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FACULDADE CAPIXABA DA SERRA- SERRAVIX

CURSO PEDAGOGIA

IRONETE DA SILVA ALVES

MOTIVAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR: NOVOS OLHARES

SERRA
2013

IRONETE DA SILVA ALVES

MOTIVAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR: NOVOS OLHARES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
programa de Graduação em Pedagogia da Faculdade
Capixaba da Serra como requisito parcial para
obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia.
Orientador Professor: Paulo Roberto Nunes Scarpatti

SERRA
2013

Dados Internacionais de Catalogação-na-publicação (CIP)
(Biblioteca da Faculdade Capixaba da Serra - Serravix. Serra, ES.)

A474m

ALVES, Ironete da Silva.
Motivação no contexto escolar: novos olhares. / Ironete da
Silva Alves– Serra: Faculdade Capixaba da Serra, 2013.
54fls.
Orientador: Paulo Roberto Nunes Scarpatti
Trabalho de conclusão de curso (Curso de Pedagogia) –
Faculdade Capixaba da Serra – Serravix 2013.
1. Motivação. 2. Interação. 3. Aprendizagem - Aluno. I. Nunes,
Paulo Roberto. II. Faculdade Capixaba da Serra - Serravix. lll.
Curso de Pedagogia. IV. Título.

CDD: 370

IRONETE DA SILVA ALVES

MONOGRAFIA: MOTIVAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR: NOVOS OLHARES

Monografia apresentada ao programa de Graduação em Pedagogia a Faculdade Capixaba da Serra,
como requisito para a obtenção do grau de Licenciatura em Pedagogia.

Aprovada em 25 de Julho de 2013

COMISSÃO EXAMINADORA

Prof. Paulo Roberto Nunes Scarpatti
Faculdade Capixaba da Serra-Serravix
Orientador

Prof. Oscar Omar Carrasco Delgado
Faculdade Capixaba da Serra- Serravix
Membro 1

Prof.ª Geruza Ney Alvarenga
Faculdade Capixaba da Serra- Serravix
Membro 2

Agradeço a Deus em primeiro lugar. Este
por está comigo nos momentos em que
mais preciso, é por Ele que cheguei até
aqui. Ao professor Paulo Roberto Nunes
Scarpatti meu orientador pela paciência e
atenção. Aos professores Oscar Omar
Carrasco Delgado e Geruza Ney
Alvarenga por estarem comigo desde o
início. Aos demais professores, amigos e
colegas que fizeram parte desse processo
o meu agradecimento.

ou anseio. ainda não foi encontrada uma boa definição comportamental de motivação. 1961) . (Maslow. Ainda não foi descoberto qualquer estado objetivamente observável que se correlacione decentemente com essas informações subjetivas. isto é. ou carência. ou falta.Sou motivado quando sinto desejo.

....47 GRÁFICO 3.......46 GRÁFICO 2...........LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1..........MOTIVAÇÃO É:...48 GRÁFICO 4..............................O QUE A ESCOLA FAZ PARA MOTIVAR OS SEUS ALUNOS..........49 ....MOTIVOS QUE O ALUNO TEM PARA IR À ESCOLA.............COMO O PROFESSOR PODE MOTIVAR O SEU ALUNO................................................

Ao interessar-se por saber como andava a questão da Motivação nas Escolas atualmente. Aprendizagem. Reconhece-se que ambos são relevantes para o desenvolvimento da criança. Os professores entrevistados disseram que Motivar o aluno é despertar nele o interesse para a realização das atividades escolares. Assim. propõe-se que a Escola insira a motivação na sua prática. para explicitar essa ideia. Palavras-chave: Motivação. e as novas tecnologias da informação e comunicação como técnicas de motivação para se trabalhar em sala de aula. . a brincadeira. como forma de despertar no aluno o interesse para o aprendizado. ou técnicas de motivação. Ressalta-se o brincar. Interação. de maneira a despertar o interesse do aluno para a aprendizagem. tirando dela as melhores vantagens pedagógicas. relaciona-se a teoria Sócia Interacionista de Vygotsky à motivação extrínseca. onde será abordada a relevância da motivação para a aprendizagem do aluno através de ferramentas motivacional.RESUMO Este trabalho tem como tema a Motivação no Contexto Escolar: Novos Olhares. e esta foi realizada através de observação e entrevistas para a coleta de dados. Partindo do pressuposto de que o aluno aprende e adquire o conhecimento significativo através de interação com o outro. utilizou-se de pesquisa de campo direcionada aos professores. Aluno. e os resultados foram apresentados em forma de relatório descritivo e gráficos.

To take an interest in how the issue of Motivation walked in Schools currently. play. it is proposed that the school enter the motivation in their practice.ABSTRACT This work is subject to Motivation in School Context: New Perspectives. to explain this idea. Learning. We emphasize the play. we used field research directed at teachers. Assuming that the student learns and acquires knowledge through interaction with significant others. taking from it the best pedagogical advantages. Keywords: Motivation. and the results were presented as specification and graphics. . and new technologies of information and communication as motivation techniques to work in the classroom. which will be addressed the relevance of the motivation for student learning through motivational tools. It is recognized that both are relevant to the child's development. and motivation techniques as a way to awaken in the student's interest for learning. Interaction. in order to arouse the interest of the student for learning. Teachers interviewed said that Motivate the student is to awaken his interest for the realization of school activities. and this was done through observation and interviews to collect data. related to the Socio-Interactionist theory of Vygotsky to extrinsic motivation. Student. Thus.

1 AVERIGUAÇÃO DE DADOS ATRAVÉS DE PESQUISA DE CAMPO...................................15 2....................................................1 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........53 7........3 MOTIVAÇÃO E A TEORIA SOCIO-INTERACIONISTA DE VYGOTSKY.........17 2....................38 4.................................21 CAPÍTULO II 3 A PARTICULARIDADE DA MOTIVAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR.....................1 MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DO ALUNO........................................................................................3 A PEDAGOGIA DE PROJETOS COMO FATOR MOTIVACIONAL..42 CAPITULO IV 5 PESQUISA DE CAMPO.........................................................................2 MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR PARA ENSINAR.............................54 ........................28 3....32 3.......................................34 CAPÍTULO III 4 TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM ........46 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................10 CAPÍTULO I 2 CONCEITO E TEORIA DE MOTIVAÇÃO.............50 7 REFERÊNCIAS....53 7.........1 AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO DO ALUNO...............19 2............................................................................................................2 MOTIVAÇÃO EXTRÍNSECA OU EXTERNA..............................................................................................................2 WEBGRAFIA.....46 5............SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................................................1 MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA OU INTERNA.....................26 3.........

Considerando-se que para aprender é preciso querer. na instituição escolar.10 1 INTRODUÇÃO O presente trabalho aborda o tema a Motivação no contexto Escolar: Novos Olhares. tanto para o aluno.se conhecer o significado e importância do termo motivação para a aprendizagem. Almeja. Uma nova proposta para o processo ensino.se a necessidade de uma visibilidade maior desse tema para a realização e o sucesso de todos. Lev Vygotsky. não aprende. As pesquisas em torno desse tema buscam torná-lo um fator para o aprendizado na sala de aula. então como despertar o interesse nesse aluno que mesmo tendo todas as condições para aprender. observa. Sendo assim. Aborda-se a motivação no âmbito educacional. e ainda que a aprendizagem seja contínua. como uma ferramenta importante que contribuirá para diminuir o fracasso e a evasão escolar. especificamente na sala de aula. A falta de motivação na sala de aula leva a inúmeros fatores negativos.se que a motivação nessa fase é que vai servir de impulso para a continuidade desse processo. a partir da visão de alguns pesquisadores renomados como. quanto para o professor. ela precisa de motivos para acontecer efetivamente. A motivação será apresentada como mais uma ferramenta que contribuirá com o processo de aprendizagem na sala de aula. Evely Boruchovitch. porque ela será aliada do aluno. Pois. Oliveira e outros.aprendizagem. Compreende. acredita. pois professores e alunos precisam de motivação para alcançar o objetivo principal desse processo que é o ensino e a aprendizagem. mas que tem dificuldades em aprender. Abraham Harold Maslow. A escolha do tema motivação deu-se ao questionar sobre a possibilidade de ensinar ao aluno que não apresenta nenhum distúrbio.se que há a falta de interesse dos alunos com relação às disciplinas e aos conteúdos transmitidos pelo professor em sala de aula. Henri Wallon. pretendendo assim ressaltar a relevância da motivação para a aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo do aluno em fase de iniciação do conhecimento. José Aloyseo Bzuneck. .

se os tipos de ferramentas que podem ser utilizadas pelo professor em sala de aula. segundo alguns dos . A motivação é uma ferramenta indispensável nesse processo.aprendizagem. há a necessidade de pesquisas que abordem o assunto: Motivação como recurso que poderá contribuir para o conhecimento dos futuros educadores enquanto ser responsável pelo ensino. ela é a forma de resgatar o aluno para a sala de aula. Propõe. se averiguar qual a melhor maneira de motivar o aluno que se encontra com falta de interesse. Por isso. e ou. e de maneira geral. A meta é trazê-la para o contexto Escolar de modo que possa favorecer a aprendizagem dos alunos. e do mesmo modo.11 Busca-se entender por meio dessa pesquisa o conceito do tema motivação. Para se alcançar os objetivos acima. indireta para a evasão escolar.se a motivação como ferramenta de apoio ao professor no processo ensino. em relação às disciplinas de base curricular. como forma de motivar o aluno. para o futuro da educação como um todo. em especial nas empresas. Visto que um dos maiores desafios da educação nos dias atuais é assegurar a atenção dos alunos para os conteúdos de Base Curricular ou preestabelecidos. Esta pesquisa tem como objetivo principal contribuir para a aprendizagem. da mesma forma. No primeiro aborda-se o conceito e teoria do termo Motivação. ampliar o conhecimento sobre o termo motivação. levar os profissionais da educação. Além do mais. mas precisamente na sala de aula.se inserir a motivação no contexto escolar como recurso facilitador da aprendizagem em sala de aula. este trabalho foi divido em quatro capítulos. só esporadicamente. a entender a importância da motivação para a aprendizagem e resgate dos alunos que estão fora do âmbito escolar. e pela mesma razão indica. Pesquisa. Pois a visão a respeito desse tema é que embora ele seja relevante é pouco mencionado no meio educacional. enquanto que nas Escolas. investiga-se como se desenvolve o processo de aprendizagem afim de. Igualmente e principalmente para o sucesso da aprendizagem do principal sujeito do conhecimento que é o aluno. Fala-se muito de motivação fora do âmbito escolar. e ao mesmo tempo apresentar a falta de motivação como sendo um dos maiores fatores que contribuem de forma direta.

