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Departamento
De Engenharia Civil

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado
Dissertação apresentada para a obtenção do grau de Mestre em
Construção Urbana

Autor

Keila Samira Garcia Robalo
Orientador

Prof. Doutor Ricardo Nuno Francisco do Carmo
Instituição

Instituto Politécnico de Coimbra
Instituto Superior de Engenharia de Coimbra

Coimbra, Maio, 2011

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTO
Ao terminar esta Tese de Mestrado resta-me registar os sinceros agradecimentos às
individualidades que de várias formas contribuíram para que esta se tornasse numa realidade.
Ao Professor Doutor Ricardo Nuno Francisco do Carmo, orientador da Tese de Mestrado, por
toda a dedicação, compreensão e amizade demonstrada, pelos inúmeros ensinamentos
recebidos, sugestões preciosas, colaboração prestada e pelo estímulo e exigência crescente
que foi impondo à medida que este trabalho caminhava para o seu término.
À Computer and Structures, Inc. (CSI), pelo inestimável contributo prestado nesta
investigação, tendo sido fundamental na prossecução do trabalho, ao ceder-me gratuitamente
o programa de cálculo SAP2000.
Ao Vander Neves, pela amizade e ajuda na realização deste trabalho.
À minha família, amigos e colegas, em especial à Isolina Spencer, pelo apoio, pelas oportunas
manifestações de companheirismo, pelo incentivo e afecto demonstrados ao longo do período
da realização desta dissertação.
A todos o meu profundo agradecimento.

Keila S. G. Robalo.

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Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

RESUMO

RESUMO
Na presente dissertação elaborou-se uma análise estrutural de um edifício de betão armado
usando vários modelos de cálculo, desde os mais simples até aos mais sofisticados como o
método dos elementos finitos. O objectivo foi realizar um estudo comparativo entre as
diversas modelações de modo a perceber a influência de certos parâmetros nos esforços dos
elementos estruturais. Os elementos analisados foram: lajes apoiadas em vigas, lajes
fungiformes e pórticos.
Os esforços nas lajes vigadas foram determinados recorrendo às tabelas de Barés e ao
programa Sap2000 utilizando elementos finitos shell para a modelação das lajes. Neste estudo
as lajes foram analisadas considerando as seguintes hipóteses de cálculo: consideração, ou
não, da deformação por corte das lajes (teoria de Reissner-Mindlin e de Kirchhoff), variação
da rigidez à torção da laje, variação da rigidez à flexão e à torção das vigas.
Para o mesmo edifício apresentou-se uma outra solução estrutural, a laje fungiforme. Os
esforços na laje fungiforme foram calculados pelo método dos pórticos equivalentes e pelo
método dos elementos finitos, onde a laje foi modelada mais uma vez com o elemento shell e
os pilares como apoios pontuais. Para além da análise comparativa dos esforços obtidos pelos
dois métodos foram também apresentadas algumas considerações sobre a redução dos
momentos negativos máximos nas lajes.
Por fim, a estrutura do edifício, mais especificamente os pilares e as vigas, foi analisada
considerando diversas modelações, modelação plana dos pórticos e uma modelação
tridimensional dos pórticos com e sem laje. Os resultados provenientes dos diversos modelos
estruturais foram comparados entre si, as diferenças foram analisadas e foram também
apresentadas informações que permitem compreender melhor as razões dessas diferenças.
Realizou-se ainda uma análise comparativa da quantidade de armadura longitudinal em vigas
e pilares determinada para cada modelo.
Palavras-Chave: betão armado, análise estrutural, método dos elementos finitos, modelação,
projecto de estruturas.

Keila S. G. Robalo.

iv

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

ABSTRACT

ABSTRACT
In this dissertation was elaborated a structural analysis of a reinforced concrete building using
various calculation models, from the simplest to the most sophisticated as the finite element
method. The goal was to conduct a comparative study between the different modulations in
order to understand the influence of certain parameters in the efforts of structural elements.
The analyzed elements were: slabs supported by beams, flat slabs and frames.
The efforts on the beamed slabs were determined applying the Barés tables and the Sap2000
program using shell finite elements for modelling the slabs. In this study, the slabs were
analyzed considering the following assumptions of calculation: consideration, or not, of
deformation by cutting the slabs (Reissner-Mindlin and Kirchhoff´s theory), variation of the
torsional stiffness of the slab, the variation of bending stiffness and torsion of the beams.
For the same building, it was presented another structural solution, the flat slabs. The efforts
on the flat slabs were calculated by the equivalent frame analysis and by the finite elements
method, where the slabs were modelled with the shell element and the columns as a punctual
support. Besides a comparative analysis of efforts obtained by the two methods, it was also
presented some thoughts on reducing the maximum negative moments in the slabs.
Finally, the structure of the building, specifically the columns and beams, has been analyzed
considering several modelling, plane modelling of frames and three-dimensional modelling of
frames, with and without slab. The results from the various structural models were compared,
and then the differences were analyzed and were given information to enable better
understanding the reasons for these differences. It was also held a comparative analysis of the
amount of longitudinal reinforcement in beams and columns determined for each model.

Keywords: reinforced concrete, structural analysis, finite element method, modelling, design
of structures.

Keila S. G. Robalo.

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Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

ÍNDICE

ÍNDICE GERAL
AGRADECIMENTO ..................................................................................................................................... III
RESUMO ........................................................................................................................................................ IV
ABSTRACT ...................................................................................................................................................... V
ÍNDICE GERAL ............................................................................................................................................ VI
ÍNDICE DAS FIGURAS ............................................................................................................................ VIII
ÍNDICE DOS QUADROS .............................................................................................................................. XI
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 11
1.1 Enquadramento....................................................................................................................................... 11
1.2 Objectivos e Metodologia ....................................................................................................................... 12
1.3 Organização da tese ................................................................................................................................ 13
2. DESCRIÇÃO DO EDIFÍCIO A ANALISAR ........................................................................................... 14
3. ANÁLISE ESTRUTURAL DAS LAJES VIGADAS DE BETÃO ARMADO ........................................ 21
3.1 Análise de lajes vigadas de betão armado recorrendo às tabelas .............................................................. 24
3.1.1 Aplicação do modelo ...................................................................................................................... 24
3.1.1.1 Cálculos dos momentos positivos ........................................................................................ 26
3.1.1.2 Cálculo dos momentos negativos ......................................................................................... 26
3.1.1.3 Equilíbrio de momentos negativos nos apoios de continuidade ............................................ 26
3.1.1.4 Ajuste do momento positivo máximo após o equilíbrio de momento negativo...................... 28
3.2 Análise de lajes maciças vigadas pelo método dos elementos finitos ....................................................... 35
3.2.1 Aplicação do modelo para análise global da laje ............................................................................. 36
3.2.1.1 Modelação geométrica e condições de apoios ...................................................................... 36
3.2.1.2 Formulação do modelo ........................................................................................................ 36
3.2.1.3 Cargas actuantes e carregamento a considerar na modelação ............................................... 38
3.2.1.4 Apresentação dos resultados dos momentos flectores nas lajes ............................................ 38
3.2.1.5 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da teoria utilizada na modelação das
lajes…………….. ............................................................................................................................ 39
3.2.1.6 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da rigidez à flexão das vigas de
apoios……….. .................................................................................................................................40
3.2.1.7 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da rigidez à torção da laje ............. 41
3.2.1.8 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da rigidez à torção da viga. ........... 42
3.2.2 Aplicação do método dos elementos finitos para análise da laje L1 isoladamente ........................... 44
3.2.2.1 Apresentação dos resultados ................................................................................................ 45
3.2.2.2 Análise dos esforços ............................................................................................................ 45
3.3 Análise comparativa dos esforços obtidos recorrendo ao uso das tabelas de Barés e pelo método dos
elementos finitos ........................................................................................................................................... 46
3.3.1 Análise comparativa dos momentos flectores.................................................................................. 46
3.3.2 Análise comparativa da quantidade das armaduras longitudinais principais .................................... 51
4. ANÁLISE ESTRUTURAL DAS LAJES FUNGIFORMES ..................................................................... 53
4.1 Generalidades ......................................................................................................................................... 53
4.2 Análise das lajes fungiformes pelo método dos pórticos equivalentes ..................................................... 56
4.2.1 Aplicação do Modelo ..................................................................................................................... 60
4.3 Análise das lajes fungiformes maciças pelo método dos elementos finitos .............................................. 69
4.3.1 Modelação ...................................................................................................................................... 69
4.3.2 Apresentação dos resultados: .......................................................................................................... 70

Keila S. G. Robalo.

vi

......................72 4.....................Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ÍNDICE 4........................................2 Cálculo das armaduras longitudinais na viga do 1º piso do Pórtico 1..................................3................ 93 5........................................4.... G............................ 73 4........................ Robalo........................................................................... 95 5.................... 78 5..............................4......................................................1 Determinação do coeficiente de esbelteza do pilar .....................................4........3 Modelação dos pórticos ...................................................................... 97 6.......1 Modelação plana dos pórticos ..............................................4..............................................4......... ...........................4 Apresentação e análise comparativa dos resultados ......................................................4....................... 106 Anexo II: Análise das lajes maciças fungiformes através do método dos pórticos equivalentes...................................1 Análise comparativa dos momentos flectores nos vãos ...........................................2 Modelação tridimensional dos pórticos .3 Determinação do momento de dimensionamento MEd .........................................2 Análise comparativa dos momentos flectores nos apoios........................... CONCLUSÕES GERAIS E DESENVOLVIMENTOS FUTUROS ..............................................77 5.....................4......................4 Análise comparativa das quantidades de armaduras longitudinais nos pilares..........................3 Esforços nos pilares .....................3.............................1 Esforços nas vigas seleccionadas ....................................4................................ .............. 77 5.......... 131 Anexo III: Quantificações das acções nos pórticos ... 76 5..................................................................... λlim...............................3............................................4 Cálculo das armaduras longitudinais ..................4........................ ANÁLISE DAS ESTRUTURAS ESPACIAIS PÓRTICADAS DE BETÃO ARMADO ............ 83 5............... 71 4.......................93 5........................................................................4 Análise comparativa dos esforços obtidos pelo método dos pórticos equivalentes e pelo método dos elementos finitos ..... 92 5.........................................3 Considerações gerais .........................................2 Quantificações e combinações das acções ...................................... 103 ANEXOS ................................ 83 5............. 78 5.......4.................. 72 4..............................................................3 Redução dos momentos negativos máximos ......................................................................................4.......4............1 Estrutura a analisar ....................................................................................................................................................... 96 5................4........................................ vii ......4...............................................................4......... 106 Anexo I: Análise das lajes maciças vigadas recorrendo às tabelas de Barés ..... 78 5................................................. 145 Keila S.. 99 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.... 81 5.. 91 5......................2 Determinação do limite de esbelteza do pilar................

............. ....... ....................... ............................................. . 55 Figura 4...................................... 2007)........................................... 22 Figura 3.15 – Traçado aproximado do diagrama dos momentos flectores dados pelo método das tabelas de Barés....................... 2009)................ 50 Figura 3..... ............... 54 Figura 4....................................1 e 2.......................................... ................................................................................ .................................. .............................................. be............ 44 Figura 3...1. .......... ........................................... ...2 – Planta do piso 0.........................................18 – Momento flector na direcção X: corte CC’.............................................................................................................14 – Momento flector na direcção X e Y............. 14 Figura 2.....................................................................................................................17 – Momento flector na direcção X: corte BB’...................................11 – Momento flector na direcção Y...............2 – Deformação da secção transversal de uma laje.....Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ÍNDICE DE FIGURAS ÍNDICE DE FIGURAS Figura 2......... 16 Figura 2. 50 Figura 3............................................................................10 – Divisão dos pórticos em faixas (EC2-1-1).................47 Figura 3.............................. 56 Figura 4................................................................................................................................................................................ ................... 53 Figura 4.... 59 Figura 4.........1– Laje fungiforme com capitel e com espessamento (Henrichs............................. ....................4 – Cobertura.. 60 Figura 4...5 – Casa das máquinas....41 Figura 3.........9 – Acções verticais e geometria do pórtico 2y..............................19 – Momento flector na direcção Y: corte DD’ .....................8 – Modelo 1: Discretização e condições de apoio da laje L1 ........ .............. ............................................ 56 Figura 4..............10 – Momento flector na direcção X.............56 Figura 4.................................................... ...................................... 54 Figura 4................................................ viii .... ..............55 Figura 4.2 – Laje fungiforme maciça (Ramos.........................9 – Modelo 2: Discretização e condições de apoio da laje L1 ........................13 – Momentos flectores determinados usando as tabelas de Barés.3 – Planta estrutural do piso tipo..................... 2009)................................................... 60 Figura 4................................. ...............16 – Momento flector na direcção X: corte AA’...............................................20 – Momento flector na direcção Y: corte EE’ ............................................................................................................. ....... ...................................... 57 Figura 4..... 2003)........... 25 Figura 3....................... teoria de Mindlin (Castro................................................................... ....................6 – Alçado principal................................................................................4 – Momentos na laje L1 e nas lajes adjacentes...................................................13 – Disposição dos pilares (Montoya et al)............................................. ....... ..........................1.............. 2007)........ 2009)... 49 Figura 3................. respectivamente (SAP2000 Basic Analysis Reference Manual.......................15 – Pavimento tomado como exemplo para a análise dos esforços................................................................. 49 Figura 3............21 – Momento flector na direcção Y: corte FF’ .......................12 – Distribuição dos momentos nas faixas do Pórtico 2Y..................................................................................7 – Alçado posterior................................ 3........................ 3 e 4.......................................7 – Pórticos equivalentes na direcção Y (estrutura com um piso).............................................................................................................................................................................................. 2006)..................................................... 19 Figura 2... ........ G..................... 27 Figura 3...........5 – Analogia dos pilares circulares com pilares quadrados..........3 – Laje aligeirada com moldes recuperáveis e com moldes embebidos (Ramos....48 Figura 3................................ 44 Figura 3.....................16 – Pórticos na Direcção X...................14 – Limites máximos para a aplicação do método do pórtico equivalente. 61 Keila S......... 58 Figura 4.......... 48 Figura 3........................4 – Dimensões mínimas dos pilares....58 Figura 4.......................................8 – Alçado posterior esquerdo........5 – Elementos finitos de casca de quatro e três nós...... 17 Figura 2............ 50 Figura 4............................. ............................. de uma laje fungiforme (EC2-1-1).......................................... .............................................. ...........................6 – Pórticos equivalentes na direcção X (estrutura com um piso)....... .................. 20 Figura 3............................................................................................................................................................... respectivamente.. ...........................................1– Definição das rotações segundo Kirchhoff (Castro...............35 Figura 3.... .. 2006 e Martins.................................................................................................... na análise de lajes fungiformes com aberturas (Martins............ 18 Figura 2...................... ...... .................... ...11 – Largura efectiva..................7 – Diagramas de momentos flectores para as condições de cálculos 1...... 15 Figura 2............... 2.............. 47 Figura 3..... 19 Figura 2...................................................46 Figura 3. 36 Figura 3................. ....12 – Momento torsor.. Robalo......8 – Cargas a considerar nos pórticos..................................3 – Planta dos pisos 1................................ ...............6 – Discretização e condiçoes de apoios do pavimento em estudo.. 57 Figura 4................................ ............. 49 Figura 3................ respectivamente.................. 50 Figura 3.......................1 – Projecto arquitectónico e projecto estrutural.......... 22 Figura 3......................

........................................................ 84 Figura 5.................................................. .......................................................................23 – Momentos flectores na direcção Y........ 68 Figura 4............................. 2010) .............................74 Figura 4................... 66 Figura 4.............................20....................................................................25 – Armadura longitudinal.......................................9 – Diagramas dos momentos flectores na viga do Pórtico 1 do 1º piso......... 71 Figura 4.....Reacção das lajes: áreas de influência determinadas pelas linhas de roturas........................ ......... 86 Figura 5.......... ...........................................31 – Diagrama dos momentos flectores My na secção HH’..26 – Momento flector na direcção Y (M22)..76 Figura 5...........18 – Diagramas dos esforços transversos na viga do Pórtico 12 do 1º piso ............................................... ........17 – Diagramas dos momentos flectores na viga do Pórtico 12 do 1º piso .....................Diagrama dos momentos flectores Mx na secção DD’.. . 90 Figura 5....2– Pórticos Planos: vista posterior (Pórtico 1).............. 86 Figura 5........................35– Diagrama dos momentos flectores Mx na secção EE’............ .......15 – Diagramas dos esforços axiais na viga do Pórtico 4 do 1º piso ..............24 – Diagramas dos momentos torsores na viga do pórtico 13 do 1º piso ....... ................................ 96 Keila S........................................36 . ............... ............ 91 Figura 5..............................26 – Determinação da rigidez da ligação: a) Pórtico na direcção X................. ............34 ....73 Figura 4......................................................................................................4 – Simplificações adoptadas......................................................19 – Diagramas dos esforços axiais na viga do pórtico 12 do 1º piso ........................... ............... 70 Figura 4.... G................... .........................................................................................................11 – Diagramas dos esforços axiais na viga do Pórtico 1 do 1º piso.. 89 Figura 5............................... ..22 – Momentos flectores na direcção X. 89 Figura 5......... 79 Figura 5..................... Robalo.....7 – Modelação tridimensional dos pórticos sem laje...............21 – Divisão dos pórticos na direcção y em faixas sobre pilares e faixas centrais segundo EC2-1-1.. 82 Figura 5........ ..... 94 Figura 5.................................................. 81 Figura 5................. .... 75 Figura 4...75 Figura 4..........................Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ÍNDICE DE FIGURAS Figura 4.............21 – Diagramas d os momentos flectores na viga do pórtico 13 do 1º piso ...................... ...................................................................................................64 Figura 4........29 – Zonas da laje sujeitas à análise comparativa dos esforços...............................Discretização da laje e condições de apoios................ 82 Figura 5.............................5 ........................................ ix ......33 – Diagrama dos momentos flectores Mx na secção CC’........ da viga do Pórtico 1 do 1º piso................... As (cm2)..........................74 Figura 4...................... 79 Figura 5................... 80 Figura 5.. 62 Figura 4.. 88 Figura 5..............................................30 – Diagrama de momentos flectores Mx na secção BB'................................... 90 Figura 5... ...17 – Pórticos na Direcção Y.................................................. ...............37 – Diagrama dos momentos flectores My na secção GG’.............................................................. ............... 70 Figura 4...............Redução do momento sobre o apoio (Carmo... 86 Figura 5............ ...................... 69 Figura 4.............. 88 Figura 5.......20 – Diagramas dos momentos torsores na viga do Pórtico 12 do 1º piso................... .................................................................... 87 Figura 5...............19 – Modelo de cálculo dos pórticos. b) Pórtico na direcção Y........................................... .......... 80 Figura 5..........................27 – Momento torsor (M12)............... .....................................................8 – Modelação tridimensional dos pórticos com laje................24 .................. ..........27 – Momento de dimensionamento (Moss e Brooker)................. 71 Figura 4....6 – Sobrecarga no Pórtico 1..28 ...13 – Diagramas dos momentos flectores na viga do Pórtico 4 do 1º piso ..... 63 Figura 4................................ ..........Carga permanente no Pórtico 1....................................22 – Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 13 do 1º piso ........23 – Diagramas dos esforços axiais na viga do pórtico 13 do 1º piso .. 73 Figura 4........... 88 Figura 5.........................................................16 – Diagramas dos momentos torsores na viga do pórtico 4 do 1º piso ............... ........... ............. 72 Figura 4......................................... 84 Figura 5.................................................. 68 Figura 4........... .......... ............................................................................................ ......................14 – Diagramas dos esforços transversos na viga do Pórtico 4 do 1º piso...... 86 Figura 5..............25 – Momento flector na direcção X (M11)...................... 72 Figura 4..........1 – Pórticos Planos em planta ......................Carregamentos no pórtico2x .....................................................18.........................................Divisão dos pórticos na direcção x em faixas sobre pilares e faixas centrais segundo EC2-1-1..................... 84 Figura 5.................12 – Diagramas dos momentos torsores na viga do Pórtico 1 do 1º piso ......................3... ..................... 66 Figura 4......................................10 – Diagramas dos esforços transversos na viga do Pórtico 1 do 1º piso........................................................ 83 Figura 5............................Diagrama dos momentos flectores My na secção FF’... 81 Figura 5.................................................32– Diagrama de momentos flectores Mx na secção AA’...................................

................................... .......2 – Momentos máximos na laje L1 obtidos com base na formulação de Reissner-Mindlin/ Timoshenko . 45 Quadro 3.....................4 – Momentos máximos nos pórticos transversais ..............................................3 – Momentos máximos nos pórticos longitudinais .................................................... 98 Keila S..................Bernoulli ........................................... G.................. 38 Quadro 3..........................2– Cálculo das armaduras longitudinais no pilar P2 .................3 – Momentos máximos na laje L1 obtidos com base na formulação de Kirchhoff/ Timoshenko ..................4 – Momentos máximos na laje L1 obtidos com base na formulação de Kirchhoff/Navier...................................................................................................................9 – Momentos positivos máximos na laje L1 . 39 Quadro 3....1 e as restantes condições de cálculos (2...............................................................................4 – Armaduras longitudinais no pilar P16 ......................... 65 Quadro 4................................ 45 Quadro 3......................................................................10 – Momentos negativos máximos na laje L1 ............................................................................12 – Armaduras longitudinais da laje L1 ............................. 43 Quadro 3......................................................5 ............ 43 Quadro 3...................................................................................................... 48 Quadro 3................. 64 Quadro 4. P13 e P16 ..... 2009) ............................................... 97 Quadro 5................................................... .........................7 – Diferença entre os momentos dados pelos modelos que consideram J=1 e os modelos que consideram J=0....... 55 Quadro 4.................................................................... ...............................................................5 – Distribuição dos momentos no Pórtico 2x .3 – Armaduras longitudinais no pilar P2...........11 – Diferença (em percentagem) entre os momentos de dimensionamento dados pelo método dos elementos finitos e método das tabelas.. 32 Quadro 3...... 97 Quadro 5................... 57 Quadro 4. 52 Quadro 4..................................39 Quadro 3.................6 – Momentos máximos na laje L1 tendo em conta o efeito da rigidez à torção das vigas de apoios ........1 e 3................................. 2010)...................................................2 – Distribuição simplificada dos momentos flectores numa laje fungiforme segundo EC2 e REBAP (Carmo......................................... ......................................................................................................... 67 Quadro 5...........................................1– Momentos máximos na laje L1..................................................5 – Diferença entre os momentos obtidos considerando as condições de cálculos 1..................................................................................Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ÍNDICE DE QUADROS ÍNDICE DE QUADROS Quadro 3.........................42 Quadro 3............................8 – Diferença entre os momentos dados pelos modelos que consideram J=1 e os modelos que consideram J=0........................................1– Esforços nos pilares P2................ x ...... Robalo..1).....1 – Espessuras a adoptar numa laje fungiforme (Marchão e Appleton... 92 Quadro 5............................................... 40 Quadro 3................

Os pórticos em vez de serem analisados apenas no plano são considerados em conjunto (estrutura tridimensional) e as lajes podem também ser analisadas em conjunto com as vigas e pilares. Hoje em dia existem no mercado vários programas de cálculos baseados no método dos elementos finitos que permitem modelar as estruturas de modo muito mais rigoroso. Portanto. sentindo-se obrigado a adoptar modelos mais simples.1 Enquadramento Segundo o EC2-1-1. a influência da consideração da rigidez à torção da laje na modelação bem como as teorias consideradas na análise das lajes.CAPÍTULO I 1.” Estas análises devem ser realizadas com base nos modelos que traduzem as condições reais da estrutura. modelos que permitem idealizar a geometria e o comportamento das estruturas. Neste contexto considera-se pertinente analisar uma estrutura através de modelos simplificados e depois com modelos mais sofisticados. o engenheiro nem sempre tem acesso aos programas que permitem tais modelações. A análise estrutural melhorou significativamente quando se aplicou o método dos elementos finitos na modelação estrutural. em toda ou parte da estrutura. e que tipos de erros são cometidos quando são utilizados os modelos mais simples. 11 . INTRODUÇÃO 1. eventualmente. o estudo de tais parâmetros serve para justificar porque é que muitas vezes a utilização dum mesmo programa de cálculo por utilizadores diferentes na análise de uma mesma estrutura conduzirá. G Robalo. Para além de estudos comparativos dos resultados provenientes dos dois modelos referidos atrás. Por exemplo. extensões e deslocamentos. O estudo destes parâmetros tem o propósito de reforçar a comparação entre os dois modelos de cálculos dos esforços nas lajes referidos anteriormente. sem levar em conta a interacção real existente entre elas. a estrutura tridimensional real era subdividida em subestruturas (lajes e pórticos) que eram avaliadas separadamente. Uma mesma estrutura pode ser analisada através dos diversos modelos estruturais. comparar os resultados fornecidos pelos dois modelos e procurar explicar as possíveis causas para as diferenças e semelhanças. sendo o modelo mais adequado aquele que idealiza a estrutura como um todo. tornando assim os modelos estruturais um pouco mais realistas. Por outro lado. quer de tensões. a modelação do comportamento real de uma estrutura era quase impossível pois a análise estrutural era realizada usando modelos que se baseavam em várias simplificações. a Keila S. Até há pouco tempo atrás. também julga-se importante avaliar a influência de certos parâmetros nos resultados dos esforços nas lajes. Com o desenvolvimento dos meios informáticos tornou-se viável a aplicação de métodos que consideram a interacção entre os vários elementos estruturais. quer de esforços. “o objectivo de uma análise estrutural é o de determinar a distribuição. Porém. sem que tenha de preocupar-se com uma análise mais sofisticada. e demonstrar que os programas de cálculos disponíveis permitem fazer várias adaptações aos modelos de cálculos utilizados. ou seja. é importante que o engenheiro saiba em que situação uma estrutura pode ser analisada com base em modelos simplificados. como a influência da rigidez à torção e à flexão das vigas de apoio.

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado INTRODUÇÃO resultados diferentes.  Analisar uma laje fungiforme com base no método de cálculo simplificado previsto no EC2-1-1 e REBAP. variando o tipo de laje e vigas de apoios (viga de Timoshenko e de Navier-Bernoulli). sendo que o primeiro foi idealizado de acordo com as tabelas de Barés e os restantes foram elaborados no programa Sap2000.  Organizar informação e escrever o documento final. avaliar a influência da rigidez à flexão e à torção das vigas de apoio. Os resultados dos esforços e da quantidade da armadura longitudinal dados pelos três modelos são comparados entre si. G. onde a laje foi modelada isoladamente. ambos idealizados no programa Sap2000. É importante salientar que todos os modelos foram idealizados considerando que os materiais que constituem o edifício têm comportamento linear elástico.  Realizar as várias análises estruturais e proceder ao estudo comparativo. Em relação ao último objectivo foram simulados três modelos no mesmo programa.  Estudar e aprender a utilizar o programa de cálculo Sap2000. eventualmente. definiu-se um processo de trabalho faseado. Para a realização do primeiro objectivo foram efectuados trinta e cinco modelos. e o método dos elementos finitos e comparar os esforços obtidos pelos dois modelos de cálculos. Robalo. a influência da rigidez à torção da laje bem como as teorias consideradas na análise das lajes nos resultados dos esforços na laje. Mais especificamente pretende-se:  Analisar uma laje vigada recorrendo ao uso das tabelas e a um programa de elementos finitos de modo a comparar os esforços e a quantidade de armadura longitudinal obtidos pelos dois modelos de cálculos.2 Objectivos e Metodologia O objectivo principal desta dissertação é realizar um estudo comparativo entre vários modelos de análise de uma estrutura de betão armado. julga-se que esta dissertação pode. Keila S. Pretende-se. dois conjuntos de pórticos em direcções ortogonais. a realização do segundo objectivo foram desenvolvidos dois modelos. variando a sua rigidez à torção e o tipo de laje (laje Kirchhoff e laje de Reissner-Mindlin) e ainda modelou-se também o pavimento como um todo. 1. Estas diferenças poderão advir das hipóteses de cálculos por eles admitidas. Para que estes objectivos sejam atingidos. a inércia à torção das lajes e das vigas de apoios e a inércia à flexão das vigas de apoios. Dessa forma. Neste documento é apresentada e sistematizada informação que permite compreender melhor as razões dessas diferenças.  Analisar uma estrutura espacial porticada considerando modelação plana e modelação tridimensional com e sem laje de modo a avaliar o seu efeito nos esforços das vigas. melhorar a sensibilidade dos jovens engenheiros para os problemas da modelação estrutural e ser uma base de reflexão sobre os possíveis “riscos” inerentes à utilização dos programas de cálculo. ainda. 12 . com os seguintes passos:  Realização de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema de modo a actualizar os conhecimentos.

No Capítulo 2 é apresentada a arquitectura do edifício que serviu de base à concepção da estrutura que é analisada ao longo deste trabalho. No Capítulo 1 é feita uma introdução à análise estrutural de edifícios de betão armado. como da quantidade de armaduras longitudinais. Neste capítulo é também avaliada a influência de certos parâmetros possíveis de considerar na modelação estrutural nos resultados dos esforços nas lajes.  No anexo II apresentam-se os pormenores de cálculos das lajes fungiformes através do método dos pórticos equivalentes. as mesmas hipóteses de cálculo de modo a minimizar as diferenças. Nestas modelações manteve-se. sempre que possível. obtidos para os diferentes tipos de modelações estruturais. É analisado um pavimento tomado como exemplo recorrendo aos dois métodos de cálculos e posteriormente é realizada uma análise comparativa dos resultados dos esforços.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado INTRODUÇÃO 1. Ao longo do Capítulo 5 é realizada uma análise linear elástica da estrutura porticada considerando três tipos de modelação geométrica: plana. No Capítulo 3 é realizada uma análise comparativa entre os resultados dos esforços e das armaduras de uma laje vigada de betão armado obtidos pelo modelo das tabelas de Barés com os obtidos recorrendo ao método dos elementos finitos através do programa Sap2000. No Capítulo 4 estudam-se dois métodos de análise das lajes fungiformes. Robalo. tridimensional sem laje e tridimensional com laje. Realizou-se uma análise crítica dos resultados tanto ao nível de esforços. No Capítulo 6 apresentam-se as conclusões que se julguem relevantes bem como propostas para os desenvolvimentos futuros. A dissertação é ainda composta por três anexos:  O Anexo I é o complemento do Capítulo 3.3 Organização da tese Esta dissertação é composta por seis capítulos e três anexos. Keila S. onde estão descritos detalhadamente os cálculos efectuados através das tabelas de Barés. o método dos pórticos equivalentes e o método dos elementos finitos. Os três modelos são idealizados e analisados no programa Sap2000. G.  No Anexo III apresentam-se os carregamentos utilizados na modelação dos pórticos. são apresentados os objectivos e descrito resumidamente o modo como a dissertação está organizada. 13 .

sismo e vento (a intensidade destas acções depende da localização do edifício). vigas e pilares houve algumas dificuldades porque tentou-se minimizar o conflito entre a estrutura e o projecto arquitectónico. Para o mesmo edifício considerou-se uma outra estrutura composta apenas por lajes e pilares. Usou-se uma arquitectura real para demonstrar que a estrutura em estudo poderia ser real.CAPÍTULO II 2. não foram realizadas comparações entre as duas estruturas. Deste modo refere-se que a posição dos pilares definida para os pisos de habitação não poderia ser mantida para o piso destinado ao estacionamento. Portanto.1 – Projecto arquitectónico e projecto estrutural. vigas e pilares. apesar de que esta informação não é relevante para este estudo. L5 em estudo tem um piso para Para além dos pisos destinados à habitação. o edifício estacionamento o que condiciona ainda mais a disposição dos pilares. Isto significa que a solução estrutural real para Consola4 Keila S.9. quatro pavimentos-tipo e cobertura. A localização do edifício em questão é Coimbra. rés-do-chão. Considerando os objectivos do trabalho optou-se por ignorar as condicionantes arquitectónicas do piso de estacionamento. vigas e pilares) e todas as condicionantes arquitectónicas. G Robalo. Consola1 L1 Consola2 L2 Consola3 L3 Figura 2. O edifício foi analisado considerando uma estrutura constituída por lajes. DESCRIÇÃO DO EDIFÍCIO A ANALISAR A concepção da estrutura que serve de base ao trabalho desenvolvido resultou da consideração da arquitectura de um edifício de habitação multifamiliar com as seguintes características: dois apartamentos por piso e é composto por cave. No presente trabalho L7 L4 L6 não foi possível compatibilizar a solução estrutural (com lajes.2 a 2. Consola5 14 . Na concepção da estrutura constituída por lajes. uma vez que nas análises realizadas não se considerou o efeito das acções horizontais. Na figura seguinte apresenta-se um caso em que a posição dos pilares influenciou a posição da viga e esta por sua vez condicionou o aspecto estético do edifício (como não existem paredes nesta zona não foi possível “disfarçar” a referida viga). A arquitectura do edifício é apresentada nas Figuras 2. É de referir que a adopção das duas soluções estruturais tem como pressuposto avaliar os métodos de cálculo utilizados em cada uma delas.

15 .2 – Planta do piso 0. G. Figura 2. Keila S. Robalo.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado DESCRIÇÃO DO EDIFICIO A ANALISAR este edifício passaria por lajes fungiformes (maior liberdade para a posição dos pilares) ou então por uma ligeira alteração do projecto de arquitectura.

3 – Planta dos pisos 1. G. 16 . Robalo. Keila S. 2.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado DESCRIÇÃO DO EDIFICIO A ANALISAR Figura 2. 3 e 4.

G.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado DESCRIÇÃO DO EDIFICIO A ANALISAR Figura 2. Robalo.4 – Cobertura. Keila S. 17 .

Robalo. 18 . G.5 – Casa das máquinas. Keila S.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado DESCRIÇÃO DO EDIFICIO A ANALISAR Figura 2.

19 . Keila S. G.6 – Alçado principal. Robalo.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado DESCRIÇÃO DO EDIFICIO A ANALISAR Figura 2.7 – Alçado posterior. Figura 2.

G. Robalo. Keila S.8 – Alçado posterior esquerdo.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado DESCRIÇÃO DO EDIFICIO A ANALISAR Figura 2. 20 .

