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UNIVERSIDADE ESTADUAL NORTE FLUMINENSE DARCY

RIBEIRO – UENF
CENTRO DE CIENCIA E TECNOLOGIA - CCT
LICENCIATURA EM FÍSICA

DIEGO HENRIQUE NASCIMENTO SANTOS
PROFESSORA SHIRLENA CAMPOS DE SOUZA AMARAL
DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO

FICHAMENTO

CORTELLA, M. S. Conhecimento escolar: epistemologia e política. (Capítulo 4) In: A
Escola e o Conhecimento. 13. ed. São Paulo: Cortez, 2009
Para compreender a Escola hoje e o sentido social juntamente com os dos
seus educadores se faz necessário recorrer à concepção da relação entre Escola e
Sociedade no Brasil. Diante disso, Cortella coloca três fases principais e ultimas no
período histórico brasileiro desta relação, a saber: otimismo ingênuo, pessimismo
ingênuo e otimismo crítico.

A RELAÇÃO SOCIEDADE/ESCOLA: ALGUNS APELIDOS CIRCUNSTANCIAIS
O otimismo ingênuo predomina até meados da década de setenta. Neste
período a concepção vigente era que escola possuía autonomia absoluta e se
encontrava idealmente fora da sociedade e ao mesmo tempo suprassocial,
mantendo-se também com desinteresse político. Ademais, possuía missão salvífica,
segundo a qual era responsável pela transformação da sociedade e nela
correspondia todo a responsabilidade de mudança social e seus educadores tinham
como marca a neutralidade.
A fase do pessimismo ingênuo apareceu durante a década de setenta.
Mostrou-se pragmática e concebendo a escola como instrumento de dominação,

consequentemente reprodutora das desigualdades sociais. Diante disso, o educador
é tido como agente da ideologia dominante, não neutro e funcionário as elites. Deste
modo a escola sofre determinação absoluta da sociedade, atribuindo um grande
papel político das mesmas, todavia, seu perfil conservador não apropria das
contradições no interior destas instituições sociais.
Por fim, o otimismo crítico marcado aproximadamente durante o início da
década de oitenta e perdurando até os dias atuais tem uma visão de caráter
conciliador. No qual procura atribuir a escola uma concepção que tem como vista
elementos das duas, como o caráter de transformação social e a não neutralidade.
Ao mesmo tempo aponta problemas no interior destas instituições sociais. Sua visão
desta relação entre escola e sociedade torna-se crítica, tal que a escola possibilita
mudanças sociais e o educador tem um papel político-pedagógico. Deste modo, a
escola tem autonomia relativa e possui função conservadora e inovadora.

A CONSTRUÇÃO DA INOVAÇÃO: INQUIETAÇÕES CONTRA O PEDAGOCÍDIO
O desempenho escolar dos alunos também representam as condições de
vidas deste. Sua condição econômica e meio social se interpelam com seu
desempenho, como também com sua entrada e permanência na escola. Muitos dos
comportamentos emitidos em sala aula por exemplo são aprendidos principalmente
nas instituição primária que são a família.
Muitos os problemas na relação aluno-escola são vistos através de suas
consequências como o pedagocídio, no qual temos fracasso escolar como fruto da
evasão e repetência. As causas podem ser extra-escolares, como através das
condições econimicas, formação histórica e poderes públicos; como também podem
ser intra-escolares através do uso uso não-reflexivo e crítico dos livros didáticos e
uma cadeia de culpabilização interna. Esta última vista como um círculo vicioso, tal
que enuncia que os alunos percorrem uma trajetória anterior precária. E destes
cursam a universidade e serão professores da educação que darão aulas na
educação primária e secundária, por sua vez o serão também ineficientes.
É neste esboço que a avaliação torna-se um instrumento eficaz, cuja
finalidade é identificar problemas e facilidades na relação ensino/aprendizagem a fim

de reorientar o processo pedagógico. Esta avaliação não só da aprendizagem, como
também institucional, desde a infraestrutura e plano político pedagógico como
quadro de educadores e colaboradores envolvidos.

SOBRE IDEIAS E PÃES
Cortella com influencias de Paulo Freire tem um visão de escola segundo a
qual a mesma teria como finalidade exercer uma pedagogia libertadora e libertária.
Na qual ela (des)constrói os fatos consumados e estatizados e as visões fatalistas,
traduzindo a realidade como um devir que pode ser transformado e superado
cotidianamente. Como se o conhecimento fosse um vírus, um vírus libertador das
potencias individuais e coletivas; e a partir do coletivo as transformações ganham
também mais forças. A ideia é repartir a ideia para todos terem o pão.