Ainda no capítulo I. uma vez que é ele quem tem em mãos os recursos para a concretização desse processo. Descobre-se que a palavra Motivação vem do latim “movere”. a motivação do professor para ensinar. esses fatores foram explicitados em forma de subtópicos. da forma como ela é percebida nas escolas atualmente. seu conceito vem sendo reelaborado e ganhando novos olhares. Ao falar no professor ressalta-se a importância das pedagogias de projetos no processo de aprendizagem. aborda-se a teoria Sócio Interacionista de Vygotsky e a motivação extrínseca relacionando-as por entender que há uma semelhança entre elas. O brincar e a brincadeira conforme teoria de Henri Wallon é de .se as ferramentas que devem ser utilizadas como sendo as técnicas de motivação na sala de aula para despertar no aluno interesse pelo conhecimento. Ressalta-se a questão de que para aprender é preciso querer. Do mesmo modo. e esse querer pode ser provocado por fatores externos ao aluno.12 principais pesquisadores das áreas de Educação e Psicologia. o professor deverá pensar no aluno. Já o segundo capítulo. a abordagem é com relação à particularidade da motivação no ambiente escolar. Propõe-se que o professor use de recursos que lhe é cabível para a solução desse problema. A motivação é um termo que se divide em dois fatores. onde delega ao professor o poder de tornar a aprendizagem significativa para o aluno. No terceiro capítulo. Dessa forma criará condições sempre favoráveis ao processo ensino-aprendizagem e isso é motivar. Assim como. Faz-se algumas observações bibliográficas da motivação no Contexto Escolar. enfatiza-se a motivação para a aprendizagem do aluno buscando entender o porquê de o aluno não aprender. Visto que a pedagogia de projetos é uma situação que foi criada porque se pensou no aluno. um que é interno e o outro que é externo. se leva em conta a postura do professor ao considerar que ele deve ter sensibilidade para reconhecer quando o aluno está desmotivado. É abordada também. pois ao planejar. porém. propõe.

A pesquisa de campo é qualitativa com caráter exploratório por meio de entrevista e observação direta extensiva. por ser esta uma atividade prazerosa.13 fundamental importância para o desenvolvimento cognitivo da criança. com descrição de dados. a pesquisa é: “O conjunto de procedimentos sistemáticos. baseado no raciocínio lógico. Essas pesquisas são de ordem intelectual e tem como finalidade ampliar o entendimento e ter o conhecimento amplo sobre o tema motivação. de modo que pretende despertar a curiosidade e desejo de saber sobre um dos fatores que considera. 1999. conceitua-se Metodologia da Pesquisa de acordo com a pesquisadora mestre. A técnica escolhida para essa pesquisa foi à observação direta extensiva. pois para Andrade (1999). não importa. medidas de opinião de atitudes. foi escolhida a pesquisa bibliográfica e a de campo para explorar o tema proposto. p. as novas tecnologias da informação e comunicação que também são indicadas para tal. sendo que. “Metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento” (Andrade. pois apontará os grandes nomes da Psicologia da Educação como recurso facilitador da aprendizagem. a pesquisa de campo será realizada a partir de observação e descrição dos dados. através de questionário semiestruturado para o levantamento de dados. 111). ela servirá para a averiguação de dados.”. Segundo Andrade (1999). Sendo assim. história de vida etc. a brincadeira é uma forma de motivar o aluno.se como sendo o mais relevante no processo de aprendizagem do aluno. Maria Margarida de Andrade que será a referência para este trabalho em termos de metodologia. da atualidade. “A observação direta extensiva baseia na aplicação de formulário e questionários. com a intenção de coletar dados para averiguar a questão da motivação nas Escolas. e virá a ser o segundo passo deste trabalho. que tem como objetivo . igualmente. Com efeito. No quarto e último capítulo deste trabalho. Sendo bibliográfica ou de campo. Segundo a autora. testes de pesquisas de mercado. Nesta etapa da pesquisa. a abordagem sobre o tema Motivação no Contexto Escolar: Novos Olhares se dá por meio de pesquisa de campo.

este estará contribuindo com informações novas e atualizadas.se o resultado da pesquisa de campo em forma de gráficos visto que. Por tudo isso. o método utilizado para a realização dessa pesquisa será o empírico porque segundo a autora. esse procedimento é baseando na observação sensorial. cada vez que alguém vai a campo coletar dados e os registra.14 encontrar soluções para problemas propostos. O uso desse tipo de pesquisa é muito comum nas várias atividades da vida humana. a pesquisa de campo é uma forma de se evidenciar os fatos. sendo útil para a organização de tudo que lhes diz respeito. logo abrange parte das ciências da natureza e das culturas sociais. Interpreta. Além disso. . ou seja. Para este trabalho a pesquisa no local contribuiu para averiguar a questão da motivação no contexto das escolas. mediante a utilização e métodos científicos”. no ano de 2013. o resumo desses dados facilita o entendimento das proporções.

sua origem teve início há muitos séculos atrás. Ela vem do latim “Movere” que significa mover. A motivação é.se necessário essas diferentes visões sobre esse termo para que haja um entendimento do que será o objeto dessa pesquisa. aquilo que é susceptível de mover o indivíduo. um que extrínseco e o outro que intrínseco ao “ser”. Para tanto. motivação é um impulso que leva a ação. Maslow (1968). Fator é aquilo que contribui para um resultado. O conceito de Motivação encontra-se associado à vontade e ao interesse. Tornam.15 2 CONCEITO E TEORIA DE MOTIVAÇÃO Este capítulo inicia-se por uma breve exposição de pesquisas bibliográficas. foram reunidos vários conceitos do tema motivação. A motivação é um termo que se divide em dois fatores. O termo motivação está ligado à Psicologia e é objeto de estudo dessa área do conhecimento. A Psicologia e a Filosofia enquanto ciências humanas definem o termo motivação como condição do organismo que influencia a direção do comportamento. Murray (1978) e Pena (2001). logo. Embora a palavra motivação tenha virado modismo há apenas duas décadas. que é algo exclusivamente humano. Assunção e Coelho (2002). Boruchovitch e Bzuneck (2001). contribui para a realização de um desejo por exemplo. então. sendo assim. sobre o conceito do termo motivação. o fator intrínseco contribui para a satisfação de uma necessidade psicológica ou fisiológica. de levá-lo a agir para atingir algo e de lhe produzir um comportamento orientado. Enquanto que. o outro fator da motivação que extrínseco ao indivíduo. Vontade para fazer um esforço e alcançar determinadas metas. um dos mais reconhecidos e conceituados dicionários da língua portuguesa. a palavra mover significa: “Dar ou comunicar movimento a alguma coisa ou algo”. Segundo o Dicionário Aurélio (2009). a motivação é um termo que se divide em dois fatores e que incentivam a pessoa a realizar determinadas ações e a persistir nelas até alcançar seus objetivos. de acordo com autores como. portanto. Vygotsky (2001 e 1995). . pois sua atuação está ligada as ações relacionadas ao cognitivo.

cognitivista. Penna acredita que o termo motivação vai além de ser só um fator psicológico. 51). que estudou por vários anos sobre a motivação. Porém.16 Maslow (1978). a sensação. (intrínseco) ligados ao cognitivo. Porém. humanista e psicanalítico”. dirige e integra o comportamento de uma pessoa”. Também Vygotsky (1995. entende a motivação como sendo uma função psicológica. assim como: a percepção. as teorias de motivação têm influência por mais de um desses movimentos. ele precisa responde. não será aprofundado nesse trabalho. Entretanto. Quando não há respostas aos estímulos. A motivação está relacionada diretamente ao aprendizado. ou seja. Penna (2001) assim como o Vygotsky (1995) entende que a motivação é objeto de estudo da Psicologia. o aprendizado não acontece. o assunto que envolve tais teorias. Os fatores externos que estimulam o indivíduo para a aprendizagem. Porque. afirma que a motivação se origina de dois fatores: um que é interno e envolve ações psicológicas. assim se expressaram: “Motivação é tudo aquilo que está por trás de nossos comportamentos. enquanto que as autoras Assunção e Coelho (2008). corresponde às razões de cada um de nossos atos”. para que esse aprendizado aconteça é necessário que o aluno receba estímulos. .lo. a motivação está no ser humano e é parte dele. Murray (1978) também chegou a um conceito de motivação muito parecido com esse de Vygotsky. não estão isolados dos fatores internos. o interesse principal dessa pesquisa. a emoção. que foi um dos maiores pesquisadores da área do conhecimento. por não ser este. pois para Murray. p. ou seja. “motivação é um fator interno que dá início. para que o aprendiz fique estimulado ele precisa aceitar esse estímulo. devido a não aceitação do sujeito. e o outro que é externo e envolve ações de interação com outro. ao explicar o fator motivação. a recordação e a necessidade. Para ele. Esses podem ser de fatores externos (extrínseco) que estão ligados à interação. “existem diferentes teorias da motivação derivadas de quatro movimentos principais: behaviorista. e internos ou direto. para Penna (2001). Não basta o indivíduo receber os estímulos do ambiente que o cerca.

isto quer dizer que. ou de alguma forma geradora de satisfação. por ser interessante.1 MOTIVAÇÃO INTRÍNSECA OU INTERNA A motivação intrínseca é um fator interno. atraente. pois é ela que orientaria o organismo as tentativas de domínio. Para que ocorra a competência. habilidades e competências. é próprio de cada um.se uma abordagem desses motivos. Os subtópicos. o controle e a fantasia. A motivação intrínseca refere-se à escolha e realização de determinadas atividades por sua própria causa. que é capacidade do organismo interagir satisfatoriamente com o seu ambiente”. Por isso.se por entender o que é a motivação intrínseca. apontando a importância dos mesmos no processo de aprendizagem. “o primeiro fator da motivação intrínseca é a competência. a motivação faz-se indispensável. foi nos últimos anos que o termo motivação virou objeto de estudo de vários pesquisadores e estudiosos. como por exemplo: Elogios e encorajamento para determinados padrões de . é íntimo de cada ser humano e está no pensamento lugar onde ninguém tem acesso. a menos que o indivíduo se expresse através de palavras. sentimentos inerentes à pessoa. Os estudos sobre a motivação intrínseca são embasados em conhecimentos teóricos e empíricos desenvolvidos nas últimas décadas. começa. delinearão cada um desses fatores. Segundo. sem estes ela não acontece. os autores Boruchovitch e Bzuneck (2001).17 Vê. ou interna. Pesquisas apontam quatro origens da motivação intrínseca que são o desafio. mas em muitas situações. a curiosidade. A motivação para a competência é apresentada como um motivo de base biológica. que a aprendizagem depende de motivos internos e externos. gestos ou atitudes.se. de que a motivação intrínseca é entendida por fatores motivacionais internos. que com o resultado de suas pesquisas chegaram à conclusão. faz. Sendo assim. Pois. 2. a seguir. os sentimentos de competências necessitam da interação social.

