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Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de
modelos de bielas e tirantes – Parte I: fundamentos
Publicado em 20 de outubro de 2014 por inter25 (http://rodrigorcarvalho.com.br/author/inter25/).
O modelo de bielas e tirantes é uma ferramenta de cálculo baseada no teorema estático da teoria da plasticidade
que permite o dimensionamento de elementos ou regiões especiais de estruturas de concreto armado e protendido.
Esse metódo teve início com Ritter, em 1899, que propôs uma analogia de treliça para analisar as vigas de
concreto armado. O seu desenvolvimento teve sequência, principalmente, na Universidade de Stuttgart com
Mörsch (início do século 20), F. Leonhardt e foi generalizado por J. Schlaich e seus colegas (1987).
Atualmente, a NBR 6.118:2007 – Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento e a NBR 9.062:2006 – Projeto
e Execução de Estruturas de Concreto Pré-Moldado permitem ou prescrevem o uso de modelo biela-tirante, mas
necessitam de regras mais amplas e bem definidas.
Fundamentação teórica
Teorema estático ou do limite inferior da teoria da plasticidade
Segundo o teorema estático da plasticidade, um carregamento (Qs) atuando sobre uma estrutura, que gera um
campo de tensões que seja estática e plasticamente admissível, é um limite inferior do carregamento (QR) que leva
a estrutura ao colapso, ou seja:
Qs ≤ QR
Por campo de tensões estaticamente admissível se entende que as condições de equilíbrio estático são satisfeitas,
e por campo de tensões plasticamente admissível que os critérios de resistência dos materiais são respeitados.
O teorema do limite inferior da plasticidade produz soluções seguras desde que as suas hipóteses sejam
respeitadas.
Regiões B e D de uma estrutura
As regiões B são aquelas em que a hipotése de Bernoulli-Euler, de que a deformação específica (ε) é distribuída
linearmente ao longo da seção transversal, é válida. Essas regiões são dimensionadas ou verificadas pelo
equilíbrio da seção transversal, ou seja, os esforços internos podem ser determinados por meio de métodos
seccionais já consagrados.
As regiões D são aquelas em que as deformações ε têm distribuição não linear na seção transversal e os métodos

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com. 2 de 12 http://rodrigorcarvalho. mas em algumas situações a capacidade portante dos elementos só pode ser explicada pela resistência à tração do concreto (como. por exemplo. Exemplos de regiões D dentro de uma estrutura são mostrados na figura 1. Essa treliça deve satisfazer as hipóteses do teorema do limite inferior da plasticidade discutido anteriormente. e os nós são os volumes de concreto em que as forças que agem nas bielas e nos tirantes se encontram e se equilibram. dadas as ações. os elementos da treliça (bielas. os esforços axiais de cada elemento. sendo necessário adotar modelos adequados que produzam deformações reduzidas e não violem a capacidade de rotação plástica em nenhum ponto da estrutura. segundo a qual se calculam. tirantes e nós) devem ter resistência suficiente para suportar os esforços solicitantes. 27/11/2015 08:43 . Como a compatibilidade não precisa ser respeitada.. o aço e especialmente o concreto permitem apenas deformações plásticas limitadas.Exemplos de regiões D: a) geométricas. normalmente. no caso de lajes sem estribo e ancoragens de barras). Além do equilíbrio. O teorema do limite inferior assume que qualquer equilíbrio é uma solução desde que a deformação plástica infinita seja possível. as bielas representam os campos de tensões de compressão. O cálculo dos esforços axiais nos elementos permite dimensionar as armaduras necessárias e verificar a capacidade das bielas e dos nós. Em modelos de bielas e tirantes..br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d. Fonte: Schlaich e Schäfer (2001) Definições e princípios de dimensionamento com o auxílio de bielas e tirantes Por modelo de bielas e tirantes se entende uma idealização estrutural na qual a estrutura real se assemelha a uma treliça equivalente. os campos de tensões de tração são representados por uma ou mais camadas de armadura ou por tirantes de concreto.Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d.. A resistência à tração do concreto. que é primordial. Além disso. é desprezada.. podemos analisar o comportamento estrutural de um elemento por analogia de treliça. b) estáticas e c) geométricas e estáticas. No entanto. é fundamental detalhar a estrutura de acordo com o modelo de bielas e tirantes adotado. Figura 1 . seccionais não são mais aplicáveis.

