o capítulo inteiro, eu não vou tomar para fazer isso, mas naquele dia "Porque naquele dia por amor de mim , fará o Pai uma obra que será grande e maravilhosa entre eles: e haverá entre eles quem nela não creia, por mais que faça o homem por declara-la”. (3º Néfi 21: 1 e 9). Foi dite ao Profeta Joseph Smith, " Mas ais que a vida de meus servos sara a minha portanto ele não os ferirá, embora seja prejudicado por causa deles, eu os curarei, pois mostrarei a eles que minha sabedoria é maior que os pensamentos de diabo. O profeta Joseph Smith foi martirizado, mas antes de ser morto ele disse ao seu irmão na prisão de Cartage: “ Não temais., eles podem tomar nossas vidas e destruir nossos corpos, mas eles não podem nos matar". Isto é o que o Senhor está dizendo aqui, Se você ler o resto do capítulo, verá que o evangelho está sendo pregado aos gentios. O Senhor disse no versículo 22: "Mais eis que se eles arrependerem-se" falando dos franceses, alemães, noruegueses, suíços, finlandeses, dinamarqueses e todos os povos da Europa. "se eles se arrependerem e ouvirem as minhas palavras, estabelecerei entre eles esses remanescentes de Jacó , a todos aqueles que eu der esta terra por herança. Isso foi falado per Néfi e você lerá isto no 13º e 14° capítulo do Livro de Mórnon, onde o Senhor esclareceu que o dia vira quando os gentios receberão o evangelho e serão contados como filhos de Israel. Eu li algumas dessas escrituras, porém são muitas que são achadas em 1º Néfi. Há uma outra que se encontra em 1 º Néfi capítulo 14, começando com o 1º versículo: "E sucederá que os gentios", deixem-me explicar mais uma vez quem são os gentios, todos que não são judeus, são gentios, mas falando corretamente os gentios são descendentes de Jafé, o filho mais velho da Noé. O povo amaldiçoado são os descendentes da casa de Cão. O povo escolhido são os descendentes de Sem. Através dessas linhagens, os espíritos que são comparados com esta escritura nascem nesta vida. Isto é porque temos pessoas de cor, porque existem pessoas escuras e pessoas brancas. O Senhor está falando dos gentios "e sucederá que os gentios", descendentes de Jafé, escutarem o cordeiro de Deus, no dia em que se manifestar a eles por suas palavras e também por seu poder, a verdade, até anular os obstáculos nos quais tropeçam. Em outras palavras aonde eles tem resistido a igreja, resistindo a conversão, agora o Senhor removerá os obstáculos, “E se eles não endurecerem seus corações contra o cordeiro de Deus, eles serão contados entre a semente de teu pai, sim eles fizeram isso antigamente por Noé quando ele abençoou Jafé. Porque? Porque ele não se rebelou contra o sacerdócio que Noé portava, como Voltar

Cão fez”. Nós temos o cumprimento dessa escritura. Quando o templo de Kirtland foi terminado, houve muitos profetas antigos que compareceram no Templo. Cristo foi o primeiro a vir receber o templo e dar instruções a Joseph Smith. Muitas coisas que nós ainda não temos o privilégio de conhecer. Seguindo depois de Cristo, apareceram Moisés e depois Elias e dai Elaias, cada um dando as chaves que possuíram de um trabalho específico. Deixe-me chamar a atenção sobre as chaves de Elaias. Em Primeiro lugar quem é Elaias? Elaias é Noé, que deu a Jafé antigamente o convênio de que seria abençoado e viveria na casa de Sem. Ele voltou a terra e deu as chaves ao Profeta Joseph Smith, a fim de cumprir a promessa de Abraão, que através dos lombos de Abraão, ou a semente escolhida, todos os filhos da terra seriam abençoados. Logo após 1336 o Senhor deu a revelação para mandar missionários e começar o trabalho entre os gentios da Inglaterra, em 1850 para a França, e daí por diante para a Irlanda do Norte e outros países. Isto não foi feito antes de Noé ter devolvido as chaves ao profeta Joseph Smith. Então em Elaias o evangelho de Jesus Cristo seria pregado aos gentios. Vocês não estão vendo que isso que estamos fazendo á mais importante do que somente gastando dois anos como um missionário e daí voltando para casa? Nós estamos executando o plano que o Pai apresentou no princípio aconteceria. O que aconteceu realmente? O Senhor preparando homens e mulheres para serem herdeiros do reino Celestial. Este á o único trabalho que está sendo feito. O trabalho para o reino Terrestre, não começou ainda, nem vai começar até o trabalho para o reino Celestial seja terminado. Quando todos os que vão para o Reino Celestial estiverem designados para aquele reino, o trabalho começará para o reino Terrestre e o trabalho do Reino Terrestre continuará até que todos façam convênios a as promessas para aquele reino. Isto será feito no devido tempo e ordem. Por que em sua benção patriarcal fala que você levantará na manhã da primeira ressurreição? Porque aqueles que levantarão na manhã da primeira ressurreição irão para o reino Celestial, os que levantarem na noite ou tarde da primeira ressurreição irão para o reino terrestre. E terminaria a primeira ressurreição. A segunda ressurreição será para aqueles que irão para o reino Teleste e eventualmente para aqueles que serão os filhos da perdição. Tudo isso esta de acordo com o Plano bem feito da criação e julgamento até a obra final que o Senhor tem para os homens terminarem. Há outra coisa que você tem que entender primeiro, para depois entender tudo isso, isto é, que o dia desta vida, de acordo com o evangelho, começa no dia em que você nasceu e termina depois do período do mundo espiritual, não quando você morre nesta vida. Por esta razão, então, nós podemos continuar o programa que o Senhor tem para nós, no mundo espiritual, para que eles possam ser ensinados e ter o trabalho feito por eles aqui na terra e esse trabalho será feito no mundo que virá. Agora eu quero voltar de novo a declaração de Abraão, e dar ênfase a importância do que estamos fazendo. "Ora, o Senhor havia mostrado a mim Abraão, as inteligências que foram organizadas antes do mundo existir, e entre todas estas haviam muitos nobres e grandes; e Deus viu estas almas, que eram boas, e ficou no meio deles e disse: A estes farei meus governantes. Pois bem, o que o Senhor queria dizer com isto? Eu chamo a sua atenção agora, a lavagem e a unção que vocês receberam no templo. Quando foram para a sala de lavagem e unções, onde foram lavados e ungidos com água e óleo, a vocês foi dado um novo nome, e foi prometido que algum dia seriam chamados para serem reis e Voltar

sacerdotes ou rainhas e sacerdotisas. Não pensem que isto é para esta vida. É para a vida próxima, e o Senhor está preparando soberanos que serão administradores de seus graus de glória depois do mundo Espiritual . Em conseqüência disso o Reino Celestial tem que ser povoado primeiro, porque se torna o reino de administração, colocando tudo como parte do plano. O reino Terrestre receberá seus administradores através de Cristo e do sacerdócio de Melquisedeque, e lá haverá um sistema de governo estabelecido. O reino Teleste receberá sua administração através dos anjos ministradores do reino Celestial, e terá a forma de governo deles, porém viverão sob um governo. Eles serão controlados por leis e regulamentos de progresso e desenvolvimento e crescimento. Tudo de acordo com o plano do Senhor, o mesmo nos reinos Terrestre e Celeste. Agora vamos supor que fossemos o comitê de diretores, e que iríamos estabelecer uma grande corporação que empregaria milhões de homens e mulheres. Nós iríamos empregar esses homens todos de uma só vez, ou primeiramente construiríamos os edifícios administrativos, e empregaríamos nossos executivos e administradores, e daí colocá-los para dirigir e governar. É a mesma coisa no plano da vida, O reino Celeste tem que ser fundado primeiro, porque se torna o Reino da Administração. O Senhor tem revelado estas coisas para nós, elas são claras e pelo que estamos nos escorçando hoje? È achar aqueles que o Senhor fará seus governantes. Nós gostaríamos de pensar, e sei mesmo, que o evangelho tem que ser recebido por todo mundo. Mas eu chamo a sua atenção para a declaração de Cristo quando Ele disse: “reto é o caminho e apertado o portão e poucos há que o encontram. Não seriam muitos, mas aqueles que o Senhor tem escolhido na preexistência, se forem dignos e provarem sua dignidade nesta vida e nesta provação. Quando recebem o endowment, lhes é prometido que serão lideres. Quando chamamos reis e sacerdotes, mas a palavra correta em nossa terminologia seria, administrador, um líder, um executivo que terá poder para governar e controlar milhões de pessoas que irão para os outros graus de glória”. Agora você está vendo como o plano funciona e há um propósito e significado naquilo que estamos fazendo. Eu freqüentemente falo isso, é um pensamento que me dá medo, mas certamente é verdadeiro, que somente aqueles que são dignos de liderança entrarão no Reino Celestial, porque é um reino de administração. Outros que não são tão valentes, que não tem qualidades de liderança e direção, tem que necessariamente ir a outro reino. Eu não sei se o conhecimento destas coisas tem sobre vocês como missionários, mas eu sei que tem tido um efeito sobre mim, porque estou aqui para cumprir minha pré-ordenação e meu propósito nesta vida, como foi dado e provado a mim pela minha identidade pré-existente, que eu faria tudo em meu poder para cumprir o que eu era na preexistência, mas se nós pudéssemos algum dia, por algum meio miraculoso ser permitido ver quem éramos, eu n ã'o seria Pres. Dyer ou Elder Smith ou Brown. Oh, não, você seria alguém mais, e o dia virá, quando saberemos quem nós somos, porque éramos pessoas de nobreza na preexistência. Se você não fosse não teria nascido numa dessas linhagens, e não teria nascido nesse dia e época, porque o Senhor tem segurado os espíritos escolhidos na preexistência, para ir avante nesta última dispensação, e isso é obvio, porque Cristo estabelecerá o reino dele nessa dispensação, ele veio ao mundo uma vez e foi rejeitado, e quando ele vier novamente, ele não será rejeitado. Por que? Porque no mundo estarão os justos e muitos espíritos dignos que apoiaram-no e o aceitaram na preexistência, Isto é porque hoje estou explicando como deve ser pregado o evangelho ao povo, eles não precisam Voltar

ensinamentos longos, este povo que está aceitando o evangelho hoje, já sabe, isto porque eles foram escolhidos a saber. Isto porque nós reconhecemos que eles sentem uma mudança e a importância do testemunho e espírito. Quando tudo isto é apresentado a eles, muitos ficam mais radiantes que nós, por causa do lugar que eles tinham antes. Este não é como outro dia na história do mundo. O Senhor está preparando para estabelecer o seu reino, o reino que governará a terra por mil anos antes do julgamento, que será o preparativo para os três graus de Glória. Em conseqüência disso ele tem escolhido sabiamente aos que vem neste mundo, neste dia e época. Esta á uma batalha, ele lutou contra Lúcifer na preexistência, ele teve que usar os melhores espíritos para vencê-los, e aqui também ele fará a mesma coisa, e ele sabe disso. Agora, o que isso significa na provação? Na sabedoria de Nosso Pai Celestial, Ele fez nesta vida a provação, que significa que a pessoa que nasceu na outra divisão mais inferior, poderá passar para um nível mais alto. Por exemplo, se uma pessoa de cor, que nasceu na divisão telestial, receber e aceitar o evangelho, ela poderá elevar-se para a divisão Celestial ou Terrestrial. Este é o propósito da provação. Isto é porque o Senhor estabeleceu o plano do evangelho, para aqueles que não tem merecido na preexistência, possam merecê-lo aqui, através desta vida de provação. Você esta vendo isso? Você está vendo o propósito da provação, o planejamento do evangelho para providenciar esta última oportunidade nesta vida, quando os homens estão tomando sobre si os elementos do corpo, e poderão assim ter outra chance para melhorar o lugar que antes tinham na pré-existência. Agora eu quero ler para vocês no Livro de Mórmon uma escritura que terá um novo significado para vocês, ou seja, entenderão as coisas que eu tenho falado. O profeta Alma falou isso claramente e eu quero que vocês prestem atenção. Nós achamos isso no capítulo 34 verso 31. Eu tenho a certeza que vocês leram isso, mas desejo ler para ajuda-los a entender este novo conceito: "Sim, eu quisera que viésseis, não endurecendo mais vossos corações, pois agora é chegado o tempo e o dia de vossa salvação;” Qual é o tempo deste dia? Do princípio do nascimento até o fim do mundo espiritual. Este é o tempo e o dia de sua salvação. “... e se vos arrependerdes, não endurecendo vossos corações, imediatamente será realizado para vós o grande plano de redenção." Você entende isso? Tudo que o homem tem que fazer é arrepender-se a abrir o seu coração, e imediatamente ele conhecerá o plano. Isto não quer dizer que o missionário faria isso pelo poder do Espírito Santo, ele já sabe, pois ele estava no conselho dos céus e apoiou e sustentou esse plano. Ele reconhece os profetas e outros. Este é o tempo para os homens se prepararem para seu encontro com Deus". Se esta vida não existisse após o sepulcro, porque então Cristo foi para o mundo espiritual? Porque mandamos missionários para o mundo espiritual. Eles mudam da vida para a morte, ainda como missionários. "Pois eis que esta vida é o tempo para es homens se prepararem para o encontro com Deus; Sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores". Agora escutem bem, "E agora, como vos disse antes já que haveis tido tantos testemunhos, peço-vos portanto, que não deixeis o dia do arrependimento para o fim". O que é o fim? O fim do mundo espiritual nesta vida, "Porque depois deste dia de vida, que nos é dado para nos prepararmos para a Eternidade, eis que se não aproveitarmos nosso tempo, virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser' executado". Estão vendo como é tão claro? Se nós não Voltar

melhorarmos de uma divisão para a outra, tendo nascido numa divisão mais baixa, melhorando até uma das mais altas, então, não poderemos fazer mais nada. “Se nós não melhorarmos nosso tempo e lugar nesta vida, então vem a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado”. É tão claro e simples como qualquer outra coisa simples. Eu quis falar a respeito disso hoje, porque eu quero que vocês saibam a razão porque estão pregando o evangelho. Há um propósito para isso, e sabendo como sabem, e conhecendo vossa nobreza, qual tipo de missionário que você será a partir de hoje até o fim de vossas missões? Eu sei qual tipo vocês querem ser daqui por diante. Não vai haver mais tempo gasto, porque é imposto sobre vocês a necessidade de continuar sua nobreza, para que possas provar seu lugar. Que possam ser soberanos e reis, sacerdotes e rainhas sacerdotisas, como foi prometido no templo de Deus, se fossem fiéis em cumprir suas obrigações. Eu sempre tenho pensado e tenho experimentado o ponto muitas vezes, que se você colocar na mente de um rapaz ou uma garota, firmemente que eles são pessoas nobres : , nascidas de herança nobre na preexistência, eles nunca se abaixarão para os ensinamentos e perseguições da juventude. Tudo que precisa fazer é aceitar sua ideologia, e o que fazer daqui por diante será a coisa mais importante na sua vida, porque eu tornei conhecido hoje a vocês , algo que talvez não conheciam antes, mas agora sabem, porque o espírito presta testemunho. Que o Senhor possa lhes abençoar nisso, e lhes abençoe com este conhecimento.

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O CONSELHO DE ADAM-ONDI-AHMAN
A cerca de 5.000 anos atrás, quando Adão ainda estava vivo, de fato três anos antes de sua morte, ocorreu nesta terra uma reunião maravilhosa e sem igual. Adão tinha naquela época 927 anos (Gênesis 5:5) e pressentindo que iria morrer, chamou para uma grande reunião todos os seus filhos que eram fiéis a Deus, para lhes dar uma última benção. A atitude de Adão de dar uma benção sobre seus filhos, próximo da morte, foi seguida por outros patriarcas como foi o caso de Jacó (Israel), Leí, Rei Benjamim e outros. (II Néfi 1:14; 4:12, CAP.I-IV) Esta reunião ocorreu no Vale de Adam-Ondi-Ahman, que era o lugar onde Adão morava. Naquela época as pessoas viviam até 800 a 900 anos, e as doenças não eram tão comuns como o são hoje, e também podiam ter filhos com 130, 160 e até 180 anos, logo podemos supor que muitos milhões de pessoas habitavam a terra naquela época e também podemos supor que os descendentes de Adão que eram fiéis a Deus formavam um grupo bem significativo em tamanho. Outra coisa, naquela época a terra ainda não era dividida e existia um único continente, portanto o oceano não representava uma barreira para eles. Também naquela época, todos falavam a mesma língua, a língua Adâmica, uma língua pura e poderosa, a primeira língua falada pêlos mortais nesta terra, uma língua dos Deuses adaptada para satisfazer as limitações da mortalidade; logo não havia necessidade de traduções e todos se entendiam. Nós sabemos os nomes de alguns que estavam nesta gloriosa reunião, além de Adão: Sete (filho de Adão); Enos (neto de Adão); Cainã (bisneto de Adão); Maalalel, Jared, Enoque (aquele que mais tarde foi transladado junto com toda a sua cidade) e Matusalém. Todos estes eram patriarcas e Sumo Sacerdotes, e prestavam obediência a Adão, o maior de todos os Patriarcas. Quê cena maravilhosa e extasiante deve ter sido para aquelas pessoas terem diante de seus olhos, Adão, o primeiro Homem, o homem que tinha começado a raça humana nesta terra, que tinha sido trazido de um outro mundo para esta terra, o pai de todos os homens e mulheres. No meio daquela grande reunião, o Senhor, o nosso Deus, apareceu e abençoou Adão, administrou-lhe conforto e o chamou de Príncipe. A congregação cheia do Espírito Santo se ergueu e chamou Adão de Miguel, o Príncipe, o Arcanjo. E então, Adão, curvado pêlos anos se ergueu, cheio do Espírito Santo, no meio da congregação profetizou tudo que iria acontecer aos seus descendentes até a última geração. Gostaria de ler para vocês os versículos das sagradas escrituras que falam sobre esta maravilhosa reunião. “Três anos antes de sua morte, Adão chamou ao vale Adam-ondi-Ahman, a Sete, Enos, Cainã, Maalalel, Jared, Enoque, e Matusalém, que eram todos sumo sacerdotes, e ao restante da sua posteridade que era fiel, e ai lhes deu a sua última bênção”. E o Senhor lhes apareceu, e eles se ergueram e abençoaram a Adão, e chamaram-no Miguel, o príncipe, o arcanjo. E o Senhor administrou conforto a Adão, e disse-lhe: Eu te separei para seres a cabeça; uma multidão de nações procederá de ti, e tu és príncipe delas para sempre. E Adão se ergueu no meio da congregação; e, embora curvado pela velhice, sendo cheio do Espírito Santo, pré-disse tudo que haveria de Voltar

acontecer ã sua posteridade até a última geração. Todas estas coisas foram escritas no livro de Enoque, e delas se testificará no devido tempo” (D&C 107:53-57) O Senhor nosso Deus que apareceu naquela gloriosa reunião, era o Senhor Jesus Cristo, que na existência Pré-Mortal era chamado de o grande Jeová. O que sentiram aquelas pessoas quando regressaram para as suas tendas? Quê Espírito maravilhoso os dominava após terem visto o Senhor e ouvido tão grandes coisas? Quê sensação maravilhosa ter sido abençoado por Adão o pai de todos os homens! Quê sentimento sublime ter visto o próprio Deus, honrando e abençoando a Adão diante de seus olhos. Quê alegria sublime invadia a alma daquelas pessoas que pelo poder do Espírito Santo tinham descoberto, que aquele velhinho, curvado pêlos anos, o seu pai Adão; tinha sido na existência pré-mor tal, o grande e poderoso Miguel, o Arcanjo, o comandante de todas as milícias celestiais? Todas as pessoas que vivem sobre esta terra hoje em dia descendem de Adão, de Sete, de Enoque e de Noé (que era bisneto de Enos que) . Enquanto ponderava e meditava sobre estas coisas, sentimentos vieram ao meu coração: Como é bom saber que descendemos de homens tão gloriosos!! Como é bom saber que sou filho (descendente) de Adão, de Sete, de Enoque, de Noé,...!!! Como é bom sentir que sou e somos os filhos (descendentes) destes grandes profetas! (II Néfi 20:25) Sinto dentro do meu peito o imenso desejo de ser como eles e um dia viver com eles nas mansões celestiais. Como é que podemos descender de Enoque, se ele e a sua cidade foram transladados? É que Enoque tinha um filho chamado Matusalém que permaneceu na terra, e este por sua vez teve um filho chamado Lameque que teve um filho chamado Noé e todos nós descendemos de Noé. Todavia é importante lembrar que Caim também era descendente de Adão, assim como Satanás era filho de Eloim e irmão de Jesus; e mais recentemente na história, Lama e Lemuel eram filhos e irmãos de profetas de Deus, pois Leí, Néfi e Jacó eram profetas, porém estes homens escolheram servir ao mal e abandonaram a Deus e perderam as suas filiações e heranças sagradas, e hoje servem as trevas e o vosso pai é o Diabo, Satanás; tendo co mo irmãos Caim, Corihor, Sherem e outros homens maus. Por que irmãos estou nesta tarde contando para vocês sobre uma reunião que aconteceu a aproximadamente 5.000 anos atrás? Qual é o meu objetivo? Ë que nos foi revelado pêlos profetas desta dispensação que uma nova reunião ocorrera no vale de Adam-Ondi-Ahman. Também nos foi revelado que este vale fica nos Estados Unidos, ' no Estado de Missouri, no Condado de Davis,num lugar chamado Spring Hill. E novamente será Adão que convocará esta reunião, sim Adão como o primeiro patriarca da raça humana, o príncipe de todos nós, celebrará um conselho para preparar a terra e os homens para a segunda vinda do Rei e Senhor Jesus Cristo. Esta reunião ocorrerá nestes últimos dias, e lá estarão Adão, Sete, Cainã, Voltar

Maalalel, Jared, Enoque e a sua (cidade que foi transladada junto com ele), Matusalém, Lameque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Melquisedeque, Moisés, os apóstolos do meridiano dos tempos (entre eles Pedro, Tiago e João), João Batista, Joseph Smith, o primeiro profeta da nossa dispensação também estará nesta reunião assim como o profeta e os apóstolos que estiveram vivendo na ocasião. E segundo o falecido Elder Bruce R. Mc Conkie que foi um membro do Quorum dos Doze Apóstolos, nesta reunião que ocorrerá estarão também todos os Santos fiéis de todas as eras, passadas e presente. Esta reunião acontecerá antes da 2º Vinda de Jesus Cristo; e o mundo dela não saberá e de fato muitos membros desta Igreja não saberão também. Só irão a esta reunião aqueles que forem oficialmente convocados pelo sacerdócio de Deus. Esta reunião será o conselho mais importante, a maior congregação de Santos fiéis que jamais aconteceu sobre este planeta, Terra. Neste conselho todos os profetas que já viveram nesta Terra e presidiram dispensações, entregarão as suas chaves do sacerdócio a Adão, o príncipe; e também prestarão um relatório de suas mordo mias e então no auge, no ápice desta reunião o Senhor Jesus Cristo, o nosso Deus, o nosso Salvador, aparecerá; e se colocará no meio desta congregação; e Adão entregará as chaves do Sacerdócio a Jesus Cristo e também prestará um relatório de sua mordomia, desta Terra e de toda Humanidade. A partir de então o Senhor Jesus assumirá pessoalmente o comando do governo desta Terra; a Terra será preparada para a 2º Vinda do Senhor dos Exércitos, o grande Jeová, Jesus Cristo; a Terra estará pronta para o Milênio e Viver 1000 anos de paz. Esta reunião será um dia de julgamento, pois todos os fiéis que lá estarão presentes, serão julgados dignos de uma exaltação no Reino Celestial. É importante lembrar que apenas os fiéis serão julgados pêlos Apóstolos que estiveram com Jesus em Jerusalém; pois o infiéis serão julgados e condenados pessoalmente por Jesus Cristo. Será também uma reunião sacramental, pois os que lá estiverem partilharão do Sacramento junto com o Senhor Jesus Cristo. "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vida até àquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai". (Mateus 26:29) Eis que isto Me é sábio; portanto, não vos maravilheis, pois a hora virá em que, na terra, beberei convosco do fruto da vinha, e com Moroni, a quem enviei para vos ré velar o Livro de Mórmon, o qual contém a plenitude do Meu evangelho eterno, e a quem confiei a chave dos anais da vara de Efraim; também com Elaias, aquém confiei as chaves para restaurar todas as coisas concernentes aos últimos dias, preferidas pela boca de todos os santos profetas, desde o principio do mundo; E também com João, o filho de Zacarias, o qual Zacarias, ele (Elaias) visitou, dando-lhe a promessa de que ele teria um filho, cujo nome seria João, e que este seria cheio do espírito de Elaias; E este João Eu vos enviei, Meus servos, Joseph Smith e Oliver Cowdery, para vos ordenar ao primeiro sacerdócio1 que recebeste, para que fôsseis chamados e ordenados co mo foi Aarão. E também como Elias, a quem confiei as chaves do poder para conversão dos corações dos pais aos filhos, e os co rações dos filhos Voltar

aos pais, para que toda a terra não se já ferida com maldição; E também com José e Jacó, Isaque e Abraão, vossos pais, por quem as promessas permanecem; E também com Miguel, ou Adão, o pai de todos, o príncipe de todos, o ancião de dias; E também com Pedro, Tiago e João, que vos enviei, por quem vos ordenei e confirmei apóstolos e testemunhas especiais do Meu nome, para que possuísseis as chaves do vosso ministério e das mesmas coisas que a eles revelei; A quem confiei as chaves do Meu reino e uma dispensação do evangelho para os últimos dias; e para a plenitude dos tempos, quando reunir em uma todas as coisas, tanto as que estão no céu, como as que estão na terra; E também com todos os que do mundo o Pai Me deu." (D&C 27;5-14) O Senhor será empossado pela Voz do Sacerdócio presente neste conselho do Vale de adam-ondi-ahman Em algumas ocasiões quando os santos falam em línguas, e a língua falada por eles pelo poder do Espírito Santo é a pura língua Adâmica. "Não vos lembrais de vos ter eu dito que depois de haverdes recebido o Espírito Santo poderíeis falar a língua dos anjos? E como podereis falar a língua dos anjos, se não fosse pelo Espírito Santo? Anjos falam pelo poder do Espírito Santo; falam, pois,as palavras de Cristo. Por isto eu vos disse: Banqueteai-vos com as palavras de Cristo; sim, pois eis que as palavras de Cristo vos ensinarão todas as coisas que devereis fazer. (II Néfi 32:2-3) É muito possível que no grande conselho que ocorrerá em Adam-Ondi-Ahman, pelo poder do Espírito Santo a língua a ser falada será a língua Adâmica, pois Adão conduzirá esta reunião. Quê sentimentos tomarão conta daqueles que forem convocados para esta reunião/ sabendo que todos os profetas que já existiram, lá estarão; que Adão,o l9Homem, o vosso pai, lá estará; e principal, mente que Jesus Cristo, o nosso Deus, também lá estará? "Engrandecei ao Senhor comigo, e juntos exaltemos o seu nome". (Salmos 34;3) Irmãos, como eu gostaria de estar nesta reunião! Como desejo modificar a minha vida a ser digno para neste conselho poder estar! Neste momento uma escritura grita dentro de meu peito: "Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus". (Amos 4;12) Prepara-te, ó Elder..., para te encontrares com o Teu Deus. Prepara-te, Ó povo desta Igreja, para Te encontrares com o Teu Deus.

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Pilatos ordenou que Jesus fosse brutalmente espancado, provavelmente acreditando que tal punição satisfaria a horrível multidão, mas isto exigiu mais e Jesus foi entregue para ser crucificado.

Um Médico Testifica Sobre A Crucificação por Dr. C. Truman Davis
Aproximadamente a uma década atrás, lendo O Dia em que Cristo Morreu de Jim Bishops, entendi que tinha, por anos, tomado a crucificação mais ou menos por normal - que eu tinha me tornado insensível aos seus horrores por uma familiaridade muito fácil com os detalhes amargos e uma amizade muito distante com o nosso Salvador. Finalmente me ocorreu que, como médico, eu não conhecia realmente a causa direta da morte. Os escritores do evangelho não nos ajudam muito neste ponto, porque a crucificação e a tortura foram tão comuns durante suas vidas e que aparentemente consideravam uma descrição detalhada desnecessária. Temos então um resumo dos evangelistas: "Pilatos, tendo torturado Jesus, entregou a eles para ser crucificado - e eles O crucificaram." Não tenho competência para discutir o infinito sofrimento físico e espiritual da expiação do Deus incarnado pelos pecados de homens decaídos. Mas me parece que como médico eu talvez possua os aspectos fisiológicos e anatômicos dos detalhes da paixão do nosso Senhor. O que o corpo de Jesus de Nazaré realmente sofreu durante aquelas horas de tortura? Isto me levou a estudar primeiro a pratica da crucificação; isto é, tortura e execução pela fixação numa cruz. Sou grato a muitos que tem estudaram sobre este assunto no passado, e especialmente a um colega contemporâneo, Dr Pierre Barbet, um cirurgião Francês que tem feito exaustivas pesquisas históricas e experimentais e tem escrito intensivamente sobre este assunto. Aparentemente, a primeira pratica conhecida da crucificação e dos Persas. Alexandre e seus generais trouxeram isto de volta ao mundo mediterrâneo - para o Egito e Cartage. Os Romanos aparentemente aprenderam a pratica dos Cartagineses e ( como quase tudo que os romanos faziam) rapidamente desenvolveram um grande grau de eficiência e habilidade nisto. Um número de autores Romanos (Livy, Cícero, Tácito) comentaram sobre a crucificação, e diversas inovações, modificações e variações são descritas na literatura antiga. Por exemplo, a porção perpendicular da cruz (ou haste) teria os braços da cruz (ou patibulum) amarrado a sessenta ou noventa centímetros abaixo do topo a qual comumente acreditamos ser a Cruz Latina. A forma mais comum usada nos dias do Senhor, entretanto, era a Cruz T, disposta como o nosso T. Nesta cruz o patibulum era colocado num entalhe no topo da haste. Há evidências arqueológicas de que foi este tipo de cruz usada na crucificação de Jesus. Sem qualquer prova histórica ou bíblica, os pintores medievais e Renascentistas deram-nos nossos quadros de Cristo carregando a cruz inteira. Mas o poste perpendicular ou haste, era geralmente fixada permanentemente no chão no lugar da execução e o homem condenado era forçado a levar o patibulum, pesando aproximadamente de 50 quilos, desde a prisão até o lugar da execução. Muitos dos pintores e a maioria dos escultores da crucificação, também mostram os cravos nas palmas das mãos. Relatos e trabalhos experimentais histéricos Romanos estabelecem de que os cravos foram introduzidos entre os pequenos ossos do pulso ( radial e ulna) e não através das palmas da mãos. Cravos nas palmas das mãos rasgas as mãos através dos dedos quanto tivessem que suportar o peso do corpo humano. O conceito errado pode ter acontecido devido a um mal-entendido das palavras de Jesus a Tomé, "Vede minhas mãos." Na Anatomia, tanto moderna como antiga, tem sempre considerado o pulso como parte da mão. Um título ou pequena placa, declarando o crime da vítima era usualmente colocado num pedaço de pau, levado na frente da procissão desde a prisão, a mais tarde pregado na cruz de forma que ela se estendia acima da cabeça. Esta placa com sua haste pregada no topo da cruz, daria um certa semelhança da cruz latina. Mas, é claro, a paixão física de Cristo, começou no Getsemane. Dos muitos aspectos deste sofrimento inicial, um de grande aspecto de interesse fisiológico é o suor de sangue. É interessante que São Lucas, o médico, é o único a mencionar isto. Ele diz, "E estando em agonia, orava intensamente. E seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que caiam até o chão." Todas as artimanhas (truques) imagináveis tem sido usado por acadêmicos modernos para explicar esta descrição, aparentemente sob impressões erradas que isto dificilmente aconteceu. Muito esforço teria sido evitado se os duvidosos tivessem consultado a literatura médica. Embora muito raro, o fenômeno de Hematidrosis, ou suor de sangue, é bem documentado. Sob grande "stress" emocional do tipo que nosso Salvador sofreu, pequenos vasos capilares nas glândulas de suor podem se romper, misturando então sangue com suor. Este processo, pode bem ter produzido sinais de fraqueza e possivelmente choque. A pós a prisão no meio da noite, Jesus foi então levado a Sinédrio e a Caifas, o Sumo Sacerdote; é aqui que o primeiro trauma físico foi infligido. Um soldado feriu Jesus na face por permanecer em silêncio quando questionado por Caifas. Os guardas do palácio então O vendaram e zombando provocavam-No para que identificasse aqueles que passavam e cuspiam e batiam-lhe na face. Nas primeiras horas da manhã, bateram e machucaram, desidratado e exausto após uma noite sem dormir, Jesus é levado então até Poncio Pilatos. Vocês, é claro, são familiares com as ações de Pilatos na tentativa de passar a responsabilidade para Herodes Antipas, o Tetrarca da Judeia. Jesus aparentemente não sofreu nenhum maltrato físico nas mãos de Herodes e foi enviado de volta a Pilatos. Foi em resposta aos gritos turba, que Pilatos ordenou que soltassem Barrabas e condenasse Jesus a tortura e crucificação. Há muito desacordo entre as autoridades sobre a tortura pouco comum antecedendo a crucificação. A maioria dos escritores Romanos deste período não associam os dois. Muitos acadêmicos acreditam que Pilatos originalmente ordenou que Jesus fosse torturado como sua punição total e que a sentença de morte por crucificação veio somente em resposta ao sarcasmo da turba e que o Procurador não estava propriamente defendendo César contra este impostor que alegava ser o Rei dos Judeus.

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Preparações para a tortura eram realizadas quando o prisioneiro fosse despido de suas vestes e suas mãos amarradas acima de sua cabeça. É duvidável de que os Romanos tivessem feito qualquer tentativa de seguir a lei Judaica neste assunto, embora os Judeus tinham uma lei antiga proibindo mais de que quarenta chicotadas. Os legionários Romanos adiantaram-se com o flagelo em suas mãos. Este é um pequeno chicote consistindo de diversas tiras grossas de couro com duas bolas de chumbo presas junto ao final de cada uma. O pesado chicote foi baixado com força total repetidamente sobre os ombros, costas e pernas de Jesus . Primeiramente as tiras de couro cortam a pele somente. Então, enquanto os golpes continuam, elas cortam profundamente os tecidos subcutâneos, produzindo primeiramente um gotejamento de sangue dos vasos capilares e veias da pele, e finalmente jorrando sangue das artérias dos vasos dos músculos de sustentação. As pequenas bolas de chumbo inicialmente produzem grandes e profundas contusões que se abrem pelos sucessivos golpes. Finalmente a pele das costas suspende-se em grandes tiras e toda a área é uma irreconhecível massa rasgada, com hemorragia dos tecidos. Quando é determinado pelo centurião responsável que o prisioneiro esta prestes a morrer, o espancamento é finalmente interrompido. O quase desmaiado Jesus é então desamarrado e permitido cair no pavimento de pedra, molhado com o seu próprio sangue . Os saldados romanos vêem uma grande piada neste provincial Judeu que clamava ser rei. Eles jogaram um manto em Seus ombros e colocaram uma vara em Sua mão como um cetro. Eles ainda precisavam uma coroa para tornar completo seu traje. Ramos flexíveis cobertos com longos espinhos (comumente usados em maços para lenha) foram trançados na forma de uma coroa e ela foi pressionada no Seu escalpo. Novamente houve grande sangramento, sendo o couro cabeludo uma das áreas mais irrigadas do corpo. Após zombar Dele e ferindo-o na face, os soldados pegaram a vara de suas mãos e bateram-lhe na cabeça, Fazendo com que os espinhos penetrassem mais fundo na sua cabeça. Finalmente, eles se cansaram de seu esporte sádico e o manto foi rasgado de suas costas. Já tendo aderido aos coágulos de sangue e soro das feridas, sua remoção causa excruciante dor assim como a remoção descuidada de um curativo cirúrgico, quase que como se ele fosse espancado novamente, as feridas começaram a sangrar novamente. Em respeito aos costumes Judeus, os Romanos recolocaram suas roupas. O pesado patibulum da cruz foi amarrado em Seus ombros, e a procissão do Cristo condenado, os dois ladrões e a unidade de execução dos soldados Romanos encabeçado por um centurião, começou sua lenta jornada através da Via Dolorosa. Apesar de seus esforços em andar ereto, o peso da grande trave de madeira, juntamente com o choque produzido pela copiosa perda de sangue, é demais. Ele tropeça e cai. A dura madeira da trave machucando a pele dilacerada e músculos dos ombros. Ele tenta levantar, mas os músculos humanos foram exigidos alem de sua tolerância. O centurião, ansioso em continuar com a crucificação, selecionou um espectador robusto do Norte da África, Simão Cireneu, para carregar a cruz. Jesus seguiu, ainda sangrando e suando frio, suor viscoso do choque, até que os 600 metros da jornada entre a fortaleza Antonia até o Gólgota foi finalmente completada. Ofereceram a Jesus vinho misturado com mirra, uma suave mistura anestésica. Ele recusou beber. Simão é ordenado a colocar o patibulum no chão e Jesus é rapidamente empurrado para traz com seus ombros contra a madeira. O legionário apalpa a depressão na frente do pulso. Ele introduz um cravo pesado e quadrado feito de ferro batido através do pulso e crava profundamente na madeira. Rapidamente, ele move-se para o outro lado e repete a ação sendo cuidadoso para não colocar os braços muito esticados, para permitir alguma flexão e movimento. O patibulum é então levantado e colocado no topo do poste e o título onde se lia "Jesus de Nazaré Rei dos Judeus" é pregado no lugar. O pé esquerdo é agora pressionado para traz contra o pé direito, e com ambos os pés estendidos, dedos para baixo, um cravo é então colocado através do peito do pé, deixando os joelhos moderadamente flexionados. A vitima esta agora crucificada. Enquanto Ele lentamente sede pelo peso do corpo, os cravos nos pulsos uma excruciante dor lança-se através dos dedos passando belos braços explodindo no cérebro -- os cravos nos pulsos pressionam os nervos médios. Enquanto Ele se empurra para cima para evitar este tormento cruciante, Ele coloca todo o seu peso em Seus pés. Novamente há agonia abrasadora do cravo rasgando os nervos entre os ossos e a sola do pé. Neste ponto, com os braços fatigados, grandes ondas de cãimbra varrem os músculos, embolando-os profundamente, uma dor cruel e palpitante. Com as coimbrãs vem a incapacidade de empurrar-se para cima. Suspenso pelos braços, os músculos do peito são paralisados e os músculos das costas ficam incapacitados de agir. Ar pode ser puxado para os pulmões, mas não podem ser exalados. Jesus luta para levantar-se a fim de obter mesmo que seja uma breve respiração. Finalmente, dióxido de carbono produzidos pelos pulmões e na corrente sangüínea e as cãimbras parcialmente diminuem. Espasmodicamente, ele é capaz de levantar-se para exalar e aspirar o oxigênio que dá vida. Foi indubitavelmente durante este período que Ele declarou as sete curtas sentenças registradas: A primeira, olhando para baixo nos soldados Romanos que jogavam dados por Seu traje sem costura, "Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem." A Segunda, para o ladrão penitente, "Tu estarás comigo no Paraíso." A terceira, olhando para baixo ao terrificado e deprimido adolescente João - o Apostolo amado -- ele disse, "Eis ai tua mãe." Então, olhando para Sua mãe Maria, "Mulher eis ai teu filho." O quarto clamor é do começo do Salmo 22, "Deus me, Deus meu, porque me desamparaste?" Horas de ilimitada dor, períodos de contorção, cãimbras rasgando suas juntas, intermitente parcial asfixia, dor abrasadora onde os tecidos foram rasgados em Suas costas laceradas enquanto movia-se para baixo e para cima contra a áspera madeira. Então uma outra agonia começa... Uma dor terrível pressionando profundamente seu peito quando o pericárdio vagarosamente se enche de soro e começa a comprimir o coração. Alguém lembra novamente o Salmo 22, verso 14: "Fui derramado como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração é como cera; derreteu-se no meio das minhas entranhas. "

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Estava quase acabado. A perca de fluido dos tecidos chegou a um nível crítico; o coração comprimido esta lutando para bombear o pesado, grosso e preguiçoso sangue até os tecidos; os pulmões torturados estão fazendo um esforço frenético para respirar pequenos golpes de ar. Os tecidos acentuadamente desidratados enviam seus líquidos estimulantes para o cérebro. Jesus respira seu quinto clamor, "Tenho sede." Alguém relembra outro verso do profético Salmo 22:15 " A minha força secou-se como um caco e a minha língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte." Uma esponja embebida em vinagre, o barato, vinha azedo era a bebida dos legionários Romanos, é levantado aos seus lábios. Ele aparentemente não tomou do líquido. O corpo de Jesus está agora no extremo, e ele pode sentir o frio da morte rastejando por Seus tecidos. Esta constatação leva-o a Sua Sexta frase, possivelmente pouco mais que um murmúrio de tortura, "Esta acabado." Sua missão da expiação estava completa. Finalmente Ele podia entregar seu corpo para a morte. Com uma última onda de força, Ele mais uma vez pressionou Seus pés rasgados contra o cravo esticando suas pernas, respirou fundo, e declarou Seu sétimo e último clamor, "Pai! Em tuas mãos entrego meu espírito." O resto você conhece. A fim do sábado não ser profanado, os Judeus pediram que os condenados fossem liberados e removidos das cruzes. O método comum para por um fiam a crucificação foi por quebrar os ossos das pernas. Isto prevenia que a vitima de se levantar; então a tensão não poderia ser aliviada dos músculos do peito e rapidamente a sufocação ocorria. As pernas dos dois ladrões foram quebradas, mas quando os soldados foram a té Jesus viram que isto não era mais necessário. Aparentemente para Ter certeza da morte, o legionário enfiava sua lança através da quinto intervalo entre as costelas, para cima, através do pericárdio e do coração. O verso 34 do capítulo 19 do evangelho de São João relata: " E imediatamente saiu sangue e água." Isto é, havia um escape de um fluido aquoso da bolsa que envolve o coração, dando a evidência de que o Salvador não morreu do processo usual da sufocação pela crucificação, mas por parada cardíaca (um coração quebrantado) devido ao choque e pressão do coração pelo fluido no pericárdio. Assim tivemos um vislumbre -- incluindo evidência médica - deste resumo do mal que o homem tem demonstrado ao Homem e a Deus. Foi uma cena terrível, mais do que suficiente para nos deixar deprimido e desanimado. Quão grato podemos ser para que pudéssemos ter o resultado da grande misericórdia de Deus para com os Homens -- e ao mesmo tempo o milagre da expiação e a esperança de uma triunfante manhã de Páscoa.