No que se refere à análise de esforços na laje. só são possíveis de ser analisadas através da resolução de uma equação diferencial que rege o comportamento da laje. ANÁLISE ESTRUTURAL DAS LAJES VIGADAS DE BETÃO ARMADO Uma laje é um elemento cuja dimensão mínima no seu plano não é inferior a cinco vezes a sua espessura total (EC2-1-1). 2007): i. homogéneo e obedece a lei de Hooke. isto é: Keila S. As lajes armadas numa direcção são analisadas de forma análoga à análise das vigas. por apresentarem comportamentos mais complexos. No plano médio. os deslocamentos verticais de todos os pontos de uma secção transversal são pequenos quando comparados com a espessura da laje. à constituição. equação de Lagrange. Os pontos sobre rectas normais ao plano médio antes da deformação permanecem sobre rectas também perpendiculares ao referido plano médio depois da deformação. iii. No plano médio. esta classificação depende da relação entre a espessura e o vão de cálculo). o A espessura da laje é pequena comparada com as restantes dimensões. G Robalo. não existem deslocamentos laterais. ou seja. modelos que para a sua aplicação são admitidas as seguintes hipóteses (Grupo de Análise de Estruturas. 21 . usando equações da estática se são isostáticas ou mediante as equações da estática e as equações de compatibilidade de deformações se são hiperestáticas.  Quanto ao comportamento da laje são admitidas: o As hipóteses baseadas na teoria de Kirchhoff ou então na teoria de ReissnerMindlin. nomeadamente quanto ao tipo de apoio. As lajes armadas nas duas direcções. Neste trabalho é dado mais ênfase à análise das lajes vigadas de betão armado por modelos baseados na teoria de elasticidade. ao processo de fabrico. Para a avaliação do comportamento das lajes de Kirchhoff admite-se que (Castro.CAPÍTULO III 3. 2005):  Relativamente ao material e à forma da laje: o O material é perfeitamente elástico. as lajes classificam-se como armadas numa direcção ou armadas em duas direcções. Relativamente ao modo de flexão. ao modo de flexão dominante e quanto à sua espessura (lajes finas ou espessas. Esta equação pode ser resolvida recorrendo aos métodos que baseiam na teoria de elasticidade ou métodos que baseiam na teoria de plasticidade (métodos estático e método cinemático). ii. pois a classificação da laje de acordo com o modo de flexão dominante permite ter a ideia do modelo de cálculo a adoptar e a classificação quanto à sua espessura dá informações ao utilizador quanto à formulação mais adequada para analisar a laje em causa. as duas últimas classificações têm maior relevância. isótropo. podendo classificar-se sob diversos pontos de vista.

1) (3. 1 Há autores que consideram que as lajes finas são aquelas cuja relação espessura/menor vão é ≤1/5. (3. Das Lajes vigadas De Bet. teoria de Mindlin (Castro.2)  Rotação do eixo do plano médio (componente de flexão).2 – Deformação da secção transversal de uma laje. iv. Normalmente a escolha de uma destas teorias depende da classificação das lajes de acordo com a relação entre a espessura (h) e o menor vão da laje (L).05L as lajes são finas 1 (Castro. Arm. excepto a hipótese iii). considerando-se que para h ≥ 0.1– Definição das rotações segundo Kirchhoff (Castro. depois da deformação.y)).1L as lajes são espessas e para h ≤ 0. As tensões normais à superfície médias são desprezíveis em relação às demais tensões. 2007).3) (3. (3. devido à deformação por corte (Castro. A teoria de lajes de Reissner pressupõe as mesmas hipóteses definidas pela teoria de Kirchhoff. 2007). 2007). Estrut. Rectas normais ao plano médio permanecem rectas mas não necessariamente perpendiculares ao plano médio. 22 .4)  Rotação correspondente à deformação por esforço transverso.Anál. G. A deformação por esforço transverso é ignorada e o estado de deformação é descrito unicamente pelo deslocamento vertical da laje (w (x. Figura 3. Robalo. alterando-se para: iii. CAPÍTULO III Figura 3. enquanto que as lajes espessas são lajes cuja relação espessura/menor vão é ≥1/5. Keila S. Para modelar o mais correctamente possível o comportamento da laje é importante saber qual das teorias referidas anteriormente deve ser a adoptada na sua modelação. 2007).

enquanto que a utilização da teoria de Reissner-Mindlin é aconselhável sempre que a espessura da laje ultrapassar os limites que a permitem classificar como laje fina. CAPÍTULO III A teoria clássica de Kirchhoff é aplicada na análise linear das lajes finas. O outro método é o dos elementos finitos. Estrut. tornando muito pequenos (ou mesmo nulos) os valores calculados para o campo de deslocamentos. Pois um “bom” elemento de Reissner-Mindlin deve conseguir recuperar os resultados fornecidos pela teoria de Kirchhoff quando a espessura da laje começa a diminuir. a partir dos quais são estimadas as armaduras de acordo com o EC2-1-1.Anál. onde os esforços são determinados considerando a interdependência das várias lajes. 23 . No presente capítulo procura-se abordar. Arm. esta teoria interpreta suficientemente bem o comportamento dessas lajes. porém objectiva. dois métodos de análise das lajes vigadas. o que faz com que a influência desta última tenda a “desaparecer”. Não esquecendo de realçar que embora esta afirmação seja verdadeira em muitos dos casos. tanto ao nível dos esforços como das armaduras. Finalmente são analisados e comparados os resultados. O cálculo simplificado é desenvolvido recorrendo às tabelas de Barés e Czerny e o método dos elementos finitos através da utilização do SAP2000. Para além do tipo da laje. Posteriormente são aplicados os dois modelos na análise da mesma laje. Depois são apresentados os resultados obtidos em cada um dos modelos. Robalo. quando o deslocamento transversal máximo é inferior a aproximadamente 1/5 da espessura é aconselhável adoptar a teoria de Kirchhoff para a análise do comportamento da laje. G. (Castro 2007). 2005). Este fenómeno pode conduzir a uma solução incorrecta ou impossível. mesmo em situações para as quais se pode deixar de considerar a laje como espessa. a análise de lajes baseado na teoria de Reissner-Mindlin é a mais utilizada. Um método de análise simplificado no qual recorre-se às tabelas para calcular os esforços e as lajes são admitidas como isoladas. Para solucionar essa situação normalmente é aplicada a técnica de integração reduzida que consiste na integração numérica da matriz de rigidez do elemento reduzindo os pontos de Integração de Gauss Legendre. Keila S. 2 Locking é um fenómeno que surge porque na definição dos elementos da matriz de rigidez há coeficientes que têm parcelas que vêm multiplicadas por h3 (parcela de flexão) e parcelas que vêm multiplicadas apenas por h (parcela de corte). com o intuito de mostrar as suas particularidades. Quando a espessura da laje começa a diminuir. Segundo eles. que é saber quais as diferenças entre os resultados dos esforços e das armaduras numa laje vigada de betão armado obtidos a partir da aplicação do modelo das tabelas com os obtidos através do método dos elementos finitos. a parcela de corte começa a predominar sobre a parcela de flexão. há situações em que a diminuição da espessura da laje pode conduzir ao fenómeno designado por locking2. sem grandes aprofundamentos teóricos. servindo como orientação resumida. no campo da teoria da elasticidade. Das Lajes vigadas De Bet. há outro parâmetro que também condiciona a escolha da teoria a adoptar para a análise da laje que é o valor do deslocamento transversal. Para atingir o objectivo pretendido. (Grupo de Análise de Estruturas. Segundo Castro (2007). pois segundo Duarte (1998). primeiro procede-se à sintetização dos princípios de análise de cada um dos modelos.

G. ou seja ν =0. o cálculo dos esforços elásticos para o estado limite últimos deve ser efectuado admitindo secções fendilhadas.75kN/m2 e as sobrecargas (q) com valor igual a 2kN/m2.Anál. as de Czerny. Portanto.15. Das Lajes vigadas De Bet. por isso os valores obtidos são aproximados. as condições que levem a soluções exactas da equação que rege o comportamento das lajes. (ver detalhe de cálculos no Anexo I). Neste estudo são utilizadas as tabelas de Barés e também as de Czerny adaptadas pelo Rocha. 2005 e Montoya et tal. as lajes vigadas são modeladas desprezando a flexibilidade e a rigidez à torção das vigas. no que se refere às dimensões e rigidez dos mesmos. de carregamento e do contorno correntes. Foi adoptado um aço A400NR e um betão da classe C25/30 cujas propriedades mecânicas de interesse para o presente estudo são: resistência característica à compressão f ck =25MPa. as de Szilard e as tabelas de Rocha (Rocha. mas por outro lado não simulam o comportamento real da laje. adoptouse esse parâmetro igual a 0. Duarte. nos bordos contínuos é realizado o equilíbrio dos esforços e a consequente redistribuição de momentos no vão de cada laje. com condições de apoio simples.1 Aplicação do modelo O piso tipo sujeito à análise está apresentado na Figura 3.15. ou seja.3. Arm. Essas tabelas limitam-se a condições de geometria. Esse método sustenta-se sobre pressupostos de que não há interacção entre as lajes e os demais elementos da estrutura (vigas e pilares). 2000). Robalo. Estrut. Keila S. Para a análise considerou-se que todas as lajes têm a mesma espessura cujo valor é 21cm e que estão apoiadas nas vigas com secção 50cmx30cm. entre os quais. porém como não foi encontrada tabelas com ν=0. o módulo de elasticidade Ec=31GPa e o coeficiente de Poisson ν=0. incluindo as cargas das paredes divisórias e sobrecargas de utilização. 3.1 Análise de lajes vigadas de betão armado recorrendo às tabelas Antes do uso efectivo de programas computacionais para o cálculo de lajes em projectos de edifícios. foram elaboradas várias tabelas para o cálculo de esforços nas lajes como as tabelas de Barés. a maioria dos casos eram solucionados usando métodos aproximados. admitindo as hipóteses de Kirchhoff. 1976. A modelação das lajes recorrendo a essas tabelas é feita assumindo simplificações que visam facilitar o cálculo dos esforços. CAPÍTULO III 3. as de Montoya. pode-se destacar o método de Marcus (Bernal. e posteriormente. 2000). Segundo EC2-1-1.1. porém estas últimas são aplicadas apenas no caso da avaliação dos momentos positivos após o equilíbrio de momentos negativos nos apoios de continuidade. As lajes são também analisadas isoladamente. encastrados ou livres. As acções consideradas foram as acções permanentes (g) com valor igual a 8. Todo o carregamento actuante na laje. 24 . é admitido como uniforme sobre toda a superfície do painel. As cargas a considerar no cálculo de esforços foram determinadas através da aplicação da combinação fundamental. Com base no método das diferenças finitas. 1998 e Montoya et al.

5m Ly = 5. sendo que os das restantes lajes encontram-se no Anexo I.3 – Planta estrutural do piso tipo. Keila S. Definição do modelo estrutural para o cálculo da laje L1 Classificação da laje L1: Lx = 6. Das Lajes vigadas De Bet. CAPÍTULO III São apresentados apenas os pormenores de cálculos e os resultados relativos à laje L1. G. 25 . Robalo. Arm.5m =1.18 laje armada em duas direcções O bordo adjacente à consola foi considerado como simplesmente apoiado. Estrut. Consola1 Consola2 L3 L2 L1 Consola3 L5 L4 L7 L6 Consola4 Consola5 Figura 3.Anál.

15 = 1.37k.5*q = 1.m/m Mys += 0. Keila S.68kN.1.0356 x Psd x b2 = 17.74kN.1.54kN.m/m Mxs+ = 0.1.= -0.0546 x Psd x a2 = -37.1.5*2=16.1.m/m = 1. Na Figura 3.5*g +1. 26 .30 kN.m/m 3.63 kN/m2  Psd2= 1.m/m  Mys+ = My1 + My2=18.76kN.m/m 3.18 Mxvs. Arm.3 Equilíbrio de momentos negativos nos apoios de continuidade Para fazer o equilíbrio de momentos negativos nos bordos de continuidade é necessário conhecer os momentos negativos nas lajes adjacentes à L1.21kN.0853 x Psd x b2 = -41.m/m My2= 0.4 apresentam-se os momentos negativos referentes às três lajes cujos pormenores de cálculos encontram-se no Anexo I.056 x Psd2 x b2 My2=2.0305 x Psd2 x a2 Mx2=1.m/m  Mxs += Mx1 +Mx2=13.62kN. CAPÍTULO III 3.Anál. Estrut.m/m Myvs.15 Mx2= 0. Robalo.50 kN/m2 Recorrendo à Tabela de Barés obteve-se:  Momento positivo máximo na direcção X Mx1= 0.75 + 1. Das Lajes vigadas De Bet.13kN/m2 Recorrendo à tabela de Barés obteve-se: μ = 0.0190 x Psd1 x a2 Mx1=11.m/m μ = 0.95kN.93kN.5*8.0356 x Psd1 x b2 My1=15.= -0.1.0190 x Psd x a2 = 12..18  Momento positivo máximo na direcção Y My1= 0. G.2 Cálculo dos momentos negativos Combinação das acções: Psd = 1.1 Cálculos dos momentos positivos Método de cálculo: Método de Marcus Combinação das acções:  Psd1= 14.

27 .m/m Myvs=0kN.21kN.m/m  Na continuidade das lajes L1 e L4 o momento equilíbrio é dado por: kN.m/m MB = Máx á kN.m/m MB= .Anál. Após o cálculo dos momentos negativos actuantes na laje L1 e nas lajes adjacentes é necessário fazer a compatibilização dos momentos flectores negativos.63kN.4 – Momentos na laje L1 e nas lajes adjacentes.m/m Keila S.02kN. Estrut.m/m Myvs=-16.m/m MB= Max á . Arm. Robalo.29.m/m L1 L2 Myvs=-41.m/m L4 Myvs=-47. G.77kN.64kN.m/m Figura 3. Das Lajes vigadas De Bet. CAPÍTULO III Consola 1 Myvs=-17.m/m MB= .62kN.77kN.47kN.m/m Myvs=-37.44.  Na continuidade das lajes L1 e L2 a seguinte compatibilização: kN.

com excepção do apoio onde há ajuste de momento negativo que deve ser considerado simplesmente apoiado (cx ou cy). Das Lajes vigadas De Bet.5x(Carga permanente + sobrecarga) Momento positivo após o equilíbrio do momento na direcção X bx) Situação após o equilíbrio do momento negativo na direcção X: Keila S. Arm. Sendo assim. visto que numa laje armada em duas direcções a alteração do momento negativo numa direcção afecta os momentos positivos nas duas direcções. Ajuste dos momentos positivos máximos através das interpolações dos esforços obtidos pelas tabelas O My+ e Mx+ podem ser calculados fazendo a interpolação dos esforços dados pelas tabelas representadas nas situações a).Anál. Robalo.1. G. 3. CAPÍTULO III  Na continuidade L1 e consola o momento de equilíbrio é igual ao momento da consola. b) e situação em que se considera uma laje com as mesmas condições de apoio.4 Ajuste do momento positivo máximo após o equilíbrio de momento negativo Na laje em estudo verifica-se que numa direcção o momento negativo do equilíbrio é menor que o momento negativo calculado inicialmente e na outra direcção acontece o contrário. 28 . a correcção deve ser feita tanto na direcção em que o momento aumentou como na outra. Estrut.1. Laje 1 b) Situação após o equilíbrio do momento a) Situação inicial negativo nas duas direcções Psd = 1.

02 Mxvs = -37.0189*16.37 = 0. Myvs= -41.m/m Por interpolação dos esforços dados pelas tabelas representadas nas situações a).13 kN/m2) Tabela de Barés: ν= 0.37= 0.18 Keila S.52=12.77→Mx1s=? ↔ Mx1s = 12.63→ My2s = ? ↔ My2s = 17.m/m My+=0.22 kN.Anál.95 Myvs=0 → Mxs =+29.09 -17.09 ∆ My1s=18.59 29 .13*6.13*5.52=9.98 Mxvs = -29. Arm.15 Mx+=0.93 ∆ Mx1s=12.37 Mxvs = 0 →Mys = +20.93-12.5 x (g+q) =16.77→My1s =? ↔ My1s= 18.72 A redução do momento negativo na direcção X provocou um aumento de momento positivo na direcção y e uma diminuição na direcção X.15 Mx+ =0.44.88kN.63→Mx2s=? ↔ Mx2s=11.0430 x 6. Robalo.m/m Por interpolação dos esforços dados pelas tabelas representadas nas situações a).17.77 -12.95 = -0.96 .41.95= -1.13 x 5.22 Mxvs = .96 ∆ My2s=17.30 kN. b y) e cy) obteve-se My2+ e Mx 2+.21 →Mys=+17. G.95 Mxvs= 0 →Mxs = +12.37 Myvs =0 → Mys = + 9.13 kN/m2) Tabela de Barés: ν = 0.13 x 6.21→Mxs=+12.5*(g+q) =16. Das Lajes vigadas De Bet.52=20.0430*16.62→Mys = +17.98kN.52 =29. Momento positivo após o equilíbrio do momento na direcção Y by) Situação após o equilíbrio do momento negativo na direcção Y: Situação cy) Psd=1.44.62→Mxs= +12. Estrut.0189 x 16.77 ∆ Mx2s=11. Myvs = .30 Myvs= . CAPÍTULO III Situação cx) My+ e Mx+→ ?? Psd=1.88 Mxvs = -29.m/m My+=0. bx) e cx) obteve-se o Mx1s+ e o My1s+: Mxvs = -37.

30 .01)= -0.1776 Cálculo de My2+ e Mx2+ após o equilíbrio do momento no bordo menor (direcção X) ΔMx = Mx (situação após o equilíbrio) – Mx (situação inicial) ↔ ΔMx = -29. Robalo.3.01)= -0.62) =.3. 68kN.059 Os momentos de correcção dos momentos positivos nos vãos após o equilíbrio de momento na direcção Y: ΔMx1+= x x ΔMy = 0. Arm.44.138x (.63 .0. 72+0. G. Das Lajes vigadas De Bet.44 Keila S.059x (. ΔM igual à diferença entre o momento de equilíbrio e o momento calculado considerando a laje isolada: ΔMy = My (situação após o equilíbrio) . CAPÍTULO III O aumento do momento negativo na direcção Y provocou um aumento de momento positivo na direcção Y e uma diminuição na direcção X.01 De acordo com as condições de apoio.Czerny Cálculo de My1+ e Mx1+ após o equilíbrio do momento no bordo maior (direcção Y) Para corrigir os momentos positivos da laje entra-se com um momento no apoio.21) = 7.My (situação inicial) ↔ ΔMy = .4154 ΔMy1+= y x ΔMy = 0.3.18 =11.m/m My+ = My+ (situação inicial) + ∆ My1s + ∆ My2s = 17. 37 + 0. Determinadas as variações de momentos positivos nas duas direcções procedeu-se finalmente ao cálculo dos momentos positivos Mx+ e My+: Mx+ = Mx+ (situação inicial) + ∆ Mx1s + ∆ Mx2s= 12. 59 =18.77. logo: x = y = 0.138 y = x = 0.95 .m/m Ajuste do momento positivo máximo através das tabelas de F.Anál.1.75kN.02 . o tipo de laje em análise corresponde ao caso 3 e atendendo à sua configuração e a da laje na tabela verifica-se que é necessário rodar a laje 90o.(-41.(-37. Estrut.

0. após o equilíbrio dos momentos negativos nos dois bordos são: Mx+= M+x (inicial calculado usando Psd=1.44) = -0.Anál. os momentos de correcção dos momentos nos vãos podem ser determinados da seguinte forma: 1.97kN.44) = 0. 6036 Assim. CAPÍTULO III = De acordo com as condições de apoio o tipo de laje em análise corresponde ao caso 3. Robalo.5 *(g+q)) + ΔMx+=12. G.024 x (7. Arm.7812 Os momentos de correcção dos momentos nos vãos após o equilíbrio de momento na direcção X e Y: ΔMx+= ΔMx1++ ΔMx2+= .95 + (-0. os momentos positivos finais.34kN.105 Os momentos de correcção dos momentos positivos nos vãos após o equilíbrio de momento na direcção X: ΔMx2+= x x ΔMy = .5* (g+q)) + ΔMy+=17.5940) =12.0. 1776 + 0.1786 ΔMy2+= y x ΔMy = 0. logo: x = -0.178)= -0.39kN.m/m (ver Anexo I).0.m/m My+= M+y (inicial calculado usando Psd=1.37+0. Determinação dos coeficientes de transmissão Keila S. Como o momento na consola tem um efeito favorável nos momentos positivos só se deve considerar o momento resultante das cargas permanentes cujo valor é -11. 7812=0.5940 ΔMy+= ΔMy1++ ΔMy2+= . 2. Estrut. M x+ e My+.105 x (7. Cálculo do momento sinusoidal (∆M) aplicado no bordo da laje adjacente à consola: . 31 .024 y = 0.6036 =17. Das Lajes vigadas De Bet. sendo o momento da consola.m/m Correcção dos momentos no vão devido ao momento da consola: Caso se pretenda ter em conta o efeito do momento da consola. xe y. 4154 + (-0.

23)=10. após o equilíbrio dos momentos negativos nos dois bordos. d) .m/m 17.4154+( -0. CAPÍTULO III O momento sinusoidal está aplicado no bordo maior. onde foi considerado o coeficiente de Poisson igual a 0. enquanto que as tabelas de Czerny foram elaboradas considerando tal parâmetro nulo (fase fendilhada).77 kN. 32 .75 kN.m/m Momentos de dimensionamento da laje L1 Quadro 3. Robalo.5* (Sop+Cp)) + ΔMy+=17.51 no bordo ΔMx3+ = x x ΔM = 0.m/m 17. My2máx-: bordo adjacente à consola. Keila S.24kN.Momentos obtidos através da aplicação do Método de Marcus.51)=-1.37+(-0. a) .m/m 12.64 ΔMy3+ = y x ΔM = 0. De acordo com os resultados obtidos pelos dois métodos de correcção dos momentos nos vãos constata-se que há uma pequena diferença. Das Lajes vigadas De Bet.68 kN.1– Momentos máximos na laje L1. o que já era de esperar.34 kN.1786)+ (-1.Momentos obtidos após o equilíbrio dos momentos nos apoios através da interpolação das tabelas de Barés. logo: x = y =0.68 kN.72kN.13)= 17.73 Os momentos de correcção dos momentos nos vãos após o equilíbrio de momento na direcção X e Y são dados através das seguintes expressões: ΔMx+= ΔMx1++ ΔMx2 +ΔMx3+= -0.050 3.15. G.73)=-0.23 ΔMy+= ΔMy1++ ΔMy2+ +ΔMx3+= -0.m/m Momentos positivos L1 Condições de cálculos a) b) c) d) Mxmáx+ 13.72kN.24kN. b) . De acordo com as condições de apoio o tipo de laje em análise corresponde ao caso 5 e atendendo à sua configuração e a da laje na tabela de Czerny verifica-se que é necessário rodar a laje 90o.Anál.050 x (-14.1776 + 0. Determinação do momento no vão quando aplicado um momento sinusoidal de valor igual a -14.13 Assim.60 kN.97 kN. após o equilíbrio dos momentos nos apoios.Momentos obtidos recorrendo às tabelas de Czerny adaptadas pelo Rocha.113 y = x = 0.Momentos obtidos tendo em conta o efeito do momento da consola. Mx + e My+.m/m 11.64) = -2.51)=-0.m/m Sendo que: My1máx-: bordo adjacente à L2.113x (-14.m/m My+=M+y (inicial calculado usando Psd=1.95 +(-2. são: Mx+=M+x (inicial calculado usando Psd=1.m/m 18.5* (g+q)) + ΔMx+= 12. pois o primeiro método é baseado nas interpolações de esforços dados pelas tabelas de Barés.7812+ (-0. os momentos positivos finais.m/m My1máx-44.m/m 10. Arm.30 kN.m/m My1máx+ 18. c) . Estrut. Momentos negativos Mxmáx-29. /m My2máx -19. 3 kN.

G.Anál.5x(Rev+Pp+Sob) = 1.Momentos positivos determinados pelo Método de Marcus Sendo assim: Mx+dim = 13. Robalo.25+5) = 17. pois o momento resultante do equilíbrio nesse bordo é maior que o momento obtido inicialmente.5+5. 33 .68→ momento calculado após o equilíbrio de momento negativo Momentos de dimensionamento (kN. CAPÍTULO III O momento positivo de dimensionamento é determinado da seguinte maneira: M+dim = máx . Sendo assim o comprimento da região com momento negativo é dado pela seguinte expressão: Determinação do comprimento da região com momento negativo no bordo adjacente à consola Psd1 = 1.m/m) na laje L1 Bordo adjacente à consola Diagrama dos momentos de dimensionamento da laje L1 Diagrama dos momentos de dimensionamento da laje L1 Bordo adjacente à consola Bordo adjacente a L4 comprimento região comnegativo momento negativo no bordo adjacente a L4deve deve ser O comprimento daOregião com da momento no bordo adjacente a L4 sercorrigido corrigido.Momentos positivos resultantes do equilíbrio de momentos negativos .63 KN/m2 Keila S. Estrut.5x(1.68→ momento calculado pelo método de Marcus My+dim = 18. Das Lajes vigadas De Bet. Arm.

Estrut.75 KN/m2 α = ???: a=6.5 ay ay = ax ax = ay = ax ↔(1-α) x = ↔α x ↔α = ↔α = ↔ α = 0.5 L1 b=5.Anál. Das Lajes vigadas De Bet.05 metros. Robalo. G.13 KN/m2 Psd3 = 1x(rev+Pp+Pd) = 1x(1.25+2) = 8. Keila S.66 19.5x(1. CAPÍTULO III Psd2 = 1. 34 .5+5.6kN. Arm.5x(Rev+Pp+Sob) = 1.m/m X Ao analisar esta estrutura no programa Sap2000 obteve-se o comprimento da região com momento negativo (X) igual a 1.5+5.25+2) = 14.

2009). espessura e forma irregulares. e ainda contempla de maneira mais precisa a interacção entre os elementos estruturais que compõem a estrutura. O Sap2000 permite a modelação das lajes com base na teoria de placas de Mindlin ou de Kirchhoff e com recurso ao elemento finito de casca de três ou quatro nós (Figura 3. Arm. O método de elementos finitos permite modelar lajes com diversas condições de carregamento. só há pouco tempo é que se tornou numa ferramenta corrente dos engenheiros devido à generalização dos meios informáticos. Das Lajes vigadas De Bet. superfície e de volume. Keila S. Hoje encontram-se no mercado vários programas de cálculos de estrutura baseados nessa metodologia. 35 . considerando todos os elementos que constituem a estrutura. apesar de ter sido descoberto há algumas décadas. Essas soluções. CAPÍTULO III 3. entre as quais cita-se o método dos elementos finitos. como já foi dito anteriormente. das cargas a serem consideradas e do seu comportamento estrutural. Figura 3.Anál. Esse método. Este programa permite efectuar modelações planas e tridimensionais. Neste documento o programa utilizado para a aplicação deste método é o SAP2000. de contornos e de geometria simples que levem a soluções exactas. lajes com presença de aberturas e com variadas condições de contorno.5). Estrut.2 Análise de lajes maciças vigadas pelo método dos elementos finitos A determinação dos esforços numa laje tem sido feita através de modelos elásticos que se baseiam na solução da equação diferencial que rege o comportamento de uma placa. G. Esses elementos são modelados por elementos finitos lineares. limitam-se às lajes com condições de carregamento. Para tentar superar tais limitações recorreu-se a outras técnicas mais sofisticadas.5 – Elementos finitos de casca de quatro e três nós. Robalo. A escolha do elemento mais adequado depende principalmente da geometria da estrutura a analisar. respectivamente (SAP2000 Basic Analysis Reference Manual.

G. considerou-se as condições descritas mais a frente. Neste caso considerou-se os elementos finitos de barra para a modelação das vigas e os elementos finitos de casca de quatro nós na modelação das lajes. Robalo. mas são apresentados apenas os resultados referentes à laje L1.2. com o objectivo de avaliar a diferença nos resultados obtidos pelas duas formulações.2. Para os apoios contínuos (vigas). Estrut.1. e nos apoios pontuais (pilares) foram restringidas todas as translações.Anál. 3.5mx0. Das Lajes vigadas De Bet.2.6 – Discretização e condiçoes de apoios do pavimento em estudo.2 Formulação do modelo Numa primeira fase a modelação das lajes foi feita com base na teoria de Reissner-Mindlin. Os dados relativos às propriedades mecânicas dos elementos são os mesmos. Keila S. que consiste na análise do pavimento que já tinha sido analisado pelo modelo das tabelas (Figura 3. 3.3).2.1. o mesmo pavimento foi modelado com a formulação de Kirchhoff. Arm.5m e as vigas foram discretizadas nos pontos de intersecções com as malhas da laje. CAPÍTULO III 3. As lajes foram discretizadas considerando uma malha de 0. 36 . considerando portanto a deformação de corte.1 Modelação geométrica e condições de apoios A geometria da laje em análise foi definida através do modelo preliminar “Grid only” e posteriormente foi aperfeiçoada com modelos que descrevem o comportamento de cada um dos elementos constituintes da estrutura em análise. Figura 3.1 Aplicação do modelo para análise global da laje Apresenta-se em seguida um exemplo de aplicação do método dos elementos finitos através do programa Sap2000 versão 14. A análise é global. Posteriormente.

Modelo A: 1.1 Considerar a laje com rigidez torsional. 2. Tendo em conta a deformação “real” das vigas (sem alteração da rigidez à flexão e à torção): 1.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. Neste estudo também foi analisado o efeito da flexibilidade das vigas de apoio no comportamento das lajes. depois admitiu-se que esta é infinitamente rígida e finalmente considerou-se a hipótese de que a flexibilidade da viga é reduzida para metade. Arm. Os pavimentos de edifícios reais têm lajes apoiadas em vigas que são flexíveis.1 Considerar a laje com rigidez torsional. Para além dos parâmetros indicados realizou-se também a modelação da laje tendo em conta a influência da sua rigidez à torção. Das Lajes vigadas De Bet. 3. 3. 1.1 Considerar a laje com rigidez torsional.5: 3. Na análise das lajes usando as tabelas correntes supõe-se que os apoios são indeformáveis.Modelo C: 3 4 Considera deformação de corte (teoria idêntica à teoria de Reissner-Mindlin para as lajes).1Considerar a laje com rigidez torsional. Considerando vigas com rigidez de flexão infinita: 2.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. 3. CAPÍTULO III As vigas foram formuladas com base na teoria de Timoshenko3 e posteriormente considerouse mais um modelo com o mesmo pavimento.1 Considerar a laje com rigidez torsional.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. o pavimento em estudo foi analisado baseado nas seguintes hipóteses de cálculo: a) Modelação com base na teoria de Reissner-Mindlin e de Timoshenko . Keila S. Ignora a deformação de corte (teoria idêntica à teoria de Kirchhoff para as lajes). Considerando vigas com rigidez de flexão igual a 0.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. c) Modelação com base na formulação de Kirchhoff e de Navier-Bernoulli . 3. Sendo assim. 2. Primeiro realizou-se uma formulação em que se considerou a viga com a sua deformação real. b) Modelação com base na formulação de Kirchhoff e de Timoshenko . 37 .1 Considerar a laje com rigidez torsional. Considerando vigas com rigidez de flexão igual a 0. G. mas considerando que está apoiado sobre vigas modeladas com base na teoria de Navier-Bernoulli4. Para avaliar a influência da flexibilidade das vigas nos resultados dos esforços nas lajes foi realizado um estudo admitindo a variação da sua inércia à flexão.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. Tendo em conta a deformação “real” das vigas (sem alteração da rigidez à flexão e à torção): 1. 2. Robalo. Considerando vigas com rigidez infinita: 2.Modelo B: 1.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. Estrut.5: 3. 2. Com a última hipótese pretendeu-se simular a perda de rigidez devido à fendilhação das vigas (por flexão e por torção). 1.Anál.

2 2.53 Carregamento2 -31.m/m C. L5.2.1 Considerar a laje com rigidez torsional. Consola 4 e 5.1Considerar a laje com rigidez torsional.1 2.72 Carregamento1 -23.01 Carregamento1 23.car kN.46 Carregamento1 18. Considerando vigas com rigidez de flexão igual a 0.m/m C. Robalo.08 Carregamento2 -56. L3.  Carregamento 2: corresponde a aplicação da sobrecarga apenas nas lajes L1. A atribuição das propriedades dos elementos foi feita de acordo com as formulações apresentadas acima não esquecendo de realçar que a laje foi modelada tendo em conta os princípios de análise elástica linear considerando que o betão é um material isotrópico.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. L2 e L4 e Consola 1.1 Modelo A 1. 1.m/m C.40 Carregamento2 -75. 3.car kN. 3. 3.m/m C.3 Cargas actuantes e carregamento a considerar na modelação O pavimento a modelar foi sujeito as mesmas cargas consideradas no modelo anterior e foi feita também a alternância da sobrecarga.Tendo em conta a deformação “real” das vigas (sem alteração da rigidez à flexão e À torção): 1.5: 3.2 – Momentos máximos na laje L1 obtidos com base na formulação de ReissnerMindlin/ Timoshenko. Das Lajes vigadas De Bet.06 Carregamento2 50. em que para a determinação de esforços máximos na laje L1 foram simuladas as seguintes condições de carregamento.32 Carregamento2 -20.car + 36.21 Carregamento3 16. CAPÍTULO III 1. Estrut. 3.03 Carregamento2 -63.1. G. 2.61 Carregamento3 39.car:  Carregamento 1: corresponde à actuação da sobrecarga apenas nas seguintes lajes: L1.72 Carregamento2 38 . Quadro 3. kN.car C.2 3.32 Carregamento1 -59.2.2 Considerar a laje sem rigidez torsional. mais adiante designado por C.19 Carregamento2 13.1 Considerar a laje com rigidez torsional.  Carregamento 3: corresponde ao carregamento total (g+q) do pavimento. Arm.m/m C.49 Carregamento2 -37.4 estão apresentados os momentos flectores máximos obtidos na laje L1 para as diferentes condições de cálculos referidas anteriormente.car kN.57 Carregamento1 -67.1.41 Carregamento1 21.2 Keila S.2 Considerar a laje sem rigidez torsional.3 e 3.78 Carregamento1 17.91 Carregamento2 -88.2.14 Carregamento2 18.96 Carregamento2 -79.1 3.car C.93 Carregamento2 Mx máx - Mymáx + My máx - -51.car kN.24 Carregamento1 23.76 Carregamento1 46. Nos Quadros 3.Anál. Momentos Mxmáx 1. 2. 3. Considerando vigas com rigidez infinita: 2.4 Apresentação dos resultados dos momentos flectores nas lajes Concluída a análise da estrutura ficou-se a conhecer os valores dos momentos flectores nas lajes.