Além da competência. que ainda de acordo com os pesquisadores. O mesmo não acontece no fator da motivação que é extrínseco conforme será explicitado a seguir. Esta é importante porque está relacionada à crença de auto. porque ela é interna ao “ser” e precisa de estímulos externos para se concretizar. na motivação intrínseca o desejo para conseguir algo parte de dentro para fora. . A competência é uma atividade exclusiva do ser humano. Boruchovitch e Bzuneck (2001). Boruchovitch e Bzuneck (2001): “Nessa teoria. A pessoa se move para fazer algo porque sente vontade. do ser humano com seu ambiente” (P. As necessidades básicas as quais os autores se referem é a necessidade de autonomia. como fator da motivação intrínseca. De acordo com.41). que são definidas como nutrientes necessários para um relacionamento efetivo e saudável. Eles acreditam que as pessoas são naturalmente propensas a realizar uma atividade por acreditarem que o fazem por vontade própria. mas precisa antes ter a percepção de competência. e porque assim o desejam. e não por serem obrigadas por força de demandas externas. Sendo assim. Somente ele é competente em alguma coisa ou algo.eficácia que é apontada como um dos determinantes da motivação intrínseca. Quando acontece ao contrário ela é prejudicada. “quando um fator externo obriga o indivíduo a se distrair de alguma tarefa.18 desempenho. sua motivação intrínseca é prejudicada”. é a necessidade de se sentir parte de um contexto. Na motivação intrínseca a pessoa faz algo por se sentir recompensada diretamente pela realização da tarefa. os seres humanos são movidos por algumas necessidades psicológicas básicas. há também a Teoria da Autodeterminação. e é uma necessidade psicológica ou fisiológica. O que os leva a fazer sempre o melhor para si.

Na motivação extrínseca. a que está voltada para trabalhar algo externo à tarefa ou atividade como obtenção de recompensas materiais ou sociais. ou para demonstrar competências ou habilidades (p. como a obtenção de recompensas materiais ou sociais de reconhecimento. logo era extrínseco a ele. Porém. Foi a partir dessa resposta. a esse tipo de tratamento. também fazia se o contrário. 46). bastava prometer a ele alguma coisa em troca. conforme afirmam acima os autores Boruchovitch e Bzuneck (2001). um que é interno. objetivando atender aos comandos ou pressões de outras pessoas. Embora a motivação extrínseca se apresente menos elaborada do que a motivação intrínseca é ela quem mais predomina no contexto escolar por ser de fato. 1 Teoria que restringe a psicologia ao estudo do comportamento. por situações externas a ele. e o outro que externo. a sua definição apresenta-se menos elaborada. como por exemplo.2 MOTIVAÇÃO EXTRÍNSECA OU EXTERNA Aqui a abordagem alcança o outro fator do termo motivação. afirmam que: A motivação extrínseca tem sido definida como a motivação para trabalhar em resposta a algo externo à tarefa ou a atividade. Esse fator motivacional é provocado por situações através de interação do indivíduo com o meio em que habita. Os defensores da teoria behaviorista1 liderados por Descartes e Skinner acreditavam que para levar alguém que era subordinado a fazer algo. punia-se por não se comportar adequadamente. . a motivação extrínseca é o que determina a cultura dos grupos. Boruchovitch e Bzuneck (2001). ou seja.19 2. no entanto. Se o benefício recebido era vindo de algo externo ao indivíduo. dar prêmios por bom desempenho. Seus hábitos e costumes surgem com o resultado dessa compreensão. o individuo busca compreender o mundo que o cerca. ou seja. do que geralmente vem sendo investigada como ponto de contraste nas avaliações de motivação intrínseca. nem sempre essa relação extrínseca do homem com a cultura foi positiva e correta. Decerto. que originou a motivação extrínseca. Como já se sabe a motivação é um termo que se divide em dois fatores.

descrito por Oliveira. essa visão de premiação material por bom desempenho. como por exemplo. refere se à aprendizagem. A motivação extrínseca faz com que as pessoas tendem a querer buscar sempre mais aquilo que lhes dá satisfação e que lhes cause bem estar. De acordo com Oliveira (2002): “A interação face a face entre indivíduos particulares desempenha um papel fundamental na construção do ser humano: é através da relação interpessoal concreta com outros homens que o indivíduo vai chegar a interiorizar as formas culturalmente estabelecidas de funcionamento psicológico” (p. Palestrantes estão investindo nesse tipo de tratamento a sociedade capitalista. É evidente que seria impossível a aprendizagem sem a interação direta ou indireta do outro. O papel fundamental na construção do ser humano.Interacionista que veremos adiante. está sendo repensada. uma promoção no trabalho. 38).20 Atualmente. sabendo se que a aprendizagem é um processo de construção através da interação do objeto com o “ser”. Segundo Oliveira (2002): . que somente com a fala ele é capaz de influenciar o outro e que não precisa adestrar ou escravizar o seu próximo para obter algo dele. um carro novo. pessoas motivadas sempre reagem de modo positivo quando recebem novas incumbências. É através da interação. se levado pela visão do como se aprende. etc. na citação acima. O processo de interação foi objeto de pesquisa de Lev Vygotsky. O processo de interação descoberto por Lev Vygotsky e a motivação extrínseca têm certa ligação. ou seja. A interação do homem com o meio seja o objeto. que se desenvolve o cognitivo. consumista que é modelo do século XXI. porém estão voltadas para os estímulos através de discursos motivacionais. O homem vem evoluindo num processo acelerado devido à interação que ele tem com meio em que vive. onde este ficou conhecido mundialmente por sua teoria do conhecimento chamada de Sócio. ou o seu semelhante. é de fundamental importância para o seu crescimento intelectual. Esses discursos motivacionais se dão porque o homem passa a perceber que o outro é semelhante a ele. ou recebem algo que tanto deseja. Há uma valorização maior do ser humano enquanto ser pensante e as recompensas ainda existem. tudo isso graças à evolução psicológica do homem.

a motivação extrínseca só acontece porque há a mediação dos sistemas de representação da realidade. Estas podem ser com uso da fala ou de gestos em que cada grupo adquire ao longo de suas experiências. esta só acontece se tiver motivos extrínsecos. dada a importância e profundidade do pensamento de Vygotsky. Sócio. então o cérebro captura a imagem e depois a utiliza quando for necessário. 36). Sendo assim. É o grupo cultural onde o indivíduo se desenvolve que lhe fornece formas de perceber e organizar o real. compara. E da mesma forma a interação. e socialmente dados’. . Primeiro há o contato visual. só se fica motivado a querer comprar um carro porque o viu. pois entende. Se não houver a mediação dos instrumentos a motivação extrínseca perde sua origem. ou seja.se que há uma ligação entre as duas quando se trata do processo para a aprendizagem. principalmente nas escolas.3 MOTIVAÇÃO E O SOCIOINTERACIONISMO DE VYGOTSKY Neste tópico. Os motivos que levam o homem a entender e compreender o outro se dá através das formas de comunicação. Tal teoria. A motivação extrínseca é despertada somente se houver a interação com o meio. de maneira que haja melhor compreensão da ligação entre essas duas teorias.Interacionista é bastante requisitada na educação atual. Cada ser humano desenvolve o seu aprendizado de acordo com o contexto que está inserido.se a teoria Sócio-Interacionista de Vygotsky (2002) à Motivação Extrínseca. faz. portanto. as quais vão construir os instrumentos psicológicos que fazem a mediação entre o individuo e o mundo” (p. Os motivos que o levam a desejar algo também dependem desse contexto.21 “’Os sistemas de representação da realidade e a linguagem e o sistemas simbólicos básicos de todos os grupos humanos são. No tópico a seguir esse assunto será explicitado. Para começar. 2.se uma breve descrição da biografia de Vygotsky para que o leitor conheça esse grande pesquisador que contribui muito para o processo de ensino aprendizagem.

que se perdeu de sua família em uma floresta e foi criado em meio aos lobos. Vygotsky ficou mundialmente conhecido por sua teoria do conhecimento. Essa história ficou famosa no mundo inteiro depois de ter virado filme. porque tudo o que se sabe é que cada animal assim como o homem. Apesar de ter vivido tão pouco tempo. tem seus próprios hábitos ou costumes e se um filhote de qualquer espécie se perde de sua mãe e vai viver com outra espécie. foi citada por Vygotsky em uma de suas obras para explicar a relação de aprendizagem por meio da interação com o outro. Em uma de suas pesquisas. e essa relação favorece o conhecimento. perde sua essência por ser feita por alguns de seus colegas e apenas mediada por ele. ele morreu aos 37 anos vítima da tuberculose. O caso do “Menino Lobo”. Pai de duas meninas. . porque sua aprendizagem se deu por influencia de outra espécie. não houve quem discordasse de que a relação do homem com o outro favorece a aprendizagem e o conhecimento. porém. o homem aprende com o outro ao se relacionar. até agora. mas acredita. Parece estranho. a teoria Sócio-Interacionista virou objeto de pesquisas de vários estudiosos e. Vygotsky (1995) compara o homem aos primatas macacos para provar sua tese quanto à forma com que eles e o homem se interagem com meio. alemão e casado. ou seja. mas ao entendê-la percebe-se que é realmente isso que acontece na interação para a aprendizagem e que a diferença que há entre o homem e os animais é apenas o raciocínio. Essa doença o perseguiu por quinze anos e alguns estudiosos de sua biografia dizem que.22 Nos últimos tempos. Essa teoria reina absoluta dentro de sua categoria. devido a tal doença. Vygotsky era Psicólogo. pois não há como discordar de tal veracidade. tende a perder seus costumes e hábitos. Sócio-Interacionista é a palavra que Vygotsky (2002) usou para descrever a situação em que. suas pesquisas mudaram a originalidade. Vygotsky valeu-se do exemplo dos macacos. ele não perde suas características originais.se que poderia ter sido qualquer outro animal.

a motivação extrínseca pode ser o objeto. Tais crianças. Nesses dois casos. Nesse caso. interacionista. que tem ligação com fatores psicológicos. mas sim a língua dos pais adotivos. não efetivava a aprendizagem. A motivação extrínseca define-se por motivo externo. Logo. ou pode ser o “ser”. esse querer só acontece com os estímulos. Para que um indivíduo receba estímulos ele precisa interagir com o outro. a motivação externa. O motivo que levou o menino perdido na floresta a imitar os lobos é externo. Segundo. 30): “A inteligência também é gerada socialmente de inúmeras maneiras. Sem essa relação de interação o conhecimento não seria tão abrangente e significativo. é autor do livro: A Psicologia Sócio-Histórica de Vygotsky: Aplicações contemporâneas. e interno ou direto. Os estímulos para que essa aprendizagem aconteça podem vir de dois fatores que Vygotsky chama os de externos. obviamente. ligados à mediação. ou seja. No entanto. que Vygotsky chama de sóciointeracionista e a motivação extrínseca. é possível ensinar aprender. a motivação para a aprendizagem da linguagem foi extrínseca e por interação. assim como na relação de interação de Vygotsky. Essas duas histórias comprovam a teoria de Vygotsky. Evidentemente.Interacionista de Vygotsky são os casos de crianças que. ou objeto. 1995.se que para aprender é preciso querer. compreende.23 Outros casos que também nos ajudam a entender a teoria Sócio. Oliveira (2002) sobre a mediação: 2 RATNER. onde o homem aprende porque interage com o outro. quando ainda bebês. Entende. O fato mais óbvio é o de que a interação social amplia a fonte de informação da experiência pessoal do indivíduo para a experiência de todos do grupo”. Mas. . só se aprende porque há a interação com outro. há a ligação entre a aprendizagem pela interação do ser com outro. p. basta estimular o indivíduo de alguma maneira.se que ocorreu a motivação extrínseca. são tiradas de seu país de origem e levadas para serem adotadas por famílias de outros países. não irão falar a língua de seus pais biológicos. Carl. logo. Ratner2 (1995. é dessa interação que nasce a aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas. ou seja.

