DIREITO ADMINISTRATIVO EXERCÍCIOS 1. O que é Estado?

Unidade política com personalidade jurídica de direito internacional público, um território no qual se fixa um povo, organizado através de um poder supremo, com a finalidade de atingir fins coletivos. 2. O que é “Estado de Direito”? Estado de direito é aquele que apresenta as regras sociais com a incorporação dos poderes, para regular a vida das pessoas, e que apresenta as seguintes características: - Princípio da Legalidade - Separação de Poderes - Voto Soberano - Direitos Fundamentais Garantidos 3. Quais são os poderes e funções do Estado? São os poderes do Estado: - Legislativo - Executivo (Administração Pública) - Judiciário São funções do Estado: - Edição - Aplicação da norma. A aplicação da norma se divide entre os poderes executivo e judiciário, com as seguintes diferenças: Classificação: Poder Executivo: Poder Judiciário: Quanto ao tempo ................. de ofício ................................ por provocação Quanto ao modo ........... sem definitividade ...................... com definitividade Quanto ao fim ............... bem estar coletivo................... ... solução do conflito 4. Qual a teoria de Separação dos Poderes (Checks and Balances) e qual a relação com o Estado de Direito? O poder é ‘uno” e indivisível. Eles apenas são classificados em setores, como: executivo, legislativo e judiciário, para um trabalho mais eficaz. São separados da seguinte forma: a)Legislativo : edição do direito. b)Executivo : aplicação do direito. c)Judiciário: aplicação do direito. Como explicitado na questão anterior, o poder executivo e judiciário tem a função de aplicar o direito, porém de formas diferentes. Essa separação é essencial para que se busque uma maior eficácia na incorporação dos poderes, para regular a vida das pessoas através de regras.

5. O que se entende por Administração Pública? Administração Pública é o aparelho administrativo, o conjunto de órgãos, entidades (pessoas jurídicas) e servidores (agentes públicos) para a realização do serviço público para o bem estar da coletividade. Realiza uma das funções do Estado. 6. Administração Pública é sinônimo de Governo? Não, muito diferente da definição acima de Administração Pública, Governo é uma atividade discricionária política, sendo que Administração Pública é uma atividade técnica. 7. Como se diferencia a função administrativa da função jurisdicional? A função administrativa é uma atividade técnica onde se executa ditames governamentais. Já a função jurisdicional é aquela que visa tutelar o ordenamento jurídico mediante decisões individuais e concretas extraídas das normas (solução de conflitos de acordo com as leis e a CF). 8. Administração Pública é expressão unívoca? Explique. Não, a AP, que é o poder do Estado uno e indivisível, tem funções diversas e diversos sentidos, entre eles o subjetivo/ orgânico / formal (conjunto de órgãos e pessoas jurídicas que a lei atribui o exercício da função administrativa) e o material / funcional (conjunto de decisões ou operações mediante as quais o Estado e as outras entidades públicas procuram coordenar e orientar atividades privadas com o fim de garantir a satisfação das necessidades coletivas). 9. AP é poder do Estado? AP não se trata de poder, á atividade técnica, mas tem poder discricionário. 10. Diferencie desconcentração de descentralização. Desconcentração ocorre no controle vertical da AP, desconcentra-se a AP em órgãos para melhor distribuir o poder (delegação de poderes), sendo que estes não são independentes e respeitam um vínculo hierárquico. Vem da Presidência da República em direção vertical para baixo, em relação aos Ministérios e assim por diante. Descentralização ocorre o controle horizontal da AP, entre a AP direta e indireta sendo que a indireta tem personalidade jurídica e são independentes, mas são de certa forma controladas pelo órgão público. Não há vínculo hierárquico. 11. Como ocorre a desconcentração? Dê exemplos. Através da distribuição interna de competências (hierarquia), por matéria, hierarquia (grau) e território.