4 mostram que existem algumas discrepâncias entre os modelos.1 3. com uma diferença de aproximadamente 13% do Modelo A. Da análise aos momentos obtidos pelo Modelo A e B nota-se que a maior diferença surge no cálculo dos momentos positivos na direcção X.49 Carregamento1 23.46 18.1.89 -31.1 e 26% para a condição de cálculo 2.35 Carregamento2 Carregamento2 Carregamento1 Carregamento2 28.85 -98. CAPÍTULO III Quadro 3.80 -43.m/m C.31 Carregamento3 Carregamento2 Carregamento1 Carregamento2 39. do Modelo A.4 – Momentos máximos na laje L1 obtidos com base na formulação de Kirchhoff/Navier.14 Carregamento2 -22.3 – Momentos máximos na laje L1 obtidos com base na formulação de Kirchhoff/ Timoshenko Mxmáx 1.73 Carregamento2 -56.01 -55.m/m 50.car Carregamento1 kN.2.09 Carregamento1 20.1 e 3.car C.71 Carregamento1 -25.1 Modelo B 1. Para as condições de cálculos 1.88 Carregamento2 18.5 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da teoria utilizada na modelação das lajes Os resultados apresentados nos Quadros 3.81 18.93 -58.1 2.1.2 2.Anál. Em relação ao momento negativo nota-se que na direcção X.car kN.car Carregamento2 kN.29 Carregamento1 16.m/m 15.m/m Carregamento2 kN. 3. distinguindo cerca de 36% para a condição de cálculo 2. 3.18 Carregamento2 -44.1 3.68 C. Das Lajes vigadas De Bet.26 Carregamento1 18.2 3.m/m C.16 C.2 3.2 constata-se que as diferenças entre Keila S. onde o Modelo B lidera com uma diferença máxima de aproximadamente 56% do Modelo A.car Momentos Mx máx Mymáx + My máx - -56.car kN.m/m C.2.59 Carregamento2 Carregamento2 Carregamento1 Carregamento2 46.41 Carregamento2 C. cerca de 3%.91 C.car kN.38 Carregamento2 -77.84 Carregamento2 Carregamento2 Carregamento1 Carregamento2 29. Robalo.49 Carregamento2 C. o valor máximo é também dado pelo Modelo B.m/m 10.59 -70.car Carregamento1 C.78 22.car 45.35 -76.69 Carregamento2 -79.car Carregamento3 kN.1 o Modelo A resulta momento negativo superior ao Modelo B. 39 .95 23.1 e 2. 1.24 Carregamento2 23.26 Carregamento2 Carregamento2 Carregamento1 Carregamento2 Quadro 3.2 2.37 -112.2.24 20.43 Carregamento2 -38. Estrut. Na direcção Y verifica-se que para a condição de cálculo 2. Já na direcção Y o momento máximo positivo é dado pelo Modelo A com diferença pouco significativa em relação ao Modelo B.1 2.2.car + Momentos flectores Mx máx Mymáx + My máx - 37.54 Carregamento2 3.car kN.2. G. para as condições de cálculos 2.78 -79.m/m 35. Arm.96 Carregamento2 Carregamento2 Carregamento1 Carregamento2 51.01 Carregamento1 -89.2 kN.2 kN.m/m C.37 16.50 -37.47 Carregamento1 -70.24 -83.m/m 38.1 Modelo C 1.70 Carregamento2 -60.2 na mesma direcção o momento máximo negativo é dado pelo Modelo B.Bernoulli Mxmáx + 1.car C.48 C. com uma diferença máxima de aproximadamente 16%. Para a condição de cálculo 2.3 e 3.69 Carregamento1 -51.79 -32.

91 (%) -47% 35% Nas figuras que se seguem apresentam-se também as diferenças nos diagramas dos momentos flectores dados pelas condições de cálculos 1. 3. o Modelo A fornece valores superiores.1 e 1. CAPÍTULO III os momentos são pouco significativas.2.03 -31. Para as restantes condições de cálculos as diferenças entre os momentos positivos são inferiores a 10%. para a condição de cálculo 3. apoios infinitamente rígidos e apoios com a flexibilidade reduzida a metade. Desta análise comparativa verificou-se as diferenças apresentadas no Quadro 3.01 21. sendo que a máxima diferença é de 19%. que corresponde à diferença entre os momentos positivos dados pela condição de cálculo 2. Ao comparar os resultados dos momentos flectores dados pelo Modelo A (Quadro 3. Arm.1 2. Relativamente às restantes formulações.2 a diferença é de 15%.2 as diferenças são de 12% e de 11%. Para as condições 1. Quadro 3.46 17.72 -67. Keila S.2.5.4 constata-se o contrário.2). 3.4) nota-se que.1. Na direcção Y constata-se que para as condições de cálculos 3 as diferenças entre os modelos também são pouco significativas (máximo de 1%.m/m) Modelo A 1. Para a formulação 2.40 (%) -59% 32% Mymáx + 18. enquanto que para as condições 2. 3. Em relação aos momentos negativos nota-se que na direcção X. de acordo com os valores apresentados nos Quadros 3.1 a diferença é de 16% e para 2.1 3.1 e 2.2. porém. Na direcção Y as diferenças entre os modelos para a formulação 2.1 e as restantes condições de cálculos (2. verificada nos momentos positivos na direcção X obtidos na formulação 2. Das Lajes vigadas De Bet. com valor de 30%. as diferenças entre os dois modelos são pouco significativas. respectivamente.49 -79.1 e 3.1 1. 40 . comparando os resultados dos momentos flectores dados pelo Modelo B com os dados pelo Modelo C constata-se que a maior diferença registada é de 64%. 3.1 e 3. com valor máximo de 33%.61 13.1) Momentos (kN. É de referir que é nesse modelo e na mesma direcção que se verifica a maior diferença entre os momentos negativos.2 (Modelo A). Por último.1. com excepção dos momentos negativos na direcção Y.06 (%) -64% 26% Mx máx -51. as diferenças significativas verificam-se apenas nos cálculos dos momentos negativos na direcção Y.24 (%) -8% 15% Mymáx -59. com diferenças entre 19% e 24%.2) com os dados pelo Modelo C (Quadro 3.21 46.3 e 3. pois a máxima é de 2%.1 Mxmáx + 36. que correspondem respectivamente aos apoios com flexibilidade “real” (sem alteração da rigidez à flexão).1 e 3.1 são insignificantes. Estrut.1.1.6 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da rigidez à flexão das vigas de apoios No cálculo dos esforços das lajes maciças vigadas pelo método tradicional admite-se que a flexibilidade das vigas de apoio não influencia o valor dos esforços actuantes. Examina-se por exemplo os momentos do Quadro 3.1. onde os momentos dados pelo Modelo B são superiores aos dados pelo Modelo A. G. 1. 2.08 -20.1.Anál. Robalo.2 confirma-se a mesma tendência. para as condições de cálculos 1. relativamente aos momentos positivos.1.2.5 – Diferença entre os momentos obtidos considerando as condições de cálculos 1.

respectivamente. Os momentos apresentados nos Quadros 3. Arm. Ao analisar. quando não é considerada a rigidez à torção da laje (2.2. o momento flector máximo positivo na direcção X é de 13.m/m.1. Robalo. o que justifica os valores superiores dos momentos flectores nestas situações. Das Lajes vigadas De Bet.1). sendo que esse valor aumenta cerca de 21%. 41 . G. Perante as diferenças entre os modelos apresentados pode-se concluir que quanto mais flexível forem as vigas.2 (Modelo A) e 3. 3.4 (Modelo C) mostram exactamente isso. maiores são os momentos flectores nas lajes e que é importante considerar as vigas de apoios com a sua rigidez real uma vez que este parâmetro influência bastante os momentos nas lajes. todo o carregamento da laje é equilibrado pela flexão. por exemplo.21kN. 3. Estrut. constata-se que ao considerar na referida modelação laje com rigidez à torção (2.Anál. CAPÍTULO III Figura 3. a situação de cálculo 2 do Modelo A.7 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da rigidez à torção da laje Nas modelações em que não é tida em conta a rigidez de torção da laje.2).1.1.1 e 2.7 – Diagramas de momentos flectores para as condições de cálculos 1. Em relação Keila S.

1 é superior ao dado pela condição de cálculo 1.36 21. situações 1 e 3.17 14.89 16. com valor de 9% na situação 1 e 10% na situação 3.5 15.22 -64. sendo que no primeiro modelo.83 -64. tanto positivo como negativo. G.3.5 12.21 -43. onde se variou apenas a rigidez de torção das vigas de apoios.89 21. para cada uma das condições de cálculo referidas foram considerados quatro modelos.60 -51.1.32 14.2) Laje com torção (2. Até agora todos os modelos de cálculo apresentados consideram as vigas com a sua rigidez à torção real.2.95 -75.78 -20. nota-se que há situações em que o momento flector é superior na formulação em que é tida em conta a rigidez de torção da laje.64 -59.5 36.97 -39.95 14.49 -22.23 J=0.1) (1.57 Real 14.53 J=0 40.95 -34.2.93 -21.25 -32.68 -58.18 -37. Rigidez à torção (J) Mxmáx + Mx máx - Mymáx + My máx - Real 36. dados pela condição de cálculo 2.6 apresentam-se os momentos máximos na laje L1 determinados considerando que o pavimento está submetido ao Carregamento 2 e às condições de cálculo 1 e 2 do Modelo A. Para as restantes modelações. Portanto.08 14. considerou-se as vigas com a sua rigidez à torção real (J=1).17 -69.57 15.19 -56.99 42 . 3. Relativamente aos momentos obtidos usando o Modelo B.1) Laje sem torção (2. Também os momentos flectores na direcção X. o máximo incremento nota-se no momento positivo na direcção X. o momento positivo e negativo aumentaram cerca de 27% e 17% respectivamente.49 J=0 18.8 Análise dos momentos flectores tendo em conta o efeito da rigidez à torção da viga. Das Lajes vigadas De Bet.54 J=0. Quadro 3.5 39.77 -59.5).2. Robalo. Quadro 3.68 J=0.6 – Momentos máximos na laje L1 tendo em conta o efeito da rigidez à torção das vigas de apoios Laje sem Laje com torção torção (1.92 -22.49 23.88 -31.03 J=0 37. CAPÍTULO III ao momento negativo na mesma direcção o incremento é de 12% e na direcção Y.86 -52. No Quadro 3. Arm.73 17.92 -65.87 -21.20 -20.36 J=0.21 14.23 Real 13.70 -63.34 Real 39.16 16.2) Viga rígida (2) Viga com rigidez à flexão real (1) Momentos Keila S. Estrut. como por exemplo o momento positivo na direcção Y dado pela condição de cálculo 1.96 J=0 16. no segundo admitiu-se que a sua rigidez à torção é nula (J=0) e por ultimo considerou-se as vigas com apenas metade da rigidez à torção (J=0.Anál.1 são superiores aos dados pela condição de cálculo 2.

J=1.34 14.54 21.21 -3% Gj=0.96 9% 23. com excepção do momento negativo na direcção Y para a condição de cálculo onde considera-se vigas rígidas e lajes sem torção.68 14.96 5% -39.88 -22.32 4% (%) 14.03 14.78 Real 14. Constata-se também que ao considerar que as vigas não resistem à torção os momentos na laje aumentam na maioria dos casos.77 -52.36 15. 43 .73 16.5 36.19 J=0 40. Quadro 3. Por outro lado.m/m) Rigidez à torção Mxmáx + Laje com torção Real 36.88 -20. Arm.57 4% -37.8 – Diferença entre os momentos dados pelos modelos que consideram J=1 e os modelos que consideram J=0.23 15.49 2% 16.95 9% -34.68 Real 13.18 21. G.70 4% -58.03 14.8 verifica-se que as diferenças entre os modelos são insignificantes (inferiores a 10%).17 My máx - 14% 17.7 – Diferença entre os momentos dados pelos modelos que consideram J=1 e os modelos que consideram J=0 Viga rígida Viga com rigidez à flexão real Momentos (kN. Analise comparativa dos momentos dados pelos modelos que consideram a rigidez à torção real das vigas de apoios (J=1) e os modelos que consideram apenas metade da rigidez. J=0.32 30% (%) 14.97 (%) -59. constata-se que ao reduzir o Keila S.87 Mymáx + 33% 3% J=0 (%) -37.86 Real 39.m/m) Laje com torção Laje sem torção Laje com torção Laje sem torção Rigidez à torção das vigas Mxmáx+ Real 36.83 -20.49 6% 16.70 12% -64.53 1% 6% -21.92 Gj=0.89 -22.64 -56.5 (%) 3% -32.60 J=0 37.20 J=0 18.95 Laje sem torção Real 39.25 -2% 1% -64.93 Laje sem torção Real 14. principalmente nos casos em que se considera lajes com torção.22 Laje com torção Real 13.92 (%) Mx máx -51. quando comparadas com os modelos que consideram a rigidez à torção real das vigas de apoios.16 1% 1% -2% 21.95 My máx -1% 14. nota-se diferenças significativas.57 (%) -59.20 12.92 -20.57 - -59.18 -7% -21.49 3% -65. J=0.21 12% -43. Estrut.36 -63.99 De acordo com os resultados apresentados no Quadro 3.08 4% -31.5.77 -75.5 Viga rígida Viga com rigidez à flexão real Momentos (kN.89 12% -63.23 Os modelos que consideram que as vigas não resistem à torção.89 15% -69. J=0. Das Lajes vigadas De Bet. CAPÍTULO III Análise comparativa dos momentos dados pelos modelos que consideram a rigidez à torção real das vigas de apoios e os modelos que consideram que as vigas não resistem à torção.17 -56.19 39.08 1% Gj=0.5 Mymáx + 2% 1% Gj=0.49 -22.60 (%) Mx máx -51. Quadro 3.53 -31.5 15. Robalo.Anál.

com algumas excepções.9 apresentam-se os valores dos momentos para cada um dos modelos. CAPÍTULO III momento torsor das vigas de apoios os momentos flectores nas lajes aumentam.8 – Modelo 1: Discretização e condições de apoio da laje L1  Modelo 2: Considera a laje L1 submetida a uma carga Psd=1. Para a determinação dos momentos positivos foram admitidos os seguintes modelos de cálculos:  Modelo 1: Considera a laje L1 submetida a uma carga Psd1= 1. G.5x(q/2)=1. 3. Porém. tendo em conta as seguintes condições de cálculos: Keila S.2 Aplicação do método dos elementos finitos para análise da laje L1 isoladamente Tal como no modelo das tabelas a análise da laje isoladamente foi feita aplicando o método de Marcus.9 – Modelo 2: Discretização e condições de apoio da laje L1 Os momentos positivos máximos na laje L1 são obtidos através da soma dos momentos positivos resultantes dos dois modelos. Robalo. No Quadro 3. Estrut.5kN/m2 e com todos os bordos simplesmente apoiados conforme ilustrado na figura que se segue: Figura 3. como por exemplo. 44 .2.63 kN/m2 e com as seguintes condições de apoios: Bordos encastrados Bordos simplesmente apoiados Figura 3.5 x (g+q/2) =14. no cálculo dos momentos tanto positivo como negativo na direcção X para a condição de cálculo que considera vigas rígidas e lajes com torção e ainda no cálculo do momento negativo na direcção X para a condição de cálculo que considera viga rígida e laje sem torção. Das Lajes vigadas De Bet. no cálculo de momento positivo na direcção Y para a condição de cálculo em que se considera as vigas com a sua rigidez à flexão real e laje com torção. Arm.Anál.

2. ao contrário do que aconteceu na modelação do pavimento como um todo. Do Quadro 3. Das Lajes vigadas De Bet.98 2.35 Mymáx -38. Robalo.2 Análise dos esforços Os resultados apresentados no Quadro 3.98 -47. Arm. b) Considerar a laje sem rigidez torsional.13kN/m 2 (Psd=1.15 -36.9 verifica-se que o incremento do momento positivo na direcção X é de 31% para o Modelo de Reissner-Mindlin e 36% para o modelo de Kirchhoff.86 3.5*q).64 26.39 4.2.58 19.1 Apresentação dos resultados Quadro 3.97 -41. mas considerando que este está submetido a uma carga igual a 16.m/m) Modelo 1 Condições de cálculos Mxmáx + Mymáx Momentos finais (kN.96 2b 19.62 30. Ao analisar o efeito da rigidez à torção da laje constata-se a tendência esperada que é o aumento do momento flector no caso em que não é tida em conta a rigidez à torção da laje.5*g +1. Quadro 3.86 21.m/m) Condições de cálculos 1a 1b 2a 2b Mxmáx -34.04 -49.89 18.m/m) Modelo 2 + Mxmáx + Mymáx + Mxmáx + Mymáx + 1a 13. Quanto aos momentos negativos (Quadro 3.43 Os momentos negativos foram determinados através do Modelo1. b) Considerar a laje sem rigidez torsional.Anál.2. Estrut.10 mostram que os momentos calculados pelo Modelo de Kirchhoff e pelo Modelo de Reissner-Mindlin são aproximados. Na direcção Y o incremento é de 31% para o modelo de Reissner-Mindlin e 34% para o modelo de Kirchhoff.9 – Momentos positivos máximos na laje L1 Momentos (kN. De acordo com as condições de cálculo descritas anteriormente obtiveram-se para os momentos negativos na laje L1 os valores apresentados no Quadro 3.2. G.35 -41.64 2a 12.10) verifica-se que na direcção X o incremento dado pelo Modelo Reissner-Mindlin é de 15% enquanto que o dado pelo modelo de Kirchhoff é de 12%. CAPÍTULO III 1. Modelação com base na teoria de Kirchhoff: a) Considerar a laje com rigidez torsional.43 1.10 – Momentos negativos máximos na laje L1 Momentos (kN. Keila S.24 25.18 3.62 15.2. Modelação com base na teoria de Reissner-Mindlin: a) Considerar a laje com rigidez torsional.46 23. Na direcção Y nota-se um aumento de 19% no Modelo de Reissner-Mindlin e 18% no modelo de Kirchhoff.46 22.53 14.37 4.47 1.10.68 17.03 30.08 1b 19. 45 .9 e 3. com diferença máxima de 8%.90 2.27 -40. 3.97 3.

Modelo A. 46 . uywdjhsakj Momentos flectores nana laje L1L1 determinados A -condição condiçãodede Momentos flectores laje determinadosatravés atravésdo doM.10.1 cálculo ≈0.F: M. Das análises feitas através do método dos elementos finitos recorrendo ao programa Sap2000 nota-se. portanto o ideal será modelar a laje tendo em conta todos esses parâmetros de modo a obter resultados mais realistas.2m cálculo 1.1). que todos esses parâmetros influenciam bastante os esforços nas lajes.E.1 Momento Momento Figura 3.1 (ver Secção 3.E.2. 3. no que se refere às dimensões e rigidez dos mesmos. Estrut.E. G.m/m B B’ C C’ Figura Erro!– Não com o estilo especificado no–documento. Robalo.1.3 A Ponto onde verifica-se o Mxmáx+ A’ Mxmáx+=36.1 1.1 Análise comparativa dos momentos flectores O método das tabelas sustenta-se sobre pressupostos de que não há interacção entre as lajes e os demais elementos da estrutura (vigas e pilares).F: Modelo Modelo A≈1.m/m xmáx Bordo adjacente a L2 M =-51.m/m M + =36. Das Lajes vigadas De Bet.61kN.1) e os diagramas dos momentos obtidos através do método das tabelas de Barés (ver Secção 3. CAPÍTULO III 3. Keila S. flector na dire flector na direcção X.11.14 apresentam-se os diagramas dos momentos flectores e torsores na laje L1 determinados com base no método dos elementos finitos (M.13 e 3.3 Análise comparativa dos esforços obtidos recorrendo ao uso das tabelas de Barés e pelo método dos elementos finitos 3. explicitamente. Arm. 3. bem como a influência da laje no comportamento global da estrutura.condição de cálculo 1.10 Momento na direcção X.3.Anál.F).61kN.1Figura Erro! Não existe nenhum textoexiste comnenhum oflector estilotexto especificado no documento.. Nas Figuras 3.m/m xmáx Mxmáx = -51.08kN. em que se simulou o comportamento do pavimento em estudo o mais próximo da realidade..12.08kN. 3.

m/m Mymáx..2 – Momento Figura – Momento torsor.m/m Mymáx =-21.m/m Mymáx+M =18.46kN.=-59. Arm.m/m Mxymín=-15.12 estilo especificado no documento. 1 –nenhum Momento direcção Y.08kN. Das Lajes vigadas De Bet.8m E D + ymáx =18.46kN.m/m Bordo adjacente à consola: Mxymín=-15. Y.flector na direcção X.m/m Figura Erro! Não existe nenhum texto com o3.2 Figura Erro! nenhum texto com o estilo especificado nono documento. G.m/m D’ E’ F’ Ponto onde verifica-se o Mymáx+.Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento..96kN.96kN.60kN. 47 ..08kN.m/m Armadura inferior: Keila S.m/m adjacente BordoBordo adjacente a L4 a L4 Mymáx =-59.Momento Anál. torsor Com base nos diagramas apresentados é possível determinar os momentos máximos de dimensionamento da laje L1 através da aplicação da seguinte fórmula: Armadura superior: Bordo adjacente à L2: Bordo adjacente à L4: Mxymáx=5.60kN. direcção Momento flector na direcção flector na direcção Y. Figura Não Erro!existe Não existe com onaestilo especificado documento. CAPÍTULO III F ≈0..1. Mxymáx=5.11texto – flector Momento flector na Y.2 – -Momento Figura 3.03kN. Robalo. Estrut.03kN.7m Bordo Adjacente à consola -Mymáx =-21.m/m Bordo Adjacente à consola ≈1.

1) Bordo adjacente à consola Figura 3.11 – Diferença (em percentagem) entre os momentos de dimensionamento dados pelo método dos elementos finitos e método das tabelas.68 Msd (kN.m/m) -29.68 37.2. Ao analisar os resultados dos esforços dados pelos dois métodos constata-se claramente que o método dos elementos finitos oferece resultados superiores.F Msd (kN. respectivamente. conforme apresentado no Quadro 3. Das Lajes vigadas De Bet. Figura 3.77 13. Modelo A .68 -19.m/m) -66.Anál.25 -27. Direcção X Direcção Y Bordo adjacente a L2 Vão Bordo adjacente à consola Bordo adjacente à L4 Vão Método das tabelas M.63 18. que o momento máximo negativo na laje L1 verifica-se nas zonas da laje localizadas aproximadamente ao meio vão das vigas de apoios e o momento máximo positivo ocorre no vão da laje.2. Robalo. 48 . Arm.97 (%) 55% 63% 28% 32% 6% O método das tabelas não dá informação da secção onde se verifica os momentos máximos.11. Estrut.condição de cálculo 1. Ao observar os diagramas dos momentos na laje L1 obtidos através do método dos elementos finitos.1.E.1. diferindo significativamente dos resultados obtidos com base no método das tabelas.13 – Momentos flectores determinados usando as tabelas de Barés. constata-se que o momento máximo negativo Keila S. G. através da Figura 3.70 19. Modelo 2a) averigua-se. porém através do modelo idealizado no programa Sap2000 em que tentou-se simular as condições das tabelas (ver as condições de cálculos referidas na Secção 3.60 -44.04 -65.14. CAPÍTULO III Momentos flectores na laje L1 determinados usando as Tabelas de Barés (ver detalhe de cálculo em 3. Quadro 3.14 – Momento flector na direcção X e Y.

Arm.5 m Figura 3. 49 .5 4 4. G.m/m B=5. -50 -40 Mx (kN.5 6 6.1m 1.5m 18.Anál.5 3 3.68kN.68kN.5 1 1.10 e 3. CAPÍTULO III ocorre na secção da laje sobre o apoio pontual e vai diminuindo à medida que se avança para o meio vão das vigas de apoio (ver Figuras 3.1m . Para facilitar a comparação entre os dois métodos.17 – Momento flector na direcção X: corte BB’.m/m Bordo adjacente à L2 1.05m -29. Robalo.11).5 1 1.m / m) -20 -10 0 10 20 30 40 0 0.5 4 4.44.16 – Momento flector na direcção X: corte AA’.m/m) -30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 0 0. -50 -40 -30 Mx (kN. Das Lajes vigadas De Bet.5 6 6.5 2 2.m/m 13.m/m 1.5 5 5.5 m Figura 3. Keila S.63kN. Nas figuras que se seguem apresentam-se os diagramas dos momentos que mostram as regiões da laje com momento negativo não esquecendo de realçar que o diagrama que representa os momentos dados pelo método das tabelas foi traçado de acordo com os diagramas simplificados propostos pelo Czerny (ver Anexo I).m/m 1.60kN.7kN.5 3 3.18m Bordo adjacente a L4 a=6. os momentos dados pelo método dos elementos finitos são apresentados em cortes. Estrut.15 – Traçado aproximado do diagrama dos momentos flectores dados pelo método das tabelas de Barés.5m Figura 3. Bordo adjacente à consola -19.5 2 2.5 5 5.

5 3 3.m / m) -20 -15 -10 -5 0 5 10 15 0 0.18 – Momento flector na direcção X: corte CC’. G.5 6 6.5 m Figura 3.5 1 1.m/m) -30 -20 -10 0 10 20 30 40 0 0.5 5 5.5 2 2.19 – Momento flector na direcção Y: corte DD’ -15 -10 My (kN.5 2 2.m / m) -40 -30 -20 -10 0 10 20 0 0.20 – Momento flector na direcção Y: corte EE’ -70 -60 -50 My (kN.5 3 3.5 3 3. 50 .5 5 5.5 4 4.5 5 5.5 5 5.5 2 2.5 m Figura 3.5 2 2.21 – Momento flector na direcção Y: corte FF’ Keila S.5 4 4.Anál.m / m) -5 0 5 10 15 20 0 0.5 1 1.5 4 4.5 4 4.5 m Figura 3. Arm. CAPÍTULO III -60 -50 -40 Mx (kN.5 m Figura 3.5 3 3. -35 -30 -25 My (kN. Das Lajes vigadas De Bet.5 1 1. Robalo.5 1 1. Estrut.

Arm. o método das tabelas e o método dos elementos finitos (Modelo A. Determinação das armaduras longitudinais (verificação da segurança ao Estado Limite Último de Resistência à Flexão) para resistir aos esforços dados pelo método das tabelas: Na direcção X: Armadura longitudinal principal para resistir ao momento negativo Mxsd-=-29. L1.1).m/m→ → da tabela obteve-se que → As armaduras longitudinais na direcção Y foram determinadas da mesma maneira.17 e 3. bem como as armaduras necessárias para resistir aos momentos dados pelo método dos elementos finitos (M.12. Armadura longitudinal principal para resistir ao momento positivo Mxsd+=13. d.Anál. condição de cálculo 1. nota-se que existe uma região com momentos negativos que assume no máximo uma distância 0.3. betão classe C25/30 (f cd=16. Keila S. Robalo. 3.1 metro dado pelo método simplificado de Czerny contra os 1. 1. 3. Já no bordo adjacente à laje L4 o comprimento da região com momento negativo determinado com base nos elementos finitos é superior ao obtido através do método simplificado de Czerny. Estrut.18).15 constata-se que no bordo considerado como simplesmente apoiado não há momentos negativos mas ao analisar os diagramas obtidos com base no método dos elementos finitos em que se tentou simular o comportamento real da laje (Figuras 3. foram determinadas de acordo com o EC21-1 para os momentos flectores máximos positivos e negativos dados pelos dois métodos de cálculos.m/m → → da tabela obteve-se que → .68kN. CAPÍTULO III De acordo com o diagrama apresentado na Figura 3.25 metros obtido através do modelo dos elementos finitos. no bordo adjacente à consola nota-se que o comprimento máximo da região com momento negativo determinado de forma simplificada aproxima-se muito do determinado pelo método dos elementos finitos. F) e os resultados estão apresentados no Quadro 3.18m.25 m do apoio. Para o efeito foi considerado que a altura útil da laje.77kN. Das Lajes vigadas De Bet. igual a 0. Na direcção Y. 51 . que posteriormente foram comparadas entre si.7MPa e fctm=2. o primeiro toma valor máximo de 1.6MPa) e aço A400NR (fsyd=348MPa).16.2 Análise comparativa principais da quantidade das armaduras longitudinais As armaduras longitudinais da laje em análise.6 m aproximadamente e o segundo toma o valor de 1.18m. No bordo adjacente à laje L2 as regiões com momento negativo dado pelos dois métodos têm comprimentos aproximados. G. E.

22 3. Estrut.43 11. Arm. porém.12 – Armaduras longitudinais da laje L1 Bordo adjacente a L2 Direcção X Vão Bordo adjacente à consola Direcção Y Bordo adjacente à L4 Vão M.E.45 3.21 3.19 7.17 4.04 Asfinal(cm2/m) 11. Das Lajes vigadas De Bet.12 que a máxima diferença entre os modelos é de 64%. G. CAPÍTULO III Quadro 3. Keila S. das tabelas M.25 (%) 57% 64% 28% 34% 7% Da análise comparativa dos esforços dados pelos dois métodos notou-se que a máxima diferença é de aproximadamente 63%. ao nível das quantidades das armaduras longitudinais constata-se através do Quadro 3.40 6.Anál.F Asfinal(cm2/m) 4.89 2. 52 . Robalo.

Os pilares podem ter ou não espessamento da sua secção transversal nas proximidades da ligação com a laje. Keila S. como o método das grelhas. 4. 2003). sendo esse espessamento denominado de capitel. conhecido nos Estados Unidos como drop panel. o estudo focaliza-se na análise dos esforços nas lajes fungiformes recorrendo à simplificação permitida pelo REBAP e Eurocódigo 2 (método dos pórticos equivalentes) e método dos elementos finitos através da aplicação do programa de cálculo Sap2000. o das charneiras plásticas e o do pórtico equivalente (EC2-1-1). A determinação dos esforços de dimensionamento neste tipo de lajes é feita com base num método comprovado.1– Laje fungiforme com capitel e com espessamento (Henrichs. No caso de cargas maiores e vãos entre 6 a 10 metros essa solução só é aconselhável se caso o pilar for munido de capitel ou então realizarse-á um aumento da espessura da laje junto ao pilar. que tem como principal finalidade evitar o fenómeno de punçoamento na laje. Há casos. e podem ser maciças ou aligeiradas (Marchão e Appleton. 53 . no qual a laje é idealizada como um conjunto de elementos discretos interligados.CAPÍTULO IV 4. ANÁLISE ESTRUTURAL DAS LAJES FUNGIFORMES As lajes fungiformes são lajes que apoiam directamente nos pilares e são dimensionadas quer para acções verticais quer para acções horizontais.1 Generalidades As lajes fungiformes são lajes que apoiam directamente nos pilares. As lajes também podem apresentar um aumento da espessura próximo do pilar. G Robalo. Neste capítulo. pois nesse tipo de laje o efeito de pórtico é garantido pela própria laje. Figura 4. o dos elementos finitos. em que é adoptada uma solução com os dois elementos. 2003). (Henrichs. As lajes fungiformes maciças normalmente são utilizadas em vãos na ordem dos 4 a 6 metros e para cargas de utilização de valor moderado. Essa técnica é aplicável sempre que há um elevado momento negativo nessa região ou então sempre que a espessura necessária para transmitir as acções verticais aos pilares excede a exigida pela flexão. È adoptado um pavimento tipo. no qual são aplicados os dois modelos e posteriormente é feita a análise comparativa dos esforços obtidos. Antes de desenvolver as questões relacionadas com a análise dos esforços das lajes fungiformes é feita uma abordagem sucinta dos aspectos relacionados com a sua concepção e geometria. 2007).

Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Figura 4.3 – Laje aligeirada com moldes recuperáveis e com moldes embebidos (Ramos.2 – Laje fungiforme maciça (Ramos. 2006 e Martins.15 e não superior a 0.1 apresenta-se. combinado com uma zona maciça junto do pilar e eventualmente com vigas no alinhamento dos pilares que se designam por bandas de acerto. punçoamento e esforço transverso). A zona aligeirada pode ser feita com moldes recuperáveis ou com moldes embebidos e podem ter dimensões variáveis. As lajes fungiformes aligeiradas são lajes constituídas por um sistema de nervuras nas duas direcções. Figura 4. consoante o tipo de laje fungiforme e em função do seu vão maior e da sua esbelteza. a espessura mínima a adoptar no caso de laje sujeita a sobrecarga inferior a 5kN/m2. O uso deste tipo de bandas permite uma maior resistência para transmitir esforços transversos e momentos aos pilares. sendo que os valores apresentados foram obtidos tendo em conta o controlo indirecto da deformação e o nível de esforços na laje (momento flector. fornecendo maior resistência e rigidez para suportar forças horizontais. G. 2006). Estrut. com altura igual à espessura da laje. 2009). Normalmente é considerado que esses pontos encontram-se a uma distância entre o eixo do pilar e a extremidade do maciço não inferior a 0.20 do vão correspondente (Trindade.Anál. 54 . No Quadro 4. 2009). Robalo. A zona maciça junto ao pilar geralmente tem espessura igual à da laje e a sua largura depende da localização dos pontos de momentos nulos. Keila S.

Lb – maior vão na direcção bo (adjacente). Se o pilar for circular faz-se primeiramente a analogia com pilares quadrados conforme ilustrado a seguir. para além de dar informações sobre a espessura mínima a adoptar para cada tipo de laje.5 – Analogia dos pilares circulares com pilares quadrados.4 – Dimensões mínimas dos pilares. indica também o intervalo dos vãos que se utiliza normalmente para cada tipo de laje (ver zona cinzenta do Quadro 4.1). Sendo: h. Na Secção 7. 2000). 2009) O quadro apresentado acima.Anál. Ll – maior vão na direcção lo (adjacente).espessura da laje. Em relação aos pilares as dimensões a adoptar dependem da sua forma e da possibilidade de ter ou não capitel (Montoya et al.5 metros e que suportam divisórias que possam ser danificadas por flechas excessivas. G.4. Estrut. ver Anexo I). No caso das lajes fungiformes em que o vão é superior a 8.5/leff (leff em metros.3 devem ser multiplicados por 8. Se o pilar for rectangular ou quadrangular as dimensões mínimas são as seguintes: bo bo ≥ 25 cm lo≥ 25 cm h hc lo bo ≥ h+hc lo ≥ h+hc bo ≥ Lb/20 lo ≥ Ll/20 Figura 4. D – diâmetro do pilar.1 – Espessuras a adoptar numa laje fungiforme (Marchão e Appleton.2 ou I. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Quadro 4.2 do EC2 e no Anexo I desta dissertação encontram-se expressões que permitem determinar a relação entre a altura útil e o vão maior da laje fungiforme. o EC2-1-1 aconselha que os valores de L/d dados pela Expressão I. 55 . hc – espessura do capitel. Keila S. D bo P1=P2→ D=2+bo2 → bo= 1 2 bo Figura 4. Robalo.

8 – Cargas a considerar nos pórticos. Lx1/2 Lx2/2 Lx2/2 Ly1 Lx1/2 Ly2 Pórtico 3y Pórtico 2y Pórtico 1y Lx1 hfh Lx2 Figura 4. na: 1. psd. Pórtico 1x Ly1 Ly1/2 Ly1/2 Pórtico 2x Ly2 Ly2/2 Pórtico 3x Ly2/2 Lx1 Lx2 Figura 4. G. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV 4. 2. Nas lajes fungiformes. as cargas são aplicadas na totalidade para ambas as direcções. Essas cargas correspondem à largura da travessa do pórtico multiplicada pelo valor das cargas actuantes.6 – Pórticos equivalentes na direcção X (estrutura com um piso). Divisão da laje longitudinalmente e transversalmente em pórticos constituídos por pilares e por troços de lajes compreendidos entre as linhas médias dos painéis adjacentes. Determinação das cargas actuantes em cada pórtico. 56 .Anál. Keila S.2 Análise das lajes fungiformes pelo método dos pórticos equivalentes O método dos pórticos equivalentes é um processo simplificado para a determinação dos esforços actuantes nas lajes fungiformes que consiste. Lx1/2 Lx1/2 Lx2/2 Lx2/2 Psd x (Ly1/2) Ly1/2 Ly1/2 Psd x (Ly1/2+Ly2/2) Ly2/2 Psd x (Ly2/2) Ly2/2 Psd x (Lx1/2) Psd x (Lx1/2+Lx2/2) Psd x (Lx2/2) Figura 4. ao contrário do que acontece nas lajes vigadas. Estrut. conforme citado no EC2-1-1.7 – Pórticos equivalentes na direcção Y (estrutura com um piso). Robalo.