vinda de fatores externos. 2002).24 Um conceito central para a compreensão das concepções Vygotskianas sobre o funcionamento psicológico. A motivação para aprender a ler e a escrever. pode vir tanto de fatores externos. e o conceito de mediação. e os fatores internos através dos signos. Mediação em termos genéricos é o processo de internalização de um elemento intermediário numa relação: a relação deixa. então. 26). Vygotsky distinguiu dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos (Oliveira. estudar. . p. Os fatores externos podem ser através dos instrumentos. Para Vygotsky a cognição tem origem na motivação. visto que a aprendizagem é provocada por uma situação externa. e outras sem. Os instrumentos são elementos externos ao indivíduo. Mas ela não brota espontaneamente como se existissem algumas crianças com vontade. “A importância do uso dos instrumentos na atividade humana para Vygotsky busca compreender as características do homem. O sujeito aprende a direcioná-lo para aquilo que quer como. Ambos são elementos que auxiliam no desenvolvimento do homem. depende do contexto ao qual está inserida. e naturalmente motivadas. por esse elemento (p. através de relações com meio. Se o homem se desenvolve através de sua relação com o meio. O professor utiliza-se de instrumentos para estimular o aluno. despertando nele o interesse para a aprendizagem dos conteúdos curriculares. então. Quanto aos outros conhecimentos que a pessoa adquire. ou seja. Os signos são ferramentas que auxiliam nos processos psicológicos. como afirma Vygotsky. que é o professor. É interessante aprofundar-se nas teorias de Vygotsky sobre o desenvolvimento da aprendizagem. por exemplo. através da origem e do desenvolvimento da espécie humana” (Oliveira. Esse impulso para agir em direção a algo é também culturalmente modulado. pois o tema motivação está voltado para a aprendizagem estimulada com ferramentas do meio. de ser direta e passa a ser mediada. quanto de fatores internos. 2002. 27). o motivo para a aprendizagem do aluno estaria no elemento mediador.

e sem um motivo e motivação não há aprendizagem. imitar para saber se também somos capazes. sem a aprendizagem não há conhecimento. A aprendizagem é provocada por uma situação externa. ou seja. ao deparar-se com o que o outro está a realizar surge um motivo para fazer o mesmo. Tanto na motivação.25 Autores como Wallon e Vygotsky asseguram. através de suas pesquisas. o outro é a “peça chave” para a aprendizagem e conhecimento. como na teoria de Vygotsky. . que o homem aprende ou adquire seus conhecimentos ao se relacionar com o outro.

9). Em contrapartida. e esporadicamente nas aulas de Educação Física e Artes. O tema motivação está em alta nos dias atuais e virou objeto de pesquisa de vários estudiosos. porém ela está ali oculta. é prudente contar com inúmeras variáveis que despertem o interesse de fazer algo para atingir um objetivo. não se ouve falar de motivação nas escolas com a mesma intensidade e frequência que se fala em empresas. de modo que favoreça o conhecimento de ambos. de alguma forma. Embora algumas motivações se assemelhem do ponto de vista da sobrevivência. uma vez que a motivação é fundamental para a aprendizagem. ou ainda.26 3 A PARTICULARIDADE DA MOTIVAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR Neste capítulo aborda. Sem motivação não há aprendizagem. as pesquisas em torno desse tema têm sido voltadas para o mercado de trabalho e não para a área de educação. . nas empresas os gestores estão sempre preocupados em aumentar os lucros. do acesso às compras e à consequente satisfação de consumo desejado. De acordo com o Candeloro (2007): “Ao considerar a motivação dos colaboradores na organização. A motivação escolar acontece involuntariamente nas salas de aula. por se utilizar de recursos que agradam os alunos. ou seja. O que se percebe é que.se. conforme o próprio título sugere “A particularidade da motivação no ambiente escolar”. Esse investimento dá-se através da motivação dos mesmos com prêmios ou promoção. e para alcançar essa meta investem nos funcionários. assim como as empresas precisam motivar seus funcionários. Nas escolas pouco se tem discutido sobre o motivar para aprender. para o aprendizado da satisfação do ser enquanto pessoa. No entanto. as escolas também precisam motivar seus professores e alunos para que melhorem o seu desenvolvimento intelectual. para melhorarem sua capacidade de produção. como o dinheiro que compra a alimentação e garante a segurança pessoal e familiar. No entanto. existem tantas outras fontes de motivação quanto for o número de pessoas no mundo” (p. estão sempre arranjando uma forma de satisfazer o empregado para que ele produza mais.

Só assim ele terá norte para buscar uma fonte de motivação que provoque o querer aprender nesse aluno. O professor deve ter sensibilidade e estar atento para reconhecer o aluno nessas condições. ou seja. é impossível falar do “porque educar”. sem falar de motivação. Consciente das grandes transformações gerais que incidem sobre as práticas pedagógicas atuais surge à necessidade de explorar e trazer o tema motivação para . que as crianças do mundo moderno têm acesso. é como despertar. a televisão. então. tais como. há também as dispersões externas à sala de aula. o vídeo game. essas necessidades precisam ser influenciadas. nasceu junto com o homem. que surgem de acordo com a necessidade particular de cada indivíduo. nem sempre o indivíduo é capaz de se auto-motivar. vinda de fatores internos. Explicações para esses fatores não faltam. e que nem se comparam aos Conteúdos de Base Curricular. Tal influência pode originar-se de fatores internos ou externos. Isso é comum em sala de aula.nascido que vem ao mundo. existem inúmeras variáveis de motivação e estas podem ser naturais. transmitido pelo professor. Vale ressaltar que para aprender é preciso querer. o celular e a internet. Quando o aluno está desmotivado a sua aprendizagem fica prejudicada. Além da falta de motivação que leva às dificuldades de aprendizagem. porque é necessária a sobrevivência. no entanto.27 Conforme afirma Condeloro. A educação. Porém. a começar por Wallon (2010) ao falar sobre “o choro do recém. Ele chama essa passagem de motivação psicológica. Portanto. daí a necessidade de estímulos. provocadas. O problema. ante a vida que se abre para ele ou choro de angustia no momento que se separa do organismo materno”. A falta de motivação é considerada um problema. . ou seja. em que há alunos que não se interessam pelo conhecimento. ou provocar esse querer. o resultado que se vê é o aluno desmotivado (ênfase a esse assunto no capítulo III desse trabalho). choro de desespero. pois leva a dificuldades de aprendizagem. Essas fontes são os motivos. Em nível de motivação. O querer é em si é uma necessidade individual e de igual modo à aprendizagem. como já se sabe.

1 MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM DO ALUNO Aqui. A falta de motivação leva a inúmeros prejuízos para a aprendizagem do aluno. Para chegar às técnicas e ferramentas que favorecem a aprendizagem do aluno.financeiros. Aborda-se a tecnologia porque. faz se necessário tal conhecimento. Acredita-se que em sala de aula o professor pode e deve repensar sua prática de maneira que atenda as necessidades desse aluno. etc. e um dos maiores prejuízos é a evasão escolar. da tecnologia. 8). começa-se por entender o porquê do aluno que não apresenta nenhum distúrbio psicológico. Porém. 3. em especial no contexto do trabalho. é o surgimento autodidaxia. é preciso que o responsável por essa criança estudante saiba conhecer seus desejos e anseios. Segundo Mumford (2001): “A maioria das pessoas não aprendem coisas a não ser que haja um motivo para isso. atualmente. “O professor tende a culpar o aluno pela não aprendizagem”. são vários os fatores que levam a não aprendizagem e para detectá-la com precisão é preciso . Um desejo menos imediato pelas recompensas referentes a qualquer dos pontos acima.28 dentro do contexto da educação escolar como forma de resgatar o aluno perdido no mundo das drogas. A fim de se motivar aquele que não tem motivação. não aprender. Um desejo de desenvolver sua competência em novas áreas de aptidão ou conhecimento. pessoas diferenciadas procuram diferentes benefícios incluindo: Um desejo de aumentar sua competência no trabalho atual. pois eles aprendem muito mais na internet do que com o professor. a sala de aula tornou-se um lugar de pouco interesse para os alunos. Um desejo de melhorar suas perspectivas de carreira. o tópico a seguir fará uma breve abordagem de como funciona a motivação para a aprendizagem do aluno. Segundo a Jussara Hoffmann (2000). Um desejo de melhorar a satisfação pessoal que essas pessoas obtêm de seu trabalho. Sendo assim. psicológicas ou sociais” (p.

então o aprendizado acontece. De alguma forma a motivação do aluno tem relação com esse tipo de resultado. que no ambiente de sala de aula são frequentemente quantificados. Os educadores visam que seus alunos cheguem a resultados. lembram o que todo educador já sabe por experiência própria que: Se o aluno é motivado a aprender alguma coisa. Se o aluno não aprende. mais do que poderia prever com base em outras características pessoais. É o professor o responsável por trazer atividades que possa envolver o aluno. No entanto. porém. Ainda eles: “Em sala de aula os efeitos imediatos da motivação do aluno consistem em ele envolver-se ativamente nas tarefas pertinentes ao processo de aprendizagem. ou trabalho profissional” (p. como esporte. e quando isso acontece o conhecimento torna-se significativo para ele. o brinquedo. Compreende. está relacionada com trabalho mental situado no contexto específico das salas de aula” (Boruchovitch e Bzuneck. em tudo há uma intenção. ou seja. além de vários outros fatores. que motivos ele teria para ficar ali sentado por cinco horas. poderá chegar a resultados surpreendentes. terá um desempenho . as atividades dos alunos.29 uma complexa avaliação diagnóstica. se não fosse à intervenção mediadora do professor de modo motivador. e para alcançar seus objetivos. “A motivação do aluno. como ocorre com as notas. De acordo com Bzuneck (2002): “Quando se considera o contexto escolar específico da sala de aula. não se pode descartar a falta de motivação. têm características peculiares que as diferenciam de outras atividades humanas igualmente de motivação. o aluno em sala de aula. ou seja. o que implica em ele ter escolhido esse curso de ação. que precisam ser identificados e trabalhados pelo professor.se que não existe uma única resposta pronta que justifique o “por que” de o aluno não aprender. entre outros possíveis ao seu alcance” (p. Não há dúvida de que a motivação está ligada a intencionalidade. Adelman e Taylor (1983) apud Bzuneck (2001). para cuja execução e persistência devem estar motivados. Já o aluno desmotivado apresentará subrendimento em suas aprendizagens. portanto. o lazer. esta envolve fatores psicológicos. pois o homem busca de dentro de si uma força maior chamada motivo para realizar seus planos. 11). 2002). 10).