nós e tirantes Bielas Existem três tipos de configurações de bielas: prismáticas. for utilizado em vez de uma relação tensão-deformação mais realista..85. um fator de efetividade deve ser utilizado. pode-se aplicar o método da trajetória de forças. é recomendado que.. em leque e em formato de garrafa (figura 3).Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d. que não será tratado neste artigo. ou seja: 27/11/2015 08:43 .118 assume αc = 0. os modelos de bielas e tirantes sejam baseados nas direções das tensões principais determinadas por uma solução elástica (figura 2). a primeira e mais importante tarefa de um engenheiro de estruturas é encontrar um modelo para uma determinada geometria e conjunto de cargas que seja adequado ao concreto estrutural. Atualmente. para garantir os requisitos de ductilidade. Adicionalmente. na seção integral da biela. o ganho de resistência do concreto ao longo do tempo e o efeito da diferença de formato entre o corpo de prova cilíndrico e o elemento na estrutura. Bosc (2008). FIP (1999) e Reineck (2005). existe um catálogo muito grande de modelos de bielas e tirantes que auxiliam o engenheiro na escolha daquele a ser adotado – veja Schlaich et al. em que a solução é única) e é muito comum o mesmo problema ser resolvido de maneiras diferentes. (1987). 1991)..br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d. Esse parâmetro tem por objetivo levar em consideração a perda da resistência do concreto sobre carga mantida (efeito Rüsch). Figura 2 . Para isso. Fonte: adaptado de Schlaich e Schäfer (1991) Figura 3 .Campos de tensão de compressão básicos: (a) prisma. Schlaich e Schäfer (2001. Schlaich et al. Em Schlaich et al.. Por fim.com. Para bielas não fissuradas cujas deformações ao longo da largura são uniformemente distribuídas. Logo. (1987) apresentaram diversas propostas de modelagem de uma região D. Se a deformação não for uniforme e o “bloco retangular” de tensões. é sugerida a adaptação de exemplos normatizados usando a geometria e as forças de uma dada região D. a resistência é reconhecidamente: f cd.Exemplo de MBT baseado na trajetória das tensões principais em solução elástica. (1987). (b) leque e (c) garrafa A aplicação da teoria da plasticidade para o dimensionamento de estruturas de concreto implica a inexistência de apenas um modelo possível de ser adotado (ao contrário da teoria da elasticidade. Resistência de bielas.bie = αc ∙ fcd A NBR 6. 3 de 12 http://rodrigorcarvalho.

A NBR 6. embora permita ou prescreva o método de bielas e tirantes..3 da NBR 6..85 ∙ αv2 ∙ fcd O fator αv2. a resistência é reduzida. O valor de η menor para concretos de alta resistência (até 90 MPa) é devido à maior fragilidade do material.4.com. uma vez que existe um campo de tração e de fissuração que atravessa o campo de compressões. http://rodrigorcarvalho.. Foi proposto apenas um limite de resistência da biela com tração transversal. A definição de fcd2 é consistente com a expressão de VRd2 (item 17. 4 de 12 27/11/2015 08:43 . após análise dos limites de diversas normas e códigos internacionais para a resistência da biela. é conservador e recomendado para utilização em regiões B ou interface entre esta e a região de descontinuidade.bie = 0. b) CCT e c)CTT fcd.Tipos de nós: a) CCC.118 não prescreve explicitamente as resistências de bielas (e nós). Para bielas com tração transversal ao seu eixo.2. Os autores.br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d.. propõem para as normas brasileiras os valores da tabela 1.118) para resistência de elementos ao esforço cortante. normalmente. pois (exceto em alguns casos bem específicos) é difícil garantir a ortogonalidade da tração em todo o comprimento da biela.Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d. Figura 4 .

Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d. Os nós TTT são aqueles em que apenas tirantes confluem para o nó. 5 de 12 http://rodrigorcarvalho. Esses elementos possuem estados de tensões diferentes e precisam ser verificados separadamente. Esse tipo é muito comum em nós de pórticos e consolos submetidos a cargas indiretas.. Deve-se prestar especial atenção à 27/11/2015 08:43 . Existem diversos tipos de nós e os mais importantes estão resumidos na figura 4.com..br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d.. Nós A análise dos nós é fundamental nos modelos de bielas e tirantes. Os nós CCT são aqueles que ancoram barras tracionadas em apenas uma direção. Exemplos: apoio interno de uma viga contínua e quinas de consolos. Exemplos: apoio extremo de vigas e região de aplicação da carga direta em consolos.. Os nós CCC são aqueles em que apenas forças de compressão são equilibradas. Os nós CTT são aqueles que ancoram barras tracionadas em duas direções.

