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Abandono do paradigma liberal conservador








O modelo que os primeiros governantes brasileiros da República Velha acharam para alavancar o
desenvolvimento econômico nacional foi investir na produção e cultivo do café para exportação, depois de
falhas tentativas de industrialização no século XIX.
O cultivo do café foi largamente incentivado por diversos Estados da Nação, expandindo os horizontes e
formando as grandes cidades do país. Há, então, a formação de novas camadas sociais por meio da
urbanização.
Houve um crescimento em larga escala da produção de café até 1920, fase de estagnação. Nessa época,
o café já representava metade da economia
Alimentava-se, então, um grande problema: o modelo exportador baseado quase que somente na
produção de um produto: a fragilidade e insegurança de um produto que depende de fatores externos
(tanto na produção com o uso de maquinários estrangeiros quanto na própria exportação) leva o país a
um constante estado de temor de uma eventual crise. O que de fato ocorreu em 1929.
Surge, nesse momento, a figura de Getulio Vargas no Brasil
Tem-se uma adoção generalizada de controle de cambio e tarifas alfandegárias na America Latina.
Ao mesmo passo que protegia os plantadores, o governo começou a incentivar uma despolarização da
economia em volta do café. O governo passou a incentivar quem investisse em indústrias no país, ao
contrário do que vinha fazendo. Com estas duas medidas, conseguiu manter o nível de emprego. A
medida surtiu efeito: nos anos seguintes, a produção só crescer por efeito da plantação dos anos
anteriores, e não de novas. Começava a plena industrialização nacional.
Esta nova orientação econômica foi chamada de deslocamento do eixo dinâmico; de um modelo agroexportador para um urbano-industrial. O excedente de lucro que era gerado pelas produções agrícolas
era destinado para o desenvolvimento industrial, utilizando a taxa de câmbio para o repase.
Neste cenário começaram a ser implementadas as empresas estatais no Brasil. Em 1942 começaram as
obras da Usina de Volta Redonda, siderúrgica. A usina foi construída com ajuda externa: em troca do
apoio recebido pelo Brasil na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos concederam apoio financeiro e
técnico para a construção da obra. A dinamização continuou: pouco tempo depois foi criada a Companhia
Vale do Rio Doce, que até hoje é uma das principais empresas no país.
Assim, o nacional desenvolvimentismo representou uma estratégia estal a fim de proteger a industria
nascente local e gerar poupança interna forçada. Isso se deu por meio de investimentosm em áreas de
alto risco, como infraestrutura.
Não tratou-se de uma política de substituição de importações, mas de uma política de eenvolvimento que
priorizou a substituição da pauta de exportações.

Qual o quadro na America latina?
1. Entre 1830-45 : esboço de um novo paradigma de relações internacionais
na America latina
2. Contexto da crise de 29, que provocou na America latina diminuição de sua
capacidade de importação.
3. Novas demandas sociais eram percebidas, provenientes do crescimento da
população urbana, de uma burguesia ávida por negócios e das forças
armadas, que viam a segurança e a defesa em estados precários. Houve um
processo de urbanização na America Latina, que fez florescer novas
camadas sociais. Assim, as velhas oligarquias no poder cederam espaço
com visões mais convergentes com os novos tempos e a necessidade de
desenvolviment nacional.
4. O regime do laissez-faire cedeu, pois, lugar a projetos nacionais que
modificaram o planejamento dos países latinoamericanos. Tem-se a adoção
de políticas defensivas, que prima pelo político e não apenas pelo
econômico. O Brasil e o Mexico, por exemplo, iniciaram uma política de
barganha com os grandes., seja pelos anos precedentes a guerra, seja por
sua importância estratégica no conflito.
5. O que houve, então, foi um modelo em que o desenvolvimento foi levado a
cabo pelo empreendimento, capital e tecnologia externos, como exemplo a
criação da usina de Volta Redonda, patrocinada pelos EUA.
6. No âmbito da política externa desses países, tem-se que o desenvolvimento
nacional
constituiu-se o vetor da política externa, com 3 elementos

2. 7.definidores: a consciência de estar numa fase de transição. 16. Cervo chega a usar o termo de grande esmoleiro. então. da diplomacia da região em prol da obtenção de insumos pela ação externa 4. uma distancia relativa às potencias e solidariedade com os outros países subdesenvolvidos. Isso pode ser justificado. 8. uma busca de abrir novos mercados às exportações que. passaram a ser de produtos de industria e serviços de engenharia. 11. Houve uma acentuação da dependência externa nesse período.Isso gerou uma dependência externa ainda maior.Pode-se verificar. isto é. em prol do desenvolvimento. recursos externos para viabilizar projetos. dadao o caráter funcionalista da diplomacia. 2. críticos do modelo de dependência agroexportador. Para que a diplomacia fosse eficaz autonomia. A ideia de que havia condições para o êxito diplomático. por meio de empreendimentos estrangeiros. como se o desenvolvimento dependesse de fatores exógenos. prometiam inúmeras benesses áqueles países que a ele se alinhassem.Nessa época. o que se verificou foi um descomprometimento da America latina para com a Guerra Fria.segunda guerra mundial. pela emergências de novas demandas sociais. uma política comercial pragmática. A modernização se confundia com a industrialização e. pela falta de percepção de interesses comuns aos países da região num contexto de inserção pós. O conceito de desenvolvimento está em prover os interesses das massas urbanas. então. Há o objetivo. 15. O Brasil não alcançou recompensas econômicas nem pela cooperação pela guerra.O autor salienta que o processo de privatizações brasileiro em 1990 foi uma perda de oportunidade de ter-se empresas competitivas.Contudo. também. 1947-79 – Apogeu do Estado desenvolvimentista 9. Sobre o elemento 1: as classes emergentes perceberam que as velhas oligarquias atuavam externamente sem apresentar elementos que favorecessem os emergentes. de obter ciência e tecnologia. projetos de aliança como o do Brasil e Argentina. de atuar num sentido bem definido. por isso a percepção de novos interesses em PE. pouca barganha no contexto de guerra fria.Temse-. cabia a ela conseguir mercados de exportação para elevar a capacidade de importar maquinas. 13. das forças armadas. A crise de 29 e o contexto de guerra. do lado brasileiro. da burguesia nacional. O caráter funcional. cooperação com as grandes potencias. assim. que demandam condições mínimas de defesa e dos intelectuais. 12. 3. que demandam emprego e renda. exemplificando as boas relações entre esses dois. E projetadas . eram de produtos de baixo valor agregado. que demanda espaço para seus negócios. 10. a Guerra Fria já estava a todo o vapor e os EUA. como empréstimos de longo prazo. 2. mas que. antes. 14. entre outras coisas. por meio da PE.Há.

globalmente.  . dado que a adoção do neoliberalismo seguiu a cartilha do consenso de Washington.