Roteiro de Apresentação

Introdução histórica:
Robert Alexy Nasceu na Alemanha, Oldenburg, em 1945, no imediato pós segunda guerra,
é considerado um dos mais influentes filósofos do direito ainda vivos, e do século XX como um
todo. Toda a sua infância e juventude foram vividas dentro do contexto da Guerra Fria, tendo
nascido e crescido na Alemanha ocidental. Graduou-se em direito e filosofia pela Universidade de
Göttingen, tendo recebido o título de PhD em 1976, com a dissertação Uma Teoria da
Argumentação Jurídica.
Atualmente é ainda bastante ativo, inclusive esteve presente no Tribunal de Justiça do Paraná no
começo de 2015 na condição de palestrante. É professor da Universidade de Kiel e em 2002 foi
indicado para a Academy of Sciences and Humanities na University of Göttingen. Em 2010
recebeu a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha.
Paralelo com a Prática:
A sua teoria pode ser aplicada ao direito brasileiro especialmente através do conceito de
“Constitucionalização da Ordem Jurídica”, isto não significa dizer que é unicamente aplicável
neste ramo, apenas que é mais fácil podermos observar a influência e a aplicabilidade diretas de
seu pensamento neste fenômeno jurídico atual.
Entende-se pela constitucionalizarão do direit
o o fenômeno em que as normas (e
mais precisamente as normas principiológicas), se "expandem"e atuam em praticamente todo o
ordenamento jurídico - nem sempre foi assim.
Luís Roberto Barroso já dizia sobre o tema: “A existência de colisões de normas
constitucionais leva à necessidade de ponderação… Chega-se, por fim, à argumentação, à razão
prática, ao controle da racionalidade das decisões proferidas, mediante ponderações nos casos
difíceis, que são aqueles que comportam mais de uma solução possível e razoável.
Constitucionalização do Direito -> Colisões -> Ponderações + Argumentação Jurídica =
racionalidade, correção.
Por exemplo, no direito civil, temos que a força principiológica dos direito constitucionais
pode encontrar “confrontos" na prática, digamos entre o direito de liberdade de imprensa e o
direito à honra - um conflito principiológico que permite mais de um resultado, e, através da
racionalidade e da correção presentes na teoria de Alexy, poderemos encontrar a solução
aplicável à estes conflitos jurídicos, inclusive no tocante aos outros ramos do direito, como penal,
tributário, empresarial e etc.
Para podermos ilustrar isso mais claramente, vou tomar a liberdade de trazer dois casos
concretos, de direito, nos quais poderemos observar a sua teoria sendo aplicada:
O STJ julgou uma ação declaratório de nulidade de ato jurídico cumulada com pedido de
repetição de indébito (eu tenho que explicar rapidinho o que é isso pro pessoal), a ação anterior
que discutia a respeito de uma desapropriação indireta (também explicar isso pro pessoal) - A
fazenda do Estado de São Paulo foi vencida e estava pagando através de precatório. Não havia
mais prazo para ação rescisória quando descobriu-se que a a área discutida já pertencia ao
Estado e não aos autores que haviam vencido essa primeira demanda.
O principal argumento utilizado pelos votos vencedores desta segunda ação foi o de que a coisa
julgada e seu fundamento - a segurança jurídica - não podem sobrepor-se aos princípios da
moralidade pública, da razoabilidade, e da proporcionalidade, sendo indispensável ponderar todos
estes elementos constitucionais.

e deve. a autoridade citada ingressa com uma medida cautelar (explicar o que é isso) a fim de evitar tal publicação. no qual uma importante licitação estava por ser decidida. com base nos seus direito à privacidade e à informação. O juiz atua da seguinte forma: nega a liminar pois: a) O fato é verdadeiro: Argumento . ao tomar conhecimento do fato. .a autoridade em questão exercia seu cargo no ministério dos transportes.o judiciário pode. mediante interferência prévia. Embora a decisão tomada não seja a única possível para o caso. de forma que.Outro exemplo é o flagrante registrado por um jornalista através de uma fotografia da saída de um ocupante de cargo político importante no país.somente em situações de rara excepcionalidade deve o judiciário impedir. b) O conhecimento do fato foi obtido por meio lícito: Argumento . Tal fotografia seria estampada em uma revista sob uma manchete escandalosa. incontroversamente. utilizando argumentos “não previstos no edital”. bem como evitar seja mencionado o nome de sua esposa. de um motel na companhia de uma senha que não sua esposa. ocorreu. e a senhora que o acompanhava esta a serviço de um dos licitantes. interferir para impedir a divulgação de uma notícia se ela tiver sido produto de. um crime. por exemplo. c) Há interesse público potencial no conhecimento do fato: Argumento . a divulgação de um fato que. a argumentação que foi desenvolvida é lógica e racional a ponto de que se sobressaia.