nos o quanto a motivação é relevante para a aprendizagem. ele só faz algo porque tem algum motivo. suas ações são frutos de motivações. 317). Logo. E também deve. 1995. Evidentemente. mas também de suas motivações e interpretações das situações de aprendizagem” (Mussen. abaixo de sua capacidade. fato particularmente lamentável quando se trata de alunos talentosos (p. que vá contribuir para a sua autoestima.14). dificilmente ele aprenderá. Pois. a motivação é algo que está presente no homem o tempo todo. que isso é quando se trata do ser humano. “O desempenho das crianças depende não só de suas capacidades intelectuais. e quanto mais acha que outros esperam dela. evidentemente.30 medíocre. é que para aprender é preciso querer. Conger. Sendo assim. motivação corresponde ao conjunto de fatores psicológicos. a motivação do aluno tem que ser cautelosa. p. maiores serão seus motivos para atingir um objetivo” (p. o tempo de cada aluno.se evitar fazer uso de premiações ou meritocracia como forma de motivação. o fator motivação demonstra sua importância. A motivação deve ser feita de modo a provocar no outro o desejo de aprender. tem que ser na medida certa e com intencionalidade. Esta afirmação acima mostra. O fato. uma vez que os animais agem por instinto e não pensam. e esse querer quando vindo de fatores internos estão relacionado às necessidades. No entanto. irão influir e apesar desse processo é muito fácil influenciar a criança. Consequentemente. os quais agem entre si e determinam a conduta do indivíduo. desde o início do desenvolvimento da criança. pois mesmo o aluno sendo talentoso se não estiver motivado. pois para elas: “À medida que a criança cresce seu autoconceito e o conhecimento que ela tem de si mesma vão se estabelecendo. conscientes e não conscientes de ordem fisiológica. . porque quanto mais a criança espera de si mesma. A maneira pela qual ela se vê. o jeito pelo qual ela se sente. De acordo. levando em conta e respeitando. a motivação é algo exclusivo do ser humano. intelectual ou afetiva. para que ela realize uma atividade. isto quer dizer que. por esta ter origem no pensamento. 15). Kagan e Huston. com Assunção e Coelho (2002).

15). Pois só se tiver uma autoimagem positiva. Então. “Pois nem que fizesse um grande esforço para apenas transmitir novos conhecimentos às crianças. A motivação do aprender é direcionada por um fator interno. p. os demais componentes do ensino. 2002. deve ser uma preocupação central do professor. “A criança enquanto pessoa só pode agradar a si mesma se tiver a sensação de agradar o outro só se admira caso acredite ser admirada”. para o querer. e também são levados em conta os fatores externos. mas só o elogio não é suficiente. uma professora não conseguiria. Porque acredita. compreendendo a relação com a família e a sociedade e os reflexos no . o elogio pode ser uma maneira viável de comunicar aos alunos que o professor apoia e enaltece seu desempenho ou envolvimento com a aprendizagem. e essa intervenção do educador é tão relevante neste processo que de acordo com Wallon (2010. e autoestima. conceito de si mesmo. a motivação específica sobre a forma prática é relativa a cada indivíduo e direciona os objetivos do conteúdo individual e grupal. Ainda elas: “O desenvolvimento do autoconceito. Garantir a motivação positiva no que se refere à educação é estabelecer o que leva o individuo a buscar conhecimento. Essa é a melhor forma de preparar o aluno para sair se bem nas situações novas com que se defronta”.se que esses dois elementos estão associados à motivação e á aprendizagem. isto é. p. positivo das crianças. Considera o estado interno . É preciso ações de intervenções para que essa motivação aconteça. caso essa criança não estivesse motivada a querer aprender” (Assunção e Coelho. Ou seja. A motivação abrange uma concepção ampla. As autoras afirmam que o professor pode contribuir para o desenvolvimento do autoconceito na criança. o elogio é uma forma de incentivo para motivar os alunos.as habilidades para aprendizagem e motivação. que dinamiza como uma condição prévia para a aprendizagem. O autoconceito positivo é sim uma motivação para a vida.31 É relevante falar de autoconceito ou. Na realidade.187). a criança terá necessária motivação para aprender e poderá ir adquirindo um comportamento independente.

o envolvimento de todos faz se necessário. não é difícil encontrar autores como. um dos maiores desafios da educação hoje é prender a atenção dos alunos para os conteúdos pré-estabelecidos. sua postura de segurança ao transmitir os conteúdos.32 comportamento humano. o jeito de se relacionar com cada aluno. a motivação é mover. pois não se pode confundir premiar com motivar. Assunção e Coelho (2002). Em consequência. devem ser levados em conta todos os envolvidos nessa rede.se que. Embora sejam poucos os estudiosos que pesquisam sobre a motivação no contexto escolar. Ao trabalhar a motivação no contexto escolar. suas atitudes. O professor não faz ideia do poder motivador que possui em sua fala. sobre o professor. A seguir. e o poder que esse instrumento tem quando bem empregado. 3. o professor. para ensinar e estar preparado para saber motivar. 15). principalmente o envolvimento daquele que está em contato direto com o aluno. dizem que: “Seu método de ensinar. as autoras Assunção e Coelho (2002). a importância do professor motivador para a aprendizagem do aluno. O saber motivar fará toda diferença. é provocar o interesse e a vontade de fazer no outro. a motivação do professor ao passar esse conteúdo. em se tratando do ambiente da Escola. Motivar vai além. e até mesmo a frequência com ela fala com cada um. pois o homem é movido de emoções. . que é nesse caso. e até mesmo sua demonstração de alegria por estar ali exercendo sua função. da área de psicologia que questionem a postura do professor diante do processo ensino aprendizagem. o interesse e o carinho que demonstra até sem querer. O professor deve sim estar motivado. estariam influenciando todo o desenvolvimento afetivo da criança. ela estaria influindo sobre a formação do autoconceito positivo das crianças” (p.2 MOTIVAÇÃO DO PROFESSOR PARA ENSINAR Sabendo. Assim sendo. suas técnicas de ensino. será levado em conta nessa pesquisa. esses e outros fatores refletem na vida do aluno. seu entusiasmo diante dos alunos. tende a motivar o aluno para aprender.

cobrando. Candeloro (2007).a. somos tão fáceis de ser motivados como desmotivados” (p. “[. a querer mais e sentir-se feliz por aprender. aos resultados e ao aperfeiçoamento (p.] a criança só imita as pessoas por quem sente profundamente atraída ou as ações que a cativaram. e não são poucos. Afinal. pode sim mudar a maneira de o aluno encarar o processo ensino-aprendizagem. Os professores preferem colocar a culpa no aluno pela não aprendizagem. ou da mesma forma que sem conhecer as letras jamais formaremos palavras ‒fatores externos. ela é necessária para aprender. e que uma simples mudança de método ou mesmo a sua didática pode fazer com que esse aluno aprenda. da mesma forma que com fome ou com sede fatores internos.se que. De acordo com Candeloro (2007): “A boa sensação desse convívio qualitativo motivador atende a necessidades pessoais e profissionais”. Segundo Wallon (2010). assim como. pois só assim é que ocorre a aprendizagem. a motivação é um instrumento para a aprendizagem porque de fato.. também do professor apresentar todos os. Na raiz de suas imitações há amor. procedimentos cabíveis e pontos de ancoragem. Ressalta. a motivação é outro fator a ser cuidado e posto em prática diariamente. afirma que: “Assim como o talento.33 O professor é um dos principais elos entre o aluno e o conhecimento. não se aprende. sem a motivação também não. então. O professor que é dinâmico. 19). Ninguém se esquece do outro que o impulsionou. para que os conteúdos sejam entendidos e fiquem na memória do aluno. O professor cativante. para assegurar a atenção de seus alunos. Não há como negar que a criança se espelha na imagem do professor. do que assumir que pode ser sua culpa. de modo a tornar a sala de aula . O professor que realmente quer trabalhar busca todo recurso existente..lhe com vigor. e ficar motivado a aprender. É relevante ressaltar que o professor precisa reconhecer seu papel enquanto referência para a criança. admiração e também rivalidade” (p. 10). A motivação precisa ser assumida dia. é capaz de evitar que os seus alunos fiquem desmotivados.144).dia. É tarefa do professor dá condições para que o aluno construa sentido sobre o que está vendo em sala de aula.

Porém a técnica de aprendizagem mais relevante começa bem antes do professor chegar à sala de aula. Há recursos. atitudes. Esse resultado positivo deu origem à pedagogia de projetos que atualmente é umas das formas de motivar o aluno para aprender. é um professor que cria com antecedência possibilidades de tornar suas aulas mais interessantes para o aluno. A arte do planejamento no contexto escolar surgiu para organizar os conteúdos. A Pedagogia de Projetos é uma nova forma de ensinar. Visto que. conforme importa salientar no subtópicos a seguir. atrativo e interessante para o aluno. 3. ambiente acolhedor. as tecnologias da informação. O professor que planeja. que auxiliam na aprendizagem da criança de forma motivadora. brincadeiras. gestos e externos jogos. . de modo a favorecer a aprendizagem de ambos. porém seu resultado é positivo em todos os sentidos. ferramentas motivacionais vinda de fatores internos fala. brinquedos adaptados para o ensino.se que. logo. É a técnica do planejamento. Atualmente. o professor tem ao seu alcance uma diversidade de recursos a seu favor. jogos. ela é um fator motivacional. seu principal objetivo é organizar a construção do conhecimento. busca. idealizada pelo americano John Dewey. Ela surgiu no início do século XX. Ressalta. Estes recursos são os materiais pedagógicos como. ao ensinar também se aprende. e muitos outros. A pedagogia de projetos tem um olhar direcionado para o bem estar do aluno.3 A PEDAGOGIA DE PROJETOS COMO FATOR MOTIVACIONAL Para iniciar este tópico. sem motivação não há aprendizagem. com a necessidade de tornar o conhecimento significativo. Portanto. basta transformá-los em técnicas de motivação.se explicar o que é a Pedagogia de Projetos e o “porque” de ela ter se transformado em um fator de motivação. esse processo estaria favorecendo o aluno e o professor.34 um ambiente motivador e facilitador do conhecimento.