Dr. C. Truman Davis é um respeitável oftalmologista do Arizona

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JOSEPH SMITH: “O DOM DA VISÃO” Por Richard Van Wagoner - Steve Walker A análise dos relatos das testemunhas oculares da tradução do Livro de Mórmon estão grandemente atrasados. Estudos das declarações de antigas testemunhas1 não têm conseguido esclarecer o método de tradução, ainda que o testemunho seja ocasionalmente contraditório, freqüentemente manchado com tendências, sempre incompletas. Nós retraçamos as pegadas da história, do cenário da tradução, para conseguir um melhor entendimento de como o Livro de Mórmon foi traduzido. A primeira testemunha do registro da tradução do Livro de Mórmon é o do próprio tradutor. Mas as descrições do processo usado por Joseph Smith são muito resumidas e gerais, para ser de muita ajuda. Em uma conferência da Igreja em Orange, Ohio em 1831, o irmão mais velho de Joseph, Hyrum, solicitou um relato de primeira mão do surgimento do Livro de Mórmon. O Profeta vetou a idéia: “Não era intenção contar ao mundo todos os particulares do surgimento do Livro de Mórmon; não era conveniente para ele, relatar estas coisas”.2 Joseph manteve esta atitude, de boca fechada quanto ao assunto da tradução através de toda a sua vida. Seu primeiro relato registrado do processo, numa carta de 1833 a N. E. Seaton foi tipicamente resumido: “O Livro de Mórmon é um registro dos antepassados de nossas tribos de Índios do oeste, tendo sido encontrado através da ministração de um santo Anjo, e traduzido para a nossa língua pelo dom e poder de Deus”.3 Em 1835 ele deu uma versão ainda mais abreviada a “Joshua o Ministro Judeu”: “Eu as obtive (as placas) e as traduzi para a língua inglesa pelo dom e poder de Deus, e tenho pregado isso desde então”.4 O relato de Joseph em 1838 ao Jornal dos Élderes, acrescenta o detalhe adicional da ajuda do Urim e Tumim: “Moroni, o personagem que depositou as placas... disse-me onde elas estavam; e deu-me instruções de como obtê-las. Eu obtive-as, e o Urim e Tumim com elas, meio pelo qual traduzi as placas de onde veio o Livro de Mórmon.”5 A descrição do profeta, do processo de tradução, em 1842, em Wentworth Letter, não é mais específica: “Através do Urim e Tumim eu traduzi o registro pelo dom e poder de Deus”.6 O interesse público na História da Igreja, provocado por esta carta, impeliu o Times and Seasons, a iniciar em 1842 uma série de publicações da história do profeta da Igreja, o qual proveu e ampliou a declaração da Tradução do Livro de Mórmon: “Imediatamente após a minha chegada lá [Harmony, Pensilvânia] eu comecei a copiar os caracteres das placas. Eu copiei um considerável número deles, e através do Urim e Tumim eu traduzi alguns deles, o que eu fiz entre o tempo que cheguei na casa do pai de minha esposa no mês de dezembro [1827], e fevereiro seguinte.”7 A declaração final do profeta sobre o processo de tradução, numa carta datada de 13 de novembro de 1843 á James Arlington Bennett, acrescentou muito pouco ao nosso entendimento do processo: “Pelo poder de Deus eu traduzi o Livro de Mórmon dos hieróglifos, o conhecimento dos quais foi perdido pelo mundo: neste maravilhoso evento eu estava só, um jovem inculto, para combater a sabedoria mundial, e a ignorância multiplicada de dezoito séculos.”8 Para saber exatamente o que o profeta queria dizer em sua repetida insistência de que as placas foram traduzidas através do Urim e Tumim pelo dom e poder de Deus, nos faz voltar a outros relatos de testemunhas oculares. Martin Harris9serviu Joseph como o primeiro dos diversos escribas no trabalho de Voltar tradução. 10 Sua descrição do método de tradução é especifico, embora temos

isto somente de segunda mão. Edward Stevenson, antigamente do primeiro conselho dos Setenta, registra o testemunho de seu amigo Harris:
“O Profeta possuía uma pedra do vidente, através da qual ele era capaz de traduzir assim como através do Urim e Tumim, e por conveniência ele usava a pedra do vidente... Com a ajuda da pedra do Vidente, sentenças apareciam e eram lidas pelo Profeta e escrita por Martim, e quando acabava ele dizia “Escrito “, e se corretamente escrito, aquela sentença desaparecia e outra aparecia em seu lugar, mas se não estivesse escrita corretamente ela permanecia até que fosse corrigida para que a tradução fosse assim como estava gravada nas placas. precisamente na língua usada então.” 11

Martim serviu como escriba somente entre 12 de abril de 1828 a 14 de junho de 1828, quando sua participação na perda das primeiras 116 páginas completas do manuscrito, custou-lhe o privilégio de ajudar na transcrição. O segundo escriba a ajudar Joseph foi sua esposa Emma. Em 1879, Emma entrevistada por seu filho Joseph Smith III, a respeito dos eventos importantes do inicio da história da Igreja, explicou, “Escrevendo para seu pai, eu freqüentemente escrevia dia após dia, muitas vezes sentada na mesa, perto dele, ele sentava com a cabeça enterrada em seu chapéu, com a pedra dentro dele, e ditava hora após hora, sem nada entre nós... As placas freqüentemente colocadas na mesa, sem qualquer tentativa de escondê-las, envoltas em uma pequena toalha de mesa de linho, que eu tinha lhe dado para envolvelãs”. 12 O serviço de Emma como escrevente era interrompido pela necessidade de cuidar das tarefas domésticas, muito brevemente. Sua letra não é encontrada em nenhum manuscrito original disponível agora. 13 Transcrição de tempo integral não foi possível novamente, até que um jovem professor, Oliver Cowdery, chegou em 5 de Abril de 1829. Cowdery escreveu em 1834: “Estes foram dias inesquecíveis - sentar ao som de uma voz ditada pela inspiração dos céus... Dia após dia eu continuei ininterruptamente a escrever de sua boca, enquanto ele traduzia com o Urim e Tumim, ou, como os Nefitas teriam dito”, Interpretes”, a história ou registro, chamado “O Livro de Mórmon”.14 Pouco tempo após deixar a Igreja em 1838, Oliver expandiu sua descrição do processo de tradução: “Eu, às vezes, tinha períodos de ceticismo, nos quais eu seriamente me espantava se o profeta e eu éramos homens em nosso pleno juízo, quando ele estava traduzindo das placas, através do “Urim e Tumim”, e as placas não estando a vista.15 Quando Cowdery retomou á Igreja em 1848, Reuben Miller registrou em seu diário, que Oliver confirmou seu testemunho para o “Council Bluffs, Iowa, Saints:” Eu escrevi com minha própria pena, o Livro de Mórmon inteiro (Salvo umas poucas páginas), como vinham dos lábios do profeta Joseph Smith, enquanto ele traduzia-o pelo dom e poder de Deus, por meio do Urim e Tumim, ou como isto é chamado pelo livro, “interpretes sagrados”. 16 (o material entre parentes é do próprio Oliver Cowdery). Após aproximadamente dois meses de tradução na casa de Isaac Hale em Harmony, Pensilvânia, Joseph foi convidado por um amigo de Cowdery. David Whitmer, a continuar o trabalho de tradução na fazenda de seu pai, nos confins do norte do lago Sêneca, próximo a Fayette, New York. Então a família Whitmer testemunhou o processo de tradução do Livro de Mórmon, enquanto o manuscrito crescia dia após dia durante o mês de junho de 1829. Elizabeth Ann Whitmer, que casou com Oliver Cowdery em 1832, registrou em 1870, quando tinha 55 anos: “Eu alegremente certifico que era familiar com a maneira de tradução de Joseph Smith do Livro de Mórmon. Ele traduziu a maior parte dele na casa de meu pai. E eu freqüentemente sentava e via e ouvia-os traduzir e escrever por horas juntos. Joseph nunca tinha uma17 cortina esticada entre ele e Voltar seu escrevente enquanto estava traduzindo. Ele colocava o diretor em seu

chapéu, e então colocava seu rosto no chapéu, para assim excluir a luz. 18 David Whitmer uma das três testemunhas do Livro de Mórmon, serviu como escrevente durante este breve período. Ele proveu-nos com informações mais específicas sobre o processo de tradução do que qualquer outra pessoa. Em 1887 ele publicou um folheto em Richmond, Missouri, intitulado “Uma Palestra a todos os crentes em Cristo”, o qual incluía esta descrição detalhada:
Eu agora vos darei uma descrição da maneira pela qual o Livro de Mórmon foi traduzido, Joseph Smith colocava a pedra do vidente num chapéu e colocava o seu rosto no chapéu, puxando-o bem perto de seu rosto para excluir a luz, e no escuro a luz espiritual brilhava, Um pedaço de algo parecido com um pergaminho aparecia, e nele aparecia a escrita. Aparecia um caractere por vez, e sob ele estava a interpretação em Inglês. Irmão Joseph lia o Inglês para Oliver Cowdery, que era seu principal escrevente, e quando era anotado e repetido pelo irmão Joseph para ver se estava correto, então o caractere desaparecia e outro caractere com a interpretação aparecia. Assim o Livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder de Deus, e não por qualquer poder do homem. 19

Whitmer reiterou este relato em varias ocasiões, explicando o processo de tradução de uma forma consistente: “Joseph não via as placas na tradução, mas segurava os interpretes em seus olhos, e cobria o rosto com um chapéu, excluindo a luz, e ante ele aparecia algo que se parecia com um pergaminho, no qual apareciam os caracteres das placas numa linha, no topo, e imediatamente abaixo aparecia a tradução em Inglês.”20 Em uma entrevista em 1881 ao jornal de Kansas City, David Whitmer detalhou as características da pedra do vidente ( multiplicada por um reporter entusiasmado em duas pedras): Eu, assim como todos da Jàmllia de meu pai, a esposa Sínith, Oliver (owdery e !vlartin Harris estavam presentes durante a tradução. A tradução era feita por Smirh, e a maneira é corno segue: Ele tinha duas pedras pequenas da cor de chocolate, próximo ao jàrmaío de ovos e peifeitamente lisas, mas não transparentes, chamados de interpretes, as quais lhe foram dadas com as placas. Ele não usava as placas na tradução, mas levava os interpretes aos olhos e cobria seu rosto com um chapéu, excluindo a luz. 21 Whitmer explicitamente confrontou a confusão geral entre a pedra do vidente e os “interpretes” Nefitas, ou Urim e Tumim, quando tentou colocar o registro diretamente através de uma amigo, Edward Traughber: Com a sansão de David Whitmer e com sua autoriza çâo, eu agora declaro que ele não disse que .Joseph Smith mesmo, traduziu em sua presença por meio do (irim e Tumim; mas por meio de uma pedra opaca e de coloração escura chamada uma Pedra Vidente , a qual era colocada no fundo de um chapéu, no qual Joseph colocava seu rosto, para assim excluir a luz externa. Então, uma luz espiritual brilhava, e um pergaminho aparecia ante Joseph, sobre o qual tinha uma linha de caracteres das placas, e sob esta linha, a tradução em Inglês; ao menos, assim Joseph disse. 22 Outra testemunha primitiva corrobora o relato de Whitmer. Josephnight Sr, um amigo próximo de Joseph Smith, registrou wn relato do processo de tradução, possivelmente no início de 1833: “Assim sendo, o modo como ele traduziu, era que ele colocava o Urim e Tumim dentro de seu chapéu e escurecia seus olhos, então ele pegava uma sentença e ela aparecia em letras romanas, então ele dizia ao escrevente, que escrevia-a, sendo então que a sentença desaparecia e assim por diante.”23 O pai de Emma Smith, lsaac Hale, proveu uma perspectiva franca e valiosa do processo de tradução, pois em virtude da hostilidade ele veio a proteger o seu genro Joseph Smith, durante os poucos meses de tradução realizado na Voltar casa dos Hale: “ A maneira como ele [Joseph Smith 1 alegava ler e interpretar,

era a mesma de quando ele olhava para os cavadores de dinheiro, com a pedra em seu chapéu, e seu chapéu sobre o seu rosto, enquanto o livro de placas estava ao mesmo tempo escondido num barril.”24 Michael Morse, marido da irmã de Emma Smith, Trial Hale, descreveu o procedimento como ele testemunhou isto, uma descrição notavelmente consistente com os relatos anteriores. Ele foi relatado em 1879 por W.W. Blair, da R.L.D.S. Primeira Presidência: Quando Joseph estava traduzindo o Livro de Mórmon, [MorseJ teve a oportunidade de em mais de uma ocasião, estar em sua presença imediata, e viu-o engajado em seu trabalho de tradução. o modo do procedimento consistia na colocação, por Joseph Smith da Pedra do Vidente na coroa de um chapéu, pondo então sua face no chapéu, cobrindo inteiramente seu rosto, repousando seus cotovelos sobre seus joelhos e então ditando palavra após palavra, enquanto os escribas - Emma, John Whitmer, Oliver Cowdety, ou alguns outros as escreviam, ,25 Estes relatos de testemunhas oculares do processo de tradução, devem ser vistos em própria perspectiva. Muitos foram dados em retrospectos e podem ter sido encobertos pelo nevoeiro da interferência do tempo. Muitos relatos de segunda mão , sujeitos a distorção de não testemunhas. Ainda que hajam persistentes paralelos entre estes testemunhos espalhados. Permanece o consenso de que o processo de “tradução” foi completado através de uma única pedra vidente desde o tempo da perda das 116 páginas até a conclusão do livro, A descrição de Martin Harrys do intercâmbio no uso da pedra vidente com os interpretes ou Urim e Tumim, refere-se somente a porção da tradução que ele testemunhou - das 116 páginas iniciais. O segundo ponto de concordância é ainda mais consistente: As placas não podiam ser usadas diretamenteno processo de tradução. O Profeta, com sua face num chapéu para excluir a luz exterior, o impossibilitava de ver as placas diretamente, mesmo se elas estivessem presentes durante a transcrição. Um quadro mental do jovem Joseph, com o rosto enterrado em um chapéu, contemplando uma pedra vidente, as placas fora de sua vista, não tem sido usualmente mantida esta visão, desde os primórdios da Igreja. Esta visão provoca algumas perguntas dificeis. Porque, por exemplo, foi tomado tão grande cuidado em preservar as placas por milhares de anos, se elas não seriam usadas diretamente no processo de tradução? É possível que elas serviriam primeiramente como evidência para onze testemunhas do Livro de Mórmon, de que o registro de fato existia? O conceito de uma única pedra vidente é outra área de problema, pois temos sido ensinados desde os dias do Profeta, de que o Urim e Tumim foi usado. O Próprio tema é problemático. O Livro de Mórmon não contém as palavras tilirim e Tumim”. Ammon descreve o instrumento como “as coisas.., chamadas de interpretes” - “duas pedras que estavam presas nas duas extremidades de um arco” as quais foram “preparadas desde o princípio” e “transmitidas de geração em geração, com o propósito de interpretar idiomas” (Mosias 8:13, 28: 13-14). Joseph Smith acrescenta em Perola de Grande Valor que “Deus as tinha preparado para o propósito de tradução do livro.”(Joseph Smith - História 2:35). Além disso, os interpretes nefitas não foram referidos como o Urim e Tumim até 1833, quando W.W. Phelps primeiramente comparou os dois na primeira edição do Evening and Moming Star: “Isto foi traduzido pelo dom e poder de Deus, por um homem iletrado, através da ajuda de um par de interpretes, ou óculos (conhecidos talvez nos dias antigos como Terafim ou Urim e Tumim).”26 Voltar

Que o Profeta tivesse usado uma pedra vidente ao invés dos intérpretes nefitas é enigmático em si mesmo. A menção de Martin Harris em 1 875 sobre a conveniência do uso de uma pedra vidente, pode referir-se ao fato de que em todos os relatos, os interpretes nefitas eram grandes. 27 Uma razão adicional para o uso da pedra vidente, Harris convenientemente omitiu, desde que isto o envolvia diretamente. David Whitmer explica que após Martin Harris ter perdido as 116 páginas do manuscrito do Livro de Mórmon, o Senhor ... tirou doprojéta o Urim e Tumim e deste modo expressou sua condenação. Por fervente oração e deste modo hurnilhou-se, o Profeta, contudo, novamente encontrou favor e/bi presenteado com uma pedra estranha dejbrma oval, da cor de chocolate, do tamanho aproximado de um ovo, somente que mais chata, a qual foi prometida, e serviria ao mesmo propósito do Urim e Tumim que foi tirado... Com esta pedra todo o atual Livro de Mórmon foi traduzido. 28 Quando Zenas 1-1. Gurley, editor do RLDS Saints’Herald, entrevistou Whitmer em 1855 e perguntou especificamente se Joseph usou sua “Pedra espiã para acabar a tradução.” David replicou que ele usou uma pedra chamada uma ‘Pedra vidente ‘, os “Interpretes” tendo sido tirados dele por causa de transgressão. Os “interpretes “foram tirados de Joseph, após ele ter permitido que Martin [larris le vaçse as 116 pógina~ do manuscrito do Livro de Mórmon, como uma punição, mas foi-lhe permitido continuar a tradução pelo uso de uma “1>edra Vidente” que ele tinha e que colocava num chapéu no qual enterrava seu rosto, declarando a mim e a outros, que os caracteres originais apareciam sobre um pergaminho e sob ele a tradução em Inglês. 29 O relato de Whitmer, também encontra suporte no Registro Histórico da Igreja: “Como um castigo por sua falta de cuidado, O Urim e Tumim foi tirado de Smith. Mas, em humilhando-se, ele novamente encontrou favor aos olhos do Senhor e foi presenteado com uma estranha pedra ovalada da cor de chocolate, por volta do tamanho de um ovo, somente que mais chata, a qual foi prometido que serviria ao mesmo propósito. Com esta pedra todo o presente Livro de Mórmon foi traduzido.”30 lJoseph aparentemente possuía esta pedra vidente por vários anos antes de usá-la no processo de tradução, apesar dos relatos de uma divina “apresentação”. Willard Chase, um vizinho dos Smith em Palmyra, New York, relata como a pedra foi descoberta em sua propriedade. No ano de 1822, eu estava empenhado na escavação de um poço. Eu empreguei Alvin e .Joseph Smirh para me ajudar... Após cavar por volta de 20 pés (6,6 metros) abaixo da superjície da terra, nós descobrimos uma pedra altamente aparente, a qual excitou minha curiosidade. Eu a trouxe para o topo do poço, e enquanto eu a examinava, Joseph colocou-a em seu chapéu, e então colocou o seu rosto no alto do chapéu... Na manhã seguinte ele veio até mim, e desejou obter a pedra, alegando que podia ver através dela; ma~ eu disse-lhe que não desejava desfazer-me dela, por causa de ser uma curiosidade, mas eu a emprestei. A confirmação do relato de Chase foi feita por Martin Harris em 1859: “Joseph tinha uma pedra que tinha sido cavada de um poço de Mason Chase, vinte e quatro pés da superficie. Nesta pedra ele podia ver muitas coisas pelo meu certo conhecimento.”32 Voltar

Wilford Woodruff, escrevendo em 1888, relembrou que Joseph Smith encontrou a “pedra vidente”.., por revelação, a uns 30 pés sob a terra. Diversos relatos documentam que Joseph freqúentemente levava a pedra vidente dc Chase consigo, entre 1822 e 1830. Em um julgamento em 1826, sob o pedido da corte ele exibiu a pedra. Ela tinha o tamanho aproximado de um ovo de galinha, na forma de um dorso de sapato. Ela era composta de camadas de diferentes cores transpostas diagonalmente através dela. Ela era muito dura e lisa, talvez por ser carregada no bolso.”34 Martin Harris em 1859 relembrou um incidente que ocorreu no começo dos anos 20. (1820) Eu estava na casa de meu pai em Manchester, duas milhas ao sul do povoado de Palmyra, e estava palitando meus dentes com um alfinete enquanto sentado nos troncos, O alfinete prendeu em meus dentes e caiu de meus dedos entre os cavacos e palha. Eu pulei dos troncos e procurei por ele. Joseph e Northrop Sweet também fizeram o mesmo. Mas não pudemos encontrá-lo. Eu então surpreendi Joseph, e disse a ele - eu disse, “Pegue a sua pedra.’ Eu nunca tinha visto ela, e eu não sabia que ele a tinha consigo. Ele tinha ela em seu bolso. Ele pegou-a e colocou-a em seu chapéu - o velho chapéu branco - e colocou seu rosto no chapéu. Eu o observei de perto, para verse ele não olhava pelo lado; ele estendeu sua mão além de mim, a direito, e moveu um pequeno graveto e lá eu vi o alfinete, o qual ele pegou e deu a mim. Eu sei que ele não olhou para fora do chapéu até após ter pegado o alfinete. ~ Uma terceira confirmação de que o profeta possuia uma pedra vidente é a dificuldade entre Josepli e a família de seu empregador em 1825, Josiah Stoal, uma dificuldade que aparentemente surgiu da reputação de Joseph com tal pedra. De acordo com a mãe do profeta, “Stoal, veio até Joseph por conta de ter ouvido que ele possuía certas chaves pelas quais ele podia díscernir coisas invisíveis ao olho natural cc36 e contratou-o para procurar um tesouro Espanhol próximo ao rio Susquehana. Stoal, que mais tarde se tomou membro da Igreja, relatou que o jovem Joseph, que foi seu empregado por 5 meses, “pretendia ter a habilidade de dizer onde havia tesouros escondidos na terra, em olhar através de uma certa pedra.”37 Joseph explica o incidente com detalhes em Perola de Grande Valor: No mês de outubro de 1825, empreguei-me com um senhor idoso chamado Josias Stoal, que morava no município de Chenango, estado de Nova York. Ele tinha ouvido qualquer coisa sobre uma mina de praia, aberta pelos espanhóis em Harmony município de Sus quehanna, estado da Pensilvónia: e tinha, antes de me empregar com ele, estado cavando com o fim de se possível descobrir a mina. Depois que fiti morar com ele, levou-me juntamente com o restante de seus trabalhadores, 38 para descobrirmos a mina de prata, no que continuei a trabalhar por quase um mês, sem sucesso em nosso empreendimento, e finalmente convenci aquele senhor a desistir de procurar a mina. (Joseph Smith 2:56,) Embora Stoal professou “implícita fé” nas habilidades psíquicas de Joseph, a família de Stoal permaneceu sem ser convencida. Em 1826 Peter Brídgemam, um sobrinho da mulher de Stoal, apresentou queixa contra Joseph Smith como “um desordeiro e impostor “ - evidentemente acusando Joseph com referência a sua habilidade psíquica de “olhar através do vidro”. Embora o registro completo da corte não tenha sido ainda descoberto, Voltar e os

relatos registrados do julgamento são falhas na concordância de todos os pontos, há consenso de que a família Stoal se 39 convenceu que Josiah Stoal estava desperdiçando seus recursos e recomendouo a parar. Outro relato corrobora o hábito de Joseph carregar uma pedra junto consigo, vem de Lucy Smith, a mãe do profeta: “Daquilo que eu falei, de que .Joseph Smith chamava uma chave, era na verdade, nada mais nada menos que o Urim e Tumim, e foi por intermédio disto que o anjo mostrou-lhe muitas coisas que ele viu em visão; pelo que ele também poderia descobrir, a qualquer hora, a aproximação do perigo, a ele mesmo ou ao registro, por causa de que ele sempre conservava o Urim e Tumim perto de seu corpo. Desde que o Urim e Tumim era tão grande, segundo todas os relatos, para ser ocultado no corpo de Joseph, a mãe Smith deveria estar se referindo aqui, não aos interpretes Nefitas, mas da pedra vidente de Chase. Que a pedra vidente foi divinamente preparada para o uso de Joseph é sugerida no Livro de Mórmon. Alma 37:23 lemos: “Eu prepararei para o meu servo Gazelem uma pedra que brilhará na escuridão como luz, para mostrar ao meu povo que me serve, para mostrar a eles as obras de seus irmãos; sim suas obras secretas, suas obras de trevas, suas iniquidades e abominações.” “Gazelam”, com uma pequena diferença de ortografia, é identificado, em três seções de Doutrina e Convênios ( 78:9, 82:11, 104: 26,43), como Joseph Smith. W.W. Phelps, escriba e amigo pessoal do profeta declarou no sermão do funeral de ioseph Smith, que o profeta era “Gazelam” no mundo espiritual. 41 O profeta relatou em seu registro em Pérola de Grande Valor, que durante a primeira conversa com Moroni em 23 de setembro de 1823, “a visão foi aberta para a minha mente de tal modo que pude ver o lugar onde as placas estavam depositadas, e tão clara e distintamente que já conhecia o lugar quando o visitei.” (Joseph Smith 2:42) Joseph não relatou como a visão foi aberta á sua mente, mas relatos paralelos indicam que pode ter sido através da pedra vidente de Chase. 42 Martin Harris relembrou em 1 859: “Joseph tinha antes disso descrito a maneira de como descobriu as placas. Ele encontrou-as olhando na pedra encontrada no poço de Mason Chase. A família tinha igualmente me contado a mesma coisa. “~ Willard Chase, em cuja propriedade a pedra foi descoberta, ressalta que em 1827, .loseph Smith Sr explicou para ele, “que a alguns anos atras, um espírito tinha aparecido a seu filho Joseph , numa visão, e informou-o que em certo lugar havia um registro sobre placas de ouro, e que ele era a pessoa que deveria obtê-los. Ele [Joseph Smith] então, observou que se não tivesse sido por aquela pedra, ele não teria obtido o Livro.’44 Henry Harris, um conhecido da família Smith, confirma este relato: “Ele [Joseph Smith] disse ter tido uma revelação de Deus que disse-lhe que elas estavam escondidas em um certo outeiro, e ele olhou em sua pedra e viu-as rio lugar em que estavam depositadas.”45 Confirmação adicional foi providenciada por W.D. Purpple, que tinha feito anotações para o juiz Albert Neely durante o julgamento de Joseph Smith em 1 826: “Smith, pela ajuda de sua pedra luminosa, encontrou a Bíblia de ouro, ou o Livro de Mórmon. “~ E em 1856, após assistir uma reunião da Board ofRegents ofthe University ofDeseret, o Juiz Hosca Stout registrou em seu diário que: “Presidente Young exibiu a “pedra do vidente” com a qual o Profeta Joseph descobriu as placas do Livro de Mórmon. “~ O Profeta relatou em 1838 a maneira pelo qual ele descobriu as placas, embora não tivesse feito menção da pedra vidente de Chase, não excluiu o seu Voltar uso:

“Moroni, a pessoa que depositou as placas de onde o Livro de Mórmon foi traduzido, em uma colina em Manchester, condado de Ontário, Nova Jorque, tendo morrido e então ressuscitado, apareceu a mim e disse-me onde elas estavam; e me deu orientações de como obtê-las. ‘Ã~ A pedra vidente poderia ter sido o meio pelo qual as instruções de Moroni foram dadas. O fato dos irmãos Smith que compartilhavam o mesmo quarto de Joseph não terem sido perturbados pela visitação de Moroni alimenta a possibilidade de uma visão através da pedra vidente, Para que a omissão do Profeta em mencionar tal assunto não seja usada como prova de que elas ocorreram, deve ser levado em conta, de que sua indecisão em divulgar os detalhes do surgimento do Livro de Mórmon podia ser esperado, em virtude do sarcasmo da recepção pública de seu relato de assuntos sagrados. Se a resposta inicial de um ministro Metodista descrente, como registrado em Pérola de Grande Valor é característico, é óbvio o porque Joseph hesitou em prover a revelação dos detalhes: “tive a oportunidade de contar-lhe a visão que eu tivera. Fiquei grandemente surpreso com o seu comportamento; não só tratou minha comunicação friamente, mas com grande desprezo, dizendo que tudo aquilo era obra do diabo, de que não havia tais coisas como visões ou revelações nestes dias; que tudo isso havia cessado com os apóstolos, e que nunca mais se venficaria.” (Joseph Smith 1:21). Dado este tipo de reação, não é surpresa de que Joseph raramente discutia a pedra vidente de Chase, e mostrou-a somente para companheiros de confiança, Evidências históricas indicam que ele manteve a posse desta pedra por um breve período após o término da tradução do Livro de Mórmon. No inicio do ano de 1 830 Martim Harris, que tinha aceitado financiar a publicação do Livro de Mórmon, foi incapaz de conseguir os fundos necessários rapidamente. Hyron Smith e outros tomaram-se impacientes e sugeriram que Joseph enviasse alguns dos irmãos para Toronto tentar vender o direito autoral. David Whitmer registra o uso da pedra vidente pelo profeta na busca de inspiração sobre o assunto: Joseph olhou dentro do chapéu no qual colocou a pedra, e recebeu uma revelação de que alguns da~ írmaos deveriam ir a Toronto, Canada, e que deveriam vender o direito autoral do Livro de Mórmon. Hiran Page e Oliver Cowderyjàram a Toronto em sua missão, mas eles jàlharam inteiramerne em vender o direito autorat retornando sem qualquer dinheiro. Joseph estava na casa de meu pai quando eles voltaram. Eu estava lá também, efui uma testemunha ocular destes /àtos. Jacob Whitmer e John Whitmer também estavam presentes quando Hiram Page e Oltver Cowdery voltaram do Canadá. Bem, nós estamos em grande confusão; e perguntamos a Joseph como que ele tinha recebido uma revelação do Senhor e os irmãos tinham falhado inteiramente em seu intento. Joseph não sabia o que tinha acontecido, então ele inquiriu ao Senhor sobre isto e eis que a seguinte revelação veio através da pedra: “Algumas revelações são de Deus, algumas são de homens e algumas do demônio. “~ Oliver Cowdery, após ter sido excomungado da Igreja, deu seu próprio relato da revelação de 1830: que alguns entre nós se lembrará que ele enviou o Irmão Page e eu, tão Voltar

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imprudentemente, para Toronto, com uma predição do Senhor pelo ‘<Urim e Tumim “. que encontraríamos lá um homem ansioso para comprar os direitos autorais dos “Primeiros Elderes ‘. Eu bem me lembro que não o encontramos e tivemos que retornar surpresos e desapontados. Mas tão grande era a minha Jé, que indo a Toronto, nada além de tranquilidade invadiu a minha alma, toda di; vida foi dissítada e eu tanto quanto o irmão Page esperávamos cumprir a revelação, assim como vivíamos. E vós podereis acreditar, sem me pedir para relatar os particulares, de que não seria tarefa fácil descrever nassa desolação e pesar. Irmão Page e eu não achávamos que Deus teria nos enganado através do ‘Urim e 1 ~smim “, exatamente como veio o Livro de Mórtnon. David Whitmer indicou que a pedra vidente foi mais tarde dada a Oliver Cowdery: “Após a tradução do Livro de Mórmon ter acabado, no começo da primavera de 1830, antes de 6 de abril, .Joseph deu a pedra a Oliver Cowdery e contou-me, tanto quanto aos outros, que ele não usou mais a Pedra. ~5L Whitmer, que era cunhado de Cowdery, declarou que na morte de Oliver em 1848, outro cunhado, “Phineas Young, um irmão de Brigliam Young, e um velho e íntimo amigo da família Cowdery, veio de Salt Lake City e durante sua visita ele planejou obter a pedra de seu esconderijo, através de um pequeno sofisma enganoso, estendido sobre a viúva aflitissima. Quando ele retomou a Utah ele levava a pedra em triunfo para os apóstolos na “Lion House” de Brigham Young. ~52 Qualquer que seja a exata circunstância de sua aquisição, a pedra vidente de Chase permaneceu na 53 posse de Brigham Young até sua morte em 1887. Hosea Stout descreveu em detalhes a pedra que o presidente Young mostrou para o Conselho de Regentes da Universidade Deseret em 25 de fevereiro de 1856, “uma cor granito escuro quase preta com listras levemente coloridas, algumas que pareciam álamo petrificado ou casca de choupo do Canadá. Ela era aproximadamente do tamanho, mas não da forma, de um ovo de galinha.”54 Esta mesma pedra vidente foi levada pelo presidente Wilford Woodrufl’ para a dedicação do templo de Manti em 1888: “Antes de sair eu consagrei sobre o altar a pedra vidente que Joseph Smith encontrou por revelação a uns 30 pés ( 9 metros) sobre a tena, levada por ele por toda a vida. “~08 Outra descrição da pedra foi dada por Richard M. Robinson quando retomou de uma missão nos estados do sul em 1899 e apresentou uma estranha moeda, que ele pensava ser de origem nefita, ao Pres. Lorenzo Snow. Robinson relata que o Pres. Snow Jól e pegou a bolsa de dinheiro ou bolsa de coro que o Pres. Young tinha trazido para as Montanhas Rochosas com ele, e também a J>edra Vidente, e disse: “Esta é a Pedra Vidente” que o profeta Joseph Smith usou. Há muito poucos dignos de ver isto, mas você é. “Ele passou a Pedra Vidente para as minhas mãos, e eu não posso expressar a alegria que veio a mim enquanto pegava aquela pedra em minhas mãos. Palavras não estão a altura da tarejà de expressar tão sublime alegria! Ele então disse-me para passar a Pedra Vidente para minha esposa e eu passei-a para suas mãos. Ele então abençoou-nos com as maiores bênçãos que eu /amais tinha ouvido sair da boca do homem! A 1’edra Vidente era do Jôrmato de um ovo embora não realmente tão grande, de aparência cinza, algo parecido com granito, mas com listras brancas ao redor Voltar dela. Ela era transparente mas não tinha buracos, nem nas bordas ou nos lados.

Eu olhei para a pedra, mas não pude ver nada, pois eu não tinha o dom e poder de Deus que deve acompanhar tal man~festação. ,56 Embora raramente ouvimos falar da pedra vidente de Chase na Igreja hoje, ela permanece de posse da Primeira Presidência. Joseph Fielding Smith, como um apóstolo deixou claro que “A Pedra Vidente que estava com o Profeta Josepli Smith nos primeiros dias.., esta agora em posse da Igreja. CC 57 Elder .Joseph Anderson, Assistente do Conselho dos Doze e por longo tempo secretário da Primeira Presidência, esclareceu em 1971 que a Pedra Vidente que Joseph Smith usou nos primeiros dias da Igreja e está guardada num cofre no escritório de Joseph Fielding Smith... [A pedra é] pouco menor que um ovo de galinha, oval e da cor de chocolate.” 58 A palavra final sobre o que aconteceu aos interpretes nefitas ou Urim e Tumim, é normalmente aceito o que está no relato de Joseph Smith em Perola de Grande valor - Joseph Smith 2:59-60 Por fim chegou o tempo de obter as placas, o Urim e lumim e o peitoral... Mas, pela sabedoria de Deus, elas permaneceram a salvo em minhas mãos, até que cumpri com elas o que foi requerido de mim. Quando de acordo com o combinado o mensageiro as reclamou e eu as entreguei a ele,’ e ele as têm em seu cuidado até o dia de hoje, 02 de maio de 1832. Embora “elas” neste relato pudesse referir somente as placas, o Patriarca Zebedee Coltrin, um antigo conhecido de .Joseph Smith, relatou em uma reunião de Sumo Sacerdotes em Spanish Fork, Utah em 1880, que uma vez tinha perguntado a Joseph o que ele tinha feito com o Urim e Tumim e que “Joseph disse que ele não tinha mais necessidade dele e que tinha dado-o ao anjo Moroni. Ele tinha o sacerdócio de Melquizedeque e com este sacerdócio ele tinha a chave de todo o conhecimento e inteligência.”59 Joseph Smitl, aparentemente não ficou com os interpretes Nefitas após o término da tradução do Livro de Mórmon; Moroni os tinha em sua posse quando eles foram mostrados para as três testemunhas em junho de 1830. David Whitmer explicou para Orson Pratt e Joseph f Smith em 1878, que ele , Martin Harris e Oliver Cowdery em cumprimento da promessa feita em Doutrina e Convênios 17:1, foram mostrados “uma mesa com muitos registros em placas sobre ela, além das placas do Livro de Mórmon também a espada de labão, a Liahona - i.é. a esfera que Lehi tinha - e os interpretes. “~ Se os interpretes Nefitas foram de fato devolvidos a Moroni antes de junho de 1830, como as evidências fortemente sugerem, então porque há tantas referências feitas ao “Urim e Tumim” na História da Igreja após esta data? Em uma passagem do diário de Wilford Woodruff descrevendo uma reunião do Quorum dos Doze realizada em 27 de dezembro de 1841 em Nauvoo, apresentou a questão: “Os doze, ou parte deles, despenderam o dia com Josepli o vidente, e ele confidênciou a eles muitas coisas gloriosas do Reino de Deus. Os privilégios e bênçãos do sacerdócio, etc... Eu tive o privilégio de ver pela primeira vez em minha vida, o Urim e Tumim. ~6I Ainda, Brigham Young, que assistiu a mesma reunião, registrou:
Eu me reuni com os Doze junto com o irmão Joseph. Ele conver~ou conosco de uma maneira fámiliar sobre vários assuntos, e nos explicou sobre o Urim e Tumim o qual ele tinha encontrado com as placas, chamado no Livro de Mórmon de Interpretes. Ele disse que cada homem que vive na terra tinha o direito a uma pedra vidente, e deveria ter uma, mas que elas eram guardadas deles em canse qiléncia de suas iniquidades, e a maioria Voltar daqueles que encontram uma, fazem mal uso dela, ele então mostrou-nos sua pedra

vidente,

Qual apóstolo estava enganado? Havia real confusão de objetos ou simplesmente confusão de terminologia? Nós sugerimos que as discrepâncias resultaram em virtude da popularidade da terminologia Urim e Tumim. Jane Manning James, uma conversa negra que viveu na casa de Joseph em Nauvoo, usou a terminologia Urim e Tumim em suas memórias e autobiografia:
Numa manhã eu encontrei o Jrmão Joseph saindo do quarto de sua mãe, ele disse bom dia e apertou minhas maos. Eu entrei no quarto de sua mãe e ela disse bom dia, traga-me aquele pacote de minha cômoda e sente-se aqui. liu fiz como ela pediu-me, ela colocou o pacote em minhas mãos e dis.çe, manuseie isto, e após eu ter feito isso, ela disse sentese. Você lembra que eu te contei sobre o (Irim e Tumim quando lhe fá/ei sobre o Livro de Mórmon, eu respondi, sim madame. Ela então me disse, que eu tinha acabado de manusea-lo, a voce não é permitido vê-lo, mas você teve permissão de inanuseu-lo. Você viverá mais tempo do que eu, e você poderá contar aos 1Çaníos dos Ultimos Dias, que você teve a permissão de manusear o Urim e Turnim.
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Lucy Clayton Bul!ock, esposa do secretário de Brigham Young, Thomas Bullock, também falou de ter “visto o Urim e Tumim”durante o período de Nauvoo. Os irmãos apóstolos, Orson e Parley P. Pratt registraram em relatos diferentes, do Urim e Tumím sendo usado para “traduzir” o Livro de Abraão dos papiros Egipcios. Parley foi citado em 1 842 como tendo dito: “A Perola de Grande valor está agora em processo de tradução por meio do Urim e Tumim e prova ser um registro escrito parcialmente pelo pai dos fiéis, Abraão, e acabado por José quando no Egito. ~~65 Orson acrescentou em 1 878: “O Profeta traduziu a parte destes escritos os quais, como tenho dito, está contido em Perola de Grande Valor e conhecido como o Livro de Abraão. Assim vê-se um dos primeiros dons conferidos pelo Senhor para o beneficio de seu povo, que foi o da revelação, o dom de traduzir, pela ajuda do Urim e Tumim.”66 Wilford Woodruff igualmente associou o Urim e Tumim com a tradução dos papiros Egípcios: “O Senhor está abençoando com o poder de revelar os mistérios do Reino de Deus; a traduzir pelo Urim e Tumim registros e hieróglifos antigos como Abraào ou Adão. ~Ó7 Em resumo, o termo “Urim e Tumim” aparece repetidamente. O secretário pessoal de Joseph Smith, Willian Clayton, registrou que em 1 843 Hyrun Smith “pediu que Joseph escrevesse a revelação sobre o casamento celestial] por meio do Urim e Tumim, mas Joseph em resposta disse que não necessitava dele, pois ele conhecia perfeitamente a revelação do começo ao fim.”<~8 Pres. Heber C. Kimbal testificou em 1853, após a pedra vidente de Chase ter sido trazida para Salt lake City por Phineas Young: “O irmão I3righan obteve o Urim e Tumim? Sim, ele tem tudo o que é necessário para receber a vontade e ~69 a mente do Senhor para seu povo. Além do uso da pedra vidente por Joseph o trabalho de “tradução” do Livro de Mórmon e do livro de Abraão, evidências indicam que diversas das primeiras revelações registradas em Doutrina e Convênios podem ter vindo através deste meio. Orsor Pratt, que morou na casa do Profeta por um tempo, relatou em 1 878 “as circunstâncias sobre as quais as revelações foram recebidas por Joseph ... ele [Elder Pratt] esteve presente em diversas ocasiões deste tipo... Nesta época Joscph usava a “pedra vidente” quando inquiria ao Senhor, e recebia revelações, mas ele era tão inteiramente investido com a inspiração do Todo Poderoso e do espírito de revelação que ele freqúentemente recebia-as sem qualquer instrumento ou outro meio além da operação do espírito sobre sua mente.~~ ~ O cabeçalho de oito seções na presente Doutrina e Convênios SUD - 3,6,7,11,14 - 17- descrevem revelacões recebidas de Julho de 1828 até Junho de 1 829 Voltar através do Urim e Tumim David Whitmer, declara que estava “presente quando

o Irmão .Joseph deu quase cada revelação que está no Livro de Mandamentos, C~71 registra “Irmão Joseph dando as revelações de 1 829 através da ,,72 mesma pedra pela qual o livro foi traduzido... Ele então abandonou a pedra para sempre. Revelações dadas através da pedra vidente na casa de Whitmer em Fayette, Nova lorque, durante 1892 incluia não somente as seções 14 até 17, mas também seção 18. Referências do cabeçalho, que não foram acrescentados até a edição de 1921 de Doutrina e Convênios, listam as seções 14-17 como tendo sido dadas através do “Urim e Tumim”, mas David Whitmer também menciona a seção 1 8 (que indica ele e Oliver para selecionar o primeiro Quorum dos Doze) como tendo vindo através da pedra vidente de Chase. Seção 10:1 descreve o “poder dado a ti para traduzir por meio do Urim e Tumim é uma adição retrospectiva que não aparece na revelação original no Livro de mandamentos (Capítulo 9). ~ Esta mudança foi primeiramente feita na edição de 1835 de Doutrina e Convênios. O relato manuscrito do Profeta, de 1832 de sua história diz, “O Senhor tinha preparado óculos para ler o Livro, e ele não começou a usar a frase “Urim e Tumim” para descrever o veículo usado em sua tradução até após W.W. Phelps equiparar os intérpretes como o “Urim e Tumim” em um artigo de 1 833 no Evening e Moming Star. O Pres. Joseph Fielding Smith acreditava que todas as “declarações da tradução através do Urim e Tumim” após 1830 “ evidentemente errados”75 Se por “Urim e Tumim” queremos dizer exclusivamente os intérpretes Nefitas, Pres. Smith está correto. Uma explicação mais plausível, entretanto, foi adiantada pelo apóstolo Orson Pratt: “O Urim e Tumim é uma pedra ou outra substância santificada e iluminada pelo Espirito do Deus vivo, e entregues áqueles que são abençoados com o dom da vidência.”76 Evidências indicam que o Profeta Joseph Smith usou o termo “Urim e Tumim” de um modo mais amplo do que nós temos usado, Após Martin Harris ter perdido as 116 páginas do manuscrito do Livro de Mórmon, Lucy Smith disse que Moroni apareceu a Joseph e pediu de volta os intérpretes Nefitas. O Profeta respondeu: Eu fiz como indicado, e os devolvi a ele, e ele observou, Se você for verdadeiramente humilde e penitente, poderás recebê-las novamente; neste caro será no dia 22 de setembro próximofl828j’ Após o anjo ter me deixado, eu continuei minhas súplicas a Deus, sem cessar, e em 22 de setembro, eu tive a alegria e satisfação de novamente receber o Urim e Tumim, com o qual eu novamente comecei a tradução e J4mma escreveu para num. Embora o relato de Joseph parece a primeira vista referir-se ao retomo dos intérpretes Nefitas, uma declaração de Emma em 1870 indica que ioseph com toda probabilidade significava a pedra vidente de Chase: “As primeiras traduções que meu marido fez foram traduzidas pelo uso do Urim e Tumim, e que foi a parte que Martin Harris perdeu, após isto ele usou a pequena pedra, não exatamente preta, mas quase da cor preta.”78 Outra aplicação do termo “Urim e Tumim”feita por Joseph Smith significando a “pedra vidente” éregistrado no diário de Wandle Mace, um conhecido do Profeta, de Nauvoo. Mace explica que um grupo de membros da Igreja na Inglaterra tinha estado usando duas pedras videntes na exploração de “mágica ou astrologia”. Estas duas pedras, freqtientemente referidas como as “Pedras Sameazer”, foram dados ao sobrinho de .Joseph Smith, George A. Smith, que trouxeramVoltar nas ao Profeta em Nauvoo. Mace registra que o “Apóstolo Smith deu-as a

Joseph o profeta, que declarou-as como um Urim e Tumim tão bom quanto qualquer que estava sobre a terra mas ele disse, “que elas tinham sido consagradas aos demônios.”” Estas pedras não poderiam ter sido os interpretes Nefitas ainda que Joseph Smith especificamente chamou-as “Urim e Tuinim”, A mais obvia explicação para o uso de tal palavra, é que ele usou o termo generícamente para abranger qualquer dispositivo com o potencial de “comunicar luz perfeitamente e inteligência perfeita, através de um princípio que Deus tem ordenado para este propósito,” como John Taylor teria comentado mais tarde. 80 Embora uma pedra vidente é citada muitas vezes nos primeiros dias da Igreja como “Urim e Tumim”, a referência não é sempre a pedra vidente de Chase. O Profeta usou diversas pedras videntes durante a sua vida. Um dos relatos de seu julgamento em 1826 em Nova lorque registra o testemunho de que “O prisioneiro [Joseph Smithj guardava um livro em pano branco, e olhando através de outra pedra que era branca e transparente... o prisioneiro alegou que podia descobrir objetos a distância, segurando sua pedra branca ao sol ou vela; que o prisioneiro recusou olhar cm seu chapéu com sua pedra escura da cor de chocolate, pois disse que isto machucava seus olhos.”81 Philo Dibble, um amigo de Joseph Smith que fez réplicas de mascaras mortuárias dos Irmãos Smith, guardou uma terceira pedra usado pelo profeta em Nauvoo: “na época do martírio, [Dibble] livrou uma pequena pedra vidente, na casa dc Nauvoo, de cair nas mãos dos apóstatas. Ele trouxe esta pedra vidente através das planícies. Mais tarde, como responsável pela história da Igreja, ele mostrou as máscaras mortuárias a pedra vidente e outros ITENS de valor histórico, em suas preleções em “tours” através do estado de Utah.”82 Embora a descrição desta pedra não seja dada, definitivamente esta não era a pedra vidente de Chase, a qual estava ainda em posse de Oliver Cowdery. esta pode bem ser a mesma pedra que o profeta mostrou ao Quorum dos Doze em 1841, a qual Wilford Woodruff referiu como o “Urim e Tumim” e que Brigham Young chamava uma pedra vidente. Brigham Young, documentou que Joseph tinha mais do que uma pedra vidente: “Eu me reuni com Presidente W, Richards e os Doze na sexta. Nós usamos o tempo em conversas interessantes sobre os tempos antigos, Joseph, as placas, Monte Cumorah, tesouros e registros certamente escondidos na terra, o dom da visão e como Joseph Smith obteve a sua primeira pedra vidente. Joseph Smith além disso, expandiu o significado do “LJrim e ‘1’umim” em 2 de abril de 1 843, em resposta a uma pergunta de Willian Clayton: Deus e o planeta onde Ele habjia, é conto cristal, e conto um mar de vidro ante o seu trono. Este é o grande (Irim e ilumim sobre o qual todas as coisas são mantfrs tadas tanto passadas corno presentes e frituras, e estão continuamente ante o Senhor é) Urim e Tumim é uma pequena representação de seu globo. A terra quando for purificada se tornará como um cristal e será um Urím e Tumini onde todas as coiças perlencentes a um reino inferior ou todos os remos de uma ordem inférior, serão mani/éstadas àqueles que habitam sobre ela. 1? esta terra será de (á-isto. Então a pedra branca mencionada em Apocal4nse 2:17 é o <irim e lurnim onde todas as coisas pertencenles a um reino de ordem superior mesmo todos os remos, serão conhecidas e uma pedra branca será dada a cada uni daqueles que forem para o Reino CelestiaL sobre a qual esta escrito uni novo nome, que nenhum homem conhece, exceto aquele que a recebe. (3 novo nome e unia senha. ~ Embora todos os eventos que cercaram o surgimento do Livro de Mórmon não são ainda totalmente conhecidos, algumas coisas parecem claras: Joseph Smith descobriu uma “pedra vidente de aparência singular” em 1822, não só servindo Voltar
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como o meio através do qual, de acordo com numerosas descrições, todo o presente Livro de Mórmon foi traduzido, mas que também exerceu um papel vital na descoberta do registro Nefita. “Urim e Tumim’, a tradicional nomenclatura para os intérpretes Nefitas que foi usado como meio de tradução das 116 páginas do manuscrito do livro dc Mórmon que Martin Harris perdeu, tem um significado maior; qualquer mecanismo capaz de obter a mente e a vontade de Deus, pode corretamente ser referido como ‘Mirim e Tumim.” Aparentes discrepâncias históricas entre as referências aos intérpretes nefitas e as pedras videntes do profeta Joscph Smith evaporam-se, uma vez que o uso genérico do Urim e Tumim for entendido. Qualquer que seja o real aparelho usado O Profeta proveu em 1842 a mais importante visão sobre a tradução do Livro de Mórmon: “Por meio do LJrim e Tumim cu traduzi o registro, pelo dom e poder de Deus,”85
Notas:
1. Duas excelentes discussões de fonte primária são James E. Lancaster, “Pelo Dom e Poder de Deus - o método de tradução do Livro de Mórmon, “Saints Herald 109 ( lS.Nov.1962): 798-8 17, e Robert F. Smith, tradução de idiomas, circulação privada feita pelo autor. 2. Minutas da conferência Geral, 25.out.1831, citado no Registro de Par West pg 13, Arquivo do Dpto Histórico de A Igreja de Jesus Cristo dos S.U.D., Salt Lake City, Ut; posteriormente citado como Arquivo da Igreja S2U.D.

