You are on page 1of 2

Aedes aegypti também transmite doença que

pode ser fatal em cães e gatos
Natal/RN – 25 de fevereiro de 2016 – Enquanto que campanhas de mobilização nacional
são feitas para combater o Aedes aegypti, uma nova doença transmitida pelo mosquito
tem tirado o sono de muita gente que possuí animal de estimação em casa. O Aedes
aegypti, além de transmitir doenças como a dengue, chikungunya e recentemente o zika
vírus, também é responsável pela dirofilariose canina, chamada popularmente de "verme
do coração", uma doença que pode ser fatal em cães e gatos.
Especializado em cardiologia veterinária, Fabrício Marinho – do Hospital Veterinário de
Natal – explica que não são todos os mosquitos da dengue que podem transmitir esta
doença. “O mosquito precisa estar infectado com a microfilária, que é o agente transmissor
da dirofilariose. Para transmitir a doença, o agente tem que se alimentar do sangue do
hospedeiro que no caso é o cachorro. Quando ele suga o sangue do mesmo está jogando as
filárias, que irão passar por um processo de maturação ou de desenvolvimento no
organismo do hospedeiro”. O veterinário explica ainda que elas costumam ficar alojadas
na artéria pulmonar. “Elas têm predileção por essa área. Essa é a artéria que leva o sangue
do ventrículo direito até os pulmões para ser oxigenado”.
No momento em que o parasita entra no corpo do animal passa a se desenvolver em seu
coração e pode acarretar uma série de complicações cardíacas no pet, podendo atingir até
vinte centímetros de comprimento. As dirofilárias podem causar hipertensão pulmonar e
consequentemente uma insuficiência cardíaca congestiva do lado direito do coração.
“Como elas têm predileção pelas artérias pulmonares, durante o tratamento com
medicamento adequado pequenos fragmentos das dirofilárias que vieram a óbito podem
se deslocar até os pulmões e causar uma embolia pulmonar. Elas causam um êmbolo e isso
forma uma lesão grave que pode ser fatal para os cães”, acrescenta Fabrício.

O médico veterinário alerta: “É muito importante que os donos fiquem atentos a alguns
sinais que o amigo de quatro patas pode vir a apresentar. Os principais sintomas são tosse
seca, engasgo e respiração bem ruidosa. Precisa observar aqueles animais que se cansam
fácil e tem dificuldade de respirar. Distensão abdominal também pode ser um indício de
doença, quando do nada o cachorrinho começa a emagrecer e a barriguinha fica grande. A
doença também pode causar acúmulo de líquido na cavidade abdominal, como também
podem ficar assintomáticos por algum tempo e então de repente o organismo começar a
apresentar vários sintomas de uma só vez”.
Para saber se o cachorrinho tem ou não a doença, podem ser feitos testes sorológicos
associados de um ecocardiograma. Já o tratamento costuma ser feito a base de
medicamentos. Novas pesquisas na área também mostram a possibilidade da retirada do
agente infeccioso através de procedimento cirúrgico.
A incidência de dirofilariose em cães costuma variar de região para região, sendo mais
frequente em cidades litorâneas e de clima quente. Entretanto, Dr. Fabrício Marinho
comenta que em Natal quase não há diagnósticos da doença, mas que a prevenção se faz
necessária. “O uso de coleiras específicas e repelente aerosol são fundamentais para
impedir que o mosquito chegue no cachorrinho”.
Dr. Fabrício Marinho, junto com seu irmão Fábio Marinho, está à frente do Hospital
Veterinário de Natal. Os veterinários-irmãos voltaram para Natal depois de quatro anos de
especialização nos maiores centros de veterinárias referência do País – Unesp –
Jaboticabal (São Paulo) e Viçosa (Minas Gerais). Fabrício Marinho é mestre em clínica
médica com áreas de atuação em cardiologia veterinária e atualmente faz doutorado em
clínica médica. Já o doutor Fábio Marinho fez residência em clínica médica e cirúrgica na
Universidade Federal de Viçosa (Minas Gerais) e é mestre em clínica cirúrgica, com área de
atuação em oftalmologia veterinária na Unesp Jaboticabal.
Inaugurado em outubro de 2013, o Hospital Veterinário de Natal conta com a melhor
equipe de especialistas veterinários do estado além de completíssima estrutura de prontosocorro e exames, com os mais modernos aparelhos de imagem, emergência com médico à
disposição 24 horas, centro cirúrgico, etc. Além de clínica médica, cirúrgica e
traumatológica, o HVN oferece os serviços de pet-shop, banho e tosa e hotelaria com
capacidade para receber até 50 animais, além de exames laboratoriais automatizados e
equipamentos de última geração como ecocardiograma, ultrassonografia, radiologia
digital, eletroretinografia, eletrocardiografia e holter.

Informações à imprensa:
Mosaique Comunicação
http://mosaiquecomunicacao.com.br
Ulysses Freire - DRT 1716/RN - (84) 98829-4375