Ao inserir os projetos no ambiente escolar abre. Boruchovitch e Bzuneck (2001): “Toda situação de aprendizagem deve ser planejada levando-se em consideração àqueles elementos já reconhecimento como promotores da motivação intrínseca ou de fatores internos (psicológicos). no entanto mais preocupados com a qualidade daquilo que está sendo transmitido ao aluno. logo.lo prioridade no processo de aprendizagem. diversificar planejamentos de atividades. Segundo Nogueira (2001): “Dentre os vários problemas emergentes das dificuldades de aprendizagem reativas. Quando há a inserção da pedagogia de projetos nas práticas pedagógicas. o que gera a percepção de progresso. Apresentar desafios. criando expectativas positivas de desempenho e realimentando a motivação para aquela tarefa ou atividade. O professor que planeja sua aula tende a ser um professor motivador. 36). a pedagogia de projetos é entendida como um fator motivacional. pois como mencionada por Piaget. visto que este é direcionado ao aluno. sem dúvidas a motivação é o fator que maior merece destaque e estudo. Com efeito. ela requer envolvimento de ambos na sala de aula. torna. propor fantasia. e os professores mais reflexivos e flexíveis. portanto exige um sujeito ativo ao meio e a ação” (p. Além do mais. a finalidade da pedagogia de projeto é inserir o aluno ao meio. 55). promover curiosidade.35 Por tudo isso. este aprende a produzir. além do mais. A percepção de progresso produz o senso da eficácia em relação ao que está sendo transmitido e aprendido. torna.se as aulas motivadoras. alguns dos problemas emergentes das dificuldades de aprendizagem deixam de existir. Devido à motivação do aluno no contexto escolar está associada a um tipo de realização. Ao planejar o professor também estará adquirindo segurança para transmitir o conteúdo.se as “portas” para uma prática educativa voltada para as questões que dizem respeito à aprendizagem do aluno. O planejamento é de fundamental importância para a aprendizagem. De acordo com os autores. a pesquisar . compartilhar decisões favoráveis à motivação dos alunos e facilmente implementadas” (p. Os professores podem e devem explorar a poderosa força motivacional dos seus alunos. esta é intrínseca.

como sendo a única forma de transmitir os conteúdos de base curricular.36 a levantar dúvidas. É preciso pensar a pedagogia de projetos. por exemplo. representações. pois de acordo com Nogueira (2001): “Os trabalhos realizados com experiênciação. de tal forma a impossibilitar o contato do aluno. É interessante provocar o aluno para a aprendizagem. provaram ser eficientes tanto em termos de resultado de aprendizado como em motivação dos alunos. Quando o professor prioriza a aprendizagem do aluno. Todo esse conjunto de problemáticas tende a tornar o aluno motivado. a motivação é algo que move o sujeito interessado. que é o principal sujeito desse processo. pois isto não é nenhuma novidade” (p. o poder de motivar o aluno ou. 37). Evidentemente. pesquisa de campo. e até mesmo práticas vivenciadas ao invés de teoria. ele precisa sentir vontade de aprender. como uma quebra de paradigmas. Volta. Segundo Nogueira (2001). com o objeto de conhecimento”. o educador irá então. Apesar de não surpreender como afirma acima Nogueira. buscar tudo que estiver ao seu alcance. fazendo uso da pedagogia de projetos a seu favor e a favor principalmente do aluno. ao objeto de desejo. Pois ao fazer o uso dessa metodologia de trabalho educacional. compreensões e reconstruções de conhecimento. etc. todas essas implicações tornam a aprendizagem um desejo. da mesma forma de desmotivá-lo. dessa forma o professor deverá repensar a sua didática na prática de sala de aula. dramatizações. Sendo assim. e como uma nova forma de transformação para os meios de transmitir os conteúdos. o que não nos surpreendeu. a maioria deles insiste em cultivar a teoria. ele ao planejar irá buscar situações que favoreça essa experiência. o que é muito bom. para tornar esse conhecimento significativo. que o professor . isso incluirá quebra de paradigmas. construção de protótipos e/ou maquetes com sucata. sobre a questão de que é sim do professor. “Quantas práticas são realizadas dentro da sala de aula. é custoso acreditar que ainda existe resistência por parte de alguns professores quanto a essa prática.se a premer a mesma tecla. É através do planejamento que o professor poderá criar situações que busquem causar essa provocação.

pois talvez desta forma contestativa. vale frisar a importância do que é a pedagogia de projetos como fator de motivacional. se não houver um planejamento ou projeto que insere o aluno para participar das atividades do cotidiano das aulas o “estrago” pode ser grande. . suas técnicas motivadoras. 35). em um assunto motivador. coibir uma maior interação do aluno no processo de aprendizagem. no que diz respeito ao aprendizado do educando. Isto quer dizer que. O aluno sente-se tão desprovido de formas de comunicar suas ideias.37 poderá transformar qualquer assunto. utilizando evidentemente. a reação do não aprender. hipóteses. segundo as palavras de Nogueira (2002): “Acreditamos que em alguns casos esta reação de não aprender deve-se ao fato de a forma empregada do sujeito ativo e detentor do conhecimento (professor). Para encerrar esse capítulo. poderá chamar atenção e quem sabe poder participar mais ativamente do processo de construção do seu conhecimento” (p. crenças e dúvidas que encontra como única saída de demonstrar o seu descontentamento.

as brincadeiras de ficção (de faz de conta). encolher e esticar as pernas e os braços. É importante conhecer os benefícios da brincadeira para a construção do conhecimento. a comunicação. ou sua nacionalidade. A criança tem o poder de transformar qualquer objeto em brinquedo. onde a criança monta e desmonta objetos e transforma-os. as brincadeiras de aquisição e de fabricação”. As brincadeiras de ficção ou faz de conta é quando a criança desenvolve o poder da imaginação ela faz a boneca ser um bebê. os jogos. as tecnologias da informação e comunicação. as brincadeiras. isso vai depender do estágio em que ela se encontra. o cabo da vassoura se transformar em um cavalo e assim sucessivamente.38 4 TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM Neste capítulo pretende-se abordar algumas práticas pedagógicas. ela olha. ou técnicas motivadoras para a aprendizagem. Toda criança brinca. invenção. Por exemplo. Técnicas de motivação é todo recurso que o professor tem ao seu alcance e que poderá utilizá-lo a favor da aprendizagem do aluno. relatos. fazer sons para imitar o outro. pois cada um desses estágios faz parte das etapas da vida desse pequeno indivíduo. Segundo Wallon (2010) as brincadeiras chamadas as de funcionais são os movimentos simples como. e aprende enquanto o faz. Wallon (2010) classifica as brincadeiras em quatro estágios: “As brincadeiras funcionais. por ser algo que faz parte da cultura dela. Esses quatro estágios da brincadeira. . canções parecem captar toda a sua atenção”. desde que tudo isso seja com intensão de brincar. Nas brincadeiras de aquisição Wallon (2010) diz que. esforça-se para perceber e compreender coisas seres. os brinquedos. escuta. têm sua importância no desenvolvimento da criança. “à criança é toda olhos e toda ouvidos. que podem ser consideradas como sendo técnicas de motivação. Seguindo a ordem das etapas acima. cenas. utilizadas pelo professor. Entende-se por técnica motivacional para ensinar crianças à brincadeira. seja qual for a sua classe social. Conforme Wallon (2010) as brincadeiras de fabricação é a fase de criação. as atividades em grupo que a criança tanto gosta e se envolve.

o professor poderá utilizar a brincadeira como motivação para ensinar. o que é positivo para o seu desenvolvimento. é o brincar”. que é a brincadeira intencional. A brincadeira como já se sabe. Considera.39 citadas por Wallon (2010). . O brinquedo por sua cor. para a aprendizagem em sala de aula. porque esse objeto. que servirão como motivação deve ser algo que lhes cause satisfação. basta lhe mostrar o brinquedo. tamanho. pode-se dizer que as crianças da Educação Infantil e das séries iniciais do ensino fundamental I. já é por obséquio interessante para a criança. que se utiliza de instrumentos externos. Os instrumentos externos ao aluno. como é o caso da brincadeira e do brinquedo. De acordo com Henri Wallon (2010). “A atividade própria da criança.se técnicas de motivação. querer queimar etapas é um grande erro. pois com certeza será eficaz para a aprendizagem do aluno. e ser prazerosa o brincar exige esforço psicomotor. é desejado por todas as crianças. tudo aquilo que tem o poder de despertar no aluno o interesse pelo conhecimento. isso já nasce com ela. Para motivar o aluno com brincadeira é muito simples. pois há outras fontes de técnicas motivadoras. e apesar de ser uma atividade própria da criança. ou mediada. e vez ou outra até por adultos. ele é uma maneira que o professor tem para transmitir o conhecimento. e como ferramenta para aprendizagem. sem queimar as etapas do desenvolvimento da criança. O segredo é saber aguçar e despertar na criança para a coisa certa que é a aprendizagem. o professor deve ter sabedoria e estar preparado para usar esse tipo de objeto a favor do ensino. Os brinquedos em si é um objeto motivador. o brinquedo. O ato de costumar o brinquedo e a brincadeira como ferramenta para a aprendizagem é a melhor técnica de motivação. Sendo assim. encontram-se no estágio da brincadeira de ficção ou de faz de conta. e representação. Sabese que a fala e entusiasmo do professor é um fator primordial para motivar o aluno. porém esta não deve ser a única técnica. pode se dar através do esporte e do lúdico. A criança é curiosa e desejosa para o ato de aprender.

Só de ouvir falar a palavra brincar ou brincadeira. e esse tipo de brincadeira é fundamental para o seu desenvolvimento intelectual. sobre importância do brinquedo diz que. tomar quase totalmente conta dela e cujos efeitos possíveis ela não se cansa de perseguir” (p. 57). Segundo Wallon (2010) é: “Efetivamente. Para as crianças acima de cinco anos. a criança já se desperta. que é onde mais se usa o brincar para ensinar. é não privar a criança do mundo infantil. ou até mesmo a ausência desta. principalmente as crianças menores de cinco anos. há também as atividades esportivas. então trazer a brincadeira para a sala de aula. O esporte é uma técnica de motivação.se que nas escolas em que são incluídas atividades envolvendo o esporte. o professor que faz isso estará motivando seus alunos. pois a criança assim que aprende e descobre enjoam do objeto. Além da brincadeira.40 É fácil motivar a criança quando se tem em mente o que ela gosta. Crianças adoram que contam histórias para ela. como técnica de motivação do aluno. A brincadeira é um ato imaginário. sem ar morre-se e sem a motivação não se aprende. Acredita. tanto quanto o ar que respiramos. que geralmente estão cursando o primeiro ano do ensino fundamental I. o tipo de técnica motivacional que se deve utilizar são os jogos e as brincadeiras de “faz de conta”. O entendimento sobre a importância do brincar no desenvolvimento da criança para o aprendizado. pois nessa brincadeira a criança é levada a agir num mundo imaginário. Porém. . e fantasioso por isso excita o gosto na criança. a motivação da criança deve ser criativa e não pode ser repetitiva. há um índice insignificativo de evasão. está marcada pela explosão de atividades que parecem por certo tempo. “No brinquedo a criança comporta-se de forma mais avançada do que nas atividades da vida real e também aprende a separar objeto e significado”. Devido ao gosto que as crianças têm por esse tipo de atividade. A motivação é tão necessária no contexto escolar. por ser uma atividade que agrada e envolve as crianças. Oliveira (2002). cada uma das etapas que o desenvolvimento da criança percorre. Essa será uma forma de deixá-la envolvida nas situações de aprendizagem sem deixar de pertencer a si mesma.