3. Joseph Smith, Hist. da Igreja de Jesus Cristo dos S U D, fl H Roberts, ed. 7 vois (Sa1t Lake City: Deseret Book Co, 1974), 1315. Daqui para frente citado como História da Igreja. 4. Warren Cowdery, Manuscript History of the Church, Livro A-1, pp 121-2, LDS Church Arquives. 5. Elder’s Joumal 1 (Julho 1838):43. 6. Joseph Smith, “História da Igreja, “limes and Seasons 3 (Mar 1842): 707. 7. Joseph Smith “História de Joseph Smith, “Times and Seasos 3(May 1842): 772 8. Times and Seasons4(Nov. 1843): 373 9. Hanis, uma família amiga dos Smith, foi unia das poucas pessoas de fora da família a saber das “placas de ouro” antes de sua retirada do outeiro de Cuniora em 1827. Joseph Knight, Sr amigo íntimo e vizinho da familia Smith também sabia das placas. 10. Dean C. Jessee, “O manuscrito original do Livro de Mórmon,” BYU Studies (Primavera de 1970): 259-78, lista os escreventes como Manin Harris, Emma Smith, Oliver Cowdery, Reuben Hale, John Wbitrner e David Whitmer, O irmão do profeta, Samuel II. Smith é também mencionado como escrevente em Kirtland Letterbook, 1829-35 , ppl-6, Arquivos da Igreja. 11. Edward Stevensori, “Uma das Três Testemunhas, “Deseret News, 30,Nov. 1881. Reimpresso no Millennial Star 44 (6,fev. 1882): 86-87. 12, Saints’ Herald 26 (01 Oct 1879): 289-90. 13. Jessee, “Manuscrito Original,”pp. 276-77. 14, Messenger and Advocate 1 (Out. 1834): 14. 15. Oliver Cowdery, Saints’Herald, 54(20 Mal 1907): 229-230. 16. Diário de Reuben MilIer, 21 Out. 1848, Arquivos da Igreja, também Deseret News, 13 Abril 1859. 17. Nas edições do livro de Mórmon de 1830 - 1920, Alma 37:24 lê-se “directors”, ao invés de “intérpretes” como está hoje. Edição do Livro de Mórmon da Igreja Reorganizada, mantém o original e em cópias impressas onde lê-se “directors”. [ Directors Diretores] 18, Original não disponível. Citado numa carta de William McLelIan para “Meus Caros Amigos”, de Independence Mussouri, Fev. 1870, da Igreja Reorganizada de Jesus Cristo S.U.D. Independence, MO. 19. David Whitmer, Endereçado a todos os crentes em Cristo (Richmond, MO np., 1887), p. 13. 20. Kansas City Journal, 5 Junho 1881. 21. Ibid. 22, Saints’I-Ierald 26(15 nov 1879): 341, 23. Relato de Joseph Kiiight, Arquivos da Igreja. 24. O registro de Susquehanna, 1 mal 1834. Citado no Eber D. Howe, Mormonismo Desvendado(Pinsville, OH: Eber D. Howe, 1834),p77.

25. Saints’l-Ierald 26(15 Jun 1879): 190-91. 26. Phelps foi o impressor da Igreja em Independence Missouri e editor do Evening and Morning Star, Ele foi também o editor do Livro de Mandamentos, e enquanto vivia na casa de Joseph Smith em Kirtland, ajudou a Primeira Pres, na compilação da pnmeira edição de Doutrina e Convênios em 1835. 27.Willian Smith, o irmão do profeta Joseph Smith, decreveu os intérpretes como “muito grandes para os olhos de Joseph; eles deviam ter sido usados por homens maiores (Willian Smith entrevistado por W. Peterson e W.S. Pender, 4jul 1891, reportado em The Rod of Lron 3(fev. 1924): 6-7; Saints’Herald 79 (9 mar 1932):238. Professor Charles Anthon, lembrou da descrição de Martin Harris que concordava com a sua: “Estes óculos eram tão grandes que se uma pessoa tentava olhar através deles, seus dois olhos teriam que voltar-se para somente uma das lentes, os óculos em questão eram muito grandes em comparação a face humana ( Charles Anthon em uma carta à E.D. Howe, 17 de Fev. 1834, em Mormonismo Desvendado, p. 17) Embora o relato de Anthon pareça exagerado, Martin Harris descreve que as lentes eram “por volta de 2 polegadas de diametro, perfeitamente redondas, e por volta de 5/8 de polegada de espessura no centro ... Elas eram ligadas por uma barra de prata redonda, de aproximadamente 3/8 de polegada de diametro e 4 polegadas de comprimento, a qual com as duas pedras totalizava oito polegadas.” 28.Chicago Inter-Ocean, 17 out. 1886, Também Saint’s Herald 33 (13,nov.1866): 706 Voltar 29. Pergunta respondida por David Whitmer em sua casa em Richmond Ray County Mo. 14.jan. 1885 relatando sobre o

Livro de Mórrnon, e a história de A Igreja de Jesus Cristo SUO. por Elder Z.H. Gurley, “holografado nos arquivos da Igreja. Outro relato é uma entrevista registrada no Chicago Tribune, 1 7.dez. 1885:” As placas nunca foram devolvidas a Josepli e nem os óculos, mas um Urirn e Tumim diferente - uma pedra oval ou de forma de um rim - uma pedra vidente, que ele colocava em seu chapéu e com o rosto no chapéu ele podia ver os caracteres e a tradução na pedra.” relato de Whitmer é também corroborado por Willian McLeIlan, um dos primeiros membros do quorum dos doze: “Após as 116 páginas terem sido perdidas, Joseph traduziu o restante do Livro de Mórmon com uma pedra,” (Saints Herald 19 ( lago. 1872): 473. 30.0 Registro Histórico. Devotado exclusivamente a História, Biografia, Assuntos Cronológicos e Estatisticos p 632, Arquivos da Igreja. 31. Howe, “Mormonismo, pp 241-42, O uso de pedras videntes no interior de Nova Lorque não era incomum. O Wayne Sentinel, 27.dez. 1825, registra: “Uns poucos dias desde que foi descoberta nesta cidade, pelo uso de uma pedra mineral (que tomava-se transparente quando colocada em um chapéu e se excluia a luz da face daquele que olhava dentro dele, preparando-o para achar fortunas), uma monstruosa caldeira de potassa nas entranhas da velha Mãe Terra, cheia com ouro puro.” 32.Tiffany’sMonthly, 18.Jun. 1859, p 163. 33. Diário de Wilford Woodruff, 18.may.1888, Manuscrito nos Arquivos da Igreja. 34. Relato de W. D. Purple no The Chenango Union, 3.Mai.1877, citado em Francis W. Kirktam, A New Witness For Christ in America, 2 vol. (Independence, MO “Zion’s Printing and Publishing Company, 1951),2:365. 35. Tiffany’sMonthly, .Jun 1859, p. 164. 36. Lucy Mack Smith, Biografhical Sketches ofJoseph Smith The Profet, And Ris Progenitors for Many Generations (Liverpool: Published for Orson Pratt por 5W, Richards, 1853) pp. 91-92. 37~ Fraser’s Magazine, Fev 1873, pp. 229-3 0. 38. Martin Harris acrescenta que os “trabalhadores” de Stoal incluiam “Sr Beman (Alva), também Samuel Lawrence, George Proper, Joseph Smith, jr, e seu pal, e seu irmão Hyrum Smith, “Tiffany’s Monthly (Jun. 1859), p 164. 39.0 Julgamento, registrado na Fraser’s Magazine, Fev. 1873, e Chenango Union, 3.mai.1877, tendo sido longamente disputado. Mas em 1971 foi descoberto os custos do Juiz Neely pelo julgamento, que foi de $2,68,

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Minha Tataravó Emma Hale Smith
Desde a morte do profeta Joseph em Carthage, Illinois, alguns santos dos últimos dias ficaram despontados com a esposa de Joseph, Emma, por ela não tê-los acompanhado no êxodo dos santos para o oeste em 1846-47. Os descendentes de Emma e Joseph cresceram separados da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias. Mesmo assim, eu conheci um pouco sobre essas coisas, porque o nosso ramo da família foi removido do resto da família Smith. Enquanto eu crescia em uma fazenda perto de Ronan, Montana, eu sabia que eu tinha um parente chamado Joseph Smith, mas eu não me lembro de ter ouvido a palavra Mórmon, ou até mesmo de ter visto um Livro de Mórmon, até ficar adulta. Embora religião não fosse uma parte importante na minha vida, eu lembro que eu tinha um desejo no meu coração de ter um relacionamento com Deus. Quando eu tinha 17 anos, nossa família mudou-se para o Conrad, Montana, aonde eu consegui um emprego como babá na casa de uma família SUD. Em agosto de 1955, eu fui apresentada aos missionários, Elder James Waldron e Elder Dean Richins, que ficaram animados de saber do meu parentesco com Joseph Smith. Eles me contaram sobre a primeira visão e me deram um Livro de Mórmon. Elder Waldron disse: “Esta é uma cópia do Livro de Mórmon. Ela foi traduzida pelo poder de Deus através de seu tataravô, e ela é verdadeira”. Ao pegar o livro em minhas mãos, todo o meu ser pareceu tremer com uma convicção: “É verdadeiro, é realmente verdadeiro!”. Eu fui batizada em 17 de março de 1956. Após minha conversão, os membros demonstravam uma bondade diferente para comigo quando eles descobriam que eu era descendente de Joseph Smith, por causa da grande reverência que eles tinham por ele, mas também descobri que eles tinham um comportamento diferente sobre Emma. Um dia, quando eu estava da sala da Sociedade de Socorro, eu notei uma figura de uma mulher de cabelo preto, curiosa, me aproximei. Na figura estava escrito: “Emma Hale Smith – Mulher Eleita – Primeira Presidente da Sociedade de Socorro”. Fascinada ao ver uma foto de minha tataravó, eu pensei: “Como ela é bonita!” E enchi-me de amor por ela. Mas os meus pensamentos foram interrompidos por uma pessoa atrás de mim que disse: “Meu marido sempre diz que eles devem tirar a figura desta mulher daqui”. Fiquei atordoada pelo tom e também pelas palavras usadas. Fiquei preocupada e pensei: “O que a levou a este julgamento sobre Emma?”. Mais tarde, enquanto lia o livro “History of the Prophet Joseph Smith by His Mother”, eu encontrei o tributo de Lucy Mack Smith à Emma: “Nunca em minha vida eu vi uma mulher capaz de suportar toda espécie de fadiga e dificuldades, de mês a mês, e de ano a ano, com tal coragem, zelo e paciência como Emma; porque eu sei o que ela teve que suportar – ela foi jogada sobre um oceano de incertezas – ela encarou as tempestades de perseguições, e esbofeteou a fúria dos homens e demônios, que teriam acabado com qualquer outra mulher.” Eu fiquei chocada com o contraste entre as palavras amáveis de quem conheceu ela e o julgamento de uma pessoa que não a conhecia. Aprendendo com Emma Após 35 anos de pesquisas e agonia em minha alma, eu consegui entender o que causou tais reações em Emma. Eu encontrei na vida de Emma um exemplo em que nós podemos obter sabedoria e ser ensinado muito sobre o amor redentor do nosso Salvador, Jesus Cristo. Emma nasceu em 10 de julho de 1804, filha de Isaac e Elizabeth Lewis Hale. A família Hale tinha uma fazenda perto de Harmony, Pennsylvania, e administravam uma pensão. Emma e Joseph se encontraram quando ele se hospedou na pensão da família enquanto trabalhava na região. Isaac se opôs amargamente ao seu namoro, mas Joseph pediu Emma em casamento, e ela, preferindo ele a todos os outros que conhecia, aceitou. Eles se casaram

na casa de Squire Thomas Tarbell, em South Bainbridge, Nova York, em 18 de janeiro de 1827. Naquele outono, Joseph obteve as placas de ouro e continuou sua missão como um instrumento nas mãos de Deus na restauração do evangelho. Emma serviu como escrivã durante as primeiras tentativas de traduzir o Livro de Mórmon. Ela foi batizada em 28 de junho de 1830, logo após a organização da igreja. Em julho de 1830, o Senhor mostrou sua missão através de uma revelação: “Tu és uma mulher eleita, a quem eu chamei...e o ofício do teu chamado será como um conforto para o meu servo Joseph Smith Jr, teu marido, em suas aflições” (D&C 25: 3,5). Ela também foi instruída a organizar um livro de hinos para a igreja, e também foi alertada a continuar em espírito de bondade e acautelar-se do orgulho (D&C 25: 11-13). A bênção patriarcal de Emma, dada em 9 de dezembro de 1934 por seu sogro Joseph Smith Sr, contém uma informação importante sobre a contribuição de Emma para a restauração da igreja, como o Senhor via Emma, e o que Ele prometeu a ela. “Emma...tu és abençoada pelo Senhor, pela sua fé e verdade. Tu serás abençoada com o teu marido e regozijarás na glória que virá sobre ele. Tua alma tem sido afligida por causa da maldade dos homens em destruir o teu companheiro, e toda a tua alma tem sido entregue em oração pela sua proteção. Regozija-te, pois o Senhor teu Deus ouviu as tuas súplicas. Tu fostes afligida pela dureza dos corações dos da casa de teu pai e tu tens ansiado pela salvação deles. O Senhor respeitará as tuas súplicas. E pelo julgamento Dele, fará com que alguns deles vejam seus erros e se arrependam de seus pecados; mas será por aflição que eles serão salvos. Tu verás muitos dias, sim, o Senhor te poupará até que estejas satisfeita, porque tu verás teu redentor. Teu coração regozijar-se-á na grande obra do Senhor, e ninguém tirará o teu regozijo. Tu sempre te lembrarás da grande condescendência do Senhor quando permitiu que acompanhasse meu filho Joseph, quando o anjo entregou o registro dos nefitas a seu cuidado...tu serás abençoada com entendimento e terás poder para instruir e ensinar tua família em retidão e os teus pequeninos no caminho da vida, e os anjos cuidarão de ti, e tu serás salva no Reino de Deus. E assim seja, amém.” Uma mulher de dedicação em dificuldades Durante os seus 17 anos de casamento, Joseph e Emma tiveram 9 filhos, e adotaram 2. Os primeiros 3 filhos de Emma morreram logo após o nascimento: Alvin em 1828, e gêmeos em 1831. Eles adotaram gêmeos, Joseph e Julia Murdock (nascidos em 1 de maio), sua mãe Julia morrera um dia após o nascimento dos gêmeos de Emma, deixando um marido incapaz de cuidar das crianças. O pequeno Joseph Murdock morreu em março de 1832 por causa de um acidente durante um ataque de uma gangue. No novembro seguinte, Emma teve um filho saudável, Joseph Smith III. Embora Emma gostasse da pequena Julia e do pequeno Joseph, ela se sentia afligida pela perda dos bebês. O Senhor a confortou em sua bênção patriarcal: “Tu tens sofrido muito pela perda dos teus 3 filhos, mas tu não és culpada pois o Senhor conhece os seus puros desejos de criar uma família, para que o nome do meu filho Joseph Smith Jr possa ser abençoado. E agora, portanto, eu te digo, que assim diz o Senhor, se acreditardes, ainda serás abençoada...e terás outros filhos, para alegria e satisfação de sua alma, e para o regozijo dos teus amigos.” A fé de Emma foi recompensada: Frederick nasceu em 1836, e Alexander em 1838. Don Carlos nasceu em 1840, mas morreu 14 meses depois. Um filho natimorto em 6 de fevereiro de 1842 não chegou a receber um nome, e David Hyrum nasceu em 1844, 4 meses após a morte de seu pai. Emma não se estabeleceu em uma casa até chegar em Nauvoo, devido a perseguição para levar avante o evangelho do Senhor, os membros da igreja se mudavam de estado para estado. Emma sofreu muitas tribulações. Ela foi ridicularizada e roubada; ela e seus filhos freqüentemente passavam fome. Mesmo assim, ela lutava para prover sustento aos seus filhos enquanto Joseph estava preso ou quando estava fora por muito tempo. Muitos santos a

ajudaram, mas alguns tiravam vantagem dela, aumentando severamente suas dificuldades minando sua confiança. Enquanto Joseph e os outros líderes da igreja estavam presos injustamente, em Liberty, Missouri, Emma e os seus 4 filhinhos participaram do grande êxodo da igreja, do estado, depois que a ordem de extermínio foi publicada pelo governador do Missouri em 27 de outubro de 1838. Emma expressou sua lealdade a Joseph em Quincy, Illinois, em março de 1839, com essas palavras: “Eu não tentarei descrever todos os meus sentimentos, pois a situação em que você se encontra, as paredes, as barras, os rios, os morros, os vales, e as pradarias que nos separam e a cruel injustiça que o colocou na prisão...não fosse pela consciência tranqüila e pela interposição direta da misericórdia divina, eu tenho certeza que eu nunca teria conseguido suportar todo o sofrimento que eu tenho passado...mas eu ainda estou viva e desejo sofrer mais, se esta for a vontade dos céus...e se Deus não recordar nossos sofrimentos e vingar nossos erros sobre os que são culpados, eu estarei tristemente enganada...você pode ficar assustado com a minha letra ou minha maneira incoerente de escrever as coisas, mas você vai me perdoar quando refletir sobre a dificuldade que seria para você descrever quando suas mãos estão endurecidas pelo trabalho duro, e o seu coração contrito com uma ansiedade intensa...mas eu espero que dias melhores virão para nós. Eu serei sempre sua afetuosa Emma Smith.” A compaixão e serviço de Emma O cuidado de Emma com os inúmeros santos enfermos e mendigos, como também com a grande família de Joseph – seus pais, irmãos e irmãs, sobrinhos – é uma lenda. O trabalho de Emma na igreja naturalmente inclui o auxilio aos negócios de Joseph em sua ausência e no cuidado dos filhos. Sua compilação dos hinos em 1835 foi na verdade publicada em 1836. Após a morte de Joseph, ela continuou a reunir hinos para outros hinários. De acordo com os registros do Templo de Nauvoo, ela foi batizada pelos seus parentes mortos no Rio Mississippi em 1840. Ela manifestou coragem e inteligência defendendo Joseph em sua carta para o governador de Illinois. No seu oficio como primeira presidente da Sociedade de Socorro, ela deixou um grande exemplo de liderança forte. Suas instruções sobre compaixão serviram como exemplo para gerações de membros da Sociedade de Socorro sob o tema que ela criou: A caridade nunca falha (I Cor 13:8). Emmeline B. Wells, uma contemporânea de Emma escreveu sobre ela: “Irmã Emma era benevolente e hospitaleira, ela reuniu ao seu redor um grande círculo de amigos, que eram como bons camaradas. Ela era por natureza uma mãe para os mais jovens, sempre tinha uma casa cheia para entreter e ser entretida. Ela era sempre muito espiritual e os irmãos e irmãs da igreja tinham muito respeito por ela. Emma servia de grande consolo ao seu marido durante as perseguições e severas provações pelas quais ele passou; ela estava sempre pronta a apóia-lo e confortá-lo, se interessava pelos assuntos de Joseph, e estava constantemente ao seu lado, sempre que possível. Ela era uma rainha em seu lar, assim dizendo, e amada pelas pessoas, e muitos estavam em divida com ela pelos favores prestados e por sua bondade. O profeta escreveu em seu diário, refletindo sobre uma visita que recebeu de Emma enquanto passava por grande perigo e dificuldade, em 1842: “Com incomparável encanto e alegria que encheram o meu peito quando eu peguei pela mão naquela noite minha amada Emma, ela que era minha esposa, sim, a esposa de minha juventude, e a escolhida de meu coração. Muitas foram as reviravoltas de minha mente quando contemplei por um momento as muitas coisas pelas quais tivemos que passar, as fadigas, as labutas, os pesares, os sofrimentos e as alegrias e consolações de tempos em tempos que se espalharam pelos nossos caminhos e coroaram nossas vidas. Oh, que maravilhoso pensamento encheu minha mente por um momento, mais uma vez ela está aqui, mesmo nesta sétima dificuldade – firme, imutável e inabalável, amada Emma.

Selada a Joseph Em registros das primeiras investiduras em Nauvoo, há uma documentação que Emma recebeu as ordenanças sagradas de Joseph, e ela as administrou sob a direção de Joseph a varias outras mulheres. Um dos deveres de Emma como esposa do profeta era de supervisionar a parte das ordenanças das mulheres. Joseph e Emma foram selados para o tempo e eternidade e receberam as suas sagradas ordenanças do sacerdócio em 1843 (D&C 132: 45-46). Joseph ensinou que a restauração dessas ordenanças prepararam o caminho para todas as famílias da terra ficarem juntas na eternidade (Mal 4: 5,7; D&C 132: 4-7, 2131). Eu acredito que seja o contexto dessas ordenanças que nós devemos apreciar e entender melhor, o que Emma escreveu pouco antes da morte de Joseph: “Eu desejo de todo meu coração, honrar e respeitar meu marido como meu cabeça, para sempre viver em sua confiança, e agir em uníssono com ele, e alcançar o lugar que Deus me deu ao lado dele”. Emma também escreveu: “Eu desejo o espírito de Deus para conhecer e entender a mim mesma, eu desejo uma mente fértil e ativa para que eu possa compreender os desígnios de Deus, quando revelados pelos seus profetas, sem duvidar.” Sua grande provação veio quando o profeta revelou a Emma que lhes seria requerido viver a antiga lei de Abraão – casamento plural. Emma sofreu profundamente por causa disso. Enquanto algumas vezes ela concordava com a doutrina, outras vezes ela se opunha a ela. Anos mais tarde, Emma deu a entender que tenha negado que tal doutrina tenha sido ensinada por seu marido. Tempos depois, Emma aparentemente nunca falou sobre as sagradas ordenanças que eles receberam. Ela estaria sob convenio de não as revelar. Estudos cuidadosos e fervorosos foram essenciais para que eu entendesse que Joseph recebeu verdadeira autoridade de Deus, e que existiam pessoas que diziam ter recebido autoridade, ou que tomavam autoridade sobre eles próprios, para realizar o casamento plural. Em D&C 132:45, o senhor disse: “ Porque te conferi as chaves e poderes do sacerdócio, pelo qual restauro todas as coisas.” Em 5 de outubro de 1843, o profeta deu instruções para tentar aquelas pessoas que estavam pregando, ensinando, ou praticando a doutrina da pluralidade de esposas, pois, de acordo com a lei, eu possuo as chaves deste poder nos últimos dias; pois existe somente uma pessoa de cada vez na terra a quem o poder e as chaves são conferidos; e eu tenho constantemente dito nenhum homem deve ter a não ser uma esposa de cada vez, a menos que o Senhor instrua-o de outra maneira. Isto é confirmado no Livro de Mórmon, Jacó 2: 27, onde lemos: “Pois nenhum homem dentre vós terá mais que uma esposa.” Mas, no verso 30, lemos: “Porque se eu quiser suscitar prosperidade para mim, diz o Senhor dos Exércitos, ordenarei isso a meu povo; em outras circunstancias meu povo dará ouvido a estas coisas” (Jacó 2:30). Ambos, a verdade das escrituras e a fonte de opiniões conflitantes ficou clara para mim. Eu conclui que se Joseph foi um profeta, e eu sabia que ele o era, então as doutrinas que ele revelou eram verdadeiras e que os profetas que o sucederam também tinham autoridade cada um de acordo com o seu tempo. Então, eu soube que em 1890, Wilford Woodruff foi inspirado, como profeta, vidente e revelador a publicar um manifesto terminando com a pratica do casamento plural na igreja. (ver DO-1) Uma mulher de esperança A morte de Joseph aconteceu em 27 de junho de 1844. O êxodo dos santos de Nauvoo aconteceu 1 ano e meio mais tarde, deixando Emma, uma viúva de 41 anos de idade, com a sua sogra já idosa, Lucy Mack Smith, e 5 filhos, com idades variando entre 14 anos a 14 meses, para cuidar. Ela tinha poucos meios para prover o sustento de sua família em uma cidade deserta. Em dezembro de 1847, ela se casou com o Major Louis C. Bidamon. Com a sua ajuda ela criou seus filhos e também foi a madrasta de dois dos filhos do Major Louis. Emma e Louis cuidaram da mãe de Joseph até sua morte em 14 de maio de 1856. Até 1872,

o Major Bidamon havia construído uma casa para Emma, na fundação onde teria sido um hotel se Joseph tivesse vivido para completá-lo. Emma viveu seus últimos 7 anos em paz na mansão de Riverside. De acordo com o seu comentário em uma carta, ela sentiu essas promessas dadas a Joseph Smith por revelação, cumpridas. Essas promessas podem ser encontradas em D&C 124:59, “Portanto, que meu servo Joseph e sua semente depois dele tenham um lugar nessa casa, de geração em geração, para todo o sempre, diz o Senhor.” Embora a vida de Emma tenha sido cheia de perseguição e pesares, até mesmo amarguras em algumas ocasiões, parece-me que Emma suportou suas tribulações com grande tolerância e manteve sua fé em Deus. Ao escrever para o seu filho em 1869, ela disse, “Eu vi muitas, sim muitas mesmo, tentações em minha vida que eu não conseguiria imaginar que algum bem pudesse ter vindo delas.” Ela acrescenta esse testemunho: “Mas mesmo assim eu senti uma confiança divina no Senhor, que todas as coisas serão para o meu bem. Um forte testemunho da restauração Que Emma manteve um compromisso por toda vida com Joseph como um profeta e a autenticidade do Livro de Mórmon, são fatos bem documentados. Seu pensamento numa reunião da Sociedade de Socorro em março de 1844 fala “Se Joseph Smith foi um profeta, o que ele é,...,” Emma disse. Muitos anos mais tarde, Emma disse a Parley P. Pratt, que a visitou em Nauvoo, eu creio que Joseph foi tudo que ele disse ter sido.” Em uma entrevista com seus filhos, alguns meses antes de sua morte, Emma prestou testemunho: “Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho a menor dúvida disso. Mesmo tendo participado de tudo que aconteceu, e estive presente durante a tradução das placas...e tinha noção das coisas como elas eram, é maravilhoso para mim, uma maravilha e um assombro, tanto quanto para qualquer outra pessoa.” Ao descrever sua experiência, ela disse: “As placas freqüentemente estavam em cima da mesa sem nenhum cuidado para esconde-las, embrulhadas numa pequena toalha de linho que eu tinha dado a Joseph para embrulha-las. Uma vez eu toquei nas placas quando elas estavam na mesa e senti o seu formato, elas pareciam ser flexíveis como um papel grosso, e faziam um barulho de metal quando as folhas eram movidas pelos meus dedos, como uma pessoa folheando um livro normal”. Ela também testificou, “Eu sei que o mormonismo é verdadeiro; e acredito que a igreja foi estabelecida por direção divina”. O nome de Emma foi escurecido pelo conflito Com um testemunho brilhante do seu compromisso com o profeta Joseph Smith e o evangelho restaurado, porque Emma não pegou seus filhos e partiu para o oeste com o resto da igreja? Gerações têm debatido este assunto, considerando muitos de seus comentários relatados por outras pessoas. Alguns assumiram que Emma perdeu sua fé, outros duvidaram de sua integridade. Esses sentimentos deram lugar aos comentários maldosos que eu escutei anos atrás quando olhava para a figura de Emma. Está documentado que Emma teve desentendimentos com alguns líderes da igreja sobre muitos aspectos sobre os estabelecimentos das propriedades de Joseph, e esses sentimentos ruins não foram resolvidos naquela época. Ainda, através de analise dos materiais em espírito de oração, e se abstendo de julgar as pessoas envolvidas, eu venho tranqüilamente entender que na atmosfera de ameaça e de perseguição que prevalecia naquela época, alguma hesitação de Emma era resultado de seu temor pela vida de seus filhos. Ela não sabia em quem confiar e não havia tempo e nem paz para ocorrer a cura natural de seu pesar. Em fevereiro de 1846 quando a violência da turba continuamente ameaçando os membros da Igreja em Illinois e a recusa das autoridades em dar proteção, os Apóstolos, sobre a direção de Brigham Young, guiaram os Santos durante o inverno no deserto, em preparação para a longa jornada rumo ao oeste. Para Emma, isto aparentemente era uma idéia horrenda levar os filhos órfãos através do Mississipi congelado sem Joseph. Quando perguntada muitos anos mais tarde, por

que ela não foi para o oeste, ela simplesmente respondeu, “ Eu tenho um lar aqui, eu não sei o que há lá fora.” Sua decisão de permanecer em Nauvoo teve efeitos duradouros sobre seus descendentes. Joseph III, que tinha 11 anos quando seu pai foi morto, tornou-se presidente da Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias em l860. Ele morreu em 1914. Alexander tornou-se um missionário durante muito tempo, um conselheiro na Primeira Presidência e finalmente um Patriarca Presidente na igreja reorganizada, ele morreu em 1909. Frederick, nunca tendo sido batizado, antecedeu sua mãe na morte em 17 anos, morrendo em 1862. Dois anos antes da morte de Emma, seu filho mais novo David, em quem Emma tinha encontrado conforto em sua viuvez, foi diagnosticado como tendo febre do cérebro, e foi colocado num asilo no Estado de Illinois. Emma referiu-se a condição de David como um problema vivo. David morreu em 1904. Sua filha adotiva Julia Murdock Middleton , se juntou a igreja católica. Ela morreu de câncer aos 49 anos, a menos de um ano da morte de Emma. Hoje, os descendentes de Emma somam mais de 2000, com aproximadamente 700 vivos. Eles estão espalhados através do mundo, abraçando diversas religiões e ideologias. Muitos são desinformados a respeito do testemunho de Emma e do evangelho restaurado de Jesus Cristo, como eu era. Uma neta, Emma Belle Smith Kennedy relembra Emma: “ Seus olhos eram castanhos e tristes, ela sorria com seus lábios, mas para mim tão pequena como eu era, eu nunca vi seus olhos castanhos sorrirem. Eu perguntei para minha mãe um dia, porque ela não sorri com seus olhos como você faz, e minha mãe disse que era porque ela tinha um profundo pesar em seu coração.” Uma mulher que serviu como ama na casa de Emma durante seus últimos dias, relatou o fato de que cada noite após os trabalhos terem sido feitos, Emma subia as escadas para o seu quarto , sentava em sua cadeira de balanço e fitava pela janela na direção oeste o por do sol sobre o Rio Mississipi. Ninguém ousava se aproximar para oferecer conforto, porque eles não sabiam como lhe oferecer conforto, porque não sabiam como tocar a profundeza de seu pesar evidenciado pelas lagrimas que corriam pela sua face. Nos podemos perguntar, “ Por que ela chorava?” Era por causa da perda de seu amado Joseph? Pela lembrança de seus bebes deixados em túmulos na Pensilvânia, Ohio e Illinois? Era a tragédia de ver seu precioso caçula desenganado? Era pelos seus lamentos de enganos passados? Era pesar pelos desapontamentos através da vida? Era o assombro de incertezas pelo curso que ela tomou, tanto quanto seus pensamentos sobre o que poderia ter sido a tragédia e perseguição em sua vida? Tendo vivido uma vida longa como o Senhor tinha prometido em sua benção Patriarcal, e agora parecendo humilde e refinada, Emma deve ter ponderado questões sobre o futuro. Seu filho Alexander mais tarde relatou que poucos dias antes de sua morte, Emma teve uma visão que revelou sua aceitação pelo Senhor. Uma promessa cumprida Emma viveu quase 35 anos após o martírio de seu marido profeta. Ela morreu em 30 de abril de 1879, em seus 75 anos. Em seus últimos anos ela foi grandemente amada, e nas últimas horas de sua vida ela foi cuidada por sua família: Louis Bidamon, Julia, Joseph III e Alexander. De acordo com Alexander, Emma pareceu desfalecer, mas então ela se levantou e esticou sua mão chamando “Joseph! Joseph!” Caindo nos braços de Alexander, ela apertou as mãos contra seu peito e seu espírito se foi.. Ambos Alexander e Joseph acharam que ela estava chamando seu filho Joseph, mas, mais tarde, Alexander soube mais sobre o incidente. Irmã Elizabeth Revel, enfermeira de Emma, explicou que poucos dias antes Emma tinha dito a ela que Joseph veio para ela numa visão e disse, “Emma venha comigo, é hora de você vir comigo.” “Quando Emma relatou isso ‘ela disse que colocou o gorro e o xale e foi com ele; eu não achei que isso fosse algo incomum. Eu fui com ele numa mansão, e ele mostrou-me

os diferentes aposentos daquela bela mansão.’E um quarto era o berçário. Neste berçário havia um bebê num berço. Ela disse, ‘eu reconheci meu bebê, meu Dom Carlos que foi tirado de mim.’ Ela saltou à frente, apanhou a criança em seus braços, e chorou de alegria sobre a criança. Quando Emma recuperou-se o suficiente ela voltou-se para Joseph e disse, ‘ Joseph, onde está o resto dos meus filhos?’ Ele disse-lhe, ‘Emma, seja paciente e você terá todos os vossos filhos.’Então ela viu parado ao seu lado um personagem de luz, mesmo o Senhor Jesus Cristo.” Encontrando esse testemunho, relembrou-me quão preciosa é cada alma à vista de nosso Salvador, cuja compaixão e poder para salvar estão além de toda compreensão. Todos nós cometemos erros e é necessário o arrependimento. Quando nos distanciamos do companheirismo dos santos e deixamos de partilhar do Sacramento regularmente, tendemos a perder nosso caminho e tornamos-nos sujeitos a equívocos – especialmente se nosso curso tiver sido atingido por injúrias reais ou imaginárias aos nossos sentimentos ou orgulho. Isto poderia acontecer a qualquer um de nós, incluindo minha querida tataravó. Enquanto eu refletia sobre tudo o que aprendi da vida de Emma, eu senti grande reverencia pelo testemunho que ela tinha da autenticidade divina do Livro de Mórmon, e por sua preciosa visão de Joseph e seu bebê. Seu legado para nós em seu testemunho final é que ela e todos nós através das ordenanças restauradas pelo profeta Joseph Smith, teremos a oportunidade de estar com nossas famílias na eternidade. Eu sou grata além da medida aos meus tataravôs, pelo seu comprometimento e sacrifício na obra do Senhor. Eu amo e aprecio os missionários que abriram o caminho para eu ganhar um testemunho de meu Pai Celestial e seu Filho Jesus Cristo, apesar de eu não conhecer a Deus, ainda assim eu busquei o conhecimento da verdade toda a minha vida. Eu sou grata e reconheço o poder do Espírito Santo que iluminou minha mente com um testemunho: “É verdade! É verdade.”

Cleon Skounsen 19 de Fevereiro de 1982. Queridos irmãos e irmãs, Esta noite, gostaria de exprimir a minha gratidão pessoal, pelo previlégio de sêr um convidado neste local tão agradável e tão espiritual, e esta linda musica, cuja letra trata de uma das nossas escrituras favoritas, é tão apropriada para o tema do discursso, que com a benção do senhor espero dar esta noite. Alma declarou que gostaria de ter uma voz como a de um Anjo, para que pudesse soar como uma trombeta e parar as pessoas nos seus caminhos, para que, depois de tudo aquilo que os filhos de Mosiah, e mesmo milhares que eles tinham trazido para se juntarem aos nefitas, ele só desejava poder impedir os Lamanitas de os virem a tacar. Ele queria ter a voz de um Anjo para poder dizêr-lhes que se arrependessem como tinham feito os seus irmãos, e depois ele disse: "Bem, eu não deveria desejar algo para além daquilo que Deus me chamou". E então deu-se a guerra, foi a pior batalha da história dos filhos de Lehi. (Alma29:1). Enquanto eu estava aqui sentado, não pude deixar de pensar na voz de um outro Anjo, que nos falou deste mesmo púlpito, se não me engano, em 19 de Dezembro de 1971, aquela voz angélica que mal conseguia exprimir-se; era dificil compreender, pois tinha sofrido uma operação bastante delicada que quase lhe roubara aquela voz, clara e audivel ! Ele estava tão fraco em termos de fala que a primeira Presidencia nem sequer queria que ele viesse, mas esta era a Estaca dele e ele não queria perder a dedicação deste lindo adifício de reuniões de Estaca, por isso ele veio cá e ainda que a sua garganta dorida estivesse cheia de queimaduras de cobalto e muitas outras coisas, ele falou o melhor que pôde. O coração dele estava tão mal que passou a noite toda acordado. Vocês não devem ter conhecimento disso porque ele estava tão alegre e entusiasmado, e expremiu-se da melhor maneira que pôde, e simplesmente não poderia perder isto. Hoje ao falar com o Presidente Wrede, e o Presidente e a irmã Lyons, eles contaram algumas das maravilhosas e excitantes coisas que aqui aconteceram nos bastidores da cena ! Este homem maravilhoso pensou que vinha cá para se despedir de vocês, ele pensava que estava no fim na sua jornada mortal. Ele saiu daqui e foi operado ao coração. A sua voz era quase inaudivel, e foi-lhe sugerido que continuasse a servir (como um profeta do Senhor) ao Senhor no cargo de Profeta, ele disse: "Não, o irmão Lee é o proximo e ele vai viver por muito tempo, muito mais tempo que nós Apóstolos mais velhos" . Quase três anos depois dessa semana, aquela voz angélica foi chamada para falar a toda a nação, reino, lingua e povo como Presidente da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias. Ele cresceu neste vale, e partilha do vosso espírito, este Vale tem o espírito dele, e eu sinto-o aqui, vocês têm o espírito dele. Vocês são uma benção para ele, e ele foi uma benção para vocês. Honro e presto homenagem ao nome do Presidente Spencer W. Kimball, esta noite. Pela voz que é um dos mais efectivos e penetrantes chamados ao arrependimento, que esta nação já alguma vez ouviu. Eu tenho que sorrir para os meus alunos, porque quando o Presidente Kimball vem à B.Y.U. nós temos sempre que deixar entrar mais umas duzentas pessoas do que o Mariott Center comporta, por isso todos querem arranjar um lugar sentado em vez de um em pé. Bom ! de qualquer forma é bastante interessante observar; todos entram tão entusiasmados, querem ouvir o profeta, todos amam o irmão Kimball, depois ele entra e acena aos estudantes, tão cheio de boa vontade e amor por todos. Voltar

A Expiação de Jesus Cristo.

