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Aula de Direito Penal – 25 de maio de 2015

Art. 333 – crime de corrupção ativa
Para cada verbo do crime de corrupção ativa eu vou encontrar um verbo
correspondente no crime de corrupção passiva.
Quando o particular promete uma promessa indevida – o verbo
correspondente é aceitar.
Quando o verbo é oferecer o verbo correspondente é receber.
Quando ao verbo solicitar não existe nenhum verbo correspondente no
crime de corrupção passiva.
Corrupção ativa – qualquer pessoa
Corrupção passiva – apenas o funcionário público
Aqui temos uma exceção à regra da teoria monista e unitária – um
particular responde por um crime e o funcionário público responde por
outro.
Quem de qualquer modo concorre para as pratica do crime, responde pelas
penas a ela cominadas na medida de sua culpabilidade.
Aborto consentido – a gestante que consente responde nas penas do art. 124
§4 e o médico nas penas do art. 126
Crime de bigamia – o sujeito já casada responde na forma do caput, e a
pessoa solteira responde nas penas do §1 do art.
O particular responde pelo crime de corrupção ativa e o funcionário publico
responde por corrupção passiva.
Para cada verbo existente no crime de corrupção ativa existe um
correspondente no crime de corrupção passiva.
No crime de corrupção passiva existe o verbo solicitar que não tem nenhum
verbo correspondente no crime de corrupção ativa.
É possível houver crime de corrupção passiva sem que haja o crime de
corrupção ativa?
Sim, em duas situações:
1- Quando o func. Publ. Exige uma vantagem indevida e o particular
não entrega. Aqui temos apenas o crime de corrupção passiva.

2- Quando o func. Pub. Solicita uma vantagem indevida e o particular
entrega. Aqui so tem o crime de corrupção passiva pelo func pub.
Mesmo que ele entregue a vantagem indevida ele não responderá por
crime de corrupção ativa. Isso porque no texto da lei não existe o
verbo correspondente ao verbo solicitar que seria o verbo entregar.
Entendimento em contrário seria rasgar o princípio da taxatividade,
da legalidade, da anterioridade da lei pena.
Não existe o crime de corrupção ativa quanto ao particular que nem
entregou ou mesmo que tenha entregue a vantagem indevida.
So haverá crime de corrupção ativa se a iniciativa partir do particular,
mesmo que a iniciativa seja do funcionário público, mesmo que ele solicite,
o particular não responde por nada.
É possível haver um crime de corrupção ativa, mesmo que não haja de
corrupção passiva?
Sim, em dois casos
1- Quando o particular oferece vantagem indevida e o funcionário
público não recebe.
2- Quando o particular promete vantagem indevida e o funcionário
público não aceita a promessa.
Só haverá crime de corrupção ativa se a iniciativa partir do particular, em
oferece ou prometer vantagem indevida.
É possível crime de corrupção ativa sem que haja o crime de corrupção
passiva.
A oferece 10 mil reais para B que é funcionário público e B diz que não
recebe. Aqui A comete o crime de corrupção ativa na modalidade oferecer.
Ainda é possível haver o crime de corrupção ativa sem que haja o crime de
corrupção passiva quando o particular promete uma vantagem indevida e o
funcionário público não aceita a promessa.
Tentativa
Na modalidade escrita. Escrevi um papel e no caminho ele se perdeu.
Na modalidade verbal só se eu falar e ele não me ouvir (eu acho que foi
isso que ele falou)

