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Índice

Introdução......................................................................................................................................................
A Crise Europeia............................................................................................................................................
Causas da crise Europeia...........................................................................................................................
Consequências da crise Europeia...............................................................................................................
Medidas adoptadas pela União Europeia para enfrentar a
crise:...........................................................................................................................................................
A politica da TROIKA...................................................................................................................................
Aprovação do modelo de troika..............................................................................................................
Parlamento Europeu.......................................................................................................................................
Grécia, Irlanda e Portugal são os três países europeus
que solicitaram o resgate financeiro no século XXI..............................................................................
Gráfico: Taxas de rendibilidade dos títulos da dívida
pública a 10 anos........................................................................................................................................
Politica utilizada pela Troika para mitigar a crise..........................................................................................
O impacto da crise Europeia nas variáveis económicas................................................................................
Representação Gráfica das Política adoptada pela Troika
durante a crise Europeia...............................................................................................................................
Considerações finais....................................................................................................................................

de forma a consolidar as suas contas públicas. a palavra Troika designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão. já que os indicadores apontam para um ciclo de fraco crescimento econômico e aumento de incerteza entre os mercados. Neste trabalho pretendemos analisar os impactos das políticas da Troika no nível da tecnologia. Esta equipa desloca-se aos países e analisa exaustivamente as despesas e receitas dos Estados durante algumas semanas. assim como das ordens profissionais e associações de apoio ao consumidor. Por sua vez a Troika que tem designação atribuída à equipa composta pelo Fundo Monetário Internacional. que designa um comité de três membros. . emprego. Na política. a Europa está a passar por uma situação que merece bastante atenção. e investimento no contexto da crise económica. Banco Central Europeu e Comissão Europeia.Introdução Segundo os dados publicados e de acordo com o economista Draghi. Tem origem na palava russa Troika. analistas e economistas responsáveis pela negociação com os países que solicitam um pedido de resgate financeiro. Sendo ela composta por uma equipa de consultores. contando com a colaboração dos vários organismos do Estado e dos partidos da oposição.

Itália e Espanha – não vêm conseguindo gerar crescimento econômico suficiente para honrar os compromissos firmados junto aos seus credores ao longo das últimas décadas. Em 2011. torna os elevados déficits orçamentários insustentáveis. a economia mundial tem experimentado um crescimento lento. uma vez que o mecanismo e o acordo firmado entre os países da zona euro sobre o que fazer não estavam funcionando ou não estavam devidamente esclarecidos. a Europa foi marcada pela real crise económica. como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Cinco dos países da região – Grécia. o mercado passou a exigir maiores rentabilidades sobre os títulos dos outros países endividados da região. um dos países que não conseguiu realizar reformas fiscais. como forma de compensar os riscos.A Crise Europeia Devido ao facto da ocorrência da crise financeira dos Estados Unidos entre 2008 e 2009. Os investidores reagiram de imediato. levando ao aumento do custo dos encargos da dívida do país e exigiu uma série de salvamentos pela União Europeia (UE) e Banco Central Europeu (BCE). assim como as receitas fiscais. O sentimento económico na Europa está ao nível mais baixo dos últimos anos e as projeções de crescimento de organismos internacionais. Quando o crescimento diminui. provocando queda nos índices das bolsas de valores e criando um clima de pessimismo na esfera econômica mundial. foi um dos primeiros a sentir o aperto de um crescimento mais fraco. A partir do episódio grego. Irlanda. têm vindo a degradar-se. Na verdade. A Grécia. A falta de um acordo que pudesse manter os países em sintonia. a única solução que restou para ex-primeiro ministro George Papandreou foi assumir que a Grécia não tinha mais condições de pagar as suas dívidas. O cenário era perverso. . as dívidas da Grécia eram tão grandes que ultrapassaram o tamanho de toda a economia do país. No final de 2009. exigindo maiores rentabilidades sobre os títulos da Grécia. Portugal. e a União Europeia foi o principal sofredor dessas recessões económicas. mantinha todo o sistema em parada cardíaca – até os modelos econômicos conseguiam enxergar isso. A crise na Europa foi causada pela dificuldade de alguns países europeus em pagar as suas dívidas. tentando antecipar problemas semelhantes ao que ocorreu na Grécia.