Então começa a falar sobre o milagre do perdão. Nunca consegui contar todos os pecados que ele conhece, mas acho que ele não deixou nenhum esquecido. É incrivel aquilo que nos acontece. Todas as pessoas adoram ouvir o evangelho, e eu, adoro principalmente de ouvir um discurso sobre arrependimento, sem assunto especifico. O arrependimento na generalidade é lindo, mas quando começamos a ouvir um profeta a discursar sobre os pecados de omissão e de acção, e todas as coisas que são possiveis, então compreendemos o quão imperfeitos somos como seres humanos. E quando estamos a fazêr algumas coisas bastante boas, há uma enorme area da nossa vida que precisa de bastante atenção. Eu notei uma coisa que disse aos meus alunos. Caramba, vocês ficaram muito sérios quando sairam daquela reunião, e o vosso Amén foi pouco audivel, mas sei que isso aconteceu porque o tema lhes tocou. O nosso povo está cada vez mais forte e mais espiritual devido à voz daquele anjo. Quando ele estava em New York para sêr operado à laringe, o médico disse: "não se preocupe, tomaremos conta do assunto. É um pouco inconveniente não poder falar, mas arranjaremos qualquer coisa para a substituir, não é uma coisa assim tão importante !" . O profeta olhou para ele e disse: "Doutor, será que gostava de perder as suas mãos?" . O médico respondeu: "Desculpe, desculpe ! é uma grande perda, e faremos tudo para salvar essa voz" . Assim, ainda que lhe seja dificil falar, notei na conferência em Outubro, principalmente na sessão da manhã de Domingo, o quão dificil lhe era conseguir energia para fazêr as cordas vocais funcionar. Mas orámos por ele, pedimos ao Senhor para o capacitar a terminar a conferência. Nesta noite gostaria de partilhar convôsco algumas coisas maravilhosas e poderosas, quase que perdidas para a Igreja, e que o Presidente Kimball introduziu na sessão do Sacerdócio no Sábado à noite de dia 2 de Abril. Existem muitas coisas profundas e maravilhosas, que foram restauradas com o evangelho, mas não são discutidas frequentemente. Algumas das vezes que são discutidas, ouvimos pessoas perguntarem: "Bem, se é assim, porque as autoridades gerais não falam mais frequentemente sobre elas??" . Bom, normalmente, quando as autoridades gerais falam nas conferências, falam para o mundo. Mas se apanharmos as autoridades gerais numa reunião do Sacerdócio, que é muito mais reservado, como aquela que assistimos no Sábado passado, vamos ouvir falar disso. E cada vez ouviremos mais e mais sobre isso. Se houver um grupo de missionários reunidos com uma das autoridades gerais, falará sobre as grandes e profundas verdades do evangelho que não são normalmente discutidas quando as autoridades gerais estão a falar para o mundo. São coisas muito sagradas. Presidente Kimball introduziu uma no Sábado à noite sobre a qual eu gostava de fazêr um breve comentário, visto que ela é o fundamento da páscoa, e nunca é discutido. Simplesmente não falamos sobre isso, e somos as unicas pessoas que temos o livro que fala acerca disso e quase a perdemos como doutrina da Igreja. Eu fiquei realmente entusiasmado quando o Presidente Kimball a introduziu. Ele disse: "Sabem, quero que todos compreendam que nesta vida, só possuimos uma quantidade muito limitada de autoridade do Sacerdócio para poder agir. Há muitas ordenanças que ainda receberemos na proxima vida. E uma delas, será a ordenança da ressurreição" . Não nos é permitido realizar essa ordenança aqui, é uma ordenança do sacerdócio só realizada no outro lado, após esta vida. Também terêmos a ordenança de gerar filhos espirituais com os nossos corpos ressuscitados. Isso é algo que não temos poder nem capacidade de o fazêr aqui! Corpos fisicos não, mas corpos espirituais sim. Voltar

Depois disso o presidente Kimball entrou num tema que deve parecer algo estranho para alguns. Ele disse, que estaremos aptos a têr acesso às inteligencias do universo, e organizá-las, e criar planetas e organizar reinos. Esta não é uma doutrina maravilhosa ??. Cada vêz que discutimos isto, compreendemos-a um pouco mais, e este principio ajuda-nos muito a compreender porque teria de havêr uma EXPIAÇÂO. Não sei se este tema alguma vêz os incomodou ou não, mas quando era rapazinho, sentado na escola dominical para jovens, e se falava sobre o terrivel sofrimento de Jesus Cristo na cruz, interrogava sempre os meus professores, "Quem queria aquilo? Porque seria aquele sofrimento todo?" . E o meu professor respondia: "Foi para satisfazer a vontade do Pai Celestial" , Isso não respondeu à minha questão infantil. Parecia-me que se o Pai Celestial queria que vivessemos aqui na terra, depois de nos arrepender-mos, ele simplesmente diria: "Venham, vinde a mim, fizeram o melhor que podiam!" . Esta questão permaneceu comigo toda a minha vida, bem ! pelo menos até ir para missão, fiz e tinha as mesmas perguntas. Um dia estava a andar com o presidente Widstoe, que estava encarregado das missões europeias. Eu tinha somente dezasete anos quando fui chamado para servir a minha missão, e pensei que essa era uma boa altura para expor ao irmão Widstoe todas as perguntas que tinha em mente deste a minha infancia. Por isso perguntei-lhe: "Porque Jesus Cristo tinha de sofrer na Cruz?" . Ele disse-me: "Quem te disse para perguntar isso?" , eu respondi: "Bem, sempre me questionei a mim proprio acerca disso, ninguem me disse" . Pensei que tinha violado alguma regra da missão. Ele disse-me então: "Se essa questão é tua, vou responder. Esta é a questão mais profunda de evangelho de Jesus Cristo, e não deverá sêr respondida sem que as pessoas sejam primeiramente capazes de se questionar a elas proprias acerca disso, para que possam ouvir. Vou dizêr-te onde deves começar o estudo e a lêr" . E assim fiz! Foi então que comecei a entender, grande parte no Livro de Mormon. Estava no fim da minha missão quando pensei que já tinha entendido bem, e tive oportunidade de relatar o meu estudo para o presidente Widstoe. Ele disse que necessitaria mais cerca de quatro passagens de escrituras para entender tudo. "HO" disse eu, "que maravilha, tenho gasto muito tempo a estudar este tema, estou imenso grato por lhe ter perguntado. Então, onde estão localizadas essas quatro passagens?" . Ele respondeu: "não te vou privar do prazêr de as encontrares tu próprio!" . Eu disse, "presidente Widstoe, está a dizêr-me que terei que desenterrar mais estas?" Ele disse, "Sim, mas vou dizêr-te mais ou menos onde as poderás encontrar. A primeira está na primeira metade de D.& C., outra encontrase no meio do Livro de Mormon" . Bem, espalhou-as todas muito bem, para que eu praticamente tivesse lêr as obras padrão todas novamente. Levei sete anos para as encontrar; até que finalmente as encontrei. Isto era exactamente o tema que o presidente Kimball falou naquela reunião de sacerdócio. Ele não o identificou ou associou com o tema da expiação, mas é o fundamento dela. Bom, isto está escrito em muitos lugares da literatura da igreja, por isso se tiverem papel, sugiro que escrevam as referências que vos dou, para que não tenham que as procurar durante sete anos. De qualquer forma, se resolverem procurá-las todas, darão muito mais valor do que somente dizerem "Pronto agora sei onde estão" . Ao lerem cada uma destas passagens começarão a vêr um maravilhoso desenrolar, uma avalanche, uma verdadeira cascata de verdade que foi derramada Voltar

sobre os santos nestes ultimos dias. Temos deixado parte dela correr sem notar realmente o que elas representam. A primeira referencia é em 2Nefi 2:14; "E agora meus filhos, eu vos falo estas coisas para que vos sirvam de instrução e sejam proveitosas; a Terra e tudo o que neles existe, tanto as coisas que agem como as que recebem a acção" . A proxima referencia está em D.& C.93:30; "Naquela esfera em que deus a colocou, toda a verdade é independente para agir por si mesma, assim como tambem toda inteligencia; doutra maneira, não há existencia" . Estas inteligencias são independentes, e agem voluntáriamente. Não são compelidas, e os céus esperam nelas até que obedeçam, Exactmente como nós. Nosso Pai celestial construiu todo este universo com estes elementos de acção. Este factor de energia do universo é inteligencia, e só opera rápido ou na direcção que está disposta a seguir. Agora lemos em Abraão 3:19; "E o Senhor disse-me: Estes factos existem, que há dois espiritos, um mais inteligente que o outro; haverá outro mais inteligente do que eles; Eu sou o Senhor teu DEUS e sou mais inteligente que todos eles" . Estas inteligencias estão escalonadas, da menor para a maior, a maior delas todas é o proprio DEUS, e nós estamos no meio. Algumas delas foram designadas para se tornarem plantas outras animais, e aquelas que eram as muito especiais, superiores, inteligencias super-luxuosas foram-lhes concedidas corpos feitos à imagem de Deus. Nós somos essas inteligencias, e somos pessoas muito mas mesmo muito especiais. Joseph Smith descreve isto na história documental da igreja, Vol.4 pág.519. Ele diz: "Esta noite, expliquei ao quorum dos doze e às suas esposas a doutrina do progresso eterno das inteligencias" . Mas ele não foi o suficientemente longe a ponto de nos explicar isso. Por isso, temos de recorrer a Brigham Young, Parley e a Heber C.Kimball, e eles explicam aquilo que ele lhes explicou, pois aprenderam essa doutrina através de Joseph Smith. A proxima escritura é D.& C. 93:33. "Pois o homem é espirito. Os elementos são eternos, e espirito e elemento, inseparavelmente ligados recebem a plenitude de alegria" . Há uma coisa que age e outra que recebe a acção, a que age é chamado de "Elemento Eterno", é matéria. Joseph Smith disse que a matéria em duas dimensões: os elementos muito refinados que são chamados de espiritos; e os menos refinados que são chamados matéria temporal, e é o que temos aqui. Tudo isto é matéria que existe em dois planos diferentes: é como o gelo e a água, são verdadeiramente a mesma coisa, só que em dimensões diferentes (podemos pensar nisto desta maneira). Tudo é feito de uma combinação de inteligencias (espirito), com a matéria (elemento). Eles são os "tijolos" com os quais o universo foi construido. Em Abraão 4:18,12,10 diz; "E os Deuses vigiaram aquelas coisas que Êles tinham ordenado, até que elas obedeceram". "E os Deuses organizaram a terra para produzir grama de sua própria semente, e a erva para produzir erva de sua própria semente, produzindo semente segundo sua espécie; e a terra para produzir a arvore de sua propria semente, produzindo fruto cuja semente podia somente produzir o mesmo que em si mesmo, segundo sua especie, e os Deuses viram que Eles eram obedecidos". "E os Deuses chamaram à porção seca terra: e aos ajuntamentos das águas eles chamaram as grandes águas: E os Deuses viram que eles eram obedecidos" . E Helamã 12:8-9. "Pois eis que o pó da terra se move de cá para lá, dividindo-se segundo a ordem de nosso grande e eterno Deus. Sim eis que a seu mando, tremem e agitam-se as colinas e os montes" . Se vocês fossem Voltar

cientistas, mesmo muito bons cientistas, esta informação seria muito bem vinda, visto que os nossos cientistas pesquisadores mais avançados, no puro campo da pesquisa, acabaram de provar que isto é verdade. A matéria nem sempre funciona mecanicamente; tem contida um elemento finito de inteligencia. Foi isso que Burkson, filosofo francês lhe chamou. É capaz de distinguir, nem sempre fazem aquilo que dizem as regras. Alguns desses pequenos elementos são tão "chatinhos" quanto vocês ou eu; Dão voltas e voltas; Quando estão agregados, dizemos que é devido a uma lei da quimica, agregados sim, mas olhem para eles individualmente que esses pequenos elementos andam por aí às voltas; são matéria de facto. Robert Miligon disse: "Se todos os elementos obedecerem a todas as leis da quimica, nós nunca morreriamos" . Há rebelião na carne, a essa rebelião podemos chamar "sementes da morte". Elementos que tenham recebido inteligencia ligada a eles, obedeceram ao comando de Deus. Vocês querem que uma montanha se mova? Falem com ela: "Move-te !", e ela move-se !Ela move-se quando Deus assim o comandar, ou quando o sacerdócio o faz com a sua autorização. Quando Deus comanda, essas inteligencias obedecem-lhe nos elementos. Isto é encontrado em Jacó 4:6; 1Néfi 20:13. Agora escutem as palavras de Brigham Young discutindo este principio: "Há luz ou inteligencias em toda a matéria através da vasta estenção das eternidades. Ela está nas rochas, na areia, água, ar, gases e abreviando em todos os tipos de matéria organizada, seja ela sólida, liquida ou gasosa, particula operando particula" . De repente começamos a têr a visão do milagre da criação de Deus. Ele vai ás trevas exteriores das inteligencias desorganizadas e organiza pedaços de elementos, combinando-os para que uma pequenissima porção de matéria tenha uma inteligencia e assim ele pode comandá-las e se combinarem de certas maneiras. O Senhor diz: "Eu dei um padrão a cada uma delas, que se torna a Lei pela qual elas agem" . Algumas aceitaram a passagem de electricidade e outras ofereceram resistencia, algumas combinar-se-ão com várias coisas e teremos como resultado uma combinação. Duas particulas de hidrogénio e mais uma de oxigénio, formam aquilo a que chamamos de água. Isso acontece porque é assim que elas estão organizadas. Elas estão tão maravilhosamente organizadas que podemos agarrar uma pequena e complexa organização chamada célula, que vai sêr fertilizada por outra célula, em nove meses devido à organização do DNA (que foi estabelecida por uma inteligencia superior que é o nosso Pai Celestial) ela se desenvolverá em ziliões de milhões de células até se tornar num sêr humano. E tudo segundo um modelo. Agora deixem-me mostrar-lhes um exemplo, estão a vêr a vossa mão? Ela é feita de pó! Querem vêr um milagre de engenharia e poder de Deus? Está nesta mão feita do pó. O nosso Pai Celestial é capaz de falar a todas as inteligencias de modo a torná-las novamente em pó muito rápido ou dizêr-lhes tal como disse à mão de Moisés, (Exodo 4:6-7 Grifo nosso) "Moisés mete a tua mão em teu seio" e quando Moisés meteu a sua mão em seu seio o Senhor disse para aquelas pequenas inteligencias: "Agora meus pequenos filhos transformem-se, talvêz ......em....lepra" . Depois disse a Moisés: "Moisés tira a tua mão para fora" . Lepra, incuravel, dominava toda a sua mão prestes a transformar-se de novo em pó. Disse o Senhor a Moisés: "Moisés mete de novo a tua mão em teu seio" . Deus disse às pequenas inteligencias: "Agora meus pequenos filhos, cada um aos seus lugares iniciais" . Quando Moisés tirou a mão já se encontrava normal, rosada, forte e limpa. Este é o milagre de Deus. Nós somos filhos do milagre, todas as coisas à vossa volta é um milagre, e pela primeira vês estamos a começar a compreender. Deus fala e elas obedecem!. Voltar

Tudo é feito daquilo que age e daquilo que recebe a acção, e elas já nos foram indicadas por nome. O presidente Kimball disse que no proximo mundo, é quando teremos acesso a essas inteligencias, para podermos organizar os nossos próprios grandes sistemas. ? Nosso Pai celestial disse: "Vocês querem saber o que me torna Deus?" A fonte de Deus está descrita em D.& C. 29:36 e em Moisés 4:1-4. O que pensas que o faz Deus? O que torna um sêr de repente ou depois do processo do tempo, Deus? A lei e honra é o meu poder! . Por isso quando ele fala às inteligencias, elas organizam-se, chama-mos a isto um milagre; este mundo não é nada mais que um milagre; inteligencias obedientes, esta é a doutrina!. Agora tendo isto em mente (D.& C. 29:36), o que é que aconteceria se o pai violasse a confiança que as inteligencias têm nele? O que acham que aconteceria? Nenhuma igreja na face a terra se atreveu a anunciar a doutrina contida no Livro de Mórmon em Alma 42. Nenhuma igreja sequer se atreveu a sugerir que Deus pudesse cair. Nosso Pai celestial diz-nos: "Eu quero que saibam que eu ando continuamente na "lamina da navalha" da lei celestial com o objctivo de manter a confiança e honra de todas aqueles inteligencias que confiam em mim porque essa é a fonte do meu poder" . Isto agora dá-nos totalmente um novo entendimento sobre o nosso Pai Celestial. Agora, em Alma 42:13,22,25; Ele repete-o vêz após vêz e em Mórmon 9:19 Ele repete-o novamente, se fosse injusto, se fosse arbitrário, se fosse falso, deixaria de sêr Deus!. Quem se atreve a sugerir que nada pode acontecer de forma a desafiar o poder do todo poderoso chefe dos Deuses. O nosso Pai Celestial diz-nos: "Quero que me compreendam. Eu trabalho entre regras muito duras. Eu tenho que agir de agordo com estas leis, para que possa desfrutar da sua confiança, e não a violar" . Em Alma 34:9 o Pai diz: "Pois é necessário que haja uma expiação; porque de acordo com o grande plano do Deus Eterno, deverá haver uma expiação, caso contrário toda a humanidade perecerá; sim todos se tornarão obstinados; sim, todos estão decídos e perdidos, e hão de perecer se não houver expiação" . Uma vêz que Deus nos pôs neste segundo estado, ele perdeu a capacidade de nos trazêr de volta; se ele o fizesse, seria arbitrário, caprichoso e injusto e violaria as regras pelo qual o reino foi estabelecido; assim ele perdeu a capacidade de nos trazêr de volta por si mesmo. Deus o Pai não nos pode salvar!. Estas são algumas doutrinas da igreja, que solenemente pomos nestas dimensões. Mas esta é a verdadeira história da Páscoa. De facto, o que diz nesta escritura, é que se não houvesse uma maneira de voltar à presença do Pai, e esse encargo fosse deixado a ele, sendo ele incapaz de nos fazêr regressar à sua presença, acabariamos por ter como destino final as trevas exteriores, com Satanás e as suas hostes. Teriamos seguido pela mesma estrada que eles. E tudo aquilo que tinha sido organizado pelo Pai em conecção conosco, a nossa terra, as outras terras, onde parte desta familia está localizada e todas as criações ligadas com elas seriam desintegradas e retornariam às trevas exteriores. Isto leva-nos todos ao momento mágico de criação. Tudo o que tem a ver com com nosso Pai Celestial se torna muito mais racional, compreensivel, e a admiração acelera de forma que nos apercebemos o quão incrivel, maravilhosa, e poderosa é esta personagem. 2Nefi 9:7-9, é nesta escritura que diz que acabariamos por ter o mesmo destino que Satanás e os seus anjos se não houvesse uma expiação. Está absolutamente além das capacidades do nosso Pai Celestial levantar aqueles seus filhos que tropeçaram ao longo do processo de aprendizagem a destinguir o bem do mal, e trazê-los de volta à sua presença, visto que ele tem de agir de acordo com a lei. Voltar

Se ele não o fizesse, todas as outras inteligências lhe diriam: "Pai agora que eles pecaram e regrediram em termos de glória, eles não podem voltar. Lembras-te de todas as leis que nos trouxeram de volta? Nós não conseguimos sêr aquelas pessoas especiais, fomos graduados inferiormente! Lembras-te?? Lembras-te das leis sobre as quais estavas sempre a falar?" . As inteligencias são aquelas que exigem justiça e não permitem que ninguem retorne a Deus. Estão a compreender o problema de Deus?. Como Ele disse: "...Parariam de o honrar, e ele deixaria de sêr Deus." Esta é a doutrina. Agora, como podemos voltar a Deus?? "E não há homem algum que possa sacrificar o seu sangue para expiar pecados de outrem. Ora, se o homem se torna assassino, tomará por isso a nossa lei, que é justa, a vida de seus irmãos? Eu vos digo que não" . (Alma 34:11) . Esta é a lei. A lei diz que nenhuma pessoa pode sofrer pelos pecados de uma outra pessoa. Esta é a lei! É isso que todas aquelas pequeninas inteligencias estão a dizer. Parem agora um pouco e pensem porque as inteligencias actuam assim. Se eu tivesse quebrado uma lei, uma ofença muito grave, poderias tu morrer por isso e satisfazer esta audiencia, achas que podias? Ainda que nos amemos e que tu dissesses a todos eles: "Não, não permitam que o irmão Skousen seja morto, eu morrerei por ele" , pensas tu que eles ficariam felizes e satisfeitos com isso? NÃO! Isto violaria as leis da justiça, e a mesma coisa aconteceria com todas aquelas pequeninas inteligencias. Em Alma 34:11 diz que nenhuma pessoa pode morrer ou ser punida pelos pecados de outra e fazer com isso que seja aceite como justiça! As exigencias da justiça é o que aquelas pequenas inteligencias insistem. As inteligencias dizem: "Eles não podem voltar a ti Pai" . Estás a vêr o problema?? Agora, o genial da solução é que os Deuses sabem que estas pequenas inteligencias tem capacidade de sentir compaixão. Elas são exactamente como eu ou tu, por isso a expiação não é baseada na lei, mas sim na misericordia, isso está em em Alma 34:15. Por outras palavras, vamos tentar "tocar" essas inteligencias de alguma maneira que possa sobrepujar as exigencias da justiça, com o quê? Bondade e misericordia, para que nós possamos sobrepujar as exigências da justiça. A familia de Deus deve têr planeado estas coisas à muito mas muito tempo, visto que isto é um padrão. Lembram-se de quando estávamos a selecionar um salvador? Jesus voluntariou-se, e Satanas disse: "Sabes Pai, isto é uma moda muito antiga para mim, isto não é necessário, quando podes satisfazêr as inteligencias do universo somente pondo-lhes um colete de forças e fazê-los passar pelo segundo estado. Acho que é realmente uma grande ideia, e mereço todo o crédito pois estou a oferecer a toda familia um seguro contra todos os riscos. A unica coisa que peço é que retires o livre arbítrio só por um pouco de tempo e pôrlhes um colete de forças e assim passá-los pelo segundo estado, depois as inteligencias não os podem rejeitar; enviamo-los, damos-lhes corpos, evitamos qualquer quebra de leis, e depois trazêmo-las de volta. É muito simples!!" . "NÃO" , disse o Pai, "Não é assim tão simples" . Aparentemente implica, que se introduzisse compulção, e conduzisse até ao eterno plano de salvação, ou até ao universo cósmico, a coesão dominaria aí, e semeava sementes de quê? De revolução, desintegração; tudo aquilo que existe, move-se de livre vontade, desta forma não existe revolução, e Satanás diz: "Vou começar uma revolução!!" E ele fê-la. Jesus disse: "Pai, eu falo-ei à tua maneira. Falo-ei da maneira que sempre teve de sêr. Teremos baixas, isso é verdade, mas pelo menos manteremos a participação Voltar

voluntária que sempre tivemos nos passado. Sei que alguém tem de sofrer de forma a expiar e a despertar o sentido da compaixão, e eu posso fazê-lo" . A revelação diz que a guerra no céu foi uma reunião de testemunhos, visto que diziamos uns aos outros: "O plano de Pai é o plano certo" . Não queremos introduzir a compulsão. Se começarmos a usar compulsão, sabe-se lá onde vamos parar. Lucifer está a tentar roubar o trono ao nosso Pai Celestial, e quer a glória para ele. Não há nada no plano de Satanás a não sêr rebelião e destruição. No final conseguimos ter dois terços do nosso lado. No principio tinhamos uma minoria conosco, mas conseguimos no final dois terços, e o outro terço apoiou o plano seguro, o plano contra todos os riscos. Eles não quiseram assiscar conosco. Pronto, agora vamos saber como trabalha a expiação. Observem como este principio funciona. Pônha-se no lugar de uma inteligencia, capaz de sêr submetida a sentimentos como simpatia e compaixão! Vocês deixam de pedir contas por todo o pedaço de lei. Sabes que a lei permite isso! Já notaram? FUNCIONA!! Vamos ao tal principio: Elas tem que ter uma pessoa que seja infinita como diz em Alma 34, alguem que seja amada. Infinitamente significa completamente, todos o sabem!. Por isso foi escolhido um espirito tão superior, é o primeiro conselheiro da presidencia lá do céu. Ele é tão honrado, que quando o Pai quer fazêr algo, ele fala-lhe e então diz às inteligencias o que fazêr, ele é identificado como o Verbo ou a Palavra. Ele é aquele por quem passa a palavra. Ele é amado e respeitado por todos, tal como o Pai. Por isso vamos usá-lo. Ele é infinitamente amado, e fizémo-lo vir cá abaixo ao segundo estado, viver uma vida perfeita e sem ofença, para que possa voltar à presença do Pai. Enquanto trabalhava entre a familia humana, fizemo-lo sofrer tão terrivelmente que as pequenas inteligencias em todo o universo se revoltaram! É terrivel o sofrimento pelo qual ele teve que passar, elas amavam-no como diz no Livro de Mórmon, que mesmo os elementos da terra do norte não suportaram e houve grande destruição como nunca houve antes. Os proprios elementos estavam a chorar por alguem que eles amavam, e contra a terrivel tortura que ele estava a sofrer. E tudo isto por designio! Esta era a missão de Jesus o Cristo. Ele sofreu tanto que quando ele interceder em nosso favor, porque nós fizémos o nosso melhor, através do arrependimento, que aquelas pequenas inteligencias dirão: "Bom, eles realmente não poderiam voltar, mas se tu queres! Afinal sofreste por eles, sim, eles podem entrar". Isto é a EXPIAÇÂO. Oiçam Alma 34:15-16, assim como os profetas, que costumavam entenderr e pregar intensivamente. Oiçam os versiculos: "E assim trará a salvação a todos quantos acreditarem no seu nome, sendo a finalidade do seu sacrifício despertar as entranhas da misericórdia, que sobrepuja a justiça, dando meios para que os homens possam ter fé e se arrepender. E assim a misericórdia pode satisfazer as exigências da justiça, e os envolve nos braços da segurança, enquanto que aquêles que não exercem a fé para o arrendimento ficam expostos a todas as disposições das exigencias da justiça; portanto, apenas sobre os que possuem fé para se arrepender tem efeito o grande e eterno plano da redenção" . Vou lêr agora D.& C.45:3-5, e oiçam o Salvador a falar-nos sobre o assunto: "Ouvi aquêle que é o advogado junto ao pai, e que está pleiteando a vossa causa perante Êle. Dizendo: Pai, contempla os sofrimentos e a morte daquêle que não cometeu pecado, em quem Te comprazeste; contempla o sangue do Teu Filho que foi derramado, o sangue daquêle que deste para que Tu mesmo fôsses glorificado; Portanto, Pai, poupa êstes Meus irmãos que crêem em Meu nome, para que possam vir a Mim e ter a vida eterna" . Voltar

Salvador não pleiteou junto ao Pai por aqueles que não crêem nele; Ele não podia. Não lhe era permitido, pois assim não havia justiça. Mas pleiteou junto ao Pai por aquêles que acreditaram nele para que pudesse vir a Ele e tivessem a vida eterna. Deus o Pai agora pode fazê-lo sem deixar de sêr Deus por causa do quê??...MISERICORDIA!! Deixem-me dar-lhes um exemplo de como isto funciona. Durante a guerra civil Americana, houve um soldado de 19 anos que adormeceu enquanto estava de guarda. Uma secção inteira de soldados do norte foram mortos naquele sector, ele perdeu muitos dos seus amigos, e tudo porque ele adormeceu e os sulistas conseguiram atacar de surpresa com sucesso, naquele flanco de defesa. Ele sobreviveu, foi a tribunal de guerra, e foi sentenciado a sofrer a morte por enforcamento, ter negligenciado o seu dever, e ter adormecido enquanto servia de vigia, o que é rotina na lei militar. A sentença de morte, e a ordem de execução foram colocadas na secretária do presidente Lincoln, e ele estava preparado para assinar. Tinhamos perdido um lote inteiro de valiosos homens, porque um soldado de 19 anos adormeceu. (Não me lembro se foi através de uma carta ou de visita pessoal, mas isso não é significativo) O presidente Lincoln recebeu um comunicado de uma senhora idosa (penso que pessoalmente), e esta mãe disse ao presidente: "Quando a guerra começou tinha marido e seis filhos. Primeiro perdi o meu marido e depois perdi cinco dos meus filhos. Agora só me resta um unico filho, e ele está prestes a sêr executado por negligência em serviço. Ele sente-se extremamente mal acerca do sucedido, e sabe que merece morrer, ele está à espera de morrer, mas, presidente Lincoln, eu questiono-me, se talvez devido ao poder de perdoar que o Sr. tem devido à constituição, se por mim poderia perdoar o meu ultimo filho, e deixá-lo viver" . O presidente Lincoln disse áquela mãe: "Por si, dou perdão ao seu filho. Eu oro a Deus que ele sobreviva à guerra e que lhe seja uma benção todos os dias da sua vida" . Devemos perdoar sempre até 70 vezes 7 como Jesus ensinou, e lembrar sempre que não estamos livres de estar numa posição similar à daquêle jovem soldado. Estão a ver como funciona a compaixão? Sobrepuja completamente as exigências da justiça, e ninguém critica o presidente Lincoln por ter usado o seu poder de conceder perdão naquele caso, visto que todos nós sabemos da intercessão daquela mãe. É assim que todos somos. Quando foram para a ultima ceia, a Páscoa do cordeiro, e Ele olhou para os 12 e disse: "Em verdade vos digo que um de vós me há-de trair" . E Pedro disse a João: "Tu que estás mais perto de Jesus, Pergunta-lhe quem o vai trair" . E João o bem amado disse : "Senhor, quem??" . E o Salvador sussurou: "Aquêle a quem dou a ceia" . E pegando num pedaço de pão, deu a Judas e disse: "agora faz o que tens de fazêr" . E Judas saiu. Pergunto-me se Judas suspeitava que talves Jesus soubesse, não sabemos. De facto, achamos que não, ele já tinha recebido as trinta moedas de prata. Ele já tinha concordado em trair o Cristo. E ele, Judas foi ter com os anciões da cidade. Diz-se que nesta altura Jesus ficou muito depremido, então ele levantou-se e fez aquela maravilhosa oração de sumo-sacerdote que encontramos em João 17:2021, onde Ele pede ao Pai desta forma: "Eu não rogo somente por estes, mas também por aquêles que pela sua palavra hão de crêr em mim; Para que todos sejam um, como tu o Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" . E no maior sofrimento e angustia ele intercedeu naquela oração. Então disse: "Partamos, eu preciso de orar" . Voltar

E assim, partiram da parte da cidade onde viviam as pessoas mais pobres (pensamos que foi aí que isto realmente ocorreu). Atravessaram a praça do templo, sairam pelo portão dourado no lado Este, e prosseguiram o trajecto do ribeiro de Kidron até subirem ao topo do Monte da Oliveiras onde já estivera durante duas semanas. Já de noite, e ao prosseguirem na subida, Jesus dirigindo-se a oito dos seus discipulos diz-lhes para permanecerem junto ao portão. Ele levou Pedro, Tiago e João, entrou no jardim, e então disse-lhes que ficassem ali e vigiassem. Afastou-se então um pouco, e subindo o lado da colina embrenhou-se um puco mais no jardim. Aparentemente, João foi o unico que ficou acordado, e ouviu cair de corpo inteiro no chão. Ele não se ajoelhou numa rocha, diz lá que "prostou-se sobre o seu rosto" . Ele disse: "Ó Pai, todas as coisa te são possiveis, afasta de mim este cálice, todavia não se faça a minha vontade mas a tua" . Reparem que o que ele está a dizêr é "Pai tu és Deus! Tu és todo poderoso. Todas as coisas te são possiveis, não me faças passar por isto. Podes resolver isto de outra forma" . Então o anjo que desceu para ministrar a Jesus, indubitavelmente lhe explicou uma coisa da qual Ele se tinha esquecido. Tinha se esquecido da sua pré-existencia, pois tinha nascido para sofrer e morrer! O que o anjo lhe deve ter dito, ainda que não tenhamos um registo da mensagem não ficaria nem um pouco surpreendido se não tivesse sido algo como isto: "Ó Jeova, Tu és o filho de Deus, não tens que fazêr isto a menos que o desejes, mas deves saber que se não cumprires esta missão, o Pai perderá, não só esta familia, como toda a sua familia, e tambem toda a criação e tudo o que está associado a ela; os planetas, as plantas, os animais e tudo aquilo que pelas tuas prórias mãos construiste, estará perdido e voltará ao caos e ás trevas exteriores de onde são provenientes" . Isto é o que eu suponho que o anjo lhe deve ter dito porque quando o anjo terminou a sua ministração, Jesus disse: "seja feita a tua vontade". E Ele suou gotas de sangue, os canais do seu fluído da vida nem sequer puderam conter o sangue, e este invadiu as glandulas sudoriferas, e derramou-se para fora da pele como grandes gotas de sangue. Que agonia aquele momento! Não teriamos conseguido suportar aquilo. Não temos sequer uma vaga ideia o quão terrivel foi aquele sofrimento, mas Jesus deu-nos alguma ideia como foi em D.& C.19:15-19. "Portanto, ordeno que te arrependas - arrepende-te para que Eu não te fira com a vara da minha boca, e com a Minha ira, e com a minha cólera, e os teus sofrimentos sejam dolorosos - quão dolorosos tu não o sabes, nem quão pungentes, sim, e nem quão dificeis de suportar. Pois eis que Eu, Deus, sofri estas coisas por todos, para que arrependendo-se não precisassem sofrer; Mas, se não se arrependessem, deveriam sofre assim como Eu sofri. Sofrimento que Me fêz, mesmo sendo Deus, o mais grandioso de todos, tremer de dor e sangrar por todos os poros, sofrer, tanto corporal como espiritualmente - desejar não ter de beber a amarga taça e recuar. Todavia, gloria ao Pai, Eu tomei da taça e terminei as preparações que fizera para os filhos do homem". Agora, vais aceitar isto?? Cristo disse: "Fiz isto por ti, não o desperdices; se fores obediente e te arrependeres o espirito justifica-te e serás santificado; não desperdices tudo isto, não uses o nome de Deus em vão. Eu fi-lo por ti, agora vinde a mim, lembra-te, vinde a mim" . Bom...! Depois diso, Judas veio com os saldados. Jesus ouvi-os e voltou-se para onde estavem os 3 apóstolos à espera, e encontrou-os a dormir. Talvêz soubessem mais se eles não tivessem adormecido. Voltar

Era de noite, os soldados vinham com Judas, eles tinham tochas. Já tinham visto Jesus na praça do templo, Judas veio até perto dele, tomou-o nos seus braços e disse: "Avé, mestre" . salvador olhou para ele e disse: "Judas, tu tráis o filho de homem com um beijo?" . Nessa altura os soldados gritaram: "prendam-no, prendam-no" . E todos os outros fugiram. Estava lá um rapazinho, acabado de chegar, com o intento de avisar o salvador que tinha acabado de se levantar, (achamos que era o pequeno Marco, porque Marco é o unico que se refere a ele). O rapazinho estava envolto em um lençol. Aparentemete veio com o propósito de avisar o salvador. Talvez ele tenha visto os soldados a caminho (suponho eu). Depois disso, o salvador foi levado a casa de Anás, e logo de seguida a casa de Caifás. Todos se lembram da noite terrivel que Ele passou. Lembram-se das 3 vezes que Pedro negou Jesus. Pedro estava petrificado, ele nunca se perdoou por ter negado a Jesus. Na manhã seguinte houve um julgamento ilegal perante o sinédrio e como não podiam matar Jesus sem o consentimento publico de Pilatos; Levaram-no para uma praça aberta perto da praça do templo e apresentaram Jesus perante Pilatos. Este tentou criar simpatia em seus corações chicotiando Jesus e pondo-lhe uma coroa de espinhos. E o sangue correu pela face dele com as suas vestes já cheias de sangue; Pilatos trouxe-o e disse: "Olhem para este homem!" , o povo gritou: "CRUCIFIQUEM-NO, isso não é suficiente, CRUCIFIQUEM-NO" "Tragam-me água" . Disse Pilatos, "Vejam, lavo as minhas mãos deste julgamento. Crucifiquem-no" . Então, eles levaram-no com a cruz, e ele carregou-a enquanto o seu corpo dorido conseguiu suportar a dor. Finalmente levaram-no ao topo do Lugar da Caveira, e lá pregaram os pregos, primeiro nas suas mãos, depois nos pés, e por fim puseram a cruz de pé. Dois ladrões foram crucificados, um de cada lado. A terra tremeu, o céu escureceu à hora do meio dia e assim permaneceu com a terra tremendo ocasionalmente até às 3 horas da tarde. Todo o continente Americano tremia, e como ele, as ilhas do mar. Já perto do fim ele gritou: "tenho sede" , puseram vinagre numa esponja, porque isso supostamente aliviaria um pouco a dor. Em agonia olhou para baixo: "João eis aqui a tua mãe, mãe eis aí o teu filho" . Aparentemente José tinha morrido, e ele estava a dizêr: "João toma conta de Maria" . Começaram então a atormenta-lo, a aborrece-lo, a acusarem-no dizendo: "porque não desces da cruz, porque não te salvas a ti próprio" . Tudo isto tambem pode sêr encontrado em Salmos 22. Tudo isto tinha sido visto por Davi, ele sabia as próprias palavras que Jesus diria. Então, quando a agonia era quase insuportavel, e a noite estava a cair, eles teriam que partir as pernas aos crucificados para que morressem mais rápidamente. E à hora nona exclamou Jesus em voz alta; "Eloi Eloi, lama Sabactâni?" , isto é Deus meu Deus meu, porque me desamparaste?. O espirito de Deus retirou-se deste homem. Ele tinha que o fazêr só, agoniar na cruz, mas por breves momentos. Então o espirito de Deus voltou a Ele dizênto: "Meu filho, eu estou aqui. Conseguiste" . Jesus então levantou a sua face e disse: "está terminado. Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito!" e assim morreu. Naquele momento, Jesus tornou-se no CRISTO. Ele tinha feito tudo aquilo que era necessário para sobrepujar as exigencias da justiça para que pudessemos voltar a Deus. Ele conseguiu!! E pelo poder daquela grande força que estava nele, em três dias e três noites conseguiria levantar-se, ressuscitar, purificar e glorificar o seu corpo. Voltar

E é uma emoção tão grande comtemplar Maria Madalena e a outra Maria enquanto vinham apoiando-se uma na outra, e acharam a porta do sepulcro revolvida!, cremos que sabemos mais ou menos a localização do sepulcro, não temos a certeza, mas a descrição encaixa perfeitamente. É mesmo ao fundo de uma colina descrita pelo salvador. É o unico sepulcro existente ali. Quando não encontraram o corpo ficaram perplexas, e pensaram que alguem tinha roubado o corpo. Talvês tenha sido o jardineiro, e quando ela o vê em pé ali parado olha-o por entre lágrimas e diz: "Senhor se tu o levás-te daqui, dize-me onde o puseste, e eu o levarei" . A pessoa que estava ali disse: "Maria" ela olhou para ele e disse: "Raboni" e Ele disse-lhe: "Não me toques porque ainda não subi para o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus" . E dizendo isto subiu para o Pai. (João 20:11-17) Esta é a história da Páscoa. Nosso Pai celestial sofreu tanto nessa noite no jardim Getsêmani. Quando aquele filho que estava ali prostrado nas folhas por debaixo das oliveiras e disse: "Ó Pai de se for possivel afasta de mim este cálice" , que quis dizêr que pelo menos algum dos seus filhos aqui na terra pudesse saber como foi aquela noite para ele. Por isso Ele disse ao nosso grande ancestral Abraão: "quero que pegues no teu filho amado, o leves até ao topo do monte Mosiah e que mo ofereças em sacrificio". "PORQUÊ ??" , disse Abraão. "Toda a minha vida tenho pregado contra o erro que é o sacrificio humano. Meu unico filho, e tu Senhor prometeste levantar uma semente, tão numerosa como as areias da praia. Agora tenho de matá-lo??" Sem dizêr a Sara, ele levou o seu jovem filho, provavelmente já na sua adolescencia, para o topo do monte Mosiah, e lá disse ao seu filho que não o teria se não fosse através de uma benção especial de Deus para que a mãe o pudesse conceber; e Ele enviou-te a mim e agora quer tomar-te de volta. Não por doença, guerra ou velhice, mas por sacrificio a Ele. Ele levantou a faca; oh que angustia de pai. Em Jacó 4:5 no Livro de Mormon, diz que isto aconteceu para simbolizar os sentimentos de pai e do filho. Isso aconteceu para que pelo menos um pai humano pudesse saber como foi a angustia e a dor naquela noite no Jardim de Getsêmani. Como Jesus disse: "Aba, Pai todas as coisas te são possiveis; afasta de mim este cálice" . Vou acabar por aqui. Talvez agora possam começar a entender esta maravilhosa doutrina sobre o qual o Presidente Kimball falou na reunião de sacerdócio. As inteligencias do Universo, e o facto de que a honra de Deus é aquilo que o torna Deus. O facto de que se Ele perde a sua confiança, Ele simplesmente cessa de sêr Deus. Estas são doutrinas basicas do evangelho restaurado, assim como Jacó 2 relata. Porque não falamos mais acerca da Expiação? Acerca da ressurreição?. Acho que estamos de acordo de que poderiamos falar acerca da verdadeira base da Expiação. Falamos acerca disso como um facto comprovado sem nunca tentar a aproximação ao Pai e dizêr: "Pai Celestial, acho que agora compreendo um pouco" . Não sei o que este conhecimento lhes faz, mas a mim fêz-me amar o meu Pai celestial como nunca aconteceu antes, e aprendi a amar o meu salvador Jesus Cristo como nunca. Agora sei o que estas duas maravilhosas Personagens fizeram por mim e por ti. E todas as crianças deste mundo e todas as pessoas deste planeta e todas as maravilhosas coisas com que Eles nos abençoaram teriam sido destruidas ou perdidas para sempre se eles não fizessem o que fizeram. Por isso eu Os amo muito!. E presto o meu testemunho a vocês meus irmãos e irmãs do fundo do meu coração, de que Jesus é o Cristo, e temos um Pai Celestial que nos ama. A Expiação é um principio activo e verdadeiro; a ressurreição é uma realidade; o perdão dos Voltar

pecados é possivel, e se nos arrepender-mos sinceramente podemos sêr restaurados e voltar-mos para nosso Pai Celestial. (Isaias 1:18) Oro a nosso Pai Celestial para que não o decepcionemos, e assim sejamos bons missionários compartilhando esta grandiosa mensagem com o nosso proximo, e tomemos todos os filhos de Deus e possamos encontrar e compartilhar os 13 maravilhosos passos selecionados no fim destas palavras. Este é o meio pelo qual podemos alcançar os filhos de Deus. Os passos descrevem o valor de cada benção que podemos transmitir. Sem os chocar devemos agir de maneira que possam aprender dentro da sua capacidade de assimilação. Cada alma que possamos ajudar a salvar, nosso Pai Celestial nos abençoará mais do que podemos entender ou sonhar. Agradeço o convite de discurssar para vocês esta noite. Estou grato por sentir toda a noite a presença do vosso doce espirito, com que o nosso Pai Celestial os abençoou. E agora ao deixar este Vale, levo comigo algumas boas memórias. Tentarei voltar em Outubro, deixo a minha benção e oração para vós e vossa familia para que possam sêr dignos da Expiação de Jesus Cristo e do seu evangelho que foi restaurado para nossa salvação. Esta é a minha oração em nome de Jesus Cristo, Amén. 1 - 2Néfi 2:14 . As coisas que agem a as que recebem acção. 2 - D.& C. 93:29 . As inteligências sempre existiram. 3 - D.& C. 93:30 . As inteligências agem quando estão prontas. 4 - Abraão 3:19,23 . De todas as inteligências Deus é a maior. 5 - D.& C. 93:33 . Os elementos são eternos. 6 - Abraão 4:10,12,18 . Os elementos têm inteligencias. (Helamã 12:8-9) . 7 - Jacó 4:6 . As inteligencias obedecem a Deus. (1Néfi 20:13) . 8 - D.& C. 29:36; Moisés 4:1,4; Alma 42:13,22,25; Moroni 9:19 . A fonte do Poder de Deus é a honra. 9 - Alma 34:9; 2Néfi 9:9 . Quando estamos na terra, Deus não nos pode salvar, e não nos pode trazêr de volta. 10 - Alma 34:11 . Ninguém pode sofrer pelos pecados de outrém. 11 - Alma 34:15 . As inteligencias têm capacidade para sentir compaixão. A expiação é baseada na misericórdia e justiça. 12 - D. & C. 45:3 . Misericórdia sobrepuja a lei. 13 - D. & C. 19:15,19 . A Expiação. A EXPIAÇÃO: por Cleon Skousen Traduzido e escrito em Português por Américo Nunes e Sandra Nunes

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"DESENVOLVER FÉ EM CRISTO"
POR ELDER MERRIL J. BATEMAN
Uma apresentação dada por designação do Quorum dos doze, o qual recebeu tal aprovação que Elder Bateman foi direcionado a escrever o artigo e foi distribuído a todos os Presidentes de Estaca na Área Utah Norte.