No crime de corrupção passiva ele se assemelha de mais com o crime de
corrupção na modalidade solicitar.
Quando eu (func. Pub) solicito uma vantagem indevida e você entregou,
nesse caso o meu recebimento é mero exaurimento, pois o meu crime de
corrupção passiva já se consumou quando eu solicitei e essa solicitação
chegou ao seu conhecimento. Na forma verbal chega na mesma hora, na
forma escrita se a minha solicitação escrita for extraviada aqui haverá a
tentativa.
O recebimento da vantagem é mero exaurimento.
Se a iniciativa é do particular de oferecer vantagem indevida ao funcionário
público e esse funcionário recebe, o recebimento neste caso é a
consumação do crime de corrupção passiva.
Portanto, a depender da situação esse recebimento pelo funcionário público
pode ser mero exaurimento, quando a inciativa partiu do funcionário
público em solicitar, como também pode ser momento consumativo,
quando a iniciativa partir do particular em oferecer.
Art. 317
Mesmo que eu esteja de férias ou de licença, mesmo fora da função, mais
em razão dela eu solicita em pratico o crime de corrupção.
Agora se eu fiz um concurso para delegado de policia e ainda não tomei
posse, mais valendo-me do fato de ter sido aprovado eu solicito uma
vantagem indevida, no momento em que eu solicito e essa solicitação
chega ao conhecimento do particular o meu crime estará consumado,
mesmo que eu ainda não tenha tomado posse, mais eu estou solicitando
uma vantagem indevida em razão da minha função (futura).
Pode ser que haja até mesmo um particular intermediando a negociação, e
esse terceiro pode ser até um funcionário público tbm, por forca das
circunstâncias comunicantes ele responde tbm.
É possível que haja o crime de corrupção ativa sem que haja o crime de
corrupção passiva. Isso é para combater a corrupção, o suborno.
Art. 301 – qualquer pessoa do povo poderá - o povo pode dar voz de
prisão.
No crime de corrupção ativa e no crime de corrupção passiva em principio
as duas partes tentam auferir vantagem, é compensador para ambos.

Um particular é parado na blitz e ele tem que pagar uma multa de 1000 R$
por violar uma norma de trânsito só que ele oferece para o policial 500 R$
para não aplicar a multa, aqui temos o crime de corrupção ativa, se o
policial receber ele pratica o crime de corrupção passiva, se ele não receber
ele não responde por nada.
No crime de corrupção quando o policial solicita
No crime de corrupção passiva quando o policial solicita uma vantagem
indevida não haverá nenhum tipo de benefício para o particular, diferente
do que ocorre quando o
O funcionário público ou solicita, ou recebe ou aceita promessa.
Atos de oficio – são os atos praticados pelo funcionário público, esses atos
são inerentes às suas funções, e é para isso que ele ganha salário.
O particular ofereceu uma vantagem indevida para o funcionário não
praticar um ato de oficio, nesse caso haverá o crime de corrupção passiva e
o crime de corrupção ativa, e essa pena será aumentada em 1/3 na forma do
parágrafo único do artigo para o particular e tbm será aumentada me 1/3
para o funcionário no parágrafo 1º do art. 317, além dele ter recebido a
vantagem indevida ele deixou de praticar a sua obrigação, nas bastasse ele
ter sido corrompido ele não cumpriu com a sua função, o prejuízo para
administração é maior.
Agora se o particular oferecer o dinheiro para o policial não aplicar a multa
e ele receber o dinheiro e aplicar a multa o funcionário público responde
pelo crime de corrupção passiva, mas sem a pena aumentada em 1/3.
Parágrafo único – retardar ou deixar de praticar indevidamente, ou praticalo em desacordo com a lei. Ou tbm não era para ele praticar um ato de
oficio mais ele praticou.
Paragrafo 2º do art. 317 – corrupção passiva privilegiada – o motivo aqui
não é em razão de vantagem indevida, mais sim acolhendo a um pedido ou
cedendo a influência de outra pessoa. A pena aqui é bem menor que a do
parágrafo 1º.
Se quem pediu foi um advogado ele responde por uma pena
Quanto ao que é vantagem indevida há o entendimento de que pode ser
qualquer coisa porque o legislador não definiu, mas prevalece o
entendimento que em regra é dinheiro.