20 % (REBAP 25%) 50 % .2) 3.(Lx1/2+Lx2/2) Pórtico 2y Secção transversal da laje hlaje Lx1/2+Lx2/2 Ly1 (4. Psdv. (EC2-1-1).30 % (REBAP 45%) NOTA: O total dos momentos negativos e positivos. G. Determinação dos momentos flectores máximos nos apoios e nos vãos de cada pórtico. Robalo.70 % (REBAP 55%) 50 % .Anál. deverá ser sempre igual a 100 %. (4. Faixa sobre pilares Faixa central Momentos negativos Momentos positivos 60 % .9 – Acções verticais e geometria do pórtico 2y. Segundo EC2-1-1 a divisão dos pórticos em faixas pode ser feita conforme ilustrad o na Figura 4. 57 . Estrut. Quando existem capitéis de largura maior que l y/3. 5. poderá considerar-se para largura das faixas sobre os pilares a largura dos capitéis e a largura das faixas centrais deverá ser ajustada em conformidade. Para acções horizontais (vento e sismo) deve ser considerado apenas 40% da rigidez da travessa (REBAP considera 50%). Quadro 4. A . Divisão dos pórticos em faixas sobre os pilares e faixas centrais. de modo a reduzir os momentos flectores transmitidos entre a laje e o pilar.Faixa sobre o pilar B .2 – Distribuição simplificada dos momentos flectores numa laje fungiforme segundo EC2 e REBAP (Carmo. 4. Keila S. Distribuição dos momentos flectores nas faixas sobre os pilares e nas faixas centrais de acordo com as condições citadas no Quadro 4. 2010).10.2. a resistir conjuntamente pelas faixas sobre pilares e pelas faixas centrais. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Para as cargas verticais (sobrecarga e cargas permanentes) a análise é feita considerando a rigidez total da travessa.Faixa central Figura 4.10 – Divisão dos pórticos em faixas (EC2-1-1). ao contrário do REBAP que considera para o pórtico na direcção X a faixa sobre pilar igual a ly/4 e na direcção Y igual a lx/4.1) Ly2 Figura 4.80 % (REBAP 75%) 40 % . Da Figura 4.10 constata-se que a faixa sobre os pilares tanto na direcção X como na direcção Y é definida pelo menor valor entre ly/4 e lx/4.

de uma laje fungiforme (EC2-1-1). os momentos flectores na faixa sobre os apoios podem ser considerados iguais a um quarto dos resultantes da aplicação das percentagens definidas no Quadro 4. a) Pilar de bordo b) Pilar de canto A . Robalo.11 – Largura efectiva. acrescida obviamente das cargas que lhe são directamente aplicadas.11. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV No caso de haver vigas de bordo devidamente dimensionadas à torção.25Lx1 0.2 preconiza que no caso em que a travessa do pórtico extremo se apoiar lateralmente numa parede ou numa viga de bordadura de altura não inferior a 1. A figura que se segue ilustra a forma como o momento máximo do pórtico equivalente é distribuído nas faixas sobre os pilares e central.fck.25Lx2 0. O momento positivo no tramo de extremidade deverá ser calculado em conformidade (EC2-1-1). Já o REBAP no artigo 119.17.25Lx2 M4 M3 M1 M2 M2 M apoio Pórtico equivalente M4 Figura 4. sendo be calculado conforme ilustrado na Figura 4. Essa parede ou a viga deve ser dimensionada para a carga correspondente à faixa da travessa sobre apoio.2. Pórtico 2y M1 M2 M vão M2 M apoio 0.Anál. 58 .12 – Distribuição dos momentos nas faixas do Pórtico 2Y. os momentos transferidos para os pilares de bordo ou de canto deverão ser limitados ao momento resistente de uma secção rectangular igual a 0.25Lx1 0. be.5 vezes a espessura da laje.d2.Bordo da laje Nota: z pode ser  cz e y pode ser> cy Figura 4. G.be. Keila S. Estrut.

2009):  Intersecção das faixas sobre pilar: (a1.5) ã (4. Estrut.7)  Intersecção das faixas centrais: (b1.6) O método dos pórticos equivalentes é adequado para lajes sujeitas predominantemente a cargas uniformemente distribuídas e para as quais seja possível considerar um sistema regular de pórticos ortogonais. M3 (momento positivo na faixa sobre os pilares).13 – Disposição dos pilares (Montoya et al). b2)  (4. a2)  (4. Na situação em que há uma distribuição irregular dos pilares a aplicação desse métodos método só é aconselhável se os pilares apresentarem no máximo um desvio de 10% em relação ao alinhamento dos demais. e M4 (momento positivo na faixa central) podem ser calculados da seguinte forma: (4. os momentos M1 (momento negativo na faixa sobre os pilares). c2)  Keila S. 2008 e Montoya et al).8)  Intersecção da faixa sobre o pilar com a faixa central: (c1. (Martins. já que esses pertencem ao intervalo citado pelo EC2-1-1.3) (4. Robalo.Anál. G.4) (4. M 2 (momento negativo na faixa central). desprezando as aberturas e fazendo passar pelos seus lados uma área de armadura igual à que é interrompida pela abertura. Figura 4. desde que as suas dimensões e posicionamento obedeçam aos seguintes limites máximos. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Considerando os coeficientes definidos pelo REBAP. As lajes com aberturas também podem ser analisadas recorrendo ao método dos pórticos equivalentes. (Pedrozo.9) 59 . (4.

20 P1. G. Os pilares são de secção quadrangular.00 Figura 4.24 P1.75 3.3 P1.00 1. Robalo. 60 .Anál.00 2.30mx0.14 – Limites máximos para a aplicação do método do pórtico equivalente.23 P1.15 – Pavimento tomado como exemplo para a análise dos esforços.00 3.25 P1.1 1.50 2.00 P1.8 P1.21 P1.9 P1.19 P1. 2009). Keila S. Estrut.00 4. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV a2 a1 Faixa sobre o pilar L2 Faixa sobre o pilar Faixa central L1/4 L2/2 e2 b2 L2/4 c2 Faixa central c1 b1 Faixa sobre o pilar L2/4 d1 e1 Faixa sobre o pilar d2 d1 L1/4 L1/2 L1 Figura 4.10 P1. 4.18 P1.17 P1.14 P1.22 P1.13 P1.50 5.2 P1.26 5.1 Aplicação do Modelo Para a aplicação deste modelo foi escolhida a laje maciça fungiforme do 1º piso do edifício apresentado no Capítulo II deste documento.00 P1. 5.15 P1. 0.12 P1.2.5 P1. na análise de lajes fungiformes com aberturas (Martins.6 P1.11 P1.7 P1.30m.50 3.4 P1.16 P1.00 3.

 Ec=31GPa  Coeficiente de Poisson. Divisão da estrutura em pórticos ortogonais: cxbcb Keila S. que a aplicação do modelo dos pórticos equivalentes na análise deste pavimento pode não ser uma boa opção. É de referir também que podia adoptar-se uma concepção mais económica através da redução do número dos pilares. ν=0. 61 .Anál. a laje fungiforme adoptada para a análise (Figura 4. mas. mas que podem conduzir a algumas discrepâncias entre os valores obtidos nos cálculos e os valores reais.15) apresenta aberturas com dimensões superiores aos limites mínimos citados anteriormente. de modo a atingir o objectivo pretendido tentou-se obter uma estrutura com distribuição regular dos pilares. Os dados utilizados na modelação:  Betão da classe C25/30:  fck=25MPa. Figura 4. à prior.16 – Pórticos na Direcção X. foi feita a análise usando o referido método. Contudo. Robalo. Desta forma torna-se mais viável a aplicação do método dos pórticos equivalente. Posteriormente será feita uma outra análise utilizando um método mais rigoroso para esse cenário com o objectivo de avaliar as diferenças entre os dois métodos de cálculos.15. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Como pode-se constatar. Estrut. com base nas simplificações que o tornam viável. G. logo pode-se concluir.

do peso específico dos materiais e do uso a que se destina o pavimento. sendo que o primeiro é definido pelos pilares P19. portanto a sua espessura pode ser estimada pela expressão: .significa pilar número 12 do piso 1. foram determinadas da seguinte forma: Carga permanente. Os pórticos 3y e 4y foram definidos ignorando a existência da abertura adjacente ao pilar P9. g: Peso próprio: 25kN/m3×0. cargas permanentes e cargas variáveis. Devido à existência da abertura. Estrut. G. Na definição dos pórticos na direcção X foram ignorados os pilares 25 e 26. h igual a 0. P23 e P24.12. Adoptou-se para o cálculo. Robalo. Quantificação e combinação das acções actuantes no pavimento Foram consideradas apenas as cargas verticais e essas foram determinadas a partir das dimensões adoptadas para a secção transversal da laje.20m=5kN/m2 Revestimentos: = 1. logo h a adoptar deve pertencer ao intervalo: . O maior vão do pavimento é de 5 metros. Espessura da laje O pavimento em estudo é maciço e está sujeito a uma sobrecarga inferior a 5 kN/m.17 – Pórticos na Direcção Y. Sendo assim as cargas actuantes no pavimento.20m. P1. 62 . P20 e P21 e o segundo pelos pilares P22. o Pórtico 4x foi dividido em dois pórticos independentes. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Figura 4.5kN/ m2 Keila S.Anál.

75kN/m2 Carregamentos nos Pórticos O carregamento em cada pórtico é dado pela expressão LpórticoxPsd. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Paredes divisórias: = 2kN/m2 Carga variável.94 kN/m 66. 63 .38kN/m.Anál.5x15. Keila S. o pórtico equivalente foi modelado no programa SAP2000 através do elemento do tipo barra e com base na formulação de Timoshenko. q: Sobrecarga: = 2kN/m2 Psd=1. (por exemplo para o Pórtico 1x.75=39.94 kN/m 66.18.5 x (q+g) =15.94 kN/m 66.94kN/m 66.94 kN/m 66.94kN/m 66.94 kN/m 66.25x15.38 kN/m 66.94 k/m Figura 4.94 kN/m 66.30 x 0. as vigas apresentam uma secção de 4mx0.94 kN/m 66. G. Nos casos dos pórticos que apresentam variabilidade da largura ao longo da sua extensão. Na figura seguinte apresentam-se os carregamentos no Pórtico 2x e os carregamentos nos restantes pórticos encontram-se no Anexo II.94kN/m 66.20m).94 kN/m e 2. Robalo. Na figura que se segue apresenta-se o modelo de cálculo dos pórticos.94 kN/m 66. Por exemplo.38 kN/m 66.94 kN/m 66.94 kN/m 39.94 kN/m 66. Estrut. no Pórtico 2x os carregamentos a szzzzzzzzzg considerar foram 4.94 kN/m 39.94 kN/m 39.94 kN/m 39. Cada pórtico é constituído por pilares de secção 0.38 kN/m 66. e como se pode verificar tentou-se simular a rigidez real da ligação laje-pilar. 66.94 kN/m 39.Carregamentos no pórtico2x Cálculogvfvgnbn dos momentos nos pórticos equivalentes: Para o cálculo dos momentos.75=66. esta variabilidade foi tida em conta nos cálculos dos carregamentos.94 kN/m 66.38 kN/m 66.38kN/m 66.30 e vigas com altura igual à da laje e largura igual à largura da travessa.

13 Interno1 5. Keila S.14 -5.96 61.75 Interno 3 3.62 Externo2’’ 4.18 Externo1 5.00 -80.35 66.28 91.62 Externo 2' 5.00 -71.97 Interno1 5.42 O Ltroço é o comprimento do vão dos vários tramos de cada pórtico.89 Interno 2 3.06 23.41 73.m] Msd apoio2 [kN.21 -146.25 Externo2 4.10 Interno 2 3.32 Externo 1 5.30 -23.28 52.04 -53.03 78.09 129.09 -127.00 -77.00 -32.83 -35.00 -77. Para os pórticos que apresentam algumas irregularidades geométricas a modelação foi feita considerando que todo o pórtico tem a mesma largura.48 Interno 2 3.34 Interno 1 5.00 Externo1’ 5.79 Externo2 4.00 -75.00 -68.00 -43.91 -108.43 -51.77 18.38 -155.00 -123.62 72.21 85.m] Msd vão [kN.21 52.52 -63.97 -67.77 72. Estrut.3 – Momentos máximos nos pórticos longitudinais Pórtico 1x 2x 3x 4x' 4x'' Troço Ltroço [m] Msd apoio1 [kN. G.30 11.62 -47.09 -70.00 -82.46 71.00 -51. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Figura 4.00 -41.50 0.52 Externo2 4.18 -51.43 20.00 -70.19 17. Robalo.24 -43.61 -91.95 -45.00 150.00 -26.00 -129.Anál. Nos quadros que se seguem apresentam os valores dos momentos do piso em análise.74 -53.00 -141.98 Interno 3 3.86 Interno 3 3. sendo a largura adoptada foi a maior.m] Externo 1 5.45 64.00 -70.00 -69. Quadro 4. 64 .13 -112.19 – Modelo de cálculo dos pórticos.77 Externo 1'' 3.

75 -84.79 Interno 3 3.11 --- Externo 1 1.30 -15.50 -43.51 -62.60 -74.58 20.30 Externo 1 1.88 Interno1 5.21 23.4 – Momentos máximos nos pórticos transversais Pórtico 1y 2y 3y 4y 5y 6y Troço Ltroço [m] Msd apoio1 [kN.16 Interno1 5.99 -108.59 -75.00 -128. Estrut. Robalo.22 Interno 2 3.50 --- -15.50 -33.m] Msd vão [kN.30 70.00 -88.08 Interno 3 3.15 --- Externo 1 1.50 -82.73 12.04 Interno 2 3.86 32.50 -75.50 --- -11.50 --- -8.Anál.75 -18.29 Externo2 1.94 2.74 -87.06 24.42 -28.71 Externo2 1.42 -21.21 -63.25 26.50 --- -17.03 Interno 2 3.74 Externo2 1.69 -152.25 14.30 Interno1 5.24 38.45 -6.08 --- Externo 1 1.75 -48.42 Externo2 1.09 -53.00 -94. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Quadro 4.86 -35.87 5.84 Interno 3 3.45 -51.50 -29.31 -38.87 -78.23 -12.24 -109.44 Interno1 5.59 Interno1 5.29 -53.97 83.50 -27.00 -113.59 -30.29 Interno 2 3.75 -60.06 Interno 3 3.15 -88.42 Interno 2 3.56 Interno 2 2.72 -70.06 --- Keila S.11 Externo 1 1.20 Interno 3 3.02 Interno1 5.m] Externo 1 1.50 --- -13.75 Interno 3 3.24 -40.50 -67. G. 65 .00 -57.00 -69.79 -39.75 -120.27 59.80 Externo2 1.72 -30.08 -44.50 --- -22.24 12.66 1.00 -64.50 -47.23 17.m] Msd apoio2 [kN.85 17.79 15.75 -11.67 -17.85 Externo2 1.26 -108.71 -33.97 48.76 105.50 -112.50 -40.66 -3.50 -51.

Divisão dos pórticos na direcção x em faixas sobre pilares e faixas centrais segundo EC2-1-1.Anál. Figura 4. 66 . Keila S. Robalo.21 – Divisão dos pórticos na direcção y em faixas sobre pilares e faixas centrais segundo EC2-1-1.20. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Divisão dos pórticos em faixas Figura 4. Estrut. G.

33 Msd (vão) 91.75 -8.m/m] Msd (apoio1) -80.75 -13. Robalo.75 0.55 9. De acordo com o Quadro 4.76 -8.25 0.97 16.25 0.38 1.75 0.45 0.2).88 0.77 -20.63 -10.25 0.75 -20.13 2.51 -112.44 11.07 -3.13 Central Sobre o pilar 2.21 -9. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Distribuição dos momentos nas faixas sobre o pilar e nas faixas centrais Os momentos foram distribuídos nas faixas admitindo os coeficientes de distribuição estipulados pelo REBAP. os resultados dos restantes pórticos encontram-se no Anexo II.86 Central Sobre o pilar 3.23 ilustram a distribuição dos momentos nas lajes.11 -33.99 -5.83 Central Sobre o pilar 1.99 -53.75 -16. G.88 -53.25 0. para o efeito de dimensionamento adoptou-se para cada nó o momento máximo em valor absoluto.16 42.46 0.22 e 4. Estrut.59 -61.61 -21.13 0.35 23.50 0.84 -116.22 Msd (apoio2) -112. devido ao facto das faixas terem comprimentos diferentes e também o momento à esquerda e à direita do pilar são diferentes.33 As Figuras 4.04 Central Sobre o pilar 2.34 Central Sobre o pilar 2.10 Central Sobre o pilar 2.5 apresenta-se a distribuição dos momentos no pórtico 2x.75 -28.72 Msd (vão) 20.75 1.75 1.81 -50. sendo estes pertencentes ao intervalo definido pelo EC2 (ver Quadro 4.38 Central Sobre o pilar 2.45 0.25 0.65 -52.61 Msd (apoio2) -35.m] [kN.50 0.21 0.26 19.88 0. 67 . De Msd Msd [m] Repartição [kN.51 -18.35 Central Sobre o pilar 2.13 2.28 -54. No entanto.75 0.13 2.75 -37.13 0.65 Msd (apoio2) -155.07 -60.75 -38.52 -17.25 Central Sobre o pilar 2.25 0.75 -10.56 Msd (apoio1) -71.97 -26.43 Central Sobre o pilar 2.88 0.43 7.53 3.50 Msd (vão) 0.5 e os que se encontram no Anexo II salienta-se que num mesmo nó (na mesma direcção) existem diferentes valores dos momentos.55 20.32 12.13 2.75 -17.13 2.45 0.55 29.08 -13.13 2.13 0.94 Msd (vão) 66.67 -32.Anál.25 0.28 Central Sobre o pilar 2.44 -6.75 0.37 Msd (apoio2) -53.21 -71.13 0.03 -84.32 Central Sobre o pilar 2.37 0. Quadro 4.38 1.44 -28.00 0.45 0.12 50.13 0.25 0.79 Msd (apoio1) -41.75 -20.5 – Distribuição dos momentos no Pórtico 2x Pórtico Troço Externo 1 Interno 1 2x Interno 2 Interno 3 Externo 2 Momentos no pórtico [kN.38 1.75 1.m] Faixa LFaixa Coef.50 Central Sobre o pilar 1.72 36.90 -2.69 Msd (apoio2) -67.97 Central Sobre o pilar 2.19 -39.55 35.33 -39.55 41.03 Central Sobre o pilar 2.63 Msd (apoio1) -82. Keila S.55 0.95 Msd (vão) 78.25 0.13 0.45 0.36 -31.25 0.50 0. No Quadro 4.83 Msd (apoio1) -150.51 19.50 0.

22 – Momentos flectores na direcção X. Estrut. Robalo. G. 68 . dfgdf á á Figura 4.23 – Momentos flectores na direcção Y.Anál. Keila S. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV á á Figura 4.

1 Modelação A laje foi modelada no programa Sap2000. G. Por simplificação. Neste trabalho o método dos elementos finitos é aplicado à laje descrita no subcapítulo anterior. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV 4.5m. Figura 4. devido a sua eficácia e facilidade com que permite avaliar o comportamento da estrutura. através dos elementos finitos de casca. sendo estas refinadas para 0. tendo em conta a deformação de corte (Laje de Ressin-Meddlin). Robalo. uma vez que a sua restrição à rotação da laje é muito fraca.5mx0.25mx0. Keila S. Actualmente esse método é vulgarmente utilizado.3 Análise das lajes fungiformes maciças pelo método dos elementos finitos O método dos elementos finitos é um método numérico que permite a análise de lajes ou de outros elementos estruturais mais complexos.3. os pilares foram modelados como apoios duplos. 4. Estrut. 69 . Os dados admitidos para o cálculo são também iguais.25m nas regiões próximas dos pilares.Discretização da laje e condições de apoios. onde se aplicou o método dos pórticos equivalentes.24 . A discretização da laje foi feita através de malhas de 0.Anál.

Keila S.16 kN. Robalo. Estrut. 70 . Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV 4.Anál. G.25 – Momento flector na direcção X (M11).m/m M11+máximo= 40.4 kN. M22-máximo=-142.3.26 – Momento flector na direcção Y (M22).09 kN.m/m M22+máximo= 34.73 kN.m/m Figura 4.2 Apresentação dos resultados: Os resultados dos momentos obtidos para o modelo acima estão descritos nas seguintes figuras: M11-máximo=-135.m/m Figura 4.

74kN.10) Onde Fed.65 do momento de encastramento.2 (3) que nos “casos em que a viga ou a laje é betonada monologicamente com os apoios.75kN.2 (4) menciona ainda que “independentemente do método de análise utilizado. no caso de continuidade de uma viga ou de uma laje sobre um apoio que se possa considerar como não impedindo a rotação (por exemplo. Figura 4. deverá considerar-se para o momento de cálculo e a reacção transmitidos ao apoio (por exemplo. Robalo.2.m/m Figura 4.3. o valor de cálculo dos momentos de apoio. parede. sobre paredes). deverá considerar-se para momento de cálculo crítico no apoio o valor à face do apoio.27 – Momento torsor (M12).sup é a reacção de apoio e t é a largura do apoio.28 . poderá ser reduzido de uma quantidade ΔMed”: Δ (4. calculados com base nos vãos iguais entre eixos dos apoios. pilar. 2010) Keila S. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV M12-máximo= -53.2. Estrut. Em geral.” Na Secção 5. 71 .) o maior dos valores elásticos ou redistribuídos.Redução do momento sobre o apoio (Carmo.m/m M12+máximo= 38. G.3.3. O momento à face do apoio não deverá ser inferior a 0. etc.3 Redução dos momentos negativos máximos O EC2-1-1 refere na Secção 5. 4.Anál.

30 – Diagrama de momentos flectores Mx na secção BB'. Na Figura 4.m/m e dá-se no pilar P8 cuja reacção é de 437.4 Análise comparativa dos esforços obtidos pelo método dos pórticos equivalentes e pelo método dos elementos finitos A análise comparativa dos momentos obtidos pelos dois métodos foi feita em três regiões consideradas críticas: região dos apoios. Figura 4.29 – Zonas da laje sujeitas à análise comparativa dos esforços. o momento de dimensionamento é : 4.1 Análise comparativa dos momentos flectores nos vãos Corte BB’ Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) Figura 4.4. vãos centrais e nas regiões das aberturas. o momento negativo máximo na direcção X é de -135. porém. G.95 kN. Keila S. Sendo assim. 72 .16 kN. os obtidos pelo método dos elementos finitos são maiores. 4. Estrut.Anál.30 mostra que os momentos dados pelos dois métodos seguem a mesma tendência. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Por exemplo.29 apresentam-se as diferentes zonas da laje sujeitas à análise comparativa. Robalo. A Figura 4.

onde no cálculo dos momentos pelo método dos pórticos equivalentes foram feitas algumas simplificações. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Corte HH’: Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) Figura 4. Estas situações requerem atenção. 4. Isto pode ser explicado pe lo facto de ser uma zona próxima das aberturas. G. tendo uma diferença que oscila entre 16% a 51%. Outra particularidade que se pode averiguar é que segundo o método dos pórticos equivalentes os vãos possuem tracção nas fibras superiores. Keila S.32– Diagrama de momentos flectores Mx na secção AA’.Redução dos momentos sobre os pilares Figura 4. enquanto que no método dos elementos finitos estes possuem tracção nas fibras inferiores. Da Figura 4. 73 . Robalo.2 Análise comparativa dos momentos flectores nos apoios.32 pode-se observar que nos extremos do pavimento os momentos flectores nos apoios dados pelo método dos pórticos equivalentes são superiores aos determinados pelo método dos elementos finitos. Tal como acontece no corte BB’. a consideração de uma largura constante ao longo do pórtico. Corte AA’: Extremidade da laje Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) MEF . exceptuando os momentos no intervalo entre 8 a 11 metros. como por exemplo. os momentos obtidos pelos dois métodos seguem a mesma tendência.31 – Diagrama dos momentos flectores M y na secção HH’. Estrut.4. mas no caso em estudo os valores dos momentos obtidos são irrelevantes. mas neste caso são aproximadamente iguais.Anál.

Robalo.33 ilustra explicitamente o facto de que nos apoios os momentos flectores calculados pelo método dos elementos finitos são significativamente superiores aos determinados pelo método dos pórticos equivalentes. tal como acontece na Figura 4.34 mostra que nos apoios extremos. P21 e P25. Nesse vão os momentos negativos determinados pelo método dos elementos finitos são inferiores. Estrut. G. exceptuando o caso do vão limitado pelos pilares P2 e P8. Keila S.32.33 – Diagrama dos momentos flectores Mx na secção CC’.Redução dos momentos sobre os pilares Figura 4. Nos vãos verifica-se que os momentos negativos determinados pelo método dos elementos finitos também são maiores que os momentos dados pelo método dos pórticos equivalentes.34 . Corte DD’ Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) MEF .Redução dos momentos sobre os pilares Figura 4. A Figura 4.Anál.Diagrama dos momentos flectores Mx na secção DD’. Essas diferenças são reduzidas para 33 a 54 % devido a correcção dos momentos nos apoios. 74 . os momentos determinados pelo método dos pórticos equivalentes são superiores aos determinados pelo método dos elementos finitos. com uma diferença que varia entre 41 a 60%. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Corte CC’: faixa interna Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) MEF . enquanto que nos apoios internos os momentos dados pelo método dos elementos finitos são maiores. existindo zonas onde a diferença entre os momentos calculados pelos dois métodos atinge 39%. A Figura 4.

pois os momentos resultantes deste método são maiores que os momentos nas faces do pilar obtido pelo método dos elementos finitos. No pilar P15 e nos extremos do pavimento.34 pode-se concluir que a decisão tomada origina valores que se aproximam muito dos momentos obtidos pelo método dos elementos finitos. Por outro lado. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV P25 é um pilar que foi ignorado no cálculo dos momentos na direcção X pelo método dos pórticos equivalentes. Na determinação dos momentos através do método dos pórticos equivalentes foi considerado na zona da abertura uma largura superior à largura real da travessa.35– Diagrama dos momentos flectores Mx na secção EE’. considera-se que este último fornece valores aceitáveis.Anál. No pilar P9. De acordo com a Figura 4. Corte FF’ Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) MEF: Redução dos momentos sobre os pilares Figura 4. sendo que o momento ali considerado foi o momento obtido para a faixa central do pórtico 4x’.Redução dos momentos sobre os pilares Figura 4. Keila S. Estrut. 75 . G.36 .Diagrama dos momentos flectores M y na secção FF’. Robalo. esta opção poderá justificar a presença de momentos maiores que os dados pelo método dos elementos finitos. Corte EE’ Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) MEF . o diagrama do momento dado pelo método dos pórticos equivalentes cobre eficazmente o diagrama dos momentos dados pelo método dos elementos finitos. os momentos dados pelo método dos pórticos equivalentes cobrem satisfatoriamente os momentos determinados pelo método dos elementos finitos. apesar do momento do pico dado pelo método dos elementos finitos ser superior aos momentos dados pelo método dos pórticos equivalentes.

Keila S. G.Anál. Nas zonas junto ao pilar P10 considera-se que os momentos obtidos pelo método dos pórticos equivalentes apresentam algumas discrepâncias em relação aos resultados do outro método.m/m e 38.37 – Diagrama dos momentos flectores M y na secção GG’. mas os momentos nas faces do referido pilar. momentos torsores que variam entre -53. 76 . Face a essa situação e devido ao facto da área que cobre os momentos distribuídos dados pelo método dos pórticos equivalentes ser praticamente igual à área do diagrama do modelo dos elementos finitos na mesma região. através do método dos elementos finitos. pode-se concluir que o método dos pórticos equivalentes não consegue representar adequadamente o comportamento da laje em estudo. No ponto médio do P9 o método dos elementos finitos fornece resultados dos momentos superiores aos determinados pelo método dos pórticos equivalentes. O método dos pórticos equivalentes não dá informação sobre o momento torsor na laje e através do método dos elementos finitos é possível determinar esse esforço. razão pela qual pode-se concluir que os resultados dos momentos dados pelo modelo dos pórticos equivalentes revelam insuficiências para a análise ao estado limite último de resistência à flexão do pavimento analisado. pode concluir-se que o método dos pórticos equivalentes fornece valores satisfatórios para a análise da laje junto ao pilar P9. 4. Corte GG’ Método dos pórticos equivalentes Método dos elementos finitos (MEF) MEF: Redução dos momentos sobre os pilares Figura 4. obtidos pelos dois métodos são semelhantes.36.74kN. Face às situações descritas. Estrut. Robalo. Notou-se que de um modo geral o método dos elementos finitos oferece momentos superiores. os momentos obtidos através do método dos elementos finitos são bastante superiores aos obtidos pelo modelo dos pórticos equivalentes.3 Considerações gerais Através da análise realizada constatou-se que há diferenças significativas entre os momentos flectores dados pelos dois métodos. nomeadamente o traçado do diagrama dos momentos determinado por esse método não cobre satisfatoriamente o diagrama dos momentos obtido pelo modelo dos elementos finitos. Como se pode verificar isso acarretaria um aumento significativo dos momentos de dimensionamento e consequentemente da quantidade de armaduras longitudinais.m/m. excepto no pilar P4.4.75kN. No caso em estudo obteve-se. Das Lajes Fungiformes CAPÍTULO IV Conforme pode-se observar na Figura 4.

1 Estrutura a analisar A estrutura sujeita a análise comparativa trata-se do edifício de habitação apresentado no Capítulo II. e ainda não foi considerada a existência de pavimentos como cave. Neste capítulo o estudo centraliza-se na análise linear elástica da estrutura porticada considerando dois tipos de modelação geométrica: plana e tridimensional. 77 .30m x 0. apesar de estes terem importância considerável na definição e comportamento da estrutura real.18m e considerou-se que os degraus têm um espelho com 0. para cada modelo estrutural determina-se os esforços e as quantidades de armaduras. Para a análise admitiu-se que o edifício em questão apresenta pilares com secção 0.30m x 0.17m de altura e um cobertor com 0. A geometria da estrutura pode ser definida com base nos modelos planos ou então com base nos modelos tridimensionais. Os resultados obtidos. A laje de escadas tem uma espessura 0.30m. cobertura e casa das máquinas. G Robalo. Assim.21m de espessura.30 de largura. as caracteristicas dos materiais e as acções a considerar. ANÁLISE DAS ESTRUTURAS ESPACIAIS PÓRTICADAS DE BETÃO ARMADO Os pórticos são estruturas reticuladas constituídos por pilares (elementos com esforço axial não desprezável) e vigas (elementos sujeitos essencialmente a momentos flectores e a esforços transversos). começa-se por descrever os modelos estruturais a analisar. O pé-direito foi considerado constante em todos os pisos com valor de 2. do carregamento actuante bem como das ferramentas de cálculo disponíveis. pelas diferentes modelações estruturais são avaliados e comparados entre si. os resultados referentes a cada modelo analisado são presentados e comparados. tanto a nível de esforços como das quantidades de armaduras longitudinais. É de realçar que na análise dos pórticos será adoptada sempre que possível as mesmas hipóteses de cálculos de modo a minimizar as diferenças.CAPÍTULO V 5. da complexidade da estrutura. Finalmente. Uma outra questão abordada neste capítulo é a análise da influência do comportamento da laje nos pórticos. A análise destas estruturas e não só deve ser feita através da utilização de modelos quer de geometria quer do comportamento que idealizam adequadamente o comportamento da estrutura. A escolha de um modelo adequado depende da solução estrutural escolhida. Para este estudo foi considerado que as plantas dos pavimentos são todos iguais de modo a facilitar a elaboração dos modelos.7m e o vão de cálculo foi definido como a distância entre os centros dos apoios. vigas com secção 0.50m e lajes com 0. Posteriormente. 5. Keila S. de modo a medir a sua contribuição para a rigidez dessas estruturas. Segundo o EC2-1-1 o comportamento dos elementos estruturais é modelado com base numa análise linear elástica ou com base em análise não lineares.

o peso do revestimento igual a 1. CAPÍTULO V Escolheu-se o betão da classe C25/30 e aço A400NR como material estrutural. ν=0. 5. P(viga).25kN/m 2. Em relação às lajes de escadas as acções a considerar encontram-se no Anexo III. cujas características mecânicas consideradas foram: módulo de elasticidade. Como acções variáveis considerou-se apenas a sobrecarga cujo valor é de 2kN/m 2 em toda a laje. Por simplificação admitiu-se que os carregamentos em todos os pisos são idênticos. através do programa Sap2000. com valor de 8. A estruturafoi considerada encastrada ao nível da fundação em todos os modelos. =25kN/m3 e fsyk=400MPa. Portanto.75kN/m e o peso das paredes exteriores. sendo isso um assunto a tratar mais a frente.5 kN/m2. Neste trabalho a estrutura em estudo foi analisada usando os três modelos citados. (Ppilar). como por exemplo. O carregamento actuante sobre as vigas é constituído pelo seu peso próprio. Ec=31GPa. referente ao peso próprio do pilar. das escadas e das outras vigas que nelas apoiam. 5. 5. tendo em conta a deformação por corte (viga de Timoshenko) e as lajes foram modeladas recorrendo aos elementos finitos shell-thickness (laje de Reissner-Mindlin). Estrut.ext). PSd= 1. modelo de pórticos planos e modelo tridimensional dos pórticos sem laje e modelo tridimensional incluindo as lajes. com valor igual a 7. P(p. Na modelação dos pórticos colocou-se no nó superior de cada pilar (piso a piso) uma força de 6. Para a verificação da segurança em relação aos estados limites últimos. para além do peso próprio também considerou-se o peso da parede.56kN/m 2 (ver Anexo I e II). considerou-se a combinação fundamental das acções. o peso específico.35g+ 1.1kN.1 Modelação plana dos pórticos A modelação plana da estrutura espacial mais adiante designada por Modelo 1 consiste na separação de uma estrutura tridimensional em várias estruturas a duas dimensões sendo que Keila S. 78 . que nesse caso tem o valor de 3. P(p. Numa viga interna onde há uma separação dos apartamentos. onde as vigas e os pilares foram idealizados através dos elementos finitos de barras. Nas vigas também devem ser consideradas as cargas provenientes das lajes. onde g são as acções permanentes e q são as sobrecargas. Dos Pórticos. nas lajes foram consideradas como acções permanentes o seu peso próprio com valor de 5.91kN/m (ver Anexo III).09kN/m (ver Anexo III). Robalo.int).5q. o peso das paredes divisórias igual a 2 kN/m 2 e ainda o peso da parede exterior na região da Consola 2 com valor igual a 3.3 Modelação dos pórticos Os pórticos podem ser analisados através de vários modelos ou esquemas estruturais.15. f ck=25MPa. com excepção da zona da consola a um metro da extremidade exterior onde admitiu-se uma sobrecarga de 5 kN/m2. Esta última acção é analisada de modo diferente dependendo do tipo de modelo considerado.Anál.3. G. coeficiente de Poisson.2 Quantificações e combinações das acções Para a análise dos modelos estruturais apresentados considerou-se apenas as acções verticais (sobrecarga e carga permanente).