O Processo da Fé:
O desenvolvimento da fé em Cristo é um processo segundo o qual uma pessoa constrói um relacionamento de confiança e lealdade para com o Salvador. A fim da fé se desenvolver, é requerido que o indivíduo aja de acordo com certos princípios e o Salvador, em resposta, recompensa o obediente com confirmação espiritual de suas ações. No Novo testamento, a palavra "fé" é traduzida da palavra grega (pistis) que é definida como " uma lealdade e confiança mutua entre duas partes baseadas num convênio ou contrato apoiado por garantias. " O Pai esta disposto a realizar um convênio com Seus filhos e recompensá-los com imortalidade e vida eterna se eles obedecerem ao convênio. Aqueles que são obedientes ao convênio através de seus atos de fé são recompensados quando necessário, por testemunhos do Espírito. As obras de fé de um indivíduo representa sua garantia ao Senhor. O adiantamento do Pai é o testemunho espiritual que Ele concede, o qual é também garantido ou selado pelo sacrifício de Seu Filho Unigênito. ( Efésios 1:13-14, Enos 1:5-8, I Pedro 1:3-5). O testemunho do Espirito Santo vem como uma aceitação das obras de fé de uma pessoa - após a prova de sua fé. (Éter 12:6). Este processo reciproco de troca de garantias (obras de fé por um testemunho do Espírito) acontece em vários estágios do crescimento e é o processo pelo qual a fé e confiança aumentam até que ele ou ela atinja um perfeito conhecimento (Tiago 2:22, Efésios 3:14-19) Muitos níveis de fé: Embora haja provavelmente tantos níveis de fé no processo de desenvolvimento quanto há indivíduos, é possível pelas escrituras definir ao menos quatro estágios de fé em Cristo e no plano do evangelho. O primeiro estágio é o de investigador. O segundo ocorre quando alguém obtém um testemunho mas esta ainda na primeira fase do crescimento. Um terceiro estágio pode ser descrito pela "plena conversão e grande fé no poder santificador de Cristo". E o quarto estágio ocorre quando o chamado e eleição é garantido. Passos no Processo de Desenvolvimento: Há três passos chave dentro de cada nível de fé. Cada estágio começa com uma esperança ou crença de que algo é verdadeiro. O segundo passo é ação pelo qual o indivíduo reflete um desejo de acreditar e viver a verdade ( obediência aos novos princípios ou níveis elevados de obediência aos princípios previamente conhecidos); e o terceiro é uma "confirmação" ou testemunho do Espírito, i.e. uma pessoa participa de um ou mais frutos do Espírito (Galatas 5:22-23). Confirmação espiritual deve então conduzir a mais atos de fidelidade ou o indivíduo perde o que ele ou ela tem recebido (2 Néfi 28:29-30, 3 Néfi 26:9). Uma ilustração do processo é descrito abaixo. O primeiro Estagio - Fé como Esperança: A fé começa com esperança e desenvolve-se através da retidão. Alma 32:26-30 descreve o processo que um investigador do evangelho passa na busca de verdades sagradas. Isto começa com um "desejo de acreditar." O segundo passo é uma disposição para "por a prova minhas palavras." A prova é ler o Livro de Mórmon; jejuar e orar sobre a veracidade da restauração; freqüentar a Igreja; "exercitar uma partícula de fé"; "dar lugar a uma porção de minhas palavras." Se o investigador seguir este curso com um coração honesto, ele ou ela começa a sentir uma inchação no peito, seu entendimento começa a

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iluminar-se. O investigador deve então agir de acordo com o testemunho, participando nas ordenanças do batismo e confirmação. O Segundo Estagio - Fé Como Uma Combinação de Crença e Conhecimento: O segundo estágio é alcançado quando alguém recebe um testemunho do evangelho e a conversão acontece. O testemunho do Espírito no primeiro estágio provê conhecimento da veracidade do Livro de Mórmon e da restauração do evangelho. Quando agimos de acordo, este conhecimento associa-se com a crença em verdades adicionais. A primeira prova alarga a alma, produz uma segura esperança, e motiva o indivíduo a desejar mais verdades. O testemunho espiritual é uma ancora para a alma e leva a pessoa a ser abundante em boas obras" (Éter 12:4). As obras de fé são então seguidas por confirmação espiritual. A semente incha, brota e começa a crescer a medida que a atenção e a possessão da verdade da pessoa aumenta através da diligencia e obediência (D&C 130:20-21). Comprometimento adicional são feitos através do sacerdócio e das ordenanças do Templo. O Terceiro Estagio - Profunda Fé no Poder Redentor de Cristo: Conforme a pessoa abundar em boas obras, seu conhecimento e segurança das coisas não vistas a levará para um "perfeito esplendor de esperança" na expiação de Cristo pela sua alma (2 Néfi 31:20, Éter 12:32, Mosias 4:1-4). Com um coração quebrantado e espírito contrito, ele implora por misericórdia e pela aplicação do sangue expiatório de Cristo. Através do Espírito do Senhor, ele encher-se-a de alegria, a medida que recebe uma remissão de pecados. Ele tem paz de consciência em virtude de sua profunda fé em Cristo e porque sua vida se adapta aos princípios do evangelho. Ele ou ela são desejosos de fazer tudo o que Deus pedir, a sacrificar todas as coisas (Joseph Smith, Preleções de Fé, 6:7). A confiança entre o Senhor e a pessoa atinge a níveis onde "milagres são realizados pela fé" e "anjos aparecem" (Éter 12:16, Moroni 7:37). Ele se enche de caridade para com todos os homens, seus pensamentos se tornam incessantemente virtuosos, e sua confiança se fortalecerá na presença do Senhor (D&C 121:45). Néfi o filho de Helamã, foi tão infatigável em sua fidelidade, que o Senhor pode dizer, "... te farei poderoso em palavras e ações, em fé e em obras; sim, para que todas as coisas se realizem segundo a tua palavra, pois nada pedirás que seja contrário a minha vontade (Helamã 10:4-5; veja também Moroni 7:26). A vida de alguém exemplifica os elevados convênios do templo. O Quarto Estagio - Plenitude de Todas as Coisas: Finalmente, virá tempos em que a confiança e fé da pessoa será tão forte que ele não poderá ser impedido de penetrar o véu, mas verá as coisas que ele tinha visto com os olhos da fé (Éter 12:19). Nas palavras de Pedro, a pessoa torna-se participante da natureza divina através da fé, diligência, paciência, virtude, conhecimento, temperança, piedade e realizando convênios e ordenanças. A pessoa recebe grandes e preciosas promessas (2 Pedro 1: 3-10). Como Joseph Smith disse. "Quando o Senhor o tiver provado profundamente e julgar que o homem esta determinado a servi-lo apesar de todos os riscos, então o homem receberá a segurança de seu chamado e eleição. Então será seu privilégio receber o outro Consolador." (Ensinamentos de Joseph Smith pg 150 Inglês). Como Néfi ele poderá dizer, "Glorio-me na clareza; glorio-me na verdade; gloriome em meu Jesus, pois redimiu minha alma do inferno"(2 Néfi 33:6).

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FILHOS DA PERDIÇÃO
O que os vários títulos do adversário nos dizem sobre ele? Dois dos nomes de Satanás nestes versos referem-se a sua alta posição no conselho premortal. O nome Lúcifer é derivado do latim lux (que significa "luz"), combinada com o latino Ferre (que significa "levar, carregar, ou portar"), daí este nome significa literalmente "portador luz." Ele foi "um filho da manhã", sugerindo a sua proeminência como um dos primeiros filhos espirituais de Deus a nascerem e alguém "que tinha autoridade na presença de Deus." Os outros títulos descrevem seu estado após a sua rebelião e queda. Diabo vem do grego diabolos, que significa "caluniador", talvez recordando o seu desejo de tomar a honra de Deus. O nome Satanás vem do hebraico Saatan, que significa "um inimigo ou alguém que trama contra alguém". Perdição é derivada do verbo latino perdere (que significa "perder") então perdição literalmente significa "perda". Satanás e todos aqueles que o seguem perdem o privilégio de estar em qualquer um dos reinos de glória. O nosso apreço pelo poder de persuasão do Adversário deve ser reforçado quando lembramos que ele foi capaz, na própria presença de Deus, de levar após si um terço dos espíritos. Ele ainda possui estes poderes hoje. Quais são as ações levam uma pessoa a tornar-se um filho da perdição, e o que é que significa negar o Espírito Santo? Uma pessoa que se torna um filho da perdição precisa saber que o evangelho é verdadeiro e ter experimentado o poder de Deus, e em seguida, deliberada e conscientemente nega este conhecimento evidente (ver Alma 39:6). Joseph Smith disse que é como uma pessoa alegar que "o sol não brilha, enquanto o vê" (Ensinamentos do profeta Joseph Smith, 358). O Senhor declarou que a pessoa não só "nega" o que ela sabe ser verdade, mas deve também "desafiar" o poder de Deus (D & C 76:31). Desafiar o poder de Deus envolve uma obstinada oposição a Ele e sua obra. O Salvador compara esta ofensa imperdoável, a conscientemente participar na sua crucificação e tendo-o "envergonhado abertamente." (D & C 76:35). Alguns ainda estranham por que nós podemos ser perdoados após blasfêmias Cristo, mas não por negar o Espírito Santo (ver Mateus 12:31-32; Lucas 12:10). A diferença não parece ser objeto de uma blasfêmia de alguém, mas antes, a repudia de certos testemunhos que vem do Espírito Santo. "O testemunho do Espírito", afirmou Presidente Joseph Fielding Smith, "é tão grande, e as impressões e revelações da verdade divinas tão energicamente reveladas, que vêem ao receptor uma convicção da verdade que ele não pode esquecer. Portanto, quando uma pessoa, uma vez iluminada pelo Espírito, recebendo o conhecimento de que Jesus Cristo é o Filho unigênito de Deus na carne e, em seguida, volta-se e combate o Senhor e a sua obra, assim ele faz contra a luz e testemunho que ele recebeu pelo poder de Deus. Portanto, ele se resigna ao mal consciente. Portanto Jesus disse, não há perdão para essa pessoa. "O testemunho do Espírito Santo é o mais forte testemunho que um homem pode receber" (Answers to Gospel Questions, 4:92). O Senhor explicou que os filhos da perdição são aqueles que "negar o Filho após o Pai ter revelado-O "através do Espírito Santo (D & C 76:43). Qual será o estado dos filhos da perdição? O Senhor descreveu o destino dos filhos da perdição como um "lago de fogo e enxofre" e chamou isto de uma “segunda morte". Ver D & C 63:17. Os filhos da perdição serão ressuscitados (ver D & C 76:39 n. a), mas não poderão ser redimidos dos efeitos de seus pecados, porque eles não se arrependem. Mesmo que o Senhor não tenha revelado a extensão dos seus tormentos (ver D & C 76:45-46), o que ele nos disse deve ser suficiente para alertarnos para ficarmos longe deste destino. Joseph Smith disse: "Todos os pecados serão perdoados, exceto o pecado contra o Espírito Santo; pois Jesus irá salvar todos exceto os filhos da perdição. (Ensinamentos, p. 358.) Uma Visão dos Filhos da Perdição Nesta visão, Joseph Smith foi ensinado o destino dos santos de Deus que se renderam e definitivamente foram vencidos pelo poder de Satanás. (Ver D & C 76:29-30) O santos do convênio são um dos principais alvos de Lúcifer. Somente eles podem ser levados para as profundezas da miséria, onde ele mora, e tornam-se filhos da perdição. Eles podem elevar-se e cair mais do que qualquer outro grupo de filhos do pai. Voltar

Nesta revelação, o Senhor mostra cinco passos que irão conduzir um membro do convênio da igreja para a terrível situação de um filho da perdição: (Ver D & C 76:31)

1. Conhece o poder de Deus 2. Participa do poder de Deus 3. Permitir-se ser vencido pelo poder do diabo 4. Nega a verdade 5. Desafia o poder de Deus
O Senhor descreve as ações referidas acima, nos seguintes termos: “Tendo negado o Santo Espírito, depois de havê-lo recebido, e tendo negado o Filho Unigênito do Pai; tendo-o crucificado dentro de si e tendo-o envergonhado abertamente." (D & C 76 : 35) O Profeta Joseph Smith discutiu este pecado como segue: Todos os pecados serão perdoados, exceto o pecado contra o Espírito Santo; pois Jesus irá salvar todos exceto os filhos da perdição. O que deve um homem fazer para cometer o pecado imperdoável? Ele deve receber o Espírito Santo, ter os céus abertos para ele, e conhecer a Deus, e então pecar contra ele. Após um homem ter pecado contra o Espírito Santo, não há arrependimento para ele. Ele tem que dizer que o sol não brilha, enquanto o vê, ele tem que negar Jesus Cristo, quando os céus foram abertos para ele, e negar o plano de salvação com os olhos abertos para a verdade dele, e a partir desse momento ele começa a ser um inimigo. Este é o caso de muitos apóstatas da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Quando um homem começa a ser um inimigo desta obra, ele me caça, ele procura me matar, e nunca cessa de ter sede do meu sangue. Ele tem o espírito do demônio, o mesmo espírito que eles tinham quando crucificaram o Senhor da Vida, - o mesmo espírito que peca contra o Espírito Santo. Você não pode salvar essas pessoas, você não pode trazê-los ao arrependimento: eles fazem guerra aberta com o Diabo, e terrível é a conseqüência. (HC, vol. 6, pp. 314-315) Em outra revelação, o Senhor se referiu a este pecado imperdoável nas seguintes palavras: “A blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada no mundo nem fora do mundo, é cometer assassinato derramando sangue inocente e consentir em minha morte depois de terdes recebido meu novo e eterno convênio, diz o Senhor Deus... " (D & C 132:27) Presidente Joseph Fielding Smith explicou este conceito da seguinte forma:. . . Derramar sangue inocente é falado nas escrituras como consentir na morte de Jesus Cristo e expô-lo a vergonha. Para aqueles que receberam o testemunho do Espírito Santo, e lutam com ódio iníquo contra os seus servos autorizados, é o mesmo, pois se isso for feito a eles, também é feito contra Ele. Para os homens que receberam a luz do Espírito Santo e se rebelam e lutam contra a verdade com ódio assassino, e contra aqueles que estão autorizados a proclamá-lo, não há perdão neste mundo, nem no mundo vindouro. (IE, julho 1955, p. 494) D & C 76:43 " Ele que glorifica o Pai e salva todas as obras de suas mãos, exceto os filhos de perdição, que negam o Filho depois que o Pai o revelou." Antes de uma pessoa poder se tornar um dos filhos da perdição, o Pai e o Filho devem manifestar-se a eles. Eles devem ter um conhecimento perfeito da veracidade do evangelho que eles negam conscientemente. Quanto ao destino final dos filhos da perdição, o Senhor nos informa que só eles que se tornam filhos da perdição, terão um pleno conhecimento da natureza de tal castigo. (Ver D & C 76:44-48) No entanto, deve ser entendido que os filhos da perdição serão ressuscitados, embora eles não serão redimidos de seus pecados, nem vão herdar um reino de glória. (Ver D & C 76:36-39)

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INTELIGÊNCIAS
‘Inteligências” - a parte que estava no principio com Deus, a entidade no homem, que reconhece a verdade, que compreende aquilo que é, mente, digo - “Inteligências, ou a luz da verdade, não foi criada nem feita nem deveras pode ser. ‘(D&C 93:29) ‘Inteligência ou a luz da verdade - evidentemente significando com isso, a luz pela qual a verdade é discernida, ou conhecida; e esta inteligência que reconhece a verdade, não foi feita, nem pode ser feita, porque ela é eterna. De acordo com Doutrina e Convênios 93:29, sem duvida significa que a inteligência dos espíritos - dos personagens de espírito - é igualmente eterna, com Cristo e com Deus. Seguindo o pensamento de que a “Inteligência ou a luz da verdade”, (o poder que reconhece a verdade), não foi criado nem feito, então, é claro que estas inteligências são eternas, seres auto-existentes. Isto recomenda, entretanto, que a palavra “inteligências’ na revelação citada acima, seja usada no singular, e não no plural; significando inteligência em geral, em massa, como não sendo criada e não criáveis. E agora, ‘inteligência”, (i.é. no homem), portanto uma inteligência individual, portanto entidades inteligentes - não são criadas nem feitas e nem podem ser.” Em outras palavras, estas inteligências são tão eternas quanto Deus e Cristo o são, ou como o Espírito Santo também o é. Isto se torna mais aparente quando aprendemos em um versículo subseqüente da revelação, que o homem é espírito, o que é no seu âmago, no seu poder e glória, o homem não é então o seu peso em ossos, músculos, fosfato, água e etc..., mas o grande fato é, que ele é espírito, substância espiritual e inteligência. Não há inteligência existindo separadamente e aparte de pessoas individuais, ou como procedendo de tais pessoas como um poder, ou força, tal como quando o Espírito de Deus “movia-se sobre a face das águas”. (Gen 1:2) Mas este Espírito de Deus nunca está separado de sua fonte, tanto quanto os raios de luz estão separados dos corpos luminosos dos quais procedem. Do sermão King Follet temos o seguinte: A alma - mente do homem - o espírito imortal (inteligência). De onde terá vindo? Todos os homens cultos e doutores da divindade dizem que Deus o criou no princípio, mas não é assim; a meu ver, a própria idéia diminui o homem. Não creio nesta doutrina; eu conheço a verdade. Escutai, á vós, confins da terra, pois o próprio Deus mo disse, e se não acreditais em mim, isso não invalidara a verdade... Dizemos que o próprio Deus é um ser não criado. Quem vo-lo disse? E bastante correto; mas como entrou na vossa mente? Quem vos contou que o homem não existe da mesma forma, sob os mesmos princípios? O homem existe sob os mesmos princípios. Deus fez um tabernaculo e nele colocou um espírito, tornando-o assim, uma alma vivente. Como está em hebraico? Em Hebraico, não significa que Deus criou o espírito do homem. Diz: “Deus formou o homem do pó da terra e colocou nele o espírito de Adão e, assim tornou-se um corpo vivente”. A mente ou inteligência, possuída pelo homem é semelhante (co-eterna) á do próprio Deus. Sei que o meu testemunho é verdadeiro;... Estou me estendendo sobre a imortalidade do espírito (inteligência) do homem. Seria lógico dizer que a inteligência dos espíritos é imortal e, ainda assim, (í é a inteligência) teve um princípio? A inteligência dos espíritos não teve início, nem terá fim. Isto é absolutamente lógico. Aquilo que tem um princípio pode ter um fim nunca houve um tempo em que não existissem espíritos (inteligências); pois eles são semelhantes, (coeternos) a Nosso Pai Celestial. A inteligência é eterna e existe sob um princípio auto-existente. É um espírito (inteligência) de era em era, e nada tem haver com criação. Os primeiros princípios do homem (sua inteligência) são auto existentes com Deus. As palavras entre parênteses são a interpretação correta, segundo o Elder B.H. Roberts. A diferença entre “espírito” e “inteligência” como usado aqui: Inteligências, são entes não criados, algumas habitando corpos espirituais - corpos compostos de elementos espirituais finos, outras são inteligências sem corpo, ou corpos espirituais ou outro tipo de corpos. Elas não são criadas, são entes auto-existêntes, necessariamente autocientes por outro lado autoconscientes, elas são consciente de “meu” e de “não meu”. Elas possuem poder de comparação e discriminação, sem o qual, o termo “inteligência” seria um erro. Elas discernem entre o bem e o mal; entre bom e melhor; elas possuem vontade ou liberdade - dentro de certos limites ao menos. O poder, entre outros poderes, para determinar sobre um certo tipo de conduta qualquer, contra outro tipo de conduta. A inteligência individual pode ter seus próprios pensamentos, agir sabiamente ou loucamente; fazer o certo ou o errado. Acreditar em uma inteligência com poderes de pouca importância ou inferiores a estes seria negar-lhes totalmente a inteligência. Esta concepção da eternidade da mente, a inteligência do homem, afeta de modo vital o plano geral das coisas. Conforme matéria usualmente aceita na ‘Doutrina Cristã” com respeito a origem do homem, de que Deus de sua própria e livre vontade “criou do nada’ o espírito e o corpo do homem.

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Esses homens serão então como Ele queria que fossem, desde que em seu ato de criação ele poderia fazê-los diferente, tivesse Ele assim disposto. Então, porque deveria Ele -sendo infinitamente sábio, poderoso e bom pois assim, os credos o representam - porque deveria Ele criar por mero ato do desejo, seres tais quais são os homens, não somente capazes, mas inclinados ao mal moral? Que sobre a teoria de Deus ter criado o homem, espírito e corpo, absolutamente ‘do nada” em última analise das coisas, apesar de todos os argumentos em contrário, deixaria a responsabilidade do mal moral no mundo, com Deus? Assim, as próximas questões pertinentes ao ato criador de Deus são: Então o que seria do propósito decretado por Deus> em punir o mal moral? E o que seria da tão gloriosa justiça de Deus nesta punição? Onde repousaria a responsabilidade do homem, se ele fosse criado a fim de amar ao mal e a segui-lo? Isto não é revoltante a razão, como é ofensivo a devoção, pensar que Deus de sua própria e livre vontade, criasse alguns homens, não somente inclinados a maldade, mas desesperadamente assim inclinados, enquanto outros, Ele de sua própria vontade, criou com disposições naturalmente inclinados a bondade? Da mesma maneira isto permanece com o homem em relação a sua inclinação a fé e a descrença; e ainda, sob a crença do ‘Cristianismo» ortodoxo, de que todos estão incluídos sob a mesma lei para o julgamento, julgamento esse Eterno! Por outro lado, sob a concepção da existência das independentes, não criadas e auto-existentes inteligências, que pela natureza inerente delas, são de vários graus de inteligência e qualidade moral, diferindo uma das outras de muitos modos, ainda que semelhantes em sua eternidade e liberdade - como elas ficam nesta concepção das coisas? Antecipando por enquanto, em consideração aos propósitos de Deus na vida terrena do homem, vamos supor que o propósito de Deus é o melhoramento das condições dessas inteligências, como homens, prover o progresso delas a altos níveis de existência e poder, através da mudança. Sob esta concepção das coisas, como ficariam estes assuntos? Há a geração destas inteligências, a geração dos espíritos, os espíritos dos homens e finalmente gerar homens como personagens ressurretos, imortais, com possibilidades infinitas. A cada mudança incrementada, poderes de desenvolvimento são acrescidos às inteligências; contudo sempre presente através de todo o processo de aperfeiçoamento, está a entidade auto-existente, a inteligência com espantosa realidade disto, ou sua - pois ela é sempre pessoal - consciência, liberdade moral e indestrutibilidade. Ela tem escolha para mover-se para cima ou para baixo, em cada estado que ocupa; freqüentemente derrotando, por um tempo ao menos, os benevolentes propósitos de Deus a seu respeito, através de sua própria perversidade. Ela passa por experiências terríveis, sofrendo terrivelmente, não obstante aprendendo pelo que sofre, assim que seu próprio sofrimento torna-se um meio de seu progresso. Ela apreende rápida ou vagarosamente, de acordo com sua natureza inerente de obediência a lei. Ela apreende que: Aquele que é governado pela lei, é também preservado pela lei e por ela aperfeiçoado e Santificado, (e) aquele que transgride (uma) a Lei, e não a obedece, mas procura ser para si mesmo a lei, preferindo estar em pecado e nele permanece inteiramente, esse não pode ser santificada pela lei, nem pela misericórdia, justiça e julgamento. Portanto permanecerão ainda imundos. (D&C 88: 34-35) Esta concepção das coisas isenta Deus da responsabilidade pela natureza e condição das inteligências em todos os estágios de seu desenvolvimento; sua natureza inerente e sua vontade os fazem primeiramente o que são. Esta natureza elas podem mudar lentamente talvez, mais ainda elas podem mudar. Deus as colocou no caminho da mudança, ampliando sua inteligência através do aumento do conhecimento e mudança de ambiente, através de experiências. O único meio em que Deus afeta estes auto-existentes seres é favorável; Ele não criou sua natureza inerente, Ele não é responsável pelo uso que elas fazem de sua liberdade de escolher o bem ou o mal - seu livre arbítrio moral, nem é Ele o autor de seus sofrimentos quando caem em pecado, que vem pela violação da lei, e deve ser suportado ate suas lições serem apreendidas. Mas entrementes, cada um por si mesmo, inteligência, espírito ou homem - o último dos três combinado, é responsável por seu próprio estado - não Deus. PROPÓSITO DE DEUS NA VIDA TERRENA DO HOMEM Estamos agora preparados para considerar o propósito de Deus na “criação” do homem. Vamos considerar tal propósito na luz do completo conhecimento do assunto, o qual tem sido alcançado através das revelações de Deus, que tem vindo ao homem nesta Nova Dispensação. Através das revelações recebidas por Joseph Smith, mais luz e conhecimento vieram a tona, através dos livros de Moisés e Abraão, do Livro de Mórrnon e também de Doutrina e Convênios,

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A OBRA E GLÓRIA DE DEUS Testemunho de Moisés. ‘Eis que esta é minha obra e minha glória – levar a efeito a imortalidade e a Vida Eterna do homem.” (Moisés 1:39) É propósito de Deus “proporcionar a imortalidade e (a) Vida Eterna do homem” - como homem é claro. Como homem imortal! Imortal como Cristo foi e é, após a sua ressurreição dos mortos, espírito e corpo indissoluvelmente unidos; uma ‘alma”, pois na luz do nosso conhecimento, “o espírito e o corpo (é) (são) a alma do homem”. E a ressurreição do (corpo) (da morte), é a redenção da alma. (D&C 88:1516) Testemunho do Livro de Mórmon. O testemunho de Moisés não é o único, outra palavra é encontrada e propósito adicional é dado - ao anterior já mencionado. No Livro de Mórmon encontramos: “Todas as coisas foram feitas pela sabedoria Daquele que tudo conhece. Adão caiu para que os homens existissem, e os homens existem para que tenham alegria.’ (2º Néfi 2:24-25)”. Testemunho do Profeta da Nova Dispensação. O Salvador Jesus Cristo falando ao Profeta Joseph Smith disse: “Eu estava no principio com o Pai, e Eu sou o Primogênito... vós (o Profeta e os irmãos que estavam com ele quando a revelação foi dada) estavam também no princípio com o Pai, aquilo que é espírito.. Homem (a raça - todos os homens) estavam também no principio com Deus. A inteligência ou a luz da verdade, não foi criada nem feita, nem pode deveras ser feita. Toda a verdade é independente naquela esfera em que Deus a colocou, para agir por si mesma, assim também como toda inteligência; doutra maneira não há existência. Eis que nisto consiste o arbítrio do homem, e nisto consiste a condenação do homem; porque aquilo que foi desde o principio lhes é claramente manifesto, e eles não recebem a luz. E todo homem cujo espírito não recebe a luz está sob condenação. Pois o homem é espírito. Os elementos são eternos, e espírito e elemento inseparavelmente ligados, recebem a plenitude da alegria; e quando separados não pode o homem receber a plenitude da alegria. Os elementos são o tabernaculo de Deus, sim o homem é o tabernaculo de Deus; mesmo templos, e qualquer templo que for violado, Deus destruirá aquele templo. A glória de Deus é inteligência, ou em outras palavras, luz e verdade. (D&C 93: 2, 23,29-36) Exposição da Grande visão da vida do homem. Primeiro Jesus que deu a revelação declarou estar no principio com Deus, co-eterno com Deus; aquela parte Dele que mais importa, a inteligência; a entidade inteligente, que não foi criada nem feita, mas que é eterna como todas as inteligências o são.

A “coisa” a “entidade”que começa sua trajetória de progresso, não sendo todas da mesma qualidade ou grau, mas de vários, nem todas como o “Verbo’, que é Cristo; mas quer seja de grau elevado ou baixo, entretanto iguais em uma coisa, sua eternidade, <Abraão 3:15-18) e elas são o que são em virtude do que suas várias inteligências próprias são. Não sendo da mesma capacidade, elas irão para frente veloz ou vagarosamente, ou permanecem imóveis, como escolherem. Algumas inteligências como espíritos, se rebelarão contra a ordem das coisas no universo, como fez Lúcifer e seus seguidores, mas eles não prevaleceram contra a ordem do universo, que permanecerá segura, porque haverá sempre bastante, bastante do poder necessário para manter as coisas em seu curso de progresso, e na realização das coisas elevadas, as melhores coisas. Mas estes rebeldes, podem, se escolherem, persistir em sua rebelião contra as inteligências maiores - mesmo contra Deus e a ordem do universo; mas eles devem arcar com as conseqüência. As qualidades essenciais das inteligências Ligado com esta existência eterna das inteligências, está o arbítrio ou a liberdade moral delas; o que traz com elas, a condenação do homem quando desobediente as leis justas, “porque aquilo que foi desde o princípio lhes é claramente manifesto”como inteligências, e eles recebem a luz. E todo homem cujo espírito não recebe a luz está sob condenação. Pois o homem é espírito, (inteligência em corpo espiritual) (D&C 93:31-33); e este espírito é nativo a’”luz e a verdade”; o que é, que ele tem natural afinidade com esta luz da verdade. Mesmo como as chamas pulam em direção às chamas e fundem-se com ela, assim a verdade proclamada batendo no ouvido do espírito do homem, acha espaço e entendimento lá, a menos que ele por maldade detém a vontade de acreditar, e com este ato, vem a condenação, porque ele não recebe a luz que vem ao seu entendimento - sua inteligência.

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DO IRMÃO W. CLEON SKOUSEN LEMOS Em Doutrina e Convênios “inteligências” ou aquela eterna auto ciente “vontade” dentro de cada um de nós é chamado por diversos nomes diferentes. Algumas vezes ela é chamada de a “luz da verdade”, algumas vezes de “a luz de Cristo”, e em um lugar ela é identificada como o fenômeno da “vida”. (D&C 88:13) Então a “luz da verdade”e a “luz de Cristo” simplesmente parecem ser termos coletivos, para designar a massa das inteligências organizadas no Reino de Deus. E o que estas inteligências são capazes de fazer? De acordo com as escrituras, estas inteligências organizadas que são referidas de maneira variada como a ”luz da verdade” ou a “luz de Cristo”, constituem a substância que está em todas as coisas, que é a lei pelo qual todas as coisas são governadas, mesmo o poder de Deus. (D&C 66:13) O fato de o universo estar literalmente saturado com inteligências cuidadosamente organizadas torna possível a Deus dar “uma lei para todas as coisas, pela qual elas se movem em seus tempos e em suas estações”. (D&C 88:42) Este é o modo pelo qual Deus estende sua vontade para organizar e controlar o sol, a lua e todos os outros cornos celestes. (D&C 88:7-10,42-43) Isto explica porque Deus pode organizar a terra, comandando os próprios elementos a obedecer. Isto explica o testemunho de profetas, tal como Jacó que disse: ... “nos verdadeiramente podemos ordenar em nome de Jesus, de tal forma que as próprias árvores nos obedecem, ou as montanhas ou as ondas do mar. (Jacá 4:6) Toda a criação de Deus é cheia com a ordem requerida de inteligências necessárias para organizá-las em qualquer modelo que o Senhor designar. E estas inteligências que ocupam cada criação, reconhecem a voz do Sacerdócio e obedecem-na quando propriamente exercido. Pela introspecção, isto é uma matéria simples para apreciar o como a inteligência humana é responsável pelo fenômeno da “vida” no ser humano, mas pode ser um novo conceito para alguns, que este mesmo modelo seja seguido na colocação de inteligências da vida em “todas as coisas” - mesmo naquelas coisas que são ordinariamente ditas como “inorgânicas’. Brigham Young disse: “Há vida em toda matéria através da vasta extensão de todas as eternidades, ela está na rocha, na areia, na água, ar, nos gases e em resumo, em cada tipo de matéria organizada, quer seja ela líquida, sólida ou gasosa, partícula operando com partícula. (Disc. de Brigham Young p. 566) Cada átomo de matéria é, portanto uma complicada mistura de “elemento” combinado com inteligência ou vida. Quando vemos as assim chamadas leis da química, física, biologia ou “natureza” em ação, estamos simplesmente observando inteligências organizadas operando na matéria - inteligências que estão honrando seu supremo organizador, exatamente como elas têm fielmente honrado-o através das ERAS passadas da eternidade. Numa revelação a Abraão, Deus ensinou-lhe que há uma classificação muito grande e variável entre as inteligências do universo. (Abr 3:16-19) Algumas têm sido vagarosas em seu desenvolvimento. Outras têm progredido zelosa e ansiosamente, em seguir bem de perto a maior de todas as inteligências que é Eloin. O Senhor nos informa mais adiante, através desta mesma revelação, que as mais valentes de todas as inteligências (chamadas de nobres e grandes), foram organizadas, designadas e treinadas em posições de presidência no governo dos Céus. (Abr 3:25-26) Era objetivo, de que aqueles que responderam ao treinamento, deveriam eventualmente tornar-se como o próprio Deus. (D&C 132: 19-20) Estas inteligências superiores foram honradas com corpos espirituais, que foram gerados por Deus. Ele, portanto, tornou-se nosso Pai Celestial, num sentido completo e literal, assim como Paulo disse: . . . “Sede sujeitos ao Pai dos espíritos, e vive?” (Hebreus 12:9) E novamente: ...Nós somos geração de Deus. (Atos 17: 28-29) Obviamente, o número de inteligências honradas com corpos espirituais na própria imagem de Deus, foi infinitesimal minoria entre o grande mar de inteligências que existiam nos limites do Reino de Deus. Aquelas outras inteligências que tinham se desenvolvido mais vagarosamente, teriam necessariamente que se satisfazer com bênçãos muito menores. E deve ser lembrado também, que qualquer coisa que o Pai fez por aqueles de nós que estavam sendo ensinados pela Deidade, teria de ser feito de um modo que fosse aceitável por aquelas inteligências menos desenvolvidas, que era constituído da vasta maioria das inteligências do universo.

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LEI ETERNA
A fim de entender como a expiação de Jesus Cristo funciona, precisamos primeiramente entender o conceito de “lei eterna”.
John Taylor disse: “Há eternas e imutáveis leis associadas a Deus, e com todos os seus planos, sua obra e caminhos, cujos requisitos devem ser conhecidos. Nem podem ser esquivados ou mudados, exceto dentro de certos princípios fornecidos e contidos nas próprias leis”. (The Gospel Kingdom, p. 68)

O profeta Joseph Smith ensinou que toda a inteligência é eterna e coexiste com Deus desde o princípio.
D&C 93: 29 – “O homem também estava no princípio com Deus. A inteligência, ou seja, a luz da verdade, não foi criada nem feita nem verdadeiramente pode sê-lo”.

Seguindo princípios corretos ou leis, as inteligências podem progredir a ponto de se tornarem como o próprio Deus. (D&C 132:15-20) As leis, que permitem o progresso, são eternas, e existem desde o princípio, sempre existiram, e são imutáveis, e continuarão para sempre. Nada existe por acaso, existem leis que permitem a criação e a manutenção das coisas. Leis que controlam a ação e as conseqüências destas ações. Estas leis eternas coexistem com, e podem mesmo preceder, todas as criações.
Joseph Smith disse: “Eu sei que meu testemunho é verdadeiro, Deus nunca teve poder para criar o espírito do homem de nenhuma maneira. Ele não poderia criar a si mesmo. A Inteligência existe como um princípio auto-existente”. (Palavras de Joseph Smith pg 359)

As leis que possibilitaram Deus obter a exaltação devem ser tão eternas quanto o próprio Deus. Através da obediência e o próprio uso das leis, Deus progrediu de uma simples Inteligência para um ser Celestial que possui todo o conhecimento, possui um corpo físico que é de natureza eterna, e é perfeito em cada função e atributo. Estas Leis Eternas estabelecem certos limites e condições dentro do qual todas as coisas devem agir. É importante saber que tudo e todos são governados pela lei e forçados a agir dentro das limitações colocadas. Mesmo Deus não pode mudar ou destruir estas leis, pois elas são eternas. O poder de Deus está em conhecer, obedecer e manter estas leis eternas.
D&C 88:36-38 “A todos os reinos se deu uma lei; E há muitos reinos... e a todo reino é dada uma lei; e toda lei também tem certos limites e condições”.

O poder de Deus reside em sua Honra, ou seja, em sua estrita obediência as leis eternas.
D&C 29:36 “... dá-me a tua honra, a qual é o meu poder;...”. Brigham Young disse: “As leis eternas pelas quais ele (Deus) e todos os outros existem nas eternidades dos Deuses, decretam que o consentimento da criatura deve ser obtido antes do Criador poder governar perfeitamente” (Journal of Discourse 15:134)

LEI DA JUSTIÇA Esta lei permite e controla a interação entre todas as coisas. Ela cria uma oposição em todas as coisas. Em essência, esta lei declara de que para cada ação haverá Voltar

uma conseqüência igual e relacionada. Cada faceta da existência é ligada diretamente a esta lei. Sem esta lei não poderia haver nem pecado nem punição e, portanto nem mal nem infelicidade, e também não haveria retidão e nem felicidade ou alegria.

2º Néfi 2:11-13,23 “Porque é necessário que haja uma oposição em todas as coisas. Se assim não fosse, não haveria retidão nem iniqüidade nem santidade nem miséria nem bem nem mal. ... pois se fossem um só corpo, deveriam permanecer como mortas, não tendo vida nem morte, nem corrupção nem incorrupção, nem felicidade nem miséria, nem sensibilidade nem insensibilidade. Portanto isso destruiria a sabedoria de Deus e seus eternos propósitos, assim como o poder e a misericórdia e a justiça de Deus. E não havendo retidão, não há felicidade. E não havendo retidão nem felicidade, não haverá castigo nem miséria. E não teriam tido filhos; portanto teriam permanecido num estado de inocência, não sentindo alegria por não conhecerem a miséria; não fazendo o bem por não conhecerem o pecado.

E então, sem esta oposição não haveria conhecimento nem progresso e todas as criações permaneceriam em um estado de inocência, não tendo nenhum propósito na sua criação.
D&C 93:30 “Toda a verdade é independente para agir por si mesma na esfera em que Deus a colocou, como também toda inteligência; caso contrário, não há existência”.

E finalmente, sem oposição não poderia haver liberdade, pois sem opostos não haveria escolhas, e sem escolhas, não há liberdade.
2º Néfi 2:16 “O Senhor nos concedeu, portanto, que o homem agisse por si mesmo; e o homem não poderia agir por si mesmo a menos que fosse atraído por um ou por outro”, e D&C 29:39 “É necessário que o Diabo tente os filhos dos homens, ou eles não poderiam ser seus próprios árbitros; porque, se nunca tivessem o amargo, não poderiam conhecer o doce”.

É então em virtude da Lei da Justiça e da oposição que ela cria, que os homens são livres para agir – para escolher o bem ou o mal – e, portanto experimentam as conseqüências da aflição e infelicidade ou felicidade e alegria. Desde o princípio, há coisas que agem e coisas que recebem a ação.
2º Néfi 2:14 “... E porque são redimidos da queda tornaram-se livres para sempre, distinguindo o bem do mal; para agirem por si mesmos e não para receberem ação, salvo pelo castigo da lei...”.