 Descontentamento popular com medidas de redução de gastos adotadas pelos países como forma de conter a crise. . que mantém relações comerciais com a União Europeia. cujas ações são:  Liberação de uma série de pacotes de resgate para tentar equilibrar a economia dos países europeus em maior dificuldade.  Escassez de crédito. principalmente de países como a Grécia.  Os austeros e os poupadores sofrerão.  Fuga de capitais de investidores. fora do bloco. Medidas adoptadas pela União Europeia para enfrentar a crise: O combate à crise são coordenadas pelos países pertencentes a zona euro. Espanha. Itália e Irlanda.  Implementação de políticas fiscais insustentáveis por parte de alguns dos países na Europa. por França e Alemanha. A crise pode. principalmente.  Implementação de um pacote econômico anticrise (lançado em 27/10/2011). Portugal.  Aumento do desemprego. de acordo com alguns economistas.  Falta de coordenação política da União Europeia para resolver questões de endividamento público das nações do bloco.  Diminuição dos ratings (notas dadas por agências de risco) das nações e bancos dos países mais envolvidos na crise. enquanto que os tomadores de empréstimo e os consumistas desenfreados prosperarão em um mundo com taxas de juros baixíssimas e inflação em alta. inclusive o Brasil.  Maior participação do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Central Europeu nas ações de enfrentamento da crise. causar recessão econômica mundial.Causas da crise Europeia  Endividamento público elevado.  Contaminação da crise para países. Consequências da crise Europeia  Queda ou baixo crescimento do PIB dos países da União Europeia em função da desaceleração econômica dos países do bloco.

A politica da TROIKA Troika é uma palavra de origem russa. por exemplo. fato que aumentou a crise política na região. mas foi em 2010 que o termo ganhou extrema notabilidade no cenário internacional. França. Espanha. a Grécia. a qual os russos na antiguidade usavam para denominar uma espécie de carroça com três cavalos lado a lado. Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional. devido à instabilidade que um dos principais blocos económicos do mundo – União Económica Europeia – foi atingido pela crise mundial. Vale destacar que o Reino Unido não aceitou o pacto.  Definição de um Pacto Fiscal. O termo troika foi muito utilizado no século XX para classificar algumas alianças feitas na década. excepto o do Chipre. Todos os programas de assistência da Troika. Irlanda. empregando medidas de austeridade nos países europeus mais afectados: Grécia. que se reúnem em um esforço único para a gestão de uma entidade ou para concluir uma missão. . Aprovação do modelo de troika O relatório confirma que “não existiu um fundamento legal adequado para a formação da Troika com base da lei primária Europeia. que se alastra por diferentes blocos e países desde 2008. sendo constituída uma tríplice aliança por responsáveis da Comissão Europeia. Itália e Portugal. ocorreu uma tentativa de negociar medidas de resgate financeiro nos países do bloco. foram desenvolvidos antes dessa data. o que implica que antes de 2013 não existia tal aprovação. cujos objetivos são: garantir o equilíbrio das contas públicas das nações da União Europeia e criar sistemas de punição aos países que desrespeitarem o pacto. que será ratificado em 2012. Assim. Trazendo o termo para as questões políticas podemos identificar a troika como uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder.” Isto é indirectamente confirmado pela Comissão quando escreve que “O modelo da Troika foi aprovado pelo legislador da UE (ver artigo 7º da Regulamentação (UE) N° 472/2013) ”. Ajuda financeira aos países com mais dificuldades econômicas como.

a ajudar a Grécia. . O relatório explicitamente “lamenta que os programas não estejam sujeitos à Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia e aos seus Tratados”. Pelo menos uma das medidas incluídas no relatório da OCDE pode ameaçar a sobrevivência da indústria de lacticínios grega. Irlanda e Portugal. de qualquer forma. Irlanda e Portugal são os três países europeus que solicitaram o resgate financeiro no século XXI. entre o FMI e outros «pragmáticos» que querem reduzir ou atrasar o peso da dívida grega. da Comissão e do Conselho para o Parlamento. a opinião do Parlamento Europeu sobre a Troika é irrelevante. Grécia A comissão do Parlamento Europeu que está a investigar o trabalho da Troika visitou finalmente a Grécia. que por diversas vezes a Troika não cumpriu a legislação europeia. como já relatámos. Esta investigação afirmou claramente.Parlamento Europeu Em muitos países a investigação do Parlamento Europeu à Troika fez manchetes. O relatório do Parlamento salienta que os programas continham condições detalhadas sobre assuntos sociais. de momento. Estas condições foram muito para além dos factores socioeconómicos. Apesar de valer a pena apoiar mais transferências de poder ao nível europeu. duvidamos que isto possa levar a uma alteração substancial nas políticas europeias – as decisões principais continuam a ser tomadas à porta fechada. continuar as reformas e depois dar-lhe o nome de «perdão» e aqueles que não acreditam que todo o projecto de reformas esteja ameaçado e que por razões políticas (especialmente nos países do Norte da Europa) não querem ser vistos como estando. Portanto. Uma batalha política de peso poderia de novo rebentar após estas eleições. tais como “ receitas pormenorizadas sobre reformas dos sistemas de saúde e cortes da despesa” na Grécia. esta investigação tem também de ser vista à luz do jogo de forças entre as diferentes instituições europeias. Infelizmente. Grécia. porque o Parlamento não tem direito de tomar decisões sobre qualquer medida da Troika.