Nas figuras que se seguem apresentam-se os pórticos da estrutura a analisar. Dos Pórticos. A estrutura é representada por um conjunto de pórticos planos independentes onde cada nó entre os elementos lineares possui três graus de liberdade. método dos elementos finitos. 79 . rectas inclinadas de 45º entre dois apoios do mesmo tipo. Estrut. Neste trabalho é usado o método da área de influência para a determinação das reacções das lajes armadas em duas direcções.Anál. CAPÍTULO V uma delas é a altura do edifício. Robalo. a) Consola 1 P1 Pórtico 1 P11 P6 Pórtico 2 P8 P7 P12 P1 L4 P14 Pórtico 5 P18 P19 P9 P13 P1 L5 P17 P5 L3 Pórtico 4 Pórtico 6 P4 Pórtico 12 P10 Pórtico 3 P3 L2 L1 Consola 3 Consola 2 P2 L6 P15 P16 P20 L7 P21 Pórtico 7 P22 105. As cargas transmitidas das lajes para as vigas (reacção das lajes) são determinadas por outros modelos (modelo das grelhas. Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento. uhggg Nas figuras que se seguem apresentam-se os pórticos da estrutura a analisar. Estas áreas são obtidas traçando-se.2– Pórticos Planos: vista posterior (Pórtico 1). etc. A utilização deste modelo não é adequada para estruturas que estejam sujeitas a grande esforços de torção. se Keila S.44 Consola 5 Pórtico 15 P24 Pórtico 14 Pórtico 10 Pórtico 9 P23 Pórtico 13 Pórtico 8 Pórtico 11 Consola 4 Figurahjkhg 5. Nesta modelação as lajes não são consideradas.) ou pela área de influência determinada pelas linhas de rotura (método simplificado que permite determinar as reacções nos apoios das lajes rectangulares submetidas a carregamento uniformemente distribuído). ou seja. G. a partir dos vértices. a carga correspondente à área de influência definida por triângulos ou trapézios..1 – Pórticos Planos: a) em planta e b) vista posterior (Pórtico 1). para cada apoio. é mais apropriada para estruturas simétricas ou com pequenas assimetrias. duas translações (esforço axial e transverso) e uma rotação (Momento flector). 60° a partir do apoio encastrado. Este método permite determinar as reacções dos apoios dessas lajes considerando.1 – Pórticos Planos em planta dfngm b) Figura 5.

Estrut.5kN) oriunda da viga do Pórtico 12 (ver Anexo III). No projecto em análise constata-se que a viga pórtico apoia –sobre a viga do Figura Erro! Não existe nenhum texto comdo o estilo especificado 12 no documento. Na região junto ao asdecargas aplicadas sobre aspelas vigaslinhas foram da seguinte maneira: Figura 5. bordo adjacente for livre. 80 . Pórtico 4. Essa determinada considerando que a viga do pórtico 12 apoia na viga 4 por meio de elástico (mola).1 Simplificações adoptadas Portanto. G.5 e 5. Dos Pórticos. Os carregamentos considerados nos Keila S. esta última deve ser carregada com uma carga pontual de valor igual (g=13kN e q=0.. Figura 5..1maneira: Reacção daspilar lajes:P13 áreas influência determinadas desimplificadas roturas. Robalo.3 apresenta-se a aplicação do referido método para a determinação das cargas nas Na Figura 4.Anál. 90° a partir do apoio simplesmente apoiado. Figura Erro! existe texto com o estilo especificado documento. a 13. ou encastrado. CAPÍTULO V o outro for simplesmente apoiado.4 – Simplificações adoptadas.Não Reacção dasnenhum lajes: áreas de influência determinadas pelasnolinhas de roturas.3.2 apresentam-se aplicação do referido método.5kN carga foi um apoio Nas Figuras 5.6 apresentam-se detalhadamente as cargas que foram consideradas para a análise do pórtico tomado como exemplo (Pórtico 1). quando o bordo perpendicular for livre. vigas. Na Figura 5.

1kN P(viga)=3.1kN 15.1kN P (pilar)= P1 g (Consola3)=10. 5.0 P2 P3 q (L3)= 3.1kN P4 P5 2. por isso considerou-se que o Pórtico 1 suporta apenas 1m do carregamento dessa laje.1kN P (pilar)= 6.13kN/m 2.75=17.0 g (L3)=16.0 g (L1) =2*8. 81 .0 3. inclusive com assimetrias.13kN/m P(viga)=3. Estrut. Esse raciocínio foi aplicado em todas as situações idênticas. 6. CAPÍTULO V restantes pórticos foram determinados da mesma maneira e os resultados encontram-se no Anexo III.75 kN/m q (Consola3)= 6 kN/m P4 P5 Figura 5. Por isso. De modo a avaliar a influência da laje na análise dos pórticos. 3. Robalo.31kN R (L2)= 6.3.41kN/m g (L2)=1*8.5 .41kN/m g (Consola2)=15. G.Anál. A laje L2 é armada numa direcção (ver Anexo I).5kN 3. ext. ext.75kN/m 6. O pórtico tridimensional quando combinado com o modelo das lajes permite a análise da estrutura como um todo. Dessa forma parte da carga da laje L2 é duplicada e sendo assim é necessário subtrair no esforço axial dos pilares a carga que é considerada duas vezes.)=8.91kN/m P(p. direcção essa que é paralela ao Pórtico1.Carga permanente no Pórtico 1.5 3.2 Modelação tridimensional dos pórticos A modelação tridimensional da estrutura espacial é um modelo mais rigoroso uma vez que possibilita a modelação estrutural incluindo todas as vigas e pilares do edifício e.5 2.)=8.)= 8. permite determinar os esforços devido à torção do edifício.75=8.75kN/m P (pilar)= 15.75 kN/m q (L2)=1*2= 2 kN/m q (L3)=5 kN/m q (Consola2)= 6 kN/m q (Consola1)= 6 kN/m R (L2)= q (L1)=2*2= 4 kN/m q (Consola1)= 6 kN/m P (pilar)= 6. Dos Pórticos.47kN/m g (Consola1)=10. ao contrário do modelo plano.31kN R (L2)= P(viga)=3. Keila S. numa primeira fase é feita uma modelação sem considerar a laje e depois uma modelação com laje.91kN/m g (Consola 1)=10. ext.75kN/m P(p.75kN/m P1 P(p.5kN R (L2)= q (L3)=3.75kN/m P(viga)=3. este tipo de modelação é mais adequado para a análise de qualquer estrutura.88kN/m g (L3)=16.91kN/m P (pilar)= 2.6 – Sobrecarga no Pórtico 1.13kN/m P2 P3 Figura 5.5kN/m g (L3)=21.

Neste modelo a transferência das cargas das lajes para as vigas. Figura Erro! aNão existe nenhum texto o estilosão especificado no documento. é feita automaticamente de acordo com a rigidez de cada elemento. Dos Pórticos.8 – tridimensional Modelaçãodos tridimensional Modelação pórticos com laje.. Figura 5. 82 . 5.8 apresenta-se a estrutura em análise num modelo tridimensional com laje. Falar da discretização da laje Na Figura 4. laje. O modelo tridimensional da estrutura em que a laje é incluida na modelação (Modelo 3) permite avaliar a interacção entre os elementos estruturais de forma mais precisa.7.1 – Os carregamentos considerar neste tipo de com modelação determinados da mesma maneira Modelação tridimensional dos pórticos sem laje que no Modelo1 com excepção do carregamento proveniente do apoio indirecto da viga do Pórtico 12 que nesse caso é feito automaticamente. Estrut. ao contrário do que acontece nos outros modelos. CAPÍTULO V Modelação sem laje Amodelação modelaçãotridimensional tridimensionaldos dos pórticos sem (Modelo é um modelo composto apenas pórticos sem lajelaje (Modelo 2) é2)um modelo composto apenas por por vigas e pilares conforme ilustrado na Figura vigas e pilares conforme ilustrado na figura x.7 – Modelação tridimensional dos pórticos sem laje. Nadtghjjjjjvmn Figura 5. G.Anál. Robalo. Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.8com apresenta-se Modelação laje a estrutura em análise num modelo tridimensional com laje..1 – Figura 5.dos pórticos com Keila S.

Em relação aos momentos flectores e esforços axiais a convenção de sinais é exactamente a mesma que utilizada na Resistência dos Materiais. 4. Dos Pórticos.Anál. TGGHDHK Keila S.4. 10. 5. Dado ao elevado volume de informação proviniente das referidas modelações. Diagramas de esforços na viga do Pórtico 1 -250 -200 -150 Modelo 1 -100 kN. nas vigas referidas anteriormente. CAPÍTULO V 5. optou-se por apresentar e analisar os resultados relativos a alguns elementos considerados representativos.1 Esforços nas vigas seleccionadas De modo a permitir a melhor comparação dos modelos apresentam-se nas figuras seguintes os gráficos dos esforços (momento flector. G. esforço transverso e momento de torção) resultantes da combinação fundamental das acções consideradas. como por exemplo as vigas do 1º piso dos pórticos 1.m Modelo 2 -50 Modelo 3 0 50 100 150 200 0 P1 1 2 3 4 5 6 P2 7 8 9 10 P3 11 12 13 14 15 16 P4 17 18 19 20 m P5 Figura 5. principalmente a nível dos esforços transversos. Neste caso realizou-se uma análise linear elástica. esforço axial. 12 e 13 e os pilares P2 e P13 e P16 do 1º piso. Estrut. 83 . ou seja. como já referiu anteriormente. Neste caso o programa utiliza convenção oposta à usada na em Resistência dos Materiais. Antes de proceder à análise dos esforços convém realçar um pormenor importante sobre a convenção dos sinais adoptados pelo programa Sap2000 que é diferente da utilizada em Resistência dos Materiais. o diagrama de esforço transverso é em tudo simétrico em relação ao diagrama que se obtém de acordo com a convenção adoptada na Resistência dos Materiais. Robalo.4 Apresentação e análise comparativa dos resultados Depois de definidos os modelos procedeu-se ao cálculo de esforços.9 – Diagramas dos momentos flectores na viga do Pórtico 1 do 1º piso.

12 –Erro! Diagramas momentos na viga donoPórtico 1 do–1º piso Não existedos nenhum texto comtorsores o estilo especificado documento.2 – Figura 5. 84 . -250 0 1 2 3 4 5 6 P1 7 8 9 P2 10 11 12 13 14 15 16 P3 17 18 19 P4 20 m P5 Figura 5.Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento. Estrut.m -2 Modelo 2 -4 Modelo 3 -6 -8 -10 -12 0 P1 1 2 3 4 5 6 7 P2 8 9 10 P3 11 12 13 14 15 16 P4 17 18 19 20 m P5 Figura Figura 5. G... 6 4 2 0 kN. Diagramas dos momentos flectores na viga do pórtico 1 do 1º piso.9. 30 Bibliografia 25 20 15 kN Modelo 1 Modelo 2 10 Modelo 3 5 0 -5 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 m Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento..1 – -200 Diagramas dos momentos flectores na viga do pórtico 1 do 1º piso. CAPÍTULO V 250 200 150 100 kN 50 Modelo 1 0 Modelo 2 Modelo 3 -50 -100 -150 Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.10 – Diagramas dos esforços transversos na viga do Pórtico 1 do 1º piso... Robalo. enquanto que o Modelo 3 apresenta valores mais reduzidos para Keila S.1 – Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 1 do 1º piso. constata-se que os Modelos 1 e 2 apresentam resultados aproximados.11 – Diagramas dos esforços axiais na viga do Pórtico 1 do 1º piso. 5. P1 P2 P3 P4 P5 Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.2 Diagramas dos momentos torsores na viga do pórtico 1 do 1º piso De acordo com os diagramas de esforços transversos e de momentos flectores na viga do Pórtico 1 apresentados nas Figuras 5.1 – Diagramas dos momentos flectores na viga do pórtico 1 do piso 1 Anál. Dos Pórticos.10.

justifica-se a diferença entre os dois modelos.11 verifica-se também que o Modelo 1 e Modelo 2 apresentam valores aproximados.28kN. 217. não só entre os valores como também na forma dos diagramas. pois existem zonas da viga onde esta diferença atinge 110%. Nos apoios constata-se claramente que o momento torsor dado pelo Modelo 3 é superior ao determinado pelo Modelo 2. Estrut. Dos Pórticos. Para a análise comparativa do esforço transverso toma-se como exemplo a secção à esquerda do P3. tendo portanto uma diferença de aproximadamente 60%. CAPÍTULO V esses dois esforços. Já no Modelo 3 o momento torsor é resultante não só da ligação entre os elementos referidos anteriormente como também entre as lajes e as vigas. a primeira constatação a fazer é relativamente à sua forma. De um modo geral pode-se concluir que as diferenças entre os três modelos. Uma outra constatação a fazer é que face ao Modelo 3. Ao comparar os dois modelos com o Modelo 3 verifica-se claramente que os resultados dos dois primeiros modelos são superiores aos do Modelo 3 e com diferenças significativas. onde verifica-se que a diferença entre os dois primeiros modelos e o Modelo 3 é da ordem de 44% (esforço transverso máximo dado pelos três modelos são de 218. com o valor máximo junto aos apoios e mínimo nos vãos. pelo facto que no Modelo 2 os valores dos momentos torsores apresentados resultam da compatibilização das deformações que surgem nas ligações entre as vigas e ainda entre estas e os pilares. No Modelo 3 essas cargas foram determinadas automaticamente através da introdução a laje na modelação. pelo Modelo 1 e 2 pode acarretar custos desnecessários para a construção. G. respectivamente). 85 . Ao analisar o momento positivo máximo em cada troço. Por exemplo. Robalo.20kN. Keila S. enquanto que no Modelo 3 o diagrama de esforço axial segue a tendência de uma parábola. ao analisar a zona junto ao apoio P3 verifica-se que no Modelo 3 o momento torsor máximo é de 10kN. nota-se que as diferenças entre os dois primeiros modelos e o Modelo 3 variam entre 20% e 40%.Anál. Em relação aos momentos negativos máximos constata-se que as diferenças entre os dois primeiros modelos e o Modelo 3 variam entre 28% e 47%. Constata-se que nos apoios os valores dados pelos três modelos seguem a mesma tendência ao contrário do que acontece nos vãos. o que não se verifica nos outros modelos. Esta última hipótese julga-se ser a mais adequada uma vez que desta forma as cargas são distribuídas nas vigas de acordo com a sua rigidez. De acordo com este cenário. enquanto que para o Modelo 3 o diagrama segue a mesma tendência que o diagrama de esforço transverso. neste caso.61kN. as zonas perto dos apoios intermédios estão à compressão.14kN e 98. Ao observar os diagramas dos momentos torsores (Figura 5. De acordo com os valores dos esforços axiais apresentados na Figura 5. No Modelo 1 e 2 os esforços são praticamente iguais porque foram admitidas as mesmas condições de carregamento (determinação das cargas nas vigas foi realizada à parte). devese principalmente à influência da laje na modelação. Dado que esses momentos torsores são de compatibilidade.12).m e no Modelo 2 esse esforço toma o valor de 4. pode-se concluir que modelar vigas que se encontram nas condições idênticas às da viga do Pórtico1. Para o Modelo 2 o diagrama do momento torsor é constante ao longo do vão. pois segundo os Modelos 1 e 2 os esforços axial mantêm-se constante nos vãos.

0 0.5 kN 2.0 m P9 P12 P5 P10 P13 YTUUIK Figura 5.250 200 150 Anál.5 P4 3.5 1 1.5 Modelo 2 1.0 m 2.14 – Diagramas dos esforços transversos na viga do Pórtico 4 do 1º piso.16 – Diagramas dosnenhum momentos torsores na viga do pórtico 4 do Figura Erro! Não existe texto com o estilo especificado no documento.5 1.0 Modelo 1 1.13 – Diagramas dosnenhum momentos flectores na viga do Pórtico 4 do Modelo 2 P9 P10 Diagramas dos momentos flectores na viga do pórtico 4 do 1º piso kN.0 3. 3.5 2..1 – P12 Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 4 do 1º piso.0 P1 0.5 3 m P13 Figura 5.5 3 m Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado P13 no documento.5 2 2.0 1.0 Modelo 3 0.m Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 0. 0 Modelo 2 -30 5 Bibliografia -25 Modelo 3 -2010 -15 15 -10 -520 0 25 -250 5 1030 15 0.0 -200 20 25 -15030 P12 kN.5 2 2. 86 .5 3.1 – Figura Modelo 1 Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 1 do 1º piso.5 1.. Dos Pórticos. Figura 5.5 0.m -50 80 Modelo 3 600 50 40 Bibliografia Modelo 1 kN 100 20 Modelo 2 150 0 Modelo 3 200 -20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 20 m 19 -40 0.5 1 1. G.15 – Diagramas dos esforços axiais na viga do Pórtico 4 do 1º piso P1 9 GHGJHK 7 5 kN. Robalo.5 3.0 1.0P3 2.0 1..5 2.5 2..0 m huygjyh Modelo 1 -100 Figura Erro! Não existe texto com o estilo especificado no documento. CAPÍTULO V 100 kN 50 Modelo 1 0 Modelo 2 yfffffffffffffff Diagramas de esforços na viga do Pórtico 4 Modelo 3 -50 -100 -150 -25 -200 -20 -250 -15 1 0 2 3 4 5 6 -10 P1 7 8 9 10 P2 11 12 13 14 15 16 P3 17 18 19 P4 20 m P5 kN.m -5 Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento. Estrut.2 – 1º piso Diagramas dos momentos torsores na viga do pórtico 4 do 1º piso Keila S.1 – Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 4 do 1º piso.5 2.0 P21.0 0 P1 0.0 Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.1 – 1º piso Figura 5. 2.m 3 Modelo 2 1 Modelo 3 -1 -3 -5 -7 -9 0 P12 0.5 P13 0..

14) analisam-se três pontos considerados críticos.13.3 e 5. cujo valor do momento máximo obtido é de 22. há diferenças significativas nos esforços obtidos pelos Modelos 1 e 2. tendo portanto uma diferença entre si de aproximadamente 61%.97kN. Como se verifica na Figura 5.3. o esforço transverso máximo é dado pelo Modelo 3 com uma diferença de 6% do Modelo 1 e 15% do Modelo 2. A 2m do P12 verifica-se uma diferença significativa entre os modelos. rydhg Diagramas de esforços na viga do Pórtico 12 -45 -40 -35 -30 kN. o momento positivo máximo dado pelo Modelo 3 é inferior aos dados pelos Modelos 1 e 2. 87 . No Modelo 1 a outra viga é tida em conta na modelação da viga do Pórtico 4 através da aplicação de uma carga pontual obtida considerando algumas simplificações (ver Secção 4. ao contrário do que aconteceu na viga do Pórtico 1.0 0.4). o esforço transverso máximo é também dado pelo Modelo 2 com diferença de cerca de 11% do Modelo 1 e 42% do Modelo 3. Os momentos junto dos apoios dados pelo Modelo 3 são superiores aos resultantes do Modelo 1 e 2.Anál. G. Estrut. No vão acontece o contrário.m e pelo Modelo 1 é de 10. enquanto que no Modelo 2 a determinação dessa carga é feita de forma automática. Nesse ponto o esforço transverso dado pelo Modelo 2 é superior aos restantes. CAPÍTULO V Nesta viga. Nos vãos.m e com diferença de aproximadamente 23% do Modelo 1.1 e Anexo III). Em relação ao esforço transverso (Figura 5.m -25 -20 Modelo 1 -15 -10 Modelo 2 -5 Modelo 3 0 5 10 15 0.m.5 2. Robalo. Dos Pórticos.17 – Diagramas dos momentos flectores na viga do Pórtico 12 do 1º piso gujghg Keila S. Em relação às diferenças existentes entre os dois primeiros modelos e o Modelo 3 podem ser parcialmente explicadas pela inclusão das lajes na modelação e pelo facto de que nos Modelos 1 e 2 foram admitidas algumas simplificações na determinação das cargas (ver Figuras 5.5 1.m. No ponto junto ao apoio P12. Na secção da viga sobre o pilar P13.5kN. As diferenças entre o Modelo 1 e Modelo 2 poderão ser parcialmente justificadas pelo facto de que esta viga serve de apoio a uma outra viga e a interacção entre essas duas vigas é tida em conta de maneira distinta em cada um dos modelos. pois o maior momento é dado pelo Modelo 2 com valor de 28. o momento máximo junto ao apoio P12 dado pelo Modelo 2 é de 4kN.0 1. com uma diferença de 62% do Modelo 1 e 71% do Modelo 3. Ao analisar a zona junto do apoio P12. com uma diferença de aproximadamente 44% do Modelo1 e 30% do Modelo 3.25kN. verifica-se que o momento dado pelo Modelo 3 difere cerca de 55% do Modelo1 e aproximadamente 82% do Modelo 2.0m P7 Figura 5.

as fibras superiores se encontram tracionadas.5 1. Segundo esse método.5 1. G.0 m P7 Figura 5.0 0.19 – Diagramas dos esforços axiais na viga do pórtico 12 do 1º piso 7 6 kN.0 kN Modelo 2 Modelo 3 -1.5 Modelo 1 -1. Diagramas dos momentos flectores a viga do pórtico 12 do 1º piso CAPÍTULO V 50 40 30 kN 20 10 Modelo 1 0 Modelo 2 -10 Modelo 3 -20 -30 Dsfwegsd 0.5 2.17..0 -2. Dos Pórticos.5 1. O Modelo 2 indica que nas extremidades das vigas.0 1. e no vão as fibras inferiores é que estão traccionadas.5 2. 5. Constata-se que o Modelo 3 apresenta momentos negativos maiores e com diferenças significativas dos Modelos 1 e 2. Keila S.Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento. Segundo esse modelo.0 m P7 Figura 5. ao contrário do Modelo 1 que indica que são as fibras inferiores que estão tracionadas.5 Dsfwegsd P7 Figura 5.19 e 5.0 1. 88 .5 2. Estrut. ao contrário do Modelo 3 que dá o momento máximo negativo na extremidade sobre o apoio P7. o momento máximo negativo é dado na extremidade que apoia sobre a viga do Pórtico 4.20 mostram claramente a yt diferença entre os três modelos.20 – Diagramas dos momentos torsores na viga do Pórtico 12 do 1º piso.0 -0.18.18 – Diagramas dos esforços transversos na viga do Pórtico 12 do 1º piso 0.1 – Anál.0 m 0.0 0.m 5 4 Modelo 2 Modelo 3 3 2 1 0 0.5 -2. Os diagramas dos esforços apresentados nas Figuras 5. Robalo. 5.0 1.0 Bibliografia 0. todas as fibras superiores dessa viga encontram-se tracionadas.

foi simulada considerando que esta apoia-se sobre uma apoio elástico. Da Figura 5. para esta situação. As discrepâncias entre os modelos. Robalo..75 4. De acordo com os diagramas apresentados na Figura 5.75 m P13 kN Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.19 nota-se que os modelos revelam valores de esforços axiais pouco significativos. rytfzgcdxf Diagramas de esforços na viga do Pórtico 13 -40 -30 -20 Modelo 1 kN.22 – Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 13 do 1º piso Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento. No Modelo 1. no entanto com algumas diferenças entre si.00 0. Segundo o Modelo 3. com a diferença do Modelo 1 da ordem de 18%.50 P20 5. Dos Pórticos. G. a extremidade que apoia sobre a viga do pórtico 4.2 –89 Keila S.50 P24 2.25 6. que é a forma como é tida em conta as cargas transmitidas da laje para as vigas.18). Verifica-se que os resultados obtidos pelo Modelo 1 são constantes e praticamente nulos. com uma diferença de aproximadamente 57% do Modelo 2 e 66% do Modelo 2. o Modelo 3 dá esforços transversos superiores. bem como o tipo de apoio considerado pelo Modelo 1. A maior diferença entre os modelos ocorre na extremidade que apoia sobre a viga do Pórtico 4. Na extremidade sobre o apoio P7.m -10 Modelo 2 Modelo 3 0 10 20 30 0. Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 13 do 1º piso . onde o esforço axial máximo é dado pelo Modelo 2.20.25 3. verifica-se que o Modelo 2 fornece valores dos momentos torsores superiores aos do Modelo 3 com diferenças da ordem de 27%. verifica-se que na extremidade apoiada sobre a viga do Pórtico 4. cuja rigidez foi determinada conforme ilustrado no Anexo III. CAPÍTULO V Em relação ao esforço transverso (Figura 5.00 3.75 1. podem ser justificadas em parte pelas razões referidas anteriormente. Estrut.1 – Figura 5.21 kN.. o valor máximo é dado pelo Modelo 2 com valor de 22.Anál. com uma diferença de 56% do Modelo 3. o esforço transverso nessa extremidade é nula.00 P15 6.21 – Diagramas d os momentos flectores na viga do pórtico 13 do 1º piso idyhgj Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 12 do 1º piso 70 60 50 40 30 20 10 0 -10 -20 -30 -40 -50 -60 Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 0 P24 1 2 P20 3 4 5 6 P15 m P13 Figura 5.

já no troço P15-P13 constata-se que segundo o Modelo 1 e 2 este troço está à tracção e segundo o Modelo 3 este está à compressão..5 4 4. G.Anál. Também é nessa secção que ocorre a diferença máxima entre o Modelo 2 e o Modelo 1 com um valor da ordem de 32%. ao analisar o momento positivo máximo ao longo do troço P20 a P15 constata-se que o dado pelo Modelo 2 é superior aos restantes modelos.23 – Diagramas dos esforços axiais na viga do pórtico 13 do 1º piso Dimensionamento das vigas 15 10 kN.5 6 P15 6.22. Por exemplo.usp.24 – Diagramas dos momentos torsores na viga do pórtico 13torsão: do 1º piso Falar sobre http://www.0 4..5 m P13 Figura 5.0 1.ep. Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento. Da Figura 5. Keila S.1 – CAPÍTULO V Diagramas dos momentos torsores na viga do pórtico 13 do 1º piso 6 5 4 3 kN Modelo 1 2 Modelo 2 Modelo 3 1 0 0. nota-se que nos dois primeiros troços. sendo essa a diferença entre o Modelo 2 e Modelo 3 na extremidade junto ao apoio P13.5 5.5 3.5 4.br/pesquisas/TecEdu/flash/Torcao.23. Em relação a esforço transverso. Robalo.1 – P24 P15 P20 P13 Diagramas dos esforços transversos na viga do pórtico 13 do 1º piso Figura 5. com diferença de aproximadamente 16% do Modelo 1 e 25% do Modelo 3.21 a 5.5 m -1 -2 Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.5 1 1. Ao analisar quantitativamente os esforços axiais dados pelos três modelos.0 5. nota-se que o maior esforço axial em qualquer troço é dado pelo Modelo 2 e constata-se que a diferença máxima entre o Modelo 2 e o Modelo 1 é de 26% e em relação ao Modelo 3 é de 81%.0 0.24 constata-se existir uma diferença significativa entre os esforços dados pelos modelos.m 5 0 Modelo 2 Modelo3 -5 -10 -15 0 P24 0. enquanto que na zona junto ao apoio P15 nota-se que o momento máximo negativo é dado pelo Modelo 1 com diferenças de aproximadamente 73% do Modelo 2 e 65% do Modelo 3.0 2. nota-se através do diagrama ilustrado na Figura 5. Estrut.5 1.5 5 5.5 6. que a maior diferença entre os esforços transversos máximos dados pelos modelos é de aproximadamente 50%.5 3 3. 90 . com uma diferença da ordem de 13% do Modelo 1 e 11% do Modelo 3. os esforços axiais dados pelos três modelos são positivos.0 3.lmc.5 P20 2 2. Dos Pórticos.html Das Figuras 5.5 2. Na zona junto ao apoio P20 o momento máximo também é dado pelo Modelo 2. portanto de tracção.0 6.

U de resistência à flexão e as propriedades mecânicas dos materiais utilizados estão descriminadas na Secção 5.29 Modelo 3 7.70 5. não esquecendo de realçar que no caso dos pontos com momentos diferentes à esquerda e à direita.34 13. P1 1 2 9.1. para o Modelo 2.91 7 14. O dimensionamento é realizado apenas para a verificação da segurança em relação ao E. As armaduras longitudinais foram determinadas seguindo a seguinte sequência. da viga do Pórtico 1 do 1º piso.4.L. G.39 2.61 9.49 14. ao longo do mesmo troço. No primeiro caso considera-se que as vigas recebem apenas os esforços verticais da laje ou das outras vigas que sobre elas apoiam e no segundo caso.91 2.21 8.73 5. Msd→ sd→ através das tabelas elaboradas de acordo com o EC2 determinou-se a percentagem mecânica das armaduras e por fim calculou-se as armaduras longitudinais. CAPÍTULO V Considerações gerais Ao analisar os diagramas de esforços nas vigas constata-se que nas situações em que as cargas transmitidas das lajes para as vigas foram determinadas através do método das linhas de influências e das vigas para as vigas através de métodos simplificados (ver Anexo III). Keila S. pois neste caso as cargas são distribuídas tendo em conta a rigidez de cada elemento estrutural (ver todos os diagramas dados pelo Modelo 3 e os diagramas de esforços nas vigas do Pórtico 4 dado pelo Modelo 2. onde a variação do momento à esquerda e à direita é igual ao momento torsor do Pórtico 12. As (cm2). 5. enquanto que no Modelo 3 essa variação é influenciada não só pelo momento torsor proveniente do Pórtico 12 como também da laje. Robalo. o momento de dimensionamento adoptado é o maior dos dois. Nos casos em que as cargas transmitidas das lajes para vigas ou das vigas para as vigas foram feitas de forma automática verifica-se o contrário.40 Modelo 1 9.33 Figura 5.25 – Armadura longitudinal. Dos Pórticos.52 7.34 1. mais precisamente no nó da intersecção entre esta viga e a viga do Pórtico 12).82 11. são iguais.53 9. Estrut.73 11.43 P2 P3 3 4 14. no ponto de intersecção com o Pórtico 12.69 P4 5 P5 6 13.2 Cálculo das armaduras longitudinais na viga do 1º piso do Pórtico 1 Após os esforços solicitantes nas vigas serem determinados procede-se à determinação das armaduras dos elementos. Na figura seguinte apresentam-se as armaduras longitudinais obtidas para a viga do Pórtico 1 do 1º piso. o programa Sap2000 permite a transmissão não só dos esforços verticais como também dos restantes esforços. 91 . os esforços à esquerda e à direita do nó.64 Modelo 2 9.65 14.Anál. Este facto pode-se verificar no Pórtico 4.

4% do Modelo 1 e do 5% do Modelo 2.Anál. Dos Pórticos. No entanto. cerca de 3.91m). Ao analisar os momentos flectores no pilar P16 constata-se que segundo o Modelo 1 esse pilar está submetido à flexão composta e face ao Modelo 2 e Modelo 3 o P16 está submetido à flexão desviada mas com esforço muito reduzidos. Ao analisar o topo do P2 na direcção Y nota-se que o maior momento é dado pelo Modelo 1 com uma diferença de 11% do Modelo 2 e 56. Por exemplo. Estrut.9% do Modelo 1 e do 8. secção a zero metro de altura que é o ponto de intersecção com a fundação (base do pilar).1– Esforços nos pilares P2.1 São apresentados as esforços em três pontos dos pilares seleccionados (pilares localizados entre fundação e o 1º piso). É de notar que ao modelar o P16 num modelo tridimensional (Modelo 2 e Modelo 3) o esforço axial aumenta significativamente. de acordo com os Modelos 2 e 3.6% do Modelo 3. Em relação ao esforço axial constata-se que o Modelo 3 apresenta um resultado superior com uma diferença pouco significativa dos restantes modelos. para cada um dos modelos estão apresentados no Quadro 5. Daí que através do Modelo1 só é possível saber informações acerca do P16 na direcção Y. o Modelo1 apresenta valores máximos na direcção Y ao contrário dos Modelos 2 e 3 que apresentam maior esforço na direcção X. Para o pilar P16 isso não foi possível uma vez que esse pilar pertence a apenas a um pórtico que é na direcção Y. que a nível do esforço transverso e momento flector. esforço transverso (V). Robalo. P13 e P16 No pilar P2 verifica-se. G. 92 . Aplicou-se o mesmo procedimento para o pilar P13. secções a meio vão e o topo do pilar (2. constata-se que existem esforços nesse pilar tanto na direcção Y como na direcção X.3 Esforços nos pilares Os esforços solicitantes (esforço axial (N). para o pilar P1 o esforço axial total é a soma do esforço axial desse pilar quando modelado no Pórtico 1 e o esforço axial desse mesmo pilar quando modelado no Pórtico 10.5 vezes no caso do Modelo 2 e 3.9% do Modelo 2. cerca de 1. CAPÍTULO V 5. Em relação a P13 verifica-se que o esforço axial máximo é dado pelo Modelo 3 com uma diferença de 32.4. Em relação ao momento flector Keila S. momento flector (M) e torsor (T)) nos pilares tomado como exemplos. O esforço axial dado pelo Modelo 1 corresponde à soma desse esforço obtido no pilar para cada pórtico independente.23 vezes no Modelo 3. Quadro 5.

8. 5 D’ARGA E LIMA. todos os restantes procedimentos foram feitos de acordo com o EC2-1-1.4. No EC2-1-1. [et al.4 Análise comparativa das quantidades de armaduras longitudinais nos pilares Para atingir o objectivo pretendido neste subcapítulo tomou-se como exemplos os pilares P2 e P16 para proceder o dimensionamento. com diferenças significativas dos dois restantes modelos.2) lo é o comprimento efectivo do pilar. Estrut. para as diversas condições dos apoios. Lisboa.3. Dos Pórticos.4.3) Em que: l é o comprimento do pilar. 1991. O pilar P2 está submetido à flexão desviada e sendo assim.1 Determinação do coeficiente de esbelteza do pilar O coeficiente de esbelteza pode ser determinado através da seguinte fórmula (EC2-1-1. Keila S. Robalo.Anál.2 (1)): (5. J. o comprimento efectivo é então dado pela seguinte expressão: (5. bem como as expressões que permitem definir o comprimento efectivo dos elementos inseridos em pórticos.1) Onde.Betão Armado – Esforços normais e de flexão. sendo que o maior tanto na base como no topo.8.] . a verificação da resistência à flexão desviada partindo da distribuição da armadura já dimensionada. No caso em estudo os elementos a dimensionar estão inseridos em pórticos e considerando que estes são elementos contraventados.4. O pilar P16 está submetido à flexão composta segundo o Modelo 1 e para os restantes modelos este encontra-se submetido à flexão desviada. Secção 5. O último método referido requer que no final seja feita.2 (2) a (7) são indicados os comprimentos efectivos para elementos lineares isolados. i é o raio de giração dado pela expressão (5. quer na direcção X como na direcção Y é dado pelo Modelo 2.3. No caso em estudo a determinação da percentagem mecânica foi realizada recorrendo aos Ábacos disponíveis nas publicações de LNEC 5. Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Secção 5. caso necessário. 93 . o seu dimensionamento pode ser feito através de ábacos disponíveis para esse efeito ou através do método simplificado que consiste na divisão do problema nas duas direcções e resolver como se tratasse de um problema de flexão composta simples em cada direcção. 5. G. CAPÍTULO V nota-se que todos os modelos revelam resultados muito reduzidos. 5. porém. Em relação ao esforço transverso nota-se que o modelo 2 também apresenta resultados superiores.