Ações específicas trarão conseqüências específicas e relativas a ambos, os que agem e os que recebem a ação. Alguns atos proporcionam união ou atração entre elementos independentes e formam a base das novas criações, enquanto outros atos proporcionam rebelião, desorganização, e caos entre os elementos. Os atos e as conseqüências relacionadas que proporcionam a criação, unidade e organização eu chamo de Leis de Misericórdia; elas definem a natureza de Deus e constituem a essência do bem no universo. Elas permitem e controlam o progresso de simples inteligências para a Deidade e criam estruturas interdependentes dentre elementos independentes. Este processo de progresso cria forma dentre o caos, pode recriar ou ressurgir qualquer criação que tenha sido destruída, e pode continuar a existir sem mudar, eternamente. Os atos que têm como conseqüência a desunião, desorganização e o caos para o universo, chamo de Lei da Condenação; ela define a natureza de Satanás e constitui a essência do mal no Universo. Elas impedem o progresso e realmente Voltar

causam aos elementos que tem progredido para uma forma de unidade a regredir e eventualmente ser destruída. Este processo de regressão pode reverter e sobrepujar qualquer progresso feito, e pode voltar qualquer criação ou organização a seu estado original.
D&C 93:39 “E vem o ser maligno e tira a luz e verdade dos filhos dos homens pela desobediência e por causa da tradição de seus pais”. Brigham Young disse: “A primeira morte é a separação do espírito do corpo; a segunda morte é, como já disse, a dissolução de partículas organizadas que compõe os espíritos, e seu retorno ao seu elemento nativo”. (Jornal de Discursos 9:149) E Heber C. Kimball: “Deus fará desolação daqueles corpos e espíritos, e os arremessará de volta a terra; o que é, aquela porção que pertence a terra voltará para lá. E assim também com nossos espíritos: eles voltarão para os elementos ou espaço que eles uma vez ocuparam antes de virem para cá. É tão fácil de conceber a dissolução como entender qualquer outra coisa. Químicos tomam elementos e os dissolvem e separam, e isto não poderia ser feito com nossos corpos? Eu respondo sim e com nossos espíritos também...ele pode ser dissolvido, e pode ser trazido de volta novamente. E sobre o mesmo princípio podem nossos corpos serem dissolvidos e restaurados novamente.” (Jornal de Discursos, 5:271)

Embora as leis da Misericórdia e da Condenação parecem estar totalmente separadas, mas realmente elas são parte de uma lei eterna, a Lei da Justiça. Qualquer inteligência pode ganhar poder obtendo conhecimento destas leis eternas e usando-as apropriadamente (conhecimento, quando usado, é poder).
O profeta Joseph Smith disse: “No conhecimento há poder. Deus tem mais poder do que quaisquer outros seres, porque Ele tem grande conhecimento; e, portanto Ele sabe como sujeitar todos os outros seres a Ele. Ele tem poder sobre tudo.” (Ensinamentos do profeta Joseph Smith pg 288)

Este conhecimento (poder) pode ser usado para influenciar, e mesmo controlar, tanto elementos como outras inteligências. O poder e existência de Deus são produzidos por sua habilidade em agir de acordo com leis eternas na união e organização de elementos e influenciar outras inteligências para o bem. O poder e existência de satanás vêm de sua habilidade (agir de acordo com estas mesmas leis eternas) para dissolver criações e produzir caos e desorganização no universo. Tanto Deus como Satanás podem agir dentro de certos limites e condições da lei eterna, a fim de manter seu poder individual. Desde que ambos, Deus e Satanás usam as mesmas leis eternas ( a Lei da Justiça) para obter a manter seu poder, estes poderes devem, por definição, ser iguais. Poder não deriva de um indivíduo, mas vem pelo uso apropriado da lei; Portanto, os poderes do bem e do mal são iguais porque eles têm habilidades e oportunidades iguais para usar esta lei. Deus e satanás se opõem um ao outro, e lutam uma batalha contínua pelo controle dos elementos e inteligências do universo. No final das contas, o bem tem poder sobre o mal simplesmente por causa da natureza de cada processo. Pela obediência as Leis de Misericórdia, Deus obteve o poder de progredir, criar, e existe num estado constante e imutável e tem a habilidade de permanecer beste caminho eternamente (ou pelo tempo em que Ele continuar a obedecer às leis que trouxeram-no a este estado). Satanás, por outro lado, está continuamente mudando e por seguir as leis de Condenação será eventualmente destruído. Enquanto aderindo as leis de Condenação, nem elementos nem inteligências podem viver eternamente numa condição organizada Voltar

(desde que o processo do mal é desunir e desorganizar), porém sempre retornarão ao seu estado natural e original: caos. Finalmente, em relação específica ao homem, a Lei de Justiça continua a afetarnos no dia a dia. A Lei criou o pecado associado a sua conseqüência que é a perda do espírito, que por sua vez, criou a consciência do homem. (Mosias 3:25; Alma 42:18) A Lei também criou a retidão e sua associada conseqüência que é o retorno do espírito que, por sua vez, cria progresso e alegria no homem. Cada ato que cometemos e cada pensamento que pensamos, ambos têm como conseqüência nos aproximar de um estado de Deidade ou leva-nos perto da destruição. A coisa mais importante a lembrar sobre a lei eterna é que nada pode interferir com seu processo. Uma vez que uma ação é cometida, uma conseqüência específica deve seguir; nem mesmo Deus pode impedir ou interferir com este relacionamento eterno.
Alma 42:13 “Portanto, de acordo com a justiça, o plano de redenção não poderia ser realizado senão em face do arrependimento dos homens neste estado probatório, sim neste estado preparatório; porque, a não ser nestas condições, a misericórdia não teria efeito, pois destruiria a obra da justiça. Ora, a obra da justiça não poderia ser destruída; se o fosse, Deus deixaria de ser Deus”. E em D&C 82:10 “Eu o Senhor, estou obrigado quando fazeis o que eu digo; mas quando não o fazeis, não tendes promessa nenhuma”.

A razão para entendemos este conceito da lei eterna é importante porque mudará a maneira como uma pessoa olhará a expiação de Cristo. Se mesmo Deus está ligado a leis eternas, então haverá certas coisas em relação a salvação do homem que Deus não pode fazer ou mudar. Por exemplo, Deus não pode salvar os homens em seus pecados. Isto está de acordo com leis eternas dos céus.
Alma 11:37 “E torno a dizer-te que ele não pode salvar-vos em seus pecados, porque eu não posso negar a sua palavra e ele disse que nada impuro pode herdar o reino do céu; portanto, como podereis ser salvos, a menos que herdeis o reino do céu? Portanto não podeis ser salvos em vossos pecados”.

Entendendo as limitações colocadas sobre Deus pela lei eterna é crítico a fim de entender porque Deus não pode salvar automaticamente todos os homens através da expiação de Cristo, sem o processo de arrependimento. Se a expiação de Cristo pudesse simplesmente acabar com as conseqüências da lei da justiça, então a misericórdia roubaria a justiça. Mas não é assim que a expiação funciona. A limitação colocada sobre Deus pela lei eterna claramente impede-o de salvar todos os homens incondicionalmente.
Alma 42:24-25 “Pois eis que a justiça exerce todos os seus direitos e a misericórdia também reclama tudo quanto lhe pertence; e assim ninguém, a não ser o verdadeiro penitente, é salvo. Acaso supões que a misericórdia possa roubar a justiça? Afirmo-te que não; de modo algum. Se assim fosse, Deus deixaria de ser Deus”.

Desde que Deus está ligado a lei eterna da Justiça, assim como os homens, então como Deus salva os homens da conseqüência do pecado e da lei? A incrível resposta é que Ele não pode. A graça salvadora de Deus somente atua após as conseqüências da lei terem sido experimentadas. A expiação não nos salva de experimentar as conseqüências da Lei de Justiça, ela reverte os efeitos destas conseqüências. Como pode ambos, a justiça (a punição recebida pela quebra da lei) e a misericórdia (o perdão dos pecados que vem de Deus) serem satisfeitos? A resposta é que isto pode somente ser realizado se os homens forem salvos após experimentarem as conseqüências da lei da Justiça. Como já visto, “a justiça Voltar

exerce todos os seus direitos” (Alma 42:24) Não somente alguns, mas TODOS os seus direitos! A justiça não é roubada, porque as conseqüências da lei, como um resultado de nossas ações, acontecem imediatamente, então, através dos atos de arrependimento, a lei de misericórdia e a expiação de Cristo podem reverter os efeitos daquelas conseqüências. A certas leis do universo que são imutáveis, que são sem começo de dias ou fim de anos. Elas não foram criadas por um ser inteligente, nem é produto de pensamento moral, então são eternas, realidades coexistentes com as inteligências do universo. Estas leis são imutáveis, não podem ser alteradas ou modificadas de nenhuma forma. Elas são imutáveis de eternidade para a eternidade. Elas são leis auto-existentes, autoperpetuadas às quais mesmo Deus está sujeito. B. H. Roberts falando das “existências eternas” que governam mesmo os Deuses: “Há coisas que limitam mesmo a onipotência de Deus. Qual é então o significado do atributo onipotência de Deus? Simplesmente que tudo o que pode ser feito pelo poder condicionado por outras existências eternas – duração, espaço, matéria, verdade, justiça, reino da lei, Deus pode fazer. Mas mesmo Ele não pode agir fora de harmonia com as outras existências eternas que condicionam ou limitam mesmo Ele” (Roberts, The Truth, The Way, The Life, 418). Brigham Young ensinou a mesma verdade: “Nossa religião não é nada mais nada menos do que a verdadeira ordem do céu – o sistema de leis pelas quais os deuses e anjos são governados. São eles governados pela lei? Certamente. Não há ser em todas as eternidades que não seja governado pela lei”. (Journal of Discourses, 14:280) Parece haver outras leis imutáveis no universo, que oferecem uma escolha e uma conseqüência, e, portanto, neste sentido, elas são leis espirituais. Estas leis espirituais governam todos os seres inteligentes no universo – e também governam seu progresso. Por este propósito, progresso significa um aumento em poder eterno. Em outras palavras, parecem existir certas leis imutáveis que trarão poder se elas forem seguidas ou “obedecidas”, mas se forem negligenciadas ou “desobedecidas” elas podem despertar o resultado oposto. Por exemplo, talvez que um individuo não pode progredir sem adquirir conhecimento. O Presidente John Taylor disse: “Há certas leis eternas pelas quais os Deuses nos mundos eternos são governados e as quais não podem violar, e não querem violar. Estes princípios eternos devem ser guardados, e um princípio é, que nenhuma coisa impura pode entrar no Reino de Deus”. (Journal of Discourses, 25:165-166) Então, certas leis governam mesmo os deuses. Presidente Taylor não parece sugerir que estas leis não podem ser violadas ou quebradas sobre quaisquer circunstâncias, mas particularmente que elas não podem ser violadas por deuses que desejam permanecer como tal. O Salvador observou cada lei espiritual com indesviável exatidão. Aparentemente em virtude de sua obediência a cada uma delas, ele recebeu poder sobre poder até adquirir os atributos de Deus, mesmo nos tempos pré-mortais. Tal progresso foi uma conseqüência natural de sua extrema obediência. Sua deidade então, parece ser o resultado não da criação destas leis, mas de sua obediência a elas. Mas o que a respeito do resto de nós, que não cumprimos com cada e toda lei imutável? Não poderíamos apenas tentar e tentar e tentar novamente até que finalmente entendermos, e então nos tornarmos deuses, mesmo que para isso levássemos muito tempo? A resposta é não. Evidentemente estas leis espirituais imutáveis não oferecem complacência ou misericórdia ou segunda chance. Se não obedecermos, perdemos para sempre a oportunidade para aumentar o poder que naturalmente flui da obediência. Aarão nos ensinou, “e tendo o homem caído, por si mesmo nada podia merecer” (Alma 22:14). E o salvador disse: “E enquanto estiver na Voltar

prisão, poderás pagar um senine sequer? Em verdade, em verdade te digo que não” (3º Néfi 12:26). A mensagem é clara – uma vez que pecamos, violando as leis da eternidade, não há meio de escapar sem ajuda externa. Alguém pode se referir a estas imutáveis leis espirituais que governam nosso progresso como justiça. Todavia tal “justiça” como esta, é simplesmente a conseqüência natural que flui de leis não criadas. Elas existem co-eternamente com e independente das inteligências não criadas do universo. Agora, as escrituras também deixam claro de que Deus tem um sistema de justiça. São freqüentemente citadas como “a justiça de Deus” (Alma 41:3; 42:14, 30; D&C 10:28) ou “sua justiça” (2 Néfi 9:26) ou “divina justiça” (Mosias 2:38); mas claramente os profetas confirmam que Deus providenciou um sistema moral pelo qual o homem é governado. O Profeta Joseph Smith disse: “Deus ele mesmo, encontrando-se no meio dos espíritos e glória, porque era o mais inteligente, achou próprio instituir leis segundo as quais o restante pudesse ter o privilégio de progredir como ele mesmo. ...Ele tem poder para instituir leis para instruir as inteligências mais fracas, para que elas possam ser exaltadas com ele mesmo, de forma que elas pudessem ter uma glória sobre outra”. (Smith, Teachings of the Prophet Joseph Smith, 354). Estas leis “para instruir inteligências mais fracas” são ditas como “sua lei” (2Néfi 9:17) ou “as leis de Deus” (D&C 107:84). Aquela “lei eterna” das quais ele falou é a imutável lei que governa os passos da deidade. As leis de Deus não podem viola-la, iludi-la ou enganá-la, mas pode complementar e suplementa-la. Sim, Deus pode estabelecer qualquer lei que desejar, desde que ela não viole uma das leis imutáveis do universo. Estas leis estabelecidas por Deus, se obedecidas, investirão seus filhos com poder adicional, mesmo o poder necessário para tornarem-se deuses. Como ilustração, Deus pode não ser capaz de roubar o livre arbítrio de um homem pular de um avião (i.e., preveni-lo de pecar), mas ele pode ser capaz de colocar um pára-quedas nas costas deste homem antes que ele pule (i.e., prover um meio de arrependimento). A medida que as terríveis conseqüências da loucura da decisão deste homem seja descoberta depressa, ele ainda tem uma chance de aterrizar seguramente: Ele pode puxar a corda.Em tais circunstancias nenhuma lei foi violada ou burlada. A lei da gravidade esta ainda em pleno efeito. Nenhuma justiça foi roubada; ainda que ao pecador é dado o poder de aterrizar seguramente, se ele apenas puxar a corda (i.e., arrepende-se e confiar no poder protetor e preservador da vida da Expiação).

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LIBERTEM OS PASSARINHOS! Esta é uma história ocorrida na cidade de Seattle, Washington. É uma historia verídica ocorrida em 1994 e contada por Lloyd Glenn. Sou grato pela oportunidade de falar hoje sobre o tópico a mim designado, que é "A importância de freqüentar o Templo''. Irmãos e irmãs, através de nossas vidas somos abençoados com experiências espirituais. Algumas são sagradas e confidenciais e outras são sagradas e podem ser compartilhadas. No ultimo verão, nossa famí1ia teve uma experiência espiritual que trouxe grande impacto sobre nós. Sentimos que devemos compartilhá-la. É uma mensagem de amor. É uma mensagem a respeito de perspectivas de restabelecer o equilíbrio, revendo nossas prioridades. Em humildade, eu oro para relatar esta história, dando a vocês o presente que meu pequeno filho, Brian, deu para nossa família em um dia quente no verão passado. Em 22 de julho, eu estava a caminho de Washington, D. C. para uma viagem de negócios. Era uma viagem de rotina até pousarmos em Denver para trocar de avião. Quando estavam recolhendo as bagagens, foi dado um anuncio para o Sr. Lloyd Glenn entrar em contato com o balcão da companhia imediatamente. Eu não sabia de nada ate chegar a porta do avião e Ouvir um gentil cavalheiro perguntando para todos os homens se eles eram o Sr. Glenn. Neste momento eu sabia que algo estava errado e meu coração ficou apertado. Quando eu saí da aeronave, um homem com uma expressão séria, disse-me: "Sr. Glenn, há uma emergência em sua casa. Eu não sei qual é a emergência, ou quem esta envolvido, mas eu vou levá-lo até o telefone para que o senhor possa ligar para o Hospital." Meu coração estava pesado, mas senti um desejo de me acalmar. Eu estava seguindo aquele estranho em direção ao distante telefone do qual eu telefonei para o Hospital. Minha ligação foi transferida para o Centro de Traumatologia. Eu soube, então, que meu filho de 03 anos havia sido prensado na porta automática da garagem por alguns minutos e quando minha esposa o encontrou, ele estava morto. Os procedimentos de emergência e reanimação haviam sido feitos por um vizinho que era médico. Os paramédicos continuaram o tratamento com Brian, enquanto ele era transportado para o hospital. Na hora em que eu telefonei, Brian estava sendo reanimado e eles acreditavam que ele poderia sobreviver, mas eles não sabiam o quanto estavam afetados seu cérebro e coração. Eles explicaram que a porta estava completamente fechada sobre o peito exatamente sobre seu coração. Ele havia sido seriamente atingido. Depois de falar com a equipe médica, minha esposa informou que o nosso Bispo e os mestres familiares ficaram lá, esperando os médicos darem permissão para eles darem uma benção em Brian. Ela parecia preocupada, mas não histérica e eu me confortei através de sua calma. O vôo de retorno parecia uma eternidade. Finalmente, eu cheguei ao hospital 06 horas depois do acidente. Enquanto caminhava até a UTI, nada podia preparar-me para ver meu

filhinho em uma enorme cama com tubos e monitores em todos os lugares. Ele estava no balão de oxigênio. De relance, vi minha esposa, tentando me dar um sorriso animador. Tudo parecia um terrível pesadelo. Fiquei sabendo de todos os detalhes. Brian sobreviveria. Os testes haviam indicado que seu coração estava OK - dois milagres por si só, mas eles não sabiam ainda se seu cérebro havia sofrido algum dano. Durante essas horas difíceis, minha esposa mantinha-se calma. Ela me disse que o Bispo havia dado uma bênção tão poderosa e com tanta segurança, que ela sabia que tudo daria certo. Eu agarrei-me as suas palavras como a um fio de esperança. Durante toda aquela noite e no outro dia. Brian continuou inconsciente. Parecia uma eternidade e eu tinha deixado minha viagem de negócios apenas um dia antes. Finalmente, às duas horas da tarde. Brian recobrou os sentidos e disse as palavras mais lindas que ouvi em toda minha vida: "Papai, abrace-me!" Enquanto estendia seus bracinhos em minha direção. No outro dia. foi-nos dito que nosso Brian não teria nenhuma lesão física ou neurológica e a história de sua sobrevivência miraculosa espalhou-se pelo Hospital. Não posso descrever nossa gratidão e alegria. Quando levamos Brian de volta para casa, sentimos um sentimento bem forte de reverência e gratidão pela vida e o amor de nosso Pai Celestial àqueles que vêem a morte tão de perto. Nos dias que se seguiram, houve uma espiritualidade muito especial em nossa casa. Nossos outros dois filhos ficaram muito próximos do irmãozinho. Minha esposa e eu ficamos muito mais próximos também e todos nós estávamos mais unidos como família. A vida passou a ter um ritmo menos estressante. Nossas perspectivas ficaram mais focalizadas, e passou a ser muito mais fácil de obter e manter o equilíbrio. Sentimo-nos profundamente abençoados. Nossa gratidão era profunda. Aproximadamente um mês depois do acidente, Brian acordou do seu sono da tarde e disse: "Sente-se, mamãe. Eu tenho algo muito importante para te dizer". Naquela época, Brian só costumava dizer algumas pequenas frases e essa sentença completa deixou minha esposa surpresa. Ela sentou-se na cama com Brian e ele começou a contar esta sagrada e inesquecível história. "Você se lembra quando eu fiquei embaixo da porta da garagem? Ela era pesada e doía muito. Eu chamei você, mas você não podia me ouvir. Eu comecei a chorar e a dor era muito forte. E daí os passarinhos vieram". "Os passarinhos?", minha esposa perguntou estarrecida."Sim", ele respondeu, "Os passarinhos fizeram muito barulho e vieram voando sobre a garagem. Eles cuidaram de mim". Eles cuidaram de você? "perguntou minha esposa". "Sim", respondeu o pequeno Brian. Um dos passarinhos veio chamar você e avisar que eu estava preso debaixo da porta da garagem". Um doce sentimento de reverência encheu o quarto. O Espírito estava bem forte e minha esposa compreendeu que um menininho de 03 anos não tem entendimento da morte e dos espíritos, então ele se referiu aos seres que estão além do véu e que vieram ajudá-lo como os "passarinhos", porque eles voavam no ar como os

pássaros voam". "E como os passarinhos se pareciam?" Perguntou minha esposa. Brian respondeu: "Eles são muito bonitos! Eles estavam vestidos de branco, todo de branco. Alguns deles estavam de verde e branco". Minha esposa ficou intrigada porque nosso Brian não tinha nenhuma idéia do que era a cor verde. "Eles disseram alguma coisa?" Minha esposa perguntou. "Sim. Eles disseram que o bebe iria ficar bem". "O bebe?", perguntou minha esposa confusa. Então Brian respondeu: "O bebe que estava estendido no chão da garagem". Ele continuou: "Você apareceu, abriu a porta da garagem e correu até o bebe. Você disse para o bebe ficar e não partir". Minha esposa estava estarrecida ouvindo estas palavras, porque ela realmente correu, ajoelhou-se junto ao corpo de Brian e ao ver suas feições irreconhecíveis e sabendo que ele já estava morto, ela olhou ao seu redor e sussurrou: "Não nos deixe Brian. Fique, se você puder". E agora, ao ouvi-lo dizer exatamente às palavras que ela havia falado, minha esposa entendeu que o espirito de Brian havia deixado seu corpo e estava olhando para baixo, como quem estivesse fora desta vida. "E o que aconteceu?" Minha esposa perguntou. "Nós viajamos para longe, muito longe". Ele estava agitado tentando dizer coisas para as quais ele não conhecia palavras para expressar. Minha esposa tentou acalmá-lo e o confortou, dizendo que tudo ficaria bem. Ele estava ansioso para dizer algo que, obviamente, era muito importante para ele. mas era muito difícil encontrar as palavras. Finalmente, seus olhos avistaram a foto do Templo de Oakland na sala. Ele saiu correndo em direção a foto e disse: "Eu estive lá Mamãe!" Ele disse, apontando para o Templo "e fui a outros iguais a esse. Há muitos deles, eles estão em vários lugares e fui em alguns deles com os passarinhos. "Nós voamos muito rápido no ar". Ao que minha esposa disse: "Este é um dos Templos". Brian concordou: "Sim, Sim", ele exclamou. "Eu fui aos Templos! Eles são tão bonitos, mamãe!" e continuou: ``Ha muitos passarinhos dentro do Templo! Muitos estavam presos em gaiolas e eles queriam sair, mas não podem se libertar por si mesmos. Eles precisam de nós para sair das gaiolas mamãe. Eu tenho que ir ao Templo e libertá-los. Eles estão muito tristes e eles precisam de mim para sair. Mamãe, você precisa ir lá no templo e libertá-los e papai também. E todas as pessoas. Precisamos libertá-los das gaiolas. Minha esposa estava pasma. De repente, um doce espírito envolveu sua mente, mas com uma urgência que ela nunca tinha sentido antes. Ela pensou no mundo Espiritual e nos espíritos em prisão, que ainda não receberam as ordenanças de salvação do Templo, e soube que eles confiavam em nós para fazermos estas ordenanças por eles. Ela pensou no que Brian havia falado a respeito de alguns passarinhos usando verde e branco e o significado e entendimento disto. Brian disse que "os passarinhos" falaram que ele deveria voltar e avisar todas as pessoas sobre o templo e os passarinhos nas gaiolas. Ele disse que os passarinhos o trouxeram de volta para casa e uma ambulância estava lá. Um homem estava carregando o bebe numa cama e ele tentou dizer ao homem que o bebe iria ficar bem, mas o homem não pode ouvi-lo. Os passarinhos disseram que ele

deveria ir com a ambulância, mas que eles iriam estar perto dele. Ele disse que tudo era tão bonito e havia tanta paz, que ele não queria voltar. Então uma grande luz apareceu. Ele disse que a luz era muito brilhante, e aconchegante, ele a amou muito. Alguém que estava na luz brilhante colocou seus braços em volta dele e disse: Eu amo você, mas você precisa voltar. Você tem que jogar baseball, dizer para todas as pessoas sobre o Templo e acabar com os “Alligators". Então, a pessoa na luz branca brilhante beijou Brian, disse adeus e Brian foi na ambulância com dois passarinhos. A porta da ambulância fechou depois das pessoas entrarem e ele disse: "Eu vi meus lindos, lindos passarinhos dizerem adeus. Então, eu ouvi um som muito alto e eles entraram nas nuvens". A história durou mais de uma hora. Ele nos ensinou que "os passarinhos estão sempre conosco, mas nós não os vemos. porque olhamos com nossos olhos e não ouvimos, porque ouvimos com nossos ouvidos, mas eles estão aqui e só podemos vê-los aqui". Ele colocou suas mãos sobre o coração. "Eles nos sussurram coisas para ajudar-nos a fazer o que é certo, porque eles nos amam muito. Brian continuou: "Mamãe, eu tenho um plano. Você tem um plano. Papai tem um plano. Todas as pessoas têm um plano. Todos nós devemos seguir nosso plano e guardar as promessas. E os passarinhos nos ajudam a fazer isso porque eles nos amam muito". Nas semanas que se seguiram, ele ocasionalmente vinha até nós e repetia toda a história ou parte dela várias e várias vezes. Todas às vezes, a historia era a mesma. Os detalhes nunca mudaram ou foi trocada a sua ordem. Pouco tempo depois, ele começou a dar informações que esclareciam a mensagem que ele nos tinha dado. E todas ás vezes nós ficávamos abismados, pois ele podia contar com os detalhes e falar além de suas habilidades quando falava dos "passarinhos". Em todo lugar que ele ia, dizia a completos estranhos que eles deviam ir ao Templo. Surpreendentemente, ninguém olhava para ele espantado quando ele fazia isto. Eles sempre pareciam serenos e sorriam. É desnecessário dizer que nunca mais fomos os mesmos depois dessa experiência. E eu oro para que nunca mais voltemos a ser. Minha mulher e eu temos ido ao Templo freqüentemente. E depois disso, sempre encontramos Brian nos esperando para perguntar quantos "passarinhos" nós libertamos a cada vez que vamos lá. Irmãos e Irmãs, de todas as mensagens que Brian poderia ter-nos trazido, ele trouxe-nos esta: Nós precisamos ir ao Templo e libertar os "passarinhos". Eu testifico que as coisas que compartilhei hoje com vocês são verdadeiras e possuem um valor sagrado. Elas possuem conseqüências eternas para todos os espíritos que estão esperando pelo trabalho que somente nós podemos fazer por eles. Que todos nós possamos ir ao Templo e libertar os "passarinhos" porque esta é verdadeiramente a obra do Senhor e sua glória: “Trazer imortalidade e vida eterna ao homem". Eu deixo essa mensagem em nome de Jesus Cristo. Amém.

LIBERTEM OS PASSARINHOS! Esta é uma história ocorrida na cidade de Seattle, Washington. É uma historia verídica ocorrida em 1994 e contada por Lloyd Glenn. Sou grato pela oportunidade de falar hoje sobre o tópico a mim designado, que é "A importância de freqüentar o Templo''. Irmãos e irmãs, através de nossas vidas somos abençoados com experiências espirituais. Algumas são sagradas e confidenciais e outras são sagradas e podem ser compartilhadas. No ultimo verão, nossa famí1ia teve uma experiência espiritual que trouxe grande impacto sobre nós. Sentimos que devemos compartilhá-la. É uma mensagem de amor. É uma mensagem a respeito de perspectivas de restabelecer o equilíbrio, revendo nossas prioridades. Em humildade, eu oro para relatar esta história, dando a vocês o presente que meu pequeno filho, Brian, deu para nossa família em um dia quente no verão passado. Em 22 de julho, eu estava a caminho de Washington, D. C. para uma viagem de negócios. Era uma viagem de rotina até pousarmos em Denver para trocar de avião. Quando estavam recolhendo as bagagens, foi dado um anuncio para o Sr. Lloyd Glenn entrar em contato com o balcão da companhia imediatamente. Eu não sabia de nada ate chegar a porta do avião e Ouvir um gentil cavalheiro perguntando para todos os homens se eles eram o Sr. Glenn. Neste momento eu sabia que algo estava errado e meu coração ficou apertado. Quando eu saí da aeronave, um homem com uma expressão séria, disse-me: "Sr. Glenn, há uma emergência em sua casa. Eu não sei qual é a emergência, ou quem esta envolvido, mas eu vou levá-lo até o telefone para que o senhor possa ligar para o Hospital." Meu coração estava pesado, mas senti um desejo de me acalmar. Eu estava seguindo aquele estranho em direção ao distante telefone do qual eu telefonei para o Hospital. Minha ligação foi transferida para o Centro de Traumatologia. Eu soube, então, que meu filho de 03 anos havia sido prensado na porta automática da garagem por alguns minutos e quando minha esposa o encontrou, ele estava morto. Os procedimentos de emergência e reanimação haviam sido feitos por um vizinho que era médico. Os paramédicos continuaram o tratamento com Brian, enquanto ele era transportado para o hospital. Na hora em que eu telefonei, Brian estava sendo reanimado e eles acreditavam que ele poderia sobreviver, mas eles não sabiam o quanto estavam afetados seu cérebro e coração. Eles explicaram que a porta estava completamente fechada sobre o peito exatamente sobre seu coração. Ele havia sido seriamente atingido. Depois de falar com a equipe médica, minha esposa informou que o nosso Bispo e os mestres familiares ficaram lá, esperando os médicos darem permissão para eles darem uma benção em Brian. Ela parecia preocupada, mas não histérica e eu me confortei através de sua calma. O vôo de retorno parecia uma eternidade. Finalmente, eu cheguei ao hospital 06 horas depois do acidente. Enquanto caminhava até a UTI, nada podia preparar-me para ver meu

filhinho em uma enorme cama com tubos e monitores em todos os lugares. Ele estava no balão de oxigênio. De relance, vi minha esposa, tentando me dar um sorriso animador. Tudo parecia um terrível pesadelo. Fiquei sabendo de todos os detalhes. Brian sobreviveria. Os testes haviam indicado que seu coração estava OK - dois milagres por si só, mas eles não sabiam ainda se seu cérebro havia sofrido algum dano. Durante essas horas difíceis, minha esposa mantinha-se calma. Ela me disse que o Bispo havia dado uma bênção tão poderosa e com tanta segurança, que ela sabia que tudo daria certo. Eu agarrei-me as suas palavras como a um fio de esperança. Durante toda aquela noite e no outro dia. Brian continuou inconsciente. Parecia uma eternidade e eu tinha deixado minha viagem de negócios apenas um dia antes. Finalmente, às duas horas da tarde. Brian recobrou os sentidos e disse as palavras mais lindas que ouvi em toda minha vida: "Papai, abrace-me!" Enquanto estendia seus bracinhos em minha direção. No outro dia. foi-nos dito que nosso Brian não teria nenhuma lesão física ou neurológica e a história de sua sobrevivência miraculosa espalhou-se pelo Hospital. Não posso descrever nossa gratidão e alegria. Quando levamos Brian de volta para casa, sentimos um sentimento bem forte de reverência e gratidão pela vida e o amor de nosso Pai Celestial àqueles que vêem a morte tão de perto. Nos dias que se seguiram, houve uma espiritualidade muito especial em nossa casa. Nossos outros dois filhos ficaram muito próximos do irmãozinho. Minha esposa e eu ficamos muito mais próximos também e todos nós estávamos mais unidos como família. A vida passou a ter um ritmo menos estressante. Nossas perspectivas ficaram mais focalizadas, e passou a ser muito mais fácil de obter e manter o equilíbrio. Sentimo-nos profundamente abençoados. Nossa gratidão era profunda. Aproximadamente um mês depois do acidente, Brian acordou do seu sono da tarde e disse: "Sente-se, mamãe. Eu tenho algo muito importante para te dizer". Naquela época, Brian só costumava dizer algumas pequenas frases e essa sentença completa deixou minha esposa surpresa. Ela sentou-se na cama com Brian e ele começou a contar esta sagrada e inesquecível história. "Você se lembra quando eu fiquei embaixo da porta da garagem? Ela era pesada e doía muito. Eu chamei você, mas você não podia me ouvir. Eu comecei a chorar e a dor era muito forte. E daí os passarinhos vieram". "Os passarinhos?", minha esposa perguntou estarrecida."Sim", ele respondeu, "Os passarinhos fizeram muito barulho e vieram voando sobre a garagem. Eles cuidaram de mim". Eles cuidaram de você? "perguntou minha esposa". "Sim", respondeu o pequeno Brian. Um dos passarinhos veio chamar você e avisar que eu estava preso debaixo da porta da garagem". Um doce sentimento de reverência encheu o quarto. O Espírito estava bem forte e minha esposa compreendeu que um menininho de 03 anos não tem entendimento da morte e dos espíritos, então ele se referiu aos seres que estão além do véu e que vieram ajudá-lo como os "passarinhos", porque eles voavam no ar como os

pássaros voam". "E como os passarinhos se pareciam?" Perguntou minha esposa. Brian respondeu: "Eles são muito bonitos! Eles estavam vestidos de branco, todo de branco. Alguns deles estavam de verde e branco". Minha esposa ficou intrigada porque nosso Brian não tinha nenhuma idéia do que era a cor verde. "Eles disseram alguma coisa?" Minha esposa perguntou. "Sim. Eles disseram que o bebe iria ficar bem". "O bebe?", perguntou minha esposa confusa. Então Brian respondeu: "O bebe que estava estendido no chão da garagem". Ele continuou: "Você apareceu, abriu a porta da garagem e correu até o bebe. Você disse para o bebe ficar e não partir". Minha esposa estava estarrecida ouvindo estas palavras, porque ela realmente correu, ajoelhou-se junto ao corpo de Brian e ao ver suas feições irreconhecíveis e sabendo que ele já estava morto, ela olhou ao seu redor e sussurrou: "Não nos deixe Brian. Fique, se você puder". E agora, ao ouvi-lo dizer exatamente às palavras que ela havia falado, minha esposa entendeu que o espirito de Brian havia deixado seu corpo e estava olhando para baixo, como quem estivesse fora desta vida. "E o que aconteceu?" Minha esposa perguntou. "Nós viajamos para longe, muito longe". Ele estava agitado tentando dizer coisas para as quais ele não conhecia palavras para expressar. Minha esposa tentou acalmá-lo e o confortou, dizendo que tudo ficaria bem. Ele estava ansioso para dizer algo que, obviamente, era muito importante para ele. mas era muito difícil encontrar as palavras. Finalmente, seus olhos avistaram a foto do Templo de Oakland na sala. Ele saiu correndo em direção a foto e disse: "Eu estive lá Mamãe!" Ele disse, apontando para o Templo "e fui a outros iguais a esse. Há muitos deles, eles estão em vários lugares e fui em alguns deles com os passarinhos. "Nós voamos muito rápido no ar". Ao que minha esposa disse: "Este é um dos Templos". Brian concordou: "Sim, Sim", ele exclamou. "Eu fui aos Templos! Eles são tão bonitos, mamãe!" e continuou: ``Ha muitos passarinhos dentro do Templo! Muitos estavam presos em gaiolas e eles queriam sair, mas não podem se libertar por si mesmos. Eles precisam de nós para sair das gaiolas mamãe. Eu tenho que ir ao Templo e libertá-los. Eles estão muito tristes e eles precisam de mim para sair. Mamãe, você precisa ir lá no templo e libertá-los e papai também. E todas as pessoas. Precisamos libertá-los das gaiolas. Minha esposa estava pasma. De repente, um doce espírito envolveu sua mente, mas com uma urgência que ela nunca tinha sentido antes. Ela pensou no mundo Espiritual e nos espíritos em prisão, que ainda não receberam as ordenanças de salvação do Templo, e soube que eles confiavam em nós para fazermos estas ordenanças por eles. Ela pensou no que Brian havia falado a respeito de alguns passarinhos usando verde e branco e o significado e entendimento disto. Brian disse que "os passarinhos" falaram que ele deveria voltar e avisar todas as pessoas sobre o templo e os passarinhos nas gaiolas. Ele disse que os passarinhos o trouxeram de volta para casa e uma ambulância estava lá. Um homem estava carregando o bebe numa cama e ele tentou dizer ao homem que o bebe iria ficar bem, mas o homem não pode ouvi-lo. Os passarinhos disseram que ele

deveria ir com a ambulância, mas que eles iriam estar perto dele. Ele disse que tudo era tão bonito e havia tanta paz, que ele não queria voltar. Então uma grande luz apareceu. Ele disse que a luz era muito brilhante, e aconchegante, ele a amou muito. Alguém que estava na luz brilhante colocou seus braços em volta dele e disse: Eu amo você, mas você precisa voltar. Você tem que jogar baseball, dizer para todas as pessoas sobre o Templo e acabar com os “Alligators". Então, a pessoa na luz branca brilhante beijou Brian, disse adeus e Brian foi na ambulância com dois passarinhos. A porta da ambulância fechou depois das pessoas entrarem e ele disse: "Eu vi meus lindos, lindos passarinhos dizerem adeus. Então, eu ouvi um som muito alto e eles entraram nas nuvens". A história durou mais de uma hora. Ele nos ensinou que "os passarinhos estão sempre conosco, mas nós não os vemos. porque olhamos com nossos olhos e não ouvimos, porque ouvimos com nossos ouvidos, mas eles estão aqui e só podemos vê-los aqui". Ele colocou suas mãos sobre o coração. "Eles nos sussurram coisas para ajudar-nos a fazer o que é certo, porque eles nos amam muito. Brian continuou: "Mamãe, eu tenho um plano. Você tem um plano. Papai tem um plano. Todas as pessoas têm um plano. Todos nós devemos seguir nosso plano e guardar as promessas. E os passarinhos nos ajudam a fazer isso porque eles nos amam muito". Nas semanas que se seguiram, ele ocasionalmente vinha até nós e repetia toda a história ou parte dela várias e várias vezes. Todas às vezes, a historia era a mesma. Os detalhes nunca mudaram ou foi trocada a sua ordem. Pouco tempo depois, ele começou a dar informações que esclareciam a mensagem que ele nos tinha dado. E todas ás vezes nós ficávamos abismados, pois ele podia contar com os detalhes e falar além de suas habilidades quando falava dos "passarinhos". Em todo lugar que ele ia, dizia a completos estranhos que eles deviam ir ao Templo. Surpreendentemente, ninguém olhava para ele espantado quando ele fazia isto. Eles sempre pareciam serenos e sorriam. É desnecessário dizer que nunca mais fomos os mesmos depois dessa experiência. E eu oro para que nunca mais voltemos a ser. Minha mulher e eu temos ido ao Templo freqüentemente. E depois disso, sempre encontramos Brian nos esperando para perguntar quantos "passarinhos" nós libertamos a cada vez que vamos lá. Irmãos e Irmãs, de todas as mensagens que Brian poderia ter-nos trazido, ele trouxe-nos esta: Nós precisamos ir ao Templo e libertar os "passarinhos". Eu testifico que as coisas que compartilhei hoje com vocês são verdadeiras e possuem um valor sagrado. Elas possuem conseqüências eternas para todos os espíritos que estão esperando pelo trabalho que somente nós podemos fazer por eles. Que todos nós possamos ir ao Templo e libertar os "passarinhos" porque esta é verdadeiramente a obra do Senhor e sua glória: “Trazer imortalidade e vida eterna ao homem". Eu deixo essa mensagem em nome de Jesus Cristo. Amém.