isto aconteceu num país onde o salário médio é de apenas 700 a 800 euros. Portugal De Junho de 2011 a Dezembro de 2013. o total da dívida portuguesa poderá até chegar aos 242 mil milhões de euros. foi. mais pragmático que os seus parceiros da Troika. e a inclusão de mais dívida escondida. apesar de esta provocar o aumento do desemprego e o colapso da economia. •Todos os programas de resgate futuros da Troika deverão ser obrigados a cumprir a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia e os seus Tratados. um falhanço. •Não foi ética porque as pessoas mais pobres ou de rendimento médio têm suportado uma parcela injusta das suas consequências. mais medidas drásticas e severas serão pedidas em troca. Irlanda A Irlanda também recebeu a visita de uma delegação do comité do Parlamento Europeu que investiga o trabalho da Troika.3 mil milhões de euros. que serão adoptadas pelo Eurostat em Setembro de 2014. De acordo com as novas regras de contabilidade. Desde o início da presença da Troika em Portugal.3 para 204. •Apesar de tomar uma atitude draconiana quanto às finanças públicas. tem no passado defendido mais apoio financeiro à Grécia como única forma sustentável de manter o compromisso ideológico com a austeridade. Assim. a Comissão Europeia não introduziu regulamentação suficientemente rigorosa para o sector financeiro. na prática.O FMI. Não surpreende. se um novo «pacote de resgate» for considerado necessário tanto pelo Grécia como pelos seus credores. o FMI aceita afinal que. o nível da dívida pública aumentou de 172. Os pontos principais das suas conclusões sobre o trabalho da Troika são: •A abordagem da austeridade seguida pela Troika na Irlanda e noutros países sob resgate teve um fundamento academicamente pouco sólido. os salários desceram 5%. Este pedido de redução da dívida quando a dívida aumenta é motivado pela necessidade que o FMI tem de ter uma justificação para continuar a austeridade. .

matéria-prima) e os efeitos da queda do poder de compra (à medida que as pessoas empobrecem) sobre bens de consumo importados. Portugal (500). Entre as principais medidas fiscais adoptadas pela troika. Os resultados positivos na sua balança de pagamentos derivam de factos excepcionais: uma queda profunda do investimento (por ex.portanto. que aproximadamente 265 mil Portugueses tenham emigrado desde a assinatura do Primeiro Memorando de Entendimento com a Troika. e são requeridas quando os gastos públicos de determinados países são considerados insustentáveis. Gráfico: Taxas de rendibilidade dos títulos da dívida pública a 10 anos Grécia (750). já que acarreta no corte de oferta de serviços públicos. destaca-se na maioria dos países o aumento gradual dos impostos e os cortes orçamentários de sectores que são primordiais para a sociedade. maquinaria importada. Esses mecanismos de austeridade são basicamente utilizados como garantia de recuperação das economias fragilizadas – principalmente após os efeitos turbulentos sobre o sector privado. como na saúde e educação. aumento da idade . Politica utilizada pela Troika para mitigar a crise As medidas de austeridade significam rigor no controle dos gastos. Tais medidas não são vistas com bons olhos pela população afectada. se tornando assim totalmente impopulares. que consequentemente reduziu em grande escala a arrecadação de impostos. Irlanda (250). roubando a Portugal uma parte essencial da sua mão-de-obra quando tenta recuperar o crescimento.