Sendo assim a Expressão 5.3 Z 0. Estrut.5) Em que: EIvigas é a rigidez de flexão das vigas que concorrem no nó.5 b) a) Figura 5. Dos Pórticos. respectivamente. b) Pórtico na direcção Y.3 2.Anál. P3 6.3 0.26 – Determinação da rigidez da ligação: a) Pórtico na direcção X.3 Z k1y P2 y P11 5.7 0.6) Caso as extremidades do pilar estejam ligadas a elementos de fundação que confiram quede k é livre igual a rotação 0. A relação M pode ser determinada de forma simplificada através da seguinte expressão.3 0. Esse parâmetro pode ser determinado através da seguinte expressão (EC2-1-1. EI . Se o apoio de livre encastramento.  assume o valor de 4 para elementos com ligações de continuidade nas extremidades.5 k2x V21 0. a 0. (Appleton.A rotação dos elementos que se opõem à rotação para o momento flector M.1.7 0. Robalo. Secção 5.Rigidez de flexão do elemento comprimido (a e b são elementos comprimidos acima e abaixo do nó).1 Keila S.3 0. .7 0.5 k2y V23 0. k1x = k1y = 0.3 2.1. CAPÍTULO V k1 e k2 são as flexibilidades relativas dos encastramentos parciais das extremidades 1 e 2. considera-se que k é igualencastramento.4 toma a seguinte configuração: (5.5 0.5 94 .3 0.8. Se oconsidera-se apoio for k éfor igual a rotação k é igual a ∞.4) Sendo.7 k1x P2 X P1 6.5 P3 3.5 a) V211 0. G.2 (3)e (4)): (5.3 2. Determinação do coeficiente de esbelteza do pilar λ P2 na direcção x Determinação do coeficiente de esbelteza do pilar λ P2 na direcção x P2 Determinação do coeficiente de esbelteza λ do pilar P2' P2' 0.3 0. ou 3 para elementos rotulados na extremidade oposta à da ligação em análise.3.3 2. 2011): (5.

G.Anál.4.λlim.5 < λlim = 29. pode considerar-se B=1.7m. na direcção X e considerando os esforços do Modelo 1 obtém-se que: Cx 17 18 98 34 82 2 24 2148 96 0 3 0 3 25 103 1 5 =1. Raio de giração Coeficiente de esbelteza λx 18 4 λy 19 5 5. e ef (coeficiente de fluência efectiva) não é conhecido. Estrut. Keila S. considerando os esforços do Modelo 1 B λlim=29.2.7 Se  (taxa mecânica de armadura) não é conhecida. P2.7) Onde. Determinação do limite de esbelteza .2 Como λy = 19. |Mo2| ≥ |M01|.4.1 (1) do EC2-1-1) (5.3. Mo1 e M02 são momentos de primeira ordem nas extremidades.8. C 1 7 rm M 01 endo rm M02 . os efeitos de segunda ordem podem ser ignorados nessa direcção. Utilizando esforços obtidos através do Modelo 1 .2 Determinação do limite de esbelteza do pilar.9. Como λx =18. . Esforço axial reduzido.7 obtém-se que λlim=28.6m e loy=1. Para o pilar em estudo.43 Substituindo cada um dos parâmetros na Expressão 5.4 < λlim=28. pode considerar-se A=0. (ver Secção 5. os efeitos de segunda ordem podem ser ignorados nesta direcção. CAPÍTULO V Substituindo na Expressão 2 obtém-se lox=1. λlim.9. do pilar P2 na direcção Y.1. Robalo. Dos Pórticos. 95 .

O EC2-1-1 na Secção 5.6 x M02 + 0.4 x M02.Anál.3 Determinação do momento de dimensionamento MEd O momento de dimensionamento é determinado através da seguinte expressão (EC2-1-1. a excentricidade devido ao efeito das imperfeições geométricas. Figura 5.8. 2007): (5. G.Momento de extremidade de primeira ordem equivalente: M0e = 0. mas no caso em estudo considerou-se a expressão simplificada: ei (5.8. Secção 5.Momento nominal de segunda ordem: M2 = NEd x e2 Sendo.Momentos da primeira ordem → Momentos resultantes das acções aplicadas na estrutura e das imperfeições geométricas.4): h e máx 30 0 02m sendo h a altura da secção. |Mbase|} + ei x NEd M02 = Max{|Mtopo|. logo o momento de dimensionamento é dado pela seguinte expressão: MEd M02 Max Mtopo Mbase e i x NEd eo NEd Sendo: ei.2 e Moss e Brooker.10) Segundo o EC2. (5. Estrut.1.4. Esses momentos são dados pelas seguintes expressões: M01 = Min{|Mtopo|. e é na direcção em que estas têm os efeitos mais desfavoráveis.9 (2).27 – Momento de dimensionamento (Moss e Brooker). Secção 5. No pilar em estudo como o efeito da segunda ordem é dispensado.4. Keila S. M2 . CAPÍTULO V 5.8. Dos Pórticos.4 x M01 ≥ 0. as imperfeições devem ser consideradas apenas numa direcção. ei é a excentricidade devido ao efeito das imperfeições geométricas M0e .9) 400 eo excentricidade mínima cujo valor é (EC2-1-1 na Secção 6. Robalo. 96 . e2 a excentricidade devido ao efeito das imperfeições da segunda ordem.8) Onde: M01 e M02 . |Mbase|} + ei x NEd. Em que.2 explica-se como é que esse parâmetro pode ser determinado.

dever-se-á aumentar as dimensões do pilar. Estrut.61 cm2 44 24.61 1.98 43.82 46.96 1.87cm2 Como Asmáx=0.04 0.3 Modelo 1 Modelo 3 33.9 Quadro 5.Anál. CAPÍTULO V Determinação dos momentos de dimensionamento usando os esforços do Modelo 1: Neste caso as imperfeições têm os efeitos mais desfavoráveis na direcção Y e sendo assim os momentos a considerar são os seguintes: Momento de dimensionamento na direcção Y 1 ei 400 0 0042m e0 0 02m Mtopo 36 34kN m M02y Máx Máx 20 57 36 34 0 0042x2148 96 0 02x2148 96 42 98 45 43 Mbase 20 57kN m NEd 2148 96kN M02y 45 43kN m Momento de dimensionamento na direcção X Mtopo 34 82kN m Mbase 18 98kN m NEd 2148 96kN M02x Máx 18 98 34 82 34 82kN m 5.4.6 26. portanto. Robalo.3 Modelo 2 1.6 18.14cm2 21. Keila S. Dos Pórticos.44 25.7 34.41 23.4.68 cm2 23. considerando que a secção do pilar é 0. Sendo assim.07 0.9 As= 38.04xAc=36cm2 é menor que a área da armadura obtida. 97 .28 32.09 0. pode-se concluir que a solução não é adequada.04 0.99 0.55 0.87cm2.8 15.21 0.4 λy 32.6 44. As =38.8 1.78 cm2 É de referir que a área de aço obtida é muito elevada e seria conveniente. aumentar as dimensões da secção do pilar para que As seja menor.06 0.05 1.34 cm 44 27.37 21.3 – Armaduras longitudinais no pilar P2.21 2069.3 através do ábaco 59.m) (kN. G.m) NEd (kN) µx µy µy/µx  As (cm2) 33.8 33. em termos económicos.59 2179.11 2148. As cal Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 As adoptadas 2 25.57 1.06 0.10 obtêm-se ≈1.31 cm2 44 22.4 Cálculo das armaduras longitudinais NEd μx μy 2148 96 b h fcd MEdx 2 b h fcd MEdy h b 2 1 43 0 3 0 3 25 103 1 5 34 82 fcd 2 03 03 3 0 077 3 0 101 25 10 1 5 45 43 2 03 03 25 10 1 5 μy μx Admitindo que a/h=0.4mx.7 33.7 32.03 0. =0.07 0.3m e seguindo o mesmo raciocínio de cálculo efectuado anteriormente obtêm-se para cada modelo de cálculos as seguintes áreas das armaduras longitudinais: Quadro 5.2– Cálculo das armaduras longitudinais no pilar P2 lox (m) λx λlimx loy (m) λlimy MEdx MEdy (kN.

deferindo aproximadamente 19% do Modelo 1 e 10% do Modelo 2. uma vez que necessita de uma área de aço bastante inferior à do Modelo 3.18 cm2 4   3. 98 .28 cm2 Asmin De acordo com os valores apresentados constata-se que há maior diferença entre os modelos.3 que há diferenças entre os modelos utilizados na modelação. Keila S. Já o Modelo 2 revela-se menos económico. G.4 – Armaduras longitudinais no pilar P16 As cal Modelo 1 Modelo 2 Modelo 3 As adoptadas 2 1. Para o pilar P16 as dimensões arbitradas inicialmente servem e os resultados referentes as armaduras estão apresentados no quadro que se segue: Quadro 5.75 cm 8. pois conduz a mais área de aço que o Modelo 3. com uma diferença de aproximadamente 66%.64 cm2 5. Estrut.05 cm2 6.14 cm2 9. Constata-se que o Modelo 3 oferece solução mais económica. CAPÍTULO V O pilar P2 localiza-se na zona da laje onde apresenta-se menores irregularidades geométricas e mesmo assim nota-se. a partir dos resultados apresentados no Quadro 5. diferindo deste cerca de 67%. Dos Pórticos. Nota-se que o Modelo 1 revela-se pouco adequado. Robalo.Anál.

CAPÍTULO VI

6. CONCLUSÕES GERAIS E DESENVOLVIMENTOS FUTUROS
O presente trabalho incidiu na análise estrutural do edifício apresentado no Capítulo II
recorrendo a diferentes modelos estruturais. Os resultados provenientes de cada modelo foram
comparados entre si. Das várias análises comparativas foi possível obter algumas conclusões
que se julga serem úteis para os jovens engenheiros e que são descritas a seguir.
Análise das lajes vigadas
A análise comparativa dos momentos flectores nas lajes determinados através das tabelas de
Barés e do método dos elementos finitos demonstrou que existe uma grande divergência entre
estes e, consequentemente, a quantidade de armadura longitudinal necessária também será
muito diferente. Essas diferenças foram justificadas através das condições admitidas por cada
um destes métodos de cálculos. Os esforços determinados com recurso às tabelas são obtidos
partindo do pressuposto que as vigas de apoio são indeformáveis à flexão. Porém, através dos
modelos analisados pelo método dos elementos finitos no programa Sap2000 foram feitas
várias formulações onde a inércia das vigas de apoio foi variado e demonstrou-se que esse
parâmetro influência bastante os esforços nas lajes. Deste estudo ficou explícito que os
momentos obtidos através dos modelos que consideram a rigidez à flexão real das vigas de
apoios são maiores que os obtidos pelos modelos que não a consideram, chegando a existir
diferenças que podem atingir os 64%. No caso em que se simulou que as vigas estão
fissuradas, através da consideração de apenas metade da sua rigidez à flexão, verificou-se um
aumento significativo dos momentos flectores nas lajes. Em relação à rigidez à torção das
vigas de apoio constatou-se que ao ignorar este parâmetro no cálculo isso implicou, para
maioria dos modelos analisados, um aumento dos momentos nas lajes tanto positivo como
negativo, havendo casos onde esse aumento atingiu 33%. Nos modelos que consideraram que
as vigas estão fendilhadas, verificou-se que as diferenças são pouco significativas.
Outro parâmetro que também foi analisado foi a teoria das lajes utilizada em cada um dos
métodos de cálculos. Conforme referido no Capítulo 3, as tabelas utilizadas para a análise das
lajes foram elaboradas com base na teoria de Kirchhoff, ou seja, desprezando a deformação de
corte. O programa Sap2000 permite a modelação das lajes baseada tanto na teoria de
Kirchhoff como na teoria de Reissner-Mindlin. Das diversas modelações realizadas no
programa Sap2000 verificou-se que há diferenças significativas entre os momentos flectores
obtidos pelas duas teorias quando é considerado todo o pavimento. No caso em que o painel
de laje foi estudado isoladamente, no mesmo programa, constatou-se que a diferença dos
resultados entre as duas teorias foi menos significativa. Esta diminuição das diferenças
permite afirmar que se verificou a situação referida no início do Capítulo 3, “um “bom”
elemento de Reissner-Mindlin deve conseguir recuperar os resultados fornecidos pela teoria
de Kirchhoff”.
Foram feitas modelações admitindo várias hipóteses de cálculos e para todas as modelações
foram obtidas soluções. Obviamente que o programa de cálculo não dá informações sobre os
erros relacionados com a modelação estrutural e, claro, pode haver situações em que a
modelação escolhida não é adequada para o caso em estudo. Portanto, cabe ao engenheiro a

Keila S. G Robalo.

99

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

CONCLUSÃO

decisão sobre o modelo estrutural e o programa de cálculo mais apropriado para o caso em
estudo. Os utilizadores devem ter consciência de que o programa de cálculo é apenas uma
ferramenta e deve ser utilizada com muita prudência.
A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir que é imprescindível modelar a laje de modo
a simular o mais correctamente possível o seu comportamento real. Para isso devem ser
usadas ferramentas de cálculo que permitam considerar todos os parâmetros citados
anteriormente e outras variáveis que não foram contempladas neste documento
(comportamento não linear dos materiais e ainda uma análise que considera as dimensões
reais de todos os elementos estruturais).
Análise das lajes fungiformes
Através da análise comparativa dos momentos flectores nas lajes fungiformes determinados
através do método dos pórticos equivalentes e do método dos elementos finitos, constatou-se
que há diferenças significativas entre os resultados dados pelos dois métodos. Notou-se que,
de um modo geral, o método dos elementos finitos conduz a momentos flectores superiores,
razão pela qual pode-se concluir que o modelo dos pórticos equivalentes parece ser pouco
adequado para a análise do estado limite último de resistência à flexão da laje.
Salienta-se ainda que o método dos pórticos equivalentes não dá informações sobre o
momento torsor na laje e através do método dos elementos finitos é possível determinar esse
esforço. No caso em estudo obteve-se, através do método dos elementos finitos, momentos
torsores que variaram entre -53,75kN.m/m e 38,74kN.m/m. Como pode verificar isto
implicaria um aumento significativo dos momentos de dimensionamento e,
consequentemente, nas quantidades de armaduras longitudinais. Face à situação descrita
pode-se concluir e referir mais uma vez que o método dos pórticos equivalentes não consegue
representar adequadamente o comportamento da laje em estudo.
Análise dos pórticos
No Capítulo 5 foi apresentada uma análise linear elástica da estrutura porticada considerando
três tipos de modelação geométrica: plana (Modelo 1), tridimensional sem laje (Modelo 2) e
modelação tridimensional com laje (Modelo 3). O estudo focalizou-se na análise das
variações dos resultados obtidos, tanto a nível de esforços como das quantidades de
armaduras longitudinais, dados pelas diferentes modelações estruturais. Nestas análises
manteve-se sempre que possível as mesmas hipóteses de cálculo. Do estudo realizado
salienta-se o seguinte:
 Comparando os esforços na viga do Pórtico 1 notou-se que os Modelos 1 e 2 apresentam
resultados dos esforços transversos, axiais e momentos flectores aproximados e
superiores aos obtidos pelo Modelo 3, com diferenças significativas. Desta análise
comparativa foi possível concluir que as diferenças entre os três modelos deve-se,
principalmente, à influência da laje na modelação. No Modelo 1 e 2 os esforços são
praticamente iguais porque foram admitidas as mesmas condições de carregamento (a
acção da laje na viga foi determinada previamente). No Modelo 3 essas cargas foram
determinadas automaticamente através da introdução da laje na modelação. Esta última
hipótese julga-se ser a mais adequada porque desta forma as cargas são distribuídas pelas

Keila S. G. Robalo.

100

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

CONCLUSÃO

vigas de acordo com a sua rigidez. Com base nesta mesma análise e considerando a
verificação da segurança em relação ao E.L.U de resistência à flexão foi possível concluir
que modelar vigas, que se encontram em condições idênticas às da viga do Pórtico1, pelo
Modelo 1 e 2 pode acarretar custos desnecessários para a construção.
 No estudo das vigas do Pórtico 4 e 12 registaram-se diferenças significativas entre os
esforços dados pelos três modelos e essas diferenças estão relacionadas com as
simplificações admitidas no Modelo 1 e 2. É importante relembrar que a viga do Pórtico
12 apoia-se na viga do Pórtico 4 e a interacção entre essas duas vigas foi tida em conta de
maneira distinta em cada um dos modelos. O Modelo 1 considerou, na modelação do
Pórtico 12, que a viga do Pórtico 4 comporta-se como um apoio elástico com rigidez
constante e no Pórtico 4, o efeito da viga do Pórtico 12, foi modelada como uma carga
pontual igual, em valor absoluto, à reacção do referido apoio elástico. A partir da
comparação dos diagramas dos esforços dados pelos três modelos foi possível concluir
que a simplificação adoptada no Modelo 1 não traduz o comportamento real destes
pórticos. As diferenças observadas não só entre o Modelo 1 e os restantes modelos, mas
também entre o Modelo 2 e 3. Estas diferenças podem ser parcialmente explicadas pela
inclusão das lajes na modelação e pelo facto de que nos Modelos 1 e 2 foram admitidas
algumas simplificações na determinação das cargas (ver Figuras 5.3 e 5.4). Face ao
exposto pode-se concluir que nas situações em que há vigas a apoiar sobre outras vigas, o
Modelo 1 pode apresentar resultados que podem comprometer a segurança.
 Da análise comparativa dos esforços no Pórtico 13 verificou-se diferenças significativas
entre os modelos, sendo que essas diferenças podem ser justificadas com base nas
irregularidades geométricas da estrutura na periferia desse pórtico. Devido a essas
irregularidades foram necessárias fazer algumas simplificações, principalmente no
cálculo das cargas provenientes das lajes, o que justifica em parte as diferenças entre os
Modelos 1 e 2 e o Modelo 3. As diferenças entre o Modelo 1 e os restantes modelos
devem-se principalmente à assimetria da estrutura.
 Do estudo comparativo dos esforços nos pilares tomados como exemplos ficou bem claro
que há diferenças significativas entre os três modelos. Por exemplo, verificou-se que o
Modelo 1, para o caso do pilar P2, conduz a uma solução pouco económica porque é
necessária uma área de aço superior à do Modelo 3, com uma diferença de
aproximadamente 20%. Já o Modelo 2 conduz a uma quantidade de armadura
longitudinal razoável, deferindo apenas 10% do Modelo 3. Para o pilar P16 verificou-se
que o Modelo 1 revela-se inadequado, uma vez que necessita de uma área de aço bastante
inferior à do Modelo 3, com uma diferença de aproximadamente 66%. Já o Modelo 2,
para este caso, revela-se menos económico, pois conduz a mais área de aço que o Modelo
3, diferindo deste cerca de 67%.
Pelas razões expostas, pode-se concluir que o uso de modelos que se baseiam na separação
dos elementos estruturais pode conduzir a resultados que se julga serem pouco adequados ou
pode, noutros casos, conduzir a soluções pouco económicas. Sendo assim é fundamental que
se tenha bastante cautela na simplificação das estruturas e lembrar que, na realidade, tais
elementos funcionam como um elemento solidário, por isso, o ideal será adoptar modelos que
permitem idealizar a estrutura como um todo.
Keila S. G. Robalo.

101

102 . nomeadamente considerar estruturas com paredes resistentes. G. Do ponto de vista da concepção estrutural e considerando as acções horizontais será importante comparar soluções estruturais com e sem paredes resistentes. Poder-se-á estudar diferentes modelações para as paredes resistentes e a sua interacção com os pórticos. Robalo.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado CONCLUSÃO Desenvolvimentos futuros Para estudos a realizar no futuro sugere-se a análise estrutural deste mesmo edifício mas com diferentes soluções estruturais. Keila S. Ainda neste tema julga-se que será interessante avaliar o efeito das acções horizontais na estrutura tendo em conta as três modelações apresentadas neste trabalho.

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esta hipótese não é muito recomendada. considera-se no cálculo que essa viga. Uma laje tem bordo livre quando esta não tem viga de apoio e como exemplo cita-se uma laje em consola. considera-se o bordo de continuidade encastrado obtendo-se assim esforços à esquerda e à direita dessa viga diferentes. 1976). Nas lajes contínuas cujos painéis são muito diferentes uns dos outros. Contudo. dviga. devido a sua baixa rigidez de torção. 1996). condições de apoio e de carregamento (Rocha. 106 .5.dlaje. considera-se que a viga apresenta uma maior resistência à torção. o mais correctamente possível. pois assume-se que a viga não tem rigidez à torção e apresenta uma rigidez à flexão infinita. não impede eventuais rotações que a laje possa ter. as suas condições de apoio. muitos projectistas questionam-se sobre qual é o tipo de apoio ideal a considerar no cálculo para este caso. Geralmente. o que confere um certo grau de encastramento a laje.1 – Representação esquemática das condições de apoio (Grupo de Análise de Estruturas. No caso em que dviga é superior a 1. portanto funciona como um apoio simples. pois essa viga é flexível. este encastramento não é tido em conta na análise. As lajes contínuas são assemelhadas às lajes isoladas considerando encastrado o bordo de continuidade. os apoios utilizados nos bordos das lajes para imitar o seu “comportamento real” estão representados na Figura I. quando a laje é apoiada sobre uma viga cuja altura útil.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXOS Anexo I: Análise das lajes maciças vigadas recorrendo às tabelas de Barés I. G Robalo. na prática. Na realidade não é bem assim. Ainda explica que apesar de haver nesta situação algum grau de encastramento conferido pela rigidez da torção das vigas de apoio. Face a essa situação. é Keila S. Quando a laje apoia-se numa viga e não há outra laje adjacente considera-se que esse bordo é simplesmente apoiado.1. Esta hipótese é viável se as lajes adjacentes à viga tiverem as mesmas dimensões. Figura I.1 Condições de apoio A análise de um pavimento constituído por lajes vigadas recorrendo às tabelas é feita através da decomposição do pavimento em lajes isoladas. principalmente quando esta é betonada em simultâneo com a viga. Ao isolar a laje é importante simular. pois essa rigidez reduz bruscamente quando a viga passa do estado I (sem fissuração) para o estado II (fissurado). Para Bernal (2005). o que impede a rotação da laje. De modo a garantir a lei de continuidade num nó. é igual a 1.dlaje.5.

considera-se Laje estáencastrada encastrada na  Se 2 Se L2 →1 L1→ considera-se queque Laje 1 1está naLaje Laje2. considera-se Laje estáapoiada apoiada na 4 Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Lajes rebaixadas Laje 1 Laje 1 Laje 1 Laje 1 Laje 2 Laje 2 Laje 2 Laje 2 Δh ≤ 1h1Se Δh ≤ h1 1 Se Bordo encastrado Bordo Δh ≤ hencastrado Δh ≤ 1hmin 1 w ≥≤hh min 1Se 1 SebΔh 1 w≥ h 1 Se b Δh ≤ h1Se Δh Bordo Bordo encastrado Bordo encastrado ≤ h1 ≥ hencastrado bw ≥ hbmin 1 Se bw ≥ h1 min w min Bordo encastrado Bordo encastrado bw ≥˃hhmin 1 bw ≥ hmin Δh Bordo apoiado Δh ˃ h1 LΔh≤˃2. entre as duas lajes (Laje 1 e Laje 2). 1 h : espessura da lajedasuperior.5m h1 Δh L ≤ 2. Camacho (2004) referiu no seu trabalho que para lajes com vãos diferentes. ytgfn 3 107 . Onde: 1 Onde: h2: espessura dasuperior. h21:: espessura espessura da laje superior. hmin: o m h2: espessura da laje L: o menor vãoinferior.5mΔh ˃ h1 Δh hh1min b Lw≤≥˃2. h da laje 1: espessura h da laje inferior.5m Bordo apoiado L ≤ Bordo apoiado 2 Se Δh ˃ h1 ΔhL ˃≤h2. G.2.5m 3 Se b hmin Bordo encastrado 3 Se L ≤ 2.5m L ≤ 2. hmin: o m hmin:Encastramento om Parcial: Parcial: Encastramento Encastramento Parcial: L1 Bordo emem análise Bordo análise Laje 3 L3 L2 1 Encastrado Laje 1 Laje 2 Laje 3 Apoiado 2 2 e l1 l3→Bordo encastrado 1 ≥Se3 L1 ≥ L3→Bordo encastrado Keila S.5m Bordo encastrado b ≥ h w min dsfv Onde: Onde: bw ≥ hmin h : espessura laje superior (Laje 1). Robalo.5m Δh ˃ h1 Bordo encastrado Δh ˃ h1 L ≤ 2. lajes rebaixadas e ainda lajes que apresentam descontinuidade ao longo do seu contorno adopta-se as seguintes condições de apoio: Lajes com vãos diferentes Lajes com vãos diferentes Laje 1 Laje 2 L1 L2  Se 1 Se L2 →14 L1→ considera-se queque Laje 1 1está naLaje Laje2.5m 1 Bordo apoiado 2 Se L ≤ 2.5m L ≤ 2.5m Bordo encastrado L ≤ 2.5m h1 Bordo apoiado 2 Se apoiado ˃ h1Bordo ˃ hΔh 1 Bordo apoiado Δh ˃2. h2: espessura da laje inferior.5m 3 Se L Bordo encastrado Δh ˃ h1 bw ≥ hmin Lw≤≥2. 2. hmin: o menor entre h1 e h2. laje inferior (Laje 2).5m Bordo encastrado bw ≥ hmin Lh ≤ 2.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I feito o equilíbrio de esforços nesse apoio e a consequente redistribuição de momentos no vão de cada laje.5m Bordo encastrado Δh ˃ h b ≥ w min 1 ≤ 2.

Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I 2 l1 ≥≥3 l3→Bordo encastrado  1 eeL1 →Bordo encastrado Laje 3 2  SeSeL1L1<<32L3→→Bordo Bordoapoiado apoiado 2 Se l1 < 3 l3→ Bordo apoiado Laje 3 Laje 3 O vão teórico ou vão efectivo. logo a armadura principal da laje é colocada nessa direcção. Se .1Vãos Vãosteóricos teóricos (I. o EC2-1-1 na Secção 7.1. sendo que essa classificação depende da relação entre os vãos e das condições de apoio. dados pelas seguintes expressões: Keila S. t: largura do elemento do apoio. (EC2.2 – Vão efectivo de uma laje Onde: a1: menor valor entre t1/2 e h/2 a2: menor valor entre t2/2 e h/2 (figura 4) ln: distância livre entre as faces dos apoios.2): das lajes deve ser definido através da expressão seguinte 1.1 1. G.2 Classificação das lajes de acordo com o modo de flexão dominante As lajes podem ser definidas como armadas numa só direcção ou armadas em duas direcções. Robalo.3.3 Espessura mínima das lajes vigadas maciças A determinação da espessura da laje é feita com base nos critérios dos estados limites de utilização e dos estados limites último do elemento estrutural. (2). Baseando no critério de estado limite de utilização. 108 . I. uma laje é armada numa direcção se ã ã . a flexão é predominante no plano paralelo ao menor vão.2. a laje é armada nas duas direções. é comum considerar como vão teórico a distância entre os centros dos apoios. Tratando da primeira situação.2. (Duarte.1.1) Figura I. I.1. preconiza os valores limites para a relação L/d.3.4. As lajes deste tipo deformam-se sem que haja uma direcção predominante. por isso a armadura principal é colocada nas duas direcções. ou se esta tiver dois bordos livres sensivelmente paralelos.1 (5). e se for o segundo caso a análise é feita segundo a direcção dos apoios. 1998). Secção 5.1. Segundo EC2-1-1 Secção 5. Na prática.

Os valores de L/d determinados pelas expressões referidas acima deverão ser corrigidos quando a tensão no aço na secção crítica é diferente de 310MPa. por questão de estética e de facilidade na sua execução. Para isso. ’: taxas de armaduras de compressão necessária a meio vão para equilibrar o momento devido às acções de cálculo (no apoio no caso de uma consola).2 ou I. em que: s: tensões de tracção no aço a meio vão (no apoio no caso de uma consola) para as acções de cálculo no estado limite de utilização. sendo que estas expressões têm por base o controlo indirecto da deformação e o nível de esforços na laje (Marchão e Appleton. enquanto a espessura das lajes armadas em duas direcções é dada por h ≈ L/ (30 a 35).2 (1) refere que uma laje com armadura de esforço transverso deverá ter uma espessura pelo menos igual a 200 mm.4 do EC2 encontram-se os valores recomendados de K.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I (I.req: área da secção de armaduras existente na secção. fck: valores característicos da resistência à compressão referido a provetes cilíndricos em MPa. O EC2-1-1 na Secção 9. É de realçar que se a espessura for determinada tendo em conta o vão da laje.2 ou I. A espessura da laje também é condicionada pela sua resistência (Flexão e esforço transverso). As. sendo que o EC2 recomenda que a correcção deve ser feita multiplicando os valores obtidos pela Expressão I. quando um piso é constituído por lajes de vãos Keila S. Robalo.2) (I. Porém. que suportam divisórias que possam ser danificadas por flechas excessivas. K: coeficiente que tem em conta os diferentes sistemas estruturais.3 devem ser multiplicados por 7/leff (leff em metros).prov: área da secção de armaduras necessária na secção resultante da verificação ao estado limite último. Para sobrecargas correntes em edifícios (q<5 kN/m2). 109 . convém que haja uniformização da espessura das lajes no mesmo piso. As.3 por ou por . No quadro 7. : taxas de armaduras de tracção necessária a meio vão para equilibrar o momento devido às acções de cálculo (no apoio no caso de uma consola). 2009). G. os valores de L/d dados pela expressão I. Nas lajes vigadas com vãos superiores a 7 metros. pode-se correr o risco de num piso formado por lajes de vãos diferentes ter várias espessuras. 0: taxa de armaduras de referência que é dado pela expressão: .3. a espessura das lajes armadas numa direcção pode ser determinada a partir da relação h ≈ L/ (25 a 30).3) Sendo que: L/d : valor limite da relação vão/altura.

5*(g + q). Os esforços actuantes de cálculo foram determinados por aplicação da combinação fundamental: 1. G.3 – Carregamento mais desfavorável para o cálculo do momento máximo positivo nas lajes L1 e L3 (Rocha. Essas acções foram definidas de acordo com as normas em vigor.4 Quantificação e combinação das acções O dimensionamento das lajes vigadas é condicionado essencialmente pelas acções verticais. Robalo. principalmente quando esta é elevada. neste trabalho foram admitidas as regras preconizadas no artigo 15º do RSA. o cálculo de momento flector máximo nas lajes contínuas deve ser feito mediante as seguintes condições:  Se a sobrecarga for pequena em relação a carga permanente total. I. para o cálculo do momento positivo máximo no painel L1 e L3 da Figura I.5 Condições do carregamento nas lajes contínuas Na modelação das lajes contínua é importante saber quais são as posições mais desfavoráveis para aplicação da sobrecarga. Por exemplo. de modo a obter esforços máximos. de modo a obter o momento flector máximo. 1976). Keila S.  Se a sobrecarga for elevada.6 Alternância da sobrecarga para o cálculo do momento positivo máximo A determinação de momento positivo máximo num painel de lajes contínuas é feita considerando que este está totalmente carregado e os que lhe ficam adjacentes estão sob a acção. pesos de revestimentos do piso. I. é preciso que o carregamento seja feito como se ilustra a seguir: Figura I. EC1. como o peso próprio da laje. a análise deve ser feita estudando a posição da aplicação desta. apenas de carga permanente.5 g). I. Segundo Rocha (1976).Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I diferentes a espessura é determinada para cada laje e finalmente adopta-se para o cálculo de esforços a maior espessura obtida. peso das paredes divisórias). pesos de revestimentos do piso. 110 . Relativamente ao peso próprio das paredes divisórias. (q <1. peso das paredes divisórias e cargas do uso.3. a análise é feita sem que seja necessário estudar a situação mais desfavorável da sobrecarga. sendo q acções variáveis (sobrecarga) e g acções permanentes (peso próprio.

O momento máximo positivo final será a soma dos momentos calculados para os dois casos: Mxs= M’x++ M’’x+ e Mys= M’y++ M’’y+. Exemplo1: Painel de canto Figura I. estes passarão a bordos simplesmente apoiados. 2010). No estudo dessas lajes como lajes isoladas. Robalo. 111 .4 – Linha de influência e carregamento para se obter o momento positivo máximo na secção a meio vão (Ramos. (Rocha. Para o cálculo de M’+ considera-se a laje em analise sob a acção da carga p’ = g+q/2. A secção crítica analisada é a secção a meio vão.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Essa hipótese de carregamento é obtida a partir da linha de influência aplicada a uma viga contínua conforme ilustrado a seguir. Hh Exemplo 3: Painel de bordo Figura I. sob a acção da carga p’’= q/2 e calcula-se M’’+. Depois considera-se a mesma laje.6 – Condições de carregamento para cálculo de momentos positivos nos painéis interior. G. Marcus considera encastramento no contorno de continuidade e o cálculo de momento positivo máximo é feito através da decomposição da carga p (p = p’+p’’). obtendo assim M+= M’++ M’’+.5 – Condições de carregamento para cálculo de momentos positivos nos painéis de canto. mas se esta tiver bordos encastrados. 1976). Figura I.7 – Condições de carregamento para cálculo de momentos positivos nos painéis de bordo Keila S. Hhh Exemplo 2: Painel central Figura I.

. Robalo. hhhh Keila S.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I hhhh Exemplo 4: Painel com bordo livre Figura I. carga correspondente ao momento flector positivo máximo na laje L3 central. 112 . hhhh Figura I. vão extremo.11 – Corte da situação da carga correspondente ao momento flector positivo máximo Figura Erro! Não existe nenhum texto com o estilo no documento.8 – Condições de carregamento para cálculo de momentos positivos num painel com bordo livre A mesma hipótese de carregamento também pode ser aplicada às lajes armada numa direcção. vão central. Se considerar que L1 e L3 são lajes armadas numa direcção as condições de carregamento seriam as seguintes: Figura I. As hipóteses de carregamento admitidas pelo Marcus podem ser compreendidas As hipóteses de carregamento admitidas pelo Marcus podem ser compreendidas através das através das figuras seguintes: Figuras I.1 .11 e I. G.9 – L1.12: Figura I.10 – L3.Corte da situação da na laje L3 especificado central.