LIMITAÇÃO DOS SERES ESPIRITUAIS
A separação do corpo mortal não somente trará o retorno das limitações e perda das habilidades, esta separação também imporá certas limitações e dificuldades que afetarão o bem-estar de cada habitante do reino espiritual. Élder Melvin J. Ballard reconhece a importância em disciplinar o corpo e o espírito juntos e ensinar a importância do arrependimento durante a vida mortal ao invés de procrastinar o processo de arrependimento até a vida espiritual: “Um homem pode receber o Sacerdócio e todos os seus privilégios e bênçãos, mas até que ele aprenda a sujeitar a carne, seu temperamento, sua língua, sua disposição para ceder às coisas que Deus tem proibido, ele não pode entrar no Reino Celestial de Deus – ele deve sobrepujar ou nesta vida ou na vida que virá. Mas esta vida é o tempo para os homens arrependerem-se. Não nos deixemos imaginar que possamos ir para a sepultura não tendo vencido as corrupções da carne e então perder na sepultura todos os nossos pecados e tendências mas. Elas estarão conosco. Estarão com o Espírito quando separado do corpo. É meu julgamento, de que qualquer homem ou mulher pode fazer mais para adequar-se as leis de Deus em um ano nesta vida do que eles poderiam em dez anos quando estiverem mortos. O Espírito somente pode arrepender-se e mudar, e então a batalha terá que ser realizada mais adiante, mais tarde na carne. É muito mais fácil vencer e servir a Deus quando ambos, Espirito e carne estiverem combinados em um. Este é o tempo quando os homens são mais maleáveis e suscetíveis. Nós descobriremos que quando estivermos mortos, de que cada desejo, cada sentimento serão grandemente intensificados. Quando o barro é maleável é mais fácil de mudar do que quando ficar sólido e inflexível. Esta vida é o tempo para se arrepender. Eu presumo que é por causa disto que levará mil anos após a primeira ressurreição até que o último grupo esteja preparado para ressurgir. Levará então mil anos para fazer o que teria levado, somente 60 anos para completar nesta vida. Eu concordo com você de que os mortos justos estarão em paz, mas eu digo-te que quando sairmos desta vida, deixarmos este corpo, nós ainda desejaremos fazer muitas coisas que não poderemos fazer de nenhuma maneira sem o corpo. Estaremos seriamente limitados, e sentiremos saudades do corpo; oraremos pela reunião com nossos corpos o mais breve possível. Saberemos então que vantagem é ter um corpo. Então, cada homem e mulher que adia até a próxima vida a tarefa de corrigir e vencer as fraquezas da carne, esta sentenciando-se a anos de escravidão, pois nenhum homem ou mulher surgirá na ressurreição, até que tenha completado sua obra, até que tenha vencido, até que tenha feito tudo o que puder fazer ... aqueles que concordam com esta condição nesta vida, estão abreviando suas sentenças, pois cada um de nós terá um problema de anos naquele estado espiritual para completar e acabar nossa salvação. E alguns podem alcançar, em razão de sua justiça nesta vida, o direito de fazer um trabalho de pós-graduação para ser admitido no Reino Celestial, mas outros perderão absolutamente o direito daquela glória, tudo o que eles puderem fazer após a morte não será suficiente, para levá-los para o Reino Celestial. Elder Melvin J. Ballard, “Tres Graus de Glória”, do livro de N.B. Lundwall, “A Visão, pp 46-47. Tradução: Getulio W Jagher e Silva ( ago/99)

UMA MANIFESTAÇÃO CELESTIAL
Por Heber Q. Hale, Presidente Da Estaca De Boise, De A Igreja De Jesus Cristo Dos Santos Dos Últimos Dias É com um espírito bem humilde e grato, que vou tentar relatar nesta ocasião, a pedido, uma experiência pessoal, a qual é muito sagrada para mim. Eu necessito ser breve. Além disso, há alguns assuntos que me foram dados a conhecer que não me sinto com liberdade de relatar aqui. Deixem-me dizer, por meio de prefácio, que entre às 24:00h e 7:30 h da manhã do dia 20 de Janeiro de 1920, quando eu estava sozinho num quarto da casa de meu amigo, W. F. Rawson em Carey, Idaho, esta gloriosa manifestação foi concedida a mim. Eu não estava consciente de nada que me ocorreu durante as horas mencionadas, exceto o que experimentei. Eu não me virei na cama e nem fui perturbado por nenhum barulho. Se foi um sonho, uma aparição, uma visão ou uma peregrinação de meu espírito ao mundo dos espíritos eu não sei... e não me importa. Eu sei que eu realmente vi e experimentei as coisas relacionadas nessa manifestação celestial e são reais para, para mim, tanto quanto qualquer experiência de minha vida. Para mim, pelo menos, é suficiente. De todas as doutrinas e práticas da Igreja, o trabalho vicário pelos mortos, tem sido o mais difícil para mim compreender e aceitar totalmente. Eu considero esta visão, como uma resposta do Senhor à oração de minha alma, nisso e outras dúvidas que eu tinha. Eu passei por um curto espaço de tempo, de meu corpo, por uma membrana ao mundo dos espíritos. Isto foi a minha primeira experiência depois de dormir. Eu parecia reconhecer, que tinha passado pela mudança chamada MORTE e referia-me a ela em minha conversação com os seres imortais com quem eu imediatamente fiz contato. Eu também observei o desprazer deles com o nosso uso da palavra MORTE e o medo que temos dela. Eles usam ali uma outra palavra para referir-se a transição da mortalidade para o mundo dos espíritos, palavra esta, que eu não me recordo, mas que eu posso aproximar do significado, conforme a impressão que deixou em minha mente sendo chamado "O NOVO NASCIMENTO". Minha primeira impressão visual foi a proximidade do mundo dos espíritos com o nosso mundo da mortalidade. A grandeza dessa esfera celestial foi desconcertante aos olhos deste espírito noviço. Muitos gozavam visão irrestrita e ação desimpedida. A vegetação e paisagem eram belas, além de qualquer descrição. Não era tudo verde lá como aqui, mas áureo, com tonalidades variadas de cor de rosa, cor de laranja e cor de alfazema, como o arco-íris. Uma calma doce permanecia em todo o lugar. As pessoas que eu encontrei, eu não os vi como espíritos, mas como homens e mulheres, indivíduos pensativos e ativos, tratando de negócios importantes de uma maneira muito eficiente. Havia perfeita ordem ali, e todos tinham alguma coisa para fazer e pareciam estar tratando de seus negócios. A crença de que os habitantes do mundo espiritual são classificados de acordo com suas vidas de pureza e a sua observância à vontade do PAI, foi subseqüentemente sentida por mim. Particularmente, observei que os iníquos e os impenitentes são confinados a um certo distrito isolado, com marcações definidas entre um e outro mundo, (iníquos e justos) definitivamente demarcados e intransponíveis, tanto como a linha de divisão que existe entre o nosso mundo físico e o mundo espiritual, apenas uma membrana, mas intransponível, até que a própria pessoa, por si mesma tiver mudado. Esse mundo dos espíritos, é o grande lar temporário de todos os espíritos, aguardando a ressurreição dos mortos e o julgamento. Havia muita atividade dentro e entre as diferentes esferas. Vi professores designados, indo de esferas mais altas, para esferas mais baixas, afim de cumprir com seus compromissos missionários. Eu tive grande desejo de encontrar certos parentes meus já falecidos e certos amigos também, mas fiquei imediatamente impressionado com o fato, de que eu tinha entrado num mundo tremendamente grande e extenso, maior mesmo do que a nossa terra e mais numerosamente habitado. Eu só podia estar em um só lugar ao mesmo tempo, não podia fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo, assim como só podia ver em uma só direção ao mesmo tempo. Portanto requereria muitos e muitos anos para achar e conversar com todo o mundo que conhecia e aqueles com quem eu desejava encontrar, já que não foram chamados para me receber. Todos os homens e mulheres dignos foram designados para fazerem serviços especiais e regulares, sob um plano de ação bem organizado, dirigido principalmente para pregar o evangelho do Pai aos não convertidos, ensinando aqueles que procuram conhecimento, assim, estabelecendo relacionamentos familiares, juntando genealogias familiares para o uso e o benefício de sobreviventes mortais de suas respectivas famílias, para que o trabalho de batismos e as ordenanças seladoras Voltar

possam ser realizadas para os falecidos, nos templos de Deus na terra. Os representantes autorizados das famílias no mundo espiritual, tem acesso aos nossos registros no templo e são avisados totalmente do trabalho feito ali. Porém o trabalho vicário feito no templo, não se torna automaticamente válido no mundo espiritual, pois o recebedor desse trabalho, deve primeiro: crer, arrepender-se, aceitar o batismo e receber a confirmação. Daí, certas ordenanças são realizadas, efetivando essas ordenanças salvadoras nas vidas desses seres regenerados. Então, a grande obra está se realizando. Eles fazendo um trabalho lá que não podemos fazer aqui e nós fazendo um trabalho aqui, que eles não podem fazer lá, ambos necessários, sendo um o complemento do outro e assim proporcionando a salvação de todos os filhos de DEUS que serão exaltados. Fiquei surpreso ao notar que não haviam bebês nos braços das mães. Eu encontrei o filho infantil de Orson W. Raiclins, meu primeiro conselheiro e imediatamente reconheci-o como o bebê que morreu uns anos atrás, mas ele parecia possuir inteligência e, em certos aspectos, aparência de adulto e estava empenhado em fazer os negócios de sua família, e com sua genealogia. Fiquei muito contente em saber , que as mães novamente receberão em seus braços, os seus filhos que morreram em sua infância e estarão completamente satisfeitas, mas os fatos permanecem, que ao entrarem no mundo dos espíritos eles são adultos, porém, há maior oportunidade de desenvolvimento. Os bebês são espíritos adultos em corpos infantis. Vi também uma grande multidão de homens, a maior que já vi juntos em um só lugar, que imediatamente reconheci-os como soldados, os milhões, que foram massacrados e lançados tão rapidamente ao mundo dos espíritos durante a primeira guerra mundial. Entre eles andava calmamente e majestosamente um grande general como comandante supremo daqueles soldados. Quando eu me aproximei, recebi um sorriso bondoso e uma generosa saudação daquele grande e amoroso homem chamado Richard W. Young. Daí veio uma convicção absoluta em minha alma, que todos os homens vivos ou mortos, não houve nenhum que fosse tão perfeitamente escolhido para a grande missão que ele exercia ali. Ele recebia atenção e respeito de todos os soldados. É um grande general e um grande Sumo Sacerdote de DEUS. Nenhum outro trabalho, pelo qual ele podia ter sido chamado, pode ser comparado com o atual em importância e extensão. Andando mais à frente, por uma considerável distancia de tempo, vi pessoas, algumas que eu já conhecia e muitos milhões que não conhecia. Eu aproximei-me de um pequeno grupo de homens, em pé em um caminho cercado de prados espaçosos e flores, gramados e matagal ornamental, tudo com uma tonalidade áurea cercando o caminho, que ia para um lindo edifício. O grupo estava empenhado em uma intensa conversação. Um daqueles homens deixou-os e veio caminhando em minha direção pelo caminho. Reconheci-o imediatamente o meu estimado Presidente Joseph F. Smith. Ele me abraçou, como um pai abraçaria o próprio filho e depois de algumas palavras de saudações, rapidamente declarou: "Você não veio para ficar", declaração esta que, compreendi ser mais que uma interrogação. Pela primeira vez conscientizei-me de minha missão incompleta na terra e apesar de sentir que eu gostaria de ter ficado lá, imediatamente perguntei ao Presidente Smith se eu poderia voltar à terra, Ele disse-me: "Você expressou um desejo reto", então ele replicou: Eu apresentarei o assunto às autoridades e informo-lhe mais tarde". Em seguida, nos viramos e ele conduziu-me para aquele grupo pequeno de homens, de onde ele tinha saído. Imediatamente, reconheci o Presidente Brigam Young e o Profeta Joseph Smith. Fiquei surpreso em achar o Presidente Young um homem mais baixo e forte do que eu tinha imaginado em minha mente. Por outro lado, vi o Profeta Joseph Smith mais alto do que eu esperava. Ambos possuíam uma calma e uma majestade santa. Eles foram bondosos e cavalheiros para comigo. O Presidente Smith apresentou-me aos outros. Em seguida, voltamos pelo mesmo caminho e o Presidente Smith ainda apresentou-me a outras pessoas e daí ele partiu dizendo-me que me veria novamente. Foi-me permitido avistar esta terra e tudo o que estava ocorrendo sobre ela. Não houve limites em minha visão e fiquei espantado com isso. Vi minha esposa e meus filhos em casa. Vi o Presidente Heber J. Grant como o cabeça desta Igreja e do Reino de Deus, recebendo luz e verdade e guiando o seu destino. Eu contemplei esta nação, (Estados Unidos da América), que foi fundada sobre princípios corretos e designada a permanecer, porém, ela estava cercada de iniquidades e forças sinistras, que procuravam conduzir os homens à destruição. Eu vi vilas e cidades, os pecados e iniquidades de homens e mulheres. Vi navios velejando sobre os mares e os vastos campos marcados e feridos pela guerra na França e na Bélgica. Em uma só palavra, eu contemplei o mundo inteiro como ele era, passando como um panorama passando diante de meus olhos. Daí senti aquela inesquecível impressão de que esta terra, as cenas e pessoas sobre ela, estão abertas à visão dos espíritos, mas somente quando é dada permissão especial, ou quando eles precisam fazer um serviço especial Voltar

aqui. Isto é verdadeiro para aqueles espíritos dignos, que estão ativamente empenhados no Serviço do Senhor e para aqueles que, não podem estar empenhados em dois campos de atividades ao mesmo tempo. Os Espíritos iníquos e impenitentes, tendo ainda, como todo o mundo, o seu livre arbítrio, não se aplicam em nenhuma incumbência útil ou salubre. Eles procuram prazeres nos velhos fantasmas e exultam-se no pecado e na miséria da humanidade degenerada. Neste sentido, eles ainda são ferramentas de satanás. São esses espíritos preguiçosos, danosos e enganosos que aparecem como miseráveis e fraudulentos em seções espíritas, chamadas de mesas brancas e outras operações enganosas semelhantes. Os espíritos nobres e grandes não atendem ao chamado do médium e de grupos de intrometidos inquiridores que aparecem. Eles não faziam isto na mortalidade e certamente não irão fazer agora em seu estado mais avançado de conhecimento no mundo da imortalidade. Esses espíritos iníquos que não se arrependem, são espíritos aliados de satanás e seu exército, operando através de sus médiuns na carne; essas três forças constituem um perverso triângulo ou trindade sobre a terra e são responsáveis por todo o pecado, iniqüidade, aflição e miséria entre os homens e as nações. Avancei mais para a frente, banqueteando os meus olhos nas belezas que cercavam e glorificando-me na desejável paz e felicidade que habitavam em todo o mundo e em todas as coisas. Quanto mais distante ia, as mais gloriosas cenas tornavam a aparecer. Enquanto eu estava em pé, de um certo ponto, vi um templo maravilhosamente belo, com cúpulas de ouro, de onde saiu um pequeno grupo de homens vestidos com túnicas brancas, que pararam para uma pequena conversa. Esses foram os primeiros que vi vestidos dessa forma. Os milhões que tinha visto anteriormente, estavam logicamente, vestidos, porém eram vestimentas variadas e os soldados por exemplo, vestidos com uniformes. Nesse pequeno grupo de homens, meus olhos centralizaram-se em um deles, mais resplandecente e santo do que todos os outros. Enquanto eu estava assim contemplando-o o Presidente Joseph f. Smith saiu do meio deles e veio para o meu lado. "Você sabe quem é ele"? Ele perguntou. E eu imediatamente respondi: "Sim, eu o conheço, meus olhos contemplam o nosso Senhor e Salvador". "É verdade", replicou o Presidente Smith. E óh, como a minha alma estremeceu de êxtase, e uma inexplicável alegria encheu o meu coração! O Presidente Smith informou-me que eu tinha permissão para voltar e completar minha missão na terra como o Senhor tinha designado a cumprir. E aí, com a mão dele sobre meu ombro, proferiu estas memoráveis palavras: "Irmão Heber, você tem uma grande obra a realizar. Ande com um coração devoto e serás abençoado em seu ministério. Deste momento em diante, nunca duvide de que Deus vive, que Jesus Cristo é seu filho, o Salvador do mundo e que o Espírito Santo é um Deus de Espírito e o mensageiro do Pai e do Filho. Jamais duvide da ressurreição dos mortos e da imortalidade da alma, que a missão dos santos dos últimos dias, é pregar o evangelho para toda a humanidade, aos vivos e aos mortos e que o grande trabalho nos Templos Santos para a salvação dos mortos só esta no começo. E saiba disso, que Joseph Smith foi um enviado de Deus para introduzir o evangelho na dispensação da plenitude dos tempos, que é a última oportunidade para os mortais da terra. Que seus sucessores foram todos chamados e aprovados por Deus. O Presidente Heber J. Grant é, neste momento, o reconhecido e ordenado cabeça de A. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sobre a terra. De a ele a sua confiança e também o seu apoio. Muito do que você tem visto e ouvido aqui não te será permitido repetir quando você voltar". Assim dizendo, ele despediu-se e disseme "DEUS TE ABENÇOE". Daí em diante andei por uma considerável distância, passando por várias cenas e inumeráveis pessoas antes que eu chegasse na esfera, de onde eu tinha entrado no início. No caminho de volta, despedi-me de muitos amigos e parentes, sendo que alguns deles enviaram palavras de saudações e conselhos aos seus entes queridos aqui, sendo que minha mãe era uma delas. Encontrei o irmão John Adamson, sua esposa, seus filhos James e Isabell, que foram assassinados pela mão de um assassino na casa deles em Carey, Idaho, na tarde do dia 29 de Outubro de 1915. Eles pareciam radiantes quando souberam que eu estava voltando para a mortalidade e imediatamente o irmão Adanson disse-me: "Diga aos nossos filhos que somos felizes e estamos muito ocupados e eles não devem lamentar a nossa partida e também, não devem preocuparem suas mentes a respeito da maneira pela qual partimos. Há um propósito, e nós temos muito trabalho a realizar aqui, que requer nossos esforços coletivos, que não poderiamos faze-las individualmente". Eu imediatamente entendi que o trabalho que estavam realizando era a genealogia e eles estavam trabalhando na Inglaterra e Escócia. Uma das maiores e mais sagradas atividades no céu, é o relacionamento familiar, o estabelecimento de correntes completas, sem elos incompletos traz alegria total. Elos totalmente estragados serão tirados e provavelmente novos elos serão colocados nas vagas, ou dois elos contíguos serão ligados juntos. Homens e mulheres em todo o lugar do mundo, estão sendo motivados pelos seus antepassados falecidos para juntar genealogia. Voltar

Esses são os elos das correntes, as ordenanças de batismo, endowments e selamentos realizados nos templos de Deus pelos vivos para os mortos. São as ligações dos elos. Ordenanças são realizadas no mundo espiritual confirmando os recebedores individuais e os princípios salvadores do evangelho realizados aqui. Quando aproximei-me do lugar onde eu tinha entrado, minha atenção foi atraida para um pequeno grupo de mulheres preparando o que parecia ser vestimentas: "Nós estamos preparando a recepção para o irmão Phillip Wortington brevemente". (Phillip Wortington faleceu no dia 22 de Janeiro de 1920 e o Presidente Hale foi notificado por telegrama. Ele voltou para Boise e pregou no enterro do irmão Phillip no dia 25 de Janeiro). Quando admirado repeti o nome dele, surpreso pela sua vinda, fui admoestado: "Se você soubesse da alegria e missão gloriosa que está sendo reservado para ele, você não pediria que ele ficasse mais tempo na terra. Aí veio, inundando em minha consciência essa terrível verdade, que a vontade do Senhor pode ser feita tanto na terra como no mundo espiritual, por nós e através de nós. Por causa do egoísmo do homem e a vontade pessoal contra a vontade de Deus, muitas pessoas que talvez teriam partido em inocência e paz, tem continuado a viver e a passar por uma vida de sofrimentos e misérias ou deboches e crimes, vivendo para seu próprio perigo. Homens e mulheres, e também crianças, são muitas vezes chamados para missões de grande importância para o outro lado e respondem alegremente, enquanto outros recusam-se a ir e seus entes queridos não os deixam partir. Também muitos morrem porque eles não tem a fé para serem curados. Ainda outros, vivem muitos anos e passam deste mundo de mortais, sem qualquer manifestação especial ou ação da vontade divina. Quando um homem estiver aflito e doente, a pergunta de capital importância não é.... "Será que ele vai viver ou morrer"? Que diferença faz se viveremos ou morreremos, desde que a vontade do Pai seja feita? Certamente nós podemos confiar em Deus. É aí que entra o dever especial e o privilégio da administração pelo Santo Sacerdócio, que é dado aos Elderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para efetuarem a vontade do Pai, concernente aqueles sobre quem suas mãos estão colocadas. Se por qualquer razão, eles não conseguem identificar a vontade do Pai, devem continuar orando com fé pela aflição daquela pessoa humildemente, concedendo supremacia para a vontade de Deus, para que a vontade Dele possa ser feita na terra como nos céus. Para uma pessoa justa, o nascimento no mundo espiritual é um privilégio glorioso e uma bênção. Os maiores espíritos da família do Pai Celestial, usualmente não permanecem muito tempo na carne. Eles são chamados ao mundo dos espíritos para realizarem uma certa missão onde o campo é maior e os trabalhadores poucos. Esta missão terrena pode portanto, ser longa ou curta, dependendo de como o Pai Quer que seja. Quietamente passei por onde eu tinha entrado ao mundo dos espíritos e imediatamente o meu corpo foi estimulado, e levantei-me para ponderar sobre isso e para registrar as muitas coisas maravilhosas que eu tinha visto lá. Permitam-me aqui e agora, declarar ao mundo que, sem preocupação do que os outros possam pensar ou dizer, que eu sei através de meu próprio conhecimento e de minha própria experiência, que Deus é o Pai dos espíritos de todo homem e que, ELE VIVE! QUE JESUS É O SEU FILHO E O SALVADOR DO MUNDO. Que o espírito do homem não morre! Mas, sobrevive a mudança chamada "morte" e vai ao mundo dos espíritos, que o mundo dos espíritos fica sobre ou perto da terra, que os espíritos tomarão seus corpos novamente na ressurreição e que os princípios de salvação estão sendo agora ensinados aos espíritos e que o grande trabalho de salvar a família do Pai entre os vivos e os mortos, está em processo, e que enfim, comparativamente, poucos serão perdidos, que o evangelho de Jesus Cristo tem sido novamente estabelecido na terra com todas as suas chaves, poderes, autoridades e bênçãos através do chamado de Joseph Smith, e que enfim, salvará o mundo. Que o fardo de nossa missão é salvar almas para DEUS. E que o trabalho para a salvação dos mortos é tão importante, quanto o é o trabalho para os vivos. (Na dedicação da capela em Newcastle, Austrália, Elder Paul H. Dunn, do primeiro quorum dos setentas, confirmou que esta manifestação foi autentica e aceita pela Igreja).

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VIDA PRÉ-MORTAL
(PRIMEIRO ESTADO)
PROV. 8:27:30 JER. 1:5 ECLES. 12:7 EFÉS. 1:3-5 HEB. 12:9 ABRAÃO 3:22-28

O PLANO DE SALVAÇÃO

CONSELHO NOS CÉUS

REINO DE DEUS
REINO CELESTIAL (GLÓRIA DO SOL)
1 COR 15:40-42 2 COR 12:2 APOC 21:7 D&C 76:5070

GUERRA NO CÉU
APOC. 12:3-4,7-10 ABRA. 3:25-28 D&C 29:36-40 D&C 76:23-27

2/3 VENCERAM E GANHARAM O DIREITO DE NASCER NA MORTALIDADE E RECEBER UM CORPO

PRIMEIRA MORTE
(NASCER NA MORTALIDADE) MIGUEL GUERRA SATANAS PERDE
DAN 12:1 APOC 20:2-3, 7-8 D&C 88:110-114

PARAISO
LUC 23:29-43 2 COR. 12:4 1 PED. 3:18-20 APOC. 14:13 ALMA 41:11-14
MAT 27:52-53 1 COR 15:21-22 JOÃO 5:28-29 D&C 76:1617

MILÊNIO
MAT. 25:31 APOC. 20:4-6 1 NE. 22:25-26 MOISES 7:64-65 D&C 43:29-33 D&C 88:110

REINO TERRESTRIAL
(GLÓRIA DA LUA)
1 COR. 15:40-42 D&C 76:71-80

APO 20:12-14

MORTALIDADE (SEGUNDO ESTADO) ALMA 34:32-33

2 2 PED 2:9

PRISÃO ESPIRITUAL
MORTE TEMPORAL
ISA. 24:22 1 PED. 3:19, 4:6 D&C 76:73 D&C 138:28

3 NEFI 27:25-26

SATANAS

D&C 72:3-4

(GLÓRIA DAS ESTRELAS)

REINO TELESTIAL
1COR. 15:40-42 D&C 76:81-90

SATANAS E 1/3 FORAM EXPULSOS
APOC 12:7-9 ISA 14:12 2 PED 2:4 JIDAS 6

GEN 3:19

JOÃO 5:28-29 1 COR. 15:21-22 APOC 20:5 D&C 76:16-17

REINO DE SATANAS

UM SUMÁRIO DA QUEDA E DA EXPIAÇÃO
(Tad R Cllister – Infinite Atonement – Deseret Book) ANTES DA QUEDA 1. IMORTALIDADE (+) GENESIS 2:17 APÓS A QUEDA 1. MORTALIDADE (▬ ) GENESIS 2:17 (A) HOMENS (B) PLNATAS E ANIMAIS (C) TERRA APÓS A EXPIAÇÀO 1. RESSURREIÇÃO (+) (INCONDICIONAL PARA TODOS) 1 CORINTIOS 15:20-22

2. VIVIA NA PRESENÇA DE DEUS (+) 2. MORTE ESPIRITUAL (▬) GENESIS 3:8 (A) PRIMEIRA MORTE ESPIRITUAL MOISÉS 4:14 (NASCIDOS FORA DA PRESENÇA DE DEUS) D&C 29:41 2 NÉFI 9:6 HELAMÃ (B) SEGUNDA MORTE ESPIRITUAL (SEPARAÇÃO DE DEUS POR CAUSA DE PECADO INDIVIDUAL) 1 NÉFI 10:6 ALMA 12:16; 42:9

2. SEBEPUJAR A MORTE ESPIRITUAL (+) (A) INCONDICIONAL, PORQUE TODOS OS HOMENS RETORNARÃO A PRESENÇA DE DEUS PARA SEREM JULGADOS. 2 NÉFI 2:10 2 NÉFI 9:38 ALMA 12:15 – 42:23 HELAMÃ 14:15-18 MORMON 9:12-14 (B) CONDICIONAL, PORQUE A SEGUNDA MORTE ESPIRITUAL É SOBREPUJADA SOMENTE SE NOS ARREPENDERMOS. HELAMÃ 14:15-18 MORONI 19:12-14 3. CONHECIMENTO ILIMITADO DO BEM E DO MAL PARA OS EXALTADOS (+) JOÃO 14:26 4. FILHOS PARA SEMPRE PARA OS EXALTADOS. (+) D&C 132:19

3. INOCENTE ( ▬ ) 2 NÉFI 2:22-23

3. CONHECIMENTO DO BEM E DO MAL (+) GENESIS 3:5 ALMA 42:3 4. FILHOS (+) 2 NÉFI 2:25 MOISÉS 5:11 (▬) PONTOS NEGATIVOS

4. SEM FILHOS (▬) 2 NÉFI 2:23

+ PONTOS POSITIVOS

Estou feliz por poder passar algum tempo com vocês hoje falando a respeito da tradução do Livro de Mórmon. Estou esperançoso de que no final dessa preleção hoje possamos conhecer apenas um pouco mais a respeito do que Joseph Smith pessoalmente pensava e disse sobre a tradução do Livro de Mórmon. 1 - O que diz Joseph Smith? 2 - O que outros - companheiros, colegas, e co-trabalhadores, que o conheciam naquele período de tempo - dizem a respeito do processo de tradução? 3 - E além disso, fazer perguntas especificamente sobre os meios e métodos que foram usados no processo e tradução. Por meios quero dizer, instrumentos, os objetos que foram usados. E descobrir o que podemos aprender disso. 4 - Em acréscimo a isso, finalmente, que método foi usado no processo de tradução? Como foi que Joseph Smith na verdade combinou esses instrumentos, os objetos que lhe foram dados, de modo a estar apto a traduzir? Essas quatro questões espero estarmos aptos a discutir. Estamos todos familiarizados, acredito, com a agora famosa carta Wentworth, a carta que contém as Treze Regras de Fé, na qual Joseph descreve a ascensão e progresso da Igreja. Nessa carta ele também descreve ligeiramente a respeito da tradução por meio de Urim e Tumim, através do poder de Deus. Em outras ocasiões ele usou linguagem semelhante sobre o processo de tradução. Em uma carta que ele escreveu a uma pessoa muito vivida, à qual ele se referiu como "Joshua, o ministro Judeu", ele diz que a tradução ocorreu pelo dom e poder de Deus. E em outra parte, onde fala sobre o uso de Urim e Tumim, ou os 'óculos', ou os intérpretes nefitas, como são chamados no Livro de Mórmon ( e aqui devo acrescentar em parênteses que o termo Urim e Tumim, que normalmente usamos para descrever os objetos ou os instrumentos que foram usados para a tradução na verdade nunca foram encontrados no Livro de Mórmon), ele sempre - observem - usa apenas a frase eles foram usados pelo dom e poder de Deus. Devemos nos perguntar, porque Joseph Smith foi tão hesitante em responder à questão em maiores detalhes? E sabemos que ele foi, porque em 1831, na Conferência de Outubro, em Orange, Ohio, seu irmão Hyrum, a quem ele tão ternamente amava, e por quem ele fez tanto, e que também muito lhe fez, perguntou-lhe, diante da conferência, se poderia por favor levantar-se e informar aos membros da conferência em maiores detalhes do que ele já o fizera, exatamente como o Livro de Mórmon foi traduzido. Em resposta ao pedido, Joseph disse que não nada mais tinha a acrescentar além do que já havia sido dito sobre a vinda do Livro de Mórmon à luz, e que não era bom que maiores detalhes fossem acrescentados. A reticência, suspeito, resulta de alguma experiência ruim que Joseph deve ter tido quando havia dado a conhecer coisas muito sagradas a algumas pessoas. Recordamos, naturalmente, que logo no início quando ele deu a conhecer ao povo suas experiência da primeira visão; o resultado foi perseguição maior do que ele havia concebido ou imaginado. Havia outro problema, Nos primórdios da Igreja, muitos dos primeiros membros da Igreja começaram a acreditar que foi apenas pelo uso e através das pedras videntes - Urim e Tumim - que era possível receber revelação. Assim, sempre que eles sentiam que uma revelação legítima devia ser dada, as pedras videntes tinham de estar lá. Joseph, como veremos, logo abandonou as pedras videntes porque ele sentiu que não mais necessitava delas. Essas pessoas continuaram acreditando que as pedras videntes eram essenciais. Assim, eu acredito por causa Voltar

A Tradução E Publicação Do Livro De Mormon Stephen Ricks Traduzido por Expedito J. Noronha

da atitude reinante entre certos membros da Igreja, tanto quanto a atitude que ele deve ter suspeitado existir entre aqueles que não pertenciam à Igreja, então ele decidiu nada mais acrescentar ao que já havia dito naquela declaração, de que "foi pelo dom e poder de Deus" que ele traduziu o Livro de Mórmon. Entretanto, felizmente, algumas outras testemunhas disseram mais a esse respeito. Falaram tanto sobre os instrumentos e objetos que foram usados de modo a traduzir o Livro de Mórmon, e, em acréscimo a isso, eles também falam com certa extensão sobre o método que foi usado para esse fim. Eu gostaria de analisar ambos - instrumentos e método. Durante o processo de tradução as testemunhas notam que dois instrumentos diferentes são usados. Um deles, as pedras videntes. Estamos todos acostumados, acredito, com a palavra, mas quereremos gravá-la em nossa mente, porque ela ocorre em contexto com outras palavras igualmente. E, em acréscimo àquilo, uma outra palavra, os intérpretes, às vezes chamados de intérpretes nefitas, ou óculos. Esses dois objetos parecem ter sido usados desde o início do processo de tradução do Livro de Mórmon. A pedra vidente, em primeiro lugar, podemos falar a respeito. Parece haver sido originalmente encontrada por Joseph, seu irmão Alvin, quando eles estavam trabalhando na propriedade de Mason Chase em 1822, e que é descrita por uma das testemunhas, serem do tamanho aproximado do ovo de uma galinha, na forma de um alto dorso de sapato. Era composta de camadas de cores diferentes passando através dela diagonalmente. Era muito dura e lisa, talvez por serem trazidas nos bolsos. Muitas das demais descrições que temos a respeito delas dizem quase a mesma coisa. É interessante notar que as pedras videntes foram passadas por Joseph, após traduzir o Livro de Mórmon, a Oliver. Oliver conservou-as em sua posse até morrer. A seguir passaram para sua esposa, Elizabeth Ann Whitmer Cowdery, que as deu para Phineas Young, irmão de Brigham Young, que viera a Missouri onde Elizabeth se encontrava naquele tempo. Phineas levou-as a Utah com ele e entregou-as a seu irmão, Brigham, que as conservou guardando-as para a Primeira Presidência; e, com exceção de breve hiato de tempo quando ela foi adquirida por alguém mais, ela tem permanecido na posse da Primeira Presidência desde aquele tempo e ainda faz parte das posses da Primeira Presidência. Existem vários relatos mais, além do relato que acabamos de mencionar, relativos aos óculos ou intérpretes nefitas. Talvez a melhor e mais longa descrição que temos dos intérpretes nefitas obtemos do irmão mais jovem de Joseph, William. O irmão de Joseph, como devem recordar, era um membro do primeiro Quorum dos Doze. Mais tarde ele se tornou insatisfeito com a Igreja e abandonou-a. Ele não mais congregou com os santos em Utah, mas sempre manteve fiel a seu testemunho do Livro de Mórmon. Ele foi o membro do Quorum dos Doze original que viveu mais longamente. Ele morreu em 1893, e em 1891, dois antes de sua morte, dois cavalheiros, Sr. Peterson e Sr. Pender vieram entrevistá-lo a respeito de suas recordações do processo de tradução do Livro de Mórmon. No decurso disso, ficaram sabendo, juntamente com outras coisas, sobre o Urim e Tumim, e o peitoral. Perguntaramlhe qual era o significado da expressão: "dois aros de um arco, que prendia [o Urim e Tumim]." Ele disse que o arco de prata dobrado estava torcido com o formato de um 8, assim temos uma idéia de que "dois aros de um arco" parece um pouco com um par de óculos, mas um par de óculos que tem a forma semelhante a um 8. E as duas pedras eram colocadas, literalmente, entre os dois aros - isto é, dentro dos aros, de modo a permitir os meios através dos quais o indivíduo, que era o vidente, podia olhar e ver. Voltar

No final, ele continua a dizer, era preza por uma haste que era ligada a outra extremidade do ombro direito do peitoral. Ao apertar a cabeça um pouco para a frente a haste prendia o Urim e Tumim diante dos olhos, muito parecido com um óculos. Um bolso foi preparado no peitoral, no lado esquerdo, imediatamente sobre o coração. Quando não estava sendo usado, o Urim e Tumim era colocado nesse bolso, a haste tendo justamente o comprimento necessário para permitir fosse ele ali depositado. Esse instrumento podia, entretanto, ser retirado do peitoral, e Joseph freqüentemente usava-o desligado quando fora de casa, mas sempre o usava em conexão com o peitoral ao receber comunicações oficiais ou quando traduzindo, permitindo-lhe ter ambas as mãos livres para manusear as placas. Conseguimos ver a imagem que está sendo criada aqui por William? O peitoral cobria a parte superior do corpo. Dentro do peitoral tem um buraco onde os dois aros do arco, os intérpretes, podiam ser fixados para manter as mãos livres no momento em que traduzia ou recebia revelações. Ele continua, ainda, a dizer mais um par de coisas interessantes com relação a isso. Aparentemente, ele diz, aquilo havia sido preparado para homens muito maiores em tamanho do que Joseph ou ele próprio, e eram muito largos tanto para os olhos de Joseph quanto de William. E, como resultado, causava um estado de tensão nos olhos, porque as lentes pedras - ou intérpretes, ficam um tanto distantes uma da outra, mais do que indivíduos do tamanho de William ou Joseph, estariam acostumados, em circunstância normal; ele causava uma certa quantidade de tensão ocular, como resultado do que William dissera, eles ou ele também usara as pedras videntes. Agora devemos nos perguntar, "Bem, o que sabemos a respeito de quando as pedras foram usadas em oposição a quando os intérpretes nefitas foram usados"? Os relatos variam um pouco aqui, mas parece razoavelmente claro que as pedras foram usadas em todos os estágios do processo de tradução. Há pelo menos alguma probabilidade, em acréscimo a isso, que os intérpretes nefitas foram usados durante todas as fases do processo de tradução igualmente, embora perdure alguma dúvida a respeito disso. Devo acrescentar, aqui, uma história muito interessante que é contada a respeito das pedras videntes por Martin Harris, o qual, naturalmente, esteve envolvido no processo de tradução logo no início. Ele conheceu Joseph quando ele usava as pedras bem como os intérpretes nefitas. Ele disse, então, que certa vez quando Joseph estava usando as pedras com o propósito de traduzir, ele ficou cansado; qualquer pessoa pode imaginar que permanecer assentado duas ou três horas trabalhando daquela maneira, é natural que quisesse descansar, e eles o fizeram. Foram para a margem do rio, ele disse, e apanharam pedras e começaram a lançá-las sobre as águas. Enquanto Joseph atirava as pedras, Martin, sem Joseph saber, pegou uma pedra que era grosseiramente semelhante em tamanho e forma e cor às pedras videntes que ele estava usando, e colocou-as em seu bolso. A seguir ele trocou as pedras videntes pelas pedras que ele havia encontrado no rio, de modo que quando Joseph iniciou a tradução novamente, ao contrário de ter as verdadeiras pedras ele tinha as falsas apanhadas por Martin. Ao descrever essa experiência, Martin diz que Joseph olhou intencionalmente para o chapéu que era usado para cobrir, para evitar a luz, e ficou em absoluto silêncio por vários momentos - algo que normalmente não acontecia no processo de tradução, quando Joseph podia simplesmente continuar do ponto em que interrompera, mais ou menos traduzindo continuamente. Então ele disse a Martin, "Martin, o que aconteceu? Está tão escuro quanto o Egito". E quando olhou para a face de Martin, Martin disse que seu semblante decaiu e então Joseph perguntoulhe: "O que aconteceu"? Martin explicou, e então Joseph perguntou-lhe: "Por que Voltar

você trocou as pedras por outras?" E Martin disse: "Para provar que aqueles que clamam que você está simplesmente criando as palavras estão errados a esse respeito." Ele disse que fez isso para calar a boca dos loucos que faziam tais clamores. Emma, que estava lá naturalmente durante todo o processo de tradução, afirma que no início da fase de tradução Joseph usou primeiramente os intérpretes nefitas. Mais tarde ele usou os intérpretes nefitas apenas para algo menos extenso, e usou fundamentalmente as pedras videntes. Afirmação semelhante encontramos de William McLellin. Por outro lado, e eu creio que isso é muito importante, nós temos a declaração de Oliver Cowdery - quem nós sabemos nem mesmo esteve envolvido no processo de tradução do Livro de Mórmon até depois de perdidas as 116 páginas manuscritas quando Joseph teve as placas e tudo o mais retirado dele, e depois devolvido a ele. Oliver agora foi chamado a testemunhar em favor de Joseph em um julgamento ocorrido em 1830, denominado "sob acusação de um crime muito sério", o que basicamente significa - alguém que não gostava de Joseph e assim decidiu fazer acusações contra ele. Sob juramento, testemunhando sobre a tradução, (Oliver) disse que ele (Joseph) "usava duas pedras transparentes parecidas com óculos, ajustadas em aros prateados". E ele continua dizendo: "Olhando através dessas pedras, Joseph era capaz de ler, em inglês, os caracteres egípcios reformados que estavam gravados nas placas." Desde que a única experiência de Oliver com Joseph, que acabei de mencionar, aconteceu depois da perda e recuperação das placas, e as outras coisas que se seguiram, seu testemunho nesse julgamento certamente sugere que Joseph estava continuando a usar os intérpretes nefitas, até mais tarde nessa parte do processo de tradução. Semelhantemente, encontramos em um número bem antigo do Latter-day Saint Messenger (O mensageiro Santo dos Últimos Dias) e Advocate (Advogado) o que Oliver escreveu: "Dia após dia eu continuava a escrever ininterruptamente a partir do que ele ditava à medida que traduzia com o Urim e Tumim, ou como os nefitas diriam, intérpretes, a história, um registro denominado Livro de Mórmon." Aqui novamente notamos que o termo Urim e Tumim não era encontrado no Livro de Mórmon; é algo que virá mais tarde, em um relato posterior a 1830. Talvez 1831, ou algo assim, é que temos a primeira menção deles, aparentemente não de Joseph, mas de ambos W.W.Phelps ou de Oliver Cowdery. Eles o denominaram Urim e Tumim por acreditarem que essa era a melhor maneira de ajudar na descrição (dos intérpretes ) para o povo, usando portanto uma terminologia bíblica, que estava à disposição de Joseph a fim de traduzir. Encontramos declaração semelhante feita por Oliver através de Rueben Miller, em 1848, e isso bem próximo do fim de sua vida: "Eu escrevi com minha própria pena o Livro de Mórmon inteiro, exceto algumas páginas, tal como saíram dos lábios do profeta, à medida que ele traduzia-o pelo dom e poder de Deus, através do Urim e Tumim, ou conforme chamado no livro, intérpretes sagrados". Parece, penso então, muito apropriadamente que durante todo o período da tradução, mesmo durante os primórdios da tradução até a época em que as 116 páginas foram perdidas, ambos os intérpretes nefitas, as duas pedras presas a um aro, em acréscimo às pedras videntes, que haviam sido encontradas por ele alguns anos antes. E que mais tarde, ambos eram usados. Mas, em certo sentido, a coisa realmente importante é que durante todo o processo de tradução, Joseph usou meios sobrenaturais para capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon corretamente. Ora, há outra questão que talvez nos perguntemos, e acho-a muito legítima. Por que Joseph tinha de usar qualquer tipo de meio, seja qual for, os intérpretes nefitas ou as pedras videntes, ou qualquer outra coisa? Pergunta que alguns dos Voltar

primeiros santos fizeram igualmente. Orson Pratt, por exemplo, fez a pergunta e ele assim relatou, quando fez a pergunta o profeta disse-lhe que o Senhor lhe tinha dado o Urim e Tumim quando era inexperiente quanto ao princípio de inspiração. Mas agora, ele, isto é, Joseph, tinha avançado bastante na compreensão da influência do Espírito que não mais necessitava da assistência do instrumento. De fato, vocês recordam que mencionei que depois de haver completada a tradução do Livro de Mórmon, ele deu as pedras videntes para Oliver, dizendo, "Não mais necessito disso." A seguir temos outro comentário, usado mais tarde por Zebedee Coltrin que também o conhecera nesses primeiros anos. Em 1880 Zebedee Coltrin diz que: "Joseph disse, com relação a Urim e Tumim ou intérpretes nefitas e as pedras videntes, que não mais necessitava daquilo e que os tinha entregue ao anjo Moroni." Isso é interessante porque aqui estamos falando, naturalmente, sobre os intérpretes e não sobre as pedras videntes. Os intérpretes voltaram para Moroni, as pedras para Oliver. Mas ele possuía o sacerdócio de Melquisedeque e esse sacerdócio permitiu-lhe ter as chaves para todo conhecimento e inteligência, como resultado de que tais instrumentos não eram mais necessários para ele usar, bem como os intérpretes e as pedras videntes. Agora deixem-me frisar mais uma coisa. Aqui nós observamos os termos pedra vidente ou intérpretes ou óculos. Na literatura, em geral, parece que intérpretes e Urim e Tumim, são usados mais ou menos indistintamente. Mas, também pareceu haver alguns momentos em que Joseph, e outros, usaram Urim e Tumim para se referirem às pedras videntes igualmente. Assim sendo, creio que nós precisamos compreender que Urim e Tumim, embora usualmente associados com óculos ou intérpretes, deve também ser usado para se referir às pedras videntes. Mais importante todavia é que são usados com referência a qualquer meios sobrenaturais que o Senhor proporcionou a Joseph durante aquele período, de modo a capacitá-lo a traduzir o Livro de Mórmon. A próxima questão que podemos desejar elucidar a seguir é, que tal esse método de traduzir o Livro de Mórmon? Quanto aos meios, temos alguma discussão a respeito: pedras videntes, intérpretes, ou óculos. E o método? Joseph nos informou como foi que ele traduziu o Livro de Mórmon? Infelizmente, aqui também ele não fornece maiores informações a respeito de como o Livro de Mórmon foi traduzido do que fez quando veio à tona o exemplo discutido a respeito dos meios que foram utilizados. Ele diz meramente que eles trabalharam pelo dom e poder de Deus. Isto é particularmente uma pena, uma vez que somente Joseph, nesse particular, estava em posição de descrever como os instrumentos na realidade agiam, de modo que outros pudessem descrever para nós, com algum detalhe e com correção indubitável, como Joseph ou os instrumentos pareciam. Entretanto, pelo menos dois auxiliares de Joseph, pessoas que foram testemunhas do processo de tradução, fizeram declarações relativas a como Joseph na verdade traduziu o livro de Mórmon. Um deles é David Whitmer. No final de sua vida, em resposta a algumas afirmações que estavam sendo feitas a respeito dele e a respeito do início da ascensão da Igreja, David Whitmer escreveu uma declaração aos "Crentes em Cristo". Ele escreve certo número de assuntos diferentes que detratam os primórdios da Igreja, mas ele também fala do processo de tradução. E isto é o que ele diz a esse respeito: "Eu lhes darei uma descrição do modo em que o Livro de Mórmon foi traduzido. "Joseph colocava as pedras dentro de um chapéu, puxando-o bem junto à face para excluir a luz". Ora, essa é a maneira que alguém certamente usará se estiver Voltar

olhando através de um microscópio, e às vezes até um binóculo. É necessário excluir a luz de modo a estar apto a ver. Assim ele diz: "No escuro a luz (sobrenatural?) brilharia. Um pedaço de uma coisa parecida com pergaminho apareceria e nele o escrito. Um caráter por vez apareceria e sob ele a interpretação em inglês. O irmão Joseph então leria o inglês para Oliver Cowdery, que era seu principal escrevente, e quando estava escrito e repetido para Joseph, para verificar sua exatidão, então desaparecia, e um outro aparecia com a interpretação. Assim, o livro de Mórmon foi traduzido pelo dom e poder de Deus e não por qualquer poder do homem." Essa é uma declaração muito interessante. Desejamos voltar a ela porque há muito nela que merece ser escrutinado. Todos vocês sabem que Martins Harris permaneceu muitos anos fora da Igreja, jamais modificando seu testemunho da Igreja, jamais em tempo algum também sobre seu testemunho do Livro de Mórmon. Mais para o fim de sua vida ele foi visitado por Edward Stevenson, que era membro do Primeiro Quorum dos Setenta, que o reconverteu ao evangelho e o trouxe para Utah, onde permaneceu pelo resto de seus dias. Edward Stevenson teve numerosas entrevistas com Martin Harris sobre aqueles grandes acontecimentos sucedidos nos primeiros dias da restauração e as registrou. Ele perguntou-lhe muita coisa sobre a vinda à luz do Livro de Mórmon e recebeu uma declaração de Martin sobre como o Livro de Mórmon foi traduzido por Joseph que acho extremamente interessante e digna de consideração por um momento. Isto e o que Edward Stevenson diz com relação à descrição de Martin: "Com ajuda das pedras videntes, sentenças apareciam e eram lidas pelo profeta e escritas por Martins. E quando terminado ele dizia "escrito", e se estivesse correto a sentença desaparecia e uma outra aparecia em seu lugar. Mas, se não estivesse escrita corretamente ela permanecia até ser corrigida, de modo que a tradução era idêntica ao que estava gravado nas placas, precisamente na língua então usada." Bem, essa é uma declaração deveras interessante. Consideremos esta última parte da declaração em primeiro lugar. Ele observa aqui que Joseph leria o que estava escrito na pedra vidente, ou nos intérpretes nefitas. Se estivesse corretamente escrita pelo escrevente, cujo manuscrito ele não podia ver diretamente, mas apenas, através de inspiração, então continuavam. Mas, se não estivesse corretamente escrita ele a corrigia. Podemos ver no manuscrito original do Livro de Mórmon, cerca de um quarto dele ainda existe, (que esteve em anos recentes estudados inteiramente por Royal Skousen), em certos exemplos em que uma palavra, especialmente um nome, está escrito de uma forma e a seguir riscado e escrito de maneira um pouco diferente. Posso imaginar bem nesses exemplos, Joseph lendo a palavra tal como ele a consideraria apropriadamente pronunciada. A pessoa que estava atuando como escrevente grafava a palavra tal como imaginava devia ser escrita. Mas, em poucos exemplos, ele a escreveu de forma não muito correta, e como resultado, Joseph, que podia ver o que estava sendo escrito, corrigiria a ortografia e então depois de corrigido continuaria. Em alguns exemplos é especialmente interessante, porque as correções fazem sentido apenas à luz desses nomes vindos do antigo Oriente Próximo, e que não faria grande sentido particularmente como um nome que tivesse ocorrido somente através da experiência dessas pessoas que falavam o inglês. Em um exemplo particular, devo observar, um nome foi originalmente escrito com um ck no final dele. Joseph, então, quer o nome corrigido, uma vez que as ultimas letras não ck, mas ch. E assim vemos naquele manuscrito original o nome com o ck riscado e a seguir escrito com ch em seu lugar. Ora, possivelmente, para nós, a Voltar