318 – Facilitação de contrabando ou descaminho
 Objeto jurídico: é a regularidade da administração pública,
notadamente o controle de entrada ou saída de mercadoria no país.
 Sujeito ativo: somente o funcionário público que tenha o dever de
impedir a pratica de contrabando ou descaminho (Policial federal).
 Sujeito passivo: o Estado.
 Tipo subjetivo: é o dolo consistente na vontade livre e consciente de
facilitar com infração de dever funcional a pratica de contrabando ou
descaminho.
Obs.: o crime não admite a forma culposa.
 Tentativa: admissível na forma comissiva.
 Momento consumativo: ocorre com a facilitação.
 Ação penal: pública incondicionada.
Art. 334 - Contrabando ou Descaminho
 Objeto jurídico: é a regularidade da administração pública,
notadamente o controle de entrada e saída de mercadoria no pais, e
os interesses em termos de tributação pela fazenda nacional.
 Sujeito ativo: qualquer pessoa.
 Sujeito passivo: o Estado.
 Tipo subjetivo: é o dolo consistente na vontade livre e consciente de
importar ou exportar mercadoria proibida no país ou iludir no todo
ou em parte o pagamento imposto devido pela entrada, saída ou
consumo de mercadoria no país.
 Obs.: o crime não admite a forma culposa
 Tentativa: admissível
 Momento consumativo: ocorre com a entrada de mercadoria no país.
 Ação penal: publica incondicionada.

Contrabando – consiste em importar ou exportar mercadoria proibida no
país.
Descaminho – iludir no todo ou em parte o pagamento de imposto devido
pela entrada, saída ou consumo de mercadoria no país.
O crime do 318 é a facilitação de contrabando ou descaminho.

Eu não posso entrar ou sair com determinadas mercadorias do pais.
Se contrabando consiste em
Se um cara compra drogas em Holanda e tras para o brasil não é
contrabando é trafico internacional de drogas previsto no art. 33 combinado
com o art. 40, inciso I, da lei 11.343/2006.
Então isso não é contrabando, era pra ser porque contrabando consiste em
importar ou exportar mercadoria proibida no pais, mais pelo principio da
especialidade aplicasse a lei de drogas.
Agora a situação é outra, compra armas em Berlim na Alemanha e levo
para para o brasil, aqui não é contrabando, mais uma vez pelo principio da
especialidade eu vou aplica o art. 18 da lei 10.81/2003 – lei de armas e
formas. Tráfico internacional de armas e não contrabando.
Descaminho é iludir....
Você viaja para Miame você tem uma cota e se você passar essa cota você
tem que pagar o excesso, e o crime de descaminho acontece quando a
pessoa não paga o excesso, não paga o imposto devido pelo excesso. Aqui
configurasse o o crime de descaminho.
No mais das vezes esses crimes caminham juntos.
Mais algumas vezes um sujeito pratica um crime e depois o outro.
Nessa esteira de raciocínio, houve uma discussão no STJ acerca do
principio da insignificância e eles entenderam que aquela mercadoria que
não ultrapasse 1000 mil reais ele não responderia pelo crime de
descaminho.
Esse era o entendimento até ressentimento, agora o entendimento é que não
vamos mais fixar valores, o princípio da insignificância ainda pode ser
suscitado mais não será mais fixado o valor, o juiz que vai analisar o caso
concreto.
Se o funcionário público facilitar a pratica de contrabando ou descaminho
ele responde pelo 318 e o particular responde por contrabando ou
descaminho, mais uma exceção a teoria monista.
Nesses casos a competência é da policia federal e por sua vez da JF.
Facilitar com infração de dever funcional.
Eu possi facilidar de duas maneiras, agindo ou omintindo.

Se eu agir, eu tenho a facilitação praticada na forma comissiva, e a
facilitação praticada na forma comissiva a tentativa é admissível.
Aqui nesse caso eu vou agir, me movimentar.
Mais eu ainda posso facilitar pra você fechando os olhos, cruzando os
braços, nada faco para evitar a pratica de contrabando ou descaminho, aqui
eu facilito a pratica de contrabando ou descaminho, aqui na modalidade
omissiva não cabe tentativa.
Parágrafos
I - Navegação de cabotagem é a navegação entre os portos
II –
III - Aqui pra responder na forma do dispositivo, inciso III, ele tem que ser
comerciante.
Aqui ele não responde por receptação.
IV – ou não existe documentação nenhuma ou existe documento falso, ai a
pessoa que formulou o documento falso responde pelo crime de 297. E a
pessoa que usa o documento sabendo que é falso responde pelo 294. E se
você
O que se quer proteger aqui é a nossa moeda. Seria concorrência desleal
deixar que pessoas trouxessem cargas de outros países para o Brasil onde a
carga tributária é absurda e negociasse aqui, por isso é que só é permitido
você trazer de fora uma carga especifica para caracterizar consumo próprio
e não que está comprando em quantidade para vender.
O Brasil compra impostos como se fosse um país de primeiro mundo e
como se fosse um país sério. O Brasil não oferece em serviço o que é
cobrado dos contribuintes.
O IPVA corresponde a 2% do valor do seu carro.
Parágrafo 2º - a pessoa faz um puxadinho em sua casa e começa a negociar
os produtos que ela comprou no Paraguai. Aqui é como se fosse o exercício
de um exercício de atividade comercial, mesmo que a pessoa comercie os
produtos no interior de sua residência.
Parágrafo 3º - o legislador entendeu que nessas situações é mais fácil
praticar o crime de contrabando e por isso a pena é aplicada em dobro.