12. Quais são os princípios da AP, expressos na CF? E os decorrentes? Explique, sucintamente, os princípios da razoabilidade e da moralidade. São os expressos: - Legalidade: O administrador público está em toda sua atividade, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum. - Impessoalidade: é imposto ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. - Moralidade: a administração deve juntar conveniência + honestidade + interesse social. - Publicidade: tornar público, divulgação oficial do ato para o conhecimento e o início de seus efeitos externos. - Eficiência: participação presente da AP, com satisfação do usuário. São decorrentes: - proporcionalidade - razoabilidade: é o critério justo. Destinar uma alta verba para uma região minúscula que não necessita fere tal princípio. - Continuidade do serviço público. Ex: greves ferem tal processo. - Motivação - Transparência - Auto tutela: a própria AP anula ou revoga os atos. - Especialidade: a entidade morre cumprindo a mesma atividade. Ex: controle de água. - Supremacia do interesse público: o interesse das massas deve sempre predominar. - Indisponibilidade da coisa pública: não se permite transacionar com relação à coisa pública. - Veracidade da AP: infraconstitucional. 13. Quais são os poderes administrativos? - Poder disciplinar: poder de sancionar o administrador público. Ordem preferencial (e não obrigatória) – advertência, suspensão, demissão e outras. - Poder de Polícia: poder de restrição da liberdade mediante uma pena. - Poder Discricionário: poder de escolha, dentro das alternativas legais e das condições fálicas da realidade, a que melhor servir ao interesse público. - Poder Vinculado: a administração pública está presa ao Princípio da Legalidade. Somente pode fazer o que a lei permite, ao contrário da pessoa física onde, se não proíbe, pode fazer. - Poder regulamentar: torna a lei viável, executável, não podendo inovar. - Poder hierárquico: poder de dar ordens, advertir, por parte do chefe da AP. 14. Dê o conceito de órgão público. Unidade que congrega atribuições exercidas pelos agentes públicos que o integram como objetivo de expressar a vontade do Estado.

15. Órgão tem poder? Depende, tem o poder discricionário, mas não se pode dizer que tenha poder. 16. Dê exemplos de órgãos autônomos e independentes. Órgão autônomo: Ministério Órgão independente: Poder executivo 17. Qual a diferença entre órgão e pessoa jurídica? De acordo com a Teoria do Órgão, o órgão é a parte integrante da pessoa jurídica do Estado. Portanto, ato da pessoa física (agente) que possui vontade é ato do órgão e imputável à Administração (artigo 36 CF) 18. Órgão tem personalidade jurídica? Pode estar em juízo? Não tem personalidade jurídica porque compõe um todo. A pessoa jurídica é o Estado. O órgão não tem existência separada da pessoa jurídica. 19. Para Maria Sylvia Di Pietro, o que é uma fundação? Entidade de natureza jurídica pública ou privada, com finalidade social, voltada para o interesse público ,instituída por lei autorizativa (apenas para a Pública) . É o “filhote” de autarquia. Faz parte da Administração Pública Indireta. (Não é considerado “órgão”, pois tem personalidade jurídica). 20. Qual a natureza jurídica da fundação? Há duas posições na doutrina brasileira a esse respeito, no sentido do Direito Público ou Privado. a) Pela maioria dos doutrinadores, incluindo Maria Sylvia Di Pietro: - Se for uma fundação privada – é de direito privado; - se for uma fundação pública – é de direito público (o Estado que institui). b) Alguns doutrinadores, como Celso Antônio Bandeira de Melo, acreditam que não existe fundação de direito privado, apenas de direito público. 22. Qual o entendimento de Di Pietro, quanto à natureza jurídica das Fundações? Maria Sylvia Di Pietro entende que as Fundações podem ser de direito público ou de direito privado. 23. Qual a diferença entre associação e fundação? Associação é do CCB, em benefício próprio dos associados e fundação é em benefício de terceiros. A diferença principal está no fado da associação ser de criação livre e a fundação é criada por lei autorizativa. 24. Como saber se a natureza de uma fundação é pública ou privada? Analisando se existe lei autorizativa e analisando o que diz o estatuto.

25. Quais as características de uma fundação? a) Finalidade Social; b) Criada por lei autorizativa; c) Tem o MP como seu curador (fiscaliza, controla, zela pelo bom desempenho); d) Conter na escritura pública as finalidades lícitas, voltadas para o bem da coletividade; e) Pode ser de direito público ou privado; f) Regime da CLT (Emenda Constitucional 19, que dá aos servidores da fundação a prerrogativa de escolha entre CLT ou estatutário) ou estatutário. g) Responsabilidade civil objetiva, artigo 37, parágrafo sexto (direito de regresso contra o servidor, que tem responsabilidade subjetiva). 26. Qual a legislação a respeito? Base legal: artigo 24 a 30 CPC c/c artigos 1.199 a 1.204 CPC. Fundações Públicas: artigo 37, XIX CF e 19 (Disposições Transitórias) Fundações Mantidas pelo Poder Público: artigo 37, XVIII CF. Fundação: artigo 163, II CF. 27. A FUNAI é uma fundação pública ou privada? O Estado entra na Fundação Privada por causa da demarcação de terras indígenas. Necessidade de intervenção do Estado. Tornou-se Fundação Pública.

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