Às técnicas de motivação são inúmeras. . ou seja. Constitui. principalmente as Políticas da Educação. por motivos externos aquele que é provocado por situações externas ao homem. caso receba alguma coisa em troca. o direito à educação deve estar ligado ao direito ao conhecimento. e vai depender da criatividade de cada professor para colocá-la a favor do aprendizado da criança. tem ainda a contextualização dos conteúdos. é preciso que todo o sistema de educação. que é o ato de relacioná-los com as vivencias do aluno. para que não crie nele um círculo vicioso onde ele só se moverá a fazer algo. A aprendizagem e o conhecimento se dão por meio de experiências vivenciadas. isso é fato. o professor não deve se contentar apenas em passar o conteúdo. por isso aprende. Motivar é muito mais que isso. Porém.se ao brincar. é despertar o querer. reconheça a importância da motivação para a aprendizagem e a coloque como prioridade para o ensino/aprendizagem. o brinquedo é um objeto motivacional para a aprendizagem do real. O que não se pode fazer é utilizar somente de premiação para motivar o aluno. nesse caso. motivar é incentivar. É por isso. segundo ele “o brinquedo nada mais é que a representação do real”. Ninguém faz algo por fazer do nada. como é o caso das necessidades. O professor enquanto o único responsável por criar condições em sala de aula para que o aluno aprenda.41 Além do brincar e da fala incentivadora do professor como técnica de motivação.se em um direito do aluno a aprendizagem. mas em saber e se preocupar se o aluno está ou não aprendendo. inserindo-a nas leis de Diretrizes e Bases da Educação e Parâmetros Curriculares Nacionais (1996). é provocar. deverá motivá-los utilizando de todas as técnicas de motivação que estiver ao seu alcance. se refere à importância dos brinquedos para a aprendizagem da criança. isso o tornará motivado a aprender. tudo tem um motivo aparente sejam motivos internos de ordem psicológica. porém. não se deve confundir esse direito á apenas ao ato de frequentar uma instituição de ensino. que Wallon (2010). e preferivelmente aquelas técnicas que condiga com o contexto e realidade do aluno.

são fascinadas pelas tecnologias a ponto de se envolverem facilmente com as tantas informações que esses veículos oferecem não se pode deixar de pensar em usá-la a favor do ensino-aprendizagem na sala de aula. o tópico a seguir abordará exclusivamente esse assunto. como ferramenta para ensinar a aprender. É por isso que. Uma vez que esta faz parte da realidade do aluno. 85): “Os professores costumam relatar dificuldades em dois casos específicos. porque além de ser a realidade da criança de hoje a TIC também é convidativa e prende a atenção da pessoa para si. p.se as TIC’s como grande ferramenta para a motivação do aluno. como forma de melhorar a qualidade do ensinoaprendizagem. Desde a década de 90.se que as novas tecnologias da informação e comunicação sejam inseridas nas escolas. as escolas devem se adaptar às questões que dizem respeito à sociedade. Esta é atualmente. e não o contrário. 4. as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) devem ser adaptadas para servir a fins educacionais. Considera.1 AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO TÉCNICAS DE MOTIVAÇÃO DO ALUNO Ao reconhecer que as crianças do século XXI. a mais moderna e poderosa ferramenta que o professor tem a seu favor para ensinar e motivar o seu aluno. Acredita. Por tudo isto. Propõe.se que inserção da brincadeira e das tecnologias da informação e comunicação no contexto escolar auxilia na resolução desta problemática. É importante frisar que. que as políticas da educação vêm tentando inserir as TIC’s na educação pública escolar. .42 Segundo Vieira (2002. relacionados à motivação: como despertar a curiosidade dos alunos para temas e tarefas e como deixar claro que esses são importantes”. visto que esta desperta o interesse do mesmo.

é inacreditável imaginar que tem professores que ainda não sabem utilizar o computador. por terem se acostumado tanto com o modelo tradicional de ensinar. e apesar de ter a tecnologia a favor do ensino aprendizagem. pessoas ou animais de estimação: agindo. pois as autoras Beloni e Gomes (2008).se que. é importante introduzir as tecnologias da informação e comunicação como forma de dialogar com os processos de mudança cultural. Sabendo-se que. por exemplo. é difícil encontrar uma criança que nunca tenha acessado a internet. e isso é muito grave. sejam objetos. 721). e de cujos elementos elas se apropriam enquanto atores de seu desenvolvimento intelectual e sócio-afetivo”. é algo natural e que faz parte de sua realidade. estabelecendo diálogos e relações” (p. “Estas tecnologias fazem parte do meio ambiente sociocultural no qual elas evoluem.43 No entanto. se existem aquelas que ainda não . O motivo para a rejeição é por não compreenderem esse universo que é tão complexo e encantador ao mesmo. que têm medo de mudar. apropriando-se. Infelizmente encontra. esse envolvimento da “criança da era da tecnologia”. Acredita. Parece que tudo evolui menos os métodos utilizados na sala de aula. considerando-as parceiras de suas vivências lúdicas e de suas aprendizagens. Mas é preciso reconhecer que as TIC’s são atualmente a realidade das crianças do século XXI. pois a motivação do aluno está relacionada a um o trabalho mental situada em todo o contexto da sala de aula. Enquanto que os alunos ficam deslumbrados diante do lançamento de um novo celular. afirmam que. em se tratando de zona urbana. é óbvio. Mudanças vêm ocorrendo. só a tecnologia não basta para prender a atenção do aluno em sala e aula. o professor está assustado com o que o aluno já conhece a respeito do mesmo. ou então.se profissionais da Educação que ainda não aderiram a Tecnologia da Informação e Comunicação como sendo aliada do conhecimento. principalmente entre os jovens e as crianças para configuração de suas identidades. mas está longe de ser uma evolução. Além disso. Segundo Beloni e Gomes (2008): “As crianças nascidas na era tecnológica percebem com naturalidade estas “máquinas maravilhosas”. pouco se tem feito para motivar o aluno. Atualmente. Apropriam-se delas a partir das mesmas estratégias que utilizam para apreender outros elementos de seus universos de socialização.

ao celular. enquanto que a sala de aula continua com os mesmos métodos e recursos de cinqüenta anos atrás. Não é tarefa fácil de ser colocada em prática. estas moram na zona rural ou são das regiões mais pobres deste país. Consequentemente. Falar das TIC’s enquanto ferramenta motivacional é entender tudo isso que foi dito acima acrescentado de: A criança utiliza o computador com o mesmo gosto que usa o brinquedo. . basta apontar-lhes o computador ou o brinquedo que o efeito será semelhante. tornando-a desinteressante. pois em casa elas têm acesso ao computador. exige capacitação de professores para lidar com essa complexidade. O computador é também um grande aliado do conhecimento. além de um profissional formado na área da informática. Se a realidade do aluno é a era da tecnologia. o brinquedo precisa ser mediado para que a criança imatura não o quebre. Utilizar o computador ligado à internet como. ao tablet e aos brinquedos informatizados e motorizados que são convidativos e interessantes para elas. porém perigoso. Seja na sala de aula com a intervenção do professor ou em casa com seus responsáveis. pois. ao vídeo game. e o computador precisa ser mediado para que a criança não navegue em sites proibidos porque pode lhes causar danos psicológicos irreversíveis. o mundo virtual é motivador e fascinante. não precisa de alguém que o obrigue para tal. técnica de motivação é acreditar que situações inovadoras podem e devem ser utilizadas a favor da aprendizagem do aluno. então deve se utilizar dessa realidade a favor dele para que ele se envolva com o que está aprendendo. Trazer a informática para a sala de aula seria também uma forma de trazer o aluno. No entanto. É relevante lembrar que as crianças da atualidade se sentem desmotivadas a frequentarem a escola.44 tiveram acesso ao computador. e custo para a manutenção das máquinas. engula ou coisa assim. preparação do ambiente. O computador ligado à internet é atualmente o meio mais eficiente de interação e tem sido o objeto de desejo de crianças e adultos. a criança precisa estar acompanhada de um adulto ao navegar na internet.

82.8% têm internet em casa. Disponível em: http://unesdoc. e isso é motivação. Segundo Maslow (1961): “ainda não foi encontrada uma boa definição comportamental de motivação”. 64. .org/images/0015/001585/158529por. Tecnologia.45 O computador conectado à internet é tão relevante para a aprendizagem. pode levar as crianças em geral e. 721). O fato de essa pesquisa ter sido realizada em 2005. e tem grande influencia sobre o conhecimento que algumas pesquisas que a UNESCO3 realizou em 2005 para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem-2005) mostraram que dos alunos que obtiveram as melhores notas. Beloni e Gomes (2008). Acesso em: 18 de junho de 2013. Trazer a TIC para a sala de aula é uma situação inovadora para favorecer a aprendizagem do aluno. 3 UNESCO.2% não dispõem de acesso à rede no ambiente familiar. A definição da motivação que conhecemos é com relação a sua origem e não ao sentido epistemológico da palavra. Informação e Inclusão: TIC’s nas Escolas. sem ela não há aprendizagem. já dizia: “O efeito da motivação sobre a aprendizagem e desempenho tem sido uma questão de importância central para os psicólogos.unesco. em especial. Murray (1978). é como se ainda faltasse uma investigação de caráter científico para desvendá-la. A motivação é primordial para a aprendizagem. altamente eficazes e benéficos para seu desenvolvimento intelectual” (p. não muda nada o conceito que temos hoje com relação à informática na educação. Porém os estudos direcionados a esse tema sempre caem no censo comum. dizem que: “A análise de estudos e pesquisas (inclusive as nossas) nos leva a acreditar que a interação entre pares e com adultos. a desenvolver comportamentos colaborativos e autônomos de aprendizagem. em situações favoráveis e inovadoras de aprendizagem e com uso pedagógico apropriado das TIC. aquelas menos favorecidas.pdf. E entre as notas mais baixas. durante vários anos”.

uma vez que. sendo cinco fechadas e duas abertas. e foi alcançada com o objetivo de averiguar dados sobre a motivação no contexto das Escolas do século XXI. Para tal experimentação foi necessário o levantamento de algumas perguntas.1 AVERIGUAÇÃO DE DADOS ATRAVÉS DE PESQUISA DE CAMPO Esta pesquisa tem caráter descritivo/qualitativo. estimular a curiosidade Respostas diferentes 35% 65% GRÁFICO 1: Motivação é: Fonte: da pesquisa (2013) . Essas foram direcionadas a uma amostra de 20 professores que atuam na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I. deste trabalho. A elaboração das questões para a entrevista se deu com base na pesquisa bibliográfica. E ainda quis. 13 ou 65% responderam que motivação é despertar. estimular no aluno o interesse e a curiosidade pelas atividades escolares. das redes Estadual. Para a coleta desses dados utilizou-se de sete questões. do município de Serra no Estado Espírito Santo. Conforme demonstração no Gráfico abaixo: Motivação é: Despertar o interesse no aluno. Dos 20 professores entrevistados. Municipal e Privada. Essas foram para ter conhecimento. é ele o protagonista desta pesquisa. do que os professores entendiam por motivação. saber como estão os alunos nesse processo.46 5 PESQUISA DE CAMPO 5.se.