Figura 5 .com. Tirantes Os tirantes são elementos encarregados de suportar a tração do modelo de treliça e. que será publicada na próxima edição de Téchne. deve-se verificar a seguinte inequação: Td /As ≤ fyd ou Td /Ap ≤ fpyd (3) É extremamente importante. desde que devidamente ancorados. é dada pela resistência do aço (fydou fpyd) e. ● As tensões introduzidas pelos apoios ou placas são uniformes e o nó é costurado por armaduras transversais. adotar as recomendações do Eurocode 2: Design of Concrete Structures – Part 1-1: General Rules and Rules for Buildings.43 ≤ tgθ ≤ 2. portanto. que permite aumentar a resistência do nó CCT em 10% (fcd2-2 = 0. são representados por barras de aço (passivo ou ativo). Sugere-se. A análise da segurança de nós tipo CCT será discutida com um pouco mais de detalhes nos exemplos da segunda parte deste artigo. ● A armadura está disposta em múltiplas camadas.. ● Todos os ângulos entre as bielas e os tirantes estão entre 55° e 68° (1. tentar assegurar que no estado limite último (ELU) a armadura esteja escoando. A resistência dos tirantes. normalmente. Aplicação em consolos Modelo principal 6 de 12 27/11/2015 08:43 .5). A justificativa para o aumento da resistência do nó CCT pode ser vista em Schäfer (2010). ao analisar uma estrutura pelo Modelo de Bielas e Tirantes (MBT). são propostos os limites para a resistência dos nós indicados na tabela 2. De forma similar à resistência da biela... pode-se substituir fck por fck + 4 ∙ σ1. No caso de nó exclusivamente comprimido e com estado triaxial de tensão assegurada. Isso melhora a ductilidade do concreto estrutural. também. http://rodrigorcarvalho.8 ∙ αv2 ∙ fcd).a) trajetória das tensões principais em domínio elástico b) modelo de bielas e tirantes para consolo curto ancoragem da armadura.Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d. sendo que σ1 é a tensão principal mínima.br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d.. e o confinamento do nó com o auxílio de estribos ou quadros é recomendado. caso pelo menos uma das seguintes condições seja verificada: ● É assegurada uma compressão triaxial.

Modelo principal para a determinação da armadura do tirante Um modelo de bielas e tirantes aplicado a consolo é muito simples de definir e pode ser derivado das trajetórias de tensões principais em domínio elástico. A partir das equações de equilíbrio.. podemos determinar a1 como sendo: Na equação 9. como mostra a figura 6: e – excentricidade da força vertical Fd devido à força horizontal Hd em relação ao eixo do tirante (figura 6). Por simplificação. a e a força normal é Nsd = Hd . cujo momento solicitante é Msd = Fd . Por simplicidade.br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d.4 ≤ 7 de 12 27/11/2015 08:43 . por semelhança de triângulos temos que: Resolvendo a equação do 2° grau derivada da equação 10. b é a largura do consolo. Assumindo que o nó A é hidrostático e que a tensão solicitante é igual à tensão resistente..Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d.. conforme figura 5. temos: y = d – √(d2 – 2 ∙ a1 ∙ a) (11) É interessante observar que as equações 4 e 5 são idênticas ao equacionamento de uma seção retangular submetida a uma flexotração de grande excentricidade. a espessura do aparelho de apoio foi desprezada no cálculo da excentricidade e. podemos analisar o consolo (propriamente dito) isolado.com. O dimensionamento da armadura principal pelas rotinas já conhecidas da teoria da FCN será idêntico ao modelo da figura 6 se for substituída a resistência máxima de compressão η ∙ fcd por fcd1 (tabela 2). Segundo o EC2.. o modelo principal é válido para consolo curto (0. http://rodrigorcarvalho. assumindo o modelo indicado na figura 6. Além disso. conclui-se que a força vertical é equilibrada na base do consolo e que. Figura 6 .5 < cotgθ ≤ 1) e para consolo muito curto (0.