Várias empresas tradicionais apresentaram grande prejuízo. Toyota. acabaram emprestando dinheiro a imobiliárias através da Fannie Mae e da Freddie Mac. empréstimos sem avalistas ou garantias rigorosas. que já vinham crescendo muito. induziu os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis. segundo os dados estabelecidos Mas o maior sofrimento durante a crise Europeia tem a ver com a redução da rentabilidade nos negócios e a queda na procura dos bens da Europa. principalmente através da Fannie Mae e da Freddie Mac. mostra disso é o alto nível de desemprego ao redor do mundo (mais de 300 milhões de pessoas desempregadas). e outras) Muitos bancos e instituições financeiras ao redor do mundo já decretaram falência. Com a inadimplência explícita dos chamados “subprime” os imóveis não eram pagos.para requerer aposentadoria e reduções salariais para aposentados e funcionários públicos. Bancos de vários países do mundo. O governo garantia os investimentos feitos por essas duas empresas. O impacto da crise Europeia nas variáveis económicas Como o mercado de imóveis começou a se valorizar muito pela facilidade de aquisição com financiamentos para 30 anos. esse inflar na verdade era uma bolha. segundo do ponto de vista político. houve uma sobrevalorização dos imóveis com falso inflacionamento dos preços. As economias desenvolvidas apresentaram uma retração e não tem suporte suficiente para enfrentar uma crise tão profunda. Adoptando uma política de taxas de juros muito baixas e de redução das despesas financeiras. os financiamentos eram prorrogados e iniciouse as numerosas hipotecas dos imóveis americanos. mas parece que ainda alguns outros irão falir nos próximos 2 anos. desde que diferentes governos e políticos dos Estados Unidos as usaram para financiar casas aos mais pobres. . Quando se descobriu que os preços eram irreais e os imóveis não podiam ser pagos a bolha estourou e com ela boa parte das instituições financeiras de crédito imobiliário. (como é o caso da GM. que estavam autorizadas a captar empréstimos em qualquer lugar do mundo. mas particularmente nos EUA e na Europa. atraídos pelas garantias do governo.

Então este aumento da oferta monetária leva a uma queda da taxa de juros.Com isso o aumento do imposto altera a curva Is. e irá diminuir os gastos planejados. verificamos que forma de colmatar esta crise Europeia. e mantém constante a curva LM devido ao facto da variação da politica fiscal não afectar a curva LM. e mantém constante a curva Is. os Estados membros da União Europeia. sabendo que a política fiscal tem um efeito multiplicador. e sabendo que o nível de preços de curto prazo é constante. então esse aumento da política fiscal. . como forma de tentar estimular os investimentos e expandir a demanda de bens e serviços. haverá uma diminuição da renda. passando o equilíbrio do ponto A para o ponto B. os Bancos Europeus. e uma consequente diminuição da taxa de juros. diminui o nível da renda.Representação Gráfica das Política adoptada pela Troika durante a crise Europeia  Durante a crise Europeia. como ilustra a figura abaixo. Por sua vez.  Num segundo caso. Este aumento do Imposto desloca a curva Is para a esquerda. como medida de mitigar esta crise. Podemos dizer. que com o aumento do Imposto. já que a politica monetária não afecta a curva Is.Este aumento da oferta monetária desloca a curva LM para a direita. aumentaram os Impostos e com isso pode conduzir os consumidores a gastarem menos. optaram por aumentar a oferta monetária.

. Por sua vez. o Banco Central Europeu (BCE) opta por aumentar a oferta monetária. que como forma de evitar que o aumento dos Impostos reduza a renda. política fiscal contorcionista porque o Estado terá de aumentar a carga fiscal. Podemos analisar no gráfico abaixo. Esses dois efeitos se contrabalançam entre si. não afectando assim a renda dos países em causa. Considerações finais Uma das políticas fundamentais da troika no contexto da crise é a redução dos gastos do Governo. Os impostos mais altos conduzem a uma diminuição do consumo. mantendo constante a renda. o aumento do imposto leva uma grande queda da taxa de juros. e haverá um estímulo ao investimento devido a diminuição da taxa de juros.

A queda do preço do petróleo e de outras matérias-primas é. ou seja aumenta a oferta monetária. precisamente. O Governo tem de adoptar uma política monetária expansionista. No início de 2014 podia-se ouvir os líderes europeus cacarejar sobre a suposta recuperação económica. A crise está sendo agravada por factores políticos. inclusive.e diminuir o seu gasto público. previram o retorno do crescimento aos países do sul da Europa. Foram publicados informes optimistas acerca de uma projectada recuperação na economia mundial e europeia e. Os economistas e os bancos centrais estão preocupados pelos efeitos de um colapso nos preços do petróleo. e diminui a taxa de juros. mais correctamente. Estas preocupações deram passagem a uma situação quase de pânico quando os mercados de valores se viram afectados registaram-se grandes quedas nos preços das acções. incluída a Grécia. de Londres a Tóquio. da superprodução crónica. . uma expressão da falta de demanda ou.