maneia que pronunciaríamos ch ou um ck no final de uma palavra poderia ser aproximadamente a mesma coisa, como o som de um k. Mas em Hebreu, e em muitas outras línguas a ela relacionadas, há uma grande diferença entre uma e outra. Elas representam duas letras ou sons totalmente distintos. Ele diz algo aqui que acho muito interessante também. A tradução foi feita precisamente como estava gravada nas placas, na mesma linguagem usada então. Ele disse que isso acontecia porque as sentenças apareciam, e eram lidas pelo profeta e a seguir escritas por Martin, neste particular exemplo, ou por Oliver mais tarde, e então elas desapareciam depois de serem apropriadamente escritas. Acho que isso nos proporciona uma chave de como a tradução aconteceu, mas não nos diz necessariamente a história completa. Pode ter ocorrido a ambos, a David tanto quanto a Martin certos pressuposições concernentes a como uma escritura é revelada de modo que possa não estar correta. Quero dizer com "inerrantous" que a idéia de que, o que quer que Joseph recebia procedia diretamente da mente de Deus para as mãos de Joseph. Quero agora deixar claro que é minha firme crença que o Livro de Mórmon é de origem divina. Por outro lado, parece-me que Joseph está profundamente envolvido no processo de tradução, em um número de maneiras importantes. Uma delas é, acredito, que Joseph tem de fazer escolhas com relação a certas palavras que são usadas na tradução inglesa. Creio que esse é o caso porque, como você certamente se lembra, na segunda edição do Livro de Mórmon de 1837, numerosas modificações foram feitas no Livro de Mórmon em inglês. E foram feitas por Joseph ou sob sua direção. Ora, se Joseph tivesse imaginado que tudo no Livro de Mórmon viera diretamente como Deus o revelara a ele sem qualquer possibilidade de modificação, porque, afinal, ele era expressamente e inteiramente, a palavra de Deus, e assim não estou certo se ele quereria fazer qualquer tipo de modificação. Além disso, creio que o envolvimento de Joseph nesse processo todo de tradução é sugerido pelo que encontramos na seção nove de Doutrina e Convênios. Recordem-se que Oliver tinha um grande desejo de se envolver, não meramente como escrevente, mas também como tradutor, e então ele pediu que o dom de tradução fosse concedido também a ele. Oliver, então, é admoestado pelo Senhor, "Eis que não compreendeste; supuseste que eu o concederia a ti, quando nada fizeste a não ser pedir-me." Então Oliver imaginou: "Tudo que tenho de fazer é dizer que desejo traduzir," e as palavras ser-lhe-ão dadas. Aí o Senhor diz, não, essa não é a maneira correta; ele continua e diz, "Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em tua mente; depois me deves perguntar se está certo e, se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto sentirás que está certo." Novamente, eu de preferência suspeito que Oliver tinha a idéia - se eu perguntar, o dom será dado a mim, e tendo o dom, não há um esforço particular envolvido de minha parte; eu simplesmente usarei os intérpretes, ou as pedras videntes, e serei capaz de traduzir. Mas aí ele aprende que é muito mais complicado e envolve um processo além daquilo. Esses versículos, penso, sugerem que era requerido esforço por parte do tradutor; esforço real e genuíno. Buscar, encontrar a expressão apropriada, algo que não tivesse sido a situação, uma vez que é simplesmente revelado diretamente de Deus à mente e à pena do tradutor. Existe mais evidências adicionais, creio, pois a idéia que estou a propor aqui, de que há real esforço envolvido por parte de Joseph, de que ele não está simplesmente, agora, escrevendo o que é dado direto à sua mente, mas está Voltar

sendo requerido trabalhar idéias que lhe são dadas dentro de um inglês que seja coerente e aceitável em expressar as noções do texto original. Temos um relato contemporâneo de um ministro, que era muito bem conhecido, tanto por suas atividades na Igreja Alemã Reformada quanto devotado inimigo da restauração. Seu nome era Deitrich Vilers. Ele estava escrevendo a dois colegas em York, Pennsylvania. Ele escreve em alemão. Ele fala a respeito da ascensão da Igreja, e inclui duas ou três afirmações que são muito interessantes. Compreendemos, naturalmente, que ele não está escrevendo como um crente, mas simplesmente alguém que reporta o que o povo é, naquele tempo, dizendo: Ele diz: "O anjo indicava que sob essas placas haviam óculos escondidos, sem os quais ele não podia traduzir as placas; e, que por usar tais óculos, Smith encontrava-se numa posição de poder ler essas línguas antigas, as quais ele nunca estudara, e que o Espírito Santo revelara a ele a tradução para a língua inglesa. Vamos ler novamente essa última parte, pois acho isso muito interessante. Ele diz que com Urim e Tumim (os óculos) ele "estaria em posição (capacitado) a ler essas línguas antigas, as quais (Joseph) não havia estudado, (mas) que o Espírito Santo revelara a ele a tradução para a língua inglesa." De acordo com um estudioso que escreveu sobre isso: "Assim, a tradução inglesa foi, de acordo com relatos contemporâneos, produto de impressões espirituais dadas a Joseph, mais do que aparição automática das palavras inglesas. Isso torna Joseph Smith, a despeito de suas limitações gramaticais, um tradutor, de fato, mais do que meramente um transcritor dos escritos de Deus." Esse é o cenário que eu gostaria de sugerir. A Joseph é dado através de inspiração (por meio de Urim e Tumim, que é a pedra vidente ou os intérpretes nefitas), os meios pelos quais ele pode compreender palavras e idéias, e a relação entre essas palavras e idéias, da língua original tal como encontradas nas placas. Porém, cabe a Joseph a responsabilidade de colocar a seguir aquelas palavras de forma coerente na língua inglesa, tal como ele as compreendeu em sua mente. Todos de nós que tiveram a experiência de aprender uma segunda língua pode saber que é possível chegar a um ponto em que não mais necessita traduzir da segunda língua para a língua nativa, a fim de ser capaz de compreendê-la. É possível ler simplesmente um documento e compreendê-lo sem traduzir palavra por palavra para o inglês. Mas é também fato que o mesmo processo de tradução é, quando ele requer na verdade expressar aquelas idéias que alguém pode compreender na língua original sem realmente traduzir para o inglês, muito mais complicado quando há necessidade de expressar um inglês coerente. Alguém pode ser capaz de ler um documento em francês e compreendê-lo muito bem; mas se esse alguém foi solicitado, então, que traduza esse documento para o inglês, certamente requererá algum esforço real. O mesmo aconteceria se fosse um documento espanhol, alemão, e até mesmo um documento hebreu, ou seja que língua for que se selecione. Deve ser muito fácil compreender na língua original - as idéias podem ser refletidas. Mas se alguém é solicitado fornecer alguma espécie de resumo, isto é, um breve sumário daquilo que diz, seria simples. Mas se essa pessoa é solicitada para fornecer uma tradução coerente, razoavelmente literal do material, há real dificuldade. Requer esforço, muitas vezes uma grande quantidade de esforço. Esse é o esforço, penso, que foi referido pelo Senhor na Seção Nove de Doutrina e Convênios. Oliver precisava compreender que ele tem de ponderar em sua mente de modo a se capacitar para traduzir com sucesso. Quais palavras usadas por Joseph são palavras dele próprio, apesar de as idéias terem sido fornecidas por inspiração do Senhor, uma vez que, naturalmente, ele não teve qualquer Voltar

oportunidade de aprender a língua bem o bastante de modo a estar apto a traduzir por si mesmo. Bem, penso que, se aceitarmos que o processo de tradução segue dessa maneira, que Joseph tinha de usar seu próprio esforço, a fim de ser capaz de traduzir as palavras para o inglês de modo satisfatório e que traduzisse o sentido original corretamente e de forma apropriada, então, penso que poderemos compreender o passo seguinte do processo, que é mencionado tanto por Martin Harris quanto por David Whitmer; isto é, quando uma tradução aceitável tenha sido escrutinada por Joseph, em sua mente, ela então podia aparecer no Urim e Tumim e ser lida a seguir. Agora devemos perguntar, bem, não seria possível a alguém mais aparecer com uma tradução diferente? E a resposta para isso é absolutamente sim. De fato, George Albert Smith, que foi o sétimo Presidente da Igreja, e um membro do Quorum dos Doze, que conheceu bem Joseph, diz que teria sido possível traduzir o Livro de Mórmon em muitas línguas diferentes, de forma adequada em numerosas línguas, e ainda ter o sentido original expresso apropriadamente. Eu sei por experiência própria nas classes em que leciono línguas, que, se eu pedir a um grupo de cerca de seis estudantes que traduzam um mesmo texto para o inglês, é concebível que eu obtenha seis diferentes traduções, cada uma, devo admitir, ser aceitável por traduzir o sentido original de forma correta. Isso quer dizer que uma única forma de traduzir um texto, provavelmente, pela natureza da língua, vá ser rejeitada. Numerosas maneiras são freqüentemente utilizáveis, cada uma, aceitável ou com correção aceitável, expressará as idéias do original. Se alguma outra pessoa tivesse traduzido o Livro de Mórmon, eu provavelmente suspeitaria que algumas palavras poderiam ser diferentes, que parte da sintaxe poderia ter sido um pouco diferente, mas que o sentido não tinha sido modificado, desde que a pessoa estivesse traduzindo sob inspiração do Senhor. Agora eu gostaria de ler alguns comentários que foram feitos por Emma com relação ao processo de tradução e que vão além tanto do instrumento, meios, método, mas que nos proporcionará alguma instrospecção no amplo contexto de tradução de Joseph. Já nos referimos a uma na qual ela responde a pergunta de como Joseph traduzia. Neste momento eu gostaria de observar algo mais que ela nos diz de sua própria experiência de quando agia como escrevente. Ela diz, a uma pessoa que lhe pergunta a respeito da tradução, "Quando meu marido estava traduzindo o Livro de Mórmon, eu escrevi parte dele." (e devemos manter em mente que houve muita gente que escreveu a tradução, ou que trabalhou como escrevente para a tradução do Livro de Mórmon, embora aquele que escreveu a maior parte do que agora conhecemos como o Livro de Mórmon , foi Oliver Cowdery). Ela diz: "Eu escrevi parte dele à medida que ele ditava as sentenças, palavra por palavra; e quando ele chegava a nomes próprios ele não conseguia pronunciar, ou palavras longas, ele as soletrava. E, enquanto eu as escrevia, se eu cometesse um erro de ortografia, ele me interrompia corrigia o erro" (a mesma coisa que vemos mencionada por Martin Harris com relação ao processo de tradução), "embora fosse impossível a ele ver," ela disse, naquele momento, como eu as havia escrito". "Algumas palavras que ele não sabia como pronunciar, até mesmo palavras como Sarah ou Sariah - ela disse - ele tinha que soletrá-las", e ela então as pronunciava para ele. "Quando ele parava por alguma propósito, ele iniciava novamente a tradução, ele recomeçava de onde havia parado sem qualquer hesitação, e certa vez quando estava traduzindo ele parou subitamente, pálido como um lençol, e Voltar

disse, ' Emma, Jerusalém antiga tinha muralha?' Quando eu respondi que tinha, ele replicou, ' Oh, eu estava com medo de haver me enganado.'" Ela escreveu, "Ele tinha um conhecimento tão limitado de história naquele tempo, que nem mesmo sabia que Jerusalém era cercada por muralhas." Bem, David Whitmer diz quase a mesma coisa a respeito desse mesmo acontecimento. "Quando, ao traduzir, chegou-se pela primeira vez ao local onde Jerusalém era mencionada como sendo uma cidade cercada por muralhas, ele parou até eles encontrarem uma cópia da Bíblia e mostrarem-lhe onde aquilo estava registrado; Smith não acreditava que ela fosse uma cidade cercada. Bem, Emma diz outras coisas maravilhosas, acho, no curso da longa entrevista que ela teve com seu filho, Joseph Smith III, com seu segundo marido, Major Bidemon, e muitos outros. Esta entrevista, que apareceu o Saints Herald em 1879, um pouco antes de sua morte, é composta de perguntas e respostas. Eu gostaria de lê-la para vocês porque, novamente, ela nos fornece uma introspecção no Livro de Mórmon de tal forma importante e bela e um grande testemunho da pessoa que conheceu, melhor do que qualquer outra, a Joseph Smith, e que esteve mais próxima dele durante o tempo em que ele estava traduzindo o Livro de Mórmon, também do que qualquer outra pessoa. A primeira pergunta é: "O que tem a dizer a respeito da verdade do Mormonismo?" E a resposta: "Eu sei que o Mormonismo é a verdade e eu acredito que a Igreja foi estabelecida por divina direção. Tenho completa fé nisso. Quando escrevendo para seu pai - Joseph - eu escrevia, freqüentemente, dia após dia, normalmente assentada à mesa próxima dele, ele ditando, hora após hora, com nada entre nós." Próxima pergunta: "Ele não tinha um livro ou manuscrito que lia e ditava para você?" Sua resposta: "Ele não tinha manuscrito ou livro do qual ler." Pergunta: "Ele não poderia ter e a senhora não ter visto?" Resposta; "Caso tivesse algo semelhante ele não poderia ter ocultado de mim." Pergunta: "Está certa de que ele tinha as placas durante o tempo em que escrevia para ele?" Resposta: "As placas freqüentemente ficavam sobre a mesa sem qualquer tentativa de ocultá-las, envolvidas num pequeno forro de linho que eu lhe dei para embrulhá-las. Elas pareciam flexíveis como um papel duro e tiniam com um som metálico quando as bordas eram movidas pelo polegar, como uma pessoa fazem com as páginas de um livro." Pergunta: "Onde meu pai e Oliver escreviam?" Resposta: "Oliver Cowdery e seu pai escreviam na sala onde eu trabalhava." Pergunta: "Não poderia meu pai haver ditado o Livro de Mórmon para a senhora, ou para Oliver Cowdery, e outros que escreveram para ele, após ter escrito ou tendo primeiramente lido a história de algum outro livro?" A resposta aqui é propositadamente forte, mas creio que isso proporciona algo muito importante. Ela diz: "Joseph Smith não conseguia ditar ou escrever de forma ordenada e coerente uma carta sequer, muito menos ditar um livro como o Livro de Mórmon. Embora eu fosse participante ativa nas situações e estivesse presente durante a tradução das placas, e tivesse conhecimento das coisas como transpareceram, é algo maravilhoso para mim, u'a maravilha e um assombro tanto quanto para qualquer pessoa." Pergunta: "Devo supor que a senhora poderia ter descoberto as placas e examinado-as." Voltar

Sua resposta: (isto, acho, reflete em sua própria fé de forma interessante): "Eu não tentei manusear as placas além do que lhe falei, nem mesmo as descobri para vê-las. Eu satisfazia-me saber que era um trabalho de Deus e, assim sendo, não senti que fosse necessário proceder dessa forma." Nesse momento seu marido, Major Bidemon, perguntou: "O Sr.Smith proibiu-a de examinar as placas?" E ela respondeu-lhe: "Não, ele não o fez. Eu sabia que ele as possuía e não estava particularmente curiosa a respeito delas. (E eu amo esta parte da resposta.) Eu as mudava de lugar para lugar sobre a mesa à medida que fosse necessário ao fazer meu trabalho de casa." Bem, numa outra parte da mesma entrevista penso que também refletia um pouco de seu testemunho, tanto quanto nos proporciona uma visão desses eventos grandiosos. Esta pergunta agora é de seu filho Joseph III: "Mãe, qual é sua crença a respeito da autenticidade e origem do Livro de Mórmon?" E sua resposta: "Minha crença é que o Livro de Mórmon é de autenticidade divina. Eu não tenho a menor dúvida a esse respeito. Eu estou satisfeita [por saber que] nenhum homem poderia ter ditado e escrito o manuscrito a menos que estivesse inspirado. Pois, quando estava servindo de escrevente, seu pai ditava para mim, hora após hora, e quando voltávamos após as refeições, ou depois de interrupções, ele reiniciava imediatamente da parte onde havia parado, sem ver o manuscrito ou ouvir qualquer parte disso lida para ele; isso era algo comum que ele fazia. Parece-me improvável que homens letrados possam fazer isso, e para alguém com pouco preparo como ele então, seria inteiramente impossível." Bem, existe também um outro grande testemunho do trabalho de tradução de Joseph. Eu gostaria de ler o que David Whitmer nos fala sobre a disposição que Joseph tinha de ter para fazê-lo. Não devemos imaginar que Joseph poderia fazêlo automaticamente. Já vimos através da história de Martin Harris que se tratava de uma pedra muito particular que era denominada pedra vidente, assim ele precisava encontrar-se com disposição apropriada a fim de estar apto a usar as pedras videntes ou os intérpretes nefitas. David conta esta história: "certa manhã quando Joseph se preparava para continuar a tradução, algo errado aconteceu na casa, e Joseph descontrolou-se a respeito daquilo. Algo que Emma, sua esposa, tinha feito. Oliver e eu subimos para o andar superior e pouco depois Joseph subiu para continuar a tradução, mas ele nada pôde fazer. Ele não conseguia traduzir uma sílaba sequer. Ele então desceu as escadas, foi para o jardim, e suplicou ao Senhor. Uma hora já havia se passado quando ele voltou para a casa, pediu perdão a Emma, e a seguir subiu para onde estávamos e a tradução continuou normalmente. Ele nada podia fazer, a menos que fosse humilde e fiel." Muitas outras coisas poderiam ser ditas sobre a tradução. Apenas mais um par delas eu gostaria de mencionar para terminar. Primeiro, a menos que imaginemos que esse processo de tradução era algo simples, algo que qualquer pessoa poderia fazer, eu gostaria de sugerir o teste que o irmão Hugh Nibley sugeriu para qualquer pessoa que queira fazê-lo. Até este momento, a propósito, não conheço ninguém que o tenha aceito, embora o Livro de Mórmon tenha muitos que questionam sua divina autenticidade. Isto é o que ele sugere a alguns de suas classes do Livro de Mórmon: Uma vez que Joseph Smith era mais jovem do que a maioria de vocês [agora, naturalmente, ele está falando a um grupo de estudantes da BYU], e de forma alguma tão experiente ou bem educado como qualquer um de vocês no tempo em que ele registrou o Livro doe Mórmon, não seria muito pedir a vocês que tragam Voltar

pelo final do semestre (que naturalmente lhes proporciona mais tempo do que ele tinha, uma vez que todo o Livro de Mórmon foi concluído dentro de um espaço de 84 dias ou quase), um trabalho com 500-600 páginas de extensão. Chamem-no um livro sagrado se quiserem, e lhes dê a forma de uma história. Falem de uma comunidade de judeus errantes em tempos antigos. Coloquem todo tipo de personagens em sua história, e envolva-os m todo tipo de vicissitudes públicas e privadas. Dêem-lhes nomes, centenas deles, com a pretensão de que são nomes hebreus e egípcios de cerca de 600 anos A.C. Sejam pródigos com os detalhes da cultura e técnica, modos e costumes, artes e indústrias, política e instituições religiosas, ritos e tradições. Incluam histórias militares e econômicas complicadas. Façam sua narrativa cobrir mil anos sem espaços muito grandes. Mantenham um número de histórias locais interrelacionadas acontecendo ao mesmo tempo. Fiquem à vontade para incluir controvérsia religiosa e discussões filosóficas, sempre em ambiente plausível. Observem as convenções literárias apropriadas e expliquem a origem e transmissão de seu material histórico variado. Acima de tudo, jamais se contradigam. Pois, agora nos encontramos na verdadeira parte mais difícil dessa tarefa. Vocês e eu sabemos que vocês estão inventando tudo isso. Temos nossa piadinha. Mas da mesma maneira, ser-lhes-á requerido publicar o documento quando o terminarem, não como ficção ou romance, mas como história verdadeira. Após entregá-lo não poderão fazer qualquer modificação. Nesta classe sempre usamos a primeira edição do Livro de Mórmon. O que é mais importante, vocês deverão convidar qualquer e todos os estudiosos para lerem e criticarem seu trabalho livremente, explicando-lhes que se trata de um livro sagrado par e passo com a Bíblia. Se eles parecerem cépticos, vocês deverão dizer-lhes que traduziram o livro a partir de registros originais com a ajuda de Urim e Tumim. Eles vão amar isso! A seguir, para todas suas duvidas, vocês devem dizer-lhes que o manuscrito original eram placas de ouro e que as obtiveram de um anjo! Agora mãos à obra e boa sorte! Considerem isso como uma tarefa dada a Joseph - e isso é precisamente o que aconteceu. Sidney Rigdon, refletindo sobre suas experiências nos primórdios da Igreja, recordou em abril de 1844, algo que considero muito interessante de contar. Ele diz, "Recordo que no ano de 1830, encontrava-me com todos da Igreja de Cristo numa pequena e velha casa feita de toras de madeira com cerca de 20 pés quadrados, em Waterloo, Nova York, e começamos a falar sobre o Reino de Deus como se tivéssemos o mundo sob nosso comando. Falávamos com grande confiança. Falávamos de coisas grandiosas. Embora não fossemos muitos, tínhamos grandes sentimentos. Sabíamos há quatorze anos atrás que a Igreja se tornaria tão grande quanto é hoje. Éramos maiores então do que jamais fomos. Se não tivéssemos visto este povo, pois vimos em visão a Igreja de Deus mil vezes maior, embora não passássemos de homens rústicos bons para a fazenda, ou para encontrarmos uma mulher com um balde de leite. Todos os Elderes, todos os membros, reunidos em conferência numa sala de 20 pés quadrados." Particularmente imagino que Sidney e outros membros nos primórdios da Igreja também tenham tido uma visão, não meramente dos anos da Igreja na década de 1840, mas em nossos próprios dias, e puderam prever o tipo de crescimento que temos tido. Mas não é meramente o crescimento que vem através de números que estamos procurando, mas a firmeza de cada indivíduo que se tornam membros através de testemunho. Estou certo que uma das razões que os presidentes da Igreja, mais recentemente o Presidente Benson, têm dado tanta ênfase na Voltar

importância de lermos e estudarmos o Livro de Mórmon é por não haver melhor caminho onde possamos nos tornar fortes na Igreja, e ganharmos aquele testemunho que nos capacitará fazer nossa parte no cumprimento desse destino do que através do Livro de Mórmon. Eu vejo o Livro de Mórmon como um dos grandes dons que nos foi dado por Deus nesta dispensação. Tal como a restauração possibilitou trazer à luz a "obra maravilhosa e um assombro" que foi profetizada por Néfi, uma parte muito importante dessa "obra maravilhosa e um assombro" foi o surgimento do Livro de Mórmon. Confio em que levaremos seriamente a cabo a obrigação de ler e estudálo, que começaremos a apreciar quão maravilhoso ele é, tanto pelo maneira que ele surgiu, como naquilo que ele nos diz. Oro para que possamos lê-lo, que o estudemos, que o levemos a sério em nossas vidas, e que cresçamos com ele, em nome de Jesus Cristo. Amém.

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"REIS E SACERDOTES"
ORSON PRATT
Fragmento de THE SEER, Vol. 1, No. 10, October 1853 O Sacerdócio de Deus é a grande e suprema autoridade legal que governa os habitantes de todos os mundos redimidos e glorificados. Nisto esta incluso todo o poder para criar mundos, ordenar fixas e permanentes leis para a regulamentação dos materiais em todas as suas diversas atuações, quer agindo como partículas, como massas, como mundos ou como agrupamento de mundos. É este poder que revela leis para o governo de seres inteligentes - que recompensa o obediente e pune o desobediente - que ordena principados, poderes e reinos a levar avante suas justas administrações por todos os seus domínios. A autoridade Real não é separada e distinta do Sacerdócio, mas simplesmente um ramo ou porção do mesmo. A autoridade Sacerdotal é universal, tendo poder sobre todas as coisas; a autoridade Real até ser perfeita está limitada a reinos colocados sob sua jurisdição: a primeira nomeia e ordena a última; mas a última nunca nomeia e ordena a primeira: a primeira controla as leis da natureza e exerce jurisdição sobre todos os elementos assim como sobre os homens; a última controla homens somente e administra leis justas para o governo deles. Onde os dois são combinados e o indivíduo aperfeiçoado, ele tem todo o poder tanto como Rei e Sacerdote; ambos os ofícios são então unidos em um. Então a distinção, será meramente no nome e não na autoridade: tanto como Rei ou Sacerdote, ele terá então poder e domínio sobre todas as coisas, e reinará sobre tudo. Ambos os títulos, combinados, não darão então mais poder do que eles individualmente. É evidente que a distinção entre os títulos é meramente indicativo da condição das coisas antes da glorificação e perfeição das pessoas que portam o sacerdócio; pois quando forem perfeitos, eles terão poder para agir em cada ramo de autoridade por virtude do grande, todo poderoso e eterno Sacerdócio que possuem: poderão então manejar seus cetros como Reis; reinar como Príncipes, ministrar como Apóstolos; oficiar como mestres, ou agir na mais humilde ou mais exaltada capacidade. Não há ramo do sacerdócio tão baixo que eles não possam condescender para oficiar nele; nem tão alto, que eles não possam esticar o braço de seu poder e controlar o mesmo... Os santos recebem o ofício de Rei e Sacerdote aqui nesta vida; por conseguinte, João o revelador se expressa assim: "Aquele que nos ama, e lavou-nos de nossos pecados em seu próprio sangue, e nos fez Reis e Sacerdotes para Deus e seu Pai; a Ele seja glória e domínio para sempre e sempre." (Apoc 1:5-6) Os Santos então ordenados aqui nesta vida, a Reis e Sacerdotes, mantém a autoridade após morrerem e irem para o mundo espiritual. Então João ouviu-os cantando no mundo espiritual a seguinte canção: "Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com seu sangue nos redimiu para Deus, de toda Tribo e língua e povo e nação; e para Deus nos fez Reis e Sacerdotes: e reinaremos na terra." (Apoc 5:9-10) Os santos não somente retém os ofícios de Reis e Sacerdotes enquanto espíritos sem corpo, mas eles também conservarão o ofício após a ressurreição. Então, João escreveu, dizendo, " Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a Segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos." (Apoc 20:6) Eles não reinarão na terra somente mil anos após a ressurreição, mas em outra passagem Ele diz, "Eles reinarão para sempre e sempre. "(Apoc 22:5) Portanto, todos os santos que forem ordenados Reis e Sacerdotes nesta vida conservarão este ofício e este poder eternamente, sendo feitos como Melquisedeque foi, como o Filho de Deus, permanecerão Sacerdotes continuamente. Então , o sacerdócio, quanto a sua duração futura , será eterno e não terá fim.

TEMPLO DE HOUSTON TEXAS Há alguns anos atrás, um presidente de estaca da cidade de Houston - Texas - nos Estados Unidos, recebeu um telefonema do Pres. Hinckley. É importante mencionar, que esta não é uma situação comum, os presidentes de estaca não costumam receber este tipo de ligação direto do profeta, existe todo um caminho para que as designações cheguem até um presidente de estaca, então isto foi uma grande surpresa para o presidente daquela estaca! Feito os cumprimentos de praxe, o Pres, Hinckley contou ao irmão que esteve visitando a cidade em busca de um terreno para a construção de um novo templo e que eles encontraram 3 terrenos muito bons, mas teve l em particular, que lhe causou uma forte impressão, e ele gostaria que o irmão pudesse encontrar os donos e fazer contato com estas pessoas para uma futura negociação, em seguida mecionou mais uma vez a sequência que ele gostaria que fosse feito o contato, a começar pelo que ele mais gostou e assim sucessivamente. Antes de desligarem o Presidente Hinckley pediu-lhe que fizesse contato direto com ele no dia seguinte a noite. O irmão assim procedeu e até que não foi tão -difícil localizar os proprietários e fazer contato. Orgulhoso por ter-se saído bem na designação, esperou ansiosamente a noite chegar para ligar para o profeta. Ao ligar, relatou-lhe: - Presidente, encontrei os proprietários, fiz contato com eles, as propriedades são maravilhosas e a situação é a seguinte: o terreno número l, o proprietário não tem interesse em vender, mas o número2 e o número 3 são ótimos e estão disponíveis para negociarmos a qualquer momento! - Irmão,como eu havia lhe dito, tive um sentimento muito especial pela propriedade número l, creio que aquele seja o local apropriado. Você poderia entrar em contato novamente com o proprietário e dizer-lhe que nós gostaríamos muito de ter aquele terreno? - Ok, tudo bem, se o senhor insiste, vou tentar mais uma vez! Ligo amanhã a noite novamente! Na manhã seguinte o irmão foi até o escritório do dono do terreno, um ^empresário muito bem sucedido. Ao ser recebido, ele explicou que era um membro de à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e que o presidente e profeta da igreja tinha um interesse muito especial pela propriedade dele para construirmos um templo. O empresário atarefado e impaciente disse-lhe: - Senhor, eu sinto muito, mas como já lhe disse ontem pelo telefone, eu não tenho nenhum interesse em vender a propriedade, e com licença que eu tenho uma reunião agora.... E foi se retirando da sala antes que o irmão argumentasse qualquer coisa. O irmão voltou para casa aborrecido e aguardou o dia terminar para informar o Pres. Hinckley da situação. Ao cair da noite ligou: - "Boa noite presidente! A situação é a seguinte: o proprietário do terreno número l foi taxativo, ele não quer mesmo negociar a propriedade, eu sinto muito, mas veja: os terrenos número 2 e número 3 são ótimos e estão disponíveis para qualquer momento! - "Irmão, meu interesse é pelo número l- você orou antes de ir conversar com este homem?" - "Bem, orar, eu oro todos os dias..." - "Irmão, quero que você ore ao Senhor especificamente por isso e volte lá amanhã. Aguardo sua ligação amanhã a noite." O irmão foi dormir pesaroso, como ele ia voltar lá? Mas ele orou como o profeta tinha instruído, encheuse de fé e coragem e pela manhã, voltou lá. Ao ser recebido, gaguejou: - Lembra-se de mim? Eu estive falando com o Senhor ontem... - Eu não acredito que é este mórmon maluco de novo... Você tem algum problema? Não entende o que quer dizer a frase: "Não estou interessado?" Nisso o homem chamou a secretária e disse seriamente: - Por favor, não deixem mais este homem entrar aqui, chame os seguranças se necessário, acho que ele tem algum problema... O irmão voltou para casa muito triste, o que ele ia dizer ao profeta? A noite caiu e a ligação telefónica costumeira foi feita; - Presidente, não teve jeito, o proprietário não quer mesmo vender o terreno, não quer nem conversar a respeito... que tal tentarmos o número 2 e o número 3 ? Ouve um silêncio na linha... - Presidente Hinckley, o senhor ainda está ai? Em seguida a voz do Presidente Hinckley ecoou, firme, mas amorosamente: - Irmão, você jejuou antes de ir até lá? - Bom, eu estava em espírito de oração, mas jejuar, jejuar... eu não jejuei... -Então jejue e volte lá amanhã e diga aquele homem que o Deus de Israel quer construir um templo naquela cidade e queremos o terreno dele para isso, custe o que custar O irmão mal dormiu naquela noite, corria o risco de ser pego pêlos seguranças, ser preso... Mas lá estava ele bem cedo em frente ao edifício no dia seguinte e ejejuando. Reuniu toda a sua coragem e invadiu a recepção do edifício abruptamente, e antes que ele falasse qualquer coisa, a secretária lhe disse: Voltar -Ele está te aguardando na sala.

O irmão ficou muito surpreso, mas ainda preocupado com o que lhe esperava, entrou na sala já falando: -"O Deus de Israel quer construir um templo nesta cidade, e tem que ser no teu terreno..." -Eu sei! - Respondeu mansamente para surpresa do irmão, e continuou: -Eu estive num jantar ontem o meu sócio, e enquanto conversávamos perguntei-lhe o que ele sabia sobre os mórmons. Meu sócio é ateu, mas conhece a fundo várias religiões. Sua resposta me deixou pensativo. Ele me relatou que tudo o que ele sabia sobre os mórmons é que o filho dele foi um burro! -Um burro? Como assim? -Ele me contou que o filho conheceu uma jovem quando cursava a universidade, era uma jovem muito especial, maravilhosa, ele nunca tinha conhecido alguém mais querido e encantador, a moça frequentou a casa deles por alguns anos enquanto os dois cursavam a_ universidade e era incrível como a presença daquela jovem iluminava toda aquela casa... Todos gostavam dela, era uma jovem amável e doce... Antes de terminarem a faculdade, o filho pediu esta moça em casamento, e ela lhe respondeu que sentia muito mas não poderia se casar com ele, porque ela só se casaria com o homem que pudesse levá-la ao templo... Meu sócio me disse com muita tristeza nos olhos que o filho perdeu a mulher da vida dele, ele foi um tremendamente burro... até hoje não encontrou nenhuma mulher como aquela, já casou-se e descasou-se várias vezes e até hoje não foi feliz... e ainda me confidenciou: "O templo é um lugar muito importante para estes mórmons" Ouvir sobre aquela jovem e a forte impressão que ela deixou naquela família inteira me fez parar para refletir sobre a minha própria vida. Chegando em casa, peguei a minha bíblia e ao folheá-la lembrei-me de uma promessa que havia feito a Deus há muitos anos atrás quando ainda estava começando minha carreira de negócios. Pedi sua ajuda e prometi-lhe que se algum dia ele me pedisse alguma coisa, qualquer coisa, eu lhe daria! Então tomei uma decisão: quero que volte e diga ao seu presidente que eu não vou vender-lhes o meu terreno, eu vou dá-lo a vocês para que construam um templo para Deus! Nossa, o irmão saiu de lá dando pulinhos de alegria, mal podia esperar a noite chegar para contar a grande novidade para o Presidente Hinckley! As horas pareciam que não passavam, mas finalmente o momento de ligar chegou e entusiasmado o irmão relatou: -Presidente Hinckley, é incrível! O dono da propriedade não quer mesmo vender a propriedade para igreja, ele quer fazer uma doação! Isto mesmo: uma doação! Não é maravilhoso?! Ouve silencio na linha - o irmão ficou sem entender a reação do profeta: -Alo? Presidente Hinckley? O Senhor ouviu a noticia? Sim Irmão, ouvi, mas quero lhe pedir mais uma coisa: quero que você volte lá e diga aquele homem que agradecemos muito sua generosa oferta, mas que não a aceitamos -O que? Como assim? -Não queremos dar ao nosso Deus algo que não nos custou nada... nós queremos comprar a propriedade, não queremos nada de graça... O irmão nem acreditou no que ouviu, o que ele ia fazer? Se antes o homem já achava que ele era louco, o que ele diria agora? Mas ele tinha que voltar lá, e o fez na manhã seguinte apesar de muito pesaroso. Foi recebido gentilmente pela secretária e ao ser anunciado, entrou na sala e encontrou o homem de costas olhando pela janela, antes que ele se virasse, o irmão começou a falar: -Eu sinto muito, mas nosso profeta recusou a sua oferta, ele disse que não quer algo que não nos custou nada para oferecer ao nosso Deus... O homem virou-se e o irmão percebeu seus olhos cheios de lágrimas, sem saber o que dizer, ficou apenas a observá-lo assustado. Ele secou as lágrimas que lhe escorriam pelo rosto, limpou a garganta e disse: -Ontem, ao voltar para casa e folhear a minha bíblia novamente li algumas passagens e entre elas algo que dizia mais ou menos assim: que para Deus nós precisávamos oferecer aquilo que temos de melhor, nosso maior sacrifício, não aquilo que não nos custou nada... então pensei comigo mesmo: Se esta igreja for verdadeira, eles não vão aceitar a minha oferta... Como estou feliz que você tenha voltado e me dito isto, agora eu sei que vocês realmente servem ao verdadeiro Deus de Israel, quero que volte e diga ao NOSSO profeta que eu vou lhes vender a propriedade pelo mesmo preço que eu paguei a MÉat anos atrás! Finalmente o negócio foi fechado e mais um templo foi construído, mas a tarefa daquele presidente de estaca ainda não havia terminado, naquela noite durante a ligação para o profeta, este lhe solicitou: -"Irmão, preciso lhe pedir uma última coisa: quero que encontre esta moça! Eu quero que a encontre para que eu possa dizer-lhe pessoalmente que por ela viver uma vida digna, irradiar a luz e ser um bom exemplo a cidade de Houston terá um templo ë milhares dê" pessoas serão abençoadas!

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SER VALENTE NA LUTA DA FÉ
Agora, qual o significado de ser valente no testemunho de Jesus? É ser corajoso e destemido; usar toda nossa força, energia e habilidade na luta contra o mundo; lutar o bom combate da fé. “Se forte e corajoso,’’ o Senhor mandou Josué, e então especificou que esta coragem e força consistia na meditação, observância e fazer tudo o que estava escrito na lei do Senhor. (Veja Josué 1: 6-9) A grande pedra angular da valentia na causa da justiça é a obediência a toda a lei de todo o Evangelho. “Ser valente no testemunho de Jesus é “vir a Cristo e ser perfeito Nele”; isto é, negar a si mesmo “toda a iniquidade,” e amar a Deus” com todo o nosso “poder mente e força.” (Moroni 10:32) “Ser valente no testemunho de Jesus é acreditar em Cristo e em seu evangelho com inabalável convicção. É saber a verdade e divindade da Obra do Senhor na terra. Mas isto não é tudo. É mais do que acreditar e saber. Devemos ser doadores da palavra e não somente ouvintes. É mais do que serviço labial; não é simplesmente confessar com a boca a divina filiação de Salvador. É obediência, cumplicidade e retidão. “Nem todo o que me diz , Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas aquele que faz a vontade de Meu Pai que está no céu.”(Mateus 7:21) “Ser valente no testemunho de Jesus é “seguir a frente com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança e amor a Deus e a todos os homens.” É “perseverar até o fim.” (2º Néfi 31:20) É viver nossa religião, praticar o que pregamos, guardar os mandamentos. É a manifestação da “pura religião” na vida dos homens; é visitar “os órfãos e viuvas nas suas aflições mantermo-nos “sem as manchas do mundo.” (Tiago 1:27) “Ser valente no testemunho de Jesus é conter nossas paixões, controlar nossos apetites, e elevarse acima das coisas carnais e más. É sobrepujar o mundo como fez aquele que é nosso modelo e que Ele mesmo, foi o mais valente de todos os filhos do Pai. É ser moralmente limpo, pagar nossos dízimos e ofertas, honrar o dia de Sábado, orar com pleno propósito de coração, depositar tudo de nós sobre o altar se assim formos chamados a fazer. “Ser valente no testemunho de Jesus é tomar o lado do Senhor em todo assunto. É votar como ele votaria. É pensar o que ele pensa, acreditar no que ele acredita, dizer o que ele diria e fazer o que ele faria na mesma situação. É Ter a mente de Cristo e ser um com Ele como Ele é um com seu Pai.”
(Bruce R. McConkie, "Ser Valente na Luta da Fé," Conferência Geral Out 1974; veja A Liahona Jan1975)

Visão da Destruição de John Taylor (1877/8)
Wilford Woodruff escreveu em seu diário um sonho que o Presidente John Taylor ditou para ele, de alguns detalhes da terrível morte, destruição, doenças e fome de uma grande guerra mundial, que incluía acontecimentos nos estados Unidos. Note de que o Presidente Taylor vê muita morte e doença nas Montanhas Rochosas, no qual ele disse que os santos terão sobre controle pela fé e oração, mas não menciona ter visto destruição e devastação. Entretanto no resto dos Estados Unidos a destruição, morte, doenças e fome são quase completas, e completas em algumas áreas. Após ele testemunhar a morte e destruição na América, ele então vê em visão o começo da construção da cidade de Sião; Eu fui para a cama na hora usual, após nove horas. Eu tinha lido o Apocalipse na língua francesa. Minha mente estava calma, mais do que o usual se fosse possível estar assim. Eu me preparei para dormir, mas não pude dormir. Eu senti um estranho estupor vir sobre mim e aparentemente tornei-me parcialmente inconsciente. Embora não estivesse dormindo, nem acordado, mas sonhando distante. A primeira coisa que reconheci foi que eu estava no tabernáculo de Ogden, Utah, sentado num acento na parte de traz no canto, com medo de que eles me chamassem para pregar o que aconteceu após o segundo hino quando me chamaram ao púlpito. Eu me levantei para e disse que não sabia se tinha algo especial para falar exceto prestar meu testemunho da veracidade da obra dos Últimos Dias, quando de repente me pareceu ter sido erguido e Eu disse. “Sim, eu tenho algo a dizer, e é isto”. “Alguns de meus irmãos aqui presentes tem me perguntado sobre o que acontecerá, para onde o vento está soprando. E eu responderei o que irá acontecer em breve.” Eu estava imediatamente na cidade de Salt Lake, vagando pelas ruas. Em todas as partes da cidade e na porta de cada casa eu encontrei uma marca de lamentação, e não pude encontrar uma casa que não estivesse em lamentação. Eu passei pela minha própria casa e vi o mesmo sinal lá e perguntei, “sou eu que estou morto?” Algo me deu a resposta, não senhor, você viveu apesar de tudo. Parecia-me estranho não ver nenhuma pessoa nas ruas enquanto andava pela cidade. Eles pareciam estar nas casas com seus doentes e seus mortos. Eu não vi nenhum funeral ou algo desse tipo, mas a cidade parecia ainda muito quieta. As pessoas estavam orando e tinham o controle desta doença, qualquer que fosse ela. Então olhei em todas a direções sobre o território, ao leste, oeste, norte e sul, e encontrei a mesma lamentação em cada lugar por toda a terra. “A próxima coisa que vi, eu estava no lado de Omaha. Parecia então que eu estava sobre a terra olhando para baixo, passando pelo lado leste, eu vi ruas cheias de pessoas principalmente mulheres, com o que elas podiam carregar em pacotes em suas costas viajando para as montanhas a pé e eu pensava, como elas poderiam chegar lá com nada além de um pacote em suas costas. Era notável para mim haver tão poucos homens entre elas. Não me parecia que os carros estavam andando. Os trilhos pareciam enferrujados e as estradas abandonadas e eu não tinha concepção de como eu viajei.” “Quando olhei para baixo para o povo eu continuei para o leste através de Omaha e o Conselho de Bluffs o qual estava cheio de doenças e mulheres por toda a parte. Os estados do Missouri e Illinois estavam em tumulto e disputa, homens matando-se um ao outro e mulheres lutando, família contra família cortando uns aos outros em pedaços da maneira mais horrenda possível. Vi depois Washington e encontrei a cidade uma desolação. A casa Branca estava vazia . O Congresso estava vazio e tudo em ruínas. As pessoas pareciam ter fugido da cidade e deixaram-na para que cuidasse de si mesma. Depois eu estava na cidade de Baltimore na praça onde o monumento de 1812 estava em frente do St. Charles e outros hotéis. Eu vi mortos empilhados sobre a praça. Eu vi mães cortarem a garganta de seus próprios filhos por causa de seu sangue que escoava de suas veias para matar sua sede, e então caiam e morriam. As águas de Chesapeake e da cidade estavam estagnadas e um fedor surgia da água por causa dos corpos dos mortos que apodreciam e cheiravam muito mal, e o cheiro causava a morte. Ma s o que era

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singular, é que eu não via nenhum homem exceto aqueles que estavam mortos ou morrendo pelas ruas e poucas mulheres e elas estavam loucas e más e prestes a morrer. Em todo lugar que fui vi as mesmas condições por toda a cidade.

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