Art. 319 - Prevaricação






Objeto jurídico: é a regularidade da administração pública.
Sujeito ativo: somente o funcionário público.
Sujeito passivo: o Estado, e secundariamente a pessoa prejudicada.
Tipo subjetivo: é o dolo consistente na vontade livre e consciente de
retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de oficio ou praticálo em desacordo com a lei para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal.
Obs.: o crime não admite a forma culpo.
Tentativa: admissível na forma comissiva.
Momento consumativo: ocorre com a omissão ou com a pratica de
ato de oficio em desacordo com a lei.
Ação penal publica incondicionada.

Aqui o func. Pub. Pode cometer o crime de prevaricação de 3 modos:
1. Retardar – postergar um ato que ele deveria
2. Deixar de praticar – simplesmente se omitir, não fazer nem hoje e
nem amanhã e nem dia nenhum.
Aqui ele não pratica um ato de oficio
Nessas duas modalidades eu tenho formas omissivas, e nesses casos
a tentativa é inadmissível por se tratar de crime omissivo puro.
3. Praticar ato em desacordo com a lei – aqui a tentativa é admissível
Eu faço isso para satisfazer um sentimento ou interesse pessoal.
Porque que o funcionário retarda ou deixa de praticar ato de ofício ou
pratica em desacordo com a lei? Para satisfazer um sentimento ou interesse
pessoal.
Obs.: o crime de prevaricação exige da parte do agente o elemento
subjetivo do tipo consistente no especial fim de agir que é o de satisfazer
sentimento ou interesse pessoal.
Eu vou permitir que o meu filho pesque em local proibido, no período da
piracema, eu sou funcionário público eu devo impedir isso mais eu deixo,
faço vista grossa.
Eu deixo de praticar um ato de oficio que é minha obrigação, mais eu deixo
de fazer por causa de um sentimento pessoa, que eu tenho com aquela
pessoa, não foi por dinheiro, porque se fosse por dinheiro seria o crime de
corrupção passiva com a pena aumentada, e não foi cedendo a pedido de
ninguém porque se assim fosse seria corrupção passiva privilegiada.

Poderia ser tbm o contrario, eu retardo ou deixo de praticar um ato e oficio
para satisfazer um sentimento pessoal de animinhosidade, por se tratar de
um desafeto meu, e por isso eu deixo o processo dele mofando na gaveta.
Nesses casos ninguém me pede para fazer nada aqui é só um sentimento
meu, é por causa da nossa relação que estou deixando de praticar o ato, ou
retardando ele, ou praticando em desacordo com a lei.
É diferente de quando o funcionário público deixa de praticar um ato por
preguiça, aqui não é prevaricação.
Agora se eu rotineiramente, todo dia, deixo de praticar um ato de ofício por
preguiça é prevaricação.
319 – A – aqui o diretor do presidio ele sabe que alguém esta entrando com
aparelho celular e ele deixa passar, o crime desse diretor de presidio é do
319-A e para a pessoa que entrou com o aparelho celular ou com qualquer
aparelho de radiocomunicação e entregou para o preso o crime dele é do
319-A.
Se o preso oferecer dinheiro para o funcionário para ele permitir a
passagem do celular aqui é crime de corrupção passiva e corrupção ativa.
Toda vez que envolver dinheiro será crime de corrupção passiva e
corrupção ativa.
Para o preso ele não pratica crime, mais para ele será uma pena grave
prevista na lei de execução penal.
O crime se consuma quando o agente entrega o celular para o preso ou
não?