Artes e Educação Física. 90% responderam que. Os outros 10% dos professores entrevistados disseram que é difícil motivar o aluno. Sendo assim. afeto. não obstante. a Escola não é um lugar motivador. Seguindo a ordem das indagações. por isso não viram o aluno. Segue abaixo demonstração no gráfico: Como os professores podem motivar seus alunos: Incentivos.47 Como se sabe a motivação é um termo que vem do latim “movere” que significa mover. Segundo os professores. Ressalta-se que para aprender é preciso querer. com o afeto e até mesmo com atividades desafiadoras. estavam com o pensamento voltado para si e para o sistema Educacional. apesar de ter aulas como. que foram consideradas por eles como sendo uma prática que motiva. Difícil motivar 10% 90% GRÁFICO 2: Motivação do aluno Fonte: da pesquisa (2013) Provavelmente. . devido à falta de recursos e apoio ao professor. Com efeito. elogios. se os seus alunos têm algum motivo para vir a Escola que não seja a obrigatoriedade imposta pelos seus responsáveis. elogios. estas são uma forma de motivar o aluno. pergunta-se aos professores como eles poderão motivar os seus alunos. com incentivos. e esse mover nesse caso seriam despertar e estimular o aluno para que ele se mova em direção ao saber. Segundo estes os seus alunos vêm à Escola porque são obrigados e. os 10% dos professores que tiveram respostas negativas com relação à motivação do aluno. etc. apenas 15% disseram que não. pergunta-se aos professores.

logo. por exemplo. Atualmente sabe-se que o modelo tradicional de família está mudando. E. oferece os recursos necessários para que o aluno queira e goste de vir estudar. coisa que a Escola lhes proporciona. não obstante. elas veem a Escola como o único lugar de interação. Motivos que os alunos têm para ir à Escola Nenhum motivo Têm motivos 15% 85% GRÁFICO 3: Motivação para ir à Escola Fonte: da pesquisa (2013) Além disso. os demais somados um total de 15%.48 Os outros 85% disseram que sim. da mesma forma dos professores. e com isso a maioria das crianças não têm com quem conversar em casa. a atenção que não recebem em casa. porque dão á eles. assim declarou uma professora. outros 40% disseram que. Com o intuito de coletar dados sobre o papel da Escola. 40% disseram que a Escola faz tudo para motivar o aluno. dado que. os professores disseram também que os seus alunos vêm a Escola por que eles gostam das aulas de Artes e Educação Física.lhes o que muitas das vezes eles não têm em casa. a socialização. o que a Escola faz para motivar o aluno não são suficientes. A criança é um ser em desenvolvimento que está sempre buscando algo para o seu aprendizado. O resultado fica conforme representação no gráfico a seguir: . não quiseram opinar. com relação à motivação. Pergunta-se aos professores: O que a Escola faz para motivar o aluno. O gráfico abaixo demonstra essa afirmação em porcentagem. que os seus alunos vão à Escola porque esta oferece.

esta. 4 5 Parâmetros Curriculares Nacionais. mesmo que com outra significação. e a outra metade tenha entrado em contradição. . conclui-se que a Motivação predomina no contexto Escolar. Tendo em vista os resultados acima. a Escola faz de tudo para motivar o aluno. Todos concordaram que as aulas de Educação Física e Artes oferecidas pela Escola são maneiras de motivar o aluno. a motivação é tudo aquilo que faz despertar o interesse no aluno. os professores estão sempre buscando uma maneira de despertar o interesse do aluno para a aprendizagem. É importante frisar que. Embora a motivação faça parte do cotidiano da Escola. não ganha destaque nos PCN’S4 ou na LDB5 que são os documentos mais importantes da Educação. as formas de motivá-lo faz parte da realidade das Escolas.49 O que a Escola faz para motivar os seus alunos Faz tudo Poucas Coisas Não opinaram 20% 40% 40% GRÁFICO 4: Escola faz para motivar o aluno Fonte: da pesquisa (2013) Embora metade dos professores tenha dito que. visto que. isto quer dizer que. Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Vê-se que a responsabilidade de transformar a escola e as aulas interessantes para o aluno. os empresários têm investido no homem. Não se pode generalizar porque há professores comprometidíssimos com o seu trabalho. da 4ª série e 4º ano do Ensino Fundamental I. Há professores em que o aluno passa a gostar de frequentar a Escola somente por sua causa. Propõe-se que a escola se transforme em um ambiente motivador. e faz tudo que estiver ao seu alcance para que o seu aluno aprenda. exigido por essa sociedade capitalista/consumista. Sabe-se que a lei obriga a frequência do aluno na Escola.se as novas tecnologias da informação e comunicação e o ensinar com brinquedos como ferramenta para se ensinar em sala de aula. a motivação está sendo vista nas empresas como forma de aumentar os lucros.50 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Enfim. este nem sempre está comprometido com a educação. a motivação é um termo e se divide em dois fatores. além de ser um modelo inovador que o professor deve aderir e utilizar em benefício do ensino-aprendizagem. externo ao “ser”. mas não garante um ensino de qualidade e motivador para uma aprendizagem significativa. o principal sujeito nesse processo. Porém. de uma mesma Escola Estadual no Município de Serra/ES. esse investimento intencional pouco acontece. e não porque são obrigados. muitas vezes ele trabalha por causa do salário. eles disseram que gostam de frequentar a Escola por causa da . interno e outro que é extrínseco. isto é. esta é hoje a realidade das crianças do século XXI. sugere. Visto que. Por isso. A palavra motivação tem sua origem no latim “movere” que significa mover. Em conversa direcionada a 20 alunos com idade entre 9 e 13 anos. é do professor. Factualmente quando o professor não está comprometido. quem sai perdendo é o aluno. Nas Escolas. lugar em que os alunos vão porque gostam. um que é intrínseco. mas especificamente com o aluno. Percebe-se que. impulso para fazer algo. importa salientar que. e porque precisa manter um padrão de vida. tanto que.

Vale ressaltar a importância das novas tecnologias da informação e da comunicação como ferramenta de motivação em sala de aula. que o professor tem ao seu alcance e que poderá utilizá-lo a favor da aprendizagem do aluno. No entanto. O professor precisa ter consciência de seu papel. Por exemplo. os professores ainda reclamam de seu salário e da má qualidade e/ou falta de material didático.se que a escola tire proveito dessa autodidaxia utilizando-a a seu favor. e das aulas de Educação Física e Artes. O descaso dele para com os alunos pode causar um dano irreparável para toda a sociedade. O Estado não vê motivos para investir no aluno. Apesar de algumas mudanças que vem ocorrendo nos últimos anos. para que providências sejam tomadas. as atividades em grupo. o que o deixa desmotivado. espera. as tecnologias da informação e comunicação. as novas tecnologias da informação e da comunicação têm sido vista no meio educacional como uma espécie de autodidaxia que vem desafiando a escola. Entende-se que toda essa problemática e descaso. que a criança tanto gosta e se envolve. autônomo e cumpridor de seu dever enquanto cidadão. as brincadeiras. Técnicas de motivação são todos os recursos.51 professora. visto que é papel desta tornar o indivíduo crítico. A motivação no âmbito Educacional e no contexto Escolar precisa ganhar outro sentido. a começar pelo Estado é por falta de motivação no sistema. Portanto. e todo campo de educação. buscar outra direção. ou seja. com a Educação de modo geral. visto que esta pode levar a criança a desenvolver comportamentos colaborativos e autônomos de aprendizagem. É preciso identificar esses fatos. o diálogo. o motivo de irem à Escola é esse. pensar no aluno e na . que são benéficos para o desenvolvimento intelectual e sócio.afetivo. porque o resultado é ao longo prazo. A escola por sua vez. os jogos. os brinquedos. sem receber o apoio financeiro e o reconhecimento necessário fica também desmotivada. Como forma de tornar o conhecimento mais prazeroso para o aluno propõe-se que a Escola adote as técnicas de motivação. Quando se refere aos alunos a situação ainda é mais grave.

se Motivar o aluno para aprender. Afinal a escola é uma organização de pessoas. pois envolve questões de relevância social e cultural. Ao motivar o aluno com as Técnicas de Motivação que foram apresentadas nesse trabalho. ou através de incentivos. Em outras palavras. deve. uma escola sem motivação é uma escola morta. as questões de relevância cultural e social merecem uma atenção especial. A motivação no contexto escolar implica em uma série de questões atuais de um mundo complexo.se que a motivação é necessária para a aprendizagem. Portanto.52 aprendizagem do mesmo como prioridade. Essa foi à resposta de 90% dos entrevistados. para que o aluno aprenda querendo aprender. desigual e plural. afeto e atividades desafiadoras conforme sugerem os professores entrevistados.se fazer uso de todas as técnicas de motivação existentes e disponíveis. Conclui. como forma de motivar o aluno. afeto. culturais e raciais. A pesquisa de campo deste trabalho realizada com 20 professores. envolve questões relacionadas ao preconceito e as desigualdades sociais. e não por ser obrigado. Sabe-se que as questões que dizem respeito ao fracasso escolar no geral são bem mais profundas do que a introdução das novas tecnologias da informação e comunicação e do ensinar com brincadeiras de maneira intensiva. da rede Estadual e Privada do Município de Serra/ES. Propõe. comprovou que: os professores podem motivar os seus alunos com elogios. através do que é prazeroso para ele. portanto deve ser pensada e desejada no contexto escolar. Certamente. a escola estará contribuindo para que esse aluno permaneça nela. uma investigação mais detalhada por ser um assunto complexo em sua diversidade e polêmico. é preciso reconhecer que a motivação é relevante para a aprendizagem. que tem como objetivo tornar o indivíduo parte da sociedade. incentivos e com atividades desafiadoras. . Para isso. quando perguntados de que forma eles poderiam motivar o seus alunos. Uma vez que.

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