2009) A hipótese de carregamento apresentada na Figura I. Figura I. Robalo.AnáliseFigura Estrutural de Edifícios de Betão ANEXOda I Erro! Não existe nenhum texto com o estilo especificado no documento.Corte da situação da carga correspondente ao momento flector positivo máximo na laje L1 I. 2010).Corte da situação carga correspondente ao momento flector positivo máximo na laje L3 central. Na análise do painel isoladamente considera-se que para a determinação do momento máximo negativo o painel em análise deve estar submetido à carga total. 113 . (Ramos. Figura Erro! Não existe nenhum texto com onaestilo no documento.1 .2 .7 Alternância da sobrecarga para o cálculo do momento negativo máximo Para o cálculo dos momentos negativos máximos. Figura I. As condições de carregamento propostas pelo método de Marcus. Figura I. considerando como secção crítica o bordo adjacente à Laje 4 e 5.. a situação mais desfavorável corresponde ao carregamento total tanto na laje em análise como na laje adjacente. Figura I.12 – Corte da situação da carga correspondente ao momento flector positivo máximo lajeespecificado L1.13 – Posicionamento mais desfavorável da sobrecarga para o cálculo do momento flector negativo máximo no bordo indicado (Marchão e Appleton.. G.14 – Linha de influência e carregamento para se obter o momento negativo máximo no apoio A. tanto para o cálculo de momento negativo máximo como para momento positivo Keila S.13. para a análise de lajes como isoladas.13 é obtida com base na linha de influência aplicado ao corte AA’. p = g + q.

A B A MA MB B MA MB lA lB Figura I. I. procede-se ao cálculo dos momentos nas lajes através das tabelas. acarreta diferenças apreciáveis entre os momentos negativos obtidos para cada painel. 2004. I.8 Cálculo dos Momentos flectores Conhecendo as condições geométricas. é obvio que a sua análise considerando painéis de lajes independentes. condições de carregamento ou ainda condições de apoios diferentes. Marchão e Appleton.4) Sendo: e Na prática esse momento pode ser determinado através da média dos momentos M A e MB. logo os resultados dos momentos obtidos para dois painéis adjacentes devem ser tratados de modo a garantir o equilíbrio dos esforços no bordo comum às duas lajes. Na laje armada numa direcção os esforços podem ser determinados de forma análoga à análise de uma viga com largura igual a um metro e altura igual à altura da laje. MA e MB. que no caso em estudo são as de Barés. Robalo. de carregamento e de apoio da laje a analisar. por isso nos apoios comuns entre as lajes contínuas.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I máximo. geralmente existem dois valores diferentes de momentos flectores negativos. desde que o valor médio seja igual ou superior a 80% do maior dos momentos (Camacho. Com os valores de λ= lx/ly.15 – Momentos num bordo de continuidade. MAB. O tratamento desses esforços influenciam os momentos nos vãos dos dois painéis. O seu valor determina-se através da expressão baseada no método de Cross (Marchão e Appleton. os coeficientes que posteriormente são substituídos nas expressões que permitem calcular os momentos nas lajes armadas nas duas direcções. O momento equilíbrio. 2009): (I. coeficiente de Poisson. Como numa laje contínua. 114 . 2009): Keila S. obtêm-se através das tabelas. o bordo de continuidade deve ter momentos idênticos em ambos os lados.9 Equilíbrio de esforços nos bordos dos painéis adjacentes O cálculo dos esforços nas lajes recorrendo às tabelas é feito para cada painel isolado. Se o pavimento for constituído por lajes contínuas de vãos. portanto será necessário fazer um reajuste nesses momentos. G. depende da rigidez das duas lajes e o valor correspondente situase entre MA e MB. restringem-se ao pavimento constituído por lajes sujeitas a cargas uniformemente distribuídas e com vãos adjacentes semelhantes.

ΔM= (I. o momento a meio vão é então dado pelo método de Marcus. 2004 e Carmo. é usual que o momento máximo positivo seja determinado pelo método de Marcus. MB ) Figura I. |MB|). Se o momento negativo resultante do equilíbrio (M AB) em valor absoluto for inferior ao momento negativo calculado para o painel isoladamente (M A).8xMáximo (|MA|.10.16 . ou seja. o ajuste de momento a meio vão é feito da seguinte maneira (Camacho.10 Correcção dos momentos positivos após o equilíbrio dos momentos nos apoios O equilíbrio dos momentos nos apoios faz com que haja alteração dos momentos a meio vão. Quando MAB é determinado pela expressão 0. 2010). G.8 máximo ( MA . pois esta é uma estrutura isostática e como tal não permite que o momento seja diminuído.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I MA +MB MAB = 2 (I.1 Correcção dos momentos positivos nas lajes armadas numa direcção No caso de laje armada numa direcção.6) ’ Keila S.8xMáximo ( MA . Caso contrário. o momento a meio vão desse painel deve ser reajustado.Equilíbrio dos Momentos no bordo das lajes adjacentes Se um dos painéis estiver em consola o momento no apoio é precisamente o momento do painel em consola. I. pois esse momento pode ser superior ao momento positivo calculado pelo método de Marcus. Robalo. 2010): Vão extremo: Figura I. I. Δ (I. Se MAB> 0. MB ) deve determinar-se o momento positivo resultante do equilíbrio dos momentos negativos.5) 0.7) 115 . e verificar se este momento é o momento de dimensionamento (Carmo.17 – Momento positivo após o equilíbrio de momentos no apoio do vão extremo. MAB é determinado pela expressão (MA + MB)/2.

2010). momento nulo no apoio) e os momentos da laje considerando as condições de apoio inicialmente definidas.1. Esses momentos também podem ser corrigidos recorrendo aos quadros da autoria de Czerny apresentados a seguir. Conhecido o momento positivo após o equilíbrio momento negativo procede-se Conhecido o momento positivo após o equilíbrio de de momento negativo procede-se a a Conhecido o momento positivo após o equilíbrio de momento negativo procede-se a determinação do momento positivo de dimensionamento. o qual é dado determinação do momento positivo de dimensionamento.1 Correcção de momentos positivos nas lajes armadas em duas direcções Correcção de momentos positivos nas lajes em duas I.2 Correcção de momentos positivos nas armadas lajes armadas em direcções duas direcções Como esse tipo de lajes tem comportamento bidimensional.6. Robalo.10. o qual é dado por:por: determinação do momento positivo de dimensionamento.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Vão interno: Figura I. incluindo o encastramento no apoio em estudo (Carmo. necessariamente a meio vão.9) É importante realçar que as expressões indicadas acima permitem determinar apenas por aproximações o M+ pois ΔM/2 é o acréscimo do momento positivo a meio vão e M’ não é + ximações oa M pois ΔM/2 é o acréscimo do momento positivo a meio vão e M’ não é necessariamente meio vão. excepto no apoio onde há o equilíbrio de momentos negativos que deverá considerado simplesmente apoiado (ou seja. a correcção do momento positivo Como lajes comportamento bidimensional. A correcção dos momentos positivos nas duas direcções. o qual é dado por: Momentos positivos resultantes do equilíbrio de momentos negativos M+=M’+ΔM/2 M+dim = máx Sendo que M’ é momento calculado considerando Psd=1. efectua-se através da interpolação usando os esforços dados pelas tabelas.18 – Momento positivo após o equilíbrio de momentos no apoio (I.1. a correcção momento positivo Como esteeste tipotipo de de lajes temtem comportamento bidimensional. Para a interpolação poderá usar-se os momentos de uma laje com as mesmas condições de apoio.5x (q+g) Momentos positivos determinados pelo Método de Marcus M+= M’++ M’’+→ ver secção 3. Keila S.8) ’ Δ (I. 116 . a correcção dodo momento positivo é efectuada de modo diferente porque a alteração do momento num dos apoios afecta os esforços da laje nas duas direcções. My+ e Mx+. G.

Análise Estrutural de Edifícios de Betão

Momentos flectores

e

ANEXO I

no centro das lajes para o momento unitário aplicado nos apoios
(Rocha, 1976).

Quadro I.1 – Momento aplicado no lado maior
Valores de
(1)
0.056
0.144
0.083
0.144
0.109
0.142
0.136
0.139
0.161
0.133
0.185
0.128

1.0
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5l

(2)
0.045
0.116
0.064
0.112
0.082
0.106
0.098
0.100
0.113
0.093
0.126
0.087

E

(3)
0.009
0.126
0.034
0.132
0.059
0.138
0.087
0.138
0.115
0.136
0.141
0.134

para

>

≥1

(4)
-0.021
0.112
-0.001
0.124
0.021
0.132
0.048
0.138
0.076
0.138
0.103
0.139

(5)
0.009
0.113
0.031
0.116
0.050
0.113
0.069
0.105
0.088
0.100
0.106
0.092

Quadro I.2 – Momento aplicado no lado menor
Valores de

1.0
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5l

Obs: Toma-se como

(1)
0.056
0.144
0.033
0.140
0.015
0.134
0.002
0.126
-0.007
0.116
-0.15
0.109

(2)
0.045
0.116
0.028
0.118
0.013
0.117
0.002
0.113
-0.006
0.106
-0.013
0.102

E

(3)
0.010
0.125
-0.010
0.015
-0.024
0.105
-0.032
0.093
-0.036
0.081
-0.041
0.074

para
(4)
-0.022
0.112
-0.037
0.100
-0.046
0.087
-0.051
0.074
-0.052
0.060
-0.053
0.053

(6)
-0.022
0.111
-0.005
0.118
0.014
0.120
0.033
0.120
0.052
0.116
0.072
0.112

<

≤1
(5)
0.009
0.113
-0.009
0.109
-0.021
0.103
-0.031
0.092
-0.036
0.081
-0.041
0.072

(6)
-0.022
0.111
-0.038
0.099
-0.050
0.086
-0.055
0.075
-0.056
0.065
-0.057
0.056

o vão normal ao lado onde se aplica o momento.

O Quadro I.1 fornece valores dos momentos nos vãos quando o momento sinusoidal é
aplicado no lado maior, e Quadro I.2, quando o momento sinusoidal é aplicado no lado
menor. Estes quadros permitem corrigir os momentos positivos na laje, supondo aplicado no
bordo de continuidade o momento ΔM (momento sinusoidal) igual a diferença entre o
momento do equilíbrio e o momento calculado considerando essa laje isolada. Se o bordo em
análise corresponder ao bordo maior escolhe-se o Quadro I.1, caso contrário escolhe-se o
Quadro I.2. Atendendo às condições de apoio da laje a analisar, selecciona-se o tipo de laje

Keila S. G. Robalo.

117

Análise Estrutural de Edifícios de Betão

ANEXO I

correspondente na referida tabela e entrando com a relação Lmaior/Lmenor, encontra-se no
Quadro I.1 ou Quadro I.2 os coeficientes de transmissão γx, e γy para o cálculo da variação dos
momentos positivos quando há um momento sinusoidal no valor de ΔM através das seguintes
fórmulas:
ΔMx= γx x ΔM
(I.10)
ΔMy= γy x ΔM
(I.11)
Estes quadros também podem ser usados para efectuar a correcção dos momentos nos vãos de
uma laje adjacente à consola caso se pretenda ter em conta o efeito do momento negativo da
consola. Para a aplicação dos quadros calcula-se primeiro os momentos na laje adjacente à
consola, considerando o bordo de continuidade simplesmente apoiado. Posteriormente para a
correcção dos momentos a meio vão dessa laje procede-se a transformação do momento
negativo da consola (momento constante) num momento sinusoidal através da Expressão I.12,
(Rocha, 1976). Depois seguem-se as mesmas instruções referidas no parágrafo anterior.
Δ

(I.12)

-

Sendo que M é o momento negativo da consola.
I.11 Distribuição dos momentos nas lajes
Quando uma laje é analisada com recurso às tabelas, geralmente não se tem a ideia de como
os momentos são distribuídos. No entanto, é importante ter a noção de como os momentos se
distribuem nas lajes de modo a dispor convenientemente as armaduras.
Se a laje for armada numa direcção é fácil determinar a região onde os momentos são
negativos e a região onde os momentos são positivos, pois para isso é preciso apenas conhecer
a expressão dos momentos do troço que se pretende analisar e depois a expressão é igualada a
zero. Resolvendo a equação obtida determina-se a coordenada do ponto cujo momento é nulo.
Exemplo:

Considerando Psd=10 kN/m2
MA=M-máx= -Psd*L2/8= -31,25 kN.m/m
M+máx= Psd*L2/14, 2 = 17,61kN.m/m
VA=5* Psd*L/8= 31,25kN/m
Equação do momento: My =VA *y–Psd*y2/2 - MA ↔ My=31,25*y-10* y2/2 -31,25
Igualando a expressão do momento a zero obtém-se:
31,25*y-10* y2/2 -31,25= 0 ↔y=1,25m ou y=5m

Keila S. G. Robalo.

118

Análise Estrutural de Edifícios de Betão

ANEXO I

Figura I.19 – Diagramas dos momentos numa laje armada numa direcção.
Já numa laje armada nas duas direcções, é difícil traçar o diagrama de momentos flectores
uma vez que as tabelas dão os valores dos momentos flectores máximos sem indicar a região
onde esses momentos se desenvolvem.
Segundo Czerny, o diagrama dos momentos flectores, no caso de não haver informações
precisas, pode ser traçado, de forma aproximada, conforme apresentado nas tabelas que se
seguem, considerando que Lx é menor que Ly, (Carmo, 2010):

O2l32ç2eçe3pç+

Keila S. G. Robalo.

119

25L) + al + lbd (I. G.L ou 0.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Figura I. Robalo.  lbd é o comprimento de amarração da armadura.2 ou 0.  L corresponde ao menor vão da laje.2.2 L. De acordo com as tabelas apresentadas na Figura I.20. De acordo com as simplificações apresentadas na Figura I. Esse momento segundo a norma pode tomar valor de pelo menos 25% do momento máximo positivo do vão adjacente.25L) é o comprimento da região com momento negativo. sendo que o EC2-1-1 preconiza que pelo menos um quarto destas armaduras devem ser prolongadas até aos apoios e aí serem amarradas convenientemente.L ou 0. As armaduras negativas devem também ser definidas com base no traçado do diagrama de momentos.20 nota-se que essas armaduras se estendem até uma distância de 0.  al é a translação do diagrama de forças a absorver pelas armaduras e assume o valor d segundo EC2.13) Sendo que:  (0. 120 .20 constata-se que mesmo nos bordos simplesmente apoiados é considerado que existe momento negativo a partir do apoio até a uma distância de 0. Keila S.20 – Diagramas simplificados. Para estudar o comprimento das armaduras positivas deve-se atender o diagrama simplificado apresentado na Figura I.2. lajes com diferentes condições de apoio (Czerny).25Lx do apoio da laje e só podem ser interrompidas a partir da seguinte distância dos apoios: (0. tal como preconizado pelo EC2-1-1.

Conhecido o coeficiente de repartição da carga procede-se a análise de esforços na consola considerando a seguinte hipótese de carregamento: Keila S. 121 . Bordo adjacente à consola ay= ax= ax=ay↔ α = α α ↔α= 2.2. 2010). (0.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I O comprimento da região com momento negativo deve ser corrigido no caso em que há necessidade de realizar o equilíbrio dos momentos nos apoios e o momento resultante desse equilíbrio seja superior ao momento obtido inicialmente pelas tabelas. sendo que quando Mab é menor do que Mb esse parâmetro é considerado unitário.14) Figura I.25L) + al + lbd (I. Nesse bordo o momento de equilíbrio é igual ao momento da consola e o comprimento da região com momento negativo pode ser determinado da seguinte maneira: 1. Robalo. com base na compatibilidade do deslocamento máximo vertical na laje.L ou 0. (Carmo. normalmente são consideradas simplesmente apoiadas no bordo de continuidade com a consola.21 – Correcção do comprimento da região com momentos negativos (Carmo. G. 2010). Determinar a percentagem da carga (α) na laje na direcção da consola. As lajes adjacentes à consola armadas em duas direcções quando analisadas recorrendo às tabelas. O coeficiente de correcção é dado por .

50 0.50 1.00 1.12 Calculo detalhado do pavimento apresentado na Figura I.50 6.18 armada nas duas direcções 12.75 armada nas duas direcções Keila S.6kN. I.20 0.1 Classificação das lajes e pré-dimensionamento das lajes Se ã →a laje é armada numa direcção → h ≈ L/(25 a 30) ã .21 7.12.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Sendo que Psd1=1.50 1.00 1.00 armada numa direcção 6.3 .50 5.00 4.21 122 .00 armada numa direcção 7.50 2.00 2. a laje é armada nas duas direções. Cálculo do comprimento da região com momento negativo (x) com base na equação do momento.20 0.19 0.10 0. h ≈ L/(30 a 35) Se Quadro I.00 3.14 0.50 3.19 0.m/m X 3.50 0.00 0.5*(cp+2) 19.22– Pavimento a analisar.04 0. I.22 Consola1 Consola2 Consola3 L3 L2 L1 L5 L4 L7 L6 Consola4 Consola5 Figura I.21 6.5*(cp+5) e Psd2=1.50 0. Robalo.21 5.00 4.21 7.00 0.75 armada nas duas direcções 7.21 1.00 0.43 armada numa direcção 10. G.50 0. Pré-dimensionamento li h h adoptado (m) 6.Classificação das lajes e pré-dimensionamento das lajes Laje L1 L2 L3 L4 L5 L6 L7 Lmaior Lmenor Lmaior/ Lmenor Direcção das armaduras 6.00 armada nas duas direcções 3.21 3.00 5.00 1.

I.25 kN/m2.12. Essa carga é considerada na Consola 2.40=3. =Lx/Ly e ainda do coeficiente de Poisson.40=1.1 Cálculo do Momento positivo Modelo de cálculo: Método de Marcus Combinação das acções:  Psd1= 14.7*3. Considera-se que essa carga encontra-se distribuída em todas as lajes (L1…L7).8 kN/m2 (Tabelas técnicas).  Psd2= 1. μ.94kN/m2.12.8*0.2 Quantificações e combinações de acções Acções a considerar:  Acções permanentes (g): o Peso próprio da laje (Pp): h*γ=0.12. incluindo argamassa de assentamento e reboco: γ=3.21*25=5.  Os valores das sobrecargas dependem da utilização do ambiente arquitectónico que ocupa a região da laje em estudo e neste caso por ser uma edificação residencial.15. o Peso das paredes divisórias localizada sobre a Consola2  Considerar paredes de tijolo furado leve com 0.5*(g+q) I. o Peso das paredes divisórias  Considerar paredes de tijolo furado leve com 0.56kN/m2.32m de espessura.50 kN/m2 Condição de cálculo 2 123 . Combinação das acções: Combinação fundamental: Psd=1. α: parâmetro tirado da tabela de Barés que depende das condições dos apoios das lajes.3.63 kN/m2 Condição de cálculo 1 Keila S.  O peso das paredes divisórias (Pd) é determinado da seguinte maneira: 2.5 kN/m2.15m de espessura.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I I. esse parâmetro toma o valor de 2kN/m2.3 Cálculo de esforços nas lajes recorrendo às tabelas de Barés Mx= Psd x α x Lx2 My= Psd x α x Ly2 Sendo.7*1. Robalo. o Revestimentos (Rev): considera-se 1. que no caso em estudo considerou-se 0.7 m. G.  Pé-direito: 2. da sua relação entre os vãos.30kN/m2→2. incluindo argamassa de assentamento e reboco: γ = 1. Adoptar 2kN/m2.30*0.

41 28.42 4.92 7.29 10 5 2. v Momento determinado considerando apoio simples no bordo adjacente à abertura. para a determinação dos esforços foi considerado que esta laje tem a seguinte geometria: Keila S.33 -47. vi Momento determinado considerando encastramento no bordo adjacente a L6 e abertura.0269 16.54 -4. iii Momento determinado considerando apoio simples no bordo adjacente à abertura.70 -21.18 3.00 1.0269 v L5 Mymáx + Mymáx 3.006 i Momento determinado considerando apoio simples no bordo adjacente às aberturas.2 Cálculo do Momento negativo Combinação das acções: Psd = 1. 124 .57 Condição de cálculo 1 Condição de cálculo 2 Psd1 M1+ Psd2 M2+ Mtotal+ α α 2 2 KN/m kN.5 0.4 – Momentos positivos no pavimento em estudo Lx m Mxmáx + Mymáx + i Mxmáx + L2 ii Mxmáx + iii Mymáx + L3 iv Mymáx + Mxmáx + L4 Mymáx + v Mymáx + L5 vi Mymáx + Mxmáx + L6=L7 Mymáx + L1 Ly m 6.40 -47.30 9.0423 2.m/m -37.00 Mymáx -0.84 5.56 -29.50 5.00 0.68 19.76 45. Por isso.12.30 0.69 30. MkN.30 14.006 4.5 12 0.5 6.113 Mxmáx + 0.54 2.54 18.74 Obs.18 Mymáx -0.44 14.50 1.00 iv Mymáx + 16.37 -24.72 4.32 0.m/m 0.m/m kN.0269 16.0267 Mymáx + 0.056 2.54 2.m/m KN/m kN.00 6.95 -41.00 5.019 11.41 -50.70 13.5 2.11 0.74 0.47 2.69 50.63 1.63 0.0356 15.0546 Mxmáx + 0.5*2=16.14 I.64 18.5 – Momentos positivos no pavimento em estudo Lx m Ly m Psd1 KN/m2 α Mxmáx -0.3.0531 L6=L7 4. Robalo.0423 2.91 -16.63 0.5 1.5*8.30 12.62 17.76 0.23 50.00 Mxmáx ii L2 Mxmáx + iii Mymáx + iv L3 Mymáx 10.76 4.68 19.00 7 0.68 0.5*q = 1.00 7.43 0.31 4.0897 2.0114 0.13 Mxmáx -0.50 12. A laje L6 não consta na tabela.41 25.58 0.50 vi L5 Mymáx + Mxmáx -0.0699 Mxmáx + 0.47 8.16 13.62 2.74 0.15 14.13kN/m2 Quadro I.0699 Mymáx + 0.0305 1. iv Momento determinado considerando encastramento no bordo adjacente a L6 e L7.33 4.57 Mymáx -0.64 18.31 0.5 5.0356 Mxmáx i L2 Mxmáx + 3.019 L1 6.10 4.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Quadro I.0853 Mymáx + 0. ii Momento determinado considerando encastramento no bordo adjacente a L3 e L5.5*g +1.0269 L4 6.0531 12.00 3 4 1..5 1.42 2.50 6.75 + 1. G.50 1.93 13.21 12.

02kN.5*(10. Mymáx –=1.59-3.56)=-22.35kN.5kN/m2 e peso próprio da laje igual 5.75m.75*1.52/2)+1.m/m Keila S.77kN. L2 e L3Corte AA’: Laje L1.m/m I.5 Equilíbrio de momentos negativos nos apoios Corte L1. Mymáx –=1. 125 .75kN/m2 corresponde a soma das cargas permanentes: Revestimento igual 1.75*1.5*(-10.5*1.21 -16.25 kN/m2.29. L2 e L3 -37.5*(5*12/2+2*0.25) Mymáx –= 1.34-4.5*(-11.59-3.4 Cálculo do Momento nas consolas Consola 1 e 3 Carga permanente Sobrecarga O valor de 6.75)=-17.56=10.12.m/m Consola 4 e 5 Estas consolas estão submetidas às mesmas cargas que as Consolas 1 e 2.31*1.5*(5*12/2+2*0.5*(-7.m/m Consola 2 Nessa consola entra a carga da parede exterior.752/2)+1.75*1. sendo esta considerada distribuída em toda a consola.375) Mymáx –= 1.5*(6.5*1.02kN.75)=-23. Mymáx–=1.5*(5*12/2+2*0. Logo as cargas permanentes a considerar são 6.12. Robalo.47 Momentos calculados pelas tabelas isoladamente  MB= Máx  á B B MB= .31kN/m2.47 -16. G.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I 5 2 4 I.5*(6.52/2)+1.25) Mymáx –= 1.75+3. mas o vão destas lajes é de 1.

17kN.11kN. L2. Robalo.Análise Estrutural de Edifícios de Betão MC= Máx ANEXO I   á MC= -13.m/m Situação antes do equilíbrio de momentos negativos nos apoios Situação após o equilíbrio de momentos negativos nos apoios Keila S.17kN. 126 . G.m/m Situação antes do equilíbrio de momentos negativos nos apoios Situação após o equilíbrio de momentos negativos nos apoios ↔ ↔ Corte L4. L5  MB= Máx  á B B MB= .38.m/m  MC= Máx  á MC= -13.

Robalo.63kN.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I ↔ ↔ Corte L1 e L4  MB= Máx  á B B MB= .m/m Keila S. G. 127 .33kN.m/m Situação antes do equilíbrio de momentos negativos nos apoios Situação após o equilíbrio de momentos negativos nos apoios ↔ ↔ Corte L3 e L6 ou L7  MB= Máx  á B B MB= -40.44.

Laje L3 b) Situação inicial Psd = 1.5) Laje L4 c) Situação inicial Psd = 1.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Situação antes do equilíbrio de momentos negativos nos apoios Situação após o equilíbrio de momentos negativos nos apoios ↔ ↔ I. Robalo. L5.5x(Carga permanente + sobrecarga) Keila S. L2. G. L6 e L7). portanto o momento positivo de dimensionamento é o momento calculado pelo método de Marcus.5 Momento positivo máximo após o equilíbrio de momento negativo nos apoios intermédios Laje L2 A laje L2 sofreu uma redução do momento positivo devido a compatibilização de momento negativo (ver corte L1.12.5x(Carga permanente + sobrecarga) b) Situação após o equilíbrio do momento negativo nas duas direcções ↔ → Momento calculado considerando a combinação das acções Psd = 1.5*(g +q). b) Situação após o equilíbrio do momento negativo nas duas direcções 128 . L2 e L3 e corte L4. (ver o Quadro I.

11→My1s =? ↔ My1s= 19. 129 .0291*16. b x) e cx) obtêm-se Mx1s+ e My1s+: Mxvs = -47.30 Mxvs = -47.33=1.33 Mxvs= 0 →Mxs = +19.5*(g+q) =16.64→Mxs=+18.m/m Por interpolação dos esforços dados pelas tabelas representadas nas situações a).16 Momento positivo após o equilíbrio do momento na direcção Y by) Situação após o equilíbrio do momento negativo na direcção Y: Situação cy) Psd=1.13*5.63 ∆ Mx1s=18.0354*16.12 kN.5*(g+q) =16.49-18.49 ∆ My1s=19.52=24.83 kN.63-18.13*5.13 kN/m2) Tabela de Barés: ν = 0.m/m My+=0.52 =24. Robalo.13*6.83kN.15 Mx+ =0.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Momento positivo após o equilíbrio do momento na direcção X bx) Situação após o equilíbrio do momento negativo na direcção X: Situação cx) My+ e Mx+→?? Psd=1.33= 0.33 Mxvs = 0 →Mys = +24.83 Mxvs = -38.12kN. G.52=19.12 Mxvs = -38.m/m My+=0.0291*16.64 →Mys=+18.13 kN/m2) Tabela de Barés: ν= 0.52=19.m/m Keila S.15 Mx+= 0.13*6.11→Mx1s=? ↔ Mx1s = 18.0354*16.

16+0.m/m -44. 130 .63→Mx2s=? ↔ Mx2s=18.70 ∆ Mx2s=18.m/m Momento obtido através do Método de Marcus Momento resultante do equilíbrio de momentos negativos I.33= 0.Análise Estrutural de Edifícios de Betão ANEXO I Por interpolação dos esforços dados pelas tabelas representadas nas situações a).83 Mxvs = .m/m 19.= Mxmáx + = Mymáx .30+0.44.m/m 19.47. b y) e cy) obtêm-se My2+ e Mx 2+.6 Momentos de dimensionamento no pavimento em estudo Figura I.63→ My2s = ? ↔ My2s = 18. Keila S.43 ∆ My2s=18.12.63 kN. Myvs= -47.23 – Momentos flectores no pavimento em estudo.43. G.1 Mx+ = Mx+ (situação inicial) + ∆ Mx1s + ∆ Mx2s = 18.31 kN.64→Mxs= +18.64→Mys = +18.33 +0.18.44.70 -18.33 = 0.37 Myvs = .m/m < Mx+ dado pelo método de Marcus My+ = My+ (situação inicial) + ∆ My1s + ∆ My2s = 18.33 Myvs =0 → Mys = +19.59 kN.33 Myvs=0 → Mxs =+24.59 kN.12 Myvs= .33+1.m/m > My+ dado pelo método de Marcus Momento a adoptar para o dimensionamento da laje L4 L4 Mxmáx . Robalo.11 kN.1= 19.= Mymáx += -38.37 = 19kN.

56 kN/m 27.13 kN/m 55.13kN/m 55.56kN/m 55.13 kN/m 55.13 kN/m 55.13 kN/m 55.13kN/m 27.13k/m Figura II.56 kN/m 55.13kN/m 55. 55. G Robalo.13 kN/m 27.13kN/m 55.13 kN/m 55.1 Carregamentos nos Pórticos 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 k/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m 63 kN/m Sz<dasf Figura II.13 kN/m 55.13 kN/m 55.56 kN/m 55.13 kN/m 55. jjjj II.13kN/m 55.13kN/m 55.13 kN/m 27.1 – Carregamentos no Pórtico 1X.2 – Carregamentos no Pórtico 3x 131 .13 kN/m 55.13 kN/m sdfvcsgb Keila S.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II Anexo II: Análise das lajes maciças fungiformes através do método dos pórticos equivalentes.13 kN/m 55. kjhjkfvuj _______------________________sadcs 55.56 kN/m 27.

38 kN/m 39.38 kN/m 39.38 kN/m 39.38 kN/m 39.38 kN/m 39.13 kN/m 55.38kN/m 39.13 kN/m 55.13 kN/m 55.13 kN/m 55.13 kN/m 55.13 kN/m 55.38kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.3 – Carregamentos no Pórtico 4X.13 kN/m 55.38 kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.13 kN/m Figura II.13 kN/m 55.13 kN/m 55.13 kN/m 55.38 kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.13 kN/m 55. Gvfvgnbn Cálculo dos momentos nos pórticos equivalentes: --------------ghhg 39.13 kN/m 55.38 kN/m 39. G.13 kN/m 55.38kN/m 39.13 kN/m 55.38kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.38 kN/m 39.13 kN/m 55. Robalo.13 kN/m 55.13 kN/m ANEXO II 55.38 kN/m 39. Figura II.4 – Carregamentos no Pórtico 1Y.13 kN/m 55.38kN/m gfjh Keila S.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado 55. 132 .13 kN/m 55.

75kN/m 78.38kN/m 39.75 kN/m 78.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado Gvfvgnbn ANEXO II 78.75 kN/m 78.6 – Carregamentos no Pórtico 3Y.38kN/m 39. 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 39.75kN/m 78.75kN/m 78.38kN/m 39. Robalo.38kN/m 39.38kN/m Figura II.38kN/m 39.75kN/m 78.38kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 63kN/m 39. 133 .75 kN/m 78.75 kN/m 78.38kN/m 39.75kN/m 78.75kN/m 78.75kN/m 78.75kN/m 78.75kN/m 78.5 – Carregamentos no Pórtico 2Y.75kN/m Sz<dasf gfjh 63kN/m Figura II.75kN/m 78. G. Keila S.38kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.38kN/m 39.75kN/m 78.75 kN/m 78.75kN/m 78.75 kN/m 78.75 kN/m 78.38kN/m 39.75kN/m 78.75kN/m 78.75kN/m 78.38kN/m 39.75kN/m 78.75kN/m 78.38kN/m 39.

13kN/m 55.13kN/m 55.13 kN/m 55.13kN/m 55.67kN/m 23.8 – Carregamentos no Pórtico 5y 134 .25kN/m 47.25kN/m 47.67kN/m 23.67kN/m 47.13kN/m 55.25kN/m 23.13kN/m 55.38kN/m 47.67kN/m 23.13kN/m 55.7 – Carregamentos no Pórtico 4Y 55.25kN/m 39.13kN/m 55.63kN/m ---klk gfjh Gvfvgnbn Figura II.25kN/m 47.13 kN/m 55.13kN/m 55.13kN/m 55.13 kN/m 55.13kN/m 55.25kN/m 39.Gvfvgnbn Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II 47.25kN/m 23.13kN/m 55.13kN/m 55.38kN/m 47. Robalo.25kN/m 47. Figura II.13 kN/m 55.25kN/m 23.13kN/m 55.13 kN/m 55.25kN/m 47.38kN/m 47.67kN/m 47. G.13kN/m 55.25kN/m 47.13kN/m 55.67kN/m 23.63kN/m 23.38kN/m 47.13kN/m 55.38kN/m 47.13 kN/m 55.13kN/m gfjh Keila S.25kN/m 39.67kN/m 39.13kN/m 55.25kN/m 39.25kN/m 23.67kN/m 47.25kN/m 23.13kN/m 55.

50kN/m 31.50kN/m 31.13kN/m 55.50kN/m 31.50kN/m 31.50kN/m 31. Robalo.50kN/m 31.50kN/m 55.13kN/m Jsdjh gfjh Keila S.9 – Carregamentos no Pórtico 6y.50kN/m 31.50kN/m 31.50kN/m 31. Figura II.50kN/m 31.50kN/m 31.13kN/m 31.50kN/m 31.13kN/m 55. 135 .50kN/m 31.50kN/m 31.50kN/m 31.50kN/m 31.13kN/m 55.50kN/m 31.50kN/m 31.50kN/m 31. G.Gvfvgnbn Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II 55.

Robalo.55 33.75 -106.00 0.00 0.55 19.50 0.m] Msd [kN.25 -11.39 -21.00 0.60 Central 2.45 5.30 -9.25 -10. Momentos no pórtico [kN.64 -31.99 -21.96 Msd (vão) 61.19 Msd (vão) 17.00 0.50 0.32 Sobre o pilar 1.45 38.00 -4.21 Msd (vão) 85.46 Msd (vão) 71.48 Msd (apoio1) -75.88 3.93 136 .47 -33.36 16.64 12.49 -8.1 – Distribuição dos momentos no Pórtico 1X Pórtico Troço Externo 1 Interno 1 1x Interno 2 Interno 3 Externo 2 Keila S.41 Central 2.24 Msd (apoio2) -43.18 Faixa Lfaixa [m] Coef.80 -5.50 0.75 -47.37 -17.48 -37.13 Msd (apoio1) -141.75 0.17 Sobre o pilar 2.50 0.50 0.00 0.39 -21.45 7.50 0.50 0.2 Distribuição dos momentos nas faixas sobre o pilar e nas faixas centrais Quadro II.69 Sobre o pilar 1.00 0.50 0.50 0.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II II.53 -18.25 0.m/m] Central 2.99 Sobre o pilar Central 2.05 Central 2.55 6.55 46.25 -27.15 Sobre o pilar 1.00 0.76 Central 2.12 -13.80 -4.66 Sobre o pilar 1.75 -109.87 23.18 Sobre o pilar 2.79 19.25 -19.00 0.29 Sobre o pilar 1.75 0.65 2.43 Central 2.00 0.40 Sobre o pilar 1.34 19.02 Sobre o pilar 1.27 Sobre o pilar 2.30 Msd (vão) 11.68 Sobre o pilar 2.25 0.53 Sobre o pilar 1.56 Sobre o pilar 2.18 4.50 0.25 -19.00 0.50 0.25 -12.91 Msd (apoio2) -108.98 Msd (apoio1) -43.50 0.00 0.52 Msd (apoio2) -63.12 Central 2.75 -58.m] Msd (apoio1) -77.25 -18.35 Sobre o pilar 1.80 Central 2.25 0.10 -53.31 Central 2.68 Central 2.42 Central 2.78 Central 2.25 -15.25 -35.75 -32.95 Central 2.75 -81.55 9. De Repartição Msd [kN.75 -57.25 -36.45 27.06 2.75 0.55 39.52 Msd (apoio1) -77.75 -32.83 -7.64 6. G.00 0.65 Central 2.60 -54.88 -6.45 32.75 -38.21 Msd (apoio2) -146.43 Msd (apoio2) -51.75 -56.36 -40.91 -28.