o segundo é baseado em FIP (1999).. MC90 e Schlaich e Schäfer (2001). Reineck (2005). a força horizontal no caso de consolo muito curto (a/z < 0.5 e (b) a/z ≥ 0.Modelo de bielas e tirantes para carga concentrada próxima ao Figura 9 .5 Figura 8 .. pois o intuito é evitar que uma possível ruptura do elemento seja provocada pelas tensões de compressão no nó A sem que deformações plásticas ocorram.Modelo refinado para determinação das armaduras secundárias: (a) a/z < 0. a finalidade é inibir a ruptura frágil. mas podemos aplicá-lo até cotgθ = 2. 8 de 12 http://rodrigorcarvalho.118: Essa verificação é extremamente importante.com. I) Segundo o MC90. ou seja. Reineck (2005) propõe uma verificação da capacidade de rotação do consolo por uma expressão similar à da NBR 6.. cotgθ < 0. desde que armadura vertical adequada seja dimensionada.Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d.br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d..5).Modelo refinado baseado em Bosc (2008) apoio extremo Modelos refinados e determinação das armaduras secundárias A figura 7 mostra dois modelos de bielas e tirantes distintos: o primeiro é baseado no Model Code 1990 (MC90) e no EC 2.5) é determinada pela expressão (figura 7a): 27/11/2015 08:43 . Figura 7 .

25 ∙ F ∙ (1 – 0. considerando considerando uma seção próxima da região de tração transversal máxima. No caso de regiões de descontinuidade parcial (b ≤ H/2). Reineck (2005). Bosc (2008) propõe que seja considerada uma espessura média. http://rodrigorcarvalho. podemos considerar a seção média (Bosc. ou seja: E a verificação da segurança é dada por: 9 de 12 27/11/2015 08:43 . que determinam a tração transversal de bielas que tendem a “abrir”. pode-se estimar esse valor por aw = 0.br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d.5 ≤ a/z ≤ 2 Os estribos calculados com o auxílio da equação 15 devem ser distribuídos em um comprimento aw.se à conclusão que: II) Segundo a FIP (1999). III) Um modelo bem interessante para a determinação das armaduras transversais é proposto por Bosc (2008). Com o auxílio da equação 13 e utilizando o intervalo em que o modelo principal é aplicável para consolo muito curto (0.com. no caso usual de zona de descontinuidade total. conforme a figura 10. o EC 2 define a tração transversal como sendo: T = 0. Por simplificação. chega.. Bosc se baseia nas equações 16 e 17 do EC2. ab A ie e ab B ie são as espessuras das bielas nos nós A e B. Logo: Uma vez que a tração é ortogonal ao eixo da biela principal. a força vertical que deve ser resistida por estribos verticais fechados é: Onde: 0.Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d.4 ≤ a⁄z < 0. 2008).. no caso de consolo curto. No entanto. a tração transversal do bloco parcialmente carregado (figura 10a) é bastante conhecida: T = 0. Bosc (2008) determina as forças horizontais e verticais secundárias como sendo: Fwhd = 2 ∙ Fwd ∙ senθ Fwvd = 2 ∙ Fwd∙ cosθ – (20) As armaduras verticais e horizontais são calculadas pelas equações: A verificação da biela pode ser feita determinando a tensão de compressão média (figura 11).. conforme figura 8. ou seja: Na equação 18.25 ∙ F ∙ (1 – a/b) (16) No caso de regiões de descontinuidade total (b > H/2). repectivamente. e MC90. a biela principal é considerada com a forma de garrafa e a tração transversal é determinada utilizando as expressões de bloco parcialmente carregado em zona de descontinuidade parcial ou total.7 ∙ a/h) (17) Como as espessuras da bielas nos nós são diferentes.85 ∙ a – z/4.5). Nele. apresentado na figura 9..

.bie ≤ fcd2 (23) Conclusões O artigo revisa resumidamente o modelo de bielas e tirantes aplicado a estruturas de concreto e mostra que esse método aplicado a consolos de concreto é simples.. Fonte: adaptado de Bosc (2008) FONTE: REVISTA TÉCHNE. EDIÇÃO 192 Tweet Share 89 Share 1 Pin Mail You may also like: 27/11/2015 08:43 . Por fim. Figura 10 . (b) tensões transversais e (c) tensões na direção da força aplicada. Além disso..Dimensionamento de consolos de concreto com o auxílio de modelos d. σc. 10 de 12 http://rodrigorcarvalho. Os modelos propostos neste trabalho servem de diretrizes para o adequado projeto de consolos de concreto.Parâmetros para a determinação das forças de tração transversais num campo de tensões de compressão com armaduras distribuídas.Detalhes do modelo de bielas e tirantes de região de descontinuidade total: (a) modelo.br/artigos/dimensionamento-de-consolos-d. mostram-se critérios para a determinação das armaduras de costura e dos estribos necessários. Fonte: adaptado de EC 2 Figura 11 . A determinação da armadura do tirante é simples e considera o equilíbrio dos esforços internos com as forças aplicadas. claro e intuitivo. é proposto um critério de verificação da resistência à compressão de bielas e nós que é consistente com o modelo de bielas e tirantes adotado.com..

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