Momentos no pórtico [kN.75 0.75 0.m/m] Msd (apoio1) -70.71 -20.00 1.79 22.34 -6.20 18.21 -9.75 1.61 Central Sobre o pilar 1.50 0.94 -17.75 -1.75 -30.94 13.39 Msd (vão) 18.43 10.75 0.72 -26.75 0.55 29.31 Msd (apoio2) -91.30 Msd (apoio2) -23.05 -51.75 1.98 -18.68 28.75 Msd (apoio1) -32.75 0.59 -17.10 -16.14 Central Sobre o pilar 0.98 -1.86 -92.84 Msd (apoio1) -123.00 0.07 35.75 -5.13 Sobre o pilar 1.14 Msd (vão) -5.25 0.45 0.00 1. De Repartição Msd [kN.25 0.60 -52.25 -22.m] Msd [kN.45 0. G.97 Msd (apoio2) -127.75 0.75 1.91 Msd (vão) 64.25 0.75 1.25 0.97 -13.75 -68.94 -23.55 8.75 -29.50 0.75 -11.19 -24.m] Faixa Lfaixa [m] Coef.25 0.97 Central Sobre o pilar 1.06 -30.38 Msd (apoio1) -51.25 0.36 -17.90 Msd (apoio1) -68.22 6.64 -52.62 Central Sobre o pilar 1.75 1.79 -38.25 0.54 16.00 1.14 137 .26 Msd (vão) 52.55 32.18 Msd (vão) 73.75 -8.25 -6.45 0.75 0.30 Central Sobre o pilar 0.75 0.75 -17.58 -4.75 -13.09 Central Sobre o pilar 1.75 0.55 23.75 Central Sobre o pilar 1.75 -31.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II Quadro II.00 Central Sobre o pilar 1.99 -95.75 0.75 0.28 -54.31 4.81 -10.25 0.54 Msd (apoio2) -47.81 -5.41 Central Sobre o pilar 1.28 Central Sobre o pilar 1.53 16.75 -12.89 Central 1.77 Central Sobre o pilar 2.74 Central Sobre o pilar 2. Robalo.75 -17.25 0.75 1.75 -35.89 40.75 0.77 -5.75 1.45 -40.92 -39.50 0.45 0.75 0.75 1.2 – Distribuição dos momentos no Pórtico 3X Pórtico Troço Externo 1 Interno 1 3x Interno 2 Interno 3 Externo 2 Keila S.33 -3.79 Central Sobre o pilar 2.45 Central Sobre o pilar 1.25 0.75 0.87 Msd (apoio2) -53.61 20.07 -51.75 0.

75 0.88 0.85 Central 1.11 Sobre o pilar 1.22 -55.75 -51.m] [kN.25 -32. G.06 Msd (vão) 23.52 Sobre o pilar 1.62 Msd (apoio1) -129.03 Central 1.75 -34.89 Sobre o pilar 1.75 0.63 0.43 5.91 -29.45 32.75 0.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II Quadro II.75 0.63 0.75 0.69 -10.49 Sobre o pilar 1.66 Central 1.21 Msd (vão) 52.25 -32.75 -19.55 -12.25 -17.m/m] Central 1.65 22.91 -6.55 12. De Repartição [kN.44 18.75 0.75 0.09 Msd (apoio2) -70.75 -53.45 10.88 0.75 0.47 Faixa Lfaixa 138 .75 -97.55 39.55 Central 1.75 0.07 -19.52 -3.77 Msd (apoio1) -26.30 -9.18 Msd (apoio2) -51.75 0.25 -17.09 Msd (apoio2) -129.72 -23.25 -17.62 Sobre o pilar 1.41 -18. Msd Msd [m] Coef.75 0.41 -18.66 Central 1.75 0.25 -11.62 Msd (vão) 72.65 22.45 23.75 -38.75 -97.44 18.83 13.25 -6.75 0.88 Sobre o pilar 1.95 Msd (apoio2) -45.08 -30.25 -12.75 0.45 32.36 -6.m] Msd (apoio1) -70.77 Msd (vão) 72.75 -53.88 0.47 Sobre o pilar 1.75 0.55 39.33 Central 1.33 Central 1.08 -30.82 Central 1.63 0.62 Msd (apoio1) -69.52 Sobre o pilar 1.69 -10.75 0.55 29.75 0.66 Central 1.42 4x' Externo2' Externo1'' 4x'' Externo2'' Keila S.75 7. Robalo.75 0.55 Central 1.54 Sobre o pilar 1.12 16.3 – Distribuição dos momentos no Pórtico 4x Pórtico Troço Externo1' Momentos no pórtico [kN.64 Central 1.56 Sobre o pilar 1.54 Sobre o pilar 1.22 -55.11 Sobre o pilar 1.

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

ANEXO II

Quadro II.4– Distribuição dos momentos no Pórtico 1y
Pórtico

Troço

Externo 1

Interno 1

1y

Interno 2

Interno 3

Externo 2

Keila S. G. Robalo.

Momentos no pórtico
[kN.m]
Msd
(apoio2)

-44,30

Msd
(apoio1)

-69,97

Msd (vão)

48,87

Msd
(apoio2)

-78,42

Msd
(apoio1)

-51,79

Msd (vão)

15,31

Msd
(apoio2)

-38,20

Msd
(apoio1)

-33,85

Msd (vão)

17,45

Msd
(apoio2)

-51,85

Msd
(apoio1)

-60,30

Msd

Msd

[m]

Coef. De
Repartição

[kN.m]

[kN.m/m]

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

1,75

0,25

-11,08

-6,33

0,75

0,75

-33,23

-44,30

1,25

0,25

-17,49

-13,99

1,25

0,75

-52,48

-41,98

Central
Sobre o
pilar

1,25

0,45

21,99

17,59

1,25

0,55

26,88

21,50

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

1,25

0,25

-19,61

-15,68

1,25

0,75

-58,82

-47,05

1,63

0,25

-12,95

-7,97

0,88

0,75

-38,84

-44,39

Central
Sobre o
pilar

1,63

0,45

6,89

4,24

0,88

0,55

8,42

9,62

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

1,63

0,25

-9,55

-5,88

0,88

0,75

-28,65

-32,74

1,63

0,25

-8,46

-5,21

0,88

0,75

-25,39

-29,01

Central
Sobre o
pilar

1,63

0,45

7,85

4,83

0,88

0,55

9,60

10,97

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

1,63

0,25

-12,96

-7,98

0,88

0,75

-38,89

-44,44

0,88

0,25

-15,08

-17,23

1,63

0,75

-45,23

-27,83

Faixa

Lfaixa

139

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

ANEXO II

Quadro II.5 – Distribuição dos momentos no pórtico 2y
Pórtico

Troço

Externo 3

Interno 1

2y

Interno 2

Interno 3

Externo 2

Keila S. G. Robalo.

Momentos no pórtico
[kN.m]
Msd
(apoio2)

-88,59

Msd
(apoio1)

-128,76

Msd (vão)

105,69

Msd
(apoio2)

-152,04

Msd
(apoio1)

-112,25

Msd (vão)

26,59

Msd
(apoio2)

-75,75

Msd
(apoio1)

-67,86

Msd (vão)

32,26

Msd
(apoio2)

-108,80

Msd
(apoio1)

-120,59

Msd

Msd

[m]

Coef. De
Repartição

[kN.m]

[kN.m/m]

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

3,50

0,25

-22,15

-6,33

1,50

0,75

-66,44

-44,30

2,50

0,25

-32,19

-12,88

2,50

0,75

-96,57

-38,63

Central
Sobre o
pilar

2,50

0,45

47,56

19,02

2,50

0,55

58,13

23,25

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

2,50

0,25

-38,01

-15,20

2,50

0,75

-114,03

-45,61

3,25

0,25

-28,06

-8,63

1,75

0,75

-84,19

-48,11

Central
Sobre o
pilar

3,25

0,45

11,97

3,68

1,75

0,55

14,62

8,36

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

3,25

0,25

-18,94

-5,83

1,75

0,75

-56,81

-32,46

3,25

0,25

-16,97

-5,22

1,75

0,75

-50,90

-29,08

Central
Sobre o
pilar

3,25

0,45

14,52

4,47

1,75

0,55

17,74

10,14

Central
Sobre o
pilar
Central
Sobre o
pilar

3,25

0,25

-27,20

-8,37

1,75

0,75

-81,60

-46,63

3,25

0,25

-30,15

-9,28

1,75

0,75

-90,44

-51,68

Faixa

Lfaixa

140

Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado

ANEXO II

Quadro II.6 – Distribuição dos momentos no Pórtico 3y
Pórtico

Troço
Externo 3

Interno 1

Interno 2

Momentos no pórtico
[kN.m]
Msd (apoio2)

-70,88

Msd (apoio1)

-113,97

Msd (vão)

83,24

Msd (apoio2)

-109,03

Msd (apoio1)

-82,87

Msd (vão)

5,79

Msd (apoio2)

-39,84

Msd (apoio1)

-43,06

Msd (vão)

24,42

Msd (apoio2)

-28,71

Msd (apoio1)

-18,94

Msd (vão)

2,45

3y

Interno 3

Externo 2

Msd (apoio2)

Keila S. G. Robalo.

-6,30

Lfaixa

Msd

Msd

[m]

Coef. De
Repartição

Central

2,50

0,25

-17,72

-7,09

Sobre o pilar

1,50

0,75

-53,16

-35,44

Central

2,00

0,25

-28,49

-14,25

Sobre o pilar

2,00

0,75

-85,48

-42,74

Central

2,00

0,45

37,46

18,73

Sobre o pilar

2,00

0,55

45,78

22,89

Central

2,00

0,25

-27,26

-13,63

Sobre o pilar

2,00

0,75

-81,77

-40,89

Central

1,63

0,25

-20,72

-12,75

Sobre o pilar

0,88

0,75

-62,15

-71,03

Central

1,63

0,45

2,61

1,60

Sobre o pilar

0,88

0,55

3,18

3,64

Central

2,38

0,25

-9,96

-4,19

Sobre o pilar

1,63

0,75

-29,88

-18,39

Central

1,63

0,25

-10,77

-6,62

Sobre o pilar

0,88

0,75

-32,30

-36,91

Central

1,63

0,45

10,99

6,76

Sobre o pilar

0,88

0,55

13,43

15,35

Central

1,63

0,25

-7,18

-4,42

Sobre o pilar

0,88

0,75

-21,53

-24,61

Central

1,63

0,25

-4,74

-2,91

Sobre o pilar

0,88

0,75

-14,21

-16,23

Central

1,63

0,45

1,10

0,68

Sobre o pilar

0,88

0,55

1,35

1,54

Central

1,63

0,25

-1,58

-0,97

Sobre o pilar

0,88

0,75

-4,73

-5,40

Faixa

[kN.m] [kN.m/m]

141

67 -43.67 Msd (apoio2) -17.25 -4.7 – Distribuição dos momentos no Pórtico 4y Pórtico Troço Externo 1 Interno 1 Interno 2 4y Interno 3 Externo 2 Momentos no pórtico [kN.11 0.75 -11.75 -22.25 0.25 0.17 -38.50 0.50 0.m/m] Central Sobre o pilar Central Sobre o pilar 1.75 0.54 Central Sobre o pilar 1.70 7.97 -17.75 0.55 9.73 Msd (vão) 12.38 1.75 1.45 26.m] [kN.74 Msd (apoio2) -87.85 1.23 Msd (vão) 17.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II Quadro II.75 0.45 5.55 32.50 0.75 0.29 Central Sobre o pilar Central Sobre o pilar 0.50 0.66 Faixa Lfaixa Msd (apoio2) -53.75 0.45 7.45 0.75 -8.25 -21.20 -44.86 21. G.22 Msd (apoio2) Central Sobre o pilar 0.50 0.75 0.29 0.27 Msd (vão) 59.71 Msd (apoio2) -33.56 Msd (apoio1) -64. 142 .88 17.06 -12.75 -2.25 -8.25 -7.75 -65.55 6.29 -8.25 0.74 7.75 -12.75 -48.60 0.78 -1.97 9.91 1.75 0.78 1.66 Central Sobre o pilar 0.75 -66.04 -3.50 0.58 1.66 0.75 0.97 6.32 -5.29 Msd (apoio1) -11.50 0.53 0.25 -2.89 -14.33 -3. De Repartição [kN.90 Central Sobre o pilar Central Sobre o pilar 1.75 Msd (vão) 0.75 0.30 -29.86 1.51 1.80 -16.50 0.79 Central Sobre o pilar Central Sobre o pilar 1.73 Central Sobre o pilar 0.87 -26.25 -16.00 1.16 Msd (apoio1) -88.50 0.91 0.25 -22.92 1.14 Central Sobre o pilar 1.75 -24.55 0.59 1.43 -9.06 Msd (apoio1) -29.25 -13.50 0.11 lkkkk Keila S.25 0.75 0.75 -39.m] Msd Msd [m] Coef.25 -0.76 0.71 1.75 0.89 0. Robalo.92 -3.07 -14.27 -5.

96 -47.25 -13.63 0.99 -74.52 -31.60 Externo 2 Lfaixa Msd (apoio2) Msd (apoio1) Interno 3 Msd [m] Coef.75 -63.75 0.75 0.25 -18.58 -13.61 -9.21 Msd (vão) Msd (apoio2) Keila S.88 0.04 4.88 0.8 – Distribuição dos momentos no Pórtico 5y Pórtico Troço Externo 1 Interno 1 5y Interno 2 Momentos no pórtico [kN.29 1.95 18.m] [kN.m] [kN.08 -75.22 -46.41 Msd (apoio1) 1.63 0.75 -39.75 -70.55 11.82 Sobre o pilar 1.69 -34.81 -24.58 Sobre o pilar Central Sobre o pilar 1.27 -7.55 12.63 0.51 -7.75 0.09 Msd (apoio2) -53.25 -11.00 0.05 6.63 0.04 22.75 -35.88 0.32 -38.62 5.45 9.25 Msd (vão) 70.75 0.63 0.25 -18.80 -6.98 7. Msd -62.42 Central 1.99 Sobre o pilar 1.75 -56.25 -15.63 0.30 Central 1.08 1.08 Central 1.26 1.88 0.75 1.73 -40.02 23.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II Quadro II. Robalo.75 -55.m/m] Central Sobre o pilar Central Sobre o pilar 2.88 0.01 1.50 0.92 1.42 Sobre o pilar Central Sobre o pilar 1.45 31.75 0.75 -81.47 -108.63 0.41 -21.25 -21.75 -46. G.29 1.88 0.41 Msd (apoio1) -94.07 -15.55 39.66 Sobre o pilar 1.25 -27.11 -11.88 0. De Repartição Faixa Msd (apoio1) Sobre o pilar Central Sobre o pilar 143 .45 10.79 Central 1.88 Msd (vão) 20.75 0.80 Central 1.50 1.82 -34.25 -23.35 -84.31 Msd (apoio2) Central 1.47 1.90 -10.

88 0.00 0.06 -10.13 0.24 Msd (vão) Central 1.00 0.m] Msd Msd [m] Coef.55 7.56 -34.19 38.88 0.81 -15.17 -41.13 0.24 Sobre o pilar Central Sobre o pilar 0. Momentos no pórtico [kN.9 – Distribuição dos momentos no Pórtico 6y Pórtico Troço Externo 1 Interno 1 6y Interno 2 Interno 3 Externo 2 Keila S.88 0.25 -6.18 -34.72 5.95 Central 1.02 Msd (apoio2) Central 1.72 0.45 17.39 1.25 -10.81 -63.55 7.31 1.00 0.25 -12.21 Sobre o pilar 1.55 21.44 -23.75 -23.09 Sobre o pilar 0.58 -35.72 Msd (apoio2) -30.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO II Quadro II.13 0.05 0.23 Central 1.13 0.06 0.19 -9.70 Sobre o pilar 0.84 0.75 -47.88 0.31 -14.09 0. Robalo.34 Sobre o pilar Central Sobre o pilar Sobre o pilar Central Sobre o pilar 144 .25 Msd (vão) 14.86 -7.70 -6.83 8.81 -6.m] [kN.25 0.09 -26.00 0.02 21.24 Msd (apoio2) -40.92 1.00 Central 1.45 5.88 0.94 -40. De Repartição [kN.75 -36.44 1.42 Msd (apoio1) 1.m/m] Central Sobre o pilar Central Sobre o pilar 1.88 0.75 -30.13 0.13 0.75 -20.41 5.22 1. G.06 -8.44 Msd (apoio1) -57.93 Faixa Lfaixa Msd (apoio1) -35.93 -42.00 8.25 -7.75 -30.88 0.79 Msd (apoio1) -27.19 17.75 -26.45 6.25 -14.75 -42.25 -8.42 -47.25 -10.49 Msd (vão) 12.25 -15.36 Central 1.00 0.74 Msd (apoio1) -48.13 0.00 0.75 0.

1 – Distribuição das cargas das lajes para as vigas .25kN/m2. Keila S. peso próprio=5. G Robalo. 145 . peso das paredes divisórias =2kN/m2) e as sobrecargas consideradas foram 2kN/m2.5kN/m2.75kN/m2 (revestimento=1. As cargas permanentes consideradas nas lajes L1 a L7 foram 8.Linhas de influência O parâmetro P é igual a carga permanente da laje (g) mais a sobrecarga (q) e L é o vão do cálculo da laje.Anexos Anexo III: Quantificações das acções nos pórticos Figura III.

5kN/m2 e peso próprio da laje igual 5.32 metros de espessura. Consola 2 Nessa consola entra a carga da parede exterior.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO III III. 8. Sendo o pé-direito dos pisos 2.25 kN/m .81kN/m qconsola=0. gconsola e cargas variáveis q consola transmitidas das Cargas consolas parapermanentes. Para este tipo de parede o peso específico é de 2. incluindo argamassa de assentamento.13kN/m qconsola=0. segundo as Tabelas Técnicas.2 Determinação das reacções das lajes em consola Consola 1 e 3 Determinação das cargas permanentes.5kN/m Keila S.47kN/m qconsola=0. incluindo argamassa de assentamento. Sendo assim obteve-se o peso próprio das paredes internas igual 2.75kN/m corresponde soma das 1. 6. as vigas gconsola e cargas variáveis qconsola transmitidas das consolas para as vigas.30kN/m2.5*10. diferindo destas apenas nos vãos.5m 1m gconsola=1. Robalo.5*2+1*5=6kN/m Consola 4 e 5 Essas consolas estão submetidas as mesmas cargas que as Consolas 1 e 3.4=10. Para esye tipo de parede o peso específico é de 3.31kN/m 1.75*6. 10.09kN/m. G.24 metros de espessura.7 metros. gconsola=1.75kN/m 5kN/m 2kN/m 1.5m 1m 1m gconsola=1.5*2+1*5=6kN/m O valor de 6.5kN/m e peso próprio da laje iguala5. Portanto as cargas permanentes consideradas foram 2 Cargas permanentes.91*0.91kN/m (2.5m 1. III.1 Quantificação das cargas das paredes Parede exterior Considerou-se que a parede exterior é de tijolo furado leve com 0.31=15.31kN/m .75kN/m2 corresponde a soma das cargas permanentes: Revestimento igual 2 2 2 valor de 6.75*2+1*5=6.7m*2.75=11.7m*3.75=10.5*6. gconsola e cargas variáveis qconsola transmitidas das consolas para as vigas. cargas permanentes: Revestimento igual O 1. obtevese o peso próprio das paredes externas igual a 8. Parede interior Considerou-se que a parede interior é de tijolo furado leve com 0.75+8. 146 .30kN/m).25 kN/m2.60kN/m2.60kN/m2=7. sendo esta considerada distribuída em toda a consola conforme preconizada pelo RSA.

Primeiramente foi aplicada a carga unitária no referido ponto no piso 5 e determinou-se o deslocamento da viga do referido piso.2 – Reacções das lajes de escada.8kN/m 34 d1=1. no ponto da ligação das duas vigas.5m g1=14. cuja rigidez foi determinada da seguinte forma: Aplicou-se uma carga unitária no Pórtico 4.90kN/m2 8.88KN/m2 5.3 Determinação das reacções das lajes de escadas Quadro III.5m q1=6. As reacções g1 e q1 foram aplicadas no Pórtico 5 e as reacções g2 e q2 foram aplicadas no Pórtico 8.88kN/m2 Cp(L5)=8. calculou-se a sua rigidez.50kN/m2 8.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO III III. 147 .88kN/m2 3 kN/m2 11.90kN/m2 5. Depois aplicou-se novamente a carga unitária no piso 4 e determinou-se o deslocamento da viga do piso 4 e assim sucessivamente até ao primeiro piso.38kN/m2 --- Carga permanente  Sobrecarga (Sob) - 5.75KN/m2 g2=44. onde se pretende determinar o deslocamento.2kN/m q=3KN/m2 q(L5)=2KN/m2 q2=16. A seguir apresenta-se o quadro com o deslocamento obtido no nó em análise em cada piso e respectiva rigidez.88KN/m2 8.3kN/m 34 d1=1.4m d4=1.9KN/m2 d3=1. Robalo. Keila S. Determinados os deslocamentos. III.1 – Acções consideradas nas escadas Lanço α Peso próprio (Pplaje) = (gbetão*hlaje)*cos(a) Peso de degraus (Ppdegraus) = gbetão*hdegraus/2 Revestimento (Rev) 34 º 4.75m Patamar d4=1.4m d2=2.75m d2=2.1m d3=1.13kN/m2 -1. G.4 Quantificação das cargas transmitidas da viga do Pórtico 12 para a viga do Pórtico 4 Para a determinação da carga transmitida da viga do Pórtico 12 para a viga do Pórtico 4 considerou-se que a primeira apoia sobre a segunda por meio de um apoio elástico.28kN/m2 4.1m 5.38kN/m2 2.2kN/m Figura III.

75 g (L6) =0.5*8.5m*25kN/m3) e o peso do pilar com o valor de 6.375kN/m g (L3)= = g (L3) 21.1kN P(p.3 – Diagrama de deslocamento.75kN/m P(viga)=3.5*2 q (L6) q=0.34kN/m 2.1kN P (pilar)= 6.88kN/m g (L3) =27.75kN/m P6P6 =21. para o efeito de dimensionamento dos pilares essas cargas devem ser descontadas.)= P(p.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado rigidez.75 g (L6) =2.75 g (L6) =1*8.25kN/m q (L3)q=5kN/m P(viga)=3.5 1.5 2.5 1.91kN/m P9 P9 P6 P6 P7 P7 P8 P8 P9 Figura III.979E-06 5ºPiso 4ºPiso 3ºPiso 2ºPiso 1ºPiso Kmola (kN) 145560 173913 193798 218150 251319 Conhecido o valor da rigidez do apoio flexível do Pórtico 12 procedeu-se a sua análise de modo a determinar a reacção da mola que corresponde a carga que a viga do pórtico 12 transmite ao Pórtico 4.25kN/m (L3) =5kN/mq (L3) q=6.3m*0. ext.75kN/m (0. vbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb 1 bbbbbb Quadro III.5 0.5*2=5kN/m (L3) =6.1kN P(viga)=3.88kN/m 21.4 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 2. rigidez.91kN/m 8.5 g (L6) =0. Figura III.1kN P (pilar)= 6.1kN P (pilar)= 6.870E-06 5.5 0.5*2 g (L6) =2.34kN/m g (L3) =27.75 =1kN/m =1kN/m (L6) =1*2=2kN/m q (L6)q=1*2=2kN/m P7P7 P8 P8 q (L6) =2.1kN P (pilar)= 6.7m*25 kN/m3) Nas lajes armadas numa direcção onde há partes da carga que foram duplicadas.75kN/m g (L3) =27.88kN/m g (L6) =1*8. A seguir apresentam se detalhadamente as cargas a actuar nos pórticos III.5 2. Para além das cargas referidas anteriormente.5*8.584E-06 3. Deslocamento vertical (m) 6.34kN/m g (L3) =27. Os valores das cargas a descontar correspondem às reacções dessas lajes. 148 P9 . ext.75kN/m P(viga)=3.5 1.3m*2.2 – Deslocamento obtido no nó em análise em cada piso e respectiva rigidez. Keila S.75kN/m P (pilar)= 6.50.5*2=5kN/m q (L6) =2.87*10-6 .1kN (0. .75 P (pilar)= 6. ANEXO III rigidez.)= 8.88kN/m =21. Robalo. 11 d=-6.5 =4.25kN/m q (L3) =6.375kN/m =4. G.3m*0.51.1kN P (pilar)= 6.34kN/m =8.75kN/m =8.5 (L6) =0.5*8.5*8.750E-06 5.160E-06 4. também considerou-se o peso próprio das vigas é igual 3.75 2.25kN/m q (L3) =6.1kN P (pilar)= 6.5 Acções no Pórtico 2 0.

1kN P (pilar)= 6.5 q (L1) =3.1*8.1kN P (pilar)= 6.75kN/m q (L5) = 1.75kN/m 2.1kN P(viga)=3.13kN/m q ( Escada) =16.8kN/m q (L6)=0.9*2=1.5*2=7kN/m g (L4) =4.)=7.75=7.3 4.0 P (pilar)= 6.1*2=8.9*8.3 P11 4. G. III. 149 .88kN/m q (L4) =4.2kN/m 2.88kN/m P(p.3kN/m P(p.7 Acções no Pórtico 5 g (L5) = 6.5kN/m g (L5)= 8.1kN P (pilar)= 6.75kN/m P12 P12 P13 P13 Figura III.56kN/m q (L5) = 1.75=3.8kN/m q (L5)= 1.4* 2=0.1 P10 P (pilar)= 6.0 3. g (L6)=0.5 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 3. Robalo. ext.75=35.1 P1 P2 Figura III.4* R Pórtico12= 0.0 2.6 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 4.5kN/m P15 P14 P15 Figura III.8kN/m 2.1kN P(viga)=3. Keila S.1kN P(viga)=3.56kN/m g (L5)=4.5kN/m g (L6)=0.88kN/m 2.75=30.0 2.20kN/m q (L6)=0. ext.92kN/m g ( Escada) =44.5*8.0 P (pilar)= 6.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO III III.09kN/m P14 q (L5)=1.7 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 5.5 2.63kN/m 3.0 g (L1) =3.09kN/m g (L5) = 6.6 Acções no Pórtico 3 2.6 Acções no Pórtico 4 8.5kN R Pórtico12= 13kN III.)=7.

4*2=4.8 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 6. ext.5*2=3kN/m g (Consola 5)=6.1 P(p. III.5kN/m P20 P (pilar)= 6.1kN P(viga)=3.)=8. Keila S. ext.2kN/m q (L7) =1.1kN P (pilar)= 6. ext.31kN R (L2)= 15.3 4.1kN P (pilar)= 6.75=9.81kN/m g (Consola 4)=11. G.2kN/m P(p.75kN/m P24 P23 P24 Figura III.5*8.75kN/m P (pilar)= 6.5kN (L2)=3.1kN P(viga)=3.5 1.5 g (L7) =1.81kN/m g (Consola 4)=11. ext.31kN R (L2)= 15.5kN R R (L2)= 15.1kN P (pilar)= P (pilar)= 6.75kN/m P(viga)=3.1 2.75=8.1 g (L2)=1*8.8kN/m qq(Consola 4)=6.1kN P (pilar)= 6.3 P17 P17 P18P18 4.5kN g (L4) =2.75kN/m P(viga)=3.75=21kN/m g (L4) =2.1kN P(p.)= 8.5kN/m (Consola 4)=6.75kN/m g (L2)=1*8.)=8.91kN/m g (Consola 5)=11.1kN P (pilar)= 6.81kN/m 2.5kN R(L2)= (L2)= 3.10 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 8.1 g (L6)=1.1*2=2.75kN/m P17 P17 R R(L2)=3.81kN/m q L6)=1.3 4.5kN/m (Consola 4)=6.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO III III. Robalo.31kN 6.2kN/m P (pilar)= 6.9 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 7.4*8.91kN/m P(p.1kN R (L2)= 15.3 2.91kN/m g (Consola 4)=11.1*8.8kN/m q (L4) =2.91kN/m P(p.5kN/m P19 P19 3.1kN P(viga)=3.63kN/m 2.91kN/m g (Consola 4)=11.1 4.4*2=4. 150 .75kN/m P21 P22 P20 P21 P22 Figura III. III.8 Acções no Pórtico 6 2.)= 8.75kN/m P(p.91kN/m P23 q( Escada) =6.)=8.75=8.5kN/m q (L2)=1*2=2kN/m q (L2)=1*2=2kN/m qq(Consola 4)=6.9 Acções no Pórtico 7 2.1 q (L4) =2.75=21kN/m P18 P19 P19 Figura III.13kN/m 1.10 Acções no Pórtico 8 g( Escada) =14.4*8.81kN/m P(viga)=3.31kN P (pilar)= 6.)=8.75=13.1kN P (pilar)= 6. ext. ext.

R (L3)= 21.1 3.1kN P (pilar)= 6.5 4. int.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO III III.)=7.32kN/m P (pilar)= 6.11 Acções no Pórtico 9 3.6kN/m P(viga)=3.1kN R (L5)= 4.14kN/m P ( pila r ) = g (L2) = g (L2) = g (L2) =19.75kN/m q (L1) =3.32kN/m P(viga)=3.1kN P (pilar)= 6.) =8.75kN/m P23 g (L2) = 11.5 4.2kN/m P11 P2 6.75=17.38kN/m P ( pila r ) = q (L2) = 3. III.09kN/m P(p.5 4.1kN R (Consola 4)= 7. ext.1 3.13 – Carga permanente Pórtico 11.5*2=7kN/m P18 q (L2) =3.3*2=4. int. Robalo. ext.13kN/m g (L1) =2*8.09kN/m R (L3)= 21.91kN/m g (L2) = 15.5kN/m 6. P19 g (L2) =15. ext.3*8.88kN P(p.1*2=8.1 g (L4) =4.75kN/m P(p.)=8.75kN/m g (L3) =8.48kN/m =6.5kN/m 6. G.75kN/m P3 151 .75=20.5kN/m P(p.12 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 10.1kN 4.75=30. III.32kN/m 19.1kN g (L2) =15.1 g (L4) =2.75kN/m P(viga)=3.75kN/m P (pilar)= 6.92kN P (pilar)= 6.1kN 6.1kN 6.12 Acções no Pórtico 10 3.09kN/m R (L5)= 8.14kN/m 15.)=7.48kN/m P14 P12 P6 Figura III.1kN P (pilar)= 6.)= 8.2kN P(p.)=7.1kN P(viga)=3.5*8.75kN/m P(viga)=3.91kN/m q (L4) =2.11 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 9.38kN P (pilar)= 6.38kN/m P(viga)=3.75kN/m P10 P1 P17 P10 P1 Figura III.1kN g (Consola 4) g (L2) =11.32kN/m P11 P2 Figura III.88kN/m g (L1) =3.5 4.1*8.91kN/m P(p.63kN/m q (L4) =4. int.75=35.1kN P (pilar)= 6.1kN P ( pila r ) = P18 q (L2) = P ( pila r ) = q (L2) =4.13 Acções no Pórtico 11 g (L5)= 8.1kN P ( pila r ) = P ( pila r ) = 6.75kN/m P17 q (L1) =2*2=4kN/m P (pilar)= 6.1kN Keila S.88kN P(viga)=3.

13kN q (L2) = 2 kN/m q (L2) =2.09kN/m q (L2) = 1kN/m K=251319 kN P (pilar)= 6.63kN/m P23 q (L3) =3.1kN 1.75kN/m P24 g (L5) = 8.63kN/m =6.5kN/m 2kN/m R (L3)= 5kN q (Consola 4) 1.25kN/m 13.56kN P15 P13 2 kN/m q (L6) =2kN/m R (Consola 5)= 3.5kN g (Consola 5) 19.1kN K=251319 kN P(viga)=3.1 P15 P13 Figura III.) =8.)=7.16 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 13. Robalo.88kN R (Consola 5)= 1.)=7.5kN/m 2.56kN P (pilar)= 6.1kN P (pilar)= 6.1 q (Consola 5) P(p.14 – Carga variável no Pórtico 11.1kN R (Consola 5)= 7.09kN/m P(viga)=3.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado q (L5) = P19 q (L2) = q (L2) =3.75kN 3. Keila S. P3 III.75kN/m P(p.0 5 kN/m ANEXO III P14 P12 P6 Figura III.63kN/m R (L3)= 5kN R (L5)= 1. int.75kN/m P7 P7 Figura III.5kN 1.75kN/m 1.0 P20 q (L6) R (L5)= 6.0 P(p.91kN/m 1.75kN/m P (pilar)= 6.36kN 5 kN/m P(viga)=3.1kN R (L5)=6.4kN/m q (L5) = 2kN/m R (L5)= 1.15 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 12.15 Acções no Pórtico 13 g (L6) g (L6) =9.14 Acções no Pórtico 12 1. III.75kN/m P24 P20 3kN/m 4.0 g (L2) = 8. G. 152 .5kN/m R (L5)= 1.13kN/m R (L5)=1. ext. int.38kN P (pilar)= 6.

5 P(p.5 1.63kN/m g (L6) =13.17 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 14.8kN/m q (L6) =3.16 Acções no Pórtico 14 2.75kN/m 2. Keila S.1kN R ( L 3) = P ( pi l a r ) = 6.1kN P (pilar)= 6. G. ext. ext.13kN/m g (L3) =8.88kN/m P21 g (L6) =3kN/m q (L6) =3kN/m g (L7) =5kN/m q (L7) =5kN/m P (pilar)= 6.1kN P ( pi l a r ) = q (L7) =3kN/m P5 P22 P9 P5 Figura III. 153 .5 1. 75kN 6.5 1.1kN P ( pi l a r ) = P22 Pórtico 15 R ( L 3) = 6.75kN/m P(viga)=3.5 1.11.1kN g (L6) =3.75kN/m 2.1 g (L6) =16.51. III.91kN/m P(p.5 q (L3) =2kN/m P9 3.5 1.8kN/m P(viga)=3.13kN/m P16 P21 P21 P8 P16 P16 P8P8 Figura III.52.5 1.5 g (L7) =13.1 g (L7) =21.5 1.17 Acções no Pórtico 15 2.18 – Carga permanente e carga variável no Pórtico 15.)=8. 25kN 6.1kN P (pilar)= 6. Robalo.Análise Estrutural de Edifícios de Betão Armado ANEXO III III.75kN/m P(viga)=3.91kN/m P(viga)=3.75kN/m 1.)=8.51.